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A valiosa teimosia dos venezuelanos

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior:

A Venezuela está longe de ser a sucursal do paraíso na terra. Mesmo assim, ainda que por uma diferença pequena de votos, seu povo insiste em avançar na contracorrente das advertências oferecidas, entre outros, pela mídia brasileira e por seu colunismo isento, arguto e atilado. 
Na Folha deste domingo, Eliane Cantanhêde, por exemplo, salientava que desde 1999 vem alertando para a crise final do processo bolivariano. 

E não é que passados 14 anos de erros e acertos, golpe de direita, sabotagens, cerco midiático mundial, 17 consultas eleitorais vitoriosas e a incerteza trazida pela dramática morte de Chávez, ainda assim, na 18ª ida às urnas, 50,6% votaram pela continuidade, com Maduro? 

Por que tanta e tão longa insensatez? 

Alguns detalhes escapam – lá, como cá – aos analistas de larga visão.

Quase a metade da população urbana da Venezuela vivia entre a pobreza e a miséria em 1999, quando tudo começou, lembra Gilberto Maringoni, direto de Caracas (leia nesta pág).

Hoje, esse percentual caiu a 28%. 

A capital venezuelana é conhecida pelo elevado grau de criminalidade. Mas entre as 26 principais cidades da América Latina, é a que apresenta a menor taxa de desigualdade de renda.

Na Venezuela, mais de 80% das residência são de propriedade dos seus moradores. 

Na prestigiada Colômbia, essa taxa é inferior a 50%. 

Cerca de 95% dos lares venezuelanos têm saneamento básico…

É suficiente? Não. 

Mas são marcos de um processo inconcluso, que a maioria decidiu continuar. 

O que ela decidiu continuar, sob circunstâncias arestosas, digamos assim, não é pouco.

A Venezuela, hoje, é onde a América Latina ousa ir mais longe no aprendizado para o socialismo. 

Não é um caminho de flores. 

Nunca foi. 

Nunca será. 

Aqui, a insurreição armada de Che Guevara fracassou, em outubro de 1967, na Bolívia.

Aqui, a via democrática de Salvador Allende para o socialismo foi massacrada, em setembro de 1973, no Chile.

Desde então, o socialismo passou a figurar no discurso progressista hegemônico – o que não implica negligenciar as posições minoritárias à esquerda dele – como a margem de um rio desprovida de pontes e embarcações de acesso. 

O ciclo de regressividade neoliberal parecia ter implodido as pontes e queimado todas as caravelas, sem chance de uma nova travessia.

O revés mercadista lubrificou o acanhamento de uns e a rendição de outros. 

Reduziu-se o socialismo a um horizonte imaginário pouco, ou nunca, articulado às ações da realidade presente.

A tese da radicalização da democracia política ocupou esse espaço como uma legenda-ônibus, recheada da difusa intenção de erguer pinguelas sobre um vazio estratégico negligenciado. (Leia o Blog do Emir sobre esse vácuo de formulaçãoprogramática). 

Esse buraco está prestes a completar 45 anos.

O debate sobre os erros do passado e, sobretudo, a busca de alternativas, devem ser retomados à luz da nova realidade recortada por um duplo divisor: a emergência de um colar de governos progressistas na região e o preço devastador da desordem neoliberal em sua ofensiva de restauração.

Até a ascensão de Chávez, eleito pela primeira vez, em 1998, nunca mais o socialismo havia sido reconsiderado como projeto de governo e horizonte concreto de superação dos conflitos e contradições da luta por justiça e desenvolvimento na América Latina.

É evidente que uma Venezuela sozinha jamais será socialista.

O que o processo bolivariano evidencia –e a eleição apertada de Maduro é um testemunho– são as possibilidades, limites e riscos de retrocesso de um estirão pioneiro.

Não se trata de pedir aos venezuelanos que parem a sua história. 

Antes, cabe perguntar o que mais o processo de integração latino-americano pode fazer para ancorar o seu percurso.

Temos todos a aprender com os avanços e tropeços dessa experiência. 

Por isso, entre outras razões, é preciso defender o seu direito de prosseguir. E contribuir para que ela não retroceda.

Os sinais de que uma etapa se esgotou são ostensivos. 

O povo venezuelano há 14 anos dá mostras de sua pertinácia. 

Mas sua coragem não pode mais ser a única fiadora do resgate de uma agenda que interessa a todos os democratas e progressistas da região. 

Não fosse por outro motivo, porque seu eventual fracasso não ficará circunscrito às fronteiras do chavismo.

E isso diz respeito sobretudo ao Brasil, o único aglutinador capaz de deter uma presumível espiral de crises destinada a apear Maduro e rachar o Exército. 

Ou alguém acredita que eles vão aguardar até a próxima oportunidade eleitoral para tentar outra vez?

Mais que nunca, a Venezuela precisa de sócios, parceiros, apoio político, estratégico e financeiro para afrontar esse processo com a velocidade necessária.

Capriles deixou de ser uma caricatura de perdedor; forças locais e internacionais contrariadas pelo chavismo fizeram dele um vertedouro de ocupação do espaço político venezuelano.

Ou Maduro se torna algo semelhante na direção oposta ou será afogado em ondas sucessivas de desgaste.

Como Allende o foi. E como Lula quase foi, em 2005. 

Insista-se: quem pode liderar esse cinturão em torno da Venezuela é o Brasil.

A ver.

4 horas atrás

Regulação da mídia: um passo à frente

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa:

Chegou a hora de dar um passo à frente na questão da regulamentação das comunicações no Brasil. Certamente atingimos um ponto de esgotamento no que se refere ao diagnóstico básico da situação e à identificação de atores e de suas posições. As preliminares estão postas. É necessário avançar. 
Os fatos conhecidos 

Que a legislação do setor está defasada e que normas e princípios constitucionais aguardam regulamentação há quase 25 anos, é fato. 

Que as TICs, sobretudo a internet, nunca foram reguladas, é fato. 

Que, ao longo dos anos, consolidou-se no Brasil a hegemonia de um sistema privado oligopolizado de comunicações consequência da ausência de qualquer limite legal à propriedade cruzada, é fato. 

Que esse sistema é, direta ou indiretamente, vinculado a políticos no exercício de mandatos eletivos (deputados estaduais e federais, senadores, governadores, prefeitos e vereadores), é fato. 

Que boa parte dos recursos que sustentam e reproduzem esse sistema oligopolizado se origina de verbas oficiais de publicidade, é fato. 

Que a política de distribuição de recursos oficiais e publicidade tem dificultado o surgimento e/ou a consolidação de sistemas alternativos de comunicações, é fato. 

Que o poder econômico e político que o sistema privado oligopolizado conquistou e preserva (mesmo após o surgimento das mídias digitais), pela própria natureza da atividade de comunicações, impede qualquer alteração real na sua estrutura, é fato. 

Que uma das consequências dessa realidade é a perpetuação da exclusão histórica das vozes da maioria da população brasileira do debate público e a corrupção da opinião pública, é fato. 

Que o governo da presidenta Dilma Rousseff anunciou publicamente que não enfrentará essa questão, é fato. 

Que os empresários do setor – concessionários do serviço público de radiodifusão e/ou proprietários de jornais e revistas e/ou donos de agências de publicidade – interditam, sem mais, qualquer tentativa de se debater publicamente essas questões como se elas constituíssem uma proposta de censura e ameaçassem a liberdade de expressão, é fato. 

Conceito em disputa 
Diante desses fatos, simultaneamente à campanha liderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) – “Para expressar a liberdade – uma nova lei para um novo tempo”– e ao esforço para a elaboração de uma proposta que possa se transformar em Projeto de Lei de Iniciativa Popular, devemos qualificar e verticalizar o debate público sobre a liberdade de expressão. 

É necessário trazer para o contexto histórico do liberalismo brasileiro o debate sobre as ideias de liberdade de expressão e de opinião pública. Essa questão está praticamente ausente da longa tradição de estudos sobre o liberalismo e sobre algumas de suas aparentes contradições – como, por exemplo, a convivência com a escravidão e/ou com regimes autoritários – consolidada dentro da filosofia política e da história das ideias no Brasil. 

A hegemonia do conceito liberal de liberdade tem sido a principal responsável não só pela paradoxal interdição do debate público sobre a liberdade de expressão, como também pela ausência da mídia nas teorias democráticas e ainda pela permanente desqualificação da opinião pública. 

A liberdade liberal tem sua matriz no liberalismo que se constrói a partir do século 17 na Inglaterra, depois como reação conservadora à Revolução Francesa e se consolida no século 19 em complemento à ideia de mercado livre, isto é, à liberdade privada de produzir, distribuir e vender mercadorias. Prevalece o caráter pré-político da liberdade, como um direito exclusivo da esfera privada. A versão mais conhecida dessa perspectiva é a que reduz a liberdade à ausência de interferência externa na ação do indivíduo, a chamada liberdade negativa. 

A liberdade republicana, ao contrário, se associa historicamente à democracia clássica grega, à república romana e ao humanismo cívico do início da Idade Moderna. Nela prevalece a ideia de liberdade associada à vida ativa, ao livre-arbítrio, ao autogoverno e à participação na vida pública. 

São tradições distintas: a republicana se origina em Atenas, passa por Roma e se filia modernamente a pensadores como Maquiavel, John Milton e Thomas Paine. A liberal, em Hobbes, Locke, Benjamin Constant e, mais recentemente, em Isaiah Berlin. 

Chegou a hora de estudar a construção histórica da hegemonia do conceito liberal de liberdade em busca de suas peculiaridades no Brasil. 

Liberdade de expressão é um conceito em disputa. Apesar disso, uma de suas versões – a liberal – tem sido empunhada como bandeira de luta exatamente pelos representantes do sistema privado oligopolizado de comunicações. Paradoxalmente, em nome da liberdade de expressão, interdita-se o debate democrático sobre ela própria. 

Talvez compreendendo melhor as peculiaridades do liberalismo brasileiro e suas consequências possamos avançar no debate e na formulação de propostas que possibilitem, afinal, que mais vozes sejam ouvidas e participem da consolidação de um republicanismo verdadeiramente democrático entre nós. 

A ver.

4 horas atrás

Unasul deve barrar golpe na Venezuela

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Em abril de 2002, eu estava em Valencia, no Estado Carabobo, na Venezuela. De lá, acompanhei, passo a passo, os preparativos para a tentativa de golpe que teve como saldo dezenas de mortos e centenas de feridos.

2013. O candidato oposicionista Henrique Capriles está convocando manifestações de seus partidários contra o resultado eleitoral que lhe foi adverso. Os partidários do presidente Nicolás Maduro também se preparam para ir às ruas.
Em 2002, duas manifestações antagônicas (chavistas e antichavistas) se encontraram na Ponte Llaguno, em Caracas. O saldo do encontro das duas marchas: 18 mortos e centenas de feridos.

Enquanto os manifestantes de lado a lado caminhavam para a Ponte Llaguno, as televisões RCTV, Globovisión, Venevisión e outros veículos oposicionistas instigavam os antichavistas a continuarem marchando até o Palácio presidencial de Miraflores.

Pouco antes do golpe, eu estava na Venezuela havia duas semanas, a trabalho. Um cliente antichavista filiado ao partido Acción Democrática me convidara a ir com ele a uma reunião de seu partido com o partido Copei e com sindicatos.

Durante a reunião, foi abordado do golpe até o assassinato de Hugo Chávez.

Parti da Venezuela antes das 47 horas da tentativa de golpe e da retomada do poder pelos chavistas, mas vi clima de confrontação entre governistas e oposicionsitas que precedeu a tentativa de golpe e que em tudo se assemelha ao que se está vendo hoje.

Por conta disso que no post de segunda-feira já previ o agravamento da situação política, pois estou vendo tudo ocorrer de novo como se fosse um filme.

Chefes das forças armadas venezuelanas leais a Chávez, tal como hoje, também garantiram apoio ao governo, mas as articulações oposicionistas cooptaram parte daquelas forças militares e o golpe ocorreu – Chávez foi sequestrado por militares.

Ontem (segunda-feira), o governo dos Estados Unidos recusou-se a reconhecer a vitória de Maduro, em perfeita consonância com a retórica incendiária de Capriles, tal como em 2002, quando a potência hegemônica também ajudou a inflar a guerra retórica de parte a parte que se está vendo.

Quem conhece a Venezuela como este que escreve, está experimentando um legítimo déjà vu. A escalada retórica de parte a parte (governo e oposição), as declarações do Departamento de Estado norte-americano… Tudo igual.

A Unasul foi criada justamente pensando em situações como a que se está assistindo. Só que está demorando demais a se manifestar. Confiar cem por cento no espírito legalista das forças armadas venezuelanas será um erro igual ao de 2002.

Capriles, na noite de domingo, reuniu-se com militares. As manifestações de rua oposicionistas estão sendo armadas de novo. Os EUA estão tomando partido abertamente de novo. A Espanha, idem. É preciso dizer mais?

Os países aliados da Venezuela parecem ter se esquecido da velocidade do golpismo naquele país. Após o golpe, não adiantará nada se reunirem e darem declarações. Nesse ritmo, acontecerá exatamente o mesmo que em Honduras, quando a Unasul não serviu para nada.

O tempo urge. O golpe está em processo. Maduro até já disse isso.

Informações oficiais transmitidas pela rede estatal de televisão venezuelana Telesur aludem a choques violentos, tiroteios, incêndios de carros, casas e até a mortes. A imprensa brasileira não diz um A, está deliberadamente ocultando os fatos.

Na noite de domingo, eu disse no Twitter que temia o surto de violência que acabou ocorrendo. Os choques de oposicionistas com a polícia, os incêndios dos quais as imagens já se espalham, os tiroteios…

Nada disso é aceitável. Uma vitória por pequena margem não é motivo para a oposição venezuelana agir assim. Que vá batalhar nos tribunais, não nas ruas.

A Unasul deve agir de acordo à sua carta constitutiva. Os países filiados devem sustentar o regime venezuelano POR TODOS OS MEIOS PREVISTOS. O sangue que pode voltar a ser derramado será responsabilidade dos omissos.

Depois da Venezuela, quem será? Argentina? Bolívia? Equador? Brasil?

4 horas atrás

Venezuela: a direita ataca nas ruas

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Interessa aos partidários de Henrique Capriles criar um clima de confrontação. Para os chavistas, o melhor seria aguentar provocações, sem permitir que a situação desande para a confrontação nas ruas. É isso o que me explica, por telefone, um amigo que conhece muito bem a Venezuela e o chavismo.
Acontece que falta combinar com os russos! Nas últimas horas, chegam notícias preocupantes sobre a beligerância na Venezuela. Tanto é que o próprio presidente decidiu falar claramente: prepara-se um Golpe de Estado no país, como em 2002.

Alguns dados:

– na noite de segunda para terça, a turma de Capriles atacou carros e prédios do Governo de Barinas (Estado onde nasceu Hugo Chavez);

– cercou casas de autoridades, ateando fogo em algumas delas;

– atacou centros de saúde onde se concentram médicos cubanos;

– cercou a sede da VTV e da TeleSur – duas emissoras simpáticas ao chavismo;

– atacou integrantes da Guarda Nacional que faziam segurança no bairro nobre de Altamira (Caracas), dominado por antichavistas.

A impressão é de uma ação coordenada da direita.

Os chavistas, há pouco, decidiram ir para as ruas, defender a sede da TeleSur e outros pontos estratégicos sob ataque da direita venezuelana. A tensão é enorme, e no momento em que escrevo os ataques de parte a parte tornam-se ainda mais violentos também nas redes sociais – inclusive com ameaças de morte contra um apresentador de TV chavista.

Dias antes da eleição, o governo da Venezuela prendeu mercenários colombianos e salvadorenhos, que haviam entrado no país com armas e explosivos. As pistas indicam que os “rapazes” da CIA podem estar atuando na terra de Bolívar.

Capriles não reconhece o governo eleito de Nicolás Maduro. Com a votação obtida (49% dos votos), ele poderia perfeitamente comandar uma oposição institucional, elegendo mais parlamentares no próximo pleito, e preparando-se para derrotar Maduro mais à frente – no voto.

Mas o núcleo duro de Capriles parece ter escolhido o atalho do golpismo. Foi esse o caminho adotado em 2002 – quando derrubaram Chavez e colocaram no poder (por dois dias) Pedro Carmona – um líder empresarial que foi prontamente reconhecido como presidente pelo governo dos Estados Unidos (sem falar na imprensa brasileira, que comemorou o golpe).

O DNA golpista parece atuar de novo. A turma de Capriles passou anos falando em riscos para a liberdade de imprensa, sob Chavez. E agora, cerca emissoras de TV. Passou anos defendendo a “volta à normalidade democrática”, e agora aposta na instabilidade.

Não é exagero imaginar que, mantido o clima de confrontação que se vê hoje, a Venezuela possa caminhar para Guerra Civil. Seria mais um país rico em petróleo a enfrentar a instabilidade fomentada por Washigton.

Os chavistas cometeram erros nos últimos anos. Há muito o que se criticar na administração que agora está sob o comando de Maduro. Mas do outro lado há o fantasma de uma direita que parece não ter aprendido nada com a história.

O Brasil precisa agir, rapidamente. Não podemos aceitar a desestabilização de um país membro da UNASUL e do Mercosul. Os Estados Unidos e a extrema-direita venezuelana (não falo da direita civilizada, democrática, que tem todo direito de se opor ao chavismo, pela via institucional) vão cometer um grave erro, se apostarem que a Venezuela vai cair feito o Paraguai ou Honduras.

Maduro falou claramente: prepara-se um golpe de Estado na Venezuela. Maduro não é Chavez. Mas a multidão chavista tem força para resistir. E as Forças Armadas, ao contrário de 2002, estão livres dos golpistas. 

Os próximos dias serão decisivos. Se Capriles não fizer um chamado consistente para a calma e a ordem, as consequeências podem ser dramáticas não só para a Venezuela, mas para toda a América do Sul.

4 horas atrás

Globo apóia Capriles e o golpe

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Alexandre Haubrich, no blog Jornalismo B:

Nesta segunda-feira o Jornal Nacional abriu mão de noticiar o fato político mais importante do domingo para fazer coro com a direita golpista venezuelana e com o Departamento de Estado dos EUA. A vitória de Nicolás Maduro na disputa pela presidência da Venezuela foi deixada em segundo plano para o principal telejornal da Rede Globo noticiar o desrespeito da oposição venezuelana e do governo estadunidense aos resultados eleitorais e dar espaço e legitimidade a esse discurso. A relevância da primeira vitória da Revolução Bolivariana na Venezuela sem Chávez não foi levada em conta pelos critérios da Rede Globo. A partir de quais critérios, já que os jornalísticos foram abandonados, foi feita a opção por destacar a posição dos derrotados?

A divisão temporal da matéria de Delis Ortiz, enviada a Caracas, demonstra o olhar escolhido, o olhar do grupo político antichavista coordenado por Henrique Capriles. O texto já começa deixando claro de que a matéria vai falar: “A praça onde a oposição costuma se reunir amanheceu tranquila”. Então a repórter fala sobre a pequena diferença percentual e segue reproduzindo o discurso derrotado pelo povo e pelas urnas: “a oposição denunciou fraude em várias seções eleitorais e exigiu uma nova apuração dos votos. Henrique Capriles disse que a Venezuela tinha um presidente ilegítimo”. Em seguida mostra instantes da referida fala de Capriles. O tempo total dessa primeira parte da matéria, toda ela falando sobre a oposição, é de 40 segundos.

Finalmente, depois de todo esse tempo de matéria, a repórter fala algo sobre o lado vitorioso: “enquanto a oposição reclamava a recontagem dos votos, o porta-voz do governo, o ministro das Comunicações Ernesto Villegas, convocava a militância chavista para o ato de proclamação de Nicolás Maduro como presidente eleito da Venezuela. E a concentração foi aqui, em frente ao Conselho Nacional Eleitoral”. Essa fala dura 19 segundos. Apenas um minuto e dez segundos depois de iniciada a matéria o nome de Maduro é citado pela primeira vez.

O momento seguinte da reportagem fala sobre as “reações internacionais”, o que para o Jornal Nacional quer dizer o Brasil, obviamente, e os Estados Unidos. Sendo que estes últimos, segundo a própria matéria, “disseram que a auditoria das eleições presidenciais venezuelanas seria importante e necessária”. O total desse trecho é de 25 segundos. Nada sobre o que falaram Evo Morales, Rafael Correa, Cristina Kirchner…

Depois de um minuto e 47 segundos, a repórter resolve enfim noticiar o fato: “E Maduro foi proclamado presidente eleito da Venezuela”. Segue uma frase do presidente. Esse trecho dura 13 segundos.

Por fim, “Apesar do anúncio do Conselho Eleitoral, manifestantes fizeram protestos contra o resultado, e houve confrontos com a polícia”. São dez segundos nesse trecho de encerramento.

Desconstruindo, então, a reportagem:

– 40 segundos para o que a oposição, derrotada, disse sobre o resultado;

– 19 segundos noticiando a convocação para a proclamação do presidente eleito;

– 25 segundos para o posicionamento de Estados Unidos e Brasil a respeito do processo eleitoral;

– 13 segundos para a proclamação e o que disse Maduro;

– 10 segundos para o protesto “contra o resultado”.

Além disso:

– apenas depois de um minuto e dez segundos de matéria o nome do vencedor é citado pela primeira vez;

– apenas depois de um minuto e 47 segundos de matéria a proclamação de Maduro como presidente eleito foi noticiada.

A notícia passada pelo Jornal Nacional não foi, portanto, sobre a eleição na Venezuela, seu resultado, e as motivações e implicações deste. A matéria foi sobre o que disse a oposição – nacional e internacional – ao não reconhecer o resultado das urnas. A inversão da notícia é clara, o abandono do grande fato é flagrante, e a tomada do discurso da oposição como olhar principal é flagrante.

4 horas atrás

Direita venezuelana promove violência

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Renata Mielli, de Caracas, no blog ComunicaSul:

Muitas manifestações marcaram esta segunda-feira em toda a Venezuela. Convocados à rua pelo candidato derrotado Henrique Capriles, seus partidários fizeram atos, passeatas e também agiram com violência, principalmente nos estados do interior do país. Em Caracas, às 20:00hs, ouviu-se um panelaço em toda a cidade. 

Durante a noite, sedes do PSUV no interior foram incendiadas, chegam notícias de ataques contra Centros de Diagnósticos Integrados que fazem parte da Missão Bairro Adentro (Saúde), escritórios do Conselho Nacional Eleitoral, prédios de emissoras de comunicação públicas e agressões contra jornalistas. Há notícias de feridos e mortos.

Durante o dia, o principal canal de televisão do país convocava aos venezuelanos a não reconhecerem as eleições e o “presidente ilegítimo”.

Os chavistas também ocuparam as ruas para comemorar a vitória de Nicolás Maduro, a sua proclamação como presidente eleito constitucionalmente e defender o resultado da eleição.

Maduro em seu discurso de proclamação e na coletiva de imprensa que concedeu à noite denunciou a tentativa da direita em golpear, mais uma vez, a democracia da Venezuela e disse que o governo e o povo estão preparados e sabem como se defender destas tentativas.

Com estas manifestações, a direita quer desestabilizar o governo e gerar fatos para serem trabalhados pela imprensa internacional, visando colocar a opinião pública contra a Venezuela. “As manifestações e atos violentos são uma forma de alimentar os meios de comunicação, porque isso é o que será a primeira página de muitos periódicos em todo o mundo, que querem transmitir a ideia de que a Venezuela vive uma situação de instabilidade”, avaliou Ignácio Ramonet em entrevista à TeleSur. 

Discurso da recontagem vai se enfraquecendo
Vicente Diáz, reitor do Conselho Nacional Eleitoral, foi o único dos 5 reitores que não participou da cerimônia de proclamação de Nicolás Maduro. Na noite de ontem, foi entrevistado ao telefone pelo canal de TV Globovisión.

Apesar de ter reconhecido na entrevista a transparência e a segurança do Poder Eleitoral e que “não tem dúvidas sobre o resultado do sistema de votação, porque ele foi auditado, certificado, revisado na presença de testemunhas”, ele defende a revisão de 100% dos comprovantes dos votos depositados na urna. Com essa postura, se contradiz e contribui com o discurso da oposição, de defender um escurtínio manual.

A presidente do CNE alerta que “o que se pretende é regressar ao tão vunerável escrutínio manual, uma prática que lesionou por décadas a vontade das eleitoras e eleitores na Venezuela, afirmou Tibsay Lucena.

Depois disso, Vicente Diáz já admitiu que não seria necessário ampliar a auditoria para além de 54% das urnas “porque isso é uma prova de sangue, você não precisa analisar 100% do sangue, só uma amostra”, comparou.

Na manhã desta terça-feira, algumas manifestações da oposição ainda acontecem em vários estados. No canal de TV da direita, Globovisión, analistas já discutiam alternativas constitucionais para questionar o mandato de Maduro, como o pedido de impugnação à Justiça que deve ser sustentado com provas das irregularidades apontadas que justificariam uma recontagem.

Processo seguiu padrão internacional
O Conselho de Especialistas Eleitorais da América Latina (Ceela) manifestou nesta segunda (15) que a diferença dos resultados de uma eleição não pode ser utilizado como um elemento para deslegitimar o processo, porque “as diferenças fazem parte de uma das variáveis da democracia”.

Os resultados não podem ser tidos como um elemento para deslegitimar o processo eleitoral, a massiva participação cidadã , nem o respeito entre os cidadãos das diferentes campanhas e tendências eleitorais e menos ainda para não reconhecer um trabalho exitoso e brilhante do Conselho Nacional Eleitoral, afirmou Guillermo Reyes, integrante da Ceela.

Reyes, que ex-presidente do Conselho Nacional Eleitoral da Colômbia, ressaltou que “o resultado de 14 de abril é reflexo de um país que tem aprimorado seu sistema eleitoral, de acordo com as diretrizes constitucionais, respeitando as ideias e as posições dos atores políticos. É um sistema digno de ser copiado”. 

Ele também reafirmou que o processo eleitoral cumpriu todos os padrões internacionais e a legislação nacional, em especial no que diz respeito à transparência da administração eleitoral.

Se fosse no Brasil a nossa imprensa já estaria dizendo que a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 deveriam ter outra sede, mas como foi nos EUA ela se cala. Acidentes e ataques terroristas podem ocorrer em qualquer momento e em qualquer lugar apesar de toda a preparação para a segurança.

por Helio Borba
 

Explosões deixam mortos e feridos na chegada da Maratona de Boston

Incidente ocorreu próximo à linha de chegada da tradicional corrida de rua.
Há 2 mortos e 23 feridos pelo menos; Nova York aumentou policiamento.

Do G1, em São Paulo Comente agora Foto mostra fumaça momentos depois de uma das explosões na linha de chegada da Maratona de Boston. (Foto: David L. Ryan/The Boston Globe via Getty Images)Foto mostra fumaça momentos depois de uma das explosões na linha de chegada da Maratona de Boston. (Foto: David L. Ryan/The Boston Globe via Getty Images) Duas fortes explosões deixaram mortos e feridos na chegada da Maratona de Boston, nos EUA, nesta segunda-feira (15).
A polícia de Boston confirmou dois mortos e 23 feridos.
Ainda não se sabia o que teria causado as explosões, que geraram uma cena de caos na cidade. Fontes policiais de alto nível ouvidas pela Reuters afirmaram que se trata de “uma ou mais bombas”, e de que houve “muitas mortes”.
O incidente ocorreu no momento em que milhares de corredores terminavam a 117ª edicão da maratona, considerada a mais antiga do mundo, disputada desde 1897.
Milhares de pessoas estavam no local, em clima festivo, esperando pela chegada dos corredores.
Segunda a TV CBS, as duas explosões foram quase simultâneas.

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arte - mapa explosão boston  (Foto: Arte/G1) Elas teriam ocorrido por volta das 14h45 locais (15h45 de Brasília), na Boylston Street, altura do número 673, segundo uma repórter da WBZ-TV.
Testemunhas falam ter visto feridos graves, com membros amputados, e muito sangue.
Muitas pessoas estão sendo retiradas do local.
A prova deste ano era disputada por pelo menos 131 corredores brasileiros.
Um porta-voz do evento disse a jornalistas que o hotel que serve como sede da maratona foi bloqueado após a explosão e que ninguém teria permissão de sair ou entrar do prédio.
O site oficial da Maratona afirmou que foram duas bombas, mas a polícia ainda não havia confirmado a informação.
O canadense Mike Mitchell, de Vancouver, um atleta que terminou a maratona disse que estava olhando para trás na linha de chegada e viu uma “explosão enorme”.
A fumaça subiu 15 metros, disse Mitchell. As pessoas começaram a correr e gritar após ouvirem o barulho, acrescentou.
“Todo mundo está assustado”, disse Mitchell.
Nova York em alerta
O Departamento de Polícia de Nova York aumentou a segurança nos principais marcos turísticas de Manhattan, incluindo áreas próximas de importantes hotéis, em resposta ao incidente em Boston, disse o vice-comissário da polícia local, Paul Browne.
Browne afirmou à Reuters que a polícia de Nova York estava enviando veículos de contra-terrorismo para toda a cidade.
Obama
A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama foi informado sobre as explosões e que ele ordenou que o governo dê todo o auxílio necessário às investigações.

2 horas atrás

Imprensa brasileira não concorda e torce para que não dê certo

por Helio Borba
 

Governo prevê crescimento de 4,5% e salário mínimo de R$ 719,48 em 2014

Do UOL, em São Paulo O salário mínimo deverá passar para R$ 719,48 no próximo ano. O valor consta no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, enviado nesta segunda-feira (15) pelo governo ao Congresso Nacional. Pela proposta, o mínimo terá reajuste de 6,12% no ano que vem.
O projeto também prevê um crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 e inflação oficial também de 4,5% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2013, a economia brasileira deverá se expandir em 3,5% e a inflação prevista é de 5,2%, segundo o projeto.
As informações foram apresentadas pela secretária de orçamento do Ministério do Planejamento, Célia Correa, em entrevista coletiva em Brasília. O projeto será encaminhado, agora, ao Congresso Nacional.
Até hoje o governo não publicou o decreto de programação financeira do orçamento de 2013. Nos últimos anos, isso tem resultado em controle de gastos. O orçamento demorou a ser aprovada pelos parlamentares.

Juros em 7,25% e dólar a R$ 2,04

Apesar da perspectiva de que o Banco Central volte a reajustar os juros básicos da economia na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o documento indica manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 7,25% ao ano pelos próximos três anos, até o fim de 2016.
Além disso, o projeto de LDO para o ano que vem espera que a taxa de câmbio médio seja de R$ 2,04 por dólar. Para 2013, a estimativa é para o câmbio é de R$ 2.
A meta de economia para pagar juros da dívida (o chamado superavit primário) será de 3,1% do PIB em 2014, ou R$ 164,4 bilhões. O abatimento poderá ser de até R$ 67 bilhões do PAC e desonerações. De acordo com o documento divulgado há pouco pelo Planejamento, o governo federal não terá a obrigação legal de compensar resultados a menor de Estados e municípios.
A projeção de dívida líquida é de 30,9% do PIB no final de 2014 e de 33,4% em 2013.

Orçamento de 2013 ‘atrasou’ no Congresso

O Orçamento deste ano foi aprovado pelo Congresso Nacional com quase três meses de atraso, no dia 12 de março. A votação deveria ter ocorrido no ano passado, mas ficou pendente por causa da polêmica em torno da votação de vetos presidenciais a pontos da Lei dos Royalties do Petróleo.
Após demora na aprovação pelo Congresso, a sanção do Orçamento teve um atraso de cerca de uma semana devido a um erro na redação final envolvendo os valores das dotações para capacitação de pessoal. Segundo o relator da matéria, senador Romero Jucá (PMDB-RR), o atraso foi apenas uma questão burocrática, sem relação à votação ou às discussões sobre o Orçamento.
(Com Agência Brasil e Valor)

A batalha dos 0,09%

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Paulo MoreiraLeite

 


A turma que vive de rendas nem disfarça mais. Por uma diferença de 0,09% no índice de inflação, começou o que pode ser a batalha final para o Banco Central interromper uma política de juros baixos.

 

Claro que ninguém pode ter um ponto de vista fanático e achar que os juros nunca podem subir. Altas podem ser necessárias, em situações extremas.

Mas é preciso avaliar a situação real.

Um primeiro aviso aos navegantes: quanto vale 0,09% em alguma coisa?

Economistas sérios sabem que todo dado de 0,0alguma coisa é, em si, irrelevante. Não é sinal de nada. O problema é a tendência.

Este é o verdadeiro aviso aos navegantes: a inflação tem uma tendência de queda.  O índice de 6,59% de março é a soma de 12 meses. Mas, em março, a inflação foi menor que a de fevereiro. (Os números são 0,47% contra 0,60%, respectivamente). Outro dado. Os alimentos, responsáveis pelas altas recentes – sem eles, a inflação não passaria de 4,5% — estão em queda.  

 

Leia o que diz a nota analítica  do Bradesco, hoje, após os números do IBGE:  

 

“O movimento de descompressão do grupo alimentação deve se manter nos próximos meses. Na mesma direção, os preços de vestuário recuaram de uma alta de 0,55% em fevereiro para 0,15% em março. No sentido contrário, houve elevação de 0,51% do grupo habitação, sucedendo a queda de 2,38% dos preços em fevereiro, por conta da dissipação do reajuste de energia elétrica. Os núcleos mostraram aceleração em 12 meses, ainda que, na margem, tenham desacelerado em relação ao mês anterior. O índice de difusão registrou recuo de 72,33% para 69,04% no último mês, devolvendo a alta observada em fevereiro. Os serviços vieram em linha com o esperado, registrando alta de 0,26% entre fevereiro e março, levando o crescimento acumulado em doze meses de 8,66% para 8,37%. Para o ano de 2013, continuamos com a expectativa de alta de 5,4% do IPCA.”
 

 

Ou seja. Para o Bradesco, o IPCA chegará abaixo da meta no fim do ano.

Mas a pressão continua. Por que? 

Porque não há um debate técnico sobre o assunto, como seria tão agradável acreditar. Há uma disputa política por renda — que pode se transformar num drible contra o governo Dilma.

Derrotados em agosto de 2011, quando o Banco Central jogou os juros para baixo, nossos rentistas não se conformam. Possuem um exercito de analistas e consultores em militância permanente para a reabertura do cassino financeiro.

Nos últimos meses, o grande empresariado obteve mais do que imaginava. O governo desonerou a folha de pagamentos. Baixou a conta de luz para consumidores e empresas. Abriu concessões generosas a iniciativa privada na área de infraestrutura. O saldo é um crescimento econômico, sob novas bases, em torno de  3% e 4%. Não é muito mas pode ser um bom começo. 

A questão central do processo é e sempre foi o juro baixo. O consumidor precisa dele para ir as compras. O empresário também conta com isso para novos investimentos. A certeza do dinheiro barato estimula o crescimento. A incerteza inspira a retirada, o medo.

Não é preciso um aumento grande. Basta um movimento  na direção aguardada. O impacto negativo será imenso e prolongado.

Não se manipula com espectativas bilionárias impunemente, como num jogo de video game.   

O problema  é que imenso capital improdutivo brasileiro, aquele que é tão poderoso que tem tantas faces invisíveis — muitas só são reconhecidas quando autoridades aceitam bons empregos ao deixar o governo —  não sabe viver de outra forma. Desfalcado de uma imensa receita assegurada no mercado financeiro, prepara a revanche.

Está conseguindo colocar a inflação como ponto essencial da agenda. Quando isso acontece, o cidadão já sabe. A “defesa da moeda” é a senha cívica para menos empregos, menos crescimento, menos crédito e menos consumo.

Do ponto de vista político, é uma armadilha para Dilma, que dentro de um ano e meio enfrentará as urnas onde vai buscar a reeleição.

Do ponto de vista da sociedade brasileira, é um retrocesso a um modelo concentrador de renda.

Do ponto de vista econômico, é  um erro trágico e bisonho, que tem um antecedente mortífero.

Em novembro de 2011, o BC brasileiro cedeu às pressões do rentismo e deu um salto para cima nos juros – jogando a economia, já em declínio em relação ao ano anterior,  num mar de incertezas e desconfiança. Erro semelhante, no final de 2008, criou amarras desnecessárias no esforço para livrar o país da catástrofe que se iniciou em 2008. O país recuperou-se em 2010, mas pagou um sofrimento que poderia ter sido evitado.

 

Ao explicar o colapso europeu dos últimos anos, o Premio Nobel Paul Krugmann vai  direto ao ponto. Lembra que o Velho Mundo paga a conta de um Banco Central que fechava os olhos para o crescimento e tinha uma visão obsessiva pela redução da inflação. O resultado foi transformar a Europa num grande cemitério de empregos e esperanças. 

 

Não vamos nos enganar. O debate de 0,09% é político. (Agradeço aos leitores que alertaram para um erro na primeira versão deste texto). 

3 horas atrás

Vitória de Maduro representa novos desafios

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Breno Altman, do sítio Opera Mundi
Próxima etapa da revolução bolivariana deverá combinar participação estatal com capital privado, nacional ou estrangeiro

 

O resultado eleitoral venezuelano, com o triunfo do candidato chavista, é fato político amparado pela Constituição local. A reduzida vantagem de Nicolás Maduro sobre o direitista Henrique Capriles, inferior a trezentos mil votos (menos de 2% dos apurados), não anula a legitimidade do processo ou do mandato conquistado nas urnas. Com mais de 50% dos eleitores sufragando o sucessor de Hugo Chávez, a regra democrática está sendo seguida à risca. A maioria, mesmo por escassa margem, tem o direito de decidir o destino nacional.

A oposição conservadora pode estrilar e urrar, o que também está dentro do jogo, desde que não volte a recorrer ao golpismo e à violência. Mas não há qualquer elemento concreto e provado que coloque sob suspeita a peleja institucional deste domingo (14/04). A história, diga-se, está cheia de situações semelhantes. Na mais célebre entre essas, nos Estados Unidos, John Kennedy (assassinado em 1963) venceu Richard Nixon, em 1960, por apenas 0,1% dos votos. Quem venceu, levou. Quem foi derrotado, voltou para a fila. Ou para o submundo do magnicídio.

 

Hugo Chávez atravessou cenário parecido quando perdeu, por menos de vinte mil sufrágios, referendo sobre emenda constitucional, em 2007. Apesar de vários assessores tentarem convencê-lo a pedir recontagem, preferiu reconhecer, de pronto, a vitória de seus adversários. A propósito, sua única derrota em dezessete disputas pelo voto popular no período de catorze anos no qual governou.

O respeito à soberania das urnas e sua defesa perante possíveis ataques, porém, não podem eximir os dirigentes bolivarianos de uma análise acurada sobre os motivos que levaram, em apenas seis meses, à redução importante de sua base eleitoral. A revolução amealhou 700 mil votos menos do que em outubro de 2012, enquanto Capriles arrebanhou 570 mil a mais. Parte dos eleitores chavistas não foi votar. Outra fatia, no entanto, trocou de lado. Sobram razões, como se vê, para que a pulga esteja atrás da orelha.

Claro que, sem o carisma do ex-presidente, a esquerda ficou mais vulnerável à mídia e, sem sua voz, é capaz do discurso de enfrentamento ter soado excessivamente duro para alguns segmentos mais volúveis. Eventuais ações de sabotagem contra o setor elétrico e outras áreas do cotidiano, denunciadas pelos governistas desde o início da campanha, também podem ter auxiliado nesta sangria, ao lado de casos crônicos de maus serviços e corrupção. Talvez seja o caso, contudo, de buscar resposta mais estrutural, como assinalou o próprio presidente eleito logo depois da apuração, ao conclamar o país à “renovação da revolução bolivariana”.

 

Nova etapa da revolução

Há muitos indícios de que o primeiro ciclo deste processo tenha se esgotado. Desde que assumiu a liderança venezuelana, em fevereiro de 1999, Chávez concentrou seus esforços administrativos em transferir a parte mais expressiva dos excedentes petroleiros para programas sociais, universalização de direitos e outras iniciativas de distribuição da renda. Os resultados foram eloquentes. Andando na contramão do receituário neoliberal, a Venezuela passou a ser a nação menos desigual da América do Sul, o analfabetismo foi liquidado e a pobreza drasticamente reduzida.

 

Uma das consequências deste caminho foi a vasta ampliação do mercado interno, como força propulsora da economia, mas aprofundando o desequilíbrio histórico entre o ritmo de expansão do consumo popular e a velocidade do crescimento da produção agrícola e industrial. O modelo da dependência petroleira, que sempre inibiu o desenvolvimento interno venezuelano, não era o alvo principal nos primeiros dez anos de chavismo, apesar de várias iniciativas importantes terem sido tomadas. A questão estratégica era repartir os frutos da exploração do ouro negro a favor dos mais pobres.

Neste quadro, a aceleração da demanda provocou fortes pressões inflacionárias e sobre a balança comercial, com as importações minguando as reservas cambiais. A esse desarranjo se soma o espetacular subsídio para a compra de gasolina no mercado interno, que alguns cálculos apontam como equivalente a 10% do faturamento da PDVSA, a gigante estatal do petróleo.

No programa eleitoral de 2012, Chávez já tinha deixado claras estas dificuldades e anunciou um ambicioso programa de desenvolvimento produtivo. Não viveu o suficiente para dar cabo desse objetivo, que caberá a Maduro enfrentar. Concluído o ciclo inicial de resgate da dívida social, os capítulos seguintes dependerão fundamentalmente dos músculos da economia não-petroleira, de sua capacidade para gerar oportunidades, empregos e renda. Sem essa plataforma, as reformas distributivistas possivelmente ficariam, doravante, mais expostas a problemas de financiamento.

 

O novo presidente terá que enfrentar inúmeros e urgentes desafios neste terreno. Com as camadas populares ampliando rapidamente seu poder aquisitivo, passaram a ser usuais crises de escassez, tanto de mercadorias e serviços quanto de energia elétrica e água, amplificadas pela fuga de capitais como mecanismo de chantagem das oligarquias. A conta política pode ter sido apresentada nessas últimas eleições.

Para desatar esses nós, Maduro precisará estabelecer estratégia que combine participação estatal com capital privado, nacional ou estrangeiro, estabelecendo marco regulatório que enfrente os dilemas de infraestrutura e produção. A receita com o petróleo, na ponta do lápis, não permite ao Estado fazer todos os investimentos necessários, no prazo que ruge. Essas preocupações, aliás, foram lançadas pelo ex-sindicalista na noite de sua vitória, em que também destacou a necessidade de uma nova cultura de gestão, contraposta à ineficiência, ao burocratismo e ao desperdício do dinheiro público.

 

Ampliação do voto chavista

A implementação de programa desta envergadura, por fim, poderia ajudar a formar uma nova maioria, que fosse além dos limites atuais do voto chavista, atraindo inclusive pequenos e médios empresários que se sentiram desatendidos ou até ameaçados pela primeira etapa do processo bolivariano, quando todas as energias se voltaram para transferir renda do petróleo aos setores mais despossuídos. E essa maioria ampliada também seria fundamental para apoiar medidas amargas que venham a ser tomadas na reorganização da economia.

A legítima vitória de Nicolás Maduro, nessas circunstâncias, eventualmente serviu de alerta para os problemas que rondam a revolução que passou a chefiar, a maior parte deles provocada pelo sucesso inequívoco das políticas de Chávez em construir um sistema de mais justiça social.

 

Breno Altman é jornalista, diretor do site Opera Mundi e da revista Samuel

O tomate e a especulação financeira

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Editorial do sítio Vermelho:

A inflação de março deste ano, que chegou a 6,59% em 12 meses, acirrou o clamor especulativo pela alta nos juros. Clamor que exagera o problema representado pela alta nos preços, que é real e concreto, e tenta colocar uma faca na garganta das autoridades monetárias exigindo uma política econômica restritiva e conservadora, bem ao gosto dos dogmas neoliberais ainda presentes.

Neste debate a disputa política, que a aparência técnica dos argumentos apresentados esconde, revela sua natureza de embate pela apropriação da riqueza nacional.

O argumento conservador repete a mesma ladainha de sempre. Com a diferença de que, agora, não se trata do mantra que no passado era usado para legitimar políticas econômicas contracionistas e antidesenvolvimentistas. A pretexto de combater a alta dos preços, aquelas políticas favoreciam os ganhos da especulação financeira, alavancavam a concentração de renda numa ponta e o arrocho salarial e a restrição ao consumo na outra, jogando o custo do combate à inflação sobre os ombros dos trabalhadores e do povo. 

Nos últimos anos, com os avanços obtidos nos governos Lula e Dilma, os argumentos conservadores são usados agora para combater, e tentar reverter, as políticas de valorização do trabalho e do salário e distribuição de renda.

O diagnóstico feito por uma analista da consultoria Tendências – que tem entre seus sócios dois pesos pesados do conservadorismo e do neoliberalismo: Mailson da Nóbrega e Gustavo Loyola – é claro nesse sentido. Ela coloca entre as causas da inflação a melhoria no mercado de trabalho e no emprego, a recuperação dos salários e o aumento da renda dos trabalhadores, que fortalecem o consumo popular. Sua conclusão é óbvia: já passou da hora do Banco Central subir a taxa de juros, diz aquela analista.

Este é um exemplo didático daquilo que foi indicado pelo professor de economia Luiz Gonzaga Belluzzo em entrevista ao jornal Correio Braziliense: a “obsessão de analistas e da imprensa em cobrar uma alta de juros virou uma doença, um samba de nota só, uma visão de prazo curtíssimo”.

Outro aspecto que move o coro dos especuladores que exigem a alta dos juros – coro que usa a inflação como pretexto para isso – está na notícia, divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, segundo a qual apenas duas opções de risco de investimento financeiro tiveram ganhos acima da inflação nos primeiros meses deste ano. Todas as demais modalidades – entre elas investimentos de curto prazo, renda fixa, CDB, poupança e ações – tiveram rendimentos inferiores à inflação. 

Entre os motivos para essa situação analistas alinham a inflação e a taxa básica de juros mantida pelo Banco Central no nível de 7,25% ao ano.

O objetivo dos especuladores e seus porta-vozes é o “samba de uma nota só” apontado por Belluzzo: forçar o governo a abandonar o esforço pela queda nos juros, que afronta os interesses da especulação financeira. E voltar a uma politica de arrocho salarial, redução dos gastos públicos e contenção do consumo. 

Convém frisar: não se trata de técnica ou de ciência econômica, mas de disputa política pela apropriação de fatias cada vez maiores da riqueza nacional. Aos especuladores não importa o crescimento da economia ou o bem estar dos brasileiros, mas apenas a satisfação de velhos privilégios que, pela primeira vez em décadas são contrariados pela política econômica do governo federal. Os resultados dessa política podem ser vistos no anunciado fracasso de aplicações financeiras que sempre foram o dreno que engordava as contas bancárias da especulação.

Afinal, com a dívida pública interna nas alturas dos 2,8 trilhões de reais em dezembro de 2012 e a dívida externa batendo em 441,8 bilhões de dólares na mesma data, qualquer pequena variação na taxa de juros significa montanhas de dinheiro transferidas para os bolsos dos especuladores. 

Um aumento de 0,5% (meio por cento) na taxa de juros pode gerar uma transferência de 14 bilhões de reais mais 2,2 bilhões de dólares aos especuladores (cada 0,1% de variação na taxa de juros significa 2,8 bilhões de reais e 441,8 milhões de dólares em benefício da ganância financeira). Esta é a questão real e concreta que o debate sobre o preço do tomate esconde.

14 horas atrás

Venezuela prende mercenários

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Jorge Arreaza/ http://www.lavozdelsandinismo.com

Por Leonardo Severo, do ComunicaSul, no blog Escrevinhador:

O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou na última quinta-feira (11 de abril), paramilitares colombianos com armas e explosivos. A captura ocorre às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14).

Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia.

Setores do governo temem que a oposição – se for derrotada mais uma vez – abandone o caminho institucional, partindo para a desestabilização armada – com apoio de fora do país. Seria algo parecido com o que já ocorreu na Líbia e acontece agora na Síria. Só que bem na fronteira com o Brasil. 

“Temos capturado vários militares colombianos com uniformes da Venezuela. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato chavista, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos e armas.

Parte dos armamentos foi encontrada após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol (calibre 9 mm) – com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular para fuzis.

Material de guerra

“Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon.

O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos.

Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha.

As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela.

Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana: “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile.

Mídia privada esconde

O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte.

Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia.

* O ComunicaSul é um coletivo de jornalistas brasileiros, especializado em coberturas especiais na América Latina; gera conteúdo exclusivo para a blogosfera, furando a hegemonia da velha mídia (no Brasil, por exemplo,jornais deram pouco ou nenhum destaque à prisão dos paramilitares estrangeiros na Venezuela).

15 horas atrás

Intervozes lança livro da banda larga

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Do sítio do Coletivo Intervozes:

A democratização do acesso à Internet em redes de alta velocidade é tema de novo livro lançado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A obra, intitulada Caminhos para a universalização da Internet banda larga: experiências internacionais e desafios brasileiros, é o resultado de um ano de pesquisa e traz um mapeamento das principais estratégias governamentais adotadas em diversos países com o objetivo de ampliar a inclusão digital e assegurar a conexão do cidadão a esta nova fronteira da comunicação. Em São Paulo, um debate sobre o tema será realizado em conjunto com o lançamento do livro no próximo dia 15, segunda-feira, às 19h.

Como explica um dos organizadores do livro, prof. da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da Universidade Federal da Bahia (Poscom-UFBa), Sivaldo Pereira da Silva, o projeto nasceu com o intuito de compreender as opções adotadas em outros países a fim de contribuir com o debate deste tema no Brasil. “A criação de infraestrutura e mecanismos regulatórios eficientes e democráticos são premissas para o desenvolvimento e um determinante para a liberdade de expressão na era digital”, afirma Sivaldo.

A publicação parte da premissa de que o acesso à Internet banda larga se tornou um imperativo social, cultural, econômico e um direito a ser reivindicado e garantido. Nesse sentido, o livro registra os caminhos pelos quais diversos países estão investindo tempo, planejamento e recursos, desenhando e executando suas estratégias de inserção na era digital.

Além dos dez capítulos produzidos por oito pesquisadores, a obra também apresenta um conjunto de doze entrevistas realizadas com especialistas e gestores trazendo um cardápio de opiniões sobre o tema. O livro conta com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) através de seu programa de editais para publicações.

Lançamento em SP

Na capital paulista, um debate com integrantes da sociedade civil entrevistados no livro marcará o lançamento do livro. Veridiana Alimonti do Instituto de Defesa do Consumidor, Beatriz Tibiriça do Coletivo Digital, Fĺávia Lefèvre do Proteste, e João Moura da Telcomp participarão do evento. O evento será na segunda, 15/4, às 19h, na sede do Coletivo Digital, Rua Cônego Eugênio Leite, 1117, no bairro de Pinheiros.

Sobre a Publicação

O livro impresso, com 405 páginas, pode ser adquirido por R$ 30,00 em livrarias e também através do e-mail intervozes@intervozes.org.br . Além da versão tradicional, também está disponível gratuitamente nos formatos digitais EPUB e PDF. O projeto conta ainda com um website (www.caminhosdabandalarga.org.br ) que traz os resultados da pesquisa, dados complementares, vídeos, mapas e infográficos.

Mais informações: Intervozes – (011) 3877.0824.

15 horas atrás

Gerald Thomas e a cultura do estupro

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Nádia Lapa, no blog DoLaDoDeLá:

Como a essa altura vocês já devem saber, Gerald Thomas tentou colocar as mãos por dentro do vestido da Nicole Bahls durante um evento no Rio. Era noite de lançamento de um livro dele e a Livraria da Travessa estava lotada. Repórteres, cinegrafistas, funcionários da loja, clientes.

Pelas notícias, ninguém fez nada. Nas imagens dá para ver que o colega de trabalho de Nicole no Pânico continuou a entrevista como se nada tivesse acontecendo. Enquanto isso, Thomas enfiava a mão entre as pernas de Nicole e ela tentava se desvencilhar.

Sempre rolam os xingamentos à mulher, claro. São os usuais: que ela estava pedindo, que ela estava gostando, que o trabalho dela é esse mesmo, que a roupa era justa. Vocês estão cansados de saber quais as justificativas injustificáveis para o assédio e a agressão sexual.

Mas duas coisas me chamam a atenção nesse caso. A primeira é ninguém ter feito nada. Acharem normal. Acharem aceitável. Se a agressão tivesse sido com uma atriz considerada recatada, as pessoas reagiriam da mesma forma?

Duvido. Indignar-se-iam, aposto. Muita gente nas redes sociais se posicionou e apontou o comportamento de Gerald Thomas como agressão, mas a imprensa tratou como algo que “Nicole não esperava”, mostrando o assunto como mero constrangimento.

Se a mulher geralmente já é tratada como “coisa”, como um objeto para deleite masculino, quando ela tem seu corpo e sua sexualidade transformada em um produto vendável, tudo só piora. Nicole faz sucesso porque tem um corpão, segundo os padrões de beleza atuais. Ela aparece de biquini na televisão, tira fotos “sensuais”, usa roupas curtas e provocantes. Como ela “provocou” (apenas sendo quem ela é), ela merece ser apalpada por um estranho.

Porém, não existe isso de “provocar”. Gerald Thomas não é um animal irracional. Ele – e eu e você – deve esperar o consentimento do outro para poder tocar em seu corpo. Nicole Bahls claramente disse “não”, ao tentar tirar as mãos de Thomas. Parece que não é suficiente, como não é suficiente quando viramos o rosto para evitar o beijo do desconhecido na balada.

Criou-se a ideia de que o homem deve insistir e insistir, enquanto a mulher tenta guardar algo. O “não” é visto como “talvez”. No entanto, se a mulher transforma o talvez em um “deixa pra lá”, ela na verdade não está consentindo. Não é um “sim” entusiasmado, intenso, certeiro, como deve ser em qualquer relação. É um “sim” por convenção social, por achar que ele já fez demais, que agora merece o contato sexual, que é melhor ceder e se livrar logo. Isso não é consentimento, é coerção.

O pior é que esses caras não se veem como agressores, uma vez que todo mundo encara tais comportamentos como “normais”. Brad Perry tem uma frase ótima em Yes Means Yes*: “estes homens acreditam piamente que “não” significa “insista”, e nunca se veem como estupradores, apesar de admitirem o padrão de ignorar e suprimir a resistência verbal e física”.

A segunda coisa que me incomoda no caso é terem dito “mas por que ela não fez algo?”. Infelizmente, a maior parte das pessoas que sofre algum tipo de agressão (não só sexual) não faz alguma coisa. Ser vítima é costumeiramente confundido com “ser frágil”. É difícil encarar polícia, legista, imprensa, opinião pública. No caso desse post, o cara estava agredindo na frente de todos – e ninguém fez nada.

Se fosse você a vítima, você não pensaria que a errada é você por não estar gostando, já que todo mundo está achando muito normal?

Lisa Jervis discorre sobre isso no mesmo livro: “estou falando de uma construção cultural nojenta, destrutiva, que encoraja as mulheres a culparem a vítima, a se odiarem, a se culparem, a se responsabilizarem pelo comportamento criminoso dos outros, a temerem seus próprios desejos e a desconfiarem dos seus próprios instintos”.

Se o corpo da mulher é ainda visto como “de todos”, como acontece no caso daquelas que usam a sexualidade para “vender”, fica ainda mais difícil ter noção de que o corpo lhes pertence. Que é só seu. Que ninguém, ninguém pode tocá-lo sem consentimento.

Acabarmos com a cultura do estupro é um processo social, coletivo, mas também individual. Nós temos que encarar nossos corpos como nossos e de mais ninguém, além de repensarmos o sexo, transformando-o no que realmente é: prazeroso e consensual. Qualquer coisa fora disso é agressão.

(PS: Yes Means Yes é um livro de Jessica Valenti e Jaclyn Friedman sobre a cultura do estupro. É uma coletânea de artigos muito interessante e que recomendo muito. O texto de Brad Perry se chama Hooking up with healthy sexuality: the lessons boys learn (and don’t learn) about sexuality, and why a sex-positive prevention paradigm can benefit everyone involved.)

*Texto originalmente publicado em Cem Homens, por sugestão de Pamela Valente

15 horas atrás

O inelutável mercado

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Mino Carta, na revista CartaCapital:

Pergunto aos meus reflexivos botões o que vem a ser o mercado. Ou seria o caso de dizer MERCADO? Segue-se este diálogo.

“Trata-se, ao que tudo indica, de uma entidade sobrenatural, incontrastável na sua onipotência”, proclamam os inquiridos com certa ênfase.

“Deus, portanto, não é mesmo?”, apresso-me a anotar.

“Deixemos Deus no lugar que lhe compete, de alguma forma o MERCADO assemelha-se mais aos fados gregos…”

Interrompo. “Donde, agente do destino…”

“Não, não, algo maior e mais exato, de alguma forma o MERCADO é o próprio destino.”

“Quer dizer, o que determina é definitivo e irretorquível. É porque é, digo, filosoficamente…”

“Eis aí, é na condição indiscutível de manifestação do real, não nos atiraríamos a discutir o fato de que a Terra gira em torno do Sol.”

Pareceu-me entender a razão da diferença entre MERCADO e Deus. O Altíssimo, embora nem sempre usado para os melhores fins, é o primeiro motor da religião, na qual se entrelaçam fé e emoção. Já me referi inúmeras vezes à religião do deus mercado, e agora me arrependo, e a quem me leu peço perdão. Não se exige fé para acreditar no MERCADO. Ele existe, na qualidade de suprema verdade factual, igual à vida e à morte.

O inelutável suscita algum espanto, como as ideias de eternidade e do infinito propostas a quem é irremediavelmente condicionado por tempo e espaço. Entendo, porém, que os botões riem. Ouço distintamente o marulhar de sua peculiar risada, de cachorro maldoso, mostra os dentes, mas vem do fundo da garganta, e como se o som passasse sobre lixa. Estou perplexo, o comportamento dos botões contradiz agora tudo o que foi dito antes.

Encaro-os atônito. No tom de quem chama à ordem o desavisado, esclarecem: “Ora, ora, o que dissemos é como o mundo encara o mercado, o mundo cada vez mais crédulo, intelectualmente indigente, negado à frequentação do espírito crítico. Donde, pronto a engolir o que interessa às oligarquias financeiras criadas pelo neoliberalismo, enquanto prejudicam gravemente o resto da humanidade”.

A sociedade, à qual Margaret Thatcher negava existência em benefício do indivíduo, assiste impávida, ao menos por enquanto, ao esforço dos países do ex-Primeiro Mundo para combater a crise ao favorecer quem a provocou. De sorte que as coisas pioram. Na Europa, de 2008 a 2012, 10 milhões de empregos foram perdidos. Um milhão e pouco só na Itália no ano passado, e ali, no mesmo período, 5 mil empresas morreram. Oitenta multinacionais, e entre elas o narcotráfico, comandam a economia global e impõem sua vontade aos governos nacionais.

O mundo, ah, o mundo dá sinais inequívocos de senectude, em meio a delírios que incluem as ameaças atômicas do ditador norte-coreano. Incluem também situações aparentemente mais comezinhas e menos arriscadas. Refiro-me, a escolher uma entre tantas, à reação da mídia mundial ao falecimento de Margaret Thatcher. Salvo algumas exceções, fala-se de uma Mary Poppins revolucionária capaz de devolver o Reino Unido às glórias pregressas. E haja glória. A Dama de Ferro, que se presumia destinada a uma vida doméstica, ao se instalar no número 10 de Downing Street tornou-se fundadora do neoliberalismo, entrave aparentemente ineludível dos dias de hoje. Antes de Ronald Reagan, ela merece a primazia.

Não há questionamento possível, sofremos, em primeiro lugar, por causa dela se o simples mercado transmudou-se no MERCADO. Como a grei de Panurge, o mundo foi atrás da senhora Thatcher. Alguns, os beneficiários da operação, de caso pensado, para tomar o bonde da história que transitava na esquina. Outros, sem se darem conta do desastre. Outros ainda porque não entendiam coisa alguma.

P.S.: Em entrevista à rede CNT, o ministro Paulo Bernardo dá seu revide à capa de CartaCapital de duas semanas atrás, que o via como protetor do plim-plim e do trim-trim. O canal é insignificante e o ministro tem lida difícil com o vernáculo. Mesmo assim, percebe-se a sua tese: fingimos ser o que não somos. Pregamos a moral que não praticamos. Sem pestanejar, vendemos a alma. Pois o ministro deveria saber, por intermináveis razões, que Mefistófeles, conosco, perderia seu tempo.

16 horas atrás

STF pop star ameaça a democracia

por noreply@blogger.com (Miro)
 
http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

As associações de magistrados que divulgaram notas de protesto contra o tratamento truculento, exibicionista, absurdo que lhes dispensou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na semana que finda, citaram um dos aspectos mais revoltantes da conduta do indivíduo que comanda o Poder Judiciário no Brasil: a “premeditação”.

Muitos talvez não tenham atentado para esse detalhe da cena que Barbosa protagonizou, pois a imprensa foi chamada por ele para acompanhar a sessão de humilhação a que submeteu juízes togados que, no mínimo, deveriam ter sido tratados com respeito, mas que foram pisados e depois escorraçados do gabinete dele.

Aí reside a “premeditação” a que aludiram as associações de magistrados vitimadas por Barbosa: a intenção de usar seus colegas de magistratura para se promover como o grande cruzado da moralidade nacional.

Se Barbosa fosse o único naquela Corte a se comportar dessa forma, não seria nada. Contudo, à exceção dos ministros Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Tóffoli, todos os outros membros do Supremo oriundos do período em que foi encenado julgamento da Ação Penal 470, vulgo julgamento do mensalão, tornaram-se pop stars a convite da grande mídia.

Ressalte-se que Dias Tóffoli não está livre de críticas, pois, apesar de não ter sido transformado pela mídia em pop star, deixou-se intimidar por ela e, de forma pusilânime, condenou sem provas o deputado José Genoino.

De resto, os outros ministros todos se transformaram em estrelas de um “show judiciário”.

Aliás, o comportamento adolescente de Luiz Fux, por exemplo, na festa de posse do novo ministro do Supremo, ano passado, quando tomou uma guitarra e desatou em cantoria, assumindo, sem um mínimo de pudor, o papel de pop star, tornou-se emblemático.

Um colegiado que é também a instância máxima do Poder Judiciário brasileiro deveria se pautar pela sobriedade. Juiz não deveria ser notícia, não deveria posar para as câmeras, não deveria falar fora dos autos, de forma a inspirar confiança nos seus jurisdicionados, no conjunto da sociedade.

Um juiz confiável, no que tange sua capacidade de promover justiça, deve ter o comportamento de um sacerdote. Juízes que dão shows e que acompanham o que acreditam ser o “clamor da sociedade” não passam de enganadores, pois não desempenham a nobre função que lhes foi confiada.

Quem não se lembra das entrevistas à Globo da ministra Carmem Lúcia durante as eleições do ano passado, quando comandou a Justiça Eleitoral? Nunca tinha visto antes uma midiatização do TSE como aquela.

Os membros do STF tornaram-se habitués da mídia, dando declarações sobre tudo, até sobre política, como o ministro Marco Aurélio Mello, que chegou a justificar a ditadura militar criminosa que fustigou o Brasil dizendo-a “um mal necessário”.

Ou seja: um membro da cúpula da Justiça brasileira justificou uma das maiores injustiças que este país já viveu. É pouco ou quer mais, leitor?

Urge que a sociedade se levante através de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, as associações da magistratura, os Poderes Legislativo e Executivo, os movimentos sociais, pois precisamos parar de brincar com a Justiça, pois a ela todos estamos submetidos, inclusive os patetas que se deleitam com juízes dando showzinhos como os de Barbosa e Fux.

16 horas atrás

O poder e sua maldição

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Mauro Santayana, em seu blog:

Desde que a história do poder começou a ser escrita, dela tem sido inseparável o registro da corrupção. Contra a corrupção do poder, Savonarola, sugeriu um governo de santos. Platão um governo de sábios austeros. Em uma de suas famosas cartas, algumas tidas como apócrifas, ele fala da perversão do poder pelo hedonismo em Siracusa – ele que fora mal sucedido conselheiro de dois de seus tiranos, Dione e Dionísio. Pôde entender Platão que uma coisa são as idéias, outras, os homens. 
Savonarola é o modelo de todos os combatentes da corrupção na História. Coube-lhe opor-se ao mais corrupto e corruptor de todos os papas, Rodrigo Borgia, que ocupou o trono com o nome de Alexandre VI. O frade dominicano desafiou o papado e soube esquivar-se da astúcia do Pontífice, que lhe ofereceu tudo, até mesmo o chapéu cardinalício, com o propósito de retirá-lo da Toscana, onde se sentia seguro.
O monge acabou sendo vencido pelas armas, preso, julgado e condenado à morte. Naquele episódio, e em outros, Mamon, o deus do papa, se sobrepôs ao Cristo de Savonarola. Ainda agora se revela, pelo Wikileaks, que o considerou natural a repressão no Chile de Pinochet, e exagerada a reação mundial, provocada pelas forças de esquerda, contra o golpe. A morte de Mme. Thatcher convida a uma viagem pela geografia da corrupção por excelência.  
Provavelmente não se conheça, em toda a História, processo mais extenso e mais profundo de corrupção da política pelo poder financeiro do que o eixo entre Washington, com Reagan, Londres, com a dama de ferro, e o Vaticano, com Wojtyla, no início dos 80. Convenhamos que os que os corromperam souberam fazê-lo. Na conspiração, que se selou em encontro na Biblioteca do Vaticano, Reagan e Wojtyla – em menos de uma hora – com a presença de Alexander Haig, acertaram os movimentos coordenados para destruir o sistema socialista, acabar com o estado de bem-estar social no resto do mundo e globalizar o sistema econômico mundial. Nenhum dos três seria capaz de engenhar o plano, que – tudo indica – lhes foi entregue pelo Clube de Bilderbeg. É conveniente registrar que não tiveram muitas dificuldades na União Soviética, cujos burocratas, seduzidos pelo “doce charme da burguesia”, sonhavam com a vida faustosa dos executivos norte-americanos e ingleses. E dificuldades ainda menores nos países em desenvolvimento, alguns deles, como o Brasil, com recursos internos que lhes permitiam resistir à desnacionalização de sua economia. Como se sabe, ocorreu o contrário, com a embasbacada adesão dos dois Fernandos ao Consenso de Washington. O resultado do processo está aí, com o desmoronamento da economia européia, o avanço da pobreza pelos países centrais, e a corrupção, alimentada pelo sistema neoliberal, grassando pelo planeta inteiro.
Os maiores bancos do mundo exercem diretamente o poder político em alguns países, como o Goldman Sachs o exerceu na Itália, com Mario Monti, e Papademus, na Grécia, até as eleições. Isso sem falar no Banco Central Europeu, sob o comando de Mario Draghi, também do mesmo banco. No passado, os Estados intervinham no sistema financeiro, para controlá-lo e proteger os cidadãos; hoje, os bancos intervêm nos Estados, com o propósito de garantir seus lucros, o parasitismo dos rentistas e as milionárias remunerações de seus “executivos”. Para fazer frente ao descalabro da economia, causado pela ficção dos derivativos, os governos europeus cortam os gastos sociais e levam famílias inteiras à miséria e ao desespero. Idosos são expulsos de suas casas, por não terem como pagar as prestações ou os aluguéis, os hospitais públicos reduzem o número de leitos, as indústrias recorrem à falência, e os suicídios se sucedem. Há dias, sem dinheiro para honrar compromissos de pequena monta, um casal de meia-idade, que possuía seu negócio de fundo de quintal, se enforcou, em Civitanova, na Itália. O irmão da senhora, atingido pela tragédia, também se matou, afogando-se no Adriático. Em Portugal – e ali sobram capitais privados ociosos, que adquirem, sôfregos, ativos brasileiros – o desespero atingiu limites extremos, e a União Européia, de joelhos diante dos banqueiros, exige de Lisboa maiores cortes no orçamento social. No fim de um de seus mais belos romances, Terra Fria, o escritor português Ferreira de Castro dá à mulher a notícia da presença de um militante revolucionário na cidade: “Ele disse que chegará o dia em que haverá pão para todos”. E, com o pão, a dignidade – é a nossa esperança.

16 horas atrás

O fim do mundo em apenas três meses

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

De vez em quando, ultimamente, fico até com receio de perder meu tempo escrevendo. O mundo já poderá ter acabado quando este texto chegar aos caros leitores. Quem vai ler?

Sem falar na sempre iminente guerra nuclear das Coréias, o fim do mundo está onipresente no noticiário nacional, como se houvessem estabelecido uma programação prévia para não deixar o brasileiro respirar sossegado dois dias segundos.

Mal se termina de falar de uma crise e já aparece outra nas manchetes, sem que tenha dado tempo da anterior terminar.

O ano mal começou, e já tivemos de volta as notícias alarmistas sobre os iminentes riscos de apagão de energia em razão da falta de chuvas nos reservatórios, ao mesmo tempo em que as enchentes em outros pontos do país provocavam novas tragédias. Imagens de reservatórios com pouca água e morros despencando eram acompanhadas de análises dos especialistas de sempre para quem o país, com este governo, não tem nenhum futuro, seja por falta ou excesso de chuvas.

Os brasileiros nem tivemos tempo de comemorar o recorde da safra de grãos, e já começaram as séries de reportagens sobre o colapso na infraestrutura, com estradas intransitáveis e congestionamentos nos aeroportos.

E assim fomos seguindo o ano de 2013, de agonia em agonia, até que sobreveio a grande crise do preço do tomate, a maior de todas, porque esta pode explodir ao mesmo tempo a inflação e os juros, levando o país à ruína completa. Em apenas três meses, ficamos novamente à beira do abismo.

Esses problemas todos existem, é claro, e alguns são bastante sérios, como já mostramos aqui no Balaio, tornando mais difícil a recuperação da economia. O clima de catastrofismo, porém, vai além da realidade dos fatos e tem como pano de fundo a sucessão presidencial de 2014, ativada pela antecipação da campanha e pela ausência de candidatos competitivos para enfrentar a candidata do governo.

Inconformados com os altos índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff, que nas atuais pesquisas lhe garantem a reeleição já no primeiro turno, setores da sociedade que se sentiram prejudicados com a queda de juros e tarifas, especuladores e rentistas, aquela gente que não se conforma com medidas que visam a beneficiar a população de baixa renda, resolveram investir em outros campos, já que o cenário eleitoral não lhes dá muitas esperanças de voltarem ao poder tão cedo.

Alguma coisa está fora de ordem e de lugar quando assistimos à judicialização da política e à politização do judiciário, e os grandes protagonistas da cena brasileira se tornam o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que agora têm uma opinião formada sobre tudo e dão seus pitacos definitivos sobre qualquer assunto, mesmo quando não são chamados.

Gurgel já decidiu que a nova distribuição dos royalties do petróleo só deverá valer a partir de 2016, Barbosa comenta a indicação do polêmico deputado pastor Marco Feliciano para uma comissão da Câmara, e ambos se dedicam com afinco para colocar na cadeia os condenados da Ação Penal 470, recusando sumariamente qualquer recurso dos advogados de defesa.

Citado pelo ex-ministro José Dirceu numa história no mínimo malcontada no episódio para a sua indicação para o STF, o ministro Luiz Fux manda responder que não vai polemizar com réus condenados. Na mesma semana, o procurador-geral Gurgel determina ao Ministério Público e à Polícia Federal investigações sobre o ex-presidente Lula, a partir de declarações feitas por Marcos Valério, réu condenado a mais de 40 anos de prisão.

No mesmo momento em que Barbosa denuncia o “conluio” entre advogados e magistrados, o escritório de Sergio Bermudes, um dos mais caros do país, anuncia o patrocínio de uma festa de arromba para mais de 300 pessoas em seu apartamento de 800 metros quadrados, no Rio de Janeiro, para comemorar o aniversário de 60 anos de Luiz Fux, cuja filha Marianna, candidata a uma vaga no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, trabalha com o anfitrião. A pedido da mãe do homenageado, diante da repercussão do regabofe, a festa foi cancelada, segundo os jornais deste sábado.

Mas não faltarão outras festas do gênero, por mais que isso irrite Barbosa, para congregar os comensais dos dois lados do balcão da Casa Grande, que podem perder as eleições, mas nunca perdem a pose nem o poder.

16 horas atrás

Tuitaço #ParaSiempreHugoChavez

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Vinicius Mansur, de Caracas, no blog ComunicaSul:

Há um dia da eleição presidencial na Venezuela, quando a propaganda eleitoral já não é mais permitida, a política caminha pelas redes sociais do país. Os chavistas aproveitam o simbolismo deste 13 de abril e convocam seus seguidores a difundir mensagens com a hashtag #ParaSiempreHugoChávez.

Em 13 de abril de 2002, o golpe de Estado contra o ex-presidente começou a ser revertido, sobretudo, pela mobilização popular. No dia 14, Chávez foi oficialmente reconduzido ao posto de presidente da República.

O site Ola Bolivariana convocou os tuiteiros para, a partir das 12 horas (13:30 no horário de Brasília), a compartilhar “recordações, piadas, aprendizagens, desejos e reflexões” daqueles dias até hoje, quando “o povo mobilizado decidiu continuar com o rumo da Revolução Bolivariana”. 

Já os seguidores do principal candidato da oposição, Henrique Capriles Radonski, estão desde sexta-feira (12) difundido mensagens com a hashtag #CuandoGaneCapriles, chegando a alcançar as primeiras posições no ranking do Twitter.

17 horas atrás

A mídia golpista na Venezuela

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Marina Terra, no sítio Opera Mundi:

Eram cinco horas da manhã de 14 de abril de 2002. Hugo Chávez falava à nação pela primeira vez desde que, por meio da pressão popular e a lealdade de setores do Exército, foi resgatado da prisão após sofrer um golpe de Estado. Em seu discurso, houve um apelo especial, enfático, feito enquanto agarrava uma cruz entre as mãos. “Faço um chamado aos meios de comunicação. Por Deus! Reflitam, mas de uma vez por todas. Esse país também é de vocês (…)”.

Personagem ativa da derrubada da ordem democrática naqueles dias de abril de 2002, a mídia privada venezuelana ainda ocupa a maioria do espectro audiovisual e da imprensa 11 anos depois do golpe. E não se trata de um período qualquer da história da Venezuela. O aniversário do golpe de Estado contra Chávez acontece a pouco mais de um mês de sua morte e durante a disputa eleitoral para presidente, marcada para este domingo (14/04).

Segundo dados do Ministério da Comunicação da Venezuela, atualmente 60% do espectro televisivo aberto é explorado por empresas privadas. Em 1998, antes da eleição de Chávez, o número chegava a 80%. Nas rádios, as redes privadas são hegemônicas, o Estado só tem uma estação com alcance nacional e três estações em localidades estaduais. As empresas também são maioria na imprensa escrita, sendo mais de 80% do total de jornais.

“Antes da chegada de Chávez ao poder havia um acordo tácito entre as corporações da informação, que são porta-vozes do poder econômico, e o Estado”, afirma o jornalista venezuelano José Roberto Duque, que trabalhou no jornal El Nacional e é autor de livros consagrados no país. “O que acontece com Chávez [no poder]? A aliança entre o Estado e os consórcios de comunicação se rompe”, explica.

A partir daquele momento, começaram os ataques. “Em um cenário no qual o poder econômico entra em conflito com um Estado que alinha com as lutas populares e a reivindicação do povo, começa evidentemente uma guerra na qual a verdade é a primeira a morrer”, diz Duque.

Naquela época, as notícias começaram a ser deformadas a favor ou contra o projeto de Hugo Chávez. Enquanto alguns veículos preferiram simplesmente ignorar as declarações do governo, outros se empenharam em retratar o presidente como o líder de uma ditadura. É nessa ocasião também que o governo de Chávez cria seus meios de comunicação, “cujo discurso também começou a carecer de honestidade jornalística”, por produzir conteúdo que serve para defender ou elogiar o governo.

Em 2001, um conjunto de 49 leis habilitantes, que incluíam a lei de terras e hidrocarbonetos, detona o golpe, conforme analisa o jornalista Ernesto Villegas – atual ministro da Comunicação – em seu livro “Abril: Golpe Adentro”. Ali é estabelecida uma investida liderada pela Fedecámaras, entidade que reúne os empresários do país, e a mídia privada. Uma grande marcha foi convocada para 11 de abril em Caracas, propositalmente revertida para os arredores da sede do governo. No dia, o El Nacional estampava na manchete “A batalha final será em Miraflores”.

O resultado foi o “massacre de Ponte Llaguno”— nome de um viaduto próximo a Miraflores –, quando franco-atiradores dispararam contra a população, deixando 19 mortos e 70 feridos. Manipulando as imagens, rapidamente a Globovisión, um dos principais canais privados, responsabilizou o governo. Naquele dia, a Venevisión dividiu sua tela com, de um lado, imagens das micro-cadeias com a versão do governo sobre os acontecimentos, e do outro, mobilizações da oposição e atos de violência, em claro desrespeito às leis de comunicação do país.

À noite, Chávez foi detido por militares golpistas e em 12 de abril Pedro Carmona Estanga se autojuramentou como presidente da Venezuela, rasgando a Constituição e dissolvendo todos os poderes. Os meios de comunicação privados se ocuparam em legitimar o governo de facto, enquanto Chávez seguia preso.

De acordo com o livro Dias de Aluvião, editado por Federico Ruiz Tirado no ano passado, entre janeiro e abril de 2002, a distribuição de espaço na imprensa privada foi estatisticamente desequilibrada. Foram avaliados os jornais El Universal, El Nacional, Últimas Notícias, 2001 e Tal Cual. Cinquenta e cinco por cento da superfície redacional dava voz à oposição, enquanto 20% a Chávez e 16% ao governo.

Oitenta e cinco por cento dos termos negativos foram usados para qualificar o chavismo com frases como “comunistas” e “círculos violentos”. Os outros 15%, utilizados para adjetivar a oposição incluíam menções como “esquálidos”, “fascistas” e “golpistas”. Já os termos positivos formavam 70% das qualificações dos opositores, com termos como “povo pacífico” e “sociedade democrática”, enquanto do lado oficialista se lia “manifestantes” e “camaradas”.

Naqueles meses, 80% das primeiras páginas dos jornais falavam da oposição. Quanto ao tratamento gráfico dos líderes políticos, 38% era dedicado a Pedro Carmona Estanga, que se autonomeou presidente da Venezuela após o golpe de Estado, 37% ao líder opositor Carlos Ortega, e somente 25% a Chávez.

“Nos primeiros sete, oito anos de Chávez”, afirma Duque, se tornou impossível fazer jornalismo na Venezuela. “Todos tinham algo a dizer, contra ou a favor, mas ninguém quis fazer um jornalismo limpo, equilibrado, e isso se prolonga até hoje. É impossível fazer um exercício imparcial ou mais ou menos objetivo do jornalismo”, diz. Para ele, inexiste um compromisso com a credibilidade no país. “A quebra aconteceu em 2002”, salienta.

Hoje em dia, canais como a Globovisión, uma espécie de porta-voz da oposição, dizem ser perseguidos pelo governo, citando multas e acusações. Presidida por Guillermo Zuloaga, foragido da Justiça desde 2010, a Globovisión acumula processos judiciais, o mais recente por omitir em seus programas jornalísticos partes da Constituição ao noticiar o tema da posse de Chávez em 10 de janeiro desse ano.

Além disso, o caso RCTV (Radio Caracas de Televisão) segue sendo interpretado pela oposição como um violento atentado à liberdade de imprensa no país. Frequentemente campanhas pedem o retorno do canal, um dos mais populares na Venezuela até ser fechado, em 2007. Apesar de o governo dizer que na época decidiu utilizar o espectro ocupado pela RCTV para outra finalidade, para opositores essa decisão seria castigo pela participação da emissora no golpe contra Chávez em 2002.

Redes sociais

O apagão midiático ao qual a população venezuelana foi submetida naqueles dias de abril de 2002 aconteceu porque os principais meios eram controlados por opositores ao governo. Mas e se naquela época redes sociais como Twitter e Facebook – bastante populares na Venezuela – já existissem?

Segundo um estudo da consultoria espanhola IZO Innovation publicado em 2012, a Venezuela está em terceiro lugar no ranking mundial de penetração do Twitter e em sexto na América Latina em termos de horas conectadas por usuário por semana (20).

De acordo com a empresa de compilação de dados comScore, o país está em terceiro – atrás de Indonésia e Brasil – em penetração do Twitter entre usuários conectados, com 19% deles visitando o site diariamente. Ainda segundo a comScore, 86,9% dos usuários de internet venezuelanos possuem conta no Facebook, conforme dados de junho de 2011, quando a última pesquisa foi realizada.

Com o Twitter, o desenrolar do golpe na Venezuela poderia ter sido diferente, analisa Duque. “A surpresa talvez não tivesse sido tão dramática”. Para ele, porém, a internet e as redes sociais funcionam como uma ferramenta mais de um processo. “Não é uma trincheira para o ativismo. O espaço da política continua sendo as ruas.”

Ele usa como exemplo dessa reflexão um episódio emblemático que viveu em 12 de abril de 2002, quando formou parte da resistência popular nas ruas de Caracas. Logo após Carmona jurar como presidente, o jornalista estava na avenida Sucre, onde moradores construíram barricadas contra a polícia. Ninguém sabia o que havia acontecido com Chávez.

Até que um rapaz começou a distribuir alguns papeizinhos que diziam: “Hugo Chávez está sequestrado. Ele ainda é o presidente. Difundam”, conta Duque. “Eu estava com um amigo e pedi para que me desse vários, mas ele negou, porque tinha poucos. Depois seguiu compartilhando o que restava”, descreve. “Esse foi o Twitter daquele momento. Se ele existisse na época, esse homem teria feito o mesmo trabalho, mas de forma mais eficiente. Às vezes o importante não é a ferramenta tecnológica, mas a qualidade da mensagem passada”, diz.

17 horas atrás

O futuro da revolução bolivariana

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Editorial do jornal Brasil de Fato:

Mais uma batalha decisiva está sendo travada na luta dos povos latino-americanos contra o projeto neocolonialista do império estadunidense. No dia 14 de abril os venezuelanos vão às urnas para reafirmar o avanço da revolução bolivariana em curso. A Venezuela passa por um momento de politização avançada em que as classes sociais assumiram a tarefa de pautar o debate de projeto político e de sociedade. De fato, esse é um momento excepcional da história política de qualquer nação. 

Fazendo as devidas ressalvas, a grandeza da revolução bolivariana é comparável à epopeia heróica do povo chileno na década de 1970 ou mesmo com a revolução sandinista na Nicarágua que triunfou em 1979. A revolução bolivariana aprendeu muito com estas duas importantes experiências históricas. A via chilena de Allende descuidou-se do aspecto militar, e no momento em que a questão do poder foi colocada predominaram as forças conservadoras. Já na Nicarágua, o imperialismo articulou um cerco contrarevolucionário e jogou a disputa para a luta eleitoral num momento em que o povo nicaraguense passava por profundas dificuldades impostas pela contrarrevolução. 

Em resumo, o imperialismo canalizou o desgaste dos anos de guerra contrarrevolucionária na Nicarágua e transferiu o centro da luta de classes para a luta eleitoral, prometendo o fim da guerra. 

A derrota eleitoral em 1990 significou a interrupção do processo revolucionário e o retrocesso nas transformações estruturais. A lição disso tudo é que num processo revolucionário as forças populares devem estar preparadas tanto para o aspecto militar como para a dimensão institucional da luta de classes. 

A evolução da luta política na Venezuela demonstra que a revolução bolivariana está atenta para estes dois aspectos da luta de classes. Compreendem que a disputa pela hegemonia na sociedade está atrelada às mobilizações de massa e o fortalecimento da organização popular. 

A vitória do presidente Nicolás Maduro nas eleições presidenciais do dia 14 de abril consolidará a Venezuela como um polo avançado da luta anti-imperialista na América Latina. Além disso, lançará uma mensagem de esperança para os povos latino-americanos que buscam superar a situação de dependência econômica e de subdesenvolvimento. 

Sem dúvida, a concretização da vitória de Maduro acumulará forças para o avanço desse amplo movimento latino-americano que objetiva alcançar a integração regional pautada na soberania nacional, na integração dos povos e na superação das desigualdades sociais. 

A força popular demonstrada pela campanha de Maduro desmistifica o discurso da grande mídia, defensora dos interesses imperialistas, no qual o processo revolucionário dependia exclusivamente da condução política do comandante Hugo Chávez. 

Na verdade o que temos observado é a intensa mobilização popular e o fortalecimento dos setores democráticos e populares que buscam a concretização das reformas estruturais e do socialismo. Estes setores sairão fortalecidos do processo eleitoral com a vitória de Maduro. Mas é preciso ficar atento, pois as forças conservadoras e reacionárias latino-americanas farão de tudo para impedir a continuidade da revolução bolivariana. 

A sociedade Venezuelana tende a polarizar-se cada vez mais, sendo necessário uma força social capaz de impulsionar ainda mais as transformações em curso. O que está em jogo é alteração da correlação de forças em nível continental e, assim, elevar o patamar da luta de classes no continente. 

Nesse sentido reafirmamos a declaração do dirigente nacional do MST, João Pedro Stedile: “A batalha que enfrentamos não é apenas uma batalha da Venezuela. É uma batalha da América Latina, que está em disputa por dois projetos, o projeto da burguesia e dos Estados Unidos contra o projeto do povo latinoamericano”.

17 horas atrás

Fux é o maior problema da Justiça

por noreply@blogger.com (Miro)
 
http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br

Por Luis Nassif, em seu blog:

Com seus modos destrambelhados, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa tornou-se especialista em desmoralizar grandes bandeiras que levanta.

Esqueçam-se os modos para se analisar um dos temas que levantou: a promiscuidade entre Ministros do STF e grandes escritórios de advocacia.

O caso Sérgio Bermudes é exemplar. Seu escritório patrocina grandes ações contra o poder público e, ao mesmo tempo, emprega a filha de Luiz Fux, a esposa de Gilmar Mendes e o filho do desembargador Adilson Macabu, que trancou a Satiagraha. Agora, está oferecendo um mega regabofe para o mundo jurídico comemorar os 60 anos de idade de seu amigão, o próprio Fux.

Vamos a Fux e seu ultimo feito: a derrubada da PEC 62/2009 que instituiu regime especial para pagamentos de precatórios emitidos até aquela data.

Sabe-se que parte expressiva dos precatórios está em mãos de escritórios de advocacia, que adquiriram com enormes descontos de clientes que necessitavam de caixa e não tinham esperança de receber o pagamento em vida.

Com o voto decisivo da Fux, o STF votou pela procedência parcial das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4357 e 4425 contra a PEC, ajuizadas, respectivamente, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

A Emenda havia significado um enorme avanço para o tema.

Sabia-se ser impossível o pagamento imediato do passivo acumulado. Concordou-se então com o parcelamento por 15 anos e com garantias inéditas para os credores. Houve a vinculação de parte da Receita de cada ente para pagamento da dívida; e o instrumental jurídico contra futuros calotes: a possibilidade de sequestro da receita.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça), interpretando a Constituição, entendeu que a PEC definia um comprometimento da receita com precatórios que assegurava que, ao final de 15 anos, todos os precatórios seriam liquidados.

Mais que isso: com a previsibilidade instituída pela PEC, alguns governantes – como o prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin – já tinham acenado com a possibilidade de aumentar o percentual de receita vinculada para pagamento.

O Supremo liquidou com tudo. O padrão Fux de atuação

Fux comportou-se com a mesma leviandade com que atendeu a seu padrinho político, governador Sérgio Cabral, na questão dos royalties.

Na ocasião, para impedir que o Congresso derrubasse o veto da presidência da República à Lei, sem passar pela análise de mérito, Fux decidiu que o Congresso deveria analisar todos os vetos pela ordem cronológica. Paralisou os trabalhos legislativos. Questionado, alegou não ter tomado conhecimento, antecipadamente, das consequências de seu ato. Ora, não se trata de um juizado de pequenas causas, mas da mais alta corte do país.

Agora, repete a irresponsabilidade.

De um lado, reinstituiu uma das maiores jogadas dos precatórios – a correção da dívida por índices extremamente elevados, a propósito de dar isonomia com as correções que o Estado cobra dos seus devedores.

Por outro, paralisou o pagamento geral. Os diversos entes federados deixaram de pagar por impossibilidade de quitar à vista e pelo fim da ameaça de sequestro das receitas. Voltou-se à estaca zero.

Alertado pela OAB, Fux voltou atrás e decidiu suspender a medida para precatórios que vêm sendo pagos, mantendo-a para os novos. Um nonsense completo: a PEC questionada legislava apenas sobre os antigos.

O próprio Marco Aurélio de Mello, que tem um histórico de reação contra abusos do Estado, votou a favor da manutenção da PEC, com um voto que poderia modular eventuais abusos sem comprometer os avanços que ela consolidava. Ocorriam abusos com os leilões, que colocavam na frente os precatórios de quem oferecesse o maior desconto.

Agora, volta-se à estaca zero em relação aos precatórios. Um STF que não estuda seus casos

Da mesma maneira que no caso da Lei da Imprensa, o STF vota sem analisar consequências. Nos dois casos, Marco Aurélio de Mello alertou para os desdobramentos, para o vácuo jurídico que seria criado. 

Mas o lobby foi maior que o bom senso.

Seja qual for sua motivação, é evidente que, à luz do seu histórico nos episódios de indicação para Ministro, do seu contato estreito com grandes escritórios, Fux tornou-se um personagem sob suspeição.

O melhor favor que poderia receber seria o PT entrar com uma ação contra ele, a propósito do mensalão. Seria fornecer a blindagem de que ele necessita.

Fux não é problema do PT: é problema do sistema jurídico brasileiro.

17 horas atrás

Quem quer a alta dos juros?

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Antonio Martins, no sítio Outras Palavras:

Um assunto único domina, hoje (11/4), as manchetes dos jornais brasileiros mais vendidos. Folha, Globo e Estado destacam, em frases quase idênticas que a inflação anualizada subiu (para 6,59%) e “estourou a meta” fixada pelo Banco Central (BC). Em consequência, não restaria, ao próprio banco, outra alternativa exceto iniciar uma nova rodada de elevação da taxa básica de juros (Selic), já na próxima semana. A presidente Dilma Roussef, que se manifestou contra a alta, há poucos dias, teria sido vencida. A Folha chega até a prever o montante e o ritmo do ascenso: a Selic, hoje em 7,5% ao ano, passaria a 8,5%, após “quatro aumentos de 0,25 ponto percentual, até dezembro”.

Noam Chomsky cunhou certa vez o termo “fabricação de consensos” – provavelmente sem cogitar que alguém tentasse praticá-la de modo tão caricatural quanto a mídia brasileira. Há três abusos claros nas manchetes de hoje: a) a inflação não está mais em alta, nem deve ser reduzida a qualquer custo; b) elevar os juros não é receita eficaz para fazê-lo; c) por trás do suposto “remédio” esconde-se a luta da oligarquia financeira para capturar uma parcela ainda maior da riqueza coletiva. Os jornais, é claro, escondem esta tentativa.

Veja, ponto por ponto, como se manipulam os fatos.

1. Para constatar que a inflação não está subindo, mas em queda, há dois meses, basta mirar o gráfico abaixo, publicado sem destaque pelo Estado. A taxa, medida por um dos índices do IBGE (o IPCA) foi de 0,47% em março, ante 0,6% em fevereiro e 0,86% em janeiro. O índice anualizado só aumentou porque os 0,47% de agora substituíram, no cômputo de doze meses, uma taxa excepcionalmente baixa, registrada em março de 2012 – 0,21%. Tudo indica que, já em abril, a inflação anual recuará, sem necessidade de qualquer intervenção, para os patamares previstos pela “meta” do BC.

2. A mídia brasileira omite, mas há uma crítica internacional crescente à crença segundo deve-se perseguir a queda da inflação a qualquer custo. Pelo menos dois economistas premiados com o Nobel – Paul Krugman e Joseph Stiglitz – têm sugerido o contrário. Propõem que os Estados mantenham, nas próximas décadas, índices de inflação ligeiramente superiores aos atuais – como ocorreu, aliás, nos “anos gloriosos” do pós-II Guerra. Explicam que tal ambiente permitirá desvalorizar a riqueza financeira dos mais ricos, reduzir a dívida pública e, em consequência, promover políticas redistributivas. Estas, explica Stiglitz, estimulam a economia e a geração de empregos – porque a classe média e os pobres consomem uma parte expressiva de seus rendimentos, enquanto os super ricos entesouram quase tudo.

3. Ainda que a meta seja reduzir a inflação, elevar os juros é uma péssima forma de fazê-lo. Num post extremamente didático, publicado hoje, o jornalista Luís Nassif demonstra que o BC dispõe de instrumentos muito mais eficazes para segurar os preços. Tem total autonomia, por exemplo, para determinar uma redução dos prazos de financiamento ao consumidor. A mudança torna mais difícil adquirir bens, reduz o consumo e as pressões inflacionárias. Tome, por exemplo, uma geladeira de R$ 1.000, financiada em 24 meses, a uma taxa de 4% ao mês. Hoje, as prestações são de R$ 65,58. Com a redução do prazo para 18 meses, elas saltam para R$ 79,00. Já a alta da Selic eleva-as para… R$ 65,86. “Alguém deixaria de tomar financiamento por conta de um aumento de 28 centavos?”, pergunta Nassif.

4. Por fim, a questão central. Se a alta da taxa Selic é tão ineficaz, qual o motivo de tanta batalha em torno dela? É que os juros, embora não reduzam a inflação, são, por excelência, o meio pelo qual a oligarquia financeira extrai riqueza do conjunto da sociedade. Em 2012, o Estado brasileiro desviou, do total de impostos arrecadados, R$ 128 bilhões (ou 4,81% do PIB) para pagar juros – equivale a aproximadamente seis vezes o montante aplicado no Bolsa-Família. Mas, ao invés de beneficiar 13 milhões de famílias, os juros fluem, segundo cálculos do IPEA, para apenas 0,5% da população – a ínfima minoria que tem recursos para comprar títulos públicos ou seus derivados.

Ocorre que este setor havia se acostumado a ganhar muito mais, nos anos anteriores. Em 2011, foram R$ 151 bilhões; e no período FHC, a despesa com juros chegou a 9% do PIB. A redução da sangria foi alcançada precisamente graças à queda dos juros. A partir de julho de 2011, a presidente Dilma orientou o BC a retomar a trajetória de redução iniciada no governo Lula. As taxas, que são fixadas em reuniões do Conselho de Política Monetária (Copom) do banco, caíram de 12,5% ao ano para os 7,5% de hoje. Sucederam-se fatos extraordinários. Em 2012, por exemplo, os lucros de bancos como o Itaú e o Santander recuaram, ainda que muito levemente – depois de anos de recordes sucessivamente quebrados.

A oligarquia financeira jamais se conformou com a queda de juros. Não pode, evidentemente, expor suas razões. Mas tem muito poder, dinheiro e capacidade de “convencer” aliados importantes. Prepare seus olhos e ouvidos. Até a próxima reunião do Copom, você estará exposto a doses cavalares de propaganda ideológica – disfarçada na forma de “notícias” e previsões alarmantes dos “especialistas de mercado”. O governo e o Banco Central cederão? Esta é a pergunta que importa.

17 horas atrás

A inflação e a batalha dos 0,09%

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A turma que vive de rendas nem disfarça mais. Por uma diferença de 0,09% no índice de inflação, começou o que pode ser a batalha final para o Banco Central interromper uma política de juros baixos.

Claro que ninguém pode ter um ponto de vista fanático e achar que os juros nunca podem subir. Altas podem ser necessárias, em situações extremas. 

Mas é preciso avaliar a situação real. 

Um primeiro aviso aos navegantes: quanto vale 0,09% em alguma coisa? 

Economistas sérios sabem que todo dado de 0,0 alguma coisa é, em si, irrelevante. Não é sinal de nada. O problema é a tendência. 

Este é o verdadeiro aviso aos navegantes: a inflação tem uma tendência de queda. O índice de 6,59% de março é a soma de 12 meses. Mas, em março, a inflação foi menor que a de fevereiro. (Os números são 0,47% contra 0,60%, respectivamente). Outro dado. Os alimentos, responsáveis pelas altas recentes – sem eles, a inflação não passaria de 4,5% — estão em queda. 

Leia o que diz a nota analítica do Bradesco, hoje, após os números do IBGE: 

“O movimento de descompressão do grupo alimentação deve se manter nos próximos meses. Na mesma direção, os preços de vestuário recuaram de uma alta de 0,55% em fevereiro para 0,15% em março. No sentido contrário, houve elevação de 0,51% do grupo habitação, sucedendo a queda de 2,38% dos preços em fevereiro, por conta da dissipação do reajuste de energia elétrica. Os núcleos mostraram aceleração em 12 meses, ainda que, na margem, tenham desacelerado em relação ao mês anterior. O índice de difusão registrou recuo de 72,33% para 69,04% no último mês, devolvendo a alta observada em fevereiro. Os serviços vieram em linha com o esperado, registrando alta de 0,26% entre fevereiro e março, levando o crescimento acumulado em doze meses de 8,66% para 8,37%. Para o ano de 2013, continuamos com a expectativa de alta de 5,4% do IPCA.”

Ou seja. Para o Bradesco, o IPCA chegará abaixo da meta no fim do ano.

Mas a pressão continua. Por que? 

Porque não há um debate técnico sobre o assunto, como seria tão agradável acreditar. Há uma disputa política por renda — que pode se transformar num drible contra o governo Dilma. 

Derrotados em agosto de 2011, quando o Banco Central jogou os juros para baixo, nossos rentistas não se conformam. Possuem um exercito de analistas e consultores em militância permanente para a reabertura do cassino financeiro. 

Nos últimos meses, o grande empresariado obteve mais do que imaginava. O governo desonerou a folha de pagamentos. Baixou a conta de luz para consumidores e empresas. Abriu concessões generosas a iniciativa privada na área de infraestrutura. O saldo é um crescimento econômico, sob novas bases, em torno de 3% e 4%. Não é muito mas pode ser um bom começo. 

A questão central do processo é e sempre foi o juro baixo. O consumidor precisa dele para ir as compras. O empresário também conta com isso para novos investimentos. A certeza do dinheiro barato estimula o crescimento. A incerteza inspira a retirada, o medo. 

Não é preciso um aumento grande. Basta um movimento na direção aguardada. O impacto negativo será imenso e prolongado. 

Não se manipula com expectativas bilionárias impunemente, como num jogo de vídeo game. 

O problema é que imenso capital improdutivo brasileiro, aquele que é tão poderoso que tem tantas faces invisíveis – muitas só são reconhecidas quando autoridades aceitam bons empregos ao deixar o governo – não sabe viver de outra forma. Desfalcado de uma imensa receita assegurada no mercado financeiro, prepara a revanche. 

Está conseguindo colocar a inflação como ponto essencial da agenda. Quando isso acontece, o cidadão já sabe. A “defesa da moeda” é a senha cívica para menos empregos, menos crescimento, menos crédito e menos consumo. 

Do ponto de vista político, é uma armadilha para Dilma, que dentro de um ano e meio enfrentará as urnas onde vai buscar a reeleição. 

Do ponto de vista da sociedade brasileira, é um retrocesso a um modelo concentrador de renda. 

Do ponto de vista econômico, é um erro trágico e bisonho, que tem um antecedente mortífero. 

Em novembro de 2011, o BC brasileiro cedeu às pressões do rentismo e deu um salto para cima nos juros – jogando a economia, já em declínio em relação ao ano anterior, num mar de incertezas e desconfiança. Erro semelhante, no final de 2008, criou amarras desnecessárias no esforço para livrar o país da catástrofe que se iniciou em 2008. O país recuperou-se em 2010, mas pagou um sofrimento que poderia ter sido evitado. 
Ao explicar o colapso europeu dos últimos anos, o Premio Nobel Paul Krugmann vai direto ao ponto. Lembra que o Velho Mundo paga a conta de um Banco Central que fechava os olhos para o crescimento e tinha uma visão obsessiva pela redução da inflação. O resultado foi transformar a Europa num grande cemitério de empregos e esperanças. 

Não vamos nos enganar. O debate de 0,09% é político.

17 horas atrás

Ao perdedor, os tomates

por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa:

Os principais jornais de circulação nacional demonstram um entusiasmo quase triunfal pelas notícias sobre aumentos pontuais dos preços de certos gêneros alimentícios. Os índices anunciados no último mês realmente mostram um descompasso nos valores de alguns produtos, com especial destaque para o tomate, que se tornou até mesmo tema de anedotas nas redes sociais.

O movimento de alta produz sua consequência natural em qualquer economia: a queda nas vendas do varejo. A imprensa adora citar aquela frase famosa do estrategista do ex-presidente americano Bill Clinton, James Carville, anotada num quadro da sede da campanha eleitoral de 1992: “É a economia, estúpido”.

Na sexta-feira (12/04), porém, a reação natural dos consumidores faz os editores se esquecerem da lição contida na frase, justamente para fazer uso político de seu significado. O Globo e a Folha de S.Paulopareceram ter combinado. Com variação sutil, os dois diários anunciam em suas manchetes: “Alta de alimentos derrubavendas de supermercados”, disse a Folha; “Alta dos preços já derruba vendas em supermercados”, anunciou o Globo.

A análise da intencionalidade de uma frase, no caso das manchetes de jornais, virou brincadeira de criança, tamanha a falta de sutileza do texto jornalístico. Observem a leitora e o leitor, por exemplo, o uso do verbo “derrubar” em contexto que induz a certa dramaticidade, e, no caso do Globo, a inserção do advérbio “já”, de intensidade, que denota uma suposta antecipação da queda nas vendas do varejo, apresentada como fato incontornável.

O Estado de S.Paulo, que apesar dos pesares ainda preserva um texto mais elaborado, principalmente no noticiário econômico e no internacional, colocou o tema como anexo da manchete sobre custo da energia, mas repete o verbo impactante: “Alta de preços derruba vendas no varejo”.

O Valor Econômico, o principal jornal brasileiro de economia e negócios, posicionou o tema em contexto intermediário na primeira página, preferindo anunciar na manchete que o governo vai mudar regra de leilões no setor de energia. De qualquer modo, o jornal especializado faz uma abordagem mais serena da questão dos preços e, até por sua especialização, oferece uma leitura menos emocional dos fatos econômicos, anotando que a inflação deve desacelerar dos 0,47% em março para 0,45% em abril, caindo para 0,32% em maio.

A oferta e a procura

Por que, então, a histeria nos jornais chamados de genéricos, que compõem o “núcleo duro” da imprensa tradicional? Cada leitor dará uma sentença, conforme suas crenças e sua ideologia, mas podem-se fazer apostas baseadas na análise do discurso jornalístico.

Os três diários se concentram no fato de que houve uma retração anual nas vendas em fevereiro deste ano, comparando com o mesmo mês de 2012, mas destacam também a queda de 0,4% no comparativo mensal, entre janeiro e fevereiro deste ano, embora o bom jornalismo recomende evitar ponderações entre dados de contextos diferentes, que são influenciados por questões como sazonalidade, férias etc.

Seria aborrecido, complicado e inócuo fazer a releitura crítica de todos os textos, mas o leitor e a leitora atentos podem notar, em detalhes e no quadro geral, que a mídia tradicional parece festejar os números negativos da economia.

A imprensa brasileira, literalmente, “pisa no tomate”. Difícil é afirmar ou justificar suas razões. Mas há ocorrências que extrapolam até mesmo o senso básico, como no caso da pequena reportagem publicada pelo Estadão, na qual o repórter, a propósito de consolidar a ideia de uma carestia, apresenta o seguinte título: “Oferecer churrasco? Só para quem pode” – e segue uma tentativa de quantificar quão mais caro ficaria fazer um típico almoço brasileiro nestes tempos.

A reportagem, quase em tom de blague, começa afirmando que, “tirando a carne, que, em 12 meses, subiu 3,1%, bem menos que os 6,6% da inflação oficial…” e por aí vai. Ora, se o item predominante no churrasco é a carne, e o preço da carne subiu bem menos que a inflação, a reportagem morreu aí: na verdade, o churrasco está mais barato hoje do que no ano passado – os demais itens alinhados no texto, como o tomate, a farinha, o vinagre e outros ingredientes secundários, dos quais se usa pouca quantidade no churrasco, tiveram aumento de preços, mas seu peso no custo do almoço será relativo. Ou alguém pensou em fazer churrasco de tomate?

Pode-se, então, concluir que o interesse principal do conjunto noticioso, desde a manchete até essa reportagem, está viciado pela intenção de origem: apostar na deterioração da economia brasileira.

Aliás, a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) avisa que os preços de alimentos subiram no mês passado em todo o mundo, mais que o dobro do que no Brasil, por conta de problemas climáticos, mas a tendência é melhorar ao longo deste ano.

Além disso, é de se perguntar o que há de tão insólito: se as mudanças climáticas afetam a agricultura, ou se a indústria de agrotóxicos quer vender novas drogas, se não houve investimento, ou seja lá qual for a causa do aumento de preços do tomate, trata-se da velha lei da oferta e da procura. Numa sociedade saudável, a reação natural é essa mesmo: ficou caro, não se compra.

Cai-se, então, na tentação de repetir a frase que a imprensa adora: “É a economia, estúpido!”

Pena maior a menor infrator opõe Dilma e Alckmin

 
: Questão foi levantada pelo assassinato do estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos, morto por um adolescente de 17 anos na terça-feira; o infrator completa 18 anos nesta sexta, mas responde pelo crime como menor; governador de São Paulo, Geraldo Alckmin anunciou que vai encaminhar ao Congresso projeto de lei que propõe punição mais rígida a adolescentes envolvidos em casos graves de violência; “A gente é completamente contra”, avisou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho   
15 horas atrás

Uma visão sobre “O Olho Itinerante”

AMALGAMA por Daniel Kamykovas
 
"O olho itinerante", de Jorge Emil

“O olho itinerante”, de Jorge Emil

Terceiro livro publicado pelo ator e poeta mineiro Jorge Emil, O olho itinerante surpreendeu-me. O principal motivo da surpresa foi a estrutura da obra: pelo simples fato dela existir.

Livros de poesia contemporânea quase sempre são coletâneas de poemas, raramente possuindo algum tipo de coesão. Este, ao contrário, se compõe de nove partes (“cantos”?) semanticamente relacionadas com o olhar, o olho, a percepção do mundo e sua interpretação lírica. A lírica consiste na arte de separar do tempo o instante para, assim, buscar sua eternidade, com o perdão do uso deste termo grandiloquente.

Uma espécie de retrato, uma pintura, ou um instantâneo de Polaroid (foto de instagram? Bah!). Esta imagem diz muito mais do sujeito do que do objeto – tanto que o sujeito pode se confundir com o próprio objeto. É uma imagem que advém da, digamos, “alma”. E se de fato for boa, provocará uma reação no leitor – ainda que negativa. Um poema ruim é um poema que não provoca emoções.

Certamente, os poemas do Emil conseguiram algumas reações de minha parte. É o que basta para que eu possa respeitá-lo como poeta, como artista. Mas, sensibilidades variam e a poesia é o campo da subjetividade. Para saber se o caro leitor que ora me empresta sua atenção vai se identificar ou não, teria de ser vidente, e não me interesso por artes divinatórias.

Alguns poemas pra vocês:

PERGUNTAS APÓS O DILÚVIO

Cada um, ao deus-dará,
está preso por um nó
à sua casquinha de noz?
À deriva, bilhões de nozes?
São vozes de fugitivos
as borbulhas lá no fundo?
Quis o mundo estar a sós?
O mundo todo se inunda
só pra livrar-se de nós?

 

CONSTRUÇÃO DE PAISAGEM

O olho, amargo de quanto já viu,
ao ver o horizonte ser tão só sertão
– mais longo e largo do que imaginara – ,
para pra descansar. À beira de um lago
que suas próprias lágrimas criarão.

 

CORDA

Um quadro sem ritmo está condenado.
O que a frase persegue é andamento.
Cadência é não cair. Faço ideia
de que fosso surgiria não fosse
um fio: a melopéia me sustento

O autor é adepto do verso livre e branco: versos brancos cheios de aliterações, assonâncias, jogos de sons e de sentidos; e livres remetendo às redondilhas, nos versos mais curtos, e aos decassílabos e alexandrinos, nos mais longos. Os poemas são concisos, embora parte de uma estrutura, cada qual encerra seu próprio significado. Muitos são monostróficos, soando perfeitamente bem quando lidos de um fôlego só, passando uma ideia de urgência meditada. Aliás, é ritmo do autor. Não sendo moroso, também não é frenético. Caminha com firmeza, “moderato”, se me permitem o empréstimo de um termo musical, até porque muitos poemas são dotados de uma musicalidade evidente. E, atrevo-me, uma musicalidade mineira.

Entretanto, como não recebo jabá, não estou apaixonado pelo cara e tenho nojo dessa política de “brodagem” que impregna toda a produção cultural no Brasil, tenho que dizer inconveniências (ou inconfidências). O livro tem defeitos. Por vezes os recursos de linguagem não funcionam, não soam bem, remetendo-me a letras de um determinado tipo de rock/mpb que abomino. Um ou outro coloquialismo que não funciona, um desfecho infeliz, uma onomatopéia meio tonta. Comprometem a obra? Não! E garanto que todos os heróis literários dos leitores também cometeram seus erros. E sinceramente, gosto de formas fixas, que o autor não cultiva, pelo menos aqui. Mas, conforme anteriormente dito, há valor. Um grande valor.

Recomendo a todos que gostam de poesia brasileira, especialmente para aqueles que ficam lendo os velhos medalhões da geração de 45 em loop infinito, se esquecendo que o tempo passa, muita gente escreve e que poesia tem de ser viva. Ainda que, claro, só esse mesmo tempo vá dizer quem vai e quem fica. Mas é muito covarde ler – e gostar – apenas de quem a posteridade já lavrou sentença.

::: O olho itinerante :::
::: Jorge Emil :::
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15 horas atrás

Chorando por causa do comunismo

HARIOVALDO por Sílvio Caldas
 

 

http://www.youtube.com/watch?v=XjMNOouIb0k

 

Ao ver nossa pátria completamente dominada pelo comunismo só me resta o pranto convulsivo. Depois secar as lágrimas e tomar uma taça de Romanée-Conti…

19 horas atrás

STF pop star ameaça democracia

CIDADANIA por eduguim
 

 

As associações de magistrados que divulgaram notas de protesto contra o tratamento truculento, exibicionista, absurdo que lhes dispensou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na semana que finda, citaram um dos aspectos mais revoltantes da conduta do indivíduo que comanda o Poder Judiciário no Brasil: a “premeditação”.

Muitos talvez não tenham atentado para esse detalhe da cena que Barbosa protagonizou, pois a imprensa foi chamada por ele para acompanhar a sessão de humilhação a que submeteu juízes togados que, no mínimo, deveriam ter sido tratados com respeito, mas que foram pisados e depois escorraçados do gabinete dele.

Aí reside a “premeditação” a que aludiram as associações de magistrados vitimadas por Barbosa: a intenção de usar seus colegas de magistratura para se promover como o grande cruzado da moralidade nacional.

Se Barbosa fosse o único naquela Corte a se comportar dessa forma, não seria nada. Contudo, à exceção dos ministros Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Tóffoli, todos os outros membros do Supremo oriundos do período em que foi encenado julgamento da Ação Penal 470, vulgo julgamento do mensalão, tornaram-se pop stars a convite da grande mídia.

Ressalte-se que Dias Tóffoli não está livre de críticas, pois, apesar de não ter sido transformado pela mídia em pop star, deixou-se intimidar por ela e, de forma pusilânime, condenou sem provas o deputado José Genoino.

De resto, os outros ministros todos se transformaram em estrelas de um “show judiciário”.

Aliás, o comportamento adolescente de Luiz Fux, por exemplo, na festa de posse do novo ministro do Supremo, ano passado, quando tomou uma guitarra e desatou em cantoria, assumindo, sem um mínimo de pudor, o papel de pop star, tornou-se emblemático.

Um colegiado que é também a instância máxima do Poder Judiciário brasileiro deveria se pautar pela sobriedade. Juiz não deveria ser notícia, não deveria posar para as câmeras, não deveria falar fora dos autos, de forma a inspirar confiança nos seus jurisdicionados, no conjunto da sociedade.

Um juiz confiável, no que tange sua capacidade de promover justiça, deve ter o comportamento de um sacerdote. Juízes que dão shows e que acompanham o que acreditam ser o “clamor da sociedade” não passam de enganadores, pois não desempenham a nobre função que lhes foi confiada.

Quem não se lembra das entrevistas à Globo da ministra Carmem Lúcia durante as eleições do ano passado, quando comandou a Justiça Eleitoral? Nunca tinha visto antes uma midiatização do TSE como aquela.

Os membros do STF tornaram-se habitués da mídia, dando declarações sobre tudo, até sobre política, como o ministro Marco Aurélio Mello, que chegou a justificar a ditadura militar criminosa que fustigou o Brasil dizendo-a “um mal necessário”.

Ou seja: um membro da cúpula da Justiça brasileira justificou uma das maiores injustiças que este país já viveu. É pouco ou quer mais, leitor?

Urge que a sociedade se levante através de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, as associações da magistratura, os Poderes Legislativo e Executivo, os movimentos sociais, pois precisamos parar de brincar com a Justiça, pois a ela todos estamos submetidos, inclusive os patetas que se deleitam com juízes dando showzinhos como os de Barbosa e Fux.

19 horas atrás

Decisão em Caracas

SUJO por Esquerdopata
 
Mauro Santayana

Interessa-nos, sim, e muito, o resultado das eleições venezuelanas do próximo domingo. Sendo assim, convêm-nos examinar o quadro sem as lunetas da paixão ideológica. Se o opositor Capriles, por essa ou aquela razão, desmentir o favoritismo de Maduro, e ganhar o pleito, não terá como inverter o curso histórico do país. 
Ainda que, nesse caso, seja possível uma guinada à direita, ela não ocorreria logo. A menos que se desse depois de sangrenta guerra civil. A História, antiga e contemporânea, nos ensina que, havendo imperialismo, guerras civis surgem por todo lado. Uma guerra civil, no entanto, pode levar anos e desorganizar a economia. E pode, até mesmo, favorecer o lado aparentemente mais fraco. 
O mais importante legado de Chávez não está em sua política distributiva, mas, sim, no que ela representou na alma do povo venezuelano. Os venezuelanos pobres são a imensa maioria do povo. Eles assumiram a consciência da dignidade como um bem coletivo, e não parecem dispostos a renunciar a esse sentimento. 
O militar, sendo mestiço, soube falar com a emoção ameríndia. Ele disse aos indígenas, e aos mestiços como ele, que a Venezuela é um bem comum de seu povo, e não colônia estrangeira. Seu discurso sempre foi autêntico.  
Seu opositor, Henrique Capriles Radonski, continua a ser visto como multimilionário,  venezuelano de primeira geração, de origem européia – distante da visão universal do povo. 
Em  tática eleitoral conhecida, tenta agora linguagem menos agressiva, na tentativa de angariar votos entre aqueles chavistas que preferiam outro candidato em lugar de Maduro. 
O sucessor de Chávez tem cometido erros primários, ao tentar, sem o mesmo carisma, a sintaxe emotiva do ex-presidente. Isso pode inspirar a cunha oposicionista e beneficiá-la, mas de forma marginal.  
Ao Brasil, como país, não interessa mudar a sua postura diante de Caracas, mesmo no caso em que a oposição vença. As nossas relações comerciais devem ser mantidas. Temos  imenso saldo na balança comercial e os nossos empresários que, em natural pragmatismo, não participavam do coro dos meios de comunicação contra o chefe de Estado da Venezuela, não querem perder os bons negócios que se iniciaram ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, e se ampliaram na administração de Lula e Dilma.  
Se não nos interessa mudar a postura nas relações com a Venezuela, no caso de eventual vitória da direita, com Capriles, é natural que essa hipótese nos preocupe, tendo em vista os nossos interesses continentais. 
Derrotada a esquerda, o governo de Caracas se alinhará aos Estados Unidos, e buscará, ali, as importações de que necessita, deslocando-nos do importante mercado. 
Além disso, as organizações regionais de que participamos, como o Mercosul e a Unasul, serão erodidas, pela ação direta de Washington. 
Capriles, o candidato oposicionista, como se sabe, não é judeu ortodoxo. Converteu-se ao catolicismo e foi ativo militante do ramo venezuelano da nossa famigerada TFP, em seus anos mais jovens. Há notícias de que pertence também à Opus dei. 
Todas essas razões convocam a nossa atenção para o pleito de domingo. 

11 de Abril de 2013 20:52

Eleições 2014? Dilma diz que Brasil “respeita a diversidade e é contra a discriminação” e Senador Aécio Neves diz ser contra Marco Feliciano e a favor do casamento gay

MUZA por noreply@blogger.com (Valmique)
 
 
As eleições para a presidência da república no Brasil é apenas no próximo ano, mas, obviamente, a campanha política, de uma forma ou de outra, já começou.  E pelo visto, o público LGBT do Brasil pode estar, ou não, no interesse dos principais candidatos: 
Apesar das óbvias razões políticas, é de se estranhar que a presidenta Dilma Roussef não tenha se pronunciado, ainda, sobre o deputado pastor Marco Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Além disso, também tivemos a visibilidade das declarações de Joelma da banda Calypso e a revelação de Daniela Mercury viver um relacionamento com outra mulher…   
…. mas fato é que, na últma sexta-feira, em seu discurso na inauturação da Arena Fonte Nova, em Salvador, Dilma, sutilmente, abordou a diversidade em suas falas. A presidenta disse: 
“Eu quero dizer para vocês que o Brasil é um país, hoje, com uma democracia consolidada. Uma democracia que respeita a diversidade, que é contra a discriminação” 
“Um país que sabe que é capaz de lutar pela superação da pobreza tem de lutar pela superação de todas as formas de discriminação” 
“Eu sempre destaco, quando me refiro à discriminação, a questão do acesso das populações marginalizadas, o problema das cotas raciais e sociais às universidades. Queria dizer que este país só é respeitado no cenário internacional porque ele se respeita e, por isso, talvez sejamos o país que melhor utilizou o crescimento econômico para elevar o padrão de vida de sua população.” 
Infelizmente é aquém do que realmente queremos ouvir da presidente, principalmente quando pensamos em presidentes como Barack Obama, que, por exemplo, divulgou a imagem abaixo em suas redes sociais recentemente, enquanto a corte dos Estados Unidos debatia a legalidade do casamento gay no país. 
Será que ela falará algo mais consistente? Mas como dizem… “é o que tem pra hoje”. 
 

Na oposição, literalmente,  o senador Aécio Neves (PSDB/MG), forte candidato à presidência do país pelo partido, concedeu entrevista à Folha de São Paulo, publicada no último domingo, e respondeu diretamente sobre dois assuntos que nos  interessa:  a polêmica sobreo deputado pastor Marco Feliciano e a legalização do casamento gay.Abaixo, o trecho: 
O que você acha da polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP), na Comissão de Direitos Humanos da Câmara? Eu acho que deixaram isso ir longe demais. Ele mostrou ser um sujeito totalmente despreparado, independentemente de suas convicções. Ele está fazendo um grande marketing pessoal, as pessoas não compreenderam isso ainda. Criaram um problema que agora vão ter de desatar. 
É a favor da união civil gay? Eu já me manifestei mais de uma vez. Sou a favor. É a realidade do mundo moderno, ninguém é contra a realidade do mundo. Isso já foi. Respeito quem tem posição divergente, lamento apenas que a pauta da Câmara esteja concentrada nisso. 
Pois bem, fiquemos atentos… não só aos candidatos à presidência, como os demais. Ou seja, 2014 não vai ser (mesmo) só Copa do Mundo! 😉 

11 de Abril de 2013 18:56

Beijo gay pode acontecer em “A Grande Família”

MUZA por noreply@blogger.com (Valmique)
 
 
A nova temporada do seriado “A Grande Famíilia”, exibido pela Rede Globo, promete exibir o primeiro beijo gay masculino da TV aberta. Segundo o diretor geral da série, Luís Felipe Sá, Tuco (Lúcio Mauro Filho) vai ser convidado para fazer um filme, cujo roteiro prevê um beijo em outro ator (Thiago Lacerda).

Porém, caberá a Tuco aceitar ou não. Mas ao que tudo indica e pelo suspense deixado no ar pelo diretor, o beijo gay vai mesmo rolar. Apesar de alguns episódios da nova temporada já terem sido gravados, este ainda não foi. Aguardemos!

11 de Abril de 2013 11:22

Uruguai legaliza casamento gay! É o segundo país da América Latina.

MUZA por noreply@blogger.com (Valmique)
 
 
Como divulgamos aqui no Muza, na última semana, o senado do Uruguai havia aprovado a a lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Porém, o projeto ainda precisava ser submetido à votação na Câmara dos Deputados e, assim, a previsão era que no final de abril ou início de maio o casamento gay fosse aprovado e legalizado no país, mas… não foi preciso esperar tanto! 
Ontem, quarta-feira, 10 de abril, o Uruguai se tornou  segundo país latino-americano a tornar lei a união entre pessoas do mesmo sexo. O primeiro país, como já sabem, foi a Argentina.  
Como esperado, a Câmara referendou o projeto “matrimônio igualitário”. A lei, agora, afirma que o ‘matrimônio civil é a união permanente de duas pessoas de distinto ou igual sexo’.Gritos de “Liberdade, Liberdade” gritou uma multidão nas galerias, conforme informou o site G1.  
A partir da vigência da lei, no prazo de 90 dias, a idade mínima para contrair matrimônio será de 16 anos. Atualmente, é de 12 anos para mulheres e de 14 anos para os homens. 
E se você acha que o Uruguai começou por aí, você está, felizmente, enganado. Nos últimos anos o país vizinho do Brasil legalizou a união civil de homossexuais, a adoção de crianças por parte de casais do mesmo sexo, a mudança de nome e de sexo na identidade e o ingresso de homossexuais nas Forças Armadas.  
Infelizmente, neste caso, o jardim do vizinho é mais bonito! Chupa Brasil! 😉  
Com informações do G1 e site Terra
10 de Abril de 2013 17:44

Reality show com e sobre gays mais velhos? Sim! Conheça “Golden Gays”

MUZA por noreply@blogger.com (Valmique)
 
 
 
Golden Gays: um reality show só com homossexuais beeeeeem mais velhos. É isso mesmo! Uma TV canadense, Slice, resolveu inovar ao criar um reality show que mostra o dia a dia de um grupo de idosos da terceira idade em Palm Springs, Califórnia. 
Os participantes têm perfis bem diferentes. Tem ursos, lésbicas ladies, amantes de couro, butches, entre outros. Mas ambos chutaram a porta do armário ainda nos anos 1970 e, por isso, precisaram ser bem ousados e corajosos para tomarem tal atitude naquela época. E agora, eles querem só colher os frutos de uma vida já ganha. E sabe como? Farreando! 
A primeira temporada de “Golden Gays” conta com 13 episódios e estreou no fim de março. Veja abaixo um vídeo do programa. 

 
 

 

10 de Abril de 2013 11:07

Saiba como declarar seu parceiro (a) como dependente no Imposto de Renda

MUZA por noreply@blogger.com (Valmique)
 
 
Desde 2011, a Receita Federal passou a permitir que casais homossexuais incluam seus parceiros como dependentes na declaração do imposto de renda. Mas para que a declaração seja aceita, o casal deve comprovar união estável homoafetiva por acordo judicial ou contrato feito em cartório. Contudo, o dependente precisa ter renda inferior ao teto de isenção do Imposto de Renda, que em 2013 é de R$ 24.556,65. 
Fiquem atentos aos prazos para não caírem na malha fina. A declaração de 2013 será recebida até o dia 30 de abril e a multa mínima para quem não entregar no prazo é de R$ 165,74. Há duas formas de enviar o documento: pela internet, por meio da utilização do programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), ou via disquete, nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, durante o seu horário de expediente. 
Assim como nas declarações conjuntas de casais heterossexuais, nas de casais gays também é possível deduzir despesas médicas, com educação e doações do companheiro. O valor para desconto por dependente legal é de R$ 1.974, 72. 
Com informações do IG Economia

Fux pode ter alguma serventia

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Cadu Amaral, em seu blog:

Desde sua infeliz entrevista à Folha de S. Paulo, logo após o julgamento da AP 470, em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, provou por A mais B que não tem envergadura para estar ali. “Mato no peito” foi como ele tentou “comprar” sua indicação. Articulações políticas para indicações desse tipo existem e por si só não são um problema, desde que os indicados tenham condições para exercer as funções designadas para além de formação técnica. A forma de escolha dos membros da maior corte do país também está equivocada.

Em recente artigo publicado em CartaCapital, Fábio Konder Comparato, doutor em Direito pela Sorbonne e professor titular aposentado da Universidade de São Paulo (USP), defende que o Supremo se torne uma Corte Constitucional. “Ela seria composta de 15 ministros, nomeados pelo presidente do Congresso Nacional, após aprovação de seus nomes pela maioria absoluta dos integrantes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a partir de listas tríplices de candidatos oriundos da magistratura, do Ministério Público e da advocacia. Tais listas seriam elaboradas, respectivamente, pelo Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil”.

“A competência da Corte Constitucional seria limitada às causas que dissessem respeito diretamente à interpretação e aplicação da Constituição, transferindo-se todas as demais à competência do Superior Tribunal de Justiça”, segue.

Todas as demais competências seriam do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que teria seu tamanho modificado. “Esse último passaria a ter uma composição semelhante à da Corte Constitucional, mas contaria doravante com um mínimo de 60 ministros; ou seja, quase o dobro do fixado atualmente na Constituição”, explica Comparato. Leia artigo completo aqui

Fux a cada exposição pública mostra que não tem condições de estar ali. O nítido favorecimento em ações que favoreçam Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, onde sua filha que se tornar desembargadora. Ou mesmo o fato do dono de um grande escritório de advocacia, também no RJ, lhe pagar uma festa de arromba em comemoração ao seu aniversário de 60 anos. Isso é um presente, ou não?

Servidores públicos só podem receber presentes, quando originários de relações da função, até o valor de R$ 100,00. Quanto vai custar essa festa? Sergio Bermudes, dono da festa e do escritório, que por coincidência do alinhamento de Júpiter com Saturno, trabalha a filha do ministro que quer ser desembargadora.

Infelizmente Fux é membro de um Tribunal onde o presidente, Joaquim Barbosa, tem a certeza de ser o dono do país. Está dando espectro de divindade à palavra Supremo do Supremo Tribunal Federal.

A questão não são os nomes X ou Y na composição do STF, mas como são escolhidos os ministros, independente dos governos, só o fato de a função ser vitalícia já é um problema. Ninguém pode ter a “caneta” não mão por toda vida, ainda mais sem passar pelo crivo popular. Pelo menos Fux poderia servir para alguma coisa: repensar o Poder Judiciário.

Mensalão: Em outro momento da petição, os advogados fizeram uma conta irônica à presidência do STF. “Parafraseando o bom humor de um ministro dessa Corte, poderíamos dizer que nem locutor de jóquei seria capaz de ler tão rapidamente milhares de páginas desse texto de tamanho monstruoso. Trabalhando 24 horas por dia, nos cinco dias do prazo, talvez, alcançasse a prodigiosa velocidade de 83 páginas por hora de locução. Embora tenha muito de aleatório, o processo judicial não é uma corrida de cavalos.”

por Helio Borba
 

Advogados do mensalão entram com agravo indignado no STF

Valor Em tom de indignação, nove advogados de condenados no julgamento do mensalão entraram com novo agravo no STF (Supremo Tribunal Federal) para que o presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, libere os votos por escrito com antecedência de modo a eles terem mais tempo para produzir os recursos contra a sentença.

“Deixemos de lado o que não é essencial, ao registrarmos as razões jurídicas de nosso inconformismo”, diz a petição assinada por Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Celso Vilardi, José Luís de Oliveira Lima, Alberto Zacharias Toron, Luiz Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Junior e Maíra Beauchamp Salomi.

“Os agravantes não postulam ‘contra legem’ (contra a lei) a dilação do prazo recursal”, continuam. “Pedem apenas que o texto excepcionalmente longo do acórdão esteja disponível em tempo razoável anterior à publicação. Nada mais.”
Barbosa já negou recursos anteriores em que advogados dos condenados pedem a dilação do prazo de cinco dias que eles vão ter para contestar a sentença do mensalão. Esse prazo vai começar a ser contado assim que a decisão for publicada no “Diário da Justiça”, o que deve acontecer na semana que vem. O ministro também indeferiu pedidos para a obtenção de cópia dos votos por escrito. Ele justificou que as sessões foram publicadas e transmitidas pela TV Justiça.

“O acórdão é ato judicial revestido de forma escrita”, dizem os advogados citando o artigo 164 do Código de Processo Civil. “Não pode ser substituído por vídeo das sessões de julgamento.”

Em seguida, alegam que os embargos de declaração –um dos tipos de recurso que devem ser propostos no STF– “cabem para aperfeiçoar um texto, não a transmissão televisiva”. “Com o perdão da banalidade, a linguagem audiovisual difere da escrita”, diferencia a petição, ressaltando que a “segurança jurídica” está na segunda forma de linguagem.

Os advogados argumentam ainda que alguns votos “sequer foram lidos”, pois, em várias ocasiões, ministros juntaram algumas conclusões aos autos, sem explicitá-las no plenário. “O errado do direito deve ser remediado por meio do provimento desse agravo regimental. Insistimos que não é juridicamente possível preparar recursos com base em gravações de vídeos.”

Em diversos momentos, os advogados mostraram indignação ao redigir lições básicas de direito, endereçando-as ao presidente do STF, como se ele não as conhecesse. “Os direitos fundamentais expressam valores muito sérios”, diz outro trecho da petição. “A colaboração do advogado é indispensável à administração da Justiça”, afirma. “Suprimir deliberadamente tempo útil da defesa é uma perversão do conteúdo substantivo do devido processo legal”, continua o texto. “Ninguém pode ser condenado sem um processo justo.”

Em outro momento da petição, os advogados fizeram uma conta irônica à presidência do STF. “Parafraseando o bom humor de um ministro dessa Corte, poderíamos dizer que nem locutor de jóquei seria capaz de ler tão rapidamente milhares de páginas desse texto de tamanho monstruoso. Trabalhando 24 horas por dia, nos cinco dias do prazo, talvez, alcançasse a prodigiosa velocidade de 83 páginas por hora de locução. Embora tenha muito de aleatório, o processo judicial não é uma corrida de cavalos.”

Ao fim da petição, eles pedem que o agravo seja levado ao plenário da Corte para ser julgado por todos os ministros, e não por Barbosa isoladamente.

O dono da Louis Vuitton decidiu continuar a ser francês

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

O dono da Louis Vuitton decidiu continuar a ser francês

PAULO NOGUEIRA 11 DE ABRIL DE 2013 12 Bernard Arnault anuncia que desistiu de virar belga para fugir dos impostos na França.  Arnault 
Some, rico imbecil! A manchete de hoje do jornal francês Libération reverberou por toda a Europa, em setembro passado. O alvo foi o homem mais rico do país, Bernard Arnault, dono de um império que inclui marcas como a Louis Vuitton. A raiva do Libération, e de milhões de franceses que o chamaram de parasita e outras coisas do gênero, derivou da informação de que Arnault estava pedindo cidadania belga no exato instante em que o presidente François Hollande fez o que tinha prometido fazer para reduzir a iniquidade social no país e melhorar as contas públicas: aumentar temporariamente os impostos de quem ganha acima de 1 milhāo de euros por ano. Pois Arnault decidiu não sumir. Ele anunciou esta semana que desistiu do refúgio belga. A repercussão negativa o fez suspeitar que a imagem de suas marcas pudesse ser prejudicada com seu gesto nada patriótico. Entendo o Libération. Você não constrói, ou reconstrói, um país com pessoas que colocam seus interesses pessoais acima de tudo. Ao contrário. Você descontrói. Os Estados Unidos são uma demonstração pungente disso. A florescente Escandinávia, onde o interesse público vem na frente do interesse privado, estaria em pedaços se seus empresários e milionários tivessem a têmpera de Bernard Arnault. Não. Lá se criou um consenso segundo o qual impostos elevados são a contribuição indispensável de corporações e ricos para a manutenção de uma sociedade avançadíssima. Há, nos países economicamente mais encrencados do ocidente, uma enorme confusão no quesito taxação. Pouco antes das eleições francesas, o premiê britânico David Cameron disse, sorrindo, que estenderia um tapete vermelho aos empreendedores locais que desejassem escapar de Hollande. Cameron mal pusera ponto final em sua frase quando seu governo anunciou a intenção de combater severamente a chamada evasão legalizada – e amoral – de impostos. Um comediante célebre foi exposto ao desprezo e escárnio da opinião pública quando se soube que ele usara um truque para pagar um imposto irrisório. O próprio Cameron o repreendeu. É hora de trazer transparência à discussão de impostos também no Brasil. Não há nada mais importante, neste campo, do que construir um consenso como fez a Escandinávia. Durante muitos anos, o assim chamado Custo Brasil – tão propagado pela mídia – não serviu senão para encobrir a inépcia administrativa de empresas protegidas durante décadas por reserva de mercado e depois expostas à competição. Quanto grandes empresas nacionais se adestraram na arte do planejamento fiscal  pode ser avaliado pa informação recentemente veiculada pela seção Radar da Veja segundo a qual a Receita está cobrando na Justiça as Organizações Globo por uma dívida multibilionária. Dilma não tem o direito de ser ingênua aí. Que ela se inspire nos escandinavos. A complacência fiscal — da qual se beneficiam os poderosos, porque os assalariados não têm o que fazer — é a receita da iniquidade social e da ruína econômica de um país. ^Topo TAGS » Bernard ArnaultdcmFrançois HollandeImpostos devidos pela GloboLouis Vuitton Postado em » Economia 

Sobre o autor: Paulo NogueiraVeja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

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21 minutos atrás

A verdadeira história da arca de Noé

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

A verdadeira história da arca de Noé

KIKO NOGUEIRA 11 DE ABRIL DE 2013 0  ^Topo TAGS » arca de noéhumorPorta dos Fundos Postado em » Video do dia 

Sobre o autor: Kiko NogueiraVeja todos os posts do autor Kiko Nogueira

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas. 
Twitter –

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24 minutos atrás

Ministra Helena Chagas é chamada a explicar apoio maciço à mídia conservadora

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Charge do Bessinha

por Nogueira Junior 
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Ministra Helena Chagas é chamada a explicar apoio maciço à mídia conservadora

por Nogueira Junior

Helena Chagas é a secretária de Comunicação Social da Presidência da República

Correio do Brasil   “A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, recebeu na manhã desta quinta-feira o requerimento do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), protocolado na véspera, junto ao Gabinete da Liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, para que ela explique aos parlamentares petistas os critérios utilizados para o direcionamento da mídia publicitária do Governo Federal. No documento, Pimenta solicita a realização de um seminário, em data a ser definida, sobre a Democratização dos Meios de Comunicação no Brasil e que, além da ministra Helena Chagas, também sejam convidados representantes de blogueiros, das rádios comunitárias, além de representante das mídias regionais do Brasil.

– Quero levar para dentro da bancada do PT este debate. Já estamos há mais de 10 anos com Governos populares neste país, com o presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) e agora com a presidenta Dilma (Rousseff), mas em praticamente nada se alterou a concentração das verbas publicitárias do Governo Federal para os grandes meios de comunicação, em detrimento de uma política de afirmação de uma mídia regional e de formas alternativas de informação – criticou Pimenta.” Matéria Completa, ::AQUI::   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  8 horas atrás

Bermudes ao 247: “Pago do meu bolso a festa do Fux”

por Nogueira Junior 
Advogado carioca Sergio Bermudes, que oferecerá festa para centenas de convidados no aniversário de 60 anos de Luiz Fux, e também emprega em seu escritório sua filha Mariana, rechaça a insinuação de que tenha alguma relação privilegiada com o ministro do Supremo Tribunal Federal; sobre a afirmação de Joaquim Barbosa sobre “conluio” entre advogados e juízes, ele foi enfático: “é mais uma das leviandades do ministro Barbosa”; ele afirma que, apesar da festa, Fux terá “total isenção” para votar em causas do seu escritório no STF
Brasil 247
Recentemente, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, afirmou, numa reunião do Conselho Nacional de Justiça, que um dos grandes problemas do Judiciário é o “conluio” entre advogados e juízes. Segundo Barbosa, haveria relações promíscuas entre membros da comunidade forense, contaminando a lisura de decisões judiciais.
Hoje, em sua coluna na Folha de S. Paulo, a jornalista Mônica Bergamo, dá uma nota sobre algo que Barbosa chamaria de “conluio” se o personagem envolvido não fosse o ministro Luiz Fux, um dos seus principais aliados no julgamento da Ação Penal 470, do chamado mensalão. Segundo Mônica Bergamo, o advogado Sergio Bermudes, que emprega em seu escritório Mariana Fux, filha de Luiz Fux e candidata a uma vaga de desembargadora, oferecerá uma festa para mais de 200 convidados em sua residência no próximo dia 26, data do aniversário de 60 anos do ministro. Entre os convidados, estão o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.” Matéria Completa, ::AQUI::   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 horas atrás

O colar de tomates de Ana Maria Braga

por Nogueira Junior 
Altamiro Borges, Blog do Miro
“A desavergonhada campanha da TV Globo pelo aumento da taxa de juros ganhou ontem uma nova adesão. A apresentadora Ana Maria Braga, a mesma que protagonizou em 2007 o movimento direitista “Cansei” pelo impeachment de Lula, apareceu no seu programa matinal “Mais você” vestindo um colar de tomates. Patética, ela ironizou que o produto é “uma joia”, seguindo a linha de ataque da poderosa emissora ao novo perigo vermelho que ameaça descontrolar a inflação e jogar o país no caos completo.
A pressão da mídia rentista pela alta dos juros é implacável. Ela tem como alvo imediato a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para 16 e 17 de abril. Os bancos privados, com seus bilionários anúncios publicitários nos jornais, revistas, rádios e tevês, devem estar gratos pelo empenho. Neste bombardeio são acionados alguns jornalistas e “analistas de mercado” – nome fictício dos porta-vozes dos agiotas do capital financeiro. E agora também entrou em campo a eterna “cansada”.
O irônico é que no mesmo dia em que Ana Maria Braga usou o seu ridículo colar de tomates, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) informou que o preço do produto sofreu uma queda no preço de 43%. Segundo Mauro Zafalon, do UOL, “pisoteado nas últimas semanas, o tomate deverá ser esquecido a partir de agora. A oferta melhora, e os preços começam a voltar ao normal… O tomate viveu nos últimos meses um período de incertezas agrícolas, muito comum a vários produtos do setor”.
A notícia confirma o que muitos já desconfiavam. A mídia rentista aproveitou a alta sazonal do preço do tomate para fazer terrorismo pelo aumento dos juros. Até a colunista Miriam Leitão, uma arqui-inimiga do governo Dilma, reconheceu ontem no próprio O Globo que o recente aumento da inflação é um fenômeno momentâneo. Da próxima vez que for usar o seu programa numa concessão pública de radiodifusão para fazer política, ao invés do colar de tomates Ana Maria Braga poderia pendurar umas melancias no pescoço!”   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 horas atrás

PV e PPS acabam com o bloco partidário na Câmara dos Deputados

por Nogueira Junior 
Iolando Lourenço, Agência Brasil
“O bloco partidário formado pelo PV e pelo PPS na Câmara, em 31 de janeiro de 2011, foi desfeito hoje (11), de comum acordo entre os líderes dos dois partidos, deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Sarney Filho (PV-MA). A decisão dos dois líderes já foi comunicada à Mesa Diretora da Casa. Com o bloco parlamentar, os partidos conseguiam maior espaço na formação das comissões técnicas da Câmara.
O PPS tem 11 deputados federais e o PV, 10. Os dois juntos tinham uma bancada de 21 deputados e, com isso, tiveram direito a escolher a presidência de uma comissão técnica, a do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que é presidida pelo deputado Penna (PV-SP). O primeiro vice-presidente é o deputado Sarney Filho e o segundo é o deputado do PPS Arnaldo Jordy (PA). 
Ao desfazer o bloco, o deputado Rubens Bueno disse que tanto o PPS como o PV têm  projetos próprios para as eleições do ano que vem e que não haviam justificativa de continuarem juntos em bloco partidário.  “O PV está em busca de candidatura própria a presidente e o PPS também trabalha com seu projeto oposicionista para disputar o Planalto. Achamos melhor cada partido tocar o seu projeto de forma independente, buscando maior visibilidade e construindo projetos para 2014”,  disse o deputado Rubens Bueno.” 

26 minutos atrás

Brasil tem nova chance de relação especial com EUA

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Brasil tem nova chance de relação especial com EUA

: Encontro costurado entre os presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff, nos Estados Unidos, ganha status especial, com direito a tapete vermelho, jantar formal na Casa Branca e cerimônia militar; é a primeira vez que isso acontece em quase duas décadas e pode sinalizar um recomeço nas relações Brasil-EUA, que estiveram congeladas nos últimos anos; na prática, é um reconhecimento do novo peso regional do Brasil e um espaço para reivindicações como a vaga no Conselho de Segurança   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Maluf terá que devolver US$ 28,3 milhões a SP

: Justiça de Jersey nega recursos apresentados pelo ex-prefeito e os valores serão restituídos à prefeitura comandada por Fernando Haddad; na ação, a cidade argumentou que o dinheiro, que está em contas no exterior de empresas da família Maluf, veio de propinas pagas em um esquema de fraudes para desvio de recursos durante a construção da Avenida Roberto Marinho   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  11 horas atrás

Garotinho promete reestatizar o Maracanã

: “Quando eu ganhar a eleição podem ter certeza que o Maracanã voltará a ser público”, publicou o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) em seu blog; ele comentava nota do colunista da Veja Lauro Jardim, que disse ser improvável que Garotinho consiga se eleger governador do Rio em 2014   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  11 horas atrás

Noblat: Fux reforça suspeita de que Dirceu diz verdade

: “Ao preferir o silêncio em tais circunstâncias, Fux só reforça a suspeita de que Dirceu disse a verdade”, diz o blogueiro Ricardo Noblat ao comentar a entrevista que o ex-ministro José Dirceu deu à Folha de S.Paulo; depois de Dirceu dizer que Fux o procurou durante campanha para ser indicado ao STF, o ministro mandou dizer que “não polemiza com réu”   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  12 horas atrás

“PPS não tem perspectiva de candidatura de Serra”

: Segundo o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, a ideia do PPS ao convidar o ex-governador de São Paulo para seu projeto “é de que Serra possa vir a ser uma grande liderança no Sul e no Sudeste para ajudar a consolidação de Eduardo Campos”; deputado federal deixou claro sua preferência para 2014   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  12 horas atrás

Megaoperação contra corrupção foi política?

: É o que dizem advogados criminalistas sobre a operação integrada do Ministério Público Federal que prendeu 93 pessoas em 12 estados por diversos crimes nesta semana; “Essa megaoperação foi feita por conta e ordem da discussão da PEC 37 [que propõe reservar à polícia o poder de investigação]. Utilizaram o poder repressivo para satisfação de seus interesses corporativos”; critica Alberto Toron; procurador-geral da República, Roberto Gurgel disse que a ação mostrou à sociedade como a aprovação da PEC 37 pode prejudicar o País; delegados da PF lamentaram “utilização demagógica e política do Ministério Público”   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  13 horas atrás

“Temos falhas também”, afirma Goretti Reis, sobre Saúde de Aracaju

: Em apresentação na Câmara de Vereadores, secretária da Saúde da capital reafirmou existência de mais de R$ 60 milhões em dívidas,  falou da falta de medicamentos, do não cumprimento de cirurgias e da possibilidade de perda de recursos federais para construção de novos postos de saúde por falta de terrenos; Goretti disse que é preciso deixar os problemas da gestão anterior no passado e começar a enfrentar as demandas do presente; “temos que otimizar custos e buscar novas alternativas de financiamento”, frisou 

26 minutos atrás

Marin e a ala radical da ditadura

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Marin e a ala radical da ditadura

por noreply@blogger.com (Miro) Da revista CartaCapital:

Abertos para a consulta pública desde 1º de abril, os arquivos do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) começam a trazer à tona as primeiras revelações inconvenientes que relacionam personalidades públicas e políticas à ditadura. A primeira vítima dos documentos militares é o atual presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do COL (Comitê Organizador Local), José Maria Marin, conforme levantamento dos repórteres Aiuri Rebello e Rodrigo Mattos, do portal UOL.

Segundo a reportagem, os documentos analisados comprovam que Marin teve ligação com a ala mais radical do governo militar, além de possuir conexões com órgãos de vigilância e de repressão e de ter feito elogios ao regime. A fonte das informações são os arquivos do Dops, do SNI (Sistema Nacional de Informação) – ambos órgãos que reuniam as investigações do regime – e da Assembleia Legislativa.

Carreira política

A reportagem lembra que Marin estreou no mundo político com 31 anos, sob o cargo de vereador da cidade de São Paulo, em 1964, pouco antes do golpe militar. Meses depois, o cartola abandonou o partido ao qual era filiado, o PRP (Partido de Representação Popular), para unir-se em 1966 à Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido da ditadura.

Este foi o início de sua ascensão sob a tutela e apoio da ala radical da ditadura. Do lado do regime, Marin foi alçado à presidência da Câmara de Vereadores graças a manobras nos bastidores do Ministério da Justiça, cujo titular era Gama e Silva, e de militares, segundo os documentos do SNI. Gama e Silva foi o jurista responsável por redigir o AI-5 (Ato Institucional-nº 5), medida que cassou direitos políticos e instituiu o período mais negro da ditadura no fim de 1968.

Sempre segundo o UOL, a análise dos documentos do SNI descreve os caminhos de Marin na Câmara e o que seus companheiros parlamentares pensavam da atuação do atual dirigente esportivo: “[Marin] É considerado fraco por seus pares. Consta que sua candidatura tem apoio de círculos militares e de elementos ligados ao ministro da Justiça.” E, depois, o organismo analisou seu trabalho à frente da Câmara: “todos os atos de Marin (…) são “sugeridos” pelo esquema que o elegeu presidente da Casa”.

Aliado fiel

Os documentos, tanto no SNI quando no Dops, também mostram que não houve registro de atitude “subversiva” da parte de Marin. O comportamento regrado do político era visto como fidelidade ao regime e, com isso, não demorou para Marin ascender na política durante a ditadura.

Outro movimento político chave para Marin, segundo apurou o UOL, foi a troca de correntes entre os governistas. De acordo com os registros, o presidente da CBF traiu Luis Roberto Alves da Costa, que o levara à presidência da Câmara dos Vereadores, para se aliar ao prefeito biônico Paulo Maluf. Irritado com a traição, Alves da Costa tentou trabalhar contra Marin, sugerindo até a cassação de seu mandato, o que nunca ocorreu.

Os arquivos também mostram que Marin seguiu próximo ao regime nos anos seguintes, tendo participado da posse do general Emilio Garrastazu Médici, que depois virou presidente, no comando do III Exército.

Morte de Herzog

Já em 1975, o político fez dois discursos pedindo providências sobre a TV Cultura. Ele dizia que algumas reportagens não retratavam corretamente o governo e causavam “intranquilidade” nos lares paulistas. Pouco depois, o jornalista da emissora Vladimir Herzog foi preso e assassinado pelo DOI-Codi, organismo de repressão.

Um ano depois, na Assembleia, Marin elogiou o delegado Sergio Paranhos Fleury, um dos líderes do instrumento de repressão do Dops, onde Herzog morreu. “Não só honra à polícia de São Paulo, como também há muito é motivo de orgulho inclusive à população de São Paulo”, discursou.

Para Marin, os benefícios do golpe eram “indiscutíveis”, não podendo restar dúvida sobre isso.

Com esse discurso, ele se tornou vice-governador pela Arena, em 1978, na chapa encabeçada por seu antigo aliado Paulo Maluf.

Os indícios de sua ligação com aspectos mais truculentos do regime não cessaram como mostra um relatório do CISA (Inteligência da Aeronáutica), de 1980, sobre assalto ao jurista Dalmo Dallari Gama.

Reconhecido defensor da democracia, Dallari foi espancado e acusou um grupo paramilitar de direita como responsável pela ação. Segundo ele, o então vice-governado tinha ligações com a agressão. O político negou e prometeu que o Dops, o órgão acusado de repressão na década de 1970, iria apurar o caso.

Já como governador, após a renúncia de Maluf, Marin passou a ser protegidos por policiais do Dops. O departamento de polícia registrou cada viagem ou participação do político em eventos públicos, como revelam os boletins do órgão. O objetivo era identificar se havia protestos contra o governador e contra o regime.

Questionado pelo UOL Esporte sobre os fatos relatados nos arquivos da ditadura, Marin se negou a falar sobre o assunto. Em texto à Folha de S. Paulo, publicado na quarta-feira 10, afirmou que era do partido do governo, mas que era “sabido por todos (…) que os deputados não tinham o menor poder sobre os órgãos do Estado”. E completou: ”Ninguém deve negar a própria biografia. E a minha vida pública sempre foi (…) pautada pelos princípios republicanos que até hoje me guiam”, disse, afirmando ter aprendido que “liberdade e justiça” devem andar juntas.

O atual presidente da CBF ainda ressaltou que, como governador, extinguiu o Dops de São Paulo.  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  7 horas atrás

A festa da democracia em Caracas

por noreply@blogger.com (Miro) Por Renata Mielli, de Caracas, no blog ComunicaSul:
Nesta quinta-feira, o povo venezuelano mostrou ao mundo que as lideranças políticas são fundamentais, mas que a consciência forjada em 14 anos de revolução bolivariana é a base da formação do principal protagonista do processo político em curso na Venezuela: o povo.

E foi este povo que ocupou dezenas de quilômetros de ruas e avenidas de Caracas para demonstrar seu apoio irrestrito à revolução, sua lealdade ao Comandante Hugo Chávez e gritar bem alto que “Chávez, te lo juro, mi voto és pá Maduro”.

Desde muito cedo, por volta das 5 horas da manhã, carros percorriam as ruas da cidade tocando músicas tanto da campanha de Chávez como da de Maduro. Sete das principais avenidas da capital foram tomadas por uma avalanche de pessoas vestindo vermelho, festejando com alegria as conquistas que foram alcançadas pela revolução. No metrô, repleto de chavistas, gritavam: viva, viva, viva a Pátria Socialista! Entre os vários adereços da campanha, um sobressaía: o bigode de Maduro. Em pinturas nos muros, nos rostos de homens e mulheres.

O mesmo carinho que o povo dedicava à Hugo Chávez, estava visível nos rostos das pessoas neste dia. Maduro, percorreu as avenidas num carro aberto, cumprimentando a população, até chegar ao palco principal do Ato de Encerramento da campanha, na Avenida Bolívar. Antes do discurso de Maduro, vários artistas se apresentaram. Diego Maradona estava presente e deixou sua saudação, levantando a multidão.

Entre os oradores, o governador do Estado de Barinas, Adan Chávez, irmão de Hugo Chávez, reiterou o seu apoio à Maduro. No palco, ao lado de Nicolás Maduro, as filhas e o neto de Chávez, que têm acompanhado o presidente por toda a Venezuela.

As lágrimas e o sorriso se misturaram nos rostos de todos, quando um vídeo do último comício de campanha de Chávez – a última aparição pública do ex-presidente – foi mostrado no telão do palco principal. O Comandante cantava o hino nacional, sob a chuva que banhou a cidade naquele dia. Neste momento, um coro de centenas de milhares de pessoas acompanhou o ex-presidente.

O ato de encerramento de campanha terminou depois das 20 horas. O povo continuou nas ruas, cantando e dançando noite a dentro.  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  7 horas atrás

Entenda a ditadura da Globo

por noreply@blogger.com (Miro) Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

Ouso dizer que se de repente a Globo simplesmente evaporasse da face da Terra, nem os outros braços do aparato político-ideológico-midiático que a organização multimídia da família Marinho lidera iriam chorar por seu sumiço; comemorariam com fogos de artifício.

A parcela da sociedade política e ideologicamente alinhada aos governos progressistas que há uma década vêm conseguindo manter o poder contra essa máquina midiática, vem cometendo um erro de avaliação sobre o que convencionou chamar de “grande mídia”.

Hoje, no Brasil, há um só grupo de mídia que, nadando contra a corrente que arrasta outros grandes grupos, vem obtendo lucros estratosféricos, crescendo e se solidificando a cada ano: as Organizações Globo.

É um fenômeno impressionante. De 2002 a 2012, a Globo perdeu 22% de sua audiência em rede nacional. Em 2002, no Painel Nacional de Televisão (PNT), a média diária da emissora, entre 7h à 0h, era de 22,2 pontos. De janeiro a agosto de 2012, a média diária foi de 17,4 pontos. Cada ponto equivale a 191 mil domicílios no país.

Em uma década, porém, a participação da Globo nos investimentos publicitários em TV aberta se manteve em 70%. O faturamento bruto da TV aberta da Globo com anúncios passou de R$ 5,65 bilhões em 2002 para R$ 18 bilhões em 2011.

Mais impressionante ainda: o lucro da Globo, ano passado, subiu 36% e chegou a R$ 2,9 bilhões – um aumento de 35,9% ante o resultado do ano anterior –, apesar da queda de audiência.

O paradoxo entre queda de audiência e aumento do faturamento se deve à estratégia multimídia das Organizações Globo. Além da principal emissora de TV do país, o grupo também detém jornais e revistas, além de participação em empresas como a Net e Sky e nos canais pagos da Globosat, como SporTV, Multishow e Telecine.

Não existe país nenhum no mundo com um império de comunicação como esse.

Isso ocorre enquanto outros grandes grupos de mídia como a Rede Record, o Grupo Folha, o Grupo Estado e a Editora Abril vêm amargando seguidos prejuízos.

O mais impressionante é o resultado publicitário da Globo no que tange a verbas oficiais. Apesar da queda de audiência, as plataformas de mídia globais açambarcam 64% das verbas de publicidade do governo federal.

Como resultado dessa ditadura midiática e política, os irmãos João Roberto, Roberto Irineu e José Roberto Marinho ocupam, respectivamente, o 7º, o 8º e o 9º lugares na lista que a revista Forbes publica dos homens mais ricos do Brasil.

João Roberto e Roberto Irineu acumulam hoje uma fortuna de 8,7 bilhões de dólares cada um. Já José Roberto tem uma fortuna estimada em 8,6 bilhões de dólares.

Como não existe um marco regulatório que vete a monopolização de tantas plataformas de mídia – que, em enorme parte, são concessões públicas entregues aos Marinho pelo governo federal –, enquanto a Globo lucra como nunca os grupos de mídia que atuam politicamente em consonância com a ditadura global vão ficando com as gordas migalhas que caem da mesa, mas que não bastam para impedir-lhes os problemas financeiros.

Mas por que, então, vemos impérios de comunicação como o Grupo Folha, o Grupo Estado, a Editora Abril e outros aliarem-se à guerra aberta que a Globo, de forma aparentemente inexplicável, trava com um governo federal que se entrega à sua voracidade por dinheiro e concessões públicas?

A questão parece ser muito mais ideológica do que prática. Apesar de forrar as Globos com a parte do leão das verbas e das concessões públicas, os governos do PT são vistos pelo resto da grande mídia como inimigos do capitalismo.

As famílias Frias, Mesquita, Civita e congêneres acham que um governo tucano, por exemplo, distribuiria mais benesses ainda e as salvaria de uma situação que, em verdade, deve-se à voracidade Global.

Assim, os governos do PT tornaram-se o inimigo comum de grupos de mídia que, por trás da aparente cordialidade, são adversários ferozes na disputa pelas benesses do Estado.

Mas a Globo não prejudica o resto da comunicação no Brasil apenas ficando com quase tudo em termos de publicidade oficial e privada. A hegemonia da organização da família Marinho prejudica o país ao impor costumes, vetar projetos governamentais, leis, ao difundir ignorância, preconceito e muito mais.

O padrão “racial” da publicidade e da televisão brasileiras, por exemplo, que exclui a verdadeira etnia de nosso povo, é oriundo de uma visão da Globo sobre o país. Novelas, publicidade, tudo o que se vê retrata um país de aparência europeia porque a Globo criou e mantém esse padrão.

A ausência de programas que discutam o país, que se aprofundem em debates importantes, inclusive políticos, é oriunda de uma programação da Globo feita para emburrecer e alienar o espectador.

Como a Globo é uma receita de sucesso, seu padrão é seguido pela concorrência na mídia eletrônica, sobretudo na televisão. Haja vista as cópias de excrescências como o Big Brother em outras emissoras, das novelas bobinhas com elenco ariano etc.

A teledramaturgia global, em particular, é dramática – para fazer um trocadilho. Novela após novela é encenada no eixo Rio-São Paulo, com enredos que se repetem sem parar, com vilões e mocinhos – e mocinhas – idênticos, sempre exaltando as classes sociais abastadas a que a cúpula da Globo pertence.

Todo esse poder da Globo se deve à sua capacidade de chantagear a classe política. Executivo, Legislativo e Judiciário ajoelham-se no altar Global de Norte a Sul do país. Nem a Presidência da República escapa.

Apesar de não vir conseguindo eleger o presidente da República desde 2002, a Globo, ao levar escândalos reais e inventados ao Jornal Nacional, novelas, programas humorísticos etc., selecionando os que quer expor e os que quer esconder, consegue a subserviência da República aos seus ditames.

Se até os grandes grupos de mídia além da Globo estão sendo sufocados por ela, imaginemos o que acontece com a mídia dita “alternativa”, que deve desaparecer em poucos anos se nada mudar.

Todavia, a própria grande mídia – Globo excluída – não deve resistir tanto assim. Com o passar do tempo, os Marinho irão adquirindo participações de tudo até que estabeleçam um imenso monopólio da comunicação nacional.

Não existe um só país da importância do Brasil e no qual vigore regime verdadeiramente democrático que tenha praticamente toda a comunicação nacional sob o tacão de uma única família, de um único império empresarial de comunicação.

Após uma década de governos progressistas que conseguiram distribuir renda, diminuir a pobreza e avançar em termos de solidificação da economia, com aumento exponencial de infraestrutura etc., o Brasil caminha para a Idade Média nas comunicações.

Como livrar o pais da ditadura da Globo? Boa pergunta. Se nem após dez anos de governos do PT conseguimos dar um mísero passo para desconcentrar o poder que a família Marinho começou a acumular graças à ditadura, parece quase impossível mudar isso agora.

A Globo não tem hoje menos poder, tem mais, muito mais. E esse poder está crescendo a cada ano. E se em 2013 conseguir colocar um despachante no lugar de Dilma no Palácio do Planalto, melhor será mudar o nome do país para República Global do Brasil.  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  7 horas atrás

“Cansei”: tomate abandona a oposição

por noreply@blogger.com (Miro)  Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

A oposição brasileira já teve aliados e projetos mais consistentes. Agarra-se agora à inflação e ao tomate. De forma patética.

O tomate, ao que parece, deixará a oposição falando sozinha. É o que leio no Blog do Nassif: preço do tomate cai 43% no Ceagesp.

Não se pode mais contar com o tomate…

Em 2005, a oposição contava com Bob Jefferson.

Em 2006, apostava no delegado Bruno – aquele que, para levar a eleição pro segundo turno, armou a foto com um monte de dinheiro e avisou: “eu quero ver isso no Jornal Nacional”. A Globo deixou de noticiar o acidente da Gol naquela noite, para estampar as fotos do dinheiro no JN. E a eleição foi pro segundo turno,mas aí a oposição morreu abraçada com a Globo e o Alckmin.

Em 2007, veio o “caosaéreo”, e logo a tragédia em Congonhas. Um articulista da “Folha” chamou Lula de “assassino”. Um repórter da Globo foi pra pista do aeroporto e colocou uma moedinha no chão: o objetivo era provar que o governo Lula era o responsável pelo acidente – que matou 200 pessoas. A Globo fracassou, mas o repórter foi recompensado com seguidas promoções.

A popularidade de Lula não parou de crescer, e uma parte do Brasil – inconformada – resolveu sair em passeata por aí, para avisar: “Cansei”.

A turma dos cansados seguiu em campanha:

– ameaça de Apagão;

– Erenice;

– logo veio a ficha falsa de Dilma na primeira página;

– em 2010, a internet foi tomada por boatos sobre “Dilma abortista”;

– e, finalmente, a bolinha de papel – com o perito Molina no JN, para provar o “atentado”contra Serra.

Bolinha de papel e tomate: a oposição já teve dias melhores…

O eleitor é que parece dizer à oposição: cansei.

10 horas atrás

AVACALHAÇÃO: Em 2008 o Diretor Antonio Mestre Júnior “enfiou” um aposentado com investigador-chefe do Deinter-5 no lugar do chefe Gregório…Procedimento irregular grave que NÃO DEU EM NADA…Se aposentado ( ex- policial ) pode, 3a. classe , agente, carcereiro , papi , também podem; até o ganso da prefeitura ( desde que dê lucro )

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Valor: Procuradoria muda visão sobre embargos infringentes

por Blog Justiceira de Esquerda 

Reportagem de hoje do jornal Valor Econômico mostra que a Procuradoria Geral da República mudou, em menos de um ano, sua posição sobre os embargos infringentes. Esse instrumento é um recurso a que os réus têm direito após a publicação do chamado acórdão. Ele será utilizado, por exemplo, na AP 470, chamada pela imprensa de julgamento do mensalão.
O jornal conta que, em 12 de abril de 2012, o Ministério Público Federal deu parecer em uma ação penal aberta contra um ex-prefeito dizendo que eram incabíveis embargos infringentes em ações penais julgadas procedentes quando não há quatro votos divergentes pela absolvição do acusado, conforme prevê o regimento interno da Suprema Corte.
O parecer foi dado pela subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques e aprovado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Mas agora, nesta semana, Gurgel disse que “os infringentes são manifestadamente inadmissíveis, não cabem de modo algum” no caso da AP 470. Mas 14 dos 25 condenados tiveram pelo menos quatro votos pela absolvição.
Acontece que o recurso está previsto no regimento interno do Supremo. E o parecer da própria Procuradoria no caso do ex-prefeito deixou claro que o embargo infringente só não cabia porque não havia quatro votos pela absolvição. O parecer ainda afirma que é essa a regra do regimento interno do Supremo.
Questionada pelo jornal, a Procuradoria não se pronunciou. O Valor ouviu o professor da USP Renato de Mello Jorge Silveira, para quem o caso do ex-prefeito guarda semelhanças com a Ação Penal nº 470, por serem ambas ações penais originárias e por serem julgadas praticamente na mesma época.
“Me parece estranho que numa decisão tomada às vésperas do julgamento do mensalão tenha havido uma outra leitura do procurador-geral da República sobre o tema”, diz Silveira.
Clique aqui para ler a reportagem na íntegra (para assinantes) http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=17893&Itemid=2

Aplicativo da Apple censura HQ que traz imagem de “sexo gay”

por mark vynny HQ SagaO escritor Brian K. Vaughan, autor do HQ “Saga”, criticou o fato de a Apple ter censurado a venda de sua última edição por conter uma imagem de sexo gay “do tamanho de um selo”. Em resposta, o CEO do aplicativo ComiXology, que funciona como um leitor de livros, afirmou que a culpa não foi da Apple e assumiu a responsabilidade pela censura, o que considerou uma “decisão errada”. “Como parceiros da Apple, temos uma obrigação em respeitar suas políticas para aplicativos e livros oferecidos nos aplicativos. Baseados no nosso entendimento dessas políticas, acreditamos que a 12ª edição da ‘Saga’ não poderia ficar disponível no nosso aplicativo. Portanto, não o lançamos”, afirmou David Steinberger. Segundo Steinberger, a decisão não foi tomada por preconceito e será corrigida. A HQ estará disponível na loja virtual da Apple “em breve”. fonte: A Capa   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  41 minutos atrás

Estudo afirma que tamanho de pênis pode tornar homem mais atraente

por mark vynny tamanho pintoUm estudo australiano concluiu que o tamanho do pênis pode tornar o homem mais atraente para as mulheres. Os pesquisadores indicaram ainda que quanto mais alto for o homem, mais influente é o tamanho do pênis. A equipe da Universidade Nacional da Austrália, recrutou 105 mulheres para o teste. Elas avaliaram diversas figuras masculinas de corpo inteiro, geradas por computador. As participantes deveriam avaliar a atração que sentia por cada homem, mas não foram avisadas sobre os objetivos do estudo. O primeiro ponto observado é que os homens mais altos e com ombros mais largos fazem mais sucesso. Também ficou claro para os pesquisadores que o pênis grande também foi um fator importante para determinar a preferência feminina. fonte: Cena G 

AVACALHAÇÃO: Em 2008 o Diretor Antonio Mestre Júnior “enfiou” um aposentado com investigador-chefe do Deinter-5 no lugar do chefe Gregório…Procedimento irregular grave que NÃO DEU EM NADA…Se aposentado ( ex- policial ) pode, 3a. classe , agente, carcereiro , papi , também podem; até o ganso da prefeitura ( desde que dê lucro )

por Flit Paralisante São José do Rio Preto, 18 de Maio, 2010 – 1:47 Corregedoria confirma ação ilegal de assessor no Deinter Allan de Abreu Thomaz Vita Neto A Corregedoria da Polícia Civil concluiu que o assessor da Secretaria de Trânsito de Rio Preto Paulo Donizete Zanelli atuou ilegalmente como investigador no Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-5). zanelliO inquérito, relatado e encaminhado ao Ministério Público, aponta que Zanelli cometeu o crime de usurpação de função pública, cuja pena vai de três meses a dois anos de prisão. Investigador aposentado, ele não poderia exercer função policial, apenas atividades administrativas. Como se trata de um crime de menor potencial ofensivo, não houve indiciamento. Caberá ao Ministério Público decidir se propõe uma transação penal, com prestação de serviços comunitários, pagamento de cestas básicas ou multa, ou se instaurar uma ação penal.  Em foto Zanelli
(último à dir.) aparece ao lado de Mestrinho, do Deinter-5 
 O caso foi revelado pelo Diário em outubro de 2009. Zanelli assumiu o posto de investigador-chefe em dezembro de 2008, no lugar de Antonio José Gregório da Silva. Os delegados corregedores concluíram que Zanelli atuou ilegalmente como investigador de polícia em dois casos. O primeiro foi a prisão, em junho, do desempregado Ivan Moreira da Silva. Conhecido como o maníaco do Maria Lúcia, é apontado pela polícia como o autor de oito estupros no bairro da zona norte de Rio Preto. O assessor da Prefeitura, de acordo com a Corregedoria, também participou das investigações do assassinato da apresentadora Eliane Cristina Chaves, morta em 1997. Segundo a irmã dela, Débora Chaves, Zanelli vinha cuidando do caso havia vários meses, e participou ativamente das investigações que culminaram na prisão do autor do crime no Tocantins, em outubro. Na época, Zanelli confirmou o trabalho à reportagem. “A gente fica feliz por ter contribuído para colocar um marginal desses atrás das grades”, disse. Uma semana após a reportagem, o policial aposentado retornou à Secretaria de Trânsito. Procurado ontem, Zanelli não quis se pronunciar sobre a conclusão do inquérito. “Não vou comentar nada.”

 Braço direito Zanelli é homem de confiança de Mestrinho, conforme 
admite o próprio diretor. Eles se conhecem desde a década de 80, quando 
Mestrinho chefiou as investigações do assassinato do empresário rio-pretense 
Adirso Ferreira. Zanelli se aposentou como investigador da Delegacia de 
Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto no início da década. Em 2007, o diretor 
pediu ao então prefeito Edinho Araújo que cedesse Zanelli, funcionário 
comissionado da Secretaria de Trânsito na categoria C-4, com salário-base de R$ 
1.406,92. De acordo com a Corregedoria da Polícia Civil, Zanelli não 
poderia exercer atividade de policial, apenas tarefas administrativas. Mestrinho 
nega irregularidade no caso. “O trabalho dele não é prender ninguém. É fazer a 
análise criminal e manter contato com o delegado da área. É trabalho de 
inteligência, de coordenação de informações”, disse o diretor

De acordo com a Corregedoria, caso o Ministério Público proponha uma ação penal, o órgão deverá solicitar à Corregedoria Geral em São Paulo a abertura de um processo administrativo para investigar a conduta do diretor do Deinter-5, Antonio Mestre Júnior, o Mestrinho, no caso. Sem a ação, avaliam os corregedores, não haveria embasamento para solicitar uma sindicância contra Mestrinho. Zanelli era considerado homem de confiança do diretor dentro do departamento policial. http://www.diariodaregiao.com.br/novoportal/Noticias/Cidades/9293,, Corregedoria+confirma+acao+ilegal+de+assessor+no+Deinter.aspx ————— Dr. Mestrinho,  se o ganso não era o chefe por que  motivo  não disse o nome e número da portaria  – publicada no DO – do chefe que substituiu o Gregório  ? Quase um ano vago ?

Pronto Socorro de Blogueiros ! Contribua !

por redacao

Acessem: www.baraodeitarare.org.br

Aberta a conta do fundo dos blogueiros

Banco do Brasil, agência 4300-1, conta corrente número 50.530-7.

Esta é a conta especial para arrecadar recursos para o fundo de apoio aos blogueiros vítimas de processos judiciais e perseguições políticas. Conforme o aprovado na reunião de terça-feira passada (2), na sede do Centro de Estudos Barão de Itararé, este fundo será o pronto-socorro da blogosfera não corporativa. O dinheiro arrecadado será utilizado para cobrir custas de processos e advogados – e não para saldar multas e indenizações anteriores. A definição do apoio caberá à Comissão Nacional dos Blogueiros, eleita em junho passado, no III Blogprog em Salvador, e composta por representantes de 15 estados e mais nove integrantes nacionais. Blogueiros com mais estrutura, que já contam com assistência jurídica, abriram mão do uso do fundo para favorecer os ativistas digitais com maiores dificuldades financeiras.

Para ajudar nas futuras batalhas judiciais, nos últimos dias o Barão de Itararé também promoveu várias reuniões com advogados de renome e entidades de direitos humanos. Todos se comprometeram a ajudar na defesa do blogosfera e da liberdade de expressão, inclusive dando assistência nos processos locais e acompanhando os processos quando eles cheguem às instâncias nacionais. O Barão de Itararé ainda firmou uma parceria com a ONG Artigo 19, especializada na luta pela liberdade expressão, para elaborar o “Mapa da violência contra os blogueiros e ativistas digitais”. O questionário será postado em vários sítios e blogs na próxima semana. Durante um mês, as vítimas de ameaças, violências e processos judiciais deverão preencher o questionário. Na sequência, para garantir maior segurança nas informações, os dados serão checados. A pesquisa resultará num relatório que será encaminhado a ONU e outros organismos internacionais e nacionais.

10 horas atrás

Operação nacional contra corrupção atinge 12 estados

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

 

Operação nacional contra corrupção atinge 12 estados

: Ação coordenada entre PF, MPF e MP/SP combate desvio de recursos públicos e, em Rondônia, resultou na prisão do ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), do candidato a prefeito derrotado nas últimas eleições, Mário Sérgio e de mais três pessoas, entre elas um empresário   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  3 horas atrás

“Temos falhas também”, afirma Goretti Reis, sobre Saúde do município

: Em apresentação na Câmara de Vereadores, secretária da Saúde de Aracaju reafirmou existência de mais de R$ 60 milhões em dívidas,  falou da falta de medicamentos, do não cumprimento de cirurgias e da possibilidade de perda de recursos federais para construção de novos postos de saúde por falta de terrenos; Goretti disse que é preciso deixar os problemas da gestão anterior no passado e começar a enfrentar as demandas do presente; “temos que otimizar custos e buscar novas alternativas de financiamento”, frisou   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Cardozo: PF tem autonomia para investigar Lula

: “A PF está apta a investigar quaisquer dos crimes que estão na sua competência”, disse o ministro da Justiça, que participou de um debate sobre Segurança Pública na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta quinta-feira; segundo José Eduardo Cardozo, a PF é “republicana” e não está submetida a “nenhum tipo de interferência”; Procuradoria da República no DF pediu abertura de inquérito com base em depoimento de Marcos Valério   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Obama pede fim de “atitude beligerante” a Coreia do Norte

: Ao lado do secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, o presidente dos Estados Unidos disse que “ninguém quer assistir a um conflito” com a Coreia do Norte, mas sublinhou que os EUA estão prontos para tomar as medidas necessárias para se defenderem   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Meninos e meninas como gandulas da Copa

Mary Leal: Alguns jovens estão bem ansiosos para o início da Copa das Confederações, marcada para o dia 15 de junho; eles foram escolhidos como gandulas, aquelas pessoas que correm atrás das bolas para que os jogos sejam retomados de forma rápida, sem prejuízo para os times; alguns desses meninas e meninos jogam bola em escolinhas de esportes nas cidades da capital do país e vão trabalhar de forma voluntária para ter a chance de ver os grandes atletas   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Depois de ação do MP, GDF convoca mais para saúde

: Ministério Público do DF ainda está insatisfeito com as convocações feitas pela Secretaria de Saúde, que anunciou a nomeação de 652 novos servidores; para promotores, “ainda não se sabe se o número é suficiente para atender a real demanda”; com a convocação, GDF destaca que o déficit de fisioterapeutas foi “zerado”; MP defende que existe previsão no orçamento e dinheiro em caixa para contratar novos profissionais, e assim, reduzir as “carências” enfrentadas hoje pela população   Compartilhar  Marcar como lido  Curtir  6 horas atrás

Aécio: “Vamos disputar e vencer em 2014”

Andre Marques/FOLHAPRESS/16209: BRASÍLIA, DF, 11.04.2013: CONFERÊNCIA PPS/DF - O senador Aécio Neves (PSDB) participa da Conferência Política Nacional do PPS, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. (Foto: André Borges/Folhapress)“Meu nome será colocado no próximo dia 19 de maio como candidato a presidente nacional do PSDB. Não para ocupar o cargo de presidente do partido, o que talvez não seja necessário, mas para fortalecer o nosso diálogo com as forças oposicionistas do Brasil”, discursou o senador Aécio Neves, em tom de candidato à Presidência da República, em evento organizado pelo PPS em Brasília; ele reforçou as críticas que vem fazendo ao governo por causa da inflação e pediu o apoio do PPS  : Ação coordenada entre PF, MPF e MP/SP combate desvio de recursos públicos e, em Rondônia, resultou na prisão do ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), do candidato a prefeito derrotado nas últimas eleições, Mário Sérgio e de mais três pessoas, entre elas um empresário   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  3 horas atrás

“Temos falhas também”, afirma Goretti Reis, sobre Saúde do município

: Em apresentação na Câmara de Vereadores, secretária da Saúde de Aracaju reafirmou existência de mais de R$ 60 milhões em dívidas,  falou da falta de medicamentos, do não cumprimento de cirurgias e da possibilidade de perda de recursos federais para construção de novos postos de saúde por falta de terrenos; Goretti disse que é preciso deixar os problemas da gestão anterior no passado e começar a enfrentar as demandas do presente; “temos que otimizar custos e buscar novas alternativas de financiamento”, frisou   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Cardozo: PF tem autonomia para investigar Lula

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Meninos e meninas como gandulas da Copa

Mary Leal: Alguns jovens estão bem ansiosos para o início da Copa das Confederações, marcada para o dia 15 de junho; eles foram escolhidos como gandulas, aquelas pessoas que correm atrás das bolas para que os jogos sejam retomados de forma rápida, sem prejuízo para os times; alguns desses meninas e meninos jogam bola em escolinhas de esportes nas cidades da capital do país e vão trabalhar de forma voluntária para ter a chance de ver os grandes atletas   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Depois de ação do MP, GDF convoca mais para saúde

: Ministério Público do DF ainda está insatisfeito com as convocações feitas pela Secretaria de Saúde, que anunciou a nomeação de 652 novos servidores; para promotores, “ainda não se sabe se o número é suficiente para atender a real demanda”; com a convocação, GDF destaca que o déficit de fisioterapeutas foi “zerado”; MP defende que existe previsão no orçamento e dinheiro em caixa para contratar novos profissionais, e assim, reduzir as “carências” enfrentadas hoje pela população   Compartilhar  Marcar como lido  Curtir  6 horas atrás

Aécio: “Vamos disputar e vencer em 2014”

Andre Marques/FOLHAPRESS/16209: BRASÍLIA, DF, 11.04.2013: CONFERÊNCIA PPS/DF - O senador Aécio Neves (PSDB) participa da Conferência Política Nacional do PPS, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. (Foto: André Borges/Folhapress)“Meu nome será colocado no próximo dia 19 de maio como candidato a presidente nacional do PSDB. Não para ocupar o cargo de presidente do partido, o que talvez não seja necessário, mas para fortalecer o nosso diálogo com as forças oposicionistas do Brasil”, discursou o senador Aécio Neves, em tom de candidato à Presidência da República, em evento organizado pelo PPS em Brasília; ele reforçou as críticas que vem fazendo ao governo por causa da inflação e pediu o apoio do PPS 

10 horas atrás

http://500px.com/photos

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Desert Rose by Mostafa Ammar

Desert Rose by Mostafa Ammar

SIWA , EG .I’m planing to go this amazing place agian the next week. for a three photographing days . ©2013 Mostafa Ammar , All Rights Reserved. This image is not available for use on websites, blogs or other media without the explicit written permission of the photographer. Please take a look on my facebook page for more photos :Facebook

Mostafa Ammar: Photos · Blog

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playing ballOoOOoOooon by bug eye 🙂

playing ballOoOOoOooon by bug eye 🙂

Fly / แมลงวัน

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Gleeful by Nat Natthamon

Gleeful by Nat Natthamon

 

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Waiting at the Top by Kent Atwell

Waiting at the Top by Kent Atwell

 

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For … Eternity by Patrizia Paradiso

For … Eternity by Patrizia Paradiso

I hope you find your freedom for eternity, for eternity …

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Urban Flicker by H. Becker

Urban Flicker by H. Becker

 

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Coming In by John More

Coming In by John More

 

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10 horas atrás

http://500px.com/photos

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

OUT AFRICA BY YARA GB

Out Africa by yara GB

 

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CUMBRES DE GREDOS BY JOSE IGNACIO GIL BLANCO

Cumbres de Gredos by Jose Ignacio Gil Blanco

 

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NOCHE DE LOBOS I BY JORGE CACHARRÓN

Noche de lobos I by Jorge Cacharrón

 

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ME AND DOWNTOWN LOS ANGELES AT NIGHT! BY NHUT PHAM

Me and Downtown Los Angeles at Night! by Nhut Pham

BUSY DOWNTOWN LA AT NIGHT! I’M ALONE WITH MY CAMERA TO CAPTURE THE THE LIGHT! HAVE A GREAT THURSDAY EVERYONE. HOPE YOU ENJOY IT! THANKS FOR VISITING AND SUPPORT AS ALWAYS! 🙂

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by Peyman Az

PORTRAIT BIRD

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SMALL IN NATURE BY ELEONORA DI PRIMO

Small in Nature by Eleonora Di Primo

JUST WATCHING NATURE AND ITS PERFECTION…

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EMPTY SKY.. BY AMY SMITH

Empty sky.. by Amy Smith

 

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SEASIDE AMUSEMENT PARK BY RYU K

Seaside amusement park by Ryu K

KAIYUKAN

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BORN OF LIGHT BY JOSEP SUMALLA I JORDANA

Born of Light by Josep Sumalla i Jordana

VAMOS A REIRNOS UN POCO… DEDICADO A…MR. DISLIKE!

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UNDER THE RAIN BY MAX RINALDI

Under the Rain by Max Rinaldi

 

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MOUNTAIN ROAD BY ALMALKI ABDULLRAHMAN

Mountain road by almalki abdullrahman

 

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*** BY DMITRY TRISHIN

*** by Dmitry Trishin

VER.2 – EDITED

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THE STRANGERS IN ME BY JOSÉ RAMOS

The Strangers in Me by José Ramos

“THE STRANGERS IN ME” JOSÉ RAMOS © HTTP://WWW.JOSERAMOS.COM – FOLLOW ME ON FACEBOOK “DIVING INTO THE ALIEN LANDSCAPES, UNKNOWN PARTS OF THE SELF, READY TO EMERGE AND SURPRISE, BECOME ALIVE. LYING QUIETLY UNDER THE SURFACE, WAITING FOR THE RIGHT MOMENT TO SNEAK IN, THEY FEED ON TURNING LIFE UPSIDE DOWN, AND MAKE IT MOVE FORWARD. WE ARE MADE OF SO MANY LAYERS, PARALLEL DIMENSIONS OF EXISTENCE, ECHOING THE UNIVERSE WE LIVE IN. AND YET… WE CAN ONLY GRASP SO MUCH….” LOCATION: VILA NOVA DE MILFONTES – PORTUGAL TECHNICAL DATA: EXPOSURE: 30 SECONDS APERTURE: F/9.5 ISO: 100 10 STOP ND + 3 STOP ND GRAD FILTER

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REFLECTING ON LONDON BY GEORGIA MIZULEVA

Reflecting on London by Georgia Mizuleva

 

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VESENNYAYA LEAPFROG! BY GALINA JACYNA

Vesennyaya leapfrog! by Galina Jacyna

 

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DISEMBARKING FOR SWIM BY DAMIANOS KOUNENIS

Disembarking for swim by Damianos Kounenis

DEDIGATED TO MY DISLIKERS

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CONFINED UNIVERSE BY YUME .

Confined Universe by yume .

 

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>>I

>>I by 3 Joko

 

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ONE DAY IN BAGAN BY PUCHONG PANNOI

One day in Bagan by Puchong Pannoi

BAGAN IS AN ANCIENT CITY LOCATED IN THE MANDALAY REGION OF BURMA (MYANMAR). FROM THE 9TH TO 13TH CENTURIES, THE CITY WAS THE CAPITAL OF THE KINGDOM OF PAGAN, THE FIRST KINGDOM TO UNIFY THE REGIONS THAT WOULD LATER CONSTITUTE MODERN MYANMAR.

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NIGHT IN SEOUL BY JAEWOON U

Night in seoul by Jaewoon u

 

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PASTEL BY ALIDA JORISSEN

Pastel by Alida Jorissen

 

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UNFORGETTABLE BY JORGE MAIA

Unforgettable by Jorge Maia

SANTA CRUZ,PORTUGAL FACEBOOK: JORGEMAIA.PHOTOGRAPHER

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. BY SILENA LAMBERTINI

. by Silena Lambertini

FAMMI ENTRARE NELLA TUA VITA, NON DESIDERALO MAI.

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PORANEK W ORŁOWIE… BY GRZEGORZ LEWANDOWSKI

Poranek w Orłowie… by Grzegorz Lewandowski

Z CYKLU BAŁTYK.

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PLAY IT AGAIN… BY EMILIO CABIDA

Play it again… by Emilio Cabida

PLAZA MAYOR, MADRID

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WHEN TIME RAN OUT … BY AHMED M. ABDULAZIM

When time ran out … by Ahmed M. Abdulazim

 

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SCREAMING EAGLE BY GREIG HUGGINS

Screaming Eagle by Greig Huggins

WILD BALD EAGLES TAKEN THIS WINTER AT FARMINGTON BAY, UTAH.MANY MORE ON MY WEBSITES:WWW.IGHPHOTO.COMWWW.ONLYWILDEAGLES.COM

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DESERT ROSE BY MOSTAFA AMMAR

Desert Rose by Mostafa Ammar

SIWA , EG .I’M PLANING TO GO THIS AMAZING PLACE AGIAN THE NEXT WEEK. FOR A THREE PHOTOGRAPHING DAYS . ©2013 MOSTAFA AMMAR , ALL RIGHTS RESERVED. THIS IMAGE IS NOT AVAILABLE FOR USE ON WEBSITES, BLOGS OR OTHER MEDIA WITHOUT THE EXPLICIT WRITTEN PERMISSION OF THE PHOTOGRAPHER. PLEASE TAKE A LOOK ON MY FACEBOOK PAGE FOR MORE PHOTOS :FACEBOOK

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PLAYING BALLOOOOOOOOON BY BUG EYE 🙂

playing ballOoOOoOooon by bug eye 🙂

FLY / แมลงวัน

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UNDER THE HANALEI PIER BY RAYMOND JABOLA

Under the Hanalei Pier by Raymond Jabola

 

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10 horas atrás

A bronca do porteiro em Brad Pitt

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

A bronca do porteiro em Brad Pitt

por xicosa Um dia até bonito para ser São Paulo e o porteiro do predinho antigo blasfema, afinal de contas a vida não é apenas um boletim meteorológico. O porteiro xinga o galã na capa da revista. “O cara com um mulherão daquele, cheio da grana, pode pegar quem quiser, não sabe o que é vida ruim e fica choramingando”, descasca. “Mal-agradecido!” O mulherão daquele é ela: Angelina Jolie. O cara é o cara: Brad Pitt. Seu Marcos reclama do mimimi do galã, que reflete, em entrevista na “Alfa”, sobre os 50 anos de vida. O galã pensa e repensa a vida. Também na casa do meio século, o bravo corintiano do predinho antigo sapeca: “Nem porteiro o cara é e fica se queixando de besteira”. Para um macho-jurubeba, o drama existencial de Brad Pitt realmente não merece crédito. Sob a fumaça do cachimbo de Freud, no entanto, a reflexão do galã é mais do que válida, afinal de contas ser rico, poderoso, bonito e ter uma fêmea daquela sob o mesmo edredon não tá com nada. Que triste deve ser acordar com aquele bocão de bom dia e dormir com aquele bocão de boa noite. Que tédio! Até o seu próprio vinho o casal-bouquet fabrica. Um rosé de intenso aroma floral e notas de morangos e framboesa, seja lá o que diabo isso signifique. Ô dó, ô vida! É, seu Marcos, prefiro ser John Malkovich a ser este reflexivo Brad Pitt. É muita falta de Deus no coração, né não, seu Marcos! Prefiro a minha carranca agradecida, seu Marcos, afinal de contas a beleza é passageira e a feiura é para sempre, como me sopra aqui o Serge Gainsbourg.  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  10 de Abril de 2013 05:38

Amar é filme que melhora só muito depois de visto

por xicosa Viver é eclipse, vixe, meu caro Antonioni.  Com toda licença desse mundo, hoje quero escrever sobre uma coisa muito estranha. Como se fosse aquele filme que a gente vê e gosta mas não dá tanta bola e eis que aquele filme vai crescendo na nossa mente. Assim como aquele encontro, aquele beijo, aquele sexo que não foi monumental naquela hora… Passado algum tempo, como a hora do almoço, a fome de viver, essas coisas, aquele encontro, aquele beijo, aquele sexo aparentemente mais ou menos vai crescendo na nossa vagarosa mente… Assim são alguns filmes, assim são os encontros, os sons arrodeados, as nouvelles vagues, Irma Brown dançando um jazz no Iraque, Hellcife, o mundo ao rés do chão dos pobres cronistas carapuceiros. Marcha à ré ao tema da crônica: assim como existem filmes, peças, obras de arte que vão crescendo no juízo depois de vistos, assim é o encontro de um homem e uma mulher, por supuesto. Sabe aquele John Cassavetes que você nem entendeu direito, uma mulher sob influência? Assim às vezes é o amor rápido, o sexo por acaso, a vida ordinária, a pegação com quem você nem imaginava… Aquele filme que vai crescendo na mente e vira um grande amor de verdade. Viver é ver um filme que surpreende. Um filme que vai tomando juízo e entranhas. Aquele filme que vai crescendo na cabeça a cada minuto. Depois daquele beijo, o blow-up que vira blow-job, o filme-cabeça que descamba e derrete o queijo do homem da meia noite, o cidadão comum qualhado de amor por dentro. Coisa marlinda quando uma simples fodinha cresce na nossa cabeça no dia seguinte como um viva imaginação num queijudo muro de Paris meia oito. O grande sexo é aquele que a gente não dá muito por ele no momento e ele vai crescendo de narrativa, na cabeça, qual um Hitchcock no “Terceiro Tiro” –o melhor filme do mundo todo. O grande amor também assim se parece. Viver é o enevoado das acontecências, ver uma coisa e atirar noutra e vice-versa. Amar é um filme que vai melhorando a cada minuto depois que a gente sai da sala escura. Como se fosse um filme de Godard ou de Antonioni. Será que foi bom mesmo?, eis a senha sensorial de responsa judiando o juízo da manhã tapiocosa. Alguns encontros de nada viram grandes cinemascopes no cocuruto. Vem, gostosa!

10 horas atrás

Valmir Assunção: Adoção de cotas não provocou apocalipse

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Valmir Assunção: Adoção de cotas não provocou apocalipse

por Luiz Carlos Azenha  da assessoria do deputado Valmir Assunção (PT-BA) Para os que desmerecem a importante política afirmativa de cotas nas universidades, a revista Isto é Independente desta semana vem coma reportagem que é um verdadeiro tapa no preconceito. A matéria Por que as cotas raciais deram certo no Brasil traz o sucesso da política em vários casos concretos de estudantes negros que adentraram à universidade e hoje estão no mercado de trabalho, exercendo profissões e cargos antes restritos a uma elite branca. A mesma revista, em 2008, publicou uma entrevista da procuradora e ex-assessora do ministro Marco Aurélio Mello, Roberta Fragoso Kaufmann, em que defendia o abandono do sistema de cotas no Brasil, por que, segundo ela, o governo queria desunir o que está unido e importar um problema que não é nosso, que é o problema da segregação racial. Cinco anos depois, a revista mostra o contraditório. Para os apocalípticos, o sistema de cotas culminaria numa decrepitude completa: o ódio racial seria instalado nas salas de aula universitárias, enquanto negros e brancos construiriam muros imaginários entre si. A segregação venceria e a mediocridade dos cotistas acabaria de vez com o mundo acadêmico brasileiro, diz a revista. Nada disso aconteceu, como bem disse a reportagem. E os críticos e defensores do fim da política de cotas estavam errados. Os resultados de todas essas políticas também podem ser constatados na pesquisa recente feita pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, que com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar do IBGE, constatou que dos 36 milhões de brasileiros que ingressaram na classe média durante os últimos dez anos, 75% eram negros. Com isso, a participação dos negros na classe média subiu de 38% em 2002 para 51% em 2012. A revista traz uma importante afirmativa: As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade pública e de qualidade. Os dados de corte no vestibular dos cotistas são equiparados aos níveis normais, o desempenho dentro da universidade é satisfatório, quando não se saem melhor que os não beneficiários. A Isto é Independente traz a pesquisa da Uerj, pioneira na adoção do sistema de cotas. A Universidade carioca analisou as notas de seus alunos durante 5 anos. Os negros tiraram, em média, 6,41. Já os não cotistas marcaram 6,37 pontos. Caso isolado? De jeito nenhum. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que também é referência no País, uma pesquisa demonstrou que, em 33 dos 64 cursos analisados, os alunos que ingressaram na universidade por meio de um sistema parecido com as cotas tiveram performance melhor do que os não beneficiados. E ninguém está falando aqui de disciplinas sem prestígio. Em engenharia de computação, uma das novas fronteiras do mercado de trabalho, os estudantes negros, pobres e que frequentaram escolas públicas tiraram, no terceiro semestre, média de 6,8, contra 6,1 dos demais. Em física, um bicho de sete cabeças para a maioria das pessoas, o primeiro grupo cravou 5,4 pontos, mais dos que os 4,1 dos outros (o que dá uma diferença espantosa de 32%.. Senhoras e senhores, o que faltava era oportunidade e isso a política de cotas garante. São estudantes que estão nas universidades que buscam a educação superior para melhorar a qualidade de vida de toda a família. Muitos deles são – ou serão – os primeiros na família a ter ensino universitário completo. Deixo a matéria anexada e parabenizo a reportagem. As transformações são profundas e visíveis. Há 15 anos, segundo a revista, apenas 2% deles tinham ensino superior concluído. Hoje, o índice triplicou para 6%. Notem que a evolução ainda é irrisória, o que nos faz concluir que a política afirmativa precisa ser intensificada. Sim, senhoras e senhores, o racismo no Brasil ainda é um problema sério. Basta olhar ao nosso redor: apesar de sermos maioria na população brasileira, são poucos os políticos negros nesta Casa e no Senado Federal. Na TV, a população negra, na grande maioria das vezes, não é representada. Os números mostram que a juventude negra está sendo exterminada: a cada três assassinatos, dois são de pessoas negras, o que mostra que a nossa segurança pública ainda é voltada para a proteção de uma elite branca; na Paraíba são mortos 1.083% mais negros do que brancos. Na Bahia, meu estado, os assassinatos de negros superam em 439,8% os de brancos. Temos ainda muito que realizar. Mas no sentido da educação, da oportunidade, da reparação, estamos no caminho certo. PS do Viomundo: Consultem o Rodrigo Vianna, do Escrevinhador, sobre importante jornalista brasileiro que previa guerra civil como resultado da adoção das cotas… Leia também: Tomate agora leva oposição para o vinagre O post Valmir Assunção: Adoção de cotas não provocou apocalipse apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  5 horas atrás

Vereadores do PT assinaram projeto de Telhada de homenagem à Rota: A troco do quê?

por Conceição Lemes  Alfredinho, líder da bancada: “Ah, mas poderia ser uma homenagem por um gesto de bravura…” por Conceição Lemes Pelas normas da Câmara Municipal de São Paulo, todo vereador  tem direito de propor oito honrarias durante a legislatura. O coronel Telhada (PSDB) quer homenagear a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) com uma salva de prata. Criada em 1970, a Rota tem até hoje uma história marcada pela violação dos direitos humanos e de violenta repressão, da qual se orgulha. Mesmo assim, Telhada conseguiu o número necessário de assinaturas para apresentar o seu projeto. Dos 55 vereadores da Casa, 34 assinaram, a começar por outros dois integrantes da chamada bancada da bala: Conte Lopes  (PTB) e o coronel Camilo (PSD) (veja lista completa abaixo). Na lista, também figuram vereadores do PSDB (Andrea Matarazzo e Mário Covas, por exemplo), PV (Gilberto Natalini),  PPS (Ricardo Young), PMDB (Rubens Calvo), PSB (Noemi Nonato e Ota) e PRB (Jean Madeira). Nenhuma surpresa. O espantoso é que sete dos 11 vereadores do PT são signatários: Alessandro Guedes, Alfredinho, Arselino Tatto, Jair Tatto, Reis, Senival Moura e Vavá, todos na contramão da história do partido em defesa dos direitos humanos e da luta contra a ditadura. Não assinaram: Juliana Cardoso, Nabil Bonduki, Paulo Fiorillo e José Américo. Orlando Silva (PCdoB) e Toninho Vespoli (Psol) também não. 
  
No dia 6 de março, a justificativa da homenagem à Rota foi publicada na página 86 do Diário Oficial da Cidade de São Paulo Três parágrafos chamam a atenção. Fazem apologia a ações da Rota contra os que lutaram contra a ditadura civil-militar, mencionando Carlos Lamarca e Marighela.  Mesmo assim, o projeto andou na Câmara Municipal. Passou por unanimidade pela Comissão de  Constituição e Justiça com os votos de Goulart (PSD), Alessandro Guedes (PT), George Hato (PMDB), Conte Lopes (PTB), Sandra Tadeu (DEM), Eduardo Tuma (PSDB) e Arselino Tatto (PT).  A Comissão de Constituição e Justiça avalia a  legalidade da propositura, portanto analisa a formalidade. Há duas semanas, no dia 26 de março, a homenagem foi questionada pela vereadora Juliana Cardoso (PT) na reinstalação da Comissão da Verdade  da Câmara Municipal, que leva o nome de Vladimir Herzog, jornalista assassinado em 1975 nas dependências do DOI-Codi. A Comissão da Verdade da Câmara Municipal é composta por oito membros: Natalini (presidente), Juliana Cardoso (vice), Covas Neto (relator), Rubens Calvo, Laércio Benko (PHS), Police Neto (PSD) e Ricardo Young. Apenas Juliana posicionou-se contra a homenagem. “As ações da Rota ocorridas durante a ditadura ferem os direitos humanos e não queremos esse tipo de postura na sociedade”, justifica a vereadora petista. “Além disso, seria um desrespeito completo com as famílias das vítimas.” “Fiquei espantada quando soube do projeto de homenagear a Rota. Trata-se de um projeto fora de propósito”, continua Juliana. “No momento em que pelo Brasil afora as Comissões da Verdade buscam elucidar acontecimentos nebulosos da época da ditadura e o Estado brasileiro se desculpa pelas atrocidades cometidas naquele período da nossa história, essa homenagem vai na contramão.” Os colegas tentaram convencer Telhada a retirar a homenagem. O coronel só admitiu mudar trechos da justificativa, o que aconteceu na semana passada. Apenas dois dos três parágrafos referentes a Lamarca e Marighela foram retirados. Diante da tamanha repercussão negativa que a homenagem à Rota teve, vereadores do PT tentam correr atrás do prejuízo. A bancada já divulgou nota, dizendo que vai votar contra. “Nós obrigamos ele a tirar a parte da ditadura”, diz Arselino Tatto, que na Comissão de Constituição e Justiça ajudou a aprovar o projeto. “Agora, vou votar contra.” O líder Alfredinho tenta se explicar. – Houve o pedido protocolar de assinaturas, geralmente a gente assina, depois se posiciona se vota a favor ou contra. – Sete dos 11 vereadores do PT assinaram a proposta do Telhada. O senhor não acha um absurdo o PT assinar um projeto de homenagem à Rota? Não é incoerente com a história do partido? – Quando a gente assina, não sabe ainda do que trata… – Mas todos sabiam que era a favor da Rota! – Ah, mas poderia ser uma homenagem por um gesto de bravura… – Soube que o senhor orientou os vereadores a votarem a favor na Comissão de Constituição e Justiça. – Em algumas votações isso acontece, mas nessa cada um votou como quis, eu não dei orientação. – Mas o senhor não orientou mesmo a favor do projeto do Telhada? – Não interferiiiiii… Alessandro Gudes, vereador de primeira viagem, seguiu a orientação do líder Alfredinho e reconhece que também votou favoravelmente na Comissão de Constituição e Justiça sem uma melhor avaliação do projeto. Em português:  não leu a justificativa de Telhada. “O mérito da proposta será avaliado pelo Plenário da Casa. Na oportunidade, votarei contra a homenagem, por entender que a atuação da Rota integrou o aparato repressivo montado pela durante a ditadura militar e violou normas de direitos humanos”, diz Alessandro. “Militantes foram perseguidos, presos, torturados, covardemente assassinados. E a Rota fez parte deste processo.” A proposta de Telhada está agora na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, que vai julgar o mérito nos próximos dias. A vereadora Juliana Cardoso reforça: “Vou continuar combatendo o absurdo dessa propositura. É um desrespeito aos familiares das pessoas desaparecidas durante a ditadura militar”. Uma pergunta óbvia fica no ar: sete dos 11 vereadores assinaram projeto de homenagem à Rota a troco do quê? Pragmatismo exacerbado? Oportunismo? Esqueceram-se que hoje só são vereadores por que muitos lá atrás lutaram contra a ditadura e foram vítimas da Rota? O post Vereadores do PT assinaram projeto de Telhada de homenagem à Rota: A troco do quê? apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  8 horas atrás

@emirsader: Tomate trai, baixa o preço e oposição vai pro vinagre

por Conceição Lemes de Gerson Carneiro Por e-mail, ele nos “alerta”: “Alegria de oposicionista dura pouco”.  Aí, dá a notícia. “@emirsader: Tomate trai, baixa o preço e oposição vai pro vinagre”.  O post @emirsader: Tomate trai, baixa o preço e oposição vai pro vinagre apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia. Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 horas atrás

Stédile: Venenos do agronegócio vão matar o agronegócio

por Luiz Carlos Azenha  por Luiz Carlos Azenha publicado originalmente em 11.12.2011 Ao fazer um balanço de 2011, ontem, na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, interior de São Paulo, o coordenador nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse que o modelo do agronegócio está fadado a desaparecer por conta de suas contradições internas (não sem antes, diríamos nós, causar impactos ambientais profundos que vão exigir que o Brasil importe da Alemanha bilhões de marcos — o euro terá sucumbido — em equipamentos para lidar com os danos). Stédile disse que a própria sociedade, em breve, começará a questionar o modelo, por conta do uso intensivo de venenos, um dos pilares da monocultura extensiva. Lembrou a previsão do Instituto Nacional do Câncer de que o Brasil terá um milhão de casos da doença em 2012, para os quais, segundo Stédile, os agrotóxicos contribuem de forma importante. Mais que isso: ele narrou uma visita que fez ao estado de Goiás, onde empresas estrangeiras controlam grandes extensões de terra para o cultivo de cana-de-açúcar. Os pequenos agricultores praticamente sumiram. Os empregos que surgiram na fase de construção das usinas sumiram. O dinheiro é ‘exportado’ para os Estados Unidos. E a população local fica com o vinhoto, que resulta da produção do etanol. Stédile acredita que o próprio impacto econômico do monocultivo levará as populações locais a questionarem o modelo do agronegócio exportador. Ele disse que o MST já tem uma resposta a esse modelo, o da agroecologia, e exibiu os produtos orgânicos dos assentamentos. Lembrou, no entanto, que nem toda a produção de agricultores ligados ao MST é livre dos venenos. Depois do evento, Stédile aceitou o convite de um grupo de blogueiros para participar de uma twicam para tratar deste e de outros temas polêmicos relativos à reforma agrária. Vai acontecer no dia 19 de dezembro, segunda-feira, a partir das 20 horas, na sede da Rede Brasil Atual, no centro de São Paulo. Ouça a breve entrevista que ele concedeu ao Viomundo sobre o tema: stedile.wma Leia também: “Cidade dos agrotóxicos” tem o dobro da taxa mundial de câncer Kaline Fávero: As doenças respiratórias e o uso de agrotóxicos Comida S/A A água que você bebe Danielly Palma: A contaminação em Lucas do Rio Verde Exclusivo: A pesquisadora que descobriu veneno no leite materno Wanderlei Pignati: Até 13 metais pesados, 13 solventes, 22 agrotóxicos e 6 desinfetantes na água que você bebe Raquel Rigotto: A herança maldita do agronegócio Pignati: Os agrotóxicos viajam pelos riosFoto Conceição Oliveira O post Stédile: Venenos do agronegócio vão matar o agronegócio apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia Ver arquivo anexo (2 MB, audio/mpeg)  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 horas atrás

Saul Leblon: Eleição direta para evitar novos “Fux”

por Conceição Lemes  Como evitar novos ‘Fux’: a aposta argentina por Saul Leblon, em Carta Maior As revelações de ex-ministro Luiz Dirceu sobre os bastidores da campanha de Luiz Fux à Suprema Corte não são novas. Tampouco singulares do percurso trilhado pela maioria dos integrantes daquela instituição. Joaquim Barbosa, por exemplo. Valeu-se de um encontro fortuito com Frei Betto para fazer chegar sua aspiração e seu currículo à Presidência da República, exercida por Lula. Assim por diante. Embora conhecido, o percurso de Fux nem por isso deixa de inspirar um misto de constrangimento e perplexidade pelo avançado despudor que revela no acesso a um posto, teoricamente, reservado à sobriedade e à isenção. Relata Dirceu ter sido procurado em 2010 pelo então ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em garimpagem de apoios à indicação para o STF. Seis meses após intenso assédio, o ex-chefe da Casa Civil aquiesceu em receber Fux no escritório de advocacia de um amigo, cujo titular, por certo, pode atestar a veracidade do encontro. Pregoeiro de um leilão em que era a própria mercadoria, Fux teria ofertado a Dirceu o seu voto de absolvição no julgamento da AP 470. Dirceu, por certo, tem testemunhos que podem reiterar seu relato. O silêncio de Fux é eloquente. O que ele fez de sua promessa é igualmente sabido e revelador. Não cabe discutir o caráter dos escolhidos para o STF. Mas o saldo do método não é dos melhores. E isso diz respeito à democracia. Desvios de comportamento, que vão da vaidade efervescente, ao desequilíbrio ostensivo no exercício de um missão, em si, credora de predicados opostos, foram – tem sido – cumulativamente testemunhados pela sociedade. Poucos, se é que cabe ombrear alguém à dignidade solitária do ministro Ricardo Lewandowski, declinaram da genuflexão desfrutável pelo enredo conservador montado em torno do julgamento da AP 470. Fux, por certo, não foi um deles. E a tal ponto, que empresta pertinência à dúvida. O que mais teria prometido Fux, e a quem, ao longo de um julgamento que se tornou explicitamente político, com juízes banhando-se nus nas águas de uma sintonia eleitoral escrachada, sem pejo, nem apego decência? O tempo não regenera os pilares trincados daquele espetáculo midiático, em que provas inexistentes foram supostas, e dúvidas incontornáveis foram torneadas em formato de condenação. (Leia aqui a edição especial da revista Retrato do Brasil, do jornalista Raimundo Pereira, sobre as falhas gritantes no julgamento). A resistência do ministro Joaquim Barbosa ao legítimo direito de acesso aos votos e aos prazos de recursos pleiteados pela defesa do acusados, ademais de arbitrária, transpira suspeitas. O conjunto empresta contundente atualidade ao debate ora em curso na Argentina. A Presidenta Cristina Kirchner acaba de enviar ao Congresso seis projetos destinados a democratizar as instâncias do judiciário no país. Um deles preconiza a eleição direta, pela população, de membros do Conselho da Magistratura. O Conselho argentino julga desvios e desmandos de juízes e advogados. Integrado por personalidades eleitas pelo voto direto, como preconiza a reforma, seu poder de quebrar o corporativismo e desguarnecer a impunidade no judiciário cresce significativamente. Não por acaso, a oposição, que se valeu do Judiciário para barrar a Ley de Meios, já se manifesta contrária à mudança. No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça é recente, tendo sido criado apenas em 2004. É formado por 15 membros: nove integrantes dos Tribunais Superiores e das Justiças Federal, Estadual e do Trabalho; dois integrantes do Ministério Público; dois advogados; dois cidadãos ‘com notável saber jurídico e reputação ilibada’. O mandato é de dois anos. E as indicações são autorreferentes. Como acontece no caso das agências reguladoras, capturadas pelos regulados, os fiscalizados aqui têm influência determinante na nomeação dos fiscais. Uma das funções do CNJ, porém, é assegurar que os magistrados ‘julguem com imparcialidade’. Fosse composto de personalidades eleitas pelo voto da sociedade, o que diria o CNJ do comportamento esvoaçante, digamos assim, de magistrados como o senhor Fux? O desassombro do governo argentino sugere mais que isso. A composição da Suprema Corte brasileira obedece a uma mecânica de indicação mais antidemocrática que a do Vaticano na escolha do Papa. O caso do ministro Fux é ilustrativo de um vício de origem que acolhe as naturezas mais voluntariosas e melífluas. Nem por isso as mais condizentes com as expectativas e compromissos intrínsecos às obrigações daquela corte. Por que não democratizar esse processo, se não pelo voto direto, imediato, ao menos para livrá-lo das sombras de onde emergem os ‘Fux’ e assemelhados? A ver. O post Saul Leblon: Eleição direta para evitar novos “Fux” apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  10 horas atrás

Pimenta quer que Helena Chagas explique critérios de verbas para a mídia

por Conceição Lemes  Pedido à ministra Helena Chagas, da Secom/PR, foi formalizado pelo deputado Paulo Pimenta nessa quarta-feira da Assessoria de Imprensa do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), via e-mail Na tarde desta quarta-feira (10), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou junto ao Gabinete da Liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados requerimento para que a ministra Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, explique aos parlamentares petistas os critérios utilizados para o direcionamento da mídia publicitária do Governo Federal. No documento, Pimenta solicita a realização de um seminário, em data a ser definida, a democratização dos meio de comunicação no Brasil e que, além da ministra Helena Chagas, também sejam convidados representantes de blogueiros; das rádios comunitárias; e representante das mídias regionais do Brasil. “Quero levar para dentro da bancada do PT este debate. Já estamos há mais de 10 anos com Governos populares neste País, com o Presidente Lula e agora com a Presidenta Dilma, mas em praticamente nada se alterou a concentração das verbas publicitárias do Governo Federal para os grandes meios de comunicação, em detrimento de uma política de afirmação de uma mídia regional e de formas alternativas de informação” criticou Pimenta. Outra discussão que o deputado tem levantado é o processo de judicialização, orquestrado pelos grandes grupos de comunicação com apoio de um “judiciário conservador” para asfixiar e calar pelo bolso – mesmo método utilizado na época da ditadura – jornalistas independentes e profissionais com atuação em mídias alternativas, como sites e blogs. O episódio mais recente desse processo de judicialização foi contra o site viomundo.com.br, do jornalista Luiz Carlos Azenha, condenado a pagar R$ 30 mil ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel. Abaixo o documento enviado à liderança do PT: Leia também Juventude do MST denuncia criminalização de blogueiros; Dilma cala-se Democratização da mídia, na pauta de sindicalistas da AL Pimenta quer que Secom explique destino das verbas publicitárias “Deputados e empresas estão bloqueando votação do Marco Civil da Internet” Blogueiros criam fundo e sugerem Lúcio Flávio como beneficiário Jornalistas experientes aderem ao crowdfunding do Viomundo Paulo Pimenta denuncia judicialização e asfixia econômica dos blogs O post Pimenta quer que Helena Chagas explique critérios de verbas para a mídia apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

Globo sentiu a pancada: deu só 16 segundos de notícia sobre smartphones mais baratos

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Globo sentiu a pancada: deu só 16 segundos de notícia sobre smartphones mais baratos

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)

Agora, mais gente poderá ler o blog “Os Amigos do Presidente Lula” no próprio smartphone durante o Jornal Nacional, enquanto espera pela novela ou pelo futebol.  🙂

O Jornal Nacional da TV Globo (dia 9) deu a notícia da desoneração dos smartphones nacionais (que ficarão mais baratos), com má vontade. A notícia foi só lida rapidamente, em 16 segundos, sem nenhuma reportagem a respeito, apesar do grande interesse popular pelo assunto.

Olhe a diferença em relação à matéria do Jornal da Record, de 1 minuto e meio:  

A medida é mais um ponto para a popularidade do governo Dilma, por fazer a coisa certa. O smartphone, por vir com acesso à internet, é um dos sonhos de consumo de muita gente que ainda não tem. E, com isso, os aparelhos ficam mais acessíveis à todos, inclusive à população de baixa renda, sendo mais uma ferramenta para levar a todos os brasileiros o direito de ir e vir à informação e à sociedade do conhecimento.

Além disso a medida incentiva a fabricação dos aparelhos no Brasil.

Agora, mais gente poderá ler o blog “Os Amigos do Presidente Lula” no próprio smartphone durante o Jornal Nacional, enquanto espera pela novela ou pelo futebol. 🙂 Por: Zé Augusto0 Comentários     Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.

18 minutos atrás

Marco Feliciano exige que Daniela Mercury vá para a fogueira

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Marco Feliciano exige que Daniela Mercury vá para a fogueira

09/04/2013 15:38 | Categoria: Celebridades Compartilhar:Imprimir:

Marco Feliciano exige que Daniela Mercury vá para a fogueira Feliciano orou para que Jesus provoque a falência do Guaraná Jesus IDADE MÉDIA – Após apontar o Todo Poderoso como mandante do assassinato de John Lennon, o presidente da Inquisição dos Direitos Humanos, Marco Feliciano, teve uma queda de pressão súbita ao ver a foto de Daniela Mercury beijando sua esposa. “Meus sais!”, suspirou antes de desmaiar nos braços de Jair Bolsonaro. Assim que recobrou o sexto sentido, Feliciano surtou: “Minha santa periquita do bigode loiro! É bruxa! É uma bruxa! Bruxinha, bruxilda, bruxona! Fogueira nela, em nome do Senhor!”, berrou, em falsete, enquanto ajeitava uma ponta dupla em sua franja.

Em seguida, Feliciano responsabilizou Jesus pela alta do preço do tomate. “Esse fruto que se aproveitava, até então impunemente, de ter sido criado à imagem e semelhança da maçã, o símbolo do pecado, finalmente foi punido”, vociferou. “Vejam o que está acontecendo no Chipre, nome que lembra Chifre, que remete a Satanás. O ego de Jesus não pode ser ferido jamais”, concluiu, assim que terminou uma sessão de drenagem linfática.

No final da tarde, o metropastor comunicou à imprensa que irá afrontar os Direitos Humanos apenas três vezes por dia. 
Leia também Coreia do Norte inicia produção de Marcos Felicianos em massa Para se manter na Comissão, Feliciano sai do armário Ahmadinejad saúda Congresso por eleição de Feliciano

Pregação de Feliciano ouvida ao contrário traz refrão deOdara

10/04/2013 15:05 | Categoria: Cultura Compartilhar:Imprimir:

Pregação de Feliciano ouvida ao contrário traz refrão de Odara “Se Feliciano está com Jesus e eu com o diabo, alguma coisa está fora da nova ordem mundial”, declarou Caetano Veloso AMARALINA – Pesquisadores do núcleo de Baianidades & Outras Mumunhas Mais da Universidade de Santo Amaro da Purificação encontraram mensagens subliminares nas pregações do presidente da Acusação dos Direitos Humanos, Marco Feliciano. “Quando ouvimos o falsete ‘sai Satanáááááááaááás’ ao contrário, a contrapelo, identificamos com clareza cristalina os versos ‘Deixa eu cantar pro meu corpo ficar Odara / minha cara, minha cuca ficar Odara'”, revelou o acadêmico Tatau do Pelourinho.

Renomado pelos estudos pioneiros sobre a influência do sincretismo no comportamento sexual de líderes religiosos numa época de globalização e tribalismo, o professor Axé Saraiva Aiê encontrou mensagens cifradas nas madeixas alisadas e nas sobrancelhas depiladas do metropastor. “Menino Deus, quando a flor do teu sexo / Abrir as pétalas para o universo / E então, por um lapso, se encontrar no anexo”, cantarolou Saraiva Aiê, enigmático.

No fim da tarde, Silvio Santos anunciou a criação do programa “Qual é o músico?”. Segundo nota divulgada pelo SBT, os participantes terão que acertar as personalidades musicais ofendidas por Marco Feliciano a partir de sete notas tocadas pelo maestro Zezinho. 
Leia também Marco Feliciano exige que Daniela Mercury vá para a fogueira Em protesto contra Feliciano, Lula divulga foto beijando o espelho Feliciano diz que defesa do Flamengo está “dominada por Satanás” Bilhete de Chico Buarque à diarista é considerado magistral

19 minutos atrás

A ONIPRESENÇA DO GÊNERO WESTERN NO CINEMA MODERNO

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Vereadora propõe orar para resolver problemas da cidade

por Paulo Lopes Cleide Vieira é tambémpastora da Quadrangular A pastora-vereadora Cleide Vieira (foto), de Simões Filho (BA), disse ter obtido autorização de Joel Cerqueira (PT), presidente da Câmara, para criar um…

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CINEMA ESGOTO E OUTRAS MENTIRAS…

porque a arte sai do ego e vai pro ralo…

A ONIPRESENÇA DO GÊNERO WESTERN NO CINEMA MODERNO

em cinema por gustavo halfen em 11 de abr de 2013 às 00:43 O cinema western, considerado um dos principais gêneros da sétima arte, obteve seus anos dourados nas décadas de 1930 e 1940, principalmente com os filmes de John Ford. Porém por toda a trajetória da história do cinema e, inclusive na atualidade suas características são frequentemente homenageadas. Embora muitas vezes despercebidos, os filmes de máfia, super heróis e thrillers de ação são recheados de referências dos mocinhos e bandidos do velho oeste.   7  0      1
clint eastwood 01 - 01.JPG Você pode dizer que não gosta, ou até mesmo dizer que nunca viu, mas o cinemawestern está mais próximo de nossas vidas do que parece. O gênero mais conhecido no Brasil como faroeste, é considerado um dos mais importantes da história do cinema e influenciou a maioria dos grandes filmes. O filme The Great Train Robbery (O Grande Assalto ao Trem, 1903) inovou a forma de fazer cinema, utilizando pela primeira vez em um filme de ficção, ambientes externos, movimento de câmera e montagem paralela, além de romper pela primeira vez a “quarta parede” na famosa cena do tiro na câmera; homenageada por Martin Scorsese em Goodfellas (Os Bons Companheiros, 1990) e Ridley Scott em American Gangster (O Gangster, 2007). É conhecido que nesta cena o público demonstrou certo desespero com medo que a bala os atingisse.great-train-robbery-1903-granger - 01.JPG
Cena clássica de The Great Train Robbery do tiro na câmera. Com o passar dos anos o cinema western foi tomando um formato mais característico, romanceando a colonização do oeste estadunidense; mostrando a relação do homem com a natureza quase desértica (O Estouro da Manada, 1951), as guerras contra os índios (Rastros de Ódio, 1956), a cultura indígena (Um Homem Chamado Cavalo, 1970) e a busca do ouro (O Ouro de Mackenna, 1969). O protagonista das estórias do velho oeste acabou traçando o perfil do mito do herói hollywoodiano: o “mocinho” xerife, esperto e bondoso que mata (ou prende) os bandidos de sua cidade; hoje tão em voga nas adaptações cinematográficas das HQs. A partir destes personagens, surgiram também os códigos de honra, que estão acima da lei, muito referenciados em filmes de máfia.
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Pôster do clássico Rastros de Ódio. O épico Stagecoach (No Tempo das Diligências, 1939) de John Ford, além de ser referência pura nos filmes de Indiana Jones, influenciou o diretor Orson Wells ao fazer Cidadão Kane, considerado o maior filme de todos os tempos. Em meados dos anos 1960 houve a produção europeia chamada western spaghetti, cujo principal porta voz foi Sergio Leone. Em sua “Trilogia dos Dólares”, com Clint Eastwood como protagonista, ele inovou o mito do herói, transformando-o em anti-herói; o homem sem nome e sem passado, mercenário, frio e solitário. Personagem este popularizado na atualidade pelos diretores Robert Rodriguez e Quentin Tarantino. A trilha sonora característica do gênero, nos filmes de Leone tomaram amplitude global; a música tema do longa, Três Homens em Conflito (Il Buonno, Il Bruto, Il Cativo, 1966), composta por Enio Morricone, é considerada uma das mais famosas e belas canções da sétima arte.the god, the bad and the ugly duelo.jpg
Cena do longa Três Homens em Conflito representando um duelo entre inimigos. Em 1970 o artista Alejandro Jodorowsky dirigiu o filme El Topo onde ele cultua o gênero western em uma saga surrealista ao herói, cujo protagonista evolui espiritualmente para se tornar o gatilho mais rápido do oeste. Na atualidade, mais precisamente em 2008, os irmãos Cohen levaram o Oscar de melhor filme com “Onde Os Fracos Não Têm Vez” (No Country for Old Man, 2008). Utilizando do humor negro, os Cohen desconstruíram o gênero western em uma análise decadente do xerife velho, fraco e inexperiente e fortalecendo o papel do bandido: frio, calculista, assustador e enigmático. Já em 2011, o prêmio de melhor diretor de Cannes foi para o dinamarquês Nicolas Refn, que em Drive nos traz o anti-herói criado por Leone, o homem sem nome, calculista e invencível, no papel principal de Ryan Gosling. Em 2013, concorrendo ao melhor filme no Oscar, Tarantino homenageou o gênero, que considera o seu preferido, no filme Django Livre, onde ele cita referências claras dos anos dourados do western, além do spaghetti; a estória agora se passa na região sul dos EUA, seu protagonista é negro, e a trilha sonora original é composta por Enio Morricone. Em uma época onde nada se cria e tudo se copia, é incontestável que em cada disparo de pistola, em cada busca de vingança e em cada disputa entre mocinho e bandido, vemos os westerns como pano de fundo.   7  0      1 
gustavohalfen Artigo da autoria de Gustavo Halfen.
Biólogo, cinéfilo, poeta, compositor, pintor, escritor, blogueiro….
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COMENTÁRIOS

20 minutos atrás

Show ‘O passo do colapso’ confirma em cena que Dado anda para frente

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Show ‘O passo do colapso’ confirma em cena que Dado anda para frente

por Mauro Ferreira  Resenha de show
Título: O passo do colapso
Artista: Dado Villa-Lobos (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 8 de abril de 2013
Cotação: * * 1/2

Foi sintomático que os aplausos mais fortes recebidos por Dado Villa-Lobos na estreia nacional do show O passo do colapso tenham sido motivados por sua interpretação de Índios (Renato Russo, 1986), sucesso da Legião Urbana, a banda brasiliense que projetou este guitarrista e compositor belga-brasileiro que tem se aventurado cada vez mais como cantor no exercício de sua carreira solo. Dado cantou bem Índios, no fim do bis do show apresentado no Theatro Net Rio na noite de 8 de abril de 2013, mas – justiça seja feita – o artista não se escorou em cena no legado do grupo que integrou com Renato Russo (1960 – 1996) e Marcelo Bonfá. O roteiro incluiu músicas do cancioneiro da Legião – como a obscura Depois do começo (Renato Russo, 1987), reapresentada no (com)passo veloz do ska, e como Giz (Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, 1993) – sem jamais tirar o foco principal do repertório inédito lançado por Dado no seu segundo álbum solo, O passo do colapso, que ganha edição física em CD neste mês de abril de 2013 cinco meses após ter sido lançado em formato digital. O passo do colapso é disco climático produzido por Dado com Kassin. De início frio, o show – aberto com o rock Colapso (Dado Villa-Lobos, China e Jr. Black) – engrenou aos poucos e mostrou que Dado caminha bem em cena entre rocks e climas. Contudo, o roteiro ainda pode ser aprimorado. A junção de várias músicas inéditas no bloco inicial – Brilho de gente que faz brilhar (Beto Callado, 2012), Lucidez (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012) e Sobriedade (Nenung e Dado Villa-Lobos, 2012) – contribuiu para a frieza inicial. Até porque não são as melhores músicas do disco. O primeiro grande momento veio com Beleza americana (Fausto Fawcett e Carlos Laufer, 2012), música que derramou poesia urbana em cena, reproduzindo em cena o clima do CD. Outro destaque foi a canção Quando a casa cai (Nenung, 2012), cantada por Dado com a presença graciosa de Mallu Magalhães, repetindo o dueto gravado para o álbum. Na sequência imediata da intervenção rápida de Mallu, Dado convocou ao palco Fausto Fawcett, cuja participação em Overdose coração – parceria de Fawcett com Laufer, baixista da boa banda que incluía também Günter Fetter (teclados, programações, guitarra) e Lourenço Monteiro (bateria) – injetou pulsação em show que caminhava em passos lineares com a sucessão das músicas e das projeções de Clara Cavour. O cover de 3,6,9 – música recente de Cat Power, lançada pela cantora e compositora norte-americana em seu último álbum, Sun (2012) – reanimou o espírito roqueiro de Dado, artista formado entre os estilhaços da explosão punk que ecoou em Brasília (DF) na virada dos anos 70 para os 80. Por não ser em essência um cantor, Dado não conseguiu reverberar em cena toda a sensibilidade latente na letra de Filho, versão em português que fez de Son (Scott Weilland e Victor Indrizzi). Ainda assim, o show O passo do colapso sinaliza que Dado Villa-Lobos está andando para frente em cena, mesmo que eventualmente olhe para trás – com todo o direito, aliás – para reviver o legado que construiu como integrante da Legião Urbana, banda lendária que deixou órfãos no universo pop nacional.  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 de Abril de 2013 15:00

Dado ergue ‘Quando a casa cai’, balada de Nenung, com Mallu em show

por Mauro Ferreira  Mallu Magalhães participou da estreia nacional do show O passo do colapso, de Dado Villa-Lobos, na noite de 8 de abril de 2013. A cantora e compositora paulista e o compositor e guitarrista belga-brasileiro – vistos em foto de Maíra Cassel  reproduziram no palco do Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ), o dueto na balada Quando a casa cai (Nenung), feito originalmente para o segundo disco solo gravado por Dado em estúdio, O passo do colapso, lançado em dezembro de 2012 e mote do show mostrado em primeira mão ao público carioca.

21 minutos atrás

Gays relatam desafio de sair do armário em diferentes locais do Brasil

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Gays relatam desafio de sair do armário em diferentes locais do Brasil

por mark vynny Declarar-se abertamente gay, lésbica, bissexual ou transsexual para os pais, a família, amigos e colegas em escolas ou no trabalho pode ser um desafio complexo no Brasil, onde o assunto é tema de debates acalorados. “O armário é um espaço de gerenciamento de estigmas, de um segredo, uma informação que tem um peso social muito forte. É sempre um momento de muita tensão, um ritual de passagem”, avalia Fernando Teixeira Filho, professor do Departamento de Psicologia Clínica da Unesp, no campus de Assis. Muitas famílias se mantêm unidas através desse segredo, e revelá-lo publicamente pode significar a ruptura de alguns laços, e a criação de novos, diz o psicólogo, indicando que diversos fatores influenciam as reações de aceitação ou rejeição. Teixeira Filho diz que entre os que mais sofrem atualmente estão os transexuais, “que em geral sempre enfrentam uma reação péssima”, e os bissexuais, que vivem em “um armário dentro de um armário” e sofrem preconceito de todos os lados. Veja alguns depoimentos concedidos à BBC BrasilLilo OliveiraLilo Oliveira, universitária
“Tenho 20 anos, sou homossexual assumida e namoro uma linda guria. Como é ser homossexual nos dias de hoje? Bem, eu tenho me sentido como em uma guerra, na qual há aqueles fanáticos por religião, que zelam por seus preconceitos por detrás de palavras de um livro. Eu quero ter uma família, eu quero que minha namorada se torne minha esposa, queremos filhos, sonhamos com o casamento, morar juntas, dividir as coisas, como grande parte das mulheres sonham. Me questiono por que é mais fácil aceitar a violência do que o amor. Por que é tão natural ver mais uma mãe que jogou seu filho fora do que um casal homossexual adotá-lo. Para muitos, não temos religião – para nós, é na fé de algo melhor que continuamos a lutar por respeito, por um mundo onde vivamos em paz. Nos chamam de desgraça, de fim do mundo, de vergonha, de intolerantes, de vítimas sem motivos, de câncer social, mas eu olho a foto ao lado, e vejo amor, vejo sonhos, futuros, vejo brigas, risadas, desentendimentos, vejo um casal como qualquer outro. Ser homossexual hoje é acreditar que amanhã as coisas hão de melhorar, é não abaixar a cabeça, é ter antes de tudo orgulho de si mesmo e saber que não há nada de errado com você. E mostrar para a sociedade que não há mal nenhum em amar.” Thiago MonferdiniThiago Monferdini, 25 anos, redator publicitário
“Me assumi lá no começo dos anos 2000, em uma cidade de cerca de 30 mil habitantes no sul de Minas Gerais, que é provinciana ao extremo. Fácil? Não, não foi. Houve desmaios e gritos. Pedidos de perdão para encher agendas de analistas de toda a região, mas me lembro de uma sensação, a de liberdade. As três palavras mágicas ‘eu sou gay’ libertam! Eu prometo. Não existe nenhum olhar torto no mundo, nenhum cuspe na cara que dane a sensação de ter sido honesto consigo mesmo. As dores e prazeres são as maiores constâncias na vida de um homossexual, mas que chato seria se estas não existissem, não é? Hoje, liberto da cidade e do preconceito dos pais, eu afirmo: eu sou gay. Ouviu?” Júlio Cézar MirandaJúlio Cézar Miranda, psicólogo
“Tenho 26 anos, moro em São Paulo, sou psicólogo e ser gay hoje é algo que ainda desperta muito a curiosidade de todos. Muitos que se dizem héteros têm muita curiosidade ao saber como se dão as relações com gays e afins. Tendo intimidade, então, as coisas mudam: a pessoa quer se descobrir. O prazer está em voga em nossa sociedade, a casualidade, o momento, o lance. Ao me assumir em casa, meus pais sabiam já, mas se negavam a acreditar. É destruir sonhos patriarcais, laços familiares, sangue. É não viver conforme o padrão social e, com isso, fazer com que tudo e todos ao redor se desestruturem. Foi difícil, sim, pois as pessoas não são obrigadas a me aceitar como sou. Mas o que se passa comigo e com o meu interior e se isso está me fazendo feliz ou não é de direito coletivo? Afinal, pago minhas contas, impostos e não tenho privilégios por ser homossexual, e sim levo garrafadas e olhares tortos nas ruas por apenas ser quem sou. Sou um homem comum como qualquer outro, porém gosto de outros homens. Não acordei um dia de manhã e escolhi ser gay. Afinal, quem quer escolher o modo mais difícil de se viver? Ser gay não é escolha, e sim estado natural de viver.” Júnior MilérioJúnior Milério, 28 anos, jornalista
“Por volta dos 14 anos, disse para minha mãe que me interesso por meninos, e não por meninas. Com aquela idade, eu não imaginava o quanto a sexualidade de uma pessoa interfere na vida social. Meu interesse por meninos sempre foi natural, eu não escolhi. Ser gay não é uma opção. Nasci e cresci no interior de São Paulo e lá não há grupos de apoio a pais de gays, diferente de São Paulo hoje em dia, por exemplo. Então, minha mãe e eu tivemos que redescobrir, sozinhos, como amar novamente. E descobrimos. Garanto que o amor – acima de tudo o amor dentro de casa – me ajuda a ser completo na sociedade. Foi na universidade, quando me mudei para Campinas para estudar, que me entendi como gay e cidadão por completo. Desde então, minha batalha é diária para ser respeitado, mas não com violência. Minha arma contra o preconceito e a homofobia é a minha educação, minha formação. A gente que sofre preconceito, seja racial, sexual, social, se cobra muito para ser melhor, numa tentativa quase inglória de compensar alguma coisa que é vista como menos ou inferior. A falta de respeito. Essa é a principal dificuldade. O respeito é a base de qualquer relação. Da afetiva à social. Respeitar! A violência não é apenas quando um gay é agredido na rua. Esse é o cúmulo, o absurdo, o ápice da violência. Mas o princípio da violência é o desrespeito pelo que é diferente. Eu me sinto agredido quando quero ser cidadão e doar sangue e não posso. Quando vejo gente precisando de medula e sou proibido de fazer doação. E me sinto desrespeitado quando, apesar de ser proibido disso e de tantas outras coisas mais, me cobram impostos. Declaro imposto de renda. Pago minhas contas.” Andréia, 28 anos, advogada
“A primeira pessoa para quem eu contei da minha então recentíssima descoberta de ‘gostar de meninas’ foi há 12 anos, quando eu tinha 16 anos, e foi bem tranquilo. Poucos meses depois, meu pai descobriu por conta de um ‘vacilo’ meu. O momento da revelação foi um pouco tenso, pois na época nem eu sabia exatamente como me posicionar sobre o assunto. Meu pai me disse que se preocupava com o que eu poderia sofrer, mas afirmou que quem estivesse contra mim, estaria contra ele. Em seguida, com a minha autorização, contou para minha mãe, que ficou péssima e por anos não tocou no assunto comigo. Um dia, quando eu já tinha uns 19 anos, me deu uma revista cuja matéria de capa falava sobre lésbicas. Foi a forma de dizer que me aceitava. Hoje meus pais tratam naturalmente o assunto e não fazem qualquer diferença entre minha namorada e a do meu irmão: tratam ambas muito bem e com muito carinho. Nunca sofri qualquer discriminação em casa. No entanto, sei que o posicionamento da minha família não é a regra. Tive problemas com os pais de diversas namoradas. De uma delas, a mãe tomou celular, dinheiro, carro, tudo. Proibiu de me ver, mandou para a terapia, nada adiantou. Isso foi no primeiro ano de relacionamento. Depois disso, namoramos mais cinco anos (dois dos quais moramos juntas no exterior). Quanto aos meus amigos, nunca tive nenhum problema em me assumir gay. Todos, até mesmo os mais machistas, religiosos ou tradicionais, me aceitaram muito bem. Resumindo tudo isso, na prática vejo que o preconceito existe, mas a discriminação por orientação sexual é mais velada se o gay tiver boa condição social e nível profissional/educacional mais elevado. E que a postura de cada um perante o mundo contribui, em muito, para a quebra dos paradigmas.” César MartinsCésar Martins, 31 anos, produtor de moda e figurinista
“Quando fiquei com um menino pela primeira vez, aos 18 anos, contei para minha mãe e ela teve uma reação inusitada, dizendo ‘eu sou sua mãe, eu não sou burra’. Desde pequeno eu já sabia, e nunca mexeu comigo. Me incomodava mais que me chamassem de magro do que de bicha. Sempre fui muito tranquilo. Meus pais sempre me deram todos os brinquedos que eu pedi, e não eram convencionais para meninos. Meu pai nunca tocou no assunto, mas meus namorados dormem em casa, no meu quarto, e fazem parte da família, sem nenhum problema. Quanto ao ambiente profissional, sempre trabalhei com moda, e acho que, na verdade, não ser gay seria um problema. As modelos, por exemplo, teriam vergonha de se trocar na minha frente. Eu acho que ficou mais fácil, hoje em dia, ‘sair do armário’. Acho que se fala mais do assunto, veio mais à tona na sociedade.” fonte: BBC Brasil   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 horas atrás

CEO da Apple é eleito o gay mais influente dos Estados Unidos

por mark vynny Tim Cook já venceu as edições de 2011 e 2012 da revista norte-americana Tim Cook 02Tim Cook, CEO da Apple, nunca se assumiu homossexual, mas, ainda assim, foi eleito pelo terceiro ano consecutivo o LGBT mais influente dos Estados Unidos. No ranking, que inclui 50 artistas, empresários, jornalistas e políticos, elaborado anualmente pela revista “Out”, Cook aparece à frente da apresentadora Ellen DeGeneres (2º), do roteirista e produtor Ryan Murphy (3º) e do apresentador da “CNN” Anderson Cooper (5º). Dentre outras figuras conhecidas, aparecem na lista ainda o cantor Frank Ocean (10º), os estilistas Marc Jacobs (19º) e Tom Ford (31º) e a drag queen Ru Paul (50º). Conheça a seleção completa elaborada pela “Out” aquifonte: ParouTudo  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  10 horas atrás

Rio de Janeiro: Governo recebe certificado da União Europeia pelo seu combate à homofobia

por mark vynny Nos últimos dias 4 e 5 de abril foi realizado em Brasília o Seminário Brasil – União Europeia de Combate à Violência Homofóbica. O Governo do Rio recebeu da União Europeia e da da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República o Certificado de Boas Práticas em Políticas Públicas de Direitos Humanos para LGBT, como uma das cinco experiências que tiveram êxito no Brasil para a comunidade gay. O prêmio foi concedido por conta da atuação no Programa Estadual Rio Sem Homofobia, que combate à discriminação por orientação sexual  e identidade de gênero. A União Europeia avaliou o conjunto de ações e serviços implementados e oferecidos pelo Rio Sem Homofobia, entre 2010 e 2012, como os quatro Centros de Referência da Cidadania LGBT e o Disque Cidadania LGBT 0800 0234567, que foi destacado pelos representantes europeus. “Planos abrangentes como o Programa Estadual Rio Sem Homofobia teriam uma aplicabilidade clara em muitas cidades europeias”, disse o português Miguel Vale de Almeida, um dos responsáveis pela análise. O objetivo da avaliação, que foi realizada no segundo semestre de 2012, foi comparar as experiências brasileiras e europeias no combate à homofobia e no acolhimento à população LGBT, como forma de aprofundar o diálogo e a cooperação entre os dois governos no enfrentamento à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. “Foi com muita satisfação que recebemos essa certificação. Ela nos mostra que o Governo do Rio está no caminho certo. Sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente e alguns obstáculos a superar, mas ficamos muito felizes pelo reconhecimento, que nos dá motivação para continuar trabalhando”, declarou Cláudio Nascimento (foto), coordenador do Programa Rio Sem Homofobia. fonte: A Capa   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  10 horas atrás

Marco Feliciano fecha sessão da CDHM para manifestantes, mas evangélicos entram

por mark vynny Manifestantes protestaram mais uma vez na sessão da CDHM protesto CDHMApós tumulto dos manifestantes na sessão desta quarta-feira, 10, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) mudou o local do debate e proibiu a presença do público. No entanto, evangélicos convidados pelo pastor puderam entrar. A reportagem do portal “UOL” contou pelo menos 15 convidados de Feliciano ou de seu partido na sessão. O vereador Pastor João Campos (PSC-TO) de Palmas disse que compareceu à Câmara a convite de Feliciano. Já o pastor Ely Silva, de Belém (PA), disse à reportagem que era convidado do deputado Zequinha Marinho (PSC-PA). Procurado pelo site, Roberto Marinho, assessor do deputado, que também já deu declarações homofóbicas, negou que Feliciano tenha convidado aliados. “Não tem convidado dele aqui, não”, chamando os outros pastores, portanto, de mentirosos. fonte: ParouTudo 

22 minutos atrás

http://www.brasil247.com/

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Uruguai é considerado país mais liberal da América do Sul

: Além de aprovar a igualdade de casamento entre homossexuais e heterossexuais, o país legalizou o aborto e analisa a possibilidade de descriminalizar a maconha   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Falcão culpa empresariado e mídia por ‘Pibinho’

Claudio Manculi/Frame: SÃO PAULO, SP, 25.03.2013: RUI FALCÃO/ENTREVISTA - O presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão durante entrevista coletiva sobre os encontros com as lideranças estaduais do partido, nesta segunda-feira (25), na sede nacional do PT, na região central“É hora de os trabalhadores irem para cima das empresas, para arrancar conquistas, porque a conjuntura está favorável, para elevar a produtividade, para aumentar a produção, para forçar o investimento que eles estão se recusando a fazer, numa espécie de sabotagem ao nosso projeto”, disse o presidente do PT em encontro regional do partido   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Edital investe mais de R$ 1 milhão em propostas de divulgação de comunidades tradicionais

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Campanha de vacinação vai reduzir a mortalidade e internações causadas pela gripe

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‘Eleitor cri-cri de SP pode mudar rumos para 2014’, diz Vera Magalhães

: Segundo colunista da Folha, se os petistas contam com a boa avaliação de Dilma e o frescor de Haddad para conquistar o Estado mais crítico do Brasil, aos tucanos restará defender a hegemonia de 20 anos no poder Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Eliane: Dirceu constrange Planalto

: Para colunista, ao revelar movimento combinado para influir no julgamento, ex-ministro tentou melhorar as coisas para ele, mas piorou para todo mundo – principalmente para o governo e para os ministros que votaram para salvá-lo no Supremo   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Justiça concede perdão judicial a réus da Ação Penal 470

: Acusados de lavagem de dinheiro no processo do chamado mensalão, Lucio Bolonha Funaro e José Carlos Batista foram beneficiados pela delação premiada; eles colaboraram com o Ministério Público Federal (MPF), fornecendo informações e documentos que ajudaram na investigação   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  4 horas atrás

Justiça garante edital de concessão do Maracanã

: Desembargadora caça liminar do MP que suspendia o processo licitatório do estádio por suspeita de superfaturamento e falta de transparência; abertura dos envelopes acontece esta manhã   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  5 horas atrás

Empresas de brasileiros em paraísos fiscais serão tributadas

: A decisão do STF não atinge organizações com sede nos países de tributação regular, mas abre precedente para que a cobrança possa ser autorizada futuramente   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  5 horas atrás

Argentina anuncia congelamento dos preços de combustíveis

: Medida é a terceira anunciada neste ano pelo governo de Cristina Kirchner para controlar a inflação; No final de janeiro, o secretário do Comércio Interior, Guillermo Moreno, fez um acordo com supermercados e redes de eletrodomésticos para manter os preços estáveis até maio   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  12 horas atrás

Setti questiona Dirceu: “Onde estão as provas”

: Blogueiro da Veja, Ricardo Setti diz que “é grave a acusação de Dirceu de que o ministro Fux prometeu absolvê-lo antes de ir para o Supremo. Só tem um problema: é a palavra de um réu condenado contra a de um juiz que o condenou. Onde estão as provas?”   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  12 horas atrás

Justiça suspende privatização do Maracanã

: Segundo decisão da juíza Roseli Nalin, da 5a Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio, há “graves indícios de irregularidade” na concorrência que definirá o futuro administrador do estádio por meio de Parceria Público-Privada (PPP); edital não detalha todos os projetos que terão de ser levados à frente após a concessão, o que tenderia a beneficiar a IMX, de Eike Batista   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  13 horas atrás

Sob vaias e xingamentos, vereadores elevam tarifa de ônibus para R$ 2,45

: Depois de uma longa sessão, a Câmara Municipal definiu aumentar em R$ 0,20 o valor da passagem do transporte público; revoltados, manifestantes chamaram vereadores de “vagabundos”; 15 vereadores aprovaram o reajuste; oposição votou contra e ainda contou com o apoio de Adriano Taxista; os parlamentares Renilson Felix se revoltou com protesto e pediu ação da SSP   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  13 horas atrás

Deputado Fonteles sobre Fux: “Merece impeachment”

: Em entrevista ao 247, deputado Nazareno Fonteles, do PT, defende que seja instalada uma comissão no Congresso para se analisar as ações do ministro do STF e decidir sobre a instalação de um processo de impeachment contra ele; autor de uma PEC que prevê ao Legislativo sustar atos do Judiciário, parlamentar diz que o que Luiz Fux fez – prometer absolvição ao ex-ministro José Dirceu por uma vaga no Supremo – “não é postura de um juiz, mesmo que ainda estivesse a caminho do cargo”   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  13 horas atrás

MPE dá parecer favorável a união de casal gay em MT

: As mulheres P.M e A.S.C anexaram ao pedido as certidões de nascimento atualizadas e atestado de testemunhas, documentos exigidos conforme previsto no Código Civil, comprovando que não existe impedimento ao casamento; Constituição Federal fixa o dever de o legislador infraconstitucional facilitar a conversão da união estável em casamento   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  13 horas atrás

Pelegrino avalia 100 dias de ACM: “baixa efetividade”

: Para o petista que foi derrotado pela quarta vez na disputa pela Prefeitura de Salvador, os cidadãos ainda não têm o que comemorar nos 100 primeiros dias de gestão de ACM Neto (DEM); segundo Pelegrino, dos 32 decretos baixados pelo prefeito, 24 não tiveram resultado; seriam medidas referentes à política de pessoal, saneamento básico, atenção psicossocial ou o plano de concessão do transporte coletivo; o petista bate duro no decreto da ‘ficha limpa’, ao qual o próprio prefeito teria desobedecido com a nomeação de três secretários que respondem a processos judiciais   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  14 horas atrás

Imigrantes haitianos terão situação regularizada

:  A Superintendência da Polícia Federal no Acre pretende iniciar o processo de regularização dos haitianos e outros estrangeiros que atravessaram o país nas últimas semanas e se abrigaram no Estado; o trabalho de regularização deve começar até meados da próxima semana; devido à situação, o governo do Acre decretou estado de emergência social nos municípios de Brasileia e Epitaciolândia   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  14 horas atrás

PPS reúne Serra e Aécio em conferência

: Ex-governador de São Paulo e senador mineiro dividem mesa de debate na abertura da conferência “A Esquerda Democrática pensa o Brasil”, marcada para as 14h30; fortalecimento de Aécio Neves no PSDB, que deve levá-lo à presidência nacional do partido e a candidatura à Presidência da República em 2014, alimenta especulações de que Serra pode migrar para o PPS de Roberto Freire, que já fez o convite; para a conferência do partido Serra vai…   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  15 horas atrás

Deputados alagoanos avaliam recurso ao TSE

: O Presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas já acionou o departamento jurídico do Poder para avaliar a decisão do TSE. Em julgamento realizado na noite desta terça-feira (09-4), o Tribunal Superior Eleitoral reduziu o número de deputados estaduais de 27 para 24. No âmbito federal, o Estado terá um deputado a menos a partir das próximas eleições, caindo de 9 para 8. A bancada federal também vai se reunir para discutir a questão.   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  15 horas atrás

Deputados alagoanos avaliam recurso contra decisão do TSE

: O Presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas já acionou o departamento jurídico do Poder para avaliar a decisão do TSE. Em julgamento realizado na noite desta terça-feira (09-4), o Tribunal Superior Eleitoral reduziu o número de deputados estaduais de 27 para 24. No âmbito federal, o Estado terá um deputado a menos a partir das próximas eleições, caindo de 9 para 8. A bancada federal também vai se reunir para discutir a questão. 

23 minutos atrás

Cara de pau em Cristo: Feliciano faz um afago público no cantor Caetano Velos

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Cara de pau em Cristo: Feliciano faz um afago público no cantor Caetano Veloso

por Rosangela Basso Cara de pau em Cristo: Feliciano faz um afago público no cantor Caetano Veloso

Feliciano espera ‘reconhecimento’ de Caetano por hospital na Bahia

Ao iG, presidente da Comissão de Direitos Humanos diz confiar que cantor manifeste apoio por decisão tomada pelo governo dias após a Comissão de Direitos Humanos tratar do tema

O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) está confiante de que irá receber um afago público do cantor Caetano Veloso, que em entrevista a jornais da Bahia disse que seria favorável à manutenção dele na presidência da Comissão de Direitos Humanos caso a luta de cerca de mil mineiros contaminados por chumbo em Santo Amaro da Purificação, cidade natal do cantor, ganhasse o Congresso Nacional. “Eu gostaria que ele viesse a público agora”, diz Feliciano ao iG .

Agência Câmara Feliciano fechou novamente nesta quarta (10) a reunião da Comissão de Direitos Humanos após protesto de manifestantes

O “reconhecimento”, segundo o deputado, deveria vir após decisão do Ministério da Saúde de criar um hospital especial para tratar os mineiros contaminados. A decisão foi tomada pelo governo federal dias após audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, tratando do tema. “Realizamos uma única audiência pública até agora, justamente sobre esse tema, e o hospital foi anunciado”, afirma o deputado, que comemora a decisão como uma vitória sua à frente da comissão. Caetano havia dito que “se a Comissão fizer algo útil e justo (pelos mineiros), mesmo sob Feliciano, aplaudirei. “O que não quer dizer que aplaudo a escolha do seu presidente”, ressaltou. Agora, de acordo com Feliciano, decisões judiciais favoráveis à concessão de aposentadorias ao mineiros também estão saindo depois da audiência. O debate público foi realizado há duas semanas em meio a protestos de manifestantes contrários a permanência do pastor e líder da igreja evangélica Assembleia de Deus Catedral do Avivamento no comando da comissão. Feliciano afirma que o requerimento de audiência publica esperou três anos para ser aprovado na comissão. Apesar da disposição de Feliciano em receber apoio de Caetano Veloso, o cantor se manifestou hoje pela saída do deputado do comando da comissão. Após a circulação de um vídeo no qual o pastor credita o sucesso do cantor ao diabo, Caetano usou sua conta no Twitter para se opor a Feliciano. Caetano postou em sua conta no microblog as hashtags #Absurdo e #ForaFeliciano.  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  10 horas atrás

Olha o mico homofóbico: Acre proíbe o premiado filme “Eu não quero voltar sozinho” em projeto de cinema nas escolas

por Rosangela Basso Olha o mico homofóbico: Acre proíbe o premiado filme “Eu não quero voltar sozinho” em projeto de cinema nas escolas 

Acre censura filme gay ao confundi-lo com kit anti-homofobia

Parou Tudo

Curta foi confundido com kit anti-homofobia no Acre

Premiado em festivais em várias partes do mundo, o curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho” foi proibido no Acre. Pior: todo o programa Cine Educação, do qual ele fazia parte, foi suspenso por lá. Tudo começou, segundo os produtores Diana Almeida e Daniel Ribeiro – este, também diretor do filme – quando alguns alunos que o assistiram em sala de aula pensaram se tratar do “kit anti-homofobia” e reclamaram a líderes religiosos. Estes, sem saber do que realmente se tratava, mobilizaram políticos para proibir o programa educacional. Segundo comunicado de Ribeiro, os secretários de Educação e de Direitos Humanos do Estado discutem a reativação do Cine Educação, porém, o seu curta deve ser definitivamente excluído do programa. Não, você não está no Irã, onde os habitantes vivem em Estado religioso. Você está no falso Estado laico chamado Brasil. Veja ou reveja o premiado e delicado curta-metragem que os estudantes do Acre não podem ver na escola:   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  13 horas atrás

Que horror: Bolsonaro diz que se tivesse participado da ditadura deputado Ivan Valente estaria no “saco”

por Rosangela Basso Que horror: Bolsonaro diz que se tivesse participado da ditadura deputado Ivan Valente estaria no “saco”

Até quando Bolsonaro ficará impune?

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Lula não é citado em investigação do Ministério Público: O que a imprensa publicou, o fez por sua conta e risco

por Rosangela Basso Lula não é citado em investigação do Ministério Público: O que a imprensa publicou, o fez por sua conta e risco

Correio do Brasil

Lula falou ao público latino-americano, em Cuba Lula tem preferido não falar sobre declarações de Marcos Valério O Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) confirmou, na tarde desta quarta-feira, que requereu à Polícia Federal a instauração de inquérito para “apurar um dos fatos descritos pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza em depoimento prestado à Procuradoria Geral da República (PGR) em setembro de 2012″, conforme nota publicada no último dia 5. Mas, em nenhum momento, afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria envolvido nesta ação, como esclareceu a instância judicial, por meio de sua porta-voz, Carla Zanetti, em entrevista ao Correio do Brasil. – O que a imprensa publicou (acerca das ilações quanto ao ex-presidente Lula estar envolvido no processo), o fez por sua conta e risco – afirmou Zanetti. O que a nota expedida pela instituição pontuou, acrescenta, é que “o teor específico desta ação corre sob sigilo de Justiça” e o relato “divulgado na imprensa” não seria confirmado ou negado pela promotoria exatamente porque está protegido do conhecimento público. O pedido de investigação à Polícia Federal, segundo confirma o MPF, restringe-se à informação de Valério sobre o citado “repasse de US$ 7 milhões por parte de fornecedora da Portugal Telecom em Macau (China), ao Partido dos Trabalhadores (PT), por meio de contas bancárias no exterior”. Se houve realmente o fato e quem estaria nessa operação; além de todas as demais questões relativas ao processo, segundo Zanetti, “serão apuradas ao longo da investigação”. Em nenhum momento, porém, o Ministério Público teria citado o ex-presidente Lula. Quando foram publicadas as primeiras notícias sobre o um provável depoimento de Marcos Valério sobre o possível repasse de recursos à Portugal Telecom, o ex-presidente Lula teria dito a repórteres que o publicitário era um “mentiroso” e, depois não tocou mais no assunto. Novamente questionado sobre o tema, o ex-presidente afirmou, por meio de nota assinada pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse que “não há nova informação em relação às que foram publicadas há cinco meses”.  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  13 horas atrás

Senado criminaliza omissão diante de violência contra mulheres

por Rosangela Basso 
Senado criminaliza omissão diante de violência contra mulheres 

Projeto pune com de até dois anos de cadeia a falta de “medidas legais cabíveis” ao atendimento da mulher vítima de violência, quando houver lesão corporal ou morte

POR FÁBIO GÓIS

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei 14/2000, que pune com pena de seis meses a dois anos de prisão a omissão de autoridade policial diante de violência contra mulheres, nos casos em que a falta da prestação de socorro resultar em lesão corporal ou morte. Aprovada em caráter terminativo, a proposição segue direto para a Câmara, caso não haja recurso de senadores para votação também em plenário. A matéria foi apresentada em 2010 pela então senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), hoje governadora do Rio Grande do Norte, e altera a Lei Maria da Penha, que não define punição nos casos de inoperância policial. Segundo ela, o novo tipo penal vai punir agentes públicos, “em caso de negligência na adoção de medidas legais cabíveis para a proteção de mulher”. “A Lei Maria da Penha impõe à autoridade policial certas providências legais, que devem ser executadas com o fim de proteger a mulher em iminência de sofrer ou de já ter sofrido violência doméstica. No entanto, há casos em que a autoridade policial não observa tais medidas de forma diligente e a vítima acaba sofrendo novos males, muitas vezes de forma fatal. Mostra-se premente, portanto, punir a autoridade policial que, uma vez conhecedora da violência ou da ameaça, não envida os esforços necessários para a pacificação social, sua função primária”, registra Ciarlini, na justificação do projeto. O projeto altera o artigo 1º, que passa a ser redigido assim: “Constitui crime, em caso de iminência ou de prática de violência doméstica e familiar contra a mulher, a não adoção das medidas legais cabíveis, conforme o caso, previstas nos artigos 10, 11 e 12 desta Lei, quando da omissão resultar lesão corporal ou morte”.  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  14 horas atrás

“Dizem que ficam chocados ao ver casais do mesmo sexo, olhe as fotos deste casamento e me diga: O que te choca?

por Rosangela Basso Dizem que ficam chocados ao ver casais do mesmo sexo, olhe as fotos deste casamento e me diga: O que te choca?
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Com direito a atraso duplo, paulistanas sobem ao altar cercadas pela família: “O que é meu é meu, o que é dela é dela, a gente se respeita”

Bianca Corol entrou acompanhada pelo pai José Geraldo Sousa. Foto: Edu Cesar

Camila entrou acompanhada pela mãe Eliana Sandra. Foto: Edu Cesar


As duas juntas no altar . Foto: Edu Cesar
 A daminha de honra traz as alianças até o altar . Foto: Edu Cesar
 Elas fizeram questão de ter todos os rituais clássicos de um casamento . Foto: Edu Cesar

Depois do “sim” das duas e da troca de alianças, é hora de assinar o livro de casamentos do cartório . Foto: Edu Cesar
Bianca recebe o abraço da sogra Eliana Sandra. Foto: Edu Cesar
Nick Jovino, marido do irmão de Camila, foi um dos padrinhos. Aqui ele cumprimenta Bianca fortemente emocionado. Foto: Edu Cesar


A vó Norma, de 93 anos, largou tudo na Mooca e veio dar a benção para a neta Camila . Foto: Edu Cesar

 A festa de casamento foi realizada no mesmo local da cerimônia civil . Foto: Edu Cesar

Te chocou em quê? 

Te agrediu por quê?

Para mim os poetas tem razão:

Qualquer maneira de amar vale a pena

Parabéns as noivas, que seja eterno enquanto dure.

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Deputado Ivan Valente para Bolsonaro: “Quem é o fascista que tá aí? É você, torturador. Você devia estar na cadeia, bandido!”

por Rosangela Basso Deputado Ivan Valente para Bolsonaro: “Quem é o fascista que tá aí? É você, torturador. Você devia estar na cadeia, bandido!” 

Palmas para o Deputado Ivan Valente!

Feliciano é motivo de bate-boca entre deputados na Câmara e outros vídeos – TV UOL  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  16 horas atrás

Adolescente comete suicídio após colegas divulgarem foto dela sendo estuprada

por Rosangela Basso Adolescente comete suicídio após colegas divulgarem foto dela sendo estuprada

por Daniela Novais – Brasília em Pauta

 Crédito : Arquivo da Família Rehtaeh Parsons, uma adolescente canadense, cometeu suicídio em Halifax, no Estado da Nova Escócia, após sofrer bullying por mais de um ano e meio em decorrência de um estupro que sofreu quando tinha 15 anos, que ficou público após a divulgação de uma foto do ocorrido, tirada pelos agressores. A imagem se tornou um viral e agravou os problemas psicológicos que a garota desenvolveu após o trauma. Ela tinha 17 anos e morreu no hospital, após tentar se enforcar em casa na última quinta (04).

Segundo a rede de TV CNN, a família afirmou que Rehtaeh demonstrou tendências suicidas desde que a foto da violência circulou entre colegas de escolas através de e-mails e mensagens de textos. Segundo Leah Parsons, mãe da jovem, ela mudou de escola, fez análise, mas o estado psicológico da filha piorou depois que uma investigação sobre seu estupro foi encerrada sem penas para os quatro envolvidos. 

No facebook, a mãe da adolescente criou uma página em homenagem à jovem e postou: “Rehtaeh nos deixou hoje porque quatro garotos acharam que estuprar uma garota de 15 anos não teria problema e distribuir uma foto que arruinou seu espírito e reputação seria divertido. Todo o bullying e perturbação ocasionou isso. Depois, a Justiça também falhou com ela. Essas são as pessoas que me tiraram minha linda garota”.  
O porta voz da polícia de Halifax, Scott MacRae, justificou o encerramento de caso na falta de evidências para que alguém fosse punido pelo suposto estupro. As autoridades confirmaram, porém, que uma foto da garota fazendo sexo com um dos quatro acusados circulou entre celulares e computadores, o que faria com que, mesmo se o ato fosse consensual, as imagens seriam consideradas pornografia infantil, mas mesmo para esse fato não houve pena.
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Campanha pelo casamento igualitário na Irlanda: Como você se sentiria se tivesse que pedir permissão de todos para casar?

por Rosangela Basso Campanha pelo casamento igualitário na Irlanda: Como você se sentiria se tivesse que pedir permissão de todos para casar? 

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O Cristo Vingador só existe na cabeça de Feliciano e Almeidinha

por Rosangela Basso O Cristo Vingador só existe na cabeça de Feliciano e Almeidinha

Almeidinha escreve a Feliciano

Matheus Pichonelli – Carta Capital

Caro Feliciano, Vou te confessar uma coisa. Por puro receio, nunca frequentei um culto evangélico. Nada contra, tenho até alguns amigos evangélicos, mas só de ver pastores como o senhor já coloco o cadeado no bolso e me vacino. Fora isso, sempre me dei bem com todo mundo. Tive, durante um tempo, um funcionário da firma que era crente. O apelido dele era Crente. Ele explicava, todo santo dia, que nem todo crente era evangélico, e que nem todo evangélico fazia sessão de descarrego. Nunca dei a mínima: sou católico, apostólico e paulistano, brinco com todos, faço piada igual: chamo os crentes de crentes, os católicos de papa-hóstia, os ateus de vagabundos, os brancos de branquelas e os negros de macacos. A maldade está no ouvido de quem ouve. Para mim, que se encontrar na rua não sei distinguir um papa Francisco de um Edir Macedo, o importante é não perder a esportiva. O Cristo Vingador só existe na cabeça de Feliciano e Almeidinha
O Cristo Vingador só existe na cabeça de Feliciano e Almeidinha Por isso tiro o chapéu para o senhor. Tirando o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili, não é todo dia que vemos na tevê um sujeito de coragem dizer as verdades que doem mas precisam ser ditas. Por exemplo: todo mundo sabe, só não tem coragem de dizer, que a África é um continente amaldiçoado. Minha cunhada, uma feminista lésbica incapaz de casar e procriar, como observa o mandamento, me esfregou, dia desses, o mapa africano e mostrou como tudo ali é linha reta, resultado do fatiamento acertado entre as potências colonialistas do século sei lá qual. Disse que, seu quisesse entender os problemas da África, era melhor ler a história da Inglaterra, e não a Bíblia. Como se existisse Inglaterra no tempo de Noé – além de feminista e lésbica, minha cunhada é burra. Deixa ela pra lá. Em casa, comemoramos feito gol em Copa do Mundo a sua declaração sobre a ditadura gayzista – durante muito tempo achei que a autoria dessa frase era minha; não patenteei mas tomei posse por usucapião. Faça dela bom proveito. Concordo com o senhor quando fala da podridão dos sentimentos dos homossexuais. Esses dias postei no Facebook duas mensagens. Uma delas, uma frase atribuída ao Arnaldo Jabor: “No Brasil, o homossexualismo (minha cunhada diz que “ismo” é errado, mas ela é intolerante até com a gramática) já foi proibido, tolerado e agora é aceito. Vou embora daqui antes que seja obrigatório”. Choro de rir só de reproduzir a frase. A outra é uma foto em defesa do senhor. Tinha a imagem de um bando de bicha-louca se abraçando, mostrando a língua, as partes baixas e outros penduricalhos. A conclusão era: “para ter respeito é preciso, primeiro, se dar ao respeito”. Esse é meu décimo primeiro mandamento. Digo isso porque me preocupo com meus filhos. Daqui a pouco vai ser comum andar com eles na rua e encontrar marmanjo de barba se beijando sem uma única lampadazinha fosforescente para colocar pudor na bagunça. O senhor sabe como é: as crianças não têm filtro pra essas coisas. Não têm desejo próprio: se veem mulher beijando homem, logo saem beijando também. É automático. Se veem pássaro voando pelos fios de transmissão, logo sobem no poste, se atiram, se arrebentam. Se veem alguém cuspir no chão, cospem também. Se veem atropelamento, logo se enfiam debaixo dos caminhões. Logo, se virem homens beijando homens nas ruas, logo vão agarrar os amiguinhos. O senhor já pensou que fim será disso? Por isso é preciso combater a ditadura da gayzice. Não é porque sou católico, apostólico e paulistano que não temos um objetivo em comum. Nossa Bíblia é a mesma. Mas, como sou observador atento da Palavra, devo dizer que ando em um dilema. Dias atrás, pinçaram no YouTube um vídeo em que o senhor diz exatamente o que eu disse aos meus filhos a vida toda. Que esse povo do meio artístico tem pacto com o Demo. E o maior exemplo disso foi o assassinato do John Lennon, aquele vagabundo que nunca pegou na enxada e viva dizendo que os Beatles eram mais populares do que Cristo. Pagou com a própria vida. Por isso eu digo para meus filhos: “não falem mal de Deus se não Deus te ferra”. Fico feliz em saber que não sou o único a defender que a morte do sujeito, como a de tantos outros, foi um castigo divino. Imagina se Deus não intervém? Um sujeito que defendia um mundo sem conflito, o amor livre, que botava o dedo na cara dos chefes de Estado, que reunia multidões nas ruas pra dizer que a “guerra já era” e alertava que a vida era o que nos acontecia enquanto estávamos ocupados fazendo outros planos? Que mundo ele queria? Um mundo pacífico, cheio de cordeirinhos sem graça pulando feliz, pelado, cantando que a vida é bela, que tudo é lindo e que era melhor fazer amor do que fazer a guerra? Quem ia dar jeito nos comunistas do Vietnã? Quem ia combater a ditadura da gayzice? Como eu digo, Deus sabe o que faz. Santo Mark Chapman. Quando a sua pregação foi parar no YouTube, eu mostrei para o meu filho caçula. Pra quê? Ele ficou aterrorizado. Agora anda com medo de ser alvejado na rua pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo. Toda vez que se benze, fecha os olhos e espera o balaço. Disse que se receber um tiro para cada pecado que cometeu alguém lá de cima vai precisar de uma garrucha calibre 12. Eu achei até bom. Toda vez agora que o moleque faz arte eu mando baixar a cabeça que o céu vai descarregar o tiroteio. O bichinho se benze e se treme todo – pra tomar banho, agora só de sunga e em dois minutos. Até água economizei. Se alguém coloca Beatles perto dele, ele se borra todo. “Não quero morrer que nem o John Lennon”, ele repete. Até aí tudo bem. O problema foi que a professora, provavelmente outra feminista lésbica, soube dos desassossegos do menino, o chamou pra conversar e perguntou se ele conhecia os Dez Mandamentos. De cor, ele respondeu. “Então avisa o trouxa do seu pai, o trouxa daquele pastor, e qualquer trouxa que te vier com essa história de John Lennon de novo que pecado é usar o Santo Nome em vão para falar bobagens.” Pra quê? Quando soube, rasguei os corredores da escola, empurrei segurança, avisei que pagava mensalidade todo mês e ia fazer o que quisesse ali dentro. Falei um monte para a velha. E troquei o menino de escola. Nessa vida, é bom saber com quem se anda. Se a professora não dá educação pro menino, quem vai ensinar o menino? É o que te pergunto: pra que pagamos tantos impostos, tantas mensalidades? Para sustentar a ditadura da gayzice? Só por cima do meu cadáver. Do nosso. Siga firme e que Deus nos proteja e siga alvejando os Johns Lennons desta vida. Um abraço, Almeidinha  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  19 horas atrás

Essa frase que Caetano Veloso gravou, anos atras, define Feliciano: Você é burro, cara!

por Rosangela Basso Essa frase que Caetano Veloso gravou, anos atras, define Feliciano: Você é burro, cara!

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Mãe Menininha do patuá? É Mãe Menininha do Gantois, estúpido!

por Rosangela Basso Mãe Menininha do patuá? É Mãe Menininha do Gantois, estúpido!

A ignorância e a estupidez não tem limites.

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“Porque sou evangélico demais deixei de ser pra poder explicar essa loucura (Feliciano) que não tem nada com o evangelho”

por Rosangela Basso “Porque sou evangélico demais deixei de ser pra poder explicar essa loucura (Feliciano) que não tem nada com o evangelho”

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Adolescente que sofreu bullying será indenizada por dano moral

por Rosangela Basso Adolescente que sofreu bullying será indenizada por dano moral

Migalhas

A 5ª câmara Cível do TJ/RS manteve a decisão de 1º grau que determinou a reparação de R$ 10 mil por danos morais a uma adolescente que foi ofendida na escola e nas redes sociais. Os pais da jovem que deu início às ofensas, motivando seus colegas a fazerem o mesmo, serão responsáveis pelo pagamento.

A autora relatou que, em outubro de 2011, a ré realizou uma verdadeira campanha para sua desmoralização no meio escolar e nas redes sociais. Conforme as provas apresentadas no processo, a jovem a chamava de “escrota, homem mirim, inimiga, infantil“, entre outros. A demandada reconheceu as ofensas verbais, porém disse que não teve a intenção de denegrir a sua imagem. A juíza de Direito Elisabete Correa Hoeveler, da comarca de Porto Alegre/RS, estabeleceu a reparação em R$ 10 mil, a título de danos morais. A ré recorreu da decisão e pediu a redução do valor indenizatório. Alegou ainda que não foram comprovados os danos morais sofridos, sustentando que não houve intenção de ridicularizar ou denegrir a honra da adolescente. Já a autora pleiteou a condenação também ao pagamento de indenização pelos danos materiais experimentados, já que necessitou trocar de escola, com mensalidade superior, em razão das ofensas sofridas. A 5ª câmara Cível do TJ/RS negou por unanimidade os recursos, mantendo a decisão de 1º grau. O relator, desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto, reconheceu o dano moral, tendo em vista que a autora foi ultrajada pelo uso de palavras ofensivas que resultaram na violação do dever de respeitar a gama de direitos inerentes à personalidade de cada ser humano. Considerou ainda que “as referidas ofensas dão conta de um fenômeno moderno denominado de bullying, que se trata de conduta ilícita e deve ser reprimida também na esfera civil com a devida reparação“. O relator destacou o valor da indenização por dano moral deve ter caráter preventivo, com o objetivo de a conduta danosa não voltar a se repetir, e também punitivo, visando à reparação pelo dano sofrido, não devendo, porém, se transformar em objeto de enriquecimento ilícito. Assim, manteve o montante fixado em 1° grau. Quanto ao dano material, negou o pedido, pois a de troca de colégio teria sido decidida anteriormente pela família. O processo corre em segredo de Justiça.
Fonte: TJ/RS  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 de Abril de 2013 18:50

Para todas as crianças – Campanha mundial contra homofobia

por Rosangela Basso Para todas as crianças – Campanha mundial contra homofobia

Católicos e amigos cantam juntos para apoiar a população LGBT nos Estados Unidos. Cantam para celebrar boas novas do amor de Cristo. Composto por David Lohan !

 Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 de Abril de 2013 17:58

Marca de cerveja ironiza anúncios que usam mulheres para vender: A imagem da mulher na publicidade

por Rosangela Basso Marca de cerveja ironiza anúncios que usam mulheres para vender: A imagem da mulher na publicidade

Comercial traz discussão sobre a imagem da mulher na publicidade

Marca de cerveja ironiza anúncios que usam modelos para vender. Rachel Moreno, psicóloga e autora do livro A Imagem da Mulher na Mídia, fala sobre a representação feminina nas peças publicitárias 

Por Felipe Rousselet

No dia 28 de março, a marca de cerveja Bohemia lançou um comercial televisivo para promover suas vendas no qual ironiza anúncios de outras marcas que utilizam a imagem de mulheres bonitas. A peça publicitária foi criada pela agência de publicidade AlmapBBDO, uma das maiores do país. No entanto, a mesma agência possui também a conta da cerveja Antarctica, também da Ambev, marca mais popular e que tradicionalmente explora o estereótipo da “mulher gostosa” nas suas propagandas. Fórum conversou com a psicóloga Rachel Moreno, autora do livro A Imagem da Mulher na Mídia, para saber a sua análise da nova peça publicitária, da representação feminina na publicidade e a razão pela qual a imagem da mulher é tão vendável aos olhos do mercado publicitário e de seus clientes.  Fórum – O que a senhora achou da nova propaganda da cerveja Bohemia, que faz uma brincadeira com outras marcas que utilizam a imagem da “mulher gostosa” em suas propagandas? Rachel Moreno – Em um primeiro momento, gostei. Finalmente uma propaganda de cerveja que rende homenagem a quem consegue degustar cerveja de fato, as características organoléticas e a qualidade da cerveja mais do que a imagem que é associada a ela. Fiquei feliz, fiquei contente. Só que parei para pensar. A propaganda é boa, sem dúvida, mas não deixa de ser uma propaganda da Ambev, que acabou segmentando o mercado. Acho que tiveram a sensibilidade de perceber que estava provocando algumas reações negativas e acabaram segmentando. Afinal, a Ambev é dona da Skol e outras marcas de cerveja que acabam utilizando a imagem da “mulher gostosa” para vender. Existe um mercado mais crítico em relação a essa abordagem de utilizar essa imagem [da “mulher gostosa”], e existe outro mercado, tradicional, que eles vão continuar tentando atingir da mesma maneira para ampliar o seu público. A terceira coisa que me chamou atenção nessa história é que as mulheres estão se transformando em um segmento absolutamente importante dentre os bebedores de cerveja, mas elas ainda não são contempladas pelas publicidade. O que temos é a “mulher gostosa” que cai feito mosca no colo do homem bebedor de cerveja ou, então, nessa propaganda Bohemia, uma senhora que aparenta ter bastante idade e não representa a maioria das mulheres consumidoras de cerveja. Fica faltando ainda direcionar o produto às mulheres especificamente. Eu me pergunto a razão disso. Outro dia, estava conversando com uma pessoa que conheço em uma agência de publicidade e ela me disse, “entendo o porquê de vocês reclamarem quanto à imagem da mulher na propaganda, mas temos que trabalhar com o imaginário do bebedor de cerveja. E o que você imagina que o imaginário do bebedor de cerveja veja após a segunda garrafa? Mulher bonita e gostosa caindo no seu colo”. Ou seja, este é o foco. Qual seria o porquê dessa resistência em trabalhar com mulheres especificamente? Será que isso feminiliza o produto ao ponto deles terem medo de afastar o bebedor de cerveja masculino?  Será que as mulheres ainda se veem como transgressoras ao beber cerveja? Acho que não. Acho que a publicidade está no caminho, mas ainda falta reverem de forma mais aprofundada os seus preconceitos. Fórum – A agência que produziu o comercial da Bohemia, a AlmapBBDO, é a mesma que possui a conta da Antarctica, uma cerveja mais popular e que costuma utilizar a imagem da “mulher gostosa”. Como você vê essa situação, uma cerveja popular utilizando a imagem da “mulher gostosa”, enquanto outra cerveja, premium e da mesma agência, critica esta postura?Rachel Moreno – Como cerveja premium, eles estão querendo atingir um segmento que presta mais atenção na cerveja em si, na qualidade da cerveja. Os senhores mais velhos provavelmente caracterizam melhor isso do que mulheres. Mas, de forma geral, você não tem propagandas direcionadas para as mulheres em termos de cerveja, este é um ponto constante. Outra coisa que eu gostaria de levantar em relação à propaganda da cerveja é o horário em que ela é veiculada. Sei que existem agrupamentos que estão pressionando para que se modifique a lei para que a propaganda de cerveja também passe depois das nova da noite, porque antes disso temos crianças assistindo televisão. Só que existe uma resistência muito grande, uma bancada que defende os interesses da indústria cervejeira e que resiste a isso. Fórum – Como a senhora vê essa diferença feita pela publicidade, em relação ao poder aquisitivo dos consumidores de cerveja?Rachel Moreno – Essa pergunta remete a muita informação e muito trabalho que eles [mercado publicitário] possuem acumulado em termos de pesquisa. Não tenho acesso a esses dados, mas fiz algumas pesquisas algum tempo atrás. O que sei é que o grande público, que consome bastante, é focado nos jovens, que não são tão conhecedores de cerveja assim. Sei que o hábito entre esses jovens muitas vezes é começar com a melhor cerveja e depois da segunda ou terceira cerveja, ver quanto dinheiro resta no bolso e quantas cervejas dá pra comprar e aí podem baixar a qualidade da marca. Depois da segunda ou terceira cerveja a descriminação entre as marcas é menos sutil. Aí o que interessa é prolongar o papo regado a cerveja, que acaba sendo um objeto intermediário para essa sociabilidade. Até por isso as nossas cervejas são mais aguadas que outras cervejas de fora, particularmente as europeias. Por um lado, há um público mais conhecedor e uma cerveja que pretende ser premium. Por outro, você tem um grande público que pode começar com uma cerveja premium e acabar com uma mais barata. Então, eles [marcas de cerveja] têm que se comunicar de  modo a garantir o segmento que lhes interessa e o maior número de consumidores possível. Fórum – O mercado publicitário objetiva vendas e lucros. Neste contexto, qual a razão da imagem da mulher ser tão vendável nas publicidades de cerveja? Rachel Moreno – O que acontece é que a sociabilidade, a situação de relaxamento entre  diversos amigos em um ambiente social, para jogar conversa fora, tem como corolário, digamos, uma situação cercada de pessoas simpáticas, mulheres gostosas que prestam atenção em você. É um pouco dessa fantasia que a cerveja tenta preencher. É essa a promessa de felicidade que ela apresenta como uma consequência do seu consumo. É nisso que as pessoas acabam apostando, consciente ou inconscientemente. Fórum – Como a senhora vê o retrato da mulher pela publicidade? Existiram avanços nos últimos anos? Rachel Moreno – Houve um avanço sim, mas não aqueles que nós esperávamos. Não aqueles que as mulheres esperam em termos de um retrato mais fiel dos avanços que as mulheres tiveram na sociedade de modo geral. Avançamos muito ultimamente. Uma gama muito grande de mulheres são chefes de família, estamos em todas as carreiras e profissões, mas ainda temos o teto, não chegamos lá em cima ainda. Estamos no mercado de trabalho, provamos nossa competência, acumulamos mais anos de estudo em qualquer tipo de cargo ou nível no qual a gente esteja. Ou seja, nossa parte da lição de casa nós fizemos. Agora, a isso tudo não corresponde o retrato, digamos, mais fiel disso em termos de publicidade. Mas, por outro lado, a publicidade tem sido a que mais se atualiza sua imagem, inclusive em relação à programação. Vou dar um exemplo para tornar isso mais concreto. Um tempo atrás não tinham negros ou negras na publicidade. Depois de um tempo, começou a ter mulheres negras na publicidade. Pesquisei e fui ver porque isso acontecia. Basicamente, em um primeiro momento, aconteceu porque passou a ter um segmento da população negra com poder aquisitivo, o que tornou este segmento interessante para a publicidade. Depois, em um segundo momento, a indústria se reposicionou e achou mais interessante focar uma classe social, um pouco abaixo daquela que ela focava, por achar que ganharia mais em quantidade de venda, do que focando aquele segmento mais alto, classe A e B 1, que é mais restrito,  no qual poderia ganhar mais com o preço, mas menos em quantidade total. E quando você foca um segmento mais popular, encontra predominância, ou uma grande proporção, de negros na população. E se você quer falar com esse segmento, o negro tem de se reconhecer também para poder se sentir atingido pela publicidade. Então, a propaganda começou a colocar imagens de mulheres negras. Depois disso, começou a acontecer o que costuma acontecer em termos de programação com relação a qualquer coisa. Quando um anunciante foca um público determinado, o conteúdo da programação acaba se “contaminando” e criando um ambiente favorável à discussão daquele produto, procedimento ou comportamento. Se você tem como anunciante uma marca de cosméticos, tem de falar de beleza em algum momento ou mostrar pessoas bonitas. Então, negros e negras começaram a entrar na publicidade para depois entrarem na programação. Isso é um avanço, por um lado. Mas, por outro, que tipo de negro e negra aparece na publicidade? São negros e negras que possuem um perfil bastante diferenciado, nariz mais afinado, cabelo mais cacheado, uma tez mais clara. Elas representam tão pouco a diversidade da mulher brasileira quanto a Gisele Bündchen representa a diversidade das mulheres brasileiras brancas. Está distante do modelo, muito distante. Justamente para servir do modelo pelo qual as pessoas tem de comprar produtos e procedimentos para se aproximarem cada vez mais dele, uma promessa de beleza e felicidade impossíveis.
 Revista Forum   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 de Abril de 2013 17:43

Juízes afirmam em nota que Joaquim Barbosa foi desrespeitoso, agressivo, grosseiro

por Rosangela Basso  Juízes afirmam em nota que Joaquim Barbosa foi desrespeitoso, agressivo, grosseiro 

E foi mesmo.

Assista o vídeo:

Associações de juízes criticam postura de Barbosa

Após reunião tensa com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, nessa segunda-feira (8/4), três entidades de classe da magistratura emitiram uma nota de esclarecimento sobre a criação de novos tribunais regionais federais. Durante a audiência, o ministro criticou a aprovação no Congresso da PEC 544/2002, que prevê a instalação de mais quatro TRFs, e as próprias entidades. O texto é assinado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho. De acordo com a nota, o ministro Barbosa “agiu de forma desrespeitosa, premeditadamente agressiva, grosseira e inadequada para o cargo que ocupa”. As entidades também defendem a necessidade e a instalação dos novos TRFs, proposta que tramitou por mais de uma década no Congresso. Segundo as associações, os deputados e senadores tiveram total liberdade para decidir sobre a matéria, como estabelece a Constituição Federal. A nota ainda reitera que “as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes”. Em outra nota, publicada pela Ajufe, são listados números para justificar a necessidade dos quatro novos TRFs. De acordo com a associação, o Conselho Nacional de Justiça teve conhecimento, em diversas oportunidades, sobre o interesse de aumentar a quantidade de tribunais regionais federais e a PEC 544/2002. O texto também afirma que é incorreta a afirmação de que os novos TRFs custarão R$ 8 bilhões aos cofres públicos. “Segundo dados da Lei Orçamentária de 2013, todo o orçamento da Justiça Federal, incluindo 1º e 2º graus, é de R$ 7,8 bilhões”, diz. A viabilidade financeira da PEC 544/2002, de acordo com a nota, foi comprovada por estudos técnidos do Conselho da Justiça Federal. Leia a nota: A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), entidades de classe de âmbito nacional da magistratura, considerando o ocorrido ontem (8) no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), vêm a público manifestar-se nos seguintes termos: 1. O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, agiu de forma desrespeitosa, premeditadamente agressiva, grosseira e inadequada para o cargo que ocupa. 2. Ao permitir, de forma inédita, que jornalistas acompanhassem a reunião com os dirigentes associativos, demonstrou a intenção de dirigir-se aos jornalistas, e não aos presidentes das associações, com quem pouco dialogou, pois os interrompia sempre que se manifestavam. 3. Ao discutir com dirigentes associativos, Sua Excelência mostrou sua enorme dificuldade em conviver com quem pensa de modo diferente do seu, pois acredita que somente suas ideias sejam as corretas. 4. O modo como tratou as Associações de Classe da Magistratura não encontra precedente na história do Supremo Tribunal Federal, instituição que merece o respeito da Magistratura. 5. Esse respeito foi manifestado pela forma educada e firme com que os dirigentes associativos portaram-se durante a reunião, mas não receberam do ministro reciprocidade. 6. A falta de respeito institucional não se limitou às Associações de Classe, mas também ao Congresso Nacional e à Advocacia, que foram atacados injustificadamente. 7. Dizer que os senadores e deputados teriam sido induzidos a erro por terem aprovado a PEC 544, de 2002, que tramita há mais de dez anos na Câmara dos Deputados ofende não só a inteligência dos parlamentares, mas também a sua liberdade de decidir, segundo as regras democráticas da Constituição da República. 8. É absolutamente lamentável quando aquele que ocupa o mais alto cargo do Poder Judiciário brasileiro manifeste-se com tal desprezo ao Poder Legislativo, aos Advogados e às Associações de Classe da Magistratura, que representam cerca de 20.000 magistrados de todo o país. 9. Os ataques e as palavras desrespeitosas dirigidas às Associações de Classe, especialmente à Ajufe, não se coadunam com a democracia, pois ultrapassam a liberdade de expressão do pensamento. 10. Como tudo na vida, as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes. Brasília, 9 de abril de 2013. NELSON CALANDRAPresidente da AMB NINO OLIVEIRA TOLDOPresidente da Ajufe JOÃO BOSCO DE BARCELOS COURAPresidente em exercício da Anamatra Leia a nota sobre os TRFs: A Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe, entidade de classe de âmbito nacional da magistratura federal, a propósito das declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em reunião com entidades de classe da magistratura brasileira, aberta a jornalistas, na qual Sua Excelência afirmou que houve uma movimentação “sorrateira”, “de surdina” e “açodada” pela aprovação da PEC 544/2002, que cria quatro novos tribunais regionais federais, vem a público apresentar os seguintes esclarecimentos: 1. Em primeiro lugar, em relação à PEC 544/2002, a Ajufe repudia a acusação de que houve atuação “sorrateira” em favor de sua aprovação. Ao longo de mais de uma década em defesa da PEC, a atuação da Associação sempre foi republicana, aberta e transparente, dialogando com todos os segmentos do Poder Judiciário, da sociedade civil organizada e da imprensa. 2. A Ajufe e os juízes federais produziram estudos consolidados em notas técnicas e cartilhas; publicaram dezenas de artigos em jornais de grande circulação e participaram de diversos seminários, audiências e atos públicos, com o objetivo de demonstrar os fundamentos técnicos em favor da PEC. 3. Em segundo lugar, soa estranho que se chame de açodada a aprovação de um projeto de emenda constitucional que tramita há 11 (onze) anos e 7 (sete) meses no Congresso Nacional, em procedimento público, que contou com amplos e aprofundados debates, seja nas comissões, seja nos plenários do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. 4. Em terceiro lugar, é inverídico afirmar que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não teve conhecimento ou oportunidade de apreciar a PEC 544/2002. Em julgamento realizado na 98ª sessão ordinária, no dia 09/02/2010, nos autos do processo nº 0200511-29.2009.2.00.0000, acolhendo, por maioria, proposta do então Conselheiro Leomar Barros, o CNJ deliberou pela emissão de uma nota técnica em favor da criação dos novos tribunais federais. 5. A expansão e a descentralização do 2º grau da Justiça Federal, com a criação de novos tribunais, é uma necessidade premente, uma vez que o número de juízes federais na 1ª Instância cresceu 668% (seiscentos e sessenta e oito por cento) entre 1987 e 2013, passando de 277 (duzentos e setenta e sete) para 2.129 (dois mil cento e vinte e nove), enquanto o número de integrantes do 2º grau, entre 1989 a 2012, cresceu somente 89% (oitenta e nove por cento), passando de 74 (setenta e quatro) desembargadores para 139 (cento e trinta e nove). 6. Segundo dados do “Justiça em Números” do CNJ, edição 2012, a Justiça Federal é o menor dos ramos do Poder Judiciário nacional, com a mais elevada  relação entre o  número de magistrados de 1ª e 2ª graus. 7. Ainda segundo o “Justiça em Números 2012”, os desembargadores da Justiça Federal estão submetidos a uma carga individual de trabalho excessiva, muito superior à dos seus colegas das Justiças do Trabalho e Estadual. 8. A combinação de um reduzido número de tribunais e desembargadores com a elevada demanda processual faz do 2º grau da Justiça Federal o mais congestionado dos ramos do Poder Judiciário, como constatou o  “Justiça em Números 2012”, conforme se vê do gráfico ao lado. 9. É totalmente incorreta a afirmação de que os novos tribunais vão custar R$ 8 bilhões aos cofres públicos. Segundo dados da Lei Orçamentária de 2013, todo o orçamento da Justiça Federal, incluindo 1º e 2º graus, é de R$ 7,8 bilhões. O 1º grau, que não será ampliado, consome 78,6% desse orçamento, e o 2º grau, que será parcialmente ampliado, 21,4%. Como se vê, os custos serão bem inferiores aos erroneamente alardeados por Sua Excelência. 10. Acerca dos custos, ainda é importante destacar que o Conselho da Justiça Federal (CJF), órgão responsável pela supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal, concluiu, a partir de estudos técnicos (Ofício nº 2012/01822), que a criação dos tribunais proposta por meio da PEC 544/2002 está em conformidade, do ponto de vista orçamentário e financeiro, com os limites da lei de responsabilidade fiscal. 11. Por fim, insinuar que uma associação de classe iludiu o Congresso Nacional é desmerecer e diminuir a capacidade técnica e política do parlamento brasileiro, que possui quadros experientes que jamais se submeteriam a artimanhas dessa natureza. 12. Os esclarecimentos acima resgatam a discussão técnica e republicana que orientou a aprovação da PEC 544/2012, demonstrando a total inconsistência das informações e adjetivações ofensivas veiculadas pelo ministro Joaquim Barbosa. Brasília, 9 de abril de 2013, NINO OLIVEIRA TOLDOPresidente da Ajufe
Conjur  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 de Abril de 2013 15:32

PGR pede abertura de ação penal contra Feliciano por induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça

por Rosangela Basso PGR pede abertura de ação penal contra Feliciano por induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça

Congresso em Foco

 Agência Brasil Marco Feliciano diz que suas declarações são baseadas em conhecimentos teológicos e que não teve intenção de discriminar A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ontem (8) parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a abertura de ação penal contra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos. O deputado é investigado no Inquérito 3590 por induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. A pena é de um a três anos de prisão e multa. O caso é relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, a quem caberá examinar, inicialmente, o pedido da PGR. O recebimento da denúncia, ou seja, a reautuação do inquérito (procedimento preliminar de investigação) em ação penal (processo) depende, porém, da aprovação da maioria dos ministros do Supremo. Feliciano já é réu no Supremo em outro processo (Ação Penal 612), por estelionato, sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski. No inquérito relatado por Marco Aurélio Mello, o deputado é investigado por duas mensagens que publicou no Twitter em 2011. Em uma delas, escreveu: “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, a rejeição”. Na outra, postou que os africanos são amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé. A PGR não divulgou o teor do parecer do procurador-geral da República. O deputado alega inocência. Em defesa apresentada no Supremo em março, Feliciano disse que é “vítima de uma perseguição fria e calculista por uma simples interpretação teológica” sobre um trecho da bíblia. Afirma ainda que, em momento algum, teve a intenção de “tratar de forma injusta ou desigual os homossexuais”. O deputado sustenta que sua explicação foi baseada em “conhecimentos teológicos”. Feliciano alega ainda que não há lei que tipifique discriminação por orientação sexual, mas apenas por raça, etnia, cor, religião ou procedência nacional. “Não há crime, nem pena ou medida de segurança sem prévia lei”, afirma. Presidentes enrolados Marco Feliciano, porém, está longe de ser o único presidente de comissão com problemas na Justiça. Como mostrou o Congresso em Foco, dos 21 deputados que presidem comissões permanentes na Câmara, oito (veja quem são eles) são alvos de investigação no Supremo Tribunal Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República. Juntos, eles respondem a 14 inquéritos e quatro ações penais. Quatro figuram como réus na mais alta corte do país, acusados de terem cometido crimes de corrupção, contra a ordem tributária, formação de quadrilha, falsidade ideológica e até estelionato. A situação não é diferente no Senado. Dos 11 senadores que presidem comissões permanentes na Casa, quatro (veja a lista) devem explicações ao Supremo. Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 de Abril de 2013 11:46

Ditadura evangélica?: Deputado ameaça levar 4 milhões de pessoas ao Congresso para dizer que “essa nação é cristã”

por Rosangela Basso 

Ditadura evangélica?: Deputado ameaça levar 4 milhões de pessoas ao Congresso para dizer que “essa nação é cristã”

Não tenho absolutamente nada contra evangélicos, tenho uma família que é, que me respeita por eu não ser. Portanto, família laica, Estado laico, respeito a liberdade que cada um tem em ser o que se é.

“São 12 milhões de fiéis e de eleitores”

Parlamentares evangélicos aproveitaram uma homenagem à Igreja Assembleia de Deus, ontem, na Câmara dos Deputados, para tentar consolidar uma base de apoio à permanência do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). “Se querem colocar essa pecha (de evangélicos homofóbicos) contra nós, não vai colar”, disse o pastor e deputado Takayama (PSC-PR), também integrante da CDHM. Cerca de 400 líderes e integrantes da Assembleia de Deus acompanharam a homenagem na Câmara. “Todos nós, pastores que estamos aqui, amamos os homossexuais. Não amamos a prática”, afirmou Takayama, que presidia a sessão solene, em referência às recentes declarações de Feliciano. O deputado ainda ameaçou: “Se (os líderes da Câmara) deixarem prevalecer a posição de meia dúzia de ativistas (de retirar Feliciano da presidência da comissão), podemos colocar dois, três e até quatro milhões de pessoas na porta do Congresso para dizer que só o senhor é Deus, e essa nação é cristã”. Antes de Takayama, o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) falou à plateia. “Temos que parabenizar um homem corajoso, como ele (Feliciano), para defender nosso povo evangélico”, disse. Segundo a assessoria de Feliciano, ele não compareceu ao evento porque cumpria compromissos religiosos em Ribeirão Preto (SP). Assembleia
Estima-se que cerca de 20 mil pastores da igreja homenageada estejam em Brasília para a Assembleia Geral Ordinária (AGO), que elegerá a nova presidência da Convenção Geral da Assembleia de Deus no Brasil (CGADB). A organização divide com o Ministério de Madureira o poder sobre a maior igreja evangélica no Brasil. “São 12 milhões de fiéis e de eleitores também, por que não falar nisso?”, compara o deputado federal Silas Câmara (PSD-AM), irmão do pastor Samuel Câmara, que disputa a presidência da CGADB. Samuel anuncia: “Se eleito, meu compromisso de ouro é a rotatividade de lideranças, que isso seja uma cláusula pétrea”. O pastor enfrentará pela terceira vez o candidato à reeleição, José Wellington Bezerra da Costa, na presidência há 25 anos — recorde na história centenária da igreja. A Assembleia de Deus conta com o maior número de integrantes na bancada evangélica na Câmara. Dos 84 deputados, 24 são da CGADB e dois de Madureira. Nas eleições de 2010, Marco Feliciano não teve apoio da sua igreja — o escolhido em São Paulo foi o filho de Bezerra da Costa, Paulo Freire (PR), também eleito. Com a repercussão das polêmicas, no entanto, Feliciano começa a ganhar prestígio entre os pares. Sua presença é aguardada hoje na programação da assembleia, promovida no Parque da Cidade. “Se continuarem como estão fazendo, estão colaborando para ser eleita em 2014 a maior bancada evangélica da história do Brasil, independentemente de qual seja a igreja”, afirma Silas Câmara, sobre as críticas a Feliciano. Para o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), representante da CGADB no DF, o ganho para os evangélicos com os conflitos protagonizados por Feliciano são inquestionáveis. “Tenho divergências com relação às declarações dele. Não representam a igreja nem a bancada, mas o debate contribui para fortalecer a opinião pública evangélica na defesa dos valores cristãos. A CGADB não entra em questão partidária, mas, obviamente, buscamos nomes para a eleição, e o nome dele é interessante, já que tudo indica que terá muitos votos”, afirma Fonseca. O evento de ontem contou ainda com a presença da ex-senadora Marina Silva, integrante da Assembleia de Deus, e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que também discursou. Agnelo destacou que “o trabalho social e espiritual da Assembleia de Deus é importante para o país e para o povo”. Colaborou Leandro Kléber AMANDA ALMEIDA ÉTORE MEDEIROS Correio Braziliense  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 de Abril de 2013 10:23

Estudo mostra que mulheres são maioria no jornalismo brasileiro

por Rosangela Basso Estudo mostra que mulheres são maioria no jornalismo brasileiro

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil Brasília – A maioria dos jornalistas brasileiros é formada por mulheres brancas, solteiras, com até 30 anos de idade. No total da categoria, elas representam 64%. A constatação faz parte de um levantamento divulgado na última semana, pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O estudo Características Demográficas e Políticas dos Jornalistas foi feito a partir de respostas encaminhadas por 2.731 jornalistas brasileiros em todos os estados e em outros países. Os dados foram coletados, entre 25 de setembro e 18 de novembro do ano passado, por e-mail, redes sociais, notícias em canais especializados e página da pesquisa na internet. O levantamento também indica baixa presença de negros (pretos + pardos, segundo classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) na profissão. Os pretos correspondem a 5% dos jornalistas e os pardos, 18%. Sobre a formação profissional, o trabalho indica que nove em cada dez são diplomados em jornalismo, majoritariamente em instituições privadas de ensino. Além disso, quatro em cada dez têm cursos de pós-graduação. A maioria defende a exigência de algum tipo de formação superior para o exercício da profissão, sendo mais da metade a favor da diplomação específica em jornalismo. O levantamento mostrou também que quase três quartos da categoria são favoráveis à criação de um órgão de autorregulamentação do exercício da profissão. Dois terços têm renda até cinco salários mínimos e quase metade dos jornalistas trabalha mais de oito horas por dia.

25 minutos atrás

Por que a surpresa?

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com/2013/04/httpmais.html

por Blog Justiceira de Esquerda http://mais.uol.com.br/view/14401800  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  31 minutos atrás

PELA REVISÃO DA AP470 – JULGAMENTO DO MENTIRÃO OU IMPRENSALÃO

por Blog Justiceira de Esquerda 

AGORA QUEREM IMPEDIR OS RECURSOS PREVISTOS NOS CÓDIGOS E NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL! http://salafehrio.blogspot.com.br/2013/04/pela-revisao-da-ap470-julgamento-do.html  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  42 minutos atrás

Joaquim Barbosa: salvador da pátria ou colecionador de lambanças?

por Blog Justiceira de Esquerda 
No CUTUCANDO DE LEVE DA CARTA MAIOR –  A mídia conservadora e a televisão, com amplo apoio popular, transformaram Joaquim Barbosa no “herói nacional” que lavou a alma do brasileiro condenando gente da Casa Grande. Mas ele, agora, está ficando cada vez mais isolado, mais esquecido institucionalmente.
Luiz Flávio Gomes*
Do pó viemos e ao pó retornaremos. A finitude é da essência humana. Não existe exceção. A mídia conservadora e a televisão, com amplo apoio popular, transformaram Joaquim Barbosa no “herói nacional”, no salvador da pátria, que lavou a alma do brasileiro condenando gente da Casa Grande, gente que não tem nada a ver com a senzala. Ele mesmo, no entanto, diz coisa bem diferente: considera-se um anti-herói (declarou isso para a Folha de S. Paulo).
Herói ou anti-herói? A população está cada vez mais dividida (sobretudo a que manifesta nas redes sociais). Para a presidência da República Joaquim Barbosa tem 9% dos votos, diz o Datafolha. Unanimidade, sobretudo nas personalidades públicas, nunca haverá! Por quê?

Porque “em todas as coisas existe um misto de atração-repulsa, amor-ódio, generosidade e egoísmo. Basta olhar um pouco mais de perto para constatar que os sentimentos mais elevados são permeados de seu contrário (…) na origem do processo de hominização existe uma contradição fundamental entre o comportamento do primata frugívoro, omnívoro, de um lado, e, do outro, o carniceiro terrestre (…) o apolíneo é antagônico ao dionisíaco (…) em cada coisa, em cada situação, existe seu contrário (…) até Deus, na tradição ocidental, tem seu contrário: Satã (…) Eros é o arquétipo da imperfeição, do equilíbrio conflituoso, de uma sede de alteridade que persegue tudo e todos” (Mafessoli: 2004, p. 63).

Em grande parte somos os responsáveis pela construção da nossa história de vida, que necessariamente tem que estar pautada pela ética (entendida como a arte de viver bem humanamente, como diz Savater). Joaquim Barbosa continua apoiado por muita gente, que anda irada (com razão) contra os desmandos no nosso país, com as falcatruas, com as malandragens feitas com o dinheiro ou os gastos públicos, com a discriminação dos pobres e miseráveis, com a impunidade dos ricos (sic) (a impunidade, na verdade, é geral, porque é irmã gêmea da seletividade).

De qualquer modo, dentro do Poder Judiciário brasileiro talvez nunca tenha havido um juiz populista tão habilidoso em explorar a comoção nacional contra as injustiças, o sentimento de impotência da população diante da impunidade, sua ira, sua irresignação. Mas todo mundo tem seu lado anti-herói: tratamento descortês com os próprios colegas do STF, ataques pessoais graves contra eles, xingamentos gratuitos contra jornalistas, acusações genéricas contra os juízes e advogados, ofensas depreciativas aos juízes (que seriam tendenciosos em favor da impunidade) etc.

Seguindo o mesmo caminho conflitivo e populista do ex-senador Demóstenes, Joaquim Barbosa está ficando cada vez mais isolado, mais esquecido institucionalmente. Aprovaram uma Emenda Constitucional no Congresso, criando mais Tribunais no país, sem que ele tivesse sido sequer comunicado do dia da votação (tanto que ele reclamou que tudo foi feito na “surdina”, que agiram “sorrateiramente”). Num estado institucional normal, jamais o Congresso deixaria de avisar e protagonizar o presidente do Poder Judiciário.

Qual é o problema? Quem exerce o poder no isolamento (sobretudo dentro do seu próprio Tribunal), tem sempre um final muito triste. Joaquim Barbosa não está ouvindo os conselhos de Maquiavel. Adula o povo, com seus sedativos populistas, mas ao mesmo tempo faz lambanças com seu desequilíbrio emocional, denotando falta de sensatez, de prudência e de razoabilidade. Joaquim Barbosa não está percebendo que na hora do ”impeachment” (tal como o do Demóstenes) o povo (que o apoia incondicionalmente) não vota. E mesmo que votasse, sua aprovação é minoritária (9%).

O brasileiro (diz Sérgio Buarque de Holanda) tem mesmo disposição para cumprir ordens e adora alguns tiranos ou tiranetes, mas é preciso saber mandar, com muita liderança e habilidade. Contra o autoritarismo terceiro-mundista, herdeiro dos absolutismos do tipo Luís XIV, até mesmo o mais humilde dos miseráveis da senzala sabe reagir. A cobrança virá, começando, claro, por todos os que foram ofendidos grosseira e injustamente por ele, que prontamente contarão com o apoio dos insatisfeitos da Casa Grande (banqueiros, políticos, donos da mídia etc.). O processo de fritura da criatura já começou! Isso é muito ruim para o já esgarçado funcionamento das instituições. Estamos cada vez mais distantes de fazer do Brasil uma grande nação. Que pena!

*Luiz Flávio Gomes é jurista e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil
(www. institutoavantebrasil.com.br). CUTUCANDO DE LEVE: Joaquim Barbosa: salvador da pátria ou colecionador de lambanças?  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  uma hora atrás

JUSTIÇA CONCEDE PERDÃO JUDICIAL A RÉUS DA AÇÃO PENAL 470

por Blog Justiceira de Esquerda 

Acusados de lavagem de dinheiro no processo do chamado mensalão, Lucio Bolonha Funaro e José Carlos Batista foram beneficiados pela delação premiada; eles colaboraram com o Ministério Público Federal (MPF), fornecendo informações e documentos que ajudaram na investigação
11 DE ABRIL DE 2013 
Daniel Mello Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A Justiça Federal em São Paulo concedeu perdão judicial a Lucio Bolonha Funaro e José Carlos Batista, réus em um processo desmembrado da Ação Penal 470, o mensalão. O juiz substituto da 2ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Márcio Ferro Catapani, reconheceu que os acusados cometeram crime de lavagem de dinheiro. Entretanto, ambos foram beneficiados pela delação premiada. Eles colaboraram com o Ministério Público Federal (MPF), fornecendo informações e documentos que ajudaram na investigação.
Segundo o MPF, entre 2002 e 2003, Lucio Bolonha Funaro e José Carlos Batista, associados com com Valdemar Costa Neto e Jacinto Lamas e Antonio Lamas, criaram uma estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e movimentação de recursos oriundos de crimes contra a administração pública. O esquema permitia o repasse de pagamentos feitos por ordem de líderes do PT a Valdemar Costa Neto, então líder da bancada do PL no Congresso, em troca de apoio político.
Costa Neto foi condenado a sete anos e dez meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Penal 470. Jacinto Lamas, ex-secretário do PL, foi condenado a cinco anos de reclusão por lavagem de dinheiro.
A movimentação do dinheiro era feita, de acordo com o MPF, a partir de uma conta bancária aberta em nome da empresa de fachada, a Guaranhuns Empreendimentos. A empresa recebeu diversas transferências eletrônicas de uma empresa de Marcos Valério. “É possível concluir que a Guaranhuns Empreendimentos era de fato uma peça fundamental no expediente criminoso de ocultação, movimentação e dissimulação de recursos oriundos de crimes perpetrados contra a administração pública”, ressaltou o juiz Catapani. http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98585/Justi%C3%A7a-concede-perd%C3%A3o-judicial-a-r%C3%A9us-da-A%C3%A7%C3%A3o-Penal-470.htm  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  uma hora atrás

Democracia X Justiça: como nasce um ‘Fux’?

por Blog Justiceira de Esquerda 
 Na Ilharga
As revelações de ex-ministro José Dirceu sobre os bastidores da campanha de José Fux à Suprema Corte não são novas.
Tampouco singulares do percurso trilhado pela maioria dos integrantes daquela instituição. 
Joaquim Barbosa, por exemplo. 
Valeu-se de um encontro fortuito com Frei Betto para fazer chegar sua aspiração e seu currículo à Presidência da República, exercida por Lula. 
Assim por diante. 
Embora conhecido, o percurso de Fux nem por isso deixa de inspirar um misto de constrangimento e perplexidade pelo avançado despudor que revela no acesso a um posto, teoricamente, reservado à sobriedade e à isenção. 
Relata Dirceu ter sido procurado em 2010 pelo então ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em garimpagem de apoios à indicação para o STF. 
Seis meses após intenso assédio, o ex-chefe da Casa Civil aquiesceu em receber Fux no escritório de advocacia de um amigo, cujo titular, por certo, pode atestar a veracidade do encontro.
Pregoeiro de um leilão em que era a própria mercadoria, Fux teria ofertado a Dirceu o seu voto de absolvição no julgamento da AP 470. 
Dirceu, por certo, tem testemunhos que podem reiterar seu relato.
O silêncio de Fux é eloquente. O que ele fez dessa promessa é igualmente sabido e revelador.
Não cabe discutir o caráter dos escolhidos para o STF. 
Mas o saldo do método não é dos melhores. E isso diz respeito à democracia e a suas instituições.
Desvios de comportamento, que vão da vaidade efervescente, ao desequilíbrio mais ostensivo no exercício de um missão, em si, credora de predicados opostos, foram – e tem sido – cumulativamente testemunhados pela sociedade.
Poucos, se é que cabe ombrear alguém à dignidade solitária do ministro Ricardo Lewandowski, declinaram da genuflexão desfrutável pelo enredo conservador montado em torno do julgamento da AP 470.
Fux, por certo, não foi um deles. 
A tal ponto não o foi, que empresta pertinência à dúvida.
O que mais teria prometido Fux, e a quem, ao longo de um julgamento que se tornou explicitamente político, com juízes banhando-se nus, aos olhos da Nação, nas águas de uma sintonia eleitoral escrachada, sem pejo, nem apego à decência?
O tempo não regenera os pilares trincados daquele espetáculo midiático, em que provas inexistentes foram supostas, e dúvidas incontornáveis foram torneadas em formato de condenação. 
A resistência do ministro Joaquim Barbosa ao legítimo direito de acesso aos votos e aos prazos de recursos pleiteados pela defesa do acusados, ademais de arbitrária, transpira suspeitas e medo.
O conjunto empresta contundente atualidade ao debate ora em curso na Argentina.
A Presidenta Cristina Kirchner acaba de enviar ao Congresso seis projetos destinados a democratizar as instâncias do judiciário no país.
Um deles preconiza a eleição direta pela população, de membros do Conselho da Magistratura.
O Conselho argentino julga desvios e desmandos de juízes e advogados. 
Integrado por personalidades eleitas pelo voto direto, como preconiza a reforma, seu poder de quebrar o corporativismo e desguarnecer a impunidade no judiciário cresce significativamente.
Não por acaso a oposição, que se valeu do Judiciário para barrar a Ley de Meios, já se manifesta contrária à mudança.
No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça é recente, tendo sido criado apenas em 2004. 
É formado por 15 membros, nove integrantes dos Tribunais Superiores e das Justiças Federal, Estadual e do Trabalho, dois integrantes do Ministério Público, dois advogados e dois cidadãos ‘com notável saber jurídico e reputação ilibada’. 
O mandato é de dois anos. E as indicações são autorreferentes. 
Como nas capturadas agencias reguladoras, os fiscalizados aqui tem influencia determinante na nomeação dos fiscais.
Uma das funções do CNJ, porém, é assegurar que os magistrados ‘julguem com imparcialidade’.
Fosse composto de personalidades eleitas pelo voto direto da sociedade, o que diria o CNJ do comportamento esvoaçante, digamos assim, de magistrados como o senhor Fux?
O desassombro do governo argentino na democratização do judiciário sugere mais que isso.
A composição da Suprema Corte brasileira obedece a uma mecânica de indicação mais antidemocrático que a do Vaticano na escolha do Papa.
O caso do ministro Fux é ilustrativo de um vício de origem que acolhe as naturezas mais voluntariosas e melífluas. Nem por isso as mais condizentes com as expectativas e compromissos intrínsecos às obrigações daquela corte.
Por que não democratizar esse processo, se não de imediato pelo voto direto, ao menos para livra-lo das sombras de onde emergem os ‘Fux’ e assemelhados?
A ver.
(Saul Leblon- Carta Maior) Na Ilharga: Democracia X Justiça: como nasce um ‘Fux’?  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  2 horas atrás

NOTA DE REPÚDIO AO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA

por Blog Justiceira de Esquerda 

 O Instituto Baiano de Direito Processual Penal – IBADPP, fiel às suas diretrizes e princípios, vem a público emitir nota de repúdio ao Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Joaquim Barbosa, diante de sua conduta reiteradamente autoritária e desrespeitosa. Uma sucessão de eventos de falta de urbanidade e pouco apreço pela divergência vem marcando a atuação do ministro Joaquim Barbosa no STF. Além de agressões verbais a outros ministros da Suprema Corte, não foram poucas as vezes em que o ministro, de forma deseducada e deselegante, destratou os seus pares e os advogados, além do próprio Procurador-Geral da República, ao afirmar em determinada oportunidade que precisaria ensinar o Ministério Público a fazer uma peça acusatória.  Em 5 de março, o Ministro irritou-se com uma pergunta de um jornalista do jornal O Estado de São Paulo e afirmou, interrompendo-o: “Me deixa em paz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre. Estou pedindo, me deixe em paz. Já disse várias vezes ao senhor. (…)”. A pergunta que tanto exasperou o ministro dizia respeito à nota pública subscrita em 2 de março de 2013 pelos presidentes da Associação dos Magistrados Brasileiros, da Associação dos Juízes Federais do Brasil e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, na qual tais entidades diziam não admitir o lançamento de “dúvidas genéricas sobre a lisura e a integridade dos magistrados brasileiros” e pediam ao ministro Joaquim Barbosa “comportamento compatível com o alto cargo que ocupa, bem como tratamento respeitoso aos magistrados brasileiros, qualquer que seja o grau de jurisdição.” Na oportunidade, as associações classistas referiam-se a uma afirmação do ministro, segundo quem os juízes fariam “conluios” com advogados por interesses próprios e que teriam mentalidade “pró-impunidade”. Em 8 de abril, o Ministro, ao receber representantes de entidades de juízes do Brasil, afirmou grosseiramente que eles teriam agido de maneira “sorrateira” ao apoiar a aprovação, pelo Congresso Nacional, da criação de quatro novos Tribunais Regionais Federais, aliás, anseio de magistrados, do Ministério Público, advogados e servidores da Justiça. Agora, além de ofender os juízes presentes em seu gabinete (o que reforça a reprovação de sua atitude, pois ainda mais deseducada), ofendeu de igual modo o Parlamento que aprovou a criação dos novos tribunais. Não bastasse, afirmou o ministro que “tudo foi feito à base de conversas de pé de ouvido, sem manifestação oficial de órgãos importantes do Poder Judiciário, do Conselho Nacional de Justiça” e que a atuação das entidades foi “à base de cochichos“. Desdenhou dos parlamentares ao dizer textualmente que “os senadores e deputados foram induzidos a erro. Porque ninguém colocou nada no papel” e também das entidades representativas dos magistrados: “Pelo que eu vejo, vocês participaram de forma sorrateira na aprovação. São responsáveis, na surdina, pela aprovação.” Ao ser contrariado pelo presidente da Associação dos Juízes Federais, que afirmou ter sido tudo feito de forma democrática e transparente, e não sorrateiramente, o ministro passou a travar tensa discussão com o vice-presidente da AJUFE, dizendo-lhe: “O senhor abaixe a voz que o senhor está na presidência do Supremo Tribunal Federal” e “só me dirija a palavra quando eu lhe pedir.” No decorrer da discussão o ministro resolveu, então, assacar igualmente contra os advogados, afirmando que “é muito bom para a advocacia a criação de quatro novos tribunais com mais milhares de empregos de juízes.” E, ironicamente, vaticinou que os novos tribunais iriam “ser criados em resorts, em alguma grande praia.“ Diante dessa fieira de condutas inapropriadas, o IBADPP solidariza-se com os juízes e advogados do Brasil, assim também com o Congresso Nacional, e espera que o Ministro Joaquim Barbosa encontre a serenidade e a urbanidade necessárias para presidir a Suprema Corte e o Conselho Nacional de Justiça.

Dica de Maria Luiza Quaresma Tonelli http://guerreiroscomzd.blogspot.com.br/2013/04/nota-de-repudio-ao-ministro-joaquim.html   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  2 horas atrás

Santiago: Promoção relâmpago de promotor a desembargador

por Blog Justiceira de Esquerda

Promotor Francisco Santiago vaiu recorrer (Foto: Ministério Público)
No novojornal
O jogo do poder em Minas Gerais virou teatro do absurdo, carreiras são construídas em função de pareceres e decisões que atendem a elite governante

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Dr. Francisco Santiago, polêmico promotor das causas midiáticas, já declarou nos corredores do Fórum que o Júri da Galoucura, onde pretende condenar inocentes sem provas, deve ser um dos últimos de sua vida no Ministério Público. Não que esteja se retirando da vida jurídica. Mas já está tudo acertado para sua promoção ao cargo de Procurador do MP, e indicação na lista do quinto constitucional, sendo o escolhido pelo Governador Anastasia, para Desembargador do TJMG. Segundo seus próprios colegas; “em agradecimento aos bons serviços prestados à sociedade mineira, segurando por anos o processo do Mandante do Crime da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, envolvida diretamente com o mensalão tucano ocorrido em Minas Gerais”. Nem nos tempos das capitanias hereditárias, a coisa era tão descarada. Os cargos no TJMG viraram moeda de troca de favores e negociatas. Assim como disse Joaquim Barbosa que a criação dos TRFs, foi feita de maneira escusa, a nomeação de um promotor a procurador e imediatamente a desembargador, mostra o limbo escondido nas entranhas do Judiciário, desrespeitando outros procuradores, que também ambicionavam tal cargo, mas não participam de chicanas jurídicas. Porém, como a Justiça Humana, ao contrário da Justiça Divina, é cheia de falhas, ele irá ocupar a cadeira deixada vaga pelo Desembargador Hélcio Valentim, afastado do TJMG, por venda de Habeas Corpus para traficantes e que foi aposentado compulsoriamente, recebendo proventos de R$16.000,00 mensais. Juristas afirmam que Santiago ocupará a cadeira que merece e que diante da punição recebida por seu antecessor e de seu posicionamento já previamente divulgado, no futuro, o novo desembargador, favorável ao Ministério Público, certamente que decisões parciais irão ser tomadas em casos que ele julgar, o que contamina definitivamente qualquer chance dos recursos impetrados pelos advogados. Ação Penal Pública Subsidiária distribuída, tendo como réu Walfrido dos Mares Guia em função do  assassinato da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, foi coincidentemente distribuída para Santiago, permanecendo parada e conclusa com ele desde fevereiro deste ano Neste diapasão, a Justiça Mineira se atola cada vez mais em seus próprios erros.
Inicial da Ação Penal Pública Subsidiária tendo como réu Walfrido dos Mares Guia, em relação ao assassinato da modelo Cristiana Aparecida Ferreira
Movimentação da Ação Penal Pública Subsidiária que comprova sua paralização desde fevereiro

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http://www.novojornal.com/politica/noticia/santiago-promocao-relampago-de-promotor-a-desembargador-10-04-2013.html

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JOAQUIM BARBOSA: ESTOQUISTA DE PROCESSOS!

por Blog Justiceira de Esquerda No guerreiroscomzd.blogspot Relembrando que Joaquim Barbosa continua o mesmo, com mais poderes. Para que não esqueçamos de que ele ficou 127 dias de licença em 2010, 30 dias em 2009, 66 em 2008. Mesmo de licença, frequentava bares. Resumindo, além de beberrão não gosta de trabalhar. Só trabalha se estiver sob os holofotes. É um ególatra, estoquista de processos! Confiram a matéria de Mariângela Gallucci em 07.08.2010!

BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que está de licença por recomendação médica, alegando que tem um “problema crônico na coluna” e, por isso, enfrenta dificuldade para despachar e estar presente aos julgamentos no plenário do STF, não tem problemas para marcar presença em festas de amigos ou se encontrar com eles em um conhecido restaurante-bar de Brasília. Funcionários do Ministério reclamam de processos parados de Barbosa - Estado de S. Paulo Estado de S. Paulo Funcionários do Ministério reclamam de processos parados de Barbosa Veja também:Licenças de Barbosa emperram Supremo Na tarde de sábado (ontem), a reportagem doEstado encontrou o ministro e uns amigos no bar do Mercado Municipal, um point da Asa Sul. Na noite de sexta-feira, ele esteve numa festa de aniversário, no Lago Sul, na presença de advogados e magistrados que vivem em Brasília. Joaquim Barbosa está em licença médica desde 26 abril. Se cumprir todos os dias da mais nova licença, ele vai ficar 127 dias fora do STF, só neste ano. Em 2007, ele esteve dois dias de licença. Em 2008, ficou outros 66 dias licenciado. Ano passado pegou mais um mês de licença. Advogados e colegas de tribunal reclamam que os processos estão parados no gabinete do ministro. Processos estocados. Neste sábado, a reportagem do Estado aproximou-se da mesa onde Barbosa estava no Bar Municipal. O ministro demonstrou insatisfação e disse que não daria entrevista. Em seguida, entretanto, passou a criticar um texto publicado pelo jornal no último dia 5 intitulado “Licenças de Barbosa emperram o Supremo”. No texto havia a informação de que Barbosa é o campeão de processos estocados no STF, apesar de ter sido poupado das distribuições nos meses em que ficou em licença. De acordo com estatísticas do tribunal, tramitam sob a sua relatoria 13.193 processos, incluindo os que estão no Ministério Público Federal para parecer. O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante Júnior, disse que o STF deveria encontrar uma solução para os processos que estão parados e que essa saída poderia ser a redistribuição das ações.  Barbosa, de licenca desde abril no Tribunal, conversa com pessoas no bar e restaurante Mercado Municipal, na Asa Sul. (Foto: Ed Ferreira/AE) De acordo com Barbosa, o jornal tinha publicado uma “leviandade”. O ministro afirmou que a reportagem foi usada por um grupo de pessoas que, segundo ele, quer a sua saída do STF. “Mas eu vou continuar no tribunal”, disse, irritado. Ele afirmou que não é verdade que as suas licenças emperram os trabalhos da Corte. O ministro reclamou que não foi procurado pela reportagem para se manifestar sobre as queixas feitas por advogados e colegas de STF por causa de suas licenças médicas. Ministros do Supremo chegaram a dizer que se Barbosa não tem condições de trabalhar deveria se aposentar. “Você não me procurou”, disse. A verdade é que o Estado só publicou a reportagem do último dia 5 depois de contatar um assessor do ministro. Esse funcionário disse que Barbosa não daria entrevista. Ao ser confrontado com essa informação, o ministro disse: “Você tinha de ter ligado para o meu celular”. Depois, não quis mais falar. Volta temporária. Na semana passada, o presidente do STF, Cezar Peluso, anunciou que Barbosa voltaria ao plenário da Corte. O regresso será, porém, temporário: é só para participar de um julgamento que diz respeito ao mensalão petista, processo do qual ele é relator, e outros casos em que a conclusão do julgamento depende do voto dele. O ministro participará desse julgamentos e retornará para a licença, para se tratar em São Paulo. Entre os processos nas mãos de Barbosa está uma ação que discute se as empresas exportadoras de bens e serviços devem recolher ou não a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Na sessão da semana passada, o julgamento do processo foi interrompido porque o placar ficou empatado em 5 a 5. Caberá a Barbosa desempatar o julgamento. De acordo com estatísticas disponíveis para assessores do tribunal, Barbosa é o campeão em processos no STF, apesar de ter sido poupado das distribuições nos meses em que ficou em licença. Tramitam sob sua relatoria 13.193 processos, incluindo os que estão na Procuradoria-Geral da República para parecer. Na outra ponta das estatísticas, Eros Grau, que se aposentou na segunda-feira, era o responsável por 3.515 processos em tramitação. Ao todo, estão em andamento no tribunal 92.936 ações. FONTE:  http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,de-licenca-medica-joaquim-barbosa-vai-a-festa-de-amigos-e-a-bar-em-brasilia,591930,0.htm
http://guerreiroscomzd.blogspot.com.br/2013/04/joaquim-barbosa-estoquista-de-processos.html  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  2 horas atrás

Em que Globo se pode realmente confiar?

por Blog Justiceira de Esquerda 
O PIGão/Corvão não confia, sempre cria golpe e produz caos.
 Jornal dos Marinho avisa na manchete desta terça-feira que os preços dos alimentos sobem e ameaçam a meta de inflação; Valor Econômico, que é metade Globo, metade Folha, anuncia o contrário; dados oficiais, divulgados hoje, apontam recuo dos preços; será que o Globo pisou no tomate?; por trás de tudo isso, evidentemente, há a pressão para que o Comitê de Política Monetária do Banco Central eleve os juros na reunião previstas para os dias 16 e 17 Mais: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98396/Em-que-Globo-se-pode-realmente-confiar.htm
Aldo   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  2 horas atrás

Gurgel vê com ‘absoluto descrédito’ acusação de Dirceu contra Fux

por Blog Justiceira de Esquerda 

Interessante este PGR que vê com absoluto descrédito a acusação de Dirceu contra Fux, porém acredita totalmente na acusação de Marcos Valério contra Lula !!!!!!!!!!!!!!!!!!Viva o judiciário brasileiro. Gurgel vê com ‘absoluto descrédito’ acusação de Dirceu contra Fux
http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/04/10/gurgel-ve-com-absoluto-descredito-acusacao-de-dirceu-contra-fux.htm

Fux, um embaraço para a justiça brasileira
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98528/Fux-um-embaraço-para-a-justiça-brasileira.htm

Fux a Vaccarezza: “mato no peito”
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/04/10/fux-a-vaccarezza-mato-no-peito/
ALDO  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  3 horas atrás

Deixar de acreditar em quem ajudou na construção do Brasil pra acreditar nessa gente? Ah Tá!

por Blog Justiceira de Esquerda 

Xeque – Marcelo Bancalero

Então você quer que eu acredite num louco que inventa uma mentira, num prevaricador que cria uma denúncia, num bêbado que bate em mulher e rasga a Constituição, num bandido cheio de fazendas (segundo o próprio JB), num anti-ético que prefacia livros de julgamento que preside, de ministros que mudam seus votos, mesmo tendo votado no mesmo assunto de forma diferente em outros processos, em ministra que fala absurdos no seu voto depois some com o vídeo da internet, e em ministro que assume ter pedido favores para fazer parte do STF? E deixe de acreditar nas pessoas que construíram este país? Ah tá! Tô Fora! http://xeque-mate-noticias.blogspot.com.br/2013/04/deixar-de-acreditar-em-quem-ajudou-na.html#links  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  3 horas atrás

Dilma presenteia os barões da mídia

por Blog Justiceira de Esquerda 

Por Altamiro Borges
Na sua perigosa política de desoneração da folha de pagamento, o governo Dilma anunciou nesta semana um presentão para os donos da mídia. Globo, Veja, Folha e Estadão, entre outros veículos, nem festejaram a bondade presidencial, já que o seu esporte favorito é atacar o governo, ocupando o lugar da oposição demotucana. Segundo o sítio Meio&Mensagem, o ministro Guido Mantega baixou duas medidas que reduzem os tributos das empresas de comunicação, acatando proposta do senador Francisco Dornelles.
O decreto beneficia diretamente os setores de jornais, revistas, livros, rádio, televisão e internet. Ele reduz as contribuições sociais das empresas, de 20% da folha de pagamento para 1% a 2% do faturamento. “Estima-se que o setor de mídia venha a economizar R$ 1,2 bilhão por ano a partir de janeiro de 2014, quando o benefício entra em vigor”, revela o jornalista Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa. Para piorar, o governo não impôs qualquer contrapartida, como a manutenção do emprego dos trabalhadores.
Desde o final do ano passado, os impérios midiáticos têm desempregado centenas de profissionais. Nesta semana, o Estadão demitiu um quarto dos seus jornalistas. Como antídoto contra a crise mundial, o governo desonera a folha de pagamento e não exige qualquer contrapartida. Baita presentão! Uma bondade, à custa dos cofres públicos, de R$ 1,2 bilhão. Se a intenção é acalmar a ira dos barões da mídia, não passa de mais uma ilusão da presidenta Dilma no seu “namorico” com o principal partido da direita nativa. Lamentável! Altamiro Borges: Dilma presenteia os barões da mídia  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  3 horas atrás

Malafaia lança Eduardo. Eduardo rompe com Dilma

por Blog Justiceira de Esquerda 
 
O Sr. Campos tem todo direito de se candidatar, o que não pode é ficar cuspindo no prato que comeu e come muitíssimo bem. 
Então está na hora de entregar os cargos ao governo federal. Malafaia lança Eduardo. Eduardo rompe com Dilma http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/04/10/malafaia-lanca-eduardo-eduardo-rompe-com-dilma/
 Com crítica a Dilma, Campos é estrela de programa do PSB.http://www1.folha.uol.com.br/poder/1260265-campos-estrela-propagandas-do-psb-com-critica-velada-a-dilma.shtml

Neste caso é melhor ele se mudar de Recife.
Viva a justiça eleitoral brasileira. 
Campos visita SP e RS e diz que consegue governar PE de longe 
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1259453-campos-visita-sp-e-rs-e-diz-que-consegue-governar-pe-de-longe.shtml
Aldo  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  3 horas atrás

16 milhões para um só do PSDB

por Blog Justiceira de Esquerda

E você, já esqueceu alguma vez de declarar 16 milhões na sua declaração de imposto de renda? O senador Álvaro Dias conseguiu esquecer. Também um valor tão insignificante quanto esse é fácil de não se lembrar! 
 
THIETRE – RIO DE JANEIRO

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Por que a surpresa?

por Blog Justiceira de Esquerda 
No AlhoeOlho
Na virada do ano, o ministro Luiz Fux deu uma entrevista à Folha contando sua peregrinação (lobby) junto a políticos (entre eles o ex-ministro José Dirceu) visando conseguir ser escolhido para um assento no STF.
No mês passado, Fux, conforme informou o jornalista Maurício Dias na sua prestigiosa coluna, foi acusado de pressionar a OAB para colocar o nome da sua jovem filha em lista e para concorrer a um cargo de desembargadora no Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro: só para lembrar, Fux foi desembargador no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Neste fim de semana, em entrevista à Folha de São Paulo, José Dirceu confirma a visita de Fux e acrescenta que o juiz garantiu (como uma forma de barganha) que iria absolvê-lo no julgamento do “mensalão do PT”. Questionado, o ministro negou a promessa e para piorar mais sua imagem, afirmou que na época desconhecia o fato de Dirceu ser réu no processodo “mensalão do PT”. Houve quem torcesse o nariz para a revelação de Dirceu. Ora, com esse histórico do juiz por que a surpresa? Ou é desconhecimento, ou é hipocrisia http://alhoeolho.blogspot.com.br/2013/04/por-que-surpresa.html  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  6 horas atrás

A última do prevaricador geral

por Blog Justiceira de Esquerda  TerrordoNordeste Questionado acerca da declaração de Dirceu, afirmo Gurgel:”São denúncias que, em princípio, para mim não merecem qualquer crédito. A história do Fux é uma história de honradez e o mesmo não se pode dizer de quem o acusa. “Não prevaricador safado. Dirceu é mais honesto que você.  Um sujeito que engaveta um inquérito de um bandido da laia de DEMostenes Torres, que dispensa uma licença de R$ 3 milhões de reais, que defende o vergonhoso auxilio alimentação para o MP não tem moral para acusar quem quer que seja.  Por hoje basta, não há condições de continuar com esta droga de internet.http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br/2013/04/a-ultima-do-prevaricador-geral.html  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  8 horas atrás

DEPUTADO FONTELES SOBRE FUX: “MERECE IMPEACHMENT”

por Blog Justiceira de Esquerda  Em entrevista ao 247, deputado Nazareno Fonteles, do PT, defende que seja instalada uma comissão no Congresso para se analisar as ações do ministro do STF e decidir sobre a instalação de um processo de impeachment contra ele; autor de uma PEC que prevê ao Legislativo sustar atos do Judiciário, parlamentar diz que o que Luiz Fux fez – prometer absolvição ao ex-ministro José Dirceu por uma vaga no Supremo – “não é postura de um juiz, mesmo que ainda estivesse a caminho do cargo”

:  Gisele Federicce _247 – Crítico ferrenho de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Nazareno Fonteles, do PT do Piauí, defende que seja impetrado um processo de impeachment contra Luiz Fux, depois das denúncias feitas pelo ex-ministro José Dirceu à Folha de S.Paulo. “Isso não é postura de um juiz”, afirma ele, em entrevista concedida ao 247 nesta quarta-feira 10.
Dirceu contou ter sido “assediado moralmente” durante seis meses por Fux, que era ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pleiteava uma vaga na Corte Suprema (leia mais). Fux teria ido atrás do petista depois de saber de sua influência no Planalto. Quando finalmente conseguiu um encontro, prometeu, segundo o ex-ministro, absolvê-lo no caso do ‘mensalão’. Não foi o que aconteceu.
Numa entrevista concedida em dezembro passado ao mesmo jornal, Luiz Fux admitiu ter procurado autoridades, inclusive Dirceu, para conseguir uma indicação do governo para o tribunal. Na ocasião, declarou que ‘mataria no peito’ o julgamento da Ação Penal 470, porque tinha experiência. “Desde aquela entrevista anterior, que o Fux falou várias leviandades, eu defendi o procedimento de impeachment contra ele”, disse Fonteles, que é autor de uma PEC, no Congresso, que prevê ao Legislativo sustar atos do Judiciário.
Na avaliação do deputado, não só Fux deveria ser alvo de impeachment, mas o próprio presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, por ter sido relator de um processo que condenou sem provas e pelo comportamento com seus pares, e Gilmar Mendes, que já esteve no centro das atenções em uma série de polêmicas. Agora se isso irá realmente acontecer, ele diz não saber. “No mínimo tem que se abrir uma comissão especial para analisar o caso”, avalia, especificamente sobre o episódio com Luiz Fux.
Leia abaixo os principais trechos da conversa:
Como o senhor recebeu as denúncias feitas pelo ex-ministro José Dirceu à Folha?
Desde aquela entrevista anterior, que o Fux falou várias leviandades, eu defendi o procedimento de impeachment contra ele. Claro que ninguém é proibido de buscar seus interesses, mas aquilo não é postura de um juiz, mesmo que ainda estivesse a caminho do cargo. Parlamentares e outras autoridades já foram punidas por muito menos.
Agora com essa entrevista, não se trata do que o Zé está dizendo só. O que o Zé coloca tem muita congruência. Como um ministro aspira algo e depois diz que não sabia de nada [que Dirceu era réu no processo]? Não tem sentido. Aquilo foi uma grande mancada, dá lógica à realidade do conteúdo do que o Zé Dirceu disse.
Acha que se Dirceu tivesse sido absolvido, teria dado essa entrevista?
Eu não sei. Eu nunca conversei longamente com o Zé sobre o julgamento, tive encontros rápidos. Às vezes alguém te machuca, você perdoa, e aquilo passa, não tem porque falar mais. Mas não é um caso desse, que ainda não está concluído.
Isso merecia um processo de impeachment no Senado. Não só ele, mas o Barbosa, como relator e pelo comportamento que tem tido com os pares, e o Gilmar Mendes, por envolvimentos com casos do passado. Cabe sim o pedido de impeachment, mas se o Senado vai fazer, eu não sei. É muito feio o que aconteceu.
Mas o senhor consegue visualizar, de fato, um processo de impeachment contra um ministro do STF ocorrendo no Congresso Nacional?
Se a coisa for bem conduzida… Muitas vezes, no Senado, depende de como a coisa chega. Com tudo isso que está aí, no mínimo tem que se abrir uma comissão especial para analisar o caso, para ver se instala ou não [o processo de impeachment].
Hoje temos um caso sério, porque o próprio presidente do STF tem o comportamento questionado. No caso de um impeachment, não pode alguém suspeito presidir o processo. Isso só pra mostrar a gravidade institucional que se está vivendo, pois quem preside o Supremo hoje também merecia ter instalado um pedido como esse.
Na sua visão, a presidente Dilma indicou o ministro Fux ao Supremo por conta da promessa de absolvição?
Eu não acredito nisso. É só olhar o seguinte: o Barbosa, a Cármen Lúcia, foram escolhidos, e não havia preocupações desse tipo. Ouvi de várias pessoas que o processo [da AP 470] tinha tantas falhas que não havia como prosperar. Eu não via essa preocupação. Até uma entrevista dessa quando vem à tona demonstra tantas coisas, fica muito ruim você espontaneamente chegar e dizer [que irá fazer algo], e depois fazer tudo ao contrário.
Fica ruim de que forma? O senhor vê a atitude como traição?
Ruim para a instituição. É importante que os próximos processos [de escolha de ministros] sejam mais transparentes, o mais claro possível, e que o Senado seja mais cuidadoso. Uma acusação como essa contra o Fux deve alertar o Senado a fazer certos tipos de perguntas. Esse processo deve ser melhorado.
Sempre que há crises como essa, eu reforço a ideia de mudanças para aperfeiçoar os processos e a República ser beneficiada com isso. Por exemplo, o Supremo deveria ser maior? Eu acredito que sim. Quando você diminui o número [de membros], aumenta-se a chance de conchavo. Quanto maior, mais chances de ser mais justo, de representar melhor as situações adversas de todos os lugares do País. http://www.brasil247.com/pt/247/poder/98563/Deputado-Fonteles-sobre-Fux-Merece-impeachment-Deputado-Fonteles-sobre-Fux-Merece-impeachment.htm   Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  8 horas atrás

Mídia esconde processo contra Aécio

por Blog Justiceira de Esquerda 
Por Altamiro Borges
Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, na semana passada, que o tucano Aécio Neves continua como réu na ação civil por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. O ex-governador é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde e pelo não cumprimento do piso constitucional de financiamento do sistema público de saúde entre 2003 e 2008. A mídia comercial, que adora um escândalo político, é tão seletiva que não deu qualquer destaque à decisão do TJMG.
Segundo o sítio do deputado Rogério Correia, “desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde. Consequência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue no estado”. O ex-governador mineiro, que vive se jactando do tal “gestão de gestão”, poderá sofrer uma baita indigestão. O julgamento da ação está previsto para ocorrer ainda neste ano.
Se for considerado culpado pelo desvio dos recursos públicos, o senador ficará inelegível. Sua cambaleante candidatura presidencial entraria em coma – que não é alcoólica. É lógico que o grão-tucano tem muitos defensores. A mídia não deu manchete para a decisão da justiça e evitará tratar do tema. Ela só gosta de levantar suspeitas de corrupção contra os tais “lulopetistas”. Já a Justiça é cega! Até hoje não julgou o chamado mensalão tucano – que a mídia trata como mensalão mineiro. A conferir! Altamiro Borges: Mídia esconde processo contra Aécio  Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 horas atrás

Manipuladores!!!_+_ MANCHETES INFLACIONADAS_+_ DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA – LEI DE MEIOS – ACÚMULO DE FORÇAS_+_Para a sociedade avançar, os privilégios da mídia têm que acabar

por Blog Justiceira de Esquerda 

 

MANCHETES INFLACIONADAS

  
  ME CANSEI, DE LERO-LERO, DÁ LICENÇA       MAS EU VOU SAIR DO SÉRIO …

DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA – LEI DE MEIOS – ACÚMULO DE FORÇAS

   Sim, eu quero: e você, quer? Seus conhecidos, amigos e parentes, o que pensam desse assunto? São a favor da concentração de meios em poucas mãos, são contra, ou são indiferentes? Estão dispostos a fazer algo a respeito? (não basta alguns quererem e gritarem muito, culpando alguém por omissão ou covardia …)

Para a sociedade avançar, os privilégios da mídia têm que acabar

O dinheiro do contribuinte tem que ser mais bem empregado.

Jânio não conseguiu varrer os privilégios fiscais da imprensa
Jânio não conseguiu varrer os privilégios fiscais da imprensa

  Li “A Renúncia de Jânio”, do jornalista Carlos Castelo Branco, o último grande colunista político brasileiro. O que me levou a esse velho livro foram as recentes evocações do infame golpe militar de 1964 em seu aniversário, no dia 31 de março.O golpe, de alguma forma, começa em Jânio, o demagogo que renunciou à presidência em 1961 quanto estava fazia apenas sete meses no cargo, por motivos jamais explicados. Mas o que mais me chamou a atenção no livro é um episódio que mostra bem o regime de privilégios fiscais desfrutados há muito tempo pelas empresas jornalísticas brasileiras. Castelinho, que foi assessor de imprensa de Jânio, conta que certa vez estava preparando uma sala para um pronunciamento que ele, Jânio, faria naquela noite em rede nacional de televisão. No lugar escolhido, a biblioteca do Palácio da Alvorada, Castelinho viu sobre a mesma um exemplar do Estadão de domingo. Em cima, estava um bilhete do presidente: “Não toquem neste jornal. Preciso dele”. “Só soube do que se tratava quando Jânio o ergueu na mão para exibi-lo audaciosamente ao país [na fala em rede] como fruto de privilégios, o esbanjamento de papel comprado com subvenção oficial, pago, portanto, pelo povo”, escreveu Castelinho. É o chamado “papel imune”. Os contribuintes subvencionam há décadas o papel usado para imprimir jornais e revistas. Jânio apontou o mal, mas não foi capaz de resolvê-lo. Os mesmos empresários que tanto falam num Estado mínimo não se embaraçam em, nas sombras, mamar nele em coisas como o papel imune, e em muitas outras. Dinheiro público foi sempre usado também para financiar – em condições de mãe para filho – empreendimentos que deveriam ser bancados por nossos intrépidos, aspas, capitalistas da mídia. Nos anos 90, Roberto Marinho comemorou ao lado de FHC a inauguração de uma supergráfica projetada para quando o jornal chegasse – hahaha – à marca de 1 milhão de exemplares. FHC não estava na foto porque Roberto Marinho queria promovê-lo. É que o governo tinha concedido um empréstimo especial às Organizações Globo para fazer a gráfica que hoje parece uma piada.

Na inauguração do parque gráfico da Globo, em 1999, o Estado serviu de babá e evitou o risco de um investimento fracassado
Na inauguração do parque gráfico da Globo, em 1999, o Estado serviu de babá
e evitou o risco de um investimento fracassado

  Por que o empréstimo? Ora, a Globo era então já uma potência. Tinha mais de metade do faturamento da publicidade nacional, graças à tevê e a expedientes amorais como o chamado BV (bonificação por vendas). A empresa poderia, perfeitamente, bancar o passo (torto) que decidira dar com a nova gráfica. Mas não. O Estado babá estava ali, à disposição, na figura sorridente de FHC. Essencialmente, o resultado é que a fortuna da família Marinho foi poupada do risco de um investimento que poderia fracassar, como aconteceu. Coisa parecida aconteceu com as outras grandes empresas em suas incursões para fazer novos parques gráficos: dinheiro farto, quase dado. Fora o papel imune, naturalmente. E fora, mais recentemente, artifícios como a criação de PJs (pessoas jurídicas) para reduzir os impostos pagos. Note. As companhias jornalísticas não querem pagar impostos, mas depois esperam que o Estado – com dinheiro alheio, do “Zé do Povo”, como dizia o patriarca Irineu Marinho – esteja com os cofres cheios para bancar seus investimentos. Para completar a tragicomédia, as empresas promovem campanhas sistemáticas de engambelação coletiva destinadas a provar, aspas, que os impostos são elevados no Brasil. Não são. A carga tributária brasileira, na casa de 35%, é bem menor que a de países modelos, como a Escandinávia. A diferença é que, neles, as corporações pagam o que devem. Vá, na Dinamarca ou na Noruega, inventar PJs e você é chutado da esfera corporativa e submetido a desprezo nacional. Para que o Brasil avance socialmente, as mamatas das empresas de mídia – fiscais e não só fiscais — têm que acabar. Não é fácil, como vemos ao constatar o que deu do brado janista de meio século atrás. Sucessivos governos têm vergado ao poder de intimidação da mídia. (Para a qual vigora ainda uma inacreditável reserva de mercado, aliás.) Mas nada é fácil. O poder de manipulação da mídia se reduziu, graças à internet. Se há uma hora para fazer o que deve ser feito, é esta. O dinheiro que custam as mordomias bilionárias da mídia deve servir à sociedade: que se construam escolas, hospitais e estradas com ele, em vez de vê-lo dar acesso à lista de superricos da Forbes. Dilma tem que se mexer, em nome do Brasil.   Paulo Nogueira THIETRE MIGUEL – RIO DE JANEIRO-RJ    Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  9 horas atrás

Proibida de se despedir, apresentadora da Globo sai do ar chorando

por Blog Justiceira de Esquerda 

TV Globo proibiu despedida de Carla Vilhena,
 que só soube de sua substituição através da imprensa
 (Foto: Divulgação)

Globo proíbe despedida, e apresentadora sai do ar chorando. Carla Vilhena só soube pela imprensa que seria substituída em telejornal da Tv Globo

Foram dramáticos os últimos minutos da jornalista Carla Vilhena como apresentadora do Bom Dia São Paulo e do bloco paulista do Bom Dia Brasil, na última sexta-feira. Carla soube pela imprensa, na véspera, que deixaria o telejornal, que apresentava desde meados de 2010. Na sexta, ela escreveu uma nota de despedida do público, mas foi proibida pela direção de jornalismo da Globo, enquanto apresentava o Bom Dia São Paulo, de ler o texto. Abalada, Carla não conseguiu terminar sua participação no Bom Dia Brasil. Na bancada, mas fora do ar, chorava tanto que teve de ser substituída, às pressas, por uma moça do tempo. Foi embora sem levar suas roupas e pertences, amparada por funcionários da Globo. Desde ontem, o telejornal está sendo apresentado pela repórter Monalisa Perrone. O jornalista Marco Aurelio Mello, ex-colega de trabalho de Carla Vilhena e fundador do blog DoLadoDeLa, publicou texto em que se solidariza com a apresentadora. Leia abaixo.

Minha Solidariedade à Carla Vilhena

Marco Aurelio Mello A nova direção de jornalismo da TV Globo parece que não gostar muito de investir nas relações humanas. Nem mesmo o departamento de RH, que deveria gerenciar “as emoções” consegue saber com antecedência o que está acontecendo, para tomar medidas paliativas necessárias numa grande corporação. 
O choro copioso da querida Carla Vilhena, apresentadora do Bom Dia São Paulo e do bloco local do Bom Dia Brasil, impedida de se despedir de seus telespectadores na última sexta-feira, dá bem a dimensão da falta de tato dos gestores. Depois de saber PELA IMPRENSA que seria substituída na bancada pelo correspondente em Nova Iorque, Rodrigo Bocardi, Carla, com a delicadeza que lhe é peculiar, escreveu uma mensagem de despedida, mas a direção proibiu-a de lê-la. Abalada, Carla não conseguiu terminar sua participação e foi substituída pela uma moça do tempo. Saiu do ar amparada por funcionários da Globo. Trazer Rodrigo de volta para o Brasil com assento em uma bancada é um movimento importante. O repórter, que teve carreira meteórica na emissora durante o mensalão, faz com desenvoltura o jogo da casa. Quem não se lembra da moedinha na pista do aeroporto de Congonhas, para incriminar Lula pelo acidente da TAM, em julho de 2007? Rodrigo é um bom sujeito. Trabalhamos juntos no Jornal da Globo, com Ana Paula Padrão. Ele tinha vindo da Band, onde começou como coordenador de telejornal, uma função burocrática. Teve a felicidade de fazer jornalismo na Faculdade do Morumbi, onde a elite paulistana se encontra. Fez amizade com os Saad, circula em altas rodas e conhece detalhadamente a cartilha neolibelês. Sonhava em ser editor de economia e pediu para que eu o apadrinhasse nesse sentido. Como acumulava – para que testassem minha capacidade – as funções de editor de política e economia do telejornal, cujo noticiário era majoritariamente composto por esses dois temas, concorde,i e indiquei seu nome ao então editor-chefe, Luiz Claudio Latgé. Competente, logo Rodrigo caiu nas graças de toda a equipe, mas alimentava em silêncio o sonho de ser repórter, o que no caso dele não era difícil, porque tem boa estampa, boa voz e é muito bem relacionado. Será muito bem teleguiado na nova função. Depois de dois anos na bancada, Carla volta à reportagem. Passa a engrossar o coro do Fantástico. Como apresentadora, a bela morena de olhos azuis encantou o país no Jornal da Band, no fim dos anos 90. Beleza, postura e voz eram tão marcantes, que foi convidada pela Globo para ser apresentadora do Novo SPTV, em 1998. Como na emissora a fila é grande, Carla ficou para lá e para cá, até que conseguisse sua própria bancada num jornal de rede. Apresentou os SPTV, os Bom Dias, o Jornal Hoje, o Fantástico e até o Jornal Nacional, nas folgas dos apresentadores titulares. É o tipo de profissional de quem não se ouve críticas, só elogios. Torço para que ela supere a dor de ser cortada sumariamente, como já aconteceu com tantos outros. Carla, o mundo não só aí. Um beijo no seu coração. Leia também

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Oportunidade para a paz na Colômbia

por Blog Justiceira de Esquerda 

Do blog: http://areitoimagen.blogspot.com.br/

No Altamiro Borges Editorial do sítio Vermelho: Em fato inédito na história da Colômbia, o país se uniu na última terça-feira (9) para apoiar os diálogos de paz que se realizam em Havana, Cuba, entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo (Farc-EP), para pôr fim ao conflito armado que se estende há mais de meio século. 
Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas na Marcha pela Paz e a Esperança, tendo por símbolos a cor branca e a bandeira da Colômbia, expressando o objetivo – a paz com democracia e justiça social – e a união nacional para abrir uma nova página na história do país. A Marcha aglutinou o mais amplo e diversificado leque de forças políticas e movimentos sociais, além de intelectuais, artistas e defensores dos direitos humanos, num pluralismo que atesta o quão arraigado é o desejo de paz no país. 
A manifestação desta terça-feira foi uma forte expressão da grande aspiração nacional por uma reconciliação justa, democrática e duradoura, por uma paz que faça parte da democracia, da participação popular na vida do país e na construção de seu destino. 
O sentido da participação da sociedade e do seu ativo apoio aos diálogos entre as Farc e o governo foi sintetizado pelo escritor William Ospina, no texto “Oração pela Paz”, em que reafirmou a ideia defendida em seus artigos: “Não haverá paz sem uma comunidade que a apoie, exija e acompanhe”.
A unidade nacional se manifestou nas palavras do líder indígena Feliciano Valencia: “A Colômbia é hoje uma só, mestiça e palpitante, onde a identidade alimenta os povos indígenas, os negros e o sangue derramado durante tantos anos em prol de uma redenção social e de um país que seja patrimônio de todos”. 
A manifestação indicou ainda o sentido de urgência que tem o povo colombiano em encontrar uma solução definitiva para o conflito, o que se expressou nas palavras da líder da luta pelos direitos humanos, Piedad Córdoba: “Faz 65 anos que pedimos paz, suplicamos a paz e hoje já não podemos pedir, suplicar e esperar (…) É a hora da paz, porque merecemos tê-la, que viva a paz na Colômbia”.
O apoio maciço que as Farc e o governo do presidente Santos conquistaram para o diálogo em que estão empenhados é o mais convincente argumento de que esta é uma oportunidade histórica que não pode nem deve ser desperdiçada.
Obviamente, o sentido de urgência não deve ser confundido com oportunismo eleitoral nem quaisquer outros interesses imediatistas. Por certo, as partes envolvidas no diálogo sabem que há um caminho a percorrer. São animadores os sinais de que estão dispostas a trabalhar com afinco e aturadamente, com seriedade, profundidade e frontalidade para vencer todos os obstáculos e cumprir todas as etapas previstas no acordo inicial geral. 
A paz na Colômbia, para além de ser uma questão nacional, é também uma das principais reivindicações dos movimentos populares, democráticos, patrióticos e anti-imperialistas da América Latina. Se concretizada, será uma vitória de todo o povo colombiano e latino-americano e sem dúvida se incorporará ao conjunto de conquistas democráticas e patrióticas na região, que alteram positivamente o quadro político e pavimentam o terreno para avançar na luta pela definitiva independência. Sendo assim, é uma derrota para as forças que nutrem em relação à América Latina e o Caribe objetivos hegemonistas por meio do militarismo e das ameaças de intervenção.
A Marcha pela Paz e a Esperança foi a mais eloquente demonstração de que o ambiente político e social na Colômbia tornou-se mais propício à paz, assim como para a democracia e a justiça social e de que emergem novos movimentos e novas possibilidades para o desenvolvimento da luta política e social. Altamiro Borges: Oportunidade para a paz na Colômbia

26 minutos atrás

Poder Judiciário anula a absurda demissão imposta pelo ex-Secretário Antonio F. P. ao agente policial Genivaldo Celerino da Silva – defendido pelo advogado Paulo Lopes de Ornellas – que interveio a roubo efetuando disparos em via pública sendo absolvido por exclusão da ilicitude

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

O GOVERNO CONTINUA FUDENDO O POLICIAL CIVIL E FAVORECENDO O MILITAR- Geraldo Alckmin com medo da tropa encaminha projeto para o pagamento da diferença salarial para quem teve os vencimentos diminuidos em decorrência da absorção do ALE… É só para a PM!

por Flit Paralisante Enviado em 11/04/2013 as 1:23 –  SÓ PM ??????? PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 10, DE 2013 Mensagem A-nº 070/2013, do Senhor Governador do Estado São Paulo, 9 de abril de 2013 Senhor Presidente Tenho a honra de encaminhar, por intermédio de Vossa Excelência, à elevada deliberação dessa nobre Assembleia, o incluso projeto de lei complementar que dispõe sobre a absorção do Adicional de Local de Exercício – ALE nos vencimentos dos integrantes da Polícia Militar, e dá providências correlatas. A propositura, que decorre de estudos realizados no âmbito da Secretaria de Gestão Pública em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública, objetiva traçar regras específicas para a adequada aplicação das medidas preconizadas na lei complementar em que se converterá o Projeto de lei complementar nº 8, de 2013. Enunciados, assim, os motivos que embasam a propositura e tendo em vista a natureza da matéria, venho solicitar que a apreciação da propositura se faça em caráter de urgência, nos termos do artigo 26 da Constituição do Estado. Reitero a Vossa Excelência os protestos de minha alta consideração. Geraldo Alckmin GOVERNADOR DO ESTADO A Sua Excelência o Senhor Deputado Samuel Moreira, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado. Lei Complementar nº               de         de                    de 2013. Dispõe sobre a absorção do Adicional de Local de Exercício – ALE nos vencimentos dos integrantes da Policia Militar, e dá providências correlatas. O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei complementar: Artigo 1º – Se em decorrência da absorção do Adicional de Local de Exercício – ALE nos vencimentos dos integrantes da Polícia Militar, prevista na lei complementar em que vier a ser convertido o Projeto de lei complementar nº 8, de 2013, resultar remuneração mensal líquida inferior ao mês de fevereiro de 2013, a diferença será paga, sob código específico, em caráter excepcional, variável e transitório. § 1º – O disposto neste artigo aplica-se exclusivamente aos policiais militares em atividade. § 2º – O valor da diferença de que trata o “caput” deste artigo não será considerado para nenhum efeito legal e sobre ele não incidirão quaisquer vantagens pecuniárias e descontos obrigatórios por lei. Artigo 2º – Para efeito de apuração da remuneração mensal líquida, a que se refere o artigo 1º desta lei complementar, serão considerados os valores relativos a: I – padrão de vencimento; II – Regime Especial de Trabalho Policial Militar – RETPM, calculado sobre o padrão de vencimento; III – Adicional de Local de Exercício – ALE; IV – adicionais por tempo de serviço e sexta parte, quando for o caso, calculados sobre os incisos I e II; V – contribuição previdenciária calculada sobre o resultado do somatório do inciso I a IV deste artigo; VI – Imposto de Renda, quando for o caso, calculado sobre o somatório dos incisos I a IV, com dedução do valor apurado nos termos do inciso V deste artigo. Parágrafo único – Para os fins do disposto no artigo 1º desta lei complementar, será considerada como remuneração mensal líquida o somatório dos valores a que se referem os incisos I a VI deste artigo, excetuado o correspondente ao inciso III. Artigo 3º – A partir de 1º de março de 2013, sempre que houver alteração dos valores das parcelas referidas no artigo 2º desta lei complementar, o valor da diferença será recalculado, até que a remuneração mensal líquida seja igual ou superior àquela apurada em fevereiro de 2013. Artigo 4º – Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de março de 2013. Palácio dos Bandeirantes, aos        de                   de 2013. Geraldo Alckmin _____________________________ Quem nunca teve o RETP e outros adicionais turbinados , quem nunca descontou como  melhor lhe aproveita as verbas devidas à previdência estadual , quem  sempre teve o IRPF descontado mensalmente sem antecipar deduções,CONTINUARÁ GANHANDO MENOS . 
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Poder Judiciário anula a absurda demissão imposta pelo ex-Secretário Antonio F. P. ao agente policial Genivaldo Celerino da Silva – defendido pelo advogado Paulo Lopes de Ornellas – que interveio a roubo efetuando disparos em via pública sendo absolvido por exclusão da ilicitude

por Flit Paralisante

Sentença Registrada
24/01/2013 Concedida em Parte a Segurança – Sentença Resumida Ante o exposto, CONCEDO EM PARTE A SEGURANÇA, com supedâneo no artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil para ANULAR o ato administrativo que demitiu o impetrante, assim como para determinar sua reintegração do impetrante em seu antigo posto, computando-se o tempo para todos os efeitos. DEIXO de conceder qualquer pagamento, porque o mandado de segurança é via inadequada para tanto. Custas e despesas ex lege. Sem honorários. P.R.I.C. Ocorre que no feito, o trânsito em julgado criminal se deu por absoluta exclusão da ilicitude da conduta, situação diversa da falta de provas ou tão apenas de ausência de censura penal. O que se confirmou em processo-crime foi que o impetrante estava atendendo a chamado popular e tendia a interromper roubo acabado de ocorrer, quando suspeitando da posse de arma de fogo, disparou em parte não letal. Essa conduta, como lá se verificou, e aqui nada divergiu, seguramente não autoriza demissão a bem do serviço público, o que expõe a pena aplicada à absoluta incongruência da razoabilidade. Ao exceder o razoável e o devido processo legal substancial, sobretudo porque decisão não se equipara a arbítrio, andou mal a Administração Pública que invadiu campo de ilegalidade, esfera que pode ser controlada pelo Poder Judiciário. Significa dizer: diante de decisão absolutamente ilegal e contrária ao que efetivamente ocorrido, insubsistente a decisão administrativa. Ante o exposto, CONCEDO EM PARTE A SEGURANÇA, com supedâneo no artigo 269, inciso I, do Código de Processo Civil para ANULAR o ato administrativo que demitiu DECRETO DO GOVERNADOR SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA Decretos de 10-4-2013 Declarando nulo, em cumprimento à sentença proferida pelo MM Juiz de Direito da 13ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Capital, nos autos do Mandado de Segurança 0045778-14.2012.8.26.0053, declara nulo o ato que demitiu Genivaldo Celerino da Silva, RG 24.929.517 (GS/9144-2010- DGP/11.813-09) e reintegra o interessado ao serviço público, no cargo de Agente Policial de 3ª Classe, padrão I, da EV-C da LC 1151-2011, do Quadro da Secretaria da Segurança Pública, vago em decorrência do falecimento de Antonio Leal. 
Observação: A Procuradoria deste Estado –  atualmente advogando por honorários  tomados dos particulares  – ainda teve a desfaçatez de apelar da sentença pleiteando efeito suspensivo da decisão que reintegra o policial , ou seja , queria ver o infeliz sofrendo mais alguns anos ; quem sabe morrendo antes de uma decisão favorável.                      A Fazenda Pública deveria pagar honorários  de sucumbência em dobro ou triplo daqueles que são impostos aos particulares, talvez assim se colocasse fim na safadeza da Administração e dos advogados do governo.

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por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Feels So Real by Dragan Djuric

Feels So Real by Dragan Djuric

Veli Rat, Dugi otok, Croatia.

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Miss Zambia by Marsel van Oosten

Miss Zambia by Marsel van Oosten

This one is from our popular Zambia photo tour: Beyond The Great Rivers. I’ve been on safaris in all African safari countries, and Zambia is easily one of my favourites. It’s not as crowded as the Masai Mara, the Serengeti or Kruger, not as expensive as the Okavango, you can drive off road, you’re not limited to opening or closing times of the parks, you can get out of your vehicle, and there’s the Zambezi river. During the hot dry season that’s where all the animals will be so and that’s where most of the activity will be. Zambia is not your typical safari destination. It is not as open as the Masai Mara or the Serengeti for instance, where you can spot the animals from miles away – you have to work harder for your shots. To me, that’s what makes it so much more fun and rewarding. Especially because the scenery in Zambia is so spectacular with giant winterthorn trees dwarfing even the elephants, and the famous Zambezi river with highest hippo density in the world. The Zambezi is an animal magnet in the dry season, and where all the animals go, that’s where the predators are as well. Leopards are my favourite big cats – they’re just stunning. When we’re in our bush camp in Zambia, I always plan at least one leopard drive, where we specifically search for leopards. So far we have always been successful, just like last year. We left our camp very early in the morning to drive to this specific area where we had seen a leopard earlier in the hope to spot her again in good photography conditions. Well, we couldn’t have been more lucky. There she was, Miss Zambia, the prettiest leopard in the country, walking along the tree line. She was very relaxed with our presence, walked towards a termite mount, climbed up and lay herself down in the most elegant of poses. I asked our guide to reposition our vehicle to get the beautiful side lighting, and after that it was just a matter of clicking away. Bad photographs were simply impossible. We train our leopards well! 😉 When the sun got higher and the light harsher, she got up and walked away. Our cue to slowly drive back to camp and have breakfast. If you would like to join me on this spectacular trip and learn more about photography and composition, please check out my website for more information: Squiver Photo Tours & Workshops The tour was fully booked in no time, but due to a cancellation we now have two spaces available again. Hope to see you there! Marsel ©2013 Marsel van Oosten, All Rights Reserved. This image is not available for use on websites, blogs or other media without the explicit written permission of the photographer.

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The Bridge by Alister C.

The Bridge by Alister C.

 

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Great Horned Owl by Milan Zygmunt

Great Horned Owl by Milan Zygmunt

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sister by nao sakaki

sister by nao sakaki

 

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Natures Window by Paul Emmings

Natures Window by Paul Emmings

I deleted my last post due to the number of dislikes . Natures Window at Kalbarri National Park Western Australia .It was a 30k off road drive and then around a 30 minute walk to this location in temperatures over 45. We could not stay long , it was the one time the heat got to much for us , it was just so so hot.

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The heaven light over the Mont Saint-Michel by Mathieu RIVRIN

The heaven light over the Mont Saint-Michel by Mathieu RIVRIN

Mont Saint-Michel – Manche – Normandy- France

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IsLaNd by cemil türkeri

IsLaNd by cemil türkeri

Heybeli ada-İstanbul…

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Daphne’s Eternal Run by Marco Soggetto

Daphne’s Eternal Run by Marco Soggetto

Eerie shadows and false misty light on unknown paths, Ghostly trees appear and fade away around me, grasping the motionless breezes on the bottom of these forests, Everything crying this absolute humidity on my face and hairs, on my beard, as a wet shroud, While again and again I carry on my lost Daphne’s tracks.

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Baikal Lake by Yury Pustovoy

Baikal Lake by Yury Pustovoy

panorama

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Martin Pescatore by Clickalps .com

Martin Pescatore by Clickalps .com

© Riccardo Trevisani 4th place in the ClickAlps weekly photo contest @ Clickalps FB group Week #13 (25mar-31mar) You’re welcome to join us!

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After The Rain by Cesar Castillo

After The Rain by Cesar Castillo

 

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Touch with clouds by Peter Orlický

Touch with clouds by Peter Orlický

Peter Orlicky

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the Chital deers by Irawan Subingar

the Chital deers by Irawan Subingar

The chital or cheetal, also known as chital deer, spotted deer or axis deer is a deer which commonly inhabits wooded regions of India, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Bhutan, and in small numbers in Pakistan. This shot are taken in Indonesia.

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Dark Mirror by Denis Belyaev

Dark Mirror by Denis Belyaev

There is a beautiful view when outdoors frost -20 and blue skies overhead …

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Cap.. by Atif Saeed

Cap.. by Atif Saeed

 

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Fire seed by LEE INHWAN

Fire seed by LEE INHWAN

분홍바늘꽃

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Untitled by Vassili Broutski

Untitled by Vassili Broutski

 

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Yummy by iDruz Arsyad

Yummy by iDruz Arsyad

 

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11 minutos atrás

Coletivo CAUIM: Aldeia Maracanã ou com quantos extermínios se (des)faz um país

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Coletivo CAUIM: Aldeia Maracanã ou com quantos extermínios se (des)faz um país

por Conceição Lemes 
 Urutau Guajajara e Anagé Aruak (chorando) durante a desocupação da Aldeia Maracanã. Foto: Orlando Callheiros/ Coletivo CAUIMCom efeito, além dos massacres e das epidemias, além dessa singular selvageria que o Ocidente traz consigo, há, ao que parece, imanente à nossa civilização, e constituindo a “escura metade das sombras” onde se alimenta sua luz, a muito notável intolerância da civilização ocidental diante de civilizações diferentes, sua incapacidade de reconhecer e aceitar o Outro como tal, sua recusa em deixar subsistir aquilo que não lhe é idêntico.     (Pierre Clastres, “Entre silêncio e diálogo”) do Coletivo CAUIM, via e-mail Nós, membros do Coletivo CAUIM*, expressamos publicamente nosso repúdio às ações do Governo do Estado do Rio de Janeiro de expulsar a Aldeia Maracanã do terreno do antigo Museu do Índio, nos arredores do estádio Mário Filho (Maracanã), bem como os projetos de transformar o rico patrimônio público, histórico e cultural que lá se encontra em estacionamentos ou museu do Comitê Olímpico Brasileiro. Os objetivos do governador Sérgio Cabral atacam frontalmente os direitos dos povos indígenas e a história do Rio de Janeiro e do Brasil, violentando o direito à memória, com o não-tombamento de uma edificação centenária central para a política indigenista nacional, e destruindo seu uso social a fim de entregar o terreno à iniciativa privada. Assim, o governo acaba com um lugar que servia de abrigo e moradia para os índios residentes ou em trânsito pela cidade, que originalmente fora uma aldeia e que, destinado pelo Estado há mais de um século para atender os ocupantes originais do Brasil, desde 2006 se estabeleceu como ponto de encontro e intercâmbio cultural de indígenas, entre si e com os “brancos”. Ainda mais grave do que a destruição da Aldeia Maracanã e do patrimônio público, foi a operação de guerra montada pelo governo, através de suas forças policiais, para executar a ação. No dia 22 de março, a sociedade brasileira e a comunidade internacional assistiu, estarrecida, ao ataque de centenas de policiais militares e membros do Batalhão de Choque com vistas à desocupação do antigo Museu do Índio. Munidos de vários blindados, camburões, helicópteros, armas químicas e sônicas, centenas de soldados sitiaram, durante a madrugada, o território habitado pelos indígenas, invadindo-o pela a manhã e iniciando uma violenta batalha campal. Ninguém foi poupado da barbárie policial: além dos ataques aos ocupantes da Aldeia Maracanã, dentre os quais gestantes, bebês e crianças, todos os presentes durante a invasão do Choque foram atingidos pelas várias bombas de gás lacrimogênio e outras armas químicas; pela primeira vez no Brasil, uma arma sônica foi utilizada. Além dos apoiadores da causa indígena, também foram agredidos os deputados, vereadores, defensores públicos e membros da imprensa pelo armamento que é condenado pela Convenção de Armas Químicas da ONU, de 1997. No dia seguinte, 23 de março, quando os habitantes da Aldeia Maracanã se dirigiram ao Museu do Índio, em Botafogo, para solicitar um encontro com as autoridades indigenistas da FUNAI, foram outra vez cercados pela polícia, desta vez com o apoio do BOPE. A ocupação, pacífica, novamente foi criminalizada. Assim como ocorrera na véspera, o advogado dos habitantes da Aldeia Maracanã foi impedido pelos policias de chegar até seus representados. Os eventos narrados acima fornecem um emblema do que vivenciam as populações indígenas no Brasil atual, marcado pelo silêncio das autoridades federais que deveriam resguardar os seus direitos: nem a FUNAI, nem a Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal se pronunciaram sobre o assunto; tampouco o fez o Ministro da Justiça ou a Presidenta da República, Dilma Rousseff. Em fina sintonia com a violência do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Governo Federal continua tratando os povos indígenas como entraves para as grandes obras que tanto deseja realizar, e, quando não ocupando posição de algoz, prefere manter o silêncio, fazendo-se deliberadamente omisso em relação às atrocidades que acometem as populações originárias no Brasil. Persiste o genocídio dos Guarani-Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, sem a devida intervenção do Governo Federal; a ameaça a dezenas de Terras Indígenas com a seca de seus rios, crescente criminalidade em seus entornos e fim dos animais de caça devido à implementação de complexos de mega-hidrelétricas, sem o atendimento de suas mais básicas condicionantes ambientais; e, no momento mesmo de escrita deste texto, articula-se uma ação militar de repressão à resistência Munduruku, habitantes do rio Teles Pires, com vistas à instalação forçada de um conjunto de hidrelétricas na região. Estas são apenas algumas faces de um mesmo projeto adotado pelo Governo Federal e seus aliados regionais, recuperando o modelo desenvolvimentista da ditadura militar, em que os empreendimentos faraônicos e a grilagem latifundiária gozam não só de respaldo político, como também do uso da força estatal para consolidá-los. A situação é bem ilustrada pela alteração do artigo 4 do Decreto 5.289 de 2004, que desfigura a Força Nacional de Segurança Pública, tornando-a menos um instrumento de segurança fundado no pacto federativo (entre Municípios, Estados e União, como versa nossa Constituição) do que em uma polícia estabelecida para atender as solicitações diretas do Governo Federal. Os maiores veículos de comunicação do país também não mostram sensibilidade ou um preparo mínimo para tratar dos assuntos indígenas, como ficou evidenciado pela cobertura jornalística do ataque à Aldeia Maracanã. O preconceito disseminado em afirmações como “os índios verdadeiros estão na floresta”, “aquilo supostamente é uma aldeia” e “eles deveriam voltar para o lugar deles”, repetidas incontáveis vezes durante as transmissões, estão em sintonia com os policiais que gritavam, durante a repressão, “voltem para o mato, voltem para Roraima, Amapá”. Ignorantes da complexidade das relações que os indígenas brasileiros estabelecem com as cidades, inclusive de moradia, e reificando uma imagem primitivista dos índios, os “formadores de opinião” (sic) cumprem indiretamente o papel de legitimar a violência contra as minorias étnicas, ao reforçar o preconceito que pesa sobre elas e criminalizar suas demandas. Entre o pólo da cidade e o pólo da floresta, há uma miríade de possibilidades de vida. E é aí que as vidas indígenas transcorrem, conforme seus modos próprios de pensamento e ação num mundo em constante movimento e transformação. O trânsito entre diferentes espaços desdobra-se numa diversidade de experiências históricas de relação com a alteridade, em que o mundo dos “brancos” (e seu espaço por excelência, a cidade) ocupa posição de destaque. Ao contrário do que muitos esperam, as culturas indígenas não são artigos empoeirados de museus, ou sobrevivências de um modo de vida arcaico em vias de extinção. A multiplicidade dos modos de ser indígena no século XXI não se enquadram na imagem preconceituosa que muitos não-índios insistem em cultivar do “homem primitivo” puro e inocente na selva ou do ser em decadência na cidade. Longe de serem eliminadas pela vivência em centros urbanos e suas margens, as vitalidades indígenas florescem no seio da diferença, reafirmando-se enquanto índios, isto é, enquanto um modo de existir e pensar diferente do nosso. Não à toa, após mais de 500 anos de massacres, perseguição e preconceito, os índios resistem, recusando se render tanto ao genocídio (“ainda vivemos!”) como ao etnocídio (“continuamos sendo índios!”). Contrariando as previsões de extermínio e aculturação dos colonizadores, desde o Cabral de 1500 até o Cabral de 2013, os índios continuam sendo índios, e o Brasil não é uma nação homogênea: dentro das fronteiras de seu território existem mais de 200 povos diferentes, falando mais de 150 línguas distintas. De modo que a presença de uma aldeia no centro do Rio de Janeiro, ao lado de um empreendimento bilionário e de destaque internacional (o novo Maracanã), resiste como emblema da heterogeneidade sóciocultural existente no país: justamente por isto, indesejado pelo governo, e um entrave para sua política higienista. Exemplo maior da afirmação sociopolítica da diferença, a Aldeia Maracanã, com sua proposta de ser um espaço de troca de experiência artística e intelectual entre indígenas e não indígenas de todo país (e do mundo), nos faz um generoso apelo no sentido de multiplicar nosso mundo a partir da imagem e da experimentação de outras formas de existir. Em um momento de acelerada destruição do meio-ambiente e do crescimento da monocultura latifundiária, de desrespeito aos direitos constitucionais que resguardam os habitantes das áreas atingidas pelos mega-empreendimentos, além da sofisticação e brutalidade do aparato repressor do Estado contra a população civil, é preciso sempre lembrar das consequências de sermos todos Guarani Kaiowá. *O coletivo é composto por estudantes de pós-graduação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRJ/ Museu Nacional. Leia também: “Demolir prédio histórico para criar estacionamento é ato de covardia” O Batalhão de Choque engajado na privatização do Maracanã O post Coletivo CAUIM: Aldeia Maracanã ou com quantos extermínios se (des)faz um país apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia Compartilhar  Marcar como não lido  Curtir  8 horas atrás

Izaías Almada: Tremenda falta de assunto…

por Conceição Lemes Ironicamente, FHC será o primeiro imortal nas letras que pediu para esquecerem tudo o que ele escreveu. E pensar que o país já produziu um Machado de Assis… A eleição de Amaury Ribeiro Jr. seria mais digna por Izaías Almada Com uma direita boçal e uma esquerda anódina, o Brasil vai empurrando a crise e mantendo algumas conquistas sociais sobre o fio da navalha. Sabe-se que o exercício da política é um jogo delicado. Na maioria das vezes de cartas marcadas e com muitos jogadores viciados. Nem por isso, contudo, deve-se desprezá-la, mas – ao contrário – tentar ver o que é possível fazer para melhorar o país sempre que isso for possível. Mas o dia a dia é cruel e nele se misturam os interesses mais variados, prevalecendo a força da manipulação das idéias, o jogo ideológico das cadeiras, o dinheiro fácil sedimentando cada vez mais a hipocrisia, e a vaidade botando as manguinhas de fora em homens e mulheres que já foram mais sérios um dia. Aliás, se a vaidade e a obsessão matassem, com certeza o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seu discípulo José Serra já teriam ido dessa para a melhor há algum tempo… Que eles não se preocupem, entretanto, desejo-lhes vida longa. Ironicamente, FHC será o primeiro imortal nas letras que pediu para esquecerem tudo o que ele escreveu. E pensar que o país já produziu um Machado de Assis… A eleição do jornalista Amaury Ribeiro Jr. seria mais digna. Nesses tempos bicudos, onde se vende muito gato por lebre, onde o título de “celebridade” é disputado a tapas por prostitutas inglesas, políticos e juristas emplumados e medíocres, padres pedófilos, jogadores de futebol publicitários e máfias do colarinho branco, europeias, sul e norte-americanas, onde o Oscar de melhor filme do ano é vencido por uma história em homenagem à CIA, penso que o melhor é divagar por outros assuntos e, quem sabe, lembrarmo-nos de algumas das verdadeiras celebridades, aquelas que merecem da humanidade alguns minutos de reflexão a sério. Personalidades, quanto a mim, até merecedoras de um Prêmio Nobel da Paz, não tivesse essa própria honraria sido tão enxovalhada, se nos lembrarmos também de que Barack Obama é um de seus vencedores. Mas deixemos a intolerância, a ironia, a má vontade e a desconfiança de lado e acreditemos na boa vontade entre os homens aproveitando esse momento em que o mundo troca de papa, agora Francisco, que já deixou a presidente da Argentina embevecida com o seu beijo. O valente soldado Bradley Manning abre com gala o desfile destas que são, de fato, verdadeiras celebridades. Mostrou para o mundo, em particular para os idiotas que repetem como papagaios os valores da “democracia norte-americana”, e não vêem como aquilo funciona entre a Califórnia e o Estado do Maine. Ou como é “exportada” para o resto do mundo. Para o Departamento de Estado norte-americano democracia não se conquista, se impõe como no velho oeste mostrado no filme “Django” de Tarantino. Com o uso da manipulação midiática ou pela força das armas: aqui sim, o cliente é livre para escolher. Pode-se iniciar o aprendizado em Miami na Flórida, onde se encontra o maior número de mercenários ideológicos por metro quadrado. Todos a serviço das oligarquias de seus países de origem, do México à Patagônia. Julian Assange, outra grande personalidade que, por ser cidadão honesto e pronto a defender a humanidade dos belicistas e dos bárbaros modernos, cumpre pena de prisão domiciliar dentro da embaixada equatoriana em Londres. Viva a liberdade de expressão e a publicação das vergonhosas tramoias que se escondem em nome da democracia ocidental e cristã! Hugo Chávez, com sua fisionomia que expressava – e bem – a mistura de duas raças, índios e negros, e que até o último minuto de vida enfrentou a barbárie que tem o seu ninho de répteis no hemisfério norte, branco e de olhos azuis. Esse homem tirou a sua querida Venezuela da miséria e da ignorância, enchendo-a de esperança e orgulho nacional, para desespero dos eternos exploradores e gigolôs do trabalho escravo e da mão de obra barata, bem como para os idiotas da subjetividade, tão disseminada entre “elites” caipiras que comem salame e arrotam caviar. Rafael Correa, Evo Morales, Nelson Mandela aumentam aqui o pequeno rol de verdadeiras celebridades e que, por mais que façam o Departamento de Estado, a CIA, os quinta-colunas do jornalismo internacional, os analistas políticos e econômicos candidatos à boa vida neoliberal, não conseguem ser crucificados como gostariam os ventríloquos do moribundo neoliberalismo. Feita essa divagação pela senda das verdadeiras e poucas celebridades do mundo contemporâneo, o que fica é uma tremenda falta de assunto, pois é cada vez mais difícil o diálogo com uma imprensa de mão única e que procura impor o seu ponto de vista através de um tacanho e oportunista conceito de liberdade de expressão. E agora com o apoio de uma parte necrosada do poder judiciário, celebridades menores ofuscadas pelo poder efêmero que julgam possuir. O verdadeiro poder continua sendo o do povo, mas no Brasil poucos sabem disso. E os que sabem se dividem entre afoitos, puristas ou defensores de um pragmatismo que muitas vezes se confunde com a covardia. Pobre Brasil! Leia também: A Privataria é imortal. Amaury para a Academia Brasileira de Letras O post Izaías Almada: Tremenda falta de assunto… apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

12 minutos atrás

Como surge um Fux?

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Como surge um Fux?

por Esquerdopata  Democracia x Judiciário: Como surge um ‘Fux’?

As revelações de ex-ministro José Dirceu sobre os bastidores da campanha de Luiz Fux à Suprema Corte não são novas. Nem por isso deixam de inspirar  um misto de constrangimento e perplexidade pelo avançado despudor que revelam no acesso a um posto, teoricamente reservado à sobriedade e a isenção. Pregoeiro de um leilão em que era a própria mercadoria, Fux teria ofertado a Dirceu o seu voto de absolvição no julgamento da AP 470. O que ele fez dessa promessa é sabido e revelador.
Não cabe discutir  o caráter dos escolhidos para o STF. O fato é que o saldo do método não é dos melhores. Exposta aos holofotes e às tenazes do cerco midiático, durante quatro meses e meio, aquela corte soçobrou à genuflexão desfrutável pelo enredo conservador montado em torno do julgamento da AP 470. 
O conjunto empresta contundente atualidade ao debate ora em curso na Argentina, onde a Presidente Cristina Kirchner acaba de enviar ao Congresso seis projetos destinados a democratizar as instâncias do judiciário. A composição da Suprema Corte brasileira obedece a uma mecânica de indicação mais antidemocrática e viciada que a do Vaticano na escolha do Papa. O caso do ministro Fux  é ilustrativo de um vício de origem que acolhe as naturezas mais voluntariosas e melífluas.
LEIA MAIS AQUI

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The Walking Dead 4 – London Burning

por Esquerdopata  Emprestado daqui 

12 minutos atrás

Nova enquete: o que vai acontecer com a Venezuela após as eleições?

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Nova enquete: o que vai acontecer com a Venezuela após as eleições?

por Cynara Menezes  (os candidatos Nicolás Maduro e Henrique Capriles) No domingo, 14 de abril, os venezuelanos irão novamente às urnas para escolher um novo presidente, após a morte de Hugo Chávez. Quem vai ganhar? As pesquisas apontam o favoritismo de Nicolás Maduro, o candidato oficial. O oposicionista Henrique Capriles poderá surpreender? O país será o mesmo sem Chávez? Tenho minhas dúvidas, e vocês? Não deixem de votar na nova enquete, na barra lateral do blog.

13 minutos atrás

Barrigada de Reinaldo Azevedo

por noreply@blogger.com (EUCLIDES VIEIRA DE SANTANA)
 

Barrigada de Reinaldo Azevedo

por Rilton Nunes Como sempre, Reinaldo Azevedo (o rola bosta mentiroso), faz barrigada estúpida em seu artigo imbecil (SF)

 


Segundo Reinaldo Azevedo, a Dama de Ferro morreu ‘pobre’: só se for por um conceito inédito de pobreza. 

DE LONDRES Margaret Thacher morreu pobre. Assim terminou Reinaldo Azevedo  seu panegírico de Margaret Thatcher. Não vou entrar no mérito dos elogios: só lembro que estão sendo feitas festas aqui no Reino Unido para comemorar a morte de Thatcher. Só lembro também que ela chamou Mandela de terrorista e, no depoimento de um antigo ministro do exterior australiano, fez observações a ele “chocantemente racistas” contra indianos, paquistaneses etc etc. Lembro também que no próprio dia da morte não houve sequer minuto de silêncio no grande derby de Manchester entre o United e o City, por decisão dos clubes. Lembro que em Liverpool a torcida local cantou para festejar a morte de Thatcher.  E que na Escócia multidões saíram às ruas como se fosse o carnaval baiano. Lembro também que numa enquete do Guardian sobre se devia ser erguida uma estátua a Thatcher em Trafalgar Square 87% das pessoas disseram que não. E lembro, enfim, que já se instalou um debate furioso aqui em torno do que muitos consideram os gastos absurdos do funeral extravagante que será dado a ela — ainda que lhe tenham sido negadas honras de Estado, como as concedidas a Churchill. Mas não são estas lembranças o propósito do meu texto. É a pobreza alardeada por Reinaldo Azevedo. De onde ele tirou esse disparate? Como tudo é relativo, a pobreza de Thatcher só seria admissível se você cotejasse o legado dela com o de Bill Gates. Ou então Azevedo tem uma fortuna que torna a de Thatcher uma pobreza. Thatcher deixa aos herdeiros uma propriedade em Belgravia, o bairro mais caro de Londres, calculada em 25 milhões de reais. Ali ela morou até se transferir, no fim da vida, para o hotel Ritz, onde era mais fácil cuidar dela no estágio avançado de demência.

A casa de Thatcher  em Belgravia, área mais nobre de Londres, é avaliada em 13 milhões de dólares
 


A casa de Thatcher em Belgravia, área mais nobre de Londres, é avaliada em 13 milhões de dólares O patrimônio de Thatcher gira em torno de 16 milhões de dólares. É uma cifra razoável para quem chegou à política sem nada:  até sua carreira realmente decolar, Thatcher foi sustentada pelo marido, Dennis. Na família, dinheiro mesmo quem tem é Mark, filho de Thatcher. Em 1984, no auge do poder e influência da mãe, Mark foi acusado pela mídia de ter levado uma comissão de uma empreiteira numa obra de 300 milhões de libras em Omã.  Segundo a mídia, Thatcher recomendara a empreiteira ao sultão de Omã. Mark Thatcher, considerado amplamente entre os britânicos um imprestável, tem hoje uma fortuna avaliada em 100 milhões de dólares. Reinaldo Azevedo tem que rever suas fontes – ou seu conceito de pobreza. Ao escrever sua previsível hagiogragia de Thatcher na Veja, Ricardo Setti – que com artigos certeiros, povoados de maiúsculas e exclamações perplexas, vai firmando lugar nas preferências jornalísticas do PIB – perguntou de saída: que dizer depois do artigo de um “craque” como Reinaldo Azevedo? Minha sugestão: corrigir, simplesmente, a besteira. Paulo Nogueira

SINTONIA FINA – @riltonsp – com Com Texto livre 

Mídia esconde processo contra Aécio

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Altamiro Borges 
Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, na semana passada, que o tucano Aécio Neves continua como réu na ação civil por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. O ex-governador é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde e pelo não cumprimento do piso constitucional de financiamento do sistema público de saúde entre 2003 e 2008. A mídia comercial, que adora um escândalo político, é tão seletiva que não deu qualquer destaque à decisão do TJMG.

 

 

Segundo o sítio do deputado Rogério Correia, “desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde. Consequência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue no estado”. O ex-governador mineiro, que vive se jactando do tal “gestão de gestão”, poderá sofrer uma baita indigestão. O julgamento da ação está previsto para ocorrer ainda neste ano. 
Se for considerado culpado pelo desvio dos recursos públicos, o senador ficará inelegível. Sua cambaleante candidatura presidencial entraria em coma – que não é alcoólica. É lógico que o grão-tucano tem muitos defensores. A mídia não deu manchete para a decisão da justiça e evitará tratar do tema. Ela só gosta de levantar suspeitas de corrupção contra os tais “lulopetistas”. Já a Justiça é cega! Até hoje não julgou o chamado mensalão tucano – que a mídia trata como mensalão mineiro. A conferir!

3 horas atrás

Thatcher e o luto dos neoliberais

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Altamiro Borges

Os neoliberais do mundo inteiro estão de luto. A morte da “dama de ferro” Margaret Thatcher entristeceu a burguesia rentista e privatista do planeta. Também baqueou os viúvos de sanguinárias ditaduras – como os filhotes de Pinochet no Chile. A mídia do capital, que tanto bajulou a ex-governante, evita destacar seu legado destrutivo e regressivo. Em editorial ontem, a Folha endeusou a mulher que “mudou a face da política com o ideário de crenças liberais que se tornaria lugar-comum dentro e fora do Reino Unido”. 
Na ótica do jornalão da famíglia Frias, que sempre defendeu os interesses da minoria parasitária e satanizou as lutas dos trabalhadores, Margaret Thatcher resume “a crença no trabalho duro, na responsabilidade e na liberdade individuais. Poucas pessoas terão feito tanto para propagar, na década de 1980, esse núcleo duro de ideias liberais. O presidente americano Ronald Reagan (1911-2004), talvez, mas com menos brilho. Thatcher foi dessas figuras políticas raras que encarnam até a medula uma ideologia”.

A Folha, que expressa as ideias de tantos neoliberais assumidos ou enrustidos, sente saudade da sua “plataforma radical”, com “venda de empresas nacionalizadas (a palavra ‘privatização’ só entrou em voga com seu governo), cortes drásticos de despesas estatais, controle rígido da inflação”. Também elogia a sua postura fascista diante dos trabalhadores, ao “por de joelhos os sindicatos de mineiros em 1984/85, após 51 semanas de greve”. Apesar de admitir que ela deixou o poder “humilhada” – o que lembra o rejeitado FHC, outro ídolo da Folha -, o jornal canoniza a “dama de ferro”. 
O editorial confirma que o neoliberalismo está hoje mais fragilizado – levou ao colapso os países europeus e foi rechaçado pelos povos da América Latina. Mas não está morto. Os que choram pela morte de Margaret Thatcher não desistiram do “ideário de crenças liberais”. Neste sentido, vale reproduzir artigo de Vladimir Safatle, também publicado na Folha, mas que se opõe à visão dogmática do jornalão: 
***** 
Canonizando Margaret 
“Não existe esse negócio de sociedade. Existem apenas homens e mulheres individuais, e há famílias.” Foi com essa filosofia bizarra que Margaret Thatcher conseguiu transformar o Reino Unido em um dos mais brutais laboratórios do neoliberalismo. 
Com uma visão que transformara em inimigo toda instituição de luta por direitos sociais globais, como sindicatos, Thatcher impôs a seu país uma política de desregulamentação do mercado de trabalho, de privatização e de sucateamento de serviços públicos, que seus seguidores ainda sonham em aplicar ao resto do mundo. 
De nada adianta lembrar que o Reino Unido é, atualmente, um país com economia menor do que a da França e foi, durante um tempo, detentor de um PIB menor que o brasileiro. Muito menos lembrar que os pilares de sua política nunca foram questionados por seus sucessores, produzindo, ao final, um país sacudido por motins populares, parceiro dos piores delírios belicistas norte-americanos, com economia completamente financeirizada, trens privatizados que descarrilam e universidades com preços proibitivos. 
Os defensores de Thatcher dirão que foi uma mulher “corajosa” e, como afirmou David Cameron, teria salvo o Reino Unido (Deus sabe exatamente do quê). É sempre bom lembrar, no entanto, que não é exatamente difícil mostrar coragem quando se escolhe como inimigo os setores mais vulneráveis da sociedade e quando “salvar” um país equivale, entre outras coisas, a fechar 165 minas. 
Contudo, em um mundo que gostava de se ver como “pós-ideológico”, Thatcher tinha, ao menos, o mérito de não esconder como sua ideologia moldava suas ações. 
A mesma mulher que chamou Nelson Mandela de “terrorista” visitou Augusto Pinochet quando ele estava preso na Inglaterra, por ver no ditador chileno um “amigo” que estivera ao seu lado na Guerra das Malvinas e um defensor do “livre-mercado”. 
Depois do colapso do neoliberalismo em 2008, ninguém nunca ouviu uma simples autocrítica sua a respeito da crise que destroçou a economia de seu país, toda ela inspirada em ideias que ela colocou em circulação. O que não é estranho para alguém que, cinco anos depois de assumir o governo do Reino Unido, produziu o declínio da produção industrial, o fim de fato do salário mínimo, dois anos de recessão e o pior índice de desemprego da história britânica desde o fim da Segunda Guerra (11,9%, em abril de 1984). Nesse caso, também sem a mínima autocrítica. 
Thatcher gostava de dizer que governar um país era como aplicar as regras do bom governo de sua “home”. Bem, se alguém governasse minha casa dessa forma, não duraria muito.

6 horas atrás

O Brasil que a ditadura nos roubou

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena: 
Revolta. Tristeza. Náusea. É o mínimo que se pode dizer da sensação que causa no espectador o documentário O Dia Que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares, em cartaz nos cinemas brasileiros. Revolta e tristeza por constatar que, com o golpe, nos roubaram um projeto de país, um futuro. Náusea por conhecer mais a fundo o papel que os Estados Unidos tiveram na derrubada de João Goulart, muito além da teoria da conspiração e da paranóia.

Camilo é filho do jornalista Flávio Tavares, um dos presos trocados pelo embaixador norte-americano Charles Elbrick, sequestrado pelos guerrilheiros da ALN (Ação Libertadora Nacional) e MR-8 em 1969. Sua principal façanha como diretor foi a obtenção de documentos e áudios inéditos que comprovam a participação ativa dos EUA no golpe militar durante o governo John Kennedy e, depois de seu assassinato, com Lyndon Johnson no poder. Particularmente nauseante é a intervenção do embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, e seu cinismo ao reconhecer oficialmente o governo militar no dia seguinte ao golpe.

Além de tramar, espionar e conspirar para derrubar o presidente de outro país, algo inadmissível para um “diplomata”, Gordon é o responsável pela crença, disseminada até hoje pelas carpideiras da ditadura, de que Jango pretendia transformar o Brasil em Cuba, em um país comunista. Uma mentira histórica tão absurda quanto chamar os guerrilheiros de “terroristas”, como insiste a direita fascista brasileira, incapaz de discernir terrorismo de Estado de reação cívica à ditadura. Propositalmente, para enganar jovens com pouca leitura e desinteressados em conhecer a verdade.

A certa altura do documentário, o líder do PTB então, deputado Bocayuva Cunha, esclarece com todas as letras: “Revolução comunista só existe na cabeça e na estupidez de certa elite brasileira”. O que Jango queria era transformar o País, e tinha apoio popular para isso. Suas reformas de base incluíam a reforma bancária, fiscal, administrativa, educacional e agrária. Jango defendia ainda medidas nacionalistas, que desataram a ira dos EUA, histéricos por proteger os lucrativos negócios de suas empresas no Brasil. A intenção de realizar uma profunda reforma agrária, por sua vez, descontentou os grandes donos de terras. Os mesmos ruralistas que hoje em dia volta e meia se associam aos líderes evangélicos no Congresso em defesa de bandeiras arcaicas e anti-democráticas. Gentalha da pior espécie.

O que seria do Brasil se Jango pudesse ter feito suas reformas de base? Se, já naquela época, a questão da terra tivesse sido resolvida, com o fim dos latifúndios? Se a educação tivesse dado um salto qualitativo? Seríamos a republiqueta de bananas em que o golpe nos transformou durante 21 anos, a mais longa ditadura militar da América Latina? Teríamos os problemas educacionais e de terra que ainda temos hoje? Nosso povo continuaria a ser manipulado por políticos, religiosos pilantras e pela mídia apenas por não ter estudado como deveria? Nosso ensino público teria sido sucateado para que gerações inteiras fossem impedidas de pensar?

Na sessão em que estive, o filme de Camilo Tavares foi aplaudido ao final. Merece mesmo aplausos. E lágrimas. E raiva. E saudade do que não fomos. Vá e leve seus filhos.

tem a ver comigo

por Betina Siegmann

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