Contra “o Brasil é uma m…”, só os sujos

por redacao
 

 

Conversa Afiada reproduz afiado artigo de Saul Leblon, na Carta Maior:

O tempo urge: o papel da mídia alternativa


O jogo do conservadorismo para 2014 está montado em duas cartas: uma de natureza diretamente política; outra, de manipulação das expectativas econômicas.

Com a primeira, pretende-se impedir que Lula transfira a força de seu prestígio ao palanque de Dilma.

O processo de investigação contra o ex-presidente, engendrado no circuito Gurgel, Valério & Associados, tem essa finalidade.

Com a segunda, trata-se de corroer a confiança do país no futuro, de modo a impedir que o capital privado migre do rentismo para o novo ciclo de investimento produtivo buscado pelo governo.

Ademais de jogar a economia num corner inflacionário , dado o desequilíbrio entre oferta e demanda, o êxito dessa dupla cartada deixaria Dilma ‘solteira’, num palanque cercada de difamação administrativa por todos os lados.

Esse é o jogo.

O primeiro tempo corre nas manchetes e escaladas noticiosas.

O segundo, com os acréscimos previsíveis de golpes baixos, tomará todo o ano de 2014.

Como na mesa de truco, o sucesso da empreitada depende do poder de convencimento daqueles cujo blefe não contagiou o Brasil em 2002, 2006 e 2010.

Por que haveria de ser diferente agora?

Distorções intrínsecas à macroeconomia das últimas décadas (juro sideral e câmbio valorizado) , acrescidas do contágio lento, mas cumulativo, da desordem planetária neoliberal , afetam o crescimento brasileiro nesse momento.

O vício rentista trazido dos anos 90, quando a taxa de juro chegou a estonteantes 40%, poupou o dinheiro graúdo dos percalços do mundo físico da produção, até meados de 2008.

A uma elite sempre dissociada do país, concedeu-se trocar o relevo acidentado da produção, pela planície financeira do ganho alto, com risco zero e liquidez imediata.

Esse dinheiro bronzeado em férias permanentes em paraísos fiscais e locais, está sendo induzido agora, a toque de juros baixos, a se sujar de graxa e poeira outra vez.

Não é uma travessia simples, mesmo quando todas as variáveis estão sob controle.

E, no caso, elas não estão.

A principal variável, a das expectativas em relação ao futuro brasileiro, está sendo minada, diariamente, pelo dispositivo midiático conservador.

O governo enfrenta aqui a sua principal desvantagem.

A questão decisiva da confiança não argui, propriamente, os projetos de investimento previstos e em curso.

Não se questiona a sua pertinência.

Nem seria possível. O Brasil precisa aproveitar a alavanca do pré-sal para se reindustrializar. Tem que readequar uma infraestrutura desenhada para a sociedade elitista do século XIX, ao gigantesco mercado de massa revelado sob o ciclo de governos do PT.

As dimensões do que já se encontra em andamento colocam o país no ranking dos maiores canteiros de obras do mundo.

Das 50 maiores tapumes de infraestrutura e energia erguidos no planeta, 14 estão no Brasil.

A Europa se liquefaz; os EUA ainda tropeçam; as taxas juros são negativas em 90% dos mercados relevantes do globo.

Dados da associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema): no Brasil, ao contrário, há 12.260 obras e investimentos importantes agendados para até 2016.

Em valores, R$ 1,5 trilhão. Pouco menos que a metade do PIB atual.

Onde a coisa emperra então?

Na barragem de fogo que fomenta a incerteza quanto à capacidade do atual governo de implantá-los.

A acusação é de intervencionismo.

‘O governo Dilma quer decidir até a taxa de lucro dos projetos’, uivam os órfãos nativos de Margareth Tatcher — ‘a ladra do copo de leite’, assim homenageada pela classe trabalhadora inglesa por sua obra na gestão da merenda escolar, quando serviu como ministra da educação, em 1970 (leia sobre a construção do mito neoliberal na matéria do correspondente em Londres, Marcelo Justo; nesta pág)

O dispositivo midiático fala à elite e aos investidores, locais e forâneos.

A mensagem é: não se arrisquem agora; se o PT for derrotado em 2014, as regras do jogo mudam.

A pregação pela alta dos juros lubrifica o convite à adesão e o nome da recompensa.

À medida em que posterga prazos e projetos urgentes , a incerteza muda o pano de fundo econômico da disputa politica.

É esse manejo psicológico do futuro brasileiro que dá à mídia em 2014 uma importância ainda mais central do que já teve em 2002, 2006 e 2010.

Em 2002, o governo era comandado pelo conservadorismo.

Sua inoperância estava tão evidente que nem mesmo a barragem da mídia seria capaz de acobertá-la.

Lula ganhou.

Em 2006, o cerco montado em torno das denúncias do ‘mensalão’ colidiu de frente com a resistência social, embalada por uma economia em ascensão, em contraposição à memória ainda fresca do desastre tucano no poder.

Lula foi reeleito.

Em 2010, o país contabilizava os ganhos do enfrentamento contracíclico oposto ao colapso da ordem neoliberal.

Dilma venceu.

Hoje, a disposição das peças do xadrez é mais complexa.

O mantra do ‘Brasil que não dá certo’, mesmo sendo essencialmente uma conveniência ideológica, pode interferir objetivamente no cenário econômico e político.

O cerco a Lula, na medida em que possa enfraquecer o fiador de última instância de Dilma, converge no mesmo sentido.

Por isso a dimensão midiática da luta eleitoral hoje é mais decisiva do que o foi em 2002, 2006 e 2010.

Desengavetar o marco regulatório da mídia é imperativo.

Mas talvez não seja mais suficiente. O processo, previsivelmente longo, não responde à urgência da hora.

Como diz o governador Tarso Genro, em sintomática entrevista concedida a Marco Aurélio Weissheimer (leia aqui) , o Brasil vive sob o bloqueio da informação.

A mídia interdita o debate e a solução dos problemas nacionais.

‘Temos, frequentemente, que recorrer à mídia alternativa para romper o cerco’, resumiu o líder gaúcho.

Recorrer aos veículos alternativos e aos canais públicos talvez não possa mais ser encarado como a alternativa do desespero.

Chegou a hora de cogitá-la como a resposta da sensatez.

 

Navalha

Veja, amigo navegante, a gravidade da denúncia do Leblon e como a estratégia do tucanuardo se torna poderoso viagra do Golpe: minar a confianca dos empresários, com a insinuação do rompimento de contratos.

Clique aqui para ler tambem “Eduardo a caminho da Cerra”.

Convem voltar à entrevista em que o Maduro tosquiou Ilustre colonista da Folha (*): não fosse a tevê estatal, a Globovisión teria dado o Golpe em Chávez e jogado a Venezuela numa Guerra Civil.

(Por falar em Ilustre colonista (**), tosquiada, ela nesta terça-feira procura dinamitar a candidatura de Heleno Torres ao Supremo e anaboliza a de um preferido de Gilmar Dantas (***). Clique aqui para ler “Dilma não vai nomear o candidato de Gilmar”. A tosquiada é infatigável. No espaco de180 graus do espectro político.

Em tempo: “o Brasil é uma m…” é a editoria que produz 60% do jornal nacional . Os outros 40% são propaganda da casa, como a selecinha do Marin.

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

3 horas atrás

Ayres rasga a fantasia e contracena com um Marinho

por redacao
 

Saiu no Globo o dueto de um dos filhos do Roberto Marinho – o Rodrigo já os identificou, como a rapaziada do BV – com o Presidente do STF que fez a diferença: marcou o enforcamento do Dirceu para a hora em que os eleitores de São Paulo votavam no Haddad.

(Não deixe de ler “Janio desmonta o Mentirão”; o professor Falcão, que “confirma: a Globo condenou o Dirceu”“Barbosa não vai à Costa Rica contra o Dirceu”; e “Big Ben de Propriá entra na ONG da Globo e da Souza Cruz, duas organizações que fazem bem à saude do povo”.)

Ayres Britto: controle externo da imprensa é ‘antessala da censura’

Para o ex-ministro e ex-presidente do STF, a imprensa livre é “elemento conceitual” da democracia brasileira

PORTO ALEGRE – O ex-ministro e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ayres Britto, criticou nesta segunda-feira em Porto Alegre as iniciativas que propõem a criação de um conselho externo para monitorar as atividades da imprensa. Segundo Ayres, que recebeu o prêmio Liberdade de Imprensa concedido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) – http://www.iee.com.br/ -, a criação de um organismo externo de regulação configuraria a “antessala da censura prévia”. O prêmio foi entregue na sessão de abertura do 26º Fórum da Liberdade, promovido pelo IEE.

Britto explicou que qualquer proposta nesse sentido teria de ser considerada inconstitucional porque a imprensa livre é um “elemento conceitual” da democracia brasileira.

– A imprensa só pode ser controlada por ela mesma, só pode ser avaliada criticamente por ela, assim como ocorreu com o judiciário a partir da criação do CNJ, ou por meio de controle difuso do consumidor da informação. Estou convencido de que caminharemos naturalmente para a criação de um mecanismo de controle e regulação internos – disse o ex-ministro.

O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, também foi homenageado com o prêmio Libertas – Empresário de Comunicação, concedido a empreendedores que se destacam no mercado pela valorização dos princípios da livre inciativa e do estado democrático. O prêmio foi entregue pelo empresário Jorge Gerdau.

Marinho destacou que o discurso da regulação externa da imprensa tem por trás não uma intenção de censura, mas uma tentativa de enfraquecimento dos grupos empresariais de mídia, como forma de torná-las “dependentes economicamente” do Estado.

– Relutei em aceitar a homenagem porque acho que nós, jornalistas, é que devemos saudar quem defende a liberdade de imprensa. Mas achei que esta poderia ser uma noite didática para falar desse tema, na medida em que há determinadas minorias tentando nos desestabilizar. Tenho plena confiança nas nossas instituições na defesa desse princípio constitucional – afirmou João Roberto Marinho.

O vice-presidente das Organizações Globo fez questão de saudar o outro homenageado da noite por ter sido o relator do processo no STF que determinou, em 2009, o fim da lei de imprensa criada no regime militar.

O presidente do IEE, Michel Gralha – http://www.feijolopes.com.br/web/site/xhtml/content/advogados/default.aspx?id=3 -, destacou que é difícil lutar pela liberdade no país devido à cultura paternalista de que o Estado pode e deve interferir na vida cotidiana dos cidadãos.

– Se quisermos crescer e viver melhor, precisamos mudar a cultura que nos deu ditados populares ultrapassados. No Brasil, quem espera pode ser que alcance no final do mês uma bolsa-família – ironizou.

4 horas atrás

Pauzinho do Dantas e Eduardo querem parar o Brasil

por redacao
 

 

Saiu na Folha (*): 

Braços cruzados


Painel 
VERA MAGALHÃES

Sindicatos da construção pesada discutem hoje em São Paulo proposta de greve em grandes obras em andamento, como as do PAC e de estádios da Copa. A maioria das entidades é ligada à Força Sindical, que tem 170 mil trabalhadores do setor em 15 Estados. Em atrito com o Planalto, a central estimula paralisações nos canteiros alegando descumprimento de pontos do acordo selado com o governo em 2011 após conflitos entre operários de Jirau, Santo Antônio e Suape. 

Em São Paulo, Campos diz que consegue gerir Pernambuco de longe


Ontem, ouviu do presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), que “a central vê com muito bons olhos sua candidatura”.

No discurso, Campos falou sobre temas nacionais. Criticou a política de desonerações do governo federal e, mesmo sem citar Dilma Rousseff, disse que o país “piorou” nos dois primeiros anos em que ela esteve no Planalto.

O PDT, ligado à Força Sindical, integra a base de apoio de Dilma -controla o Ministério do Trabalho. A sigla, no entanto, tem colocado em dúvida a continuidade da aliança e vem se aproximando do PSB. Ontem, o deputado disse que o ministério “faz parte do acordo de 2010″ e que “2014 é outra história.” 

Saiu no Valor, o PiG (**) cheiroso:

Campos busca apoio sindical em SP


Segundo Eduardo Campos, o país está reduzindo seu nível de investimentos há dois anos. O governador disse ainda que não há como “segurar um ciclo de expansão econômica só com consumo” e cobrou da gestão Dilma regras “claras” para atrair o investimento privado.

“O governo precisa efetivamente deixar claro para outros setores que não teremos cavalo de pau, que nenhuma regra será alterada”, disse. “Os investimentos do mundo privado vão vir na hora em que passarmos confiança e o mercado entender que as perspectivas levam a dar segurança em um novo ciclo de investimento. Para isso, é fundamental que regras sobre uma série de setores estratégicos sejam consolidadas. Elas estão em suspenso, aguardando a votação de novos marcos. Os velhos marcos já não servem mais”, afirmou a jornalistas, pouco antes da palestra.

Ao comentar as desonerações que o governo federal vem realizando sobre automóveis, linha branca e produtos da cesta básica, Campos fez ressalvas. “O tático não pode ser engolido pelo estratégico. Isso não quer dizer que não se possa lançar mão de medidas de desoneração pontuais. Mas é fundamental que haja estratégia, rumo estratégico”, disse a jornalistas. “Vejo com preocupação quando só há movimento tático”, afirmou. “Não é só a desoneração da folha que vai manter empregos. Se a economia não animar podemos correr o risco de afetar o mercado de trabalho no Brasil”.

 

Navalha

Que o Paulinho da Força, aqui conhecido como “Pauzinho do Dantas”, quer parar o Brasil, já se sabe.

É a aspiração de seus protegidos: o Padim Pade Cerra e o tucanuardo.

A missão paralisante do Eduardo, porém, agora adquire um aspecto ideológico mais grave do que a campanha rumo à Cerra.

Eduardo adota a linha ideológica de Roberto Setúbal, dono do banco Itaú, que foi à imprensa estrangeira reclamar que a Dilma muda tanto a política que dá insegurança – e a impressão de querer quebrar contratos.

E os empresários precisam de certeza de que os contratos não serão rasgados.

A Presidenta sabe que, nos encontros reservados com empresários, o tucanuardo tem batido nessa tecla: a ameaça da quebra de contratos.

É um nervo sensível.

Nenhum empresário investe, se não tiver certeza da higidez dos contratos.

O tucanurdo começa a levar longe demais aquilo que o Mauricio Dias chamou de “quanto melhor para a Dilma, pior para o tucanuardo”.

Já se desenha uma estratégia de parar o Brasil.

Como pretendem fazer o Pauzinho do Dantas e seus protegidos – o Padim e o imaculado banqueiro.

Eduardo começa a navegar em águas turvas.

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

6 horas atrás

Janio revê o mensalão. O que faz dele um mentirão

por redacao
 

Escreveu Janio de Freitas, na Folha (*):

Questões para os juízes


Elementos novos incidem sobre pontos decisivos no teor da acusação do mensalão 

OS MINISTROS do Supremo Tribunal Federal vão deparar com grandes novidades em documentos e dados, quando apreciem os recursos à sentença formal, esperada para os próximos dias, da ação penal 470 ou caso mensalão. Muitos desses elementos novos provêm de fontes oficiais e oficiosas, como Banco do Brasil, Tribunal de Contas da União e auditorias. E incidem sobre pontos decisivos no teor da acusação e em grande número dos votos orais no STF.

(…) perícia de especialistas do Banco do Brasil concluiu pela existência das comprovações necessárias de que os serviços foram prestados pela DNA. E de que foi adequado o pagamento dos R$ 73,850 milhões, feito com recursos da sociedade Visanet e não do BB, como constou. Perícia e documentos que os ministros vão encontrar em breve.

No mesmo ponto da ação, outra incidência decisiva está revista: nem Henrique Pizzolato era o representante do Banco do Brasil junto à Visanet nem assinou sozinho contrato, pagamento ou aporte financeiro. Documento do BB vai mostrar esses atos sempre assinados pelo conjunto de dirigentes setoriais (vários nomeados ainda por Fernando Henrique e então mantidos por Lula). A propósito: os ministros talvez não, mas os meios de comunicação sabem muito bem o que é e como funciona a “bonificação por volume”, em transações de publicidade e marketing, que figurou com distorção acusatória no quesito BB/Visanet/DNA do julgamento.

Quantos dos seus ministros serão capazes de debruçar-se com neutralidade devida pelos juízes, sem predisposição alguma, sobre os recursos que as defesas apresentem? E, se for o caso, reconsiderar conceitos ou decisões -o que, afinal de contas, é uma eventualidade a que o juiz se tornou sujeito ao se tornar juiz, ou julga sem ser magistrado.

Clique aqui para ler “O que Barbosa ignorou para condenar João Paulo Cunha”.

aqui para entender por que a Hildegard Angel chamou o mensalado (o do PT, já que o do PSDB, segundo o professor Falcão, quá, quá, quá  !) de mentirão.

Em tempo: Janio de Freitas é autor do prefácio do livro de Paulo Moreira Leite, “A outra história do mensalão”, que dá uma surra de vendas nos adversários: os do Ataulfo Merval de Paiva (**) e de um certo “historiador”/militante do interior de São Paulo.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.

7 horas atrás

Safatle dissolve a Dama de Ferro

por redacao
 

Saiu na Folha (*) artigo de Vladimir Safatle:

Canonizando Margaret


“Não existe esse negócio de sociedade. Existem apenas homens e mulheres individuais, e há famílias.” Foi com essa filosofia bizarra que Margaret Thatcher conseguiu transformar o Reino Unido em um dos mais brutais laboratórios do neoliberalismo.

Com uma visão que transformara em inimigo toda instituição de luta por direitos sociais globais, como sindicatos, Thatcher impôs a seu país uma política de desregulamentação do mercado de trabalho, de privatização e de sucateamento de serviços públicos, que seus seguidores ainda sonham em aplicar ao resto do mundo.

De nada adianta lembrar que o Reino Unido é, atualmente, um país com economia menor do que a da França e foi, durante um tempo, detentor de um PIB menor que o brasileiro. Muito menos lembrar que os pilares de sua política nunca foram questionados por seus sucessores, produzindo, ao final, um país sacudido por motins populares, parceiro dos piores delírios belicistas norte-americanos, com economia completamente financeirizada, trens privatizados que descarrilam e universidades com preços proibitivos.

A mesma mulher que chamou Nelson Mandela de ” terrorista” visitou Augusto Pinochet quando ele estava preso na Inglaterra, por ver no ditador chileno um “amigo” que estivera ao seu lado na Guerra das Malvinas e um defensor do “livre-mercado”.

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

20 horas atrás

Eduardo a caminho da Cerra

por redacao
 

 

 

O Conversa Afiada localizou o Oráculo de Delfos, dessa vez na catedral de São Paulo, em Londres, onde espera o Fernando Henrique para as exéquias de Margaret Thatcher:

Prezado Oráculo, para onde caminha o Eduardo?

Ele respondeu num fôlego só:

Fechados os caminhos de uma candidatura situacionista (Dilma, diante do lançamento da candidatura do
Eduardo pela midia e aceita tacitamente por ele, declarou a dela;  não há como retirar o PMDB da vice e nem deve) resta a lógica inevitável de se tornar uma candidatura de oposição.

Os conservadores não o deixarão escapar pela tangente a menos que dispense ajuda financeira.

Breve ele terá que dizer que é a favor do regime de concessão da Petrobras.

Ainda assim, o que justificaria uma candidatura dissidente?

Rejeição ao PMDB?

E as coligações do PSB com o mesmo PMDB e, pior, com o PSDB, Brasil a fora?

Projeto de governo? Seria contra a política social, contra a revolução na infraestrutura material da economia, inclusive em Pernambuco?

Contra a política internacional?

Aventar modificações e melhorias na margem dos processos em curso não justifica a abertura de uma dissidência nesse nível.

Em nome de quê o PSB, que convive com todos os partidos da coalizão desde Lula e nunca reclamou, apresentará um candidato presidencial ou vice alternativo?

O PSDB não tem discurso porque seja incompetente, mas porque, no período em andamento, não há discurso fora do governo senão o do conservadorismo dos costumes: sexo, corrupção, levando passo a passo até a direita.

Cerra que o diga.

Pano rápido.

8 de Abril de 2013 14:00

Santayana e o MPF vs Lula. Quem brinca com fogo …

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana:

O PROCESSO CONTRA LULA E A FORÇA DO SIMBOLISMO


(Carta Maior) – O Ministério Público do Distrito Federal –  por iniciativa do Procurador Geral da República – decidiu promover  investigação contra Lula, denunciado, por Marcos Valério, por ter intermediado suposta “ajuda” ao PT, junto à Portugal Telecom, no valor de 7 milhões de reais.

O publicitário Marcos Valério perdeu tudo, até mesmo o senso da conveniência. É normal que se sinta injustiçado. A sentença que o condenou a 40 anos de prisão foi exagerada: os responsáveis pelo seqüestro, assassinato e esquartejamento de Eliza Salmúdio foram condenados à metade de sua pena.

Assim se explica a denúncia que fez contra o ex-presidente, junto ao Procurador Geral da República, ainda durante o processo contra dirigentes do PT.

O Ministério Público se valeu dessas circunstâncias, para solicitar as investigações da Polícia Federal – mas o aproveitamento político do episódio reclama reflexões mais atentas.

Lula é mais do que um líder comum. Ele, com sua biografia de lutas, e sua personalidade dotada de carisma, passou a ser um símbolo da nação brasileira, queiramos ou não. Faz lembrar o excelente estudo de Giorg Plekhanov sobre o papel do indivíduo na História. São homens como Getúlio, Juscelino e Lula  que percebem o rumo do processo, com sua ação movem os fatos e, com eles, adiantam o destino das nações e do mundo.

Há outro ponto de identificação entre Lula e Plekhanov, que Lula provavelmente desconheça, como é quase certo de que desconheça até mesmo a existência desse pensador, um dos maiores filósofos russos. Como menchevique, e parceiro teórico dos socialistas alemães, Plekhanov defendia, como passo indispensável ao socialismo, uma revolução burguesa na Rússia, que libertasse os trabalhadores do campo e industrializasse o país. Sem passar por essa etapa, ele estava convencido, seria impossível uma revolução proletária no país.

É mais ou menos o que fez Lula, em sua aliança circunstancial com o empresariado brasileiro. Graças a essa visão instintiva do processo histórico, Lula pôde realizar uma política, ainda que tímida, de distribuição de renda, com estímulo à economia. Mediante a retomada do desenvolvimento econômico, com a expansão do mercado interno, podemos prever a formação de uma classe trabalhadora numerosa e consciente, capaz de conduzir o processo de soberania.

Não importa se o grande homem público brasileiro vê assim a sua ação política. O importante é que esse é, conforme alguns lúcidos marxistas, começando pelo próprio Marx, o único caminho a seguir.

Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil.

Lula não é uma figura sagrada, sem erros e sem pecados. É apenas um homem que soube aproveitar as circunstâncias e cavalga-las, sempre atento à origem de classe e fiel às suas próprias idéias sobre o povo, o Brasil e o mundo.

Mas deixou de ser apenas um cidadão como os outros: ao ocupar o seu momento histórico com obstinação e luta, passou a ser um emblema da nacionalidade. 

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