Category: religiao


Feliciano só sai de comissão se mensaleiros fizerem o mesmo

por Paulo Lopes
 
Feliciano teria dito na reunião dos líderesque ele de “bobo só tem o jeito de ser”  Na reunião de hoje com líderes partidários, Marco Feliciano (PSC-SP) disse que só há possibilidade de ele deixar…

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7 horas atrás

Procuradoria pede abertura de ação penal contra Feliciano

por Paulo Lopes
 
do Congresso em Foco  Maioria dos ministros do STF vai decidirse aceita a denúncia contra Feliciano A PGR (Procuradoria-Geral da República) encaminhou ontem (8) parecer ao STF (Supremo Tribunal…

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Feliciano ofereceu renúncia à comissão em troca de saída de Cunha e Genoino da CCJ

por Daniel Dantas Lemos
 
No UOL

Após reunião dos líderes dos partidos com representação na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) decidiu não renunciar ao cargo de presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias), posto que ocupa há um mês sob protestos.

“Eu fico. Eu fui eleito democraticamente. Pedi uma chance de poder trabalhar. Vou mostrar o trabalho”, afirmou Feliciano após a reunião desta manhã.

Segundo parlamentares que estavam presentes à reunião, Feliciano tentou negociar sua renúncia em troca da saída dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), condenados no julgamento do mensalão, da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania)

“Isso é jogo baixo. Não podemos confundir uma coisa com a outra”, disse. “[O pedido] é inadequado para o momento”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno, sobre a proposta de Feliciano.

“Ele sabe que está lucrando econômica e politicamente com isso”, disse o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), sobre a permanência de Feliciano na CDH.

O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), disse que não tentou convencer Feliciano a mudar de opinião e que assistiu à reunião como “espectador”. “Agora não me cabe apoiar. Acho a reunião um despropósito.”

Eleito no último dia 7 de março em reunião fechada por 11 dos 18 votos dos presentes, Feliciano foi escolhido para o posto por seu partido, depois de acordo firmado com as outras legendas que garantiram ao PSC o direito de indicar o presidente da CDH.

Há mais de um mês a manutenção do parlamentar no cargo tem provocado manifestações na Casa Legislativa, manifestações contra e a favor em redes sociais, mobilização de artistas, políticos e da sociedade civil. O deputado é acusado de ter dado declarações consideradas racistas e homofóbicas.

Feliciano já negou as acusações várias vezes. Ao ser eleito presidente da CDH, disse: “caso eu fosse racista, deveria pedir perdão primeiro a minha mãe, uma senhora de matriz negra.”

Sobre a acusação de homofobia, ele diz que não é “contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual. Quero o lugar para poder justamente discutir isso. Vai ser debate. Vou ouvir e vou falar”, afirmou em mais de uma ocasião.

Durante este período, os grupos pró e contra Feliciano causaram tumulto, empurra-empurra nos corredores das comissões da Câmara e três pessoas chegaram a ser detidas pela Polícia Legislativa.

A reunião com os líderes partidários estava prevista para a semana passada, mas teve de ser adiada em razão da ausência do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que estava em licença médica para se recuperar de uma cirurgia de hérnia abdominal. 

Nesta terça, após pressão dos líderes dos demais partidos, Feliciano voltou atrás na decisão de fechar as reuniões da CDH ao público.  
Repercussão
As manifestações dos deputados e da sociedade civil contra Feliciano são por declarações como as que fez pelo Twitter ao dizer que os descendentes de africanos seriam amaldiçoados. “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”, escreveu.

Em outra ocasião, o pastor postou na rede social que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime e à rejeição”. Por posts como este, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o denunciou por conduta homofóbica e racista ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde ele também é réu em uma ação penal por estelionato no Rio Grande do Sul. 

3 horas atrás

Megaoperação prende 92 suspeitos de desviar R$ 1,140 bi em 12 Estados

por Daniel Dantas Lemos
 
No UOL

operação deflagrada nesta terça-feira (9) pelo Ministério Público de 12 Estados para desarticular suspeitos de desvios de verbas públicas prendeu 92 pessoas em menos de quatro horas. Ao todo, foram cumpridos 333 mandados de busca e apreensão; o total de órgãos investigados chega a 112. Somente no Estado de São Paulo, foram 78 prefeituras investigadas e 13 prisões efetuadas.

OPERAÇÃO CONTRA A CORRUPÇÃO

 SP: Ação contra empreiteiras que estariam manipulando licitações públicas com ajuda de agentes públicos
RN: Ação contra esquema de fraude na contratação de shows
BA: Ação contra esquema de fraude na contratação de shows
CE: Ação contra o alto escalão da Prefeitura de Quixeramobim, onde aconteceria um esquema de fraudes
RO: Ação contra ex-prefeito de Porto Velho, vice e mais dois acusados de desvio de verbas públicas e superfaturamento
MS: Ação contra três irmãos acusados de vender CNHs (Carteiras Nacional de Habilitação)
RJ: Ação contra traficantes e suspeitos de suborno e tráfico de drogas na Mangueira
MG: Ação contra esquema de sonegação fiscal de empresas que comercializam café em RJ, MG e ES
ES: Ação contra esquema de sonegação fiscal de empresas que comercializam café em RJ, MG e ES
PR: Ação contra delegado e investigadores acusados de cobrar propina de fabricantes de produtos piratas
MT: Ação contra envolvidos em tentativas de compra de decisão judicial para a liberação de traficantes
PE: Ação contra desvio de verbas em hospital de Guaranhuns e contra superfaturamento na contratação de eventos por empresa ligada ao esquema do RN

O balanço da operação foi apresentado no final da manhã desta terça-feira em Porto Velho pelo presidente nacional do Grupo de Combate ao Crime Organizado dos Ministérios Públicos nacionais, o procurador-geral de Justiça de Rondônia, Hewerton Aguiar, segundo o qual o total de desvios chega a R$ 1,140 bilhão.

Aguiar informou que a operação nos 12 Estados está de acordo com a Meta 18 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que orienta o combate à improbidade administrativa e à corrupção. A data escolhida, por sinal, é simbólica: 9 de abril é o Dia Nacional de Combate à Corrupção.

A ação focou organizações criminosas suspeitas de desviarem recursos públicos em órgãos municipais e estaduais por meio de pagamento de propinas, superfaturamento de produtos e serviços, utilização de empresas fantasmas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, atividades que levaram ao enriquecimento ilícito de agentes públicos, ex-agentes públicos e empresários.

“Se os órgãos fiscalizadores fizessem um trabalho mais intenso, por meio de auditorias, em relação à verba pública que se gasta nas licitações, não haveria necessidade de megaoperações como a de hoje”, disse o procurador, que destacou a participação de instituições como Tribunais de Conta dos Estados e CGU (Controladoria Geral da União) nas investigações que levaram às prisões e às apreensões.

O presidente do grupo especial avaliou a participação de agentes e ex-agentes públicos nos desvios apurados como “sinal de que o crime organizado se lançou para dentro do poder público”.

“Antes, a noção de crime organizado era só a de tráfico de drogas. Mas os tentáculos dessa organização agora subtraem dinheiro público e tiram a dignidade do cidadão”, disseo procurador. 
Ex-prefeito de Porto Velho é preso

Em Porto Velho, onde os números foram apresentados pelo procurador, foram presos o ex-prefeito da capital Roberto Sobrinho (PT) –afastado do cargo por suspeita de corrupção, em novembro do ano passado –, o ex-vereador e candidato derrotado a prefeito nas últimas eleições, Mário Sérgio (PMN), e o diretor administrativo e financeiro da Emdur (Empresa Municipal de Urbanização), Wilson Lopes.

Lopes foi apontado nas investigações como delator de um esquema de desvio de R$ 15 milhões na Emdur. Na Câmara de Vereadores de Porto Velho, o ex-prefeito foi alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que o apontou como principal envolvido no desvio. 

3 horas atrás

Operação Máscara Negra prende 11 por desvio de verbas de shows públicos no RN

por Daniel Dantas Lemos
 
Na Folha

Onze suspeitos de participar de um esquema de corrupção que desviou R$ 13 milhões com a contratação fraudulenta de shows musicais, entre 2008 e 2012, foram presos nesta terça-feira (9), no Rio Grande do Norte.

Batizada de Máscara Negra pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, a operação aconteceu nas cidades de Macau (180 km de Natal) e Guamaré.

Segundo a Promotoria, os gastos nas festas foram feitos com 90% de valores recebidos em royalties do petróleo e mais de 70% do recebido do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Uma parte da operação Máscara Negra aconteceu nas cidades baianas de Salvador e Serrinha, onde foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.

A sede da Prefeitura de Guamaré foi alvo de busca e apreensão, assim como as secretarias de Turismo e Finanças, cujos secretários foram presos. As casas de uma ex-primeira dama da cidade e do atual chefe de gabinete da prefeitura, também preso, foram alvo da operação.

A ação da Promotoria aponta que a Prefeitura de Guamaré gastou em 2012 R$ 6.138.548 para contratar atrações musicais para o Carnaval e para a festa de emancipação política.

Também foram constatadas irregularidades no contrato com a empresa que decorou o município para a festa de emancipação.

A Promotoria acusa os gestores municipais de Guamaré de se “associarem com empresários do ramo artístico para desviar recursos públicos, superfaturando custos dos shows.”

Emilson de Borba Cunha (PTN), ex-prefeito de Guamaré, é procurado pela Justiça por participação no esquema. Até a publicação da notícia, a reportagem não havia conseguido localizar seus advogados de defesa.

A apuração da Promotoria afirma que os artistas recebiam cachê bem menor do que o anunciado pela Prefeitura de Guamaré. A chamada “gordura” (valor que sobrava) era dividida entre os responsáveis pela contratação.

Em Macau, de 2008 a 2012, o valor gasto com festas foi de R$ 7 milhões. Um dos alvos da operação é o ex-prefeito Flávio Vieira Veras (PMDB). A casa dele foi revistada hoje e foram apreendidos computadores, telefones e um carro importado.

A Operação Máscara Negra faz parte de ação nacional contra a corrupção, realizada hoje em outros 11 Estados brasileiros, e que conta com a participação de órgãos estaduais e federais.

7 horas atrás

A jornada de Oliver Stone: De Guerreiro da Guerra Fria a A História Não Contada dos EUA

por Daniel Dantas Lemos
 

8/4/2013, Oliver Stone, The Real News Network, TRNN. Entrevista traduzida (17’40) (Parte 1).

http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&task=view&id=31&Itemid=74&jumival=9987

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

 

PAUL JAY, editor sênior de The Real News NetworkTRNN: Bem-vindos a The Real News Network. Sou Paul Jay.

O documentário em dez episódios, A História Não Contada dos EUA [The Untold History of the United States[1]] desmonta grande parte da narrativa convencional da história dos EUA pós-Guerra Fria. Organizamos uma série em vários episódios, com Peter Kuznick, coautor do documentário, com Oliver Stone.

Oliver Stone, como muitos de vocês sabem, é um dos mais celebrados cineastas norte-americanos. Tem três Óscars, como diretor e roteirista. É veterano da Guerra do Vietnam. Fez quase duas dúzias de filmes aclamados, entre os quaisPlatoonWall StreetNascido em 4 de julhoJFKNixonW., e Wall Street e Wall Street 2.

Agora, Oliver Stone, com Peter Kuznick, produziu esse seriado em dez episódios, que está no ar no canal Showtime, The Untold History of the United States [A História Não Contada dos EUA. Hoje, conversamos no estúdio com Oliver.

Obrigado por nos receber.

OLIVER STONE: Obrigado, Paul.

JAY: Então, antes de tudo, parabéns. Vocês enfrentaram alguns dos assuntos tabu, da história dos EUA. Não preciso repetir, porque já discuti com Peter. Ainda estou surpreso, de certa maneira, por o documentário estar sendo exibido no canal Showtime[2].

Mas comecemos pelo fim do seriado. E o último episódio trata do final do governo Bush e início do governo Obama. E o presidente Obama, quando candidato em 2008, quando alguém lhe perguntou sobre as raízes de seu projeto de política externa, respondeu que começavam com Truman e terminavam com Reagan. Essa, me parece, é a tese de fundo, do seu filme. Todo o arco da série é uma demonstração de que a política do presidente Obama é um continuum. Que continua aquela política externa dos EUA. Fale um pouco dessas raízes e de porque vc entende que Obama segue um continuum.

STONE: É isso mesmo. Vc conhece a palavra teleológico? Sabe o que significa?[3] 

JAY: Sei.

STONE: Foi a palavra que me ocorreu, quando você falava sobre isso. E pensei: o único modo de pensar sobre o filme é do fim para o começo. É preciso conhecer o fim da história, para desemaranhar o início. E sempre foi essa a minha ideia. 

JAY: Pensei nisso, porque é assim que se deveria ensinar história. Observar o que acontece hoje e partir, do presente, para o passado.

STONE: [fala cruzada] … e andar para trás. É. O que vivemos hoje é o que conhecemos… mas não vemos o passado. É o que chamo de “tirania do agora”. Somos soterrados por detalhes e eventos diários, e somos arrastados nesse vento.

Aí está a beleza de poder parar e fazer isso que fizemos, Peter e eu. É um projeto imenso que começa nos anos 1940s. De fato, começa em 1900, e estão em produção dois capítulos extras, o prólogo. Os capítulos A e B serão lançados em DVD em setembro-outubro, pela Warner Brothers, uma caixa, com 12 horas de filme. Mas o que você disse sobre Obama, sim, é o meu pensamento. 

JAY: E anda para trás até McKinley, não é?

STONE: É. Até McKinley e Bryan na eleição de 1900, e daí prossegue, até as duas guerras.

A Primeira Guerra Mundial é imensa. É a mãe de todas as guerras. É a mãe da Segunda Guerra Mundial.

Mas, sabe… Eu me fiz a mesma pergunta. Quando decidi iniciar esse projeto, em 2008. Estava, então, com 62 anos. E pensei: estou chegando ao fim de minha pequena passagem por aqui. E quero saber: Que negócio foi esse, Oliver? Sabe, qual o sentido disso tudo? O que significou? O que ficou escondido. Porque a coisa toda começou, para mim, na semana em que Wallace, Henry Wallace, foi demitido. Nasci naquela semana. Uma espécie de ironia. Na semana daquela coisa toda [o discurso de Wallace e sua demissão] no Madison Square Garden.[4]

Nasci em New York, meus pais eram norte-americanos típicos daquela geração otimista da 2ª Guerra Mundial. Meu pai era militar. E o mundo era tão grande, tão luminoso, e New York era o centro daquele mundo. E eu estava ali. Ironicamente, acabei indo para o Vietnam. E minha vida, você sabe, parte dela, o cinema, os filmes… Acho que tentei escapar outra vez para o mundo da fantasia.

Mas fato é que toda a minha geração, meus colegas na Universidade de Yale, a Hill School, quase todos eles tornaram-se os principais agentes do poder do meu tempo: Bill Clinton. George Bush foi meu colega de turma, em Yale, turma de 68. E era típico daquela geração de títulos e privilégios, que assumiam que os EUA eram o centro do mundo e nós tínhamos o direito de fazer o que quiséssemos.

JAY: Uma geração e uma classe. 

STONE: É. E aquele direito nos fora dado pela bomba. E, hoje, já ninguém sabe disso. É o que mais me assusta. Quero dizer, todos sabemos, mas é como se não soubéssemos. Não reconhecemos. E muito me incomoda. Acho que… porque sou dramaturgo, parte do que faço é entrar pelo subconsciente da geração, o subconsciente da raça, e tento trazer à tona coisa primais, coisas sobre as quais não se fala nas festas, nos coquetéis.

Sempre senti, no meu coração, que tudo mudou, nos EUA, com a bomba atômica. A bomba nos deu o direito de fazer o que quiséssemos. E, porque a bomba tinha poder, nós tínhamos o poder ao nosso lado. E se tínhamos a força, tínhamos o direito. Para nós, tudo se misturou: a força com o direito; a força e a habilidade de fazer o bem. Como se fazer o bem fosse consequência automática de ter a força. E assim fomos, até aqui, onde inventamos nossa própria moral, enquanto avançávamos. Nunca pedimos desculpas! Nunca sequer consideramos a possibilidade de pedir desculpas por ter lançado a bomba atômica sobre o Japão. Nunca nos ocorreu que fosse necessário, porque sempre pensamos que era necessário, para pôr fim à guerra.

E a saga da minha vida começa com o clímax da 2ª Guerra Mundial. E vencemos com a bomba atômica. O Japão foi destruído. Não há mito maior que esse. É falso. Acho que conseguimos elaborar essa história com detalhes. A bomba é o mito fundante da sociedade norte-americana. Estou tentando dar conta de sua pergunta sobre Obama, porque estou indo ao fundo, para chegar ao fim, hoje. 

JAY: É, porque também aconteceu por ação do Partido Democrata. O partido Democrata estava no poder. Foram os Democratas que construíram e lançaram a bomba atômica.

STONE: É. Sim. O Partido Democrata, com poucas exceções, formou um dueto com o Partido Republicano. 1946 foi um ano chave. Ano da primeira eleição pós-guerra. As eleições parlamentares de 1946, trouxeram os Republicanos fumegando, de volta a Washington. Havia muita gente muito furiosa, com tudo aquilo, contra Roosevelt.

E Roosevelt adivinhou. Acho que aí está uma provável razão pela qual se separou de  Wallace, ou virou-se contra ele. Acho que farejou um retorno dos conservadores, já de volta desde 44. Todos os chefões partidários e os Democratas fizeram campanha para livrar-se de Wallace e substituí-lo por Harry Truman.

Mas os Republicanos, de fato, todo o país, também tinham medo, depois da guerra. Todos temiam uma recaída numa depressão. O medo foi espantado pela ‘nossa força’, a bomba, a arma nuclear – podíamos ameaçar quem quiséssemos. Lançamos a bomba contra o Japão. Mas sentimos – como disse Edward R. Murrow – sentíamos medo. Havia medo no ar, e ninguém conseguia localizá-lo, explicá-lo. Os russos demoraram ainda três anos para ter a bomba. Mesmo assim, estávamos com medo. E os Republicanos aproveitaram-se desse medo nas eleições. Assim, Truman estava, em certo sentido, também reagindo ao medo.

O medo sempre foi predominante na minha vida – medo da bomba, medo de crescer, medo de ser atacado pelos russos. Estava lá. Meu pai costumava falar da conspiração mundial dos russo, que tentariam tomar o poder mundial. Para mim, era verdade bíblica, como Deus. Quero dizer, ele acreditava nisso, que os russos eram o inimigo. A China era também aliada deles e a Guerra da Coreia inflou esses medos. E quando fui para o Vietnam, sabe, eu era um indivíduo com muito medo, como muitos norte-americanos.

E olha-se então para o que temos hoje, com o Sr. Obama, e é triste, porque não aprendemos. Por isso nós escrevemos esse  livro e fizemos o documentário seriado. Na esperança de que as pessoas digam, aquela história é mito que nos foi impingido. A história real é essa. Eis o que os EUA fizeram nesses anos. E se fôssemos capazes de encarar a verdade, firme e honestamente, como tanta gente derrotada em guerra encara suas verdades – os alemães, os cidadãos alemães, encararam suas verdades alemãs; os japoneses encararam as verdades japonesas. Precisamos, francamente… Precisamos ainda de uma enorme derrota, da qual aprender. Nunca fomos derrotados.

JAY: E quando você exibe o documentário e fala com pessoas que votaram no presidente Obama, e em Hollywood ainda há muita gente ainda muito entusiasmada com o presidente Obama, e toda aquela mentalidade, essa gente, encarando a verdade da própria história. Parece que não conseguem….

JAY: Quando você falou com gente em Hollywood, que continua entusiasmada com o presidente Obama, gente que racionaliza esses ataques com os drones, que consegue racionalizar essas leis NDAA que… você sabe, permite que os militares mantenham pessoas presas por tempo indefinido… Eles encontram meios para racionalizar e continuam a repetir que estão certos, que são os ‘mocinhos’, que ainda vivemos em democracia, que ainda defendemos a democracia, que somos os civilizadores, os senhores da moral.

STONE: Está tudo fora de lugar. Tudo. Tudo de cabeça para baixo. E teleologicamente de pés para cima. E como olhar por um telescópio. Mas não se vê a própria imagem. É como se a imagem estivesse ‘flipada’, como se faz no cinema. Pode-se inverter tudo, pegar a história, chacoalhar e mostrá-la ao contrário, exibi-la de cabeça para baixo e pés para cima, ao contrário do esperado, para ver melhor. Pegue um aluno de história, faça-o ver os fatos, faça-o debater, debate real, sobre tudo isso, e tome cada um desses eventos, da bomba atômica até hoje – e é obrigatório começar pela bomba atômica, que mudou tudo. Pode-se começar pelo próprio conceito da 2ª Guerra Mundial e o papel dos EUA na 2ª Guerra Mundial.

E se se puder ter esse debate com um aluno, pelo menos há chance de sermos mais humildes, e há chance de entender que nem todos nós somos o mal, mas que com certeza não somos todos bons, não fomos tocados pela divindade e que Deus não está do nosso lado.

JAY: Bem, você estava dizendo que cresceu acreditando em muito dessa mitologia. Quando foi que a ficha caiu, para você?

STONE: Cresci, mesmo. Por isso acho que posso… A ficha, no meu caso, caiu aos 40 anos. As pessoas dizem que fui para o Vietnam e voltei radical. Nada disso. Fiz um filme sobre um homem ao qual isso aconteceu, Ron Kovic [Nascido em 4 de julho, 1989],[5] que é um sujeito maravilhoso. Voltou numa cadeira de rodas e furioso, e entendo por quê. Eu era mais bobo, mais apático, digamos apático. Ou entre uma coisa e outra. Demorou vários anos, depois de voltar, para… Fiquei em cima do muro. Com certeza não me sentia bem com o Vietnam. Mas falando com outras pessoas, me autoeducando. Nasci numa família profundamente conservadora, compreenda… Republicanos. Eisenhower, Castro é o demônio, Kennedy era o demônio, Roosevelt sempre foi o arquidemônio.

JAY: Esse era o seu sistema de crenças.

STONE: Era o meu contexto. Lá pelos anos 1970s, com as audiências sobre Watergate e a Comissão Church, comecei a ter brigas terríveis com o meu pai sobre essa coisa toda. Ele sempre chamou o Vietnam de “ação policial”. Feria meus sentimentos, porque participei de combate ativo, muitas vezes, e ele me feria quando dizia “pare com isso, o Vietnam não foi como a 2ª Guerra Mundial, não passou de ação policial”, como se quisesse esconder um erro debaixo do tapete, como a Coreia estava metida sob o tapete.

Mas, não, comigo, não. Não foi “ação policial”. Foi guerra enorme – e hoje sabemos, pelas baixas e pela quantidade de vietnamitas mortos, que foi guerra massiva, massiva, e suja, muito, muito suja.

Mesmo assim, só à altura dos anos 1980s – sou lento mesmo. Mas você tem de me acompanhar. Estou em cima do muro. Acredito na Comissão Church. Estou horrorizado, ao saber o que a CIA faz, os golpes.

Lá pelos anos 1980, Reagan foi eleito. Ainda apoiei Reagan, acredite ou não, porque Carter, para mim – ainda acreditava na imprensa, acreditava que Carter tinha feito um estrago e acreditava que Reagan podia acertar as coisas. Então, em 1984, foi para a América Central, com Richard Boyle, para fazer Salvador [1986][6]. E, de repente, tive essa espécie de flashbacks, porque via soldados norte-americanos nas ruas de Tegucigalpa, em Honduras, homens e mulheres uniformizados, parecidos comigo no Vietnam… e contam a mesma história sobre o que fazem ali, aquela história, você sabe – os comunistas estão ali, ao lado, na Nicarágua, e vão invadir… – Basicamente, Reagan estava ali, dizendo que os comunistas vão atravessar a fronteira e… os russos os apoiam, os cubanos os apoiam, armas, suprimentos. E então, ali eu já sabia que aquilo tudo era mentira, merda. Fui a Salvador, a Honduras, à Guatemala, que é um pesadelo de esquadrões da morte, e Reagan… De repente, vi Reagan de outro modo, sob outra luz. Voltei aos EUA. Fiz Salvador – não sei se você assistiu, mas… 

JAY: Sim, assisti.

STONE: … é filme progresssista, com visão progressista de Salvador.

JAY: Sem dúvida, é. Ia dizer que ninguém jamais suporia que aquele cineasta tenha saído de tantas ideias da Guerra Fria.

STONE: É, saiu. Saiu do abuso contra os camponeses, as classes empobrecidas. E tudo isso estava lá, também, no Vietnam. Vietnam e América Central, para mim, era a mesma coisa. E sofri por aquele povo. E fiz o filme.

E daí em diante, já aos 40 anos – bem tarde, na minha vida. Comecei a reexaminar realmente essa coisa toda e lentamente. Porque cada um daqueles filmes – JFKNixon, os filmes do Vietnam – levou-me para diferentes locais de pesquisa. E em Washington tinha pesquisa de frente – sobre Nixon, aquela coisa toda, JFK.

Fiquei chocado com o que vi para fazer JFK, porque estávamos tentando lidar honestamente com transparência, num governo transparente. Chocou-me muito que o movimento conservador nos EUA tenha atacado tanto o filme. Porque eu acreditava que os conservadores se alinhariam conosco. Goldwater dizia, transparência, façamos as coisas com transparência, vamos descobrir o que realmente aconteceu. Mas ninguém queria descobrir coisa alguma. Assim, a imprensa, de repente, pôs-se mais violentamente contra mim, mais que nunca, porque me atacavam de todos os lados, no caso desse filme, JFK, dizendo que eu falsificara a história.

E assim fui andando. E em 2008, quando fiz W., que foi minha tentativa para falar da presidência de George Bush com esse viés de humor, porque era tudo tão ofensivo – uma sátira, digamos assim –, que era o que nós víamos.

Agora decidi que tenho de ir além e, pelos meus filhos, fazer uma coisa maior, mais definitiva, e tentar lidar com a coisa toda, tudo que vi desde os anos 1940s até agora. E a história de Peter Kuznick, com Henry Wallace sendo despachado para fora da cena, em 44, amarra-se muito ironicamente com a bomba atômica. Assim sendo, se você quer falar sobre bomba atômica, achamos que esse poderia ser a porta de entrada – voltar até Wallace nos levou logo à história da bomba, à candidatura Truman. E assim chegamos à Guerra Fria.

JAY: OK, obrigado. Esse encontro continuará.

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A jornada de Oliver Stone:
De Guerreiro da Guerra Fria a A História Não Contada dos EUA 
9/4/2013, Oliver Stone, The Real News Network, TRNN. Entrevista traduzida (17’29) (Parte 2)
http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&task=view&id=31&Itemid=74&jumival=10042)
(em tradução).

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[1] Baixam-se alguns episódios, legendados em português, em http://pt.podnapisi.net/Oliver.Stones.Untold.History.Of.The.United.States.S01E04.HDTV.x264-EbP-r447336 [NTs].

[2] Website http://www.sho.com/sho/oliver-stones-untold-history-of-the-united-states/home. Alguns episódios gratuitos em http://www.sho.com/sho/video/full-episodes (em inglês) [NTs]

[3] Teleológico. Adj. 2 fil que relaciona um fato com sua causa final (diz-se de argumento, explicação ou conhecimento). Houaiss (http://houaiss.uol.com.br/busca?palavra=teleol%25C3%25B3gico) [NTs]

[4] Discurso, no Madison Square Garden, em que Wallace argumentou contra a obcecada preocupação dos EUA com os russos: “Para alcançar paz duradoura, temos de estudar em detalhe o modo como se formou o caráter dos russos. (…) E acrescente-se a tudo isso a tremenda potência emocional que o marxismo e o leninismo dão aos líderes russos. É absolutamente evidente que enfrentamos uma força que não conseguiremos manobrar com políticas de “endureçam mais contra os russos. Ataquem antes”. “Atacar” jamais trouxe benefício verdadeiro e duradouro – nem para crianças malcriadas, nem para empresários, nem para potências mundiais. Quanto mais endurecermos, mais os russos endurecerão.” Dias depois, em 20/9/1946, o presidente Truman demitiu-o do cargo de secretário [ministro] da Agricultura, acusando-o de “pôr sob risco a segurança dos EUA”. E Roosevelt excluiu-o de sua chapa, onde concorria como vice-presidente às eleições daquele ano. Wallace é conhecido como “o último New Dealer” (NTs com informações de The Wrong Ways, “Henry Wallace: The Last New Dealer”)

[5] http://www.imdb.com/title/tt0096969/

[6] http://en.wikipedia.org/wiki/Salvador_(film)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Pedro: Profeta da Esperança (Parte 2)

 
Pedro: Profeta da Esperança. Este documentário é um fiel retrato de Dom Pedro Casaldáliga: de poesia e de profecia. A poesia emergiu nele e naturalmente, inda bem jovem e foi amadurecendo em radicalidade, em beleza, em ternura e rosto latino-americano. A profecia irrompeu nele pela unção martirial, “in sanguine”, sobretudo no sangue de João Bosco Burnier e também na proximidade das mortes matadas de índios, quilombolas e camponeses. Em Pedro a poesia e a profecia são como a taça de cristal que não se mostra a si mesma, mas revela o vinho velho, o melhor, que aí foi guardado para a Hora da Esperança de Ressurreição, a Hora de Deus.

 
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Este documentário é um fiel retrato de Dom Pedro Casaldáliga: de poesia e de profecia. A poesia emergiu nele e naturalmente, inda bem jovem e foi amadurecendo em radicalidade, em beleza, em ternura e rosto latino-americano. A profecia irrompeu nele pela unção martirial, “in sanguine”, sobretudo no sangue de João Bosco Burnier e também na proximidade das mortes matadas de índios, quilombolas e camponeses. Em Pedro a poesia e a profecia são como a taça de cristal que não se mostra a si mesma, mas revela o vinho velho, o melhor, que aí foi guardado para a Hora da Esperança de Ressurreição, a Hora de Deus.

 
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Pelo menos estou vivo

Padre Ricardo Rezende

 

Padre Ricardo Rezende é hoje um dos nossos homenageados. Nascido em Carangola, interior de Minas Gerais, em 03 de abril de 1952, este homem, Padre, encontra-se desde 1978 sob ameaça de morte por ter feito, entre todas as escolhas possíveis, a de não ser nem pastor nem rebanho, mas sim irmão, companheiro, voz que clama junto a outras vozes para que cesse a injustiça e a violência covarde dos que pensam calar com a morte o brado desesperado contra a opressão cega.

À frente da coordenadoria regional da Comissão Pastoral da Terra Araguaia-Tocantins desde 1979 e membro da diretoria nacional da entidade entre 1987 e 1988, o Padre Ricardo tem conhecido as conseqüências da violência rural com cruel intimidade: muitos de seus amigos foram e têm sido brutalmente torturados, assassinados e presos na impunidade fundiária do interior brasileiro. Seu trabalho revela um espaço rural onde imagens bucólicas dão lugar a clamores de justiça abafados por tiros.

Padre Ricardo, em meio a mortes, sob a sombra sinistra que lhe paira sobre a existência, teima e alia-se à vida. Onde há quem ouça, quem leia, quem lhe permita a aproximação, ele se empenha em mostrar a face, em geral ativamente ignorada, da realidade de nossos campos, denunciando torturas, desaparecimentos e mortes, protestando contra a impunidade e reivindicando o reconhecimentos dos direitos do homem. Sua força vem de ser uma voz significando muitas vozes; vozes que se fazem ouvir através do seu amor pelo humano e pela vida. Diríamos que antes de sua opção preferencial pelos pobres, é evidente a sua opção preferencial pela justiça.

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Tudo indica que a França vai aprovar o casamento igualitário. A mobilização está grande apesar da crise e vai haver uma grande manifestação em maio, no dia das mães e para lembrar maio de 68. 
Vamos ficar orando. 

 
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sábado, 6 de abril de 2013

Onde está o pronunciamento da CNBB sobre a PEC?

 
Segue abaixo um link sobre o que disse, diz, e pensa o Deputado Pastor Marcos Feliciano. Este Deputado Pastor foi indicado pela bancada evangélica e por seu partido o PSC, à Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Esta mesma bancada e este mesmo partido são os que se mobilizaram para a PEC que autoriza entidades religiosas a questionarem leis no Supremo. A referida bancada,o referido partido, e o referido Deputado Pastor Marcos Feliciano, ultimamente, nunca deixa de mencionar a CNBB como se tivesse apoio desta entidade. A verdade é que nunca foi assim, porque os interesses deles são outros. É lastimável que até o momento não se soube de nenhum pronunciamento da posição da CNBB sobre a referida PEC. Seria bom que isto acontecesse logo, para que os cristãos católicos, como eu, ficassem sabendo qual é a posição da Igreja sobre este assunto.

Rosilene Luiza

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domingo, 31 de março de 2013

Feliz Páscoa!

 

TUDO É TRANSBORDANTE DE LUZ

Sobre a cruz, o Verbo feito carne, assumindo nossa finitude, abre-a desde dentro sobre o infinito. 

Cristo, de fato, através da própria morte, através das nossas mortes, através de nossa condição de morte, não retorna sozinho ao seu Pai, que doravante se tornou nosso. “Eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12, 32). O crucificado tornou-se incandescente pelo fogo do Espírito. Ao seu contato, os laços da morte e do inferno se rompem. Uma mão violenta arranca Adão, a infinidade de “Adões”, cada um de nós, de sua solidão, inviolável como os muros que a circundam. Não existem mais muros, tudo está aberto; os dois “Adões”, o primeiro e o último, se abraçam na imensidade. Tudo experimenta a reviravolta: todo desespero que se interpunha entre Deus e Deus, entre Deus e Deus feito homem, e logo, entre Deus e o homem, toda esta separação se consuma na unidade do Pai e do Filho, no “retorno” glorioso do Filho ao Pai, retorno do cordeiro que se carregou de todo o pecado do mundo. O inferno e a morte afundam-se, como uma insignificante gota de ódio, no abismo do fogo da divindade. As portas dos infernos foram arrancadas de suas dobradiças, e a luz do Tabor passa através delas. “Tudo agora é transbordante de Luz, céus e terra, e os infernos juntos”, diz a liturgia bizantina. A vida, a luz, o Espírito jorram afinal, fluem de um Deus que não é mais estranho, estrangeiro, quase demasiado pleno e pesado, um Deus que nos esmagaria; nascem, ao invés, de um Deus crucificado, aniquilado , de um Deus esvaziado de amor, para que o outro seja e que encontre em Deus, o espaço da própria liberdade liberada. Mais abaixo de nossa vergonha, de nossa dúvida, das nossas desventuras, onde somente conseguimos balbuciar: “Creio, mas aumentai minha fé” (Mc 9, 24), não existe mais nada, mas o Crucificado-Glorificado que nos torna participantes de sua Glória.

É certo, o homem continua a ser crucificado, e Cristo o é com ele: mas doravante, exatamente no abissal de nossa angústia, “tudo está consumado”, o Deus encarnado ressuscita, nos ressuscita. Cristo se afundou a uma profundidade tal que, cada queda nossa, por pouca que seja a nossa fé, é uma queda nEle. Basta abandonar-se – ó pobreza, humildade, confiança de criança – a este Deus encarnado, abandonado, glorificado, basta descobrir, mais abaixo de nossas baixezas, este Deus crucificado destroça as portas de nosso inferno, para saber, de uma maneira tal que o coração exulta, que o Reino já está em nós e no meio de nós; paz, luz, alegria, não existe mais exterioridade, somente rostos. 

O rosto de Deus no homem, aquele rosto que a sagrada Síndone (Santo Sudário) desvela ao ocidente noturno de nossos dias, aquele rosto no limite da decomposição e da glória – “Tenho sede” (Jo 19, 30) – ; O rosto de Deus no homem nos consente de descobrir o rosto do homem em Deus e de serví-lo em cada homem. 

Um rio de fogo, a história autêntica, aquela da comunhão dos santos – que são os pecadores perdoados – arrasta séculos e mundos na direção da Cruz, tornada para sempre, das profundidades abissais dos infernos aos sumos vértices dos céus, a Árvore da Vida. 

O. Clément, I visionari, 11-12

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sábado, 30 de março de 2013

Feliz Passagem!

 

Olá a todos,
Queremos compartilhar com vocês, amigos do grupo Diversidade Católica, a preciosidade que foi a nossa Missa da Ceia do Senhor e do Lava-pés. Todos sentimo-nos intimamente ligados àquela ceia em que o Cristo procedeu este ato de tamanha humildade.
Ver essa cena reproduzida pelo padre, ajoelhado, lavando nossos pés, foi muito emocionante. E a mensagem que ele passou-nos através da leitura do êxodo foi esta:
Assim como Deus passou através do Egito ferindo aquele povo opressor e libertando Israel, assim devemos pedir a Deus que passe no nosso meio, para libertar-nos do preconceito e da homofobia de um povo que nos oprime.
Acrescentamos: Assim como o sangue do cordeiro marcou a porta dos israelenses, devemos nós marcar nossa “porta”, nossa personalidade com esse sangue de Cristo, para que o mundo veja que não é Dele que vem o preconceito, pois nós também somos filhos.

Essa reflexão está nos acompanhando nesses dias de páscoa. Gostaríamos de desejar a todos vocês da nossa “Paróquia” do grupo Diversidade, uma linda Páscoa, uma deliciosa e chocolática Passagem!

Beijão a todos!

 
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Feliz Páscoa!

 

A história da Páscoa é uma história de triunfo contra a adversidade, de superação do ódio e do escárnio. Portanto, ela é preciosa para a população LGBT religiosa ou não. A recente decisão do Padre Edward Salmon diretor do colégio jesuíta de Rochester, Nova Iorque de permitir um casal gay de participar da cerimônia de formatura sinaliza uma possibilidade de renovação da Igreja Católica Apostólica Romana, especialmente porque o padre justificou sua decisão baseado no chamado à luz do Papa Francisco.
Padre Edward Salmon, diretor do colégio jesuíta McQuaid de Rochester se deparou com um dilema: dois adolescentes gays assumidos pediram permissão para participar da formatura do ensino fundamental como um casal e lançaram uma petição na Internet pedindo apoio. A petição aparentemente atraiu muita atenção e gerou muita discussão.
Logo depois da petição entrar na Internet, Padre Salmon enviou uma longa carta aos pais dos adolescentes dizendo, “Se nossos irmãos que pediram para comparecer ao Baile de Formatura do Ensino Fundamental querem faze-lo, são bem-vindos”.
Padre Salom justificou sua decisão se referindo ao Papa Francisco. Sua carta apropriada para a Páscoa tem mensagens de esperança, luz, amor, carinho e renovação.
Ele escreveu, “Nosso novo Santo Padre, Papa Francisco, em sua primeira homilia, emitiu palavras encorajadoras: ‘Hoje em meio a tanta escuridão precisamos ver a luz da esperança e sermos homens e mulheres que trazem esperança para todos. Proteger a criação e proteger todos os homens e mulheres, cuidar de todos com carinho e amor, é abrir um horizonte de esperança, é deixar entrar um raio de luz penetrar nuvens negras.”.
Padre Salmon continuou, “A escuridão e as nuvens negras apareceram aqui recentemente por falta de informação, medo, falta de compreensão e até mesmo ódio. Tudo porque dois dos nossos irmãos pediram para ir ao Baile de Formatura juntos. Em meio a tudo isso, junto ao Papa Francisco, eu convido e encorajo todos nós da família McQuaid a sermos homens e mulheres que trazem esperança uns para os outros. Eu convido e encorajo todos nós da família McQuaid a sermos homens e mulheres que cuidam uns dos outros com carinho e amor. Eu convido e encorajo todos nós da família McQuaid a abrir um horizonte de esperança, a deixar um raio de luz penetrar as nuvens negras.”.
Padre Salmon também citou a carta pastoral da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos de 1997 dirigidos aos pais de gays e lésbicas americanos, intitulada “Nossos filhos para sempre”, um documento que tem sido ignorado pela hierarquia da Igreja Católica desde o aumento da oposição ao casamento gay e aos direitos humanos da população LGBT.
“Eu e a Conferência dos Bispos dos Estados Unidos […] convocamos todos os Cristãos e cidadãos de boa vontade a enfrentar sua própria homofobia e combater as piadas e a discriminação que ofendem os homossexuais. Entendemos que ter uma orientação homossexual já traz ansiedade, dor e questões de autoestima, a sociedade não pode discriminar.”
Ele acrescentou, “os bispos foram claros – ‘Nada na Bíblia ou na Doutrina pode ser usado para justificar o preconceito ou a discriminação’ […] A Doutrina deixa claro que os direitos humanos fundamentais dos homossexuais devem ser defendidos e que todos nós devemos lutar para eliminar todas as formas de injustiça, opressão ou violência contra eles.”.
Ele esclarece que ao permitir que o casal gay participe da Festa de Formatura, ele não está “contradizendo a Doutrina da Igreja Católica Romana com relação à sexualidade humana; Eu não estou encorajando nem condenando a atividade homossexual da mesma forma que eu também não estou encorajando nem condenando a atividade heterossexual no baile.”.
Ele conclui, “Nós não devemos ter medo da bondade e do carinho.”.
Apesar da admirável carta do Padre Salmon não representar uma revisão da Doutrina Católica, o tom é completamente diferente do que é comumente utilizado pela hierarquia da Igreja.
Esperamos que o novo Papa continue inspirando uma renovação da missão da Igreja Católica de promover a compaixão e a justiça.

Claude J. Summers

Tradução e adaptação: Hugo Nogueira

Foto: Padre Edward Salmon

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Bergoglio: Derecho a la conversión

 

Sobre Bergoglio e a ditadura militar na Argentina, há um belo testemunho de um jesuíta que foi preso e torturado:

Bergoglio: Derecho a la conversión

José L. Caravias, S.J.

Estoy impresionado por la tozudez con que se insiste en refregar supuestas deficiencias ya lejanas del recién nombrado Papa Francisco. Jorge Bergoglio, como todo ser humano, tiene una historia personal, llena de aciertos, problemas, errores y dubitaciones. Tiene su carácter, su temperamento y la carga de su pasado. Pero como todos los mortales tiene el derecho de poder corregir rumbos y curar las heridas de sus batallas. 

Me encontré con él, repetidas veces, durante 1975. Fue mi superior provincial. Me escuchó y atendió siempre con cariño. Pero yo era un problema para él.
En mayo del 72, en Asunción del Paraguay, fui secuestrado por un comando policial y tirado sin papeles en la frontera argentina. La dictadura de Stroessner no escatimó calumnias con las que ensuciar mi compromiso con las Ligas Agrarias Cristianas, de las que era su asesor nacional.

Me quedé dos años al fondo del Chaco argentino, donde logré formar un sindicato de hacheros, cruelmente explotados por los obrajeros de la zona, que extraían madera de quebracho para la industria del tanino. El sindicato fue aprobado y funcionó, pero los obrajeros no me lo perdonaron… Las trampas mortales que nos tendieron fueron tan graves, que tuve que decidir marcharme a Buenos Aires. Allá empecé a incursionar en las Villas Miseria atendiendo a los paraguayos.

En medio de tremendas tensiones, a los pocos meses Bergoglio me comunicó que había conocido que la Triple A (Alianza Anticomunista Argentina) había decretado mi muerte, junto con otros, y que lo mejor sería que me fuera una temporada a España.
En esos días, en una visita de despedida a Resistencia, capital del Chaco, fui arrestado y pasé una noche terrorífica en un calabozo inmundo. Es terrible el golpe del cerrojo del calabozo y la incertidumbre de que no sabes si vas a amanecer… A media noche me hicieron un simulacro de fusilamiento.

Dos amigos sacerdotes habían sido asesinados en los meses anteriores: Mujica en las villas, y Mauricio Silva, sacerdote barrendero, con quien había compartido hermosas charlas y eucaristías. Una vez más sentía el cuchillo de las dictaduras en mi garganta. Pensé que ya estaba bien de hacerme el valiente, y decidí aceptar la invitación de Bergoglio de salir de aquella tan convulsionada Argentina. Más tarde me contaron cómo la policía hizo “operaciones rastrillo” borrando mis huellas en el Chaco. Pero lo que más me dolió fue que apresaron a amigos con muy crueles torturas buscando información sobre mí.

¿Qué pensaba Bergoglio de todo esto? Me animó a huir. Creo que se sintió aliviado cuando me marché. Seguramente no estaba del todo de acuerdo con mi accionar organizativo entre el pueblo. Quizás tantos informes policiales le hicieron dudar, pero conmigo fue noble y me ayudó a escapar de una muerte cierta. Y por ello le estaré siempre agradecido.

Algunos le acusan de que no fue suficientemente valiente en denunciar aquellas situaciones. Esto me desasosiega. Había que haber vivido aquellas terribles tensiones para poder hoy recriminar… Torturaban y mataban a la menor denuncia en contra.
Posiblemente Jorge Bergoglio, ser humano, cometió errores. A veces fue desacertado. Se dejó llevar por miedos y prejuicios. Pero eso lo hicimos todos. Los gases venenosos de las dictaduras nos enloquecieron a todos. No nos hinchen por haber respirado esos gases. Ahí vivíamos, y respirábamos como podíamos…

Lo importante es cómo curamos nuestros pulmones de aquellas heridas. Ciertamente para Jorge Bergoglio, como para muchos de nosotros, ha supuesto mucho esfuerzo de sanación. No es fácil olvidar y perdonar aquellos horrores. Pero para él, para mí, y para tantos otros, como Francisco Jalics por ejemplo, la fe en Jesús ha sido definitiva. Los que sufrimos aquello, y hoy día respiramos tranquilos, reconocemos que la fuerza del Resucitado nos he hecho renacer con nuevos bríos. 

Todos cambiamos con el tiempo. Maduramos. Jorge también. Sus actitudes no son las mismas de hace casi cuarenta años. Lo demuestran sus últimos años en Buenos Aires. Está más cerca del pueblo, tiene ideas más claras y denuncias más contundentes. Y sobre sus hombros ha caído ahora una carga mucho más pesada. ¿Por qué empeñarse en refregarle sus posibles errores del pasado? ¿No sería mucho más sensato apoyarlo en su austeridad y su servicio a los pobres? 

La extrema derecha ya empieza a denunciarlo como traidor, antipapa… Y quizás el alto capitalismo mundial esté orquestando las calumnias para desprestigiarlo, pues un Papa austero comprometido por los pobres es para ellos peligroso…

Algunos lamentan que el Papa no sea un gran revolucionario. Eso no es posible. Pero si consigue, como ha afirmado, que la Iglesia sea pobre al servicio de los pobres habrá dado pasos históricos significativos.

Una muestra de cambio. Hace unos diez meses en la Facultad de Teología de Buenos Aires reivindicó la memoria del sacerdote Rafael Tello, uno de los iniciadores de la Teología de la Liberación, que fue condenado y apartado por la Jerarquía de entonces. Dice Bergoglio: “La historia tiene sus ironías… Vengo a presentar un libro sobre el pensamiento de un hombre que fue separado de esta Facultad. Cosas de la historia. Esas reparaciones que Dios hace: que la jerarquía que en su momento creyó conveniente separarlo, hoy diga que su pensamiento es válido. Más aun, fue fundamento del trabajo evangelizador en Argentina. Quiero dar gracias a Dios por eso.” Vale la pena escuchar completo su discurso, de casi una hora. 

Apoyémoslo. Animémoslo. Él ha pedido la bendición del pueblo. Ayudémoslo a ser consecuente son su fe en Cristo, impulsado por San Ignacio e iluminado por San Francisco.

 
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quarta-feira, 20 de março de 2013

Boas notícias sobre o novo Papa Francisco

 

Mesmo não sendo oficial a informação, segundo o respeitado teólogo católico Leonardo Boff o novo Papa aceitou a adoção de uma criança por um casal homossexual na Argentina dizendo que “onde há amor, tem o nome de Deus aí”, aos 14:40 minutos do vídeo.

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terça-feira, 19 de março de 2013

São José

 

Queridos irmãos e irmãs
Peçamos hoje a Deus que o novo Papa, assim como o carpinteiro José, possa enxergar a Criança Divina presente em cada um de nós ( gays ou não) e que assuma a responsabilidade sagrada de acolhe-la e defende-la contra as forças dos Herodes modernos. 

Feliz dia de São José. 
Paz e Bem

 
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segunda-feira, 18 de março de 2013

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domingo, 17 de março de 2013

O Teu amor todo mundo invadirá

 

A sombra vai se abrindo, quando a noite cai, e vão fugindo tantas luzes de um dia, que jamais há de se acabar; de um dia, que há de começar sempre; porque sabemos que uma nova vida, aqui nascida, ninguém mais cancelará.
Se tu vais agora, anoitecerá, se tu vais embora, Senhor, o que será? Se tu vais agora, anoitecerá; mas se permaneces, a noite não virá.
Como o mar se espraia, infinitamente, o vento soprará e abrirá os caminhos escondidos. Tantos corações hão de ver uma nova luz clara, como uma chama que, onde passa, queima. O Teu amor todo mundo invadirá.
A humanidade luta, sofre e espera. É terra seca e no céu não há nuvens, Mas a vida não lhe faltará; E a esperança brilhará para sempre. Contigo unidos, oh! Fonte de água viva, Tua presença o deserto acabará.

 
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Te louvo, te louvo em verdade

 

Mesmo na tempestade, mesmo que se agite o mar:
Te louvo, te louvo em verdade
Mesmo longe dos meus, mesmo na solidão:
Te louvo, te louvo em verdade
Pois somente tenho a ti, tu és a minha herança,
Te louvo, te louvo em verdade.
Mesmo que me faltem palavras,
Mesmo que eu não saiba louvar:
Te louvo, te louvo em verdade.

 
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sábado, 16 de março de 2013

Novo papa

 

O novo papa foi uma enorme surpresa. Ele é muito bem preparado e tem uma história complexa. Foi superior provincial dos jesuítas da Argentina durante a ditadura militar. A sociedade estava muito dividida e polarizada, e a Companhia de Jesus também. Em sua gestão, até onde sabemos, ele optou pelo silêncio estratégico e por ações que evitassem um dano maior. As feridas e divisões continuaram depois do seu mandato.
Como arcebispo de Buenos Aires, foi muito querido pelo povo e pelo clero. Viveu uma vida bastante austera e próxima dos pobres. Há quem o considere o melhor arcebispo que a cidade já teve. Foi presidente da conferência dos bispos argentinos, liderando a ala moderada em face de conservadores radicais. No casamento gay, antes da apresentação do projeto de lei, ele defendia a união civil e queria um acordo com os políticos. Porém, a maioria dos bispos se opôs. Ele, voto vencido, vestiu a camisa dos intransigentes e partiu para a guerra santa demonizando o casamento gay. Isto só piorou as coisas para a Igreja, e a derrota foi ainda mais humilhante. É improvável que ele repita esta dose como papa. 
Tudo isto certamente o tornou mais experiente. Bergoglio é muito sagaz. Isto vai ajudá-lo a lidar com problemas administrativos e os conflitos do Vaticano. A escolha do nome Francisco aponta para a simplicidade evangélica e para a reforma da Igreja. A primeira aparição dele como papa foi comovente. Parece-nos que ele tem tudo para dar certo. O seu trato afetivo e os seus gestos de despojamento estão contagiando.

Rezemos e torçamos com fé, “que a fé não costuma faiá”, como bem diz o Gilberto Gil.

 
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Papa Francisco

 

O Papa afirmou que a adoção de crianças por casais homossexuais é uma “forma de preconceito com as crianças”, que sofreriam com isso.
Apesar de conservador, Bergoglio criticou padres que se recusaram a batizar filhos de mães solteiras e aceita a camisinha para evitar infecções.

Destak, 14 de março de 2013.

 

O papa e o pecado da omissão

 

Jorge Mario Bergoglio leva ao Vaticano um pecado imperdoável: foi no mínimo omisso durante o genocídio que a ditadura militar argentina praticou entre 1976 e 1983.
Nem é possível alegar que não era, então, uma figura destacada na hierarquia eclesiástica: foi provincial dos jesuítas entre 1973 e 1979. A parte mais selvagem da repressão se deu precisamente entre o golpe de 1976 e 1978, quando, a rigor, a esquerda armada já havia sido esmagada, junto com milhares de civis desarmados.
Há na Argentina quem acuse Bergoglio de ter sido pior do que omisso: o jornalista Horácio Verbitsky, autor de um punhado de livros sobre a ditadura, acusa o agora papa de ter sido cúmplice da repressão ao denunciar aos militares, como subversivos, sacerdotes que desempenhavam forte ação social.
Verbitsky diz possuir documentos obtidos na Chancelaria argentina que demonstram a veracidade de sua acusação.
Antes do conclave anterior (2005), um advogado da área de direitos humanos chegou a propor uma ação contra Bergoglio, acusando-o de ter sido cúmplice no sequestro de dois padres jesuítas em 1976.
Bergoglio sempre negou as acusações. Disse que, ao contrário, tentou proteger os jesuítas perseguidos.
O que não dá para negar é que Bergoglio passou em silêncio por um período negro da história argentina, em que o comportamento de sua igreja foi obsceno.
Não é, portanto, um cartão de visitas auspicioso para um papa condenado a enfrentar uma evidente crise de credibilidade, se não da igreja, pelo menos de sua cúpula.
A igreja argentina também perdeu credibilidade por sua pusilanimidade, para dizer o mínimo, durante a ditadura militar. Como correspondente da Folha em Buenos Aires de 1980 a 1983, fui testemunha ocular das intoleráveis omissões da hierarquia ante a violência do Estado.
Conto apenas um episódio menor para mostrar a covardia.
Um dado dia, as Madres de Plaza de Mayo pediram uma audiência aos bispos. Um grupo delas, todas senhoras de idade, rostos vincados pelo tempo e pela dor, foi até a sede da Conferência Episcopal Argentina para entregar uma petição, obviamente relacionada à violação dos direitos humanos.
Chovia, fazia frio, o vento era cortante. Pois os responsáveis pela igreja argentina não tiveram nem sequer a piedade de permitir que as senhoras esperassem no interior do imóvel. Ficaram mesmo ao relento, como a sociedade argentina ficou desprotegida pelos seus pastores durante toda a ditadura.
É dessa igreja que vem Bergoglio. Uma igreja que jamais pediu perdão por esse insuportável comportamento.
É possível que, tendo a Argentina da democracia passado a limpo o período do terror, a questão dos direitos humanos no passado seja deixada de lado ou vá para um pé de página no perfil do novo papa.
Entendo. Os homens passam a ser santos, ou quando morrem ou quando assumem o papado.
A ver se o papa Francisco corrigirá no Vaticano o pecado de omissão de Bergoglio.
Folha, 14,3,2013

 

sábado, 9 de março de 2013

Protesto

 
Ato de Repúdio à nomeação do Deputado Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos

Estes protestos mostram que a sociedade não vai engolir calada a escalada fundamentalista imbecilizante que quer tomar conta da política. Certamente estes protestos trarão bons frutos.

Deus é grande, e nunca há de ser prisioneiro dos que usam o Seu nome para oprimir. 

Fotos da presença do Diversidade Católica no protesto. Além de Ruann e Pedro da organização, também compareceram Francisco, Fábio, Arnaldo, Rafael e Hugo.

 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Pelo menos 10 capitais fazem ato de repúdio a Marco Feliciano (PSC-SP) neste sábado

 

RIO — Estão previstas para este sábado manifestações espalhadas por pelo menos 10 capitas em repúdio à eleição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. A mobilização começou de maneira espontânea no Facebook e já ultrapassou as fronteiras do território nacional: as comunidades de brasileiros na Argentina, França, Inglaterra e Suécia também farão passeatas, que terminarão nas respectivas embaixadas do Brasil. Em muitas localidades, haverá manifestações conjuntas, que pedirão também a renúncia do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alvo de protestos durante todo o último mês até mesmo no exterior.

Já há protestos confirmados para Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador, além de cidades de médio porte, como Feira de Santana (BA), Juiz de Fora e Sete Lagoas (MG) e Pelotas (RS). As atividades acontecerão simultaneamente e têm início previsto para as 14h.
Conduzido ao cargo na última quinta-feira, o pastor Marco Feliciano é conhecido por suas posições conservadoras e declarações polêmicas com relação a negros, homossexuais e praticantes de religiões afro-brasileiras. Em 2011, foi acusado de racismo e intolerância religiosa ao dizer em seu Twitter que “os africanos descendem do ancestral amaldiçoado de Noé”, e que essa maldição explica “o paganismo, o ocultismo, misérias e doenças como o ebola” no continente. No início deste ano, disse no microblog que “a podridão dos sentimentos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”, e foi denunciado ao STF pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por homofobia.

Xuxa se manifesta e chama deputado de ‘monstro’
O discurso do deputado não para de gerar reações. Nesta sexta-feira, a apresentadora Xuxa Meneghel também se manifestou em seu perfil no Facebook e disse “Todos os religiosos sabem que eu respeito todas as religiões, mas esse homem não é um religioso, é um monstro. Em nome de Deus, ele não pode ter esse poder”, e concluiu “essa pessoa não pode ser presidente da comissão de direitos humanos. Ele não pode ter esse espaço para usar, pisar e denegrir o ser humano”. Até o início da noite, a publicação já tinha sido curtida por mais de 580 mil usuários. Uma petição online no site Avaaz.org, iniciada há dois dias, pede que o deputado seja destituído da presidência da comissão e já reunia mais de 128 mil assinaturas.
Os representantes da edição carioca do movimento estão satisfeitos com a adesão. O estudante de história Ruann Moutinho [Membro do Diversidade Católica], de 24 anos, um dos organizadores do protesto, destaca o engajamento da sociedade civil na atividade, e não apenas das minorias atacadas pelo pastor Marco Feliciano.
— Temos sido apoiados por muitas pessoas que veem na declaração do pastor uma afronta aos Direitos Humanos, porque não é preciso ser membro de uma minoria para se sentir agredido com o que ele disse. O protesto tem repercutido bastante e recebemos muitas adesões, a solidariedade da população é grande — afirma.
No Rio de Janeiro, o ponto de encontro será a Cinelândia, no Centro. Em São Paulo, domicílio eleitoral do deputado do PSC, a atividade partirá da esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, na região central da cidade.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/pelo-menos-10-capitais-fazem-ato-de-repudio-marco-feliciano-psc-sp-neste-sabado-7787484#ixzz2MzznsA2U 
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Passeata sábado, 9 de março de 2013, às 14h na Cinelândia

 

Ruann e Pedro membros do Diversidade Católica estão organizando uma passeata amanhã, sábado, 9 de março de 2013, às 14h na Cinelândia, em repúdio à eleição do Deputado Federal Marcos Feliciano do Partido Social Cristão para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Link no Facebook

Segue o texto elaborado pelo Pedro:
Nós, brasileiros, manifestamos nosso profundo descontentamento com a indicação e eleição do Deputado Federal Marcos Feliciano do Partido Social Cristão para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Nossa manifestação se baseia no próprio texto do histórico da Comissão, publicado em seu site, onde se diz que “As violações de direitos humanos continuam a ser praticadas, muitas vezes, pelos próprios agentes do Estado. As declarações homofóbicas e racistas do citado deputado ferem a ética política necessária à reputação daquele que coordenaria um órgão zelador dos direitos humanos. Acima de qualquer valor religioso está o respeito a todo e qualquer ser humano, dentre os quais estão, ainda segundo o texto da Comissão: “indígenas, migrantes, homossexuais e afro-descendentes”.
Num país de democracia tão jovem, faz-se necessário gritar a plenos pulmões que a nossa cidadania não será cerceada diante de tamanha agressão. Unidos na luta por uma representatividade verdadeira na Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Congresso Nacional, nos manifestamos durante este fim de semana, junto com outras cidades do país, contra todas as declarações desse deputado e contra todos os encarregados que o indicaram e elegeram para exercer tal função.
Assinado,
“Minorias” brasileiras.

 
 

SEGUNDA-FEIRA, 8 DE ABRIL DE 2013

Vaticano foi cúmplice do golpe no Chile, revela Wikileaks

do portal EBC

Salvador Allende
Igreja ajudou a derrubar Allende 
e depois apoiou a ditadura militar 

O Wikileaks publicou hoje (8) quase dois milhões de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, que datam dos anos 70, incluindo vários que revelam a cumplicidade do Vaticano no golpe em 1973 de Estado contra Salvador Allende (foto)  no Chile e sua colaboração e apoio à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Um dos documentos, datado de 18 de outubro, revela que o então substituto do secretario de Estado Vaticano, Giovanni Benelli, expressou a diplomáticos dos EUA “sua grande preocupação, e do papa Paulo VI, pela exitosa campanha internacional esquerdista para falsear completamente as realidades da situação chilena”.

 
Segundo o documento, o então secretário de Estado do Vaticano saiu em defesa dos golpistas perante o corpo diplomático nos Estados Unidos e qualificou de propaganda comunista as denúncias sobre as violações aos direitos humanos da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1900).

“Benelli classificou de exagerada a cobertura dos acontecimentos como possivelmente o maior êxito da propaganda comunista, e sublinhou o fato de que inclusive círculos moderados e conservadores pareciam muito dispostos a crer nas mentiras mais grosseiras sobre os excessos da Junta chilena” diz um comunicado do Departamento de Estado.

 
De acordo com comunicado “a Arquidiocese em Santigado, o cardeal [Raul] Silva e o Episcopado chileno em geral asseguram ao para Paulo que a Junta está fazendo todo o possível para que a situação volte à normalidade e que as histórias dos meios internacionais que falam de uma repressão brutal não tem fundamento”.

Considerado o “número dois” do papa Paulo VI, Benelli foi o escolhido para receber o ex-presidente dos EUA Richard Nixon ao descer de um helicóptero na Praça de San Pedro em 1969, para selar a aliança anticomunista entre a Casa Branca e o Vaticano.

O relatório Retting, realizado pela Comissão da Verdade e Reconciliação da 1991 e que contabilizou apenas execuções e desaparecimentos, reconheceu um total de 2279 mortes cometidas pelo Estado durante a ditadura Pinochet. 

 
Já a Comissão Valech, batizada com esse nome para homenagear o ex-bispo de Santiago, Sergio Valech, ampliou a pesquisa sobre a repressão e enumerou mais de 30 mil vítimas em relatório apresentado em 2004, do qual 28 mil são relacionadas a detenções ilegais, tortura, execuções e desaparecimentos.
 
O segundo relatório da Comissão Valech, entregue em agosto de 2011 ao presidente Sebastián Piñera, reconhece mais de 40 mil vítimas.

 
 

 

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novembro de 2012

 
 
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Ministra Luiza Bairros assina nota de repúdio a Feliciano

Luiza Helena de Bairros
Luiza Bairros é a primeira ministra
que se manifesta sobre o impasse

O CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial) divulgou hoje (8), no Diário Oficial da União, moção de repúdio à permanência do pastor-deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. 

Na nota, o conselho vinculado à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, torna pública a sua “indignação” com a indicação de Feliciano para o cargo.

É a primeira vez que um órgão do governo federal se manifesta contra a presença do parlamentar à frente da Comissão de Direitos Humanos. A nota é assinada pela ministra Luiza Helena de Bairros (foto), que preside o CNPIR.

Na avaliação do órgão, a trajetória e a postura do deputado em relação à população negra e aos homossexuais se mostram “preconceituosas e excludentes”.

“Considerando os avanços do Brasil no campo dos Direitos Humanos, o CNPIR entende como inaceitável a permanência do deputado Marcos Feliciano na presidência da Comissão dos Direitos Humanos, visto que afronta os princípios de liberdade, respeito e dignidade da pessoa humana, que devem ser assegurados independentemente do pertencimento racial e da orientação sexual”, afirma a nota.

O CNPIR é composto por 22 órgãos federais, 19 entidades da sociedade civil, escolhidas através de edital público, e por três notáveis indicados pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, também se manifestou hoje. Ela disse que Feliciano têm incitado o ódio a e intolerância fora do Congresso Nacional.

Há duas semana, o deputado Marco Feliciano, em um culto evangélico, disse que, antes da chegada dele à presidência da CDHM, o colegiado era comandado por Satanás. Em vídeos publicados na internet, o pastor diz que Deus teria mandado matar o cantor John Lennon, dos Beatles, e os integrantes da banda Mamonas Assassinas, vítimas de um acidente aéreo.

“É lamentável que nos deparemos a cada dia com mais um pronunciamento, intervenção que incita o ódio, a intolerância e o preconceito. Já ultrapassa a barreira de uma comissão da Câmara. Diz respeito a todos nós”, disse Maria do Rosário, no Senado. 

“A Câmara, certamente, encontrará uma solução, ou o próprio Ministério Público, porque incitar a violência e o ódio é uma atitude ilegal e inconstitucional.”

 
 

 

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Com informação do Congresso em Foco e Agência Brasil

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abril de 2013

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Postado por publicado: 13:51
 

Quem matou Lennon foi a Santa Trindade, afirma Feliciano

Marco Feliciano
Deus castigou o Beatle por falar ser
mais famoso que Jesus, diz o pastor

Os internautas descobriram mais um vídeo [ver abaixo] com afirmações polêmicas do pastor-deputado Marco Feliciano (PSC-SP), na foto.

Durante um culto em data não identificada, ele disse que os três tiros que mataram John Lennon em 1980 foram dados um pelo Pai, outro pelo Filho e o terceiro pelo Espírito Santo. 

Feliciano afirmou que esse foi o castigo divino pelo fato de o Lennon ter afirmado que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo. “Ninguém afronta Deus e sobrevive para debochar”, disse. 

Em 1966, a declaração de Lennon causou revolta dos cristãos, o que levou o Beatle a pedir desculpas. Feliciano omitiu isso.

Em outro vídeo, o pastor disse que a morte dos integrantes da banda Mamonas Assassinas em acidente aéreo foi por vontade divina por causa das letras chulas de suas músicas. 

“Ao invés de virar pra um lado, o manche tocou pra outro. Um anjo pôs o dedo no manche e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças.”

“Deus não recebe esse tipo de afronta”

 

 
 

 

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Postado por publicado: 13:12
 

Sheherazade pode processar comentadores ‘maldosos’

Raquel Sheherazade
Jornalista contratou uma assessoria
para rastrear os comentários

Rachel Sheherazade (foto), âncora do “SBT Brasil”, contratou uma assessoria de imprensa para rastrear os “comentários maldosos” contra ela, de modo, se for o caso, “dar encaminhamento jurídico para que sejam tomadas medidas cabíveis”.

A informação é de Gabriel Lewis, do Portal PS, hospedado no UOL. Não foi divulgado o nome da assessoria. 

A jornalista, que acaba de renovar contrato com o SBT, escreveu Lewis, “tem sido alvo de muitos comentários por conta das manifestações contrárias ao deputado-pastor Marco Feliciano”. 

Na edição do dia 20 de março do telejornal, em referência aos protestos contra a permanência de Feliciano na presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, Sheherazade comentou que as “opiniões pessoais” do deputado deveriam ser respeitadas. 

Ela ressaltou que em uma democracia as decisões “são tomadas através do voto, não do grito nem da intolerância” [ver vídeo abaixo]. 

Depois, em entrevista à Veja SP, ela disse que não apoia as ideias tidas como racistas e homofóbicas de Feliciano e que o seu comentário tinha sido feito para preservar a democracia, que, segundo ela, estava em “risco” por causa das manifestações contra o deputado-pastor. 

De acordo com o portal, a assessoria de imprensa também vai divulgar informações sobre a jornalista e gerenciar o “grande número” de entrevistas solicitado a sua cliente, o que vem ocorrendo principalmente por causa da polêmica em torno de Feliciano. 

Não está claro o que a jornalista entende por comentários “maldosos”, já que ela própria, tida como polêmica, poderá ser acusada de “maldosa”, dependendo da avaliação que cada brasileiro possa expressar no exercício do seu direito de livre manifestação de pensamento. 

Opiniões de Feliciano são “pessoais”

 

 
 

 

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Com informação do Portal PS.

Apoio de âncora a Feliciano constrange jornalistas do SBT
março de 2013

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Postado por publicado: 11:22
 

Deputada celebra cultos na Assembleia do Ceará

Dra. Silvana
Dra. Silvana justifica sua transgressão ao
dizer que ‘Estado laico não é Estado ateu’

A deputada estadual Dra. Silvana (PMDB), do Ceará, transgride a laicidade do Estado brasileiro toda a semana, às quartas-feiras, quando celebra em dependência da Assembleia Legislativa culto para funcionários e alguns de seus colegas.

Na semana passada, por exemplo, ela ocupou por uma hora uma sala cujo uso deveria ser exclusivamente das comissões da Assembleia. Compareceram 15 pessoas. 

De acordo com o Diário do Nordeste, Silvana chorou de alegria no começo da celebração, ao manifestar a certeza “da volta de Jesus”. 

Em vez de abrir uma igreja e pedir aos fiéis que arquem com a despesa de sua manutenção, a deputada está debitando os gastos das atividades de sua crença na conta de todos os contribuintes desde 2011. Foi quando ela começou com as celebrações com a autorização de Roberto Cláudio (PSB), então presidente da Casa e atual prefeito de Fortaleza.

Para justificar a sua transgressão, Silvana se fez de desentendia ao afirmar que tem direito de alocar aquele espaço público e democrático porque “Estado laico não é Estado ateu”.

Para Silvana, certamente, Estado laico e Estado evangélico são as mesmas coisas. Seria interessante saber qual seria a reação dela se algum espírita exigisse o mesmo privilégio.

Ao ser questionada pelo jornal, a deputada se mostrou arrogante. Disse que, caso venha a ser proibida de usar o auditório das comissões, continuará a celebrar os cultos em seu gabinete, porque “ninguém cala um adorador”. 

O Ministério Público do Ceará deveria explicar à deputada o que significa Estado laico e lhe mandar um exemplar da Constituição brasileira, com o artigo 19º sublinhado, o que determina que nenhuma instância de governo (que representa o Estado) pode se envolver direta ou indiretamente com crença religiosa.

 
 

 

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Com informação do Diário do Nordeste.

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março de 2013

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Postado por publicado: 04:09
 

DOMINGO, 7 DE ABRIL DE 2013

Em vídeo de humor, ‘Dilma’ esculacha Marco Feliciano

“Presidenta” pede a Feliciano
que renuncie ao Século 21

Em um vídeo [ver abaixo], a “Dilma” do humorista Gustavo Mendes (foto) telefona para o pastor-deputado Marco Feliciano e lhe dá um esculacho. Diz para ele deixar os homossexuais em paz, se casarem. “Você não precisa ir no casamento [entre eles]”, diz.

A “presidenta” fala a Feliciano que não vai pedir que ele desista da presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, mas, sim, que renuncie ‘a sua presença no Século 21″. 

O vídeo foi postado ontem (6) no Youtube, no Canal Parafernalha, e até este momento foi acessado 383.727 vezes. 

Em alguns momentos, Mendes abaixa o nível, ao dizer, por exemplo, que “Feliciano” quer dizer “ânus feliz”.

 
“A sua chapinha é horrorosa”
 

 
 

 

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Autocensura faz comediante desistir do ‘Didi Maiscedo’
abril de 2013

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Postado por publicado: 19:35
 

Feliciano se beneficia com discussão rasa, diz Varella

Drauzio Varella
Para Varella, o pastor não
merece nenhuma projeção

O médico e escritor Drauzio Varella (foto) lamentou a projeção que o pastor-deputado Marco Feliciano (PSC-SP) vem tendo na imprensa, porque se trata de uma pessoa “absolutamente sem nenhuma expressão”.

“Ele [Feliciano] está todos os dias nas páginas dos jornais”, disse, referindo-se ao noticiário sobre as afirmações polêmicas do pastor-deputado e às pressões de ativistas para tirá-lo da presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara. 

Varella afirmou que Feliciano vai se beneficiar com isso porque nas próximas eleições conseguirá se eleger com muitos votos. “Vejo isso com a maior preocupação.” 

Nesse sentido, disse, o próprio Feliciano tem estimulado a polêmica em torno dele, porque sabe que só tem a ganhar com isso. 

Afirmou que, como Feliciano faz, é fácil chamar a atenção com afirmação de que os africanos são amaldiçoados e de que os homossexuais não têm comportamento natural, porque isso “ofende um grande número de pessoas”. 

Para ele, a sociedade e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias deveriam estar discutindo questões importantes, como o problema da população carcerária, e não temas “de superfície”. 

Varella, que é autor de dois livros sobre o assunto —“Estação Carandiru” e “Carcereiros” —, argumentou que a questão não se restringe à situação dos presidiários, mas à segurança da sociedade. 

 
 

 

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Com informação do UOL.

Pregação antigay de pastor aos não fiéis é fascismo, diz Varella
fevereiro de 2013

Varella   Feliciano

 
 
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Leia mais em http://www.paulopes.com.br/#ixzz2PxV7Qpro 
Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.

5 horas atrás

AZENHA SOLTA O VERBO

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 No cloacanews. Luiz Carlos Azenha: “Processos contra blogs são decisões políticas com o objetivo de intimidar” Por Rachel Duarte, no portal Sul21 . Ex-correspondente da Rede Globo em Nova York, o jornalista Luiz Carlos Azenha mantém há mais de 10 anos um dos blogs progressistas mais influentes do Brasil. Recentemente condenado, em primeira instância, a pagar R$ 30 mil ao diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, por suposta campanha difamatória na rede, Azenha anunciou o fim do Viomundo. Em entrevista ao Sul21, ele explica a atitude emocionada e diz que está batalhando para alcançar recursos para manter-se ativo na blogosfera. Contrário a ideia de receber verbas publicitárias dos governos, ele defende que esta desvinculação permite a liberdade de conteúdo crítico. “Porém, o Viomundo é um blog de esquerda, o que dificulta a conquista de patrocinadores que queiram se relacionar com o nosso conteúdo”, fala. Desde o resultado do processo judicial, há duas semanas, o jornalista Luiz Carlos Azenha acabou movimentando uma campanha espontânea de apoiadores contrários ao monopólio da comunicação no país. Políticos e militantes utilizaram o caso para criticar a política do governo Dilma que pouco avançou para um Marco Regulatório das Comunicações. “A política do governo federal deveria estimular em todos os campos a diversidade. Porque quando você estimula o a diversidade, estimula o debate político, e encontra outros caminhos, alternativas”, afirma o jornalista. Segundo ele, com o avanço da internet e da horizontalidade da informação na rede, as grandes empresas veem o seu modelo de negócio ameaçado. Este é o principal motivo pelo qual elas optariam pelo caminho da judicialização a fim de calar as vozes dissidentes. “Se houvesse opção em debater política, poderia ser exigido o direito de resposta. O direito de resposta tem que existir na legislação brasileira. Isto não é regulamentado porque não é bom para a grande imprensa”, afirma. 
Sul21 – Como está a tua vida agora, terá que pagar os R$ 30 mil do processo judicial ou tem possibilidade de recorrer da decisão? Vai mesmo fechar o blog Viomundo? Luiz Carlos Azenha – Eu tomei uma atitude emocionada no final de semana em que saiu o resultado do meu processo. Não vai acabar. Vamos tentar financiar o blog de outra forma. Como não aceitamos apoio de empresas públicas, estatais ou governos, nosso nicho de patrocínio em potencial é o Google e as empresas privadas. Porém, o Viomundo é um blog de esquerda, o que dificulta a conquista de patrocinadores que queiram se relacionar com o nosso conteúdo. Criticamos todo mundo. Já criticamos os governadores Tarso Genro (RS) e Jaques Wagner (BA) em razão da greve dos professores. Já criticamos o governador Eduardo Campos (PE) por ter um monte de parentes no governo. Os leilões do petróleo do governo Dilma também. Já criticamos o governo Lula pela demissão do ex-diretor geral da Polícia Federal durante a Operação Satiagraha. Então, é muito difícil eu conseguir um patrocínio do banco Itaú, por exemplo, se eu coloco na capa do blog o Requião [o senador Roberto Requião] dizendo que o Itaú paga as viagens do Fernando Henrique para falar mal do Brasil. Mas eu não abro mão de denunciar isso. O que dificulta a nossa própria sobrevivência. Sem falar dos altos custos com advogados. Eu, um assalariado, tendo que gastar R$ 60 mil para pagar um bom advogado para me defender das denúncias que faço é outra dificuldade. Eu faço meu blog de dentro da minha casa. Eu tenho uma rede de colaboradores interessados em fazer comunicação de forma independente. Mas não temos assessoria jurídica. Eu sou pessoa física. O dinheiro do meu salário e o banner do Google é que sustentam o blog, o que não dá renda para cobrir os custos. Para avançar, temos que ter financiamento alternativo. Vamos tentar financiamento junto aos leitores. Buscar parcerias. 
Sul21 – Como é passar de ex-funcionário a processado pela Rede Globo? Luiz Carlos Azenha – Eu fui empregado deles durante muitos anos. Comecei minha carreira na Rede Globo e não faz diferença para mim. Eu poderia ter sido processado por qualquer outra emissora. Não tem ‘sensação’ em relação a isso. Ocorreram fatos e existiu uma disputa judicial porque o diretor Ali Kamel acredita que foi difamado por uma série de posts que eu fiz. Eram posts relacionados a um determinado momento político que eu, como testemunha interna da Globo, observei. Assim como há outras pessoas que trabalharam na emissora que também observaram que a Globo não teve uma cobertura imparcial nas eleições de 2006. Dentre eles Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Melo, Cecília Negrão, Carlos Dorneles e muitos outros que eu não posso citar porque continuam dentro da Globo. Sul21 – A suposta campanha difamatória que tu fizeste contra o diretor Ali Kamel teve relação comos vídeos exibidos pelo Cloaca News? Qual foi o objeto da tua acusação? 

Luiz Carlos Azenha – O que eu acredito que fiz com ele (Ali Kamel) foram críticas políticas relacionadas aquele momento político em que ele atuava, com certeza, como chefe da Globo. Embora ele tenha dito no processo judicial — pelo menos a juíza assim acreditou — que ele era submetido a um Conselho Editorial. Quem está dentro da redação da Globo sabe que as determinações eram sempre dadas por ele, seja direta ou indiretamente. 

Sul21 – Além de ti, outros ex-funcionários da Globo, como Rodrigo Vianna e o Marco Aurélio Mello também foram processados pela emissora. Luiz Carlos Azenha – Foram cinco processos ao mesmo tempo. Além de mim, foram processados o Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello, Luis Nassif e o Cloaca News. O Paulo Henrique Amorim também foi processado, mas creio que por outro motivo. Em todos os processos são citados o episódio da homonímia entre ele e um ator pornô, que de fato existe porque há um filme onde é creditado o nome Ali Kamel. Este vídeo foi divulgado pelo Cloaca News, que é um blog satírico. A partir de então, passamos a fazer piada com o fato adotando o termo ‘pornojornalismo’. Existe até um livro que fala em ‘pornopolítica’, nós adotamos o ‘pornojornalimo’ de gozação, que é uma das características da blogosfera. O Ali Kamel é uma figura importante dentro da Globo. Não podemos dizer que ele não tem importância e por isso nós o estávamos perseguindo. Quem é o meu blog, o Viomundo, para perseguir um homem que tem um poder avassalador? Embora na sentença ele (Ali Kamel) alegue que não seja o diretor da organização de todas as associadas, é óbvio que uma pessoa com relação direta com os patrões de uma grande empresa tem pelo menos poder de influência. Dentro do quadro da Globo, a minha relação com Ali Kamel foi uma relação de poder. Especialmente na editoria de política. Tanto que, quando eu fui cobrir uma denúncia contra caixa 2 envolvendo o PT, em Brasília, todas as decisões partiam dele (Ali Kamel) e eram repassadas a mim por uma mulher. Era uma preposta dele que eu não vou dizer o nome. Eu sei, por ter visto de dentro, que todas as questões políticas eram definidas por ele dentro da redação. Os advogados dele também alegaram que eu fui demitido da Globo e que por esta razão eu teria um acerto de contas para fazer com ele. É mentira. Eu pedi rescisão do contrato antecipada em um ano, abrindo mão de um dinheiro enorme que teria direito, em razão das ações que estavam sendo tomadas ao longo de 2006. Eu considero que houve assédio moral contra a minha pessoa quando um preposto do Ali Kamel me procurou na redação com rádio na mão para que eu assinasse um abaixo-assinado para cobertura da Globo nas eleições de 2006. Isso é assédio moral. É o mesmo que o Palácio do Planalto fazer um abaixo-assinado para que os ministros apoiem a Dilma. Quem irá assinar contra? Eu não assinei o abaixo-assinado. Eu não achei a cobertura das eleições de 2006 imparcial e disse isso ao preposto, que hoje ocupa um cargo importante. Aliás, todos os que assinaram o abaixo-assinado subiram de cargo. Meu argumento foi o comentário do Arnaldo Jabor sobre o Lula ser parecido com o ditador da Coreia do Norte (Kim Jong-il). Eu não considero que o comentarista de uma emissora, quando faz uma comparação destas, sem fazer um comentário sobre qualquer outro adversário equivalente, está sendo imparcial. Ele (preposto de Ali Kamel) disse que não contava considerar este exemplo porque ‘o Arnaldo Jabor é o nosso clown’. Eu acho que vale. As pessoas que estão em casa estão recebendo a informação igual. Embora eu não tenha participado de reuniões como meus ex-colegas da Globo de São Paulo que reclamaram diretamente sobre a parcialidade da emissora, há muitos testemunhos disso. Eu acabei sendo escalado a fazer uma reportagem que seria de ‘reparação’ a este quadro de imparcialidade que estava sendo cobrado internamente. Seria uma matéria para esclarecer uma denúncia atribuída ao governo Lula sobre esquema envolvendo ambulâncias. O que se descobriu mais tarde é que esta máfia foi herdada do governo Fernando Henrique Cardoso. Eu dizia no final da matéria que 70% das ambulâncias distribuídas irregularmente foram distribuídas ainda durante o governo FHC, quando José Serra era ministro da Saúde. Foi uma matéria realizada com o esforço conjunto de colegas e fartos recursos e nunca foi ao ar. Sul21 – Existem fortes especulações de críticos à Rede Globo, especialmente na blogosfera, de que há uma intimidação sistemática para calar determinadas pessoas contrárias a esta orientação política dentro da emissora. Luiz Carlos Azenha – Eu entrei na Globo em 1980 quando ocorriam as greves do ABC. A Globo optava em não cobrir estas greves, inclusive nós éramos cobrados quando estávamos nas ruas. Existia uma orientação interna para não cobrir as Diretas também, mas existia uma redação composta por muitas pessoas de esquerda. Isso oxigenava um pouco a emissora. A diferença entre esta Globo dos anos 80 e a Globo de 2006, especialmente a do episódio do Mensalão (Ação Penal 470) para frente, é que houve uma centralização no aquário de um comando ideológico que não havia no passado. E digo que isso não acontece comigo na Record, por exemplo. Eu escrevo e coloco no ar. Pode até causar certa repercussão depois da veiculação. Um grupo de profissionais revisa o conteúdo, mas nunca altera nada. Na Globo, o texto ia e voltava totalmente diferente. Às vezes eu não sabia nem quem tinha mexido. O controle ideológico passou a ser exercido, em minha opinião, de forma muito maior na Globo de São Paulo. Quando eu vim para SP, em 2006, cobri a minha primeira eleição presidencial. Eu acompanhava o candidato Geraldo Alckmin. Eu vi as coisas acontecerem bem de perto. O Rodrigo Mello e o Marco Aurélio saíram de lá enxotados. A violência com que eles lidaram com os profissionais eu não tinha visto em emissora nenhuma. Sul21 – A blogosfera está crescendo e se consolidando. Existe uma tímida redistribuição das verbas estatais que também contribui para isso. Como tu avalias o conteúdo que é produzido pelos blogs? Luiz Carlos Azenha – Hoje, a blogosfera tem muito de reprodução de conteúdo alheio. Não concordo em você pegar um artigo da Folha de São Paulo, e aí eu acho que a Folha tem razão de falar que não quer que reproduzam o conteúdo dela, e apenas reproduzir como uma crítica. A Folha de SP, assim como outros grandes veículos, também gasta pra produzir o conteúdo. Eu acho que é uma coisa do passado ficar pegando conteúdo dos outros e dizendo que fez determinada crítica com o conteúdo alheio. Creio que chegou o momento em que os blogueiros têm que produzir seu próprio conteúdo. É o que nós (Viomundo) estamos tentando fazer, apesar de não termos dinheiro. Eu penso que temos que fazer uso da colaboração espontânea de conteúdo na rede. Colaboradores e articulistas nos enviam determinado conteúdo, cientes de que têm no nosso blog um espaço para influenciar a opinião pública também. Temos como dar retorno para eles. Enquanto isso, batalhamos para conseguir uma fonte alternativa de recursos. Sul21 – O senhor concorda com a ideia de um fundo de financiamento dos custos para a mídia independente? Luiz Carlos Azenha – Isso surgiu no 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Seria um fundo para defender blogueiros do Brasil inteiro. Os processados e os ameaçados de assassinato. Porque o campo de disputa com a grande imprensa é desigual. E eles nos puxam para dentro do campo jurídico, que é onde somos vulneráveis. É óbvio que o Ali Kamel não quer discutir política comigo. Se ele discutir ele perde porque sabe que eu vi as coisas acontecendo dentro da emissora, eu tenho testemunhas. Ele não quer fazer disso em uma discussão política. Eu tenho os artigos que ele escreveu levantando dúvidas sobre o Bolsa Família, que hoje é um sucesso universal. Na discussão política ele foi derrotado completamente. Então ele leva para o campo da discussão judicial, onde ele é uma pessoa privada, mas conta com o apoio da maior emissora da América Latina. E esta judicialização não acontece só comigo. É um fenômeno que está se propagando contra os formadores de opinião da rede. É a Globo, os prefeitos e políticos em geral que vão para este campo. Tivemos um blogueiro que foi assassinado em São Luís do Maranhão. Existem situações em que você é, por não ter dinheiro, sufocado na justiça. Diante da diferença de poder econômico, o poderoso arrasta você pra dentro do campo em que ele tem vantagem. A judicialização é uma decisão política que tem como objetivo sufocar vozes dissidentes, os processos contra os blogs são decisões políticas com o objetivo de intimidá-los. Se a intenção fosse debater política, poderia ser exigido o direito de resposta. O direito de resposta tem que existir na legislação brasileira. Isto não é regulamentado porque não é bom para a grande imprensa. Assim, ela faz o que bem entende e passa o rodo em cima de qualquer um. Como fizeram como Genoino [José] que não teve direito de resposta em um programa de televisão (CQC). Como não é lei, não precisam dar o direito de resposta. Quem tem grande vantagem financeira arrasta a disputa política para processos judiciais e para asfixiar a blogosfera. Este é o processo que está em curso no Brasil. Sul21 – Qual a sua opinião sobre a importância do Marco Regulatório das Comunicações na democratização da mídia? Luiz Carlos Azenha – Neste debate tem um ponto central que distorce o discurso sobre os blogueiros. A grande mídia sempre diz que “o governo está comprando os blogueiros”. Bom, eu não tenho assunto com o governo. Eles se apegam a exemplos de blogueiros mais bem-sucedidos e que estão vendendo espaço comercial, o que é absolutamente legítimo. Entre eles o Luis Nassif e o Paulo Henrique Amorim. Mas o que está acontecendo é que estão percebendo o valor da internet. O jornal escrito é uma coisa estática que não permite a interatividade. A blogosfera responde. E os artigos postados na blogosfera, na rede, não são de publicação única, como os jornais. Eles perduram e podem ressurgir em um link tempo mais tarde. Ou seja, o produto da blogosfera é contínuo. Isso tem muito mais valor do que o produto estático do jornal, que vai servir para embrulhar o peixe depois. Existe uma diferença comercial muito importante que está sendo percebida pelos governos, pela iniciativa privada e isto gera uma ameaça muito grande para o modelo de negócios da imprensa tradicional. Por isso atacam a questão dos financiamentos dos blogs, quando na verdade esses poucos grupos são os que concentram grande parte das verbas publicitárias. Esse debate foi erguido para tentar comprometer a blogosfera. Nós enfrentamos e contrapomos: “querem falar de números, então traz os números para compararmos quantos bilhões o governo federal gasta com quem na comunicação”. Os números reais gastos em publicidade pelo governo federal, na verdade gastos com dinheiro público, significam 80% de investimentos nos grandes grupos de comunicação. Este é outro debate que não interessa para a grande imprensa. Portanto, eles estão sendo atacados no modelo de negócios, no desconforto da revelação da verdade sobre as verbas publicitárias e no questionamento da opinião pública com o novo modelo de comunicação, com o qual eles não estão acostumados. Esses barões da mídia do Brasil, donos dos grandes meios, não estão acostumados a ser questionados. No modelo antigo de jornalismo se reproduzia conteúdo e ninguém rebatia. Eles decidiam se reproduziriam uma carta de resposta ou não. Com o surgimento da blogosfera ficou diferente. Tudo que se escreve pode ser questionado. Se eu disser uma besteira no meu blog, eu sou bombardeado imediatamente. É um modelo de relacionamento com o próprio leitor. Sul21 – As grandes empresas de comunicação sabem ocupar a internet? O que pensas sobre a convivência entre blogueiros e grande imprensa? Luiz Carlos Azenha – Elas veem o poder da internet, mas não sabem fazer a internet. O que acontece na lógica das grandes empresas, mesmo as de esquerda, é que elas pensam que vão passar para o digital o que está escrito e para o papel que tudo que está no mundo virtual. Ninguém entende nada. A internet é outra coisa. A blogosfera, especificamente, é outra lógica. É bom lembrar que nós ainda estamos no mundo dominado pela televisão. Todas as ações midiáticas importantes hoje são dominadas pela televisão. As pessoas assistem muitas horas de televisão por dia e estão acostumadas com o discurso de televisão, em que a emoção sobrepõe à razão no Brasil. Na blogosfera também se preserva um pouco esta relação emotiva. Não que você se emocione com o leitor, mas no sentido da aproximação com ele. Você divide muita coisa do seu dia e compartilha coisas pessoais nas redes sociais (Facebook, Twitter). Você recebe críticas, dicas de viagens, troca experiências e informações. A interação da blogosfera permite que você desenvolva com o seu leitor uma relação de ser seguidor. Ninguém é autônomo. São pessoas com grande autonomia intelectual, mas que desenvolvem entre elas um campo de entendimento, isso é a blogosfera. Essa lógica não está na cabeça dos patrões, porque é uma lógica horizontal. A lógica deles é hierarquizada e vertical. Na blogosfera, você não vale pelo seu sobrenome, ninguém se interessa muito por quem você é, mas pelo que você diz. As pessoas são julgadas na internet pela qualidade das suas argumentações. Não importa se você é Roberto Marinho ou Ali Kamel. Se o argumento é fraco, o cara é detonado. Pode ser o dono do blog, quem quer que seja. Isso é outra coisa que as grandes empresas também não perceberam. Na verdade, não é apenas não perceber, elas não podem sobreviver sem a linha vertical. As empresas de mídia cresceram muito e se associaram a outros negócios. A verticalização e o controle ideológico são muito necessários para preservar estes outros negócios. Por exemplo, a Globo faz parte da associação do agronegócio. Ela tem negócios de alguma forma relacionados com o agronegócio. E o mundo neoliberal tem grandes interesses econômicos. As grandes empresas de comunicação deixaram de ser a mídia apenas no sentido de fazer a mediação entre as pessoas. E esse modelo vertical de controle hierarquizado é o que permite ter o chamado pensamento único. Ele é necessário dentro da redação. Não pode haver distensão. Eu diria que a margem pra distensão foi diminuída muito. Porque se eu tenho controle ideológico, a mensagem tem que ser muito parecida. Essa é a lógica, por isso que existe um confronto ideológico tão forte quando se fala de blogosfera e de grandes empresas. Sul21 – A questão do acesso à internet ainda é um desafio no Brasil. Até que ponto a blogosfera alcança a opinião pública? Luiz Carlos Azenha – Creio que tem um bom alcance. As pessoas enviam conteúdo de graça para postagem no meu blog, por exemplo, creio que por imaginarem que terá repercussão. Mais do que a Folha de S. Paulo, que é um jornal estático. A internet anda por meio das redes sociais. Um bom conteúdo no meu blog chega a 15 mil compartilhamentos. Se você for considerar que cada compartilhamento significa que uma pessoa dividiu com um grupo de amigos, você pode colocar que pelo menos 100 mil pessoas estarão sabendo daquela informação. Nem que seja metade disso, uns 50 mil, já será muito mais que um artigo em jornal. Na internet é muito mais compartilhado e isso determina a audiência. Sul21 – A expectativa era de que um governo de esquerda pudesse avançar para um Marco Regulatório. Segundo o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cesar Alvarez, o governo não discutirá isso antes das eleições de 2014. Tu tens uma opinião sobre o motivo pelo qual o PT não enfrenta este tema? Luiz Carlos Azenha – Eu creio que existe uma disputa interna no governo. Mas eu estou dando uma opinião. Não tenho amigos no governo ou um deputado de bolso. Pela minha leitura política há uma divergência forte dentro do governo em relação a isso. Acho que existe uma confusão criada deliberadamente pela grande mídia. O debate no Brasil, em minha opinião, é o que a maioria dos militantes nessa área defende que é ampliar a diversidade cultural prevista na Constituição Federal. Para isso, tem que ter um órgão de comunicação local que anuncie as atrações regionais. O que temos é serviço de mídias regionais com divulgação para pouco alcance e com grande dificuldade e a Globo, e outras emissoras maiores, ditando que todo domingo tem que assistir Domingão do Faustão. Ou seja, há uma centralização da comunicação e da cultura nos principais centros do país e sempre dentro dos monopólios da comunicação. A política do governo federal deveria estimular em todos os campos a diversidade. Porque quando você estimula o a diversidade, estimula o debate político, e encontra outros caminhos, alternativas. Acontece que o neoliberalismo não admite alternativas, especialmente em um momento como esse, de crise. Ele precisa de acumulação de capital a qualquer custo, precisa de consenso. Qual consenso permite a acumulação de capital na Europa, por exemplo, no momento em que eles estão tirando os direitos judiciais das pessoas para permitir que se salvem os grandes bancos? É um consenso forçado, principalmente pela mídia. Não é por acaso que os grandes portais hoje divulgam notícias de senso comum ou sobre o BBB (Big Brother Brasil). Você não discute os assuntos essenciais. Os assuntos essenciais, que dizem respeito à vida, às pessoas e ao país, não são discutidos. Para essa mídia não interessa discutir, interessa o BBB, o cabelo da Fátima Bernardes, que a Ana Paula Padrão saiu da Record porque brigou, ou seja, fofoca. E aí você tem fofoca de tudo, a cobertura política é cobertura de fofoca. “Será que a Dilma brigou com o Lula?”, isso não interessa. O que interessa é a política. Creio que não houve os avanços necessários (Marco Regulatório) porque, de certa forma, o PT foi contaminado por essa política do neoliberalismo também. O movimento neoliberal avançou sobre parte significativa do PT, que quer preservar seu poder político. Estão mais preocupados com o resultado da eleição do que com a política pública. O Brasil sempre foi um país assim, um país da chamada modernização conservadora, em que existe certo consenso entre elites. Então eu penso que agora, nesse momento específico, embora haja uma disputa política que aparece na mídia, existe certo consenso de que o modelo de comunicação do jeito que está, está bom. Mas… na hora da eleição correm para a blogosfera. Acabou a eleição, correm para a Globo. Isso é assim há muito tempo. http://cloacanews.blogspot.com.br/2013/04/azenha-solta-o-verbo.html

5 horas atrás

Qual regulação da mídia queremos?

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 Altamiro Borges Por Theófilo Rodrigues, no sítioVermelho
Uma das vantagens de uma sociedade onde a informação é plural e livre é a possibilidade da troca de informações, do contraditório, da diversidade e da pluralidade de opiniões. Bem como da possibilidade de correção de informações que porventura sejam publicadas equivocadamente. A sociedade brasileira ainda está longe de atingir este grau de liberdade da informação, mas já começa a se movimentar neste sentido. 
O editorial publicado pelo jornal O Globo neste domingo (7), intitulado “Há regulação da mídia e “regulação da mídia”” é um exemplo de informação equivocada que precisa ser corrigida. O editorial trata do Marco Regulatório das Comunicações que os movimentos sociais cobram do governo federal, mas apresenta equivocadamente pontos que não estão presentes nas reivindicações dos mesmos. 
Explico: a sociedade civil organizada, com especial foco nos movimentos sociais, tem cobrado do governo federal a regulação dos artigos da Constituição Federal 220, 221, 222 e 223 que tratam da comunicação social. Como o ministro das comunicações Paulo Bernardo já deixou claro que neste governo não haverá tal regulação, os movimentos sociais resolveram por conta própria formular um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) que deverá ser apresentado publicamente para a sociedade até o fim do mês de abril. Após ser publicizado, o projeto passará a recolher assinaturas para poder ser apresentado ao Congresso Nacional até o fim do ano. 
Entretanto, o editorial do jornal O Globo apresenta pontos inexistentes nas reivindicações dos movimentos sociais. Podemos observar isso através de alguns exemplos que estarão presentes no PLIP: 
Em primeiro lugar cabe um esclarecimento fundamental. A proposta que está sendo formulada pelos movimentos sociais de Marco Regulatório das Comunicações não trata de uma regulação a posteriori, como afirma o editorial do jornal O Globo, mas sim de um arcabouço jurídico que permita uma regulação a priori. Em outras palavras, o PLIP não trata da possibilidade de censura sobre a informação já produzida pelos meios, mas sim da estrutura legal dos meios antes deles produzirem a informação. Para ficar mais claro seguem aqui dois exemplos de regulação que o PLIP proporá: (1) a proibição do monopólio e da propriedade cruzada nos meios de comunicação, ou seja, a impossibilidade de uma mesma empresa ser concessionária de rádio, televisão e impressos numa mesma cidade, tal qual já existe na maior parte dos países desenvolvidos; (2) a necessidade de haver cotas de produção regional na programação das rádios e das televisões, de modo que o cidadão que more no Acre possa assistir a sua própria cultura na televisão e não apenas aquilo que é produzido com sotaque paulista ou carioca. 
Em segundo lugar, a proposta de Marco Regulatório das Comunicações não tratará da mídia impressa, como afirma o editorial do jornal O Globo. O PLIP que está sendo formulado pelos movimentos sociais trata apenas da radiodifusão, ou seja, dos rádios e das televisões. Afinal de contas – como é sabido por todos – a radiodifusão no Brasil é pública, operada através de concessões por empresas privadas. Justamente por ser pública exige uma regulação legal que dê as diretrizes necessárias para os concessionários. Ao contrário da mídia impressa que se caracteriza como atividade estritamente privada. 
O esclarecimento destes pontos é fundamental para o enriquecimento do debate público sobre o Marco Regulatório das Comunicações. Os elementos legais acima descritos estão presentes em nossa Constituição Federal de 1988, mas infelizmente nunca foram transformados em lei. O que os movimentos sociais agora reivindicam é que a Constituição seja respeitada. A confusão através de notícias equivocadas não ajuda no debate. Pelo contrário, pode inclusive travar o processo de democratização da nossa sociedade e mesmo impedir que a liberdade de imprensa que todos desejam seja plenamente alcançada. Altamiro Borges: Qual regulação da mídia queremos?

5 horas atrás

Um ex-presidente nas nuvens

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 Por Zé Dirceu
Num congresso estadual do PSDB no fim de semana, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reclamou da desunião do seu partido e disse que a legenda precisa investir em um projeto político que tenha como prioridade a melhora da qualidade dos serviços públicos, principalmente nas áreas de educação e saúde. Perfeito. 

Mas, lendo seu discurso, até parece que essa parte foi secundária e o que ficou mesmo foi seu apelo dramático: “Cansei de ver o PSDB dividido. Chega! PSDB unido, unido!”. Verdade, eles estão desunidos há no mínimo 11 anos, desde 2002, quando José Serra saiu candidato a presidente e teve de disputar a legenda com Tasso Jereissati, passando por 2006, na disputa de novo entre José Serra e Geraldo Alckmin, e 2010, disputa entre José Serra e Aécio Neves. 

O ex-presidente afirmou que o mais recente relatório da ONU sobre o Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) mundial – divulgado há poucos dias – apontou que nos governos dele ocorreram os maiores avanços nos indicadores sociais do país. “O social também é nosso”, disse. A comparação agora é dele. Surpreendente, porque tucanos, por saberem que a comparação é desfavorável a eles, é que morrem de medo de que nós as façamos. 
Governos Lula aumentaram a respeitabilidade do Brasil 

Segundo FHC, no governo Lula o Brasil perdeu respeitabilidade internacional por apoiar ditaduras.O apoio que o governo dele deu à ditadura Alberto Fujimori no Peru, nem pensar, disso ele não fala não é? Como perdeu respeitabilidade internacional se o Brasil tem cada vez maior peso e cada vez mais é consultado nos foros e na comunidade internacional? 

Enquanto o candidato tucano ao Planalto lançado por ele vive num mundo de faz de contas (leia a nota abaixo Um candidato da oposição que vive num mundo de fantasia), o ex-presidente vive seu melhor momento: dirige o PSDB, coordena a campanha deste candidato (senador Aécio Neves- PSDB/MG), enquadra os dissidentes, grita que seu governo foi melhor que o do Lula – especialmente no social -, denuncia que Lula destruiu o prestígio do Brasil ao apoiar ditaduras… 

Como vemos o ex-presidente, vive nas nuvens. http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=17865&Itemid=2 

5 horas atrás

QUEM TERÁ CORAGEM DE DETER O PRESIDENTE DO STF?

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Joaquim Barbosa representa uma ameaça à democracia brasileira. No Supremo Tribunal Federal, ele já desrespeitou quase todos os seus colegas. Recentemente, chamou um jornalista de palhaço e não se desculpou de forma minimamente decente. Hoje, ironizou membros da magistratura, a quem acusou de agir de forma sorrateira na criação de novos tribunais, e mandou que juízes baixassem o tom de voz ao se dirigir a ele. Detalhe: os novos tribunais foram aprovados por 371 parlamentares. Será que Barbosa se vê acima do Congresso Nacional? (Neste momento, membros da magistratura preparam uma nota duríssima contra o presidente do STF).

O ex-presidente Lula, o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos e Frei Betto podem colocar na biografia: foram responsáveis pela nomeação, ao Supremo Tribunal Federal, de um ministro, hoje presidente da corte, que é uma ameaça à democracia brasileira. Joaquim Barbosa já desrespeitou praticamente todos os seus colegas no STF. Recentemente, chamou um jornalista do Estado de S. Paulo, Felipe Recondo, de “palhaço”, e não se desculpou de forma minimamente civilizada. Hoje, ao receber representantes de associações magistrados, os acusou de agir de forma “sorrateira” na aprovação de novos tribunais federais. 
Detalhe: a aprovação dos tribunais contou com o voto favorável de 371 deputados federais, mas, decerto, Barbosa se vê acima de todos os poderes da República. É preciso um basta, que, certamente, não virá dos jornais conservadores que o transformaram em herói por sua atuação na Ação Penal 470. Mas, neste exato momento, representantes dos juízes e da advocacia preparam nota duríssima contra o ministro que vilipendia a democracia brasileira. Em breve, mais detalhes sobre a nova crise provocada por Joaquim Barbosa. Leia, abaixo, noticiário da Agência Brasil sobre mais um ato insano de Joaquim Barbosa: 
Débora Zampier Repórter da Agência Brasil Brasília – Foi em clima de tensão que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, recebeu hoje (8) os dirigentes de entidades de classe da magistratura. É o primeiro encontro desde que Barbosa começou sua gestão, em novembro do ano passado. A audiência ocorreu no gabinete da Presidência do STF e foi marcada por duras críticas aos dirigentes classistas. Em pelo menos duas vezes, os ânimos se acirraram e Barbosa determinou que os convidados baixassem o tom de voz ou só se dirigissem a ele quando solicitados, além de criticar a presença de pessoas que não foram chamadas. A audiência estava sendo pleiteada há meses para apresentação das demandas corporativas, mas a relação estremecida entre Barbosa e as associações dificultou a aproximação. Recentemente, Barbosa provocou reação das entidades ao falar, durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que há conluio entre juízes e advogados. O presidente do STF e do CNJ também marcou posição contra a criação de quatro novos tribunais federais no país. O projeto foi aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional e teve como grande articuladora a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). Hoje, ao falar do assunto com o presidente da Ajufe e com os dirigentes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Barbosa disse que a expansão da Justiça Federal foi articulada “sorrateiramente”, “na surdina”. Para Barbosa, os senadores foram induzidos a erro, pois nenhum órgão do Estado foi ouvido e não houve estudo sério sobre o impacto financeiro da medida, que segundo ele, é de cerca de R$ 8 bilhões. “A visão corporativista distorce as coisas. A Justiça Federal está crescendo de forma impensada e irracional”, disse, acrescentando, de forma irônica, que os novos tribunais seriam criados perto de resorts. O ministro fez referência a outro embate recente com as entidades de classe, quando o CNJ proibiu patrocínios privados em eventos promovidos pelas associações. Na maioria das vezes, eles ocorriam em resorts e com sorteio de brindes. Logo no começo da audiência, os magistrados disseram que traziam propostas para fortalecer o Estado Democrático de Direito, o que provocou reação de Barbosa. “O senhor acha que o Estado [Democrático] de Direito no Brasil está enfraquecido? Temos seguramente a democracia mais sólida da América Latina. Me causa estranheza pedido para que não haja enfraquecimento”, rebateu. Barbosa disse que o STF já tem prestígio por si só e recusou os elogios por ter relatado a Ação Penal 470, o processo do mensalão. “Estou há dez anos nesse Tribunal, foi apenas o processo mais retumbante. Nesse, como em milhares, agi da mesma forma. Só suscitou mais interesse. Não teve nada de extraordinário em relação ao meu modo de agir”. Também houve mal estar quando Barbosa citou as investidas das entidades contra o CNJ e quando ele criticou a tática de usar a imprensa para atacá-lo. “Quando tiverem algo a acrescentar, antes de irem à imprensa, dirijam documento à minha assessoria, não vão primeiro à imprensa para criar clima desagradável”, disparou. O ministro ainda disse que as associações “não podem fazer só o que interessa à classe, mas o que interessa a todo o país”. Os únicos pontos de aparente convergência foram a necessidade de mudanças na legislação penal para evitar impunidade, o fim de critérios subjetivos para promoção de juízes ou nomeação de ministros e desembargadores e abertura de discussão sobre a retomada do adicional por tempo de serviço, medida que pode evitar o abandono precoce da carreira pelos juízes. Segundo as associações, juízes que podem se aposentar aos 70 anos estão deixando a carreira, em média, aos 56 anos, pois não têm perspectiva de crescimento e preferem se aposentar. Segundo o presidente da AMB, Nelson Calandra, só no ano passado mais de 530 juízes deixaram seus postos, provocando déficit de mão de obra e acúmulo de trabalho. 
SINTONIA FINA – @riltonsp
– com 247

5 horas atrás

STF TAMBÉM ERRA

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 
FATOS, QUE A MÍDIA ESCONDE, PROVAM QUE O MENSALÃO É O MAIOR ERRO JURÍDICO DA NOSSA HISTÓRIA. NÃO HOUVE DESVIO DE 73.8 MILHÕES DE REAIS DO BB/VISANET PARA O PT, AS PROVAS DOCUMENTAIS ESTÃO NOS AUTOS, MAS, PARECE QUE O STF NÃO VIU. CONHEÇA-AS E TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES: Conhecer a verdade é fundamental para que os cidadãos possam agir com consciência e responsabilidade no exercício da sua cidadania. Por isso uma das premissas básicas do jornalismo é ouvir ambos os lados, e agir com imparcialidade. Mas, não é isso que acontece conforme você pode conferir aqui, para tirar às suas próprias conclusões. A grande mídia, capitaneada pela Globo, manipula e sonega informações. Para construir suas meias verdades ela se utiliza de fatos ou argumentos reais, porém, com uma lógica distorcida, não abordando a questão por completo. Veja o caso do mensalão: O MAIOR ERRO JURÍDICO DA NOSSA HISTÓRIA!  

Desde quando um juiz pode julgar e condenar alguém baseado no “seu sentir”. Os documentos, que estão nos autos, mostram o oposto do que afirmou o senhor Joaquim Barbosa. Mas, ele não viu, por isso cometeu erros gravíssimos.  
Foram vários os erros do senhor Joaquim Barbosa, sendo o primeiro: Submeter-se à pressão da mídia para julgar primeiro o mensalão do PT, que aconteceu em 2005, e NÃO O DO PSDB, que aconteceu em 1998, e corre o risco de prescrever o prazo para julgamento. Confiraaqui matéria sobre o Mensalão do PSDB. 
NÃO HOUVE DESVIO DE RECURSOS DO BANCO DO BRASIL PARA O PT 
O maior erro do Juiz Joaquim Barbosa foi dizer que houve desvio de 73,8 milhões de reais do Banco do Brasil para o PT. Entretanto, não existem provas para a condenação imposta por esse que deveria ser o órgão supremo da nossa Justiça. Muito pelo contrário, existem documentos oficiais da própria AP 470, assinados pelo então relator e hoje presidente deste supremo, senhor Joaquim Barbosa, que mostram que esse desvio nunca aconteceu. Esses documentos comprovam a utilização desse valor em eventos promocionais do cartão VISA, inclusive realizados pela Globo, que recebeu 3.413.973,71 (três milhões, quatrocentos e treze mil, novecentos e setenta e três reais e setenta e um centavos).  

 O próprio STF e mais 3100 juízes, também, foram beneficiados com recursos, para a realização de um Congresso, em Brasília.  

 

O povo brasileiro tem o direito de conhecer as provas irrefutáveis dos ERROS do STF, no caso do mensalão. 
Dê-se a oportunidade de não ser manipulado(a), conhecendo o outro lado da história, para tirar as suas próprias conclusões. Tenho certeza que depois de ver os vídeos e ler os textos do Jornalista Raimundo Pereira, devidamente documentados, você não terá dúvidas de que o trabalho do senhor Joaquim Barbosa foi todo no sentido de atender aos interesses da grande mídia. Uma vergonha! 

 Veja, a seguir, os links de dois vídeos, e matérias esclarecedoras, do jornalista Raimundo Pereira.  – VÍDEO 1 AQUI
– VÍDEO 2 AQUI
Matérias, publicadas nas revistas Retrato do Brasil, QUE DESMONTAM A TESE DE JOAQUIM BARBOSA/STF: -Edição de outubro de 2012: “O HERÓI DO MENSALÃO”, acesse AQUI.  
-Edição de novembro de 2012: “MENSALÃO: A VERTIGEM DO SUPREMO”, acesse AQUI.  
-Edição de dezembro de 2012: “A PROVA DO ERRO DO STF”, acesse AQUI
 Acesse o Blog Megacidadania AQUI. Um resumo das matérias AQUI.  
Eu me pergunto se os feitos do STF são frutos de erros por ignorância ou má fé… O que quer que seja merece o nosso repúdio. Todo cidadão de bem NÃO PODE SER CONIVENTE com essa atuação vergonhosa do STF, que impõem desgraça a vida de seres humanos inocentes.  

 
No exercício da cidadania, principalmente quando se vive num regime democrático, A OMISSÃO É CUMPLICIDADE. Veja a seguir uma relação dos e-mails dos senhores juízes, para que você cobre deles esclarecimentos sobre esses erros: Ministro Cezar Peluso – Presidente: macpeluso@stf.jus.br 
Ministro Ayres Britto – Vice-Presidente: gabcarlosbritto@stf.jus.br 
Ministro Celso de Mello: GabCOB@stf.jus.br 
Ministro Marco Aurélio: marcosp@stf.jus.br 
Ministra Ellen Gracie : ellengracie@stf.jus.br 
Ministro Gilmar Mendes: mgilmar@stf.jus.br 
Ministro Joaquim Barbosa: gabminjoaquim@stf.jus.br ou mjbarbosa@stf.jus.br  
Ministro Ricardo Lewandowski: gabinete-lewandowski@stf.jus.br  
Ministra Cármen Lúcia: AudienciaCarmen@stf.jus.br  
Ministro Dias Toffoli: gabmtoffoli@stf.jus.br  
Ministro Luiz Fux: GabCOB@stf.jus.br 
gabcob@stf.jus.br,gabmtoffoli@stf.jus.br,gabmtoffoli@stf.jus.br,audienciaCarmen@stf.jus.br,gabinete-lewandowski@stf.jus.br, mjbarbosa@stf.jus.br,gabminjoaquim@stf.jus.br,mgilmar@stf.jus.br, marcosp@stf.jus.br,gabcarlosbritto@stf.jus.br, macpeluso@stf.jus.br, audienciaspresidencia@stf.jus.br, audienciasgilmarmendes@stf.jus.br,audienciacarmen@stf.jus.br, gabmtoffoli@stf.jus.br,gabineteluizfux@stf.jus.br,audiencias-minrosaweber@stf.jus.br,convites-minrosaweber@stf.jus.br, atendimentogablewandowski@stf.jus.br, piazzi@stf.jus.br, edinezer@stf.jus.br, mpetcov@stf.jus.br, sergio.mendes@stf.jus.br,gabineteluizfux@stf.jus.br, gabmtoffoli@stf.jus.br, audiênciasgilmarmendes@stf.jus.br, gabminjoaquim@stf.jus.br, audienciacarmen@stf.jus.br, audiências-minrosaweber@stf.jus.br http://ester-neves.blogspot.com.br/2013/03/stf-tambem-erra-i.html

6 horas atrás

Veja rosna: “O foco agora é Lula”

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Por Altamiro Borges 
Para os ingênuos e pragmáticos que sonhavam que o midiático julgamento do “mensalão” teria um fim com a condenação de algumas lideranças petistas, a revista Veja desta semana deve ter gerado pesadelos. O título é uma declaração de que a guerra vai prosseguir e será ainda mais sangrenta: “O foco agora é Lula”. Para a revistona, a próxima fase deverá desconstruir a imagem do maior líder do PT. Na sequência, torce a direita nativa, poderá ser a vez da atual presidenta, Dilma Rousseff. Não haverá paz nesta disputa de poder. 
“Oito anos depois da eclosão do escândalo, o ex-presidente Lula consta agora formalmente da lista dos investigados”, festeja a Veja. Na sexta-feira passada, a Procuradoria da República no Distrito Federal pediu abertura de inquérito sobre o ex-presidente baseado em depoimento do publicitário Marcos Valério ao procurador-geral Roberto Gurgel. A revista lembra que “quando explodiu o escândalo, Lula disse que não sabia da existência do mensalão e que se sentia traído pelos companheiros do partido envolvidos no esquema”. 
Com a decisão da procuradoria, pela primeira vez o ex-presidente será objeto de inquérito criminal sobre o caso. A Polícia Federal será acionada para investigar se Lula participou do esquema do “mensalão”. No ano passado, no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que “coincidiu” com as eleições municipais, o ex-presidente não foi investigado. Ele apenas prestou depoimento, por ofício, na condição de testemunha arrolada por diferentes réus do processo. Agora, ele será o alvo principal das investigações. 
Diante desta nova investida, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, divulgou nota afirmando que “não há novas informações em relação às publicadas há cinco meses”, quando do depoimento de Marcos Valério. Mas as notas oficiais não serão suficientes para conter a sanha da direita, hoje representada pelo Partido da Imprensa Golpista (PIG). A mobilização social, esquecida pelos setores mais burocratizados e medrosos, será necessária para desnudar o novo show midiático já deflagrado. Altamiro Borges: Veja rosna: “O foco agora é Lula”
6 horas atrás

OAB refuta e repudia declarações de Joaquim Torquemada Barbosa

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Em nota, OAB refuta e repudia declarações de Barbosa sobre TRFs 

Brasília – Por unanimidade, os conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reunidos nesta segunda-feira (08) em sessão plenária, aprovaram nota pública refutando e repudiando declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, em reunião com representantes de três associações de magistrados (AMB, Ajufe e Anamatra). Na reunião, o ministro classificou de “sorrateira” a aprovação do texto da Proposta de Emenda Constitucional 544, que criou quatro novos Tribunais Regionais Federais (TRFs), acrescentando que eles “vão servir para dar emprego para advogados (…) e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia”. 

Eis a íntegra da nota do Conselho Federal da OAB: 
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, durante sessão ordinária realizada nesta data (08/04), tomou conhecimento de declarações do Sr. ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, acerca da Proposta de Emenda Constitucional nº 544, do ano de 2002, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, que institui quatro novos Tribunais Regionais Federais. 
Tais declarações proferidas em reunião com os presidentes de três associações de magistrados (AMB, Ajufe e Anamatra) reiteram críticas exacerbadas do senhor ministro à criação dos referidos Tribunais. Causam espécie, notadamente, os seguintes trechos de tal pronunciamento: “Os Tribunais vão servir para dar emprego para advogados …”;  “e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia…”;  “foi uma negociação na surdina, sorrateira”. 
O Conselho Federal da OAB entende do seu dever refutar e repudiar tais declarações, por inexatas, impertinentes e ofensivas à valorosa classe dos advogados. A bem da verdade, a Emenda Constitucional em questão tramita no Congresso Nacional desde o ano de 2002, tendo observado o processo legislativo próprio, revestido da mais ampla publicidade. Além disso, resultou de antiga e legítima aspiração dos jurisdicionados em nosso País e contou com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil. Ao aprovar a PEC 544/2002, após a realização de audiências públicas e intenso debate parlamentar, o Congresso Nacional exerceu, com ponderáveis e justas razões, o poder constituinte derivado, que lhe é exclusivo e indelegável. 
Não faz sentido nem corresponde à relevância do tema supor que a criação de novos Tribunais Regionais Federais objetive de criar empregos, muito menos para os advogados. Em momento algum cuidou-se de favorecimento à classe dos advogados ou de interesses que não fossem os do aprimoramento da Justiça Federal no Brasil.

O assunto merece ser tratado em outros termos, respeitando-se a independência dos poderes e a dignidade dos órgãos e associações que pugnam pela melhor realização da Justiça no País. 
 Blog Sujo 

6 horas atrás

O Brasil vive continuamente sob a sabotagem da Rede Globo.

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 No CUTUCANDO DE LEVE Amigos e amigas,  
A Rede Globo inventou este ano que o Brasil teria um apagão, agora fala em apagão em 2014 durante a Copa.  
O que a Rede Globo pretende é é impedir o desenvolvimento do nosso país por feito de informações que disseminam caos da economia brasileira.  
E o Brasil vive sob o bloqueio da informação.  
A mídia interdita o debate e a solução dos problemas nacionais.  

Veja o texto abaixo publicado em Carta Maior.

O tempo urge: o papel da mídia alternativa

O jogo do conservadorismo para 2014 está montado em duas cartas: uma de natureza diretamente política; outra, de manipulação das expectativas econômicas. 
Com a primeira, pretende-se impedir que Lula transfira a força de seu prestígio ao palanque de Dilma.

O processo de investigação contra o ex-presidente, engendrado no circuito Gurgel, Valério & Associados, tem essa finalidade.

Com a segunda, trata-se de corroer a confiança do país no futuro, de modo a impedir que o capital privado migre do rentismo para o novo ciclo de investimento produtivo buscado pelo governo.

Ademais de jogar a economia num corner inflacionário , dado o desequilíbrio entre oferta e demanda, o êxito dessa dupla cartada deixaria Dilma ‘solteira’, num palanque cercada de difamação administrativa por todos os lados. 

Esse é o jogo. 

O primeiro tempo corre nas manchetes e escaladas noticiosas. 

O segundo, com os acréscimos previsíveis de golpes baixos, tomará todo o ano de 2014.

Como na mesa de truco, o sucesso da empreitada depende do poder de convencimento daqueles cujo blefe não contagiou o Brasil em 2002, 2006 e 2010. 

Por que haveria de ser diferente agora?

Distorções intrínsecas à macroeconomia das últimas décadas (juro sideral e câmbio valorizado) , acrescidas do contágio lento, mas cumulativo, da desordem planetária neoliberal , afetam o crescimento brasileiro nesse momento.

O vício rentista trazido dos anos 90, quando a taxa de juro chegou a estonteantes 40%, poupou o dinheiro graúdo dos percalços do mundo físico da produção, até meados de 2008.

A uma elite sempre dissociada do país, concedeu-se trocar o relevo acidentado da produção, pela planície financeira do ganho alto, com risco zero e liquidez imediata. 

Esse dinheiro bronzeado em férias permanentes em paraísos fiscais e locais, está sendo induzido agora, a toque de juros baixos, a se sujar de graxa e poeira outra vez. 

Não é uma travessia simples, mesmo quando todas as variáveis estão sob controle. 

E, no caso, elas não estão. 

A principal variável, a das expectativas em relação ao futuro brasileiro, está sendo minada, diariamente, pelo dispositivo midiático conservador.

O governo enfrenta aqui a sua principal desvantagem.

A questão decisiva da confiança não argui, propriamente, os projetos de investimento previstos e em curso.

Não se questiona a sua pertinência. 

Nem seria possível. O Brasil precisa aproveitar a alavanca do pré-sal para se reindustrializar. Tem que readequar a sua infraestrutura, desenhada para uma sociedade elitista, às grandes massas populares que ascenderam sob o ciclo de governos do PT.

As dimensões do que já se encontra em andamento colocam o país no ranking dos maiores canteiros de obras do mundo. 

Das 50 maiores tapumes de infraestrutura e energia erguidos no planeta, 14 são brasileiros.

A Europa se liquefaz; os EUA ainda tropeçam; as taxas juros são negativas em 90% dos mercados relevantes do globo.

Dados da associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), demonstram que no Brasil, ao contrário, há 12.260 obras e investimentos previstos para até 2016. 

Em valores, R$ 1,5 trilhão.

Onde a coisa emperra então?

Na barragem de fogo que fomenta a incerteza quanto à capacidade do atual governo de implantá-los.

A acusação é de intervencionismo. 

O dispositivo midiático fala à elite e aos investidores, locais e forâneos.

A mensagem é: não se arrisquem agora; se o PT for derrotado em 2014, as regras do jogo mudam. 

A pregação pela alta dos juros sinaliza um convite à adesão e o nome da recompensa. 

À medida em que posterga prazos e projetos urgentes , a incerteza muda o pano de fundo econômico da disputa politica em curso. 

É esse manejo psicológico do futuro brasileiro que dá à mídia em 2014 uma importância ainda mais central do que já teve em 2002, 2006 e 2010. 

Em 2002, o governo era comandado pelo conservadorismo.

Sua inoperância estava tão evidente que nem mesmo a barragem da mídia seria capaz de acobertá-la. 

Lula ganhou.

Em 2006, o cerco montado em torno das denúncias do ‘mensalão’ colidiu de frente com a resistência social, embalada por uma economia em ascensão, em contraposição à memória ainda fresca do desastre tucano no poder. 

Lula foi reeleito.

Em 2010, o país contabilizava os ganhos do enfrentamento contracíclico oposto ao colapso da ordem neoliberal. 

Dilma venceu. 

Hoje, a disposição das peças do xadrez é mais complexa.

O mantra do ‘Brasil que não dá certo’, mesmo sendo essencialmente uma conveniência ideológica, pode interferir objetivamente no cenário econômico e político. 

O cerco a Lula, na medida em que possa enfraquecer o fiador de última instância de Dilma, converge no mesmo sentido.

Por isso a dimensão midiática da luta eleitoral hoje é mais decisiva do que o foi em 2002, 2006 e 2010.

Desengavetar o marco regulatório da mídia é imperativo. 

Mas talvez não seja mais suficiente. O processo, previsivelmente longo, não responde à urgência da hora.

Como diz o governador Tarso Genro, em sintomática entrevista concedida a Marco Aurélio Weissheimer (leia aqui) , o Brasil vive sob o bloqueio da informação.

A mídia interdita o debate e a solução dos problemas nacionais.

‘Temos, frequentemente, que recorrer à mídia alternativa para romper o cerco’, resumiu o líder gaúcho. 

Recorrer aos veículos alternativos e aos canais públicos talvez não possa mais ser encarado como a alternativa do desespero.

Chegou a hora de cogitá-la como a resposta da sensatez. 
do Blog OLHOS DO SERTÃO no CUTUCANDO DE LEVE: O Brasil vive continuamente sob a sabotagem da Rede Globo.

6 horas atrás

Controlador sai em defesa de José Dirceu -“Não há, nos autos, indícios materiais de participação de Dirceu no que ficou definido pela mídia como Mensalão: …

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 DIÁRIO DA MANHÃ O controlador-geral da Prefeitura de Goiânia, Edilberto de Castro Dias, quer que a Corte de Direitos Humanos da OEA reveja a condenação do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal, em 2012. 
“Não há, nos autos, indícios materiais de participação de Dirceu no que ficou definido pela mídia como Mensalão: depósito bancário, movimentação financeira, ligação telefônica, mensagem eletrônica. Nada. Apenas ilações de ‘domínio do fato’”, acusa. 
A condenação é política e midiática, insiste. Para ele, o mensalão não existiu. O que houve foi financiamento irregular de campanha eleitoral, explica. “Não se trata do maior caso de corrupção da história do Brasil. Longe disso”, contesta. 
Não houve enriquecimento ilícito de Dirceu, garante. O controlador-geral anuncia a criação da Ouvidoria da administração municipal. Ele revela que exerce também o papel de corregedor. Didi investiga hoje supostas irregularidades na Amma.http://www.dm.com.br/texto/105236-controlador-sai-em-defesa-de-josa-dirceu
7 horas atrás

ESCOLHA FÁCIL! …

por Blog Justiceira de Esquerda
 
  
DIZE-ME COM QUEM ANDAS, E TE DIREI QUEM ÉS!

Revolução conservadora

   C:/Users/THIETRE/AppData/Local/IM/Runtime/Message/{45C8EEE9-2028-4FF1-955E-5D833A110BEC}/Forward\manipulacaoimprensa4.jpg 

Igual, mas separado

  

IN CACHAÇA VERITAS … FICHA LIMPA PARA A MÍDIA DE MASSA!

  
VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA SÃO CONCESSÕES PÚBLICAS … FICHA LIMPA PARA ELES TAMBÉM! (OU A NECESSIDADE DE IDONEIDADE E LIMPEZA SÓ VALE PARA POLÍTICOS???)

   

8 horas atrás

CAPITALISMO VERSUS CRISTIANISMO

por GUERRILHEIROS VIRTU@IS
 

De acordo com a Lei 9.093/95 são feriados civis aqueles declarados em lei federal (art. 1º inciso I), somados à data magna do Estado fixada em lei estadual (inciso II) e os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do município, fixados em lei municipal (inciso III). Já Lei 10.607/02 diz que são sete (07) os feriados nacionais, aí incluídos os dias 02 de novembro (Finados) e 25 de dezembro (Natal), datas tipicamente religiosas. Interessante saber que a “data magna” de Mato Grosso é 09 de maio (nosso Estado completa 265 anos em 2013), todavia o Decreto 1539/2012, que trata dos feriados e pontos facultativos estaduais se “esqueceu” do aniversário de Mato Grosso (que “nasceu” em 09/05/1748). A mesma Lei federal nº 9.093/95 diz em seu art. 2º que são feriados religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão. Muito bem. Os feriados, pontos facultativos e dias santos (ou dias “de guarda” como diz o texto legal) são usados pelas famílias para confraternização, reuniões, lazer e descanso dos membros dos clãs. Mas o fato é que ao longo do tempo os trabalhadores, principalmente aqueles ligados diretamente às lides do comércio, têm conquistado a ampliação de alguns direitos trabalhistas. E no entanto, em feriados nacionais, a exemplo do Natal, Ano Novo e mais especificamente da Sexta-Feira da Paixão, mesmo sendo de observância necessária aos cristãos, são negados pela classe patronal. É regra que os trabalhadores se ativem em dias que necessariamente seriam de convívio com suas famílias e suas tradições (cristãs). Nesse sentido fica notório que os donos (proprietários) dos fundos de comércio, com destaque aqueles do ramo varejista, aos poucos e sob pressão do sistema capitalista (busca do lucro), estão contribuindo com a destruição da tradição e da cultura da classe trabalhadora. E fazem ainda com que a religiosidade, a fé e o amor fraternal, principalmente entre as famílias, diminua de forma significativa, pela falta da observância de tais datas chamadas como festivas (mas de cunho cristão). O assunto em pauta – acreditamos – deveria motivar atenção ainda maior, não só por parte da classe empresarial (os patrões), mas também do Ministério Público do Trabalho, da Justiça Trabalhista e dos demais segmentos envolvidos na causa dos trabalhadores. Na atualidade, graças aos problemas de mobilidade urbana (nossas cidades são exemplos de trânsito com lerdeza explícita), qualquer atitude que negue as reuniões familiares e confraternização originada na cultura, merece reflexão. Ao contrário, feriado ou “rodízio” de turnos favorece a mobilidade urbana dos empregados. É importante ressaltar que há pressão psicológica sendo exercida pelos empresários aos seus trabalhadores (assédio moral), para que estes trabalhem “livremente” nas datas acima denominadas (em especial os dias santos). Isso sob pena da perda do emprego ou outras retaliações similares, e a ação faz com que o emocional (dos empregados) sejam afetados, com danos psicológicos e na auto estima. Danosamente, além da quebra da tradição cristão religiosa e dos laços familiares, há a lesão à qualidade de vida destes trabalhadores, cuja saúde fica cada vez mais afetada e prejudicada (debilitada). 
Lazaro Donizete da Silva (técnico em segurança no trabalho) e Vilson Nery (advogado) são ativistas sociais.

8 horas atrás

DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA – LEI DE MEIOS – ACÚMULO DE FORÇAS

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Sim, eu quero: e você, quer? Seus conhecidos, amigos e parentes, o que pensam desse assunto? São a favor da concentração de meios em poucas mãos, são contra, ou são indiferentes? Estão dispostos a fazer algo a respeito? (não basta alguns quererem e gritarem muito, culpando alguém por omissão ou covardia …) http://salafehrio.blogspot.com.br/2013/04/democratizacao-da-midia-lei-de-meios.html 
 

8 horas atrás

Ah!Se fosse candidato do….

por Blog Justiceira de Esquerda
 

AÉCIO NEVES CONTINUA RÉU POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – ACUSAÇÃO ? DESVIO DE R$ 4,3 BILHÕES

 

ESSA MANCHETE VOCÊ NÃO VAI LER NA CAPA DE O GLOBO, NEM NOS JORNALÕES, MUITO MENOS COM DESTAQUE NA IMPRENSA DE MINAS GERAIS, CONTROLADA PELA FAMÍLIA DE AÉCIO NEVES. 
Para um possível indiciamento de Lula, O Globo reserva espaço em sua capa.  Para o fato de que o SENADOR Aécio Neves (PSDB-MG) continua RÉU no processo em que é acusado de improbidade administrativa, o jornal dedica apenas um ínfimo espaço na página 7, sem nenhum destaque. 
ENTENDA O CASO 
 EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA movida pelo MP-MG, Aécio Neves, à época governador de Minas Gerais pelo PSDB, É ACUSADO de ter desviado R$ 4,3 BILHÕES da rúbrica da saúde e destinado a vultuosa verba para a COPASA – Companhia de Saneamento. 
Ocorre que, o dinheiro nunca chegou aos cofres da COPASA, e não consta do BALANÇO DA EMPRESA. O Ministério Público e todos nós queremos saber ! PARA ONDE FORAM OS R$ 4,3 BILHÕES DE REAIS ?
O TJ-MG acaba de decidir (3 x 0) que não vai encerrar o caso, que a apuração prossegue e que o SENADOR AÉCIO NEVES continua RÉU. A defesa do RÉU, alegou não ser da competência do MP processar Governador. 

Los hijos de Uribe y dos familias de Brasil y México tienen cuentas en paraísos fiscales

Los hijos de Uribe y magnates de Brasil y México tienen cuentas en paraísos fiscales Consulta, en inglés, el resultado de la investigación del ICIJ

http://www.aecioblog.com/uploads/image/Outubro/Aecio%20Wellington%20Pedro.jpg
Steinbruch, à direita

No solo se han revelado escándalos de sobornos a altos funcionarios de Venezuela en el nuevoOffshoreleaksla investigación de 2,5 millones de archivossobre fondos ocultos en paraísos fiscales que ha elaborado el Consorcio Internacional de Periodistas de Investigación (ICIJ, según sus siglas en inglés). En la lista de inversores en esos escondites para ahorros fuera de control de las agencias tributarias y de las investigaciones contra la corrupción y el lavado de dinero también figuran los hijos del expresidente colombiano Álvaro Uribe yempresarios de México y Brasil. Tomás y Jerónimo Uribe son accionistas de una firma creada en las Islas Vírgenes Británicas en 2008, Asia America Investment Corporation. Un abogado de ellos, Jaime Lombana, dijo que esa empresa fue formada con la idea de exportar artesanías colombianas, pero jamás comenzó la actividad. Lombana justificó su creación en esas islas, unos de los más de 80 paraísos fiscales en el mundo, por el hecho de que un socio de los Uribe vivía allí. Los dos hermanos fueron acusados durante el Gobierno de su padre (2002-2010) de presunto tráfico de influencias en dos escándalos, uno de los cuales se trataba de la compra de tierras cuyo valor saltó por los aires después de su adquisición gracias a que las autoridades les aseguraron un estatus de libres de impuestos, según publicó la ICIJ a partir la investigación de 15 meses que hicieron 86 periodistas de 46 países. Los hijos de Uribe fueron absueltos en ambos casos, pero los fiscales han iniciado otras indagaciones sobre compras de tierras. Entre las 13.000 personas implicadas en cuentas descubiertas por el Offshoreleaks aparecen los empresarios brasileños Clarice, Leo y Fabio Steinbruch. Pertenecen a unos de los clanes familiares más ricos del gigante sudamericano, dueños del banco Fibra y de las empresas siderúrgica CSN y textil Grupo Vicunha. En 2007 crearon Peak Management en las Islas Vírgenes Británicas. “Peak Management existe, está activa, ha sido declarada por sus dueños en los formularios impositivos y ante el Banco Central de Brasil como inversión en el exterior”, respondió Leo Steinbruch al ICIJ. El mexicano Dionisio Garza Medina abrió una cuenta offshore en Singapur en 2005 a nombre de Vercors Private Limited. Pertenece a una de las familias propietarias de una de las principales compañías de México, la química Alfa, con intereses también en alimentos y telecomunicaciones. Garza Medina no respondió a las llamadas del ICIJ, pero un portavoz de Alfa declaró que se trata de un asunto privado de quien fuera consejero delegado de ese grupo y no un asunto corporativo. No El País  THIETRE MIGUEL – RIO DE JANEIRO-RJ

9 horas atrás

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E LOUCURA – “PASTOR” DIZ QUE UM PISTOLEIRO CELESTIAL FOI ENVIADO PARA ASSASSINAR JOHN LENNON

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

 No MILITÂNCIAVIVA!: 

 

 

A CADA MOMENTO a figura do Pastor / Deputado Feliciano se mostra mais surpreendente, transitando entre intolerância e o ridículo, “pregando” um DEUS vingativo, que se valeria de um louco assassino para matar John Lennon. 
 
O Pastor ainda revela sua faceta de homem capaz de tripudiar em cima de um cadáver e de atribuir ao nome do ESPÍRITO SANTO, os tiros desferidos. 
 Pior é ver como uma platéia numerosa se deixa levar pelos gritos e encenação do pastor, numa quase histeria coletiva, aprovando a declaração infeliz, e absolutamente incompatível com a mensagem de JESUS, que sempre foi de PAZ e PERDÃO. 
Minha nossa, onde esta onda de intolerância e fanatismo pode nos levar. Os FALSOS PROFETAS parece que saíram todos do “armário”.

Em nome de DEUS se justifica e explica assassinato, em nome de DEUS se cobra cachê e se exige cartão de banco com senha. 
Resposta de John
 
  

Declarações de Feliciano incitam o ódio e a intolerância, diz ministra

por Nogueira Junior
 
O deputado Marco Feliciano Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara

Ivan Richard e Marcos Chagas, Agência Brasil 
“A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, disse nesta segunda-feira 8 que as declarações do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), fora do Congresso Nacional têm incitado o ódio a e intolerância. 
Há duas semanas, o deputado Marco Feliciano, em um culto evangélico, disse que, antes da chegada dele à presidência da CDHM, o colegiado era comandado por Satanás. Em vídeos publicados na internet, o pastor diz que Deus teria mandado matar o cantor John Lennon, dos Beatles, e os integrantes da banda Mamonas Assassinas, vítimas de um acidente aéreo. Mais informações » 

9 horas atrás

Barbosa mantém mão pesada sobre mensalão e provoca protesto de advogados

por Nogueira Junior
 
Barbosa, relator da ação penal, não quis dar acesso aos votos antes da publicação do acórdão (Foto: Nelson Jr. STF)

Após barrar acesso a votos da Ação Penal 470, presidente do STF dará cinco dias para apresentação de recursos após publicação de acórdão, esta semana; advogado de Genoino vê cerceamento ao direito de defesa 
Maurício Thuswohl, Rede Brasil Atual 
O advogado do deputado federal José Genoino (PT-SP) na Ação Penal 470, Luiz Fernando Pacheco, confirmou hoje (8) ter dado entrada em novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que caiba ao plenário da casa – atualmente composto por dez ministros – a decisão sobre o tempo que será dado à defesa para que apresente seus recursos após a publicação do acórdão do julgamento. Com isso, a defesa de Genoino se alinha à de outros réus do processo do mensalão na tentativa de reverter a anunciada decisão do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, que já avisou considerar desnecessária a submissão do assunto ao colegiado. 
Até o fim da tarde de hoje ainda não havia sido entregue o último voto escrito que resta – o do ministro Celso de Mello – sobre a Ação Penal 470. Após a inserção desse voto no sistema de dados do STF, o acórdão poderá ser publicado a qualquer momento. Procurado pela reportagem, Joaquim Barbosa, por intermédio da assessoria do STF, afirmou que “não há previsão de alteração do prazo regimental para a apresentação de recursos após a publicação do acórdão”. Sobre quanto tempo levará para publicar o acórdão, Barbosa disse que “o fará o mais rápido possível”. 
Após a publicação do acórdão, Barbosa pretende dar um prazo de cinco dias para a apresentação de recursos, tempo considerado impraticável pelos advogados. Pacheco alega cerceamento do direito de defesa. “Estamos tentando uma dilação desse prazo porque consideramos que é humanamente impossível ler um acórdão desse tamanho e preparar o recurso em cinco dias. O ministro Joaquim Barbosa já indeferiu um primeiro pedido, mas já protocolamos outro para que a matéria seja levada ao plenário de forma a que o colegiado possa decidir”, diz o advogado de Genoino.” Matéria Completa, ::AQUI:: 

10 horas atrás

Lobão desmente risco de apagão e garante que não há possibilidade de desabastecimento de energia no país

por Nogueira Junior
 
 
Sabrina Craide, Agência Brasil 
“O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu hoje (8) que não haverá racionamento de energia no país e não há nenhum risco de desabastecimento durante a Copa das Confederações neste ano e na Copa do Mundo de 2014. Lobão convocou entrevista coletiva para desmentir matérias publicadas recentemente na imprensa que dizem que atrasos nas obras de energia podem levar o país a um racionamento de energia. 
“Lamento o tom alarmista com que isso vem sendo tratado. Não quero crer que haja nisso qualquer motivação política, mas o fato é que, com isso, desassossega-se o país e geram-se incertezas econômicas”, disse Lobão. Segundo ele, os atrasos em obras no setor elétrico não porão em risco a  segurança do sistema elétrico brasileiro, “em nenhuma hipótese”, porque o país tem garantido o suprimento para hoje e para os próximos anos. Mais informações » 

Para Feliciano, morte de John Lennon foi vingança de Deus

por Daniel Dantas Lemos
 
O absurdo do deus de ódio pregado por Marco Feliciano, que já havia dito que Deus matou os Mamonas Assassinos porque Dinho era um crente desviado, é essa mensagem.
Falando de John Lennon, o pastor diz que queria estar lá quando descobrissem o corpo do ex-Beattle: “Me perdoe, John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho e esse do Espírito Santo”.
Que deus é esse que Marco Feliciano prega?

E por que Marco Feliciano não obedece à sua própria sugestão?
Ele diz nesse vídeo que “crente foi chamado para duas coisas: servir a Deus, pregando o evangelho, ganhando almas e aguardar o retorno do Senhor em santidade”.
O que então, pastor, o senhor e a bancada dita evangélica está fazendo no Congresso Nacional e na Comissão de Direitos Humanos?
11 horas atrás

Culinária infantil para pais idiotas: Receita de Gagau de Farinha Láctea

por Daniel Dantas Lemos
 
Por Conceição Oliveira No Blog Maria Fro

Um advogado trabalhista segundo minhas fontes, que em tese existe pra defender os direitos dos trabalhadores que no Brasil são assegurados pela CLT escreve um texto vergonha alheia no facebook contra a PEC das empregadas. Recuso-me a reproduzir o chorume idiota e escravagista, mas quem quiser avaliar com seus próprios olhos acesse aqui.

Aconselho ‘dicumforça’ a esta classe média que arrota Europa e grita contra o pagamento de FGTS às domésticas (o INSS já era obrigatório e espero imensamente que um advogado trabalhista saiba disto) que invista seu dinheiro na produção e luvas, certeza que vão me agradecer futuramente. Mas Humberto E. Nadamais certamente com dó do rebento do advogado trabalhista (eu por mim comunicava ao conselho tutelar que o advogado trabalhista não sabe fazer um mísero mingau para o seu rebento nem botar pra dormir a sua cria) resolveu ensinar o pai advogado trabalhista a fazer um gagau. Como é uma receita de utilidade pública nestes tempos de segunda abolição da escravatura, reproduzo aqui. Bom proveito classe média futura consumidora de luvas.

 Culinária infantil para pais idiotas: Receita de Gagau de Farinha Láctea
Por: Humberto E. Nadamais, via Facebook e O Correio da Elite
Dado que muitos pais não têm competência técnica, ética, moral e outros quesitos necessários para cuidar de seus filhos e, por isso, estão terceirizando os cuidados da prole a domésticas, empregadas, babás, professores e avós, este blog resolveu dar uma ajudazinha para eles, pais. Na redes sociais encontramos milhares de testemunhos de pais despreparados. Não queremos que as crianças padeçam de fome por causa do desconhecimento paterno sobre como preparar pratos sofisticados como o que segue. Assim, os pais ainda aproveitam para desfrutar os raros momentos com seus filhinhos nesta vida tão corrida, que tem nos impedido de curtir situações de carinho e amor que só alcançamos no convívio com nossos entes queridos. Não se apavore e vá em frente. Imagine que você está se emprenhando para cumprir as metas definidas pela empresa:

Ingredientes ( você sabe o que é “ingrediente”, não? ):
500 ( é o que vem depois do 499 ) ml ( mililitros, uma medida de quantidade ) de leite ( aquilo que sai das fêmeas dos mamíferos; geralmente se usa leite de vaca. Sim, vaca, aquele bicho que faz “Muuuu!”; Veja a foto aqui ) quente ( contrário de “frio” )
10 ( uma dezena, vem depois da unidade 9 ) colheres ( colher, amigo, isso que você pegou é um coador de café… não, cacete, isso aí é um garfo… alí, ó, do lado da faca, issooooo! ) de sopa ( esqueci de dizer, a colher é a de sopa; essa aí é de sobremesa, a de sopa é aquela ali ó…essa mesma! Como assim, “por quê elas têm esses nomes?” Sei lá, oras! ) de Farinha Láctea ( Isso, essa lata sobre a mesa, eu deixei aí prá facilitar para você. Abra a tampa e… CUIDADO, NÃO VAI SE CORTAR!! Isso, beleza! Viu como não foi difícil? )
3 ( vem depois do 2 ) colheres de sopa ( essa você já aprendeu ) de açúcar ( aquele pó branco que… NÃO, CARAMBA, ESCONDE ISSO, QUE DÁ CADEIA! É aquilo que fica no açucareiro, será o Benedito que eu tenho que fazer tudo por aqui? Aquele pó doce, que é o contrário do “sal”. Ó lá, tá até escrito no recipiente… Não tá vendo que nesse tá escrito “sal”? O outro… isso, esse mesmo! Tá pegando o jeito!!! )
Modo de Fazer:
Colocar tudo ( “tudo”, não, ô imbecil: as colheres de sopa e o açucareiro você deixa fora! ) no liquidificador ( eu deixei ele pronto ali na pia, pois sabia que você o confundiria com o aspirador de pó e…ESCONDE ESSE PÓ, EU JÁ DISSE! ) e bater até ficar cremoso ( “bater” os ingredientes no liquidificador e não, bater na filha chorona ou na babá insubmissa )
Servir em potinhos de sobremesa ( estão ali, ó; é só pegar e despejar o conteúdo que se encontra no copo do liquidificador, no interior e… EU DISSE “INTERIOR”!… isso, dentro dos potinhos… isso, beleza, acertou um! Pelo menos já tem um pouquinho pra criança comer )
Quantidade: 4 porções
TÁ VENDO COMO FOI FÁCIL, PAPAI? VOCÊ É MOTIVO DE ORGULHO PARA NOSSA SOCIEDADE! PARABÉNS

18 horas atrás

Direitos Humanos e o Homo Sacer: “zizekiações”

por Daniel Dantas Lemos
 
 Por Thadeu Brandão No Blog do GEDEV

Slavoj Zizek em seu “Bem vindo ao deserto do real”, faz uma interessante e estimulante discussão acerca da questão dos direitos humanos na contemporaneidade. Para ele aqueles que defendem o “valor sagrado da vida”, defendem-na na perspectiva de que tudo aquilo que tem possibilidade destrutiva deve ser excluido e proibido. A vida deve ser controlada naquilo que Zizeck denominou de “café sem cafeína”, ou seja, prazer sem perigo. Esses defensores: “acabam num ‘mundo supervisionado em que vivemos sem dor, em segurança – e tediosamente’, um mundo em que, em nome de seu objetivo oficial – uma vida longa e prazerosa – , todos os prazeres reais são proibidos ou estritamente controlados (fumo, drogas, comida…)” (ZIZEK, 2003, p. 110).

Na mesma perspectiva de controle, o humanitarismo atual se fundamenta através de uma nova “biopolítica” de controle do indivíduo. Mesmo quando se voltam para os “excluídos”, o fazem através de práticas de controle onde o “campo de refugiados” nada mais é do que a versão humanitária do campo de concentração ou do Gulag.

“Os excluídos são não apenas os terroristas, mas também os que se colocam na ponta receptora da ajuda humanitária (ruandeses, bósnios, afegãos…): o Homo sacer de hoje é o objeto privilegiado da biopolítica humanitária: o que é privado da humanidade completa por seu sustentado com desprezo. Devemos assim reconhecer o paradoxo de serem os campos de concentração e os de refugiados que recebem ajuda humanitária as duas faces, ‘humana’ e ‘desumana’, da mesma matriz formal sociológica. (…) a população é reduzida a objeto da biopolítica. Portanto, não basta enumerar os exemplos atuais doHomo sacer: os sans papiers na França, os habitantes das favelas no Brasil e a população dos guetos afro-americanos nos EUA, etc. É absolutamente crítico contemplar essa lista com o lado humanitário: talvez os que são vistos como recipientes da ajuda humanitária sejam as figuras modernas do Homo sacer” (ZIZEK, 2003, p. 111-112).

Os axiomas dos direitos humanos, democracia, domínio do direito e outros se reduzem, assim, em última instância a uma representação falseada para os mecanismos disciplinadores do “biopoder”, cuja expressão última é o campo de concentração do século XX. O projeto da modernidade, inacabado como sempre, recai na perspectiva do “mundo administrado” esbolado por Adorno e Horkeimer na “Dialética do Esclarecimento”. Ou, para ser mais clássico, na “jaula de ferro” weberiana. Não há humanos direitos puramentes éticos ou “inocentes” nesta perspectiva. 
Vivemos num “Matrix”?

“A noção ‘totalitária’ de um ‘mundo administrado’, em que a experiência mesma da liberdade subjetiva seja a forma como surge a sujeição a mecanismos disciplinadores, é na verdade o verso fantasmático obsceno da ideologia (e prática) pública ‘oficial’ da autonomia individual e da liberdade: a primeira tem de acompanhar a segunda, suplementando-a como sua cópia obscena e nebulosa, de uma forma que traz à memória a imagem central do filme Matrix” (ZIZEK, 2003, p. 116).

Isto posto, a característica fundamental da política, mesmo a de “direitos humanos” é a redução da mesma política a uma certa “biopolítica” no sentido exato de administrar e regular a vida. Neste sentido, torna-se pertinente a crítica de Zizek às lutas contemporâneas que tentam “deslocar gradualmente o limite da exclusão social, aumentando o poder dos agentes excluídos (minorias sexuais ou étnicas) pela criação de espaços marginais em que possam articular e questionar a própria identidade”. O problea é que se fecham em seu próprio ciclo de lutas, não permitindo uma emancipação mais ampla. Lutas egoístas por si só? 

Vale a pena pensar nas provocações.

Bibliografia

ZIZEK, Slavoj. Bem-vindo ao deserto do real: cinco ensaios sobre o 11 de Setembro e datas relacionadas.. Tradução de Paulo Cezar Castanehira. São Paulo: Boitempo, 2003. 

18 horas atrás

Classes Sociais, trabalho e novos arranjos políticos: pequenas “zizeckiações”

por Daniel Dantas Lemos
 
 
Por Thadeu Brandão No Blog do GEDEV 
Slavoj Zizeck, filósofo mais influente no pensamento radical, não apenas pelas suas idéias, mas pelo seu ativismo político, nos convida a algumas reflexões acerca das classes sociais e de seu papel no capitalismo contemporâneo. Vale a pena, de forma rápida e modesta, realizar o que chamarei aqui de “zizeckiações”: reflexões rapidinhas à luz do pensador eslavo.
Longe de apenas pensar a velha dicotomia “burguesia versus proletariado”, Zizeck vai além dos próprios críticos da vulgata marxista, apresentando cinco categorias: (1) os trabalhadores, (2) o exército de reserva dos (temporariamente) desempregados, (3) os (permanentemente) inempregáveis e (4) os “anteriormente empregados” (mais apropriado como ilegalmente empregado – desde os que trabalham no mercado negro e nas favelas até as diferentes formas de escravidão). Para quem, necessariamente, precisa pensar categorias da violência, esses “excluídos” são também os incluídos no mercado mundial.
Em seu mais recente texto publicado no Brasil: “O ano em que sonhamos perigosamente” (2012), ele acrescenta ainda:

“Em terceiro lugar, a categoria dos ‘anteriormente empregados’ deveria ser complementada pelo seu oposto, aqueles que foram educados sem nenhuma chance de encontrar emprego: toda uma geração de estudantes quase não tem chance de conseguir um emprego em sua área, o que leva a um protesto em massa; e a pior maneira de resolver essa lacuna é subordinar a educação diretamente às demandas do mercado – se não por outra razão, isso ocorre porque a dinâmica do mercado torna ‘obsoleta’ a educação dada nas universidades” (2012, p. 15).

Esse novo desemprego estrutural age, segundo ele, como uma forma deexploração, ou seja, osexplorados não seriam apenas os trabalhadores que produziriam a mais-valia apropriada pelo capital, mas também aqueles que são estruturalmente impedidos de cair no vórtice capitalista do trabalho assalariado explorado, inclusive regiões e nações inteiras. Temos agora não apenas os que trabalham e criam, mas o que são impedidos de trabalhar e criar. O sistema não só precisa de trabalhadores, como também gera o “exército de reserva” daqueles que não conseguem e jamais conseguirão trabalho; estes excluídos do processo de trabalho são agora produtores de não trabalho.Dialeticamente, isso ocorreria porque, 

“(…) somente no capitalismo a exploração é ‘naturalizada’, está inscrita no funcionamento da economia – ela não é resultado de pressão e violência extraeconômicas, e é por isso que, no capitalismo, temos liberdade pessoal e igualdade: não há necessidade de uma dominação social direta, a dominação já está na estrutura do processo de produção” (ZIZECK, 2012, p. 17).

Em termos de classe social, o que isso significaria? O capital funda-se em três bases: a tendência duradoura de retornar do lucro à renda; o papel estrutural muito mais forte do desemprego; a ascensão da nova classe social, a “burguesia assalariada”. Em termos de novo padrão do trabalho e de seu valor, Zizeck aponta que a mudança mais sutil é a que faz do trabalho, possuí-lo, um novo status, dado que nem todos o terão. Ao mesmo tempo, a “dona dos meios de produção” é substituída por uma nova classe social.
Isso porque, o trabalho imaterial, simbólico diria Bourdieu, faz surgir uma nova área de dominação pautada em conhecimentos, formas de cooperação e comunicação compartilhados etc., que já não podem mais ser contidos pela forma da propriedade privada. Tem-se uma verdadeira produção imaterial é diretamente biopolítica, “a produção da vida social”.
Essa vida social vê surgir um novo ator, o 

“empreendedor que não é mais dono de sua própria empresa, mas um gerente especializado (ou um conselho administrativo presidido por um CEO) que dirige uma empresa pertencente a bancos (também dirigidos por gerentes que não são seus donos) ou a investidores dispersos. Nesse novo tipo ideal de capitalismo sem burguesia, a antiga burguesia, tornada desfuncional, é refuncionalizada como gerentes assalariados – a nova burguesia é paga e, mesmo que possua parte da empresa, recebe ações como parte da remuneração de seu trabalho (‘bônus’ por seu gerenciamento ‘bem-sucedido’)” (p. 19-20).

Isto posto, a burguesia, em seu sentido clássico discutido por Marx, está em vias de desaparecimento. Agora, forma um subconjunto dos trabalhadores assalariados: “os gerentes qualificados para ganhar mais por sua competência”, que abrange todos os tipos de especialistas (administradores, servidores públicos, médicos, advogados, jornalistas, intelectuais, artistas…).
Dentro de uma lógica apontada já há décadas por Adorno e Horkheimer na Dialética do Esclarecimento, temos uma tendência de formação e consolidação de um “mundo administrado” em um capitalismo administrativo. 
Sobre a crise atual, Zizeck aponta que 

“A Grécia não é uma exceção, mas um dos principais campos de teste para impor um novo modelo sócio-econômico com pretensões universais: o modelo tecnocrático despolitizado, em que banqueiros e outros especialistas têm permissão para esmagar a democracia. Há sinais abundantes desse processo por toda a parte, até o crescimento do Walmart como uma nova forma de consumismo voltado para as classes mais baixas” (2012, p. 23).

Em termos de nova divisão social do trabalho, o mundo inteiro tenderia a funcionar como uma “Esparta” universalizada e suas três classes (Espartíatas, Periecos e Hilotas), hoje na forma de primeiro, segundo e terceiro mundos (a analogia é bem instrutiva): (1) os Estados Unidos como poder militar político e ideológico (Espartíatas, elite militar e política espartana, descendentes dos Dórios, monopolizavam o Estado e a força militar); (2) a Europa e partes da Ásia e da América Latina como zona industrial manufatureira (Periecos, livres, mas subordinados aos Espartíatas, ocupavam posições subalternas no exército e na economia) (3) o restante subdesenvolvido, os hilotas contemporâneos (Hilotas eram descendentes dos povos submetidos pelos Espartanos, servos do Estado, não possuíam direitos alguns). “Em outras palavras, o capitalismo global provocou uma nova tendência geral à oligarquia, fantasiada de celebração da ‘diversidade das culturas’: a igualdade e o universalismo estão desaparecendo como verdadeiros princípios políticos…” (ZIZECK, 2012, p. 25).
Hodiernamente, zizeckiar é preciso… 
Bibliografia Citada:

ZIZEK, Slavoj. O ano em que sonhamos perigosamente. Tradução de Rogério Bettoni. São Paulo: Boitempo, 2012. 

18 horas atrás

Nas bancas, reportagem que pretende desmontar a invenção do Mensalão

por Daniel Dantas Lemos
 

No Brasil 247 
Vem aí uma reportagem que promete desmontar a história construída no julgamento da Ação Penal 470 e rotulada como “mensalão”. Escrita por Raimundo Rodrigues Pereira, um dos maiores e mais minuciosos jornalistas brasileiros, ela estará na próxima capa da Retrato do Brasil. A novidade foi anunciada na coluna de Elio Gaspari:

NAS BANCAS 
Está chegando às bancas uma edição especial da revista “Retrato”. Sua capa diz tudo: 
“A construção do mensalão -Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson”. Coisa do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira. 
Numa reportagem anterior, Raimundo já havia demonstrado que os recursos da Visanet, a suposta fonte de dinheiro público do mensalão, foram gastos exatamente de acordo com o fim a que se destinavam: publicidade e propaganda.

18 horas atrás

Testemunho de conversão: de como eu deixei de crer num evangelho que exclui os homossexuais

por Daniel Dantas Lemos
 
Eu e o Pr. Ricardo Gondim

Na última sexta-feira fui ouvir o pastor Ricardo Gondim na celebração dos 32 anos da Igreja Betesda, aqui em Fortaleza.
Sua mensagem me fez pensar.  Falando em cima de Filipenses 3. 13-14 (Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus), a reflexão do pastor tinha elementos psicanalíticos – como a ideia de que “esquecer” tem a ver com ressignificar os fatos do passado para que possamos deixar o que fica efetivamente para trás.
Uma coisa me fez pensar sobre minha própria vida. Instantes antes do pastor assumir a Palavra, o pastor Mardes, titular da igreja aqui em Fortaleza, me apresentou relembrando fatos de minha vida – de como eu planejava me tornar pastor e de como a vida mudou e me fez professor.
Sempre falo sobre isso focando os planos A, B ou C da vida que foram modificados.
Ricardo Gondim falou sobre isso: a vida não se torna uma desgraça somente porque um plano não tenha sido cumprido conforme planejamos.  São milhares de planos que Deus tem em nossa vida para que alcancemos a sua vocação. 
Isso me ajudou a aprofundar a ressignificação de vários momentos de mudanças e viradas em minha existência.  Como quando eu deixei o seminário teológico – coisa lembrada pelo pastor Mardes.
Outra frase de Ricardo Gondim me fez pensar.  Ao falar sobre sexualidade, o pastor lembrou que não existem pessoas hetero, homo ou bissexuais, mas sim existem pessoas que têm dificuldades em suas sexualidades.  “Quem não tem dificuldades na sua própria sexualidade que atire a primeira pedra”, disse.
Isso me fez refletir sobre uma coisa que já expressei no Facebook, mas que nunca havia trazido ao blog.
Vou fazê-lo agora.
***
Converti-me em uma igreja bem conservadora, na qual sequer podíamos acompanhar os cânticos com palmas e onde bateria era coisa do diabo.  Se era assim no campo musical, avalie no que se refere às minorias, especialmente os homossexuais.
Fui criado também em uma cultura homofóbica e isso, associado à minha experiência religiosa, reforçava minhas ideias relacionadas aos homossexuais no âmbito do cristianismo.
Minha conversão ao evangelho de Jesus se deu em um processo durante o qual eu, espírita, entendi que Jesus era Deus feito homem.  Desse modo, poderia morrer por mim e por quem cresse.  O espiritismo parte de uma premissa irrefutável: afirma que cada um é responsável por suas próprias ações.  Sendo assim, Jesus entendido como um simples homem nunca poderia expiar os pecados de outra pessoa.  Por isso a compreensão da pessoa de Cristo e o valor de Seu sacrifício foram fundamentais para que eu me entregasse a Ele.
E a homossexualidade?
Lembro de uma vez, em meados da década passada, que viajamos uma caravana de Natal para participar de um encontro teológico em Alagoas.  Tenho a impressão que do ônibus inteiro apenas um pastor se manifestava abertamente em favor da homossexualidade – e justificava tudo na perspectiva hermenêutica de entender manifestações culturais como essa como contingente.
Lembro que ouvia aquilo e discordava.  Pensava ser uma heresia imensa e, por isso mesmo, lembro de refletir sobre se a unidade entre aqueles de posicionamento tão diverso seria possível ainda diante de tudo.
Mas do mesmo modo que a compreensão do sacrifício de Cristo mudou minha vida e me fez compreender o evangelho de uma forma que nunca tinha feito – e me fez converter-me -, foi a reflexão sobre o sacrifício de Cristo que me fez mudar minha perspectiva sobre a homossexualidade.
Para mim a questão é clara: o centro da fé em Jesus é Cristo e este crucificado. Ele fez aquilo por amor. Amor não combina com o ódio disseminado por cristãos que dizem que O seguem. E o discurso de nossas igrejas está repleta de ódio. E quando não há ódio, há desvio. Jesus andaria com esses, os discriminados, e rejeitaria aqueles, os religiosos. Fez isso quando esteve por aqui antes da cruz. Faria (faz, na verdade), hoje.
O comportamento do cristinianismo homofóbico (que esquece que a mensagem do evangelho é o amor de Deus revelado em Jesus Cristo crucificado) não difere (talvez seja pior) daqueles religiosos contra quem Jesus se levantou. Os mestres da ortodoxia. Aqueles que diziam que Jesus era pecador porque andava com a escória social de seu tempo – os publicanos, as prostitutas.
Os religiosos de hoje não sabem acolher – sabem condenar. Em defesa da homofobia e contra a luta de gente como Jean Wyllys, agora os cristãos além de discriminadores são mentirosos, ardilosos, falsos. Se distanciam da mensagem da cruz. Aliás, a mensagem que deveríamos estar pregando é a cruz de Cristo.
Enquanto isso, um monte de gente perde tempo fiscalizando o fiofó dos outros. Além disso, cada dia mais a ciência comprova que homossexualidade não tem uma causa que deva ser curada – homossexualidade é uma condição natural do sujeito. Não deve ser negada. É geneticamente influenciada – está escrita nos gens, no cerébro. Negá-la é desumanizar o sujeito. E Deus se fez homem em Jesus para que ninguém mais fosse desumanizado.
Acho que as pessoas não lêem a Bíblia ou são incapazes de ler pelo menos a história de Jesus. Creio no Cristo que morreu pelos que não são sãos. Porque os sãos não precisam de remédio. Justificam-se a si mesmos – como aquele fariseu que não teve a mesma sorte de receber a justificação como o publicano que sabia não ser merecedor. O discurso religioso conservador e homofóbico reproduz o que pensam na letra dissociada do Espírito. Letra sem o Espírito somente pode provocar a morte – como o faz o discurso homofóbico do conservadorismo religioso.
Passei a refletir minha mudança, esquecendo o que para trás fica, quando conheci o sofrimento de muitos irmãos que, gays, passavam a crer que sua condição como sujeito era pecaminosa.  Um pecado impossível de ser restaurado.  Desse modo, abandonam a fé e a igreja porque não cabem nessa fé por serem o que são.  No entanto, crêem em Jesus como eu creio – mas sofrem sendo quem são.
Alguns já se libertaram.  Sabem-se pecadores, como eu sou. Dependem da graça para serem salvos como eu.
Desde quando, na Bíblia, existe outra coisa que salve ou condene alguém a não ser o sacrifício de Cristo na cruz. desde quando é o que eu faço ou deixo de fazer que me salva? Isso “não é dom de Deus, não vem de vós”? Por que é possível julgar que alguém não é salvo pelas roupas que usa ou por sua orientação sexual?  Nossos eventuais pecados são maiores que a graça de Deus, que a cruz de Cristo? Algum desses eventuais pecados é maior que os demais?
E o que fazer quando a ciência comprova a cada dia que ser gay ou hetero não é uma opção, mas uma orientação que é determinada, inclusive, geneticamente? Ou seja, é da essência do sujeito ser gay ou hetero – o que significa que negar o que se é é negar a própria humanidade. Como disse antes, a salvação em Cristo é fundamentalmente humanizadora: Deus, quando quis salvar, se fez um homem como nós na pessoa de Cristo.
O ponto de partida para ler a Bíblia é ou não é o sacrifício de Cristo na cruz? Vivemos sob a lei ou sob a graça?
Sinto que os cristãos andam precisando meditar mais sobre Cristo e sua cruz. Ler Paulo, ler o Antigo Testamento, sem que a base seja dada pelo significado de Jesus, sua vida e morte, é se afastar da vida na graça e continuar mergulhado na religiosidade das normas e das regras do isso pode isso não pode. É reduzir a eficácia da cruz para que se passe a determinar, humanos limitados, quem pode ou não amar a Deus, a Cristo e por Ele ser amado e perdoado. Encaixotamos Deus em nossa teologia, tiramos dEle a capacidade de amar, e criamos no seu lugar um ídolo assim – que costumo grafar deus. Desse deus eu quero ser e permanecer ateu.
Admito até que em Romanos 1. 24 – 27 Paulo esteja falando de homossexualidade – se bem que não acho que seja disso [apenas] que ele está falando. Tomando literalmente o que é dito ali, sexo somente poderia ser feito para reprodução e somente com intercurso vaginal. Nada de sexo oral ou de qualquer outra liberdade para a prática sexual de um casal heterossexual. Acontece que, com raras exceções, ninguém defende mais isso nas igrejas cristãs.
No entanto, os cristãos homofóbicos, que defendem que esse texto deve ser interpretado assim literalmente, não dizem o mesmo, por exemplo, de textos como 1 Coríntios 14. 34, no qual Paulo manda que as mulheres se calem na igreja.  Por que se desobedece essa ordem de Paulo e, ao mesmo tempo, defende que ele esteja falando sobre homossexualidade quando cita imoralidade sexual e acredita que o texto de Rm. 1. 24-27 deve ser tomado literalmente hoje em dia? Isso, para mim, é incoerente. Quem acha isso de Romanos, deveria impedir que as mulheres falem na igreja e se comprometer, entre outras coisas, a levar seus filhos para serem apedrejados na porta da cidade em caso de desobediência. Por que a questão sexual é diferente?

Os homofóbicos adoram citar o texto de 1 Coríntios 6. 9 – 10: “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.”  Não percebem que, nessa lista, não sobra ninguém.  Ninguém vai pro céu porque cada um de nós está abrangido em pelo menos uma dessas categorias. 

Por que alguns textos devem ser interpretados sob a perspectiva da cultura e não os que falam da questão homossexual? Qual a chave hermenêutica que lhe diz que há diferença entre as duas coisas? Eu respondo: nenhuma. Não existe nenhuma questão exegética ou hermenêutica que force que os dois tipos de texto podem ser interpretados de maneira diferente. Apenas a ideologia preconcebida de cada um. Ou seja: se eu acho que a mulher é inferior e deve ficar calada eu vou admitir como válido para os nossos dias o texto em que Paulo afirma que ela deve ficar calada. Se não, eu mudo. Do mesmo modo, com a questão da homossexualidade. Se eu acho que a fé cristã não deve ser espaço para os gays, eu afirmo que os textos devem ser interpretados como verdades absolutas para hj. Se eu admito que não é bem assim, eu os interpreto como histórica e socialmente condicionados. A gente faz isso com a Bíblia inteira. Por isso, o princípio básico da interpretação é Cristo e Seu sacrifício. A partir dele, lemos o resto. E para mim ler a Bíblia a partir disso mudou minha concepcão sobre homossexualidade e sobre a vida. Me tornei cristão quando entendi Jesus, Seu ministério e Seu sacrifício. Deixei de ser homofóbico quando refleti sobre isso do mesmo modo. Um último comentário sobre Romanos 1. 24 – 27.  O texto afirma a mulher como objeto e ninguém questiona isso: “o uso natural da mulher” é algo que me diz que a mulher nada mais é que um objeto para que eu a use.  Se eu usar o texto para dizer isso numa pregação serei devidamente expulso do ambiente.  Por que ninguém questiona assim o resto dos mesmos versículos? Graças ao bom Deus e à luta dos protestantes, não vivemos em um estado ou sociedade cristãos. O estado e a sociedade são laicos. Somos nós, os cristãos, que não temos o direito de impor aos que não comungam de nossa visão de mundo aquilo que cremos. Nosso mundo é plural, diverso e pretensamente democrático. Temos os nossos direitos. Os gays, heteros, brancos e negros. E aqueles que estão em situação mais precária em seus direitos (como índios, negros, ciganos, gays) precisam ser protegidos pelo estado. 

Vai vendo: Pastor recebe mensalmente R$ 2,5 mil para dar consultas espirituais em hospital

por Rosangela Basso
 
Vai vendo: Pastor recebe mensalmente R$ 2,5 mil para dar consultas espirituais em hospital 

Jornal de Jundiaí

CAIO ESTEVESCom o pastor haverá mais humanização, defende Miranda
Com o pastor haverá mais humanização, defende Miranda Após manter silêncio sobre a contratação de um pastor remunerado no Hospital São Vicente de Paulo, o secretário de Saúde, Cláudio Miranda, afirmou ontem que o profissional segue em seu cargo e terá, inclusive, uma sala para fazer seus atendimentos espirituais – com mesa e computador. O local, disse o secretario, não será grande e não comprometerá a parte física do São Vicente – que no mês passado inaugurou um Pronto Atendimento para ter mais espaço e, assim, abrir novos leitos. “Será em uma área administrativa.”

Como revelou o Jornal de Jundiaí Regional com exclusividade ontem, o pastor José Adilson Telles recebe mensalmente R$ 2,5 mil para dar consultas espirituais no hospital, cargo que desempenha desde 13 março. Ele é registrado como auxiliar administrativo. 
Atualmente, o São Vicente possui sua capela, de viés católico e, por isso, o secretário acha justo que o pastor também tenha um espaço para suas funções. Miranda explicou a contratação como uma forma de dar mais humanização ao serviço do hospital e encara o cargo como administrativo. Não existe hoje a função de pastor dentro de determinada empresa ou instituição. Ainda assim, o secretário disse que a contratação – com um profissional desempenhando uma função diferente do que consta na folha de pagamento – não é ilegal. 

Procurado pela reportagem anteontem, o pastor afirmou que foi indicado por Miranda. Sobre a declaração, o secretário disse não ser verdade e que a indicação foi do Conpas (Conselho de Pastores). 

O novo profissional do São Vicente deverá, também, fazer um curso de especialização em capelania e passar seus ensinamentos para outras pessoas, para que isso seja levado a outros hospitais e instituições. Ainda segundo o secretário, o assunto não foi abordado com Pedro Bigardi (PCdoB) e ele não sabia se o prefeito tinha conhecimento do caso. O pastor, além de trabalhar de segunda a sexta-feira, poderá estar presente também aos finais de semana no hospital. 

Católicos – Segundo o secretário de Saúde, o padre que trabalha hoje dentro do São Vicente também recebe um salário – de R$ 700 – e a ideia é equipará-lo ao do pastor. De acordo com o padre Jorge Demarchi, coordenador do Setor de Comunicação da Diocese de Jundiaí, entretanto, nunca houve uma remuneração por parte do Hospital São Vicente de Paulo para o padre que ali atua.  

“Não tenho conhecimento de que ele receba um salário do hospital. O que existe é uma ajuda de custo, paga pela Cúria Diocesana, para que o padre possa se manter”, afirma padre Jorge. Ele também confirmou o trabalho voluntário feito pela Pastoral da Saúde. A presença de uma outra religião além da católica e da evangélica não se justifica para Miranda, porque o serviço de capelania é apenas desenvolvido por estas duas religiões.
Pedido 

O vereador Rafael Antonucci (PSDB) enviou um ofício a Miranda, ontem, pedindo a anulação da contratação do pastor. Cópia do documento foi postada em uma rede social e gerou discussões entre seus usuários. 

Procurado, o vereador disse que seu foco não é a religião, que ele respeita, mas a remuneração do pastor. No ofício, ele se refere à contratação como “verdadeira atrocidade financeira”. Antonucci ainda cita o Artigo 19 da Carta Maior, “com o impedimento específico de quaisquer verbas que possam ser definidas como contribuições ou pagamentos a integrantes desta ou daquela religião”. 

O conselheiro de Saúde Osvaldo Cosmo afirmou que o Comus (Conselho Municipal de Saúde) – do qual Miranda é o presidente – não foi avisado sobre a contratação do pastor e considera a situação constrangedora para o hospital. Osvaldo  sabia da presença do pastor, mas não da remuneração e que ainda não conversou com o superintendente do São Vicente, Fued Maluf, sobre o caso. 

Miranda, ao ser questionado sobre o motivo de não ter avisado os outros membros do Comus a respeito da contratação de José Adilson, disse tratar-se da entrada de um novo profissional, como qualquer outro. 

Agostinho Moretti, presidente do Conselho de Saúde do São Vicente, também se colocou contra a remuneração do pastor. “Os conselheiros, por exemplo, fazem trabalhos aqui, mas são todos voluntários.” Nós próximos dias, os conselheiros do São Vicente deverão se reunir e o caso do pastor entrará em discussão. 
RAFAEL AMARAL

A gargalhada do papa

por Hélio Consolaro
 
 
Hélio Consolaro* 
As atitudes que quebram paradigmas me são simpáticas. O ministro Joaquim Barbosa de camiseta polo, por exemplo, tomando uma cerveja num bar é muito interessante, para quem está acostumado a vê-lo de toga, vestido de morcego.

 

 

De toga, o ministro negro ganha solenidade, como dizia minha avó, fica parecendo gente. Brancos paramentados causam a mesma impressão, mas observe, caro leitor, a foto como o ministro à paisana fica com a cara de habituê de boteco, parecendo corintiano.

 

Com essa foto, o fotógrafo quis mostrar quão vulgar ou normal são as autoridades, astros, artistas ou ídolos fora dos pedestais. Não desejo destronar ninguém, mas ver estereótipos caindo aos pedaços é tudo que enlouquece um poeta, um publicitário, uma pessoa com o saco cheio das formalidades.

 

Outra foto que encantou por sua singularidade e singeleza foi a do papa Francisco. Foto de papa circunspecto, rezando, cara de quem está suportando as dores do mundo é comum. Que as santidades gargalham em momentos mais reservados de sua convivência é fato, mas se deixando fotografar assim, disseminando a imagem para o mundo é a grande novidade.

 

 

Para quem não sabe, sorrir era coisa do diabo durante a Idade Média, época em que a Igreja Católica metia bedelho em tudo. Convido o leitor a procurar alguma imagem de Jesus Cristo gargalhando ou mostrando os dentes. Nem as imagens de santos chegam a tanto. Todos são desenhados, imaginados na maior seriedade. Nos vitrais da época, só o diabo aparece gargalhando.

 

 
Interior das igrejas são verdadeiros ambientes fúnebres. Deus é apresentado como aquele que não quer ver seus filhos felizes, um distribuidor de desgraças: “Seja o que Deus quiser”. Daí as situações mais alegres serem chamadas de “do jeito que o diabo gosta”.

 

Papa Francisco está fazendo o mundo se esquecer do carrancudo Bento 16, com a cara de velhinho que considera o mundo perdido.  É a igreja mostrando uma cara leve, mais suave. Pode ser marketing? Pode. E é, mas longe do Francisco a artificialidade. Desde João Paulo 1. º não elogio um papa. Sinto-me mais confortável com o novo pontífice.

 

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Secretário municipal de Cultura de Araçatuba-SP.

 

       Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

Papa Francisco quer que Igreja ‘aja decisivamente’ contra abuso sexual

 

05 de abril de 2013 | 9h 18

Reuters

O papa Francisco quer que a Igreja Católica “aja decisivamente” para eliminar os abusos sexuais de crianças por padres e garantir que os responsáveis enfrentem o processo devido, disse o Vaticano nesta sexta-feira.

 

 

Autoridades do Vaticano disseram que Francisco, em uma reunião com o chefe de doutrina da Santa Sé, arcebispo Gerhard Muller, declarou que combater o abuso sexual é importante “para a Igreja e sua credibilidade”.

 

Francisco herdou uma Igreja manchada por problemas e envolvida num grande escândalo de abusos sexuais de crianças cometidos por padres.

 

(Reportagem de Philip Pullella) 

Tópicos: RELIGIAOPAPAACAOABUSOSEXUAL*
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