Amaury Ribeiro para a ABL

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Por Altamiro Borges 
Já está tudo certo para o ato de lançamento da candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, autor do livro “A privataria tucana”, para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele ocorrerá no dia 26 de abril, sexta-feira, às 15 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro (Rua Evaristo da Veiga, nº 16, 17º andar, Centro). Na sequência, os apoiadores sairão em passeata, acompanhados por um animado bloco carnavalesco, para registrar a candidatura na ABL. Por último, como ninguém é de ferro, haverá uma confraternização etílica na Cinelândia. Todos estão convidados para o ritual dos “imortais”.  
Reproduzo abaixo o manifesto de apoio a Amaury Ribeiro, que já conta com mais de 6 mil adesões e ainda está aberto a novos apoios. Não deixe de assinar a petição e de participar do ato irreverente. 
A privataria é imortal – Amaury Ribeiro Júnior para a ABL Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64:  
“Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos” – o texto na capa de “O Globo” comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego. 
Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção. 
Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras. 
Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de “A Privataria Tucana” – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX.  
Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).  
Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.  
Amaury já trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “IstoÉ”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”. Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. “A Privataria Tucana” – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista. 
A Privataria é imortal – repetimos! 
O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.  
Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter. 
A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 
FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer. 
Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo. 
O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando. 
Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático). 
FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso… 
FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante… 
As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso. 
Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão – especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos. 
Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury. 
Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou “A Privataria Tucana”. 
Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal! 
***** 
Se você apoia Amaury para a ABL, deixe abaixo seu nome, profissão e/ou entidade. Veja quem já aderiu à campanha “A Privataria é imortal”: 
Altamiro Borges Antonio Cantisani Filho Breno Altman Daniel Freitas Dermi Azevedo Diogo Moysés Elis Regina Brito Almeida Emiliano José Emir Sader Enio Squeff Ermínia Maricato Flavio Wolf Aguiar Gilberto Maringoni Inácio Neutzling Ivana Jinkins Joaquim Ernesto Palhares Joaquim Soriano João Brant José Arbex Jr. Julio Guilherme De Goes Valverde Katarina Peixoto Ladislau Dowbor Laurindo Leal Filho Lúcio Manfredo Lisboa Luiz Carlos Azenha Luiz Fernando Emediato Luiz Gonzaga Belluzzo Marcel Gomes Marcio Pochmann Marco Aurelio Weissheimer Marcos Dantas Paulo Henrique Amorim Paulo Salvador Raul Millet Filho Reginaldo Nasser José Reinaldo Carvalho Renato Rovai Rodrigo Vianna Samuel Pinheiro Guimarães Venício Lima Wagner Nabuco Altamiro Borges: Amaury Ribeiro para a ABL
3 horas atrás

Conselho quer lei de crimes contra homossexuais separada de racismo

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Órgão vinculado ao governo federal apresentou proposta a senador. Paim quer aprovar legislação que combate crimes de ódio até o fim do ano.

comissao lgbtO Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais, órgão vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, apresentou nesta quarta-feira (17) no Senado projeto de lei de combate aos crimes de ódio e intolerância contra homossexuais. O texto se estende a crimes contra idosos e portadores de necessidades especiais.

O projeto foi entregue ao senador Paulo Paim (PT-RS), relator na Comissão de Direitos Humanos de proposta que inclui a discriminação contra homossexuais na lei que trata dos crimes de racismo.  A ideia do Conselho é a de que o crime de ódio e intolerância por orientação sexual seja aprovado fora da lei vigente sobre racismo.

De acordo com o presidente do conselho, Gustavo Bernardes, a proposta se inspira em legislação sueca vigente desde 2008. “Como é uma lei especifica dos crimes de ódio, e é uma inovação nesse aspecto no Brasil, nós achamos que seria melhor ser uma lei especifica. Queremos evitar polêmicas da lei do racismo e proteger populações nao incluídas nesta lei”, disse Bernardes,

O senador Paulo Paim disse que ainda ouvirá vários segmentos sobre o tema até apresentar seu relatório na Comissão de Direitos Humanos. Ele ter como meta a aprovação no Congresso de lei que combate homofobia, ódio e discriminação até o fim deste ano.

“Quero aprovar uma lei que combata o ódio, a violência e que garanta a liberdade de orientação sexual a todos. Mas ainda temos que ver qual é o melhor caminho”, disse Paim.

O texto apresentado nesta quarta prevê pena de dois a sete anos para crimes de ódio por discriminação ou preconceito por orientação sexual, identidade de gênero, idade, deficiência ou motivo assemelhado. A proposta considera crime a ofensa à integridade corporal, à honra das coletividades ou intimidação, ofensa, constrangimento, assédio moral ou sexual.

A proposta também considera crime de intolerância o impedimento de acesso a emprego público e privado ou de promoção no trabalho pela orientação sexual, bem como a recusa de acesso de população LGBT em transporte público ou estabelecimento de ensino.

O conselho responsável pelo texto é composto por trinta membros, sendo metade integrante do governo federal e metade de entidades da sociedade civil. De acordo com o presidente do órgão, o projeto foi solicitado pela ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. “Queremos resguardar a população LGBT do assassinato que ela sofre neste país”, declarou Bernardes.

fonte: G1

3 horas atrás

Thammy Miranda renova contrato com a Globo

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Direção da Globo acredita que Thammy agradou o público e que aumenta a audiência dos programas

Thammy Miranda 04A incursão de Thammy Gretchen como a personagem Joyse/Lohanna na novela Salve Jorge agradou a direção da emissora. Ela deve assinar contrato de dois anos com a Globo. A emissora acredita que Thammy caiu nas graças do público e foi bem avaliada pelos espectadores.

A participação da Thammy nos programas “Domingão do Faustão” e “Mais Você” aumentaram a audiência das atrações. Tanto é que agora os demais programas da emissora querem entrevista Thammy.

fonte: MixBrasil

3 horas atrás

” Isto tem nome! Isto se chama mafia. E isto tem chefe. Se chama Carlos Mosconi (PSDB-MG)”

MARIA FRO por mariafro
 

“Após a exumação de Paulinho descobrimos que o perito era amigo íntimo de Mosconi, e a esposa de Alvaro Ianhez comentava o resultado da perícia muito antes de ela ter chegado a policia federal. Mas o perito não se declarou suspeito.”

E aos imbecis que acham que este pai desesperado que luta por Justiça está atacando um deputado tucano porque é um ‘petralha’ vejam o nível dos posts dele sobre o governo do PT e políticos do PT como Tarso Genro: Sinal verde para o fim do regime Lula 

Sob suspeição

 Por Paulo Pavesi em seu blog

 17/04/2013

O juiz esta sob suspeição. Suspeito de ser honesto. E ai não da não é mesmo? Um juiz honesto para julgar esta causa não vale!

Paulinho foi atendido no Hospital Pedro Sanches, pela medica Leda Cristina Patrezi Modesto, que é esposa do promotor de justiça Glaucir Antunes Modesto que foi responsável por afirmar ao CNMP que todos os promotores eram honestos e possuíam uma conduta ilibada diante do caso. Ele não se deu por suspeito.

Quando o caso veio a tona, Mosconi foi ao plenário e chantageou Jose Serra, defendendo os médicos  Mosconi foi o mentor intelectual desta quadrilha e o braço politico da mesma. Mosconi também é sócio de Celso Scafi, condenado por trafico de órgãos  Mas Mosconi não se declarou suspeito ao defender os “médicos de Poços de Caldas”.

Em Poços, as investigações tiveram inicio com uma auditoria municipal, realizada pela Enfermeira Bernadete Balducci Scafi, casada com Celso Scafi. O resultado da auditoria foi que nada havia sido encontrado. Bernadete não se declarou suspeita ao fazer a auditoria.

O Secretaria de Saúde municipal da época  Jose Julio Balducci também foi a tv defender os médicos  Chegou a ser denunciado mas a justiça – hoje sabemos os motivos – não acatou a denuncia. Jose Julio Balducci é irmão de Bernardete e cunhado de Scafi. Ele também nunca se declarou suspeito para falar do assunto.

Jose Julio Balducci foi nomeado secretario pelo prefeito de Poços de Caldas, na época  Geraldo Thadeu Pedreira dos Santos. Quando o caso Paulinho gerou uma CPI, Geraldo Thadeu foi la para abafar. Ele não se declarou suspeito, mesmo sendo o prefeito que como ele mesmo afirmou na CPI, ajudava a quadrilha.

As coisas andaram!

Após a exumação de Paulinho descobrimos que o perito era amigo íntimo de Mosconi, e a esposa de Alvaro Ianhez comentava o resultado da perícia muito antes de ela ter chegado a policia federal. Mas o perito não se declarou suspeito.

Os procuradores Jose Jairo Gomes e Adaílton do Nascimento, ajudaram a mafia a adulterar documentos e inseri-los nos processos. Denunciados por mim, passaram a me perseguir. Me processaram por injuria, calunia e difamação  8 procuradores assinaram a denuncia contra mim, por te-los chamado de vagabundos e filhos da puta. Contra os médicos que mataram pessoas, apenas 4 assinaram. O MPF pediu uma pena para mim que poderia chegar a 60 anos de prisão. Contra os médicos, a pena solicitada pode chegar a 20 anos.

Jose Jairo e Adaílton Nascimento, excluíram da denuncia os nomes de Celso Scafi, Claudio Rogério substituindo por outros, sem dar nenhuma explicação, ainda que a acusação envolvesse retirada ilegal de órgãos e os mesmos eram os transplantistas. Eles acusaram os médicos da emergência!

Nenhum deles declarou-se suspeito!

Com o tempo a mafia planejou enviar os processos para a cidade de Poços. Em Belo Horizonte, havia o risco de alguém ser condenado. E assim o fizeram. Os promotores que atuaram no caso, seja em relação ao Paulinho, ou seja em relação a Santa Casa, nunca se declararam suspeitos, porem:

– Sidnei Bocci é promotor e irmão de um advogado dos médicos.

– Renato Maia é promotor e conhecido dos médicos.

– Fabricio Pinto é promotor e conhecido dos médicos.

– Renato Gozzoli era promotor e foi testemunha de defesa de um dos médicos e ainda pediu o arquivamento do caso Paulinho.

Em nenhum dos casos acima, ninguém declarou-se suspeito.

Ha inquéritos desaparecidos, ha processos arquivados sem que ninguém soubesse, mas ninguém declarou-se suspeito.

O administrador da Santa Casa foi assassinado a tiros, foi “socorrido” por médicos da máfia e teve as mãos queimadas com ácido, com a nítida intenção de prejudicar as investigações  A policia local (Delegado Vinhas e Lacy) – que fez um acordo por escrito com a máfia que dispensava a realização de necropsias em doadores para que ninguém descobrisse que órgãos estavam sendo retirados – disse que foi suicídio  muito antes de iniciarem as investigações  O caso foi arquivado 3 vezes por estes delegados. Os delegados, mesmo fazendo acordos com a máfia, contrariando o código penal, não se declarou suspeito.

O Ministro da Saúde, Jose Serra, do mesmo partido de Mosconi, informou através de um oficio que informava o capo della mafia sobre todos os passos das auditorias, mas nunca se declarou suspeito.

O juiz Narciso de Castro que durante meses dedicou seu tempo a estudar os processos, é suspeito!

Ele não pode julgar o caso Paulinho e provavelmente nenhum outro caso da mafia, por saber demais.

A unica conclusão que chego é que ele é suspeito de ser honesto.

Isto tem nome! Isto se chama mafia. E isto tem chefe. Se chama Carlos Mosconi.

Se Mosconi quer livrar seus comparsas dos assassinatos que cometeram, e também salvar a própria pele, um assunto tao serio como este, imagino o que ele deve fazer na politica.

3 horas atrás

Cultura faz a diferença

RENATO FOLLADO por follador
 

Crescimento econômico é necessário num país que quer dar aos seus filhos riqueza, conforto material, emprego e o bem mais duradouro: educação.

Quando vemos uma China crescendo economicamente a 7,5%, 8% ao ano, e um Brasil a 0,9%, nos perguntamos: onde está a diferença?

Pois ela está sedimentada em séculos de ensinamentos e comportamentos de nossos ancestrais.

A China calcada numa cultura confuciana com seus valores básicos: espírito de poupança, capacidade de trabalho, respeito à educação como símbolo de status, coesão familiar e aceitação de disciplina grupal.

Já o Brasil calcado numa fusão de três culturas: a ibérica, cultura do privilégio ao invés da concorrência, a cultura negra, com um forte coeficiente de misticismo e magia e a cultura indígena, que prega a contemplação e a indolência.

Aqui no Brasil, ao invés de adquirirmos conhecimento e paciência para o trabalho do plantio, chacoalhamos a árvore para que os frutos caiam, não nos interessando como eles apareceram lá.

No que diz respeito a poupar, os chineses guardam 47%, quase metade do que ganham. No Brasil gasta-se 100% do que se ganha. E empresta-se outro tanto para comprar mais.

Deveríamos, no mínimo, prestar atenção neste traço dos chineses, para, um dia, podermos nos tornar a potência que eles já foram e são novamente.

 

3 horas atrás

O que foi banido nos Estados Unidos? Chapéuzinho Vermelho ou um Fuzil AR-15?

LITERATORTURA por literatortura
 

 

Por Gustavo Magnani,

A pergunta parece descabida, insana e louca, mas, levando em conta o histórico dos Estados Unidos, não é difícil imaginar que, sim, as armas continuam livres e não só Chapéuzinho Vermelho, como o jogo Queimada [muito tradicional nos EUA] e o precioso Kinder Ovo, foram banidos do país. É a partir dessa incoerência que a empresa Grey criou para a Mons Demand Action For Gun Sense In America, entidade que defende uma legislação mais rigorosa para com as armas. 

A ação é bastante forte, chocante e até triste. A composição do cenário deixa em destaque as duas crianças e os objetivos que carregam. Junto a isso, a frase que estampa a campanha: 

“Uma criança está segurando algo que foi banido da América para protegê-las.

Adivinha qual delas”

E agora você deve estar se perguntando: “por que diabos Chapéuzinho Vermelho foi banida do país?”. Por incrível que pareça, não é só porque o lobo devora a vovó, mas sim porque a personagem leva vinho para a velhinha. É claro que a “lenda” não foi banida, pois ela está disseminada em várias obras. A versão proibida no estado da Califórnia é a mais clássica, a de Charles Perrault. 

Ou seja, aquilo que já comentamos em várias postangens [e, como eu também já disse, não é só no Brasil, mas no mundo inteiro]: é mais fácil proibir do que ensinar e direcionar as crianças. Principalmente nesse caso, que é tão simplório. Além disso, é um grande descrédito aos professores e aos próprios alunos, que, segundo essa orientação, são incapazes de explicar/assimilar a avó devorada e o simples carregar de vinho 

Quanto às outras duas propagandas, disponibilizo-as abaixo. A primeira mostra o kinder ovo e outra criança segurando uma arma. A segunda, uma bola de jogar queimada e, de novo, uma arma. 

 

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Gustavo Magnani, estudante de Letras da UFPR, proprietário do literatortura. Está revisando o primeiro livro, mas sente dificuldades hercúleas para escrever uma bio. [e, como pode-se notar, adora metalinguagem]

 

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4 horas atrás

Home Sweet Home by Nhut Pham

 
 

Home Sweet Home by Nhut Pham

This is a great find for me! I just walked around the garden and accident found this Hummingbird’s nest. And what a great moment when the bird was sitting on it preparing for good evening sleep! :)I just love it! Have a great day every! Thanks for your support always! ^^

Nhut Pham: Photos · Blog 

     

4 horas atrás

JOÃO PEDRO STEDILE: Massacre de Carajás e o pacto do latifúndio com o Poder Judiciário

MARIA FRO por mariafro
 

Massacre de Carajás e o pacto do latifúndio com o Poder Judiciário

POR JOÃO PEDRO STEDILE*, no Terra Magazine

17/04/2013


Uma marcha pacífica com mais de mil trabalhadores rurais organizados pelo MST percorria uma rodovia de Parauapebas a Marabá em 17 de abril de 1996. Foram encurralados por dois batalhões da Policia Militar, em uma no localidade conhecida como Curva do S, no município de Eldorado de Carajás. Um batalhão saíra de Parauapebas e outro de Marabá, apoiados por caminhões boiadeiros, que trancaram a estrada dos dois lados.

Assim começou um massacre premeditado, realizado para dar uma lição naqueles “vagabundos vindos do Maranhão”, como expressaram os policiais nos autos dos processos. Os policiais saíram dos quartéis sem identificação na farda, com armamento pesado e balas verdadeiras. O comando de Marabá chegou a avisar o Pronto Socorro e o Instituto Médico Legal (IML) para ficarem de plantão…

O julgamento demonstrou que, além das ordens explícitas de Paulo Sette Câmara, secretário de segurança do governo tucano de Almir Gabriel, a empresa Vale do Rio Doce financiou a operação, cobrindo todos os gastos, porque o protesto dos sem-terra na rodovia atrapalhava a circulação de seus caminhões.

O resultado foi 19 mortos no ato, sem direito a defesa, 65 feridos incapacitados para o trabalho e dois mortos dias depois. O líder Oziel da Silva, com apenas 19 anos, foi preso, algemado e assassinado a coronhadas, na frente dos seus companheiros, enquanto um policial mandava que gritasse “Viva o MST”.

Esses episódios estão registrados em mais de mil páginas dos autos do processo e foram descritos no livro “O Massacre”, do jornalista Eric Nepomuceno (Editora Planeta). Passados 17 anos, foram condenados apenas os dois comandantes militares, que estão recolhidos em algum apartamento de luxo dos quartéis de Belém.

O coronel Pantoja ainda tenta se livrar da prisão e pede para cumprir a pena de 200 anos em regime domiciliar. Os demais responsáveis no governo federal e estadual e empresa Vale foram inocentados. A Justiça se contentou em apresentar à sociedade dois bodes expiatórios.
Impunidade dos latifundiários
No Brasil inteiro, o cenário é o mesmo: desde a redemocratização, foram assassinados mais de 1.700 lideranças de trabalhadores e apoiadores da luta pela terra. Somente 91 casos foram julgados. Apenas 21 mandantes foram condenados.

O Massacre de Carajás se inscreve na prática tradicional dos latifundiários brasileiros, que com seus pistoleiros fortemente armados ou por meio do controle da Polícia Miliar e do Poder Judiciário, se apropriam de terras públicas e mantêm privilégios de classe, cometendo sistematicamente crimes que ficam impunes.

A atuação do latifúndio corresponde à correlação de forças políticas. Durante o governo José Sarney, diante do avanço das lutas sociais e da esquerda, organizou a UDR (União Democrática Ruralista). Com isso, se armou até os dentes, desrespeitando todas as leis. Foi o período com o maior número de assassinatos. Os fazendeiros chegaram à petulância de lançar seu próprio candidato à Presidência, Roberto Caiado, que foi solenemente condenado pela população brasileira ao receber apenas 1% dos votos.

Nos governos Fernando Collor e FHC, com a derrota do projeto democrático-popular e da luta social que se aglutinava ao redor da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, os latifundiários se sentiram vitoriosos e utilizaram sua hegemonia no Estado para controlar a manu militari a luta pela terra. Nesse período, aconteceram os massacres de Corumbiara (RO), em 1995, e de Carajás.

Lula chegou ao governo, em 2003, quando parte dos latifundiários tinha se modernizado e preferiu fazer uma aliança com o governo, apesar de ter apoiado a candidatura de José Serra. Em troca, recebeu o Ministério da Agricultura. Um setor mais truculento e ideológico resolveu dar uma demonstração de força e mandar avisos para demonstrar “quem de fato mandava no interior e nas terras”, ainda mais depois de Lula colocar o boné do MST.

Nesse contexto, aconteceram dois novos massacres, com ares de perversidade. Em 2004, a poucos quilômetros do Planalto Central, no município de Unaí (MG), uma quadrilha de latifundiários mandou assassinar dois fiscais do Ministério do Trabalho e o motorista da viatura, quando o grupo se dirigia a uma fazenda para fazer uma inspeção de trabalho escravo. Um dos fazendeiros se elegeu prefeito da cidade pelo PSDB e, até hoje, o crime está impune. O Estado não teve coragem de defender seus servidores.

O segundo massacre foi em novembro de 2005, no município de Felisburgo (MG), quando o fazendeiro-grileiro Adriano Chafik resolveu acabar com um acampamento do MST. Chafik foi com seus pistoleiros à fazenda e comandou pessoalmente a operação em um sábado à tarde. No ataque, deram tiros em direção às famílias, colocaram fogo nos barracos e na escola. O saldo foi o assassinato de mais cinco trabalhadores rurais e dezenas de feridos. Depois de oito anos de espera, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais marcou o julgamento do fazendeiro para 15 de maio, em Belo Horizonte. Esperamos que a justiça seja feita.

Os fazendeiros truculentos – que felizmente não são a maioria – agem assim, porque têm certeza absoluta de sua impunidade, graças ao conluio que mantêm com os poderes locais e com o Poder Judiciário. Agora, nos últimos anos, seu foco está voltado para o Poder Legislativo, onde mantêm a chamada Bancada Ruralista, para mudar leis e para se proteger da lei vigente.

Já fizeram as mudanças no Código Florestal e impedem a implementação da lei que obriga a desapropriação das terras dos fazendeiros que exploram o trabalho escravo. A cada ano, a Policia Federal liberta em média dois mil seres humanos do trabalho escravo. No entanto, os latifundiários continuam com essa prática, apoiados na impunidade do Poder Judiciário.

Tiveram a coragem de encaminhar projetos de lei que contrariam a Constituição para impedir a demarcação das terras indígenas já reconhecidas, legalizar o arrendamento das áreas demarcadas e permitir a exploração dos minérios existentes. Foram apresentados projetos também para travar a titulação de terras de comunidades quilombolas.

Uma série de projetos foi apresentada para liberar o uso de agrotóxicos proibidos na maioria dos países, classificados pela comunidade cientifica como cancerígenos, e para impedir que os consumidores saibam quais produtos são transgênicos. Por que não querem colocar no rótulo nos produtos transgênicos, já que garantem segurança total para a saúde das pessoas?

A sanha da ganância dos fazendeiros não tem limites. No interior, usam com mais frequência a violência física e os assassinatos. No entanto, essa sanha tem consequências diretas para toda a população, pela apropriação das terras públicas, pela expulsão dos camponeses do meio rural que incha as favelas e pelo uso indiscriminado dos agrotóxicos, que vão parar no seu estômago e causam câncer. Infelizmente, tudo isso é acobertado por uma mídia servil e manipuladora da opinião pública.

* João Pedro Stedile terá uma coluna quinzenal em Terra Magazine. Seu blog estreia nos próximos dias.

4 horas atrás

A demagogia de Alckmin e a redução da maioridade penal

CENTRODOMUNDO por José Nabuco Filho
 

Para tirar o foco da crise de segurança em São Paulo, o governador dá sua cartada oportunista. Não há ardil político mais primário que o de criar um fato para ocultar uma crise de popularidade. E, para isso, não existe melhor estratégia que a demagogia. A ação de um demagogo não se baseia nas reais

O post A demagogia de Alckmin e a redução da maioridade penal apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

5 horas atrás

Leandro Fortes: A DOR DE PAULO PAVESI

MARIA FRO por mariafro
 

História pavorosa, pavorosa,não dá nem para imaginar tantos requintes de crueldade com uma criança. Que este miserável de Alvaro Inhaez que não pode ser chamado de médico apodreça o resto de sua miserável vida na cadeia.

E como é que pode um deputado, tucano, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que o nomeou em 2003 presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos era subordinada  estar envolvido com a MÁFIA DOS TRANSPLANTES!!!!!???  INACREDITÁVEL! REPUGNANTE!

E  vivemos em um país que protegem bandidos de alta plumagem mesmo que eles sejam assassinos que arrancam córneas de crianças quando elas ainda estão vivas, mesmo que esses animais estuprem crianças e temos de ainda tolerar vindo da esquerda e da direita um discurso que quer encarcerar nossas crianças e adolescentes infratores, fruto de nosso total abandono, da incompetência de nossas políticas públicas para educar e impor limites e ensinar valores humanistas. Me sinto destruída.

A DOR DE PAULO PAVESI

Por Leandro Fortes (CartaCapital)

17/04/2013

Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas. Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas. Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada. Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais.

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais. Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho. Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Ontem, veio o troco.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar. De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi.

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona.

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós.

5 horas atrás

Leandro Fortes: “Querem trocar juiz após vir à tona nome de tucano acusado de traficar órgão”

VIOMONDO por Conceição Lemes
 

Paulinho, então com 10 anos, foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo

A dor de Paulo Pavesi

por Leandro Fortes, em CartaCapital 

Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas.

Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas.

Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada.

Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais.

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais.

Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho.

Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Ontem, veio o troco.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar.

De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi.

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona.

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós.

Leia também:

Leandro Fortes: Tucano é acusado de tráfico de órgãos

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5 horas atrás

A relação dos venezuelanos com a sua Constituição

MARIA FRO por mariafro
 


Venezuelanos tem acesso à sua Carta Magna em qualquer lugar do país, até mesmo nas ruas com ambulantes, como mostra o registro do repórter fotográfico Joka Madruga, do ComunicaSul.

 

Sobre as eleições 2013 na Venezuela leia também:

Observadores brasileiros destacam “total legitimidade” da eleição de Maduro

Gerson Carneiro, ombdsman do PIG, explica o atraso de hoje nas redações

A cobertura fotográfica das eleições venezuelanas por Joka Madruga

6 horas atrás

Tião reitera pedido de ajuda sobre imigrantes

 
: Após reunião com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o governador do Acre, Tião Viana, reiterou nesta quarta-feira (17) que é fundamental o apoio do Governo Federal e dos órgãos públicos em uma força-tarefa. O governador disse ainda que “sozinhos” os acrianos “não têm como conduzir” a questão da chegada de imigrantes à região – sejam eles, haitianos, ou de qualquer outra origem. 
7 horas atrás

Há censura no Brasil, sim

CIDADANIA por eduguim
 

No último sábado, fui um dos palestrantes em um encontro de blogueiros em Curitiba. A “mesa” de debates de que participei teve como tema “Comunicação e Democracia”. Como disse na oportunidade, aqui no Brasil uma sempre foi usada contra a outra.

Há quase sessenta anos, um presidente da República deu um tiro no peito por causa da comunicação. Dez anos depois, a comunicação pediu, tramou, ajudou a instalar e, depois, a sustentar uma ditadura sangrenta que durou duas décadas.

Nesta semana, a comunicação no Brasil trata de censurar fatos em um país fronteiriço que, por ser o maior produtor de petróleo do planeta, encerra importância geopolítica e econômica de tal magnitude que atrai os olhares do mundo.

Sob a batuta dos Estados Unidos, a comunicação brasileira trata a política interna da Venezuela à base de omissões e distorções dos fatos ou, simplesmente, à base da mais legítima censura.

Antes de prosseguir, há que contextualizar os fatos.

A vitória apertada do presidente recém-eleito do país vizinho não difere, por exemplo, da que – graças a Deus – obteve Barack Obama nos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando derrotou o republicano Mitt Romney por margem tão apertada quanto o venezuelano Nicolás Maduro derrotou o adversário Henrique Capriles – Obama obteve 2,3 pontos de vantagem e Maduro, 1,75 ponto.

Embora os EUA ou a mídia brasileira não tenham pedido recontagem dos votos nos Estados Unidos só porque a vitória de Obama não foi mais ampla, ambos põem em suspeição a eleição venezuelana apesar de o sistema eleitoral do país sul-americano ser mais confiável do que o do país norte-americano.

Até aí, política é política e o debate público, por si só, dá conta de pôr os pingos nos is. O problema é quando um comportamento literalmente fascista dos derrotados na Venezuela, que não querem aceitar a derrota, conta com a cumplicidade da imprensa brasileira.

Os venezuelanos saberão resolver seus problemas, espera-se. Mas o nosso talvez seja pior do que o deles, pois na Venezuela a censura se tornou impossível devido à pluralidade da comunicação, que há para todos os gostos.

O comportamento dos derrotados na Venezuela vem sendo criminoso. Capriles, inconformado com a derrota, exortou seus seguidores a irem às ruas protestar contra uma vitória que, até prova em contrário, foi legítima como a de Obama no ano passado.

Sendo condescendente, pode-se aceitar que Capriles tenha perdido o controle de seus seguidores e que os atos de violência que desencadearam por toda Venezuela entre a madrugada de segunda-feira e a manhã de terça não tenham sido orquestrados por ele.

Aliás, ao recuar da manifestação que convocara para esta quarta-feira, o candidato derrotado parece ter percebido que sua exortação aos seus seguidores poderia leva-lo às barras da lei, porque sua primeira convocação teve como saldo, até agora, sete mortos e incontáveis atos de vandalismo por toda a Venezuela.

Uma onda de vandalismo e violência tomou o país vizinho. Sete seguidores de Nicolás Maduro foram assassinados nos estados Zulia, Táchira e em Caracas, e 61 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade.

Ao todo, nove estados reportaram agressões de variados tipos. A mais macabra, porém, foi a de um seguidor de Maduro que foi queimado vivo.

Segundo relatos do governo venezuelano, os assassinados tentaram defender unidades dos programas sociais Pdval, CDI e Mercal, que oferecem de atendimentos de saúde por médicos cubanos a venda de alimentos por preços mais baratos que os do comércio.

Segundo relatos do governo venezuelano, os estados atingidos pela onda de violência foram Caracas, Carabobo, Miranda, Barinas, Mérida, Lara, Táchira, Sucre e Zulia. Os primeiros ataques de seguidores de Capriles foram aos CDIs, centros de atendimento médico.

Os CDIs são dirigidos por médicos cubanos e até pacientes teriam sido atacados.

Há relatos, também, de ataques a tevês e rádios comunitárias simpatizantes do governo. As tevês estatais Venezolana de Televisión (VTV) e Telesur foram cercadas pelas hordas oposicionistas e só não as atacaram porque a polícia interveio.

Várias sedes do partido do governo, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), teriam sido depredadas e incendiadas. Praças públicas e pontos de ônibus teriam sido destruídos. Entregas de alimentos nos mercados do governo teriam sido impedidas e a mercadoria roubada pela horda ensandecida.

O governo venezuelano e incontáveis matérias nas tevês estatais reportam que tudo que tivesse o logotipo do governo era atacado pelos que, alegadamente, foram às ruas, sob instigação de Capriles, para promover um “panelaço pacífico”.

As redes estatais inclusive mostraram imagens de depredação nos centros médicos do estado Miranda, governado por Capriles, identificando-os como sendo os de La Limonera e de Trapichito. Esses ataques teriam resultado em 3 mortos que tentaram defender as instalações.

Outros relatos dão conta de ataques no estado Carabobo, na cidade de Valencia – onde este blogueiro esteve várias vezes a trabalho. Lá, oito centros médicos teriam sido atacados e um deles, incendiado.

Os mortos têm até nome. Um deles é o dirigente do PSUV Henry Rangel. No estado Zulia, outro militante do PSUV foi assassinado diante da sede do Conselho Nacional Eleitoral, quando os seguidores de Capriles ali protestavam e a vítima os xingou. Em Caracas, o militante do PSUV Luis Ponce também foi assassinado enquanto tentava defender o centro médico de La Limonera.

Aliás, o uso do condicional, aqui, é mera formalidade, pois a Telesur mostrou imagens de depredações ao longo da última terça-feira e 135 agressores foram presos em flagrante.

Se quiserem argumentar que é tudo invenção do governo, as imagens e as centenas de testemunhas provam que violência houve. Podem, então, argumentar que foi o governo que pôs hordas nas ruas para praticarem violência e pôr a culpa na oposição, mas há gente presa em flagrante, acusada de assassinatos e, segundo o governo, com filmagens e fotos das agressões.

Seja como for, haverá tempo de sobra para deslindar esses ataques. E a extensa cobertura de redes de televisão e jornais internacionais facilitará ainda mais o esclarecimento desses fatos.

O que não se pode aceitar, porém, é que fatos dessa gravidade sejam literalmente ocultados pela dita grande imprensa brasileira, que se limitou a relatar que houve “choques” com “7 mortos” na Venezuela por ação “dos dois lados”.

Não há relatos de ataques promovidos pelo governo, não há depredações de sedes de partidos de oposição, não há um só nome de um morto da oposição, não há uma só imagem em foto ou vídeo de governistas praticando violência ou vandalismo.

O Jornal Nacional, em sua edição de terça-feira, ocultou tudo isso. A Folha de São Paulo, na edição desta quarta-feira, não dá um só detalhe sobre as vítimas fatais e sobre os atos dos oposicionistas. Os outros grandes meios de comunicação brasileiros fizeram exatamente o mesmo.

O público desses veículos não sabe um dado crucial: todos os assassinados são governistas. Todos.

Há corpos, há nomes dos corpos e nenhum deles é da oposição. Há sedes do partido do governo e unidades de programas sociais do governo depredados e basta ir a eles e comprovar.

Inclusive, o mero exercício da lógica permite entender que o governo não teria por que promover uma farsa dessa magnitude, pois venceu a eleição. A quem interessa o caos? Aos que perderam, claro. Ao governo interessa a tranquilidade diante do resultado.

Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil.

7 horas atrás

In Memory of Boston Marathon’s Victims by Cuong Van

 
 

In Memory of Boston Marathon’s Victims by Cuong Van

Oh, say! can you see by the dawn’s early light What so proudly we hailed at the twilight’s last gleaming; Whose broad stripes and bright stars, through the perilous fight, O’er the ramparts we watched were so gallantly streaming? And the rocket’s red glare, the bombs bursting in air, Gave proof through the night that our flag was still there: Oh, say! does that star-spangled banner yet wave O’er the land of the free and the home of the brave? On the shore, dimly seen through the mists of the deep, Where the foe’s haughty host in dread silence reposes, What is that which the breeze, o’er the towering steep, As it fitfully blows, half conceals, half discloses? Now it catches the gleam of the morning’s first beam, In fully glory reflected now shines in the stream: ‘Tis the star-spangled banner! Oh, long may it wave O’er the land of the free and the home of the brave! Part one from The United States Of America National Anthem Lyrics.

Cuong Van: Photos · Blog 

     

7 horas atrás

Encaixotando os amores perdidos

XICO SÁ por xicosa
 

Por causa de uma mudança, estive um pouco ausente aqui do nosso banco de praça. Mudar de casa é uma trabalheira.

Só não é mais complicado do que mudar de sexo. Ou mudar de mulher. Ou mudar de marido.

No que o DJ imaginário solta a trilha “Mudanças”, clássico da Jovem Guarda da Vanusa. A musa recomenda: revirar gavetas, sentimentos e ressentimentos tolos etc.  Estou dentro.

Mudar é bronca, mesmo no meu caso, que farei a menor mudança do mundo: apenas um gato e um pendrive com as crônicas do amor louco para eventuais reciclagens.

Perdão, minha mulherzinha amada, levarei também os vinis Burt Bacharach –atenção que o cara faz show sábado em São Paulo, imperdível. Burt Bacharach para dançar de rostinho colado.

O pior da mudança, mesmo com o meu desapego adquirido com a práxis cigana –não com as ilusões do orientalismo de boutique-, é tropeçar nos objetos que marcaram, de alguma forma, os ex-amores.

Sem se falar nas cartas no fundo daquela gaveta esquecida, caligrafia caprichada de moça que ama, os beijos de batom impressos para sempre, as promessas, venho por meio desta… Uma romana me mandou uma fábula de Morávia…

Os utensílios do lar também falam alto, repetem antigas declarações, nos lembram velhas dores mumificadas. Aquele escorredor de macarrão que matou nossa fome dominical com tv a cabo e DVDs incompreensíveis.

Desapego. Cavaleiro solitário vende/doa tudo.

Viva mais um ritual de passagem e mudança. Aqueles lençóis que encobriram nosso desamor final e nossa preguiça de segunda-feira, nossa inércia, o edredon que abafou e adiou o “the end” e os créditos finais do nosso filme.

Solta a voz, Vanusa!

E como a gente guarda coisas que nem sabia tê-las. Assim como cartas, papéis avulsos, recortes sentimentais que julgávamos esquecidos. Qual o quê, basta uma polaroide borrada da Cindy para rebobinar um amor que não houve.

É mandar tudo para a feira Benedito Calixto dos amores perdidos ou para a rua do Lavradio das paixões rústicas, trincadas e envelhecidas.

Mudança é trabalheira por dentro e por fora.

Vamos nessa. Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar, já dizia o filósofo do mangue.