Para crescer, Turquia joga tomates nos especuladores

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 País acaba de reduzir sua taxa de juros de 5,5% para 5% ao ano, embora a meta de inflação tenha sido estourada; México também reduziu juros depois de superar a meta, para estimular a atividade econômica; bancos centrais do mundo inteiro hoje discutem como  flexibilizar seus regimes de metas inflacionárias; decisão coloca ainda mais pressão sobre o Banco Central do Brasil, que, amanhã, revela sua decisão sobre a política monetária no Brasil; no resto do mundo, o lobby do tomate tem fracassado 
Brasil 247 O Banco Central da Turquia acaba de anunciar: a taxa básica de juros da economia foi reduzida de 5,5% para 5%. O motivo é estimular a atividade econômica num país em que a meta inflacionária, de 5% ao ano, foi superada e só será alcançada, segundo o governo, no segundo semestre de 2013. Na prática, foi como se as autoridades monetárias turcas atirassem tomates nos especuladores. 
A decisão turca é semelhante à do México que, no dia 8 deste mês, cortou sua taxa de juros, muito embora esteja com inflação anual em 4,25%, acima da meta de 4%. O mesmo ocorre na África do Sul, onde a inflação bateu em 6% e os juros foram reduzidos a 5%. O que fica cada vez mais claro é que o lobby do tomate, estridente no Brasil, com direito a capas de Veja e Época, além de um colar de Ana Maria Braga, não tem sido ouvido no resto do mundo. Ontem, em Belo Horizonte, a presidente Dilma falou sobre o lobby pró-juros altos no Brasil. “Tenho ouvido discurso que eles têm feito, a novidade do tomate. O que não sabem é que uma mulher calejada na luta como esta mulher não vai permitir que um tomatezinho’ venha quebrar as forças da economia e de um país que teve um povo que aprendeu a viver com inflação controlada.” Estouros das metas de inflação também estão ocorrendo em vários países do Hemisfério Norte e os bancos centrais, ao invés de subirem os juros, estão discutindo justamente como oferecer maiores estímulos às suas economias. É o que ocorre, por exemplo, na Inglaterra e no Japão.” 
Enviada por: Nogueira Junior 10:11 * Economia   Do Blog BRASIL! BRASIL! 
40 minutos atrás

BARBOSA: ACÓRDÃO DA AP 470 AINDA NÃO ESTÁ PRONTO

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Aguardado para esta semana, documento que abre o prazo para recursos no julgamento da Ação Penal 470 não foi finalizado, segundo o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa; questionado se levará ao plenário da Corte os agravos da defesa de réus condenados, que pedem acesso antecipado aos votos dos ministros e mais tempo para apresentar seus recursos, Barbosa fez suspense: “Não decidi, o acórdão nem está pronto” 
16 DE ABRIL DE 2013  
247 – Aguardado para esta semana, o acórdão do julgamento da Ação Penal 470 ainda não está, comentou, nesta terça-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. O ministro disse, antes de entrar para a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ainda não decidiu se levará ao plenário da Corte os agravos da defesa de réus condenados no mensalão. Os defensores pedem para ter acesso antecipado aos votos dos ministros e mais tempo para elaborar seus recursos. 
“Não decidi, o acórdão nem está pronto”, limitou-se a responder Barbosa. De acordo com o presidente do STF, alguns ministros ainda precisam assinar o acórdão para que seja publicado. Os advogados alegam que, como o acórdão deve ter mais de 10 mil páginas, o prazo regimental de cinco dias para entrar com os embargos seria insuficiente. 
Barbosa já negou vários pedidos dos defensores pela ampliação dos prazos ou a apresentação antecipada dos votos. A defesa então pediu que o assunto seja analisado pelos 11 ministros que compõem o plenário, mas ainda sem sucesso. Na semana passada, inclusive, Barbosa disse, em uma dessas decisões, que os advogados do ex-ministro José Dirceu tentam ganhar tempo “indevidamente” por meio de “manipulação de prazo processual legalmente estabelecido”http://www.brasil247.com/pt/247/poder/99073/Barbosa-ac%C3%B3rd%C3%A3o-da-AP-470-ainda-n%C3%A3o-est%C3%A1-pronto-Ac%C3%B3rd%C3%A3o-mensal%C3%A3o-ainda-n%C3%A3o-est%C3%A1-pronto.htm 
 
43 minutos atrás

Bolsa Alckmin é Prada

FLIT PARALISANTE por Flit Paralisante
 
— Terraço Paulistano

Sophia Alckmin: ‘Já doei bolsa Prada à Campanha do Agasalho’

Filha de Geraldo Alckmin faz sua contribuição social

  • A blogueira de moda: apoio de luxo a quem precisa A blogueira de moda: apoio de luxo a quem precisa(Foto: Guido Bompan )

11.abr.2013| Atualizada em 16.abr.2013por Ricky Hiraoka

“Já doei bolsa Prada à Campanha do Agasalho. Neste ano, foram roupas Daslu e Juliana Jabour. Os beneficiados podem precisar de peças assim para uma entrevista de emprego, por exemplo” .

 

uma hora atrás

Mais um escândalo envolve o PSDB, mas nem toda imprensa publica

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
                     
   Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual     
     Não está em todos os jornais, como deveria acontecer, já que a nossa grande mídia se diz independente, pluralista e apartidária. Na semana passada, teve o escândalo das notas fiscais frias do deputado  e Primeiro-secretário da Câmara, do PSDB (Leia a notícia completa aqui). Dessa vez, apenas um jornal paulista  denunciou.     Operação Fratelli  da Policia Federal revelou uma estreita ligação entre Edson Aparecido (PSDB), hoje chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), e Olívio Scamatti, dono de empreiteira Demop  preso na terça-feira sob suspeita de chefiar o esquema de  fraudes em licitações.Aparecido foi flagrado em conversas telefônicas com o empreiteiro.      A Demop atua em quase todas as cidades do noroeste paulista. Boa parte das licitações que renderam contratos com prefeituras para a empreiteira está sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público.      A Demop foi doadora da campanha em 2006  do deputado tucano  Edson Aparecido, agora chefe da Casa Civil do Estado. A empreiteira fez dois repasses ao tucano, um de R$ 42,4 mil, outro de R$ 49,2 mil, totalizando R$ 91,6 mil.      Outra empresa apontada como participante do esquema doou, na eleição de 2010, R$ 170 mil para a campanha que reelegeu o deputado  tucano. Trata-se da Scamvias Construções e Empreendimentos Ltda., que posteriormente teve seu nome alterado para Scamatti & Seller Infraestrutura Ltda. Ela fez duas doações no mês de setembro daquele ano, uma de R$ 120 mil e outra de R$ 50 mil. A empreiteira foi a terceira empresa que mais doou para a campanha de Aparecido em 2010.  

 Já que a imprensa esconde….

     Vamos desenhar como funciona de forma genérica o método em quase todo escândalo de corrupção semelhante, e que já rendeu centenas de operações da Polícia Federal. 
 O dinheiro sai dos cofres públicos para pagar obras superfaturadas, passa por empreiteiras, que tiram seus polpudos lucros, e uma parte vai para o bolso de políticos inescrupulosos. Nas eleições, as empreiteiras pegam uma parte dos polpudos lucros obtidos com dinheiro público, e financiam campanhas. 
 Existe  alguma dúvida de que o dinheiro que financia campanhas já é público? Só que dá “uma voltinha” por empresas privadas, deixando só um pedaço para as campanhas, o resto acaba indo para o bolso de empresários e políticos corruptos.

 Mesmo quando empreiteiras encontram pela frente políticos honestos, que não dão margem nem para conversa sobre negociatas, as empresas podem agir nos bastidores através de associações para combinarem preços mínimos, de forma que aquilo que gastam nas doações de campanha é repassado ao custo das obras, ou seja: no final das contas o dinheiro que financia campanhas vem dos cofres públicos do mesmo jeito, só passando pelas empresas. 

 Esse quadro não se resume a empreiteiras, envolvendo empresas de vários setores, e se espalha inclusive por prefeituras e câmaras de vereadores de cidades pequenas. São famosas as histórias de caixinha de empresas de ônibus, escândalos com merenda escolar, fraudes na saúde e na educação e tantas outras mazelas, inclusive ilegais, como no recente caso do bicheiro Carlinhos Cachoeira. 
  
 Ora, isso é o pior dos mundos. Melhor as eleições e campanhas serem financiadas com dinheiro público direto e transparente do orçamento da União, rompendo com o ciclo de empresários picaretas ou contraventores bancarem a eleição de políticos picaretas para fazerem picaretagem com dinheiro público, que realimentará o poder econômico de picaretas e a eleição de mais políticos picaretas. 

 Há outros casos, que se enquadram dentro da lei, mas não tem nada de republicano. Planos de saúde financiaram bancadas de deputados que derrubaram a CPMF e detonaram a saúde pública, obrigando pessoas pobres e idosos a comprometerem grande parte da sua pouca renda com um plano de saúde que pesa muito no orçamento doméstico. Não é mesmo senador Álvaro Dias (PSDB-PR)? O tucano foi financiado pela Unimed e votou contra a CPMF.  
 Os banqueiros que financiaram as campanhas demotucanas, no governo FHC compraram os bancos públicos estaduais, muitos a preço de banana e, de forma escandalosa, deixaram o que chamam de parte “podre” do banco (rombos e dívidas) para serem cobertas com dinheiro público. Ora se era para deixar o ônus para o povo pagar, então pelo menos o bônus da parte boa dos bancos estaduais, como a carteira de clientes, folha de pagamento do funcionalismo estadual, deveria ir para o Banco do Brasil e para a CEF, que são bancos públicos. Aliás na Privataria Tucana os banqueiros meteram a mão em tudo o que o foi empresa privatizada, desde a Telebras até a Vale. 

 Por isso, não é surpresa que o PSDB defenda essa imoralidade que é o financiamento privado de campanha. Em artigo publicado no jornal Estadão  no ultimo dia  11, José Serra defende continuar o modelo da Privataria Tucana, com Cachoeiras, empreiteiras e banqueiros financiando a eleição. O tucano recorre ao argumento frágil de que a regra de proporcionalidade do tamanho das bancadas favorece os maiores partidos (hoje o PT), mas se o problema fosse só esse, seria só rediscutir os critérios para repartir os recursos exclusivamente públicos e não ir totalmente contra eles.

uma hora atrás

O ex-Secretário Antônio Ferreira Pinto avançando a competência do Governador – contrariando os pareceres da Corregedoria , do Conselho da Polícia Civil e Procuradoria – absolveu o delegado José Mariano de Araújo Filho da acusação de extorquir “tiqueteiros” ( agiotas de vale-alimentação )… Só ferrou os tiras!

FLIT PARALISANTE por Flit Paralisante
 

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Antônio Ferreira Pinto era rigoroso?…Seu primeiro ato foi anular  – por emulação – uma absolvição conferida ao delegado Paulo Fleury por vício de competência do Secretário Saulo de Castro; seu último ato foi absolver um colaborador da Secretaria com passado manchado por denúncias escabrosas…O ex-Secretário avançando a competência do Governador – contrariando os pareceres da Corregedoria , do Conselho da Polícia Civil e Procuradoria – absolveu o delegado José Mariano de Araújo Filho da acusação de extorquir “tiqueteiros” ( agiotas de vale-alimentação )… Só ferrou os tiras!

delmariano

Despachos do Secretário, de 13-11-2012 No Processo GS/658/04 – DGP/5.801/02 – Vols. I a VI, em que (reserva do artigo 76, § 2º, da LOP); PAULO ROBERTO MOLEIRO, R.G. 17.577.102, Investigador de Polícia e SÉRGIO OSES JÚNIOR, R.G. 8.758.027, ex-Agente Policial e outro, respondem Processo Administrativo Disciplinar, foi exarado o seguinte despacho: “Diante de todo o exposto, acolhendo o entendimento do Órgão Consultivo da Pasta (Parecer CJ/SSP 4.124/11, às fls. 1149/1154 e verso) e, em parte, a manifestação das autoridades preopinantes, e observando-se o Despacho Normativo de 12.06.79, exarado pelo Chefe do Executivo com arrimo nos pareceres A.J.G. nºs. 794/79 e 803/79 (D.O. de 13.06.79), ABSOLVO (reserva do artigo 76, § 2º, da LOP), por não provadas as acusações que lhe foramirrogadas na portaria inicial, e julgo procedentes as acusações irrogadas a PAULO ROBERTO MOLEIRO, R.G. 17.577.102, Investigador de Polícia e SERGIO OSES JUNIOR, R.G. 8.758.027, ex-Agente Policial, aplicando-lhes, em conseqüência, a pena de DEMISSÃO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO, nos termos dos artigos 67, inciso VI; 69 e 70, inciso II, por infração ao disposto nos artigos 74, inciso II e 75, incisos II e VI, todos da Lei Complementar 207, de 05 de janeiro de 1.979, alterada pela Lei Complementar 922, de 02 de julho de 2.002, determinando, com relação a este último, a anotação deste decisório em seu respectivo prontuário funcional, para resguardo de eventuais interesses da Administração, em vista de sua precedente exoneração do cargo em estágio probatório, por Decreto publicado no D.O. de 22-11-2002.”. Advogados: Dr. Gilberto Vieira – OAB/SP 120.003, Dra. Fernanda Glasherster Birke – OAB/SP 113.778, Dr. Fernando de Jesus Iria de Sousa – OAB/SP 216.045; Dr. Rodrigo Trepiccio – OAB/SP 228.188 e Dr. Luiz Eduardo Greenhalgh – OAB/SP 38.555.

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Observem o que disse o Secretário no Ofício  GAB.SEC. n 693/2011

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uma hora atrás

O modo socialista de governar: caso de Pernambuco

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 

 

 
Por Heitor Scalambrini Costa 
 Professor da Universidade Federal de Pernambuco 

 O Brasil é um país fantástico. Governantes são transformados em excelentes gestores, gênios e salvadores da pátria, da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres.

Temos ao longo da nossa história diversos exemplos. O mais recente é o governador de Pernambuco, um quase futuro presidenciável em 2014. Caso jamais venha a ser presidente da República, ele terá como ganhar a vida como empresário de mídia & marketing, tal sua capacidade de criar notícias positivas que enchem os noticiários.

O uso da máquina de propaganda é tão desproporcional, que cedo ou tarde vai chamuscar sua credibilidade. Por exemplo, até em velórios e enterros a produtora de vídeo acompanha o governador, e produz as peças de divulgação do “socialista”. Foi o caso de sua presença (da produtora) no velório e no enterro do ex-ministro da Justiça Fernando Lyra. Para destacar o “chefe”, não se mede esforços, nem se tem limites.

Para divulgar o modo socialista de governar, a propaganda é a alma do negócio, e é usada intensamente. No próprio Diário Oficial do Estado, que deveria ser um instrumento de difusão de atos oficiais, a pessoa do governador é focada, com textos de promoção pessoal, sem caráter informativo. Não se acatando assim a impessoalidade na publicidade institucional. Leis? São para os outros.

A propaganda personalista dos feitos da gestão Campos é tamanha, que chega a ser surrealista, visto a realidade que se encontra o Estado. Para muitos ainda as referências de desenvolvimento apontam para o Sul, Sudeste. Somos induzidos a pensar que o desenvolvimento está ligado a eventos como à chegada de novas empresas que vêm aqui se instalar, a vinda de capitais de fora que para cá se dirigem atraídos por diversos fatores (recursos naturais, posição geográfica, oferta de mão de obra barata, incentivos fiscais, frouxidão na aplicação da legislação ambiental) ou ainda pela realização de grandes investimentos públicos em obras ou instalações. Mas o progresso almejado vai muito além das obras.

Com uma educação, que nada se distingue de estados vizinhos, a propaganda apresenta ações pirotécnicas, que nada mudou a estrutura falida, que compromete as gerações futuras. Vergonhosamente Pernambuco ocupa a 16ª posição nacional no ranking dos estados no que se refere às notas dos alunos das escolas públicas avaliados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino.

Uma saúde, cujo modelo gerencial é incompetente. Verdadeiro “caso de policia”, e que deixa a população vitima da terceirização, sofrendo nas extensas filas, sem remédios para quem precisa, e com a falta de médicos. Todavia com ampla divulgação de novas construções de unidades hospitalares, mas que efetivamente, após a “inauguração”, se mostram inoperantes, não atendendo as necessidades da população, e nem garantindo o acesso à saúde pública de qualidade. A construção de edificações está muito longe de traduzir em excelência nos serviços.

Por sua vez, os serviços de água e luz no Estado são verdadeiros descalabros e de desrespeito à população. A crise no abastecimento de água mostra a incompetência das autoridades do setor, em particular da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), sociedade anônima de economia mista, com fins de utilidade pública, vinculada ao Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos. A imagem desta empresa junto à população é a pior possível. Nesta época de escassez de chuvas, mostra o quanto sua gestão é incapaz, pois em nada planejou para enfrentar problemas recorrentes e previsíveis na região. E que só tendem a se agravar com as mudanças climáticas em curso. Estudos têm apontando a vulnerabilidade da região, frente a este que é o maior flagelo já defrontado pela humanidade, o aquecimento global. Ao invés do planejamento estratégico para se preparar para o pior, a empresa, como é de práxis no governo socialista, apela para a propaganda, e pela desresponsabilizacão, admitindo a incapacidade em atender sua missão. Repassou para a iniciativa privada o controle do saneamento, através de parceria público e privada pouco transparente, e sem a necessária discussão com os interessados, a sociedade. Além disso, mente descaradamente, com um racionamento draconiano na região metropolitana, resultando num rodizio anunciado de 20 horas (com água) x 28 horas (sem água), mas que chega a 72 e até 120 horas sem uma gota sequer nas torneiras. Isto é gestão eficiente? Sem contar com a tragédia que assola a região do semi-árido, agreste e zona da mata, sem obras estruturadoras que garanta a convivência com a seca na região.

Já com relação à distribuição de energia elétrica, a privatização deste serviço em 2000, só trouxe mazelas à população. Enganada pelo discurso oficial que falava na melhoria dos serviços e na diminuição da tarifa para justificar a venda da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Hoje a realidade é bem diferente. Se paga uma tarifa altíssima, o que tem proporcionado à empresa, lucros estratosféricos (basta ver os balancetes contábeis), e um serviço conhecido como de “vagalume”. As interrupções no fornecimento elétrico viraram rotina, não somente na capital, mas como em todo o interior. Enquanto os indicadores de qualidade da empresa, comparada a outras 31 classificadas no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mergulharam do 4º lugar em 2011 para 16º lugar em 2012. Qualidade dos serviços cai, e lucros sobem. Receita ingrata para os consumidores pernambucanos.

Contudo, foi uma instituição oficial quem revelou recentemente as razões para tamanho descaso com o fornecimento de energia. O relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), analisando as contas da gestão do governador, relativas ao ano base de 2011, detectou a ineficiência e o sucateamento da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), autarquia especial vinculada ao Gabinete do Governador, órgão com atribuição estratégica. Principal constatação: a falta de pessoal para monitorar e fiscalizar os serviços prestados pela Celpe. Desde 2001, o TCE recomenda ao executivo estadual a contratação de servidores por meio de concursos públicos, já que a grande maioria do quadro funcional da Arpe é de comissionados. Sem estrutura e suporte de pessoal para realizar as fiscalizações permanentes, a população fica a mercê dos serviços precários que são oferecidos.

Os problemas encontrados no Estado não se resume a área de educação, saúde, abastecimento de água e energia. Todavia, os marqueteiros, pagos a peso de ouro, mostram o irreal. Um Pernambuco que não existe, um verdadeiro “oásis” no território nacional. Uma “ilha da fantasia”, cercada por feitos de um governo aplaudido pela população. A intenção é colar na figura do governador o gestor moderno, o “novo”, a “renovação” na politica brasileira, e assim atender sua ambição e obstinação pelo poder.

Um dos focos propagandeado é a implantação do Complexo Industrial Portuário de Suape. Claramente se percebe ai, politicas públicas dirigidas para um crescimento econômico a qualquer custo. Facilmente constatado nas constantes violações de direitos sociais e ambientais praticadas nesta obra faraônica, de grande concentração de investimentos, e de renúncia fiscal.

As denúncias dos moradores nativos do entorno de Suape (agricultores, pescadores, outros), que já atingiu 15 mil famílias, mostram a situação de barbárie em que se encontra a região, onde o poder público não somente se exime de suas responsabilidades, mas é quem pratica o desrespeito às leis. O próprio artigo 225 da Constituição de 1988 tem sido desprezado, segundo o qual todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade de vida, cabendo a todos e a poder publico o dever de preservá-lo e defendê-lo para as presentes e futuras gerações.

“Como não há uma só obra que o governador não tenha controle no seu computador”, conforme difundido pelos seus auxiliares diretos, a ele deve ser imputado toda responsabilidade, não somente dos crimes ambientais cometidos na região, mas também o não cumprimento da lei com relação aos processos de “desapropriação”. Não se respeita nem a Constituição Estadual e nem o Marco de Reassentamento Involuntário-MRI do Projeto Pernambuco Rural Sustentável-PRS (disponível em http://www.prorural.pe.gov.br/arquivos/marco_reassentamento.pdf), cujo objetivo é o tratamento das questões que envolvem a mudança ou perda involuntária do local de moradia, a perda de renda ou meios de subsistência, em decorrência da implementação de projetos.

Do ponto de vista do ideário deste jovem moço, mas velho e carcomido pela prática da velha politica expressa no neocoronelismo e no nepotismo, valores como os da ecologia e sustentabilidade, democracia e transparência, direitos humanos e justiça, não são praticados em seu governo. São desrespeitados e ignorados na implantação do modelo predador e excludente, chamado e propagandeado como de “desenvolvimento sustentável”.

Mesmo com uma alta popularidade medida pelos institutos de pesquisa de opinião, se pode afirmar que a imagem do governador foi construída pela propaganda exacerbada, na tentativa de criar uma unanimidade em torno do seu governo. A cooptação dos poderes constituídos, aliado a vocação adesista da grande mídia, tecendo loas diárias ao governo, e se tornando na prática uma extensão do diário oficial, são outros elementos da estratégia montada, e até então bem sucedida, pelos marqueteiros do governador. Também não esqueçamos aqueles que aderem pelo medo. Todavia, não se pode esperar que um governo mantenha sua popularidade em alta, somente as custas de noticias produzidas, e pela propaganda.

A expectativa da população para a agenda politica e administrativa de um bom governo é que a administração combine eficiência dos serviços públicos, planejamento estratégico e equilíbrio nas relações políticas que envolvem os interesses do Estado. E que tenha sensibilidade social para diminuir o tremendo fosso da desigualdade social reinante em Pernambuco. Verifica-se que estes ingredientes não fazem parte do exercício do governo estadual, pelos inúmeros problemas apontados, e por estar mais afinado com o empresariado do que com os trabalhador@s, com aqueles mais carentes..

No campo do equilíbrio político, seria fundamental que o relacionamento do Executivo com o Legislativo tivesse contornos precisos. A articulação política deveria ter como norte o respeito à autonomia da Assembleia Legislativa (Alepe), e o estabelecimento de uma pauta, focada nas prioridades da população. A propósito, esse deveria ser o melhor remédio para combater o pragmatismo político e os interesses patrimonialistas tão evidentes na Casa de Joaquim Nabuco. Infelizmente isto não acontece na relação executivo-legislativo. A subserviência, desta casa de leis, é tamanha que o executivo patrocinou a mudança na Constituição do Estado para que deputados, apaniguados do governador, pudessem por três vezes seguidas ficar a frente da mesa diretora da Alepe. Caberia ao Executivo à implementação de um programa de governo, ao Legislativo caberia o debate plural, visto que este é composto de representações partidárias que expressam variados programas e ideologias.

Esperar-se-ia que um bom chefe do Executivo demonstrasse sua capacidade de atender aos anseios da coletividade. Já um bom Parlamento seria aquele capaz de elaborar boas leis, propor projetos, aperfeiçoar aqueles originários do Executivo e fazer um eficiente controle externo, a fiscalização.

Todo mundo concorda que não faz bem à democracia e à saúde política do Estado a existência de relações promíscuas entre o Executivo e Assembleia Legislativa. A sociedade cobra dos seus representantes posturas éticas e altivas. As críticas do Parlamento em sintonia com o interesse público merecem respeito. O que não cabe numa relação republicana é a transformação da crítica em instrumento de defesa de interesses particulares ou de grupos. Lamentavelmente é o que ocorre em Pernambuco.

A construção de uma base de sustentação política do governo no Legislativo não poderia estar dissociada do interesse público. O Estado só tem a ganhar quando Executivo e Legislativo se respeitam, e ambos respeitam a população. Mas, infelizmente a base politica de sustentação do atual governador foi conseguida através da “velha” e odiosa prática do dando que se recebe, com o oferecimento de cargos pagos com recursos públicos, da troca de favores nem sempre republicanos.

Nunca se viu na história de Pernambuco um parlamento tão subserviente e inoperante, que se restringe a renovar “ad infinitum” o mandato dos seus dirigentes, apoiar tudo que vem do executivo (não legisla), e conceder cidadania pernambucana a tod@s. Não que muit@s não mereçam, mas este “trabalho” é insuficiente para justificar o salário dos nobres deputad@s.

O fato é que hoje Pernambuco se ressente da presença de uma oposição com credibilidade (com raras exceções), atenta, sistemática e incisiva, para acusar erros, criticar e apontar desvios. Vive-se no dilema bairrista. E se o governador for candidato? Serei contra a alguém da minha terra?

Faça-se justiça aos movimentos sociais. Questionadores, críticos, propositivos, tem sua participação democrática nos destino do Estado dificultada pelo nível de “captura” dos poderes constituídos. Oposição é um ingrediente crucial para o pleno exercício da democracia, e sem algum tipo de contraditório, a própria razão fica ameaçada. Discordar e apontar erros não é torcer contra. Somente governos autoritários fazem este tipo de interpretação.

Estabelecido o estrito controle da política estadual – incluindo a prefeitura recifense – o resto do mandato do governador será dedicado a promessas, as ações de marketing, e sua constante ausência do Estado para a campanha eleitoral. Pouco importa o que ficará de herança econômica, administrativa, política e social para os pernambucanos. O que conta é o uso de toda a administração pública em favor de um projeto político dúbio, ambíguo, flexível, que ora se diz aliado da Presidente da República, ora procura alianças em todo espectro ideológico para construção de um palanque próprio. O que se configura é que até 2014 vamos assistir a essa ”dança de rato”, à custa da angústia, do sofrimento, das aflições e das imensas carências do povo pernambucano.

O que impressiona é a ganância do governador Campos em ser presidente, sem ao menos fazer a tarefa de casa que seria cuidar bem do seu Estado. Problemas de toda natureza estão presentes: um transporte público de péssima qualidade, reprovação na educação, falta de condições aos professores, hospitais públicos na UTI, saneamento básico precário, problemas de abastecimento de água e energia, carência de habitação popular, violência principalmente com a falta de cuidados com os jovens e adolescentes, mobilidade urbana chegando a nível caótico, estradas mal cuidadas, etc, etc.

Ao escrever, e refletir sobre o ”modo socialista de governar: o caso de Pernambuco” foi analisado a situação presente de Pernambuco com relação às diversas politicas públicas. Nestes três artigos procurei apontar as mazelas, pois as poucas ações pontuais exitosas, o governo trombeteia aos quatro cantos. Também a intenção foi denunciar o que está sendo orquestrado nos “laboratórios dos marqueteiros”.

Minha convicção que a “criatura criada”, não é boa, nem para Pernambuco e muito menos para o Brasil. E aqui fica um alerta para não iludirmos com os salvadores da pátria.
 

uma hora atrás

Oposição acirra ânimos e Maduro ativa comitê antigolpe

SUJO por Esquerdopata
 
 Após Henrique Capriles considerar a eleição ilegítima e órgão eleitoral proclamar o chavista Nicolás Maduro como presidente, manifestações da oposição e ações violentas elevaram a tensão na Venezuela. Governo ativou um comitê antigolpe.

Vinicius Mansur 

Caracas – A vitória apertada de Nicolás Maduro na eleição presidencial venezuelana levaram a oposição a acirrar os ânimos e o governo a ativar um comitê antigolpe. Poucos minutos antes do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamar Maduro como presidente eleito, na tarde desta segunda-feira (15), o candidato da oposição, Henrique Capriles, foi ao ar pelo canal de TV Globovisión para exigir a suspensão do ato até que 100% dos comprovantes de votos, emitidos pelas urnas eletrônicas, fossem recontados. “Presidenta [do CNE], você tem que se dar conta de que decisões erradas aumentam a conflitividade que existe hoje no país”, alertou. 
Durante a proclamação de Maduro, a presidenta do CNE, Tibisay Lucena, reiterou a segurança do sistema eleitoral, afirmou que 54% das máquinas de votação foram auditadas no fechamento das urnas, com a presença de testemunhas das distintas forças políticas, medida que não é tomada em nenhum país do mundo. “Não serão o assédio, a ameaça e o amedrontamento a via para recorrer ao poder eleitoral”, disse, agregando que a legislação do país prevê os caminhos judiciais para o devido questionamento.  
Após a proclamação, manifestações da oposição e ações violentas elevaram a tensão no país. Em pelo menos sete cidades venezuelanas, apoiadores de Capriles realizarem concentrações públicas durante o dia e um panelaço, a partir das janelas de suas casas, durante a noite.  
Sedes do partido de Maduro – Partido Socialista Unido da Veneuela (PSUV) – foram atacadas nos Estados de Táchira, Barinas e Anzoátegui. Governadores dos estados de Aragua, Carabobo, Zulia e Anzoátegui, além de moradores do estado Miranda denunciaram ataques aos Centros Médicos de Diagnóstico Integral (CDI), onde trabalham profissionais cubanos. As sedes da TV estatal Venezolana de Televisión e da Telesur também foram cercadas por manifestantes.  
Em reunião com o corpo diplomático presente na Venezuela, o chanceler do país, Elias Jaua, informou que o militante do PSUV, Jose Luiz Ponce, foi morto, na tarde dessa segunda (16) com um tiro no bairro La Limonera, no município de Baruta, estado Miranda. “Sabe qual foi o pecado desse companheiro? Morar em uma casa construída pelo comandante Hugo Chávez em uma zona nobre”, disse. Na madrugada desta terça (16), foi assassinado outro militante chavista, Luis García Polanco, em frente à sede regional do CNE, em Zulia, conforme noticiou a Agência Venezuelana de Notícias.  
Maduro acusa tentativa de golpe Durante a sua proclamação como presidente, Maduro afirmou que não enfrentou uma campanha eleitoral, mas “uma guerra brutal e psicológica” com desabastecimento de produtos básicos pela iniciativa privada, com a invasão de seu perfil, e de outros dirigentes chavistas, no Twitter no dia da eleição, além de sabotagens ao sistema elétrico que provocaram apagões às vésperas do pleito. Maduro afirmou que o não reconhecimento dos resultados por parte de Capriles faz parte dessa mesma guerra. “Isso só tem um nome: golpismo. Quem pretende infringir a maioria na democracia está chamando um golpe”, acusou. 
Na noite desta segunda-feira, Maduro reuniu um comitê antigolpe para avaliar os acontecimentos recentes. “Quem venha pela via violenta encontrará o Estado”, alertou após a reunião. Maduro pediu pedir aos chavistas para não entrarem em provocações e culpou o Capriles pela tensão. “Essa é a Venezuela que vocês querem? ¿Essa é a Venezuela que você vai promover, candidato perdedor? Você é o responsável”, atacou. 
O presidente ainda afirmou que, através do “multifoquismo”, estão tentando produzir na Venezuela as guerras o modelo de guerras recentes na Líbia e na Síria. No âmbito internacional o ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, o porta voz dos Estados Unidos, Jay Carney, e do secretário geral da Organização dos estados Americanos (OEA), José Miguel Inzulza, emitiram comunicados em que aconselhavam a Venezuela a fazer a recontagem dos votos.  

uma hora atrás

Assim não há Lei dos Meios que resolva. Só Globo disponibiliza vídeo reportagem sobre Lula e Dilma.

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 Procuro desde ontem na internet vídeos do seminário pelos 10 anos de governo Lula e Dilma, que virou uma grande festa em Belo Horizonte, na noite de ontem (15). E só acho nos telejornais da Globo Minas, Globonews e da Record
Nada no canal de tv do Pt na internet. Nada em nenhum site de mídia alternativa, nem mesmo um videozinho gravado com celular, contendo os discursos.

E o pior é que a melhor reportagem, mais correta e abrangente, por incrível que pareça, foi da Globo, com 4 minutos editados honestamente. Quem quiser ver tem assistir aqui no site da Globo Minas, porque ninguém disponibilizou outro para publicarmos, pelo menos até agora. 

Aliás, a notícia sobre o título de cidadão honorário de Minas concedido para Lula na Assembléia Legislativa, também recebeu uma reportagem correta da Globo Minas, de quase 2 minutos.

Assim não há Lei dos Meios que resolva, se ninguém fizer pelo menos o básico. O PT fez uma grande produção para o evento, com telões, logo tinha câmeras filmando. Porque não disponibilizar na internet os vídeos tão logo terminassem os discursos? Senão a mobilização nas redes sociais enfraquecem.

Enquanto isso, fiquemos com os áudios dos discursos do presidente Lula:

Continue Lendo aqui » Por: Zé Augusto0 Comentários     Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.