Category: politica


Crianças e a fome: ninguém nasce egoísta

por mariafro
 

Já fiz inúmeros posts que mostram crianças lidando com a maior tranquilidade do mundo com a diversidade. Ninguém nasce racista, machista, homofóbico.

Nascemos egoístas? Se as crianças forem criadas em ambientes colaborativos aumentarão as chances de ela ver a colaboração como algo positivo, se experienciarem solidariedade há grandes chances de a solidariedade ser um valor importante em suas vidas, Vejamos alguns exemplos concretos:

Preconceito, ódio, discriminação se aprende e se ensina: Mãe, homem com homem pode namorar?

Crianças não são racistas, sexistas ou homofóbicas, mas podem se tornar

Mas se ao contrário ela for envenenada desde cedo com ódio e preconceitos ela terá muito mais dificuldades de se livrar dos preconceitos:

“Dont mix races”: Como o direita racista anda educando suas crianças

As crianças abaixo viveram uma experiência interessante diante de um problema. Em qual ambiente estão sendo educadas?

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2 horas atrás

Tribunal da Justiça: Aécio é réu e será julgado por desvio de 4,3 bilhões da saude

por mariafro
 

Do blog do deputado estadual petista em Minas Gerais Rogério Correia

TJMG confirma: Aécio Neves é réu e será julgado por desvio de R$4,3 bi da saúde

Por Rogério Correia em seu blog

05/04/2013

 

Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu que o senador Aécio Neves continua réu em ação civil por improbidade administrativa movida contra ele pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Aécio é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde em Minas e pelo não cumprimento do piso constitucional do financiamento do sistema público de saúde no período de 2003 a 2008, período em que ele foi governador do estado. O julgamento deverá acontecer ainda esse ano. Se culpado, o senador ficará inelegível.

Desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde no estado. Conseqüência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação essa que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue.

Recurso

Os desembargadores Bitencourt Marcondes, Alyrio Ramos e Edgard Penna Amorim negaram o provimento ao recurso solicitado por Aécio Neves para a extinção da ação por entenderem ser legítima a ação de improbidade diante da não aplicação do mínimo constitucional de 12% da receita do Estado na área da Saúde. Segundo eles, a atitude do ex-governador atenta aos princípios da administração pública já que “a conduta esperada do agente público é oposta, no sentido de cumprir norma constitucional que visa à melhoria dos serviços de saúde universais e gratuitos, como forma de inclusão social, erradicação e prevenção de doenças”.

A alegação do réu (Aécio) é a de não ter havido qualquer transferência de recursos do estado à COPASA para investimentos em saneamento básico,  já que esse teria sido originado de recursos próprios. Os fatos apurados demonstram, no entanto, a utilização de valores provenientes de tarifas da COPASA para serem contabilizados como investimento em saúde pública, em uma clara manobra para garantir o mínimo constitucional de 12%. A pergunta é: qual foi a destinação dada aos R$4,3 bilhões então?

Clique aqui para ler o agravo de instrumento e a íntegra dos votos dos desembargadores

Antes tarde do que nunca

por O TERROR DO NORDESTE
 
‘Diário Oficial’ de Pernambuco faz promoção pessoal de Campos 

   Primeiramente, esclareço que não postei ontem porque minha banda larga,  a GVT, está uma porcaria. É muita dificuldade para acessar a internet. Esta matéria era para eu postar ontem, mas não consegui. Liguei hoje para o técnico e ele se comprometeu a dar um jeito nesta merda de internet amanhã.Em segundo lugar, não é nenhuma novidade o uso por Eduardo Campos de todos os meios de comunicação para se promover. Eduardo Campos anda prestigiando, ultimamente, até corrida de saco, pega-pega, amarelinha e barra bandeira. Quanto ao Diário Oficial, é vergonhosa a forma como Eduardo Campos se promove. Mas não é só: o prefeito do Recife, Geraldo Júlio(PSB-PE), vai no mesmo caminho. Todos os dias se promove no Diário Oficial do Município do Recife. Para se ter uma ideia, nas gestões passadas só havia a primeira capa com os atos do prefeito da capital, agora os atos do prefeitos saem em duas páginas e ainda o sujeito usa o espaço destinado ao Poder Legislativo para se promover. 

  DANIELA LIMA
    “O governador sempre ouve e, mais do que isso, se engaja na nossa luta. São fantásticas as ações que estão sendo tomadas”. A frase, atribuída a um ciclista de Recife, aparece em um dos três textos publicados no “Diário Oficial” de Pernambuco do último dia 19 que destacam atos de Eduardo Campos (PSB). 
Vedado pela Constituição, o elogio ao governador no DO não é caso isolado. Levantamento feito pela Folha mostra que Campos, potencial candidato do PSB à Presidência, aparece na capa de 47 das 58 edições do “Diário Oficial” do Estado editadas de janeiro a março deste ano.   

     
 

Ele é majoritariamente identificado pelo primeiro nome nas manchetes e tem aspas elogiosas ao próprio governo destacadas nas chamadas do jornal. O secretário de Imprensa de Campos, Evaldo Costa, diz discordar da interpretação de que há promoção pessoal do governador e afirma que as notícias veiculadas têm caráter informativo. “Não focamos a pessoa do governador, mas sua ação política e administrativa.” O DO tem tiragem de até 2 mil exemplares ao dia e é distribuído em secretarias e outras repartições e escolas no interior do Estado. A legislação diz que a publicidade de atos, programas, obras e serviços de órgãos públicos deve ser “educativa, informativa ou de orientação social (…) dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades”. “A opção editorial do DO tem dado ênfase a fatos e imagens do governador. Isso não é ilícito por si só, dada a função da autoridade”, avalia o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público, Carlos Ari. “Mas, na edição do dia 19 de março, houve claro excesso. Há texto de promoção pessoal, sem caráter informativo”, conclui, numa referência ao relato do elogio feito pelo ciclista a Campos.   Só nas 20 edições do mês de março, foram publicadas 33 fotos de Campos. O volume é superior ao dos governadores dos três maiores Estados do Sudeste. Foram examinados os DOs de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais no mesmo período. Os textos do DO de Pernambuco abordam agendas de Campos dentro e fora do Estado, encontros com empresários e políticos. As menções ao governador se intensificaram este ano, mas já eram frequentes em 2012.     De janeiro a março do ano passado, Campos esteve na capa do DO em 47 das 62 edições (76%). Foi mencionado pelo primeiro nome, “Eduardo”, 229 vezes. No mesmo período deste ano foram 297.   Eduardo Campos, governador de Pernambuco, em entrevista após reunião com a presidente Dilma Rousseff em Brasília em 2013   TEMAS NACIONAIS   O noticiário em 2012 já era positivo. “Eduardo Campos recebe troféu de empreendedor do Nordeste”, diz manchete do dia 27 de março. Há no texto elogio do governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB): “O Eduardo é um baluarte em defesa do Nordeste”.   O que mudou de lá para cá foi a forma como Campos se refere a temas nacionais.   Em 2012, o noticiário destacou a visita da presidente Dilma Rousseff à obra da transposição do rio São Francisco. “Transposição: Dilma cobra velocidade às empreiteiras”, diz manchete de 9 de fevereiro de 2012. No dia seguinte, o assunto ainda é a visita.”Eduardo: ‘visita de Dilma dá novo ritmo às obras'”.   Neste ano, quando cresceram as especulações sobre uma provável candidatura de Campos à Presidência, Dilma esteve com o governador pernambucano dia 25 de março.   O encontro continuou sendo destaque, mas o protagonista passou a ser o governador. “Eduardo com Dilma diz que água é também cidadania”. O Nordeste vive sua pior seca nos últimos 20 anos.   Campos também adotou tom mais crítico. Em 21 de fevereiro, por exemplo, o destaque do DO era a entrega de casas populares do programa federal Minha Casa Minha Vida, com o seguinte título: “Durante a entrega de casas, Eduardo alerta para a falta de habitação no Brasil.Folha de São Paulo.

PELA REVISÃO DO JULGAMENTO DO MENTIRÃO!!!

por Blog Justiceira de Esquerda
 
No SalaFehrio 
 
DIRCEU, CUNHA, GENOÍNO ET ALTRI SÃO AUTORES PRESUMÍVEIS DE SUPOSTOS DELITOS, COMPROVADOS POR TEORIAS INCERTAS E PROVAS DUVIDOSAS … http://salafehrio.blogspot.com.br/2013/04/pela-revisao-do-julgamento-do-mentirao.html
2 horas atrás

PEDE PARA SAIR, JOAQUIM

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 

 
Finalmente, os magistrados se levantam e decidem dar um basta ao desrespeito, à prepotência e às agressões de Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal. Numa nota assinada pelos presidentes das três associações nacionais de juízes, Nelson Calandra, da AMB, Nino Toldo, da Ajufe, e João Bosco de Barcelos Coura, da Anamatra, eles demonstraram indignação com a conduta de Joaquim Barbosa. “Como tudo na vida, as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes”, dizem os magistrados. Ontem, pela primeira vez na história, a Ordem dos Advogados do Brasil, também se posicionou contra um integrante do STF 
9 DE ABRIL DE 2013  
247 – Na tarde de ontem, Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, demonstrou que não reúne as mínimas condições de ser ministro de uma suprema corte e muito menos seu presidente. A tal ponto, que 247, em editorial, indagou “Quem terá coragem de deter o presidente do STF?” (leia mais aqui). 
Um dia depois, os presidentes das três associações nacionais de magistrados publicaram uma duríssima nota, em que reagem à prepotência, ao arbítrio e às agressões em série que vêm sendo cometidas por Joaquim Barbosa. “Como tudo na vida, as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes”, dizem os magistrados. 
Joaquim Barbosa deveria, urgentemente, pedir para deixar a casa que hoje desonra. 
Leia, abaixo, reportagem do Conjur sobre a reação dos juízes ao presidente do STF: 
Associações de juízes criticam postura de Barbosa 
Do Conjur – Após reunião tensa com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, nessa segunda-feira (8/4), três entidades de classe da magistratura emitiram uma nota de esclarecimento sobre a criação de novos tribunais regionais federais. Durante a audiência, o ministro criticou a aprovação no Congresso da PEC 544/2002, que prevê a instalação de mais quatro TRFs, e as próprias entidades. O texto é assinado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho. 
De acordo com a nota, o ministro Barbosa “agiu de forma desrespeitosa, premeditadamente agressiva, grosseira e inadequada para o cargo que ocupa”. As entidades também defendem a necessidade e a instalação dos novos TRFs, proposta que tramitou por mais de uma década no Congresso. Segundo as associações, os deputados e senadores tiveram total liberdade para decidir sobre a matéria, como estabelece a Constituição Federal. 
A nota ainda reitera que “as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes”. 
Em outra nota, publicada pela Ajufe, são listados números para justificar a necessidade dos quatro novos TRFs. De acordo com a associação, o Conselho Nacional de Justiça teve conhecimento, em diversas oportunidades, sobre o interesse de aumentar a quantidade de tribunais regionais federais e a PEC 544/2002. 
O texto também afirma que é incorreta a afirmação de que os novos TRFs custarão R$ 8 bilhões aos cofres públicos. “Segundo dados da Lei Orçamentária de 2013, todo o orçamento da Justiça Federal, incluindo 1º e 2º graus, é de R$ 7,8 bilhões”, diz. A viabilidade financeira da PEC 544/2002, de acordo com a nota, foi comprovada por estudos técnidos do Conselho da Justiça Federal. 
Leia a nota: 
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), entidades de classe de âmbito nacional da magistratura, considerando o ocorrido ontem (8) no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), vêm a público manifestar-se nos seguintes termos: 
1. O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, agiu de forma desrespeitosa, premeditadamente agressiva, grosseira e inadequada para o cargo que ocupa. 
2. Ao permitir, de forma inédita, que jornalistas acompanhassem a reunião com os dirigentes associativos, demonstrou a intenção de dirigir-se aos jornalistas, e não aos presidentes das associações, com quem pouco dialogou, pois os interrompia sempre que se manifestavam. 
3. Ao discutir com dirigentes associativos, Sua Excelência mostrou sua enorme dificuldade em conviver com quem pensa de modo diferente do seu, pois acredita que somente suas ideias sejam as corretas. 
4. O modo como tratou as Associações de Classe da Magistratura não encontra precedente na história do Supremo Tribunal Federal, instituição que merece o respeito da Magistratura. 
5. Esse respeito foi manifestado pela forma educada e firme com que os dirigentes associativos portaram-se durante a reunião, mas não receberam do ministro reciprocidade. 
6. A falta de respeito institucional não se limitou às Associações de Classe, mas também ao Congresso Nacional e à Advocacia, que foram atacados injustificadamente. 
7. Dizer que os senadores e deputados teriam sido induzidos a erro por terem aprovado a PEC 544, de 2002, que tramita há mais de dez anos na Câmara dos Deputados ofende não só a inteligência dos parlamentares, mas também a sua liberdade de decidir, segundo as regras democráticas da Constituição da República. 
8. É absolutamente lamentável quando aquele que ocupa o mais alto cargo do Poder Judiciário brasileiro manifeste-se com tal desprezo ao Poder Legislativo, aos Advogados e às Associações de Classe da Magistratura, que representam cerca de 20.000 magistrados de todo o país. 
9. Os ataques e as palavras desrespeitosas dirigidas às Associações de Classe, especialmente à Ajufe, não se coadunam com a democracia, pois ultrapassam a liberdade de expressão do pensamento. 
10. Como tudo na vida, as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes. 
Brasília, 9 de abril de 2013. 
NELSON CALANDRA Presidente da AMB 
NINO OLIVEIRA TOLDO Presidente da Ajufe 
JOÃO BOSCO DE BARCELOS COURA Presidente em exercício da Anamatra 
Leia a nota sobre os TRFs: 
A Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe, entidade de classe de âmbito nacional da magistratura federal, a propósito das declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em reunião com entidades de classe da magistratura brasileira, aberta a jornalistas, na qual Sua Excelência afirmou que houve uma movimentação “sorrateira”, “de surdina” e “açodada” pela aprovação da PEC 544/2002, que cria quatro novos tribunais regionais federais, vem a público apresentar os seguintes esclarecimentos: 
1. Em primeiro lugar, em relação à PEC 544/2002, a Ajufe repudia a acusação de que houve atuação “sorrateira” em favor de sua aprovação. Ao longo de mais de uma década em defesa da PEC, a atuação da Associação sempre foi republicana, aberta e transparente, dialogando com todos os segmentos do Poder Judiciário, da sociedade civil organizada e da imprensa. 
2. A Ajufe e os juízes federais produziram estudos consolidados em notas técnicas e cartilhas; publicaram dezenas de artigos em jornais de grande circulação e participaram de diversos seminários, audiências e atos públicos, com o objetivo de demonstrar os fundamentos técnicos em favor da PEC. 
3. Em segundo lugar, soa estranho que se chame de açodada a aprovação de um projeto de emenda constitucional que tramita há 11 (onze) anos e 7 (sete) meses no Congresso Nacional, em procedimento público, que contou com amplos e aprofundados debates, seja nas comissões, seja nos plenários do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. 
4. Em terceiro lugar, é inverídico afirmar que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não teve conhecimento ou oportunidade de apreciar a PEC 544/2002. Em julgamento realizado na 98ª sessão ordinária, no dia 09/02/2010, nos autos do processo nº 0200511-29.2009.2.00.0000, acolhendo, por maioria, proposta do então Conselheiro Leomar Barros, o CNJ deliberou pela emissão de uma nota técnica em favor da criação dos novos tribunais federais. 
5. A expansão e a descentralização do 2º grau da Justiça Federal, com a criação de novos tribunais, é uma necessidade premente, uma vez que o número de juízes federais na 1ª Instância cresceu 668% (seiscentos e sessenta e oito por cento) entre 1987 e 2013, passando de 277 (duzentos e setenta e sete) para 2.129 (dois mil cento e vinte e nove), enquanto o número de integrantes do 2º grau, entre 1989 a 2012, cresceu somente 89% (oitenta e nove por cento), passando de 74 (setenta e quatro) desembargadores para 139 (cento e trinta e nove). 
6. Segundo dados do “Justiça em Números” do CNJ, edição 2012, a Justiça Federal é o menor dos ramos do Poder Judiciário nacional, com a mais elevada relação entre o número de magistrados de 1ª e 2ª graus. 
7. Ainda segundo o “Justiça em Números 2012”, os desembargadores da Justiça Federal estão submetidos a uma carga individual de trabalho excessiva, muito superior à dos seus colegas das Justiças do Trabalho e Estadual. 
8. A combinação de um reduzido número de tribunais e desembargadores com a elevada demanda processual faz do 2º grau da Justiça Federal o mais congestionado dos ramos do Poder Judiciário, como constatou o “Justiça em Números 2012”, conforme se vê do gráfico ao lado. 
9. É totalmente incorreta a afirmação de que os novos tribunais vão custar R$ 8 bilhões aos cofres públicos. Segundo dados da Lei Orçamentária de 2013, todo o orçamento da Justiça Federal, incluindo 1º e 2º graus, é de R$ 7,8 bilhões. O 1º grau, que não será ampliado, consome 78,6% desse orçamento, e o 2º grau, que será parcialmente ampliado, 21,4%. Como se vê, os custos serão bem inferiores aos erroneamente alardeados por Sua Excelência. 
10. Acerca dos custos, ainda é importante destacar que o Conselho da Justiça Federal (CJF), órgão responsável pela supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal, concluiu, a partir de estudos técnicos (Ofício nº 2012/01822), que a criação dos tribunais proposta por meio da PEC 544/2002 está em conformidade, do ponto de vista orçamentário e financeiro, com os limites da lei de responsabilidade fiscal. 
11. Por fim, insinuar que uma associação de classe iludiu o Congresso Nacional é desmerecer e diminuir a capacidade técnica e política do parlamento brasileiro, que possui quadros experientes que jamais se submeteriam a artimanhas dessa natureza. 
12. Os esclarecimentos acima resgatam a discussão técnica e republicana que orientou a aprovação da PEC 544/2012, demonstrando a total inconsistência das informações e adjetivações ofensivas veiculadas pelo ministro Joaquim Barbosa. 
Brasília, 9 de abril de 2013, 
NINO OLIVEIRA TOLDO Presidente da Ajufe http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98445/Pede-para-sair-Joaquim.htm

2 horas atrás

Lula precisa ir para a cadeia diz o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mas o mundo diz não.

por Blog Justiceira de Esquerda
 
No APOSENTADO INVOCADO Bono sugere a Lula um “Bolsa Família planetário”  
Durante encontro nesta tarde, em Londres, o líder da banda U2 propôs ao ex-presidente que juntassem os esforços do Instituto Lula e da ONG criada e dirigida por ele, ONE, para atuar contra a fome e a miséria no mundo; segundo o músico irlandês, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela se retirou da política, Lula converteu-se no grande interlocutor mundial dos pobres, “a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário” 
9 de Abril de 2013
O músico irlandês Bono Vox é claramente um admirador dos programas sociais brasileiros em combate à fome e a miséria. Num encontro na tarde desta terça-feira com o ex-presidente Lula, o líder da banda U2 chegou a sugerir que os dois reunissem seus esforços com o mesmo objetivo. Ele também tem suas experiências na área, com a criação de uma ONG que atua em países africanos. “Vamos fazer isso juntos”, disse ele ao petista. Não é a primeira vez que Bono fala do assunto com Lula. Em 2006, ele manifestou seu interesse no ex-presidente ao doar uma guitarra para o programa Fome Zero. Em 2011, pediu um encontro com o ex-presidente, com quem se reuniu em São Paulo e propôs, à época, que as experiências brasileiras fossem difundidas na África. O músico também manifestou interesse em trabalhar em conjunto com o Instituto Lula, que ainda não havia sido criado. Talvez agora tenha chegado o momento de as ações serem colocadas em prática. Os dois ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já confirmaram que estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014, em São Paulo. Leia abaixo a notícia sobre a reunião publicada no site do Instituto Lula: O que era para ser um reencontro de dois amigos acabou se transformando em uma produtiva reunião de trabalho. Na tarde desta terça-feira (9), em Londres, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o músico irlandês Bono, líder da banda U2, conversaram durante uma hora e falaram sobre o programa Bolsa Família, segurança alimentar, fome na África e, claro, futebol, paixão de ambos. A pedido do roqueiro e ativista social, Lula resumiu os programas de inclusão social realizados no Brasil durante seu governo e que permitiram que fossem retirados do estado de miséria absoluta mais de 30 milhões de pessoas. De lápis na mão, o ex-presidente fez para Bono um cálculo estarrecedor: “Some os 9,5 trilhões de dólares gastos para salvar bancos norte-americanos e europeus, depois da crise de 2008, mais os 1,7 trilhões de dólares despejados pelos EUA na guerra do Iraque, e você terá mais de US$ 11 trilhões. Isso significa que os recursos jogados na farra dos bancos e na invasão do Iraque seriam suficientes para montar um mega-programa Bolsa Família que atenderia a todos os pobres do mundo durante 150 anos”. Para Bono, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, com problemas de saúde, retirou-se da política, Lula converteu-se naturalmente no grande interlocutor mundial dos pobres: “Lula, você é o único interlocutor capaz de falar com capitalistas e socialistas, com dirigentes dos países ricos e com as lideranças do Terceiro Mundo”. O músico propôs somar os esforços do Instituto Lula e da organização não-governamental ONE, criada e dirigida por Bono para difundir e estimular, em países africanos, programas contra a fome e a miséria. Ele revelou também que, com o apoio de Bill Gates e do investidor George Soros, a ONE vem implantando na Tanzânia um projeto de produção de alimentos na savana inspirado no trabalho da brasileira Embrapa em Gana. Ao final do encontro, Bono fez um desafio ao ex-presidente do Brasil: “Você é hoje a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário, que atenda a todos os pobres do mundo! Vamos, eu me junto a você e fazemos isso juntos!” Lula e Bono ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já bateram o martelo: os dois estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014. APOSENTADO INVOCADO: Lula precisa ir para a cadeia diz o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mas o mundo diz não.
3 horas atrás

Presidenta DILMA. está na hora do Marco Regulatório!

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 

Assassinato de reputação: Erenice Guerra foi inocentada. Com a palavra a Folha e a Veja. No Obroguero by bloglimpinhoecheiroso  Altamiro Borges em seu blog Numa notinha de 2.158 toques, a Folha noticia hoje [6/4] que a ex-ministra Erenice Guerra foi inocentada no inquérito que apurou seu envolvimento num suposto esquema de tráfico da influência na Casa Civil.  
O caso foi arquivado pela Justiça Federal por absoluta falta de provas e a sentença do juiz Vallisney de Souza Oliveira teve o apoio do Ministério Público e a PF, que acompanharam o processo aberto há um ano e sete meses. Em síntese: tratou-se de mais um assassinato de reputação patrocinado pela mídia! 
A própria Folha confirma seu ato irresponsável e criminoso. “Erenice perdeu o cargo de ministra da Casa Civil em 2010, em meio à disputa presidencial.  
A queda ocorreu no dia em que a Folha revelou que ela recebeu um empresário e o orientou a contratar a consultoria de seu filho para conseguir um empréstimo no BNDES”. O tal “empresário” era Rubnei Quícoli, um notório vigarista que o jornal utilizou como fonte de suas acusações levianas para fabricar um mais um escândalo político.

As razões políticas do escândalo fabricado

O escândalo não teve apenas razões comerciais, não visou aumentar as vendas com base em matérias sensacionalistas. Ele teve conotação política. Visou interferir diretamente nas eleições presidenciais de 2010. Erenice era considerada o braço direito da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ocupou a pasta quando esta deixou o posto para disputar a sucessão. A mesma Folha se jacta, na maior caradura, que “o escândalo tirou votos de Dilma e acabou contribuindo para levar a eleição ao segundo turno”. Além da Folha, a revista Veja fez da denúncia leviana uma corrosiva peça de campanha eleitoral. Num gesto criminoso, ela obrou a capa terrorista com o título “Caraca, que dinheiro é esse”. A “reporcagem” dizia que pacotes de até R$200 mil teriam sido entregues no interior da Casa Civil, então comandada por Erenice Guerra. Tudo a partir de denúncias em off, de fontes anônimas. A revista não apresentou qualquer prova concreta e, na sequência, também se gabou da degola da ex-ministra. Um crime! 

Agora, Erenice foi inocentada pela Justiça. E como ficam os assassinos de reputações da Folha e da Veja?

Nota à imprensa da Procuradoria da República do DF sobre o arquivamento do caso Erenice Guerra A Procuradoria da República no Distrito Federal, por meio da procuradora da República Luciana Marcelino, responsável pelo inquérito que apurou as notícias de suposta corrupção e tráfico de influência na Casa Civil durante a gestão da ex-ministra Erenice Guerra, esclarece o seguinte: 1 – A promoção de arquivamento do inquérito baseou-se nos elementos colhidos durante a investigação, a qual não alcançou indícios suficientes de autoria e materialidade de crime por parte dos envolvidos. 2 – A compreensão do Ministério Público Federal não se contrapõe às conclusões do relatório da autoridade policial, já que a Polícia Federal tampouco indiciou qualquer dos investigados. 3 – A propósito, muito embora alguns dos fatos noticiados hajam sido demonstrados, a análise do inquérito policial, como não poderia deixar de ser, restringiu-se ao enfoque criminal, que não resultou no oferecimento de denúncia apenas porque não chegaram a ser apuradas provas mínimas de crime, sem prejuízo, em tese, de responsabilidade em outras esferas jurídicas, que não a persecução penal. 4 – O Poder Judiciário poderia ter rejeitado a promoção de arquivamento apresentado pelo MPF, como prevê o artigo 28 do Código do Processo Penal, quando, então, os autos seriam encaminhados à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF para nova análise. 5 – Com o objetivo de dar transparência a todos os argumentos que fundamentaram a promoção de arquivamento pelo Ministério Público Federal neste caso, foi requerido à Justiça Federal nesta segunda-feira, 30 de julho, o levantamento do sigilo da manifestação do MPF em sua íntegra. 6 – Foi informado aos meios de comunicação que entraram em contato com a Procuradoria da República no Distrito Federal que a procuradora da República titular do caso estava no gozo de férias regularmente deferidas, tendo retomado suas atividades na presente data.” Assessoria de Comunicação Procuradoria da República no Distrito Federal http://www.obroguero.com/2013/04/presidenta-dilma-esta-na-hora-do-marco.html

4 horas atrás

ALVO DO PT, BERNARDO FAZ SUA PRÓPRIA LEI DE MEIOS

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Criticado no Partido dos Trabalhadores por não abraçar a proposta de regulação dos meios de comunicação, o ministro Paulo Bernardo adota medidas que podem ser ainda mais letais para a mídia impressa; afinal, com internet rápida e smartphones baratos, quem precisa de jornais em papel?; segundo o ministro, que participou de audiência no Senado, “a desoneração vai ser muito rápida, porque valerá para o consumidor, lá na ponta”; governo zerou alíquotas de PIS e Cofins e economia dos aparelhos chegará a 30% em comparação com os importados 
9 DE ABRIL DE 2013  
247 – O ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, está na mira do PT. Tudo porque não seguiu a recomendação da Executiva Nacional do partido e engavetou um projeto de Lei de Meios preparado pelo ex-ministro Franklin Martins. No entanto, Bernardo tem lançado medidas que poderão ser mais letais para a mídia impressa do que uma Lei de Meios. Hoje, por exemplo, ele anunciou a eliminação de todos os impostos incidentes em smartphones até R$ 1,5 mil. Outra bandeira é a expansão da banda larga. Na visão de mundo de Bernardo, essa combinação de internet rápida e aparelhos mais baratos contribuirá mais para a democratização da informação do que uma Lei de Meios. 
Leia, abaixo, noticiário da Agência Brasil sobre a desoneração dos smartphones: 
Agência Brasil – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou, na manhã desta terça-feira, que a desoneração do governo a smartphones fabricados no Brasil terá efeito imediato ao consumidor. “Essa desoneração vai ser muito rápida, porque valerá para o consumidor, lá na ponta”, disse ele, durante audiência pública no Senado. 
Os aparelhos vão ficar até 30% mais baratos do que os importados, segundo o Ministério das Comunicações. O Decreto nº 7.981, publicado na edição desta terça-feira 9 do Diário Oficial da União, desonera esses equipamentos da cobrança de PIS/Pasep e Cofins, com uma renúncia de até R$ 500 milhões ao ano, de acordo com informações do ministério. 
De acordo com o decreto, terão direito à desoneração os celulares com internet em alta velocidade do tipo smartphone com valores até R$ 1.500. O decreto prevê que um ato do Ministério das Comunicações definirá as características técnicas que o celular deverá ter para ser considerado um smartphone com internet em alta velocidade e consequentemente ser desonerado. 
Segundo o ministério, entre as características técnicas necessárias do celular, que deverão constar do ato, estão o wi-fi, aplicativo de navegação e de correio eletrônico, sistema operacional que disponibilize kit de desenvolvimento por terceiros, tela igual ou superior a 18 centímetros quadrados e aplicativos desenvolvidos no país, inclusive por terceiros. Adicionalmente, o Ministério das Comunicações poderá em seu ato estabelecer valores inferiores ao previsto no decreto, a depender dos requisitos técnicos estabelecidos. 
O Ministério das Comunicações informou ainda que assinou termo de compromisso com a Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e com os fabricantes de celulares para que a redução de impostos decorrente da inclusão dos aparelhos na Lei do Bem seja integralmente repassada aos consumidores. A desoneração de PIS/Cofins é dada na etapa de venda ao consumidor. 
De acordo com o ministério, está prevista a formação do Comitê de Aplicativos Móveis, formado por representantes do governo, operadoras e fabricantes. O objetivo é estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de aplicativos no país e definir como podem ser usados nos smartphones beneficiados pela desoneração. 
Segundo o ministério, a linha básica é desenvolver aplicativos focados nas necessidades brasileiras e não apenas traduções de aplicativos de sucesso desenvolvidos em outros países. Outro benefício esperado com a desoneração é incentivar a disponibilidade de aparelhos com tecnologia de quarta geração (4G) no padrão brasileiro, resultado do leilão realizado em junho de 2012. Hoje existem apenas três modelos com 4G no mercado brasileiro. 
Hoje os smartphones representam aproximadamente 27% do total de celulares vendidos no Brasil e a expectativa é chegar a 50% do total em 2014, ou cerca de 30 milhões, de acordo com informações do ministério.http://www.brasil247.com/pt/247/economia/98416/Alvo-do-PT-Bernardo-faz-sua-pr%C3%B3pria-Lei-de-Meios.htm

5 horas atrás

O Brasil que a ditadura nos roubou

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Blog do Mario

Revolta. Tristeza. Náusea. É o mínimo que se pode dizer da sensação que causa no espectador o documentário  O Dia Que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares, em cartaz nos cinemas brasileiros. Revolta e tristeza por constatar que, com o golpe, nos roubaram um projeto de país, um futuro. Náusea por conhecer mais a fundo o papel que os Estados Unidos tiveram na derrubada de João Goulart, muito além da teoria da conspiração e da paranóia. Camilo é filho do jornalista Flávio Tavares, um dos presos trocados pelo embaixador norte-americano Charles Elbrick, sequestrado pelos guerrilheiros da ALN (Ação Libertadora Nacional) e MR-8 em 1969. Sua principal façanha como diretor foi a obtenção de documentos e áudios inéditos que comprovam a participação ativa dos EUA no golpe militar durante o governo John Kennedy e, depois de seu assassinato, com Lyndon Johnson no poder. Particularmente nauseante é a intervenção do embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, e seu cinismo ao reconhecer oficialmente o governo militar no dia seguinte ao golpe. Além de tramar, espionar e conspirar para derrubar o presidente de outro país, algo inadmissível para um “diplomata”, Gordon é o responsável pela crença, disseminada até hoje pelas carpideiras da ditadura, de que Jango pretendia transformar o Brasil em Cuba, em um país comunista. Uma mentira histórica tão absurda quanto chamar os guerrilheiros de “terroristas”, como insiste a direita fascista brasileira, incapaz de discernir terrorismo de Estado de reação cívica à ditadura. Propositalmente, para enganar jovens com pouca leitura e desinteressados em conhecer a verdade. A certa altura do documentário, o líder do PTB então, deputado Bocayuva Cunha, esclarece com todas as letras: “Revolução comunista só existe na cabeça e na estupidez de certa elite brasileira”. O que Jango queria era transformar o País, e tinha apoio popular para isso. Suas reformas de base incluíam a reforma bancária, fiscal, administrativa, educacional e agrária. Jango defendia ainda medidas nacionalistas, que desataram a ira dos EUA, histéricos por proteger os lucrativos negócios de suas empresas no Brasil. A intenção de realizar uma profunda reforma agrária, por sua vez, descontentou os grandes donos de terras. Os mesmos ruralistas que hoje em dia volta e meia se associam aos líderes evangélicos no Congresso em defesa de bandeiras arcaicas e anti-democráticas. Gentalha da pior espécie. O que seria do Brasil se Jango pudesse ter feito suas reformas de base? Se, já naquela época, a questão da terra tivesse sido resolvida, com o fim dos latifúndios? Se a educação tivesse dado um salto qualitativo? Seríamos a republiqueta de bananas em que o golpe nos transformou durante 21 anos, a mais longa ditadura militar da América Latina? Teríamos os problemas educacionais e de terra que ainda temos hoje? Nosso povo continuaria a ser manipulado por políticos, religiosos pilantras e pela mídia apenas por não ter estudado como deveria? Nosso ensino público teria sido sucateado para que gerações inteiras fossem impedidas de pensar? Na sessão em que estive, o filme de Camilo Tavares foi aplaudido ao final. Merece mesmo aplausos. E lágrimas. E raiva. E saudade do que não fomos. Vá e leve seus filhos. http://mariolobato.blogspot.com.br/2013/04/o-brasil-que-ditadura-nos-roubou.html

6 horas atrás

A imprensa, a inflação e uma comparação entre a era FHC e o governo do PT

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Zé Dirceu 
A Folha de S.Paulo caprichou hoje. Além de dedicar quase uma página inteira, com chamada de capa, para a importação de tomate da China, publicou abaixo desta uma reportagem na qual analistas já veem inflação acima de 6%. Mas a matéria diz o contrário disso. 
Comecemos pela reportagem do tomate. O texto associa a importação de tomates para molhos e ketchups à escassez desse item no mercado brasileiro. Foram US$ 13,8 milhões no primeiro bimestre, sendo 42% dos tomates vindos da China.   Mas notem que o analista consultado pelo jornal, João Paulo Deleo, pesquisador do Cepa (Centro de Estadudos Avançados em Economia Aplicada), diz que essas importações não têm a ver com a forte alta do tomate de mesa, vendido em feiras e supermercados. Porque o tomate para molhos e ketchup – cujo consumo cresce 16% ao ano – é de outro tipo, o rasteiro.   Esse tipo de tomate só começa a ser colhido em junho. E vejam o que a própria Folha constata: “Ao que tudo indica, a produção pode até crescer. Enquanto neste ano a área cultivada com tomate de mesa na safra de verão caiu 17%, houve pequeno aumento da área com tomate rasteiro, segundo Deleo, do Cepea”.   Preços 

Na matéria sobre projeção para a inflação, a Folha diz que analistas já estimam alta acima de 6% no ano. Mas o jornal admite que “a maioria dos cerca de cem analistas consultados semanalmente pelo BC, entretanto, tem estimativa menor. As projeções de inflação de 2013 registraram leve recuo na semana passada, de 5,71% para 5,70%”. O contrário do que diz o título, portanto. 

E a Folha ainda vai além: em artigo na mesma página, o consultor Sérgio Vale escreve uma catilinária pessimista: “Está ficando cada vez mais difícil crescer durantes este governo”. O artigo tem as velhas críticas de sempre, repetidas pelos tucanos e de quem tem saudade dos tempos em que era muito mais fácil ganhar dinheiro com juros altos e sem produzir nada. 
E assim caminha a nossa imprensa… 
ImageComparações 
Para refrescar a memória dos tucanos, Folha e companhia, vamos fazer novamente uma comparação entre a era FHC e o governo do PT no que se refere à inflação. Vejam abaixo alguns gráficos: 
Primeiro, um recorte da série histórica do IBGE com os dados da inflação oficial, o IPCA. De 1995 a 2002, foram os anos FHC. De lá para cá, o governo do PT:    Agora, uma tabela mostrando a herança inflacionária deixada por FHC e como ela foi trabalhada no início do governo Lula. A tabela mostra o IPCA, o acumulado do governo e a média do governo, nesta ordem. Estão expostos os três primeiros anos do governo Lula Para ver a tabela no endereço original, clique aqui 

Image 

Leia também: Benjamin Steinbruch: patrulha da ortodoxia na ofensiva contra Dilma http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=17870&Itemid=2

6 horas atrás

A mentira é uma característica marcante da ‘elite’ e de sua porta-voz a imprensa brasileira. … ….a verdade está a um clique na internet…

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 
 
 

 No  Aposentadoinvocado

 

A mentira é uma característica marcante da ‘elite’ e de sua porta-voz a imprensa brasileira. Passamos centenas de anos vendo, lendo e ouvindo que os juros no Brasil eram altos e que impedia o progresso do país, o ex-vice-presidente José Alencar era ouvido todo santo dia pedindo a derrubada dos juros. Agora, pedem o aumento dos juros para derrubar a inflação que está em torno de 6% e que era acima de 12% quando os juros eram altos. Haja paciência!

Essa gente da ‘elite’ precisa entender que a verdade está a um clique na internet, o povo brasileiro a acessa diuturnamente e, pior, na própria revista Veja. Revista que aproveitou para falar mal do PT, sabedora de sua derrota nas eleições de 2002 e acabou quebrando a cara.

Inflação em 2002 ultrapassou a meta acertada com o FMI

 Agência Brasil – ABr)

Rio, 10/1/2003 (Agência Brasil – ABr) – A inflação no ano passado (12,53%) ultrapassou a meta acertada pelo Governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 11%. Em 2002, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou bem acima dos 7,67% registrados em 2001. Essa foi a maior taxa desde 1995, quando o índice chegou a 22,41%. A alta mensal mais expressiva, em 2002, ocorreu em novembro, quando o índice atingiu 3,02%, em razão do aumento dos preços dos alimentos (5,85%) e da gasolina (10,53%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa acumulada no ano refletiu, basicamente, o repasse da alta do dólar sobre os preços ao consumidor. Dentre os grupos, Alimentação e Bebidas, com 19,47%, foi o que apresentou a maior variação, seguido de Habitação (12,97%), Artigos de Residência (12,97%), Comunicação (11,27%), Saúde e Cuidados Pessoas (10,19%), Transportes (9,97%), Vestuário (8,81%), Educação (8,45%) e Despesas Pessoais (8,36%).  No ano passado, o maior índice regional, pesquisado pelo IBGE, foi registrado em Brasília (14,79%), seguindo-se Recife (14,26%), Fortaleza (14,21%), Belém (14,15%), Salvador (14,12%), Goiânia (13,56%), Porto Alegre (13,15%), Rio de Janeiro (12,89%), Curitiba (12,66%), Belo Horizonte (11,58%) e São Paulo (11,36%). Em dezembro, a inflação medida pelo IPCA foi de 2,10%, 0,92 ponto percentual abaixo dos 3,02% de novembro. Apesar dos aumentos ainda expressivos, os preços dos alimentos desaceleraram o ritmo de crescimento, devido à menor influência do dólar. A alta do mês foi de 3,91%, abaixo dos 5,85% de novembro. Produtos cujos insumos são cotados no mercado internacional tiveram significativa redução nas taxas. É o caso do açúcar refinado (de 49,60% para 8,43%) e cristal (de 33,55% para 2,50%), pão francês (de 7,23% para 1,32%) e farinha de trigo (de 15,17% para 2,06%). Também apresentaram redução, as variações de preços da gasolina (de 10,53% para 1,28%), álcool (de 26,35% para 2,96%) e óleo diesel (de 14,63% para 8,01%), além do gás de cozinha (de 12,43% para 6,77%). Já as principais pressões de alta vieram dos remédios (5,86%), item com maior contribuição no mês (0,22 ponto percentual) e cigarro (10,57%). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é calculado pelo IBGE e refere-se às famílias com rendimento entre um e 40 salários-mínimos, abrangendo nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e de Brasília. Em dezembro, foram comparados preços coletados entre 27 de novembro e 26 de dezembro (referência) com preços vigentes no período de 29 de outubro a 26 de novembro (base). 

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Não foi por acaso que os brasileiros, num tempo não muito distante, escolheram como símbolo da inflação uma figura mitológica, o dragão. Esse é justamente um de seus truques mais tinhosos: fingir que não existe. Quando se percebe, a inflação já está instalada no país. O que parecia um animal de contos de fadas de repente está solto pelas ruas queimando dinheiro de verdade, destruindo riqueza e produzindo tensões e caos social. Pois o truque da invisibilidade inflacionária foi usado de novo no Brasil, quase uma década depois de o bicho ter suas garras arrancadas e de ter sido acorrentado no porão pelo Plano Real. A inflação mal foi assunto nos infindáveis programas de televisão da última campanha eleitoral para a Presidência da República. Ela apareceu descrita apenas como um perigo distante nos programas de governo dos candidatos derrotados e do vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva. Pois neste fim de ano os brasileiros descobrem assustados que a inflação voltou a ser sua maior preocupação. Os sinais de alerta são claros e facilmente percebidos por uma população que sofreu com a carestia como nenhuma outra nas últimas décadas. Os preços dos produtos nos supermercados, padarias, lojas e postos de gasolina de todo o país, medidos pelo chamado índice nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA), subiram como que impulsionados por um foguete. O IPCA de 2002, segundo avaliação de uma centena de instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central, pode chegar a 10%. “No fim do ano, o índice deve bater em 11%. A inflação de dois dígitos é um fato consumado”, diz Luiz Roberto Cunha, economista e membro do conselho consultivo do IBGE para o IPCA. Por outro índice, que mede compras e vendas no atacado, a inflação deste ano bateu em 20%. E há previsão de crescimento no ano que vem. 
Inflação anual de dois dígitos é algo que não se via no Brasil havia mais de seis anos. Esse é um marco que não pode passar sem que se acione um alerta vermelho diante dos olhos das autoridades. Como os gigantes, que também nascem pequenos, o dragão da inflação, especialmente o da espécie brasileira, sai do ovo cuspindo um foguinho brando e com uma carinha inocente. Logo, porém, ele se transforma num monstro incontrolável. Por essa razão, alertam todos os economistas ouvidos por VEJA, o ano de 2003 tem de ser dominado pela luta prioritária para deter o crescimento do animal inflacionário. “As pessoas não dizem abertamente, porque isso é constrangedor, mas o mercado está apostando numa disparada inflacionária em 2003. O desafio do novo governo é reverter o mais rapidamente essa expectativa”, diz Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central. 

L.C. Leite/AE
O movimento nos shopping centers aumenta com a proximidade do Natal: consumidores impressionados com os preços

Os especialistas lembram que os índices com impactos futuros mais significativos já estão apontando para a disparada inflacionária. O mais importante deles é o índice geral de preços do mercado (IGP-M). Esse índice mede principalmente os preços praticados nas transações no atacado entre empresas e fornecedores. Tem-se como certo que, quando o IGP-M fica muito inchado, ele acaba contaminando o IPCA, o índice que mede os preços nos supermercados. Isso significa que as empresas tendem a repassar seus custos para baixo, para as prateleiras, de modo que o consumidor arque com parte deles. Pois bem, no cálculo dos pessimistas, as projeções do IGP-M para o fim de 2003 chegam a assustadores 30%. Muitos economistas trabalham com a idéia de que atingirão os 25% no Natal do primeiro ano do governo Lula. No último Natal do governo Fernando Henrique Cardoso, o IGP-M não ficará abaixo de 20%, seu valor acumulado até a semana passada. 
“A inflação brasileira superou neste mês aquele patamar mágico e cobiçado em que seu valor, de tão baixo, nem entra no cálculo das transações”, diz Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda do governo Sarney, que conviveu com uma inflação de quase 2.000% ao ano. Mailson faz referência à famosa definição de inflação baixa feita por Alan Greenspan, presidente do Fed, o banco central americano. Segundo Greenspan, a inflação é tolerável até o ponto em que as pessoas não a percebem nem a levam em consideração na hora de fazer as compras ou fechar negócios. A partir daí, quando ela começa a ser lembrada, pode-se saber que entrou num patamar preocupante. Isso acaba de acontecer no Brasil. 

Paulo Pinto/AE
Os vilões da alta dos preços: os óleos de cozinha estão entre os itens que mais encareceram

Os dois dígitos do IPCA sinalizam perigo. Eles causam tanto temor quanto o primeiro gole de um alcoólatra depois de anos de abstinência. Em países como o Brasil, com memória inflacionária, esses sinais têm de ser levados muito a sério. As estatísticas mundiais mostram que os países que mais freqüentemente são castigados por surtos inflacionários são justamente aqueles que já sofreram com o problema da perda de valor da moeda no passado. Para quem já se esqueceu, nunca é demais lembrar que inflação significa tragédia e que, uma vez instalada, ela não recua facilmente. Depois de três décadas de esbórnia inflacionária, o Brasil tentou debelá-la com oito planos econômicos. A moeda nacional mudou de nome cinco vezes. Antes do Plano Real, todos os demais fracassaram, humilharam seus autores intelectuais e enterraram os presidentes do período no pântano da impopularidade. Por isso, a vitória do Real contra a inflação é tão valiosa. É preciosa porque foi um evento raríssimo na história da economia moderna. “A trágica história da inflação no Brasil nos lembra que não podemos arriscar nada nessa área”, diz Eustáquio Reis, diretor de estudos macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 
Inflação tem diversas definições teóricas. A mais explicativa delas é a de que a química do fenômeno ocorre no bolso dos cidadãos. O processo inflacionário é, em suma, a corrosão do poder de compra do dinheiro. Seu efeito imediato é a concentração da renda nas mãos dos ricos e nos cofres do governo. Esse processo chamado de “imposto inflacionário” funciona contra o interesse dos mais pobres da sociedade, que não têm mecanismos para se defender da corrosão monetária. A inflação acaba também com os ganhos de produtividade das empresas, ao obrigá-las a montar departamentos inteiros para monitorá-la e estudar saídas para escapar de seus efeitos. O foco das companhias sai da produção para a ciranda financeira. Ganha-se mais especulando com inflação alta que produzindo aço, fazendo roupas ou enlatando óleo. A especulação tem até uma justificativa moral. As empresas se entregam a ela para se proteger da imprevisibilidade da economia. Muitas perdem o interesse em ampliar seus negócios. Para citar apenas um exemplo, fica-se com o cancelamento de um investimento de 220 milhões de dólares no Brasil anunciado pela Shell em 1993. A empresa anglo-holandesa suspendeu a construção de três refinarias que criariam mais de 1.000 empregos diretos alegando falta de confiança no futuro do país. A inflação em 1993 era de 30% ao mês. 

A Alemanha na década de 20: hiperinflação e desespero

Quando se analisa o que os economistas chamam de “média móvel”, ou seja, o comportamento da inflação em doze meses, não necessariamente de janeiro a dezembro, a indicação clara é a de que para o próximo ano a economia já carrega uma taxa de inflação em torno de 10%. Isso significa que, mesmo que o próximo governo faça tudo certo no começo, a inflação provavelmente não cederá do patamar dos dois dígitos. “A situação atual indica que um erro crasso de condução da política econômica pode trazer a inflação desastrosa de volta”, diz Mailson da Nóbrega. Pelo que revela a história da inflação nas economias modernas, existe um ponto de aceleração que poderia ser denominado trampolim da inflação. Esse ponto se situa em torno dos 20% de inflação anual. “A experiência mostra que quando os índices se aproximam desse valor a pressão social pela indexação é quase invencível”, lembra Mailson. Guarde na memória esse termo: indexação. Indexação é a correção legal automática de todos os preços, inclusive os salários. Esse movimento oferece uma proteção aparente contra a inflação, pois logo se transforma em combustível para a subida de preços. Não é preciso dizer que nunca os salários conseguem subir na mesma velocidade que os preços. 
O cenário futuro depende fundamentalmente do que o próximo governo fizer. Pelo que vêm dizendo os novos dirigentes da economia e da política no governo petista, o combate à inflação será prioritário. “A melhor inflação é a menor inflação possível”, diz Aloizio Mercadante, senador eleito pelo PT de São Paulo. “Não vamos trabalhar com a idéia de que poderemos fazer frente a despesas usando recursos inflacionários”, afirmou o deputado federal José Dirceu, um dos íntimos colaboradores de Lula. “O padrão de inflação considerado desejável pelo novo governo é aquele que não dá margem à demanda por reindexação e que garante o cumprimento de todos os contratos pré-fixados anteriormente”, diz Antônio Palocci, o provável ministro da Fazenda do governo Lula. No discurso estão afiados e afinados. Isso é um ótimo sinal. Mas é sempre bom lembrar que o combate à inflação exige que o governo tome medidas fiscais austeras e, pelo menos no primeiro momento, impopulares. A tradução prática desse discurso é aumentar ainda mais os juros. 
Por mais assustador que pareça para o Brasil, o atual campeão mundial de juros altos, a receita mais segura para conter a inflação são mais juros. “Não existe outra receita provada para debelar surtos inflacionários”, diz Maílson. Interessante, notam os economistas, é o fato de que muitas vezes, para que a inflação permaneça domada, basta que o governo firme uma reputação de agir com rigor assim que o dragão venha a colocar a cabeça para fora do ovo. “Quando o mercado sabe que um banco central não tolera inflação, ele sempre espera índices inflacionários decrescentes. Essa expectativa de queda às vezes basta para quebrar a espinha dorsal da inflação”, diz Roberto Padovani, economista da Consultoria Tendências. 
Fora da receita clássica de bater duro com o aço dos juros bem no topo da cabeça do dragão, existem muitos descaminhos possíveis que podem fazer desembestar a inflação. O mais temido é a tentação inflacionária. A inflação pode ser muito tentadora para governos com dificuldades de fechar as contas públicas por três razões principais. A primeira delas é que as receitas federais, impostos e contribuições, estão indexadas aos índices inflacionários. Assim, se a previsão de receita de um ano era de 100 bilhões de reais, caso a inflação chegue a 10% ela passa automaticamente para 110 bilhões. Uma multiplicação indolor, sem que seja preciso cortar gastos nem contrariar interesses. A segunda razão é que uma parcela considerável das despesas pode ser paga só depois de seu valor ter sido corroído pela inflação. São as despesas de custeio, de investimento e principalmente a folha de pagamento do funcionalismo público, que responde por quase 30% dos gastos federais. A terceira razão é o impacto positivo sobre a dívida pública. Ela se deprecia fortemente porque os juros reais pagos pelo governo acabam sendo bem menores que os contratados. Juro real é calculado subtraindo dos juros nominais o valor da inflação. “Um governo em apuros pode ser tentado a aceitar um pouco de inflação. Isso traz alívio aparente”, afirma Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. “No Brasil, isso equivale a riscar um fósforo na cozinha para verificar se o gás está vazando.” 
Muita gente vem se perguntando como o Brasil chegou ao ponto de colocar a perder a grande conquista da estabilidade dos anos FHC. O economista José Julio Senna divide a escalada da inflação em etapas. Na primeira, os índices foram afetados principalmente pelo dólar beirando os 4 reais e pela subida da cotação dos produtos agrícolas no mercado internacional. Quando o açúcar ou a soja sobem na Bolsa de Chicago, o preço sobe no portão da fazenda ou da usina no Brasil. Na segunda etapa, entraram em cena as incertezas da campanha eleitoral, que, justificadamente ou não, criaram a expectativa de inflação futura alta. Em terceiro lugar, houve a contaminação da alta de preços de produtos cuja produção e venda nada têm a ver com custos em dólares ou preços internacionais. Uma quarta etapa seria, na opinião de outros economistas, o comportamento contido do Banco Central, que não sinalizou com a firmeza necessária sua decisão de conter a inflação dentro da meta de 6,5% acertada com o FMI. “O futuro governo tem de anunciar logo uma meta e procurar cumpri-la. Caso contrário, vai jogar as expectativas inflacionárias para o alto”, diz o economista Sérgio Werlang, diretor do Banco Itaú. 

Nas últimas semanas, os empresários da indústria e do comércio de vários ramos estão metidos numa guerra de nervos por causa da inflação alta. Os da indústria pedem prazos mais longos e menos reajustes a seus fornecedores de matéria-prima. Com o preço dos insumos nas alturas, produzir carros, alimentos ou roupas virou uma atividade de altíssimo custo. Na outra ponta, o varejo resiste em aceitar os aumentos, alegando que o consumidor não quer nem ouvir falar em mais reajustes. O melhor retrato disso é a recente briga entre os gigantes da indústria e as grandes redes de supermercados. O Grupo Pão de Açúcar, maior empregador direto do país, com 60.000 funcionários, iniciou uma polêmica com parte de seus 5.000 fornecedores ao anunciar que não estava disposto a repassar aumentos. Os executivos do grupo chegaram a ameaçar retirar das prateleiras algumas marcas que estariam apresentando altas consideradas abusivas. 
“Estamos comprimindo nossa margem de lucro. O problema é que o consumidor não aceita mais repasses”, disse Hugo Bethlem, diretor do grupo Pão de Açúcar. O óleo de soja, principal insumo para a fabricação de margarina, subiu 70% neste ano, mas a indústria só conseguiu repassar uma alta de 20% para o subproduto. “É claro que nós tivemos de absorver o resto do aumento”, declara José Estanislau do Amaral, diretor de assuntos corporativos da Unilever, a maior produtora de bens não-duráveis do país e principal fornecedora dos supermercados brasileiros. Na Unilever, 80% dos custos de produção sofreram com a desvalorização do real. No setor automobilístico, as discussões entre os departamentos de compras das montadoras e de seus fornecedores têm sido ferozes. Ao contrário de outros tempos, a alta dos preços não é provocada exclusivamente pelo aumento da demanda. No setor eletroeletrônico, a inflação veio acompanhada da diminuição das vendas, o pior cenário possível que, levado às últimas conseqüências, produz estagflação – a mistura intragável de preços altos e recessão. A situação a que se chegou não é cômoda mas pode ser revertida com a ação do novo governo. “Se o governo Lula souber dizer uma série de nãos, pode interromper o processo de escalada da inflação”, diz o cientista político Sérgio Abranches. Os brasileiros esperam que o novo presidente diga os nãos necessários e reverta o dragão da inflação a sua condição de mito. 

O caminho do céu…
 Estabilidade cambial – A projeção do mercado para dezembro de 2003 mostra o dólar valendo 3,60 reais, o mesmo patamar de hoje. 
 Queda nos preços dos alimentos – A safra recorde desse ano e o provável recuo das cotações internacionais dos produtos agrícolas vão ajudar. Os preços de soja, café, açúcar e milho subiram em média 60% e foram em grande parte responsáveis pela escalada da inflação em 2002. 
 Política econômica sólida – Se prevalecer a opinião de Antônio Palocci e José Dirceu, o PT vai combater a inflação logo nos primeiros dias de governo. Com manutenção de juros altos, se necessário, e controle de gastos.
 Supéravit comercial – O país deve fechar 2002 com superávit comercial de 12 bilhões de dólares, contra 2,6 bilhões em 2001. Para o ano que vem, espera-se superávit de 15 bilhões de dólares. 
 Cenário externo – A economia americana cresceu 4% no último trimestre e pode recuperar o vigor e o apetite para voltar a investir nos países emergentes.

…ou do inferno
 Política econômica incerta – O novo governo pode não conseguir fazer as reformas estruturais previdência, tributária e trabalhista. Isso traria desconfiança.
 Novos choques externos – A invasão americana ao Iraque pode levar a uma alta exagerada nos preços do petróleo. 
 Pressão cambial – O dólar pode não ceder e continuar pressionando os custos dos insumos dos produtos básicos.
 Pressão popular – Para contentar a população, o governo arrisca cair na armadilha de baixar artificialmente os juros.
 Intervencionismo – A história mostra que as tentativas de tabelar e controlar preços de cima para baixo só funcionam por algum tempo. Com medo de intervenções, indústria, comércio e prestadores de serviço reajustam seus preços preventivamente ou os retiram do mercado.
 Indexação – É a medida terminal. Preços e salários se metem numa corrida louca que se torna o mais poderoso combustível inflacionário.

TEMPOS DIFÍCEIS

Roberto Faustino/Ag. Folha
Rosa Gauditano
Marcos Rosa

Durante mais de três décadas, os brasileiros sofreram com a inflação e também com os planos criados para combatê-la: o congelamento de preços do Plano Cruzado causou desabastecimento. Em 1986 a inflação anual foi de 76%, mas no ano seguinte voltou com toda a força, atingindo 363%. As remarcações de preços eram quase diárias (acima, à esq.), o que provocava a perda do poder de compra dos salários. As empresas chegaram a ganhar mais com a especulação financeira do que produzindo. 
Com o Plano Real, o ritmo das remarcações diminuiu (acima, à dir.).

Com reportagem de Adriana Carvalho,
Denise Ramiro, Marcelo Carneiro e Roseli Loturco

http://aposentadoinvocado1.blogspot.com.br/

6 horas atrás

Parem de pisar no tomate!

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Altamiro Borges 
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania
De uns dias para cá, o tomate – bem como quem o planta – tornou-se o inimigo público número um. E os valentes da pátria levantaram-se para enfrentar o vilão escarlate. 
Definitivamente, pois, há que conhecer a nova ameaça. 
De origem latino-americana, primo das berinjelas, das pimentas e dos pimentões, rubro como convém à demonização, o tomate conquistou a humanidade há séculos e hoje é plantado e consumido nos quatro cantos da Terra. 
Quem poderia imaginar que um dia se tornaria o arauto da desgraça nacional… 
Aumentou uma vez e meia de preço, no Brasil. Estamos ou não estamos perdidos? 
O tomate é um perigo. Não se sabe, até hoje, se é fruta ou legume. Logo aparecerá algum radical de ultradireita acusando-o de ser gay. 
Esse perigo vermelho é o grande desafio à humanidade. Derrotado, implantar-se-á a paz mundial. 
Se o que escrevi até o parágrafo anterior lhe parece ridículo, saiba que em ridicularia não chega nem perto do noticiário 
Elevar o tomate à categoria de indicador econômico é deixar da cor dele qualquer um que tenha sido abençoado pela natureza com mais de dois neurônios. 
Mas, pensando bem, se os neoliberais criaram um índice “Big Mac”, por que o tomate não poderia se tornar mais um parâmetro do estado das economias? 
Ver o espetáculo circense que se tornou a alta sazonal de preço de um vegetal deve ter sido a verdadeira causa-mortis de Margareth Tatcher. Morreu de vergonha do ponto a que chegou a doutrina que vendeu ao mundo um dia. 
Contudo, se a fruta-legume de coloração sanguínea for o grande inimigo da pátria, estamos bem. 
Como por certo gastamos muito mais energia elétrica do que tomate, nosso problema é pequenininho. A redução de preço de uma compensou de monte a alta do outro. 
A carne também andou caindo. Ontem comprei um quilo de filé mignon por R$ 23,69. Chegou a custar quase R$ 50, mas preços sazonais sobem e caem. 
Aqui ou na Suíça. 
Mas preço baixo não levanta cruzadas de donos de restaurante ou donas-de-casa ou põe âncoras de telejornal de olhos vermelhos para falar de si. 
Tenho medo de explicar e ser xingado. Alguém pode achar que estou fazendo pouco de sua inteligência, mas não resisto a explicar que o nível de preço em que estão o tomate ou a carne decorre de um fenômeno chamado sazonalidade. 
Sazonalidade = produtos sujeitos a imprevistos maiores na produção que caem muito ou sobem muito de preço de acordo com a época do ano. 
Sim, claro, a inflação não está tão baixa. Mas tipificar a alta extraordinária – no sentido de fora dos padrões de altas de preço – do tomate como característica generalizada da economia não passa da mais legítima vigarice. 
Margareth Tatcher deve ter morrido de vergonha de como os seguidores de seus ideais se transformaram em verdadeiros picaretas. 
Pode-se não gostar de suas ideias, mas ela ao menos acreditava no que dizia. Ao contrário dos caluniadores do tomate. 
Aposto que, se tivesse proferido últimas palavras, Margareth teria dito aos barulhentos mascates do neoliberalismo de hoje em dia: “Parem de pisar no tomate, rapazes!” Altamiro Borges: Parem de pisar no tomate!
7 horas atrás

John Lennon, ao Pastor Marco Feliciano,

por Thietre
 
 Internautas usam uma imagem de John Lennon para protestar contra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. No Facebook, uma página do movimento ‘Feliciano não me Representa’ foi criada para rebater as mensagens racistas e homofóbicas do parlamentar. Confira as melhores imagens de protesto contra Feliciano

Estadão: morreu na contra-mão do Brasil

por Rodrigo Vianna
 

por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

O Estadão está virtualmente morto.

Está cumprindo todas as excruciantes etapas da agonia dos jornais (e das revistas) na era da internet: demissões, demissões, demissões. Menos páginas, borderôs menores.

E futuro nenhum.

Pode ser que, em breve, o Estadão circule duas ou três vezes por semana, como está acontecendo com tantos jornais no mundo.

A Folha, em outras circunstâncias, vibraria. Na gestão Frias, um dos dogmas na Barão de Limeira era que apenas um jornal sobreviveria em São Paulo.

Semimorto o Estado, ficaria a Folha, portanto.

Mas os problemas da Folha são exatamente os do Estado. Pela extrema má gestão dos Mesquitas, eles apenas estão levando mais cedo o Estadão ao cemitério.

Isso quer dizer que não vai sobrar nenhum.

Lamento, evidentemente, cada emprego perdido por jornalistas que tiveram o azar de estar na hora errada na redação errada sob a administração errada derivada da família proprietária errada. (Os demitidos, importante que eles se lembrem disso, terão a oportunidade de respirar ares mais enriquecedores, sobretudo na mídia digital.)

Mas o jornal, em si, não deixará saudade.

Qual a contribuição do Estadão ao país?

O golpe de 1964, por exemplo. O Estadão, como o Globo, tem um currículo impecável quando se trata de abraçar causas ruins e misturar genuínos interesses privados com interesses públicos fajutos. No mundo perfeito, segundo o Estadão, os brasileiros serviriam basicamente de mordomos para os Mesquitas.

Ainda hoje, moribundo, gasta suas últimas reservas na defesa de um país em que o Estado (governo) deve servir de babá para uma minoria que, no poder, fez do Brasil um dos campeões mundiais em desigualdade.

Que colunista se salva? Quem oferece uma visão alternativa? Quem quer um país melhor, menos injusto?

Dora Kramer? Pausa para risada.

Os editorialistas mentalmente decrépitos que davam conselhos à Casa Branca mas jamais conseguiram cuidar do próprio quintal? Nova pausa.

Articulistas como Jabor? Pausa mais longa, porque é gargalhada.

O Estadão pertence a um mundo em decomposição, e cujo passamento não deixa ninguém triste.

Combateu o mau combate. Perdeu, e se vai. Poderia ter ido antes. Muitas árvores teriam sido poupadas.

8 horas atrás

Thatcher, Reagan e o amigo suiço na Nicarágua

por Rodrigo Vianna
 

por Marco Piva*

A notícia da morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher mexeu com a minha memória – de novo. Já havia acontecido por ocasião do desaparecimento do ex-presidente Ronald Reagan, em 2004. Falo exatamente de setembro de 1985. Nessa época morava na Nicarágua, epicentro da guerra fria na América Central. E o que tinha acontecido lá de tão importante? Em julho de 1979, os nicaragüenses, liderados pela Frente Sandinista de Libertação Nacional, fizeram uma rebelião popular e botaram para correr o ditador Anastácio Somoza Debayle, que morreria um ano depois no Paraguai, atingido por um tiro de bazuca numa ação de cinema protagonizada por um grupo de revolucionários argentinos.

Lembrei que naquele distante setembro recebi para jantar em casa um casal de amigos, Maurice e Chantal, dois jovens suíços que tinham abandonado o conforto de seu país para colaborar voluntária e pacificamente na reconstrução de um outro país, pobre e destruído pela guerra, do outro lado do oceano. Sonhadores e despojados, escolheram trabalhar na região de Estelí, justamente uma das mais engajadas no processo revolucionário e, por isso mesmo, uma das mais atingidas pelas ações dos “contras”, ex-soldados de Somoza e mercenários a soldo que insistiam em recuperar o poder.

Naquela noite agradável em Manágua, ficamos horas na varanda conversando sobre aquela experiência que enchia nossos corações de esperança. O olhar cúmplice da lua alimentava nossa utopia. Nos despedimos com um abraço apertado e uma sensação de que nossa amizade ultrapassava as fronteiras da cultura, embora o desejo deles em conhecer o Brasil era muito maior do que o meu em visitar a Suíça. Da cabine de sua caminhonete Toyota vermelha, suja de barro, Maurice esticou o braço para fora, fez o sinal da vitória e deu seu grito de guerra: “Viva la revolución!”.

Um dia depois, Maurice estava morto. Seu carro passara sobre uma mina colocada na estrada pelos “contras”. Com ele, morreram mais dez pessoas, das quais quatro eram crianças. O grupo havia pedido carona a Maurice e encontrou a morte. A generosidade do meu amigo suíço escreveria o capítulo final daquelas vidas cuja ambição maior era a paz. Inconsolável, Chantal levou Maurice para ser enterrado na Suíça, de onde nunca mais voltou e de quem nunca mais tive notícia.

Em 2004, Reagan já fora enterrado com honras de chefe de Estado. Agora, Thatcher receberá o mesmo tratamento e constará como um dos personagens mais importantes do século XX. Provavelmente seu túmulo será visitado por fãs e sua trajetória constará da historiografia oficial. Vão falar que ela, ao lado de Ronald Reagan, encostou Mikhail Gorbatchev na parede e colocou um ponto final na guerra fria. Vão dizer que ela relançou a economia mundial inspirando um modelo que ficou conhecido como neoliberalismo, bovinamente aplicado em escala mundial por governos submissos e sem criatividade. O resultado todo mundo conhece: déficits orçamentários extraordinários nos países endividados e o aumento sem precedente da desigualdade social, inclusive na própria Inglaterra. Não vão esquecer também que ela foi a “Dama de Ferro”, como Gorbatchev a apelidou.

Mas, os historiadores menos apaixonados podem mencionar o papel que a dupla angloamericana jogou para impedir a soberania de um pequeno país centro-americano. Isto incluiu atos terroristas e o financiamento de armas para os “contras” nicaragüenses, que resultou no escândalo “Irã-contras”, revelado pela mídia internacional e admitido, anos depois, pelo chefe dessas operações, o coronel Oliver North.

 * Marco Piva é  jornalista, ex-correspondente da Rádio França Internacional na América Central e autor de “Nicarágua – um povo e sua história” (Paulinas).

8 horas atrás

A Privataria é imortal: Amaury x FHC!

por Rodrigo Vianna
 
MANIFESTO LANÇA AMAURY RIBEIRO JUNIOR À ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS 

O fardão lhe cai bem: Amaury não esqueceu a obra de FHC

Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64: “Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos” – o texto na capa de “O Globo” comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego.

Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção.

Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras.

Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de “A Privataria Tucana” – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX. Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal!

Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro). Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.

Amaury já trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “Istoé”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”. Ganhou 3 vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. “A Privataria Tucana” – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista.

A Privataria é imortal – repetimos!

O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais. 

Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter.

A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer.

Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo.

O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando.

Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático).

FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso…

FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante…

As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso.

Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão – especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos.

Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury.

Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou “A Privataria Tucana”.

Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal!

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Para assinar, clique aqui.  Veja quem já aderiu à campanha “A Privataria é imortal”…

Altamiro Borges
Antonio Cantisani Filho
Breno Altman
Cândido Grzybowski
Conceição Lemes
Daniel Freitas
Dermi Azevedo
Diogo Moysés
Elis Regina Brito Almeida
Emiliano José
Emir Sader
Enio Squeff
Ermínia Maricato
Flavio Wolf Aguiar
Gilberto Maringoni
Inácio Neutzling
Ivana Jinkings
Joaquim Ernesto Palhares
Joaquim Soriano
João Brant
José Arbex Jr.
Julio Guilherme De Goes Valverde
Katarina Peixoto
Ladislau Dowbor
Laurindo Leal Filho
Lúcio Manfredo Lisboa
Luiz Carlos Azenha
Luiz Fernando Emediato
Luiz Gonzaga Belluzzo
Marcel Gomes
Marcio Pochmann
Marco Aurelio Weissheimer
Marcos Dantas
Paulo Henrique Amorim
Paulo Salvador
Raul Millet Filho
Reginaldo Nasser
José Reinaldo Carvalho
Renato Rovai
Rodrigo Vianna
Samuel Pinheiro Guimarães
Venício Lima
Wagner Nabuco”

Feliciano ofereceu renúncia à comissão em troca de saída de Cunha e Genoino da CCJ

por Daniel Dantas Lemos
 
No UOL

Após reunião dos líderes dos partidos com representação na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) decidiu não renunciar ao cargo de presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias), posto que ocupa há um mês sob protestos.

“Eu fico. Eu fui eleito democraticamente. Pedi uma chance de poder trabalhar. Vou mostrar o trabalho”, afirmou Feliciano após a reunião desta manhã.

Segundo parlamentares que estavam presentes à reunião, Feliciano tentou negociar sua renúncia em troca da saída dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), condenados no julgamento do mensalão, da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania)

“Isso é jogo baixo. Não podemos confundir uma coisa com a outra”, disse. “[O pedido] é inadequado para o momento”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno, sobre a proposta de Feliciano.

“Ele sabe que está lucrando econômica e politicamente com isso”, disse o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), sobre a permanência de Feliciano na CDH.

O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), disse que não tentou convencer Feliciano a mudar de opinião e que assistiu à reunião como “espectador”. “Agora não me cabe apoiar. Acho a reunião um despropósito.”

Eleito no último dia 7 de março em reunião fechada por 11 dos 18 votos dos presentes, Feliciano foi escolhido para o posto por seu partido, depois de acordo firmado com as outras legendas que garantiram ao PSC o direito de indicar o presidente da CDH.

Há mais de um mês a manutenção do parlamentar no cargo tem provocado manifestações na Casa Legislativa, manifestações contra e a favor em redes sociais, mobilização de artistas, políticos e da sociedade civil. O deputado é acusado de ter dado declarações consideradas racistas e homofóbicas.

Feliciano já negou as acusações várias vezes. Ao ser eleito presidente da CDH, disse: “caso eu fosse racista, deveria pedir perdão primeiro a minha mãe, uma senhora de matriz negra.”

Sobre a acusação de homofobia, ele diz que não é “contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual. Quero o lugar para poder justamente discutir isso. Vai ser debate. Vou ouvir e vou falar”, afirmou em mais de uma ocasião.

Durante este período, os grupos pró e contra Feliciano causaram tumulto, empurra-empurra nos corredores das comissões da Câmara e três pessoas chegaram a ser detidas pela Polícia Legislativa.

A reunião com os líderes partidários estava prevista para a semana passada, mas teve de ser adiada em razão da ausência do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que estava em licença médica para se recuperar de uma cirurgia de hérnia abdominal. 

Nesta terça, após pressão dos líderes dos demais partidos, Feliciano voltou atrás na decisão de fechar as reuniões da CDH ao público.  
Repercussão
As manifestações dos deputados e da sociedade civil contra Feliciano são por declarações como as que fez pelo Twitter ao dizer que os descendentes de africanos seriam amaldiçoados. “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”, escreveu.

Em outra ocasião, o pastor postou na rede social que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime e à rejeição”. Por posts como este, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o denunciou por conduta homofóbica e racista ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde ele também é réu em uma ação penal por estelionato no Rio Grande do Sul. 

3 horas atrás

Megaoperação prende 92 suspeitos de desviar R$ 1,140 bi em 12 Estados

por Daniel Dantas Lemos
 
No UOL

operação deflagrada nesta terça-feira (9) pelo Ministério Público de 12 Estados para desarticular suspeitos de desvios de verbas públicas prendeu 92 pessoas em menos de quatro horas. Ao todo, foram cumpridos 333 mandados de busca e apreensão; o total de órgãos investigados chega a 112. Somente no Estado de São Paulo, foram 78 prefeituras investigadas e 13 prisões efetuadas.

OPERAÇÃO CONTRA A CORRUPÇÃO

 SP: Ação contra empreiteiras que estariam manipulando licitações públicas com ajuda de agentes públicos
RN: Ação contra esquema de fraude na contratação de shows
BA: Ação contra esquema de fraude na contratação de shows
CE: Ação contra o alto escalão da Prefeitura de Quixeramobim, onde aconteceria um esquema de fraudes
RO: Ação contra ex-prefeito de Porto Velho, vice e mais dois acusados de desvio de verbas públicas e superfaturamento
MS: Ação contra três irmãos acusados de vender CNHs (Carteiras Nacional de Habilitação)
RJ: Ação contra traficantes e suspeitos de suborno e tráfico de drogas na Mangueira
MG: Ação contra esquema de sonegação fiscal de empresas que comercializam café em RJ, MG e ES
ES: Ação contra esquema de sonegação fiscal de empresas que comercializam café em RJ, MG e ES
PR: Ação contra delegado e investigadores acusados de cobrar propina de fabricantes de produtos piratas
MT: Ação contra envolvidos em tentativas de compra de decisão judicial para a liberação de traficantes
PE: Ação contra desvio de verbas em hospital de Guaranhuns e contra superfaturamento na contratação de eventos por empresa ligada ao esquema do RN

O balanço da operação foi apresentado no final da manhã desta terça-feira em Porto Velho pelo presidente nacional do Grupo de Combate ao Crime Organizado dos Ministérios Públicos nacionais, o procurador-geral de Justiça de Rondônia, Hewerton Aguiar, segundo o qual o total de desvios chega a R$ 1,140 bilhão.

Aguiar informou que a operação nos 12 Estados está de acordo com a Meta 18 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que orienta o combate à improbidade administrativa e à corrupção. A data escolhida, por sinal, é simbólica: 9 de abril é o Dia Nacional de Combate à Corrupção.

A ação focou organizações criminosas suspeitas de desviarem recursos públicos em órgãos municipais e estaduais por meio de pagamento de propinas, superfaturamento de produtos e serviços, utilização de empresas fantasmas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, atividades que levaram ao enriquecimento ilícito de agentes públicos, ex-agentes públicos e empresários.

“Se os órgãos fiscalizadores fizessem um trabalho mais intenso, por meio de auditorias, em relação à verba pública que se gasta nas licitações, não haveria necessidade de megaoperações como a de hoje”, disse o procurador, que destacou a participação de instituições como Tribunais de Conta dos Estados e CGU (Controladoria Geral da União) nas investigações que levaram às prisões e às apreensões.

O presidente do grupo especial avaliou a participação de agentes e ex-agentes públicos nos desvios apurados como “sinal de que o crime organizado se lançou para dentro do poder público”.

“Antes, a noção de crime organizado era só a de tráfico de drogas. Mas os tentáculos dessa organização agora subtraem dinheiro público e tiram a dignidade do cidadão”, disseo procurador. 
Ex-prefeito de Porto Velho é preso

Em Porto Velho, onde os números foram apresentados pelo procurador, foram presos o ex-prefeito da capital Roberto Sobrinho (PT) –afastado do cargo por suspeita de corrupção, em novembro do ano passado –, o ex-vereador e candidato derrotado a prefeito nas últimas eleições, Mário Sérgio (PMN), e o diretor administrativo e financeiro da Emdur (Empresa Municipal de Urbanização), Wilson Lopes.

Lopes foi apontado nas investigações como delator de um esquema de desvio de R$ 15 milhões na Emdur. Na Câmara de Vereadores de Porto Velho, o ex-prefeito foi alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que o apontou como principal envolvido no desvio. 

3 horas atrás

Operação Máscara Negra prende 11 por desvio de verbas de shows públicos no RN

por Daniel Dantas Lemos
 
Na Folha

Onze suspeitos de participar de um esquema de corrupção que desviou R$ 13 milhões com a contratação fraudulenta de shows musicais, entre 2008 e 2012, foram presos nesta terça-feira (9), no Rio Grande do Norte.

Batizada de Máscara Negra pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, a operação aconteceu nas cidades de Macau (180 km de Natal) e Guamaré.

Segundo a Promotoria, os gastos nas festas foram feitos com 90% de valores recebidos em royalties do petróleo e mais de 70% do recebido do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Uma parte da operação Máscara Negra aconteceu nas cidades baianas de Salvador e Serrinha, onde foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.

A sede da Prefeitura de Guamaré foi alvo de busca e apreensão, assim como as secretarias de Turismo e Finanças, cujos secretários foram presos. As casas de uma ex-primeira dama da cidade e do atual chefe de gabinete da prefeitura, também preso, foram alvo da operação.

A ação da Promotoria aponta que a Prefeitura de Guamaré gastou em 2012 R$ 6.138.548 para contratar atrações musicais para o Carnaval e para a festa de emancipação política.

Também foram constatadas irregularidades no contrato com a empresa que decorou o município para a festa de emancipação.

A Promotoria acusa os gestores municipais de Guamaré de se “associarem com empresários do ramo artístico para desviar recursos públicos, superfaturando custos dos shows.”

Emilson de Borba Cunha (PTN), ex-prefeito de Guamaré, é procurado pela Justiça por participação no esquema. Até a publicação da notícia, a reportagem não havia conseguido localizar seus advogados de defesa.

A apuração da Promotoria afirma que os artistas recebiam cachê bem menor do que o anunciado pela Prefeitura de Guamaré. A chamada “gordura” (valor que sobrava) era dividida entre os responsáveis pela contratação.

Em Macau, de 2008 a 2012, o valor gasto com festas foi de R$ 7 milhões. Um dos alvos da operação é o ex-prefeito Flávio Vieira Veras (PMDB). A casa dele foi revistada hoje e foram apreendidos computadores, telefones e um carro importado.

A Operação Máscara Negra faz parte de ação nacional contra a corrupção, realizada hoje em outros 11 Estados brasileiros, e que conta com a participação de órgãos estaduais e federais.

7 horas atrás

A jornada de Oliver Stone: De Guerreiro da Guerra Fria a A História Não Contada dos EUA

por Daniel Dantas Lemos
 

8/4/2013, Oliver Stone, The Real News Network, TRNN. Entrevista traduzida (17’40) (Parte 1).

http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&task=view&id=31&Itemid=74&jumival=9987

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

 

PAUL JAY, editor sênior de The Real News NetworkTRNN: Bem-vindos a The Real News Network. Sou Paul Jay.

O documentário em dez episódios, A História Não Contada dos EUA [The Untold History of the United States[1]] desmonta grande parte da narrativa convencional da história dos EUA pós-Guerra Fria. Organizamos uma série em vários episódios, com Peter Kuznick, coautor do documentário, com Oliver Stone.

Oliver Stone, como muitos de vocês sabem, é um dos mais celebrados cineastas norte-americanos. Tem três Óscars, como diretor e roteirista. É veterano da Guerra do Vietnam. Fez quase duas dúzias de filmes aclamados, entre os quaisPlatoonWall StreetNascido em 4 de julhoJFKNixonW., e Wall Street e Wall Street 2.

Agora, Oliver Stone, com Peter Kuznick, produziu esse seriado em dez episódios, que está no ar no canal Showtime, The Untold History of the United States [A História Não Contada dos EUA. Hoje, conversamos no estúdio com Oliver.

Obrigado por nos receber.

OLIVER STONE: Obrigado, Paul.

JAY: Então, antes de tudo, parabéns. Vocês enfrentaram alguns dos assuntos tabu, da história dos EUA. Não preciso repetir, porque já discuti com Peter. Ainda estou surpreso, de certa maneira, por o documentário estar sendo exibido no canal Showtime[2].

Mas comecemos pelo fim do seriado. E o último episódio trata do final do governo Bush e início do governo Obama. E o presidente Obama, quando candidato em 2008, quando alguém lhe perguntou sobre as raízes de seu projeto de política externa, respondeu que começavam com Truman e terminavam com Reagan. Essa, me parece, é a tese de fundo, do seu filme. Todo o arco da série é uma demonstração de que a política do presidente Obama é um continuum. Que continua aquela política externa dos EUA. Fale um pouco dessas raízes e de porque vc entende que Obama segue um continuum.

STONE: É isso mesmo. Vc conhece a palavra teleológico? Sabe o que significa?[3] 

JAY: Sei.

STONE: Foi a palavra que me ocorreu, quando você falava sobre isso. E pensei: o único modo de pensar sobre o filme é do fim para o começo. É preciso conhecer o fim da história, para desemaranhar o início. E sempre foi essa a minha ideia. 

JAY: Pensei nisso, porque é assim que se deveria ensinar história. Observar o que acontece hoje e partir, do presente, para o passado.

STONE: [fala cruzada] … e andar para trás. É. O que vivemos hoje é o que conhecemos… mas não vemos o passado. É o que chamo de “tirania do agora”. Somos soterrados por detalhes e eventos diários, e somos arrastados nesse vento.

Aí está a beleza de poder parar e fazer isso que fizemos, Peter e eu. É um projeto imenso que começa nos anos 1940s. De fato, começa em 1900, e estão em produção dois capítulos extras, o prólogo. Os capítulos A e B serão lançados em DVD em setembro-outubro, pela Warner Brothers, uma caixa, com 12 horas de filme. Mas o que você disse sobre Obama, sim, é o meu pensamento. 

JAY: E anda para trás até McKinley, não é?

STONE: É. Até McKinley e Bryan na eleição de 1900, e daí prossegue, até as duas guerras.

A Primeira Guerra Mundial é imensa. É a mãe de todas as guerras. É a mãe da Segunda Guerra Mundial.

Mas, sabe… Eu me fiz a mesma pergunta. Quando decidi iniciar esse projeto, em 2008. Estava, então, com 62 anos. E pensei: estou chegando ao fim de minha pequena passagem por aqui. E quero saber: Que negócio foi esse, Oliver? Sabe, qual o sentido disso tudo? O que significou? O que ficou escondido. Porque a coisa toda começou, para mim, na semana em que Wallace, Henry Wallace, foi demitido. Nasci naquela semana. Uma espécie de ironia. Na semana daquela coisa toda [o discurso de Wallace e sua demissão] no Madison Square Garden.[4]

Nasci em New York, meus pais eram norte-americanos típicos daquela geração otimista da 2ª Guerra Mundial. Meu pai era militar. E o mundo era tão grande, tão luminoso, e New York era o centro daquele mundo. E eu estava ali. Ironicamente, acabei indo para o Vietnam. E minha vida, você sabe, parte dela, o cinema, os filmes… Acho que tentei escapar outra vez para o mundo da fantasia.

Mas fato é que toda a minha geração, meus colegas na Universidade de Yale, a Hill School, quase todos eles tornaram-se os principais agentes do poder do meu tempo: Bill Clinton. George Bush foi meu colega de turma, em Yale, turma de 68. E era típico daquela geração de títulos e privilégios, que assumiam que os EUA eram o centro do mundo e nós tínhamos o direito de fazer o que quiséssemos.

JAY: Uma geração e uma classe. 

STONE: É. E aquele direito nos fora dado pela bomba. E, hoje, já ninguém sabe disso. É o que mais me assusta. Quero dizer, todos sabemos, mas é como se não soubéssemos. Não reconhecemos. E muito me incomoda. Acho que… porque sou dramaturgo, parte do que faço é entrar pelo subconsciente da geração, o subconsciente da raça, e tento trazer à tona coisa primais, coisas sobre as quais não se fala nas festas, nos coquetéis.

Sempre senti, no meu coração, que tudo mudou, nos EUA, com a bomba atômica. A bomba nos deu o direito de fazer o que quiséssemos. E, porque a bomba tinha poder, nós tínhamos o poder ao nosso lado. E se tínhamos a força, tínhamos o direito. Para nós, tudo se misturou: a força com o direito; a força e a habilidade de fazer o bem. Como se fazer o bem fosse consequência automática de ter a força. E assim fomos, até aqui, onde inventamos nossa própria moral, enquanto avançávamos. Nunca pedimos desculpas! Nunca sequer consideramos a possibilidade de pedir desculpas por ter lançado a bomba atômica sobre o Japão. Nunca nos ocorreu que fosse necessário, porque sempre pensamos que era necessário, para pôr fim à guerra.

E a saga da minha vida começa com o clímax da 2ª Guerra Mundial. E vencemos com a bomba atômica. O Japão foi destruído. Não há mito maior que esse. É falso. Acho que conseguimos elaborar essa história com detalhes. A bomba é o mito fundante da sociedade norte-americana. Estou tentando dar conta de sua pergunta sobre Obama, porque estou indo ao fundo, para chegar ao fim, hoje. 

JAY: É, porque também aconteceu por ação do Partido Democrata. O partido Democrata estava no poder. Foram os Democratas que construíram e lançaram a bomba atômica.

STONE: É. Sim. O Partido Democrata, com poucas exceções, formou um dueto com o Partido Republicano. 1946 foi um ano chave. Ano da primeira eleição pós-guerra. As eleições parlamentares de 1946, trouxeram os Republicanos fumegando, de volta a Washington. Havia muita gente muito furiosa, com tudo aquilo, contra Roosevelt.

E Roosevelt adivinhou. Acho que aí está uma provável razão pela qual se separou de  Wallace, ou virou-se contra ele. Acho que farejou um retorno dos conservadores, já de volta desde 44. Todos os chefões partidários e os Democratas fizeram campanha para livrar-se de Wallace e substituí-lo por Harry Truman.

Mas os Republicanos, de fato, todo o país, também tinham medo, depois da guerra. Todos temiam uma recaída numa depressão. O medo foi espantado pela ‘nossa força’, a bomba, a arma nuclear – podíamos ameaçar quem quiséssemos. Lançamos a bomba contra o Japão. Mas sentimos – como disse Edward R. Murrow – sentíamos medo. Havia medo no ar, e ninguém conseguia localizá-lo, explicá-lo. Os russos demoraram ainda três anos para ter a bomba. Mesmo assim, estávamos com medo. E os Republicanos aproveitaram-se desse medo nas eleições. Assim, Truman estava, em certo sentido, também reagindo ao medo.

O medo sempre foi predominante na minha vida – medo da bomba, medo de crescer, medo de ser atacado pelos russos. Estava lá. Meu pai costumava falar da conspiração mundial dos russo, que tentariam tomar o poder mundial. Para mim, era verdade bíblica, como Deus. Quero dizer, ele acreditava nisso, que os russos eram o inimigo. A China era também aliada deles e a Guerra da Coreia inflou esses medos. E quando fui para o Vietnam, sabe, eu era um indivíduo com muito medo, como muitos norte-americanos.

E olha-se então para o que temos hoje, com o Sr. Obama, e é triste, porque não aprendemos. Por isso nós escrevemos esse  livro e fizemos o documentário seriado. Na esperança de que as pessoas digam, aquela história é mito que nos foi impingido. A história real é essa. Eis o que os EUA fizeram nesses anos. E se fôssemos capazes de encarar a verdade, firme e honestamente, como tanta gente derrotada em guerra encara suas verdades – os alemães, os cidadãos alemães, encararam suas verdades alemãs; os japoneses encararam as verdades japonesas. Precisamos, francamente… Precisamos ainda de uma enorme derrota, da qual aprender. Nunca fomos derrotados.

JAY: E quando você exibe o documentário e fala com pessoas que votaram no presidente Obama, e em Hollywood ainda há muita gente ainda muito entusiasmada com o presidente Obama, e toda aquela mentalidade, essa gente, encarando a verdade da própria história. Parece que não conseguem….

JAY: Quando você falou com gente em Hollywood, que continua entusiasmada com o presidente Obama, gente que racionaliza esses ataques com os drones, que consegue racionalizar essas leis NDAA que… você sabe, permite que os militares mantenham pessoas presas por tempo indefinido… Eles encontram meios para racionalizar e continuam a repetir que estão certos, que são os ‘mocinhos’, que ainda vivemos em democracia, que ainda defendemos a democracia, que somos os civilizadores, os senhores da moral.

STONE: Está tudo fora de lugar. Tudo. Tudo de cabeça para baixo. E teleologicamente de pés para cima. E como olhar por um telescópio. Mas não se vê a própria imagem. É como se a imagem estivesse ‘flipada’, como se faz no cinema. Pode-se inverter tudo, pegar a história, chacoalhar e mostrá-la ao contrário, exibi-la de cabeça para baixo e pés para cima, ao contrário do esperado, para ver melhor. Pegue um aluno de história, faça-o ver os fatos, faça-o debater, debate real, sobre tudo isso, e tome cada um desses eventos, da bomba atômica até hoje – e é obrigatório começar pela bomba atômica, que mudou tudo. Pode-se começar pelo próprio conceito da 2ª Guerra Mundial e o papel dos EUA na 2ª Guerra Mundial.

E se se puder ter esse debate com um aluno, pelo menos há chance de sermos mais humildes, e há chance de entender que nem todos nós somos o mal, mas que com certeza não somos todos bons, não fomos tocados pela divindade e que Deus não está do nosso lado.

JAY: Bem, você estava dizendo que cresceu acreditando em muito dessa mitologia. Quando foi que a ficha caiu, para você?

STONE: Cresci, mesmo. Por isso acho que posso… A ficha, no meu caso, caiu aos 40 anos. As pessoas dizem que fui para o Vietnam e voltei radical. Nada disso. Fiz um filme sobre um homem ao qual isso aconteceu, Ron Kovic [Nascido em 4 de julho, 1989],[5] que é um sujeito maravilhoso. Voltou numa cadeira de rodas e furioso, e entendo por quê. Eu era mais bobo, mais apático, digamos apático. Ou entre uma coisa e outra. Demorou vários anos, depois de voltar, para… Fiquei em cima do muro. Com certeza não me sentia bem com o Vietnam. Mas falando com outras pessoas, me autoeducando. Nasci numa família profundamente conservadora, compreenda… Republicanos. Eisenhower, Castro é o demônio, Kennedy era o demônio, Roosevelt sempre foi o arquidemônio.

JAY: Esse era o seu sistema de crenças.

STONE: Era o meu contexto. Lá pelos anos 1970s, com as audiências sobre Watergate e a Comissão Church, comecei a ter brigas terríveis com o meu pai sobre essa coisa toda. Ele sempre chamou o Vietnam de “ação policial”. Feria meus sentimentos, porque participei de combate ativo, muitas vezes, e ele me feria quando dizia “pare com isso, o Vietnam não foi como a 2ª Guerra Mundial, não passou de ação policial”, como se quisesse esconder um erro debaixo do tapete, como a Coreia estava metida sob o tapete.

Mas, não, comigo, não. Não foi “ação policial”. Foi guerra enorme – e hoje sabemos, pelas baixas e pela quantidade de vietnamitas mortos, que foi guerra massiva, massiva, e suja, muito, muito suja.

Mesmo assim, só à altura dos anos 1980s – sou lento mesmo. Mas você tem de me acompanhar. Estou em cima do muro. Acredito na Comissão Church. Estou horrorizado, ao saber o que a CIA faz, os golpes.

Lá pelos anos 1980, Reagan foi eleito. Ainda apoiei Reagan, acredite ou não, porque Carter, para mim – ainda acreditava na imprensa, acreditava que Carter tinha feito um estrago e acreditava que Reagan podia acertar as coisas. Então, em 1984, foi para a América Central, com Richard Boyle, para fazer Salvador [1986][6]. E, de repente, tive essa espécie de flashbacks, porque via soldados norte-americanos nas ruas de Tegucigalpa, em Honduras, homens e mulheres uniformizados, parecidos comigo no Vietnam… e contam a mesma história sobre o que fazem ali, aquela história, você sabe – os comunistas estão ali, ao lado, na Nicarágua, e vão invadir… – Basicamente, Reagan estava ali, dizendo que os comunistas vão atravessar a fronteira e… os russos os apoiam, os cubanos os apoiam, armas, suprimentos. E então, ali eu já sabia que aquilo tudo era mentira, merda. Fui a Salvador, a Honduras, à Guatemala, que é um pesadelo de esquadrões da morte, e Reagan… De repente, vi Reagan de outro modo, sob outra luz. Voltei aos EUA. Fiz Salvador – não sei se você assistiu, mas… 

JAY: Sim, assisti.

STONE: … é filme progresssista, com visão progressista de Salvador.

JAY: Sem dúvida, é. Ia dizer que ninguém jamais suporia que aquele cineasta tenha saído de tantas ideias da Guerra Fria.

STONE: É, saiu. Saiu do abuso contra os camponeses, as classes empobrecidas. E tudo isso estava lá, também, no Vietnam. Vietnam e América Central, para mim, era a mesma coisa. E sofri por aquele povo. E fiz o filme.

E daí em diante, já aos 40 anos – bem tarde, na minha vida. Comecei a reexaminar realmente essa coisa toda e lentamente. Porque cada um daqueles filmes – JFKNixon, os filmes do Vietnam – levou-me para diferentes locais de pesquisa. E em Washington tinha pesquisa de frente – sobre Nixon, aquela coisa toda, JFK.

Fiquei chocado com o que vi para fazer JFK, porque estávamos tentando lidar honestamente com transparência, num governo transparente. Chocou-me muito que o movimento conservador nos EUA tenha atacado tanto o filme. Porque eu acreditava que os conservadores se alinhariam conosco. Goldwater dizia, transparência, façamos as coisas com transparência, vamos descobrir o que realmente aconteceu. Mas ninguém queria descobrir coisa alguma. Assim, a imprensa, de repente, pôs-se mais violentamente contra mim, mais que nunca, porque me atacavam de todos os lados, no caso desse filme, JFK, dizendo que eu falsificara a história.

E assim fui andando. E em 2008, quando fiz W., que foi minha tentativa para falar da presidência de George Bush com esse viés de humor, porque era tudo tão ofensivo – uma sátira, digamos assim –, que era o que nós víamos.

Agora decidi que tenho de ir além e, pelos meus filhos, fazer uma coisa maior, mais definitiva, e tentar lidar com a coisa toda, tudo que vi desde os anos 1940s até agora. E a história de Peter Kuznick, com Henry Wallace sendo despachado para fora da cena, em 44, amarra-se muito ironicamente com a bomba atômica. Assim sendo, se você quer falar sobre bomba atômica, achamos que esse poderia ser a porta de entrada – voltar até Wallace nos levou logo à história da bomba, à candidatura Truman. E assim chegamos à Guerra Fria.

JAY: OK, obrigado. Esse encontro continuará.

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A jornada de Oliver Stone:
De Guerreiro da Guerra Fria a A História Não Contada dos EUA 
9/4/2013, Oliver Stone, The Real News Network, TRNN. Entrevista traduzida (17’29) (Parte 2)
http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&task=view&id=31&Itemid=74&jumival=10042)
(em tradução).

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[1] Baixam-se alguns episódios, legendados em português, em http://pt.podnapisi.net/Oliver.Stones.Untold.History.Of.The.United.States.S01E04.HDTV.x264-EbP-r447336 [NTs].

[2] Website http://www.sho.com/sho/oliver-stones-untold-history-of-the-united-states/home. Alguns episódios gratuitos em http://www.sho.com/sho/video/full-episodes (em inglês) [NTs]

[3] Teleológico. Adj. 2 fil que relaciona um fato com sua causa final (diz-se de argumento, explicação ou conhecimento). Houaiss (http://houaiss.uol.com.br/busca?palavra=teleol%25C3%25B3gico) [NTs]

[4] Discurso, no Madison Square Garden, em que Wallace argumentou contra a obcecada preocupação dos EUA com os russos: “Para alcançar paz duradoura, temos de estudar em detalhe o modo como se formou o caráter dos russos. (…) E acrescente-se a tudo isso a tremenda potência emocional que o marxismo e o leninismo dão aos líderes russos. É absolutamente evidente que enfrentamos uma força que não conseguiremos manobrar com políticas de “endureçam mais contra os russos. Ataquem antes”. “Atacar” jamais trouxe benefício verdadeiro e duradouro – nem para crianças malcriadas, nem para empresários, nem para potências mundiais. Quanto mais endurecermos, mais os russos endurecerão.” Dias depois, em 20/9/1946, o presidente Truman demitiu-o do cargo de secretário [ministro] da Agricultura, acusando-o de “pôr sob risco a segurança dos EUA”. E Roosevelt excluiu-o de sua chapa, onde concorria como vice-presidente às eleições daquele ano. Wallace é conhecido como “o último New Dealer” (NTs com informações de The Wrong Ways, “Henry Wallace: The Last New Dealer”)

[5] http://www.imdb.com/title/tt0096969/

[6] http://en.wikipedia.org/wiki/Salvador_(film)

Viana responde a Barbosa (sorrateiro)

por redacao
 

 

(Não deixe de ler também “por que Barbosa não dá prazo a Dirceu”.)

Segue o pronunciamento do senador Jorge Viana (PT-AC) a rebater declarações de Joaquim Barbosa, em encontro com representantes de associações de juízes e magistrados.

Com a íntegra do discurso,  o link do vídeo do pronunciamento, postado no You Tube.

Jorge Viana rebate Joaquim Barbosa
Pronunciamento em 9 de abril de 2013

http://www.youtube.com/watch?v=mAx_kF9hKUA

JORGE VIANA (Bloco/PT – AC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, eu queria cumprimentar todos os colegas e todos os que nos acompanham pela TV Senado e pela Rádio Senado.

Pretendo fazer uma fala sobre o posicionamento do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, a respeito de um assunto que virou notícia em todos os jornais. A audiência ficou famosa pelo desentendimento entre os representantes das categorias dos juízes federais e o Presidente do Supremo. Organizei-me para apresentar esta fala dentro das possibilidades do tempo, porque entendo que sou Senador da República, estou Vice-Presidente do Senado, e se falou que essa votação dos tribunais regionais foi feita “de maneira sorrateira”. Esse é um termo absolutamente inadequado para a condução que eu testemunhei, como Relator dessa matéria, aqui, no Senado.

Não sei quantos colegas Senadores sobem à tribuna para firmar uma posição radicalmente diferente da do Presidente do Supremo Tribunal Federal deste País.

WALTER PINHEIRO (Bloco/PT – BA. Fora do microfone.) – Há uma diferença, Senador Jorge Viana: o que foi votado na Câmara dos Deputados está lá há muitos anos. Então, não foi nada sorrateiro.

JORGE VIANA (Bloco/PT – AC) – Exatamente. Como diz o meu colega Walter Pinheiro, o que foi votado, para ser preciso, Senador, está lá há 11 anos. Começou em 2002 o debate.

E aí ouvimos o que foi divulgado em todos os veículos de comunicação, que isso foi feito “de maneira sorrateira”. O que é sorrateiro? É o que é feito de madrugada, às escondidas, nas negociatas? Eu fui Relator dessa matéria no Senado Federal e não fiz nenhum encontro sorrateiro, não fiz nenhuma negociata! Não me propuseram nenhuma condução sorrateira!

(…)

Sr. Presidente, caros colegas Senadores, não sei que fase do nosso País estamos vivendo, mas acho que é uma fase em que se mistura a hipocrisia com o medo. Hipocrisia com medo não dá muito certo, são duas coisas terríveis.

Hoje, abri os jornais e li que havia ocorrido uma audiência. “Tribunais serão criados em resorts em algumas praias”, essa frase é do Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Acho que é uma frase infeliz, no mínimo. “Tribunais serão criados em resorts e em praias.” O problema é que essa frase está se referindo a tribunais federais de recursos, ao acesso do cidadão à Justiça. Isso está no jornal “O Globo”.

Aí ando um pouco mais, já que agora a “Folha de S.Paulo” não faz mais parte da nossa sinopse, e leio: “Novos tribunais vão ficar em resorts, ironiza Barbosa”. Isso está no jornal “O Estado de S.Paulo”.

Aí leio mais um pouco. No “Valor Econômico”, é dito: “Os senhores não representam a Nação”. Barbosa se refere a juízes, ou melhor, a entidades representantes dos juízes federais que foram recebidos ontem.

E, no “Correio Braziliense”, é dito: “Críticas aos novos tribunais regionais federais”.

Eu não vou, obviamente, ler essas matérias, mas acho absolutamente inadequada uma relação assim entre o Presidente do Supremo Tribunal Federal e os representantes de classe dos juízes e juízas federais. É esse o clima? É essa a relação que cria um processo pedagógico, educativo, para o cidadão brasileiro?

Eu li, eu vi na televisão o Presidente do Supremo dizer: “Calem-se! Aqui não têm que falar alto! Vocês estão na Presidência do Supremo Tribunal Federal”. Esse foi o clima de uma audiência que, parece-me, desde o ano passado, estava sendo solicitada.

O problema não para aí. O problema, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, é que a audiência – pelo menos, parte dela, a parte pública – tinha como motivação a criação dos tribunais regionais federais. E eu, como Vice-Presidente do Senado, não posso calar! “Quem cala consente”, aprendi isso faz muito tempo. E foi dito que a discussão e a votação da criação dos tribunais regionais federais no Senado e na Câmara, no Congresso, teriam sido feitas “de forma sorrateira”. O que é sorrateiro?

Eu lamento. Dizem que isso, de fato, ocorreu. Não sei se é o caso, mas quero crer que não, porque tenho muita admiração pelos ministros, homens e mulheres, que compõem o Supremo Tribunal Federal. Tenho por eles muita admiração. Fico feliz quando tenho a oportunidade de com eles conversar. São pessoas realmente destacadas pelo conhecimento, pela oportunidade que a vida e o destino lhes deram. Não posso crer que essas pessoas queiram nos decepcionar a todos. É a mais alta Corte de Justiça do País, mas aquela audiência de ontem deseduca, para falar o mínimo. Aquela audiência deseduca, Senador Suplicy!

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Sr. Presidente, peço a V. Exª um pouquinho de compreensão.

O Presidente do Supremo disse que essa matéria não diz respeito às categorias – concordo com ele – e às corporações – concordo com ele. Ele disse que essa matéria sobre a criação de tribunais regionais federais é uma matéria que precisa passar pelo Conselho Nacional de Justiça, e concordo com ele.

Essa é uma matéria que tem que ser discutida pelas organizações do Estado Federal brasileiro. Eu concordo com ele. O problema é que a matéria de criação dos tribunais em 2002 foi objeto de deliberação do Conselho Nacional de Justiça. Foi aprovada por nove conselheiros, de doze. Foi aprovada uma nota técnica.

Eu estou vindo à tribuna porque eu fui Relator dessa matéria aqui no Senado, na Comissão mais importante desta Casa do ponto de vista da apreciação constitucional das matérias, a CCJ. Eu não fui pressionado por ninguém, eu não fui chamado por ninguém para fazer nenhum parecer sorrateiro, mas eu me senti. Eu estou pondo a carapuça. Mas será que o Senado tem que aceitar isso?

O que eu vou falar é grave. Eu sei que o Presidente desta Casa, o Senado Federal, foi convidado, chamado, se reuniu com o Presidente do Supremo para tratar dessa mesma matéria. Eu não posso – seria leviano da minha parte – dizer que foi uma atitude sorrateira do Presidente do Supremo chamar o Presidente Renan para tratar de que não é bom criar os tribunais. Eu acho absolutamente normal que o Presidente do Senado seja convidado e trate de todo e qualquer assunto com o presidente de outro Poder. Onde é que há uma ação indevida nisso?

A matéria foi tratada no Conselho. Dizer que a criação dos tribunais regionais federais é uma atitude corporativa para atender interesses escusos, montar tribunais em praias, é um desrespeito com a Bahia, que está propondo ser sede de um tribunal. É um desrespeito com o Estado de V. Exa, Senador Jarbas Vasconcelos, que pleiteia, só porque uma parte do Estado é litoral.

Eu tenho os números porque fui Relator dessa matéria. Eu estudei essa matéria. Primeiro, quando foram criados, na Constituição de 1988, os cinco tribunais que temos hoje, eles foram criados pelo Constituinte Originário. Não foi pelo Supremo. A Constituição criou. Os Constituintes, Parlamentares, criaram, e coube à Justiça implementá-los. Eles foram criados em 30 de março de 1989.

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Eu não vou me prender a todos, mas eu gostaria de poder pelo menos colocar:

sede em Brasília, sede em São Paulo, sede no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e em Recife. Tramitavam, naquela época, 96 mil processos. Hoje, tramitam sabem quantos? Cerca de 1,2 milhão de processos nos tribunais regionais. Sabem quantos juízes havia naquela época? O número de magistrados aumentou muito, felizmente, graças à ação de todos. Some-se a isso – eu queria ler aqui, rapidamente – a instalação de 230 novas Varas do Judiciário no primeiro grau. Isso significa 460 novos juízes. E, aí, temos a situação de que, em 1989, eram 2 juízes federais para cada desembargador federal. Sabem como é hoje? São 14 juízes federais para cada desembargador. E olhem que o número de juízes praticamente dobrou nesse período.

Eu não posso me referir a outros tribunais, mas eu queria aqui, dentro do possível, referir-me ao Tribunal da 1ª Região. São 70 milhões de habitantes; são 14 Estados, Senador, procurando justiça constitucional, recursos de segundo grau. Na 1ª Região, temos Brasília, Distrito Federal, no caso, e Acre, Amapá – são 13 –, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. Desde a Constituição, essa é a organização. Há um tribunal no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo: 19 milhões, 14 milhões de pessoas. E há um tribunal no Brasil para atender 70 milhões de brasileiros.

Sabem quantos quilômetros tem que andar uma pessoa do Acre para alcançar um recurso de segundo grau na Justiça Federal? Não estou falando qualquer Justiça. Quatro mil quilômetros, Senador. Quatro mil quilômetros! Esse assunto não pode ser tratado dessa maneira.

Fui relator. A matéria que foi votada na Câmara, a PEC, não é minha; a minha está aqui, a que relatei. E, na PEC que relatei, nós colocamos que, em 180 dias, a Justiça do nosso País encontraria uma maneira de ver que tribunais implantar, que tribunais seriam efetivados, porque cabe ao Judiciário fazer isso. Essa é uma maneira de respeitar a independência dos Poderes. E colocamos isso porque achamos que é fundamental, sim – nisso, associo-me ao Presidente do Supremo…

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Nós temos que pensar o custo e a manutenção quando se cria mais um espaço institucional neste País. Mas não tenho dúvida de que não podemos tratar um assunto tão grave como esse dessa maneira.

Tenho aqui os dados. Se somarmos três tribunais – três! – regionais, não chegam ao da 1ª Região, do ponto de vista da população.

Queria concluir, Sr. Presidente, pedindo a compreensão de todos, dizer que não dá para aceitarmos um posicionamento desse, tornado público como foi, as declarações da reunião, estamos falando de juízes federais, estamos falando de um encontro no gabinete do Presidente do Supremo Tribunal Federal, e a maneira do trato ou do destrato, elas não são adequadas para que possamos…

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – …reproduzir, aqui, no Senado.

Então, senti-me numa posição de vir aqui na tribuna, estou Vice-Presidente do Senado, mas sou Senador da República, estou temporário ali, colocado pelos meus colegas, mas sou Senador da República, fui eleito pelo povo do Acre, tenho todo o respeito pelos outros poderes, mas tenho mais respeito, ainda, pela minha independência, pela independência desse poder que o povo me deu: o direito de sentar numa dessas cadeiras. E vamos aceitar que nós votamos leis, aqui, de maneira sorrateira? Uma lei que tramita, que é de interesse do cidadão, e digo, antes de ouvir o aparte do Senador Anibal, para encerrar: se o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo, não tinha conhecimento da decisão do Conselho Nacional de Justiça, que ele preside, eu entendo, mas, mesmo que ele não tivesse compreensão, ele pega essa matéria deliberada pelo Congresso Nacional, onde houve deliberação, e paute o Conselho Nacional de Justiça. O que pode ter de mais impo rtante para o Conselho Nacional de Justiça do que justiça? Agora, é uma injustiça, como fez de uma maneira que, diria, conivente, parte da imprensa brasileira, de dizer que estão se criando situações, elefantes brancos em beiras de praias. Não! O Presidente do Supremo também erra; aliás, tem errado muito, xingando jornalistas, xingando seus colegas juízes, isso não é bom para o Brasil, não é bom para o Supremo. Estou vindo aqui como cidadão, não como Vice-Presidente porque é passageiro, mas como Senador da República,…

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) –…defender essa Casa e defender o Judiciário e defender o Presidente do Supremo, mas, dessa vez, ele errou e errou feio.

Eu ouvi um ex-presidente do Supremo, ontem, falando outra frase infeliz – Aires Brito –.

“O papel da imprensa é controlar governo”. Veja só, papel da imprensa é fiscalizar governo, denunciar governo, mas controlar governo?

Nós temos agora que aceitar e nos calar sobre isso. Eu, pelo menos, não vou me calar. Eu estou querendo um entendimento entre os juízes, para que possam fazer com que o cidadão tenha direito e acesso à Justiça. Só isso que quero.

E cabe ao Presidente do Supremo, que é Presidente do Conselho Nacional de Justiça, pautar esse assunto, decidir sobre ele. Agora, achar que a criação de outro tribunal regional, com sede em Manaus é uma…

(Interrupção do som)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – … atitude sorrateira, não posso admitir (fora do microfone).

PRESIDENTE (Eduardo Suplicy. Bloco/PT-SP) – Senador Jorge Viana, os demais Senadores acharão ruim comigo se eu for tão mais generoso no tempo. Por favor, conclua rapidamente para que os outros possam falar.

O Sr. Anibal Diniz (Bloco/PT-AC) – Senador Jorge Viana, só para cumprimentá-lo pelo pronunciamento e me solidarizar com os termos com que V. Exª se dirige para tratar desse assunto, porque fosse um eleito, seja do Executivo ou do Legislativo, a ter tal postura com um par, dizendo essas palavras: “Só me dirija as palavras quando eu lhe pedir”, se fosse um eleito, com toda a certeza, seria manchete em todos os jornais, mas, como se trata do Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal, a maioria se cala e ninguém emite uma opinião sobre isso. Se isso não é atitude ditatorial, é o quê?

O SR. JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Eu agradeço, Senador.

E, mais uma vez pedindo desculpas ao Presidente desta sessão, eu queria dizer que sofri de maneira justa,…

(Interrupção do som)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – …com conhecimento jurídico a oposição dos meus colegas (fora do microfone) Pedro Taques, Aloysio Nunes, quando estava relatando a matéria, e achei que aquilo engrandece o debate que estávamos tendo. E eu falava: eu concordo que isso é uma decisão da Justiça a criação. Foi um debate aberto, mas eu não fiz um encaminhamento sorrateiro.

Ouço o Senador Pedro Taques.

Pedro Taques (Bloco/PDT-MT) – Senador Jorge Viana, não sei se o Ministro Joaquim Barbosa falou sorrateiro em relação à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição nesta Casa. Eu fui um dos opositores, não do mérito, da criação dos tribunais regionais federais. Entendo que nós, sim, precisamos de outros tribunais regionais federais. Agora, os fins não justificam os meios. Entendi, defendi

Eu entendi, defendi e defendo que não cabe Proposta de Emenda à Constituição, não cabe. Agora, na Comissão Especial do Código Penal, foi deferido um requerimento da minha lavra, convidando o Ministro Joaquim Barbosa para comparece à Comissão Especial do Código Penal. E qual é o interessa nisso? Para que nós possamos discutir o Projeto do Código Penal. E não há que se falar em criação de um Código Penal sem que nós saibamos o órgão do Poder Judiciário que o julgará, que julgará os crimes. Esse tema poderia ser agitado, debatido também por ocasião da visita do Ministro Joaquim Barbosa. Inclusive, já entrei em contato com ele, na quinta-feira; ele aceitou o convite. Só está aguardando a marcação dessa data. Mas aqui eu não quero defender o Ministro Joaquim Barbosa, porque eu não tenho procuração para fazê-lo, apesar de a Lei Processual Civil dar o advogado – mas eu não sou advogado -, prazo para juntar a procuração. Mas eu não quero fazer a defesa do Ministro Joaquim Barbosa. Eu quero fazer a defesa da…

(Soa a campainha.)

Pedro Taques (Bloco/PDT-MT) – … possibilidade de um servidor público como ele também se manifestar a respeito de um tema importante como esse. Eu não sei detalhes dessa famosa, já famosa reunião. Eu conheço os participantes da reunião, o presidente da Ajufe, o presidente da AMB; eu os conheço; eu os recebo sempre aqui no gabinete. Esse tema precisa ser debatido, mas eu confio no Ministro Joaquim Barbosa. Eu tenho certeza que V. Exª também confia. Nós estamos vivendo uma quadra histórica em que muitas vezes é possível a utilização de um tema já passado para fundamentar temas presentes e futuros e fazer críticas a pessoas. Eu sei da honestidade de propósitos de V. Exª quando trouxe a proposta de emenda à Constituição. Eu conheço o Acre. Trabalhei no Acre como procurador da República quando V. Exª lá estava. Eu já oficiei em 12 Estados da Federação, e V. Exª…

(Soa a campainha.)

Pedro Taques (Bloco/PDT-MT) – … sabe disso. Sei da necessidade da criação desses Tribunais Regionais Federais. O mérito está correto. Agora, quem sabe, nessa audiência, nós possamos acalmar os ânimos. Não o de V. Exª, porque sempre foi muito cordial na defesa dos interesses do seu Estado e dos interesses da República Federativa do Brasil.

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Eu agradeço mais uma vez, e queria incorporar o aparte do colega Pedro Taques e dizer que eu só estou vindo à tribuna porque fui relator dessa matéria e senti o sorrateiro, que nós fomos enganados por juízes federais. Mais respeito com os juízes federais nós devemos ter também. É um conflito lá de interesse? Pode ser. Eu tenho muito respeito por todos que ocupam o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal, incluindo o Ministro Joaquim Barbosa, que tem uma história de vida muito bonita e que o levou a ser indicado pelo Presidente Lula …

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) –  … para ocupar a mais alta Corte de Justiça. Eu só fico temerário

Eu só fico temerário. Sigo confiando, mas eu, que já ocupei cargo de prefeito e governador, aprendi também que o poder revela. Espero que ele não esteja sendo revelado agora.

3 horas atrás

Falta o Dr Roberto na Comissão da Verdade – II

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz artigo de Natalia Viana com material do WikiLeaksPluD e lembra do que já disse Mauricio Dias, na Carta Capital: falta o Dr Roberto na Comissão da Verdade :

EUA FIZERAM LOBBY PRÓ-CENSURA DURANTE GOVERNO MILITAR

09.04.13 Por Natalia Viana#WikiLeaksPlusDIlustração de Elifas Andreato em Movimento, edição 154 de 12 de junho de 1974. Fonte Livro Movimento, uma reportagem
Embaixada pediu a repórter da TV americana para ouvir Roberto Marinho e Nascimento Brito, diretor do Jornal do Brasil, vozes menos criticas à censura oficial
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Em 1973 o governo do general Emílio Garrastazu Médici entrava em seu quarto ano, consolidando a presença da chama “linha dura” militar no governo. A censura à imprensa se estruturou e se oficializou, abarcando todos os principais veículos de imprensa do país. Sob Médici, a maioria das redações recebiam bilhetinhos apócrifos ou ligações quase diárias de membros da Polícia Federal – a força encarregada de controlar a censura – com a relação de temas que não poderiam ser abordados: desde relatos de tortura e prisões políticas até reportagens sobre a precária situação dos trens, a pobreza no país ou escandalosos casos de corrupção. Outras, como Veja e o Pasquim, tinham que enviar seu conteúdo para a censura prévia. O Estado de S. Paulo convivia com um censor plantado dentro da redação, lendo todos os textos para decidir o que podia e o que não podia ser publicado.

Para os Estados Unidos, porém, país que propagandeava a democracia como resposta à “ameaça comunista”, nada disso importava. Pelo contrário: documentos constantes no PlusD, do WikiLeaks, mostram que a diplomacia americana chegou a defender a censura do regime militar brasileiro perante um jornalista da poderosa rede de TV americana CBS.

“O cônsul geral de São Paulo relata que o correspondente da CBS na América Latina, George Nathanson, está em São Paulo, fazendo um vídeo sobre a censura à imprensa brasileira. A ideia de realizar essa história foi incitada pelo artigo do New York Times de 21 de feveriro sobre esse assunto”, escreveu o então embaixador dos EUA no Brasil, William Rountree, que ficou no posto entre 1970 e 1973. O correspondente estava filmando na redação do Estado de São Paulo e, segundo ele, a reportagem corria muito bem.

Mas a embaixada tinha outra ideia de como a censura deveria ser retratada. “Durante um almoço com Nathanson na semana passado, o Oficial para Relações Públicas [da embaixada] sugeriu que Nathanson tentasse obter todos os lados da história da censura no Brasil”, descreve o documento de 9 de março de 1973, marcado “para uso oficial limitado”. “Além de apenas falar com fontes da mídia veementemente opostos e afetados pela censura presente, o oficial de relações públicas mencionou que seria útil a Nathanson falar com figuras como o conselheiro presidencial Coronel Otávio Costa [chefe da assessoria de Relações Públicas da Presidência] e outros oficiais do governo, bem como representantes da mídia como Roberto Marinho, do Globo, e Nascimento Brito, do jornal do Brasil, que veem a questão da censura de maneira diferente da família Mesquita, do Estado”. Em seguida o embaixador, satisfeito, afirma que o jornalista acatou a sugestão e “expressou interesse nesta abordagem para fazer uma cobertura balanceada”.
EXISTE COBERTURA BALANCEADA SOBRE CENSURA? 

O aparato censório do regime militar foi construído sob as asas do Ato Institucional no. 5. Logo após sua decretação, em 13 de dezembro de 1969, o general Silvio Correia de Andrade, delegado da Policia Federal em São Paulo, declarou em entrevista coletiva: “Podem dizer que foi instaurado o arrocho à imprensa escrita, falada e televisada por parte do Contel, sob minha fiscalização direta. Os jornais estão sob censura no que diz respeito a greves, passeatas, comícios, agitação estudantil e qualquer tipo de ataque às autoridades”.

A PF seria responsável por calar a imprensa; no ano seguinte, dezenas de delegados destacados para esse fim receberam uma extensa lista de normas. Eles deviam vetar notícias “falsas” ou sensacionalistas, testemunhos em “off” (com fontes anônimas), comentários de pessoas atingidas pelos atos institucionais ou ligadas a entidades estudantis dissolvidas. Também eram proibidas notícias sobre todo tipo de repressão: cassações de mandatos, suspensão de direitos políticos, prisões, tortura.

Em 1971 o ministro da justiça Alfredo Buzaid aumentou a lista, proibindo também notícias “sensacionalistas” que prejudicassem a imagem do Brasil no exterior, notícias que colocassem em perigo a política econômica do governo, e até mesmo a “divulgação alarmista” de “movimentos subversivos” em países estrangeiros. Segundo levantamento do jornalista Élio Gaspari, entre 1972 e 1975 o Jornal do Brasil recebeu 270 ordens enviadas por telefone ou por escrito pelos policiais da PF. Apenas em 1973 – ano em que os diplomatas americanos queriam suavizar a cobertura da CBS sobre a censura brasileira – o pesquisador Paolo Marconi – consultando diversos veículos como Folha de S. Paulo, Rádio e TV Bandeirantes, em São Paulo, e Rádio e TV, em Salvador – contabilizou um total de 143 ordens enviadas pela PF. A maioria dos veículos praticava, então, a auto-censura, descartando os temas proibidos. É o caso da Globo de Roberto Marinho e do Jornal do Brasil de Nascimento Brito, apontados pelo embaixador como menos críticos à censura oficial.

Os veículos que mostravam alguma resistência tinham edições inteiras apreendidas ou eram submetidos à censura prévia – caso do Jornal da Tarde e da Revista Veja, então comandada por Mino Carta, que eram visitados por censores ou obrigados a mandar as edições antes de publicadas para a sede da PF em Brasília. Convivendo diariamente com um censor da PF, o Estado de S. Paulo teve 1136 reportagens censuradas entre março de 73 e janeiro de 75. Foram vetadas matérias sobre a Petrobrás, a questão indígena, a política de saúde pública, corrupção no ensino e até mesmo racismo no futebol.

Por sua vez, semanários pequenos e mais independentes como Opinião, baseado no Rio de Janeiro, e Movimento, de São Paulo, tiveram jornalistas presos, edições apreendidas e seus diretores interrogados inúmeras vezes. Daí o caráter “econômico” da censura, que foi responsável pelo desmantelamento, por asfixia financeira, de jornais de extrema qualidade e linhas editoriais progressistas – provocando um impacto que até hoje influencia o cenário da imprensa brasileira. Publicações independentes como Opinião, Ex, Movimento e Pasquim tiveram edições inteiras apreendidas, e tiveram que fechar as portas sob o peso da censura. Só o jornal Movimento teve 40% de todo o seu conteúdo censurado – mais de 3 mil artigos, mais de 4,5 milhões de palavras.
OS AMERICANOS SABIAM, CLARO

Nada disso era novidade para o Departamento de Estado chefiado por Henry Kissinger – o mesmo que criticou a lei de acesso à informação americana afirmando “antes da lei eu costumava dizer em reuniões, ‘o que é ilegal nós fazemos imediatamente; o que é inconstitucional leva mais tempo’, mas desde a lei eu tenho medo de dizer coisas assim”. Na verdade, os diplomatas americanos mantinham contato próximo com jornalistas brasileiros, acompanhando de perto as consequências da censura.

Assim, em 23 de março de 1973 – mesmo mês em que a embaixada defendia a censura junto ao correspondente da CBS – o cônsul de São Paulo, Frederick Chapin, relatou uma longa conversacom o dono do Estadão, Julio Mesquita, sobre a censura ao jornal. Embora o general Ernesto Geisel tivesse assumido com o compromisso de promover a “distensão política”, com a restauração dos direitos civis, nas duas semanas anteriores a tesoura da censura havia cortado seis matérias do Estadão, que as substituíra por cartas e receitas culinárias. Ao mesmo tempo, relata Chapin, Julio Mesquita enviara telegramas a todos os congressistas, e o Estadão publicou uma nota avisando que quem quisesse saber por que conteúdos desimportantes estavam aparecendo no jornal poderia ligar para a redação – receberam 167 ligações. “Julio Mesquita disse que a forte pressão que ele estava exercendo no governo para relaxar a censura estava fazendo efeito”, relatou Chapin, já que o Estadão chegara a publicar histórias – incluindo uma sobre censura – que não teriam passado. “Julio disse que pretendia continuar a pressionar o governo na questão da censura”.

Ainda assim, os censores só sairiam do Estadão dois anos depois.

Sob o embaixador John Crimmins, que assumiu o posto após Rountree, a embaixada dos EUA manteve uma “postura de não pôr as mãos” no tema da censura, segundo palavras do próprio. Mas continuava acompanhando de perto o despropósito da censura, conversando diretamente com editores e publishers. É o que mostra um documento do Rio de Janeiro, datado de 13 de maio de 1974, detalhando a situação do jornal Opinião. Em conversa com o então cônsul geral Clarence Boonstra, o empresário Fernando Gasparian, do Opinião, contava sobre os cortes mais recentes: uma entrevista com o então candidato a presidência francesa, François Mitterand, e com o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Nesse momento, a censura exigia novamente que o jornal fosse enviado a Brasília, antes de ser publicado, até quarta-feira de cada semana. “Gasparian estava ‘chocado e desanimado’ com os últimos acontecimentos”, relata Chapin, e decidiu ir a Brasília para investigar o motivo dos últimos cortes com o diretor-geral da PF, o coronel Moacyr Coelho. O coronel, que Gasparian descrevia como “deprimido e vacilante”, lhe disse que a censura havia sido decidida “em altas instâncias do Ministério da Justiça” e que havia outros jornais sob maior pressão, escreve Boonstra. “Ele voltou achando que ‘alguma coisa aconteceu dentro do alto escalão do governo para forçá-los a voltar às antigas restrições’. Gasparian disse que ouviu rumores em Brasília que os militares linha-dura não estavam felizes com os passos do regime em direção à liberalização e haviam demandado ‘apertar’ o controle da imprensa e de outras áreas”, diz o despacho diplomático.

A partir de 1975, a censura se tornou mais seletiva e a censura prévia foi sendo retirada aos poucos. Não foi um processo decisivo, tendo idas e vindas de acordo com as pressões do momento, como mostram as conversas constamente relatadas pelos diplomatas americanos. Em 4 de abril daquele ano, a embaixada em Brasília  enviou a Washington um relato sobre a apreensão do jornal Pasquim, do Rio de Janeiro, pela PF, ocorrida logo depois do veículo ter tido a censura prévia encerrada, e a uma edição comemorativa especialmente robusta. Chamando-o de “tabloide satírico semanal de centro-esquerda” Crimmins relata que, durante 5 anos, o semanário fora obrigado a enviar para Brasília duas a três vezes mais material do que necessário – texto, charges e fotos – para ser cortado.

“De acordo com [Millôr] Fernandes e outras fontes bem informadas da imprensa, o alvo real da apreensão do Pasquim era um editorial forte de Fernandes detalhando os problemas do jornal com a censura. Esses problemas incluíam: uma queda brusca de leitores (Fernandes afirma que houve uma queda de 200 mil para 100 mil em circulação nos seis primeiros meses de censura; alguns observadores acreditam que o cálculo atual seja de 50 mil) e assédio da equipe do Pasquim quando a censura teve início (ex. interrogatório policial da maioria deles e prisão de dez editores por dois meses, seguida da sua libertação e o arquivamento subsequente do inquérito). Fernandes também argumentava [no editorial] que o fim da censura prévia não significa que a imprensa livre brasileira possa imprimir o que quer e lembrava aos leitores que muitos dos jornais brasileiros ainda estavam sujeitos à censura”. O comunicado encerrava dizendo que a apreensão “foi um enorme golpe em termos financeiros”, já que o Pasquim dependia de vendas em banca.

A Veja de Mino Carta

A diplomacia americana também acompanhou de perto o périplo da revista Veja, fundada e editada por Mino Carta durante a ditadura militar e submetida a dois tipos de censura prévia ao longo dos anos: no geral, o censor da PF ia até a redação, no prédio da editora Abril; mas em algumas ocasiões o material tinha que ser enviado a Brasília dias antes da publicação.

Em maio de 1974, foi a vez do consulado de São Paulo informar sobre a censura a Veja. O primeiro despacho, do dia 10, é assinado pelo cônsul-geral Frederick Chapin. “Uma empreitada de censura ameaça a continuação de Veja, respeitada revista semanal”, descreve o cônsul A nova ordem exigia que todo conteúdo da revista fosse enviado a Brasília na quarta-feira, inviabilizando a cobertura de fatos “quentes”. Mino Carta – a quem Chapin chama de “um dos jornalistas mais hábeis e mais conhecidos” do país – contava que a nova ordem era uma represália, em especial, por uma charge de Millôr Fernandes mostrando um homem sendo torturado, sobre a legenda “nada consta”.

“Essa semana, quando Mino soube do endurecimento, ele ligou para o general Golbery, que foi ‘evasivo e hipócrita’. O general Golbery mencionou especificamente alguma insatisfação sobre a charge de Millôr Fernandes”. Decepcionado, já que tanto Golbery quanto o ministro da justiça de Geisel, Armando Falcão, haviam se manifestado contra a censura, mas estariam cedendo aos militares “linha dura”, Mino Carta ameaçava deixar a Veja. “Carta disse que não quer ter mais nada a ver com Golbery e Falcão porque ‘seria como lidar com office boys’”, relata Chapin. “Essas ordens, ele adicionou, vieram do ministro do Exército Dale Coutinho, um representante do ‘sistema’, ou como ele chama, ‘o capo máfia’ que ele [Mino Carta] acredita que controla o país’”, relata o despacho enviado a Washington.

“O cumprimento das novas regras vai efetivamente matar a Veja, segundo Carta”, escreve o cônsul, que finaliza o documento narrando que, para o jornalista, “o propósito do endurecimento não é destruir Veja, mas colocar a revista e a editora Abril ‘de joelhos”.

Roberto Civita, vice-presidente e filho do dono da editora Abril, viajaria para Brasília em busca de um acordo – que também foi acompanhado de perto pelos americanos. Em 28 de maio, outro despacho do consulado de São Paulo, relata que a ordem fora revertida. Como narrou Victor Civita ao americano, “[Dale] Coutinho se recusou a ver Roberto, que então ligou para Golbery e para o ministro Falcão”. A redação, portanto, voltaria a receber a visita de censores. O próprio Golbery e Falcão haviam servido como “fiadores” do acordo entre os censores e Veja. “Victor estava otimista sobre as relações futuras com a administração Geisel”, relatou Chapin. O dono da Abril afirmou: “eu só tenho três ou quatro amigos no governo agora, mas em um ano ou mais eu vou conhecer bem 10 ou 12 deles”.

No entanto, a paz não duraria muito, reflexo da queda de braço interna à administração Geisel. Em agosto de 1975, a ordem de enviar o material para Brasília voltou – e foi prontamente relatada o Departamento de Estado dos EUA. O estopim fora uma edição recente de um discurso de Geisel, que Veja via como um sinal de que a distensão estava morta. Hernani Donado, Relações Públicas da revista, conversou com os diplomatas. “Donato disse que a linha dura ficou irritada pelos elogios de Veja ao general Golbery (….) Golbery ligou pessoalmente para Mino Carta e pediu que ele parasse com as histórias: ‘toda palavra boa que você fala sobre mim é uma palavra ruim sobre os oponentes da distensão’”. Segundo o embaixador Crimmins, Hernani Donato também acreditava que censores de Brasília “não confiavam totalmente” nos seus subordinados de São Paulo, e sentiam “que eles podem ter se tornado muito próximos de jornalistas locais”. Em 27 de agosto, diplomatas da embaixada voltaram a almoçar com Victor Civita para discutir o assunto. “Ele contou que lhe foi dito para ser muito cuidadoso porque o governo tinha o poder de ‘colocá-lo de joelhos’ quando quisesse”.

5 horas atrás

Bono quer um Bolsa Família planetário

por redacao
 

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

 

Saiu no Instituto Lula: 

Bono desafia Lula: vamos fazer juntos um Bolsa Família planetário

O que era para ser um reencontro de dois amigos acabou se transformando em uma produtiva reunião de trabalho. Na tarde desta terça-feira (9), em Londres, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o músico irlandês Bono, líder da banda U2, conversaram durante uma hora e falaram sobre o programa Bolsa Família, segurança alimentar, fome na África e, claro, futebol, paixão de ambos.

Para baixar fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.

A pedido do roqueiro e ativista social, Lula resumiu os programas de inclusão social realizados no Brasil durante seu governo e que permitiram que fossem retirados do estado de miséria absoluta mais de 30 milhões de pessoas. De lápis na mão, o ex-presidente fez para Bono um cálculo estarrecedor:

“Some os 9,5 trilhões de dólares gastos para salvar bancos norte-americanos e europeus, depois da crise de 2008, mais os 1,7 trilhões de dólares despejados pelos EUA na guerra do Iraque, e você terá mais de US$ 11 trilhões. Isso significa que os recursos jogados na farra dos bancos e na invasão do Iraque seriam suficientes para montar um mega-programa Bolsa Família que atenderia a todos os pobres do mundo durante 150 anos”.

Para Bono, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, com problemas de saúde, retirou-se da politica, Lula converteu-se naturalmente no grande interlocutor mundial dos pobres:

“Lula, você é o único interlocutor capaz de falar com capitalistas e socialistas, com dirigentes dos países ricos e com as lideranças do Terceiro Mundo”.

O músico propôs somar os esforços do Instituto Lula e da organização não-governamental ONE, criada e dirigida por Bono para difundir e estimular, em países africanos, programas contra a fome e a miséria. Ele revelou também que, com o apoio de Bill Gates e do investidor George Soros, a ONE vem implantando na Tanzânia um projeto de produção de alimentos na savana inspirado no trabalho da brasileira Embrapa em Gana.

Ao final do encontro, Bono fez um desafio ao ex-presidente do Brasil:

“Você é hoje a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário, que atenda a todos os pobres do mundo! Vamos, eu me junto a você e fazemos isso juntos!”

Lula e Bono ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já bateram o martelo: os dois estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014.

6 horas atrás

Nassif: por que Barbosa não dá prazo a Dirceu

por redacao
 

 

Saiu no Blog do Zé Dirceu:

Nassif: “Os motivos de Joaquim Barbosa não dar prazo para a defesa”


Recomendo a todos a leitura do artigo “Os motivos de Joaquim Barbosa não dar prazo para a defesa ”, publicado hoje por Luis Nassif. Ele começa dizendo que “não se iludam os Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com a aparente unanimidade da mídia em relação ao julgamento do mensalão. O enquadramento das redações e colunistas impediu manifestações maiores de dúvida sobre a isenção dos magistrados. Fosse em tempos de maior pluralidade, a mídia teria servido de freio a alguns abusos cometidos”.

“Quando os primeiros questionamentos foram feitos – ainda em plena efervescência do julgamento -, não foram levados a sério por indicarem inconsistências tão absurdas, que soavam inverossímeis”, acrescenta.

Ele diz ter conversado com muitas pessoas simpáticas a uma condenação exemplar, que acreditavam que entre as dezenas de milhares de páginas do inquérito haveria evidências capazes de derrubar as críticas.

“A questão é que o tempo passou, houve a oportunidade de trabalhos mais alentados e meticulosos sobre o inquérito.”

Nassif chama atenção para o fato de que “cada vez mais é evidente que a análise das acusações tem produzido dúvidas significativas nos colunistas que contam”.

O artigo trata de alguns desses pontos inconsistentes, sem provas. Entre eles, a acusação de desvio da Visanet e a questão do Bônus de Volume.

Nassif ainda diz que a negação de maior prazo para a defesa recorrer se deve ao “receio de que as inconsistências das acusações sejam expostas agora, não mais em matérias de blogs, mas nos próprios autos do processo”. 

(…)

Clique aqui para ler “O que Barbosa ignorou para “condenar” João Paulo”. 

aqui para ler “Janio revê o mensalão. O que faz dele um mentirão”. 

8 horas atrás

PUB inglês recebe notícia da morte de Thatcher

por redacao
 

Muito engraçado !!!

 

 
 

 

Delfim Neto condena lobby pela elevação dos juros

por Hélio Consolaro
 
Ex-ministro diz que a crítica à suposta “leniência” do Banco Central com a inflação é ideológica e publica um duro artigo contra os lobistas do sistema financeiro, como os economistas Ilan Goldfajn, do Itaú Unibanco, e Alexandre Schwartsman, ex-Santander
9 DE ABRIL DE 2013 ÀS 06:55

247 – Contra o lobby dos juros altos, dá-lhe Delfim Netto. Nesta terça, o ex-ministro publica um duro artigo, no Valor Econômico, condenando as manobras pela elevação da taxa Selic. Leia abaixo: O cabo de guerra e a manobra do juro – ANTÔNIO DELFIM NETO A atitude cautelosa do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem gerado ferozes críticas por parte do mercado financeiro. Elas vão desde: 1) a suposta leniência com o combate à inflação, que derivaria da crença ideológica (severamente rejeitada por toda a experiência histórica) de que “um pouco mais de inflação estimula um pouco mais de crescimento”; 2) passa pela crença de que o governo que estimulou, e se empenhou politicamente na baixa da taxa real de juros, não aceitaria o seu aumento, mesmo quando fosse a solução recomendável, devido à impopularidade que provocaria; e 3) termina numa dúvida moral sobre a autoridade monetária, que não teria autonomia para manobrar o seu único instrumento de ação horizontal: a taxa de juro real. Nenhuma delas faz sentido. A crítica de que há leniência com a inflação por motivos ideológicos é, ela mesma, “ideológica”. Apoia-se em velhas crenças, incorporadas aos programas do PT e do PDT, quando eles não haviam amadurecido. Na verdade, o que ela revela é a compreensão que a inflação brasileira tem causas mais complexas e a sua solução não pode ser reduzida à fórmula simples de aumentar a taxa de juro real. O governo sabe que o namoro inflacionário duradouro com a banda superior da meta (5,8% nos oito anos de governo Lula e 6,2% nos dois anos do governo Dilma) é um convite à sua persistência. Isso deteriora as expectativas e reintroduz a incerteza na fixação dos salários. Com a dramática experiência inflacionária que temos escondida em nosso subconsciente, todos sabemos que isso acabará levando à indexação ainda maior da nossa economia. E sabemos, também, como isso termina… A segunda crítica faz pouco da inteligência do governo. Quando as condições objetivas mudam, a política muda. Da mesma forma como foi correto reduzir a taxa de juro real absurda, à qual sobrevivemos durante as últimas décadas por equívocos da política monetária, será correto, se o Copom achar necessário, elevá-la com a mesma moderação que usam todos os países. Antes de prosseguir permita-me recusar o terceiro argumento. Ele é ridículo. Faz uma imensa injustiça a um economista altamente qualificado, o ministro Tombini. Basta olhar para sua tranquila firmeza, para a sua formação acadêmica e a sua história como pesquisador, para entender que não é “pessoa para fazer o que mandam”. O que existe mesmo entre a autoridade monetária e os seus críticos, principalmente os economistas mais ligados ao sistema financeiro, é uma percepção diferente da realidade nacional e das incertezas que a cercam. Essa diferença cognitiva não significa uma diferença “científica”, se é que se pode dar tal realeza às visões diferentes da relação relativamente tênue, mesmo no curto prazo (e inexistente no longo), entre a variação da taxa de inflação e a variação do nível de desemprego. A autoridade monetária estaria tecnicamente inferiorizada diante dos bem apetrechados profissionais que assessoram as finanças privadas. Com relação à qualidade do conhecimento, experiência e sutilezas de funcionamento desse mercado fugidio, que é o financeiro, nem nossos mais sofisticados economistas daquele setor, ou da academia, podem competir com as informações armazenadas nas cabeças dos profissionais que habitam o Departamento de Estudos e Pesquisa (Depep) do Banco Central. Quem tiver alguma dúvida, deve comparar a “ciência” das assessorias financeiras privadas e da academia, com a “ciência” do Depep, revelada, por exemplo, no “Using a DSGE Model to Assess The Macroeconomics Effects of Reserve Requirements in Brazil” (Working Paper Series – 303, Jan., 2013), dos competentes economistas Waldyr Areosa e Christiano Coelho. Ele explora as diferenças das respostas das variáveis macroeconômicas das manobras nas reservas bancárias e na taxa de juros utilizando um “Dynamic Stochastic General Equilibrium Model” (DSGE). E conclui que uma redução da relação de reserva tem o mesmo efeito qualitativo de uma redução da taxa de juros do Banco Central, ainda que seu efeito quantitativo seja menor, como era mesmo de esperar. É preciso reconhecer que uma taxa de inflação anual de 5,9% nos últimos dez anos (30% sistematicamente acima da meta) já deveria ter mobilizado governo e sociedade para reduzi-la. A taxa de inflação é o radiador que dissipa o calor produzido pelos atritos no funcionamento dos mercados. E 4,5% é seguramente maior do que os 2,5% a 3,5% que parecem estabilizar as expectativas e fazê-los funcionar razoavelmente bem, na grande maioria dos países. É mais do que óbvio, entretanto, que produzir esse resultado está fora do alcance da política monetária. Ele será consequência de uma política social e econômica, que tenha por objetivo continuar a manter a inclusão social com o suporte de medidas que reforcem as instituições e produzam mudanças estruturais, que estimulem a competição e reduzam os atritos. Acreditamos que a visão do Banco Central tem tanta consistência quanto a do “mercado”, o que recomenda sua cautela na manipulação da taxa de juros real. Até agora, a visão do primeiro tem se revelado a mais ajustada à nossa realidade e mais antenada com a situação da economia mundial. Se o que o Copom previu para o futuro próximo não se realizar – e a realidade mostrar a necessidade de uma manobra que sancione o aumento da taxa de juro real -Tombini a fará com a mesma tranquilidade e autonomia com que tem recomendado a “cautela”. Quem viver, verá. 

Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

Victor Jara por Joan Baez

por Betho Flávio
 

  Te Recuerdo Amanda de Victor Jara

 

Te recuerdo amanda
La calle mojada
Corriendo a la fabrica donde trabajaba manuel

La sonrisa ancha, la lluvia en el pelo,
No importaba nada
Ibas a encontrarte con el,
Con el, con el, con el, con el

Son cinco minutos
La vida es eterna,
En cinco minutos

Suena la sirena,
De vuelta al trabajo
Y tu caminando lo iluminas todo
Los cinco minutos
Te hacen florecer

Te recuerdo amanda
La calle mojada
Corriendo a la fabrica
Donde trabajaba manuel

La sonrisa ancha
La lluvia en el pelo
No importaba nada,
Ibas a encontrarte con el,
Con el, con el, con el, con el

Que partió a la sierra
Que nunca hizo daño,
Que partió a la sierra
Y en cinco minutos,
Quedó destrozado

Suenan las sirenas
De vuelta al trabajo
Muchos no volvieron
Tampoco manuel

Te recuerdo amanda,
La calle mojada
Corriendo a la fábrica,
Donde trabajaba manuel.

 

 

 

 

Víctor Jara – 28.09.1932 – 15.09.1973

Golpe de estado e assassinato

O golpe de estado do general Augusto Pinochet contra o presidente Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, surpreende Jara na universidade. É detido junto com outros alunos e professores, conduzido ao Estádio Chile (não confundir com Estádio Nacional de Chile), convertido em campo de concentração, e mantido lá durante vários dias. Há alguma controvérsia quanto às torturas que teria sofrido durante os dias de cárcere antes de seu assassinato a tiros, no dia 16 de setembro do mesmo ano. Havia um boato de que teria tido suas mãos cortadas como parte do “castigo” dos militares a seu trabalho de conscientização social aos setores mais desfavorecidos do povo chileno. Porém, na exumação do corpo de Jara, realizada em Junho de 2009, foi confirmado que na verdade teve suas mãos esmagadas por coronhadas dos soldados.

Jara era membro do Partido Comunista do Chile e, antes de ser preso e assassinado, integrava o Comitê Central das Juventudes Comunistas do Chile. Nos dias de cativeiro prévios à sua execução, Jarra escreveu um poema que pôde ser conservado.

Somos cinco mil

en esta pequeña parte de la ciudad

Somos cinco mil

¿Cuántos seremos en total

en las ciudades y en todo el país?

Sólo aquí, diez mil manos que siembran

y hacen andar las fábricas.

¡Cuánta humanidad

con hambre, frío, pánico, dolor,

presión moral, terror y locura!

Seis de los nuestros se perdieron

en el espacio de las estrellas.

Un muerto, un golpeado como jamás creí

se podría golpear a un ser humano.

Los otros cuatro quisieron quitarse todos los temores

uno saltando al vacío,

otro golpeándose la cabeza contra el muro,

pero todos con la mirada fija de la muerte.

¡Qué espanto causa el rostro del fascismo!

Llevan a cabo sus planes con precisión artera

sin importarles nada.

La sangre para ellos son medallas.

La matanza es acto de heroísmo.

¿Es éste el mundo que creaste, Dios mío?

¿Para esto tus siete días de asombro y de trabajo?

En estas cuatro murallas sólo existe un número

que no progresa,

que lentamente querrá más la muerte.

Pero de pronto me golpea la conciencia

y veo esta marea sin latido,

pero con el pulso de las máquinas

y los militares mostrando su rostro de matrona

lleno de dulzura.

¿Y México, Cuba y el mundo?

¡Que griten esta ignominia!

Somos diez mil manos menos

que no producen.

¿Cuántos somos en toda la Patria?

La sangre del compañero Presidente

golpea más fuerte que bombas y metrallas.

Así golpeará nuestro puño nuevamente.

¡Canto que mal me sales

cuando tengo que cantar espanto!

Espanto como el que vivo

como el que muero, espanto.

De verme entre tanto y tantos

momento del infinito

en que el silencio y el grito

son las metas de este canto.

Lo que veo nunca vi,

lo que he sentido y lo que siento

hará brotar el momento…

Seu corpo só foi encontrado por sua mulher dias depois, com a ajuda de um jovem comunista que trabalhava no necrotério.

2 horas atrás

A ditadura foi uma mãe para Globo

por Betho Flávio
 

Mauricio Dias (Carta Capital)

Falta um tema na variada agenda da Comissão Nacional da Verdade. Criada com a finalidade de apurar as violações dos direitos humanos ela não incluiu na pauta de trabalho a análise do papel da imprensa, como é feito com a Igreja, por exemplo, durante a ditadura, tramada e sustentada por civis e militares.

A imprensa foi arauto da trama golpista contra o presidente João Goulart. Sempre conservadores, os “barões da mídia” brasileira agem sempre na fronteira do reacionarismo. Apoiar golpes, por isso, não chega ser exatamente novidade. Alardeiam o principio do liberalismo sem, no entanto, comprometer-se com a democracia. Assim, promovem feitiços, como o de 1964, e tornam a própria imprensa vítima da feitiçaria.

Patrões e empregados são testemunhas importantes de uma história que precisa ser passada a limpo. É necessário ir além do que já se sabe. Isso só ocorrerá com o depoimento daqueles que viveram os episódios ou estiverem próximos deles.

A ditadura “exerceu o terror de Estado e provocou medo na sociedade civil. Não há indícios, porém, de que o medo fosse a razão do consentimento” que a imprensa deu aos generais, como anota a cientista política Anne-Marie Smith, no livro “Um acordo forçado”.

Ela põe o dedo na ferida ainda aberta – “E se outros jornais tivessem protestado quando o general Abreu proibiu qualquer publicidade do governo no Jornal do Brasil em 1978?” – e se aproxima da resposta: “Os obstáculos à solidariedade não foram criados, nem reforçados, nem explorados pelo regime. A falta de solidariedade foi uma desvantagem gerada pela própria imprensa”.

APOIO DO GLOBO

Império da mídia brasileira, o apoio do sistema O Globo à ditadura nunca foi negado, embora hoje seja disfarçado. Uma das razões para esse comportamento passado, que se encaixa na reflexão de Smith, encontra explicação no livro “Dossiê Geisel”, de Celso Castro e Maria Celina D’Araujo.

No governo Geisel, o ministro das Comunicações Euclides Quandt vetou novas concessões ao nascente sistema Globo por receio de que Roberto Marinho chegasse ao monopólio da opinião pública. Ele, então, foi ao ministro da Justiça, Armando Falcão e falou “do constante apoio” que deu ao governo.

“Disse também que o comportamento da Rede Globo deveria fazê-la merecedora de atenção e favores especiais do governo”, registra o livro.

Marinho apelou sem constrangimentos. Ameaçou vender a Rede Globo caso não tivesse apoio para continuar a crescer. O resto da história todo mundo sabe.

A mídia reage, hoje, ao projeto sobre a atualização das leis de comunicação com argumento falso e insensato que o objetivo é o de censurar. No entanto, em plena ditadura, adotou a inércia, o silêncio, diante dos atos concretos de restrição à liberdade de escrever. Não de escrever sobre tudo, mas, somente sobre certos assuntos como tortura e assassinato nos porões da ditadura. Essa é a diferença em relação à genérica denúncia de restrição à festejada liberdade de imprensa.

A censura, nesse contexto, cumpria outro papel. Excluía a responsabilidade direta dos donos da mídia e de muitos editores autoritários coniventes que sempre se desculparam ao apontar a censura governamental como a razão do silêncio.

A ditadura seria outra – talvez Ditabranda – contada a partir do que foi publicado na ocasião.

2 horas atrás

Em carta a Marx, Engels diz que as sagradas escrituras hebraicas são registros árabes

por Betho Flávio
 

Engels e Marx, definitivos!

Por Bourdoukan

Tudo começou há oito anos quando o saudoso Serjão ( Sérgio de Souza, fundador e diretor da Revista Caros Amigos), me telefona para dizer que tinha em mãos um texto de Engels a Marx que o deixara impressionado.

E que deixaria a mim muito mais ainda.

Na ocasião Sergio estava realizando a leitura final do livro Socialismo, uma utopia cristã ( 1.150 páginas – Editora Casa Amarela), do procurador da República Luiz Francisco F.de Souza( pequeno perfil do autor AQUI).

Cheguei à redação de Caros Amigos e confesso que fiquei fascinado com a revelação do texto, eu que pensava já ter lido tudo do grande amigo de Marx.

Perguntei então ao Sérgio se ele conseguiria o original da carta. Imediatamente remeteu fax ao procurador que respondeu, no mesmo dia, enviando uma cópia, ainda em meu poder.

E outro dia, consultando o livro, eis que surge novamente o fax. E como na era da Internet praticamente tudo é acessível, realizei uma consulta pelo Google.

Dito e feito, localizei a correspondência e a repasso a quem tiver interesse.

Segue abaixo, o trecho da correspondência, como foi publicada no livro à pagina 333, e mais abaixo, o endereço eletrônico, em inglês, para copiar.

De Engels a Marx: (…)

“Agora está completamente claro para mim que as chamadas sagradas escrituras hebraicas não passam de registro das antigas tradições religiosas e tribais árabes, modificadas pela precoce separação dos hebreus dos seus vizinhos, parentes de tribos, mas nômades”.

AQUI a íntegra da carta em inglês.

4 horas atrás

Wikileaks: Vaticano apoiou a ditadura de Augusto Pinochet

por Betho Flávio
 

Foto retirada do Google

O site Wikileaks divulgou nesta segunda-feira (8) documentos do departamento de Estado dos EUA que revelam o apoio do Vaticano para o golpe no Chile em 1973. De acordo com informações do jornal italiano La Republicca, a Igreja negou denúncias contra os militares, dizendo que as repressões reportadas no país sul-americano se tratavam de “propaganda comunista”.

Um dos documentos divulgados – datados na década de 1970 – mostram o então secretário de Estado do Vaticano, Giovanni Benelli, em diálogo com diplomatas norte-americanos expressando “grave preocupação do Papa Paulo VI (1963 – 1978) com a campanha de esquerda para distorcer completamente a realidade da situação política no Chile”.

As conversas entre a Igreja e EUA ocorreram cinco semanas depois de Augusto Pinochet tomar o poder por meio de um golpe de Estado, derrubando o regime socialista de Salvador Allende. Na ocasião, milhares de simpatizantes do regime de esquerda foram presos e mortos.

Na época, o Vaticano admitiu que houve sangue derramado nas ruas chilenas, porém, acenou que os bispos chilenos “estavam fazendo de tudo para corrigir a situação e as reportagens que falam de repressão brutal, pois elas são infundadas”, afirma o documento divulgado nesta segunda-feira (8).

O Vaticano também afirma que “a cobertura exagerada dos eventos ocorridos no Chile foram uma grande vitória da propaganda comunista”.

Com informações do Opera Mundi

4 horas atrás

Thatcher morreu como a mãe do 1% e a madrasta dos 99%

por Betho Flávio
 

Por Paulo Nogueira – de Londres

Margareth Tatcher iniciou o pior ciclo econômico já visto sobre os países de orientação capitalista

Margareth Thatcher iniciou o pior ciclo econômico já visto sobre os países de orientação capitalista e morreu com sérios problemas mentais

A maior vitória de Margareth Thatcher, morta nesta segunda-feira aos 87 anos depois de um derrame, foi não ter assistido à formidável falência do mundo que ela ajudou tão poderosamente a construir na década de 1980.

Fazia anos que Thatcher sofria de problemas mentais. Conforme relatou num livro sua filha Carol, ela chamava com frequência seu marido Denis, morto há muitos anos.

Ela não viu a desagregação do que se convencionou chamar de neoliberalismo – um sistema que acabou levando ao célebre mundo dos 99% versus 1%.

Thatcher de um lado do Atlântico e Ronald Reagan de outro comandaram com influência mundial – sentida no Brasil de Collor e mais ainda de FHC – modelos econômicos que acabaram privilegiando enormemente os super ricos e as grandes corporações.

A grande crise econômica do final da década passada mostrou o quanto era insustentável este modelo, a começar pelo fato de que os cofres públicos em tantos países se esvaziaram por conta de políticas que permitiram aos bilionários e às multinacionais encontrar formas legais – embora imorais – de reduzir a quase nada os impostos a pagar.

Thatcher viveu pela política, e começou a morrer quando foi traída por companheiros do Partido Conservador e derrubada depois de 11 anos de poder, em 1990.

A mulher que em 1979 se instalou no Número 10, como os ingleses chamam a casa do primeiro ministro, era uma força da natureza. Chegou declamando São Francisco de Assis, mas agiu como uma ninja no poder.

Derrotou os sindicalistas superpoderosos que frequentemente paravam o Reino Unido, deu uma surra fulminante nos militares argentinos que queriam tomar as Malvinas, ajudou a cravar os pregos no caixão da União Soviética e liderou um movimento global de privatização e desregulamentação com resultados que o tempo provou serem catastróficos.

Margaret Thatcher pareceu, em certos momentos, maior que o Reino Unido. Seu único rival em prestígio, entre os líderes globais, era Reagan. Mas, se Reagan parecia um ator de Hollywood fazendo o papel de presidente americano, Thatcher era 100% realidade, ele embalagem, ela conteúdo.

Thatcher agarrou-se desesperadamente ao poder quando já era uma primeira ministra morta em atividade. Desafiada na liderança dos conservadores em 1990, não conseguiu a os votos necessários para permanecer como líder, embora tenha vencido seu oponente. Foi uma vitória inútil, mas Thatcher não quis ver isso.

No Reino Unido, o poder fica na mão do líder do partido mais votado. Os companheiros de partido podem, em situações extremas, desafiar a liderança. Foi isso que tirou da Thatcher do poder. Seus liderados entre os conservadores já não suportavam sua brutalidade como chefe, e um deles a desafiou.

Thatcher, sem votos suficientes para permanecer a despeito de ter batido o desafiador, ainda relutou durante dias em deixar Downing Street. Queria ir para a segunda e decisiva votação. Era formalmente uma possibilidade, mas na verdade é uma atitude não aceita na política britânica, pelo desrespeito implícito à vontade coletiva do partido. Foi a rainha Elizabeth quem afinal convenceu Thatcher a renunciar.

Os problemas mentais ceifaram depois seu projeto de fazer fortuna com palestras e, muito pior para ela, a impediram de lutar no campo das idéias pela essência do thatcherismo: um Estado mínimo, com a menor regulamentação possível.

Em 2011, a convite do premiê conservador David Cameron, ela visitou pela última vez Downing Street, o lugar de onde ela exerceu influência mundial durante onze anos.

Andava com dificuldade e acenava confusamente, como se de alguma forma tivesse em sua mente destruída retornado aos dias em que foi conhecida como Dama de Ferro.

Morreu como a mãe do 1% e a madrasta dos 99%.

Paulo Nogueira é jornalista, baseado em Londres, fundador e diretor editorial do site de notícias e análiseDiário do Centro do Mundo.

5 horas atrás

BARBOSA X JUÍZES

por Betho Flávio
 

<br />O presidente do STF recebe em audiência os presidentes da AMB, Anamatra e da Ajufe.<br />Foto: Divulgação/STF

O presidente do STF recebe em audiência os presidentes da AMB, Anamatra e da Ajufe.DIVULGAÇÃO/STF

BRASÍLIA – Uma reunião de quase uma hora de duração selou o clima de guerra entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, e as associações de magistrados. Barbosa disse que a criação de novos Tribunais Regionais Federais (TRFs) foi aprovada de forma “sorrateira” com o apoio das associações e apostou que os tribunais serão construídos perto de praias. No encontro, Barbosa pediu para um dos representantes de juízes “abaixar o tom de voz” e só se manifestar quando ele autorizasse.

 

– Esses tribunais vão ser criados em resorts, em alguma grande praia! – disse, irônico.

Estavam presentes integrantes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e da Associação Nacional da Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). Barbosa reclamou que o Congresso Nacional aprovou os novos tribunais sem ouvir órgãos interessados.

– Mais uma vez, se toma uma decisão de peso no país sem ouvir o CNJ. Ou seja, à base de cochichos. Os senadores e deputados foram induzidos a erro. Porque ninguém colocou nada no papel – disse.

Um dos juízes chegou a dizer que a Ajufe foi ouvida no processo, mas o ministro não gostou do comentário.

– A Constituição não dá poderes à Ajufe. Isso não faz parte das exigências constitucionais. Não confunda a legitimidade que o senhor tem enquanto representante sindical com a legitimidade dos órgãos do Estado. Eu estou dizendo é que órgãos importantes do Estado não se pronunciaram sobre o projeto. Pelo que eu vejo, vocês participaram de forma sorrateira na aprovação – afirmou.

O vice-presidente da Ajufe, Ivanir César Ireno, protestou:

– Sorrateira não, ministro. Sorrateira não. Democrática e transparente.

Barbosa ficou irritado com a intervenção.

– O senhor abaixe a voz que o senhor está na presidência do Supremo Tribunal Federal. Só me dirija a palavra quando eu lhe pedir – declarou.

E continuou:

– Como é que quase duplica o número de tribunais federais no Brasil dessa maneira? Os senhores não representam o Conselho Nacional de Justiça. Os senhores não representam o Superior Tribunal de Justiça, representam seus interesses corporativos legítimos. Mais isso não supre a vontade dos órgãos estatais. Compreendam isso. Os senhores não representam a nação. Não representam os órgãos estatais. Os senhores são representantes de classe. Só isso.

O ministro também pediu que as associações não fossem à imprensa para reclamar de sua gestão, mas que encaminhassem um ofício a ele. Recentemente, o ministro disse que os juízes brasileiros tinham uma mentalidade em prol da impunidade. Também declarou que havia um conluio entre juízes e advogados. As associações divulgaram notas criticando Barbosa.

– Olha, quando vocês tiverem algo para acrescentar e aprimorar, antes de ir à imprensa, vocês dirijam um documento à minha assessoria e ao CNJ. Não vá á imprensa para criar clima desfavorável.

O presidente da AMB, Nelson Calandra, protestou:

– Pedimos essa audiência em dezembro.

– Eu estou recebendo agora. Sou muito ocupado, não tenho tempo para receber associações todo dia. Recebi esse senhor não tem quatro meses – rebateu Barbosa, apontando para o presidente da Ajufe, Nino Toldo.

Quando Toldo informou seu nome ao presidente do STF, ouviu dele:

– Não tenho a obrigação de saber o seu nome, lembro da sua fisionomia.

O único momento de concordância foi quando as associações pediram apoio na reforma dos códigos brasileiros. Calandra reclamou que as comissões do Congresso criadas para discutir os temas não contam com a presença de juízes. Barbosa legitimou o pleito.

– Sou inteiramente favorável a uma total remodelagem dessas nossas leis arcaicas. Me preocupo muito com o desequilíbrio que ocorre nessas comissões. São convidados especialistas, mas não há preocupação em convidar magistrados e o Ministério Público. O resultado são essas leis capengas, que tornam nosso sistema de justiça mais tendentes à impunidade – disse o ministro.

Barbosa aproveitou para criticar a promoção de juízes por merecimento. Para ele, o sistema beneficia apenas quem tem apadrinhamento político e obriga o juiz a andar “com o pires na mão” para conseguir um novo posto.

GLOBO ONLINE

 

5 horas atrás

TREZE ANOS DE CÁRCERE NÃO BASTAM?

por Betho Flávio
 

(Foto: da Internet)

Por Atilio A. Boron, cientista político e sociólogo argentino (reproduzido do jornal argentinoPágina/12, edição de 04/03/2013)

Produto de seu enfermiço ódio contra tudo o que signifique a Revolução Cubana, o governo dos Estados Unidos endureceu as condições de liberdade condicional sob as quais se encontra René González Sehwerert, um dos cinco agentes de Inteligência cubanos que se infiltrou nas organizações terroristas com base em Miami com o propósito de desbaratar seus desígnios criminosos, salvando deste modo centenas ou talvez milhares de vidas de cubanos e também de estrangeiros. René nasceu em Chicago, é filho de pais cubanos, emigrados durante os anos de Batista nos Estados Unidos, que regressaram ao país depois da queda da tirania do lacaio de Washington. No julgamento de “Os 5”, que é a maior prova da decomposição moral e jurídica da Justiça estadunidense, os lutadores anti-terroristas foram condenados a penas exorbitantes.

No caso de René, o primeiro a ser posto em liberdade, foram mais de 13 anos de prisão, tendo ele cumprido sua condenação até o último dia. A acusação que pesou sobre “Os 5”: “conspiração para cometer espionagem”, mas não de instalações ou de agências governamentais dos Estados Unidos (forças armadas, agências de Inteligência, etc), e sim dos grupos privados que amparados pelos três poderes da exemplar “democracia” do Norte se dedicam a tramar sangrentos atentados, desestabilizar governos e assassinar militantes sociais. Faziam isso ontem e continuam fazendo hoje.

Precisamente por combater contra esse flagelo teve que purgar longos anos de prisão, enquanto seus quatro companheiros ainda continuam no cárcere. Não obstante, uma vez que cumpriu sua injusta condenação, Joan Lenard, a juíza que cuida do caso, obrigou-o, por ser nativo dos Estados Unidos, a permanecer nesse país durante três anos mais, proibindo-o ainda, no cúmulo do ridículo, de “se aproximar ou visitar lugares específicos onde se sabe que estão ou frequentam indivíduos ou grupos terroristas”. Esses grupos não devem ser incomodados por alguém que vá se intrometer ou se inteirar de seus planos, o que demonstra a falácia da “luta contra o terrorismo” como Washington costuma proclamar. Como se isto fosse pouco, negaram sistematicamente o visto à sua esposa Olga Salanueva para visitá-lo.

O que motiva esta matéria é o fato de que desde setembro do ano passado o Departamento de Estado impediu que funcionários da Seção de Interesses de Cuba em Washington realizem visitas consulares ao prisioneiro, violando as obrigações emanadas da Convenção de Viena (1963) sobre Relações Consulares, que estabelece o direito dum detido a comunicar-se com os funcionários de sua embaixada e destes a fazer o mesmo e a visitá-lo.

Para os verdugos imperiais 13 longos anos de injusta prisão – que no sistema penitenciário dos EUA equivalem aos 15 anos de sua condenação – não são suficientes. Acrescentaram mais três e, ademais, restringiram a possibilidade de exercer o direito de comunicar-se não somente com seus seres queridos, mas também com os representantes de Cuba nos Estados Unidos, pondo desse modo sua vida em perigo. Assim o império trata aos que lutam contra o terrorismo. E diante de tudo isso, que diz o Prêmio Nobel da Paz que tem seu gabinete no Salão Oval da Casa Branca?

Tradução: Jadson Oliveira

Observação do Evidentemente: há um ótimo livro na praça sobre o caso de “os 5 heróis anti-terroristas cubanos”. O título é “Os últimos soldados da Guerra Fria”, de autoria do brasileiro Fernando Morais. Leitura agradável naquele estilo romanceado no qual o autor é mestre.

5 horas atrás

Coréia do Norte sugere que estrangeiros saiam do Sul

por Betho Flávio
 

KIM HONG-JI: A South Korean security guard keeps watch in front of a gateway at the South's CIQ (Customs, Immigration and Quarantine), just south of the demilitarised zone separating the two Koreas, in Paju, north of Seoul, April 8, 2013. The North, led by 30-year-old

Documento recomenda que “todas as organizações internacionais, empresas e turistas se preparem para adotar medidas de evacuação”: “a península coreana está no caminho de uma guerra termonuclear”, alertou o Comitê da Paz da Ásia-Pacífico da Coreia do Norte

247 com agências internacionais – Em mais um aviso ao vizinho do Sul, a Coreia do Norte recomendou nesta terça-feira (9) que estrangeiros se preparem para deixar o país em caso de guerra, segundo a agência estatal de notícias norte-coreana.

“Caso haja guerra, não queremos que estrangeiros que vivem na Coreia do Sul fiquem feridos”, informou comunicado transmitido pela agência de notícias “KCNA”. O documento recomenda que “todas as organizações internacionais, empresas e turistas se preparem para adotar medidas de evacuação”.

“A península coreana está no caminho de uma guerra termonuclear”, alertou o Comitê da Paz da Ásia-Pacífico da Coreia do Norte.

Ontem, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, apelou às autoridades da Coreia do Norte para que evitem fazer “novas provocações”. A reação dele ocorre após a advertência do governo da Coreia do Sul sobre a possibilidade de a Coreia do Norte promover o quarto teste nuclear. “Peço urgentemente que não tomem medidas que sejam novas provocações”, disse Ki-moon.

Ele lembrou que este é um “apelo urgente e honesto da comunidade internacional”. Acrescentou que “a República Popular Democrática da Coreia [Coreia do Norte] não pode continuar assim, não pode continuar a confrontar e a desafiar a autoridade do Conselho de Segurança da comunidade internacional”.

5 horas atrás

Britânicos vão comemorar a morte de Thatcher

por Betho Flávio
 

Britânicos vão comemorar a morte de Thatcher, a mulher mais odiada no reino decadente.

Margaret Thatcher tem mais seguidores aqui no Brasil do que no seu país natal

Críticos de Thatcher organizam festa para comemorar morte de ex-premiê em Londres.

Britânicos contrários às políticas da ex-primeira-ministra devem se reunir no próximo sábado na Trafalgar Square.

A morte da ex-primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher na manhã desta segunda-feira (08/04), vítima de um derrame aos 87 anos, foi lamentada por seus colegas de partido e pela oposição trabalhista. Mas ativistas demonstraram toda sua decepção com as políticas da “Dama de Ferro” ao marcar uma festa para Trafalgar Square, centro de Londres.

Militantes anti-thatcheristas do movimento “Luta de Classes” (Class War) estão promovendo o evento. “Se você quer celebrar a morte da mulher mais odiada do Reino Unido, veremos você lá”, diz o convite. A festa deve acontecer no sábado com venda de posters e adesivos. “Traga champanhe, fogos de artifício, roupas de festa e venham”, afirma.

“Seus sucessores espirituais, [Tony] Blair e [David]Cameron/George Osborne continuaram com a destruição miserável da sociedade, mas ela quem começou – matando a indústria, promovendo a ganância como única medida da existência humana e retirando barreiras necessárias ao setor financeiro”, continuou.

A ideia da festa coincide com uma iniciativa do governo britânico de dar ao funeral de Thatcher uma cerimônia semelhante à da morte da Rainha Elizabeth e da Princesa Diana. Articulistas da imprensa britânica afirmam que a iniciativa pode causar uma série de distúrbios na cidade.

O Reino Unido passa por um longo período de austeridade e cortes em benefícios sociais. Um petição online contra a cerimônia já conta com mais de 5 mil assinaturas.

‘Direitista machona’

Um dos mais ferrenhos oposicionistas de Thatcher, o ativista de direitos humanos britânico Peter Tatchell afirmou que “lamenta, como seria com a morte de qualquer pessoa”. “Mas ela não mostrou qualquer empatia com as vítimas de suas políticas duras e cruéis”, escreveu.

De acordo com ele, defensor da causa LGBT, “Thatcher foi uma mulher extraordinária, mas principalmente pelos motivos errados”. “Ela emasculou o governo local e as liberdades civis. Ela quebrou a barreira do sexismo na política. “Mas fez muito pouco para os direitos da mulher. Uma direitista machona”, continuou Tatchell.

Na foto acima, ao saber da notícia da morte de Thatcher, britânicos saíram às ruas com uma faixa onde se lê “A cadela morreu”.

Via Jornal Água Verde 

5 horas atrás

Nobel da economia aconselha Portugal a dizer “não” a mais austeridade

por Betho Flávio
 

 

Krugman escreveu no seu blogue no “New York Times” que a próxima fase da crise europeia vai centrar-se em Portugal.

O economista e prémio Nobel Paul Krugman voltou a criticar as medidas de austeridade na Europa, aconselhando Portugal a simplesmente dizer “Não”. Numa pequena nota escrita domingo no blogue que tem no “New York Times”, a que deu o título de “Just Say Nao“, o economista assinala a chegada “do dedo da instabilidade” a Portugal com “o Governo a propor, claro, a cura das questões com mais austeridade”.

Paul Krugman, que se tem manifestado contra as políticas de austeridade na Europa, diz que vai escrever mais sobre o assunto, a que chamou “a próxima fase da crise europeia”.

Passos Coelho garantiu no domingo que o Governo não vai aumentar os impostos como forma de compensar os quatro artigos do Orçamento chumbados pelo Tribunal Constitucional, mas vai cortar na segurança social, saúde, educação e nas empresas públicas.

Os juízes do Constitucional anunciaram na sexta-feira o chumbo a quatro artigos do Orçamento do Estado para 2013, referentes à suspensão do pagamento do subsídio de férias a funcionários públicos e pensionistas, aos contratos de docência de investigação e à criação de uma taxa sobre as prestações por doença e por desemprego.

17 horas atrás

Jornal Estadão está em coma profundo

por Betho Flávio
 

A agonia do Estadão

PAULO NOGUEIRA

A verdade é que muita árvore foi derrubada à toa pelo jornal dos Mesquitas.

Bye

Bye

Por Paulo Nogueira

O Estadão está virtualmente morto.

Está cumprindo todas as excruciantes etapas da agonia dos jornais (e das revistas) na era da internet: demissões, demissões, demissões. Menos páginas, borderôs menores.

E futuro nenhum.

Pode ser que, em breve, o Estadão circule duas ou três vezes por semana, como está acontecendo com tantos jornais no mundo.

A Folha, em outras circunstâncias, vibraria. Na gestão Frias, um dos dogmas na Barão de Limeira era que apenas um jornal sobreviveria em São Paulo.

Semimorto o Estado, ficaria a Folha, portanto.

Mas os problemas da Folha são exatamente os do Estado. Pela extrema má gestão dos Mesquitas, eles apenas estão levando mais cedo o Estadão ao cemitério.

Isso quer dizer que não vai sobrar nenhum.

Lamento, evidentemente, cada emprego perdido por jornalistas que tiveram o azar de estar na hora errada na redação errada sob a administração errada derivada da família proprietária errada. (Os demitidos, importante que eles se lembrem disso,  terão a oportunidade de respirar ares mais enriquecedores, sobretudo na mídia digital.)

Mas o jornal, em si, não deixará saudade.

Qual a contribuição do Estadão ao país?

O golpe de 1964, por exemplo. O Estadão, como o Globo, tem um currículo impecável quando se trata de abraçar causas ruins e misturar genuínos interesses privados com interesses públicos fajutos. No mundo perfeito, segundo o Estadão, os brasileiros serviriam basicamente de mordomos para os Mesquitas.

Ainda hoje, moribundo, gasta suas últimas reservas na defesa de um país em que o Estado (governo)  deve servir de babá para uma minoria que, no poder, fez do Brasil um dos campeões mundiais em desigualdade.

Que colunista se salva? Quem oferece uma visão alternativa? Quem quer um país melhor, menos injusto?

Dora Kramer? Pausa para risada.

Os editorialistas mentalmente decrépitos que davam conselhos à Casa Branca mas jamais conseguiram cuidar do próprio quintal? Nova pausa.

Articulistas como Jabor? Pausa mais longa, porque é gargalhada.

O Estadão pertence a um mundo em decomposição, e cujo passamento não deixa ninguém triste.

Combateu o mau combate. Perdeu, e se vai. Poderia ter ido antes. Muitas árvores teriam sido poupadas.

Exclusivo: ‘Retrato’ desmonta mensalão

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Do Brasil 247 -8 de Abril de 2013 às 15:29 :

Em primeiríssima mão, 247 divulga a reportagem de capa da próxima edição da revista Retrato do Brasil, de Raimundo Rodrigues Pereira, que chega às bancas no próximo fim de semana; ela demonstra que os empréstimos bancários tomados pelo PT existiram (com os devidos registros) e que foi preciso grande esforço retórico para transformar as “fragilidades e falhas” no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso “desvio de dinheiro público”; matéria afirma que Justiça no processo faz lembrar “tempos medievais” e que o chamado mensalão faz por merecer o apelido de mentirão; publicação estará nas bancas no próximo fim de semana; leia antes aqui 

247 – O acórdão do julgamento do mensalão deve sair nesta semana, mas o mais controverso processo judicial dos últimos anos no Brasil segue com inúmeras questões a serem respondidas. No próximo fim de semana, chega às bancas das principais capitais do País, a R$ 8,00, edição da revista Retrato do Brasil que esmiúça a “construção do mensalão”, e a que você tem acesso em primeira mão no 247.

Leia, em primera mão, “A construção do mensalão”, da revista Retrato do Brasil
Na reportagem de capa, a publicação promete mostrar que “o mensalão foi uma espécie de maldição aspergida pelo ex-deputado Roberto Jefferson sobre um esquema de financiamento eleitoral por meio do qual o partido do presidente Lula e de seu ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, distribuiu, entre 2003 e 2004, cerca de 56 milhões de reais para vários de seus filiados, para o marqueteiro de muitas de suas campanhas, Duda Mendonça, e para vários partidos da chamada base aliada”.

Entre os questionamentos apresentados pela revista está o fato de que os empréstimos do Banco Rural ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e aos dirigentes da empresa SMP&B, que levaram ex-executivos do banco e da agência à condenação, “estavam perfeitamente contabilizados exatamente para confirmar sua existência e para cobrar do PT que os pagasse”, como destacam depoimentos dos ex-executivos do banco. “Eram empréstimos, efetivamente. Esperávamos que o PT os pagasse. Se era dinheiro para corrupção, porque fazer e depois entregar à polícia essa contabilidade minuciosa?”, questiona Ramon Hollerbach, ex-sócio da SMP&B, na reportagem.

Destacando que a Justiça no processo faz lembrar “tempos medievais”, a publicação comandada por Raimundo Rodrigues Pereira detalha ainda o caso Visanet, que, no processo, teria provado a existência de dinheiro público no suposto esquema. “Um dos segredos da Visanet nos lugares em que opera é colocar a serviço da venda de seus cartões – e, portanto, do aumento de seu faturamento – bancos rivais entre si, cada um interessado em emitir mais cartões que o outro, disputando cada espaço do mercado”, explica o texto, que exemplifica: “se havia, como de fato houve nesse período, um congresso de magistrados em Salvador e o BB queria fazer uma promoção no local, isso não deveria estar escrito num plano a ser discutido dentro da Visanet, onde estava o Bradesco, por exemplo, com mais ações que o BB na empresa e igualmente ávido para vender cartões Visa aos juízes, pessoas de alto poder aquisitivo”.

Visanet
A estratégia empresarial explica, segundo a revista, porque “as relações entre Visanet, bancos e agências de publicidade tinham de ser mais frouxas, para que o negócio funcionasse melhor”. “Os negócios foram feitos assim e o truque funcionou, especialmente para o BB, que se tornou, nos anos da gestão Pizzolato, líder no faturamento de cartões de crédito entre os bancos associados à Visanet”, conta a Retrato do Brasil. “Os auditores foram procurar documentos onde esses documentos não estavam. Notas fiscais, faturas e recibos da agência DNA e de fornecedores que teriam feito para ela as ações de incentivo autorizadas pelo BB foram buscados no próprio BB, onde não estavam. Como quem procura acha, os auditores encontraram ‘fragilidades e falhas’: descobriram que, nos dois períodos até então (…), as ações com dinheiro do FIV [Fundo de Incentivos Visanet] alocado para o BB, com falta absoluta ou parcial de documentos nos arquivos do próprio BB, chegavam quase à metade dos recursos despendidos”, lembra o texto.

“Ao procurarem os mesmos documentos na Visanet, os auditores os encontraram. Evidentemente, a grande mídia – cujos colunistas mais raivosos chamam os petistas de petralhas – divulgou apenas que os auditores tinham achado, nos arquivos do BB, ‘fragilidades e falhas’ que mostravam indícios de que os serviços da DNA para o BB poderiam não ter sido realizados. A transformação das ‘fragilidades e falhas’ no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso ‘desvio de dinheiro público’ não se deu por força de afirmações contidas nos frios relatórios da auditoria feita pelo banco nesse fundo. Essa metamorfose ocorreu após a denúncia do escândalo na Câmara dos Deputados, um local no qual o PT sofrera uma grande derrota no início de 2005, com a perda da presidência da Casa, cargo em que estava seu deputado João Paulo Cunha, um ex-metalúrgico, como o presidente Lula”, conta a revista.

Leia mais em a “A construção do mensalão”, da revista Retrato do Brasil
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11 horas atrás

“Julgamento foi espetáculo midiático”

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Do Brasil 247 – 8 de Abril de 2013 às 11:19

 

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Disposto a lutar até o fim para provar sua inocência, deputado José Genoino (PT/SP) afirma que irá apresentar todos os recursos possíveis e não descarta recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos; “julgamento foi uma pré-campanha pela condenação”, disse, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar; parlamentar comentou ainda a polêmica com o CQC: “Objetivo desse tipo de jornalismo não é a informação, mas a execração” 
247 – Determinado a “lutar até o fim” contra uma condenação que considera “injusta”, o deputado federal José Genoino (PT-SP) fez uma série de críticas à Ação Penal 470, o julgamento do ‘mensalão’, durante entrevista concedida ao jornalista Kennedy Alencar, que foi ao ar na noite deste domingo no programa É Notícia, da RedeTV!. Na avaliação do petista, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a seis anos e 11 meses de prisão, o julgamento “foi um grande espetáculo impulsionado por setores da grande mídia sem dar espaço ao contraditório”.

“Respeito e vou cumprir as decisões do Supremo, mas vou discutir até o fim. E a vida me mostra que a verdade, mais cedo ou mais tarde, prevalecerá”, disse o deputado. Genoino acrescentou que é uma “sensação dura estar condenado e ser inocente”, mas afirma que lutará contra essa injustiça, que “fez parte de uma construção que tem parte de fantasia, de fatos de campanha eleitoral e de outras pessoas que botam tudo na onda para criar o efeito manada”, num julgamento “profundamente influenciado por uma campanha”.

Questionado sobre o fato de ter presidido um PT que manteve relações próximas com Marcos Valério, apontado como operador do ‘mensalão’, o deputado garantiu que apenas “fazia política” e insistiu que não teve reuniões nem fez visitas ao publicitário mineiro. “Como presidente do PT, eu cuidava das alianças políticas, das alianças eleitorais. Eu não aceito ser condenado como criminoso por uma prática que eu não pratiquei”, afirmou.

O parlamentar lembrou que não “teve uma prova” de que um deputado recebeu dinheiro em troca de voto e mostrou uma tabela da Receita Federal referente à Visanet, apresentada pelo consagrado jornalista Raimundo Pereira na edição de novembro da Revista Retrato do Brasil, que mostra “que todo aquele dinheiro da Visanet foi pago por eventos que ocorreram, promoções que aconteceram, veiculação de propaganda que não têm nada a ver com o PT”, numa comprovação, segundo ele, de que não houve envolvimento de dinheiro público.

José Genoino não acredita que o PT tenha se corrompido no poder, como sugeriu o entrevistador, mas admitiu que deveria ter priorizado uma reforma política já em 2003 para garantir o financiamento público, proibindo a ação de empresas privadas e fidelidade partidária. Ele reafirmou que “não é verdade” que tenha havido corrupção por parte do PT no poder: “Ninguém comprou voto, não tem nenhuma prova e não houve uso de dinheiro público, está aqui o documento da Receita Federal”.

Afirmando ao jornalista que tem um “compromisso radical com a democracia”, o deputado do PT lembrou de episódios como sua prisão e a passagem pelo “pau-de-arara”, durante o período da ditadura militar, e o fato de não ter “título de doutor”, tudo em luta pela democracia. Apesar de se recusar a conversar sobre as formas de recurso que acionaria contra sua condenação, o parlamentar não disse que descarta recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos. “Pretendo lutar em qualquer situação para defender que não pratiquei crimes”, disse.

Polêmica com o CQC
Genoino disse ter “uma posição muito crítica em relação a esses programas de humor”, numa referência ao CQC, da TV Bandeirantes, que recentemente entrevistou o deputado por meio de um garoto, que se passou por um admirador. “Eu faço questão de nem citar esse programa porque o humor que ataca a pessoa, que faz execração pública e até usa uma pessoa para criar uma situação de constrangimento é um fenômeno de intransigência”. 

Ele disse que se recusa a dar entrevistas para não legitimar esse tipo de programa e agradeceu à blogosfera pelo apoio concedido a ele no episódio. Um conselheiro do Ministério Público chegou a entrar com duas ações contra a atitude do humorístico (leia aqui).

Ele lembrou que quando se concede entrevista a um programa como o CQC, ela é “enfeitada”, “colorida”, recebe “adereços”, e que por isso “não compensa”. O petista disse que dá qualquer tipo de entrevista, seja dura ou não, mas desde que seja uma entrevista. “Eles têm o direito de estar lá, mas eu tenho o direito de não dar entrevista. Porque as perguntas são provocativas, as perguntas são de ataque, não têm o nível respeitoso de transmitir a informação”. Segundo ele, “esse tipo de jornalismo não é para levar a informação, é para levar a execração”.
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12 horas atrás

TATCHER – Uma herança maldita para o Brasil

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Vitima de derrame, a dama de ferro, como era conhecida Margareth Tatcher, faleceu neste dia 08 em Londres. Seu legado político é bastante controverso. Amada e odiada, era uma liderança incontestável da direita européia e foi defensora ferrenha do neoliberalismo. Foi premiê do Reino Unido de 1979 a 1990 e sua obradeixou males que se espalharam pelo mundo com rapidez: privação social, opressão de sindicatos, confronto com opositores de forma dura e implacável, como no episódio da Guerra das Malvinas. Em resumo, governou de modo tão conservador que seu próprio partido, o Partido Conservador!, voltou-se contra ela e a retirou do poder. Sua forma de ver a economia era voltada exclusivamente ao protecionismo do capital. Gerou desemprego e queda da produção industrial na Inglaterra mas nunca desamparou os banqueiros. Seu processo político de privatizações e culto ao livre mercadofoi determinante para que alguns países, o Brasil inclusive, adotassem medidas conservadoras drásticas e danosas. Sobretudo no período de governo do PSDB, na figura de FHC, o Brasil experimentou o remédio mais amargo que Tatcher criou: a economia foi atirada no colo do mercado, empresas públicas tradicionais foram privatizadas depois de saneadas com dinheiro público, o desemprego aumentou na proporção do crescimento da dívida interna e externa, apesar da entrada de recursos da venda de Estatais, a taxa básica de juros crescente era mantida para atender os banqueiros e a população, ora, permanecia estagnada, pobre e sem perspectivas. Passadas duas décadas desde a queda de Tatcher, depois que parte do mundo ocidental abusou de venerar o livre mercado, vimos Nações de joelhos implorando recursos ao FMI e tendo que, em troca, adotar medidas ainda mais drásticas na área econômica, com corte de programas sociais e elevação da taxa de juros. Os resultados foram desastrosos principalmente para os países menos desenvolvidos da América Latina. Hoje, ao abandonar as teorias malucas do neoliberalismo, o Brasil e parte importante do mundo capitalista descobriu nova fórmula de crescimento: participação direta do Estado na economia com intervenções pontuais e injeção de capitais. É hilário ler, por exemplo, como certos veículos de comunicação resmungam sobre o déficit em conta corrente do governo, sobre aumento das despesas de custeio e de pessoal. Reclamam que o governo gasta muito …  Mas não vemos xororô da midia fundamentalista quando o governo dos EUA coloca, mensalmente, quase 90 bilhões de dólares na economia com o objetivo de incentivar o consumo e a geração de emprego; não vemos os “analistas” dizendo que é errado o Japão expandir sua base monetária em quase 1,5 trilhão de dólares para fazer frente ao baixo crescimento. Seria um escândalo a intervenção do governo do Brasil na economia na época FHC, ditado pelas regras de austeridade da Dama de Ferro. Ou foi um escândalo manter a pobreza e a miséria do jeito que estavam? Felizmente, isso mudou. E, por certo, as novas gerações de Primeiros Ministros do Reino Unido aprenderam que tudo o que Margareth Tatcher produziu foi aumentar ainda mais a diferença entre ricos e pobres. Lá e no resto do mundo neoliberal.  Ela morreu, e tomara que morra com ela a teoria da concentração de renda. *** Por JÚLIO PEGNAàs 1:29 PMNenhum comentário: Links para esta postagem   Do Blog SANDÁLIAS DO PIRATA

12 horas atrás

Britânicos comemoram nas ruas morte de Margaret Thatcher

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

 
 
 
 

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5 horas atrás

AZENHA SOLTA O VERBO

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 No cloacanews. Luiz Carlos Azenha: “Processos contra blogs são decisões políticas com o objetivo de intimidar” Por Rachel Duarte, no portal Sul21 . Ex-correspondente da Rede Globo em Nova York, o jornalista Luiz Carlos Azenha mantém há mais de 10 anos um dos blogs progressistas mais influentes do Brasil. Recentemente condenado, em primeira instância, a pagar R$ 30 mil ao diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, por suposta campanha difamatória na rede, Azenha anunciou o fim do Viomundo. Em entrevista ao Sul21, ele explica a atitude emocionada e diz que está batalhando para alcançar recursos para manter-se ativo na blogosfera. Contrário a ideia de receber verbas publicitárias dos governos, ele defende que esta desvinculação permite a liberdade de conteúdo crítico. “Porém, o Viomundo é um blog de esquerda, o que dificulta a conquista de patrocinadores que queiram se relacionar com o nosso conteúdo”, fala. Desde o resultado do processo judicial, há duas semanas, o jornalista Luiz Carlos Azenha acabou movimentando uma campanha espontânea de apoiadores contrários ao monopólio da comunicação no país. Políticos e militantes utilizaram o caso para criticar a política do governo Dilma que pouco avançou para um Marco Regulatório das Comunicações. “A política do governo federal deveria estimular em todos os campos a diversidade. Porque quando você estimula o a diversidade, estimula o debate político, e encontra outros caminhos, alternativas”, afirma o jornalista. Segundo ele, com o avanço da internet e da horizontalidade da informação na rede, as grandes empresas veem o seu modelo de negócio ameaçado. Este é o principal motivo pelo qual elas optariam pelo caminho da judicialização a fim de calar as vozes dissidentes. “Se houvesse opção em debater política, poderia ser exigido o direito de resposta. O direito de resposta tem que existir na legislação brasileira. Isto não é regulamentado porque não é bom para a grande imprensa”, afirma. 
Sul21 – Como está a tua vida agora, terá que pagar os R$ 30 mil do processo judicial ou tem possibilidade de recorrer da decisão? Vai mesmo fechar o blog Viomundo? Luiz Carlos Azenha – Eu tomei uma atitude emocionada no final de semana em que saiu o resultado do meu processo. Não vai acabar. Vamos tentar financiar o blog de outra forma. Como não aceitamos apoio de empresas públicas, estatais ou governos, nosso nicho de patrocínio em potencial é o Google e as empresas privadas. Porém, o Viomundo é um blog de esquerda, o que dificulta a conquista de patrocinadores que queiram se relacionar com o nosso conteúdo. Criticamos todo mundo. Já criticamos os governadores Tarso Genro (RS) e Jaques Wagner (BA) em razão da greve dos professores. Já criticamos o governador Eduardo Campos (PE) por ter um monte de parentes no governo. Os leilões do petróleo do governo Dilma também. Já criticamos o governo Lula pela demissão do ex-diretor geral da Polícia Federal durante a Operação Satiagraha. Então, é muito difícil eu conseguir um patrocínio do banco Itaú, por exemplo, se eu coloco na capa do blog o Requião [o senador Roberto Requião] dizendo que o Itaú paga as viagens do Fernando Henrique para falar mal do Brasil. Mas eu não abro mão de denunciar isso. O que dificulta a nossa própria sobrevivência. Sem falar dos altos custos com advogados. Eu, um assalariado, tendo que gastar R$ 60 mil para pagar um bom advogado para me defender das denúncias que faço é outra dificuldade. Eu faço meu blog de dentro da minha casa. Eu tenho uma rede de colaboradores interessados em fazer comunicação de forma independente. Mas não temos assessoria jurídica. Eu sou pessoa física. O dinheiro do meu salário e o banner do Google é que sustentam o blog, o que não dá renda para cobrir os custos. Para avançar, temos que ter financiamento alternativo. Vamos tentar financiamento junto aos leitores. Buscar parcerias. 
Sul21 – Como é passar de ex-funcionário a processado pela Rede Globo? Luiz Carlos Azenha – Eu fui empregado deles durante muitos anos. Comecei minha carreira na Rede Globo e não faz diferença para mim. Eu poderia ter sido processado por qualquer outra emissora. Não tem ‘sensação’ em relação a isso. Ocorreram fatos e existiu uma disputa judicial porque o diretor Ali Kamel acredita que foi difamado por uma série de posts que eu fiz. Eram posts relacionados a um determinado momento político que eu, como testemunha interna da Globo, observei. Assim como há outras pessoas que trabalharam na emissora que também observaram que a Globo não teve uma cobertura imparcial nas eleições de 2006. Dentre eles Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Melo, Cecília Negrão, Carlos Dorneles e muitos outros que eu não posso citar porque continuam dentro da Globo. Sul21 – A suposta campanha difamatória que tu fizeste contra o diretor Ali Kamel teve relação comos vídeos exibidos pelo Cloaca News? Qual foi o objeto da tua acusação? 

Luiz Carlos Azenha – O que eu acredito que fiz com ele (Ali Kamel) foram críticas políticas relacionadas aquele momento político em que ele atuava, com certeza, como chefe da Globo. Embora ele tenha dito no processo judicial — pelo menos a juíza assim acreditou — que ele era submetido a um Conselho Editorial. Quem está dentro da redação da Globo sabe que as determinações eram sempre dadas por ele, seja direta ou indiretamente. 

Sul21 – Além de ti, outros ex-funcionários da Globo, como Rodrigo Vianna e o Marco Aurélio Mello também foram processados pela emissora. Luiz Carlos Azenha – Foram cinco processos ao mesmo tempo. Além de mim, foram processados o Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello, Luis Nassif e o Cloaca News. O Paulo Henrique Amorim também foi processado, mas creio que por outro motivo. Em todos os processos são citados o episódio da homonímia entre ele e um ator pornô, que de fato existe porque há um filme onde é creditado o nome Ali Kamel. Este vídeo foi divulgado pelo Cloaca News, que é um blog satírico. A partir de então, passamos a fazer piada com o fato adotando o termo ‘pornojornalismo’. Existe até um livro que fala em ‘pornopolítica’, nós adotamos o ‘pornojornalimo’ de gozação, que é uma das características da blogosfera. O Ali Kamel é uma figura importante dentro da Globo. Não podemos dizer que ele não tem importância e por isso nós o estávamos perseguindo. Quem é o meu blog, o Viomundo, para perseguir um homem que tem um poder avassalador? Embora na sentença ele (Ali Kamel) alegue que não seja o diretor da organização de todas as associadas, é óbvio que uma pessoa com relação direta com os patrões de uma grande empresa tem pelo menos poder de influência. Dentro do quadro da Globo, a minha relação com Ali Kamel foi uma relação de poder. Especialmente na editoria de política. Tanto que, quando eu fui cobrir uma denúncia contra caixa 2 envolvendo o PT, em Brasília, todas as decisões partiam dele (Ali Kamel) e eram repassadas a mim por uma mulher. Era uma preposta dele que eu não vou dizer o nome. Eu sei, por ter visto de dentro, que todas as questões políticas eram definidas por ele dentro da redação. Os advogados dele também alegaram que eu fui demitido da Globo e que por esta razão eu teria um acerto de contas para fazer com ele. É mentira. Eu pedi rescisão do contrato antecipada em um ano, abrindo mão de um dinheiro enorme que teria direito, em razão das ações que estavam sendo tomadas ao longo de 2006. Eu considero que houve assédio moral contra a minha pessoa quando um preposto do Ali Kamel me procurou na redação com rádio na mão para que eu assinasse um abaixo-assinado para cobertura da Globo nas eleições de 2006. Isso é assédio moral. É o mesmo que o Palácio do Planalto fazer um abaixo-assinado para que os ministros apoiem a Dilma. Quem irá assinar contra? Eu não assinei o abaixo-assinado. Eu não achei a cobertura das eleições de 2006 imparcial e disse isso ao preposto, que hoje ocupa um cargo importante. Aliás, todos os que assinaram o abaixo-assinado subiram de cargo. Meu argumento foi o comentário do Arnaldo Jabor sobre o Lula ser parecido com o ditador da Coreia do Norte (Kim Jong-il). Eu não considero que o comentarista de uma emissora, quando faz uma comparação destas, sem fazer um comentário sobre qualquer outro adversário equivalente, está sendo imparcial. Ele (preposto de Ali Kamel) disse que não contava considerar este exemplo porque ‘o Arnaldo Jabor é o nosso clown’. Eu acho que vale. As pessoas que estão em casa estão recebendo a informação igual. Embora eu não tenha participado de reuniões como meus ex-colegas da Globo de São Paulo que reclamaram diretamente sobre a parcialidade da emissora, há muitos testemunhos disso. Eu acabei sendo escalado a fazer uma reportagem que seria de ‘reparação’ a este quadro de imparcialidade que estava sendo cobrado internamente. Seria uma matéria para esclarecer uma denúncia atribuída ao governo Lula sobre esquema envolvendo ambulâncias. O que se descobriu mais tarde é que esta máfia foi herdada do governo Fernando Henrique Cardoso. Eu dizia no final da matéria que 70% das ambulâncias distribuídas irregularmente foram distribuídas ainda durante o governo FHC, quando José Serra era ministro da Saúde. Foi uma matéria realizada com o esforço conjunto de colegas e fartos recursos e nunca foi ao ar. Sul21 – Existem fortes especulações de críticos à Rede Globo, especialmente na blogosfera, de que há uma intimidação sistemática para calar determinadas pessoas contrárias a esta orientação política dentro da emissora. Luiz Carlos Azenha – Eu entrei na Globo em 1980 quando ocorriam as greves do ABC. A Globo optava em não cobrir estas greves, inclusive nós éramos cobrados quando estávamos nas ruas. Existia uma orientação interna para não cobrir as Diretas também, mas existia uma redação composta por muitas pessoas de esquerda. Isso oxigenava um pouco a emissora. A diferença entre esta Globo dos anos 80 e a Globo de 2006, especialmente a do episódio do Mensalão (Ação Penal 470) para frente, é que houve uma centralização no aquário de um comando ideológico que não havia no passado. E digo que isso não acontece comigo na Record, por exemplo. Eu escrevo e coloco no ar. Pode até causar certa repercussão depois da veiculação. Um grupo de profissionais revisa o conteúdo, mas nunca altera nada. Na Globo, o texto ia e voltava totalmente diferente. Às vezes eu não sabia nem quem tinha mexido. O controle ideológico passou a ser exercido, em minha opinião, de forma muito maior na Globo de São Paulo. Quando eu vim para SP, em 2006, cobri a minha primeira eleição presidencial. Eu acompanhava o candidato Geraldo Alckmin. Eu vi as coisas acontecerem bem de perto. O Rodrigo Mello e o Marco Aurélio saíram de lá enxotados. A violência com que eles lidaram com os profissionais eu não tinha visto em emissora nenhuma. Sul21 – A blogosfera está crescendo e se consolidando. Existe uma tímida redistribuição das verbas estatais que também contribui para isso. Como tu avalias o conteúdo que é produzido pelos blogs? Luiz Carlos Azenha – Hoje, a blogosfera tem muito de reprodução de conteúdo alheio. Não concordo em você pegar um artigo da Folha de São Paulo, e aí eu acho que a Folha tem razão de falar que não quer que reproduzam o conteúdo dela, e apenas reproduzir como uma crítica. A Folha de SP, assim como outros grandes veículos, também gasta pra produzir o conteúdo. Eu acho que é uma coisa do passado ficar pegando conteúdo dos outros e dizendo que fez determinada crítica com o conteúdo alheio. Creio que chegou o momento em que os blogueiros têm que produzir seu próprio conteúdo. É o que nós (Viomundo) estamos tentando fazer, apesar de não termos dinheiro. Eu penso que temos que fazer uso da colaboração espontânea de conteúdo na rede. Colaboradores e articulistas nos enviam determinado conteúdo, cientes de que têm no nosso blog um espaço para influenciar a opinião pública também. Temos como dar retorno para eles. Enquanto isso, batalhamos para conseguir uma fonte alternativa de recursos. Sul21 – O senhor concorda com a ideia de um fundo de financiamento dos custos para a mídia independente? Luiz Carlos Azenha – Isso surgiu no 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Seria um fundo para defender blogueiros do Brasil inteiro. Os processados e os ameaçados de assassinato. Porque o campo de disputa com a grande imprensa é desigual. E eles nos puxam para dentro do campo jurídico, que é onde somos vulneráveis. É óbvio que o Ali Kamel não quer discutir política comigo. Se ele discutir ele perde porque sabe que eu vi as coisas acontecendo dentro da emissora, eu tenho testemunhas. Ele não quer fazer disso em uma discussão política. Eu tenho os artigos que ele escreveu levantando dúvidas sobre o Bolsa Família, que hoje é um sucesso universal. Na discussão política ele foi derrotado completamente. Então ele leva para o campo da discussão judicial, onde ele é uma pessoa privada, mas conta com o apoio da maior emissora da América Latina. E esta judicialização não acontece só comigo. É um fenômeno que está se propagando contra os formadores de opinião da rede. É a Globo, os prefeitos e políticos em geral que vão para este campo. Tivemos um blogueiro que foi assassinado em São Luís do Maranhão. Existem situações em que você é, por não ter dinheiro, sufocado na justiça. Diante da diferença de poder econômico, o poderoso arrasta você pra dentro do campo em que ele tem vantagem. A judicialização é uma decisão política que tem como objetivo sufocar vozes dissidentes, os processos contra os blogs são decisões políticas com o objetivo de intimidá-los. Se a intenção fosse debater política, poderia ser exigido o direito de resposta. O direito de resposta tem que existir na legislação brasileira. Isto não é regulamentado porque não é bom para a grande imprensa. Assim, ela faz o que bem entende e passa o rodo em cima de qualquer um. Como fizeram como Genoino [José] que não teve direito de resposta em um programa de televisão (CQC). Como não é lei, não precisam dar o direito de resposta. Quem tem grande vantagem financeira arrasta a disputa política para processos judiciais e para asfixiar a blogosfera. Este é o processo que está em curso no Brasil. Sul21 – Qual a sua opinião sobre a importância do Marco Regulatório das Comunicações na democratização da mídia? Luiz Carlos Azenha – Neste debate tem um ponto central que distorce o discurso sobre os blogueiros. A grande mídia sempre diz que “o governo está comprando os blogueiros”. Bom, eu não tenho assunto com o governo. Eles se apegam a exemplos de blogueiros mais bem-sucedidos e que estão vendendo espaço comercial, o que é absolutamente legítimo. Entre eles o Luis Nassif e o Paulo Henrique Amorim. Mas o que está acontecendo é que estão percebendo o valor da internet. O jornal escrito é uma coisa estática que não permite a interatividade. A blogosfera responde. E os artigos postados na blogosfera, na rede, não são de publicação única, como os jornais. Eles perduram e podem ressurgir em um link tempo mais tarde. Ou seja, o produto da blogosfera é contínuo. Isso tem muito mais valor do que o produto estático do jornal, que vai servir para embrulhar o peixe depois. Existe uma diferença comercial muito importante que está sendo percebida pelos governos, pela iniciativa privada e isto gera uma ameaça muito grande para o modelo de negócios da imprensa tradicional. Por isso atacam a questão dos financiamentos dos blogs, quando na verdade esses poucos grupos são os que concentram grande parte das verbas publicitárias. Esse debate foi erguido para tentar comprometer a blogosfera. Nós enfrentamos e contrapomos: “querem falar de números, então traz os números para compararmos quantos bilhões o governo federal gasta com quem na comunicação”. Os números reais gastos em publicidade pelo governo federal, na verdade gastos com dinheiro público, significam 80% de investimentos nos grandes grupos de comunicação. Este é outro debate que não interessa para a grande imprensa. Portanto, eles estão sendo atacados no modelo de negócios, no desconforto da revelação da verdade sobre as verbas publicitárias e no questionamento da opinião pública com o novo modelo de comunicação, com o qual eles não estão acostumados. Esses barões da mídia do Brasil, donos dos grandes meios, não estão acostumados a ser questionados. No modelo antigo de jornalismo se reproduzia conteúdo e ninguém rebatia. Eles decidiam se reproduziriam uma carta de resposta ou não. Com o surgimento da blogosfera ficou diferente. Tudo que se escreve pode ser questionado. Se eu disser uma besteira no meu blog, eu sou bombardeado imediatamente. É um modelo de relacionamento com o próprio leitor. Sul21 – As grandes empresas de comunicação sabem ocupar a internet? O que pensas sobre a convivência entre blogueiros e grande imprensa? Luiz Carlos Azenha – Elas veem o poder da internet, mas não sabem fazer a internet. O que acontece na lógica das grandes empresas, mesmo as de esquerda, é que elas pensam que vão passar para o digital o que está escrito e para o papel que tudo que está no mundo virtual. Ninguém entende nada. A internet é outra coisa. A blogosfera, especificamente, é outra lógica. É bom lembrar que nós ainda estamos no mundo dominado pela televisão. Todas as ações midiáticas importantes hoje são dominadas pela televisão. As pessoas assistem muitas horas de televisão por dia e estão acostumadas com o discurso de televisão, em que a emoção sobrepõe à razão no Brasil. Na blogosfera também se preserva um pouco esta relação emotiva. Não que você se emocione com o leitor, mas no sentido da aproximação com ele. Você divide muita coisa do seu dia e compartilha coisas pessoais nas redes sociais (Facebook, Twitter). Você recebe críticas, dicas de viagens, troca experiências e informações. A interação da blogosfera permite que você desenvolva com o seu leitor uma relação de ser seguidor. Ninguém é autônomo. São pessoas com grande autonomia intelectual, mas que desenvolvem entre elas um campo de entendimento, isso é a blogosfera. Essa lógica não está na cabeça dos patrões, porque é uma lógica horizontal. A lógica deles é hierarquizada e vertical. Na blogosfera, você não vale pelo seu sobrenome, ninguém se interessa muito por quem você é, mas pelo que você diz. As pessoas são julgadas na internet pela qualidade das suas argumentações. Não importa se você é Roberto Marinho ou Ali Kamel. Se o argumento é fraco, o cara é detonado. Pode ser o dono do blog, quem quer que seja. Isso é outra coisa que as grandes empresas também não perceberam. Na verdade, não é apenas não perceber, elas não podem sobreviver sem a linha vertical. As empresas de mídia cresceram muito e se associaram a outros negócios. A verticalização e o controle ideológico são muito necessários para preservar estes outros negócios. Por exemplo, a Globo faz parte da associação do agronegócio. Ela tem negócios de alguma forma relacionados com o agronegócio. E o mundo neoliberal tem grandes interesses econômicos. As grandes empresas de comunicação deixaram de ser a mídia apenas no sentido de fazer a mediação entre as pessoas. E esse modelo vertical de controle hierarquizado é o que permite ter o chamado pensamento único. Ele é necessário dentro da redação. Não pode haver distensão. Eu diria que a margem pra distensão foi diminuída muito. Porque se eu tenho controle ideológico, a mensagem tem que ser muito parecida. Essa é a lógica, por isso que existe um confronto ideológico tão forte quando se fala de blogosfera e de grandes empresas. Sul21 – A questão do acesso à internet ainda é um desafio no Brasil. Até que ponto a blogosfera alcança a opinião pública? Luiz Carlos Azenha – Creio que tem um bom alcance. As pessoas enviam conteúdo de graça para postagem no meu blog, por exemplo, creio que por imaginarem que terá repercussão. Mais do que a Folha de S. Paulo, que é um jornal estático. A internet anda por meio das redes sociais. Um bom conteúdo no meu blog chega a 15 mil compartilhamentos. Se você for considerar que cada compartilhamento significa que uma pessoa dividiu com um grupo de amigos, você pode colocar que pelo menos 100 mil pessoas estarão sabendo daquela informação. Nem que seja metade disso, uns 50 mil, já será muito mais que um artigo em jornal. Na internet é muito mais compartilhado e isso determina a audiência. Sul21 – A expectativa era de que um governo de esquerda pudesse avançar para um Marco Regulatório. Segundo o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cesar Alvarez, o governo não discutirá isso antes das eleições de 2014. Tu tens uma opinião sobre o motivo pelo qual o PT não enfrenta este tema? Luiz Carlos Azenha – Eu creio que existe uma disputa interna no governo. Mas eu estou dando uma opinião. Não tenho amigos no governo ou um deputado de bolso. Pela minha leitura política há uma divergência forte dentro do governo em relação a isso. Acho que existe uma confusão criada deliberadamente pela grande mídia. O debate no Brasil, em minha opinião, é o que a maioria dos militantes nessa área defende que é ampliar a diversidade cultural prevista na Constituição Federal. Para isso, tem que ter um órgão de comunicação local que anuncie as atrações regionais. O que temos é serviço de mídias regionais com divulgação para pouco alcance e com grande dificuldade e a Globo, e outras emissoras maiores, ditando que todo domingo tem que assistir Domingão do Faustão. Ou seja, há uma centralização da comunicação e da cultura nos principais centros do país e sempre dentro dos monopólios da comunicação. A política do governo federal deveria estimular em todos os campos a diversidade. Porque quando você estimula o a diversidade, estimula o debate político, e encontra outros caminhos, alternativas. Acontece que o neoliberalismo não admite alternativas, especialmente em um momento como esse, de crise. Ele precisa de acumulação de capital a qualquer custo, precisa de consenso. Qual consenso permite a acumulação de capital na Europa, por exemplo, no momento em que eles estão tirando os direitos judiciais das pessoas para permitir que se salvem os grandes bancos? É um consenso forçado, principalmente pela mídia. Não é por acaso que os grandes portais hoje divulgam notícias de senso comum ou sobre o BBB (Big Brother Brasil). Você não discute os assuntos essenciais. Os assuntos essenciais, que dizem respeito à vida, às pessoas e ao país, não são discutidos. Para essa mídia não interessa discutir, interessa o BBB, o cabelo da Fátima Bernardes, que a Ana Paula Padrão saiu da Record porque brigou, ou seja, fofoca. E aí você tem fofoca de tudo, a cobertura política é cobertura de fofoca. “Será que a Dilma brigou com o Lula?”, isso não interessa. O que interessa é a política. Creio que não houve os avanços necessários (Marco Regulatório) porque, de certa forma, o PT foi contaminado por essa política do neoliberalismo também. O movimento neoliberal avançou sobre parte significativa do PT, que quer preservar seu poder político. Estão mais preocupados com o resultado da eleição do que com a política pública. O Brasil sempre foi um país assim, um país da chamada modernização conservadora, em que existe certo consenso entre elites. Então eu penso que agora, nesse momento específico, embora haja uma disputa política que aparece na mídia, existe certo consenso de que o modelo de comunicação do jeito que está, está bom. Mas… na hora da eleição correm para a blogosfera. Acabou a eleição, correm para a Globo. Isso é assim há muito tempo. http://cloacanews.blogspot.com.br/2013/04/azenha-solta-o-verbo.html

5 horas atrás

Qual regulação da mídia queremos?

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 Altamiro Borges Por Theófilo Rodrigues, no sítioVermelho
Uma das vantagens de uma sociedade onde a informação é plural e livre é a possibilidade da troca de informações, do contraditório, da diversidade e da pluralidade de opiniões. Bem como da possibilidade de correção de informações que porventura sejam publicadas equivocadamente. A sociedade brasileira ainda está longe de atingir este grau de liberdade da informação, mas já começa a se movimentar neste sentido. 
O editorial publicado pelo jornal O Globo neste domingo (7), intitulado “Há regulação da mídia e “regulação da mídia”” é um exemplo de informação equivocada que precisa ser corrigida. O editorial trata do Marco Regulatório das Comunicações que os movimentos sociais cobram do governo federal, mas apresenta equivocadamente pontos que não estão presentes nas reivindicações dos mesmos. 
Explico: a sociedade civil organizada, com especial foco nos movimentos sociais, tem cobrado do governo federal a regulação dos artigos da Constituição Federal 220, 221, 222 e 223 que tratam da comunicação social. Como o ministro das comunicações Paulo Bernardo já deixou claro que neste governo não haverá tal regulação, os movimentos sociais resolveram por conta própria formular um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) que deverá ser apresentado publicamente para a sociedade até o fim do mês de abril. Após ser publicizado, o projeto passará a recolher assinaturas para poder ser apresentado ao Congresso Nacional até o fim do ano. 
Entretanto, o editorial do jornal O Globo apresenta pontos inexistentes nas reivindicações dos movimentos sociais. Podemos observar isso através de alguns exemplos que estarão presentes no PLIP: 
Em primeiro lugar cabe um esclarecimento fundamental. A proposta que está sendo formulada pelos movimentos sociais de Marco Regulatório das Comunicações não trata de uma regulação a posteriori, como afirma o editorial do jornal O Globo, mas sim de um arcabouço jurídico que permita uma regulação a priori. Em outras palavras, o PLIP não trata da possibilidade de censura sobre a informação já produzida pelos meios, mas sim da estrutura legal dos meios antes deles produzirem a informação. Para ficar mais claro seguem aqui dois exemplos de regulação que o PLIP proporá: (1) a proibição do monopólio e da propriedade cruzada nos meios de comunicação, ou seja, a impossibilidade de uma mesma empresa ser concessionária de rádio, televisão e impressos numa mesma cidade, tal qual já existe na maior parte dos países desenvolvidos; (2) a necessidade de haver cotas de produção regional na programação das rádios e das televisões, de modo que o cidadão que more no Acre possa assistir a sua própria cultura na televisão e não apenas aquilo que é produzido com sotaque paulista ou carioca. 
Em segundo lugar, a proposta de Marco Regulatório das Comunicações não tratará da mídia impressa, como afirma o editorial do jornal O Globo. O PLIP que está sendo formulado pelos movimentos sociais trata apenas da radiodifusão, ou seja, dos rádios e das televisões. Afinal de contas – como é sabido por todos – a radiodifusão no Brasil é pública, operada através de concessões por empresas privadas. Justamente por ser pública exige uma regulação legal que dê as diretrizes necessárias para os concessionários. Ao contrário da mídia impressa que se caracteriza como atividade estritamente privada. 
O esclarecimento destes pontos é fundamental para o enriquecimento do debate público sobre o Marco Regulatório das Comunicações. Os elementos legais acima descritos estão presentes em nossa Constituição Federal de 1988, mas infelizmente nunca foram transformados em lei. O que os movimentos sociais agora reivindicam é que a Constituição seja respeitada. A confusão através de notícias equivocadas não ajuda no debate. Pelo contrário, pode inclusive travar o processo de democratização da nossa sociedade e mesmo impedir que a liberdade de imprensa que todos desejam seja plenamente alcançada. Altamiro Borges: Qual regulação da mídia queremos?

5 horas atrás

Um ex-presidente nas nuvens

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 Por Zé Dirceu
Num congresso estadual do PSDB no fim de semana, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reclamou da desunião do seu partido e disse que a legenda precisa investir em um projeto político que tenha como prioridade a melhora da qualidade dos serviços públicos, principalmente nas áreas de educação e saúde. Perfeito. 

Mas, lendo seu discurso, até parece que essa parte foi secundária e o que ficou mesmo foi seu apelo dramático: “Cansei de ver o PSDB dividido. Chega! PSDB unido, unido!”. Verdade, eles estão desunidos há no mínimo 11 anos, desde 2002, quando José Serra saiu candidato a presidente e teve de disputar a legenda com Tasso Jereissati, passando por 2006, na disputa de novo entre José Serra e Geraldo Alckmin, e 2010, disputa entre José Serra e Aécio Neves. 

O ex-presidente afirmou que o mais recente relatório da ONU sobre o Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) mundial – divulgado há poucos dias – apontou que nos governos dele ocorreram os maiores avanços nos indicadores sociais do país. “O social também é nosso”, disse. A comparação agora é dele. Surpreendente, porque tucanos, por saberem que a comparação é desfavorável a eles, é que morrem de medo de que nós as façamos. 
Governos Lula aumentaram a respeitabilidade do Brasil 

Segundo FHC, no governo Lula o Brasil perdeu respeitabilidade internacional por apoiar ditaduras.O apoio que o governo dele deu à ditadura Alberto Fujimori no Peru, nem pensar, disso ele não fala não é? Como perdeu respeitabilidade internacional se o Brasil tem cada vez maior peso e cada vez mais é consultado nos foros e na comunidade internacional? 

Enquanto o candidato tucano ao Planalto lançado por ele vive num mundo de faz de contas (leia a nota abaixo Um candidato da oposição que vive num mundo de fantasia), o ex-presidente vive seu melhor momento: dirige o PSDB, coordena a campanha deste candidato (senador Aécio Neves- PSDB/MG), enquadra os dissidentes, grita que seu governo foi melhor que o do Lula – especialmente no social -, denuncia que Lula destruiu o prestígio do Brasil ao apoiar ditaduras… 

Como vemos o ex-presidente, vive nas nuvens. http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=17865&Itemid=2 

5 horas atrás

QUEM TERÁ CORAGEM DE DETER O PRESIDENTE DO STF?

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Joaquim Barbosa representa uma ameaça à democracia brasileira. No Supremo Tribunal Federal, ele já desrespeitou quase todos os seus colegas. Recentemente, chamou um jornalista de palhaço e não se desculpou de forma minimamente decente. Hoje, ironizou membros da magistratura, a quem acusou de agir de forma sorrateira na criação de novos tribunais, e mandou que juízes baixassem o tom de voz ao se dirigir a ele. Detalhe: os novos tribunais foram aprovados por 371 parlamentares. Será que Barbosa se vê acima do Congresso Nacional? (Neste momento, membros da magistratura preparam uma nota duríssima contra o presidente do STF).

O ex-presidente Lula, o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos e Frei Betto podem colocar na biografia: foram responsáveis pela nomeação, ao Supremo Tribunal Federal, de um ministro, hoje presidente da corte, que é uma ameaça à democracia brasileira. Joaquim Barbosa já desrespeitou praticamente todos os seus colegas no STF. Recentemente, chamou um jornalista do Estado de S. Paulo, Felipe Recondo, de “palhaço”, e não se desculpou de forma minimamente civilizada. Hoje, ao receber representantes de associações magistrados, os acusou de agir de forma “sorrateira” na aprovação de novos tribunais federais. 
Detalhe: a aprovação dos tribunais contou com o voto favorável de 371 deputados federais, mas, decerto, Barbosa se vê acima de todos os poderes da República. É preciso um basta, que, certamente, não virá dos jornais conservadores que o transformaram em herói por sua atuação na Ação Penal 470. Mas, neste exato momento, representantes dos juízes e da advocacia preparam nota duríssima contra o ministro que vilipendia a democracia brasileira. Em breve, mais detalhes sobre a nova crise provocada por Joaquim Barbosa. Leia, abaixo, noticiário da Agência Brasil sobre mais um ato insano de Joaquim Barbosa: 
Débora Zampier Repórter da Agência Brasil Brasília – Foi em clima de tensão que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, recebeu hoje (8) os dirigentes de entidades de classe da magistratura. É o primeiro encontro desde que Barbosa começou sua gestão, em novembro do ano passado. A audiência ocorreu no gabinete da Presidência do STF e foi marcada por duras críticas aos dirigentes classistas. Em pelo menos duas vezes, os ânimos se acirraram e Barbosa determinou que os convidados baixassem o tom de voz ou só se dirigissem a ele quando solicitados, além de criticar a presença de pessoas que não foram chamadas. A audiência estava sendo pleiteada há meses para apresentação das demandas corporativas, mas a relação estremecida entre Barbosa e as associações dificultou a aproximação. Recentemente, Barbosa provocou reação das entidades ao falar, durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que há conluio entre juízes e advogados. O presidente do STF e do CNJ também marcou posição contra a criação de quatro novos tribunais federais no país. O projeto foi aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional e teve como grande articuladora a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). Hoje, ao falar do assunto com o presidente da Ajufe e com os dirigentes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Barbosa disse que a expansão da Justiça Federal foi articulada “sorrateiramente”, “na surdina”. Para Barbosa, os senadores foram induzidos a erro, pois nenhum órgão do Estado foi ouvido e não houve estudo sério sobre o impacto financeiro da medida, que segundo ele, é de cerca de R$ 8 bilhões. “A visão corporativista distorce as coisas. A Justiça Federal está crescendo de forma impensada e irracional”, disse, acrescentando, de forma irônica, que os novos tribunais seriam criados perto de resorts. O ministro fez referência a outro embate recente com as entidades de classe, quando o CNJ proibiu patrocínios privados em eventos promovidos pelas associações. Na maioria das vezes, eles ocorriam em resorts e com sorteio de brindes. Logo no começo da audiência, os magistrados disseram que traziam propostas para fortalecer o Estado Democrático de Direito, o que provocou reação de Barbosa. “O senhor acha que o Estado [Democrático] de Direito no Brasil está enfraquecido? Temos seguramente a democracia mais sólida da América Latina. Me causa estranheza pedido para que não haja enfraquecimento”, rebateu. Barbosa disse que o STF já tem prestígio por si só e recusou os elogios por ter relatado a Ação Penal 470, o processo do mensalão. “Estou há dez anos nesse Tribunal, foi apenas o processo mais retumbante. Nesse, como em milhares, agi da mesma forma. Só suscitou mais interesse. Não teve nada de extraordinário em relação ao meu modo de agir”. Também houve mal estar quando Barbosa citou as investidas das entidades contra o CNJ e quando ele criticou a tática de usar a imprensa para atacá-lo. “Quando tiverem algo a acrescentar, antes de irem à imprensa, dirijam documento à minha assessoria, não vão primeiro à imprensa para criar clima desagradável”, disparou. O ministro ainda disse que as associações “não podem fazer só o que interessa à classe, mas o que interessa a todo o país”. Os únicos pontos de aparente convergência foram a necessidade de mudanças na legislação penal para evitar impunidade, o fim de critérios subjetivos para promoção de juízes ou nomeação de ministros e desembargadores e abertura de discussão sobre a retomada do adicional por tempo de serviço, medida que pode evitar o abandono precoce da carreira pelos juízes. Segundo as associações, juízes que podem se aposentar aos 70 anos estão deixando a carreira, em média, aos 56 anos, pois não têm perspectiva de crescimento e preferem se aposentar. Segundo o presidente da AMB, Nelson Calandra, só no ano passado mais de 530 juízes deixaram seus postos, provocando déficit de mão de obra e acúmulo de trabalho. 
SINTONIA FINA – @riltonsp
– com 247

5 horas atrás

STF TAMBÉM ERRA

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 
FATOS, QUE A MÍDIA ESCONDE, PROVAM QUE O MENSALÃO É O MAIOR ERRO JURÍDICO DA NOSSA HISTÓRIA. NÃO HOUVE DESVIO DE 73.8 MILHÕES DE REAIS DO BB/VISANET PARA O PT, AS PROVAS DOCUMENTAIS ESTÃO NOS AUTOS, MAS, PARECE QUE O STF NÃO VIU. CONHEÇA-AS E TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES: Conhecer a verdade é fundamental para que os cidadãos possam agir com consciência e responsabilidade no exercício da sua cidadania. Por isso uma das premissas básicas do jornalismo é ouvir ambos os lados, e agir com imparcialidade. Mas, não é isso que acontece conforme você pode conferir aqui, para tirar às suas próprias conclusões. A grande mídia, capitaneada pela Globo, manipula e sonega informações. Para construir suas meias verdades ela se utiliza de fatos ou argumentos reais, porém, com uma lógica distorcida, não abordando a questão por completo. Veja o caso do mensalão: O MAIOR ERRO JURÍDICO DA NOSSA HISTÓRIA!  

Desde quando um juiz pode julgar e condenar alguém baseado no “seu sentir”. Os documentos, que estão nos autos, mostram o oposto do que afirmou o senhor Joaquim Barbosa. Mas, ele não viu, por isso cometeu erros gravíssimos.  
Foram vários os erros do senhor Joaquim Barbosa, sendo o primeiro: Submeter-se à pressão da mídia para julgar primeiro o mensalão do PT, que aconteceu em 2005, e NÃO O DO PSDB, que aconteceu em 1998, e corre o risco de prescrever o prazo para julgamento. Confiraaqui matéria sobre o Mensalão do PSDB. 
NÃO HOUVE DESVIO DE RECURSOS DO BANCO DO BRASIL PARA O PT 
O maior erro do Juiz Joaquim Barbosa foi dizer que houve desvio de 73,8 milhões de reais do Banco do Brasil para o PT. Entretanto, não existem provas para a condenação imposta por esse que deveria ser o órgão supremo da nossa Justiça. Muito pelo contrário, existem documentos oficiais da própria AP 470, assinados pelo então relator e hoje presidente deste supremo, senhor Joaquim Barbosa, que mostram que esse desvio nunca aconteceu. Esses documentos comprovam a utilização desse valor em eventos promocionais do cartão VISA, inclusive realizados pela Globo, que recebeu 3.413.973,71 (três milhões, quatrocentos e treze mil, novecentos e setenta e três reais e setenta e um centavos).  

 O próprio STF e mais 3100 juízes, também, foram beneficiados com recursos, para a realização de um Congresso, em Brasília.  

 

O povo brasileiro tem o direito de conhecer as provas irrefutáveis dos ERROS do STF, no caso do mensalão. 
Dê-se a oportunidade de não ser manipulado(a), conhecendo o outro lado da história, para tirar as suas próprias conclusões. Tenho certeza que depois de ver os vídeos e ler os textos do Jornalista Raimundo Pereira, devidamente documentados, você não terá dúvidas de que o trabalho do senhor Joaquim Barbosa foi todo no sentido de atender aos interesses da grande mídia. Uma vergonha! 

 Veja, a seguir, os links de dois vídeos, e matérias esclarecedoras, do jornalista Raimundo Pereira.  – VÍDEO 1 AQUI
– VÍDEO 2 AQUI
Matérias, publicadas nas revistas Retrato do Brasil, QUE DESMONTAM A TESE DE JOAQUIM BARBOSA/STF: -Edição de outubro de 2012: “O HERÓI DO MENSALÃO”, acesse AQUI.  
-Edição de novembro de 2012: “MENSALÃO: A VERTIGEM DO SUPREMO”, acesse AQUI.  
-Edição de dezembro de 2012: “A PROVA DO ERRO DO STF”, acesse AQUI
 Acesse o Blog Megacidadania AQUI. Um resumo das matérias AQUI.  
Eu me pergunto se os feitos do STF são frutos de erros por ignorância ou má fé… O que quer que seja merece o nosso repúdio. Todo cidadão de bem NÃO PODE SER CONIVENTE com essa atuação vergonhosa do STF, que impõem desgraça a vida de seres humanos inocentes.  

 
No exercício da cidadania, principalmente quando se vive num regime democrático, A OMISSÃO É CUMPLICIDADE. Veja a seguir uma relação dos e-mails dos senhores juízes, para que você cobre deles esclarecimentos sobre esses erros: Ministro Cezar Peluso – Presidente: macpeluso@stf.jus.br 
Ministro Ayres Britto – Vice-Presidente: gabcarlosbritto@stf.jus.br 
Ministro Celso de Mello: GabCOB@stf.jus.br 
Ministro Marco Aurélio: marcosp@stf.jus.br 
Ministra Ellen Gracie : ellengracie@stf.jus.br 
Ministro Gilmar Mendes: mgilmar@stf.jus.br 
Ministro Joaquim Barbosa: gabminjoaquim@stf.jus.br ou mjbarbosa@stf.jus.br  
Ministro Ricardo Lewandowski: gabinete-lewandowski@stf.jus.br  
Ministra Cármen Lúcia: AudienciaCarmen@stf.jus.br  
Ministro Dias Toffoli: gabmtoffoli@stf.jus.br  
Ministro Luiz Fux: GabCOB@stf.jus.br 
gabcob@stf.jus.br,gabmtoffoli@stf.jus.br,gabmtoffoli@stf.jus.br,audienciaCarmen@stf.jus.br,gabinete-lewandowski@stf.jus.br, mjbarbosa@stf.jus.br,gabminjoaquim@stf.jus.br,mgilmar@stf.jus.br, marcosp@stf.jus.br,gabcarlosbritto@stf.jus.br, macpeluso@stf.jus.br, audienciaspresidencia@stf.jus.br, audienciasgilmarmendes@stf.jus.br,audienciacarmen@stf.jus.br, gabmtoffoli@stf.jus.br,gabineteluizfux@stf.jus.br,audiencias-minrosaweber@stf.jus.br,convites-minrosaweber@stf.jus.br, atendimentogablewandowski@stf.jus.br, piazzi@stf.jus.br, edinezer@stf.jus.br, mpetcov@stf.jus.br, sergio.mendes@stf.jus.br,gabineteluizfux@stf.jus.br, gabmtoffoli@stf.jus.br, audiênciasgilmarmendes@stf.jus.br, gabminjoaquim@stf.jus.br, audienciacarmen@stf.jus.br, audiências-minrosaweber@stf.jus.br http://ester-neves.blogspot.com.br/2013/03/stf-tambem-erra-i.html

6 horas atrás

Veja rosna: “O foco agora é Lula”

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Por Altamiro Borges 
Para os ingênuos e pragmáticos que sonhavam que o midiático julgamento do “mensalão” teria um fim com a condenação de algumas lideranças petistas, a revista Veja desta semana deve ter gerado pesadelos. O título é uma declaração de que a guerra vai prosseguir e será ainda mais sangrenta: “O foco agora é Lula”. Para a revistona, a próxima fase deverá desconstruir a imagem do maior líder do PT. Na sequência, torce a direita nativa, poderá ser a vez da atual presidenta, Dilma Rousseff. Não haverá paz nesta disputa de poder. 
“Oito anos depois da eclosão do escândalo, o ex-presidente Lula consta agora formalmente da lista dos investigados”, festeja a Veja. Na sexta-feira passada, a Procuradoria da República no Distrito Federal pediu abertura de inquérito sobre o ex-presidente baseado em depoimento do publicitário Marcos Valério ao procurador-geral Roberto Gurgel. A revista lembra que “quando explodiu o escândalo, Lula disse que não sabia da existência do mensalão e que se sentia traído pelos companheiros do partido envolvidos no esquema”. 
Com a decisão da procuradoria, pela primeira vez o ex-presidente será objeto de inquérito criminal sobre o caso. A Polícia Federal será acionada para investigar se Lula participou do esquema do “mensalão”. No ano passado, no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que “coincidiu” com as eleições municipais, o ex-presidente não foi investigado. Ele apenas prestou depoimento, por ofício, na condição de testemunha arrolada por diferentes réus do processo. Agora, ele será o alvo principal das investigações. 
Diante desta nova investida, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, divulgou nota afirmando que “não há novas informações em relação às publicadas há cinco meses”, quando do depoimento de Marcos Valério. Mas as notas oficiais não serão suficientes para conter a sanha da direita, hoje representada pelo Partido da Imprensa Golpista (PIG). A mobilização social, esquecida pelos setores mais burocratizados e medrosos, será necessária para desnudar o novo show midiático já deflagrado. Altamiro Borges: Veja rosna: “O foco agora é Lula”
6 horas atrás

OAB refuta e repudia declarações de Joaquim Torquemada Barbosa

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Em nota, OAB refuta e repudia declarações de Barbosa sobre TRFs 

Brasília – Por unanimidade, os conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reunidos nesta segunda-feira (08) em sessão plenária, aprovaram nota pública refutando e repudiando declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, em reunião com representantes de três associações de magistrados (AMB, Ajufe e Anamatra). Na reunião, o ministro classificou de “sorrateira” a aprovação do texto da Proposta de Emenda Constitucional 544, que criou quatro novos Tribunais Regionais Federais (TRFs), acrescentando que eles “vão servir para dar emprego para advogados (…) e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia”. 

Eis a íntegra da nota do Conselho Federal da OAB: 
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, durante sessão ordinária realizada nesta data (08/04), tomou conhecimento de declarações do Sr. ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, acerca da Proposta de Emenda Constitucional nº 544, do ano de 2002, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, que institui quatro novos Tribunais Regionais Federais. 
Tais declarações proferidas em reunião com os presidentes de três associações de magistrados (AMB, Ajufe e Anamatra) reiteram críticas exacerbadas do senhor ministro à criação dos referidos Tribunais. Causam espécie, notadamente, os seguintes trechos de tal pronunciamento: “Os Tribunais vão servir para dar emprego para advogados …”;  “e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia…”;  “foi uma negociação na surdina, sorrateira”. 
O Conselho Federal da OAB entende do seu dever refutar e repudiar tais declarações, por inexatas, impertinentes e ofensivas à valorosa classe dos advogados. A bem da verdade, a Emenda Constitucional em questão tramita no Congresso Nacional desde o ano de 2002, tendo observado o processo legislativo próprio, revestido da mais ampla publicidade. Além disso, resultou de antiga e legítima aspiração dos jurisdicionados em nosso País e contou com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil. Ao aprovar a PEC 544/2002, após a realização de audiências públicas e intenso debate parlamentar, o Congresso Nacional exerceu, com ponderáveis e justas razões, o poder constituinte derivado, que lhe é exclusivo e indelegável. 
Não faz sentido nem corresponde à relevância do tema supor que a criação de novos Tribunais Regionais Federais objetive de criar empregos, muito menos para os advogados. Em momento algum cuidou-se de favorecimento à classe dos advogados ou de interesses que não fossem os do aprimoramento da Justiça Federal no Brasil.

O assunto merece ser tratado em outros termos, respeitando-se a independência dos poderes e a dignidade dos órgãos e associações que pugnam pela melhor realização da Justiça no País. 
 Blog Sujo 

6 horas atrás

O Brasil vive continuamente sob a sabotagem da Rede Globo.

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 No CUTUCANDO DE LEVE Amigos e amigas,  
A Rede Globo inventou este ano que o Brasil teria um apagão, agora fala em apagão em 2014 durante a Copa.  
O que a Rede Globo pretende é é impedir o desenvolvimento do nosso país por feito de informações que disseminam caos da economia brasileira.  
E o Brasil vive sob o bloqueio da informação.  
A mídia interdita o debate e a solução dos problemas nacionais.  

Veja o texto abaixo publicado em Carta Maior.

O tempo urge: o papel da mídia alternativa

O jogo do conservadorismo para 2014 está montado em duas cartas: uma de natureza diretamente política; outra, de manipulação das expectativas econômicas. 
Com a primeira, pretende-se impedir que Lula transfira a força de seu prestígio ao palanque de Dilma.

O processo de investigação contra o ex-presidente, engendrado no circuito Gurgel, Valério & Associados, tem essa finalidade.

Com a segunda, trata-se de corroer a confiança do país no futuro, de modo a impedir que o capital privado migre do rentismo para o novo ciclo de investimento produtivo buscado pelo governo.

Ademais de jogar a economia num corner inflacionário , dado o desequilíbrio entre oferta e demanda, o êxito dessa dupla cartada deixaria Dilma ‘solteira’, num palanque cercada de difamação administrativa por todos os lados. 

Esse é o jogo. 

O primeiro tempo corre nas manchetes e escaladas noticiosas. 

O segundo, com os acréscimos previsíveis de golpes baixos, tomará todo o ano de 2014.

Como na mesa de truco, o sucesso da empreitada depende do poder de convencimento daqueles cujo blefe não contagiou o Brasil em 2002, 2006 e 2010. 

Por que haveria de ser diferente agora?

Distorções intrínsecas à macroeconomia das últimas décadas (juro sideral e câmbio valorizado) , acrescidas do contágio lento, mas cumulativo, da desordem planetária neoliberal , afetam o crescimento brasileiro nesse momento.

O vício rentista trazido dos anos 90, quando a taxa de juro chegou a estonteantes 40%, poupou o dinheiro graúdo dos percalços do mundo físico da produção, até meados de 2008.

A uma elite sempre dissociada do país, concedeu-se trocar o relevo acidentado da produção, pela planície financeira do ganho alto, com risco zero e liquidez imediata. 

Esse dinheiro bronzeado em férias permanentes em paraísos fiscais e locais, está sendo induzido agora, a toque de juros baixos, a se sujar de graxa e poeira outra vez. 

Não é uma travessia simples, mesmo quando todas as variáveis estão sob controle. 

E, no caso, elas não estão. 

A principal variável, a das expectativas em relação ao futuro brasileiro, está sendo minada, diariamente, pelo dispositivo midiático conservador.

O governo enfrenta aqui a sua principal desvantagem.

A questão decisiva da confiança não argui, propriamente, os projetos de investimento previstos e em curso.

Não se questiona a sua pertinência. 

Nem seria possível. O Brasil precisa aproveitar a alavanca do pré-sal para se reindustrializar. Tem que readequar a sua infraestrutura, desenhada para uma sociedade elitista, às grandes massas populares que ascenderam sob o ciclo de governos do PT.

As dimensões do que já se encontra em andamento colocam o país no ranking dos maiores canteiros de obras do mundo. 

Das 50 maiores tapumes de infraestrutura e energia erguidos no planeta, 14 são brasileiros.

A Europa se liquefaz; os EUA ainda tropeçam; as taxas juros são negativas em 90% dos mercados relevantes do globo.

Dados da associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), demonstram que no Brasil, ao contrário, há 12.260 obras e investimentos previstos para até 2016. 

Em valores, R$ 1,5 trilhão.

Onde a coisa emperra então?

Na barragem de fogo que fomenta a incerteza quanto à capacidade do atual governo de implantá-los.

A acusação é de intervencionismo. 

O dispositivo midiático fala à elite e aos investidores, locais e forâneos.

A mensagem é: não se arrisquem agora; se o PT for derrotado em 2014, as regras do jogo mudam. 

A pregação pela alta dos juros sinaliza um convite à adesão e o nome da recompensa. 

À medida em que posterga prazos e projetos urgentes , a incerteza muda o pano de fundo econômico da disputa politica em curso. 

É esse manejo psicológico do futuro brasileiro que dá à mídia em 2014 uma importância ainda mais central do que já teve em 2002, 2006 e 2010. 

Em 2002, o governo era comandado pelo conservadorismo.

Sua inoperância estava tão evidente que nem mesmo a barragem da mídia seria capaz de acobertá-la. 

Lula ganhou.

Em 2006, o cerco montado em torno das denúncias do ‘mensalão’ colidiu de frente com a resistência social, embalada por uma economia em ascensão, em contraposição à memória ainda fresca do desastre tucano no poder. 

Lula foi reeleito.

Em 2010, o país contabilizava os ganhos do enfrentamento contracíclico oposto ao colapso da ordem neoliberal. 

Dilma venceu. 

Hoje, a disposição das peças do xadrez é mais complexa.

O mantra do ‘Brasil que não dá certo’, mesmo sendo essencialmente uma conveniência ideológica, pode interferir objetivamente no cenário econômico e político. 

O cerco a Lula, na medida em que possa enfraquecer o fiador de última instância de Dilma, converge no mesmo sentido.

Por isso a dimensão midiática da luta eleitoral hoje é mais decisiva do que o foi em 2002, 2006 e 2010.

Desengavetar o marco regulatório da mídia é imperativo. 

Mas talvez não seja mais suficiente. O processo, previsivelmente longo, não responde à urgência da hora.

Como diz o governador Tarso Genro, em sintomática entrevista concedida a Marco Aurélio Weissheimer (leia aqui) , o Brasil vive sob o bloqueio da informação.

A mídia interdita o debate e a solução dos problemas nacionais.

‘Temos, frequentemente, que recorrer à mídia alternativa para romper o cerco’, resumiu o líder gaúcho. 

Recorrer aos veículos alternativos e aos canais públicos talvez não possa mais ser encarado como a alternativa do desespero.

Chegou a hora de cogitá-la como a resposta da sensatez. 
do Blog OLHOS DO SERTÃO no CUTUCANDO DE LEVE: O Brasil vive continuamente sob a sabotagem da Rede Globo.

6 horas atrás

Controlador sai em defesa de José Dirceu -“Não há, nos autos, indícios materiais de participação de Dirceu no que ficou definido pela mídia como Mensalão: …

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 DIÁRIO DA MANHÃ O controlador-geral da Prefeitura de Goiânia, Edilberto de Castro Dias, quer que a Corte de Direitos Humanos da OEA reveja a condenação do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal, em 2012. 
“Não há, nos autos, indícios materiais de participação de Dirceu no que ficou definido pela mídia como Mensalão: depósito bancário, movimentação financeira, ligação telefônica, mensagem eletrônica. Nada. Apenas ilações de ‘domínio do fato’”, acusa. 
A condenação é política e midiática, insiste. Para ele, o mensalão não existiu. O que houve foi financiamento irregular de campanha eleitoral, explica. “Não se trata do maior caso de corrupção da história do Brasil. Longe disso”, contesta. 
Não houve enriquecimento ilícito de Dirceu, garante. O controlador-geral anuncia a criação da Ouvidoria da administração municipal. Ele revela que exerce também o papel de corregedor. Didi investiga hoje supostas irregularidades na Amma.http://www.dm.com.br/texto/105236-controlador-sai-em-defesa-de-josa-dirceu
7 horas atrás

ESCOLHA FÁCIL! …

por Blog Justiceira de Esquerda
 
  
DIZE-ME COM QUEM ANDAS, E TE DIREI QUEM ÉS!

Revolução conservadora

   C:/Users/THIETRE/AppData/Local/IM/Runtime/Message/{45C8EEE9-2028-4FF1-955E-5D833A110BEC}/Forward\manipulacaoimprensa4.jpg 

Igual, mas separado

  

IN CACHAÇA VERITAS … FICHA LIMPA PARA A MÍDIA DE MASSA!

  
VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA SÃO CONCESSÕES PÚBLICAS … FICHA LIMPA PARA ELES TAMBÉM! (OU A NECESSIDADE DE IDONEIDADE E LIMPEZA SÓ VALE PARA POLÍTICOS???)

   

8 horas atrás

CAPITALISMO VERSUS CRISTIANISMO

por GUERRILHEIROS VIRTU@IS
 

De acordo com a Lei 9.093/95 são feriados civis aqueles declarados em lei federal (art. 1º inciso I), somados à data magna do Estado fixada em lei estadual (inciso II) e os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do município, fixados em lei municipal (inciso III). Já Lei 10.607/02 diz que são sete (07) os feriados nacionais, aí incluídos os dias 02 de novembro (Finados) e 25 de dezembro (Natal), datas tipicamente religiosas. Interessante saber que a “data magna” de Mato Grosso é 09 de maio (nosso Estado completa 265 anos em 2013), todavia o Decreto 1539/2012, que trata dos feriados e pontos facultativos estaduais se “esqueceu” do aniversário de Mato Grosso (que “nasceu” em 09/05/1748). A mesma Lei federal nº 9.093/95 diz em seu art. 2º que são feriados religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão. Muito bem. Os feriados, pontos facultativos e dias santos (ou dias “de guarda” como diz o texto legal) são usados pelas famílias para confraternização, reuniões, lazer e descanso dos membros dos clãs. Mas o fato é que ao longo do tempo os trabalhadores, principalmente aqueles ligados diretamente às lides do comércio, têm conquistado a ampliação de alguns direitos trabalhistas. E no entanto, em feriados nacionais, a exemplo do Natal, Ano Novo e mais especificamente da Sexta-Feira da Paixão, mesmo sendo de observância necessária aos cristãos, são negados pela classe patronal. É regra que os trabalhadores se ativem em dias que necessariamente seriam de convívio com suas famílias e suas tradições (cristãs). Nesse sentido fica notório que os donos (proprietários) dos fundos de comércio, com destaque aqueles do ramo varejista, aos poucos e sob pressão do sistema capitalista (busca do lucro), estão contribuindo com a destruição da tradição e da cultura da classe trabalhadora. E fazem ainda com que a religiosidade, a fé e o amor fraternal, principalmente entre as famílias, diminua de forma significativa, pela falta da observância de tais datas chamadas como festivas (mas de cunho cristão). O assunto em pauta – acreditamos – deveria motivar atenção ainda maior, não só por parte da classe empresarial (os patrões), mas também do Ministério Público do Trabalho, da Justiça Trabalhista e dos demais segmentos envolvidos na causa dos trabalhadores. Na atualidade, graças aos problemas de mobilidade urbana (nossas cidades são exemplos de trânsito com lerdeza explícita), qualquer atitude que negue as reuniões familiares e confraternização originada na cultura, merece reflexão. Ao contrário, feriado ou “rodízio” de turnos favorece a mobilidade urbana dos empregados. É importante ressaltar que há pressão psicológica sendo exercida pelos empresários aos seus trabalhadores (assédio moral), para que estes trabalhem “livremente” nas datas acima denominadas (em especial os dias santos). Isso sob pena da perda do emprego ou outras retaliações similares, e a ação faz com que o emocional (dos empregados) sejam afetados, com danos psicológicos e na auto estima. Danosamente, além da quebra da tradição cristão religiosa e dos laços familiares, há a lesão à qualidade de vida destes trabalhadores, cuja saúde fica cada vez mais afetada e prejudicada (debilitada). 
Lazaro Donizete da Silva (técnico em segurança no trabalho) e Vilson Nery (advogado) são ativistas sociais.

8 horas atrás

DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA – LEI DE MEIOS – ACÚMULO DE FORÇAS

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Sim, eu quero: e você, quer? Seus conhecidos, amigos e parentes, o que pensam desse assunto? São a favor da concentração de meios em poucas mãos, são contra, ou são indiferentes? Estão dispostos a fazer algo a respeito? (não basta alguns quererem e gritarem muito, culpando alguém por omissão ou covardia …) http://salafehrio.blogspot.com.br/2013/04/democratizacao-da-midia-lei-de-meios.html 
 

8 horas atrás

Ah!Se fosse candidato do….

por Blog Justiceira de Esquerda
 

AÉCIO NEVES CONTINUA RÉU POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – ACUSAÇÃO ? DESVIO DE R$ 4,3 BILHÕES

 

ESSA MANCHETE VOCÊ NÃO VAI LER NA CAPA DE O GLOBO, NEM NOS JORNALÕES, MUITO MENOS COM DESTAQUE NA IMPRENSA DE MINAS GERAIS, CONTROLADA PELA FAMÍLIA DE AÉCIO NEVES. 
Para um possível indiciamento de Lula, O Globo reserva espaço em sua capa.  Para o fato de que o SENADOR Aécio Neves (PSDB-MG) continua RÉU no processo em que é acusado de improbidade administrativa, o jornal dedica apenas um ínfimo espaço na página 7, sem nenhum destaque. 
ENTENDA O CASO 
 EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA movida pelo MP-MG, Aécio Neves, à época governador de Minas Gerais pelo PSDB, É ACUSADO de ter desviado R$ 4,3 BILHÕES da rúbrica da saúde e destinado a vultuosa verba para a COPASA – Companhia de Saneamento. 
Ocorre que, o dinheiro nunca chegou aos cofres da COPASA, e não consta do BALANÇO DA EMPRESA. O Ministério Público e todos nós queremos saber ! PARA ONDE FORAM OS R$ 4,3 BILHÕES DE REAIS ?
O TJ-MG acaba de decidir (3 x 0) que não vai encerrar o caso, que a apuração prossegue e que o SENADOR AÉCIO NEVES continua RÉU. A defesa do RÉU, alegou não ser da competência do MP processar Governador. 

Los hijos de Uribe y dos familias de Brasil y México tienen cuentas en paraísos fiscales

Los hijos de Uribe y magnates de Brasil y México tienen cuentas en paraísos fiscales Consulta, en inglés, el resultado de la investigación del ICIJ

http://www.aecioblog.com/uploads/image/Outubro/Aecio%20Wellington%20Pedro.jpg
Steinbruch, à direita

No solo se han revelado escándalos de sobornos a altos funcionarios de Venezuela en el nuevoOffshoreleaksla investigación de 2,5 millones de archivossobre fondos ocultos en paraísos fiscales que ha elaborado el Consorcio Internacional de Periodistas de Investigación (ICIJ, según sus siglas en inglés). En la lista de inversores en esos escondites para ahorros fuera de control de las agencias tributarias y de las investigaciones contra la corrupción y el lavado de dinero también figuran los hijos del expresidente colombiano Álvaro Uribe yempresarios de México y Brasil. Tomás y Jerónimo Uribe son accionistas de una firma creada en las Islas Vírgenes Británicas en 2008, Asia America Investment Corporation. Un abogado de ellos, Jaime Lombana, dijo que esa empresa fue formada con la idea de exportar artesanías colombianas, pero jamás comenzó la actividad. Lombana justificó su creación en esas islas, unos de los más de 80 paraísos fiscales en el mundo, por el hecho de que un socio de los Uribe vivía allí. Los dos hermanos fueron acusados durante el Gobierno de su padre (2002-2010) de presunto tráfico de influencias en dos escándalos, uno de los cuales se trataba de la compra de tierras cuyo valor saltó por los aires después de su adquisición gracias a que las autoridades les aseguraron un estatus de libres de impuestos, según publicó la ICIJ a partir la investigación de 15 meses que hicieron 86 periodistas de 46 países. Los hijos de Uribe fueron absueltos en ambos casos, pero los fiscales han iniciado otras indagaciones sobre compras de tierras. Entre las 13.000 personas implicadas en cuentas descubiertas por el Offshoreleaks aparecen los empresarios brasileños Clarice, Leo y Fabio Steinbruch. Pertenecen a unos de los clanes familiares más ricos del gigante sudamericano, dueños del banco Fibra y de las empresas siderúrgica CSN y textil Grupo Vicunha. En 2007 crearon Peak Management en las Islas Vírgenes Británicas. “Peak Management existe, está activa, ha sido declarada por sus dueños en los formularios impositivos y ante el Banco Central de Brasil como inversión en el exterior”, respondió Leo Steinbruch al ICIJ. El mexicano Dionisio Garza Medina abrió una cuenta offshore en Singapur en 2005 a nombre de Vercors Private Limited. Pertenece a una de las familias propietarias de una de las principales compañías de México, la química Alfa, con intereses también en alimentos y telecomunicaciones. Garza Medina no respondió a las llamadas del ICIJ, pero un portavoz de Alfa declaró que se trata de un asunto privado de quien fuera consejero delegado de ese grupo y no un asunto corporativo. No El País  THIETRE MIGUEL – RIO DE JANEIRO-RJ

9 horas atrás

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E LOUCURA – “PASTOR” DIZ QUE UM PISTOLEIRO CELESTIAL FOI ENVIADO PARA ASSASSINAR JOHN LENNON

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

 No MILITÂNCIAVIVA!: 

 

 

A CADA MOMENTO a figura do Pastor / Deputado Feliciano se mostra mais surpreendente, transitando entre intolerância e o ridículo, “pregando” um DEUS vingativo, que se valeria de um louco assassino para matar John Lennon. 
 
O Pastor ainda revela sua faceta de homem capaz de tripudiar em cima de um cadáver e de atribuir ao nome do ESPÍRITO SANTO, os tiros desferidos. 
 Pior é ver como uma platéia numerosa se deixa levar pelos gritos e encenação do pastor, numa quase histeria coletiva, aprovando a declaração infeliz, e absolutamente incompatível com a mensagem de JESUS, que sempre foi de PAZ e PERDÃO. 
Minha nossa, onde esta onda de intolerância e fanatismo pode nos levar. Os FALSOS PROFETAS parece que saíram todos do “armário”.

Em nome de DEUS se justifica e explica assassinato, em nome de DEUS se cobra cachê e se exige cartão de banco com senha. 
Resposta de John
 
  

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por Betina Siegmann

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