Tag Archive: religiai


7 horas atrás

Marcelo Zelic: Ministra, chega de omissão!

por Conceição Lemes
 

de Marcelo Zelic, via e-mail 

Caros Conceição Lemes e Luis Carlos Azenha:

Ou o país regulamenta o emprego das armas não letais ou seremos todos vítimas de um estado AUTORITÁRIO.

Em outubro de 2012, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, se comprometeu a criar um grupo de trabalho para em três meses apresentar uma proposta de regulamentação. Seria através do  Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

Só que até hoje nada.  Enquanto a ministra se omite, a barbárie corre solta.  Cada vez mais aparecem no noticiário casos de vítimas dessas armas.

No Rio de Janeiro, um jovem morreu devido ao uso de pistola taser  por policiais. Um bebê  correu risco de vida por causa de gás pimenta.

Vejam o vídeo que, via  e-mail, chegou ao Grupo Tortura Nunca Mais-SP, ele fala por si.

É preciso não ter medo.

Direitos humanos em retrocesso.

Chega de omissão!

Atenciosamente,

Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória

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7 horas atrás

Marcelo Zelic: Ministra, chega de omissão!

por Conceição Lemes
 

de Marcelo Zelic, via e-mail 

Caros Conceição Lemes e Luis Carlos Azenha:

Ou o país regulamenta o emprego das armas não letais ou seremos todos vítimas de um estado AUTORITÁRIO.

Em outubro de 2012, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, se comprometeu a criar um grupo de trabalho para em três meses apresentar uma proposta de regulamentação. Seria através do  Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

Só que até hoje nada.  Enquanto a ministra se omite, a barbárie corre solta.  Cada vez mais aparecem no noticiário casos de vítimas dessas armas.

No Rio de Janeiro, um jovem morreu devido ao uso de pistola taser  por policiais. Um bebê  correu risco de vida por causa de gás pimenta.

Vejam o vídeo que, via  e-mail, chegou ao Grupo Tortura Nunca Mais-SP, ele fala por si.

É preciso não ter medo.

Direitos humanos em retrocesso.

Chega de omissão!

Atenciosamente,

Marcelo Zelic
Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador do Projeto Armazém Memória

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8 horas atrás

A Privataria é imortal. Amaury Ribeiro Jr. para a Academia Brasileira de Letras

por Conceição Lemes
 

Autor de ‘A Privataria Tucana’ vai disputar Academia Brasileira de Letras com FHC

Campanha que defende o nome de Amaury Ribeiro Jr. foi lançada nesta segunda (8) por um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários. Objetivo é disputar cadeira de número 36, que está vaga desde que o jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo morreu, em 22 de março passado.

Leia, a seguir, o manifesto da candidatura de Amaury Ribeiro Jr.

A PRIVATARIA É IMORTAL – Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras

Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64:

“Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos” – o texto na capa de “O Globo” comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego.

Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção.

Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras.

Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de “A Privataria Tucana” – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX.

Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).

Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.

Amaury já trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “IstoÉ”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”. Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. “A Privataria Tucana” – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista.

A Privataria é imortal – repetimos!

O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.

Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter.

A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer.

Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo.

O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando.

Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático).

FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso…

FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante…

As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso.

Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão – especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos.

Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury.

Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou “A Privataria Tucana”.

Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal!

===

Veja quem já aderiu à campanha “A Privataria é imortal”:

Altamiro Borges
Antonio Cantisani Filho
Breno Altman
Conceição Lemes
Daniel Freitas
Dermi Azevedo
Diogo Moysés
Elis Regina Brito Almeida
Emiliano José
Emir Sader
Enio Squeff
Ermínia Maricato
Flavio Wolf Aguiar
Gilberto Maringoni
Inácio Neutzling
Ivana Jinkins
Joaquim Ernesto Palhares
Joaquim Soriano
João Brant
José Arbex Jr.
Julio Guilherme De Goes Valverde
Katarina Peixoto
Ladislau Dowbor
Laurindo Leal Filho
Lúcio Manfredo Lisboa
Luiz Carlos Azenha
Luiz Fernando Emediato
Luiz Gonzaga Belluzzo
Marcel Gomes
Marcio Pochmann
Marco Aurelio Weissheimer
Marcos Dantas
Paulo Henrique Amorim
Paulo Salvador
Raul Millet Filho
Reginaldo Nasser
José Reinaldo Carvalho
Renato Rovai
Rodrigo Vianna
Samuel Pinheiro Guimarães
Venício Lima
Wagner Nabuco

Para assinar, clique aqui.

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9 horas atrás

Santayana: Qualquer agressão desatinada a Lula desatará crise nacional

por Conceição Lemes
 

O processo contra Lula e a força do simbolismo

Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil.

Mauro Santayana, em Carta Maior

O Ministério Público do Distrito Federal – por iniciativa do Procurador Geral da República – decidiu promover investigação contra Lula, denunciado, por Marcos Valério, por ter intermediado suposta “ajuda” ao PT, junto à Portugal Telecom, no valor de 7 milhões de reais.

O publicitário Marcos Valério perdeu tudo, até mesmo o senso da conveniência. É normal que se sinta injustiçado. A sentença que o condenou a 40 anos de prisão foi exagerada: os responsáveis pelo seqüestro, assassinato e esquartejamento de Eliza Salmúdio foram condenados à metade de sua pena.

Assim se explica a denúncia que fez contra o ex-presidente, junto ao Procurador Geral da República, ainda durante o processo contra dirigentes do PT.

O Ministério Público se valeu dessas circunstâncias, para solicitar as investigações da Polícia Federal – mas o aproveitamento político do episódio reclama reflexões mais atentas.

Lula é mais do que um líder comum. Ele, com sua biografia de lutas, e sua personalidade dotada de carisma, passou a ser um símbolo da nação brasileira, queiramos ou não. Faz lembrar o excelente estudo de Giorg Plekhanov sobre o papel do indivíduo na História. São homens como Getúlio, Juscelino e Lula que percebem o rumo do processo, com sua ação movem os fatos e, com eles, adiantam o destino das nações e do mundo.

Há outro ponto de identificação entre Lula e Plekhanov, que Lula provavelmente desconheça, como é quase certo de que desconheça até mesmo a existência desse pensador, um dos maiores filósofos russos. Como menchevique, e parceiro teórico dos socialistas alemães, Plekhanov defendia, como passo indispensável ao socialismo, uma revolução burguesa na Rússia, que libertasse os trabalhadores do campo e industrializasse o país. Sem passar por essa etapa, ele estava convencido, seria impossível uma revolução proletária no país.

É mais ou menos o que fez Lula, em sua aliança circunstancial com o empresariado brasileiro. Graças a essa visão instintiva do processo histórico, Lula pôde realizar uma política, ainda que tímida, de distribuição de renda, com estímulo à economia. Mediante a retomada do desenvolvimento econômico, com a expansão do mercado interno, podemos prever a formação de uma classe operária numerosa e consciente, capaz de conduzir o processo de libertação.

Não importa se o grande homem público brasileiro vê assim a sua ação política. O importante é que esse é, conforme alguns lúcidos marxistas, começando pelo próprio Marx, o único caminho a seguir.

Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil.

Lula não é uma figura sagrada, sem erros e sem pecados. É apenas um homem que soube aproveitar as circunstâncias e cavalgá-las, sempre atento à origem de classe e fiel às suas próprias idéias sobre o povo, o Brasil e o mundo.

Mas deixou de ser apenas um cidadão como os outros: ao ocupar o seu momento histórico com obstinação e luta, passou a ser um emblema da nacionalidade. Qualquer agressão desatinada a esse símbolo desatará uma crise nacional de desfecho imprevisível.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

Leia também:

Eduardo Guimarães: O melancólico fim de uma era da política brasileira?

 

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SÁBADO, 6 DE ABRIL DE 2013

Brasil é país que respeita a diversidade, afirma Dilma

 
A presidente disse que é contra
“todas as formas de discriminação”

A presidente Dilma Rousseff (foto) afirmou ontem que o Brasil é hoje “uma democracia que respeita a diversidade, que é contra a discriminação”.

A participar da inauguração do estádio Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), ela disse ser contra “todas as formas de discriminação”. 

Foi a primeira vez que a presidente fez afirmações que se encaixam no debate que mobiliza no momento a opinião pública brasileira em torno da união entre pessoas do mesmo sexo. 

Na mesma cidade, no dia anterior, houve um culto do pastor-deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que se tornou notório por causa de suas declarações tidas como homofóbicas. São dele expressões como “Aids é um câncer gay” e “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”.

Feliciano, cujo partido pertence à base de apoio do governo, queixou-se recentemente de não ter conseguido audiência com Dilma para expor as pressões que está sofrendo de petistas para que renuncie à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. 

No começo da semana, em uma entrevista, o pastor-deputado afirmou que não sabe se vai apoiar a reeleição de Dilma, dando a entender que a petista poderá perder o voto dos evangélicos. 

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou coisa parecida em um artigo.

 
 

 

2.2K

 

Com informação das agências.

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março de 2013

Feliciano   Religião na política

 
 
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Postado por publicado: 03:51
 

SEXTA-FEIRA, 5 DE ABRIL DE 2013

Marco Feliciano reafirma que africanos são amaldiçoados

 
Deputado argumentou que conversão
ao cristianismo ‘cura’ a maldição

O pastor-deputado Marco Feliciano (PSC-SP), na foto, reafirmou que os africanos são amaldiçoados. Ao apresentar sua defesa ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde responde a processos por homofobia e racismo, ele negou que seja preconceituoso com o seguinte argumento, citando a Bíblia:

“[Os] africanos descendem de Cão [ou Cam], filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições”. 

Explicou que é “como se a humanidade expiasse por um carma, nascido no momento em que Noé amaldiçoou o descendente de Cão e toda sua descendência, representada por Canaã, o mais moço de seus filhos, e que tinha acabado de vê-lo nu”. 

Argumentou que essa maldição tem sido curada com a conversão de africanos ao cristianismo, aos “caminhos do Senhor”. “Tem ocorrido isso. Milhares de africanos têm devotado sua vida a Deus e por isso o peso da maldição tem sido retirado.” 

A defesa foi protocolada no dia 21 pelo seu advogado Rafael Novaes da Silva. 

Feliciano foi denunciado (acusação formal) ao STF pela Procuradoria-Geral da República por ter defendido em 2011 no Twitter essa interpretação da Bíblia sobre maldição dos negros e por ter afirmado que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”. 

Na sua defesa, ele negou também que seja homofóbico e que não há lei que o impeça de manifestar a sua opinião. 

A Folha de S. Paulo observou que, na defesa, Feliciano atrelou a sua atuação como pastor ao seu mandato parlamentar, diferentemente, portanto, do que disse recentemente como argumentação para não renunciar à presidência da Comissão dos Direitos Humanos. 

Ontem, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara, demonstrou irritação com Feliciano. 

“Ele [Feliciano] não pode achar que é como coisa de criança: veste a roupa do Super-Homem, do Batman, e depois tira. Essa é a dificuldade dele, de achar que na Casa é o presidente da comissão e, quando sai, tira a roupa e vai pregar contra as minorias”, disse.

 
 
 

 

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Com informação da Folha, entre outras fontes.

 
abril de 2013

Marco Feliciano

 
 
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Postado por publicado: 05:18
 

Malafaia diz que PT está por trás da mobilização contra Feliciano

 
Malafaia afirmou estar havendo
“um sórdido jogo político”

O pastor Silas Malafaia (foto) acusou o PT de estar por trás da mobilização para tirar o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

“Sei que existe um sórdido jogo político para esconder questões sérias”, escreveu ele em um artigo publicado na edição de hoje da Folha de S.Paulo. 

Malafaia disse que o propósito do PT, com a campanha contra o seu colegar pastor, é desviar a atenção da opinião pública para a nomeação de dois de seus deputados condenados no processo do mensalão como membros da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a mais importante da Câmara. Os deputados são João Paulo Cunha (SP) e José Genoíno (SP). 

Ativistas de direitos humanos e de esquerda estão pressionando Feliciano a renunciar à presidência da comissão por causa declarações dele tidas como homofóbicas e racistas. 

Malafaia disse ter “divergências” com Feliciano, mas argumentou que o deputado não é preconceituoso. “Ele nunca bateu ou matou um gay, e sua origem é negra”, escreveu. Além disso, argumentou, Feliciano foi eleito deputado democraticamente.

O pastor da Assembleia de Cristo Vitória em Cristo também acusou a imprensa de estar perseguindo Feliciano pelo que pensa e que não existe mais no país o crime de opinião. 

Disse ainda haver no país uma evangelicofobia

“Dentro desse Estado democrático de direito, onde a maioria é cristã, a democracia só vale para a minoria?” 

Para ele, os ativistas gays não querem o debate. “Pode-se falar mal do presidente da República, do Judiciário, dos católicos, dos evangélicos, mas, se criticarmos a prática homossexual, somos rotulados de homofóbicos.” 

Malafaia terminou o artigo suponho que o PT e a presidente Dilma Rousseff estão desistindo de ter o voto dos evangélicos nas próximas eleições. 

Íntegra do artigo do Malafaia.

 
 

 

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Feliciano diz que Dilma poderá perder o voto dos evangélicos
abril de 2013

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Postado por publicado: 03:41
 

Iurd é chamada em Moçambique de ‘Igreja dos Ladrões’

Título original: Para Universal, África Lusófona é “maná”

 

por Iris de Lucas 

do Lusomonitor

 
Riqueza da Universal tem levado alguns 
crentes à bancarrota, diz The Revealer

Em nenhum outro lugar a Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) encontrou mais sucesso do que na África lusófona. O sucesso em Angola e Moçambique, onde a Igreja enche estádios com mais de 40 mil pessoas — entre elas vários ministros — deve-se à língua comum e a um império mediático poderoso, afirma o diário de assuntos religiosos The Revealer.

 
Há cerca de uma década presente em Portugal, Angola e Moçambique, a Iurd tem sido foco das atenções angolanas depois do incidente ocorrido a 31 de dezembro de 2012, em Luanda, onde morreram 16 pessoas por asfixia e esmagamento e perto de 120 ficaram feridas. A “Vigília do Dia do Fim” concentrou dezenas de milhares de pessoas que ultrapassaram, em muito, a lotação autorizada do Estádio da Cidadela.

O governo angolano suspendeu por 60 dias as atividades da Universal, mas esta semana levantou a suspensão da Igreja de origem brasileira, que tem vindo a expandir-se para países em desenvolvimento. Hoje, conta com cerca de 12 milhões de seguidores em 150 países.

“Muita da popularidade da Igreja em Moçambique e Angola pode ser atribuída à língua comum, o português, que tornou os missionários muito mais eficazes do que seriam em zonas anglófonas ou francófonas de África”, refere o artigo “Milagres a Pedido”, do jornalista Rowan Moore Gerety.

Além disso, em Moçambique a Iurd tem beneficiado de uma “mais vasta afinidade cultural em Moçambique, que se estende ao uso dos media e mesmo ao seu posicionamento em relação às religiões tradicionais”, refere o artigo, um dos mais detalhados escritos até hoje sobre a presença da igreja nos países lusófonos. Em Moçambique, a IURD detém a TV Miramar, uma “newsletter” com circulação equivalente à dos principais diários e ainda uma rede de rádios locais.

Na Iurd, adianta, a “teologia da prosperidade” vai ao ponto em que “Deus compensa o sacrifício financeiro como medida da fé: quanto mais dinheiro se dá, mais fé se tem; quanto mais fé se tem, mais bênçãos se vai receber. Doe à Igreja Universal, pregam os pastores da Igreja, e tudo é possível: riqueza, felicidade, liberdade das doenças”.

Esta mensagem encontra terreno particularmente fértil em países como Moçambique, com baixos rendimentos, esperança média de vida reduzida (cerca de 50 anos), e prevalência da medicina tradicional. “É um ambiente onde as promessas da Igreja de saúde e riqueza — muitas vezes complementadas com óleos sagrados, amuletos e outros objetos reminiscentes dos curandeiros moçambicanos – têm florescido”.

“Mas em Moçambique, tal como noutros lados, o credo da Universal tem levado à bancarrota alguns dos seus crentes. Os fiéis têm deixado chaves de carros, títulos de propriedade e salários completos no altar, na esperança de alcançar um milagre prometido, apenas para abandonar a Igreja meses ou anos depois sentindo-se enganados”, refere o artigo do Revealer.

O fundador da Universal, Edir Macedo, foi detido no Brasil acusado de charlatanismo, investigado por evasão fiscal nos Estados Unidos. Na Bélgica, um relatório parlamentar classificou a Igreja como seita. Em Moçambique, alguns referem-se à Iurd como “Igreja dos Ladrões”.

Muitos sectores no partido no poder, FRELIMO, olham para a Igreja com desconfiança. Mas também não faltam apoios à Iurd ao mais alto nível. Num grande evento no final de 2011, que terá juntado mais de meio milhão de pessoas em todo o país, participaram o primeiro-ministro, Aires Ali, o ministro da Justiça e o ministro dos Desportos e Cultura, relata o The Revealer.

Numa entrevista ao site Pambazuka News, o acadêmico angolano Celso Malavoneke acusou a Iurd de ser apenas “uma boa empresa”, que “persegue o lucro”. Por duas vezes, a Iurd apresentou uma queixa contra Malavoneke, e o professor chegou a ser considerado culpado pela justiça angolana.

 
 

 

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16 pessoas morrem em culto da Igreja Universal em Luanda
janeiro de 2013

Fiéis da Universal morrem na abertura de templo em Maputo
março de 2011

Edir na mira da Justiça

 
 
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Universal investe em campanha para atrair a classe média
Postado por publicado: 00:15
 

QUINTA-FEIRA, 4 DE ABRIL DE 2013

Judeus ortodoxos retomam em Jerusalém rituais de sacrifício

 
 
Tradição do abate de cabra
vem da tribo bíblica Leviim

Nos últimos anos, judeus ortodoxos de Jerusalém (Israel) retomaram os rituais de sacrifício de animais, resgatando a tradição de Leviim, uma tribo bíblica de Levi que se dedicava a cuidar do  templo sagrado.

Secularistas e autoridades do governo estão tentando impedir a continuidade da prática.

O mais recente sacrifício — de uma cabra —ocorreu na Páscoa [ver vídeo abaixo], no Monte do Templo.

Os religiosos tiveram de obter uma liminar do Supremo Tribunal para realizar o ritual, porque desta vez o Departamento Veterinário de Israel informou que não ia autorizar a celebração.

O rabino Yehuda Glick contou que o ritual tem sido realizado como parte das orações para que haja a reconstrução do templo e que o abate se dá “com máximo de precisão bíblica possível”.

Contou que em um altar, “construído como o real e de acordo com a lei judaica”, a cabra foi abatida por um sacerdote sob cantos de Leviim.

No Brasil, o sacrifício é comum entre seguidores de crenças de afrodescendentes. Alguns religiosos argumentam, nesse caso, que não se trata de um abate apenas para fins de celebração porque, depois, a carne do animal serve para alimentar as pessoas.

Em 2011, o deputado Feliciano Filho (PV), da Assembleia Legislativa de São Paulo, propôs projeto de lei que, se fosse aprovado, proibiria os abates religiosos no Estado.

Na época, Tata Matâmoride, presidente do Instituto Nacional de Defesa das Tradições de Matriz Afro-brasileira, criticou a proposta com o argumento de que se tratava de perseguição religiosa, já que não haveria proibição dos abates cristãos, como o de abate de animais para a ceia de Natal.

Sangue de cabra para Jeová

 

Com informação e vídeo do Israel National News e deste site.
 
 

 

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Afro-brasileiro critica proposta para ritual de sacrifício
outubro de 2011

Abate religioso

 
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Evangélicos impõem no Brasil o conservadorismo, diz Le Figaro

 
Jornal francês afirmou que “democracia
brasileira está infiltradas de evangélicos”

O jornal francês Le Figaro publicou reportagem de seu correspondente no Brasil informando que os evangélicos aliados do PT, o partido governista, estão impondo a sua visão conservadora ao país.

Com o título “A democracia brasileira está infiltrada de evangélicos”, a reportagem cita no começo, como exemplo, a declaração do pastor e deputado Marco Feliciano segundo a qual “as mulheres querem trabalhar, o que destrói a família e cria uma sociedade de homossexuais”. 

Feliciano pertence ao PSC (Partido Social Cristão), que faz parte da base de apoio do governo de Dilma Rousseff. O próprio pastor, na campanha eleitoral, defendeu em cultos a então candidatura da petista. 

Le Figaro explicou aos franceses que Feliciano não é um simples deputado, porque se tornou o presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara. 

O jornal também informou que a multipartidária Frente Parlamentar Evangélica montou uma estratégia que tem funcionado: se fazer representar em comissões relacionadas a questões sensíveis à pregação religiosa, como a união entre pessoas do mesmo sexo e a discussão sobre a liberação do aborto. 

Explicou ainda que a presença de evangélicos na política brasileira é recente, ocorrendo após o fim da ditadura militar. 

Contou que os pastores decidiram ter um papel político a perceberam o grande poder que têm sobre os fiéis, em um momento histórico em que se acelerou a decadência no país da Igreja Católica.

 
 

 

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Com informação do Le Figaro.

Dilma é refém das chantagens de religiosos, diz sociólogo
março de 2012

Feliciano diz que Dilma poderá perder o voto dos evangélicos
abril de 2013 

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Postado por publicado: 16:43
 

Feliciano constrange sua mãe ao divulgar que ela fazia abortos

 
Pastor já tinha usado esta foto, com sua
mãe, como alegação de que não é racista

O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP), 40, na foto, criou uma situação de constrangimento a sua própria mãe, Lúcia Maria Feliciano (foto), 59, ao tornar público que ela há cerca de 40 anos fazia abortos clandestinos. Prática da qual ela hoje se arrepende.

Feliciano é contra o aborto, mesmo nos casos autorizados pela lei, quando a gestação decorre de estupro. 

Ao falar sobre o assunto em uma entrevista para o UOL, ele contou que a sua mãe tinha uma clínica em Orlândia, cidade paulista onde ela mora até hoje, a 365 km da capital. 

Feliciano é autor de afirmações tidas como homofóbicas e racistas, o que ele nega com o argumento de que se orienta pela Bíblia. Ele assumiu em março a presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Apesar de fortes pressões de ativistas e de parlamentares, ele tem resistido. Disse que só deixará o cargo se morrer. 

Na entrevista ao UOL, Feliciano afirmou que, na clínica de sua mãe, viu “fetos serem arrancados de dentro de mulheres”. 

Lúcia Maria disse a Juliana Coissi, da Folha, que isso não é verdade, porque Feliciano não tem lembrança dessa época, já que ele era recém-nascido. 

Além disso, falou, ela atendia mulheres apenas com gravidez inicial, com no máximo 20 dias de gestação, e “não tinha nada [fetos]”. 

Lúcia Maria, que é negra, não quis comentar com a jornalista as afirmações polêmicas de Feliciano, entre as quais a de que o povo africano é amaldiçoado por Deus. 

Contou que aos 17 anos se submeteu a um aborto e que Feliciano é seu filho único. Ela se tornou mãe solteira aos 20 anos e na época trabalhava como doméstica. 

Afirmou que, diferentemente do que seu filho dissera na entrevista, ela nunca teve uma pequena clínica de abortos e que atendeu no máximo seis jovens grávidas, a pedido da mãe delas, e que nada cobrava. Falou que nenhuma das jovens sofreu complicação. 

Lúcia Maria, que se tornou evangélica, está arrependida de ter feito os abortos e aguarda “o perdão de Deus”. 

É a segunda vez que Feliciano envolve sua mãe no fogo cruzado de suas polêmicas, aparentemente sem o consentimento dela. Na primeira vez, ele publicou no Facebook uma foto onde ela aparece com marido, também negro, como se isso, para Feliciano, valesse como prova de que não é racista. 

 
 

 

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Com informação da Folha de S.Paulo.

Contra acusação de racismo, pastor mostra foto de sua mãe
março de 2013

Marco Feliciano

 
 
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Postado por publicado: 04:46
 
 

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Francisco se fez nu para cobrir a nudez do Papa

06/04/2013
 

 

          Sabem os historiadores que o Papa do tempo de São Francisco, Inocêncio III (1198-1216), levara o Papado a um apogeu e esplendor como nunca antes na história eclesiástica. Hábil político, conseguiu que todos os reis, imperadores e senhores feudais, a exceção de apenas alguns, fossem  seus vassalos. Sob a sua regência estavam os dois poderes supremos: o Império e o Sacerdócio. Era pouco ser sucessor do pescador Pedro. Declarou-se “representante de Cristo”, não do Cristo pobre, andando pelas poeirentas estradas da Palestina, profeta peregrino, anunciador de uma radical utopia, a do Reino do amor incondicional ao próximo e a Deus,  da justiça universal, da fraternidade sem fronteiras e da compaixão sem  limites. Seu Cristo é oPantocrator, o  Senhor do Universo, cabeça da Igreja e do Cosmos, o Rei universal.

Esta visão exaltatória favoreceu a construção de uma Igreja monárquica, poderosa e rica mas absolutamente secularizada, contrária a tudo o que é evangélico. Tal realidade só podia provocar uma reação contrária entre o povo. Surgiram os movimentos pauperistas, de pobres e de leigos ricos que se faziam pobres. Por sua conta pregavam o evangelho na língua popular: o evangelho da pobreza contra o fausto das cortes, da simplicidade radical contra a sofisticação dos palácios, da adoração do Cristo de Belém e da Crucificação contra a exaltação do Cristo Rei todo poderoso. Eram os albigentes, os valdenses, os pobres de Lyon, o seguidores de Francisco, de Domingos e dos sete Servos de Maria de Florença, nobres que se fizeram mendicantes.

Apesar deste fausto, Inocêncio III foi sensível a Francisco e aos doze companheiros que o visitaram, esfarrapados, em seu palácio em Roma, pedindo licença para viverem segundo o Evangelho. Comovido e com remorsos, o Papa lhes concedeu uma licença oral. Corria o ano 1209. Francisco nunca esquecerá este gesto generoso do Papa imperial.

Mas a história dá as suas voltas. O que é verdadeiro e imperativo, chegado o momento de sua maturação, se revela com uma força vulcânica.  Tal se revelou em 1216 em Perúgia para onde fora o Papa Inocêncio III a um de seus palácios.

Eis que ele morre subitamente, depois de 18 anos de pontificado triunfante. Logo sons lúgubres de canto gregoriano se fazem ouvir, vindos da catedral pontifícia. Executa-se o grave planctum super Innocentium (“o pranto sobre Inocêncio”).

Mas nada detém a morte, senhora de todas as vaidades, de toda a pompa, de toda glória e de todo o triunfo. O esquife do Papa jaz à frente do altar-mr: coberto de ouropéis, joias, ouro, prata e os signos do duplo poder sagrado e secular. Cardeais, imperadores, príncipes, abades, lomgasfilas de fiéis se sucedem na vigília. É o bispo Jacques de Vitry vindo de Namur e depois feito Cardeal de Frascati que o conta.

É meia-noite.  Todos se retiram pesarosos. Apenas o bruxulear das velas acesas projetam fantasmas nas paredes. O Papa, outrora, sempre cercado por nobres, está agora só com as trevas. Eis que ladrões penetram sorrateiramente na catedral. Em poucos minutos espoliam seu cadáver de todas as vestes preciosas, do ouro, da prata e das insígnias papais.

Aí jaz um corpo desnudo, já quase em decomposição. Realiza-se o que Inocêncio deixara exarado num famoso texto sobre “a miséria da condição humana”. Agora ela é demonstrada com toda a sua crueza em sua própria condiçãoo.

Um pobrezinho, fétido e miserável, se escondera num canto escuro da catedral para vigiar, rezar e passar a noite junto ao Papa que lhe aprovara seu modo de vida pobre. Ele tirou  a túnica rota e suja, túnica de penitência. E com ela cobriu as vergonhas do  cadáver violado.Era Francisco de Assis.

Sinistro destino da riqueza, grandiosidade do gesto da  pobreza. A primeira não o salvou do saque, a segunda o salvou da vergonha.

Concluíu o Cardeal Jacques de Vitry: ”Entrei na igreja e me dei conta, com plena fé, quanto é breve a glória enganadora deste mundo”

Aquele que todos chamavam de Poverello e de Fratello nada disse nem pensou. Apenas fez. Ficou nu para cobrir o nu do Papa que um dia mostrou compreensão por sua decisão de viver segundo o evangelho da pobreza radical. Esse Francisco de Assis emerge como fonte inspiradora de Francisco de Roma,o bispo da cidade e Papa.

 

Leonardo Boff é autor do livro Francisco de Assis: ternura e vigor (Vozes) 1999.

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