Category: midia


Globo se enforca no ‘Mensalão’: ou anula condenações, ou a TV irá para a forca junto

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
O julgamento do “mensalão” (AP-470) entrou numa sinuca de bico, agora que virão os recursos. A base da condenação dos petistas foi que teria havido desvio de dinheiro público da Câmara dos Deputados e da Visanet (aliás é empresa privada). Porém tanto a Câmara dos Deputados como a Visanet tem provas de que o dinheiro foi gasto para fazer anúncios ou patrocínios esportivos e culturais. As provas não se limitam a recibos e notas fiscais, mas também nos próprios anúncios (que foram efetivamente veiculados), principalmente nos mais famosos jornais, revistas e TV`s do Brasil. E estão registradas para todo mundo conferir nas páginas impressas e nos videotapes.

Sabe-se lá porquê, a maioria dos ministros do STF, ignorou essas provas apresentadas pela defesa, atestadas por laudos de auditoria, e tratou tudo como se fosse dinheiro desviado.

Pois bem, agora só tem um jeito: inocentar quem foi condenado injustamente com base em informações falsas.

Do contrário, para sustentar essa tese de condenação, só se admitir que a Globo, Folha, Veja, Estadão, etc, teriam feito parte da quadrilha para receber o dinheiro da SMPB e desviá-lo, como observou o ministro Lewandovski em seu voto, no caso do contrato da Câmara.

Logo, ou o STF terá que anular diversas condenações, onde tomou por base essa estória de desvio da Câmara e da Visanet, ou terá condenar também, por exemplo, a TV Globo, com as seguintes consequências:

– Os gestores da emissora (e dos jornalões) que supostamente participaram do suposto desvio, teriam que ser condenados tanto quanto Marcos Valério;

– O Ministério Público teria que abrir ação exigindo devolução do dinheiro, recebido pelas empresas de mídia, aos cofres públicos;

– A TV Globo, os jornalões e revistas que receberam o dinheiro da SMPB teriam que ser consideradas empresas inidôneas por corrupção, e ficarem proibidas de fazer qualquer contrato com o governo e com estatais, além de ficarem proibidas de contrair empréstimos de bancos públicos, por um longos anos.

– Por ser uma concessão pública, se uma TV for considerada inidônea por corrupção, o Congresso terá que cassar sua concessão (sem nenhum arbítrio, conforme a Constituição), pelo mesmo motivo que cassa deputados.

Aliás, do jeito que o julgamento tratou o BV (Bônus de Volume), como se fosse “propina”, no mínimo, por coerência, a emissora teria que estar arrolada no processo, e teria que “provar sua inocência” da mesma forma que foi exigido dos demais réus.

A revista “Retrato do Brasil”, da imprensa alternativa ao PIG (Partido da Imprensa Golpista), faz uma série de reportagens históricas, mostrando as provas irrefutáveis da defesa, que foram ignoradas.

 Os jornalões, revistonas e TV’s ainda mantem um silêncio sepulcral sobre o assunto, porque não tem como desmentir a reportagem. Mas não terão como fugir de verem suas empresas como as maiores beneficiárias do dinheiro, naquilo que inventaram ser o mensalão.

A falta da velha mídia ter escondido estes fatos no noticiário é um dos episódios que entrará para história dos grandes vexames da imprensa golpista, ao lado de episódios como o golpe da Proconsult e da bolinha de papel nas eleições de 2010.
O colunista Elio Gaspari (jornais Folha de São Paulo e O Globo) já prepara o terreno. Publicou essa notinha na coluna de domingo:

NAS BANCAS
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Está chegando às bancas uma edição especial da revista “Retrato”.
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Sua capa diz tudo:
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“A construção do mensalão — Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson.”
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Coisa do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira.

 Por: Zé Augusto0 Comentários     Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.

4 horas atrás

Canonizando Margaret

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 Vladimir Safatle

“Não existe esse negócio de sociedade. Existem apenas homens e mulheres individuais, e há famílias.” Foi com essa filosofia bizarra que Margaret Thatcher conseguiu transformar o Reino Unido em um dos mais brutais laboratórios do neoliberalismo. Com uma visão que transformara em inimigo toda instituição de luta por direitos sociais globais, como sindicatos, Thatcher impôs a seu país uma política de desregulamentação do mercado de trabalho, de privatização e de sucateamento de serviços públicos, que seus seguidores ainda sonham em aplicar ao resto do mundo. De nada adianta lembrar que o Reino Unido é, atualmente, um país com economia menor do que a da França e foi, durante um tempo, detentor de um PIB menor que o brasileiro. Muito menos lembrar que os pilares de sua política nunca foram questionados por seus sucessores, produzindo, ao final, um país sacudido por motins populares, parceiro dos piores delírios belicistas norte-americanos, com economia completamente financeirizada, trens privatizados que descarrilam e universidades com preços proibitivos. Os defensores de Thatcher dirão que foi uma mulher “corajosa” e, como afirmou David Cameron, teria salvo o Reino Unido (Deus sabe exatamente do quê). É sempre bom lembrar, no entanto, que não é exatamente difícil mostrar coragem quando se escolhe como inimigo os setores mais vulneráveis da sociedade e quando “salvar” um país equivale, entre outras coisas, a fechar 165 minas. Contudo, em um mundo que gostava de se ver como “pós-ideológico”, Thatcher tinha, ao menos, o mérito de não esconder como sua ideologia moldava suas ações. A mesma mulher que chamou Nelson Mandela de ” terrorista” visitou Augusto Pinochet quando ele estava preso na Inglaterra, por ver no ditador chileno um “amigo” que estivera ao seu lado na Guerra das Malvinas e um defensor do “livre-mercado”. Depois do colapso do neoliberalismo em 2008, ninguém nunca ouviu uma simples autocrítica sua a respeito da crise que destroçou a economia de seu país, toda ela inspirada em ideias que ela colocou em circulação. O que não é estranho para alguém que, cinco anos depois de assumir o governo do Reino Unido, produziu o declínio da produção industrial, o fim de fato do salário mínimo, dois anos de recessão e o pior índice de desemprego da história britânica desde o fim da Segunda Guerra (11,9%, em abril de 1984). Nesse caso, também sem a mínima autocrítica. Thatcher gostava de dizer que governar um país era como aplicar as regras do bom governo de sua “home”. Bem, se alguém governasse minha casa dessa forma, não duraria muito. 

Share/Bookmark às 10:350 comentários Links para esta postagem Marcadores: ThatcherVLADIMIR SAFATLE   Do Blog O Esquerdopata

4 horas atrás

Os motivos de Joaquim Barbosa não dar prazo para a defesa

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Enviado por luisnassif, ter, 09/04/2013 – 12:36 

Autor:  Luis Nassif

  Não se iludam os Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com a aparente unanimidade da mídia em relação ao julgamento do mensalão. O enquadramento das redações e colunistas impediu manifestações maiores de dúvida sobre a isenção dos magistrados. Fosse em tempos de maior pluralidade, a mídia teria servido de freio a alguns abusos cometidos.

Além disso, todo tema complexo permite o exercício do arbítrio pelo especialista – pela óbvia dificuldade em se entrar nos meandros da discussão e identificar as vulnerabilidades das conclusões.

Quando os primeiros questionamentos foram feitos – ainda em plena efervescência do julgamento -, não foram levados a sério por indicarem inconsistências tão absurdas, que soavam inverossímeis.

Muitas pessoas com quem conversei, simpáticas a uma condenação exemplar, acreditavam que entre as dezenas de milhares de páginas do inquérito haveria evidências capazes de derrubar as críticas.

A questão é que o tempo passou, houve a oportunidade de trabalhos mais alentados e meticulosos sobre o inquérito. E as críticas não foram respondidas.(Grifos do ContrapontoPIG)

Cada vez mais é evidente que a análise das acusações tem produzido dúvidas cada vez maiores nos colunistas que efetivamente contam.

Mesmo com a imensa dose de cautela, compreensível nesses tempos bicudos, houve a manifestação de Elio Gaspari, avalizando o trabalho em que Raimundo Pereira desconstrói  as acusações contra João Paulo Cunha. Direto, Jânio de Freitas explicita as enormes dúvidas em relação as acusações contra Henrique Pizzolatto.

Nenhum dos dois pode ser acusado de petista, assim como outros jornalistas de renome que, fora das grandes redações, puderam exercitar livremente sua opinião.

A indignação decorre do abuso de poder. E, como tal, são caracterizadas as ações em que os magistrados colocam sua vontade acima dos fatos analisados.

É bem possível que as agências de publicidade tivessem pago pedágio ao PT, pelas contas conquistadas. Mas não foi isso o que a acusação apurou.

Tratou como desvio a verba de publicidade da Visanet ignorando um relatório detalhado do Banco do Brasil indicando todas as fontes de aplicação dos recursos.

Atribuiu a responsabilidade total da destinação das verbas a Henrique Pizzolatto, ignorando documentos que demonstravam expressamente que as decisões eram colegiadas, com a participação de representantes de outros sócios da empresa.

Salta aos olhos de qualquer jornalista o absurdo de considerar, exclusivamente nas operações da Visanet, os BVs (bônus de veiculação, o dinheiro que as agências recebem dos órgãos de mídia onde anunciam) como indício de corrupção. E não estender esse julgamento a todo o universo de BVs. Ou não exigir a devolução do dinheiro dos beneficiados – grandes órgãos de mídia.

No caso de João Paulo Cunha, tratou como ocultação o fato de não ter ido receber pessoalmente os R$ 50 mil do PT, mas enviado a esposa, que apresentou RG e assinou o recibo. E ignorou totalmente a comprovação do uso dos recursos para pesquisas eleitorais.

A postura de Joaquim Barbosa – impedindo prazo maior para a apreciação da defesa – não se deve ao seu conhecido espírito de torquemada. É mais que isso: é receio de que as inconsistências das acusações sejam expostas agora, não mais em matérias de blogs, mas nos próprios autos do processo.

É paura, medo de uma discussão na qual o clamor da mídia não servirá mais de respaldo para o uso do poder imperial.
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4 horas atrás

JOAQUIM BARBOSA HUMILHA JUÍZES DE ENTIDADES DE CLASSE – E TENTA CENSURAR CRÍTICAS À SUA CONDUTA IMPERIAL – MATÉRIA ATUALIZADA – ÁUDIO

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

O Ministro Joaquim Barbosa está sob uma chuva de críticas. E elas não são feitas por “PETISTAS”, e sim por seus pares do Judiciário. Barbosa pode até estar certo em algumas das posições que defende, mas, totalmente errado na forma como se comporta. Ele parece que pensa ser o TODO PODEROSO.  
Outra vez, imagens nos trazem a verdadeira face do Ministro Joaquim Barbosa. Um homem que não conhece ou esqueceu, a diferença entre autoridade e autoritarismo, entre firmeza e truculência. 


Fica claro ainda, que o Ministro Joaquim Barbosa tem grande preocupação em só aparecer perante a opinião pública, de forma favorável, cultivando a imagem de SUPER HERÓI da Justiça  e DEFENSOR de causas honestas, deixando para os demais a figura de fazedores de negociações sorrateiras. Barbosa não quer que a s associações de classe (ANAMATRA – AMB – AJUFE) publiquem notas nos jornais, reclamando de posições e declarações por ele feitas, mas, não se importa em abrir para a IMPRENSA registrar, uma reunião como a de ontem, onde de forma premeditada, saiu da PAUTA e esculhambou os presentes, tentando inclusive humilhar um dos juízes. 
Barbosa disse que há menos de quatro meses havia recebido “esse senhor”, referindo-se ao presidente da Ajufe. O juiz disparou: “Meu nome é Nino Toldo”. A resposta veio com rispidez: “Não tenho obrigação de saber o seu nome”.

Errado Ministro Joaquim Barbosa, pessoas educadas e que prezam a posição hierárquica que possuem, sabem o nome dos que recebe em audiência e com pauta.  
Outra coisa, Barbosa parece não conhecer a GEOGRAFIA do Brasil. 
“Os novos tribunais servirão para “dar mais empregos aos advogados” e que os novos TRFs serão instalados em “resorts, à beira de alguma praia”. 


CURITIBA – BELO HORIZONTE E MANAUS não tem praia. 
AUDIÊNCIA INFLAMADA 
Barbosa critica novos TRFs e associações de juízes 

O encontro entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e representantes das três principais associações de juízes do Brasil, nesta segunda-feira (8/4), terminou mal. A reunião era pedida desde que Barbosa tomou posse como presidente e tinha como pauta a valorização do Judiciário, mas acabou com o ministro acusando as associações de fazerem “negociações sorrateiras” para que o Congresso Nacional aprovasse a criação de novos tribunais regionais federais. Participaram da audiência representantes da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). O ministro usou a reunião para voltar a criticar a instalação de mais quatro TRFs, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 544/2002 e disse que a aprovação ocorreu de “maneira açodada, sorrateira”, com a ajuda das entidades. Além das provocações sobre o assunto que não estava na pauta da reunião, o presidente do STF tentou encerrar diversas vezes o encontro, que era acompanhado pela imprensa, “porque o nível da conversa não estava adequado”. “Tínhamos uma pauta de valorização e fortalecimento do Judiciário: democratização interna, eleições diretas em tribunais estaduais, tribunais regionais do Trabalho”, ponderou o presidente exercício da Anamatra, João Bosco Coura, em entrevista à revista Consultor Jurídico. “Mas parece que o ministro havia se preparado para um confronto. Ele usou palavras fortes e desarrazoadas”, afirmou Coura. O presidente da Ajufe, Nino Toldo, confirmou o clima tenso da reunião. Barbosa disse, em tom irônico, que os novos tribunais servirão para “dar mais empregos aos advogados” e que os novos TRFs serão instalados em “resorts, à beira de alguma praia”, isso porque não teriam qualquer utilidade para o país. Barbosa ainda acusou as entidades de conduzir “na surdina” a negociação com os deputados para a aprovação da PEC 544/2002. Nino Toldo não identificou motivos para a reação de Joaquim Barbosa, que também preside o Conselho Nacional de Justiça. “Não há nenhuma intenção de criar tribunais em resorts. Manaus, Belo Horizonte e Curitiba nem têm praia”, lembra ele. Para Toldo, a votação da proposta de emenda constitucional foi pública e a associação sempre se manifestou de modo transparente em relação ao tema. A proposta teve apoio de diversas entidades ligadas ao Judiciário, como as associações de juízes e a Ordem dos Advogados do Brasil, e tramitou no Congresso Nacional desde 2002. Na véspera da votação, Barbosa havia encaminhado um ofício aos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB), em manifestação contrária à aprovação da PEC. “Barbosa ficou irado com isso porque ele foi diretamente ao Parlamento e os deputados votaram exatamente o contrário do que o ministro propôs”, afirma o presidente da AMB,Nelson Calandra, em entrevista à ConJur. Barbosa disse que os novos tribunais custariam R$ 8 bilhões, mas, segundo Calandra, as informações sobre os custos da criação dos TRFs e a quantidade necessária de cargos para os novos órgãos estão desencontradas. “O ministro acredita que a Justiça Federal, à medida que aumenta o número de cargos, fica menos prestigiada, menos relevante”, disse. “Na verdade, os colegas da Justiça Federal levaram a ele números que mostram a necessidade das novas cortes”, conta. O vice-presidente da Ajufe, Ivanir César Ireno Júnior, retrucou as acusações de que o projeto foi aprovado “a base de cochichos” e de maneira “sorrateira” e disse que a associação acompanhava o processo há mais de uma década. “Sorrateira não, ministro. Democrática e transparente”, disse. “São responsáveis, na surdina, pela aprovação”, contra-atacou Barbosa. O ministro, ainda exaltado, pediu que Ireno baixasse o tom de voz. O representante da Ajufe, por sua vez, disse que aquele era seu modo de falar. “O senhor abaixe a voz que o senhor está na presidência do Supremo Tribunal Federal”, alertou Barbosa. “Não estou gritando, ó estou dizendo”, argumentou Ireno, em vão. Joaquim Barbosa acrescentou ainda que o vice-presidente não havia sido convidado para a audiência — apenas os presidentes das três entidades: Anamatra, Ajufe e AMB. Para o presidente do STF, entidades não têm legitimidade para representar órgãos estatais e falar sobre a necessidade de novos tribunais. “Os senhores não representam o Conselho Nacional de Justiça. Os senhores não representam o STJ [Superior Tribunal de Justiça], representam seus interesses corporativos legítimos. Mas isso não supre a vontade dos órgãos estatais. Compreendam isso. Os senhores não representam a nação. Não representam os órgãos estatais. Os senhores são representantes de classe. Só isso”, disse Barbosa, segundo notícia publicada no portal Uol. Ideia negativa Para Bosco Coura, a ideia de Barbosa sobre as entidades é negativa e equivocada. “O ministro tem essa visão das corporações: espúria, de dinheiro, de vantagens. Mas elas atuam publicamente, republicanamente”, disse. Nelson Calandra disse que a declaração do ministro de que ele era “só” um representante de classe nem pode ser encarada como crítica. “O ministro falou que os nossos interesses são de ordem corporativa, de classe. E eu fiquei feliz com a declaração, porque é sinal de que estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito”, avaliou. A AMB tem 94 anos e aproximadamente 14 mil associados. O encontro foi solicitado pelo representantes sindicais, o primeiro concedido por Barbosa desde que assumiu o Supremo, em novembro de 2012. Joaquim Barbosa avisou que, da próxima vez, as reivindicações deveriam ser entregues à sua assessoria, e não alardeadas na imprensa. O ministro ainda completou, dizendo que sua “agenda é muito cheia”. Em ofício conjunto, as três associações apresentaram a pauta de reivindicações da categoria, como a despolitização dos tribunais de segunda grau, da Justiça do Trabalho e Justiça Federal; mudanças na política remuneratória, programa nacional de valorização da magistratura; manutenção de previdência pública para os membros do Poder Judiciário; campanhas de combate à corrupção; entre outros. Em relação à queixa dos magistrados sobre o pagamento de adicional por tempo de serviço, Barbosa não rendeu a conversa: “Não tenho controle da bolsa do país.“Fomos desrespeitados”, lamentou Nino Toldo. “Mas nosso relacionamento com o STF não está prejudicado. Nem com o Superior Tribunal de Justiça ou os outros tribunais. Essa é uma posição individual do ministro [Joaquim Barbosa]. Entendo posturas pessoais, mas deve ser respeitado o diálogo institucional”. Para Nelson Caladra, o presidente do Supremo possui o temperamento forte. “O diálogo é difícil, mas não impossível. Sei que ele é um homem com preocupação permanente em relação aos assuntos nacionais importantes”, avaliou o presidente da AMB. Um exemplo do “diálogo difícil” se deu quando, durante a reunião, Barbosa disse que há menos de quatro meses havia recebido “esse senhor”, referindo-se ao presidente da Ajufe. O juiz disparou: “Meu nome é Nino Toldo”. A resposta veio com rispidez: “Não tenho obrigação de saber o seu nome”.Procurado pela ConJur, a assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal comunicou que o ministro Joaquim Barbosa não deu declarações e nem se vai se manifestar sobre a audiência desta segunda-feira. 

Revista Consultor Jurídico, 8 de abril de 2013 Postado por 007BONDeblogàs 15:314 comentários:  Links para esta postagem  Do 007BONDeblog.

8 horas atrás

Em que Globo se pode realmente confiar?

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 
Jornal dos Marinho avisa na manchete desta terça-feira que os preços dos alimentos sobem e ameaçam a meta de inflação; Valor Econômico, que é metade Globo, metade Folha, anuncia o contrário; dados oficiais, divulgados hoje, apontam recuo dos preços; será que o Globo pisou no tomate?; por trás de tudo isso, evidentemente, há a pressão para que o Comitê de Política Monetária do Banco Central eleve os juros na reunião previstas para os dias 16 e 17 Brasil 247 Nesta terça-feira, o jornal O Globo prossegue sua cruzada de manchetes preparada para disseminar mau humor na economia. Depois de questionar as desonerações fiscais, no domingo, e de prever um novo apagão, ontem, o jornal dos Marinho agora avisa que a economia pisou no tomate e diz, na manchete, que “Preço de alimentos dispara e ameaça meta de inflação”. O curioso é que outro jornal dos Marinho, o Valor Econômico, que é metade Folha, metade Globo, diz o contrário. Em que Globo se deve realmente confiar? Leia, abaixo, a matéria do Valor:  Alimentos perdem fôlego e analistas projetam recuo do IPCA para 0,50% Por Arícia Martins | De São Paulo Influenciada principalmente por uma lenta perda de fôlego dos alimentos, a inflação de março deve ceder em relação à alta de 0,60% apurada em fevereiro, mas não deixará de ser tema de preocupação, segundo economistas. A média de 14 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data aponta para avanço de 0,50% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês passado. As estimativas para a inflação oficial, a ser divulgada amanhã pelo IBGE, variam de 0,47% a 0,52%.” Matéria Completa,::AQUI:: Enviada por: Nogueira Junior 11:340 Comentários * Decadência da Velha MídiaGloboVelha Mídia   Também do Blog BRASIL! BRASIL!  
8 horas atrás

Bancos brasileiros são os mais rentáveis na América Latina e EUA

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
A pesquisa também mostrou que somente 20 bancos na AL e nos EUA possuíam ativos superiores

Correio do Brasil 
“Um estudo da Economática divulgado nesta segunda-feira revelou que os bancos brasileiros são os mais rentáveis entre as 20 maiores instituições financeiras da América Latina e dos Estados Unidos, tendo  por base o indicador Rentabilidade sobre o Patrimônio (ROE) referente a 2009. A liderança do ranking é ocupada pelo Banco do Brasil, com ROE de 34,74%. Em seguida, aparecem Itaú Unibanco, com 24,19%, e Bradesco, com 23,82%.Mais informações » 
Enviada por: Nogueira Junior 10:220 Comentários * EconomiaPesquisa   Do Blog BRASIL! BRASIL! 

8 horas atrás

Santayana: Qualquer agressão desatinada a Lula desatará crise nacional

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

 O processo contra Lula e a força do simbolismo
Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil.
Por Mauro Santayana, em Carta Maior
O Ministério Público do Distrito Federal – por iniciativa do Procurador Geral da República – decidiu promover investigação contra Lula, denunciado, por Marcos Valério, por ter intermediado suposta “ajuda” ao PT, junto à Portugal Telecom, no valor de 7 milhões de reais.
O publicitário Marcos Valério perdeu tudo, até mesmo o senso da conveniência. É normal que se sinta injustiçado. A sentença que o condenou a 40 anos de prisão foi exagerada: os responsáveis pelo seqüestro, assassinato e esquartejamento de Eliza Salmúdio foram condenados à metade de sua pena.
Assim se explica a denúncia que fez contra o ex-presidente, junto ao Procurador Geral da República, ainda durante o processo contra dirigentes do PT. O Ministério Público se valeu dessas circunstâncias, para solicitar as investigações da Polícia Federal – mas o aproveitamento político do episódio reclama reflexões mais atentas.
Lula é mais do que um líder comum. Ele, com sua biografia de lutas, e sua personalidade dotada de carisma, passou a ser um símbolo da nação brasileira, queiramos ou não. Faz lembrar o excelente estudo de Giorg Plekhanov sobre o papel do indivíduo na História. São homens como Getúlio, Juscelino e Lula que percebem o rumo do processo, com sua ação movem os fatos e, com eles, adiantam o destino das nações e do mundo.
Há outro ponto de identificação entre Lula e Plekhanov, que Lula provavelmente desconheça, como é quase certo de que desconheça até mesmo a existência desse pensador, um dos maiores filósofos russos. Como menchevique, e parceiro teórico dos socialistas alemães, Plekhanov defendia, como passo indispensável ao socialismo, uma revolução burguesa na Rússia, que libertasse os trabalhadores do campo e industrializasse o país. Sem passar por essa etapa, ele estava convencido, seria impossível uma revolução proletária no país.
É mais ou menos o que fez Lula, em sua aliança circunstancial com o empresariado brasileiro. Graças a essa visão instintiva do processo histórico, Lula pôde realizar uma política, ainda que tímida, de distribuição de renda, com estímulo à economia. Mediante a retomada do desenvolvimento econômico, com a expansão do mercado interno, podemos prever a formação de uma classe operária numerosa e consciente, capaz de conduzir o processo de libertação.
Não importa se o grande homem público brasileiro vê assim a sua ação política. O importante é que esse é, conforme alguns lúcidos marxistas, começando pelo próprio Marx, o único caminho a seguir.
Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil.
Lula não é uma figura sagrada, sem erros e sem pecados. É apenas um homem que soube aproveitar as circunstâncias e cavalgá-las, sempre atento à origem de classe e fiel às suas próprias idéias sobre o povo, o Brasil e o mundo.
Mas deixou de ser apenas um cidadão como os outros: ao ocupar o seu momento histórico com obstinação e luta, passou a ser um emblema da nacionalidade. Qualquer agressão desatinada a esse símbolo desatará uma crise nacional de desfecho imprevisível.
Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.
Postado por Daniel Pearlàs 4/09/2013    Do Blog DESABAFO BRASIL

9 horas atrás

OAB solta nota contra agressão de Barbosa

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Do Brasil 247 – 9 de Abril de 2013 às 06:44 
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, comandado por Marcus Vinícius Furtado Coelho, repreende o presidente do Supremo Tribunal Federal; ontem Joaquim Barbosa tentou passar um pito coletivo em representantes do Judiciário, acusando-os de tramar, de forma “sorrateira”, a criação de novos tribunais; disse ainda que a medida serviria apenas para dar empregos para juízes e advogados e que os fóruns seriam criados perto de resorts; advogados reagiram e exigiram respeito, na primeira nota da história da OAB feita para admoestar um integrante do STF (a propósito, quem gosta de resorts é o próprio Barbosa, que passou férias em Trancoso e em Miami, onde buscou um imóvel de veraneio) 
247 – Comandada por Marcus Vinícius Furtado Coelho, a Ordem dos Advogados do Brasil já começa a adotar uma postura mais combativa, em defesa das prerrogativas da classe, bem diferente da que prevalecia na gestão de Ophir Cavalcanti. Ontem, diante de mais uma agressão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aos advogados, a OAB decidiu reagir com uma dura nota – a primeira, em toda a história da entidade, feita para admoestar um integrante da suprema corte no País. Barbosa afirmou que a criação de novos tribunais federais, uma proposta que tramita no Congresso desde 2002 e que teve o voto transparente de 371 deputados federais, foi aprovada de forma “sorrateira”. Disse ainda que os novos tribunais servirão apenas para dar emprego a juízes e advogados – e que serão construídos ao lado de resorts. Detalhe: quem gosta de resorts é justamente Barbosa, que passou férias em Trancoso e, recentemente, buscava um imóvel de veraneio em Miami para comprar. Leia, abaixo, reportagem do Conjur sobre a resposta da OAB a Joaquim Barbosa: OAB repudia declarações de Joaquim Barbosa sobre TRFs O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou, em sessão plenária na noite desta segunda-feira(8/4), feita para eleger os nomes que devem representar a entidade no Conselho Nacional de Justiça e no Conselho Nacional do Ministério Público, uma nota pública “refutando e repudiando” as declarações feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, durante encontro com representantes de três associações de magistrados (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Associação dos Magistrados Brasileiros e Associação dos Juízes Federais do Brasil).  Nesta segunda-feira, o presidente do STF criticou a criação de novos tribunais regionais federais, aprovada na semana anterior pelo Congresso Federal. “Pelo que eu vejo, vocês participaram de forma sorrateira na aprovação”, disse o presidente do STF, quando, então, acabou discutindo com o vice-presidente da Ajufe, Ivanir Ireno.  Barbosa criticou abertamente o que classificou como intromissão de entidades de classe de juízes na aprovação do texto da Proposta de Emenda Constitucional 544, que criou quatro novos Tribunais Regionais Federais. O presidente do STF chegou a dizer que os TRFs “vão servir para dar emprego para advogados (…) e vão ser criados em resorts, em alguma praia”.  “Não faz sentido nem corresponde à relevância do tema supor que a criação de novos Tribunais Regionais Federais objetive de criar empregos, muito menos para os advogados. Em momento algum cuidou-se de favorecimento à classe dos advogados ou de interesses que não fossem os do aprimoramento da Justiça Federal no Brasil”, diz a nota pública divulgada pela OAB.  Leia a nota do Conselho Federal da OAB:  O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, durante sessão ordinária realizada nesta data (8/4), tomou conhecimento de declarações do Sr. ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, acerca da Proposta de Emenda Constitucional 544, do ano de 2002, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, que institui quatro novos Tribunais Regionais Federais. Tais declarações proferidas em reunião com os presidentes de três associações de magistrados (AMB, Ajufe e Anamatra) reiteram críticas exacerbadas do senhor ministro à criação dos referidos Tribunais.  Causam espécie, notadamente, os seguintes trechos de tal pronunciamento: “Os Tribunais vão servir para dar emprego para advogados …”;  “e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia…”;  “foi uma negociação na surdina, sorrateira”. O Conselho Federal da OAB entende do seu dever refutar e repudiar tais declarações, por inexatas, impertinentes e ofensivas à valorosa classe dos advogados. A bem da verdade, a Emenda Constitucional em questão tramita no Congresso Nacional desde o ano de 2002, tendo observado o processo legislativo próprio, revestido da mais ampla publicidade. Além disso, resultou de antiga e legítima aspiração dos jurisdicionados em nosso país e contou com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil.  Ao aprovar a PEC 544/2002, após a realização de audiências públicas e intenso debate parlamentar, o Congresso Nacional exerceu, com ponderáveis e justas razões, o poder constituinte derivado, que lhe é exclusivo e indelegável. Não faz sentido nem corresponde à relevância do tema supor que a criação de novos Tribunais Regionais Federais objetive de criar empregos, muito menos para os advogados. Em momento algum cuidou-se de favorecimento à classe dos advogados ou de interesses que não fossem os do aprimoramento da Justiça Federal no Brasil. O assunto merece ser tratado em outros termos, respeitando-se a independência dos poderes e a dignidade dos órgãos e associações que pugnam pela melhor realização da Justiça no país. ___________________________ PITACO DO ContrapontoPIG    Dom Joaquim, o desquilibrado. Como se diz aqui no Ceará: “Se este cabra tiver juízo, eu engrene!” __________________________ Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Postado por celvioàs 10:550 comentários Links para esta postagem   Também do Blog ContrapontoPIG

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Estadão: morreu na contra-mão do Brasil

por Rodrigo Vianna
 

por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo

O Estadão está virtualmente morto.

Está cumprindo todas as excruciantes etapas da agonia dos jornais (e das revistas) na era da internet: demissões, demissões, demissões. Menos páginas, borderôs menores.

E futuro nenhum.

Pode ser que, em breve, o Estadão circule duas ou três vezes por semana, como está acontecendo com tantos jornais no mundo.

A Folha, em outras circunstâncias, vibraria. Na gestão Frias, um dos dogmas na Barão de Limeira era que apenas um jornal sobreviveria em São Paulo.

Semimorto o Estado, ficaria a Folha, portanto.

Mas os problemas da Folha são exatamente os do Estado. Pela extrema má gestão dos Mesquitas, eles apenas estão levando mais cedo o Estadão ao cemitério.

Isso quer dizer que não vai sobrar nenhum.

Lamento, evidentemente, cada emprego perdido por jornalistas que tiveram o azar de estar na hora errada na redação errada sob a administração errada derivada da família proprietária errada. (Os demitidos, importante que eles se lembrem disso, terão a oportunidade de respirar ares mais enriquecedores, sobretudo na mídia digital.)

Mas o jornal, em si, não deixará saudade.

Qual a contribuição do Estadão ao país?

O golpe de 1964, por exemplo. O Estadão, como o Globo, tem um currículo impecável quando se trata de abraçar causas ruins e misturar genuínos interesses privados com interesses públicos fajutos. No mundo perfeito, segundo o Estadão, os brasileiros serviriam basicamente de mordomos para os Mesquitas.

Ainda hoje, moribundo, gasta suas últimas reservas na defesa de um país em que o Estado (governo) deve servir de babá para uma minoria que, no poder, fez do Brasil um dos campeões mundiais em desigualdade.

Que colunista se salva? Quem oferece uma visão alternativa? Quem quer um país melhor, menos injusto?

Dora Kramer? Pausa para risada.

Os editorialistas mentalmente decrépitos que davam conselhos à Casa Branca mas jamais conseguiram cuidar do próprio quintal? Nova pausa.

Articulistas como Jabor? Pausa mais longa, porque é gargalhada.

O Estadão pertence a um mundo em decomposição, e cujo passamento não deixa ninguém triste.

Combateu o mau combate. Perdeu, e se vai. Poderia ter ido antes. Muitas árvores teriam sido poupadas.

8 horas atrás

Thatcher, Reagan e o amigo suiço na Nicarágua

por Rodrigo Vianna
 

por Marco Piva*

A notícia da morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher mexeu com a minha memória – de novo. Já havia acontecido por ocasião do desaparecimento do ex-presidente Ronald Reagan, em 2004. Falo exatamente de setembro de 1985. Nessa época morava na Nicarágua, epicentro da guerra fria na América Central. E o que tinha acontecido lá de tão importante? Em julho de 1979, os nicaragüenses, liderados pela Frente Sandinista de Libertação Nacional, fizeram uma rebelião popular e botaram para correr o ditador Anastácio Somoza Debayle, que morreria um ano depois no Paraguai, atingido por um tiro de bazuca numa ação de cinema protagonizada por um grupo de revolucionários argentinos.

Lembrei que naquele distante setembro recebi para jantar em casa um casal de amigos, Maurice e Chantal, dois jovens suíços que tinham abandonado o conforto de seu país para colaborar voluntária e pacificamente na reconstrução de um outro país, pobre e destruído pela guerra, do outro lado do oceano. Sonhadores e despojados, escolheram trabalhar na região de Estelí, justamente uma das mais engajadas no processo revolucionário e, por isso mesmo, uma das mais atingidas pelas ações dos “contras”, ex-soldados de Somoza e mercenários a soldo que insistiam em recuperar o poder.

Naquela noite agradável em Manágua, ficamos horas na varanda conversando sobre aquela experiência que enchia nossos corações de esperança. O olhar cúmplice da lua alimentava nossa utopia. Nos despedimos com um abraço apertado e uma sensação de que nossa amizade ultrapassava as fronteiras da cultura, embora o desejo deles em conhecer o Brasil era muito maior do que o meu em visitar a Suíça. Da cabine de sua caminhonete Toyota vermelha, suja de barro, Maurice esticou o braço para fora, fez o sinal da vitória e deu seu grito de guerra: “Viva la revolución!”.

Um dia depois, Maurice estava morto. Seu carro passara sobre uma mina colocada na estrada pelos “contras”. Com ele, morreram mais dez pessoas, das quais quatro eram crianças. O grupo havia pedido carona a Maurice e encontrou a morte. A generosidade do meu amigo suíço escreveria o capítulo final daquelas vidas cuja ambição maior era a paz. Inconsolável, Chantal levou Maurice para ser enterrado na Suíça, de onde nunca mais voltou e de quem nunca mais tive notícia.

Em 2004, Reagan já fora enterrado com honras de chefe de Estado. Agora, Thatcher receberá o mesmo tratamento e constará como um dos personagens mais importantes do século XX. Provavelmente seu túmulo será visitado por fãs e sua trajetória constará da historiografia oficial. Vão falar que ela, ao lado de Ronald Reagan, encostou Mikhail Gorbatchev na parede e colocou um ponto final na guerra fria. Vão dizer que ela relançou a economia mundial inspirando um modelo que ficou conhecido como neoliberalismo, bovinamente aplicado em escala mundial por governos submissos e sem criatividade. O resultado todo mundo conhece: déficits orçamentários extraordinários nos países endividados e o aumento sem precedente da desigualdade social, inclusive na própria Inglaterra. Não vão esquecer também que ela foi a “Dama de Ferro”, como Gorbatchev a apelidou.

Mas, os historiadores menos apaixonados podem mencionar o papel que a dupla angloamericana jogou para impedir a soberania de um pequeno país centro-americano. Isto incluiu atos terroristas e o financiamento de armas para os “contras” nicaragüenses, que resultou no escândalo “Irã-contras”, revelado pela mídia internacional e admitido, anos depois, pelo chefe dessas operações, o coronel Oliver North.

 * Marco Piva é  jornalista, ex-correspondente da Rádio França Internacional na América Central e autor de “Nicarágua – um povo e sua história” (Paulinas).

8 horas atrás

A Privataria é imortal: Amaury x FHC!

por Rodrigo Vianna
 
MANIFESTO LANÇA AMAURY RIBEIRO JUNIOR À ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS 

O fardão lhe cai bem: Amaury não esqueceu a obra de FHC

Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64: “Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos” – o texto na capa de “O Globo” comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego.

Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção.

Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras.

Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de “A Privataria Tucana” – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX. Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal!

Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro). Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.

Amaury já trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “Istoé”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”. Ganhou 3 vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. “A Privataria Tucana” – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista.

A Privataria é imortal – repetimos!

O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais. 

Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter.

A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer.

Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo.

O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando.

Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático).

FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso…

FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante…

As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso.

Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão – especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos.

Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury.

Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou “A Privataria Tucana”.

Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal!

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Para assinar, clique aqui.  Veja quem já aderiu à campanha “A Privataria é imortal”…

Altamiro Borges
Antonio Cantisani Filho
Breno Altman
Cândido Grzybowski
Conceição Lemes
Daniel Freitas
Dermi Azevedo
Diogo Moysés
Elis Regina Brito Almeida
Emiliano José
Emir Sader
Enio Squeff
Ermínia Maricato
Flavio Wolf Aguiar
Gilberto Maringoni
Inácio Neutzling
Ivana Jinkings
Joaquim Ernesto Palhares
Joaquim Soriano
João Brant
José Arbex Jr.
Julio Guilherme De Goes Valverde
Katarina Peixoto
Ladislau Dowbor
Laurindo Leal Filho
Lúcio Manfredo Lisboa
Luiz Carlos Azenha
Luiz Fernando Emediato
Luiz Gonzaga Belluzzo
Marcel Gomes
Marcio Pochmann
Marco Aurelio Weissheimer
Marcos Dantas
Paulo Henrique Amorim
Paulo Salvador
Raul Millet Filho
Reginaldo Nasser
José Reinaldo Carvalho
Renato Rovai
Rodrigo Vianna
Samuel Pinheiro Guimarães
Venício Lima
Wagner Nabuco”

Feliciano ofereceu renúncia à comissão em troca de saída de Cunha e Genoino da CCJ

por Daniel Dantas Lemos
 
No UOL

Após reunião dos líderes dos partidos com representação na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), o deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) decidiu não renunciar ao cargo de presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias), posto que ocupa há um mês sob protestos.

“Eu fico. Eu fui eleito democraticamente. Pedi uma chance de poder trabalhar. Vou mostrar o trabalho”, afirmou Feliciano após a reunião desta manhã.

Segundo parlamentares que estavam presentes à reunião, Feliciano tentou negociar sua renúncia em troca da saída dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), condenados no julgamento do mensalão, da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania)

“Isso é jogo baixo. Não podemos confundir uma coisa com a outra”, disse. “[O pedido] é inadequado para o momento”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno, sobre a proposta de Feliciano.

“Ele sabe que está lucrando econômica e politicamente com isso”, disse o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), sobre a permanência de Feliciano na CDH.

O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), disse que não tentou convencer Feliciano a mudar de opinião e que assistiu à reunião como “espectador”. “Agora não me cabe apoiar. Acho a reunião um despropósito.”

Eleito no último dia 7 de março em reunião fechada por 11 dos 18 votos dos presentes, Feliciano foi escolhido para o posto por seu partido, depois de acordo firmado com as outras legendas que garantiram ao PSC o direito de indicar o presidente da CDH.

Há mais de um mês a manutenção do parlamentar no cargo tem provocado manifestações na Casa Legislativa, manifestações contra e a favor em redes sociais, mobilização de artistas, políticos e da sociedade civil. O deputado é acusado de ter dado declarações consideradas racistas e homofóbicas.

Feliciano já negou as acusações várias vezes. Ao ser eleito presidente da CDH, disse: “caso eu fosse racista, deveria pedir perdão primeiro a minha mãe, uma senhora de matriz negra.”

Sobre a acusação de homofobia, ele diz que não é “contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual. Quero o lugar para poder justamente discutir isso. Vai ser debate. Vou ouvir e vou falar”, afirmou em mais de uma ocasião.

Durante este período, os grupos pró e contra Feliciano causaram tumulto, empurra-empurra nos corredores das comissões da Câmara e três pessoas chegaram a ser detidas pela Polícia Legislativa.

A reunião com os líderes partidários estava prevista para a semana passada, mas teve de ser adiada em razão da ausência do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que estava em licença médica para se recuperar de uma cirurgia de hérnia abdominal. 

Nesta terça, após pressão dos líderes dos demais partidos, Feliciano voltou atrás na decisão de fechar as reuniões da CDH ao público.  
Repercussão
As manifestações dos deputados e da sociedade civil contra Feliciano são por declarações como as que fez pelo Twitter ao dizer que os descendentes de africanos seriam amaldiçoados. “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”, escreveu.

Em outra ocasião, o pastor postou na rede social que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime e à rejeição”. Por posts como este, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o denunciou por conduta homofóbica e racista ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde ele também é réu em uma ação penal por estelionato no Rio Grande do Sul. 

3 horas atrás

Megaoperação prende 92 suspeitos de desviar R$ 1,140 bi em 12 Estados

por Daniel Dantas Lemos
 
No UOL

operação deflagrada nesta terça-feira (9) pelo Ministério Público de 12 Estados para desarticular suspeitos de desvios de verbas públicas prendeu 92 pessoas em menos de quatro horas. Ao todo, foram cumpridos 333 mandados de busca e apreensão; o total de órgãos investigados chega a 112. Somente no Estado de São Paulo, foram 78 prefeituras investigadas e 13 prisões efetuadas.

OPERAÇÃO CONTRA A CORRUPÇÃO

 SP: Ação contra empreiteiras que estariam manipulando licitações públicas com ajuda de agentes públicos
RN: Ação contra esquema de fraude na contratação de shows
BA: Ação contra esquema de fraude na contratação de shows
CE: Ação contra o alto escalão da Prefeitura de Quixeramobim, onde aconteceria um esquema de fraudes
RO: Ação contra ex-prefeito de Porto Velho, vice e mais dois acusados de desvio de verbas públicas e superfaturamento
MS: Ação contra três irmãos acusados de vender CNHs (Carteiras Nacional de Habilitação)
RJ: Ação contra traficantes e suspeitos de suborno e tráfico de drogas na Mangueira
MG: Ação contra esquema de sonegação fiscal de empresas que comercializam café em RJ, MG e ES
ES: Ação contra esquema de sonegação fiscal de empresas que comercializam café em RJ, MG e ES
PR: Ação contra delegado e investigadores acusados de cobrar propina de fabricantes de produtos piratas
MT: Ação contra envolvidos em tentativas de compra de decisão judicial para a liberação de traficantes
PE: Ação contra desvio de verbas em hospital de Guaranhuns e contra superfaturamento na contratação de eventos por empresa ligada ao esquema do RN

O balanço da operação foi apresentado no final da manhã desta terça-feira em Porto Velho pelo presidente nacional do Grupo de Combate ao Crime Organizado dos Ministérios Públicos nacionais, o procurador-geral de Justiça de Rondônia, Hewerton Aguiar, segundo o qual o total de desvios chega a R$ 1,140 bilhão.

Aguiar informou que a operação nos 12 Estados está de acordo com a Meta 18 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que orienta o combate à improbidade administrativa e à corrupção. A data escolhida, por sinal, é simbólica: 9 de abril é o Dia Nacional de Combate à Corrupção.

A ação focou organizações criminosas suspeitas de desviarem recursos públicos em órgãos municipais e estaduais por meio de pagamento de propinas, superfaturamento de produtos e serviços, utilização de empresas fantasmas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, atividades que levaram ao enriquecimento ilícito de agentes públicos, ex-agentes públicos e empresários.

“Se os órgãos fiscalizadores fizessem um trabalho mais intenso, por meio de auditorias, em relação à verba pública que se gasta nas licitações, não haveria necessidade de megaoperações como a de hoje”, disse o procurador, que destacou a participação de instituições como Tribunais de Conta dos Estados e CGU (Controladoria Geral da União) nas investigações que levaram às prisões e às apreensões.

O presidente do grupo especial avaliou a participação de agentes e ex-agentes públicos nos desvios apurados como “sinal de que o crime organizado se lançou para dentro do poder público”.

“Antes, a noção de crime organizado era só a de tráfico de drogas. Mas os tentáculos dessa organização agora subtraem dinheiro público e tiram a dignidade do cidadão”, disseo procurador. 
Ex-prefeito de Porto Velho é preso

Em Porto Velho, onde os números foram apresentados pelo procurador, foram presos o ex-prefeito da capital Roberto Sobrinho (PT) –afastado do cargo por suspeita de corrupção, em novembro do ano passado –, o ex-vereador e candidato derrotado a prefeito nas últimas eleições, Mário Sérgio (PMN), e o diretor administrativo e financeiro da Emdur (Empresa Municipal de Urbanização), Wilson Lopes.

Lopes foi apontado nas investigações como delator de um esquema de desvio de R$ 15 milhões na Emdur. Na Câmara de Vereadores de Porto Velho, o ex-prefeito foi alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que o apontou como principal envolvido no desvio. 

3 horas atrás

Operação Máscara Negra prende 11 por desvio de verbas de shows públicos no RN

por Daniel Dantas Lemos
 
Na Folha

Onze suspeitos de participar de um esquema de corrupção que desviou R$ 13 milhões com a contratação fraudulenta de shows musicais, entre 2008 e 2012, foram presos nesta terça-feira (9), no Rio Grande do Norte.

Batizada de Máscara Negra pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, a operação aconteceu nas cidades de Macau (180 km de Natal) e Guamaré.

Segundo a Promotoria, os gastos nas festas foram feitos com 90% de valores recebidos em royalties do petróleo e mais de 70% do recebido do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Uma parte da operação Máscara Negra aconteceu nas cidades baianas de Salvador e Serrinha, onde foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.

A sede da Prefeitura de Guamaré foi alvo de busca e apreensão, assim como as secretarias de Turismo e Finanças, cujos secretários foram presos. As casas de uma ex-primeira dama da cidade e do atual chefe de gabinete da prefeitura, também preso, foram alvo da operação.

A ação da Promotoria aponta que a Prefeitura de Guamaré gastou em 2012 R$ 6.138.548 para contratar atrações musicais para o Carnaval e para a festa de emancipação política.

Também foram constatadas irregularidades no contrato com a empresa que decorou o município para a festa de emancipação.

A Promotoria acusa os gestores municipais de Guamaré de se “associarem com empresários do ramo artístico para desviar recursos públicos, superfaturando custos dos shows.”

Emilson de Borba Cunha (PTN), ex-prefeito de Guamaré, é procurado pela Justiça por participação no esquema. Até a publicação da notícia, a reportagem não havia conseguido localizar seus advogados de defesa.

A apuração da Promotoria afirma que os artistas recebiam cachê bem menor do que o anunciado pela Prefeitura de Guamaré. A chamada “gordura” (valor que sobrava) era dividida entre os responsáveis pela contratação.

Em Macau, de 2008 a 2012, o valor gasto com festas foi de R$ 7 milhões. Um dos alvos da operação é o ex-prefeito Flávio Vieira Veras (PMDB). A casa dele foi revistada hoje e foram apreendidos computadores, telefones e um carro importado.

A Operação Máscara Negra faz parte de ação nacional contra a corrupção, realizada hoje em outros 11 Estados brasileiros, e que conta com a participação de órgãos estaduais e federais.

7 horas atrás

A jornada de Oliver Stone: De Guerreiro da Guerra Fria a A História Não Contada dos EUA

por Daniel Dantas Lemos
 

8/4/2013, Oliver Stone, The Real News Network, TRNN. Entrevista traduzida (17’40) (Parte 1).

http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&task=view&id=31&Itemid=74&jumival=9987

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

 

PAUL JAY, editor sênior de The Real News NetworkTRNN: Bem-vindos a The Real News Network. Sou Paul Jay.

O documentário em dez episódios, A História Não Contada dos EUA [The Untold History of the United States[1]] desmonta grande parte da narrativa convencional da história dos EUA pós-Guerra Fria. Organizamos uma série em vários episódios, com Peter Kuznick, coautor do documentário, com Oliver Stone.

Oliver Stone, como muitos de vocês sabem, é um dos mais celebrados cineastas norte-americanos. Tem três Óscars, como diretor e roteirista. É veterano da Guerra do Vietnam. Fez quase duas dúzias de filmes aclamados, entre os quaisPlatoonWall StreetNascido em 4 de julhoJFKNixonW., e Wall Street e Wall Street 2.

Agora, Oliver Stone, com Peter Kuznick, produziu esse seriado em dez episódios, que está no ar no canal Showtime, The Untold History of the United States [A História Não Contada dos EUA. Hoje, conversamos no estúdio com Oliver.

Obrigado por nos receber.

OLIVER STONE: Obrigado, Paul.

JAY: Então, antes de tudo, parabéns. Vocês enfrentaram alguns dos assuntos tabu, da história dos EUA. Não preciso repetir, porque já discuti com Peter. Ainda estou surpreso, de certa maneira, por o documentário estar sendo exibido no canal Showtime[2].

Mas comecemos pelo fim do seriado. E o último episódio trata do final do governo Bush e início do governo Obama. E o presidente Obama, quando candidato em 2008, quando alguém lhe perguntou sobre as raízes de seu projeto de política externa, respondeu que começavam com Truman e terminavam com Reagan. Essa, me parece, é a tese de fundo, do seu filme. Todo o arco da série é uma demonstração de que a política do presidente Obama é um continuum. Que continua aquela política externa dos EUA. Fale um pouco dessas raízes e de porque vc entende que Obama segue um continuum.

STONE: É isso mesmo. Vc conhece a palavra teleológico? Sabe o que significa?[3] 

JAY: Sei.

STONE: Foi a palavra que me ocorreu, quando você falava sobre isso. E pensei: o único modo de pensar sobre o filme é do fim para o começo. É preciso conhecer o fim da história, para desemaranhar o início. E sempre foi essa a minha ideia. 

JAY: Pensei nisso, porque é assim que se deveria ensinar história. Observar o que acontece hoje e partir, do presente, para o passado.

STONE: [fala cruzada] … e andar para trás. É. O que vivemos hoje é o que conhecemos… mas não vemos o passado. É o que chamo de “tirania do agora”. Somos soterrados por detalhes e eventos diários, e somos arrastados nesse vento.

Aí está a beleza de poder parar e fazer isso que fizemos, Peter e eu. É um projeto imenso que começa nos anos 1940s. De fato, começa em 1900, e estão em produção dois capítulos extras, o prólogo. Os capítulos A e B serão lançados em DVD em setembro-outubro, pela Warner Brothers, uma caixa, com 12 horas de filme. Mas o que você disse sobre Obama, sim, é o meu pensamento. 

JAY: E anda para trás até McKinley, não é?

STONE: É. Até McKinley e Bryan na eleição de 1900, e daí prossegue, até as duas guerras.

A Primeira Guerra Mundial é imensa. É a mãe de todas as guerras. É a mãe da Segunda Guerra Mundial.

Mas, sabe… Eu me fiz a mesma pergunta. Quando decidi iniciar esse projeto, em 2008. Estava, então, com 62 anos. E pensei: estou chegando ao fim de minha pequena passagem por aqui. E quero saber: Que negócio foi esse, Oliver? Sabe, qual o sentido disso tudo? O que significou? O que ficou escondido. Porque a coisa toda começou, para mim, na semana em que Wallace, Henry Wallace, foi demitido. Nasci naquela semana. Uma espécie de ironia. Na semana daquela coisa toda [o discurso de Wallace e sua demissão] no Madison Square Garden.[4]

Nasci em New York, meus pais eram norte-americanos típicos daquela geração otimista da 2ª Guerra Mundial. Meu pai era militar. E o mundo era tão grande, tão luminoso, e New York era o centro daquele mundo. E eu estava ali. Ironicamente, acabei indo para o Vietnam. E minha vida, você sabe, parte dela, o cinema, os filmes… Acho que tentei escapar outra vez para o mundo da fantasia.

Mas fato é que toda a minha geração, meus colegas na Universidade de Yale, a Hill School, quase todos eles tornaram-se os principais agentes do poder do meu tempo: Bill Clinton. George Bush foi meu colega de turma, em Yale, turma de 68. E era típico daquela geração de títulos e privilégios, que assumiam que os EUA eram o centro do mundo e nós tínhamos o direito de fazer o que quiséssemos.

JAY: Uma geração e uma classe. 

STONE: É. E aquele direito nos fora dado pela bomba. E, hoje, já ninguém sabe disso. É o que mais me assusta. Quero dizer, todos sabemos, mas é como se não soubéssemos. Não reconhecemos. E muito me incomoda. Acho que… porque sou dramaturgo, parte do que faço é entrar pelo subconsciente da geração, o subconsciente da raça, e tento trazer à tona coisa primais, coisas sobre as quais não se fala nas festas, nos coquetéis.

Sempre senti, no meu coração, que tudo mudou, nos EUA, com a bomba atômica. A bomba nos deu o direito de fazer o que quiséssemos. E, porque a bomba tinha poder, nós tínhamos o poder ao nosso lado. E se tínhamos a força, tínhamos o direito. Para nós, tudo se misturou: a força com o direito; a força e a habilidade de fazer o bem. Como se fazer o bem fosse consequência automática de ter a força. E assim fomos, até aqui, onde inventamos nossa própria moral, enquanto avançávamos. Nunca pedimos desculpas! Nunca sequer consideramos a possibilidade de pedir desculpas por ter lançado a bomba atômica sobre o Japão. Nunca nos ocorreu que fosse necessário, porque sempre pensamos que era necessário, para pôr fim à guerra.

E a saga da minha vida começa com o clímax da 2ª Guerra Mundial. E vencemos com a bomba atômica. O Japão foi destruído. Não há mito maior que esse. É falso. Acho que conseguimos elaborar essa história com detalhes. A bomba é o mito fundante da sociedade norte-americana. Estou tentando dar conta de sua pergunta sobre Obama, porque estou indo ao fundo, para chegar ao fim, hoje. 

JAY: É, porque também aconteceu por ação do Partido Democrata. O partido Democrata estava no poder. Foram os Democratas que construíram e lançaram a bomba atômica.

STONE: É. Sim. O Partido Democrata, com poucas exceções, formou um dueto com o Partido Republicano. 1946 foi um ano chave. Ano da primeira eleição pós-guerra. As eleições parlamentares de 1946, trouxeram os Republicanos fumegando, de volta a Washington. Havia muita gente muito furiosa, com tudo aquilo, contra Roosevelt.

E Roosevelt adivinhou. Acho que aí está uma provável razão pela qual se separou de  Wallace, ou virou-se contra ele. Acho que farejou um retorno dos conservadores, já de volta desde 44. Todos os chefões partidários e os Democratas fizeram campanha para livrar-se de Wallace e substituí-lo por Harry Truman.

Mas os Republicanos, de fato, todo o país, também tinham medo, depois da guerra. Todos temiam uma recaída numa depressão. O medo foi espantado pela ‘nossa força’, a bomba, a arma nuclear – podíamos ameaçar quem quiséssemos. Lançamos a bomba contra o Japão. Mas sentimos – como disse Edward R. Murrow – sentíamos medo. Havia medo no ar, e ninguém conseguia localizá-lo, explicá-lo. Os russos demoraram ainda três anos para ter a bomba. Mesmo assim, estávamos com medo. E os Republicanos aproveitaram-se desse medo nas eleições. Assim, Truman estava, em certo sentido, também reagindo ao medo.

O medo sempre foi predominante na minha vida – medo da bomba, medo de crescer, medo de ser atacado pelos russos. Estava lá. Meu pai costumava falar da conspiração mundial dos russo, que tentariam tomar o poder mundial. Para mim, era verdade bíblica, como Deus. Quero dizer, ele acreditava nisso, que os russos eram o inimigo. A China era também aliada deles e a Guerra da Coreia inflou esses medos. E quando fui para o Vietnam, sabe, eu era um indivíduo com muito medo, como muitos norte-americanos.

E olha-se então para o que temos hoje, com o Sr. Obama, e é triste, porque não aprendemos. Por isso nós escrevemos esse  livro e fizemos o documentário seriado. Na esperança de que as pessoas digam, aquela história é mito que nos foi impingido. A história real é essa. Eis o que os EUA fizeram nesses anos. E se fôssemos capazes de encarar a verdade, firme e honestamente, como tanta gente derrotada em guerra encara suas verdades – os alemães, os cidadãos alemães, encararam suas verdades alemãs; os japoneses encararam as verdades japonesas. Precisamos, francamente… Precisamos ainda de uma enorme derrota, da qual aprender. Nunca fomos derrotados.

JAY: E quando você exibe o documentário e fala com pessoas que votaram no presidente Obama, e em Hollywood ainda há muita gente ainda muito entusiasmada com o presidente Obama, e toda aquela mentalidade, essa gente, encarando a verdade da própria história. Parece que não conseguem….

JAY: Quando você falou com gente em Hollywood, que continua entusiasmada com o presidente Obama, gente que racionaliza esses ataques com os drones, que consegue racionalizar essas leis NDAA que… você sabe, permite que os militares mantenham pessoas presas por tempo indefinido… Eles encontram meios para racionalizar e continuam a repetir que estão certos, que são os ‘mocinhos’, que ainda vivemos em democracia, que ainda defendemos a democracia, que somos os civilizadores, os senhores da moral.

STONE: Está tudo fora de lugar. Tudo. Tudo de cabeça para baixo. E teleologicamente de pés para cima. E como olhar por um telescópio. Mas não se vê a própria imagem. É como se a imagem estivesse ‘flipada’, como se faz no cinema. Pode-se inverter tudo, pegar a história, chacoalhar e mostrá-la ao contrário, exibi-la de cabeça para baixo e pés para cima, ao contrário do esperado, para ver melhor. Pegue um aluno de história, faça-o ver os fatos, faça-o debater, debate real, sobre tudo isso, e tome cada um desses eventos, da bomba atômica até hoje – e é obrigatório começar pela bomba atômica, que mudou tudo. Pode-se começar pelo próprio conceito da 2ª Guerra Mundial e o papel dos EUA na 2ª Guerra Mundial.

E se se puder ter esse debate com um aluno, pelo menos há chance de sermos mais humildes, e há chance de entender que nem todos nós somos o mal, mas que com certeza não somos todos bons, não fomos tocados pela divindade e que Deus não está do nosso lado.

JAY: Bem, você estava dizendo que cresceu acreditando em muito dessa mitologia. Quando foi que a ficha caiu, para você?

STONE: Cresci, mesmo. Por isso acho que posso… A ficha, no meu caso, caiu aos 40 anos. As pessoas dizem que fui para o Vietnam e voltei radical. Nada disso. Fiz um filme sobre um homem ao qual isso aconteceu, Ron Kovic [Nascido em 4 de julho, 1989],[5] que é um sujeito maravilhoso. Voltou numa cadeira de rodas e furioso, e entendo por quê. Eu era mais bobo, mais apático, digamos apático. Ou entre uma coisa e outra. Demorou vários anos, depois de voltar, para… Fiquei em cima do muro. Com certeza não me sentia bem com o Vietnam. Mas falando com outras pessoas, me autoeducando. Nasci numa família profundamente conservadora, compreenda… Republicanos. Eisenhower, Castro é o demônio, Kennedy era o demônio, Roosevelt sempre foi o arquidemônio.

JAY: Esse era o seu sistema de crenças.

STONE: Era o meu contexto. Lá pelos anos 1970s, com as audiências sobre Watergate e a Comissão Church, comecei a ter brigas terríveis com o meu pai sobre essa coisa toda. Ele sempre chamou o Vietnam de “ação policial”. Feria meus sentimentos, porque participei de combate ativo, muitas vezes, e ele me feria quando dizia “pare com isso, o Vietnam não foi como a 2ª Guerra Mundial, não passou de ação policial”, como se quisesse esconder um erro debaixo do tapete, como a Coreia estava metida sob o tapete.

Mas, não, comigo, não. Não foi “ação policial”. Foi guerra enorme – e hoje sabemos, pelas baixas e pela quantidade de vietnamitas mortos, que foi guerra massiva, massiva, e suja, muito, muito suja.

Mesmo assim, só à altura dos anos 1980s – sou lento mesmo. Mas você tem de me acompanhar. Estou em cima do muro. Acredito na Comissão Church. Estou horrorizado, ao saber o que a CIA faz, os golpes.

Lá pelos anos 1980, Reagan foi eleito. Ainda apoiei Reagan, acredite ou não, porque Carter, para mim – ainda acreditava na imprensa, acreditava que Carter tinha feito um estrago e acreditava que Reagan podia acertar as coisas. Então, em 1984, foi para a América Central, com Richard Boyle, para fazer Salvador [1986][6]. E, de repente, tive essa espécie de flashbacks, porque via soldados norte-americanos nas ruas de Tegucigalpa, em Honduras, homens e mulheres uniformizados, parecidos comigo no Vietnam… e contam a mesma história sobre o que fazem ali, aquela história, você sabe – os comunistas estão ali, ao lado, na Nicarágua, e vão invadir… – Basicamente, Reagan estava ali, dizendo que os comunistas vão atravessar a fronteira e… os russos os apoiam, os cubanos os apoiam, armas, suprimentos. E então, ali eu já sabia que aquilo tudo era mentira, merda. Fui a Salvador, a Honduras, à Guatemala, que é um pesadelo de esquadrões da morte, e Reagan… De repente, vi Reagan de outro modo, sob outra luz. Voltei aos EUA. Fiz Salvador – não sei se você assistiu, mas… 

JAY: Sim, assisti.

STONE: … é filme progresssista, com visão progressista de Salvador.

JAY: Sem dúvida, é. Ia dizer que ninguém jamais suporia que aquele cineasta tenha saído de tantas ideias da Guerra Fria.

STONE: É, saiu. Saiu do abuso contra os camponeses, as classes empobrecidas. E tudo isso estava lá, também, no Vietnam. Vietnam e América Central, para mim, era a mesma coisa. E sofri por aquele povo. E fiz o filme.

E daí em diante, já aos 40 anos – bem tarde, na minha vida. Comecei a reexaminar realmente essa coisa toda e lentamente. Porque cada um daqueles filmes – JFKNixon, os filmes do Vietnam – levou-me para diferentes locais de pesquisa. E em Washington tinha pesquisa de frente – sobre Nixon, aquela coisa toda, JFK.

Fiquei chocado com o que vi para fazer JFK, porque estávamos tentando lidar honestamente com transparência, num governo transparente. Chocou-me muito que o movimento conservador nos EUA tenha atacado tanto o filme. Porque eu acreditava que os conservadores se alinhariam conosco. Goldwater dizia, transparência, façamos as coisas com transparência, vamos descobrir o que realmente aconteceu. Mas ninguém queria descobrir coisa alguma. Assim, a imprensa, de repente, pôs-se mais violentamente contra mim, mais que nunca, porque me atacavam de todos os lados, no caso desse filme, JFK, dizendo que eu falsificara a história.

E assim fui andando. E em 2008, quando fiz W., que foi minha tentativa para falar da presidência de George Bush com esse viés de humor, porque era tudo tão ofensivo – uma sátira, digamos assim –, que era o que nós víamos.

Agora decidi que tenho de ir além e, pelos meus filhos, fazer uma coisa maior, mais definitiva, e tentar lidar com a coisa toda, tudo que vi desde os anos 1940s até agora. E a história de Peter Kuznick, com Henry Wallace sendo despachado para fora da cena, em 44, amarra-se muito ironicamente com a bomba atômica. Assim sendo, se você quer falar sobre bomba atômica, achamos que esse poderia ser a porta de entrada – voltar até Wallace nos levou logo à história da bomba, à candidatura Truman. E assim chegamos à Guerra Fria.

JAY: OK, obrigado. Esse encontro continuará.

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A jornada de Oliver Stone:
De Guerreiro da Guerra Fria a A História Não Contada dos EUA 
9/4/2013, Oliver Stone, The Real News Network, TRNN. Entrevista traduzida (17’29) (Parte 2)
http://therealnews.com/t2/index.php?option=com_content&task=view&id=31&Itemid=74&jumival=10042)
(em tradução).

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[1] Baixam-se alguns episódios, legendados em português, em http://pt.podnapisi.net/Oliver.Stones.Untold.History.Of.The.United.States.S01E04.HDTV.x264-EbP-r447336 [NTs].

[2] Website http://www.sho.com/sho/oliver-stones-untold-history-of-the-united-states/home. Alguns episódios gratuitos em http://www.sho.com/sho/video/full-episodes (em inglês) [NTs]

[3] Teleológico. Adj. 2 fil que relaciona um fato com sua causa final (diz-se de argumento, explicação ou conhecimento). Houaiss (http://houaiss.uol.com.br/busca?palavra=teleol%25C3%25B3gico) [NTs]

[4] Discurso, no Madison Square Garden, em que Wallace argumentou contra a obcecada preocupação dos EUA com os russos: “Para alcançar paz duradoura, temos de estudar em detalhe o modo como se formou o caráter dos russos. (…) E acrescente-se a tudo isso a tremenda potência emocional que o marxismo e o leninismo dão aos líderes russos. É absolutamente evidente que enfrentamos uma força que não conseguiremos manobrar com políticas de “endureçam mais contra os russos. Ataquem antes”. “Atacar” jamais trouxe benefício verdadeiro e duradouro – nem para crianças malcriadas, nem para empresários, nem para potências mundiais. Quanto mais endurecermos, mais os russos endurecerão.” Dias depois, em 20/9/1946, o presidente Truman demitiu-o do cargo de secretário [ministro] da Agricultura, acusando-o de “pôr sob risco a segurança dos EUA”. E Roosevelt excluiu-o de sua chapa, onde concorria como vice-presidente às eleições daquele ano. Wallace é conhecido como “o último New Dealer” (NTs com informações de The Wrong Ways, “Henry Wallace: The Last New Dealer”)

[5] http://www.imdb.com/title/tt0096969/

[6] http://en.wikipedia.org/wiki/Salvador_(film)

A imprensa brasileira, presa na própria teia, vê os ingleses comemorando a morte de Margareth Thatcher e os venezuelanos chorando a morte de seu presidente, Hugo Chávez. Como dizia o anúncio antigo: Quanta diferença!

por Helio Borba
 
 Hugo Chávez morre, e venezuelanos vão às ruas em Caracas DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS Apoiadores de Hugo Chávez se reuniram na noite desta terça-feira na capital Caracas em manifestações em homenagem ao presidente venezuelano, que morreu aos 58, vítima de um câncer na região pélvica. 

Viana responde a Barbosa (sorrateiro)

por redacao
 

 

(Não deixe de ler também “por que Barbosa não dá prazo a Dirceu”.)

Segue o pronunciamento do senador Jorge Viana (PT-AC) a rebater declarações de Joaquim Barbosa, em encontro com representantes de associações de juízes e magistrados.

Com a íntegra do discurso,  o link do vídeo do pronunciamento, postado no You Tube.

Jorge Viana rebate Joaquim Barbosa
Pronunciamento em 9 de abril de 2013

http://www.youtube.com/watch?v=mAx_kF9hKUA

JORGE VIANA (Bloco/PT – AC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, eu queria cumprimentar todos os colegas e todos os que nos acompanham pela TV Senado e pela Rádio Senado.

Pretendo fazer uma fala sobre o posicionamento do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, a respeito de um assunto que virou notícia em todos os jornais. A audiência ficou famosa pelo desentendimento entre os representantes das categorias dos juízes federais e o Presidente do Supremo. Organizei-me para apresentar esta fala dentro das possibilidades do tempo, porque entendo que sou Senador da República, estou Vice-Presidente do Senado, e se falou que essa votação dos tribunais regionais foi feita “de maneira sorrateira”. Esse é um termo absolutamente inadequado para a condução que eu testemunhei, como Relator dessa matéria, aqui, no Senado.

Não sei quantos colegas Senadores sobem à tribuna para firmar uma posição radicalmente diferente da do Presidente do Supremo Tribunal Federal deste País.

WALTER PINHEIRO (Bloco/PT – BA. Fora do microfone.) – Há uma diferença, Senador Jorge Viana: o que foi votado na Câmara dos Deputados está lá há muitos anos. Então, não foi nada sorrateiro.

JORGE VIANA (Bloco/PT – AC) – Exatamente. Como diz o meu colega Walter Pinheiro, o que foi votado, para ser preciso, Senador, está lá há 11 anos. Começou em 2002 o debate.

E aí ouvimos o que foi divulgado em todos os veículos de comunicação, que isso foi feito “de maneira sorrateira”. O que é sorrateiro? É o que é feito de madrugada, às escondidas, nas negociatas? Eu fui Relator dessa matéria no Senado Federal e não fiz nenhum encontro sorrateiro, não fiz nenhuma negociata! Não me propuseram nenhuma condução sorrateira!

(…)

Sr. Presidente, caros colegas Senadores, não sei que fase do nosso País estamos vivendo, mas acho que é uma fase em que se mistura a hipocrisia com o medo. Hipocrisia com medo não dá muito certo, são duas coisas terríveis.

Hoje, abri os jornais e li que havia ocorrido uma audiência. “Tribunais serão criados em resorts em algumas praias”, essa frase é do Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Acho que é uma frase infeliz, no mínimo. “Tribunais serão criados em resorts e em praias.” O problema é que essa frase está se referindo a tribunais federais de recursos, ao acesso do cidadão à Justiça. Isso está no jornal “O Globo”.

Aí ando um pouco mais, já que agora a “Folha de S.Paulo” não faz mais parte da nossa sinopse, e leio: “Novos tribunais vão ficar em resorts, ironiza Barbosa”. Isso está no jornal “O Estado de S.Paulo”.

Aí leio mais um pouco. No “Valor Econômico”, é dito: “Os senhores não representam a Nação”. Barbosa se refere a juízes, ou melhor, a entidades representantes dos juízes federais que foram recebidos ontem.

E, no “Correio Braziliense”, é dito: “Críticas aos novos tribunais regionais federais”.

Eu não vou, obviamente, ler essas matérias, mas acho absolutamente inadequada uma relação assim entre o Presidente do Supremo Tribunal Federal e os representantes de classe dos juízes e juízas federais. É esse o clima? É essa a relação que cria um processo pedagógico, educativo, para o cidadão brasileiro?

Eu li, eu vi na televisão o Presidente do Supremo dizer: “Calem-se! Aqui não têm que falar alto! Vocês estão na Presidência do Supremo Tribunal Federal”. Esse foi o clima de uma audiência que, parece-me, desde o ano passado, estava sendo solicitada.

O problema não para aí. O problema, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, é que a audiência – pelo menos, parte dela, a parte pública – tinha como motivação a criação dos tribunais regionais federais. E eu, como Vice-Presidente do Senado, não posso calar! “Quem cala consente”, aprendi isso faz muito tempo. E foi dito que a discussão e a votação da criação dos tribunais regionais federais no Senado e na Câmara, no Congresso, teriam sido feitas “de forma sorrateira”. O que é sorrateiro?

Eu lamento. Dizem que isso, de fato, ocorreu. Não sei se é o caso, mas quero crer que não, porque tenho muita admiração pelos ministros, homens e mulheres, que compõem o Supremo Tribunal Federal. Tenho por eles muita admiração. Fico feliz quando tenho a oportunidade de com eles conversar. São pessoas realmente destacadas pelo conhecimento, pela oportunidade que a vida e o destino lhes deram. Não posso crer que essas pessoas queiram nos decepcionar a todos. É a mais alta Corte de Justiça do País, mas aquela audiência de ontem deseduca, para falar o mínimo. Aquela audiência deseduca, Senador Suplicy!

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Sr. Presidente, peço a V. Exª um pouquinho de compreensão.

O Presidente do Supremo disse que essa matéria não diz respeito às categorias – concordo com ele – e às corporações – concordo com ele. Ele disse que essa matéria sobre a criação de tribunais regionais federais é uma matéria que precisa passar pelo Conselho Nacional de Justiça, e concordo com ele.

Essa é uma matéria que tem que ser discutida pelas organizações do Estado Federal brasileiro. Eu concordo com ele. O problema é que a matéria de criação dos tribunais em 2002 foi objeto de deliberação do Conselho Nacional de Justiça. Foi aprovada por nove conselheiros, de doze. Foi aprovada uma nota técnica.

Eu estou vindo à tribuna porque eu fui Relator dessa matéria aqui no Senado, na Comissão mais importante desta Casa do ponto de vista da apreciação constitucional das matérias, a CCJ. Eu não fui pressionado por ninguém, eu não fui chamado por ninguém para fazer nenhum parecer sorrateiro, mas eu me senti. Eu estou pondo a carapuça. Mas será que o Senado tem que aceitar isso?

O que eu vou falar é grave. Eu sei que o Presidente desta Casa, o Senado Federal, foi convidado, chamado, se reuniu com o Presidente do Supremo para tratar dessa mesma matéria. Eu não posso – seria leviano da minha parte – dizer que foi uma atitude sorrateira do Presidente do Supremo chamar o Presidente Renan para tratar de que não é bom criar os tribunais. Eu acho absolutamente normal que o Presidente do Senado seja convidado e trate de todo e qualquer assunto com o presidente de outro Poder. Onde é que há uma ação indevida nisso?

A matéria foi tratada no Conselho. Dizer que a criação dos tribunais regionais federais é uma atitude corporativa para atender interesses escusos, montar tribunais em praias, é um desrespeito com a Bahia, que está propondo ser sede de um tribunal. É um desrespeito com o Estado de V. Exa, Senador Jarbas Vasconcelos, que pleiteia, só porque uma parte do Estado é litoral.

Eu tenho os números porque fui Relator dessa matéria. Eu estudei essa matéria. Primeiro, quando foram criados, na Constituição de 1988, os cinco tribunais que temos hoje, eles foram criados pelo Constituinte Originário. Não foi pelo Supremo. A Constituição criou. Os Constituintes, Parlamentares, criaram, e coube à Justiça implementá-los. Eles foram criados em 30 de março de 1989.

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Eu não vou me prender a todos, mas eu gostaria de poder pelo menos colocar:

sede em Brasília, sede em São Paulo, sede no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e em Recife. Tramitavam, naquela época, 96 mil processos. Hoje, tramitam sabem quantos? Cerca de 1,2 milhão de processos nos tribunais regionais. Sabem quantos juízes havia naquela época? O número de magistrados aumentou muito, felizmente, graças à ação de todos. Some-se a isso – eu queria ler aqui, rapidamente – a instalação de 230 novas Varas do Judiciário no primeiro grau. Isso significa 460 novos juízes. E, aí, temos a situação de que, em 1989, eram 2 juízes federais para cada desembargador federal. Sabem como é hoje? São 14 juízes federais para cada desembargador. E olhem que o número de juízes praticamente dobrou nesse período.

Eu não posso me referir a outros tribunais, mas eu queria aqui, dentro do possível, referir-me ao Tribunal da 1ª Região. São 70 milhões de habitantes; são 14 Estados, Senador, procurando justiça constitucional, recursos de segundo grau. Na 1ª Região, temos Brasília, Distrito Federal, no caso, e Acre, Amapá – são 13 –, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. Desde a Constituição, essa é a organização. Há um tribunal no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo: 19 milhões, 14 milhões de pessoas. E há um tribunal no Brasil para atender 70 milhões de brasileiros.

Sabem quantos quilômetros tem que andar uma pessoa do Acre para alcançar um recurso de segundo grau na Justiça Federal? Não estou falando qualquer Justiça. Quatro mil quilômetros, Senador. Quatro mil quilômetros! Esse assunto não pode ser tratado dessa maneira.

Fui relator. A matéria que foi votada na Câmara, a PEC, não é minha; a minha está aqui, a que relatei. E, na PEC que relatei, nós colocamos que, em 180 dias, a Justiça do nosso País encontraria uma maneira de ver que tribunais implantar, que tribunais seriam efetivados, porque cabe ao Judiciário fazer isso. Essa é uma maneira de respeitar a independência dos Poderes. E colocamos isso porque achamos que é fundamental, sim – nisso, associo-me ao Presidente do Supremo…

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Nós temos que pensar o custo e a manutenção quando se cria mais um espaço institucional neste País. Mas não tenho dúvida de que não podemos tratar um assunto tão grave como esse dessa maneira.

Tenho aqui os dados. Se somarmos três tribunais – três! – regionais, não chegam ao da 1ª Região, do ponto de vista da população.

Queria concluir, Sr. Presidente, pedindo a compreensão de todos, dizer que não dá para aceitarmos um posicionamento desse, tornado público como foi, as declarações da reunião, estamos falando de juízes federais, estamos falando de um encontro no gabinete do Presidente do Supremo Tribunal Federal, e a maneira do trato ou do destrato, elas não são adequadas para que possamos…

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – …reproduzir, aqui, no Senado.

Então, senti-me numa posição de vir aqui na tribuna, estou Vice-Presidente do Senado, mas sou Senador da República, estou temporário ali, colocado pelos meus colegas, mas sou Senador da República, fui eleito pelo povo do Acre, tenho todo o respeito pelos outros poderes, mas tenho mais respeito, ainda, pela minha independência, pela independência desse poder que o povo me deu: o direito de sentar numa dessas cadeiras. E vamos aceitar que nós votamos leis, aqui, de maneira sorrateira? Uma lei que tramita, que é de interesse do cidadão, e digo, antes de ouvir o aparte do Senador Anibal, para encerrar: se o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo, não tinha conhecimento da decisão do Conselho Nacional de Justiça, que ele preside, eu entendo, mas, mesmo que ele não tivesse compreensão, ele pega essa matéria deliberada pelo Congresso Nacional, onde houve deliberação, e paute o Conselho Nacional de Justiça. O que pode ter de mais impo rtante para o Conselho Nacional de Justiça do que justiça? Agora, é uma injustiça, como fez de uma maneira que, diria, conivente, parte da imprensa brasileira, de dizer que estão se criando situações, elefantes brancos em beiras de praias. Não! O Presidente do Supremo também erra; aliás, tem errado muito, xingando jornalistas, xingando seus colegas juízes, isso não é bom para o Brasil, não é bom para o Supremo. Estou vindo aqui como cidadão, não como Vice-Presidente porque é passageiro, mas como Senador da República,…

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) –…defender essa Casa e defender o Judiciário e defender o Presidente do Supremo, mas, dessa vez, ele errou e errou feio.

Eu ouvi um ex-presidente do Supremo, ontem, falando outra frase infeliz – Aires Brito –.

“O papel da imprensa é controlar governo”. Veja só, papel da imprensa é fiscalizar governo, denunciar governo, mas controlar governo?

Nós temos agora que aceitar e nos calar sobre isso. Eu, pelo menos, não vou me calar. Eu estou querendo um entendimento entre os juízes, para que possam fazer com que o cidadão tenha direito e acesso à Justiça. Só isso que quero.

E cabe ao Presidente do Supremo, que é Presidente do Conselho Nacional de Justiça, pautar esse assunto, decidir sobre ele. Agora, achar que a criação de outro tribunal regional, com sede em Manaus é uma…

(Interrupção do som)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – … atitude sorrateira, não posso admitir (fora do microfone).

PRESIDENTE (Eduardo Suplicy. Bloco/PT-SP) – Senador Jorge Viana, os demais Senadores acharão ruim comigo se eu for tão mais generoso no tempo. Por favor, conclua rapidamente para que os outros possam falar.

O Sr. Anibal Diniz (Bloco/PT-AC) – Senador Jorge Viana, só para cumprimentá-lo pelo pronunciamento e me solidarizar com os termos com que V. Exª se dirige para tratar desse assunto, porque fosse um eleito, seja do Executivo ou do Legislativo, a ter tal postura com um par, dizendo essas palavras: “Só me dirija as palavras quando eu lhe pedir”, se fosse um eleito, com toda a certeza, seria manchete em todos os jornais, mas, como se trata do Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal, a maioria se cala e ninguém emite uma opinião sobre isso. Se isso não é atitude ditatorial, é o quê?

O SR. JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Eu agradeço, Senador.

E, mais uma vez pedindo desculpas ao Presidente desta sessão, eu queria dizer que sofri de maneira justa,…

(Interrupção do som)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – …com conhecimento jurídico a oposição dos meus colegas (fora do microfone) Pedro Taques, Aloysio Nunes, quando estava relatando a matéria, e achei que aquilo engrandece o debate que estávamos tendo. E eu falava: eu concordo que isso é uma decisão da Justiça a criação. Foi um debate aberto, mas eu não fiz um encaminhamento sorrateiro.

Ouço o Senador Pedro Taques.

Pedro Taques (Bloco/PDT-MT) – Senador Jorge Viana, não sei se o Ministro Joaquim Barbosa falou sorrateiro em relação à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição nesta Casa. Eu fui um dos opositores, não do mérito, da criação dos tribunais regionais federais. Entendo que nós, sim, precisamos de outros tribunais regionais federais. Agora, os fins não justificam os meios. Entendi, defendi

Eu entendi, defendi e defendo que não cabe Proposta de Emenda à Constituição, não cabe. Agora, na Comissão Especial do Código Penal, foi deferido um requerimento da minha lavra, convidando o Ministro Joaquim Barbosa para comparece à Comissão Especial do Código Penal. E qual é o interessa nisso? Para que nós possamos discutir o Projeto do Código Penal. E não há que se falar em criação de um Código Penal sem que nós saibamos o órgão do Poder Judiciário que o julgará, que julgará os crimes. Esse tema poderia ser agitado, debatido também por ocasião da visita do Ministro Joaquim Barbosa. Inclusive, já entrei em contato com ele, na quinta-feira; ele aceitou o convite. Só está aguardando a marcação dessa data. Mas aqui eu não quero defender o Ministro Joaquim Barbosa, porque eu não tenho procuração para fazê-lo, apesar de a Lei Processual Civil dar o advogado – mas eu não sou advogado -, prazo para juntar a procuração. Mas eu não quero fazer a defesa do Ministro Joaquim Barbosa. Eu quero fazer a defesa da…

(Soa a campainha.)

Pedro Taques (Bloco/PDT-MT) – … possibilidade de um servidor público como ele também se manifestar a respeito de um tema importante como esse. Eu não sei detalhes dessa famosa, já famosa reunião. Eu conheço os participantes da reunião, o presidente da Ajufe, o presidente da AMB; eu os conheço; eu os recebo sempre aqui no gabinete. Esse tema precisa ser debatido, mas eu confio no Ministro Joaquim Barbosa. Eu tenho certeza que V. Exª também confia. Nós estamos vivendo uma quadra histórica em que muitas vezes é possível a utilização de um tema já passado para fundamentar temas presentes e futuros e fazer críticas a pessoas. Eu sei da honestidade de propósitos de V. Exª quando trouxe a proposta de emenda à Constituição. Eu conheço o Acre. Trabalhei no Acre como procurador da República quando V. Exª lá estava. Eu já oficiei em 12 Estados da Federação, e V. Exª…

(Soa a campainha.)

Pedro Taques (Bloco/PDT-MT) – … sabe disso. Sei da necessidade da criação desses Tribunais Regionais Federais. O mérito está correto. Agora, quem sabe, nessa audiência, nós possamos acalmar os ânimos. Não o de V. Exª, porque sempre foi muito cordial na defesa dos interesses do seu Estado e dos interesses da República Federativa do Brasil.

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) – Eu agradeço mais uma vez, e queria incorporar o aparte do colega Pedro Taques e dizer que eu só estou vindo à tribuna porque fui relator dessa matéria e senti o sorrateiro, que nós fomos enganados por juízes federais. Mais respeito com os juízes federais nós devemos ter também. É um conflito lá de interesse? Pode ser. Eu tenho muito respeito por todos que ocupam o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal, incluindo o Ministro Joaquim Barbosa, que tem uma história de vida muito bonita e que o levou a ser indicado pelo Presidente Lula …

(Soa a campainha.)

JORGE VIANA (Bloco/PT-AC) –  … para ocupar a mais alta Corte de Justiça. Eu só fico temerário

Eu só fico temerário. Sigo confiando, mas eu, que já ocupei cargo de prefeito e governador, aprendi também que o poder revela. Espero que ele não esteja sendo revelado agora.

3 horas atrás

Falta o Dr Roberto na Comissão da Verdade – II

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz artigo de Natalia Viana com material do WikiLeaksPluD e lembra do que já disse Mauricio Dias, na Carta Capital: falta o Dr Roberto na Comissão da Verdade :

EUA FIZERAM LOBBY PRÓ-CENSURA DURANTE GOVERNO MILITAR

09.04.13 Por Natalia Viana#WikiLeaksPlusDIlustração de Elifas Andreato em Movimento, edição 154 de 12 de junho de 1974. Fonte Livro Movimento, uma reportagem
Embaixada pediu a repórter da TV americana para ouvir Roberto Marinho e Nascimento Brito, diretor do Jornal do Brasil, vozes menos criticas à censura oficial
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Em 1973 o governo do general Emílio Garrastazu Médici entrava em seu quarto ano, consolidando a presença da chama “linha dura” militar no governo. A censura à imprensa se estruturou e se oficializou, abarcando todos os principais veículos de imprensa do país. Sob Médici, a maioria das redações recebiam bilhetinhos apócrifos ou ligações quase diárias de membros da Polícia Federal – a força encarregada de controlar a censura – com a relação de temas que não poderiam ser abordados: desde relatos de tortura e prisões políticas até reportagens sobre a precária situação dos trens, a pobreza no país ou escandalosos casos de corrupção. Outras, como Veja e o Pasquim, tinham que enviar seu conteúdo para a censura prévia. O Estado de S. Paulo convivia com um censor plantado dentro da redação, lendo todos os textos para decidir o que podia e o que não podia ser publicado.

Para os Estados Unidos, porém, país que propagandeava a democracia como resposta à “ameaça comunista”, nada disso importava. Pelo contrário: documentos constantes no PlusD, do WikiLeaks, mostram que a diplomacia americana chegou a defender a censura do regime militar brasileiro perante um jornalista da poderosa rede de TV americana CBS.

“O cônsul geral de São Paulo relata que o correspondente da CBS na América Latina, George Nathanson, está em São Paulo, fazendo um vídeo sobre a censura à imprensa brasileira. A ideia de realizar essa história foi incitada pelo artigo do New York Times de 21 de feveriro sobre esse assunto”, escreveu o então embaixador dos EUA no Brasil, William Rountree, que ficou no posto entre 1970 e 1973. O correspondente estava filmando na redação do Estado de São Paulo e, segundo ele, a reportagem corria muito bem.

Mas a embaixada tinha outra ideia de como a censura deveria ser retratada. “Durante um almoço com Nathanson na semana passado, o Oficial para Relações Públicas [da embaixada] sugeriu que Nathanson tentasse obter todos os lados da história da censura no Brasil”, descreve o documento de 9 de março de 1973, marcado “para uso oficial limitado”. “Além de apenas falar com fontes da mídia veementemente opostos e afetados pela censura presente, o oficial de relações públicas mencionou que seria útil a Nathanson falar com figuras como o conselheiro presidencial Coronel Otávio Costa [chefe da assessoria de Relações Públicas da Presidência] e outros oficiais do governo, bem como representantes da mídia como Roberto Marinho, do Globo, e Nascimento Brito, do jornal do Brasil, que veem a questão da censura de maneira diferente da família Mesquita, do Estado”. Em seguida o embaixador, satisfeito, afirma que o jornalista acatou a sugestão e “expressou interesse nesta abordagem para fazer uma cobertura balanceada”.
EXISTE COBERTURA BALANCEADA SOBRE CENSURA? 

O aparato censório do regime militar foi construído sob as asas do Ato Institucional no. 5. Logo após sua decretação, em 13 de dezembro de 1969, o general Silvio Correia de Andrade, delegado da Policia Federal em São Paulo, declarou em entrevista coletiva: “Podem dizer que foi instaurado o arrocho à imprensa escrita, falada e televisada por parte do Contel, sob minha fiscalização direta. Os jornais estão sob censura no que diz respeito a greves, passeatas, comícios, agitação estudantil e qualquer tipo de ataque às autoridades”.

A PF seria responsável por calar a imprensa; no ano seguinte, dezenas de delegados destacados para esse fim receberam uma extensa lista de normas. Eles deviam vetar notícias “falsas” ou sensacionalistas, testemunhos em “off” (com fontes anônimas), comentários de pessoas atingidas pelos atos institucionais ou ligadas a entidades estudantis dissolvidas. Também eram proibidas notícias sobre todo tipo de repressão: cassações de mandatos, suspensão de direitos políticos, prisões, tortura.

Em 1971 o ministro da justiça Alfredo Buzaid aumentou a lista, proibindo também notícias “sensacionalistas” que prejudicassem a imagem do Brasil no exterior, notícias que colocassem em perigo a política econômica do governo, e até mesmo a “divulgação alarmista” de “movimentos subversivos” em países estrangeiros. Segundo levantamento do jornalista Élio Gaspari, entre 1972 e 1975 o Jornal do Brasil recebeu 270 ordens enviadas por telefone ou por escrito pelos policiais da PF. Apenas em 1973 – ano em que os diplomatas americanos queriam suavizar a cobertura da CBS sobre a censura brasileira – o pesquisador Paolo Marconi – consultando diversos veículos como Folha de S. Paulo, Rádio e TV Bandeirantes, em São Paulo, e Rádio e TV, em Salvador – contabilizou um total de 143 ordens enviadas pela PF. A maioria dos veículos praticava, então, a auto-censura, descartando os temas proibidos. É o caso da Globo de Roberto Marinho e do Jornal do Brasil de Nascimento Brito, apontados pelo embaixador como menos críticos à censura oficial.

Os veículos que mostravam alguma resistência tinham edições inteiras apreendidas ou eram submetidos à censura prévia – caso do Jornal da Tarde e da Revista Veja, então comandada por Mino Carta, que eram visitados por censores ou obrigados a mandar as edições antes de publicadas para a sede da PF em Brasília. Convivendo diariamente com um censor da PF, o Estado de S. Paulo teve 1136 reportagens censuradas entre março de 73 e janeiro de 75. Foram vetadas matérias sobre a Petrobrás, a questão indígena, a política de saúde pública, corrupção no ensino e até mesmo racismo no futebol.

Por sua vez, semanários pequenos e mais independentes como Opinião, baseado no Rio de Janeiro, e Movimento, de São Paulo, tiveram jornalistas presos, edições apreendidas e seus diretores interrogados inúmeras vezes. Daí o caráter “econômico” da censura, que foi responsável pelo desmantelamento, por asfixia financeira, de jornais de extrema qualidade e linhas editoriais progressistas – provocando um impacto que até hoje influencia o cenário da imprensa brasileira. Publicações independentes como Opinião, Ex, Movimento e Pasquim tiveram edições inteiras apreendidas, e tiveram que fechar as portas sob o peso da censura. Só o jornal Movimento teve 40% de todo o seu conteúdo censurado – mais de 3 mil artigos, mais de 4,5 milhões de palavras.
OS AMERICANOS SABIAM, CLARO

Nada disso era novidade para o Departamento de Estado chefiado por Henry Kissinger – o mesmo que criticou a lei de acesso à informação americana afirmando “antes da lei eu costumava dizer em reuniões, ‘o que é ilegal nós fazemos imediatamente; o que é inconstitucional leva mais tempo’, mas desde a lei eu tenho medo de dizer coisas assim”. Na verdade, os diplomatas americanos mantinham contato próximo com jornalistas brasileiros, acompanhando de perto as consequências da censura.

Assim, em 23 de março de 1973 – mesmo mês em que a embaixada defendia a censura junto ao correspondente da CBS – o cônsul de São Paulo, Frederick Chapin, relatou uma longa conversacom o dono do Estadão, Julio Mesquita, sobre a censura ao jornal. Embora o general Ernesto Geisel tivesse assumido com o compromisso de promover a “distensão política”, com a restauração dos direitos civis, nas duas semanas anteriores a tesoura da censura havia cortado seis matérias do Estadão, que as substituíra por cartas e receitas culinárias. Ao mesmo tempo, relata Chapin, Julio Mesquita enviara telegramas a todos os congressistas, e o Estadão publicou uma nota avisando que quem quisesse saber por que conteúdos desimportantes estavam aparecendo no jornal poderia ligar para a redação – receberam 167 ligações. “Julio Mesquita disse que a forte pressão que ele estava exercendo no governo para relaxar a censura estava fazendo efeito”, relatou Chapin, já que o Estadão chegara a publicar histórias – incluindo uma sobre censura – que não teriam passado. “Julio disse que pretendia continuar a pressionar o governo na questão da censura”.

Ainda assim, os censores só sairiam do Estadão dois anos depois.

Sob o embaixador John Crimmins, que assumiu o posto após Rountree, a embaixada dos EUA manteve uma “postura de não pôr as mãos” no tema da censura, segundo palavras do próprio. Mas continuava acompanhando de perto o despropósito da censura, conversando diretamente com editores e publishers. É o que mostra um documento do Rio de Janeiro, datado de 13 de maio de 1974, detalhando a situação do jornal Opinião. Em conversa com o então cônsul geral Clarence Boonstra, o empresário Fernando Gasparian, do Opinião, contava sobre os cortes mais recentes: uma entrevista com o então candidato a presidência francesa, François Mitterand, e com o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Nesse momento, a censura exigia novamente que o jornal fosse enviado a Brasília, antes de ser publicado, até quarta-feira de cada semana. “Gasparian estava ‘chocado e desanimado’ com os últimos acontecimentos”, relata Chapin, e decidiu ir a Brasília para investigar o motivo dos últimos cortes com o diretor-geral da PF, o coronel Moacyr Coelho. O coronel, que Gasparian descrevia como “deprimido e vacilante”, lhe disse que a censura havia sido decidida “em altas instâncias do Ministério da Justiça” e que havia outros jornais sob maior pressão, escreve Boonstra. “Ele voltou achando que ‘alguma coisa aconteceu dentro do alto escalão do governo para forçá-los a voltar às antigas restrições’. Gasparian disse que ouviu rumores em Brasília que os militares linha-dura não estavam felizes com os passos do regime em direção à liberalização e haviam demandado ‘apertar’ o controle da imprensa e de outras áreas”, diz o despacho diplomático.

A partir de 1975, a censura se tornou mais seletiva e a censura prévia foi sendo retirada aos poucos. Não foi um processo decisivo, tendo idas e vindas de acordo com as pressões do momento, como mostram as conversas constamente relatadas pelos diplomatas americanos. Em 4 de abril daquele ano, a embaixada em Brasília  enviou a Washington um relato sobre a apreensão do jornal Pasquim, do Rio de Janeiro, pela PF, ocorrida logo depois do veículo ter tido a censura prévia encerrada, e a uma edição comemorativa especialmente robusta. Chamando-o de “tabloide satírico semanal de centro-esquerda” Crimmins relata que, durante 5 anos, o semanário fora obrigado a enviar para Brasília duas a três vezes mais material do que necessário – texto, charges e fotos – para ser cortado.

“De acordo com [Millôr] Fernandes e outras fontes bem informadas da imprensa, o alvo real da apreensão do Pasquim era um editorial forte de Fernandes detalhando os problemas do jornal com a censura. Esses problemas incluíam: uma queda brusca de leitores (Fernandes afirma que houve uma queda de 200 mil para 100 mil em circulação nos seis primeiros meses de censura; alguns observadores acreditam que o cálculo atual seja de 50 mil) e assédio da equipe do Pasquim quando a censura teve início (ex. interrogatório policial da maioria deles e prisão de dez editores por dois meses, seguida da sua libertação e o arquivamento subsequente do inquérito). Fernandes também argumentava [no editorial] que o fim da censura prévia não significa que a imprensa livre brasileira possa imprimir o que quer e lembrava aos leitores que muitos dos jornais brasileiros ainda estavam sujeitos à censura”. O comunicado encerrava dizendo que a apreensão “foi um enorme golpe em termos financeiros”, já que o Pasquim dependia de vendas em banca.

A Veja de Mino Carta

A diplomacia americana também acompanhou de perto o périplo da revista Veja, fundada e editada por Mino Carta durante a ditadura militar e submetida a dois tipos de censura prévia ao longo dos anos: no geral, o censor da PF ia até a redação, no prédio da editora Abril; mas em algumas ocasiões o material tinha que ser enviado a Brasília dias antes da publicação.

Em maio de 1974, foi a vez do consulado de São Paulo informar sobre a censura a Veja. O primeiro despacho, do dia 10, é assinado pelo cônsul-geral Frederick Chapin. “Uma empreitada de censura ameaça a continuação de Veja, respeitada revista semanal”, descreve o cônsul A nova ordem exigia que todo conteúdo da revista fosse enviado a Brasília na quarta-feira, inviabilizando a cobertura de fatos “quentes”. Mino Carta – a quem Chapin chama de “um dos jornalistas mais hábeis e mais conhecidos” do país – contava que a nova ordem era uma represália, em especial, por uma charge de Millôr Fernandes mostrando um homem sendo torturado, sobre a legenda “nada consta”.

“Essa semana, quando Mino soube do endurecimento, ele ligou para o general Golbery, que foi ‘evasivo e hipócrita’. O general Golbery mencionou especificamente alguma insatisfação sobre a charge de Millôr Fernandes”. Decepcionado, já que tanto Golbery quanto o ministro da justiça de Geisel, Armando Falcão, haviam se manifestado contra a censura, mas estariam cedendo aos militares “linha dura”, Mino Carta ameaçava deixar a Veja. “Carta disse que não quer ter mais nada a ver com Golbery e Falcão porque ‘seria como lidar com office boys’”, relata Chapin. “Essas ordens, ele adicionou, vieram do ministro do Exército Dale Coutinho, um representante do ‘sistema’, ou como ele chama, ‘o capo máfia’ que ele [Mino Carta] acredita que controla o país’”, relata o despacho enviado a Washington.

“O cumprimento das novas regras vai efetivamente matar a Veja, segundo Carta”, escreve o cônsul, que finaliza o documento narrando que, para o jornalista, “o propósito do endurecimento não é destruir Veja, mas colocar a revista e a editora Abril ‘de joelhos”.

Roberto Civita, vice-presidente e filho do dono da editora Abril, viajaria para Brasília em busca de um acordo – que também foi acompanhado de perto pelos americanos. Em 28 de maio, outro despacho do consulado de São Paulo, relata que a ordem fora revertida. Como narrou Victor Civita ao americano, “[Dale] Coutinho se recusou a ver Roberto, que então ligou para Golbery e para o ministro Falcão”. A redação, portanto, voltaria a receber a visita de censores. O próprio Golbery e Falcão haviam servido como “fiadores” do acordo entre os censores e Veja. “Victor estava otimista sobre as relações futuras com a administração Geisel”, relatou Chapin. O dono da Abril afirmou: “eu só tenho três ou quatro amigos no governo agora, mas em um ano ou mais eu vou conhecer bem 10 ou 12 deles”.

No entanto, a paz não duraria muito, reflexo da queda de braço interna à administração Geisel. Em agosto de 1975, a ordem de enviar o material para Brasília voltou – e foi prontamente relatada o Departamento de Estado dos EUA. O estopim fora uma edição recente de um discurso de Geisel, que Veja via como um sinal de que a distensão estava morta. Hernani Donado, Relações Públicas da revista, conversou com os diplomatas. “Donato disse que a linha dura ficou irritada pelos elogios de Veja ao general Golbery (….) Golbery ligou pessoalmente para Mino Carta e pediu que ele parasse com as histórias: ‘toda palavra boa que você fala sobre mim é uma palavra ruim sobre os oponentes da distensão’”. Segundo o embaixador Crimmins, Hernani Donato também acreditava que censores de Brasília “não confiavam totalmente” nos seus subordinados de São Paulo, e sentiam “que eles podem ter se tornado muito próximos de jornalistas locais”. Em 27 de agosto, diplomatas da embaixada voltaram a almoçar com Victor Civita para discutir o assunto. “Ele contou que lhe foi dito para ser muito cuidadoso porque o governo tinha o poder de ‘colocá-lo de joelhos’ quando quisesse”.

5 horas atrás

Bono quer um Bolsa Família planetário

por redacao
 

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

 

Saiu no Instituto Lula: 

Bono desafia Lula: vamos fazer juntos um Bolsa Família planetário

O que era para ser um reencontro de dois amigos acabou se transformando em uma produtiva reunião de trabalho. Na tarde desta terça-feira (9), em Londres, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o músico irlandês Bono, líder da banda U2, conversaram durante uma hora e falaram sobre o programa Bolsa Família, segurança alimentar, fome na África e, claro, futebol, paixão de ambos.

Para baixar fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.

A pedido do roqueiro e ativista social, Lula resumiu os programas de inclusão social realizados no Brasil durante seu governo e que permitiram que fossem retirados do estado de miséria absoluta mais de 30 milhões de pessoas. De lápis na mão, o ex-presidente fez para Bono um cálculo estarrecedor:

“Some os 9,5 trilhões de dólares gastos para salvar bancos norte-americanos e europeus, depois da crise de 2008, mais os 1,7 trilhões de dólares despejados pelos EUA na guerra do Iraque, e você terá mais de US$ 11 trilhões. Isso significa que os recursos jogados na farra dos bancos e na invasão do Iraque seriam suficientes para montar um mega-programa Bolsa Família que atenderia a todos os pobres do mundo durante 150 anos”.

Para Bono, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, com problemas de saúde, retirou-se da politica, Lula converteu-se naturalmente no grande interlocutor mundial dos pobres:

“Lula, você é o único interlocutor capaz de falar com capitalistas e socialistas, com dirigentes dos países ricos e com as lideranças do Terceiro Mundo”.

O músico propôs somar os esforços do Instituto Lula e da organização não-governamental ONE, criada e dirigida por Bono para difundir e estimular, em países africanos, programas contra a fome e a miséria. Ele revelou também que, com o apoio de Bill Gates e do investidor George Soros, a ONE vem implantando na Tanzânia um projeto de produção de alimentos na savana inspirado no trabalho da brasileira Embrapa em Gana.

Ao final do encontro, Bono fez um desafio ao ex-presidente do Brasil:

“Você é hoje a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário, que atenda a todos os pobres do mundo! Vamos, eu me junto a você e fazemos isso juntos!”

Lula e Bono ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já bateram o martelo: os dois estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014.

6 horas atrás

Nassif: por que Barbosa não dá prazo a Dirceu

por redacao
 

 

Saiu no Blog do Zé Dirceu:

Nassif: “Os motivos de Joaquim Barbosa não dar prazo para a defesa”


Recomendo a todos a leitura do artigo “Os motivos de Joaquim Barbosa não dar prazo para a defesa ”, publicado hoje por Luis Nassif. Ele começa dizendo que “não se iludam os Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com a aparente unanimidade da mídia em relação ao julgamento do mensalão. O enquadramento das redações e colunistas impediu manifestações maiores de dúvida sobre a isenção dos magistrados. Fosse em tempos de maior pluralidade, a mídia teria servido de freio a alguns abusos cometidos”.

“Quando os primeiros questionamentos foram feitos – ainda em plena efervescência do julgamento -, não foram levados a sério por indicarem inconsistências tão absurdas, que soavam inverossímeis”, acrescenta.

Ele diz ter conversado com muitas pessoas simpáticas a uma condenação exemplar, que acreditavam que entre as dezenas de milhares de páginas do inquérito haveria evidências capazes de derrubar as críticas.

“A questão é que o tempo passou, houve a oportunidade de trabalhos mais alentados e meticulosos sobre o inquérito.”

Nassif chama atenção para o fato de que “cada vez mais é evidente que a análise das acusações tem produzido dúvidas significativas nos colunistas que contam”.

O artigo trata de alguns desses pontos inconsistentes, sem provas. Entre eles, a acusação de desvio da Visanet e a questão do Bônus de Volume.

Nassif ainda diz que a negação de maior prazo para a defesa recorrer se deve ao “receio de que as inconsistências das acusações sejam expostas agora, não mais em matérias de blogs, mas nos próprios autos do processo”. 

(…)

Clique aqui para ler “O que Barbosa ignorou para “condenar” João Paulo”. 

aqui para ler “Janio revê o mensalão. O que faz dele um mentirão”. 

8 horas atrás

PUB inglês recebe notícia da morte de Thatcher

por redacao
 

Muito engraçado !!!

 

 
 

 

 

por Helio Borba
 

Bono sugere a Lula um “Bolsa Família planetário”

Ricardo Stuckert:  Durante encontro nesta tarde, em Londres, o líder da banda U2 propôs ao ex-presidente que juntassem os esforços do Instituto Lula e da ONG criada e dirigida por ele, ONE, para atuar contra a fome e a miséria no mundo; segundo o músico irlandês, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela se retirou da política, Lula converteu-se no grande interlocutor mundial dos pobres, “a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário”
9 de Abril de 2013 às 16:50 247 – O músico irlandês Bono Vox é claramente um admirador dos programas sociais brasileiros em combate à fome e a miséria. Num encontro na tarde desta terça-feira com o ex-presidente Lula, o líder da banda U2 chegou a sugerir que os dois reunissem seus esforços com o mesmo objetivo. Ele também tem suas experiências na área, com a criação de uma ONG que atua em países africanos. “Vamos fazer isso juntos”, disse ele ao petista.
Não é a primeira vez que Bono fala do assunto com Lula. Em 2006, ele manifestou seu interesse no ex-presidente ao doar uma guitarra para o programa Fome Zero. Em 2011, pediu um encontro com o ex-presidente, com quem se reuniu em São Paulo e propôs, à época, que as experiências brasileiras fossem difundidas na África. O músico também manifestou interesse em trabalhar em conjunto com o Instituto Lula, que ainda não havia sido criado.
Talvez agora tenha chegado o momento de as ações serem colocadas em prática. Os dois ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já confirmaram que estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014, em São Paulo.
Leia abaixo a notícia sobre a reunião publicada no site do Instituto Lula:
O que era para ser um reencontro de dois amigos acabou se transformando em uma produtiva reunião de trabalho. Na tarde desta terça-feira (9), em Londres, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o músico irlandês Bono, líder da banda U2, conversaram durante uma hora e falaram sobre o programa Bolsa Família, segurança alimentar, fome na África e, claro, futebol, paixão de ambos.
A pedido do roqueiro e ativista social, Lula resumiu os programas de inclusão social realizados no Brasil durante seu governo e que permitiram que fossem retirados do estado de miséria absoluta mais de 30 milhões de pessoas. De lápis na mão, o ex-presidente fez para Bono um cálculo estarrecedor:
“Some os 9,5 trilhões de dólares gastos para salvar bancos norte-americanos e europeus, depois da crise de 2008, mais os 1,7 trilhões de dólares despejados pelos EUA na guerra do Iraque, e você terá mais de US$ 11 trilhões. Isso significa que os recursos jogados na farra dos bancos e na invasão do Iraque seriam suficientes para montar um mega-programa Bolsa Família que atenderia a todos os pobres do mundo durante 150 anos”.
Para Bono, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, com problemas de saúde, retirou-se da política, Lula converteu-se naturalmente no grande interlocutor mundial dos pobres:
“Lula, você é o único interlocutor capaz de falar com capitalistas e socialistas, com dirigentes dos países ricos e com as lideranças do Terceiro Mundo”.
O músico propôs somar os esforços do Instituto Lula e da organização não-governamental ONE, criada e dirigida por Bono para difundir e estimular, em países africanos, programas contra a fome e a miséria. Ele revelou também que, com o apoio de Bill Gates e do investidor George Soros, a ONE vem implantando na Tanzânia um projeto de produção de alimentos na savana inspirado no trabalho da brasileira Embrapa em Gana.
Ao final do encontro, Bono fez um desafio ao ex-presidente do Brasil:
“Você é hoje a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário, que atenda a todos os pobres do mundo! Vamos, eu me junto a você e fazemos isso juntos!”
Lula e Bono ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já bateram o martelo: os dois estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014.

3 horas atrás

Relator do projeto de lei que cria quatro novos tribunais regionais federais, senador Jorge Viana (PT-AC) confronta o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que classificou a aprovação dos tribunais de “sorrateira”; “O debate da matéria começou em 2002, e aí a gente ouve, divulgado em todos os veículos de comunicação… O que é ‘de maneira sorrateira’? Não fiz nenhum encontro sorrateiro, não fiz nenhuma negociata”, protestou o vice-presidente do Senado; “O presidente do Supremo também erra. Aliás, ele tem errado muito, xingando jornalistas e seus colegas juízes. Desta vez ele errou, e errou feio”, criticou Viana

por Helio Borba
 

Viana rebate: “Não fiz encontro sorrateiro”

:  Relator do projeto de lei que cria quatro novos tribunais regionais federais, senador Jorge Viana (PT-AC) confronta o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que classificou a aprovação dos tribunais de “sorrateira”; “O debate da matéria começou em 2002, e aí a gente ouve, divulgado em todos os veículos de comunicação… O que é ‘de maneira sorrateira’? Não fiz nenhum encontro sorrateiro, não fiz nenhuma negociata”, protestou o vice-presidente do Senado; “O presidente do Supremo também erra. Aliás, ele tem errado muito, xingando jornalistas e seus colegas juízes. Desta vez ele errou, e errou feio”, criticou Viana
9 de Abril de 2013 às 15:48 247 – Vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC) rebateu nesta terça-feira o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que disse ontem que a aprovação de quatro novos tribunais regionais foi feita de forma “sorrateira” (leia mais). “Começou em 2002 o debate da matéria, e aí a gente ouve, divulgado em todos os veiculos de comunicação… O que é ‘de maneira sorrateira’? Não fiz nenhum encontro sorrateiro, não fiz nenhuma negociata”, reclamou.
“Pretendo fazer uma fala sobre o posicionamento do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim barbosa, e esse assunto que virou notícia de todos os jornais, nessa audência que ficou famosa pelo desentendimento dos representantes das categorias dos juízes federais e o presidente do Supremo”, anunciou o senador. “Entendo que sou senador da República, estou vice-presidente do Senado, e se falou que essa matéria… Essa votação dos tribunais regionais foi feita ‘de maneira sorrateira’, isso é um termo absolutamente inadequado, de onde eu vejo, como relator da matéria”, disse.
Viana destacou que não poderia calar sobre o assunto. “Eu, como vice-presidente do Senado, não posso calar. Quem cala consente. A votação dos tribunais no Senado e na Câmara foi feita de forma sorrateira? O que é sorrateiro? Lamento. Dizem, não sei se é o caso, quero crer que não, que essas pessoas [ministros dos Supremo] queiram nos decepcionar. Mas aquela audiência de ontem deseduca, para falar o mínimo”, criticou.
O senador ponderou que até concorda com alguns posicionamentos de Barbosa, mas que eles não são expostos da melhor maneira. “O presidente do Supremo disse que essa matéria não diz respeito às categorias, às corporações. Concordo com ele. Concordo que precisa passar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O problema é que a matéria de criação dos tribunais, em 2002, foi objeto de deliberação do Conselho Nacional de Justiça. Foi aprovada por 9 conselheiros de 12. Foi aprovada uma nota técnica”, destacou.
“Estou vindo à tribuna porque fui relator dessa matéria no Senado. Não fui pressionado por ninguém para fazer parecer sorrateiro. O Senado tem de aceitar isso?”, questionou, acrescentando que sabe que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) se reuniu com Barbosa “para tratar dessa mesma matéria”.
‘Hipocrisia e medo’
“Não sei que fase do nosso País estamos vivendo… [está] misturado um pouco de hipocrisia com medo. São duas coisas terríveis. É uma frase infeliz, no mínimo: ‘Tribunais serão criados em resorts e praias'”, comentou o senador, citando uma série de frases de Barbosa que os jornais reproduziram nesta terça-feira, entre elas, “os senhores [das entidades que representam os juízes federais] não presesentam a nação”. “Não podemos tratar assunto tão grave dessa maneira”, criticou Viana, que classificou de “inadequada” a relação de Barbosa com os colegas juízes.
“É esse o clima, é essa relação que cria um processo pedagógico para a população? Eu vi o presidente do Supremo dizendo: ‘calem-se, aqui não tem de se falar alto, vocês estão a Presidência do Supremo Tribunal Federal’. O presidente do Supremo também erra, aliás, ele tem errado muito, xingando jornalistas e seus colegas juízes. Desta vez ele errou, e errou feio”, criticou Viana.
Segundo o senador, “não dá para aceitar um posicionamento desse, tornado público como foi”. “Estamos falando de juízes federais, de um encontro num gabinete do Supremo. A maneira do trato, ou do destrato, não são adequadas para que a gente possa reproduzir aqui no Senado. Me senti numa posição de vir aqui na tribuna”, criticou, finalizando: “O poder revela. Espero que ele não esteja sendo revelado agora”.

8 horas atrás

Essa gente da ‘elite’ precisa entender que a verdade está a um clique na internet, o povo brasileiro a acessa diuturnamente e, pior, na própria revista Veja. Revista que aproveitou para falar mal do PT, sabedora de sua derrota nas eleições de 2002 e acabou quebrando a cara.

por Helio Borba
 

Inflação em 2002 ultrapassou a meta acertada com o FMI

 Agência Brasil – ABr)

Rio, 10/1/2003 (Agência Brasil – ABr) – A inflação no ano passado (12,53%) ultrapassou a meta acertada pelo Governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 11%. Em 2002, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou bem acima dos 7,67% registrados em 2001. Essa foi a maior taxa desde 1995, quando o índice chegou a 22,41%. A alta mensal mais expressiva, em 2002, ocorreu em novembro, quando o índice atingiu 3,02%, em razão do aumento dos preços dos alimentos (5,85%) e da gasolina (10,53%).
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa acumulada no ano refletiu, basicamente, o repasse da alta do dólar sobre os preços ao consumidor. Dentre os grupos, Alimentação e Bebidas, com 19,47%, foi o que apresentou a maior variação, seguido de Habitação (12,97%), Artigos de Residência (12,97%), Comunicação (11,27%), Saúde e Cuidados Pessoas (10,19%), Transportes (9,97%), Vestuário (8,81%), Educação (8,45%) e Despesas Pessoais (8,36%). 
No ano passado, o maior índice regional, pesquisado pelo IBGE, foi registrado em Brasília (14,79%), seguindo-se Recife (14,26%), Fortaleza (14,21%), Belém (14,15%), Salvador (14,12%), Goiânia (13,56%), Porto Alegre (13,15%), Rio de Janeiro (12,89%), Curitiba (12,66%), Belo Horizonte (11,58%) e São Paulo (11,36%).
Em dezembro, a inflação medida pelo IPCA foi de 2,10%, 0,92 ponto percentual abaixo dos 3,02% de novembro. Apesar dos aumentos ainda expressivos, os preços dos alimentos desaceleraram o ritmo de crescimento, devido à menor influência do dólar. A alta do mês foi de 3,91%, abaixo dos 5,85% de novembro. Produtos cujos insumos são cotados no mercado internacional tiveram significativa redução nas taxas. É o caso do açúcar refinado (de 49,60% para 8,43%) e cristal (de 33,55% para 2,50%), pão francês (de 7,23% para 1,32%) e farinha de trigo (de 15,17% para 2,06%). Também apresentaram redução, as variações de preços da gasolina (de 10,53% para 1,28%), álcool (de 26,35% para 2,96%) e óleo diesel (de 14,63% para 8,01%), além do gás de cozinha (de 12,43% para 6,77%). Já as principais pressões de alta vieram dos remédios (5,86%), item com maior contribuição no mês (0,22 ponto percentual) e cigarro (10,57%).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é calculado pelo IBGE e refere-se às famílias com rendimento entre um e 40 salários-mínimos, abrangendo nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e de Brasília. Em dezembro, foram comparados preços coletados entre 27 de novembro e 26 de dezembro (referência) com preços vigentes no período de 29 de outubro a 26 de novembro (base).

 
 
 
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Edição 1 780 – 4 de dezembro de 2002
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Não foi por acaso que os brasileiros, num tempo não muito distante, escolheram como símbolo da inflação uma figura mitológica, o dragão. Esse é justamente um de seus truques mais tinhosos: fingir que não existe. Quando se percebe, a inflação já está instalada no país. O que parecia um animal de contos de fadas de repente está solto pelas ruas queimando dinheiro de verdade, destruindo riqueza e produzindo tensões e caos social. Pois o truque da invisibilidade inflacionária foi usado de novo no Brasil, quase uma década depois de o bicho ter suas garras arrancadas e de ter sido acorrentado no porão pelo Plano Real. A inflação mal foi assunto nos infindáveis programas de televisão da última campanha eleitoral para a Presidência da República. Ela apareceu descrita apenas como um perigo distante nos programas de governo dos candidatos derrotados e do vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva. Pois neste fim de ano os brasileiros descobrem assustados que a inflação voltou a ser sua maior preocupação. Os sinais de alerta são claros e facilmente percebidos por uma população que sofreu com a carestia como nenhuma outra nas últimas décadas. Os preços dos produtos nos supermercados, padarias, lojas e postos de gasolina de todo o país, medidos pelo chamado índice nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA), subiram como que impulsionados por um foguete. O IPCA de 2002, segundo avaliação de uma centena de instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central, pode chegar a 10%. “No fim do ano, o índice deve bater em 11%. A inflação de dois dígitos é um fato consumado”, diz Luiz Roberto Cunha, economista e membro do conselho consultivo do IBGE para o IPCA. Por outro índice, que mede compras e vendas no atacado, a inflação deste ano bateu em 20%. E há previsão de crescimento no ano que vem. 
Inflação anual de dois dígitos é algo que não se via no Brasil havia mais de seis anos. Esse é um marco que não pode passar sem que se acione um alerta vermelho diante dos olhos das autoridades. Como os gigantes, que também nascem pequenos, o dragão da inflação, especialmente o da espécie brasileira, sai do ovo cuspindo um foguinho brando e com uma carinha inocente. Logo, porém, ele se transforma num monstro incontrolável. Por essa razão, alertam todos os economistas ouvidos por VEJA, o ano de 2003 tem de ser dominado pela luta prioritária para deter o crescimento do animal inflacionário. “As pessoas não dizem abertamente, porque isso é constrangedor, mas o mercado está apostando numa disparada inflacionária em 2003. O desafio do novo governo é reverter o mais rapidamente essa expectativa”, diz Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central. 
  

L.C. Leite/AE
O movimento nos shopping centers aumenta com a proximidade do Natal: consumidores impressionados com os preços

Os especialistas lembram que os índices com impactos futuros mais significativos já estão apontando para a disparada inflacionária. O mais importante deles é o índice geral de preços do mercado (IGP-M). Esse índice mede principalmente os preços praticados nas transações no atacado entre empresas e fornecedores. Tem-se como certo que, quando o IGP-M fica muito inchado, ele acaba contaminando o IPCA, o índice que mede os preços nos supermercados. Isso significa que as empresas tendem a repassar seus custos para baixo, para as prateleiras, de modo que o consumidor arque com parte deles. Pois bem, no cálculo dos pessimistas, as projeções do IGP-M para o fim de 2003 chegam a assustadores 30%. Muitos economistas trabalham com a idéia de que atingirão os 25% no Natal do primeiro ano do governo Lula. No último Natal do governo Fernando Henrique Cardoso, o IGP-M não ficará abaixo de 20%, seu valor acumulado até a semana passada. 
“A inflação brasileira superou neste mês aquele patamar mágico e cobiçado em que seu valor, de tão baixo, nem entra no cálculo das transações”, diz Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda do governo Sarney, que conviveu com uma inflação de quase 2.000% ao ano. Mailson faz referência à famosa definição de inflação baixa feita por Alan Greenspan, presidente do Fed, o banco central americano. Segundo Greenspan, a inflação é tolerável até o ponto em que as pessoas não a percebem nem a levam em consideração na hora de fazer as compras ou fechar negócios. A partir daí, quando ela começa a ser lembrada, pode-se saber que entrou num patamar preocupante. Isso acaba de acontecer no Brasil. 
  

Paulo Pinto/AE
Os vilões da alta dos preços: os óleos de cozinha estão entre os itens que mais encareceram

Os dois dígitos do IPCA sinalizam perigo. Eles causam tanto temor quanto o primeiro gole de um alcoólatra depois de anos de abstinência. Em países como o Brasil, com memória inflacionária, esses sinais têm de ser levados muito a sério. As estatísticas mundiais mostram que os países que mais freqüentemente são castigados por surtos inflacionários são justamente aqueles que já sofreram com o problema da perda de valor da moeda no passado. Para quem já se esqueceu, nunca é demais lembrar que inflação significa tragédia e que, uma vez instalada, ela não recua facilmente. Depois de três décadas de esbórnia inflacionária, o Brasil tentou debelá-la com oito planos econômicos. A moeda nacional mudou de nome cinco vezes. Antes do Plano Real, todos os demais fracassaram, humilharam seus autores intelectuais e enterraram os presidentes do período no pântano da impopularidade. Por isso, a vitória do Real contra a inflação é tão valiosa. É preciosa porque foi um evento raríssimo na história da economia moderna. “A trágica história da inflação no Brasil nos lembra que não podemos arriscar nada nessa área”, diz Eustáquio Reis, diretor de estudos macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 
Inflação tem diversas definições teóricas. A mais explicativa delas é a de que a química do fenômeno ocorre no bolso dos cidadãos. O processo inflacionário é, em suma, a corrosão do poder de compra do dinheiro. Seu efeito imediato é a concentração da renda nas mãos dos ricos e nos cofres do governo. Esse processo chamado de “imposto inflacionário” funciona contra o interesse dos mais pobres da sociedade, que não têm mecanismos para se defender da corrosão monetária. A inflação acaba também com os ganhos de produtividade das empresas, ao obrigá-las a montar departamentos inteiros para monitorá-la e estudar saídas para escapar de seus efeitos. O foco das companhias sai da produção para a ciranda financeira. Ganha-se mais especulando com inflação alta que produzindo aço, fazendo roupas ou enlatando óleo. A especulação tem até uma justificativa moral. As empresas se entregam a ela para se proteger da imprevisibilidade da economia. Muitas perdem o interesse em ampliar seus negócios. Para citar apenas um exemplo, fica-se com o cancelamento de um investimento de 220 milhões de dólares no Brasil anunciado pela Shell em 1993. A empresa anglo-holandesa suspendeu a construção de três refinarias que criariam mais de 1.000 empregos diretos alegando falta de confiança no futuro do país. A inflação em 1993 era de 30% ao mês. 

A Alemanha na década de 20: hiperinflação e desespero

Quando se analisa o que os economistas chamam de “média móvel”, ou seja, o comportamento da inflação em doze meses, não necessariamente de janeiro a dezembro, a indicação clara é a de que para o próximo ano a economia já carrega uma taxa de inflação em torno de 10%. Isso significa que, mesmo que o próximo governo faça tudo certo no começo, a inflação provavelmente não cederá do patamar dos dois dígitos. “A situação atual indica que um erro crasso de condução da política econômica pode trazer a inflação desastrosa de volta”, diz Mailson da Nóbrega. Pelo que revela a história da inflação nas economias modernas, existe um ponto de aceleração que poderia ser denominado trampolim da inflação. Esse ponto se situa em torno dos 20% de inflação anual. “A experiência mostra que quando os índices se aproximam desse valor a pressão social pela indexação é quase invencível”, lembra Mailson. Guarde na memória esse termo: indexação. Indexação é a correção legal automática de todos os preços, inclusive os salários. Esse movimento oferece uma proteção aparente contra a inflação, pois logo se transforma em combustível para a subida de preços. Não é preciso dizer que nunca os salários conseguem subir na mesma velocidade que os preços. 
O cenário futuro depende fundamentalmente do que o próximo governo fizer. Pelo que vêm dizendo os novos dirigentes da economia e da política no governo petista, o combate à inflação será prioritário. “A melhor inflação é a menor inflação possível”, diz Aloizio Mercadante, senador eleito pelo PT de São Paulo. “Não vamos trabalhar com a idéia de que poderemos fazer frente a despesas usando recursos inflacionários”, afirmou o deputado federal José Dirceu, um dos íntimos colaboradores de Lula. “O padrão de inflação considerado desejável pelo novo governo é aquele que não dá margem à demanda por reindexação e que garante o cumprimento de todos os contratos pré-fixados anteriormente”, diz Antônio Palocci, o provável ministro da Fazenda do governo Lula. No discurso estão afiados e afinados. Isso é um ótimo sinal. Mas é sempre bom lembrar que o combate à inflação exige que o governo tome medidas fiscais austeras e, pelo menos no primeiro momento, impopulares. A tradução prática desse discurso é aumentar ainda mais os juros. 
Por mais assustador que pareça para o Brasil, o atual campeão mundial de juros altos, a receita mais segura para conter a inflação são mais juros. “Não existe outra receita provada para debelar surtos inflacionários”, diz Maílson. Interessante, notam os economistas, é o fato de que muitas vezes, para que a inflação permaneça domada, basta que o governo firme uma reputação de agir com rigor assim que o dragão venha a colocar a cabeça para fora do ovo. “Quando o mercado sabe que um banco central não tolera inflação, ele sempre espera índices inflacionários decrescentes. Essa expectativa de queda às vezes basta para quebrar a espinha dorsal da inflação”, diz Roberto Padovani, economista da Consultoria Tendências. 
Fora da receita clássica de bater duro com o aço dos juros bem no topo da cabeça do dragão, existem muitos descaminhos possíveis que podem fazer desembestar a inflação. O mais temido é a tentação inflacionária. A inflação pode ser muito tentadora para governos com dificuldades de fechar as contas públicas por três razões principais. A primeira delas é que as receitas federais, impostos e contribuições, estão indexadas aos índices inflacionários. Assim, se a previsão de receita de um ano era de 100 bilhões de reais, caso a inflação chegue a 10% ela passa automaticamente para 110 bilhões. Uma multiplicação indolor, sem que seja preciso cortar gastos nem contrariar interesses. A segunda razão é que uma parcela considerável das despesas pode ser paga só depois de seu valor ter sido corroído pela inflação. São as despesas de custeio, de investimento e principalmente a folha de pagamento do funcionalismo público, que responde por quase 30% dos gastos federais. A terceira razão é o impacto positivo sobre a dívida pública. Ela se deprecia fortemente porque os juros reais pagos pelo governo acabam sendo bem menores que os contratados. Juro real é calculado subtraindo dos juros nominais o valor da inflação. “Um governo em apuros pode ser tentado a aceitar um pouco de inflação. Isso traz alívio aparente”, afirma Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. “No Brasil, isso equivale a riscar um fósforo na cozinha para verificar se o gás está vazando.” 
Muita gente vem se perguntando como o Brasil chegou ao ponto de colocar a perder a grande conquista da estabilidade dos anos FHC. O economista José Julio Senna divide a escalada da inflação em etapas. Na primeira, os índices foram afetados principalmente pelo dólar beirando os 4 reais e pela subida da cotação dos produtos agrícolas no mercado internacional. Quando o açúcar ou a soja sobem na Bolsa de Chicago, o preço sobe no portão da fazenda ou da usina no Brasil. Na segunda etapa, entraram em cena as incertezas da campanha eleitoral, que, justificadamente ou não, criaram a expectativa de inflação futura alta. Em terceiro lugar, houve a contaminação da alta de preços de produtos cuja produção e venda nada têm a ver com custos em dólares ou preços internacionais. Uma quarta etapa seria, na opinião de outros economistas, o comportamento contido do Banco Central, que não sinalizou com a firmeza necessária sua decisão de conter a inflação dentro da meta de 6,5% acertada com o FMI. “O futuro governo tem de anunciar logo uma meta e procurar cumpri-la. Caso contrário, vai jogar as expectativas inflacionárias para o alto”, diz o economista Sérgio Werlang, diretor do Banco Itaú. 

Nas últimas semanas, os empresários da indústria e do comércio de vários ramos estão metidos numa guerra de nervos por causa da inflação alta. Os da indústria pedem prazos mais longos e menos reajustes a seus fornecedores de matéria-prima. Com o preço dos insumos nas alturas, produzir carros, alimentos ou roupas virou uma atividade de altíssimo custo. Na outra ponta, o varejo resiste em aceitar os aumentos, alegando que o consumidor não quer nem ouvir falar em mais reajustes. O melhor retrato disso é a recente briga entre os gigantes da indústria e as grandes redes de supermercados. O Grupo Pão de Açúcar, maior empregador direto do país, com 60.000 funcionários, iniciou uma polêmica com parte de seus 5.000 fornecedores ao anunciar que não estava disposto a repassar aumentos. Os executivos do grupo chegaram a ameaçar retirar das prateleiras algumas marcas que estariam apresentando altas consideradas abusivas. 
“Estamos comprimindo nossa margem de lucro. O problema é que o consumidor não aceita mais repasses”, disse Hugo Bethlem, diretor do grupo Pão de Açúcar. O óleo de soja, principal insumo para a fabricação de margarina, subiu 70% neste ano, mas a indústria só conseguiu repassar uma alta de 20% para o subproduto. “É claro que nós tivemos de absorver o resto do aumento”, declara José Estanislau do Amaral, diretor de assuntos corporativos da Unilever, a maior produtora de bens não-duráveis do país e principal fornecedora dos supermercados brasileiros. Na Unilever, 80% dos custos de produção sofreram com a desvalorização do real. No setor automobilístico, as discussões entre os departamentos de compras das montadoras e de seus fornecedores têm sido ferozes. Ao contrário de outros tempos, a alta dos preços não é provocada exclusivamente pelo aumento da demanda. No setor eletroeletrônico, a inflação veio acompanhada da diminuição das vendas, o pior cenário possível que, levado às últimas conseqüências, produz estagflação – a mistura intragável de preços altos e recessão. A situação a que se chegou não é cômoda mas pode ser revertida com a ação do novo governo. “Se o governo Lula souber dizer uma série de nãos, pode interromper o processo de escalada da inflação”, diz o cientista político Sérgio Abranches. Os brasileiros esperam que o novo presidente diga os nãos necessários e reverta o dragão da inflação a sua condição de mito. 
  
  

O caminho do céu… 
 Estabilidade cambial – A projeção do mercado para dezembro de 2003 mostra o dólar valendo 3,60 reais, o mesmo patamar de hoje. 
 Queda nos preços dos alimentos – A safra recorde desse ano e o provável recuo das cotações internacionais dos produtos agrícolas vão ajudar. Os preços de soja, café, açúcar e milho subiram em média 60% e foram em grande parte responsáveis pela escalada da inflação em 2002. 
 Política econômica sólida – Se prevalecer a opinião de Antônio Palocci e José Dirceu, o PT vai combater a inflação logo nos primeiros dias de governo. Com manutenção de juros altos, se necessário, e controle de gastos. 
 Supéravit comercial – O país deve fechar 2002 com superávit comercial de 12 bilhões de dólares, contra 2,6 bilhões em 2001. Para o ano que vem, espera-se superávit de 15 bilhões de dólares. 
 Cenário externo – A economia americana cresceu 4% no último trimestre e pode recuperar o vigor e o apetite para voltar a investir nos países emergentes. 
  
…ou do inferno 
 Política econômica incerta – O novo governo pode não conseguir fazer as reformas estruturais previdência, tributária e trabalhista. Isso traria desconfiança. 
 Novos choques externos – A invasão americana ao Iraque pode levar a uma alta exagerada nos preços do petróleo. 
 Pressão cambial – O dólar pode não ceder e continuar pressionando os custos dos insumos dos produtos básicos. 
 Pressão popular – Para contentar a população, o governo arrisca cair na armadilha de baixar artificialmente os juros. 
 Intervencionismo – A história mostra que as tentativas de tabelar e controlar preços de cima para baixo só funcionam por algum tempo. Com medo de intervenções, indústria, comércio e prestadores de serviço reajustam seus preços preventivamente ou os retiram do mercado. 
 Indexação – É a medida terminal. Preços e salários se metem numa corrida louca que se torna o mais poderoso combustível inflacionário.

  
  

TEMPOS DIFÍCEIS 
  

Roberto Faustino/Ag. Folha
Rosa Gauditano
Marcos Rosa

Durante mais de três décadas, os brasileiros sofreram com a inflação e também com os planos criados para combatê-la: o congelamento de preços do Plano Cruzado causou desabastecimento. Em 1986 a inflação anual foi de 76%, mas no ano seguinte voltou com toda a força, atingindo 363%. As remarcações de preços eram quase diárias (acima, à esq.), o que provocava a perda do poder de compra dos salários. As empresas chegaram a ganhar mais com a especulação financeira do que produzindo. 
Com o Plano Real, o ritmo das remarcações diminuiu (acima, à dir.).

Com reportagem de Adriana Carvalho,
Denise Ramiro, Marcelo Carneiro e Roseli Loturco

EM QUE GLOBO SE PODE REALMENTE CONFIAR?

por Rilton Nunes
 
 
Jornal dos Marinho avisa na manchete desta terça-feira que os preços dos alimentos sobem e ameaçam a meta de inflação; Valor Econômico, que é metade Globo, metade Folha, anuncia o contrário; dados oficiais, divulgados hoje, apontam recuo dos preços; será que o Globo pisou no tomate?; por trás de tudo isso, evidentemente, há a pressão para que o Comitê de Política Monetária do Banco Central eleve os juros na reunião previstas para os dias 16 e 17… 

Nesta terça-feira, o jornal O Globo prossegue sua cruzada de manchetes preparada para disseminar mau humor na economia. Depois de questionar as desonerações fiscais, no domingo, e de prever um novo apagão, ontem, o jornal dos Marinho agora avisa que a economia pisou no tomate e diz, na manchete, que “Preço de alimentos dispara e ameaça meta de inflação”. O curioso é que outro jornal dos Marinho, o Valor Econômico, que é metade Folha, metade Globo, diz o contrário. Em que Globo se deve realmente confiar? Leia, abaixo, a matéria do Valor:  Alimentos perdem fôlego e analistas projetam recuo do IPCA para 0,50% Por Arícia Martins | De São Paulo Influenciada principalmente por uma lenta perda de fôlego dos alimentos, a inflação de março deve ceder em relação à alta de 0,60% apurada em fevereiro, mas não deixará de ser tema de preocupação, segundo economistas. A média de 14 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data aponta para avanço de 0,50% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês passado. As estimativas para a inflação oficial, a ser divulgada amanhã pelo IBGE, variam de 0,47% a 0,52%. Se confirmadas as expectativas, o indicador acumulado em 12 meses aumentará de 6,31% para 6,61% entre a leitura passada e a atual, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 6,5%. De acordo com os economistas, ainda que o índice mensal continue desacelerando nas próximas medições, a inflação anualizada permanecerá próxima da banda superior da meta ao menos até meados do segundo semestre. Puxada pela alimentação, a tendência para o IPCA é de descompressão, diz Roberto Padovani, economista-chefe da Votorantim Corretora. Uma combinação de restrições de oferta de itens in natura e de um repasse mais lento da queda de produtos agropecuários no atacado ao varejo, no entanto, mantém esses preços como foco de atenção. Padovani prevê que o grupo alimentação e bebidas recuará pouco, de 1,45% para 1,16%, entre fevereiro e março. Para o índice cheio, a projeção da corretora é de alta de 0,51%. Puxada pela alimentação, a tendência para o IPCA é de descompressão, diz Roberto Padovani, economista-chefe da Votorantim Corretora. Uma combinação de restrições de oferta de itens in natura e de um repasse mais lento da queda de produtos agropecuários no atacado ao varejo, no entanto, mantém esses preços como foco de atenção. Padovani prevê que o grupo alimentação e bebidas recuará pouco, de 1,45% para 1,16%, entre fevereiro e março. Para o índice cheio, a projeção da corretora é de alta de 0,51%. Como a inflação de serviços deve se manter pressionada ao longo do ano, o cenário do analista da Votorantim de que o IPCA anualizado voltará para 5,5% até dezembro depende de um comportamento favorável dos preços agrícolas e de uma pequena apreciação do câmbio, diz, assim como de mais desonerações que o governo, em sua opinião, deve implementar. “Pode ser feita uma medida na área de medicamentos, que está pressionando no momento.” Os analistas ouvidos observam que corte de tributos federais sobre a cesta básica ainda não terá impacto relevante sobre o IPCA de março. Com estimativa de 0,48% para o avanço do indicador no período, Andrea Bastos Damico, do Bradesco, aponta que é difícil distinguir a queda que já vinha sendo observada em alguns produtos, como as carnes, dos possíveis efeitos da medida, que devem ser mais fortes em abril. Mesmo a parte de higiene e limpeza mostrou retrações “muito tímidas”, diz Andrea. Segundo a economista, os alimentos continuarão em nível desconfortável na leitura atual do IPCA, com aumento de 1,2%, porque alguns produtos ainda não refletiram o comportamento observado nos Índices Gerais de Preços (IGPs). Como exemplo, ela menciona o café, item que caiu 5,91% no IGP-M de março, mas não entrou em terreno negativo nas coletas de preços ao consumidor. Para Fabio Ramos, da Quest Investimentos, a parte de alimentação está prestes a entrar em processo de desaceleração mais expressiva a partir de abril, quando variará entre 0,10% e 0,20%. Se confirmada sua previsão de alta de 0,51% para o IPCA de março, a inflação no primeiro trimestre terá ficado em 1,98%, acima do avanço de 1,22% registrado em igual período de 2012, mesmo com a ausência de reajustes de transporte público em São Paulo e no Rio e o corte de 18% nas contas de luz. Ramos sustenta que os preços subiram mais nestes primeiros três meses ainda como efeito do choque agrícola ocorrido em meados do ano passado, assim como da depreciação cambial de cerca de 15% entre o início de 2012 e o de 2013. Como reflexo da dissipação dos efeitos do câmbio e do arrefecimento esperado para os alimentos, a Quest trabalha com inflação menor, de 0,96%, para o segundo trimestre. O indicador acumulado em 12 meses, porém, não deve ceder na mesma intensidade e permanecerá próximo do teto da meta ao menos até junho, diz o analista da gestora de recursos. No tocante à política monetária, o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, avalia que o IPCA de março pode enfraquecer apostas de aumento de juros, o que considera preocupante, já que os índices de difusão permanecerão elevados, entre 60% e 70%. Em fevereiro, o percentual de itens pesquisados pelo IBGE com reajustes mensais de preços foi de 72,3%. “O governo deveria estar mais preocupado com isso, e não em fazer desonerações, que não funcionam”, diz. Para Vale, a Selic subirá 100 pontos base a partir de maio, mas há riscos de que os juros básicos fiquem em 7,25%. E também o noticiário da Agência Brasil: Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
 São Paulo – O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), no município de São Paulo, teve deflação de 0,11% na primeira prévia de abril, ante a queda de 0,17% registrada na apuração anterior. De acordo com a Fipe, registraram deflação na média de preços os grupos habitação (de -1,05% para -0,65%) e despesas pessoais (de -1,02% para -1,05%). Já os grupos que apresentaram taxas positivas foram alimentação (de 0,77% para 0,59%), transportes (de 0,28% para 0,18%), saúde (de 0,25% para 0,19%), vestuário (de 0,44% para 0,52%) e educação (de 0,13% para 0,18%). 
SINTONIA FINA – @riltonsp – com 247 
6 horas atrás

Qual regulação da mídia queremos?

por Rilton Nunes
 
Por Theófilo Rodrigues, no Vermelho:

Uma das vantagens de uma sociedade onde a informação é plural e livre é a possibilidade da troca de informações, do contraditório, da diversidade e da pluralidade de opiniões. Bem como da possibilidade de correção de informações que porventura sejam publicadas equivocadamente. A sociedade brasileira ainda está longe de atingir este grau de liberdade da informação, mas já começa a se movimentar neste sentido.


 
O editorial publicado pelo jornal O Globo neste domingo (7), intitulado “Há regulação da mídia e “regulação da mídia”” é um exemplo de informação equivocada que precisa ser corrigida. O editorial trata do Marco Regulatório das Comunicações que os movimentos sociais cobram do governo federal, mas apresenta equivocadamente pontos que não estão presentes nas reivindicações dos mesmos.

Explico: a sociedade civil organizada, com especial foco nos movimentos sociais, tem cobrado do governo federal a regulação dos artigos da Constituição Federal 220, 221, 222 e 223 que tratam da comunicação social. Como o ministro das comunicações Paulo Bernardo já deixou claro que neste governo não haverá tal regulação, os movimentos sociais resolveram por conta própria formular um Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) que deverá ser apresentado publicamente para a sociedade até o fim do mês de abril. Após ser publicizado, o projeto passará a recolher assinaturas para poder ser apresentado ao Congresso Nacional até o fim do ano.

Entretanto, o editorial do jornal O Globo apresenta pontos inexistentes nas reivindicações dos movimentos sociais. Podemos observar isso através de alguns exemplos que estarão presentes no PLIP:

Em primeiro lugar cabe um esclarecimento fundamental. A proposta que está sendo formulada pelos movimentos sociais de Marco Regulatório das Comunicações não trata de uma regulação a posteriori, como afirma o editorial do jornal O Globo, mas sim de um arcabouço jurídico que permita uma regulação a priori. Em outras palavras, o PLIP não trata da possibilidade de censura sobre a informação já produzida pelos meios, mas sim da estrutura legal dos meios antes deles produzirem a informação. Para ficar mais claro seguem aqui dois exemplos de regulação que o PLIP proporá: 
(1) a proibição do monopólio e da propriedade cruzada nos meios de comunicação, ou seja, a impossibilidade de uma mesma empresa ser concessionária de rádio, televisão e impressos numa mesma cidade, tal qual já existe na maior parte dos países desenvolvidos; 

(2) a necessidade de haver cotas de produção regional na programação das rádios e das televisões, de modo que o cidadão que more no Acre possa assistir a sua própria cultura na televisão e não apenas aquilo que é produzido com sotaque paulista ou carioca.

Em segundo lugar, a proposta de Marco Regulatório das Comunicações não tratará da mídia impressa, como afirma o editorial do jornal O Globo. O PLIP que está sendo formulado pelos movimentos sociais trata apenas da radiodifusão, ou seja, dos rádios e das televisões. Afinal de contas – como é sabido por todos – a radiodifusão no Brasil é pública, operada através de concessões por empresas privadas. Justamente por ser pública exige uma regulação legal que dê as diretrizes necessárias para os concessionários. 
Ao contrário da mídia impressa que se caracteriza como atividade estritamente privada.

O esclarecimento destes pontos é fundamental para o enriquecimento do debate público sobre o Marco Regulatório das Comunicações. Os elementos legais acima descritos estão presentes em nossa Constituição Federal de 1988, mas infelizmente nunca foram transformados em lei. O que os movimentos sociais agora reivindicam é que a Constituição seja respeitada. A confusão através de notícias equivocadas não ajuda no debate. Pelo contrário, pode inclusive travar o processo de democratização da nossa sociedade e mesmo impedir que a liberdade de imprensa que todos desejam seja plenamente alcançada.

SINTONIA FINA – @riltonsp

GRANDE MÍDIA CRIA “NERDS” PARA EVITAR A “VINGANÇA” DOS NERDS BRASILEIROS

por Alexfig
 
 
Por Alexandre Figueiredo

“Vamos virar nerds antes que os nerds os sejam”. É esse o mandamento da grande mídia e do mercado brasileiros, e mais uma vez um pretenso “nerd” dá as caras usando e abusando do termo, aproveitando-se do modismo lançado mundialmente por eventos tipo Comic Con.

Depois da Editora Abril, através da revista Info Exame, ter dito que o “humorista” Rafinha Bastos é “nerd”, é a vez de O Globo vir com o “nerd assumido” Eduardo Spohr, autor do blogue Jovem Nerd e escritor de livros, em entrevista publicada anteontem.

O texto começa infeliz, pois, querendo “fugir dos estereótipos” nerds, investe num estereótipo pior ainda, já definido na citação de um depoimento do autor: “Se um cara sabe tudo sobre o Flamengo, por exemplo, sabe a escalação do time em 1937 e todos os gols jamais feitos pela equipe, ele é um nerd”.

Spohr se afirma, e insiste em ser reconhecido como um “nerd autêntico”. Mas, observando o perfil dele e do tipo de nerd que ele deseja difundir, um estereótipo “livre de estereótipos” que encaixa bem numa sociedade de uma intelectualidade cultural “sem preconceitos” mas muito preconceituosa, dá para perceber que Eduardo Spohr é tão nerd quanto Eike Batista é um trotskista.

O “nerd” sonhado por Eduardo Spohr, diferente dos “estereótipos” difundidos por filmes como Vingança dos Nerds e o seriado Big Bang Theory, na verdade possui caraterísticas que soam muito estranhas para o verdadeiro nerd, e se encaixam mais em fraternidades de atletas fortões que praticam bullying.

Mais próximo do perfil de rapaz “desajeitado” (mas nada nerd) de filmes como Se Beber Não Case e de comerciais de cervejas Nova Schin e Skol, o “nerd brasileiro” é fanático por futebol, por filmes de pancadaria e seu sucesso com as mulheres chega a ser demasiado positivo para a realidade de um nerd médio, principalmente no Brasil. 

Se fosse personagem de Vingança dos Nerds, Eduardo Spohr seria seguramente um membro da fraternidade Alfa-Beta, a dos atletas valentões, até porque ele demonstrou ser fanático por esportes, filmes violentos, e tudo o mais, como deixou claro em várias postagens do Jovem Nerd.

A única coisa que une esses pretensos nerds e os nerds verdadeiros é a fixação por informática e histórias em quadrinhos. Mas isso é insuficiente para definir os pretensos nerds “cervejão” como autênticos. Seria como se classificássemos um neoliberal como “guevariano” só porque ele urina num banheiro público.

Há uma obsessão nos brasileiros em serem o que não são, de serem até o oposto do que realmente são. Metade dos jovens neoliberais brasileiros se dizem “de esquerda”. Em São Paulo, uma “rádio rock” na verdade não passa de uma emissora pop como qualquer outra, mas cheia de pretensões. As mulheres-objetos que servem à mídia machista se autoproclamam “feministas” e por aí vai.

A grande mídia festeja com exemplos tipo Eduardo Spohr – que nada tem a ver com o tipo de nerd clássico nem de nerd flexível, ele na verdade é um pseudo-nerd – , com obsessão com o termo nerd mas com o interesse de desvirtuar os conceitos originais da palavra, porque desse modo os verdadeiros nerds (aqueles que têm mais a ver com Lewis Skolnick e Leonard Holfstadter) acabam perdendo seu espaço.

No fim, os pretensos nerds acabam fazendo bullying nos nerds verdadeiros. Vai que os nerds verdadeiros são “premiados” pelos pretensos nerds brasileiros a virarem gandulas de futebol, a ganharem trotes de valentões ou a namorar boazudas descerebradas de corpos siliconados.

Entendemos, através da sociologia, que, assim como a essência do falso é se passar por verdadeiro e acusar o autêntico de ser uma “fraude”, os falsos nerds, estereotipados pela mídia, é que chamam os verdadeiros nerds de “estereotipados”. Sheldon Cooper não iria com a cara de Eduardo Spohr.

Houve um tempo em que nerd tinha um sentido pejorativo. Hoje virou modismo, com as tais “novas tonalidades”, dentro de um Brasil que constrói o novo em bases velhas, e iria construir mesmo a “cultura nerd” através de valores deixados pelos valentões do bullying.

Hoje pretensos nerds querem tomar o lugar dos autênticos, só porque gostam de quadrinhos e informática. Mas qualquer um gosta de quadrinhos e informática, qual é a diferença? Daqui a pouco vão dizer que até Reinaldo Azevedo é nerd. Aí vai virar bagunça.

6 horas atrás

O GLOBO E A SUA CONCEPÇÃO DE “REGULAÇÃO DA MÍDIA”

por Alexfig
 
 
Por Alexandre Figueiredo

O editorial de anteontem do jornal O Globo dá o tom falsamente “imparcial” da posição que os barões da grande mídia têm a respeito da regulação da mídia. Desqualificando a mobilização que se vê na blogosfera progressista, o editorial, como em toda manifestação do nível, acusa toda a campanha por uma regulação democrática dos meios de comunicação de “mera militância petista”.

Enquanto isso, o editorial defende o ministro das Comunicações Paulo Bernardo (na direita da foto, ao lado de Cândido Vaccareza), que, apesar de ser ligado historicamente ao PT, decidiu se opor à qualquer hipótese de regulação midiática, algo que anda afetando sua reputação nos meios esquerdistas.

A defesa do editorial de O Globo é tal que o texto leva a sério a patética declaração do ministro: “(…) algumas pessoas veem a capa da revista, não gostam e querem que eu faça um marco regulatório. Isso não é possível porque a Constituição não prevê esse tipo de regulação para a mídia escrita”.

Entre outros argumentos politicamente corretos como sugerir que “há muita coisa a discutir: a atuação de sites controlados do exterior no jornalismo e entretenimento; a necessidade de produção local; o papel das telefônicas no processo de fusão de mídias, entre outros temas”, o texto ainda faz a defesa do monopólio do grupo Clarín na Argentina.

“Em nome da necessidade de se estimular a concorrência no mercado de imprensa e entretenimento — como se ela já não existisse no país —, força-se a quebra de conglomerados de comunicação, para que eles passem a depender de verbas públicas, o fim de sua independência”, diz o texto do editorial, usando o pretexto da “livre iniciativa” para defender a hegemonia midiática do grupo Clarín na Argentina.

O que sabemos, fora da restritiva órbita midiática, é que a regulação da mídia nada tem a ver com receituário político-partidário, mas de um controle social que pretende frear os abusos cometidos pelo poder midiático, que geralmente adotam visões preconceituosas e estereotipadas da realidade. A grande mídia diz “defender” a regulação, mas desde que mantenha seu poderio de dominar e manipular a sociedade.

Num tempo em que as Organizações Globo, através de um de seus chefes jornalísticos, Ali Kamel, aciona processos judiciais contra blogueiros progressistas, a regulação midiática deveria ser uma solução. Mas infelizmente não é. E o que vemos é a grande mídia ampliando cada vez mais seu poder, através das mais diversas maneiras.

A grande mídia fala de uma “democracia” que, na verdade, é defendida por grupos privados no qual os interesses não são da maioria das pessoas ou dos segmentos sociais envolvidos, mas do poder de visibilidade dos veículos privados de comunicação.

O que a proposta de regulação da mídia quer fazer é evitar que prevaleça essa visão nada democrática de “democracia”. É recuperar o interesse público e deixar que as classes populares deixem de ser meras espectadoras e consumidoras do espetáculo midiático, mas cidadãos capazes de dizer não aos abusos e imposições do poderio midiático, através de uma regulação democrática e constitucional.

Contra “o Brasil é uma m…”, só os sujos

por redacao
 

 

Conversa Afiada reproduz afiado artigo de Saul Leblon, na Carta Maior:

O tempo urge: o papel da mídia alternativa


O jogo do conservadorismo para 2014 está montado em duas cartas: uma de natureza diretamente política; outra, de manipulação das expectativas econômicas.

Com a primeira, pretende-se impedir que Lula transfira a força de seu prestígio ao palanque de Dilma.

O processo de investigação contra o ex-presidente, engendrado no circuito Gurgel, Valério & Associados, tem essa finalidade.

Com a segunda, trata-se de corroer a confiança do país no futuro, de modo a impedir que o capital privado migre do rentismo para o novo ciclo de investimento produtivo buscado pelo governo.

Ademais de jogar a economia num corner inflacionário , dado o desequilíbrio entre oferta e demanda, o êxito dessa dupla cartada deixaria Dilma ‘solteira’, num palanque cercada de difamação administrativa por todos os lados.

Esse é o jogo.

O primeiro tempo corre nas manchetes e escaladas noticiosas.

O segundo, com os acréscimos previsíveis de golpes baixos, tomará todo o ano de 2014.

Como na mesa de truco, o sucesso da empreitada depende do poder de convencimento daqueles cujo blefe não contagiou o Brasil em 2002, 2006 e 2010.

Por que haveria de ser diferente agora?

Distorções intrínsecas à macroeconomia das últimas décadas (juro sideral e câmbio valorizado) , acrescidas do contágio lento, mas cumulativo, da desordem planetária neoliberal , afetam o crescimento brasileiro nesse momento.

O vício rentista trazido dos anos 90, quando a taxa de juro chegou a estonteantes 40%, poupou o dinheiro graúdo dos percalços do mundo físico da produção, até meados de 2008.

A uma elite sempre dissociada do país, concedeu-se trocar o relevo acidentado da produção, pela planície financeira do ganho alto, com risco zero e liquidez imediata.

Esse dinheiro bronzeado em férias permanentes em paraísos fiscais e locais, está sendo induzido agora, a toque de juros baixos, a se sujar de graxa e poeira outra vez.

Não é uma travessia simples, mesmo quando todas as variáveis estão sob controle.

E, no caso, elas não estão.

A principal variável, a das expectativas em relação ao futuro brasileiro, está sendo minada, diariamente, pelo dispositivo midiático conservador.

O governo enfrenta aqui a sua principal desvantagem.

A questão decisiva da confiança não argui, propriamente, os projetos de investimento previstos e em curso.

Não se questiona a sua pertinência.

Nem seria possível. O Brasil precisa aproveitar a alavanca do pré-sal para se reindustrializar. Tem que readequar uma infraestrutura desenhada para a sociedade elitista do século XIX, ao gigantesco mercado de massa revelado sob o ciclo de governos do PT.

As dimensões do que já se encontra em andamento colocam o país no ranking dos maiores canteiros de obras do mundo.

Das 50 maiores tapumes de infraestrutura e energia erguidos no planeta, 14 estão no Brasil.

A Europa se liquefaz; os EUA ainda tropeçam; as taxas juros são negativas em 90% dos mercados relevantes do globo.

Dados da associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema): no Brasil, ao contrário, há 12.260 obras e investimentos importantes agendados para até 2016.

Em valores, R$ 1,5 trilhão. Pouco menos que a metade do PIB atual.

Onde a coisa emperra então?

Na barragem de fogo que fomenta a incerteza quanto à capacidade do atual governo de implantá-los.

A acusação é de intervencionismo.

‘O governo Dilma quer decidir até a taxa de lucro dos projetos’, uivam os órfãos nativos de Margareth Tatcher — ‘a ladra do copo de leite’, assim homenageada pela classe trabalhadora inglesa por sua obra na gestão da merenda escolar, quando serviu como ministra da educação, em 1970 (leia sobre a construção do mito neoliberal na matéria do correspondente em Londres, Marcelo Justo; nesta pág)

O dispositivo midiático fala à elite e aos investidores, locais e forâneos.

A mensagem é: não se arrisquem agora; se o PT for derrotado em 2014, as regras do jogo mudam.

A pregação pela alta dos juros lubrifica o convite à adesão e o nome da recompensa.

À medida em que posterga prazos e projetos urgentes , a incerteza muda o pano de fundo econômico da disputa politica.

É esse manejo psicológico do futuro brasileiro que dá à mídia em 2014 uma importância ainda mais central do que já teve em 2002, 2006 e 2010.

Em 2002, o governo era comandado pelo conservadorismo.

Sua inoperância estava tão evidente que nem mesmo a barragem da mídia seria capaz de acobertá-la.

Lula ganhou.

Em 2006, o cerco montado em torno das denúncias do ‘mensalão’ colidiu de frente com a resistência social, embalada por uma economia em ascensão, em contraposição à memória ainda fresca do desastre tucano no poder.

Lula foi reeleito.

Em 2010, o país contabilizava os ganhos do enfrentamento contracíclico oposto ao colapso da ordem neoliberal.

Dilma venceu.

Hoje, a disposição das peças do xadrez é mais complexa.

O mantra do ‘Brasil que não dá certo’, mesmo sendo essencialmente uma conveniência ideológica, pode interferir objetivamente no cenário econômico e político.

O cerco a Lula, na medida em que possa enfraquecer o fiador de última instância de Dilma, converge no mesmo sentido.

Por isso a dimensão midiática da luta eleitoral hoje é mais decisiva do que o foi em 2002, 2006 e 2010.

Desengavetar o marco regulatório da mídia é imperativo.

Mas talvez não seja mais suficiente. O processo, previsivelmente longo, não responde à urgência da hora.

Como diz o governador Tarso Genro, em sintomática entrevista concedida a Marco Aurélio Weissheimer (leia aqui) , o Brasil vive sob o bloqueio da informação.

A mídia interdita o debate e a solução dos problemas nacionais.

‘Temos, frequentemente, que recorrer à mídia alternativa para romper o cerco’, resumiu o líder gaúcho.

Recorrer aos veículos alternativos e aos canais públicos talvez não possa mais ser encarado como a alternativa do desespero.

Chegou a hora de cogitá-la como a resposta da sensatez.

 

Navalha

Veja, amigo navegante, a gravidade da denúncia do Leblon e como a estratégia do tucanuardo se torna poderoso viagra do Golpe: minar a confianca dos empresários, com a insinuação do rompimento de contratos.

Clique aqui para ler tambem “Eduardo a caminho da Cerra”.

Convem voltar à entrevista em que o Maduro tosquiou Ilustre colonista da Folha (*): não fosse a tevê estatal, a Globovisión teria dado o Golpe em Chávez e jogado a Venezuela numa Guerra Civil.

(Por falar em Ilustre colonista (**), tosquiada, ela nesta terça-feira procura dinamitar a candidatura de Heleno Torres ao Supremo e anaboliza a de um preferido de Gilmar Dantas (***). Clique aqui para ler “Dilma não vai nomear o candidato de Gilmar”. A tosquiada é infatigável. No espaco de180 graus do espectro político.

Em tempo: “o Brasil é uma m…” é a editoria que produz 60% do jornal nacional . Os outros 40% são propaganda da casa, como a selecinha do Marin.

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

3 horas atrás

Ayres rasga a fantasia e contracena com um Marinho

por redacao
 

Saiu no Globo o dueto de um dos filhos do Roberto Marinho – o Rodrigo já os identificou, como a rapaziada do BV – com o Presidente do STF que fez a diferença: marcou o enforcamento do Dirceu para a hora em que os eleitores de São Paulo votavam no Haddad.

(Não deixe de ler “Janio desmonta o Mentirão”; o professor Falcão, que “confirma: a Globo condenou o Dirceu”“Barbosa não vai à Costa Rica contra o Dirceu”; e “Big Ben de Propriá entra na ONG da Globo e da Souza Cruz, duas organizações que fazem bem à saude do povo”.)

Ayres Britto: controle externo da imprensa é ‘antessala da censura’

Para o ex-ministro e ex-presidente do STF, a imprensa livre é “elemento conceitual” da democracia brasileira

PORTO ALEGRE – O ex-ministro e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ayres Britto, criticou nesta segunda-feira em Porto Alegre as iniciativas que propõem a criação de um conselho externo para monitorar as atividades da imprensa. Segundo Ayres, que recebeu o prêmio Liberdade de Imprensa concedido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) – http://www.iee.com.br/ -, a criação de um organismo externo de regulação configuraria a “antessala da censura prévia”. O prêmio foi entregue na sessão de abertura do 26º Fórum da Liberdade, promovido pelo IEE.

Britto explicou que qualquer proposta nesse sentido teria de ser considerada inconstitucional porque a imprensa livre é um “elemento conceitual” da democracia brasileira.

– A imprensa só pode ser controlada por ela mesma, só pode ser avaliada criticamente por ela, assim como ocorreu com o judiciário a partir da criação do CNJ, ou por meio de controle difuso do consumidor da informação. Estou convencido de que caminharemos naturalmente para a criação de um mecanismo de controle e regulação internos – disse o ex-ministro.

O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, também foi homenageado com o prêmio Libertas – Empresário de Comunicação, concedido a empreendedores que se destacam no mercado pela valorização dos princípios da livre inciativa e do estado democrático. O prêmio foi entregue pelo empresário Jorge Gerdau.

Marinho destacou que o discurso da regulação externa da imprensa tem por trás não uma intenção de censura, mas uma tentativa de enfraquecimento dos grupos empresariais de mídia, como forma de torná-las “dependentes economicamente” do Estado.

– Relutei em aceitar a homenagem porque acho que nós, jornalistas, é que devemos saudar quem defende a liberdade de imprensa. Mas achei que esta poderia ser uma noite didática para falar desse tema, na medida em que há determinadas minorias tentando nos desestabilizar. Tenho plena confiança nas nossas instituições na defesa desse princípio constitucional – afirmou João Roberto Marinho.

O vice-presidente das Organizações Globo fez questão de saudar o outro homenageado da noite por ter sido o relator do processo no STF que determinou, em 2009, o fim da lei de imprensa criada no regime militar.

O presidente do IEE, Michel Gralha – http://www.feijolopes.com.br/web/site/xhtml/content/advogados/default.aspx?id=3 -, destacou que é difícil lutar pela liberdade no país devido à cultura paternalista de que o Estado pode e deve interferir na vida cotidiana dos cidadãos.

– Se quisermos crescer e viver melhor, precisamos mudar a cultura que nos deu ditados populares ultrapassados. No Brasil, quem espera pode ser que alcance no final do mês uma bolsa-família – ironizou.

4 horas atrás

Pauzinho do Dantas e Eduardo querem parar o Brasil

por redacao
 

 

Saiu na Folha (*): 

Braços cruzados


Painel 
VERA MAGALHÃES

Sindicatos da construção pesada discutem hoje em São Paulo proposta de greve em grandes obras em andamento, como as do PAC e de estádios da Copa. A maioria das entidades é ligada à Força Sindical, que tem 170 mil trabalhadores do setor em 15 Estados. Em atrito com o Planalto, a central estimula paralisações nos canteiros alegando descumprimento de pontos do acordo selado com o governo em 2011 após conflitos entre operários de Jirau, Santo Antônio e Suape. 

Em São Paulo, Campos diz que consegue gerir Pernambuco de longe


Ontem, ouviu do presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), que “a central vê com muito bons olhos sua candidatura”.

No discurso, Campos falou sobre temas nacionais. Criticou a política de desonerações do governo federal e, mesmo sem citar Dilma Rousseff, disse que o país “piorou” nos dois primeiros anos em que ela esteve no Planalto.

O PDT, ligado à Força Sindical, integra a base de apoio de Dilma -controla o Ministério do Trabalho. A sigla, no entanto, tem colocado em dúvida a continuidade da aliança e vem se aproximando do PSB. Ontem, o deputado disse que o ministério “faz parte do acordo de 2010″ e que “2014 é outra história.” 

Saiu no Valor, o PiG (**) cheiroso:

Campos busca apoio sindical em SP


Segundo Eduardo Campos, o país está reduzindo seu nível de investimentos há dois anos. O governador disse ainda que não há como “segurar um ciclo de expansão econômica só com consumo” e cobrou da gestão Dilma regras “claras” para atrair o investimento privado.

“O governo precisa efetivamente deixar claro para outros setores que não teremos cavalo de pau, que nenhuma regra será alterada”, disse. “Os investimentos do mundo privado vão vir na hora em que passarmos confiança e o mercado entender que as perspectivas levam a dar segurança em um novo ciclo de investimento. Para isso, é fundamental que regras sobre uma série de setores estratégicos sejam consolidadas. Elas estão em suspenso, aguardando a votação de novos marcos. Os velhos marcos já não servem mais”, afirmou a jornalistas, pouco antes da palestra.

Ao comentar as desonerações que o governo federal vem realizando sobre automóveis, linha branca e produtos da cesta básica, Campos fez ressalvas. “O tático não pode ser engolido pelo estratégico. Isso não quer dizer que não se possa lançar mão de medidas de desoneração pontuais. Mas é fundamental que haja estratégia, rumo estratégico”, disse a jornalistas. “Vejo com preocupação quando só há movimento tático”, afirmou. “Não é só a desoneração da folha que vai manter empregos. Se a economia não animar podemos correr o risco de afetar o mercado de trabalho no Brasil”.

 

Navalha

Que o Paulinho da Força, aqui conhecido como “Pauzinho do Dantas”, quer parar o Brasil, já se sabe.

É a aspiração de seus protegidos: o Padim Pade Cerra e o tucanuardo.

A missão paralisante do Eduardo, porém, agora adquire um aspecto ideológico mais grave do que a campanha rumo à Cerra.

Eduardo adota a linha ideológica de Roberto Setúbal, dono do banco Itaú, que foi à imprensa estrangeira reclamar que a Dilma muda tanto a política que dá insegurança – e a impressão de querer quebrar contratos.

E os empresários precisam de certeza de que os contratos não serão rasgados.

A Presidenta sabe que, nos encontros reservados com empresários, o tucanuardo tem batido nessa tecla: a ameaça da quebra de contratos.

É um nervo sensível.

Nenhum empresário investe, se não tiver certeza da higidez dos contratos.

O tucanurdo começa a levar longe demais aquilo que o Mauricio Dias chamou de “quanto melhor para a Dilma, pior para o tucanuardo”.

Já se desenha uma estratégia de parar o Brasil.

Como pretendem fazer o Pauzinho do Dantas e seus protegidos – o Padim e o imaculado banqueiro.

Eduardo começa a navegar em águas turvas.

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

6 horas atrás

Janio revê o mensalão. O que faz dele um mentirão

por redacao
 

Escreveu Janio de Freitas, na Folha (*):

Questões para os juízes


Elementos novos incidem sobre pontos decisivos no teor da acusação do mensalão 

OS MINISTROS do Supremo Tribunal Federal vão deparar com grandes novidades em documentos e dados, quando apreciem os recursos à sentença formal, esperada para os próximos dias, da ação penal 470 ou caso mensalão. Muitos desses elementos novos provêm de fontes oficiais e oficiosas, como Banco do Brasil, Tribunal de Contas da União e auditorias. E incidem sobre pontos decisivos no teor da acusação e em grande número dos votos orais no STF.

(…) perícia de especialistas do Banco do Brasil concluiu pela existência das comprovações necessárias de que os serviços foram prestados pela DNA. E de que foi adequado o pagamento dos R$ 73,850 milhões, feito com recursos da sociedade Visanet e não do BB, como constou. Perícia e documentos que os ministros vão encontrar em breve.

No mesmo ponto da ação, outra incidência decisiva está revista: nem Henrique Pizzolato era o representante do Banco do Brasil junto à Visanet nem assinou sozinho contrato, pagamento ou aporte financeiro. Documento do BB vai mostrar esses atos sempre assinados pelo conjunto de dirigentes setoriais (vários nomeados ainda por Fernando Henrique e então mantidos por Lula). A propósito: os ministros talvez não, mas os meios de comunicação sabem muito bem o que é e como funciona a “bonificação por volume”, em transações de publicidade e marketing, que figurou com distorção acusatória no quesito BB/Visanet/DNA do julgamento.

Quantos dos seus ministros serão capazes de debruçar-se com neutralidade devida pelos juízes, sem predisposição alguma, sobre os recursos que as defesas apresentem? E, se for o caso, reconsiderar conceitos ou decisões -o que, afinal de contas, é uma eventualidade a que o juiz se tornou sujeito ao se tornar juiz, ou julga sem ser magistrado.

Clique aqui para ler “O que Barbosa ignorou para condenar João Paulo Cunha”.

aqui para entender por que a Hildegard Angel chamou o mensalado (o do PT, já que o do PSDB, segundo o professor Falcão, quá, quá, quá  !) de mentirão.

Em tempo: Janio de Freitas é autor do prefácio do livro de Paulo Moreira Leite, “A outra história do mensalão”, que dá uma surra de vendas nos adversários: os do Ataulfo Merval de Paiva (**) e de um certo “historiador”/militante do interior de São Paulo.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.

7 horas atrás

Safatle dissolve a Dama de Ferro

por redacao
 

Saiu na Folha (*) artigo de Vladimir Safatle:

Canonizando Margaret


“Não existe esse negócio de sociedade. Existem apenas homens e mulheres individuais, e há famílias.” Foi com essa filosofia bizarra que Margaret Thatcher conseguiu transformar o Reino Unido em um dos mais brutais laboratórios do neoliberalismo.

Com uma visão que transformara em inimigo toda instituição de luta por direitos sociais globais, como sindicatos, Thatcher impôs a seu país uma política de desregulamentação do mercado de trabalho, de privatização e de sucateamento de serviços públicos, que seus seguidores ainda sonham em aplicar ao resto do mundo.

De nada adianta lembrar que o Reino Unido é, atualmente, um país com economia menor do que a da França e foi, durante um tempo, detentor de um PIB menor que o brasileiro. Muito menos lembrar que os pilares de sua política nunca foram questionados por seus sucessores, produzindo, ao final, um país sacudido por motins populares, parceiro dos piores delírios belicistas norte-americanos, com economia completamente financeirizada, trens privatizados que descarrilam e universidades com preços proibitivos.

A mesma mulher que chamou Nelson Mandela de ” terrorista” visitou Augusto Pinochet quando ele estava preso na Inglaterra, por ver no ditador chileno um “amigo” que estivera ao seu lado na Guerra das Malvinas e um defensor do “livre-mercado”.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

20 horas atrás

Eduardo a caminho da Cerra

por redacao
 

 

 

O Conversa Afiada localizou o Oráculo de Delfos, dessa vez na catedral de São Paulo, em Londres, onde espera o Fernando Henrique para as exéquias de Margaret Thatcher:

Prezado Oráculo, para onde caminha o Eduardo?

Ele respondeu num fôlego só:

Fechados os caminhos de uma candidatura situacionista (Dilma, diante do lançamento da candidatura do
Eduardo pela midia e aceita tacitamente por ele, declarou a dela;  não há como retirar o PMDB da vice e nem deve) resta a lógica inevitável de se tornar uma candidatura de oposição.

Os conservadores não o deixarão escapar pela tangente a menos que dispense ajuda financeira.

Breve ele terá que dizer que é a favor do regime de concessão da Petrobras.

Ainda assim, o que justificaria uma candidatura dissidente?

Rejeição ao PMDB?

E as coligações do PSB com o mesmo PMDB e, pior, com o PSDB, Brasil a fora?

Projeto de governo? Seria contra a política social, contra a revolução na infraestrutura material da economia, inclusive em Pernambuco?

Contra a política internacional?

Aventar modificações e melhorias na margem dos processos em curso não justifica a abertura de uma dissidência nesse nível.

Em nome de quê o PSB, que convive com todos os partidos da coalizão desde Lula e nunca reclamou, apresentará um candidato presidencial ou vice alternativo?

O PSDB não tem discurso porque seja incompetente, mas porque, no período em andamento, não há discurso fora do governo senão o do conservadorismo dos costumes: sexo, corrupção, levando passo a passo até a direita.

Cerra que o diga.

Pano rápido.

8 de Abril de 2013 14:00

Santayana e o MPF vs Lula. Quem brinca com fogo …

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana:

O PROCESSO CONTRA LULA E A FORÇA DO SIMBOLISMO


(Carta Maior) – O Ministério Público do Distrito Federal –  por iniciativa do Procurador Geral da República – decidiu promover  investigação contra Lula, denunciado, por Marcos Valério, por ter intermediado suposta “ajuda” ao PT, junto à Portugal Telecom, no valor de 7 milhões de reais.

O publicitário Marcos Valério perdeu tudo, até mesmo o senso da conveniência. É normal que se sinta injustiçado. A sentença que o condenou a 40 anos de prisão foi exagerada: os responsáveis pelo seqüestro, assassinato e esquartejamento de Eliza Salmúdio foram condenados à metade de sua pena.

Assim se explica a denúncia que fez contra o ex-presidente, junto ao Procurador Geral da República, ainda durante o processo contra dirigentes do PT.

O Ministério Público se valeu dessas circunstâncias, para solicitar as investigações da Polícia Federal – mas o aproveitamento político do episódio reclama reflexões mais atentas.

Lula é mais do que um líder comum. Ele, com sua biografia de lutas, e sua personalidade dotada de carisma, passou a ser um símbolo da nação brasileira, queiramos ou não. Faz lembrar o excelente estudo de Giorg Plekhanov sobre o papel do indivíduo na História. São homens como Getúlio, Juscelino e Lula  que percebem o rumo do processo, com sua ação movem os fatos e, com eles, adiantam o destino das nações e do mundo.

Há outro ponto de identificação entre Lula e Plekhanov, que Lula provavelmente desconheça, como é quase certo de que desconheça até mesmo a existência desse pensador, um dos maiores filósofos russos. Como menchevique, e parceiro teórico dos socialistas alemães, Plekhanov defendia, como passo indispensável ao socialismo, uma revolução burguesa na Rússia, que libertasse os trabalhadores do campo e industrializasse o país. Sem passar por essa etapa, ele estava convencido, seria impossível uma revolução proletária no país.

É mais ou menos o que fez Lula, em sua aliança circunstancial com o empresariado brasileiro. Graças a essa visão instintiva do processo histórico, Lula pôde realizar uma política, ainda que tímida, de distribuição de renda, com estímulo à economia. Mediante a retomada do desenvolvimento econômico, com a expansão do mercado interno, podemos prever a formação de uma classe trabalhadora numerosa e consciente, capaz de conduzir o processo de soberania.

Não importa se o grande homem público brasileiro vê assim a sua ação política. O importante é que esse é, conforme alguns lúcidos marxistas, começando pelo próprio Marx, o único caminho a seguir.

Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil.

Lula não é uma figura sagrada, sem erros e sem pecados. É apenas um homem que soube aproveitar as circunstâncias e cavalga-las, sempre atento à origem de classe e fiel às suas próprias idéias sobre o povo, o Brasil e o mundo.

Mas deixou de ser apenas um cidadão como os outros: ao ocupar o seu momento histórico com obstinação e luta, passou a ser um emblema da nacionalidade. 

38 minutos atrás

O tempo urge: o papel da mídia alternativa

por Nogueira Junior
 
 
Saul Leblon, Carta Maior / Blog das Frases 
“O jogo do conservadorismo para 2014 está montado em duas cartas: uma de natureza diretamente política; outra, de manipulação das expectativas econômicas.

Com a primeira, pretende-se impedir que Lula transfira a força de seu prestígio ao palanque de Dilma.

O processo de investigação contra o ex-presidente, engendrado no circuito Gurgel, Valério & Associados, tem essa finalidade.

Com a segunda, trata-se de corroer a confiança do país no futuro, de modo a impedir que o capital privado migre do rentismo para o novo ciclo de investimento produtivo buscado pelo governo.

Ademais de jogar a economia num corner inflacionário , dado o desequilíbrio entre oferta e demanda, o êxito dessa dupla cartada deixaria Dilma ‘solteira’, num palanque cercada de difamação administrativa por todos os lados. 

Esse é o jogo. Mais informações » 

uma hora atrás

Violência contra moradores de rua em Goiás mostra situação ‘fora de controle’

por Nogueira Junior
 
lustração da ONG Casa da Juventude retrata violência contra população pobre de Goiás: 27 moradores de rua mortos em seis meses (CC/caju)

“Marconi Perillo nega atuação de grupos de extermínio, mas ativistas dos direitos humanos afirmam que governo do PSDB permitiu agravamento da situação e sugerem intervenção 

Raimundo Oliveira, Rede Brasil Atual 
“A crise de segurança no estado de Goiás fugiu ao controle.” A constatação, motivada pelos recentes episódios violentos contra moradores de rua em Goiânia, se alastra. A mesma declaração foi dada à RBA pelo vereador de Goiânia Tayrone Di Martino (PT) e pelo coodenador do Centro de Referência em Direitos Humanos João Bosco Burnier, Eduardo Mota. No último sábado (6), dois moradores de rua foram assassinados na capital – uma criança de aproximadamente 11 anos e um adulto de 31. Ambos foram executados a pauladas no crânio. Com eles, o número de moradores de rua assassinados no estado desde agosto do ano passado, quando foi registrada a primeira ocorrência do tipo, chegou a 27. Mais informações » 

uma hora atrás

Demanda por crédito cresceu 11,3% em março, aponta Serasa

por Nogueira Junior
 
 
Camila Maciel, Agência Brasil 
“A procura dos consumidores por crédito no mês de março cresceu 11,3% na comparação com fevereiro, aponta a empresa de consultoria Serasa Experian. Em relação a março do ano passado, houve recuo de 1%. No primeiro trimestre do ano, o indicador acumula alta de 5,8%. No mesmo período do ano passado, a demanda por crédito apresentava recuo de 6,8%. 
Na avaliação dos economistas da Serasa, o resultado positivo na comparação mensal e trimestral é justificado pelo recuo da inadimplência e pela manutenção de uma dinâmica favorável do mercado de trabalho. De acordo com a empresa, a recuperação da demanda por crédito teve início no último trimestre do ano passado, quando foi registrada alta de 6,8% em relação ao mesmo período de 2011. 
Os consumidores com menor renda mensal (até R$ 500) lideraram a busca por crédito em março, com alta de 6,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Também apresentaram acréscimo de 1,8%, os que recebem entre R$ 500 e R$ 1 mil por mês. As demais faixas de renda, por sua vez, tiveram decréscimo na comparação anual: de R$ 1 mil a R$ 2 mil recuo de 3,3%; de R$ 2 mil a R$ 5 mil recuo de 5,8%; de R$ 5 mil a R$ 10 mil, -7,6%; e quem recebe mais de R$ 10 mil, recuo de 5,7%. 
Na comparação por região do país, os maiores crescimentos em março ocorreram no Norte (10,4%) e Nordeste (4,5%), em relação ao mesmo período do ano passado. As demais regiões tiveram decréscimo: Sul (-6,3%), Centro-Oeste (-2,3%) e Sudeste (-1,7%).” 
2 horas atrás

Em que Globo se pode realmente confiar?

por Nogueira Junior
 
 
Jornal dos Marinho avisa na manchete desta terça-feira que os preços dos alimentos sobem e ameaçam a meta de inflação; Valor Econômico, que é metade Globo, metade Folha, anuncia o contrário; dados oficiais, divulgados hoje, apontam recuo dos preços; será que o Globo pisou no tomate?; por trás de tudo isso, evidentemente, há a pressão para que o Comitê de Política Monetária do Banco Central eleve os juros na reunião previstas para os dias 16 e 17 
Brasil 247 
Nesta terça-feira, o jornal O Globo prossegue sua cruzada de manchetes preparada para disseminar mau humor na economia. Depois de questionar as desonerações fiscais, no domingo, e de prever um novo apagão, ontem, o jornal dos Marinho agora avisa que a economia pisou no tomate e diz, na manchete, que “Preço de alimentos dispara e ameaça meta de inflação”. O curioso é que outro jornal dos Marinho, o Valor Econômico, que é metade Folha, metade Globo, diz o contrário. Em que Globo se deve realmente confiar? 
Leia, abaixo, a matéria do Valor:  
Alimentos perdem fôlego e analistas projetam recuo do IPCA para 0,50% Por Arícia Martins | De São Paulo 
Influenciada principalmente por uma lenta perda de fôlego dos alimentos, a inflação de março deve ceder em relação à alta de 0,60% apurada em fevereiro, mas não deixará de ser tema de preocupação, segundo economistas. A média de 14 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data aponta para avanço de 0,50% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês passado. As estimativas para a inflação oficial, a ser divulgada amanhã pelo IBGE, variam de 0,47% a 0,52%.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
3 horas atrás

Bancos brasileiros são os mais rentáveis na América Latina e EUA

por Nogueira Junior
 
A pesquisa também mostrou que somente 20 bancos na AL e nos EUA possuíam ativos superiores

Correio do Brasil 
“Um estudo da Economática divulgado nesta segunda-feira revelou que os bancos brasileiros são os mais rentáveis entre as 20 maiores instituições financeiras da América Latina e dos Estados Unidos, tendo  por base o indicador Rentabilidade sobre o Patrimônio (ROE) referente a 2009. A liderança do ranking é ocupada pelo Banco do Brasil, com ROE de 34,74%. Em seguida, aparecem Itaú Unibanco, com 24,19%, e Bradesco, com 23,82%. Mais informações » 

3 horas atrás

Parem de pisar no tomate!

por Nogueira Junior
 
 
Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania 
“De uns dias para cá, o tomate – bem como quem o planta – tornou-se o inimigo público número um. E os valentes da pátria levantaram-se para enfrentar o vilão escarlate.

Definitivamente, pois, há que conhecer a nova ameaça.

De origem latino-americana, primo das berinjelas, das pimentas e dos pimentões, rubro como convém à demonização, o tomate conquistou a humanidade há séculos e hoje é plantado e consumido nos quatro cantos da Terra.

Quem poderia imaginar que um dia se tornaria o arauto da desgraça nacional…
Aumentou uma vez e meia de preço, no Brasil. Estamos ou não estamos perdidos?
Mais informações » 

4 horas atrás

Charge do Bessinha

por Nogueira Junior
 
 
4 horas atrás

Preços na capital paulista têm deflação de 0,11% na primeira prévia do mês

por Nogueira Junior
 
 
Fernanda Cruz, Agência Brasil 
“O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), no município de São Paulo, teve deflação de 0,11% na primeira prévia de abril, ante a queda de 0,17% registrada na apuração anterior.
De acordo com a Fipe, registraram deflação na média de preços os grupos habitação (de -1,05% para -0,65%) e despesas pessoais (de -1,02% para -1,05%). 
Já os grupos que apresentaram taxas positivas foram alimentação (de 0,77% para 0,59%), transportes (de 0,28% para 0,18%), saúde (de 0,25% para 0,19%), vestuário (de 0,44% para 0,52%) e educação (de 0,13% para 0,18%).” 
16 horas atrás

Declarações de Feliciano incitam o ódio e a intolerância, diz ministra

por Nogueira Junior
 
O deputado Marco Feliciano Foto: Gustavo Lima / Agência Câmara

Ivan Richard e Marcos Chagas, Agência Brasil 
“A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, disse nesta segunda-feira 8 que as declarações do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), fora do Congresso Nacional têm incitado o ódio a e intolerância. 
Há duas semanas, o deputado Marco Feliciano, em um culto evangélico, disse que, antes da chegada dele à presidência da CDHM, o colegiado era comandado por Satanás. Em vídeos publicados na internet, o pastor diz que Deus teria mandado matar o cantor John Lennon, dos Beatles, e os integrantes da banda Mamonas Assassinas, vítimas de um acidente aéreo. Mais informações » 

16 horas atrás

Barbosa mantém mão pesada sobre mensalão e provoca protesto de advogados

por Nogueira Junior
 
Barbosa, relator da ação penal, não quis dar acesso aos votos antes da publicação do acórdão (Foto: Nelson Jr. STF)

Após barrar acesso a votos da Ação Penal 470, presidente do STF dará cinco dias para apresentação de recursos após publicação de acórdão, esta semana; advogado de Genoino vê cerceamento ao direito de defesa 
Maurício Thuswohl, Rede Brasil Atual 
O advogado do deputado federal José Genoino (PT-SP) na Ação Penal 470, Luiz Fernando Pacheco, confirmou hoje (8) ter dado entrada em novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que caiba ao plenário da casa – atualmente composto por dez ministros – a decisão sobre o tempo que será dado à defesa para que apresente seus recursos após a publicação do acórdão do julgamento. Com isso, a defesa de Genoino se alinha à de outros réus do processo do mensalão na tentativa de reverter a anunciada decisão do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, que já avisou considerar desnecessária a submissão do assunto ao colegiado. 
Até o fim da tarde de hoje ainda não havia sido entregue o último voto escrito que resta – o do ministro Celso de Mello – sobre a Ação Penal 470. Após a inserção desse voto no sistema de dados do STF, o acórdão poderá ser publicado a qualquer momento. Procurado pela reportagem, Joaquim Barbosa, por intermédio da assessoria do STF, afirmou que “não há previsão de alteração do prazo regimental para a apresentação de recursos após a publicação do acórdão”. Sobre quanto tempo levará para publicar o acórdão, Barbosa disse que “o fará o mais rápido possível”. 
Após a publicação do acórdão, Barbosa pretende dar um prazo de cinco dias para a apresentação de recursos, tempo considerado impraticável pelos advogados. Pacheco alega cerceamento do direito de defesa. “Estamos tentando uma dilação desse prazo porque consideramos que é humanamente impossível ler um acórdão desse tamanho e preparar o recurso em cinco dias. O ministro Joaquim Barbosa já indeferiu um primeiro pedido, mas já protocolamos outro para que a matéria seja levada ao plenário de forma a que o colegiado possa decidir”, diz o advogado de Genoino.” Matéria Completa, ::AQUI:: 

17 horas atrás

Lobão desmente risco de apagão e garante que não há possibilidade de desabastecimento de energia no país

por Nogueira Junior
 
 
Sabrina Craide, Agência Brasil 
“O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu hoje (8) que não haverá racionamento de energia no país e não há nenhum risco de desabastecimento durante a Copa das Confederações neste ano e na Copa do Mundo de 2014. Lobão convocou entrevista coletiva para desmentir matérias publicadas recentemente na imprensa que dizem que atrasos nas obras de energia podem levar o país a um racionamento de energia. 
“Lamento o tom alarmista com que isso vem sendo tratado. Não quero crer que haja nisso qualquer motivação política, mas o fato é que, com isso, desassossega-se o país e geram-se incertezas econômicas”, disse Lobão. Segundo ele, os atrasos em obras no setor elétrico não porão em risco a  segurança do sistema elétrico brasileiro, “em nenhuma hipótese”, porque o país tem garantido o suprimento para hoje e para os próximos anos. Mais informações » 
tem a ver comigo

por Betina Siegmann

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