Category: BRASIL


O anjo de Benjamin não dançou com Genoíno

por Miguel do Rosário
 

Angelus Novus, de Paul Klee

Tenho topado com o nome de Pepe Escobar, o brasileiro que escreve brilhantes análises geopolíticas, em inglês, para o Asian Times, em lugares inusitados, como na contracapa do romance A Dama do Lago, do escritor americano Raymond Chandler. A literatura de Chandler prima pelo magnífico cinismo de seus personagens, a começar por seu mais frequente protagonista, o detetive durão Philip Marlowe.

Suponho que o cinismo de Marlowe tenha ensinado a Pepe Escobar na arte de analisar o complexo e brutal mundo da geopolítica internacional, onde raramente há mocinhos ou bandidos, e mesmo assim, é preciso fazer escolhas morais e escolher um lado no qual botar a culpa pelas maldades do mundo. É preciso escolher, sim, e se manter minimamente leal às suas escolhas. O anjo da história de Walter Benjamin olha para trás, olhando catástrofes, e um vento o impele para o futuro, para o qual se dirige de costas. Mas é um anjo, e nada mais diferente de um anjo do que um homem! A memória humana seleciona os melhores momentos do passado, está sempre tentando encontrar um sentido pra vida – adentrando o futuro com olhos voltados decididamente para a frente. Nada melhor para blindar a consciência do homem do que um dose calculada de cinismo, sem a qual nos tornaríamos lacrimejantes e perplexos anjos de benjamin.

Entretanto, escrever sobre geopolítica internacional, sendo um brasileiro escrevendo para um jornal de hong kong, permite um distanciamento que dificilmente terá um brasileiro ao analisar, em território nacional, uma realidade política inchada de contradições. De vez eu quando eu tento imaginar o que diria Escobar sobre esse ou aquele tema que me ocupa em tardes abafadas do outono carioca, e acabo por concluir que ele se veria forçado a desenvolver um tipo particular de cinismo.

Engana-se, todavia, quem atribui o cinismo a um dom intelectual e elitista. Não, ele é talvez a virtude mais popular do homem contemporâneo, e nem creio que haja diferenças significativas entre a cidade e o campo. Afinal, o sertanejo desconfiado e arisco não é também no fundo um grande cínico? O que são três homens bebendo num botequim senão – necessariamente – uma pequena confraria cínica?

Quem desejar, por exemplo, esculhambar a atividade política encontrá terreno fértil. Oportunismo, covardia, corrupção, vaidade, prepotência, estupidez. Os defeitos e vícios inerentes a todo ser humano (em algum grau) ganham magnitude continental quando imantados pelo poder.

Quanto mais aprendemos sobre a política real, mais escabrosas e abrangentes se tornam as histórias, e poucos se salvam. Ouve-se histórias de corrupção deslavada entre procudores do Ministério Público, juízes, políticos, prefeitos. Enquanto o anjo da história lamenta-se pelas catástrofes passadas, um cidadão atento poderá se embriagar satisfatoriamente de tragédias contemporâneas.

Justamente por ser tão popular, contudo, o cinismo pode ser também, quando mal usado, a mais vulgar das posturas. Pior, ele acaba sendo uma máscara para todo tipo de vício intelectual, para todo tipo de covardia moral. Sobretudo quando o cínico esquece a lição mais importante do cinismo clássico: não colocar a si mesmo, como balisa moral da sociedade.

O cinismo pode ser uma ferramenta intelectual extraordinária, se usado como deve ser, como uma espécie de visão pragmática e compreensiva dos erros humanos. O cínico não deixa de lutar contra as injustiças quando as vê, mas ele tem consciência (desesperada?) de que ele mesmo não é, nem poderá vir a ser, nenhum paladino sagrado da justiça. Pelo menos não enquanto ele não fazer uma série de ajustes de contas consigo mesmo. Essa é a principal beleza da literatura, humanizar o homem. Nem o mais abnegado líder sem-terra está imune das mesquinharias e do jogo de poder que se operam na rotina de seu micro-universo.

Nessa confusão, que é humana, tão inevitável quanto a ressaca, se entrecruzam heroísmos e covardias, razões nobres e oportunismo, entusiasmo juvenil e vaidade, ressentimento vil e indignação justa!

Um pequeno protesto justo pode se tornar numa execrável ação oportunista, assim como um movimento oportunista pode ser sequestrado pelo bom senso e se tornar uma nobre e bem-sucedida ação política.

É tudo um tanto confuso, eu sei, mas por isso mesmo sempre achei que esse Anjo da História de Benjamin não pode nos ajudar muito a entender o destino do mundo, até porque o anjo real, de Klee, me parece bem diferente. O anjo de Klee me parece alegre, até meio idiota, os braços erguidos como a dançar.  Talvez ele esteja realmente assustado com o desenrolar contínuo de catástrofes, mas nada que uma boa refeição e uma garrafa de vinho não  o ajude a esquecer.  Nisso, o anjo lembra um homem comum. Dê a ele alguns trocados e sairá pulando e gritando de alegria, ignorando completamente os milhares de anos de sofrimento de sua amada humanidade.  O homem é um ser meio doido, como diria Guimarães Rosa, e talvez seja sua principal virtude. Não entendo porque seria moralmente superior, para o homem, gastar seu precioso tempo a lamentar os que tombaram na peste negra.

Por exemplo,  o nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou recentemente de um congresso de seu partido, e fez uma declaração contundente: “Não roubei”.

Ora, um político que diz isso, sem que ninguém o tenha acusado, deveria ir preso, por atentado violento ao velho e bom cinismo. Pois não se trata mais de cinismo, mas da mais irritantemente convencional patifaria demagógica. Pela simples razão que um político corrupto, justamente por ser corrupto e mentiroso, sempre dirá que “não roubou”. Não vou enumerar aqui os inúmeros escândalos da era tucana, nem a falta de energia com que as instituições (não) foram mobilizadas para divulgá-los e combatê-los. Gostaria apenas de concluir o artigo combatendo uma falácia repleta de boas intenções que algumas pessoas conhecidas vem fazendo quando analisam, por exemplo, o julgamento do mensalão.

A pessoa argumenta que, independente dos tropeços do STF, o PT “errou” e por isso pagará por seus crimes, e que isso servirá de lição para poderosos de todo Brasil. Ora, essa é uma visão tosca. Não é condenando um ladrão de galinha pelo crime de homicídio que daremos uma lição aos ladrões do Brasil. O que houve no STF foi um caso gravíssimo, que lesou severamente não apenas a democracia brasileira, como os direitos humanos das pessoas envolvidas. Ter direito a julgamento justo é um dos direitos humanos mais essenciais de um Estado Democrático de Direito, e pôr isso em segundo plano, em nome de uma demagógica e suspeitíssima lição contra os poderosos, é partilhar de um jogo sujo.

O cinismo com que observamos a política não pode nos cegar. A indignação contra os vícios que sempre iremos flagrar nos homens do poder , não pode se tornar tolerância ao linchamento. Em reinados bárbaros, o soberano de vez em quando mandava enforcar e esquartejar em praça pública alguns nobres, para deleite do populacho, e isso também era uma “lição de que os grandes também são punidos”. Mas a essência da justiça numa democracia não é punir grandes ou pequenos, e sim obedecer às mais severas regras da razão humanista.

Assistindo à entrevista de Genoíno para o programa É Notícia, de Kennedy Alencar, sentimos uma alegria por ver um nobre deputado federal lutando contra uma injustiça cometida não apenas contra si mesmo, mas contra o que ele representa, contra seus eleitores, contra seu partido, contra seu governo. Mas sentimos a tristeza por ouvir, pela enésima vez, o desfile de ilações pobres, o interminável suceder de acusações baseadas umas sobre as outras, ou em circunstâncias totalmente alheias ao processo, invariavelmente desconectada de provas.

A maioria dos ministros foi indicado por Lula, e isso “provaria” sua independência e, portanto, a justeza de sua condenação. Não necessariamente. E vimos bem porque. A mídia cercou os ministros do STF como estrelas de holliwood, aprisionando-os na terrível gaiola de sua própria vaidade, alternando com ataques brutais à honra de quem ousasse discordar do caminho traçado. Por fim, chancelou-se um monstro jurídico, repleto de equívocos, do início ao fim. Não podemos jamais achar que um fato assim possa contribuir para o aperfeiçoamento da democracia brasileira. O anjo de Benjamin conhece bem demais a longa história das injustiças humanas para se surpreender com aquele julgamento farsesco, viciado por o tipo de preconceito ideológico, ignorância em teoria democrática, e mau caratismo explícito. Mas talvez o anjo ficasse chocado se soubesse que alguns tentam minimizar uma injustiça terrível – porque envolta numa atmosfera de golpe político – com o argumento de uma mesquinha catarse da população contra a classe política. O espírito de vendetta com o qual setores “puros” da esquerda assistiram ao golpe dado contra seus ex-companheiros revela apenas a confusão entre divergência e deslealdade; entre vitória política e tapetão judicial;  entre cinismo e covardia.

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Atualizado: 06/04/2013 | Por Famosidades, Famosidades
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Gay assumida, Daniela Mercury compara decisão a queimar sutiãs


 

Crítica: Taís Araújo rouba a cena de Marcelo Adnet na estreia de O Dentista Mascarado - 1 (© Divulgação TV Globo)
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Daniela Mercury vai se casar em Portugal, diz site

Por FAMOSIDADES

SÃO PAULO – Daniela Mercury foi um dos nomes de maior destaque no mundo da fama esta semana. Isso porque a cantora assumiu que era homossexual e ainda apresentou sua “esposa”, Malu Verçosa, ao mundo – exibindo fotos ao lado de sua parceria no Instagram.

Em entrevista que circula por um site de vídeos neste sábado (6), a cantora admitiu que divulgar sua vida amorosa íntima foi uma decisão difícil de ser tomada: “Não foi fácil. Deu um bom frio na barriga. Uma sensação de estar se expondo, mas não vimos como ser de outra maneira, já que sou uma artista tão conhecida. Deu um alívio, uma sensação de liberdade e dignidade”.

Além disso, ela e sua parceira estão preparadas para as críticas: “Ficamos acompanhando se a repercussão havia sido positiva. Estamos preparadas para algumas críticas, de gente que não entende que uma relação entre duas mulheres ou entre dois homens é exatamente igual a uma relação entre um homem e uma mulher”.

Ela ainda comparou sua decisão de divulgar sua condição sexual a um movimento político: “Tem gente que não entende muito isso. Espero que minha atitude tenha reforçado politicamente. Está sendo um ato político equivalente a muitos outros, como queimar sutiãs ou se assumir divorciada”.

Além disso, Daniela confessou que já viveu relacionamentos com outras mulheres. Ela também contou que sua família já sabia de tudo.

“Não pensava que um dia fosse me sentir atraída por uma mulher, mas eu tenho uma cabeça muito aberta, sou uma mulher do mundo, nunca houve nenhum tipo de homofobia dentro da minha casa. Meu pai disse: ‘minha filha sempre me surpreende, tenho muito orgulho, você me faz aprender um horizonte que eu não estava esperando nessa vida. Já tinha vivido outros relacionamentos com mulheres, mas rapidamente, e quando isso se tornou algo a ser importante a ponto de se tornar uma relação de esposa, eu achei que isso tinha que ser claro. Meus filhos já sabiam que eu havia tido relações com outras mulheres, então era o momento que tinha que acontecer.”

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Domésticas? E o direito das patroas, como é que fica?

por Luis Soares
 

A patroa e duas domésticas. Um depoimento justo, digno e surpreendente, que serve de exemplo para todos que reagiram com ódio à ampliação dos direitos das domésticas

Leonardo Sakamoto, em seu blog

Tenho recebido muitas mensagens de pessoas questionando meus elogios às mudanças constitucionais que trouxeram mais direitos às empregadas domésticas. “Quero ver defender isso no dia em que você tiver filhos”, “Não posso mais pedir para ela preparar algo para eu comer à noite porque vou ter que pagar hora extra?” e – aquela que adoro – “Já que gosta de ficar defendendo empregadinha, por que não vem ajudar minha faxineira aqui então”. Sobre esse último ponto, recomendo a leitura de notícia do The piauí Herald.

Pensei que era apenas mais um ataque do pessoal que surfa nas ondas cibernéticas conservadoras, mas meus colegas também têm recebido o mesmo tipo de achaque em suas caixas postais jornalísticas. Daí, achei por bem pedir um texto a alguém na mesma situação e condição que os missivistas chorões. O único pedido dela foi o de manter o anonimato, pois não quer se indispor (ainda mais) com amigos e família. Segue:

Sou uma mulher branca, de 42 anos, curso superior completo, cinco filhos, dois casamentos. Trabalho fora de casa o dia inteiro. Sou adequadamente remunerada pelo que faço e exerço meu trabalho em condições de liberdade, equidade e segurança, o que me garante uma vida digna. Para conciliar minhas responsabilidades familiares com as exigências do meu trabalho, conto com os serviços de duas empregadas domésticas em minha casa.

doméstica brasil

Aprovação da ampliação dos direitos das domésticas no Brasil ganhou repercussão internacional (Foto: Reprodução)

Sou consciente de que meu arranjo trabalho-família só é possível porque está lastreado nas desigualdades sociais do meu país. Se o Brasil não fosse um país tão desigual, tão injusto, a diferença entre o que ganho e o que uma empregada doméstica ganha seria muito menor e eu, certamente, não poderia pagar por um serviço tão caro.

Se fossemos mais iguais, as duas empregadas que cuidam dos meus filhos e da minha casa teriam estudado em boas escolas, como eu estudei, e seriam profissionais qualificadas, como eu sou. A vida delas seria muito melhor do que é. Ambas ganhariam melhor e não teriam que deixar seus filhos de segunda a sexta-feira com outras pessoas, para cuidar dos meus.

Mas a minha vida também seria muito melhor. Minha demanda por serviços domésticos prestados por outras pessoas seria a menor possível (por razões econômicas) e tudo dentro de casa seria diferente: todos os adultos teriam que cuidar de sua própria roupa, da limpeza dos ambientes que usam individualmente; as crianças teriam mais consciência sobre a necessidade de manter a ordem dos objetos que usam; a preparação das refeições e a limpeza dos espaços comuns seria uma linda oportunidade de colaboração entre todas as pessoas da casa; haveria uma economia brutal de recursos já que todos seriam mais conscientes da carga de trabalho envolvida em lavar, limpar, passar, cozinhar.

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Cresci em uma casa onde sempre houve uma empregada doméstica prestando serviços e estou certa de que isso me fez muito mal. Naturalizou a desigualdade dentro de mim, quando criança, e me fez sentir que o trabalho doméstico não era para pessoas como eu e sim para os pobres “que não se esforçaram, não estudaram porque não quiseram e agora tem mesmo que fazer esse trabalho”.

Parecia justo. Tive que chegar à vida adulta para perceber que não havia justiça nenhuma nessa forma de pensar. Que os pobres são pobres não por serem preguiçosos e sim em função de um caminhão de injustiças sociais acumuladas desde sempre. Mesmo assim, o fato é que repliquei e sigo replicando esse modelo até hoje dentro da minha própria casa. Vejo meus filhos crescendo com a mesma inconsciência, achando que no universo as coisas naturalmente se arrumam (já que tem sempre uma empregada doméstica arrumando tudo) quando o que acontece é o contrário: tudo se desarruma o tempo todo e é preciso um esforço constante de por ordem nas coisas.

E aí, espetacularmente, a PEC das empregadas domésticas é aprovada. Alegria real em meu coração! Um passo a mais no rumo da justiça. Solto foguetes coloridos, quero mais é que tudo mude mesmo. Que a trabalhadora doméstica seja olhada com todo o respeito com o qual se olha para qualquer outra pessoa trabalhadora. Que o trabalho dela seja cada vez mais protegido e bem remunerado. Que seja tão digno quanto o meu. Vai pesar mais no bolso de empregadores? Vai haver demissões em massa por conta disso? Me poupem… O impacto no bolso de quem emprega vai ser mínimo. Milhares de empregadas domésticas nem sequer têm suas carteiras de trabalho assinadas e ganham menos do que o salário mínimo. Nesse cenário, como assim demissão em massa? Estamos falando do mesmo país?

Incendiária, quero tocar fogo nas revistas semanais desta semana. Truculenta, tenho vontade de bater boca com várias mulheres que empregam domésticas e que, injuriadas, reclamam dessa lei que vai dar mais direitos para essas empregadas “que não merecem nem um centavo a mais, que são péssimas, que dormem na nossa casa, comem demais, trabalham pouco, são desatentas, são preguiçosas, ficam grávidas, tratam mal as nossas crianças…” Meu Deus…

Entendo o que é fazer uma reclamação sobre o serviço de uma empregada: tal pessoa cozinha mal, lava mal, não corresponde às expectativas. Já reclamei nesses termos e me parece natural num processo de ajuste em torno dos acordos de trabalho feitos. Mas esse tom, que faz referência “às empregadas” é muito nocivo e injusto. Me perdoem, mas lembra sim uma relação escravagista. Temos muito caminho pela frente em termos de curar essa relação de trabalho e até lá, pessoalmente, declaro minha alegria e minha satisfação de me sentir parte de uma sociedade que caminha num rumo melhor depois da nova lei.

O post Domésticas? E o direito das patroas, como é que fica? apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

Mudar o nome do Viaduto do Chá é coisa antiga

19:46, 2 DE ABRIL DE 2013 

MILTONJUNG

 AMBIENTE URBANO TAGS: ,

Luz no Teatro Municipal

A tentativa de mudar o nome do Viaduto do Chá, para homenagear o ex-governador Mário Covas, liderada pelos vereadores do PSDB, na Câmara Municipal, não é uma novidade nos 120 anos de história deste monumento da cidade. Em 1929, havia o interesse de transformá-lo em Viaduto do Café, ação motivada pela importância do produto na economia de São Paulo. Não houve sucesso. Mais recentemente, em 2007, o então presidente da Câmara de Vereadores, Antonio Carlos Rodrigues (PR), atualmente senador da República, apresentou projeto de lei para rebatizar o primeiro viaduto da cidade com o nome do empresário Octávio Frias de Oliveira, do Grupo Folha, morto em 29 de abril daquele ano, aos 94 anos. Nome que acabou emplacando na ponte estaiada, sobre o rio Pinheiros.

Desta vez, a iniciativa ganhou o apoio de 45 dos 55 vereadores paulistanos, mas pela reação dos ouvintes-internautas, desde que falei do assunto no Jornal da CBN, tenho muitas dúvidas se o projeto de lei vai vingar. Mário Covas merece todas as homenagens pelo político que foi, e por isso mesmo não precisava ter seu nome envolvido nesta polêmica.

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