Category: direitos humanos.midia


Jornal Estadão está em coma profundo

por Betho Flávio
 

A agonia do Estadão

PAULO NOGUEIRA

A verdade é que muita árvore foi derrubada à toa pelo jornal dos Mesquitas.

Bye

Bye

Por Paulo Nogueira

O Estadão está virtualmente morto.

Está cumprindo todas as excruciantes etapas da agonia dos jornais (e das revistas) na era da internet: demissões, demissões, demissões. Menos páginas, borderôs menores.

E futuro nenhum.

Pode ser que, em breve, o Estadão circule duas ou três vezes por semana, como está acontecendo com tantos jornais no mundo.

A Folha, em outras circunstâncias, vibraria. Na gestão Frias, um dos dogmas na Barão de Limeira era que apenas um jornal sobreviveria em São Paulo.

Semimorto o Estado, ficaria a Folha, portanto.

Mas os problemas da Folha são exatamente os do Estado. Pela extrema má gestão dos Mesquitas, eles apenas estão levando mais cedo o Estadão ao cemitério.

Isso quer dizer que não vai sobrar nenhum.

Lamento, evidentemente, cada emprego perdido por jornalistas que tiveram o azar de estar na hora errada na redação errada sob a administração errada derivada da família proprietária errada. (Os demitidos, importante que eles se lembrem disso,  terão a oportunidade de respirar ares mais enriquecedores, sobretudo na mídia digital.)

Mas o jornal, em si, não deixará saudade.

Qual a contribuição do Estadão ao país?

O golpe de 1964, por exemplo. O Estadão, como o Globo, tem um currículo impecável quando se trata de abraçar causas ruins e misturar genuínos interesses privados com interesses públicos fajutos. No mundo perfeito, segundo o Estadão, os brasileiros serviriam basicamente de mordomos para os Mesquitas.

Ainda hoje, moribundo, gasta suas últimas reservas na defesa de um país em que o Estado (governo)  deve servir de babá para uma minoria que, no poder, fez do Brasil um dos campeões mundiais em desigualdade.

Que colunista se salva? Quem oferece uma visão alternativa? Quem quer um país melhor, menos injusto?

Dora Kramer? Pausa para risada.

Os editorialistas mentalmente decrépitos que davam conselhos à Casa Branca mas jamais conseguiram cuidar do próprio quintal? Nova pausa.

Articulistas como Jabor? Pausa mais longa, porque é gargalhada.

O Estadão pertence a um mundo em decomposição, e cujo passamento não deixa ninguém triste.

Combateu o mau combate. Perdeu, e se vai. Poderia ter ido antes. Muitas árvores teriam sido poupadas.

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É hoje!!! Brasil de Fato: Participe do debate e da comemoração dos 10 anos de teimosia!

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 
O jornal Brasil de Fato completa em 2013 dez anos como uma referência de mídia alternativa, popular e de esquerda. 
Os movimentos sociais constroem o jornal no Paraná desde o seu surgimento, em 2003. Hoje, o Paraná conta com um escritório do jornal, graças ao apoio de sindicatos, movimentos sociais e militantes comprometidos. Ao lado de um coletivo de jornalistas e comunicadores, vem retratando a realidade do estado sob a ótica dos movimentos sociais. 
Participe do debate e da comemoração dos 10 anos de teimosia! 

Data: 05 de abril, sexta-feira 

Horário: 19h30

Local: APP Sindicato, Avenida Iguaçu, 880 – CEP 80.230-020 – Rebouças – Curitiba/PR

Debatedores:  Nilton Viana, editor do jornal Brasil de Fato Altamiro Borges, Centro Barão de Itararé  
Contato: curitiba@brasildefato.com.br (41) 9643-5967 http://mariolobato.blogspot.com.br/2013/04/e-hoje-brasil-de-fato-participe-do.html 

14 horas atrás

LIBERDADE RELIGIOSA NÃO É ÁLIBI CONTRA DEMOCRACIA

por Blog Justiceira de Esquerda
 

No midiacrucis

por Breno Altman

O deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) é uma caricatura perversa da ascensão do fundamentalismo religioso na sociedade brasileira, uma tendência que vem sendo cada vez mais explorada pela ultradireita conservadora em processos eleitorais; a esquerda, no entanto, afrouxou na defesa dos valores laicos e dos direitos civis e tampouco tem do que se orgulhar; leia artigo exclusivo de Breno Altman para o 247

Estado_laico  O caso do deputado-pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) desnuda uma das chagas do sistema democrático brasileiro. Suas manifestações homofóbicas e racistas são caricatura perversa da ascensão do fundamentalismo religioso de distintas denominações, favorecido pela complacência eleitoral à direita e à esquerda. Dos conservadores, pode-se dizer que é previsível sua aliança com correntes do atraso, forjadas por um moralismo medieval que explora o lado mais sombrio e preconceituoso da cultura hegemônica. Nas últimas campanhas eleitorais, a oposição de direita surfou nessa onda, que naturalmente confronta ideias e partidos progressistas. O discurso contra o direito ao aborto e a união civil de homossexuais, por exemplo, serviram de mote para a confluência entre o reacionarismo político e os talibãs do cristianismo. Não é propriamente novidade: na derrubada do governo de João Goulart, em 1964, foi decisivo o aval da Igreja Católica para que os golpistas marchassem com Deus em defesa da propriedade, apelidada cinicamente de liberdade. O problema é que, ao menos nos tempos recentes, tampouco a esquerda, nesse tema, tem muito do que se orgulhar. Para amealhar votos ou impedir suposta sangria diante da satanização patrocinada pelo ultraconservadorismo, afrouxou na defesa de valores laicos e direitos civis. Passou a ser considerada prática normal a negociação de políticas públicas com instituições religiosas, muitas vezes rendendo-se à voz dos templos e igrejas. Ao contrário de sindicatos e associações, esses grupos sequer constroem suas representações por métodos eletivos e democráticos. O mais relevante entre esses, o católico, a bem da verdade, tem suas autoridades nomeadas por um Estado estrangeiro. Tratam-se, afinal, de organizações de direito privado, cuja liberdade de opinião e culto deve estar plenamente assegurada, como manda a Constituição, mas o que se fez foi abrir trilha para que ocupassem espaços estratégicos, diretos ou indiretos, no interior das instituições. Quando comunidades religiosas passaram a ter autorização para controlar canais de televisão e rádio, ou comprar a grade de outras emissoras, rompeu-se a primeira linha de defesa do Estado laico. O uso de concessão pública para pregação confessional constitui perigoso precedente para a segurança republicana, ao contaminar o debate sobre garantias de cidadania com a moralidade construída por associações de fé. Os religiosos, como qualquer outra fatia da opinião pública, podem e devem ser convidados para participar das discussões organizadas por radiodifusão ou qualquer outro meio de comunicação. Tampouco caberia haver qualquer empecilho a que tenham seus veículos impressos. Outra coisa, bem diferente, é que se façam proprietários de um bem comum para construir sua influência cultural. O usufruto desses instrumentos foi fundamental para que determinados segmentos construíssem seus próprios partidos e bancadas parlamentares, exercessem pressão permanente sobre o Estado, legitimassem a moral particular de suas crenças como filtro para decisões institucionais de caráter universal. A apatia da esquerda para combater essa deformação é visível, salvo honrosas exceções. O governo, a quem caberia ser guardião do caráter laico e democrático de nossa organização política, trata do assunto com timidez e constrangimento. Não aciona campanhas massivas e permanentes que se contraponham às bandeiras do reacionarismo cristão. Concede e recua. Alguns fatos são notórios. O Palácio do Planalto, ainda na gestão do presidente Lula, firmou concordata com a Santa Sé, concedendo à igreja católica diversas regalias, entre as quais o estabelecimento do ensino religioso optativo em escolas públicas e a utilização do orçamento estatal para a manutenção de propriedades do Vaticano no Brasil. Falta a chama da valentia ou a luz da razão que teve o Partido Comunista Italiano, durante osanos 70 e 80, quando enfrentou o papo e seus aliados, na matriz do catolicismo, em referendos sobre o divórcio (1974) e o aborto (1981). Para surpresa de muitos, o bloco laico liderado pelos comunistas saiu-se vitorioso em ambos casos. A opção por seguidas concessões à escalada religiosa é a placenta onde se alimentam personagens como Marcos Feliciano. Quando a laicidade não é mais defendida a ferro e fogo, a própria democracia fica sob ameaça. O fechamento das reuniões da Comissão de Direitos Humanos, determinada por Feliciano, é apenas outro sinal dos riscos que envolvem a criação de jacarés no tanque. Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel. http://midiacrucis.wordpress.com/2013/04/04/liberdade-religiosa-nao-e-alibi-contra-democracia-por-breno-altman/

14 horas atrás

2030: o Brasil pós-Globo

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 No Altamiro Borges 
Por Paulo Nogueira, no blogDiário do Centro do Mundo
Me pedem que analise um texto de um colunista que eu não conhecia, Rodrigo Constantino. 
Li. 
A não ser que aconteça uma desgraça, não voltarei a lê-lo jamais. 
É um cruzamento de Olavo Carvalho, Reinaldo Azevedo e Ali Kamel. 
Muito para mim. 
Sobre o texto, é uma distopia. O Brasil, no futuro, terá a moeda comum do continente, o bolívar, e o Bolsa Família, “esmola”, será universal entre nós. 
É mais ou menos isso. 
Ofereço uma visão alternativa de futuro. Fixemos o ano de 2030. 
Em 2030, o Brasil já não terá mais a Rede Globo. Ela foi definhando em audiência, o que já está ocorrendo aliás há alguns anos. Eram 50%, depois 40%, depois 30%, depois 20%, e afinal o zero se aproximava. 
Chegou uma hora em que ela era vista apenas pela família Marinho, e não na totalidade, e parte dos funcionários da Globo. 
O golpe baixo com o qual ela segura a receita publicitária – o infame BV, que mantém as agências acorrentadas à empresa – foi finalmente enquadrado pelo governo como prática monopolista e desleal. 
O governo também apertou o cerco sobre expedientes fiscais imorais, como a proliferação de PJs. O caso icônico de Carlos Dornelles deflagrou uma ação da Receita Federal que pôs fim à mamata. 
E a internet foi cobrando o seu preço, segundo a segundo. 
No futuro que ofereço ao exame de vocês, os brasileiros ao se livrar da Globo se livrarão também de: a) novelas que deseducam; b) programas como o BBB, que também deseducam; c) horários abjetos de jogo de futebol apenas para que as novelas não sejam interrompidas. 
É fácil montar um abecedário aí. 
Os brasileiros também estarão libertados de noticiários desonestos e manipuladores, e de colunistas que combatem tenazmente pela manutenção dos privilégios dos Marinhos, de Jabor a Merval. 
Não mais Jô, não mais Galvão, não mais Waack. Não mais Faustão, não mais Fantástico, não mais Ana Maria Braga. 
Não mais Bonner. Não mais Bial. Talvez bebamos menos cerveja, e levemos portanto uma vida mais saudável, porque sumirão os merchans das novelas que estimulam os espectadores a achar qualquer motivo para abrir uma lata ou uma garrafa de qualquer marca. 
Isso porque o anunciante é a Ambev, dona de quase todas as marcas, a começar por Brahma e Antarctica, e então não faz diferença que cerveja seja consumida. 
Os Marinhos deixarão de figurar na lista dos bilionários da Fortune, e parte de sua fortuna irá construir casas, escolas e hospitais nas favelas cariocas, que aliás deixarão de ser favelas. 
Numa autocrítica imperiosa, a prefeitura de São Paulo rebatizará a avenida Roberto Marinho como avenida Vladimir Herzog. 
Já não lembro os detalhes do futuro de Constantino, mas prefiro me ater a este, que de resto considero bem mais realista. 
Quanto a ele próprio, Constantino, em 2030 ele está casado com Yoani, e os dois vivem numa tent city em Miami. O padrinho do casamento foi o cubano exilado em Miami Carlos Alberto Montanez, o Perfeito Idiota Latino-americano. Altamiro Borges: 2030: o Brasil pós-Globo

14 horas atrás

“NÃO PODE HAVER MONOPÓLIO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO”

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Em debate sobre os avanços e desafios dos governos da América Latina, organizado no prédio do Mercosul, em Montevidéu, ex-presidente Lula chama atenção para o combate ao monopólio nas comunicação; “No Brasil, nós temos nove famílias que determinam praticamente todo o poderio dos meios de comunicação”, criticou o ex-presidente, que vai ocupando, no continente, o espaço deixado pelo venezuelano Hugo Chávez, morto em março 

5 DE ABRIL DE 2013  
247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou na noite desta quinta-feira, durante debate no prédio do Mercosul, em Montedivéu, o monopólio dos meios de comunicação como um dos principais desafios dos governos latino-americanos. Durante o seminário “Transformações em risco? Perspectivas e tensões do progressismo na América Latina”, de que também participaram presidente do Uruguai, José Pepe Mujica e o secretário-geral da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA), Victor Báez, Lula destacou que “não pode haver um monopólio dos meios de comunicação”. 
Segundo o ex-presidente brasileiro, “esse é um tema extremamente delicado e que tem que ser debatido em vários países”. “Outro dia eu vi o [presidente Barack] Obama se queixando dos meios de comunição nos Estados Unidos. Se você vai na Alemanha, você ouve a Angela Merkel se queixar de alguns setores da imprensa”, comentou. “No Brasil, nós temos nove famílias que determinam praticamente todo o poderio dos meios de comunicação”, destacou Lula, acrescentando que “não é fácil mudar” esse cenário. 
“Fizemos uma grande conferência, no Brasil, de que participaram milhares de pessoas e aprovamos um programa que agora está sendo discutido no Ministério das Comunicações para ver como se encaminha o debate para a sociedade avançar”, lembrou Lula. “Porque nós queremos avançar, não queremos polemizar. O que nós queremos é provar que uma legislação que tem uma regulação feita em 1962 não vale para 2013. Não vale porque a gente não tinha um terço das coisas que nós temos hoje”, explicou. 
Ouça trecho do discurso do ex-presidente: 
Leia o registro do Instituto Lula sobre o debate, que tratou sobre as ameaças de retrocesso no continente: Instituto Lula – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica e o secretário-geral da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA), Victor Báez, participaram na noite desta quinta-feira (4), no prédio do Mercosul em Montevidéu, de um debate sobre os avanços e novos desafios dos governos progressistas e do movimento sindical latino americano. 
No evento, promovido pela Fundação Friedrich Ebert durante o Congresso da CSA, Lula declarou que os governos progressistas apenas começaram, na última década, a corrigir os erros feitos durante 500 anos na região “e não há hipótese de retrocesso” afirmou o ex-presidente confiando que a população que conquistou ascensões sociais irá demandar novos avanços. Lula defendeu a importância de se seguir elegendo governantes progressistas, comprometidos com os trabalhadores e os setores mais pobres da população para o continente seguir avançando. 
Na plateia do evento, sindicalistas de 17 países, a secretaria-executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), Alicia Barcena, especialistas e políticos da região. 
No debate, Lula mencionou as atividades do Instituto Lula para o desenvolvimento de uma doutrina que estimule avanços no processo de integração latino-americana, com reuniões em São Paulo com movimentos sociais e intelectuais da região. Mujica reforçou a necessidade do Mercosul e América Latina avançarem na integração além das trocas comerciais. “A integração é mercado e muito mais. E tem que ser construída. O mercado não vai integrar nada.” 
Um tema levantado foi a importância da democratização da comunicação para um amadurecimento do debate político na região. “Se a liberdade de imprensa tem que passar pelo estreito olho da fechadura das empresas de mídia, não há liberdade de imprensa”, declarou Mujica, lembrando que outros setores, que não apenas os mais ligados ao capital, também precistam ter ouvidas suas opiniões dentro do debate de vários setores da sociedade. 
Barcena apontou a importância das políticas brasileiras de transferência de renda, desenvolvimento regional e valorização do salário mínimo para a redução de pobreza no país e no continente. Ela lembrou que na última década, segundo a Cepal, 57 milhões de pessoas saíram da pobreza na América Latina, sendo 40 milhões delas no Brasil. 
Lula apontou em um cálculo feito rapidamente, que os 9,5 trilhões de dólares gastos pela Europa e os Estados Unidos com a crise financeira, e os 1,7 trilhão de dólares gastos nos 10 anos da Guerra do Iraque seriam suficientes para sustentar um programa similar ao Bolsa Família para todos os pobres do mundo por 150 anos. Mas que em uma visão torta, muitos governos e economistas seguem vendo os recursos investidos para tirar as pessoas da pobreza como gastos e não como investimento que estimula o crescimento. “O que foi feito no Brasil pode ser feito em outros países”, disse o presidente ao lembrar que em 2003, quando lançou o Fome Zero, não existiam folgas orçamentárias para criar o programa, nascido do compromisso de combater a pobreza e distribuir renda. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98095/N%C3%A3o-pode-haver-monop%C3%B3lio-dos-meios-de-comunica%C3%A7%C3%A3o-N%C3%A3o-pode-haver-monop%C3%B3lio-comunica%C3%A7%C3%B5es.htm

14 horas atrás

O menino, o deputado e o jornalismo genuíno

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Oni Presente A veiculação da “entrevista” do deputado José Genoino (PT-SP) pelo CQC na segunda-feira (25/3) é mais um capítulo lamentável da história recente da televisão brasileira. A forma como foi obtida a declaração do parlamentar e o alarde sobre o conteúdo dela permitem refletir sobre a qualidade da programação da TV aberta, sobre a ética da comunicação e sobre o papel da mídia na sociedade. Não é à toa que a tal “entrevista” tenha se tornado um tema polêmico nas redes sociais na semana que passou, mobilizando opiniões de todas as cores. 
Exibido pela TV Bandeirantes desde 2008, o CQC é um dos programas de maior sucesso da emissora, reproduzindo o formato original argentino em que seus apresentadores perseguem celebridades e políticos “custe o que custar”. Trajados com ternos pretos e óculos escuros, os “CQCs” parecem ter uma única missão: constranger seus entrevistados, fazendo perguntas capciosas ou flagrando-os em situações de embaraço. O desconforto dos abordados fica visível quando percebem a abordagem, e isso gera a “graça” do programa. O efeito desejado é que o CQC cumpre uma certa vingança do espectador ao mostrar o quão ridículo é aquele ator famoso ou quão patético é o poderoso político. Mas será mesmo? 
Simulação 
Com humor ácido, aparentemente sem piedade e determinado a expor seus entrevistados ao vexame, o programa recorre a técnicas jornalísticas, mas oCQC não faz jornalismo! Seu elenco persegue fontes, confronta versões, cerca os poderosos e provoca os entrevistados com suas indagações de duplo sentido. O bom jornalismo também pode se valer disso, mas o fato de o CQClançar mão de técnicas jornalísticas não é suficiente para enquadrá-lo como um programa jornalístico. Afinal, o que caracteriza uma profissão ou atividade não é exclusivamente o uso de técnicas, mas também uma ética específica, a adoção de uma cultura profissional, um conjunto de conhecimentos próprios, um foco e uma vocação. O CQC recorre ao estilo jornalístico por conveniência e não por vocação, já que sua busca é o riso, o humor, a diversão do espectador. O CQC se vale do verniz jornalístico para ter acesso a certos ambientes, pessoas e circunstâncias. Portanto, mimetiza, imita, simula o jornalismo. 
Alguém pode argumentar que o CQC seja um gênero híbrido, o que me parece uma segunda falácia, uma saída honrosa para não ser nem uma coisa nem outra e ampliar assim suas possibilidades de produção, criar novos quadros e veicular outros conteúdos. 
Outros três fatores mostram como o CQC não é um programa jornalístico: todos os prêmios que recebeu até então – entre os quais o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) – são na condição de programa humorístico; a produção não está sob responsabilidade da direção de jornalismo da emissora; e a própria Bandeirantes afirmou que o CQC faz humor, em resposta ao questionamento de Maurício Stycer, colunista do UOL, sobre o caso de José Genoino. Dessa forma, quando o CQC diz que está prestando um serviço jornalístico, não é propriamente verdadeiro, mas apenas uma declaração genérica que pode confundir o público. 
A “entrevista” de José Genoino veiculada em 25 de março é um exemplo dessa confusão. Há meses, o programa aborda o deputado com perguntas embaraçosas, buscando uma declaração sobre o caso do mensalão. Claramente contrariado, o político se nega a falar, tranca o rosto e tenta escapar do cerco. Foi assim diversas vezes, e o silêncio de Genoino se tornou parte de uma anedota no programa. Obter uma resposta se tornou uma questão de honra do programa que incomoda os poderosos, custe o que custar. Daí que a produção recorreu a uma estratégia inusitada para extrair declarações do político, escalando uma criança para fazer isso. O menino João Pedro Carvalho tem dez anos e é ator. Ele se passou por uma criança que queria um autógrafo de Genoino em um livro, acompanhado por seu suposto pai. Ambos foram recebidos no gabinete do parlamentar em Brasília, e no encontro, o garoto fez perguntas ambíguas sobre corrupção e o caso do mensalão. Num misto de malícia e ingenuidade, o menino faz o trabalho dos homens de terno do CQC e constrange Genoino, que deixa escapar a frase “O PSDB não foi condenado no Mensalão porque tem lábia”. A declaração se torna o “gancho” da “entrevista”, e é alardeado pelos apresentadores como se fosse uma vitória conseguir que o político falasse ao programa e apresentasse algo realmente novo no caso. Nem uma coisa nem outra. Leia mais aquihttp://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed740_o_menino_o_deputado_e_o_jornalismo_genuino Oni Presente: CQC’ & JOSÉ GENOINO
15 horas atrás

Tucanos saem em defesa da classe média cheirosa –

por Blog Justiceira de Esquerda
 
DÁ PARA ACREDITAR !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É O DESESPERO MEU CHAPA. PSDB propõe lei para reduzir INSS e FGTS de domésticas e zerar multa na demissão 
 No terrordonordeste Os tucanos não têm jeito, não, pois mais que se esforcem terminam trabalhando contra os pobres. Essa defesa sem-vergonha da classe média cheirosa em detrimento da classe trabalhadora é uma dessas ações do PSDB que é feita tão-somente para botar no rabo dos pobres.Mas isso não é novidade. O PSDB prejudicou os mais necessitados quando lutou bravamente pela extinção do CPMF, um imposto criado pelo governo corrupto de FHC.O PSDB entrou na Justiça contra o Bolsa Família para jovens de 14 anos.O PSDB entrou na Justiça contra o PROUNI e as cotas sociais. Depois, nas eleições, esse partido de trambiqueiro vem dizer que é a favor dos pobres, dos menos favorecidos. Uma ova! Essa lei botando para torar nas domésticas é prova concreta que o PSDB só trabalha em favor da classe média cheirosa, por mais que FHC tente fazer o partido chegar aos pobres. 
GABRIELA GUERREIRO 
Em mais uma tentativa de regulamentar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) das empregadas domésticas no Congresso, o PSDB apresentou nesta quinta-feira (4) projeto que zera a multa do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para patrões que demitirem as domésticas sem justa causa. 
O projeto também reduz de 8% para 4% o percentual do recolhimento do FGTS das domésticas incidente sobre o valor nominal do salário registrado na carteira de trabalho, além de revogar a lei que considera opcional o pagamento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) pelos patrões.  
Além disso, a proposta reduz para 8% a alíquota do INSS (Instituto Bacional do Seguro Social) paga às domésticas –na divisão de 5% recolhido pelos patrões e 3% recolhidos para as empregadas. Na legislação em vigor, o percentual total é de 20% –dos quais 12% são recolhidos pelos patrões. 
“A ideia é simplificar, reduzir a cobrança de encargos. A PEC veio para garantir direitos, não para promover demissões em massa”, disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que apresentou o projeto em nome da bancada do PSDB.  
O PSDB defende no texto a extinção da multa de 40% do FGTS em casos de demissão sem justa causa por considerar que as famílias brasileiras não são empresas, por isso não podem receber encargos considerados “altíssimos” pelos tucanos. 
“A empresa visa o lucro. Mas as pessoas trabalham na sua casa para o bem-estar da família, sem fins lucrativos do empregador. É melhor demissão em massa ou a redução do pagamento de uma multa no caso de uma demissão futura?”, questionou Sampaio.  
“MICRO EMPREGADOR” 
Para viabilizar a redução das alíquotas, o projeto propõe criar a figura do “micro empregador doméstico”, pessoa ou família que contrata a empregada ou um cuidador de pessoa idosa sem fins lucrativos. Com a criação desse figura jurídica, Sampaio diz que os patrões poderão ter os encargos simplificados –como a redução das alíquotas de INSS e FGTS. 
Os tucanos também sugerem no projeto o “Supersimples” das domésticas, com a unificação do documento de arrecadação para o INSS e o FGTS –proposta semelhante à do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que é relator da comissão que discute a regulamentação das domésticas. O projeto do PSDB também será submetido à análise da comissão. 
A proposta do senador governista é reduzir a multa de 40% do FGTS para 5% e que o percentual da alíquota do INSS caia de 12% para menos de 8% –ou que seja criada uma tabela específica com os valores, em reais, de quanto cada família deve recolher para a Previdência. 
TEMPORÁRIO E JUSTA CAUSA  
Outra mudança sugerida pelo PSDB é autorizar a contratação de empregado temporário quando a doméstica estiver de licença maternidade ou se afastar por acidente de trabalho. O empregado temporário não recebe os direitos previstos pela PEC das domésticas, uma vez que existe legislação específica para esses casos. 
Os tucanos ainda incluíram, no projeto, três novos casos para demissão por justa causa das domésticas: morte do empregador ou do seu cônjuge, invalidez ou motivos econômicos que causem diminuição da renda familiar por período superior a três meses.  
TRÂMITE DA PROPOSTA 
Para que as sugestões dos tucanos entrem em vigor, elas têm que ser aprovadas pelo plenário da Câmara e do Senado. A ideia de Sampaio é que a maioria dos pontos do projeto sejam acolhidos por Jucá na comissão que discute a regulamentação da PEC e outros artigos constitucionais. 
O Congresso promulgou nesta semana a PEC que amplia os benefícios da categoria em todo o país. Alguns pontos da proposta, porém, ainda precisam de regulamentação para entrarem em vigor, como é o caso do pagamento do FGTS. Por esse motivo, governo e Congresso discutem mecanismos para regulamentar a proposta. Uol. http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br/2013/04/tucanos-saem-em-defesa-da-classe-media.html
15 horas atrás

Deputado evangélico que se diz “ex gay”, “ex-aidético”, ex-viciado diz que “viu estrelas” no exame de próstata

por Blog Justiceira de Esquerda
 
Deputado diz que “viu estrelas” no exame de próstata

No MARIA DA PENHA NELES Deve estar vendo até agora, olha foto do dia que ele encontrou o pastor inFeliciano, quinta-feira (4) em Salvador LUIZ FRANCISCO  da Agência Folha, em Salvador 
No dia em que Salvador completou 456 anos e que fortes chuvas provocaram a morte de duas pessoas, o deputado estadual Manoel Isidório de Santana (PT), 43, ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa da Bahia para fazer um discurso contra o toque retal, utilizado pelos médicos no exame de próstata. 
No final da tarde de ontem, o deputado, mais conhecido como Sargento Isidório, disse que ficou traumatizado com o exame que havia realizado pela manhã. “Até agora estou vendo estrelas, graças à virulência do médico”, contou o deputado, um dos líderes da maior greve feita pela polícia baiana, em 2001. 
Parlamentar folclórico –costuma ir às sessões carregando um botijão de gás, cujo preço prometeu baixar se fosse eleito –, Sargento Isidório disse em seu discurso que não é machista. “Pensava que era de uma outra maneira. Mas, da maneira que o médico me tratou, a maneira que foi introduzido aquele dedo, foi horrível. Quase que desmaio, não aceito”, saí de lá com o olho cheio de vaga-lume”, disse o deputado. 
Mais à frente, Sargento Isidório disse que o exame feito em “pessoas menos esclarecidas” ainda é pior. “Se faz isso com um deputado, imagine com pessoas que não têm esclarecimento. Imagine com um sem-terra, com um desempregado.” 
Paralelo ao seu discurso, o deputado fez questão de mostrar com gestos e gritos como foi o seu exame. “O médico chegou e foi colocando o dedo. É angustiante para um pai de família, principalmente com a minha idade, passar por isso”, disse. Em seguida, o deputado acrescentou que a medicina tem o dever de encontrar uma outra fórmula para o exame. “A ciência está aí querendo fazer até gente igual, criando tudo que é coisa. Tem de haver outros métodos.” 
O deputado Targino Machado (PMDB), que é médico, em aparte, lembrou que existe outra fórmula para o exame, o PSA (exame de sangue usado para diagnosticar câncer de próstata). “Todo homem civilizado, depois dos 40 anos, deveria fazer o exame. Mas, deputado, por melhor que seja, o PSA não é totalmente eficiente. Então, temos de fazer o toque retal mesmo”, disse. 
Enganado pelo médico 
Demonstrando inconformismo com a opinião de Machado, o deputado petista voltou à tribuna para dizer que foi “enganado” pelo médico. “Jamais vou aceitar uma coisa dessa.” 
Ao mesmo tempo em que falava e divertia os seus colegas, Sargento Isidório ainda foi obrigado a ouvir piadas. O deputado João Bonfim (sem partido), após o pronunciamento do parlamentar, perguntou para Sargento Isidório se foi mesmo o dedo que o médico usou para realizar o exame. 
No final, o deputado Targino Machado voltou a defender o exame. “Não posso aceitar que vossa excelência venha a esta tribuna para fazer apologia contrária à prevenção do câncer de próstata. Eu e os outros homens, se não morrermos de outra enfermidade, seremos acometidos, com certeza, pela doença.” MARIA DA PENHA NELES

um dia atrás

DEPUTADO ACUSA IRMÃOS GOMES DE ESPIONAGEM

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Eudes Xavier (PT-CE) afirma ter em mãos troca de e-mails entre Cid e Ciro e secretários de Estado que provaria o esquema contra adversários políticos; o governador do Ceará classificou as acusações como disparatadas e mentirosas e disse que vai processar o petista na Justiça 
5 DE ABRIL DE 2013   
247 – O deputado Eudes Xavier (PT-CE) pediu ontem a investigação de uma suposta rede de espionagem montada pelos irmãos Cid Gomes (PSB), governador do Ceará, e Ciro Gomes, ex-ministro. 
Xavier afirma ter em mãos troca de e-mails entre eles e secretários de Estado [Arialdo Pinho (Casa Civil) e Francisco Bezerra (Segurança Pública)] que provaria o esquema. Segundo a Folha, um dos casos, com data de 2011, se refere a uma ação contra ex-prefeito de Maracanaú Roberto Pessoa (PR), um dos poucos adversários dos Gomes no Estado. 
Na eleição municipal, o PR se aliou ao grupo da ex-prefeita de Fortaleza, Luiziane Lins, e apoiou a candidatura de Eumano de Freitas, que foi derrotado pelo candidato dos irmãos Gomes, Roberto Cláudio (PSB). Na última eleição, Ciro Gomes acusou Roberto Pessoa de ser corrupto e Pessoa reagiu, acusando Ciro de ser lobista. 
Em nota, o governador do Ceará classificou as acusações como disparatadas e mentirosas e disse que irão processar o petista na Justiça. http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98047/Deputado-acusa-irm%C3%A3os-Gomes-de-espionagem.htm
um dia atrás

PRÓ-FELICIANO, MALAFAIA RESSURGE DAS TREVAS

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Em artigo na Folha, o líder evangélico Silas Malafaia, um dos responsáveis pela derrota de José Serra em 2012, diz que o deputado Marco Feliciano nunca “matou um gay” e afirma que suas falas são patrulhadas, para “desviar os holofotes do PT”; ontem, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias voltou a chamar os africanos de “amaldiçoados”; nesta sexta-feira, ele depõe num processo em que é acusado de estelionato 
 
5 DE ABRIL DE 2013 
247 – O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que tem provocado indignação em todo o País, com suas falas homofóbicas, racistas e preconceituosas acaba de ganhar mais um aliado: ele mesmo, o pastor Silas Malafaia, que, em 2012, foi um dos principais responsáveis pela derrota de José Serra em São Paulo, com seus vídeos sobre o “kit gay” de Fernando Haddad. Em artigo publicado nesta sexta na Folha, Malafia afirma que Feliciano é a “bola da vez” e que os ataques a ele visam “desviar os holofotes do PT”. 
Ontem, Feliciano, que foi indicado para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados voltou a chamar os africanos de “amaldiçoados”. Hoje, ele depõe no Supremo Tribunal Federal num processo em que é acusado de estelionato. Em artigo exclusivo para o 247, Breno Altman, diretor do Opera Mundi, argumenta que a liberdade religiosa não pode ser prefeito para atentados contra a democracia (leia aqui). 
Leia, abaixo, o artigo de Malafaia: 
Marco Feliciano é a bola da vez 
Feliciano nunca matou um gay e sua origem é negra. Toda a mobilização contrária a ele tem um motivo maior: desviar os holofotes do PT 
Por que tanta pressão para que Marco Feliciano não continue na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados? Discordar é um direito, porém não podemos ser contra alguém em tudo só porque não gostamos dessa pessoa. 
Eu mesmo tenho divergências com Feliciano, mas não permito que as diferenças se sobreponham ao meu senso de justiça e caráter. E, por trás dessa perseguição que mobilizou a opinião pública e a imprensa, sei que existe um sórdido jogo político para esconder questões sérias. 
Após 16 anos, o PT abriu mão da direção da CDHM e coube ao PSC definir quem seria o novo presidente. Quando os ativistas gays, o PT e os partidos de esquerda descobriram que o novo líder do colegiado seria Marco Feliciano, eles reagiram para não ter nessa comissão alguém que tem lutado contra seus ideais. 
Como não conseguiram vencer no grito, deputados do PT, PSOL e de outras legendas criaram a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, a fim de garantir na Câmara a defesa de projetos como o casamento gay e a descriminalização do aborto. Mas existe algo mais contraditório do que “defensores dos direitos humanos” serem a favor do aborto? Tem coisa mais terrível do que tirar a vida de um bebê no ventre da mãe? 
Toda essa mobilização tinha um motivo maior: desviar os holofotes do PT. Afinal, enquanto se discutia a posse de Feliciano na CDHM, dois deputados condenados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), tornaram-se membros da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a mais importante comissão da Câmara. 
No currículo desses parlamentares do PT constam condenações por corrupção. Mas, a imprensa se voltou apenas para o caso do deputado que fez declarações infelizes, as quais foram consideradas homofóbicas e racistas pelos ativistas gays e parlamentares de esquerda. Feliciano, porém, não pode ser julgado por tais acusações. Ele nunca bateu ou matou um gay, e sua origem é negra. 
Não contente com a repercussão desse episódio, a oposição passou a patrulhar as falas de Feliciano nos púlpitos das igrejas, acreditando que a forma como manipulam a informação seja capaz de condenar o direito de opinião do cidadão brasileiro. Não demorou muito para o pastor ver mais uma vez suas palavras repercutirem na imprensa. Desta vez porque comentou que a CDHM era “dominada por Satanás”. 
Independentemente de concordar ou não com as declarações de Feliciano, não posso esquecer que ele foi eleito pelo povo e que tem o direito de expressar a sua opinião, sendo resguardado pelo inciso IV, do artigo 5º da Constituição Federal. Mais do que isso, a Carta Magna lhe garante o direito à liberdade religiosa (incisos VI e VIII do mesmo artigo), uma vez que ele estava no púlpito falando na qualidade de pastor e não como deputado. 
Pergunto: se a oposição pode acusar os que discordam deles de homofóbicos e racistas, por que o povo evangélico não pode chamar essa perseguição de evangelicofobia? Dentro desse Estado democrático de direito, onde a maioria é cristã, a democracia só vale para a minoria? O fato é que os ativistas gays e seus defensores não suportam o debate. Pode-se falar mal do presidente da República, do Judiciário, dos católicos, dos evangélicos, mas, se criticarmos a prática homossexual, somos rotulados de homofóbicos. 
O crime de opinião já foi extinto de nosso país com o fim da ditadura militar. Mas agora querem instaurar a ditadura gay, que, além de perseguir as ideologias políticas, também combate as crenças religiosas. Diante dessas manifestações, só podemos chegar a uma conclusão: PT e Dilma Rousseff estão sinalizando que abrem mão da comunidade evangélica nas próximas eleições. 
SILAS MALAFAIA, 54, psicólogo, é pastor presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) e apresentador do programa Vitória em Cristo 
Leia também reportagem sobre o depoimento de Feliciano: 
Depoimento de Feliciano no STF sobre processo por estelionato será a portas fechadas 
Luciano Nascimento Repórter da Agência Brasil 
Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou o depoimento do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) vai prestar amanhã (5) no Tribunal. De acordo com a assessoria do órgão, Feliciano falará a portas fechadas, como é praxe nesse tipo de depoimento sobre a ação penal em que é réu por suspeita de estelionato. Estarão presentes o advogado do parlamentar, o procurador do Ministério Público responsável pelas investigações e o juiz auxiliar responsável por tomar o depoimento. O relator do processo é o ministro Ricardo Lewandowski. 
Segundo denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Feliciano firmou contrato para participar de umshow evangélico no Rio Grande do Sul em 2008, mas não compareceu. Ele é acusado de inventar um acidente no Rio de Janeiro para justificar a ausência no evento, para o qual recebeu cachê de R$ 13,3 mil, passagens e hospedagem. 
A denúncia foi oferecida em 2009, antes de Feliciano ser eleito deputado federal. O caso foi para o Supremo em 2011, quando ele passou a ter prerrogativa de foro. Segundo a defesa do pastor, o valor foi ressarcido aos promotores do evento.http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98044/Pr%C3%B3-Feliciano-Malafaia-ressurge-das-trevas.htm
5 de Abril de 2013 07:05

LIBERDADE RELIGIOSA NÃO É ÁLIBI CONTRA DEMOCRACIA

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
O deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) é uma caricatura perversa da ascensão do fundamentalismo religioso na sociedade brasileira, uma tendência que vem sendo cada vez mais explorada pela ultradireita conservadora em processos eleitorais; a esquerda, no entanto, afrouxou na defesa dos valores laicos e dos direitos civis e tampouco tem do que se orgulhar; leia artigo exclusivo de Breno Altman para o 247 
5 DE ABRIL DE 2013  Por Breno Altman, especial para o 247 
O caso do deputado-pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) desnuda uma das chagas do sistema democrático brasileiro. Suas manifestações homofóbicas e racistas são caricatura perversa da ascensão do fundamentalismo religioso de distintas denominações, favorecido pela complacência eleitoral à direita e à esquerda. 
Dos conservadores, pode-se dizer que é previsível sua aliança com correntes do atraso, forjadas por um moralismo medieval que explora o lado mais sombrio e preconceituoso da cultura hegemônica. Nas últimas campanhas eleitorais, a oposição de direita surfou nessa onda, que naturalmente confronta ideias e partidos progressistas. 
O discurso contra o direito ao aborto e a união civil de homossexuais, por exemplo, serviram de mote para a confluência entre o reacionarismo político e os talibãs do cristianismo. Não é propriamente novidade: na derrubada do governo de João Goulart, em 1964, foi decisivo o aval da Igreja Católica para que os golpistas marchassem com Deus em defesa da propriedade, apelidada cinicamente de liberdade. 
O problema é que, ao menos nos tempos recentes, tampouco a esquerda, nesse tema, tem muito do que se orgulhar. Para amealhar votos ou impedir suposta sangria diante da satanização patrocinada pelo ultraconservadorismo, afrouxou na defesa de valores laicos e direitos civis. Passou a ser considerada prática normal a negociação de políticas públicas com instituições religiosas, muitas vezes rendendo-se à voz dos templos e igrejas. 
Ao contrário de sindicatos e associações, esses grupos sequer constroem suas representações por métodos eletivos e democráticos. O mais relevante entre esses, o católico, a bem da verdade, tem suas autoridades nomeadas por um Estado estrangeiro. Tratam-se, afinal, de organizações de direito privado, cuja liberdade de opinião e culto deve estar plenamente assegurada, como manda a Constituição, mas o que se fez foi abrir trilha para que ocupassem espaços estratégicos, diretos ou indiretos, no interior das instituições. 
Quando comunidades religiosas passaram a ter autorização para controlar canais de televisão e rádio, ou comprar a grade de outras emissoras, rompeu-se a primeira linha de defesa do Estado laico. O uso de concessão pública para pregação confessional constitui perigoso precedente para a segurança republicana, ao contaminar o debate sobre garantias de cidadania com a moralidade construída por associações de fé. 
Os religiosos, como qualquer outra fatia da opinião pública, podem e devem ser convidados para participar das discussões organizadas por radiodifusão ou qualquer outro meio de comunicação. Tampouco caberia haver qualquer empecilho a que tenham seus veículos impressos. Outra coisa, bem diferente, é que se façam proprietários de um bem comum para construir sua influência cultural. 
O usufruto desses instrumentos foi fundamental para que determinados segmentos construíssem seus próprios partidos e bancadas parlamentares, exercessem pressão permanente sobre o Estado, legitimassem a moral particular de suas crenças como filtro para decisões institucionais de caráter universal. 
A apatia da esquerda para combater essa deformação é visível, salvo honrosas exceções. O governo, a quem caberia ser guardião do caráter laico e democrático de nossa organização política, trata do assunto com timidez e constrangimento. Não aciona campanhas massivas e permanentes que se contraponham às bandeiras do reacionarismo cristão. Concede e recua. 
Alguns fatos são notórios. O Palácio do Planalto, ainda na gestão do presidente Lula, firmou concordata com a Santa Sé, concedendo à igreja católica diversas regalias, entre as quais o estabelecimento do ensino religioso optativo em escolas públicas e a utilização do orçamento estatal para a manutenção de propriedades do Vaticano no Brasil. 
Falta a chama da valentia ou a luz da razão que teve o Partido Comunista Italiano, durante os anos 70 e 80, quando enfrentou o papo e seus aliados, na matriz do catolicismo, em referendos sobre o divórcio (1974) e o aborto (1981). Para surpresa de muitos, o bloco laico liderado pelos comunistas saiu-se vitorioso em ambos casos. 
A opção por seguidas concessões à escalada religiosa é a placenta onde se alimentam personagens como Marcos Feliciano. Quando a laicidade não é mais defendida a ferro e fogo, a própria democracia fica sob ameaça. O fechamento das reuniões da Comissão de Direitos Humanos, determinada por Feliciano, é apenas outro sinal dos riscos que envolvem a criação de jacarés no tanque. 
Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel. http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98027/Liberdade-religiosa-n%C3%A3o-%C3%A9-%C3%A1libi-contra-democracia.htm
tem a ver comigo

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