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Joseph Pulitzer

Joseph Pulitzer

Um retrato de Joseph Pulitzer.

Um retrato de Joseph Pulitzer.

National Park Service, Estátua da Liberdade NM

Quando o Comitê Americano para a Estátua da Liberdade ficou sem fundos para pedestal da estátua em 1884, o jornal editor Joseph Pulitzer veio para o resgate. Através incitando o público americano para doar dinheiro para o pedestal no jornal New York World , Pulitzer arrecadou mais de US $ 100.000 em seis meses, mais do que dinheiro suficiente para garantir a conclusão do pedestal. Como um artigo publicado no New York World em 16 de março de 1885 argumentou,

Devemos levantar o dinheiro! O mundo é o papel do povo, e agora apela para que as pessoas venham para a frente e levantar o dinheiro. Os $ 250.000 que o making of do custo estátua foi pago pelas massas do povo francês, pelos homens de trabalho, os comerciantes, os lojistas, os artesãos, por todos, independentemente da classe ou condição. Vamos responder da mesma maneira. Não vamos esperar que os milionários para nos dar esse dinheiro. Não é um presente dos milionários da França para os milionários da América, mas um dom de todo o povo de França ao povo toda a América.

O apelo do artigo era tão popular que até 11 de Agosto de 1885, o mundo coletadas mais de US $ 100.000 em doações – a maioria das doações sendo cerca de US $ 1 ou menos. Cerca de 125 mil pessoas contribuíram para a conclusão do pedestal, graças à cruzada de Pulitzer. Em agradecimento, o Mundial publicou os nomes de cada pessoa que fez uma contribuição (não importa seu tamanho), um ato que também avançou as vendas do jornal de Pulitzer. Pulitzer, morreu em 29 de outubro de 1911.

 

 
 

Você Sabia?

Foto aérea de Ellis Island

Ellis Island não é o seu próprio site National Park. Foi adicionado ao sistema de Parque Nacional em maio 1965 pelo presidente Lyndon B. Johnson. É parte da estátua da liberdade Monumento Nacional e foi aberto ao público como um museu da imigração em 1990.

Joseph Pulitzer

 
Joseph Pulitzer (Makó10 de abril de 1847 — Charleston29 de outubro de 1911) foi um jornalista e editor estadunidense.

[editar]Biografia

Nascido no seio de uma família judia relativamente abastada (o seu pai era um influente comerciante), foi educado em escolas privadas na cidade de Budapeste. Com 17 anos decidiu tornar-se soldado e tentou ingressar nos exércitos AustríacoBritânico não tendo, todavia, conseguido devido à sua frágil saúde e débil visão. Em 1864 decidiu, pois, emigrar para os Estados Unidos, onde serviu nas fileiras do exército federal, num regimento de cavalaria, durante a Guerra de Secessão. Pulitzer falava fluentemente AlemãoFrancês e Húngaro, embora tivesse dificuldades no Inglês. Depois da guerra, trabalhou em St. Louis, tendo exercido profissões como carregador, bagageiro e empregado de mesa, enquanto estudava, naBiblioteca, Inglês e Direito, e participava na política (em 1869 foi membro da legislatura do Missouri).
Em 1866 teve o seu primeiro emprego como repórter no Westliche Post, um jornal alemão e, cinco anos depois, adquiriu uma parte do jornal. Com 25 anos, Joseph torna-se editor e, em 1874 é admitido em Washington D.C., onde trabalha como correspondente para o New York Sun. Em 1878, criou em St. Louis, pela fusão de dois jornais, o Dispatch e o Evening Post, o Post-Dispatchs, tornando-se uma figura proeminente na cena jornalística. No mesmo ano casa-se com Kate Davis, uma mulher americana da alta sociedade, o que lhe confere um estatuto social mais elevado, e um maior reconhecimento entre a elite social de St. Louis.
Após a mudança para Nova Iorque, comprou, em 1883, o jornal The World, que se tornou num dos jornais mais importantes da época. Pulitzer, adiantando os valores pelos quais se pautaria mais tarde, anunciou que o seu jornal seria “truly democratic, dedicated to the cause of the people rather than to that of the purse potentatates.”
O editor revolucionou os jornais com técnicas que alguns admiraram como um “Novo Jornalismo” e outros censuraram como “Jornalismo Amarelo”. Praticou um jornalismo rigoroso, tendo divulgado e combatido, nas páginas do seu jornal, a corrupção política – auto-proclamando-se “um defensor do lado das pessoas e um porta-voz da democracia”, lutando ao lado dos operários por menos horas de trabalho e melhores condições de vida para os pobres, e atacando as grandes companhias e monopólios laborais. Ele foi responsável por uma grande parte da legislação antitrust e pela regulamentação de companhias de seguro industriais. Ao mesmo tempo, foi incriminado de preencher as colunas do seu jornal com uma onda sensacionalista, já que aliava algumas inovações como cartoons, uma página dedicada ao desporto e outra às mulheres, uma edição que aborda crimes, desastres (mudando totalmente a capa do jornal mas também a disposição deste), a um uso exaustivo de imagens, gráficos, cor e publicidade e ainda títulos em letras garrafais. Para Pulitzer “presentation is everything”. Nos anos 90 foi mesmo acusado de práticas de “yellow journalism”, uma vez que servia-se de títulos destacados, notícias sensacionalistas, imagens e publicidade, com o objectivo de atrair leitores da classe trabalhadora e imigrantes. O seu propósito era mesmo aproximar-se das camadas sociais mais desfavorecidas, o que conseguiu através da adopção no jornal do ponto de vista delas e da utilização destes elementos, que tornavam o seu jornal mais atractivo. Pulitzer acreditava que o jornalismo era um serviço público, isto é, destinado às pessoas “pequenas” e não servindo os interesses do grande poder.
No entanto, o seu combate contra a corrupção política por meio da investigação persistia e, em 1909, The World publica um pagamento fraudulento de $40 milhões feito pelos Estados Unidos à Companhia Francesa do Canal do Panamá. A resistência de Joseph Pulitzer a todo o tipo de pressões e a continuação da investigação constituíram uma vitória crucial para a liberdade de imprensa.
Em maio de 1904, escrevendo para a revista The North American Review, o jornalista sintetizou a sua convicção “Our Republic and its press will rise or fall together (…) The power to mold the future of the Republic will be in the hands of the journalists of future generations.” O editor e jornalista norte-americano tinha ficado cego há alguns anos e viajava a bordo do seu iate Liberty (como havia feito outras vezes quando o seu estado de saúde piorava) quando morreu, em 1911.

[editar]Prêmio Pulitzer

Em 1903 havia entregue à Universidade de Colúmbia, a quantia de um milhão de dólares destinada à criação de uma Escola de Jornalismo, cuja primeira pedra foi lançada em 1912, nove meses após a sua morte. Os prémios Pulitzer têm então sido entregues desde 1917, e têm como objectivo distinguir anualmente personalidades de diferentes áreas do jornalismo e da literatura que se destacaram ao longo do ano pelo seu trabalho. O objectivo do prémio é pois “encorajar e distinguir a excelência.”

Secretaria de Direitos Humanos apresenta proposta contra homofobia

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Uma proposta de nova redação para o PLC 122, projeto de lei que quer criminalizar a homofobia, foi entregue nesta quarta-feira (17) no Senado pelo Conselho LGBT, órgão que integra a estrutura da SDH (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República).

A iniciativa de construir uma nova redação partiu da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), foi discutida pelo conselho com o movimento LGBT e, então, formalizada em uma proposta em nome do conselho.

À frente da secretaria, a ministra Maria do Rosário já se manifestou de forma favorável à criminalização da homofobia. Mas este, até o momento, é o gesto mais forte neste sentido.

“Sinaliza a importância de o governo estar preocupado com a violência contra a população LGBT”, avalia Gustavo Bernardes, presidente do conselho. Em 2011, o governo federal registrou 6,8 mil denúncias de violações contra o segmento, via diferentes canais.

O PLC 122 tramita desde 2001. Nos últimos anos, virou alvo de intensa polêmica que separa, de um lado, militantes de direitos humanos e dos direitos LGBT e, do outro, principalmente congressistas evangélicos.

O projeto está, atualmente, na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Foi para o relator do projeto nesta comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), e para a senadora Ana Rita (PT-ES) que a proposta de texto, na forma de um substitutivo ao projeto original, foi entregue.

A proposta do conselho estabelece uma lei própria contra crimes de ódio e intolerância praticados “por discriminação ou preconceito de identidade de gênero, orientação sexual, idade, deficiência ou motivo assemelhado”. Ou seja, o projeto dilui a homofobia entre crimes contra outras ditas minorias –e não mais acrescenta novos artigos à lei contra crimes raciais.

Estratégia semelhante foi traçada no passado, mas não houve sucesso na aprovação final do projeto.

Bernardes diz que a ideia é se mostrar aberto ao diálogo com os segmentos contrários ao projeto. Uma concessão feita foi explicitar que não a manifestação de afetividade pode ser negada em templos.

Assim, diz a proposta, constitui crime de intolerância “impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade, identidade de gênero ou orientação sexual em espaços públicos ou privados de uso coletivo, exceto em templos de qualquer culto, quando estas expressões e manifestações sejam permitidas às demais pessoas”.

Bernardes se disse otimista após a conversa com o senador Paim.

Até o final do ano
Paim afirma que a intenção é construir consensos para conseguir aprovar o projeto no Senado e na Câmara até o final de 2013.

O relator diz que recebeu a proposta do conselho da mesma forma como recebeu outras e explica que vai dialogar, também, com a bancada evangélica.

A ideia é estruturar o projeto “na linha de combater o ódio, a violência, a homofobia, e assegurar a liberdade da orientação sexual de cada um”.

O senador diz acreditar que é possível construir consenso sobre a proposta, apesar de isso não ter sido alcançado até hoje. “Ninguém prega o ódio e a violência”, argumenta ele.

Em 2012, apesar de receber aval extra-oficial do Palácio do Planalto, o projeto de criminalização da homofobia não avançou.

fonte: Folha de S.Paulo

5 minutos atrás

“É um privilégio ser processado por Gilmar Mendes”, diz José de Abreu.Abreu disse que já “tem uns 15 advogados” querendo defendê-lo. “Vou juntar tudo o que foi falado contra ele [Mendes] para mostrar que não sou a única pessoa. Vou com um caminhão para o tribunal. Por que, então, ele processa só a mim?”

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

“É um privilégio ser processado por Gilmar Mendes”, diz José de Abreu

Fernanda Calgaro
Do UOL, em Brasília Foto Rio News

  • José de Abreu na solenidade de entrega do prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) no último dia 12 de março José de Abreu na solenidade de entrega do prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) no último dia 12 de março

O ator José de Abreu afirmou nesta quarta-feira (17) que é um “privilégio” ser processado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e que não irá se retratar. A intenção dele é levar o caso adiante para discutir a liberdade de expressão. O magistrado apresentou uma queixa-crime contra o ator por comentários dele no Twitter.
“É um privilégio ser processado por uma pessoa como ele. Não vou me retratar. Sou atacado direto, tem 300 páginas na internet com ataques a mim e nunca entrei com processo contra ninguém”, afirmou ao UOL por telefone.
Em dezembro, Abreu fez um comentário na sua conta no Twitter sobre a informação publicada pela imprensa de que Mendes teria contratado um araponga, condenado à prisão. O ator escreveu ainda: “E pro contratante? Domínio do fato?”, citando uma teoria do direito penal usada no julgamento do mensalão para condenar o ex-ministro José Dirceu por ter sido “chefe” da quadrilha.
“Quando falei, foi uma grande brincadeira, óbvio que ele não é responsável pelo Dadá. Fui comentar a teoria do domínio do fato que tinha sido usada para condenar o José Dirceu”, explicou Abreu. Pela teoria, usada para condenar réus no julgamento do mensalão, também é possível responsabilizar o mandante de crimes e não apenas quem os executa.
No início da tarde desta quarta, ao comentar a queixa-crime, Mendes disse que Abreu tem “momentos de inconsciência”.
“Ele me deu a defesa ao falar que sou inconsciente. Sou inimputável, portanto?”, ironizou o ator. Ele acrescentou que a discussão é válida para debater a liberdade de expressão nas redes sociais.
“Eu retuíto muitas coisas, mas não quer dizer que eu concordo quando retuíto algo do Feliciano ou do Bolsonaro. É para quem me segue ver como essas pessoas pensam”, afirmou.
Anteriormente, Abreu já havia chamado Mendes de corrupto no Twitter, mas depois se retratou. “Ele fez uma afirmação nessa linha de exagero, entrei com uma interpelação e ele achou por bem dizer que não era nada disso, que ele nem sabia o que significava o termo corrupto, o que chega a ser engraçado e mostra o grau de irresponsabilidade ou até do grau de inconsciência que às vezes ele é acometido”, disse o ministro.
Abreu disse que já “tem uns 15 advogados” querendo defendê-lo. “Vou juntar tudo o que foi falado contra ele [Mendes] para mostrar que não sou a única pessoa. Vou com um caminhão para o tribunal. Por que, então, ele processa só a mim?”

23 minutos atrás

STF derrota Barbosa e dá mais prazo a Dirceu

CONVERSA AFIADA por redacao
 

Saiu no G1:

Maioria do STF dobra prazo e dá 10 dias para recursos no mensalão

Joaquim Barbosa levou caso ao plenário a pedido de advogados de defesa. Maioria discordou de Barbosa, que citou ‘tentativa de eternizar’ processo.

Mariana Oliveira 
Do G1, em Brasília

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (17) dobrar de cinco para dez dias o prazo para que os advogados de defesa dos condenados no processo do mensalão apresentem recursos após a publicação do acórdão do julgamento. O resultado do julgamento pode mudar até a proclamação do resultado.

Segundo o presidente do STF e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, o acórdão deve ser divulgado na quinta (18) e será considerado publicado na sexta (19). Se isso ocorrer, o prazo começa a ser contado na segunda (22).

O acórdão é o documento que detalha as decisões do julgamento, que condenou 25 e absolveu 12 réus no segundo semestre do ano passado, e trará o tempo de pena, regime de cumprimento, além dos votos escritos dos 11 ministros que participaram do julgamento. O documento abre prazo para as defesas recorrerem.

(…)

Clique aqui para ler “Dirceu: ‘não vão me enterrar vivo’.”

30 minutos atrás

O enterro de Margaret Thatcher

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
Por Marcelo Justo, no sítio Carta Maior
Em vida, Margaret Thatcher polarizou a sociedade britânica como nenhum outro político do século XX. As coisas não mudaram com sua morte. Em uma sociedade tão consciente das formas como a britânica, o funeral pomposo nesta quarta-feira na catedral de Saint Pauls terá como contrapartida protestos no centro de Londres e celebrações em bairros. 
A polícia deslocará cerca de quatro mil efetivos para as ruas para prevenir atentados ou incidentes e a canção “Ding Dong the witch is dead” (“Celebremos que a bruxa morreu”) – número dois na lista das mais vendidas na semana passada – soará com tanto vigor quanto os temas clássicos do funeral.  
Entre os milhares de convidados à catedral de Saint Paul se encontram a Rainha Elizabeth II e o Príncipe William, mandatários e ex-mandatários, ministros e ex-ministros, todo o gabinete da coalizão conservadora-liberal democrata, membros da oposição trabalhista, celebridades e desportistas. Em alusão à guerra das Malvinas, participarão mais de 700 membros das forças armadas, entre eles dois irmãos que combateram nas ilhas, o sargento Bill Mott e o major Nicky Mott.  
O funeral será fastuoso. O ataúde, coberto por uma bandeira britânica, será transportado por um carro fúnebre antes de ser transferido para uma carruagem puxada por seis cavalos negros. Até o Big Bem, esse símbolo clássico da capital, deixará de dar as horas em homenagem à dama de ferro, algo que não ocorria desde o enterro de Winston Churchill em 1965. Segundo o governo, não se trata de um funeral de estado. O cidadão comum e o espectador estrangeiro, menos afeitos a estes detalhes protocolares, o verão como uma homenagem do mais alto calibre, só outorgada a heróis nacionais.  
Nas ruas, durante os 20 minutos em que o cortejo se deslocará desde a Igreja de St.Clemente Danes até a catedral de Saint Pauls, grupos opositores a Thatcher lhe darão as costas em um gesto simbólico de rechaço. Os militantes informaram pelo Twitter que planejam derramar baldes de leite para lembrar que a dama de ferro foi também a “ladra dos copos de leite” que privou as crianças do copo que recebiam na escola primária.  
O custo do funeral é de 8 milhões de libras e gerou um forte debate. Segundo o chanceler William Hague, a ex-primeiro ministra merece a homenagem pois as negociações que fez com a União Europeia pouparam cerca de 75 bilhões de euros ao contribuinte britânico. O ex-vice primeiro ministro trabalhista John Prescott criticou “este desperdício” em meio a um período de contração econômica como o que vive o Reino Unido e sugeriu que os 13 mil milionários que receberam um corte de impostos de 100 mil libras anuais com o atual governo financiem esse gasto. 
“É preciso privatizar seu funeral. Isso seria uma homenagem adequada à sua obra”, assinalou Preston. Mas nem todos os trabalhistas foram tão críticos. Em sua homenagem parlamentar na semana passada o líder da oposição, Ed Miliband, destacou que, para além das diferenças, era preciso reconhecer que Thatcher havia mudado o Reino Unido e que, em muitos aspectos, ela tinha sido uma pioneira.  
Não resta dúvida que entre o país que ela assumiu em 1979 e o que deixou ao renunciar em 1990 havia um abismo. Nestes 11 anos, os serviços básicos e grandes empresas britânicas – do aço a British Airways e Rolls Royce – foram privatizados, o setor financeiro desregulamentado e o poderoso movimento sindical marginalizado com a legislação mais dura em termos trabalhistas de toda a Europa.  
Segundo os conservadores, ela salvou o Reino Unido de uma decadência pós-imperial e devolveu o país a um destino de grandeza que estava se perdendo entre as greves e os apagões dos anos 70. Segundo seus detratores, ela foi responsável pela crescente desigualdade e pobreza do Reino unido, pela desindustrialização do país e pela debacle financeira.  
Que pensam os britânicos hoje? Em uma pesquisa da ComRes para o “The Independent on Sunday”, 33% disseram que não houve melhor premier do que ela, enquanto 41% discordaram dessa posição. Cerca de 59% a apontaram como a figura mais polarizadora do país; somente 18% discordaram disso. Na mesma pesquisa, 38% manifestaram-se contra a privatização do gás, da eletricidade e do serviço telefônico, enquanto 25% se disseram a favor.  
Mas segundo outra sondagem, publicada pelo “The Guardian”, se Margaret Thatcher fosse hoje a líder dos conservadores, estes ganhariam cerca de oito pontos na preferência de votos e se colocariam com 40% das preferências dos eleitores, apenas 2,5% menos do registrado nas eleições de 1987 que lhe deram maioria absoluta em seu último período de governo. 
O debate sobre Thatcher e o Thatcherismo está presente nas casas, nos pubs, na imprensa, na televisão e até nas canções populares. A música “Ding dong the witch is dead”, cantada por Judy Garland em “O mágico de Oz”, terminou a semana em segundo lugar das preferidas do público, enquanto que a canção punk “I am in love with Margaret Thatcher” só chegou ao 35º lugar.  
A BBC foi apanhada em fogo cruzado dos simpatizantes e opositores de Thatcher. Nos domingos, a Rádio 1 tem um programa onde toca na íntegra as músicas mais populares da semana. Sob pressão dos conservadores, reduziram “Ding dong…” a um clipe de sete segundos, mas transmitiram inteira a música da banda punk.  
* Tradução de Katarina Peixoto Altamiro Borges: O enterro de Margaret Thatcher
35 minutos atrás

Quatro razões a favor da NÃO redução da maioridade penal

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Razões para NÃO reduzir a maioridade penal: o objetivo é tentar reduzir a violência ou atender a um desejo coletivo de vingança?

Por Vinicius Bocato, em seu blog

Na última semana uma tragédia abalou todos os funcionários e alunos da Faculdade Cásper Líbero, onde estou terminando o curso de jornalismo. O aluno de Rádio e TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do prédio onde morava, na noite da terça-feira (9). O crime chocou não só pela banalização da vida – Victor Hugo entregou o celular ao criminoso e não reagiu –, mas também pela constatação de que a tragédia poderia ter acontecido com qualquer outro estudante da faculdade.

Esse novo capítulo da violência diária em São Paulo ganhou atenção especial da mídia por um detalhe: o criminoso estava a três dias de completar 18 anos. Ou seja, cometeu o latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto adolescente e foi encaminhado à Fundação Casa.

redução maioridade penal

Brasil discute redução da maioridade penal

Óbvio que a primeira reação é de indignação; acho válida toda a revolta da população, em especial da família do garoto, mas não podemos deixar que a emoção nos leve a atitudes irresponsáveis. Sempre que um adolescente se envolve em um crime bárbaro, boa parte da população levanta a voz para exigir a redução da maioridade penal. Alguns vão adiante e chegam a questionar se não seria hora do Estado se igualar ao criminoso e implantar a pena de morte no país. Foi o que fez de forma inconsequente o filósofo Renato Janine Ribeiro, em artigo na Folha de S. Paulo, por ocasião do assassinato brutal do menino João Hélio em 2007.

Além de obviamente não termos mais espaço para a Lei de Talião no século XXI, legislar com base na emoção nada mais atende do que a um sentimento de vingança. Não resolve (nem ameniza) o problema da violência urbana.

O que chama a atenção é maneira como a grande mídia cobre essas tragédias. A maioria das matérias que vemos nos veículos tradicionais só reforçam uma característica do Brasil que eles mesmo criticam: somos o país do imediatismo. A cada crime brutal cometido por um adolescente, discutimos os efeitos da violência, mas não as suas causas. Discutimos como reprimir, não como prevenir. É uma tática populista que desvia o foco das reais causas do problema.

Abaixo exponho a lista de motivos pelos quais sou contra a redução da maioridade penal:

1 – As leis não podem se basear na exceção

A maneira como a grande mídia cobre estes crimes bárbaros cometidos por adolescentes nos dá a (falsa) impressão de que eles estão entre os mais frequentes. É justamente o inverso. O relatório de 2007 da Unicef “Porque dizer não à redução da idade penal” mostra que crimes de homicídio são exceção:

“Dos crimes praticados por adolescentes, utilizando informações de um levantamento realizado pelo ILANUD [Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente] na capital de São Paulo durante os anos de 2000 a 2001, com 2.100 adolescentes acusados da autoria de atos infracionais, observa-se que a maioria se caracteriza como crimes contra o patrimônio. Furtos, roubos e porte de arma totalizam 58,7% das acusações. Já o homicídio não chegou a representar nem 2% dos atos imputados aos adolescentes, o equivalente a 1,4 % dos casos conforme demonstra o gráfico abaixo.”

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

E para exibir dados atualizados, dentre os 9.016 internos da Fundação Casa, neste momento apenas 83 infratores cumprem medidas socioeducativas por terem cometido latrocínio (caso que reacendeu o debate sobre a maioridade penal na última semana). Ou seja, menos que 1%.

2 – Redução da maioridade penal não diminui a violência. O debate está focado nos efeitos, não nas causas da violência

Como já foi dito, a primeira reação de alguns setores da sociedade sempre que um adolescente comete um crime grave é gritar pela redução da maioridade penal. Ou quase isso: dificilmente vemos a mesma reação quando a vítima mora na periferia (nesses casos, a notícia vira apenas uma notinha nas páginas policiais). Mas vamos evitar leituras ideológicas do problema.

A redução da maioridade penal não resolve nem ameniza o problema da violência. “Toda a teoria científica está a demonstrar que ela [a redução] não representa benefícios em termos de segurança para a população”, afirmou em fevereiro Marcos Vinícius Furtado, presidente da OAB. A discussão em torno na maioridade penal só desvia o foco das verdadeiras causas da violência.

Instituto Não Violência é bem enfático quanto a isso: “As pesquisas realizadas nas áreas social e educacional apontam que no Brasil a violência está profundamente ligada a questões como: desigualdade social (diferente de pobreza!), exclusão social, impunidade (as leis existentes não são cumpridas, independentemente de serem “leves” ou “pesadas”), falhas na educação familiar e/ou escolar principalmente no que diz respeito à chamada educação em valores ou comportamento ético, e, finalmente, certos processos culturais exacerbados em nossa sociedade como individualismo, consumismo e cultura do prazer.

No site da Fundação Casa temos acesso a uma pesquisa que revela o perfil dos internos (2006):

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

Em linhas gerais, o adolescente infrator é de baixa renda, tem muitos irmãos e os pais dificilmente conseguem sustentar e dar a educação ideal a todos (longe disso). Isso sem contar quando o jovem é abandonado pelos pais, quando um deles ou ambos faleceram, quando a criança nem chega a conhecer o pai, entre outras complicações.

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

Claro que é bom evitar uma posição determinista, a pobreza e a carência afetiva por si só não produzem criminosos. Mas a falta de estrutura familiar, de educação, a exposição maior à violência nas periferias e a falta de políticas públicas para esses jovens os tornam muito mais suscetíveis a cometer pequenos crimes.

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

Especialistas afirmam que os adolescentes começam com delitos leves, como furtos, e depois vão subindo “degraus” na escada do crime. De acordo com Ariel de Castro Alves, ex secretário-geral do Conselho Estadual da Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), muitos dos adolescentes que chegam ao latrocínio têm dívidas com traficantes e estão ameaçados de morte, e isso os estimula a roubar.

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

Vale aqui lembrar a falência da Fundação Casa, que em vez de recuperar os jovens, acaba incentivando os internos a subir esses degraus do crime. Para entender melhor sua realidade, recomendo a leitura da matéria “De Febem a Fundação Casa” da Revista Fórum. Nela temos o relato do pedagogo Carlos (nome fictício), que sofreu ameaças frequentes por contestar os atos abusivos da direção: “A Fundação Casa nasceu para dar errado. Eles saem de lá com mais ódio, achando que as pessoas são todas ruins e que não há como mudar isso. São desrespeitados como seres humanos, são tratados como lixo. E isso faz com que eles pensem que não podem mudar.”

Atuante na Fundação há onze anos, Carlos conta que os atos de violência contra os adolescentes são cotidianos e descarados, apoiados inclusive pelo diretor, que também “bate na cara dos meninos”. Essa bola de neve de violência só poderia resultar em crimes cada vez mais graves cometidos pelos garotos.

3 – A redução da maioridade penal tornaria mais caótico o já falido sistema carcerário brasileiro e aumentaria o número de reincidentes

Dados objetivos: Temos no Brasil mais de 527 mil presos e um déficit de pelo menos 181 mil vagas. Não precisamos nos aprofundar sobre a superlotação e as condições desumanas das cadeias brasileiras, é óbvio que um sistema desses é incapaz de recuperar alguém.

redução maioridade penal

Superlotação em presídio de São Paulo (Foto: Reprodução)

A inclusão de adolescentes infratores nesse sistema não só tornaria mais caótico o sistema carcerário como tende a aumentar o número de reincidentes. Para o advogado Walter Ceneviva, colunista da Folha, a medida pode tornar os jovens criminosos ainda mais perigosos: “Colocar menores infracionais na prisão será uma forma de aumentar o número de criminosos reincidentes, com prejuízo para a sociedade. A redução da maioridade penal é um erro.”

A Unicef também destaca os problemas que os EUA enfrentam por colocar adolescentes e adultos nos mesmos presídios. “Conforme publicado este ano [2007] no jornal The New York Times, a experiência de aplicação das penas previstas para adultos para adolescentes nos Estados Unidos foi mal sucedida resultando em agravamento da violência. Foi demonstrado que os adolescentes que cumpriram penas em penitenciárias, voltaram a delinquir e de forma ainda mais violenta, inclusive se comparados com aqueles que foram submetidos à Justiça Especial da Infância e Juventude.”

O texto em questão foi publicado no New York Times em 11 de maio de 2007 e está disponível na íntegra na página 34 deste PDF da Unicef.

4 – Ao contrário do que é veiculado, reduzir a maioridade penal não é a tendência do movimento internacional

Tenho visto muitos textos afirmando que o Brasil é um dos raros países que estipulou a maioridade penal em 18 anos. Tulio Kahn, doutor em ciência política pela USP, contesta esses dados. “O argumento da universalidade da punição legal aos menores de 18 anos, além de precário como justificativa, é empiricamente falso. Dados da ONU, que realiza a cada quatro anos a pesquisa Crime Trends (Tendências do Crime), revelam que são minoria os países que definem o adulto como pessoa menor de 18 anos e que a maior parte destes é composta por países que não asseguram os direitos básicos da cidadania aos seus jovens.”

Ainda segundo a Unicef “de 53 países, sem contar o Brasil, temos que 42 deles (79%) adotam a maioridade penal aos 18 anos ou mais. Esta fixação majoritária decorre das recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos. Em outras palavras, no mundo todo a tendência é a implantação de legislações e justiças especializadas para os menores de 18 anos, como é o caso brasileiro.”

LEIA TAMBÉM: ‘MAIORIDADE PENAL AOS SEIS, AFINAL, NESSA IDADE, ELES JÁ SE VESTEM SOZINHOS’

O que pode estar acontecendo na grande mídia é uma confusão conceitual pelo fato de muitos países usarem a expressão penal para tratar da responsabilidade especial que incide sobre os adolescentes até os 18 anos. “Países como Alemanha, Espanha e França possuem idades de inicio da responsabilidade penal juvenil aos 14, 12 e 13 anos. No caso brasileiro tem inicio a mesma responsabilidade aos 12 anos de idade. A diferença é que no Direito Brasileiro, nem a Constituição Federal nem o ECA mencionam a expressão penal para designar a responsabilidade que se atribui aos adolescentes a partir dos 12 anos de idade”.

Confiram aqui a tabela comparativa entre diferentes países ao redor do mundo. Alguns países vêm seguido o caminho contrário do que a grande mídia divulga e aumentado a maioridade penal. “A Alemanha restabeleceu a maioridade para 18 anos e o Japão aumentou para 20 anos. A tendência é combater com medidas socioeducativas. Estudos apontam que os crimes praticados por crianças e adolescentes, no Brasil, não passariam de 15%. Há uma falsa impressão de que esses jovens ficam impunes, o que não é verdade, pois eles respondem ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, argumenta Márcio Widal, secretário da Comissão dos Advogados Criminalistas da OAB.

Também não vejo os grandes jornais divulgarem que muitos estados americanos estão aumentando a maioridade penal.

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Há ainda diversos argumentos contra a redução da maioridade penal, mas o texto já se estendeu muito e vamos focar em mais dois. A medida é inconstitucional; a questão da maioridade faz parte das cláusulas pétreas da Constituiçãode 1988, que não podem ser modificadas pelo Congresso Nacional (saiba mais sobre as cláusulas pétreas da CF aqui). Seria necessária uma nova Assembleia Constituinte para alterar a questão.

São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial” (Artigo 228 da Constituição Federal). Ou seja, todas as pessoas abaixo dos 18 anos devem ser julgadas, processadas e responsabilizadas com base em uma legislação especial, diferenciada dos adultos.

Há ainda o clássico argumento de que o crime organizado utiliza os menores de idade para “puxar o gatilho” e pegar penas reduzidas. Se aprovada a redução da maioridade penal, os jovens seriam recrutados cada vez mais cedo. Se baixarmos para 16 anos, quem vai disparar a arma é o jovem de 15. Se baixarmos para 14, quem vai matar será o garoto de 13. Estaríamos produzindo assassinos cada vez mais jovens. Além disso, “o que inibe o criminoso não é o tamanho da pena e sim a certeza de punição”, diz o advogado Ariel de Castro Neves. “No Brasil existe a certeza de impunidade já que apenas 8% dos homicídios são esclarecidos. Precisamos de reestruturação das polícias brasileiras e melhoria na atuação e estruturação do Judiciário.”

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Concluindo…

Reforçando, tudo o que foi discutido até aqui foi para mostrar o problema de tratar essa questão com imediatismo, impulsividade. Os debates estão sendo feitos quase sempre em cima dos efeitos da violência, não de suas causas, desviando o foco das reais origens do problema.

Que tal nos mobilizarmos para cobrar uma profunda reforma na Fundação Casa, de forma que ela cumpra minimamente seus objetivos? Ou para cobrar outra profunda reforma no sistema carcerário brasileiro, que possui 40% de presos provisórios? Será que todos deviam estar lá mesmo?

E melhor ainda: que tal nos mobilizarmos para que o Governo invista pesado na prevenção da criminalidade, como escolas de tempo integral, atividades de lazer e cultura? Estudos mostram que quanto mais as crianças são inseridas nessas políticas públicas, menores as chances de serem recrutadas pelo mundo das drogas e pelo crime organizado.

Quando o Estado exclui, o crime inclui”, afirma Castro Alves. “Se o jovem procura trabalho no comércio e não consegue, vaga na escola ou num curso profissionalizante e não consegue, na boca de fumo ele vai ser incluído.”

Na teoria o ECA é uma ótima ferramenta para prevenir a criminalidade. Mas há um abismo entre a teoria e a prática do ECA: a falta de políticas públicas para a juventude, a falta de estrutura e os abusos na Fundação Casa acabam produzindo o efeito contrário do desejado. Mesmo assim, a reincidência no sistema de internação dos adolescentes é de aproximadamente 30%. No sistema prisional comum é de 60%, segundo o Ministério da Justiça.

No fim das contas, suspeito que boa parte da sociedade não quer recuperar os jovens infratores. Muitos gostariam mesmo é de fazer justiça com as próprias mãos ou que o Estado aplicasse a pena de morte, como sugeriu o filósofo Janine Ribeiro no calor da emoção. Mas já que isso não é possível, então “que apodreça na cadeia junto com os adultos”.

Por causa de fatos isolados, como a tragédia do menino João Hélio e do estudante Victor Hugo, cobram do governo a redução da maioridade penal, uma atitude impulsiva e irresponsável que iria piorar ainda mais a questão da violência no Brasil. A questão é tentar reduzir a violência ou atender a um desejo coletivo de vingança?

Edição: Pragmatismo Politico

O post Quatro razões a favor da NÃO redução da maioridade penal apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

40 minutos atrás

Lula pede que EUA pare com sua ingerência na Venezuela

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

Caracas, 17 Abr. AVN.-

El expresidente brasileño y líder de la izquierda mundial, Luiz Inácio Lula da Silva, reclamó al gobierno de Estados Unidos su injerencia en Venezuela al solicitar, tal como lo exige el candidato antichavista Henrique Capriles, el reconteo de los votos de las elecciones presidenciales celebradas el pasado domingo.

“Cuando uno está en el cargo de presidente hay cosas que no se pueden decir, por diplomacia, pero ahora lo puedo decir: de tanto en tanto los estadounidenses se dedican a poner en duda una elección ajena. Deberían preocuparse por ellos mismos y dejar que nosotros elijamos nuestro destino”, afirmó Lula da Silva.

La Casa Blanca ha dicho que no está preparada para reconocer al presidente ganador, Nicolás Maduro, hasta tanto no se haga el recuento de votos. Conducta que viene a coronar una serie de injerencias que comenzaron antes de la campaña electoral venezolana, incluso voceros del Departamento de Estado manifestaron tener predilección por el candidato de la derecha, Henrique Capriles.

Lula también felicitó a Nicolás Maduro por su reciente triunfo electoral que lo convirtió en el nuevo presidente de Venezuela. La salutación la hizo en Belo Horizonte, ciudad que se encuentra en el corazón de Brasil, al lado de la actual mandataria, Dilma Rousseff, en una reunión donde se festejaba el décimo aniversario del Partido de los Trabajadores (PT) en el poder.

En el evento, Lula pidió a la multitud de militantes del PT un aplauso por la elección de Nicolás Maduro en Venezuela, en tanto Rousseff llamó por teléfono al presidente electo, lo felicitó y dijo públicamente que estaba “lista para trabajar juntos”.

uma hora atrás

Fé demais

SUJO por Esquerdopata
 
 
uma hora atrás

Haddad recebe movimentos de moradia

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Igor Carvalho, no sítio SPressoSP:

Movimentos de moradia foram até a prefeitura de São Paulo, na região central, cobrar do prefeito Fernando Haddad (PT) a promessa de campanha referente à construção de 55 mil moradias. O petista surpreendeu todos e desceu do gabinete para dialogar com os ativistas, chegando a subir no carro de som para que todos pudessem ouvir.

O prefeito reafirmou o compromisso de campanha, porém ressaltou que as moradias devem atender outras camadas sociais, não apenas de baixa renda. Para os movimentos sociais, Haddad deve disponibilizar 20 mil moradias construídas no modelo de mutirão e autogestão.

“A maioria é HIS [Habitação de Interesse Social]. Eu não posso trazer para a região central somente a população de uma faixa de renda, senão vou transformá-lo em um lugar homogêneo”, disse o prefeito.

Um grupo de trabalho será criado para que os movimentos sociais acompanhem a construção das 20 mil moradias populares que serão construídas em parceria com o Governo do Estado, projeto apresentado em fevereiro.

uma hora atrás

Fux não podia ser amigo de Bermudes

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Do Diário do Centro do Mundo - 17 de abril de 2013   
As relações promíscuas na justiça — e na mídia — são um embaraço ético extraordinário. 
Fux e a filha Marianna Fux e a filha Marianna 

Paulo Nogueira

Como o sistema judiciário brasileiro pôde chegar ao descalabro que hoje, e apenas hoje, se sabe que é sua maior marca?

Onde esteve a mídia, estes anos todos, que não viu nada, não denunciou nada e não propôs nada para mitigar as aberrações?

Dezenas, centenas, milhares de matérias sobre a ‘morosidade da justiça’ e nada sobre a estrutura viciosa do sistema judiciário?

Já não dá sequer para alegar surpresa com a informação, trazida pelo Estadão, de que o juiz Luiz Fux – sempre ele — examinou processos que envolviam o escritório de Sérgio Bernandes, o patrão de sua filha, a advogada Marianna.

É uma situação de escandalosa promiscuidade – e ainda assim aconteceu. Você pode imaginar, ao longo da história, quantas vezes este tipo de coisa ocorreu com outros juízes e outros escritórios.

Vamos colocar assim: juiz não tem amigo.

Estou usando uma frase célebre de um dos maiores editores da história, Joseph Pulitzer.

Pulitzer é simplesmente desprezado por jornalistas como Merval e Azevedo   Pulitzer é simplesmente desprezado por jornalistas como Merval e Azevedo 
  “Jornalista não tem amigo”, dizia (e praticava) ele. Por razões óbvias: a amizade compromete a isenção. Como um jornalista vai escrever sobre um amigo ministro, por exemplo?

As amizades têm que estar inteiramente fora do âmbito profissional. Pulitzer escreveu a sentença magistral há quase 150 anos, mas no Brasil parece que jamais foi lida por quem deveria.
Da mesma forma que jornalista, juiz não tem amigo. Se esta máxima de Pulitzer fosse seguida, boa parte dos problemas de promiscuidade na justiça brasileira estaria resolvida.
Mas o que você vê com total despudor, como se fosse a coisa mais natural do mundo, é a negação de Pulitzer.

Juízes como Gilmar Mendes e (agora aposentado, graças a Deus) Ayres Britto confraternizam com jornalistas como Merval Pereira e Reinaldo Azevedo como se merecessem uma comenda por se abraçarem.

É uma dupla infração.

Nem os jornalistas e nem os juízes podiam se colocar numa situação tão constrangedora.
O Brasil – a mídia, a justiça, a política – sofre de excesso de amizades, para empregar a lógica pulitzeriana.

A vítima é o interesse público.

Todos estas relações de cumplicidade  – Merval & Ayres, Azevedo & Gilmar, Fux & Bermudes – são, eticamente, inaceitáveis.

Pelo seguinte: Merval tenderá a favorecer Ayres. Ayres tenderá a favorecer Merval. Azevedo tenderá a favorecer Gilmar. Gilmar tenderá a favorecer Azevedo. Fux tenderá a favorecer Bermudes. Bermudes tenderá a favorecer Fux.
É muito favorecimento para um país só.

Quando existe a possibilidade de favorecimento nesta escala, sabemos todos quem é o grande desfavorecido: o interesse público.

Ou, para usar a nomenclatura de um de nossos anti-Pulitzers, o fundador da Globo, Irineu Marinho, “o Zé do Povo”.

Paulo Nogueira. Jornalista baseado em Londre, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Postado por celvioàs 17:180 comentários Links para esta postagem   Do Blog ContrapontoPIG

uma hora atrás

Venezuela e a cumplicidade da mídia

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Alexandre Haubrich, no blog Jornalismo B:

Durante esta terça-feira a cobertura dos acontecimentos políticos na Venezuela na mídia dominante brasileira foi, em grande parte, de omissão. Enquanto os grandes jornais dedicavam páginas inteiras às bombas que explodiram em Boston, nos Estados Unidos, os sete mortos venezuelanos e o desrespeito da direita ao resultado eleitoral estavam nos rodapés. No Jornal Nacional, cobertura especial nos Estados Unidos, e apenas uma nota coberta – lida por um âncora com imagens ao fundo – sobre a Venezuela. 
Nos Estados Unidos, foram três mortos e não se sabe quem colocou as bombas que explodiram durante a maratona de Boston. Na Venezuela, os protestos violentos contra a eleição de Nicolás Maduro são um fato consolidado, sua liderança em Henrique Capriles, candidato derrotado, está dada, e já foram sete mortes, além de dezenas de venezuelanos feridos e de diversos locais incendiados e destruídos.

É justamente o fato de haver um culpado claro para as mortes e a destruição na Venezuela – a direita e seu líder local, Capriles, aliados ao governo dos Estados Unidos, que insiste em não reconhecer o resultado da eleição – que fez com que a cobertura minguasse nos jornais e telejornais desta terça. Dar destaque a algo tão negativo e que vem de um aliado desse setor da mídia brasileira não é bom negócio.

Ao mesmo tempo, não vemos esse setor da mídia falar em atentados, em terrorismo ou sequer em baderna. Também não usa os termos assassinato e destruição. Não diz que dirigentes do PSUV estão sendo atacados em suas casas, nem que foram incendiadas sedes do PSUV e de Centros de Saúde Comunitários. Não diz que até mesmo o governo da Espanha já reconheceu a vitória de Maduro, e apenas os Estados Unidos insistem na negativa. Também não relaciona o que está acontecendo ao golpe de 2002, coordenado de forma semelhante pelos mesmos grupos políticos. Nos veículos de comunicação da elite brasileira não há cobertura real do que acontece na Venezuela nesse momento.

uma hora atrás

A PEC 37 e as investigações “de gaveta” do MP

LUIS NASSIF por luisnassif
 
-Charlie-

 

Comentário ao post “O caso Bar Bodega e a PEC 37

Nassif está totalmente cooptado pelo MP; argumentos jurídicos não o convencem, somente os emocionais e casuísticos expostos pelo MP;

 

Essa caso do Bar Bodega não tem NADA, ABSOLUTAMENTE NADA A VER com a PEC 37.

 

No caso em questão, o promotor utilizou o PODER DE CONTROLE EXTERNO SOBRE A ATIVIDADE POLICIAL  para apurar as irregularidades. Esse poder NÃO É TOCADO PELA PEC, CONTINUA PLENO, previsto no art. 129 da constituição.

 

O que a PEC 37 impede são as investigações “de gaveta” do MP, que são feitas sem previsão legal, sem prazo, sem controle externo, sem prestar contas a ninguém, engavetadas e desengavetadas ao livre alvedrio do promotor/procurador, que inclusive “escolhe” quem vai e quem não vai investigar.

 

A esse respeito, colaciono abaixo reportagem em que Flávio Dino, ex-juiz federal, ex-deputado federal, irmão de procurador da republica, antes ardoroso defensor da investigação ministerial, desanca tal procedimento, pois funciona ao capricho e abítrio dos promotores.

leia mais

2 horas atrás

Serra sofre nova derrota no PSDB

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 
Altamiro Borges, Blog do Miro “O eterno candidato José Serra é conhecido por seus métodos truculentos – dossiês, rasteiras e golpes – contra os seus rivais no  próprio PSDB. Agora, porém, ele é alvo da vingança maligna e perde espaço no ninho tucano. Ontem, após votação tumultuada, o vereador serrista Andrea Matarazzo retirou sua candidatura à presidência da legenda em São Paulo. Ele acusou três secretários estaduais de terem usado a máquina do governo Geraldo Alckmin para influenciar o resultado da disputa e derrotá-lo. Com esse resultado, José Serra sofre nova derrota no PSDB e pode até abandonar a legenda.

Segundo a própria Folha tucana de hoje, “aliados de Matarazzo disseram temer uma debandada da sigla na capital, a exemplo do que houve em 2011, quando seis vereadores trocaram o PSDB pelo PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab. O possível abrigo dos descontentes, agora, seria o partido que resultará da fusão do PPS com o PMN. Matarazzo é aliado e amigo do ex-governador José Serra, que foi convidado e estuda migrar para a nova sigla”.

As bicadas no ninho são cada vez mais sangrentas. “Me preparei para disputar com um candidato, mas enfrentei três secretarias de Estado, com todo o poder delas”, reclama Andrea Matarazzo, num referência aos secretários José Aníbal (Energia), Bruno Covas (Meio Ambiente) e Julio Semeghini (Planejamento). O nome escolhido para presidir a sigla em São Paulo, principal reduto dos tucanos no país, foi o do ex-deputado Milton Flávio, que é subordinado a José Aníbal. O secretário de Energia já havia sido rifado pelos serristas na prévia interna que escolheu o candidato da legenda à prefeitura da capital paulista, no ano passado. Agora, ele dá o troco!” Enviada por: Nogueira Junior 12:540 Comentários *Eleições 2014José SerraPSDB   Do Blog BRASIL! BRASIL! 

2 horas atrás

Prenda um careca e leve dois: Justiça condena ex-governador do DF a cinco anos de prisão

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Justiça condena ex-governador do DF a cinco anos de prisão

DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda foi condenado nesta terça-feira (16) a 5 anos e 4 meses de detenção, em regime semiaberto, por dispensa indevida de licitação na contratação da empresa Mendes Júnior Trading Engenharia para reformar o ginásio Nilson Nelson, em 2008. 
Arruda também foi condenado a pagar multa de R$ 400 mil, equivalente a 4% do valor das obras. 

Wilson Dias – 11.fev.2010/Efe
Ex-governador José Roberto Arruda
Ex-governador José Roberto Arruda

A sentença é da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal em consequência de ação penal ajuizada pelo Ministério Publico do Distrito Federal. 
Segundo a assessoria de imprensa do TJDF, Arruda poderá recorrer da sentença em liberdade. 
Na denúncia, os promotores afirmaram que o governo “não pode agir com o fim de ‘fabricar’ suposta emergência e com isso burlar a obrigatoriedade da licitação, tornando regra o que deveria ser a exceção”. 
A obra teria sido atrasada propositadamente, segundo os investigadores, para a contratação da empresa em regime de urgência. 
A reforma no ginásio era necessária porque Brasília era uma das sedes do Campeonato Mundial de Futsal de 2008, organizado pelo FIFA. 
Na sentença, o juiz Carlos Pires Soares Neto afirmou que o “acusado José Roberto Arruda dispunha de tempo suficiente para adequar-se às exigências da FIFA, que por sua vez, não é nenhuma entidade estatal a ponto de pressionar, nesse sentido, qualquer Estado soberano como alegaram os acusados para dispensarem a licitação em caráter emergencial”. 
O ex-secretário de Obras do DF Márcio Edvandro Rocha Machado também foi condenado a 4 anos e oito meses de detenção, em regime semiaberto, e pagamento de multa de 300 mil. 
Arruda e Machado não foram encontrados até a publicação desta reportagem. Postado por Helio Borbaàs 10:541 comentários Links para esta postagem   Do Blog APOSENTADO INVOCADO

2 horas atrás

Espanhóis querem desempregar o rei

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Manifestantes com as bandeiras tricolores da Terceira República marcham em Madri

Aniversário da II República foi celebrado com um público muito maior do que nos últimos anos Dezenas de milhares de pessoas saíram neste domingo pelas ruas de Madri em comemoração ao 82º aniversario da II República (1931-1939), uma marcha que simboliza oposição ao regime monárquico. O público, que andou por um percurso da praça Cibeles até a praça Sol e ostentava bandeiras tricolores (vermelha, amarela e roxa) da época republicana foi o maior registrado nos último anos, em um momento em que a coroa espanhola atravessa um mau momento. As informações são do jornal El Mundo. A manifestação, em tom muito festivo e sem nenhuma ocorrência de confronto, foi convocada por cerca de vinte coletivos, que clamavam os espanhóis a saírem às ruas para reivindicar o fim da monarquia e a instauração da III República. Muitos também pedem um referendo para que a população possa decidir entre a República e a Monarquia, além da nacionalização dos bancos, uma reforma fiscal progressiva, proteção aos desempregados, reforma política, punição contra os crimes do franquismo e o não pagamento da dívida.http://bahiaempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/madri.jpg  Os manifestantes entoavam cânticos como “Abaixo um Alteza com tantas baixezas!”, “Amanhã, a Espanha será republicana”, “Essa bandeira é a verdadeira” e “O próximo desempregado será o chefe de Estado (o rei Juan Carlos II)”. Também alguns lembravam o caso de corrupção conhecido como “Operação Babel”, que envolveu o ex-jogador de handebol Iñaki Urdangarin, esposo da princesa infanta Cristina (oficialmente a Duquesa de Palma de Mallorca). Ele está sendo investigado pela polícia por uma suspeita de desvio de fundos públicos, fraude e lavagem de dinheiro através do Instituto Nóos, uma ONG de incentivo ao esporte. Para ele, os manifestantes gritavam: “Urdangarin, Urdangarin, vai trabalhar no Burger King”. Ainda nesta semana, a princesa Cristina também foi formalmente acusada no escândalo. Além do escândalo envolvendo Urdangarin, a família real também se desgastou com uma recente viagem do rei Juan Carlos para caçar elefantes na Bostuana quando a crise das dívidas públicas europeias atingiu o país e um suposto escândalo amoroso do rei com uma empresária alemã. O rei também tem parecido pouco em público, pois enfrenta problemas de saúde. “O rei e Urdangarin se converteram em uma fábrica de republicanos”, disse Antonio Romero, coordenador da Rede Municipal pela III República e membro da direção nacional da IU (Esquerda Unida). Segundo ele, o bipartidarismo monárquico está esgotado. “A monarquia se converteu em um peso para a saída da crise. O estado não pode ser herdado como se fosse uma fazenda”, afirmou. Muitos manifestantes temem que o rei renuncie em razão dos problemas de saúde em agosto, durante o verão, quando quase todos os espanhóis estarão de férias e “imponha” seu filho, o príncipe Felipe. Queda de popularidade Recente pesquisa publicada em novembro de 2012 pelo jornal ABC indicava que apenas 45,8% dos espanhóis acreditavam que a manutenção da monarquia contribuia para a democracia, enquanto o apoio ao rei era de 55%. Há cinco dias, o El País publicou uma pesquisa com resultados ainda piores para a democracia: 53% dos entrevistados desaprovam a monarquia, contra 42% de apoiadores. A avaliação anual dos espanhóis sobre a monarquia parou de ser realizada pelo CIS (Centro de Investigações Sociológicas) em 2011, quando a famílai real recebeu a nota pífia de 4,89. 
Postado por zcarlos ferreiraàs 14:00Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: EspanhaMonarquiaRepública   Do Blog COM TEXTO LIVRE.  

3 horas atrás

Contra Barbosa, STF amplia prazo de recurso na AP 470

 
: Sem atender diretamente ao pedido da defesa dos condenados na Ação Penal 470, maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal decide ampliar de cinco para dez dias o prazo para a apresentação dos recursos dos advogados, que haviam pedido pelo menos 20 dias; presidente do STF, Joaquim Barbosa já havia negado ampliação por mais de uma vez; ministro Teori Zavascki destacou que existe mais de um defensor na ação, o que permitiria dobrar o prazo para os recursos, e foi seguido pela maioria dos colegas; acórdão sai até sexta 
4 horas atrás

Petistas deixam comissão presidida por Feliciano

 
: Já haviam abandonado a Comissão de Direitos Humanos da Câmara em protesto contra a presidência de Marco Feliciano (PSC-SP) os deputados do PSOL Chico Alencar (RJ) e Jean Wyllys (RJ) e a deputada do PSB Luiza Erundina (SP); esses deputados e os petistasPadre Tom (RO), Erika Kokay (DF), Domingos Dutra (MA) e Nilmário Miranda (MG) trabalham agora para a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos 
6 horas atrás

a arte nascida no computador – drfranken artworks

OBVIOUS por mariana carrillo
 

A arte de hoje vai além das telas de pintura. Ela ganhou o computador. O espanhol Drfranken é ilustrador digital e designer gráfico e sabe muito bem fazer uso das tecnologias para criar as suas obras. O que começou como hobby virou “coisa séria”.

Ler o artigo completo
   

 

 
Carlos Eduardo Venturelli Mosconi
Deputado estadual de  Minas Gerais
Mandato 2007 a 2011
Deputado federal por  Minas Gerais
Mandato 1983 a 1987
1987 a 1991
1995 a 1999
1999 a 2003
Vida
Nascimento 24 de maio de 1944 (68 anos)
São Paulo-SP
Partido PSDB
Profissão Médico e Professor UniversitárioImagem

Amaury Ribeiro para a ABL

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Por Altamiro Borges 
Já está tudo certo para o ato de lançamento da candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, autor do livro “A privataria tucana”, para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele ocorrerá no dia 26 de abril, sexta-feira, às 15 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro (Rua Evaristo da Veiga, nº 16, 17º andar, Centro). Na sequência, os apoiadores sairão em passeata, acompanhados por um animado bloco carnavalesco, para registrar a candidatura na ABL. Por último, como ninguém é de ferro, haverá uma confraternização etílica na Cinelândia. Todos estão convidados para o ritual dos “imortais”.  
Reproduzo abaixo o manifesto de apoio a Amaury Ribeiro, que já conta com mais de 6 mil adesões e ainda está aberto a novos apoios. Não deixe de assinar a petição e de participar do ato irreverente. 
A privataria é imortal – Amaury Ribeiro Júnior para a ABL Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64:  
“Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos” – o texto na capa de “O Globo” comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego. 
Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção. 
Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras. 
Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de “A Privataria Tucana” – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX.  
Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).  
Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.  
Amaury já trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “IstoÉ”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”. Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. “A Privataria Tucana” – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista. 
A Privataria é imortal – repetimos! 
O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.  
Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter. 
A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 
FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer. 
Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo. 
O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando. 
Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático). 
FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso… 
FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante… 
As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso. 
Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão – especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos. 
Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury. 
Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou “A Privataria Tucana”. 
Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal! 
***** 
Se você apoia Amaury para a ABL, deixe abaixo seu nome, profissão e/ou entidade. Veja quem já aderiu à campanha “A Privataria é imortal”: 
Altamiro Borges Antonio Cantisani Filho Breno Altman Daniel Freitas Dermi Azevedo Diogo Moysés Elis Regina Brito Almeida Emiliano José Emir Sader Enio Squeff Ermínia Maricato Flavio Wolf Aguiar Gilberto Maringoni Inácio Neutzling Ivana Jinkins Joaquim Ernesto Palhares Joaquim Soriano João Brant José Arbex Jr. Julio Guilherme De Goes Valverde Katarina Peixoto Ladislau Dowbor Laurindo Leal Filho Lúcio Manfredo Lisboa Luiz Carlos Azenha Luiz Fernando Emediato Luiz Gonzaga Belluzzo Marcel Gomes Marcio Pochmann Marco Aurelio Weissheimer Marcos Dantas Paulo Henrique Amorim Paulo Salvador Raul Millet Filho Reginaldo Nasser José Reinaldo Carvalho Renato Rovai Rodrigo Vianna Samuel Pinheiro Guimarães Venício Lima Wagner Nabuco Altamiro Borges: Amaury Ribeiro para a ABL
3 horas atrás

Conselho quer lei de crimes contra homossexuais separada de racismo

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Órgão vinculado ao governo federal apresentou proposta a senador. Paim quer aprovar legislação que combate crimes de ódio até o fim do ano.

comissao lgbtO Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais, órgão vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, apresentou nesta quarta-feira (17) no Senado projeto de lei de combate aos crimes de ódio e intolerância contra homossexuais. O texto se estende a crimes contra idosos e portadores de necessidades especiais.

O projeto foi entregue ao senador Paulo Paim (PT-RS), relator na Comissão de Direitos Humanos de proposta que inclui a discriminação contra homossexuais na lei que trata dos crimes de racismo.  A ideia do Conselho é a de que o crime de ódio e intolerância por orientação sexual seja aprovado fora da lei vigente sobre racismo.

De acordo com o presidente do conselho, Gustavo Bernardes, a proposta se inspira em legislação sueca vigente desde 2008. “Como é uma lei especifica dos crimes de ódio, e é uma inovação nesse aspecto no Brasil, nós achamos que seria melhor ser uma lei especifica. Queremos evitar polêmicas da lei do racismo e proteger populações nao incluídas nesta lei”, disse Bernardes,

O senador Paulo Paim disse que ainda ouvirá vários segmentos sobre o tema até apresentar seu relatório na Comissão de Direitos Humanos. Ele ter como meta a aprovação no Congresso de lei que combate homofobia, ódio e discriminação até o fim deste ano.

“Quero aprovar uma lei que combata o ódio, a violência e que garanta a liberdade de orientação sexual a todos. Mas ainda temos que ver qual é o melhor caminho”, disse Paim.

O texto apresentado nesta quarta prevê pena de dois a sete anos para crimes de ódio por discriminação ou preconceito por orientação sexual, identidade de gênero, idade, deficiência ou motivo assemelhado. A proposta considera crime a ofensa à integridade corporal, à honra das coletividades ou intimidação, ofensa, constrangimento, assédio moral ou sexual.

A proposta também considera crime de intolerância o impedimento de acesso a emprego público e privado ou de promoção no trabalho pela orientação sexual, bem como a recusa de acesso de população LGBT em transporte público ou estabelecimento de ensino.

O conselho responsável pelo texto é composto por trinta membros, sendo metade integrante do governo federal e metade de entidades da sociedade civil. De acordo com o presidente do órgão, o projeto foi solicitado pela ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. “Queremos resguardar a população LGBT do assassinato que ela sofre neste país”, declarou Bernardes.

fonte: G1

3 horas atrás

Thammy Miranda renova contrato com a Globo

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Direção da Globo acredita que Thammy agradou o público e que aumenta a audiência dos programas

Thammy Miranda 04A incursão de Thammy Gretchen como a personagem Joyse/Lohanna na novela Salve Jorge agradou a direção da emissora. Ela deve assinar contrato de dois anos com a Globo. A emissora acredita que Thammy caiu nas graças do público e foi bem avaliada pelos espectadores.

A participação da Thammy nos programas “Domingão do Faustão” e “Mais Você” aumentaram a audiência das atrações. Tanto é que agora os demais programas da emissora querem entrevista Thammy.

fonte: MixBrasil

3 horas atrás

” Isto tem nome! Isto se chama mafia. E isto tem chefe. Se chama Carlos Mosconi (PSDB-MG)”

MARIA FRO por mariafro
 

“Após a exumação de Paulinho descobrimos que o perito era amigo íntimo de Mosconi, e a esposa de Alvaro Ianhez comentava o resultado da perícia muito antes de ela ter chegado a policia federal. Mas o perito não se declarou suspeito.”

E aos imbecis que acham que este pai desesperado que luta por Justiça está atacando um deputado tucano porque é um ‘petralha’ vejam o nível dos posts dele sobre o governo do PT e políticos do PT como Tarso Genro: Sinal verde para o fim do regime Lula 

Sob suspeição

 Por Paulo Pavesi em seu blog

 17/04/2013

O juiz esta sob suspeição. Suspeito de ser honesto. E ai não da não é mesmo? Um juiz honesto para julgar esta causa não vale!

Paulinho foi atendido no Hospital Pedro Sanches, pela medica Leda Cristina Patrezi Modesto, que é esposa do promotor de justiça Glaucir Antunes Modesto que foi responsável por afirmar ao CNMP que todos os promotores eram honestos e possuíam uma conduta ilibada diante do caso. Ele não se deu por suspeito.

Quando o caso veio a tona, Mosconi foi ao plenário e chantageou Jose Serra, defendendo os médicos  Mosconi foi o mentor intelectual desta quadrilha e o braço politico da mesma. Mosconi também é sócio de Celso Scafi, condenado por trafico de órgãos  Mas Mosconi não se declarou suspeito ao defender os “médicos de Poços de Caldas”.

Em Poços, as investigações tiveram inicio com uma auditoria municipal, realizada pela Enfermeira Bernadete Balducci Scafi, casada com Celso Scafi. O resultado da auditoria foi que nada havia sido encontrado. Bernadete não se declarou suspeita ao fazer a auditoria.

O Secretaria de Saúde municipal da época  Jose Julio Balducci também foi a tv defender os médicos  Chegou a ser denunciado mas a justiça – hoje sabemos os motivos - não acatou a denuncia. Jose Julio Balducci é irmão de Bernardete e cunhado de Scafi. Ele também nunca se declarou suspeito para falar do assunto.

Jose Julio Balducci foi nomeado secretario pelo prefeito de Poços de Caldas, na época  Geraldo Thadeu Pedreira dos Santos. Quando o caso Paulinho gerou uma CPI, Geraldo Thadeu foi la para abafar. Ele não se declarou suspeito, mesmo sendo o prefeito que como ele mesmo afirmou na CPI, ajudava a quadrilha.

As coisas andaram!

Após a exumação de Paulinho descobrimos que o perito era amigo íntimo de Mosconi, e a esposa de Alvaro Ianhez comentava o resultado da perícia muito antes de ela ter chegado a policia federal. Mas o perito não se declarou suspeito.

Os procuradores Jose Jairo Gomes e Adaílton do Nascimento, ajudaram a mafia a adulterar documentos e inseri-los nos processos. Denunciados por mim, passaram a me perseguir. Me processaram por injuria, calunia e difamação  8 procuradores assinaram a denuncia contra mim, por te-los chamado de vagabundos e filhos da puta. Contra os médicos que mataram pessoas, apenas 4 assinaram. O MPF pediu uma pena para mim que poderia chegar a 60 anos de prisão. Contra os médicos, a pena solicitada pode chegar a 20 anos.

Jose Jairo e Adaílton Nascimento, excluíram da denuncia os nomes de Celso Scafi, Claudio Rogério substituindo por outros, sem dar nenhuma explicação, ainda que a acusação envolvesse retirada ilegal de órgãos e os mesmos eram os transplantistas. Eles acusaram os médicos da emergência!

Nenhum deles declarou-se suspeito!

Com o tempo a mafia planejou enviar os processos para a cidade de Poços. Em Belo Horizonte, havia o risco de alguém ser condenado. E assim o fizeram. Os promotores que atuaram no caso, seja em relação ao Paulinho, ou seja em relação a Santa Casa, nunca se declararam suspeitos, porem:

- Sidnei Bocci é promotor e irmão de um advogado dos médicos.

- Renato Maia é promotor e conhecido dos médicos.

- Fabricio Pinto é promotor e conhecido dos médicos.

- Renato Gozzoli era promotor e foi testemunha de defesa de um dos médicos e ainda pediu o arquivamento do caso Paulinho.

Em nenhum dos casos acima, ninguém declarou-se suspeito.

Ha inquéritos desaparecidos, ha processos arquivados sem que ninguém soubesse, mas ninguém declarou-se suspeito.

O administrador da Santa Casa foi assassinado a tiros, foi “socorrido” por médicos da máfia e teve as mãos queimadas com ácido, com a nítida intenção de prejudicar as investigações  A policia local (Delegado Vinhas e Lacy) – que fez um acordo por escrito com a máfia que dispensava a realização de necropsias em doadores para que ninguém descobrisse que órgãos estavam sendo retirados – disse que foi suicídio  muito antes de iniciarem as investigações  O caso foi arquivado 3 vezes por estes delegados. Os delegados, mesmo fazendo acordos com a máfia, contrariando o código penal, não se declarou suspeito.

O Ministro da Saúde, Jose Serra, do mesmo partido de Mosconi, informou através de um oficio que informava o capo della mafia sobre todos os passos das auditorias, mas nunca se declarou suspeito.

O juiz Narciso de Castro que durante meses dedicou seu tempo a estudar os processos, é suspeito!

Ele não pode julgar o caso Paulinho e provavelmente nenhum outro caso da mafia, por saber demais.

A unica conclusão que chego é que ele é suspeito de ser honesto.

Isto tem nome! Isto se chama mafia. E isto tem chefe. Se chama Carlos Mosconi.

Se Mosconi quer livrar seus comparsas dos assassinatos que cometeram, e também salvar a própria pele, um assunto tao serio como este, imagino o que ele deve fazer na politica.

3 horas atrás

Cultura faz a diferença

RENATO FOLLADO por follador
 

Crescimento econômico é necessário num país que quer dar aos seus filhos riqueza, conforto material, emprego e o bem mais duradouro: educação.

Quando vemos uma China crescendo economicamente a 7,5%, 8% ao ano, e um Brasil a 0,9%, nos perguntamos: onde está a diferença?

Pois ela está sedimentada em séculos de ensinamentos e comportamentos de nossos ancestrais.

A China calcada numa cultura confuciana com seus valores básicos: espírito de poupança, capacidade de trabalho, respeito à educação como símbolo de status, coesão familiar e aceitação de disciplina grupal.

Já o Brasil calcado numa fusão de três culturas: a ibérica, cultura do privilégio ao invés da concorrência, a cultura negra, com um forte coeficiente de misticismo e magia e a cultura indígena, que prega a contemplação e a indolência.

Aqui no Brasil, ao invés de adquirirmos conhecimento e paciência para o trabalho do plantio, chacoalhamos a árvore para que os frutos caiam, não nos interessando como eles apareceram lá.

No que diz respeito a poupar, os chineses guardam 47%, quase metade do que ganham. No Brasil gasta-se 100% do que se ganha. E empresta-se outro tanto para comprar mais.

Deveríamos, no mínimo, prestar atenção neste traço dos chineses, para, um dia, podermos nos tornar a potência que eles já foram e são novamente.

 

3 horas atrás

O que foi banido nos Estados Unidos? Chapéuzinho Vermelho ou um Fuzil AR-15?

LITERATORTURA por literatortura
 

 

Por Gustavo Magnani,

A pergunta parece descabida, insana e louca, mas, levando em conta o histórico dos Estados Unidos, não é difícil imaginar que, sim, as armas continuam livres e não só Chapéuzinho Vermelho, como o jogo Queimada [muito tradicional nos EUA] e o precioso Kinder Ovo, foram banidos do país. É a partir dessa incoerência que a empresa Grey criou para a Mons Demand Action For Gun Sense In America, entidade que defende uma legislação mais rigorosa para com as armas. 

A ação é bastante forte, chocante e até triste. A composição do cenário deixa em destaque as duas crianças e os objetivos que carregam. Junto a isso, a frase que estampa a campanha: 

“Uma criança está segurando algo que foi banido da América para protegê-las.

Adivinha qual delas”

E agora você deve estar se perguntando: “por que diabos Chapéuzinho Vermelho foi banida do país?”. Por incrível que pareça, não é só porque o lobo devora a vovó, mas sim porque a personagem leva vinho para a velhinha. É claro que a “lenda” não foi banida, pois ela está disseminada em várias obras. A versão proibida no estado da Califórnia é a mais clássica, a de Charles Perrault. 

Ou seja, aquilo que já comentamos em várias postangens [e, como eu também já disse, não é só no Brasil, mas no mundo inteiro]: é mais fácil proibir do que ensinar e direcionar as crianças. Principalmente nesse caso, que é tão simplório. Além disso, é um grande descrédito aos professores e aos próprios alunos, que, segundo essa orientação, são incapazes de explicar/assimilar a avó devorada e o simples carregar de vinho 

Quanto às outras duas propagandas, disponibilizo-as abaixo. A primeira mostra o kinder ovo e outra criança segurando uma arma. A segunda, uma bola de jogar queimada e, de novo, uma arma. 

 

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Gostou deste post? O Literatortura lançou uma revista com temática exclusivamente cultural, para que nossos leitores possam aproveitar de um conteúdo ainda mais aprofundado e qualificado! Não perca! Clique na imagem e assine!

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Gustavo Magnani, estudante de Letras da UFPR, proprietário do literatortura. Está revisando o primeiro livro, mas sente dificuldades hercúleas para escrever uma bio. [e, como pode-se notar, adora metalinguagem]

 

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4 horas atrás

Home Sweet Home by Nhut Pham

 
 

Home Sweet Home by Nhut Pham

This is a great find for me! I just walked around the garden and accident found this Hummingbird’s nest. And what a great moment when the bird was sitting on it preparing for good evening sleep! :)I just love it! Have a great day every! Thanks for your support always! ^^

Nhut Pham: Photos · Blog 

     

4 horas atrás

JOÃO PEDRO STEDILE: Massacre de Carajás e o pacto do latifúndio com o Poder Judiciário

MARIA FRO por mariafro
 

Massacre de Carajás e o pacto do latifúndio com o Poder Judiciário

POR JOÃO PEDRO STEDILE*, no Terra Magazine

17/04/2013


Uma marcha pacífica com mais de mil trabalhadores rurais organizados pelo MST percorria uma rodovia de Parauapebas a Marabá em 17 de abril de 1996. Foram encurralados por dois batalhões da Policia Militar, em uma no localidade conhecida como Curva do S, no município de Eldorado de Carajás. Um batalhão saíra de Parauapebas e outro de Marabá, apoiados por caminhões boiadeiros, que trancaram a estrada dos dois lados.

Assim começou um massacre premeditado, realizado para dar uma lição naqueles “vagabundos vindos do Maranhão”, como expressaram os policiais nos autos dos processos. Os policiais saíram dos quartéis sem identificação na farda, com armamento pesado e balas verdadeiras. O comando de Marabá chegou a avisar o Pronto Socorro e o Instituto Médico Legal (IML) para ficarem de plantão…

O julgamento demonstrou que, além das ordens explícitas de Paulo Sette Câmara, secretário de segurança do governo tucano de Almir Gabriel, a empresa Vale do Rio Doce financiou a operação, cobrindo todos os gastos, porque o protesto dos sem-terra na rodovia atrapalhava a circulação de seus caminhões.

O resultado foi 19 mortos no ato, sem direito a defesa, 65 feridos incapacitados para o trabalho e dois mortos dias depois. O líder Oziel da Silva, com apenas 19 anos, foi preso, algemado e assassinado a coronhadas, na frente dos seus companheiros, enquanto um policial mandava que gritasse “Viva o MST”.

Esses episódios estão registrados em mais de mil páginas dos autos do processo e foram descritos no livro “O Massacre”, do jornalista Eric Nepomuceno (Editora Planeta). Passados 17 anos, foram condenados apenas os dois comandantes militares, que estão recolhidos em algum apartamento de luxo dos quartéis de Belém.

O coronel Pantoja ainda tenta se livrar da prisão e pede para cumprir a pena de 200 anos em regime domiciliar. Os demais responsáveis no governo federal e estadual e empresa Vale foram inocentados. A Justiça se contentou em apresentar à sociedade dois bodes expiatórios.
Impunidade dos latifundiários
No Brasil inteiro, o cenário é o mesmo: desde a redemocratização, foram assassinados mais de 1.700 lideranças de trabalhadores e apoiadores da luta pela terra. Somente 91 casos foram julgados. Apenas 21 mandantes foram condenados.

O Massacre de Carajás se inscreve na prática tradicional dos latifundiários brasileiros, que com seus pistoleiros fortemente armados ou por meio do controle da Polícia Miliar e do Poder Judiciário, se apropriam de terras públicas e mantêm privilégios de classe, cometendo sistematicamente crimes que ficam impunes.

A atuação do latifúndio corresponde à correlação de forças políticas. Durante o governo José Sarney, diante do avanço das lutas sociais e da esquerda, organizou a UDR (União Democrática Ruralista). Com isso, se armou até os dentes, desrespeitando todas as leis. Foi o período com o maior número de assassinatos. Os fazendeiros chegaram à petulância de lançar seu próprio candidato à Presidência, Roberto Caiado, que foi solenemente condenado pela população brasileira ao receber apenas 1% dos votos.

Nos governos Fernando Collor e FHC, com a derrota do projeto democrático-popular e da luta social que se aglutinava ao redor da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, os latifundiários se sentiram vitoriosos e utilizaram sua hegemonia no Estado para controlar a manu militari a luta pela terra. Nesse período, aconteceram os massacres de Corumbiara (RO), em 1995, e de Carajás.

Lula chegou ao governo, em 2003, quando parte dos latifundiários tinha se modernizado e preferiu fazer uma aliança com o governo, apesar de ter apoiado a candidatura de José Serra. Em troca, recebeu o Ministério da Agricultura. Um setor mais truculento e ideológico resolveu dar uma demonstração de força e mandar avisos para demonstrar “quem de fato mandava no interior e nas terras”, ainda mais depois de Lula colocar o boné do MST.

Nesse contexto, aconteceram dois novos massacres, com ares de perversidade. Em 2004, a poucos quilômetros do Planalto Central, no município de Unaí (MG), uma quadrilha de latifundiários mandou assassinar dois fiscais do Ministério do Trabalho e o motorista da viatura, quando o grupo se dirigia a uma fazenda para fazer uma inspeção de trabalho escravo. Um dos fazendeiros se elegeu prefeito da cidade pelo PSDB e, até hoje, o crime está impune. O Estado não teve coragem de defender seus servidores.

O segundo massacre foi em novembro de 2005, no município de Felisburgo (MG), quando o fazendeiro-grileiro Adriano Chafik resolveu acabar com um acampamento do MST. Chafik foi com seus pistoleiros à fazenda e comandou pessoalmente a operação em um sábado à tarde. No ataque, deram tiros em direção às famílias, colocaram fogo nos barracos e na escola. O saldo foi o assassinato de mais cinco trabalhadores rurais e dezenas de feridos. Depois de oito anos de espera, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais marcou o julgamento do fazendeiro para 15 de maio, em Belo Horizonte. Esperamos que a justiça seja feita.

Os fazendeiros truculentos – que felizmente não são a maioria – agem assim, porque têm certeza absoluta de sua impunidade, graças ao conluio que mantêm com os poderes locais e com o Poder Judiciário. Agora, nos últimos anos, seu foco está voltado para o Poder Legislativo, onde mantêm a chamada Bancada Ruralista, para mudar leis e para se proteger da lei vigente.

Já fizeram as mudanças no Código Florestal e impedem a implementação da lei que obriga a desapropriação das terras dos fazendeiros que exploram o trabalho escravo. A cada ano, a Policia Federal liberta em média dois mil seres humanos do trabalho escravo. No entanto, os latifundiários continuam com essa prática, apoiados na impunidade do Poder Judiciário.

Tiveram a coragem de encaminhar projetos de lei que contrariam a Constituição para impedir a demarcação das terras indígenas já reconhecidas, legalizar o arrendamento das áreas demarcadas e permitir a exploração dos minérios existentes. Foram apresentados projetos também para travar a titulação de terras de comunidades quilombolas.

Uma série de projetos foi apresentada para liberar o uso de agrotóxicos proibidos na maioria dos países, classificados pela comunidade cientifica como cancerígenos, e para impedir que os consumidores saibam quais produtos são transgênicos. Por que não querem colocar no rótulo nos produtos transgênicos, já que garantem segurança total para a saúde das pessoas?

A sanha da ganância dos fazendeiros não tem limites. No interior, usam com mais frequência a violência física e os assassinatos. No entanto, essa sanha tem consequências diretas para toda a população, pela apropriação das terras públicas, pela expulsão dos camponeses do meio rural que incha as favelas e pelo uso indiscriminado dos agrotóxicos, que vão parar no seu estômago e causam câncer. Infelizmente, tudo isso é acobertado por uma mídia servil e manipuladora da opinião pública.

* João Pedro Stedile terá uma coluna quinzenal em Terra Magazine. Seu blog estreia nos próximos dias.

4 horas atrás

A demagogia de Alckmin e a redução da maioridade penal

CENTRODOMUNDO por José Nabuco Filho
 

Para tirar o foco da crise de segurança em São Paulo, o governador dá sua cartada oportunista. Não há ardil político mais primário que o de criar um fato para ocultar uma crise de popularidade. E, para isso, não existe melhor estratégia que a demagogia. A ação de um demagogo não se baseia nas reais

O post A demagogia de Alckmin e a redução da maioridade penal apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

5 horas atrás

Leandro Fortes: A DOR DE PAULO PAVESI

MARIA FRO por mariafro
 

História pavorosa, pavorosa,não dá nem para imaginar tantos requintes de crueldade com uma criança. Que este miserável de Alvaro Inhaez que não pode ser chamado de médico apodreça o resto de sua miserável vida na cadeia.

E como é que pode um deputado, tucano, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que o nomeou em 2003 presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos era subordinada  estar envolvido com a MÁFIA DOS TRANSPLANTES!!!!!???  INACREDITÁVEL! REPUGNANTE!

E  vivemos em um país que protegem bandidos de alta plumagem mesmo que eles sejam assassinos que arrancam córneas de crianças quando elas ainda estão vivas, mesmo que esses animais estuprem crianças e temos de ainda tolerar vindo da esquerda e da direita um discurso que quer encarcerar nossas crianças e adolescentes infratores, fruto de nosso total abandono, da incompetência de nossas políticas públicas para educar e impor limites e ensinar valores humanistas. Me sinto destruída.

A DOR DE PAULO PAVESI

Por Leandro Fortes (CartaCapital)

17/04/2013

Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas. Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas. Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada. Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais.

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais. Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho. Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Ontem, veio o troco.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar. De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi.

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona.

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós.

5 horas atrás

Leandro Fortes: “Querem trocar juiz após vir à tona nome de tucano acusado de traficar órgão”

VIOMONDO por Conceição Lemes
 

Paulinho, então com 10 anos, foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo

A dor de Paulo Pavesi

por Leandro Fortes, em CartaCapital 

Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas.

Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas.

Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada.

Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais.

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais.

Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho.

Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Ontem, veio o troco.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar.

De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi.

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona.

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós.

Leia também:

Leandro Fortes: Tucano é acusado de tráfico de órgãos

O post Leandro Fortes: “Querem trocar juiz após vir à tona nome de tucano acusado de traficar órgão” apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

5 horas atrás

A relação dos venezuelanos com a sua Constituição

MARIA FRO por mariafro
 


Venezuelanos tem acesso à sua Carta Magna em qualquer lugar do país, até mesmo nas ruas com ambulantes, como mostra o registro do repórter fotográfico Joka Madruga, do ComunicaSul.

 

Sobre as eleições 2013 na Venezuela leia também:

Observadores brasileiros destacam “total legitimidade” da eleição de Maduro

Gerson Carneiro, ombdsman do PIG, explica o atraso de hoje nas redações

A cobertura fotográfica das eleições venezuelanas por Joka Madruga

6 horas atrás

Tião reitera pedido de ajuda sobre imigrantes

 
: Após reunião com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o governador do Acre, Tião Viana, reiterou nesta quarta-feira (17) que é fundamental o apoio do Governo Federal e dos órgãos públicos em uma força-tarefa. O governador disse ainda que “sozinhos” os acrianos “não têm como conduzir” a questão da chegada de imigrantes à região – sejam eles, haitianos, ou de qualquer outra origem. 
7 horas atrás

Há censura no Brasil, sim

CIDADANIA por eduguim
 

No último sábado, fui um dos palestrantes em um encontro de blogueiros em Curitiba. A “mesa” de debates de que participei teve como tema “Comunicação e Democracia”. Como disse na oportunidade, aqui no Brasil uma sempre foi usada contra a outra.

Há quase sessenta anos, um presidente da República deu um tiro no peito por causa da comunicação. Dez anos depois, a comunicação pediu, tramou, ajudou a instalar e, depois, a sustentar uma ditadura sangrenta que durou duas décadas.

Nesta semana, a comunicação no Brasil trata de censurar fatos em um país fronteiriço que, por ser o maior produtor de petróleo do planeta, encerra importância geopolítica e econômica de tal magnitude que atrai os olhares do mundo.

Sob a batuta dos Estados Unidos, a comunicação brasileira trata a política interna da Venezuela à base de omissões e distorções dos fatos ou, simplesmente, à base da mais legítima censura.

Antes de prosseguir, há que contextualizar os fatos.

A vitória apertada do presidente recém-eleito do país vizinho não difere, por exemplo, da que – graças a Deus – obteve Barack Obama nos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando derrotou o republicano Mitt Romney por margem tão apertada quanto o venezuelano Nicolás Maduro derrotou o adversário Henrique Capriles – Obama obteve 2,3 pontos de vantagem e Maduro, 1,75 ponto.

Embora os EUA ou a mídia brasileira não tenham pedido recontagem dos votos nos Estados Unidos só porque a vitória de Obama não foi mais ampla, ambos põem em suspeição a eleição venezuelana apesar de o sistema eleitoral do país sul-americano ser mais confiável do que o do país norte-americano.

Até aí, política é política e o debate público, por si só, dá conta de pôr os pingos nos is. O problema é quando um comportamento literalmente fascista dos derrotados na Venezuela, que não querem aceitar a derrota, conta com a cumplicidade da imprensa brasileira.

Os venezuelanos saberão resolver seus problemas, espera-se. Mas o nosso talvez seja pior do que o deles, pois na Venezuela a censura se tornou impossível devido à pluralidade da comunicação, que há para todos os gostos.

O comportamento dos derrotados na Venezuela vem sendo criminoso. Capriles, inconformado com a derrota, exortou seus seguidores a irem às ruas protestar contra uma vitória que, até prova em contrário, foi legítima como a de Obama no ano passado.

Sendo condescendente, pode-se aceitar que Capriles tenha perdido o controle de seus seguidores e que os atos de violência que desencadearam por toda Venezuela entre a madrugada de segunda-feira e a manhã de terça não tenham sido orquestrados por ele.

Aliás, ao recuar da manifestação que convocara para esta quarta-feira, o candidato derrotado parece ter percebido que sua exortação aos seus seguidores poderia leva-lo às barras da lei, porque sua primeira convocação teve como saldo, até agora, sete mortos e incontáveis atos de vandalismo por toda a Venezuela.

Uma onda de vandalismo e violência tomou o país vizinho. Sete seguidores de Nicolás Maduro foram assassinados nos estados Zulia, Táchira e em Caracas, e 61 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade.

Ao todo, nove estados reportaram agressões de variados tipos. A mais macabra, porém, foi a de um seguidor de Maduro que foi queimado vivo.

Segundo relatos do governo venezuelano, os assassinados tentaram defender unidades dos programas sociais Pdval, CDI e Mercal, que oferecem de atendimentos de saúde por médicos cubanos a venda de alimentos por preços mais baratos que os do comércio.

Segundo relatos do governo venezuelano, os estados atingidos pela onda de violência foram Caracas, Carabobo, Miranda, Barinas, Mérida, Lara, Táchira, Sucre e Zulia. Os primeiros ataques de seguidores de Capriles foram aos CDIs, centros de atendimento médico.

Os CDIs são dirigidos por médicos cubanos e até pacientes teriam sido atacados.

Há relatos, também, de ataques a tevês e rádios comunitárias simpatizantes do governo. As tevês estatais Venezolana de Televisión (VTV) e Telesur foram cercadas pelas hordas oposicionistas e só não as atacaram porque a polícia interveio.

Várias sedes do partido do governo, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), teriam sido depredadas e incendiadas. Praças públicas e pontos de ônibus teriam sido destruídos. Entregas de alimentos nos mercados do governo teriam sido impedidas e a mercadoria roubada pela horda ensandecida.

O governo venezuelano e incontáveis matérias nas tevês estatais reportam que tudo que tivesse o logotipo do governo era atacado pelos que, alegadamente, foram às ruas, sob instigação de Capriles, para promover um “panelaço pacífico”.

As redes estatais inclusive mostraram imagens de depredação nos centros médicos do estado Miranda, governado por Capriles, identificando-os como sendo os de La Limonera e de Trapichito. Esses ataques teriam resultado em 3 mortos que tentaram defender as instalações.

Outros relatos dão conta de ataques no estado Carabobo, na cidade de Valencia – onde este blogueiro esteve várias vezes a trabalho. Lá, oito centros médicos teriam sido atacados e um deles, incendiado.

Os mortos têm até nome. Um deles é o dirigente do PSUV Henry Rangel. No estado Zulia, outro militante do PSUV foi assassinado diante da sede do Conselho Nacional Eleitoral, quando os seguidores de Capriles ali protestavam e a vítima os xingou. Em Caracas, o militante do PSUV Luis Ponce também foi assassinado enquanto tentava defender o centro médico de La Limonera.

Aliás, o uso do condicional, aqui, é mera formalidade, pois a Telesur mostrou imagens de depredações ao longo da última terça-feira e 135 agressores foram presos em flagrante.

Se quiserem argumentar que é tudo invenção do governo, as imagens e as centenas de testemunhas provam que violência houve. Podem, então, argumentar que foi o governo que pôs hordas nas ruas para praticarem violência e pôr a culpa na oposição, mas há gente presa em flagrante, acusada de assassinatos e, segundo o governo, com filmagens e fotos das agressões.

Seja como for, haverá tempo de sobra para deslindar esses ataques. E a extensa cobertura de redes de televisão e jornais internacionais facilitará ainda mais o esclarecimento desses fatos.

O que não se pode aceitar, porém, é que fatos dessa gravidade sejam literalmente ocultados pela dita grande imprensa brasileira, que se limitou a relatar que houve “choques” com “7 mortos” na Venezuela por ação “dos dois lados”.

Não há relatos de ataques promovidos pelo governo, não há depredações de sedes de partidos de oposição, não há um só nome de um morto da oposição, não há uma só imagem em foto ou vídeo de governistas praticando violência ou vandalismo.

O Jornal Nacional, em sua edição de terça-feira, ocultou tudo isso. A Folha de São Paulo, na edição desta quarta-feira, não dá um só detalhe sobre as vítimas fatais e sobre os atos dos oposicionistas. Os outros grandes meios de comunicação brasileiros fizeram exatamente o mesmo.

O público desses veículos não sabe um dado crucial: todos os assassinados são governistas. Todos.

Há corpos, há nomes dos corpos e nenhum deles é da oposição. Há sedes do partido do governo e unidades de programas sociais do governo depredados e basta ir a eles e comprovar.

Inclusive, o mero exercício da lógica permite entender que o governo não teria por que promover uma farsa dessa magnitude, pois venceu a eleição. A quem interessa o caos? Aos que perderam, claro. Ao governo interessa a tranquilidade diante do resultado.

Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil.

7 horas atrás

In Memory of Boston Marathon’s Victims by Cuong Van

 
 

In Memory of Boston Marathon’s Victims by Cuong Van

Oh, say! can you see by the dawn’s early light What so proudly we hailed at the twilight’s last gleaming; Whose broad stripes and bright stars, through the perilous fight, O’er the ramparts we watched were so gallantly streaming? And the rocket’s red glare, the bombs bursting in air, Gave proof through the night that our flag was still there: Oh, say! does that star-spangled banner yet wave O’er the land of the free and the home of the brave? On the shore, dimly seen through the mists of the deep, Where the foe’s haughty host in dread silence reposes, What is that which the breeze, o’er the towering steep, As it fitfully blows, half conceals, half discloses? Now it catches the gleam of the morning’s first beam, In fully glory reflected now shines in the stream: ‘Tis the star-spangled banner! Oh, long may it wave O’er the land of the free and the home of the brave! Part one from The United States Of America National Anthem Lyrics.

Cuong Van: Photos · Blog 

     

7 horas atrás

Encaixotando os amores perdidos

XICO SÁ por xicosa
 

Por causa de uma mudança, estive um pouco ausente aqui do nosso banco de praça. Mudar de casa é uma trabalheira.

Só não é mais complicado do que mudar de sexo. Ou mudar de mulher. Ou mudar de marido.

No que o DJ imaginário solta a trilha “Mudanças”, clássico da Jovem Guarda da Vanusa. A musa recomenda: revirar gavetas, sentimentos e ressentimentos tolos etc.  Estou dentro.

Mudar é bronca, mesmo no meu caso, que farei a menor mudança do mundo: apenas um gato e um pendrive com as crônicas do amor louco para eventuais reciclagens.

Perdão, minha mulherzinha amada, levarei também os vinis Burt Bacharach –atenção que o cara faz show sábado em São Paulo, imperdível. Burt Bacharach para dançar de rostinho colado.

O pior da mudança, mesmo com o meu desapego adquirido com a práxis cigana –não com as ilusões do orientalismo de boutique-, é tropeçar nos objetos que marcaram, de alguma forma, os ex-amores.

Sem se falar nas cartas no fundo daquela gaveta esquecida, caligrafia caprichada de moça que ama, os beijos de batom impressos para sempre, as promessas, venho por meio desta… Uma romana me mandou uma fábula de Morávia…

Os utensílios do lar também falam alto, repetem antigas declarações, nos lembram velhas dores mumificadas. Aquele escorredor de macarrão que matou nossa fome dominical com tv a cabo e DVDs incompreensíveis.

Desapego. Cavaleiro solitário vende/doa tudo.

Viva mais um ritual de passagem e mudança. Aqueles lençóis que encobriram nosso desamor final e nossa preguiça de segunda-feira, nossa inércia, o edredon que abafou e adiou o “the end” e os créditos finais do nosso filme.

Solta a voz, Vanusa!

E como a gente guarda coisas que nem sabia tê-las. Assim como cartas, papéis avulsos, recortes sentimentais que julgávamos esquecidos. Qual o quê, basta uma polaroide borrada da Cindy para rebobinar um amor que não houve.

É mandar tudo para a feira Benedito Calixto dos amores perdidos ou para a rua do Lavradio das paixões rústicas, trincadas e envelhecidas.

Mudança é trabalheira por dentro e por fora.

Vamos nessa. Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar, já dizia o filósofo do mangue.

Daft Punk revela via Twitter nomes das 13 músicas de seu quarto álbum

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 O duo francês de música eletrônica Daft Punk revelou por aplicativo do Twitter os nomes das 13 músicas que compõem o inédito repertório de Random access memories, quarto álbum de Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter. Com lançamento agendado para 21 de maio de 2013, o disco marca o ingresso do Daft Punk na Columbia Records após 17 anos na Virgin.  Sucessor de Homework (1997), Discovery (2001), Human after all (2005) e da trilha sonora do filme Tron: Legacy (2010), Random access memories foi gravado com intervenções do produtor e compositor italiano Giorgio Moroder, do produtor norte-americano Nile Rodgers, do compositor norte-americano Paul Williams e do músico norte-americano Panda Bear (criador do grupo neopsicodélico Animal Collective). Eis 13 músicas do álbum Random access memories
1. Give life back to music
2. The game of love
3. Giorgio by Moroder
4. Within’
5. Instant crush
6. Lose yourself to dance
7. Touch
8. Get lucky
9. Beyond
10. Motherboard
11. Fragments of time
12. Doin’ it right
13. Contact
19 minutos atrás

Maria Clara Spinelli diz que humanizou a figura da transgênero, em Salve Jorge

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Atriz revela que público passou a torcer por sua personagem Anita

Maria Clara Spinelli 03Na pele da travesti Anita, de Salve Jorge, da TV Globo, Maria Clara Spinelli revela a que finalmente conseguiu humanizar a figura da transgênero. E que hoje, ao contrário do preconceito que o grupo sofre no país, a personagem conta com o carinho e torcida dos telespectadores brasileiros.

“Estou simplesmente encantada com a reação do público sobre o meu trabalho e sobre Anita. A coisa que eu mais queria era isto: que o público visse a Anita como um ser humano. Acho que está aconteceu. Estou feliz porque escreveram no Twitter: ‘Agora, ninguém se refere à Anita como ‘a trava’, e sim com sentimento de empatia e solidariedade’. Sim, estão torcendo por ela!”.

Na trama, Anita cai na emboscada de Wanda (Totia Meirelles) e Russo (Adriano Garib) com o sonho de fazer a redesignação sexual [popularmente conhecido como mudança de sexo] e é mais uma vítima do tráfico internacional de pessoas. 

Maria, que é uma mulher transexual na vida real e que não gosta do rótulo “atriz trans”, revela que não teve receio de interpretar a personagem e que realmente se emociona com as cenas. Para a artista, a Anita tem uma trajetória tão profunda e humana, que se torna o sonho de qualquer atriz.

“Procuro em mim a humanidade de cada personagem. Anita não é uma caricatura. É um ser humano, uma mulher transgênero – que alguns chamam de travesti e outros de transexuais – mas que se vê e se sente como mulher. Sempre me emociono de verdade, seja nas cenas felizes ou nas de dor. Anita tem um sonho e, ‘quem tem um sonho não dança’(risos). Acredito que esse sonho a faz ter forças para suportar tudo o que passou e vai passar”.

Apesar da relação do tema com a sua personagem, Maria Clara admite que não tinha muitos detalhes sobre o tráfico internacional de pessoas, antes da novela, e afirma que está aprendendo com o folhetim. De acordo com ela, Gloria Perezexerce um importante papel transformador na sociedade.

“O texto da Glória é muito preciso. Na cena que foi ao ar na última segunda-feira (15), ela diz: ‘A gente ouve falar dessa coisa de tráfico, mas não acredita que vai acontecer com a gente’. Mas eu sei que as travestis são as maiores vítimas dessa forma de crime. E esta denúncia que a Gloria está fazendo é muito importante, porque as travestis estão à margem da sociedade, e essa estatística talvez não seja tão divulgada assim…”.

Acostumada com papeis no teatro e no cinema – Maria foi premiada no Brasil e pela crítica internacional pela atuação no filme Quanto Dura o Amor?, de Roberto Moreira – a atriz afirma que está encantada com a experiência de estrelar uma novela.

“Está sendo incrível. É a minha primeira experiência na TV. E a TV é uma linguagem diferente do teatro e até do cinema. Tudo é novo, mas ao mesmo tempo muito instigante. Para mim, como atriz, poder criar a partir desta nova linguagem está sendo uma realização”.

Ao comentar alguma curiosidade dos bastidores, ela só tece elogios à Laryssa Dias, que interpreta a Waleska, a quem considera “a pessoa mais generosa do mundo”.

“Sou fã incondicional dela a partir de agora. Ela me acolheu como uma irmã e demonstrou ser a pessoa mais generosa do mundo. Agora, já começo a sentir saudade de todos e principalmente de Anita”, revela a atriz, que brilha em seu primeiro trabalho na TV.

fonte: O Fuxico

28 minutos atrás

Emprego: março bate record. Chora, tucanuardo!

CONVERSA AFIADA por redacao
 

 

Saiu na Folha (*):

Criação de vagas formais cai, mas tem melhor março em 3 anos


CAROLINA OMS
DE BRASÍLIA

O Brasil criou 112.450 novos postos de trabalho com carteira assinada em março, número 0,6% superior ao do mesmo período do ano passado (111,74 mil) e melhor resultado para o mês nos últimos três anos.

Pesquisa da agência de notícias Reuters feita com analistas de mercado apontou que a mediana das expectativas era de abertura de 110 mil vagas no mês passado. Levantamento do jornal “Valor Econômico” estimava a criação 104,1 mil empregos formais no mês, em média. 

(…)

 

Navalha

Em 12 meses, o Brasil gerou 1,097 milhão de empregos formais.

Que horror !

 

Paulo Henrique Amorim

 

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

 

36 minutos atrás

Mídia e EUA articulam novo golpe na Venezuela

BOILERDO por Betho Flávio
 

de Jornal Água Verde

A mesma mídia corrupta, como chama Rafael Correa, que se diz defensora da “liberdade de imprensa”, se apressa em usar a liberdade que tem para semear a violencia e insuflar golpes de Estado.

Ontem, grupos ligados ao ex-candidato presidencial antichavista Henrique Capriles cercaram a sede do canal de televisão teleSUR e ameaçaram seus trabalhadores. Segundo a presidente do canal, Patricia Villegas: “Ameaçaram nosso pessoal, os trabalhadores do canal estão em seus locais de trabalho (…) ameaçaram de maneira permanente”.

No mesmo momento manifestantes pró Capriles, insuflados pelas redes de televisão privadas, lideradas pela Globovisión, também investiram contra o canal Estatal “Venezoelana de Televisión”, a VTV. “Não se sabe se são as mesmas pessoas, mas com certeza respondem ao mesmo movimento político que tem chamado a desestabilização”, afirmou Villegas. Mesmo assim, acrescentou, “toda a nossa equipe jornalística se mantém aqui funcionando, nossos repórteres se encontram nos arredores da cidade de Caracas”,.

Também foram atacadas as casas da presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, e dos pais do ex-ministro de Comunicação e Informação e membro do comando de campanha de Hugo Chavez, Andrés Izarra.

O correspondente da Telesur, William Parra, informou do noroeste de Caracas que um grande setor de seguidores de Hugo Chaves vieram proteger a casa do chefe da campanha, Jorge Rodrigues, cuja residência também foi atacada. “A única coisa que temos a dizer a esse candidato facista é que não se equivoque porque aqui há um povo bravo e guerreiro, esta pátria se respeita (…) que não se engane Caprilles”, disse uma seguidora do presidente Chávez às câmeras da teleSUR.

O roteiro é por demais conhecido. É o que os EUA costumam usar sempre para desestabilizar países que resistem ao seu domínio. Foi assim no Iraque onde até hoje não se encontrou armas químicas, foi assim na Líbia, para derrubar Kadafi, está sendo assim na Síria. Insuflam revoltas, fornecem terroristas mercenários e armas militares, criam uma insurreição e colocam um governo capacho e confiável. E tomam conta do Petróleo. Ou algum idiota acredita que eles estão preocupados com Democracia?

A liberdade de imprensa é tão grande na Venezuela que os canais privados fazem campanha aberta exclusiva e ilimitada para o candidato da direita. Só Capriles e seus comícios aparece nos canais privados, liderados pela Globovisión (coincidência de nome?), mesmo durante a campanha eleitoral. A luta é desigual. Apenas a televisão pública transmite informações sobre o governo e o candidato da situação e transmite seus comícios. Mas lá também existem as redes de comunicação públicas e comunitárias incentivadas pela Lei de Meios de Comunicação, como um direito da população. Estas redes, compostas de rádios, televisões e até jornais, fazem o contraponto com o discurso golpista. É claro que seu poder de fogo é infinitamente menor que as redes privadas, mas são um espaço de comunicação popular que, em momentos como este se tornam referência de informação diferenciada.

São esses veículos de comunicação popular e pública que estão sendo atacados como alvo preferencial por simpatizantes do candidato da direita e com total apoio dos meios de comunicação privados envolvidos mais uma vez até o pescoço com outra tentativa de golpe. Esta é a liberdade de imprensa que eles verdadeiramente defendem. Liberdade para eles e mordaça para para os adversários.

Todos os observadores internacionais garantem que o sistema eleitoral da Venezuela é um dos mais seguros do mundo. Assim afirma a UNASUL, a missão do Mercosul e até mesmo a Fundação Carter, para quem prefere opinião ianque. Estive na Venezuela em outubro passado com o ComunicaSul, cobrindo a eleição de Chávez e garanto que até a oposição confia no sistema eleitoral. Entrevistamos gente nas filas de votação, tanto em redutos chavistas como em regiões que apoiam majoritariamente o candidato de oposição e todos foram unânimes em confirmar a confiança no sistema eleitoral e no voto eletrônico. São tantas auditagens no sistema que fica impossível passar alguma fraude. As auditagens contam com representantes de todos os candidatos e seus peritos técnicos, com total acesso ao sistema. Até mesmo o representante da oposição no Conselho Nacional Eleitoral afirmou ontem perante as câmeras da Globovisión que o sistema não pode ser fraudado e deve ser respeitado. Foi tirado do ar na hora, é verdade, mas já tinha falado. Liberdade de Imprensa de golpistas é assim.

Incendio em comitê chavista

A Procuradora Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, a chefe do Ministério Público, que lá é um dos Poderes de Estado, com o mesmo status do Judiciário, condenou as ações violentas de opositores, pois” estão atentando contra serviçõs públicos e pessoas”. Ela informou que o MP iniciou investigações e 135 pessoas já foram presas pelos atos de violência dos últimos dias e assegurou que a Procuradoria tomará as medidas necessárias para garantir a paz para os venezuelanos.

“Se o Ministério Público comprovar que desestabilizadores se articularam para atuar vamos enquadrá-los em “associação para a delinquência” prevista na lei contra a delinquência organizada e vamos solicitr a indisponibilização dos bens dessas pessoas e o congelamento de suas contas bancárias” afimou a procuradora.

A Venezuela é um país com sólidas instituições, fruto de uma Assembléia Constituinte eleita ainda sob as leis dos governos anteriores que hoje tentam um golpe mais uma vez. Sua carta é avançadíssima com instrumentos democráticos que políticos brasileiros morrem de medo de implantar aqui, como o plebiscito revogatório de mandatos. Todos os eleitos na Venezuela estão sujeitos à cassação de seus mandatos por plebiscito popular oficial bastando a assinatura de 20% dos eleitores daquela eleição. Vale desde vereador até presidente da República. Chávez já teve que se submeter a um desses e o fez democraticamente. Qualquer tentativa de convencer as pessoas que a Venezuela é uma republiqueta sem lei, além de crime de imprensa, é crime contra a verdade.

Por Caio Teixeira, no blog Crítica da espécie

43 minutos atrás

Fotografia > O brotinho Ivanira

BOILERDO por Betho Flávio
 

Do Images&Vision

© Foto de José Medeiros/IMS. O Brotinho Ivanira. Rio de Janeiro, c1950.

A jovem adolescente Maria Ivanira Bastos foi fotografada por José Medeiros (1921 – 1990), no início da década de 50, para um ensaio da revista O Cruzeiro intitulado “Um domingo aos quinze anos”, sobre a juventude carioca da década de 1950. Num vídeo do Instituto Moreira Salles, Maria Ivanira (o brotinho Ivanira), que na época da reportagem tinha 15 anos, fala sobre a repercussão das fotos e como conheceu o fotógrafo José Medeiros, entre outras coisas interessantes.

 

uma hora atrás

Há censura no Brasil, sim.

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Por Eduardo Guimarães
No último sábado, fui um dos palestrantes em um encontro de blogueiros em Curitiba. A “mesa” de debates de que participei teve como tema “Comunicação e Democracia”. Como disse na oportunidade, aqui no Brasil uma sempre foi usada contra a outra. Há quase sessenta anos, um presidente da República deu um tiro no peito por causa da comunicação. Dez anos depois, a comunicação pediu, tramou, ajudou a instalar e, depois, a sustentar uma ditadura sangrenta que durou duas décadas.

Nesta semana, a comunicação no Brasil trata de censurar fatos em um país fronteiriço que, por ser o maior produtor de petróleo do planeta, encerra importância geopolítica e econômica de tal magnitude que atrai os olhares do mundo. Sob a batuta dos Estados Unidos, a comunicação brasileira trata a política interna da Venezuela à base de omissões e distorções dos fatos ou, simplesmente, à base da mais legítima censura. Antes de prosseguir, há que contextualizar os fatos. A vitória apertada do presidente recém-eleito do país vizinho não difere, por exemplo, da que – graças a Deus – obteve Barack Obama nos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando derrotou o republicano Mitt Romney por margem tão apertada quanto o venezuelano Nicolás Maduro derrotou o adversário Henrique Capriles – Obama obteve 2,3 pontos de vantagem e Maduro, 1,75 ponto. Embora os EUA ou a mídia brasileira não tenham pedido recontagem dos votos nos Estados Unidos só porque a vitória de Obama não foi mais ampla, ambos põem em suspeição a eleição venezuelana apesar de o sistema eleitoral do país sul-americano ser mais confiável do que o do país norte-americano. Até aí, política é política e o debate público, por si só, dá conta de pôr os pingos nos is. O problema é quando um comportamento literalmente fascista dos derrotados na Venezuela, que não querem aceitar a derrota, conta com a cumplicidade da imprensa brasileira. Os venezuelanos saberão resolver seus problemas, espera-se. Mas o nosso talvez seja pior do que o deles, pois na Venezuela a censura se tornou impossível devido à pluralidade da comunicação, que há para todos os gostos. O comportamento dos derrotados na Venezuela vem sendo criminoso. Capriles, inconformado com a derrota, exortou seus seguidores a irem às ruas protestar contra uma vitória que, até prova em contrário, foi legítima como a de Obama no ano passado. Sendo condescendente, pode-se aceitar que Capriles tenha perdido o controle de seus seguidores e que os atos de violência que desencadearam por toda Venezuela entre a madrugada de segunda-feira e a manhã de terça não tenham sido orquestrados por ele. Aliás, ao recuar da manifestação que convocara para esta quarta-feira, o candidato derrotado parece ter percebido que sua exortação aos seus seguidores poderia leva-lo às barras da lei, porque sua primeira convocação teve como saldo, até agora, sete mortos e incontáveis atos de vandalismo por toda a Venezuela. Uma onda de vandalismo e violência tomou o país vizinho. Sete seguidores de Nicolás Maduro foram assassinados nos estados Zulia, Táchira e em Caracas, e 61 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade. Ao todo, nove estados reportaram agressões de variados tipos. A mais macabra, porém, foi a de um seguidor de Maduro que foi queimado vivo. Segundo relatos do governo venezuelano, os assassinados tentaram defender unidades dos programas sociais Pdval, CDI e Mercal, que oferecem de atendimentos de saúde por médicos cubanos a venda de alimentos por preços mais baratos que os do comércio. Segundo relatos do governo venezuelano, os estados atingidos pela onda de violência foram Caracas, Carabobo, Miranda, Barinas, Mérida, Lara, Táchira, Sucre e Zulia. Os primeiros ataques de seguidores de Capriles foram aos CDIs, centros de atendimento médico. Os CDIs são dirigidos por médicos cubanos e até pacientes teriam sido atacados. Há relatos, também, de ataques a tevês e rádios comunitárias simpatizantes do governo. As tevês estatais Venezolana de Televisión (VTV) e Telesur foram cercadas pelas hordas oposicionistas e só não as atacaram porque a polícia interveio. Várias sedes do partido do governo, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), teriam sido depredadas e incendiadas. Praças públicas e pontos de ônibus teriam sido destruídos. Entregas de alimentos nos mercados do governo teriam sido impedidas e a mercadoria roubada pela horda ensandecida. O governo venezuelano e incontáveis matérias nas tevês estatais reportam que tudo que tivesse o logotipo do governo era atacado pelos que, alegadamente, foram às ruas, sob instigação de Capriles, para promover um “panelaço pacífico”. As redes estatais inclusive mostraram imagens de depredação nos centros médicos do estado Miranda, governado por Capriles, identificando-os como sendo os de La Limonera e de Trapichito. Esses ataques teriam resultado em 3 mortos que tentaram defender as instalações. Outros relatos dão conta de ataques no estado Carabobo, na cidade de Valencia – onde este blogueiro esteve várias vezes a trabalho. Lá, oito centros médicos teriam sido atacados e um deles, incendiado. Os mortos têm até nome. Um deles é o dirigente do PSUV Henry Rangel. No estado Zulia, outro militante do PSUV foi assassinado diante da sede do Conselho Nacional Eleitoral, quando os seguidores de Capriles ali protestavam e a vítima os xingou. Em Caracas, o militante do PSUV Luis Ponce também foi assassinado enquanto tentava defender o centro médico de La Limonera. Aliás, o uso do condicional, aqui, é mera formalidade, pois a Telesur mostrou imagens de depredações ao longo da última terça-feira e 135 agressores foram presos em flagrante. Se quiserem argumentar que é tudo invenção do governo, as imagens e as centenas de testemunhas provam que violência houve. Podem, então, argumentar que foi o governo que pôs hordas nas ruas para praticarem violência e pôr a culpa na oposição, mas há gente presa em flagrante, acusada de assassinatos e, segundo o governo, com filmagens e fotos das agressões. Seja como for, haverá tempo de sobra para deslindar esses ataques. E a extensa cobertura de redes de televisão e jornais internacionais facilitará ainda mais o esclarecimento desses fatos. O que não se pode aceitar, porém, é que fatos dessa gravidade sejam literalmente ocultados pela dita grande imprensa brasileira, que se limitou a relatar que houve “choques” com “7 mortos” na Venezuela por ação “dos dois lados”. Não há relatos de ataques promovidos pelo governo, não há depredações de sedes de partidos de oposição, não há um só nome de um morto da oposição, não há uma só imagem em foto ou vídeo de governistas praticando violência ou vandalismo. O Jornal Nacional, em sua edição de terça-feira, ocultou tudo isso. A Folha de São Paulo, na edição desta quarta-feira, não dá um só detalhe sobre as vítimas fatais e sobre os atos dos oposicionistas. Os outros grandes meios de comunicação brasileiros fizeram exatamente o mesmo. O público desses veículos não sabe um dado crucial: todos os assassinados são governistas. Todos. Há corpos, há nomes dos corpos e nenhum deles é da oposição. Há sedes do partido do governo e unidades de programas sociais do governo depredados e basta ir a eles e comprovar. Inclusive, o mero exercício da lógica permite entender que o governo não teria por que promover uma farsa dessa magnitude, pois venceu a eleição. A quem interessa o caos? Aos que perderam, claro. Ao governo interessa a tranquilidade diante do resultado. Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil. SINTONIA FINA – @riltonsp 




uma hora atrás

A inflação já caiu, mas os de sempre querem a volta da ciranda financeira, assim não precisam produzir nada

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Alta da Selic teria pouco efeito para frear inflação, mas acalmaria mercado

Para economistas, impacto sobre consumo seria pequeno, mas BC daria sinal de prudência

Pedro Carvalho - iG São Paulo Uma alta de 0,25 ou 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, como cogita parte do mercado, teria efeito mínimo sobre o preço de bens e serviços ( veja no quadro abaixo), ou seja, provavelmente faria pouco para esfriar o consumo e a inflação no curto prazo – o principal argumento para que ela seja elevada. O Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira qual será o valor dessa taxa, a Selic, para os próximos 45 dias – atualmente ela vale 7,25% ao ano, o menor patamar da história. 

Getty Images O tomate, símbolo da preocupação com a alta dos preços: BC pode “mandar sinal” nesta quarta-feira

Nas últimas semanas, a inflação se tornou assunto no noticiário e nas ruas do País. A alta dos preços nos últimos 12 meses chegou a 6,59%, pouco acima da meta anual do governo. O temor da pressão inflacionária ganhou inclusive uma personificação do mal – o tomate. “Houve um problema de inflação, principalmente de alimentos e serviços. O tomate foi a grande estrela. Mas o preço dos alimentos já está caindo novamente, e tivemos a supersafra, que acabará ajudando”, afirma André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos. O Índice de Preços no Atacado caiu 2,99% no ano no que diz respeito à área agrícola. “Uma hora isso chega ao consumidor”, acredita Perfeito.
Além disso, por mais que o tomate esteja caro, quase ninguém parcela a compra da feira – ou seja, não se paga juros nessa operação. Mas mesmo bens que dependem de financiamento teriam o preço afetado apenas minimamente por uma eventual alta da Selic. Uma geladeira de R$ 1.500 paga em 12 meses resulta, hoje, em parcelas de R$ 159,83 e num total desembolsado de R$ 1.917,94. Se a Selic subir 0,25 ponto percentual, a parcela vai para R$ 160,01 e o montante final pula para R$ 1.920,17, somente R$ 2,23 mais caro ( veja mais exemplos no quadro abaixo).
“O Banco Central sabe que 0,25% a mais na Selic não vai segurar a inflação no curto prazo. A questão é outra. Seria mais para mostrar ao mercado que a autoridade monetária está atenta à inflação e não vai deixar que ela saia do controle”, diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor de estudos econômicos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade.
“Subir os juros realmente não faz diferença nenhuma nos preços agora, não vai frear o consumo, mas tem efeito sobre a expectativa do mercado, é uma mensagem do BC”, afirma Alcides Leite, economista e professor da Trevisan Escola de Negócios.
O mercado tem pressionado pela alta. Economistas que participam das reuniões trimestrais com o Banco Central, quando a autoridade “ouve” os especialistas, afirmam que a ampla maioria consultada se diz favorável ao aumento. “Tem gente que diz que [ com a inflação atual] a gente já está sendo comparado com a Argentina, o que é um absurdo”, conta um desses especialistas.
“Não é uma conspiração maquiavélica para fazer o BC subir os juros”, diz Perfeito. O economista fala isso porque, de certa forma, o mercado financeiro se beneficiaria de juros mais altos, que remuneram melhor o capital investido dessa forma. “É só um desconforto real com os índices, que é revelado ao BC. Não é que o mercado joga contra, mas ele tenta olhar para o futuro e ver o que esperar – e uma inflação elevada seria ruim”, diz o economista, que não é favorável à subida da taxa.
Embora os efeitos de uma alta sejam pequenos sobre a inflação no curto prazo, eles podem ser significativos num horizonte mais estendido. “A médio prazo, poderia ter resultado, porque os empresários que controlam os preços sentiriam confiança na postura do governo sobre a inflação, ou seja, saberiam que os custos deles também não vão subir de forma descontrolada”, explica Oliveira, que é favorável ao aumento. “Normalmente sou contra, acho juros altos uma coisa ruim, mas não podemos descuidar da inflação, e no momento 60% dos itens medidos estão subindo de preço”, diz.
Efeitos colateais 
O problema de elevar os juros, na visão dos economistas, é que isso não afeta somente a inflação, mas também – e talvez principalmente – inibe o crescimento econômico. Quando o dinheiro custa mais caro, fica difícil fazer investimentos de longo prazo na indústria, por exemplo. Ou convencer as pessoas a comprar imóveis e outros bens que dependem de financiamentos longos. Ou seja, a economia desacelera. E, no momento, ela já está desacelerando.
Os dados de fevereiro refletem esse esfriamento. O IBC-BR, considerado uma prévia do PIB, teve recuo de 0,52% no mês. A produção industrial caiu 2,5%. As vendas no varejo registraram baixa de 0,4%. O mau desempenho das ações na bolsa brasileira mostram que a economia anda devagar. Nos últimos 12 meses, o Ibovespa teve queda de 13%, resultado bem pior que em outros mercados importantes, como México (+10,55%), Nova York (+14,7%), Londres (+11,3), Frankfurt (+16%), Índia (+9,29%) e Turquia (incríveis +40%). “O mercado está tão incomodado com a inflação que não vê o óbvio – a economia está desacelerando”, diz Perfeito.
Poderia haver, ainda, outros efeitos indesejáveis. Os países ricos agora praticam políticas monetárias expansionistas. Isso significa que injetam dinheiro no mercado para estimular o consumo – é o caso do Japão, que vai colocar mais de US$ 1,4 trilhão na economia do país nos próximos dois anos. Mas, como lá os juros são baixíssimos, parte dessa dinheirama poderia vir parar aqui, onde se paga mais pelo seu uso – em outras palavras, onde os juros são altos.
Se uma Selic maior resultar em uma forte entrada de dólares no País, o preço da moeda americana tende a baixar – qualquer coisa que exista em maior quantidade fica mais barata, em tese. Isso é ruim para as exportações e teria impacto na balança comercial, que acumula um “superdéficit” de US$ 4,5 bilhões em 2013 – de longe, o recorde histórico para um início de ano. 
Além disso, uma Selic mais alta sempre significa que o custo da dívida pública tende a subir. Isso porque a maioria dos títulos emitidos pelo governo para se financiar é indexado à taxa básica de juros.
Fato é que as autoridades monetárias têm dado ouvido às pressões do mercado pela alta da Selic. “Não há e não haverá tolerância com a inflação. Nós estamos nesse momento monitorando atentamente todos os indicadores e obviamente no futuro vamos tomar decisões sobre o melhor curso para a política monetária”, afirmou recentemente o presidente do BC, Alexandre Tombini. “Não titubeamos em tomar medidas. Inclusive posso dizer que, mesmo as medidas que são consideradas menos populares, são tomadas, por exemplo, em relação às taxas juros, quando isso é necessário”, disse, no mesmo dia, o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Assim, o governo estaria disposto a ceder parte do terreno conquistado com os cortes da Selic nos últimos anos, entendeu o mercado – que, após as declarações, elevou a chamada curva de juros de longo prazo. A redução sequencial da Selic foi, sem exagero, um evento histórico. A taxa teve dez cortes seguidos e caiu 5,25 pontos percentuais desde agosto de 2011. “Juros reais menores que a poupança é algo que não se vê desde o segundo império, se é que ocorreu antes”, diz Perfeito.
E, por mais que não exista a tal “conspiração maquiavélica”, parece provável que a diminuição na rentabilidade do mercado financeiro, causada em parte pelos juros menores, tenha a ver com a pressão para que a Selic volte a subir. “A inflação já esteve nesse patamar antes, e ninguém reclamava. Mas naquela época os juros eram mais altos”, lembra Leite, da Trevisan.

uma hora atrás

Luminosa, Leila tira um país diverso do coração no show Eu canto samba

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Resenha de show
Título: Eu canto samba
Artista: Leila Pinheiro (com Pretinho da Serrinha na foto de Mauro Ferreira)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 16 de abril de 2013
Cotação: * * * 1/2

Quando Leila Pinheiro cantou Verde (Eduardo Gudin e Costa Netto, 1985) no palco do Theatro Net Rio, nos mesmos tons radiantes com que defendeu no Festival dos Festivais este samba que lhe deu projeção nacional em 1985, uma onda de emoção tomou conta do público que assistia à estreia nacional do show Eu canto samba no Rio de Janeiro (RJ) na noite de 16 de abril de 2013. Tudo então pareceu fazer sentido neste show em que Leila tira um país de seu coração paraense e expõe em cena esse país musicalmente multifacetado em que o samba reverbera tanto na cadência popular de pagodeiros como Thiaguinho e Pezinho – autores do bonito pagode Minha razão (2012), pretexto para a entrada em cena de seu intérprete, Péricles, um dos convidados da cantora na estreia do show – quanto no tom lírico de um bamba imortal como Luiz Carlos da Vila (1949 – 2008), parceiro de Sombra e Sombrinha no sublime samba Além da razão (1988). Com canto luminoso, Leila Pinheiro surpreendeu positivamente em seu primeiro trabalho inteiramente dedicado ao samba. Inteligente e bem amarrado, o roteiro – assinado pela artista com Marcus Fernando – colaborou para o êxito do show em que a cantora se revigora ao dividir o palco com cinco jovens músicos oriundos da Serrinha, celeiro carioca de bambas desde os tempos do Império. Aliás, a entrada em cena do convidado Pretinho da Serrinha – em Conselho (Adilson Bispo e Zé Roberto, 1986) e  Mas quem disse que eu te esqueço (Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho, 1981) – reforçou a injeção de ânimo. O percussionista e vocalista do Trio Preto + 1 tem carisma. Mas a força do show reside mesmo no roteiro que alinha repertório longe do óbvio. Na estreia,  Eu canto samba surpreendeu já na abertura quando, após a marcação de um surdo e do ronco de uma cuíca, as cortinas se abriram e Leila deu voz a Prece ao samba (Ivan Lins e Nei Lopes, 2006). Se o samba é ritmo sagrado no país que a cantora guarda em seu coração, a lembrança de Se é pecado sambar (Manoel Santana, 1950) – sucesso de Marlene na era do rádio – pareceu estar ali, na sequência do roteiro, para absolver Leila Pinheiro de qualquer eventual heresia no canto desse samba – para alguns – imaculado. Sem culpa por estar pisando em terreno já demarcado, Leila soube colher frutos nobres no vasto quintal carioca. Joia gravada por Alcione em disco de 1987, Raio de luar (Dauro do Salgueiro e Nei Lopes, 1985) ilumina o canto de Leila, mais expansivo neste show. Feliz, com um sorriso no canto, a intérprete soube seguir a receita alto astral de Entra no clima (Acyr Marques, Arlindo Cruz e Rogê, 2007) – número contagiante alocado quase ao fim do show – e reavivpu Esperanças perdidas (Adeilton Alves e Délcio Carvalho, 1972) com arranjo que cria clima de terreiro na introdução e no fim do número. Com menor poder de sedução, o bloco que agrega três sambas gravados por Paulinho da Viola na primeira metade da década de 80 - Prisma luminoso (Paulinho da Viola e José Carlos Capinam, 1983), Rumo dos ventos (Paulinho da Viola, 1982) e Onde a dor não tem razão(Paulinho da Viola e Elton Medeiros, 1981) – se ressentiu de ambientação inadequada. Ora mais extrovertido, o canto de Leila soou sem a densidade pedida por esses sambas filosóficos do compositor – geralmente o melhor intérprete de sua obra. A bossa de Leila Pinheiro é outra. Escorada em sua técnica vocal, a cantora sentou no banquinho e, com seu tamborim, celebrou à sua moda o legado de João Gilberto ao samba com set mais íntimo que encadeia quatro sambas dos anos 40 em que compositores da era pré-Bossa Nova exaltam mulheres de diversas cadências. Entram em cena Doralice (Dorival Caymmi e Antonio Almeida, 1945), Morena Boca de ouro (Ary Barroso, 1941), Rosa Morena (Dorival Caymmi, 1942) e Izaura (Herivelto Martins e Roberto Roberti, 1945). Seguiram-se exaltações a Nara Leão (1942 – 1989) e à escola de samba Estação Primeira de Mangueira antes de Leila pegar seu cavaquinho para refazer sua prece ao samba através de Eu canto samba (Paulinho da Viola, 1989), encerrando show de linha bem traçada pelo roteiro primoroso que se desvia do trilho oportunista. No bis, Por um dia de graça (Luiz Carlos da Vila, 1984) reitera a celebração à vida e à Arte em versos esperançosos que sonham com mais harmonia e mais felicidade no país multifacetado guardado por Leila Pinheiro em seu coração.

2 horas atrás

Bahia: Prefeitura de Jequié substitui Calypso por Daniela Mercury

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Daniela Mercury vs JoelmaJá era dada como certa a apresentação da banda Calypso, cuja liderança é de Joelma, cantora que comparou homossexuais a drogados, no São João de Jequié. O show seria em praça pública e pago com dinheiro público. Mas depois das polêmicas declarações da cantora sobre o casamento gay e os homossexuais de um modo geral, circula nos bastidores da música que a banda Calypso foi substituída justamente pela cantora Daniela Mercury, que recentemente assumiu sua relação homossexual com a jornalista Malu Verçosa. Também se apresentarão no evento a banda Aviões do Forró e o cantor Edgar Mão Branca. Com informações do blog de Marrom.

fonte: Bahia Notícias

2 horas atrás

Fux não podia ser amigo de Bermudes

CENTRODOMUNDO por Paulo Nogueira
 

As relações promíscuas na justiça — e na mídia — são um embaraço ético extraordinário. Como o sistema judiciário brasileiro pôde chegar ao descalabro que hoje, e apenas hoje, se sabe que é sua maior marca? Onde esteve a mídia, estes anos todos, que não viu nada, não denunciou nada e não propôs nada para

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2 horas atrás

Feliciano sobre namoro de Daniela Mercury e Malu: “existe oportunismo”

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Amaury Jr. e Marco FelicianoNo “Programa Amaury Jr.” que vai ao ar nesta quarta-feira, o apresentador da Rede TV! entrevista Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, que é acusado de homofobia e racismo. Na entrevista, o pastor contesta as acusações.

“Homofobia é uma doença, são pessoas violentas ou assassinas, eu tenho é posicionamento. Sou contra o casamento gay por princípio. Na Constituição Brasileira, a união estável é reconhecida entre homem e mulher. Segundo a Bíblia, isso não é casamento”, declarou o deputado a Amaury Jr..

Questionado pelo apresentador sobre a união da cantora Daniela Mercury com a jornalista Malu Verçosa, o deputado é taxativo: “Homossexualismo  é um fenômeno comportamental. Não sou fã de Daniela, esse é meu posicionamento, eu sinto muito pelo que ela deve estar sofrendo, ela jamais teria sido capa de revista ‘Veja’ se não fosse este momento, existe oportunismo”, afirmou.

O deputado ainda diz sonhar com uma cadeira no Senado e que a pressão que vem sofrendo não é tão grande assim. A entrevista vai ao ar às 0h30.  
Feliciano vem causando tumulto no mundo das celebridades, que se mobilizam para protestar contra a permanência dele no cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos. A primeira manifestação foi iniciada por Fernanda Montenegro e  Camila Amado, que se beijaram durante uma premiação.

Dias depois, Bruno Gagliasso divulgou uma foto em que aparece dando um beijo no ator Matheus Nachtergaele. O mesmo ato foi feito por Fernanda Paes Leme e Fernanda Rodrigues, que também postaram a foto de um selinho entre elas, assim como Yasmin Brunet e Antonia Morais, irmã de Cleo Pires. 

Narcisa Tamborindeguy também entrou na onda ao postar uma imagem em seu Twitter em que aparece com uma placa com os dizeres “Xô Feliciano”.

E, no festival Lollapalooza, que ocorreu em São Paulo, o rapper Criolo e a banda Planet Hemp interromperam suas apresentações para pedir a saída de Feliciano do cargo.

fonte: Flashland

2 horas atrás

EM MARÇO, BRASIL ABRIU 112.450 EMPREGOS FORMAIS

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Quantidade foi indicada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira; pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a mediana das expectativas era de abertura de 110 mil vagas…



Brasília – A geração de postos de trabalho formais em março teve leve queda em relação ao mês anterior, saldo de 112,4 mil vagas, ante 123,4 mil vagas criadas em fevereiro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (17). O saldo foi o melhor para março nos últimos três anos. O resultado é o cálculo da diferença entre mais de 1,8 milhão de trabalhadores admitidos e 1,7 milhão demitidos. Janeiro foi o mês até agora com o pior desempenho, com a criação de 28,9 mil postos – resultado mais baixo desde 2009, ano da crise financeira internacional. De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, a expectativa do governo é a de que o ano termine com a geração de cerca de 1,7 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada. O saldo verificado em março seguiu igual dinâmica do mesmo mês em 2012, quando foram criados cerca de 111,7 mil postos de trabalho. Para o ministro, o resultado do mês passado indica a recuperação do mercado de trabalho, diante do fraco desempenho de janeiro. “Em fevereiro houve crescimento, nesse mês [março] também. Esperamos que estejamos em processo de recuperação e geração de emprego”, explicou Dias. Segundo ele, ainda que o Banco Central decida aumentar a taxa básica de juros, a medida não deverá ter impacto negativo sobre o mercado de trabalho. “[O mercado] vai continuar aquecido por causa do movimento econômico que se verifica no país. A economia não é só a indústria de transformação, mas uma soma de resultados”, disse. A indústria de transformação foi o segundo setor com o melhor desempenho, segundo dados do Caged – com mais de 25,7 mil postos criados em março. O melhor desempenho ficou com o setor de serviços, com a criação de 61,3 mil empregos – com destaque para as áreas de educação, comércio, administração de imóveis, transportes, comunicação e serviços médicos. “Na minha opinião, serviços é o emprego do futuro. Isso se dá pela ascensão da economia, pela melhoria de salários e pela maior circulação de recursos no país. Mensalmente, são bilhões injetados na economia, o que gera novos empregos. O crescimento se dá em uma cadeia”, informou o ministro. A agricultura, por outro lado, teve o pior desempenho levantado pelo Caged, com o fechamento de 4,4 mil postos, concentrados na Região Nordeste. Outra área com desempenho negativo foi o de serviços industriais de utilidade pública. “A agricultura nesse mês [março] foi ruim, especialmente a indústria sucroalcooleira. Os destaques negativos foram Pernambuco e Sergipe”, disse Dias, sobre o fechamento de 3,3 mil e 2,3 mil vagas nesses estados, respectivamente. De acordo com os dados do Caged, houve o acréscimo de 1,7% nos salários de março em comparação aos rendimentos de fevereiro, de R$ 1.061,71 para R$ 1.079,92. SINTONIA FINA – @riltonsp

2 horas atrás

Stedile: O Massacre de Carajás e pacto do latifúndio com o Judiciário

VIOMONDO por Conceição Lemes
 

Stedile: “Passados 17 anos do Massacre de Carajás, a Justiça se contentou em apresentar à sociedade dois bodes expiatórios”

por João Pedro Stedile, em Terra Magazine

Uma marcha pacífica com mais de mil trabalhadores rurais organizados pelo MST percorria uma rodovia de Parauapebas a Marabá em 17 de abril de 1996. Foram encurralados por dois batalhões da Policia Militar, em uma no localidade conhecida como Curva do S, no município de Eldorado de Carajás.

Um batalhão saíra de Parauapebas e outro de Marabá, apoiados por caminhões boiadeiros, que trancaram a estrada dos dois lados.

Assim começou um massacre premeditado, realizado para dar uma lição naqueles “vagabundos vindos do Maranhão”, como expressaram os policiais nos autos dos processos. Os policiais saíram dos quartéis sem identificação na farda, com armamento pesado e balas verdadeiras. O comando de Marabá chegou a avisar o Pronto Socorro e o Instituto Médico Legal (IML) para ficarem de plantão…

O julgamento demonstrou que, além das ordens explícitas de Paulo Sette Câmara, secretário de segurança do governo tucano de Almir Gabriel, a empresa Vale do Rio Doce financiou a operação, cobrindo todos os gastos, porque o protesto dos sem-terra na rodovia atrapalhava a circulação de seus caminhões.

O resultado foi 19 mortos no ato, sem direito a defesa, 65 feridos incapacitados para o trabalho e dois mortos dias depois. O líder Oziel da Silva, com apenas 19 anos, foi preso, algemado e assassinado a coronhadas, na frente dos seus companheiros, enquanto um policial mandava que gritasse “Viva o MST”.

Esses episódios estão registrados em mais de mil páginas dos autos do processo e foram descritos no livro “O Massacre”, do jornalista Eric Nepomuceno (Editora Planeta). Passados 17 anos, foram condenados apenas os dois comandantes militares, que estão recolhidos em algum apartamento de luxo dos quartéis de Belém.

O coronel Pantoja ainda tenta se livrar da prisão e pede para cumprir a pena de 200 anos em regime domiciliar. Os demais responsáveis no governo federal e estadual e empresa Vale foram inocentados. A Justiça se contentou em apresentar à sociedade dois bodes expiatórios.

Impunidade dos latifundiários

No Brasil inteiro, o cenário é o mesmo: desde a redemocratização, foram assassinados mais de 1.700 lideranças de trabalhadores e apoiadores da luta pela terra. Somente 91 casos foram julgados. Apenas 21 mandantes foram condenados.

O Massacre de Carajás se inscreve na prática tradicional dos latifundiários brasileiros, que com seus pistoleiros fortemente armados ou por meio do controle da Polícia Miliar e do Poder Judiciário, se apropriam de terras públicas e mantêm privilégios de classe, cometendo sistematicamente crimes que ficam impunes.

A atuação do latifúndio corresponde à correlação de forças políticas. Durante o governo José Sarney, diante do avanço das lutas sociais e da esquerda, organizou a UDR (União Democrática Ruralista). Com isso, se armou até os dentes, desrespeitando todas as leis. Foi o período com o maior número de assassinatos. Os fazendeiros chegaram à petulância de lançar seu próprio candidato à Presidência, Roberto Caiado, que foi solenemente condenado pela população brasileira ao receber apenas 1% dos votos.

Nos governos Fernando Collor e FHC, com a derrota do projeto democrático-popular e da luta social que se aglutinava ao redor da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, os latifundiários se sentiram vitoriosos e utilizaram sua hegemonia no Estado para controlar a manu militari a luta pela terra. Nesse período, aconteceram os massacres de Corumbiara (RO), em 1995, e de Carajás.

Lula chegou ao governo, em 2003, quando parte dos latifundiários tinha se modernizado e preferiu fazer uma aliança com o governo, apesar de ter apoiado a candidatura de José Serra. Em troca, recebeu o Ministério da Agricultura. Um setor mais truculento e ideológico resolveu dar uma demonstração de força e mandar avisos para demonstrar “quem de fato mandava no interior e nas terras”, ainda mais depois de Lula colocar o boné do MST.

Nesse contexto, aconteceram dois novos massacres, com ares de perversidade. Em 2004, a poucos quilômetros do Planalto Central, no município de Unaí (MG), uma quadrilha de latifundiários mandou assassinar dois fiscais do Ministério do Trabalho e o motorista da viatura, quando o grupo se dirigia a uma fazenda para fazer uma inspeção de trabalho escravo. Um dos fazendeiros se elegeu prefeito da cidade pelo PSDB e, até hoje, o crime está impune. O Estado não teve coragem de defender seus servidores.

O segundo massacre foi em novembro de 2005, no município de Felisburgo (MG), quando o fazendeiro-grileiro Adriano Chafik resolveu acabar com um acampamento do MST. Chafik foi com seus pistoleiros à fazenda e comandou pessoalmente a operação em um sábado à tarde. No ataque, deram tiros em direção às famílias, colocaram fogo nos barracos e na escola. O saldo foi o assassinato de mais cinco trabalhadores rurais e dezenas de feridos. Depois de oito anos de espera, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais marcou o julgamento do fazendeiro para 15 de maio, em Belo Horizonte. Esperamos que a justiça seja feita.

Os fazendeiros truculentos – que felizmente não são a maioria – agem assim, porque têm certeza absoluta de sua impunidade, graças ao conluio que mantêm com os poderes locais e com o Poder Judiciário. Agora, nos últimos anos, seu foco está voltado para o Poder Legislativo, onde mantêm a chamada Bancada Ruralista, para mudar leis e para se proteger da lei vigente.

Já fizeram as mudanças no Código Florestal e impedem a implementação da lei que obriga a desapropriação das terras dos fazendeiros que exploram o trabalho escravo. A cada ano, a Polícia Federal liberta em média dois mil seres humanos do trabalho escravo. No entanto, os latifundiários continuam com essa prática, apoiados na impunidade do Poder Judiciário.

Tiveram a coragem de encaminhar projetos de lei que contrariam a Constituição para impedir a demarcação das terras indígenas já reconhecidas, legalizar o arrendamento das áreas demarcadas e permitir a exploração dos minérios existentes. Foram apresentados projetos também para travar a titulação de terras de comunidades quilombolas.

Uma série de projetos foi apresentada para liberar o uso de agrotóxicos proibidos na maioria dos países, classificados pela comunidade cientifica como cancerígenos, e para impedir que os consumidores saibam quais produtos são transgênicos. Por que não querem colocar no rótulo nos produtos transgênicos, já que garantem segurança total para a saúde das pessoas?

A sanha da ganância dos fazendeiros não tem limites. No interior, usam com mais frequência a violência física e os assassinatos. No entanto, essa sanha tem consequências diretas para toda a população, pela apropriação das terras públicas, pela expulsão dos camponeses do meio rural que incha as favelas e pelo uso indiscriminado dos agrotóxicos, que vão parar no seu estômago e causam câncer. Infelizmente, tudo isso é acobertado por uma mídia servil e manipuladora da opinião pública.

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O enterro de Margaret Thatcher

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Marcelo Justo, no sítio Carta Maior:

Em vida, Margaret Thatcher polarizou a sociedade britânica como nenhum outro político do século XX. As coisas não mudaram com sua morte. Em uma sociedade tão consciente das formas como a britânica, o funeral pomposo nesta quarta-feira na catedral de Saint Pauls terá como contrapartida protestos no centro de Londres e celebrações em bairros.

A polícia deslocará cerca de quatro mil efetivos para as ruas para prevenir atentados ou incidentes e a canção “Ding Dong the witch is dead” (“Celebremos que a bruxa morreu”) – número dois na lista das mais vendidas na semana passada – soará com tanto vigor quanto os temas clássicos do funeral. 

Entre os milhares de convidados à catedral de Saint Paul se encontram a Rainha Elizabeth II e o Príncipe William, mandatários e ex-mandatários, ministros e ex-ministros, todo o gabinete da coalizão conservadora-liberal democrata, membros da oposição trabalhista, celebridades e desportistas. Em alusão à guerra das Malvinas, participarão mais de 700 membros das forças armadas, entre eles dois irmãos que combateram nas ilhas, o sargento Bill Mott e o major Nicky Mott. 

O funeral será fastuoso. O ataúde, coberto por uma bandeira britânica, será transportado por um carro fúnebre antes de ser transferido para uma carruagem puxada por seis cavalos negros. Até o Big Bem, esse símbolo clássico da capital, deixará de dar as horas em homenagem à dama de ferro, algo que não ocorria desde o enterro de Winston Churchill em 1965. Segundo o governo, não se trata de um funeral de estado. O cidadão comum e o espectador estrangeiro, menos afeitos a estes detalhes protocolares, o verão como uma homenagem do mais alto calibre, só outorgada a heróis nacionais. 

Nas ruas, durante os 20 minutos em que o cortejo se deslocará desde a Igreja de St.Clemente Danes até a catedral de Saint Pauls, grupos opositores a Thatcher lhe darão as costas em um gesto simbólico de rechaço. Os militantes informaram pelo Twitter que planejam derramar baldes de leite para lembrar que a dama de ferro foi também a “ladra dos copos de leite” que privou as crianças do copo que recebiam na escola primária. 

O custo do funeral é de 8 milhões de libras e gerou um forte debate. Segundo o chanceler William Hague, a ex-primeiro ministra merece a homenagem pois as negociações que fez com a União Europeia pouparam cerca de 75 bilhões de euros ao contribuinte britânico. O ex-vice primeiro ministro trabalhista John Prescott criticou “este desperdício” em meio a um período de contração econômica como o que vive o Reino Unido e sugeriu que os 13 mil milionários que receberam um corte de impostos de 100 mil libras anuais com o atual governo financiem esse gasto.

“É preciso privatizar seu funeral. Isso seria uma homenagem adequada à sua obra”, assinalou Preston. Mas nem todos os trabalhistas foram tão críticos. Em sua homenagem parlamentar na semana passada o líder da oposição, Ed Miliband, destacou que, para além das diferenças, era preciso reconhecer que Thatcher havia mudado o Reino Unido e que, em muitos aspectos, ela tinha sido uma pioneira. 

Não resta dúvida que entre o país que ela assumiu em 1979 e o que deixou ao renunciar em 1990 havia um abismo. Nestes 11 anos, os serviços básicos e grandes empresas britânicas – do aço a British Airways e Rolls Royce – foram privatizados, o setor financeiro desregulamentado e o poderoso movimento sindical marginalizado com a legislação mais dura em termos trabalhistas de toda a Europa. 

Segundo os conservadores, ela salvou o Reino Unido de uma decadência pós-imperial e devolveu o país a um destino de grandeza que estava se perdendo entre as greves e os apagões dos anos 70. Segundo seus detratores, ela foi responsável pela crescente desigualdade e pobreza do Reino unido, pela desindustrialização do país e pela debacle financeira. 

Que pensam os britânicos hoje? Em uma pesquisa da ComRes para o “The Independent on Sunday”, 33% disseram que não houve melhor premier do que ela, enquanto 41% discordaram dessa posição. Cerca de 59% a apontaram como a figura mais polarizadora do país; somente 18% discordaram disso. Na mesma pesquisa, 38% manifestaram-se contra a privatização do gás, da eletricidade e do serviço telefônico, enquanto 25% se disseram a favor. 

Mas segundo outra sondagem, publicada pelo “The Guardian”, se Margaret Thatcher fosse hoje a líder dos conservadores, estes ganhariam cerca de oito pontos na preferência de votos e se colocariam com 40% das preferências dos eleitores, apenas 2,5% menos do registrado nas eleições de 1987 que lhe deram maioria absoluta em seu último período de governo.

O debate sobre Thatcher e o Thatcherismo está presente nas casas, nos pubs, na imprensa, na televisão e até nas canções populares. A música “Ding dong the witch is dead”, cantada por Judy Garland em “O mágico de Oz”, terminou a semana em segundo lugar das preferidas do público, enquanto que a canção punk “I am in love with Margaret Thatcher” só chegou ao 35º lugar. 

A BBC foi apanhada em fogo cruzado dos simpatizantes e opositores de Thatcher. Nos domingos, a Rádio 1 tem um programa onde toca na íntegra as músicas mais populares da semana. Sob pressão dos conservadores, reduziram “Ding dong…” a um clipe de sete segundos, mas transmitiram inteira a música da banda punk. 

* Tradução de Katarina Peixoto

2 horas atrás

A caça a José Dirceu

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Lincoln Secco, no blog Viomundo:

O filme A Caça, do cineasta dinamarquês Thomas Vinterberg, retrata um professor de educação infantil falsamente acusado de molestar sexualmente as crianças da escola em que ministra suas aulas. Mesmo depois de inocentado, ele continuará a sofrer em sua cidade com a reprovação social de atos que nunca cometeu.

Diante de um filme tão lancinante assim, lembramos logo do caso da Escola Base em São Paulo, cuja distância temporal nos dá o conforto de que o fato não nos diz respeito. Porém, nós temos um acontecimento igualmente difícil para nos posicionarmos. Diante dele, a maioria atira as pedras da covardia e os demais se calam. Ousar discordar de quase tudo o que foi veiculado até se tornar “verdade” é quase um ato de insanidade intelectual e política.

José Dirceu foi sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal num julgamento viciado desde o início. Só o calendário eleitoral adotado pelo tribunal, condenando o réu às vésperas do primeiro e do segundo turno das eleições já seria suficiente para desvelar a natureza política do julgamento.

Recentemente, Dirceu ofereceu uma denúncia contra um dos ministros que o teria procurado para pedir apoio à sua indicação àquela corte. Este juiz não se declarou impedido de participar da famigerada ação penal 470.

Ninguém achou estranho. Mas a mesma compreensão não teve o Ministro Toffoli, ex-advogado do Partido dos Trabalhadores. Que um seja colocado sob suspeição e outro não, é algo que só a grande imprensa opinativa pode esclarecer.

Quando o réu Marcos Valério acusou o ex-presidente Lula, o Procurador Geral da República encaminhou as denúncias à justiça de Minas Gerais. Quando Dirceu acusou o referido Ministro pedinte, o procurador desqualificou-o por ser réu! O PT tratou o caso com o termo “incoerência”.

Ledo engano. Trata-se da mais perfeita coerência de uma ação política que visa tão somente desmoralizar um partido e é surpreendente que ações tão escandalosas não mereçam repúdio veemente. Se a mais alta corte do país declara que houve compra de votos para aprovação de leis pelo Congresso Nacional, todas as votações desde 2003 deveriam ser simplesmente anuladas!

A condenação política de José Dirceu já foi feita em 2005. Não importa que o jornalista Raimundo Pereira, debruçado sobre o caso desde aquela época, autor de um livro sobre o tema, demonstre cabalmente a inconsistência das acusações. E que a malfadada Teoria do Domínio do Fato, cujo uso brasileiro e casuístico foi desautorizado pelo próprio autor alemão, tenha substituído as provas, também não deve nos incomodar.

Independentemente das críticas políticas que possamos ter às escolhas do PT antes e depois de sua chegada ao poder, cedo ou tarde todos teremos que entender o que está em jogo. É o precedente de um julgamento de exceção em plena democracia.

* Lincoln Secco é professor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

2 horas atrás

Maioridade penal e a velha história

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Sylvia Debossan Moretzsohn, no Observatório da Imprensa:

Um jovem está prestes a chegar em casa quando é abordado por outro jovem que, armado, lhe exige o celular e faz menção de lhe retirar a mochila. Logo depois, dispara e foge. O tiro atinge a cabeça do jovem assaltado diante do prédio gradeado que supostamente lhe garantiria segurança. O rapaz morre ao dar entrada no hospital.

O crime ocorreu na noite de uma quarta-feira (10/4), num bairro da Zona Leste de São Paulo, e provocou imediata repercussão pela aparente gratuidade do ato e porque o agressor era menor de idade e estava a três dias de completar 18 anos. Por isso, era previsível a nova onda a favor da redução da idade para a imputabilidade penal, desta vez provocada pelo governador de São Paulo. A mãe do rapaz assassinado declarou que se empenharia na aprovação da proposta, em nome do filho, cuja morte não poderia passar em vão.

Os jornais, pelo menos desta vez, não abraçaram a onda punitiva. Noticiaram a proposta oportunista do governador – oportunista porque sempre que há um crime de grande impacto é evidente o movimento de capitalizar apoios em torno de mais punição – mas também apresentaram o contraponto, com argumentos de criminalistas demonstrando a inutilidade de tal propósito.

Menores pobres e ricos

Mas havia muito mais a discutir, a partir do crime que chocou porque foi gravado pela câmera do prédio e teve as imagens repetidas à exaustão nas redes de TV.

“A redução da maioridade penal sempre ganha força no Congresso quando há um caso de apelo social”, publicou a Folha de S.Paulo, na sexta-feira (12/4). Na mesma página, o advogado Thiago Bottino argumentava que “sempre que há um crime envolvendo adolescentes, o tema da reforma do ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] vem à tona”.

Faltou dizer: sempre que há um crime envolvendo – melhor dizendo: cometido por – adolescentes pobres…

Porque há vários crimes cometidos por adolescentes ricos ou de classe média que provocam justa indignação mas jamais o apelo à redução da maioridade penal. O mais significativo, entre todos, foi o do assassinato do índio Galdino, em Brasília, em 1997, por um grupo de jovens, um deles menor de idade. Na época, apesar dos incisivos protestos contra a barbaridade do ato de atear fogo sobre um sujeito que dormia num abrigo de ônibus – e a rapaziada alegou pensar que se tratava de um mendigo, não de um índio, como se isso fosse atenuante –, ninguém pensou em modificar o ECA.

Impunidade?

O rapaz assassinado à porta de casa era estudante da Faculdade Cásper Líbero e sua morte provocou uma passeata que parou a Avenida Paulista no dia seguinte ao assassinato: seus colegas empunhavam cartazes pedindo, entre outras coisas, a “redução da maioridade penal” e o “fim da impunidade”.

Impunidade? Dados do Ministério da Justiça informam que o Brasil tinha, em julho do ano passado, quase 550 mil presos – o que, em números absolutos, significa o quarto lugar mundial, atrás de Estados Unidos, China e Rússia. Além disso, de acordo com o Departamento Penitenciário Nacional, esse número de presos é 66% maior do que a capacidade de abrigá-los.

O suposto “fim da impunidade” para os jovens infratores significaria jogá-los nesse sistema que nunca teve condição de cuidar da sua “clientela” de sempre – os pretos e brancos quase pretos de tão pobres maiores de idade. Não é casual que tantos juristas definam as prisões como “universidades do crime”. A rigor, independentemente da interminável e ociosa discussão sobre a capacidade de discernimento do jovem ao infringir a lei, seja nos atos mais banais como nos mais graves, quem defende a manutenção da imputabilidade penal aos 18 anos quer justamente evitar que um contingente inimaginável de jovens – pobres – venha a aumentar a superlotação desse sistema já falido.

Tampouco será casual que esse apelo à maior punição coincida com a cobertura do julgamento dos acusados pelo massacre do Carandiru, embora sempre possa haver quem considere que aquelas 111 mortes foram pouco, que talvez todos os presos devessem mesmo morrer.

Porém o “fim da impunidade” é apenas suposto porque o ECA prevê punição aos infratores, e são raríssimas as reportagens sobre o que significa ser recolhido a esse “sistema”. Por isso foi tão sugestivo, embora reduzido, o espaço que o Estado de S.Paulo deu a um ex-interno desse sistema, na edição de domingo (14/4). Dois dias antes, o mesmo jornal abria generoso espaço à família do jovem que assumiu o crime. Ali – a serem verdadeiros os depoimentos da mãe e da irmã – também se desmonta o eterno argumento da educação como forma de coibir práticas antissociais. Pois o rapaz, apesar de pobre, teve educação e era evangélico. Já segundo a Folha ele era um desgarrado, que mal parava em casa e roubava para comprar drogas.

Raciocinar sob emoção?

Seria importante saber, afinal de contas, que tipo de jovem era esse que acabou assassinando outro logo após lhe levar o celular.

Seja como for, esse tipo de gente só se torna notícia quando comete crimes chocantes ou quando se oferece para ilustrar reportagens edificantes sobre o apaziguamento de regiões conflituosas da periferia, como ocorre no Rio de Janeiro com a propaganda das UPPs e do “empreendedorismo” nascente nessas favelas, como se antes não houvesse relações sociais, afetivas e comerciais ali.

Seria importante informar como se dá o processo de “reeducação” – ou, talvez de “educação” – nas unidades da Fundação Casa. Mais ainda, seria importante abrir espaço para a discussão sobre as motivações de quem comete crimes: aí talvez pudéssemos começar a pensar que as questões são muito mais complexas do que poderíamos imaginar.

Mas, da mesma forma que não é possível legislar sob o impacto da emoção, tampouco é possível refletir diante de fatos como esse. Quem estará disposto a raciocinar diante das cenas exaustivamente repetidas na TV?

2 horas atrás

Há censura no Brasil, sim

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

No último sábado, fui um dos palestrantes em um encontro de blogueiros em Curitiba. A “mesa” de debates de que participei teve como tema “Comunicação e Democracia”. Como disse na oportunidade, aqui no Brasil uma sempre foi usada contra a outra.

Há quase sessenta anos, um presidente da República deu um tiro no peito por causa da comunicação. Dez anos depois, a comunicação pediu, tramou, ajudou a instalar e, depois, a sustentar uma ditadura sangrenta que durou duas décadas.

Nesta semana, a comunicação no Brasil trata de censurar fatos em um país fronteiriço que, por ser o maior produtor de petróleo do planeta, encerra importância geopolítica e econômica de tal magnitude que atrai os olhares do mundo.

Sob a batuta dos Estados Unidos, a comunicação brasileira trata a política interna da Venezuela à base de omissões e distorções dos fatos ou, simplesmente, à base da mais legítima censura.

Antes de prosseguir, há que contextualizar os fatos.

A vitória apertada do presidente recém-eleito do país vizinho não difere, por exemplo, da que – graças a Deus – obteve Barack Obama nos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando derrotou o republicano Mitt Romney por margem tão apertada quanto o venezuelano Nicolás Maduro derrotou o adversário Henrique Capriles – Obama obteve 2,3 pontos de vantagem e Maduro, 1,75 ponto.

Embora os EUA ou a mídia brasileira não tenham pedido recontagem dos votos nos Estados Unidos só porque a vitória de Obama não foi mais ampla, ambos põem em suspeição a eleição venezuelana apesar de o sistema eleitoral do país sul-americano ser mais confiável do que o do país norte-americano.

Até aí, política é política e o debate público, por si só, dá conta de pôr os pingos nos is. O problema é quando um comportamento literalmente fascista dos derrotados na Venezuela, que não querem aceitar a derrota, conta com a cumplicidade da imprensa brasileira.

Os venezuelanos saberão resolver seus problemas, espera-se. Mas o nosso talvez seja pior do que o deles, pois na Venezuela a censura se tornou impossível devido à pluralidade da comunicação, que há para todos os gostos.

O comportamento dos derrotados na Venezuela vem sendo criminoso. Capriles, inconformado com a derrota, exortou seus seguidores a irem às ruas protestar contra uma vitória que, até prova em contrário, foi legítima como a de Obama no ano passado.

Sendo condescendente, pode-se aceitar que Capriles tenha perdido o controle de seus seguidores e que os atos de violência que desencadearam por toda Venezuela entre a madrugada de segunda-feira e a manhã de terça não tenham sido orquestrados por ele.

Aliás, ao recuar da manifestação que convocara para esta quarta-feira, o candidato derrotado parece ter percebido que sua exortação aos seus seguidores poderia leva-lo às barras da lei, porque sua primeira convocação teve como saldo, até agora, sete mortos e incontáveis atos de vandalismo por toda a Venezuela.

Uma onda de vandalismo e violência tomou o país vizinho. Sete seguidores de Nicolás Maduro foram assassinados nos estados Zulia, Táchira e em Caracas, e 61 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade.

Ao todo, nove estados reportaram agressões de variados tipos. A mais macabra, porém, foi a de um seguidor de Maduro que foi queimado vivo.

Segundo relatos do governo venezuelano, os assassinados tentaram defender unidades dos programas sociais Pdval, CDI e Mercal, que oferecem de atendimentos de saúde por médicos cubanos a venda de alimentos por preços mais baratos que os do comércio.

Segundo relatos do governo venezuelano, os estados atingidos pela onda de violência foram Caracas, Carabobo, Miranda, Barinas, Mérida, Lara, Táchira, Sucre e Zulia. Os primeiros ataques de seguidores de Capriles foram aos CDIs, centros de atendimento médico.

Os CDIs são dirigidos por médicos cubanos e até pacientes teriam sido atacados.

Há relatos, também, de ataques a tevês e rádios comunitárias simpatizantes do governo. As tevês estatais Venezolana de Televisión (VTV) e Telesur foram cercadas pelas hordas oposicionistas e só não as atacaram porque a polícia interveio.

Várias sedes do partido do governo, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), teriam sido depredadas e incendiadas. Praças públicas e pontos de ônibus teriam sido destruídos. Entregas de alimentos nos mercados do governo teriam sido impedidas e a mercadoria roubada pela horda ensandecida.

O governo venezuelano e incontáveis matérias nas tevês estatais reportam que tudo que tivesse o logotipo do governo era atacado pelos que, alegadamente, foram às ruas, sob instigação de Capriles, para promover um “panelaço pacífico”.

As redes estatais inclusive mostraram imagens de depredação nos centros médicos do estado Miranda, governado por Capriles, identificando-os como sendo os de La Limonera e de Trapichito. Esses ataques teriam resultado em 3 mortos que tentaram defender as instalações.

Outros relatos dão conta de ataques no estado Carabobo, na cidade de Valencia – onde este blogueiro esteve várias vezes a trabalho. Lá, oito centros médicos teriam sido atacados e um deles, incendiado.

Os mortos têm até nome. Um deles é o dirigente do PSUV Henry Rangel. No estado Zulia, outro militante do PSUV foi assassinado diante da sede do Conselho Nacional Eleitoral, quando os seguidores de Capriles ali protestavam e a vítima os xingou. Em Caracas, o militante do PSUV Luis Ponce também foi assassinado enquanto tentava defender o centro médico de La Limonera.

Aliás, o uso do condicional, aqui, é mera formalidade, pois a Telesur mostrou imagens de depredações ao longo da última terça-feira e 135 agressores foram presos em flagrante.

Se quiserem argumentar que é tudo invenção do governo, as imagens e as centenas de testemunhas provam que violência houve. Podem, então, argumentar que foi o governo que pôs hordas nas ruas para praticarem violência e pôr a culpa na oposição, mas há gente presa em flagrante, acusada de assassinatos e, segundo o governo, com filmagens e fotos das agressões.

Seja como for, haverá tempo de sobra para deslindar esses ataques. E a extensa cobertura de redes de televisão e jornais internacionais facilitará ainda mais o esclarecimento desses fatos.

O que não se pode aceitar, porém, é que fatos dessa gravidade sejam literalmente ocultados pela dita grande imprensa brasileira, que se limitou a relatar que houve “choques” com “7 mortos” na Venezuela por ação “dos dois lados”.

Não há relatos de ataques promovidos pelo governo, não há depredações de sedes de partidos de oposição, não há um só nome de um morto da oposição, não há uma só imagem em foto ou vídeo de governistas praticando violência ou vandalismo.

O Jornal Nacional, em sua edição de terça-feira, ocultou tudo isso. A Folha de São Paulo, na edição desta quarta-feira, não dá um só detalhe sobre as vítimas fatais e sobre os atos dos oposicionistas. Os outros grandes meios de comunicação brasileiros fizeram exatamente o mesmo.

O público desses veículos não sabe um dado crucial: todos os assassinados são governistas. Todos.

Há corpos, há nomes dos corpos e nenhum deles é da oposição. Há sedes do partido do governo e unidades de programas sociais do governo depredados e basta ir a eles e comprovar.

Inclusive, o mero exercício da lógica permite entender que o governo não teria por que promover uma farsa dessa magnitude, pois venceu a eleição. A quem interessa o caos? Aos que perderam, claro. Ao governo interessa a tranquilidade diante do resultado.

Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil.

3 horas atrás

Os trabalhadores e a política monetária

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Vagner Freitas, no sítio da CUT:

Promover o desenvolvimento do Brasil deve ser um objetivo permanente. Para isso, não há mágica e, sim, muita competência técnica e alta capacidade política para superar os obstáculos e desafios. É tarefa de todos reunir forças sociais que apostam no desenvolvimento produtivo, na inovação e incremento da produtividade, na distribuição de renda, na qualidade do emprego e na superação das desigualdades.

Nos últimos dias, colunistas e economistas, que repercutem os anseios de rentistas ávidos por manter e recuperar ganhos financeiros, reacenderam o debate sobre as soluções para resolver o problema da inflação. O fato é que a queda dos juros reais de 8% para 2% com a redução da taxa Selic para 7,25% e a elevação da taxa de inflação, que atingiu um patamar próximo ao teto da meta (6,5%), tem provocado forte reação daqueles que vivem do ganho financeiro. O Brasil que queremos e estamos construindo tem a dura tarefa de deslocar a riqueza financeira para o investimento produtivo e atenção social, o que requer muita determinação dos gestores da política econômica.

É forte a pressão para que o Conselho de Política Monetária eleve a taxa básica de juros (Selic), recompondo as expectativas do mercado – leia-se, repondo os ganhos especulativos desejados, supostamente trazendo a inflação para o centro da meta. O resultado dessa medida para a sociedade é a queda na atividade econômica, a redução da produção, do desemprego, dos salários e da receita pública, entre outras mazelas. Um custo social e econômico elevadíssimo. A sociedade precisa dizer que não quer isso!

A inflação em março foi de 0,47%, acumulando em 12 meses 6,59%. Apesar de no mês de março a inflação estar ligeiramente acima do teto, o Banco Central indica que a inflação irá arrefecer – a taxa anual de 2013 deve fechar em cerca de 5,68% (Boletim Focus, 12/04/13). O que explica os atuais índices da inflação são a subida dos preços agrícolas e dos serviços. No caso do mercado internacional, há as commodities agrícolas indexadas ao dólar que cresceram muito, mas os preços têm caído nos últimos meses. Quanto aos hortifrutigranjeiros, alguns na entressafra e outros impactados por fatores climáticos, terão queda nos preços com a entrada da nova safra. Há ainda os preços das escolas, dos planos de saúde, das tarifas de transporte público, entre outros, que sazonalmente impactam as taxas de inflação no início de cada ano. Mesmo com este comportamento dos preços a inflação atingiu o teto da meta, porém com indicações claras de que deverá começar a cair nos próximos meses. Nada, aliás, muito diferente do que se observou nos últimos anos no país. Nenhum desses componentes são sensíveis aos juros, duro remédio para reduzir a atividade econômica contra uma inflação de demanda que, claramente, não é o nosso caso. O enfrentamento é outro!

Nos últimos anos, o país tem feito grande esforço para recuperar a capacidade de promover crescimento com base na ampliação da capacidade produtiva de bens e serviços, na infraestrutura, na inovação e na produtividade, entre outros. Os recentes indicadores de elevação da taxa de crescimento econômico revelam leves sinais dessa perspectiva. Promover e sustentar essa nova dinâmica de crescimento econômico deve ser a tarefa prioritária da política econômica brasileira. Lembremo-nos que a experiência de aumento da taxa de juros para combater um “possível descontrole inflacionário”, no início de 2011, desestimulou o crescimento econômico que apresentou baixas taxas deste então.

Para enfrentar a inflação propomos que sejam aprofundadas medidas como: 1) a desoneração dos itens da cesta básica, incluindo impostos estaduais e municipais; 2) a ampliação da capacidade de atuação da Companhia de Nacional de Abastecimento (Conab) por meio de estoques reguladores para estabilização dos preços ao consumidor; 3) atenção aos crescentes movimentos de concentração de mercado ocorridos no país – fusões e aquisições -, principalmente no que diz respeito ao poder de mercado e capacidade desses grandes grupos de influenciar os preços de mercado; 4) avançar na desindexação de contratos e tarifas públicas. Além, evidente, da ampliação da infraestrutura produtiva e social que, entre outros efeitos, reduz custos e preços.

Todas estas medidas, associadas às que já vêm sendo adotadas pelo Banco Central e pelo governo federal, são importantes para conter a inflação sem interromper o processo de crescimento que se desenha para 2013, porque atuaria em fontes estruturais do processo inflacionário.

Entendemos que o tema da inflação deva receber atenção prioritária da política econômica, porque, nós, os trabalhadores, sabemos muito bem o que ela significa em termos de transferência de renda. Entretanto, há outros objetivos prioritários que precisam ser considerados na escolha da política econômica de forma a produzir o crescimento, o emprego e a distribuição de renda, elementos essenciais para dinamizar as transformações no sentido do desenvolvimento social.

Por tudo isso, os trabalhadores esperam que a presidenta Dilma Rousseff e as autoridades monetárias atuem com determinação e em sintonia com as expectativas dos diversos segmentos da sociedade, não cedendo à pressão da especulação financeira.

4 horas atrás

O pacto do latifúndio com o Judiciário

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por João Pedro Stedile, no jornal Brasil de Fato:

Uma marcha pacífica com mais de mil trabalhadores rurais organizados pelo MST percorria uma rodovia de Parauapebas a Marabá em 17 de abril de 1996. Foram encurralados por dois batalhões da Policia Militar, em uma no localidade conhecida como Curva do S, no município de Eldorado de Carajás. Um batalhão saíra de Parauapebas e outro de Marabá, apoiados por caminhões boiadeiros, que trancaram a estrada dos dois lados.

Assim começou um massacre premeditado, realizado para dar uma lição naqueles “vagabundos vindos do Maranhão”, como expressaram os policiais nos autos dos processos. Os policiais saíram dos quartéis sem identificação na farda, com armamento pesado e balas verdadeiras. O comando de Marabá chegou a avisar o Pronto Socorro e o Instituto Médico Legal (IML) para ficarem de plantão…

O julgamento demonstrou que, além das ordens explícitas de Paulo Sette Câmara, secretário de segurança do governo tucano de Almir Gabriel, a empresa Vale do Rio Doce financiou a operação, cobrindo todos os gastos, porque o protesto dos sem-terra na rodovia atrapalhava a circulação de seus caminhões.

O resultado foi 19 mortos no ato, sem direito a defesa, 65 feridos incapacitados para o trabalho e dois mortos dias depois. O líder Oziel da Silva, com apenas 19 anos, foi preso, algemado e assassinado a coronhadas, na frente dos seus companheiros, enquanto um policial mandava que gritasse “Viva o MST”.

Esses episódios estão registrados em mais de mil páginas dos autos do processo e foram descritos no livro “O Massacre”, do jornalista Eric Nepomuceno (Editora Planeta). Passados 17 anos, foram condenados apenas os dois comandantes militares, que estão recolhidos em algum apartamento de luxo dos quartéis de Belém. 

O coronel Pantoja ainda tenta se livrar da prisão e pede para cumprir a pena de 200 anos em regime domiciliar. Os demais responsáveis no governo federal e estadual e empresa Vale foram inocentados. A Justiça se contentou em apresentar à sociedade dois bodes expiatórios.

Impunidade dos latifundiários

No Brasil inteiro, o cenário é o mesmo: desde a redemocratização, foram assassinados mais de 1.700 lideranças de trabalhadores e apoiadores da luta pela terra. Somente 91 casos foram julgados. Apenas 21 mandantes foram condenados.

O Massacre de Carajás se inscreve na prática tradicional dos latifundiários brasileiros, que com seus pistoleiros fortemente armados ou por meio do controle da Polícia Miliar e do Poder Judiciário, se apropriam de terras públicas e mantêm privilégios de classe, cometendo sistematicamente crimes que ficam impunes.

A atuação do latifúndio corresponde à correlação de forças políticas. Durante o governo José Sarney, diante do avanço das lutas sociais e da esquerda, organizou a UDR (União Democrática Ruralista). Com isso, se armou até os dentes, desrespeitando todas as leis. Foi o período com o maior número de assassinatos. Os fazendeiros chegaram à petulância de lançar seu próprio candidato à Presidência, Roberto Caiado, que foi solenemente condenado pela população brasileira ao receber apenas 1% dos votos.

Nos governos Fernando Collor e FHC, com a derrota do projeto democrático-popular e da luta social que se aglutinava ao redor da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, os latifundiários se sentiram vitoriosos e utilizaram sua hegemonia no Estado para controlar a manu militari a luta pela terra. Nesse período, aconteceram os massacres de Corumbiara (RO), em 1995, e de Carajás.

Lula chegou ao governo, em 2003, quando parte dos latifundiários tinha se modernizado e preferiu fazer uma aliança com o governo, apesar de ter apoiado a candidatura de José Serra. Em troca, recebeu o Ministério da Agricultura. Um setor mais truculento e ideológico resolveu dar uma demonstração de força e mandar avisos para demonstrar “quem de fato mandava no interior e nas terras”, ainda mais depois de Lula colocar o boné do MST.

Nesse contexto, aconteceram dois novos massacres, com ares de perversidade. Em 2004, a poucos quilômetros do Planalto Central, no município de Unaí (MG), uma quadrilha de latifundiários mandou assassinar dois fiscais do Ministério do Trabalho e o motorista da viatura, quando o grupo se dirigia a uma fazenda para fazer uma inspeção de trabalho escravo. Um dos fazendeiros se elegeu prefeito da cidade pelo PSDB e, até hoje, o crime está impune. O Estado não teve coragem de defender seus servidores.

O segundo massacre foi em novembro de 2005, no município de Felisburgo (MG), quando o fazendeiro-grileiro Adriano Chafik resolveu acabar com um acampamento do MST. Chafik foi com seus pistoleiros à fazenda e comandou pessoalmente a operação em um sábado à tarde. No ataque, deram tiros em direção às famílias, colocaram fogo nos barracos e na escola. O saldo foi o assassinato de mais cinco trabalhadores rurais e dezenas de feridos. Depois de oito anos de espera, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais marcou o julgamento do fazendeiro para 15 de maio, em Belo Horizonte. Esperamos que a justiça seja feita.

Os fazendeiros truculentos – que felizmente não são a maioria – agem assim, porque têm certeza absoluta de sua impunidade, graças ao conluio que mantêm com os poderes locais e com o Poder Judiciário. Agora, nos últimos anos, seu foco está voltado para o Poder Legislativo, onde mantêm a chamada Bancada Ruralista, para mudar leis e para se proteger da lei vigente.

Já fizeram as mudanças no Código Florestal e impedem a implementação da lei que obriga a desapropriação das terras dos fazendeiros que exploram o trabalho escravo. A cada ano, a Policia Federal liberta em média dois mil seres humanos do trabalho escravo. No entanto, os latifundiários continuam com essa prática, apoiados na impunidade do Poder Judiciário.

Tiveram a coragem de encaminhar projetos de lei que contrariam a Constituição para impedir a demarcação das terras indígenas já reconhecidas, legalizar o arrendamento das áreas demarcadas e permitir a exploração dos minérios existentes. Foram apresentados projetos também para travar a titulação de terras de comunidades quilombolas.

Uma série de projetos foi apresentada para liberar o uso de agrotóxicos proibidos na maioria dos países, classificados pela comunidade cientifica como cancerígenos, e para impedir que os consumidores saibam quais produtos são transgênicos. Por que não querem colocar no rótulo nos produtos transgênicos, já que garantem segurança total para a saúde das pessoas?

A sanha da ganância dos fazendeiros não tem limites. No interior, usam com mais frequência a violência física e os assassinatos. No entanto, essa sanha tem consequências diretas para toda a população, pela apropriação das terras públicas, pela expulsão dos camponeses do meio rural que incha as favelas e pelo uso indiscriminado dos agrotóxicos, que vão parar no seu estômago e causam câncer. Infelizmente, tudo isso é acobertado por uma mídia servil e manipuladora da opinião pública.

4 horas atrás

A violência e a impunidade no campo

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Iris Pacheco, no sítio do MST: 
A tensão causada pela disputa por terras tem se agravado e elevado o número de mortos em conflitos fundiários no Brasil. Na maioria dos casos o poder judiciário omite sua responsabilidade em solucionar de assegurar aos trabalhadores e trabalhadoras rurais a garantia do direito à terra.

Em 2012, o número de assassinatos no campo cresceu 10,3% em relação a 2011, subindo de 29 para 32. As mortes aconteceram, em sua maioria, no Pará e em Rondônia, estados onde os conflitos por terras e as disputas em torno da exploração ilegal de madeira têm recrudescido nos últimos anos. No país, de 2000 a 2012, os conflitos agrários provocaram 458 mortes.

Para Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, “é preciso combater a impunidade contra a violência do latifúndio. Os dados dos conflitos no campo atestam o crescimento de crimes referentes à violação dos direitos humanos e conflitos agrários. Enquanto isso o judiciário permanece complacente na hora de julgar o latifundiário”.

Abaixo, os assassinatos mais recentes e simbólicos daqueles que dedicaram sua vida lutando pela terra:

Rio de Janeiro

Cícero Guedes – Trabalhador rural e militante do MST

Em janeiro de 2012, Cícero Guedes foi assassinado por pistoleiros, nas proximidades da Usina Cambahyba, no município de Campos dos Goytacazes (RJ). Cícero foi baleado com tiros na cabeça quando saía do assentamento de bicicleta.

A usina é um complexo de sete fazendas que totaliza 3.500 hectares. O local tem um histórico de 14 anos de luta pela terra. Em 1998 a área recebeu Decreto de Desapropriação para fins de Reforma Agrária. No entanto, até hoje a desapropriação não ocorreu.

Regina dos Santos Pinho – Militante do MST e CPT

Onze dias após a execução de Cícero Guedes, Regina dos Santos, é encontrada em sua residência com um lenço vermelho amarado no pescoço e seminua. Residente no assentamento Zumbi dos Palmares, Regina sempre contribuiu na militância do movimento e era referência em agroecologia no assentamento.

Pará

Massacre de Eldorados dos Carajás

Emblemático por ser considerado o maior caso contemporâneo de violência no campo, o Massacre de Eldorados dos Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, resultou em 21 mortos e 37 feridos de bala. A ação policial se utilizou de 155 homens de dois grupos da Polícia Militar do Pará para atacar os Sem Terras.

Em maio de 2002, em Belém, o coronel Mario Colares Pantoja, foi condenado a 280 anos de prisão pelo tribunal do júri e pelo assassinato dos trabalhadores. Mesmo sendo condenado, o réu só foi cumprir pena no Centro de Recuperação Anastácio das Neves (Crecran) em 7 de maio de 2012, 10 anos depois.

Mamede Gomes de Oliveira – Trabalhador rural e militante do MST

Em dezembro de 2012, “seu Mamede” foi assassinado dentro de seu lote na região metropolitana de Belém, com dois tiros disparados por Luis Henrique Pinheiro, preso logo após o assassinato.

Mamede era uma grande referência na prática da Agroecologia e criou o Lote Agroecológico de Produção Orgânica (Lapo), onde desenvolvia experiências de agricultura familiar para comercialização e consumo próprio.

José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva – Extrativistas

O casal de extrativistas foi assassinado em maio de 2011, no interior do Projeto de Assentamento Praia Alta Piranheira, município de Nova Ipixuna, Sudeste do Pará.

Dois anos depois, o júri popular absolveu José Rodrigues Moreira, apontado pelo Ministério Público como mandante da morte do casal. O mesmo júri condenou a 42 anos e oito meses o irmão dele, Lindonjonson Silva Rocha, por ter armado a emboscada, e Alberto Lopes Nascimento, a 45 anos, como autor do duplo homicídio.

Ainda aguarda o julgamento de Gilsão e Gilvan, proprietários de terras no interior do Assentamento, que também teriam participado do crime como mandantes.

Paraná

Sebastião Camargo – Trabalhador Sem Terra

O trabalhador Sem Terra foi morto durante um despejo ilegal na cidade de Marilena, no Noroeste do Paraná, que envolveu cerca de 30 pistoleiros, entre eles Augusto Barbosa da Costa e Marcos Prochet, autor do disparo que matou o agricultor, todos integrantes de milícia organizada pela União Democrática Ruralista (UDR). Além do assassinato de Camargo, 17 pessoas, inclusive crianças, foram feridas durante a ação truculenta.

O julgamento dos acusados de assassinar Sebastião Camargo, que estava previsto para fevereiro desde ano, foi mais uma vez adiado.

José Alves dos Santos e Vanderlei das Neves – Trabalhadores rurais

Em 16 de janeiro de 1997, cerca de dez trabalhadores foram alvejados por tiros em uma lavoura de milho. Na ocasião, além de Neves e Santos, que morreram no local, José Ferreira da Silva, 38 anos, também foi ferido com um tiro de raspão no olho.

O crime aconteceu na Fazenda Pinhal Ralo, em Rio Bonito do Iguaçu, da empresa Giacometi Marondin (atual Araupel). Os acusados, Antoninho Valdecir Somenzi, 57 anos, e Jorge Dobinski da Silva, 69 anos, foram absolvidos pelo júri, que alegou falta de provas para atribuir os crimes aos suspeitos.

Valmir Motta de Oliveira (Keno)

Em 2007, Valmir Motta de Oliveira, conhecido como Keno, foi morto por pistoleiros, quando o MST ocupou a área da empresa Syngenta, em Santa Tereza do Oeste, para denunciar a transnacional pela realização de testes ilegais com transgênicos nas proximidades do Parque Nacional do Iguaçu.

Bahia

Fábio Santos da Silva – Militante do MST

Fábio foi assassinado por pistoleiros com 15 tiros, no início desde mês de abril, no município de Iguaí, região sudoeste da Bahia. Os militantes do MST da região começaram a sofrer ameaças dos latifundiários, desde o ano de 2010, quando famílias acampadas no Acampamento Mãe Terra realizaram diversas ocupações.

Minas Gerais

Massacre de Felisburgo

Foi em novembro de 2004. Cinco Sem Terra foram assassinados por jagunços armados, que invadiram o acampamento Terra Prometida, em Felisburgo, na região do Vale do Jequitinhonha (MG). Outros 20 ficaram gravemente feridos, barracos e plantações foram queimados.

O latifundiário mandante do crime, Adriano Chafik, proprietário da fazenda Nova Alegria, ocupada havia dois anos por 230 famílias do MST, confessou publicamente ser o mandante da chacina.

Nove anos depois, o julgamento, inicialmente previsto para janeiro deste ano, foi finalmente marcado para o dia 15 de maio, em Belo Horizonte.

Chacina De Unaí

Em Janeiro de 2004, quatro servidores da Delegacia Regional do Ministério do Trabalho foram assassinados quando apuravam uma denúncia de trabalho escravo em fazendas do agronegócio, na zona rural de Unaí, noroeste de Minas Gerais. A “Chacina de Unaí” motivou a celebração do dia 28 de janeiro como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

4 horas atrás

Verdades sobre a eleição na Venezuela

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Salim Lamrani, no sítio Opera Mundi:

1. Nicolás Maduro conseguiu 7.505.338 votos, ou seja, 50,66% dos sufrágios.

2. Henrique Capriles conseguiu 7.270.404 votos, ou seja, 49,07%.

3. 38.756 eleitores votaram em branco ou anularam, ou seja, 0,36%.

4. A participação eleitoral foi de 78,71%.

5. Apenas 234.935 votos, ou seja, uma porcentagem de 1,59%, separam os dois candidatos.

6. Todas as pesquisas de opinião que apontavam a vitória de Maduro com uma margem de 10 a 20 pontos se mostraram falsas.

7. O resultado apertado não coloca em dúvida a legitimidade de Nicolás Maduro. A título de comparação, na França, durante as últimas eleições presidenciais de maio de 2012, a diferença entre François Hollande e Nicolas Sarkozy foi de apenas 3,28%.

8. Maduro venceu em 16 dos 24 estados.

9. Capriles conseguiu a vitória em 8 estados.

10. Os observadores internacionais, entre os quais da União Europeia e da União das Nações Sul-Americanas, reconheceram a transparência das votações.

11. Henrique Capriles se nega a reconhecer a vitória de seu rival até que haja uma recontagem de votos.

12. Nicolás Maduro aceitou a recontagem de votos.

13. Max Lesnik, diretor da Rádio Miami, onde vive uma forte comunidade venezuelana favorável a Capriles, declara que o resultado apertado confirma a validade das eleições. Segundo ele, “ninguém assaltaria um banco para roubar mil dólares quando tem a possibilidade de roubar um milhão. Ninguém organizaria uma frande para conseguir menos de 300.000 votos”.

14. A título de comparação, em outubro de 2012, Hugo Chávez derrotou seu rival Henrique Capriles com 8.191.132 votos, ou seja, um total de 55,07%.

15. Capriles obteve 6.591.304 votos, ou seja, 44,31%.

16. 1.599.828 votos separavam ambos os candidatos, ou seja, uma porcentagem de 10,76%.

17. A participação eleitoral foi de 80,48%.

18. Chávez conseguiu a vitória em 21 estados.

19. Capriles ganhou em apenas três estados.

20. Assim, em um período de seis meses, o campo chavista perdeu 685.784 votos.

21. Por sua vez, Capriles ganhou 679.099 votos.

22. A imensa maioria desses 685.784 eleitores que votaram em Chávez em outubro de 2012 e não votaram em Maduro, escolheram Henrique Capriles em 14 de abril de 2013.

23. Apesar das impressionantes políticas sociais elaboradas a favor das categorias mais desfavorecidas, que permitiram reduzir a pobreza e elevar de modo substancial o nível de vida dos mais pobres, é evidente que um número importante destes escolheram votar no candidato de direita.

24. A campanha eleitoral de 2013 do candidato Capriles, muito mais agressiva que a de 2012, foi um sucesso.

25. Ao contrário, a campanha eleitoral do novo Presidente da República Bolivariana da Venezuela foi um estrondoso fracasso.

4 horas atrás

A irresponsabilidade de Capriles

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Capriles está confirmando a lendária má fama da direita venezuelana com suas palavras e ações irresponsáveis.

Na confusão que ele está armando por não aceitar a derrota nas urnas, venezuelanos estão morrendo.

Capriles chegou perto, mas perdeu. Seu adversário na recente disputa pelo governo do estado de Miranda não teve o mesmo comportamento destrutivo ao ser batido por apenas 45.000 votos. 
Os Estados Unidos, sempre de olho no petróleo venezuelano do qual desfrutaram por tantos anos enquanto a população local era reduzida à pobreza extrema, se apressaram em incentivar Capriles.

Para sorte dos venezuelanos, hoje existe contraponto à pressão americana entre os vizinhos da Venezuela.

Lula, com acerto, disse que os americanos deviam parar de se meter na vida alheia. Obama mesmo, no voto popular, venceu Romney por uma diferença porcentual parecida com a obtida por Maduro.

E ninguém sugeriu que os americanos recontassem os votos.

A postura de donos do mundo causa mais e mais engulhos planetariamente. Na era da internet, correm o mundo as informações sobre as reais motivações americanas com sua predadora política externa.

Quem acredita nos campeões da liberdade acredita em tudo, para usar a grande expressão de Wellington.

Os americanos cometem mais um desatino ao se alinhar às encrencas de Capriles.

Capriles teve tudo para ganhar, esta é a verdade. Mas não ganhou. Os chavistas sem Chávez, para usar uma comparação futebolística, eram como o Barcelona sem Messi.

E ainda assim Capriles perdeu – em eleições chanceladas por Jimmy Carter e acompanhadas por observadores internacionais de reputação irreprochável.

Recontagem de votos, como ele exige? Ora, quem garante que numa recontagem o poderoso grupo de interesses que ele representa não promova alguma fraude? E então seria a vez de Maduro exigir a recontagem da recontagem. A exigência de Capriles – além do mais covarde, porque é inimaginável que ele a fizesse perante Chávez – é uma insanidade. Levaria a Venezuela a contar votos em vez de trabalhar para resolver tantos problemas.

Sem o charme e o carisma de Chávez, sem a sua presença para orientá-lo, sem experiência em palanque, sem traquejo político, Maduro ganhou uma disputa que, a rigor, tinha tudo para perder.

Ganhou por causa da semente da justiça social legada por Chávez.

Agora, seu desafio, como legítimo presidente, é cuidar que essa semente não se perca.

5 horas atrás

O significado da vitória de Maduro

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Editorial do sítio Vermelho: 
Com uma participação acima dos 78% do eleitorado, a Venezuela viveu neste domingo (14) mais uma festa democrática, culminando uma campanha eleitoral que só ocorreu devido a uma fatalidade – a morte do comandante-presidente Hugo Chávez, em 5 de março último. A participação maciça, a mobilização popular, o vigor democrático das massas, o ambiente de tranquilidade e paz, o perfeito funcionamento do sistema de votação e apuração – atestado por observadores internacionais – são fatos reveladores do amadurecimento da democracia na Venezuela, um dos resultados mais significativos da colossal Revolução Bolivariana iniciada e dirigida pelo ex-presidente.

O candidato chavista Nicolás Maduro venceu o pleito por estreita margem – menos de 2% – impondo mais uma derrota ao concorrente Henrique Capriles, um açodado, aventureiro e ambicioso líder direitista, antichavista até a medula, que não hesitou em especular com a memória, a imagem e a simbologia do líder, querido pelas massas, a fim de tergiversar e confundir.

A vitória de Nicolás Maduro representa a continuidade da construção da pátria venezuelana segundo os princípios e objetivos da Revolução Bolivariana, que ingressa em nova etapa. A Revolução está longe de ter chegado ao final e se pode dizer mesmo, se se analisa com a perspectiva histórica, que apenas começou. 

O fio condutor do mandato de Maduro, que segundo a Constituição irá até 2019, será, como ele próprio anunciou, o Plano da Pátria, a mesma plataforma política, econômica e social anunciada por Chávez na campanha eleitoral vitoriosa de 7 de outubro do ano passado, que prevê o desenvolvimento econômico, o aprofundamento de políticas sociais inclusivas e de universalização de direitos, o fortalecimento da soberania nacional, o aumento do protagonismo popular, a ampliação da integração latino-americana e caribenha, a luta anti-imperialista no plano internacional e o aprofundamento do caminho para o socialismo. 

A vitória de Nicolás Maduro, à frente do Grande Polo Patriótico – coalizão das forças patrióticas, populares, democráticas, socialistas, revolucionárias e comunistas – credencia o país a dar passos seguros nessa direção. A estreita margem com que foi alcançada em nada diminui o seu alcance nem muito menos ensombrece a perspectiva.

Em 14 anos, o chavismo venceu 17 de 18 eleições disputadas, perdendo apenas uma consulta popular sobre a emenda de determinados artigos da Constituição. É isto que atesta o vigor político do chavismo e o respaldo do povo a essa corrente de pensamento e ação. 

A margem estreita da vitória mostra a dimensão e a complexidade dos desafios a enfrentar. No discurso que pronunciou logo após a proclamação dos resultados, Maduro se mostrou consciente deles e disposto a “construir um governo poderoso, do povo, construir uma nova, ampla e poderosa maioria da Revolução Bolivariana”. Referiu-se também à necessidade de “empreender mudanças”, “renovar e dar novo impulso à revolução”. Nestes dois enunciados – a construção de nova, mais ampla e poderosa maioria política e a renovação e impulso ao processo revolucionário – podem estar a chave para a nova arrancada do chavismo, o que implica a consolidação e o aprofundamento das conquistas.

Em face de mais uma vitória da Revolução Bolivariana, as forças da oposição anunciaram sua disposição para fabricar crises, usando o apoio que obtiveram junto a quase metade do eleitorado, para questionar o resultado, turvar as águas e levar o país a mergulhar no que supõem ser o imponderável que lhes propiciaria empalmar o poder pela via do golpe. 

Mas na Venezuela Bolivariana há fatores previsíveis a favor da neutralização e derrota de intentonas golpistas – a enorme capacidade de mobilização popular, a força das ideias do chavismo, a legitimidade da Constituição Bolivariana e a adesão das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas à Revolução.

5 horas atrás

Joaquim Barbosa e o estilo MMA

por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Wálter Maierovitch, na revista CartaCapital:

Ao tomar posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o novo ministro fica a saber quando ocupará a presidência. Isso é assim porque no Pretório excelso vigora, por tradição, o critério do rodízio no cargo. Nenhum ministro, em eleição presidencial, foi reprovado por faltar inadequação à função presidencial, que, além de jurisdicional, é administrativa e de representação: o presidente do STF representa o Poder Judiciário.

Caso o ministro eleito possua pouca idade, poderá ocupar várias vezes a presidência. Mais ainda, o presidente do STF será também presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão sem função jurisdicional e considerado de controle externo, apesar de contar na sua composição com maioria de magistrados.

O ministro Joaquim Barbosa foi por unanimidade eleito presidente. Naquela ocasião, até as togas usadas pelos ministros sabiam não possuir Barbosa “cacoete” para o encargo. Para se manter a tradição e referente a Barbosa, os ministros votantes colocaram de lado os quesitos do trato urbano e da compostura.

Os que acompanharam o julgamento do processo criminal apelidado de “mensalão” puderam notar as grosserias do relator Barbosa, e isso quando dos seus dissensos com o revisor Lewandowski, outros colegas do STF e até com defensores de réus. O ministro Marco Aurélio, em sessão plenária, chegou a recomendar a Barbosa parar de empregar linguajar inapropriado à Corte excelsa.

Nesta semana, Barbosa reuniu-se com os dirigentes de três associações de magistrados. Por ter sido contrariado, ele encerrou abruptamente o encontro. Tudo se deu após Barbosa ter afirmado que os líderes associativos haviam atuado de forma “sorrateira e na surdina” na aprovação da emenda constitucional referente à criação de quatro tribunais federais. Só para lembrar, o projeto dessa emenda data de 2002. Não bastasse, Barbosa fez graça ao ressaltar que as sedes desses quatro tribunais seriam em “resorts e grandes praias”. Para o bom entendedor, sinecuras.

No particular, Barbosa desconsiderou o princípio da separação e da harmonia dos Poderes, pois uma emenda constitucional compete, observado o devido processo legislativo, ao Congresso Nacional. Fora isso, entidades classistas estão legitimadas a apoiar, apesar do custo elevadíssimo, medidas entendidas como úteis à melhor distribuição da Justiça, sem precisar do beneplácito do presidente do STF.

No Judiciário, é comum o uso de expressões latinas, tipo data venia e cum grano salis. Para usar de uma imagem, Barbosa prefere recorrer ao estilo de lutador de MMA, na base do pontapé. Em Portugal e no popular, entraria para a categoria de “juiz coiceiro”. Assim, Barbosa nocauteia os seus próprios argumentos. Um exemplo: há poucos dias, o presidente do STF falou em “conluio” entre juízes e advogados. Perante a opinião pública, Barbosa generalizava. Na verdade, ele se referia ao polêmico conselheiro e desembargador Tourinho Neto. De maneira disfarçada, Tourinho pediu a um colega de conselho, representante da Ordem dos Advogados do Brasil, para apreciar uma postulação liminar da sua filha. Ela, juíza inscrita para remoção de circunscrição judiciária e com postulação a afrontar as normas reguladoras do concurso de transferência.

Nesse caso, Barbosa perdeu a oportunidade de recordar à sociedade civil alguns precedentes também escandalosos e que resultaram em nada. Gilmar Mendes, por exemplo, como revelou a revista Piauí, desfrutou, quando das núpcias, da mordomia ofertada pelo jurista Sérgio Bermudes, advogado com uma pletora de causas no STF. E não se deve olvidar o “boca-livre” aceito pelo ministro Dias Toffoli, em badalada ilha italiana e quando das bodas de um advogado atuante no STF.

Por outro lado, o estilo Barbosa muitas vezes afronta o bom senso e atropela a garantia constitucional da ampla defesa. Enquanto ministros descumprem, em razão da complexidade, o regimento do STF sobre o prazo para entrega de votos no caso do “mensalão”, Barbosa indeferiu pedido de dilação de prazo pela defesa. O exíguo quinquídio regimental estabelecido para a defesa técnica não pode prevalecer para um processo do porte, particularidades e repercussão do “mensalão”, com 25 réus condenados.

Nesse clima criado por Barbosa, os detentores de artes do mitológico Procusto, com o desprestigiado procurador-geral Gurgel à frente, cogitam do não recebimento do recurso regimental denominado embargos infringentes, cabível quando quatro ministros proferem votos absolutórios sobre determinada acusação. Pelo regimento, um novo relator é sorteado e trata-se, como já alertou o ministro Celso de Mello, de uma maneira, em caso de processo em única instância por força de foro privilegiado, de se garantir um reexame, ou seja, uma forma de se atender ao universal princípio do duplo grau de jurisdição. Aliás, a Justiça criminal tem por objetivo primordial não deixar impunes os crimes e não punir inocentes.

Especial Demarcação: povos indígenas sofrem com preconceito e violência

por racismoambiental
 

Ataques a comunidades, ameaças de morte e homicídios estão na lista das barbáries

Nizio Gomes, líder indígena de aldeia de Amambai, em Mato Grosso do Sul

MPF

As investigações do Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) revelaram que fazendeiros da região haviam planejado a retirada da comunidade indígena do acampamento Guaiviry, localizado na mata da fazenda Nova Aurora, entre os municípios de Ponta Porã e Aral Moreira. No total, 19 pessoas foram denunciadas e respondem por crimes relacionados à tentativa de expulsão dos indígenas. Entre os réus, estão fazendeiros, advogados e um secretário municipal, além do proprietário e de funcionários de uma empresa de segurança privada. A notícia teve repercussão internacional e trouxe à tona um problema muito comum.

O MPF, um dos órgãos responsáveis pela defesa dos direitos indígenas, aproveita o Dia do Índio, 19 de abril, para intensificar uma discussão muito importante: a garantia das terras que os povos indígenas tradicionalmente ocupam. Na terceira matéria da Série Demarcação, conheça casos de preconceito, descriminação e violência que a luta por territórios ocasiona, como o que terminou com a morte de Nízio.

Segundo o procurador da República Leandro Mitidieri, “a violência contra os índios é uma das mais invisíveis vertentes da violência no campo, pois pouco aparece nas estatísticas. Combina dois elementos explosivos no Brasil: a terra e a etnia. Além da violência empregada diretamente pelos representantes dos interesses econômicos, há uma outra forma de violência indireta que é o fomento de conflitos internos, com consequências terríveis de desagregação”. Levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) aponta que, entre 2003 e 2011, foram registradas 503 assassinatos de indígenas no Brasil, média de 55,8 por ano. Apenas no MS, foram 279, ou seja, 55% do total.

No estado, em 2003, foi morto o cacique guarani-kaiowá Marcos Veron. Acampados na Fazenda Brasília do Sul, em Juti, uma área reivindicada como sendo de ocupação tradicional, os kaiowá sofreram ataques de um grupo com entre trinta e quarenta homens armados que havia sido contratado para expulsá-los do local.

No dia 12 de janeiro, um veículo com duas mulheres, um adolescente e três crianças indígenas foi perseguido por oito quilômetros, sob tiros. Na madrugada do dia 13, os agressores atacaram o acampamento, também a tiros. Sete índios foram sequestrados, amarrados na carroceria de uma camionete e levados para local distante da fazenda, onde sofreram sessão de tortura. Um dos filhos de Veron, Ládio, quase foi queimado vivo. A filha dele, Geisabel, grávida de sete meses, foi arrastada pelos cabelos e espancada. Marcos Veron, à época com 73 anos, foi agredido com socos, pontapés e coronhadas de espingarda na cabeça. A causa da morte foi traumatismo craniano.

Para o procurador da República Thiago dos Santos Luz, a demarcação das terras indígenas tradicionais não é conflitante com o desenvolvimento e a necessidade de produção. “Em termos numéricos, os quase setenta mil índios de MS vivem em um território de 613 mil hectares, ocupando cerca de 1,7% da área do estado”, diz. O julgamento dos acusados é um marco histórico e jurídico na luta contra a violência aos indígenas em Mato Grosso do Sul. Em fevereiro de 2011, três réus foram condenados a 12 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por sequestro, tortura e lesão corporal a seis indígenas, além de formação de quadrilha armada e fraude processual. Jorge Insabralde e Estevão Romero foram totalmente condenados de acordo com a denúncia do MPF. Já Carlos Roberto dos Santos foi absolvido de uma das acusações.

Além de violência, os indígenas sofrem com o racismo. Em 2012, o MPF em Dourados iniciou investigação sobre uma ocorrência no site de relacionamentos Facebook. O grupo Brô MC’s, formado por quatro jovens da aldeia Jaguapiru Bororó, participou do programa TV Xuxa, da rede Globo. Logo em seguida, foi posta na rede social uma série de comentário depreciativos. A autora classificou a apresentação do grupo como um “lixo” e chamou os músicos de “índios fedorentos”, além de utilizar palavras de baixo calão.

O Brô MC’s é o primeiro grupo indígena de rap do Brasil. Com letras cantadas em guarani, as músicas falam do cotidiano dos índios, do preconceito e da falta de visibilidade na sociedade. Os integrantes utilizam o rap como uma forma de protesto, além de ajudar a manter a cultura indígena viva.

20 minutos atrás

MPF/MS recorre de decisão que determinou saída de índios de terra ocupada em Caarapó

por racismoambiental
 

Ocupação seguiu-se ao homicídio de jovem indígena pelo proprietário da área

Índios reunidos na tribo em Caarapó. Foto: Michel Filho

MPF

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) recorreu contra a decisão da Justiça que determinou a reintegração de posse da Fazenda Santa Helena, em Caarapó, região da grande Dourados. Parte da área está ocupada por indígenas da etnia guarani-kaiowá desde 17 de fevereiro, após um jovem do grupo ter sido assassinado com um tiro na cabeça. O proprietário da área, Orlandino Carneiro Gonçalves, confessou ser o autor do disparo.

O MPF/MS quer que a Justiça emita nova decisão esclarecendo dois fatos que ficaram omissos. Enquanto não for julgado o recurso, a decisão de reintegração de posse deverá ser suspensa.

No recurso, o MPF/MS pede que a juíza Raquel do Amaral especifique as forças policiais responsáveis pela reintegração de posse da fazenda. “Para se evitar possíveis confrontos e para que haja o adequado cumprimento da medida liminar concedida, de modo que seja preservada a ordem pública e a integridade dos envolvidos, é de suma importância que seja delineado na decisão judicial o modo pelo qual se dará o cumprimento da ordem, tal como a indicação da força policial competente para acompanhar a ação, o quantitativo de agentes e o limite de ação da força policial”, argumenta o recurso.

Perícia antropológica - O MPF/MS também quer que seja esclarecido por que não foi determinada perícia antropológica da área ocupada, pois seria o único meio apto a sanar a questão da tradicionalidade da ocupação pelos indígenas. O recurso do MPF/MS afirma que “em diversos momentos da decisão liminar, (a juíza) expõe que a questão da tradicionalidade da área não restou suficientemente comprovada. No entanto, mesmo reconhecendo controvertido esse ponto e, consequentemente, insuficientes as provas, se omitiu acerca da não necessidade da realização de perícia antropológica”.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) sustentou no processo que “os registros históricos e antropológicos colhidos em pesquisas etno-históricas apontam que a região é e foi tradicionalmente ocupada pelos indígenas, cuja posse permanente é assegurada pela Constituição Federal”.

Para o MPF/MS, “claramente, a Funai apresentou uma questão prejudicial ao julgamento da ação, dado o direito originário dos indígenas sobre as terras que tradicionalmente ocupam e a consequente nulidade dos títulos dominiais incidentes”. Mesmo assim, a questão não foi analisada pela Justiça.

A fazenda é vizinha à reserva Tey Kue, criada em 1924 com cerca de 3,5 mil hectares e onde vivem, segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena, 3 mil pessoas. A área é reivindicada como sendo um tekohá (terra sagrada em guarani).

Referência processual na Justiça Federal de Dourados: 0000646-70.2013.4.03.6002

27 minutos atrás

Indígenas e parlamentares cobram fim do julgamento sobre Raposa Serra do Sol

por racismoambiental
 

Débora Zampier, Agência Brasil

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, recebeu hoje (17) lideranças indígenas e parlamentares para tratar do julgamento definitivo do processo de demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Ontem, Barbosa recebeu políticos da bancada ruralista para tratar do assunto. A análise dos recursos pendentes está sendo cobrada por ambos os lados, pois a indefinição está criando um quadro de instabilidade.

O Supremo julgou o processo de demarcação em 2009 e criou 19 diretrizes que deveriam ser seguidas em todos os casos envolvendo demarcação, mas as regras foram questionadas por meio de recursos. As diretrizes motivaram a emissão de uma portaria pela Advocacia-Geral da União (AGU), mas ela foi suspensa para aguardar a palavra final da Suprema Corte.

Os parlamentares que participaram da reunião desta quarta informaram que Barbosa foi receptivo ao problema, mas que ele não pode tomar qualquer atitude enquanto o novo ministro do STF não for nomeado pela presidenta Dilma Rousseff. O processo da Raposa Serra do Sol está sem relator desde a aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto, em novembro do ano passado.

Para a representante do Conselho Indígena de Roraima, Joenia Wapichana, há várias diretrizes que são inconstitucionais. “Nós vamos aguardar o posicionamento dos ministros, até porque as condicionantes não foram matérias discutidas adequadamente na ação popular. No finalzinho do julgamento se impôs uma serie de itens. Alguns [itens] repetem a Constituição e outros são incompatíveis com direitos constitucionais”.

Na reunião de ontem, os parlamentares pediram que o STF encontre uma saída regimental para o impasse. “O não julgamento dos embargos tem trazido uma corrida de várias etnias, inclusive de não índios, ocupando regiões produtivas do Paraná, de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e de vários outros estados”, disse o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) .

Edição: Fábio Massalli

34 minutos atrás

SP – Audiência Pública contra as internações compulsórias

por racismoambiental
 

MNDH

O  Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH ) junto com o MNPR convocam audiência pública contra internações compulsórias no Brasil para amanhã dia 18 de abril de 2013 às 14 horas no prédio do Ministério Público Federal sito a Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2020, Bela Vista, na Capital em São Paulo.

O evento contará com a participação do Conselho Federal de Psicologia que tem se posicionado veemente contra estas medidas adotadas por Governos Estaduais e Municipais e Poder Judiciário em todo Brasil, mandando internar a força usuários de drogas. Segundo o Coordenador Nacional do Movimento Nacional da população em situação de Rua – MNPR, Anderson Lopes Miranda “a política de internação além de estar errado ao mandar pessoas sem aceitar tratamento adequado serem privados de liberdade, na verdade é uma tentativa de higienização social nos grandes centros urbanos”.

Neste sentido os movimentos sociais visam debater com os procuradores federais em São Paulo as distorções sobre o assunto, e vão denunciar todas as violações de direitos humanos que estão ocorrendo. Para o coordenador Geral do MNDH Rildo Marques de Oliveira, “pretendemos elucidar com as denuncias os erros graves cometidos pelas instâncias públicas ao tratar do tema, sendo que a política de atenção social que deve ser disponibilizada aos usuários de álcool e droga são as diretrizes e princípios do SUS e SUAS,e não pode se dar pela Justiça ou Segurança Pública”. Também os movimentos pretendem neste dia se posicionar contra o PL 7663 por considera-lo um retrocesso jurídico e político. Estão convocados para esta audiência além do MPF representantes do Governo Federal.

42 minutos atrás

Manifesto político de greve de fome de Tiuré Potiguara em defesa dos direitos indígenas

por racismoambiental
 

Indigenous Brazil

Eu, Tiuré, do povo Potiguara, José Humberto Costa Nascimento, ativista dos direitos indígenas, atual resistente da Aldeia Maracanã, antigo Museu do índio  considerado o primeiro indígena a receber o status de Refugiado Politico de um Tribunal Internacional reconhecido pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados, conforme o acordo de Genebra, exilado durante 25 anos, comunico a todos que a partir do dia 19 de abril, dia considerado como o Dia do Índio  em local a ser definido no estado do Rio de Janeiro, Brasil , aos 64 anos do meu nascimento, interromperei minha alimentação, inciando um ritual indígena de greve de fome,  contra:

a política de extermínio das populações indígenas no Brasil seja por conveniência ou omissão do Governo Brasileiro;

o não reconhecimento, até esta data, do veredicto internacional de Refugiado Político, pela Comissão da Anistia e o consequente agravamento das feridas causadas pelas rupturas, perseguições, sequestro, torturas e ameaças de morte, causadas por agentes do Estado durante a ditadura.

a política terrorista do Estado do Rio de Janeiro usada contra os índios que lutam neste momento para recriar no antigo Museu do Índio um espaço de Universidade Indígena conhecida como Aldeia Maracanã.

ÚLTIMO RITUAL DE PASSAGEM

De plena e sã consciência realizo este ritual indígena de passagem como única forma de ação politica, pacífica e de muita paz espiritual, diante do labirinto judicial, legislativo e executivo em que as questões indígenas se encontram hoje neste País.

É um grito extremo e silencioso contra o modus operandi resgatado da Ditadura, no uso da truculência e repressão policial-militar no trato com índios que resistem, no meio rural e urbano, contra a imposição de mega-projetos desenvolvimentistas que matam nossas matas, rios e vem destruindo sistematicamente modos de vidas e cultura milenares.

Este ato espiritual de luta politica é autônomo, independente de qualquer ONG,  partido politico ou organizações religiosas ou não.

Meu compromisso é somente com o grande espírito Tupã.

Junto-me aos parentes indígenas que passaram por este ritual no Brasil ou na America como forma de protesto.

Conclamo à todos, indígenas ou não, do Brasil e do mundo , para se manifestarem, solidários ou não, para que este grito ressoe no Palácio do Planalto.

Levarei minha greve de fome até as últimas consequências caso o Estado Brasileiro não se pronuncie nas questões abaixo:

sobre meu processo na Comissão da Anistia;

sobre as investigações do genocídio indígena praticado na  Ditadura e condenação dos criminosos;

apuração das responsabilidades pelas violências causadas pela tropa de choque para desalojar recentemente  as famílias indígenas da Aldeia Maracanã no Rio de Janeiro e reintegração de posse do prédio do antigo Museu do Índio  promovendo a sua necessária reforma e posterior utilização definitiva pelos e para os índios brasileiros;

inclusão na pauta governamental de diálogo aberto e de respeito aos primeiros habitantes desta terra;

Por último, responsabilizo o Estado Brasileiro pela minha possível morte ou pelas sequelas irreversíveis pelas consequências desta greve de fome.

Rio de Janeiro, 15 de abril de 2013.

Tiuré Nascimento

Enviada por Mônica Lima.

uma hora atrás

Manifesto pela manutenção da prisão do comandante do Massacre de Eldorado do Carajás

por racismoambiental
 

(Foto João Ripper)

CPT

Movimentos e organizações sociais, entre elas a CPT, divulgam manifesto em que exigem a manutenção da prisão do comandante do massacre de Eldorado dos  Carajás. Advogados do coronel Pantoja entraram, mais uma vez, com pedido de prisão domiciliar. Confira o manifesto:

Nós membros de organizações, indígenas, de atingidos por barragens, de juventude, religiosos, e religiosas, camponeses e camponesas de varias partes do Pará, artistas, estudantes, professores, intelectuais do Brasil e do mundo que acompanhamos  o julgamento dos acusados pelo assassinato do casal de extrativistas, Maria do Espírito Santo e José Claudio, em maio de 2011 e que presenciamos a vergonhosa absolvição do mandante do crime,  ressaltamos.

Diante dos fatos históricos;

Em março de 2011, o Ministro Gilmar Mendes, decidiu pela negação de mais um, de umas centenas de pedidos de Habeas Corpus feitos pelos dos advogados do réu,  Mario Colares Pantoja, condenado a prisão de 280 anos pelo tribunal do júri em 16 de maio em Belém, pelo assassinato de 19 Trabalhadores Rurais Sem  Terra em Eldorado do Carajás em 17 de abril de 1996.

Da condenação pelo tribunal do Júri, em maio de 2002 o réu só foi cumprir pena no  Centro de Recuperação Anastácio das Neves – CRECRAN, Vila de Americano em Santa Izabel do Pará. Em 07 de maio de 2012, 10 anos após ter sido condenado.

Passado apenas cinco meses no CRECRAN, os advogados de defesa sobre alegação, de que o preso “está muito doente e precisa envelhecer com dignidade” solicita ao MM Juiz de Direito João Augusto de Oliveira Junior titular da 2ª Vara Criminal de Belém, a transferência do Centro de Recuperação Anastácio das Neves para  prisão domiciliar. Com as mesmas desculpas que o deixaram em liberdade por quase uma década após a sua condenação.

Nos manifestamos:

1.       É vergonhoso, que as vésperas do massacre de Eldorado do Carajás completar 17 anos, ainda haja esse grau de impunidade. Um dos únicos condenados pleitearem prisão domiciliar. Não concordamos com essa manobra, está explicitar o tamanho descalabro do comandante do Massacre.

2.      Tal grau de impunidade faz do Pará o estado de maior violência no campo, de mortes de trabalhadores, o Judiciário precisa funcionar para a condenação e manutenção das penas dos assassinos.

3.      Até hoje o massacre de Eldorado do Carajás continua impune, as viúvas sem serem reparadas, os que ficaram com seqüelas todos com idade entre 50 e 65 anos sem tratamento adequando, e os seus mandantes e soldados sem nenhuma condenação exemplar.

Em nome das organizações que assinam esse manifesto, pedimos ao MM Juiz de Direito João Augusto de Oliveira Junior titular da 2ª Vara Criminal de Belém, que mantenha o Coronel Mario Colares Pantoja onde ele está cumprindo pena, no Centro de Recuperação Anastácio das Neves – CRECRAN, Vila de Americano em Santa Izabel do Pará.

Entendemos que é papel do Estado e do judiciário  resguardar a sociedade de conviver com um assassino de tamanha crueldade, assim como mantê-lo sobre as mesmas condições porque passam todos os outros detentos do sistema prisional paraense.

Marabá, Cidade Centenária, 17 de abril de 2013

Assinam este manifesto:

Movimentos dos Atingidos por Barragens-MAB, CEPASP, FECAT, CPT Marabá, CPT Anapu, CPT Regional Norte II, CNBB Regional Norte II, COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ Regional Norte II, FREC, LPEC/UFPA, Marabá, DEBATE E AÇÃO, COMITÊ DORATHY, SINDUFPA/Marabá, PASTORAL CARCERÁRIA, Marabá, Comitê de Defesa de Anapu, CONLUTAS/PA, STR, Rondon do Pará, Diretório Acadêmico da UFPA/Marabá, ANEL, Assembléia Nacional dos Estudantes Livres, ARFUOJY, Associação Afro Cultural OYÁ JOKOLOSSY. FACSAT, Faculdade de Ciências Sociais Araguaia Tocantins, MST, IFPA, Campus Rural de Marabá.

uma hora atrás

CE – 3ª Semana Zé Maria do Tomé

por racismoambiental
 

Enviada por Ruben Siqueira.

uma hora atrás

URGENTE: Trabalhador rural é assassinado em Novo Mundo (MT)

por racismoambiental
 

Comunicação CPT

A Comissão Pastoral da Terra, CPT – MT, quer comunicar o assassinato do trabalhador rural, Gilmar, de 39 anos,  no município de Novo Mundo. Ele pertencia a um grupo do acampamento Belo Horizonte, que há mais de 4 meses acampam dentro da Fazenda Novo Horizonte.

Foi encontrado na manhã desta terça feira, 16 de abril, com 7 tiros, próximo à sede da fazenda. A fazenda está dentro da Gleba Nhandu e, de acordo com a AGU é área da União. São mais de 211 mil hectares e 80 famílias desse acampamento reivindicam 6 mil hectares.

Comunicamos também outra ocupação, na fazenda Araúna, município de Novo Mundo, também Gleba Nhandu. Outras 80 famílias ocuparam a fazenda nesta segunda, 15 de abril. O gerente, Ismael, já esteve lá para conversar com os acampados e as famílias temem represálias. O grupo já espera há mais de 3 anos acampados à beira da estrada.

Com informações de Paulo Cesar.

Enviada por Ruben Siqueira.

uma hora atrás

Violações do direito à moradia em Belo Horizonte serão investigadas pela Relatoria do Direito à Cidade

por racismoambiental
 

Por Plataforma Dhesca Brasil

A Relatoria do Direito Humano à Cidade da Plataforma Dhesca Brasil realiza, nos dias 21 e 22 de abril, uma missão para investigação de denúncias de violações ao direito à moradia digna e ao direito à cidade de comunidades localizadas em assentamentos precários com ameaça de despejo na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O objetivo da missão é identificar as comunidades afetadas pelos despejos, as violações ao direito à cidade a que estão acometidas, as ações realizadas pelos poderes públicos e os atores responsáveis pela solução dos litígios. As comunidades atingidas são, em sua maioria, formadas por ocupações recentes, todas judicializadas, em constante ameaça de despejo.

Belo Horizonte será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e também está sendo impactada pelas obras de preparação para o mundial, como a construção do Anel Rodoviário, que atingirá diretamente comunidades pobres da região.

A missão conta com o apoio da União Estadual de Moradia Popular (UEMP-MG), Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Brigadas Populares, Central de Movimentos Populares (CMP), Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e comunidades impactadas.

Um relatório contendo as informações levantadas, depoimentos e recomendações feitas ao poder público para solução dos problemas identificados será divulgado em sessenta dias através de audiências públicas e coletivas de imprensa.

O que é a Relatoria

A Relatoria do Direito à Cidade integra as Relatorias Nacionais em Direitos Humanos, uma iniciativa da sociedade civil brasileira que tem como objetivo contribuir para que o Brasil adote um padrão de respeito aos direitos humanos. O Projeto foi implantado em 2002 pela Plataforma Dhesca Brasil, inspirado nas Relatorias Especiais da ONU, com o desafio de diagnosticar, relatar e recomendar soluções para violações apontadas pela sociedade civil. Para averiguar as denúncias acolhidas, as Relatorias visitam os locais realizando missões, audiências públicas, incidências junto aos poderes públicos e publicam relatórios com recomendações para a superação dos problemas identificados.

uma hora atrás

Ciclo de debate da Escola Nacional Florestan Fernandes – Eldorado do Carajás: memória, resistência e lutas, com Aton Fon e Suzana Figueiredo

por racismoambiental
 

ENFF

Os ciclos de debate da Escola Nacional Florestan Fernandes – ENFF tem por objetivo estimular o hábito do debate de temas históricos  e contemporâneos da luta de classes no Brasil, na América Latina e no mundo.

Data:  Sab, 20/04/2013 - 09:00 - 12:00 Local:  Escola Nacional Florestan Fernandes, Auditório Patativa do Assaré, Guararema, SP.

Confirmar presença e mais informações: secgeral@enff.org.br (11) 4062-1215.

2 horas atrás

CIR enfrenta a bancada ruralista em Roraima

por racismoambiental
 

RESUMO DA REUNIÃO COM A BANCADA RURALISTA EM RORAIMA

Após várias tentativas de se reunir no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol com a bancada ruralista que veio visitar de forma aérea e parcial a terra indígena Raposa Serra do Sol, a Coordenação Geral do CIR, as comunidades e lideranças  indígenas e jovens  indígenas encorajados com espírito guerreiro decidiram participar da reunião na sede da FAERR/SENAR na cidade de Boa Vista. Foram feitas manifestações indígenas contra a PEC 215, impunidade, corrupção e todos os atos que violam os direitos dos povos indígenas dentro do auditório da reunião pegando de surpresa a comissão, pois esperavam somente o coordenador do CIR.

O Coordenador apresentou os resultados alcançados, as dificuldades operacionais e os planos futuros até 2030 sobre a Raposa Serra do Sol e outras terras indígenas. Mesmo, em última hora indígenas tutelados ao chicote dos ruralistas apareceram para falar a mesma coisa desde a invasão, mas a realidade indígena da Raposa Serra do Sol  foi clara e bem definida:  RAPOSA SERRA DO SOL NÃO ESTÁ E NUNCA FOI NEGOCIADA EM ILHAS.

Afim de desmentir a fala do coordenador do CIR, foi convidado tanto estudioso (até mesmo um estrangeiro) que o auditório se esvaziou porque não tinha nada de novo. Havia tantos dados contraditórios que até confundiu o indígena do lado ruralista, que dizia que comunidades indígenas da TI São Marcos (Aleluia, Cachoeirinha, Cauer) estavam na Raposa Serra do Sol.

O resultado da reunião acabou no esvaziamento do auditório, e o CIR deixou  claro que a pauta atual é sobre o novo Estatuto dos Povos Indígenas que está arquivado no Congresso desde 1994, a luta contra a PEC 215, PL 1610 sobre Mineração em Terras indígenas, Portaria 303 e outros atos que violam os direitos indígenas. E atividades produtivas, mas do jeito indígena.

Sem nenhum questionamento da comissão, a reunião foi concluída com o mistério ruralista que foi desmentido com a postura respeitosa do CIR, afirmando que a Raposa Serra do Sol é indígena e somente os indígenas têm autoridade e autonomia de usufrui-la como bem entendem.

A luta continua.

Mario Nicacio
Coordenador Geral do CIR

Enviada por Paulo Daniel Moraes.

2 horas atrás

Vídeo com as falas de representantes do Abril Indígena, em 16/04/2013, seguida de manifestações no Plenário

por racismoambiental
 

Filmagem, edição e compartilhamento de Kamikia Kisedje.

2 horas atrás

Deputados contrários a Feliciano anunciam saída da Comissão de Direitos Humanos

por racismoambiental
 

Frente parlamentar quer que presidente da Câmara reveja despachos de Feliciano sobre projetos em tramitação na comissão.

Frente parlamentar vai conversar com outros partidos para que também se retirem da comissão (Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados)

Ana Raquel Macedo, Agência Câmara de Notícias

Integrantes da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos que ainda participavam da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) decidiram se retirar do colegiado. Os deputados Jean Wyllys e Chico Alencar, ambos do Psol-RJ, e Luiza Erundina (PSB-SP), que era suplente na comissão, já haviam tomado a decisão. Nesta quarta-feira (17), foi a vez dos deputados do PT Erika Kokay (DF), Padre Ton (RO), Nilmário Miranda (MG), Luiz Couto (PB), Janete Rocha Pietá (SP) e Domingos Dutra (MA) seguirem o mesmo caminho. A saída dos parlamentares se deve à permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da CDHM.

A ideia da frente é que o PT não indique outros parlamentares para o lugar dos que estão saindo. O Psol decidiu que não indicará substitutos. O grupo também vai conversar com outros partidos que compõem a comissão para que se retirem do colegiado.

“Estamos reafirmando nossa decisão e nossa luta para que possamos devolver a Comissão de Direitos Humanos ao povo brasileiro”, disse Kokay. “Queremos instar as lideranças partidárias para que se sintam responsáveis pelo que está acontecendo na comissão”, complementou.

No início do mês, em reunião com os líderes partidários da Câmara, Marco Feliciano afirmou que não deixará a presidência do colegiado.

Relatoria questionada
A frente também vai pedir ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, que reveja o despacho de projetos em tramitação no colegiado. Jean Wyllys cita como “desrespeito” a oferta feita por Feliciano da relatoria da proposta (PL 4211/12) que trata da regulamentação da prostituição e do enfrentamento da exploração sexual de mulheres e crianças para o deputado Pastor Eurico (PSB-PE).

Paralelamente às ações contra a permanência de Feliciano na presidência da comissão, a frente manterá, segundo seus participantes, uma agenda de interlocução com os movimentos sociais em defesa dos direitos humanos. Entre as iniciativas previstas, está a realização do 10º Seminário LGBT no Congresso Nacional, que discutirá a liberdade de crença religiosa.

Íntegra da proposta:

Edição – Marcelo Oliveira

2 horas atrás

Audiência Pública Aldeia Maracanã para os Índios, na ABI, dia 19/04, às 17:30h

por racismoambiental
 

Mesa de Debates:

Lideranças indígenas: 

Urutau Tenetehara (José Guajajara) – Mestre em Tupi-Guarani, é uma das principais lideranças históricas da Aldeia Maracanã;

Ash Ashanika – especialista na Cosmologia e em Medicina da Floresta e liderança da Aldeia Maracanã;

Daniel Puri – Professor de História pela USP e liderança da Aldeia Maracanã;

Kaiá Waiwai – do povo indígena-quilombola Waiwai do Pará, é um dos principais lutadores da Aldeia Maracanã;

Márcia Guajajara – é um das principais lideranças indígenas femininas da região nordeste e norte do pais. E uma das principais lideranças da Aldeia Maracanã;

Tiuré Potiguara – do povo Potiguara, José Humberto Costa Nascimento, ativista dos direitos indígenas, ele é um dos sobreviventes da ditadura e considerado Refugiado Político pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados. Ele iniciará uma greve de fome neste dia. 

Especialistas convidados:

Mércio Gomes – Professor de Antropologia, com doutorado pela Universidade da Florida (EUA). Leciona na Universidade Federal Fluminense. Trabalhou com o antropólogo, político e educador Darcy Ribeiro, de quem foi subsecretário de Planejamento da Secretaria Especial de Projetos e Educação, no governo do Rio de Janeiro (1990-1994), foi Presidente da Funai ( 2003-2007).

Carlos Walter Porto Gonçalves -Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia e do Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais Milton Santos-LEMTO da UFF, Carlos foi presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros-AGB (1998-2000). Reconhecido internacionalmente, o geógrafo têm atuado junto a diversas etnias indígenas latino-americanas e a diversos movimentos sociais dos ‘de abajo’ pela articulação das resistências contra o atual modelo de desenvolvimentos e seus impactos sobre estas comunidades.

Chico Alencar – Professor de História e Deputado Federal (PSOL-RJ) pelo terceiro mandato consecutivo. É também membro da Comissão de Direitos Humanos e do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados

Justificativa

Após a tentativa frustrada de desocupação, no dia 12 de janeiro, artistas, acadêmicos e políticos declararam seu apoio e solidariedade à causa da Aldeia Maracanã. Esse apoio foi fundamental e, graças a isso, conseguimos impedir a demolição do prédio do antigo Museu do Índio, que visava a construção de um estacionamento privado. Foi uma vitória parcial, pois, no dia 21 de março, devido a um processo de reintegração de posse, os índios foram retirados de forma violenta do local.

Um grupo, entretanto, aceitou a proposta do governo de ocupar um terreno em Jacarepaguá. Outro grupo indígena, porém, continua lutando para retomar o prédio, com o intuito de transformar a Aldeia Maracanã em local de referência da cultura indígena, visto sua importância histórica inestimável. Devo frisar aqui que a luta desses indígenas, além da luta pela preservação física do prédio, sempre foi a luta pela sobrevivência de sua cultura e da continuidade desta ligada ao Museu. A resistência deste movimento, mesmo fragmentado, ainda não acabou.

Sendo assim, os apoios junto aos indígenas estão organizando um seminário na ABI (Associação Brasileira de Imprensa) no dia 19 de abril de 2013, às 18:00 horas, sobre a Aldeia Maracanã no intuito de puxar uma campanha para que o antigo Museu do Índio continue sendo local de destinação cultural indígena, diferente do projeto governamental atual de construção do Museu Olímpico.

Serviço:

Audiência Pública Aldeia Maracanã para os Índios

Data: 19/04, às 17:30

Local: ABI – Rua: Araújo Porto Alegre, 71 – Centro

Enviada por Mônica Lima.

3 horas atrás

Repórter Brasil – Série Especial Índios: Como estão as terras demarcadas

por racismoambiental
 

 

TV Brasil - Nesta segunda reportagem da Série “Territórios da Resistência” do Repórter Brasil, você vai ver como está a terra indígena “Raposa Serra do Sol” depois da demarcação. O território foi palco de intensos conflitos por décadas.

Veja também a primeira reportagem da série clicando no título abaixo:

Repórter Brasil exibe série sobre desafios dos povos indígenas brasileiros (1)

Compartilhada por Antonio Carlos de Souza Lima.

3 horas atrás

CIMI foi um dos escolhidos: reação dos seguranças da Câmara ao Abril Indígena, ontem, incluiu tazers, murros e pontapés

por racismoambiental
 

Foto e legenda: Alice Pires Tenetehara. Indígenas que ocupam a Câmara dos deputados foram agredidos com taizer (arma de choque). O Jornalista Renato Santana, da Revista Porantim, do CIMI, também levou choque, murros e pontapés por seguranças da Câmara.

Uma informação divulgada por Patrícia Bonilha, no saite CIMI, tem hoje registro fotográfico. Ontem, ela escreveu:

“Os setecentos indígenas, representantes de 73 povos das cinco regiões do Brasil, decidiram que permanecerão ocupando o plenário da Câmara dos Deputados. No momento da ocupação, o secretário executivo do Cimi, Cleber Buzatto, e um indígena chegaram a tomar choques elétrico pela segurança da Câmara. E o assessor de imprensa, Renato Santana, foi agredido com socos, teve os óculos quebrados e foi arrastado até receber ajuda do deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ)”.

Acima, foto de Alice Pires Tenetehara registrando o episódio. A legenda também é dela.

3 horas atrás

O óbvio: “AGU vai recorrer de decisão que suspende estudo para obras de usina no Rio Tapajós”

por racismoambiental
 

Nota: Apesar do que afirmam os Munduruku e entidades de direitos humanos da região, a AGU continua a alegar que “não houve ingresso de pesquisadores ou de equipes de apoio em terras indígenas ou comunidades locais durante o levantamento ambiental”, como pode ser visto na matéria. TP.

Thais Leitão, Agência Brasil

Brasília – A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer, ainda esta semana, da decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, que determinou a suspensão temporária do processo de licenciamento ambiental relativo às obras da Usina Hidrelétrica São Luís do Tapajós, no Rio Tapajós, oeste do Pará, e todas as ações relacionadas ao empreendimento. Atualmente, uma equipe de técnicos analisa a flora e a fauna da região com o objetivo, segundo comunicado da AGU, de “colher informações, durante o período da cheia do rio, para avaliar o impacto socioambiental em caso de haver viabilidade do projeto de aproveitamento dos potenciais hidrelétricos de São Luiz do Tapajós e Jatobá”.

Ainda segundo a AGU, já foram concluídas três etapas, em que as análises ocorreram nos ciclos hidrológicos de enchente, vazante e seca. “Se a pesquisa não for feita na cheia só poderá ser concluída no próximo ano”, destaca a nota.

A Advocacia-Geral da União ressaltou também que, mesmo sem determinação judicial, não houve ingresso de pesquisadores ou de equipes de apoio em terras indígenas ou comunidades locais durante o levantamento ambiental. “O planejamento dos estudos em campo foi apresentado às lideranças da região e definido um acordo de convivência para que o trabalho não atrapalhe os deslocamentos das comunidades nem as suas atividades de caça e pesca”, acrescenta a documento.

O órgão informou que foi adiada para o fim deste mês uma reunião entre representantes do governo federal e lideranças indígenas da etnia Munduruku, que vivem em áreas que serão afetadas pelos empreendimentos. O encontro, que estava previsto para o dia 10 de abril, em Jacareacanga (PA), ocorrerá a pedido das lideranças indígenas, que solicitaram mais tempo para debater, entre eles, a proposta de consulta feita pela Secretaria-Geral da Presidência da República. O objetivo é dar andamento ao processo de consulta aos povos indígenas que vivem no Tapajós sobre a proposta do governo de aproveitamento hidrelétrico da região.

Ontem (16), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) informou a decisão do desembargador João Batista Moreira que determinou a suspensão temporária do processo de licenciamento ambiental relativo às obras da Usina Hidrelétrica São Luís do Tapajós, no Rio Tapajós, oeste do Pará, e todas as ações relacionadas ao empreendimento.

Pela determinação, antes de serem feitos estudos de impacto ambiental que demandem a presença de técnicos no local, é preciso haver consulta não apenas aos povos indígenas, mas também às populações tradicionais atingidas, nos moldes estabelecidos na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário.

O pedido de suspensão foi apresentado ao TRF1, no mês passado, pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) como recurso contra decisão da Justiça Federal em Santarém, que havia negado a interrupção das atividades.

O Ministério Público ressaltou, em nota divulgada ontem, que a decisão alcança a Operação Tapajós, por meio da qual militares e policiais atuam na região, por determinação do governo federal, para garantir a realização dos estudos.

Na avaliação dos procuradores da República que atuam no caso, a Operação Tapajós impede o diálogo e a consulta como determina a Convenção da OIT. Eles alertam que há o risco de confronto entre policiais e manifestantes contrários à construção de usinas no Rio Tapajós, principalmente os índios da etnia Munduruku.

Edição: Lílian Beraldo

Citi prevê que OGX valerá R$ 0,34. Já custou R$ 19

 
 
: Eike Batista terá de colocar a mão no bolso; e bem fundo; para tirar dele nada menos que US$ 1 bilhão, conforme contrato que pode levar sua própria petroleira, a OGX, a obrigá-lo a comprar esse valor em ações; pagará, também como consta na obrigação assumida, R$ 6,30 por cada unidade acionária; mesmo assim, não conseguirá impedir o esfarelamento da empresa na bolsa; hoje, o Citibank estimou que, com ou sem o movimento de Eike, os papéis da compahia, que já valeram R$ 19 cada, irão oscilar entre irrisórios R$ 0,34 e R$ 0,90; governo já prevê Eike quebrou; presidente Dilma pode tentar salvar as companhias X, as estruturas e os empregos que elas representam, mas não o empresário 
3 horas atrás

TST e trabalhadores na luta pela súmula 277

 
 
Entidades de trabalhadores realizam Comissão Geral e se mobilizam pela manutenção das conquistas garantidas pela Súmula 277 
4 horas atrás

Em defesa de Fux, STF admite falha interna

 
 
Montagem 2: Supremo Tribunal Federal diz, por nota, que “eventual participação do Ministro Fux em processos patrocinados pelo Escritório Sérgio Bermudes [que emprega filha do ministro] decorreu de falha nesse sistema de verificação que não indicou o impedimento comunicado”; “Trata-se de falha operacional que será prontamente solucionada com a adoção de novos mecanismos de controle”, reforça a nota, que acrescenta: “o Supremo Tribunal Federal manifesta a sua total confiança na lisura dos julgados levados a efeito pelo Ministro Luiz Fux” 
4 horas atrás

Governador do Acre quer “frear” imigração ilegal

 
 
LUIS-MACEDO: O governador do Acre, Tião Viana, disse nesta quarta-feira (17) na Câmara dos Deputados que o governo brasileiro precisa encontrar uma forma de “frear” a entrada de imigrantes haitianos e da África em cidades acrianas; depois de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores na Câmara dos Deputados, Viana ponderou que o Brasil vai manter sua tradição “humanitária” e “gentil” nas relações exteriores, mas apelou para uma solução 
4 horas atrás

Cruzeiro anuncia acordo por Dedé

 
 
 : Depois de quatro anos atuando pelo Vasco, o zagueiro de 24 anos está se transferindo para o futebol mineiro; os R$ 14 milhões da transação representam o maior valor já recebido pelo clube carioca, que precisa do dinheiro para pagar salários atrasados de seus jogadores 
4 horas atrás

Semp Toshiba faz demissão em massa na Bahia

 
 
: De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos da Bahia (STIM-BA), 65 funcionários já foram demitidos desde a última sexta-feira; “Não fomos informados sobre o real motivo das demissões. Nenhuma empresa pode demitir em massa sem antes conversar com o sindicato da categoria”, afirma o presidente do sindicato, Adson Batista; segundo ele, entre os demitidos há funcionários afastados por motivo de saúde e até outros com cirurgias marcadas para o próximo mês 
4 horas atrás

EAS retoma produção de navios da Transpetro

 
 
: O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) e a Transpetro, braço logístico da Petrobrás, estão em fase final de negociações com objetivo de fazer com que o empreendimento, localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, no Grande Recife, recupere os contratos de compra e venda de doze embarcações encomendadas pela estatal; os contratos estavam ameaçados em função de atrasos no cronograma, dentre outros porblemas operacionais 
5 horas atrás

Fiscalização interdita cinemas de Shopping em Maceió

 
 
: A vistoria foi feita pelo Corpo de Bombeiros e suspendeu o funcionamento de 5 salas de cinema que só serão reabertas após os ajustes. Os cinemas pertencem à rede Centerplex. 
5 horas atrás

Insatisfeito com Vecci, Silvio deixa governo

 
 
: Secretário da pasta de Desenvolvimento da Região Metropolitana pede exoneração em comunicado, alegando falta de estrutura e ausência de apoio de “colegas” do governo. Silvio, que pertence ao grupo do deputado Armando Vergílio (à dir) afirma que secretaria perdeu gerência e autonomia sobre obras importantes como a do VLT. Nos bastidores, informação é que grupo de Armando estaria insatisfeito com secretário Giuseppe Vecci (centro), que por meio da Segplan centralizou ações do VLT e ainda teria esvaziado pessoal da secretaria de Silvio Sousa 
5 horas atrás

A primeira concessão a gente nunca esquece

 
 
: Governo Dilma, que refuta a palavra privatização, assinou hoje sua primeira concessão de rodovia; a concessão abrange um trecho de 475,9 quilômetros da BR-101, da divisa entre o Rio de Janeiro e Espírito Santo até o entroncamento com a rodovia BA-689, onde fica o acesso a Mucuri (BA); “Vamos ampliar as concessões para o norte”, disse o ministro dos Transportes, César Borges, momentos após participar da cerimônia de assinatura do contrato entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o consórcio Rodovia da Vitória 
5 horas atrás

Escudeiro de Iris, Bruno joga confetes em Friboi

 
 
: Bruno Peixoto, que é tido como um dos deputados da cozinha de Iris Rezende, afirma que José Batista Júnior terá todas as condições para viabilizar sua candidatura ao governo do Estado. Filiação do empresário no PMDB goiano é esperada para o dia 15 de maio 
5 horas atrás

PPS e PMN dão origem à Mobilização Democrática

 
 
Pedro Ladeira/ FOLHAPRESS/4847: BRASÍLIA, DF, 17.04.2013: FUSÃO PPS E PMN - O PPS e PMN oficializam nesta quarta-feira (17) a fusão dos dois partidos em Congresso Nacional realizado em Brasília. O nome do novo partido será MD (Mobilização Democrática). No comando da nova legenda ficará Partidos formalizaram a fusão nesta quarta-feira; diretório nacional será compartilhado entre dirigentes das duas legendas fundadoras, que passam a ser comandadas pelo deputado Roberto Freire; documentação da sigla já foi registrada em cartório; juntos, os partidos somam 13 deputados federais, 58 estaduais, 147 prefeitos e 2.527 vereadores; são 683.420 filiados em todo o país 
6 horas atrás

Em março, Brasil abriu 112.450 empregos formais

 
 
: Quantidade foi indicada pelo  Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira; pesquisa da Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a mediana das expectativas era de abertura de 110 mil vagas; saldo foi o melhor para março nos últimos três anos 
6 horas atrás

Governo declara estado de emergência ambiental em 19 estados

 
 
Sergio Lima: BRASILIA, DF, BRASIL, 11-09-2011, 17h: brigadista do IBAMa no combate ao fogo - O incêndio na Floresta Nacional de Brasília, iniciado na última quinta-feira, já consumiu mais de 70% da área de cerrado do parque. O fogo continua consumindo a floresta nesteObjetivo do Ministério do Meio Ambiente é conter os focos de queimadas e incêndios florestais que ocorrem na estação seca e representam alto risco ambiental; segundo portaria, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deve contratar até 2.520 brigadistas para atendimento de emergências ambientais por até seis meses 
6 horas atrás

Thatcher, Barbosa, Fux e Feliciano não escutaram a própria voz

 
 
Expostos à luz, eles tem tantos ou mais pecados do que aqueles aos quais acusam 
6 horas atrás

Cultura inflacionária

 
 
Muitos tratam esta questão inflacionária como sendo reações de economistas alarmistas ou defensores dos juros altos. Para mim, a preocupação recai sobre a possível perda de credibilidade do BC 
6 horas atrás

Polícia nega prisão de suspeito de atentado em Boston

 
 
: Rede de tevê CNN havia noticiado a prisão; outras notícias dão conta de que os investigadores que apuram as explosões na Maratona de Boston acreditam ter identificado um suspeito através de vídeos gravados antes das explosões; as imagens mostram um homem colocando uma bolsa na rua onde uma das explosões aconteceu antes de sair, disseram informaram CNN e o jornal Boston Globe 
6 horas atrás

Os cartões corporativos e seu uso inconstitucional

 
 
Alguns gastos desse tipo de cartão podem ser protegidos, com informações caracterizadas como de caráter privilegiado ou sigiloso. É nessa abertura que ocorrem os desvios 
6 horas atrás

Isidório atribui atentado em Boston a casamento gay

 
 
: Admirador e entusiasta da conduta do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), o parlamentar baiano Pastor Sargento Isidório (PSB) continua a chamar atenção com suas declarações; depois de ‘explicar’ que Feliciano “está certo” quando diz que homossexuais e negros são “amaldiçoados” e de se declarar “ex-gay”, ele afirma que o casamento entre pessoas do mesmo sexo “está deixando Deus irritado” e a reação do Criador pode ser vista, por exemplo, na seca que castiga o Nordeste, nas enchentes do Sudeste, nos atentados em Boston e até mesmo nas ameaças de guerra por parte da Coreia do Note 
6 horas atrás

Tião reitera pedido de ajuda sobre imigrantes

 
 
: Após reunião com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o governador do Acre, Tião Viana, reiterou nesta quarta-feira (17) que é fundamental o apoio do Governo Federal e dos órgãos públicos em uma força-tarefa. O governador disse ainda que “sozinhos” os acrianos “não têm como conduzir” a questão da chegada de imigrantes à região – sejam eles, haitianos, ou de qualquer outra origem.
tem a ver comigo

por Betina Siegmann

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