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Secretaria de Direitos Humanos apresenta proposta contra homofobia

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Uma proposta de nova redação para o PLC 122, projeto de lei que quer criminalizar a homofobia, foi entregue nesta quarta-feira (17) no Senado pelo Conselho LGBT, órgão que integra a estrutura da SDH (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República).

A iniciativa de construir uma nova redação partiu da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), foi discutida pelo conselho com o movimento LGBT e, então, formalizada em uma proposta em nome do conselho.

À frente da secretaria, a ministra Maria do Rosário já se manifestou de forma favorável à criminalização da homofobia. Mas este, até o momento, é o gesto mais forte neste sentido.

“Sinaliza a importância de o governo estar preocupado com a violência contra a população LGBT”, avalia Gustavo Bernardes, presidente do conselho. Em 2011, o governo federal registrou 6,8 mil denúncias de violações contra o segmento, via diferentes canais.

O PLC 122 tramita desde 2001. Nos últimos anos, virou alvo de intensa polêmica que separa, de um lado, militantes de direitos humanos e dos direitos LGBT e, do outro, principalmente congressistas evangélicos.

O projeto está, atualmente, na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Foi para o relator do projeto nesta comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), e para a senadora Ana Rita (PT-ES) que a proposta de texto, na forma de um substitutivo ao projeto original, foi entregue.

A proposta do conselho estabelece uma lei própria contra crimes de ódio e intolerância praticados “por discriminação ou preconceito de identidade de gênero, orientação sexual, idade, deficiência ou motivo assemelhado”. Ou seja, o projeto dilui a homofobia entre crimes contra outras ditas minorias –e não mais acrescenta novos artigos à lei contra crimes raciais.

Estratégia semelhante foi traçada no passado, mas não houve sucesso na aprovação final do projeto.

Bernardes diz que a ideia é se mostrar aberto ao diálogo com os segmentos contrários ao projeto. Uma concessão feita foi explicitar que não a manifestação de afetividade pode ser negada em templos.

Assim, diz a proposta, constitui crime de intolerância “impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade, identidade de gênero ou orientação sexual em espaços públicos ou privados de uso coletivo, exceto em templos de qualquer culto, quando estas expressões e manifestações sejam permitidas às demais pessoas”.

Bernardes se disse otimista após a conversa com o senador Paim.

Até o final do ano
Paim afirma que a intenção é construir consensos para conseguir aprovar o projeto no Senado e na Câmara até o final de 2013.

O relator diz que recebeu a proposta do conselho da mesma forma como recebeu outras e explica que vai dialogar, também, com a bancada evangélica.

A ideia é estruturar o projeto “na linha de combater o ódio, a violência, a homofobia, e assegurar a liberdade da orientação sexual de cada um”.

O senador diz acreditar que é possível construir consenso sobre a proposta, apesar de isso não ter sido alcançado até hoje. “Ninguém prega o ódio e a violência”, argumenta ele.

Em 2012, apesar de receber aval extra-oficial do Palácio do Planalto, o projeto de criminalização da homofobia não avançou.

fonte: Folha de S.Paulo

5 minutos atrás

“É um privilégio ser processado por Gilmar Mendes”, diz José de Abreu.Abreu disse que já “tem uns 15 advogados” querendo defendê-lo. “Vou juntar tudo o que foi falado contra ele [Mendes] para mostrar que não sou a única pessoa. Vou com um caminhão para o tribunal. Por que, então, ele processa só a mim?”

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

“É um privilégio ser processado por Gilmar Mendes”, diz José de Abreu

Fernanda Calgaro
Do UOL, em Brasília Foto Rio News

  • José de Abreu na solenidade de entrega do prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) no último dia 12 de março José de Abreu na solenidade de entrega do prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) no último dia 12 de março

O ator José de Abreu afirmou nesta quarta-feira (17) que é um “privilégio” ser processado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e que não irá se retratar. A intenção dele é levar o caso adiante para discutir a liberdade de expressão. O magistrado apresentou uma queixa-crime contra o ator por comentários dele no Twitter.
“É um privilégio ser processado por uma pessoa como ele. Não vou me retratar. Sou atacado direto, tem 300 páginas na internet com ataques a mim e nunca entrei com processo contra ninguém”, afirmou ao UOL por telefone.
Em dezembro, Abreu fez um comentário na sua conta no Twitter sobre a informação publicada pela imprensa de que Mendes teria contratado um araponga, condenado à prisão. O ator escreveu ainda: “E pro contratante? Domínio do fato?”, citando uma teoria do direito penal usada no julgamento do mensalão para condenar o ex-ministro José Dirceu por ter sido “chefe” da quadrilha.
“Quando falei, foi uma grande brincadeira, óbvio que ele não é responsável pelo Dadá. Fui comentar a teoria do domínio do fato que tinha sido usada para condenar o José Dirceu”, explicou Abreu. Pela teoria, usada para condenar réus no julgamento do mensalão, também é possível responsabilizar o mandante de crimes e não apenas quem os executa.
No início da tarde desta quarta, ao comentar a queixa-crime, Mendes disse que Abreu tem “momentos de inconsciência”.
“Ele me deu a defesa ao falar que sou inconsciente. Sou inimputável, portanto?”, ironizou o ator. Ele acrescentou que a discussão é válida para debater a liberdade de expressão nas redes sociais.
“Eu retuíto muitas coisas, mas não quer dizer que eu concordo quando retuíto algo do Feliciano ou do Bolsonaro. É para quem me segue ver como essas pessoas pensam”, afirmou.
Anteriormente, Abreu já havia chamado Mendes de corrupto no Twitter, mas depois se retratou. “Ele fez uma afirmação nessa linha de exagero, entrei com uma interpelação e ele achou por bem dizer que não era nada disso, que ele nem sabia o que significava o termo corrupto, o que chega a ser engraçado e mostra o grau de irresponsabilidade ou até do grau de inconsciência que às vezes ele é acometido”, disse o ministro.
Abreu disse que já “tem uns 15 advogados” querendo defendê-lo. “Vou juntar tudo o que foi falado contra ele [Mendes] para mostrar que não sou a única pessoa. Vou com um caminhão para o tribunal. Por que, então, ele processa só a mim?”

23 minutos atrás

STF derrota Barbosa e dá mais prazo a Dirceu

CONVERSA AFIADA por redacao
 

Saiu no G1:

Maioria do STF dobra prazo e dá 10 dias para recursos no mensalão

Joaquim Barbosa levou caso ao plenário a pedido de advogados de defesa. Maioria discordou de Barbosa, que citou ‘tentativa de eternizar’ processo.

Mariana Oliveira 
Do G1, em Brasília

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (17) dobrar de cinco para dez dias o prazo para que os advogados de defesa dos condenados no processo do mensalão apresentem recursos após a publicação do acórdão do julgamento. O resultado do julgamento pode mudar até a proclamação do resultado.

Segundo o presidente do STF e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, o acórdão deve ser divulgado na quinta (18) e será considerado publicado na sexta (19). Se isso ocorrer, o prazo começa a ser contado na segunda (22).

O acórdão é o documento que detalha as decisões do julgamento, que condenou 25 e absolveu 12 réus no segundo semestre do ano passado, e trará o tempo de pena, regime de cumprimento, além dos votos escritos dos 11 ministros que participaram do julgamento. O documento abre prazo para as defesas recorrerem.

(…)

Clique aqui para ler “Dirceu: ‘não vão me enterrar vivo’.”

30 minutos atrás

O enterro de Margaret Thatcher

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
Por Marcelo Justo, no sítio Carta Maior
Em vida, Margaret Thatcher polarizou a sociedade britânica como nenhum outro político do século XX. As coisas não mudaram com sua morte. Em uma sociedade tão consciente das formas como a britânica, o funeral pomposo nesta quarta-feira na catedral de Saint Pauls terá como contrapartida protestos no centro de Londres e celebrações em bairros. 
A polícia deslocará cerca de quatro mil efetivos para as ruas para prevenir atentados ou incidentes e a canção “Ding Dong the witch is dead” (“Celebremos que a bruxa morreu”) – número dois na lista das mais vendidas na semana passada – soará com tanto vigor quanto os temas clássicos do funeral.  
Entre os milhares de convidados à catedral de Saint Paul se encontram a Rainha Elizabeth II e o Príncipe William, mandatários e ex-mandatários, ministros e ex-ministros, todo o gabinete da coalizão conservadora-liberal democrata, membros da oposição trabalhista, celebridades e desportistas. Em alusão à guerra das Malvinas, participarão mais de 700 membros das forças armadas, entre eles dois irmãos que combateram nas ilhas, o sargento Bill Mott e o major Nicky Mott.  
O funeral será fastuoso. O ataúde, coberto por uma bandeira britânica, será transportado por um carro fúnebre antes de ser transferido para uma carruagem puxada por seis cavalos negros. Até o Big Bem, esse símbolo clássico da capital, deixará de dar as horas em homenagem à dama de ferro, algo que não ocorria desde o enterro de Winston Churchill em 1965. Segundo o governo, não se trata de um funeral de estado. O cidadão comum e o espectador estrangeiro, menos afeitos a estes detalhes protocolares, o verão como uma homenagem do mais alto calibre, só outorgada a heróis nacionais.  
Nas ruas, durante os 20 minutos em que o cortejo se deslocará desde a Igreja de St.Clemente Danes até a catedral de Saint Pauls, grupos opositores a Thatcher lhe darão as costas em um gesto simbólico de rechaço. Os militantes informaram pelo Twitter que planejam derramar baldes de leite para lembrar que a dama de ferro foi também a “ladra dos copos de leite” que privou as crianças do copo que recebiam na escola primária.  
O custo do funeral é de 8 milhões de libras e gerou um forte debate. Segundo o chanceler William Hague, a ex-primeiro ministra merece a homenagem pois as negociações que fez com a União Europeia pouparam cerca de 75 bilhões de euros ao contribuinte britânico. O ex-vice primeiro ministro trabalhista John Prescott criticou “este desperdício” em meio a um período de contração econômica como o que vive o Reino Unido e sugeriu que os 13 mil milionários que receberam um corte de impostos de 100 mil libras anuais com o atual governo financiem esse gasto. 
“É preciso privatizar seu funeral. Isso seria uma homenagem adequada à sua obra”, assinalou Preston. Mas nem todos os trabalhistas foram tão críticos. Em sua homenagem parlamentar na semana passada o líder da oposição, Ed Miliband, destacou que, para além das diferenças, era preciso reconhecer que Thatcher havia mudado o Reino Unido e que, em muitos aspectos, ela tinha sido uma pioneira.  
Não resta dúvida que entre o país que ela assumiu em 1979 e o que deixou ao renunciar em 1990 havia um abismo. Nestes 11 anos, os serviços básicos e grandes empresas britânicas – do aço a British Airways e Rolls Royce – foram privatizados, o setor financeiro desregulamentado e o poderoso movimento sindical marginalizado com a legislação mais dura em termos trabalhistas de toda a Europa.  
Segundo os conservadores, ela salvou o Reino Unido de uma decadência pós-imperial e devolveu o país a um destino de grandeza que estava se perdendo entre as greves e os apagões dos anos 70. Segundo seus detratores, ela foi responsável pela crescente desigualdade e pobreza do Reino unido, pela desindustrialização do país e pela debacle financeira.  
Que pensam os britânicos hoje? Em uma pesquisa da ComRes para o “The Independent on Sunday”, 33% disseram que não houve melhor premier do que ela, enquanto 41% discordaram dessa posição. Cerca de 59% a apontaram como a figura mais polarizadora do país; somente 18% discordaram disso. Na mesma pesquisa, 38% manifestaram-se contra a privatização do gás, da eletricidade e do serviço telefônico, enquanto 25% se disseram a favor.  
Mas segundo outra sondagem, publicada pelo “The Guardian”, se Margaret Thatcher fosse hoje a líder dos conservadores, estes ganhariam cerca de oito pontos na preferência de votos e se colocariam com 40% das preferências dos eleitores, apenas 2,5% menos do registrado nas eleições de 1987 que lhe deram maioria absoluta em seu último período de governo. 
O debate sobre Thatcher e o Thatcherismo está presente nas casas, nos pubs, na imprensa, na televisão e até nas canções populares. A música “Ding dong the witch is dead”, cantada por Judy Garland em “O mágico de Oz”, terminou a semana em segundo lugar das preferidas do público, enquanto que a canção punk “I am in love with Margaret Thatcher” só chegou ao 35º lugar.  
A BBC foi apanhada em fogo cruzado dos simpatizantes e opositores de Thatcher. Nos domingos, a Rádio 1 tem um programa onde toca na íntegra as músicas mais populares da semana. Sob pressão dos conservadores, reduziram “Ding dong…” a um clipe de sete segundos, mas transmitiram inteira a música da banda punk.  
* Tradução de Katarina Peixoto Altamiro Borges: O enterro de Margaret Thatcher
35 minutos atrás

Quatro razões a favor da NÃO redução da maioridade penal

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Razões para NÃO reduzir a maioridade penal: o objetivo é tentar reduzir a violência ou atender a um desejo coletivo de vingança?

Por Vinicius Bocato, em seu blog

Na última semana uma tragédia abalou todos os funcionários e alunos da Faculdade Cásper Líbero, onde estou terminando o curso de jornalismo. O aluno de Rádio e TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do prédio onde morava, na noite da terça-feira (9). O crime chocou não só pela banalização da vida – Victor Hugo entregou o celular ao criminoso e não reagiu –, mas também pela constatação de que a tragédia poderia ter acontecido com qualquer outro estudante da faculdade.

Esse novo capítulo da violência diária em São Paulo ganhou atenção especial da mídia por um detalhe: o criminoso estava a três dias de completar 18 anos. Ou seja, cometeu o latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto adolescente e foi encaminhado à Fundação Casa.

redução maioridade penal

Brasil discute redução da maioridade penal

Óbvio que a primeira reação é de indignação; acho válida toda a revolta da população, em especial da família do garoto, mas não podemos deixar que a emoção nos leve a atitudes irresponsáveis. Sempre que um adolescente se envolve em um crime bárbaro, boa parte da população levanta a voz para exigir a redução da maioridade penal. Alguns vão adiante e chegam a questionar se não seria hora do Estado se igualar ao criminoso e implantar a pena de morte no país. Foi o que fez de forma inconsequente o filósofo Renato Janine Ribeiro, em artigo na Folha de S. Paulo, por ocasião do assassinato brutal do menino João Hélio em 2007.

Além de obviamente não termos mais espaço para a Lei de Talião no século XXI, legislar com base na emoção nada mais atende do que a um sentimento de vingança. Não resolve (nem ameniza) o problema da violência urbana.

O que chama a atenção é maneira como a grande mídia cobre essas tragédias. A maioria das matérias que vemos nos veículos tradicionais só reforçam uma característica do Brasil que eles mesmo criticam: somos o país do imediatismo. A cada crime brutal cometido por um adolescente, discutimos os efeitos da violência, mas não as suas causas. Discutimos como reprimir, não como prevenir. É uma tática populista que desvia o foco das reais causas do problema.

Abaixo exponho a lista de motivos pelos quais sou contra a redução da maioridade penal:

1 – As leis não podem se basear na exceção

A maneira como a grande mídia cobre estes crimes bárbaros cometidos por adolescentes nos dá a (falsa) impressão de que eles estão entre os mais frequentes. É justamente o inverso. O relatório de 2007 da Unicef “Porque dizer não à redução da idade penal” mostra que crimes de homicídio são exceção:

“Dos crimes praticados por adolescentes, utilizando informações de um levantamento realizado pelo ILANUD [Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente] na capital de São Paulo durante os anos de 2000 a 2001, com 2.100 adolescentes acusados da autoria de atos infracionais, observa-se que a maioria se caracteriza como crimes contra o patrimônio. Furtos, roubos e porte de arma totalizam 58,7% das acusações. Já o homicídio não chegou a representar nem 2% dos atos imputados aos adolescentes, o equivalente a 1,4 % dos casos conforme demonstra o gráfico abaixo.”

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

E para exibir dados atualizados, dentre os 9.016 internos da Fundação Casa, neste momento apenas 83 infratores cumprem medidas socioeducativas por terem cometido latrocínio (caso que reacendeu o debate sobre a maioridade penal na última semana). Ou seja, menos que 1%.

2 – Redução da maioridade penal não diminui a violência. O debate está focado nos efeitos, não nas causas da violência

Como já foi dito, a primeira reação de alguns setores da sociedade sempre que um adolescente comete um crime grave é gritar pela redução da maioridade penal. Ou quase isso: dificilmente vemos a mesma reação quando a vítima mora na periferia (nesses casos, a notícia vira apenas uma notinha nas páginas policiais). Mas vamos evitar leituras ideológicas do problema.

A redução da maioridade penal não resolve nem ameniza o problema da violência. “Toda a teoria científica está a demonstrar que ela [a redução] não representa benefícios em termos de segurança para a população”, afirmou em fevereiro Marcos Vinícius Furtado, presidente da OAB. A discussão em torno na maioridade penal só desvia o foco das verdadeiras causas da violência.

Instituto Não Violência é bem enfático quanto a isso: “As pesquisas realizadas nas áreas social e educacional apontam que no Brasil a violência está profundamente ligada a questões como: desigualdade social (diferente de pobreza!), exclusão social, impunidade (as leis existentes não são cumpridas, independentemente de serem “leves” ou “pesadas”), falhas na educação familiar e/ou escolar principalmente no que diz respeito à chamada educação em valores ou comportamento ético, e, finalmente, certos processos culturais exacerbados em nossa sociedade como individualismo, consumismo e cultura do prazer.

No site da Fundação Casa temos acesso a uma pesquisa que revela o perfil dos internos (2006):

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

Em linhas gerais, o adolescente infrator é de baixa renda, tem muitos irmãos e os pais dificilmente conseguem sustentar e dar a educação ideal a todos (longe disso). Isso sem contar quando o jovem é abandonado pelos pais, quando um deles ou ambos faleceram, quando a criança nem chega a conhecer o pai, entre outras complicações.

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

Claro que é bom evitar uma posição determinista, a pobreza e a carência afetiva por si só não produzem criminosos. Mas a falta de estrutura familiar, de educação, a exposição maior à violência nas periferias e a falta de políticas públicas para esses jovens os tornam muito mais suscetíveis a cometer pequenos crimes.

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

Especialistas afirmam que os adolescentes começam com delitos leves, como furtos, e depois vão subindo “degraus” na escada do crime. De acordo com Ariel de Castro Alves, ex secretário-geral do Conselho Estadual da Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), muitos dos adolescentes que chegam ao latrocínio têm dívidas com traficantes e estão ameaçados de morte, e isso os estimula a roubar.

redução maioridade penal

(Gráfico – Divulgação)

Vale aqui lembrar a falência da Fundação Casa, que em vez de recuperar os jovens, acaba incentivando os internos a subir esses degraus do crime. Para entender melhor sua realidade, recomendo a leitura da matéria “De Febem a Fundação Casa” da Revista Fórum. Nela temos o relato do pedagogo Carlos (nome fictício), que sofreu ameaças frequentes por contestar os atos abusivos da direção: “A Fundação Casa nasceu para dar errado. Eles saem de lá com mais ódio, achando que as pessoas são todas ruins e que não há como mudar isso. São desrespeitados como seres humanos, são tratados como lixo. E isso faz com que eles pensem que não podem mudar.”

Atuante na Fundação há onze anos, Carlos conta que os atos de violência contra os adolescentes são cotidianos e descarados, apoiados inclusive pelo diretor, que também “bate na cara dos meninos”. Essa bola de neve de violência só poderia resultar em crimes cada vez mais graves cometidos pelos garotos.

3 – A redução da maioridade penal tornaria mais caótico o já falido sistema carcerário brasileiro e aumentaria o número de reincidentes

Dados objetivos: Temos no Brasil mais de 527 mil presos e um déficit de pelo menos 181 mil vagas. Não precisamos nos aprofundar sobre a superlotação e as condições desumanas das cadeias brasileiras, é óbvio que um sistema desses é incapaz de recuperar alguém.

redução maioridade penal

Superlotação em presídio de São Paulo (Foto: Reprodução)

A inclusão de adolescentes infratores nesse sistema não só tornaria mais caótico o sistema carcerário como tende a aumentar o número de reincidentes. Para o advogado Walter Ceneviva, colunista da Folha, a medida pode tornar os jovens criminosos ainda mais perigosos: “Colocar menores infracionais na prisão será uma forma de aumentar o número de criminosos reincidentes, com prejuízo para a sociedade. A redução da maioridade penal é um erro.”

A Unicef também destaca os problemas que os EUA enfrentam por colocar adolescentes e adultos nos mesmos presídios. “Conforme publicado este ano [2007] no jornal The New York Times, a experiência de aplicação das penas previstas para adultos para adolescentes nos Estados Unidos foi mal sucedida resultando em agravamento da violência. Foi demonstrado que os adolescentes que cumpriram penas em penitenciárias, voltaram a delinquir e de forma ainda mais violenta, inclusive se comparados com aqueles que foram submetidos à Justiça Especial da Infância e Juventude.”

O texto em questão foi publicado no New York Times em 11 de maio de 2007 e está disponível na íntegra na página 34 deste PDF da Unicef.

4 – Ao contrário do que é veiculado, reduzir a maioridade penal não é a tendência do movimento internacional

Tenho visto muitos textos afirmando que o Brasil é um dos raros países que estipulou a maioridade penal em 18 anos. Tulio Kahn, doutor em ciência política pela USP, contesta esses dados. “O argumento da universalidade da punição legal aos menores de 18 anos, além de precário como justificativa, é empiricamente falso. Dados da ONU, que realiza a cada quatro anos a pesquisa Crime Trends (Tendências do Crime), revelam que são minoria os países que definem o adulto como pessoa menor de 18 anos e que a maior parte destes é composta por países que não asseguram os direitos básicos da cidadania aos seus jovens.”

Ainda segundo a Unicef “de 53 países, sem contar o Brasil, temos que 42 deles (79%) adotam a maioridade penal aos 18 anos ou mais. Esta fixação majoritária decorre das recomendações internacionais que sugerem a existência de um sistema de justiça especializado para julgar, processar e responsabilizar autores de delitos abaixo dos 18 anos. Em outras palavras, no mundo todo a tendência é a implantação de legislações e justiças especializadas para os menores de 18 anos, como é o caso brasileiro.”

LEIA TAMBÉM: ‘MAIORIDADE PENAL AOS SEIS, AFINAL, NESSA IDADE, ELES JÁ SE VESTEM SOZINHOS’

O que pode estar acontecendo na grande mídia é uma confusão conceitual pelo fato de muitos países usarem a expressão penal para tratar da responsabilidade especial que incide sobre os adolescentes até os 18 anos. “Países como Alemanha, Espanha e França possuem idades de inicio da responsabilidade penal juvenil aos 14, 12 e 13 anos. No caso brasileiro tem inicio a mesma responsabilidade aos 12 anos de idade. A diferença é que no Direito Brasileiro, nem a Constituição Federal nem o ECA mencionam a expressão penal para designar a responsabilidade que se atribui aos adolescentes a partir dos 12 anos de idade”.

Confiram aqui a tabela comparativa entre diferentes países ao redor do mundo. Alguns países vêm seguido o caminho contrário do que a grande mídia divulga e aumentado a maioridade penal. “A Alemanha restabeleceu a maioridade para 18 anos e o Japão aumentou para 20 anos. A tendência é combater com medidas socioeducativas. Estudos apontam que os crimes praticados por crianças e adolescentes, no Brasil, não passariam de 15%. Há uma falsa impressão de que esses jovens ficam impunes, o que não é verdade, pois eles respondem ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, argumenta Márcio Widal, secretário da Comissão dos Advogados Criminalistas da OAB.

Também não vejo os grandes jornais divulgarem que muitos estados americanos estão aumentando a maioridade penal.

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Há ainda diversos argumentos contra a redução da maioridade penal, mas o texto já se estendeu muito e vamos focar em mais dois. A medida é inconstitucional; a questão da maioridade faz parte das cláusulas pétreas da Constituiçãode 1988, que não podem ser modificadas pelo Congresso Nacional (saiba mais sobre as cláusulas pétreas da CF aqui). Seria necessária uma nova Assembleia Constituinte para alterar a questão.

São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial” (Artigo 228 da Constituição Federal). Ou seja, todas as pessoas abaixo dos 18 anos devem ser julgadas, processadas e responsabilizadas com base em uma legislação especial, diferenciada dos adultos.

Há ainda o clássico argumento de que o crime organizado utiliza os menores de idade para “puxar o gatilho” e pegar penas reduzidas. Se aprovada a redução da maioridade penal, os jovens seriam recrutados cada vez mais cedo. Se baixarmos para 16 anos, quem vai disparar a arma é o jovem de 15. Se baixarmos para 14, quem vai matar será o garoto de 13. Estaríamos produzindo assassinos cada vez mais jovens. Além disso, “o que inibe o criminoso não é o tamanho da pena e sim a certeza de punição”, diz o advogado Ariel de Castro Neves. “No Brasil existe a certeza de impunidade já que apenas 8% dos homicídios são esclarecidos. Precisamos de reestruturação das polícias brasileiras e melhoria na atuação e estruturação do Judiciário.”

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Concluindo…

Reforçando, tudo o que foi discutido até aqui foi para mostrar o problema de tratar essa questão com imediatismo, impulsividade. Os debates estão sendo feitos quase sempre em cima dos efeitos da violência, não de suas causas, desviando o foco das reais origens do problema.

Que tal nos mobilizarmos para cobrar uma profunda reforma na Fundação Casa, de forma que ela cumpra minimamente seus objetivos? Ou para cobrar outra profunda reforma no sistema carcerário brasileiro, que possui 40% de presos provisórios? Será que todos deviam estar lá mesmo?

E melhor ainda: que tal nos mobilizarmos para que o Governo invista pesado na prevenção da criminalidade, como escolas de tempo integral, atividades de lazer e cultura? Estudos mostram que quanto mais as crianças são inseridas nessas políticas públicas, menores as chances de serem recrutadas pelo mundo das drogas e pelo crime organizado.

Quando o Estado exclui, o crime inclui”, afirma Castro Alves. “Se o jovem procura trabalho no comércio e não consegue, vaga na escola ou num curso profissionalizante e não consegue, na boca de fumo ele vai ser incluído.”

Na teoria o ECA é uma ótima ferramenta para prevenir a criminalidade. Mas há um abismo entre a teoria e a prática do ECA: a falta de políticas públicas para a juventude, a falta de estrutura e os abusos na Fundação Casa acabam produzindo o efeito contrário do desejado. Mesmo assim, a reincidência no sistema de internação dos adolescentes é de aproximadamente 30%. No sistema prisional comum é de 60%, segundo o Ministério da Justiça.

No fim das contas, suspeito que boa parte da sociedade não quer recuperar os jovens infratores. Muitos gostariam mesmo é de fazer justiça com as próprias mãos ou que o Estado aplicasse a pena de morte, como sugeriu o filósofo Janine Ribeiro no calor da emoção. Mas já que isso não é possível, então “que apodreça na cadeia junto com os adultos”.

Por causa de fatos isolados, como a tragédia do menino João Hélio e do estudante Victor Hugo, cobram do governo a redução da maioridade penal, uma atitude impulsiva e irresponsável que iria piorar ainda mais a questão da violência no Brasil. A questão é tentar reduzir a violência ou atender a um desejo coletivo de vingança?

Edição: Pragmatismo Politico

O post Quatro razões a favor da NÃO redução da maioridade penal apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

40 minutos atrás

Lula pede que EUA pare com sua ingerência na Venezuela

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

Caracas, 17 Abr. AVN.-

El expresidente brasileño y líder de la izquierda mundial, Luiz Inácio Lula da Silva, reclamó al gobierno de Estados Unidos su injerencia en Venezuela al solicitar, tal como lo exige el candidato antichavista Henrique Capriles, el reconteo de los votos de las elecciones presidenciales celebradas el pasado domingo.

“Cuando uno está en el cargo de presidente hay cosas que no se pueden decir, por diplomacia, pero ahora lo puedo decir: de tanto en tanto los estadounidenses se dedican a poner en duda una elección ajena. Deberían preocuparse por ellos mismos y dejar que nosotros elijamos nuestro destino”, afirmó Lula da Silva.

La Casa Blanca ha dicho que no está preparada para reconocer al presidente ganador, Nicolás Maduro, hasta tanto no se haga el recuento de votos. Conducta que viene a coronar una serie de injerencias que comenzaron antes de la campaña electoral venezolana, incluso voceros del Departamento de Estado manifestaron tener predilección por el candidato de la derecha, Henrique Capriles.

Lula también felicitó a Nicolás Maduro por su reciente triunfo electoral que lo convirtió en el nuevo presidente de Venezuela. La salutación la hizo en Belo Horizonte, ciudad que se encuentra en el corazón de Brasil, al lado de la actual mandataria, Dilma Rousseff, en una reunión donde se festejaba el décimo aniversario del Partido de los Trabajadores (PT) en el poder.

En el evento, Lula pidió a la multitud de militantes del PT un aplauso por la elección de Nicolás Maduro en Venezuela, en tanto Rousseff llamó por teléfono al presidente electo, lo felicitó y dijo públicamente que estaba “lista para trabajar juntos”.

uma hora atrás

Fé demais

SUJO por Esquerdopata
 
 
uma hora atrás

Haddad recebe movimentos de moradia

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Igor Carvalho, no sítio SPressoSP:

Movimentos de moradia foram até a prefeitura de São Paulo, na região central, cobrar do prefeito Fernando Haddad (PT) a promessa de campanha referente à construção de 55 mil moradias. O petista surpreendeu todos e desceu do gabinete para dialogar com os ativistas, chegando a subir no carro de som para que todos pudessem ouvir.

O prefeito reafirmou o compromisso de campanha, porém ressaltou que as moradias devem atender outras camadas sociais, não apenas de baixa renda. Para os movimentos sociais, Haddad deve disponibilizar 20 mil moradias construídas no modelo de mutirão e autogestão.

“A maioria é HIS [Habitação de Interesse Social]. Eu não posso trazer para a região central somente a população de uma faixa de renda, senão vou transformá-lo em um lugar homogêneo”, disse o prefeito.

Um grupo de trabalho será criado para que os movimentos sociais acompanhem a construção das 20 mil moradias populares que serão construídas em parceria com o Governo do Estado, projeto apresentado em fevereiro.

uma hora atrás

Fux não podia ser amigo de Bermudes

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Do Diário do Centro do Mundo – 17 de abril de 2013   
As relações promíscuas na justiça — e na mídia — são um embaraço ético extraordinário. 
Fux e a filha Marianna Fux e a filha Marianna 

Paulo Nogueira

Como o sistema judiciário brasileiro pôde chegar ao descalabro que hoje, e apenas hoje, se sabe que é sua maior marca?

Onde esteve a mídia, estes anos todos, que não viu nada, não denunciou nada e não propôs nada para mitigar as aberrações?

Dezenas, centenas, milhares de matérias sobre a ‘morosidade da justiça’ e nada sobre a estrutura viciosa do sistema judiciário?

Já não dá sequer para alegar surpresa com a informação, trazida pelo Estadão, de que o juiz Luiz Fux – sempre ele — examinou processos que envolviam o escritório de Sérgio Bernandes, o patrão de sua filha, a advogada Marianna.

É uma situação de escandalosa promiscuidade – e ainda assim aconteceu. Você pode imaginar, ao longo da história, quantas vezes este tipo de coisa ocorreu com outros juízes e outros escritórios.

Vamos colocar assim: juiz não tem amigo.

Estou usando uma frase célebre de um dos maiores editores da história, Joseph Pulitzer.

Pulitzer é simplesmente desprezado por jornalistas como Merval e Azevedo   Pulitzer é simplesmente desprezado por jornalistas como Merval e Azevedo 
  “Jornalista não tem amigo”, dizia (e praticava) ele. Por razões óbvias: a amizade compromete a isenção. Como um jornalista vai escrever sobre um amigo ministro, por exemplo?

As amizades têm que estar inteiramente fora do âmbito profissional. Pulitzer escreveu a sentença magistral há quase 150 anos, mas no Brasil parece que jamais foi lida por quem deveria.
Da mesma forma que jornalista, juiz não tem amigo. Se esta máxima de Pulitzer fosse seguida, boa parte dos problemas de promiscuidade na justiça brasileira estaria resolvida.
Mas o que você vê com total despudor, como se fosse a coisa mais natural do mundo, é a negação de Pulitzer.

Juízes como Gilmar Mendes e (agora aposentado, graças a Deus) Ayres Britto confraternizam com jornalistas como Merval Pereira e Reinaldo Azevedo como se merecessem uma comenda por se abraçarem.

É uma dupla infração.

Nem os jornalistas e nem os juízes podiam se colocar numa situação tão constrangedora.
O Brasil – a mídia, a justiça, a política – sofre de excesso de amizades, para empregar a lógica pulitzeriana.

A vítima é o interesse público.

Todos estas relações de cumplicidade  – Merval & Ayres, Azevedo & Gilmar, Fux & Bermudes – são, eticamente, inaceitáveis.

Pelo seguinte: Merval tenderá a favorecer Ayres. Ayres tenderá a favorecer Merval. Azevedo tenderá a favorecer Gilmar. Gilmar tenderá a favorecer Azevedo. Fux tenderá a favorecer Bermudes. Bermudes tenderá a favorecer Fux.
É muito favorecimento para um país só.

Quando existe a possibilidade de favorecimento nesta escala, sabemos todos quem é o grande desfavorecido: o interesse público.

Ou, para usar a nomenclatura de um de nossos anti-Pulitzers, o fundador da Globo, Irineu Marinho, “o Zé do Povo”.

Paulo Nogueira. Jornalista baseado em Londre, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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uma hora atrás

Venezuela e a cumplicidade da mídia

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Alexandre Haubrich, no blog Jornalismo B:

Durante esta terça-feira a cobertura dos acontecimentos políticos na Venezuela na mídia dominante brasileira foi, em grande parte, de omissão. Enquanto os grandes jornais dedicavam páginas inteiras às bombas que explodiram em Boston, nos Estados Unidos, os sete mortos venezuelanos e o desrespeito da direita ao resultado eleitoral estavam nos rodapés. No Jornal Nacional, cobertura especial nos Estados Unidos, e apenas uma nota coberta – lida por um âncora com imagens ao fundo – sobre a Venezuela. 
Nos Estados Unidos, foram três mortos e não se sabe quem colocou as bombas que explodiram durante a maratona de Boston. Na Venezuela, os protestos violentos contra a eleição de Nicolás Maduro são um fato consolidado, sua liderança em Henrique Capriles, candidato derrotado, está dada, e já foram sete mortes, além de dezenas de venezuelanos feridos e de diversos locais incendiados e destruídos.

É justamente o fato de haver um culpado claro para as mortes e a destruição na Venezuela – a direita e seu líder local, Capriles, aliados ao governo dos Estados Unidos, que insiste em não reconhecer o resultado da eleição – que fez com que a cobertura minguasse nos jornais e telejornais desta terça. Dar destaque a algo tão negativo e que vem de um aliado desse setor da mídia brasileira não é bom negócio.

Ao mesmo tempo, não vemos esse setor da mídia falar em atentados, em terrorismo ou sequer em baderna. Também não usa os termos assassinato e destruição. Não diz que dirigentes do PSUV estão sendo atacados em suas casas, nem que foram incendiadas sedes do PSUV e de Centros de Saúde Comunitários. Não diz que até mesmo o governo da Espanha já reconheceu a vitória de Maduro, e apenas os Estados Unidos insistem na negativa. Também não relaciona o que está acontecendo ao golpe de 2002, coordenado de forma semelhante pelos mesmos grupos políticos. Nos veículos de comunicação da elite brasileira não há cobertura real do que acontece na Venezuela nesse momento.

uma hora atrás

A PEC 37 e as investigações “de gaveta” do MP

LUIS NASSIF por luisnassif
 
-Charlie-

 

Comentário ao post “O caso Bar Bodega e a PEC 37

Nassif está totalmente cooptado pelo MP; argumentos jurídicos não o convencem, somente os emocionais e casuísticos expostos pelo MP;

 

Essa caso do Bar Bodega não tem NADA, ABSOLUTAMENTE NADA A VER com a PEC 37.

 

No caso em questão, o promotor utilizou o PODER DE CONTROLE EXTERNO SOBRE A ATIVIDADE POLICIAL  para apurar as irregularidades. Esse poder NÃO É TOCADO PELA PEC, CONTINUA PLENO, previsto no art. 129 da constituição.

 

O que a PEC 37 impede são as investigações “de gaveta” do MP, que são feitas sem previsão legal, sem prazo, sem controle externo, sem prestar contas a ninguém, engavetadas e desengavetadas ao livre alvedrio do promotor/procurador, que inclusive “escolhe” quem vai e quem não vai investigar.

 

A esse respeito, colaciono abaixo reportagem em que Flávio Dino, ex-juiz federal, ex-deputado federal, irmão de procurador da republica, antes ardoroso defensor da investigação ministerial, desanca tal procedimento, pois funciona ao capricho e abítrio dos promotores.

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2 horas atrás

Serra sofre nova derrota no PSDB

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 
Altamiro Borges, Blog do Miro “O eterno candidato José Serra é conhecido por seus métodos truculentos – dossiês, rasteiras e golpes – contra os seus rivais no  próprio PSDB. Agora, porém, ele é alvo da vingança maligna e perde espaço no ninho tucano. Ontem, após votação tumultuada, o vereador serrista Andrea Matarazzo retirou sua candidatura à presidência da legenda em São Paulo. Ele acusou três secretários estaduais de terem usado a máquina do governo Geraldo Alckmin para influenciar o resultado da disputa e derrotá-lo. Com esse resultado, José Serra sofre nova derrota no PSDB e pode até abandonar a legenda.

Segundo a própria Folha tucana de hoje, “aliados de Matarazzo disseram temer uma debandada da sigla na capital, a exemplo do que houve em 2011, quando seis vereadores trocaram o PSDB pelo PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab. O possível abrigo dos descontentes, agora, seria o partido que resultará da fusão do PPS com o PMN. Matarazzo é aliado e amigo do ex-governador José Serra, que foi convidado e estuda migrar para a nova sigla”.

As bicadas no ninho são cada vez mais sangrentas. “Me preparei para disputar com um candidato, mas enfrentei três secretarias de Estado, com todo o poder delas”, reclama Andrea Matarazzo, num referência aos secretários José Aníbal (Energia), Bruno Covas (Meio Ambiente) e Julio Semeghini (Planejamento). O nome escolhido para presidir a sigla em São Paulo, principal reduto dos tucanos no país, foi o do ex-deputado Milton Flávio, que é subordinado a José Aníbal. O secretário de Energia já havia sido rifado pelos serristas na prévia interna que escolheu o candidato da legenda à prefeitura da capital paulista, no ano passado. Agora, ele dá o troco!” Enviada por: Nogueira Junior 12:540 Comentários *Eleições 2014José SerraPSDB   Do Blog BRASIL! BRASIL! 

2 horas atrás

Prenda um careca e leve dois: Justiça condena ex-governador do DF a cinco anos de prisão

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Justiça condena ex-governador do DF a cinco anos de prisão

DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda foi condenado nesta terça-feira (16) a 5 anos e 4 meses de detenção, em regime semiaberto, por dispensa indevida de licitação na contratação da empresa Mendes Júnior Trading Engenharia para reformar o ginásio Nilson Nelson, em 2008. 
Arruda também foi condenado a pagar multa de R$ 400 mil, equivalente a 4% do valor das obras. 

Wilson Dias – 11.fev.2010/Efe
Ex-governador José Roberto Arruda
Ex-governador José Roberto Arruda

A sentença é da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal em consequência de ação penal ajuizada pelo Ministério Publico do Distrito Federal. 
Segundo a assessoria de imprensa do TJDF, Arruda poderá recorrer da sentença em liberdade. 
Na denúncia, os promotores afirmaram que o governo “não pode agir com o fim de ‘fabricar’ suposta emergência e com isso burlar a obrigatoriedade da licitação, tornando regra o que deveria ser a exceção”. 
A obra teria sido atrasada propositadamente, segundo os investigadores, para a contratação da empresa em regime de urgência. 
A reforma no ginásio era necessária porque Brasília era uma das sedes do Campeonato Mundial de Futsal de 2008, organizado pelo FIFA. 
Na sentença, o juiz Carlos Pires Soares Neto afirmou que o “acusado José Roberto Arruda dispunha de tempo suficiente para adequar-se às exigências da FIFA, que por sua vez, não é nenhuma entidade estatal a ponto de pressionar, nesse sentido, qualquer Estado soberano como alegaram os acusados para dispensarem a licitação em caráter emergencial”. 
O ex-secretário de Obras do DF Márcio Edvandro Rocha Machado também foi condenado a 4 anos e oito meses de detenção, em regime semiaberto, e pagamento de multa de 300 mil. 
Arruda e Machado não foram encontrados até a publicação desta reportagem. Postado por Helio Borbaàs 10:541 comentários Links para esta postagem   Do Blog APOSENTADO INVOCADO

2 horas atrás

Espanhóis querem desempregar o rei

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Manifestantes com as bandeiras tricolores da Terceira República marcham em Madri

Aniversário da II República foi celebrado com um público muito maior do que nos últimos anos Dezenas de milhares de pessoas saíram neste domingo pelas ruas de Madri em comemoração ao 82º aniversario da II República (1931-1939), uma marcha que simboliza oposição ao regime monárquico. O público, que andou por um percurso da praça Cibeles até a praça Sol e ostentava bandeiras tricolores (vermelha, amarela e roxa) da época republicana foi o maior registrado nos último anos, em um momento em que a coroa espanhola atravessa um mau momento. As informações são do jornal El Mundo. A manifestação, em tom muito festivo e sem nenhuma ocorrência de confronto, foi convocada por cerca de vinte coletivos, que clamavam os espanhóis a saírem às ruas para reivindicar o fim da monarquia e a instauração da III República. Muitos também pedem um referendo para que a população possa decidir entre a República e a Monarquia, além da nacionalização dos bancos, uma reforma fiscal progressiva, proteção aos desempregados, reforma política, punição contra os crimes do franquismo e o não pagamento da dívida.https://i2.wp.com/bahiaempauta.com.br/wp-content/uploads/2013/04/madri.jpg  Os manifestantes entoavam cânticos como “Abaixo um Alteza com tantas baixezas!”, “Amanhã, a Espanha será republicana”, “Essa bandeira é a verdadeira” e “O próximo desempregado será o chefe de Estado (o rei Juan Carlos II)”. Também alguns lembravam o caso de corrupção conhecido como “Operação Babel”, que envolveu o ex-jogador de handebol Iñaki Urdangarin, esposo da princesa infanta Cristina (oficialmente a Duquesa de Palma de Mallorca). Ele está sendo investigado pela polícia por uma suspeita de desvio de fundos públicos, fraude e lavagem de dinheiro através do Instituto Nóos, uma ONG de incentivo ao esporte. Para ele, os manifestantes gritavam: “Urdangarin, Urdangarin, vai trabalhar no Burger King”. Ainda nesta semana, a princesa Cristina também foi formalmente acusada no escândalo. Além do escândalo envolvendo Urdangarin, a família real também se desgastou com uma recente viagem do rei Juan Carlos para caçar elefantes na Bostuana quando a crise das dívidas públicas europeias atingiu o país e um suposto escândalo amoroso do rei com uma empresária alemã. O rei também tem parecido pouco em público, pois enfrenta problemas de saúde. “O rei e Urdangarin se converteram em uma fábrica de republicanos”, disse Antonio Romero, coordenador da Rede Municipal pela III República e membro da direção nacional da IU (Esquerda Unida). Segundo ele, o bipartidarismo monárquico está esgotado. “A monarquia se converteu em um peso para a saída da crise. O estado não pode ser herdado como se fosse uma fazenda”, afirmou. Muitos manifestantes temem que o rei renuncie em razão dos problemas de saúde em agosto, durante o verão, quando quase todos os espanhóis estarão de férias e “imponha” seu filho, o príncipe Felipe. Queda de popularidade Recente pesquisa publicada em novembro de 2012 pelo jornal ABC indicava que apenas 45,8% dos espanhóis acreditavam que a manutenção da monarquia contribuia para a democracia, enquanto o apoio ao rei era de 55%. Há cinco dias, o El País publicou uma pesquisa com resultados ainda piores para a democracia: 53% dos entrevistados desaprovam a monarquia, contra 42% de apoiadores. A avaliação anual dos espanhóis sobre a monarquia parou de ser realizada pelo CIS (Centro de Investigações Sociológicas) em 2011, quando a famílai real recebeu a nota pífia de 4,89. 
Postado por zcarlos ferreiraàs 14:00Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: EspanhaMonarquiaRepública   Do Blog COM TEXTO LIVRE.  

3 horas atrás

Contra Barbosa, STF amplia prazo de recurso na AP 470

 
: Sem atender diretamente ao pedido da defesa dos condenados na Ação Penal 470, maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal decide ampliar de cinco para dez dias o prazo para a apresentação dos recursos dos advogados, que haviam pedido pelo menos 20 dias; presidente do STF, Joaquim Barbosa já havia negado ampliação por mais de uma vez; ministro Teori Zavascki destacou que existe mais de um defensor na ação, o que permitiria dobrar o prazo para os recursos, e foi seguido pela maioria dos colegas; acórdão sai até sexta 
4 horas atrás

Petistas deixam comissão presidida por Feliciano

 
: Já haviam abandonado a Comissão de Direitos Humanos da Câmara em protesto contra a presidência de Marco Feliciano (PSC-SP) os deputados do PSOL Chico Alencar (RJ) e Jean Wyllys (RJ) e a deputada do PSB Luiza Erundina (SP); esses deputados e os petistasPadre Tom (RO), Erika Kokay (DF), Domingos Dutra (MA) e Nilmário Miranda (MG) trabalham agora para a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos 
6 horas atrás

a arte nascida no computador – drfranken artworks

OBVIOUS por mariana carrillo
 

A arte de hoje vai além das telas de pintura. Ela ganhou o computador. O espanhol Drfranken é ilustrador digital e designer gráfico e sabe muito bem fazer uso das tecnologias para criar as suas obras. O que começou como hobby virou “coisa séria”.

Ler o artigo completo
   

Amaury Ribeiro para a ABL

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Por Altamiro Borges 
Já está tudo certo para o ato de lançamento da candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, autor do livro “A privataria tucana”, para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele ocorrerá no dia 26 de abril, sexta-feira, às 15 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro (Rua Evaristo da Veiga, nº 16, 17º andar, Centro). Na sequência, os apoiadores sairão em passeata, acompanhados por um animado bloco carnavalesco, para registrar a candidatura na ABL. Por último, como ninguém é de ferro, haverá uma confraternização etílica na Cinelândia. Todos estão convidados para o ritual dos “imortais”.  
Reproduzo abaixo o manifesto de apoio a Amaury Ribeiro, que já conta com mais de 6 mil adesões e ainda está aberto a novos apoios. Não deixe de assinar a petição e de participar do ato irreverente. 
A privataria é imortal – Amaury Ribeiro Júnior para a ABL Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64:  
“Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos” – o texto na capa de “O Globo” comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego. 
Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção. 
Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras. 
Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de “A Privataria Tucana” – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX.  
Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).  
Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.  
Amaury já trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “IstoÉ”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”. Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. “A Privataria Tucana” – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista. 
A Privataria é imortal – repetimos! 
O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.  
Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter. 
A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 
FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer. 
Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo. 
O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando. 
Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático). 
FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso… 
FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante… 
As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso. 
Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão – especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos. 
Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury. 
Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou “A Privataria Tucana”. 
Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal! 
***** 
Se você apoia Amaury para a ABL, deixe abaixo seu nome, profissão e/ou entidade. Veja quem já aderiu à campanha “A Privataria é imortal”: 
Altamiro Borges Antonio Cantisani Filho Breno Altman Daniel Freitas Dermi Azevedo Diogo Moysés Elis Regina Brito Almeida Emiliano José Emir Sader Enio Squeff Ermínia Maricato Flavio Wolf Aguiar Gilberto Maringoni Inácio Neutzling Ivana Jinkins Joaquim Ernesto Palhares Joaquim Soriano João Brant José Arbex Jr. Julio Guilherme De Goes Valverde Katarina Peixoto Ladislau Dowbor Laurindo Leal Filho Lúcio Manfredo Lisboa Luiz Carlos Azenha Luiz Fernando Emediato Luiz Gonzaga Belluzzo Marcel Gomes Marcio Pochmann Marco Aurelio Weissheimer Marcos Dantas Paulo Henrique Amorim Paulo Salvador Raul Millet Filho Reginaldo Nasser José Reinaldo Carvalho Renato Rovai Rodrigo Vianna Samuel Pinheiro Guimarães Venício Lima Wagner Nabuco Altamiro Borges: Amaury Ribeiro para a ABL
3 horas atrás

Conselho quer lei de crimes contra homossexuais separada de racismo

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Órgão vinculado ao governo federal apresentou proposta a senador. Paim quer aprovar legislação que combate crimes de ódio até o fim do ano.

comissao lgbtO Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais, órgão vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, apresentou nesta quarta-feira (17) no Senado projeto de lei de combate aos crimes de ódio e intolerância contra homossexuais. O texto se estende a crimes contra idosos e portadores de necessidades especiais.

O projeto foi entregue ao senador Paulo Paim (PT-RS), relator na Comissão de Direitos Humanos de proposta que inclui a discriminação contra homossexuais na lei que trata dos crimes de racismo.  A ideia do Conselho é a de que o crime de ódio e intolerância por orientação sexual seja aprovado fora da lei vigente sobre racismo.

De acordo com o presidente do conselho, Gustavo Bernardes, a proposta se inspira em legislação sueca vigente desde 2008. “Como é uma lei especifica dos crimes de ódio, e é uma inovação nesse aspecto no Brasil, nós achamos que seria melhor ser uma lei especifica. Queremos evitar polêmicas da lei do racismo e proteger populações nao incluídas nesta lei”, disse Bernardes,

O senador Paulo Paim disse que ainda ouvirá vários segmentos sobre o tema até apresentar seu relatório na Comissão de Direitos Humanos. Ele ter como meta a aprovação no Congresso de lei que combate homofobia, ódio e discriminação até o fim deste ano.

“Quero aprovar uma lei que combata o ódio, a violência e que garanta a liberdade de orientação sexual a todos. Mas ainda temos que ver qual é o melhor caminho”, disse Paim.

O texto apresentado nesta quarta prevê pena de dois a sete anos para crimes de ódio por discriminação ou preconceito por orientação sexual, identidade de gênero, idade, deficiência ou motivo assemelhado. A proposta considera crime a ofensa à integridade corporal, à honra das coletividades ou intimidação, ofensa, constrangimento, assédio moral ou sexual.

A proposta também considera crime de intolerância o impedimento de acesso a emprego público e privado ou de promoção no trabalho pela orientação sexual, bem como a recusa de acesso de população LGBT em transporte público ou estabelecimento de ensino.

O conselho responsável pelo texto é composto por trinta membros, sendo metade integrante do governo federal e metade de entidades da sociedade civil. De acordo com o presidente do órgão, o projeto foi solicitado pela ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário. “Queremos resguardar a população LGBT do assassinato que ela sofre neste país”, declarou Bernardes.

fonte: G1

3 horas atrás

Thammy Miranda renova contrato com a Globo

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Direção da Globo acredita que Thammy agradou o público e que aumenta a audiência dos programas

Thammy Miranda 04A incursão de Thammy Gretchen como a personagem Joyse/Lohanna na novela Salve Jorge agradou a direção da emissora. Ela deve assinar contrato de dois anos com a Globo. A emissora acredita que Thammy caiu nas graças do público e foi bem avaliada pelos espectadores.

A participação da Thammy nos programas “Domingão do Faustão” e “Mais Você” aumentaram a audiência das atrações. Tanto é que agora os demais programas da emissora querem entrevista Thammy.

fonte: MixBrasil

3 horas atrás

” Isto tem nome! Isto se chama mafia. E isto tem chefe. Se chama Carlos Mosconi (PSDB-MG)”

MARIA FRO por mariafro
 

“Após a exumação de Paulinho descobrimos que o perito era amigo íntimo de Mosconi, e a esposa de Alvaro Ianhez comentava o resultado da perícia muito antes de ela ter chegado a policia federal. Mas o perito não se declarou suspeito.”

E aos imbecis que acham que este pai desesperado que luta por Justiça está atacando um deputado tucano porque é um ‘petralha’ vejam o nível dos posts dele sobre o governo do PT e políticos do PT como Tarso Genro: Sinal verde para o fim do regime Lula 

Sob suspeição

 Por Paulo Pavesi em seu blog

 17/04/2013

O juiz esta sob suspeição. Suspeito de ser honesto. E ai não da não é mesmo? Um juiz honesto para julgar esta causa não vale!

Paulinho foi atendido no Hospital Pedro Sanches, pela medica Leda Cristina Patrezi Modesto, que é esposa do promotor de justiça Glaucir Antunes Modesto que foi responsável por afirmar ao CNMP que todos os promotores eram honestos e possuíam uma conduta ilibada diante do caso. Ele não se deu por suspeito.

Quando o caso veio a tona, Mosconi foi ao plenário e chantageou Jose Serra, defendendo os médicos  Mosconi foi o mentor intelectual desta quadrilha e o braço politico da mesma. Mosconi também é sócio de Celso Scafi, condenado por trafico de órgãos  Mas Mosconi não se declarou suspeito ao defender os “médicos de Poços de Caldas”.

Em Poços, as investigações tiveram inicio com uma auditoria municipal, realizada pela Enfermeira Bernadete Balducci Scafi, casada com Celso Scafi. O resultado da auditoria foi que nada havia sido encontrado. Bernadete não se declarou suspeita ao fazer a auditoria.

O Secretaria de Saúde municipal da época  Jose Julio Balducci também foi a tv defender os médicos  Chegou a ser denunciado mas a justiça – hoje sabemos os motivos – não acatou a denuncia. Jose Julio Balducci é irmão de Bernardete e cunhado de Scafi. Ele também nunca se declarou suspeito para falar do assunto.

Jose Julio Balducci foi nomeado secretario pelo prefeito de Poços de Caldas, na época  Geraldo Thadeu Pedreira dos Santos. Quando o caso Paulinho gerou uma CPI, Geraldo Thadeu foi la para abafar. Ele não se declarou suspeito, mesmo sendo o prefeito que como ele mesmo afirmou na CPI, ajudava a quadrilha.

As coisas andaram!

Após a exumação de Paulinho descobrimos que o perito era amigo íntimo de Mosconi, e a esposa de Alvaro Ianhez comentava o resultado da perícia muito antes de ela ter chegado a policia federal. Mas o perito não se declarou suspeito.

Os procuradores Jose Jairo Gomes e Adaílton do Nascimento, ajudaram a mafia a adulterar documentos e inseri-los nos processos. Denunciados por mim, passaram a me perseguir. Me processaram por injuria, calunia e difamação  8 procuradores assinaram a denuncia contra mim, por te-los chamado de vagabundos e filhos da puta. Contra os médicos que mataram pessoas, apenas 4 assinaram. O MPF pediu uma pena para mim que poderia chegar a 60 anos de prisão. Contra os médicos, a pena solicitada pode chegar a 20 anos.

Jose Jairo e Adaílton Nascimento, excluíram da denuncia os nomes de Celso Scafi, Claudio Rogério substituindo por outros, sem dar nenhuma explicação, ainda que a acusação envolvesse retirada ilegal de órgãos e os mesmos eram os transplantistas. Eles acusaram os médicos da emergência!

Nenhum deles declarou-se suspeito!

Com o tempo a mafia planejou enviar os processos para a cidade de Poços. Em Belo Horizonte, havia o risco de alguém ser condenado. E assim o fizeram. Os promotores que atuaram no caso, seja em relação ao Paulinho, ou seja em relação a Santa Casa, nunca se declararam suspeitos, porem:

– Sidnei Bocci é promotor e irmão de um advogado dos médicos.

– Renato Maia é promotor e conhecido dos médicos.

– Fabricio Pinto é promotor e conhecido dos médicos.

– Renato Gozzoli era promotor e foi testemunha de defesa de um dos médicos e ainda pediu o arquivamento do caso Paulinho.

Em nenhum dos casos acima, ninguém declarou-se suspeito.

Ha inquéritos desaparecidos, ha processos arquivados sem que ninguém soubesse, mas ninguém declarou-se suspeito.

O administrador da Santa Casa foi assassinado a tiros, foi “socorrido” por médicos da máfia e teve as mãos queimadas com ácido, com a nítida intenção de prejudicar as investigações  A policia local (Delegado Vinhas e Lacy) – que fez um acordo por escrito com a máfia que dispensava a realização de necropsias em doadores para que ninguém descobrisse que órgãos estavam sendo retirados – disse que foi suicídio  muito antes de iniciarem as investigações  O caso foi arquivado 3 vezes por estes delegados. Os delegados, mesmo fazendo acordos com a máfia, contrariando o código penal, não se declarou suspeito.

O Ministro da Saúde, Jose Serra, do mesmo partido de Mosconi, informou através de um oficio que informava o capo della mafia sobre todos os passos das auditorias, mas nunca se declarou suspeito.

O juiz Narciso de Castro que durante meses dedicou seu tempo a estudar os processos, é suspeito!

Ele não pode julgar o caso Paulinho e provavelmente nenhum outro caso da mafia, por saber demais.

A unica conclusão que chego é que ele é suspeito de ser honesto.

Isto tem nome! Isto se chama mafia. E isto tem chefe. Se chama Carlos Mosconi.

Se Mosconi quer livrar seus comparsas dos assassinatos que cometeram, e também salvar a própria pele, um assunto tao serio como este, imagino o que ele deve fazer na politica.

3 horas atrás

Cultura faz a diferença

RENATO FOLLADO por follador
 

Crescimento econômico é necessário num país que quer dar aos seus filhos riqueza, conforto material, emprego e o bem mais duradouro: educação.

Quando vemos uma China crescendo economicamente a 7,5%, 8% ao ano, e um Brasil a 0,9%, nos perguntamos: onde está a diferença?

Pois ela está sedimentada em séculos de ensinamentos e comportamentos de nossos ancestrais.

A China calcada numa cultura confuciana com seus valores básicos: espírito de poupança, capacidade de trabalho, respeito à educação como símbolo de status, coesão familiar e aceitação de disciplina grupal.

Já o Brasil calcado numa fusão de três culturas: a ibérica, cultura do privilégio ao invés da concorrência, a cultura negra, com um forte coeficiente de misticismo e magia e a cultura indígena, que prega a contemplação e a indolência.

Aqui no Brasil, ao invés de adquirirmos conhecimento e paciência para o trabalho do plantio, chacoalhamos a árvore para que os frutos caiam, não nos interessando como eles apareceram lá.

No que diz respeito a poupar, os chineses guardam 47%, quase metade do que ganham. No Brasil gasta-se 100% do que se ganha. E empresta-se outro tanto para comprar mais.

Deveríamos, no mínimo, prestar atenção neste traço dos chineses, para, um dia, podermos nos tornar a potência que eles já foram e são novamente.

 

3 horas atrás

O que foi banido nos Estados Unidos? Chapéuzinho Vermelho ou um Fuzil AR-15?

LITERATORTURA por literatortura
 

 

Por Gustavo Magnani,

A pergunta parece descabida, insana e louca, mas, levando em conta o histórico dos Estados Unidos, não é difícil imaginar que, sim, as armas continuam livres e não só Chapéuzinho Vermelho, como o jogo Queimada [muito tradicional nos EUA] e o precioso Kinder Ovo, foram banidos do país. É a partir dessa incoerência que a empresa Grey criou para a Mons Demand Action For Gun Sense In America, entidade que defende uma legislação mais rigorosa para com as armas. 

A ação é bastante forte, chocante e até triste. A composição do cenário deixa em destaque as duas crianças e os objetivos que carregam. Junto a isso, a frase que estampa a campanha: 

“Uma criança está segurando algo que foi banido da América para protegê-las.

Adivinha qual delas”

E agora você deve estar se perguntando: “por que diabos Chapéuzinho Vermelho foi banida do país?”. Por incrível que pareça, não é só porque o lobo devora a vovó, mas sim porque a personagem leva vinho para a velhinha. É claro que a “lenda” não foi banida, pois ela está disseminada em várias obras. A versão proibida no estado da Califórnia é a mais clássica, a de Charles Perrault. 

Ou seja, aquilo que já comentamos em várias postangens [e, como eu também já disse, não é só no Brasil, mas no mundo inteiro]: é mais fácil proibir do que ensinar e direcionar as crianças. Principalmente nesse caso, que é tão simplório. Além disso, é um grande descrédito aos professores e aos próprios alunos, que, segundo essa orientação, são incapazes de explicar/assimilar a avó devorada e o simples carregar de vinho 

Quanto às outras duas propagandas, disponibilizo-as abaixo. A primeira mostra o kinder ovo e outra criança segurando uma arma. A segunda, uma bola de jogar queimada e, de novo, uma arma. 

 

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Gostou deste post? O Literatortura lançou uma revista com temática exclusivamente cultural, para que nossos leitores possam aproveitar de um conteúdo ainda mais aprofundado e qualificado! Não perca! Clique na imagem e assine!

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Gustavo Magnani, estudante de Letras da UFPR, proprietário do literatortura. Está revisando o primeiro livro, mas sente dificuldades hercúleas para escrever uma bio. [e, como pode-se notar, adora metalinguagem]

 

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4 horas atrás

Home Sweet Home by Nhut Pham

 
 

Home Sweet Home by Nhut Pham

This is a great find for me! I just walked around the garden and accident found this Hummingbird’s nest. And what a great moment when the bird was sitting on it preparing for good evening sleep! :)I just love it! Have a great day every! Thanks for your support always! ^^

Nhut Pham: Photos · Blog 

     

4 horas atrás

JOÃO PEDRO STEDILE: Massacre de Carajás e o pacto do latifúndio com o Poder Judiciário

MARIA FRO por mariafro
 

Massacre de Carajás e o pacto do latifúndio com o Poder Judiciário

POR JOÃO PEDRO STEDILE*, no Terra Magazine

17/04/2013


Uma marcha pacífica com mais de mil trabalhadores rurais organizados pelo MST percorria uma rodovia de Parauapebas a Marabá em 17 de abril de 1996. Foram encurralados por dois batalhões da Policia Militar, em uma no localidade conhecida como Curva do S, no município de Eldorado de Carajás. Um batalhão saíra de Parauapebas e outro de Marabá, apoiados por caminhões boiadeiros, que trancaram a estrada dos dois lados.

Assim começou um massacre premeditado, realizado para dar uma lição naqueles “vagabundos vindos do Maranhão”, como expressaram os policiais nos autos dos processos. Os policiais saíram dos quartéis sem identificação na farda, com armamento pesado e balas verdadeiras. O comando de Marabá chegou a avisar o Pronto Socorro e o Instituto Médico Legal (IML) para ficarem de plantão…

O julgamento demonstrou que, além das ordens explícitas de Paulo Sette Câmara, secretário de segurança do governo tucano de Almir Gabriel, a empresa Vale do Rio Doce financiou a operação, cobrindo todos os gastos, porque o protesto dos sem-terra na rodovia atrapalhava a circulação de seus caminhões.

O resultado foi 19 mortos no ato, sem direito a defesa, 65 feridos incapacitados para o trabalho e dois mortos dias depois. O líder Oziel da Silva, com apenas 19 anos, foi preso, algemado e assassinado a coronhadas, na frente dos seus companheiros, enquanto um policial mandava que gritasse “Viva o MST”.

Esses episódios estão registrados em mais de mil páginas dos autos do processo e foram descritos no livro “O Massacre”, do jornalista Eric Nepomuceno (Editora Planeta). Passados 17 anos, foram condenados apenas os dois comandantes militares, que estão recolhidos em algum apartamento de luxo dos quartéis de Belém.

O coronel Pantoja ainda tenta se livrar da prisão e pede para cumprir a pena de 200 anos em regime domiciliar. Os demais responsáveis no governo federal e estadual e empresa Vale foram inocentados. A Justiça se contentou em apresentar à sociedade dois bodes expiatórios.
Impunidade dos latifundiários
No Brasil inteiro, o cenário é o mesmo: desde a redemocratização, foram assassinados mais de 1.700 lideranças de trabalhadores e apoiadores da luta pela terra. Somente 91 casos foram julgados. Apenas 21 mandantes foram condenados.

O Massacre de Carajás se inscreve na prática tradicional dos latifundiários brasileiros, que com seus pistoleiros fortemente armados ou por meio do controle da Polícia Miliar e do Poder Judiciário, se apropriam de terras públicas e mantêm privilégios de classe, cometendo sistematicamente crimes que ficam impunes.

A atuação do latifúndio corresponde à correlação de forças políticas. Durante o governo José Sarney, diante do avanço das lutas sociais e da esquerda, organizou a UDR (União Democrática Ruralista). Com isso, se armou até os dentes, desrespeitando todas as leis. Foi o período com o maior número de assassinatos. Os fazendeiros chegaram à petulância de lançar seu próprio candidato à Presidência, Roberto Caiado, que foi solenemente condenado pela população brasileira ao receber apenas 1% dos votos.

Nos governos Fernando Collor e FHC, com a derrota do projeto democrático-popular e da luta social que se aglutinava ao redor da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, os latifundiários se sentiram vitoriosos e utilizaram sua hegemonia no Estado para controlar a manu militari a luta pela terra. Nesse período, aconteceram os massacres de Corumbiara (RO), em 1995, e de Carajás.

Lula chegou ao governo, em 2003, quando parte dos latifundiários tinha se modernizado e preferiu fazer uma aliança com o governo, apesar de ter apoiado a candidatura de José Serra. Em troca, recebeu o Ministério da Agricultura. Um setor mais truculento e ideológico resolveu dar uma demonstração de força e mandar avisos para demonstrar “quem de fato mandava no interior e nas terras”, ainda mais depois de Lula colocar o boné do MST.

Nesse contexto, aconteceram dois novos massacres, com ares de perversidade. Em 2004, a poucos quilômetros do Planalto Central, no município de Unaí (MG), uma quadrilha de latifundiários mandou assassinar dois fiscais do Ministério do Trabalho e o motorista da viatura, quando o grupo se dirigia a uma fazenda para fazer uma inspeção de trabalho escravo. Um dos fazendeiros se elegeu prefeito da cidade pelo PSDB e, até hoje, o crime está impune. O Estado não teve coragem de defender seus servidores.

O segundo massacre foi em novembro de 2005, no município de Felisburgo (MG), quando o fazendeiro-grileiro Adriano Chafik resolveu acabar com um acampamento do MST. Chafik foi com seus pistoleiros à fazenda e comandou pessoalmente a operação em um sábado à tarde. No ataque, deram tiros em direção às famílias, colocaram fogo nos barracos e na escola. O saldo foi o assassinato de mais cinco trabalhadores rurais e dezenas de feridos. Depois de oito anos de espera, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais marcou o julgamento do fazendeiro para 15 de maio, em Belo Horizonte. Esperamos que a justiça seja feita.

Os fazendeiros truculentos – que felizmente não são a maioria – agem assim, porque têm certeza absoluta de sua impunidade, graças ao conluio que mantêm com os poderes locais e com o Poder Judiciário. Agora, nos últimos anos, seu foco está voltado para o Poder Legislativo, onde mantêm a chamada Bancada Ruralista, para mudar leis e para se proteger da lei vigente.

Já fizeram as mudanças no Código Florestal e impedem a implementação da lei que obriga a desapropriação das terras dos fazendeiros que exploram o trabalho escravo. A cada ano, a Policia Federal liberta em média dois mil seres humanos do trabalho escravo. No entanto, os latifundiários continuam com essa prática, apoiados na impunidade do Poder Judiciário.

Tiveram a coragem de encaminhar projetos de lei que contrariam a Constituição para impedir a demarcação das terras indígenas já reconhecidas, legalizar o arrendamento das áreas demarcadas e permitir a exploração dos minérios existentes. Foram apresentados projetos também para travar a titulação de terras de comunidades quilombolas.

Uma série de projetos foi apresentada para liberar o uso de agrotóxicos proibidos na maioria dos países, classificados pela comunidade cientifica como cancerígenos, e para impedir que os consumidores saibam quais produtos são transgênicos. Por que não querem colocar no rótulo nos produtos transgênicos, já que garantem segurança total para a saúde das pessoas?

A sanha da ganância dos fazendeiros não tem limites. No interior, usam com mais frequência a violência física e os assassinatos. No entanto, essa sanha tem consequências diretas para toda a população, pela apropriação das terras públicas, pela expulsão dos camponeses do meio rural que incha as favelas e pelo uso indiscriminado dos agrotóxicos, que vão parar no seu estômago e causam câncer. Infelizmente, tudo isso é acobertado por uma mídia servil e manipuladora da opinião pública.

* João Pedro Stedile terá uma coluna quinzenal em Terra Magazine. Seu blog estreia nos próximos dias.

4 horas atrás

A demagogia de Alckmin e a redução da maioridade penal

CENTRODOMUNDO por José Nabuco Filho
 

Para tirar o foco da crise de segurança em São Paulo, o governador dá sua cartada oportunista. Não há ardil político mais primário que o de criar um fato para ocultar uma crise de popularidade. E, para isso, não existe melhor estratégia que a demagogia. A ação de um demagogo não se baseia nas reais

O post A demagogia de Alckmin e a redução da maioridade penal apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

5 horas atrás

Leandro Fortes: A DOR DE PAULO PAVESI

MARIA FRO por mariafro
 

História pavorosa, pavorosa,não dá nem para imaginar tantos requintes de crueldade com uma criança. Que este miserável de Alvaro Inhaez que não pode ser chamado de médico apodreça o resto de sua miserável vida na cadeia.

E como é que pode um deputado, tucano, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que o nomeou em 2003 presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos era subordinada  estar envolvido com a MÁFIA DOS TRANSPLANTES!!!!!???  INACREDITÁVEL! REPUGNANTE!

E  vivemos em um país que protegem bandidos de alta plumagem mesmo que eles sejam assassinos que arrancam córneas de crianças quando elas ainda estão vivas, mesmo que esses animais estuprem crianças e temos de ainda tolerar vindo da esquerda e da direita um discurso que quer encarcerar nossas crianças e adolescentes infratores, fruto de nosso total abandono, da incompetência de nossas políticas públicas para educar e impor limites e ensinar valores humanistas. Me sinto destruída.

A DOR DE PAULO PAVESI

Por Leandro Fortes (CartaCapital)

17/04/2013

Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas. Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas. Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada. Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais.

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais. Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho. Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Ontem, veio o troco.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar. De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi.

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona.

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós.

5 horas atrás

Leandro Fortes: “Querem trocar juiz após vir à tona nome de tucano acusado de traficar órgão”

VIOMONDO por Conceição Lemes
 

Paulinho, então com 10 anos, foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo

A dor de Paulo Pavesi

por Leandro Fortes, em CartaCapital 

Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas.

Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas.

Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada.

Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais.

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais.

Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho.

Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Ontem, veio o troco.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar.

De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi.

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona.

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós.

Leia também:

Leandro Fortes: Tucano é acusado de tráfico de órgãos

O post Leandro Fortes: “Querem trocar juiz após vir à tona nome de tucano acusado de traficar órgão” apareceu primeiro em Viomundo – O que você não vê na mídia.

5 horas atrás

A relação dos venezuelanos com a sua Constituição

MARIA FRO por mariafro
 


Venezuelanos tem acesso à sua Carta Magna em qualquer lugar do país, até mesmo nas ruas com ambulantes, como mostra o registro do repórter fotográfico Joka Madruga, do ComunicaSul.

 

Sobre as eleições 2013 na Venezuela leia também:

Observadores brasileiros destacam “total legitimidade” da eleição de Maduro

Gerson Carneiro, ombdsman do PIG, explica o atraso de hoje nas redações

A cobertura fotográfica das eleições venezuelanas por Joka Madruga

6 horas atrás

Tião reitera pedido de ajuda sobre imigrantes

 
: Após reunião com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o governador do Acre, Tião Viana, reiterou nesta quarta-feira (17) que é fundamental o apoio do Governo Federal e dos órgãos públicos em uma força-tarefa. O governador disse ainda que “sozinhos” os acrianos “não têm como conduzir” a questão da chegada de imigrantes à região – sejam eles, haitianos, ou de qualquer outra origem. 
7 horas atrás

Há censura no Brasil, sim

CIDADANIA por eduguim
 

No último sábado, fui um dos palestrantes em um encontro de blogueiros em Curitiba. A “mesa” de debates de que participei teve como tema “Comunicação e Democracia”. Como disse na oportunidade, aqui no Brasil uma sempre foi usada contra a outra.

Há quase sessenta anos, um presidente da República deu um tiro no peito por causa da comunicação. Dez anos depois, a comunicação pediu, tramou, ajudou a instalar e, depois, a sustentar uma ditadura sangrenta que durou duas décadas.

Nesta semana, a comunicação no Brasil trata de censurar fatos em um país fronteiriço que, por ser o maior produtor de petróleo do planeta, encerra importância geopolítica e econômica de tal magnitude que atrai os olhares do mundo.

Sob a batuta dos Estados Unidos, a comunicação brasileira trata a política interna da Venezuela à base de omissões e distorções dos fatos ou, simplesmente, à base da mais legítima censura.

Antes de prosseguir, há que contextualizar os fatos.

A vitória apertada do presidente recém-eleito do país vizinho não difere, por exemplo, da que – graças a Deus – obteve Barack Obama nos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando derrotou o republicano Mitt Romney por margem tão apertada quanto o venezuelano Nicolás Maduro derrotou o adversário Henrique Capriles – Obama obteve 2,3 pontos de vantagem e Maduro, 1,75 ponto.

Embora os EUA ou a mídia brasileira não tenham pedido recontagem dos votos nos Estados Unidos só porque a vitória de Obama não foi mais ampla, ambos põem em suspeição a eleição venezuelana apesar de o sistema eleitoral do país sul-americano ser mais confiável do que o do país norte-americano.

Até aí, política é política e o debate público, por si só, dá conta de pôr os pingos nos is. O problema é quando um comportamento literalmente fascista dos derrotados na Venezuela, que não querem aceitar a derrota, conta com a cumplicidade da imprensa brasileira.

Os venezuelanos saberão resolver seus problemas, espera-se. Mas o nosso talvez seja pior do que o deles, pois na Venezuela a censura se tornou impossível devido à pluralidade da comunicação, que há para todos os gostos.

O comportamento dos derrotados na Venezuela vem sendo criminoso. Capriles, inconformado com a derrota, exortou seus seguidores a irem às ruas protestar contra uma vitória que, até prova em contrário, foi legítima como a de Obama no ano passado.

Sendo condescendente, pode-se aceitar que Capriles tenha perdido o controle de seus seguidores e que os atos de violência que desencadearam por toda Venezuela entre a madrugada de segunda-feira e a manhã de terça não tenham sido orquestrados por ele.

Aliás, ao recuar da manifestação que convocara para esta quarta-feira, o candidato derrotado parece ter percebido que sua exortação aos seus seguidores poderia leva-lo às barras da lei, porque sua primeira convocação teve como saldo, até agora, sete mortos e incontáveis atos de vandalismo por toda a Venezuela.

Uma onda de vandalismo e violência tomou o país vizinho. Sete seguidores de Nicolás Maduro foram assassinados nos estados Zulia, Táchira e em Caracas, e 61 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade.

Ao todo, nove estados reportaram agressões de variados tipos. A mais macabra, porém, foi a de um seguidor de Maduro que foi queimado vivo.

Segundo relatos do governo venezuelano, os assassinados tentaram defender unidades dos programas sociais Pdval, CDI e Mercal, que oferecem de atendimentos de saúde por médicos cubanos a venda de alimentos por preços mais baratos que os do comércio.

Segundo relatos do governo venezuelano, os estados atingidos pela onda de violência foram Caracas, Carabobo, Miranda, Barinas, Mérida, Lara, Táchira, Sucre e Zulia. Os primeiros ataques de seguidores de Capriles foram aos CDIs, centros de atendimento médico.

Os CDIs são dirigidos por médicos cubanos e até pacientes teriam sido atacados.

Há relatos, também, de ataques a tevês e rádios comunitárias simpatizantes do governo. As tevês estatais Venezolana de Televisión (VTV) e Telesur foram cercadas pelas hordas oposicionistas e só não as atacaram porque a polícia interveio.

Várias sedes do partido do governo, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), teriam sido depredadas e incendiadas. Praças públicas e pontos de ônibus teriam sido destruídos. Entregas de alimentos nos mercados do governo teriam sido impedidas e a mercadoria roubada pela horda ensandecida.

O governo venezuelano e incontáveis matérias nas tevês estatais reportam que tudo que tivesse o logotipo do governo era atacado pelos que, alegadamente, foram às ruas, sob instigação de Capriles, para promover um “panelaço pacífico”.

As redes estatais inclusive mostraram imagens de depredação nos centros médicos do estado Miranda, governado por Capriles, identificando-os como sendo os de La Limonera e de Trapichito. Esses ataques teriam resultado em 3 mortos que tentaram defender as instalações.

Outros relatos dão conta de ataques no estado Carabobo, na cidade de Valencia – onde este blogueiro esteve várias vezes a trabalho. Lá, oito centros médicos teriam sido atacados e um deles, incendiado.

Os mortos têm até nome. Um deles é o dirigente do PSUV Henry Rangel. No estado Zulia, outro militante do PSUV foi assassinado diante da sede do Conselho Nacional Eleitoral, quando os seguidores de Capriles ali protestavam e a vítima os xingou. Em Caracas, o militante do PSUV Luis Ponce também foi assassinado enquanto tentava defender o centro médico de La Limonera.

Aliás, o uso do condicional, aqui, é mera formalidade, pois a Telesur mostrou imagens de depredações ao longo da última terça-feira e 135 agressores foram presos em flagrante.

Se quiserem argumentar que é tudo invenção do governo, as imagens e as centenas de testemunhas provam que violência houve. Podem, então, argumentar que foi o governo que pôs hordas nas ruas para praticarem violência e pôr a culpa na oposição, mas há gente presa em flagrante, acusada de assassinatos e, segundo o governo, com filmagens e fotos das agressões.

Seja como for, haverá tempo de sobra para deslindar esses ataques. E a extensa cobertura de redes de televisão e jornais internacionais facilitará ainda mais o esclarecimento desses fatos.

O que não se pode aceitar, porém, é que fatos dessa gravidade sejam literalmente ocultados pela dita grande imprensa brasileira, que se limitou a relatar que houve “choques” com “7 mortos” na Venezuela por ação “dos dois lados”.

Não há relatos de ataques promovidos pelo governo, não há depredações de sedes de partidos de oposição, não há um só nome de um morto da oposição, não há uma só imagem em foto ou vídeo de governistas praticando violência ou vandalismo.

O Jornal Nacional, em sua edição de terça-feira, ocultou tudo isso. A Folha de São Paulo, na edição desta quarta-feira, não dá um só detalhe sobre as vítimas fatais e sobre os atos dos oposicionistas. Os outros grandes meios de comunicação brasileiros fizeram exatamente o mesmo.

O público desses veículos não sabe um dado crucial: todos os assassinados são governistas. Todos.

Há corpos, há nomes dos corpos e nenhum deles é da oposição. Há sedes do partido do governo e unidades de programas sociais do governo depredados e basta ir a eles e comprovar.

Inclusive, o mero exercício da lógica permite entender que o governo não teria por que promover uma farsa dessa magnitude, pois venceu a eleição. A quem interessa o caos? Aos que perderam, claro. Ao governo interessa a tranquilidade diante do resultado.

Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil.

7 horas atrás

In Memory of Boston Marathon’s Victims by Cuong Van

 
 

In Memory of Boston Marathon’s Victims by Cuong Van

Oh, say! can you see by the dawn’s early light What so proudly we hailed at the twilight’s last gleaming; Whose broad stripes and bright stars, through the perilous fight, O’er the ramparts we watched were so gallantly streaming? And the rocket’s red glare, the bombs bursting in air, Gave proof through the night that our flag was still there: Oh, say! does that star-spangled banner yet wave O’er the land of the free and the home of the brave? On the shore, dimly seen through the mists of the deep, Where the foe’s haughty host in dread silence reposes, What is that which the breeze, o’er the towering steep, As it fitfully blows, half conceals, half discloses? Now it catches the gleam of the morning’s first beam, In fully glory reflected now shines in the stream: ‘Tis the star-spangled banner! Oh, long may it wave O’er the land of the free and the home of the brave! Part one from The United States Of America National Anthem Lyrics.

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7 horas atrás

Encaixotando os amores perdidos

XICO SÁ por xicosa
 

Por causa de uma mudança, estive um pouco ausente aqui do nosso banco de praça. Mudar de casa é uma trabalheira.

Só não é mais complicado do que mudar de sexo. Ou mudar de mulher. Ou mudar de marido.

No que o DJ imaginário solta a trilha “Mudanças”, clássico da Jovem Guarda da Vanusa. A musa recomenda: revirar gavetas, sentimentos e ressentimentos tolos etc.  Estou dentro.

Mudar é bronca, mesmo no meu caso, que farei a menor mudança do mundo: apenas um gato e um pendrive com as crônicas do amor louco para eventuais reciclagens.

Perdão, minha mulherzinha amada, levarei também os vinis Burt Bacharach –atenção que o cara faz show sábado em São Paulo, imperdível. Burt Bacharach para dançar de rostinho colado.

O pior da mudança, mesmo com o meu desapego adquirido com a práxis cigana –não com as ilusões do orientalismo de boutique-, é tropeçar nos objetos que marcaram, de alguma forma, os ex-amores.

Sem se falar nas cartas no fundo daquela gaveta esquecida, caligrafia caprichada de moça que ama, os beijos de batom impressos para sempre, as promessas, venho por meio desta… Uma romana me mandou uma fábula de Morávia…

Os utensílios do lar também falam alto, repetem antigas declarações, nos lembram velhas dores mumificadas. Aquele escorredor de macarrão que matou nossa fome dominical com tv a cabo e DVDs incompreensíveis.

Desapego. Cavaleiro solitário vende/doa tudo.

Viva mais um ritual de passagem e mudança. Aqueles lençóis que encobriram nosso desamor final e nossa preguiça de segunda-feira, nossa inércia, o edredon que abafou e adiou o “the end” e os créditos finais do nosso filme.

Solta a voz, Vanusa!

E como a gente guarda coisas que nem sabia tê-las. Assim como cartas, papéis avulsos, recortes sentimentais que julgávamos esquecidos. Qual o quê, basta uma polaroide borrada da Cindy para rebobinar um amor que não houve.

É mandar tudo para a feira Benedito Calixto dos amores perdidos ou para a rua do Lavradio das paixões rústicas, trincadas e envelhecidas.

Mudança é trabalheira por dentro e por fora.

Vamos nessa. Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar, já dizia o filósofo do mangue.

Senado devolve o mandato cassado de Luiz Carlos Prestes

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Senado devolve o mandato cassado de Luiz Carlos Prestes

DE BRASÍLIA – O Senado devolveu simbolicamente ontem o mandato de parlamentar ao líder comunista Luiz Carlos Prestes, morto em 1990.

Ele teve o mandato cassado em 1948, quando o Senado decretou a cassação dos parlamentares eleitos pelo PCB, partido que foi colocado na ilegalidade no governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951).

Aprovado por unanimidade, o projeto anula a resolução do Senado que extinguiu o mandato de Prestes. Agora, segue para promulgação da Casa.

Autor da proposta, o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) lembrou que Prestes foi eleito senador com a maior votação proporcional da história da época. Ele diz que o Senado faz “justiça” ao devolver simbolicamente o seu mandato.

A aprovação do projeto não garante pagamentos aos herdeiros de Prestes. No entanto, eles terão direito ao plano de saúde dos parlamentares.

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8 horas atrás

Fux ignora memorando e vota em casos do patrão de sua filha

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

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Ministro do STF ignora memorando de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o escritório do amigo Sergio Bermudes, que emprega sua filha Mariana, como parte; advogado foi o organizador da mega festa de aniversário de 60 anos de Fux, que não aconteceu depois da denúncia de assédio moral feita pelo ex-ministro José Dirceu sobre o julgamento do chamado mensalão; em entrevista ao 247, Bermudes afirmou que pagaria a festa “do próprio bolso” e que Fux só poderia se declarar impedido nos casos em que ele, Bermudes, fosse parte, ou que Mariana assinasse a petição

 

 

247 – Alvo de denúncias de assédio moral pelo ex-ministro José Dirceu (leia aqui), Luiz Fux cai em nova contradição. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do escritório do advogado Sergio Bermudes, que emprega sua filha Marianna.

Em declaração assinada em 1º de abril de 2011, Fux prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte. Os processos são distribuídos livremente e por sorteio entre os ministros do STF. Caso o ministro sorteado para relatar o caso se julgue impedido ou se considere suspeito por questões de foro íntimo, o processo é redistribuído.

Em dois casos, em vez de se julgar impedido, Fux seguiu adiante com os processos que têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes, depois da data do memorando.

Segundo o Estadão, em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator.

O advogado Sergio Bermudes foi responsável pela organização de uma festa de aniversário de 60 anos do ministro para mais de 200 convidados em sua residência, prevista para o próximo dia 26, com uma lista ilustre de convidados, como o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. Após a polêmica com Dirceu, o evento foi cancelado.

Ao 247, Bermudes falou sobre a festa e suas relações com Fux. “Eu ia pagar a festa do meu bolso e a Receita Federal sabe que, depois de 42 anos de trabalho, tenho condições para isso”, disse ele. Bermudes diz ainda que não tem qualquer influência sobre decisões do ministro. “Ele é meu amigo há 40 anos, já foi meu aluno e tem total isenção para votar em qualquer causa do escritório que chegue ao STF”. Bermudes diz ainda que se algum cliente procurá-lo buscando influência será expulso da sala. “Eu considero isso um insulto”.

Bermudes diz ainda que a filha de Fux, Mariana, tem totais condições de se tornar desembargadora. “Parto do pressuposto de que todos os advogados do escritório têm cabedal jurídico para assumir posições importantes no Judiciário”.

Em seu escritório, Bermudes emprega também Guiomar Mendes, que é esposa do ministro Gilmar Mendes. Por isso mesmo, ele faz questão de rechaçar as insinuações de que mantenha “conluio” com integrantes do Poder Judiciário. “Essa é mais uma das leviandades do ministro Joaquim Barbosa”, diz ele. “Membros da comunidade forense se relacionam entre si. Juízes se relacionam com advogados e não com veterinários”.

8 horas atrás

Male Hepatic Tanager (Piranga Flava) by Bertrando Campos

 
 

Male Hepatic Tanager (Piranga Flava) by Bertrando Campos

Hepatic Tanager is the most widely distributed Piranga tanager, ranging from the southwest United States south to northern Argentina. Its English name is based on the liver-red color of the adult male from the northern part of the species’ range; however, its scientific name, flava, meaning “yellow,” derives from the original description, which is based on a female from Paraguay. These names reflect both a characteristic of the genus Piranga, marked sexual dichromatism, and the broad range of coloration, habitat, and behavior encompassed within the Hepatic Tanager as currently recognized.In the United States through Central America, Hepatic Tanager breeds mostly in open pine (Pinus) or pine-oak (Quercus) forests and similar habitats at moderately high altitudes, moving to lower elevation in winter. Northern populations are migratory, but a few individuals often remain in northern breeding areas during winter. The species migrates in small flocks and may follow river valleys; banding data that might indicate the magnitude of migratory movements and migration routes are nonexistent.

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8 horas atrás

A judicialização da mídia

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Raí

Foi preciso que um blogueiro de pêso, e repórter reconhecido nacionalmente, como o Luiz Carlos Azenha, fosse punido pela Justiça, numa luta desigual entre ele e o “manda-chuva” da Globo, o Ali Kamel, para que os blogueiros progressistas saissem de seus casulos, e viessem às ruas, pedindo um tratamento igual, da parte da justiça, que ao que parece, “trabalha” para o PIG.

Processos de blogueiros contra os barões da grande mídia, arrastam-se e mofam, nas gavetas dos juízes deste país, porem perseguições destas grandes beneficiárias dos recursos públicos separados para a publicidade, contra qualquer blogueiro que mostre estas operações, são julgados e atendidos, imediatamente, e de acôrdo com o que querem os barões da mídia.

É de conhecimento público, as dezenas de processos que a Rede Globo moveu contra o Rodrigo Viana, e outras dezenas de processos, pelos quais ainda responde na justiça, o PHA, o Eduardo Guimarães, alem do eterno processo da Veja, contra o Nassif. 

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8 horas atrás

Matarazzo perde eleição para presidir o PSDB de São Paulo

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Serrista perde eleição para presidir PSDB de SP

Antes favorito, Matarazzo foi derrotado por articulação liderada por secretários de Alckmin

DE SÃO PAULO

Após votação tumultuada, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) retirou sua candidatura à presidência do PSDB de São Paulo acusando três secretários de Estado tucanos de terem usado a máquina do governo Geraldo Alckmin para influenciar o resultado da disputa e derrotá-lo.

Aliados de Matarazzo disseram temer uma debandada da sigla na capital, a exemplo do que houve em 2011, quando seis vereadores trocaram o PSDB pelo PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab.

O possível abrigo dos descontentes, agora, seria o partido que resultará da fusão do PPS com o PMN. Matarazzo é aliado e amigo do ex-governador José Serra, que foi convidado e estuda migrar para a nova sigla.

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8 horas atrás

Venezuela estuda apresentar queixa contra oposição em organismos internacionais

BOILERDO por Betho Flávio
 

 Venezuela frustra golpe contra Maduro: veja aqui

Da Telam 

Bogotá – O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, disse hoje (16) que o governo está avaliando o desenrolar dos acontecimentos desta terça-feira para preparar a queixa que pretende apresentar à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à Organização das Nações Unidas (ONU) em razão da violência, segundo ele, praticada pela oposição contra políticos da situação.

O governo venezuelano acusa Henrique Capriles, principal líder oposicionista do país, de incitar os eventos que provocaram a morte de sete civis identificados com o chavismo e ferimentos em cerca de 60 pessoas.

Segundo o chanceler, a queixa que o governo da Venezuela pretende apresentar aos organismos internacionais se baseia na observação de que os oposicionistas atuam com intolerância política e social e cometem atos de xenofobia contra os médicos cubanos residentes no país.

Embora a Venezuela tenha tornado pública a decisão de que abandonaria a Comissão Interamericana de Justiça da OEA, com o argumento de que o organismo é um ente que serve aos Estados Unidos contra os intereses da Venezuela, o chanceler disse que a denúncia, se for feita, se justificará por se tratar de uma instituição multilateral.

8 horas atrás

Terceiro caso de morte por gripe H1N1 é confirmado em São Paulo

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

Bruno Bocchini

Repórter da Agência Brasil

 

São Paulo – A prefeitura de São José do Rio Preto, no interior paulista, confirmou hoje (16) a morte de um homem de 54 anos em decorrência de gripe influenza A (H1N1) – gripe suína. A vítima, que estava internada na Santa Casa de Misericórdia da cidade desde o último dia 8, não tinha outras doenças pré existentes. É o terceiro caso de morte em decorrência da gripe no estado de São Paulo em 2013.

 

foram registradas mortes também na capital paulista e em Catanduva. No estado, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado hoje (16), existem 36 pessoas com gripe em estado grave (Síndrome Respiratória Aguda Grave): 18 delas com influenza A e 18 com influenza sazonal. Em 2009, período em que houve a pandemia da doença, o estado de São Paulo registrou aproximadamente 12 mil casos de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave e aproximadamente 600 mortes.

 

Em vigor desde ontem (15), a campanha de vacinação no estado pretende imunizar contra a gripe cerca de 7 milhões de paulistas. A quantidade equivale a 80% dos 8,7 milhões de pessoas alvo da campanha: idosos com 60 anos de idade ou mais, gestantes, crianças de 6 meses até 2 anos, indígenas, pacientes diagnosticados com doenças crônicas, profissionais de saúde, mulheres puérperas (deram à luz em até 45 dias), e presidiários.

 

Além de imunizar a população contra a influenza A, a campanha também irá proteger a população contra outros dois tipos de gripe: a influenza A (H3N2) e influenza B.

 

Edição: Aécio Amado

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. É necessário apenas dar crédito à Agência Brasil 

8 horas atrás

Construção de torres faz vila em SP afundar

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por MiriamL

Do Estadão

Vila no Brooklin afunda após obras em São Paulo

Cercada por cinco torres construídas a menos de 50 metros de distância, uma vila dos anos 1960 no Brooklin, na zona sul de São Paulo, afundou. São 17 casas com rachaduras nas paredes, trincas nos muros e moradores desesperados.

Eles culpam a Brookfield, responsável por erguer dois prédios de 26 andares cada e dois andares de garagens no subsolo, ao lado dos imóveis danificados. A empresa nega.

Moradores contam que, com o afundamento, o esgoto das casas retorna pelos ralos quase todos os dias. Portas fecham sozinhas e é visível o desnível entre o piso da sala e o chão do quintal em algumas casas. O asfalto da rua está repleto de crateras.

Perícia feita por uma empresa de engenharia, contratada pelos donos das casas danificadas, aponta que o condomínio vizinho Brooklin Park, da Brookfield, inaugurado em agosto de 2010, rebaixou o lençol freático e, por isso, causou o solapamento da vila da Rua Doutor Armando Poci, uma travessa da movimentada Rua Arizona, ao lado da Marginal do Pinheiros.

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8 horas atrás

Stylish by Sreekumar Mahadevan Pillai

 
 

Stylish by Sreekumar Mahadevan Pillai

My daughter,…… I am suffering from a bad bout of ” photographer’s block” , so reprocessing old photos to upload. Color version of this picture was posted earlier-500px.com/photo/26030869 Eventhough I like the color version , the B/w is not too bad either (IMHO). Thanks for the visit.

Sreekumar Mahadevan Pillai: Photos · Blog 

     

8 horas atrás

Delfim Netto e o preço do tomate

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Abstrações

ANTONIO DELFIM NETTO

Em cada mercado particular, no de tomate, por exemplo, os preços variam em função das características da demanda e da oferta.

Do lado da demanda, ela é condicionada por hábitos culturalmente determina- dos (as donas de casa têm dificuldade de substituí-los nas receitas que aprenderam com suas avós).

Dizemos, então, que ela é inelástica em relação aos preços. Em outras palavras: é preciso um exorbitante aumento dos preços para demovê-las de usar tomate.

Do lado da oferta, ela é fixa no curto prazo (depende da área plantada há 90 dias em resposta aos estímulos recebidos dos preços no momento do plantio).

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8 horas atrás

OS DISCURSOS IDEOLÓGICOS DO NEOLIBERALISMO CULTURAL

MINGAU DE AÇO por Alexfig
 
 
Por Alexandre Figueiredo

A grande mídia não difunde seus valores ideológicos apenas na sua agenda política. A cultura tornou-se, como se vê em vários textos deste blogue, o último refúgio das manobras das classes dominantes, já que o jornalismo político anda sendo muito visado pela opinião pública nos últimos anos.

As classes dominantes quiseram oprimir as classes populares pela economia. Não conseguiram, ante a revolta popular que se refletiu na mudança de postura das instituições e leis correspondentes. Depois tentaram oprimir pela política. Não conseguiram, ante a gravidade da violação dos direitos humanos. Agora tentam fazê-lo pela cultura, através da mediocrização e imbecilização.

E houve uma intelectualidade, no Brasil, que ainda exerce posições hegemônicas no debate cultural brasileiro, que, herdeira de posições neoliberais, já começa a deixar de exercer influência no pensamento de esquerda, se contentando em expressar suas visões da “cultura das periferias” na grande mídia.

Mas até pouco tempo atrás eles conseguiram dominar até mesmo os círculos esquerdistas, enquanto estes não tinham uma postura definida quanto à cultura que o Brasil realmente precisa desenvolver. E aí, visões que encaixariam perfeitamente até nos salões do Instituto Millenium eram gratuitamente veiculadas pela revista Fórum, pela Caros Amigos e pelo jornal Brasil de Fato, e, antes ainda, até pela Carta Capital.

Não deu certo. E mesmo quando essa intelectualidade anunciava a “morte do mercado” e o “fim da mídia”, ela na verdade anunciava a sua ressurreição, na medida em que pregava valores puramente mercadológicos, claramente associados a ritmos como “funk”, axé-music, “sertanejo” e “forró eletrônico” (com o tecnobrega de carona). É o “negócio da música”, estúpido!

Só que esse discurso, que toma como base maior o pretexto da “diversidade cultural”, que não passa de uma mera desculpa para inserir fenômenos comerciais de valor artístico e cultural duvidosos no “primeiro time” da MPB, não conseguiu esconder seu DNA originário das pregações de Fernando Henrique Cardoso, José Serra e seguidores.

INTELECTUALIDADE PRÓ-BREGA FALA “NEOLIBELÊS”

Afinal, a “diversidade cultural” é uma alegação que encontra paralelo nos argumentos de “livre iniciativa”, “democracia” e “liberdade de expressão” defendidos, respectivamente, pelo discurso da economia, política e mídia neoliberais. No âmbito da vulgaridade feminina, a alegação de “liberdade do corpo” segue o mesmo sentido.

Isso prova, por A mais B, que intelectuais tipo Paulo César Araújo, Hermano Vianna, Pedro Alexandre Sanches, Ronaldo Lemos, Eugênio Arantes Raggi e Milton Moura, entre tantos outros, falam neolibelês, camuflado numa postura tão falsamente esquerdista que mais parece ter vindo da coluna do Agamenon Mendes Pedreira, o fictício jornalista criado pelo Casseta & Planeta.

A “liberdade” associada a todas essas alegações – “diversidade cultural”, “liberdade do corpo”, “livre iniciativa”, “democracia” e “liberdade de expressão” – só serve para os detentores do poderio político, econômico e midiático, juntamente com seus (não-assumidos) seguidores intelectuais, justificarem o estabelecido na sociedade, por mais nocivo que este seja às classes populares.

Não há um benefício real numa “diversidade” que aniquila a verdadeira diversidade cultural, que proíbe as classes populares de produzir uma cultura relevante, vibrante e progressista mas a deixa refém de uma ideologia do “mau gosto”, do “pitoresco”, do sensacionalista, do piegas e de tudo que é brega e cafona.

Ver que o povo pobre está proibido de exercer a herança cultural de seus antepassados – proibição defendida sutilmente pelo MC Leonardo, o ‘”ativista” funqueiro protegido de um cineasta ligado ao Instituto Millenium – , o rico patrimônio cultural popular hoje “privatizado” por especialistas, é muito triste.

Além disso, que diversidade cultural é essa em que uma Ivete Sangalo grita como se fosse cantora dos Aviões do Forró, Alexandre Pires e Daniel soam essencialmente iguais, Michel Teló, na música “Humilde Residência”, mais parece Thiaguinho, e onde se criam genéricos no “funk carioca”, jogando uma MC Anitta no lugar de uma MC Perlla que “descobriu” Jesus?

A própria intelectualidade dá o mesmo tom de dramalhão para Waldick Soriano e Tati Quebra-Barraco, em que pese a inicial resistência em reconhecer o “funk carioca” como um derivativo da música brega, que comprovadamente herdou muitas referências ligadas ao brega, sejam elas sociológicas ou mesmo musicais, com ecos de Odair José no “funk melody” e referências a Gretchen e à “boquinha da garrafa” nas “popozudas”.

Portanto, isso não é diversidade cultural. Até porque todo o brega-popularesco é empurrado de forma praticamente uniforme para o consumo das classes populares, com base na glamourização da pobreza e da ignorância promovida por esses intelectuais badalados e dotados de muita visibilidade na mesma grande mídia cujo vínculo eles ainda têm muita vergonha em assumir, embora recorram bastante a ele.

8 horas atrás

A questão da refeição ‘diferenciada’ para o empregado

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Walter Decker

A última bobagem levantada sobre a nova lei dos empregados domésticos. Haja mesquinhez… !

Do Uol

Patrão não é obrigado a dar a mesma comida para doméstico, diz advogado

Lucas Rodrigues

Oferecer uma refeição diferenciada para os empregados domésticos do que a apreciada pelo resto da família usualmente não é passível de danos morais. É o que afirma Lívio Enescu, advogado trabalhista e conselheiro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo.

“Estamos discutindo uma situação comportamental, não prevista no sistema legal”, afirma. “Se você muda o feijão, coloca um arroz diferente e uma carne de segunda, isso não dá vazão a uma indenização”.

Contudo, Enescu acredita que a questão encontra parâmetros nos direitos humanos. “Vamos supor que numa demanda trabalhista a reclamante ingresse em juízo alegando que recebeu comida de animais. A dignidade da pessoa humana é um direito constitucional. Então, quando existe alguma coisa absurda, fora do padrão comportamental, é possível recorrer por danos morais”.

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8 horas atrás

Segundo STF, bancada ruralista pediu ao Presidente Joaquim Barbosa excepcionalidade no julgamento dos embargos, na esperança de validar a inconstitucional AGU 303

RACISMO por racismoambiental
 

Como diz a matéria, aliás, as regras do STF estabelecem que os embargos pendentes de Raposa Serra do Sol devem ser relatados pelo Ministro que substituirá Ayres Britto. Mas os ruralistas pressionam para que a questão entre logo em pauta, na esperança que de o Supremo decida de forma a validar a excrescência chamada AGU 303. Não há qualquer menção à reação de Joaquim Barbosa. (Tania Pacheco)

Notícias STF

Um grupo composto por senadores e deputados federais foi recebido nesta terça-feira (16) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, tendo em pauta o tema da demarcação de terras indígenas, apreciado pelo Supremo na Petição (Pet) 3388, o caso Raposa Serra do Sol.

Julgado pelo plenário do STF em março de 2009, o processo tem embargos de declaração pendentes de julgamento, o que, para os parlamentares, estaria criando um cenário de instabilidade. Como o relator do caso, ministro Ayres Britto, foi aposentado compulsoriamente no fim do ano passado, a relatoria da PET 3388 deverá passar para o novo ministro do Tribunal, a ser nomeado pela presidenta da República, Dilma Rousseff. De acordo com o senador Sérgio Souza (PMDB-PR), na audiência os parlamentares solicitaram uma saída regimental para o andamento do processo.

“O não julgamento dos embargos tem trazido uma corrida de várias etnias, inclusive de não índios, ocupando regiões produtivas do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, e vários outros estados”, afirmou o senador Sérgio Souza. Segundo ele, uma vez julgados o embargos, haveria um termo definitivo, e as regras válidas seriam aquelas inscritas na Constituição Federal.

Para o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), há a necessidade de se concluir a análise de embargos da PET 3388 como forma de se dar efetividade à Portaria 303/2012 da Advocacia Geral da União, a qual cria o marco regulatório para a implementação de salvaguardas às terras indígenas, em conformidade com a decisão do STF.

8 horas atrás

A irresponsabilidade de Capriles

CENTRODOMUNDO por Paulo Nogueira
 

Capriles está confirmando a lendária má fama da direita venezuelana com suas palavras e ações irresponsáveis. Na confusão que ele está armando por não aceitar a derrota nas urnas, venezuelanos estão morrendo. Capriles chegou perto, mas perdeu. Seu adversário na recente disputa pelo governo do estado de Miranda não teve o mesmo comportamento destrutivo ao

O post A irresponsabilidade de Capriles apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

8 horas atrás

The Street by Francesco Alamia

 
 

The Street by Francesco Alamia

There are no paths travelers. But there are even more travelers who do not have their own paths. Gustave Flaubert, Letters to Louise Colet, 1846/55

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9 horas atrás

** by Stas Pushkarev

 
 

** by Stas Pushkarev

 

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9 horas atrás

Sakura Sunset by yume .

 
 

Sakura Sunset by yume .

 

yume .: Photos · Blog 

     

9 horas atrás

Wellington Silva, o biógrafo de Joaquim Barbosa

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Autor:  Luis Nassif

Assessor de imprensa do Ministro Joaquim Barbosa, seu biógrafo oficial, Wellington Geraldo Silva foi indicado para presidente do Conselho Deliberativo do Funpresp-Jud – o fundo de previdência dos servidores do Judiciário.

Wellington foi diretor de comunicação da Previ. Nessa condição, esteve na linha de frente das disputas do fundo com o Banco Opportunity, de Daniel Dantas. Depois, assumiu um cargo relevante na Brasil Telecom. Depois, na Oi.

Enquanto na Previ, a então diretoria teve  papel central para preservar os interesses do fundo contra as jogadas do banqueiro. 

Desde as primeiras escaramuças, entendi a seriedade da gestão e apoiei sua luta, pagando um preço elevado. Por ir contra os interesses de Dantas, fui alvejado pela revista Veja – em duas edições, cada qual contendo um suplemento de  8 páginas de publicidade de empresas de telefonia regional controladas pelo banqueiro.

Welllington acompanhou tudo.

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9 horas atrás

Ready for adventure?! by Zoran Milutinovic

 
 

Ready for adventure?! by Zoran Milutinovic

– (Flesh with white soft umbrella and polarized filter). – Female kitten, 5 weeks old, beautiful little tabby. – All news, info, updates, links, more photos you can find on my Facebook Fan Page and if you want to support me just hit “LIKE” – My National Geographic wallpapers: (free download) Transportation Catch me if you can– Cheers and have a beautiful day

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9 horas atrás

Bluetonium Chamber by Joe @Avalanzia

 
 

Bluetonium Chamber by Joe @Avalanzia

Hello again to all sophisticated lovers of photography and a happy Wednesday. Weather conditions were bad at the 10th of April, so I decided to shoot some more indoor stuff. I hope you will forgive me. I bought a subway ticket for two days and traveled through the city, watching for interesting spots. (haven’t done it for ages!!). And I could’t believe my eyes when I walked out the train to see this station. This on is situated far in the north of the city (district Hasenbergl), no tourist will ever see. Can tell you by experience, the surface is a crap place, one of the not so expensive places for urban living in Munich. Usually I am waiting till nobody is in the picture, but those two drunken guys where sitting there for half an hour and subway was closing doors, so I pulled the trigger. CLICK. I just faded out the yellow, orange and green color to get a perfect contrast to the royal blue walls and pillars. Good fight, good light to everybody

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10 horas atrás

Warsaw by Viktor Korostynski

 
 

Warsaw by Viktor Korostynski

 

Viktor Korostynski: Photos · Blog 

     

10 horas atrás

Bali Colors and Lights by Helminadia Ranford

 
 

Bali Colors and Lights by Helminadia Ranford

seminyak Beach Bali-Indonesia

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Indústria teme efeito colateral dos juros no câmbio

 
: Presidente da CNI, Robson Andrade afirma que a possível elevação da taxa Selic também teria como reflexo uma valorização adicional do real, afetando ainda mais a competitividade do setor empresarial 
7 horas atrás

Gilmar quer calar ator da Globo

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

GILMAR APRESENTA QUEIXA-CRIME CONTRA ZÉ DE ABREU

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Em dezembro, José de Abreu, filiado do PT, afirmou que o ministro do STF contratara um araponga condenado a 19 anos de prisão: “E pro contratante? Domínio do fato?”, completou; ator não pretende se retratar e quer que o processo sirva para a discussão dos limites da liberdade de expressão

 

247 – O desafeto entre o ministro do STF Gilmar Mendes e o ator José de Abre pode virar caso de Justiça. O magistrado apresentou queixa-crime contra o petista por mensagens consideradas ofensivas publicadas na internet.

QUEIXA

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apresentou queixa-crime contra José de Abreu por comentários que o ator voltou a fazer contra ele no Twitter. Em dezembro, Abreu afirmou que o magistrado contratara um araponga condenado a 19 anos de prisão. “E pro contratante? Domínio do fato?”, completou.

QUEIXA 2

O problema é que a informação de que Mendes contratara um araponga, publicada em jornal de grande circulação, é falsa e já tinha sido desmentida. Abreu, que em 2012 chegou a se retratar na Justiça por ter chamado Mendes de “corrupto”, diz que agora levará o processo adiante. “Da outra vez eu estava errado e pedi desculpas. Desta vez quero discutir a liberdade de expressão.”

HOSPITAL

Já Mendes pretende mover, além da queixa-crime, também uma ação por perdas e danos pelo conjunto de mensagens sobre ele que o ator já colocou na internet. Caso seja vitorioso, vai reverter o dinheiro para um hospital de Diamantino (MT), sua terra natal.

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CENSURAR AJUDA A SAÚDE: PARECE SER A NOVA MODALIDAE PARA CALAR A BLOGSFERA

Essa é boa, o ministro quer ajudar hospital com o dinheiro que pretender ganhar censurando o ator.

 

Mino escreveu e publicou que Gilmar Dantas recebeu mais de R$ 180.000,00 da Lista de Furnas. Cadê o processo contra o Mino Carta ?

7 horas atrás

Cobertura da TV Câmara termina com deputado do DEM acusando FUNAI de querer fazer uma “revolução armada no Brasil” e fechar Congresso!

RACISMO por racismoambiental
 

Abaixo, dois vídeos da Tevê Câmara. O primeiro, menos editado, mostra a invasão do Plenário e os deputados correndo, em determinado momento, documentando um momento histórico e inesquecível. O segundo, mais editado e liberado quase à meia-noite, começa com uma reportagem interessante e acaba com uma piada. Mostra desde a chegada do Abril Indígena à Comissão da Constituição e Justiça até a tomada do Plenário, incluindo ótima fala de Sônia Guajajara. Depois, entretanto, cai na vala comum. Vai da palavra oficial do Presidente da Câmara a um fecho com chave de ouro: uma declaração do ruralista Abelardo Lupion, do DEM Paraná, acusando a Funai de querer fazer “uma revolução armada no Brasil” e garantindo que a PEC 215 será aprovada de qualquer forma, “porque senão este Poder (e olha para trás, deixando claro que se refere ao Congresso) pode fechar”. Vale ver ambos! (Tania Pacheco)

 

7 horas atrás

Maduro reage com vigor aos ataques da direita golpista

BOILERDO por Betho Flávio
 

Jonatas Campos e Vinicius Mansur, de Caracas – Venezuela

Presidente em ofensa chamou chavistas a se mobilizar. Foto: AVN

O presidente recém-eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, aumentou o tom e partiu para o ataque no debate político por todo o dia de hoje (16). Em três pronunciamentos feitos em cadeia de rádio e televisão em horários diferentes, Maduro afirmou que vai usar “mão dura contra o fascismo” e proibiu uma marcha chamada pelo candidato derrotado Henrique Capriles Radonski para amanhã (17). O chavista ainda avisou que seu governo não vai reconhecer governadores que o considerem ilegítimo. Capriles é governador do estado Miranda.

Maduro também acusou a embaixada norte-americana de estar financiando a oposição. O governo dos Estados Unidos é o único das américas que aderiu à campanha da oposição de pedir a recontagem dos votos. Ele anunciou medidas de segurança para o sistema elétrico do país que, segundo ele, vem sofrendo inúmeras tentativas de sabotagem.

Ontem (15) Capriles pediu nas redes sociais que seus seguidores “descarregassem sua raiva” ante a proclamação do presidente Nicolás Maduro no Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e convocou um “panelaço” para as 20h da noite. Como resultados dos protestos desde ontem à noite, o governo afirma que ocorreram setes mortes perpetradas por ataques de pessoas ligadas à oposição.

“Agora estão planejando uma marcha ao centro de Caracas. Não vamos permitir. Vocês não vão para lá enchê-lo (o centro) de morte e sangre, não vou permitir que façam o que querem fazer. Vou usar a mão dura contra o fascismo e a intolerância, então digo, se querem me derrubar, venham para mim, aqui estou com o povo e uma Força Armada, seu burguês”, asseverou Maduro em uma inauguração de um centro de saúde.

Já a tarde, em um evento com trabalhadores da Petróleos da Venezuela (PDVSA), o presidente eleito acusou a embaixada dos Estados Unidos de financiar os atos de violência e alcunhou o seu opositor como o “novo Carmona”, referindo-se ao empresário Pedro Carmona, que liderou o golpe fracassado contra o presidente Hugo Chávez em abril de 2002.

Em sua terceira aparição, já inaugurando um hospital no Estado Aragua, a algumas horas de Caracas, Maduro disse não reconhecer Capriles como governador o chamou os chavistas a protestar em favor do governo. “Chamo a todo o povo chavista, nacionalista e patriota, para isolar os golpistas. Não venha agora a disfarçar-se de pacifista. Não confundam nossos anseios de paz com debilidade”, disse o presidente em franco ataque.

Oposicionista recua, mas pede outro panelaço. Foto: Cristina Moure

Capriles

Por sua vez, Capriles desistiu de realizar a marcha e acusou o governo de estar por detrás dos episódios de violência. “Amanhã não vamos nos mobilizar, peço aos meus seguidores que se recolham. Amanhã ninguém vai. Quem sair está ao lado da violência. O governo quer que haja mortos no país”, acusou em coletiva de imprensa.

O oposicionista sustentou que “informações de inteligência” vindas das Forças Armadas revelaram que o governo pretendia infiltrar pessoas na marcha desta quarta-feira (17). “O governo quer através da violência que não se fale do assunto pelo qual estejamos aqui”, disse, referindo-se a sua demanda de recontagem de 100% dos votos.

Na coletiva, Capriles apresentou denúncias de irregularidades ocorridas no pleito de 14 de abril. Segundo o opositor, 535 máquinas de votação estariam danificadas; testemunhas da oposição teriam sido retiradas de 283 centros de votação; haveria mais de 600 mil falecidos nas listas de votantes; em 1176 centros Maduro teria tido mais votos do que Chávez; em 564 centros eleitores teriam sido acompanhados irregularmente até a urna; toldos vermelhos do partido de Maduro (PSUV) estariam irregularmente próximos a 421 centros; motoqueiros teriam amedrontado eleitores em 397 centros.

Capriles ainda apresentou supostas listas de votantes e ata de verificação cidadã de uma mesma mesa de votação, no estado de Trujillo, onde haveria 181 votos a mais na ata do que pessoas na lista. Em tom de denúncia, Capriles também afirmou que pessoas com mais de 100 anos votaram.

A despeito da grita da oposição, Maduro reafirmou que não há necessidade de recontagem dos votos, visto que o sistema eleitoral venezuelano já prevê uma auditoria de 54% das caixas onde os votos são depositados depois de fechadas as mesas.

A maior parte dos países das américas já reconheceram a votória de Maduro, entre eles, Brasil, Argentina, Equador, México, Bolívia, Colômbia, Peru, Uruguai, Haiti, Cuba, Guatemala e Nicaragua.

de comunicasul

7 horas atrás

Direitos Humanos made in USA

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

La revuelta de los presos eleva la tensión en Guantánamo

Un preso escribe una carta al diario ‘The New York Times’ tras 11 años en la prisión y relata el infierno al que es sometido con la alimentación forzosa

Yolanda Monge Washington 15 ABR 2013 – 18:32 CET23

Puerta de entrada al Campo 6 de la prisión de Guantánamo. / JIM WATSON (AFP)

Meses de tensión acumulada concluyeron el pasado fin de semana en un enfrentamiento entre los guardas y los detenidos en la prisión de Guantánamo, que provocó que el alto mando de la isla ordenase que los reos fueran encerrados en celdas individuales en lugar de residir en zonas comunales como lo hacían hasta ese momento.

Según Robert Durand, portavoz de la prisión en la base naval militar de EEUU situada en la isla de Cuba, la violencia se desató después de que durante un operativo a primera hora del sábado los militares entrasen en el conocido como Campo 6 –el que menos seguridad tiene y en el que se encuentran cerca de 130 reclusos- para descubrir ventanas y cámaras de seguridad que los presos había tapado con cajas de cereales y trapos para no ser controlados.

Cuando los guardas procedieron a retirar los obstáculos, “ciertos detenidos se resistieron con la ayuda de armas improvisadas –palos de escoba-“, explica Durand. “Como respuesta, se lanzaron balas no letales –pequeñas pelotas de goma-“, puntualiza el portavoz. Según la misma fuente, ni presos ni guardas resultaron heridos.

La revuelta se produjo justo un dia después de que un equipo del Comité Internacional de la Cruz Roja (CICR) abandonase el centro de detención después de una visita de tres semanas que se adelantó debido a la huelga de hambre que llevan a cabo 43 presos, según cifras del Pentágono, aunque abogados de los detenidos elevan ese número a más del doble.

 

La revuelta se produjo justo un dia después de que un equipo del Comité Internacional de la Cruz Roja abandonase el centro de detención después de una visita de tres semanas que se adelantó debido a la huelga de hambre que llevan a cabo más de 40 presos,

Uno de esos presos, el yemení Samir Naji Al hasan Moqbel, logró hacer llegar a través de su abogado una dura carta al diaro The New York Times en la que relata cómo está siendo sometido a una alimentación forzosa y su sospecha de que morirá en la base naval de Guantánamo si el presidente de su país o Barack Obama no hacen nada al respecto.

“He estado en huelga de hambre desde el 10 de febrero y he perdido más de 15 kilos. No volveré a comer hasta que me devuelvan mi dignidad”, escribe el preso que ha titulado la misiva “Gitmo me está matando” (Gitmo es la abreviatura que los militares dan a la prisión en la base). “Llevo detenido en Guantánamo 11 años y tres meses. Nunca he sido acusado de ningún crimen ni he tenido un juicio”, prosigue este hombre de 35 años que explica que abandonó su Yemen natal hace más de una década en busca de un futuro mejor en Afganistán, de donde huyó tras los ataques terroristas del 11-S y cuyo consulado en Pakistán entregó a los militares norteamericanos cuando éste buscó ayuda para volver a su país.

De los 166 detenidos en la cárcel, 87 tienen el visto bueno del Pentágono para ser liberados y 58 de ellos son yemeníes. El Gobierno de EEUU no los considera una amenaza para la seguridad nacional y Yemen no solo está dispuesto a acogerlos sino que los reclama con firmeza. Sin embargo, en 2010, la Administración Obama declaró una moratoria en la repatriación de los presos de Yemen basada en “la situación del país”, aplazamiento que sigue en pie.

“El pasado mes, el 15 de marzo, estaba enfermo en el hospital y me negué a ser alimentado. Un equipo de la Fuerza de Reacción Extrema (ERF, siglas en inglés), compuesto por ocho policías militares vestidos en ropa antidisturbios, irrumpió en la sala y me ató a la cama. Me insertaron una vía en mi mano y así estuve 26 horas, atado a la cama. No me dejaron durante ese tiempo ir al servicio, por lo que me pusieron un cateter, algo que fue muy doloroso, degradante e innecesario”.

 

Solo espero que debido al dolor que estamos sufriendo, los ojos del mundo miren de nuevo a Guantánamo antes de que sea demasiado tarde”,  finaliza el preso en su carta

Según datos del Pentágono, al menos 13 de los presos en huelga han sufrido un grave deterioro en su salud que ha obligado a los médicos a alimentarlos por la fuerza. En ese caso, dos veces al día se inserta un tubo por la nariz al reo y se le inyecta una papilla para evitar que se deshidrate.

“Nunca olvidaré la primera vez que me metieron el tubo por la nariz. No puedo describir lo doloroso que es que te alimenten así”, cuenta Al Hasan Moqbel. “Según lo introducían, sentía la necesidad de vomitar pero no podía. Sentía la muerte en mi pecho, mi garganta y mi estómago. Nunca había experimentado un dolor semejante. No le deseo a nadie tan cruel castigo”, prosigue.

Según el preso, son tantos los detenidos en huelga de hambre que no hay suficiente personal médico cualificado para llevar a cabo las alimentaciones forzosas, por lo que se hacen a intervalos regulares en turnos y no cuando es necesario.“No se ve el final para nuestro encarcelamiento”, confiesa Al Hasan Moqbel. “Negarnos a comer a riesgo de perder nuestra vida es la decisión que hemos tomado”, anuncia. “Solo espero que debido al dolor que estamos sufriendo, los ojos del mundo miren de nuevo a Guantánamo antes de que sea demasiado tarde”, finaliza.

El último preso que murió en Guantánamo fue el yemení Adnan Farhan Abdul Latif, que supuestamente se suicidó el pasado septiembre. Nunca había sido acusado de ningún crimen y tenía luz verde para dejar Guantánamo.

A una situación desesperada se une una decisión que hunde a los presos en mayor desesperación. En enero, la oficina del Departamento de Estado encargada de la reubicación de los presos de Guantánamo fue cerrada. Dan Fried, cuyo trabajo era transferir a esos presos fue asignado por la Casa Blanca a un nuevo destino en el extranjero. Fried no será reemplazado y la Administración está planeando formar a personal para que se ocupe de los detenidos que envejecen, lo que sugiere que muchos serán recluidos en la cárcel por el resto de sus días.

La revuelta de los presos eleva la tensión en Guantánamo | Internacional | EL PAÍS

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7 horas atrás

Campos defende alta de juros para conter inflação

 
Diogo Sallaberry/Futura Press/Fo: PORTO ALEGRE,RS,09.04.2013:EDUARDO CAMPOS/MEDALHA MÉRITO FARROUPILHA - O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, recebe a Medalha do Mérito Farroupilha, distinção máxima da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, após cUm dos principais críticos da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência da República, Eduardo Campos (PSB), adotou um discurso mais ameno em sua passagem por Brasília (DF e defendeu um possível aumento da taxa de juros para segurar a inflação; “Estamos caminhando para ter aumento da taxa básica de juros, e isso não pode ser lido como um desastre. A política monetária tem que funcionar na direção de preservar exatamente uma conquista brasileira, que foi a contenção da inflação” 
7 horas atrás

TeleSur é cercada por grupos antichavistas

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por Elímpio Severo

Da teleSUR

Antichavistas rodearon teleSUR y amenazaron a sus trabajadores

Antichavistas rodearon sede de teleSUR y amenazaron a sus trabajadores

Grupos afectos al excandidato presidencial antichavista Henrique Capriles rodearon este lunes la sede del canal de televisión teleSUR y amenazaron a sus trabajadores, informó la presidenta del canal, Patricia Villegas.

“Han amenazado a nuestro personal, los trabajaores del canal están en sus puestos de trabajo (…) han amezado de manera permanente”, denunció la presidenta de teleSUR Patricia Villegas.

“No se sabe si son las mismas personas (que asediaron hace unos instantes al canal del Estado Venezolana de Televisión), pero sí responden al mismo movimiento politico que ha llamado a la desestabilizacion”, detalló Villegas.

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7 horas atrás

Observadores brasileiros exaltam a legitimidade da eleição de Maduro

BOILERDO por Betho Flávio
 

Samuel Pinheiro Guimaraes, Olívio Dutra e Roberto Amaral desmentem alegações da oposição de direita, apoiada pelos governos dos EUA e da Espanha

Leonardo Wexell Severo, direto de Caracas-Venezuela

Fotos de Joka Madruga

Samuel Pinheiro Guimarães, Alto-Representante Geral do Mercosul

Convidados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela para acompanhar o pleito do último domingo (14) no país vizinho, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Alto-Representante Geral do Mercosul; o ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra; e o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, foram unânimes durante entrevista em Caracas, nesta terça-feira, em reafirmar a “total legitimidade” da eleição do presidente Nicolás Maduro.

“Acompanhamos todas as etapas, uma vez que passamos a semana na Venezuela. O CNE explicou detalhadamente todo o processo, desde a sua construção e funcionamento, a sua rede, o voto eletrônico, a forma de aferição, a eficiência, a legitimidade e a objetividade”, declarou Olívio Dutra. Durante todo o período, ressaltou o líder gaúcho, ocorreram reuniões com os técnicos do órgão eleitoral que também trataram de especificidades jurídicas, esclarecendo a todos de forma pormenorizada. “Visitamos locais onde as urnas são aferidas, as instalações e várias seções eleitorais. Pudemos constatar muita responsabilidade e preocupação com a objetividade do processo. As eleições de domingo foram realizadas de forma eficiente e transparente, de forma que o eleitor tivesse consciência”. Desde que o cidadão chega para votar, apontou Olívio, há cinco etapas distintas e separadas para garantir a mais completa privacidade, o segredo do voto, num formato de “ferradura” na sala de votação. Após apresentar a cédula de identidade e digital, o eleitor vai até a máquina escolher seu candidato na tela e confirmar o nome no monitor. A máquina então imprime o comprovante, o eleitor confirma o seu voto e coloca na urna. Depois assina o caderno de votação e pinta o dedo mindinho com uma tinta indelével.

Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul

“O resultado deu a vitória ao candidato oficial, Maduro, com uma vantagem inferior a 2%. Esta foi a verdade das urnas. Este é um dado objetivo”, sublinhou o ex-governador, contestando as alegações de fraude sustentada pelo candidato oposicionista, Henrique Capriles, que conclamou seus apoiadores e não reconhecerem o resultado. O pedido foi prontamente atendido e amplamente repercutido pelos governos dos Estados Unidos e da Espanha.

Numa sociedade “altamente politizada” como a venezuelana, ressaltou Olívio, estas foram eleições “disputadíssimas”, com amplas liberdades. “Nas ruas, nas rádios e televisões, nas bancas de jornais, vi uma demonstração de que há liberdade de imprensa. Inclusive, a grande maioria é de oposição e diz o que bem entende”.

Para o ex-governador, a vitória do candidato chavista aponta para um “avanço na democracia da Venezuela”. “Que bom que esse exemplo possa se irradiar e que os problemas da democracia sejam resolvidos com mais democracia”. Olívio lembrou que a lisura do pleito foi destacada pelo conjunto dos observadores internacionais, que expressaram por escrito essa mesma opinião. “Ouvi a todos nas reuniões, ninguém colocou em dúvida a legitimidade do processo, que foi marcado pela eficiência, transparência e verdade”, acrescentou.

” VITÓRIA DA DEMOCRACIA “

Renomado intelectual, autor dos livros Quinhentos anos de periferia e Desafios brasileiros na era dos gigantes, ex ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República no governo Lula, Samuel Pinheiro Guimarães também sustenta que o resultado foi uma “vitória da democracia”. “Foram eleições absolutamente limpas, com amplíssima liberdade de imprensa, num processo de votação sem nenhuma restrição”. Conforme o embaixador, o sistema eleitoral venezuelano é “bem mais avançado do que o dos supostos países democráticos, como os Estados Unidos e a Espanha”.

Sobre o significado da vitória de Maduro para a integração latino-americana, Samuel analisa que a eleição do chavista dará “continuidade à orientação da política externa venezuelana em relação à América do Sul, com maior aproximação do Brasil e da Argentina e o ingresso da Venezuela no Mercosul, extremamente importante, uma garantia contra um golpe da direita”. Ele também destacou a relevância econômica da Venezuela para a integração ser potencializada.

Na avaliação do embaixador, neste momento, “a oposição procura deslegitimar, de todas as formas possíveis a vitória do PSUV (Partido Socialista Unificado da Venezuela) e de seus aliados”. Pedir a recontagem de todas as urnas, disse, é algo que “não está previsto na legislação, nem é necessário”. Samuel lembra que esta “tentativa de desestabilização” tem se tornado um “clima permanente” na República Bolivariana. “Agora, como a diferença foi pequena, a oposição mobiliza apoios de alguns governos como o dos Estados Unidos e da Espanha, e algumas organizações como a OEA, que deram declarações que não reconhecem o resultado das urnas”, condenou.

ALERTA CONTRA OS GOLPISTAS

Para o ex-ministro de Ciência e Tecnologia e vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Roberto Amaral, “mais do que eleitoral, as eleições mostraram um crescimento ideológico da direita, o que é muito preocupante”. “Isso está estampado nas declarações de Capriles e dos jornais que, contrariando as regras do jogo, se recusam como oposição a aceitar que perderam e prometem desestabilizar o país. Daí a importância das forças de esquerda de toda a América Latina acompanharem de perto esse processo”, asseverou.

Roberto Amaral disse ter visto nos dias que passou na Venezuela, “uma participação popular que há muitos anos não se vê no Brasil, num processo extraordinário, limpo, transparente e seguro. Muito mais do que o nosso, inclusive”.

Segundo o líder socialista, a vitória de Maduro fortalece a integração da América Latina, “na qual o Brasil está interessado”, enquanto a candidatura oposicionista representa a “anti-integração”, mais do que óbvia por seus estreitos vínculos com o governo dos Estados Unidos. “A eleição de Maduro fortalece o Mercosul muito além da economia, pois tem grande importância geopolítica. Representa a articulação da Venezuela, Argentina, Brasil, Equador, Bolívia e Uruguai, fundamentalmente, para que mantenhamos o avanço das forças populares e progressistas da América Latina”, concluiu.

de comunicasul

7 horas atrás

AGU vai recorrer para manter licenciamento

 
: A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer, ainda esta semana, da decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, que determinou a suspensão temporária do processo de licenciamento ambiental relativo às obras da Usina Hidrelétrica São Luís do Tapajós, no Rio Tapajós, oeste do Pará, e todas as ações relacionadas ao empreendimento 
7 horas atrás

Juízes apoiam pedido de réus do mensalão

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Ministros do STF apoiam pedido de réus do mensalão

Advogados querem mais tempo para examinar votos antes do acórdão que apresentará as conclusões do julgamento

Joaquim Barbosa é contra a ideia, mas é pressionado por colegas para levar a discussão ao plenário do Supremo

DE BRASÍLIA

Ministros do Supremo Tribunal Federal sugeriram ontem que o presidente da corte, Joaquim Barbosa, leve ao plenário o pedido apresentado pelos réus do mensalão para ter mais tempo para analisar as conclusões do julgamento e apresentar recursos.

Os advogados dos réus querem examinar os votos dos ministros antes da publicação do acórdão que resumirá as decisões do julgamento, prevista para ocorrer em breve. Após a publicação, a lei dá a eles apenas cinco dias para apresentar recursos.

 

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7 horas atrás

Pá de cal no complexo de vira-lata

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Neymar só vai para a Europa se for bobo

Scott Moore 16 de abril de 2013 8

Os países europeus estão quebrados, e o dinheiro está sumindo também dos clubes.

Ele iria para a Europa no pior momento

Ele iria para a Europa no pior momento

Ladies & Gentlemen:

Boss me conta que Tostão, para ele o melhor comentarista brasileiro de futebol, defende a ida de Neymar para o futebol europeu já.

Parece que ele, na Europa Neymar seria devidamente testado e treinado para, quem sabe, se tornar um dos melhores jogadores do mundo.

Ladies & Gentlemen: Tostão entende de futebol, mas não de economia.

A crise econômica dramática que varre a Europa já chegou ao futebol. Os clubes estão quebrados, como os países.

Acabarão se desfazendo porque não existe milagre. Você não pode ter jogadores com salários multimilionários quando a torcida está na miséria.

Você já começa a ver na Europa estádios vazios em grandes partidas, o que não acontecia antes.

O mundo do futebol é cínico. Mesmo Chrissie, minha azeda e neurastênica mulher sempre pronta a me contrariar nas coisas mais absurdas, nisso concorda comigo.

Veja na França. Os clubes queriam ficar isentos da elevação nos impostos que o presidente François Hollande aplicou para grandes empresas – os clubes são – e superricos.

“Os craques vão embora”, gemeram os cartolas.

Hollande confirmou que, sim, os novos impostos alcançarão o futebol.

Que vão embora os jogadores. Mas para onde? Para o futebol italiano, quebrado? Para o espanhol, à beira do abismo financeiro? Ou vocês pensam que Barcelona e Real Madri conseguirão viver como vivem com o país na bancarrota?

Os espanhóis já estão até pedindo a cabeça do rei. Querem a república.

Isso tudo para dizer o seguinte. Neymar estaria indo para a Europa na pior hora. Provavelmente seu salário, como no Brasil dos tempos de crise, começaria a não ser pago em pouco tempo no Barça ou no Real.

Futebol é dinheiro, gostemos ou não, e eu pessoalmente detesto.

Onde está o dinheiro, estão os mercenários da bola.

E o dinheiro sumiu da Europa, sem que nada indique que vá voltar. Portanto, os mercenários irão atrás do dinheiro, se o houver em algum lugar neste mundo que vive uma crise tão espalhada.

Neymar tem vida boa no Santos. É mimado, faz o que quer, bate pênaltis, faltas e escanteios, jamais é substituído, tira do time quem quiser, técnico incluído, e ainda tem folga bastante para cuidar do cabelo e namorar com uma atriz da Globo.

Para que sair do Brasil rumo ao pesadelo econômico europeu?

O pai dele é esperto, imagino. Talvez ele blefe para que o Santos, intimidado, aumente o salário do garoto.

Ladies & Gentleman: Tostão, que baixou a cabeça e no Deus-dará destruiu minha seleção em 1970, num lance que só Supernatural Jones explica, sabe tudo de bola.

Mas, de economia, não entende nada.

Sincerely.

Scott

Tradução: Erika Kasumi Nakamura

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Sobre o autor: Scott MooreVeja todos os posts do autor Scott Moore

Aos 53 anos, o jornalista inglês Scott Moore passou toda a sua vida adulta amargurado com o jejum do Manchester City, seu amado time, na Premier League. Para piorar o ressentimento, ele ainda precisou assistir ao rival United conquistando 12 títulos neste período de seca. Revigorado com a vitória dos Blues nesta temporada, depois de 44 anos na fila, Scott voltou a acreditar no futebol e agora traz sua paixão às páginas do Diário.

Diário do Centro do Mundo Neymar só vai para a Europa se for bobo – Diário do Centro do Mundo

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7 horas atrás

Igrejas e a legislação do imposto de renda

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por jns

Do Direito Nosso

A LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA E AS IGREJAS

Gilberto Garcia*

A Constituição Federal de 1988, no artigo 150, estabelece que “… Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios …”, “… VI – instituir impostos sobre: a) …;  b) templos de qualquer culto …”, § 4º, “As vedações expressas no inciso VI, alíneas b e c,compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.”

Tributo é gênero, imposto é espécie. De igual forma que o gênero humano, criado por Deus, possui duas espécies, macho e fêmea. Assim a Igreja, como afirmamos, é imune de impostos, incidentes sobre seu templo, mas não de outros tributos, tais como taxas e contribuições de melhoria, estabelecidos no Código Tributário Nacional.

No que tange as taxas que incidem sobre suas dependências, casa pastoral, veículos etc, e ainda, outras de iluminação pública municipal, de limpeza urbana, bem como a contribuição de melhoria, estas são tributos devidos pela Igreja.

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7 horas atrás

Dilma: “Não estamos descobrindo as Índias, nem o Brasil”

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Dilma e Lula estiveram reunidos, na noite passada, durante festa do PT em Belo Horizonte

Correio do Brasil   “A presidenta Dilma Rousseff participou, na manhã desta terça-feira, nesta capital, de reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), onde assinou parceria com governo estadual e iniciativa privada para construção de fábrica de insulina em Minas, a única no Brasil. Ao discursar Dilma destacou que o seu governo não está “descobrindo as Índias, nem o Brasil” ao implementar uma política econômica para, segundo afirmou, resgatar milhões de brasileiros da pobreza. A presidenta disse estar apenas desenvolvendo uma política praticada em outros países que, a exemplo do Brasil, tem um mercado lastreado por milhões de consumidores.

– Somos 200 milhões de brasileiros e nosso mercado é algo relevante – afirmou.

Embora o cenário econômico seja desfavorável, com a alta da inflação, a presidente afirmou que que “não há a menor hipótese” de o Brasil não crescer neste ano. – Vamos colher o que plantamos e aqui ( na sede da Fiemg) acabamos de plantar mais uma semente – disse. Dilma chegou acompanhada de ministros, do governador Antonio Anastasia (PSDB) e de líderes empresariais, para assinar o termo de cooperação entre os governos federal, estadual e o setor privado que irá permitir ao Brasil, depois de mais de uma década, voltar a produzir insulina humana para o tratamento de diabéticos, que no país somam quase um milhão de dependentes do medicamento. A parceria vai dar condições à retomada da produção de insulina humana pelo laboratório privado Biomm Techonology.” Matéria Completa, ::AQUI:: Enviada por: Nogueira Junior 20:550 Comentários * Dilma RousseffPT   Do Blog BRASIL! BRASIL! 

7 horas atrás

Presidente Maduro pede união para isolar os golpistas

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

dente

Caracas, 16 Abr. AVN.- La unión nacional para aislar a los golpistas fue el planteamiento hecho este martes por el presidente de la República, Nicolás Maduro, para frenar la ola de ataques violentos que la derecha ha generado desde el lunes, luego de que el excandidato antichavista, Henrique Capriles, desconociera los resultados de las elecciones en las que resultó electo el socialista.

“Llamo a todo el pueblo revolucionario patriota, a la unión, llamo a todo el país a la unión para aislar a los golpistas. Ya empezaron a recular hoy, a retroceder. Pero, por mucho que retrocedan tienen que verle la cara a la justicia, más temprano que tarde. Tú (Henrique Capriles) eres responsable de esto. No vengas ahora a disfrazarte de pacifista, asume tu responsabilidad. Tú ayer llamaste a la gente a la violencia (…) y lanzaste a Leopoldo López a dirigir los ataques”, sostuvo Maduro, durante la inauguración del Hospital Cipriano Castro, en el estado Aragua.

Igualmente, dijo que el Ejecutivo adelanta acciones para controlar los focos desestabilizadores que se puedan producir en el país, y exigió respeto al pueblo venezolano.

“Hemos logrado neutralizar casi todos los focos de violencia en el país”, expresó, al tiempo que denunció el asedio a la sede del Consejo Nacional Electoral (CNE) en la entidad por 250 agentes desestabilizadores.

“He ordenado que se filmen los destrozos, deben ir presos todos aquellos que ataquen al CNE, a los partidos políticos, a los CDI, a los organismos populares. Los que ataquen al pueblo deben ir presos”, manifestó.

Denunció que los dirigentes de la derecha tienen una agenda oculta para desestabilizar la nación.

“A ellos no les importan las elecciones, estaban preparados para desconocerlas en cualquier circunstancia, lo que les importa es embochinchar este país y responderle al amo que tienen en el norte”, refirió.

Asimismo, señaló que Leopoldo López se acercó a una acompañante internacional de los grupos de Derechos Humanos para, a través de ella, exigirle a Maduro que les diera cargos de ministros a la oposición en el nuevo Gobierno o los sectores antichavistas continuarían con la violencia.

A lo que Maduro respondió: “prepárense para que respondan a la justicia, más temprano que tarde. La justicia es autónoma”.

Chávez vive en la obra de la salud pública venezolana

El líder de la Revolución Bolivariana, Hugo Chávez, vive en las obras de salud pública que durante su gestión fueron construidas, recuperadas o repotenciadas, a través de las misiones y la inversión social, resaltó el presidente Maduro.

En este sentido, indicó que con la puesta en funcionamiento del Hospital Cipriano Castro se benefician un promedio de 130.000 habitantes de las comunidades de Brisas del Lago, Santa Rosa, La Cabrera, La Romana, San Vicente, Tapa Tapa, Campo Alegre, 23 de Enero, La Coromoto, Base Sucre del estado Aragua y hasta de Mariara, estado Carabobo.

La próxima semana se anunciarán los equipos de las micromisiones dentro de la Gran Misión Eficiencia o Nada, destinada a recuperar todos los hospitales del país.

Medidas para mejorar el sistema eléctrico

Maduro anunció que el próximo lunes 22 de abril el Gobierno Nacional emprenderá una serie de medidas para mejorar el funcionamiento del sistema eléctrico en todo el país.

Maduro señaló que su equipo de trabajo acabará “con la guachafita en el sistema eléctrico”, para lo cual pidió al pueblo venezolano su colaboración.

La atención al sistema eléctrico forma parte de los puntos focales de la gestión de Maduro, con el fin de concretar el Plan de la Patria 2013-2019.

Por otra parte, subrayó que con la Revolución por primera vez se invierte el petróleo para atender los intereses del pueblo venezolano.

Indicó que en Petróleos de Venezuela “se respira patriotismo, amor al pueblo, ganas de trabajar, ganas de futuro”.

España respeta resultados electorales del 14-A

El presidente Maduro leyó una misiva emitida por el gobierno de España en la que expresa su respeto a los resultados de los comicios presidenciales del pasado 14 de abril.

“El Gobierno de España expresa su deseo que en el marco de la Constitución, todos los actores políticos actúen con responsabilidad y respeto a las instituciones”, continúa el comunicado enviado al jefe de Estado por el canciller venezolano, Elías Jaua.

Al respecto, Maduro aplaudió la actitud tomada por España y llamó al respeto entre naciones.

“Somos pueblo, vamos a querernos y respetarnos. Muy bien, Gobierno de España, cuenten con nuestra amistad para el trabajo”, dijo Maduro.

Lamentó partida del profesor Rigoberto Lanz

Durante la actividad, el mandatario lamentó la pérdida física del profesor y sociólogo Rigoberto Lanz, y envió palabras de aliento a sus familiares.

“Quiero transmitir a la familia Lanz nuestro profundo dolor por la partida de Rigoberto Lanz, un hombre de izquierda de toda la vida, la mayor figura del pensamiento crítico venezolano”, dijo.

El mandatario leyó un artículo escrito por Lanz, uno de los fundadores de la Universidad Bolivariana de Venezuela (UBV), titulado “La derecha se desespera”:

“No estamos lidiando con pensamiento político sino con mazamorra ideológica. No enfrentamos un proyecto de país alternativo sino la furia babosa de odio y frustraciones personales. No se trata de interactuar políticamente con formaciones antagonistas, gente que piensa distinto, sino lidiar con patologías psicopolíticas irrecuperables”.

AVN 16/04/2013 18:56

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Caracas, 16 de Maio. AVN -União nacional para isolar o golpe foi a proposta feita terça-feira pelo Presidente da República, Nicolas Maduro, para conter a onda de ataques violentos que a direita tem provocado desde segunda-feira, após o ex-candidato antichavista, Henrique Capriles, desconhecendo os resultados das eleições em que o socialista foi eleito.

“Peço a toda a gente patriota revolucionário, para o sindicato, chamado de todo o país para a união para isolar o golpe. Já começou a recuar hoje. Mas muito a recuar tem que ver o rosto de justiça mais cedo ou mais tarde. Tu (Henrique Capriles) são responsáveis ​​por isso. disfarce Não venha agora um pacifista, assuma sua responsabilidade. Ontem você chamar as pessoas para a violência (…) e jogou a Leopoldo Lopez para executar o ataques “, disse Maduro, durante a inauguração do Hospital Cipriano Castro, no estado de Aragua.

Também disse que o governo tomar medidas para controlar os surtos de desestabilização que possam ocorrer no país, e exigiu respeito para o povo venezuelano.

“Conseguimos neutralizar quase todas as manifestações de violência no país”, disse ele, ao denunciar o cerco à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) no estado para 250 agentes desestabilizadores.

“Ordenei que filmou o dano, deve ir para a cadeia todos aqueles que atacam o CNE, os partidos políticos, ao CDI, as organizações populares. Aqueles que atacam as pessoas devem ir para a cadeia”, disse ele.

Ele acusou os líderes da direita tem uma agenda escondida para desestabilizar o país.

“Eles não se preocupam com a eleição, estavam preparados para ignorá-los em todas as circunstâncias, o que importa é ensanguentar este país e responder ao amor que eles têm no norte do país”, disse ele.

Ele observou que Leopoldo López se aproximou um companheiro grupos internacionais de Direitos Humanos, por meio dela, exigindo a amadurecer para dar-lhes posições dos ministros da oposição no novo governo ou setores anti-Chávez continuar a violência.

Para que Maduro disse: “prepare-se para responder à justiça, mais cedo ou mais tarde. Justiça é independente”.

Chávez vive no trabalho da saúde pública venezuelana

O líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, vive do trabalho em saúde pública durante o seu mandato foram construídos, recuperados ou repowered, através de missões e investimentos sociais, com destaque para o presidente Maduro.

A este respeito, disse que com a colocação de Cipriano Castro Hospital beneficiar uma média de 130 mil nas comunidades de Brisas del Lago, Santa Rosa, La Cabrera, La Romana, São Vicente, Tapa Tapa, Campo Alegre, 23 janeiro, o Coromoto, Base Sucre e Aragua estado ainda Mariara, estado Carabobo.

Na próxima semana será anunciado equipes micromisiones dentro da Grande Missão Eficiência ou Nada, projetada para recuperar todos os hospitais.

Medidas para melhorar o sistema elétrico

Maduro anunciou que na segunda-feira 22 de abril, o Governo vai realizar uma série de medidas para melhorar o funcionamento do sistema elétrico em todo o país.

Maduro disse que sua equipe vai acabar “com guachafita no sistema elétrico”, ao que o povo venezuelano solicitou a sua colaboração.

A atenção ao sistema elétrico é um dos pontos focais gestão Maduro, a fim de realizar o Plano de Homeland 2013-2019.

Por outro lado, salientou que com a Revolução pela primeira vez investe óleo para servir aos interesses do povo venezuelano.

Ele indicou que a Petróleos de Venezuela “respirar patriotismo, o amor das pessoas, ansioso para trabalhar, ansioso para o futuro”.

Espanha respeite os resultados das eleições de 14-A

Presidente Maduro leu uma carta enviada pelo governo da Espanha em que ele expressou seu respeito pelos resultados das eleições presidenciais de 14 de abril.

“O governo da Espanha espera que, no quadro da Constituição, todos os atores políticos a agir com responsabilidade e respeito pelas instituições”, continua o comunicado enviado ao chefe de Estado pelo chanceler venezuelano Elias Jaua.

Neste sentido, a atitude tomada Maduro aplaudido pela Espanha e pediu respeito entre as nações.

“Somos pessoas que vão amar e respeitar. Ok, Governo da Espanha, contar com a nossa amizade para o trabalho”, disse Maduro.

Começando lamentou Rigoberto Lanz professor

Durante a atividade, o presidente lamentou a perda física e sociólogo Professor Rigoberto Lanz, e enviou palavras de encorajamento para as suas famílias.

“Quero transmitir à família Lanz nossa profunda tristeza pela partida de Rigoberto Lanz, um esquerdista de toda a vida, a maior figura do pensamento crítico venezuelano”, disse ele.

O presidente leu um artigo escrito por Lanz, um dos fundadores da Universidade Bolivariana da Venezuela (UBV), intitulado “desespero Right”:

“Nós não estamos lidando com o pensamento político, mas com mush ideológica. Confrontado não é um país alternativo proposto, mas a raiva eo ódio lesma frustrações pessoais. Interagir não é politicamente formações antagônicas, as pessoas que pensam diferente, mas o tratamento de patologias psicopolíticos irrecuperável “.

AVN 16/04/2013 18:56

5 horas atrás

Serra sofre nova derrota no PSDB

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Altamiro Borges

O eterno candidato José Serra é conhecido por seus métodos truculentos – dossiês, rasteiras e golpes – contra os seus rivais no  próprio PSDB. Agora, porém, ele é alvo da vingança maligna e perde espaço no ninho tucano. Ontem, após votação tumultuada, o vereador serrista Andrea Matarazzo retirou sua candidatura à presidência da legenda em São Paulo. Ele acusou três secretários estaduais de terem usado a máquina do governo Geraldo Alckmin para influenciar o resultado da disputa e derrotá-lo. Com esse resultado, José Serra sofre nova derrota no PSDB e pode até abandonar a legenda.

Segundo a própria Folha tucana de hoje, “aliados de Matarazzo disseram temer uma debandada da sigla na capital, a exemplo do que houve em 2011, quando seis vereadores trocaram o PSDB pelo PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab. O possível abrigo dos descontentes, agora, seria o partido que resultará da fusão do PPS com o PMN. Matarazzo é aliado e amigo do ex-governador José Serra, que foi convidado e estuda migrar para a nova sigla”.

As bicadas no ninho são cada vez mais sangrentas. “Me preparei para disputar com um candidato, mas enfrentei três secretarias de Estado, com todo o poder delas”, reclama Andrea Matarazzo, num referência aos secretários José Aníbal (Energia), Bruno Covas (Meio Ambiente) e Julio Semeghini (Planejamento). O nome escolhido para presidir a sigla em São Paulo, principal reduto dos tucanos no país, foi o do ex-deputado Milton Flávio, que é subordinado a José Aníbal. O secretário de Energia já havia sido rifado pelos serristas na prévia interna que escolheu o candidato da legenda à prefeitura da capital paulista, no ano passado. Agora, ele dá o troco!

5 horas atrás

A ferramenta de buscas Shodan

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Carta Capital

O concorrente do Google

Felipe Marra Mendonça 

O Google é uma ferramenta de buscas que abarca grande parcela da internet, mas não tudo. “Quando as pessoas não veem algo no Google, acham que ninguém pode achar aquilo. Isso não é verdade”, diz John Matherly à rede de notícias CNN. Matherly é o criador da ferramenta de buscas Shodan, capaz de encontrar servidores, impressoras, roteadores, câmeras e qualquer equipamento conectado à internet.

O problema é existir muita coisa listada pelo Shodan que não deveria ser acessível por qualquer usuário nem passível de ser controlada, caso de semáforos, webcams, sistemas de aquecimento ou automação, operação de postos de gasolina, parques aquáticos e até crematórios.

Dan Tentler, expert em segurança e decodificação de sistemas, disse em palestra em 2012 (disponível no YouTube, basta procurar por Defcon 20 Dan Tentler) que a maioria dos esquemas de segurança “é horrivelmente, horrivelmente ruim”. “Eu posso controlar uma usina hidrelétrica francesa pela internet. Ela possui duas turbinas com produção de cerca de 3 megawatts cada, o que pode ser interessante. Ou simplesmente entrar no sistema que controla um lava-rápidos”, afirma.

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5 horas atrás

A classe média alta e o ‘alto padrão’ dos supérfluos

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por Mauro Segundo 2

Da Época

Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos

Nossa convidada de hoje da seção Mulheres no Mundo.

Adriana Setti

No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.

Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.

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5 horas atrás

Ciro quer debate no PSB sobre candidatura “inoportuna” de Campos.Ciro diz que em 2010, quando se apresentou como pré-candidato à Presidência pelo PSB e Dilma era ainda pouco conhecida, o seu partido decidiu apoiá-la. “Qual a explicação para mudar de posição agora?”, questionou.

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Ciro quer debate no PSB sobre candidatura “inoportuna” de Campos

AGUIRRE TALENTO
DE FORTALEZA O ex-ministro Ciro Gomes (PSB) afirmou nesta terça-feira (16) que irá abrir uma discussão interna em seu partido para mostrar que uma eventual candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), seria “inoportuna”. 
Ele diz, porém, que irá apoiar uma eventual postulação do pernambucano caso a maioria do partido decida lançá-lo. 

Divulgação -26.fev.2013
Ciro Gomes dá palestra em evento para empresários na Bahia
Ciro Gomes dá palestra em evento para empresários na Bahia

“Se meu partido tiver candidato, depois que fizer minhas ponderações, vou acompanhar o partido. Mas vou fazer uma discussão dizendo que a candidatura é inoportuna.” 
O ex-ministro afirma que seu pensamento é “complexo”: defende candidatura própria mas aponta “incoerência” em disputar o Planalto na condição de sigla aliada ao governo Dilma Rousseff. 
Ciro diz que em 2010, quando se apresentou como pré-candidato à Presidência pelo PSB e Dilma era ainda pouco conhecida, o seu partido decidiu apoiá-la. “Qual a explicação para mudar de posição agora?”, questionou. 
“Está bom mas podemos fazer melhor? Isso é conversa de marqueteiro. O Brasil precisa de debate profundo de ideias”, afirma o ex-ministro, em crítica ao slogan de Campos. 
“O PSB não tem ideia nenhuma, pelo que eu saiba”, disse, ponderando que Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (Rede), possíveis candidatos em 2014, também não possuem. 
Ciro diz que Campos é o mais preparado dos três. “Mas é zero de ideia”. Afirmou ainda que o governador de PE “faz um discurso também reacionário quando vai conversar com empresários reacionários de São Paulo”. “Vamos disputar com a Dilma pela direita?” 
Ele também voltou a criticar a relação do governo Dilma com o Congresso. Disse que a gestão é “de base fisiologista, clientelista e suscetível à corrupção”. 
Questionado sobre essa crítica, faz referência à aliança do governo federal com o PMDB e o apoio à eleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado e de Henrique Alves (PMDB-RN) à presidência da Câmara dos Deputados.

5 horas atrás

Paz e calmaria em meio a gritaria!

RACISMO por racismoambiental
 

Foto realizada por Alexandre Amarante durante as manifestações indígenas de ontem.

Compartilhada por Tsitsina Xavante.

5 horas atrás

O direito à vida, à saúde, à educação, ao lazer, à dignidade, ao respeito, à liberdade para menores: Prioridade Esquecida

MARIA DA PENHA NELES por Rosangela Basso
 
O direito à vida, à saúde, à educação, ao lazer, à dignidade, ao respeito, à liberdade para menores: Prioridade Esquecida

Prioridade Esquecida

Cleomar Manhas – Correio Braziliense Prioridade Esquecida Em 2013 queremos que os adolescentes estejam visibilizados e contemplados nas políticas públicas e não criminalizados como estão hoje, com tantas propostas de retirada de direitos, direcionadas a esta parcela da sociedade, que, de acordo com a Constituição Federal, tem prioridade absoluta com relação à ação do Estado. Vejamos o que diz o artigo  227: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Ao chegarmos a mais um final de ano é comum renovarmos nossas esperanças e planos para o ano vindouro. Isso em âmbito pessoal, no entanto, quando atuamos para que as políticas públicas se desenvolvam tendo como parâmetro a realização de direitos humanos, renovamos esperanças coletivas relacionadas às políticas sociais. Em momentos difíceis há sempre “bodes expiatórios” escolhidos para justificarem as tensões. A crise do momento, capitaneada por São Paulo, diz repeito à segurança pública. Aliás, não se pode dizer que é a do momento, visto que desde o advento do crescimento exponencial das grandes cidades, ainda na década de 1980, o tema está em questão. E agora com uma novidade para os brasileiros, ela não se restringe aos tradicionais centros tais como São Paulo e Rio de Janeiro. A violência acompanhou a tendência de descentralização dos polos de desenvolvimento econômico e está em lugares ainda não acostumados a sua presença. E os “bodes expiatórios” são os adolescentes, para os quais há vários projetos em tramitação no Congresso Nacional solicitando a redução da idade penal. O mapa da violência de crianças e adolescentes 2012, pesquisa realizada pela Flacso, sob a responsabilidade do professor Júlio Jacobo Waiselfisz,   apresentou dados alarmantes acerca da violência sofrida por crianças e adolescentes na faixa etária compreendida entre 0 e 19 anos. O Brasil ocupa o 4º lugar em um conjunto de 99 países, com maiores índices de homicídios nesta faixa etária, com crescimento de 346% entre 1980 e 2010. Sendo os adolescentes entre 14 e 18 anos as maiores vítimas. A partir desta pesquisa podemos inferir que os adolescentes são parcela da população fortemente vitimada pela violência, especialmente, homicídios, com estatísticas preocupantes e em  total confronto com os princípios de direitos humanos. No entanto, o que vemos, tanto na mídia, quanto no Parlamento e em parte da sociedade é a criminalização desta parcela da população, ao invés de estarem refletindo sobre esses números que demonstram uma verdadeira epidemia. Outro aspecto relevante diz respeito à educação. Apesar de o acesso à educação fundamental estar praticamente universalizado, no percurso entre esta etapa e o ensino médio a educação pública vai perdendo público. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a quantidade de adolescentes de 15 a 17 anos longe dos bancos escolares aumentou. Em 2009, 1.479.000  brasileiros nessa faixa etária não estudavam. Eles representavam 14,8% dessa população. Em 2011, o número de excluídos subiu para 1.722.000 (16,3% dos 10,5 milhões de jovens). De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA),   acerca do Plano Nacional de Educação,  que está em votação no Congresso Nacional e guiará a política nos próximos dez anos, a faixa etária entre 15 a 17 anos será o maior desafio para a universalização da educação, visto o grande número de excluídos do sistema. E o desafio, ainda de acordo com o estudo, não diz respeito apenas à ampliação de vagas, mas também na garantia de permanência e progressão dos estudantes ao longo do ensino fundamental, de modo que ingressem, a partir dos 15 anos, no ensino médio e concluam a educação básica. Os motivos de termos  expressivo número  de adolescentes fora da escola são vários e vão desde a falta de qualidade da educação, passando por  vulnerabilidades tais como o trabalho infantil, gravidez na adolescência, falta de transporte escolar, falta de acessibilidade para adolescentes com deficiência entre outros, que em comum têm o fato de serem  passíveis de resolução por meio de políticas públicas assertivas e integradas. Muito se fala da necessidade de integração de políticas, mas pouco se faz, pois cada órgão público com seus gestores está sempre em busca da autoria e do protagonismo e não conseguem operar, de fato, em parceria. Porém, para os adolescentes é urgente que se ofereça um conjunto de políticas articuladas que incluam educação, saúde, cultura, Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, segurança pública, dentre outras que atuem de maneira sistematizada. Há um enorme aparato legal de garantia de direitos dos adolescentes, tais como,  convenções internacionais, Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e por aí vai. Portanto, o que precisamos é que de fato elas se materializem em políticas que realizem plenamente os direitos humanos. Cleomar Manhas, doutora em educação e assessora política do Inesc .

5 horas atrás

Canarinho Teimoso, de Altamiro Carrilho, com Antônio Rocha

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Gui Oliveira

ANTONIO ROCHA & REGIONAL IMPERIAL
REGIONAL IMPERIAL:
JUNIOR PITA – VIOLÃO 6 CORDAS
JOÃO CAMARERO – VIOLÃO 7 CORDAS
LUCAS ARANTES – CAVAQUINHO
RAFAEL TOLEDO — PANDEIRO

Vídeos:  

5 horas atrás

Luiz Fux se diz impedido, mas atua em casos de advogado que emprega a filha

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
Luiz Fux, cuja filha trabalha no escritório do advogado Sergio Bermudês

Ministro do STF ignora declaração de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte 

Eduardo Bresciani e Felipe Recondo, O Estado de S. Paulo 
Ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do grupo, conforme levantamento feito pelo Estado em documentos oficiais da Corte. A filha de Fux, Marianna, é uma das advogadas do escritório. 
Os processos pesquisados têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes. Em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator. 
A relação de Fux e Bermudes ganhou destaque na semana passada quando o advogado anunciou que bancaria uma festa para comemorar os 60 anos do ministro, evento que reuniria centenas de magistrados, advogados e políticos, mas que acabou cancelado. Um dos convidados foi o governador do Rio, Sérgio Cabral. Caberá a ele a escolha de novos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado. A filha de Fux é uma das candidatas.” Matéria Completa, ::AQUI:: 

5 horas atrás

“Câmara adia PEC sobre demarcações e cria grupo para discutir questões indígenas”

RACISMO por racismoambiental
 

Raoni no Plenário da Câmara. Foto: Zeca Rbeiro (Agência Câmara)

Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, vai criar, nesta quarta-feira (17), uma comissão formada por deputados, índios e representantes do governo federal para discutir questões relacionadas aos povos indígenas.

Henrique Eduardo Alves também se comprometeu a não instalar, até o segundo semestre, a comissão especial que vai analisar a proposta de emenda à Constituição (PEC) 215/00, que transfere para o Legislativo o poder de demarcar as terras indígenas.

Os índios conseguiram invadir o Plenário da Câmara, nesta terça-feira, durante sessão de votação, depois de ameaçarem os agentes da Polícia Legislativa com lanças. Após Henrique Eduardo Alves ter se comprometido a receber alguns líderes no gabinete da presidência para tentar um acordo, os indígenas aceitaram sair do Plenário.

Garantias

Para o deputado Amauri Teixeira (BA), que é vice-líder do PT, os líderes indígenas querem uma garantia maior sobre a não tramitação da PEC 215/00. “Temos de compreender que as lideranças indígenas desconfiam muito dos ‘brancos’ devido à história de descumprimento de acordos”, afirmou Teixeira.

Ele destacou a posição flexível do presidente Henrique Alves, de pedir aos líderes que não indicassem os integrantes da comissão especial, mas os índios querem inclusive que seja revogado o ato de criação da comissão.

Sobre isso, Amauri Teixeira disse que não há compreensão das lideranças indígenas de que o presidente da Câmara dos Deputados não tem esse poder de decidir tudo sozinho.

Ato histórico

O cacique Neguinho Trucá, da etnia Trucá de Pernambuco, considera que os índios saíram vitoriosos neste primeiro momento, com a suspensão da comissão especial que vai analisar a PEC da demarcação das terras indígenas e a criação de um grupo de debates na Câmara. “Para quem entrou com o jogo perdido, é uma vitória. A gente sai com alguma coisa que é, de fato, palpável, que a gente vai discutir e montar. Acreditamos que temos todas as possibilidades de reverter e de quebrar um pouco das forças da frente ruralista aqui dentro desta Casa”, afirmou.

Para o cacique, grande parte da população brasileira desconhece a realidade indígena. “Então a gente vai trazer para cá essa realidade. Vamos discutir aqui as PECs e os projetos que tramitam aqui dentro, assim como as que são propostas pelo Executivo, pelo Judiciário, e mostrar o nosso entendimento relacionado a determinadas matérias.”

O presidente da Frente Parlamentar Indigenista, deputado Padre Ton (PT-RO), avaliou de forma positiva o desfecho das negociações da Câmara com os índios. “Esse ato foi histórico, nunca se chegou a isso. O Parlamento brasileiro, através do nosso presidente, decidiu que vai ser um ponto de diálogo até com os problemas acarretados com o Executivo, como a Portaria 303, que autoriza as Forças Armadas a entrar em áreas indígenas sem consultá-los [os índios].” A portaria também estende as regras definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da Raposa Serra do Sol para todas as áreas indígenas do País.

O cacique Nailton Pataxó disse estar otimista quanto a um acordo que impeça a tramitação da PEC 215/00. Segundo ele, o compromisso dos líderes partidários de que a comissão especial não será instalada e, portanto, a PEC terá a tramitação congelada, atende aos apelos dos índios. Ele disse, no entanto, que quer a segurança de que a proposta será arquivada. “Não estou aqui para negociar prazos”, disse.

O líder indígena condenou a proposta. “Ela abre portas para nossos inimigos entrarem nas nossas terras, as mineradoras, madeireiras, hidrelétricas, arrendamento de pastos, e isso não queremos para a comunidade”, disse o Pataxó.

Mais cedo, o índio Marcos Apurinã também disse que a proposta de suspender a tramitação da PEC por um semestre não satisfaz as demandas dos índios. “Queremos a revogação do ato que cria a comissão especial, ainda não é um acordo viável para nós”, disse.

Ancestrais 

A líder Sônia Guajajara, do Maranhão, afirmou que Henrique Eduardo Alves “nunca mais terá um sono em paz” se não tirar de pauta a PEC 215 e outras propostas que são contra os direitos indígenas. “Estamos aqui orientados por nossos ancestrais, nossos encantados, para lutar pela reivindicação e pelos direitos constitucionais”, afirmou.

As lideranças ficaram acampadas no plenário da CCJ para apoiar a sugestão do deputado Domingos Dutra (PT-MA) de cobrar uma decisão do presidente da Câmara. “Foi esta comissão que aprovou a [admissibilidade da] PEC, sugiro que só saiamos daqui quando o presidente disser que não vai instalar a comissão”, disse o parlamentar.

Henrique Alves disse que os deputados respeitam os povos indígenas, mas pediu que os líderes desses povos também respeitem o Parlamento. “A todos os povos indígenas, manifestamos o nosso respeito quanto às suas manifestações culturais. Mas quem respeita também merece respeito”, afirmou.

Alguns deputados criticaram a invasão do Plenário pelos índios nesta tarde. O deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), integrante da bancada ruralista, afirmou que a invasão promovida pelos índios abre um precedente extremamente perigoso. “Se for seguido por todos, é o fim da democracia. Nós podemos manifestar, podemos fazer tudo, mas chegar a ponto de invadir a Casa que faz as leis, o poder legítimo da população brasileira, significa que nós realmente chegamos ao fundo do poço. Esse poder precisa se afirmar. Nós não podemos deixar isso pela impunidade.”

O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), caracterizou a invasão como “deplorável”. “É de uma truculência ímpar essa atitude. Quando a PEC os agrada, eles estão aqui para apoiar. Quando não têm interesse, eles se acham no poder de invadir o Plenário?”, questionou.

O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) também reclamou da invasão. “É uma sequência de eventos em que os abusos ocorreram. Já tivemos o cancelamento da reunião da CCJ por conta dos índios. Precisamos de regras mais claras para permitir a entrada aqui no Congresso”, disse.

Comissão especial

Lupion defendeu a instalação imediata da comissão especial para analisar a PEC que transfere para o Legislativo o poder de homologar as terras indígenas.

A PEC 215/00 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em março do ano passado. A fase seguinte é a análise em uma comissão especial, que foi criada na última quarta-feira (11), mas somente será instalada após os partidos indicarem seus integrantes.

O presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Lincoln Portela (PR-MG), que participou das negociações com os indígenas nesta tarde, informou que o colegiado foi designado como o foro de discussão desse tema.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Renata Tôrres
Edição – Regina Céli Assumpção – Compartilhada por José Aglaé Guarani Kaiowá.

5 horas atrás

PSD confia na rejeição das contas de João Henrique

 
: “O parecer do TCM é claro quando aponta o não cumprimento de índices constitucionais. E todos nós sabemos que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem que ser cumprida. Sendo assim, nós vereadores não podemos votar de forma favorável”, afirma o líder do PSD, vereador Duda Sanches, sobre o exercício 2010 das contas do ex-prefeito João Henrique (PP); nas contas de Duda, “no máximo” 12 dos 43 parlamentares devem votar contra o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) 
5 horas atrás

Homens incríveis que nasceram mulheres!

MARIA DA PENHA NELES por Rosangela Basso
 
Homens incríveis que nasceram mulheres!

Feminina


Balian Buschbaum Balian Buschbaum nasceu em 1980 como Yvonne Buschbaum. Ele um ex atleta alemão de salto com vara. Embora fosse a segunda melhor saltadora  feminina na Alemanha, em 2007 Buschbaum anunciou sua aposentadoria devido a uma lesão persistente. Foi então que contou publicamente seu desejo de começar a terapia de mudança de sexo. Em 2008 ele mudou oficialmente seu nome e passou por uma cirurgia para mudança de sexo tornando-se um homem. 
Loren Cameron Rex Loren Cameron Rex é um fotógrafo americano, autor e ativista que transformou totalmente seu corpo porém não fez a cirurgia de mudança de sexo.
Ian Harvie Ian Harvie é um comediante americano de stand-up, que muitas vezes usa a sua transexualidade como material para seu espetáculo. 
Lucas Silveira Nascido no Canadá em 1979, Lucas Silveira fez história sendo o primeiro transexual a entrar em uma banda de rock que foi abraçada por uma grande gravadora. Silveira é um vocalista, guitarrista e compositor do The Cliks.
Katastrophe Rocco Kayiatos é conhecido como Katastrophe, um rapper americano e produtor musical.  Kayiatos é amplamente creditado como o primeiro cantor abertamente transexual no gênero hip-hop
Ryan Sallans Ryan Sallans nasceu como Kimberly Ann Sallans, e ele agora é um defensor dos direitos LGBT e palestrante que viaja para os EUA orientando as pessoas sobre questões transexualidade e alterações no sistema de saúde. Ele sofreu sua transformação de mulher para homem ao longo de vários anos e completou a sua transição em 2005.

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5 horas atrás

Bruxa neoliberal é enterrada sob protestos e vaias

SUJO por Esquerdopata
 
    “Estou aqui pelas pessoas que ela matou através da pobreza, desespero, política e guerra” 
6 horas atrás

Standard & Poor’s elogia pragmatismo do governo Dilma

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Ygor C.S

Do Estadão

Standard & Poor’s elogia ‘continuidade e pragmatismo’ do governo Dilma

Presidente da agência de risco diz que País teria crescido menos que 0,9% sem incentivos federais

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado

SÃO PAULO – A presidente da agência de classificação de risco Standard & Poor’s no Brasil, Regina Nunes, avalia como “positiva” a gestão da economia pelo governo da presidente Dilma Rousseff.

“O governo vem dando continuidade à atuação pragmática que fez com que o País conquistasse o grau de investimento”, disse. Regina Nunes.

“Destaco a harmonia das políticas fiscal e monetária, que agiram para estimular o nível de atividade no ano passado”, comentou, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

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6 horas atrás

Inflação cai em 5 capitais. E agora, Tombini?

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
Pressionado pelo “lobby do tomate” a elevar hoje as taxas de juros, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini terá que decidir com um elemento novo nas mãos: o IPC semanal caiu em Brasília, Porto Alegre, Recife, São Paulo e Rio; aos poucos, índices de preços começam a recuar; decisão será anunciada no início da noite desta quarta-feira e mercado aposta em alta da Selic, hoje em 7,25% ao ano, em 0,25 ou 0,50 ponto percentual 
Brasil 247 / Abr 
O Comitê de Política Monetária do Banco Central terá um elemento novo para decidir se sobe ou não as taxas de juros, numa decisão que será anunciada nesta quarta-feira. Em cinco capitais, o Índice de Preços ao Consumidor registrou quedas, o que torna mais complexa a decisão da equipe de Alexandre Tombini. Leia abaixo:

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de abril. A maior redução foi observada em Brasília: 0,2 ponto percentual, já que a taxa passou de 0,6% na primeira semana para 0,4% na segunda.

Também foram registradas quedas nas taxas de Porto Alegre (0,18 ponto percentual, ao passar de 1,01% para 0,83%), do Recife (0,1 ponto percentual, de 0,44% para 0,34%), de São Paulo (0,07 ponto percentual, de 0,52% para 0,45%) e do Rio de Janeiro (0,01 ponto percentual, de 0,85% para 0,84%).
As duas cidades que apresentaram alta no IPC-S foram Belo Horizonte (0,08 ponto percentual, ao passar de 0,63% para 0,71%) e Salvador (0,05 ponto percentual, de 0,85% para 0,9%). Na média nacional, o IPC-S caiu 0,06 ponto percentual e chegou a 0,65% na segunda semana de abril.” 

6 horas atrás

MP rebate ministra: não há extermínio em Goiânia

 
: Procurador-geral de Justiça de Goiás Lauro Machado Nogueira questionou com veemência pronunciamento de Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal; ela afirmou que pediria a federalização dos crimes contra moradores de rua em Goiânia “uma vez que nem a polícia, nem o Ministério Público, nem o Judiciário do estado de Goiás demonstram estar à altura da missão que têm” 

Conselho de Ética abre investigações contra parlamentares

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Do Correio Braziliense

Conselho de Ética inicia investigações

ADRIANA CAITANOs

Corregedoria também apura denúncias contra parlamentares. Marco Feliciano, Jair Bolsonaro e Carlos Alberto Leréia são alguns dos deputados que podem perder o mandato

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara vai iniciar amanhã o processo que pode resultar na cassação do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), nove meses depois de a Corregedoria ter constatado indícios de seu envolvimento com o esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira. Após eleger o próprio comando, o colegiado deve abrir investigação contra outros dois parlamentares. Na Corregedoria, seis representações contra três deputados, incluindo Marco Feliciano (PSC-SP), já tramitam.

Leréia foi um dos quatro alvos da comissão de sindicância criada para apurar as relações do bicheiro. Além de ser amigo de Cachoeira, o tucano é sócio do contraventor na compra de um avião, recebeu um celular pago pelo esquema criminoso e atendeu pedido do empresário de jogos de azar para forçar a demissão de servidores e integrantes da Polícia de Goiás. “Ficou claro que eles (Leréia e o bicheiro) mantinham não só uma relação muito próxima de amizade, mas também de negócios”, afirmou Jerônimo Goergen (PP-RS), relator do caso na Corregedoria.

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3 horas atrás

Site promete ser rede social para profissionais do sexo gay

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

garoto de programaProstitutos unidos jamais serão vencidos? É o que propõe o francês Prostboyz.org, um site não para contratar serviços de profissionais do sexo gay, mas sim espaço online onde eles podem trocar, entre si, informações sobre saúde e direitos.

Sem pré-julgamentos, o portal abre caminho para a livre discussão da prostituição masculina com foco na clientela de gays e bissexuais. Para tanto, realiza bate-papo semanal sobre os mais diversos assuntos que fazem parte do universo dos michês.

Eles se preocupam até com os ‘colegas’ que não falam francês, e disponibilizam livreto em diversos idiomas, incluindo o português, intitulado “Trabalhar Mais Seguro”. Na publicação, é possível encontrar dicas e informações sobre postura, ética, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e, no caso de alguma infecção, como buscar os tratamentos mais adequados.

fonte: Pheeno

3 horas atrás

Sexshop gospel vende ‘brinquedinhos’ sensuais e evangélicos

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Casais cristãos compram pela web artigos para apimentar a relação, como fantasias, jogos eróticos, algemas e massageadores. Dono de sexshop gospel diz não vender artigos para homossexuais

O SexshopGospel, como seu nome já deixa explícito, vende brinquedinhos sensuais a evangélicos. Mas nem todos os brinquedos, só os “leves”, disse Maicon Santos, 30, solteiro, o dono da loja. “Nós não vendemos artigos homossexuais, anais, nem temos artigos sadomasoquistas.”

Em entrevista ao jornal “O Dia”, do Rio, Santos não deu exemplo do tipo de artigo que não vende.

sexshop gospel evangélicos

Evangélicos usam sex shop ‘gospel’ e esquentam a cama. Loja não vende ‘artigos anais e homossexuais’ (Foto: Reprodução/Web)

O que a SexshopGospel tem são vibrador pequeno, algema com pelúcia rosa, gel comestível, anel peniano, a “famosa” pomadinha japonesa, livros e por aí vai.

Santos é evangélico, mas não segue nenhuma igreja. Ele disse que, para criar o sexshop cristão, se inspirou em sites americanos que se destinam a esse público.

Afirmou que tem recebido críticas de religiosos e se defendeu dizendo que “até Cristo foi criticado”.

Argumentou que a compra de brinquedinhos sexuais não é pecado e que eles podem a ajudar os casais a continuarem casados.

O casal evangélico Hugo, 28, e Lorena Brandão, 27, também acha que comprar esses artigos não é pecado.

“Tudo vale a pena com moderação”, disse Hugo. “Fantasias, gel e algemas deixam o relacionamento renovado, surpreendem o parceiro.”

Ele não vê revistas nem vídeos pornográficos para que a sua “esposa” continue sendo o “foco principal do desejo”. Seu casamento tem cinco anos.

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Os evangélicos Aline Suzano, 31, e André Sanches, 31, casados há três anos, usam lubrificantes, óleos, roupas sensuais e bolinhas para quebrar a rotina.

Aline disse que nunca usou vibrador porque acha que estimula um sexo egoísta, que é proibido pela Bíblia.

Para o pastor Daniel Lopes, da Assembleia de Deus de Rocha Miranda, não há problema na compra por casais casados de produtos que estimulam o relacionamento sexual.

Contudo, ele reconheceu que se trata de um tabu entre os evangélicos — fiéis e pastores.

Afirmou que essas pessoas precisam ler o livro de Cantares, da Bíblia, que diz como deve ser a vida de um casal. “O mais importante é que haja amor. Não existe casamento perfeito, mas existe casamento feliz.”

Santos informou que as vendas do seu sexshop estão indo bem.

Paulopes, com O Dia

O post Sexshop gospel vende ‘brinquedinhos’ sensuais e evangélicos apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

3 horas atrás

Há 80 anos, Fluminense inaugurava o futebol profissional no Brasil

BOILERDO por Betho Flávio
 

Do Lancenet

Em 1933, Tricolor empatava em 4 a 4 com o Corinthians, no Estádio das Laranjeiras

 

 Arquivo/Fluminense FC)

Há 80 anos, o Fluminense inaugurava o futebol profissional no Brasil (Foto: Arquivo/Fluminense FC)

Dia 16 de abril de 1933. Há 80 anos o futebol profissional era implementado no Brasil, mais precisamente no estádio das Laranjeiras, sede do Fluminense. Na ocasião, o Tricolor enfrentava o Corinthians e apresentava pela primeira vez para a sociedade a sua equipe de profissionais.

A partida marcava uma implantação do processo de regime profissional no futebol brasileiro, que sofria com alguns clubes que remuneravam seus jogadores de forma escondida, o que fazia com que esses atletas se dedicassem exclusivamente ao futebol, num profissionalismo clandestino.

Na época, era proibido em regulamento qualquer tipo de remuneração dos clubes aos jogadores. O Fluminense se viu prejudicado com a situação e lutou pela regulamentação do profissionalismo.Era necessário tratar o futebol como uma profissão. Com carteira de trabalho assinada e direitos e deveres previstos na constituição.

A REGULAMENTAÇÃO

No dia 29/8/1932, reuniram-se na sede do Fluminense os representantes dos sete principais clubes da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athléticos): Fluminense, Flamengo, Vasco, Botafogo, América, Bangu e São Cristóvão. Em pauta, a adoção do profissionalismo no futebol carioca.

Nessa comissão, são nomeadosArnaldo Guinle, patrono do Fluminense e principal entusiasta da adoção do profissionalismo, Ary de Azevedo Franco, dirigente ligado ao Bangu e Antônio Avellar, presidente do América. Durante cerca de três meses, eles trabalharam em sigilo, estudando regulamentações de outros países, adaptando-as a algumas particularidades brasileira.

Em janeiro de 1933, se torna público o estatuto da futura liga de profissionais. No dia 18/1/1933 dirigentes de Vasco, Flamengo, São Cristóvão e Botafogo reúnem-se na sede deste último e firmam a posição de manterem-se amadores.

Três dias depois, contrariando o presidente do clube, o conselho deliberativo do Vasco, por 51 votos contra 15 (e 5 votos em branco), determina que o Vasco deve seguir o caminho do profissionalismo. No dia 23/1/1933, em reunião realizada na sede do Fluminense, é fundada a Liga Carioca de Futebol Profissional. Fluminense, América, Bangu e Vasco são os clubes fundadores da liga.

O PRIMEIRO JOGO

FLUMINENSE 4 x 4 CORINTHIANS

Amistoso

16/04/1933

Local: Laranjeiras

Árbitro: Attilio Grimaldi

Gols: Said 15′ 1ºT, Guimarães 25′ 1ºT (pen), Rato 40′ 1ºT, Feitiço 42′ 1ºT, Said 5′ 2ºT, Rato 10′ 2ºT, Sinhô 26′ 2ºT, Sinhô 34′ 2ºT

Fluminense: Chiquito, Benedicto e Nariz; Ernesto, Brant e Ivan Mariz; Walter, Bermudez, Sinhô, Said e Chedid

Técnico: Luiz Vinhaes

Corinthians: Rede, Jaú e Segalla; Brito, Guimarães e Munhoz; Lelo (Mário), Baianinho, Feitiço, Carlito (Gambinha) e Rato

Técnico: José de Carlo

Via Blog do Nassif

3 horas atrás

Nova Zelândia: Parlamento aprova casamento gay

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

A Nova Zelândia se tornou nesta quarta-feira o 13º país do mundo, o primeiro da região Ásia Pacífico, a legalizar o matrimônio homossexual, uma decisão história celebrada pela comunidade homossexual desse país.

A nova lei, que modifica a legislação que vigorava no país desde 1955, foi aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 27 anos depois da descriminalização da homossexualidade.

A Nova Zelândia já autorizava as uniões civis desde 2005.

A reforma da lei, apoiada pelo primeiro-ministro de centro-direita John Key, foi apresentada por Louisa Wall, deputada homossexual do Partido Trabalhista, o principal da oposição.

Segundo esta última, a decisão neozelandesa pode abrir caminho para reformas similares em outros países da região.

‘A lei considerava os neozelandeses homossexuais como seres inferiores aos seres humanos, e aos demais cidadãos. Este texto permite garantir que o Estado não discrimine nenhuma categoria da população em função de sua orientação sexual’, disse a deputada à AFP.

O texto enfrentou uma forte oposição, principalmente do grupo Family First, que acusa os políticos de fragilizar a instituição tradicional do matrimônio sob a pressão dos ativistas a favor do casamento entre homossexuais.

Na capital Wellington, principalmente na rua Cuba, cheia de bares frequentados pelos homossexuais, vários telões transmitiam ao vivo o debate sobre a lei no parlamento antes da votação.

No entanto, as pessoas entrevistadas nesta frequentada rua não compartilham da mesma opinião.

‘Se algumas pessoas estão autorizadas a casar, então todas deveriam ser autorizadas a fazer isso’, opinou Christina Hroch.

Já Suzy Prime se declarou totalmente contra a lei e expressou sua preocupação pelas crianças criadas por pessoas do mesmo sexo.

‘A lei já autoriza as uniões civis, não tenho nenhum problema com isso, mas não acho necessário ir mais além e autorizar o casamento’, afirmou.

Treze países autorizam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, segundo a ONG Human Right Watch (HRW).

A Dinamarca foi o primeiro país que autorizou as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, em 1989.

A Austrália, país vizinho da Nova Zelândia, vetou o casamento entre homossexuais em setembro do ano passado.

O Uruguai se tornou no início do mês o segundo país latino-americano, depois da Argentina, a legalizar o matrimônio homossexual.

Atualmente, os deputados franceses debatem um projeto de lei para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, assim como a adoção, uma medida que enfrenta forte oposição de parte da população.

fonte: G1

3 horas atrás

Conselho de Ética abre investigações contra parlamentares

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Do Correio Braziliense

Conselho de Ética inicia investigações

ADRIANA CAITANOs

Corregedoria também apura denúncias contra parlamentares. Marco Feliciano, Jair Bolsonaro e Carlos Alberto Leréia são alguns dos deputados que podem perder o mandato

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara vai iniciar amanhã o processo que pode resultar na cassação do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), nove meses depois de a Corregedoria ter constatado indícios de seu envolvimento com o esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira. Após eleger o próprio comando, o colegiado deve abrir investigação contra outros dois parlamentares. Na Corregedoria, seis representações contra três deputados, incluindo Marco Feliciano (PSC-SP), já tramitam.

Leréia foi um dos quatro alvos da comissão de sindicância criada para apurar as relações do bicheiro. Além de ser amigo de Cachoeira, o tucano é sócio do contraventor na compra de um avião, recebeu um celular pago pelo esquema criminoso e atendeu pedido do empresário de jogos de azar para forçar a demissão de servidores e integrantes da Polícia de Goiás. “Ficou claro que eles (Leréia e o bicheiro) mantinham não só uma relação muito próxima de amizade, mas também de negócios”, afirmou Jerônimo Goergen (PP-RS), relator do caso na Corregedoria.

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3 horas atrás

Concessões podem ter taxa de retorno de 8%

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Do Valor

Taxa de retorno em concessões pode ir a 8%

Taxa de retorno de concessões sobe para 7% a 8% e a tarifa de pedágio aumenta

Por Daniel Rittner e Leandra Peres

Após oito meses de resistência, o governo aumentará a taxa interna de retorno das concessões de rodovias e ferrovias para um patamar entre 7% e 8%, segundo auxiliares da presidente Dilma Rousseff. Para isso, as tarifas máximas de pedágio que foram definidas para os leilões de 7,5 mil quilômetros de estradas federais deverão aumentar, bem como a receita garantida pela Valec às futuras concessionárias de ferrovias. Uma nota técnica do Ministério da Fazenda será anexada à versão preliminar dos editais, que foram discutidos em audiência pública no primeiro trimestre. Nos dois primeiros editais do pacote, a taxa de retorno tinha sido fixada em 5,5%, provocando reações negativas do mercado.

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3 horas atrás

SERÁ QUE DILMA ESTÁ “POSSESSA” COM ZÉ DIRCEU?

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

O jornalista Ilimar Franco, titular da coluna política mais palaciana de Brasília, garante que sim; o motivo seria a crítica do ex-ministro, antecessor da presidente Dilma na Casa Civil, ao juiz Luiz Fux, que teria prometido absolvê-lo; segundo as notas de Ilimar, entrevista de Dirceu dificulta distensão com o Supremo Tribunal Federal e complica nomeação do próximo ministro da corte; mas será que o Planalto esperava que Dirceu aceitasse passivamente seu próprio sacrifício? 
17 DE ABRIL DE 2013  
247 – A coluna Panorama Político, assinada pelo jornalista Ilimar Franco, do Globo, é, sem dúvida, uma das mais relevantes de Brasília. Isso porque poucos profissionais de imprensa têm tanto acesso ao Palácio do Planalto quanto ele. Nesta quarta, ele publica uma nota quentíssima. Segundo ele, José Dirceu, antecessor da presidente Dilma Rousseff na Casa Civil, teria caído em desgraça no governo. O motivo: sua entrevista à Folha, em que ele acusa o ministro Luiz Fux, do STF, de tê-lo assediado moralmente, prometendo sua absolvição. De acordo com as notas de Ilimar, a entrevista dificulta a distensão com o STF e a nomeação do próximo ministro da corte. É um recado que sinaliza, por exemplo, dificuldades na nomeação do jurista Heleno Torres, que tinha o apoio de boa parte do PT. 
Ainda segundo Ilimar, Dirceu “tumultua” o processo. Mas será que havia a expectativa, no Palácio do Planalto, de que ele aceitasse passivamente seu próprio sacrifício? Leia abaixo, as notas: 
Zé Dirceu cai em desgraça           A presidente Dilma, o ex-presidente Lula e o PT estão possessos com o ex-ministro José Dirceu. A irritação decorre dos insultos ao ministro Luiz Fux (STF). Os petistas avaliam que eles “criam espírito de corpo” e que “polarizam”, no momento em que o partido trabalha pela “distensão”, visando superar “o clima de linchamento”. Sem falar, no fato, que foi a presidente Dima quem nomeou Fux. Mensalão: duas táticas Um ministro relata que, depois de passar uma temporada defendendo os réus do mensalão, “o Lula anda querendo pouco ruído em relação a Ação Penal 470”. A nova tática de Lula está associada à investigação do Ministério Público sobre sua conduta. No caso da presidente Dilma, além da crítica à sua indicação, um líder petista avalia que a agressividade de José Dirceu “tumultua”, no momento da indicação de um novo ministro do STF, que ainda terá de ser aprovado no Senado. Quanto ao PT, acreditam seus dirigentes que, o acirramento de ânimos não ajuda na conquista do maior objetivo do partido: livrar os réus do crime de formação de quadrilha. Em seu blog, nesta quarta, Dirceu publica a petição assinada por vários advogados, que pede mais prazo ao STF para análise do acórdão e apresentação dos embargos. Leia abaixo: Advogados alertam sobre risco ao direito de ampla defesa na AP 470 Divido aqui com vocês a petição que nove advogados, incluindo o que me representa, José Luis Oliveira Lima, encaminharam ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pedindo a liberação dos votos proferidos por escrito no processo da AP 470, antes da publicação do acórdão, de modo a conceder tempo adequado para produzir os recursos contra a sentença. O documento é assinado por Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Celso Vilardi, José Luís de Oliveira Lima, Alberto Zacharias Toron, Luiz Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Junior e Maíra Beauchamp Salomi. O presidente do STF negou recursos anteriores em que era pedida a liberação dos votos por escrito. A estimativa é de que o acórdão tenha mais de 10 mil páginas. Mas o prazo para a apresentação dos embargos contra a decisão é de apenas cinco dias. Em um trecho do documento, os advogados dizem: “Deixemos de lado o que não é essencial, ao registrar as razões jurídicas de nosso inconformismo. Os agravantes não postulam, contra legem, a dilação do prazo recursal. Não reclamam o mesmo tratamento privilegiado dado à Acusação quando se lhe quintuplicou o tempo de sustentação oral. Não pretendem seja aberta uma nova exceção, ainda que justificável. Pede apenas que o texto excepcionalmente longo do acórdão esteja disponível em tempo razoável anterior à publicação. Nada mais. A praxe de nossas cortes o aceita. O Regimento o autoriza. A prudência o recomenda. A solução equilibra o respeito ao prazo da lei e o sentido material do direito de ampla defesa. Basta ver que o Relator costuma divulgar seu voto escrito antes da publicação, em outros casos de repercussão nacional, igualmente televisionados. A incoerência da proibição – ainda mais num caso tão excepcional como esta Ação Penal 470 – não se justifica por nenhuma razão de direito.” Em outro trecho, eles afirmam: “Ninguém pode ser condenado sem um processo justo. Não é justo um processo que restringe a plenitude do direito de ampla defesa.” E acrescentam: “Parafraseando o bom humor de um ministro dessa Corte, poderíamos dizer que nem locutor de jóquei seria capaz de ler tão rapidamente milhares de páginas desse texto de tamanho monstruoso. Trabalhando 24 horas por dia, nos cinco dias do prazo, talvez, alcançasse a prodigiosa velocidade de 83 páginas por hora de locução. Sem contar o tempo necessário para a redação do recurso. Embora tenha muito de aleatório, o processo judicial não é uma corrida de cavalos. Trata-se, antes, de instrumento racional de realização da Justiça.” Clique aqui para ler o documento  Também divido com vocês o agravo regimental encaminhado ao presidente do STF pelo advogado Marcio Thomaz Bastos, que representa o réu José Roberto Salgado. O documento diz: “É importante relembrar que a Suprema Corte não pode negligenciar a proteção de direitos fundamentais. Não é legítima uma ordem institucional que nega eficácia material ao devido processo legal e ao direito de ampla defesa, ainda mais em um caso em que o agravante não teve direito ao duplo grau de jurisdição, também este assegurado pela Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San Jose da Costa Rica).” Clique aqui para ler o documento   http://www.brasil247.com/pt/247/poder/99149/Ser%C3%A1-que-Dilma-est%C3%A1-possessa-com-Z%C3%A9-Dirceu.htm 

3 horas atrás

Minas Gerais: Casal gay formaliza união civil em cartório de Belo Horizonte

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Carlos Eduardo Guimarães de Oliveira e Jorge Chediak MiguelCarlos Eduardo Guimarães de Oliveira, 31, e Jorge Chediak Miguel, 30, (foto) vivem juntos há sete anos e nesta semana deram mais um passo para firmar a união.
Os dois se tornaram o primeiro casal da cidade mineira a converter a união estável em união civil, saindo do cartório 2º Subdistrito de Registro Civil de Belo Horizonte com a certidão de nascimento em mãos.

“Temos relatos de outras pessoas, que nos encontram no Facebook, e dizem que também estão lutando. E também já conhecemos outros dois casais que estão para conseguir (a conversão em casamento). Isso é muito bom”, comemorou Carlos Eduardo.

fonte: A Capa

3 horas atrás

A diferença abissal de quando elegemos um prefeito ou um pulha

MARIA FRO por mariafro
 

Recebo a imagem abaixo em tempo real de Branca Mandetta que informa que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad acaba de descer para falar com os manifestantes de diferentes movimentos por moradia :


Porta da Prefeitura agora – diversos movimentos por moradia, juntos, sendo recebidos pelo Secretário de Habitação.


O prefeito Haddad sobre o caminhão falando aos manifestantes

Me lembrei de quando fui cobrir (eu mesma uma vítima da enchente) a manifestação dos movimentos de moradia que protestavam e exigiam respostas de Kassab para dois meses de um bairro embaixo das águas: Para o poder público de SP o povo é lixo e deve ser tratado a porrada e gás de pimenta


09/02/2010


09/02/2010

3 horas atrás

Margareth Menezes: Alegria da Cidade

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Alegria da Cidade

Será que você não viu
Não entendeu o meu toque
No coração da América eu sou o jazz, sou o rock

Vídeos:  

3 horas atrás

Impeachment: Fux beneficiou patrão da filha

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Do Conversa Afiada – Publicado em 17/04/2013 
Bermudes é o Catho da Classe A.    Bermudes, Fux e Cabral: quem os une ? O imaculado banqueiro ? 
 
Saiu no Estadão:

Luiz Fux se diz impedido, mas atua em casos de advogado que emprega a filha

 

Ministro do STF ignora declaração de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte
Eduardo Bresciani e Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do grupo, conforme levantamento feito pelo Estado em documentos oficiais da Corte. A filha de Fux, Marianna, é uma das advogadas do escritório.  
Os processos pesquisados têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes. Em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator.
  NAVALHA Navalha 
Fux comemoraria os 60 anos com uma festança na casa de Bermudes.
Onde se hospeda, quando vai ao Rio, o ex-Supremo Presidente Supremo, Gilmar Dantas (*).

Fux prometeu a Dirceu que, se nomeado, iria absolvê-lo.

O que o Vacarezza confirmou.

O destemido advogado Piovesan já tinha ido ao Senado para questionar a relação deste notório advogado, o Dr Bermudes, com Gilmar Dantas.

A ação de Piovesan, na verdade, era um B.O. 

Bermudes é o Catho da Classe A.

Emprega a filha de Fux, a mulher de Gilmar e o filho de Macabu, que, provisoriamente, suspendeu os efeitos carcerários da Operação Satiagraha.

(Quando o Presidente Barbosa vai legitimar a Satiagraha ?)

Bermudes foi um dos primeiros e mais dedicados advogados de Daniel Dantas.

A filha de Fux, como se sabe, é candidata ao cargo de Desembargadora no Rio, o que depende da assinatura do governador Sergio Cabral.

Cabral era um dos convidados para a festança dos 60 anos do Ministro (?) do Supremo.
Aliás, o ministro do Supremo realizará o casamento da filha no Golden Room do Copacabana Palace !

O último casamento celebrado com pompa e circunstância nos salões do Golden Rooom do Copa foi da família dos proprietários da Friboi, que, aparentemente, tem uma renda superior à de um ministro do Supremo.

O que a bancada do PT espera para encaminhar o impeachment de Fux no Senado ?
Hein, senador Suplicy ?

Vai esperar o Supremo encarcerar o Lula.


Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

 

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3 horas atrás

Mildred Lourdes Pacitti Rocha

CONSA por Hélio Consolaro
 
Nadir Storti, professora e artista plástica 
BIOGRAFIA

 

 Nasceu em Birigui, em 27/01/1929.

 

Pai: Américo Pacitti – Mãe: Maria D’Aquino Pacitti. 

 

Neta e filha de pioneiros da Cidade Pérola.

 

Viúva de João Rocha e mãe de João e Tadeu.

 

Criou a 1ª Escolinha de Arte Infantil “Bamby” – 10/04/1967, onde queria tornar a criança mais sensível aos problemas da arte, aumentando a criatividade.

 

Fundou o Museu de Arte Infanto-Juvenil – 09/12/1994.

 

Artista plástica concentrada em tinta a óleo, aquarela, canetinhas, bico de pena, desenhos, modelagem, esculturas, além de ter o dom nas poesias.

 

Promoveu em 2006 uma exposição em homenagem aos “Mamonas Assassinas”.

 

 

PÉROLA DAS ARTES 
Estudou em Birigui até os 14 anos, mas, seus pais resolveram mudar-se para São Paulo, propondo aos seus filhos Mildred e Henderson um estudo melhor.

 


Seu 1.º quadro a lápis de cor, fez na escolinha particular de Dona Lídia Stuart, em Birigui.

 


Iniciou suas pinturas em aquarela e pintava delicadas flores .

 


Recebeu entre outros prêmios, o 1.º lugar no Concurso Oficial Nacional em 1978, com a obra “Santa Ceia”. No mesmo ano, recebeu menção honrosa no 42º Salão de Belas Artes de São Paulo, medalha de ouro na Sociedade Brasileira de Belas Artes no Rio de Janeiro, em 1982.

 


Em 1982 recebe o 1º lugar com “Terra dos Araçás”, no Concurso da União Nacional dos Artistas Plásticos, diploma de “Honra ao Mérito” em 1988 e “Voto de Aplauso” da Câmara Municipal em 2001 e 2003.

 

Os primeiros trabalhos foram desenvolvidos no estilo acadêmico, tendo como temas a natureza morta e paisagens, depois iniciou a arte decorativa.

 


Quanto à “Técnica Correntinha”, surgiu de tanto ver sua mãe fazer crochê e imaginou que conseguiria com canetinhas hidrocor, sendo que em qualquer lugar poderia fazer.

 


Em 1975 começou a utilizar a Arte Contemporânea, procurando sempre retratar um tema concreto, histórico, como o Descobrimento do Brasil, A Abolição da Escravatura, A Primeira Missa, a Nova República, enfim, temas brasileiros.

 


Temas de inspiração poética: Rosa Vermelha, Terra dos Araçás, Apocalipse, Primavera.

 


Em São Paulo, escolheu o Colégio Santa Inês para Mildred. Valdemar era seu tio e professor da Faculdade de Artes da Univ. Católica e da USP, mas, sempre sobrava um tempinho à tarde para pintar em seu ateliê como amador, onde fez uma paisagem muito bonita nordestina. 
Mildred, dizia: “tio eu quero pintar”, ele pegou uma caixeta de massa e lhe deu algumas tintas e pincéis, aguarrás e uns paninhos para limpar os pincéis e com isso surgiu seu primeiro quadrinho à óleo.

 


Ao final do dia, seu tio percebeu que ela tinha o dom da pintura, elogiando-a, o que a incentivou a pintar, por isso lhe é muito grata.

 


Foi nomeada a chefe de mesa no colégio e todos os domingos seus pais iam visitá-la, levando uma caixa de chocolate, doce de leite, bombom, tudo o que uma adolescente gostava.

 


Tinha que levar tudo que ganhava no refeitório, mas, escondeu metade no dormitório e a outra metade no salão de estudos, no meio dos livros.

 


No dia seguinte, fizeram uma limpeza em todos os locais e uma de suas amigas de mesa era a Ceci Picoloto, que cutucava a Mildred porque a Irmã Nilde batia o sininho e dizia: “muito bonito, nessa noite de limpeza , havia doces, chocolates, espalhados nos bolsos, bolsas, dormitório” e a Mildred ficou quietinha sem dar alarmes.

 


Seu pai colecionava todos os recortes do movimento político e diplomático da Inglaterra e através destes recortes viu o nome de uma artista de cinema, opção da escolha do seu nome e o padre não queria que a registrasse por achar que era nome de pecado, só por ser artista de cinema.

 


Fez exposição de telas na OAB em julho de 2008, onde homenageou a cidade pelo Centenário, expondo 100 telas. 
Texto publicado no livro “Nos trilhos do centenário”, 2009, Editora Somos. 
Mildred Pacitti Rocha faleceu hoje (17/04/2013) e seu corpo está sendo velado na Capela Funerária Laluce, em Araçatuba. O sepultamento se dará às 17h.  Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

3 horas atrás

Barbosa e o estilo MMA

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Da Carta Capital – 17.04.2013 09:51
 
 
Wálter Maierovitch
  
Ao tomar posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o novo ministro fica a saber quando ocupará a presidência. Isso é assim porque no Pretório excelso vigora, por tradição, o critério do rodízio no cargo. Nenhum ministro, em eleição presidencial, foi reprovado por faltar inadequação à função presidencial, que, além de jurisdicional, é administrativa e de representação: o presidente do STF representa o Poder Judiciário.

O presidente do STF, Joaquim Barbosa. Foto: Gervásio Baptista/ SCO/ STF O presidente do STF, Joaquim Barbosa. Foto: Gervásio Baptista/ SCO/ STF 
 Ao tomar posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o novo ministro fica a saber quando ocupará a presidência. Isso é assim porque no Pretório excelso vigora, por tradição, o critério do rodízio no cargo. Nenhum ministro, em eleição presidencial, foi reprovado por faltar inadequação à função presidencial, que, além de jurisdicional, é administrativa e de representação: o presidente do STF representa o Poder Judiciário.
Caso o ministro eleito possua pouca idade, poderá ocupar várias vezes a presidência. Mais ainda, o presidente do STF será também presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão sem função jurisdicional e considerado de controle externo, apesar de contar na sua composição com maioria de magistrados.

O ministro Joaquim Barbosa foi por unanimidade eleito presidente. Naquela ocasião, até as togas usadas pelos ministros sabiam não possuir Barbosa “cacoete” para o encargo. Para se manter a tradição e referente a Barbosa, os ministros votantes colocaram de lado os quesitos do trato urbano e da compostura.

Os que acompanharam o julgamento do processo criminal apelidado de “mensalão” puderam notar as grosserias do relator Barbosa, e isso quando dos seus dissensos com o revisor Lewandowski, outros colegas do STF e até com defensores de réus. O ministro Marco Aurélio, em sessão plenária, chegou a recomendar a Barbosa parar de empregar linguajar inapropriado à Corte excelsa.

Nesta semana, Barbosa reuniu-se com os dirigentes de três associações de magistrados. Por ter sido contrariado, ele encerrou abruptamente o encontro. Tudo se deu após Barbosa ter afirmado que os líderes associativos haviam atuado de forma “sorrateira e na surdina” na aprovação da emenda constitucional referente à criação de quatro tribunais federais. Só para lembrar, o projeto dessa emenda data de 2002. Não bastasse, Barbosa fez graça ao ressaltar que as sedes desses quatro tribunais seriam em “resorts e grandes praias”. Para o bom entendedor, sinecuras.

No particular, Barbosa desconsiderou o princípio da separação e da harmonia dos Poderes, pois uma emenda constitucional compete, observado o devido processo legislativo, ao Congresso Nacional. Fora isso, entidades classistas estão legitimadas a apoiar, apesar do custo elevadíssimo, medidas entendidas como úteis à melhor distribuição da Justiça, sem precisar do beneplácito do presidente do STF.

No Judiciário, é comum o uso de expressões latinas, tipo data venia e cum grano salis. Para usar de uma imagem, Barbosa prefere recorrer ao estilo de lutador de MMA, na base do pontapé. Em Portugal e no popular, entraria para a categoria de “juiz coiceiro”.  Assim, Barbosa nocauteia os seus próprios argumentos. Um exemplo: há poucos dias, o presidente do STF falou em “conluio” entre juízes e advogados. Perante a opinião pública, Barbosa generalizava. Na verdade, ele se referia ao polêmico conselheiro e desembargador Tourinho Neto. De maneira disfarçada, Tourinho pediu a um colega de conselho, representante da Ordem dos Advogados do Brasil, para apreciar uma postulação liminar da sua filha. Ela, juíza inscrita para remoção de circunscrição judiciária e com postulação a afrontar as normas reguladoras do concurso de transferência.

Nesse caso, Barbosa perdeu a oportunidade de recordar à sociedade civil alguns precedentes também escandalosos e que resultaram em nada. Gilmar Mendes, por exemplo, como revelou a revista Piauí, desfrutou, quando das núpcias, da mordomia ofertada pelo jurista Sérgio Bermudes, advogado com uma pletora de causas no STF. E não se deve olvidar o “boca-livre” aceito pelo ministro Dias Toffoli, em badalada ilha italiana e quando das bodas de um advogado atuante no STF.

Por outro lado, o estilo Barbosa muitas vezes afronta o bom senso e atropela a garantia constitucional da ampla defesa. Enquanto ministros descumprem, em razão da complexidade, o regimento do STF sobre o prazo para entrega de votos no caso do “mensalão”, Barbosa indeferiu pedido de dilação de prazo pela defesa. O exíguo quinquídio regimental estabelecido para a defesa técnica não pode prevalecer para um processo do porte, particularidades e repercussão do “mensalão”, com 25 réus condenados.

Nesse clima criado por Barbosa, os detentores de artes do mitológico Procusto, com o desprestigiado procurador-geral Gurgel à frente, cogitam do não recebimento do recurso regimental denominado embargos infringentes, cabível quando quatro ministros proferem votos absolutórios sobre determinada acusação. Pelo regimento, um novo relator é sorteado e trata-se, como já alertou o ministro Celso de Mello, de uma maneira, em caso de processo em única instância por força de foro privilegiado, de se garantir um reexame, ou seja, uma forma de se atender ao universal princípio do duplo grau de jurisdição.  Aliás, a Justiça criminal tem por objetivo primordial não deixar impunes os crimes e não punir inocentes.

Leia também:
Cícero grita na sepultura depois de saber de Fux 

Supremo constrangimento


Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Postado por celvioàs 11:250 comentários Links para esta postagem   Do Blog ContrapontoPIG.  

3 horas atrás

Roda de Conversa “Sistema ruralista e políticos latifundiários no Brasil”, amanhã, 18 de abril, na UNIRIO

RACISMO por racismoambiental
 

Comitê Fluminense Das Florestas – Ano passado, o Brasil, país mundialmente reconhecido pela sua biodiversidade foi alvo dos ataques da “bancada ruralista” no Legislativo, que resultou na Lei 12.651/12, mais conhecido como o Código Florestal “Ruralista”. Bancada essa que é composta por grandes latifundiários, reis da soja, cana, milho…, trabalham arduamente procurando o benefício próprio com a desculpa do pensamento em prol do pequeno agricultor. Como se não bastasse, outros políticos espalhados aos quatro cantos do Brasil, mais esse seleto grupo, possuem mais da metade do território brasileiro. Fato esse que desencadeia mortes no campo, trabalho escravo, desmatamento, grilagem e tantos outros problemas socioambientais.

O Comitê Fluminense em Defesa das Florestas (CFF) em parceria com o Centro Acadêmico de Ciências Ambientais da UNIRIO (CACAmb), convidam você a participar de uma roda de conversa com o tema: “Sistema ruralista e políticos latifundiários no Brasil.”

Data: 18 de abril – sexta feira
Horário: 18h
Local: Auditório CCET/IBio – UNIRIO, Av Pasteur, 458, Urca, Rio de Janeiro

Presença ilustre do Alceu Luís Castilho

* Jornalista, repórter e autor do livro “Partido da Terra – como os políticos conquistam o território brasileiro” (Editora Contexto, 2012). Possui trajetória na grande imprensa (Estadão, IstoÉ Dinheiro, agência Reuters) e imprensa alternativa. Prêmio Vladimir Herzog, prêmio Direitos Humanos, prêmio Andifes, título de Jornalista Amigo da Criança. Pelo Estadão, ganhou o Prêmio Fiat Allis de Jornalismo Econômico.

Debatedores:

—> Profº Dr. Celso Sanchez – biólogo e professor da UNIRIO, atuando na Graduação e no Programa de Pós-Graduação em Educação. Conselheiro do Conselho Federal de Biologia. Tem experiência na área de educação ambiental, ecologia social e educação em ciências com o povo Guarani MBy´a.

—> Natália Almeida – bacharel em gestão ambiental pela USP. Mestranda do PPG de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da UFRRJ (CPDA/UFRRJ) onde estuda processos de Aprendizagem e Políticas Públicas para Agricultura Familiar (PAA). Faz parte do comitê estadual do Rio de Janeiro da Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e pela Vida, integrante da Escola de Ativismo e do Comitê Fluminense em Defesa das Florestas.

Participe e convide seus amigos. Venha conhecer mais sobre esses políticos.
Obs: no evento, haverá a venda do livro “Partido da Terra”.

3 horas atrás

Bruxa neoliberal é enterrada sob protestos e vaias

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
    “Estou aqui pelas pessoas que ela matou através da pobreza, desespero, política e guerra” 
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Leia mais em: Blog Sujo 
Under Creative Commons License: Attribution

Do Blog O Esquerdopata.

3 horas atrás

Dirceu diz que postulação de Campos serve à direita

 
: PE247 – A candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência interessa à direita. A avaliação foi feita pelo do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu (PT), durante sua passagem por Pernambuco. Segundo o petista, se o gestor for candidato, fará com que o PT perca votos nas próximas eleições majoritárias de maneira a levar a disputa para o segundo turno. “Eles (as elites) não conseguiram nos derrotar em três eleições. Agora procuram criar uma (nova) opção para o eleitorado para nos tirar votos” 
3 horas atrás

Aqui se faz aqui se paga

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Estive hoje conversando com dois membros do Poder Judiciário local, um juiz de Direito e um ex-desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
 
Nenhum dos dois é petista, é bom que se diga. Pois bem, os dois disseram justamente o que a maioria do povo de Pernambuco já sabe: Pernambuco cresceu, social e economicamente, graças à Lula. 

O ex-desembargador foi mais além: Lula foi um pai para Pernambuco e, principalmente, para Eduardo Campos. Disse mais: Lula diminuiu e muito as desigualdades regionais, fato nunca visto antes na história deste país. Pois é, mas Eduardo Campos(e seus capangas) não reconhece isso, acha que fez tudo por Pernambuco. 

Mas é como diz o povo:aqui se faz, aqui se paga. 
O destino de Eduardo Campos será o mesmo de Jarbas Vasconcelos: o ostracismo. Jarbas, na última eleição para prefeito, 
sequer elegeu o filho para vereador, o que prova que o povo de Pernambuco não tolera traição.

SINTONIA FINA – @riltonsp
– com O Terror do Nordeste 

3 horas atrás

Sobre a cultura do estupro

RACISMO por racismoambiental
 

Ilustração de Luciano Tasso

Expressão indica que a sociedade não só tolera como incentiva a violência contra mulheres por meio da violência sexual, mas vai além: é um processo para constranger pessoas a se adequarem a papéis de gênero

Por Cynthia Semíramis – Revista Fórum

Uma expressão que vem se tornando bastante frequente quando se fala em violência contra mulheres é que vivemos em uma “cultura do estupro”, na qual a sociedade incentiva a violência sexual contra mulheres. Porém, essa visão é bastante restrita para os dias atuais, embora fosse perfeitamente compreensível na época de sua criação, que ocorreu nos grupos de sensibilização das décadas de 1960 e 1970.

Esses grupos não tinham uma pauta fixa, mas variável, improvisada à medida que as demandas surgiam. Como se tratava de uma época de mudança de mentalidade, eram bastante comuns discussões sobre questões sociais. O intercâmbio de informações entre os grupos gerou mobilização suficiente para pressionar por direitos civis, incluindo mudanças legislativas e políticas públicas para mulheres.

Nesse período, os grupos eram exclusivamente masculinos ou femininos e problematizavam principalmente as relações heterossexuais. As mulheres discutiam como lidar com uma sociedade que reprimia sua sexualidade e negava direitos. Os homens discutiam como os estereótipos acerca da masculinidade (como a pressão para ser sempre autoritário, não chorar, e tratar mulheres como subordinadas) limitavam suas vidas e dificultavam o relacionamento com as mulheres.

No início da década de 1970, nos Estados Unidos, o estupro era considerado uma doença, uma anomalia, uma “necessidade” masculina, uma mentira ou culpa da vítima. Esses conceitos foram questionados à medida que os comentários das pessoas nos grupos de sensibilização apresentavam visões completamente diferentes sobre o tema.

Estupro como relação de poder

O grupo New York Radical Feminists destacou-se nessa área, produzindo palestras e conteúdo que inspiraram cineastas e escritoras. Dentre os trabalhos produzidos merecem destaque o documentário Rape Culture (Cultura do estupro), de Margaret Lazarus e Renner Wunderlich, e o livro de Susan Brownmiller Against Our Will: Men, Women and Rape (Contra a nossa vontade: homens, mulheres e estupro), ambos de 1975.

O documentário foi importante porque apresentou diversos pontos de vista em relação ao estupro, dando voz às vítimas, estupradores e pessoas que trabalhavam em centros de atendimento às vítimas. Também fez uma análise da abordagem midiática em casos de estupro, concluindo que a cultura da época endossava a violência sexual contra mulheres.

O livro de Susan Brownmiller apresenta um histórico detalhado sobre o estupro. São expostas inclusive questões raciais (a origem da mentira de que homens negros seriam “naturalmente” estupradores) e observações sexistas em livros jurídicos (um autor sugeria desprezar denúncias de estupro porque as mulheres “têm tendência a mentir”).

Brownmiller concluiu que o estupro não é um crime relacionado a sexo ou desejo sexual. O estupro se refere a uma relação de poder: trata-se de um processo de intimidação pelo qual todos os homens mantêm todas as mulheres em um estado de medo permanente.

A violência doméstica se enquadra nesse raciocínio, pois mulheres são tratadas como propriedade masculina e essa relação se manifesta por meio do espancamento e do estupro marital. Estupros em casos de escravidão e de guerra (inclusive religiosa) também se encaixam nessa teoria, pois são uma forma de subjugar por meio da violência sexual. E o conceito de feminicídio (homicídio de mulheres que não obedecem aos cânones sociais) claramente deriva dessa observação de que a cultura legitima a violência contra mulheres.

Em todos esses exemplos fica nítida a relação de poder: as mulheres não têm vontade própria, sendo consideradas propriedade dos homens. E a respeitabilidade masculina só é obtida na medida em que a mulher pode ser coagida a seguir as regras sociais e obedecer ao pai ou marido. A coação é feita criticando as mulheres que não aceitam se submeterem a essas regras e culpando as vítimas de crimes sexuais. Com medo de serem hostilizadas e violentadas, acabam se submetendo à autoridade masculina para evitar mais violência.

Cultura do estupro para manter papéis de gênero

Atualmente, a compreensão é de que não se deve opor homens a mulheres, como fez Brownmiller, pois o problema está na estrutura social antiquada que determina papéis de gênero fixos: homens deveriam agir de determinada forma; mulheres, consideradas inferiores a eles, deveriam agir de forma diferente para evidenciar essa inferiorização e deveriam se subordinar aos homens. Às pessoas caberia simplesmente acatar e se enquadrar nos papéis predeterminados.

Nessa estrutura, a forma utilizada para constranger mulheres a se submeter aos homens está no controle do corpo e de sua sexualidade: deveriam ser virgens ou sexualmente recatadas, não deveriam usar determinadas roupas ou frequentar certos locais. E a punição para as que não aceitassem era a legitimação da violência por meio de hostilidade e, em casos extremos, estupro e morte. Ou seja, a cultura do estupro é o processo de constrangimento social que garante a manutenção dos papéis de gênero. Não é uma ação individual (como se todo homem odiasse mulheres), mas uma convenção social que mantém determinados papéis e estruturas sociais.

Esse constrangimento social não é direcionado somente às mulheres, mas a toda pessoa que não se enquadre no modelo. Os homens heterossexuais perceberam isso nos grupos de sensibilização dos anos 1960, quando questionavam os estereótipos acerca da masculinidade e eram hostilizados por não serem “masculinos o suficiente” para a cultura da época. Em tempos recentes, homossexuais também perceberam que desde a infância foram moldados para agir de acordo com papéis de gênero que desprezam sua liberdade, forçando-os a uma heterossexualidade compulsória. Quando não se adequam são ridicularizados, estuprados e agredidos até a morte. Mulheres lésbicas enfrentam os mesmos problemas, agravados pela ameaça de estupro corretivo para que a violência sexual as “transforme em heterossexuais”. Ao contrário do que parecia na década de 1970, a cultura do estupro não é uma questão apenas de violência contra mulheres heterossexuais.

Generalizações inadequadas

A cultura do estupro é bastante criticada por generalizar, transformando todos os homens em estupradores e todas as mulheres em vítimas passivas. Esse tipo de generalização é inadequado e não beneficia a ninguém. Ele perpetua a história da Chapeuzinho Vermelho que deve se precaver contra todos os homens, como se cada um deles fosse o Lobo Mau à espreita para seduzi-la e destruir sua reputação, forçando-a ao isolamento social.

Outro problema de tratar a mulher sempre como vítima é hostilizá-la quando ela recusa este papel, desprezando sua autonomia para decidir o melhor jeito de lidar com a violência que sofreu.

Há alguns anos o caso de Natascha Kampsuch gerou comoção por duas vezes. Primeiro, quando se descobriu que ela foi retirada à força de sua família, estuprada e mantida em cárcere privado dos 10 aos 19 anos. Quando conseguiu fugir, o agressor se suicidou. Em seguida, foi bastante criticada ao publicar suas memórias e expor estratégias de resistência, mostrar o agressor como uma pessoa comum (e não um monstro) e contar como conseguiu superar os traumas.

Guardadas as devidas proporções, no Brasil há o caso de Geisy Arruda, hostilizada pelos colegas de faculdade por causa de um vestido curto. Ela se recusou a continuar no papel de vítima e foi criticada por não ter se escondido, procurando lucro e projeção social como compensação pela hostilidade que sofreu.

A generalização cria uma guerra dos sexos inútil, que gera desconfiança e perpetua estereótipos: infantiliza as mulheres e despreza suas possibilidades de resistência ou de mudança de papéis, além de ignorar os inúmeros casos em que os homens são vítimas de violência sexual ou são injustamente acusados de terem-na cometido.

Combatendo a cultura do estupro

A discussão sobre a cultura do estupro já tem cerca de quarenta anos. Não há como ignorar que o mundo mudou bastante nesse período. As mulheres cada vez mais obtêm a igualdade de direitos e questões relacionadas à liberdade sexual são cada vez mais garantidas pelo Estado.

No Brasil, os termos sexistas da legislação criminal foram abolidos em 2005. Em 2009, uma nova lei retirou o crime de estupro da seção de crime contra os costumes, para enquadrá-lo nos crimes contra a liberdade sexual, reconhecendo o direito da vítima de direcionar sua sexualidade de acordo com sua vontade – e não segundo a prescrição social. O crime de estupro também foi alterado de forma a reconhecer que se trata de uma relação de poder, inclusive considerando que tanto mulheres quanto homens podem ser vítimas de estupro.

As modificações na legislação demonstram que, ao menos em relação ao Estado, a cultura do estupro vem sendo sistematicamente eliminada. Embora vários dos avanços legislativos dos últimos anos derivem de condenações do Brasil nas cortes internacionais de direitos humanos, o que importa é a pressão exercida por essas condenações e pelos movimentos sociais para que o Estado, com todo o seu aparato e poder de coerção, atue para que essas práticas sejam modificadas. A estrutura social se modifica para encampar a igualdade entre homens e mulheres e garantir a liberdade sexual de todas as pessoas.

Porém, as práticas sociais mudam lentamente. Publicidade, jornalismo, novelas e outros produtos midiáticos ainda creem estar no século XIX e agem contra a lei divulgando conteúdo que legitima racismo e violência contra mulheres e homossexuais. É necessário combater isso por meios legais e também com manifestações mais incisivas de movimentos sociais. Mas é importante lembrar que ações contra a cultura do estupro devem compreender as mudanças dos últimos anos e reconhecer que se trata de uma disputa em torno de papéis de gênero.

Grupos exclusivamente femininos ou masculinos podem existir para questões específicas, mas é melhor que coexistam com grupos mistos. O diálogo se amplia, as polarizações são matizadas e ao invés de tratarem o homem ou a mulher como inimigos, como muitas pessoas vêm fazendo, é possível perceber que todas as pessoas têm uma causa em comum: lutam para que os papéis de gênero deixem de ser opressores, e que a liberdade e a autonomia de todas as pessoas sejam efetivamente respeitadas.

Não é possível atualmente ter medo ou demonizar os homens, sejam eles heterossexuais ou não: eles são aliados das mulheres na luta contra a cultura do estupro porque também fazem parte e sofrem com a estrutura social que os engessa em papéis de gênero.

Enviada por Vanessa Rodrigues para Combate Racismo Ambiental.

3 horas atrás

Luiz Fux se diz impedido, mas atua em casos de advogado que emprega a filha

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

Luiz Fux, cuja filha trabalha no escritório do advogado Sergio Bermudês

Ministro do STF ignora declaração de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte 
Eduardo Bresciani e Felipe Recondo, O Estado de S. Paulo Ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do grupo, conforme levantamento feito pelo Estado em documentos oficiais da Corte. A filha de Fux, Marianna, é uma das advogadas do escritório. Os processos pesquisados têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes. Em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator. A relação de Fux e Bermudes ganhou destaque na semana passada quando o advogado anunciou que bancaria uma festa para comemorar os 60 anos do ministro, evento que reuniria centenas de magistrados, advogados e políticos, mas que acabou cancelado. Um dos convidados foi o governador do Rio, Sérgio Cabral. Caberá a ele a escolha de novos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado. A filha de Fux é uma das candidatas.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
Enviada por: Nogueira Junior 09:580 Comentários * DenúnciaLuiz FuxSTF   Do Blog BRASIL! BRASIL!  

3 horas atrás

Denúncia contra Mantega complica mais o Copom

 
: Verdadeira ou não, espalha-se como um rastilho de pólvora pelas mesas do mercado financeira a denúncia de que o grupo JBS Friboi, de Joesley Batista, obteve informação privilegiada do Ministério da Fazenda para virar sua posição no mercado de juros futuros, na semana passada; BC tem razões para subir os juros e também para mantê-los na sua reunião mais delicada dos últimos anos; ministro Guido Mantega volta a estar na mira; além do JBS Friboi, BTG Pactual, de André Esteves, também passou a apostar na Selic mais alta 
3 horas atrás

Chavistas protestam para reafirmar voto e apoiar Maduro

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por Maíra Vasconcelos, especial para o blog

Ontem, desde ás 11 horas, até ás 21 horas, ocorreram três manifestações em apoio ao presidente, no centro de Caracas. 

Ao menos até o dia da posse do presidente Nicolás Maduro (PSUV), marcada para a próxima sexta-feira, 19, em clima apreensivo e de impressões golpistas, chavistas podem ter que continuar a luta para fazer valer seu voto e a democracia. Desde que Maduro foi proclamado presidente pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), na última segunda-feira, seus eleitores estão sendo obrigados á reafirmar o voto, que pelo processo democrático haviam garantido, no dia 14 de abril, diante do não reconhecimento do governo eleito pela oposição. A diferença entre os candidatos foi de 1,77% dos votos.

Ontem, chavistas se reuniram por força de protesto em frente à Assembleia Nacional, nas escadas do Ministério do Poder Popular para Comunicação e Informação e, á noite, nas adjacências da instituição. Também com a presença de algumas autoridades do governo, chavistas entoaram cânticos políticos por Maduro presidente, repudiaram o que consideram ser uma nova tentativa de golpe da oposição, como em 2002, e afirmaram a continuidade da “revolução socialista bolivariana”.

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3 horas atrás

Apesar da oferta de crédito, China desacelera no trimestre

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Do Estadão

China desacelera no trimestre, apesar do crédito farto

Cláudia Trevisan

Economia cresceu 7,7% na comparação com igual período do ano anterior; apenas em março, financiamentos totalizaram R$ 798 bi

A economia chinesa reverteu o processo de recuperação registrado no fim de 2012 e desacelerou de maneira surpreendente no primeiro trimestre, crescendo abaixo das previsões do mercado. O resultado indica a dificuldade na manutenção de um alto ritmo de expansão, apesar do forte aumento do crédito registrado nos últimos meses.

O Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo teve alta de 7,7% no primeiro trimestre, na comparação com igual período do ano anterior. O resultado mostra perda de fôlego em relação aos 7,9% do quarto trimestre de 2012 e decepcionou analistas, que esperavam crescimento de 8,0%.

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4 horas atrás

MST intensifica jornada de luta

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Altamiro Borges

Na sua jornada de luta pela reforma agrária, que ocorre sempre no mês de abril, o MST intensificou nesta semana os protestos em todo o país. Já ocorreram manifestações no Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Pará e estão agendados para hoje os bloqueios de rodovias e estradas vicinais nos 1.800 municípios em que o movimento está organizado. Segundo o sítio do MST, os sem-terra cobram da presidenta Dilma a apresentação de um plano emergencial para o assentamento das 150 mil famílias no Brasil, entre outras reivindicações.

O bloqueio das estradas durará 21 minutos, em memória aos 21 trabalhadores sem-terra assassinados no Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. Além de exigir do governo federal medidas concretas pela reforma agrária, o MST também criticará a postura do Poder Judiciário, que hoje é um dos principais aliados dos ruralistas e emperra os processos de desapropriação de terras improdutivas. Segundo levantamento, há 523 processo judiciais envolvendo a questão da reforma agrária no país. Destes, 234 estão parados na Justiça Federal, o que evidencia o caráter elitista do judiciário. 

A jornada de lutas do mês de abril visa fortalecer a organização dos sem-terra, aumentar a pressão sobre os poderes públicos e mobilizar a sociedade na defesa da reforma agrária. Atualmente existem 69.233 grandes propriedades improdutivas no país, que controlam 228 milhões de hectares de terra, segundo o censo do IBGE de 2010. Estas áreas deveriam ser destinadas à reforma agrária, conforme determina a Constituição. Mas nada é feito neste sentido. O governo Dilma recuou na política de assentamentos; o Judiciário barra os processos de desapropriação; e a mídia ruralista continua tentando criminalizar o movimento dos sem-terra. Daí a importância da jornada de lutas de abril!

4 horas atrás

“A bruxa está morta” lidera ranking musical após morte de Thatcher

PRAGMATISMO por Luis Soares
 

Música anti-Thatcher lidera ranking no Reino Unido e constrange BBC. Após morte da ex-premiê, faixa “a bruxa está morta” do filme O mágico de Oz lidera as paradas de sucesso; sob pressão, emissora inglesa decidiu tocar apenas 5 segundos

A rede britânica BBC cedeu às pressões e decidiu não tocar a música Ding Dong! The Witch Is Dead nas tradicionais paradas de sucesso da emissora. Pelo menos não a música inteira: serão executados apenas 5 segundos da canção do filme O mágico de Oz, acompanhados de um vídeo explicativo — e inédito na história do programa dominical Radio 1 Chart Show.

Após a morte da ex-primeira-ministra, muitos ingleses anti-Margaret Thatcher iniciaram uma campanha de protesto para tentar colocar a canção no topo das paradas britânicas. A movimentação deu certo e fez o refrão “a bruxa está morta” pular para a 1ª posição das mais tocadas — no momento, é a 10ª mais pedida —, deixando a BBC sem saber o que fazer.

margaret thatcher

“Dama de ferro”: aos 87 anos de idade, a ex-premiê Margaret Thatcher morreu após um AVC (Foto: Divulgação)

Tido como o responsável pela decisão final, o novo diretor-geral da emissora, Tony Hall, chegou a dizer que, pessoalmente, achava a campanha de “mau gosto”, mas que a independência editorial da BBC era “sagrada”.

Membros da alta cúpula do Partido Conservador, do qual Thatcher era representante, criticaram duramente a possibilidade da música ser executada pela BBC às vésperas do funeral da ex-premiê. Na contramão, muitos chamaram de censura a decisão da emissora. Em enquetes realizadas pelo jornal The Guardian, mais de 80% dos leitores entenderam que a BBC não fez a escolha correta e preferiam que a música fosse tocada do início ao fim.

A decisão, sem precedentes, de incluir uma reportagem de notícias no programa vai tentar explicar aos espectadores por que uma faixa retirada de um filme de 1939 apareceu de repente nas paradas de sucesso. Além disso, o público-alvo do programa tem entre 16 e 24 anos de idade, poucos dos quais capaz de reconhecer facilmente o governo de Margaret Thatcher, que perdurou de 1979 a 1990.

Revista Samuel

O post “A bruxa está morta” lidera ranking musical após morte de Thatcher apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

4 horas atrás

Um breve histórico da legislação sobre menores

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Raoni Gama

Nassif,  no tema da maioridade penal ira dar a minha opinião. Mas que tal ler um pouco da opinião de quem passou anos estudando o tema.

Segue o texto (um pouco longo mas vale a pena) postado no facebook do Alexandre Morais da Rosa – pra quem não o conhece, resumindo, ele está na vanguardo no area do Direito no Brasil.

segue o link do face do próprio: https://www.facebook.com/alexandremoraisdarosa/posts/10200392139420103 

Redução da Idade Penal: “Vale a ‘Pena’ Ver de Novo” (?) 

Alexandre Morais da Rosa e Ana Christina Brito Lopes 

I – Os motivos

1. O Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente D. Luciano Mendes de Almeida enviou consulta sobre as propostas de redução da idade penal em tramitação no Congresso Nacional solicitando um parecer sobre o tema. Surgiu, então, a oportunidade de escrevermos um texto em conjunto. Isto porque os autores dialogam sobre o tema há vários anos e nunca tiveram um “dead line”. Por isto, talvez, o escrito não saísse. Além disso, queríamos fazer algo mais completo. Esta possibilidade de emitir um parecer breve sobre as propostas nos fez produzir o que segue. 

leia mais

Vou ser arquiteto. A Casa Grande odeia o Lula !

por redacao
 

 

 

(Não deixe de ler no “Porra Cerra” porque a Casa Grande odeia o Chávez e o Lula)

O Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante Ademar:

Ademar do L. L. V. Nova

Enviado em 14/04/2013

Em 2017, eu receberei meu diploma de Arquitetura e Urbanismo pelo PROUNI, Graças a Deus e ao Lula!

Fiz o ENEM em 2011 e iniciei ano passado.

Obs: Consegui 4 bolsas INTEGRAIS!

1-Análise e Desenvolvimento de Sistemas;
2-Biologia, Bacharelado;
3-Química, Licenciatura (para o IFB criado pelo Lula);
4-Arquitetura e Urbanismo;
Este último, além de ser a minha área de interesse desde a infância, fica  perto da minha residência e do meu emprego:
15 minutos de bicicleta!
Certa vez um desgraçado representante mor da Casa Grande afirmou que
”preferia o cheiro dos cavalos ao de pobres”!

Pobre projetando edifícios, cidades, clinicando, criando robôs, anestesistas?
Nem pensar!

Lula inverteu tudo isso, e é imperdoável !

14 de Abril de 2013 11:21

Nomeação para o STF tem que ser no pau

por redacao
 

Vamos supor que a SECOM prefira habitar a caverna onde se esconde a Comissão da ½ Verdade.

É um espaço geográfico em Brasília onde a hipocrisia se encontra com o retrocesso.

Vamos supor que a SECOM se manifeste através de notas em colonas (*) dos jornais.

Já que a SECOM é incapaz de formular uma política de comunicação para um Governo que não se comunica.

E, por exemplo, dá ao cidadão inseguro a sensação de que o Governo Federal faz de conta que a insegurança pública não é com ele: é com o Alckmin.

Clique aqui para ler “Dilma não tem xerife: tem um Zé”.

A bem da verdade, SECOM é coisa de regime fascista.

Democracia tem porta-voz.

Com telefone, endereço, e-mail, e dois briefings por dia, on the records.

A SECOM do Governo Dilma engorda a Globo e o Globo com notinhas de colonas (*) .

Vamos supor que a SECOM tenha infiltrado a informação de que a Presidenta Dilma está uma fera com a entrevista do Dirceu: ele  revelou que o Fux tomou a iniciativa de lhe prometer a absolvição.

Fato que foi confirmado pelo deputado Vacarezza, que ouviu de Fux, diante de outras três testemunhas que ia “matar no peito” as acusações contra Dirceu.

O ansioso blogueiro obteve outra informação: que a Presidenta Dilma admira a coragem e coerência política do Dirceu que, como ela, tem lado.

Mas, a SECOM parece ter lado, sim.

O outro.

Se é que, de fato, a SECOM infiltra notinhas em colonas, como nos bons tempos do regime militar em que o Delfim e o Golbery se especializavam na “arte” de infiltrar notas anônimas.

De preferência sem aspas.

Se for verdade essa longínqua suposição, a SECOM acha que a entrevista do Dirceu foi uma desgraça.

Atrapalhou o processo de escolha do sucessor de Ayres Britto.

Sim, porque, se isso for verdade, a SECOM preferiria que a escolha de um ministro do Supremo fosse em silêncio, às 23h de uma sexta-feira, à luz de vela, na véspera de feriado prolongado, onde e quando se reúne a Comissão de ½ Verdade.

Na caverna de Platão.

Só ela, a SECOM, saberia distinguir as formas que aparecem do lado de fora.

Trata-se provavelmente de uma visão provinciana, em primeiro lugar.

De quem que pensa que o mundo começa no lago Norte e acaba no Piantella.

Depois, reflete o sentimento de que o debate sobre um futuro ministro do Supremo deva ser feito em sigilo absoluto.

Na Capela Sistina.

Uma visão monárquica, portanto.

Ao contrário.

O ansioso blogueiro é favor, por exemplo, da Cristina K, que vai  promover eleição popular para os membros do Conselho Nacional de Justiça.

Ou não estamos numa democracia, regime da soberania popular ?

O ansioso blogueiro acha que a escolha do Ministro do Supremo deveria ser no Maracanã, refeito.

Todos os candidatos no centro do campo, com telões e alto-falantes.

E portões abertos.

E a galera na arquibancada, com direito a vaia e tomate, muito tomate.

Como se fazia no Festival da Canção.

E, aí, diante da manifestação do povo, a Presidenta da República submetia seu escolhido ao Senado (eleito pelo povo).

E, durante, no mínimo, um mês, o Senado tinha que sabatinar o nome sugerido e todos os que o sugerido visitou.

Um dos debatedores “de honra” poderia ser o professor Falcão, que revelou “a Globo julgou o mensalão” e instalou um Supreminho nas páginas do Globo.

Por exemplo, no caso do Fux, levar pra lá o Delfim e perguntar ”o que o Fux lhe prometeu, professor ?”

(Clque aqui para votar na trepidante enquete “Quem tem a filha mais talentosa – o Fux ou o Cerra? “)

Além disso, o ansoso blogueiro concorda com o destemido Roberto Requião e acha que Ministro do Supremo tem que ter mandato.

Chega de monarquia absoluta, suprema !

A Presidenta Dilma Rousseff jamais consideraria que a entrevista de Dirceu pudesse conspurcar a escolha do sucessor de Ayres Britto, o inesquecível Big Ben de Propriá.

Ela sabe que uma das funções centrais de um Presidente da República é escolher o Ministro do Supremo.

Mais importante do que escolher o Ministro da Justiça que pode – e deve – ser trocado.

Porque, no regime monárquico brasileiro, o Ministro do Supremo é, na pratica, “imexível”.

A escolha de Ministro do Supremo deve ser mesmo no pau.

Como foi na republicana escolha de Gilmar Dantas (**), afinal aprovado com seis votos contra na Comissão – e na ausência de seu maior opositor (oh,  tempos, oh costumes !), então, o Senador Eduardo Suplicy.

(Quando o Suplicy vai defender o Dirceu do Fux ? Ou o Lula da PF do Zé ?)

Que bom que, hoje, o debate tenha vindo, mal ou bem, à luz do dia.

Foi possível saber que a Presidenta jamais indicaria o escolhido pelo Gilmar.

E que ela sabe que um notável constitucionalista-candidato foi notável advogado de imaculado banqueiro.

E que o PiG (***) decidiu que Heleno Torres, candidato de Lewandowski ,está condenado, porque o Gaudêncio Torquato cometeu uma descortesia e uma leviandade.

Leia aqui “Torres não disse que tenha sido escolhido”.

Mas, isso faz parte do jogo.

Se vem do Lewandowski, o PiG considera impróprio.

Bom é que o Gilmar provoca.

Aí, o PiG (***) acha formidável !

Como esse magistral artigo do professor Dalmo Dallari, a propósito da republicana nomeação de Gilmar Dantas (**), a mais sinistra herança de Fernando Henrique:  

Da Folha de S. Paulo – 08/05/2002

Degradação do Judiciário
DALMO DE ABREU DALLARI
Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.
Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética. 
Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.
Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.
Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.
É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.
A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha inadequada
É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.
Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.
Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.
Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.
E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.
A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.
A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.
Dalmo de Abreu Dallari, 70, advogado, é professor da Faculdade de Direito da USP. Foi secretário de Negócios do município de São Paulo (administração Luiza Erundina).

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

14 de Abril de 2013 11:00

Coimbra: FHC vai pra lá e o povo pra cá

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz excelente artigo de Marcos Coimbra na Carta Capital sobre a distância entre o que FHC e a Globo dizem e o que o povo pensa:

Coincidências

A vida é cheia de coincidências. Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um de seus habituais artigos de discussão política. Foi daqueles nos quais assume o papel de farol das oposições. Seu conteúdo era, como se esperaria, fortemente crítico em relação ao governo.

Por coincidência, no mesmo dia, os principais jornais estavam cheios de notícias negativas sobre a situação nacional. Depois de lê-los, qualquer um ficaria com a impressão de que o Brasil caminha em marcha acelerada para o buraco (se é que já não estaria dentro dele).

Em outra coincidência, ficou pronta, naquele domingo, uma nova pesquisa nacional da Vox Populi. Feita em todo o País, sua amostra era suficiente para que os resultados sejam representativos dos sentimentos da opinião pública brasileira.

O artigo de FHC e o tom do noticiário eram tão semelhantes que um desavisado poderia suspeitar. Os editores e o ex-presidente estariam combinados? Você diz isso e nós aquilo? Nós mostramos os “fatos” e você os interpreta?

Conhecendo os personagens, é pouco provável. Mas FHC e a mídia conservadora não precisam combinar (no sentido de pactuar) exatamente porque combinam (no sentido de possuir afinidades). Cada um à sua maneira, contam as mesmas histórias.

São tão parecidos que é difícil saber, hoje, quem influencia quem. Tendo há muito abandonado o vigor analítico de seus tempos de sociólogo, as ideias de FHC se parecem cada vez mais àquelas dos editorialistas e comentaristas da direita da mídia. E esses, por o admirarem com veneração, fazem o possível para imitar seu pensamento.

A cada dia, FHC fica mais Globo e Veja (até porque não conseguiria viver sem eles) e elas mais FHC. Todos imaginam um Brasil lastimável, onde tudo dá errado. São, no entanto, de um otimismo imenso. Paradoxalmente, acreditam que estamos à beira do abismo, mas acreditam em uma saída simples e rápida: derrotar o “lulopetismo” na próxima eleição.

Em contraste flagrante, não há qualquer coincidência entre o seu pensamento e o sentimento da vasta maioria do País. A pesquisa da Vox, como as outras recentemente divulgadas, do Ibope e do Datafolha, mostra quão pequena é a parcela da sociedade afinada com a oposição, seja nos partidos, nas instituições, na indústria de comunicação ou na opinião pública.

Os entrevistados se dizem satisfeitos com o País e esperançosos em relação ao futuro. Entendem que sua vida tem melhorado e vai melhorar ainda mais. Sabem que falta muito por fazer, mas confiam no caminho trilhado.

Aprovam o governo. A maioria considera “ótimo” ou “bom” o modo como Brasília lida com a economia, enfrenta a crise econômica internacional, trata as questões do emprego e da inflação, administra programas sociais, conduz a política habitacional, cuida da imagem externa do País.

Gostam da presidenta: mais de 80% dos entrevistados a definem como “ativa”, com “garra”, “decidida”, “conhecedora do Brasil”, “boa administradora”. Mesmo em itens em que os políticos tendem a se sair mal, ela obtém índices muito favoráveis. Mais de 70% afirmam ser ela “sincera”, “próxima do povo” e “de palavra”.

É tamanha a diferença entre as convicções oposicionistas e o sentimento popular que é como se vivêssemos em dois países. Em um, tudo vai mal e a mudança política seria imperiosa. No outro, as coisas seguem de maneira satisfatória e as perspectivas são positivas. Neste, a continuidade política é lógica.

Está errada a maioria dos brasileiros? Os únicos certos são os próceres oposicionistas, os articulistas de meia dúzia de jornais e a minoria da sociedade? Somente eles conheceriam a “verdade”? Todos os restantes seriam ignorantes e incapazes de conhecer suas vidas, donde inabilitados para dizer-se satisfeitos de forma racional?

Não é apenas autoritária a tese de que só alguns poucos privilegiados conhecem o Brasil e possuem a visão certa das coisas. É tola e inútil para a atuação política.

Pode ser agradável para uma liderança escrever um artigo para jornal e ler na mesma edição uma manchete a confirmar sua análise. Assim como pode ser prazeroso para um jornalista referendar, por meio de seu trabalho, as ideias do ídolo.

Nada disso adianta quando não coincide com o que o povo pensa e deseja. As oposições se acham superiores, mas estão apenas a léguas dos cidadãos. E são eles, os cidadãos, que elegem os governantes.

14 de Abril de 2013 10:28

Tarso Genro: a Globo não é o tomate

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz da Carta Maior artigo do governador Tarso Genro:


A  “Grande Mídia” é intolerante

Tarso Genro

Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no RS por ocasião do “Fórum da Liberdade”, que eu não participei e do “Fórum da Igualdade”, que eu participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo.  Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância  e a arrogância da  “Grande Mídia”,  para traficar os seus valores  -fundados no lucro e na anarquia do mercado- no sentido de os tornarem artificialmente universais.

Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também  entendo que  esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.

Tudo começou com a minha ausência no “Fórum da Liberdade”, onde eu participaria como autoridade da sessão inaugural e a minha presença no ‘Fórum da Igualdade”, para o qual eu fora convidado como conferencista de abertura, tendo como ouvintes sindicalistas, militantes de esquerda, parlamentares de partidos que formam no grupo de opinião que rejeita o projeto neoliberal e também dirigentes do movimentos sociais.

Este Fórum, com escassa repercussão midiática,  porque composto de grupos, entidades e pessoas com força econômica escassa,  para ter qualquer interferência promocional na grande mídia,  é diferente do  “Fórum da liberdade”. Este , como se sabe, é compostos por doutrinadores, empresários, executivos de empresas que defendem   -já de forma  um pouco monótona-   a redução dos gastos sociais (“improdutivos”), o “enxugamento do Estado” (nos salários e nas políticas sociais)  e a “redução da carga tributária”, não sem militar pelo  aumento dos investimentos públicos em infraestrutura, pelas renúncias fiscais e pelos financiamentos subsidiados para as grandes empresas.

É uma pauta legítima na sociedade que vivemos, é claro, mas que cumprida integralmente levaria o nosso país ao caos social, quem sabe a uma ruptura anárquica pela direita autoritária, já que a devastação das escassas políticas de coesão social mínima, que conseguimos implementar nos últimos anos, geraria uma revolta generalizada entre os pobres do país, que usufruem de direitos sociais muito limitados ainda hoje no nosso Brasil.   

A fala que proferi no “Fórum da Igualdade” despertou a ira no “Fórum da Liberdade” e também  uma divulgação viciada do conteúdo da minha palestra, interditando o debate que ali propus, através dos estereótipos de costume: “quer o controle da mídia”, “quer a censura a imprensa “, “quer vedar o direito de opinião”, etc. A  argumentação mais sólida que ofereceram foi o “exemplo tomate”.  Este exemplo, passará para a história da liberdade de imprensa no país, já que uma conhecida editorialista disse, mais ou menos o seguinte: “essa questão da mídia livre é que nem o tomate, que  está caro, ou seja, não se compra; se não gostou das matérias, muda de emissora ou  de jornal”.   Só que o tomate não é um a concessão pública, nem o acesso a ele está regulado pela Constituição Federal. Um detalhe insignificante que muda tudo. Vejamos o que eu disse no “Fórum da Igualdade.”

Tratei, fundamentalmente, de dois assuntos na minha palestra para os trabalhadores: primeiro, que as empresas de comunicação, em regra, não cumprem  a finalidade constitucional das concessões, pois a norma que as regula orienta que a  programação das emissoras  contemple conteúdos regionais, educativos, culturais,  e proteja os valores da família  -ou seja também tenha como sentido valorizar a comunidade familiar-  obviamente adequando-se à moralidade contemporânea.  Disse, ainda,  na minha fala,  que oitenta por cento dos programas sairiam do ar, se esta norma constitucional fosse cumprida.

Segundo, tratei da evolução da questão das liberdades, que percorreu a gênese da democracia. Primeiro como lutas pela “liberdade de pensamento”  (já que era vedado inclusive na intimidade, mesmo sem publicitar, desconfiar da validade da religião católica);   depois, como “luta pela liberdade de expressão”, já no Renascimento, quando alguns eruditos brilhantes começam a se libertar da dogmática religiosa absoluta e resolveram  expressar-se  em público como dissidentes “humanistas”  (os painéis de Michelangelo na Capela Sistina vêem um Deus Homem,  promovendo uma inversão figurativa  da Teologia: o Deus abstrato e longínquo  passa a ser concebido como um forte Homem concreto);    depois, abordei uma importante liberdade dos modernos, a “liberdade de imprensa”, que se consagra na Revolução Francesa, avassala a Europa ( liberdade de dizer em público e  imprimir o “dito”, que  subverte o monopólio da fala pelas elites) e torna-se um  valor democrático altamente respeitado.

Finalmente, abordei um quarto tema. A questão da “liberdade de fazer circular livremente as  opiniões”. Sustentei  que hoje existe uma absoluta desigualdade de meios,  para que as opiniões possam circular de maneira equânime, embora as redes na internet  tenham aberto novas fronteiras para a circulação da comunicação. Mas, atenção: as redes são acessíveis a todas as opiniões  (e é bom que o sejam), mas as TVs e Rádios das “Grandes Mídias” empresariais com tendência monopolista, não são acessíveis a todas as opiniões.

As opiniões, nas “Grandes Mídias”, inclusive  podem ser  (e frequentemente o são) filtradas, editadas, selecionados, distorcidas ou manipuladas, inclusive com o enquadramento dos jornalistas da própria empresa. Nem sempre, nem em todos os momentos,  nem em todas as empresas  de comunicação isso ocorre. Mas todas estão disponíveis para estes métodos, ao gosto dos seus proprietários.

Sustentei, portanto, que há um bloqueio radical da circulação da opinião, cuja divulgação é orientada pela empresa de comunicação,  a partir dos valores culturais, ideológicos e políticos  dos seus proprietários. Qual a sugestão que dei no Foro da Igualdade,  que me convidou para a fazer a abertura solene do seu evento? Censura? Expropriação de empresas? Não. Disse que o Estado deve promover políticas de financiamento e subsídios  (que as atuais instituições de comunicação empresariais inclusive já tem) e novos marcos regulatórios, para que possam surgir mil canais de comunicação, com  igualdade de qualidade tecnológica e profissional (com mais oportunidades de trabalho livre para os próprios jornalistas), através instituições de com unicação que não dependam   do mercado e dos grandes anunciantes.

Canais que possam  ter uma política de informação mais objetiva e aberta e um  debate político mais amplo do que a ladainha neoliberal. Canais que não adotem como mercadoria-notícia a escalada da cultura  da força e da violência, dentro da qual concorrem os principais meios de comunicação do país. Trata-se de dar novas oportunidades de escolha aos cidadãos, aos pais, às mães, aos consumidores, que somos todos nós, para que possamos ver e ouvir outras coisas, debater outras idéias, sem qualquer tipo de censura, seja  do Estado, seja dos proprietários das empresas e dos  seus anunciantes.

Isso certamente foi demais e a “circulação da opinião restrita”, que eu mencionara nos meus argumentos em favor  da “circulação da opinião mais livre”, foi comprovada pela voz massiva e monocórdia das respostas à palestra, que proferi aos trabalhadores. Revolveram a tese do “controle dos meios de comunicação pelo Estado”  -como se já não houvesse controle  do Estado, que é o poder concedente dos canais-  misturando este assunto com a minha ausência no Foro da Liberdade. O mesmo em que o Vice-Governador do Estado, em outro momento de abertura,  foi solenemente vaiado porque ousou dizer que o Governo Lula melhorou o Brasil.  

A  intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, também  neste episódio, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer,  para permitir  que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada, hoje  já mais sufocada pela força do poder econômico e da ganância. Estas questões não interessam ao “Foro da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte.

14 de Abril de 2013 09:00

Por que a Casa Grande odeia Chávez e Lula?

por redacao
 

 

 

Do site “Porra Cerra !”:

 

 

14 de Abril de 2013 08:30

PML e os jenios dos juros. Tudo por 0,09% !

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Moreira Leite – autor de “A outra história do mensalão”, que dá de 10 a 0 no livro do Ataulfo – no Blog do Miro:

A inflação e a batalha dos 0,09%

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A turma que vive de rendas nem disfarça mais. Por uma diferença de 0,09% no índice de inflação, começou o que pode ser a batalha final para o Banco Central interromper uma política de juros baixos.

Claro que ninguém pode ter um ponto de vista fanático e achar que os juros nunca podem subir. Altas podem ser necessárias, em situações extremas.

Mas é preciso avaliar a situação real.

Um primeiro aviso aos navegantes: quanto vale 0,09% em alguma coisa?

Economistas sérios sabem que todo dado de 0,0 alguma coisa é, em si, irrelevante. Não é sinal de nada. O problema é a tendência.

Este é o verdadeiro aviso aos navegantes: a inflação tem uma tendência de queda. O índice de 6,59% de março é a soma de 12 meses. Mas, em março, a inflação foi menor que a de fevereiro. (Os números são 0,47% contra 0,60%, respectivamente). Outro dado. Os alimentos, responsáveis pelas altas recentes – sem eles, a inflação não passaria de 4,5% — estão em queda.

Leia o que diz a nota analítica do Bradesco, hoje, após os números do IBGE:

“O movimento de descompressão do grupo alimentação deve se manter nos próximos meses. Na mesma direção, os preços de vestuário recuaram de uma alta de 0,55% em fevereiro para 0,15% em março. No sentido contrário, houve elevação de 0,51% do grupo habitação, sucedendo a queda de 2,38% dos preços em fevereiro, por conta da dissipação do reajuste de energia elétrica. Os núcleos mostraram aceleração em 12 meses, ainda que, na margem, tenham desacelerado em relação ao mês anterior. O índice de difusão registrou recuo de 72,33% para 69,04% no último mês, devolvendo a alta observada em fevereiro. Os serviços vieram em linha com o esperado, registrando alta de 0,26% entre fevereiro e março, levando o crescimento acumulado em doze meses de 8,66% para 8,37%. Para o ano de 2013, continuamos com a expectativa de alta de 5,4% do IPCA.”

Ou seja. Para o Bradesco, o IPCA chegará abaixo da meta no fim do ano.

Mas a pressão continua. Por que?

Porque não há um debate técnico sobre o assunto, como seria tão agradável acreditar. Há uma disputa política por renda — que pode se transformar num drible contra o governo Dilma.

Derrotados em agosto de 2011, quando o Banco Central jogou os juros para baixo, nossos rentistas não se conformam. Possuem um exercito de analistas e consultores em militância permanente para a reabertura do cassino financeiro.

Nos últimos meses, o grande empresariado obteve mais do que imaginava. O governo desonerou a folha de pagamentos. Baixou a conta de luz para consumidores e empresas. Abriu concessões generosas a iniciativa privada na área de infraestrutura. O saldo é um crescimento econômico, sob novas bases, em torno de 3% e 4%. Não é muito mas pode ser um bom começo.

A questão central do processo é e sempre foi o juro baixo. O consumidor precisa dele para ir as compras. O empresário também conta com isso para novos investimentos. A certeza do dinheiro barato estimula o crescimento. A incerteza inspira a retirada, o medo.

Não é preciso um aumento grande. Basta um movimento na direção aguardada. O impacto negativo será imenso e prolongado.

Não se manipula com expectativas bilionárias impunemente, como num jogo de vídeo game.

O problema é que imenso capital improdutivo brasileiro, aquele que é tão poderoso que tem tantas faces invisíveis – muitas só são reconhecidas quando autoridades aceitam bons empregos ao deixar o governo – não sabe viver de outra forma. Desfalcado de uma imensa receita assegurada no mercado financeiro, prepara a revanche.

Está conseguindo colocar a inflação como ponto essencial da agenda. Quando isso acontece, o cidadão já sabe. A “defesa da moeda” é a senha cívica para menos empregos, menos crescimento, menos crédito e menos consumo.

Do ponto de vista político, é uma armadilha para Dilma, que dentro de um ano e meio enfrentará as urnas onde vai buscar a reeleição.

Do ponto de vista da sociedade brasileira, é um retrocesso a um modelo concentrador de renda.

Do ponto de vista econômico, é um erro trágico e bisonho, que tem um antecedente mortífero.

Em novembro de 2011, o BC brasileiro cedeu às pressões do rentismo e deu um salto para cima nos juros – jogando a economia, já em declínio em relação ao ano anterior, num mar de incertezas e desconfiança. Erro semelhante, no final de 2008, criou amarras desnecessárias no esforço para livrar o país da catástrofe que se iniciou em 2008. O país recuperou-se em 2010, mas pagou um sofrimento que poderia ter sido evitado.

Ao explicar o colapso europeu dos últimos anos, o Premio Nobel Paul Krugmann vai direto ao ponto. Lembra que o Velho Mundo paga a conta de um Banco Central que fechava os olhos para o crescimento e tinha uma visão obsessiva pela redução da inflação. O resultado foi transformar a Europa num grande cemitério de empregos e esperanças.

Não vamos nos enganar. O debate de 0,09% é político.

14 de Abril de 2013 08:20

Incra e o Judiciário paralisam a reforma agrária, acusa Valmir

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz informação enviada pelo deputado Valmir Assunção, PT-Bahia:

Dos 523 processos envolvendo a reforma agrária no Brasil, 234 estão parados na Justiça Federal. Na Bahia, que é o Estado que possui o maior contingente de trabalhadores rurais acampados – cerca de 25 mil famílias –  87 processos estão parados a espera de uma decisão da justiça federal. Desses processos, 39 são para imissão de posse da terra, em uma área de 40 mil hectares, o que por si só seriam suficientes para assentar pelo menos 2 mil famílias.

Para o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), fundador do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras) na Bahia, a responsabilidade das desapropriações de terras é do Governo Federal, mas cabe à Justiça Federal a tarefa de emitir os títulos de posse e, consequentemente, assentar as famílias acampadas. Valmir destaca que por conta dessa morosidade da justiça, mais de R$ 1 bilhão em recursos para desapropriações estão depositados em juízo, à espera de uma decisão na imissão de posse.

No início da semana, cerca de cinco mil trabalhadores ligados ao MST iniciaram uma marcha de 41 quilômetros entre as cidades de Camaçari e Salvador, protestando contra a lentidão da reforma agrária. Os sem terras chegaram á capital baiana na última quinta-feira e desde então ocupam as dependências do Incra e do DNOCS.  Até o momento não houve qualquer avanço nas reivindicações dos sem terras, que no início do mês tiveram um dos seus líderes, Fábio Santos Silva, assassinado com 15 tiros na cidade de Iguaí, município da Região Sudoeste do Estado, onde também há conflitos pela posse da terra.

– Nem o ministro da reforma agrária nem o presidente do Incra se dispuseram a vir à Bahia discutir com as mais de 25 mil famílias de trabalhadores acampados e 45 mil famílias de assentados as suas reivindicações. Pelo contrário, há uma decisão do presidente do Incra em despejar os sem terras que ocupam a sede do órgão. Diante disso fica evidente a morosidade do Incra. É preciso mudar essa situação”, afirmou.

PT é o partido mais admirado

por Nogueira Junior
 
 
Partido do ex-presidente Lula é admirado por 34,3%, bem a frente do PSDB, o segundo, com 7,3% 
Jornal do Commercio 
“A despeito da condenação de alguns de seus quadros políticos envolvidos no chamado caso do mensalão, o PT é o partido mais admirado pelos recifenses. Na pesquisa espontânea, diante da pergunta “qual o partido político que você mais admira”, a legenda da presidente Dilma foi citada por 34,3% dos entrevistados, uma liderança com folga frente ao segundo colocado, o PSDB (7,3%). Por sinal, o segundo percentual mais alto nesta pesquisa espontânea não coube a um partido, mas ao índice de pessoas que disseram não admirar nenhum partido: 23,7%.
Mais informações » 
6 horas atrás

Aécio Neves quer impor “Censura Judicial” contra Novojornal

por Nogueira Junior
 
 
Derrotado na tentativa de fechar o Novojornal, através do procurador Jarbas Soares e no boicote comercial, Aécio Neves determina “Censura Judicial” 
Novojornal 
Desde a fundação do Novojornal, em 2006, o grupo político liderado por Aécio Neves, insatisfeito com a independência editorial do Novojornal, vem tentando fechar o portal jornalístico. No início, o fizeram através de uma campanha orquestrada por jornalistas ligados ao Palácio da Liberdade, comandados por Andréa Neves, na tentativa de desmoralizar o portal jornalístico, por meio de acusações contra seu diretor responsável, Marco Aurélio Carone.

Tal estratégia, adotada por dois anos, não obteve sucesso uma vez que as acusações partiam de jornalistas insatisfeitos por terem sido demitidos por Carone, dos veículos Jornal de Minas e Diário de Minas quando ele os dirigia na década de 80. A falsidade das acusações apontadas comprovou-se inclusive judicialmente.

Em 2008, diante da ineficiência da estratégia adotada em atacar o diretor responsável do Novojornal e diante do crescimento do portal jornalístico, com a comprovação das matérias publicadas, abrindo para o País uma janela sobre o que estava ocorrendo em Minas Gerais, também por iniciativa de Andréa, utilizando-se da Procuradoria Geral de Justiça, na época sob o comando do então procurador Geral Jarbas Soares, tentou-se empastelar o Novojornal, com sua retirada do ar.” Matéria Completa, ::AQUI:: 

7 horas atrás

Goiás é ‘omisso, inoperante ou envolvido’ com assassinatos, acusa ministra

por Nogueira Junior
 
Ministra Maria do Rosário ao lado de Rogério Sottili, secretário paulistano de Direitos Humanos (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)

Durante anúncio de federalização dos crimes contra 29 moradores rua em Goiânia, Maria do Rosário faz duros ataques à falta de atuação do estado no combate a grupos de extermínio 
João Paulo Soares, Rede Brasil Atual 
A secretária nacional de Direitos Humanos, ministra Maria do Rosário, fez ontem críticas duras à falta de atuação do Estado de Goiás no combate aos grupos de extermínios que desde agosto do ano passado mataram 29 moradores de rua na capital Goiânia, a 200 quilômetros de Brasília, sem que ninguém até agora tenha sido preso. 
Ao pedir a federalização de todo o processo de investigação policial e judicial sobre as mortes, a ministra acusou, em tom de desabafo, o aparelho de Estado goiano de “omissão, inoperância ou envolvimento” com os crimes. Goiás é governada por Marconi Perillo (PSDB), que foi flagrado pela Polícia Federal em conversas e negócios comprometedores com o ex-senador do DEM Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O bicheiro é acusado, nas operações Vegas e Monte Carlo da PF, de comandar o crime organizado em torno de máquinas caça-níqueis no país – cuja base seria justamente Goiás. As investigações vieram a público há um ano. O senador, que também é de Goiás e lá atuava como promotor público, foi cassado; o governador foi poupado. No Congresso Nacional, uma CPI foi instalada para aprofundar as relações políticas e empresariais com o esquema. A CPI do Cachoeira terminou meses depois sem relatório final e “abafada”, na grande imprensa, pelo julgamento da Ação Penal 470, conhecida por mensalão, no mesmo período. Mais informações » 

8 horas atrás

Um passo à frente

por Nogueira Junior
 
 
“Liberdade de expressão é um conceito em disputa. Apesar disso, uma de suas versões – a liberal – tem sido empunhada como bandeira de luta exatamente pelos representantes do sistema privado oligopolizado de comunicações. Paradoxalmente, em nome da liberdade de expressão, interdita-se o debate democrático sobre ela própria. 
Venício Lima, Carta Maior / Observatório da Imprensa. 
Chegou a hora de dar um passo à frente na questão da regulamentação das comunicações no Brasil. Certamente atingimos um ponto de esgotamento no que se refere ao diagnóstico básico da situação e à identificação de atores e de suas posições. As preliminares estão postas. É necessário avançar.

Os fatos conhecidos

Que a legislação do setor está defasada e que normas e princípios constitucionais aguardam regulamentação há quase 25 anos, é fato. Mais informações » 

9 horas atrás

Para crescer, Turquia joga tomates nos especuladores

por Nogueira Junior
 
 “País acaba de reduzir sua taxa de juros de 5,5% para 5% ao ano, embora a meta de inflação tenha sido estourada; México também reduziu juros depois de superar a meta, para estimular a atividade econômica; bancos centrais do mundo inteiro hoje discutem como  flexibilizar seus regimes de metas inflacionárias; decisão coloca ainda mais pressão sobre o Banco Central do Brasil, que, amanhã, revela sua decisão sobre a política monetária no Brasil; no resto do mundo, o lobby do tomate tem fracassado 

Brasil 247 
O Banco Central da Turquia acaba de anunciar: a taxa básica de juros da economia foi reduzida de 5,5% para 5%. O motivo é estimular a atividade econômica num país em que a meta inflacionária, de 5% ao ano, foi superada e só será alcançada, segundo o governo, no segundo semestre de 2013. Na prática, foi como se as autoridades monetárias turcas atirassem tomates nos especuladores. Mais informações » 

FESTIVAL LATINO AMERICANO DE INSTALAÇÃO DE SOFTWARE LIVRE

por Betho Flávio
 

 

Flisol-Rio de Janeiro – RJ

https://i0.wp.com/diogoleal.com/flisol/banner_internet.png

Local e horário

Responsáveis

* Diogo Leal (diogo@diogoleal.com) (Coordenador Geral)

* Calcio Heavy Metal (calcionit@gmail.com)

* Carlos Eduardo Mattos da Cruz (cadunicomail@gmail.com)

Inscrição

O FLISOL do Rio de Janeiro não possui inscrição, basta aparecer no dia 27/04 no CEFET – Maracanã.

Caso venha fazer uma instalação GNU/Linux no seu computador, não se esqueça de fazer os backups de seus arquivos pessoais.

Programação Auditório 1

Horário

Palestra

Palestrante

09:00 às 09:50

O que é este tal de software livre?

Cadunico

09:50 às 10:00

Web2Canvas (Lightning Talk)

Dodilei

10:10 às 11:00

PHP do Início ao Profissional

André Pfeiffer

11:00 às 11:10

ScrumForMe (Lightning Talk)

Entedi4do

11:00 às 12:00

Monitoramento de Redes e Servidores com Zabbix

Alessandro Silva

12:00 às 13:00

O Joomla! é a solução web ideal pra você?

Ariadne Pinheiro

13:00 às 14:00

Almoço

Almoço

14:00 às 15:00

Cultura livre e modelos de negocio

Henrique Barone

15:00 às 16:00

Computação Gráfica com Blender3D

Vitor Balbio

15:00 às 16:00

KDE

KDE Brasil

17:00 às 18:00

Mozilla: Projetos para a Open Web

Rodrigo Padula

Programação Auditório 2

Horário

Palestra

Palestrante

10:00 às 11:00

Apresentando OpenStreetMap

Arlindo

11:00 às 11:10

Brincando com o Inkscape (Lightning Talk)

Cadunico

11:10 às 12:00

Copyfight

Adriano Belisário

12:00 às 13:00

Projeto VRlivre

Giany Abreu & Sergio Graças

13:00 às 14:00

Almoço

Almoço

14:00 às 15:00

Gestão de Projetos com Software Livre

Cléo Mattos

15:00 às 16:00

Controlando sua casa pela internet utilizando Arduino

Maurício Féo

16:00 às 17:00

Introduzindo o Ubuntu na sua casa e nos seus negócios

Aprígio Simões

    • A programação do FLISOL – Rio de Janeiro, esta em desenvolvimento

Install Fest

O Install Fest ocorrá no pátio do CEFET, próximo ao auditório.

Para faciltar o install fest é necessário fazer o backup de seus arquivos, limpe o Sistema Operacional comCCleaner ou outra aplicação semelhante.

Remova os GBs de arquivos de backups e atualizações do sistema operacional e programas e execute o defrag.

PATROCINADORES

https://i1.wp.com/diogoleal.com/tmp/Novatec_Curvas_Menor.png

https://i2.wp.com/diogoleal.com/tmp/mozilla.png

UBUNTU BR

Deseja apoiar o evento? Entre em contato

uma hora atrás

A Monsanto quer patentear nossa comida

por Betho Flávio
 

de Conceição Lemes

Patentes para quê?

Dr. Rosinha, especial para o Viomundo

Recebi, na semana passada, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, a visita de uma delegação de deputados e deputadas da Alemanha. Geralmente, esse tipo de encontro é morno. Fazem-se as saudações de praxe, fala-se de amenidades conjunturais e renovam-se os convites para futuras visitas. Ao contrário do que estabelece o protocolo, no entanto, nesse encontro houve um debate rápido, mas caloroso sobre patentes.

Como de praxe, fiz a saudação, dei as boas-vindas e introduzi um tema. Contei que há cerca de dois anos, quando estive na Alemanha a convite do governo alemão, me surpreendeu o fato de que na maioria das reuniões com autoridades o tema das patentes estivesse em pauta, principalmente a ampliação do acordo TRIPs. Europeus e norte-americanos desejavam, e ainda desejam, o que chamam de acordo TRIPs Plus.

O acordo TRIPs (do inglês Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights, ou Acordo Relativo aos Aspectos do Direito da Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio) é um tratado internacional assinado em 1994 que estabelece os direitos de patentes. Ele é parte de um conjunto de tratados que encerrou a Rodada Uruguai e criou a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O acordo original garante o direito de patente por 20 anos. Com o TRIPs Plus, a indústria farmacêutica europeia e norte-americana quer ir além, estendendo esse prazo para 25 anos. Deseja também obter outras vantagens, tais como a patente de segundo uso (quando se descobre que determinado medicamento é eficaz no tratamento de mais de uma doença) e a patente de polimorfos (que se refere ao controle das diferentes formas de uma mesma substância química utilizada na fabricação de medicamentos).

A conversa transcorria amena até o momento em que me declarei contrário às patentes. Reagiram todos, alemães e brasileiros. Um só parlamentar alemão colocou-se na mesma posição que eu.

Mas esse texto não tem o objetivo de defender minha posição contrária às patentes de medicamentos especificamente, mas sim de chamar atenção para outro aspecto das patentes, também grave: a Monsanto e outras empresas de bioteconologia querem patentear nossa comida; vegetais e frutas que usamos como alimentos no dia-a-dia, como pepino, brócolis, melão, etc. Caso consigam, vão passar a cobrar royalties dos produtores pelo uso das sementes dessas culturas.

A Monsanto descobriu que há brechas nas leis europeias e, aproveitando-se disso, pede o patenteamento. Uma vez que a patente exista num país, as empresas passam, através de acordos comercias, a exigir que outros países as reconheçam e paguem por elas.

Há um discurso para enganar: as empresas de medicamentos e de biotecnologia afirmam que as patentes impulsionam as pesquisas e a inovação tecnológica. Para contestar esta premissa, lembro que em 1995 o Massachusetts Institute of Technology descobriu que dos 14 medicamentos que mais deram retorno do ponto de vista da indústria naquele último quarto do século passado, 11 tinham sua origem em trabalhos financiados pelo Estado.

Além desse dado, há outros estudos, entre os quais cito os de Michele Boldrin e David Levine, economistas do Fed (Banco Central dos EUA), que questionam o valor social das patentes. Eles afirmam que “não existe evidência empírica de que as patentes servem para aumentar a inovação ou a produtividade”.

Já Petra Moser, da Universidade Stanford, analisa a relação entre inovação e leis de patente e conclui que “no geral, o peso da evidência histórica (…) indica que políticas de patentes, que garantem fortes direitos de propriedade intelectual às primeiras gerações de inventores, podem desencorajar a inovação”.

De qualquer forma, há algo já identificado e inquestionável: as patentes criam monopólios e oligopólios.

Hoje já temos uma situação preocupante: a Monsanto possui patenteadas  na União Europeia 36% das variedades de tomates, 32% dos pimentões e 49% das variedades de couve-flor. Há que se dar um basta nisso.

Por séculos e séculos os agricultores escolheram, na maioria das vezes, dentro de sua própria colheita as sementes a serem plantadas para a próxima safra. Lembro-me perfeitamente disto: no interior do Paraná, meu pai, pequeno agricultor, tinha essa prática.

Não podemos negar e tampouco ignorar a tecnologia, mas também não podemos ficar reféns dos monopólios e oligopólios, principalmente de alimentos. A sociedade tem que reagir, para construir a nossa soberania alimentar.

Quanto ao debate com a delegação alemã, por conta do tempo escasso de ambas as partes, ficamos de retomá-lo em outra oportunidade.

Dr. Rosinha, médico pediatra, deputado federal (PT-PR), presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

2 horas atrás

Capriles foi instigado pela Casa Branca a não acatar o resultado das urnas

por Betho Flávio
 

 

Capriles não se conforma com a derrota e apela ao golpismo

 

ventriloco 2

Os venezuelanos elegeram Nicolás Maduro presidente com 50,75% dos votos. Derrotado com 48,97%, Capriles foi instigado pela Casa Branca a não acatar o resultado das urnas

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) – órgão equivalente ao nosso TSE – proclamou presidente eleito da Venezuela ao candidato chavista Nicolás Maduro, em cerimônia realizada na segunda-feira (15) em Caracas, com a presença de líderes políticos, ministros, comando das forças armadas, personalidades e corpo diplomático, enquanto uma multidão se concentrava nas imediações e festejava. Maduro venceu por 50,75% (7.563.747 votos) a 48,97% (7.298.491 votos) do oposicionista Henrique Capriles, uma diferença de 265.256 votos. Maduro venceu em 16 dos 24 estados, e irá prestar juramento na próxima sexta-feira (19).

  A participação foi de 79,17% do eleitorado, embora o voto seja opcional, e as eleições de domingo transcorreram na mais absoluta normalidade. O sistema eleitoral da Venezuela já foi considerado pelo ex-presidente dos EUA Jimmy Carter como “o melhor do mundo”, mas o derrotado, Capriles, se recusou a acatar o resultado das urnas, após ser incitado pela Casa Branca, que pediu a “recontagem dos votos”. Insuflados pelo perdedor, playboys incendiaram sedes do PSUV em dois estados, cercaram as emissoras de TV estatais na capital, queimaram veículos e assediaram parlamentares chavistas. Nove policiais ficaram feridos. Maduro convocou a população a defender a paz com mobilizações por todo o país na terça-feira, e “todos a Caracas na quarta-feira e na sexta-feira”, data do juramento. “Basta de abusos!”

BRASIL E CHINA

A vitória de Maduro foi saudada pelo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Rússia, China, Equador, Bolívia e Irã, entre outros. Ao felicitar Maduro por telefone, a presidente Dilma Roussef destacou a “normalidade do pleito”. Em Belo Horizonte, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ingerência dos EUA, e pediu uma salva de palmas para Maduro. Os americanos “frequentemente se metem a discutir uma eleição (…). Por que não se preocupam com eles mesmos e nos deixam decidir nosso destino?”, questionou.

A missão da Unasul – União das Nações Sul-americanas – que observou as eleições na Venezuela saudou o “espírito cívico e democrático demonstrado pelo povo venezuelano no ato eleitoral” e pediu respeito aos resultados. “A Unasul declara – como sustentou desde sua instalação no país – que tais resultados devem ser respeitados por emanarem do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), única autoridade competente na questão segundo as disposições constitucionais e legais” da Venezuela. Qualquer questionamento deverá ser “canalizado e resolvido dentro do ordenamento jurídico vigente”.

Na noite de domingo, Maduro havia assinalado que a força da revolução em curso no país havia obtido um “triunfo justo, constitucional, legal e popular”. “Maioria é maioria e deve-se respeitar a democracia”. “Não se pode buscar emboscadas, inventos contra a soberania popular. Isso só tem um nome, golpismo. Quem pretender vulnerar a maioria da democracia pretende dar um golpe de Estado”, acrescentou. “Eu disse ontem e hoje, vocês me escutaram, se ganho com um voto, ganhei, se perco com um voto entrego imediatamente em respeito a esta Constituição; já o poder eleitoral disse qual é a vontade deste povo”.

Diante dos incêndios de sedes do PSUV e outros atos golpistas, Maduro advertiu; “Esta é a Venezuela que vocês querem? Esta é a Venezuela que você promoverá, candidato perdedor? Você é responsável por este incêndio, faço-te responsável por este incêndio (…) e se há feridos ou mortos você é o responsável”, afirmou, dirigindo-se a Capriles.

MAIORIA

Em termos absolutos, o resultado faz de Maduro o segundo presidente mais votado da história da Venezuela, só atrás do próprio Chávez. Capriles, que agora faz profissão de fé golpista pela diferença de votação ter sido estreita (1,78%), em dezembro, ao ser eleito governador, o foi por um diferencial ínfimo, de 30.000 votos. Em maio de 2012, a diferença de votos na França entre François Hollande e Nicolas Sarkozy foi de apenas 3,28% mas ninguém achou que podia por em questão o resultado.

“Não foi uma campanha eleitoral o que fizeram, foi uma guerra contra o povo. Iam apagar o país durante três dias. Não fosse por PDVAL e Mercal [redes estatais de distribuição de alimentos] o povo teria ficado desabastecido”, assinalou Maduro sobre o confronto eleitoral. “Querem matar a revolução e matando a revolução querem acabar com todas as conquistas e entregar esta pátria ao império norte-americano”, concluiu o presidente eleito.

                                                                  ANTONIO PIMENTA

3 horas atrás

Sete socialistas são mortos por grupos fascistas na Venezuela

por Betho Flávio
 

 

Caracas, 16 abr (EFE).- O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, também governante encarregado do país, responsabilizou nesta terça-feira o líder opositor Henrique Capriles pelas mortes ocorridas ontem em incidentes no país e disse que ele terá que responder por isso perante a Constituição e a lei.

“(Capriles) tem que responder perante a Constituição, perante a história e perante a lei, porque o senhor é responsável pelos mortos que hoje estamos velando”, disse Maduro durante um ato de governo.

Ao menos sete pessoas foram mortas e outras 61 ficaram feridas em confrontos entre chavistas e opositores após a apertada vitória de Maduro nas eleições de domingo.

– Disse que vão fazer uma marcha em Caracas. Não vou permitir. Pulso firme com os fascistas…senhor amarelo, você é responsável pelos mortos que estamos velando – acrescentou Maduro, se referindo a Capriles.

A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, disse ainda que 135 pessoas foram detidas por conta dos protestos em vários estados do país. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, também acusou Capriles de fomentar a violência e afirmou que pedirá ao congresso para investigar o caso.

“Fascismo puro, assaltaram e destruíram o CDI (Centros Médicos de Diagnóstico Integral), perseguindo médicos, queimaram casas, foi você que gerou tudo isso, Capriles, irresponsável”, escreveu Cabello em sua conta no Twitter. “Capriles, fascista, me encarregarei pessoalmente que você pague todos os danos que está fazendo ao nosso país e ao nosso povo”.

 

Foto: Archivo AVN

Caracas, 16 Abr. AVN.- Chavistas y seguidores del presidente electo Nicolás Maduro conforman el grupo de siete víctimas fallecidas durante la oleada de hechos perpetrados en todo el país luego de que el excandidato antichavista y gobernador de Miranda, Henrique Capriles, incitara a la violencia ayer lunes.

Después del llamado hecho por el gobernador de Miranda y excandidato a “descargar su arrechera” ante la frustración de haber perdido los comicios del pasado 14 de abril, la escalada violenta hecha por fuerzas de choque estuvo dirigida contra chavistas y el pueblo que respalda a la opción socialista, la cual generó siete fallecidos y 61 heridos, informó hoy el Ministerio Público.

Las víctimas son de Miranda (2), Zulia (3) y Sucre (1); además de la quema de ocho Centros de Diagnóstico Integral (CDI), tres casas del Partido Socialista Unido de Venezuela (Psuv) y tres sucursales de Mercal, donde fueron agredidos verbalmente y asediados quienes laboran en dichos espacios.

Entre las víctimas fueron asesinados, con arma de fuego, el líder y luchador social de Baruta, José Luis Ponce, quien fue abaleado junto a su esposa, Rosilis Reyes mientras grupos golpistas asediaron y quemaron el CDI de Piedra Azul, ubicado en el sector La Limonera de esta localidad.

Las víctimas “se encontraban en la entrada de la urbanización, gritando consignas a favor del triunfo del presidente Nicolás Maduro, cuando pasó una caravana opositora y se efectuaron disparos”, relató sobre este hecho el canciller Elías Jaua, durante un encuentro con el cuerpo diplomático realizado la mañana de hoy martes en la sede de la Cancillería.

Jaua resaltó que los ataques donde fallecieron estas personas responden al rechazo de la burguesía hacia las comunidades que recientemente llegarón a habitar este urbanismo de la Gran Misión VIvienda Venezuela, ubicado al este de Caracas “donde los sectores sociales pudientes creen que es un privilegio territorial de ellos ,exclusivamente, de vivir en esa zona”, criticó.

“Por eso se desató el odio contra esa comunidad, porque son pobres y viven en Baruta”, exclamó.

Asimismo, en Cumanacoa, municipio Montes del estado Sucre, fue asesinado a tiros el militante Ender Agreda, y resultaron heridos Moisés Idrogo y Álvaro Bastardo, también seguidores del proceso revolucionario, en un hecho violento acaecido la noche de este lunes por parte de la ultraderecha.

De las tres víctimas en Zulia una fue Luis García Polanco, de 24 años, quien se encontraba con un grupo de jóvenes revolucionarios frente a la sede del Consejo Nacional Electoral (CNE), donde fue abaleado por manifestar su rechazo al llamado violento hecho por Capriles.

En Táchira, el joven revolucionario Henry Manuel Rangel, de 32 años de edad recibió tres impactos de balas en la espalda tras discutir con grupos armados antichavistas.

Ayer lunes, el presidente de la República, Nicolás Maduro, responsabilizó de estas y otras acciones al candidato derrotado, Henrique Capriles, quien se niega a aceptar los resultados del CNE y promueve un golpe de Estado.

Este martes, la Fiscal General, Luisa Ortega Díaz, expresó que no descarta la posibilidad de que el llamado y las convocatorias a marchas y concentraciones con acento violento, tengan la intención de atentar contra la vida.

Aseguró que el Ministerio Público aplicará todo el peso de la ley y ejercerá las medidas necesarias en garantía plena de los derechos ciudadanos de todos los venezolanos.

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Tradução do Google

Caracas, 16 de Maio. AVN -. Chavistas e simpatizantes de Nicolas Maduro presidente eleito compõem o grupo de sete vítimas mortas durante a onda de atos cometidos no país após o ex-candidato e anti-Chávez governador de Miranda, Capriles Henrique, incitação à violência segunda-feira.

Depois do apelo feito pelo governador de Miranda e ex-candidato a “baixar o seu arrechera” para a frustração de ter perdido as eleições de 14 de abril a escalada de violência feita por forças de impacto era dirigido contra Chávez e as pessoas por trás do opção socialista, que gerou sete mortos e 61 feridos, disse o Procurador Geral.

As vítimas são Miranda (2), Zulia (3) e Sucre (1), além de queimar oito Centros de Diagnóstico Integral (CDI), três casas do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e três filiais da Mercal, onde foram atacados e perseguidos verbalmente aqueles que trabalham em tais espaços.

Entre as vítimas foram mortas com uma arma de fogo, o líder e ativista social de Baruta, José Luis Ponce, que foi baleado junto com sua esposa, enquanto os grupos golpistas Reyes Rosilis cercado e queimaram a Pedra Azul CDI, localizado no La Limonera da cidade.

As vítimas “foram na entrada do empreendimento, gritando palavras de ordem em favor do presidente Nicolas Maduro triunfo, quando ele passou por uma oposição caravana e foram disparados tiros”, disse o ministro das Relações Exteriores sobre este fato Elias Jaua, durante uma reunião com o corpo diplomático realizada na manhã terça-feira na sede do Ministério das Relações Exteriores.

Jaua ressaltou que os ataques que mataram essas pessoas respondem a rejeição da burguesia para as comunidades que recentemente vieram a habitar esta urbanismo da Grande Missão Moradia Venezuela, localizado a leste de Caracas “, onde ricos setores sociais acreditam que é um privilégio territorial los exclusivamente viver nessa área “, reclamou ele.

“Então, eles desencadearam o ódio contra essa comunidade, porque eles são pobres e vivem em Baruta”, exclamou.

Também em Cumanacoa município de Montes estado Sucre, foi morto a tiros Ender Agreda militante e feridos Álvaro Moisés Idrogo e Bastardo, também seguidores do processo revolucionário em um evento violento ocorreu na noite de segunda-feira pela extrema-direita .

Das três vítimas em Zulia uma era  Luis Garcia Polanco, 24 anos, que estava com um grupo de jovens revolucionários em frente à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que foi baleado por expressar sua oposição à chamada feita por Capriles violentos .

Em Táchira,  o jovem revolucionário Henry Manuel Rangel, de 32 anos, foi atingido por três balas nas costas após uma discussão com grupos armados antichavistas.

Na segunda-feira, o Presidente da República, Nicolas Maduro, culpou as ações destes e de outros por candidato derrotado Henrique Capriles, que se recusa a aceitar os resultados do CNE e promove um golpe.

Na terça-feira, o procurador-geral, Luisa Ortega Díaz, disse que  não descarta a possibilidade de que a chamada e as chamadas para marchas e toques de violência, com a intenção de assassinar.

Ele disse que a Procuradoria Geral aplicar todo o peso da lei e exercer as medidas necessárias para garantir os direitos de cidadania plena de todos os venezuelanos.

AVN 2013/04/16 13:17

4 horas atrás

Deputado ‘ex-gay’ admite que pode ter recaídas: “A carne é fraca”

por Betho Flávio
 

Apesar de suas convicções, o religioso ainda titubeia quando volta seus olhos para o mundo terreno. “O pastor é humano. Claro que eu tenho medo de recaída. Eu não posso ficar junto de um homem muito tempo porque a carne é fraca”, e o osso é duro, né pastor?

Deputado do PSB da Bahia, Pastor Sargento Isidório alega ser ‘ex-homossexual’, mas teme recaídas./ Foto: Divulgação

Em entrevista ao site Bahia Notícias, o deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PSB-BA), que tem gerado polêmicas pelas afirmações de ser um ‘ex-gay’, explicou o que considera ser ‘a cura pela fé’. Responsável pela Fundação Doutor Jesus, centro de reabilitação para dependentes químicos localizado em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, o parlamentar se diz “ex-homossexual, ex-drogado e ex-bandido”. Ele também afirma ter “quase certeza” de ter sido infectado pelo vírus HIV – embora não haja diagnóstico que comprove a assertiva– e curado “pela fé”.

Diante dos protestos que envolvem a permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, Isidório subiu à tribuna e defendeu o colega. Na entrevista ao Bahia Notícias, ele ratificou as posições de Feliciano e defendeu inclusive a afirmação do parlamentar de que “africanos são descendentes amaldiçoados de Noé”. “A viadagem da África, quando viu dois cabras bons, bonitos, musculosos, saiu atrás. (…) [Por isso], o Pastor Marco Feliciano falava que por causa do pecado lá naquela região onde a pele é mais negra aconteceu a maldição” (sic), interpretou. Ele diz que ficou insatisfeito com uma nota de repúdio lançada pelo PSB e credita o comunicado “aos viados e viadas lá de dentro”, além de discordar das posições da presidente estadual da legenda, a senadora Lídice da Mata. “Ela é de Oxum e eu sou de Jesus. Eu também já fui de Oxum quando era homossexual”, comparou. Ao salientar não temer ser expulso da sigla, afirmou que “se essas desgraças [partidos] prestassem, eram inteiros” (sic).

5 horas atrás

Colunista de O Globo propõe golpe na Venezuela

por Betho Flávio
 

Agenda golpista

 merval-e-imortais (1) Merval é o fardado

Colunista do Globo diz que Henrique Capriles é o vencedor moral da eleição venezuelana deste domingo e afirma que a vitória com apenas dois pontos de vantagem de Nicolás Maduro garante ao chavista apenas três anos de mandato; depois disso, ele sugere um referendo revogatório.

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7 horas atrás

Na Venezuela a mídia faz guerra psicológica a serviço dos EUA

por Betho Flávio
 

Venezuela com Maduro: Crianças jogam futebol, o vendedor de sapatos Guerman Varela e a estudante de Odontologia Débora Antequera felizes com a vitória. Fotos: Joka Madruga

por Leonardo Wexell Severo, de Caracas, no ComunicaSul

“Há uma guerra psicológica para a oposição apátrida, que serve aos interesses dos Estados Unidos. Eles escondem a comida para especular e falam em escassez de alimentos; eram os que entregavam o petróleo aos estrangeiros e agora falam em uso indevido dos recursos para as missões sociais. Nas urnas, elegendo Nicolás Maduro, o povo venezuelano reafirmou o caminho de Chávez pelos pobres e disse não aos bandidos e ladrões”.

A análise de German Varela sobre a vitória eleitoral de Nicolás Maduro para a presidência da República mais parece a de um sociólogo ou “politólogo”, como atualmente são chamados alguns analistas. Mas German, vendedor de sapatos na Feira Popular localizada próximo à estação Belas Artes do metrô, em Caracas, é um “filho da revolução bolivariana”. Um processo que, para ser vitorioso, apostou na formação política e ideológica de milhões de homens e mulheres.

Pelas ruas da capital venezuelana, em meio à estridente convocação do candidato oposicionista Henrique Capriles – com a sua parafernália midiática – para que a população não reconhecesse a derrota eleitoral, presenciamos nesta segunda-feira (15) de ressaca pós-eleitoral, a maior das naturalidades, com meninos jogando futebol, a simpatia dos habitantes e o trânsito caótico de sempre.

“OPOSIÇÃO SERVIL AO IMPERIALISMO”

Ao comparecer ao Conselho Nacional Eleitoral, onde foi declarado presidente eleito, Nicolás Maduro disse confiar na sabedoria popular ao não cair no jogo de uma “oposição servil ao imperialismo”.

Maduro avalia que o delírio golpista é próprio dos que são vítimas de uma “overdose de ódio e de vingança, dos que querem acabar com uma revolução que é símbolo de amor”.

Mas o ódio de Henrique Capriles à revolução bolivariana é proporcional à sua submissão aos EUA que, carente de petróleo, busca novamente tomar de assalto as maiores reservas provadas do “ouro negro” do mundo.

Assim como usou bombas contra o povo líbio e iraquiano, o império se utiliza do bombardeio midiático para se apropriar das imensas riquezas da Petróleos de Venezuela (PDVSA), colocada por Chávez em função dos interesses da nação. Os ativos da estatal alcançaram cerca de US$ 115,9 bilhões no final de 2012, com um incremento de 18% sobre 2011.

No total, os ativos mundiais da empresa somaram mais de US$ 218,42 bilhões, e cresceram cerca de US$ 36,27 bilhões em relação a 2011. Os rendimentos de 2012 foram de US$ 124,4 bilhões, o lucro bruto ficou em torno de US$ 28,8 bilhões e o lucro líquido atingiu US$ 4,2 bilhões. Projetando o futuro, os investimentos realizados pela PDVSA alcançaram mais de US$ 24,5 bilhões, com um aumento de 36% em relação a 2011.

É justamente esta injeção de recursos que vem possibilitando que o país trilhe o caminho do desenvolvimento ampliando conquistas e direitos. Conforme o coordenador Internacional da Central Bolivariana Socialista dos Trabalhadores da Cidade, do Campo e da Pesca da Venezuela (CBST), Jacobo Torres, em maio entrará em vigor a nova Lei Orgânica do Trabalho, que melhorará as condições de vida dos trabalhadores.

Entre outros avanços, o texto reduz a jornada para 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina a demissão sem justa causa, estabelece licenças de seis semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz.

PENSAR COM A PRÓPRIA CABEÇA

Ostentando um boné chavista do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), German acredita que a revolução estimulou as pessoas a pensarem com a própria cabeça e que chegou a hora de, mais do que caminhar com os próprios pés, “acelerar na construção de uma nova sociedade”.

Cursando o segundo ano de odontologia, Débora Antequera considera que o principal legado de Chávez foi a “grande atenção que deu aos mais pobres, particularmente com as missões sociais”, por meio de investimentos na saúde e na educação públicas. Caminhando sorridente pelas ruas de Caracas, Débora explica porque a cidade foi eleita “capital da alegria”: “temos confiança e esperança num futuro melhor”.

Com 78 anos “bem vividos”, Henry Avendaño León, aposentado que começou a trabalhar no dia 27 de julho de 1954, lembra que “um dia depois, nasceu Chávez”. “Desde que o presidente assumiu, nunca deixou de nos assistir e isso é muito importante, porque prometer é diferente de cumprir. Chávez sempre cumpriu. Eu fiquei de 1995 a 1998 lutando sem nada e foi só com o triunfo da revolução que comecei a receber minha aposentadoria”, declarou.

Vendedor de camisetas e militante do Partido Comunista da Venezuela (PCV), Luiz Alvares avalia que o resultado eleitoral “reafirma a democracia, a participação e o protagonismo dos venezuelanos neste processo de mudanças rumo ao socialismo”.

Para Alvares, a vantagem de cerca de 2% dos votos de Maduro sobre o direitista Henrique Capriles se deveu a “uma espécie de triunfalismo”, uma “confiança” que acabou desmobilizando parte da militância. Agora, defende, “é o momento de radicalizar mais o processo e investir no fortalecimento político-ideológico da nossa condução para aumentar o nível de consciência do nosso povo”.

Ao mesmo tempo em que alguns países desenvolvidos estão promovendo a redução dos direitos sociais e trabalhistas, em maio entrará em vigor na Venezuela a nova Lei Orgânica do Trabalho, buscando melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Empresas e estabelecimentos comerciais tiveram um ano de prazo para adaptar-se à nova norma, que substituirá a legislação vigente desde 1936.

Entre outros avanços, o texto estabelece uma jornada de 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina-se a demissão sem justificativa, constitui-se um Fundo Nacional de Prestações, se estabelecem licenças de seis semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz

Comerciante, Doris Alvarez disse que votou para “seguir adiante um processo que defendeu e continuará ampliando o direito das mulheres”.

“RESPOSTA CONTUNDENTE AOS GOLPISTAS”

Estudante de comunicação social na Universidade Bolivariana, Reni Marrero, pegou seu megafone e convocou amigos e simpatizantes para ir às ruas “defender o resultado apurado pelo Conselho Nacional Eleitoral”. “Esse é um ato de civismo e uma resposta contundente aos que querem desacatar a decisão das urnas divulgada pelo CNE, num processo eleitoral reconhecido internacionalmente, inclusive pelo Centro Carter, de referência para o mundo”.

Coordenadora de Políticas Especiais da Universidade Bolivariana da Venezuela (UBV), Jaqueline Romero, contesta os “monopólios privados de comunicação, que repetem há 14 anos a mesma ladainha em defesa dos milionários e de seus bens”. “Estou mobilizada em favor de Maduro porque este processo é das grandes maiorias contra a oligarquia e precisamos defendê-lo até com nossas vidas, se preciso for. Este foi o legado que nos deixou Chávez”, frisou.

Professora do programa de Formação Social da UBV, Yajaira Machado lembra que a revolução bolivariana utilizou os recursos do petróleo para fomentar o crescimento econômico com justiça social. “Na saúde, tudo era privatizado. Os trabalhadores não tinham direitos, o salário era muito baixo e muitas pessoas não tinham sequer o que comer. Hoje estamos caminhando rumo ao futuro. Infelizmente, o candidato da oposição não reconhece esses avanços e usa a mídia privada para nos enfraquecer. Mas a revolução segue ainda mais fortalecida”, sublinhou Yajaira.

Para o articulista Clodovaldo Hernandéz, ao escolher Nicolás Maduro para sua sucessão o presidente recém-falecido acertou, “inclusive na hora terrível de ditar as instruções a seguir logo após sua morte”. “Até desde esse presumível nada que significa a morte, ele é capaz de construir algo. Chávez soube ver o povo aonde outros viam um espaço vazio”.

8 horas atrás

O estado é laico, mas o dinheiro não

por Betho Flávio
 

Fábrica de Felicianos – Essa política de irrigar com dinheiro público grupos religiosos e consequentemente entregando dependentes químicos nas mãos de “deus”, com certeza não é a melhor maneira de se tratar um viciado. A maioria destas entidades não teem a mínima estrutura para tratar dependentes,  que literalmente ficarão ao “deus dará”.

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Política de drogas: Planalto manda liberar verba para grupos religiosos — “Temos algumas preocupações, como acompanhar a execução dos contratos para corrigir rumos. Sabemos que o viés religioso predomina. Não sei se é bom ou ruim, mas é o que temos hoje — disse o secretário.”

 

<br />Mauro Costa, interino da Senad: verba liberada para entidades por ordem do Planalto<br />Foto: Agência O Globo / Ailton de Freitaseio

 

Mauro Costa, interino da Senad: verba liberada para entidades por ordem do PlanaltoAgência O Globo / Ailton de Freitas

BRASÍLIA — Em meio à polêmica sobre a votação do projeto de lei que prevê a internação compulsória de dependentes químicos e deve ser votado esta semana na Câmara, o Palácio do Planalto passou a pressionar a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) a liberar recursos para as comunidades terapêuticas, entidades de cunho religioso (ligadas a grupos católicos e evangélicos) que abrigam dependentes de drogas.

Enquanto isso, a Senad — vinculada ao Ministério da Justiça — enfrenta uma debandada de especialistas e, há uma semana, é comandada por um secretário interino. A secretária Paulina Duarte deixou a função. Outros dois subordinados também estão deixando seus cargos. A Senad tem em caixa R$ 130 milhões para tratamento de dependentes.

No exercício do cargo desde janeiro de 2011, Paulina não assinou um único convênio com comunidades terapêuticas. Projetos a serem financiados já foram selecionados em março deste ano. Além disso, a então secretária elaborou uma nota técnica com críticas ao projeto de lei que cria um financiamento específico para essas entidades de cunho religioso. A votação do projeto está prevista para hoje no plenário da Câmara.

Oficialmente, o governo sustenta que Paulina Duarte saiu da Senad para assumir um cargo na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington. A exoneração não foi feita a pedido e foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 9, retroativa ao dia 1º. A ministra da Casa Civil assinou o ato quatro dias depois de receber em seu gabinete 13 representantes de associações nacionais de comunidades terapêuticas. Na reunião, os líderes religiosos — vinculados a igrejas evangélicas e à Igreja Católica — pediram a Gleisi a imediata nomeação de Mauro Costa para o cargo. Ele virou secretário interino no mesmo ato que exonerou Paulina.

A saída da secretária não foi um ato isolado. Número dois da Senad, Cátia Betânia Chagas pediu para deixar o cargo de diretora de Planejamento e Avaliação de Políticas sobre Drogas, o que ocorreu dois dias depois. Ela reassumiu uma função técnica no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Na próxima sexta-feira, Vladimir de Andrade Stempliuk deixará a função de diretor de Projetos Estratégicos e Assuntos Internacionais para retornar ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O secretário interino sustenta que é apenas um executor no exercício do cargo e que cumprirá as ordens do Palácio do Planalto. Questionado sobre o viés religioso comum a praticamente todas as comunidades terapêuticas, Costa diz que a Senad tem conhecimento dessa realidade e que esse fator não é determinante para a liberação do dinheiro. As entidades precisam apresentar um projeto terapêutico.

— Temos algumas preocupações, como acompanhar a execução dos contratos para corrigir rumos. Sabemos que o viés religioso predomina. Não sei se é bom ou ruim, mas é o que temos hoje — disse o secretário.

Oito comunidades terapêuticas já foram selecionadas dentro do edital que prevê a liberação de R$ 130 milhões, publicado em novembro de 2012. Todas elas apresentaram “pendências formais”, segundo Costa. Como cinco forneceram os documentos exigidos, a contratação ocorrerá nos próximos dias, sem licitação. O repasse é de R$ 1 mil por mês para cada adulto internado e de R$ 1,5 mil para cada criança ou adolescente.

“Entidades sem estrutura são ajudadas”

As comunidades terapêuticas estão no cerne do projeto de lei nº 7.663/2010, previsto para entrar na pauta de votação de hoje no plenário da Câmara. A proposta é criar uma fonte de financiamento às entidades paralela ao SUS, o que é criticado por áreas técnicas do Ministério da Saúde e da Secretaria-Geral da Presidência da República. O projeto prevê ainda um cadastro nacional de usuários de drogas.

Com Globo Online

10 horas atrás

XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

por Betho Flávio
 

Do blog Solidários

Os organizadores da XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, que vai ocorrer entre os dias 13 e 15 de junho de 2013 em Foz do Iguaçu-Paraná, já colocaram no ar o site oficial do evento.

Havíamos informado aqui no Blog Solidários que a Convenção de Solidariedade a Cuba ocorreria nos dias 6,7 e 8 de junho. No entanto, parece que as datas foram adiadas.

Confira aqui chamada no facebook para a Convenção.

No site da XXI Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba o interessado em participar pode fazer sua inscrição, saber onde hospedar (com duas opões, incluindo uma hospedagem solidária) e ainda ter mais informações sobre o evento.

Lembrando que os principais temas a serem discutidos durante a Convenção serão: formas de solidariedade ao povo cubano; a campanha midiática internacional contra Cuba; a luta pela libertação dos cinco heróis presos nos EUA; a luta contra o bloqueio econômico e financeiro a Cuba; a organização das Brigadas Internacionais para Cuba e o fechamento da base militar de Guantánamo.

A XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba está sendo organizada pela Associação Cultural José Martí do Paraná, a seção paranaense do CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de solidariedade aos povos e Luta pela paz e a seção brasileira do ICAP – Instituto Cubano de Amizades com os Povos.

E a primeira vez que a Convenção é realizada no Paraná e também é a primeira vez fora de uma capital.

As duas últimas Convenções com Cuba foram realizadas em 2011 em São Paulo-SP e em 2012 em Salvador-BA com grande sucesso.

10 horas atrás

Presidente da CBF paga R$ 70 milhões por um imóvel de R$ 39 milhões

por Betho Flávio
 

Folha SP

LEANDRO COLON e  MARTÍN FERNANDEZ ENVIADOS ESPECIAIS AO RIO

SÉRGIO RANGEL DO RIO

O presidente da CBF, José Maria Marin, assinou um negócio superfaturado na compra da futura sede da entidade no Rio, apontam documentos obtidos pela Folha.

O prédio, com oito salas comerciais e 6.642,83 metros quadrados na Barra da Tijuca (bairro nobre na zona oeste da cidade), custou à confederação R$ 70 milhões.

Marin anunciou o negócio por esse valor em 27 de junho de 2012, mas só formalizou a compra em 31 de agosto.

Editoria de Arte/Folhapress

Neste intervalo, a empreiteira que ergueu o prédio negociou cinco das oito salas para intermediários por R$ 12 milhões. As mesmas salas foram repassadas para a CBF por R$ 43 milhões.

As outras três salas foram vendidas diretamente para a entidade por R$ 27 milhões.

Caso tivesse pagado o mesmo valor que os intermediários pelas cinco salas (R$ 12 milhões), a CBF teria desembolsado no máximo R$ 39 milhões pelo complexo todo. Ou seja, R$ 31 milhões a menos do que os R$ 70 milhões que efetivamente pagou.

Procuradas, a entidade e as empresas envolvidas negaram haver irregularidades.

O NEGÓCIO

A CBF pagou R$ 15,2 milhões por três das cinco salas que comprou de intermediários. A Aprazível Empreendimentos recebeu um cheque de R$ 12,2 milhões e outros R$ 3,05 milhões foram pagos, segundo os documentos obtidos pela Folha, “anteriormente”, sem mais detalhes.

Dois meses antes, em 28 de junho, a Aprazível havia recebido as três salas por R$ 8,5 milhões, da BT Empreendimentos, que ergueu o prédio.

Em 10 de julho, a D’Araújo Incorporação registrou a compra de uma sala e de garagens no prédio por R$ 2,5 milhões –mencionando acerto que havia ocorrido em dezembro de 2009.

A D’Araújo vendeu sua unidade à CBF, em 31 de agosto, por R$ 13,95 milhões (5,5 vezes superior ao que havia pago para a BT). Do total, R$ 11,1 milhões foram pagos em cheque e R$ 2,79 milhões em “moeda corrente já recebidos anteriormente”.

No mesmo 31 de agosto, Marin registrou a compra de uma outra sala (e garagens) por R$ 13,75 milhões, sendo 70% da Zayd Empreendimentos 2025 Ltda. e 30% da BT.

Deste valor, foram R$ 11 milhões em cheque. Os demais R$ 2,75 milhões em “moeda corrente”, “recebidos anteriormente”. Os papéis indicam que a valorização desta parte específica do prédio pode ter sido de até dez vezes.

Semanas antes, no dia 17 de julho, a Zayd 2025 registrou em cartório que seus 70% foram comprados por R$ 902 mil da BT, mencionando que este negócio fora acertado em junho de 2009.

Só essa empresa recebeu R$ 9,9 milhões da CBF. Outros R$ 3,8 milhões ficaram com a BT.

Há ainda outras três salas vendidas diretamente pela BT para a CBF. Por elas, Marin pagou R$ 27 milhões.

A futura sede está em reforma e, por isso, a CBF ainda desembolsa R$ 130 mil mensais de aluguel para ocupar um andar em um condomínio de luxo na Barra, que ocupa desde 2002.

Novo prédio da CBF, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, passa por obras; nova sede foi comprada por R$ 70 milhões

COFRES CHEIOS

Marin, 80, assumiu a presidência da CBF em março de 2012 após Ricardo Teixeira, alvo de suspeitas de corrupção, deixar o cargo.

Com isso, Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, amigo de Marin, tornou-se vice-presidente e primeiro na linha sucessória da entidade.

Enquanto Marin ficou com a presidência da CBF e do comitê organizador da Copa-2014, Del Nero herdou o assento de Teixeira no Comitê-Executivo da Fifa.

Marin e Del Nero assumiram a confederação com cofres cheios. Segundo o último balanço disponível, a entidade teve um lucro de R$ 73 milhões em 2011.

10 horas atrás

Venezuela: Maduro denuncia que está a caminho um golpe de estado

por Betho Flávio
 

Barricada erguida por partidários de Capriles: democratas?

por Rodrigo Vianna

Interessa aos partidários de Henrique Capriles criar um clima de confrontação. Para os chavistas, o melhor seria aguentar provocações, sem permitir que a situação desande para a confrontação nas ruas. É isso o que me explica, por telefone, um amigo que conhece muito bem a Venezuela e o chavismo.

Acontece que falta combinar com os russos! Nas últimas horas, chegam notícias preocupantes sobre a beligerância na Venezuela. Tanto é que o próprio presidente decidiu falar claramente: prepara-se um Golpe de Estado no país, como em 2002.

 

Alguns dados:

– na noite de segunda para terça, a turma de Capriles atacou carros e prédios do Governo de Barinas (Estado onde nasceu Hugo Chavez);

– cercou casas de autoridades, ateando fogo em algumas delas;

– atacou centros de saúde onde se concentram médicos cubanos;

– cercou a sede da VTV e da TeleSur – duas emissoras simpáticas ao chavismo;

– atacou integrantes da Guarda Nacional que faziam segurança no bairro nobre de Altamira (Caracas), dominado por antichavistas.

A impressão é de uma ação coordenada da direita.

Os chavistas, há pouco, decidiram ir para as ruas, defender a sede da TeleSur e outros pontos estratégicos sob ataque da direita venezuelana. A tensão é enorme, e no momento em que escrevo os ataques de parte a parte tornam-se ainda mais violentos também nas redes sociais – inclusive com ameaças de morte contra um apresentador de TV chavista.

Dias antes da eleição, o governo da Venezuela prendeu mercenários colombianos e salvadorenhos, que haviam entrado no país com armas e explosivos. As pistas indicam que os “rapazes” da CIA podem estar atuando na terra de Bolívar.

Capriles não reconhece o governo eleito de Nicolás Maduro. Com a votação obtida (49% dos votos), ele poderia perfeitamente comandar uma oposição institucional, elegendo mais parlamentares no próximo pleito, e preparando-se para derrotar Maduro mais à frente – no voto.

Mas o núcleo duro de Capriles parece ter escolhido o atalho do golpismo. Foi esse o caminho adotado em 2002 – quando derrubaram Chavez e colocaram no poder (por dois dias) Pedro Carmona – um líder empresarial que foi prontamente reconhecido como presidente pelo governo dos Estados Unidos (sem falar na imprensa brasileira, que comemorou o golpe).

O DNA golpista parece atuar de novo. A turma de Capriles passou anos falando em riscos para a liberdade de imprensa, sob Chavez. E agora, cerca emissoras de TV. Passou anos defendendo a “volta à normalidade democrática”, e agora  aposta na instabilidade.

Não é exagero imaginar que, mantido o clima de confrontação que se vê hoje, a Venezuela possa caminhar para Guerra Civil. Seria mais um país rico em petróleo a enfrentar a instabilidade fomentada por Washigton.

Os chavistas cometeram erros nos últimos anos. Há muito o que se criticar na administração que agora está sob o comando de Maduro. Mas do outro lado há o fantasma de uma direita que parece não ter aprendido nada com a história.

O Brasil precisa agir, rapidamente. Não podemos aceitar a desestabilização de um país membro da UNASUL e do Mercosul. Os Estados Unidos e a extrema-direita venezuelana (não falo da direita civilizada, democrática, que tem todo direito de se opor ao chavismo, pela via institucional) vão cometer um grave erro, se apostarem que a Venezuela vai cair feito o Paraguai ou Honduras.

Maduro falou claramente: prepara-se um golpe de Estado na Venezuela. Maduro não é Chavez. Mas a multidão chavista tem força para resistir. E as Forças Armadas, ao contrário de 2002, estão livres dos golpistas.

Os próximos dias serão decisivos. Se Capriles não fizer um chamado consistente para a calma e a ordem, as consequeências podem ser dramáticas não só para a Venezuela, mas para toda a América do Sul.

11 horas atrás

Globo quer golpe na Venezuela

por Betho Flávio
 

Globo apóia Capriles e o golpe (alguma surpresa?)

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Chororô da Globo vira clamor por golpe

 

por Alexandre Haubrich, no Jornalismo B 

Nesta segunda-feira o Jornal Nacional, da Globo, abriu mão de noticiar o fato político mais importante do domingo para fazer coro com a direita golpista venezuelana e com o Departamento de Estado dos EUA. A vitória de Nicolás Maduro na disputa pela presidência da Venezuela foi deixada em segundo plano para o principal telejornal da Rede Globo noticiar o desrespeito da oposição venezuelana e do governo estadunidense aos resultados eleitorais e dar espaço e legitimidade a esse discurso.

A relevância da primeira vitória da Revolução Bolivariana na Venezuela sem Chávez não foi levada em conta pelos critérios da Rede Globo. A partir de quais critérios, já que os jornalísticos foram abandonados, foi feita a opção por destacar a posição dos derrotados?

maduro

A divisão temporal da matéria de Delis Ortiz, enviada a Caracas, demonstra o olhar escolhido, o olhar do grupo político antichavista coordenado por Henrique Capriles. O texto já começa deixando claro de que a matéria vai falar: “A praça onde a oposição costuma se reunir amanheceu tranquila”. Então a repórter fala sobre a pequena diferença percentual e segue reproduzindo o discurso derrotado pelo povo e pelas urnas: “a oposição denunciou fraude em várias seções eleitorais e exigiu uma nova apuração dos votos. Henrique Capriles disse que a Venezuela tinha um presidente ilegítimo”. Em seguida mostra instantes da referida fala de Capriles. O tempo total dessa primeira parte da matéria, toda ela falando sobre a oposição, é de 40 segundos.

Finalmente, depois de todo esse tempo de matéria, a repórter fala algo sobre o lado vitorioso: “enquanto a oposição reclamava a recontagem dos votos, o porta-voz do governo, o ministro das Comunicações Ernesto Villegas, convocava a militância chavista para o ato de proclamação de Nicolás Maduro como presidente eleito da Venezuela. E a concentração foi aqui, em frente ao Conselho Nacional Eleitoral”. Essa fala dura 19 segundos. Apenas um minuto e dez segundos depois de iniciada a matéria o nome de Maduro é citado pela primeira vez.

O momento seguinte da reportagem fala sobre as “reações internacionais”, o que para o Jornal Nacional quer dizer o Brasil, obviamente, e os Estados Unidos. Sendo que estes últimos, segundo a própria matéria, “disseram que a auditoria das eleições presidenciais venezuelanas seria importante e necessária”. O total desse trecho é de 25 segundos. Nada sobre o que falaram Evo Morales, Rafael Correa, Cristina Kirchner…

Depois de um minuto e 47 segundos, a repórter resolve enfim noticiar o fato: “E Maduro foi proclamado presidente eleito da Venezuela”. Segue uma frase do presidente. Esse trecho dura 13 segundos.

Por fim, “Apesar do anúncio do Conselho Eleitoral, manifestantes fizeram protestos contra o resultado, e houve confrontos com a polícia”. São dez segundos nesse trecho de encerramento.

Desconstruindo, então, a reportagem:

– 40 segundos para o que a oposição, derrotada, disse sobre o resultado;

– 19 segundos noticiando a convocação para a proclamação do presidente eleito;

– 25 segundos para o posicionamento de Estados Unidos e Brasil a respeito do processo eleitoral;

– 13 segundos para a proclamação e o que disse Maduro;

– 10 segundos para o protesto “contra o resultado”.

Além disso:

– apenas depois de um minuto e dez segundos de matéria o nome do vencedor é citado pela primeira vez;

– apenas depois de um minuto e 47 segundos de matéria a proclamação de Maduro como presidente eleito foi noticiada.

A notícia passada pelo Jornal Nacional não foi, portanto, sobre a eleição na Venezuela, seu resultado, e as motivações e implicações deste. A matéria foi sobre o que disse a oposição – nacional e internacional – ao não reconhecer o resultado das urnas. A inversão da notícia é clara, o abandono do grande fato é flagrante, e a tomada do discurso da oposição como olhar principal é flagrante.

11 horas atrás

Uma garrafa de cachaça para comemorar a noticia da morte de Lacerda

por Betho Flávio
 

O jornalista e professor Clóvis Pacheco Filho conta como reagiu, em 1977, à notícia da morte de Carlos Lacerda.

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Lacerda, o Corvo

O Diário noticiou o pitoresco caso de um mineiro escocês que guardou uma garrafa de uísque durante vinte anos para enxugá-la na morte de Margaret Thatcher.

Foi curioso, mas não inovador.

No Brasil, o jornalista e professor Clóvis Pacheco Filho, conhecido na tribo do Diário como Prof, celebrou de uma forma semelhante a morte de Carlos Lacerda, o Corvo, um obstinado conspirador da direita.

Lacerda tanto fez que derrubou João Goulart, em 1964, com o auxílio dos generais treinados nos Estados Unidos, da CIA e da mídia.

Lamentavelmente, para ele, o golpe não funcionou. Lacerda sonhava virar presidente, derrubado Jango, mas os militares tinham outros planos. Lacerda morreria do coração em 1977. O Prof não ficou exatamente triste, como se pode ver pelo relato abaixo:

Em 1964 eu fiquei mais para lá do que para cá, por motivos óbvios. Acabei comprando uma garrafa de pinga vagabunda e a tomei, em casa, e amarrei uma bela bebedeira. Quando acordei, estava na jaula. Preso, como subversivo, sendo “de menor”…

Meu tio Clovis, o mais querido de toda a família, socialista e advogado, conseguiu fazer com que eu fosse liberado. E com o seu bom senso, por todos reconhecido, falou para mim que nós, oposicionistas, tínhamos de manter a cabeça fria, para reagir ao golpe do modo mais lógico e eficiente possível, e não ir facilmente em cana, como eu fui, levado de maca…

Perguntou de quem eu tinha mais raiva. “Do Lacerda? Pois quando esse canalha morrer, vamos tomar uma cachaça de cabeça, na minha casa!”, disse o tio Clovis. O alambique artesanal era dele.

Desgraçadamente, meu tio morreu alguns meses antes do Lacerda ir ter seu encontro com Belzebu…

E muitos dos amigos daquela ocasião – os tempos de antes do golpe – se perderam, pelos mais variados motivos. Alguns, pela morte. Outros, migrando. Outros simplesmente desistiram e se apagaram. E não foram poucos os que optaram pela adesão ao sistema, e ficaram mais realistas que o rei.

Bem, recebi em 1977 a notícia da morte de Lacerda.

Um garrafão da tal pinga, do alambique situado na chácara do tio, estava em minha casa, já empoeirado. “Coberto pela pátina do tempo”, para usar um de nossos preciosismos.

Reuni a turma do jornal – os que valiam a pena -, na ocasião o Diário Popular, e foi uma belíssima cachaçada, com bastante cerveja depois, torresmo, mortadela, queijo provolone…

E depois, dormimos todos, meio chumbados, na chácara  do colega que cedeu o espaço para nós, espalhados no chão, na camas que existiam, nas redes… E sem medo da cana chegar, que já era o tempo do Geisel e as prisões não se faziam com tanta facilidade.

O Corvo, além disso, ainda era persona non grata do regime, para provocar indignações fardadas. Mas nós não nos sentíamos como quem chuta cachorro morto, de modo algum! Chutávamos é a memória do filho duma puta que tumultuou vinte anos da vida brasileira, eterno inimigo da democracia.

Lamentei a falta do tio Clovis e de alguns amigo já mortos, de outros ausentes da cidade, e comemorei a ausência de outros filhos duma puta que aderiram, também. E muitos desses, hoje, são membros de governos do PT, depois de estágios na Arena e no PDS, do Maluf, e até do PSDB!

 

Do Diário do Centro do Mundo

11 horas atrás

Em países como Paquistão e Afeganistão, o horror é diário.

por Betho Flávio
 

O cotidiano no Afeganistão,11 crianças mortas por bombardeios da OTAN há  duas semanas. BL

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Você vai ver milhões de vezes as imagens da lastimável tragédia da Maratona de Boston.

As emissoras de televisão vão passar as cenas durante muitos dias, e novos detalhes trarão dor, choque e raiva.

O que ocorreu é um horror. É uma desgraça. É um absurdo.

Cada vítima tem que ser lamentada e para sempre lembrada nos esforços pela paz mundial.

E que as famílias encontrem forças para seguir adiante.

Mas não se esqueça das pessoas que, longe dos holofotes, longe de todos nós, vivem esta situação pavorosa não ocasionalmente – mas todos os dias.

As mortes lá se acumulam o tempo todo: crianças, mulheres, velhos.

Em países como o Paquistão e o Afeganistão, a morte é precedida pela visão aterrorizante de aviões não tripulados  que sobrevoam cidades e aldeias quase que ininterruptamente antes de soltar bombas que matam 50 civis para cada terrorista.

Lamente, lamente muito, os acontecimentos de ontem em Boston.

Mas reserve um pouco de sua justa indignação para os mortos invisíveis que estão tão longe de você e das emissoras de televisão.

É  possível que, se não fosse tanta a brutalidade vivida cotidianamente naquelas terras tão devastadas, não tivéssemos agora que nos amargurar com as imagens de Boston que veremos tantas vezes nestes dias.

Por DCM

11 horas atrás

Direita quer dar golpe na Venezuela, vão se dar mal como em 2002

por Betho Flávio
 

Carlos Garcia Rawlins: Venezuela's acting President and presidential candidate Nicolas Maduro (R) holds a painting of late Venezuelan president Hugo Chavez during a campaign rally in the state of Vargas April 9, 2013. Venezuelans will hold presidential elections on April 14. Ma

“Eles vão convocar uma greve geral, vão tentar trancar vias principais, convocar marchas para haver feridos ou mortos. Eles querem incentivar o ódio nas pessoas e conseguiram em alguns setores da classe média. Vão ser derrotados da mesma forma que em 2002. Sigo propondo a paz e convoco o povo a lutar em paz”, afirmou presidente eleito da Venezuela em coletiva no Palácio de Miraflores

 

 

Opera Mundi – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta segunda-feira (15/04) que setores da oposição estão provocando atos de desestabilização pelo país e revelou que há mais ações planejadas. Além disso, Maduro convocou a população para “combater em paz”, com “mobilizações em todo o país”. Enquanto o presidente dava declarações no Palácio de Miraflores, panelaços e episódios de violência foram registrados em diferentes partes da Venezuela.

“Eles vão convocar uma greve geral, vão tentar trancar vias principais, convocar marchas para haver feridos ou mortos. Trabalharemos corretamente com a sabedoria que nos dá nossa experiência. Eles querem incentivar o ódio nas pessoas e conseguiram em alguns setores da classe média. Vão ser derrotados da mesma forma que em 2002”, disse, em referência ao fracassado golpe de Estado contra Hugo Chávez.

Em coletiva de imprensa no Palácio de Miraflores, a primeira como presidente eleito da Venezuela, Maduro falou que “porta-vozes da direita” estão rompendo as leis da democracia com esse tipo de ação. “Estão mostrando a cara. Quando Julio Borges [deputado do Primeiro Justiça] diz que ‘chegou o momento da morte da revolução’, é um golpe de Estado”, ressaltou.

“Peço a você, venezuelano, venezuelana, para que não tenha ódio. Se quer pensar de forma diferente, pense, mas vamos trabalhar pela educação dos seus filhos, nas escolas, universidades. À classe trabalhadora também faço um chamado: pela primeira vez na história dessa república há um presidente dos trabalhadores”, sublinhou.

Mobilização

Diversos atos de violência foram registrados nesta segunda-feira na Venezuela. Casas do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) nos Estados de Táchira, Barinas e Anzoátegui foram incendiadas e as sedes dos canais VTV e Telesur em Caracas foram cercadas por pessoas identificadas com camisetas de Capriles. “Sigo propondo a paz e convoco o povo a lutar em paz, a se mobilizar amanhã (terça) em todo o país pela paz, mobilizações em todo o país, e na quarta-feira”, disse Maduro.

O presidente classificou o pedido de recontagem de todos os votos como um “capricho” da oposição. “Os caprichos da burguesia, em que parte do mundo se faz uma auditoria de 100% (…), em qual país do mundo se faz com 54%, nenhum. Aqui, nós fazemos por lei”, frisou.

“Você convocou a violência às ruas e você é responsável frente ao país (…) se houver mortos ou feridos, você é responsável”, disse Maduro a Capriles. O opositor convocou seus eleitores a protestar na ruas em frente às filiais regionais do CNE e, na quarta, perante sua sede em Caracas, para pressionar o governo por uma auditoria.

Integração latino-americana

Sobre o tema da integração da América Latina e Caribe, Maduro disse que ese proceso será acelerado em seu governo, por meio das relações bilaterais, trocas comerciais e a união da região. “A união mais do que a integração, a união do continente e desempenharemos o modesto papel que a história nos impõe”, anunciou.

“Aqui estamos construindo uma hegemoniía alternativa, coletiva e diversa”, disse o presidente, fazendo menção aos mecanismos de integração da região, como Alba, Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos).

Ele lembrou a participação de Chávez nos processos de integração da América Latina. “Chávez falava de uma União de Nações e Repúblicas, que era o sonho do nosso libertador Simón Bolívar”, afirmou.

12 horas atrás

Império busca “culpado” pelas explosões em Boston

por Betho Flávio
 

Continuam a surgir elementos na imprensa Americana que apontam para a possibilidade de conhecimento prévio pela parte das autoridades Norte-Americanas, o que, a ser confirmado, apontaria para a possibilidade de este ser mais um ‘false flag attack’, ou seja, um ataque perpetuado pelo governo Americano mas culpado em agentes exteriores que os verdadeiros responsáveis querem vilificar e oprimir. Os casos mais famosos de ataques ‘false flag’ foram o grande incêndio de Roma, perpetrado por Nero e culpado nos Cristãos, levando à opressão dos Cristãos, o incêndio do Reichstag, perpetrado pelos Nazis e culpado nos Comunistas, levando à opressão dos mesmos, e mais recentemente, os ataques às torres gémeas e ao Pentágono no dia 11 de Setembro de 2001, perpetrado pelo governo dos EUA e culpado nos Muçulmanos, justificando a opressão deste grupo que continua até aos dias de hoje.

 

‘PATRIOTAS CONSTITUCIONALISTAS’ NORTE AMERICANOS VÃO PROVAVELMENTE SER CULPADOS PELO BOMBARDEAMENTO DE BOSTON

A rua ensanguentada depois do ataque bombista na maratona de Boston que marca o 'Dia dos Patriotas', 15 de Abril, 2013

A rua ensanguentada depois do ataque bombista na maratona de Boston que marca o ‘Dia dos Patriota’, 15 de Abril, 2013

O ataque terrorista na maratona de Boston, que até agora resultou em três mortes e centenas de feridos, de 15 de Abril de 2013, aconteceu num dia muito particular. Na terceira segunda-feira do mês de Abril, todos os anos, a maratona de Boston celebra o começo da guerra revolucionária dos Estados Unidos da América de 1775, e mais precisamente, as batalhas de Lexington e Concord. Este dia chama-se o ‘Dia do Patriota’,Patriot’s Daymarcando assim a génese dos Estados Unidos da América.

Esta não é a primeira vez que ataques terroristas acontecem nos Estados Unidos no ‘Dia do Patriota’. A primeira instância parecida foi o cerco a Waco, onde faleceram 80 pessoas. Dois anos depois, 168 pessoas faleceram no ataque a um edifício do governo federal, o arqui-inimigo dos ‘patriotas constitucionalistas’ Norte-Americanos, no bombardeamento de Oklahoma.

O bombardeamento na maratona de Boston vem numa altura em que o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, ainda não tem apoio suficiente para a legislação que iria banir vários tipos de armas de fogo. O direito a possuir e ostentar armas é consagrado na segunda emenda da constituição dos Estados Unidos da América, e os maiores defensores do direito à posse de armas são precisamente os constitucionalistas, muitas vezes associados correctamente ou incorrectamente à extrema-direita nacionalista. Estes ‘patriotas’ defendem o direito de ter armas de fogo de forma a se poderem proteger contra o Governo Federal, que muitas vezes vêm como sendo como um opressor usurpador desonesto. Muitos defendem a formação de, ou efectivamente já incorporam, milícias civis que se vêm como a ultima linha de defesa contra a tirania nos EUA.

O debate relativo à posse de armas é central e recorrente na vida social e política dos EUA.

Se este último ataque no ‘Dia do Patriota’ for culpado nos patriotas e nos defensores da constituição, o exponente mais famosos destes ideias sendo o Tea Party, Obama poderia angariar apoio suficiente para finalmente passar as suas leis de controle de posse de armas, ou até mudar a constituição.

Uma manifestação do movimento 'Tea Party'

Uma manifestação do movimento ‘Tea Party’

 

João Silva Jordão

5 horas atrás

O Golpe em marcha. O próximo será Lula na cadeia.

por Helio Borba
 

Adiar publicação de acórdão do mensalão é ‘maluquice’, diz Gurgel

Advogados dos réus pediram ao STF para analisar possibilidade de adiar.
Documento que detalha julgamento deve ser publicado em breve.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília 27 comentários O procurador-geral de República, Roberto Gurgel, em sessão do STF nesta quarta (19) (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)O procurador-geral de República, Roberto Gurgel
 (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)
 O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta terça-feira (16) que adiar a publicação do acórdão do julgamento do processo do mensalão é “maluquice”. Advogados dos réus fizeram pedidos para o plenário analisar a possibilidade de adiar o documento para que as defesas tivessem mais tempo para preparar recursos.
O acórdão detalha as decisões tomadas durante o julgamento, que condenou 25 e absolveu 12 no segundo semestre do ano passado. O documento trará o tempo de pena, regime de cumprimento, além dos votos escritos dos 11 ministros que participaram do julgamento. Após a publicação, advogados terão cinco dias para apresentar recursos.
“Suspender a publicação do acórdão é maluquice, isso é maluquice”, declarou o procurador antes de sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desta terça.
Segundo ele, não se justifica o adiamento para dar mais prazo aos advogados porque, enquanto o Ministério Público tem cinco dias para avaliar se recorrerá em relação a 37, o advogado tem o mesmo prazo para cuidar de um cliente só. “Então não vejo nenhuma dificuldade. Nunca vi isso. (…) É inconcebível”, afirmou
Roberto Gurgel ainda não decidiu se apresentará recursos contra as decisões tomadas, como pedir aumento de penas, pr exemplo.

O que ocorre após a publicação do acórdão?
1) Em que pé está o julgamento do mensalão, o que pode acontecer agora?
O acórdão, documento que detalha as decisões tomadas durante o julgamento, traz os votos escritos de todos os ministros e os dados de cada condenação, será publicado nesta semana. Quando o acórdão é publicado, os advogados têm cinco dias para apresentar os recursos. No entanto, a defesa dos condenados querem 20 ou 30 dias para recorrer.
2) O que acontece com os réus após a publicação do acórdão?
Nada. O Supremo decidiu que vai esperar o trânsito em julgado, ou seja, até se esgotarem todas as chances de a defesa recorrer.  Com todos esses recursos, especialistas e a Procuradoria Geral da República estimam que o julgamento não acaba antes do começo de 2014.
3)  Quem pode ser preso imediatamente?
Ninguém vai ser preso até se esgotarem todas as chances de recurso. O Supremo, depois de julgar em plenário os primeiros embargos, pode dizer que já tem intenção de protelar o resultado final e determinar as prisões.

 Também antes da sessão do CNJ, o presidente do STF e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, disse que ainda não decidiu se levará ao plenário pedidos das defesas dos réus antes da publicação do acórdão.
“Não, não decidi [se levarei ao plenário]. O acórdão nem está pronto. Faltam algumas assinaturas. Os ministros precisam liberar e assinar”, explicou Barbosa.
Se todos assinarem ainda nesta terça, o acórdão poderá ser publicado na quarta, mesmo dia em que o presidente poderia levar ao plenário os pedidos dos advogados. Caso Joaquim Barbosa decida esperar, o acórdão pode sair apenas na quinta.
Recursos a serem apresentados
Os recursos contra condenações no STF, os chamados embargos, são de dois tipos: os embargos de declaração e os embargos infringentes.
Os embargos de declaração podem ser apresentados pelos 25 condenados e servem para questionar contradições ou omissões no acórdão, não modificando a decisão. Pode ser questionado o tempo de pena ou o regime de cumprimento, por exemplo. Os réus terão até cinco dias, contados a partir da publicação da decisão, para apresentá-los.
Tanto as defesas dos condenados podem questionar eventuais omissões no acórdão, como a Procuradoria Geral da República pode recorrer de questões relativas a absolvições ou para pedir aumento de penas. Os absolvidos também podem pedir para que o documento deixe claro a inocência, em vez de apenas indicar que não havia provas.
Os embargos infringentes são um recurso exclusivo da defesa previsto no regimento interno do STF para aqueles réus que, embora condenados, obtiveram ao menos quatro votos favoráveis. Servem para questionar pontos específicos da decisão e, se aceitos, uma condenação pode vir a ser revertida. Há dúvidas sobre se os recursos são válidos, uma vez que não são previstos em lei. O tema deve ser debatido em plenário pelos ministros.
Doze réus do processo foram condenados com 4 votos favoráveis em um dos crimes aos quais respondiam: João Paulo Cunha, João Cláudio Genú e Breno Fischberg (lavagem de dinheiro); Dirceu, Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Vasconcelos, Kátia Rabello, Hollerbach, Cristiano Paz e José Salgado (formação de quadrilha).

7 horas atrás

Chavista é proclamado vencedor na Venezuela

por Helio Borba
 
  • Chavista é proclamado vencedor na Venezuela

    A Justiça eleitoral da Venezuela rejeitou o pedido de recontagem manual dos votos do pleito de domingo, feito pelo oposicionista derrotado, Henrique Capriles, e proclamou que o presidente interino, Nicolás Maduro, é o presidente eleito.

7 horas atrás

Presidente do PT diz que Aécio é “cara de pau”

por Helio Borba
 

Presidente do PT diz que Aécio é “cara de pau”

LUIZA BANDEIRA
ENVIADA ESPECIAL A BELO HORIZONTE
PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE 
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse na noite desta segunda-feira (19) que o senador Aécio Neves, potencial adversário da presidente Dilma Rousseff na disputa pela Presidência no ano que vem, é “cara de pau” quando critica a política de combate à inflação do governo. 
Falcão não citou o nome de Aécio, mas fez referência a “um senador mineiro” e citou as declarações de Aécio. “Esse senador disse que Dilma é leniente com a inflação e que no governo do PSDB existia tolerância zero com inflação. É muita cara de pau”, afirmou. 
Segundo Falcão, a média de inflação no governo Fernando Henrique Cardoso foi maior que a do período em que Lula e Dilma governaram. “E nem vamos comparar salário, emprego e distribuição de renda, porque aí é vexame demais para os tucanos.” 
Falcão também disparou críticas indiretas ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que ensaia deixar a base governista para concorrer à Presidência. “Há quem diga que é possível fazer mais. São os nossos adversários, que sempre fizeram menos. E até aliados que atuam junto conosco que também pensam assim”, disse. Campos usa o mote de que “é preciso fazer mais” como uma espécie de slogan informal. 
MENSALÃO
Falcão disse ainda que o processo eleitoral foi antecipado pela oposição e fez referência ao processo do mensalão. “O ataque mais recente voltou-se contra o presidente Lula, tentando envolvê-lo num processo forjado e sem fundamento. Nós o repelimos com veemência. O único crime entre aspas cometido pelo presidente Lula foi ter melhorado a vida de de milhões de brasileiros”. 
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o envolvimento do ex-presidente com o caso depois que o publicitário Marcos Valério prestou depoimento em que fez acusações a Lula.

7 horas atrás

Em Recife, Dirceu ironiza propaganda de Eduardo Campos

por Helio Borba
 

Em Recife, Dirceu ironiza propaganda de Eduardo Campos

FÁBIO GUIBU
DO RECIFE 
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu ironizou nesta segunda-feira (14), no Recife, a propaganda partidária do PSB protagonizada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, potencial candidato à Presidência em 2014. 
“Em Pernambuco também se pode fazer mais e melhor, não é só no Brasil”, disse ele. “Ou Pernambuco não tem problemas?”, questionou. “Claro que todos os governos cometem erros, têm problemas.”
Nas inserções pessebistas que começaram a ser veiculadas neste mês, Campos diz que “o Brasil pode mais” –expressão que tem usado com frequência desde que elevou o tom crítico em relação ao Planalto– e cita as realizações de seu governo. 
Dirceu disse que gostaria de saber do PSB “o que fazer com o desenvolvimento econômico do país, com a inflação, o que fazer com a educação e tecnologia, o que fazer com a infraestrutura do país”. 
“A infraestrutura do Nordeste quem construiu foi o governo federal”, afirmou. “É um direito do Nordeste, não fizemos mais que a obrigação.” 
O ex-ministro disse que Campos tem o direito de disputar a Presidência, mas afirmou que o PT tem um governo de coalizão do qual o PSB faz parte e lembrou que “muitos petistas” propõem que o governador seja o candidato dessa frente em 2018. 
“Da nossa parte continuamos com a mesma proposta, de um governo de coalizão do qual o PSB faz parte”, afirmou. 
No Recife, onde participou de um seminário sobre os dez anos do PT no governo federal, Dirceu defendeu a manutenção do atual modelo de escolha dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), feito por indicação do presidente da República, com aval do Legislativo. 
“Quem é eleito pelo povo é o presidente da República, deputados, senadores”, disse. “Podemos dar mandato de 12 anos aos ministros, podemos tomar uma série de medidas com relação à reforma do Judiciário, ao nepotismo, mas não vejo motivo para mudar esse modelo”, declarou. 
O ex-ministro ainda reafirmou sua inocência no episódio do mensalão, pelo qual já foi condenado pelo STF. “A história desse julgamento não acabou, tenho dito e repetido ao país que não sou chefe de quadrilha nem corrupto”, declarou. 
Dirceu foi condenado pelo STF a dez anos e dez meses de prisão, e ao pagamento de R$ 676 mil em multas, por corrupção ativa e formação de quadrilha.

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