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Tião Viana elogia atuação do Itamaraty

 
ELZA_FIUZA -ABr: O governador do Acre, Tião Viana, elogiou hoje (17) o esforço conjunto, de várias áreas do governo, na tentativa de buscar uma solução negociada sobre a entrada e permanência de imigrantes haitianos no Brasil;ele destacou que “já há melhoras” nas cidades de Brasileia e Epitaciolândia, no Acre, por onde ingressa a maioria dos imigrantes; o governador também ressaltou o empenho do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty 
6 horas atrás

Aluno sofre bullying por se recusar a rezar antes da aula

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Revista Fórum

Reação de aluno ateu a bullying acaba com pai-nosso na escola

O caso ocorreu no início de abril, mas é ilustrativo: após se recusar a rezar antes de aula, o estudante Ciel Vieira ouviu da professora que “jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida”

Por Paulo Lopes 

No início deste mês, o estudante Ciel Vieira, 17, de Miraí (MG), não se conformou com a atitude da professora de geografia Lila Jane de Paula de iniciar a aula com um pai-nosso. Então, ele se manteve em silêncio, o que levou a professora a dizer: “Jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida”.

Era um recado para ele. Na classe, todos sabem que ele é ateu. A escola se chama Santo  Antônio e é do ensino estadual de Minas. Miraí é uma cidade pequena. Tem cerca de 14 mil habitantes e fica a 300 km de Belo Horizonte.

Vídeos:   

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6 horas atrás

Obra de Edu tem grandeza reiterada no toque exuberante da Metropole

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Resenha de CD
Título: Edu Lobo & Metropole Orkest
Artista: Edu Lobo e Metropole Orkest
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * * 1/2

Lançado no Brasil pela gravadora Biscoito Fino neste mês de abril de 2013, o CD que registra o show feito por Edu Lobo com a Metropole Orkest – apresentado em 28 de maio de 2011 no Teatro Beurs Van Berlage, em Amsterdam, na Holanda – é mais um título retrospectivo da discografia do compositor carioca. Contudo, Edu Lobo & Metropole Orkest faz com que o cancioneiro de Edu soe renovado no toque exuberante da Metropole, orquestra holandesa já habituada a abordar obras de autores de música popular como Ivan Lins (com quem, aliás, também já gravou disco ao vivo). Mérito da orquestra em si – regida pelo maestro Jules Buckley – e mérito do pianista Gilson Peranzzetta, criador das orquestrações que se ajustam com maestria aos tons das músicas de Edu. Somente o arranjo de Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973) – em que a interação das cordas e metais cria tensões e provoca redemoinho que expandem pelo som o sentido dos versos de Pinheiro – já valeria o disco. Majestosa, a Metropole Orkest segue a pisada do baião de Dança do corrupião (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro 2010) e abrasa seus metais no ponto incandescente de Frevo diabo (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988). Já o samba Ave rara (Edu Lobo e Aldir Blanc, 1993) alça voo com passagens jazzísticas delineadas pelo toque do piano de Gilson Peranzzetta. Tema instrumental, Casa forte (Edu Lobo, 1969) tem – a propósito – sua arquitetura redesenhada com a liberdade do jazz. A mesma que pauta outra faixa instrumental, Zanzibar (Edu Lobo, 1970). Mesmo que o cantor fosse falso, o lirismo de Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1965) e de Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1967) – músicas em que sobressaem os saxes de Mauro Senise, convidado de quase todas as 14 faixas do disco – se faz ouvir em meio a suntuosidade orquestral dos arranjos de Edu Lobo & Metropole Orkest. Mas o cantor – mesmo sem ter voz – sabe traduzir a verdade contida em obras-primas como Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) e, como as orquestrações exuberantes de Gilson Peranzzetta se adequam bem a temas como A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983), Edu Lobo & Metropole Orkest acaba se impondo como um dos melhores discos da carreira de Edu Lobo, resultando em best of indicado para admiradores antigos de seu cancioneiro refinado (pelo frescor dos arranjos) e também para quem quer se iniciar na obra deste compositor situado na linha de frente da música do Brasil. Grande disco!!!

6 horas atrás

Companhia aérea começa a afastar a gentalha dos aeroportos

HARIOVALDO por Professor Hariovaldo
 

Exemplo a ser seguido por outras companhias. Uma solução eficiente

Alvíssaras! Era preciso que alguém tomasse uma atitude séria no sentido de restaurar a ordem aeroviária, restituindo aos homens de bem o direito exclusivo de transitar com todo conforto e comodidade pelos céus sem o incômodo de se ter que conviver que um tipo de gente que não deveria estar ali usufruindo da invenção dos irmãos Wright. Se esse desgoverno petista que aí está não tomava providências para que nossos aeroportos deixassem de parecer com as rodoviárias, uma companhia aérea teve a coragem e a dignidade de fazer isso por nós. Não é à toa que é uma companhia da terra de São Pinochet, que ao lado de São Josemaria Escrivá e de São João P2, forma o trio parada dura angelical que nos protege do bolchevismo atroz. Aleluia!

6 horas atrás

Conceição das Crioulas no Pé na Rua (vídeo)

RACISMO por racismoambiental
 

Série de quadros feitos em Conceição das Crioulas, Salgueiro/PE.

Enviada por Eduardo Guarani-Kaiowá Fernandes para Combate Racismo Ambiental

6 horas atrás

Sindicalistas e políticos debatem Jornada de Luta em defesa de AL

 
: Integrantes do movimento comentaram os dados sobre educação que aponta um retardo de 4 anos em Alagoas. Atos públicos estão sendo agendados para expor o descontentamento da sociedade civil com os índices de violência, estatísticas da educação e o caos na saúde pública. O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) afirmou que o governador Vilela (PSDB) virou as costas para a sociedade.   
6 horas atrás

Madrugada violenta na Venezuela

RACISMO por racismoambiental
 

Manifestantes da MUD

Elaine Tavares

O candidato derrotado nas eleições venezuelanas Henrique Capriles convocou seus aliados para se manifestarem,  o que gerou uma série de manifestações de violência e morte na noite de ontem. Vários espaços bolivarianos foram atacados, sedes de governo, carros oficiais, inclusive as casas de parentes de dirigentes governamentais. Também foram atacados os Centros de Diagnóstico Integral, onde atuam os médicos cubanos, com alguns deles sendo incendiados. Muitos dirigentes do PSUV foram agredidos, dois morreram. Algumas sedes do PSUV foram queimadas, tudo desencadeado pelo apelo do candidato derrotado e a mídia de tradição golpista.

Por outro lado, a MUD, apesar de vociferar nas redes de televisão que não aceita o resultado,  sequer solicitou formalmente ao CNE o pedido de auditoria dos votos. Segundo a jornalista Eva Golinder a auditoria dos 54% dos votos foi feita sob as vistas de todos os observadores, e isso é praxe. Para auditar os 46% restantes, é necessário que se formalize o pedido, coisa que a MUD ainda não fez. Por outro lado, incita à violência, prenunciando golpes.

Os moradores do bairro 23 de janeiro cercaram o Palácio Miraflores, protegendo o presidente.

A direita golpista não vai dar trégua.

6 horas atrás

A retomada da produção nacional de insulina

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Jose Mayo

Do G1

‘Dia histórico’, diz Padilha sobre a retomada da produção de insulina

Ministro anunciou volta da produção nacional em evento em MG. Padilha afirmou que insulina ‘made in Brasil’ vai permitir economia.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta terça-feira (16), ao anunciar a retomada de produção de insulina no país, que o dia é “histórico”. De acordo com o ministro, o Brasil vai ser o quarto país no mundo a produzir o medicamento, usado para o tratamento de diabetes. Ele afirmou que, a partir de 2014, os pacientes poderão encontrar nas farmácias caixas de insulina “made in Brasil”.

“Hoje é um dia histórico na retomada da produção nacional. Estamos mostrando a importância de um país continental como o Brasil ter sua própria produção de insulina, que vai ser importante para a saúde e para a economia. A retomada vai permitir que possamos reequilibrar preço e competir. Com a decisão, nosso país volta a fazer parte do seleto grupo de agora de 4 países em todo o mundo que produzem insulina”, afirmou o ministro em discurso em Minas Gerais, onde vai funcionar o laboratório de insulina nacional.

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6 horas atrás

Da CIA à Folha, sem filtros

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Violência pós-eleitoral mata 7 na Venezuela

Confrontos entre chavistas e apoiadores de Capriles deixaram ainda 63 feridos; Maduro proíbe marcha opositora

Presidente venezuelano também exigiu que emissoras definam de que lado estão nos embates com oposição

FLÁVIA MARREIROENVIADA ESPECIAL A CARACAS

Dois dias depois da vitória apertada de Nicolás Maduro na eleição presidencial da Venezuela, distúrbios entre governistas e opositores deixaram ao menos sete mortos, segundo o Ministério Público.

Os conflitos ocorreram após manifestações de partidários de Henrique Capriles, derrotado por pequena margem.

Em resposta, Maduro elevou o tom e ameaçou processar opositores que exigem a recontagem dos votos.

Em cadeia nacional de rádio e TV, ele prometeu radicalizar a “revolução” bolivariana iniciada por seu mentor, Hugo Chávez, e proibiu Capriles de liderar uma marcha prevista para hoje para levar seu pedido de recontagem dos votos à sede do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), no centro de Caracas.

“Podem marchar quanto queiram, mas não entram em Caracas [centro de Caracas, município Libertador, coincidente com o Distrito Federal]. Digo com a autoridade que me outorga a Constituição”, disse Maduro, que chamou Capriles de “fascista”.

O presidente eleito, que venceu com 50,75% dos votos contra 48,97% do opositor, fez uma ameaça às duas maiores emissoras de TV privadas da Venezuela, a Venevisión e a Televen.

“Faço um chamado à Venevisión e à Televen, a todos os meios de comunicação. Definam-se com quem estão. Com a pátria, com o povo ou vão voltar a estar com o fascismo”, disse.

Os dois canais apoiaram a tentativa de golpe de Estado contra Chávez em 2002, mas nos últimos anos moderaram sua linha editorial e reduziram o noticiário político. A Globovisión, que segue ferrenha crítica do governo e serve como porta-voz da oposição, está sendo vendida a um empresário tido como próximo do chavismo.

Horas depois, Capriles, governador de Miranda (que abarca parte da Grande Caracas), suspendeu a convocatória de manifestação para hoje alegando não querer provocar mais violência.

Anteontem, o opositor chamou seus apoiadores para um panelaço em Caracas e protestos pacíficos em sedes regionais do CNE, do qual participaram ontem milhares de apoiadores.

Em vários pontos da capital e do restante do país, no entanto, houve protestos nas ruas, alguns violentos.

Segundo a procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, ao menos sete pessoas morreram anteontem em distúrbios –duas em Caracas, três em Ojeda, uma em Cumaná e uma em San Cristóbal.

Segundo o Ministério do Interior, ao menos 63 pessoas ficaram feridas e há cerca de 170 detidas.

A procuradora-geral, alinhada ao governo, considerou abrir processo contra Capriles por incitação à violência. Maduro e o presidente da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, prometeram o mesmo.

“Seu tempo está acabando”, disse Maduro a Capriles. Afirmou que já que Capriles o chama de “ilegítimo” ele não enviaria mais recursos do governo nacional ao Estado de Miranda.

GRANDE CARACAS

Ontem foi mais um dia de tensão, com relatos de violência na Grande Caracas e em vários pontos do país.

Em Los Teques, na região metropolitana, funcionários de dois jornais relataram que suas sedes foram cercadas por supostos apoiadores do chavismo.

Por causa dos problemas e de ataques a funcionários, o metrô de Caracas suspendeu os serviços da frota de ônibus associada em parte da capital e região metropolitana.

O clima também foi de tensão em sessão da Assembleia Nacional, onde opositores reclamara de agressão.

Filed under: GolpismoVenezuela Tagged: Grupos Mafiomidiaticos  

6 horas atrás

Lección de Obama. A Aznar

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Por: José María Izquierdo

Es tarea ingrata tener que leer a nuestros coros y danzas cómo elogian la unidad ciudadana y política en Estados Unidos tras el atentado de Boston. Y lo es porque en España, tras el salvaje atentado del 11-M de 2004, pasaron cosas que es difícil, muy difícil olvidar para quienes las vivieron o las vivimos.  Lo peor fue ver cómo José María Aznar, entonces presidente del Gobierno, corrió al teléfono para mentir a los directores de periódicos -para que su vez mintieran a los ciludadanos- asegurando que tenía pruebas incontestables de la autoría de ETA de aquella masacre que se llevó por delante 192 vidas. Intentaba librarse así, además, de asumir cualquier responsabilidad por haber apoyado la guerra de Iraken caso de que se tratara de terrorismo islámico. Una maniobra sucia, cobarde y deshonesta. Que tuvo en nuestros cornetas a sus principales soportes. Y todavía hoy hay quien echa mano de Boston para insistir en la conspiración del 11-M.

Por lo demás, seguimos con el aborto. ¿Es una campaña para presionar al Gobierno, con oídos receptivos, bien es verdad, llevada a cabo con el beneplácito –y el apoyo- de la Iglesia y las muchas organizaciones ultracatólicas existentes en España? Pues claro. ¿Alguien lo duda?

 

Abc dedica su primer editorial a la cuestión catalana: “Artur Mas no engaña a nadie”. Lo mismo de siempre, vamos. El segundo se titula “Lección ejemplar de EE.UU. tras Boston”. Dice cosas como éstas: “Estados Unidos está reaccionando con la ejemplaridad que demostró en el 11-S. Ninguna declaración política de corte sectario ni partidista. Ninguna presión sobre la Casa Blanca para exhibir urgentemente culpables. Ninguna discordia en las calles. Su fortaleza no se basa sólo en sus ejércitos o en su economía. También reside en sus profundos sentimientos de patriotismo y de unidad frente a la adversidad”. Abc debe querer decir que Barack Obama no está haciendo lo que hizo José María Aznar aquel 11 de marzo de 2004, como ya hemos contado. Tampoco está haciendo el Gobierno de Estados Unidos lo que hizo Aznar: negar a la oposición cualquier posibilidad de mostrarse unidos frente al terror. Por su cuenta, Aznar convocó una manifestación para demostrar que solo él, su partido y su gobierno luchaban contra el terrorismo. Tiene razón Abc: es verdad que el gobierno de Estados Unidos no está intentando hacer política de baja estofa a costa de los muertos por el terror.

Manuel Martín Ferrand quiere, de nuevo, vendernos a Esperanza Aguirre como la gran dama de la política española. Lean: “Esperanza Aguirre, uno de los pocos notables de la política española que asistirá a tan significativo funeral, ha dicho de Thatcher que ‘ningún político de los últimos 60 años ha sido más fiel a sus principios’ como ella lo fue. Es toda una oración fúnebre que aumenta su valor aquí y ahora, en donde los políticos -los unos y los otros- funcionan según el soplo de las encuestas al modo con que lo hacen las veletas por el impulso cambiante del viento”. Pero el exceso, ya lo he dicho muchas veces, lleva al ridículo: “Es curioso que, como Esperanza Aguirre, la baronesa Thatcher también fuera ministra de Educación”. Exactamente como Mariano Rajoy. Incluso como Alfredo Pérez Rubalcaba. ¿Y?

Pretende Gabriel Albiac, nuestro corneta filósofo, llevar a nuestros corazones –porque espero que tan débil razonamiento no apunte a nuestros cerebros- que en realidad el terrorismo de ayer de Boston parte de un par de impulsos iniciales: de Ernesto Che Guevara, como ya propuso “en abril de 1967”, y del “jardín de Alá”, donde se dieron de bruces “los sueños más locos de la revolución”. Es posible que los autores de la matanza sean guevaristas -¿existe aún tal cosa?- o terroristas islámicos. Pero habrá que recordarle a Albiac -siempre con Spinoza y sin tiempo para leer los periódicos- que en 1995, Timothy McVeigh voló el edificio Federal Alfred P. Murrah en Oklahoma City: 168 muertos, entre ellos 19 niños menores de seis años, y cerca de 700 heridos. Ya recuerdan ustedes que McVeigh no era precisamente, ni guevarista ni islamista…

La Razón hace su editorial sobre la nueva ley del aborto, todavía en preparación, y las relaciones con la Santa Sede, en un totum revolutum que responde, es cierto, a la confusión creada por el propio Gobierno y la Iglesia. MientrasRajoy estaba con el Papa, el cardenal Rouco instaba en Madrid al Gobierno a que acabara ya con la ley del aborto. Ruiz Gallardón no tardó en atender al presidente de la Conferencia Episcopal y se apresuró a contar algunas de las variaciones que están estudiando sobre la ley anterior. No sé si Gallardón obedecía a Rouco, pero un poquito más de inteligencia no hubiera estado mal. Insistirá La Razón en lo que quiera, pero su defensa de esas nuevas normas no deja de ser un ejercicio de hipocresía vomitiva. Por decirlo suavemente. Porque si para ellos el aborto es un crimen, ¿qué justifica que se permitan 10.000 en lugar de 100.000? Esto es, ¿se trata de pasar de 100.000 asesinatos a 10.000 asesinatos? ¿Es eso?

Hablando de Boston, Inocencio Arias desliza, cual insidia ponzoñosa, esta frase: “Habrá un resurgimiento de la solidaridad nacional, escasa simpatía hacia brotes de dudosa democracia –que unos manifestantes, por comprensible que fuera su queja, cercaran al Congreso diciendo que no dejarían salir en tres días a los padres de la patria produciría una indignación colectiva…”. ¿Dejará alguna vez esta derecha de la que tanto disfrutamos de utilizar el terrorismo como denigrante arma política?

Alfonso Ussía trata uno de sus clásicos: Cristina Fernández, la presidenta argentina, “esa señora alicatada hasta el techo”, en una de las elegantes frases del señorito faltón. Recuerdo al Papa argentino: “Es posible, pero no probable, que Su Santidad regalara a la señora Fernández un catecismo con los Diez Mandamientos, y que de su puño y letra, le subrayara el Séptimo, que le prohíbe robar y apropiarse de los bienes ajenos, por muy Presidenta de la República Argentina que sea. Así pues, llame a los robados y reúnase con ellos. Argentina será la gran beneficiada, vistos los resultados de la gestión del choriceo peronista. Y se lo agradecerán los miles de trabajadores que antes dependían de una empresa seria y ahora están sometidos a la sinvergonzonería de unos políticos sin escrúpulos”.

El Mundo titula así su editorial: “El mal blindaje de la doctrina de los estigmas”. Tras superar el pasmo inicial -¿de qué irá tal cosa?- y si uno se decide a su lectura, se advierte rápidamente que se refiere al recurso presentado ayer por la infanta Cristina. La imputación, viene a decir, es ya en sí misma un acto de castigo. No le convence a El Mundo, que sigue apostando por la comparecencia de la infanta: “Habría que recordar a la defensa que una imputación no es una condena -ni siquiera una acusación- y que lo que ha hecho el juez Castro es llamarla a declarar para que aclare su papel en Nóos. Es lo mínimo que podía hacer antes de cerrar la instrucción. Y ello es así porque el juez no tenía la opción de citarla como testigo por un motivo fundamental: la Infanta disfruta de la prerrogativa de declarar por escrito si no hay imputación y, por ello, no se la puede repreguntar”. En consecuencia, acaba el editorial, “El juez ha aplicado correctamente, a nuestro juicio, el principio de igualdad ante la ley y podría perfectamente levantar esa imputación si el testimonio de la Infanta fuera convincente. Ahora, la Audiencia debe decidir y sólo cabe esperar que actúe conforme a Derecho, sin atender a ninguna circunstancia extrajudicial”.

No deja de sorprender que apenas asome Venezuela a la pluma de nuestros amigos. Un editorialillo de El Mundo: “Las protestas por las sospechas de fraude electoral en Venezuela, que se han saldado con varios muertos, han servido de excusa a Maduro para instigar un procedimiento penal contra Capriles. Su intención es encarcelarlo por golpista. Los tics que está mostrando el sucesor de Chávez son preocupantes. Si actúa así antes de jurar el cargo, cabe hacerse una idea de cómo se comportará cuando gobierne. Maduro también ha arremetido contra España de forma gárrula y amenazante. Esa actitud debería hacer reflexionar al Gobierno sobre la conveniencia de que el Príncipe Felipe acuda a su toma de posesión. Maduro será siempre un presidente en entredicho al haber impedido revisar un recuento de votos sobre el que hay denuncias de manipulación”.

Claro que siempre nos queda Libertad Digital. Carmelo Jordá: “Chávez nos podía gustar más o menos tirando a nada, pero compararlo con un pajarito era ofensivo. No digo yo que hubiese sido mejor para Maduro decir que el jefe se le había aparecido en forma de gorila, que habría sido demasiado obvio, pero ahí estaban el rinoceronte, el ocelote o el elefante en cacharrería. Con una simple visita al zoo lo habríamos apañado. Lo malo de cuando le das el poder a alguien como Maduro es que acaba cagándola, como los pajaritos  y si le das todo el poder en un país en el que el Estado lo controla prácticamente todo, lo normal es que lo deje al borde de una guerra civil, que es como está Venezuela ahora mismo. Y lo está no porque Capriles reclame a los suyos, que son la mayoría, que salgan a la calle, sino porque un incompetente (des)controlado desde La Habana ha hecho un pucherazo que más que puchero ha sido olla podrida”.

Elegancia, ante todo, elegancia.

LAS FACHADAS

Fachadas

En La Razón continúan con la ley del aborto: “Acreditar el riesgo para la madre evitaría hasta 100.000 abortos al años”. Una cifra, por cierto, absolutamente enloquecida. En España se contabilizaron 113.000 abortos en 2011. ¿Se evitarían con esa medida el 90%?  ¿Lo dice en serio La Razón? Sumarios: “La propuesta del Gobierno para probar de forma fehaciente el peligro físico y psicológico para la embarazada frenaría el ‘coladero legal”, y “El PSOE amenaza y redacta una propuesta formal para romper el acuerdo con la Santa Sede si el Gobierno cambia la ley”. Foto, también, para Isabel Pantoja. Y otra careta pequeña para el atentado de Boston. Abc dedica la foto de portada a ese espectáculo jurídico-lúdico, francamente bochornoso, de la Audiencia de Málaga: “Pantoja esquiva la cárcel”; “Condenada a dos años de cárcel por blanquear 1,14 millones de Julián Muñoz”. Titular informativo: “Oriol Pujol justifica el tráfico de influencias por patriotismo catalán”. Sumario: “El líder de Convergencia negó cualquier trato de favor en la trama de las ITV”. Que no sé, la verdad, si una cosa no es contradictoria con la otra: ¿lo negó o lo hizo por patriotismo? Y vuelta de tuerca a la ley del aborto, con un titular que espero que nunca llegue a cumplirse. Por aberrante: “El Gobierno fijará con qué malformaciones se permitirá abortar”. ¿Se dan cuenta del extravío del sentido común? ¿Decidirá Ruiz-Gallardón y no la madre? ¿Defienden tal desatino? El Mundo elige una vía distinta: “La Infanta alega que imputarla es ya ‘una condena provisional”. Otra careta: “Oriol Pujol dice que intervino en las ITV ‘por interés de país”. Y aún una tercera: “El FMI echa por tierra la previsión de crecimiento, paro y déficit del Gobierno”. La Gaceta, con un ataque de fe: “Es posible una política cristiana”. “Lehetséges a keresztény politika”, subraya con acierto a continuación. Texto: “Viktor Orban, presidente de Hungría, visita España. El mandatario magiar denuncia que los países europeos han apartado los valores cristianos de la vida pública”. ¿Les hablamos de Orban? Mejor lo dejamos…

EL AFAMADO MUSEO EL OJO IZQUIERDO 
(Documentos y testimonios de la vida en las cavernas)

“De cómo el atentado de Boston demuestra la farsa del 11-M”

Luis del Pino, Libertad Digital,  16 de Abril de 2013

Lección de Obama. A Aznar >> El ojo izquierdo >> Blogs Política EL PAÍS

 

Sobre el autor

JOSÉ MARÍA IZQUIERDO (Madrid, 1946) fue redactor 
jefe de Diario 16, subdirector de Informaciones y 
corresponsal de EFE en La Habana. En 1983 
se incorpora a EL PAÍS como jefe de Edición, 
donde fue redactor jefe y subdirector. En 1989 
se incorpora como director de los Servicios 
Informativos a Canal+. En 1995 vuelve a 
El País como director adjunto. 
Desde setiembre de 2005 hasta 
noviembre de 2009 fue director 
de los Informativos Cuatro y de CNN+.

Filed under: José Maria AznarLiberdade made in USA! Tagged: Guerras do Petróleo  

6 horas atrás

MST bloqueia rodovias em Pernambuco

 
: Techos da BR-101, nos municípios de Xéxeu e Gameleira (ambos na Zona da Mata Sul), e da BR 232, no município sertanejo de Pesqueira, estão bloqueados por conta das manifestações da Jornada Nacional de Lutas, promovida por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF-PE), já foram liberados trechos da BR-101, BR-104, BR-408 e BR-232 
6 horas atrás

Cem anos de interpretação

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

El párrafo más importante de Cien años de soledad

Javier Aranda Luna

El capítulo más difícil de Cien años de soledad fue para Gabriel García Márquez la subida al cielo en cuerpo y alma de Remedios Buendía. Por ese texto despiadadamente fantástico tuvo la desmoralizante impresión de estar metido en una aventura que lo mismo podría ser afortunada que catastrófica. No le preocupaban los hilos de sangre trepando las paredes, las mariposas ni el niño con cola de cerdo de la novela.

Era el año de 1967 cuando mandó copias a sus amigos y a los críticos más exigentes y francos que conocía para saber qué opinaban sobre la ascensión de Remedios Buendía. Confiaba en esta práctica, pues ya la había probado satisfactoriamente cuando uno de esos lectores le dijo a bocajarro, cuando apenas había cruzado unas palabras con él, que La hojarasca tenía un capítulo de más.

Después de pasar esa prueba definitiva, le puso punto final a los originales llenos de notas, anexos, textos escritos en el revés de las páginas que había escrito en la ciudad de México, la urbe que había decidido convertir en su residencia permanente después de una vida más o menos itinerante por su trabajo periodístico.

Cien años de soledad fue la primera novela que trató de escribir a los 17 años, según le confesó a su amigo Plinio Apuleyo Mendoza en una carta memorable. La pensaba llamar La casa. Y aunque abandonó el proyecto por parecerle demasiado grande, desde entonces no dejó de pensar en él.

En esa misma carta, fechada el 22 de julio de 1967, García Márquez escribe que tenía atragantada esa historia “donde las esteras vuelan, los muertos resucitan, los curas levitan tomando tazas de chocolate, las bobas suben al cielo en cuerpo y alma y los maricas se bañan en albercas de champaña, las muchachas aseguran a sus novios amarrándolos con un dogal de seda…”

En Gabo Cartas y recuerdos de Plinio Apuleyo Mendoza recientemente publicado por Ediciones B, García Márquez confirma una verdad intuida por algunos de sus lectores: que en el primer párrafo de Cien años de soledad se encontraba toda la novela: su tono, su estilo y la hebra que habría de tensar la novela hasta la última línea del último capítulo.

Ese primer párrafo da cuenta de que más que una lección de humanidad García Márquez quería escribir un larguísimo poema de vida cotidiana, la novela donde ocurriera todo. Fue escrito 20 años antes que el resto de la novela y no cambió desde entonces una coma.

Según el escritor colombiano, lo más difícil a la hora de escribir Cien años de soledad fue precisamente ese primer párrafo inicial donde presente y pasado se engarzan, donde la fantasía y lo vivido son una y la misma cosa.

La publicación de estas cartas también dan cuenta de sus temores por el fardo de la fama; nos muestran cómo escribió algunas de sus más significativos cuentos y novelas y dan cuenta de algunos de sus viajes a Cuba, Rusia, Italia, Alemania y Venezuela.

Pero quizá lo más importante de estas cartas y recuerdos sea que nos permiten ver el revés de ese gran lienzo de la narrativa de García Márquez. Cuando la memoria se convierte en otra de las formas de la imaginación las cartas son constancia de lo vivido.

Para quienes han querido reducir la importancia de García Márquez a sus convicciones políticas, el autor de El coronel no tiene quien le escriba tiene una frase escrita hace casi medio siglo que pone las cosas en su sitio: El deber revolucionario de un escritor es escribir bien. No más, tampoco menos.

El Gabo íntimo de las cartas y recuerdos publicadas por Plinio Apuleyo Mendoza sólo confirman con detalles poco conocidos el genio de uno de los grandes escritores hispanoamericanos de todos los tiempos. Allí se documenta su gusto por Brahms y por el trabajo periodístico, por el París que en los años cincuenta del siglo XX fue magneto de escritores y artistas, por el olor de la guayaba, las rosas amarillas y por la escritura como forma de vida.

La Jornada: El párrafo más importante de Cien años de soledad

Filed under: Gabriel García Márquez Tagged: Cem anos de solidão  

6 horas atrás

Prenda um careca e leve dois

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Justiça condena ex-governador do DF a cinco anos de prisão

DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda foi condenado nesta terça-feira (16) a 5 anos e 4 meses de detenção, em regime semiaberto, por dispensa indevida de licitação na contratação da empresa Mendes Júnior Trading Engenharia para reformar o ginásio Nilson Nelson, em 2008. 
Arruda também foi condenado a pagar multa de R$ 400 mil, equivalente a 4% do valor das obras. 

Wilson Dias – 11.fev.2010/Efe
Ex-governador José Roberto Arruda
Ex-governador José Roberto Arruda

A sentença é da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal em consequência de ação penal ajuizada pelo Ministério Publico do Distrito Federal. 
Segundo a assessoria de imprensa do TJDF, Arruda poderá recorrer da sentença em liberdade. 
Na denúncia, os promotores afirmaram que o governo “não pode agir com o fim de ‘fabricar’ suposta emergência e com isso burlar a obrigatoriedade da licitação, tornando regra o que deveria ser a exceção”. 
A obra teria sido atrasada propositadamente, segundo os investigadores, para a contratação da empresa em regime de urgência. 
A reforma no ginásio era necessária porque Brasília era uma das sedes do Campeonato Mundial de Futsal de 2008, organizado pelo FIFA. 
Na sentença, o juiz Carlos Pires Soares Neto afirmou que o “acusado José Roberto Arruda dispunha de tempo suficiente para adequar-se às exigências da FIFA, que por sua vez, não é nenhuma entidade estatal a ponto de pressionar, nesse sentido, qualquer Estado soberano como alegaram os acusados para dispensarem a licitação em caráter emergencial”. 
O ex-secretário de Obras do DF Márcio Edvandro Rocha Machado também foi condenado a 4 anos e oito meses de detenção, em regime semiaberto, e pagamento de multa de 300 mil. 
Arruda e Machado não foram encontrados até a publicação desta reportagem.

6 horas atrás

Venezuela: 12 reflexões e uma conclusão

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Venezuela: 12 reflexiones y una conclusión

José Steinsleger

Primera. El articulista se rehúsa a calificar de terminal la crisis del capitalismo, tautológica expresión que tiende a olvidar que las crisis son el mejor negocio de los capitalistas. Pero el socialismo no necesariamente es la consecuencianatural. Cuando las papas queman, el capitalismo convoca a su hermano mayor: el fascismo.

Segunda. En su actual etapa de crisis, el capitalismo se encamina hacia nuevas formas de fascismo. Y una de tantas son los pactos que responden a falaces consensos democráticos: despolitización, alternanciatolerancia, y otras modalidades ideológicas del Partido Mediático Universal (PMU).

Tercera. El articulista se rehúsa también a creer que la llamada cuarta revolución industrial (microinformática, robótica, nanotecnología) y las que vienen en camino, están yendo más allá de las capacidades cognitivas de la especie humana. ¿Qué si las tablets son mágicas? Puede ser. Pero las personas que las diseñan no son mágicas sino reales.

Cuarta. El articulista sostiene que el PMU ha dado pasos de gigante, y al mismo tiempo resiente que la mayor parte de los teóricos del socialismo (con pluma de ganso o tuits) continúen expresándose con el lenguaje ideológico y político de la primera revolución industrial.

Quinta. El articulista piensa que si lo nombraran titular de todas las agencias del capitalismo global, en su primer día de trabajo convocaría a los mejores hackers del mundo para preguntarles: a ver, chicos… ¿tenemos o no un problema con el legado del populista que en Venezuela acaba de morir tras movilizar durante 14 años a los pueblos del continente, poniendo a su servicio las recursos petroleros más ingentes del planeta?

Sexta. El articulista recuerda que a mediados del decenio de 1980, la Casa Negra contrató a la firma Rendon Group para diseñar el arquetipo comunicacional (o matriz de opinión), que en Panamá e Irak liquidó política, física y moralmente al general Manuel Antonio Noriega y al presidente Saddam Hussein.

Séptima. Después del torpe y fallido golpe de 2002, el profesor Carlos Lanz Rodríguez denunció que el programa de desestabilización consistió en: 1) machacar con la pérdida de confianza de la base chavista; 2) promover y divulgar laimpopularidad creciente del presidente; 3) atacar su entorno familiar; 4) reiterar sistemáticamente sus vínculos con el narcotráfico y las FARC; 5) acentuar en su fracaso como gobernante; 6) acusarlo de profesar una ideología castrista, y 7) ser aliado de países terroristas.

Octava. Por vía insurgente o democrática, los pueblos latinoamericanos protagonizaron grandes transformaciones políticas y sociales. Pero las unas quedaron a mitad de camino (México 1940; Bolivia 1964; Nicaragua 1992), y las otras fueron derrotadas (Guatemala 1954/64; Argentina 1955/73; República Dominicana 1963; Brasil 1964; Uruguay y Chile 1973; Perú y Ecuador 1975; Panamá 1981/89; Granada 1983).

Novena. En 1999, el comandante Hugo Chávez retomó el rumbo perdido en 1830, cuando los aldeanos vanidosos, con el apoyo abierto y encubierto de Inglaterra y Estados Unidos, acabaron con la Gran Colombia bolivariana sumiendo al continente en siglo y medio de cuartelazos, golpes de muerte y mala muerte, y luchas fratricidas en las que el imperialismo pescó a río revuelto.

Décima. Sólo Cuba y su revolución (1959), y en particular la Segunda Declaración de La Habana (1962), marcaron los ejes de la verdad verdadera: “(…) Los pueblos de América se liberaron del coloniaje español a principios del siglo pasado, pero no se liberaron de la explotación (…) Hoy América Latina yace bajo un imperialismo más feroz, mucho más poderoso y más despiadado que el imperio colonial español”.

Undécima. La revolución bolivariana ha sido democrática, pacífista, generosa y exitosa a juzgar por su extraordinaria obra social. ¿Y ahora los medios y expertos de uno y otro lado quieren persuadirnos de que los pobres son ingratos, lúmpenes, oportunistas? ¿Que el justo medio sería el camino de los probos? ¿Que el escrutinio fue de infarto, y el monigote de Capriles estuvo a un tris de liquidar el chavismo, la Alba, la Celac, Petrocaribe, Unasur? ¡Háganmela buena!

Duodécima. La revolución bolivariana es un fenómeno inédito en la historia política de los pueblos latinoamericanos. Mas no por justa o realista, su observación podría ignorar sus yerros, o incurrir en el desatino de subestimar que sus enemigos también optaron por el camino inédito de subversión, desestabilización y mentiras a granel.

Conclusión. Al capitalismo neoliberal le urge la derrota política y moral de la revolución bolivariana y el legado patriótico de Chávez. Cosa que para nuestros pueblos sería infinitamente más demoledora que una invasión militar directa, o la importación de contratistas dispuestos a luchar por la libertad y la democracia. Como fuere, todas las opciones de Washington, jefe único de la oposición en Venezuela, están funcionando a pleno pulmón.

La Jornada: Venezuela: 12 reflexiones y una conclusión

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6 horas atrás

Há censura no Brasil, sim

 
Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil 
6 horas atrás

EUA preparam golpe na Venezuela

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Evo Morales: prepara EU golpe de Estado en Venezuela; deplora petición de recontar votos

La OEA afirma que respeta la decisión de las autoridades electorales; Brasil exhorta a la moderación

Foto

Simpatizantes del presidente electo de Venezuela, Nicolás Maduro, le demuestran su apoyo, ayer, durante la inauguración del Hospital del Sur Cipriano Castro, en la ciudad der Maracay, estado de Aragua. La imagen fue cedida por el comando de campaña Hugo ChávezFoto Xinhua

Afp, Dpa, Pl y Notimex

Periódico La Jornada 
Miércoles 17 de abril de 2013, p. 39

La Paz, 16 de abril.

El presidente de Bolivia, Evo Morales, denunció este martes que Estados Unidos está preparando un golpe de Estado en Venezuela, al considerar que esto queda en evidencia por sus cuestionamientos a las elecciones del domingo en ese país y pedir que se realice una auditoría tras el ajustado resultado que dio la victoria a Nicolás Maduro.

Morales deploró las declaraciones del portavoz de la Casa Blanca, Jay Carney, quien planteó un recuento de los votos al hacerse eco de los reclamos del candidato perdedor Henrique Capriles ante lo apretado de la victoria del abanderado chavista.

Estoy convencido de que detrás de esas declaraciones, Estados Unidos está preparando un golpe de Estado en Venezuela, afirmó. Pero aseguró que todos vamos a defender al pueblo venezolano y al compañero Maduro frente a la provocación y agresión, ante una estrategia que busca “confrontar al pueblo para que luego vengan los cascos azules de la ONU (Organización de Naciones Unidas) o fuerzas de la OTAN (Organización del Tratado del Atlántico NOrte)”.

Aseveró que ante la intromisión abierta en la democracia venezolana ni este portavoz ni el gobierno de Estados Unidos tienen la autoridad moral para cuestionar los resultados electorales en ningún país.

El vicecanciller ecuatoriano, Marco Albuja, instó en Quito a la Unión de Naciones Sudamericanas (Unasur) a no tolerar un golpe de Estado en Venezuela. El presidente Rafael Correa aseveró: no tenemos por qué dudar de la victoria de Maduro.

Estados Unidos dijo no entender la premura con que fue proclamado oficialmente Maduro, al insistir en su reclamo de una auditoría prudente y necesaria, según el Departamento de Estado. Sostuvo que han tenido sus preocupaciones, igual que la Organización de Estados Americanos (OEA) y la Unión Europea.

El secretario general de la OEA, José Miguel Insulza, expresó su profunda preocupación por los condenables hechos de violencia en Venezuela. Luego de su apoyo el lunes al recuento de votos, Insulza dijo ahora que respeta las decisiones adoptadas por la autoridad electoral.

Brasil lamentó la violencia en Venezuela y llamó a la moderación en bien de la estabilidad.

La presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner confirmó que asistirá a la toma de posesión de Maduro como presidente de Venezuela y le pidió a Estados Unidos que reconozca la victoria del mandatario electo.

La Jornada: Evo Morales: prepara EU golpe de Estado en Venezuela; deplora petición de recontar votos

Filed under: CIAEvo MoralesIsto é EUA!Terrorismo de Estado Tagged: Golpe da CIA  

6 horas atrás

O golpe de Capriles

BOILERDO por Betho Flávio
 

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Mau perdedor

Capriles está confirmando a lendária má fama da direita venezuelana com suas palavras e ações irresponsáveis.

Na confusão que ele está armando por não aceitar a derrota nas urnas, venezuelanos estão morrendo.

Capriles chegou perto, mas perdeu. Seu adversário na recente disputa pelo governo do estado de Miranda não teve o mesmo comportamento destrutivo ao ser batido por apenas 45 000 votos.

Os Estados Unidos, sempre de olho no petróleo venezuelano do qual desfrutaram por tantos anos enquanto a população local era reduzida à pobreza extrema, se apressaram em incentivar Capriles.

Para sorte dos venezuelanos, hoje existe contraponto à pressão americana entre os vizinhos da Venezuela.

Lula, com acerto, disse que os americanos deviam parar de se meter na vida alheia. Obama mesmo, no voto popular, venceu Romney por uma diferença porcentual parecida com a obtida por Maduro.

E ninguém sugeriu que os americanos recontassem os votos.

A postura de donos do mundo causa mais e mais engulhos planetariamente. Na era da internet, correm o mundo as informações sobre as reais motivações americanas com sua predadora política externa.

Quem acredita nos campeões da liberdade acredita em tudo, para usar a grande expressão de Wellington.

Os americanos cometem mais um desatino ao se alinhar às encrencas de Capriles.

Capriles teve tudo para ganhar, esta é a verdade. Mas não ganhou. Os chavistas sem Chávez, para usar uma comparação futebolística, eram como o Barcelona sem Messi.

E ainda assim Capriles perdeu – em eleições chanceladas por Jimmy Carter e acompanhas por observadores internacionais de reputação irreprochável.

Recontagem de votos, como ele exige? Ora, quem garante que numa recontagem o poderoso grupo de interesses que ele representa não promova alguma fraude? E então seria a vez de Maduro exigir a recontagem da recontagem. A exigência de Capriles — além do mais covarde, porque é inimiginável que ele a fizesse perante Chávez — é uma insanidade. Levaria a Venezuela a contar votos em vez de trabalhar para resolver tantos problemas.

Sem o charme e o carisma de Chávez, sem a sua presença para orientá-lo, sem experiência em palanque, sem traquejo político, Maduro ganhou uma disputa que, a rigor, tinha tudo para perder.

Ganhou por causa da semente da justiça social legada por Chávez.

Agora, seu desafio, como legítimo presidente, é cuidar que essa semente não se perca.

Paulo Nogueira
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LEIA MAIS SOBRE A TENTATIVA DE GOLPE NA VENEZUELA, AQUI 

6 horas atrás

Mídia e EUA articulam novo golpe

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 Por Caio Teixeira

A mesma mídia corrupta, como chama Rafael Correa, que se diz defensora da “liberdade de imprensa”, se apressa em usar a liberdade que tem para semear a violencia e insuflar golpes de Estado.



Ontem, grupos ligados ao ex-candidato presidencial antichavista Henrique Capriles cercaram a sede do canal de televisão teleSUR e ameaçaram seus trabalhadores. Segundo a presidente do canal, Patricia Villegas: “Ameaçaram nosso pessoal, os trabalhadores do canal estão em seus locais de trabalho (…) ameaçaram de maneira permanente”.


No mesmo momento manifestantes pró Capriles, insuflados pelas redes de televisão privadas, lideradas pela Globovisión, também investiram contra o canal Estatal “Venezoelana de Televisión”, a VTV. “Não se sabe se são as mesmas pessoas, mas com certeza respondem ao mesmo movimento político que tem chamado a desestabilização”, afirmou Villegas. Mesmo assim, acrescentou, “toda a nossa equipe jornalística se mantém aqui funcionando, nossos repórteres se encontram nos arredores da cidade de Caracas”,.


Também foram atacadas as casas da presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, e dos pais do ex-ministro de Comunicação e Informação e membro do comando de campanha de Hugo Chavez, Andrés Izarra.


O correspondente da Telesur, William Parra, informou do noroeste de Caracas que um grande setor de seguidores de Hugo Chaves vieram proteger a casa do chefe da campanha, Jorge Rodrigues, cuja residência também foi atacada. “A única coisa que temos a dizer a esse candidato facista é que não se equivoque porque aqui há um povo bravo e guerreiro, esta pátria se respeita (…) que não se engane Caprilles”, disse uma seguidora do presidente Chávez às câmeras da teleSUR.


O roteiro é por demais conhecido. É o que os EUA costumam usar sempre para desestabilizar países que resistem ao seu domínio. Foi assim no Iraque onde até hoje não se encontrou armas químicas, foi assim na Líbia, para derrubar Kadafi, está sendo assim na Síria. Insuflam revoltas, fornecem terroristas mercenários e armas militares, criam uma insurreição e colocam um governo capacho e confiável. E tomam conta do Petróleo. Ou algum idiota acredita que eles estão preocupados com Democracia?


A liberdade de imprensa é tão grande na Venezuela que os canais privados fazem campanha aberta exclusiva e ilimitada para o candidato da direita. Só Capriles e seus comícios aparece nos canais privados, liderados pela Globovisión (coincidência de nome?), mesmo durante a campanha eleitoral. A luta é desigual. Apenas a televisão pública transmite informações sobre o governo e o candidato da situação e transmite seus comícios. Mas lá também existem as redes de comunicação públicas e comunitárias incentivadas pela Lei de Meios de Comunicação, como um direito da população. 


Estas redes, compostas de rádios, televisões e até jornais, fazem o contraponto com o discurso golpista. É claro que seu poder de fogo é infinitamente menor que as redes privadas, mas são um espaço de comunicação popular que, em momentos como este se tornam referência de informação diferenciada.


São esses veículos de comunicação popular e pública que estão sendo atacados como alvo preferencial por simpatizantes do candidato da direita e com total apoio dos meios de comunicação privados envolvidos mais uma vez até o pescoço com outra tentativa de golpe. Esta é a liberdade de imprensa que eles verdadeiramente defendem. Liberdade para eles e mordaça para para os adversários.
.

Todos os observadores internacionais garantem que o sistema eleitoral da Venezuela é um dos mais seguros do mundo. Assim afirma a UNASUL, a missão do Mercosul e até mesmo a Fundação Carter, para quem prefere opinião ianque. Estive na Venezuela em outubro passado com o ComunicaSul, cobrindo a eleição de Chávez e garanto que até a oposição confia no sistema eleitoral. Entrevistamos gente nas filas de votação, tanto em redutos chavistas como em regiões que apoiam majoritariamente o candidato de oposição e todos foram unânimes em confirmar a confiança no sistema eleitoral e no voto eletrônico. São tantas auditagens no sistema que fica impossível passar alguma fraude. As auditagens contam com representantes de todos os candidatos e seus peritos técnicos, com total acesso ao sistema. 


Até mesmo o representante da oposição no Conselho Nacional Eleitoral afirmou ontem perante as câmeras da Globovisión que o sistema não pode ser fraudado e deve ser respeitado. Foi tirado do ar na hora, é verdade, mas já tinha falado. Liberdade de Imprensa de golpistas é assim.


A Procuradora Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, a chefe do Ministério Público, que lá é um dos Poderes de Estado, com o mesmo status do Judiciário, condenou as ações violentas de opositores, pois” estão atentando contra serviçõs públicos e pessoas”. Ela informou que o MP iniciou investigações e 135 pessoas já foram presas pelos atos de violência dos últimos dias e assegurou que a Procuradoria tomará as medidas necessárias para garantir a paz para os venezuelanos.


“Se o Ministério Público comprovar que desestabilizadores se articularam para atuar vamos enquadrá-los em “associação para a delinquência” prevista na lei contra a delinquência organizada e vamos solicitr a indisponibilização dos bens dessas pessoas e o congelamento de suas contas bancárias” afimou a procuradora.


A Venezuela é um país com sólidas instituições, fruto de uma Assembléia Constituinte eleita ainda sob as leis dos governos anteriores que hoje tentam um golpe mais uma vez. Sua carta é avançadíssima com instrumentos democráticos que políticos brasileiros morrem de medo de implantar aqui, como o plebiscito revogatório de mandatos. 


Todos os eleitos na Venezuela estão sujeitos à cassação de seus mandatos por plebiscito popular oficial bastando a assinatura de 20% dos eleitores daquela eleição. Vale desde vereador até presidente da República. Chávez já teve que se submeter a um desses e o fez democraticamente. Qualquer tentativa de convencer as pessoas que a Venezuela é uma republiqueta sem lei, além de crime de imprensa, é crime contra a verdade.


SINTONIA FINA – @riltonsp
6 horas atrás

Gilmar Mendes processa José de Abreu pela segunda vez

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Marcia

Do IG

Gilmar Mendes processa ator José de Abreu pela segunda vez  

Julianna Granjeia

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está processando o ator José de Abreu pela segunda vez. No dia 10 de outubro de 2012, o ator tuitou: “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato?”, referindo-se ao espião envolvido em diversos casos de grampo, como o do bicheiro Carlinhos Cachoeira, quando foi preso. Mendes alega que Abreu quer desmoralizá-lo.

No ano passado, o ator já havia recebido uma notificação judicial do ministro por tê-lo chamado de corrupto no Twitter. Na época, Abreu fez uma retratação formal e o caso foi encerrado. Desta vez, o ator afirmou que não vai se retratar.

“Foi uma piada, não tenho porque me retratar. Imagina se eu quis dizer que ele (Gilmar Mendes) tem que responder por tudo o que o Dadá fez? Só na cabeça dele, é fora de qualquer lógica imaginar que ele, ministro, é responsável pelo Dadá. Não é possível que ele não tenha coisa mais séria para fazer do que implicar com o que eu tuito”, disse o ator.

leia mais

6 horas atrás

Capriles detonou Boston

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Se os EUA não querem ser detonados em casa que parem de detonar bombas longe. Não é só o fato de que o próprio Obama ganhou por margem tão estrita quanto à de Maduro, mas Bush manipulou na Flórida, com fraude comprovada. Eles não têm moral sequer para atacarem Hitler! Nestas horas convém lembrar do documentário Inimigo do meu inimigo. Os EUA se aliaram à escória do nazismo para infiltrar agentes da CIA na América Latina. Dentre outros, o açouqueiro Klaus Barbie.

A irresponsabilidade de Capriles

Paulo Nogueira 17 de abril de 2013 0

Mau perdedor

Mau perdedor

Capriles está confirmando a lendária má fama da direita venezuelana com suas palavras e ações irresponsáveis.

Na confusão que ele está armando por não aceitar a derrota nas urnas, venezuelanos estão morrendo.

Capriles chegou perto, mas perdeu. Seu adversário na recente disputa pelo governo do estado de Miranda não teve o mesmo comportamento destrutivo ao ser batido por apenas 45 000 votos.

Os Estados Unidos, sempre de olho no petróleo venezuelano do qual desfrutaram por tantos anos enquanto a população local era reduzida à pobreza extrema, se apressaram em incentivar Capriles.

Para sorte dos venezuelanos, hoje existe contraponto à pressão americana entre os vizinhos da Venezuela.

Lula, com acerto, disse que os americanos deviam parar de se meter na vida alheia. Obama mesmo, no voto popular, venceu Romney por uma diferença porcentual parecida com a obtida por Maduro.

E ninguém sugeriu que os americanos recontassem os votos.

A postura de donos do mundo causa mais e mais engulhos planetariamente. Na era da internet, correm o mundo as informações sobre as reais motivações americanas com sua predadora política externa.

Quem acredita nos campeões da liberdade acredita em tudo, para usar a grande expressão de Wellington.

Os americanos cometem mais um desatino ao se alinhar às encrencas de Capriles.

Capriles teve tudo para ganhar, esta é a verdade. Mas não ganhou. Os chavistas sem Chávez, para usar uma comparação futebolística, eram como o Barcelona sem Messi.

E ainda assim Capriles perdeu – em eleições chanceladas por Jimmy Carter e acompanhas por observadores internacionais de reputação irreprochável.

Recontagem de votos, como ele exige? Ora, quem garante que numa recontagem o poderoso grupo de interesses que ele representa não promova alguma fraude? E então seria a vez de Maduro exigir a recontagem da recontagem. A exigência de Capriles — além do mais covarde, porque é inimiginável que ele a fizesse perante Chávez — é uma insanidade. Levaria a Venezuela a contar votos em vez de trabalhar para resolver tantos problemas.

Sem o charme e o carisma de Chávez, sem a sua presença para orientá-lo, sem experiência em palanque, sem traquejo político, Maduro ganhou uma disputa que, a rigor, tinha tudo para perder.

Ganhou por causa da semente da justiça social legada por Chávez.

Agora, seu desafio, como legítimo presidente, é cuidar que essa semente não se perca.

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Postado em » Política

Sobre o autor: Paulo NogueiraVeja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo A irresponsabilidade de Capriles – Diário do Centro do Mundo

Filed under: CIAHenrique CaprilesIsto é EUA!Nicolás MaduroTerrorismo de Estado Tagged: Inimigo de meu inimigo  

6 horas atrás

O risco ao direito de ampla defesa na AP 470

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Do blog do José Dirceu

Advogados alertam sobre risco ao direito de ampla defesa na AP 470

Divido aqui com vocês a petição que nove advogados, incluindo o que me representa, José Luis Oliveira Lima, encaminharam ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pedindo a liberação dos votos proferidos por escrito no processo da AP 470, antes da publicação do acórdão, de modo a conceder tempo adequado para produzir os recursos contra a sentença.

O documento é assinado por Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Celso Vilardi, José Luís de Oliveira Lima, Alberto Zacharias Toron, Luiz Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Junior e Maíra Beauchamp Salomi.

O presidente do STF negou recursos anteriores em que era pedida a liberação dos votos por escrito. A estimativa é de que o acórdão tenha mais de 10 mil páginas. Mas o prazo para a apresentação dos embargos contra a decisão é de apenas cinco dias.

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6 horas atrás

Seca: racionamento de água atinge 96 cidades

 
: Na ilha de Itaparica, onde a medida foi iniciada nesta terça-feira (16), o nível da Barragem de Tapera atingiu 800 mil m³ dos 5 milhões de m³, capacidade para fornecer água a 26 localidades e mais um distrito do município de Jaguaripe; “A medida extrema foi adotada porque as tradicionais chuvas de março e abril não caíram, deixando a barragem nesse estado terrível”, afirma o gerente do escritório da Embasa em Itaparica e Vera Cruz, Ariosvaldo Gama 
6 horas atrás

O funeral de uma desalmada

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

 

Margaret Thatcher simbolizou o egoísmo, a ganância e o descalabro social.

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Com Pinochet, irmão em ideias

MAURO SANTAYANA

“Ela foi uma mulher perversa”, disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador.

“Nós estamos gastando 10 milhões de libras na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje”.

Os protestos populares da noite do último sábado, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos 80, com Margaret Thatcher) foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto  mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que não se prestaram à Rainha Mãe, quando de sua morte, em 2002.

Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo – saxão.

No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair:  “Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados”.

Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro.

O consulado tirânico de Thatcher, com suas consequências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda.

Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde os seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de “Thatcher ladra de leite!” – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de “evitar sua desnutrição”.

O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.

A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta.

Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava matá-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder.

O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros.

A contra-revolução mundial de Mme. Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais.

Em todos os países do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Angela Merkel está aí, para defender as suas idéias.

Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas “reformas” de Thatcher: “The bitch is dead” – a cadela morreu. Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo.

Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam  os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem estar social, antes que seja muito tarde.

6 horas atrás

O funeral da musa de FHC

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Mauro Santayana 17 de abril de 2013 4

O funeral de uma ‘mulher perversa’

Margaret Thatcher simbolizou o egoísmo, a ganância e o descalabro social.

Com Pinochet, irmão em ideias

Com Pinochet, irmão em ideias

“Ela foi uma mulher perversa”, disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador.

“Nós estamos gastando 10 milhões de libras na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje”.

Os protestos populares da noite do último sábado, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos 80, com Margaret Thatcher) foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto  mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que não se prestaram à Rainha Mãe, quando de sua morte, em 2002.

Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo – saxão.

No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair:  “Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados”.

Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro.

O consulado tirânico de Thatcher, com suas consequências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda.

Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde os seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de “Thatcher ladra de leite!” – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de “evitar sua desnutrição”.

O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.

A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta.

Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava matá-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder.

O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros.

A contra-revolução mundial de Mme. Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais.

Em todos os países do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Angela Merkel está aí, para defender as suas idéias.

Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas “reformas” de Thatcher: “The bitch is dead” – a cadela morreu. Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo.

Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam  os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem estar social, antes que seja muito tarde.

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O jornalista e escritor Mauro Santayana, 80 anos, ocupou cargos de destaque em jornais como Folha de S. Paulo e Última Hora. Amigo e conselheiro de Tancredo Neves, foi o responsável pela articulação política da campanha presidencial do então governador de Minas. Seus artigos podem ser encontrados no blog http://www.maurosantayana.com

Diário do Centro do Mundo O funeral de uma ‘mulher perversa’ – Diário do Centro do Mundo

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6 horas atrás

Conte isso a um vira-lata e ele entra em depressão

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Como o maior historiador americano via seu país

Diario do Centro do Mundo 16 de abril de 2013 2

Howard Zinn (1922-2010) jamais deixou de achar que o mundo pode e deve ser melhor.

A história americana tem figuras inspiradoras como Martin Luther Kink

A história americana tem figuras inspiradoras como Martin Luther Kink

Este texto é o primeiro capítulo do livro “A Power Governments Cannot Suppress” , do maior historiador americano, Howard Zinn. Zinn é autor do clássico “A People’s History of the United States: 1492 to present”, que o Diário recomenda vivamente a quem deseja conhecer os Estados Unidos com a devida profundidade.

O futuro dos EUA está ligado à compreensão do nosso passado. Por isso, escrever sobre a história, do meu ponto de vista, nunca é um ato neutro. Ao escrever, espero despertar a consciência da injustiça racial, do preconceito sexual, da desigualdade de classes e do orgulho nacional.

Também quero trazer para a luz do dia a resistência – de que nunca se fala – das pessoas contra o poder do sistema governante, a recusa dos indígenas a simplesmente desaparecerem, a rebelião dos negros no movimento contra a escravatura e o movimento mais recente contra a segregação racial, as greves feitas pela gente trabalhadora através de toda a história dos Estados Unidos da América, com a intenção de melhorar a sua vida.

Omitir esses atos de resistência é apoiar a visão oficial de que o poder se baseia unicamente nos que têm armas e possuem riqueza. Escrevo para ilustrar o poder criativo das pessoas que lutam por um mundo melhor. As pessoas, quando estão organizadas, têm um poder imenso, mais que qualquer governo. A nossa história está impregnada de histórias de gente que resiste, se pronuncia, se entrincheira, organiza, contacta, cria redes de resistência e muda o curso da história.

Não quero inventar vitórias dos movimentos populares. Mas pensar que a escrita da história deve simplesmente apontar a recapitulação dos fracassos que dominam o passado é converter os historiadores em colaboradores de um ciclo interminável de derrotas. Se a história há de ser criativa e antecipar um futuro possível sem negar o passado, creio que tem que sublinhar novas possibilidades de revelar esses episódios ocultos do passado quando, ainda que seja em breves lampejos, as pessoas mostraram a sua capacidade de resistir, de se unirem e, ocasionalmente, vencerem.

Suponho, ou talvez só espero, que o nosso futuro pode encontrar-se nos fugidios momentos de compaixão do passado, em vez dos seus sólidos séculos de guerra.

A história pode ajudar as nossas lutas. A história pode fazer-nos abandonar a ideia de que os interesses governamentais e os interesses do povo são os mesmos. A história pode contar-nos a frequência com que os governos nos mentiram, como ordenaram que setores inteiros da população fossem massacrados, como negam a existência dos pobres, como nos orientaram ao nosso momento atual – a “Guerra Prolongada”, a guerra sem fim.

Bush matou dezenas de milhares de pessoas e foi responsável por sofrimentos como o do veterano que aparece nesta foto com ele de 2007

Bush matou dezenas de milhares de pessoas em suas guerras e foi responsável por sofrimentos como o do veterano que aparece nesta foto com ele de 2007

É verdade, o nosso governo tem o poder de gastar a riqueza do país como quiser. Pode enviar tropas a qualquer parte do mundo. Em nome do nosso “interesse nacional”, o governo pode deslocar tropas para a fronteira EUA-México, fazer cercas de rede para muçulmanos de certos países, escutar em segredo as nossas conversas, abrir a nossa correspondência, examinar as nossas transações bancárias e intimidar-nos para que fiquemos calados.

O governo pode controlar a informação com a colaboração dos tímidos meios de comunicação. Apesar de tudo, este controle não é absoluto. No começo da Guerra do Vietnã, em 1965, dois terços dos norte-americanos apoiaram a guerra. Alguns anos depois, dois terços dos norte-americanos opuseram-se à guerra. Que aconteceu nesses três ou quatro anos? Uma osmose gradual de verdade filtrou-se pelos vãos do sistema de propaganda – a compreensão de que lhes tinham mentido e os tinham enganado.

É o que está a suceder agora, outra vez. É fácil sentir-se deslumbrado ou intimidado ao compreender que os que fabricam as guerras têm um enorme poder. Mas uma determinada perspectiva histórica pode servir, porque nos diz que em certos momentos da história os governos descobrem que todo o seu poder é fútil face ao poder de uma cidadania levada à ação.

Existe uma debilidade básica nos governos, por massivos que sejam os exércitos, por imensa que seja a sua riqueza, por muito que controlem a informação, porque o seu poder depende da obediência dos cidadãos, dos soldados dos funcionários públicos, dos jornalistas, dos escritores, dos professores e dos artistas. Quando os cidadãos começam a suspeitar que os enganaram e retiram o seu apoio, o governo perde a sua legitimidade e o seu poder.

Quando despertam uma manhã e vêem um milhão de pessoas encolerizadas nas ruas da capital, os dirigentes de um país começam a fazer as malas e a chamar um helicóptero. Não é fantasia, é história recente. É a história das Filipinas, da Indonésia, da Grécia, de Portugal e Espanha, da Rússia, Alemanha Oriental, Polónia, Hungria, Roménia. Pensemos na Argentina e na África do Sul e em outros lugares onde não parecia haver esperança de mudança e depois houve. Lembremos Somoza na Nicarágua escapulindo no seu avião privado, Ferdinando e Imelda Marcos recolhendo apressados as suas jóias e roupas, o Xá do Irã procurando desesperado um país que o aceitasse quando fugiu das multidões em Teerã, Duvalier no Haiti, que apenas conseguiu vestir as calças, antes de escapar à fúria do povo haitiano.

Não vimos George W Bush escapar de helicóptero. Mas podemos responsabilizá-lo por catapultar a nação para duas guerras, pela morte e mutilação de dezenas de milhares de seres humanos neste país, no Afeganistão e Iraque, e pelas suas violações da Constituição dos EUA e do direito internacional.

Um Congresso covarde o poupou do impeachment. O Congresso que se dispôs a destituir Nixon por forçar a entrada num edifício não removeu Bush por forçar a entrada num país. Esteve disposto a impugnar Clinton pelas suas travessuras sexuais, mas não puniu Bush por entregar a riqueza do país aos superricos.

Hoeard Zinn contou a história dos Estados Unidos por um ângulo quase sempre esquecido

Hoeard Zinn contou a história dos Estados Unidos por um ângulo quase sempre esquecido

O poder militar tem os seus limites – limites criados por seres humanos pelo seu sentido de justiça e a sua capacidade de resistir. Os EUA, com as suas 10.000 armas nucleares, não conseguiram vencer na Coreia ou no Vietnã, não puderam impedir a revolução em Cuba ou na Nicarágua. Tal como a União Soviética, com as suas armas nucleares e o imenso exército, foi obrigada a retirar-se do Afeganistão. E não pôde impedir o movimento do Solidariedade na Polônia.

Um país com poder militar pode destruir, mas não pode construir. Os seus cidadãos inquietam-se porque as suas necessidades básicas são sacrificadas à glória militar, enquanto os seus jovens são ignorados e enviados para a guerra. O desassossego cresce, cresce e a cidadania funde-se cada vez mais com a resistência, chegam a chegar demasiados para poderem ser enquadrados.

Chegará o dia em que se derrubará o inchado império. Em contrapartida, a consciência pública começa a mostrar um descontentamento, vago para começar, sem que haja conexão entre o descontentamento e as políticas do governo. E as pontas começam a ligar-se, a indignação a crescer, e as pessoas começam a pronunciar-se, a organizar-se, a atuar.

Em todo o país cresce a consciência da falta de professores, enfermeiras, cuidados médicos, habitação acessível, à medida que se verificam os cortes orçamentais em todos os Estados da União. Um professor escreveu recentemente uma carta ao Boston Globe: “Pode suceder que 600 professores de Boston sejam despedidos, como consequência do deficit orçamental?”  O autor, depois, compara os cortes com os milhares de milhões gastos em bombas para, como diz, “enviar crianças iraquianas inocentes para os hospitais de Bagdá”.

Quando se enevoa o pensamento com o enorme poder que os governos, as empresas multinacionais, os exércitos e a polícia têm para controlar as mentes, esmagar a discordância e destruir a rebelião, devemos recordar um fenômeno que sempre considerei interessante: os que possuem um enorme poder ficam surpreendentemente nervosos quando pensam na sua capacidade de conservar o poder. Reagem quase histericamente perante o que parecem ser sinais insignificantes e não ameaçadores da oposição.

Vemos como o governo norte-americano, blindado nas suas mil máscaras do poder, trabalha intensamente para meter na cadeia alguns pacifistas ou manter um escritor ou um artista fora do país. Recordamos a histérica reação de Nixon a um homem solitário que se manifestava em frente da Casa Branca: “Prendam-no”!

É possível que os donos da autoridade saibam alguma coisa que eu não sei? Talvez conheçam a sua extrema debilidade. Talvez compreendam que pequenos movimentos podem converter-se em grandes movimentos, que uma ideia que se apodera da população possa chegar a ser indestrutível. O povo pode ser induzido a apoiar a guerra, a oprimir outros, mas essa não é a sua inclinação natural. Há os que falam de “pecado original”. Kurt Vonnegut questiona isso e fala antes de “virtude original”.

Uma hora a sociedade americana não aguentou mais a Guerra do Vietnã

Uma hora a sociedade americana não aguentou mais a Guerra do Vietnã

Há milhões de pessoas neste país que se opõem à guerra. Quando se vê numa estatística que 40% dos norte-americanos apoiam a guerra, isso significa que 60% dos norte-americanos não a apoiam. Estou convicto que a quantidade de pessoas que se opõem à guerra continuará a aumentar e a quantidade de pessoas que a apoia continuará a diminuir. No caminho, artistas, músicos, escritores e trabalhadores da cultura emprestam um poder emocional e espiritual ao movimento pela paz e pela justiça. Com frequência, a rebelião começa como qualquer coisa cultural.

O desafio persiste. Do outro lado há forças imensuráveis: o dinheiro, o poder político, as empresas de mídia. Do nosso lado estão os povos do mundo e um poder maior que o do dinheiro e o das armas: a verdade. A verdade tem um poder próprio. A arte tem um poder próprio. A velha lição de que tudo o que fazemos importa é a importância da luta popular aqui, nos EUA, e em toda a parte. Um poema pode inspirar um movimento. Um panfleto pode desencadear uma revolução. A desobediência civil pode incitar muita gente e levá-la a pensar. Quando nos organizamos em conjunto, quando nos envolvemos, quando nos pomos de pé, e nos pronunciamos coletivamente podemos criar um poder que governo algum pode suprimir.

Vivemos num belo país. Mas aqueles que não respeitam a vida humana, a liberdade ou a justiça apoderaram-se dele. Agora depende de todos nós recuperá-lo.

Diário do Centro do Mundo Como o maior historiador americano via seu país – Diário do Centro do Mundo

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6 horas atrás

Inflação cai em 5 capitais. E agora, Tombini?

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Inflação cai em 5 capitais. E agora, Tombini?

:  Pressionado pelo “lobby do tomate” a elevar hoje as taxas de juros, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini terá que decidir com um elemento novo nas mãos: o IPC semanal caiu em Brasília, Porto Alegre, Recife, São Paulo e Rio; aos poucos, índices de preços começam a recuar
17 de Abril de 2013 às 08:39 247 – O Comitê de Política Monetária do Banco Central terá um elemento novo para decidir se sobe ou não as taxas de juros, numa decisão que será anunciada nesta quarta-feira. Em cinco capitais, o Índice de Preços ao Consumidor registrou quedas, o que torna mais complexa a decisão da equipe de Alexandre Tombini. Leia abaixo:
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de abril. A maior redução foi observada em Brasília: 0,2 ponto percentual, já que a taxa passou de 0,6% na primeira semana para 0,4% na segunda.
Também foram registradas quedas nas taxas de Porto Alegre (0,18 ponto percentual, ao passar de 1,01% para 0,83%), do Recife (0,1 ponto percentual, de 0,44% para 0,34%), de São Paulo (0,07 ponto percentual, de 0,52% para 0,45%) e do Rio de Janeiro (0,01 ponto percentual, de 0,85% para 0,84%).
As duas cidades que apresentaram alta no IPC-S foram Belo Horizonte (0,08 ponto percentual, ao passar de 0,63% para 0,71%) e Salvador (0,05 ponto percentual, de 0,85% para 0,9%). Na média nacional, o IPC-S caiu 0,06 ponto percentual e chegou a 0,65% na segunda semana de abril.

6 horas atrás

O que você faria no lugar de José Serra?

 
: Numa boa, lembre que, em 2010, você teve 44 milhões de votos para presidente da República; no ano passado, foram outros 2,7 milhões de votos para prefeito de São Paulo; ok, duas derrotas, mas seu cacife eleitoral é grande, certo?; porém, não se mostra suficiente nem para ganhar eleição no diretório municipal do PSDB paulistano, com o famoso serrista Andrea Matarazzo sendo passado para trás pelo desconhecido alckmista Milton Flávio; no campo nacional, o adversário interno Aécio Neves decola, enquanto não te sobra nenhum carguinho no comando nacional do partido que você mesmo fundou; seria hora de pegar o boné e ir para o PPS fazer escada para o governador Eduardo Campos do PSB? E, ao mesmo tempo, armar a própria candidatura ao governo paulista e saborear uma deliciosa vingança contra Geraldo Alckmin? 
6 horas atrás

Uma fufla no umbigo

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

O Verissimo escreveu uma crônica provando que o nome daquela sujeirinha que as crianças criam no umbigo se chama fufla… O comunista comedor de emprego público, Ferreira Gullar, tinha “um rubi no umbigo”… A Folha tem um espaço cativo na Coluna Painel para informar quem foram as personalidades que almoçaram na sede do jornal com os donos do pasquim.

A auto-regulamentação da mídia fracassou espetacularmente no Brasil.

Paulo Nogueira 16 de abril de 2013 33

Como descobriram os ingleses depois do escândalo dos tabloides, os fiscais também têm que ser fiscalizados.

Otávio Frias Filho no Instituto Millenium

Otávio Frias Filho no Instituto Millenium

Quais os limites do jornalismo e dos jornalistas?

Vejamos a Folha de S. Paulo, por exemplo. Ela procura se colocar, em editoriais e em publicidade, como uma espécie de fiscal sagrado dos governos. Tudo bem. Mas é preciso não perder de vista que ela não recebeu essa incumbência da sociedade.

Não foi votada. Não foi eleita.

Fora isso, existe fiscal que não é fiscalizado?

Jornalismo é, como todos os outros, um negócio. Em geral, quem investe em jornalismo não está atrás de dinheiro. Os lucros não costumam ser grandes. O que o jornalismo dá é prestígio, influência. Empresários interessados em recompensas mais palpáveis fazem suas apostas em outras áreas.

No começo da década de 2000, quando a internet já desaconselhava investimentos em papel no Reino Unido, um empresário russo comprou o jornal inglês The Evening Standard, em grave crise financeira, para ganhar respeitabilidade.

É um jogo antigo.

Na biografia semioficial de Octavio Frias de Oliveira, está publicado um episódio revelador. Nabantino, o antigo dono da Folha, estava desencantado porque se julgara traído pelos jornalistas que fizeram a greve de 1961. (Meu pai era um deles.) Decidiu vender o jornal. Um amigo comum de Nabantino e Frias sugeriu que ele comprasse. “Dinheiro você já tem da granja”, ele disse. “O jornal vai dar prestígio a você.”

Na biografia, a coleção de fotos de Frias ao lado de personalidades mostra que o objetivo foi completamente alcançado. Um granjeiro não estaria em nenhuma daquelas fotos.

Ao comprar a Folha, Frias comprou prestígio social — e adulação do mundo político

Sendo um negócio, o jornalismo não está acima do bem e do mal. É natural que prevaleçam, nele, as razões de empresa.  Essas razões podem coincidir com as razões nacionais – ou não. Observe o mais carismático – não necessariamente o melhor ou mais escrupuloso – empresário de jornalismo da história do Brasil, Roberto Marinho, da Globo.

Quem garante que o que era melhor para ele era o melhor para o país? Roberto Marinho era tão magnânimo a ponto de pôr os interesses nacionais à frente dos pessoais?

Como a sociedade não elegeu empresas jornalísticas, seus donos não têm que dar satisfação a ninguém sobre coisas como o uso dão ao dinheiro que retiram. Se decidem vender o negócio, nada os impede.

Essa é a parte boa de você não ter um vínculo ou uma delegação direta da sociedade. Não existem amarras burocráticas para seus movimentos. Mas você não pode ficar com a parte boa e dispensar a outra – a que não lhe garante tratamento privilegiado apenas por ser da imprensa.

No Reino Unido, este é um debate atualíssimo, depois que o tabloide News of the World, o NoW, de Rupert Murdoch, quebrou todas as barreiras da decência e da legalidade na busca de furos. O NoW invadia criminosamente caixas de mensagem de centenas de pessoas, a maior parte delas celebridades e políticos, para vender mais — e portanto ganhar dinheiro com isso.

Quando se soube das dimensões do escândalo, o governo britânico, sob pressão da opinião pública, montou um comitê independente para rediscutir a mídia — o que é aceitável e o que não é.

Os trabalhor foram comandados por Lorde Brian Leveson, um juiz de alto nível que sabatinou grandes personagens do universo da imprensa, sob câmaras de tevê, em busca de luzes. O premiê David Cameron, por exemplo, teve que explicar a Leveson a natureza de sua relação com o grupo Murdoch.

Murdoch, ele próprio, na idade provecta de 81 anos, foi interrogado duas vezes pelo comitê. Neste momento, a questão é se a auto-regulamentação do jornalismo deve ser mantida ou não. As empresas não gostam, naturalmente, da ideia de que a regulamentação seja tirada de seu controle.

O que muita gente se pergunta, no Reino Unido, é por que as pessoas deveriam confiar agora na auto-regulamentação depois de seu espetacular fracasso.

Em seu relatório de recomendações, Leveson defendeu a criação de um órgão regulador independente das empresas jornalísticas. É provável que seja este o desfecho no Reino Unido.

O Brasil terá que passar por uma discussão nos mesmos moldes, em nome do interesse público. Ninguém sabe com certeza dizer quais os limites do jornalismo no Brasil — nem, ao que parece, a própria Justiça, e muito menos as empresas jornalísticas.

A auto-regulamentação fracassou no Brasil. Um órgão regulador independente das companhias — e também, naturalmente, do governo e dos políticos — é tão necessário no Brasil quanto é na Inglaterra.

Na Dinamarca é assim. O Diário defende que se faça o mesmo no Brasil. O interesse público, este sim sagrado, deve prevalecer sobre o interesse das empresas jornalísticas. São interesses distintos. Coloquemos assim, para simplificar: nem tudo que é bom para a família Marinho é bom para o Brasil.

Numa democracia, para que a mídia exerça o vital papel de fiscal, ela tem que ser também fiscalizada.

Este é o ponto de partida para um debate urgente no país.

Sobre o autor: Paulo NogueiraVeja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo A auto-regulamentação da mídia fracassou espetacularmente no Brasil – Diário do Centro do Mundo

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6 horas atrás

Iran aponta problemas no reajuste do piso dos professores de Aracaju

 
: “Projeto mantém achatamento salarial na carreira, não vem acompanhado de uma tabela salarial que projete a repercussão do índice de reajuste nos variados níveis de formação e de tempo de serviço da carreira do magistério e autoriza o Poder Executivo a expedir normas, instruções e orientações necessárias à aplicação ou execução da Lei; ou seja, fica nas mãos do prefeito mexer na tabela salarial segundo seus entendimentos, retirando do Legislativo a prerrogativa que sempre teve de apreciar e votar as tabelas salariais dos servidores municipais”, afirma vereador 
6 horas atrás

Climb down by Prabu dennaga

 
 

Climb down by Prabu dennaga

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Prabu dennaga: Photos · Blog 

     

6 horas atrás

Produção de café pode ser afetada por mudanças climáticas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Adir Tavares

Da Deutsche Welle

Pesquisadores tentam salvar o café das mudanças climáticas 

O Brasil é o maior produtor de café do mundo, responsável por 25% da produção global. Mas isso pode mudar com as alterações no clima previstas por pesquisadores.

O café é a bebida preferida do mundo e a commodity mais requisitada depois do petróleo. Mas ele pode estar ameaçado pelas mudanças climáticas. Com um quarto da produção mundial, o Brasil é o maior produtor e exportador de café do planeta, e o consumo da bebida aumenta cada vez mais. Segundo o IBGE, a estimativa para o ano de 2013 no Brasil é de colher 47,8 milhões de sacas de 60kg de café, mais de 2 milhões de toneladas.

No entanto, pesquisadores afirmam que as alterações no clima podem influenciar na produção do grão. Especialmente o café do tipo arábica, sensível a altas temperaturas, pode ter a produção seriamente prejudicada. Para evitar problemas no futuro, pesquisadores fazem simulações e tentam achar uma maneira de manter o cultivo, mesmo em situações adversas.

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6 horas atrás

Impeachment: Fux beneficiou patrão da filha

CONVERSA AFIADA por redacao
 

Bermudes, Fux e Cabral: quem os une ? O imaculado banqueiro ?

Saiu no Estadão:

Luiz Fux se diz impedido, mas atua em casos de advogado que emprega a filha

Ministro do STF ignora declaração de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte
Eduardo Bresciani e Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do grupo, conforme levantamento feito pelo Estado em documentos oficiais da Corte. A filha de Fux, Marianna, é uma das advogadas do escritório.
Os processos pesquisados têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes. Em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator.

 

Navalha

 

Fux comemoraria os 60 anos com uma festança na casa de Bermudes.

Onde se hospeda, quando vai ao Rio, o ex-Supremo Presidente Supremo, Gilmar Dantas (*).

Fux prometeu a Dirceu que, se nomeado, iria absolvê-lo.

O que o Vacarezza confirmou.

O destemido advogado Piovesan já tinha ido ao Senado para questionar a relação deste notório advogado, o Dr Bermudes, com Gilmar Dantas.

A ação de Piovesan, na verdade, era um B.O.

Bermudes é o Catho da Classe A.

Emprega a filha de Fux, a mulher de Gilmar e o filho de Macabu, que, provisoriamente, suspendeu os efeitos carcerários da Operação Satiagraha.

(Quando o Presidente Barbosa vai legitimar a Satiagraha ?)

Bermudes foi um dos primeiros e mais dedicados advogados de Daniel Dantas.

A filha de Fux, como se sabe, é candidata ao cargo de Desembargadora no Rio, o que depende da assinatura do governador Sergio Cabral.

Cabral era um dos convidados para a festança dos 60 anos do Ministro (?) do Supremo.

Aliás, o ministro do Supremo realizará o casamento da filha no Golden Room do Copacabana Palace !

O último casamento celebrado com pompa e circunstância nos salões do Golden Rooom do Copa foi da família dos proprietários da Friboi, que, aparentemente, tem uma renda superior à de um ministro do Supremo.

O que a bancada do PT espera para encaminhar o impeachment de Fux no Senado ?

Hein, senador Suplicy ?

Vai esperar o Supremo encarcerar o Lula.

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

7 horas atrás

As relações entre Fux e o advogado Sergio Bermudes

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Do Estadão

Luiz Fux se diz impedido, mas atua em casos de advogado que emprega a filha

Ministro do STF ignora declaração de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte

Eduardo Bresciani e Felipe Recondo

BRASÍLIA – Ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do grupo, conforme levantamento feito pelo Estado em documentos oficiais da Corte. A filha de Fux, Marianna, é uma das advogadas do escritório.

Os processos pesquisados têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes. Em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator.

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7 horas atrás

Na banguela

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A Gol apenas externou uma lógica muito comum na dita iniciativa privada. A Boate Kiss está aí para provar para onde esta lógica pode nos levar.

A Gol quer voar na banguela

Mauro Donato 16 de abril de 2013 12

A ideia de bonificar pilotos que pouparem combustível é um crime.

gol

A proposta da companhia aérea Gol de bonificar pilotos e comissários de bordo mediante economia de combustível deveria ser analisada, reanalisada e, preferencialmente, descartada. Por óbvio.

A empresa que nasceu com o espírito low-cost e amarga prejuízos praticamente ano sim, ano não, desde 2007 (mais de R$ 1,5 bi só no ano passado) e que ainda este ano passará a cobrar até pelo espaço das pernas, não sabe mais o que fazer para sair do vermelho.

A partir de junho, o saquinho de amendoim custará R$ 5,00; o kit sanduíche, batata e refrigerante será vendido por R$ 13,00; poltrona com espaço “civilizado” custará R$ 30,00 a mais na passagem. Grátis no voo, só água mineral e máscara de oxigênio. Vista da janela depende do clima.

O que poucos sabiam é que desde fevereiro deste ano a companhia aérea estabeleceu metas a serem batidas visando reduzir o custo mais representativo em sua atuação – o combustível – e promete recompensar financeiramente seus funcionários no atingimento do objetivo. Os pagamentos serão semestrais.

Ainda que os procedimentos técnicos não sejam de alto risco e tampouco novidade – algumas grandes companhias adotam as mesmas ações – atrelar as medidas a uma recompensa financeira é extremamente perigoso. Por óbvio.

E as justificativas da Gol para implementá-las não convencem.

A Gol utiliza como defesa o argumento de que as metas não são individuais, ou seja, não será na base do ganha mais quem gasta menos gasolina. Isso, no raciocínio da companhia, evitará que o piloto se arrisque. Bobagem, só funcionaria se as equipes fossem fixas. O comportamento mais prudente – e pouco rentável em termos de bônus coletivos – de algum piloto, viajará mais rapidamente que os aviões da Gol no diz-que-diz entre funcionários e sabotar o colega é a mais previsível das ações corporativas.

A empresa alega também possuir um sistema de acompanhamento dos pilotos com a finalidade de verificar se estão atuando dentro dos padrões de segurança. Quando ficam fora dos padrões, são convocados para treinamentos. Perfeito, mas só funciona para aqueles que desrespeitarem os padrões e ainda assim conseguirem aterrissar. Afinal, nem todos que infringem regras de segurança durante o voo voltam. Há uma definição precisa do que é ser um bom piloto que certa vez ouvi do comandante Rolim Amaro durante uma sessão de fotos: “Bom piloto é aquele que possui o mesmo número de decolagens e pousos”. Por óbvio.

Imaginar que ninguém colocaria em risco a própria vida por uns trocados a mais é desconhecer por completo a natureza humana repleta de ganâncias e a companhia se contradiz ao usar desse argumento. Não é pelo dinheiro que ela está incentivando as práticas?

Nenhuma das companhias que adotam estes métodos (United, American Airlines, Lufthansa, etc) o faz condicionado a algum tipo de premiação. Aquelas que em algum momento o fizeram, constataram um aumento de atitudes imprudentes e abortaram a ideia. Há mais a ser considerado: quando esses procedimentos visando economia são rotineiros, o treinamento constante é fundamental. E treinamento custa. Muito. Oras, se a companhia está querendo economizar, quem acredita que economizará numa ponta para gastar na outra? Não haveria vantagem, concorda?

Por que não economizar em publicidade? Ou em qualquer outra área menos vital? Se não há mais onde cortar, se a empresa já está nesse estágio, é porque não tem mais condições de operar.

Há um consenso entre passageiros. Tão logo o avião levanta voo, pensam: “Bom, agora é relaxar pois não há mais o que fazer”. Sem dúvida é raro sobreviver a uma queda. Mas enquanto se está no chão, é prudente escolher com quem se irá voar.

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Sobre o autor: Mauro DonatoVeja todos os posts do autor Mauro Donato

Fotógrafo nascido em São Paulo. Foi uma das maiores revelações do futebol praiano nos idos dos anos 80, até sofrer uma entrada mais dura de um caiçara.

Diário do Centro do Mundo A Gol quer voar na banguela

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7 horas atrás

Volte, CPMF, pequena mas indiscriminada!

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Os impostores do impostômetro são contra impostos. E cobram do Estado até inseminação artificial. Olha o Gerdau, só reclama, mas não consegue produzir um parafuso sem incentivo ou subsídio público. Veja também o caso da CPMF. Um imposto pequeno que cobrava de todo mundo. Melhor, através dele foram pegos muitos sonegadores. E quem foi contra. O PSDB e os grupos mafiomidiáticos. Claro, também os mal informados e os mal intencionados. Traficante e lavador de dinheiro adorou. E a massa de manobra vibrou. Ignorância homérica!

O dono da Louis Vuitton decidiu continuar a ser francês

Paulo Nogueira 11 de abril de 2013 12

Bernard Arnault anuncia que desistiu de virar belga para fugir dos impostos na França.

Arnault

Some, rico imbecil!

A manchete de hoje do jornal francês Libération reverberou por toda a Europa, em setembro passado. O alvo foi o homem mais rico do país, Bernard Arnault, dono de um império que inclui marcas como a Louis Vuitton.

A raiva do Libération, e de milhões de franceses que o chamaram de parasita e outras coisas do gênero, derivou da informação de que Arnault estava pedindo cidadania belga no exato instante em que o presidente François Hollande fez o que tinha prometido fazer para reduzir a iniquidade social no país e melhorar as contas públicas: aumentar temporariamente os impostos de quem ganha acima de 1 milhāo de euros por ano.

Pois Arnault decidiu não sumir.

Ele anunciou esta semana que desistiu do refúgio belga. A repercussão negativa o fez suspeitar que a imagem de suas marcas pudesse ser prejudicada com seu gesto nada patriótico.

Entendo o Libération.

Você não constrói, ou reconstrói, um país com pessoas que colocam seus interesses pessoais acima de tudo. Ao contrário. Você descontrói. Os Estados Unidos são uma demonstração pungente disso. A florescente Escandinávia, onde o interesse público vem na frente do interesse privado, estaria em pedaços se seus empresários e milionários tivessem a têmpera de Bernard Arnault. Não. Lá se criou um consenso segundo o qual impostos elevados são a contribuição indispensável de corporações e ricos para a manutenção de uma sociedade avançadíssima.

Há, nos países economicamente mais encrencados do ocidente, uma enorme confusão no quesito taxação. Pouco antes das eleições francesas, o premiê britânico David Cameron disse, sorrindo, que estenderia um tapete vermelho aos empreendedores locais que desejassem escapar de Hollande.

Cameron mal pusera ponto final em sua frase quando seu governo anunciou a intenção de combater severamente a chamada evasão legalizada – e amoral – de impostos. Um comediante célebre foi exposto ao desprezo e escárnio da opinião pública quando se soube que ele usara um truque para pagar um imposto irrisório. O próprio Cameron o repreendeu.

É hora de trazer transparência à discussão de impostos também no Brasil. Não há nada mais importante, neste campo, do que construir um consenso como fez a Escandinávia.

Durante muitos anos, o assim chamado Custo Brasil – tão propagado pela mídia – não serviu senão para encobrir a inépcia administrativa de empresas protegidas durante décadas por reserva de mercado e depois expostas à competição. Quanto grandes empresas nacionais se adestraram na arte do planejamento fiscal pode ser avaliado pa informação recentemente veiculada pela seção Radar da Veja segundo a qual a Receita está cobrando na Justiça as Organizações Globo por uma dívida multibilionária.

Dilma não tem o direito de ser ingênua aí. Que ela se inspire nos escandinavos. A complacência fiscal — da qual se beneficiam os poderosos, porque os assalariados não têm o que fazer — é a receita da iniquidade social e da ruína econômica de um país.

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Sobre o autor: Paulo NogueiraVeja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

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A “Grande Mídia” é intolerante

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
A intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, no episódio da minha participação no Fórum da Igualdade e minha ausência no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer, para permitir que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada. Estas questões não interessam ao “Fórum da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte. O artigo é de Tarso Genro. 
Tarso Genro, Carta Maior 
Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul por ocasião do “Fórum da Liberdade”, do qual não participei e do “Fórum da Igualdade”, do qual participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo. Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância e a arrogância da “Grande Mídia”, para traficar os seus valores – fundados no lucro e na anarquia do mercado – no sentido de os tornarem artificialmente universais.

Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também entendo que esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.
Mais informações » 

19 minutos atrás

Papel jornal e tomates

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
tomate 
Do oqueseraquemeda Ana Maria Braga usou colar de tomates (que, aliás, lhe caiu muito bem…) Abril e Globo dão capa ao tomate. O Brasil está despencando. Os índices de crescimento, desenvolvimento e distribuição de renda são fabricados por Lula, Ahmadinejad, Fidel e Chaves para iludir o povo brasileiro. Ninguém consegue pagar a prestação. A bola da Copa será quadrada e o apito será assobio. Lula, Dirceu, Genoino e filhos são milionários. O mensalão de Roberto Jefferson é o maior escândalo da paróquia. Vem aí o apocalipse… 
Imprimem o verde em papel jornal pra colher maduro. Se não der, voltam com Apagão, Gripe Suína, Dengue e factóides genéricos para apavorar. 
Em uníssono, o oligopólio midiático faz campanha maciça pelo aumento dos juros e a volta da inflação. Usam e abusam da palavra “inflação” diariamente em suas capas. Esperam com isso, contaminar o comércio e outros setores da economia de pessimismo que leve ao pânico e ao aumento dos preços. Apostam que convertem sua especulação barata em fato. Como antigamente… Porque, diferentemente de quando calaram nas falências seguidas de FHC, falir o país – mesmo que seja apenas nas manchetes – é a ÚNICA maneira de desalojar o PT do Planalto. Logo mais vem pesquisa avaliando se suas manobras surtiram efeito… 
A direita fascista quer levar o país de volta à década de 90 e retomar o rumo da subserviência vira-lata que Serra e FHC imprimiram ao seu governo. Os vampiros das multinacionais falidas pelo neoliberalismo exigem que se abra a porteira para voltarem à pilhar nossas riquezas naturais. 
Para a casa Grande, a doméstica deve voltar a dormir na Senzala, que é o seu lugar, antes de começar a se achar a azeitona da empada. Segundo Delfim Neto: “A empregada doméstica virou manicure ou foi trabalhar num call center. Agora, ela toma banho com sabonete Dove. A proposta desses ‘gênios’ é fazer com que ela volte a usar sabão de coco, (sem direito trabalhista)”. Quer dizer, que volte ao regime de 16 horas diárias de escravidão. Leia mais…http://oqueseraquemeda.wordpress.com/ 
26 minutos atrás

Intervozes lança livro da banda larga

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Altamiro BorgesDo sítio do Coletivo Intervozes
A democratização do acesso à Internet em redes de alta velocidade é tema de novo livro lançado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A obra, intitulada Caminhos para a universalização da Internet banda larga: experiências internacionais e desafios brasileiros, é o resultado de um ano de pesquisa e traz um mapeamento das principais estratégias governamentais adotadas em diversos países com o objetivo de ampliar a inclusão digital e assegurar a conexão do cidadão a esta nova fronteira da comunicação. Em São Paulo, um debate sobre o tema será realizado em conjunto com o lançamento do livro no próximo dia 15, segunda-feira, às 19h. 
Como explica um dos organizadores do livro, prof. da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da Universidade Federal da Bahia (Poscom-UFBa), Sivaldo Pereira da Silva, o projeto nasceu com o intuito de compreender as opções adotadas em outros países a fim de contribuir com o debate deste tema no Brasil. “A criação de infraestrutura e mecanismos regulatórios eficientes e democráticos são premissas para o desenvolvimento e um determinante para a liberdade de expressão na era digital”, afirma Sivaldo. 
A publicação parte da premissa de que o acesso à Internet banda larga se tornou um imperativo social, cultural, econômico e um direito a ser reivindicado e garantido. Nesse sentido, o livro registra os caminhos pelos quais diversos países estão investindo tempo, planejamento e recursos, desenhando e executando suas estratégias de inserção na era digital. 
Além dos dez capítulos produzidos por oito pesquisadores, a obra também apresenta um conjunto de doze entrevistas realizadas com especialistas e gestores trazendo um cardápio de opiniões sobre o tema. O livro conta com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) através de seu programa de editais para publicações. 
Lançamento em SP 
Na capital paulista, um debate com integrantes da sociedade civil entrevistados no livro marcará o lançamento do livro. Veridiana Alimonti do Instituto de Defesa do Consumidor, Beatriz Tibiriça do Coletivo Digital, Fĺávia Lefèvre do Proteste, e João Moura da Telcomp participarão do evento. O evento será na segunda, 15/4, às 19h, na sede do Coletivo Digital, Rua Cônego Eugênio Leite, 1117, no bairro de Pinheiros. 
Sobre a Publicação 
O livro impresso, com 405 páginas, pode ser adquirido por R$ 30,00 em livrarias e também através do e-mail intervozes@intervozes.org.br . Além da versão tradicional, também está disponível gratuitamente nos formatos digitais EPUB e PDF. O projeto conta ainda com um website (www.caminhosdabandalarga.org.br ) que traz os resultados da pesquisa, dados complementares, vídeos, mapas e infográficos. 
Mais informações: Intervozes – (011) 3877.0824. Altamiro Borges: Intervozes lança livro da banda larga
29 minutos atrás

A turma de Eduardo Campos pira

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
       Na mesma pesquisa que apontou  o PT como o partido mais preferido dos recifenses, Eduardo Campos, que pensa ter o monopólio sobre o voto do povo pernambucano, ficou atrás de Dilma na preferência dos recifenses. Segundo o IPMN-Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Dilma, que nem por aqui aparece, tem 36% das intenções de voto, enquanto Eduardo Campos, que faz campanha maciça aqui neste Estado, que vive inaugurando até maquete de futebol de botão, tem 34% das intenções de voto. Se essa pesquisa tivesse sido realizada em todo o Estado de Pernambuco, a vantagem de Dilma sobre Dudu traição seria enorme, isto porque as grandes obras que transformaram Pernambuco na gestão de Lula ficam instaladas no interior do Estado.E o pernambucano sabe muito bem quem mais fez por este Estado.
39 minutos atrás

Gato enfrenta água durante enchente na Bielorússia

LUIS NASSIF por luisnassif
 
ROSE

Uma menina que funcionários do hospital dizem que está infectado com a nova estirpe da gripe H7N9 de aves

Gato enfrenta água profunda durante as enchentes de primavera, em Belarus.  Foto:  AFP/GETTY

http://www.telegraph.co.uk/news/picturegalleries/picturesoftheday/9992622/Pictures-of-the-day-13-April-2013.html

40 minutos atrás

O que é democracia: Uma ideia tantas vezes subvertida

CONSA por Hélio Consolaro
 

A ideia de um governo da maioria é frequentemente subvertida para se prestar aos mais variados interesses. Numa época em que é cada vez mais intenso o debate sobre os direitos das minorias, estas considerações da historiadora indiana Romila Thapar são bastante importantes


Romila Thapar

Por Romila Thapar – escreve este artigo por solicitação da Unesco

Em O Fim da História, o pensador norte-americano Francis Fukuyama dizia que, com o colapso do comunismo, a democracia e o capitalismo se firmaram como os grandes vitoriosos entre todos os sistemas e ideologias existentes. Mas democracia é um conceito esquivo, como se tem visto muito recentemente.

O Ato Patriótico, assinado pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001, por exemplo, ia contra uma série de direitos civis. Há dúvidas consideráveis a respeito de os atuais regimes da Venezuela e do Irã poderem ser considerados democracias. A historiadora indiana Romila Thapar, professora emérita da Universidade Jawaharlal Nehru, de Nova Delhi, analisa a seguir os vários aspectos que cercam a ideia de democracia. 

Democracia: dois lobos e um cordeiro escolhem o prato do jantar. Liberdade: Um cordeiro bem armado contesta a escolha dos lobos.
Nas cidades-estado gregas, os escravos eram a maioria

O ideal democrático nunca foi totalmente traduzido na prática. Muitas das chamadas sociedades democráticas do passado foram sequestradas e tornaram-se oligarquias em que a retórica democrática era usada para preservar a ficção de que o grupo dominante representava a maioria.

As cidades-estado gregas, por exemplo, são frequentemente citadas como as primeiras democracias, mas é convenientemente esquecido que, nelas, o número de cidadãos livres era superado pelo de escravos e estes não eram representados nem tinham qualquer direito. À luz da experiência histórica, como a democracia pode ser adaptada às circunstâncias atuais?

Nos tempos modernos, a democracia tem sido frequentemente associada ao Estado-nação. Mas talvez não devêssemos esquecer a experiência das unidades políticas e sociais menores que, no passado, foram governadas adotando programas semidemocráticos. 
 
Aqueles que buscaram dotar o Estado-nação de uma identidade, associando-o à classe média ou a um grupo regional, linguístico, étnico ou mesmo religioso, afirmaram estar fazendo isso em nome da democracia. Às vezes, tem-se argumentado, essas comunidades eram fictícias e sua identidade ostensiva camuflava aspirações ocultas.

Romila Thapar, historiadora indiana de renome mundial escreveu este artigo a pedido da Unesco

Ao equiparar-se a identidade do grupo ao nacionalismo, as causas democráticas e nacionais se uniram. Mas, nesses Estados-nações, o funcionamento da democracia era limitado pelo nacionalismo ao qual estavam ligados. Agora que o Estado-nação está sendo cada vez mais questionado, devemos também questionar a democracia – ou certos tipos de democracia?

Uma questão que poderia ser feita é se a democracia pressupõe o secularismo. Em muitas partes do mundo, a religião está sendo manipulada politicamente numa escala sem precedentes. Ao dizer isto, não estou contestando o direito de as pessoas praticarem sua fé, mas a maneira como vários políticos e fundamentalistas distorceram esse direito. Se questionar a função pública da religião leva necessariamente ao secularismo, então isso poderia incentivar a promoção de outra abordagem para a democracia, especialmente em sociedades nas quais várias religiões existem lado a lado. 

As minorias já sabem que não podem ser excluídas

A democracia implica representação e decisões baseadas nas opiniões da maioria. Mas o que constitui uma maioria? Se é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, isso abre caminho para fraudes eleitorais ou para a mobilização de apoio da massa por ideologias que parecem abraçar uma variedade de causas, mas que, na realidade, não são mais do que um mecanismo para atrair e controlar um grande número de pessoas.

Penso aqui sobre o tipo de populismo reacionário baseado em raça ou religião que repetidamente causou tensões e violência em muitas partes do mundo. Nos interesses de uma verdadeira democracia, valeria a pena considerar como tais movimentos podem ser impedidos de impor sua definição de governo da maioria, especialmente quando as comunidades religiosas são exploradas politicamente, como parte de uma agenda supranacional oculta.

O moderno Estado-nação também enfrenta o problema de acomodar as culturas minoritárias, as quais estão cada vez mais conscientes de que não podem ser excluídas da maioria democrática. Esse problema poderá se tornar especialmente agudo nos países industrializados, onde grupos nitidamente diferentes têm sido reunidos à força por meio de conexões coloniais passadas e necessidades econômicas presentes, e onde uma maioria numérica é, por vezes, reduzida à condição de uma minoria política. Nas ex-colônias, onde tais conflitos também são conhecidos, os grupos divergentes pelo menos compartilham normalmente alguma herança e história comuns. 

Se a maioria é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, o processo abre caminho para fraudes eleitorais. Segundo analistas políticos ocidentais, isso teria ocorrido nas últimas eleições iranianas, nas quais o candidato governista Mahmud Ahmadinejad foi reconduzido ao cargo.

A melhor maneira de entender a correlação entre cultura e democracia é examinar a maneira pela qual os indivíduos ou grupos escolhem sua identidade e percebem a diferença entre eles e os outros. Em parte, esse é o resultado da socialização precoce. Também pode nascer de tensões e conflitos, que aguçam a percepção das pessoas sobre sua identidade.

Por que, aliás, o Estado-nação deve insistir em uma única identidade? Afinal, as pessoas têm identidades múltiplas. A esterilidade de uma identidade única poderia ser substituída por uma multifacetada, envolvendo padrões sociais e culturais mais complexos. A democracia multifacetada também seria mais difícil de controlar politicamente.

A democracia representativa muitas vezes acaba com o poder removido e distante do cidadão. Agora que o cinema, a televisão e a publicidade entraram todos em ação, os supostos representantes do povo se veem dirigindo-se a audiências que não podem sequer ver.

A verdadeira representatividade deve ser baseada em alguma referência lastreada nos eleitores, que também devem manter o direito de cassar seus representantes, se assim o desejarem. Esses direitos aparentemente negativos podem fornecer um corretivo essencial para a tendência de os representantes se transformarem em personalidades influentes.

O mercado livre tem suas qualidades, mas pode também prestar-se a outros tipos de demandas ditatoriais, como a do consumismo.

O colapso de algumas economias socialistas levou os povos desses países a uma esperança desesperada de que o mercado livre iria protegê-los do ressurgimento de regimes totalitários. Mas a experiência de outros países mostra que o mercado não pode fazer isso. Infelizmente, ele pode prestar-se igualmente bem a outros tipos de demandas ditatoriais – do consumismo, da indústria de armamentos, das corporações multinacionais e de outros interesses.

Tais demandas, que corroem a igualdade de oportunidades e a justiça social, só podem ser combatidas por um sistema econômico justo e um sistema jurídico que seja acessível a todos os cidadãos e impeça a erosão dos direitos humanos e a anulação da dignidade humana.

No entanto, qualquer sistema pode ser prejudicado, maltratado ou anulado se aqueles que o controlam não puder em ser contestados. Instituições que supostamente agiriam como vigilantes muitas vezes acabam por favorecer os abusos que deveriam evitar.

A articulação da discordância e do protesto é imperativa para os sistemas democráticos. Mesmo nas sociedades democráticas, quando se ensinam às crianças seus direitos e deveres, raramente se dá atenção a seu direito de discordar. A conformidade é um prêmio, e a discordância é desaprovada ou ignorada. O sujeito submisso, em vez do indivíduo autônomo, é considerado o cidadão ideal.

Em defesa do caso do indivíduo autônomo, não estou defendendo uma sociedade anárquica. Indivíduos autônomos não se estabelecem para destruir a sociedade; eles estão preocupados em mudá-la por meio de maneiras criativas. Eles não necessariamente fazem parte da estrutura do poder em si, mas comentam sobre isso e, se for necessário, protestam contra ações específicas tomadas pelos detentores do poder. Enquanto se aceitar que há espaço para a autoridade moral, bem como a autoridade política e social na gestão da sociedade, essas pessoas sempre terão um lugar no processo democrático. 
Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

uma hora atrás

Argentino cria “clube de homens abandonados por uma mulher”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Do Uol

Argentina tem o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”

EFE
Julián Gonnella

13/04/2013
10h07

 

Buenos Aires, 13 abr (EFE).- Após ser dispensado por sua namorada, o músico argentino Roberto Lázaro criou o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”, que em menos de um ano reuniu mais de 1.700 homens que viveram uma experiência similar e com o qual procura romper estereótipos machistas.

“Fiquei abatido com o abandono de uma mulher após sete anos de namoro. Éramos quase um casal consumado, ela era quase minha esposa. Íamos ter filhos e todas essas coisas, mas você nunca pensa que essa pessoa irá embora”, relata Lázaro à Agência Efe.

O vocalista da banda pop Sinusoidal explica que sua relação se deteriorava porque havia reiteradas “injúrias sem sentido” e “silêncios profundos”, mas que seu fim ocorreu de forma repentina, quando, ao voltar para casa após uma discussão, viu suas coisas empacotadas.

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uma hora atrás

Um projeto drogado

SUJO por Esquerdopata
 
Populares manifestam apoio ao projeto

Janio de Freitas

Proposta quer os viciados em drogas registrados num cadastro; eles não teriam benefício algum com isso

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora. 
De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas. 
A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930. 
Está difícil, e não há esforço algum para facilitar, a compreensão ampla de que ninguém é viciado por querer, seja qual for o vício. No máximo, pode haver indiferença ou conformismo com o vício e suas consequências. Mas todo vício é um sofrimento, porque é dependência e toda dependência é opressiva. O traficante, sim, trafica porque quer, ainda que sob o impulso do próprio vício. Não tem cabimento, portanto, a emenda que o PSDB quer apresentar ao projeto, eliminando o proposto aumento da pena mínima para traficante, em associação com a retirada do cadastro de consumidores de drogas. 
A iniciativa de adiamento da votação foi do PSDB, para que a bancada revisse o projeto a pedido de Fernando Henrique, e do PC do B, sem que isso signifique apoio dos demais partidos às barbaridades propostas. Não há indicações de como estão as bancadas partidárias quanto aos itens do projeto. Até por isso, o adiamento por apenas uma semana é a continuada falta da discussão pública do projeto. E agora também das emendas, sejam quais forem, mencionadas pelo líder do PSDB, Carlos Sampaio, para atender a Fernando Henrique. 
O projeto tramita há mais de dois anos e, apesar disso, chegou à pauta de votação como uma monstruosidade incólume. Inclusive sem emendas saneadoras do PSDB e do PC do B. O necessário, portanto, é adiá-lo sem data de votação e tentar submetê-lo a algum debate nos meios de comunicação (comunicação?). 

uma hora atrás

Brasileiro disputa título de melhor professor dos EUA

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro Do Correio Braziliense 
Professor brasileiro entra em lista dos quatro melhores educadores dos EUA

Alexandre Lopes, que trabalha com alunos especiais, mora nos EUA há 18 anos

Julia Chaib – Cidades

Publicação: 13/04/2013 06:02 Atualização: 13/04/2013 00:13

A vocação e o esforço levaram o brasileiro Alexandre Lopes, 44 anos, a integrar a lista dos quatro finalistas que disputam o título de melhor professor dos Estados Unidos. Daqui a pouco mais de uma semana, em 23 abril, ele estará na Casa Branca, sede do governo norte-americano, onde o prêmio será entregue pelo presidente Barack Obama. Natural de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lopes mora nos Estados Unidos há 18 anos e, há oito, dá aulas em escolas da Flórida, onde foi considerado o melhor educador de 2012.

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uma hora atrás

Preparando futuros ministros do STF

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A ponte móvel é um ramo da teoria do domínio do fato…

Pela 1ª vez, engenharia tem mais calouros do que direito

Em cinco anos, número de ingressantes na área mais do que dobrou

Dados do MEC mostram que em 2011 foram 227 mil calouros; mesmo assim ainda há deficit de profissionais

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Pela primeira vez na história do ensino superior brasileiro, o número de calouros em engenharia superou o de direito. A área agora só fica atrás de administração.

Os dados foram levantados pelo Ministério da Educação, a partir dos seus censos.

O aumento do interesse pela engenharia acontece num momento de deficit de profissionais na área, iniciado na década passada.

Em 2006, foram 95 mil ingressantes em engenharia (5% do total). Cinco anos depois, eram 227 mil (10%). Cresceram tanto o número de vagas públicas e privadas quanto o de candidatos.

Já a quantidade de calouros em direito recuou 4%.

A expansão do número de ingressantes em engenharia é um avanço, porém, ainda insuficiente para resolver a carência da área no país, afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Primeiro, não é garantido que os novos ingressantes na área se formem. Levantamentos mostram que, atualmente, menos da metade dos calouros de engenharia consegue terminar o curso.

Em número de estudantes concluintes, direito segue à frente das engenharias.

Além disso, o deficit de profissionais ainda é muito superior ao volume de universitários concluintes. Foram 45 mil em 2011, ante uma necessidade de ao menos 70 mil novos engenheiros ao ano, de acordo com cálculos oficiais.

“Há uma mudança importante no sistema”, disse à Folha o ministro da Educação.

“Nas décadas com hiperinflação e baixo crescimento havia muitos conflitos. A área de interesse era o direito. Agora, há crescimento da construção civil, de obras de infraestrutura, de desenvolvimento tecnológico”, disse.

“Sabemos, por outro lado, que precisamos de mais engenheiros”, completou.

Para Roberto Lobo, ex-reitor da USP e consultor na área de educação superior, “o momento é positivo, mas os ganhos podem se perder”.

Lobo diz que há o risco de a evasão na engenharia crescer, pois, com o aumento no número de alunos, a tendência é que mais estudantes com dificuldades na área de exatas entrem nas faculdades.

“As escolas terão de se preocupar ainda mais em dar reforços de conteúdos básicos.”

Mercadante aponta outra dificuldade nos cursos. “São muito teóricos. O aluno fica anos sem ver nada de engenharia, são só cálculos, física. Muitos desistem.”

A pasta organizará fóruns para influenciar as instituições a colocarem atividades práticas nos primeiros anos do curso e a aumentarem os estágios aos estudantes

Filed under: Engenharia Tagged: Direito  

uma hora atrás

jobriath: a fada madrinha do rock

OBVIOUS por margarete ms
 

Feito por uma máquina de publicidade sensacionalista, evitado pela comunidade gay e rejeitado por muitos críticos, Jobriath explodiu na cena Glam Rock na década de 70. O único problema é que o mundo não estava preparado para ele.

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uma hora atrás

A estigmatização dos drogados, por Janio de Freitas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Murdok

Da Folha

Um projeto drogado

Janio de Freitas

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora.

De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas.

A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930.

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uma hora atrás

Mídia e a Iniciativa popular

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Do sítio da campanha “Para expressar a liberdade”:

A campanha “Para Expressar a Liberdade” realizará sua plenária nacional no próximo dia 19 de abril, em São Paulo, para apresentar e aprovar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das Comunicações e organizar a pauta nacional de divulgação do documento. O evento acontecerá no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, das 9h30 às 18h.

A proposta inicial do projeto foi escrita pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha e já está em fase de análise pelas entidades ligadas ao movimento. Após a sua aprovação, a plenária debaterá as estratégias de divulgação junto à população e de obtenção das assinaturas para que o mesmo seja encaminhado ao Congresso Nacional.

“Vamos criar espaços para dialogar com a sociedade sobre a necessidade da democratização da comunicação e recolher 1,3 milhões de assinaturas para o que o direito à comunicação seja uma realidade no Brasil”, explica Rosane Bertotti, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entidade que organiza a campanha.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular, definido como ação prioritária da campanha para a renovação do Código Brasileiro de Telecomunicações, datado de 1962, dispõe sobre os serviços de comunicação social eletrônica, televisão e rádio, e propõe regras para a execução dos artigos nunca regulamentados do capítulo V da Constituição Federal Brasileira, que trata da Comunicação Social (art. 220 a 224). O foco principal do projeto é no enfretamento ao monopólio e oligopólio e nos mecanismos de promoção da igualdade e diversidade.

O documento base foi construído a partir dos resultados da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e das posições históricas dos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação no país. “A proposta busca dialogar com o cenário da convergência ao mesmo tempo e que dá conta do déficit democrático na regulação do setor de radiodifusão no Brasil”, disse João Brant, radialista integrante do Intervozes e do FNDC.

Divulgação
Estão previstas as datas de 26 de abril, aniversário da TV Globo, e primeiro de maio, dia do trabalhador, para a realização das primeiras atividades de promoção nacional do tema da democratização da comunicação e do início de coleta de assinaturas do projeto de lei. Estão envolvidos na campanha diversos setores da sociedade, de movimentos sociais, partidos, sindicatos e outros. O objetivo é envolver e conscientizar a sociedade brasileira sobre a busca por uma liberdade de expressão como direto de todos e explicar a necessidade da renovação do marco que regulamenta a Comunicação no país.

O evento
Plenária da Campanha Para Expressar a Liberdade

Dia 19 de abril, das 9h30 às 18h

Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo

Rua Genebra, 25

uma hora atrás

Representantes da OEA vão acompanhar eleições na Venezuela

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Da EBC

OEA enviará representantes para acompanhar eleições presidenciais venezuelanas

 

Da Agência Venezoelana de Notícias*13.04.2013 – 16h43 | Atualizado em 13.04.2013 – 17h20

Brasília – O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, confirmou a participação de dois representantes do órgão nas eleições presidenciais da Venezuela, que acontecem neste domingo (14). Ao todo, mais de 170 observadores internacionais acompanharão as eleições venezuelanas.

Segundo Insulza, Bill Richardson, que foi governador do estado americano Novo México, de 2003 a 2011, e o secretário de Relações Exteriores da OEA, Alfonso Quiñónez, acompanharão de perto a escolha do novo presidente venezuelano. Richardson, que também foi embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), vai liderar a equipe da OEA.

Também acompanharão o pleito o Centro Carter (organização não governamental norte-americana), a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e deputados de diferentes tendências políticas do Parlamento Europeu.

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2 horas atrás

Deputado critica movimento gay: “agenda política violenta”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Gunter Zibell – SP

Falácia pouca é bobagem.

Vejam após o link o discurso de Antônio Bulhões, do PRB-SP (PRB é governo, bom lembrar).

O que ele faz: diz que “modernosos” (movimentos gay) são “terroristas sociais”. Mas não é capaz de citar nenhum exemplo pra comprovar essa “hipótese”.  E que querer igualdade de direitos civis é “vitimismo”.

Sendo que na verdade, através de um recurso manjado, o “pega-ladrão”, quem se autovitimiza?

E ainda cita trechos de poemas de Niemöller e Eduardo Alves da Costa pra dar um verniz nisso!

Governismo? Tô fora. Não é possível, para mim, aprovar um governo que diz necessitar do apoio simultâneo de Feliciano (PSC), Bolsonaro (PP), Magno Malta (PR) e Antônio Bulhões (PRB). O discurso deles fere a dignidade humana, não há nenhuma crítica de outros parlamentares, de ministros, nada. E a Blogo, sempre tão disposta a criticar o Cel. Telhada, nunca se manifesta sobre isso.

Do site do PRB

Movimentos gays transformam comportamento sexual em agenda política violenta, destaca Bulhões

Deputado do PRB alerta perigo dos movimentos totalitários

Publicado por Redação PRB em 12/04/2013 às 8h17

Em discurso na Câmara dos Deputados, o deputado Antonio Bulhões (PRB/SP) alertou para o perigo dos movimentos totalitários gerarem atos terroristas no convívio social. O parlamentar lembrou que vivemos tempos perigosos em que os pontos de vistas dos “modernosos” trazem uma grande força moral por meio da propaganda do “vitimismo”.

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2 horas atrás

MARADONA VISITA TÚMULO DO PRESIDENTE CHÁVEZ

BOILERDO por Betho Flávio
 

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”

:

Do Opera Mundi

 

Marina Terra | Enviada especial a Caracas

“El 10”, como é conhecido mundialmente o ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona visitou nesta sexta-feira (12/04) o túmulo do presidente Hugo Chávez. Amigo íntimo do falecido líder venezuelano, Maradona foi ao Quartel da Montanha acompanhado pelo presidente interino Nicolás Maduro, que concorre à Presidência neste domingo (14/04).

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”, disse Maradona, em declarações ao canal estatal VTV.

MARADONA COM CHÁVEZ E FIDEL

Para o craque argentino, um dos melhores da história, a morte de Chávez foi “uma perda enorme” e pediu desculpa por não ter podido estar durante as cerimônia fúnebres, Na quinta-feira (11/04), Maradona subiu ao palanque de Maduro em Caracas para declarar seu apoio para as eleições de domingo. Usando uma camisa vermelha com o bordado “Cristina 2015”, em referência à presidente argentina, Maradona chutou bolas para a multidão que encheu sete avenidas da capital venezuelana.“Com Maduro vamos continuar na mesma linha de não nos deixar sermos pisados por ninguém. O povo nas urnas no domingo tem que reafirmar os conceitos de Chávez através de Nicolás”, declarou o jogador ontem. Maduro lembrou que Maradona “gostava muito de Chávez e Chávez também o queria muito bem”.

Pelo microblog Twitter, Maduro postou uma foto de dois livros autografados pelo escritor brasileiro Paulo Coelho. “Recebi uma bela mensagem de @paulocoelho junto com dois de seus livros autografados. Meu agradecimento e respeito”.

A “Grande Mídia” é intolerante

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
A intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, no episódio da minha participação no Fórum da Igualdade e minha ausência no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer, para permitir que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada. Estas questões não interessam ao “Fórum da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte. O artigo é de Tarso Genro. 
Tarso Genro, Carta Maior 
Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul por ocasião do “Fórum da Liberdade”, do qual não participei e do “Fórum da Igualdade”, do qual participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo. Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância e a arrogância da “Grande Mídia”, para traficar os seus valores – fundados no lucro e na anarquia do mercado – no sentido de os tornarem artificialmente universais.

Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também entendo que esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.
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19 minutos atrás

Papel jornal e tomates

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
tomate 
Do oqueseraquemeda Ana Maria Braga usou colar de tomates (que, aliás, lhe caiu muito bem…) Abril e Globo dão capa ao tomate. O Brasil está despencando. Os índices de crescimento, desenvolvimento e distribuição de renda são fabricados por Lula, Ahmadinejad, Fidel e Chaves para iludir o povo brasileiro. Ninguém consegue pagar a prestação. A bola da Copa será quadrada e o apito será assobio. Lula, Dirceu, Genoino e filhos são milionários. O mensalão de Roberto Jefferson é o maior escândalo da paróquia. Vem aí o apocalipse… 
Imprimem o verde em papel jornal pra colher maduro. Se não der, voltam com Apagão, Gripe Suína, Dengue e factóides genéricos para apavorar. 
Em uníssono, o oligopólio midiático faz campanha maciça pelo aumento dos juros e a volta da inflação. Usam e abusam da palavra “inflação” diariamente em suas capas. Esperam com isso, contaminar o comércio e outros setores da economia de pessimismo que leve ao pânico e ao aumento dos preços. Apostam que convertem sua especulação barata em fato. Como antigamente… Porque, diferentemente de quando calaram nas falências seguidas de FHC, falir o país – mesmo que seja apenas nas manchetes – é a ÚNICA maneira de desalojar o PT do Planalto. Logo mais vem pesquisa avaliando se suas manobras surtiram efeito… 
A direita fascista quer levar o país de volta à década de 90 e retomar o rumo da subserviência vira-lata que Serra e FHC imprimiram ao seu governo. Os vampiros das multinacionais falidas pelo neoliberalismo exigem que se abra a porteira para voltarem à pilhar nossas riquezas naturais. 
Para a casa Grande, a doméstica deve voltar a dormir na Senzala, que é o seu lugar, antes de começar a se achar a azeitona da empada. Segundo Delfim Neto: “A empregada doméstica virou manicure ou foi trabalhar num call center. Agora, ela toma banho com sabonete Dove. A proposta desses ‘gênios’ é fazer com que ela volte a usar sabão de coco, (sem direito trabalhista)”. Quer dizer, que volte ao regime de 16 horas diárias de escravidão. Leia mais…http://oqueseraquemeda.wordpress.com/ 
26 minutos atrás

Intervozes lança livro da banda larga

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Altamiro BorgesDo sítio do Coletivo Intervozes
A democratização do acesso à Internet em redes de alta velocidade é tema de novo livro lançado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A obra, intitulada Caminhos para a universalização da Internet banda larga: experiências internacionais e desafios brasileiros, é o resultado de um ano de pesquisa e traz um mapeamento das principais estratégias governamentais adotadas em diversos países com o objetivo de ampliar a inclusão digital e assegurar a conexão do cidadão a esta nova fronteira da comunicação. Em São Paulo, um debate sobre o tema será realizado em conjunto com o lançamento do livro no próximo dia 15, segunda-feira, às 19h. 
Como explica um dos organizadores do livro, prof. da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da Universidade Federal da Bahia (Poscom-UFBa), Sivaldo Pereira da Silva, o projeto nasceu com o intuito de compreender as opções adotadas em outros países a fim de contribuir com o debate deste tema no Brasil. “A criação de infraestrutura e mecanismos regulatórios eficientes e democráticos são premissas para o desenvolvimento e um determinante para a liberdade de expressão na era digital”, afirma Sivaldo. 
A publicação parte da premissa de que o acesso à Internet banda larga se tornou um imperativo social, cultural, econômico e um direito a ser reivindicado e garantido. Nesse sentido, o livro registra os caminhos pelos quais diversos países estão investindo tempo, planejamento e recursos, desenhando e executando suas estratégias de inserção na era digital. 
Além dos dez capítulos produzidos por oito pesquisadores, a obra também apresenta um conjunto de doze entrevistas realizadas com especialistas e gestores trazendo um cardápio de opiniões sobre o tema. O livro conta com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) através de seu programa de editais para publicações. 
Lançamento em SP 
Na capital paulista, um debate com integrantes da sociedade civil entrevistados no livro marcará o lançamento do livro. Veridiana Alimonti do Instituto de Defesa do Consumidor, Beatriz Tibiriça do Coletivo Digital, Fĺávia Lefèvre do Proteste, e João Moura da Telcomp participarão do evento. O evento será na segunda, 15/4, às 19h, na sede do Coletivo Digital, Rua Cônego Eugênio Leite, 1117, no bairro de Pinheiros. 
Sobre a Publicação 
O livro impresso, com 405 páginas, pode ser adquirido por R$ 30,00 em livrarias e também através do e-mail intervozes@intervozes.org.br . Além da versão tradicional, também está disponível gratuitamente nos formatos digitais EPUB e PDF. O projeto conta ainda com um website (www.caminhosdabandalarga.org.br ) que traz os resultados da pesquisa, dados complementares, vídeos, mapas e infográficos. 
Mais informações: Intervozes – (011) 3877.0824. Altamiro Borges: Intervozes lança livro da banda larga
29 minutos atrás

A turma de Eduardo Campos pira

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
       Na mesma pesquisa que apontou  o PT como o partido mais preferido dos recifenses, Eduardo Campos, que pensa ter o monopólio sobre o voto do povo pernambucano, ficou atrás de Dilma na preferência dos recifenses. Segundo o IPMN-Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Dilma, que nem por aqui aparece, tem 36% das intenções de voto, enquanto Eduardo Campos, que faz campanha maciça aqui neste Estado, que vive inaugurando até maquete de futebol de botão, tem 34% das intenções de voto. Se essa pesquisa tivesse sido realizada em todo o Estado de Pernambuco, a vantagem de Dilma sobre Dudu traição seria enorme, isto porque as grandes obras que transformaram Pernambuco na gestão de Lula ficam instaladas no interior do Estado.E o pernambucano sabe muito bem quem mais fez por este Estado.
39 minutos atrás

Gato enfrenta água durante enchente na Bielorússia

LUIS NASSIF por luisnassif
 
ROSE

Uma menina que funcionários do hospital dizem que está infectado com a nova estirpe da gripe H7N9 de aves

Gato enfrenta água profunda durante as enchentes de primavera, em Belarus.  Foto:  AFP/GETTY

http://www.telegraph.co.uk/news/picturegalleries/picturesoftheday/9992622/Pictures-of-the-day-13-April-2013.html

40 minutos atrás

O que é democracia: Uma ideia tantas vezes subvertida

CONSA por Hélio Consolaro
 

A ideia de um governo da maioria é frequentemente subvertida para se prestar aos mais variados interesses. Numa época em que é cada vez mais intenso o debate sobre os direitos das minorias, estas considerações da historiadora indiana Romila Thapar são bastante importantes


Romila Thapar

Por Romila Thapar – escreve este artigo por solicitação da Unesco

Em O Fim da História, o pensador norte-americano Francis Fukuyama dizia que, com o colapso do comunismo, a democracia e o capitalismo se firmaram como os grandes vitoriosos entre todos os sistemas e ideologias existentes. Mas democracia é um conceito esquivo, como se tem visto muito recentemente.

O Ato Patriótico, assinado pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001, por exemplo, ia contra uma série de direitos civis. Há dúvidas consideráveis a respeito de os atuais regimes da Venezuela e do Irã poderem ser considerados democracias. A historiadora indiana Romila Thapar, professora emérita da Universidade Jawaharlal Nehru, de Nova Delhi, analisa a seguir os vários aspectos que cercam a ideia de democracia. 

Democracia: dois lobos e um cordeiro escolhem o prato do jantar. Liberdade: Um cordeiro bem armado contesta a escolha dos lobos.
Nas cidades-estado gregas, os escravos eram a maioria

O ideal democrático nunca foi totalmente traduzido na prática. Muitas das chamadas sociedades democráticas do passado foram sequestradas e tornaram-se oligarquias em que a retórica democrática era usada para preservar a ficção de que o grupo dominante representava a maioria.

As cidades-estado gregas, por exemplo, são frequentemente citadas como as primeiras democracias, mas é convenientemente esquecido que, nelas, o número de cidadãos livres era superado pelo de escravos e estes não eram representados nem tinham qualquer direito. À luz da experiência histórica, como a democracia pode ser adaptada às circunstâncias atuais?

Nos tempos modernos, a democracia tem sido frequentemente associada ao Estado-nação. Mas talvez não devêssemos esquecer a experiência das unidades políticas e sociais menores que, no passado, foram governadas adotando programas semidemocráticos. 
 
Aqueles que buscaram dotar o Estado-nação de uma identidade, associando-o à classe média ou a um grupo regional, linguístico, étnico ou mesmo religioso, afirmaram estar fazendo isso em nome da democracia. Às vezes, tem-se argumentado, essas comunidades eram fictícias e sua identidade ostensiva camuflava aspirações ocultas.

Romila Thapar, historiadora indiana de renome mundial escreveu este artigo a pedido da Unesco

Ao equiparar-se a identidade do grupo ao nacionalismo, as causas democráticas e nacionais se uniram. Mas, nesses Estados-nações, o funcionamento da democracia era limitado pelo nacionalismo ao qual estavam ligados. Agora que o Estado-nação está sendo cada vez mais questionado, devemos também questionar a democracia – ou certos tipos de democracia?

Uma questão que poderia ser feita é se a democracia pressupõe o secularismo. Em muitas partes do mundo, a religião está sendo manipulada politicamente numa escala sem precedentes. Ao dizer isto, não estou contestando o direito de as pessoas praticarem sua fé, mas a maneira como vários políticos e fundamentalistas distorceram esse direito. Se questionar a função pública da religião leva necessariamente ao secularismo, então isso poderia incentivar a promoção de outra abordagem para a democracia, especialmente em sociedades nas quais várias religiões existem lado a lado. 

As minorias já sabem que não podem ser excluídas

A democracia implica representação e decisões baseadas nas opiniões da maioria. Mas o que constitui uma maioria? Se é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, isso abre caminho para fraudes eleitorais ou para a mobilização de apoio da massa por ideologias que parecem abraçar uma variedade de causas, mas que, na realidade, não são mais do que um mecanismo para atrair e controlar um grande número de pessoas.

Penso aqui sobre o tipo de populismo reacionário baseado em raça ou religião que repetidamente causou tensões e violência em muitas partes do mundo. Nos interesses de uma verdadeira democracia, valeria a pena considerar como tais movimentos podem ser impedidos de impor sua definição de governo da maioria, especialmente quando as comunidades religiosas são exploradas politicamente, como parte de uma agenda supranacional oculta.

O moderno Estado-nação também enfrenta o problema de acomodar as culturas minoritárias, as quais estão cada vez mais conscientes de que não podem ser excluídas da maioria democrática. Esse problema poderá se tornar especialmente agudo nos países industrializados, onde grupos nitidamente diferentes têm sido reunidos à força por meio de conexões coloniais passadas e necessidades econômicas presentes, e onde uma maioria numérica é, por vezes, reduzida à condição de uma minoria política. Nas ex-colônias, onde tais conflitos também são conhecidos, os grupos divergentes pelo menos compartilham normalmente alguma herança e história comuns. 

Se a maioria é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, o processo abre caminho para fraudes eleitorais. Segundo analistas políticos ocidentais, isso teria ocorrido nas últimas eleições iranianas, nas quais o candidato governista Mahmud Ahmadinejad foi reconduzido ao cargo.

A melhor maneira de entender a correlação entre cultura e democracia é examinar a maneira pela qual os indivíduos ou grupos escolhem sua identidade e percebem a diferença entre eles e os outros. Em parte, esse é o resultado da socialização precoce. Também pode nascer de tensões e conflitos, que aguçam a percepção das pessoas sobre sua identidade.

Por que, aliás, o Estado-nação deve insistir em uma única identidade? Afinal, as pessoas têm identidades múltiplas. A esterilidade de uma identidade única poderia ser substituída por uma multifacetada, envolvendo padrões sociais e culturais mais complexos. A democracia multifacetada também seria mais difícil de controlar politicamente.

A democracia representativa muitas vezes acaba com o poder removido e distante do cidadão. Agora que o cinema, a televisão e a publicidade entraram todos em ação, os supostos representantes do povo se veem dirigindo-se a audiências que não podem sequer ver.

A verdadeira representatividade deve ser baseada em alguma referência lastreada nos eleitores, que também devem manter o direito de cassar seus representantes, se assim o desejarem. Esses direitos aparentemente negativos podem fornecer um corretivo essencial para a tendência de os representantes se transformarem em personalidades influentes.

O mercado livre tem suas qualidades, mas pode também prestar-se a outros tipos de demandas ditatoriais, como a do consumismo.

O colapso de algumas economias socialistas levou os povos desses países a uma esperança desesperada de que o mercado livre iria protegê-los do ressurgimento de regimes totalitários. Mas a experiência de outros países mostra que o mercado não pode fazer isso. Infelizmente, ele pode prestar-se igualmente bem a outros tipos de demandas ditatoriais – do consumismo, da indústria de armamentos, das corporações multinacionais e de outros interesses.

Tais demandas, que corroem a igualdade de oportunidades e a justiça social, só podem ser combatidas por um sistema econômico justo e um sistema jurídico que seja acessível a todos os cidadãos e impeça a erosão dos direitos humanos e a anulação da dignidade humana.

No entanto, qualquer sistema pode ser prejudicado, maltratado ou anulado se aqueles que o controlam não puder em ser contestados. Instituições que supostamente agiriam como vigilantes muitas vezes acabam por favorecer os abusos que deveriam evitar.

A articulação da discordância e do protesto é imperativa para os sistemas democráticos. Mesmo nas sociedades democráticas, quando se ensinam às crianças seus direitos e deveres, raramente se dá atenção a seu direito de discordar. A conformidade é um prêmio, e a discordância é desaprovada ou ignorada. O sujeito submisso, em vez do indivíduo autônomo, é considerado o cidadão ideal.

Em defesa do caso do indivíduo autônomo, não estou defendendo uma sociedade anárquica. Indivíduos autônomos não se estabelecem para destruir a sociedade; eles estão preocupados em mudá-la por meio de maneiras criativas. Eles não necessariamente fazem parte da estrutura do poder em si, mas comentam sobre isso e, se for necessário, protestam contra ações específicas tomadas pelos detentores do poder. Enquanto se aceitar que há espaço para a autoridade moral, bem como a autoridade política e social na gestão da sociedade, essas pessoas sempre terão um lugar no processo democrático. 
Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

uma hora atrás

Argentino cria “clube de homens abandonados por uma mulher”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Do Uol

Argentina tem o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”

EFE
Julián Gonnella

13/04/2013
10h07

 

Buenos Aires, 13 abr (EFE).- Após ser dispensado por sua namorada, o músico argentino Roberto Lázaro criou o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”, que em menos de um ano reuniu mais de 1.700 homens que viveram uma experiência similar e com o qual procura romper estereótipos machistas.

“Fiquei abatido com o abandono de uma mulher após sete anos de namoro. Éramos quase um casal consumado, ela era quase minha esposa. Íamos ter filhos e todas essas coisas, mas você nunca pensa que essa pessoa irá embora”, relata Lázaro à Agência Efe.

O vocalista da banda pop Sinusoidal explica que sua relação se deteriorava porque havia reiteradas “injúrias sem sentido” e “silêncios profundos”, mas que seu fim ocorreu de forma repentina, quando, ao voltar para casa após uma discussão, viu suas coisas empacotadas.

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uma hora atrás

Um projeto drogado

SUJO por Esquerdopata
 
Populares manifestam apoio ao projeto

Janio de Freitas

Proposta quer os viciados em drogas registrados num cadastro; eles não teriam benefício algum com isso

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora. 
De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas. 
A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930. 
Está difícil, e não há esforço algum para facilitar, a compreensão ampla de que ninguém é viciado por querer, seja qual for o vício. No máximo, pode haver indiferença ou conformismo com o vício e suas consequências. Mas todo vício é um sofrimento, porque é dependência e toda dependência é opressiva. O traficante, sim, trafica porque quer, ainda que sob o impulso do próprio vício. Não tem cabimento, portanto, a emenda que o PSDB quer apresentar ao projeto, eliminando o proposto aumento da pena mínima para traficante, em associação com a retirada do cadastro de consumidores de drogas. 
A iniciativa de adiamento da votação foi do PSDB, para que a bancada revisse o projeto a pedido de Fernando Henrique, e do PC do B, sem que isso signifique apoio dos demais partidos às barbaridades propostas. Não há indicações de como estão as bancadas partidárias quanto aos itens do projeto. Até por isso, o adiamento por apenas uma semana é a continuada falta da discussão pública do projeto. E agora também das emendas, sejam quais forem, mencionadas pelo líder do PSDB, Carlos Sampaio, para atender a Fernando Henrique. 
O projeto tramita há mais de dois anos e, apesar disso, chegou à pauta de votação como uma monstruosidade incólume. Inclusive sem emendas saneadoras do PSDB e do PC do B. O necessário, portanto, é adiá-lo sem data de votação e tentar submetê-lo a algum debate nos meios de comunicação (comunicação?). 

uma hora atrás

Brasileiro disputa título de melhor professor dos EUA

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro Do Correio Braziliense 
Professor brasileiro entra em lista dos quatro melhores educadores dos EUA

Alexandre Lopes, que trabalha com alunos especiais, mora nos EUA há 18 anos

Julia Chaib – Cidades

Publicação: 13/04/2013 06:02 Atualização: 13/04/2013 00:13

A vocação e o esforço levaram o brasileiro Alexandre Lopes, 44 anos, a integrar a lista dos quatro finalistas que disputam o título de melhor professor dos Estados Unidos. Daqui a pouco mais de uma semana, em 23 abril, ele estará na Casa Branca, sede do governo norte-americano, onde o prêmio será entregue pelo presidente Barack Obama. Natural de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lopes mora nos Estados Unidos há 18 anos e, há oito, dá aulas em escolas da Flórida, onde foi considerado o melhor educador de 2012.

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uma hora atrás

Preparando futuros ministros do STF

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A ponte móvel é um ramo da teoria do domínio do fato…

Pela 1ª vez, engenharia tem mais calouros do que direito

Em cinco anos, número de ingressantes na área mais do que dobrou

Dados do MEC mostram que em 2011 foram 227 mil calouros; mesmo assim ainda há deficit de profissionais

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Pela primeira vez na história do ensino superior brasileiro, o número de calouros em engenharia superou o de direito. A área agora só fica atrás de administração.

Os dados foram levantados pelo Ministério da Educação, a partir dos seus censos.

O aumento do interesse pela engenharia acontece num momento de deficit de profissionais na área, iniciado na década passada.

Em 2006, foram 95 mil ingressantes em engenharia (5% do total). Cinco anos depois, eram 227 mil (10%). Cresceram tanto o número de vagas públicas e privadas quanto o de candidatos.

Já a quantidade de calouros em direito recuou 4%.

A expansão do número de ingressantes em engenharia é um avanço, porém, ainda insuficiente para resolver a carência da área no país, afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Primeiro, não é garantido que os novos ingressantes na área se formem. Levantamentos mostram que, atualmente, menos da metade dos calouros de engenharia consegue terminar o curso.

Em número de estudantes concluintes, direito segue à frente das engenharias.

Além disso, o deficit de profissionais ainda é muito superior ao volume de universitários concluintes. Foram 45 mil em 2011, ante uma necessidade de ao menos 70 mil novos engenheiros ao ano, de acordo com cálculos oficiais.

“Há uma mudança importante no sistema”, disse à Folha o ministro da Educação.

“Nas décadas com hiperinflação e baixo crescimento havia muitos conflitos. A área de interesse era o direito. Agora, há crescimento da construção civil, de obras de infraestrutura, de desenvolvimento tecnológico”, disse.

“Sabemos, por outro lado, que precisamos de mais engenheiros”, completou.

Para Roberto Lobo, ex-reitor da USP e consultor na área de educação superior, “o momento é positivo, mas os ganhos podem se perder”.

Lobo diz que há o risco de a evasão na engenharia crescer, pois, com o aumento no número de alunos, a tendência é que mais estudantes com dificuldades na área de exatas entrem nas faculdades.

“As escolas terão de se preocupar ainda mais em dar reforços de conteúdos básicos.”

Mercadante aponta outra dificuldade nos cursos. “São muito teóricos. O aluno fica anos sem ver nada de engenharia, são só cálculos, física. Muitos desistem.”

A pasta organizará fóruns para influenciar as instituições a colocarem atividades práticas nos primeiros anos do curso e a aumentarem os estágios aos estudantes

Filed under: Engenharia Tagged: Direito  

uma hora atrás

jobriath: a fada madrinha do rock

OBVIOUS por margarete ms
 

Feito por uma máquina de publicidade sensacionalista, evitado pela comunidade gay e rejeitado por muitos críticos, Jobriath explodiu na cena Glam Rock na década de 70. O único problema é que o mundo não estava preparado para ele.

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uma hora atrás

A estigmatização dos drogados, por Janio de Freitas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Murdok

Da Folha

Um projeto drogado

Janio de Freitas

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora.

De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas.

A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930.

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uma hora atrás

Mídia e a Iniciativa popular

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Do sítio da campanha “Para expressar a liberdade”:

A campanha “Para Expressar a Liberdade” realizará sua plenária nacional no próximo dia 19 de abril, em São Paulo, para apresentar e aprovar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das Comunicações e organizar a pauta nacional de divulgação do documento. O evento acontecerá no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, das 9h30 às 18h.

A proposta inicial do projeto foi escrita pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha e já está em fase de análise pelas entidades ligadas ao movimento. Após a sua aprovação, a plenária debaterá as estratégias de divulgação junto à população e de obtenção das assinaturas para que o mesmo seja encaminhado ao Congresso Nacional.

“Vamos criar espaços para dialogar com a sociedade sobre a necessidade da democratização da comunicação e recolher 1,3 milhões de assinaturas para o que o direito à comunicação seja uma realidade no Brasil”, explica Rosane Bertotti, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entidade que organiza a campanha.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular, definido como ação prioritária da campanha para a renovação do Código Brasileiro de Telecomunicações, datado de 1962, dispõe sobre os serviços de comunicação social eletrônica, televisão e rádio, e propõe regras para a execução dos artigos nunca regulamentados do capítulo V da Constituição Federal Brasileira, que trata da Comunicação Social (art. 220 a 224). O foco principal do projeto é no enfretamento ao monopólio e oligopólio e nos mecanismos de promoção da igualdade e diversidade.

O documento base foi construído a partir dos resultados da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e das posições históricas dos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação no país. “A proposta busca dialogar com o cenário da convergência ao mesmo tempo e que dá conta do déficit democrático na regulação do setor de radiodifusão no Brasil”, disse João Brant, radialista integrante do Intervozes e do FNDC.

Divulgação
Estão previstas as datas de 26 de abril, aniversário da TV Globo, e primeiro de maio, dia do trabalhador, para a realização das primeiras atividades de promoção nacional do tema da democratização da comunicação e do início de coleta de assinaturas do projeto de lei. Estão envolvidos na campanha diversos setores da sociedade, de movimentos sociais, partidos, sindicatos e outros. O objetivo é envolver e conscientizar a sociedade brasileira sobre a busca por uma liberdade de expressão como direto de todos e explicar a necessidade da renovação do marco que regulamenta a Comunicação no país.

O evento
Plenária da Campanha Para Expressar a Liberdade

Dia 19 de abril, das 9h30 às 18h

Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo

Rua Genebra, 25

uma hora atrás

Representantes da OEA vão acompanhar eleições na Venezuela

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Da EBC

OEA enviará representantes para acompanhar eleições presidenciais venezuelanas

 

Da Agência Venezoelana de Notícias*13.04.2013 – 16h43 | Atualizado em 13.04.2013 – 17h20

Brasília – O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, confirmou a participação de dois representantes do órgão nas eleições presidenciais da Venezuela, que acontecem neste domingo (14). Ao todo, mais de 170 observadores internacionais acompanharão as eleições venezuelanas.

Segundo Insulza, Bill Richardson, que foi governador do estado americano Novo México, de 2003 a 2011, e o secretário de Relações Exteriores da OEA, Alfonso Quiñónez, acompanharão de perto a escolha do novo presidente venezuelano. Richardson, que também foi embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), vai liderar a equipe da OEA.

Também acompanharão o pleito o Centro Carter (organização não governamental norte-americana), a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e deputados de diferentes tendências políticas do Parlamento Europeu.

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2 horas atrás

Deputado critica movimento gay: “agenda política violenta”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Gunter Zibell – SP

Falácia pouca é bobagem.

Vejam após o link o discurso de Antônio Bulhões, do PRB-SP (PRB é governo, bom lembrar).

O que ele faz: diz que “modernosos” (movimentos gay) são “terroristas sociais”. Mas não é capaz de citar nenhum exemplo pra comprovar essa “hipótese”.  E que querer igualdade de direitos civis é “vitimismo”.

Sendo que na verdade, através de um recurso manjado, o “pega-ladrão”, quem se autovitimiza?

E ainda cita trechos de poemas de Niemöller e Eduardo Alves da Costa pra dar um verniz nisso!

Governismo? Tô fora. Não é possível, para mim, aprovar um governo que diz necessitar do apoio simultâneo de Feliciano (PSC), Bolsonaro (PP), Magno Malta (PR) e Antônio Bulhões (PRB). O discurso deles fere a dignidade humana, não há nenhuma crítica de outros parlamentares, de ministros, nada. E a Blogo, sempre tão disposta a criticar o Cel. Telhada, nunca se manifesta sobre isso.

Do site do PRB

Movimentos gays transformam comportamento sexual em agenda política violenta, destaca Bulhões

Deputado do PRB alerta perigo dos movimentos totalitários

Publicado por Redação PRB em 12/04/2013 às 8h17

Em discurso na Câmara dos Deputados, o deputado Antonio Bulhões (PRB/SP) alertou para o perigo dos movimentos totalitários gerarem atos terroristas no convívio social. O parlamentar lembrou que vivemos tempos perigosos em que os pontos de vistas dos “modernosos” trazem uma grande força moral por meio da propaganda do “vitimismo”.

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2 horas atrás

MARADONA VISITA TÚMULO DO PRESIDENTE CHÁVEZ

BOILERDO por Betho Flávio
 

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”

:

Do Opera Mundi

 

Marina Terra | Enviada especial a Caracas

“El 10”, como é conhecido mundialmente o ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona visitou nesta sexta-feira (12/04) o túmulo do presidente Hugo Chávez. Amigo íntimo do falecido líder venezuelano, Maradona foi ao Quartel da Montanha acompanhado pelo presidente interino Nicolás Maduro, que concorre à Presidência neste domingo (14/04).

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”, disse Maradona, em declarações ao canal estatal VTV.

MARADONA COM CHÁVEZ E FIDEL

Para o craque argentino, um dos melhores da história, a morte de Chávez foi “uma perda enorme” e pediu desculpa por não ter podido estar durante as cerimônia fúnebres, Na quinta-feira (11/04), Maradona subiu ao palanque de Maduro em Caracas para declarar seu apoio para as eleições de domingo. Usando uma camisa vermelha com o bordado “Cristina 2015”, em referência à presidente argentina, Maradona chutou bolas para a multidão que encheu sete avenidas da capital venezuelana.“Com Maduro vamos continuar na mesma linha de não nos deixar sermos pisados por ninguém. O povo nas urnas no domingo tem que reafirmar os conceitos de Chávez através de Nicolás”, declarou o jogador ontem. Maduro lembrou que Maradona “gostava muito de Chávez e Chávez também o queria muito bem”.

Pelo microblog Twitter, Maduro postou uma foto de dois livros autografados pelo escritor brasileiro Paulo Coelho. “Recebi uma bela mensagem de @paulocoelho junto com dois de seus livros autografados. Meu agradecimento e respeito”.

“Beiradeiros do Rio Iriri, na Estação Ecológica da Terra do Meio”: três minutos de beleza e sensibilidade

RACISMO por racismoambiental
 

“Este vídeo foi produzido por Tiago Bucci, antropólogo colaborador durante expedição de campo de março de 2013 à Estação Ecológica da Terra do Meio, Pará. Estes moradores às margens do Rio IRIRI necessitam de acesso à cidadania. A construção participativa de acordos em termo de compromissos é uma conquista jurídica importante, mas educação, saúde e outras questões sociais de direito ainda são desafios”.

5 horas atrás

Ducci dispara contra Fruet: ” é inexperiente”

 
: “Existe realmente uma grande imprecisão ou manipulação nos números que são divulgados pela administração Gustavo Fruet”, diz um trecho da nota de Ducci, ex-prefeito de Curitiba, que garante ter deixado R$ 416 milhões em caixa 
5 horas atrás

Parceria Gurgel & Valério oficializa candidatura JB

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

E depois o MP precisa de um factóite para dizer de sua importância. Quando, por seu procurador-geral, o MP vira o braço armado dos golpistas, mostra apenas que o papel que foi dos militares em 1964, avocam para si em pleno século XXI. Quem não sabe investigar, e mistura desejo com acusação, merece ser colocado de volta ao seu lugar e deixar quem existe para investigar (Polícia Federal) que cumpra o papel que é a razão de sua existência.

Gurgel tem posição incoerente, diz presidente do PT

DE SÃO PAULO

O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou ontem considerar “curioso” que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dê crédito ao empresário Marcos Valério, mas não ao ex-ministro José Dirceu, ambos condenados pelo Supremo Tribunal Federal no caso do mensalão.

A declaração fez referência à entrevista na qual Dirceu disse à Folha que o ministro Luiz Fux, do STF, prometeu absolvê-lo no processo do mensalão.

Ao comentar a declaração, Gurgel disse que Dirceu não merecia crédito.

O procurador, no entanto, enviou depoimento de Valério para que o Ministério Público investigasse um suposto envolvimento do ex-presidente Lula com o mensalão.

Falcão afirmou ainda não ver necessidade em aprovar uma nota de solidariedade a Lula pela investigação e disse se tratar de mais uma “invencionice” para atingir a imagem do ex-presidente.

Filed under: Marcos ValérioRoberto Gurgel Tagged: Golpismo  

5 horas atrás

‘Triple collection’ junta três álbuns com três formações diferentes do Yes

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Lançado no Brasil neste mês de abril de 2013, via Warner Music, o volume dedicado ao Yes na série The triple album collection – que embala em box simplórias reedições em CD de três títulos da discografia de determinado artista ou banda – repõe em catálogo três álbuns que flagram o grupo inglês de rock progressivo com três formações distintas. Por ordem cronológica, o primeiro título é Yes, álbum de estreia da banda, gravado e lançado em 1969 com a formação original do grupo, que incluía o guitarrista Peter Banks. Na sequência, The Yes album – terceiro álbum da banda, lançado em 1971 – marca a entrada no grupo do guitarrista Steve Howe, recrutado para substituir Banks. Por fim, 90125 – álbum de 1983 – se diferencia da formação dos anteriores por contar com Trevor Rabin, o guitarrista, compositor e cantor sul-africano convidado em 1982 a se juntar ao Yes, com o qual permaneceu até 1994.
5 horas atrás

Programa MCMV. Dilma está cega há 4 anos?

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://ossamisakamori.blogspot.com.br Veja em que mão está entregue a administração no nosso País, para uma pessoa considerada “gerentona”, mãe do PAC, tocador do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O governo dos presidentes Lula e Dilma vem executando o programa desde 2009. Exatos 4 anos depois, Dilma gerentona, descobre que as casas do programa MCMV, não […]
5 horas atrás

Pablo Neruda: “Assim é minha vida”

RACISMO por racismoambiental
 
Meus deveres caminham com meu canto.
Sou e não sou:
é esse meu destino.
Não sou,
se não acompanho as dores
dos que sofrem:
são dores minhas.
Porque não posso ser
sem ser de todos,
de todos os calados
e oprimidos.
Venho do povo
e canto para o povo.
Minha poesia
é cântico e castigo.
Me dizem:
“Pertences à sombra”.
Talvez, talvez,
porém na luz caminho.
Sou o homem
do pão e do peixe,
e não me encontrarão
entre os livros,
mas com as mulheres
e os homens:
eles me ensinaram o infinito.
6 horas atrás

Pirâmide de favores e desfavores

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Um amigo maçônico diz que apesar de ser secreta, a maçonaria não prejudica, só ajuda as pessoas. Primeiro, é meia verdade. Só ajuda, os maçônicos. Segundo, se você beneficia um amigo este benefício com algo que não é seu, tipo cargo público, alguém mais merecedor pode estar sendo prejudicado. E por aí vai… Na minha opinião, se fosse boa não precisava ser secreta.

Principal ramo da maçonaria reelege servidor aposentado

DE SÃO PAULO – Com 43,5% dos votos, o servidor aposentado Marcos José da Silva foi reeleito grão-mestre geral do Grande Oriente do Brasil (GOB), o cargo máximo do maior ramo da maçonaria brasileira.

Devido ao grande número de recursos, a apuração da votação feita em 9 de março só foi concluída ontem. A expectativa era de que até 40 mil maçons votassem, mas menos de 24 mil compareceram em todo o país.

Silva derrotou o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que disputou pela terceira vez, e o advogado Benedito Ballouk.

Filed under: Maçonaria Tagged: Entre Amigos  

6 horas atrás

Governo não apoia desaposentadoria, diz ministro

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://economia.estadao.com.br BRASÍLIA – O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta sexta-feira, 11,que o governo não está apoiando a proposta que permite ao aposentado elevar o valor da aposentadoria, caso tenha tempo adicional de trabalho e contribuição. “Estamos pedindo um prazo para fazermos uma análise, portanto o governo não está […]
6 horas atrás

Terrorista, Veja produz seu segundo caso Boimate

 
: Em 1984, o jovem repórter Eurípedes Alcântara caiu numa pegadinha de primeiro de abril e acreditou numa reportagem de uma revista científica sobre o cruzamento genético entre o boi e o tomate; o caso “boimate”, levado às páginas de Veja, se consagrou como a maior “barriga” jornalística de todos os tempos, mas não impediu que Eurípedes se tornasse diretor de redação da revista da Abril; nesta semana, Veja diz que a presidente Dilma “pisou no tomate” e que o alimento virou piada nacional; tabelinha entre Abril e Globo é mais um momento baixo do jornalismo brasileiro, em sua campanha para disseminar terrorismo, pedir juros altos e combater o PT 
6 horas atrás

Serra virou uma ameaça à democracia

CENTRODOMUNDO por Paulo Nogueira
 

Ele parece ignorar que para tirar um partido do poder no Brasil de hoje basta ter mais votos. Quando você imagina que Serra não pode descer mais baixo, ele sempre surpreende. Veja um trecho de uma palestra sua num encontro do PPS: “O Estado brasileiro foi capturado por um grupo em seu benefício. Esta força

O post Serra virou uma ameaça à democracia apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

6 horas atrás

EM CAMPANHA CONTRA DILMA, ÉPOCA PISA NO TOMATE

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Em sua capa desta semana, a revista semanal das Organizações Globo anuncia que o governo Dilma faz tudo errado no combate à inflação e diz que a presidente e o ministro Guido Mantega pisaram no tomate; auto-referente, a Globo usa declaração da global Ana Maria Braga, que disse usar uma joia ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para afirmar que a inflação hoje assusta os brasileiros; nunca é demais lembrar, no entanto, que, nos dois governos FHC, a inflação foi substancialmente maior do que a agora, sem disparar o mesmo alarme; será síndrome de abstinência de juros altos ou de ter amigos no poder? 
Nunca é demais relembrar os dados de inflação dos últimos governos. Na primeira gestão FHC (1995-1998), a taxa média foi de 9,7% ao ano. Na segunda (1999-2002), de 8,8%. Com Lula, os índices foram mais civilizados, sempre dentro da meta e, agora, com Dilma, a taxa média é de 6,2%. No entanto, nunca o alarma dos veículos de comunicação tradicionais soou tão alto como agora. Em sua capa desta semana, a revista Época, das Organizações Globo, afirma que a presidente Dilma Rousseff e seu ministro Guido Mantega pisaram no tomate – produto que simboliza a alta de preços recente. Anuncia ainda que o governo federal faz tudo errado no combate à inflação – como se, por exemplo, iniciativas recentes, como a desoneração das contas de luz não tivesse a menor importância. Auto-referente, a Globo usa uma declaração da apresentadora global Ana Maria Braga, a de que estava usando uma joia, ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para indicar que a população brasileira estaria apavorada com a inflação. Detalhe: quem será que pediu para Ana Maria Braga fazer sua piadinha ridícula? Com a capa desta semana, Época, na verdade, apenas acentua sua cruzada contra o governo Dilma e, a um só tempo, alia interesses políticos da Globo a interesses econômicos seus e de apoiadores. Os dois objetivos principais são derrotar o PT nas próximas eleições e garantir o início de um ciclo de alta de juros. No fundo, trata-se de uma síndrome de abstinência de juros e também um sintoma da falta de amigos no poder. Abaixo, um trecho da reportagem:  Estou usando uma joia.” Com essa frase, a apresentadora Ana Maria Braga apresentou o colar de tomates de seu figurino no programa da quarta-feira passada. Foi apenas uma das muitas piadas que pipocaram ao longo da semana sobre o mais novo símbolo da inflação. Numa piada da internet, a atriz Claudia Raia, chefe de uma quadrilha internacional de prostituição na novela das 9, diz que mudará de ramo e traficará tomates. Em outra, um caqui que se passa por tomate vai para a cadeia. Alguém sugeriu um novo programa social – Meu Tomate Minha Vida. Na semana em que a inflação acumulada nos últimos 12 meses ultrapassou o teto da meta estipulada pelo Banco Central, o Brasil se transformou no “país do tomate”. Com alta de 122% em um ano, o fruto contribuiu para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar o período em 6,59%. Inflação oficial acumulada em 12 meses fica em 6,59%, diz IBGE 
Não se acredita num descontrole que leve o país aos patamares de inflação do final dos anos 1980, quando, na casa dos 1.000% ao ano, ela obrigava os brasileiros a apostar corrida, entre as gôndolas dos supermercados, com os funcionários responsáveis pela remarcação de preços. É um erro, porém, comparar os índices desses dois períodos, tantas foram as mudanças da economia na conquista da estabilidade. Mesmo que o patamar atual não pareça assustador, ele é. Índices desse porte estão longe de representar um problema trivial.

Um primeiro efeito: na semana passada, os supermercados divulgaram que, em fevereiro, registraram queda de 2,1% nas vendas de alimentos e bebidas, em comparação com o mesmo mês de 2012. O consumo diminuiu sobretudo entre a classe média e os mais pobres. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as vendas para famílias de menor renda caíram 4% em 12 meses. Essa situação – em que os maiores beneficiários do crescimento recente da economia brasileira perdem poder de compra – é a principal fonte de preocupação para o futuro político da presidente Dilma Rousseff. 
Dois dias antes da divulgação do IPCA, a presidente convocara a seu gabinete três de seus principais consultores econômicos: o ex-ministro Delfim Netto, Luiz Gonzaga Beluzzo e Yoshiaki Nakano, que cuidou das contas de várias administrações tucanas. O governo só se pronunciou sobre o assunto depois que o índice foi divulgado, na última quarta-feira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que não pouparia esforços para evitar a alta de preços e quis demonstrar otimismo. 
 Afirmou que a entressafra agrícola terminará em breve, que as pressões sobre o setor de serviços estão mais brandas. Também lembrou que a inflação de março foi a mais baixa do ano – segundo ele, um bom sinal. Procurado por ÉPOCA para comentar o assunto, Mantega não quis dar entrevista. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também não quis se pronunciar.  Na sexta-feira, durante um evento em São Paulo, Mantega afirmou que “as medidas que forem necessárias serão tomadas pelo governo”. “Não titubeamos em tomar as medidas, inclusive, posso dizer, mesmo medidas que são consideradas não populares, como elevação da taxa de juros, quando isso é necessário”, afirmou. “O Banco Central tem dito que não há e não haverá tolerância com a inflação”, disse Tombini no mesmo dia. SINTONIA FINA 

6 horas atrás

Serra, esse é o homem que a imprensa brasileira chama de ‘o mais preparado’ e que tem um ‘currículo exemplar’. É muito cinismo!

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Serra não declara apoio, mas quer união  
Em evento do PPS, ex-governador afirma que oposição deve se unir e diz considerar Aécio um “bom nome” para a disputa eleitoral. Logo depois, entretanto, nega ter feito o comentário 

JULIANA BRAGA 

No dia seguinte à participação do presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) em encontro do PPS no Congresso, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) rompeu o isolamento para prestigiar o evento, em que pregou a união das forças de oposição. No entanto, Serra deu declarações dúbias quanto o apoio ao correligionário mineiro na corrida eleitoral de 2014. 

Após quarenta minutos de discurso no seminário “A esquerda democrática pensa o Brasil”, José Serra foi indagado se apoiará o nome de Aécio Neves para a presidência do partido, em maio. “Claro que apoiarei”, respondeu. Em seguida, ao ser interpelado se o senador mineiro representa um bom concorrente à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo foi menos enfático: “É um bom nome”, limitou-se a responder. Já na saída do Congresso, enquanto aguardava o carro, foi perguntado novamente sobre o assunto, mas se recusou a comentar o assunto e negou que a pergunta anterior tivesse sido feita. 

Serra se limitou a dizer que, na política, era necessário ser racional e deixar as “paixões no passado”, mas, novamente, se esquivou de responder se a afirmação poderia ser interpretada como um apoio ao senador mineiro. “Eu sou passional, mas não levo paixão para as grandes decisões políticas. Sou racional demais para isso, é perda de tempo. Não posso deixar paixões do passado influírem nas decisões para o futuro”, afirmou.

O tucano, que tem sido cortejado pelo PPS, disse ser necessário aglutinar a oposição e se mostrou otimista em relação a 2014. “Eu me proponho a trabalhar pela união de todas as forças. Para que o movimento seja vitorioso, nós temos que somar, trazer gente que está do outro lado, de boa-fé, para o lado de cá”, sustentou. Mais uma vez, negou que a afirmação significasse uma eventual candidatura própria. “Eu disse que estou à disposição para o trabalho de união, e acho que tenho credencial para isso, pela melhor fórmula possível. Pode ser por meio de várias candidaturas ou de uma só. Mas isso não significa que eu esteja me colocando.” Ele ainda teceu duras críticas aos petistas e disse que as heranças das gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff serão “piores que as da ditadura e do ex-presidente Fernando Collor de Mello”.

Filiação
Desde a derrota na eleição do ano passado, quando concorreu à prefeitura de São Paulo, José Serra tem perdido espaço dentro do PSDB enquanto tenta frear o crescimento da influência do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves na legenda. Desde então, tem crescido o desejo do PPS de atraí-lo para a sigla e lançá-lo candidato à Presidência da República em 2014. “Quem não gostaria de ter o Serra em seu quadro? É um grande nome e ajuda a incorpar a oposição”, afirmou o líder do partido na Câmara, Rubens Bueno (PR). Tanto Serra quanto Bueno, entretanto, negaram ter tratado do assunto na reunião que tiveram a portas fechadas, com o presidente do partido, Roberto Freire, após a palestra. 

Hoje, o Diretório Nacional da legenda se reúne para tratar sobre a possibilidade de fusão com outras legendas da oposição. A ideia é ter um grupo maior, inclusive para seduzir José Serra. Um dos partidos com quem o PPS tem conversado é o PMN.

6 horas atrás

Cardeais sem batina

CONSA por Hélio Consolaro
 
Os ministros do STF estão nus. E a imagem que a sociedade brasileira vê não é nada imaculada – 247

Num belo dia, uma segunda-feira, o presidente do 

Leonardo Attuch

Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, marca reunião com presidentes de associações de magistrados e, sorrateiramente, permite que o encontro seja gravado por jornalistas. Sua intenção era passar um pito coletivo nos próprios colegas, como se sua posição permitisse abusos de autoridade. Na manhã seguinte, na terça-feira, os juízes respondem com uma nota inédita na história da República, dizendo que os homens passam e as instituições ficam – e Barbosa é tratado como um “erro histórico” da suprema corte. Vinte e quatro horas depois, na quarta-feira, um político condenado na Ação Penal 470, José Dirceu, revela ter sido procurado por outro ministro do STF, Luiz Fux, que prometera sua absolvição enquanto escalava rumo ao poder. Se for verdade, trata-se de um ato no mínimo reprovável, cometido por um integrante da instância máxima da Justiça. Um dia depois, na quinta-feira, o dono da maior banca de advocacia do Rio de Janeiro, Sergio Bermudes, revela que irá pagar do seu próprio bolso uma festa de arromba, para mais de 200 convidados, destinada a celebrar os 60 anos de Fux. A cada dia que passa, a suprema corte brasileira avança no seu strip-tease permanente, retirando uma peça a mais de roupa. E o fato é que todos os seus ministros estão nus. Até recentemente, protegidos pela toga preta, eles eram percebidos como representantes máximos de uma elite da ética, do conhecimento e da sabedoria. Mas agora, expostos à luz do sol, são revelados ao público como realmente são: seres humanos dotados de vaidade, ambição, complexos de superioridade, esperteza e até alguma dose de malandragem. Hoje, as mentes mais maduras do STF deveriam estar refletindo sobre o erro histórico que foi julgar a Ação Penal 470 às vésperas de uma eleição e permitir que o processo, transmitido pela TV Justiça, sofresse ampla manipulação midiática. Se tivesse seguido seu curso natural, passando pelo primeiro grau e por todas as instâncias do Judiciário, o que garantiria aos réus o direito básico ao duplo grau de jurisdição, a instituição teria sido preservada. A vaidade, no entanto, falou mais alto. E os ministros acreditaram estar participando daquilo que seria “um julgamento para a história”. Só agora, aos poucos, começam a se dar conta de que eles é que estão sendo julgados por suas ações. Nus, são como cardeais sem batina, que perderam a pureza e todo o ar de santidade. Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

6 horas atrás

Corte avalia que postura do presidente do STF estimula discurso de cerceamento do direito de defesa

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Ministros apelam a Barbosa para que analise recursos de réus do mensalão

Corte avalia que postura do presidente do STF estimula discurso de cerceamento do direito de defesa

Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo BRASÍLIA – A resistência do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em levar a julgamento do plenário os recursos de réus do mensalão mobilizou ministros do tribunal. Mesmo aqueles que votaram pela condenação maciça dos réus consideram um erro do ministro deixar engavetados pedidos da defesa para que os prazos de recursos contra a condenação sejam estendidos. 
Barbosa ouviu ponderação de Celso de Mello para que leve os recursos da defesa ao plenário - Antônio Cruz/ABr - 19/03/2013 Antônio Cruz/ABr – 19/03/2013 Barbosa ouviu ponderação de Celso de Mello para que leve os recursos da defesa ao plenário Ao final da sessão de quinta-feira, 11, o Estado presenciou a conversa inicialmente entre o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, com o presidente da Corte. Depois, juntaram-se Dias Toffoli e Luiz Fux. Celso de Mello fazia uma ponderação – em tom de apelo – para que Joaquim Barbosa levasse os recursos movidos pelos advogados a plenário antes da publicação do acórdão do julgamento.
A conversa antecipava o que viria pela frente. Uma hora depois, um grupo de nove advogados, incluindo os ex-ministros da Justiça Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias, encaminhava ao STF a mais enfática petição protocolada até agora no processo. O pedido era o mesmo que fizera Celso de Mello ao presidente do tribunal: que o plenário analise os pedidos por mais prazo para a defesa antes da publicação do acórdão.
Celso de Mello argumentara que a resposta ao pedido dos advogados por mais prazo é um tema sensível e diz respeito à garantia ao direito de defesa. Além disso, ele lembrou a Barbosa, o andamento do processo poderia ser prejudicado se os agravos não fossem julgados antes da publicação do acórdão. Afinal, o prazo para recursos estaria correndo com questões prévias pendentes de decisão do plenário. 
Nas palavras de Celso de Mello, o julgamento dessas questões prévias pelo plenário evitaria dúvidas sobre o procedimento do tribunal. E esvaziaria, como disse um integrante da Corte, qualquer discurso de que o tribunal perseguiu os réus por não ter julgado os recursos a tempo.
Ainda na conversa, Celso de Mello alertou que a condução do processo do mensalão seguiu “tão bem” ao longo dos sete anos de tramitação. Não poderia, na reta final, sofrer percalços.
Atraso. Se os recursos não forem julgados antes da publicação do acórdão, o processo poderá sofrer atrasos, na avaliação de alguns ministros. 
Com a publicação do acórdão do julgamento, o tribunal começa a contar o prazo de cinco dias para recurso contra a condenação. Se posteriormente os ministros decidirem ampliar esse tempo, como pedido pelos réus, será aberto novo prazo. 
Joaquim Barbosa inicialmente mostrou-se resistente, mas ouviu a ponderação dos colegas. Na saída da sessão, o ministro desconversou sobre a possibilidade de levar a julgamento do pleno os agravos movidos pelos réus. Disse apenas que até quarta-feira não há sessão. Então por isso não poderiam ser julgados. 
“Minha preocupação número um com esse processo é publicar. Só não foi publicado ainda porque é grande e o serviço do tribunal não tem capacidade, agilidade de fazê-lo de um dia para outro”, respondeu Barbosa após sessão de quinta-feira.
Se a ponderação de Celso de Mello – que é partilhada por outros ministros – surtir efeito, os agravos seriam levados a julgamento na sessão plenária de quarta-feira. Até lá, o acórdão do mensalão não seria publicado. Análise dos votos. Os advogados pediram a Joaquim Barbosa aumento no prazo para os embargos de declaração – recurso contra possíveis contradições ou obscuridades nos votos dos ministros. Queriam ter, em vez de cinco dias corridos, pelo menos 20 dias.
Alegam que o acórdão terá milhares de páginas e que será humanamente impossível ler tudo e preparar recursos em apenas cinco dias. 
Todos os pedidos feitos pelos advogados foram negados por Barbosa. Em uma das decisões, ele afirmou que a defesa do ex-ministro José Dirceu tentava manipular prazos para atrasar o processo. Contra essa decisão, os advogados moveram outros recursos – agravos regimentais. E por meio deste recurso, o pedido por mais prazo obrigatoriamente tem de ser julgado em plenário. Márcio Thomaz Bastos, que defende um dos réus, moveu uma reclamação contra Barbosa.

6 horas atrás

Belluzzo: ‘Obsessão de analistas e da imprensa em cobrar alta de juros virou uma doença’

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Belluzzo: ‘Obsessão de analistas e da imprensa em cobrar alta de juros virou uma doença’

12/4/2013 9:54
Por Redação – de Brasília 
Belluzzo, um dos mais respeitados economistas brasileiros, acredita que 'União Européia poderia ser reconstruída se ela usufruísse um pouco mais liberdade' Belluzzo, um dos mais respeitados economistas brasileiros, fala sobre inflação e pressão da mídia sobre a economia O economista Luiz Gonzaga Belluzzo, em entrevista ao editor Luis Nassif, intitulada Quatro perguntas para Luiz Gonzaga Belluzo, falou sobre a inflação, a política de juros e sobre a carga negativa de analistas e da mídia conservadora sobre o desempenho econômico brasileiro. Acompanhe aqui o pensamento do professor da Universidade Federal de Campinas (Unicamp) e consultor em Economia.
– A presidenta Dilma pediu ao senhor e aos seus colegas conselhos sobre como o BC deve reagir à persistência da inflação?
– Fomos convidados a avaliar a proposta de criação de um fundo de reserva dos membros do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). É claro que o comportamento da inflação, a necessidade de proteger e estimular a indústria, em dificuldade há 30 anos, e o cenário internacional foram avaliados. A obsessão de analistas e da imprensa em cobrar uma alta de juros virou uma doença, um samba de nota só, uma visão de prazo curtíssimo.
– O senhor não acha que a evolução do IPCA e as respostas do BC geram ainda mais incertezas?
– É verdade que a economia está crescendo pouco e isso é um problema. Mas as perspectivas mais amplas não são tão ruins. Estamos sujeitos ao contexto internacional, que não é bom. Pela primeira vez, começamos a ter noção do que está acontecendo aqui e que respostas estão sendo dadas. Desde a instituição do regime de metas, o Banco Central tem tido dificuldade em atingi-las.
– Isso significa que domar a inflação continua sendo um desafio além da política de juros?
– Sim. Mesmo após a instituição do câmbio flexível, do maior controle fiscal e das metas, que garantem a estabilidade, a inflação se mostra resistente. A média dos últimos 15 anos, de 5,8%, deixa claro que os índices ainda são influenciados por um resquício de indexação que não permite quedas maiores. Em todo começo de ano, há pressões dos hortifrutis. O vilão da vez é o tomate. O sistema de formação de preços segue uma lógica na qual há todos os agentes econômicos querendo indexar pela maior taxa.
– Seria o caso de o BC mexer na meta de inflação e ajustá-la à realidade?
– Isso acabaria gerando uma expectativa mais negativa. De forma acertada, o Banco Central tem deixado claro que continua caminhando em direção à meta usando os instrumentos que tem. Mas cumprir a meta na paulada provocaria uma desaceleração muito forte da economia. A situação é bem diferente da que vivi quando estive no governo. Na época, os preços se orientavam pela correção monetária, formando uma catraca com salários. É pena que alguns colegas meus leiam tão pouco e façam análises que levam muitos a embarcar em equívocos.
O texto foi publicado, originariamente, na edição do diário Correio Brasileiense, nesta quinta-feira.

6 horas atrás

PT brilha no Distrito Federal

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Acesso a informação passa a valer no DF
Entra em vigor a norma que permite aos brasilienses saber sobre gastos públicos e processos relacionados a licitações e contratos de órgãos do Distrito Federal 

ALMIRO MARCOS 

Vânia Vieira:  
Vânia Vieira: “O sigilo é exceção. A transparência é a regra”

Desde ontem, qualquer cidadão passou a ter o direito legal de acessar o conteúdo de documentos e informações relacionados com órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), da Câmara Legislativa do e do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Será possível se informar sobre contratos, licitações e projetos, por exemplo, além de gastos com obras públicas. A entrada em vigor da Lei Distrital de Acesso à Informação regulamenta, inclusive, algumas iniciativas de transparência que já vinham sendo adotadas no âmbito local desde o ano passado, sendo que a mais conhecida delas é a divulgação dos salários dos servidores públicos na internet.

“O que ocorre a partir de agora é uma ampliação das informações disponíveis para a população. Somente aqueles documentos considerados de caráter sigiloso é que não podem ser divulgados. Mas que fique claro que o sigilo é exceção. A transparência é a regra. O cidadão tem o direito de saber e terá acesso total a isso”, explica a titular da Secretaria de Transparência e Controle do DF (STC), Vânia Lúcia Ribeiro Vieira. 

Ela explicou que houve um esforço das diversas áreas do governo para se organizar a fim de facilitar a divulgação das informações. “Se surgirem dificuldades, iremos ajustando com o tempo”, acrescentou. Uma das novidades é a criação de um Serviço de Informações ao Cidadão Digital (www.e-sic.df.gov.br), por meio do qual a pessoa poderá solicitar o dado desejado. Ele foi criado nos moldes do que já existe na Controladoria-Geral da União (CGU) e terá o funcionamento centralizado na STC. 

A busca por detalhes dos gastos públicos também poderá ser feita pessoalmente, por meio das ouvidorias das diversas áreas do governo. Os órgãos terão prazo de 20 dias (prorrogáveis por mais 10) para dar uma resposta a quem solicita as informações. “Uma questão fundamental é que o cidadão não precisará mais justificar o motivo pelo qual está buscando a informação. Ela é pública e terá de ser repassada”, reforça Vânia Vieira.

Em 18 de novembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou a Lei Federal de Acesso à Informação Pública, que tem como objetivo principal dar publicidade e transparência aos gastos e ações públicos. O prazo era de seis meses para regulamentação, sendo que cada unidade da Federação e município deveria tomar providências para criar suas próprias leituras da lei. 

Em junho, o DF iniciou a primeira iniciativa relacionada com o assunto, publicando na internet o salário dos seus servidores. A medida chegou a ser contestada na Justiça por sindicatos, mas o GDF conseguiu respaldo do Judiciário. A Lei Distrital da Informação foi assinada em dezembro pelo governador Agnelo Queiroz, com prazo de quatro meses para regulamentação, e entrou em vigor ontem. “Se antes havia contestações, elas agora perdem força com a entrada em vigor da legislação”, conclui a secretária.

Festa na Emater

Os 35 anos da Emater-DF foram comemorados ontem com a entrega de sete patrulhas mecanizadas a seis associações e uma cooperativa de produtores rurais. Na ocasião, o governador Agnelo Queiroz também autorizou a contratação de 21 servidores concursados para o órgão, além de outros 40 para a Secretaria de Agricultura. O evento ainda marcou a premiação das empresas de laticínios Kapra e São Lucas no Concurso do Queijo Candango. Elas foram escolhidas por um júri especializado como as melhores produtoras do novo tipo de queijo, elaborado com base em receita elaborada pela Emater-DF.  

Verba para  a educação

As 657 escolas da rede pública do DF contarão com R$ 103,8 milhões este ano para despesas de custeio e manutenção. Os recursos fazem parte do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira e serão administrados pelas próprias unidades de ensino. “Esse dinheiro está inserido no contexto da Gestão Democrática das Escolas, efetivada pela atual administração, onde os gestores das unidades têm mais autonomia para aplicar os recursos. Mas eles também têm responsabilidade na prestação de contas”, explica o secretário de Educação do DF, Denílson Bento.  

6 horas atrás

O Aposentado Invocado diz o mesmo diuturnamente:”Sempre que vejo alguém falar mal do Congresso, tenho a certeza que o faz por não ter vivido um país sem a voz da instituição mais democrática do Brasil, o Legislativo.”

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Além do poder 

ORLANDO BRITO
orlandobrito.df@dabr.com.br 

 

Pacote de AbrilO dia 13 de abril de 1977 ficou marcado como aquele em o Brasil viveu um dos episódios mais tristes da nossa história: o fechamento do Congresso por uma Emenda Constitucional. A intervenção na Constituição continha seis decretos-lei que permitiam ao então presidente, o general Ernesto Geisel, maior domínio e controle sobre o Parlamento. Ficou conhecida como a “Constituinte do Alvorada” e, principalmente, “Pacote de Abril”. 

Além de fechar o Senado e a Câmara, o Pacote de Abril cassava o mandato de vários parlamentares, mantinha a eleição indireta para governadores e estabelecia que dois terços dos senadores passariam a ser escolhidos pelo próprio Palácio do Planalto. Estava criada a figura do “senador biônico”. E mais, estendia o mandato presidencial de cinco para seis anos. 

Como foi – No dia seguinte à edição das medidas, consegui chegar até o plenário da Câmara, cenário da minha cobertura cotidiana para o jornal em que eu trabalhava à época, O Globo. É preciso lembrar que, mesmo fechado por decreto presidencial e cercado pelos militares, os soldados não entraram no edifício do Parlamento. Os poucos autorizados a ter acesso eram alguns funcionários, encarregados da manutenção de aparelhos dos gabinetes mais importantes, como refrigeradores e, ainda, de irrigar as plantas dos jardins internos. E foi numa dessas que entrei, com um grupo de conhecidos meus do dia a dia, servidores da Câmara. Para não chamar a atenção e não ser barrado pelos sentinelas, troquei meu equipamento sofisticado, pesado e vistoso por uma simples câmara Leica, pequena, leve e silenciosa que cabia no bolso do paletó.

Pois foi com a discreta Leica, que me acompanha até hoje, que fiz essa triste imagem aí: em vez de parlamentares em suas cadeiras, no lugar de oradores na tribuna e do povo nas galerias, somente um vigilante guardando o plenário completamente vazio. Era 14 de abril de 1977. 

Sempre que vejo alguém falar mal do Congresso, tenho a certeza que o faz por não ter vivido um país sem a voz da instituição mais democrática do Brasil, o Legislativo.

6 horas atrás

A imprensa brasileira se contradiz. No Japão é bom, mas no Brasil a mesma receita é ruim. É triste!

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Japão lança cartada radical para crescer Pacote do governo, conhecido como “Abenomics”, conta com injeção de recursos para reverter longa deflação 
Banco central do país terá papel fundamental no plano, que espera reverter fenômeno que se perpetua há 15 anos RODRIGO RUSSO DE SÃO PAULO Chamado de radical e até revolucionário, o recém-lançado pacote para reverter 15 anos de deflação e estimular o crescimento no Japão é visto por especialistas como uma última cartada para estimular a economia local –a terceira maior do mundo, atrás de EUA e China. 
Mas a ação, apelidada, de “Abenomics” (referência ao novo premiê, Shinzo Abe), não está livre de críticas. 
À Folha Rajiv Biswas, economista-chefe para Ásia e Pacífico da consultoria IHS Global Insight, observa que, com alto nível de endividamento público em relação ao PIB e taxas de juros praticamente a zero, as alternativas estratégicas do país eram muito limitadas –e muitas das opções anteriores não conseguiram reverter a deflação. 
O fenômeno da deflação faz com que as pessoas e empresas poupem dinheiro em vez de gastá-lo, piorando ainda mais a situação econômica e as perspectivas de crescimento em um país que envelhece de forma rápida e com mão de obra em queda. 
O “Abenomics” tem três vertentes: uma maciça injeção de dinheiro na economia, por meio de afrouxamento monetário (“quantitative easing”) e compra de títulos de longo prazo do governo, a cargo do Banco do Japão (banco central local), medidas de estímulo fiscal, com aumento de gastos públicos, e reformas estruturais. 
BANCO DO JAPÃO
O Banco do Japão terá papel fundamental na proposta de sair de taxas negativas e alcançar taxa de inflação de 2% nos próximos anos. 
No início deste mês, o Legislativo local confirmou a indicação de Haruhiko Kuroda, 68, para o cargo de presidente da instituição –que logo anunciou a injeção de US$ 1,4 trilhão na economia em menos de dois anos. 
Kuroda, mestre em economia pela prestigiosa Universidade de Oxford, onde teve aulas com o vencedor do Nobel John Hicks, está alinhado com a política mais agressiva desejada pelo premiê Abe. Antes de assumir o cargo, em março, Kuroda exercia a presidência do Banco Asiático de Desenvolvimento. 
“Ele tem sólidas credenciais para a presidência do Banco do Japão, combinando fortes noções de administração com uma considerável experiência em coordenação econômica internacional na instituição regional, componentes tidos como chave para o papel no banco central nacional”, avalia Biswas. 
O antecessor de Kuroda no cargo, Masaaki Shirakawa, tinha mentalidade mais conservadora e defendia ação disciplinada dos bancos centrais. Durante sua campanha para premiê, Abe chegou a ameaçar mudança nas leis que garantem independência do Banco do Japão caso a instituição não implementasse políticas mais agressivas. 
RESULTADOS
Até o momento, o “Abenomics” já resultou em depreciação do iene, fazendo com que as exportações do país ganhem competitividade, em aumento dos índices de confiança dos negócios e em alta nos mercados financeiros. 
Além disso, a OCDE (Organização para a Cooperação e para o Desenvolvimento Econômico) elogiou as medidas e revisou de forma bastante favorável a projeção de crescimento do Japão no primeiro trimestre de 2013: de 1,5% do PIB, estimativa de novembro, para 3,2% em março. 
O economista Biswas alerta que as novas políticas devem gerar recuperação em 2013, mas terão desafio maior a partir de abril de 2014, quando haverá aumento de imposto sobre vendas, de 5% para 8%, o que pode reduzir o consumo doméstico. 
Outro problema que terá que ser desarmado pelo governo japonês é o nível de dívida pública. “Apesar de uma crise não ser iminente, já que 95% da dívida é doméstica, essa é uma possibilidade real no médio prazo, a não ser que o governo reduza firmemente o deficit fiscal nos próximos cinco anos, uma tarefa difícil”, afirma Biswas. 
Há o temor de que, com a implantação do “Abenomics”, as taxas de juros também aumentem e tornem o pagamento dessa dívida insustentável a longo prazo, o que poria em risco o crescimento do país. 
6 horas atrás

NICOLE BAHLS, GERALD THOMAS E O MACHISMO CONTEMPORÂNEO

MINGAU DE AÇO por Alexfig
 
 
Por Alexandre Figueiredo

O incidente entre Gerald Thomas e a paniquete Nicole Bahls, ocorrido na noite de anteontem na Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro, não requer maniqueísmos. Mas há uma tentação em parte da opinião pública em criar esse maniqueísmo, até mesmo nas esquerdas médias, embora aparentemente não havia um texto sistemático nisso.

Antes de detalharmos isso, avisamos, para quem chegou da viagem, que no incidente Gerald Thomas, conhecido diretor e autor teatral, afeito a uma polêmica bem nos matizes chamados “pós-modernos” de banalização da vanguarda e do escândalo, num sensacionalismo pretensamente cult, estava lançando um livro, Arranhando a Superfície, quando a equipe do programa Pânico na Band se aproximou dele.

Gerald Thomas parecia contraditório, no seu misto de revolta e rendição. Ele quis agarrar Nicole Bahls como um valentão queria agarrar uma menina pequena pelo qual se sentia sexualmente atraído. A atitude de Gerald Thomas foi extremamente machista, pretensamente provocativa e cínica, e apenas resultou, como em toda atitude “polêmica” e “pós-moderna”, a uma controvérsia sem muito sentido.

Mas quem imagina que Nicole Bahls representava, dentro desse teatrinho maniqueísta, a imagem do “feminismo oprimido”, se enganou. O conflito não era entre machismo e feminismo, mas entre dois lados de uma cultura machista que só causa problemas, quando há um grande choque de interesses, já que o único problema estava mesmo é que Gerald Thomas queria forçar o assédio à moça, que não o queria.

Nicole Bahls também é uma musa da mídia machista, e naquele evento ela, como sempre, vestia roupas sumárias. Consta-se que ela só se veste discretamente em dias de muito frio, mas naquela ocasião, o de um lançamento de um livro numa livraria conceituada como a Livraria da Travessa, não era para ela estar vestida assim, mesmo quando fazia o papel de “repórter sensual” de um humorístico.

Os partidários de Nicole Bahls e de Gerald Thomas tentam dar suas respectivas rotulações aos respectivos ídolos. Os de Nicole a definem como uma “feminista dotada de liberdade do corpo” e os de Gerald o definem como um “intelectual vanguardista arrojado e polêmico”. Nem um, nem outro.

No machismo contemporâneo, associado a um contexto pós-tropicalista tanto da parte do “erudito” Gerald quanto da parte da “popular” Nicole, os dois lados tentaram disputar para ver quem é que ganha uma imagem de “transgressor” na opinião pública, e na opinião pública média, a vitória aparentemente é da paniquete, que “enfrentou” o assédio de um diretor teatral prolixo e arrogante.

No entanto, o que se viu foi um empate. Nicole errou feio, porque mesmo naquele contexto “sensual”, vestiu de forma apelativa demais, não bastasse o corpo siliconado e anabolizado que ela exibe que a faz “cheinha” demais. E errou Gerald Thomas, porque foi mais um ato de “provocação gratuita” que ele fez.

Vale aqui dizer que Gerald Thomas tornou-se a banalização, desde os anos 90, do vanguardismo cultural dos anos 60, levando ao extremo a atitude de provocar e chocar o público. Chega a um ponto que essa provocação, quando se torna gratuita, perde o seu sentido expressivo, pois a provocação como um fim em si mesmo elimina o sentido da arte e transforma a polêmica num mero produto.

Deve-se tomar cautela com o episódio. Não houve maniqueísmos. Nicole não foi a mocinha inocente assediada sexualmente por um diretor teatral decadente, mas uma mulher a serviço da imagem mercadológica da sensualidade, que reduz o corpo feminino a um objeto de consumo.

Se Gerald Thomas agiu feito um machista assanhado, Nicole também fez por onde para se envolver nesse escândalo. Ela acaba pagando o preço caro das mulheres que “sensualizam demais”, como tantas outras que não foram assediadas por diretores teatrais, mas tiveram fotos reproduzidas em propagandas de prostíbulos europeus. É o espetáculo do machismo contemporâneo.

7 horas atrás

Lula pula fora da briga entre Lindbergh e Cabral

 
: Ex-presidente deixa claro que não irá intervir no PT do Rio, impedindo a candidatura de Lindbergh Farias, como quer o governador Sergio Cabral, do PMDB; clima fratricida torna mais complexa a corrida eleitoral no Rio de Janeiro, liderada pelo deputado Anthony Garotinho, do PR 
7 horas atrás

Governo do 1,5%

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

FHC sob orientação  subserviente de Margareth Tatcher foi o governo do 1% contra os 99%. Agora o PSDB levanta outra bandeira, que atinge 1,5% do universo dos menores infratores. Essa gente gosta de pensar pequeno, na miudagem. Um foco desfocado, pela miopia daquele que a mídia incensou como tendo “os melhores quadros”…  É por isso que os grupos mafiomidáticos, que também são minúsculos embora barulhentos, apoiam essa chinelagem!

Jovens internados na antiga Febem por mortes são 1,5%

Punição mais dura defendida por Alckmin atingiria 134 adolescentes

Maioria dos internos da Fundação Casa está lá por tráfico de drogas e roubos; debate ganhou fôlego após crime em SP

AFONSO BENITESDE SÃO PAULO

Se aprovada, a proposta que o governo de São Paulo quer levar ao Congresso Nacional para endurecer a punição de jovens infratores atingiria hoje 134 adolescentes do Estado que cumprem medida socioeducativa.

São menores de 18 anos que cometeram crimes de homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte). O número representa menos de 1,5% dos 9.016 internos da Fundação Casa (antiga Febem).

A discussão sobre a punição de jovens foi reaberta após o assassinato do estudante Victor Hugo Deppman na terça-feira, em São Paulo.

Ele foi morto após entregar o celular ao assaltante, sem reagir. O suspeito estava a três dias de atingir a maioridade.

Os dados da Fundação Casa mostram que a maioria foi detida por roubo (44,1%) e tráfico de drogas (41,8%), crimes que não se enquadrariam no critério de gravidade estipulado pela gestão de Geraldo Alckmin (PSDB).

Hoje, um jovem pode ficar até três anos detido e, quando libertado, as informações da internação não constam de sua ficha criminal.

O projeto prevê que esse prazo chegue a até dez anos, em caso de reincidência. Além disso, assim que o jovem completasse 18 anos, seria levado para uma penitenciária. Seus crimes também ficariam registrados na ficha de antecedentes criminais.

Para especialistas ouvidos pela Folha, a proposta não necessariamente interfere na redução da criminalidade.

“Não adianta instituir a pena de morte se a polícia não investigar direito. Quem comete um crime imagina que, se não for pego, não vai ser punido. Isso vale para jovem e adulto”, diz o defensor público Flávio Frasseto, da área de Infância e Juventude.

O advogado Ariel de Castro Alves, ex-conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, disse que é mais fácil reeducar um jovem na Fundação Casa do que em um presídio.

“Essa questão é financeira. Um interno da fundação custa cerca de R$ 5.000 ao mês. Já um preso, R$ 1.000.”

Ontem, Alckmin disse que há dez anos discute a revisão do ECA e que acredita que a atual legislação não educa os adolescentes infratores.

“Hoje, o menor não pode passar mais de três anos [internado] e sai com a ficha limpa. O menor com 17 anos, 11 meses e 29 dias, se cometer um crime, dois crimes, três crimes, o máximo é três anos. Nós entendemos que isso não educa”, disse o governador.

O governo federal disse ser contrário às mudanças.

Colaboraram DANIELA LIMA e EDUARDO GERAQUE

Filed under: Isto é PSDB! Tagged: geraldo alckmino minúsculo  

7 horas atrás

Ministro Luiz Fux cancela jantar bancado por advogado

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Ministro Luiz Fux cancela jantar bancado por advogado

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO 

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu ontem ao advogado Sergio Bermudes que ele cancelasse o jantar que estava preparando para o magistrado. 
O organizador da festa, marcada para o dia 26, queria reunir políticos e a cúpula do judiciário nacional e do Rio de Janeiro em seu apartamento de 800 metros quadrados, na zona sul do Rio. O evento celebraria os 60 anos de Fux. 

SCO/STF e Folhapress
Ministro Luiz Fux e advogado Sergio Bermudes
Ministro Luiz Fux e advogado Sergio Bermudes

“Estamos cancelando a pedido do ministro”, disse Bermudes na noite de ontem. 
Segundo relato do advogado, Fux informou que sua mãe, Lucy, de 78 anos, teve uma crise de hipertensão com a repercussão negativa da celebração, o que teria preocupado o ministro. 
A divulgação do jantar pela Folha causou constrangimento no Supremo. Nos bastidores, ministros criticaram a festa, para a qual foram disparados 300 convites. 
Além de ser bancada pelo advogado, ela ocorreria pouco depois de o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, ter criticado o que considera “conluio” entre juízes e advogados no Brasil. 
Coincidiria também com o julgamento dos recursos apresentados pelos réus do mensalão, que tentam reduzir suas penas. 
Além de todos os ministros do Supremo, Bermudes chamou para o evento todos os integrantes do Superior Tribunal de Justiça, os 180 desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, e o governador Sérgio Cabral. 
O mal-estar foi agravado pela informação de que a filha do ministro, Marianna Fux, é candidata a desembargadora do TJ do Rio. 
Na festa, ela teria a oportunidade de circular entre potenciais eleitores, já que cabe aos desembargadores do TJ, convidados para a celebração, escolher, a partir de uma lista sextupla da OAB-RJ, os três nomes que serão apresentados ao governador Cabral. O governador então escolhe o novo desembargador. 
Cabral negou ontem ter recebido o convite para o jantar. Ele também disse não ter conhecimento de articulação em prol da escolha da filha do ministro. “Nunca ouvi falar disso. A mim nunca chegou esse assunto. Agora, que ela é uma advogada brilhante e respeitada, ela é.” 
Antes da desistência de Fux, Bermudes havia defendido a realização do evento sob o argumento de que Fux nunca julgou ação em que atua como advogado, informação reiterada pelo gabinete do ministro. 
“Sempre fomos muito amigos. É uma amizade de 40 anos que começou quando ambos éramos professores. Fui orientador dele e o ministro Fux sempre se julga impedido de atuar nas ações assinadas por mim ou por sua filha”. Marianna Fux, 32, trabalha no escritório do advogado. 
Colaboraram CRISTINA GRILLO e ITALO NOGUEIRA, do Rio, e FELIPE SELIGMAN, de Brasília

7 horas atrás

PT desautoriza pedido de investigação contra Luiz Fux. “A investigação é sobre se a campanha teve utilização de caixa dois. Essa é a investigação e não sobre o [ex] presidente Lula”, disse. O dirigente Romênio Pereira disse que o PT não precisa fazer ato em defesa de Lula. “Os ataques que eles estão sofrendo são os mesmos dos últimos oito anos”, afirmou. Na mesma linha, a ex-prefeita e presidente do diretório estadual do Ceará, Luizianne Lins, disse que “há tempos queriam processar Lula por tudo quanto é motivo”.

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

PT desautoriza pedido de investigação contra Luiz Fux

DO VALOR O presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), desautorizou nesta sexta-feira (12) qualquer pedido, feito em nome do partido, de investigação do ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal). 
A declaração de Falcão foi em sentido contrário à articulação do setor jurídico do PT de São Paulo, que quer entregar uma representação à Procuradoria-Geral da República defendendo a apuração da conduta de Fux no Supremo e o “impeachment” do ministro. 

Silva Junior – 14.nov.2012/Folhapress
Rui Falcão, presidente nacional do PT
Rui Falcão, presidente nacional do PT

“Não estamos propondo nenhuma investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal. O PT não está propondo essa investigação”, repetiu Falcão, na sede do PT em São Paulo, depois de reunir-se com o diretório nacional do partido. 
O núcleo jurídico do PT de São Paulo, coordenado pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, pretende enviar uma representação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedindo a apuração da conduta de Fux durante sua candidatura ao cargo de ministro do STF. 
O grupo cita entrevista dada pelo ex-ministro José Dirceu à Folha, na qual disse que Fux teria prometido “absolver” o petista no julgamento do mensalão, enquanto ainda pleiteava uma vaga no Supremo. 
O presidente do PT, no entanto, afirmou que Carvalho não representa a opinião do comando petista. “Ele não fala em nome do partido. Ele pode falar por ele. Se falou em nome do PT está desautorizado”, disse Falcão. 
Apesar disso, Falcão criticou Gurgel por ter defendido Fux. “É curioso que o próprio procurador que diz que Dirceu não merece crédito porque é réu, dá crédito a outro réu, que tem uma pena maior”, disse Falcão, referindo-se ao publicitário Marcos Valério.
A declaração do dirigente petista foi uma resposta à afirmação do procurador-geral, que desmereceu Dirceu, réu no caso do mensalão. 
LULA
Ao mesmo tempo, a Procuradoria da República do Distrito Federal pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito criminal para investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposto envolvimento no esquema do mensalão, com base em depoimento prestado por Valério em setembro. O inquérito da Polícia Federal foi aberto na noite de quinta-feira. 
Hoje, o PT decidiu não divulgar nota em apoio ao ex-presidente. Dirigentes petistas, de diferentes correntes internas da legenda, minimizaram a investigação envolvendo o presidente de honra do partido. 
Para Rui Falcão, a investigação é “mais uma das muitas invencionices criadas para atingir Lula”. 
“Não há nenhuma necessidade de soltar nota de solidariedade até porque a gente não acha que ele [Lula] esteja agravado e nem que esteja sendo investigado pessoalmente”, afirmou Falcão a repórteres, depois de participar de uma reunião do diretório nacional do partido, em São Paulo. “A investigação é sobre se a campanha teve utilização de caixa dois. Essa é a investigação e não sobre o [ex] presidente Lula”, disse. 
O dirigente Romênio Pereira disse que o PT não precisa fazer ato em defesa de Lula. “Os ataques que eles estão sofrendo são os mesmos dos últimos oito anos”, afirmou. 
Na mesma linha, a ex-prefeita e presidente do diretório estadual do Ceará, Luizianne Lins, disse que “há tempos queriam processar Lula por tudo quanto é motivo”. 

7 horas atrás

Gurgel tem posição incoerente, diz presidente do PT

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Gurgel tem posição incoerente, diz presidente do PT DE SÃO PAULO O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou ontem considerar “curioso” que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dê crédito ao empresário Marcos Valério, mas não ao ex-ministro José Dirceu, ambos condenados pelo Supremo Tribunal Federal no caso do mensalão. 
A declaração fez referência à entrevista na qual Dirceu disse à Folha que o ministro Luiz Fux, do STF, prometeu absolvê-lo no processo do mensalão. 
Ao comentar a declaração, Gurgel disse que Dirceu não merecia crédito. 
O procurador, no entanto, enviou depoimento de Valério para que o Ministério Público investigasse um suposto envolvimento do ex-presidente Lula com o mensalão. 
Falcão afirmou ainda não ver necessidade em aprovar uma nota de solidariedade a Lula pela investigação e disse se tratar de mais uma “invencionice” para atingir a imagem do ex-presidente.
7 horas atrás

Fernando Rodrigues Os conservadores

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Fernando Rodrigues Os conservadores BRASÍLIA – Com 21 anos de ditadura militar (1964-1985) nas costas, o Brasil desenvolveu uma aversão natural a tudo que pudesse recender a conservadorismo ou pensamento de direita. Nas eleições presidenciais diretas no atual período democrático, os candidatos mais competitivos sempre se definiram como de centro ou de esquerda. 
O Brasil passou a ser uma das maiores democracias do planeta com uma aberração. Não havia ninguém relevante para ocupar de peito aberto o campo conservador de direita. 
Muito disso foi só retórica. Todos os presidentes da República eleitos pós-ditadura sempre flertaram com políticas ortodoxas na economia. Não foram propriamente de esquerda. Até o ex-presidente Lula, que governou o Brasil de 2003 a 2010, adotou várias ações que poderiam ser classificadas como conservadoras –sobretudo na condução das regras de livre mercado e finanças. 
Nesse ambiente, por rejeitar o seu próprio DNA, o principal partido vocacionado para o conservadorismo acabou definhando. Trata-se do PP (Partido Progressista). Essa legenda é herdeira direta da Arena (que também se chamou PDS, PPR e PPB). Foi a agremiação que sustentou a ditadura militar. Mas, exceto por alguns de seus integrantes mais exóticos, todos os demais pepistas passaram a rejeitar a classificação de “conservadores”. Direita, nem pensar. 
O PP foi grande até 1994, quando elegeu 86 deputados. Depois, desceu a ladeira. Tem agora meras 37 cadeiras na Câmara. Nesta semana, trocou seu presidente. Saiu Francisco Dornelles, de 78 anos, e entrou o senador Ciro Nogueira, de 44 anos. 
A intenção de Nogueira é fazer do PP o principal partido conservador do Brasil. “Há um vácuo nesse campo da política. Vamos preenchê-lo”, diz ele. Aliado de Dilma Rousseff, terá de demonstrar na prática essa intenção nas eleições de 2014. 
O PP terá sucesso? Aí é outra história. As urnas dirão no ano que vem. 
fernando.rodrigues@grupofolha.com.br
7 horas atrás

Defensores acusam Barbosa de ‘cerceamento’

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Defensores acusam Barbosa de ‘cerceamento’ Réus do mensalão foram prejudicados, dizem advogados em documento enviado ao STF DE BRASÍLIA Depois de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmar que a defesa do petista José Dirceu no julgamento do mensalão tenta manipular os prazos recursais, nove advogados que atuaram no caso enviaram novo documento ao ministro da corte e relator do caso, acusando-o de “cerceamento” de direito, “abuso”, “incoerência” e “erro”. 
As críticas se referem tanto à decisão de Barbosa de não permitir que as defesas tenham acesso antecipado aos votos dos ministros antes da publicação do acórdão (resultado oficial do julgamento), como ao fato de ele não ter levado ao plenário o debate, conforme requerido diversas vezes ao longo das duas últimas semanas. 
“Os recursos regimentais cabíveis não podem ser sonegados ao conhecimento do plenário, como têm sido neste caso”, diz o documento. 
Segundo os advogados, ao negar o acesso aos votos, o presidente do Supremo “cerceou o direito fundamental de examinar o texto do acórdão condenatório em condições materialmente dignas”. 
Eles afirmam que a disponibilização dos votos é algo possível, tanto que o próprio ministro já adotou a prática em outros casos “igualmente televisionados”. “A incoerência da proibição –ainda mais num caso tão excepcional como esta ação penal 470– não se justifica por nenhuma razão de direito”, afirma o recurso. 
DIREITOS FUNDAMENTAIS
A peça foi elaborada por nove advogados que atuam na defesa de sete réus, entre eles o próprio José Dirceu, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, José Genoino e José Roberto Salgado, entre outros. Assinam o documento nomes como Márcio Thomaz Bastos, Alberto Toron, Arnaldo Malheiros Filho e José Luis Oliveira Lima. 
Eles criticaram o argumento de Barbosa de que eles tiveram oportunidade de acompanhar o julgamento ao vivo, via rádio ou pela TV Justiça. Segundo os advogados, os direitos fundamentais em jogo são “muito sérios” e “devem ser tratados por meio de argumentos rigorosamente jurídicos”. 
(FELIPE SELIGMAN)
7 horas atrás

Novo presidente do PP defende apoio à reeleição de Dilma

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Novo presidente do PP defende apoio à reeleição de Dilma Senador Ciro Nogueira diz querer transformar partido em referência conservadora para a política brasileira 
Político quer penas duras para usuários de drogas e se diz contra Comissão da Verdade e liberação do aborto FERNANDO RODRIGUES DE BRASÍLIA Cortejado por todos os principais partidos que tentam chegar ao Planalto, o novo presidente do PP (Partido Progressista), o senador pelo Piauí Ciro Nogueira, se declarou pessoalmente favorável a uma aliança formal entre o seu partido e o PT para sustentar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014. 
Aos 44 anos, mas com uma longa carreira política (quatro mandatos de deputado federal antes do Senado), Nogueira faz uma ressalva sobre a necessidade de unificar a legenda. Em entrevista à Folha e ao UOL, ele reconheceu que hoje a situação é desfavorável para que o PP dê o seu tempo de TV e rádio para Dilma usar na campanha. 
Só não deixa dúvida sobre sua preferência pessoal: “Eu defendo o apoio à presidente Dilma”. É um posicionamento muito diferente da neutralidade mantida pelo ex-presidente do PP, senador Francisco Dornelles, do Rio, que em 2010 manteve a sigla neutra na disputa presidencial. 
Nogueira não deseja hostilizar a ala anti-PT do seu partido e contrária ao apoio oficial à reeleição de Dilma, mas se empenha na construção de um consenso que possa resultar na aliança em 2014. 
O fato de o PP comandar o Ministério das Cidades não implica uma aliança automática, pois essa também era a conjuntura em 2010. O que poderá mudar o cenário é um processo de consulta aos diretórios da sigla nos Estados. 
Para Ciro Nogueira, a presidente e o PT terão de se esforçar para oferecer um acordo que não sufoque o PP nas disputas por vagas no Congresso e em algumas eleições de governadores. 
“O PT, historicamente, é um partido que não costuma apoiar candidatos de outros partidos. Nós estamos precisando também de gestos do outro lado”, diz o pepista. 
O problema para esse acordo de apoio mútuo é que o PP tem como prioridade dois Estados nos quais o PT também deve ter candidato próprio ao governo: Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Nesse caso, seria necessário firmar um pacto de não agressão e garantir que Dilma se mantenha equidistante nessas disputas. 
O PP é o herdeiro direto da Arena (depois renomeada como PDS), legenda de sustentação da ditadura militar (1964-1985). Embora a sigla já tenha feito acordos regionais com o PT, o acerto nunca foi reproduzido eleitoralmente em nível nacional. 
O PP apoiando o PT em 2014 seria o fechamento completo do ciclo da redemocratização, com a união formal das duas forças mais antagônicas do fim da ditadura. 
Se embarcar no projeto reeleitoral de Dilma, o PP sufocará ainda mais os presidenciáveis que tentarão concorrer contra a atual presidente. 
Ideologicamente, o PP deseja ser o “partido conservador” do Brasil. Segundo Nogueira, “há um vácuo” que pode ser ocupado pela sigla. 
Fala sem ressalvas que defende menos impostos e menos presença do Estado na economia. É a favor de endurecer as penas até para usuários de drogas. Não deseja flexibilizar a lei do aborto. Também quer reduzir a maioridade penal e se declara contra a Comissão da Verdade.
7 horas atrás

Com Dirceu e Genoino, PT debate ação anticorrupção e a Folha não gosta

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Com Dirceu e Genoino, PT debate ação anticorrupção Campanha preliminar feita pelo marqueteiro João Santana, porém, foi rejeitada 
Depois de condenação no mensalão, petistas querem mobilização em favor do financiamento público em eleições DE SÃO PAULO DE BRASÍLIA Com a presença de José Dirceu e de José Genoino, condenados no julgamento do mensalão, a cúpula do PT discutiu ontem o formato de uma campanha publicitária pela reforma política, contra a corrupção eleitoral. 
A criação da campanha foi objeto de discussão no comando do partidário, que busca uma saída para a crise em que a sigla mergulhou após o mensalão. Para os petistas, levantando a bandeira da reforma, o partido apresenta uma proposta concreta para sair da defesa no caso. 
O PT partiu da constatação de que não adianta insistir no argumento de que houve, na verdade, um esquema de caixa dois. No julgamento do escândalo, em 2012, petistas defenderam a tese de que o dinheiro pago a congressistas era doação eleitoral irregular, o que foi rejeitado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). 
O principal mote da campanha petista é a adoção do financiamento público exclusivo de campanhas, com o fim das doações privadas. A medida foi classificada pelo presidente da sigla, deputado Rui Falcão, como ” a melhor maneira de combater a corrupção e o abuso do poder econômico” nas eleições. 
O partido começa hoje a coletar assinaturas para apresentar ao Congresso o projeto de lei de iniciativa popular sobre o assunto. Além do financiamento público, a proposta defende o voto em lista nas eleições para deputado e vereador e a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva sobre o tema. 
A primeira versão das peças publicitárias, elaboradas pelo marqueteiro João Santana, foi apresentada ontem ao Diretório do PT e reprovada pelos dirigentes. Em preto e branco e com imagem de cédulas de reais, as peças tratavam como “dinheiro sujo” o financiamento privado de campanhas eleitorais. 
Foram consideradas excessivamente agressivas e violentas pelos petistas, que as devolveram para a equipe de marketing. 
O partido pretende coletar, até fevereiro, cerca de 1,5 milhão de assinaturas para apresentar o projeto 
Estão previstos, no dia 16, quatro eventos, em Minas Gerais, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo –este último com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na comemoração do aniversário do Sindicato dos Bancários. 
(PAULO GAMA E CATIA SEABRA)
7 horas atrás

É hoje também! RJ – Ato-Encontro de Resistência de Comunidades Impactadas na Aldeia-Quilombo ManguiN’Ação: a partir das 13 horas

RACISMO por racismoambiental
 

O filme abaixo é um exemplo do que vem acontecendo em Manguinhos e em outras comunidades e que justifica Atos-Encontros como o do próximo sábado. Produzido por A Nova Democracia, seu título é “Manguinhos: Jovem é eletrocutado por PMs e população se levanta contra as UPPs”. Mas é muito mais do que isso que ele mostra. TP.

Este Ato-Encontro visa denunciar a violação sistêmica de direitos humanos e a situação de grave risco à saúde e à vida de centenas de famílias das favelas de Manguinhos e do Jacaré-Jacarézinho devido à precariedade dos sistemas de saneamento, poluição dos rios e do ar, às remoções arbitrárias e ao cerceamento da cidadania de seus moradores pelo controle social e militarizado do Governo Federal, do Estado e da Prefeitura, em suas políticas de urbanização (PAC-Grandes Favelas), pacificação e de privatização dos serviços públicos direta ou através de parcerias público-privadas. Este Encontro também visa ampliar a área de contato e interação com as redes de solidariedade de resistências e de lutas e fortalecer estas resistências através da ação em rede, coordenada, sistêmica e anti-sistêmica. Vejam, a seguir, algumas reflexões a respeito dos motivos que nos levam a esta atividade e, em seguida, dados objetivos sobre a Programação, incluindo como chegar ao local.

Justificativa

Apesar de ter recebido centenas de milhões em investimentos, que, supostamente, deveriam melhorar as condições de habitação, saneamento e de saúde das comunidades de Manguinhos pelo PAC-Manguinhos, o que vemos, cerca de 5 anos após o anúncio dos investimentos e início das obras, é que Manguinhos ainda está vulnerável às enchentes, como ocorreu em março deste ano (uma das cheias de maior intensidade e impacto para a região em toda a sua história, conforme relatos de moradores antigos), que os efluentes de esgoto doméstico e industrial continuam sendo despejados nos rios, pelas tubulações construídas pelo PAC, nos rios Faria-Timbó e Jacaré, o que caracteriza crime ambiental.

Nem mesmo os conjuntos habitacionais construídos pelo PAC resistiram à inundação. Técnicos e moradores denunciam a falta de qualidade do material utilizado nas obras e do projeto de drenagem de águas fluviais, pluviais e de esgotos, no conjunto localizado mais próximo de Benfica, junto a Av. Dom Hélder Câmara (antiga Suburbana), além da ocorrência de rachaduras em obras recém-inauguradas, buracos nas vias recentemente pavimentadas. Os moradores, técnicos e movimentos sociais de Manguinhos também denunciam a insuficiência do tamanho das residências dos novos conjuntos habitacionais, cuja metragem é inferior ao mínimo convencionado internacionalmente pelas ONU (44 metros quadrados), os do PAC tem cerca de 40m. Os moradores dizem que cozinham o feijão com a água que pinga da roupa no varal e reclamam: ‘a sociedade não entende por que nos estendemos a roupa do lado de fora, ou por que fazemos ‘puxadinho’ então vem me visitar e mora aqui uns dias pra entender…’

As obras do PAC, ainda que os investimentos tivessem como prioridade o saneamento e a habitação, não reduziram os pontos de alagamento pluvial de Manguinhos, ao contrário, estes foram elevados. Nem resolveu o problema da coleta precária do lixo, que continua precária. Nem apontou uma solução real para o problemas dos aterros sanitários (lixões) que existem nas favelas de Manguinhos, apenas maquiagens.

O padrão individualizado dos processos de indenização, reassentamento e/ou remoção do PAC também têm causado graves riscos à saúde, com histórico recente (pós-PAC) de famílias com vários registros hospitalares de problemas respiratórios, leptospirose, tuberculose, problemas motores por cortes e invalidez para o trabalho, entre outros associados à contaminação da água, que estão co-relacionados com a precariedade do sistema de saneamento e à condição de baixa renda e de miséria de parte expressiva dos moradores desta região. As famílias que ainda não receberam a indenização, que muitas vezes demora a ser cumprida, ou não chegaram a um acordo com o Estado, em uma relação mediada por agentes privados (Trabalho Social) que tem interesse direto na redução dos custos da ‘realocação’, esta famílias vivem entre escombros, no que eles mesmos chamam de ‘cidade dos ratos’.

Além dos danos ambientais, este padrão de ‘remoção’ tem desestruturado laços familiares e comunitários. O PAC tem usado a sua Procuradoria para induzir oficiosamente à aceitação dos seus termos nos processos de negociação. Além disto, são constantes e prolongadas as situações de corte de água, luz, telefonia (e internet), que, além da poeira das obras, e do barulho das demolições que já se arrastam por cerca de 3 a 4 anos, são causa de adoecimento, além do estresse causado por estas péssimas condições de vida, o que também reduz a capacidade de resistência e luta pela garantia do Direito à Moradia Digna. Movimentos sociais de Manguinhos vêm denunciando, desde o início das remoções, a insuficiência dos valores de indenização regulamentados por Decreto (a nosso ver, inconstitucional), o que leva ao endividamento de muitas famílias ou à reprodução de condições de moradia irregular e inadequada.

O mais grave no entanto é a manutenção de relações de poder neocoronelistas e alianças entre as classes dominantes no local e no governo municipal, estadual e federal que se traduzem em práticas de controle social d’exceção, de fragmentação do movimento social local e ameaças contra ativistas e moradores das áreas atingidas, para que não denunciem, com a sua própria existência e presença física, os processos de corrupção institucionalizados nas políticas ‘sociais’ e de ‘urbanização’, de indenização para fins de remoção (desadensamento), seleção dos moradores dos novos conjuntos habitacionais, entre outras.

A implantação da UPP reitera este cenário, não altera as correlações de forças dominantes no local, pior, as reforça, mantendo à margem do campo institucional, as resistências críticas e independentes. Estas relações de poder são constituídas por práticas de ruptura com a institucionalidade democrática, sem a convocação de eleições, sem consultas à população, acumulação de cargos e até postos de chefia em partidos e na gestão de políticas ‘sociais’ ‘público-privadas’, golpes d’estado, etc… Todo este conjunto de práticas reforçam o domínio político do PMDB sobre as favelas da região norte da cidade, conforme já foi denunciado na imprensa, sob a proteção das UPPs…

As UPPs estão inscritas em um projeto de segurança da cidade da Copa e das Olimpíadas, de especulação imobiliária e gentrificação (expulsão dos mais pobres para áreas mais distantes e suburbanizadas), de controle político-social institucionalizado (UPP Social) e militarizado. Seu pano de fundo são os conflitos pela posse e apropriação do território, uso social ou privatização e espoliação? Ela, a UPP, é o braço armado deste eixo estratégico de reprodução deste projeto de cidade global capitalista d’exceção.

Os conflitos entre a UPP e a comunidade, principalmente com determinado segmento –  a juventude -, são cotidianos. Os jovens relatam que são revistados diariamente, diversas vezes por dia, de forma constrangedora. Violência verbal, racismo, agressões e tortura. Detenção ilegal. Uso abusivo da força, com a presença marcante em espaços de convívio como padarias e lanchonetes, armados de fuzis e granadas. Há relatos de quedas consecutivas de armas de fogo nestes espaços, entre outros abusos, inclusive em relação ao estatuto da PM. Estas violências não são denunciadas, muitas vezes, devido ao medo da presença constante e ameaçado dos algozes no espaço de convívio comunitário. Os conflitos, no entanto, começam a emergir cada vez com maior força nestas comunidades. E o histórico e clima do confronto, cada vez mais acirrado.

No intercurso de nossa participação formação do GT Rede das impactadas notamos diversos relatos de violação de direitos pelas UPPs. Mas, este conflito latente só ganha oficialidade quando ‘não temos mais nada a perder’, quando a vida de um parente querido foi ceifada, em casos de desespero e de catarse coletiva. Mas, é preciso notar que esta catarse tem um vetor de conhecimento coletivo que zela pelo cumprimento do rito legal no registro das ocorrências e identificações policiais (Posso Me Identificar?), como ocorreu em Manguinhos, em que o protesto dos amigos e moradores não permitiu que a versão dos militares fosse naturalizada e no Jacaré-Jacarezinho, recentemente, diante da morte de dois jovens moradores destas áreas em conflito com os militares das UPPs. Desde então, outros tantos, dezenas, de conflitos expressos, cotidianamente, têm ocorrido nesta região. O que corresponde a uma situação explosiva em que outros casos extremos virão à tona, repetindo a tragédia como farsa, ou serão ‘silenciados’…

O primeiro pré-encontro de um grupo/rede em formação

Este será o primeiro pré-encontro itinerante do processo de formação e fortalecimento da rede dos grupos de resistência de base comunitária das comunidades impactadas da cidade e região metropolitana do RJ.

A construção desta rede de favelas, ocupações entre outras comunidades impactadas pelo projeto dominante de cidade/sociedade e de desenvolvimento urbano-capitalista vem sendo sugerida e requisitada desde 2010, quando nos encontramos na organização do Fórum Social Urbano, como forma de fortalecimento da resistência de cada uma e do conjunto destas comunidades. Mas, provavelmente, desde antes disto, seu reconhecimento como uma rede articulada em conjunto por diversos agentes territorializados, têm sido difícil devido aos processos vigentes de fragmentação social, induzidos por práticas de exceção e de agenciamento e cooptação do campo social-institucionalizado.

Desde então (2010), vimos nos encontrando nas resistências das ocupações, contra as remoções arbitrárias, mais recentemente, na Rio + 20, em Conferências, Seminários sobre a questão das favelas e direitos humanos, mas nossa ação não é diretamente articulada com nossos pares, co-irmãos de luta e de luta, em experiências que construirmos como na formação da Rede de Comunidades de Favelas Contra a Violência de Estado, a partir de 2003, e de suma importância para as resistências na cidade até hoje, e da qual queremos ser, junto e na relação com outros espaços de articulação, um grupo de trabalho e ação direta das comunidades impactadas.

Em 2012 nos encontramos nos protestos da Rio + 20, nas ações e resistência dos pescadores, contra os impactos da TKCSA, de discussão das UPPs e protestos contra diversas situações de violências em comunidades de favelas e ocupações. Mais especificamente, em uma leitura crítica do campo social institucionalizado, estas comunidades, desde fins deste ano passado (2012) vem emergindo a necessidade de reconhecimento, formação e fortalecimento deste GT/Rede das Impactadas junto as demais articulações da sociedade contra o modelo de cidade dominante.

Os grupos sociais que estão organizando este Encontro são grupos de resistência às remoções arbitrárias e ao projeto de cidade dominante, de base comunitária, que contam com o apoio de Fóruns abrangentes como o Fórum de Saúde. o Fórum de Justiça, e que também estão juntos em outros espaços de articulação de lutas como o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, o Conselho Popular e a Rede de Comunidades de Favelas e Movimentos Sociais Contra a Violência de Estado, também muito importantes para as suas resistências.

Encontro:

  • Praça Américo Júnior – na sede da Associação de Moradores da Vila Turismo/Favelinha – Manguinhos, a partir das 13h.

Como chegar:

  • De Trem: Estação de Manguinhos (ramal Central – Saracuruna), passar ponte sobre o Rio Faria Timbó e subir pela Estrada de Manguinhos até a Rua Luiz Gregório de Sá (pu Rua do Meio), seguindo-a até o fim dela na Praça.
  • De Metrô: Estação de Maria da Graça (Linha 2 – Pavuna) – descer até a Av. dos Democráticos e desta até Rua Fiscal Monteiro (ao lado da Igreja Universal), descer até a Rua Luiz Gregório de Sá (Rua do Meio) e daí no sentido da sede na Praça.
  • De ônibus: Pela Av. dos Democráticos, descer próximo a GRES Unidos de Manguinhos, descer pela Estrada de Manguinhos e virar à esquerda, na segunda entrada, na esquina da padaria, após o mercado, na Rua Luiz Gregório de Sá ou Rua do Meio e descer até a Praça.
  • Av. Dom Hélder Câmara (antiga Suburbana), no ponto posterior ao da UPA-Manguinhos, descer na Praça e caminhar pela Av. dos Democráticos até a Estrada de Manguinhos, descer por esta e virar à esquerda, na segunda entrada, na esquina da padaria, após o mercado, na Rua Luiz Gregório de Sá ou Rua do Meio e descer até a Praça.
  • Linha Amarela (ponto de ônibus da saída de Bonsucesso) – terá que voltar pela Av. Dos Democráticos, no sentido Jacarézinho, passar pela Ten. Abel Cunha até a Rua Gil Gafré (na esquina tem um posto Ipiranga) e descer até a Praça.

PROGRAMAÇÃO EM CONSTRUÇÃO:

Abertura:

13h-14h – Mística do Encontro nos Labirintos da Favelinha

13h30-14h30 – Evocação e acolhimento dos nossos saudosos Luiz Poeta e do jovem Matheus e seus parentes e amigas na Praça de Vila Turismo… Mística de Confraternização das comunidades participantes sobre o Coração da Luta!

14h30-16h – Visitas guiadas: Beira Rio, Linha (Parque João Goulart), Mandela de Pedra (ao lado da Refinaria de Manguinhos) e Conab (Vitória de Manguinhos) pelo Parque Metropolitano de Manguinhos, como espinha dorsal – Ponto de Encontro no ‘anfi-teatro’ de rua próximo à Estação e à entrada da Fiocruz, pela Leopoldo Bulhões

16h – Passeata de retorno

17h – Retomada da Feira Grátis (próximo à Beira-Rio)

18h30 – Lançamento do Dossiê de Tipologias de Violações de Direitos à Moradia, do Ambiente (Territorialidade) e à Cidade/Cidadania

19h – Artivismo, Malabares, Grafite e Exibição de vídeos e fotos – com Câmera Aberta e transmissão ao vivo via web (a confirmar)

20h30 – Roda de Rima – Faixa de Gaza Poética! – CCRP-Manguinhos Com Sahel Relato 7, BCNHP e DJ Tikano, entre outras atrações (a confirmar)

FEIRA GRÁTIS:
É uma ideia bem simples, cada um leva o que quiser e/ou puder (roupas, cds, serviços, abraços, massagem, comida, fotos, música, enfim, qualquer coisa) e quem não puder não leva nada além da presença e da alegria. Também não há restrições sobre o que pegar, a ideia é fazer as coisas circularem, no fundo sempre é um troca, de experiências. Por isso, a feira grátis é diferente da feira de trocas, pois aqui, você não precisa dar nada para receber alguma coisa em troca.

Fora isso, tragam suas faixas e cartazes contra as remoções, contra a violência policial, contra o extermínio da juventude favelada, contra a militarização, etc

7 horas atrás

ALTA RODA – CORRIDA AO OURO

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://www.carronovo.com.br Dessa vez, um segredo bem guardado. Congelamento das alíquotas do IPI até 31 de dezembro – cancela os dois aumentos previstos para abril e julho – foi anunciado durante feriado da Páscoa. No momento, o governo está preocupado não apenas em sustentar o crescimento no mercado de veículos, mas de tabela controlar reflexos na […]
7 horas atrás

Focco pede ao MP atitude contra nomeação Zé Gomes

 
: Fórum Goiano de Combate à Corrução encaminha pedido ao procurador-geral de Justiça, Lauro Machado Nogueira, para que tome providências judiciais necessárias à anulação da nomeação e posse do presidente da Saneago, considerado ficha-suja pela organização; pede ainda abertura de inquérito civil público para investigar a conduta dos membros do Conselho de Administração da empresa, que deu posse a Gomes 
8 horas atrás

Maílson, 80% ao mês, critica inflação de Dilma

 
: Bras�lia-DF 29/06/06 Foto: Jos� Paulo Lacerda
Encontro Nacional da Ind�stria. Terceiro painel. Na foto: Mailson da Nobrega.É ou não ou cúmulo da cara de pau? O economista Maílson da Nóbrega, que comandou o Ministério da Fazenda no fim do governo Sarney e entregou ao País uma hiperinflação, tem a pachorra de condenar a atual política monetária e criticar a meta de inflação brasileira de 4,5% ao ano, segundo ele, “já em si muito alta”; lobista do sistema financeiro, Maílson pede a combinação de recessão, desemprego e juros altos; o incrível é que este personagem tenha espaço para comentar a economia com ares de guru 
8 horas atrás

Aos vencedores, os tomates

HARIOVALDO por Morvan Bliasby
 

A Dama dos Homens Bons, já cansada, também luta pelo tomate

Devotos de São Serapião.

Esta guerra contra a ninguenzada só está começando. Mas, com firmeza, devagar e sempre, venceremos. Relembrando nossos mentores-mor, os quais já se encontram com Belzeb., digo, com a beleza do paraíso, hermanos Reagan e Tatcher, para os quais o Estado é um entrave, ou, consoante o próprio Reagan, “O Estado não é solução, é o problema”, “Reduziremos o Estado a uma situação que ele caberá em uma bacia” e outros aforismos e adágios reservados aos bem-nascidos e cultos, como nossos hermanos do Norte.

Não vos desespereis. Perdemos a Batalha do Tomate (por Hariovaldo, o sumo-serapiano), não a guerra. O Mantega que nos aguarde. Ou se derreta. Sobre isto, ainda, texto de dois comunistas empedernidos:  Tomate trai, baixa o preço e oposição vai pro vinagre (de Emir Sader, por Gerson Carneiro)!

Relembrando ainda recentes quase-sucessos, na Bolívia, terra do índio (arhhhhg!) Evo [i]Morales, quase ganhamos a Guerra da Água, proibindo o canelau de pegar água da chuva! Que acinte. Água, mesmo da chuva, pertence aos de benz… Na Venezuela, nem nos falem. Lá, infelizmente, o povo está bastante Maduro, graças ao tal de Chavez, que continua influindo, infelizmente…

Aqui no Brasil, estamos tendo progresso, apesar da vermelhoide de nome nefando. Jerôme Walkce, moleque de recad., digo, porta-voz da FIFA, já proibiu a patuleia de utilizar o nome Mané Garrincha para o Estádio construído em Brasília. Por causa da FIFA, o Estádio irá se chamar “Estádio Nacional“. O sr. Walcke alega que o nome “Mané Garrincha” criaria problema de pronúncia para outros povos e outras abobrin., digo, explicações teóricas, sobre a importância dos nomes para os Estádios. Que o sr. Walcke é um Mané, é fato. Infelizmente, jamais será Garrincha

Este, de Mané, só a alcunha. Pernas desalinhadas. Passes iluminados. Saudade eterna.

A FIFA também está tentando fazer o Acarajé ficar de fora da Copa 2014!  Apoiado. O acarajé prejudica aos homens de benz proprietários da cadeia (neles?) de lojas patrocinadora da FIFA. Esta cadeia (vejo gente correndo!) de lojas é conhecida por vender a gororob., digo, iguaria, mais cara do planeta e a merluza com nome pomposo, por isso cara, mesmo que insípida. Mas o que está em jogo (sem trocadilho) é a saúde dos homens de benz que insistem em se misturar com os pés-rapados: nós, os de benz, comemos nossas iguarias; o ninguenzau consome sarrabulho, caninha, acarajé e outros alimentos quentes (em todos os sentidos) e seus produtos organo-sulfurosos acabarão por infestar o ambiente. Além do mal que isto faz à camada de ozônio, é hospital na certa.

Por fim, lembrar a vocês, irmandade serapiônica, que a Monsanto está fechando o cerco! Esta amabilíssima empresa está tentando conseguir apreender e controlar o resto das patentes sobre comida que eles ainda não possuem. É uma questão de tempo: a comida do mundo vai ser toda patenteada e nós os da Casa Grande, teremos conforto ilimitado. A plebe que coma grama ou assista tevê, o que dá na mesma…

Só para registro, existe um texto na Internet, denominado Monsanto vs Mãe Terra! Mais de hum milhão de comunistas rubiáceos, carmins, marcianos, que sejam, já assinaram. É um abaixo-assinado contra nossa querida Monsanto e o seu plano de tornar os bens da terra atributos exclusivos para os de benz, com d’antanho o era. Não assinem, por amor de São Serapião. Nós, da Casa Grande, temos que ficar do lado das corporações. Elas são a salvação do mundo contra a pobraiada indomável.
Monsanto neles. Tomates, não; ainda estão muito caros. E não esqueçam: “Çerra é 45, ou qualquer número. Çerra é Çerra” (d. a. Emerson57).

E pensar que este hortirrubro já foi nossa bala de prata… que salada.

Morvan, Abril de 2013.

8 horas atrás

Após erupção solar, Terra pode ter tempestade geomagnética

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude Erupções ocorridas no Sol nesta semana, consideradas as mais intensas deste ano, podem provocar até o fim da manhã deste sábado (13) uma tempestade geomagnética na Terra, que, dependendo da intensidade, pode afetar sistemas de telecomunicações do planeta e a rede de distribuição de energia elétrica, segundo cientistas. Na última quinta-feira (11), a agência […]
8 horas atrás

Dilma mente sobre PIB per capital em 2022

 
Para chegar no PIB per capita, dobro de 2013, em 2022, o Brasil teria de crescer uma média de 8,5% ao ano. Isto em média! No mundo todo, só China mantém crescimento do PIB neste nível, com população controlado pelo governo 
8 horas atrás

Apocalipse 2013

 
O sertanejo é um forte, mas há muito está exausto; hoje, a tarefa de mudar a saga de seca é de todos os brasileiros 
8 horas atrás

Fiúza prevê a revolta das empreguetes

 
: Segundo o colunista do Globo, domésticas irão esfolar seus patrões com os direitos que lhes foram concedidos; o jornalista afirma ainda que o “socialismo chegou à cozinha”; será ele mais um escravocrata? 
9 horas atrás

‘Como homem de teatro minha função é apontar vossas falhas’

CENTRODOMUNDO por Paulo Nogueira
 

É o que escreveu em seu blogue Gerald Thomas a respeito da violência sexual cometida contra a modelo Nicole Bahls. Gerald Thomas deveria estar respondendo agora a uma tentativa pública de estupro, ocorrida na noite do lançamento de um livro seu. Mas não. Ele está escrevendo em seu blogue. E se jactando. E agredindo a

O post ‘Como homem de teatro minha função é apontar vossas falhas’ apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

9 horas atrás

Gerald Thomas defende apalpada em Nicole Bahls

 
: “Um dia depois, a imprensa ESCROTA (mas é o trabalho dela), explora somente o lado sensasionalista da coisa: “GERALD THOMAS ESTUPRA NICOLE BAHLS!!” ORA BAHLS!!! Vem uma menina, de (praticamente) bunda de fora, salto alto de “fuck me”, seios a mostra, dentro de um contexto chamado PANICO e eu (que não deixo me intimidar e gosto desse pessoal) entro no jogo e viro as cartas”. Assim o diretor de teatro Gerald Thomas explica sua tentativa de apalpar a genitália da paniquete 
10 horas atrás

Cardeais sem batina

 
Os ministros do STF estão nus. E a imagem que a sociedade brasileira vê não é nada imaculada 
10 horas atrás

Fux cancela festa de arromba paga por advogado

 
: Evento para 300 convidados seria bancado pelo advogado Sergio Bermudes, que também emprega Mariana Fux, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal, mas foi cancelado diante da repercussão negativa; “Pago do meu bolso”, havia dito Bermudes ao 247; no STF, Joaquim Barbosa vêm condenando o “conluio” entre advogados e juízes, mas Bermudes também afirma que o presidente do STF comete “leviandades”; evento causou constrangimento no STF 
10 horas atrás

Em campanha contra Dilma, Época pisa no tomate

 
: Em sua capa desta semana, a revista semanal das Organizações Globo anuncia que o governo Dilma faz tudo errado no combate à inflação e diz que a presidente e o ministro Guido Mantega pisaram no tomate; auto-referente, a Globo usa declaração da global Ana Maria Braga, que disse usar uma joia ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para afirmar que a inflação hoje assusta os brasileiros; nunca é demais lembrar, no entanto, que, nos dois governos FHC, a inflação foi substancialmente maior do que a agora, sem disparar o mesmo alarme; será síndrome de abstinência de juros altos ou de ter amigos no poder? 
14 horas atrás

O pênalti bizarro que virou mania na internet

CENTRODOMUNDO por Diario do Centro do Mundo
 

Quer rir? Aproveite. Esta é para rir no final de semana. A jogada mais hilariante da semana veio numa disputa de pênalti em que o time inglês Tottenham Spurs acabou eliminado para o Basel da Suíça na Liga Europa, o equivalente à nossa Sulamericana. O pênalti bisonho batido por um dos mais controvertidos jogadores do

O post O pênalti bizarro que virou mania na internet apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

 

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
Quem diria? Esta senhora de prendas domésticas inventou o neoliberalismo. Foto: Chris Ware/ Getty Images

Mino Carta, CartaCapital 
“Pergunto aos meus reflexivos botões o que vem a ser o mercado. Ou seria o caso de dizer MERCADO? Segue-se este diálogo. 
“Trata-se, ao que tudo indica, de uma entidade sobrenatural, incontrastável na sua onipotência”, proclamam os inquiridos com certa ênfase. 
“Deus, portanto, não é mesmo?”, apresso-me a anotar. 
“Deixemos Deus no lugar que lhe compete, de alguma forma o MERCADO assemelha-se mais aos fados gregos…”

Interrompo. “Donde, agente do destino…”
“Não, não, algo maior e mais exato, de alguma forma o MERCADO é o próprio destino.”

“Quer dizer, o que determina é definitivo e irretorquível. É porque é, digo, filosoficamente…”

“Eis aí, é na condição indiscutível de manifestação do real, não nos atiraríamos a discutir o fato de que a Terra gira em torno do Sol.”

Pareceu-me entender a razão da diferença entre MERCADO e Deus. O Altíssimo, embora nem sempre usado para os melhores fins, é o primeiro motor da religião, na qual se entrelaçam fé e emoção. Já me referi inúmeras vezes à religião do deus mercado, e agora me arrependo, e a quem me leu peço perdão. Não se exige fé para acreditar no MERCADO. Ele existe, na qualidade de suprema verdade factual, igual à vida e à morte.
Mais informações » 

9 horas atrás

Basta de retórica vazia!

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
Os homens públicos precisam ser cobrados. Governadores, prefeitos e parlamentares precisam trabalhar mais, mostrar serviço. Fazer valer o seu, o meu, o nosso voto 
Lula Miranda, Brasil 247 
Já deu de retórica vazia. 
Artigos em jornais, sites ou passeatas do tipo “vista branco pela paz”, nada disso resolve. E já sabemos disso. 
Basta de violência! 
Não será, tampouco, num artigo mais ou menos incisivo, ou mais ou menos “politicamente correto”, como este ou qualquer outro, que salvaremos a vida de nossos entes queridos ou do nosso semelhante. Não será dessa maneira que traremos um pouco mais de civilidade ao mundo cão em que vivemos. 
Sim. Precisamos de mais educação; habitações condignas; mais emprego e salários dignos para as classes trabalhadoras. Mas precisamos também de mais polícia nas ruas e mais rigor na aplicação das leis. 
Vivemos um desconcertante paradoxo: os mais de 10 anos de acentuado e crescente processo de inclusão das classes marginalizadas nos governos Lula e Dilma não têm causado a correspondente diminuição da violência – ao contrário, a violência só faz aumentar.” Artigo Completo, ::AQUI:: 
10 horas atrás

A prepotência de Joaquim Barbosa por Jânio de Freitas

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

janio_e_joaquim 

O risco do avanço

Por Jânio de Freitas, jornalista, na Folha de S. Paulo de 11/04/2013 O risco é grande e, pior ainda, crescente. O que pode suceder quando um alvejado por agressões orais do presidente do Supremo Tribunal Federal usar o direito de reagir à altura, como é provável que acabe acontecendo? Em qualquer caso, estará criado um embaraço extremo. Não se está distante nem da possibilidade de uma crise com ingredientes institucionais, caso o ministro Joaquim Barbosa progrida nas investidas desmoralizantes que atingem o Congresso e os magistrados. O fundo de moralismo ao gosto da classe média assegura às exorbitâncias conceituais e verbais do ministro a tolerância, nos meios de comunicação, do tipo “ele diz a coisa certa do modo errado” –o que é um modo moralmente errado de tratar a coisa errada. Não é novidade como método, nem como lugar onde é aplicado. Nem por isso o sentido dos atos é mudado. “Só se dirija a mim se eu pedir!” é uma frase possível nas delegacias de polícia. Dita a um representante eleito da magistratura, no Supremo Tribunal Federal, por seu presidente, é, no mínimo, uma manifestação despótica, sugestiva de sentimento ou pretensão idem. Se, tal como suas similares anteriores, levou apenas a mais uma nota insossa dos alvejados, não faz esperar que seja assim em reedições futuras desses incidentes. Afinal, quem quer viver em democracia tem o dever de repelir toda manifestação de autoritarismo, arbitrariedade e prepotência. É o único dever que o Estado de Direito cobra e dele não abre mão. 
Do Blog Quem tem medo da democracia?

10 horas atrás

Mensalão: novas provas aparecem, mas não contra os réus

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Do Brasil Atual – 12/04/2013   

Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual  
  

A cada dia aparecem indícios de que o julgamento do “mensalão” (AP-470) foi político, de exceção. O primeiro deles foi o calendário coincidir com a campanha eleitoral.O segundo foi o não desmembramento, julgando até a “mequetrefe” Geiza Dias na Suprema Corte, tudo para dar grandiloquência e chamar de julgamento do século. A terceira prova de que foi um processo político, foi condenar sem provas e, pior, ignorando todas as provas de inocência apresentadas pelas defesas.

Agora vem a negação do princípio da razoabilidade nos prazos para a defesa. Se o STF não deu conta de cumprir os prazos para publicar o acórdão, porque ele é grande demais, qual a razão de só dar cinco dias para a defesa ler milhares de páginas e procurar erros jurídicos? Os cinco dias seriam mais aceitáveis se o processo tivesse sido desmembrado e houvessem só três réus sendo julgados.

Mas não em um julgamento onde “empacotaram” 37 réus, e que uns estão sendo condenados por suposto “domínio do fato” sobre crimes dos outros, o que obriga os advogados de defesa a estudarem todo o conjunto da obra, tornando impossível fazê-lo em apenas cinco dias. Também não vale a alegação de que as sessões do julgamento foram vistas e gravadas, porque os ministros não leram os votos completos, outros foram confusos, outros não foram suficientemente claros, outros fizeram discurso político na hora de declarar o voto. E, além disso, se os magistrados demoraram mais de dois meses revisando o que será publicado oficialmente, é porque valerá o que será publicado, e que pode ser razoavelmente diferente do que foi dito durante as sessões.

Prazos relâmpagos e inviáveis para a defesa será a versão brasileira do golpe paraguaio sobre o ex-presidente Lugo. Lá o objetivo foi derrubá-lo sumariamente, logo a defesa era só para figurar. Aqui o objetivo é condenar sumariamente, concedendo à defesa o papel de mero figurante, como se fosse um “faz de conta” meramente para cumprir o ritual de execução. Em um julgamento justo, direito de defesa não pode ser tratado com má vontade. Mais uma prova de que o julgamento é político.

O problema de julgamentos políticos é que eles não acabam na sentença judicial. O processo político continua e vem o julgamento do julgamento. E aí é que abundam provas não contra os réus, mas contra os juízes.

Se nas primeiras peças de defesa, os advogados foram econômicos, se limitando a rebater as teses frágeis da acusação, ausentes de provas; nos recursos, mesmo com o prazo de cinco dias, virão repletos de provas de que muito o que foi dito no julgamento, simplesmente não corresponde à verdade. Os recursos têm grande chance de confirmar, primeiro perante a comunidade jurídica, depois perante a nação, que ministros de STF não agiram com o notório saber jurídico esperado de guardiões das leis, dos direitos e deveres constitucionais, com consequências nada boas para imagem da instituição.

Além disso, o mal de julgamentos em que juízes julgam politicamente é que as políticas de bastidores, mais cedo ou mais tarde, acabam vindo à tona.

No caso do ministro Luiz Fux, está vindo mais cedo do que se esperava. José Dirceu, em entrevista, disse que o ministro Luiz Fux o procurou durante meses em busca de apoio político para que petistas ligados a ele apoiassem sua nomeação e, segundo Dirceu, Fux ofereceu-se para absolvê-lo. Poderia ser a palavra de um contra o outro. O problema é que Fux não desmentiu o encontro e desconversou sobre o teor da conversa.

Mais grave, Fux confirmou o encontro em outra entrevista, e disse uma coisa que soa impossível: que não se lembrava, no encontro, que Dirceu era réu no “mensalão”. E a sensação popular é de que o caso de Fux não é isolado. Basta imaginar como teriam sido as articulações para marcar o julgamento e conduzi-lo para coincidir com campanha eleitoral.

E Gurgel…

 

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, saiu em defesa de Fux, sobre a revelação de José Dirceu de sofrer assédio moral em busca da nomeação para o ministro do STF. “A história do ministro Fux é uma história de honradez. E o mesmo não se pode dizer de quem o acusa.”, disse Gurgel.

Seria melhor ter ficado calado, pois a tese não fecha. Se for para desqualificar Dirceu, Fux cai junto, pois confirmou que foi procurá-lo.

Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Postado por celvioàs 17:430 comentários Links para esta postagem   Do Blog ContrapontoPIG

10 horas atrás

Gerald Thomas é uma vergonha para a raça masculina

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Ao botar a mão embaixo do vestido de Nicole Bahls à força, o covarde dramaturgo exemplificou o que existe de pior entre nós homens.

O colega da panicat nada fez contra o agressor, numa atitude igualmente ridícula

Nunca acompanhei o Pânico, quem dirá as notícias relativas a ele. Uma imagem postada no Facebook, porém, me chamou a atenção para o programa. Trata-se do dramaturgo carioca Gerald Thomas colocando a mão embaixo do vestido da panicat Nicole Bahls, contra a vontade dela, durante a gravação de uma entrevista. A foto vinha com um texto assinado pela blogueira Nádia Lapa, do site Cem HomensEla narra o episódio:

 Era noite de lançamento de um livro dele e a Livraria da Travessa estava lotada. Repórteres, cinegrafistas, funcionários da loja, clientes. Pelas notícias, ninguém fez nada. Nas imagens dá para ver que o colega de trabalho de Nicole no Pânico continuou a entrevista como se nada tivesse acontecendo. Enquanto isso, Thomas enfiava a mão entre as pernas de Nicole e ela tentava se desvencilhar. (…)
Duas coisas me chamam a atenção nesse caso. A primeira é ninguém ter feito nada. Acharem normal. Acharem aceitável. (…) A segunda coisa que me incomoda é terem dito “mas por que ela não fez algo?”. É difícil encarar polícia, legista, imprensa, opinião pública. Além disso, o cara estava agredindo na frente de todos – e ninguém fez nada. Se fosse você a vítima, você não pensaria que a errada é você por não estar gostando, já que todo mundo está achando muito normal?

Fica até difícil saber de quem foi o maior papelão no episódio: de Gerald Thomas por agarrar Nicole Bahls à força ou dos homens que presenciaram a cena sem fazer nada. Entre eles seu colega de Pânico Wellington Muniz, o Ceará, que deveria ter sido o primeiro a dar uma chave de rim no agressor durante a investida dele. “Fiquei muito triste”, escreveu ela no Twitter, ao ser questionada sobre o assunto. “Obrigada de coração pelo carinho. Amanhã é outro dia. Vai passar.” Há séculos os filósofos dizem que a perfeição é um conceito inatingível para o ser humano e que, por isso, devemos aprender a conviver com as nossos defeitos. Concordo. Existe um deles, porém, que é intragável: a covardia. Gerald Thomas foi covarde ao agarrar uma mulher indefesa (eu adoraria vê-lo fazendo isso com Ronda Rousey, a campeã do UFC) e também foram covardes os homens que assistiram sua atitude sem fazer nada. Por isso digo que o episódio da Livraria da Travessa foi, sem dúvida, uma mancha para a nossa raça masculina. E deveríamos ter vergonha por ele ter acontecido. Eu tenho.

Seria interessante ver Gerald fazendo isso com Ronda Rousey, a campeã do UFC

Pedro Nogueira
No DCM 
Postado por zcarlos ferreiraàs 16:003 comentários:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: CovardiaMachismo   Do Blog COM TEXTO LIVRE

10 horas atrás

Cícero grita na sepultura depois de saber de Fux

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

O ministro do STF Luiz Fux. Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF (22/11/2012)

 

Vou repetir Cícero, num célebre discurso contra Catilina: “O tempora, o mores”. Cícero, nesse discurso, deplora a perfídia e a corrupção da sua época.   Pois bem, em outros tempos,– e no nosso Brasil–, não tínhamos um comportamento igual ao do atual ministro Luiz Fux. No popular, Fux vendeu a alma para conquistar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Procurou de José Dirceu a Pedro Stedile, sem deixar de passar pela Fiesp.     Certa vez, o ministro Vitor Nunes Leal, grande jurista, emérito processualista e cassado pela ditadura militar, foi indagado sobre a escolha de ministros para a Corte excelsa.     Depois de explicar os requisitos constitucionais Vitor Nunes Leal, com relação aos pretendentes, deixou uma lição que o ministro Luiz Fux não considerou: Não se pede e nem se oferece para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. E o escolhido não deve recursar.     Pano rápido. “O tempora, o mores”.     Wálter Maierovitch   Postado por O TERROR DO NORDESTEàs 14:25Nenhum comentário:     Do Blog O TERROR DO NORDESTE.

11 horas atrás

Mercenários presos com explosivos na Venezuela. Quem está querendo melar as eleições?

MARIA FRO por mariafro
 

 VENEZUELA CAPTURA PARAMILITARES E MERCENÁRIOS COM ARMAS E EXPLOSIVOS  ”Estamos desmontando um plano de violência da direita”, afirmou o presidente Nicolás Maduro

 Leonardo Severo, do ComunicaSul – Caracas

O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou, nesta quinta-feira (11), paramilitares  colombianos com armas e explosivos, às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14).

Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia.

“Temos capturado vários militares colombianos com uniformes de Venezuela que vieram para assassinar. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato bolivariano, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos C4 e armas.

Parte dos armamentos foi encontrado após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol, calibre 9 mm com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular, calibre 5-56 mm, para fuzis.

MATERIAL DE GUERRA

“Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon.

O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos.

Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha. As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela.

Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana. “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile.

MÍDIA PRIVADA ESCONDE

O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte.

Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia.

11 horas atrás

O tesão de não tocar a mulher adormecida

XICO SÁ por xicosa
 

Tu apagaste (ainda) na minha sala e só me restou fazer como aquele velho do livro japonês.

Se soubesse tinha cortado a água que passarinho não bebe. Não, isso não se faz com uma gueixa que ama os pássaros traupídeos, os assanhaçus.

Te olhei a noite inteira como mirava aquele ancião da casa zen das belas adormecidas.

Sem poder tocá-la.

Te olhei como nunca. Cada fiozinho da sobrancelha e olhei os fiozinhos das entranhas como um cego lê em braile por debaixo dos lençóis.

Havia um laço na calcinha, desenlaçável até para o mais ágil dos caubóis laçadores de mustangues. Vide o filme “Os Desajustados”, com a Marilyn e uns canalhas geniais.

No que fui com a mão esquerda rente aos pêlos mas erguendo a calcinha aos céus possíveis, na contra-força da lei da maçã de Newton, de modo a não tocá-la de forma alguma.

Não era a hora do fatal descuido. Mulher tem hora, minuto, segundo, aprendi com minha gatinha de quatro pés, a Deli, que existe o momento certo para se ter uma fêmea colada com superbonder na sua costela.

Nada dá mais tesão do que chegar à menor distância possível de uma pele. Sem tocá-la. O silêncio engasgado na respiração mais profunda.

O suspense.

O suspense de que alguma buzina de contrariedade e angústia (de cidade grande e perdição idem) te faria abrir os zolhinhos a qualquer espanto ou junguinismo sonhento.

Nem.

A um centímetro dos mamilos. De olhos bem fechados. Vi o direito crescer de modo a relar meus dedos, no que recuei uma coisinha de nada possível.

Os pelinhos das coxas, eriçados, ressuscitaram de todos os salões depilatórios e difamaram a cera negra espanhola. Senti os pelinhos quase a tocar a linha da vida da minha mão torta.

Eras a giganta de Baudelaire crescendo nas retinas das minhas impossibilidades morais.

A arte zen de andar na bicicleta dos aros dos meus óculos, as duas rodas que movem moinhos, os sonhos que explicam um conto de Cortázar.

Estive a meio centímetro da tua vulva indecifrável, bonito desenho sinuoso, labiríntico, estive a meio centímetro, a décimos de nonada, com todos os dedos, inclusive o anelar médio da nossa futura aliança que já brilha no infinito.

Amei, porém, aquele tão longe tão perto como a melhor das penetrações do mundo.

Era preciso perceber o que separa um homem acordado e uma mulher desmaiada.

Agora o travesseiro me diz todas essas coisas e sabe separar teu cheiro nas minhas narinas dos cheiros à prova das melhores lavanderias do universo.

Não tocar é estar mais que dentro.

12 horas atrás

Sakamoto: Jovem rico erra. “Menor” pobre comete crime

MARIA FRO por mariafro
 

Reduzir a maioridade penal é uma medida fascista e só agrada às pessoas que já se entregaram ao ódio social – incluindo as que não admitem e independente da classe social. A maioria das vítimas da violência no país são pobres e negros, e a mudança na maioridade penal só vai atingir esse tipo de menor socialmente vulnerável. O loirinho do papai rico, seja ele maior ou menor, nunca irá pra cadeia. E o mais importante: colocar na prisão um monte de meninos de negros e pobres de 16 anos não vai melhorar a nossa sociedade, nem um pouquinho.

Jovem Rico erra. “Menor” pobre comete crime

Do blog do Leonardo Sakamoto

Os repetidos casos de violência gerados por jovens da classe média alta brasileira e a forma aviltante com a qual têm sido tratados adolescentes pobres no processo de ocupação policial de comunidades no Rio de Janeiro me deixam duplamente incomodado. Primeiro, é claro, pelo fato em si. Segundo, pela forma como a sociedade se comporta diante disso.

Sabemos que é mais fácil uma pessoa que roubou um xampu, um litro de leite ou meia dúzia de coxinhas ir amargar uma temporada no xilindró – como mostram diversos casos que já trouxe aqui – do que um empresário que corrompeu ou um político que foi corrompido passarem uma temporada fora de circulação.

Não que o princípio da insignificância (que pode ser aplicado quando o caso não representa riscos à sociedade e não tenha causado lesão ou ofensa grave) não seja conhecido pelo Judiciário. Insignificante mesmo é quem não tem um bom advogado, muito menos sangue azul ou imunidade política.

Tempos atrás, a seguinte notícia veio a público:

“A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco jovens moradores de condomínios de classe média da Barra da Tijuca, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos rapazes (…) confessaram o crime e serão levados para a Polinter. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta.”

Os rapazes não eram da ralé. Se fossem de classe social mais baixa, certamente o texto seria sutilmente diferente:

“A empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, de 32 anos, teve a bolsa roubada e foi espancada por cinco moradores da favela da Rocinha, na madrugada de sábado. Os golpes foram todos direcionados à sua cabeça. Presos por policiais da 16ª DP (Barra), três dos bandidos (…) confessaram o crime e estão presos. Como justificativa para o que fizeram alegaram ter confundido a vítima com uma prostituta.”

Rico é jovem, pobre é bandido. Um é criança que fez coisa errada, o outro um monstro que deve ser encarcerado. Lembro que o pai de um deles, num momento de desespero, justificou a atitude do filho como sendo perdoável. Da mesma forma, o pai de um dos jovens que agrediram homossexuais com lâmpadas fluorescentes na avenida Paulista, em São Paulo, pediu condescendência. Afinal, isso não condiz com a criação que tiveram. Bem, são pais, é direito deles. O incrível é como a sociedade encara o tema, com uma diferenciação claramente causada pela origem social.

Tenho minhas dúvidas se a notícia sairia se fosse o segundo caso. Provavelmente, na hora em que o estagiário que faz a checagem das delegacias chegasse com a informação, ouviria algo assim na redação: “Pobre batendo em pobre? Ah, acontece todo dia, não é notícia. Além disso, é coisa deles com eles. Então, deixem que resolvam”.

Amigos que trabalharam em uma rádio grande de São Paulo, pertencente a um grupo de comunicação, já ouviram algo muito parecido, mas mais cruel… É triste verificar mais uma vez que o conceito de notícia depende de qual classe social pertencem os protagonistas. Somos lenientes com os nossos semelhantes, com aqueles que poderiam ser nossos primos e irmãos, e duros com os outros.

A justificativa dos espancadores também é bastante esclarecedora. Ou seja, “puta” e “bicha” pode. Assim como índio e “mendigo”. Lembram-se do Galdino, que morreu queimado por jovens da classe média brasiliense enquanto dormia em um ponto de ônibus? Ou a população de rua do Centro de São Paulo, que vira e mexe, é morta a pauladas enquanto descansa? Até onde sabemos, apesar dos incendiários brasilienses terem sido presos, eles possuíam regalias, como sair da cadeia para passear. E na capital paulista, crimes contra populacão de rua tendem a ser punidos com a mesma celeridade que agressões contra indígenas no Mato Grosso do Sul.

Na prática, as pessoas envolvidas nesses casos apenas colocaram em prática o que devem ter ouvido a vida inteira: putas, bichas, índios e mendigos são a corja da sociedade e agem para corromper os nossos valores morais e tornar a vida dos cidadãos de bem um inferno. Seres descartáveis, que vivem na penumbra e nos ameaçam com sua existência, que não se encaixa nos padrões estabelecidos. E por que não incluir nesse caldo as empregadas domésticas, que existem para servir? Se eles soubessem a profissão de Sirley, teria feito diferença?

A sociedade tem uma parcela grande de culpa em atos como esse e os dos jovens que se tornam soldados do tráfico por falta de opções e na busca por dignidade, fugindo da violência do Estado e do nosso desprezo. A culpa não é só deles.

A diferença é que, para os da classe média e alta, passamos a mão na cabeça. Afinal, são “jovens”. Para os pobres, os “menores”, passamos bala.

12 horas atrás

Sete advogados pedem mais tempo a Barbosa na AP 470

 
: O Agravo Regimental é assinado, entre outros, pelos advogados Márcio Thomaz Bastos, José Luís Oliveira Lima e Alberto Toron; eles insistem que o presidente do Supremo leve o pedido a julgamento pelo plenário do tribunal; até agora, contudo, Barbosa não submeteu nenhum dos pedidos por mais prazo à apreciação do colegiado 
12 horas atrás

FHC na TV: com o PSDB, “não tem jeitinho, tem trabalho”

 
: Em tempos de preocupação com a inflação, ex-presidente Fernando Henrique protagoniza inserções do PSDB paulista lembrando do Plano Real: “Trabalhando, do jeito certo, fizemos o Plano Real, que acabou com a inflação e criou condições para o Brasil voltar a crescer. O resultado está aí, nas ruas. Um País com moeda forte, respeitado no mundo”; segundo ele, esse é “o jeito do Montoro, do Covas, do Serra e do Geraldo Alckmin, governador que planeja e tem coragem de enfrentar os problemas e faz da honestidade uma marca de seu governo” 
12 horas atrás

Democracia

SUJO por Esquerdopata
 
 
14 horas atrás

Venezuela prende mercenários com armas e explosivos: eles vieram da Colômbia e de El Salvador – é a CIA?

ESCREVINHADOR por Rodrigo Vianna
 

“Na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai” (JoãoPedro Stédile)

por Leonardo Severo, do ComunicaSul*, direto de Caracas

O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou na última quinta-feira (11 de abril), paramilitares  colombianos com armas e explosivos. A captura ocorre às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14).

Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia.

Setores do governo temem que a oposição – se for derrotada mais uma vez – abandone o caminho institucional, partindo para a desestabilização armada – com apoio de fora do país. Seria algo parecido com o que já ocorreu na Líbia e acontece agora na Síria. Só que bem na fronteira com o Brasil. 

“Temos capturado vários militares colombianos com uniformes da Venezuela. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato chavista, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos e armas.

Parte dos armamentos foi encontrada após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol (calibre 9 mm) –  com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular para fuzis.

MATERIAL DE GUERRA

“Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon.

O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos.

Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha.

As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela.

Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana: “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile.

MÍDIA PRIVADA ESCONDE

O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte.

Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia.

 * O ComunicaSul é um coletivo de jornalistas brasileiros, especializado em coberturas especiais na América Latina; gera conteúdo exclusivo para a blogosfera, furando a hegemonia da velha mídia (no Brasil, por exemplo,jornais deram pouco ou nenhum destaque à prisão dos paramilitares estrangeiros na Venezuela).

14 horas atrás

Torcedores do Atlético e do Cruzeiro criam páginas nas redes sociais para combater preconceito e homofobia nas torcidas

MUZA por noreply@blogger.com (Valmique)
 

 
 

O poder das redes sociais ainda é incalculável. Um exemplo positivo neste sentido são as recentes fanpages de torcedores homossexuais e/ou simpatizantes do Atlético Mineiro, Galo, e do Cruzeiro. Isso mesmo! 
 Os fãs atleticanos criaram o Galo Queer no Facebook  há menos de uma semana e já tem quase 4000 seguidores. Eles também criaram um perfil no Twitter.  
Na definição oficial consta: “ é o movimento anti-homofobia e anti-sexismo no futebol dos torcedores do Atlético Mineiro, vulgo Galo Doido. Porque paixão pelo Galo não tem nada a ver com intolerância”. 
 Já os cruzeirenses criaram a fanpage Cruzeiro Anti-homofobia há menos de 24h e já tem quase 1500 “likes” no Facebook.  Ainda não há perfil no Facebook. A descriação deles é mais detalhada, mas o objetivo é mesmo: 
“Essa página é um movimento anti-homofobia e anti-sexismo no futebol brasileiro e no geral, organizado por torcedores do Cruzeiro, mas que não se restringe aos mesmos. Futebol é diversidade e não um ambiente hostil que incita violência e preconceito 
Por acreditarmos que o futebol expressa de forma muito clara a heteronormatividade gritante em nossa sociedade, decidimos nos posicionar e discutir dentro das próprias torcidas a homofobia e o culto ao machismo nos estádios, mesas de bar, centros acadêmicos e quaisquer outros lugares. Nesse sentido, essa página propõe-se a debater os preconceitos de gênero e articular politicamente os torcedores do Cruzeiro para ações críticas. Não é preciso ser gay para apoiar o combate à homofobia”. 
As postagens, em ambos, procuram relacionar de alguma forma a homossexualidade e o futebol, como a imagem abaixo, postada no GaloQueer, que traz a cantora Cássia Eller vestida com a camisa do time.  Mas também há espaço para divulagar links interessantes como o artigo do Dr. Drauzio Varella sobre homossexualidade.  
EM TEMPO – Se você acha que parou por aí.. torcedores do Palmeiras e do Corintinhas também tem suas respectivas páginas:  “Corinthians Livre” e “Palmeiras Livre”. 
 

15 horas atrás

60 minutos com José Dirceu

CIDADANIA por eduguim
 

9 de abril de 2013

 

Cheguei pontualmente às 17:30 hs. da última terça-feira (9.4) ao prédio na Vila Mariana – bairro de classe média de São Paulo – em que reside o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a fim de entrevistá-lo. Todavia, tive que esperar porque ele estava reunido com assessores.

Enquanto espero no saguão do prédio, reflito que a imagem que vem sendo pintada do “poderoso chefão” através dos anos não combina com o lugar em que reside, muito distante do luxo em que acreditam que possa viver alguém que teria encabeçado “o maior escândalo de corrupção da história”.

Após uns 30 minutos de espera, quatro assessores saem do elevador e ganham o saguão enquanto o porteiro me avisa de que minha subida ao apartamento do ex-ministro está liberada.

Encontro Dirceu de jeans e camisa social azul-clara.  Ele fala ao telefone. Enquanto me aproximo, aponta o degrau entre o hall de entrada e a sala de estar do apartamento, sinalizando para que tenha cuidado – o piso claro torna o degrau quase imperceptível.

O Dirceu que me recebe não parece um homem que está prestes a ir para a cadeia. Ao telefone, discute um problema social envolvendo índios, mas não lhe faço perguntas. Seu ar descontraído é o que me desperta a curiosidade.

Nos próximos sessenta minutos, temos uma conversa informal que, sob autorização dele, transformo na entrevista abaixo.

*

BLOG DA CIDADANIA – Como está o seu estado de espírito diante das possibilidades de ser condenado a cumprir pena?

JOSÉ DIRCEU – Estou indignado e revoltado não apenas pela injustiça cometida contra meus direitos e garantias constitucionais, mas principalmente pelo gravíssimo precedente aberto pela maioria do STF ao me condenar sem provas, com base numa interpretação equivocada da teoria do domínio funcional dos fatos, mudando décadas de jurisprudência sobre a exigência de ato de oficio. Um julgamento transmitido pela TV, com uma propaganda opressiva, marcada para coincidir com as eleições municipais e com as vésperas do primeiro e do segundo turno. Há ainda o agravante do julgamento ser antecipado para que um ministro às vésperas da aposentadoria pudesse participar. Algo nunca visto na suprema corte.

BLOG DA CIDADANIA – Em caso de condenação definitiva, qual é o tempo que você efetivamente terá que cumprir em regime fechado?

JOSÉ DIRCEU – Nos termos atuais, sem o julgamento dos recursos a que tenho direito, seriam 1 ano e dez mês de regime fechado e mais 1 ano e dez meses de regime semi aberto. Fui condenado a 10 anos 10 meses de prisão. A pena por formação de quadrilha é de  2 anos e 11 meses, praticamente a pena máxima, que é 3 anos. Por corrução ativa são mais 7 anos e 10 meses, mais uma vez praticamente a pena máxima, que era de 8 anos pela legislação anterior.

BLOG DA CIDADANIA – Se tivesse que escolher entre o período que passou na clandestinidade e um período que poderá passar na prisão, o que preferiria?

JOSÉ DIRCEU – Evidentemente a clandestinidade, onde apesar de tudo fui feliz, trabalhei, estudei, conheci o Brasil, casei, constitui família, nasceu meu filho Zeca, criei as condições para voltar a atuação política, o que já aconteceu no final de 1977. Apesar do isolamento e do afastamento de minha família por 10 anos nunca perdi a esperança e nunca deixei de lutar.

A questão não é o tempo que vou passar na prisão, mas sim a condenação injusta e a ignomínia e infâmia de me condenarem por corrupção e formação de quadrilha sendo inocente e não há qualquer prova contra mim. Minha indignação é contra a operação política para me transformar num corrupto e quadrilheiro e apresentar à sociedade meu caso como um exemplo de que agora se faz justiça no Brasil com os poderosos indo para a cadeia. É uma farsa, já que sou inocente, não há crime e nem provas de que eu teria cometido qualquer ato ilícito nas minhas funções de ministro e deputado.

BLOG DA CIDADANIA – Após sua condenação, houve especulações sobre a sua segurança numa eventual prisão devido à sua extrema notoriedade. Você tem alguma preocupação nesse sentido?

JOSÉ DIRCEU – Prisão é prisão como todos sabemos, mas cada um sabe se cuidar e se defender, mas é evidente que a responsabilidade é de quem me condena sem provas, sem crime e com evidências claras de uma condenação política e um juízo de exceção.

BLOG DA CIDADANIA – Dizem que, se você fosse condenado, iria para o que chamam de “prisão de Caras”, ou seja, para o sistema prisional de Tremembé (SP). Uma prisão como essa lhe oferece maior segurança?

JOSÉ DIRCEU – Não se pode dizer hoje que estou condenado, já que ainda temos os recursos, temos o bom direito ao nosso lado e há fatos novos como as provas que os recursos da VISANET nem são públicos e nem foram desviados, o que na prática anula o julgamento numa revisão criminal depois de transitado em julgado.

BLOG DA CIDADANIA – Quais as chances que você vê em reverter sua condenação no julgamento dos recursos? Ou, ao menos, em reverter alguma das condenações de forma a que não tenha que ir ao regime fechado?

JOSÉ DIRCEU – Do ponto do vista do direito temos chance real de reverter a condenação por formação de quadrilha e reduzir as penas já que nem a jurisprudência do STF e nem os códigos foram observados nas penas absurdas que foram dadas. Depois do trânsito em julgado temos o direito à revisão criminal e a recorrer à CIDH da OEA e ao TPI de San Jose, Costa Rica.

BLOG DA CIDADANIA – Você considera adequado o prazo de cinco dias para sua defesa apresentar recursos após a publicação do acórdão do julgamento?

JOSÉ DIRCEU – Claro que não. Por isso mesmo meu advogado e os de outros réus entraram com pedidos mais do que razoáveis de um prazo maior. Não é a primeira vez nesse julgamento que nosso direito de defesa é desprezado como uma chicana e assim violado não apenas o direito de defesa mas o devido processo legal.

BLOG DA CIDADANIA – A que você atribui a pressa que se vê para concluir o processo? Só como parâmetro, o julgamento das cotas raciais pelo STF já tem um ano e até hoje não foi publicado o acórdão.

JOSÉ DIRCEU – As razoes são políticas, o que na prática deveria levar à anulação de todo juízo.

BLOG DA CIDADANIA – Qual sua visão sobre a abertura de investigação sobre o presidente Lula pela PF a pedido da Procuradoria de Brasília? Há algum elemento que, na sua visão, justifique esse processo?

JOSÉ DIRCEU – Indevida e ilegal, mais uma abuso de autoridade do MP, mais uma violência exclusivamente por razões políticas. Esse mesmo MP não abriu nenhuma investigação contra o ex-senador Demóstenes Torres mesmo tendo conhecimento dos autos de um inquérito da Policia Federal, chamada operação Las Vegas, que na prática ficou arquivado, engavetado, numa cena explícita de prevaricação até que novos fatos e atos criminosos obrigaram o MP a tomar providências legais contra o então senador, procurador e principal porta voz do MP no Congresso Nacional.

BLOG DA CIDADANIA – O presidente, em caso de abertura de uma ação penal, pode enfrentar um tipo de julgamento como o que você enfrentou, com uso da teoria do “domínio do fato”, ou a AP 470 foi uma exceção que não se repetirá?

JOSÉ DIRCEU – Espero que seja arquivada a investigação e que não tenhamos que analisar essa possibilidade, por absoluta falta de elementos para qualquer nova investigação e porque o próprio STF já recusou mais de uma vez incluir o presidente na AP 470.

BLOG DA CIDADANIA – Como você vê a distribuição de verbas públicas para publicidade do governo federal entre os grandes meios de comunicação? Há um equilíbrio entre as mídias alternativas e as tradicionais? E entre a própria grande mídia, a distribuição lhe parece justa?

JOSÉ DIRCEU – Não é justa, não há equilíbrio. Além disso é preciso respeitar a constituição e estimular a pequena e micro mídia – assim como se faz com a pequena e micro empresa -, o pluralismo e evitar o monopólio. Deve-se garantir a diversidade e a produção e defesa da cultura nacional.

BLOG DA CIDADANIA – Como você vê a acusação da grande mídia ao PT de que o partido quereria censurá-la para que não divulgue escândalos contra si?

JOSÉ DIRCEU – Na entrevista que dei a Folha-UOL [e que será publicada amanhã] respondi a essa questão. Por que o PT quereria censurar a imprensa? Mesmo que quisesse, não teria força. Outra coisa é regular mídia. O que não é possível é um veículo deter 70%, 80% de toda a publicidade do país. Como as organizações Globo, por exemplo.

 *

PS: neste sábado viajo a Curitiba para participar de uma mesa de debate em um encontro de blogueiros local. O Blog só voltará a ser atualizado no domingo.

 

Ele (o JB) acha que a defesa fará como ele que NÃO LEU…

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Ele (o JB) acha que a defesa fará como ele que NÃO LEU, apenas imaginou, pois os documentos da própria AP 470 desmascaram a tese ALUCINÓGENA do desvio (que não houve) de R$ “público” (que SEMPRE foi da multinacional Visanet). 
Joaquim Barbosa sobre a publicação do acórdão: “A minha preocupação número um em relação a esse processo é publicar. Não foi publicado ainda porque é muito grande e os serviços do tribunal não têm a agilidade para, de um dia para o outro, publicar isso”, disse o ministro nesta quinta-feira (11/4), acrescentando que não sabe o número de páginas do documento.” 
http://www.facebook.com/alexandrecesar.costateixeira 
http://ultimainstancia.uol.com.br/especialmensalao/para-barbosa-prioridade-agora-e-publicar-acordao-do-mensalao/?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Informativo_UI_12_04_13

2 horas atrás

UM ASSESSOR DO STF PODE BIOGRAFAR BARBOSA? Pelo coleguinha pode…

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Contratado como secretário de Comunicação do Supremo Tribunal Federal, o jornalista Wellington Geraldo Silva irá escrever a história oficial de Joaquim Barbosa, segundo revelou Ancelmo Gois, em sua coluna no Globo. Ocorre que, no julgamento da Ação Penal 470, o então relator Barbosa tentou condenar João Paulo Cunha numa segunda ação de peculato, alegando que o ex-assessor de imprensa da Câmara dos Deputados, Luís Costa Pinto, era utilizado com fins pessoais. E agora: é diferente? 
247 – Vingador e vingativo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, se vê com uma espécie de espada do mundo, sempre pronto a cortar cabeças em seu furor moralista. Aliás, esta é a imagem que boa parte da imprensa construiu a seu respeito. As grosserias e agressões em série contra colegas de magistratura, jornalistas e advogados seriam apenas, como diz o Globo, parte de seu estilo “assertivo”. 
No julgamento da Ação Penal 470, o Brasil inteiro pôde assistir ao espetáculo que o consagrou. Num dos capítulos, Joaquim Barbosa tentou condenar João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, numa segunda ação de peculato. Dizia o relator que a contratação da empresa Idéias, Fatos e Texto, do jornalista Luís Costa Pinto, visava apenas à promoção pessoal do próprio João Paulo Cunha. Segundo Barbosa, houve, inclusive, dolo na contratação da IFT, mas, neste ponto, foi voto vencido. Os demais ministros entenderam que o ex-assessor da Câmara prestou serviços à própria Câmara dos Deputados – e não a seu presidente. 
Nesta sexta, no entanto, o jornalista Ancelmo Gois faz uma revelação que poderia ser constrangedora para o presidente do STF, se o Globo, que lhe concedeu o prêmio “Faz Diferença”, não estivesse tão casado com suas posições. Diz Ancelmo que o assessor de imprensa da presidência do Supremo Tribunal Federal, o jornalista Wellington Geraldo Silva, irá escrever a biografia oficial do chefe. Leia abaixo: 
Joaquim, a biografia 
Escrita pelo coleguinha Wellington Geraldo Silva, atual secretário de Comunicação do STF, vem aí uma biografia de Joaquim Barbosa. 
Há cinco editoras interessadas. 
Se o caso fosse levado ao Joaquim Barbosa que atuou na Ação Penal 470, ele, provavelmente, enxergaria algum desvio de função ou a utilização de um recurso do Supremo Tribunal Federal, pago por todos os contribuintes brasileiros, para a promoção pessoal do seu presidente. Procurada pelo 247, a assessoria de imprensa do Supremo não se manifestou a respeito até a publicação desta matéria. Wellington, por sua vez, disse que trataria do caso apenas em seu horário de almoço por se tratar de uma questão particular – não relacionada aos assuntos do STF. 
O secretário de Comunicação, que fez questão de registrar que estava ligando de seu celular particular, entrou em contato com o 247 no intervalo do almoço e afirmou que ainda “não existe livro”, trata-se de um projeto pessoal que ele pretende tocar quando, um dia, deixar seu cargo no Supremo – disse não ter planos de quando isso irá acontecer. “Não comecei a escrever. Farei no dia em que eu não estiver mais aqui”, declarou. 
“Eu tenho um projeto de biografia que será executado quando eu sair do Supremo. Um projeto de fazer um livro, como qualquer jornalista”, disse. Segundo ele, o assunto sequer tem sido conversado com Joaquim Barbosa. Wellington confirmou já ter sido procurado por algumas editoras, que querem mais detalhes do projeto, mas afirmou não ter contrato com nenhuma delas. 
O assessor disse ainda que até poderia dedicar suas horas vagas – madrugas e finais de semana, como citou – para escrever a biografia. “Cada um usa o tempo livre como pode, nada me impede de escrever um livro”, afirmou. Mas garante que não fará isso, pois “trabalha muito”. Wellington disse chegar diariamente às 9h30 no STF e deixar o local às 21h. Ele não quis comentar a comparação com o assessor do deputado João Paulo Cunha.http://www.brasil247.com/pt/247/poder/98753/Um-assessor-do-STF-pode-biografar-Barbosa-assessor-STF-pode-biografar-Barbosa.htm

2 horas atrás

Ministro Luiz Fux cancela jantar bancado por advogado

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

 
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu ontem ao advogado Sergio Bermudes que ele cancelasse o jantar que estava preparando para o magistrado. O organizador da festa, marcada para o dia 26, queria reunir políticos e a cúpula do judiciário nacional e do Rio de Janeiro em seu apartamento de 800 metros quadrados, na zona sul do Rio. O evento celebraria os 60 anos de Fux. 

SCO/STF e Folhapress
Ministro Luiz Fux e advogado Sergio Bermudes
Ministro Luiz Fux e advogado Sergio Bermudes

“Estamos cancelando a pedido do ministro”, disse Bermudes na noite de ontem. Segundo relato do advogado, Fux informou que sua mãe, Lucy, de 78 anos, teve uma crise de hipertensão com a repercussão negativa da celebração, o que teria preocupado o ministro. A divulgação do jantar pela Folha causou constrangimento no Supremo. Nos bastidores, ministros criticaram a festa, para a qual foram disparados 300 convites. Além de ser bancada pelo advogado, ela ocorreria pouco depois de o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, ter criticado o que considera “conluio” entre juízes e advogados no Brasil. Coincidiria também com o julgamento dos recursos apresentados pelos réus do mensalão, que tentam reduzir suas penas. Além de todos os ministros do Supremo, Bermudes chamou para o evento todos os integrantes do Superior Tribunal de Justiça, os 180 desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, e o governador Sérgio Cabral. O mal-estar foi agravado pela informação de que a filha do ministro, Marianna Fux, é candidata a desembargadora do TJ do Rio. Na festa, ela teria a oportunidade de circular entre potenciais eleitores, já que cabe aos desembargadores do TJ, convidados para a celebração, escolher, a partir de uma lista sextupla da OAB-RJ, os três nomes que serão apresentados ao governador Cabral. O governador então escolhe o novo desembargador. Cabral negou ontem ter recebido o convite para o jantar. Ele também disse não ter conhecimento de articulação em prol da escolha da filha do ministro. “Nunca ouvi falar disso. A mim nunca chegou esse assunto. Agora, que ela é uma advogada brilhante e respeitada, ela é.” Antes da desistência de Fux, Bermudes havia defendido a realização do evento sob o argumento de que Fux nunca julgou ação em que atua como advogado, informação reiterada pelo gabinete do ministro. “Sempre fomos muito amigos. É uma amizade de 40 anos que começou quando ambos éramos professores. Fui orientador dele e o ministro Fux sempre se julga impedido de atuar nas ações assinadas por mim ou por sua filha”. Marianna Fux, 32, trabalha no escritório do advogado. Colaboraram CRISTINA GRILLO e ITALO NOGUEIRA, do Rio, e FELIPE SELIGMAN, de Brasília http://www1.folha.uol.com.br/poder/1262098-ministro-luiz-fux-cancela-jantar-bancado-por-advogado.shtml

2 horas atrás

Governador dá cumprimento a ordem do Tribunal de Justiça e reempossa o delegado de polícia Marcelo Luis Alves de Freitas reintegrado por meio de mandado de segurança impetrado e sustentado oralmente pela advogada Tania Lis Tizzoni Nogueira…( Os argumentos oralmente sustentados alteraram o convencimento do Relator modificando o desfecho da causa e o futuro do Delegado )

FLIT PARALISANTE por Flit Paralisante
 

Atos do Governador

 

Reintegrando  em cumprimento ao acórdão proferido

pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de

São Paulo, nos autos do Mandado de Segurança 0093948-

16.2011.8.26.0000, ao serviço público Marcelo Luis Alves de

Freitas, RG 21.230.873, no cargo de Delegado de Polícia de 3ª

Classe, Padrão I, da EV da LC 731-93, do Quadro da Secretaria

da Segurança Pública, em vaga decorrente da aposentadoria de

José Geraldo de Moura.

feliz-felicidade

 

4 horas atrás

SETE ADVOGADOS PEDEM MAIS TEMPO A BARBOSA NA AP 470

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

O Agravo Regimental é assinado, entre outros, pelos advogados Márcio Thomaz Bastos, José Luís Oliveira Lima e Alberto Toron; eles insistem que o presidente do Supremo leve o pedido a julgamento pelo plenário do tribunal; até agora, contudo, Barbosa não submeteu nenhum dos pedidos por mais prazo à apreciação do colegiado 
Do Conjur – Sete dos 25 réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, entraram com novo pedido no Supremo Tribunal Federal em que requerem o acesso ao inteiro teor dos votos escritos dos ministros antes da publicação do acórdão, que está prevista para a próxima semana. Eles reclamam ao presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, que leve o pedido ao Plenário e reconsidere sua decisão anterior: “A reconsideração da decisão agravada manifestaria grandeza. Por meio dela, o processo não ostentaria uma mancha historicamente indelével”. 
Joaquim Barbosa já negou por três vezes o pedido de réus para que seus advogados tenham acesso aos votos já liberados pelos ministros antes da publicação do acórdão. O argumento dos advogados é o de que é humanamente impossível apresentar os recursos cabíveis em um prazo de cinco dias, quando os ministros levaram mais de três meses apenas para fazer a revisão de seus votos. 
Os réus requerem que o presidente do Supremo “se abstenha de praticar qualquer ato processual que prejudique o pleno exercício de ampla defesa técnica”. O pedido é feito por José Roberto Salgado, Kátia Rabello, Delúbio Soares, José Dirceu, João Paulo Cunha, José Genoino e Vinícius Samarane. 
O texto da petição é forte. Os advogados dos réus sustentam que não pedem a extensão do prazo de recurso contra a lei, nem mesmo querem o mesmo tratamento privilegiado que o Ministério Público teve no processo: “Não postulam, contra legem, a dilação do prazo recursal. Não reclamam o mesmo tratamento privilegiado dado à acusação quando se lhe quintuplicou o tempo de sustentação oral. Não pretendem seja aberta uma nova exceção, ainda que justificável”. 
O que pedem é que o “texto excepcionalmente longo” do acórdão esteja disponível em prazo razoável antes da publicação. O que se requer, segundo os réus, é a possibilidade de fazer uma defesa técnica, “contra abuso que nega todos os meios e recursos a ela inerentes”. 
O pedido, um Agravo Regimental, é assinado pelos advogados Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros Filho, Celso Sanchez Vilardi, José Luís Oliveira Lima, Alberto Toron, Luís Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Júnior e Maíra Beauchamp Salomi. Eles insistem que o presidente o leve a julgamento pelo Plenário do Supremo na primeira oportunidade. Até agora, Barbosa não submeteu nenhum dos pedidos à apreciação do colegiado. 
Os advogados ainda se referem a uma brincadeira que o ministro aposentado Cezar Peluso fez, de que era impossível ler todo um voto, ainda que em ritmo de locutor de jóquei. “Trabalhando 24 horas por dia, nos cinco dias do prazo, talvez alcançasse a prodigiosa velocidade de 83 páginas por hora de locução. Sem contar o tempo necessário para a redação do recurso”, calculam. 
E continuam: “Embora tenha muito de aleatório, o processo judicial não é uma corrida de cavalos. Trata-se, antes, de instrumento racional de realização da Justiça”. http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98803/Sete-advogados-pedem-mais-tempo-a-Barbosa-na-AP-470-Sete-advogados-pedem-mais-tempo-Barbosa-AP-470.htm

4 horas atrás

Negação do princípio da razoabilidade nos prazos para a defesa dos réus da AP 470 – Só mais um dos muitos ERROS do Joaquim!

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
Xeque – Marcelo Bancalero 
Excelente artigo de Helena Sthephanowitz, fala do mais recente de muitos ERROS cometidos pelo STF… A negação do princípio da razoabilidade nos prazos para a defesa dos réus da AP 470. Entre outras coisas, como negação do direito a ampla defesa, transformar dinheiro privado em público, acusar um desvio que o próprio dono do dinheiro negou, inventar um crime e por ai vai… Agora, tentam de tudo para sabotar as medidas que a defesa possa utilizar-se. Joaquim Barbosa marca viagem para Costa Rica para tentar impedir que recursos sejam aceitos, ministros apagam suas falas dos votos, videos da internet, e agora mais essa… Negar o tempo necessário para que os advogados possam verificar o processo de maneira a poderem trabalhar na defesa de seus clientes… Por que? Que medo é esse? Se o ministro Joaquim Barbosa acredita realmente que o julgamento foi justo, por que tem tanto medo de que as coisas possam mudar? Por que impedir o direito à defesa? Seria medo das verdades que todo mundo já conheceu através da blogosfera, revista Retrato do Brasil, e livro do Paulo Moreira Leite? Leiam o artigo 
Mensalão: novas provas aparecem, mas não contra os réus Tags: mensalãoblog da helena 
Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual A cada dia aparecem indícios de que o julgamento do “mensalão” (AP-470) foi político, de exceção. O primeiro deles foi o calendário coincidir com a campanha eleitoral.O segundo foi o não desmembramento, julgando até a “mequetrefe” Geiza Dias na Suprema Corte, tudo para dar grandiloquência e chamar de julgamento do século. A terceira prova de que foi um processo político, foi condenar sem provas e, pior, ignorando todas as provas de inocência apresentadas pelas defesas. Agora vem a negação do princípio da razoabilidade nos prazos para a defesa. Se o STF não deu conta de cumprir os prazos para publicar o acórdão, porque ele é grande demais, qual a razão de só dar cinco dias para a defesa ler milhares de páginas e procurar erros jurídicos? Os cinco dias seriam mais aceitáveis se o processo tivesse sido desmembrado e houvessem só três réus sendo julgados. Mas não em um julgamento onde “empacotaram” 37 réus, e que uns estão sendo condenados por suposto “domínio do fato” sobre crimes dos outros, o que obriga os advogados de defesa a estudarem todo o conjunto da obra, tornando impossível fazê-lo em apenas cinco dias. Também não vale a alegação de que as sessões do julgamento foram vistas e gravadas, porque os ministros não leram os votos completos, outros foram confusos, outros não foram suficientemente claros, outros fizeram discurso político na hora de declarar o voto. E, além disso, se os magistrados demoraram mais de dois meses revisando o que será publicado oficialmente, é porque valerá o que será publicado, e que pode ser razoavelmente diferente do que foi dito durante as sessões. Prazos relâmpagos e inviáveis para a defesa será a versão brasileira do golpe paraguaio sobre o ex-presidente Lugo. Lá o objetivo foi derrubá-lo sumariamente, logo a defesa era só para figurar. Aqui o objetivo é condenar sumariamente, concedendo à defesa o papel de mero figurante, como se fosse um “faz de conta” meramente para cumprir o ritual de execução. Em um julgamento justo, direito de defesa não pode ser tratado com má vontade. Mais uma prova de que o julgamento é político. O problema de julgamentos políticos é que eles não acabam na sentença judicial. O processo político continua e vem o julgamento do julgamento. E aí é que abundam provas não contra os réus, mas contra os juízes. Se nas primeiras peças de defesa, os advogados foram econômicos, se limitando a rebater as teses frágeis da acusação, ausentes de provas; nos recursos, mesmo com o prazo de cinco dias, virão repletos de provas de que muito o que foi dito no julgamento, simplesmente não corresponde à verdade. Os recursos têm grande chance de confirmar, primeiro perante a comunidade jurídica, depois perante a nação, que ministros de STF não agiram com o notório saber jurídico esperado de guardiões das leis, dos direitos e deveres constitucionais, com consequências nada boas para imagem da instituição. Além disso, o mal de julgamentos em que juízes julgam politicamente é que as políticas de bastidores, mais cedo ou mais tarde, acabam vindo à tona. No caso do ministro Luiz Fux, está vindo mais cedo do que se esperava. José Dirceu, em entrevista, disse que o ministro Luiz Fux o procurou durante meses em busca de apoio político para que petistas ligados a ele apoiassem sua nomeação e, segundo Dirceu, Fux ofereceu-se para absolvê-lo. Poderia ser a palavra de um contra o outro. O problema é que Fux não desmentiu o encontro e desconversou sobre o teor da conversa. Mais grave, Fux confirmou o encontro em outra entrevista, e disse uma coisa que soa impossível: que não se lembrava, no encontro, que Dirceu era réu no “mensalão”. E a sensação popular é de que o caso de Fux não é isolado. Basta imaginar como teriam sido as articulações para marcar o julgamento e conduzi-lo para coincidir com campanha eleitoral. E Gurgel… 
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, saiu em defesa de Fux, sobre a revelação de José Dirceu de sofrer assédio moral em busca da nomeação para o ministro do STF. “A história do ministro Fux é uma história de honradez. E o mesmo não se pode dizer de quem o acusa.”, disse Gurgel. Seria melhor ter ficado calado, pois a tese não fecha. Se for para desqualificar Dirceu, Fux cai junto, pois confirmou que foi procurá-lo.http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/mensalao-novas-provas-aparecem-mas-nao-contra-os-reus/view http://xeque-mate-noticias.blogspot.com.br/2013/04/negacao-do-principio-da-razoabilidade.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+Xeque_mateArtigosinformativosECia+(XEQUE_MATE+Artigos,Informativos+e+Cia)
4 horas atrás

A prepotência de Joaquim Barbosa por Jânio de Freitas

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

 

O risco do avanço

Por Jânio de Freitas, jornalista, na Folha de S. Paulo de 11/04/2013 O risco é grande e, pior ainda, crescente. O que pode suceder quando um alvejado por agressões orais do presidente do Supremo Tribunal Federal usar o direito de reagir à altura, como é provável que acabe acontecendo? Em qualquer caso, estará criado um embaraço extremo. Não se está distante nem da possibilidade de uma crise com ingredientes institucionais, caso o ministro Joaquim Barbosa progrida nas investidas desmoralizantes que atingem o Congresso e os magistrados. O fundo de moralismo ao gosto da classe média assegura às exorbitâncias conceituais e verbais do ministro a tolerância, nos meios de comunicação, do tipo “ele diz a coisa certa do modo errado” –o que é um modo moralmente errado de tratar a coisa errada. Não é novidade como método, nem como lugar onde é aplicado. Nem por isso o sentido dos atos é mudado. “Só se dirija a mim se eu pedir!” é uma frase possível nas delegacias de polícia. Dita a um representante eleito da magistratura, no Supremo Tribunal Federal, por seu presidente, é, no mínimo, uma manifestação despótica, sugestiva de sentimento ou pretensão idem. Se, tal como suas similares anteriores, levou apenas a mais uma nota insossa dos alvejados, não faz esperar que seja assim em reedições futuras desses incidentes. Afinal, quem quer viver em democracia tem o dever de repelir toda manifestação de autoritarismo, arbitrariedade e prepotência. É o único dever que o Estado de Direito cobra e dele não abre mão. 
Do Blog Quem tem medo da democracia? BLOG DO SARAIVA: A prepotência de Joaquim Barbosa por Jânio de Freitas:

4 horas atrás

PODER FERIDO E ORGULHO MELINDRADO – Convocação de claque oficial e processos criminais em perseguição ao advogado Cassius Haddad são outras cenas teatrais protagonizadas pelo Ministério Público para manter seu “seletivo” poder de investigação e autoarquivamento ( engavetamento )… Ridículo corporativismo!

FLIT PARALISANTE por Flit Paralisante
 
19/03/13 01:35 – Política

MP faz desagravo em apoio a promotor

Bauruense Luiz Bevilacqua sofre acusações após atuar em caso que culminou na prisão do ex-prefeito de Limeira

Gabriela Garcia/Especial para o JC
 
 
 
 

Em uma sessão de desagravo realizada na manhã de ontem, o Fórum de Limeira reuniu promotores de todo o Estado, membros do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), juízes, o procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo Márcio Fernandes Elias Rosa, políticos, empresários, representantes de entidades,  dois delegados de polícia de Araras e advogados.

A solenidade representou um ato de apoio ao promotor do Patrimônio Público de Limeira, o bauruense Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, em decorrência de acusações que ele sofreu por meio de redes sociais. As acusações foram feitas pelo advogado Cassius Haddad, que também esteve no salão do Tribunal do Júri para assistir à cerimônia e permaneceu em silêncio.

O desagravo

O desagravo – como é chamado o ato previsto em lei – foi idealizado em conjunto pela Procuradoria Geral de Justiça e a APMP (Associação Paulista do Ministério Público). “A associação não admite ofensas, mentiras e situações inaceitáveis como essa que aconteceu em Limeira. Quando um promotor é atacado no dever de sua função, a sociedade de bem também está sendo atacada”, afirmou o presidente da APMP, Felipe Locke Cavalcanti.

“O Luiz Alberto (Bevilacqua) simboliza muitos promotores por sua atuação firme, merecedora de elogios. Não aceitamos esses ataques que só visam assegurar a impunidade. Isso mostra que a atuação do MP está incomodando aquelas pessoas que antes eram intocáveis, detentoras do poder».

Segundo o procurador-geral de Justiça, Márcio Fernandes Elias Rosa, a manifestação não foi apenas em defesa do MP de Limeira, mas também do Poder Judiciário. «Os ataques às vezes têm o objetivo de intimidar e Limeira teve problemas recentes na seara política, que ainda merecem julgamentos que devem ocorrer de maneira tranquila. Esse tipo de situação não faz honras à própria comunidade de Limeira», disse Elias Rosa. «O MP segue convicto de seus reais deveres, do seu papel e nunca se tornará ausente na defesa da cidadania.»

Em um salão lotado, o procurador-geral substituto, Walter Paulo Sabella, também falou ao público presente. «Vim prestar minha solidariedade, apoio e companheirismo ao Bevilacqua. O promotor é um guardião da cidadania», afirmou.

Para o presidente da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados), Roque de Mesquita, este tipo de ofensa precisa ser punido. «A liberdade de expressão é um direito, mas o cidadão não deve esquecer que seu limite termina onde começa o do outro», opinou.

O promotor

Após a cerimônia, Bevilacqua afirmou que as acusações serão objeto de representações civis e criminais. “Tudo o que aconteceu está sendo apurado na Justiça. Vou continuar trabalhando pela sociedade limeirense. Essa solenidade me nutre de forças para continuar trabalhando pelo que é justo”, disse o promotor.

Bevilacqua foi um dos promotores membros do Gaeco responsáveis pela prisão da família Félix em novembro de 2011 e que resultaram na cassação do ex-prefeito da cidade, Silvio Felix (PDT) em 2012. As investigações estão em andamento e são conduzidas pelo promotor – o MP ainda aguarda documentações bancárias que devem ser utilizadas para a elaboração do relatório final sobre o caso.

Entenda o caso

A Moção de Desagravo ao promotor de Justiça Luiz Alberto Segalla Bevilacqua foi aprovada pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça por unanimidade, em sessão realizada dia 6 de fevereiro, “em razão de seguidos ataques pessoais à sua honra e dignidade, em decorrência do exercício de suas atividades funcionais, feitos pelo advogado Cassius Abrahan Mendes Haddad”.

A moção foi proposta pelo procurador de Justiça Walter Paulo Sabella com base em uma série de mensagens postadas nas redes sociais pelo advogado, que se apresenta também como consultor empresarial, palestrante e ativista social. As mensagens, segundo o MP, trazem conteúdo ofensivo ao promotor.

“Anota-se que a moção de desagravo presta-se a reparar ofensa sofrida pelo integrante da carreira no exercício das suas funções e em razão dela. Constitui-se em instrumento de defesa não só da dignidade profissional como também de defesa da reputação do próprio Ministério Público, na medida em que empenha publicamente a solidariedade desta instituição contra as ofensas e ataques lançados em face de um dos seus membros”, diz o documento.

Ao analisar o caso, a relatora da Comissão de Defesa de Prerrogativas

Institucionais do Órgão Especial, a procuradora de Justiça Jaqueline Mara Lorenzetti Martinelli, observa que a utilização, pelo advogado, de expressões de conteúdo nitidamente ofensivo à honra do promotor para se referir às funções institucionais por ele desenvolvidas, divulgando-as, de forma sistemática e reiterada, nas redes sociais, por meio de suas contas no Twitter e no Facebook, configura “verdadeira campanha para macular e desprestigiar a honra e a imagem pessoal e profissional desse promotor”.

A moção diz, ainda, que “esta conduta, por qualquer ângulo que se analise, desborda em muito os limites da crítica razoável e, de modo algum, está acobertada pela imunidade judiciária, posto que as ofensas verificadas foram proferidas fora do juízo e da discussão da causa”.

 

 

4 horas atrás

TRIBUNAL DE JUSTIÇA CONFIRMA INVESTIGAÇÃO CONTRA AÉCIO NEVES E ISSO NÃO É NOTÍCIA NA GRANDE MÍDIA BRASILEIRA

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

 Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, na semana passada, que o tucano Aécio Neves continua como réu na ação civil por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. O ex-governador é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde e pelo não cumprimento do piso constitucional de financiamento do sistema público de saúde entre 2003 e 2008. A mídia comercial, que adora um escândalo político, é tão seletiva que não deu qualquer destaque à decisão do TJMG. 
Segundo o sítio do deputado Rogério Correia, “desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde. Consequência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue no estado”. O ex-governador mineiro, que vive se jactando do tal “gestão de gestão”, poderá sofrer uma baita indigestão. O julgamento da ação está previsto para ocorrer ainda neste ano. Se for considerado culpado pelo desvio dos recursos públicos, o senador ficará inelegível. Sua cambaleante candidatura presidencial entraria em coma – que não é alcoólica. É lógico que o grão-tucano tem muitos defensores. A mídia não deu manchete para a decisão da justiça e evitará tratar do tema. Ela só gosta de levantar suspeitas de corrupção contra os tais “lulopetistas”. Já a Justiça é cega! Até hoje não julgou o chamado mensalão tucano – que a mídia trata como mensalão mineiro. A conferir!  
 

Veja mais: http://glaucocortez.com/2013/04/11/tribunal-de-justica-confirma-investigacao-contra-aecio-neves-e-isso-nao-e-noticia-na-grande-midia-brasileira/

5 horas atrás

u$4,3 BILHÕES

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

 
 THIETRE MIGUEL – RIO DE JANEIRO-RJ

5 horas atrás

Vaticano baixa filmes pornográficos

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
Maior parte dos filmes baixados no Vaticano é pornografia 
 
Em fevereiro, o site TorrentFreak divulgou que agentes no prédio do FBI estariam baixando filmes e séries piratas. Talvez fosse uma investigação em andamento, talvez não. Em um comunicado, o FBI disse que pirataria é crime e encerrou o assunto. Dessa vez, o TorrentFreak rastreou outros pontos de acesso e encontrou um local improvável como foco de downloads: o Vaticano. 
Mas não eram seriados: a maioria dos arquivos baixados era de filmes pornográficos. Filmes como “Os Vizinhos”, “Toque” e “Lea Lexis and Krissy Lynn” aparecem tendo sido baixados pela “Holy See – Vatican City State” (Santa Sé – Vaticano). A maioria desses filmes tem como tema os fetiches sexuais de submissão, dominação, sadismo e masoquismo. 
O rastreamento foi feito pelo serviço ScanEye, a pedido do TorrentFreak. No entanto, pode ser que os autores dos downloads não sejam bispos e cardeais. Há muita gente ligada à Igreja, como guarda-costas dos eclesiásticos, que têm acesso à cidade. Ainda assim, é curioso pensar que tantos filmes “profanos” sejam assistidos no coração da Igreja Católica. BLOG DO SARAIVA: Vaticano baixa filmes pornográficos
5 horas atrás

Todos penduram o tomate no pescoço. Não tem preço.

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

Tomate trai, baixa o preço e oposição vai pro vinagre

 
A GLOBO E SEU MODO “SUTIL” DE PEDIR A ALTA DOS JUROS Em vez de pendurar uma melancia no pescoço, a apresentadora Ana Maria Braga colocou um colar de tomates e disse estar usando uma “joia”; capa desta quinta-feira do jornal O Globo reforça o pedido por juros maiores; no entanto, sinais da economia são contraditórios, o que dificulta a ação do Banco Central e de seu presidente, Alexandre Tombini; vendas no varejo caíram 0,4%

Do Viomundo  
de Gerson Carneiro
Por e-mail, ele nos “alerta”: “Alegria de oposicionista dura pouco”. 

 
Aí, dá a notícia. “@emirsader: Tomate trai, baixa o preço e oposição vai pro vinagre”. 
  

A Globo e seu modo “sutil” de pedir a alta dos juros

:     Rep/web
Em vez de pendurar uma melancia no pescoço, a apresentadora Ana Maria Braga colocou um colar de tomates e disse estar usando uma “joia”; capa desta quinta-feira do jornal O Globo reforça o pedido por juros maiores; no entanto, sinais da economia são contraditórios, o que dificulta a ação do Banco Central e de seu presidente, Alexandre Tombini; vendas no varejo caíram 0,4%

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária será decisiva. Nos dias 16 e 17 de abril, os diretores do Banco Central avaliam se a taxa básica de juros, a Selic, deve subir para frear a economia e conter a inflação, que ultrapassou momentaneamente o teto da meta, fixado em 6,5%. 
A pressão para que os juros subam, como se sabe, é intensa e tem motivações não apenas econômicas, mas também políticas. Uma economia em ritmo ainda mais lento poderia retirar da presidente Dilma Rousseff seu maior trunfo eleitoral, que é o desemprego ainda muito baixo e nos menores níveis da história recente. 
Do time que trabalha pela alta dos juros, há banqueiros, economistas, colunistas de jornais e, agora, uma apresentadora de televisão. É Ana Maria Braga, que, na Globo, apresenta o programa de variedades “Mais você”. Ontem, ao vivo, ela decidir aparecer não com uma melancia no pescoço, mas com um colar de tomates. Disse estar usando “uma joia”. 
Foi assim, com a sutileza de um elefante, que a Globo decidiu reforçar a campanha pela alta dos juros num programa voltado a donas de casa.  
No entanto, a decisão de abril do Copom será das mais difíceis. Embora a inflação tenha superado o teto da meta, a própria colunista Miriam Leitão, também do Globo, reconhece que é um fenômeno apenas momentâneo. Os preços de alimentos começam a cair e as vendas no varejo, um bom termômetro da atividade econômica, recuaram em fevereiro.   Leia, abaixo, notícia da Reuters sobre a retração do varejo, que acaba de ser divulgada: 
Vendas no varejo brasileiro caem 0,4% em fevereiro–IBGE 
RIO DE JANEIRO, 11 Abr (Reuters) – As vendas no varejo brasileiro tiveram queda de 0,4 por cento em fevereiro ante janeiro e, sobre um ano antes, caíram 0,2 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. 
Analistas ouvidos pela Reuters previam que as vendas subiriam 1,2 por cento em fevereiro ante janeiro, segundo a mediana das projeções de 21 economias. As contas variaram de zero a 2,80 por cento de alta. 
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a expectativa era de alta de 3,65 por cento de acordo pela mediana de 20 projeções, com as projeções ficando entre 1,30 e 6,50 por cento.   PITACO 
É o fim da picada. Ana Maria Braga está seguindo ordens e garantindo o emprego. Só pode! 

Globo sentiu a pancada: deu só 16 segundos de notícia sobre smartphones mais baratos

 


O Jornal Nacional da TV Globo (dia 9) deu a notícia da desoneração dos smartphones nacionais (que ficarão mais baratos), com má vontade. A notícia foi só lida rapidamente, em 16 segundos, sem nenhuma reportagem a respeito, apesar do grande interesse popular pelo assunto. A medida é mais um ponto para a popularidade do governo Dilma, por fazer a coisa certa. O smartphone, por vir com acesso à internet, é um dos sonhos de consumo de muita gente que ainda não tem. E, com isso, os aparelhos ficam mais acessíveis à todos, inclusive à população de baixa renda, sendo mais uma ferramenta para levar a todos os brasileiros o direito de ir e vir à informação e à sociedade do conhecimento. 
Além disso a medida incentiva a fabricação dos aparelhos no Brasil.

POLÍTICA DE XEPEIROS – O DEM VAI À FEIRA

COM O CARRINHO CHEIO DE TOMATES, OS DEPUTADOS DO DEM LEVAM MESMO SÃO PEPINOS. O PEPINO DE UM PARTIDO QUE DEFINHA, NÃO TEM DISCURSO NEM PROPOSTAS.     Não sabem fazer política, tentam fazer humor. Nem para PALHAÇOS servem, pois, para isso é preciso ter competência, e isso é produto que o DEM não encontra na FEIRA.      O maior jornal do país deu ampla cobertura ao triste espetáculo da oposição, classificado até como TOMATAÇO. Sobre a entrevista de José Dirceu para O Jornal Folha de São Paulo denunciando um possível “assédio moral” do Ministro Luiz Fux, nenhuma palavra na edição de hoje. 
 
 

O MAIS POPULAR!!!

A ECONOMISTA FULANA DE TAL, MAIS CONHECIDA COMO FULANA DAS COUVES, AFIRMA QUE ESCORREGAR NO TOMATE É UM RISCO QUE SE CORRE A TODA HORA EM SUA PROFISSÃO!

(OPS … LÁ VAI ELA CAINDO DE NOVO!!! FORAM TRÊS TOMBOS SEGUIDOS, MINHA GENTE!!!)

Os bons e velhos especuladores

 

 

THIETRE MIGUEL – RIO DE JANEIRO-RJ

SERÁ QUE BARBOSA QUER SER CANDIDATO EM 2014?

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
“Adulando o povo com seus sedativos populistas”, como diz o professor e jurista Luiz Flávio Gomes, Joaquim Barbosa tem tido uma agenda muito mais de um político do que de juiz; a novidade, agora, é que ele prepara uma biografia edulcorada, que será escrita por seu assessor de imprensa no STF 
12 DE ABRIL DE 2013 
247 – Quem observa a agenda e o comportamento do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pode enxergar um candidato à presidência da República. Na definição do jurista Luiz Flávio Gomes, em artigo no 247, ele “adula o povo, com seus sedativos populistas” e já foi transformado em herói nacional e salvador da pátria pela mídia, com amplo apoio popular. 
Outro exemplo foi a reunião que o ministro teve no início dessa semana com representantes da categoria de magistrados, resultado de sua polêmica mais recente. O encontro com as entidades de classe foi aberto à imprensa, para que assim pudesse alimentar a “imagem de santo guerreiro que a todos enfrenta com destemor”, como bem descreveu a colunista do Estadão Dora Kramer. 
A nova, agora, é a preparação de uma biografia, que está sendo escrita pelo colega Wellington Geraldo Silva, atual secretário de Comunicação do STF, de acordo com Ancelmo Gois, do jornal O Globo. Foi Wellington quem divulgou uma nota com pedido de desculpas, no início de março, depois que Barbosa xingou um repórter do Estadão de “palhaço” e mandou-o chafurdar no lixo. Segundo o colunista, cinco editorias já estão interessadas pelo projeto. 
Procurado pelo 247, o secretário de Comunicação solicitou que o pedido fosse encaminhado a seu e-mail pessoal, por tratar-se “de assunto de esfera privada” e “não relacionado” à sua atuação no Supremo Tribunal Federal. Disse ainda que responderia à solicitação do portal – que pedia mais detalhes sobre o livro – apenas em seu intervalo de almoço. http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98740/Ser%C3%A1-que-Barbosa-quer-ser-candidato-em-2014.htm

Os tucanos corruptos piram

por O TERROR DO NORDESTE
 
     Confirmando pesquisas anteriores de outros institutos, que apontam o PT como o partido preferido dos brasileiros, o IPMN-Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau, em pesquisa realizada na semana que se finda, aponta que o PT é o partido mais preferido dos recifenses. Segundo o mencionado Instituto,  33% dos recifenses preferem o PT, enquanto 8% preferem o PSDB.Enquanto  isso a net continua uma merda.  

A cultura do estupro grita, mas ninguém ouve

por Luis Soares
 

“Acabar com a cultura do estupro é um processo social, coletivo, mas também individual. Temos de encarar nossos corpos como nossos e de mais ninguém, além de repensarmos o sexo, transformando-o no que realmente é: prazeroso e consensual. Qualquer coisa fora disso é agressão”

Em entrevista à coluna Gente Boa, do jornal O Globo, Gerald Thomas falou sobre o episódio que teve com Nicole Bahls, quando enfiou a mão dentro do vestido da integrante do Pânico na Band, durante o lançamento de seu livro, na última quarta (10).

Thomas disse que “meteu a mão na menina”, mas que “tudo termina em panos quentes”, como todas as coisas no Brasil, que é um “paisinho de quarto mundo”, um “Corsa que quer ser Mercedes”.

Nádia Lapa, em seu blog, escreveu sobre o episódio. Leia abaixo.

A cultura do estupro gritando – e ninguém ouve

Como a essa altura vocês já devem saber, Gerald Thomas tentou colocar as mãos por dentro do vestido da Nicole Bahls durante um evento no Rio. Era noite de lançamento de um livro dele e a Livraria da Travessa estava lotada. Repórteres, cinegrafistas, funcionários da loja, clientes.

gerald thomas nicole bahls

Gerald Thomas justificou mão em partes íntimas de Nicole: “No Brasil, um paisinho de quarto mundo, tudo termina em panos quentes”

Pelas notícias, ninguém fez nada. Nas imagens dá para ver que o colega de trabalho de Nicole no Pânico continuou a entrevista como se nada tivesse acontecendo. Enquanto isso, Thomas enfiava a mão entre as pernas de Nicole e ela tentava se desvencilhar.

Sempre rolam os xingamentos à mulher, claro. São os usuais: que ela estava pedindo, que ela estava gostando, que o trabalho dela é esse mesmo, que a roupa era justa. Vocês estão cansados de saber quais as justificativas injustificáveis para o assédio e a agressão sexual.

Mas duas coisas me chamam a atenção nesse caso. A primeira é ninguém ter feito nada. Acharem normal. Acharem aceitável. Se a agressão tivesse sido com uma atriz considerada recatada, as pessoas reagiriam da mesma forma?

Duvido. Indignar-se-iam, aposto. Muita gente nas redes sociais se posicionou e apontou o comportamento de Gerald Thomas como agressão, mas a imprensa tratou como algo que “Nicole não esperava”, mostrando o assunto como mero constrangimento.

Leia também

Se a mulher geralmente já é tratada como “coisa”, como um objeto para deleite masculino, quando ela tem seu corpo e sua sexualidade transformada em um produto vendável, tudo só piora. Nicole faz sucesso porque tem um corpão, segundo os padrões de beleza atuais. Ela aparece de biquini na televisão, tira fotos “sensuais”, usa roupas curtas e provocantes. Como ela “provocou” (apenas sendo quem ela é), ela merece ser apalpada por um estranho.

Porém, não existe isso de “provocar”. Gerald Thomas não é um animal irracional. Ele – e eu e você – deve esperar o consentimento do outro para poder tocar em seu corpo. Nicole Bahls claramente disse “não”, ao tentar tirar as mãos de Thomas. Parece que não é suficiente, como não é suficiente quando viramos o rosto para evitar o beijo do desconhecido na balada.

Criou-se a ideia de que o homem deve insistir e insistir, enquanto a mulher tenta guardar algo. O “não” é visto como “talvez”. No entanto, se a mulher transforma o talvez em um “deixa pra lá”, ela na verdade não está consentindo. Não é um “sim” entusiasmado, intenso, certeiro, como deve ser em qualquer relação. É um “sim” por convenção social, por achar que ele já fez demais, que agora merece o contato sexual, que é melhor ceder e se livrar logo. Isso não é consentimento, é coerção.

O pior é que esses caras não se veem como agressores, uma vez que todo mundo encara tais comportamentos como “normais”. Brad Perry tem uma frase ótima em Yes Means Yes*: “estes homens acreditam piamente que “não” significa “insista”, e nunca se veem como estupradores, apesar de admitirem o padrão de ignorar e suprimir a resistência verbal e física”.

A segunda coisa que me incomoda no caso é terem dito “mas porque ela não fez algo?”. Infelizmente, a maior parte das pessoas que sofre algum tipo de agressão (não só sexual) não faz alguma coisa. Ser vítima é costumeiramente confundido com “ser frágil”. É difícil encarar polícia, legista, imprensa, opinião pública. No caso desse post, o cara estava agredindo na frente de todos – e ninguém fez nada.

Se fosse você a vítima, você não pensaria que a errada é você por não estar gostando, já que todo mundo está achando muito normal?

Lisa Jervis discorre sobre isso no mesmo livro: “estou falando de uma construção cultural nojenta, destrutiva, que encoraja as mulheres a culparem a vítima, a se odiarem, a se culparem, a se responsabilizarem pelo comportamento criminoso dos outros, a temerem seus próprios desejos e a desconfiarem dos seus próprios instintos”.

Se o corpo da mulher é ainda visto como “de todos”, como acontece no caso daquelas que usam a sexualidade para “vender”, fica ainda mais difícil ter noção de que o corpo lhes pertence. Que é só seu. Que ninguém, ninguém pode tocá-lo sem consentimento.

Acabarmos com a cultura do estupro é um processo social, coletivo, mas também individual. Nós temos que encarar nossos corpos como nossos e de mais ninguém, além de repensarmos o sexo, transformando-o no que realmente é: prazeroso e consensual. Qualquer coisa fora disso é agressão.

*Yes Means Yes é um livro de Jessica Valenti e Jaclyn Friedman sobre a cultura do estupro. É uma coletânea de artigos muito interessante e que recomendo muito. O texto de Brad Perry se chama Hooking up with healthy sexuality: the lessons boys learn (and don’t learn) about sexuality, and why a sex-positive prevention paradigm can benefit everyone involved.

Pragmatismo Politico

O post A cultura do estupro grita, mas ninguém ouve apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

O maior problema da Justiça brasileira

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

 O maior problema da Justiça brasileira chama-se Luiz Fux
Luis Nassif

Com seus modos destrambelhados, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa tornou-se especialista em desmoralizar grandes bandeiras que levanta.

Esqueçam-se os modos para se analisar um dos temas que levantou: a promiscuidade entre Ministros do STF e grandes escritórios de advocacia.

O caso Sérgio Bermudes é exemplar. Seu escritório patrocina grandes ações contra o poder público e, ao mesmo tempo, emprega a filha de Luiz Fux, a esposa de Gilmar Mendes e o filho do desembargador Adilson Macabu, que trancou a Satiagraha. Agora, está oferecendo um mega regabofe para o mundo jurídico comemorar os 60 anos de idade de seu amigão, o próprio Fux.

Vamos a Fux e seu ultimo feito: a derrubada da PEC 62/2009 que instituiu regime especial para pagamentos de precatórios emitidos até aquela data.

Sabe-se que parte expressiva dos precatórios está em mãos de escritórios de advocacia, que adquiriram com enormes descontos de clientes que necessitavam de caixa e não tinham esperança de receber o pagamento  em vida.

Com o voto decisivo da Fux, o STF votou pela procedência parcial das  Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4357 e 4425 contra a PEC, ajuizadas, respectivamente, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

A Emenda havia significado um enorme avanço para o tema.

Sabia-se ser impossível o pagamento imediato do passivo acumulado. Concordou-se então com o parcelamento por 15 anos e com garantias inéditas para os credores. Houve a vinculação de parte da Receita de cada ente para pagamento da dívida; e o instrumental jurídico contra futuros calotes: a possibilidade de sequestro da receita.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça), interpretando a Constituição, entendeu que a PEC definia um comprometimento da receita com precatórios que assegurava que, ao final de 15 anos, todos os precatórios seriam liquidados.

Mais que isso: com a previsibilidade instituída pela PEC, alguns governantes – como o prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin – já tinham acenado com a possibilidade de aumentar o percentual de receita vinculada para pagamento.

O Supremo liquidou com tudo.

O padrão Fux de atuação

Fux comportou-se com a mesma leviandade com que atendeu a seu padrinho político, governador Sérgio Cabral, na questão dos royalties.

Na ocasião, para impedir que o Congresso derrubasse o veto da presidência da República à Lei, sem passar pela análise de mérito, Fux decidiu que o Congresso deveria analisar todos os vetos pela ordem cronológica. Paralisou os trabalhos legislativos. Questionado, alegou não ter tomado conhecimento, antecipadamente, das consequências de seu ato. Ora, não se trata de um juizado de pequenas causas, mas da mais alta corte do país.

Agora, repete a irresponsabilidade.

De um lado, reinstituiu uma das maiores jogadas dos precatórios – a correção da dívida por índices extremamente elevados, a propósito de dar isonomia com as correções que o Estado cobra dos seus devedores.

Por outro, paralisou o pagamento geral. Os diversos entes federados deixaram de pagar por impossibilidade de quitar à vista e pelo fim da ameaça de sequestro das receitas. Voltou-se à estaca zero.

Alertado pela OAB, Fux voltou atrás e decidiu suspender a medida para precatórios que vêm sendo pagos, mantendo-a para os novos.

O próprio Marco Aurélio de Mello, que tem um histórico de reação contra abusos do Estado, votou a favor da manutenção da PEC, com um voto que poderia modular eventuais abusos sem comprometer os avanços que ela consolidava. Ocorriam abusos com os leilões, que colocavam na frente os precatórios de quem oferecesse o maior desconto.

Agora, volta-se à estaca zero em relação aos precatórios.

Um STF que não estuda seus casos

Da mesma maneira que no caso da Lei da Imprensa, o STF vota sem analisar consequências. Nos dois casos, Marco Aurélio de Mello alertou para os desdobramentos, para o vácuo jurídico que seria criado.

Mas o lobby foi maior que o bom senso.

Seja qual for sua motivação, é evidente que, à luz do seu histórico nos episódios de indicação para Ministro, do seu contato estreito com grandes escritórios, Fux tornou-se um personagem sob suspeição.

O melhor favor que poderia receber seria o PT entrar com uma ação contra ele, a propósito do mensalão. Seria fornecer a blindagem de que ele necessita.

Fux não é problema do PT: é problema do sistema jurídico brasileiro.

P.S.: Como sempre, Nassif aponta um problema gigantesco e aconselha a PT a não fazer nada. Se o PT não fizer, quem fará? Gurgel, CNJ, a “sociedade”?


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5 horas atrás

Quem prega desemprego está equivocado, diz Dilma

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

 
Durante cerimônia no Rio Grande do Sul, onde o governo repactuou o Programa Brasil sem Miséria com o RS Mais Igual, a presidente condenou analistas que defendem o desaquecimento do mercado de trabalho como forma de combater a inflação; principal exemplo é o ex-diretor do Banco Central Ilan Goldfajn; “Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos que reduzir o emprego. Essa gente está equivocada”, afirmou Dilma Brasil 247 / RS247 A presidente Dilma Rousseff condenou nesta sexta-feira 12 a fórmula de muitos analistas, que pregam o desaquecimento do consumo e do mercado de trabalho como forma de reduzir a inflação. Segundo ela, “essa gente está equivocada”. A presidente participou nesta manhã de cerimônia de repactuação do Programa Brasil sem Miséria, do governo federal, com o RS Mais Igual, do governo do Rio Grande do Sul, além de formatura do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Porto Alegre. “Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos que reduzir o emprego. ‘Ah, tem de desempregar’. Tem muita gente falando isso, muita também não é, é pouca, mas faz barulho. Essa gente está equivocada”, declarou Dilma, em seu discurso, depois de comemorar a baixa taxa de desemprego do País. “O Brasil tem hoje uma das menores taxas de desemprego do mundo”, disse. Segundo o IBGE, o índice se manteve estável nos dois primeiros meses do ano, ao subir de 5,4% para 5,6% de janeiro para fevereiro. Um dos ferrenhos defensores desse modeloeconômico é o economista-chefe do Itaú-Unibanco Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Talvez seja necessário, hoje, desaquecer por um tempo o consumo e o mercado de trabalho”, escreveu ele, num artigopublicado no início de março no jornal O Estado de S.Paulo. Outro defensor da fórmula é o economista Alexandre Schwartsman, que também prega com vigor a elevação dos juros pelo Banco Central.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
Enviada por: Nogueira Junior 13:060 Comentários * Dilma RousseffEconomia   Também do Blog BRASIL! BRASIL! 

5 horas atrás

Dilma enfrenta exército pró-juros organizado

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 
Pode ser pura coincidência, mas, ontem, os três principais jornais do País deram manchetes idênticas sobre inflação; nesta sexta, dos três jornalões, dois voltaram a se repetir, batendo na tecla dos preços às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária; a dúvida é: Dilma irá se curvar à pressão organizada dos meios de comunicação, que parece ter um comando central, ou recomendará cautela ao Banco Central, diante dos sinais contraditórios da economia?; em editorial, Folha e Estado pedem juro maior Brasil 247 Será que existe um comando central, alinhado e coeso, definindo as manchetes dos principais jornais do País, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária? Pode ser que sim, pode ser que não, mas o fato é que nunca houve tanta coincidência e tanta convergência entre os jornalões. Ontem, quinta-feira, os três principais jornais do Brasil, deram destaques idênticos ao mesmo tema, conforme abaixo: Inflação passa teto da meta e juro pode subir – O Globo Inflação passa teto e cresce pressão por alta de juros – Estado de S. Paulo Inflação estoura meta, e governo prevê juro maior – Folha de S. PauloNesta sexta, de novo, novas repetições: Alta dos preços já derruba vendas em supermercados – O Globo Alta de alimentos derruba vendas de supermercados – Folha de S. Paulo É por essas e outras e outras que os jornais tradicionais muitas vezes são rotulados como um integrantes de um suposto PIG, Partido da Imprensa Golpista, como se fizessem parte de um partido único. E é também por isso que tantas vozes gritam por um processo de democratização dos meios de comunicação.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
Enviada por: Nogueira Junior 12:220 Comentários * Decadência da Velha MídiaEconomiaVelha Mídia   Do Blog BRASIL! BRASIL! 
5 horas atrás

Ao trair Lula, Eduardo Campos despenca nas pesquisas no Recife e perde em casa para Dilma

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
O preço da traição.

Boa parte dos recifenses já descobriram que a candidatura de Eduardo Campos contra Dilma é traição ao presidente Lula.

Eduardo Campos anda virando a casaca para o lado dos inimigos recalcados do presidente Lula e do povo brasileiro. Campos está indo para o lado de: 

– José Serra (PSDB-SP);

– Roberto Freire (PPS-SP) e Jorge Bornhausen (PSD-SC), que pediram o impeachment de Lula em 2006;

– Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) que chamou o Bolsa Família de programa que “estimularia a vagabundagem”;

– da imprensa golpista que quer atrapalhar Dilma e cassar e prender Lula (mas não conseguem e nem vão conseguir);

– dos banqueiros e da Globo que fazem propaganda disfarçada de notícias para subir os juros, estimular a inflação e gerar desemprego;

– da turma que aposta no “no quanto pior, melhor”;

– outros demotucanos, em geral.

Com isso, pesquisa de intenção de voto para eleições presidenciais divulgada quinta-feira (11) pelo Instituto Maurício de Nassau, com eleitores do Recife, registrou:

Dilma (PT): 36%
Eduardo Campos (PSB): 34%
Marina Silva (da rede do Itaú): 4%
Aécio Neves (PSDB): 2%
Brancos e nulos: 8%
Não sabem: 16%

A pesquisa testou o nome do presidente Lula no lugar de Dilma, e deu:

Lula (PT): 49%
Eduardo Campos (PSB): 25%
Marina Silva: 4%
Aécio Neves (PSDB): 2 %

Pausa para uma observação: duvido que Lula teria só 49% em Pernambuco. Se ele fosse candidato, seria praticamente unanimidade no estado. Sobrariam para Eduardo Campos só os votos dos reacionários demotucanos incorrigíveis.

De qualquer forma, a pesquisa mostra que Dilma, com Lula subindo em seu palanque e aparecendo na TV de novo pedindo votos para ela em 2014, baterá Eduardo Campos até em seu estado. Imagine no resto do Brasil.

Esse quadro demonstra que a estratégia de Eduardo Campos de ser cavalo de Troia da Globo, dos banqueiros e dos demotucanos para capturar os eleitores lulistas, já está nascendo morta. O povo, que não é bobo nem manipulável, como imaginam esses “estrategistas” de Campos e da Globo, já está vendo que essa candidatura contra Lula e Dilma não passa de traição ao próprio povo, e não vai empurrar esse cavalo de Troia para dentro do Palácio do Planalto, para desandar as conquistas sociais e nacionais dos últimos 10 anos. 

Aliás, Campos, já constatando que a cada dia que passa mais gente fica sabendo de sua traição, consolidando sua imagem de traíra, combinou com Roberto Freire de fugir do evento no PPS, onde compareceria junto com o tucano Aécio Neves (que participou na quinta-feira) e com José Serra (que participa na sexta). Por: Zé Augusto0 Comentários     Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.

Atualizado: 12/04/2013 | Por Famosidades, Famosidades
Após veto da Globo, viúva de Chico Anysio planeja celebrar aniversário humorista no Projac

Malga di Paula e Bruno Mazzeo contam como lidam com ausência do cearense


 

Malga di Paula e Bruno Mazzeo contam como lidam com ausência do cearense - 1 (© Divulgação)
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MAIS: Um ano sem Chico Anysio! Famosos relembram perda do artista

Por WALLACE CARVALHO

RIO DE JANEIRO – Se estivesse vivo, Chico Anysio completaria 82 anos nesta sexta-feira (12). Para a data não passar em branco, a viúva do humorista, Malga di Paula, tatuou o autógrafo dele no braço esquerdo e planeja fazer uma visita à floresta do Projac, na Central Globo de Produção.

“Irei sozinha, quero ter meu momento com Chico lá no meio da natureza onde ele pediu para deixarmos parte das suas cinzas”, contou ao Famosidades.

Em março, Malga foi proibida pela Globo de jogar rosas brancas no local em homenagem a memória do marido, no dia em que completou um ano de sua morte.

“Não fiquei magoada. Fiquei triste, mas prefiro não falar sobre isso.”

Aos poucos, a empresária tenta superar o luto pela perda de seu companheiro. Nos últimos 12 meses, ela se manteve reclusa e só agora tenta voltar a conviver com sua ausência.

“Não existe um botão que se desligue para acabar o luto. O que acontece é que aos poucos, muito lentamente, o sentimento vai se transformando. A dor deixa de ser tão forte, a saudade aumenta, mas junto com tudo isso também aumenta a nossa compreensão de que isso faz parte da vida.”

Bruno Mazzeo, o filho mais famoso de Chico, também sente muita falta do pai.

“A saudade é uma coisa diária. É algo que eu ouvia ele falar com relação ao meu avô. E eu sei que eu vou ter que aprender a conviver com isso”, disse ao Famosidades.

O ator perdeu também um grande amigo e conselheiro. “Quero falar sobre as minhas coisas, sobre meus projetos, sobre o jogo do Vasco. Aí vem aquele vazio. É terrível, mas não tem jeito.”

Mazzeo afirma que o maior ensinamento que seu pai lhe deixou foi de que o terceiro sinal do teatro cura qualquer problema de um artista.

“Ele dizia que você pode estar deprimido, gripado ou com febre, mas quando entra em cena, tudo passa. Hoje, sei o quanto de verdade há nessa frase.”

Sem ter o palco como válvula de escape, Malga nunca sabe como será o dia de amanhã. “Às vezes acordo feliz por ter tido um sonho lindo com ele, outras, desesperada porque percebo que aquele, era apenas um sonho e quando acordo, tudo acabou.”

Durante o papo exclusivo, a viúva do humorista falou ainda sobre a luta do astro contra o tabagismo, a ideia de criar um instituto para ajudar na cura da doença que matou seu marido, a ideia de montar o acervo com os objetos pessoais do artista e seu trabalho em “Salve Jorge”.

Clique nas próximas imagens e confira!

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Revista mostra como a “invenção de Roberto Jefferson” ganhou vida

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Por Zé Dirceu Eu já recomendei aqui a leitura da edição especial da Retrato do Brasil que está nas bancas e postei um resumo das provas que a revista traz de que não houve desvio de dinheiro público no alegado esquema. Como o material da revista do renomado jornalista Raimundo Pereira é muito minucioso e rico em informações elucidativas, coloco abaixo mais um resumo, desta vez centrado na questão da construção do processo e seu desenrolar até chegar a condenações sem provas. 
Nas palavras da própria Retrato do Brasil, a revista mostra como o STF “deu vida à invenção de Roberto Jefferson” . 
A revista conta como foram feitas as peças de acusação do processo. Relembrando: em 30 de março de 2006, foi apresentado o relatório final da CPI dos Correios, com o pedido de indiciamento de 122 pessoas. No mesmo dia, o então procurador-geral Antonio Fernando Souza apresentou a denúncia ao STF, mas reduzindo a lista para 40 pessoas. 
“Destaque-se, para a nossa história, que o procurador eliminou da lista quatro nomes do Banco do Brasil. Ficaram apenas os dos petistas Henrique Pizzolato e Luiz Gushiken. Saíram o presidente do banco, Cássio Casseb, e mais três funcionários, que vinham da administração anterior, do governo Fernando Henrique Cardoso, a despeito de terem assinado, com Pizzolato, os documentos considerados incriminadores, que encaminharam os pedidos de liberação dos 73,8 milhões de reais em recursos do Fundo de Incentivos Visanet, tido como desviados dos cofres públicos.” 
Souza não indiciou vários deputados apontados na lista da CPMI que ainda não tinham sido julgados pela Câmara. Mas incluiu João Paulo Cunha, que também não havia sido julgado. 
A tese do relatório da Procuradoria se contrapunha aos réus, que desde o início do escândalo tinham admitido a existência de caixa dois, e não do mensalão. Como vimos anteriormente, o pilar da tese do relatório eram os supostos desvios do BB – desvios que nunca existiram. 
A Retrato diz que “as acusações de Souza estão submersas num texto muito mal escrito e mal concatenado”. “É um texto confuso, que envereda por desvios. Por exemplo, chega a sugerir que o BMG, um dos bancos que emprestaram dinheiro ao PT e às empresas de Valério e sócios, era o centro de tudo: ‘Todos os fatos que se desenrolaram desde então demonstram que as ações desenvolvidas pelo núcleo político-partidário foram pautadas exclusivamente para beneficiar o banco BMG’”. Tal benefício teria envolvido autorização para operar com crédito consignado. Mas o BMG acabou sendo excluído do julgamento numa fase posterior. 
“Em relação à chefia da quadrilha, a denúncia de Souza comete outra extravagância: denuncia Luiz Gushiken, ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e chefe de Henrique Pizzolato, por ser o homem que controlava a propaganda do governo Lula. A questão que o indiciamento de Gushiken levantava era: se o dinheiro desviado dos cofres públicos eram os 73,8 milhões de reais supostamente extraviados por Pizzolato, o chefe da quadrilha deveria ser Gushiken, e não José Dirceu. Talvez por essa incongruência Gushiken também foi posto fora da acusação numa etapa posterior desta nossa incrível história”, afirma a revista. 
Image   

Ordem alterada 
Em 2007, a denúncia de Souza foi aceita pelo STF. Em 2011, o novo procurador-geral, Roberto Gurgel, apresenta as alegações finais, mantendo a tese do desvio de dinheiro público como pilar. 
“Gurgel também torce os depoimentos de líderes de partidos acusados de receber suborno (…) Ele negam o suborno e insistem em dizer que o que houve foram acordos políticos permitidos pela lei eleitoral. Gurgel tenta usar esses depoimentos para provar que José Dirceu era o chefe das negociações da ajuda financeira.” 
A revista acrescenta que “Gurgel também usa, nas suas alegações, o truque no qual o ministro Barbosa se especializaria no julgamento: depoimentos colhidos na fase do inquérito policial, durante a qual os acusados não tiveram direito ao contraditório”. Já no STF, a denúncia foi alterada na ordem de apresentação dos supostos crimes. Segundo a revista, o relator procurou “contar uma historinha, fácil de ser aceita pelo público”. 

“Começou, então, pelo capítulo cinco, pela historinha de que Cunha e Pizzolato teriam sido simplesmente subornados. Depois foi para o capítulo três, no qual Souza procurava mostrar que o dinheiro do esquema petista viria de desvio de dinheiro público e, de fato, Cunha e Pizzolato teriam sido subornados para permitir o roubo do dinheiro do povo. Deixou por último o mais difícil, o capítulo no qual Dirceu é acusado de formar a sofisticada quadrilha tripartite. Com essa forma, o escândalo ficou mais compreensível , ‘o capítulo anterior jogava luz sobre o subsequente’, disse, na época, Barbosa ao Estadão.” 
A Retrato do Brasil também lembra que Barbosa decidiu fatiar a votação do julgamento. “O que Barbosa fez ao começar o julgamento pelas historinhas de corrupção é o oposto do que se recomenda num debate intelectual sério, transmitido pela televisão e, em certa medida, portanto, realizado diante do povo.” 
“Barbosa fugiu do que seria sua obrigação básica de juiz do caso, a de confrontar a tese da acusação, a do mensalão, com a do caixa dois, dos réus. Uma era antagônica à outra.” 
“E ter feito isso respeitando os princípios básicos do direito penal: a necessidade de provar a materialidade do crime, de partir da presunção de inocência dos réus, do princípio in dubio pro reo – em caso de dúvida deveria absolvê-los.” 
Flexibilizações 
A revista afirma que “o fato básico do mensalão, para ser provado no STF, exigiu uma invenção, uma mentira: um grande desvio de dinheiro público do Banco do Brasil, de 73,8 milhões de reais, e um desvio menor, da Câmara dos Deputados”. Segundo a Retrato, só foi possível levar essa tese adiante por causa do “desrespeito ao princípio básico da justiça, de que se deve partir primeiro da materialidade do crime para só depois ir em busca dos culpados”. 
Primeiro, a questão da prova da materialidade do mensalão – o desvio de dinheiro – foi posta de lado. “O passo seguinte do julgamento foi fazer o que poderíamos batizar de um julgamento flex: flexibilizar outros aspectos históricos do direito penal, como a presunção da inocência, a atribuição do ônus da prova à acusação e a necessidade tanto do crime antecedente para as acusações de lavagem de dinheiro quanto do ato de ofício para a comprovação do crime de corrupção, entre outros.” 
A revista diz que, além do desprezo a fatos, depoimentos e documentos, o ônus da prova foi invertido. Os réus é que passaram a ter que provar sua inocência. 
“O fatiamento e a não aceitação do desmembramento do processo para retirar do STF a esmagadora maioria – 35 dos 38 réus – que não tinha foro privilegiado praticamente tiraram a defesa do julgamento.” 
“Para a condenação de José Dirceu, momento supremo do julgamento, a dificuldade da acusação era ainda maior do que nos casos de Pizzolato e Cunha. O direito penal brasileiro é explícito ao dizer que um acusado não pode ser condenado principalmente por indícios. Diz ainda que as provas para o julgamento devem ser produzidas na fase judicial dos processos, sob o princípio do contraditório, ou seja, com condições para que os advogados dos réus possam contraditá-las. Esse princípio distingue testemunhos produzidos em inquéritos policiais, ou em comissões parlamentares de investigação, como a CPMI dos Correios, dos testemunhos produzidos na fase judicial do processo, ou seja, diante do juiz, com a participação da defesa.” 
“Para condenar Dirceu, desde o início do julgamento, não só Barbosa como vários ministros passaram a dizer que se deveria aceitar prova mais elástica para condenar, uma vez que, quanto maior o cargo ocupado, mais difícil seria a obtenção de registros da atividade criminosa. Um exemplo: Dirceu recebeu na Casa Civil dirigentes tanto do Banco Rural como do BMG, que deram empréstimos ao PT ou que foram repassados ao PT. Essas reuniões foram apontadas como indícios do grande crime do mensalão, da trama da qual Dirceu seria o chefe e que incluía o desvio de dinheiro público para comprar deputados e benefícios milionários – ou bilionários, às vezes se dizia – para os mesmos bancos.” 
“É lógico que os bancos se aproximaram do chefe da Casa Civil de Lula pensando em benefícios para suas empresas. Mas, além de não terem ocorrido os desvios que tornariam fictícios os empréstimos, diretos ou repassados ao PT, onde, nos autos, foram provados os milionários benefícios aos bancos? Em lugar nenhum. Não há mal nenhum em considerar sempre como interesseiras e suspeitas as aproximações de empresários com o governo e suas doações aos partidos, mas provar crimes é outra coisa. Porém, é claro: se nem o crime central, o desvio de dinheiro público, o julgamento provou, o que mais poderia se esperar dele?” http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=17902&Itemid=2

37 minutos atrás

GLOBO, QUE APOIOU 64, APLAUDE DITADURA BARBOSA

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

É inacreditável, mas o jornal “O Globo”, que deu apoio explícito ao golpe militar de 64, volta a defender uma postura arbitrária, antidemocrática e ditatorial; em editorial publicado nesta sexta-feira, o jornal escreve sobre a postura “assertiva” do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, em que ele mandou que seus colegas, também juízes, calassem a boca, como se fosse o supremo em pessoa 
12 DE ABRIL DE 2013  
247 – Não há espaço para dupla interpretação. O tratamento dispensado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, a seus colegas da magistratura na última segunda-feira foi “desrespeitoso, premeditadamente agressivo, grosseiro e inadequado para o cargo”, conforme escreveram os juízes, em nota conjunta. No mesmo documento, os juízes afirmaram que “os homens passam e as instituições ficam”, como se Barbosa fosse – e, de fato, é – um erro histórico do STF. 
No entanto, o jornal O Globo, que dirigiu o espetáculo chamado Ação Penal 470, com Merval Pereira como regente da orquestra, e Joaquim Barbosa como personagem homenageado no prêmio Faz Diferença, mais uma vez saiu em defesa de seu herói. Em editorial publicado nesta sexta-feira, o jornal de João Roberto Marinho falou do “já conhecido estilo assertivo do ministro Joaquim Barbosa”. 
Na verdade, não há espaço para dupla interpretação. Além de grosseiro e fora do decoro que o STF exige, Barbosa foi também sorrateiro, ao chamar a imprensa para uma reunião com os juízes. Apesar da sua conduta, teve, mais uma vez, reiterado o apoio que recebe do jornal O Globo. Ou seja: o mesmo jornal que apoio explicitamente o regime militar de 64 agora aplaude as atitudes despóticas e antidemocráticas de Barbosa. A questão é: até onde os aplausos da mídia levarão um personagem nitidamente inadequado para o cargo que ocupa? 
Abaixo, o editorial do Globo: 
Os desnecessários novos tribunais regionais – EDITORIAL O GLOBO 
A ‘sorrateira’ expansão, pelo Congresso, da máquina burocrática da Justiça, sem interferência da cúpula do Judiciário, precisa ser discutida pelo Supremo 
Em uma audiência nada protocolar, segunda-feira, no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal, dirigentes de associações de magistrados foram alvo do já conhecido estilo assertivo do ministro Joaquim Barbosa. Com portas abertas à imprensa, por decisão do ministro, o encontro serviu para representantes da corporação dos juízes serem repreendidos devido à atuação decisiva das entidades na “sorrateira” aprovação de uma proposta de emenda constitucional para criar quatro novos tribunais federais regionais. 
Sem entrar no mérito da atitude do presidente do STF, a forma como a PEC dos novos tribunais — Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e Manaus — tramitou é surpreendente. Pois, sem que o Executivo, o próprio Poder Judiciário e o Conselho Nacional de Justiça pudessem intervir, o lobby da corporação dos magistrados agiu no Congresso com eficiência e conseguiu, há poucos dias, aprovar a emenda. 
Não adiantou o próprio Joaquim Barbosa mostrar, em março, aos presidentes do Senado e Câmara, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Henrique Alves (PMDB-RN), o inchaço dos cinco tribunais já existentes|: 36,4 mil servidores efetivos, dos quais 11,4 mil cedidos, requisitados ou sem vínculo empregatício. 
Bastaria criar novos centros dos mesmos tribunais, para, com este mesmo contingente de pessoal, ampliar o atendimento em outras regiões. Com aperfeiçoamentos administrativos, uma das linhas de trabalho do CNJ, é possível melhorar a produtividade dos tribunais. Além disso, a reforma dos ritos do Judiciário visa a reduzir as possibilidades de recursos, para acelerar a lenta tramitação dos processos. Ou seja, nada justifica se contratar mais juízes, desembargadores, auxiliares, etc. —, gastar mais dinheiro do contribuinte, já sobrecarregado por impostos. 
Estima a ONG Contas Abertas que, no mínimo, os novos tribunais despacharão para o contribuinte uma conta adicional de R$ 1,3 bilhão a cada ano, a somar-se ao orçamento do Judiciário de R$ 31 bilhões, previstos para 2013. A cifra está subestimada porque não inclui prováveis aluguéis de imóveis, reformas inexoráveis e, óbvio, construção de outros. E, como se sabe, a conta de custeio de toda esta estrutura ampliada tende ao infinito. 
É conhecida a resistência dos tribunais à ação do Conselho Nacional de Justiça, no campo ético e administrativo. Neste aspecto, tem sido enorme a dificuldade em cumprir as metas de produtividade que o CNJ estabelece. No ano passado, segundo o “Consultor Jurídico”, apenas dois dos cinco tribunais atingiram, e superaram, os objetivos fixados: o TRF-2 (Rio de Janeiro e Espírito Santo) e o 3 (São Paulo e Mato Grosso do Sul). 
A aprovação da PEC prova que a preferência é a de sempre dentro da máquina estatal: mais gente, mais gastos. Consta que o assunto pode ser levado ao Supremo pelo Executivo, pois uma decisão dessas precisaria ter o aval da cúpula da Justiça. O STF deve mesmo ser ouvido. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98723/Globo-que-apoiou-64-aplaude-ditadura-Barbosa.htm

uma hora atrás

O novo golpe de Kátia Abreu

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Altamiro Borges Por Pedro Rafael, no jornal Brasil de Fato
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal analisa projeto de lei (PLS 251/2010) que obriga governadores a executar reintegração de posse, em imóveis urbanos e rurais, no prazo máximo de 15 dias. A proposta classifica como crime de responsabilidade o descumprimento da medida. 
De autoria da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PLS 251/2010 tramita em regime terminativo na CCJ e, se aprovado, seguirá direto para a Câmara dos Deputados sem necessidade de passar no plenário.  
Na semana passada, ao ser examinada por quase uma hora na comissão, a proposta foi rechaçada por parlamentares de diversos partidos, inclusive representantes do DEM, PSDB e PMDB. O texto continua nas mãos do relator, senador Sérgio Petecão (PSDAC), aliado de Kátia Abreu, e não tem data para entrar novamente em pauta na comissão.  
Além de considerarem o prazo “extremamente” apertado, o projeto, na ótica de senadores, especialistas e movimentos sociais ouvidos pelo Brasil de Fato, ignora por completo a determinação constitucional sobre a função social da propriedade. “A senadora Kátia Abreu está se aproveitando do seu cargo para proteger suas próprias fazendas de uma ocupação, onde já foram identificadas situações de trabalho escravo e grilagem de terras”, aponta Alexandre Conceição, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).  
Em março, trabalhadoras rurais participaram de uma mobilização na fazenda Aliança, em Tocantins, de propriedade da família da senadora. A área já foi embargada, há três anos, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), por causa de desmatamento. Em agosto de 2012, 56 trabalhadores em condições análogas à de escravidão foram libertados na fazenda Água Amarela, em Araguatins (TO). O imóvel está registrado em nome de André Luís de Castro Abreu, irmão da senadora.  
Kátia Abreu foi uma das vozes mais rebeldes contra a aprovação Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que passou a determinar expropriação de imóveis rurais onde há constatação de trabalho análogo à escravidão. De acordo com o artigo 184 da Constituição Federal, um imóvel rural descumpre sua função social quando é considerado improdutivo, viola relações trabalhistas e de bem-estar social ou agride ao meio ambiente.  
Direito de todos  
Na sessão da Comissão de Constituição e Justiça que debateu o PLS 251/2010, houve bate-boca entre Kátia Abreu e o senador Roberto Requião (PMDB-PR). Em defesa da sua proposta, a senadora ruralista afirmou que é preciso garantir o direito de propriedade de uma minoria.  
“E é do direito da minoria que nós estamos aqui falando. Não queremos tirar o direito da maioria; o direito, o desejo, o sonho das pessoas de terem terra. Mas o direito e o sonho daqueles que querem ter terra não podem ser concretizados invadindo o meu direito, invadindo o meu sonho, invadindo a minha propriedade”, afirmou.  
Requião defendeu a necessidade de uma solução negociada, para não haver situações “lamentáveis”, como a desocupação da comunidade Pinheirinho, realizada de forma violenta em 2012, em São José dos Campos (SP). Na ocasião, mais de sete mil famílias foram expulsas de uma área residencial, que havia sido abandonada pelo proprietário há quase dez anos. “Quero reafirmar a minha visão suportada, não numa histeria proprietária, mas numa visão sociológica do país”, destacou.  
O senador explicou ainda que, nos seus dois últimos mandatos como governador do Paraná (2002-2010), editou decreto estabelecendo comissão de negociação em todas as situações de reintegração de posse. A medida, segundo o parlamentar, garantiu a resolução de 110 dos 116 processos ocorridos no estado durante esse período.  
Função social 
Para o promotor de Justiça do estado de São Paulo, Marcelo Goulart, a senadora Kátia Abreu faz um equívoco jurídico ao argumentar em favor do direito de propriedade. “Esse direito só é protegido e reconhecido juridicamente – em favor daquele que detêm o espaço – se ele faz cumprir a função social do imóvel”, afirma.  
No caso da terra, um bem finito, o promotor defende que não há apenas a prevalência do interesse particular na posse de um imóvel. “Aquilo que é produzido na terra beneficia o detentor da propriedade enquanto titular daquela produção. Mas essa produção também deve atender ao interesse público, por isso a exigência do cumprimento da função social. É isso que precisa ficar caracterizado na ação possessória”, completa.  
Ao mesmo tempo, avalia o promotor, a Constituição Federal assegura o acesso à propriedade, como direito fundamental e universal. “Todos os brasileiros têm direito à propriedade, direito de acesso à terra. É por isso que a própria Constituição prevê um programa de reforma agrária”. 
O engenheiro agrônomo e doutorando em Economia Agrária pela Unicamp, Antonio Oswaldo Storel Jr., lembra que a ocupação de terras está intimamente relacionada ao descumprimento da função social da propriedade, fator ignorado pelo projeto de lei de Kátia Abreu.  
“Normalmente, o movimento social tem ocupado terras para pressionar o governo a fazer o processo de desapropriação. O movimento não ocupa indiscriminadamente qualquer imóvel, ele ocupa um imóvel que o governo já identificou como improdutivo”, aponta. Altamiro Borges: O novo golpe de Kátia Abreu
2 horas atrás

DOCUMENTOS REVELAM LIGAÇÃO ENTRE MARIN E A ALA RADICAL DA DITADURA

por Blog Justiceira de Esquerda
 
  No O Q MESMO?? CartaCapital Abertos para a consulta pública desde 1º de abril, os arquivos do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) começam a trazer à tona as primeiras revelações inconvenientes que relacionam personalidades públicas e políticas à ditadura. A primeira vítima dos documentos militares é o atual presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do COL (Comitê Organizador Local), José Maria Marin, conforme levantamento dos repórteres Aiuri Rebello e Rodrigo Mattos, do portal UOL. 
Documentos revelam que Marin se aliou a militares para obter vantagens políticas durante a ditadura e tinha conexões com órgãos repressores, como o Dops. Foto: José Cruz/ABr 
Segundo a reportagem, os documentos analisados comprovam que Marin teve ligação com a ala mais radical do governo militar, além de possuir conexões com órgãos de vigilância e de repressão e de ter feito elogios ao regime. A fonte das informações são os arquivos do Dops, do SNI (Sistema Nacional de Informação) – ambos órgãos que reuniam as investigações do regime – e da Assembleia Legislativa. 
Carreira política 
A reportagem lembra que Marin estreou no mundo político com 31 anos, sob o cargo de vereador da cidade de São Paulo, em 1964, pouco antes do golpe militar. Meses depois, o cartola abandonou o partido ao qual era filiado, o PRP (Partido de Representação Popular), para unir-se em 1966 à Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido da ditadura. 
Este foi o início de sua ascensão sob a tutela e apoio da ala radical da ditadura. Do lado do regime, Marin foi alçado à presidência da Câmara de Vereadores graças a manobras nos bastidores do Ministério da Justiça, cujo titular era Gama e Silva, e de militares, segundo os documentos do SNI. Gama e Silva foi o jurista responsável por redigir o AI-5 (Ato Institucional-nº 5), medida que cassou direitos políticos e instituiu o período mais negro da ditadura no fim de 1968. 
Sempre segundo o UOL, a análise dos documentos do SNI descreve os caminhos de Marin na Câmara e o que seus companheiros parlamentares pensavam da atuação do atual dirigente esportivo: “[Marin] É considerado fraco por seus pares. Consta que sua candidatura tem apoio de círculos militares e de elementos ligados ao ministro da Justiça.” E, depois, o organismo analisou seu trabalho à frente da Câmara: “todos os atos de Marin (…) são “sugeridos” pelo esquema que o elegeu presidente da Casa”. 
Aliado fiel 
Os documentos, tanto no SNI quando no Dops, também mostram que não houve registro de atitude “subversiva” da parte de Marin. O comportamento regrado do político era visto como fidelidade ao regime e, com isso, não demorou para Marin ascender na política durante a ditadura. 
Outro movimento político chave para Marin, segundo apurou o UOL, foi a troca de correntes entre os governistas. De acordo com os registros, o presidente da CBF traiu Luis Roberto Alves da Costa, que o levara à presidência da Câmara dos Vereadores, para se aliar ao prefeito biônico Paulo Maluf. Irritado com a traição, Alves da Costa tentou trabalhar contra Marin, sugerindo até a cassação de seu mandato, o que nunca ocorreu. 
Os arquivos também mostram que Marin seguiu próximo ao regime nos anos seguintes, tendo participado da posse do general Emilio Garrastazu Médici, que depois virou presidente, no comando do III Exército.  
Morte de Herzog 
Já em 1975, o político fez dois discursos pedindo providências sobre a TV Cultura. Ele dizia que algumas reportagens não retratavam corretamente o governo e causavam “intranquilidade” nos lares paulistas. Pouco depois, o jornalista da emissora Vladimir Herzog foi preso e assassinado pelo DOI-Codi, organismo de repressão. 
Um ano depois, na Assembleia, Marin elogiou o delegado Sergio Paranhos Fleury, um dos líderes do instrumento de repressão do Dops, onde Herzog morreu. “Não só honra à polícia de São Paulo, como também há muito é motivo de orgulho inclusive à população de São Paulo”, discursou. 
Para Marin, os benefícios do golpe eram “indiscutíveis”, não podendo restar dúvida sobre isso. 
Com esse discurso, ele se tornou vice-governador pela Arena, em 1978, na chapa encabeçada por seu antigo aliado Paulo Maluf. 
Os indícios de sua ligação com aspectos mais truculentos do regime não cessaram como mostra um relatório do CISA (Inteligência da Aeronáutica), de 1980, sobre assalto ao jurista Dalmo Dallari Gama. 
Reconhecido defensor da democracia, Dallari foi espancado e acusou um grupo paramilitar de direita como responsável pela ação. Segundo ele, o então vice-governado tinha ligações com a agressão. O político negou e prometeu que o Dops, o órgão acusado de repressão na década de 1970, iria apurar o caso. 
Já como governador, após a renúncia de Maluf, Marin passou a ser protegidos por policiais do Dops. O departamento de polícia registrou cada viagem ou participação do político em eventos públicos, como revelam os boletins do órgão. O objetivo era identificar se havia protestos contra o governador e contra o regime. 
Questionado pelo UOL Esporte sobre os fatos relatados nos arquivos da ditadura, Marin se negou a falar sobre o assunto. Em texto à Folha de S. Paulo, publicado na quarta-feira 10, afirmou que era do partido do governo, mas que era “sabido por todos (…) que os deputados não tinham o menor poder sobre os órgãos do Estado”. E completou: ”Ninguém deve negar a própria biografia. E a minha vida pública sempre foi (…) pautada pelos princípios republicanos que até hoje me guiam”, disse, afirmando ter aprendido que “liberdade e justiça” devem andar juntas. 
O atual presidente da CBF ainda ressaltou que, como governador, extinguiu o Dops de São Paulo. 
O Q MESMO??: DOCUMENTOS REVELAM LIGAÇÃO ENTRE MARIN E A ALA RADICAL DA DITADURA: Extraído do sítio CartaCapital
2 horas atrás

DILMA ENFRENTA EXÉRCITO PRÓ-JUROS ORGANIZADO

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Pode ser pura coincidência, mas, ontem, os três principais jornais do País deram manchetes idênticas sobre inflação; nesta sexta, dos três jornalões, dois voltaram a se repetir, batendo na tecla dos preços às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária; a dúvida é: Dilma irá se curvar à pressão organizada dos meios de comunicação, que parece ter um comando central, ou recomendará cautela ao Banco Central, diante dos sinais contraditórios da economia?; em editorial, Folha e Estado pedem juro maior 
12 DE ABRIL DE 2013 ÀS 09:25 
247 – Será que existe um comando central, alinhado e coeso, definindo as manchetes dos principais jornais do País, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária? Pode ser que sim, pode ser que não, mas o fato é que nunca houve tanta coincidência e tanta convergência entre os jornalões. Ontem, quinta-feira, os três principais jornais do Brasil, deram destaques idênticos ao mesmo tema, conforme abaixo: 
Inflação passa teto da meta e juro pode subir – O Globo 
Inflação passa teto e cresce pressão por alta de juros – Estado de S. Paulo 
Inflação estoura meta, e governo prevê juro maior – Folha de S. Paulo 
Nesta sexta, de novo, novas repetições: 
Alta dos preços já derruba vendas em supermercados – O Globo 
Alta de alimentos derruba vendas de supermercados – Folha de S. Paulo 
É por essas e outras e outras que os jornais tradicionais muitas vezes são rotulados como um integrantes de um suposto PIG, Partido da Imprensa Golpista, como se fizessem parte de um partido único. E é também por isso que tantas vozes gritam por um processo de democratização dos meios de comunicação. 
No tocante à inflação, o movimento coordenado dos grandes jornais pode provocar até um resultado inverso ao desejado. Como a presidente Dilma é ciosa de sua autoridade, será desagradável elevar os juros, na reunião do Copom dos dias 16 e 17, depois de uma pressão tão explícita dos jornalões. Será que ela irá se curvar aos barões da imprensa? 
Não bastasse isso, os sinais são bastante contraditórios. Já se sabe que o estouro da meta em março será revertido em abril. Além disso, as previsões de analistas convergem para uma taxa de 5,70% em 2013, confortavelmente dentro da meta de 6,5%. E o ritmo de atividade econômica, já fraco, recomendaria certa cautela. Até mesmo no sistema financeiro não há consenso e um grande banco não vê razões para a alta dos juros. 
No dia 17, quando forem anunciados os resultados da reunião do Copom, o Brasil saberá quem venceu a queda de braço: Dilma ou o exército coeso que a enfrenta. 
E se não bastassem as manchetes, o Estadão e a Folha publicaram ainda editoriais pedindo juros maiores. Leia abaixo:  
A inflação da omissão – EDITORIAL O ESTADÃO 

Com 6,59% acumulados em 12 meses, a inflação superou o limite da margem de tolerância e ficou quase 2,5 pontos acima da meta oficial, de 4,5%. Isso põe em xeque o Banco Central (BC) e torna muito difícil evitar medidas mais duras na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 16 e 17. 
Na América do Sul, números de inflação piores que os brasileiros só têm aparecido nas economias argentina e venezuelana, desorganizadas por governos populistas, economicamente irresponsáveis e desastradamente intervencionistas. Apesar de ruins, os dados de março, recém publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram alguns preços com aumentos menores que nos meses anteriores. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou esses detalhes positivos e tentou mostrar algum otimismo. 
A inflação, segundo ele, está em trajetória de redução. Apesar disso, o ministro prometeu medidas para impedir a propagação da alta de preços. O BC reafirmou em nota a mensagem distribuída pelo Copom depois de sua última reunião, no mês passado. As autoridades monetárias continuarão avaliando a evolução da economia e dos indicadores de preços para decidir os próximos passos. 
O presidente do BC, Alexandre Tombini, reiterou várias vezes, nas últimas semanas, o compromisso de agir contra uma inflação por ele descrita como preocupante e resistente. 
Esses adjetivos continuam perfeitamente adequados para descrever a desordem dos preços. Os núcleos de inflação calculados pelos especialistas diminuíram de fevereiro para março, acompanhando a redução do índice cheio, de 0,6% para 0,47%. Vários preços aumentaram mais devagar que nos meses anteriores e o índice de difusão, referente à parcela de itens com preços aumentados, diminuiu de 72,3% para 69%. São dados positivos, sem dúvida, mas é muito cedo para festejar a acomodação das pressões inflacionárias e seria uma irresponsabilidade continuar contemporizando, à espera de uma acomodação espontânea da inflação. 
As medidas tomadas até agora pelo Executivo podem afetar temporariamente alguns preços, mas nenhuma delas tem efeito anti-inflacionário e são todas ineficientes como estímulos ao investimento produtivo. Nenhuma das providências adotadas ou prometidas até hoje serve para substituir uma política fiscal austera e um corajoso aperto monetário. O aperto necessário será tanto mais duro quanto mais o Copom tentar adiá-lo. Será tanto mais severo, também, quanto mais prolongada for a farra fiscal, com generosa distribuição de benefícios setoriais e nenhum esforço para conter os gastos públicos. 
Embora os novos números da inflação indiquem certa melhora do quadro, ainda estão longe de apontar um retorno ao equilíbrio. Um indicador de difusão de 69% ainda mostra aumentos muito espalhados e uma vez desmente a tese de uma inflação gerada por choques de oferta de alguns produtos. A persistência da inflação dos serviços denuncia uma demanda muito aquecida e os estímulos ao consumo apenas reforçam esse desajuste. 
Além do mais, uma taxa mensal de inflação de 0,47%, como a de março, é escandalosamente alta. Acumulada em 12 meses, uma alta mensal dessa magnitude resultaria em 5,78%, uma inflação muito superior à da maior parte dos países desenvolvidos e emergentes. Projetada para quatro trimestres, a variação acumulada entre janeiro e março, de 1,94%, produz: a assustadora inflação anual de 7,99%. Ninguém pode tolerar taxas de inflação como as brasileiras e ao mesmo tempo reclamar do desajuste cambial. A diferença entre as taxas de inflação de um país e as de outros participantes do mercado concorrentes, clientes ou fornecedores – é um dos fatores determinantes do câmbio real, como devem ter aprendido os condutores da política econômica brasileira. Finalmente, essas mesmas autoridades deveriam explicar claramente se a meta de inflação é 4,5% ou qualquer valor entre 4,5% e 6,5%. Até agora, o Executivo e o BC têm agido como se a meta incluísse toda a margem de erro ou de tolerância, O resultado tem sido um desastre. 

Além do teto – EDITORIAL FOLHA DE SP 
FOLHA DE SP – 12/04 
Estouro da meta de inflação não indica ainda disparada de preços, mas cenário exige cautela e recomposição da credibilidade do BC 
O estouro da meta de inflação nos 12 meses encerrados em março não significa que o comportamento dos preços seguirá nos próximos meses em espiral ascendente. 
Na realidade, o índice oficial de inflação, o IPCA, desacelerou no mês passado. Subiu 0,47%, contra 0,60% em fevereiro. 
Analistas esperam que, após ter alcançado 6,59% no “ano” fechado em março, a inflação decline e termine 2013 em torno de 5,5%. A meta oficial é 4,5%, com dois pontos percentuais de tolerância. 
Nem por isso se pode afirmar que o comportamento dos preços e as políticas adotadas para controlá-los inspirem confiança. 
Ao contrário: tanto a dinâmica da economia quanto a atuação da equipe econômica acarretam a persistência de riscos. Mesmo que refluam, os índices continuarão em patamar alto, e isso num quadro de baixo crescimento do PIB, leniência na gestão das contas públicas e pressão política do Planalto sobre o Banco Central. 
Este último aspecto, aliás, deverá levar o BC a aproveitar o rompimento do teto da meta como senha para aumentar a taxa básica de juros já na próxima reunião do Copom, na semana que vem. 
Embora a autoridade monetária viesse indicando que preferiria aguardar até maio para decidir, a inábil declaração “desenvolvimentista” da presidente Dilma Rousseff na cúpula dos Brics, há duas semanas, na África do Sul, como que constrange o BC a antecipar a alta dos juros. Na ocasião, a mandatária declarou-se contrária a medidas anti-inflacionárias que comprometessem o crescimento do PIB e atribuiu a elevação dos preços a problemas localizados. 
Ao falar como uma espécie de superministra da economia, Dilma atingiu a credibilidade do Banco Central e causou turbulências no mercado –que acompanha com um pé atrás as tentativas de influenciar preços por meio de desonerações tributárias e outras medidas de curto prazo. 
É verdade, não obstante, que a variação do IPCA no passado recente foi impulsionada por sensível alta no grupo de alimentos e bebidas. Adversidades climáticas e problemas com safras agrícolas provocaram a elevação dos custos de itens com peso no indicador, como o arroz e o feijão. 
Isso não quer dizer que as dificuldades se resumam a esse aspecto, ou que possam desaparecer com o simples passar do tempo. Os aumentos ainda são disseminados, alcançando quase 70% dos preços, e o teto da meta já teria sido rompido em 2012 não fossem os cortes localizados de impostos decretados pelo governo. 
Não há mais muita dúvida de que uma alta moderada da taxa básica de juros desempenhará papel salutar nesse cenário econômico. Mesmo que necessária, ela não será suficiente, contudo: restam por resolver as questões estruturais, como gastos excessivos do Estado, gargalos de infraestrutura e demais entraves ao investimento. http://www.brasil247.com/pt/247/juros/98709/Dilma-enfrenta-ex%C3%A9rcito-pr%C3%B3-juros-organizado.htm

Eliane Cantanhêde, aquela da gripe, agora quer juros altíssimos e diz que sabe tudo de tudo.

por Helio Borba
 
Eliane Cantanhêde Tudo de tudo BRASÍLIA – De um analista de poder: “Um problema da Dilma é que ela acha que sabe tudo de tudo, mas o pior é que a Dilma acha que só ela sabe tudo de tudo”. 
O autor do diagnóstico é do setor elétrico, área que alavancou a carreira política de Dilma: o seu cargo no governo gaúcho, o ministério no governo Lula e, enfim, a candidatura à Presidência. Mas o diagnóstico não é só para o setor elétrico, vale para “tudo de tudo”, como ele frisou. E tem sido um complicador, particularmente, na gestão da economia. 
O Brasil vive a curiosa situação de crescimento raquítico, com investimentos e indústria em baixa, ao lado de níveis pujantes de emprego e inflação preocupante. Com a palavra, o Banco Central, certo? Não, errado. 
Da mesma forma com que Dilma jura dar prioridade ao combate à inflação, mas os seus quatro anos de governo registrarão índices sempre acima do centro da meta, ela jura dar autonomia ao BC, mas há controvérsia. Ao se reunir com três grandes economistas a uma semana do Copom (que define a taxa Selic no BC), ela sinaliza que quem decide é ela. Se vai seguir o que os convidados disseram, são outros quinhentos. 
Dilma investe em pronunciamentos impecáveis pela TV para guerrear contra os juros altos e anunciar ora a redução da conta de luz, ora preços menores para a cesta básica. Não é fácil agora, politicamente, justificar aumento de juros, explicar quem afinal financia a luz mais barata e admitir que os produtos da cesta básica não caíram tanto assim. 
Como presidente, Dilma capitaneou ao máximo as quedas de juros. Como candidata, vai engolir um recuo. E agora, José? Ou e agora, João Santana? Camila Pitanga, que comemorava a queda dos juros na CEF, sumiu. Mas ninguém esqueceu. 
O BC, o mercado, os economistas e os acadêmicos sabem que não há alternativa: é subir os juros ou subir os juros, maior rigor fiscal ou maior rigor fiscal. Mas… é a Dilma que sabe tudo de tudo, certo?
5 horas atrás

Alckmin convida sigla de Feliciano para seu governo

por Helio Borba
 
Alckmin convida sigla de Feliciano para seu governo DANIELA LIMA DE SÃO PAULO O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai abrir espaço no governo de São Paulo para o PSC, partido do deputado federal Marco Feliciano, personagem central de uma crise na Câmara desde fevereiro, quando assumiu a Comissão de Direitos Humanos. 
Para Alckmin, os quase 40 segundos a que o PSC tem direito na propaganda eleitoral falaram mais alto do que a recente associação do partido com Feliciano. O ingresso da sigla no governo sela acordo para as eleições de 2014, quando o tucano tentará a reeleição. 
Segundo o presidente do PSC em São Paulo, Gilberto Nascimento, apesar de paulista, Feliciano não se envolve nas articulações da sigla no Estado, que seriam feitas apenas por ele. 
“Eu é que converso. Estivemos com o Alckmin em 2010 e voltamos a falar com ele agora”, afirma. 
O presidente do PSC não tem mandato. Ele será convidado a assumir o cargo de secretário-adjunto de Desenvolvimento Metropolitano. É evangélico, mas não é pastor. 
O PSC elegeu quatro deputados estaduais em 2010. Perdeu três para o PSB e hoje tem apenas um.
5 horas atrás

Feliciano não fala por nós, diz líder da Assembleia de Deus

por Helio Borba
 

Feliciano não fala por nós, diz líder da Assembleia de Deus

Camila Campanerut
Do UOL, em Brasília

  • Antônio Araújo/UOL Presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, participa da 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil) Presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, participa da 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil)

O presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, diz que as declarações tidas como homofóbicas e racistas do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não refletem e não representam o pensamento geral dos fiéis e pastores da Assembleia de Deus, à qual o parlamentar é vinculado.
“Ele não espelha o pensamento geral dos evangélicos. Ele espelha o pensamento dele. Ele não fala por mim. Se ele quer pensar assim, eu respeito a opinião dele como respeito a de todos.”
Apesar da presença do parlamentar no evento da CGADB em mais de uma ocasião nesta semana, o pastor afirma o poder de influência de Feliciano é “nenhum” entre os 24.200 pastores inscritos na convenção dentro de um universo de 71.525 ministros.
“A influência do pastor Marco Feliciano, dentro da convenção, é nenhuma. O pastor Marco Feliciano não está nem inscrito para poder votar aqui na nossa convenção”, destacou o Lorenzetti.

Feliciano não tem poder de voto e foi à convenção apenas para “visitar amigos”.

Declarações polêmicas

O deputado é acusado de ter dado declarações consideradas racistas e homofóbicas, o que vem causando protestos para que renuncie à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
Feliciano já negou as acusações várias vezes. Ao ser eleito presidente da CDH, disse: “caso eu fosse racista, deveria pedir perdão primeiro a minha mãe, uma senhora de matriz negra.”
Sobre a acusação de homofobia, ele diz  que não é “contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual”, afirmou em mais de uma ocasião.

Convenção Geral das Assembleias de Deus reúne pastores em Brasília21 fotos

1 / 21 A 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil) acontece em Brasília de 8 a 12 de abril. Durante o evento, pastores de todo ao país discutem questões internas, tratam de prestação de contas, realizam cultos e elegem uma nova Mesa Diretora e o Conselho Fiscal, incluindo presidente, cinco vice-presidentes, cinco secretários, dois tesoureiros e seis conselheiros fiscais (um por região do país). Duas chapas disputam as eleições: a “Amigos do Presidente” e a “CGADB pra todos”  Antônio Araújo/UOL

Outras vozes

A reportagem do UOL também conversou com outros pastores que participaram da votação nova cúpula da convenção e do novo conselho fiscal sobre as impressões das polêmicas que o parlamentar gerou desde o mês passado.
  O pastor Paulo Bom, de São Paulo (SP), defendeu que o deputado do PSC seja responsável pelo que falou e não os demais evangélicos. Ele ressalta ainda que “a igreja evangélica é liberal e que entra nela quem quiser [se referindo a negros e homossexuais]”.
Já Adelia Rodrigues, membro da Assembleia de Deus em Brasília (DF), disse acreditar que as afirmações de Feliciano “vêm sendo distorcidas e tiradas de contexto pela imprensa”. “A Bíblia é para os evangélicos como a Constituição Federal é para todos os brasileiros. Ele [se referindo ao deputado] está exercendo a função dele, o trabalho dele e seguindo a palavra de Deus”, afirmou.
O pastor Walter Santos, de Ponta de Pedras (PA), nega que as falas de Feliciano possam denegrir a imagem dos evangélicos.  “Ele [Feliciano] têm defendido o que somos, o que acreditamos. Não somos contra os homossexuais, mas contra os atos dele [de ter relação sexual com pessoas do mesmo sexo]”.

Convenção termina hoje

A edição deste ano da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), que acontece na capital federal desde o último dia 8, está prevista para terminar nesta sexta-feira (12). Ela tem como finalidade reunir pastores de todo ao país para discutir questões internas, tratar de prestação de contas, realizar cultos e tentar eleger uma nova Mesa Diretora e o Conselho Fiscal, incluindo presidente, cinco vice-presidentes, cinco secretários, dois tesoureiros e seis conselheiros fiscais (um por região do país).
O presidente do Conselho Eleitoral frisou que, ao contrário, do que se pode concluir a partir das falas de Feliciano, as igrejas evangélicas, em especial a Assembleia de Deus, é inclusiva.
“Ele esboçou a opinião dele numa palavra, num blog, em qualquer outro meio de comunicação, essa não é a imagem da nossa igreja. Ela não tem este sentimento. A Assembleia de Deus é inclusiva. Nós temos aqui uma infinidade de membros que são pessoas que já foram viciadas, já foram ladrões, já foram pessoas de bem, também, que mudaram de religião, que tem as profissões mais diversificadas do país: juiz federal, pessoas que vivem de catar açaí, pessoas humildes e instruídas”, detalhou. 
Questionado sobre o fato de Feliciano ter chamado seus antecessores na comissão da Câmara de “Satanás”, o pastor disse que o parlamentar fez uma interpretação um “tanto medieval” do caso.
“O que não é de Deus é do demônio. Isso é coisa da Idade Média, mas tem muita coisa do homem também. Então, não posso atribuir assim. Acho que é interpretação um tanto da Idade Média”, afirmou. “Ou ele teve uma interpretação equivocada [da Bíblia] ou o contexto que ele falou não se encaixa com a mensagem dele”, completou.

Negros e homossexuais

O pastor Antonio Carlos Lorenzetti afirmou que a Assembleia de Deus lida com a questão do homossexualismo de forma “natural”. “Nós temos pessoas que vem para a igreja, que assistem aos cultos, pessoas que se convertem, ocupam cargos na igreja”, destacou.
Já com relação aos negros, Lorenzetti destaca, inclusive, que a maioria dos fiéis é da cor negra. “Nós temos uma infinidade de negros na nossa igreja. Nós [integrantes da Assembleia de Deus] nunca pregamos que os negros são amaldiçoados nem mesmo que os homens brancos são melhore ou piores, nós pregamos que todos precisam de Deus”, resumiu o pastor.
Menos da metade dos 24 mil pastores inscritos no evento aprovaram nesta última terça-feira (9) o envio de moção de apoio a Feliciano pela sua manutenção como presidente da comissão. A previsão é que o documento seja entregue à presidente da República, Dilma Rousseff, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Mesmo sendo crítico a algumas interpretações apresentadas por Feliciano durante seus cultos, Lorenzetti defende que o deputado está sendo vítima de preconceito por ser evangélico.
“Ele [Feliciano] merece apoio. Por ser evangélico e pensar diferente dos outros, ele não é pior também que os outros. Ele não pode ser discriminado porque ele é pastor ou porque pensa diferente dos outros. Não é crime pensar diferente dos outros. Agora, fazer dele um monstro?” questionou.

5 horas atrás

Dilma manda pôr cerâmica em imóvel do Minha Casa

por Helio Borba
 
Dilma manda pôr cerâmica em imóvel do Minha Casa Medida pode atingir 400 mil unidades; governo estuda dar vale a famílias 
Na 1ª fase do programa, sob Lula, para reduzir custo, revestimento era colocado apenas no banheiro e na cozinha SHEILA D’AMORIM VALDO CRUZ DE BRASÍLIA O governo Dilma estuda conceder um “vale-cerâmica” às famílias que receberam imóveis a custo praticamente zero na primeira fase do programa Minha Casa, Minha Vida, medida que pode atingir mais de 400 mil unidades. 
A determinação veio da própria presidente Dilma Rousseff, após ela constatar que as residências não dispunham de revestimento cerâmico em todos os cômodos. 
As regras em vigor no lançamento do programa não exigiam a instalação de cerâmica em todo imóvel destinado a famílias com renda até R$ 1.395, mas apenas nas áreas molhadas, como banheiro e cozinha. Nessa situação estão 418.969 imóveis, contratados de 2009 a 2010. 
Agora, técnicos da Caixa e dos ministérios das Cidades e da Fazenda analisam como cumprir a ordem presidencial, viabilizando a colocação de cerâmica em todos esses imóveis, inclusive nos já entregues. Ainda não há estimativa de custo e muitos problemas foram levantados. 
A ideia inicial era que as construtoras fizessem o serviço e fossem remuneradas pelo governo com um acréscimo no valor do contrato original. 
Mas se questiona essa solução por causa dos transtornos para as famílias que já residem nos imóveis e também por dificuldades técnicas. 
Foi sugerido, então, que o governo adquirisse o material e o entregasse às famílias. 
Aí o problema apontado é que muitas já fizeram o serviço por conta própria e não precisam mais do piso. 
A proposta que vem ganhando mais força na área técnica é criar uma espécie de vale que cubra o custo de instalação das cerâmicas. Ele seria entregue a todas as famílias que já moram no imóvel. 
Para as unidades ainda em construção –estima-se que sejam apenas cerca de 50 mil–, as próprias construtoras providenciarão a colocação do revestimento. 
CUSTO MENOR
Na primeira fase do Minha Casa, sob Lula, o governo decidiu não exigir cerâmica em todos os cômodos a fim de baratear a construção dos imóveis que são bancados a fundo perdido pela União (as famílias beneficiadas pagam apenas um valor simbólico). 
Essa regra foi alterada em 2011, quando, já no governo Dilma, foram aprovadas as exigências para a construção de mais 2 milhões de imóveis, na segunda fase do programa. 
A decisão da presidente de rever o padrão estabelecido para os imóveis que foram contratados antes da mudança nas normas foi tomada após visita, no início deste ano, a um conjunto habitacional do programa. 
Ela foi levada a uma unidade preparada para receber a comitiva oficial, com cerâmica em todos os cômodos. 
O que os organizadores do evento não contavam era que a presidente pediria para ver o resto do conjunto habitacional e iria se surpreender ao comparar a qualidade das diferentes unidades. 
INDIGNAÇÃO
Dilma reagiu indignada e exigiu que todos os imóveis tivessem aquele padrão mais elevado. Aí começou a dor de cabeça dos técnicos do governo e das construtoras. 
O problema é que, dos 936.608 imóveis contratados dentro do Minha Casa 1, 418.969 foram destinados a famílias de renda até R$ 1.395, que, por não terem condições financeiras, recebem as unidades praticamente de graça. 
Nesse universo, 268.621 foram entregues e as famílias já moram nos imóveis. 
Para complicar ainda mais, das 150.348 unidades que não foram entregues ainda, a grande maioria já está pronta, faltando apenas desenrolar questões burocráticas, como registro em cartório, ou a instalação de energia e água para serem distribuídas. 
5 horas atrás

Ministro prefere Campos fora da disputa

por Helio Borba
 
Ministro prefere Campos fora da disputa 

JOÃO VALADARES 

Bezerra Coelho defende que o PSB apoie a reeleição de Dilma Rousseff no próximo ano (Ueslei Marcelino/Reuters - 13/11/12)  
Bezerra Coelho defende que o PSB apoie a reeleição de Dilma Rousseff no próximo ano

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), defendeu, ontem à tarde, durante a inauguração de um parque de energia eólica na Bahia, apoio do PSB à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Ele disse preferir que o governador de Pernambuco e presidente do partido socialista, Eduardo Campos, não lance candidatura ao Palácio do Planalto no próximo ano.

“Estamos trabalhando para aprofundar o debate no sentido de que a gente preserve essa aliança, que foi e tem sido tão boa para o Brasil, para o Nordeste e para Pernambuco, em particular”, declarou. Na entrevista, ao Jornal do Commercio, o ministro foi questionado objetivamente se preferia que Eduardo abrisse mão da candidatura. Respondeu, pela primeira vez, de forma direta: “Sim, claro. O momento é de dar sequência a essa aliança”.

Bezerra Coelho salientou que o debate em torno das candidaturas é natural. “É evidente que existe hoje um clima para se avaliar a candidatura própria do PSB. Existe espaço para debate, mas acredito que existe espaço para o entendimento no sentido de preservação da aliança (com o PT)”, afirmou. 

Desde o início do ano, cogita-se em Pernambuco que o ministro pode, inclusive, trocar o PSB pelo PT. Fernando Bezerra Coelho negou esta possibilidade. Para o governador Eduardo Campos, quanto mais tempo Bezerra Coelho permanecer no governo federal é melhor. Em momentos de maior tensão entre Campos e Dilma, o ministro tem atuado como um apaziguador e um canal permanente de diálogo entre os dois. 

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), comentou que as declarações de Bezerra Coelho não atrapalham os plano da sigla para 2014. “É natural que Fernando diga isso, até porque ele é ministro da presidente Dilma Rousseff. Ninguém está discutindo, agora, a candidatura de Eduardo Campos. Essa discussão só será feita em 2014. Quando chegarmos lá, quem for do PSB vai apoiar a decisão do partido”, ressaltou.

O parlamentar salientou que não há desconforto. “Não existe nenhum desconforto nem quanto ao Fernando nem quanto ao Cid ou o Ciro Gomes.” Ao ser questionado se as declarações do ministro tinham relação com a disputa pelo governo de Pernambuco, o deputado comentou que é cedo para analisar os cenários. “A questão da candidatura ao governo de Pernambuco está sendo conduzida pelo próprio Eduardo. Temos várias opções. O próprio Fernando, o Armando (senador Armando Monteiro) e o João Lyra, atual vice-governador. Tanto a direção do partido quanto o líder da bancada continuam confiando em Fernando Bezerra. Ele foi o nome escolhido para representar o partido no Ministério da Integração Nacional”, concluiu. 

Colaborou Paulo de Tarso Lyra

“É evidente que existe hoje um clima para se avaliar a candidatura própria do PSB. Existe espaço para debate, mas acredito que existe espaço para o entendimento no sentido de preservação da aliança (com o PT)” 
Fernando Bezerra Coelho, ministro da Integração Nacional

5 horas atrás

A Folha tenta, mas o MPF não concorda

por Helio Borba
 

PF instaura inquérito para apurar envolvimento de Lula com mensalão

DE BRASÍLIA A Polícia Federal instaurou na noite de ontem um inquérito para investigar se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve participação no escândalo do mensalão. A investigação ficará a cargo da delegacia de crimes financeiros.
Na semana passada, a Procuradoria da Republica do Distrito Federal havia determinado a abertura da investigação baseada no depoimento do operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério. 

Avener Prado – 26.mar.13/Folhapress
Ex-presidente Lula em evento que aconteceu em SP
Ex-presidente Lula em evento que aconteceu em SP

A PF fez uma análise da documentação enviada antes de abrir o inquérito, cuja portaria de instauração foi assinada ontem. O prazo inicial da investigação é de 30 dias. Se for necessário mais tempo, a Justiça terá que autorizar a prorrogação. 
É a primeira vez que será aberto inquérito criminal para investigar se Lula atuou no mensalão. 
No processo principal do escândalo, julgado no ano passado pelo Supremo, Lula não foi investigado. Ele prestou depoimento, por ofício, apenas na condição de testemunha chamada por diferentes réus do processo. 
O depoimento de Valério foi dado à Procuradoria-Geral da República em setembro do ano passado, no meio do julgamento do mensalão. 
Entre outras acusações, o publicitário afirmou que Lula, o ex-ministro Antonio Palocci e Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, negociaram repasse de US$ 7 milhões para o PT. 
Valério afirmou que o ex-presidente e Palocci reuniram-se com Horta no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria o valor combinado para o PT. 
O dinheiro seria usado em campanhas petistas e para comprar deputados, segundo Valério. 
No pedido enviado à PF, a Procuradoria solicitou “diligências” para averiguar até a exata data do encontro citado por Valério. Não há ainda previsão de quando depoimentos serão tomados, segundo a Folha apurou. 
O depoimento foi enviado para a primeira instância já que nenhum dos citados têm foro privilegiado. 
A Procuradoria da Republica do DF analisou o depoimento de Valério e, a partir daí, abriu seis procedimentos criminais. Um desses procedimentos foi, agora, transformado em inquérito. Os outros são preliminares e podem ou não ser transformados em investigações policiais. 
Condenado a 40 anos de prisão no julgamento do mensalão, Valério fez outras acusações no depoimento, como a de que Lula se beneficiou com recursos do esquema. O petista sempre negou. 
Na sexta-feira, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou que “não há nova informação em relação às publicadas há cinco meses”, quando o depoimento de Valério foi remetido à primeira instância. Lula não quis se pronunciar em viagem à Inglaterra esta semana. 
Advogado do ex-ministro Palocci, José Roberto Batochio chamou o depoimento de Marcos Valério de “invencionice” e negou a existência do encontro no Planalto.

tem a ver comigo

por Betina Siegmann

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