Nike quer patrocinar atleta de destaque abertamente gay

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

O primeiro atleta profissional de destaque a sair do armário que se prepare: patrocinadores grandes como a Nike querem apoiá-lo!

nikeO presidente do time de basquete americano Golden State Warriors, Rick Welts, abertamente gay, contou ao site Bloomberg que a Nike está pronta para patrocinar um atleta de alta performance que assuma sua sexualidade e saia do armário. “Eles me deixaram claro que a Nike apoiaria. O jogador que assumir ser gay, eles vão ficar animados com as oportunidade que serão postas na mesa, e não com as possíveis portas fechadas”, declarou.

Em entrevista à Bloomberg, Bob Witeck, experimente consultor de marketing e também abertamente gay, declarou que o primeiro atleta profissional de destaque, considerando que ele seja de fato um nome popular, ganhará milhões em patrocínios e apoios das empresas de olho na população LGBT! De acordo com a Bloomberg, essa população tem um poder de compra anual de 800 bilhões de dólares no mercado americano.

“Estamos em um momento onde os anunciantes de nível nacional já não tem mais medo do mercado gay”, conta Mark Elderkin, diretor da rede de anúncios Gay Ad Network.

O ex- jogador da NBA John Amaechi, que saiu do armário anos após se aposentar, deu um ponto de vista mais pragmático: ele pensa que os times e ligas estão apoiando os gays não porque é a coisa certa a se fazer, mas porque estão de olho nos milhões de dólares que isso pode gerar. “Times não estão interessados em diversidade sexual como um conceito caloroso. É sobre ganhar. E o ponto empresarial da coisa é muito importante”, finalizou.

Será que breve teremos patrocinadores brasileiros com essa linha de pensamento?!

fonte: Pheeno

2 horas atrás

Por falar em assassinos impunes

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 
Tudo leva a crer que o julgamento do Massacre do Carandiru terminará com a absolvição dos acusados. Torço para estar errado, mas não parece haver solidez técnica nas acusações, em particular a necessária “individualização da conduta”, por falta de provas periciais suficientes. Coisa antiga, armada para chegar a esse exato resultado, como todos já sabiam à época. A imprensa tucana pavimenta o caminho ao politizar o assunto com suas espertas pesquisas de opinião, que repetem outros apelos oportunistas ao suposto clamor popular. Sempre com os avais daqueles “especialistas” que há pouco não faziam muita questão de rigores probatórios. É como se os veículos tentassem deixar os jurados à vontade para tomarem decisões indigestas, fornecendo-lhes o alívio de consciência que a absolvição de fuziladores costuma solicitar. O dissimulado esforço pelo engavetamento da chacina vergonhosa remete à política local. A punição dos assassinos fardados poderia forçar a constatação de que seus herdeiros corporativos ainda estão em atividade, escrevendo com sangue inocente a história oficial da competência administrativa peessedebista. A Geraldo Alckmin nada interessa menos que uma gritaria de advogados e familiares dos réus lembrando que eles obedeceram a ordens superiores e que estas contaram pelo menos com a omissão da cúpula do governo estadual. Mas existem outros embaraços no ar. Os elos do PSDB paulista com o quercismo são antigos, variados e amiúde comprometedores. Aqui eles se materializam no senador Aloysio Nunes Ferreira, vice-governador de Luiz Antônio Fleury na época do massacre. O então secretário de Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, é promotor do Ministério Público do Estado, em tese responsável por investigar denúncias contra a ruína administrativa demotucana que, como sabemos, tem sido um primor de lisura. A ausência desses três personagens do banco dos réus e do noticiário sobre o julgamento antecipa o desfecho do novo teatro midiático. Guilherme Scalzilli 
Postado por zcarlos ferreiraàs 11:30Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: ImpunidadeJulgamentoPSDBSão PauloTucanos   Do Blog COM TEXTO LIVRE
2 horas atrás

Wanessa lança música ‘Shine it on’ e divulga a capa do ao vivo ‘DNA tour’

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 No iTunes e nas rádios a partir de quarta-feira, 17 de abril de 2013, a música inédita Shine it on (Josef Larossi, Andreas QuizRomdhana e Ina Wroldsen) dá a partida na promoção no segundo registro ao vivo de show de Wanessa. DNA tour – cuja capa foi revelada hoje pela cantora – vai ser lançado via Sony Music nos formatos de CD e DVD com o registro do show inspirado no repertório do álbum DNA (2011). A gravação ao vivo foi feita em novembro de 2012 em apresentação do show na casa HSBC Brasil, em São Paulo (SP). Dessa gravação, foi extraído o vídeo de Shine it on, já em rotação na rede. O vídeo pode ser visto no canal Vevo.
2 horas atrás

Assista: juristas debatem poder de investigação do MP

LUIS NASSIF por luisnassif
 

PEC 37: juristas debatem poder de investigação do MP

Proposta propõe a retirada do poder de investigação do MP, dando às polícias civis e federais à exclusividade nas averiguações criminais

Por Lilian Milena

Hoje, no Brasil, tanto as polícias civis e federais quanto o ministério público realizam investigações nos inquéritos criminais. Esse modelo foi posto em cheque, de forma incisiva, a partir da Proposta de Emenda à Constituição nº 37 (PEC 37), de autoria do deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que aguarda aprovação no Congresso Nacional.

A PEC 37 propõe a retirada do poder de investigação do Ministério Público (MP), dando às polícias judiciárias civis e federais à exclusividade nas averiguações criminais. Para o deputado, autor da emenda, não existe coerência em permitir que o MP tome para si as funções de acusar e investigar crimes, produzindo as provas a serem levadas para a análise do juízo. Em contrapartida, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) afirma que a retirada das atribuições do MP enfraqueceria o combate à criminalidade e à corrupção no país.

Para analisar os pontos favoráveis e contrários a PEC 37, o programa Brasilianas.org, apresentado pelo jornalista Luis Nassif, na TV Brasil, convidou o advogado especialista em direito constitucional e professor da PUC-SP, Pedro Estevam Serrano e o Vice-Presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti. Ambos são contrários à PEC 37/2011. E, favoráveis a proposta de emenda à constituição, Luiz Carlos Freitas Magno, presidente do Conselho Fiscal do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e Edson Smaniotto, Desembargador Aposentado do Tribunal de Justiça e Professor de Direito Penal.

 

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2 horas atrás

Estados Unidos: Liga de hóquei no gelo anuncia medidas de apoio aos jogadores gays

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

A NHL, liga norte-americana de hóquei no gelo, e jogadores anunciaram ontem que vão adotar um conjunto de medidas em apoio a atletas gays.

NHLO anúncio aconteceu em meio a especulações de que um atleta de uma das quatro principais ligas profissionais da América do Norte vai assumir sua condição homossexual publicamente.

A NHL firmou parceria com a Your Can Play Project (Projeto Você Pode Jogar, em tradução livre), grupo que combate a homofobia nos esportes, e planeja debater o assunto entre times e atletas.

Não há um jogador assumidamente gay nas principais ligas profissionais. “É um dos últimos ‘armários’ aqui e um dos mais importantes”, disse Brian Ellner, membro do Athlete Ally, organização que apoia atletas gays.

As outras grandes ligas (futebol americano, basquete e beisebol) adotam políticas que proíbem discriminação baseada em orientação sexual e vários dirigentes falam em apoio aos atletas gays.

Nenhuma, porém, parece ter assumido de maneira enfática esse posicionamento.
Patrick Burke, olheiro do Philadelphia Flyers e um dos fundadores do You Can Play, afirma que o objetivo não é preparar atletas para assumir a homossexualidade.

“Mas estamos prontos para fazer o que o jogador quiser”, disse Burke. “Se ele quiser fazer milhares de entrevistas e participar de manifestações de orgulho gay, estamos preparados para isso. Do mesmo modo se ele não quiser falar sobre o assunto.”

Além de seminários para calouros e equipes treinadas para os jogadores que necessitem de aconselhamento, a NFL diz se preocupar com questões de segurança.

Quando um atleta assumir ser gay, o público será monitorado para que o jogador não seja alvo de hostilidades.

fonte: Folha de S.Paulo

2 horas atrás

Os Funerais de uma Desalmada

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Apodreça no inferno, Maggie.

por Mauro Santayana 
“Ela foi uma mulher perversa”, disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador. “Nós estamos gastando 10 milhões de libras na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é  rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje”. Os protestos populares da noite do último sábado, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos 80, com Margaret Thatcher) foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto  mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que  não se prestaram à Rainha Mãe, quando de sua morte, em 2002. Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo – saxão.  No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair:  “Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados”. Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro. O consulado tirânico de Thatcher, com suas conseqüências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda.  Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde os seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de “Thatcher ladra de leite!” – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de “evitar sua desnutrição”. O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.  A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta. Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava mata-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder. O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros. A contra-revolução mundial de Mme. Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais. Em todos os paises do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Ângela Merkel está aí, para defender as suas idéias. Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas “reformas” de Thatcher: “The bitch is dead” – a cadela morreu. Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo. Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam  os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem estar social, antes que seja muito tarde. 
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Do Blog O Esquerdopata.

2 horas atrás

Leonardo Severo: Mídia privada faz “guerra psicológica” na Venezuela

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

Do Viomundo – publicado em 16 de abril de 2013 às 10:48  
Venezuela com Maduro: Crianças jogam futebol, o vendedor de sapatos Guerman Varela e a estudante de Odontologia Débora Antequera felizes com a vitória. Fotos: Joka Madruga
por Leonardo Wexell Severo, de Caracas, no ComunicaSul

“Há uma guerra psicológica para a oposição apátrida, que serve aos interesses dos Estados Unidos. Eles escondem a comida para especular e falam em escassez de alimentos; eram os que entregavam o petróleo aos estrangeiros e agora falam em uso indevido dos recursos para as missões sociais. Nas urnas, elegendo Nicolás Maduro, o povo venezuelano reafirmou o caminho de Chávez pelos pobres e disse não aos bandidos e ladrões”.

A análise de German Varela sobre a vitória eleitoral de Nicolás Maduro para a presidência da República mais parece a de um sociólogo ou “politólogo”, como atualmente são chamados alguns analistas. Mas German, vendedor de sapatos na Feira Popular localizada próximo à estação Belas Artes do metrô, em Caracas, é um “filho da revolução bolivariana”. Um processo que, para ser vitorioso, apostou na formação política e ideológica de milhões de homens e mulheres.

Pelas ruas da capital venezuelana, em meio à estridente convocação do candidato oposicionista Henrique Capriles – com a sua parafernália midiática – para que a população não reconhecesse a derrota eleitoral, presenciamos nesta segunda-feira (15) de ressaca pós-eleitoral, a maior das naturalidades, com meninos jogando futebol, a simpatia dos habitantes e o trânsito caótico de sempre.

“OPOSIÇÃO SERVIL AO IMPERIALISMO”

Ao comparecer ao Conselho Nacional Eleitoral, onde foi declarado presidente eleito, Nicolás Maduro disse confiar na sabedoria popular ao não cair no jogo de uma “oposição servil ao imperialismo”.

Maduro avalia que o delírio golpista é próprio dos que são vítimas de uma “overdose de ódio e de vingança, dos que querem acabar com uma revolução que é símbolo de amor”.
Mas o ódio de Henrique Capriles à revolução bolivariana é proporcional à sua submissão aos EUA que, carente de petróleo, busca novamente tomar de assalto as maiores reservas provadas do “ouro negro” do mundo.

Assim como usou bombas contra o povo líbio e iraquiano, o império se utiliza do bombardeio midiático para se apropriar das imensas riquezas da Petróleos de Venezuela (PDVSA), colocada por Chávez em função dos interesses da nação. Os ativos da estatal alcançaram cerca de US$ 115,9 bilhões no final de 2012, com um incremento de 18% sobre 2011.

No total, os ativos mundiais da empresa somaram mais de US$ 218,42 bilhões, e cresceram cerca de US$ 36,27 bilhões em relação a 2011. Os rendimentos de 2012 foram de US$ 124,4 bilhões, o lucro bruto ficou em torno de US$ 28,8 bilhões e o lucro líquido atingiu US$ 4,2 bilhões. Projetando o futuro, os investimentos realizados pela PDVSA alcançaram mais de US$ 24,5 bilhões, com um aumento de 36% em relação a 2011.

É justamente esta injeção de recursos que vem possibilitando que o país trilhe o caminho do desenvolvimento ampliando conquistas e direitos. Conforme o coordenador Internacional da Central Bolivariana Socialista dos Trabalhadores da Cidade, do Campo e da Pesca da Venezuela (CBST), Jacobo Torres, em maio entrará em vigor a nova Lei Orgânica do Trabalho, que melhorará as condições de vida dos trabalhadores.

Entre outros avanços, o texto reduz a jornada para 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina a demissão sem justa causa, estabelece licenças de se
is semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz.

PENSAR COM A PRÓPRIA CABEÇA

Ostentando um boné chavista do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), German acredita que a revolução estimulou as pessoas a pensarem com a própria cabeça e que chegou a hora de, mais do que caminhar com os próprios pés, “acelerar na construção de uma nova sociedade”.

Cursando o segundo ano de odontologia, Débora Antequera considera que o principal legado de Chávez foi a “grande atenção que deu aos mais pobres, particularmente com as missões sociais”, por meio de investimentos na saúde e na educação públicas. Caminhando sorridente pelas ruas de Caracas, Débora explica porque a cidade foi eleita “capital da alegria”: “temos confiança e esperança num futuro melhor”.

Com 78 anos “bem vividos”, Henry Avendaño León, aposentado que começou a trabalhar no dia 27 de julho de 1954, lembra que “um dia depois, nasceu Chávez”. “Desde que o presidente assumiu, nunca deixou de nos assistir e isso é muito importante, porque prometer é diferente de cumprir. Chávez sempre cumpriu. Eu fiquei de 1995 a 1998 lutando sem nada e foi só com o triunfo da revolução que comecei a receber minha aposentadoria”, declarou.

Vendedor de camisetas e militante do Partido Comunista da Venezuela (PCV), Luiz Alvares avalia que o resultado eleitoral “reafirma a democracia, a participação e o protagonismo dos venezuelanos neste processo de mudanças rumo ao socialismo”.

Para Alvares, a vantagem de cerca de 2% dos votos de Maduro sobre o direitista Henrique Capriles se deveu a “uma espécie de triunfalismo”, uma “confiança” que acabou desmobilizando parte da militância. Agora, defende, “é o momento de radicalizar mais o processo e investir no fortalecimento político-ideológico da nossa condução para aumentar o nível de consciência do nosso povo”.

Ao mesmo tempo em que alguns países desenvolvidos estão promovendo a redução dos direitos sociais e trabalhistas, em maio entrará em vigor na Venezuela a nova Lei Orgânica do Trabalho, buscando melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Empresas e estabelecimentos comerciais tiveram um ano de prazo para adaptar-se à nova norma, que substituirá a legislação vigente desde 1936.

Entre outros avanços, o texto estabelece uma jornada de 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina-se a demissão sem justificativa, constitui-se um Fundo Nacional de Prestações, se estabelecem licenças de seis semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz

Comerciante, Doris Alvarez disse que votou para “seguir adiante um processo que defendeu e continuará ampliando o direito das mulheres”.

“RESPOSTA CONTUNDENTE AOS GOLPISTAS”

Estudante de comunicação social na Universidade Bolivariana, Reni Marrero, pegou seu megafone e convocou amigos e simpatizantes para ir às ruas “defender o resultado apurado pelo Conselho Nacional Eleitoral”. “Esse é um ato de civismo e uma resposta contundente aos que querem desacatar a decisão das urnas divulgada pelo CNE, num processo eleitoral reconhecido internacionalmente, inclusive pelo Centro Carter, de referência para o mundo”.

Coordenadora de Políticas Especiais da Universidade Bolivariana da Venezuela (UBV), Jaqueline Romero, contesta os “monopólios privados de comunicação, que repetem há 14 anos a mesma ladainha em defesa dos milionários e de seus bens”. “Estou mobilizada em favor de Maduro porque este processo é das grandes maiorias contra a oligarquia e precisamos defendê-lo até com nossas vidas, se preciso for. Este foi o legado que nos deixou Chávez”, frisou.

Professora do programa de Formação Social da UBV, Yajaira Machado lembra que a revolução bolivariana utilizou os recursos do petróleo para fomentar o crescimento econômico com justiça social. “Na saúde, tudo era privatizado. Os trabalhadores não tinham direitos, o salário era muito baixo e muitas pessoas não tinham sequer o que comer. Hoje estamos caminhando rumo ao futuro. Infelizmente, o candidato da oposição não reconhece esses avanços e usa a mídia privada para nos enfraquecer. Mas a revolução segue ainda mais fortalecida”, sublinhou Yajaira.

Para o articulista Clodovaldo Hernandéz, ao escolher Nicolás Maduro para sua sucessão o presidente recém-falecido acertou, “inclusive na hora terrível de ditar as instruções a seguir logo após sua morte”. “Até desde esse presumível nada que significa a morte, ele é capaz de construir algo. Chávez soube ver o povo aonde outros viam um espaço vazio”.

Leia também:
Breno Altman: Os obstáculos diante do chavismo
Marco Weissheimer: O PT que coloque as barbas de molho
Nicolás Maduro eleito presidente com vantagem de apenas 1,5% dos votos
Igor Felippe: A campanha da Folha contra a eleição de Maduro


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2 horas atrás

Advogados alertam sobre risco ao direito de ampla defesa na AP 470

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
No Blog do Zé Dirceu Divido aqui com vocês a petição que nove advogados, incluindo o que me representa, José Luis Oliveira Lima, encaminharam ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pedindo a liberação dos votos proferidos por escrito no processo da AP 470, antes da publicação do acórdão, de modo a conceder tempo adequado para produzir os recursos contra a sentença. 
O documento é assinado por Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Celso Vilardi, José Luís de Oliveira Lima, Alberto Zacharias Toron, Luiz Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Junior e Maíra Beauchamp Salomi. 

O presidente do STF negou recursos anteriores em que era pedida a liberação dos votos por escrito. A estimativa é de que o acórdão tenha mais de 10 mil páginas. Mas o prazo para a apresentação dos embargos contra a decisão é de apenas cinco dias. 

Em um trecho do documento, os advogados dizem: 
“Deixemos de lado o que não é essencial, ao registrar as razões jurídicas de nosso inconformismo. Os agravantes não postulam, contra legem, a dilação do prazo recursal. Não reclamam o mesmo tratamento privilegiado dado à Acusação quando se lhe quintuplicou o tempo de sustentação oral. Não pretendem seja aberta uma nova exceção, ainda que justificável. Pede apenas que o texto excepcionalmente longo do acórdão esteja disponível em tempo razoável anterior à publicação. Nada mais. 

A praxe de nossas cortes o aceita. O Regimento o autoriza. A prudência o recomenda. A solução equilibra o respeito ao prazo da lei e o sentido material do direito de ampla defesa. Basta ver que o Relator costuma divulgar seu voto escrito antes da publicação, em outros casos de repercussão nacional, igualmente televisionados. A incoerência da proibição – ainda mais num caso tão excepcional como esta Ação Penal 470 – não se justifica por nenhuma razão de direito.” 

Em outro trecho, eles afirmam: 

“Ninguém pode ser condenado sem um processo justo. Não é justo um processo que restringe a plenitude do direito de ampla defesa.” 
E acrescentam: 
“Parafraseando o bom humor de um ministro dessa Corte, poderíamos dizer que nem locutor de jóquei seria capaz de ler tão rapidamente milhares de páginas desse texto de tamanho monstruoso. Trabalhando 24 horas por dia, nos cinco dias do prazo, talvez, alcançasse a prodigiosa velocidade de 83 páginas por hora de locução. Sem contar o tempo necessário para a redação do recurso. Embora tenha muito de aleatório, o processo judicial não é uma corrida de cavalos. Trata-se, antes, de instrumento racional de realização da Justiça.” 
 Clique aqui para ler o documento  
Também divido com vocês o agravo regimental encaminhado ao presidente do STF pelo advogado Marcio Thomaz Bastos, que representa o réu José Roberto Salgado. O documento diz: 
“É importante relembrar que a Suprema Corte não pode negligenciar a proteção de direitos fundamentais. Não é legítima uma ordem institucional que nega eficácia material ao devido processo legal e ao direito de ampla defesa, ainda mais em um caso em que o agravante não teve direito ao duplo grau de jurisdição, também este assegurado pela Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San Jose da Costa Rica).” 

Clique aqui para ler o documento   http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=17941&Itemid=2

2 horas atrás

A valiosa teimosia dos venezuelanos

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Por Saul Leblon

A Venezuela está longe de ser a sucursal do paraíso na terra. Mesmo assim, ainda que por uma diferença pequena de votos, seu povo insiste em avançar na contracorrente das advertências oferecidas, entre outros, pela mídia brasileira e por seu colunismo isento, arguto e atilado. 
Na Folha deste domingo, Eliane Cantanhêde, por exemplo, salientava que desde 1999 vem alertando para a crise final do processo bolivariano. 
 
E não é que passados 14 anos de erros e acertos, golpe de direita, sabotagens, cerco midiático mundial, 17 consultas eleitorais vitoriosas e a incerteza trazida pela dramática morte de Chávez, ainda assim, na 18ª ida às urnas, 50,6% votaram pela continuidade, com Maduro? 

Por que tanta e tão longa insensatez? 

Alguns detalhes escapam – lá, como cá – aos analistas de larga visão.

Quase a metade da população urbana da Venezuela vivia entre a pobreza e a miséria em 1999, quando tudo começou, lembra Gilberto Maringoni, direto de Caracas (leia nesta pág).

Hoje, esse percentual caiu a 28%. 

A capital venezuelana é conhecida pelo elevado grau de criminalidade. Mas entre as 26 principais cidades da América Latina, é a que apresenta a menor taxa de desigualdade de renda.

Na Venezuela, mais de 80% das residência são de propriedade dos seus moradores. 

Na prestigiada Colômbia, essa taxa é inferior a 50%. 

Cerca de 95% dos lares venezuelanos têm saneamento básico…

É suficiente? Não. 

Mas são marcos de um processo inconcluso, que a maioria decidiu continuar. 

O que ela decidiu continuar, sob circunstâncias arestosas, digamos assim, não é pouco.

A Venezuela, hoje, é onde a América Latina ousa ir mais longe no aprendizado para o socialismo. 

Não é um caminho de flores. 

Nunca foi. 

Nunca será. 

Aqui, a insurreição armada de Che Guevara fracassou, em outubro de 1967, na Bolívia.

Aqui, a via democrática de Salvador Allende para o socialismo foi massacrada, em setembro de 1973, no Chile.

Desde então, o socialismo passou a figurar no discurso progressista hegemônico – o que não implica negligenciar as posições minoritárias à esquerda dele – como a margem de um rio desprovida de pontes e embarcações de acesso. 

O ciclo de regressividade neoliberal parecia ter implodido as pontes e queimado todas as caravelas, sem chance de uma nova travessia.

O revés mercadista lubrificou o acanhamento de uns e a rendição de outros. 

Reduziu-se o socialismo a um horizonte imaginário pouco, ou nunca, articulado às ações da realidade presente.

A tese da radicalização da democracia política ocupou esse espaço como uma legenda-ônibus, recheada da difusa intenção de erguer pinguelas sobre um vazio estratégico negligenciado. (Leia o Blog do Emir sobre esse vácuo de formulação programática). 

Esse buraco está prestes a completar 45 anos.

O debate sobre os erros do passado e, sobretudo, a busca de alternativas, devem ser retomados à luz da nova realidade recortada por um duplo divisor: a emergência de um colar de governos progressistas na região e o preço devastador da desordem neoliberal em sua ofensiva de restauração.

Até a ascensão de Chávez, eleito pela primeira vez, em 1998, nunca mais o socialismo havia sido reconsiderado como projeto de governo e horizonte concreto de superação dos conflitos e contradições da luta por justiça e desenvolvimento na América Latina.

É evidente que uma Venezuela sozinha jamais será socialista.

O que o processo bolivariano evidencia –e a eleição apertada de Maduro é um testemunho– são as possibilidades, limites e riscos de retrocesso de um estirão pioneiro.

Não se trata de pedir aos venezuelanos que parem a sua história. 

Antes, cabe perguntar o que mais o processo de integração latino-americano pode fazer para ancorar o seu percurso.

Temos todos a aprender com os avanços e tropeços dessa experiência. 

Por isso, entre outras razões, é preciso defender o seu direito de prosseguir. E contribuir para que ela não retroceda.

Os sinais de que uma etapa se esgotou são ostensivos. 

O povo venezuelano há 14 anos dá mostras de sua pertinácia. 

Mas sua coragem não pode mais ser a única fiadora do resgate de uma agenda que interessa a todos os democratas e progressistas da região. 

Não fosse por outro motivo, porque seu eventual fracasso não ficará circunscrito às fronteiras do chavismo.

E isso diz respeito sobretudo ao Brasil, o único aglutinador capaz de deter uma presumível espiral de crises destinada a apear Maduro e rachar o Exército. 

Ou alguém acredita que eles vão aguardar até a próxima oportunidade eleitoral para tentar outra vez?

Mais que nunca, a Venezuela precisa de sócios, parceiros, apoio político, estratégico e financeiro para afrontar esse processo com a velocidade necessária.

Capriles deixou de ser uma caricatura de perdedor; forças locais e internacionais contrariadas pelo chavismo fizeram dele um vertedouro de ocupação do espaço político venezuelano.

Ou Maduro se torna algo semelhante na direção oposta ou será afogado em ondas sucessivas de desgaste.

Como Allende o foi. E como Lula quase foi, em 2005. 

Insista-se: quem pode liderar esse cinturão em torno da Venezuela é o Brasil.


A ver. 
SINTONIA FINA – @riltonsp 

2 horas atrás

Os Funerais de uma Desalmada

SUJO por Esquerdopata
 
Apodreça no inferno, Maggie.

por Mauro Santayana 
“Ela foi uma mulher perversa”, disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador. 
“Nós estamos gastando 10 milhões de libras na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é  rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje”. 
Os protestos populares da noite do último sábado, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos 80, com Margaret Thatcher) foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto  mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que  não se prestaram à Rainha Mãe, quando de sua morte, em 2002. 
Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo – saxão.  
No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair:  “Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados”. 
Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro. 
O consulado tirânico de Thatcher, com suas conseqüências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda.  
Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde os seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de “Thatcher ladra de leite!” – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de “evitar sua desnutrição”. 
O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.  
A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta. 
Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava mata-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder. 
O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros. 
A contra-revolução mundial de Mme. Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais. 
Em todos os paises do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Ângela Merkel está aí, para defender as suas idéias. 
Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas “reformas” de Thatcher: “The bitch is dead” – a cadela morreu. Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo. 
Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam  os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem estar social, antes que seja muito tarde. 

3 horas atrás

Globo apóia Capriles e o golpe (alguma surpresa?)

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Maduro some no JN

 

  Do ContrapontoPIG Do Escrivinhador – publicada terça-feira, 16/04/2013 às 01:42 e atualizada terça-feira, 16/04/2013 às 02:08 
por Alexandre Haubrich, no Jornalismo B

Nesta segunda-feira o Jornal Nacional, da Globo, abriu mão de noticiar o fato político mais importante do domingo para fazer coro com a direita golpista venezuelana e com o Departamento de Estado dos EUA. A vitória de Nicolás Maduro na disputa pela presidência da Venezuela foi deixada em segundo plano para o principal telejornal da Rede Globo noticiar o desrespeito da oposição venezuelana e do governo estadunidense aos resultados eleitorais e dar espaço e legitimidade a esse discurso.

A relevância da primeira vitória da Revolução Bolivariana na Venezuela sem Chávez não foi levada em conta pelos critérios da Rede Globo. A partir de quais critérios, já que os jornalísticos foram abandonados, foi feita a opção por destacar a posição dos derrotados?

maduro 
A divisão temporal da matéria de Delis Ortiz, enviada a Caracas, demonstra o olhar escolhido, o olhar do grupo político antichavista coordenado por Henrique Capriles. O texto já começa deixando claro de que a matéria vai falar: “A praça onde a oposição costuma se reunir amanheceu tranquila”. Então a repórter fala sobre a pequena diferença percentual e segue reproduzindo o discurso derrotado pelo povo e pelas urnas: “a oposição denunciou fraude em várias seções eleitorais e exigiu uma nova apuração dos votos. Henrique Capriles disse que a Venezuela tinha um presidente ilegítimo”. Em seguida mostra instantes da referida fala de Capriles. O tempo total dessa primeira parte da matéria, toda ela falando sobre a oposição, é de 40 segundos.

Finalmente, depois de todo esse tempo de matéria, a repórter fala algo sobre o lado vitorioso: “enquanto a oposição reclamava a recontagem dos votos, o porta-voz do governo, o ministro das Comunicações Ernesto Villegas, convocava a militância chavista para o ato de proclamação de Nicolás Maduro como presidente eleito da Venezuela. E a concentração foi aqui, em frente ao Conselho Nacional Eleitoral”. Essa fala dura 19 segundos. Apenas um minuto e dez segundos depois de iniciada a matéria o nome de Maduro é citado pela primeira vez.

O momento seguinte da reportagem fala sobre as “reações internacionais”, o que para o Jornal Nacional quer dizer o Brasil, obviamente, e os Estados Unidos. Sendo que estes últimos, segundo a própria matéria, “disseram que a auditoria das eleições presidenciais venezuelanas seria importante e necessária”. O total desse trecho é de 25 segundos. Nada sobre o que falaram Evo Morales, Rafael Correa, Cristina Kirchner…
Depois de um minuto e 47 segundos, a repórter resolve enfim noticiar o fato: “E Maduro foi proclamado presidente eleito da Venezuela”. Segue uma frase do presidente. Esse trecho dura 13 segundos.

Por fim, “Apesar do anúncio do Conselho Eleitoral, manifestantes fizeram protestos contra o resultado, e houve confrontos com a polícia”. São dez segundos nesse trecho de encerramento.

Desconstruindo, então, a reportagem:
– 40 segundos para o que a oposição, derrotada, disse sobre o resultado;
– 19 segundos noticiando a convocação para a proclamação do presidente eleito;
– 25 segundos para o posicionamento de Estados Unidos e Brasil a respeito do processo eleitoral;
– 13 segundos para a proclamação e o que disse Maduro;
– 10 segundos para o protesto “contra o resultado”.

Além disso:
– apenas depois de um minuto e dez segundos de matéria o nome do vencedor é citado pela primeira vez;
– apenas depois de um minuto e 47 segundos de matéria a proclamação de Maduro como presidente eleito foi noticiada.

A notícia passada pelo Jornal Nacional não foi, portanto, sobre a eleição na Venezuela, seu resultado, e as motivações e implicações deste. A matéria foi sobre o que disse a oposição – nacional e internacional – ao não reconhecer o resultado das urnas. A inversão da notícia é clara, o abandono do grande fato é flagrante, e a tomada do discurso da oposição como olhar principal é flagrante.

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PITACO DO ContrapontoPIG 
 

Vê-se claramente aqui como a Globo consegue “trabalhar uma notícia” e dar a ela um outro sentido. 

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3 horas atrás

O encontro de Muddy Waters com os Rolling Stones

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por jns

O ENCONTRO HISTÓRICO: STONES E WATERS

Os “Rolling Stones” nomearam-se depois de ouvirem a canção de Muddy, “Rollin ‘Stone”, também conhecida como “Blues Catfish” de 1950. 

Muddy Waters & The Rolling Stones - Live At The Checkerboard Lounge

Os Stones chegaram em Chicago no dia 22 de novembro de 1981, no meio de uma turnê, antes de tocar noRosemont Horizon

Vídeos:    

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3 horas atrás

Venezuela: prontidão contra golpe

SUJO por Esquerdopata
 
Capriles convoca protestos de rua contra resultado eleitoral. Maduro reúne comitê antigolpe para avaliar os acontecimentos das últimas horas.

Sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em conflitos desde a noite de 2ª feira. “Quem venha pela via violenta encontrará o Estado”, alertou após a reunião. Maduro pediu aos chavistas para não entrarem em provocações e culpou Capriles pela tensão. “Essa é a Venezuela que vocês querem?

Carta Maior

3 horas atrás

UFC declara apoio à comunidade LGBT, expulsa atleta transfóbico e quer lutador assumido

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Dana WhiteUm dos esportes que mais ganha projeção no mundo, o UFC iniciou uma verdadeira cruzada anti-homofóbica. Primeiro, seu criador Dana White, que disse em fevereiro que espera que algum atleta do UFC se assuma gay e que o UFC o receberia da mesma forma que recebe qualquer lutador e que caso outro atleta não queira lutar com ele por ser gay, que o UFC o corrigiria. O ato rendeu. O peso pesado Matt Mitrione foi suspenso por tempo indeterminado pelo UFC depois de ter chamado a lutadora transexual Fallon Foz de “nojenta” entre outros xingamentos. Dana não só suspendeu Matt como divulgou um comunicado contundente. “O UFC é amigo e aliado da comunidade LGBT, espera e exige que seus 450 atletas tratem os outros com dignidade e respeito”, diz o texto. “A organização acha os comentários do Sr. Mitrione altamente ofensivos e inteiramente inaceitáveis e – como resultado direto dessa significante quebra do código de conduta do UFC – o contrato do Sr. Mitrione está suspenso e o incidente está sendo investigado”, completou o texto.

Lésbica e trans
Enquanto entre os lutadores homens do UFC não há nenhum assumido, entre a recém criada ala das mulheres já são duas membros honorários do guarda-chuva LGBT. A transexual Fallon Foz foi liberada pela associação de desporto norte-americana a disputar com  mulheres. O outro nome é de Liz Carmouche, lésbica assumida que é destaque do UFC e grande aposta de Dana.

O chefão do UFC já declarou que quer encorajar atletas gays a se assumirem, já que imagine que entre seus 450 lutadores existam alguns homossexuais. É certo, também, que ele procura no reality TUF (exibido no Brasil pela Globo) atletas gays. Jogada de marketing ou de inclusão? Provavelmente, ambas.

fonte: MixBrasil

3 horas atrás

Venezuela: a direita ataca nas ruas

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

  No Altamiro Borges Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador: Interessa aos partidários de Henrique Capriles criar um clima de confrontação. Para os chavistas, o melhor seria aguentar provocações, sem permitir que a situação desande para a confrontação nas ruas. É isso o que me explica, por telefone, um amigo que conhece muito bem a Venezuela e o chavismo. Acontece que falta combinar com os russos! Nas últimas horas, chegam notícias preocupantes sobre a beligerância na Venezuela. Tanto é que o próprio presidente decidiu falar claramente: prepara-se um Golpe de Estado no país, como em 2002. 
 
Alguns dados: – na noite de segunda para terça, a turma de Capriles atacou carros e prédios do Governo de Barinas (Estado onde nasceu Hugo Chavez); – cercou casas de autoridades, ateando fogo em algumas delas; – atacou centros de saúde onde se concentram médicos cubanos; – cercou a sede da VTV e da TeleSur – duas emissoras simpáticas ao chavismo; – atacou integrantes da Guarda Nacional que faziam segurança no bairro nobre de Altamira (Caracas), dominado por antichavistas. A impressão é de uma ação coordenada da direita. Os chavistas, há pouco, decidiram ir para as ruas, defender a sede da TeleSur e outros pontos estratégicos sob ataque da direita venezuelana. A tensão é enorme, e no momento em que escrevo os ataques de parte a parte tornam-se ainda mais violentos também nas redes sociais – inclusive com ameaças de morte contra um apresentador de TV chavista. Dias antes da eleição, o governo da Venezuela prendeu mercenários colombianos e salvadorenhos, que haviam entrado no país com armas e explosivos. As pistas indicam que os “rapazes” da CIA podem estar atuando na terra de Bolívar. Capriles não reconhece o governo eleito de Nicolás Maduro. Com a votação obtida (49% dos votos), ele poderia perfeitamente comandar uma oposição institucional, elegendo mais parlamentares no próximo pleito, e preparando-se para derrotar Maduro mais à frente – no voto. Mas o núcleo duro de Capriles parece ter escolhido o atalho do golpismo. Foi esse o caminho adotado em 2002 – quando derrubaram Chavez e colocaram no poder (por dois dias) Pedro Carmona – um líder empresarial que foi prontamente reconhecido como presidente pelo governo dos Estados Unidos (sem falar na imprensa brasileira, que comemorou o golpe). O DNA golpista parece atuar de novo. A turma de Capriles passou anos falando em riscos para a liberdade de imprensa, sob Chavez. E agora, cerca emissoras de TV. Passou anos defendendo a “volta à normalidade democrática”, e agora  aposta na instabilidade. Não é exagero imaginar que, mantido o clima de confrontação que se vê hoje, a Venezuela possa caminhar para Guerra Civil. Seria mais um país rico em petróleo a enfrentar a instabilidade fomentada por Washigton. Os chavistas cometeram erros nos últimos anos. Há muito o que se criticar na administração que agora está sob o comando de Maduro. Mas do outro lado há o fantasma de uma direita que parece não ter aprendido nada com a história. O Brasil precisa agir, rapidamente. Não podemos aceitar a desestabilização de um país membro da UNASUL e do Mercosul. Os Estados Unidos e a extrema-direita venezuelana (não falo da direita civilizada, democrática, que tem todo direito de se opor ao chavismo, pela via institucional) vão cometer um grave erro, se apostarem que a Venezuela vai cair feito o Paraguai ou Honduras. Maduro falou claramente: prepara-se um golpe de Estado na Venezuela. Maduro não é Chavez. Mas a multidão chavista tem força para resistir. E as Forças Armadas, ao contrário de 2002, estão livres dos golpistas.  Os próximos dias serão decisivos. Se Capriles não fizer um chamado consistente para a calma e a ordem, as consequeências podem ser dramáticas não só para a Venezuela, mas para toda a América do Sul. Altamiro Borges: Venezuela: a direita ataca nas ruas