Tag Archive: RELIGIÃO


Reflexões sobre o forte crescimento evangélico

por Daniel Dantas Lemos
 
Por Ricardo Gondim “Não haverá missas, nem altares, nem sacerdotes, que as digam: morrerão os católicos sem confissão, nem sacramentos: pregar-se-ão heresias nestes mesmos púlpitos, e em lugar de S. Jerônimo, e Santo Agostinho, ouvir-se-ão e alegrar-se-ão neles os infames nomes de Calvino e Lutero, beberão a falsa doutrina os inocentes que ficarem, relíquias do Portugueses: e chegaremos a estado, que se perguntarem aos filhos e netos dos que aqui estão: Menino, de que seita sois? Um responderá, eu sou calvinista; outro, eu sou luterano. Pois, isto se há de sofrer, Deus meu?” Padre Antônio Vieira, preocupado com o avanço holandês e a aparente apatia portuguesa para com o Brasil, pregou um sermão bombástico em 1640. Deu-lhe um título não menos agressivo: Sermão Pelo Bom Sucesso Das Armas De Portugal contra as da Holanda. Ele temia naquelas priscas eras que o “pérfido calvinista” se multiplicasse na colônia lusitana de sua majestade. O sermão de Vieira, inclui uma oração a Deus. Temendo que os holandeses calvinistas se identificassem com o povo, excluindo os católicos, rezou assim: “Que dirá o tapuia bárbaro sem conhecimento de Deus? Que dirá o índio inconstante, a quem falta a pia afeição de nossa fé? Que dirá o etíope boçal, que apenas foi molhado com a água do batismo sem mais doutrina? Não há dúvida, que todos estes, como não têm capacidade para sondar o profundo de vossos juízos, beberão o erro pelos olhos. Dirão, pelos efeitos que vêem, que a nossa fé é falsa, e a dos Holandeses a verdadeira, e crerão que são mais cristãos sendo como eles. A seita do herege torpe e brutal, concorda mais com a brutalidade do bárbaro: a largueza e soltura da vida, que foi a origem e o fomento da heresia, casa-se mais com os costumes depravados e corrupção do gentilismo…” O catastrofismo medieval de Vieira sobre os altares católicos não se cumpriram. Milícias protestantes não anularam o catolicismo romano. Ainda não se deixou de celebrar o natal com presépios. Nenhum católico precisa morrer sem acesso à confissão. Entretanto, o crescimento protestante – por meio do segmento pentecostal – ganhou velocidade, como ele bem previu e temeu. As igrejas se multiplicam nas periferias das grandes cidades, os templos estão lotados. A agressividade proselitista do movimento parece longe de arrefecer. Com  a pentecostalização das igrejas denominacionais históricas – Luteranas, Presbiterianas, Anglicanas, Metodistas, Congregacionais, etc.  – o protestantismo de viés reformado também cresce. A presença evangélica se tornou tão evidente que os intelectuais dissertam sobre ela nas universidades; faz a pauta de jornais e revistas; e incomoda a cúria do Vaticano. O movimento evangélico não se multiplica isento de problemas e dificuldades. Onde há pessoas, há idiossincrasias e virtudes, beleza e vício. Por estarem situados historicamente no tempo e na cultura, os evangélicos copiam acertos e erros da época. Daí ser mister que no frenesi do crescimento, vozes se levantem para alertá-los de que, embora numerosos, nunca devem pretender dominar o Brasil, como no pesadelo de Vieira. A idéia de que o movimento tem a obrigação de converter o Brasil é tão anacrônica como a fala de Vieira. É perigosíssimo acreditar que repousa sobre os ombros do movimento o dever de suprimir expressões não evangélicas da cultura. Esse discurso não é mera coreografia religiosa e não impressiona apenas na liturgia interna. Não só empolga o coral. Caso tal pretensão realmente for levada a sério, o movimento vai descambar (se já não descambou) para um fanatismo reacionário e intolerante. É preciso também contar com a ameaça do capitalismo. Os evangélicos – bem como a própria igreja católica – convivem com uma cultura fortemente influenciada por uma economia neoliberal. Talvez seja essa a tentação maior da igreja: conformar-se a continuar como mera empresa, gerida por técnicas administrativas. Em uma cultura de eficiência e sucesso, a religião sofre pressão do pragmatismo. E a piedade, instrumentalizada para satisfazer ambições pessoais, desemboca no individualismo. Qualquer expressão religiosa que pretenda manter-se íntegra, deve cuidar para não cair na tentação de adorar o deus ex machina – uma potência que reage a botões. Visito ocasionalmente igrejas evangélicas do hemisfério norte. Fico impressionado com a nova postura dos pastores. Muitos assumiram o papel de executivos da fé. Os gabinetes pastorais se assemelham a escritórios de grandes multinacionais. Pastores se cercam de assessores e gastam mais tempo com reuniões de planejamento estratégico. O departamento de marketing fica no topo do organograma. Palestrantes ensinam como lubrificar a engrenagem administrativa da comunidade de fé. Uma gama enorme de especialistas em crescimento de igreja conduz seminários sobre como (eles adoram um “como”) tornar o louvor adequado ao auditório. Ensinam como orações precisam ser curtas para não aborrecer e como as músicas, mais palatáveis a ouvidos sensíveis. Para tais empresários da fé, se as igrejas providenciam bons estacionamentos, cadeiras confortáveis, ar condicionado, berçário para os recém-nascidos e uma excelente lanchonete, conseguem lotar os santuários e aumentar a arrecadação mensal. Por mais bem intencionados que estejam, parecem menos interessados em lidar com valores espirituais do que gerenciais. Muitos perderam a noção de que o objetivo do Nazareno nunca foi lotar auditório, apenas inspirar corações a amar a Deus na relação com o próximo. Cópia aculturada desse empreendedorismo gringo, o movimento evangélico se especializa para tornar-se maioria – em muitas cidades brasileiras já existem mais evangélicos por domingo nos cultos do que católicos nas missas. Acontece que em alguma esquina do tempo a ameaça do pragmatismo espreita. A pergunta que se faz no mundo moderno é: funciona? E essa parece ser a maior preocupação do movimento. Na cultura grega, o conhecimento bastava; compreender parecia suficiente. Entre semitas o conhecimento visava produzir reverência. A cultura ocidental, que influencia o movimento, quer transformar conhecimento em técnica. Fundamentalistas já acusaram – injustamente – pentecostais de valorizarem as emoções acima da verdade.  Hoje vale questionar se o neopentecostalismo não hierarquiza o útil acima da verdade; e se não cria uma nova cultura de eficiência como manifestação da fé. Evangélicos crescerem não deve impressionar. No descompasso da espiritualidade e técnica, propõem temas moralistas enquanto carecem de ética; têm esperança com grandes buracos em maturidade humana; expressam fé com carência de ternura; revelam coragem com pouca discrição e humildade; possuem poder de mobilização, mas são rasos na teologia. Uma resposta possível diante do medo do Padre Antônio Vieira é que o protestante brasileiro virou evangélico; e cresce a despeito dele mesmo. Fica a esperança de que a graça de Deus se revele nesses tempos dificultosos e que um remanescente talvez com outro nome sobreviva à loucura que acompanha a vitalidade do movimento. Vieira também notou o pecado de seus pares no Brasil católico provinciano e mesquinho do século XVII.  Rezou assim: “..E como sois igualmente justo e misericordioso, que não podeis deixar de castigar, sendo os pecados do Brasil tantos e tão grandes. Confesso, Deus meu, que assim é, e todos confessamos que somos grandíssimos pecadores. Mas tão longe estou de me aquietar com esta resposta, que antes esses mesmos pecados, muitos e grandes, são um novo e poderoso motivo dado por Vós mesmo para mais nos convencer de vossa bondade.” A nós só resta dizer Amém. Soli Deo Gloria 
4 horas atrás

A cultura do estupro gritando – e ninguém ouve

por Daniel Dantas Lemos
 
Por Nádia Lapa No blog Cem Homens

Como a essa altura vocês já devem saber, Gerald Thomas tentou colocar as mãos por dentro do vestido da Nicole Bahls durante um evento no Rio. Era noite de lançamento de um livro dele e a Livraria da Travessa estava lotada. Repórteres, cinegrafistas, funcionários da loja, clientes.

Pelas notícias, ninguém fez nada. Nas imagens dá para ver que o colega de trabalho de Nicole no Pânico continuou a entrevista como se nada tivesse acontecendo. Enquanto isso, Thomas enfiava a mão entre as pernas de Nicole e ela tentava se desvencilhar.

Veja/leia mais aqui. 

Sempre rolam os xingamentos à mulher, claro. São os usuais: que ela estava pedindo, que ela estava gostando, que o trabalho dela é esse mesmo, que a roupa era justa. Vocês estão cansados de saber quais as justificativas injustificáveis para o assédio e a agressão sexual.

Mas duas coisas me chamam a atenção nesse caso. A primeira é ninguém ter feito nada. Acharem normal. Acharem aceitável. Se a agressão tivesse sido com uma atriz considerada recatada, as pessoas reagiriam da mesma forma?

Duvido. Indignar-se-iam, aposto. Muita gente nas redes sociais se posicionou e apontou o comportamento de Gerald Thomas como agressão, mas a imprensa tratou como algo que “Nicole não esperava”, mostrando o assunto como mero constrangimento.

Se a mulher geralmente já é tratada como “coisa”, como um objeto para deleite masculino, quando ela tem seu corpo e sua sexualidade transformada em um produto vendável, tudo só piora. Nicole faz sucesso porque tem um corpão, segundo os padrões de beleza atuais. Ela aparece de biquini na televisão, tira fotos “sensuais”, usa roupas curtas eprovocantes. Como ela “provocou” (apenas sendo quem ela é), ela mereceser apalpada por um estranho.

Porém, não existe isso de “provocar”. Gerald Thomas não é um animal irracional. Ele – e eu e você – deve esperar o consentimento do outro para poder tocar em seu corpo. Nicole Bahls claramente disse “não”, ao tentar tirar as mãos de Thomas. Parece que não é suficiente, como não é suficiente quando viramos o rosto para evitar o beijo do desconhecido na balada.

Criou-se a ideia de que o homem deve insistir e insistir, enquanto a mulher tenta guardar algo. O “não” é visto como “talvez”. No entanto, se a mulher transforma o talvez em um “deixa pra lá”, ela na verdade não está consentindo. Não é um “sim” entusiasmado, intenso, certeiro, como deve ser em qualquer relação. É um “sim” por convenção social, por achar que ele já fez demais, que agora merece o contato sexual, que é melhor ceder e se livrar logo. Isso não é consentimento, é coerção.

O pior é que esses caras não se veem como agressores, uma vez que todo mundo encara tais comportamentos como “normais”. Brad Perry tem uma frase ótima em Yes Means Yes*: “estes homens acreditam piamente que “não” significa “insista”, e nunca se veem como estupradores, apesar de admitirem o padrão de ignorar e suprimir a resistência verbal e física”.

A segunda coisa que me incomoda no caso é terem dito “mas porque ela não fez algo?”. Infelizmente, a maior parte das pessoas que sofre algum tipo de agressão (não só sexual) não faz alguma coisa. Ser vítima é costumeiramente confundido com “ser frágil”. É difícil encarar polícia, legista, imprensa, opinião pública. No caso desse post, o cara estava agredindo na frente de todos – e ninguém fez nada.

Se fosse você a vítima, você não pensaria que a errada é você por não estar gostando, já que todo mundo está achando muito normal?

Lisa Jervis discorre sobre isso no mesmo livro: “estou falando de uma construção cultural nojenta, destrutiva, que encoraja as mulheres a culparem a vítima, a se odiarem, a se culparem, a se responsabilizarem pelo comportamento criminoso dos outros, a temerem seus próprios desejos e a desconfiarem dos seus próprios instintos”.

Se o corpo da mulher é ainda visto como “de todos”, como acontece no caso daquelas que usam a sexualidade para “vender”, fica ainda mais difícil ter noção de que o corpo lhes pertence. Que é só seu. Que ninguém, ninguém pode tocá-lo sem consentimento.

Acabarmos com a cultura do estupro é um processo social, coletivo, mas também individual. Nós temos que encarar nossos corpos como nossos e de mais ninguém, além de repensarmos o sexo, transformando-o no que realmente é: prazeroso e consensual. Qualquer coisa fora disso é agressão.

*Yes Means Yes é um livro de Jessica Valenti e Jaclyn Friedman sobre a cultura do estupro. É uma coletânea de artigos muito interessante e que recomendo muito. O texto de Brad Perry se chama Hooking up with healthy sexuality: the lessons boys learn (and don’t learn) about sexuality, and why a sex-positive prevention paradigm can benefit everyone involved. 

5 horas atrás

Dilma tenta emplacar Leonardo na CBF em lugar de Marin

por Daniel Dantas Lemos
 
:  No Brasil 247

Presidente que José Maria Marín, acusado de colaborar com a linha dura do regime militar o mais cedo possível; seu candidato para a CBF é o ex-jogador Leonardo, que se tornou cartola de sucesso na Europa.

Embora a CBF seja uma entidade privada, a presidente Dilma deseja estimular uma intervenção, para afastar o atual presidente, José Maria Marín, acusado de colaborar com o regime militar, e colocar em seu lugar o ex-jogador Leonardo. A aposta é do colunista Claudio Humberto. Leia abaixo:

Dilma quer Leonardo, do PSG, presidindo a CBF

A presidenta Dilma sabe que não pode meter o bedelho nesse assunto, por se tratar de entidade privada, mas tem um candidato preferido para assumir a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF): Leonardo, craque aposentado da seleção brasileira e atual dirigente de uma das maiores forças do futebol francês, Paris Saint Germain (PSG). Ela quer ver José Maria Marin fora da CBF o mais rápido possível.

Planos secretos

Lembrada de que as federações estaduais é que definem o presidente da CBF, Dilma dá de ombros. Parece ter planos intervencionistas.

Consultas

“O que acha de Leonardo da CBF?”, tem perguntado Dilma a amigos e políticos que recebe em seu gabinete. Está empolgada com a idéia.

Urticária

Dilma sente urticária quando lembra que terá de conviver com o atual chefe da CBF em eventos das copas das Confederações e do Mundo.

Fim do mundo

O desprezo por Marin é compartilhado por Dilma e Joseph Blatter, da Fifa: acham o fim do mundo a CBF nas mãos de alguém sob suspeita.

5 horas atrás

Não existe amor em SP

por Daniel Dantas Lemos
 
E Alckmin prova isso…

5 horas atrás

Ministro da Justiça diz que redução da maioridade penal é inconstitucional

por Daniel Dantas Lemos
 
Na Agência Brasil

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse hoje (11), em São Paulo, que o seu ministério é contra a diminuição da maioridade penal. Segundo Cardozo, no seu entendimento, a redução é inconstitucional. “A redução da maioridade penal não é possível, a meu ver, pela Constituição Federal. O Ministério da Justiça tem uma posição contrária à redução, inclusive porque é inconstitucional. Em relação a outras propostas, eu vou me reservar o direito de analisá-las após o seu envio”, disse, após participar esta tarde de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sobre programas federais de segurança.

A ideia de mudança na maioridade penal foi proposta hoje pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Ele declarou que pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto para tornar mais rígido o Estatuto da Criança e do Adolescente. A proposta do governador é que adolescentes que tenham cometido crimes e tenham completado 18 anos não fiquem mais na Fundação Casa. O governador também defendeu penas maiores para os crimes graves ou reincidentes.

Alckmin se manifestou sobre o assunto ao ser perguntado pelos jornalistas sobre a morte de um jovem em um assalto quando chegava ao prédio onde morava, na zona leste da capital. O estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto na terça-feira (16). O agressor, um adolescente de 17 anos, completa 18 anos amanhã (12). Segundo o delegado André Pimentel, que fez a prisão, ele cumprirá pena socioeducativa, pois o crime foi cometido quando ainda era menor de idade.

O ministro da Justiça disse, em entrevista à imprensa, que ainda pretende conhecer a proposta do governador de São Paulo sobre a redução da maioridade penal. Ele também falou que não entende que o menor, que cumpre pena, tenha que ser encaminhado para um presídio em vez da Fundação Casa. “Temos uma situação carcerária no Brasil que, vamos ser sinceros, temos verdadeiras escolas de criminalidade em muitos presídios brasileiros. Há exceções, mas temos situações carcerárias que faz com que certos presos lá adentrem e, em vez de saírem de lá recuperados, saem vinculados a organizações criminosas. Toda essa situação tem que ser cuidadosamente pensada e analisada”, disse.

5 horas atrás

Só sei dançar com você

por Daniel Dantas Lemos
 
5 horas atrás

Parlamentares ouvem GSI sobre operação que teria vigiado sindicatos

por Daniel Dantas Lemos
 
Na Agência Brasil

Uma comissão de parlamentares esteve hoje (11) no Palácio do Planalto para ouvir o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general José Elito, sobre informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo a respeito de uma operação que teria sido montada pelo órgão e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar movimentos sindicais no Porto de Suape, na região metropolitana do Recife.

Segundo o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), que propôs a convocação do ministro para a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, o general negou qualquer ação específica no porto e disse que o GSI e a Abin não monitoram pessoas, mas cenários. Na próxima quarta-feira (17), o ministro-chefe do GSI deve comparecer à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso para falar sobre o mesmo assunto.

“O general explicou como é que funciona o sistema, que é integrado, que são 700 cenários que eles monitoram para informar à Presidência e disse que isso é absolutamente normal, que qualquer país democrático do mundo precisa e deve ter esse sistema de informações para orientar as decisões do presidente da República”, disse Macris.

O deputado disse que aguardará as respostas ao requerimento que entregou ao ministro Elito pedindo mais explicações sobre o caso. Entre as questões colocadas no documento, Macris questiona se agentes da Abin e de outros órgãos participaram de operação de monitoramento no Porto de Suape, se houve quebra de sigilos telefônicos e quais equipamentos foram usados para a vigilância.

5 horas atrás

Eike Batista será alvo de ação coletiva nos Estados Unidos

por Daniel Dantas Lemos
 
:  No Brasil 247

Investidores e fundos de investimento começaram a ser procurados por advogados norte-americanos, que estudam propor ações judiciais contra o bilionário brasileiro, alegando fraude no mercado de capitais; iniciativa pode envolver também o banco de investimentos Credit Suisse, presidido por José Olympio Pereira, que fez a maioria dos lançamentos de ações de Eike e ajudou a inflar a bolha; imprensa também contribuiu para a euforia artificial, como na capa de Veja, em que Eike foi celebrado como símbolo de um novo Brasil; nesta quinta, petroleira OGX caiu mais 7% e atingiu novo piso histórico, a R$ 1,45; mercado prevê queda a até R$ 0,80.

O que já era grave, pode se tornar ainda pior. Nos últimos dias, diversos gestores de fundos e investidores foram procurados por advogados norte-americanos, que estudam propor ações coletivas contra o bilionário Eike Batista. A “class action”, comum nos Estados Unidos, e não no Brasil, é uma modalidade de ação proposta por advogados em nome de várias vítimas, que alegam prejuízos difusos. No caso de Eike, o que se estuda propor é uma reclamação por fraude no mercado de capitais, tendo como principal objeto a empresa de petróleo OGX, que, nesta quinta-feira, caiu mais 7% e fechou cotada a R$ 1,45, atingindo novo piso histórico. No ano, a retração é de 90%.

Investidores já começam a levantar fatos relevantes divulgados pelo grupo EBX, anunciando perspectivas excessivamente otimistas sobre as perfurações de petróleo, que jamais se mostraram verdadeiras. Até mesmo postagens de Eike Batista no Twitter, onde ele mantém um diálogo aberto, e polêmico, com investidores, estão sendo analisadas. A iniciativa pode atingir também o banco de investimentos Credit Suisse, presidido por José Olympio Pereira, que fez a maioria dos IPOs (lançamentos de ações) de Eike e ajudou a “dourar a pílula” de suas empresas.

Rebaixado por agências de risco como a Moody’s e a Standard & Poors, o grupo EBX, de Eike, tem uma dívida de mais de R$ 20 bilhões, concentrada, sobretudo, no BNDES. O governo brasileiro estuda ajudá-lo ainda mais, alegando que sua quebra prejudicaria a imagem do País no exterior. Uma das soluções analisadas é fazer com que a Petrobras se torne cliente da empresa de logística LLX. No entanto, isso teria pouco impacto sobre a OGX, principal empresa de Eike, cujo principal problema – aparentemente insolúvel – é a falta de petróleo em seus poços. Em razão disso, o analista Marcos Sequeira, do Deutsche Bank, previu que ação poderá cair a 80 centavos apenas. Ele disse ainda que a possibilidade de que os ativos da empresa não cubram a dívida “não deve ser ignorada”.

Um dos aspectos relevantes na criação da “bolha Eike” é, também, o papel dos meios de comunicação. Eike foi capa de praticamente todas as revistas do País, que quase sempre adotaram um tom ufanista e excessivamente otimista em relação aos seus negócios. Foi o caso, por exemplo, de Veja, que o chamou de Eike Xiaoping, como se ele fosse o símbolo de uma nova era no Brasil – em que enriquecer não seria mais vergonhoso. 

5 horas atrás

PF abre inquérito para investigar Lula a partir de depoimento de Marcos Valério

por Daniel Dantas Lemos
 
Na Folha de São Paulo

A Polícia Federal instaurou na noite de ontem um inquérito para investigar se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve participação no escândalo do mensalão. A investigação ficará a cargo da delegacia de crimes financeiros.

Na semana passada, a Procuradoria da Republica do Distrito Federal havia determinado a abertura da investigação baseada no depoimento do operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério.

A PF fez uma análise da documentação enviada antes de abrir o inquérito, cuja portaria de instauração foi assinada ontem. O prazo inicial da investigação é de 30 dias. Se for necessário mais tempo, a Justiça terá que autorizar a prorrogação.

É a primeira vez que será aberto inquérito criminal para investigar se Lula atuou no mensalão.

No processo principal do escândalo, julgado no ano passado pelo Supremo, Lula não foi investigado. Ele prestou depoimento, por ofício, apenas na condição de testemunha chamada por diferentes réus do processo.

O depoimento de Valério foi dado à Procuradoria-Geral da República em setembro do ano passado, no meio do julgamento do mensalão.

Entre outras acusações, o publicitário afirmou que Lula, o ex-ministro Antonio Palocci e Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, negociaram repasse de US$ 7 milhões para o PT.

Valério afirmou que o ex-presidente e Palocci reuniram-se com Horta no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria o valor combinado para o PT.

O dinheiro seria usado em campanhas petistas e para comprar deputados, segundo Valério.

No pedido enviado à PF, a Procuradoria solicitou “diligências” para averiguar até a exata data do encontro citado por Valério. Não há ainda previsão de quando depoimentos serão tomados, segundo a Folha apurou.

O depoimento foi enviado para a primeira instância já que nenhum dos citados têm foro privilegiado.

A Procuradoria da Republica do DF analisou o depoimento de Valério e, a partir daí, abriu seis procedimentos criminais. Um desses procedimentos foi, agora, transformado em inquérito. Os outros são preliminares e podem ou não ser transformados em investigações policiais.

Condenado a 40 anos de prisão no julgamento do mensalão, Valério fez outras acusações no depoimento, como a de que Lula se beneficiou com recursos do esquema. O petista sempre negou.

Na sexta-feira, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou que “não há nova informação em relação às publicadas há cinco meses”, quando o depoimento de Valério foi remetido à primeira instância. Lula não quis se pronunciar em viagem à Inglaterra esta semana.

Advogado do ex-ministro Palocci, José Roberto Batochio chamou o depoimento de Marcos Valério de “invencionice” e negou a existência do encontro no Planalto. 

5 horas atrás

Agência não pune Cid por invasão a pista de aeroporto

por Daniel Dantas Lemos
 
Na Folha de São Paulo

Após cinco meses de apuração, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu não punir a invasão do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), à pista do aeroporto de Salvador, que interditou o local por cinco minutos e obrigou um avião a arremeter e outro a abortar o pouso.

Na ocasião, em 9 de novembro passado, Cid não esperou seu jato fretado chegar ao terminal. Sem autorização, abriu a porta e atravessou a pista andando em direção à base aérea, onde estava a presidente Dilma Rousseff.

Embora tenha classificado a conduta do governador como “desembarque à revelia” –sem aval da torre de controle nem do piloto–, a sindicância da Anac concluiu não haver previsão legal para enquadrar Cid no Código Brasileiro de Aeronáutica.

A Procuradoria da República na Bahia, porém, abriu inquérito civil público sobre o caso. O procurador José de Paula Silva apura se o governador violou normas de segurança do aeroporto.

Cid afirmou, via assessoria, que sabia do resultado do procedimento da Anac, mas disse não ter sido notificado sobre a apuração do Ministério Público. O governador não comentou sua atitude no aeroporto. 

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DEUS É LUZ

Deus é luz

por carol
 

Deus é luz
Ricardo Gondim

Não falei em segredo, nem em lugar algum de trevas da terra; não disse à descendência de Jacó: Buscai-me em vão; eu, o Senhor, falo a verdade, e proclamo o que é direito”. Isaías 45.19

Algumas vezes diálogos suscitam dúvidas. Não raro, a motivação por detrás de qualquer afirmação ficar sob judice.  Alguém fala e logo vem a pergunta: “Qual agenda escondida nessa convicção? Quais conveniências sustentam essas certezas?” As hesitações permanecem.

A Bíblia diz que Deus é luz. Falar de Deus como luz não traduz apenas a ideia de que seu ser seja luminoso. A narrativa bíblica deseja revelar que em Deus nada é questionável. Seu caráter suporta qualquer investigação. Não há sombra nas atitudes ou decisões divinas. Quando ele fala não gera suspeita. A revelação de Deus nunca vem escamoteada por interesses escusos (bons ou ruins). Deus, íntegro, não suscita insegurança ao se manifestar. Jamais teremos surpresas quanto a retidão divina. Paulo, o apóstolo, pontificou: “Seja Deus verdadeiro e todo o homem mentiroso”.

Daí, a expressão mais bonita de fé vir de uma confiança inabalável no caráter de Deus. Ao dizer que nos quer bem, mesmo quando as circunstâncias apontam no sentido oposto, podemos descansar no cuidado divino. Confiamos nele mesmo quando fala por hipérbole: “vocês são a menina dos meus olhos”; “eu farei de cada filho e filha rei e rainha”. Se declara que seus caminhos são sábios, sem ter como provar empiricamente, atrevemo-nos orientar a existência em seus princípios. Se o caráter de Deus é confiável, todos podem navegar em oceanos turbulentos, noites escuras, corredores frios, vales de morte. Se tudo parecer instável e tenebroso, seu amor permanecerá âncora, bússola, regaço.

Soli Deo Gloria

Prefeito de Jundiaí exonera pastor contratado para hospital

por Paulo Lopes
 
Bigardi  agiu em defesa da laicidade do Estado O prefeito Pedro Bigardi (foto), de Jundiaí (SP), demitiu o auxiliar administrativo José Adilson Telles depois que um jornal da cidade divulgou que o…

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7 horas atrás

Ateus contam que sua dedicação ao voluntariado causa espanto

por Paulo Lopes
 
por Alessandra Oggioni para o portal iG Bondade de Erikaprovoca espanto  Uma das passagens mais conhecidas da Bíblia, a parábola do bom samaritano descreve um episódio narrado por Jesus no…

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tem a ver comigo

por Betina Siegmann

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