Category: musica


Dado dá passo solo no palco entre lado B da Legião e tema de Cat Power

por Mauro Ferreira
 
 Música de autoria de Cat Power lançada pela cantora e compositora norte-americana em seu radiante nono álbum de estúdio, Sun(2012), 3,6,9 ganhou a voz de Dado Villa-Lobos. O tema de Power integra o roteiro do show de lançamento do CD O passo do colapso (2012), segundo disco solo de estúdio do compositor e guitarrista projetado na banda brasiliense Legião Urbana (1982 – 1996). Do repertório da Legião, aliás, Dado pinçou algumas músicas menos badaladas, como Depois do começo (Renato Russo, 1987) e Giz (Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, 1993), para cantar no show. Contudo, o show O passo do colapso – cuja estreia foi na noite de ontem, 8 de abril de 2013, no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ) – tem roteiro centrado nas músicas do álbum homônimo que foi lançado em edição digital em dezembro de 2012 e ganha edição física em CD neste mês de abril. Eis o roteiro seguido por Dado Villa-Lobos – visto em foto de Mauro Ferreira – na estreia nacional do show O passo do colapso
1. Colapso (Dado Villa-Lobos, China e Jr. Black, 2012)
2. Brilho de gente que faz brilhar (Beto Callado, 2012)
3. Filho (Son) (Scott Weilland e Victor Indrizzi em versão em português de Dado Villa-Lobos, 2012)
4. Lucidez (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012)
5. Sobriedade (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012)
6. Depois do começo (Renato Russo, 1987)
7. Beleza americana (Fausto Fawcett e Carlos Laufer, 2012)
8. Tudo bem (Marcelo Guimarães, 2012)
9. Quando a casa cai (Nenung, 2012)
10. Overdose coração (Fausto Fawcett e Carlos Laufer, 2012)
11. Giz (Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, 1993)
12. 3,6,9 (Cat Power, 2012)
13. O passo do colapso (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012)
Bis:
14. O teatro dos vampiros (Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, 1991)
15. O homem que calculava (Nenung, 2012)
16. Índios (Renato Russo, 1986)
17.O parto (Dado Villa-Lobos e Cristina Braga sobre poema de Eduardo Galeano,2012) – texto em off
6 horas atrás

Menescal quer renovar sua bossa com alma e voz de roqueira do agreste

por Mauro Ferreira
 
 Em Bossa de alma nova, CD que lança no Brasil neste mês de abril de 2013 por seu selo Albatroz, Roberto Menescal procurou dar cara, voz e alma novas à sua bossa. A novidade vem do fato de o compositor carioca assinar o disco com Andrea Amorim, cantora cuja história foge do estereótipo da cantora de Bossa Nova de tom suave e cool. Ex-roqueira de Garanhuns, cidade do agreste pernambucano onde Dominguinhos veio ao mundo, Amorim dá voz em Bossa de alma nova a músicas compostas por Menescal com parceiros como Chico Buarque, Oswaldo Montenegro, Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994) e Wanda Sá. Com capa graciosa que capta o espírito carioca da bossa, o disco já foi lançado no Japão em 2012, a tempo de festejar os 75 anos do parceiro de Bôscoli em maravilhas contemporâneas como Rio Você, músicas cariocas da gema, ambas aliás incluídas no álbum, ao lado de temas como A morte de um Deus de sal
6 horas atrás

Baia inclui ‘Desafio’ de Edu Krieger entre as 10 inéditas de seu sétimo CD

por Mauro Ferreira
 
 Nas lojas e no iTunes a partir desta segunda semana de abril de 2013, em edição da Som Livre, o sétimo disco solo de Maurício Baia, Com a certeza de quem não sabe nada, apresenta regravação de Desafio – música do cantor e compositor Edu Krieger, lançada por Krieger em 2006, em seu primeiro CD solo – entre dez inéditas autorais de Baia. Baiano radicado no Rio de Janeiro (RJ),o cantor e compositor dá voz no disco a músicas como Em nome da fomeEssa moçaOração de regressoPousandoQuando eu morrer e Solto pelo ar.
7 horas atrás

Amarante divulga a triste ‘Tardei’, outra música de seu disco solo ‘Cavalo’

por Mauro Ferreira
 
 Depois da festa, a ressaca. Tardei – segunda (boa) música do primeiro disco solo de Rodrigo Amarante a cair na rede – é canção melancólica, gravada com coro de clima quase celestial. O tom triste da inédita Tardei contrasta com a animação de Maná, primeira faixa divulgada do álbum e que, a rigor, já era conhecida por se tratar de música do repertório do grupo The Bottletop Band, coletivo que une músicos brasileiros e ingleses, inclusive o próprio hermano carioca. Intitulado Cavalo, o solo de Amarante tem lançamento previsto para junho de 2013.
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Queens of the Stone Age revela capa e faixas do álbum ‘…Like clockwork’

por Mauro Ferreira
 
 Eis a capa de …Like clockwork, sexto álbum de estúdio do Queens of the Stone Age, o sucessor de Era vulgaris (2007). Em pré-venda no iTunes e nas lojas virtuais a partir desta terça-feira, 9 de abril de 2013, o disco vai ser lançado em 3 de junho via Matador Records. …Like clockwork apresenta dez músicas inéditas. Uma, My gold is sun, já está disponível para audição no site oficial do grupo norte-americano. Gravado com o cantor Mark Lenegan, que atuou como vocalista da banda nos álbuns gravados entre 2000 e 2005, …Like clockwork tem convidados estelares como Dave Grohl, Elton John, Jake Shears (do grupo Scissor Sisters), Nick Olivieri (baixista da formação original do Qotsa) e Trent Reznor (do grupo Nine Inch Nails). Eis as dez faixas do primeiro álbum do Queens of the Stone Age em seis anos: 
1. Keep your eyes peeled
2. I sat by the ocean
3. The vampyre of time and memory
4. If i had a tail
5. My god is the sun
6. Kalopsia
7. Fairweather friends
8. Smooth sailing
9. I appear missing
10. …Like clockwork

‘Triple album collection’ embala três álbuns de três fases dos Bee Gees

por Mauro Ferreira
 
 Série de reedições criada pela gravadora Warner Music para revitalizar seu catálogo, The triple album collection embala em boxtrês álbuns de determinado artista ou grupo. Os álbuns são relançados em CDs encartados em miniaturas das capas dos LPs originais, só que sem os encartes correspondentes. Recém-lançado no Brasil, o volume dedicado ao trio australiano Bee Gees na coleção repõe em catálogo títulos de três fases distintas da discografia da banda. O primeiro, Spirits having flown, foi lançado originalmente em 1979, quando ainda estava alta a febre de disco music provocada pela trilha sonora do filme Saturday night fever, capitaneada pelas músicas fornecidas pelos irmãos Gibb para a produção. Spirits having flown rendeu hits como TragedyToo much heaven Love you inside out – músicas inspiradas que prolongaram o momento áureo do trio. Segundo título do boxSize isn’t everything é álbum de 1993, quando o trio já não era a bola da vez no universo pop. Mas a belíssima balada For whom the bell tolls – a grande música do disco, projetada no Brasil na trilha sonora da novela Sonho meu (TV Globo, 1993 / 1994) – reiterou a habilidade dos irmãos Gibb na composição de músicas capazes de seduzir milhões de pessoas. Se alguém ainda duvidava desse talento do trio, One night only – álbum ao vivo gravado em 1997 e lançado em 1998 – fez o resumo de obra majestosa ao longo de 24 faixas, quase todas hits que atravessaram gerações.

Cantora do tango ‘Fumando espero’, atriz Sara Montiel sai de cena aos 85

por Mauro Ferreira
 
 Sara Montiel – nome artístico da atriz espanhola María Antonia Abad Fernández (10 de março de 1928 – 8 de abril de 2013) – talvez seja mais lembrada pelas futuras gerações como a intérprete de filmes produzidos na indústria cinematográfica do México e dos Estados Unidos. A primeira atriz espanhola a triunfar na meca de Hollywood. Contudo, Sarita Montiel – como era conhecida no Brasil a artista que saiu de cena em Madrid nesta segunda-feira, 8 de abril de 2013, aos 85 anos – foi também expressiva cantora, tendo iniciado sua carreira musical a partir do êxito de sua interpretação do tango Fumando espero (Juan Viladomat Masanas e Félix Garzo,1922) no filme El último cuplé (1957). Foi a partir dessa mítica interpretação, a propósito, que a atriz Sarita Montiel deu progressivamente lugar à cantora Sarita Montiel. Contratada pela Columbia Records, a artista gravou álbuns anuais entre 1957 e 1971, sempre priorizando os tangos e os boleros melodramáticos em seu vasto repertório. La violetera (José Padilla Sánchez, 1928) – música dos anos 20 revitalizada ao dar título a filme estrelado pela atriz em 1958 – fez grande sucesso na voz de Sarita Montiel, tanto em disco como no cinema.
7 horas atrás

Jornal afirma que Adele está em estúdio com James Ford e Kid Harpoon

por Mauro Ferreira
 
 Embora Adele tenha declarado recentemente que somente ia gravar seu terceiro álbum quando tivesse “algo a dizer”, o tabloide inglês The Sun afirma que a cantora e compositora britânica já teria entrado em estúdio para começar a gravar o sucessor de 21 (2011). A novidade maior é que Adele estaria trabalhando o disco na companhia do produtor inglês James Ford e do cantor e compositor Kid Harpoon. Ford pilotou álbuns de Arctic Monkeys e de Florence + the Machine. Já Kid Harpoon – nome artístico de Tom Hull é coautor de músicas compostas com Florence Welch e com Paul Epworth, produtor e compositor muito ligado a Adele e ao disco 21.
8 horas atrás

Aos 30 anos, Bon Jovi refaz receita ao voltar ao pop em ‘What about now’

por Mauro Ferreira
 
 Resenha de CD
Título: What about now
Artista: Bon Jovi
Gravadora: Island Records / Universal Music
Cotação: * * 1/2

Aos 30 anos de vida, o grupo norte-americano Bon Jovi já não precisa provar mais nada para ninguém. Muito menos para críticos musicais que menosprezam o rock de arena da banda liderada por Jon Bon Jovi. Em seu 12º álbum de estúdio, What about now, o grupo apenas requenta sua receita – como já haviam sinalizado os singles Because we can e What about now. Temas como That’s what the water made me são músicas típicas do Bon Jovi. A diferença é que, analisado em perspectiva dentro da obra fonográfica da banda, o CD What about now soa um pouco mais pop – na linha do álbum Have a nice day (2005) – sem a condensada energia roqueira do anterior The circle (2009) e sem o toque country de Lost highway (2007), embora seja perceptível certa influência country em What’s left of me, canção de crítica social dirigida à política econômica dos Estados Unidos. Produzido por John Shanks, What about now é álbum moldado para contentar o público da banda – gente que pouco ou nada vai se importar com o alto teor de glicose do disco. Da safra de baladas, I’m with you e a acústica Amen se impõem no repertório pelo apelo de suas melodias, seguidas de perto porThick as thieves. Já Army of one é quase constrangedora com sua letra típica de autoajuda. “Never give up”, repete o Bon Jovi no refrão da faixa de tom tão pueril quanto positivista. Enfim, What about now é disco que em nada vai alterar o status do Bon Jovi entre crítica e seu público. Aos 30 anos de carreira, o Bon Jovi já tem um som cristalizado, feito sob medida para arenas e fãs, e não pode ser atacado por se recusar a mexer num time vitorioso.

11 horas atrás

Nas lojas em maio, ‘Alta fidelidade’ conecta Simoninha a Krieger e Rennó

por Mauro Ferreira
 
 Wilson Simoninha volta ao mercado fonográfico cinco anos após lançar Melhor (S de Samba, 2008), CD que, de fato, se revelou o mais inspirado título de discografia iniciada em 2002 com a edição de Volume 2 (Trama) e prosseguida com o álbum Sambaland club (2002) e com DVD e CD ao vivo editados em 2005 na série MTV Apresenta. Em maio de 2013, o filho de Wilson Simonal (1938 – 2000) vai lançar seu quinto trabalho, Alta fidelidade,  o quarto disco de estúdio e de inéditas. Editado pela S de Samba com distribuição da gravadora Som Livre, Alta fidelidade apresenta no repertório – essencialmente autoral – parcerias inéditas do cantor e compositor carioca com Bernardo Vilhena, Carlos Rennó, Edu Krieger, João Marcelo Bôscoli, João Sabiá (Meninas do Leblon, música já divulgada na internet), Marcelo Lima e Mu Chebabi.
21 horas atrás

Sai de cena Andy Johns, engenheiro de som de álbuns de Stones e Led

por Mauro Ferreira
 
 O britânico Andy Johns (1º de janeiro de 1952 – 7 de abril de 2013) produziu mais de 40 álbuns entre 1969 e 1972. A relação destes mais de 40 discos inclui títulos das obras fonográficas de nomes como Jethro Tull, Joe Satriani, Television, Van Halen e Television, entre outros de menor visibilidade no universo pop. Mas foi na função de engenheiro de som na gravação de álbuns antológicos dos grupos Led Zeppelin e Rolling Stones – como Led Zeppelin II (1969), Led Zeppelin III (1970), Led Zeppelin IV (1971), Sticky fingers (1971), o duplo Exile on main st. (1972), Goats head soup (1973) e It’s only rock’n’roll (1974) – que Johns tem seu lugar garantido na história da música pop, em especial na do rock produzido no Reino Unido. O rico legado do técnico de gravação vem à tona no momento em que Andy Johns sai de cena neste domingo, 7 de abril, aos 61 anos – 43 deles de (excelentes) serviços prestados ao universo pop.
7 de Abril de 2013 21:17

Série Tons reedita três álbuns gravados por Luiz Melodia em três décadas

por Mauro Ferreira
 
 Dando continuidade à série de reedições intitulada Tons, a gravadora Universal Music põe nas lojas, neste mês de abril de 2013, o box Três tons de Luiz Melodia, que embala três álbuns gravados por Luiz Melodia em três décadas diferentes. Primeiro álbum do cantor e compositor carioca, lançado em 1973 no rastro da propagação de músicas de Melodia nas vozes das cantoras Gal Costa e Maria Bethânia, Pérola negra é a obra-prima da discografia do artista. Título de menor repercussão na obra do cantor, Felino é álbum de 1983. Já Pintando o sete foi lançado em 1991 no embalo da inclusão da regravação da balada Codinome beija-flor (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Árias) – hit do primeiro disco solo de Cazuza (1958-1990) – na trilha sonora da novela O dono do mundo, apresentada pela TV Globo naquele ano de 1991.
7 de Abril de 2013 20:27

Grohl capta no filme ‘Sound City’ a alma que animava estúdio e músicos

por Mauro Ferreira
 
 Resenha de DVD
Título: Sound City
Artista: Dave Grohl
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * *

O documentário em que o estreante cineasta Dave Grohl conta a história do estúdio Sound City é primoroso por captar toda a alma que pode animar o equipamento de um estúdio de gravação, os músicos e técnicos que utilizam tal equipamento e a música ali capturada para a posteridade. No caso do filme Sound City, recém-lançado em DVD no Brasil pela Sony Music, o foco principal incide sobre uma mesa de gravação – intitulada Neve 8028 – que foi a própria alma do estúdio aberto em Los Angeles (Califórnia, EUA) em 1969 e fechado em 2011 por conta das dificuldade financeiras de manutenção de um estúdio de gravação numa era digital em que discos podem ser gravados em casa, com um computador. É a partir dessa mesa de gravação que Grohl reconstitui com certo (necessário) didatismo os passos mais fundamentais da trajetória desse estúdio de gravação analógica que viveu um período glorioso nos anos 70 – década em que ali foram formatados clássicos álbuns de rock como Rumours (1977), do grupo Fleetwood Mac – e que amargou dias menos felizes na era eletrônica da década de 80 até ressurgir das quase cinzas quando o Nirvana, o grupo que projetou Grohl, lapidou ali a pedra fundamental do grunge, seu segundo álbum Nevermind (1991). Na parte inicial do filme, entrevistas com músicos que gravaram seus discos no Sound City, com técnicos de gravação – como Rupert Neve, mentor da mesa em torno da qual roda o filme de Grohl – e com Tom Skeeter (proprietário do estúdio de 1969 a 1992) são a matéria-prima do roteiro. Na segunda metade, a narrativa  foca a gravação da trilha sonora do filme Sound City – lançada no CD Real to reel, editado pela Sony Music no Brasil simultaneamente com o DVD do documentário – na mesma lendária mesa, comprada por Grohl para seu estúdio particular, o 606. E é aí que Grohl e seus convidados – um time estelar que inclui até Paul McCartney – mostram que fazer música é um ato de criação movido pelo espírito humano. A tecnologia – no caso, a tal mesa Neve 8028 – é posta a serviço da alma humana. Sem adotar discurso panfletário contra o avanço das modernas técnicas digitais de gravação de discos, Dave Grohl mostra com seu cativante filme que, em essência, a criação e a gravação de música são atos resultantes de um estado de espírito, da paixão interior que move um compositor e/ou músico. E aí não importa se ele está em Sound City, no mais moderno estúdio de gravação ou até no seu estúdio caseiro.

7 de Abril de 2013 12:53

‘Flick of the finger’ dá boa pista do som do segundo álbum do Beady Eye

por Mauro Ferreira
 
 Já em rotação na internet,  Flick of the finger – primeira música do segundo álbum do grupo inglês Beady Eye a ser divulgada oficialmente – dá prévia do som do disco que a banda de Liam Gallagher vai lançar neste ano de 2013 com produção de Dave Sitek. “Se você usa drogas, você vai gostar de Flick of the fingerÉ uma música muito viciante”, disparou Liam a respeito deste rock majestoso turbinado com guitarras e metais incisivos. Lançada quase um mês após o Beady Eye ter tocado uma outra faixa (de título ignorado) em clube de Londres, Flick of the finger dá boa pista do som do sucessor do mediano CD Different gear, still speeding (2011).
7 de Abril de 2013 11:00

DVD ‘Let the music play’ reconta a história do grupo The Doobie Brothers

por Mauro Ferreira
 
 A descoberta de vídeos com imagens das quatro décadas de atividade do grupo The Doobie Brothers – encontrados pelo cantor e guitarrista Patrick Simmons, integrante da formação original da banda criada em 1970 na Califórnia (EUA) – foi o ponto de partida para a filmagem de documentário sobre o grupo. Produzido e dirigido por Barry Ehrmann, o filme Let the music play – The story of The Doobie Brothers reconstitui a trajetória da banda que fez grande sucesso em 1972 com Listen to the music (Tom Johnston), faixa de seu segundo álbum, Toulouse street (Warner, 1972). Lançado em DVD nos Estados Unidos em novembro de 2012, o documentário está sendo editado no Brasil neste primeiro semestre de 2013 via ST2, empresa que lança os títulos da Eagle no mercado nacional com distribuição da Microservice. A história dos  Brothers é contada através de entrevistas como os integrantes remanescentes do grupo, o empresário Bruce Cohn e o produtor Ted Templeman. As raras imagens de arquivo e o tom aparentemente sincero dos depoimentos valorizam o filme. Nos extras, que totalizam 43 minutos, o ótimo DVD exibe nove números extraídos de apresentações dos Doobie Brothers.

 

Nova música mostra que Liam Gallagher não precisa mais do irmão

EMIR RUIVO 8 DE ABRIL DE 2013 0

O ex cantor do Oasis lançou um ótimo single ontem na rádio americana KCRW.

Liam Gallagher em primeiro plano com sua banda o Beady Eye

Liam Gallagher em primeiro plano com sua banda o Beady Eye

O novo single da banda inglesa Beady Eye, do ex-Oasis Liam Gallagher, sela de vez o final da dependência que o cantor tinha de seu irmão e compositor principal do Oasis, Noel Gallagher.

O primeiro álbum pós Oasis de Liam Gallagher foi “Different Gear, Still Speeding”, de 2011. Este foi, aliás, o primeiro álbum pós-Oasis de um dos Gallaghers, núcleo do grupo.

Embora Liam tenha vencido a corrida de curta distância ao lançar antes, Noel ganhou a de longa. Seu álbum, “Noel Gallagher’s High Flying Birds”, é melhor – soa como um Oasis renovado e maduro, e chegou mais longe nas vendas e nos charts.

Diante disso, pouco se esperava da carreira solo de Liam – que não chega a ser solo por ter uma banda, mas, de verdade, é solo, mais ou menos como a Wings do Paul McCartney.

Mas de eis que a rádio americana KCRW anuncia que estreou o novo single. E ele não apenas é bom – é muito bom. É melodioso, tem uma dinâmica muito inteligente e interessante. E embora ele esteja com a voz anazalada, por conta de ter cuidado mal durante os anos de turnê, ele soube fazer isso funcionar a seu favor desta vez. Não soa patético. Soa como praticamente uma voz nova e interessante.

O arranjo gira em torno de um tema fabuloso de metais, que faz as vezes das cordas costumeiras do Oasis.

É muito Oasis? Sim. Mas é muito bom. É improvável que o álbum inteiro siga este padrão de qualidade. Se seguir, será um dos grandes lançamentos do ano.

 
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Sobre o autor: Emir RuivoVeja todos os posts do autor 
Emir Ruivo é músico e produtor. Com sua banda Aurélio & Seus Cometas, em que canta e toca guitarra, ele possui dois álbuns lançados pela gravadora Atração Fonográfica.

Série Tons reedita três álbuns gravados por Luiz Melodia em três décadas

por Mauro Ferreira
 
 Dando continuidade à série de reedições intitulada Tons, a gravadora Universal Music põe nas lojas, neste mês de abril de 2013, o box Três tons de Luiz Melodia, que embala três álbuns gravados por Luiz Melodia em três décadas diferentes. Primeiro álbum do cantor e compositor carioca, lançado em 1973 no rastro da propagação de músicas de Melodia nas vozes das cantoras Gal Costa e Maria Bethânia, Pérola negra é a obra-prima da discografia do artista. Título de menor repercussão na obra do cantora, Felino é álbum de 1983. Já Pintando o sete foi lançado em 1991 no embalo da inclusão da regravação da balada Codinome beija-flor (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Árias) – hit do primeiro disco solo de Cazuza (1958-1990) – na trilha sonora da novela O dono do mundo, apresentada pela TV Globo naquele ano de 1991.
11 horas atrás

Grohl capta no filme ‘Sound City’ a alma que animava estúdio e músicos

por Mauro Ferreira
 
 Resenha de DVD
Título: Sound City
Artista: Dave Grohl
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * *

O documentário em que o estreante cineasta Dave Grohl conta a história do estúdio Sound City é primoroso por captar toda a alma que pode animar o equipamento de um estúdio de gravação, os músicos e técnicos que utilizam tal equipamento e a música ali capturada para a posteridade. No caso do filme Sound City, recém-lançado em DVD no Brasil pela Sony Music, o foco principal incide sobre uma mesa de gravação – intitulada Neve 8028 – que foi a própria alma do estúdio aberto em Los Angeles (Califórnia, EUA) em 1969 e fechado em 2011 por conta das dificuldade financeiras de manutenção de um estúdio de gravação numa era digital em que discos podem ser gravados em casa, com um computador. É a partir dessa mesa de gravação que Grohl reconstitui com certo (necessário) didatismo os passos mais fundamentais da trajetória desse estúdio de gravação analógica que viveu um período glorioso nos anos 70 – década em que ali foram formatados clássicos álbuns de rock como Rumours (1977), do grupo Fleetwood Mac – e que amargou dias menos felizes na era eletrônica da década de 80 até ressurgir das quase cinzas quando o Nirvana, o grupo que projetou Grohl, lapidou ali a pedra fundamental do grunge, seu segundo álbum Nevermind (1991). Na parte inicial do filme, entrevistas com músicos que gravaram seus discos no Sound City, com técnicos de gravação – como Rupert Neve, mentor da mesa em torno da qual roda o filme de Grohl – e com Tom Skeeter (proprietário do estúdio de 1969 a 1992) são a matéria-prima do roteiro. Na segunda metade, a narrativa  foca a gravação da trilha sonora do filme Sound City – lançada no CD Real to reel, editado pela Sony Music no Brasil simultaneamente com o DVD do documentário – na mesma lendária mesa, comprada por Grohl para seu estúdio particular, o 606. E é aí que Grohl e seus convidados – um time estelar que inclui até Paul McCartney – mostram que fazer música é um ato de criação movido pelo espírito humano. A tecnologia – no caso, a tal mesa Neve 8028 – é posta a serviço da alma humana. Sem adotar discurso panfletário contra o avanço das modernas técnicas digitais de gravação de discos, Dave Grohl mostra com seu cativante filme que, em essência, a criação e a gravação de música são atos resultantes de um estado de espírito, da paixão interior que move um compositor e/ou músico. E aí não importa se ele está em Sound City, no mais moderno estúdio de gravação ou até no seu estúdio caseiro.

18 horas atrás

‘Flick of the finger’ dá boa pista do som do segundo álbum do Beady Eye

por Mauro Ferreira
 
 Já em rotação na internet,  Flick of the finger – primeira música do segundo álbum do grupo inglês Beady Eye a ser divulgada oficialmente – dá prévia do som do disco que a banda de Liam Gallagher vai lançar neste ano de 2013 com produção de Dave Sitek. “Se você usa drogas, você vai gostar de Flick of the fingerÉ uma música muito viciante”, disparou Liam a respeito deste rock majestoso turbinado com guitarras e metais incisivos. Lançada quase um mês após o Beady Eye ter tocado uma outra faixa (de título ignorado) em clube de Londres, Flick of the finger dá boa pista do som do sucessor do mediano CD Different gear, still speeding (2011).
20 horas atrás

DVD ‘Let the music play’ reconta a história do grupo The Doobie Brothers

por Mauro Ferreira
 
 A descoberta de vídeos com imagens das quatro décadas de atividade do grupo The Doobie Brothers – encontrados pelo cantor e guitarrista Patrick Simmons, integrante da formação original da banda criada em 1970 na Califórnia (EUA) – foi o ponto de partida para a filmagem de documentário sobre o grupo. Produzido e dirigido por Barry Ehrmann, o filme Let the music play – The story of The Doobie Brothers reconstitui a trajetória da banda que fez grande sucesso em 1972 com Listen to the music (Tom Johnston), faixa de seu segundo álbum, Toulouse street (Warner, 1972). Lançado em DVD nos Estados Unidos em novembro de 2012, o documentário está sendo editado no Brasil neste primeiro semestre de 2013 via ST2, empresa que lança os títulos da Eagle no mercado nacional com distribuição da Microservice. A história dos  Brothers é contada através de entrevistas como os integrantes remanescentes do grupo, o empresário Bruce Cohn e o produtor Ted Templeman. As raras imagens de arquivo e o tom aparentemente sincero dos depoimentos valorizam o filme. Nos extras, que totalizam 43 minutos, o ótimo DVD exibe nove números extraídos de apresentações dos Doobie Brothers.
6 de Abril de 2013 23:55

Ícone ‘underground’ de ‘grooves’ plurais, Marku Ribas sai de cena aos 65

por Mauro Ferreira
 
 Marco Antonio Ribas (19 de maio de 1947 – 6 de março de 2013) – o cantor, compositor e músico mineiro conhecido na cena brasileira como Marku Ribas – volta e meia teve sua música enquadrada no rótulo de samba-rock, gênero que Ribas de fato abraçou já no início dos anos 70. Contudo, o suingue deste artista nascido há quase 66 anos na cidade interiorana de Pirapora (MG) extrapolou ritmos. Reverenciado por nomes como Ed Motta, que produziu em 2007 coletânea com 13 expressivas gravações feitas por seu ídolo entre 1972 e 1983 (Zamba Ben, Dubas Música), Marku Ribas – visto em foto de Carlos França – foi um ícone da alternativa cena musical brasileira na década de 70. É significativo que o primeiro álbum do artista – que saiu de cena na noite deste sábado, aos 65 anos, vítima de complicações decorrentes de câncer de pulmão – tenha sido intitulado Underground, editado em 1972 com temas de suingue explosivo como Tira-teima A rigor, o som de Ribas nunca saiu da margem e nunca chegou ao grande público, ainda que uma de suas composições, Alerta geral, tenha dado título ao popular álbum lançado pela cantora maranhense Alcione em 1978. Azar desse público surdo o suficiente para não ouvir os grooves plurais deste artista que transitou pelo samba-rock e pelo samba-soul, além de ter cruzado pioneiramente em 1976 a batida do samba com a levada do reggae – dez anos antes dos grupos afros-baianos inventarem o gênero samba-reggae, nascido de fusão similar (mas não idêntica) – na música Meu samba regué, faixa do álbum Marku Ribas (Copacabana, 1976). Pioneiro também na valorização dos sons africanos e na extração de sons percussivos com a boca (Arte que rendia comparações com João Bosco), o artista pôs tempero afro em Coisas de Minas, outra música do álbum Marku Ribas de 1976. Concentrada nos anos 70, a discografia de Ribas inclui álbuns que merecem ser redescobertos. São títulos como Marku (Copacabana, 1975), Barrankeiro (Philips, 1977), Cavalo das alegrias(Philips, 1979) e Marku (Trilha som e imagem, 1983). Esquecido ao longo da década de 90, em que lançou o álbum independente Autóctone (1991), Ribas voltou à cena com certa visibilidade nos anos 2000. Em 2007, gravou músicas para a trilha sonora do filme Chega de saudade, da cineasta Laís Bodanski. Na virada de 2008 para 2009, lançou seu primeiro e único DVD, editado na série Toca Brasil do Instituto Itaú Cultural com registro de show captado em São Paulo (SP) em 19 de maio de 2007, data em que o artista completou 60 anos. Marku Ribas viveu quase seis anos a mais após a gravação desse DVD até sair de cena, deixando um legado que ainda precisa ser reavaliado na medida de sua (grande) importância na música brasileira.

CD com Biglione, musical de teatro e documentário revivem Cássia Eller

por Mauro Ferreira
 
 Disco, filme e peça vão fazer ressoar a voz imortal de Cássia Eller (1962 – 2001) a partir do segundo semestre deste ano de 2013. O CD é If six was nine – Victor Biglione e Cássia Eller in blues, registro de estúdio, gravado em 1992, do homônimo show que juntou a cantora carioca e o guitarrista argentino. Ciente da existência do álbum em seu arquivo, a gravadora Universal Music está entendimento com os herdeiros da obra da artista para viabilizar a edição do disco. O filme – por ora intitulado Cássia – é um documentário já em processo de produção, sob a direção de Paulo Fontenelle, e com data ainda incerta de lançamento nos cinemas. Já a peça Cássia Eller – O musical tem lançamento previsto para agosto de 2013, no Rio de Janeiro (RJ), com direção musical da percussionista LanLan, grande amiga de Cássia.

Roberta Miranda canta hit de Roberto e dueta com Alcione no quarto DVD

por Mauro Ferreira
 
 Roberta Miranda se prepara para lançar seu quarto registro ao vivo de show em CD e DVD que vão ser postos nas lojas, com distribuição da gravadora Som Livre, neste primeiro semestre de 2013. O quarto DVD da cantora sertaneja vai exibir show de tom intimista captado no estúdio NaCena, em São Paulo (SP), em 7 de janeiro de 2013. Alcione – vista com Roberta na foto de Fábio Zarzeri – canta com a anfitriã a música Quem sentiu, uma das inéditas de repertório que apresenta também Lua de Angola e Onde mora o coração. Sob a produção de Luiz Carlos Maluly, Roberta também dá voz a uma sucesso de Roberto Carlos nos anos 70 – Café da manhã (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), carro-chefe do álbum lançado pelo Rei em 1978 – e rebobina sucessos de sua obra autoral como Sol da minha vida Vá com Deus.

Rapper Karol Conka grava hit de Guineto no primeiro álbum, ‘Batuk freak’

por Mauro Ferreira
 
 Sucesso de Almir Guineto em 1986, Caxambu (Élcio do Pagode, Jorge Neguinho, Zé Lobo e Bidubi) ganha releitura de Karol Conka no primeiro álbum da rapper curitibana, nome em ascensão no universo do hip hop brasileiro. Intitulado Batuk freak, o disco vai ser editado em formato físico pela gravadora Deck em breve, mas já vai estar disponível para download gratuito a partir das 13h45m da próxima segunda-feira, 8 de abril de 2013, no site oficial da revista Vice. O álbum totaliza 12 faixas. Além de Caxambu e de oito músicas inéditas, Karol Conka registra em Batuk freak as três músicas – Boa noite,Gandaia e Corre, corre, erê – que projetaram o nome da rapper na internet. O produtor do álbum é Nave, que deu forma à mistura de samples, sons orgânicos e pesadas batidas eletrônicas que pauta o CD Batuk freak.
3 horas atrás

Caetano revitaliza obra em moto contínuo ao mandar ‘Abraçaço’ em cena

por Mauro Ferreira
 
 Resenha de show
Título: Abraçaço
Artista: Caetano Veloso (em foto de Ana Schlimovich)
Local: Circo Voador (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 21 de março de 2013
Cotação: * * * 1/2
Agenda da turnê nacional do show Abraçaço:
6 de abril de 2013 – Centro de Eventos de Fortaleza – Fortaleza (CE)
11 a 13 de abril de 2013 – HSBC Brasil – São Paulo (SP)
20 de abril de 2013 – Iate Clube Petrolina – Petrolina (PE)
25 de abril de 2013 – Teatro Araújo Viana – Porto Alegre (RS)
27 e 28 de abril de 2013 – Palácio das Artes – Belo Horizonte (MG)

O show Abraçaço – cuja turnê nacional é retomada por Caetano Veloso neste sábado, 6 de abril de 2013, com apresentação em Fortaleza (CE) – é superior ao CD Abraçaço (2012). Assim como o show  (2006) foi melhor do que o álbum (2006) e como o show Zii e Zie (2009) superou o disco Zii e Zie (2009). Nos três shows, o cantor e compositor baiano ameniza a irregularidade dos repertórios destes três discos – todos com quatro ou cinco composições realmente boas, à altura da obra do artista – com a inserção harmoniosa de músicas de diversas fases de seu cancioneiro. Dessa forma, escorado na pegada indie e jovial da BandaCê, Caetano revitaliza sua obra em moto contínuo. No show Abraçaço, as 23 ou 24 músicas do roteiro se irmanam e interagem com naturalidade (o total de músicas do roteiro depende da variação do bis, feito com três ou quatro músicas, a julgar pelas quatro catárticas apresentações que deram de 21 a 24 de março de 2013, no carioquíssimo Circo Voador, o pontapé inicial na turnê nacional). Nesse sentido, é significativa a escolha de Triste Bahia (Caetano Veloso sobre poema de Gregório de Mattos, 1972) para fazer o link de Abraçaço com Transa (1972), o álbum de atitude roqueira associado à trilogia do cantor com a BandaCê. A propósito, Marcelo Callado (bateria), Pedro Sá (guitarra) e Ricardo Dias Gomes (baixo) resolvem com brilho a equação do tema, que soma alusões a cantigas populares e ao ijexá na letra triste que acentua a melancolia exposta no disco Abraçaço. Melancolia concentrada em outra significativa lembrança da obra pregressa do artista, Mãe (Caetano Veloso, 1978), música nunca gravada por seu compositor – assim como Reconvexo (Caetano Veloso, 1989), provavelmente alocada no roteiro por citar na letra o nome de Dona Canô (1907 – 2012), a mãe do artista, espécie de matriarca da Roma Negra, morta no último Natal. Reconvexoexpõe o balanço do Recôncavo Baiano no toque indie da Cê, que segue o bloco do samba-reggae Alexandre (Caetano Veloso, 1997) no passo do samba-rock. Neste número, Caetano faz jogo de cena com um livro, aludindo ao fato de seu Alexandre ter vindo ao mundo no disco intitulado Livro (1997). Por mais que a tristeza se insinue senhora ao longo do show, os rasgos de melancolia são diluídos em cena pela alegria excelsa do artista de estar no palco com trio jovem diante de público jovial que abraça com força todas as músicas do álbum que gerou o show. O abraçaço da plateia é forte já no primeiro número, A bossa nova é foda (Caetano Veloso, 2012), cujo verso-refrão que intitula o tema é caracterizado por Caetano como um “grito de guerra”. Uma afirmação da genialidade de João Gilberto, o papa da bossa, de quem o cantor se mostra devoto fervoroso na canção seguinte, Lindeza (Caetano Veloso, 1991), cuja aura bossa-novista é delineada pelo violão de Caetano. A propósito, o violão entra no centro do show eletroacústico em vários números, em papel central coerente com sua importância na gestação do disco Abraçaço. É o violão do artista que domina a cena no samba Quando o galo cantou (Caetano Veloso, 2012), na canção confessional Estou triste (Caetano Veloso, 2012), na bela canção Alguém cantando (Caetano Veloso, 1977) – provável homenagem do artista à sua recentemente falecida irmã Eunice Souza de Oliveira (1929 – 2011), a Nicinha, com quem Caetano gravou a música no álbum Bicho (1997) – e na pouco inspirada canção Vinco (Caetano Veloso, 2012), involuntário anticlímax do bis, reanimado com o samba-reggae A luz de Tieta (Caetano Veloso, 1996) e com o rock Outro (Caetano Veloso, 2006). Com ou sem violão, o abraçaço do artista é recebido em cena com calor, transmitido pelo público através do coro na música-título Abraçaço (Caetano Veloso, 2012) – número em que a BandaCê mostra o peso de seu rock indie – e do silêncio respeitoso com que a pregação ideológica de Um comunista (Caetano Veloso, 2012) é ouvida em cena. Letárgico no disco, o discurso surte mais efeito no show. JáParabéns (Caetano Veloso e Mauro Lima, 2012) conserva no palco a mesma vivacidade rítmica do disco enquanto Homem (Caetano Veloso, 2006) despeja jato de testosterona em cena com Caetano reforçando com gestos a confissão masculina da letra. Hit infalível do álbum , o rock Odeio (Caetano Veloso) é veículo para a exposição da jovialidade do homem velho de 71 anos que ensaia passos de funk em cena no clima do batidão de Funk melódico (Caetano Veloso, 2012), tema cantado – com a letra sendo lida – após Escapulário (Caetano Veloso sobre poema de Oswald de Andrade, 1975), samba que ganha o molho do rock da BandaCê e que soa tão expansivo em cena quanto o pop rock Eclipse oculto(Caetano Veloso, 1983). No fim, ao dar voz a Você não entende nada (Caetano Veloso, 1971), samba lançado por Gal Costa em compacto gravado para o Carnaval de 1971, Caetano Veloso convida seu público a segui-lo através da repetição do verso “E quero que você venha comigo”. Todo mundo vai, alegre, no embalo de uma obra e de um artista em moto contínuo.

Lady Gaga compartilhou esta postagem originalmente:
Me with the boys. When rock n’ roll gets you wet in 6. PAY PER VIEW “One More Shot” Tomorrow night 9PM Eastern.
 
tem a ver comigo

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