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Daft Punk revela via Twitter nomes das 13 músicas de seu quarto álbum

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 O duo francês de música eletrônica Daft Punk revelou por aplicativo do Twitter os nomes das 13 músicas que compõem o inédito repertório de Random access memories, quarto álbum de Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter. Com lançamento agendado para 21 de maio de 2013, o disco marca o ingresso do Daft Punk na Columbia Records após 17 anos na Virgin.  Sucessor de Homework (1997), Discovery (2001), Human after all (2005) e da trilha sonora do filme Tron: Legacy (2010), Random access memories foi gravado com intervenções do produtor e compositor italiano Giorgio Moroder, do produtor norte-americano Nile Rodgers, do compositor norte-americano Paul Williams e do músico norte-americano Panda Bear (criador do grupo neopsicodélico Animal Collective). Eis 13 músicas do álbum Random access memories
1. Give life back to music
2. The game of love
3. Giorgio by Moroder
4. Within’
5. Instant crush
6. Lose yourself to dance
7. Touch
8. Get lucky
9. Beyond
10. Motherboard
11. Fragments of time
12. Doin’ it right
13. Contact
19 minutos atrás

Maria Clara Spinelli diz que humanizou a figura da transgênero, em Salve Jorge

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Atriz revela que público passou a torcer por sua personagem Anita

Maria Clara Spinelli 03Na pele da travesti Anita, de Salve Jorge, da TV Globo, Maria Clara Spinelli revela a que finalmente conseguiu humanizar a figura da transgênero. E que hoje, ao contrário do preconceito que o grupo sofre no país, a personagem conta com o carinho e torcida dos telespectadores brasileiros.

“Estou simplesmente encantada com a reação do público sobre o meu trabalho e sobre Anita. A coisa que eu mais queria era isto: que o público visse a Anita como um ser humano. Acho que está aconteceu. Estou feliz porque escreveram no Twitter: ‘Agora, ninguém se refere à Anita como ‘a trava’, e sim com sentimento de empatia e solidariedade’. Sim, estão torcendo por ela!”.

Na trama, Anita cai na emboscada de Wanda (Totia Meirelles) e Russo (Adriano Garib) com o sonho de fazer a redesignação sexual [popularmente conhecido como mudança de sexo] e é mais uma vítima do tráfico internacional de pessoas. 

Maria, que é uma mulher transexual na vida real e que não gosta do rótulo “atriz trans”, revela que não teve receio de interpretar a personagem e que realmente se emociona com as cenas. Para a artista, a Anita tem uma trajetória tão profunda e humana, que se torna o sonho de qualquer atriz.

“Procuro em mim a humanidade de cada personagem. Anita não é uma caricatura. É um ser humano, uma mulher transgênero – que alguns chamam de travesti e outros de transexuais – mas que se vê e se sente como mulher. Sempre me emociono de verdade, seja nas cenas felizes ou nas de dor. Anita tem um sonho e, ‘quem tem um sonho não dança’(risos). Acredito que esse sonho a faz ter forças para suportar tudo o que passou e vai passar”.

Apesar da relação do tema com a sua personagem, Maria Clara admite que não tinha muitos detalhes sobre o tráfico internacional de pessoas, antes da novela, e afirma que está aprendendo com o folhetim. De acordo com ela, Gloria Perezexerce um importante papel transformador na sociedade.

“O texto da Glória é muito preciso. Na cena que foi ao ar na última segunda-feira (15), ela diz: ‘A gente ouve falar dessa coisa de tráfico, mas não acredita que vai acontecer com a gente’. Mas eu sei que as travestis são as maiores vítimas dessa forma de crime. E esta denúncia que a Gloria está fazendo é muito importante, porque as travestis estão à margem da sociedade, e essa estatística talvez não seja tão divulgada assim…”.

Acostumada com papeis no teatro e no cinema – Maria foi premiada no Brasil e pela crítica internacional pela atuação no filme Quanto Dura o Amor?, de Roberto Moreira – a atriz afirma que está encantada com a experiência de estrelar uma novela.

“Está sendo incrível. É a minha primeira experiência na TV. E a TV é uma linguagem diferente do teatro e até do cinema. Tudo é novo, mas ao mesmo tempo muito instigante. Para mim, como atriz, poder criar a partir desta nova linguagem está sendo uma realização”.

Ao comentar alguma curiosidade dos bastidores, ela só tece elogios à Laryssa Dias, que interpreta a Waleska, a quem considera “a pessoa mais generosa do mundo”.

“Sou fã incondicional dela a partir de agora. Ela me acolheu como uma irmã e demonstrou ser a pessoa mais generosa do mundo. Agora, já começo a sentir saudade de todos e principalmente de Anita”, revela a atriz, que brilha em seu primeiro trabalho na TV.

fonte: O Fuxico

28 minutos atrás

Emprego: março bate record. Chora, tucanuardo!

CONVERSA AFIADA por redacao
 

 

Saiu na Folha (*):

Criação de vagas formais cai, mas tem melhor março em 3 anos


CAROLINA OMS
DE BRASÍLIA

O Brasil criou 112.450 novos postos de trabalho com carteira assinada em março, número 0,6% superior ao do mesmo período do ano passado (111,74 mil) e melhor resultado para o mês nos últimos três anos.

Pesquisa da agência de notícias Reuters feita com analistas de mercado apontou que a mediana das expectativas era de abertura de 110 mil vagas no mês passado. Levantamento do jornal “Valor Econômico” estimava a criação 104,1 mil empregos formais no mês, em média. 

(…)

 

Navalha

Em 12 meses, o Brasil gerou 1,097 milhão de empregos formais.

Que horror !

 

Paulo Henrique Amorim

 

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

 

36 minutos atrás

Mídia e EUA articulam novo golpe na Venezuela

BOILERDO por Betho Flávio
 

de Jornal Água Verde

A mesma mídia corrupta, como chama Rafael Correa, que se diz defensora da “liberdade de imprensa”, se apressa em usar a liberdade que tem para semear a violencia e insuflar golpes de Estado.

Ontem, grupos ligados ao ex-candidato presidencial antichavista Henrique Capriles cercaram a sede do canal de televisão teleSUR e ameaçaram seus trabalhadores. Segundo a presidente do canal, Patricia Villegas: “Ameaçaram nosso pessoal, os trabalhadores do canal estão em seus locais de trabalho (…) ameaçaram de maneira permanente”.

No mesmo momento manifestantes pró Capriles, insuflados pelas redes de televisão privadas, lideradas pela Globovisión, também investiram contra o canal Estatal “Venezoelana de Televisión”, a VTV. “Não se sabe se são as mesmas pessoas, mas com certeza respondem ao mesmo movimento político que tem chamado a desestabilização”, afirmou Villegas. Mesmo assim, acrescentou, “toda a nossa equipe jornalística se mantém aqui funcionando, nossos repórteres se encontram nos arredores da cidade de Caracas”,.

Também foram atacadas as casas da presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, e dos pais do ex-ministro de Comunicação e Informação e membro do comando de campanha de Hugo Chavez, Andrés Izarra.

O correspondente da Telesur, William Parra, informou do noroeste de Caracas que um grande setor de seguidores de Hugo Chaves vieram proteger a casa do chefe da campanha, Jorge Rodrigues, cuja residência também foi atacada. “A única coisa que temos a dizer a esse candidato facista é que não se equivoque porque aqui há um povo bravo e guerreiro, esta pátria se respeita (…) que não se engane Caprilles”, disse uma seguidora do presidente Chávez às câmeras da teleSUR.

O roteiro é por demais conhecido. É o que os EUA costumam usar sempre para desestabilizar países que resistem ao seu domínio. Foi assim no Iraque onde até hoje não se encontrou armas químicas, foi assim na Líbia, para derrubar Kadafi, está sendo assim na Síria. Insuflam revoltas, fornecem terroristas mercenários e armas militares, criam uma insurreição e colocam um governo capacho e confiável. E tomam conta do Petróleo. Ou algum idiota acredita que eles estão preocupados com Democracia?

A liberdade de imprensa é tão grande na Venezuela que os canais privados fazem campanha aberta exclusiva e ilimitada para o candidato da direita. Só Capriles e seus comícios aparece nos canais privados, liderados pela Globovisión (coincidência de nome?), mesmo durante a campanha eleitoral. A luta é desigual. Apenas a televisão pública transmite informações sobre o governo e o candidato da situação e transmite seus comícios. Mas lá também existem as redes de comunicação públicas e comunitárias incentivadas pela Lei de Meios de Comunicação, como um direito da população. Estas redes, compostas de rádios, televisões e até jornais, fazem o contraponto com o discurso golpista. É claro que seu poder de fogo é infinitamente menor que as redes privadas, mas são um espaço de comunicação popular que, em momentos como este se tornam referência de informação diferenciada.

São esses veículos de comunicação popular e pública que estão sendo atacados como alvo preferencial por simpatizantes do candidato da direita e com total apoio dos meios de comunicação privados envolvidos mais uma vez até o pescoço com outra tentativa de golpe. Esta é a liberdade de imprensa que eles verdadeiramente defendem. Liberdade para eles e mordaça para para os adversários.

Todos os observadores internacionais garantem que o sistema eleitoral da Venezuela é um dos mais seguros do mundo. Assim afirma a UNASUL, a missão do Mercosul e até mesmo a Fundação Carter, para quem prefere opinião ianque. Estive na Venezuela em outubro passado com o ComunicaSul, cobrindo a eleição de Chávez e garanto que até a oposição confia no sistema eleitoral. Entrevistamos gente nas filas de votação, tanto em redutos chavistas como em regiões que apoiam majoritariamente o candidato de oposição e todos foram unânimes em confirmar a confiança no sistema eleitoral e no voto eletrônico. São tantas auditagens no sistema que fica impossível passar alguma fraude. As auditagens contam com representantes de todos os candidatos e seus peritos técnicos, com total acesso ao sistema. Até mesmo o representante da oposição no Conselho Nacional Eleitoral afirmou ontem perante as câmeras da Globovisión que o sistema não pode ser fraudado e deve ser respeitado. Foi tirado do ar na hora, é verdade, mas já tinha falado. Liberdade de Imprensa de golpistas é assim.

Incendio em comitê chavista

A Procuradora Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, a chefe do Ministério Público, que lá é um dos Poderes de Estado, com o mesmo status do Judiciário, condenou as ações violentas de opositores, pois” estão atentando contra serviçõs públicos e pessoas”. Ela informou que o MP iniciou investigações e 135 pessoas já foram presas pelos atos de violência dos últimos dias e assegurou que a Procuradoria tomará as medidas necessárias para garantir a paz para os venezuelanos.

“Se o Ministério Público comprovar que desestabilizadores se articularam para atuar vamos enquadrá-los em “associação para a delinquência” prevista na lei contra a delinquência organizada e vamos solicitr a indisponibilização dos bens dessas pessoas e o congelamento de suas contas bancárias” afimou a procuradora.

A Venezuela é um país com sólidas instituições, fruto de uma Assembléia Constituinte eleita ainda sob as leis dos governos anteriores que hoje tentam um golpe mais uma vez. Sua carta é avançadíssima com instrumentos democráticos que políticos brasileiros morrem de medo de implantar aqui, como o plebiscito revogatório de mandatos. Todos os eleitos na Venezuela estão sujeitos à cassação de seus mandatos por plebiscito popular oficial bastando a assinatura de 20% dos eleitores daquela eleição. Vale desde vereador até presidente da República. Chávez já teve que se submeter a um desses e o fez democraticamente. Qualquer tentativa de convencer as pessoas que a Venezuela é uma republiqueta sem lei, além de crime de imprensa, é crime contra a verdade.

Por Caio Teixeira, no blog Crítica da espécie

43 minutos atrás

Fotografia > O brotinho Ivanira

BOILERDO por Betho Flávio
 

Do Images&Vision

© Foto de José Medeiros/IMS. O Brotinho Ivanira. Rio de Janeiro, c1950.

A jovem adolescente Maria Ivanira Bastos foi fotografada por José Medeiros (1921 – 1990), no início da década de 50, para um ensaio da revista O Cruzeiro intitulado “Um domingo aos quinze anos”, sobre a juventude carioca da década de 1950. Num vídeo do Instituto Moreira Salles, Maria Ivanira (o brotinho Ivanira), que na época da reportagem tinha 15 anos, fala sobre a repercussão das fotos e como conheceu o fotógrafo José Medeiros, entre outras coisas interessantes.

 

uma hora atrás

Há censura no Brasil, sim.

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Por Eduardo Guimarães
No último sábado, fui um dos palestrantes em um encontro de blogueiros em Curitiba. A “mesa” de debates de que participei teve como tema “Comunicação e Democracia”. Como disse na oportunidade, aqui no Brasil uma sempre foi usada contra a outra. Há quase sessenta anos, um presidente da República deu um tiro no peito por causa da comunicação. Dez anos depois, a comunicação pediu, tramou, ajudou a instalar e, depois, a sustentar uma ditadura sangrenta que durou duas décadas.

Nesta semana, a comunicação no Brasil trata de censurar fatos em um país fronteiriço que, por ser o maior produtor de petróleo do planeta, encerra importância geopolítica e econômica de tal magnitude que atrai os olhares do mundo. Sob a batuta dos Estados Unidos, a comunicação brasileira trata a política interna da Venezuela à base de omissões e distorções dos fatos ou, simplesmente, à base da mais legítima censura. Antes de prosseguir, há que contextualizar os fatos. A vitória apertada do presidente recém-eleito do país vizinho não difere, por exemplo, da que – graças a Deus – obteve Barack Obama nos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando derrotou o republicano Mitt Romney por margem tão apertada quanto o venezuelano Nicolás Maduro derrotou o adversário Henrique Capriles – Obama obteve 2,3 pontos de vantagem e Maduro, 1,75 ponto. Embora os EUA ou a mídia brasileira não tenham pedido recontagem dos votos nos Estados Unidos só porque a vitória de Obama não foi mais ampla, ambos põem em suspeição a eleição venezuelana apesar de o sistema eleitoral do país sul-americano ser mais confiável do que o do país norte-americano. Até aí, política é política e o debate público, por si só, dá conta de pôr os pingos nos is. O problema é quando um comportamento literalmente fascista dos derrotados na Venezuela, que não querem aceitar a derrota, conta com a cumplicidade da imprensa brasileira. Os venezuelanos saberão resolver seus problemas, espera-se. Mas o nosso talvez seja pior do que o deles, pois na Venezuela a censura se tornou impossível devido à pluralidade da comunicação, que há para todos os gostos. O comportamento dos derrotados na Venezuela vem sendo criminoso. Capriles, inconformado com a derrota, exortou seus seguidores a irem às ruas protestar contra uma vitória que, até prova em contrário, foi legítima como a de Obama no ano passado. Sendo condescendente, pode-se aceitar que Capriles tenha perdido o controle de seus seguidores e que os atos de violência que desencadearam por toda Venezuela entre a madrugada de segunda-feira e a manhã de terça não tenham sido orquestrados por ele. Aliás, ao recuar da manifestação que convocara para esta quarta-feira, o candidato derrotado parece ter percebido que sua exortação aos seus seguidores poderia leva-lo às barras da lei, porque sua primeira convocação teve como saldo, até agora, sete mortos e incontáveis atos de vandalismo por toda a Venezuela. Uma onda de vandalismo e violência tomou o país vizinho. Sete seguidores de Nicolás Maduro foram assassinados nos estados Zulia, Táchira e em Caracas, e 61 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade. Ao todo, nove estados reportaram agressões de variados tipos. A mais macabra, porém, foi a de um seguidor de Maduro que foi queimado vivo. Segundo relatos do governo venezuelano, os assassinados tentaram defender unidades dos programas sociais Pdval, CDI e Mercal, que oferecem de atendimentos de saúde por médicos cubanos a venda de alimentos por preços mais baratos que os do comércio. Segundo relatos do governo venezuelano, os estados atingidos pela onda de violência foram Caracas, Carabobo, Miranda, Barinas, Mérida, Lara, Táchira, Sucre e Zulia. Os primeiros ataques de seguidores de Capriles foram aos CDIs, centros de atendimento médico. Os CDIs são dirigidos por médicos cubanos e até pacientes teriam sido atacados. Há relatos, também, de ataques a tevês e rádios comunitárias simpatizantes do governo. As tevês estatais Venezolana de Televisión (VTV) e Telesur foram cercadas pelas hordas oposicionistas e só não as atacaram porque a polícia interveio. Várias sedes do partido do governo, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), teriam sido depredadas e incendiadas. Praças públicas e pontos de ônibus teriam sido destruídos. Entregas de alimentos nos mercados do governo teriam sido impedidas e a mercadoria roubada pela horda ensandecida. O governo venezuelano e incontáveis matérias nas tevês estatais reportam que tudo que tivesse o logotipo do governo era atacado pelos que, alegadamente, foram às ruas, sob instigação de Capriles, para promover um “panelaço pacífico”. As redes estatais inclusive mostraram imagens de depredação nos centros médicos do estado Miranda, governado por Capriles, identificando-os como sendo os de La Limonera e de Trapichito. Esses ataques teriam resultado em 3 mortos que tentaram defender as instalações. Outros relatos dão conta de ataques no estado Carabobo, na cidade de Valencia – onde este blogueiro esteve várias vezes a trabalho. Lá, oito centros médicos teriam sido atacados e um deles, incendiado. Os mortos têm até nome. Um deles é o dirigente do PSUV Henry Rangel. No estado Zulia, outro militante do PSUV foi assassinado diante da sede do Conselho Nacional Eleitoral, quando os seguidores de Capriles ali protestavam e a vítima os xingou. Em Caracas, o militante do PSUV Luis Ponce também foi assassinado enquanto tentava defender o centro médico de La Limonera. Aliás, o uso do condicional, aqui, é mera formalidade, pois a Telesur mostrou imagens de depredações ao longo da última terça-feira e 135 agressores foram presos em flagrante. Se quiserem argumentar que é tudo invenção do governo, as imagens e as centenas de testemunhas provam que violência houve. Podem, então, argumentar que foi o governo que pôs hordas nas ruas para praticarem violência e pôr a culpa na oposição, mas há gente presa em flagrante, acusada de assassinatos e, segundo o governo, com filmagens e fotos das agressões. Seja como for, haverá tempo de sobra para deslindar esses ataques. E a extensa cobertura de redes de televisão e jornais internacionais facilitará ainda mais o esclarecimento desses fatos. O que não se pode aceitar, porém, é que fatos dessa gravidade sejam literalmente ocultados pela dita grande imprensa brasileira, que se limitou a relatar que houve “choques” com “7 mortos” na Venezuela por ação “dos dois lados”. Não há relatos de ataques promovidos pelo governo, não há depredações de sedes de partidos de oposição, não há um só nome de um morto da oposição, não há uma só imagem em foto ou vídeo de governistas praticando violência ou vandalismo. O Jornal Nacional, em sua edição de terça-feira, ocultou tudo isso. A Folha de São Paulo, na edição desta quarta-feira, não dá um só detalhe sobre as vítimas fatais e sobre os atos dos oposicionistas. Os outros grandes meios de comunicação brasileiros fizeram exatamente o mesmo. O público desses veículos não sabe um dado crucial: todos os assassinados são governistas. Todos. Há corpos, há nomes dos corpos e nenhum deles é da oposição. Há sedes do partido do governo e unidades de programas sociais do governo depredados e basta ir a eles e comprovar. Inclusive, o mero exercício da lógica permite entender que o governo não teria por que promover uma farsa dessa magnitude, pois venceu a eleição. A quem interessa o caos? Aos que perderam, claro. Ao governo interessa a tranquilidade diante do resultado. Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil. SINTONIA FINA – @riltonsp 




uma hora atrás

A inflação já caiu, mas os de sempre querem a volta da ciranda financeira, assim não precisam produzir nada

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Alta da Selic teria pouco efeito para frear inflação, mas acalmaria mercado

Para economistas, impacto sobre consumo seria pequeno, mas BC daria sinal de prudência

Pedro Carvalho – iG São Paulo Uma alta de 0,25 ou 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, como cogita parte do mercado, teria efeito mínimo sobre o preço de bens e serviços ( veja no quadro abaixo), ou seja, provavelmente faria pouco para esfriar o consumo e a inflação no curto prazo – o principal argumento para que ela seja elevada. O Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira qual será o valor dessa taxa, a Selic, para os próximos 45 dias – atualmente ela vale 7,25% ao ano, o menor patamar da história. 

Getty Images O tomate, símbolo da preocupação com a alta dos preços: BC pode “mandar sinal” nesta quarta-feira

Nas últimas semanas, a inflação se tornou assunto no noticiário e nas ruas do País. A alta dos preços nos últimos 12 meses chegou a 6,59%, pouco acima da meta anual do governo. O temor da pressão inflacionária ganhou inclusive uma personificação do mal – o tomate. “Houve um problema de inflação, principalmente de alimentos e serviços. O tomate foi a grande estrela. Mas o preço dos alimentos já está caindo novamente, e tivemos a supersafra, que acabará ajudando”, afirma André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos. O Índice de Preços no Atacado caiu 2,99% no ano no que diz respeito à área agrícola. “Uma hora isso chega ao consumidor”, acredita Perfeito.
Além disso, por mais que o tomate esteja caro, quase ninguém parcela a compra da feira – ou seja, não se paga juros nessa operação. Mas mesmo bens que dependem de financiamento teriam o preço afetado apenas minimamente por uma eventual alta da Selic. Uma geladeira de R$ 1.500 paga em 12 meses resulta, hoje, em parcelas de R$ 159,83 e num total desembolsado de R$ 1.917,94. Se a Selic subir 0,25 ponto percentual, a parcela vai para R$ 160,01 e o montante final pula para R$ 1.920,17, somente R$ 2,23 mais caro ( veja mais exemplos no quadro abaixo).
“O Banco Central sabe que 0,25% a mais na Selic não vai segurar a inflação no curto prazo. A questão é outra. Seria mais para mostrar ao mercado que a autoridade monetária está atenta à inflação e não vai deixar que ela saia do controle”, diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor de estudos econômicos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade.
“Subir os juros realmente não faz diferença nenhuma nos preços agora, não vai frear o consumo, mas tem efeito sobre a expectativa do mercado, é uma mensagem do BC”, afirma Alcides Leite, economista e professor da Trevisan Escola de Negócios.
O mercado tem pressionado pela alta. Economistas que participam das reuniões trimestrais com o Banco Central, quando a autoridade “ouve” os especialistas, afirmam que a ampla maioria consultada se diz favorável ao aumento. “Tem gente que diz que [ com a inflação atual] a gente já está sendo comparado com a Argentina, o que é um absurdo”, conta um desses especialistas.
“Não é uma conspiração maquiavélica para fazer o BC subir os juros”, diz Perfeito. O economista fala isso porque, de certa forma, o mercado financeiro se beneficiaria de juros mais altos, que remuneram melhor o capital investido dessa forma. “É só um desconforto real com os índices, que é revelado ao BC. Não é que o mercado joga contra, mas ele tenta olhar para o futuro e ver o que esperar – e uma inflação elevada seria ruim”, diz o economista, que não é favorável à subida da taxa.
Embora os efeitos de uma alta sejam pequenos sobre a inflação no curto prazo, eles podem ser significativos num horizonte mais estendido. “A médio prazo, poderia ter resultado, porque os empresários que controlam os preços sentiriam confiança na postura do governo sobre a inflação, ou seja, saberiam que os custos deles também não vão subir de forma descontrolada”, explica Oliveira, que é favorável ao aumento. “Normalmente sou contra, acho juros altos uma coisa ruim, mas não podemos descuidar da inflação, e no momento 60% dos itens medidos estão subindo de preço”, diz.
Efeitos colateais 
O problema de elevar os juros, na visão dos economistas, é que isso não afeta somente a inflação, mas também – e talvez principalmente – inibe o crescimento econômico. Quando o dinheiro custa mais caro, fica difícil fazer investimentos de longo prazo na indústria, por exemplo. Ou convencer as pessoas a comprar imóveis e outros bens que dependem de financiamentos longos. Ou seja, a economia desacelera. E, no momento, ela já está desacelerando.
Os dados de fevereiro refletem esse esfriamento. O IBC-BR, considerado uma prévia do PIB, teve recuo de 0,52% no mês. A produção industrial caiu 2,5%. As vendas no varejo registraram baixa de 0,4%. O mau desempenho das ações na bolsa brasileira mostram que a economia anda devagar. Nos últimos 12 meses, o Ibovespa teve queda de 13%, resultado bem pior que em outros mercados importantes, como México (+10,55%), Nova York (+14,7%), Londres (+11,3), Frankfurt (+16%), Índia (+9,29%) e Turquia (incríveis +40%). “O mercado está tão incomodado com a inflação que não vê o óbvio – a economia está desacelerando”, diz Perfeito.
Poderia haver, ainda, outros efeitos indesejáveis. Os países ricos agora praticam políticas monetárias expansionistas. Isso significa que injetam dinheiro no mercado para estimular o consumo – é o caso do Japão, que vai colocar mais de US$ 1,4 trilhão na economia do país nos próximos dois anos. Mas, como lá os juros são baixíssimos, parte dessa dinheirama poderia vir parar aqui, onde se paga mais pelo seu uso – em outras palavras, onde os juros são altos.
Se uma Selic maior resultar em uma forte entrada de dólares no País, o preço da moeda americana tende a baixar – qualquer coisa que exista em maior quantidade fica mais barata, em tese. Isso é ruim para as exportações e teria impacto na balança comercial, que acumula um “superdéficit” de US$ 4,5 bilhões em 2013 – de longe, o recorde histórico para um início de ano. 
Além disso, uma Selic mais alta sempre significa que o custo da dívida pública tende a subir. Isso porque a maioria dos títulos emitidos pelo governo para se financiar é indexado à taxa básica de juros.
Fato é que as autoridades monetárias têm dado ouvido às pressões do mercado pela alta da Selic. “Não há e não haverá tolerância com a inflação. Nós estamos nesse momento monitorando atentamente todos os indicadores e obviamente no futuro vamos tomar decisões sobre o melhor curso para a política monetária”, afirmou recentemente o presidente do BC, Alexandre Tombini. “Não titubeamos em tomar medidas. Inclusive posso dizer que, mesmo as medidas que são consideradas menos populares, são tomadas, por exemplo, em relação às taxas juros, quando isso é necessário”, disse, no mesmo dia, o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Assim, o governo estaria disposto a ceder parte do terreno conquistado com os cortes da Selic nos últimos anos, entendeu o mercado – que, após as declarações, elevou a chamada curva de juros de longo prazo. A redução sequencial da Selic foi, sem exagero, um evento histórico. A taxa teve dez cortes seguidos e caiu 5,25 pontos percentuais desde agosto de 2011. “Juros reais menores que a poupança é algo que não se vê desde o segundo império, se é que ocorreu antes”, diz Perfeito.
E, por mais que não exista a tal “conspiração maquiavélica”, parece provável que a diminuição na rentabilidade do mercado financeiro, causada em parte pelos juros menores, tenha a ver com a pressão para que a Selic volte a subir. “A inflação já esteve nesse patamar antes, e ninguém reclamava. Mas naquela época os juros eram mais altos”, lembra Leite, da Trevisan.

uma hora atrás

Luminosa, Leila tira um país diverso do coração no show Eu canto samba

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Resenha de show
Título: Eu canto samba
Artista: Leila Pinheiro (com Pretinho da Serrinha na foto de Mauro Ferreira)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 16 de abril de 2013
Cotação: * * * 1/2

Quando Leila Pinheiro cantou Verde (Eduardo Gudin e Costa Netto, 1985) no palco do Theatro Net Rio, nos mesmos tons radiantes com que defendeu no Festival dos Festivais este samba que lhe deu projeção nacional em 1985, uma onda de emoção tomou conta do público que assistia à estreia nacional do show Eu canto samba no Rio de Janeiro (RJ) na noite de 16 de abril de 2013. Tudo então pareceu fazer sentido neste show em que Leila tira um país de seu coração paraense e expõe em cena esse país musicalmente multifacetado em que o samba reverbera tanto na cadência popular de pagodeiros como Thiaguinho e Pezinho – autores do bonito pagode Minha razão (2012), pretexto para a entrada em cena de seu intérprete, Péricles, um dos convidados da cantora na estreia do show – quanto no tom lírico de um bamba imortal como Luiz Carlos da Vila (1949 – 2008), parceiro de Sombra e Sombrinha no sublime samba Além da razão (1988). Com canto luminoso, Leila Pinheiro surpreendeu positivamente em seu primeiro trabalho inteiramente dedicado ao samba. Inteligente e bem amarrado, o roteiro – assinado pela artista com Marcus Fernando – colaborou para o êxito do show em que a cantora se revigora ao dividir o palco com cinco jovens músicos oriundos da Serrinha, celeiro carioca de bambas desde os tempos do Império. Aliás, a entrada em cena do convidado Pretinho da Serrinha – em Conselho (Adilson Bispo e Zé Roberto, 1986) e  Mas quem disse que eu te esqueço (Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho, 1981) – reforçou a injeção de ânimo. O percussionista e vocalista do Trio Preto + 1 tem carisma. Mas a força do show reside mesmo no roteiro que alinha repertório longe do óbvio. Na estreia,  Eu canto samba surpreendeu já na abertura quando, após a marcação de um surdo e do ronco de uma cuíca, as cortinas se abriram e Leila deu voz a Prece ao samba (Ivan Lins e Nei Lopes, 2006). Se o samba é ritmo sagrado no país que a cantora guarda em seu coração, a lembrança de Se é pecado sambar (Manoel Santana, 1950) – sucesso de Marlene na era do rádio – pareceu estar ali, na sequência do roteiro, para absolver Leila Pinheiro de qualquer eventual heresia no canto desse samba – para alguns – imaculado. Sem culpa por estar pisando em terreno já demarcado, Leila soube colher frutos nobres no vasto quintal carioca. Joia gravada por Alcione em disco de 1987, Raio de luar (Dauro do Salgueiro e Nei Lopes, 1985) ilumina o canto de Leila, mais expansivo neste show. Feliz, com um sorriso no canto, a intérprete soube seguir a receita alto astral de Entra no clima (Acyr Marques, Arlindo Cruz e Rogê, 2007) – número contagiante alocado quase ao fim do show – e reavivpu Esperanças perdidas (Adeilton Alves e Délcio Carvalho, 1972) com arranjo que cria clima de terreiro na introdução e no fim do número. Com menor poder de sedução, o bloco que agrega três sambas gravados por Paulinho da Viola na primeira metade da década de 80 – Prisma luminoso (Paulinho da Viola e José Carlos Capinam, 1983), Rumo dos ventos (Paulinho da Viola, 1982) e Onde a dor não tem razão(Paulinho da Viola e Elton Medeiros, 1981) – se ressentiu de ambientação inadequada. Ora mais extrovertido, o canto de Leila soou sem a densidade pedida por esses sambas filosóficos do compositor – geralmente o melhor intérprete de sua obra. A bossa de Leila Pinheiro é outra. Escorada em sua técnica vocal, a cantora sentou no banquinho e, com seu tamborim, celebrou à sua moda o legado de João Gilberto ao samba com set mais íntimo que encadeia quatro sambas dos anos 40 em que compositores da era pré-Bossa Nova exaltam mulheres de diversas cadências. Entram em cena Doralice (Dorival Caymmi e Antonio Almeida, 1945), Morena Boca de ouro (Ary Barroso, 1941), Rosa Morena (Dorival Caymmi, 1942) e Izaura (Herivelto Martins e Roberto Roberti, 1945). Seguiram-se exaltações a Nara Leão (1942 – 1989) e à escola de samba Estação Primeira de Mangueira antes de Leila pegar seu cavaquinho para refazer sua prece ao samba através de Eu canto samba (Paulinho da Viola, 1989), encerrando show de linha bem traçada pelo roteiro primoroso que se desvia do trilho oportunista. No bis, Por um dia de graça (Luiz Carlos da Vila, 1984) reitera a celebração à vida e à Arte em versos esperançosos que sonham com mais harmonia e mais felicidade no país multifacetado guardado por Leila Pinheiro em seu coração.

2 horas atrás

Bahia: Prefeitura de Jequié substitui Calypso por Daniela Mercury

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Daniela Mercury vs JoelmaJá era dada como certa a apresentação da banda Calypso, cuja liderança é de Joelma, cantora que comparou homossexuais a drogados, no São João de Jequié. O show seria em praça pública e pago com dinheiro público. Mas depois das polêmicas declarações da cantora sobre o casamento gay e os homossexuais de um modo geral, circula nos bastidores da música que a banda Calypso foi substituída justamente pela cantora Daniela Mercury, que recentemente assumiu sua relação homossexual com a jornalista Malu Verçosa. Também se apresentarão no evento a banda Aviões do Forró e o cantor Edgar Mão Branca. Com informações do blog de Marrom.

fonte: Bahia Notícias

2 horas atrás

Fux não podia ser amigo de Bermudes

CENTRODOMUNDO por Paulo Nogueira
 

As relações promíscuas na justiça — e na mídia — são um embaraço ético extraordinário. Como o sistema judiciário brasileiro pôde chegar ao descalabro que hoje, e apenas hoje, se sabe que é sua maior marca? Onde esteve a mídia, estes anos todos, que não viu nada, não denunciou nada e não propôs nada para

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2 horas atrás

Feliciano sobre namoro de Daniela Mercury e Malu: “existe oportunismo”

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Amaury Jr. e Marco FelicianoNo “Programa Amaury Jr.” que vai ao ar nesta quarta-feira, o apresentador da Rede TV! entrevista Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, que é acusado de homofobia e racismo. Na entrevista, o pastor contesta as acusações.

“Homofobia é uma doença, são pessoas violentas ou assassinas, eu tenho é posicionamento. Sou contra o casamento gay por princípio. Na Constituição Brasileira, a união estável é reconhecida entre homem e mulher. Segundo a Bíblia, isso não é casamento”, declarou o deputado a Amaury Jr..

Questionado pelo apresentador sobre a união da cantora Daniela Mercury com a jornalista Malu Verçosa, o deputado é taxativo: “Homossexualismo  é um fenômeno comportamental. Não sou fã de Daniela, esse é meu posicionamento, eu sinto muito pelo que ela deve estar sofrendo, ela jamais teria sido capa de revista ‘Veja’ se não fosse este momento, existe oportunismo”, afirmou.

O deputado ainda diz sonhar com uma cadeira no Senado e que a pressão que vem sofrendo não é tão grande assim. A entrevista vai ao ar às 0h30.  
Feliciano vem causando tumulto no mundo das celebridades, que se mobilizam para protestar contra a permanência dele no cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos. A primeira manifestação foi iniciada por Fernanda Montenegro e  Camila Amado, que se beijaram durante uma premiação.

Dias depois, Bruno Gagliasso divulgou uma foto em que aparece dando um beijo no ator Matheus Nachtergaele. O mesmo ato foi feito por Fernanda Paes Leme e Fernanda Rodrigues, que também postaram a foto de um selinho entre elas, assim como Yasmin Brunet e Antonia Morais, irmã de Cleo Pires. 

Narcisa Tamborindeguy também entrou na onda ao postar uma imagem em seu Twitter em que aparece com uma placa com os dizeres “Xô Feliciano”.

E, no festival Lollapalooza, que ocorreu em São Paulo, o rapper Criolo e a banda Planet Hemp interromperam suas apresentações para pedir a saída de Feliciano do cargo.

fonte: Flashland

2 horas atrás

EM MARÇO, BRASIL ABRIU 112.450 EMPREGOS FORMAIS

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Quantidade foi indicada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira; pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a mediana das expectativas era de abertura de 110 mil vagas…



Brasília – A geração de postos de trabalho formais em março teve leve queda em relação ao mês anterior, saldo de 112,4 mil vagas, ante 123,4 mil vagas criadas em fevereiro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (17). O saldo foi o melhor para março nos últimos três anos. O resultado é o cálculo da diferença entre mais de 1,8 milhão de trabalhadores admitidos e 1,7 milhão demitidos. Janeiro foi o mês até agora com o pior desempenho, com a criação de 28,9 mil postos – resultado mais baixo desde 2009, ano da crise financeira internacional. De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, a expectativa do governo é a de que o ano termine com a geração de cerca de 1,7 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada. O saldo verificado em março seguiu igual dinâmica do mesmo mês em 2012, quando foram criados cerca de 111,7 mil postos de trabalho. Para o ministro, o resultado do mês passado indica a recuperação do mercado de trabalho, diante do fraco desempenho de janeiro. “Em fevereiro houve crescimento, nesse mês [março] também. Esperamos que estejamos em processo de recuperação e geração de emprego”, explicou Dias. Segundo ele, ainda que o Banco Central decida aumentar a taxa básica de juros, a medida não deverá ter impacto negativo sobre o mercado de trabalho. “[O mercado] vai continuar aquecido por causa do movimento econômico que se verifica no país. A economia não é só a indústria de transformação, mas uma soma de resultados”, disse. A indústria de transformação foi o segundo setor com o melhor desempenho, segundo dados do Caged – com mais de 25,7 mil postos criados em março. O melhor desempenho ficou com o setor de serviços, com a criação de 61,3 mil empregos – com destaque para as áreas de educação, comércio, administração de imóveis, transportes, comunicação e serviços médicos. “Na minha opinião, serviços é o emprego do futuro. Isso se dá pela ascensão da economia, pela melhoria de salários e pela maior circulação de recursos no país. Mensalmente, são bilhões injetados na economia, o que gera novos empregos. O crescimento se dá em uma cadeia”, informou o ministro. A agricultura, por outro lado, teve o pior desempenho levantado pelo Caged, com o fechamento de 4,4 mil postos, concentrados na Região Nordeste. Outra área com desempenho negativo foi o de serviços industriais de utilidade pública. “A agricultura nesse mês [março] foi ruim, especialmente a indústria sucroalcooleira. Os destaques negativos foram Pernambuco e Sergipe”, disse Dias, sobre o fechamento de 3,3 mil e 2,3 mil vagas nesses estados, respectivamente. De acordo com os dados do Caged, houve o acréscimo de 1,7% nos salários de março em comparação aos rendimentos de fevereiro, de R$ 1.061,71 para R$ 1.079,92. SINTONIA FINA – @riltonsp

2 horas atrás

Stedile: O Massacre de Carajás e pacto do latifúndio com o Judiciário

VIOMONDO por Conceição Lemes
 

Stedile: “Passados 17 anos do Massacre de Carajás, a Justiça se contentou em apresentar à sociedade dois bodes expiatórios”

por João Pedro Stedile, em Terra Magazine

Uma marcha pacífica com mais de mil trabalhadores rurais organizados pelo MST percorria uma rodovia de Parauapebas a Marabá em 17 de abril de 1996. Foram encurralados por dois batalhões da Policia Militar, em uma no localidade conhecida como Curva do S, no município de Eldorado de Carajás.

Um batalhão saíra de Parauapebas e outro de Marabá, apoiados por caminhões boiadeiros, que trancaram a estrada dos dois lados.

Assim começou um massacre premeditado, realizado para dar uma lição naqueles “vagabundos vindos do Maranhão”, como expressaram os policiais nos autos dos processos. Os policiais saíram dos quartéis sem identificação na farda, com armamento pesado e balas verdadeiras. O comando de Marabá chegou a avisar o Pronto Socorro e o Instituto Médico Legal (IML) para ficarem de plantão…

O julgamento demonstrou que, além das ordens explícitas de Paulo Sette Câmara, secretário de segurança do governo tucano de Almir Gabriel, a empresa Vale do Rio Doce financiou a operação, cobrindo todos os gastos, porque o protesto dos sem-terra na rodovia atrapalhava a circulação de seus caminhões.

O resultado foi 19 mortos no ato, sem direito a defesa, 65 feridos incapacitados para o trabalho e dois mortos dias depois. O líder Oziel da Silva, com apenas 19 anos, foi preso, algemado e assassinado a coronhadas, na frente dos seus companheiros, enquanto um policial mandava que gritasse “Viva o MST”.

Esses episódios estão registrados em mais de mil páginas dos autos do processo e foram descritos no livro “O Massacre”, do jornalista Eric Nepomuceno (Editora Planeta). Passados 17 anos, foram condenados apenas os dois comandantes militares, que estão recolhidos em algum apartamento de luxo dos quartéis de Belém.

O coronel Pantoja ainda tenta se livrar da prisão e pede para cumprir a pena de 200 anos em regime domiciliar. Os demais responsáveis no governo federal e estadual e empresa Vale foram inocentados. A Justiça se contentou em apresentar à sociedade dois bodes expiatórios.

Impunidade dos latifundiários

No Brasil inteiro, o cenário é o mesmo: desde a redemocratização, foram assassinados mais de 1.700 lideranças de trabalhadores e apoiadores da luta pela terra. Somente 91 casos foram julgados. Apenas 21 mandantes foram condenados.

O Massacre de Carajás se inscreve na prática tradicional dos latifundiários brasileiros, que com seus pistoleiros fortemente armados ou por meio do controle da Polícia Miliar e do Poder Judiciário, se apropriam de terras públicas e mantêm privilégios de classe, cometendo sistematicamente crimes que ficam impunes.

A atuação do latifúndio corresponde à correlação de forças políticas. Durante o governo José Sarney, diante do avanço das lutas sociais e da esquerda, organizou a UDR (União Democrática Ruralista). Com isso, se armou até os dentes, desrespeitando todas as leis. Foi o período com o maior número de assassinatos. Os fazendeiros chegaram à petulância de lançar seu próprio candidato à Presidência, Roberto Caiado, que foi solenemente condenado pela população brasileira ao receber apenas 1% dos votos.

Nos governos Fernando Collor e FHC, com a derrota do projeto democrático-popular e da luta social que se aglutinava ao redor da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, os latifundiários se sentiram vitoriosos e utilizaram sua hegemonia no Estado para controlar a manu militari a luta pela terra. Nesse período, aconteceram os massacres de Corumbiara (RO), em 1995, e de Carajás.

Lula chegou ao governo, em 2003, quando parte dos latifundiários tinha se modernizado e preferiu fazer uma aliança com o governo, apesar de ter apoiado a candidatura de José Serra. Em troca, recebeu o Ministério da Agricultura. Um setor mais truculento e ideológico resolveu dar uma demonstração de força e mandar avisos para demonstrar “quem de fato mandava no interior e nas terras”, ainda mais depois de Lula colocar o boné do MST.

Nesse contexto, aconteceram dois novos massacres, com ares de perversidade. Em 2004, a poucos quilômetros do Planalto Central, no município de Unaí (MG), uma quadrilha de latifundiários mandou assassinar dois fiscais do Ministério do Trabalho e o motorista da viatura, quando o grupo se dirigia a uma fazenda para fazer uma inspeção de trabalho escravo. Um dos fazendeiros se elegeu prefeito da cidade pelo PSDB e, até hoje, o crime está impune. O Estado não teve coragem de defender seus servidores.

O segundo massacre foi em novembro de 2005, no município de Felisburgo (MG), quando o fazendeiro-grileiro Adriano Chafik resolveu acabar com um acampamento do MST. Chafik foi com seus pistoleiros à fazenda e comandou pessoalmente a operação em um sábado à tarde. No ataque, deram tiros em direção às famílias, colocaram fogo nos barracos e na escola. O saldo foi o assassinato de mais cinco trabalhadores rurais e dezenas de feridos. Depois de oito anos de espera, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais marcou o julgamento do fazendeiro para 15 de maio, em Belo Horizonte. Esperamos que a justiça seja feita.

Os fazendeiros truculentos – que felizmente não são a maioria – agem assim, porque têm certeza absoluta de sua impunidade, graças ao conluio que mantêm com os poderes locais e com o Poder Judiciário. Agora, nos últimos anos, seu foco está voltado para o Poder Legislativo, onde mantêm a chamada Bancada Ruralista, para mudar leis e para se proteger da lei vigente.

Já fizeram as mudanças no Código Florestal e impedem a implementação da lei que obriga a desapropriação das terras dos fazendeiros que exploram o trabalho escravo. A cada ano, a Polícia Federal liberta em média dois mil seres humanos do trabalho escravo. No entanto, os latifundiários continuam com essa prática, apoiados na impunidade do Poder Judiciário.

Tiveram a coragem de encaminhar projetos de lei que contrariam a Constituição para impedir a demarcação das terras indígenas já reconhecidas, legalizar o arrendamento das áreas demarcadas e permitir a exploração dos minérios existentes. Foram apresentados projetos também para travar a titulação de terras de comunidades quilombolas.

Uma série de projetos foi apresentada para liberar o uso de agrotóxicos proibidos na maioria dos países, classificados pela comunidade cientifica como cancerígenos, e para impedir que os consumidores saibam quais produtos são transgênicos. Por que não querem colocar no rótulo nos produtos transgênicos, já que garantem segurança total para a saúde das pessoas?

A sanha da ganância dos fazendeiros não tem limites. No interior, usam com mais frequência a violência física e os assassinatos. No entanto, essa sanha tem consequências diretas para toda a população, pela apropriação das terras públicas, pela expulsão dos camponeses do meio rural que incha as favelas e pelo uso indiscriminado dos agrotóxicos, que vão parar no seu estômago e causam câncer. Infelizmente, tudo isso é acobertado por uma mídia servil e manipuladora da opinião pública.

 Leia também:

Eldorado dos Carajás: A escola é orgulho, para romper com passado de exclusão

Eldorado dos Carajás: Assentados investem na educação e sonham com agroindústria, mas enfrentam dívidas

Eldorado dos Carajás: “A sequela física é horrível, mas a psicológica é muito maior”

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11 horas atrás

Autumn in Rio… by MAMEDE HARFOUCHE

 
 

Autumn in Rio… by MAMEDE HARFOUCHE

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11 horas atrás

A silly thing by Emilio Cabida

 
 

A silly thing by Emilio Cabida

mientras me olvido del cariño de los dislikers: una parida mental usada como semilla la foto “bugs meeting” ¿Cómo está hecho? Fondo: Imágen modificada con el filtro desenfoque radial -> zoom minimundo: imágen modificada con el filtro distorsionar->coordenadas polares. while I forget the affection of dislikers: A silly thing photo used as seed “bugs meeting” How is it done? Background: modified image with the filter radial blur -> zoom miniworld: modified image with the filter distort-> polar coordinates.

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11 horas atrás

Express No Evil! by Ashley Vincent

 
 

Express No Evil! by Ashley Vincent

Many thanks for your expressions of appreciation on “This IS My Good Smile”, for which I’m very grateful! During my trip to the UK last month, while my main focus for photography was on felines, I was more than happy spending time with a number of primate species, some of whom I’d only ever seen pictures of before. This first one I’m sharing with you today is a Lion-Tailed Macaque (aka Wanderoo), a male I believe, one of a large troop at Howletts Wildlife Park in Kent. Although they seem to be doing well in captivity, Lion-Tailed Macaque are listed as Endangered (EN) in their natural habitat of the Western Ghats of Southern India. Primate-lover in general though I may be, I have to admit that macaques (as well as baboons and chimpanzees) are far from my favourites, as they appear to be the most naturally aggressive and all too often display negative characteristics that, for me, disturbingly mirror some of the worst traits of mankind. Character flaws aside, I do love the look of these Lion-Tailed Macaques and, as with most primates, they also seem to offer up engaging expressions, so they’re not all bad I guess! In case anyone is wondering, the title for this picture sprung to mind due to the situation of the hands; made me immediately think of the three monkeys of “see no evil, hear no evil, speak no evil”, this could be the lost fourth monkey ;^) Thanks for your time and hope you’re all enjoying a fantastic week :^) Website | Fine Art America | Facebook

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12 horas atrás

Biógrafo de Barbosa vai gerir fundo milionário do Judiciário

 
: Wellington Geraldo Silva foi nomeado conselheiro e presidente do conselho deliberativo do fundo de previdência dos servidores do Judiciário – Funpresp-Jud 
12 horas atrás

Best moment by Iván Maigua

 
 

Best moment by Iván Maigua

 

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13 horas atrás

little leaf by Mark Bridger

 
 

little leaf by Mark Bridger

 

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13 horas atrás

Linde in der Sonne by Leo Pöcksteiner

 
 

Linde in der Sonne by Leo Pöcksteiner

Eine alte Linde im Sonnenuntergang auf einer Anhöhe zwischen Grein und Saxen ( Österreich ) . Mit grau verlauf Filter . Bearbeitet mit Lightroom 4 , Photoshop CS5

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14 horas atrás

Yi Peng Festival by benjarong pannoi

 
 

Yi Peng Festival by benjarong pannoi

@ Chiang Mai Thailand

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14 horas atrás

Water lilly by Badaru Din

 
 

Water lilly by Badaru Din

Water lilly

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14 horas atrás

Lighted House by JM Donaire

 
 

Lighted House by JM Donaire

Naidi Lighthouse under the milky way. © All rights reserved © jmdonairephotography@gmail.com

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21 horas atrás

Eike Batista vence licitação para explorar vans no Rio de Janeiro

 

RIOX – Após proibir a circulação de vans na Zona Sul, o prefeito Eduardo Paes abriu uma licitação para controlar o tráfego carioca. “A prefeitura gastou R$ 34 milhões para reequipar todos os veículos com ar condicionado, instalar bancos de couro e painéis de LED para entreter os passageiros. Ficaremos responsáveis também por problemas mecânicos”, assegurou o prefeito. Em seguida, informou que as empresas interessadas terão que desembolsar pelo menos R$ 15 por ano. “Os investimentos têm que retornar aos cofres públicos. Aceitamos vale-transporte”, reiterou o prefeito.

Os funerais de uma desalmada

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
  “Ela foi uma mulher perversa”, disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador. “Nós estamos gastando 10 milhões de libras na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje”. Os protestos populares da noite do último sábado, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos 80, com Margaret Thatcher) foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que não se prestaram à Rainha Mãe, quando de sua morte, em 2002. Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo – saxão. No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair: “Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados”. Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro. O consulado tirânico de Thatcher, com suas conseqüências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda. Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde os seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de “Thatcher ladra de leite!” – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de “evitar sua desnutrição”. O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie. A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta. Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava mata-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder. O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros. A contra-revolução mundial de Mme. Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais. Em todos os paises do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Ângela Merkel está aí, para defender as suas idéias.   Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas “reformas” de Thatcher: “The bitch is dead” – a cadela morreu. Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo. Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem estar social, antes que seja muito tarde. Postado por zcarlos ferreiraàs 22:00Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: Artigo,Margaret ThatcherMauro Santayana   Do Blog ContrapontoPIG
7 horas atrás

Aqui se faz aqui se paga

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

       Estive hoje conversando com dois membros do Poder Judiciário local, um juiz de Direito e um ex-desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Nenhum dos dois é petista, é bom que se diga. Pois bem, os dois disseram justamente o que a maioria do povo de Pernambuco já sabe: Pernambuco cresceu, social e economicamente, graças à Lula. O ex-desembargador foi mais além: Lula foi um pai para Pernambuco e, principalmente, para Eduardo Campos. Disse mais: Lula diminuiu e muito as desigualdades regionais, fato nunca visto antes na história deste país. Pois é, mas Eduardo Campos(e seus capangas) não reconhece isso, acha que fez tudo por Pernambuco. Mas é como diz o povo:aqui se faz, aqui se paga. O destino de Eduardo Campos será o mesmo de Jarbas Vasconcelos: o ostracismo. Jarbas, na última eleição para prefeito, sequer elegeu o filho para vereador, o que prova que o povo de Pernambuco não tolera traição. Postado por O TERROR DO NORDESTEàs 17:05Nenhum comentário:    Do Blog O TERROR DO NORDESTE

7 horas atrás

Os EUA não sabem perder fora de casa

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

E levam bomba dentro…

Henrique Capriles, o mau perdedor

Pedido de recontagem de todos os votos gera protestos violentos na Venezuela


O cartunista e ativista Carlos Latuff é colaborador do Opera Mundi. Seu trabalho, que já foi divulgado em diversos países, é conhecido por se dedicar a diversas causas políticas e sociais, tanto no Brasil quanto no exterior. Para encontrar outras charges do autor, clique aqui.

Leia mais

Opera Mundi – Henrique Capriles, o mau perdedor

Filed under: Henrique CaprilesIsto é EUA!Terrorismo de Estado Tagged: Latuff  

7 horas atrás

Dilma indica baiano Cláudio Brandão para o TST

 
: Indicação foi publicada na edição de terça-feira (16) do Diário Oficial da União e precisa passar por apreciação do Senado para que ele seja empossado; desembargador do TRT da Bahia foi escolhido a partir de lista tríplice da qual participaram também os desembargadores Jane Granzoto Torres da Silva, do TRT de São Paulo, e Lorival Ferreira dos Santos, do TRT de Campinas (SP) 
7 horas atrás

Itaú demite diretor para grandes empresas

 
PAULO GIANDALIA: Brasil, São Paulo, SP. 25/03/2011. Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, durante almoço em que recebeu prêmio, realizado no Rosa Rosarum, na capital paulista. - Crédito:PAULO GIANDALIA/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:84850Mais num diretor executivo da área de negócios globais do banco de Robeto Setúbal é demitido; depois de Sergio Werlang e Marcos Lisboa, agora foi a vez de Marcelo Marangon conhecer a porta dos fundos da instituição; pressão por resultados só aumenta 
7 horas atrás

Perigo: A vigilância oculta nas grandes redes

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

 

marcos dantas

Por Coryntho Baldez, Fazendo Mèdia

As grandes corporações privadas que atuam na internet, como Google e Facebook, não apenas usam o enorme volume de dados que possuem sobre os usuários como fonte de renda. Elas são capazes, hoje, de exercer um refinado controle ético e político sobre os indivíduos, de acordo com Marcos Dantas, professor titular da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ.

“Essas corporações detêm informações cotidianas sobre nossos hábitos e gostos, nível educacional, opção política e religiosa, que o próprio Estado não tem”, alerta Dantas, que ministra as disciplinas “Sistemas e Tecnologias de Comunicação” e “Economia Política da Comunicação”.

Nesta entrevista, o docente afirma ainda que cerca de 70% das comunicações da internet no mundo estão nas mãos de uma única empresa norte-americana: aLevel Three. E, segundo ele, quem financia a construção da imensa infraestrutura física necessária para a internet funcionar – “o mundo virtual é mera ideologia” – é o capital financeiro.

Marcos Dantas não acredita que o movimentoCypherpunks, liderado por Julian Assange e que defende a criptografia como meio de preservar os direitos civis das pessoas e a soberania dos povos, seja uma solução para democratizar a internet. Para isso, em sua opinião, será preciso um amplo processo de mobilização política que coloque em xeque o poder das grandes corporações de controlar a rede.

UFRJ Plural – Muitos dos que defendem e ajudam a construir uma internet livre, como Julian Assange, o criador do WikiLeaks, temem que ela se transforme em centro de vigilância dos cidadãos por parte de Estados imperiais. Qual a sua avaliação sobre isso?

Marcos Dantas – Acho que é uma preocupação importante, lúcida e necessária. Mas, sob esse aspecto, também há controle da vida do cidadão por parte das grandes corporações capitalistas. Não é só o Estado que preocupa. Diria até que é menos o Estado que preocupa. Isto porque, se o Estado é democrático, ele também pode ser vigiado pelos cidadãos. As grandes corporações privadas não. As pessoas não sabem o que é feito com os seus dados. E as organizações privadas não somente controlam e fazem dessas informações uma fonte de muito dinheiro, mas também podem exercer um controle ético e político sobre os indivíduos. E, eventualmente, ser fonte de informação para o próprio Estado.

UFRJ Plural – A política de privacidade do Google tem sido alvo de várias críticas. No início deste mês, inclusive, alguns governos da Europa decidiram investigá-la mais a fundo. Por quê?

Marcos Dantas – Eles temem exatamente que corporações como o Google, o Facebook, a Microsoft e a Apple substituam o Estado no controle do cidadão. E passem a deter informações e orientar as práticas das pessoas em função dos interesses delas, e não dos interesses públicos. Essas corporações não são públicas e, hoje, são detentoras de enorme quantidade de informações cotidianas de todos nós, de hábitos e gostos, que o próprio Estado não possui. Elas têm informações até sobre a nossa saúde, o nosso nível educacional, as nossas opções políticas, religiosas, que o Estado não tem. Com isso, passam a ter o poder de orientar a vida dos cidadãos.

UFRJ Plural – Os usuários do Google e das redes de relacionamento, especialmente o Facebook, têm alguma ideia do uso de suas informações privadas para obtenção de lucro, à sua revelia?

Marcos Dantas – Nenhuma. Vou contar um caso pessoal que estou vivendo neste exato momento. Há alguns dias, comprei um smartphone mais moderno. E acabo de descobrir que, se eu quiser fazer uma transferência de um arquivo de números telefônicos que está no meu computador para o aparelho, tenho que jogá-lo numa nuvem controlada pela Microsoft. O atendente da loja afirmou que só é possível fazer essa transferência dessa maneira. Ora, não vou dar as minhas informações privadas e meus contatos para a Microsoft. Fui muito claro. Disse que não faço nada na nuvem. Eu vivo na Terra, e não nas nuvens. Então, não vou transferir meus dados para a Microsoft.

UFRJ Plural – Isso ocorre em qualquer sistema operacional?

Marcos Dantas – Comprei um com windows phone[sistema operacional móvel desenvolvido pelaMicrosoft], da marca Nokia. Mas com o sistema androidacontece o mesmo. Quando alguém compra umsmartphone, a primeira coisa que faz é se conectar à internet. Abrir um endereço no Google, se for android, ou então na Microsoft, se for o windows phone. A partir daí, toda transação que se fizer pelo smartphone, seja baixar um dado ou marcar uma agenda, vai passar pelos servidores de uma dessas duas corporações. Por exemplo, se eu marcasse no aparelho a agenda da entrevista que estamos realizando, ela ficaria reigstrada na Microsoft. Ou seja, o meu cotidiano é controlado. Quando as pessoas usam o smartphonepara qualquer tipo de transação, não têm a menor consciência de que estão fazendo um trabalho de graça para essas empresas. É a mais-valia mais absoluta que existe no mundo, um traballho gratuito para enriquecer o Bill Gates. E também um repasse de informações poderosas para que essas organizações possam controlar o mundo.

UFRJ Plural – Mas não há o risco de essas informações migrarem para Estados de caráter imperial para que se faça uma vigilância política sobre os cidadãos?

Marcos Dantas – Não tenho nenhuma dúvida de que,na história dos Estados Unidos, as grandes corporações, ao longo de todas as épocas, desde os tempos da famosa Standard Oil, sempre foram instrumentos da política imperial norte-americana. E vice-versa, ou seja, o Estado abria caminho para a expansão de suas grandes empresas. As novas corporações norte-americanas, como o Google e a Microsoft, se já não são, serão instrumentos do poder imperial, numa perfeita simbiose.

UFRJ Plural – Existem na rede iniciativas com potencial libertário, como o WikiLeaks, e também sites e blogueiros que fazem circular informações omitidas na mídia tradicional. Essas iniciativas ainda não são capazes de contrabalançar a influência que o grande capital exerce sobre a internet?

Marcos Dantas – Não, porque se baseiam em princípios, na minha avaliação, equivocados. Elas não colocam a crítica ao capital como fundamento das suas propostas. Se isso não acontecer, essas inciativas permanecerão no plano do idealismo. Obviamente, permitem chamar a atenção e alertar a sociedade de que outro mundo é possível, o que é um aspecto positivo. Mas elas não colocam em questão o cerne do problema, o fato de que quem alimenta essa engrenagem são as relações capitalistas de produção e o capital.

UFRJ Plural – A Primavera Árabe é apontada como exemplo de que a internet também pode estar a serviço de movimentos democráticos de massa, de um novo modo de fazer política. Qual a sua avaliação sobre isso?

Marcos Dantas – Na verdade, superestimaram essas tecnologias. Elas foram usadas como meio de comunicação e, dessa forma, são extremamente eficientes. Em vez de eu pegar o telefone para convocar alguém para uma reunião, posso usar o Twitter ou o Facebook, e fazer isso com muito mais velocidade. Mas as grandes manifestações não são espontâneas. Vou dar um exemplo de uma época em que a internet não existia. Em 1968, mataram um estudante no Rio de Janeiro, o Edson Luís, e uma semana depois 100 mil pessoas estavam nas ruas protestando contra a ditadura militar. Mas esse fato foi apenas o estopim que gerou uma mobilização extraordinária. Antes já havia um processo de debate político acumulado entre jovens universitários, além de partidos políticos clandestinos atuantes. Se, por hipótese, os debates e reuniões que se faziam para discutir ações de resistência tivessem sido feitos em redes de amigos de Facebook, a polícia bateria em cima nos primeiros encontros. Outro exemplo foi quando o Collor estava sofrendo o processo deimpeachment e convocou o povo a usar verde e amarelo. Como já havia uma mobilização contra o governo, os brasileiros usaram o preto como forma de protesto, numa manifestação nacional que não precisou de Twitter ou Facebook para acontecer. E na Primavera Árabe um dos líderes das mobilizações no Egito era um executivo do Google. Isso já diz tudo.

UFRJ Plural – Pode-se considerar preocupante o fato de todas as comunicações via internet da América Latina para a Europa ou a Ásia passarem pelos Estados Unidos?

Marcos Dantas – Pior do que isso. Cerca de 70% das comunicações da internet no mundo estão nas mãos de uma única empresa norte-americana, chamada Level Three.

UFRJ Plural – E como isso funciona?

Marcos Dantas – A rigor, para que a internet funcione, é preciso uma imensa estrutura física. O mundo virtual é mera ideologia. São necessários cabos, satélites, torres, servidores espalhados pelo mundo. É uma estrutura caríssima. Fazer um blog é barato, basta dispor de tempo, mas não seria possível sem essa estrutura física, que requer bilhões de dólares de capital. Como ela é muito cara, poucas organizações no mundo podem fazer os investimentos necessários para construí-la e operá-la. Ou o Estado constrói esse tipo de estrutura, e hoje em dia ele não faz mais isso, ou grandes corporações financeiras o fazem. E é exatamente o capital financeiro que está por trás da Level Three, da AT&T, da British Telecom ou daTelefônica. Basicamente, as estruturas de comunicação servem ao capital financeiro nas transferências de fundos ao redor dos mercados mundiais.

UFRJ Plural – Essas redes passam, então, pelo centro de poder do capital financeiro?

Marcos Dantas – Sim, e obviamente pelos centros de poder militar também. Como acontece desde o tempo da telegrafia, essa infraestrutura tem sempre, acima do Equador, uma direção horizontal, ou seja, Estados Unidos, Europa e, cada vez mais, o Japão. E no sul tem uma direção sul-norte, da América do Sul para os Estados Unidos e para a Europa. Então, é claro que, se houver uma série crise internacional, essa configuração pode pesar na balança. Se o Brasil quiser fazer hoje uma comunicação com a África, terá que, necessariamente, passar pela Europa.

UFRJ Plural – Julian Assange afirma que a China está oferecendo a alguns países da África a construção de infraestrutura de backbones de acesso à internet em troca de grandes contratos comerciais. E aponta isso como a possibilidade de se configurar um novo colonialismo no século XXI. Como você avalia essa questão?

Marcos Dantas – Da mesma maneira que, no século XIX, os ingleses construíram ferrovias no Brasil e na Argentina. No Brasil, em São Paulo, para escoar café. E na Argentina, em Buenos Aires, para escoar carne. Na Índia, construíram uma malha ferroviária importante porque precisavam dela para movimentar o seu exército, porque lá a briga era dura. Portanto, os meios de comunicação sempre foram instrumentos fundamentais na geopolítica do poder. E a China está hoje construindo uma alternativa de poder geopolítico aos Estados Unidos, olhando os seus interesses muito bem olhados. Está sabendo por onde pode se expandir, e com muita inteligência.

UFRJ Plural – Por quê?

Marcos Dantas – Porque a África é um continente que foi completamente abandonado pelo Ocidente, depois de ter sido espoliada até dizer chega. É um estorvo para o grande capital o que fazer com aquela região. Quando eles estão se matando em alguma guerra e os humanistas pedem intervenção para evitar um genocídio, qual é a reação do grande capital e de seus governos? Deixa se matarem! É o que acontece a todo instante nos mais variados lugares da África. Só intervieram no Mali porque lá tem urânio, matéria-prima que interessa à França porque 70% da energia do país é nuclear. Então, a China, com a velha estratégia de avançar pelo elo mais fraco, está se expandindo na África a fim de construir cabeças de ponte para um projeto estratégico de longo prazo.

UFRJ Plural – Há um controle subterrâneo, invisível, da grande rede. Mas existem tentativas de oficializar o controle do próprio conteúdo produzido na internet. É o caso de duas legislações que estavam sendo discutidas no Congresso norte-americano, a Sopa (Lei de Combate à Pirataria On-line) e a Pipa (Lei de Prevenção a Ameaças On-line à Criatividade Econômica e ao Roubo da Propriedade Intelectual). Por que essas iniciativas ainda não vingaram?

Marcos Dantas – Em que pese meus amigos ciberativistas acharem que tem a ver com a luta deles, que eu compartilho e considero importante, a razão é outra. O fato é que o grande capital ainda não entrou em acordo sobre como fazer essa regulamentação. E a Sopa evidenciou isso muito bem. De um lado estava Hollywood e, do outro, o Google. Faltam ainda determinados acertos políticos e jurídicos entre as grandes corporações capitalistas para essas legislações vingarem.

UFRJ Plural – E que divergências são essas?

Marcos Dantas – A questão mais importante para o capital hoje não é a terra, mas o direito intelectual. É a patente, a marca, o direito autoral. O capital, hoje, se move em cima de um tipo de valor que não é mercadoria, ou seja, não é algo apropriável e cambiável. Quando o padeiro vende meia dúzia de pães, a cesta dele ficou com menos seis unidades de pães. E o caixa do padeiro aumentou com o dinheiro usado para comprar os pães, fruto do trabalho da pessoa que os adquiriu. Tem-se aí uma troca real, uma troca de equivalentes. Quando a indústria cinematográfica coloca um filme no mercado, não fica com menos filmes na sua estante. Há uma capacidade infinita de reproduzi-lo. Aqui não há troca, mas um licenciamento. Então, é preciso criar regimes para assegurar que aquelas pessoas que vejam o filme não possam replicá-lo a custo zero. Esse regime, em princípio, é o reconhecimento do direito autoral.

UFRJ Plural – E para garanti-lo é necessária uma série de controles?

Marcos Dantas – Sim. Como o reconhecimento do direito autoral, em si, não assegura que as pessoas não “pirateiem”, criam-se estruturas físicas para isso, como o DRM [dispositivo para restringir a difusão e duplicação de cópias de conteúdos digitais]. Outro tipo de controle é o acesso a conteúdo por meio de pagamento, como é o caso de TVs por assinatura ou dos novos sistemas de smartphones. São estruturas criadas para garantir que as pessoas somente tenham acesso a uma música ou a um filme se tiverem um determinado terminal conectado a uma rede paga. Esse tipo de comercialização em que se baseia a rentabilidade de Hollywood e outras indústrias culturais ainda não conseguiu se adequar, por inteiro, ao outro modelo de negócios que vem sendo proposto pelo Google, pela Apple, enfim, pelas empresas que já nasceram no sistema reticular, ou seja, no sistema em rede.

UFRJ Plural – Fale mais sobre esse novo modelo.

Marcos Dantas – A rentabilidade desse modelo de negócios que o Google vem tentando construir está totalmente calcada na informação e na negociação dessa informação. É um modelo que defende a liberação das práticas sociais, ou seja, as pessoas podem fazer o que bem entenderem na rede. Mas, como falamos no início, toda essa movimentação está sendo monitorada, manipulada, tratada por algoritmos poderosos, com o objetivo de vender informação.

UFRJ Plural – E essas legislações que preveem o bloqueio de sites acusados de desrespeitar o direito autoral podem ir contra esse modelo?

Marcos Dantas – Exatamente isso. O Google está propondo uma alternativa. Vou dar um exemplo. Se todo mundo vai ter um smartphone, ele deve estar ligado a uma loja, seja iTunes, Nokia ou Samsung. Da mesma forma, o tocador Bluray também deve estar ligado a uma loja. No momento em que todo mundo estiver na rede, aí será possível construir esse pacto.

UFRJ Plural – O movimento Cypherpunks defende a criptografia como forma de preservar os direitos civis das pessoas e também a soberania e a autodeterminação dos povos. Como você avalia essa proposta?

Marcos Dantas – Pode ser uma alternativa interessante, mas, como já ensinava Norbert Wiener, código é uma questão de tempo para quebrar. Primeiro, é algo que exige um investimento técnico, uma organização que trabalhe a criptografia. Os grandes Estados nacionais trabalham com isso, em função de interesses estratégicos. Mas os Estados Unidos, neste momento, demonstram grande preocupação porque dizem que estão sofrendo ataques de ciberinvasores. E dificilmente haverá um país mais criptografado do que os Estados Unidos. Então, não sei se essa é a questão.

UFRJ Plural – E qual é a questão?

Marcos Dantas – Acho que deveríamos passar por um processo político que colocasse em questão o poder das grandes corporações de controlar a grande rede e, a partir daí, controlar a vida dos cidadãos.

(*) Entrevista veiculada na edição de 15 de abril do UFRJ Plural, boletim eletrônico da Coordenadoria de Comunicação da UFRJ. 

7 horas atrás

O caso Bar Bodega e a PEC 37

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Autor:  Luis Nassif

Coluna Econômica

Em agosto de 1996, o dentista José Renato Tahan e a estudante Adriana Ciola foram assassinados em um bar de São Paulo, o Bar Bodega.

O crime provocou indignação. A mídia iniciou uma campanha pesada. A população foi instada a colocar lençóis brancos nas janelas e fagulhas de sangue nos olhos, o bafo pestilento da vingança a qualquer preço nas bocas.

O efeito foi fulminante. Pouco tempo depois, o delegado João Lopes Filho, da 15a Delegacia de Polícia da capital, prendeu nove rapazes, moradores de uma favela próxima ao local.

Ficaram presos por 60 dias. Por 60 dias foram torturados, até que três deles confessassem o crime. Todo esse ritual foi acompanhado de perto por repórteres setoristas que, com suas matérias sanguinolentas, aplacavam a sede de vingança da turba.

***

O inquérito chegou ao jovem promotor José Eduardo Araújo da Silva.

Não convencido da veracidade das provas colhidas, José Eduardo iniciou investigações por conta própria. Em pouco tempo constatou os abusos, a injustiça das prisões, a tortura, a manipulação das provas apenas para atender aos reclamos da mídia.

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8 horas atrás

Venezuela prende oficiais e frustra golpe contra Maduro

BOILERDO por Betho Flávio
 

A terça que abortou o golpe na Venezuela

de Pedro Porfírio

Com a prisão de oficiais comprometidos e serenidade ante as provocações o plano da CIA gorou por hora

A Venezuela viveu nesta terça-feira, 16 de abril, o dia mais tenso de sua vida constitucional desde o frustrado golpe de abril de 2002. Até as quatro da tarde, estava em marcha um plano golpista que foi temporariamente abortado pela maturidade política da militância chavista e pela firme demonstração de autoridade do presidente Nicolás Maduro, com o apoio dos vários escalões das Forças Armadas Nacionais Bolivarianos.

Desde segunda-feira, quando o chefe oposicionista de direita Henrique CaprilesRadonski, derrotado nas eleições presidenciais de domingo,  ordenou protestos violentos contra a proclamação de Maduro como vencedor das eleições, com o apoio de mercenários para-militares em pelo menos 15 estados do país, sua expectativa era de criar uma situação semelhante a de 13 anos atrás, que redundou na deposição por dois dias do presidente Hugo Chávez. 

A agitação de rua levaria a uma sedição militar sob a liderança de dois generais e nove oficiais da Guarda Nacional, que operariam a partir do Comando de Apoio Aéreo de La Carlota. No entanto, uma rápida ação da Direção de Inteligência Militar deteve os potenciais sublevados ainda na noite de domingo, no mesmo momento em que Capriles Radonski declarava que não reconhecia o resultado anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral e ordenava as ações violentas de segunda-feira.

No plano internacional, o golpe teve o apoio ostensivo do governo norte-americano, que ainda não formalizou o reconhecimento da vitória de Maduro, e da Espanha, que lançou suspeitas sobre o pleito. Na manhã de terça-feira, enquanto a militância orgânica do Partido Socialista Unido da Venezuela se preparava para o contra-ataque sob o comando de Jorge Rodrigues, Maduro deu um ultimato ao governo espanhol e este reconsiderou sua  postura.

Durante toda a segunda-feira, as agitações de rua ficaram por conta dos grupos ligados a Capriles, que apostava num confronto de grandes proporções com centenas de mortes. Com a ajuda de para-militares armados, esses grupos atacaram repartições públicas, tentaram tomar a estação estatal de TV e forçar uma paralisação  das empresas por ordens dos patrões.

Maduro avisou que poderia radicalizar com a tomada das empresas por seus trabalhadores. “fábrica parada será fábrica ocupada” – advertiu a deputada chavista Blanca Eekhout, em emocionante pronunciamento na Assembléia Nacioal. Mas as organizações sociais chavistas surpreenderam e não reagiram à violência espalhada, apesar das sete mortes registradas, 62 feridos e de mais de mil pessoas atendidas nos hospitais das cidades  onde os grupos de direita incendiavam objetos nas ruas e atacavam inclusive sete  Centros de Diagnóstico Integral, onde trabalham médicos e enfermeiros cubanos dentro de um convênio que já produziu grandes mudanças positivas nos índices de saúde dos venezuelanos. 

Esses ataques, que  tiveram requintes de violência e destruição, foram registrados nos Estados de Táchira, Miranda, Anzoátegui, Carabobo e Zulia. O pretexto usado era de que havia propaganda de Maduro nesses centros médicos.

Os sete mortos foram atacados em pontos diferentes do país quando ainda celebravam a vitória de Maduro.  Alguns foram atingidos por balas disparadas pelos para-militares  contratados pelo “Comando Simon Bolívar”, o comitê eleitoral do candidato da direita.  O relato documentado dos crimes, com os nomes das vítimas e as condições em que foram executadas, foi  apresentado no final da tarde de terça-feira pelos ministros do Exterior, Elias Jaua, e Comunicação e Informação, Ernesto Villegas.

A resposta firme contra a tentativa de golpe

Na Assembléia Nacional, o seu presidente, deputado Diosdado Cabello, responsabilizou Capriles Radonski pela violência desencadeada. Coronel da reserva e parceiro de Hugo Chávez desde a insurreição militar de 1992, Cabello escreveu em sua conta no twitter:

“Capriles fascista, eu vou pessoalmente cuidar para que você pague por todos os danos que está causando ao nosso país e ao nosso povo “.

Deputada Blanca Eekhout: a resposta

Na sessão da tarde de terça-feira, a deputada Blanca Eekhout, segunda-vice presidente da Assembléia, depois de emocionado discurso, leu uma resolução aprovada pelos colegas apoiando as investigações do Ministério Público e acusando formalmente Capriles pela onda de violência de segunda-feira.

Com o passar do dia, o líder direitista foi se vendo isolado, apesar do apoio reiterado do governo norte-americano. Ele contava com uma grande marcha hoje à sede do Conselho Nacional Eleitoral, onde fica a memória de todo o processo eleitoral,  numa movimentação que poderia degenerar na invasão de suas instalações e destruição dos seus documentos.

Depois de reunir-se com o comando das Forças Armadas, o presidente Nicolás Maduro anunciou, ao meio dia,  a proibição dessa marcha que teria conseqüências incontroláveis.

O recuo dos golpistas isolados

Até as quatro da tarde, Capriles e seu staff se mostravam dispostos a desafiar a proibição.  Mas a repercussão negativa das ações violentas de segunda-feira, as  dúvidas sobre qual atitude tomaria a militância chavista organizada e a detenção dos 11 oficiais que puxariam o golpe militar o deixaram confuso.

Às cinco da tarde, convocou uma entrevista coletiva, com a presença de jornalistas estrangeiros, e anunciou seu recuo, alegando que fora informado por amigos da inteligência militar que os chavistas infiltrariam provocadores dentro da marcha.  Não era bem isso: ele queria transformar o centro de Caracas numa praça de guerra, más já começava a ver-se ameaçado até de perder o cargo de governador do Estado de Miranda, diante de acusações documentadas de incitação à sublevações.

Ao final da coletiva, mudou totalmente seu discurso inicial, conclamando seus partidários com ênfase a não saírem de casa hoje: “quero dizer aos venezuelanos e ao governo que todos nós aqui estamos prontos para abrir um diálogo para que esta crise possa ser resolvida nas próximas horas”.

Informado que a recontagem prevista de 54% das urnas havia sido encerrada sem registrar um único erro, tentou se explicar: “Não se trata de reconhecer ou não os resultados eleitorais de domingo. Estou simplesmente pedindo a recontagem de todos os votos”. Acusado pelo Ministério Público de não haver apresentado nenhum documento que justificasse a incitação à desordem, ele disse que hoje fará chegar ao CNE petição neste sentido.

A ameaça golpista ainda persiste

Apesar do anúncio do próprio presidente Nicolás Maduro de que todos os focos de violência haviam sido neutralizados, com a prisão de mais de 150 pessoas envolvidas diretamente nos ataques de rua, ainda acho cedo para dizer que a intentona golpista foi totalmente debelada.

Esta foi a maior operação já comandada pela CIA, através de algumas ONGs financiadas pelos Estados Unidos, e teve relativo êxito: primeiro, com a morte do líder Hugo Chávez, à semelhança do que aconteceu com o líder palestino Yasser Arafat. Depois com a votação do oposicionista, que derramou muito dinheiro na compra de votos em redutos chavistas, enquanto prometia manter todos os programas sociais do governo. 

Neste caso, houve um deslocamento de 1 milhão de votos dados em outubro a Chávez para Capriles, o personagem sob medida para o golpe: 41 anos,  bilionário, audacioso, carismático, celibatário (foi da TFP da Venezuela) é um fanático da direita bem treinado: já no golpe de 2002, quando era deputado, teve atuação de destaque, inclusive na invasão à Embaixada de Cuba.

Na liderança dos países exportadores de petróleo, a Venezuela tem hoje a maior reserva do mundo e adota um programa de diversificação econômica que tem sido muito interessante para empresas brasileiras e argentinas. Ao contrário do que imaginava a direita e seus monitores da CIA, Maduro, um ex-motorista de ônibus, demonstrou nessas últimas 48 horas que vai ser um osso duro de roer, com a mesma têmpera do coronel Hugo Chávez e uma militância orgânica maior.

Já dia 19, depois de amanhã, estará prestando juramento como novo presidente da República Bolivariana da Venezuela. E isso ainda não foi engolido pelos que conceberam o sofisticado golpe “tecnológico” que tirou a vida do  Comandante Chávez aos 58 anos e quase trouxe a direita de volta ao poder em Caracas.

Secretário-geral da ONU faz novo discurso em defesa dos gays: “Eu estou com vocês”

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Ban Ki-moonBan Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas, voltou a denunciar o preconceito e os atos de violência contra gays, lésbicas, bissexuais e trangêneros.

O representante máximo da ONU participou na última segunda (15) através de um vídeo da Conferência de Direitos Humanos, Orientação Sexual e Identidade de Gênero, que acontece em Oslo, na Noruega.

“Os governos têm como dever legal proteger a todos”, disse Ban, que alertou ainda que religião, cultura e tradições não “devem nunca ser uma justificativa para excluir deles os direitos básicos”.

Durante a mensagem gravada, Ban rechaçou qualquer tipo de agressão, prisão e assassinato dos LGBTs. “”Alguns evocam cultura, tradição e religião para justificar seus pensamentos”, apontou.

O secretário-geral relembrou que tais argumentos [cultura, religião e tradição] também são usados para justificar a escravidão, o casamento de crianças e a mutilação genital feminina. “Eu respeito a cultura, a tradição e a religião – mas elas não podem ser usadas para a negação dos direitos básicos”, disse categórico.

“Este é um dos maiores desafios dos nossos tempos”, disse Ban ao contar que vários países ainda não reconhecem a “injustiça da violência homofóbica e da discriminação”.

“A minha promessa para as lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros da família humana é essa: Eu estou com vocês. Eu prometo que enquanto secretário-geral vou denunciar os ataques contra vocês. Vou pressionar os líderes com o objetivo de termos progressos nessa área”, finalizou.

fonte: A Capa

25 minutos atrás

Aumentam indícios de corrupção no governo tucano de Geraldo Alckmin

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 

 
Por Jussara SeixasO secretário da Casa Civil do governo tucano de Geraldo Alckmin, Edson Aparecido, está cada vez mais próximo do empreiteiro Olívio Scamatti, preso na terça-feira sob suspeita de chefiar o esquema de corrupção investigado na Operação Fratelli, da Polícia Federal e pelo Ministério Público, que apura fraudes em licitações em 78 prefeituras do interior paulista. A investigação causa um estrago na tentativa de o governador firmar sua administração como um território livre de dinheiro sujo. 

O elo de ligação com as administrações municipais corruptas seria o assessor que trabalhou por oito anos com Aparecido, Osvaldo Ferreira Filho, chamado de Osvaldinho. Ele é uma das 13 pessoas da região de São José do Rio Preto, no noroeste do Estado, presas na sede paulistana da PF. Agentes federais apontam o ex-auxiliar do número dois deAlckmin como intermediário entre a empreiteira de Scamatti, a Demop, que seria a fonte de repasses ilegais de recursos destinados à corrupção nas prefeituras. Osvaldinho, também segundo os relatórios da investigação, “manteria estreito contato com alta autoridade do governo do Estado, o que facilitaria a atuação do grupo apontado como criminoso para a liberação de recursos”. O próprio secretário Aparecido, homem de confiança do governador Alckmin, foi flagrado em escutas telefônicas realizadas com autorização judicial, nas quais troca informações confidenciais com o empresário. 
A primeira delas ocorreu em 2010, Aparecido exercia o mandato de deputado federal pelo PSDB. Em uma dessas conversas, o parlamentar tucano alerta ao dono da Demop sobre riscos em uma operação suspeita de fraude. Aparecido falava de problemas em um asfaltamento realizado com materiais de baixa qualidade, no município de Auriflama, pago por outra das prefeituras administrada, na época, por integrante do PSDB, o prefeito José Jacinto Alves Filho, conhecido na cidade como Zé Prego. Aparecido aconselha o empreiteiro mandar uma equipe de conservação e máquinas ao local e combinasse com o prefeito para que o remendo fosse fotografado e mandado ao Ministério Público (MP), como supostas provas de que a irregularidade teria sido resolvida. Nos autos da Operação Fratelli, Aparecido encerra a ligação ao empreiteiro com a observação: – Se abrir processo, a região inteira contamina (sic). A empreiteira Demop é uma das construtoras mais requisitadas nas cidades do noroeste paulista, a maior parte delas administrada por tucanos, em algum momento do processo. Grande parte das licitações vencidas pela empresa tem alguma suspeita de fraude, de acordo com a investigação da Polícia Federal e do MP paulista.  O secretário de Alckmin ainda não está formalmente envolvido na investigação da PF, embora apareça nas escutas telefônicas com o dono da empreiteira e o seu ex-auxiliar preso, na véspera, durante a batida policial. Mas o dado mais perturbador para os tucanos paulistas, além do rasgo na imagem de probidade que o governo tucano tenta aparentar, é o fato de a Demop ter sido doadora da campanha em 2006 do agora chefe da Casa Civil do Estado. Foram dois repasses legalizados ao tucano, um no valor de R$ 42,4 mil e outro de R$ 49,2 mil, no total de R$ 91,6 mil. Osvaldinho, que também foi assessor de Aparecido na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, chegou a representar o parlamentar do PSDB quando este era deputado estadual, na primeira metade da década de 2000, em uma reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Batalha e na assinatura de um convênio da secretaria estadual de Habitação com o município de Votuporanga para a realização do asfaltamento de uma avenida local. Em entrevista a jornalistas, neste domingo, Aparecido admite que manteve contatos com o empreiteiro apontado como chefe do esquema de fraudes em licitações, mas disse que ele “nunca solicitou nada que indicasse qualquer irregularidade”.  Aparecido ressalta que as doações de campanha foram registradas e diz confiar na inocência do ex-assessor. “Ele (Osvaldinho) vai responder à altura”, afirmou o tucano. No inquérito, agentes da PF afirmam que Osvaldinho, hoje proprietário de uma empresa de logística, mantinha “contatos em prefeituras para tratar da montagem de licitações”. De acordo com as investigações, ele era o contato das empresas que seriam convidadas para concorrer nos certamos e apontava os “convênios cujas verbas seriam empregadas em licitações fraudadas”. 
SINTONIA FINA – @riltonsp 

uma hora atrás

Dirceu: “não vão me enterrar vivo”

CONVERSA AFIADA por redacao
 

Saiu no Globo:

Zé Dirceu cai em desgraça (sic)

A presidente Dilma, o ex-presidente Lula e o PT estão possessos (sic) com o ex-ministro José Dirceu. A irritação decorre dos insultos (sic) ao ministro Luiz Fux (STF). Os petistas avaliam que eles “criam espírito de corpo” e que “polarizam”, no momento em que o partido trabalha pela “distensão”, visando superar “o clima de linchamento”. Sem falar, no fato, (sic) que foi a presidente (sic) Dilma quem nomeou Fux.

Mensalão: duas táticas

Um ministro (Ou será uma ministra ? – PHA)  relata que, depois de passar uma temporada defendendo os réus do mensalão, “o Lula anda querendo pouco ruído em relação a Ação Penal 470”. A nova tática de Lula está associada à investigação do Ministério Público sobre sua conduta. (?)  No caso da presidente (sic) Dilma, além da crítica à sua indicação, um líder -(qual ? – líder de que ? – PHA) petista avalia que a agressividade (sic) de José Dirceu “tumultua”, no momento da indicação de um novo ministro do STF, que ainda terá de ser aprovado no Senado. Quanto ao PT, acreditam seus dirigentes (quais ? – PHA) que, o acirramento de ânimos não ajuda na conquista do maior objetivo do partido: livrar os réus do crime de formação de quadrilha.

 

 

 

Navalha

 

O Conversa Afiada localizou o Oráculo de Delfos em Recife.

– Onde está o amigo ? 
– Em frente ao cozido do Jabas ?
– O que é isso, Mestre ? 
– Em frente à casa em que o Jarbas oferece cozidos. 
– E o Grande Mestre foi convidado ? 
– Nem serei. 
– Ah, entendi. É pra ver se capta alguma informação. 
– Exato. Sentir o clima. 
– E o que o Mestre sentiu ? 
– Que o mal ao Fux está feito. 
– Como assim, Mestre ? 
– Está meridianamente claro que ele não tem estatura mortal para ser Ministro do Supremo. 
– O Mestre viu a de hoje, não é isso ? Que ele vota materias de interesse do Bermudes, que emprega a filha dele 
– A filha dele, o filho do Macabu e a mulher do Gilmar … 
– O Bermudes, como diz o Paulo Henrique Amorim, é o Catho da Classe A… 
– Mas, veja bem, meu filho, essa história desse colonista (*) da Globo … 
– Do Globo … 
– Do Globo. É tudo o mesmo Kamel. 
– Mais ou menos, Mestre. 
– Veja bem. Aqui na porta do cozido me contaram que ontem o Zé Dirceu conversou uma hora e meia com o Lula por telefone. 
– Deve ter sido para falar do tomate. 
– Exato. Do tomate da Ana Maria Braga. Ficaram uma hora e meia no telefone. E não há ser porque o Lula está possesso com o Dirceu. 
– Mestre, o senhor acha que o Lula ia gastar uma hora e meia de conversa sobre o Fux ? 
– Nem o Dirceu … 
– Caríssimo Oráculo, o senhor já percebeu que ninguém, ninguém defendeu o Fux depois da entrevista em que o Dirceu conta que ele prometeu absolvê-lo ? 
– Ninguém, não ! O Globo defende o Fux. 
– Bom, Mestre o Globo defende o … 
– Deixa pra lá, meu filho. O Globo defende o Policarpo … O Robert(o) Civita … 
– E a insinuacão de que a Presidenta está uma fera com o Dirceu ? 
– Sobre isso, Paulo Henrique já tinha esclarecido. Ele entrevistou as mesmas fontes da Sátia Cepara, da Folha (**) … não é ela ? 
– É indiferente, Mestre, siga, por favor. 
– Ele entrevistou as mesmas fontes dela e apurou exatamente o oposto: que a Dilma admira a coragem do Dirceu 
– Ah, é verdade. 
– E, aqui pra nós. Quem escolheu o Fux foi ela. Não foi o Dirceu … 
– É verdade, Oráculo. 
– E quanto mais ela demorar a escolher o substituto do Ayres, mais aperta a corda no pescoço do Dirceu. 
– E os ministros do Supremo sabem que, se tem alguém que vai até as ultimas consequências, à OEA, a Haia, onde for, esse alguém é o Dirceu. 
– Ah, eles devem saber … E sabe o que eu ouvi? 
– Onde ? 
– Aqui, do pessoal do cozido. 
– O que é ? 
– Que ouviram o Dirceu dizer assim: “não vão me enterrar vivo !”

Pano rápido

Paulo Henrique Amorim

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

uma hora atrás

Igreja Católica rebate agressões de Marco Feliciano

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Igreja Católica reage a vídeo do deputado Marco Feliciano em que é chamada de satânica, fajuta e condescendente coma  prostituição

bispo dimas lara barbosa feliciano

Bispo dom Barbosa pediu respeito para com a Igreja Católica (Foto: Divulgação)

O bispo Dimas Lara Barbosa (foto), porta-voz da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), pediu “respeito” para com a Igreja Católica, após ter informado que tinha lido a transcrição do vídeo [veja aqui] onde o pastor Marco Feliciano ataca com contundência os católicos.

No vídeo, gravado há 12 anos e que recentemente foi postado no Youtube, o pastor da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento afirmou que os católicos adoram Satanás, entregando seu corpo “à prostituição” e “a todas as misérias dessa vida”.

Contagiando os fiéis com sua pregação inflamada, Feliciano disse que a Igreja Católica é “morta e fajuta”.

“Se há algum católico entre nós aqui, o que eu duvido muito, mas, se tiver, deixa eu explicar uma coisa. Primeiro: você não pode sentir aquilo que nós sentimos sem experimentar o Deus que nós sentimos. ‘Não, pastor, não, pastor, mas eu sou carismático. Eu até aprendi a falar em línguas, colocaram uma fita no rádio e eu decorei.’ [Mas] Esse avivamento é o avivamento de Satanás.”

Dom Barbosa afirmou que a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, um entidade de leigos que acompanha os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, da qual Feliciano é o presidente, vai decidir que medidas tomar em relação ao conteúdo do vídeo.

O bispo lembrou que a Igreja Católica está celebrando os 50 anos do Conselho do Vaticano II, que se posiciona a favor do diálogo ecumênico.

“O diálogo pressupõe o respeito à liberdade de confiança e à liberdade religiosa das pessoas”, disse. “A mensagem católica caminha na direção do diálogo e do respeito, não do confronto.”

Feliciano não fez nenhuma declaração.

Paulopes

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uma hora atrás

Massacre do Carandiru: “escalei montanha de corpos”

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Massacre do Carandiru: ex-preso diz ter escalado “montanha de corpos”. Testemunha narra o massacre e diz que vítimas devem ter sido “pelo menos o dobro” dos números oficiais

Nesta segunda-feira (15), começaram a ser julgados 26 dos 83 policiais acusados de assassinar 111 presos no caso conhecido como Massacre do Carandiru. O julgamento acontece no Fórum da Barra Funda e deve durar 10 dias, de acordo com a promotoria.

Estão presentes 24 dos 26 réus. Um dos acusados alegou problemas de saúde o outro não teve o motivo da ausência divulgado pela advogada Ieda Ribeiro de Souza, que defende todos os réus. Os dois ausentes serão julgados à revelia.

Às 10h15, foram sorteados os jurados que compõe o corpo de sentença, seis homens e uma mulher. Os membros do júri tiveram uma hora para ler um resumo do processo, que contém 57 volumes, e, às 11h20, a primeira testemunha começou a ser ouvida. Era Antônio Carlos Dias, de 47 anos, que na época do massacre era um dos presos do 2º pavimento do Pavilhão 9. A pedido da testemunha, os 24 réus não puderam acompanhar o depoimento no plenário e tiveram que se retirar.

Em seu relato, o réu se emocionou e chegou a chorar. Dias afirmou que houve uma “troca de facas”, explicada por ele como um “conflito”, entre Coelho e o Barba, dois presos, o que originou uma briga generalizada entre dois grupos rivais dentro do Carandiru.

Após a primeira interrupção do juiz José Augusto Nardy Marzagão, a testemunha afirmou que a “cadeia não virou” – gíria utilizada para descrever quando os presos se rebelam e tomam o poder do presídio. Dias afirmou que esse tipo de conflito era “normal, todo dia tinha troca de facas”, não havendo motivo para a invasão policial.

massacre carandiru julgamento

Massacre do Carandiru: ex-preso diz ter escalado “montanha de corpos”

“Tinha gente jogando bola e conversando na hora da briga, era normal, do nada a polícia entrou, não houve nem negociação. Causou surpresa”, afirmou Dias. O ex-preso contou que, quando a polícia começou a invadir o local, os detentos jogaram as facas e madeiras no pátio. Ainda nesse momento de invasão, segundo a testemunha, “houve uma correria para dentro das celas para se proteger, por medo da polícia.”

Dias relatou que quando chegou em sua cela haviam mais 4 ou 5 presos. Após se trancarem, eles escutaram “barulhos constantes, como se alguém batesse com madeira em uma lata, aí percebemos que eram rajadas de metralhadora.”

“Presenciei mortes”

Segundo a testemunha foram mais de uma hora de disparos, presos teriam se amontoado nas escadas tentando escapar dos policiais militares. De acordo com Dias, alguns detentos podem ter morrido ali mesmo, executados.

“Quando terminaram os disparos, eles recolheram os sobreviventes e mandaram descer nus para o pátio.” Nesse momento do depoimento, a testemunha se emocionou e começou a chorar ao descrever a cena seguinte. Dias explicou que os policiais fizeram um corredor, por onde os presos deveriam passar, antes de descer as escadas. “Fomos brutalmente espancados, quebrei o nariz com uma paulada.” Ainda de acordo com o relato, os policiais usavam facas para perfurar pernas e nádegas.

Ato seguinte, os presos se depararam com uma “montanha de corpos e tínhamos que passar por cima deles”, explica Dias. O depoente narrou a cena da execução de um dos presos à sua frente, que teria caído e sido morto em seguida. “Eu presenciei mortes.” Um grupo de presos foi separado para carregar os corpos dos mortos. Alguns carregadores teriam sido executados após a tarefa.

Questionado pelo juiz Marzagão sobre a presença de armas entre os presos, a testemunha afirmou que mesmo em cinco anos de reclusão, nunca havia visto qualquer arma de fogo dentro do Carandiru.

Pelo menos o dobro

Uma das divergências do processo é sobre o número de mortos, já que movimentos sociais, familiares e ex-detentos questionam o total divulgado de 111 vítimas. “Esses eram os que tinham família e visita regular. Quem não tinha foi descartado como lixo”, afirmou Dias, para quem o número de assassinados chega a “pelo menos o dobro. Demos falta de mais presos.”

Após o juiz inquerir Dias, o promotor Fernando Pereira da Silva fez algumas perguntas e se preocupou em traçar o perfil da testemunha, com questionamentos sobre o motivo que o teria levado ao Carandiru. “Fui torturado para confessar um crime”, alegou ele, que foi preso por um assalto a mão armada.

Dias afirmou que recebeu 8 anos e 4 meses de pena pelo crime e deveria ter cumprido apenas um sexto, ou 1 ano e 8 meses, porém, cumpriu 5 anos, de 1992 até 1997. A testemunha estava no Carandiru há apenas 20 dias quando ocorreu o massacre.

Responsável pela defesa dos 26 réus, Ieda Ribeiro de Souza interrogou a testemunha, mas fez poucas perguntas e foi repreendida pelo juiz por conta das diversas vezes em que interrompeu as respostas de Dias.

O processo

Segundo o Ministério Público (MP), no dia 2 de outubro de 1992, os 26 policiais que estão sendo julgados invadiram o segundo pavimento do Pavilhão 9 do Complexo do Carandiru e executaram 15 presos.

Esse é o primeiro de pelo menos quatro blocos de julgamentos que devem ocorrer até o final de 2013, quando todos os acusados devem ser julgados. O deputado estadual Major Olimpo (PDT), esteve no Fórum Criminal da Barra Funda para cumprimentar os réus antes do julgamento. O parlamentar preferiu não julgar se o governador à época, Luiz Antônio Fleury Filho, deveria ser acusado pela morte dos 111 presos. “Não sei se ele deveria ser réu, ou não. Mas ele mesmo afirmou para toda a imprensa que se tivesse tido conhecimento, determinaria a invasão. Talvez a responsabilidade maior seja da falta de estrutura carcerária no país todo.”

Igor Carvalho, Revista Forum

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uma hora atrás

Gal Costa canta Força Estranha

LUIS NASSIF por luisnassif
 
IV AVATAR

“Força Estranha” (Caetano Veloso), foi feita para Roberto Carlos garvar, em 1978. No ano seguinte, Gal Costa gravou somente ao som do violão de Robertinho do Recife. O resultado foi um dos mais belos momentos da MPB. “Força Estranha” é uma verdadeira jóia poética. Gal Costa, ao violão, deixa o intimismo para mergulhar na emoção da música. Sublime!

Vídeos:  

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Educação no Brasil: ensino de Ciências e Matemática é um dos piores do mundo

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Ensino de Matemática e Ciências no Brasil é um dos piores do mundo, revela estudo. A pesquisa acrescenta que a maioria das economias em desenvolvimento segue sem criar as condições necessárias para reduzir a falta de competitividade na área da Tecnologia da Informação

O Brasil detém, hoje, um dos piores níveis de ensino do mundo na áreas de Matemática e Ciências, segundo constatou o relatório do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, no início deste ano. Segundo o documento, este é um fator que reduz a capacidade do Brasil de se adaptar à realidade do mundo digital. O estudo, divulgado nesta sexta-feira, mostra que o país saiu da 65.ª para a 60.ª posição entre as nações mais preparadas para aproveitar as novas tecnologias em seu crescimento, mas o crescimento ainda é insuficiente para as necessidades brasileiras. O Fórum, além do ranking sobre capacidade de adaptação ao mundo digital, divulgou outras duas sondagens, referentes ao ensino de matemática e de ciências.

ranking educação brasil matemática ciências

Ensino de Matemática e Ciências no Brasil é um dos piores do mundo (Foto: Getty Images)

Entre os 144 países avaliados, o Brasil aparece no 116.º lugar em educação, atrás, por exemplo, de Chade, Suazilândia e Azerbaijão. Em ciências, Venezuela, Lesoto, Uruguai e Tanzânia estão melhores posicionados no ranking do que o Brasil, que ocupa a 132.ª posição. Assim, constata-se a estagnação no avanço da tecnologia no Brasil, apesar dos investimentos públicos em infraestrutura e de o esforço do setor privado nacional em se mostrar mais competitivo no cenário mundial. Países como Chile, Panamá, Uruguai e Costa Rica, na América Latina, prepararam-se de forma mais eficaz para os desafios do mundo digital.
Ainda segundo o estudo, “apesar desse progresso, a tradução dessa maior cobertura em impactos econômicos em inovação e competitividade está estagnada”. Uma das razões é a “qualidade do sistema educacional, que aparentemente não garante as habilidades necessárias para uma economia em rápida mudança em busca de talentos”, apontou. Países pobres como Senegal, Quênia e Camboja, apresentam um nível de acesso à internet nas escolas superior ao do Brasil, segundo o documento. O país mais avançado do mundo neste segmento, de acordo com o Fórum, é a Finlândia, seguida por Cingapura e Suécia. Embora o Brasil venha subindo na lista, os pesquisadores alertam que esta posição não condiz com uma das sete maiores economias do mundo.

A pesquisa acrescenta que a maioria das economias em desenvolvimento segue sem criar as condições necessárias para reduzir a falta de competitividade na área da Tecnologia da Informação (TI), se comparada aos países desenvolvidos.
– No Brasil temos grande desenvolvimento por parte de empresas multinacionais para melhorar a competitividade, mas esse empenho não se estende por todo o setor privado – afirmou a jornalistas o pesquisador e editor do informe, Beñat Bilbao-Osorio.

A burocracia é outro fator apontado como um sério problema para o desenvolvimento brasileiro neste setor, mas o ambiente para promover inovação, aliado à burocracia, além do preço elevado dos celulares, um dos mais altos do mundo, também contribuem para manter o país no fundo da tabela. O Brasil aparece na 130.ª posição entre os 144 países, superado até pelo Gabão. O número de usuários de internet no Brasil, em 2011, ainda de acordo com o levantamento, também não chegava a 45%, o que deixa o país na 62.ª posição nesse cenário, abaixo da Albânia. Somente um terço dos brasileiros tem internet em casa e essa taxa despenca para apenas 8% se o critério for o número de casas com banda larga.

O Brasil, no entanto, não está sozinho neste problema. “Os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) enfrentam desafios. O rápido crescimento econômico observado em alguns desses países nos últimos anos poderá ser ameaçado, caso não forem feitos os investimentos certos em infraestruturas, competências humanas e inovação na área das tecnologias da informação”, alerta o documento.

A tabela, segundo a capacidade de adaptação ao mundo digital

1. Finlândia
2. Cingapura
3. Suécia
4. Holanda
5. Noruega
6. Suíça
7. Reino Unido
8. Dinamarca
9. EUA
10. Taiwan
60. Brasil

– A digitalização criou 6 milhões de empregos e acrescentou US$ 193 bilhões à economia global em 2011. Apesar de positivo, o impacto da digitalização não é uniforme nos setores e economias, (pois) cria e destrói empregos – disse Bahjat El-Darwiche, sócio d Booz & Company, ouvido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Correio do Brasil

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PT se movimenta com a possível candidatura de Campos

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Do Valor

Governo aperta cerco a Eduardo Campos

Raymundo Costa

Lula fará campanha em Pernambuco pela reeleição de Dilma Rousseff, se o governador Eduardo Campos efetivamente for candidato a presidente pelo PSB. O PT também resolveu incluir o Recife no roteiro dos seminários em comemoração aos dez anos do partido no governo, cidade que estava fora do plano original. À medida que avança o calendário eleitoral, a campanha adquire os contornos da dura disputa a ocorrer em 2014, como demonstram as estocadas entre os possíveis adversários.

PT e o governo planejam uma razia sobre as forças de Campos. À exceção da nomeação de um ministro do PSD, provavelmente Guilherme Afif, o governo já deu por concluído o ajuste na base governista. Mudanças, a partir de agora, só para tirar o PSB de Eduardo Campos ou devido à saída dos ministros que concorrerão para governador ou senador às eleições de outubro.

 

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uma hora atrás

Racismo na loja Le Biscuit: não há mal entendido

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Racismo não é “mal entendido”, é crime: O que o ‘caso Le Biscuit’ tem a nos ensinar?

Racismo não é “mal entendido”, é crime! Antes mesmo de sair uma ‘nota oficial’ da Le Biscuit, possivelmente justificando o injustificável, praxe comum em casos de acusação de racismo, é preciso que se antecipe a exclamação inicial. Racismo é crime, inafiançável, não é mal entendido.

O caso das irmãs Áurea e Dulce Santos – uma delas, ironicamente, com o nome da lei que “aboliu” a escravatura no Brasil, que afirmam ter sofrido preconceito racial dentro da loja Le Biscuit de Camaçari, por uma funcionária do estabelecimento, é revelador deste quadro que muitos negam, dizem que é “histeria” de “militantes desocupados”: ainda há racismo no país.

É comum presenciarmos relatos como este. O cidadão ou cidadã é negro, está dentro de um determinado estabelecimento, alguém desconfia e logo o tal é interpelado, de forma discriminatória, como se a cor da pele fosse um “atestado de culpa”. Se deram mal com as irmãs Santos.

racismo loja le biscuit

Caso Le Biscuit: Racismo é crime, inafiançável, não é mal entendido (Foto: Divulgação)

Muitos destes cidadãos brasileiros, maioria populacional segundo o IBGE – os negros correspondem a mais da metade da nação -, ficam reféns desta prática comum, de serem acusados de “roubo”, violados dos seus direitos constitucionais de defesa, conduzidos à “departamentos da loja” para serem revistados e se calam.

As irmãs Santos não, escancararam o crime que sofriam, chamaram a atenção e devem ter constrangido a tal funcionária que, certamente, não tomara aquela decisão só.

A polícia foi chamada – outro fato importante, que merece ser seguido todas as vezes que alguém se sentir vítima de racismo. Insisto, ele é crime! Quem incriminava injustamente, foi incriminado, desnudado.

Tem que ser assim, o preconceito precisa ser denunciado, revelado, pois ele mostra a face de uma sociedade que posa de ‘igualitária’, mas que esconde sua torpe herança do período colonial e pós-colonial.

A ‘Casa Grande’ sucumbiu ante a ‘Senzala’. Como se as irmãs Santos tivessem personificado o heróico Zumbi dos Palmares naquele momento.

Vão ter que dar explicações na Comissão da Promoção da Igualdade Racial e Políticas Públicas para as Mulheres (COPROME), da Câmara Municipal – aqui cabe, em primeiro ato, um elogio à célere ação do vereador José Marcelino (PT); e em segundo, a observação de que o nobre vereador precisa acompanhar melhor os veículos de comunicação locais. Que publicaram sim (pelo menos três deles) o evento imediatamente à sua ocorrência -. A rapidez na apuração dos fatos é outra questão de relevância no combate ao racismo, por parte dos órgãos competentes.

Certamente deverão, os protagonistas do ato, ter que se acertarem com a Justiça também, já que as irmãs foram orientadas a darem entrada em processo contra o estabelecimento comercial.

E antes que algum defensor enrustido do racismo se apresse em dizer “ah, mas os negros são preconceituosos também”, me antecipo em reafirmar que todos, negros, brancos, índios e ‘derivados’, fazemos parte de uma sociedade excludente, racista, preconceituosa, que nossa educação foi e é forjada seguindo este molde, ranço macabro do período escravista vivido no país.

Claro que isto não justifica sairmos cometendo atos racistas a torto e a direito. Não. Pelo contrário, a herança do preconceito racial, que paira no Brasil, deve ser vista com constrangimento, para fomentar o desejo individual e também coletivo de combatê-lo.

Como a Justiça deve ser justa – com o perdão do trocadinho infame -, a Le Biscuit tem o direito de se defender. Mas, sobretudo, como toda instituição que se preze – e acredito este ser o caso -, tem o dever de combater quaisquer práticas que afrontem a dignidade e o direito de qualquer cidadão ou cidadã, ainda mais se estes são seus clientes.

Que este episódio sirva de lição e alerta. Lição de quê a pele preta não é sinônimo de banditismo, que o racismo não é mal-entendido, que o povo negro, igual cidadão, deve ser respeitado. E de alerta também, para que outras irmãs ou irmãos ‘Santos’, ‘Silva’, etc., botem sempre a “boca no trombone”, escancarem sempre que qualquer tentativa de preconceito racial venha lhes vitimar.

Geledés

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2 horas atrás

Escola Margareth Thatcher: Usurpação

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

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Determinado bem pertencente ao povo brasileiro, que vale no mercado em torno de US$ 1,5 trilhão, vai ser repassado, no próximo mês de maio, a empresas estrangeiras pelo pagamento de US$ 225 bilhões de royalties durante um período de 30 anos. Pode ser suposto que, para colocar o bem no mercado, as empresas precisam recuperar investimentos e custos realizados, além de ter um bom lucro, ou seja, elas precisam retirar US$ 600 bilhões do negócio. Em outras palavras, nosso povo deveria receber pelo bem em torno de US$ 900 bilhões (= US$ 1,5 trilhão – US$ 600 bilhões). Como recebe só US$ 225 bilhões, ele vai ter seu patrimônio subtraído exatamente em US$ 675 bilhões, parcela esta que irá para os caixas das empresas como superlucro.

O PIB do Brasil em 2012 foi de US$ 2,3 trilhões. Assim, esta subtração do patrimônio do nosso povo é igual a cerca de 30% do PIB brasileiro. No entanto, nenhum meio de comunicação tradicional, quer sejam os jornalões ou as revistas semanais ou as TV abertas ou por assinatura, falou sobre este fato. A população brasileira nada sabe sobre uma ação que representará uma gigantesca subtração de patrimônio público. Este silêncio é a comprovação da parcialidade da grande mídia, que oculta as verdadeiras questões de interesse da sociedade. Por outro lado, fica patente também a falta de compreensão da classe política, com raras exceções, com relação às prioridades da nossa sociedade. Se não for falta de compreensão, pode ser algo bem pior.

É preciso deixar claro que tudo será feito e o patrimônio será entregue estritamente dentro da lei. Uma lei extremamente injusta para com a sociedade e muito benéfica para as empresas, principalmente as estrangeiras. Mas é a lei vigente para blocos fora da área do Pré-sal, de número 9.478 de 1997. A referida subtração é aprovada a partir da entrega de áreas do território nacional como concessões para empresas explorarem e produzirem petróleo e gás, que ocorrerá na 11ª Rodada de leilões de blocos, promovida pelo governo brasileiro nos dias 14 e 15 de maio. A estimativa de petróleo a ser descoberto nestes blocos foi fornecida pela própria diretora-geral da ANP em seminário de promoção da Rodada.

Vou repetir argumentações de outros artigos meus sobre este assunto, para explicar sumariamente como esta Rodada é pouco atraente. As empresas estrangeiras arrematarão grande número de blocos e irão exportar todo petróleo descoberto nestes blocos in natura. Na fase de investimentos, quase não irão comprar no país, não irão contratar desenvolvimento tecnológico nem engenharia no Brasil, quase não irão empregar mão de obra local e deixarão no Brasil o royalty, que é, em comparação com o lucro, uma parcela bem menor. Também, o Brasil perde a possibilidade de uso do fornecimento garantido de petróleo de médio prazo a outros países como instrumento de ação geopolítica. A lei 9.478 permite todas estas injustiças e usurpação da nossa riqueza.

À primeira vista, a alegria devido à morte de um ser humano pode ser considerada uma desumanidade. No entanto, pode também significar uma explosão de alívio, pois a fonte de opressão e insensibilidade, representada pelo morto, foi extinta. Foi o que aconteceu com a morte de Margareth Thatcher. Ou seja, o povo comemorou a execução pela Justiça divina, ou pelo acaso, daquilo que a Justiça terrestre foi incapaz de corrigir. Injustiças causadas pelo preposto do capital, com ajuda da mídia subalterna, tristemente suportadas pelo povo, oprimem tanto que a morte do algoz pode ser comemorada.

Apesar da inegável realização social dos governos Lula e Dilma, fica uma pergunta na nossa mente: qual o legado a presidente Dilma quer deixar neste setor? Ser lembrada como membro da Escola da privatista Margareth Thatcher?

Se você estiver convencido sobre o que foi explicado e quiser fazer valer seu desejo, mesmo porque a Constituição afirma que todo poder emana do povo, remeta um recado para a presidente Dilma através do endereço: https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php. Com relação aos deputados e senadores, mandar mensagens é mais complicado, porque teria que ser através de e-mails individuais. Um e-mail para cada um dos 513 deputados e cada um dos 81 senadores. No entanto, não deixe de mandar para aqueles nos quais você acredita. Sugiro, também, que você se defenda, pois estará sendo lesado. Lute como puder para esta usurpação ser barrada.

Leia também:Usurpação da esperança

Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia

Blog do autor: http://paulometri.blogspot.com.br/

2 horas atrás

Agência Estado

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Gilmar Mendes –  Além de Fux, o ministro Gilmar Mendes também tem parente que trabalha com Bermudes. Guiomar Feitosa Lima Mendes é casada com o ministro e é uma das advogadas do escritório. Ao contrário de Fux, Gilmar Mendes não se julga impedido ou suspeito de participar do julgamento de processos do escritório. Gilmar Mendes não quis se manifestar sobre o assunto. Recentemente, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, criticou o “conluio” entre advogados e magistrados. Barbosa é próximo de Fux, tendo inclusive o convidado para discursar em sua posse na presidência do STF.
2 horas atrás

O que você faria no lugar de José Serra?

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
Numa boa, lembre que, em 2010, você teve 44 milhões de votos para presidente da República; no ano passado, foram outros 2,7 milhões de votos para prefeito de São Paulo; ok, duas derrotas, mas seu cacife eleitoral é grande, certo?; porém, não se mostra suficiente nem para ganhar eleição no diretório municipal do PSDB paulistano, com o famoso serrista Andrea Matarazzo sendo passado para trás pelo desconhecido alckmista Milton Flávio; no campo nacional, o adversário interno Aécio Neves decola, enquanto não te sobra nenhum carguinho no comando nacional do partido que você mesmo fundou; seria hora de pegar o boné e ir para o PPS fazer escada para o governador Eduardo Campos do PSB? E, ao mesmo tempo, armar a própria candidatura ao governo paulista e saborear uma deliciosa vingança contra Geraldo Alckmin? 
Marco Damiani, Brasil 247 
osé Serra está naqueles dias. O mau humor típico dos momentos de derrota política chegou outra vez. Serrista de carteirinha carimbada, o vereador Andrea Matarazzo foi deixado pelo caminho em sua tentativa de presidir o diretório paulistano do PSDB, ultrapassado por uma articulação de secretários do governador Geraldo Alckmin. O drible em Matarazzo foi sofrido, no campo político, pelo próprio Serra, visto por todos como padrinho da candidatura. A ida do parceiro quatrocentão para o comando do PSDB paulistano seria vista como um primeiro mimo de consolação a Serra, obrigado a acordar de seu terceiro sonho presidencial pelo barulho da festa que os tucanos vão fazendo em torno do presidenciável mineiro Aécio Neves. Nela estão o ex-presidente Fernando Henrique, o primeiro a chegar, o próprio governador Geraldo Alckmin, anfitrião de Aécio em São Paulo, o presidente nacional Sérgio Guerra, espécie de DJ da banda aecista, e até o ex-governador Alberto Goldman, um dos últimos a chegar, mas recebido com todos os brindes.” Artigo Completo, ::AQUI:: 
2 horas atrás

Gagarin e suas mulheres favoritas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
eduardolm17

Yuri Gagarin e suas mulheres favoritas

 Yuri Gagarin com sua esposa e filha

 

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2 horas atrás

Não Interessa Não, de Zé Menezes

LUIS NASSIF por luisnassif
 
lucianohortencio

Zé Menezes – NÃO INTERESSA NÃO – José Menezes-Bittencourt – Gravação de 1951 

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2 horas atrás

‘Beyoncé’ de ‘Salve Jorge’, travesti já fez programa e tem anúncio em site de prostituição

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Mariana MollinaA coluna foi surpreendida ao pesquisar sobre a travesti Mariana Molina, escolhida para viver, nos próximos capítulos, uma espécie de Beyoncé genérica no palco da boate da novela “Salve Jorge”. Existe um perfil da moça num site pornô de prostituição, de São Paulo, em que é anunciado, inclusive, o telefone dela. A Retratos da Vida ligou para o número disponibilizado e quem atendou foi justamente Mariana, que admitiu que já fez programa, mas hoje trabalha apenas fazendo shows em casas noturnas GLS.

“Isso é passado. Não quero falar disso. Não sei porque esse site ainda está no ar. Não teria nenhum problema em admitir que faço programa, acontece que não faço mais, há três anos. Hoje, faço apenas shows como cover da Beyoncé. Sobre o passado, não tenho nada a dizer. Prefiro falar do presente”, explica Mariana.

Gaúcha de 25 anos, Mariana mora atualmente em São Paulo e começou a dublar a diva americana há três anos – mesmo período que afirma ter largado a prostituição – na Space, uma famosa boate gay de São Paulo. Convidada para uma participação especial na novela global, ela desembarca no Rio na próxima quarta-feira. A gravação ocorrerá no dia seguinte, no Projac. “Estou sem dormir de tanta ansiedade”, conta Mariana, acrescentando que está pronta para ter a vida completamente exposta. “Não me importo com o que dizem”.

Na trama de Gloria Perez, Mariana Molina, que trabalha como cover de Beyoncé, vai aterrissar na boate de Lívia (Claudia Raia) na Turquia. Ela vai se apresentar se fazendo passar pela verdadeira cantora.

fonte: Extra

2 horas atrás

Serra sofre nova derrota no PSDB

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
Altamiro Borges, Blog do Miro 
“O eterno candidato José Serra é conhecido por seus métodos truculentos – dossiês, rasteiras e golpes – contra os seus rivais no  próprio PSDB. Agora, porém, ele é alvo da vingança maligna e perde espaço no ninho tucano. Ontem, após votação tumultuada, o vereador serrista Andrea Matarazzo retirou sua candidatura à presidência da legenda em São Paulo. Ele acusou três secretários estaduais de terem usado a máquina do governo Geraldo Alckmin para influenciar o resultado da disputa e derrotá-lo. Com esse resultado, José Serra sofre nova derrota no PSDB e pode até abandonar a legenda.

Segundo a própria Folha tucana de hoje, “aliados de Matarazzo disseram temer uma debandada da sigla na capital, a exemplo do que houve em 2011, quando seis vereadores trocaram o PSDB pelo PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab. O possível abrigo dos descontentes, agora, seria o partido que resultará da fusão do PPS com o PMN. Matarazzo é aliado e amigo do ex-governador José Serra, que foi convidado e estuda migrar para a nova sigla”.

As bicadas no ninho são cada vez mais sangrentas. “Me preparei para disputar com um candidato, mas enfrentei três secretarias de Estado, com todo o poder delas”, reclama Andrea Matarazzo, num referência aos secretários José Aníbal (Energia), Bruno Covas (Meio Ambiente) e Julio Semeghini (Planejamento). O nome escolhido para presidir a sigla em São Paulo, principal reduto dos tucanos no país, foi o do ex-deputado Milton Flávio, que é subordinado a José Aníbal. O secretário de Energia já havia sido rifado pelos serristas na prévia interna que escolheu o candidato da legenda à prefeitura da capital paulista, no ano passado. Agora, ele dá o troco!” 

2 horas atrás

Gilmar Mendes processa ator José de Abreu pela 2ª vez

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

José de Abreu afirmou que o ministro do STF contratara um araponga condenado a 19 anos de prisão: “E pro contratante? Domínio do fato?”, completou; ator não pretende se retratar e quer que o processo sirva para a discussão dos limites da liberdade de expressão

josé abreu gilmar mendes

Gilmar Mendes apresentou queixa-crime contra ator José de Abreu (Foto: Divulgação)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está processando o ator José de Abreu pela segunda vez. No dia 10 de outubro de 2012, o ator tuitou: “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato?”, referindo-se ao espião envolvido em diversos casos de grampo, como o do bicheiro Carlinhos Cachoeira, quando foi preso.

O ministro do STF alega que o ator quer desmoralizá-lo.

Mendes pretende mover, além da queixa-crime, também uma ação por perdas e danos pelo conjunto de mensagens sobre ele que o ator já colocou na internet.

No ano passado, o ator já havia recebido uma notificação judicial do ministro por tê-lo chamado de corrupto no Twitter. Na época, Abreu fez uma retratação formal e o caso foi encerrado. Desta vez, o ator afirmou que não vai se retratar.

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“Foi uma piada, não tenho porque me retratar. Imagina se eu quis dizer que ele (Gilmar Mendes) tem que responder por tudo o que o Dadá fez? Só na cabeça dele, é fora de qualquer lógica imaginar que ele, ministro, é responsável pelo Dadá. Não é possível que ele não tenha coisa mais séria para fazer do que implicar com o que eu tuito”, disse o ator.

Agências, com Portal Vermelho

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2 horas atrás

NOTA DA FENAJ SOBRE OS ASSASSINATOS DOS PROFISSIONAIS DA IMPRENSA NO VALE DO AÇO

MARIA FRO por mariafro
 

Violência contra jornalistas: o medo não deve vencer a esperança

Por: Diretoria da FENAJ

17/04/2013

O assassinato do repórter-fotográfico Walgney Assis Carvalho, ocorrido no dia 14 de abril, em Coronel Fabriciano, na região do Vale do Aço (MG) evidencia, mais uma vez, que o Estado não pode ficar inerte diante deste cenário de crescente impunidade e violência contra os profissionais de Jornalismo no Brasil. A FENAJ, o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e a sociedade exigem dos governos federal e estadual de Minas, do Congresso Nacional e do Judiciário rápidas e eficientes medidas para que a política do terror e do medo não sobrepujem a esperança de um futuro melhor para o Brasil.

Carvalho foi executado por volta das 22 horas, 30 minutos após chegar a um pesque-pague, por um homem que desferiu-lhe três tiros pelas costas. Tal ocorrência sucede-se à morte do radialista e jornalista Rodrigo Neto menos de dois meses antes. Ambos trabalharam juntos na cobertura de diversas pautas e Walgney Carvalho era testemunha nas investigações sobre o assassinato de Neto.

Tudo indica que os dois crimes estão relacionados. Assim como outros crimes cometidos contra profissionais de imprensa, não podem ficar impunes nem ter sua completa elucidação postergada, pois além de configurarem violenta agressão às liberdades de expressão e de imprensa, atentam contra o direito da sociedade à informação. Ademais, semeiam a insegurança, o medo e o sentimento de que a transgressão às liberdades democráticas – sem a rápida apuração e punição de seus autores e mentores – faz do Brasil uma terra sem lei.

A FENAJ soma-se aos clamores dos familiares e amigos de Walgney Carvalho e de Rodrigo Neto por justiça. A situação que se registra no Vale do Aço cobra da presidente Dilma Roussef, do Ministérios da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, bem como do governo do Estado de Minas Gerais, respostas e ações urgentes.

Igualmente é preciso celeridade do Congresso Nacional na apreciação do Projeto de Lei que propõe a federalização das investigações de crimes contra profissionais da imprensa, mais atenção das autoridades à proposta já formulada pela FENAJ de criação do Observatório de Crimes contra Jornalistas e ações do Judiciário para coibir a impunidade e acelerar o julgamento de tais casos, que infelizmente vêm figurando crescentemente nas manchetes rotineiras da violência no Brasil.

Mais do que a infeliz orientação de uma autoridade policial de Minas Gerais no sentido de que “os jornalistas tomem muito cuidado”, sugerimos e cobramos das autoridades federais e estaduais que tenham muito zelo com o clamor social e dos jornalistas de garantias à segurança pública e ao livre exercício profissional do Jornalismo.

Também neste sentido, lembramos aos dirigentes das empresas jornalísticas que não basta condenarem tais atos violentos e evocarem as liberdades de expressão e imprensa. É preciso que assumam a sua responsabilidade na maximização de esforços para assegurar condições de trabalho aos profissionais que contratam (no caso de Walgney, não havia nem mesmo um contrato de trabalho; ele era freelancer). A FENAJ e os Sindicatos da categoria reivindicam há muito tempo das empresas o debate e assinatura de um Protocolo Nacional de Segurança para os jornalistas.

Os assassinatos de Walgney Carvalho e Rodrigo Neto entristecem o Brasil e fazem ecoar um grito de alerta: é hora de respostas efetivas dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e dos detentores do quarto poder, os donos dos veículos de comunicação.

Brasília, 17 de abril de 2013.

Diretoria da FENAJ

2 horas atrás

CONHECIDA PRATICA DA DIREITA: Presidente de Venezuela alertó que Capriles planifica um autoatentado

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 

El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, denunció en horas de la madrugada de este miércoles que la oposición antichavista, encabezada por el excandidato derrotado Henrique Capriles, está planificando un autoatentado para luego difamar al Gobierno Nacional y hacerle creer al pueblo venezolano que el Estado es responsable de dichas acciones. A través de su cuenta en la red social Twitter (@NicolasMaduro), el Mandatario alertó que “tenemos información que la derecha esta armando grupos con franelas rojas para simular ataque. He alertado a todos los cuerpos de seguridad”. Maduro agregó que la oposición “en su locura de odio y desesperación son capaces de todo. Sólo pido sensatez y que cesé la intolerancia y la violencia Fascista. Paz”. Ante esta situación, aseguró que por ser un “Hombre de Paz y de Palabra”, ordenó al Servicio Bolivariano de Inteligencia Nacional (Sebin) “mantener la protección al excandidato de la derecha”, a pesar de que el mismo Capriles “botó a quienes lo protegían”. Horas antes, Capriles difundió a través de Twitter que Maduro “mandó a atacar mi residencia oficial como gobernador de (estado) Miranda en Los Teques (capital)”. Asimismo, dijo que “cualquier cosa que me pase en la Residencia Oficial en Los Teques, hago responsable a Nicolás Maduro”. Por su parte, el jefe de Estado nuevamente responsabilizó a Capriles y a la dirigencia opositora por todos los hechos de violencia que se han dado en Venezuela durante los últimos dos días. “Ustedes fascistas odian y odian, llenaron de violencia el país (y) ahora dicen Yo No Fui.. Asuman su responsabilidad, derrotamos su Golpe. Justicia”, escribió. “Lamentablemente la derecha atacó hoy los CDI (Centros de Diagnóstico Integral) de La Vaquera en Guarenas (Miranda, norte) y Palo Verde en Caracas. Ordené buscar y capturar a los responsables”, señaló. En otro mensaje, anunció que como también sabotearon el sistema eléctrico en Vargas, Miranda y Aragua (centro-norte), “el lunes decretaré el sistema eléctrico Servicio de Seguridad Nacional”. Asimismo, aprovechó la ocasión para hacer un llamado al pueblo y “aislar los fascistas y violentos donde estén , y a la Justicia (Ministerio Público) a castigar los crímenes cometidos y los destrozos”. “Mi llamado es a la paz, a rechazar el odio, la intolerancia y la violencia. Sólo así progresará la Patria. Gracias Venezuela. Sigamos Juntos”, puntualizó el Presidente. Además, agradeció a todos quienes le dieron su voto el pasado domingo “por su Lealtad al Gigante” (Hugo Chávez). “Yo seguiré gobernando el País con el pueblo .Gobierno de Calle, con amor, haciendo la paz y el socialismo. Vamos todos a trabajar y Prosperar”, acotó. El Presidente recuperó el control de su cuenta Twitter, 48 horas después de haber sido víctima de un “hacker” le bloqueo temporalmente su acceso.” SINTONIA FINA – @riltonsp – com Com Texto Livre 

3 horas atrás

Em protesto, centenas de pessoas viram as costas para caixão de Margaret Thatcher

SUJO por Esquerdopata
 
“Dez milhões para o funeral e para nós cortes e austeridade?”, indagam opositores da ex-primeira-ministra 
Opera Mundi

Entre vaias, centenas de manifestantes viraram as costas para o cortejo do corpo da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que acontece nesta quarta-feira (17/04) em Londres. Sem nenhum registro de confusão ou violência, os protestantes ironizaram o custo do funeral, além de se negarem a prestar homenagem a Thatcher. 
“Desperdício de dinheiro”, gritavam no momento que o corpo da ex-primeira-ministra passou em frente ao grupo de manifestantes [veja no vídeo abaixo].  “Dez milhões de euros para o funeral e cortes e austeridade para nós?”, bradaram durante todo o funeral. 
O clima ficou tenso, no entanto, quando militares aplaudiam Margaret Thatcher em meio ao clima hostil entre os manifestantes. Alguns policiais pediram silêncio e chegaram a ameaçar os opositores da ex-premiê. 

“Waste of money”, grita o povo

“Queremos manter um protesto digno. A nossa mensagem é que gastar 10 milhões de dólares em tempos de austeridade, especialmente quando a ela está sendo imposta aos pobres, é errado”, afirmou Dave Winslow, um dos organizadores do protesto, em entrevista logo após o fim do cortejo. 
A morte da ex-premiê despertou divergência entre os que admiram sua gestão e os que criticam as medidas impopulares adotadas pelo governo Thatcher. Durante o protesto, diversas pessoas associaram a grave crise econômica enfrentada pela Europa ao legado de austeridade da ex-premiê. 
Durante a cerimônia, que reuniu dirigentes de diversos país, o bispo do Reino Unido, Richard Chartres, pediu que a controversa vida política de Thatcher fosse deixada de lado no momento. “Depois da tempestade de uma vida rodeada pela controvérsia política, há uma grande calma”, disse o bispo. 

3 horas atrás

Mildred Pacitti Rocha – Brasil 500 anos

CONSA por Hélio Consolaro
 
Mildred Pacitti Rocha com o prefeito Cido Sério (PT) e o vice-prefeito Carlos Hernandes, 9/4/2009 

Hélio Consolaro               A obra nem sempre tem a cara do artista. Assim acontece com Dona Mildred Pacitti Rocha. Nesta pintura, Brasil 500 Anos, cubista, estilo de Pablo Picasso, com as figuras todas divididas, apresentam-se os 500 anos de Brasil em várias dimensões. 
       Quem é Mildred? Uma jovem muito louca? Quem ler sua biografia, vai descobrir que é uma setuagenária. Então, deve ser uma velhinha muito doida, bem maluca para ser cubista.

Brasil 500 anos

       Brasil 500 Anos é parte da capa da lista telefônica de 2000/2001. E a Listel pediu-lhe uma frase para legendar a obra. Apareceu um dístico que mistura Deus a um patriotismo ingênuo. Mildred é uma mulher certinha, que ainda tinha, na época, medo da bengala de sua mãe, já beirando os 100 anos.         Dona Mildred, como a chamamos em Araçatuba, é assim, meio contraditória, como todos os artistas. Seus poemas (ela é poetisa) de versos parnasianos não se misturam com a pintora modernista. 
       A poetisa recita Profissão de Fé, de Olavo Bilac, e a pintora responde com Manuel Bandeira, recitando Os Sapos
Texto escrito em 02/11/2004 
*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Secretário Municipal de Cultura 

Mildred Pacitti Rocha faleceu hoje (17/04/2013) e seu corpo está sendo velado na Capela Funerária Laluce, em Araçatuba. O sepultamento se dará às 17h.  Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

3 horas atrás

‘É uma vergonha nacional’, diz José de Abreu, que pretende se candidatar a deputado, sobre Feliciano

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

José de AbreuLonge da TV desde “Avenida Brasil”, quando fez o catador de lixo Nilo, José de Abreu estreia nos cinemas na próxima sexta-feira, com o filme “Meu pé de laranja lima”. A carreira artística vai muito bem, obrigado. Mas pode em breve sair de cena por um tempo para dar início à carreira política do ator. Em 2014, ele deve surgir como candidato à deputado federal pelo Rio.

— Eu tenho que conversar com a Globo. Seis meses antes de começar uma campanha a pessoa tem que estar fora do ar. São nove meses fora do ar ao todo. Então, vai depender do trabalho que eu fizer. Uma minissérie de três meses dá tempo, mas novela já não dá — explica José, garantindo que não vai deixar a carreira de ator nem a emissora: — Nunca! Eu não saio da Globo nem morto. E a Globo não tem o menor interesse em me mandar embora. Já conversei com dois diretores. Então, nem penso nessa possibilidade.

Bastante ligado à política nacional, Zé de Abreu chega a mudar o tom da voz quando o assunto é Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara:

— É uma vergonha nacional! É negócio de doido isso, inacreditável. O cara mente descaradamente. Até a mãe dele já o desmentiu!

Lúcia Maria Feliciano, mãe do deputado, fazia abortos em mulheres nos anos 70. No início deste mês, Marco Feliciano disse que “via fetos serem arrancados de dentro das mulhares”. Em entrevista à Folha de São Paulo, Lúcia confirmou a prática, mas garantiu que o filho jamais viu um aborto, já que era recém-nascido na época.

— Tudo isso me dá muito desgosto — diz Zé de Abreu.

Sobre a declaração de Feliciano de que sairia da CDH caso José Genuíno e João Paulo Cunha, condenados no Mensalão, deixassem a Comissão de Constituição e Justiça, o ator é objetivo:

— Uma coisa não tem nada a ver com a outra — diz o petista, amigo de José Dirceu há quase 50 anos.

Mesmo diante dessas decepções, José de Abreu segue na ideia de se candidatar à deputado federal:

— Claro que tudo isso faz diminuir a vontade. Mas esse lance todo não é uma vontade que partiu de mim. Foi uma coisa que partiu do Lindbergh (Farias, senador). Eu liguei para o Lula, encontrei com ele e ele achou a ideia boa. Mas numa segunda vez ele disse que, já que a situação política aqui no Rio está meio complicada, era melhor deixar para decidir mais para frente. Tenho até outubro para resolver.

Polêmicas no Twitter
Bastante ativo no Twitter, o ator chegou a usar pseudônimos para postar no microblog na época das eleições 2010.

— Era desrespeito à Lei Eleitoral. Artistas não podem se meter com política enquanto estão no ar. E eu estava no ar em “Malhação”. Então, não podia. E ninguém sabia que era eu. Usava Marcos Ovos, Zé Bigorna… Dilma me chama até hoje de Marcos Ovos. Quando saí de “Malhação”, esperei cinco dias e troquei o Zé Bigorna pelo Zé de Abreu — conta o ator, que tem hoje quase 74 mil seguidores: — São poucos. O Rafinha (Bastos), por exemplo, tem milhões! Mas meus seguidores têm qualidade. Eu tenho praticamente os melhores seguidores do Brasil. Não é quantidade, é qualidade.

Seus tweets já foram parar até na Justiça. Esta semana, mais um processo foi parar nas costas do ator por parte de Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal — é a segunda vez que o ministro processa José de Abreu.

— Por uma coisa que eu escrevi dia 10 de dezembro no Twitter que foi claramente uma brincadeira — diz o ator, que naquele dia escreveu “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato?”.

“Sou muito claro em minhas atitudes”
Uma das maiores polêmicas de José de Abreu no Twitter foi quando o ator revelou ser bissexual: “Sou bissexual e daí? Posso escolher quem eu beijo?”.

— E essa não foi a maior… — garante o ator, que chegou a discutir política com João Barone, baterista dos Paralamas: — Aquilo foi uma bobagem. Ele é mal informado. Parece roqueiro de direita… Não entendo isso.

Apesar de tanta polêmica, Zé afirma que não se arrepende de nada.

— Absolutamente! Sou muito claro em minhas atitudes. Eu sou gay, sim. Eu não tenho relação com homem, mas quantas vezes tem que dar a bunda para ser gay? Tenho muitos amigos gays, a maioria do elenco da Globo é gay… É essa sensação de minoria que eu tenho. Eu não posso dizer que sou negro nem que sou pobre. Então vou ser gay ou bi.

fonte: Extra

3 horas atrás

Site promete ser rede social para profissionais do sexo gay

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

garoto de programaProstitutos unidos jamais serão vencidos? É o que propõe o francês Prostboyz.org, um site não para contratar serviços de profissionais do sexo gay, mas sim espaço online onde eles podem trocar, entre si, informações sobre saúde e direitos.

Sem pré-julgamentos, o portal abre caminho para a livre discussão da prostituição masculina com foco na clientela de gays e bissexuais. Para tanto, realiza bate-papo semanal sobre os mais diversos assuntos que fazem parte do universo dos michês.

Eles se preocupam até com os ‘colegas’ que não falam francês, e disponibilizam livreto em diversos idiomas, incluindo o português, intitulado “Trabalhar Mais Seguro”. Na publicação, é possível encontrar dicas e informações sobre postura, ética, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e, no caso de alguma infecção, como buscar os tratamentos mais adequados.

fonte: Pheeno

3 horas atrás

Sexshop gospel vende ‘brinquedinhos’ sensuais e evangélicos

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Casais cristãos compram pela web artigos para apimentar a relação, como fantasias, jogos eróticos, algemas e massageadores. Dono de sexshop gospel diz não vender artigos para homossexuais

O SexshopGospel, como seu nome já deixa explícito, vende brinquedinhos sensuais a evangélicos. Mas nem todos os brinquedos, só os “leves”, disse Maicon Santos, 30, solteiro, o dono da loja. “Nós não vendemos artigos homossexuais, anais, nem temos artigos sadomasoquistas.”

Em entrevista ao jornal “O Dia”, do Rio, Santos não deu exemplo do tipo de artigo que não vende.

sexshop gospel evangélicos

Evangélicos usam sex shop ‘gospel’ e esquentam a cama. Loja não vende ‘artigos anais e homossexuais’ (Foto: Reprodução/Web)

O que a SexshopGospel tem são vibrador pequeno, algema com pelúcia rosa, gel comestível, anel peniano, a “famosa” pomadinha japonesa, livros e por aí vai.

Santos é evangélico, mas não segue nenhuma igreja. Ele disse que, para criar o sexshop cristão, se inspirou em sites americanos que se destinam a esse público.

Afirmou que tem recebido críticas de religiosos e se defendeu dizendo que “até Cristo foi criticado”.

Argumentou que a compra de brinquedinhos sexuais não é pecado e que eles podem a ajudar os casais a continuarem casados.

O casal evangélico Hugo, 28, e Lorena Brandão, 27, também acha que comprar esses artigos não é pecado.

“Tudo vale a pena com moderação”, disse Hugo. “Fantasias, gel e algemas deixam o relacionamento renovado, surpreendem o parceiro.”

Ele não vê revistas nem vídeos pornográficos para que a sua “esposa” continue sendo o “foco principal do desejo”. Seu casamento tem cinco anos.

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Os evangélicos Aline Suzano, 31, e André Sanches, 31, casados há três anos, usam lubrificantes, óleos, roupas sensuais e bolinhas para quebrar a rotina.

Aline disse que nunca usou vibrador porque acha que estimula um sexo egoísta, que é proibido pela Bíblia.

Para o pastor Daniel Lopes, da Assembleia de Deus de Rocha Miranda, não há problema na compra por casais casados de produtos que estimulam o relacionamento sexual.

Contudo, ele reconheceu que se trata de um tabu entre os evangélicos — fiéis e pastores.

Afirmou que essas pessoas precisam ler o livro de Cantares, da Bíblia, que diz como deve ser a vida de um casal. “O mais importante é que haja amor. Não existe casamento perfeito, mas existe casamento feliz.”

Santos informou que as vendas do seu sexshop estão indo bem.

Paulopes, com O Dia

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3 horas atrás

Há 80 anos, Fluminense inaugurava o futebol profissional no Brasil

BOILERDO por Betho Flávio
 

Do Lancenet

Em 1933, Tricolor empatava em 4 a 4 com o Corinthians, no Estádio das Laranjeiras

 

 Arquivo/Fluminense FC)

Há 80 anos, o Fluminense inaugurava o futebol profissional no Brasil (Foto: Arquivo/Fluminense FC)

Dia 16 de abril de 1933. Há 80 anos o futebol profissional era implementado no Brasil, mais precisamente no estádio das Laranjeiras, sede do Fluminense. Na ocasião, o Tricolor enfrentava o Corinthians e apresentava pela primeira vez para a sociedade a sua equipe de profissionais.

A partida marcava uma implantação do processo de regime profissional no futebol brasileiro, que sofria com alguns clubes que remuneravam seus jogadores de forma escondida, o que fazia com que esses atletas se dedicassem exclusivamente ao futebol, num profissionalismo clandestino.

Na época, era proibido em regulamento qualquer tipo de remuneração dos clubes aos jogadores. O Fluminense se viu prejudicado com a situação e lutou pela regulamentação do profissionalismo.Era necessário tratar o futebol como uma profissão. Com carteira de trabalho assinada e direitos e deveres previstos na constituição.

A REGULAMENTAÇÃO

No dia 29/8/1932, reuniram-se na sede do Fluminense os representantes dos sete principais clubes da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athléticos): Fluminense, Flamengo, Vasco, Botafogo, América, Bangu e São Cristóvão. Em pauta, a adoção do profissionalismo no futebol carioca.

Nessa comissão, são nomeadosArnaldo Guinle, patrono do Fluminense e principal entusiasta da adoção do profissionalismo, Ary de Azevedo Franco, dirigente ligado ao Bangu e Antônio Avellar, presidente do América. Durante cerca de três meses, eles trabalharam em sigilo, estudando regulamentações de outros países, adaptando-as a algumas particularidades brasileira.

Em janeiro de 1933, se torna público o estatuto da futura liga de profissionais. No dia 18/1/1933 dirigentes de Vasco, Flamengo, São Cristóvão e Botafogo reúnem-se na sede deste último e firmam a posição de manterem-se amadores.

Três dias depois, contrariando o presidente do clube, o conselho deliberativo do Vasco, por 51 votos contra 15 (e 5 votos em branco), determina que o Vasco deve seguir o caminho do profissionalismo. No dia 23/1/1933, em reunião realizada na sede do Fluminense, é fundada a Liga Carioca de Futebol Profissional. Fluminense, América, Bangu e Vasco são os clubes fundadores da liga.

O PRIMEIRO JOGO

FLUMINENSE 4 x 4 CORINTHIANS

Amistoso

16/04/1933

Local: Laranjeiras

Árbitro: Attilio Grimaldi

Gols: Said 15′ 1ºT, Guimarães 25′ 1ºT (pen), Rato 40′ 1ºT, Feitiço 42′ 1ºT, Said 5′ 2ºT, Rato 10′ 2ºT, Sinhô 26′ 2ºT, Sinhô 34′ 2ºT

Fluminense: Chiquito, Benedicto e Nariz; Ernesto, Brant e Ivan Mariz; Walter, Bermudez, Sinhô, Said e Chedid

Técnico: Luiz Vinhaes

Corinthians: Rede, Jaú e Segalla; Brito, Guimarães e Munhoz; Lelo (Mário), Baianinho, Feitiço, Carlito (Gambinha) e Rato

Técnico: José de Carlo

Via Blog do Nassif

3 horas atrás

Nova Zelândia: Parlamento aprova casamento gay

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

A Nova Zelândia se tornou nesta quarta-feira o 13º país do mundo, o primeiro da região Ásia Pacífico, a legalizar o matrimônio homossexual, uma decisão história celebrada pela comunidade homossexual desse país.

A nova lei, que modifica a legislação que vigorava no país desde 1955, foi aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 27 anos depois da descriminalização da homossexualidade.

A Nova Zelândia já autorizava as uniões civis desde 2005.

A reforma da lei, apoiada pelo primeiro-ministro de centro-direita John Key, foi apresentada por Louisa Wall, deputada homossexual do Partido Trabalhista, o principal da oposição.

Segundo esta última, a decisão neozelandesa pode abrir caminho para reformas similares em outros países da região.

‘A lei considerava os neozelandeses homossexuais como seres inferiores aos seres humanos, e aos demais cidadãos. Este texto permite garantir que o Estado não discrimine nenhuma categoria da população em função de sua orientação sexual’, disse a deputada à AFP.

O texto enfrentou uma forte oposição, principalmente do grupo Family First, que acusa os políticos de fragilizar a instituição tradicional do matrimônio sob a pressão dos ativistas a favor do casamento entre homossexuais.

Na capital Wellington, principalmente na rua Cuba, cheia de bares frequentados pelos homossexuais, vários telões transmitiam ao vivo o debate sobre a lei no parlamento antes da votação.

No entanto, as pessoas entrevistadas nesta frequentada rua não compartilham da mesma opinião.

‘Se algumas pessoas estão autorizadas a casar, então todas deveriam ser autorizadas a fazer isso’, opinou Christina Hroch.

Já Suzy Prime se declarou totalmente contra a lei e expressou sua preocupação pelas crianças criadas por pessoas do mesmo sexo.

‘A lei já autoriza as uniões civis, não tenho nenhum problema com isso, mas não acho necessário ir mais além e autorizar o casamento’, afirmou.

Treze países autorizam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, segundo a ONG Human Right Watch (HRW).

A Dinamarca foi o primeiro país que autorizou as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, em 1989.

A Austrália, país vizinho da Nova Zelândia, vetou o casamento entre homossexuais em setembro do ano passado.

O Uruguai se tornou no início do mês o segundo país latino-americano, depois da Argentina, a legalizar o matrimônio homossexual.

Atualmente, os deputados franceses debatem um projeto de lei para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, assim como a adoção, uma medida que enfrenta forte oposição de parte da população.

fonte: G1

Nike quer patrocinar atleta de destaque abertamente gay

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

O primeiro atleta profissional de destaque a sair do armário que se prepare: patrocinadores grandes como a Nike querem apoiá-lo!

nikeO presidente do time de basquete americano Golden State Warriors, Rick Welts, abertamente gay, contou ao site Bloomberg que a Nike está pronta para patrocinar um atleta de alta performance que assuma sua sexualidade e saia do armário. “Eles me deixaram claro que a Nike apoiaria. O jogador que assumir ser gay, eles vão ficar animados com as oportunidade que serão postas na mesa, e não com as possíveis portas fechadas”, declarou.

Em entrevista à Bloomberg, Bob Witeck, experimente consultor de marketing e também abertamente gay, declarou que o primeiro atleta profissional de destaque, considerando que ele seja de fato um nome popular, ganhará milhões em patrocínios e apoios das empresas de olho na população LGBT! De acordo com a Bloomberg, essa população tem um poder de compra anual de 800 bilhões de dólares no mercado americano.

“Estamos em um momento onde os anunciantes de nível nacional já não tem mais medo do mercado gay”, conta Mark Elderkin, diretor da rede de anúncios Gay Ad Network.

O ex- jogador da NBA John Amaechi, que saiu do armário anos após se aposentar, deu um ponto de vista mais pragmático: ele pensa que os times e ligas estão apoiando os gays não porque é a coisa certa a se fazer, mas porque estão de olho nos milhões de dólares que isso pode gerar. “Times não estão interessados em diversidade sexual como um conceito caloroso. É sobre ganhar. E o ponto empresarial da coisa é muito importante”, finalizou.

Será que breve teremos patrocinadores brasileiros com essa linha de pensamento?!

fonte: Pheeno

2 horas atrás

Por falar em assassinos impunes

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 
Tudo leva a crer que o julgamento do Massacre do Carandiru terminará com a absolvição dos acusados. Torço para estar errado, mas não parece haver solidez técnica nas acusações, em particular a necessária “individualização da conduta”, por falta de provas periciais suficientes. Coisa antiga, armada para chegar a esse exato resultado, como todos já sabiam à época. A imprensa tucana pavimenta o caminho ao politizar o assunto com suas espertas pesquisas de opinião, que repetem outros apelos oportunistas ao suposto clamor popular. Sempre com os avais daqueles “especialistas” que há pouco não faziam muita questão de rigores probatórios. É como se os veículos tentassem deixar os jurados à vontade para tomarem decisões indigestas, fornecendo-lhes o alívio de consciência que a absolvição de fuziladores costuma solicitar. O dissimulado esforço pelo engavetamento da chacina vergonhosa remete à política local. A punição dos assassinos fardados poderia forçar a constatação de que seus herdeiros corporativos ainda estão em atividade, escrevendo com sangue inocente a história oficial da competência administrativa peessedebista. A Geraldo Alckmin nada interessa menos que uma gritaria de advogados e familiares dos réus lembrando que eles obedeceram a ordens superiores e que estas contaram pelo menos com a omissão da cúpula do governo estadual. Mas existem outros embaraços no ar. Os elos do PSDB paulista com o quercismo são antigos, variados e amiúde comprometedores. Aqui eles se materializam no senador Aloysio Nunes Ferreira, vice-governador de Luiz Antônio Fleury na época do massacre. O então secretário de Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, é promotor do Ministério Público do Estado, em tese responsável por investigar denúncias contra a ruína administrativa demotucana que, como sabemos, tem sido um primor de lisura. A ausência desses três personagens do banco dos réus e do noticiário sobre o julgamento antecipa o desfecho do novo teatro midiático. Guilherme Scalzilli 
Postado por zcarlos ferreiraàs 11:30Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: ImpunidadeJulgamentoPSDBSão PauloTucanos   Do Blog COM TEXTO LIVRE
2 horas atrás

Wanessa lança música ‘Shine it on’ e divulga a capa do ao vivo ‘DNA tour’

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 No iTunes e nas rádios a partir de quarta-feira, 17 de abril de 2013, a música inédita Shine it on (Josef Larossi, Andreas QuizRomdhana e Ina Wroldsen) dá a partida na promoção no segundo registro ao vivo de show de Wanessa. DNA tour – cuja capa foi revelada hoje pela cantora – vai ser lançado via Sony Music nos formatos de CD e DVD com o registro do show inspirado no repertório do álbum DNA (2011). A gravação ao vivo foi feita em novembro de 2012 em apresentação do show na casa HSBC Brasil, em São Paulo (SP). Dessa gravação, foi extraído o vídeo de Shine it on, já em rotação na rede. O vídeo pode ser visto no canal Vevo.
2 horas atrás

Assista: juristas debatem poder de investigação do MP

LUIS NASSIF por luisnassif
 

PEC 37: juristas debatem poder de investigação do MP

Proposta propõe a retirada do poder de investigação do MP, dando às polícias civis e federais à exclusividade nas averiguações criminais

Por Lilian Milena

Hoje, no Brasil, tanto as polícias civis e federais quanto o ministério público realizam investigações nos inquéritos criminais. Esse modelo foi posto em cheque, de forma incisiva, a partir da Proposta de Emenda à Constituição nº 37 (PEC 37), de autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que aguarda aprovação no Congresso Nacional.

A PEC 37 propõe a retirada do poder de investigação do Ministério Público (MP), dando às polícias judiciárias civis e federais à exclusividade nas averiguações criminais. Para o deputado, autor da emenda, não existe coerência em permitir que o MP tome para si as funções de acusar e investigar crimes, produzindo as provas a serem levadas para a análise do juízo. Em contrapartida, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) afirma que a retirada das atribuições do MP enfraqueceria o combate à criminalidade e à corrupção no país.

Para analisar os pontos favoráveis e contrários a PEC 37, o programa Brasilianas.org, apresentado pelo jornalista Luis Nassif, na TV Brasil, convidou o advogado especialista em direito constitucional e professor da PUC-SP, Pedro Estevam Serrano e o Vice-Presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti. Ambos são contrários à PEC 37/2011. E, favoráveis a proposta de emenda à constituição, Luiz Carlos Freitas Magno, presidente do Conselho Fiscal do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e Edson Smaniotto, Desembargador Aposentado do Tribunal de Justiça e Professor de Direito Penal.

 

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2 horas atrás

Estados Unidos: Liga de hóquei no gelo anuncia medidas de apoio aos jogadores gays

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

A NHL, liga norte-americana de hóquei no gelo, e jogadores anunciaram ontem que vão adotar um conjunto de medidas em apoio a atletas gays.

NHLO anúncio aconteceu em meio a especulações de que um atleta de uma das quatro principais ligas profissionais da América do Norte vai assumir sua condição homossexual publicamente.

A NHL firmou parceria com a Your Can Play Project (Projeto Você Pode Jogar, em tradução livre), grupo que combate a homofobia nos esportes, e planeja debater o assunto entre times e atletas.

Não há um jogador assumidamente gay nas principais ligas profissionais. “É um dos últimos ‘armários’ aqui e um dos mais importantes”, disse Brian Ellner, membro do Athlete Ally, organização que apoia atletas gays.

As outras grandes ligas (futebol americano, basquete e beisebol) adotam políticas que proíbem discriminação baseada em orientação sexual e vários dirigentes falam em apoio aos atletas gays.

Nenhuma, porém, parece ter assumido de maneira enfática esse posicionamento.
Patrick Burke, olheiro do Philadelphia Flyers e um dos fundadores do You Can Play, afirma que o objetivo não é preparar atletas para assumir a homossexualidade.

“Mas estamos prontos para fazer o que o jogador quiser”, disse Burke. “Se ele quiser fazer milhares de entrevistas e participar de manifestações de orgulho gay, estamos preparados para isso. Do mesmo modo se ele não quiser falar sobre o assunto.”

Além de seminários para calouros e equipes treinadas para os jogadores que necessitem de aconselhamento, a NFL diz se preocupar com questões de segurança.

Quando um atleta assumir ser gay, o público será monitorado para que o jogador não seja alvo de hostilidades.

fonte: Folha de S.Paulo

2 horas atrás

Os Funerais de uma Desalmada

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Apodreça no inferno, Maggie.

por Mauro Santayana 
“Ela foi uma mulher perversa”, disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador. “Nós estamos gastando 10 milhões de libras na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é  rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje”. Os protestos populares da noite do último sábado, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos 80, com Margaret Thatcher) foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto  mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que  não se prestaram à Rainha Mãe, quando de sua morte, em 2002. Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo – saxão.  No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair:  “Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados”. Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro. O consulado tirânico de Thatcher, com suas conseqüências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda.  Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde os seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de “Thatcher ladra de leite!” – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de “evitar sua desnutrição”. O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.  A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta. Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava mata-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder. O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros. A contra-revolução mundial de Mme. Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais. Em todos os paises do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Ângela Merkel está aí, para defender as suas idéias. Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas “reformas” de Thatcher: “The bitch is dead” – a cadela morreu. Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo. Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam  os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem estar social, antes que seja muito tarde. 
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Do Blog O Esquerdopata.

2 horas atrás

Leonardo Severo: Mídia privada faz “guerra psicológica” na Venezuela

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

Do Viomundo – publicado em 16 de abril de 2013 às 10:48  
Venezuela com Maduro: Crianças jogam futebol, o vendedor de sapatos Guerman Varela e a estudante de Odontologia Débora Antequera felizes com a vitória. Fotos: Joka Madruga
por Leonardo Wexell Severo, de Caracas, no ComunicaSul

“Há uma guerra psicológica para a oposição apátrida, que serve aos interesses dos Estados Unidos. Eles escondem a comida para especular e falam em escassez de alimentos; eram os que entregavam o petróleo aos estrangeiros e agora falam em uso indevido dos recursos para as missões sociais. Nas urnas, elegendo Nicolás Maduro, o povo venezuelano reafirmou o caminho de Chávez pelos pobres e disse não aos bandidos e ladrões”.

A análise de German Varela sobre a vitória eleitoral de Nicolás Maduro para a presidência da República mais parece a de um sociólogo ou “politólogo”, como atualmente são chamados alguns analistas. Mas German, vendedor de sapatos na Feira Popular localizada próximo à estação Belas Artes do metrô, em Caracas, é um “filho da revolução bolivariana”. Um processo que, para ser vitorioso, apostou na formação política e ideológica de milhões de homens e mulheres.

Pelas ruas da capital venezuelana, em meio à estridente convocação do candidato oposicionista Henrique Capriles – com a sua parafernália midiática – para que a população não reconhecesse a derrota eleitoral, presenciamos nesta segunda-feira (15) de ressaca pós-eleitoral, a maior das naturalidades, com meninos jogando futebol, a simpatia dos habitantes e o trânsito caótico de sempre.

“OPOSIÇÃO SERVIL AO IMPERIALISMO”

Ao comparecer ao Conselho Nacional Eleitoral, onde foi declarado presidente eleito, Nicolás Maduro disse confiar na sabedoria popular ao não cair no jogo de uma “oposição servil ao imperialismo”.

Maduro avalia que o delírio golpista é próprio dos que são vítimas de uma “overdose de ódio e de vingança, dos que querem acabar com uma revolução que é símbolo de amor”.
Mas o ódio de Henrique Capriles à revolução bolivariana é proporcional à sua submissão aos EUA que, carente de petróleo, busca novamente tomar de assalto as maiores reservas provadas do “ouro negro” do mundo.

Assim como usou bombas contra o povo líbio e iraquiano, o império se utiliza do bombardeio midiático para se apropriar das imensas riquezas da Petróleos de Venezuela (PDVSA), colocada por Chávez em função dos interesses da nação. Os ativos da estatal alcançaram cerca de US$ 115,9 bilhões no final de 2012, com um incremento de 18% sobre 2011.

No total, os ativos mundiais da empresa somaram mais de US$ 218,42 bilhões, e cresceram cerca de US$ 36,27 bilhões em relação a 2011. Os rendimentos de 2012 foram de US$ 124,4 bilhões, o lucro bruto ficou em torno de US$ 28,8 bilhões e o lucro líquido atingiu US$ 4,2 bilhões. Projetando o futuro, os investimentos realizados pela PDVSA alcançaram mais de US$ 24,5 bilhões, com um aumento de 36% em relação a 2011.

É justamente esta injeção de recursos que vem possibilitando que o país trilhe o caminho do desenvolvimento ampliando conquistas e direitos. Conforme o coordenador Internacional da Central Bolivariana Socialista dos Trabalhadores da Cidade, do Campo e da Pesca da Venezuela (CBST), Jacobo Torres, em maio entrará em vigor a nova Lei Orgânica do Trabalho, que melhorará as condições de vida dos trabalhadores.

Entre outros avanços, o texto reduz a jornada para 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina a demissão sem justa causa, estabelece licenças de se
is semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz.

PENSAR COM A PRÓPRIA CABEÇA

Ostentando um boné chavista do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), German acredita que a revolução estimulou as pessoas a pensarem com a própria cabeça e que chegou a hora de, mais do que caminhar com os próprios pés, “acelerar na construção de uma nova sociedade”.

Cursando o segundo ano de odontologia, Débora Antequera considera que o principal legado de Chávez foi a “grande atenção que deu aos mais pobres, particularmente com as missões sociais”, por meio de investimentos na saúde e na educação públicas. Caminhando sorridente pelas ruas de Caracas, Débora explica porque a cidade foi eleita “capital da alegria”: “temos confiança e esperança num futuro melhor”.

Com 78 anos “bem vividos”, Henry Avendaño León, aposentado que começou a trabalhar no dia 27 de julho de 1954, lembra que “um dia depois, nasceu Chávez”. “Desde que o presidente assumiu, nunca deixou de nos assistir e isso é muito importante, porque prometer é diferente de cumprir. Chávez sempre cumpriu. Eu fiquei de 1995 a 1998 lutando sem nada e foi só com o triunfo da revolução que comecei a receber minha aposentadoria”, declarou.

Vendedor de camisetas e militante do Partido Comunista da Venezuela (PCV), Luiz Alvares avalia que o resultado eleitoral “reafirma a democracia, a participação e o protagonismo dos venezuelanos neste processo de mudanças rumo ao socialismo”.

Para Alvares, a vantagem de cerca de 2% dos votos de Maduro sobre o direitista Henrique Capriles se deveu a “uma espécie de triunfalismo”, uma “confiança” que acabou desmobilizando parte da militância. Agora, defende, “é o momento de radicalizar mais o processo e investir no fortalecimento político-ideológico da nossa condução para aumentar o nível de consciência do nosso povo”.

Ao mesmo tempo em que alguns países desenvolvidos estão promovendo a redução dos direitos sociais e trabalhistas, em maio entrará em vigor na Venezuela a nova Lei Orgânica do Trabalho, buscando melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Empresas e estabelecimentos comerciais tiveram um ano de prazo para adaptar-se à nova norma, que substituirá a legislação vigente desde 1936.

Entre outros avanços, o texto estabelece uma jornada de 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina-se a demissão sem justificativa, constitui-se um Fundo Nacional de Prestações, se estabelecem licenças de seis semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz

Comerciante, Doris Alvarez disse que votou para “seguir adiante um processo que defendeu e continuará ampliando o direito das mulheres”.

“RESPOSTA CONTUNDENTE AOS GOLPISTAS”

Estudante de comunicação social na Universidade Bolivariana, Reni Marrero, pegou seu megafone e convocou amigos e simpatizantes para ir às ruas “defender o resultado apurado pelo Conselho Nacional Eleitoral”. “Esse é um ato de civismo e uma resposta contundente aos que querem desacatar a decisão das urnas divulgada pelo CNE, num processo eleitoral reconhecido internacionalmente, inclusive pelo Centro Carter, de referência para o mundo”.

Coordenadora de Políticas Especiais da Universidade Bolivariana da Venezuela (UBV), Jaqueline Romero, contesta os “monopólios privados de comunicação, que repetem há 14 anos a mesma ladainha em defesa dos milionários e de seus bens”. “Estou mobilizada em favor de Maduro porque este processo é das grandes maiorias contra a oligarquia e precisamos defendê-lo até com nossas vidas, se preciso for. Este foi o legado que nos deixou Chávez”, frisou.

Professora do programa de Formação Social da UBV, Yajaira Machado lembra que a revolução bolivariana utilizou os recursos do petróleo para fomentar o crescimento econômico com justiça social. “Na saúde, tudo era privatizado. Os trabalhadores não tinham direitos, o salário era muito baixo e muitas pessoas não tinham sequer o que comer. Hoje estamos caminhando rumo ao futuro. Infelizmente, o candidato da oposição não reconhece esses avanços e usa a mídia privada para nos enfraquecer. Mas a revolução segue ainda mais fortalecida”, sublinhou Yajaira.

Para o articulista Clodovaldo Hernandéz, ao escolher Nicolás Maduro para sua sucessão o presidente recém-falecido acertou, “inclusive na hora terrível de ditar as instruções a seguir logo após sua morte”. “Até desde esse presumível nada que significa a morte, ele é capaz de construir algo. Chávez soube ver o povo aonde outros viam um espaço vazio”.

Leia também:
Breno Altman: Os obstáculos diante do chavismo
Marco Weissheimer: O PT que coloque as barbas de molho
Nicolás Maduro eleito presidente com vantagem de apenas 1,5% dos votos
Igor Felippe: A campanha da Folha contra a eleição de Maduro


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2 horas atrás

Advogados alertam sobre risco ao direito de ampla defesa na AP 470

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
No Blog do Zé Dirceu Divido aqui com vocês a petição que nove advogados, incluindo o que me representa, José Luis Oliveira Lima, encaminharam ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pedindo a liberação dos votos proferidos por escrito no processo da AP 470, antes da publicação do acórdão, de modo a conceder tempo adequado para produzir os recursos contra a sentença. 
O documento é assinado por Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Celso Vilardi, José Luís de Oliveira Lima, Alberto Zacharias Toron, Luiz Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Junior e Maíra Beauchamp Salomi. 

O presidente do STF negou recursos anteriores em que era pedida a liberação dos votos por escrito. A estimativa é de que o acórdão tenha mais de 10 mil páginas. Mas o prazo para a apresentação dos embargos contra a decisão é de apenas cinco dias. 

Em um trecho do documento, os advogados dizem: 
“Deixemos de lado o que não é essencial, ao registrar as razões jurídicas de nosso inconformismo. Os agravantes não postulam, contra legem, a dilação do prazo recursal. Não reclamam o mesmo tratamento privilegiado dado à Acusação quando se lhe quintuplicou o tempo de sustentação oral. Não pretendem seja aberta uma nova exceção, ainda que justificável. Pede apenas que o texto excepcionalmente longo do acórdão esteja disponível em tempo razoável anterior à publicação. Nada mais. 

A praxe de nossas cortes o aceita. O Regimento o autoriza. A prudência o recomenda. A solução equilibra o respeito ao prazo da lei e o sentido material do direito de ampla defesa. Basta ver que o Relator costuma divulgar seu voto escrito antes da publicação, em outros casos de repercussão nacional, igualmente televisionados. A incoerência da proibição – ainda mais num caso tão excepcional como esta Ação Penal 470 – não se justifica por nenhuma razão de direito.” 

Em outro trecho, eles afirmam: 

“Ninguém pode ser condenado sem um processo justo. Não é justo um processo que restringe a plenitude do direito de ampla defesa.” 
E acrescentam: 
“Parafraseando o bom humor de um ministro dessa Corte, poderíamos dizer que nem locutor de jóquei seria capaz de ler tão rapidamente milhares de páginas desse texto de tamanho monstruoso. Trabalhando 24 horas por dia, nos cinco dias do prazo, talvez, alcançasse a prodigiosa velocidade de 83 páginas por hora de locução. Sem contar o tempo necessário para a redação do recurso. Embora tenha muito de aleatório, o processo judicial não é uma corrida de cavalos. Trata-se, antes, de instrumento racional de realização da Justiça.” 
 Clique aqui para ler o documento  
Também divido com vocês o agravo regimental encaminhado ao presidente do STF pelo advogado Marcio Thomaz Bastos, que representa o réu José Roberto Salgado. O documento diz: 
“É importante relembrar que a Suprema Corte não pode negligenciar a proteção de direitos fundamentais. Não é legítima uma ordem institucional que nega eficácia material ao devido processo legal e ao direito de ampla defesa, ainda mais em um caso em que o agravante não teve direito ao duplo grau de jurisdição, também este assegurado pela Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San Jose da Costa Rica).” 

Clique aqui para ler o documento   http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=17941&Itemid=2

2 horas atrás

A valiosa teimosia dos venezuelanos

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Por Saul Leblon

A Venezuela está longe de ser a sucursal do paraíso na terra. Mesmo assim, ainda que por uma diferença pequena de votos, seu povo insiste em avançar na contracorrente das advertências oferecidas, entre outros, pela mídia brasileira e por seu colunismo isento, arguto e atilado. 
Na Folha deste domingo, Eliane Cantanhêde, por exemplo, salientava que desde 1999 vem alertando para a crise final do processo bolivariano. 
 
E não é que passados 14 anos de erros e acertos, golpe de direita, sabotagens, cerco midiático mundial, 17 consultas eleitorais vitoriosas e a incerteza trazida pela dramática morte de Chávez, ainda assim, na 18ª ida às urnas, 50,6% votaram pela continuidade, com Maduro? 

Por que tanta e tão longa insensatez? 

Alguns detalhes escapam – lá, como cá – aos analistas de larga visão.

Quase a metade da população urbana da Venezuela vivia entre a pobreza e a miséria em 1999, quando tudo começou, lembra Gilberto Maringoni, direto de Caracas (leia nesta pág).

Hoje, esse percentual caiu a 28%. 

A capital venezuelana é conhecida pelo elevado grau de criminalidade. Mas entre as 26 principais cidades da América Latina, é a que apresenta a menor taxa de desigualdade de renda.

Na Venezuela, mais de 80% das residência são de propriedade dos seus moradores. 

Na prestigiada Colômbia, essa taxa é inferior a 50%. 

Cerca de 95% dos lares venezuelanos têm saneamento básico…

É suficiente? Não. 

Mas são marcos de um processo inconcluso, que a maioria decidiu continuar. 

O que ela decidiu continuar, sob circunstâncias arestosas, digamos assim, não é pouco.

A Venezuela, hoje, é onde a América Latina ousa ir mais longe no aprendizado para o socialismo. 

Não é um caminho de flores. 

Nunca foi. 

Nunca será. 

Aqui, a insurreição armada de Che Guevara fracassou, em outubro de 1967, na Bolívia.

Aqui, a via democrática de Salvador Allende para o socialismo foi massacrada, em setembro de 1973, no Chile.

Desde então, o socialismo passou a figurar no discurso progressista hegemônico – o que não implica negligenciar as posições minoritárias à esquerda dele – como a margem de um rio desprovida de pontes e embarcações de acesso. 

O ciclo de regressividade neoliberal parecia ter implodido as pontes e queimado todas as caravelas, sem chance de uma nova travessia.

O revés mercadista lubrificou o acanhamento de uns e a rendição de outros. 

Reduziu-se o socialismo a um horizonte imaginário pouco, ou nunca, articulado às ações da realidade presente.

A tese da radicalização da democracia política ocupou esse espaço como uma legenda-ônibus, recheada da difusa intenção de erguer pinguelas sobre um vazio estratégico negligenciado. (Leia o Blog do Emir sobre esse vácuo de formulação programática). 

Esse buraco está prestes a completar 45 anos.

O debate sobre os erros do passado e, sobretudo, a busca de alternativas, devem ser retomados à luz da nova realidade recortada por um duplo divisor: a emergência de um colar de governos progressistas na região e o preço devastador da desordem neoliberal em sua ofensiva de restauração.

Até a ascensão de Chávez, eleito pela primeira vez, em 1998, nunca mais o socialismo havia sido reconsiderado como projeto de governo e horizonte concreto de superação dos conflitos e contradições da luta por justiça e desenvolvimento na América Latina.

É evidente que uma Venezuela sozinha jamais será socialista.

O que o processo bolivariano evidencia –e a eleição apertada de Maduro é um testemunho– são as possibilidades, limites e riscos de retrocesso de um estirão pioneiro.

Não se trata de pedir aos venezuelanos que parem a sua história. 

Antes, cabe perguntar o que mais o processo de integração latino-americano pode fazer para ancorar o seu percurso.

Temos todos a aprender com os avanços e tropeços dessa experiência. 

Por isso, entre outras razões, é preciso defender o seu direito de prosseguir. E contribuir para que ela não retroceda.

Os sinais de que uma etapa se esgotou são ostensivos. 

O povo venezuelano há 14 anos dá mostras de sua pertinácia. 

Mas sua coragem não pode mais ser a única fiadora do resgate de uma agenda que interessa a todos os democratas e progressistas da região. 

Não fosse por outro motivo, porque seu eventual fracasso não ficará circunscrito às fronteiras do chavismo.

E isso diz respeito sobretudo ao Brasil, o único aglutinador capaz de deter uma presumível espiral de crises destinada a apear Maduro e rachar o Exército. 

Ou alguém acredita que eles vão aguardar até a próxima oportunidade eleitoral para tentar outra vez?

Mais que nunca, a Venezuela precisa de sócios, parceiros, apoio político, estratégico e financeiro para afrontar esse processo com a velocidade necessária.

Capriles deixou de ser uma caricatura de perdedor; forças locais e internacionais contrariadas pelo chavismo fizeram dele um vertedouro de ocupação do espaço político venezuelano.

Ou Maduro se torna algo semelhante na direção oposta ou será afogado em ondas sucessivas de desgaste.

Como Allende o foi. E como Lula quase foi, em 2005. 

Insista-se: quem pode liderar esse cinturão em torno da Venezuela é o Brasil.


A ver. 
SINTONIA FINA – @riltonsp 

2 horas atrás

Os Funerais de uma Desalmada

SUJO por Esquerdopata
 
Apodreça no inferno, Maggie.

por Mauro Santayana 
“Ela foi uma mulher perversa”, disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador. 
“Nós estamos gastando 10 milhões de libras na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é  rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje”. 
Os protestos populares da noite do último sábado, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos 80, com Margaret Thatcher) foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto  mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que  não se prestaram à Rainha Mãe, quando de sua morte, em 2002. 
Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo – saxão.  
No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair:  “Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados”. 
Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro. 
O consulado tirânico de Thatcher, com suas conseqüências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda.  
Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde os seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de “Thatcher ladra de leite!” – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de “evitar sua desnutrição”. 
O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.  
A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta. 
Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava mata-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder. 
O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros. 
A contra-revolução mundial de Mme. Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais. 
Em todos os paises do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Ângela Merkel está aí, para defender as suas idéias. 
Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas “reformas” de Thatcher: “The bitch is dead” – a cadela morreu. Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo. 
Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam  os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem estar social, antes que seja muito tarde. 

3 horas atrás

Globo apóia Capriles e o golpe (alguma surpresa?)

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Maduro some no JN

 

  Do ContrapontoPIG Do Escrivinhador – publicada terça-feira, 16/04/2013 às 01:42 e atualizada terça-feira, 16/04/2013 às 02:08 
por Alexandre Haubrich, no Jornalismo B

Nesta segunda-feira o Jornal Nacional, da Globo, abriu mão de noticiar o fato político mais importante do domingo para fazer coro com a direita golpista venezuelana e com o Departamento de Estado dos EUA. A vitória de Nicolás Maduro na disputa pela presidência da Venezuela foi deixada em segundo plano para o principal telejornal da Rede Globo noticiar o desrespeito da oposição venezuelana e do governo estadunidense aos resultados eleitorais e dar espaço e legitimidade a esse discurso.

A relevância da primeira vitória da Revolução Bolivariana na Venezuela sem Chávez não foi levada em conta pelos critérios da Rede Globo. A partir de quais critérios, já que os jornalísticos foram abandonados, foi feita a opção por destacar a posição dos derrotados?

maduro 
A divisão temporal da matéria de Delis Ortiz, enviada a Caracas, demonstra o olhar escolhido, o olhar do grupo político antichavista coordenado por Henrique Capriles. O texto já começa deixando claro de que a matéria vai falar: “A praça onde a oposição costuma se reunir amanheceu tranquila”. Então a repórter fala sobre a pequena diferença percentual e segue reproduzindo o discurso derrotado pelo povo e pelas urnas: “a oposição denunciou fraude em várias seções eleitorais e exigiu uma nova apuração dos votos. Henrique Capriles disse que a Venezuela tinha um presidente ilegítimo”. Em seguida mostra instantes da referida fala de Capriles. O tempo total dessa primeira parte da matéria, toda ela falando sobre a oposição, é de 40 segundos.

Finalmente, depois de todo esse tempo de matéria, a repórter fala algo sobre o lado vitorioso: “enquanto a oposição reclamava a recontagem dos votos, o porta-voz do governo, o ministro das Comunicações Ernesto Villegas, convocava a militância chavista para o ato de proclamação de Nicolás Maduro como presidente eleito da Venezuela. E a concentração foi aqui, em frente ao Conselho Nacional Eleitoral”. Essa fala dura 19 segundos. Apenas um minuto e dez segundos depois de iniciada a matéria o nome de Maduro é citado pela primeira vez.

O momento seguinte da reportagem fala sobre as “reações internacionais”, o que para o Jornal Nacional quer dizer o Brasil, obviamente, e os Estados Unidos. Sendo que estes últimos, segundo a própria matéria, “disseram que a auditoria das eleições presidenciais venezuelanas seria importante e necessária”. O total desse trecho é de 25 segundos. Nada sobre o que falaram Evo Morales, Rafael Correa, Cristina Kirchner…
Depois de um minuto e 47 segundos, a repórter resolve enfim noticiar o fato: “E Maduro foi proclamado presidente eleito da Venezuela”. Segue uma frase do presidente. Esse trecho dura 13 segundos.

Por fim, “Apesar do anúncio do Conselho Eleitoral, manifestantes fizeram protestos contra o resultado, e houve confrontos com a polícia”. São dez segundos nesse trecho de encerramento.

Desconstruindo, então, a reportagem:
– 40 segundos para o que a oposição, derrotada, disse sobre o resultado;
– 19 segundos noticiando a convocação para a proclamação do presidente eleito;
– 25 segundos para o posicionamento de Estados Unidos e Brasil a respeito do processo eleitoral;
– 13 segundos para a proclamação e o que disse Maduro;
– 10 segundos para o protesto “contra o resultado”.

Além disso:
– apenas depois de um minuto e dez segundos de matéria o nome do vencedor é citado pela primeira vez;
– apenas depois de um minuto e 47 segundos de matéria a proclamação de Maduro como presidente eleito foi noticiada.

A notícia passada pelo Jornal Nacional não foi, portanto, sobre a eleição na Venezuela, seu resultado, e as motivações e implicações deste. A matéria foi sobre o que disse a oposição – nacional e internacional – ao não reconhecer o resultado das urnas. A inversão da notícia é clara, o abandono do grande fato é flagrante, e a tomada do discurso da oposição como olhar principal é flagrante.

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PITACO DO ContrapontoPIG 
 

Vê-se claramente aqui como a Globo consegue “trabalhar uma notícia” e dar a ela um outro sentido. 

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Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Postado por celvioàs 14:300 comentários Links para esta postagem   Do Blog ContrapontoPIG

3 horas atrás

O encontro de Muddy Waters com os Rolling Stones

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por jns

O ENCONTRO HISTÓRICO: STONES E WATERS

Os “Rolling Stones” nomearam-se depois de ouvirem a canção de Muddy, “Rollin ‘Stone”, também conhecida como “Blues Catfish” de 1950. 

Muddy Waters & The Rolling Stones - Live At The Checkerboard Lounge

Os Stones chegaram em Chicago no dia 22 de novembro de 1981, no meio de uma turnê, antes de tocar noRosemont Horizon

Vídeos:    

leia mais

3 horas atrás

Venezuela: prontidão contra golpe

SUJO por Esquerdopata
 
Capriles convoca protestos de rua contra resultado eleitoral. Maduro reúne comitê antigolpe para avaliar os acontecimentos das últimas horas.

Sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em conflitos desde a noite de 2ª feira. “Quem venha pela via violenta encontrará o Estado”, alertou após a reunião. Maduro pediu aos chavistas para não entrarem em provocações e culpou Capriles pela tensão. “Essa é a Venezuela que vocês querem?

Carta Maior

3 horas atrás

UFC declara apoio à comunidade LGBT, expulsa atleta transfóbico e quer lutador assumido

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Dana WhiteUm dos esportes que mais ganha projeção no mundo, o UFC iniciou uma verdadeira cruzada anti-homofóbica. Primeiro, seu criador Dana White, que disse em fevereiro que espera que algum atleta do UFC se assuma gay e que o UFC o receberia da mesma forma que recebe qualquer lutador e que caso outro atleta não queira lutar com ele por ser gay, que o UFC o corrigiria. O ato rendeu. O peso pesado Matt Mitrione foi suspenso por tempo indeterminado pelo UFC depois de ter chamado a lutadora transexual Fallon Foz de “nojenta” entre outros xingamentos. Dana não só suspendeu Matt como divulgou um comunicado contundente. “O UFC é amigo e aliado da comunidade LGBT, espera e exige que seus 450 atletas tratem os outros com dignidade e respeito”, diz o texto. “A organização acha os comentários do Sr. Mitrione altamente ofensivos e inteiramente inaceitáveis e – como resultado direto dessa significante quebra do código de conduta do UFC – o contrato do Sr. Mitrione está suspenso e o incidente está sendo investigado”, completou o texto.

Lésbica e trans
Enquanto entre os lutadores homens do UFC não há nenhum assumido, entre a recém criada ala das mulheres já são duas membros honorários do guarda-chuva LGBT. A transexual Fallon Foz foi liberada pela associação de desporto norte-americana a disputar com  mulheres. O outro nome é de Liz Carmouche, lésbica assumida que é destaque do UFC e grande aposta de Dana.

O chefão do UFC já declarou que quer encorajar atletas gays a se assumirem, já que imagine que entre seus 450 lutadores existam alguns homossexuais. É certo, também, que ele procura no reality TUF (exibido no Brasil pela Globo) atletas gays. Jogada de marketing ou de inclusão? Provavelmente, ambas.

fonte: MixBrasil

3 horas atrás

Venezuela: a direita ataca nas ruas

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

  No Altamiro Borges Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador: Interessa aos partidários de Henrique Capriles criar um clima de confrontação. Para os chavistas, o melhor seria aguentar provocações, sem permitir que a situação desande para a confrontação nas ruas. É isso o que me explica, por telefone, um amigo que conhece muito bem a Venezuela e o chavismo. Acontece que falta combinar com os russos! Nas últimas horas, chegam notícias preocupantes sobre a beligerância na Venezuela. Tanto é que o próprio presidente decidiu falar claramente: prepara-se um Golpe de Estado no país, como em 2002. 
 
Alguns dados: – na noite de segunda para terça, a turma de Capriles atacou carros e prédios do Governo de Barinas (Estado onde nasceu Hugo Chavez); – cercou casas de autoridades, ateando fogo em algumas delas; – atacou centros de saúde onde se concentram médicos cubanos; – cercou a sede da VTV e da TeleSur – duas emissoras simpáticas ao chavismo; – atacou integrantes da Guarda Nacional que faziam segurança no bairro nobre de Altamira (Caracas), dominado por antichavistas. A impressão é de uma ação coordenada da direita. Os chavistas, há pouco, decidiram ir para as ruas, defender a sede da TeleSur e outros pontos estratégicos sob ataque da direita venezuelana. A tensão é enorme, e no momento em que escrevo os ataques de parte a parte tornam-se ainda mais violentos também nas redes sociais – inclusive com ameaças de morte contra um apresentador de TV chavista. Dias antes da eleição, o governo da Venezuela prendeu mercenários colombianos e salvadorenhos, que haviam entrado no país com armas e explosivos. As pistas indicam que os “rapazes” da CIA podem estar atuando na terra de Bolívar. Capriles não reconhece o governo eleito de Nicolás Maduro. Com a votação obtida (49% dos votos), ele poderia perfeitamente comandar uma oposição institucional, elegendo mais parlamentares no próximo pleito, e preparando-se para derrotar Maduro mais à frente – no voto. Mas o núcleo duro de Capriles parece ter escolhido o atalho do golpismo. Foi esse o caminho adotado em 2002 – quando derrubaram Chavez e colocaram no poder (por dois dias) Pedro Carmona – um líder empresarial que foi prontamente reconhecido como presidente pelo governo dos Estados Unidos (sem falar na imprensa brasileira, que comemorou o golpe). O DNA golpista parece atuar de novo. A turma de Capriles passou anos falando em riscos para a liberdade de imprensa, sob Chavez. E agora, cerca emissoras de TV. Passou anos defendendo a “volta à normalidade democrática”, e agora  aposta na instabilidade. Não é exagero imaginar que, mantido o clima de confrontação que se vê hoje, a Venezuela possa caminhar para Guerra Civil. Seria mais um país rico em petróleo a enfrentar a instabilidade fomentada por Washigton. Os chavistas cometeram erros nos últimos anos. Há muito o que se criticar na administração que agora está sob o comando de Maduro. Mas do outro lado há o fantasma de uma direita que parece não ter aprendido nada com a história. O Brasil precisa agir, rapidamente. Não podemos aceitar a desestabilização de um país membro da UNASUL e do Mercosul. Os Estados Unidos e a extrema-direita venezuelana (não falo da direita civilizada, democrática, que tem todo direito de se opor ao chavismo, pela via institucional) vão cometer um grave erro, se apostarem que a Venezuela vai cair feito o Paraguai ou Honduras. Maduro falou claramente: prepara-se um golpe de Estado na Venezuela. Maduro não é Chavez. Mas a multidão chavista tem força para resistir. E as Forças Armadas, ao contrário de 2002, estão livres dos golpistas.  Os próximos dias serão decisivos. Se Capriles não fizer um chamado consistente para a calma e a ordem, as consequeências podem ser dramáticas não só para a Venezuela, mas para toda a América do Sul. Altamiro Borges: Venezuela: a direita ataca nas ruas

Para crescer, Turquia joga tomates nos especuladores

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 País acaba de reduzir sua taxa de juros de 5,5% para 5% ao ano, embora a meta de inflação tenha sido estourada; México também reduziu juros depois de superar a meta, para estimular a atividade econômica; bancos centrais do mundo inteiro hoje discutem como  flexibilizar seus regimes de metas inflacionárias; decisão coloca ainda mais pressão sobre o Banco Central do Brasil, que, amanhã, revela sua decisão sobre a política monetária no Brasil; no resto do mundo, o lobby do tomate tem fracassado 
Brasil 247 O Banco Central da Turquia acaba de anunciar: a taxa básica de juros da economia foi reduzida de 5,5% para 5%. O motivo é estimular a atividade econômica num país em que a meta inflacionária, de 5% ao ano, foi superada e só será alcançada, segundo o governo, no segundo semestre de 2013. Na prática, foi como se as autoridades monetárias turcas atirassem tomates nos especuladores. 
A decisão turca é semelhante à do México que, no dia 8 deste mês, cortou sua taxa de juros, muito embora esteja com inflação anual em 4,25%, acima da meta de 4%. O mesmo ocorre na África do Sul, onde a inflação bateu em 6% e os juros foram reduzidos a 5%. O que fica cada vez mais claro é que o lobby do tomate, estridente no Brasil, com direito a capas de Veja e Época, além de um colar de Ana Maria Braga, não tem sido ouvido no resto do mundo. Ontem, em Belo Horizonte, a presidente Dilma falou sobre o lobby pró-juros altos no Brasil. “Tenho ouvido discurso que eles têm feito, a novidade do tomate. O que não sabem é que uma mulher calejada na luta como esta mulher não vai permitir que um tomatezinho’ venha quebrar as forças da economia e de um país que teve um povo que aprendeu a viver com inflação controlada.” Estouros das metas de inflação também estão ocorrendo em vários países do Hemisfério Norte e os bancos centrais, ao invés de subirem os juros, estão discutindo justamente como oferecer maiores estímulos às suas economias. É o que ocorre, por exemplo, na Inglaterra e no Japão.” 
Enviada por: Nogueira Junior 10:11 * Economia   Do Blog BRASIL! BRASIL! 
40 minutos atrás

BARBOSA: ACÓRDÃO DA AP 470 AINDA NÃO ESTÁ PRONTO

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Aguardado para esta semana, documento que abre o prazo para recursos no julgamento da Ação Penal 470 não foi finalizado, segundo o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa; questionado se levará ao plenário da Corte os agravos da defesa de réus condenados, que pedem acesso antecipado aos votos dos ministros e mais tempo para apresentar seus recursos, Barbosa fez suspense: “Não decidi, o acórdão nem está pronto” 
16 DE ABRIL DE 2013  
247 – Aguardado para esta semana, o acórdão do julgamento da Ação Penal 470 ainda não está, comentou, nesta terça-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. O ministro disse, antes de entrar para a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ainda não decidiu se levará ao plenário da Corte os agravos da defesa de réus condenados no mensalão. Os defensores pedem para ter acesso antecipado aos votos dos ministros e mais tempo para elaborar seus recursos. 
“Não decidi, o acórdão nem está pronto”, limitou-se a responder Barbosa. De acordo com o presidente do STF, alguns ministros ainda precisam assinar o acórdão para que seja publicado. Os advogados alegam que, como o acórdão deve ter mais de 10 mil páginas, o prazo regimental de cinco dias para entrar com os embargos seria insuficiente. 
Barbosa já negou vários pedidos dos defensores pela ampliação dos prazos ou a apresentação antecipada dos votos. A defesa então pediu que o assunto seja analisado pelos 11 ministros que compõem o plenário, mas ainda sem sucesso. Na semana passada, inclusive, Barbosa disse, em uma dessas decisões, que os advogados do ex-ministro José Dirceu tentam ganhar tempo “indevidamente” por meio de “manipulação de prazo processual legalmente estabelecido”http://www.brasil247.com/pt/247/poder/99073/Barbosa-ac%C3%B3rd%C3%A3o-da-AP-470-ainda-n%C3%A3o-est%C3%A1-pronto-Ac%C3%B3rd%C3%A3o-mensal%C3%A3o-ainda-n%C3%A3o-est%C3%A1-pronto.htm 
 
43 minutos atrás

Bolsa Alckmin é Prada

FLIT PARALISANTE por Flit Paralisante
 
— Terraço Paulistano

Sophia Alckmin: ‘Já doei bolsa Prada à Campanha do Agasalho’

Filha de Geraldo Alckmin faz sua contribuição social

  • A blogueira de moda: apoio de luxo a quem precisa A blogueira de moda: apoio de luxo a quem precisa(Foto: Guido Bompan )

11.abr.2013| Atualizada em 16.abr.2013por Ricky Hiraoka

“Já doei bolsa Prada à Campanha do Agasalho. Neste ano, foram roupas Daslu e Juliana Jabour. Os beneficiados podem precisar de peças assim para uma entrevista de emprego, por exemplo” .

 

uma hora atrás

Mais um escândalo envolve o PSDB, mas nem toda imprensa publica

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
                     
   Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual     
     Não está em todos os jornais, como deveria acontecer, já que a nossa grande mídia se diz independente, pluralista e apartidária. Na semana passada, teve o escândalo das notas fiscais frias do deputado  e Primeiro-secretário da Câmara, do PSDB (Leia a notícia completa aqui). Dessa vez, apenas um jornal paulista  denunciou.     Operação Fratelli  da Policia Federal revelou uma estreita ligação entre Edson Aparecido (PSDB), hoje chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), e Olívio Scamatti, dono de empreiteira Demop  preso na terça-feira sob suspeita de chefiar o esquema de  fraudes em licitações.Aparecido foi flagrado em conversas telefônicas com o empreiteiro.      A Demop atua em quase todas as cidades do noroeste paulista. Boa parte das licitações que renderam contratos com prefeituras para a empreiteira está sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público.      A Demop foi doadora da campanha em 2006  do deputado tucano  Edson Aparecido, agora chefe da Casa Civil do Estado. A empreiteira fez dois repasses ao tucano, um de R$ 42,4 mil, outro de R$ 49,2 mil, totalizando R$ 91,6 mil.      Outra empresa apontada como participante do esquema doou, na eleição de 2010, R$ 170 mil para a campanha que reelegeu o deputado  tucano. Trata-se da Scamvias Construções e Empreendimentos Ltda., que posteriormente teve seu nome alterado para Scamatti & Seller Infraestrutura Ltda. Ela fez duas doações no mês de setembro daquele ano, uma de R$ 120 mil e outra de R$ 50 mil. A empreiteira foi a terceira empresa que mais doou para a campanha de Aparecido em 2010.  

 Já que a imprensa esconde….

     Vamos desenhar como funciona de forma genérica o método em quase todo escândalo de corrupção semelhante, e que já rendeu centenas de operações da Polícia Federal. 
 O dinheiro sai dos cofres públicos para pagar obras superfaturadas, passa por empreiteiras, que tiram seus polpudos lucros, e uma parte vai para o bolso de políticos inescrupulosos. Nas eleições, as empreiteiras pegam uma parte dos polpudos lucros obtidos com dinheiro público, e financiam campanhas. 
 Existe  alguma dúvida de que o dinheiro que financia campanhas já é público? Só que dá “uma voltinha” por empresas privadas, deixando só um pedaço para as campanhas, o resto acaba indo para o bolso de empresários e políticos corruptos.

 Mesmo quando empreiteiras encontram pela frente políticos honestos, que não dão margem nem para conversa sobre negociatas, as empresas podem agir nos bastidores através de associações para combinarem preços mínimos, de forma que aquilo que gastam nas doações de campanha é repassado ao custo das obras, ou seja: no final das contas o dinheiro que financia campanhas vem dos cofres públicos do mesmo jeito, só passando pelas empresas. 

 Esse quadro não se resume a empreiteiras, envolvendo empresas de vários setores, e se espalha inclusive por prefeituras e câmaras de vereadores de cidades pequenas. São famosas as histórias de caixinha de empresas de ônibus, escândalos com merenda escolar, fraudes na saúde e na educação e tantas outras mazelas, inclusive ilegais, como no recente caso do bicheiro Carlinhos Cachoeira. 
  
 Ora, isso é o pior dos mundos. Melhor as eleições e campanhas serem financiadas com dinheiro público direto e transparente do orçamento da União, rompendo com o ciclo de empresários picaretas ou contraventores bancarem a eleição de políticos picaretas para fazerem picaretagem com dinheiro público, que realimentará o poder econômico de picaretas e a eleição de mais políticos picaretas. 

 Há outros casos, que se enquadram dentro da lei, mas não tem nada de republicano. Planos de saúde financiaram bancadas de deputados que derrubaram a CPMF e detonaram a saúde pública, obrigando pessoas pobres e idosos a comprometerem grande parte da sua pouca renda com um plano de saúde que pesa muito no orçamento doméstico. Não é mesmo senador Álvaro Dias (PSDB-PR)? O tucano foi financiado pela Unimed e votou contra a CPMF.  
 Os banqueiros que financiaram as campanhas demotucanas, no governo FHC compraram os bancos públicos estaduais, muitos a preço de banana e, de forma escandalosa, deixaram o que chamam de parte “podre” do banco (rombos e dívidas) para serem cobertas com dinheiro público. Ora se era para deixar o ônus para o povo pagar, então pelo menos o bônus da parte boa dos bancos estaduais, como a carteira de clientes, folha de pagamento do funcionalismo estadual, deveria ir para o Banco do Brasil e para a CEF, que são bancos públicos. Aliás na Privataria Tucana os banqueiros meteram a mão em tudo o que o foi empresa privatizada, desde a Telebras até a Vale. 

 Por isso, não é surpresa que o PSDB defenda essa imoralidade que é o financiamento privado de campanha. Em artigo publicado no jornal Estadão  no ultimo dia  11, José Serra defende continuar o modelo da Privataria Tucana, com Cachoeiras, empreiteiras e banqueiros financiando a eleição. O tucano recorre ao argumento frágil de que a regra de proporcionalidade do tamanho das bancadas favorece os maiores partidos (hoje o PT), mas se o problema fosse só esse, seria só rediscutir os critérios para repartir os recursos exclusivamente públicos e não ir totalmente contra eles.

uma hora atrás

O ex-Secretário Antônio Ferreira Pinto avançando a competência do Governador – contrariando os pareceres da Corregedoria , do Conselho da Polícia Civil e Procuradoria – absolveu o delegado José Mariano de Araújo Filho da acusação de extorquir “tiqueteiros” ( agiotas de vale-alimentação )… Só ferrou os tiras!

FLIT PARALISANTE por Flit Paralisante
 

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Antônio Ferreira Pinto era rigoroso?…Seu primeiro ato foi anular  – por emulação – uma absolvição conferida ao delegado Paulo Fleury por vício de competência do Secretário Saulo de Castro; seu último ato foi absolver um colaborador da Secretaria com passado manchado por denúncias escabrosas…O ex-Secretário avançando a competência do Governador – contrariando os pareceres da Corregedoria , do Conselho da Polícia Civil e Procuradoria – absolveu o delegado José Mariano de Araújo Filho da acusação de extorquir “tiqueteiros” ( agiotas de vale-alimentação )… Só ferrou os tiras!

delmariano

Despachos do Secretário, de 13-11-2012 No Processo GS/658/04 – DGP/5.801/02 – Vols. I a VI, em que (reserva do artigo 76, § 2º, da LOP); PAULO ROBERTO MOLEIRO, R.G. 17.577.102, Investigador de Polícia e SÉRGIO OSES JÚNIOR, R.G. 8.758.027, ex-Agente Policial e outro, respondem Processo Administrativo Disciplinar, foi exarado o seguinte despacho: “Diante de todo o exposto, acolhendo o entendimento do Órgão Consultivo da Pasta (Parecer CJ/SSP 4.124/11, às fls. 1149/1154 e verso) e, em parte, a manifestação das autoridades preopinantes, e observando-se o Despacho Normativo de 12.06.79, exarado pelo Chefe do Executivo com arrimo nos pareceres A.J.G. nºs. 794/79 e 803/79 (D.O. de 13.06.79), ABSOLVO (reserva do artigo 76, § 2º, da LOP), por não provadas as acusações que lhe foramirrogadas na portaria inicial, e julgo procedentes as acusações irrogadas a PAULO ROBERTO MOLEIRO, R.G. 17.577.102, Investigador de Polícia e SERGIO OSES JUNIOR, R.G. 8.758.027, ex-Agente Policial, aplicando-lhes, em conseqüência, a pena de DEMISSÃO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO, nos termos dos artigos 67, inciso VI; 69 e 70, inciso II, por infração ao disposto nos artigos 74, inciso II e 75, incisos II e VI, todos da Lei Complementar 207, de 05 de janeiro de 1.979, alterada pela Lei Complementar 922, de 02 de julho de 2.002, determinando, com relação a este último, a anotação deste decisório em seu respectivo prontuário funcional, para resguardo de eventuais interesses da Administração, em vista de sua precedente exoneração do cargo em estágio probatório, por Decreto publicado no D.O. de 22-11-2002.”. Advogados: Dr. Gilberto Vieira – OAB/SP 120.003, Dra. Fernanda Glasherster Birke – OAB/SP 113.778, Dr. Fernando de Jesus Iria de Sousa – OAB/SP 216.045; Dr. Rodrigo Trepiccio – OAB/SP 228.188 e Dr. Luiz Eduardo Greenhalgh – OAB/SP 38.555.

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Observem o que disse o Secretário no Ofício  GAB.SEC. n 693/2011

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uma hora atrás

O modo socialista de governar: caso de Pernambuco

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 

 

 
Por Heitor Scalambrini Costa 
 Professor da Universidade Federal de Pernambuco 

 O Brasil é um país fantástico. Governantes são transformados em excelentes gestores, gênios e salvadores da pátria, da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres.

Temos ao longo da nossa história diversos exemplos. O mais recente é o governador de Pernambuco, um quase futuro presidenciável em 2014. Caso jamais venha a ser presidente da República, ele terá como ganhar a vida como empresário de mídia & marketing, tal sua capacidade de criar notícias positivas que enchem os noticiários.

O uso da máquina de propaganda é tão desproporcional, que cedo ou tarde vai chamuscar sua credibilidade. Por exemplo, até em velórios e enterros a produtora de vídeo acompanha o governador, e produz as peças de divulgação do “socialista”. Foi o caso de sua presença (da produtora) no velório e no enterro do ex-ministro da Justiça Fernando Lyra. Para destacar o “chefe”, não se mede esforços, nem se tem limites.

Para divulgar o modo socialista de governar, a propaganda é a alma do negócio, e é usada intensamente. No próprio Diário Oficial do Estado, que deveria ser um instrumento de difusão de atos oficiais, a pessoa do governador é focada, com textos de promoção pessoal, sem caráter informativo. Não se acatando assim a impessoalidade na publicidade institucional. Leis? São para os outros.

A propaganda personalista dos feitos da gestão Campos é tamanha, que chega a ser surrealista, visto a realidade que se encontra o Estado. Para muitos ainda as referências de desenvolvimento apontam para o Sul, Sudeste. Somos induzidos a pensar que o desenvolvimento está ligado a eventos como à chegada de novas empresas que vêm aqui se instalar, a vinda de capitais de fora que para cá se dirigem atraídos por diversos fatores (recursos naturais, posição geográfica, oferta de mão de obra barata, incentivos fiscais, frouxidão na aplicação da legislação ambiental) ou ainda pela realização de grandes investimentos públicos em obras ou instalações. Mas o progresso almejado vai muito além das obras.

Com uma educação, que nada se distingue de estados vizinhos, a propaganda apresenta ações pirotécnicas, que nada mudou a estrutura falida, que compromete as gerações futuras. Vergonhosamente Pernambuco ocupa a 16ª posição nacional no ranking dos estados no que se refere às notas dos alunos das escolas públicas avaliados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino.

Uma saúde, cujo modelo gerencial é incompetente. Verdadeiro “caso de policia”, e que deixa a população vitima da terceirização, sofrendo nas extensas filas, sem remédios para quem precisa, e com a falta de médicos. Todavia com ampla divulgação de novas construções de unidades hospitalares, mas que efetivamente, após a “inauguração”, se mostram inoperantes, não atendendo as necessidades da população, e nem garantindo o acesso à saúde pública de qualidade. A construção de edificações está muito longe de traduzir em excelência nos serviços.

Por sua vez, os serviços de água e luz no Estado são verdadeiros descalabros e de desrespeito à população. A crise no abastecimento de água mostra a incompetência das autoridades do setor, em particular da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), sociedade anônima de economia mista, com fins de utilidade pública, vinculada ao Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos. A imagem desta empresa junto à população é a pior possível. Nesta época de escassez de chuvas, mostra o quanto sua gestão é incapaz, pois em nada planejou para enfrentar problemas recorrentes e previsíveis na região. E que só tendem a se agravar com as mudanças climáticas em curso. Estudos têm apontando a vulnerabilidade da região, frente a este que é o maior flagelo já defrontado pela humanidade, o aquecimento global. Ao invés do planejamento estratégico para se preparar para o pior, a empresa, como é de práxis no governo socialista, apela para a propaganda, e pela desresponsabilizacão, admitindo a incapacidade em atender sua missão. Repassou para a iniciativa privada o controle do saneamento, através de parceria público e privada pouco transparente, e sem a necessária discussão com os interessados, a sociedade. Além disso, mente descaradamente, com um racionamento draconiano na região metropolitana, resultando num rodizio anunciado de 20 horas (com água) x 28 horas (sem água), mas que chega a 72 e até 120 horas sem uma gota sequer nas torneiras. Isto é gestão eficiente? Sem contar com a tragédia que assola a região do semi-árido, agreste e zona da mata, sem obras estruturadoras que garanta a convivência com a seca na região.

Já com relação à distribuição de energia elétrica, a privatização deste serviço em 2000, só trouxe mazelas à população. Enganada pelo discurso oficial que falava na melhoria dos serviços e na diminuição da tarifa para justificar a venda da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Hoje a realidade é bem diferente. Se paga uma tarifa altíssima, o que tem proporcionado à empresa, lucros estratosféricos (basta ver os balancetes contábeis), e um serviço conhecido como de “vagalume”. As interrupções no fornecimento elétrico viraram rotina, não somente na capital, mas como em todo o interior. Enquanto os indicadores de qualidade da empresa, comparada a outras 31 classificadas no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mergulharam do 4º lugar em 2011 para 16º lugar em 2012. Qualidade dos serviços cai, e lucros sobem. Receita ingrata para os consumidores pernambucanos.

Contudo, foi uma instituição oficial quem revelou recentemente as razões para tamanho descaso com o fornecimento de energia. O relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), analisando as contas da gestão do governador, relativas ao ano base de 2011, detectou a ineficiência e o sucateamento da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), autarquia especial vinculada ao Gabinete do Governador, órgão com atribuição estratégica. Principal constatação: a falta de pessoal para monitorar e fiscalizar os serviços prestados pela Celpe. Desde 2001, o TCE recomenda ao executivo estadual a contratação de servidores por meio de concursos públicos, já que a grande maioria do quadro funcional da Arpe é de comissionados. Sem estrutura e suporte de pessoal para realizar as fiscalizações permanentes, a população fica a mercê dos serviços precários que são oferecidos.

Os problemas encontrados no Estado não se resume a área de educação, saúde, abastecimento de água e energia. Todavia, os marqueteiros, pagos a peso de ouro, mostram o irreal. Um Pernambuco que não existe, um verdadeiro “oásis” no território nacional. Uma “ilha da fantasia”, cercada por feitos de um governo aplaudido pela população. A intenção é colar na figura do governador o gestor moderno, o “novo”, a “renovação” na politica brasileira, e assim atender sua ambição e obstinação pelo poder.

Um dos focos propagandeado é a implantação do Complexo Industrial Portuário de Suape. Claramente se percebe ai, politicas públicas dirigidas para um crescimento econômico a qualquer custo. Facilmente constatado nas constantes violações de direitos sociais e ambientais praticadas nesta obra faraônica, de grande concentração de investimentos, e de renúncia fiscal.

As denúncias dos moradores nativos do entorno de Suape (agricultores, pescadores, outros), que já atingiu 15 mil famílias, mostram a situação de barbárie em que se encontra a região, onde o poder público não somente se exime de suas responsabilidades, mas é quem pratica o desrespeito às leis. O próprio artigo 225 da Constituição de 1988 tem sido desprezado, segundo o qual todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade de vida, cabendo a todos e a poder publico o dever de preservá-lo e defendê-lo para as presentes e futuras gerações.

“Como não há uma só obra que o governador não tenha controle no seu computador”, conforme difundido pelos seus auxiliares diretos, a ele deve ser imputado toda responsabilidade, não somente dos crimes ambientais cometidos na região, mas também o não cumprimento da lei com relação aos processos de “desapropriação”. Não se respeita nem a Constituição Estadual e nem o Marco de Reassentamento Involuntário-MRI do Projeto Pernambuco Rural Sustentável-PRS (disponível em http://www.prorural.pe.gov.br/arquivos/marco_reassentamento.pdf), cujo objetivo é o tratamento das questões que envolvem a mudança ou perda involuntária do local de moradia, a perda de renda ou meios de subsistência, em decorrência da implementação de projetos.

Do ponto de vista do ideário deste jovem moço, mas velho e carcomido pela prática da velha politica expressa no neocoronelismo e no nepotismo, valores como os da ecologia e sustentabilidade, democracia e transparência, direitos humanos e justiça, não são praticados em seu governo. São desrespeitados e ignorados na implantação do modelo predador e excludente, chamado e propagandeado como de “desenvolvimento sustentável”.

Mesmo com uma alta popularidade medida pelos institutos de pesquisa de opinião, se pode afirmar que a imagem do governador foi construída pela propaganda exacerbada, na tentativa de criar uma unanimidade em torno do seu governo. A cooptação dos poderes constituídos, aliado a vocação adesista da grande mídia, tecendo loas diárias ao governo, e se tornando na prática uma extensão do diário oficial, são outros elementos da estratégia montada, e até então bem sucedida, pelos marqueteiros do governador. Também não esqueçamos aqueles que aderem pelo medo. Todavia, não se pode esperar que um governo mantenha sua popularidade em alta, somente as custas de noticias produzidas, e pela propaganda.

A expectativa da população para a agenda politica e administrativa de um bom governo é que a administração combine eficiência dos serviços públicos, planejamento estratégico e equilíbrio nas relações políticas que envolvem os interesses do Estado. E que tenha sensibilidade social para diminuir o tremendo fosso da desigualdade social reinante em Pernambuco. Verifica-se que estes ingredientes não fazem parte do exercício do governo estadual, pelos inúmeros problemas apontados, e por estar mais afinado com o empresariado do que com os trabalhador@s, com aqueles mais carentes..

No campo do equilíbrio político, seria fundamental que o relacionamento do Executivo com o Legislativo tivesse contornos precisos. A articulação política deveria ter como norte o respeito à autonomia da Assembleia Legislativa (Alepe), e o estabelecimento de uma pauta, focada nas prioridades da população. A propósito, esse deveria ser o melhor remédio para combater o pragmatismo político e os interesses patrimonialistas tão evidentes na Casa de Joaquim Nabuco. Infelizmente isto não acontece na relação executivo-legislativo. A subserviência, desta casa de leis, é tamanha que o executivo patrocinou a mudança na Constituição do Estado para que deputados, apaniguados do governador, pudessem por três vezes seguidas ficar a frente da mesa diretora da Alepe. Caberia ao Executivo à implementação de um programa de governo, ao Legislativo caberia o debate plural, visto que este é composto de representações partidárias que expressam variados programas e ideologias.

Esperar-se-ia que um bom chefe do Executivo demonstrasse sua capacidade de atender aos anseios da coletividade. Já um bom Parlamento seria aquele capaz de elaborar boas leis, propor projetos, aperfeiçoar aqueles originários do Executivo e fazer um eficiente controle externo, a fiscalização.

Todo mundo concorda que não faz bem à democracia e à saúde política do Estado a existência de relações promíscuas entre o Executivo e Assembleia Legislativa. A sociedade cobra dos seus representantes posturas éticas e altivas. As críticas do Parlamento em sintonia com o interesse público merecem respeito. O que não cabe numa relação republicana é a transformação da crítica em instrumento de defesa de interesses particulares ou de grupos. Lamentavelmente é o que ocorre em Pernambuco.

A construção de uma base de sustentação política do governo no Legislativo não poderia estar dissociada do interesse público. O Estado só tem a ganhar quando Executivo e Legislativo se respeitam, e ambos respeitam a população. Mas, infelizmente a base politica de sustentação do atual governador foi conseguida através da “velha” e odiosa prática do dando que se recebe, com o oferecimento de cargos pagos com recursos públicos, da troca de favores nem sempre republicanos.

Nunca se viu na história de Pernambuco um parlamento tão subserviente e inoperante, que se restringe a renovar “ad infinitum” o mandato dos seus dirigentes, apoiar tudo que vem do executivo (não legisla), e conceder cidadania pernambucana a tod@s. Não que muit@s não mereçam, mas este “trabalho” é insuficiente para justificar o salário dos nobres deputad@s.

O fato é que hoje Pernambuco se ressente da presença de uma oposição com credibilidade (com raras exceções), atenta, sistemática e incisiva, para acusar erros, criticar e apontar desvios. Vive-se no dilema bairrista. E se o governador for candidato? Serei contra a alguém da minha terra?

Faça-se justiça aos movimentos sociais. Questionadores, críticos, propositivos, tem sua participação democrática nos destino do Estado dificultada pelo nível de “captura” dos poderes constituídos. Oposição é um ingrediente crucial para o pleno exercício da democracia, e sem algum tipo de contraditório, a própria razão fica ameaçada. Discordar e apontar erros não é torcer contra. Somente governos autoritários fazem este tipo de interpretação.

Estabelecido o estrito controle da política estadual – incluindo a prefeitura recifense – o resto do mandato do governador será dedicado a promessas, as ações de marketing, e sua constante ausência do Estado para a campanha eleitoral. Pouco importa o que ficará de herança econômica, administrativa, política e social para os pernambucanos. O que conta é o uso de toda a administração pública em favor de um projeto político dúbio, ambíguo, flexível, que ora se diz aliado da Presidente da República, ora procura alianças em todo espectro ideológico para construção de um palanque próprio. O que se configura é que até 2014 vamos assistir a essa ”dança de rato”, à custa da angústia, do sofrimento, das aflições e das imensas carências do povo pernambucano.

O que impressiona é a ganância do governador Campos em ser presidente, sem ao menos fazer a tarefa de casa que seria cuidar bem do seu Estado. Problemas de toda natureza estão presentes: um transporte público de péssima qualidade, reprovação na educação, falta de condições aos professores, hospitais públicos na UTI, saneamento básico precário, problemas de abastecimento de água e energia, carência de habitação popular, violência principalmente com a falta de cuidados com os jovens e adolescentes, mobilidade urbana chegando a nível caótico, estradas mal cuidadas, etc, etc.

Ao escrever, e refletir sobre o ”modo socialista de governar: o caso de Pernambuco” foi analisado a situação presente de Pernambuco com relação às diversas politicas públicas. Nestes três artigos procurei apontar as mazelas, pois as poucas ações pontuais exitosas, o governo trombeteia aos quatro cantos. Também a intenção foi denunciar o que está sendo orquestrado nos “laboratórios dos marqueteiros”.

Minha convicção que a “criatura criada”, não é boa, nem para Pernambuco e muito menos para o Brasil. E aqui fica um alerta para não iludirmos com os salvadores da pátria.
 

uma hora atrás

Oposição acirra ânimos e Maduro ativa comitê antigolpe

SUJO por Esquerdopata
 
 Após Henrique Capriles considerar a eleição ilegítima e órgão eleitoral proclamar o chavista Nicolás Maduro como presidente, manifestações da oposição e ações violentas elevaram a tensão na Venezuela. Governo ativou um comitê antigolpe.

Vinicius Mansur 

Caracas – A vitória apertada de Nicolás Maduro na eleição presidencial venezuelana levaram a oposição a acirrar os ânimos e o governo a ativar um comitê antigolpe. Poucos minutos antes do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamar Maduro como presidente eleito, na tarde desta segunda-feira (15), o candidato da oposição, Henrique Capriles, foi ao ar pelo canal de TV Globovisión para exigir a suspensão do ato até que 100% dos comprovantes de votos, emitidos pelas urnas eletrônicas, fossem recontados. “Presidenta [do CNE], você tem que se dar conta de que decisões erradas aumentam a conflitividade que existe hoje no país”, alertou. 
Durante a proclamação de Maduro, a presidenta do CNE, Tibisay Lucena, reiterou a segurança do sistema eleitoral, afirmou que 54% das máquinas de votação foram auditadas no fechamento das urnas, com a presença de testemunhas das distintas forças políticas, medida que não é tomada em nenhum país do mundo. “Não serão o assédio, a ameaça e o amedrontamento a via para recorrer ao poder eleitoral”, disse, agregando que a legislação do país prevê os caminhos judiciais para o devido questionamento.  
Após a proclamação, manifestações da oposição e ações violentas elevaram a tensão no país. Em pelo menos sete cidades venezuelanas, apoiadores de Capriles realizarem concentrações públicas durante o dia e um panelaço, a partir das janelas de suas casas, durante a noite.  
Sedes do partido de Maduro – Partido Socialista Unido da Veneuela (PSUV) – foram atacadas nos Estados de Táchira, Barinas e Anzoátegui. Governadores dos estados de Aragua, Carabobo, Zulia e Anzoátegui, além de moradores do estado Miranda denunciaram ataques aos Centros Médicos de Diagnóstico Integral (CDI), onde trabalham profissionais cubanos. As sedes da TV estatal Venezolana de Televisión e da Telesur também foram cercadas por manifestantes.  
Em reunião com o corpo diplomático presente na Venezuela, o chanceler do país, Elias Jaua, informou que o militante do PSUV, Jose Luiz Ponce, foi morto, na tarde dessa segunda (16) com um tiro no bairro La Limonera, no município de Baruta, estado Miranda. “Sabe qual foi o pecado desse companheiro? Morar em uma casa construída pelo comandante Hugo Chávez em uma zona nobre”, disse. Na madrugada desta terça (16), foi assassinado outro militante chavista, Luis García Polanco, em frente à sede regional do CNE, em Zulia, conforme noticiou a Agência Venezuelana de Notícias.  
Maduro acusa tentativa de golpe Durante a sua proclamação como presidente, Maduro afirmou que não enfrentou uma campanha eleitoral, mas “uma guerra brutal e psicológica” com desabastecimento de produtos básicos pela iniciativa privada, com a invasão de seu perfil, e de outros dirigentes chavistas, no Twitter no dia da eleição, além de sabotagens ao sistema elétrico que provocaram apagões às vésperas do pleito. Maduro afirmou que o não reconhecimento dos resultados por parte de Capriles faz parte dessa mesma guerra. “Isso só tem um nome: golpismo. Quem pretende infringir a maioria na democracia está chamando um golpe”, acusou. 
Na noite desta segunda-feira, Maduro reuniu um comitê antigolpe para avaliar os acontecimentos recentes. “Quem venha pela via violenta encontrará o Estado”, alertou após a reunião. Maduro pediu pedir aos chavistas para não entrarem em provocações e culpou o Capriles pela tensão. “Essa é a Venezuela que vocês querem? ¿Essa é a Venezuela que você vai promover, candidato perdedor? Você é o responsável”, atacou. 
O presidente ainda afirmou que, através do “multifoquismo”, estão tentando produzir na Venezuela as guerras o modelo de guerras recentes na Líbia e na Síria. No âmbito internacional o ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, o porta voz dos Estados Unidos, Jay Carney, e do secretário geral da Organização dos estados Americanos (OEA), José Miguel Inzulza, emitiram comunicados em que aconselhavam a Venezuela a fazer a recontagem dos votos.  

uma hora atrás

Assim não há Lei dos Meios que resolva. Só Globo disponibiliza vídeo reportagem sobre Lula e Dilma.

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 Procuro desde ontem na internet vídeos do seminário pelos 10 anos de governo Lula e Dilma, que virou uma grande festa em Belo Horizonte, na noite de ontem (15). E só acho nos telejornais da Globo Minas, Globonews e da Record
Nada no canal de tv do Pt na internet. Nada em nenhum site de mídia alternativa, nem mesmo um videozinho gravado com celular, contendo os discursos.

E o pior é que a melhor reportagem, mais correta e abrangente, por incrível que pareça, foi da Globo, com 4 minutos editados honestamente. Quem quiser ver tem assistir aqui no site da Globo Minas, porque ninguém disponibilizou outro para publicarmos, pelo menos até agora. 

Aliás, a notícia sobre o título de cidadão honorário de Minas concedido para Lula na Assembléia Legislativa, também recebeu uma reportagem correta da Globo Minas, de quase 2 minutos.

Assim não há Lei dos Meios que resolva, se ninguém fizer pelo menos o básico. O PT fez uma grande produção para o evento, com telões, logo tinha câmeras filmando. Porque não disponibilizar na internet os vídeos tão logo terminassem os discursos? Senão a mobilização nas redes sociais enfraquecem.

Enquanto isso, fiquemos com os áudios dos discursos do presidente Lula:

Continue Lendo aqui » Por: Zé Augusto0 Comentários     Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.

Dilma felicita Nicolás Maduro por vitória nas eleições presidenciais da Venezuela

por Esquerdopata
 
A presidenta Dilma Rousseff telefonou na tarde desta segunda-feira (15) para o presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, hoje diplomado pelo Conselho Nacional Eleitoral daquele país, a fim de felicitá-lo pela vitória nas eleições presidenciais de domingo.

Dilma Rousseff manifestou sua satisfação com o clima de normalidade da votação e disse estar pronta a trabalhar com o novo governo venezuelano.

O presidente eleito Nicolás Maduro agradeceu o telefonema da presidenta e afirmou ter-se tratado de uma disputa acirrada, que demonstrou a vitalidade das instituições e da democracia venezuelana, com alto grau de participação do eleitorado.

VENEZUELA: VITÓRIA DE MADURO REPRESENTA NOVOS DESAFIOS

por Alexfig
 
 
COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A vitória de Nicolás Maduro foi sobretudo uma derrota da grande mídia e do grande capital associado aos interesses dos EUA, na medida em que seu rival Henrique Capriles não conseguiu convencer o povo venezuelano do seu programa de governo. Nem mesmo as promessas dele adotar o programa petista brasileiro fizeram sentido, tamanho o compromisso dele com as forças ultraconservadoras do país.

Vitória de Maduro representa novos desafios

Por Breno Altman – Portal Opera Mundi

Próxima etapa da revolução bolivariana deverá combinar participação estatal com capital privado, nacional ou estrangeiro

O resultado eleitoral venezuelano, com o triunfo do candidato chavista, é fato político amparado pela Constituição local. A reduzida vantagem de Nicolás Maduro sobre o direitista Henrique Capriles, inferior a trezentos mil votos (menos de 2% dos apurados), não anula a legitimidade do processo ou do mandato conquistado nas urnas. Com mais de 50% dos eleitores sufragando o sucessor de Hugo Chávez, a regra democrática está sendo seguida à risca. A maioria, mesmo por escassa margem, tem o direito de decidir o destino nacional.

A oposição conservadora pode estrilar e urrar, o que também está dentro do jogo, desde que não volte a recorrer ao golpismo e à violência. Mas não há qualquer elemento concreto e provado que coloque sob suspeita a peleja institucional deste domingo (14/04). A história, diga-se, está cheia de situações semelhantes. Na mais célebre entre essas, nos Estados Unidos, John Kennedy (assassinado em 1963) venceu Richard Nixon, em 1960, por apenas 0,1% dos votos. Quem venceu, levou. Quem foi derrotado, voltou para a fila. Ou para o submundo do magnicídio.

Hugo Chávez atravessou cenário parecido quando perdeu, por menos de vinte mil sufrágios, referendo sobre emenda constitucional, em 2007. Apesar de vários assessores tentarem convencê-lo a pedir recontagem, preferiu reconhecer, de pronto, a vitória de seus adversários. A propósito, sua única derrota em dezessete disputas pelo voto popular no período de catorze anos no qual governou.

O respeito à soberania das urnas e sua defesa perante possíveis ataques, porém, não podem eximir os dirigentes bolivarianos de uma análise acurada sobre os motivos que levaram, em apenas seis meses, à redução importante de sua base eleitoral. A revolução amealhou 700 mil votos menos do que em outubro de 2012, enquanto Capriles arrebanhou 570 mil a mais. Parte dos eleitores chavistas não foi votar. Outra fatia, no entanto, trocou de lado. Sobram razões, como se vê, para que a pulga esteja atrás da orelha.

Claro que, sem o carisma do ex-presidente, a esquerda ficou mais vulnerável à mídia e, sem sua voz, é capaz do discurso de enfrentamento ter soado excessivamente duro para alguns segmentos mais volúveis. Eventuais ações de sabotagem contra o setor elétrico e outras áreas do cotidiano, denunciadas pelos governistas desde o início da campanha, também podem ter auxiliado nesta sangria, ao lado de casos crônicos de maus serviços e corrupção. Talvez seja o caso, contudo, de buscar resposta mais estrutural, como assinalou o próprio presidente eleito logo depois da apuração, ao conclamar o país à “renovação da revolução bolivariana”.

Nova etapa da revolução

Há muitos indícios de que o primeiro ciclo deste processo tenha se esgotado. Desde que assumiu a liderança venezuelana, em fevereiro de 1999, Chávez concentrou seus esforços administrativos em transferir a parte mais expressiva dos excedentes petroleiros para programas sociais, universalização de direitos e outras iniciativas de distribuição da renda. Os resultados foram eloquentes. Andando na contramão do receituário neoliberal, a Venezuela passou a ser a nação menos desigual da América do Sul, o analfabetismo foi liquidado e a pobreza drasticamente reduzida.

Uma das consequências deste caminho foi a vasta ampliação do mercado interno, como força propulsora da economia, mas aprofundando o desequilíbrio histórico entre o ritmo de expansão do consumo popular e a velocidade do crescimento da produção agrícola e industrial. O modelo da dependência petroleira, que sempre inibiu o desenvolvimento interno venezuelano, não era o alvo principal nos primeiros dez anos de chavismo, apesar de várias iniciativas importantes terem sido tomadas. A questão estratégica era repartir os frutos da exploração do ouro negro a favor dos mais pobres.

Neste quadro, a aceleração da demanda provocou fortes pressões inflacionárias e sobre a balança comercial, com as importações minguando as reservas cambiais. A esse desarranjo se soma o espetacular subsídio para a compra de gasolina no mercado interno, que alguns cálculos apontam como equivalente a 10% do faturamento da PDVSA, a gigante estatal do petróleo.

No programa eleitoral de 2012, Chávez já tinha deixado claras estas dificuldades e anunciou um ambicioso programa de desenvolvimento produtivo. Não viveu o suficiente para dar cabo desse objetivo, que caberá a Maduro enfrentar. Concluído o ciclo inicial de resgate da dívida social, os capítulos seguintes dependerão fundamentalmente dos músculos da economia não-petroleira, de sua capacidade para gerar oportunidades, empregos e renda. Sem essa plataforma, as reformas distributivistas possivelmente ficariam, doravante, mais expostas a problemas de financiamento.

O novo presidente terá que enfrentar inúmeros e urgentes desafios neste terreno. Com as camadas populares ampliando rapidamente seu poder aquisitivo, passaram a ser usuais crises de escassez, tanto de mercadorias e serviços quanto de energia elétrica e água, amplificadas pela fuga de capitais como mecanismo de chantagem das oligarquias. A conta política pode ter sido apresentada nessas últimas eleições.

Para desatar esses nós, Maduro precisará estabelecer estratégia que combine participação estatal com capital privado, nacional ou estrangeiro, estabelecendo marco regulatório que enfrente os dilemas de infraestrutura e produção. A receita com o petróleo, na ponta do lápis, não permite ao Estado fazer todos os investimentos necessários, no prazo que ruge. Essas preocupações, aliás, foram lançadas pelo ex-sindicalista na noite de sua vitória, em que também destacou a necessidade de uma nova cultura de gestão, contraposta à ineficiência, ao burocratismo e ao desperdício do dinheiro público.

Ampliação do voto chavista

A implementação de programa desta envergadura, por fim, poderia ajudar a formar uma nova maioria, que fosse além dos limites atuais do voto chavista, atraindo inclusive pequenos e médios empresários que se sentiram desatendidos ou até ameaçados pela primeira etapa do processo bolivariano, quando todas as energias se voltaram para transferir renda do petróleo aos setores mais despossuídos. E essa maioria ampliada também seria fundamental para apoiar medidas amargas que venham a ser tomadas na reorganização da economia.

A legítima vitória de Nicolás Maduro, nessas circunstâncias, eventualmente serviu de alerta para os problemas que rondam a revolução que passou a chefiar, a maior parte deles provocada pelo sucesso inequívoco das políticas de Chávez em construir um sistema de mais justiça social.

Breno Altman é jornalista, diretor do site Opera Mundi e da revista Samuel

Hage: “Financiamento por grandes grupos está na raiz da corrupção”

por Conceição Lemes
 

Jorge Hage:”Precisamos de uma lei de responsabilização civil administrativa  dos corruptores”. Foto: Antonio Cruz/ABr

em CartaCapital

Há dez anos na Controladoria Geral da União (CGU), primeiro como secretário-executivo e desde 2006 como chefe do órgão fiscalizador do uso de recursos públicos federais, o baiano Jorge Hage Sobrinho desenvolveu uma visão privilegiada do sistema político brasileiro que lhe dá certeza: o poder econômico tem muita e má influência. O peso quase absoluto das doações feitas por empresas para campanhas, diz o ministro, deforma a democracia. Leva a classe política a trabalhar para os financiadores, não para os eleitores, e com isso gera o grosso da corrupção.

A crua avaliação ajuda a entender por que o Congresso resiste a votar uma reforma política que proíbe doações empresariais para campanhas e as substituiria por dinheiro reservado nos cofres públicos para uma espécie de investimento na democracia. Também explica por que esse mesmo Congresso faz corpo mole há três anos diante de uma lei que expõe a constrangimentos e punições aquelas empresas que forem pegas comprando funcionários públicos.

A aprovação de uma lei contra corruptores foi um compromisso assumido em 2000 pelo Brasil perante a Organização para a Cooperação e do Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em 1997, a OCDE firmara uma convenção, ratificada por 39 países, que buscava conter a prática de suborno por parte de empresas. O alvo eram as multinacionais que pagavam propinas fora do país da matriz, mas o acordo estimulou a adoção de legislações com enfoque doméstico.

É o caso da proposta no Congresso brasileiro. Pelo projeto, uma empresa corruptora poderia ser punida pelo governo sem necessidade de julgamento na Justiça, com penas como multa com base no faturamento, expiação da culpa em praça pública via publicidade do nome do corruptor e veto à presença em licitações, por exemplo. “Essa lei permite atingir o patrimônio da empresa e recuperar o dinheiro para os cofres públicos, que é realmente o que faz diferença, o que realmente tem capacidade de inibir a corrupção”, diz Hage.

A seguir, a entrevista concedida pelo ministro a CartaCapital na terça-feira 9, Dia Internacional de Combate à Corrupção.

CartaCapital: Existe influência excessiva do poder econômico na política brasileira?

Jorge Hage: Não tenho nenhuma dúvida. E será assim enquanto tivermos o financiamento empresarial das campanhas e dos partidos. Não digo nem financiamento privado, porque se fosse um financiamento privado amplamente pulverizado entre pessoas físicas, ainda seria algo palatável, mais compatível com um sistema realmente democrático. Mas como é um financiamento essencialmente empresarial, com grandes doações de grandes grupos, a incompatibilidade com o sistema democrático para mim é algo óbvio. Deixei a política eleitoral por isso. Cheguei à conclusão de que é inviável [disputar eleições] para quem não pretenda aderir a este financiamento. Desde que vim para a CGU trabalhar no combate à corrupção, a cada dia me convenço mais de que o financiamento empresarial está na raiz mais profunda da corrupção. Mas é muito difícil a proposta do financiamento público lograr êxito.

CC: A corrupção é a principal conseqüência do financiamento privado?

JH: Não é apenas em corrupção que se reverte a má influência do poder econômico, é também através do lobby. Pode implicar muitas vezes uma influência direta de segmentos econômicos nas decisões públicas. Talvez não seja justo rotular isso como corrupção, mas na minha opinião é uma influência ilegítima. Veja um exemplo nos Estados Unidos. Há uma dificuldade enorme de aprovar medidas de desarmamento mesmo diante da matança por loucos que saem metralhando. Boa parte da população pede o controle da venda de armas, mas o governo não consegue aprovar devido ao lobby da indústria armamentista.

CC: Quer dizer, mesmo que não haja irregularidade, o sistema está montado em cima de uma estrutura que não é a melhor do ponto de vista da democracia.

JH: Com certeza. Até onde é possível você chegar a ter sistemas democráticos isentos dessas influências é a grande questão posta no mundo inteiro. É imperioso buscar caminhos de reduzir as influências não democráticas, que não correspondem ao ideal “um homem, um voto”. Temos de continuar nos esforçando para aprimorar o sistema democrático.

CC: O senhor diria que a dimensão da corrupção ativa fica escanteada no debate público também por isso, porque nela está a digital dos financiadores de campanha?

JH: Sem dúvida. É muito difícil aprimorar a legislação mas também é difícil aplicar mecanismos que já existem. Aqui na CGU partimos de uma tradição e uma cultura que dificilmente aplicavam punições. E as que eram aplicadas, voltavam-se quase que exclusivamente para dentro do balcão, para o lado passivo.

Para punir o lado ativo, o lado da oferta da corrupção, nós começamos do zero. E temos instrumentos muito parcos disponíveis na legislação, só a declaração de inidoneidade de empresa corruptora, o que a impede de participar de licitações, e a suspensão temporária dela. Outras penas, como multas contratuais, são ridículas, não têm poder de inibir a corrupção.

Nós precisamos de uma lei de responsabilização civil e administrativa dos corruptores. Ela vai permitir a punição do corruptor baseada na responsabilidade objetiva da empresa, independentemente da prova da culpa de um diretor, um preposto. Ela eliminaria por exemplo as discussões que existiram no caso Delta [empreiteira alvo da CPI do Cachoeira]: “Ah, foi um ato de um diretor regional, ele não estava autorizado pela direção nacional”. A responsabilidade objetiva implica responsabilizar a empresa independentemente de quem praticou o ato e se houve dolo.

CC: Essa lei está parada no Congresso há três anos. A não votação dela é resultado da influência do poder econômico?

JH: Claro. Temos um relator [deputado Carlos Zarattini, do PT de São Paulo] comprometido com o projeto, mas ele encontra enormes resistências de determinados setores das bancadas, não preciso nominar quais são. Já houve sucessivas negociações, cedemos os anéis para não ceder os dedos, abrimos mão de inúmeros dispositivos que considerávamos importantes porque é mais importante ainda o Brasil ter essa lei.

O Brasil vai ficar numa situação muito constrangedora agora em novembro, que é o prazo da nova avaliação pela OCDE. O Brasil é signatário de uma convenção da OCDE contra o suborno nacional e transnacional e se comprometeu a adotar essa lei. A grande maioria dos países já têm essas leis, e há muito tempo. Não estou falando só de EUA, Inglaterra, França, países como Grécia, Itália e tantos outros também têm. Hoje o que se discute na OCDE é quantas condenações um país já tem graças à lei, quantos processos estão tramitando. No caso do Brasil, nem a lei nós temos. Estamos há quilômetros de atraso. Já passamos situações desagradáveis na OCDE por causa disso e em novembro passaremos de novo.

CC: Uma comissão de juristas que auxiliou o Senado no debate sobre a atualização do Código Penal propôs no ano passado a punição penal das empresas corruptoras. Concorda?

JH: Acho inadequado, não é da tradição do sistema jurídico brasileiro aplicar a responsabilização penal a pessoas jurídicas, temos alguns exemplos disso mas com pouco êxito na lei de crimes ambientais. O que interessa é alcançar o patrimônio da empresa ou impedi-la de funcionar. A legislação penal não é a mais adequada para isso. É perda de tempo.

CC: Da sua posição de fiscal do Executivo, quem o senhor diria que é mais responsável por tomar a iniciativa da corrupção: o corruptor ou o corrompido?

JH: O lado da oferta, não tenho dúvida.

CC: E no entanto a sociedade não discute isso.

JH: Sou ministro há vários anos e a única vez que fui ao Congresso discutir o lado do corruptor foi quando participei [em outubro de 2011] de uma audiência pública sobre esse projeto da responsabilização da pessoa jurídica.

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7 horas atrás

Maria Inês Nassif escreve sobre o novo romance de Urariano Mota

por Conceição Lemes
 

por Maria Inês Nassif

Jimeralto é O filho renegado de Deus, o personagem atormentado que se mistura com o narrador preciso da miséria humana. Por meio dele, Urariano Mota percorre com singular habilidade vidas que se expõem a todos, sem qualquer privacidade, em 10 casinhas que se amontoam num beco, no Recife dos anos 50. O adulto Jimeralto narra seu mundo da infância em 2012, num acerto de contas com um passado profundamente ofendido pelo preconceito. Por esse mundo trafegam homens embrutecidos – antes pelo preconceito do que pela pobreza – e mulheres brutalizadas por seus homens. Ou homens que também se deixaram enternecer por mulheres.

Mas, antes de tudo, os personagens são a mãe, que apenas poderia se chamar Maria, tal a candura e a carência, e o pai, Filadelfo. A mãe que abdica dos prazeres da vida, do sexo, do amor, num casamento pobre como o dela, desalentador como sua vida; mas a Maria que, mesmo falecida quando o filho tinha oito anos, aos 29 anos, é a mesma que abriu a ele as primeiras visões do prazer sexual: o seio farto que o amamentou até menino; as carícias de mãe, inocentes, que ainda assim deram vida ao seu sexo ainda pequeno, quando isso apenas era um prenúncio de prazeres adultos.

O pai, insensível, fecha-se na dureza de sua alma: priva do amor a mulher e o filho, compensa sua origem de neto de  escrava com putas louras, castiga, é vítima e alimenta preconceitos. Mas, ao mesmo tempo, tem visões e recebe reprimendas do padrinho morto. “O que você fez de sua vida, menino?”, pergunta a visão.

Urariano, na sua narrativa, estabelece uma linha tênue entre o amor sublime e o desejo, entre o afeto e o sexo. Às vezes, o sexo substitui o amor sublime, como no caso da vizinha Esmeralda, uma ninfomaníaca que acaba trazendo o conhecimento do prazer sexual à vida das crianças do beco, pouco protegidas pelas paredes finas e pelos cômodos reduzidos de suas casas, que se empilhavam com as de seus vizinhos. Às vezes, o amor se confunde com o sexo, como na ligação de Maria com o irmão gêmeo, homossexual. Maria é apaixonada pelo irmão, conclui Jimeralto. Embora o sexo seja uma impossibilidade, ela o ama porque ele é o homem da sua vida que é igual a ela. Não é a autoridade que se impõe pela força. É a possibilidade da conversa, da gargalhada, do sorriso. E é o seu amor porque as pessoas têm uma necessidade irrefreável de amar, diz o autor.

“Ama-se um gato, ama-se um cachorro, um papagaio, uma flor que ninguém quer ou vê. Talvez esse amor que deriva e vaga por objetos e coisas que não respondem, ou respondem abaixo da fome de amar, talvez sejam os sintomas do afeto que procura no mundo um indivíduo que lhe responda. Ou, quem sabe, o amor elástico, amplo e plástico onde tudo cabe”.

Urariano Mota faz o percurso de volta, da maturidade à infância, na vida de um ex-preso político, mergulhando o leitor numa rara riqueza de personagens e sentimentos, profundos e contraditórios. O amor e o ódio são um dado na vida de Jimeralto, mas ambos são sentimentos profundos, com os quais o personagem tem de lidar. O acerto de contas acontece em torno do caixão da mãe – em cenas oníricas onde ele, Jimeralto, reconstitui o amor que nutre por uma Maria que morreu quando ele tinha oito anos, e da qual pouco se lembra até que refaz essa trajetória; e o pai estampa o amor que nutre pela mulher morta, enterrada com um filho frustrado na barriga, em crises de arrependimento.

Urariano Mota, autor de Soledad no Recife, mantém a centralidade da figura feminina, como no seu romance anterior. Maria e Soledad são fortes e ternas. A coragem e a ternura mais uma vez se unem como qualidades femininas acossadas pelo desprezo de companheiros frios. Maria e Soledad, todavia, sabem amar “aquele amor elástico, amplo e plástico, onde tudo cabe”.

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Urariano Mota: Gregório Bezerra, sua luta, sua glória

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8 horas atrás

Bercovici e Fontoura: AGU e o desmonte das universidades públicas

por Conceição Lemes
 

Bercovici e Fontoura: Parecer da AGU faz parte do desmonte das universidades públicas no País

por José Augusto Fontoura Costa e Gilberto Bercovici, especial para o Viomundo

Recente parecer da Advocacia Geral da União (AGU) interpreta a Lei 12.772/12 de modo a impedir que as Universidades Federais exijam, nos concursos públicos para ingresso na carreira, títulos de mestre e doutor. Tal leitura, equivocada, desfigura a autonomia constitucionalmente garantida às Universidades e pode reduzir a precisão dos processos seletivos, levando à inclusão de fases inadequadas para a boa escolha de professores.

Há quase um milênio se convive com as universidades. Nasceram antes dos modernos Estados nacionais e, mesmo na América, antecedem em pelo menos mais de cem anos as independências políticas de quase todos os países– com a precedência da peruana San Marcos (1550). No Brasil, dado o zelo metropolitano em manter a submissão intelectual, o ensino superior teve de esperar a família real, antecedendo-a por alguns dias. Universidade mesmo, só no século vinte.

Embora a relação entre essas instituições e o Estado tenha variado histórica e geograficamente, o normal, sempre e em todo o mundo, é a determinação dos cursos, programas, projetos de pesquisa e, evidentemente, escolha de professores seja feita de maneira autônoma.

Diga-se, a propósito, que a memória da ingerência externa é invariavelmente triste. Em nosso país, dada a origem das primeiras e das principais escolas, a proximidade com o poder público é significativa, mas a consciência da necessidade de um ensino superior independente e sua proteção jurídica são muito recentes.

Embora as constituições de 1946 (Arts. 168, VI e 171) e 1967 (Arts. 168, VII e 172) falassem de liberdade de cátedra, bem como em ciências, letras e artes livres, foi só em 1988 (Art. 207) que a autonomia universitária e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão fizeram sua estreia.

Assim, respondendo a lutas e reivindicações históricas, o Constituinte pôs, com eficácia plena e aplicabilidade imediata, as decisões em matéria didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial nas mãos das Universidades.

Não é que se possa fazer qualquer coisa. Autonomia não é soberania. Há limites constitucionais e, especificamente, o dever de proporcionar não apenas o ensino, mas realizar pesquisa e atividades de extensão. São tarefas que as universidades, quando devidamente equipadas, com corpos docente e discente capacitados e preparados, realizam naturalmente.

Mesmo que com vocações e preferências diversas, os verdadeiros professores sabem que só pode ensinar bem aquele que consegue se mover com familiaridade e segurança nas fronteiras do conhecimento, o que só é proporcionado pela pesquisa de ponta. Do mesmo modo, a sociedade apenas pode receber os benefícios do fazer educacional se os projetos desenvolvidos têm qualidade e arrojo suficientes para impulsionar todos a novas atitudes, novas técnicas e ampliar a consciência da cidadania.

Disso tudo, há tarefas que o bacharel ou licenciado podem cumprir. Outras, apenas podem ser levadas a cabo por doutores que são, por excelência, os componentes típicos dos quadros docentes das instituições de ensino superior de todo o mundo.

Doutores passam por um intenso e exigente processo de treinamento em pesquisa, que permite a pronta identificação dos assuntos relevantes e das técnicas a serem utilizadas; só isso coloca os professores no limiar da descoberta científica e inovação técnica. Sem eles, desfalece a pesquisa e o ensino se limita à mera declamação dos manuais. Isso, apesar do que possa imaginar a AGU, é muito pouco, é uma visão medíocre e distorcida de universidade.

Tão pouco que a própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação estabelece o mínimo de um terço de mestres e doutores como corpo docente para que a instituição possa ser uma Universidade. É o mínimo.

As estaduais paulistas, por exemplo, exigem que todos os ingressantes na carreira detenham titulação de doutor. Baixar tanto o nível de exigência parece, infelizmente, dar eco à percepção de que a democratização do ensino superior deve ser acompanhada da perda de qualidade.

Ampliar o acesso é necessário e urgente, mas isso só tem sentido histórico e social se realizado com vistas à excelência e a partir das decisões tomadas em plenas condições de autonomia universitária.

Há, portanto, algo de amarga ironia no texto do parecer da AGU: a menção de que se trata de uma interpretação sistemática, como se tivesse sido realizada com “boa técnica”. No caso, porém, o técnico se comportou como um lacaio da literalidade estreita; só assim se pode ler em “será exigido o diploma de curso superior em nível de graduação” (Lei 12.772/12) como “as universidades (entidades constitucionalmente autônomas e que atuam a partir da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, devendo, nos termos da lei, ter seu corpo docente composto por um mínimo de um terço de mestres e doutores) não podem exigir mestrado ou doutorado como requisitos de ingresso”.

A lei não estabelece nenhuma proibição expressa: como se interpreta restringindo, portanto, a autonomia, que é mais que a discricionariedade? Não se fala “só será exigido”, mas se estabelece um padrão mínimo razoável em um país onde as desconfortáveis desigualdades regionais não permitem a todos os mesmos luxos de São Paulo. Não é padrão máximo, qualquer um que tenha o mínimo de experiência universitária vê isso.

Espera-se que não se perceba o óbvio tarde demais, como, na guerra civil espanhola, quando o filósofo Miguel de Unamuno viu seu templo do saber profanado pelos fascistas de Millán-Astray e os brados do paradoxal “viva la muerte”. A noção de ensino, pesquisa e extensão de elevada qualidade sem que as universidades possam escolher contratar mestres e doutores é, pelo menos, tão contraditório quanto.

José Augusto Fontoura Costa, professor da Faculdade de Direito da USP.

Gilberto Bercovici, professor titular da Faculdade de Direito da USP.

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Valmir Assunção: Adoção de cotas não provocou apocalipse

Patrick Mariano: Frase de jornalista/humorista do CQC é digna de torturador

A entrevista com Telhada e a demissão de jornalista; coordenador nega ligação

“Trote racista na UFMG incita discriminação e preconceito”

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9 horas atrás

Marco Weissheimer: O PT que coloque as barbas de molho

por Luiz Carlos Azenha
 

Foto Joka Madruga, em Caracas

15/04/13 | 09:34

A mensagem que sai das urnas na Venezuela

por Marco Weissheimer, no  Sul21

Vitória apertada de Nicolas Maduro envia sinal de alerta para esquerda latinoamericana.

O enviado especial da Carta Maior a Caracas, Gilberto Maringoni, fez uma boa síntese da vitória apertada de Nicolas Maduro, nas eleições realizadas neste domingo, na Venezuela. A diferença em favor de Maduro, 234.935 votos, foi mínima, mas real, garantidora da legitimidade do pleito e de seu resultado. O candidato oposicionista exerce seu direito de espernear ao pedir uma recontagem total dos votos, algo com que Maduro chegou a concordar em seu primeiro pronunciamento após a divulgação do resultado, ainda na noite de domingo. O principal fator que emerge das urnas, no entanto, é que ele foi uma surpresa negativa para o governo e para o projeto da Revolução Bolivariana como um todo. Maringoni, historiador e jornalista que acompanha a vida política na Venezuela há muitos anos, escreve em seu artigo intitulado “Vitória apertada, mas vitória”:

Maduro venceu apertado, mas venceu. Na ponta do lápis, a questão está resolvida: o chavismo continua sem Chávez. Mas o resultado tem de ser examinado além das planilhas. O governo não estava preparado para essa diferença. Possivelmente Capriles – que cogitou não concorrer, logo após a morte de Chávez – também não. Os chavistas avaliaram que dariam uma lavada na oposição, repetindo ou aumentando a diferença de 12% (56 a 44%) das eleições de outubro, quando Capriles enfrentou Chávez em sua última disputa.

E acrescenta

Entre os mais de sete milhões de votantes em Capriles, a maioria seguramente é constituída por pobres. Olhando as planilhas de outubro passado, uma conclusão inicial pode ser feita, lembrando que Chávez teve 8.191.132 votos e Capriles 6.591.304.Em seis meses, a oposição ganhou cerca de 680 mil votos, enquanto o governo perdeu ao redor de 700 mil. Pode ter havido uma migração de um lado para o outro. Saber onde e porque isso aconteceu é vital para a continuidade e estabilização do governo Maduro.

No pronunciamento que fez na noite de domingo, Nicolas Maduro deu sinais de que já sabe quais foram alguns dos problemas, ao falar da necessidade de enfrentar os temas da corrupção e da ineficiência. No plano político, enfrentará outro grande problema que é a divisão do país praticamente ao meio e o fortalecimento de uma oposição que nos últimos anos andava bastante enfraquecida. E no plano internacional, terá que lidar com um cenário de retração econômica que atinge hoje as principais economias do mundo. Ou seja, Maduro começará a governar em um novo cenário político e econômico, em nível interno e externo.

O resultado da Venezuela serve de alerta para os demais governos de esquerda e centro-esquerda da América Latina e para os respectivos partidos e forças sociais que os apoiam. A conjuntura que mudou o mapa político da região parece estar mudando e quem apostar na inércia para seguir governando pode se dar mal. Nos próximos dias, deverão surgir muitas análises sobre a mensagem que sai das urnas venezuelanas. E, de fato, o resultado exige uma reflexão mais atenta e aprofundada. Não foi pouca coisa o que aconteceu e o que isso parece sinalizar.

Os números da eleição Venezuela representam, por outro lado, um sopro de oxigênio para a direita latino-americana que quase obteve uma vitória num dos países onde estava mais enfraquecida. Ela ainda não tem uma agenda própria exatamente, tanto é que a campanha de Capriles, guardadas as devidas proporções, repetiu a estratégia usada por José Fogaça em Porto Alegre para interromper a série de 16 anos de governos do PT na cidade. Mimetizou os principais pontos do programa do adversário e acenou com a necessidade de mudança, de renovação. É uma mensagem que costuma ter seu apelo, especialmente quando a economia e a vida cotidiana da população não vão muito bem. Capriles prometeu manter os principais programas sociais implementados por Chávez e reivindicou a figura de Lula como modelo de equilíbrio e moderação que pretendia seguir. Aqui no Brasil já tem gente ensaiando discursos parecido para as eleições de 2014.

O PT que coloque suas barbas de molho, portanto [no ParanáBlogs,   Requião fez alerta semelhante]. A Venezuela mostra que não se mantém um projeto político só com retórica e piloto automático em funcionamento. A capacidade de ler a conjuntura, identificar sinais de mudança e conseguir definir políticas e rumos de ação sintonizados com esses sinais sempre foram, e seguem sendo, condições indispensáveis da tática e da estratégia na política e na vida. A morte de Hugo Chávez, pelo que representa em si mesma, já foi uma mudança brutal na América Latina, cujas repercussões ainda vão ecoar no tempo. A surpresa eleitoral de ontem é outra. Quem quiser, e tiver juízo, que ouça.

PS do Viomundo: Isso me faz lembrar, ao Azenha, da palestra da qual participei ao lado do senador Requião, em Curitiba, no sábado. Segundo ele, os discursos que faz em defesa de Lula e de políticas do governo Dilma raramente são aparteados por colegas petistas!

Leia também:

Maduro eleito presidente com apenas 1,5% de vantagem sobre Capriles

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Amazing sunset at Newport Beach Pier by Nhut Pham

 
 

Amazing sunset at Newport Beach Pier by Nhut Pham

This is one of the best sunset I’ve ever photographed. I just felt so happy to witness it. Hope you guys enjoy it like I do. Well, let’s start a new week with something nice and waiting for the good to come! 🙂

Nhut Pham: Photos · Blog 

     

8 horas atrás

Blue Flowers Beauty by Hermes S

 
 

Blue Flowers Beauty by Hermes S

Just a simple Image. I loved the way this female mallard came in this bed of blue flowers to search for food 🙂 Please click the image for a better view. Thank you very much to all for your visit, comments, votes, etc. 🙂 Have a great day!

Hermes S: Photos · Blog 

     

9 horas atrás

Dubai Marina by Cesar Castillo

 
 

Dubai Marina by Cesar Castillo

 

Cesar Castillo: Photos · Blog

4 horas atrás

Sucesso em “Salve Jorge”, Adriano Garib é convidado para baladas gays

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Ator foi chamado para atacar de DJ em casas noturnas

Adriano GaribNa pele do vilão Russo, da novela Salve Jorge, da Globo, Adriano Garib está fazendo o maior sucesso com o público gay. De acordo com a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, deste domingo (14), o ator está sendo requisitado para tocar em algumas casas noturnas LGBT.

Por enquanto, o carrasco de Morena (Nanda Costa), Jéssica (Carolina Dieckmann) e as outras traficadas ainda não aceitou nenhum dos convites. Mas em recente entrevista afirmou que está gostando do sucesso do seu personagem. Para ele, que se considera um “bruta-montes”, é surpreendente ser assediado.

Vale lembrar que atualmente o vilão está caidinho pela policial investigadora Jô (Thammy Miranda), que se passa pela dançarina Lohana. E, na reta final, deu uma surra no homossexual Dudi (Marcos Baô) e traficou a travesti Anita (Maria Clara Spinelli).

fonte: Ofuxico

5 horas atrás

ECONOMISTA APONTA “TERRORISMO INFLACIONÁRIO”

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Consultor Amir Khair acredita que “não há razões técnicas” para elevar a taxa Selic neste momento e a pressão sobre o Copom tem “viés político”; segundo ele, “o preço do tomate está sendo usado como símbolo para isso” e o governo precisa enfrentar com firmeza o que se assemelha a uma nova edição do terrorismo inflacionário que ocorreu em 2011 
O economista Amir Khair não acredita que o ideal seja elevar a taxa básica de juros neste momento. Afinal, como informa o próprio Banco Central, o aumento da Selic demoraria de seis a nove meses para surtir efeito, enquanto os analistas indicam queda da inflação nos próximos dois. Segundo ele, “não há razões técnicas” para elevar a Selic agora e a pressão sobre o Copom “parece ter viés político”. Leia abaixo seu artigo publicado nesta segunda-feira no jornal O Estado de S.Paulo: Terrorismo inflacionário Com o resultado da inflação de março, de 0,47%, ocorreu o que os analistas e o governo já sabiam, ou seja, seria rompido o teto da meta de 6,50%. Nos últimos 12 meses encerrados em março o IPCA registrou 6,59%. O que ressalta são as fortes elevações de preços nos alimentos in natura (verduras, legumes, frutas, etc.). Isso está gerando forte pressão do mercado financeiro sobre o Comitê de Política Monetária (Copom) pelo aumento da taxa Selic, em mais uma tentativa de recuperar lucros dos bons tempos da farta Selic. A pergunta é: deve o Copom elevar a Selic para combater a inflação? Não creio. Como se sabe, o Banco Central (BC) sempre afirmou que qualquer alteração da Selic leva de 6 a 9 meses para surtir efeito, e as previsões de experientes analistas indicam queda da inflação nos próximos dois meses. Daí para a frente, as previsões costumam falhar. Assim, qualquer precipitação em elevar a Selic joga por terra a “cautela” recomendada na última reunião do Copom. A maior parte dos analistas já admite que a elevação não será agora, na reunião do dia 17/4, mas alguns ainda apostam que isso ocorrerá no dia 29/5, na outra reunião do Copom. Não creio. Não há razões técnicas para elevar a Selic e, mesmo que fosse elevada em um ou dois pontos, em nada alteraria o crescimento ou a inflação, muito menos os alimentos in natura. Vale observar que as expectativas inflacionárias são comandadas tecnicamente pela inflação de curto prazo e essa é cadente desde o início do ano. O que se espera nos próximos meses, pois, é o retorno do IPCA para abaixo do teto da meta. BCs no mundo. Desde dezembro, nenhum (!) banco central no mundo elevou a taxa básica de juros e oito a reduziram, pois a decisão é enfrentar o impacto da crise, que arrefeceu o crescimento. Além disso, a política dos bancos centrais é posicionar a taxa no nível da inflação, que na média dos emergentes está próxima a 5% ao ano. No caso dos países desenvolvidos, essa taxa tem sido inferior à inflação. Ao que tudo indica, essa pressão parece ter viés político, como apontou o jornalista José Paulo Kupfer (Estadão, 11/4, B4) no artigo Preço arrefece, mas decisão sobre juros ganha viés político. O preço do tomate está sendo usado como símbolo para isso. A questão política é marcada pelo que a oposição ao governo ganharia com o argumento que vem sendo apresentado, de que a presidente usou seu voluntarismo para reduzir a Selic e olha no que deu: elevou a inflação. Esse argumento não resiste aos fatos, pois metade da inflação se deve aos alimentos que sofreram choque internacional de oferta, que está progressivamente se dissipando. O índice das commodities agrícolas saiu do máximo de 155, no final de julho, para 121, no dia 9 deste mês. Na realidade, o que parece desejar o mercado financeiro é voltar aos velhos tempos da Selic dos dois dígitos. Vale lembrar que, nas últimas gestões de presidentes do BC, a Selic foi caindo de 23,8% (Gustavo Franco, 1996 a 1998) para 19,8% (Armínio Fraga, 1999 a 2002), 14,9% (Henrique Meirelles, 2003 a 2010) e, na gestão Alexandre Tombini, caiu de 11,8%, em 2011, para 8,6%, em 2012, e 7,25%, neste ano. Crescimento. Não creio no efeito de alteração da Selic para influir no crescimento. O que influi é a taxa de juro ao tomador, e esta é bem superior e não sofre estatisticamente influência da Selic. Os sinais da baixa atividade econômica são claros: 1) indústria quase estagnada; 2) crédito perdendo força; 3) mercado de trabalho desacelerando; 4) volume de vendas do varejo estável desde outubro; e 5) crise internacional jogando a Europa na recessão, com a Alemanha, locomotiva da eurozona, amargando previsão de crescimento de 0,3% e o Japão parado há tempo. Perspectivas. A consequência do impacto internacional é de continuação da queda nas commodities e nos preços internacionais. O mundo desinflaciona. A derrubada dos preços dos alimentos in natura já começou, pois a oferta agora é crescente e firme tanto no Brasil quanto nos principais países produtores. O BC acompanha isso e considera importante, ao tomar sua decisão. Combate. A forma de impacto imediato de combate à inflação é a que o governo vem fazendo com desonerações, que reduziram as tarifas de energia elétrica e os produtos da cesta básica, e segurando os preços defasados dos combustíveis, sacrificando a Petrobrás. Fato é que o governo vai continuar as desonerações e, com isso, vai segurar a inflação para não romper o limite superior da meta. Nota-se o deslocamento da responsabilidade exclusiva do Banco Central pelo controle inflacionário para a equipe econômica (Fazenda e BC), coordenada pela presidente. O momento é de pôr o pé no acelerador, reduzindo juros básicos e, principalmente, ao tomador, desonerando os produtos de consumo popular, depreciando o câmbio, completamente fora de lugar, e ampliando políticas de renda. Que o governo não caia na armadilha de 2011, quando o terrorismo inflacionário gerou as medidas macroprudenciais que seguraram o crescimento. É preciso firmeza do governo para enfrentar o que se assemelha a uma nova edição desse terrorismo. SINTONIA FINA – @riltonsp – com 247 
5 horas atrás

O inimigo sente a derrota do porvir

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Dilma realiza incursão na base eleitoral de Aécio

Josias de Souza

Dilma Rousseff abre a semana com uma viagem político-administrativa a Minas Gerais, base eleitoral do presidenciável tucano Aécio Neves. Misturam-se na agenda da presidente um evento partidário e compromissos oficiais com cheiro de palanque. A presença de Lula reforça o vínculo da incursão com 2014.
Na noite desta segunda (15), Dilma e Lula protagonizam em Belo Horizonte um dos seminários organizados pelo PT para celebrar os dez anos do partido no poder federal. É o terceiro encontro do gênero. No primeiro, realizado em São Paulo no final de fevereiro, Lula lançou a recandidatura presidencial de Dilma.
Na terça (16), Dilma esticará até um município assentado nos arredores da capital mineira. Por uma dessas coincidências caprichosas, a cidade carrega o sobrenome do seu antagonista: Ribeirão das Neves. Ali, a presidente vai se contrapor ao discurso de Aécio, que frequentemente a acusa de negligenciar Minas Gerias.
Dilma entregará moradias financiadas com verbas do Minha Casa, Minha Vida e repassará a uma centena de prefeituras máquinas previstas no PAC: motoniveladoras e retroescavadeiras. O petismo celebra a investida. No último embate eleitoral travado em Belo Horizonte, Aécio prevaleceu sobre Lula e Dilma.

5 horas atrás

Monaé lança ‘Q.U.E.E.N’, faixa de seu segundo álbum, gravada com Badu

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Janelle Monáe se prepara para lançar na próxima segunda-feira, 22 de abril de 2013, Q.U.E.E.N, a primeira música de seu segundo álbum, The electric lady, sucessor de The ArchAndroid, um dos discos mais aclamados de 2010. Q.U.E.E.N foi gravada pela cantora e compositora norte-americana com a participação de Erykah Badu, artista norte-americana que também transita por r & b e neosoul. Q.U.E.E.N vai estar disponível no site oficial de Monáe.
5 horas atrás

JORNAL BRITÂNICO IRONIZA ALTA DO TOMATE NO BRASIL

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Segundo o “Financial Times”, apesar de a presidente Dilma Rousseff estar entre os chefes de estado mais populares do mundo, suas chances de reeleição no próximo ano estão sendo desafiadas por um oponente formidável: “o humilde tomate” 

O jornal britânico “Financial Times” seguido a onda da mídia brasileira e publicou, neste domingo, uma reportagem que ironiza o impacto que a alta do preço do tomate no Brasil tem causado na economia brasileira. A publicação ainda insinua que, apesar de a presidente Dilma Rousseff estar entre os chefes de estado mais populares do mundo, suas chances de reeleição no próximo ano estão sendo “desafiadas por um oponente formidável – o humilde tomate”. A reportagem diz que o produto é tão sensível no Brasil, como a cebola na Índia, em razão de status de alimento básico que ocupa. A publicação ainda menciona que, apesar de a taxa de inflação do Brasil permanecer bem abaixo do que a de outros países emergentes com o a vizinha Argentina, onde está em 24%, no mês passado o índice chegou a 6,59%, rompendo com a meta do Banco Central (4,5%). O Financial Times citou ainda as piadas sobre o preço do tomate que ganharam o país, com consumidores dizendo que teriam de começar a pagar por eles em prestações – “um método comum de comprar no Brasil, mas geralmente reservado para iPhones, em vez de alimentos”. SINTONIA FINA – @riltonsp – com 247 
6 horas atrás

CULTURA POPULAR BRASILEIRA: O PRECONCEITO AUMENTOU

MINGAU DE AÇO por Alexfig
 
 
Por Alexandre Figueiredo

Quem fica imaginando que a valorização do brega e de seus derivados fez diminuir ou eliminar o preconceito dos jovens à Música Popular Brasileira, desista. A realidade comprova que isso mais fez aumentar do que diminuir o preconceito à MPB, até de forma bastante piorada.

Prevaleceu, durante dez anos, um discurso intelectual dominante, que, por influência da Teoria da Dependência de Fernando Henrique Cardoso, creditava a “cultura de massa” simbolizada pela música brega e seus derivados (como o “sertanejo”, a axé-music e o “funk carioca”, entre outros) como o “futuro” do folclore musical brasileiro.

Essa visão, embora dentro de alegações confusas, contraditórias e até falsamente esquerdistas, e fundamentada, além das fronteiras musicais, pela inclinação ao pornográfico, ao pitoresco, ao piegas, ao ridículo e ao patético, em nada contribuiu para a melhoria social das classes populares.

Pelo contrário, o preconceito, que se julgava superado e extinto com esse vislumbre a essa visão midiática do “popular”, tornou-se cada vez pior, cada vez mais preconceituoso, mais elitista, mais higienista do que o preconceito, o elitismo e o higienismo que se julgava combater.

Primeiro, porque “perdeu-se” o preconceito contra o que é ruim e medíocre, mas o preconceito contra o que é bom aumentou. Tornou-se “bonito”, oficialmente, ver as elites consumindo música brega e admirando celebridades cafonas e ridículas. Mas tornou-se “aberrante” ver um favelado tocando piano e compondo ricas melodias. A sociedade o vê como um ET que deve ser isolado nos círculos privados das elites.

O preconceito hoje cai para a MPB autêntica. A mesma intelectualidade que exalta Waldick Soriano e Tati Quebra-Barraco e vê rebelião social até em canções melosas de Alexandre Pires e Zezé di Camargo & Luciano expressou seu horror moralista contra Chico Buarque, logo ele que, apesar de pertencer a uma elite intelectual, mostrou-se sinceramente identificado com as classes populares.

Caímos na situação um tanto kafkiana, outro tanto febeapiana, de ver uma intelectualidade que se diz de esquerda apoiando direitistas como Waldick Soriano e Odair José (o mais fiel equivalente brasileiro do norte-americano Pat Boone) e espinafrando, até com certa raiva, um progressista sincero como Chico Buarque.

FICAMOS RIDÍCULOS?

A tentativa de dissociar essa intelectualidade pró-brega do tucanato acadêmico tornou-se em vão. Até hoje alguns desses intelectuais ensaiam ataques forçados a direitistas midiáticos como Marcelo Madureira, Marcelo Tas, Eliane Cantanhede e Ali Kamel, ignorando que um dia vão precisar deles mesmos quando voltarem a ter surtos direitistas futuros.

Na hora do aperto, acabamos vendo Paulo César Araújo feliz falando para os veículos das Organizações Globo e todo o discurso pró-brega fantasiado de “crítica cultural de esquerda” transitando solto, com as mesmas palavras, os mesmos acentos e as mesmas pontuações, nos mais reacionários veículos da mídia brasileira, até mesmo nas páginas de Veja. Coincidência?

Quanto à breguice cultural, na medida em que funcionou o discurso de sua apologia, ela não só se perpetuou como se ampliou. Pior: a campanha intelectual, apoiada por celebridades e artistas, acabou representando uma condenação ao futuro cultural brasileiro, e uma avacalhação ao patrimônio cultural popular que hoje se encontra, praticamente, privatizado por especialistas e outras elites apreciadoras.

A apologia à breguice, a pretexto da “ruptura dos preconceitos”, na verdade fortaleceu uma visão preconceituosa de cultura popular, na qual o povo só é “melhor e mais autêntico” naquilo que ele faz de pior. O povo pobre só é “legal” quando rebola um “funk”, quando se embriaga ao som de um brega, quando gruda seus olhos num jornal policialesco ou na imagem de uma “popozuda” na televisão.

“É o que o povo sabe, é o que o povo gosta”, dizem os intelectuais, achando que isso lhes expressará uma “real consciência social” das classes populares. Na verdade, expressa um elitismo rabugento, uma “urubologia” não muito diferente daquela feita por Miriam Leitão e similares, mas servida nos banquetes esquerdistas como se fosse a “fina flor do pensamento cultural de esquerda”.

A defesa do brega representou, portanto, a glamourização da pobreza e da ignorância popular. Representou, acima de tudo, a apologia à miséria e à transformação da ignorância e da precariedade sócio-cultural em mercadoria rentável. O ridículo, o piegas, o pitoresco e o grotesco, na medida em que passam a ser vistos como “inerentes” à cultura popular, acabam favorecendo mais ao mercado do que ao povo.

Pensar a melhoria da cultura popular tornou-se, aos olhos desse discurso intelectual, uma manifestação de “elitismo”. E esse raciocínio nada tem de progressista, pois, pensando cautelosamente, isso soa o mesmo como dizer que alfabetizar a população é corrompê-la com eruditismo. Argumento hipócrita que só faz fortalecer os preconceitos sociais contra o povo, mesmo sob o falso pretexto da ruptura dos mesmos.

6 horas atrás

Justiça da Turquia condena pianista ateu por blasfêmia

PAULO LOPES por Paulo Lopes
 
Fazil Saya vai cumprir pena deprisão em liberdade condicional Um tribunal de Istambul (Turquia) condenou hoje o compositor e pianista Fazil Saya (foto), 43, a dez meses de prisão sob a acusação de…

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7 horas atrás

Ninguém deveria morrer desnecessariamente

DE OLHO NO DISCURSO por Daniel Dantas Lemos
 
Sábado à noite, um jovem cearense furou uma barreira policial, foi perseguido por 8 km, atropelou três pessoas pelo menos e acabou morto pela PM. Segundo um blog policial do interior do estado, foi “socorrido às pressas” ao Pronto Socorro – enquanto as fotos, várias e de diferentes ângulos, o mostram agonizando no chão, ao lado do carro. 
Socorro foi tão às pressas que, ferido pela PM, foi a Polícia Civil que o conduziu ao Hospital.
Não se questiona o fato em sim, mas a necessidade de mata-lo. Ele foi baleado, segundo testemunhas, após o carro ter sido parado. 
Mais que isso: fosse um pobre, haveria celebração. Sendo rico, sabemos que não ficará por isso mesmo. 
Rico ou pobre, ninguém deveria morrer sem necessidade. E “socorro às pressas” deveria ser às pressas mesmo . 
Esse “modus operandi” das Polícias é que precisa mudar. 
Recentemente aqui em Fortaleza um motoqueiro pobre estava circulando na Aldeota com seu filho na garupa. Abordado por uma viatura da PM (o que um motoqueiro pobre estaria fazendo à noite na Aldeota? Com um comparsa na garupa?), não ouviu. PM disparou e matou o menino de 14 anos. Essas coisas contra pobres ou ricos, inocentes ou culpados, devem acabar.
7 horas atrás

Semana de concurso e ausência

DE OLHO NO DISCURSO por Daniel Dantas Lemos
 
Começa hoje um concurso público, para professor de jornalismo digital, do qual sou membro da banca.
São 32 candidatos tentando ser professor da UFC.
O concurso durará até a sexta-feira. 
Por isso, vai ser mais difícil me ver por aqui.
7 horas atrás

Nicolás Maduro eleito presidente da Venezuela com vantagem de apenas 1,5% dos votos

DE OLHO NO DISCURSO por Daniel Dantas Lemos
 
http://www.viomundo.com.br/politica/augusto-ferreira-os-13-anos-de-celebracao-de-um-golpe.html

Ilustração publicada por Augusto Ferreira no Facebook

por Luiz Carlos Azenha

O ex-chanceler da Venezuela e presidente-em-exercício, Nicolás Maduro, foi eleito neste domingo presidente da Venezuela, com 50,66% dos votos.

O candidato oposicionista Henrique Capriles Radonski obteve 49,07%.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, Maduro teve 7.505.338 votos contra 7.270.403 votos de Capriles. A participação foi de 78,71%.

Em 2012, Capriles obteve 44,55% dos votos ante 54,84% de Hugo Chávez, que teve seu quarto mandato interrompido em 5 de março de 2013 pela morte causada por um câncer.

Foi a décima oitava eleição em 14 anos na Venezuela. Aconteceu onze anos depois de parte da mídia brasileira ter celebrado um golpe cívico-militar contra o presidente Hugo Chávez, retratado aqui.

Horas antes do fechamento das urnas, um cracker invadiu as contas do twitter do candidato e presidente-em-exercício Nicolas Maduro e de outras personalidades e instituições ligadas ao chavismo, deixando mensagens como a que aparece abaixo.

Oficialistas denunciaram que o cracker atuava a partir de Bogotá, na Colômbia.

O fotógrafo Joka Madruga está em Caracas (aqui, um álbum com as imagens dele no Flickr):

 

7 horas atrás

Coração de ouro: Filha de governador bandeirante dá exemplo de generosidade

HARIOVALDO por Professor Hariovaldo
 

Sophia Alckmin, grande benfeitora das mulheres despossuídas

Somente as mais belas princesas podem igualar a beleza externa com a beleza interior, para isso é preciso ter um coração de ouro. Tão nobre virtude só poderia ser encontrada em uma boa linhagem, características dos homens de bem, onde o desprendimento, a bondade e a generosidade são elementos básicos da personalidade de quem só quer o bem do povo, do miúdo ao mais graúdo. O magnifico exemplo para as mulheres boas vem da filha do governador bandeirante, Sophia Alckmin, que não mede esforços para ajudar as moças menos favorecidas doando suas humildes vestimentas e acessórios para elas, para que assim mais fashions possam arranjar boas colocações empregatícias. Sophia respira humildade 24 horas por dia e é uma mulher de bem, exemplo de contribuição social. Alvíssaras!

Hoje com Sophia, amanhã com alguma moça de Heliópolis

7 horas atrás

Mercado procura por mão de obra com experiência

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://odia.ig.com.br/portal/ Rio – Mercado de trabalho aquecido, falta de mão de obra experiente e baixos valores das aposentadorias são fatores que estimulam aposentados do INSS voltarem a trabalhar, muitos até com carteira assinada novamente. Dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE mostram que, dos grupos por faixas etárias da população ocupada, o único […]
7 horas atrás

Saiba garantir os atrasados acima de R$ 37.320 em 2014

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://www.agora.uol.com.br Os segurados do INSS que têm atrasados acima de 60 salários mínimos para receber podem pedir agilidade na liberação do pagamento pelo juiz e garantir a grana já no ano que vem. Para isso, é preciso verificar o andamento do processo, ou seja, se a ação já foi finalizada e não há mais possibilidade […]
7 horas atrás

Escola Margareth Thatcher

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://www.correiocidadania.com.br/ Determinado bem pertencente ao povo brasileiro, que vale no mercado em torno de US$ 1,5 trilhão, vai ser repassado, no próximo mês de maio, a empresas estrangeiras pelo pagamento de US$ 225 bilhões de royalties durante um período de 30 anos. Pode ser suposto que, para colocar o bem no mercado, as empresas precisam […]
10 horas atrás

50 razões para acordar na 2ª em SP

XICO SÁ por xicosa
 

Anote aí, tio Robert, a quantas razões chegaremos. Faremos todo esforço de reportagem.

Cada um tem suas esquisitas razões para acordar em uma segunda-feira fria em São Paulo. Nunca conheci, porém, quem tivesse mais de duas ou três, se muito.

A não ser um incorrigível tarado.

A tara, em vez da alegria, amigo Oswald, é a prova dos 9.

Despertai.

A sineta da obrigação chama os homens na responsa, mas há sempre algum mistério entre o toque e o pulo da cama. Eis o mistério da vida.

Entre o bocejo e o palavrão. Uns rezam salmos otimistas, outros oram ao santo Cioran e à inconveniência de haver nascido.

Tudo muito justo.

Há o homem sério e fatigado com o final de semana com mulher e filhos que não vê a hora do imoral encontro com a amante da firma.

O sexo no hotel de alta rotatividade na hora do almoço com a secretária que acabou de ler “Toda Sua” ou os tais “50 tons de cinza”, o livro por excelência da segunda-feira paulistana.

O homem sério e fatigado que volta culpado ao seu departamento com 50 razões para enricar o patrão e empobrecer mil vezes a alma. Teve, porém, um motivo para acordar, pronto. Ganhou o dia, seja lá o que diabo isso signifique na conta final dos homens.

Retornará bondoso para casa ao final do expediente. O homem fatigado beijará as crianças e será mui amoroso com a legítima costela. Eis o jogo da existência.

Há também a danada da afilhada de Balzac em febre pelo estagiário. Só um bom sexo ou um porre idem salva uma segunda sem lei em SP de uma sonsa gostosa e casada. Bem-feito, assim é que se faz com aquela cara de marido.

Há quem queira apenas zoar os amigos que fracassaram com seus times no final de semana, afinal de contas homem é mesmo um bicho simples, deselegante e besta. Vai, Corinthians, que eu fico aqui para contar a história.

Há quem esteja ensaiando pedir aumento há uma cara. Ensaiou até na frente do espelho. Saiu do metrô com o discurso pronto. E tudo adiado para a próxima segunda de novo.

Há quem apenas repita o que leu nas revistas normais sobre o bodemate, o novo expiatório inflacionário da moda “tomate maravilha”.

Há quem esteja feliz apenas por ter matado os colegas de inveja com os cliques no Instagram e no Facebook. Aquele final de semana perfeito com belas fotos de entrada, prato principal e sobremesa do almoço romântico de domingo.

Sim, feliz apenas por ter matado de inveja a turma que apenas escorreu o frio espaguete da solidão televisa.

Rede social é vida privada para humilhar em público. Mas por favor, sem tese antropológica, ai que preguiça!

O certo é que cada um tem suas esquisitas razões para acordar em uma segunda-feira em São Paulo.

“Prefiro não tê-las”, resmunga aqui o Bob, meu brother niilista da Cantareira. “A não ser que fosse uma puta com dente de ouro, coisa que não existe mais “, completa, no seu inglês ZN, na imitação barata da prosódia do poeta Charles Bukowski.

Consigo até ser otimista de segunda, mas não assim tão cedo, Bob.

Deixa a noite cair que as razões abundam e levo a Carolina F., amante de uma boa causa e do bloody mary, para aumentar deliciosamente a inflação do tomate e abaixar o déficit de amor em SP, por supuesto.

Uma segunda sem lei para todos!

20 horas atrás

Debate ao vivo sobre mídia, judiciário e poder

CAFEZINHO por Miguel do Rosário
 

Hoje no blog Megacidadania, a partir das 19:00, haverá um debate ao vivo, aberto a todos os participantes via internet, sobre a judicialização da política, os erros do mensalão e a influência da mídia no Supremo Tribunal Federal. Entre e se inscreva para assistir e participar.

http://es.tinychat.com/megacidadania

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21 horas atrás

Barão cria o fundo nacional da blogosfera

CAFEZINHO por Miguel do Rosário
 

Amigos, esse é nosso seguro de luta!

PRONTO SOCORRO DE BLOGUEIROS ! CONTRIBUA !

No Conversa Afiada.

O Barão de Itararé abre conta para recolher contribuições e ajudar os blogueiros perseguidos pela judicialização da censura.

Acessem: http://www.baraodeitarare.org.br

ABERTA A CONTA DO FUNDO DOS BLOGUEIROS

Banco do Brasil, agência 4300-1, conta corrente número 50.530-7.

Esta é a conta especial para arrecadar recursos para o fundo de apoio aos blogueiros vítimas de processos judiciais e perseguições políticas. Conforme o aprovado na reunião de terça-feira passada (2), na sede do Centro de Estudos Barão de Itararé, este fundo será o pronto-socorro da blogosfera não corporativa. O dinheiro arrecadado será utilizado para cobrir custas de processos e advogados – e não para saldar multas e indenizações anteriores. A definição do apoio caberá à Comissão Nacional dos Blogueiros, eleita em junho passado, no III Blogprog em Salvador, e composta por representantes de 15 estados e mais nove integrantes nacionais. Blogueiros com mais estrutura, que já contam com assistência jurídica, abriram mão do uso do fundo para favorecer os ativistas digitais com maiores dificuldades financeiras.

Para ajudar nas futuras batalhas judiciais, nos últimos dias o Barão de Itararé também promoveu várias reuniões com advogados de renome e entidades de direitos humanos. Todos se comprometeram a ajudar na defesa do blogosfera e da liberdade de expressão, inclusive dando assistência nos processos locais e acompanhando os processos quando eles cheguem às instâncias nacionais. O Barão de Itararé ainda firmou uma parceria com a ONG Artigo 19, especializada na luta pela liberdade expressão, para elaborar o “Mapa da violência contra os blogueiros e ativistas digitais”. O questionário será postado em vários sítios e blogs na próxima semana. Durante um mês, as vítimas de ameaças, violências e processos judiciais deverão preencher o questionário. Na sequência, para garantir maior segurança nas informações, os dados serão checados. A pesquisa resultará num relatório que será encaminhado a ONU e outros organismos internacionais e nacionais.

Leia também:

LULA TEM DE IR ÀS RUAS E EVITAR O GOLPE DE JOAQUIM E GURGEL

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Por DAVIS SENA FILHO 
A judicialização do processo político e a criminalização de políticos sem provas cabais, como ocorreu no mensalão, o do PT é lógico, são uma afronta à Constituição e ao estado democrático de direito… 
Afirmo e reafirmo novamente neste espaço: se o ex-presidente Lula e o PT não se prevenirem para passar para o ataque, a direita brasileira que perdeu três eleições presidenciais para os trabalhistas vai amarrar os pés e as mãos dos principais políticos do PT, como se fossem gado de rodeio ou vaquejadas.São nítidas e sonoras as intenções dos senhores Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e procurador-geral da República (PGR) no que é relativo às tentativas de investigar o Lula. A ação não tem o propósito de apenas investigar o ex-mandatário para comprovar ou não seu envolvimento com o mensalão, mas, sobretudo, tem a finalidade política de envolver seu nome nesse processo, e, consequentemente, desqualificá-lo e desconstruí-lo perante a Nação brasileira, que o elegeu duas vezes, bem como votou em sua candidata e atual presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.  O STF e a PGR são há algum tempo os principais interlocutores da poderosa direita brasileira, bem como tratam o processo político deste País como se fosse segmento da sociedade de terceira categoria. Só que não é. É equívoco e petulância, desfaçatez e arrogância de homens togados se arrogarem o direito de estarem acima da escolha politica e eleitoral do povo brasileiro. A judicialização do processo político e a criminalização de políticos sem provas cabais, como ocorreu no mensalão, o do PT é lógico, são uma afronta à Constituição e ao estado democrático de direito. Eu até acredito que a sociedade brasileira, em um primeiro momento, não perceba o que está a acontecer com os primeiros políticos do campo da esquerda que assumiram, de fato, o governo central. Vou além. Quando o povo trabalhador brasileiro perceber o que querem fazer com o presidente mais popular da história do Brasil, além de ser o principal político do País e o mais conhecido internacionalmente, as ruas vão ser ocupadas pelas pessoas, que são os trabalhadores que transformaram e enriqueceram este País, bem como votaram duas vezes em Lula para ser presidente da República. O tempo é curto e por isto o PT e aliados, a exemplo do PCdoB, os milhares de sindicatos e suas federações e confederações do campo e da cidade, as alas progressistas da Igreja Católica, o MST, os estudantes secundários e universitários, as inúmeras associações e cooperativas de trabalhadores, as donas de casa, os aposentados, os pequenos e médios empresários urbanos e rurais e as comunidades pobres das periferias e dos morros que foram, de uma forma ou outra, beneficiados, respeitados e considerados pelos governantes trabalhistas.   O povo deve ir às ruas para estancar a prepotência, a arrogância, a perversidade e até mesmo a incoerência e a insensatez de homens públicos e sem votos pagos mensalmente pelo dinheiro do contribuinte que resolveram transformar o STF e a PGR em ferramentas e instrumentos de intimidação e perseguição política àqueles que há três eleições derrotam uma direita reacionária, violenta, egoísta, colonizada, provinciana, dona de um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata, além de ser, inquestionavelmente, herdeira da escravidão. As acusações a Lula são suposições, mas o senhor Gurgel e alguns membros do STF liderados pelo condestável juiz Joaquim Barbosa, que, usualmente, tem recaídas de Tomás de Torquemada, continuam os seus périplos políticos e nitidamente a se alinharem aos interesses políticos do PSDB e seus nanicos do DEM e do PPS, bem como a terem sempre ao seu lado os porta-vozes de uma imprensa de mercado frontalmente oposicionista aos trabalhistas que há dez anos administram o Brasil, com a aquiescência e o voto do povo brasileiro. Nunca é tarde para lembrá-los. Marcos Valério, o agente também do mensalão tucano que, ao que parece, nunca vai ser investigado de forma séria para ser julgado pelos juízes conservadores do STF, negociou com o PGR Roberto Gurgel, pois o que interessa a ele é diminuir sua pena de 40 anos. Gurgel quer o Lula, bem como os juízes direitistas de um tribunal que se transformou em um partido conservador. A direita partidária, empresarial, midiática e judiciária apostam na desconstrução da imagem de Lula, porque sabem muito bem que o político trabalhista é o maior cabo eleitoral do Brasil, enquanto o cabo eleitoral tucano conhecido pelo nome de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal — não tem força e influência para eleger o síndico do prédio onde mora. Não há provas contra o ex-presidente Lula. A PGR de Gurgel sabe disso e é por isso que a instituição, de acordo com a imprensa, reuniu-se com quatro juízes do STF, à frente o senhor Joaquim Barbosa. Segundo a mídia conservadora e de caráter histórico golpista, a reunião foi para formular estratégias de como chegar ao Lula, depois acusá-lo, processá-lo, julgá-lo e quiçá prendê-lo. Lula tem de ser incluído no mensalão, que para mim é o mentirão, agora e já. Dessa forma, haverá tempo para que ele fique a ser desconstruído, imolado e açoitado moralmente até as eleições presidenciais que vão acontecer em outubro de 2014. O mentirão dos José(s) Dirceu e Genoíno foi o combustível usado pelo canhão da direita nas eleições de 2012. Só que eles, mesmo com o apoio da imprensa de negócios privados, perderam a eleição até em São Paulo. A direita, que nunca deu nada para o povo brasileiro, apenas retirou e o explorou durante 500 anos, quer calar o Lula. O torneiro mecânico e nordestino para ela é abusado e ousado e se atreveu a pisar os tapetes do Palácio do Planalto e sentar na cadeira da Presidência da República. O establishment e seus instrumentos de ação politica incrustados no estado brasileiro, a exemplo da PGR e do STF, não quer a distribuição de renda, de riqueza e a emancipação do povo brasileiro. Por trás dessa engrenagem perversa está o dinheiro, a luta pelo dinheiro, cada vez em quantidades maiores, com a finalidade de locupletar os ricos, os muitos ricos e os que são inquilinos do pico da pirâmide social em termos internacionais. Essa gente demasiadamente endinheirada e patrimonialista não quer perder nada e por isto combate até programas de renda mínima como o Bolsa Família. São os tubarões do planeta, que financiam golpes e contragolpes de estado, cujo objetivo principal é manter o status quo das classes privilegiadas e por isto abastadas e que dominam o poder por intermédio da violência, da intimidação, da denúncia vazia e da desconstrução moral daquele que pensa diferente e coloca em prática seu pensamento, propósitos e ideologia. Lula não vai ficar quieto dentro da sua casa a ouvir acusações e ilações maldosas, muitas vezes injustas e a levar o dedo na cara. Ele vai às ruas, porque não é salutar remediar ou tergiversar quanto aos fatos e às realidades que se apresentam. A direita é golpista. Ponto. A ética para a direita não passa de uma peça de retórica. E quem geralmente acredita, por má-fé ou não, neste teatro grego é, como sempre, a classe média de índole conservadora e alma ressentida e amarga. Não porque ela odeie tanto os pobres. Mas, sobretudo, porque a classe média sabe, lá no fundo do seu coração, que nunca vai ser rica, apesar de abraçar os valores da burguesia consumista de princípios superficiais. A sugestão é que Lula saia às ruas e reative as Caravanas da Cidadania”. A luta pela sobrevivência é o princípio fundamental da existência humana. Somos assim e lutamos pelo o que acreditamos. Eu não acredito no STF e na PGR. Entretanto, não preconizo o golpe por ser um homem que acredita na democracia, na legalidade institucional e na Constituição. Por seu turno, acreditar nesses princípios não me faz um covarde e muito menos um pusilânime no que diz respeito a aceitar que a direita promova golpes, manipule as notícias e as realidades e faça da verdade um instrumentos de seus interesses. Lula tem de ira às ruas! É isso aí. 

SINTONIA FINA – @riltonsp 
37 minutos atrás

os sítios obscuros

OBVIOUS por Júlio Assis Ribeiro
 

A Fotografia, que nasceu muito ligada às artes maiores tradicionais, mostrou-se estranhamente capaz de se afastar das coisas belas e ideais. Procurando ser verdadeira, acercou-se muitas vezes dos sítios obscuros da sociedade e alma humanas.

Ler o artigo completo
   

40 minutos atrás

TV Globo de cara nova!

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/

Altamiro Borges, Blog do Miro 
“Segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha, a TV Globo ganhará nova identidade visual a partir do dia 26 de abril, quando completará 48 anos de existência. “Hans Donner, que criou o logotipo da emissora há 39 anos e estava afastado da missão, retomou o projeto. E há um mês desenvolveu o novo símbolo, que, segundo ele, ‘será mais clean [limpo], ganhará vida e movimento’”. O próprio designer reconheceu que a marca ficou envelhecida, “castigada”, e que “está na hora de cuidar de meu filhote e adicionar vida”.

A nova cara da emissora, porém, não garante a retomada dos seus índices de audiência, que tem caído vertiginosamente nos últimos anos. Preocupada com sua contínua decadência, a TV Globo também tem promovido mudanças em várias áreas. Na semana passada, ela retirou da bancada do telejornal “Bom Dia SP” a apresentadora Carla Vilhena, o que causou constrangimento pela forma abrupta como a troca foi efetuada – segundo revelou o jornalista Marco Aurélio Mello, ex-editor da TV Globo, no blog DoLaDoDeLá.

A colunista Keila Jimenez, também da Folha, informa ainda que outras alterações estão em curso. Ela revela que “uma das novidades da programação da TV Globo em 2013, a contratação do ex-jogador Ronaldo como comentarista, fez a rede abrir concessões em suas normas internas. Se fosse um comentarista como outros do jornalismo esportivo do canal, Ronaldo não poderia protagonizar comerciais, pois a Globo não permite. O craque está atualmente no ar em seis campanhas publicitárias diferentes”.

Estas e outras mudanças visam aumentar as fortunas da famiglia Marinho. Os três herdeiros do império midiático passaram a figurar na última lista de bilionários do planeta da revista Forbes. Apesar da queda de audiência, a Rede Globo aumentou em 38% o seu lucro liquido no ano passado. Ele atingiu R$ 2,9 bilhões. Já o faturamento do grupo chegou a R$ 12,7 bilhões, um crescimento de 16% em relação ao ano anterior. A “nova cara” da emissora não visa melhorar a qualidade da programação, mas sim elevar seus altos lucros!” 

uma hora atrás

Ivete Sangalo: ‘Vivo em um ambiente que tem mais gente homossexual do que heterossexual’

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Cantora afirmou que desde o início da carreira procurou ser ‘eu mesma’

Ivete Sangalo 01Depois de soltar a voz e até levar hit Gangman Style, do cantor sul-coreano Psy, ao Axé Brasil, micareta em Belo Horizonte (MG), Ivete Sangalo conversou com fãs e imprensa em uma coletiva na noite de sábado (13), no estádio do Mineirão.

“É porreta ter um evento de axé fora da Bahia. Chego aqui e fico doida, vocês viram no palco. Este festival é em Minas e apoia o crescimento dos artistas da Bahia. Desde dos tempos de Banda Eva, eu vim muito para cá. Me sinto madrinha do festival”, disse.

Feliciano e Daniela Mercury
Durante a coletiva de imprensa, Ivete foi questionada sobre as polêmicas declarações de Marco Feliciano sobre os gays e o fato da cantora Daniela Mercury ter assumido um relacionamento homossexual. “Avalio o momento como um momento que a gente precisa ter. Para mim, a relação homossexual é tão orgânica que nem paro para pensar. Mas a discussão é muito bem vinda. Tratar diferente é uma tolice. Vivo em um ambiente que tem mais gente homossexual do que pessoas heterosexuais.”

“O jeito é ser feliz para ser feliz com os outros. Desde o início da minha carreira, quis ser eu mesma e não uma personagem. Se eu não fosse, estaria presa para manter isso. Incoerente. Então, seria uma condenação. Acho que é uma condenação as pessoas não poderem se assumir e fingirem ser héteros. Você tem que respeitar o próximo e as escolhas dele.”

fonte: Quem

uma hora atrás

Vídeo revela prisão de neonazista que publicou foto ‘enforcando mendigo’

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Vídeo mostra prisão de neonazista investigado por agredir gays e negros. Em seu perfil do Facebook, Donato divulga várias imagens em que faz apologia ao nazismo

A Guarda Municipal de Americana, cidade do interior de São Paulo, divulgou um vídeo que mostra o exato momento da prisão do neonazista que causou polêmica em Belo Horizonte ao divulgar uma foto no Facebook na qual aparece agredindo um morador de rua negro na Savassi. Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, foi detido na tarde de domingo (14) ao chegar na rodoviária do município onde mora sua namorada.

Na filmagem, o neonazista aparece sendo abordado logo após sair de um ônibus. Investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais foram até o interior de São Paulo para prender o jovem. Ele chegava de uma viagem à Capital paulista. Com Donato, foram encontradas duas facas, um facão e um soco inglês. A namorada dele também foi levada para a delegacia. Ela prestou depoimento e foi liberada.

Donato já está em Belo Horizonte e ficará detido durante pelo menos 30 dias. A prisão preventiva do jovem foi determinada pela Justiça durante o fim de semana. Ele será indiciado por apologia ao crime, com os agravantes de racismo e nazismo, e formação de quadrilha. Durante a última semana, a Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos começou a investigar atuação de grupo neonazista de BH nas redes sociais. Outras três pessoas foram presas na Capital mineira.

Leia também

O grupo prega intolerância e ataca moradores de rua, usuários de drogas, homossexuais, punks, skatistas e negros. Donato já responde a dois processos por agredir gays em Belo Horizonte.

donato mauro nazista

Donato se diverte ‘enforcando’ mendigo em imagem divulgada na sua página pessoal do Facebook. Jovem é acusado por agressões a negros e gays (Foto: Facebook)

O caso ganhou destaque na mídia mineira após Donato compartilhar um texto que surgiu de uma apuração do Centro de Mídia Independente (CMI) e da coluna do historiador Matheus Machado, que escreve para o portal Bhaz. Na ocasião, o neonazista criticava o estudante de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gabriel Spínola. Nos comentários em seu perfil, ele dizia que conhecia o jovem e insinuava que o trote na instituição de ensino teria desencadeado investigações contra o grupo do qual faz parte.

No perfil de Antônio Donato, que foi deletado logo após a repercussão do caso, havia várias fotos de apologia ao nazismo, incluindo imagens de uma criança com acessórios que fazem referência ao regime.

Bhaz. Conteúdo indicado por Rodrigo de Assis Moreira (via Facebook)

O post Vídeo revela prisão de neonazista que publicou foto ‘enforcando mendigo’ apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

uma hora atrás

Aumentam indícios de corrupção no governo tucano de Geraldo Alckmin

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
Governador do Estado de São Paulo, Alckmin vive momento político difícil

Correio do Brasil 
  “O secretário da Casa Civil do governo tucano de Geraldo Alckmin, Edson Aparecido, está cada vez mais próximo do empreiteiro Olívio Scamatti, preso na terça-feira sob suspeita de chefiar o esquema de corrupção investigado na Operação Fratelli, da Polícia Federal e pelo Ministério Público, que apura fraudes em licitações em 78 prefeituras do interior paulista. A investigação causa um estrago na tentativa de o governador firmar sua administração como um território livre de dinheiro sujo.

O elo de ligação com as administrações municipais corruptas seria o assessor que trabalhou por oito anos com Aparecido, Osvaldo Ferreira Filho, chamado de Osvaldinho. Ele é uma das 13 pessoas da região de São José do Rio Preto, no noroeste do Estado, presas na sede paulistana da PF. Agentes federais apontam o ex-auxiliar do número dois de Alckmin como intermediário entre a empreiteira de Scamatti, a Demop, que seria a fonte de repasses ilegais de recursos destinados à corrupção nas prefeituras.

Osvaldinho, também segundo os relatórios da investigação, “manteria estreito contato com alta autoridade do governo do Estado, o que facilitaria a atuação do grupo apontado como criminoso para a liberação de recursos”. O próprio secretário Aparecido, homem de confiança do governador Alckmin, foi flagrado em escutas telefônicas realizadas com autorização judicial, nas quais troca informações confidenciais com o empresário. A primeira delas ocorreu em 2010, Aparecido exercia o mandato de deputado federal pelo PSDB. Em uma dessas conversas, o parlamentar tucano alerta ao dono da Demop sobre riscos em uma operação suspeita de fraude.” Matéria Completa, ::AQUI:: 

uma hora atrás

o cinema plástico de david lynch

OBVIOUS por sergio coletto
 

Com filmes que deixam o convencional de lado e ultrapassam as barreiras da criatividade, Lynch consegue causar medo com tomadas aparentemente banais e deixar dúvidas até onde não deveria apelando para recursos meramente visuais. O que esperar e como entender um diretor de cinema e artista plástico que parece trabalhar em prol da loucura.

Ler o artigo completo
   

uma hora atrás

Eu nunca vi um casal gay idoso

GRISALHOS por grisalhos
 
Outro dia por curiosidade, eu entrei num grupo de discussão do Fórum de Jogos do UOL. Esse fórum tem a participação de adolescentes, a maioria entre doze e quinze anos de idade e predominam garotos. Nos tópicos dos assuntos tem de tudo um pouco. A maioria posta dúvidas sobre os games e alguns colocam perguntas […]
2 horas atrás

Maduro eleito com 50,6%. Chávez é vitorioso

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
Eleição de Nicolás Maduro projeta a continuidade de regimes de esquerda na América Latina; nos últimos anos, com a riqueza gerada pelo petróleo, o regime de Caracas reduziu a desigualdade social e apoiou vários países da região, como a Bolívia, o Equador, a Argentina e, sobretudo, Cuba, além de El Salvador e Nicarágua; Maduro promete dar continuidade à Revolução Bolivariana, mas, sem o carisma de Chávez, terá que construir sua própria liderança; Capriles, no entanto, não reconhecerá o resultado 
Brasil 247 
Hugo Chávez acaba de vencer sua última eleição. Com os resultados oficiais divulgados na Venezuela, Nicolás Maduro, seu herdeiro político, é o novo presidente do país que possui as maiores reservas de petróleo do mundo e, portanto, ocupa papel central na geopolítica global – e não apenas da América Latina. Maduro, segundo o primeiro boletim oficial, foi eleito com 50,66% dos votos, contra 49% do opositor Henrique Capriles e agradeceu a Chávez pela vitória. “Vou me entregar a Cristo redentor para ser presidente de todos e todas, e continuarei enfrentando os que odeiam para que deixem de odiar”, acrescentou. Ele ressaltou que está preparado para o que vier ao argumentar que “não é uma eleição pessoal”, mas de Chávez.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
2 horas atrás

“Discurso e argumentação no Blog ‘Fatos e Dados’ da Petrobras” com frete reduzido

DE OLHO NO DISCURSO por Daniel Dantas Lemos
 
Você já tinha ouvido falar em “registro módico” de envio de impresso?
Eu não tinha ouvido falar.
Ela é uma forma mais barata de envio de produtos como livro.
Desse modo, redefini, para baixo, o valor do frete.  Estabeleci em R$ 8,00.

2 horas atrás

Instantes – Nadine Stair

MINHAS POESIAS por Poesias Preferidas
 

father-child-hands

Se eu pudesse viver minha vida novamente.
A próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito: me relaxaria mais.
Seria mais tolo do que tenho sido e de saída levaria a sério
muito poucas coisas.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, faria mais viagens, contemplaria mais amanheceres,
subiria em mais montanhas, nadaria em mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca estive, comeria mais doces e menos
verduras, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e prolificamente cada
minuto de sua vida – e é claro que tive momentos de alegria.
Mas, se eu pudesse voltar atrás, trataria de ter somente bons
momentos.
Pois, se não sabes, é disso que a vida é feita,
e não perca nunca o aqui e o agora.
Eu era um desses que não iam a nenhuma parte sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas.
Se eu pudesse voltar a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria por andar descalço
desde o início da primavera e seguiria assim até terminar
o outono.
Daria mais voltas pelas pequenas ruas, contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças, se eu tivesse outra vez minha vida
pela frente.

Nadine Stair

(Poema atribuído erroneamente a Jorge Luís Borges na internet)

 

2 horas atrás

Atriz transexual de “Salve Jorge” tem medo de exposição

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Maria Clara Spinelli 02Maria Clara Spinelli, que vive a transexual traficada Anita em Salve Jorge, contou à coluna Retratos da Vida, do jornal Extra, que já passou por uma operação para mudar de sexo na vida real e hoje é uma mulher. A atriz disse que está com medo da exposição e passou o último final de semana em casa para não ter que chegar em um lugar e ver todo mundo olhando.

Maria Clara afirmou que está com medo da reação das pessoas e não sabe lidar com a fama. Ela ainda trabalha em uma repartição pública, evita falar sobre namoros e contou que a cirurgia para mudar de sexo foi algo “muito difícil e doloroso” em sua vida. A nova estrela disse também que admira muito a coragem de Thammy Miranda, sua colega de elenco em Salve Jorge, de “assumir o que é”.

fonte: Terra

3 horas atrás

Estudante é morto em perseguição; policiais são afastados

DE OLHO NO DISCURSO por Daniel Dantas Lemos
 

História de detalhes absurdos e confusos.

No Blog do Carlos Santos

Do G1 RN e Blog O Câmera 

Foto de Blog mostra universitário ao chão, baleado, ao lado do carro 

O comando da PM do Rio Grande do Norte determinou instauração de Inquérito Policial Militar e afastou, nesta segunda-feira (15), seis policiais envolvidos na morte do universitário cearense José Fernandes Castelo, de 19 anos, que levou um tiro nas costas durante uma perseguição ocorrida na noite do último sábado (13), em Mossoró. 

Os nomes dos PMs afastados e investigados não foram divulgados. 

Segundo informações da própria PM, o jovem conduzia um Honda Civic quando furou uma barreira policial, tendo sido perseguido por mais de oito quilômetros sem atender as ordens para parar o carro. 

“Na fuga, ele atropelou três pessoas, deixando duas delas, uma idosa e um motociclista, em estado grave no hospital”, afirmou o capitão Rabelo, do 12º BPM. 

Perícia preliminar realizada pelo Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) aponta que sete tiros atingiram os pneus e a traseira do carro. Um deles perfurou a lanterna traseira direita, atravessou o banco do motorista e atingiu as costas do rapaz. 

Castelo ainda foi socorrido ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), mas não resistiu ao ferimento. 

Outra versão 

Segundo o “Blog o Câmera”, especializado na abordagem de notícias do universo criminal de Mossoró e região, a vítima de disparo policial “foi atingido nas proximidades do Lions Club e encaminhado sem gravidade para o HRTM”. 

E atesta ainda na mesma postagem: “O veículo foi removido para o pátio do 2º DPRE. De acordo com o Capitão Maximiliano, o condutor após ser preso, negou fazer o teste do etilômetro. O mesmo deverá comparecer ao Distrito Policial após receber alta.” 

Nota do Blog – Que caso triste e confuso temos diante de nós. Emitir juízo de valor, sem conheceder detalhes do caso, é precipitado e leviano. Mas muitos esclarecimentos precisarão ser feitos, sim. 

O universitário assumiu o risco quando desobedeceu o comando policial, dirigiu com imprudência e causou vítimas num semáforo no bairro Santo Antônio. 

Obrigou a polícia a persegui-lo, sob a crença – acredito – de que se tratava de um marginal portando armas, drogas, produto de roubo ou sequestrando alguém etc. 

O final não poderia ser pior, contribuindo mais ainda para essa situação: temos um cadáver, versões desencontradas e pessoas hospitalizadas que correm perigo de morte. 

P.S – Veja o detalhe da foto publicada pelo Blog O Câmera que o uninversitário está no chão, provavelmente morto, mas é noticiado na mesma página que ele “após ser preso, negou fazer o teste do etilômetro.” 

3 horas atrás

Raimundo Pereira: José Dirceu é inocente

SUJO por Esquerdopata
 
 Brasil 247 

Em entrevista a Renato Dias, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, criador do Movimento e hoje dono da revista Retrato do Brasil, explica por que, na sua visão, o ex-ministro da Casa Civil está sendo injustiçado; segundo ele, houve uma interpretação oportunista da teoria de Domínio do Fato pelo STF; “Do que ele é acusado na AP 470, de comandar uma quadrilha que desviou dinheiro público para comprar deputados, eu não tenho dúvidas de que ele é inocente“; Raimundo Pereira diz ainda que não houve pagamento mensal a deputados da base aliada, garante a inexistência de dinheiro público nas movimentações e confirma Caixa 2.

Por Renato Dias, do Diário da Manhã 
Não há, nos autos da AP 470, provas da existência de pagamento mensal a deputados federais da base aliada ao Palácio do Planalto. É o que afirma, com exclusividade ao Diário da Manhã, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, autor de A Outra Tese do Mensalão (2012), Editora Manifesto. 
Aos 72 anos, com 48 de profissão, Raimundo Rodrigues Pereira construiu sólida reputação no jornalismo. É fundador de “Opinião” (1972-1977) e de “Movimento” (1975-1981), semanários de resistência à ditadura civil e militar (1964-1985). Um virginiano que diz não se importar em ser chamado de marxista. 
Nos anos de chumbo, uma reportagem de sua autoria denunciou as graves violações dos direitos humanos que encharcavam de sangue os porões do regime civil e militar. Em “Veja”, no ano de 1969, revelou as torturas a presos políticos. Com Mino Carta, então editor-chefe da revista da Abril. 
Mensalão 
Segundo ele, um estudo feito com as datas de entrada de dinheiro do valerioduto nas contas de parlamentares ou de seus prepostos mostra não haver qualquer relação com as votações das emendas cujos resultados teriam sido comprados. “O que houve foi acerto financeiro para pagamento de campanhas eleitorais”, frisa. 
“Duda Mendonça que, todo mundo sabe, recebeu mais de 10 milhões de reais pelas campanhas que fez para o PT. Roberto Jefferson, o autor da denúncia do mensalão, diz que recebeu do valerioduto 4 milhões para pagar despesas de campanha exatamente graças ao acordo que fez com o PT”, analisa. 
Ele garante que não ocorreu desvio de recursos públicos do Banco do Brasil, como apontou o STF. “Não houve o crime básico que ela supõe, o desvio de dinheiro do BB, repassado para gastos do banco, seja de que forma, pelo Fundo de Incentivos Visanet, para a publicidade da venda de cartões de bandeira Visa”. 
Raimundão, como é chamado, conta que houve uma interpretação oportunista da teoria de Domínio do Fato. “Mas, volto ao ponto: o problema da AP 470 não é este. Não se está, por exemplo, acusando José Dirceu de saber que o PT repassava dinheiro para Duda Mendonça, para o PL de Costa Neto, para o PTB de Jefferson”. 
O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu é inocente, dispara o editor de Retrato do Brasil, revista nacional de circulação mensal. “Do que ele é acusado na AP 470, de comandar uma quadrilha que desviou dinheiro público para comprar deputados, eu não tenho dúvidas de que ele é inocente”. 
Leia a íntegra da entrevista: 
Diário da Manhã – O mensalão, pagamento regular, mensal, de mesada aos deputados federais da base aliada existiu? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Nos autos da AP 470 não há qualquer prova disso. Ao contrário, na defesa do deputado José Genoíno existe uma ampla lista de depoimentos em contrário e um estudo feito com as datas de entrada de dinheiro do valerioduto nas contas de parlamentares ou de seus prepostos mostra não haver qualquer relação com as votações das emendas cujos resultados teriam sido comprados. 
Houve dinheiro público nas movimentações financeiras? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Há, como dizemos na revista especial sobre o mensalão e nas duas grandes matérias que fizemos sobre as auditorias feitas no Banco do Brasil, provas de que o dinheiro da Visanet para ações de publicidade feitas pela empresa DNA a pedido do BB não era contabilizado de acordo com as regras do banco para a sua própria publicidade. Mas, como explicamos, isso decorria de decisão de 2001, que não tem nada a ver com o mensalão, mas se referia às conveniências da CBMP – Companhia Brasileira de Meios de Pagamento -, o nome real da Visanet, que agregava num só propósito, o de vender cartões de bandeira Visa, concorrentes poderosos – como Bradesco e BB – que tinham interesses conflitantes. Por esse motivo, por decisão do BB e da CMPB em 2001, no governo FHC, portanto – não havia contrato assinado entre CBMP, BB e DNA. De outra parte, como mostramos, nas milhares de páginas das auditorias do BB que estão nos autos da AP 470 existe uma multidão de indícios de que os serviços de publicidade da DNA, para o BB, com o dinheiro da Visanet foram realizados. Você acha, nos autos, por exemplo, dezenas e dezenas de páginas de empresas que contabilizam a quantidade de vezes que um anúncio para a venda de cartões de bandeira Visa pelo BB foi veiculado nestas tevês de aeroportos ou foi mostrado nesta ou naquela cobertura de ponto de ônibus, nesta ou naquela rua, desta ou daquela cidade. 
Não se trata de pagamento de despesas e acertos de campanhas? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Há inúmeras provas nos autos de que foi isso que aconteceu. O maior dos recebedores de dinheiro do valerioduto, por exemplo, foi o Duda Mendonça que, todo mundo sabe, recebeu mais de 10 milhões de reais pelas campanhas que fez para o PT. O Roberto Jefferson, o autor da denuncia do mensalão, diz que recebeu do valerioduto 4 milhões de reais para pagar despesas de campanha exatamente graças ao acordo que fez com o PT. O então vice-presidente da República, José de Alencar, disse em depoimento que negociou com o PT o pagamento de dinheiro para seu partido, PL , e nos autos estão as declarações de Valdemar Costa Neto, desse partido, de que recebeu o dinheiro em função desse acordo. 
Qual é a prova do erro do STF apontada por Retrato do Brasil? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Nós mostramos uma lista da CMPB (Visanet) feita para ser entregue à Receita Federal, por seus advogados, mostrando que todos os serviços da DNA ao BB com os 73,8 milhões supostamente desviados do banco tinham sido realizados e que a companhia tinha os recibos e provas materiais de que os serviços tinham sido feitos. Como o desvio deste dinheiro era a prova básica da existência do mensalão, o pilar da tese do mensalão é falso. A acusação, a Procuradoria Geral da República, e o relator da AP 470, tentaram mostrar que não existiam os empréstimos tomados dos bancos Rural e BMG e repassados ao PT por uma das agências com vínculos a Marcos Valério, a SMP&B. Para a PGR e o relator os empréstimos eram falsos, tinham sido inventados para disfarçar sua origem, de dinheiro desviado do BB. Esse era o “grande crime da história da República”. Uma quadrilha chefiada por José Dirceu, graças a seu grande poder, tinha desviado dinheiro público para comprar votos. Mas o desvio não existe. Há provas amplas de que ele não existe. 
O dinheiro da Visanet não é público? 
Raimundo Rodrigues Pereira – O dinheiro da Visanet nem passava pelas contas do BB. Mas o problema não é esse. O problema da AP 470 é que não houve o crime básico que ela supõe, o desvio de dinheiro do BB, repassado para gastos do banco, seja de que forma, pelo Fundo de Incentivos Visanet, para a publicidade da venda de cartões de bandeira Visa. 
Os empréstimos bancários ocorreram? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Eles foram todos contabilizados pela SMP&B e pelo Banco Rural. A PF ouviu todos os que receberam o dinheiro, graças a essas listas e aos depoimentos de Marcos Valério e de Delúbio Soares que, são, essencialmente, coincidentes nesse ponto. 
O crime seria, então, qual? Caixa dois? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Do que está nos autos está claro que foi. O problema é que a procuradoria e as forças políticas dominantes no Congresso naquela época da criação do mensalão, como dizemos, se voltaram para atacar uma ala do PT e enfraquecer o governo Lula. 
Qual a sua crítica sobre a utilização da teoria de Domínio do fato no episódio? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Acho que foi uma utilização oportunista. É óbvio que quem é chefe de uma organização com grandes poderes tem sempre alguma responsabilidade com os malfeitos dessa organização. Mas, volto ao ponto: o problema da AP 470 não é este. Não se está, por exemplo, acusando José Dirceu de saber que o PT repassava dinheiro para Duda Mendonça, para o PL de Costa Neto, para o PTB de Jefferson. Qualquer criança após um mínimo de informações, deduziria que Dirceu deveria ser responsabilizado de alguma forma pelo caixa dois do PT. Mas não é disso que se trata. 
José Dirceu não tinha ascendência sobre José Genoíno, Delúbio Soares e Marcos Valério? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Conheço razoavelmente o PT. E o seu grande defeito é ser um partido de facções. Do que sei e de depoimentos indiretos que colhi, junto ao próprio presidente Lula, na época, Delúbio Soares – pessoa pela qual, aliás, tenho grande respeito, tendo em vista sua militância, sua coragem e firmeza demonstrada nessa história – era mais ligado ao presidente do que ao seu chefe da Casa Civil. 
O mensalão teria sido um “julgamento de exceção”? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Meu qualificativo é outro. Foi um julgamento medieval. Naqueles tempos não se precisava, primeiro, provar o crime, e só depois ir em busca dos possíveis culpados. Se pegava a bruxa e se torturava, para que ela confessasse os crimes que teria cometido. Se ela não confessasse nenhum crime depois de torturada, como disse num de seus livros o irônico cientista Carl Sagan, aí sim é que estavam provadas suas infames práticas, pois só quem tivesse um pacto com demônio teria aquele tipo de resistência. A procuradoria e o ministro Barbosa esqueceram o princípio básico que separou a justiça medieval da Justiça surgida do Iluminismo: provar a materialidade do crime em primeiro lugar. No caso, provar o desvio de dinheiro do BB. 
À sentença cabem recurso e embargos declaratórios? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Não sou jurista para responder sobre aspectos formais dos recursos. Mas, acho que algum tipo de revisão dessa sentença tem de ser possível. 
Condenado, José Dirceu tem mais onde recorrer? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Acredito que sim. 
É possível acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Há muita gente dizendo que sim. 
Não seria necessário um duplo grau de jurisdição para José Dirceu? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Foi o que defenderam vários advogados no julgamento, como o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos. Foi essa também a opinião do ministro revisor e do ministro Marco Aurélio. 
Qual o comportamento da mídia na cobertura do caso? 
Raimundo Rodrigues Pereira – O dos grandes jornais e revistas conservadores foi muito ruim. Como disse um de seus destacados colunistas no início de 2012: o Supremo deveria julgar a AP 470 “com a faca no pescoço”. A faca era e foi essa mídia. 
José Dirceu é inocente? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Do que ele é acusado na AP 470, de comandar uma quadrilha que desviou dinheiro público para comprar deputados, eu não tenho dúvidas de que ele é inocente. 
Qual a sua análise sobre a abertura de investigação da suposta participação de Lula? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Na edição com que celebrou a condenação de José Dirceu como chefe de quadrilha, no final do ano passado, a revista Veja como que cobrou da oposição que ela agora deveria ir atrás de Lula, coisa que não teria feito em 2005 por covardia. 
Em resumo, o que traz de revelação a edição especial de Retrato do Brasil, de abril, sobre o escândalo? 
Raimundo Rodrigues Pereira – Nós trabalhamos muito na investigação do mensalão, a Lia Imanishi que começou a investigação, no segundo semestre de 2011, dirigida por nosso editor, Armando Sartori, e depois eu pessoalmente, também, já no segundo semestre de 2012, também como repórter. Como se diz, nós ralamos muito até descobrir o que era mesmo a história que estávamos investigando. A chave foi a localização do Sávio Lobato, advogado de Henrique Pizzolato, em Brasília. Pizzolato era o elo fraco da corrente de defesa dos petistas. Ele tinha sido abandonado por grande parte dos companheiros. Quando ouvimos pacientemente o Sávio e depois o Pizzolato, por muitas e muitas horas, quando descobrimos, inclusive, o trabalho da companheira de Pizzolato, Andrea, que conhece os autos mais do que ninguém, descobrimos a falsidade da acusação do desvio de dinheiro público. 

3 horas atrás

Reino Unido: Gibraltar aprova adoção por casais homossexuais

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

União homo ainda não existe por lá e homossexualidade só foi legalizada há 20 anos

Território britânico que fica no extremo sul da península ibérica, Gibraltar legalizará a adoção por casais homossexuais em breve.

A Suprema Corte local decidiu, na terça-feira, 10, que a proibição de casais homos adotarem crianças feria a constituição. O governo, então, se manifestou dizendo que vai preparar um projeto de lei para corrigir o que foi citado.

Vale lembrar que o casamento gay ainda não existe em Gibraltar, nem sequer a parceria civil. A homossexualidade foi legalizada lá apenas em 1993! Mas parece que agora as coisas estão andando mais rapidamente.

fonte: ParouTudo

3 horas atrás

A contribuição de Karl Polanyi

DIÁRIO GAUCHE por Cristóvão Feil
 
 
O cartaz da FEE não informa, mas o local é em Porto Alegre (RS).
3 horas atrás

Morro do Alemão vai ganhar 1.900 novas casas

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
Nielmar de Oliveira, Agência Brasil 
“A partir do segundo semestre, terá início a construção de 900 casas na comunidade do Morro do Alemão, pacificada no ano passado. No total, 1.900 moradias serão construídas, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, até 2014. Os imóveis serão entregues a famílias removidas de áreas de risco ou de prédios invadidos e que recebem aluguel social pago pelo governo estadual. 
Segundo o governo do estado, as moradias ficarão localizadas em terrenos ao longo da Avenida Itaoca e no local da antiga fábrica da Skol. Os galpões foram demolidos e o terreno está limpo para o início da construção. No local, onde ficava a fábrica, serão construídas 400 unidades. 
No Complexo do Alemão, foram entregues anteriormente 1.502 moradias para famílias que moravam em áreas de risco ou que deixaram as casas por causa de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo 582 construídas no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. No total, 3.031 famílias foram realocadas na região.” 
3 horas atrás

Maduro eleito com 50,6%. Chávez é vitorioso

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 Eleição de Nicolás Maduro projeta a continuidade de regimes de esquerda na América Latina; nos últimos anos, com a riqueza gerada pelo petróleo, o regime de Caracas reduziu a desigualdade social e apoiou vários países da região, como a Bolívia, o Equador, a Argentina e, sobretudo, Cuba, além de El Salvador e Nicarágua; Maduro promete dar continuidade à Revolução Bolivariana, mas, sem o carisma de Chávez, terá que construir sua própria liderança. Brasil 247 – Hugo Chávez acaba de vencer sua última eleição. Com os resultados oficiais divulgados na Venezuela, Nicolás Maduro, seu herdeiro político, é o novo presidente do país que possui as maiores reservas de petróleo do mundo e, portanto, ocupa papel central na geopolítica global – e não apenas da América Latina. Maduro, segundo o primeiro boletim oficial, foi eleito com 50,66% dos votos, contra 48,3% do opositor Henrique Capriles e agradeceu a Chávez pela vitória. “Vou me entregar a Cristo redentor para ser presidente de todos e todas, e continuarei enfrentando os que odeiam para que deixem de odiar”, acrescentou. Ele ressaltou que está preparado para o que vier ao argumentar que “não é uma eleição pessoal”, mas de Chávez. A vitória de Maduro é também decisiva para vários países da América Latina. Com recursos gerados pelo petróleo, a Venezuela não apenas combateu desigualdades internas (foi a país que mais reduziu o Índice de Gini na última década), como também apoiou regimes de esquerda em praticamente toda a América Latina. Chávez deu apoio decisivo à Argentina quando o país rompeu com o Fundo Monetário Internacional e também ajudou a eleger e a sustentar regimes como o de Evo Morales, na Bolívia, Rafael Correa, no Equador e, sobretudo, de Raúl Castro, em Cuba, com a venda de petróleo subsidiado. Maduro, que foi chanceler de Chávez, deve manter a mesma política. Seu desafio será construir uma liderança própria, sem contar com o mesmo carisma do antecessor. Fiel a Chávez,  Maduro promete manter e aprofundar a chamada Revolução Bolivariana. Na última sexta-feira, ele publicou artigo no jornal inglês The Guardian a respeito. Leia, abaixo, reportagem do Opera Mundi sobre este artigo, em que ele explicita seus objetivos políticos: O presidente interino da Venezuela e candidato à Presidência, Nicolás Maduro, publicou nesta sexta-feira (12/04) um artigo em inglês no jornal britânico The Guardian no qual garante que irá dar continuidade ao processo revolucionário levado a cabo por Hugo No texto, intitulado “Sob minha Presidência, revolução de Chávez irá continuar”, Maduro diz que “legado de Chávez é tão profundo que os líderes da oposição (…) agora defendem suas conquistas”. No entanto, pontua, os venezuelanos “se lembram que muitas dessas mesmas figuras apoiaram o fracassado golpe de Estado contra Chávez em 2002 e tentaram reverter políticas que reduziram dramaticamente a pobreza e a desigualdade”. “O mito difundido pela mídia de que nosso projeto político iria desmoronar sem Chávez foi uma má interpretação fundamental da revolução venezuelana. Chávez deixou uma sólida construção, com fundações amplas, com um movimento unido que apoia o processo de transformação”, afirma Maduro. “Perdemos nosso extraordinário líder, mas nosso projeto – construído coletivamente por trabalhadores, fazendeiros, mulheres, indígenas, afro-descendentes e a juventudo – está mais vivo do que nunca”, pontua o presidente interino. No plano internacional, continua o texto, a Venezuela irá continuar a “trabalhar” com seus vizinhos, para “aprofundar a integração regional e combater a pobreza e a injustiça social. É uma visão hoje compartilhada pela região, por isso minha candidatura recebeu apoio tão contundente de figuras como o ex-presidente brasileiro Lula da Silva e de tantos movimentos sociais latino-americanos”. Maduro escreveu que a América Latina está vivendo “uma segunda independência” política e social. “Sob a minha presidência, a Venezuela vai continuar a apoiar esta transformação regional e construir uma nova forma de socialismo para os nossos tempos”, diz o presidente interino. 
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4 horas atrás

La Revolución Bolivariana continua

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
https://i1.wp.com/www.abc.net.au/news/image/4563658-3x2-940x627.jpg 
Nicolás Maduro – PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) – 7.505.338 de votos – 50,66%

Capriles Radonski – MUD (Mesa de Unidade Democrática) – 7.270.403 de votos – 49,07%
  

Postado por zcarlos ferreiraàs 01:08Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: EleiçõesVenezuela   Do Blog COM TEXTO LIVRE

4 horas atrás

Governo vai aplicar R$ 2,2 bilhões por ano em aeroportos regionais

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 

O governo do PT investe como nunca na infraestrutura brasileira, mas os economistas e a indústria só sabem reclamar. Senhores, não somos idiotas!

 

 

O governo federal vai aplicar R$ 2,2 bilhões por ano, a partir do ano que vem, na construção, reforma e ampliação de 270 aeroportos regionais, afirmou o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. O dinheiro virá da operação dos três grandes terminais privados do País – Guarulhos (SP), Viracopos-Campinas (SP) e Brasília (DF) -, onde a Infraero conta com 49% de participação. Em 2013, o governo estima em R$ 1,1 bilhão os investimentos, a partir de agosto.


Com menos aeroportos rentáveis na carteira da Infraero, o governo Dilma Rousseff montou uma triangulação para que os dividendos gerados pela operação desses terminais privados voltem à estatal, e, assim, sejam aplicados nos pequenos aeroportos regionais. As concessionárias vão pagar os dividendos ao Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), e esses recursos serão operados pela Infraero na “modernização” dos terminais. 
“Nós perdemos nossa capacidade de investimento, e vamos perder ainda mais quando Galeão e Confins forem concedidos. Mas estruturamos a Infraero justamente para suportarmos a perda de receita. Nossos investimentos serão feitos com dinheiro do fundo”, afirmou Vale.  
Quando ele assumiu a estatal, no início de 2011, a Infraero detinha o controle de 95% dos aeroportos brasileiros, em termos de receita operacional. Após a privatização de Confins (MG) e Galeão (RJ), prevista para o fim deste ano, a Infraero terá menos de 51% da malha. 
 
“A Infraero realmente diminuiu, mas, até por isso, vamos ter uma operação mais direcionada, mais eficiente”, afirmou o presidente da estatal. 

O governo deve autorizar que, a partir de 2014, parte das receitas de Galeão e Confins seja também transferida ao Fnac, mesmo antes da geração de dividendos, de forma a permitir que a Infraero mantenha os investimentos nos terminais menores. A aposta em Brasília é que os leilões, que devem ocorrer em setembro, atraiam diversos operadores internacionais, aumentando o preço pela concessão desses terminais. 
Concorrente 
“São aeroportos com uma perspectiva de crescimento muito grande. O Galeão é um dos melhores sítios aeroportuários do mundo, porque não tem problema de ruído, pode funcionar 24 horas, e tem espaço de sobra para aumentar terminais de cargas, e criar uma terceira pista para pouso e decolagem. Ele será o grande concorrente de Guarulhos no futuro”, disse.  
Com as novas concessões, a conta de R$ 2,2 bilhões anuais de repasse das concessionárias ao Fnac vai aumentar, e, assim, honrar a promessa do governo com o pacote de modernização dos aeroportos regionais. Ao todo, o governo prevê gastar R$ 7,4 bilhões nos 270 terminais.
  
“Não basta fazer estrutura aeroportuária, o governo tem que incentivar as companhias aéreas a operarem as rotas entre pequenos aeroportos. Por isso, o nosso pacote vai incluir subsídios às empresas, por meio do pagamento de uma porcentagem dos bilhetes aéreos, e também aos passageiros, ao desonerar a taxa de embarque”, disse o presidente da Infraero. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
SINTONIA FINA – @riltonsp – com Aposentado Invocado 

Rio terá gasto de R$ 26 milhões com transporte de católicos

PAULO LOPES por Paulo Lopes
 
Governos municipal e estadual estão na página de patrocinadores da jornada O governo do Estado do Rio vai fornecer aos peregrinos da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), evento católico, passes de…

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2 horas atrás

Os venezuelanos fizeram a escolha certa

CENTRODOMUNDO por Paulo Nogueira
 

A vitória de Maduro representa o combate à abjeta desigualdade social que a elite venezuelana construiu ao longo dos tempos. E Nicolas Maduro ganhou. Foi uma vitória apertada, é verdade: 51% a 49%. Mas, consideradas as circunstâncias, foi um feito extraordinário. Lembremos. Poucos meses atrás, Maduro era virtualmente desconhecido. Os venezuelanos tomaram real contato com

O post Os venezuelanos fizeram a escolha certa apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

3 horas atrás

Revolução Bolivariana segue com Maduro

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Vanessa Silva, no sítio Vermelho

 

No pleito presidencial deste domingo (14), Nicolás Maduro, o candidato da Revolução Bolivariana venceu o direitista Henrique Capriles por 50,6 6% a 49,07%. A diferença é de cerca de 200 mil votos. O comparecimento às urnas foi de 78,71%. Os dados foram divulgados apenas com 99,12% das urnas apuradas, quando o resultado é irreversível, pela presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibissay Lucena.

 

“Com a morte de Hugo Chávez, acharam que era o fim da história. Temos um triunfo legal, Constitucional, popular. São mais de 200 mil votos de diferença. Se tivesse perdido por um voto estaria aqui para assumir minha responsabilidade e entregar o cargo. Mas estou aqui para assumir a vontade do povo”, disse Maduro em seu discurso de vitória.

O presidente eleito pediu respeito, tolerância e disse que ele mesmo faz questão de que haja uma auditoria para que não sobre dúvidas sobre este processo eleitoral. O CNE anunciou que será realizada uma auditoria cidadã. Desta forma, a orientação é os comandos de campanha solicitem a auditoria de 100% dos comprovantes de votação.

O órgão eleitoral também sugeriu que os acompanhantes internacionais estendam sua estadia no país para acompanhar este novo processo.

Chávez invicto 

“Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão”, bradaram as pessoas presentes no Balcão do Povo no Palácio de Miraflores, em referência à burguesia que dominou o país durante toda a Quarta República.

“Chávez segue invicto. E seu filho será presidente da República e vai mostrar do que é capaz, vai construir uma pátria de amor, de paz, de prosperidade”, vaticinou Maduro. 

 

4 horas atrás

A vitória apertada e o trunfo de Maduro

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador

A vitória do chavismo foi apertada. Mas incontestável: Nicolás Maduro teve 50,66%, contra 49,07% de Capriles (isso faltando menos de 1% para totalizar). Diferença de mais de 200 mil votos.  A Venezuela votou no candidato de Chavez. Na Democracia é assim: 50% mais um significam vitória. E ponto.

 

Ano passado, nos EUA, Barack Obama ganhou a reeleição por dois pontos percentuais no voto popular. Foi uma eleição radicalizada. Do outro lado, havia eleitores republicanos que consideravam Obama uma espécie de “demônio socialista”, por conta do projeto de assistência pública de saúde. Os EUA viraram um país “dividido” e “ingovernável”? Não. Obama governa. E Mitt Romney sumiu, no fundo das xícaras do Tea Party.

 

A diferença é que nos EUA não há embaixada americana para fomentar golpe e instabilidade…

 

Isso quer dizer que a vida de Maduro será fácil? Não. A direita venezuelana mostrou força. A tendência dos chavistas, de tratar todo adversário como “fascista” e “oligarca”, não cola. Metade do país é fascista? Maduro terá que moderar o discurso…

 

Chavez tirou o Estado (e o petróleo) das mãos da oligarquia, criou programas sociais, deu dignidade para os pobres. Isso tudo é fato. Vi de perto, em quatro viagens à Venezuela nos últimos cinco anos. Mas há problemas sérios de gestão. E isso ficou claro desde a primeira vez que visitei Caracas, em 2007.

 

Desde aquela época, escrevi: a oposição, com 45% dos votos (era o que conseguia, na época), tem força para fazer a disputa democrática, em vez de apelar para o golpismo.

 

E aí vamos ao segundo ponto. A derrota por margem estreita tira o argumento daqueles que – em Caracas, em Washington ou no Jardim Botânico carioca – afirmam: a Venezuela chavista é uma ditadura. Bobagem. A oposição tem força midiática, presença nas TVs e jornais, liberdade de organização. E há um esquema limpo para contagem de votos.

 

O resultado, por margem estreita, é um chamado para a moderação. De lado a lado. A vitória apertada porde ser um trunfo de Maduro, na legitimação de seu governo. Só que os chavistas precisam agora dialogar com o centro, com aqueles que até apóiam as políticas sociais do governo – mas estão insatisfeitos com a gestão do dia-a-dia. Em Caracas, por exemplo, há problemas sérios nas áreas de segurança, coleta de lixo, transporte…

 

Capriles deveria apostar no institucional, cobrando que o governo resolva os problemas concretos da população. Os tempos de subir no muro da Embaixada cubana e de fomentar golpes acabaram. Será que Capriles terá grandeza para assumir o novo papel? O problema é que parte da oposição quer golpe e confronto. E o outro problema são os gringos, acostumados com o jogo sujo. Nos últimos dias, surgiram indícios de que a CIA pode ter infiltrado mercenários armados na Venezuela.

 

Maduro, por seu lado, terá que enfrentar uma burguesia e uma classe média furibundas (é esse o núcleo duro da oposição, com 30% a 40% dos votos) e, ao mesmo tempo, dialogar com aqueles 10% a 15% que votaram em Capriles mas não são “oligarcas” antipovo.

 

Não basta mais invocar a figura de Chavez apenas. O presidente morto levou Maduro até o Palácio. Agora Maduro é quem precisa escrever sua história.

 

Não podemos descartar que setores da oposição partam para campanhas abertas de desestabilização nos próximos dias. Mas será difícil justificar atos de violência quando – pelo voto – a oposição foi capaz de “quase” ganhar.

 

Contraditoriamente, portanto, a aparente fragilidade de Maduro (“ganhou por apenas 2 pontos”) é também sua força estabilizadora. A Venezuela é uma democracia. E deve ser respeitada como tal.

 

O Brasil terá um papel importante, rechaçando qualquer tentativa de ataque “por fora” da Democracia.

 

Fiquemos atentos. E não esqueçamos: em Caracas, há embaixada dos Estados Unidos. Fonte de golpes e instabilidade na história da América Latina.

4 horas atrás

Maduro eleito com 50,6%. Chávez é vitorioso

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 

Eleição de Nicolás Maduro projeta a continuidade de regimes de esquerda na América Latina; nos últimos anos, com a riqueza gerada pelo petróleo, o regime de Caracas reduziu a desigualdade social e apoiou vários países da região, como a Bolívia, o Equador, a Argentina e, sobretudo, Cuba, além de El Salvador e Nicarágua… 
Maduro promete dar continuidade à Revolução Bolivariana, mas, sem o carisma de Chávez, terá que construir sua própria liderança.

4 horas atrás

Nicolás Maduro é eleito com 50,66% dos votos

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Do sítio Opera Mundi

 

Há exatamente 40 dias, Nicolás Maduro anunciava à Venezuela em cadeia nacional, em lágrimas: “às 16h25 de hoje, 5 de março, faleceu o comandante presidente Hugo Chávez Frías”. Semanas de luto se passaram enquanto o país se preparava para uma nova eleição. Neste domingo (14/04), após 10 dias de campanha eleitoral – a mais curta da história venezuelana – Maduro foi eleito presidente com 50,66% dos votos (7.505.338), contra 49,07% de Henrique Capriles (7.270.403). A participação foi de 78%.

 

Essa foi a primeira eleição presidencial sem Chávez desde que o presidente foi eleito pela primeira vez, em 1998. Chávez passou por quatro eleições, sendo que na última derrotou o governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, também rival de Maduro no pleito deste domingo. Ele morreu após uma longa batalha contra um câncer na região pélvica.

Após votar, Maduro esperou o resultado no Quartel da Montanha, no bairro de 23 de Janeiro, em Caracas. É lá que o corpo de Chávez repousa desde 15 de março, após ser velado na Academia Militar. Nos dias de homenagens, centenas de milhares de pessoas esperaram por até 30 horas na fila para dar seu adeus ao presidente.

 

“Jamais me imaginaria aqui, mas estou aqui”, afirmou Maduro após votar em colégio do bairro de Catia. Durante a votação, o agora presidente eleito da Venezuela aparentava estar bastante emocionado. No momento de depositar seu voto na urna, levantou a mão para cima, como se dedicasse o gesto a Chávez.

A partir de segunda-feira (15/04), Maduro, segundo suas palavras, “terá a tarefa de dar continuidade ao processo revolucionário liderado por Chávez há 14 anos”. De acordo com ele, durante coletiva de imprensa em Catia, os principais desafios são acabar com a violência e fortalecer os investimentos econômicos para desenvolver a indústria venezuelana.

Maduro também pediu que “o ódio e a intolerância” acabem na Venezuela, em referência à oposição do país. “Aqui sempre houve diálogo. Inclusive após tirarem Chávez do poder em 2002. Mas não há pacto algum com a burguesia, mas sim com o trabalhador, com o camponês”, disse após votar, acompanhado da sua família e da de Chávez.

 

Dia de votação

Durante todo o dia, apoiadores de Maduro e Capriles percorreram as ruas de Caracas convocando a população a votar. Na Venezuela, o voto não é obrigatório. “Faltam quatro horas, povo venezuelano. Honremos nosso comandante!”, gritavam alguns “motorizados”, como são chamados os motoqueiros, em frente ao colégio onde Maduro votou. Longe dali, no bairro de Sábana Grande, um casal de estudantes perguntava a quem passava “Já votou? Lembre-se que é a hora da mudança!”, repetindo slogan da campanha de Capriles.

 

Na noite de sábado (13/04), os dois principais candidatos convocaram coletivas e chamaram a população a votar e pediram paz no processo eleitoral. A oposição questionou a transparência do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), sugerindo que houve episódios suspeitos em eleições passada.

As eleições foram acompanhadas por observadores internacionais da OEA (Organização dos Estados Americano), do Mercosul, por observadores independentes convidados pela oposição e pela missão observadora eleitoral da Unasul (União de Nações Sul-Americanas).

Maduro tem 51 anos, foi motorista de ônibus e participou desde o início do movimento de esquerda venezuelano. Em 2000, foi eleito deputado da Assembleia Nacional e, em 2006, assumiu o cargo de Ministro de Relações Exteriores do governo de Chávez, no qual se manteve até o final de 2012, quando foi designado vice-presidente do país. Em 8 de dezembro do ano passado, dia em que Chávez anunciou que retornaria a Cuba para uma nova cirurgia contra um câncer, o presidente afirmou que Maduro seria candidato a uma nova eleição caso ele não pudesse seguir na função.

4 horas atrás

Crianças estão sendo linchadas por crianças com celulares

CENTRODOMUNDO por Kiko Nogueira
 

Duas meninas se mataram depois de ser estupradas e as fotos do crime serem compartilhadas no Facebook. Duas adolescentes se mataram pelo mesmo motivo. Audrie Taylor Pott, americana de 15 anos, foi estuprada numa festa por três garotos de 16. Eles a fotografaram nua e inconsciente. Pelo menos uma das fotos tornou-se viral. Audrei desesperou-se.

O post Crianças estão sendo linchadas por crianças com celulares apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

4 horas atrás

A vitória apertada e o trunfo de Maduro

ESCREVINHADOR por Rodrigo Vianna
 

por Rodrigo Vianna

A vitória do chavismo foi apertada. Mas incontestável: Nicolás Maduro teve 50,66%, contra 49,07% de Capriles (isso faltando menos de 1% para totalizar). Diferença de mais de 200 mil votos.  A Venezuela votou no candidato de Chavez. Na Democracia é assim: 50% mais um significam vitória. E ponto.

Ano passado, nos EUA, Barack Obama ganhou a reeleição por dois pontos percentuais no voto popular. Foi uma eleição radicalizada. Do outro lado, havia eleitores republicanos que consideravam Obama uma espécie de “demônio socialista”, por conta do projeto de assistência pública de saúde. Os EUA viraram um país “dividido” e “ingovernável”? Não. Obama governa. E Mitt Romney sumiu, no fundo das xícaras do Tea Party.

A diferença é que nos EUA não há embaixada americana para fomentar golpe e instabilidade…

Isso quer dizer que a vida de Maduro será fácil? Não. A direita venezuelana mostrou força. A tendência dos chavistas, de tratar todo adversário como “fascista” e “oligarca”, não cola. Metade do país é fascista? Maduro terá que moderar o discurso…

Chavez tirou o Estado (e o petróleo) das mãos da oligarquia, criou programas sociais, deu dignidade para os pobres. Isso tudo é fato. Vi de perto, em quatro viagens à Venezuela nos últimos cinco anos. Mas há problemas sérios de gestão. E isso ficou claro desde a primeira vez que visitei Caracas, em 2007.

Desde aquela época, escrevi: a oposição, com 45% dos votos (era o que conseguia, na época), tem força para fazer a disputa democrática, em vez de apelar para o golpismo.

E aí vamos ao segundo ponto. A derrota por margem estreita tira o argumento daqueles que – em Caracas, em Washington ou no Jardim Botânico carioca – afirmam: a Venezuela chavista é uma ditadura. Bobagem. A oposição tem força midiática, presença nas TVs e jornais, liberdade de organização. E há um esquema limpo para contagem de votos.

O resultado, por margem estreita, é um chamado para a moderação. De lado a lado. A vitória apertada porde ser um trunfo de Maduro, na legitimação de seu governo. Só que os chavistas precisam agora dialogar com o centro, com aqueles que até apóiam as políticas sociais do governo – mas estão insatisfeitos com a gestão do dia-a-dia. Em Caracas, por exemplo, há problemas sérios nas áreas de segurança, coleta de lixo, transporte…

Capriles deveria apostar no institucional, cobrando que o governo resolva os problemas concretos da população. Os tempos de subir no muro da Embaixada cubana e de fomentar golpes acabaram. Será que Capriles terá grandeza para assumir o novo papel? O problema é que parte da oposição quer golpe e confronto. E o outro problema são os gringos, acostumados com o jogo sujo. Nos últimos dias, surgiram indícios de que a CIA pode ter infiltrado mercenários armados na Venezuela.

Maduro, por seu lado, terá que enfrentar uma burguesia e uma classe média furibundas (é esse o núcleo duro da oposição, com 30% a 40% dos votos) e, ao mesmo tempo, dialogar com aqueles 10% a 15% que votaram em Capriles mas não são “oligarcas” antipovo.

Não basta mais invocar a figura de Chavez apenas. O presidente morto levou Maduro até o Palácio. Agora Maduro é quem precisa escrever sua história.

Não podemos descartar que setores da oposição partam para campanhas abertas de desestabilização nos próximos dias. Mas será difícil justificar atos de violência quando – pelo voto – a oposição foi capaz de “quase” ganhar.

Contraditoriamente, portanto, a aparente fragilidade de Maduro (“ganhou por apenas 2 pontos”) é também sua força estabilizadora. A Venezuela é uma democracia. E deve ser respeitada como tal.

O Brasil terá um papel importante, rechaçando qualquer tentativa de ataque “por fora” da Democracia.

Fiquemos atentos. E não esqueçamos: em Caracas, há embaixada dos Estados Unidos. Fonte de golpes e instabilidade na história da América Latina.

Nos próximos meses também podem aparecer mais detalhes sobre o câncer que matou Chavez. A Venezuela segue a ser o centro de uma batalha continental. Os Estados Unidos querem retomar o velho quintal…

PS: assim que acabei de escrever esse texto, já na madrugada de segunda-feira, Henrique Capriles anunciou que não reconhecia os resultados eleitorais; vai pedir recontagem total de votos. Joga na instabilidade, o que na verdade pode tirar dele parte do eleitorado (não chavista, mas tampouco antichavista). É uma jogada arriscada. E que pode incendiar a Venezuela. Difícil acreditar que Capriles tome essa direção sem apoio externo daqueles que já fizeram tombar governos legítimos em Honduras e no Paraguai. Espero estar errado, mas acho que tempos difíceis nos aguardam na América do Sul. E esse clima pode “contaminar” o Brasil.

5 horas atrás

OBLIVION | Mesmice de Cruise não compromete o belo sci-fi de J. Kosinski

LITERATORTURA por literatortura
 

 

 

Por Maurício Vassali

 poe obli

Há uns dias, li uma matéria sobre a forma como o americano Tom Cruise tem conduzido sua carreira, comparando-o ao outrora elogiado Nicolas Cage. O repeteco de papeis onde sua inexpressividade é marca registrada é, realmente, desanimador em termos de atuação. Muito apesar de Cruise ser um rosto inegavelmente conhecido em blockbusters de ação prestigiados – e devo deixar clara minha admiração pelo seu desempenho físico que geralmente descarta os dublês –, o ator parece estar disposto a usar deste atributo até o seu esgotamento. Entretanto, pelo menos por enquanto, sua figura célebre e influente deve participar de projetos até sofisticados.

Este é o caso de Oblivion, que teve estreia no Brasil no último dia 12. O filme se passa na Terra do futuro, após a invasão e guerra contra os scavs, da qual a humanidade saiu vitoriosa, mas pagou um preço alto: o próprio planeta. Os seres humanos encontraram refúgio em Titã, uma lua de Saturno, enquanto que o casal Victoria e Jack continua na Terra retirando seus últimos recursos. Com a queda de uma nave espacial que carregava humanos vivos em uma espécie de cápsula, Jack consegue resgatar Julia, uma moça que constantemente aparecia em sua limitada memória. A partir daí, Jack passa a desvendar certas verdades que, até então, permaneciam em sigilo.

As questões levantadas por Jack levam o espectador a momentos instigantes, mas que infelizmente se revelam básicos demais para surpreender em termos de enredo. O roteiro, baseado no comic book de Joseph Kosinski, que dirige o filme e tem parceria no script com outros dois roteiristas, não consegue um eficiente envolvimento do espectador. Este permanece relativamente distante devido aos inúmeros diálogos clichês e artificiais pronunciados por personagens pouquíssimo desenvolvidos. Ainda assim, quando o protagonista começa a levantar questionamentos e certas conspirações passam a ser reveladas, o público se anima. O problema é que, até chegar neste ponto do longa, o tempo passa sem muito a oferecer além de flashbacks e referências a outros longas, incluindo Tom Cruise bancando o WALL-E. Com direito a plantinha.

Felizmente, Kosinski faz um trabalho de direção muito interessante, contornando os sérios problemas do roteiro. É ele o responsável por manter o público no cinema até que o enredo resolve se mostrar interessante. O diretor usa e abusa de planos abertos que valorizam a geografia irreconhecível da Terra e utiliza com propriedade de travellings que, além de explorarem aquele universo, ainda dinamizam o longa com um ritmo funcional enquanto ação, mesmo quando adotando uma postura contemplativa. Assim, sequências bobinhas no papel acabam resultando em momentos extasiantes devido ao apuro visual de Kosinski, como quando Jack explora uma biblioteca e nada na direção e montagem parece fora de lugar.

O visual do filme ganha ainda mais com a arte bastante clean nas ambientações futuristas, investindo no branco e prata sob uma iluminação irretocável. Efeitos visuais super afinados não surgem apenas com o objetivo de causar impacto em sequências de ação, mas também de criar espaços que vão do high tech ao pós-apocalíptico com muita verossimilhança. Ainda em relação à parte técnica, é impossível não mencionar o belo trabalho de design de som, que confere aos inúmeros aparatos ruídos sempre muito interessantes e inventivos que, combinados com a trilha sonora, original ou não, garantem um trabalho de som elogiável.

Uma pena que as atuações, apesar de não serem ruins, se mantêm apáticas ou no piloto automático, a começar pelo já mencionado Tom Cruise, que faz uma versão futurista de seu Ethan Hunt, de Missão Impossível. O americano se expressa sempre da mesma forma ao encarnar o justiceiro com ares de gostosão inabalável, com pitadas de um sentimentalismo superficial. Não que ele seja péssimo, mas tal continuidade de papeis começou a irritar, já que ele emprega em todos os personagens os mesmos trejeitos. Olga Kurylenko e Andrea Riseborough agradam pela beleza, porque interpretam mulheres lineares e desinteressantes que, muitas vezes, fazem as atuações de ambas parecerem coreografadas até no olhar. Morgan Freeman faz o papel que ele costuma fazer muito bem, mas sua participação é tão rápida que ele fica mais para figurante do que coadjuvante. Uma pena.

Se colocados na balança, entretanto, o roteiro problemático, Tom Cruise e sua eterna faceta de um lado e a identidade técnica e visual de outro, não há dúvidas de que Oblivion é um exemplar de sci-fi que dá certo. A direção competente e os elementos futuristas são certeiros ao criarem uma experiência cinematográfica que enche os olhos e os ouvidos, mesmo desperdiçando todo o aval de emoções e ideias que poderia apresentar.

Sobre Cruise, seus próximos projetos anunciados são Mission: Impossible 5Van Helsing e All you need is kill. Ai, ai.

 

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Maurício Vassali, mestrando em Ciências Ambientais pela UFRRJ, nasceu em uma cidade com 5 mil habitantes, viciado no termo gauchesco “bah” e tem uma dissertação pra escrever, mas não sai do cinema.

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5 horas atrás

O tempo que a vida tem: Sêneca e o valor inestimável de cada segundo

LITERATORTURA por literatortura
 

Por João Victor,

 

Podes me indicar alguém que dê valor ao seu tempo, valorize o seu dia, entenda que se morre diariamente? – Sêneca

 

Não sei quanto a você, leitor, mas ultimamente eu ando sem tempo. Tudo bastante corrido, os compromissos multiplicando-se, os lugares para onde ir também, e o tempo para ir, totalmente preenchido. Ando pensando nisso e, curiosamente, daí veio minha idéia para o post de hoje.

Porque não é bem o caso de eu estar tão atarefado que não tenho tempo para ficar com a minha namorada, ou sair com os amigos, ou para ler um bom livro, ou para escrever algo. Eu tenho tempo para isso. Divido meu tempo entre o trabalho, a universidade e meus gostos pessoais. E, adivinhem só, não sobra tempo para absolutamente nada, fora isso tudo.

Talvez você esteja pensando: “e o que diabos eu tenho a ver com isso? Escreve suas confidências no facebook, ô carente!”. Deixe eu me explicar. Tudo isso é um prelúdio para um texto de Sêneca chamado “Da economia do tempo”. Só dou esse toque de pessoalidade ao texto porque não há como explorar a ideia de Sêneca sem sermos pessoais e reflexivos de nossa própria vida.

Sêneca foi um filósofo da Antiguidade, educador – ao menos, ele tentou – de Nero, um estóico cuja serenidade filosófica foi tamanha que, ao receber de Nero, que o acusava de traição, a ordem de que se suicidasse, cumpriu-a sem hesitar. Sêneca é um dos filósofos e literatos mais marcantes que conheço. Tanto sua escrita quanto suas idéias chegam a parecer mentira, de tão delicadas e profundas. Nessa epístola, o que digo fica bem claro. Uma página em que ele recomenda ao amigo Lucílio que aproveite todas as suas horas, dizendo que ele será menos dependente do amanhã se se lançar ao presente. Sêneca recomendava a tranqüilidade da alma conjugada com a ação constante, de modo a levar uma vida serena e virtuosa. E, para isso, a ociosidade só podia ser ruim.

Ao trazer esse texto, tenho em mente o que ele pode dizer a nós, brasileiros no século XXI. Não se pode cometer o erro de pensar que encaro o texto de Sêneca como algo que permite um elogio do trabalho duro contemporâneo, nos moldes que encontramos. De fato, acho horrível que tantas pessoas trabalhem tanto tempo de suas vidas, sem ter tempo para vivê-las. Bertrand Russell escreveu uma obra chamada “Elogio do ócio” que fala bem disso. Deveríamos, diz Russell, ter tempo para nos dedicarmos ao que gostamos, ao que nos dá prazer e nos engrandece interiormente.

Aí, Sêneca, Russell e eu entramos num acordo. Pois a ocupação de Sêneca tinha muito a ver com sua reflexão filosófica e sua atividade literária, coisas bastante inúteis para o nosso tempo. Mas o fato de ocupar o tempo com isso é maravilhoso. Escrever um conto, ou ler uma obra de filosofia, refletindo, após a leitura, sobre o problema levantado é algo que melhora e torna bem mais interessante o tempo usado. Então, o que Sêneca recomenda é usar seu tempo de modo útil, o que não requer, necessariamente, o trabalho tradicional, mas requer alguma ocupação que possa dar frutos.

Isso não descarta ocupar-se com o que a sociedade naturalmente nos exige, mesmo porque isso é necessário para a própria sobrevivência (da maior parte de nós, pelo menos). É uma questão de olhar a vida e pensar: “não vou desperdiçá-la, e sim preencher cada segundo com algo de importante”. O leitor tem a chance de decidir aí o que é importante.

Por isso, o toque pessoal no início do texto. Meu “importante” tem muito a ver com o que me ocupa o tempo. E, então, no fim das contas, ociosidade é algo que realmente me falta. Não condeno o “não fazer nada”, apenas considero-o, como Sêneca, prejudicial enquanto prática constante. Há muito mais o que fazer, mais do que Sêneca poderia imaginar, inclusive. Nem nós fazemos a menor idéia do tanto a fazer que existe nesse mundo. Por isso não tenho o menor problema em ter uma ociosidade nula.

É, leitor, eu ando sem tempo. Espero que você também.

 

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João Víctor O. Gomes é estudante de filosofia da UNB. Ocupa seu tempo livre tentanto descobrir a Pergunta Fundamental (a Resposta, nós já temos) sobre a Vida, o Universo e Tudo o Mais. Da filosofia e de seus livros adquiriu problemas de visão, nenhuma perspectiva de um futuro financeiro promissor e muitas dúvidas.

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7 horas atrás

SE MADURO VENCER, OU SEU POVO É LOUCO OU A MÍDIA MENTE

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Por Eduardo Guimarães 
Enquanto escrevo, algumas horas separam o mundo do resultado da campanha eleitoral-relâmpago a que a Venezuela foi empurrada pela morte de Hugo Chávez. Escrevo, pois, sobre o futuro, o que é uma temeridade.Mas ouso arriscar. PDF

Lendo o noticiário brasileiro sobre aquele país, tento esquecer de tudo o que sei sobre ele de forma a levar em conta tais notícias. O fato é que, sem conhecer a realidade venezuelana, torna-se praticamente impossível acreditar que o candidato do chavismo, Nicolás Maduro, possa vencer. A menos que os quase 29 milhões de venezuelanos sejam masoquistas ou completamente doidos, se me pautar pelo noticiário concluirei por uma vitória acachapante do principal entre os sete candidatos opositores: Henrique Capriles Radonski. O noticiário sobre a Venezuela remete a um inferno. Inflação e violência estariam fora de controle, o povo estaria sendo castigado por desabastecimento de gêneros de primeira necessidade, imperaria censura à imprensa… Ufa! Que país é esse do noticiário? Um país em ruínas, claro. Ora, em tal situação seria impossível que ao menos metade mais um dessas quase três dezenas de milhões de venezuelanos mantenha um governo tão incompetente. Convenhamos: isso que acabo de escrever não é uma opinião, é um fato inquestionável. Com a morte de Chávez, torna-se temerário fazer previsões peremptórias sobre o resultado da eleição. Não se pode comparar Maduro a ele. E o noticiário diz que os venezuelanos estão sofrendo. Entretanto, uma pista sobre o que deve acontecer neste domingo eleitoral na Venezuela pode ser encontrada no conjunto das pesquisas eleitorais sobre o país, que exponho ao escrutínio do leitor logo abaixo. Vejamos: Apesar de um instituto dar vantagem a Capriles (Datamática), todos os outros dão vitória a maduro. Contudo, não se pode levar em conta os números desse instituto argentino, pois fez a pesquisa por telefone. Se pecarmos por apego à verdade factual, concluiremos que o noticiário da grande imprensa brasileira sobre maduro é tão confiável quanto a pesquisa do instituto argentino Datamática. A grande imprensa brasileira, como se sabe, não disfarça uma troca escandalosa do jornalismo por torcida político-ideológica. Assim, o grande prejudicado é o público que tenta entender o que acontece naquele país. Em absolutamente todas as eleições que vêm ocorrendo na Venezuela desde 1999, perto da eleição a mídia internacional alinhada ao noticiário made in USA sempre aponta uma reação da oposição de última hora, a qual nunca se confirma. Desta vez não é diferente. Os Jornais Nacionais, nos últimos dias, pela enésima eleição venezuelana relatam que, “nos últimos dias, caiu a diferença” entre o candidato chavista e o da oposição. O resultado da eleição venezuelana, que em algumas horas – a partir da publicação deste texto – se fará conhecer graças ao sistema de urnas eletrônicas que, a exemplo do Brasil, a Venezuela também usa, reforçará o descrédito do jornalismo made in USA. Apesar de que esse tipo de jornalismo que impera na grande mídia brasileira previsivelmente tentará convencer as pessoas de que a maioria absoluta dos venezuelanos é composta por masoquistas alucinados, caso Maduro seja eleito ninguém que conheça a realidade latino-americana acreditará nisso. Se existe hoje um povo que não brinca na hora de votar, esse povo é o latino-americano. Esta parte do mundo já sofreu muito por escolhas eleitorais equivocadas e hoje vota com o bolso, com o estômago e com suas perspectivas de vida. Os venezuelanos, portanto, sabem muito bem por que votam. Se Nicolás Maduro vencer a eleição hoje, você que acredita no que o noticiário made in USA diz sobre a Venezuela terá todas as razões lógicas para acreditar que tal noticiário é uma farsa, caso pense logicamente. SINTONIA FINA – @riltonsp 

7 horas atrás

Box da série ‘Triple collection’ reúne os álbuns ‘Van Halen’, ‘1984’ e ‘5150’

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Grupo norte-americano de rock pesado em atividade desde 1972, Van Halen tem reeditados três títulos de sua discografia em boxda série The triple album collection lançado no Brasil neste mês de abril de 2013. Voltam ao catálogo Van Halen (1978, álbum de estreia da banda que apresentou músicas que se tornariam emblemáticas na obra do Van Halen, casos deRunnin’ with the devil e Ain’t talkin’ ‘bout love), MCMLXXXIV (disco de 1984, um dos mais populares do grupo por conta de hits com Jump e mais conhecido pelo título extraoficial 1984) e 5150 (álbum de 1986, o primeiro do Van Halen com o vocalista Sammy Hagar, que substituiu David Lee Roth). Assim como os demais títulos da série, o box do Van Hallen na Triple album collection traz reedições produzidas sem encartes e sem qualquer informação sobre os discos.
8 horas atrás

Gerson Carneiro: não basta ser caridoso, tem que ser chiqueroso

MARIA FRO por mariafro
 

Por: Gerson Carneiro

Já doei bolsa Prada à Campanha do Agasalho. Neste ano, foram roupas Daslu e Juliana Jabour. Os beneficiados podem precisar de peças  assim para uma entrevista de emprego, por exemplo” , Sophia Alckmin.

Filha de Geraldo Alckmin faz sua contribuição social, anuncia um certo blog.

O que um miserável faz com uma bolsa Prada numa madrugada fria?

Talvez guardar trufas negras de R$ 6.000,00 o quilo (muito mais caras que os tomates da Ana Maria Braga) doadas por FHC.

Meu sonho é ganhar um terno Armani na Campanha do Agasalho.

E esse meu amigo está precisando de bolas de golf.

8 horas atrás

A cobertura fotográfica das eleições venezuelanas por Joka Madruga

MARIA FRO por mariafro
 

O fotógrafo Joka Madruga esteve em Caracas cobrindo a última semana da campanha das eleições para presidência na Venezuela e cobriu a votação neste domingo.
Para conhecer o excelente trabalho deste fotógrafo visite o seu site: http://www.terralivrepress.com

Venezuelanos vão às urnas neste domingo, 14 de abril de 2013, em Caracas. Foto: Joka Madruga / Futura Press


8 horas atrás

Charge do Bessinha

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
8 horas atrás

Limites civilizados

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
Delfim Netto, CartaCapital 

“A redução permanente da taxa de inflação no Brasil para limites civilizados está longe de poder ser resolvida pela elevação da taxa de juros, simplesmente com a manipulação da Selic. Todos sabem, em especial nos mercados financeiros, que conter a inflação depende de uma ação coordenada dos governos e do suporte da sociedade na redução dos benefícios ilegítimos apropriados por amplos segmentos nos setores públicos e privados. 
É de setores do mercado financeiro que surgem, contudo, as reações menos “civilizadas” à postura cautelosa do governo no trato da política monetária. Quando o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, diz, em audiência pública no Senado Federal, que o mercado precisa entender não haver “qualquer hipótese de o governo da presidenta Dilma e o próprio BC serem tolerantes com a inflação”, logo os agentes financeiros começam a especular que a autoridade monetária prepara o ambiente para a alta da Selic, “se não na reunião de maio do Copom, quem sabe até antes, na de abril…” 
Especuladores muito ansiosos defendem sem constrangimento a conveniência de promover a elevação do juro -real “para gerar logo algum desemprego e, assim, reduzir a taxa de inflação que teima em se aproximar do limite superior da meta”. Como o mercado é viciado em volatilidade, agentes mais excitados trataram de enxergar ambiguidade na colocação de meridiana clareza do presidente do BC, em resposta ao questionamento dos senadores durante a audiência desta semana. “Se e quando for necessário, o Banco Central usará os instrumentos de política monetária para que a convergência da inflação para a meta se materialize mais à frente”, disse Tombini.” Artigo Completo, ::AQUI:: 

8 horas atrás

Maduro: ‘Não haverá pacto com a burguesia’ na Venezuela

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

“O pacto com a burguesia se acabou. Aqui não haverá pacto com a burguesia, haverá diálogo com a classe operária, com os empresários patriotas, com os estudantes secundaristas, universidades, professores, diálogos bolivarianos com todos. Bem-vindos”

O presidente interino e à Presidência da Venezuela, Nicolás Maduro, disse neste domingo (14) que, se for eleito, não fará “pacto com a burguesia” nem manterá diálogo com a “elite” nacional.

Respondendo a perguntas de jornalistas após votar em uma escola de Cátia, um subúrbio humilde no oeste da capital, Caracas, Maduro foi ainda evasivo em relação a uma retomada de relações com os Estados Unidos, “porque eles estão sempre conspirando”.

As declarações são o primeiro indício do que esperar de um governo Maduro, o candidato mais bem colocado nas pesquisas de opinião. Ele respondia à pergunta de uma jornalista sobre suas primeiras medidas no campo econômico, da união nacional e da relação com os EUA.

O presidente interino disse que o governo de seu antecessor, Hugo Chávez, sempre quis dialogar com a oposição, mas os opositores sempre preferiram tentar tirar Chávez do poder pela força. Citou, como exemplos, um fracassado golpe de Estado em 2002, uma greve patronal no fim de 2002 e 2003, e um referendo revocatório em 2004 –ano em que o líder bolivariano finalmente consolidou seu poder no país.

“Atenção: a palavra diálogo vinculada ao velho conceito da democracia representativa, esse é o pacto das elites”, disse Maduro.

“O pacto com a burguesia se acabou. Aqui não haverá pacto com a burguesia, haverá diálogo com a classe operária, com os empresários patriotas, com os estudantes secundaristas, universidades, professores, diálogos bolivarianos com todos. Bem-vindos”, continou.

“Sempre estamos abertos a conversar sobre todos os temas. Mas na Venezuela há uma revolução e esta criou novos valores da democracia. Um deles foi acabar com o pacto das elites e o coleguismo.”

Encruzilhada

Se for confirmada, a eleição de Maduro não chegará a ser uma surpresa; menos clara, nesse momento, será a linha que seu governo seguiria.

A sociedade venezuelana permanece fortemente polarizada politicamente, e esta eleição coloca o país em uma encruzilhada a partir da qual chavistas e opositores podem tentar construir um diálogo ou se apartar ainda mais.

Em um intervalo curto para passar a sua mensagem eleitoral, o candidato chavista adotou uma estratégia dupla: tentou passar uma lealdade cega e irrestrita –quase metafísica– a Hugo Chávez; e remeteu a ressentimentos históricos da população que se via excluída da política venezuela antes de Chávez.

Para tanto, tratou de qualificar o opositor, Henrique Capriles, de “burguesinho”, “oligarca” e aliado do “imperialismo ianque”, entre outros adjetivos.

A própria realização das eleições nesta semana, aniversário do fracassado golpe que derrubou Chávez no dia 11 de abril de 2002 e fracassou no dia 13, fortalece essa associação.

O antigo bordão chavista “Não voltarão” segue tão utilizado quanto o madurista “Chávez vive, a luta segue”.

Abertura?

Entretanto, há uma linha de observadores da política venezuelana que acreditam existir uma chance de que, no poder, Maduro seja mais aberto e flexível que Chávez.

Eles lembram que o herdeiro de Chávez é um civil e não um militar como seu antecessor, e que ele foi chanceler venezuelano durante mais de seis anos.

Se for eleito, no campo externo um dos problemas que herdará é um relacionamento difícil com os EUA, apesar de a Venezuelaser o terceiro maior vendedor de petróleo para os americanos e os EUA, um dos principais fornecedores de gasolina processada para a Venezuela.

Em meio a tensões na ocasião da morte de Chávez, em março, Caracas expulsou dois adidos militares da embaixada americana, acusando-os de querer incitar rebeliões entre os militares venezuelanos. Em reciprocidade, Washington também expulsou dois diplomatas venezuelanos.

Desde 2010, as representações dos dois países não são encabeçadas por embaixadores, e sim por encarregados de negócios.

“Sempre há dificuldades (com os Estados Unidos), porque eles sempre estão conspirando”, disse neste domingo Nicolás Maduro. “Na Venezuela não se aceitará que se humilhe a dignidade deste país por parte do império.”

As eleições começaram a fechar por volta das 18h (19h30 no horário de Brasília). O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) espera que o novo presidente eleito possa ser definido nas três primeiras horas da apuração.

8 horas atrás

O fim do mundo em três meses

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 

Foto 



Por Ricardo Kotscho, no blogBalaio do Kotscho:

De vez em quando, ultimamente, fico até com receio de perder meu tempo escrevendo. O mundo já poderá ter acabado quando este texto chegar aos caros leitores. Quem vai ler?

Sem falar na sempre iminente guerra nuclear das Coréias, o fim do mundo está onipresente no noticiário nacional, como se houvessem estabelecido uma programação prévia para não deixar o brasileiro respirar sossegado dois dias segundos.

Mal se termina de falar de uma crise e já aparece outra nas manchetes, sem que tenha dado tempo da anterior terminar.

O ano mal começou, e já tivemos de volta as notícias alarmistas sobre os iminentes riscos de apagão de energia em razão da falta de chuvas nos reservatórios, ao mesmo tempo em que as enchentes em outros pontos do país provocavam novas tragédias. Imagens de reservatórios com pouca água e morros despencando eram acompanhadas de análises dos especialistas de sempre para quem o país, com este governo, não tem nenhum futuro, seja por falta ou excesso de chuvas.

Os brasileiros nem tivemos tempo de comemorar o recorde da safra de grãos, e já começaram as séries de reportagens sobre o colapso na infraestrutura, com estradas intransitáveis e congestionamentos nos aeroportos.

E assim fomos seguindo o ano de 2013, de agonia em agonia, até que sobreveio a grande crise do preço do tomate, a maior de todas, porque esta pode explodir ao mesmo tempo a inflação e os juros, levando o país à ruína completa. Em apenas três meses, ficamos novamente à beira do abismo.

Esses problemas todos existem, é claro, e alguns são bastante sérios, como já mostramos aqui no Balaio, tornando mais difícil a recuperação da economia. O clima de catastrofismo, porém, vai além da realidade dos fatos e tem como pano de fundo a sucessão presidencial de 2014, ativada pela antecipação da campanha e pela ausência de candidatos competitivos para enfrentar a candidata do governo.
Inconformados com os altos índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff, que nas atuais pesquisas lhe garantem a reeleição já no primeiro turno, setores da sociedade que se sentiram prejudicados com a queda de juros e tarifas, especuladores e rentistas, aquela gente que não se conforma com medidas que visam a beneficiar a população de baixa renda, resolveram investir em outros campos, já que o cenário eleitoral não lhes dá muitas esperanças de voltarem ao poder tão cedo.

Alguma coisa está fora de ordem e de lugar quando assistimos à judicialização da política e à politização do judiciário, e os grandes protagonistas da cena brasileira se tornam o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que agora têm uma opinião formada sobre tudo e dão seus pitacos definitivos sobre qualquer assunto, mesmo quando não são chamados.

Gurgel já decidiu que a nova distribuição dos royalties do petróleo só deverá valer a partir de 2016, Barbosa comenta a indicação do polêmico deputado pastor Marco Feliciano para uma comissão da Câmara, e ambos se dedicam com afinco para colocar na cadeia os condenados da Ação Penal 470, recusando sumariamente qualquer recurso dos advogados de defesa.

Citado pelo ex-ministro José Dirceu numa história no mínimo malcontada no episódio para a sua indicação para o STF, o ministro Luiz Fux manda responder que não vai polemizar com réus condenados. Na mesma semana, o procurador-geral Gurgel determina ao Ministério Público e à Polícia Federal investigações sobre o ex-presidente Lula, a partir de declarações feitas por Marcos Valério, réu condenado a mais de 40 anos de prisão.

No mesmo momento em que Barbosa denuncia o “conluio” entre advogados e magistrados, o escritório de Sergio Bermudes, um dos mais caros do país, anuncia o patrocínio de uma festa de arromba para mais de 300 pessoas em seu apartamento de 800 metros quadrados, no Rio de Janeiro, para comemorar o aniversário de 60 anos de Luiz Fux, cuja filha Marianna, candidata a uma vaga no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, trabalha com o anfitrião. A pedido da mãe do homenageado, diante da repercussão do regabofe, a festa foi cancelada, segundo os jornais deste sábado.

Mas não faltarão outras festas do gênero, por mais que isso irrite Barbosa, para congregar os comensais dos dois lados do balcão da Casa Grande, que podem perder as eleições, mas nunca perdem a pose nem o poder.     Crédito: caiu na rede

8 horas atrás

Começou o chororô da direita Venezuelana: Capriles insinua fraude na eleição da Venezuela

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

Oposicionista insinua tentativa de fraude na eleição da Venezuela

Há tentativa de ‘mudar vontade do povo’, disse Henrique Capriles no Twitter.

Para o governo chavista, afirmação é ‘irresponsável’.

Do G1, em São Paulo

À esquerda, candidato Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez; à direita, candidato Henrique Capriles, de oposição (Foto: Raul Arboleda/Ronaldo Schemidt/AFP)À esquerda, candidato Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez; à direita, candidato Henrique Capriles, de oposição (Foto: Raul Arboleda/Ronaldo Schemidt/AFP)

O candidato oposicionista à presidência da Venezuela, Henrique Capriles, disse neste domingo (14) que existe uma “intenção” de “querer mudar a vontade expressada pelo povo” na eleição presidencial da Venezuela.

“Alertamos o país e o mundo sobre a intenção de mudar a vontade expressada pelo povo”, disse Capriles em sua conta no Twitter. No mesmo post, ele pede a seus partidários que compartilhem a informação.

A campanha de Capriles confirmou que a mensagem é autêntica, segundo a agência Reuters. Já o governo a classificou de irresponsável.

Os centros de votação da eleição presidencial da Venezuela começaram  a fechar, às 18h locais deste domingo (19h30 de Brasília), segundo as autoridades eleitorais, após um dia de votação considerada tranquila.

Capriles enfrenta nas urnas Nicolás Maduro, presidente interino e “herdeiro” político de Hugo Chávez.

“Tivemos um processo eleitoral que se desenvolveu com total normalidade, com total tranquilidade”, disse Sandra Oblitas, do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Ela disse que os locais de votação em que ainda havia pessoas na fila deveriam permanecer abertos.

 

“Falta um número importante de pessoas para exercer seu voto”, disse.

Fechada a votação, começou a transmissão dos dados na sala de totalização.

Nos centros, os fiscais de ambos os partidos devem conferir os resultados contando parte dos comprovantes físicos de votação.

A oposição dá importância a essa fase, pois considera que pode haver diferenças nos números.

Na Venezuela, as autoridades eleitorais não divulgam parciais. O resultado é divulgado apenas quando a eleição se define numericamente a favor de algum dos candidatos.

As pesquisas de boca-de-urna também não são permitidas.

Clima

Caravanas de motoqueiros percorrem os bairros populares gritando vivas ao líder oficialista.

O leste da capital, reduto da oposição,  permanece em silêncio, apenas com alguns fogos de artifício.

Maduro x Capriles

Os dois principais candidatos votaram à tarde.

Maduro, herdeiro político do presidente morto Hugo Chávez, Maduro, votou em Caracas.

“Está havendo recordes de participação”, afirmou Maduro ao votar, ponderando que mais de 11,5 milhões dos 18,9 milhões de eleitores no país já depositaram seus votos nas urnas, de acordo com a EFE.

“Hoje estamos aqui e as notícias são muito boas. Vocês sabem, está havendo recordes de participação por toda a Venezuela”, disse o herdeiro político de Chávez às agências de notícias. Ele assinalou estar passando por “uma grande emoção durante todo o dia”. “A história continua, a história é a garantia, falta muito ainda por fazer”, ressaltou.

Após votar, Maduro foi para o “Quartel da Montanha”, onde estão os restos mortais de Chávez, para aguardar os resultados das eleições.

Já Capriles, que também votou na capital, pediu a seus eleitores que participem do processo eleitoral  “em massa”, de acordo com a Reuters.

“Nossa força está no processo [eleitoral] e, por essa razão, pelas pessoas que têm esperado um chamado para a ‘avalanche’ [de votos], especialmente os estudantes, não vamos esperar mais. Peço que vão para os centros de votação. Façam uma ‘avalanche’ até que as urnas estejam encerradas”, disse o governador do estado de Miranda.

O candidato também instou os opositores a denunciar qualquer “atropelo” que se detecte e assegurou que “os abusos” serão derrotados com votos, em alusão as supostas irregularidades cometidas pelos oficialistas, como propaganda de boca-de-urna.

Cerca de 170 organizações internacionais acompanharam o processo eleitoral, entre elas o Centro Carter.

Economia

O sucessor de Chávez, que governará até 2019, enfrentará o desafio de reativar uma economia que começa a naufragar e de administrar uma profunda polarização social, depois de tanos anos de poder nas mãos de um líder tão carismático quanto controvertido.

A campanha eleitoral dos dois candidatos foi movida pela emoção, com o presidente interino, Maduro, usando da aura mística do falecido morto e com o líder opositor declarando-se numa “cruzada entre o bem e o mal”.

O próximo presidente tomará posse no dia 19 de abril. Seu primeiro desafio será enfrentar a economia à beira do colapso, depois de anos de um “boom” petroleiro que permitiu a Chávez custear as chamadas “missões” sociais para as classes populares.

Os analistas enumeram um coquetel explosivo: uma produção decadente, escassez generalizada, inflação de 20% em 2012, seca de divisas, tudo isso combinado com um aparelho público endividado (déficit de 15% do PIB) e um preço do barril de petróleo estancado em US$ 100.

Com seis milhões de beneficiados pelas missões e três milhões de pensionistas – quase 30% da população, Agustín Blanco, historiador e autor do livro “Fala o Comandante”, acha uma mudança radical é imperiosa para o país.

“É preciso colocar todos os venezuelanos para produzir, mas os dois candidatos seguem a mesma política assistencialista: eu vou repartir mais do que você”, lamenta, temendo “o maior colapso econômico dos últimos 50 anos

9 horas atrás

Confisco: funcionários do setor privado bancam aposentadorias milionárias do serviço público

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://www.midiamax.com.br Um estudo feito pelo aposentado carioca, Arthur Laranjeira, aponta que funcionários do setor privado bancam as aposentadorias dos ‘marajás’ do serviço público. Isso porque pagam o dobro à previdência e se aposentam com quase sete vezes menos. O assunto foi motivo de repercussão internacional, publicado. Segundo ele, ambas as contribuições vão para o Tesouro […]
9 horas atrás

PSDB fecha parceria com Microsoft para tentar “afundar” projetos de Software Livre

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

VINÍCIUS VIEIRA

no #seja livre

É isso mesmo minha gente, vocês não estão no blog errado: estamos sim falando de política!

Nesta semana recebemos uma denúncia de que o Governo do Estado do Paraná estaria fechando parcerias com a Microsoft, afim de “alavancar” o ensino público estadual.

O Governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB, assinou anteontem (09) um acordo de intenções com a Microsoft no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. O presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, disse que o Paraná está “puxando o trem da competitividade” no país.

O mais interessante é que o Paraná é o único Estado do país que tem lei aprovada de incentivo e uso de Softwares Livres (Lei Estadual 14.058/2003), que determina que a Administração Pública do Paraná deve utilizar, preferencialmente, programas abertos de computador.

Na aquisição de softwares proprietários, deve ser dada preferência para aqueles que operem em ambiente multiplataforma, permitindo sua execução sem restrições em sistemas operacionais baseados em software livre.

Ou seja, a iniciativa também descumpre as leis 14.195/2003 e 15.6742/2007, todas da época do governador Roberto Requião (PMDB), mas que ainda estão em plena vigência.

Se você não sabe leitor, o Governo do Estado do Paraná tem um dos principais órgãos tecnológicos do país, a CELEPAR, que inclusive foi criado para “executar políticas e ações envolvendo o Software livre” no âmbito do Estado do Paraná:

O Governo do Paraná é um dos principais usuários e desenvolvedores de software livre de todo o país.

A opção pelos programas de código aberto faz parte das políticas estratégicas de governo. Sua execução é de responsabilidade da CELEPAR. (leia mais aqui)

Celepar, cadê você???

A Celepar é responsável por inúmeros projetos de Software Livre público, como por exemplo o Expresso Livre, e que infelizmente com iniciativas como esta acabarão afundando no mar do esquecimento e subemprego.

Mas como um Estado que incentiva a prática do Software Livre no país aceita um acordo destes?

Os governos não são feitos de políticos e sim de partidos. No fim das contas, quem governa, manda e desmanda é o partido político do meliante cidadão em que votamos.

Segundo as nossas pesquisas, o PSDB, partido do Governador Beto Richa, tem um histórico interessante de “acordos com a Microsoft”, vejamos:

– No próprio site do PSDB encontramos uma notícia de que o Governador de Goiás, Marconi Perillo, fez uma viajem aos EUA no ano passado (2012) afim de se reunir com a Microsoft e “agradecer” a empresa pela “economia de R$ 90 milhões aos cofres públicos de Goiás”. Se a VERDADEIRA INTENÇÃO do PSDB fosse a economia, teriam usado software Livre e não teriam gasto um único centavo!

– Em 2009 o Governo do Estado do Rio Grande do Sul também fechou parceria com a Microsoft para implantação do “Windows Educação” nas escolas públicas.

– Segundo o Presidente da Microsoft do Brasil, a empresa está negociando os mesmos termos com outros estados do país, como por exemplo o Rio de Janeiro, que apesar de ser governado pelo “PMDBista” Sérgio Cabral, tem aliança com o PSDB.

– O Criador do AI-5 Digital, Eduardo Azeredo, que também é do PSDB, recebeu apoio da Microsoft em pesquisas sobre infecção por vírus no país (leia esta página, no fim do artigo), e usa este dado para basear sua escrúpula invernada contra a Internet brasileira. É engraçado falar que “se colocarmos rédeas na internet” as infecções por vírus diminuirão, mas ninguém comenta em se usar plataformas menos suscetíveis a vírus como forma de diminuição destes dados…

– Instalações do PSDB são usadas para eventos da Microsoft

Gente, não sou “esquerdista”, muito menos “PTista” e nem sequer confio ou apoio nenhum partido político, mas acho que deu pra ficar bem claro a parceria do PSDB com a Microsoft. A pergunta que não quer calar é: por que será que um partido político teria uma parceria com uma empresa desenvolvedora de software? E a resposta é simples: desvio de dinheiro público e Lobby!

Sinceramente esse Brasil me enoja…

9 horas atrás

Dono de sexshop gospel diz não ter artigos para homossexuais

PAULO LOPES por Paulo Lopes
 
A loja virtual gospel temvibrador, mas pequeno O SexshopGospel, como seu nome já deixa explícito, vende brinquedinhos sensuais a evangélicos. Mas nem todos os brinquedos, só os “leves”, disse…

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9 horas atrás

Ao perdedor, os tomates

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa   “Os principais jornais de circulação nacional demonstram um entusiasmo quase triunfal pelas notícias sobre aumentos pontuais dos preços de certos gêneros alimentícios. Os índices anunciados no último mês realmente mostram um descompasso nos valores de alguns produtos, com especial destaque para o tomate, que se tornou até mesmo tema de anedotas nas redes sociais.

O movimento de alta produz sua consequência natural em qualquer economia: a queda nas vendas do varejo. A imprensa adora citar aquela frase famosa do estrategista do ex-presidente americano Bill Clinton, James Carville, anotada num quadro da sede da campanha eleitoral de 1992: “É a economia, estúpido”.

Na sexta-feira (12/04), porém, a reação natural dos consumidores faz os editores se esquecerem da lição contida na frase, justamente para fazer uso político de seu significado. O Globo e a Folha de S.Paulo pareceram ter combinado. Com variação sutil, os dois diários anunciam em suas manchetes: “Alta de alimentos derrubavendas de supermercados”, disse a Folha; “Alta dos preços já derruba vendas em supermercados”, anunciou o Globo.

A análise da intencionalidade de uma frase, no caso das manchetes de jornais, virou brincadeira de criança, tamanha a falta de sutileza do texto jornalístico. Observem a leitora e o leitor, por exemplo, o uso do verbo “derrubar” em contexto que induz a certa dramaticidade, e, no caso do Globo, a inserção do advérbio “já”, de intensidade, que denota uma suposta antecipação da queda nas vendas do varejo, apresentada como fato incontornável.” Artigo Completo, ::AQUI:: 

9 horas atrás

O papel de Fidel Castro no contra-golpe na Venezuela, em 2002

BOILERDO por Betho Flávio
 

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Venezuela – Solidários –

Antonio Ibiapino da Silva

a Venezuela sofre uma forte agitação política.

No núcleo da agitação existia um golpe militar, coordenado por um setor do exercito venezuelano e seu comandante era o General Vázquez Velasco.

No dia 12, o presidente Hugo Chávez liga para Fidel Castro eram 12:38h. Fidel atende o telefone e recebe informes sobre os acontecimentos no país.

Entre os informes, Chávez diz: “Estamos en el Palacio atrincherados hemos perdido la forza militar que podia decidir y nos quitaran la señal de televisión”. Dito isso, Fidel pergunta: “que forças tens”? Hugo Chávez respondeu que contava com 200 a 300 homens e que estavam todos esgotados. Fidel indaga uma vez mais: “Tanques tienes”? Não temos, havia tanques, mas retiraram estão agora nos quartéis. Fidel faz a última pergunta, queria saber se o presidente contava com outras forças. Mas a resposta não foi satisfatória, o presidente Hugo Chávez disse que havia outras forças, mas estavam longe e sem comunicação; falou também de um aliado, tratava-se do General Raúl Isaias Baduel, chefe da Divisão de Brindados.

Após o informe Fidel pediu ao presidente Chávez para expressar um ponto de vista sobre a situação; com a devida permissão do presidente, Fidel disse: “propunha uma saída, através de um acordo digno, pois é necessário preservar a vida dos homens que tens, eles são fieis, não os sacrifique. Mas Chávez respondeu que todos estavam dispostos a morrer lutando.

Eu sei que esses homens são valiosos, mas penso que nestas circunstâncias tenho melhores condições de refletir que você. Peço que não renuncies em nenhuma condição, exija garantias honoráveis e garantias para que não sejas vítima dessa tragédia. O esforço primordial é para que preserves a tua vida e a de teus companheiros. É importante que procure alguém com autoridade entre as fileiras golpista e propunha sua disposição para sair do país, contanto que não renuncie.

Aqui de Cuba, eu tratarei de mobilizar o corpo diplomático em nosso país e na Venezuela. Também enviaremos dois aviões com nossos conselheiros e um grupo de diplomatas para transladá-lo.

Hugo Chávez pensou um pouco e finalmente aceitou a proposta do comandante Fidel.

O Comandante cubano elaborou três possibilidades estratégicas para o problema do golpe. A primeira era ficar dentro do palácio Miraflores e resistir até a morte; a segunda era sair do palácio e tentar reunir-se com o povo para desencadear uma resistência nacional com ínfimas possibilidade de êxito e a terceira era exatamente sair do país de forma segura e ganhar tempo para reorganizar as forças necessárias para a vitória.

Em plena madrugada Fidel se reuniu com o corpo diplomático e propôs que os embaixadores seguissem com Filipe Pérez Roque, Ministro das Relações Exteriores, à Caracas para, pacificamente, resgatar vivo o presidente da República.

Inicialmente a proposta não pode ser concretizada, porque os golpistas não concordaram, comunicando ainda que Hugo Chávez seria submetido a um Conselho de Guerra.

Chávez tenta conversar com o comando golpista, colocou seu uniforme de pára-quedista e seguiu acompanhado de seu ajudante, Jesús Suáres Chourio, para o Forte de Tiuna; Quartel General e posto de mando militar do golpe.

Nesse momento não havia comunicação, ninguém sabia o que estava acontecendo; apenas a televisão divulgava esporadicamente que Chávez tinha se demitido. O objetivo era desmobilizar os partidários de Chávez e também o povo. Fidel liga para Chávez, mas não consegue completar a ligação, ele já estava preso.

No dia 12 de abril Fidel fala com a filha do presidente Chávez, Maria Gabriela, que comunicou a prisão do presidente.

Às 10:02h do mesmo dia, Maria Gabriela chama outra vez Fidel e transmite as palavras de Chávez. De imediato, Fidel pergunta: “tu estarias disposta a informar ao mundo com tuas próprias palavras”? Ela responde: “Qué no haria jo por mi padre”?

Então Fidel chama Randy Alonso, jornalista e diretor do Mesa Redonda. Antes das 11:00h, Randy chama Maria Gabriela, através do telefone informado por Fidel, e faz a gravação, que Cuba entregou as agencias credenciadas em Havana e também as transmite pelo noticiário de televisão.

Às 12:40h do dia 12 de abril de 2002, a informação cubana na própria voz de Maria Gabriela desmoraliza a CNN, que publicava as mentiras divulgadas pelos militares. A desmoralização foi motivo de reunião por parte da direção da CNN.

As noticias veiculadas em Cuba foram escutadas por milhões de venezuelanos e pelos militares fieis a Hugo Chávez, e ainda serviram para que a CNN parasse com as mentiras de que o Chávez havia renunciado.

Há noite, precisamente às 11:15h. Maria Gabriela liga para Fidel e começa falar com voz trágica. O Comandante nem deixou que ela terminasse, interrompeu a e perguntou: “o que aconteceu?” Maria Gabriela responde: “Levaram meu pai em um helicóptero, e não sabemos onde ele está agora”. Fidel a interrompe novamente dizendo: “Você tem que denunciar isso com a sua própria voz”. Randy Alonso, estava com Fidel e também um grupo de dirigentes da juventude, pararam a reunião e Randy fez a denúncia com a própria voz da filha do Chávez. Mais uma vez, o mundo sabe a verdade, através de Cuba.

No dia 13 sábado, às 10:00h. Maria Gabriela liga novamente para Fidel e comunica que os pais do presidente queriam falar com o comandante Fidel e fazer uma declaração.

Na fala a mãe de Chávez, informa que o chefe militar da Guarnição acabara de falar com seu esposo, Hugo de los Reyes Chávez e, que esse havia dito que seguia firme a constituição.

Em seguida Fidel fala com Lucas Rincón, Inspetor Geral das Forças Armadas, o qual afirmou que a Brigada de Paraquedista, a Divisão Brindada e a Base de Caça Bombardeiro F-16 estavam contra o golpe e prontas para atuar. Após o informe Fidel pede para que fossem evitados confrontos entre militares.

Alguns minutos depois a brava Maria Gabriela liga para Fidel e diz que o General Baduel, chefe de Brigada de Paraquedistas estava querendo comunicar-se com Fidel e que as forças leais de Maracay desejavam fazer uma declaração ao povo da Venezuela e a opinião pública internacional.

Fidel fala com o General Badual e diz: “tudo bem, a declaração pode ser feita agora mesmo”. Espere, disse o General; e passou o telefone ao General Julio García Montoya, secretário permanente do Conselho Nacional de Segurança e Defesa. O General Montoya fala com Fidel que logo o coloca em contato com Randy, para que fizesse a declaração, que consistiu no seguinte: “Las Fuersas Armadas venezolanas são fieles a la Contitución”. Nesse instante Fidel declara a seus assessores que o golpe estava derrotado. Mas restava uma preocupação, era com a vida de Chávez.

Às 4:15h da tarde, Fidel telefonou ao embaixador de Cuba na Venezuela, Germán Sánchez e perguntou se era possível fazer um contato com o General golpista, Vázquez Velasco. O embaixador respondeu que sim. Neste caso, disse Fidel fale em meu nome e expresse a opinião de que um rio de sangue pode correr na Venezuela e que somente um homem poderia evitar essa possibilidade perigosa; esse homem é Hugo Cháves.

O General Vásquez respondeu a chamada e afirmou que Chávez estava sob seu poder e garantiu que a vida do mesmo seria preservada, mas não podia libertá-lo. Na ocasião o embaixador insistiu, mas o General interrompeu a ligação desligando o telefone.

Fidel imediatamente chama a Maria Gabriela e comunica sobre as palavras de Vázquez, especialmente no que se relacionava com as garantias de preservar a vida do presidente. Ao mesmo tempo pediu para comunicar-se com o General Baduel.

Eram 4:49h da tarde, com Baduel Fidel expressa a opinião de continuar fazendo pressão sobre o General chefe dos golpistas. O General Baduel aproveitou para comunicar ao Comandante Fidel que estava selecionando os homens e também preparando os helicópteros para fazer o resgate do presidente Chávez.

Durante o resto do dia até à 0:00h da noite do dia 13, Fidel Castro tratou de fazer contatos com várias pessoas sobre o resgate e sobretudo com a preservação do vida do resgatado. Falou com Diosdado Cabello Hector Navarro, ministro da Educação Superior sugerindo que ordenasse a Vázquez a liberação do Chávez e que o advertisse da grave responsabilidade, caso desacatasse essa ordem.

Os golpista permaneciam irredutíveis e esperavam um avião de um empresário para transladar o presidente a um lugar desconhecido.

Estou convicto de que Fidel Alejandro Castro Ruz foi o grande estrategista da batalha para salvar a vida e também a Revolução Bolivariana. A inteligência do comandante e sua capacidade de dirigir conflitos de alto risco fez a diferença naquela situação em que o povo venezuelano poderia ter se confrontado em uma desnecessária e violenta guerra civil, pondo em risco a vida de milhares de pessoas.

Fidel sabia que a guerra era suja, que por trás daquela desordem estavam os Estados Unidos e a CIA mancomunada com o gusano Pedro Carmona, para desestabilizar o governo legitimo e o povo, e assim alterar o curso da Revolução, para fazer prevalecer a concepção metafísica, porque essa correspondia naquele momento conjuntural os interesses das classes dominantes.

De fato o golpe foi arquitetado pelos Estados Unidos, para impedir a ideia dos revolucionários venezuelanos de querer mudar o histórico regime social vigente no país de Bolívar, de Dom José Maria Gual, de Dom José Maria Espanha e do contemporâneo e heróico povo, que hora lutava por um mundo em que todos e todas tivessem direito ao bem estar e a vida.

Antonio Ibiapino da Silva é advogado e sindicalista.Autor do livro “Fidel e a democracia” também é membro do Partido dos Trabalhadores no estado do Ceará.

tem a ver comigo

por Betina Siegmann

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