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Antonio Mello: Pedido de impeachment de Gilmar Mendes traz à tona “relações perigosas”

publicado em 17 de maio de 2011 às 16:28

do Blog do Mello 

O advogado comum aos três chama-se Sérgio Bermudes. Ele também é patrão de Guiomar Mendes, que trabalha no escritório de Bermudes em Brasília. Guiomar Mendes é mulher de Gilmar Mendes.

Agora entra na história um novo advogado. O nome dele é Alberto de Oliveira Piovesan. Ele entrou no Senado da República com um pedido de impeachment do ministro e ex-presidente do STF Gilmar Mendes.

Grande parte da argumentação (mas não toda) de Piavesan se baseia numa reportagem da revista Piauí sobre o Supremo Tribunal Federal e Gilmar Mendes publicada nos números 47 e 48  da revista.

A revista PIAUÍ, de circulação nacional, nos números 47 e 48, respectivamente de agosto e setembro de 2010, publicou extensa e bem elaborada reportagem de autoria de Luiz Maklouf Carvalho, jornalista há mais de trinta anos, sobre o Supremo Tribunal Federal, e na de nº 48 revelou e detalhou relações entre o Ministro Gilmar Ferreira Mendes e sua mulher, com o Advogado Sergio Bermudes, seu antigo desafeto – fato público (documento nº 11, em anexo) – até quando assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

Os fatos divulgados pela referida reportagem (documento nº 4, em anexo), são comprometedores. Revelam recebimento de benesses e outros fatos que põem em dúvida
a isenção, a parcialidade do julgador, configurando violação a dever funcional, e em consequência a incidência do item 5 do artigo 39 da Lei Federal 1079/1950.

(…) A referida reportagem informou, dentre outros fatos, que o Advogado Sergio Bermudes hospeda o Ministro Gilmar Ferreira Mendes quando este vem ao Rio de Janeiro, e que já hospedou-o em outras localidades, além de fornecer-lhe automóvel Mercedes Benz com motorista.

A citada reportagem informou também que o Ministro Gilmar Ferreira Mendes recebeu de presente, do mesmo Advogado Sergio Bermudes, uma viagem a Buenos Aires, Argentina, quando deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano passado (2010). E que o presente foi extensivo à mulher do Ministro, acompanhando-os o Advogado nessa viagem.

A citada reportagem informou ainda que o referido Advogado emprega e assalaria, acima do padrão, a mulher do Ministro. Evidente que no recesso do lar pode ela interferir junto ao marido a favor dos interesses do escritório onde trabalha,
e de cujo titular é amiga intima (sempre segundo a citada reportagem). É o canal de voz, direto e sem interferências, entre o Ministro e o Advogado.

Se comprovados estes fatos, notadamente a viagem de presente, ficará configurada violação de dever funcional, com consequente inabilitação para o cargo, eis que
vedado o recebimento de benefícios ao menos pelo Código de Ética da Magistratura, precisamente seu artigo 17.

No pedido de impeachment há também a informação de que Sergio é um dos principais advogados da Rede Globo (pg. 20), de Daniel Dantas (pg. 22) e do próprio Gilmar Mendes (pg. 26).

A íntegra do pedido de impeachment de Gilmar Mendes está aqui, em pdf. Vale a pena ler.

Não tenho competência para julgar o conhecimento jurídico do ministro Gilmar Mendes. Mas sua avaliação e capacidade de julgamento, sim, e na minha opinião ele é um homem vaidoso e arrogante, o que denota insegurança. Sua opinião na sabatina da Folha em 2009  de que Fernando Henrique Cardoso “é um estadista” e Lula, não, mostra que ele pode entender de Direito mas não entende direito o mundo em que vive. Mendes gosta tanto de FHC que tinha (ou ainda tem?) um retrato de FHC em sua mesa de trabalho.

Sei que dificilmente o Senado irá peitar Gilmar Mendes. Ele mostrou que tem força no STF quando conseguiu um placar de 9 a 1 a seu favor no caso dos dois HC de Dantas. E vários dos senadores têm processos por lá e não vão querer se indispor com seus futuros julgadores.

Mas a ação do advogado Piovesan tem o grande mérito de trazer à tona as relações perigosas de Gilmar Mendes, que se forem repercutidas na mídia poderão fazer com que o imperial ex-presidente do STF tenha que vir ao distinto público explicar-se.

Se dependermos da grande mídia, sabemos que nada será feito. Portanto, temos que fazer a nossa parte divulgando a ação do advogado Piovesan e exigindo providências do Senado e da OAB – a quem o pedido de impeachment também foi entregue.

O Novo Jornal foi o primeiro a divulgar o pedido de impeachment de  Gilmar Mendes. Os nomes das testemunhas aqui.

Leandro Fortes: “Querem trocar juiz após vir à tona nome de tucano acusado de traficar órgão”

publicado em 17 de abril de 2013 às 13:12

Paulinho, então com 10 anos, foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo

A dor de Paulo Pavesi

por Leandro Fortes, em CartaCapital 

Sozinho, escondido em Londres, na Inglaterra, depois de ter conseguido asilo humanitário na Itália, em 2008, o analista de sistemas Paulo Pavesi se transformou no exército de um só homem contra a impunidade dos médicos-monstros que, em 2000, assassinaram seu filho para lhe retirar os rins, o fígado e as córneas.

Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Na edição desta semana de CartaCapital, publiquei uma reportagem sobre o envolvimento do deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) com a chamada “Máfia dos Transplantes” da Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas.

Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

As poucas notícias que são veiculadas sobre o caso, à exceção da matéria de minha autoria publicada esta semana, jamais citam o nome de Carlos Mosconi. Em Minas Gerais, como se sabe, a imprensa é controlada pela mão de ferro do PSDB. Nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas quando ainda vivia para que fossem vendidas, no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada.

Esse silêncio, aliado à leniência da polícia e do judiciário mineiro, é fonte permanente da dor de Paulo Pavesi. Mas Pavesi não se cala. De seu exílio inglês, ele nos lembra, todos os dias, que somos uma sociedade arcaica e perversa ao ponto de proteger assassinos por questões políticas paroquiais.

Como sempre, a velha mídia nacional, sem falar na amordaçada mídia mineira, não deu repercussão alguma à CartaCapital, como se isso tivesse alguma importância nesses tempos de blogosfera e redes sociais.

Pela internet, o Brasil e o mundo foram apresentados ao juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas. Em de 19 de fevereiro desse ano, ele condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho.

Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Ontem, veio o troco.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de hoje, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar.

De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi. A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi.

Ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi veio à tona.

Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes – e jornalistas – em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós.

Leia também:

Leandro Fortes: Tucano é acusado de tráfico de órgãos

Petistas anunciam saída da comissão presidida pelo deputado Feliciano

Iolando Lourenço* – Agência Brasil17.04.2013 – 16h47 | Atualizado em 17.04.2013 – 16h52

Brasília – Os deputados do PT que integram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados decidiram hoje (17) se retirar do colegiado como protesto à presidência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). A ação também é uma tentativa de inviabilizar os trabalhos da CDHM, por entenderem que não houve legitimidade na eleição do atual presidente.

Os integrantes titulares do PT no colegiado são os deputados federais Padre Tom (RO), Erika Kokay (DF), Domingos Dutra (MA) e Nilmário Miranda (MG). De acordo com Padre Tom, os quatro titulares e igual número de suplentes vão comunicar ainda hoje ao líder da bancada, deputado José Guimarães (CE), que não vão mais participar da CDHM. Eles também pedirão ao líder que não indique outros deputados para suas vagas.

“A comissão está inviabilizada por este ano. Não fazia sentido participar das reuniões e não quero mais polemizar, porque esse cara é um artista e está tirando proveito da situação para interesses individuais”, disse o deputado Padre Tom. Ele criticou também a mobilização da segurança da Casa em todas as reuniões da comissão. “Não se pode paralisar a Casa por causa de um parlamentar”, reclamou.

“Estamos saindo para não legitimar os atos do pastor. Não reconhecemos a eleição dele”, acrescentou o deputado Nilmário Miranda, ex-presidente do colegiado.

Já haviam abandonado a comissão os deputados do PSOL Chico Alencar (RJ) e Jean Wyllys (RJ) e a deputada do PSB Luiza Erundina (SP). Esses deputados, com os petistas da comissão, trabalham agora para a criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos. A frente funcionará de forma paralela à Comissão de Direitos Humanos.

*Colaborou Ivan Richard

Edição: Davi Oliveira

Ministro do STF diz que José de Abreu tem “momentos de inconsciência”

Fernanda Calgaro
Do UOL, em Brasília

17/04/201315h25 > Atualizada 17/04/201317h34

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  • Roberto Jayme/UOL

    Ministro Gilmar Mendes durante julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, em Brasília

    Ministro Gilmar Mendes durante julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, em Brasília

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes justificou nesta quarta-feira (17) ter apresentado umaqueixa-crime contra o ator José de Abreu dizendo que ele tem “momentos de inconsciência”.

Em dezembro, Abreu reproduziu na sua conta no Twitter a informação, publicada em 2011 por um jornal de grande circulação, mas que já foi desmentida, que Mendes teria contratado um araponga para fazer grampos.

“Não conheço, nunca houve contrato [com Dadá, como é conhecido o espião Idalberto Matias de Araújo]. Era uma mentira, uma invencionice. Mas, então, ele deu a sequência e, na fantasia, inventou agora que eu tinha contrato contra o Dadá. E aí eu fui e entrei com a queixa-crime”, afirmou Mendes.

“Tenho a impressão que há muito tempo ele é utilizado como uma caixa de ressonância no Twitter, faz brincadeira se valendo do valor que se dá para personalidade pública”, acrescentou.

ATOR POLITIZADO

  • Foto Rio News

    Ator José de Abreu se filia ao PT e pensa em lançar candidatura como deputado

Anteriormente, Abreu já havia chamado Mendes de corrupto no Twitter, mas depois se retratou. “Ele fez uma afirmação nessa linha de exagero, entrei com uma interpelação e ele achou por bem dizer que não era nada disso, que ele nem sabia o que significava o termo corrupto, o que chega a ser engraçado e mostra o grau de irresponsabilidade ou até do grau de inconsciência que às vezes ele é acometido”, disse o ministro.

“Agora, recentemente, ele voltou à tona depois de ter se humilhado naquela outra ação para dizer que eu tinha contratado o Dadá, que ele foi condenado e por quê que eu não tivera sido. Na verdade, nunca houve isso.”

José de Abreu, ator da Rede Globo, tem se posicionado a favor do PT em vários posts em seu Twitter e já considera se lançar candidato a deputado federal pelo partido em 2014.

Ao UOL, o ator disse que é um “privilégio” ser processo por Mendes e que não irá se retratar. A intenção dele é levar o caso adiante para discutir a liberdade de expressão. “É um privilégio ser processado por uma pessoa como ele. Não vou me retratar. Sou atacado direto, tem 300 páginas na internet com ataques a mim e nunca entrei com processo contra ninguém”, afirmou.

“Ele me deu a defesa ao falar que sou inconsciente. Sou inimputável, portanto?”, ironizou o ator. 

 Na sua conta no Twitter, o ator tem recebido diversas mensagens de apoio de internautas. 

Em entrevista ao UOL por telefone, o ator disse que é “um privilégio” ser processado por Mendes. “É um privilégio ser processado por uma pessoa como ele. Não vou me retratar. Sou atacado direto, tem 300 páginas na internet com ataques a mim e nunca entrei com processo contra ninguém”, afirmou.

UOL Vê TV: José de Abreu fala sobre teatro, televisão, cinema e política – 7 vídeos

 
  • %22Ainda%20n%E3o%20decidi%20se%20serei%20candidato%20a%20deputado%20em%202014%22“Ainda não decidi se serei candidato a deputado em 2014”
  • Jos%E9%20de%20Abreu%20fala%20como%20surgiu%20a%20risada%20do%20personagem%20NiloJosé de Abreu fala como surgiu a risada do personagem Nilo
  • Jos%E9%20de%20Abreu%20fala%20sobre%20a%20pe%E7a%20%22Bonif%E1cio%20Bilh%F5es%22José de Abreu fala sobre a peça “Bonifácio Bilhões”
  • Jos%E9%20de%20Abreu%20confirma%20participa%E7%E3o%20na%20pr%F3xima%20novela%20das%206José de Abreu confirma participação na próxima novela das 6
  • Jos%E9%20de%20Abreu%3A%20%22o%20cinema%20brasileiro%20n%E3o%20produz%20s%F3%20com%E9dias%22José de Abreu: “o cinema brasileiro não produz só comédias”
  • Jos%E9%20de%20Abreu%20fala%20sobre%20o%20filme%20%22Meu%20P%E9%20de%20Laranja%20Lima%22José de Abreu fala sobre o filme “Meu Pé de Laranja Lima”
  • Jos%E9%20de%20Abreu%20fala%20de%20televis%E3o%2C%20cinema%2C%20teatro%20e%20pol%EDticaJosé de Abreu fala de televisão, cinema, teatro e política

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Caçuá, com o flautista Dudu Oliveira

por luisnassif
 
Gui Oliveira

Caçuá (de João Lyra e Maurício Carrilho), com o flautista Dudu Oliveira.

Vídeos:  

34 minutos atrás

As verdadeiras pin-ups

por luisnassif
 

Do Idea Fixa

As verdadeiras pin-ups

Por Janara     

Você já se perguntou onde é que o Gil Elvgren achava tanta mulher perfeita para servir de modelo? Pois bem, a realidade não é tão perfeitinha assim.

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42 minutos atrás

“Não há vitória definitiva para a inflação”, afirma Belluzzo

por luisnassif
 

Do blog do Bruno de Pierro

Belluzzo para o blog: “não há vitória definitiva contra a inflação”

O professor da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo, que ao lado de Delfim Netto e Yoshiaki Nakano, compõe o grupo de economistas conselheiros da presidente Dilma Rousseff, disse acreditar que, logo mais, o Banco Central anunciará o aumento da taxa Selic, como forma de conter a inflação. Na semana passada, os três economistas participaram de uma reunião em Brasília com a presidente Dilma, na qual nenhum dos três se opôs ao aumento da taxa de juros, conforme informou o Valor Econômico. Ao jornal, Belluzzo disse que o país se divide entre aqueles que acham que não pode haver aumento dos juros e os que acham que os juros não podem cair.

Em entrevista a este blog, Belluzzo disse que a discussão exige um olhar para o índice de inflação média dos últimos 15 anos, que ficou em torno de 5,9% – não muito diferente da taxa de inflação de agora. Segundo ele, a economia brasileira está sofrendo de uma doença crônica, chamada indexação. “Ainda que isso tenha diminuído, existem práticas de indexação informais que sustentam o componente inercial da inflação”, disse. As origens desse modelo estão, contudo, enraizadas numa dimensão cultural do país. Para Belluzzo, parte do problema também se deve às metodologias para medição do Produto Interno Bruto (PIB) e à política de metas de inflação, estabalecida desde 1999 pelo Banco Central. “Hoje a política de metas é questionada em todo o mundo, pois é uma maneira mecânica de controlar a inflação”.

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uma hora atrás

A visão de Howard Zinn sobre os EUA

por luisnassif
 
Webster Franklin

Do Diário do Centro do Mundo

Como o maior historiador americano via seu país

Howard Zinn (1922-2010) jamais deixou de achar que o mundo pode e deve ser melhor.

Este texto é o primeiro capítulo do livro “A Power Governments Cannot Suppress” , do maior historiador americano, Howard Zinn. Zinn é autor do clássico “A People’s History of the United States: 1492 to present”, que o Diário recomenda vivamente a quem deseja conhecer os Estados Unidos com a devida profundidade.

O futuro dos EUA está ligado à compreensão do nosso passado. Por isso, escrever sobre a história, do meu ponto de vista, nunca é um ato neutro. Ao escrever, espero despertar a consciência da injustiça racial, do preconceito sexual, da desigualdade de classes e do orgulho nacional.

Também quero trazer para a luz do dia a resistência – de que nunca se fala – das pessoas contra o poder do sistema governante, a recusa dos indígenas a simplesmente desaparecerem, a rebelião dos negros no movimento contra a escravatura e o movimento mais recente contra a segregação racial, as greves feitas pela gente trabalhadora através de toda a história dos Estados Unidos da América, com a intenção de melhorar a sua vida.

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uma hora atrás

Malafaia manifesta interesse pela candidatura de Campos

por luisnassif
 
Gunter Zibell – SP

Do Pernambuco 247

“Eduardo (Campos) não precisa ser contra gay para ter o meu voto”

PE247 – O pastor evangélico Silas Malafaia manifestou, mais uma vez, interesse pela candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República em 2014. Para o religioso, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o gestor pernambucano, com quem já conversou, é mais bem “preparado” do que os presidenciáveis Marina Silva (Rede Sustentabilidade), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a atual chefe do Executivo federal, Dilma Rousseff (PT). Malafaia também alfinetou o PT, ao afirmar que o partido está fazendo um “joguinho ideológico” para manobrar o deputado federal Marcos Feliciano (PSC-SP) a renunciar à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Em relação a Eduardo Campos, o evangélico confessou que já conversou com o pessebista e considera que o gestor está fazendo um grande governo em Pernambuco. “Gostei da conversa. Vejo nele a possibilidade de ser meu candidato”, declarou Malafaia, nesta terça-feira (16), à Rádio JC/CBN. Para ele, o governador pessebista tem “visão” sobre o fato de o Brasil ser “um País onde o PIB (o crescimento do Produto Interno Bruto) é uma “bomba relógio” ligada e é menor do que a inflação”.

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uma hora atrás

Governo quer aproveitar potencial do gás natural

por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Do Estadão

Dilma quer tornar viável uso do gás natural

Sabrina Valle e Fernanda Nunes

Ideia, apoiada pela Petrobrás, é depois usar a rede de transmissão elétrica para suprir a carência de gasodutos no País

O governo, a mando da presidente Dilma Rousseff, vai usar a rede de transmissão elétrica para suprir a carência de gasodutos do País e tornar viável o uso do gás produzido em terra no Brasil, hoje uma fonte de energia pouco competitiva e com potencial desperdiçado. A ideia, encampada pela Petrobrás, e transformar o gás em energia elétrica por meio de termoelétricas ao lado do poço de produção, usando posteriormente a rede de linhas de transmissão para escoá-la. A estratégia replicaria á nova e bem-sucedida experiência da OGX/MPX no Maranhão.

“É um modelo mais barato do que o de gasodutos. Hoje, já é uma necessidade. O gás só tem viabilidade comercial se puder ser monetizado (transformado em dinheiro)”, disse o superintendente de Planejamento, Pesquisa e Estatística da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Elias Ramos de Souza.

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Lily by Mirza Buljusmic

 
 

Lily by Mirza Buljusmic

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11 horas atrás

Autumn in Rio… by MAMEDE HARFOUCHE

 
 

Autumn in Rio… by MAMEDE HARFOUCHE

© 2013 Makah وأرجو من الله أن ينورني

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11 horas atrás

A silly thing by Emilio Cabida

 
 

A silly thing by Emilio Cabida

mientras me olvido del cariño de los dislikers: una parida mental usada como semilla la foto “bugs meeting” ¿Cómo está hecho? Fondo: Imágen modificada con el filtro desenfoque radial -> zoom minimundo: imágen modificada con el filtro distorsionar->coordenadas polares. while I forget the affection of dislikers: A silly thing photo used as seed “bugs meeting” How is it done? Background: modified image with the filter radial blur -> zoom miniworld: modified image with the filter distort-> polar coordinates.

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11 horas atrás

Express No Evil! by Ashley Vincent

 
 

Express No Evil! by Ashley Vincent

Many thanks for your expressions of appreciation on “This IS My Good Smile”, for which I’m very grateful! During my trip to the UK last month, while my main focus for photography was on felines, I was more than happy spending time with a number of primate species, some of whom I’d only ever seen pictures of before. This first one I’m sharing with you today is a Lion-Tailed Macaque (aka Wanderoo), a male I believe, one of a large troop at Howletts Wildlife Park in Kent. Although they seem to be doing well in captivity, Lion-Tailed Macaque are listed as Endangered (EN) in their natural habitat of the Western Ghats of Southern India. Primate-lover in general though I may be, I have to admit that macaques (as well as baboons and chimpanzees) are far from my favourites, as they appear to be the most naturally aggressive and all too often display negative characteristics that, for me, disturbingly mirror some of the worst traits of mankind. Character flaws aside, I do love the look of these Lion-Tailed Macaques and, as with most primates, they also seem to offer up engaging expressions, so they’re not all bad I guess! In case anyone is wondering, the title for this picture sprung to mind due to the situation of the hands; made me immediately think of the three monkeys of “see no evil, hear no evil, speak no evil”, this could be the lost fourth monkey ;^) Thanks for your time and hope you’re all enjoying a fantastic week :^) Website | Fine Art America | Facebook

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12 horas atrás

Biógrafo de Barbosa vai gerir fundo milionário do Judiciário

 
: Wellington Geraldo Silva foi nomeado conselheiro e presidente do conselho deliberativo do fundo de previdência dos servidores do Judiciário – Funpresp-Jud 
12 horas atrás

Best moment by Iván Maigua

 
 

Best moment by Iván Maigua

 

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13 horas atrás

little leaf by Mark Bridger

 
 

little leaf by Mark Bridger

 

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13 horas atrás

Linde in der Sonne by Leo Pöcksteiner

 
 

Linde in der Sonne by Leo Pöcksteiner

Eine alte Linde im Sonnenuntergang auf einer Anhöhe zwischen Grein und Saxen ( Österreich ) . Mit grau verlauf Filter . Bearbeitet mit Lightroom 4 , Photoshop CS5

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14 horas atrás

Yi Peng Festival by benjarong pannoi

 
 

Yi Peng Festival by benjarong pannoi

@ Chiang Mai Thailand

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14 horas atrás

Water lilly by Badaru Din

 
 

Water lilly by Badaru Din

Water lilly

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14 horas atrás

Lighted House by JM Donaire

 
 

Lighted House by JM Donaire

Naidi Lighthouse under the milky way. © All rights reserved © jmdonairephotography@gmail.com

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21 horas atrás

Eike Batista vence licitação para explorar vans no Rio de Janeiro

 

RIOX – Após proibir a circulação de vans na Zona Sul, o prefeito Eduardo Paes abriu uma licitação para controlar o tráfego carioca. “A prefeitura gastou R$ 34 milhões para reequipar todos os veículos com ar condicionado, instalar bancos de couro e painéis de LED para entreter os passageiros. Ficaremos responsáveis também por problemas mecânicos”, assegurou o prefeito. Em seguida, informou que as empresas interessadas terão que desembolsar pelo menos R$ 15 por ano. “Os investimentos têm que retornar aos cofres públicos. Aceitamos vale-transporte”, reiterou o prefeito.

Senado devolve o mandato cassado de Luiz Carlos Prestes

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Senado devolve o mandato cassado de Luiz Carlos Prestes

DE BRASÍLIA – O Senado devolveu simbolicamente ontem o mandato de parlamentar ao líder comunista Luiz Carlos Prestes, morto em 1990.

Ele teve o mandato cassado em 1948, quando o Senado decretou a cassação dos parlamentares eleitos pelo PCB, partido que foi colocado na ilegalidade no governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951).

Aprovado por unanimidade, o projeto anula a resolução do Senado que extinguiu o mandato de Prestes. Agora, segue para promulgação da Casa.

Autor da proposta, o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) lembrou que Prestes foi eleito senador com a maior votação proporcional da história da época. Ele diz que o Senado faz “justiça” ao devolver simbolicamente o seu mandato.

A aprovação do projeto não garante pagamentos aos herdeiros de Prestes. No entanto, eles terão direito ao plano de saúde dos parlamentares.

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8 horas atrás

Fux ignora memorando e vota em casos do patrão de sua filha

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

:

Ministro do STF ignora memorando de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o escritório do amigo Sergio Bermudes, que emprega sua filha Mariana, como parte; advogado foi o organizador da mega festa de aniversário de 60 anos de Fux, que não aconteceu depois da denúncia de assédio moral feita pelo ex-ministro José Dirceu sobre o julgamento do chamado mensalão; em entrevista ao 247, Bermudes afirmou que pagaria a festa “do próprio bolso” e que Fux só poderia se declarar impedido nos casos em que ele, Bermudes, fosse parte, ou que Mariana assinasse a petição

 

 

247 – Alvo de denúncias de assédio moral pelo ex-ministro José Dirceu (leia aqui), Luiz Fux cai em nova contradição. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do escritório do advogado Sergio Bermudes, que emprega sua filha Marianna.

Em declaração assinada em 1º de abril de 2011, Fux prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte. Os processos são distribuídos livremente e por sorteio entre os ministros do STF. Caso o ministro sorteado para relatar o caso se julgue impedido ou se considere suspeito por questões de foro íntimo, o processo é redistribuído.

Em dois casos, em vez de se julgar impedido, Fux seguiu adiante com os processos que têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes, depois da data do memorando.

Segundo o Estadão, em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator.

O advogado Sergio Bermudes foi responsável pela organização de uma festa de aniversário de 60 anos do ministro para mais de 200 convidados em sua residência, prevista para o próximo dia 26, com uma lista ilustre de convidados, como o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. Após a polêmica com Dirceu, o evento foi cancelado.

Ao 247, Bermudes falou sobre a festa e suas relações com Fux. “Eu ia pagar a festa do meu bolso e a Receita Federal sabe que, depois de 42 anos de trabalho, tenho condições para isso”, disse ele. Bermudes diz ainda que não tem qualquer influência sobre decisões do ministro. “Ele é meu amigo há 40 anos, já foi meu aluno e tem total isenção para votar em qualquer causa do escritório que chegue ao STF”. Bermudes diz ainda que se algum cliente procurá-lo buscando influência será expulso da sala. “Eu considero isso um insulto”.

Bermudes diz ainda que a filha de Fux, Mariana, tem totais condições de se tornar desembargadora. “Parto do pressuposto de que todos os advogados do escritório têm cabedal jurídico para assumir posições importantes no Judiciário”.

Em seu escritório, Bermudes emprega também Guiomar Mendes, que é esposa do ministro Gilmar Mendes. Por isso mesmo, ele faz questão de rechaçar as insinuações de que mantenha “conluio” com integrantes do Poder Judiciário. “Essa é mais uma das leviandades do ministro Joaquim Barbosa”, diz ele. “Membros da comunidade forense se relacionam entre si. Juízes se relacionam com advogados e não com veterinários”.

8 horas atrás

Male Hepatic Tanager (Piranga Flava) by Bertrando Campos

 
 

Male Hepatic Tanager (Piranga Flava) by Bertrando Campos

Hepatic Tanager is the most widely distributed Piranga tanager, ranging from the southwest United States south to northern Argentina. Its English name is based on the liver-red color of the adult male from the northern part of the species’ range; however, its scientific name, flava, meaning “yellow,” derives from the original description, which is based on a female from Paraguay. These names reflect both a characteristic of the genus Piranga, marked sexual dichromatism, and the broad range of coloration, habitat, and behavior encompassed within the Hepatic Tanager as currently recognized.In the United States through Central America, Hepatic Tanager breeds mostly in open pine (Pinus) or pine-oak (Quercus) forests and similar habitats at moderately high altitudes, moving to lower elevation in winter. Northern populations are migratory, but a few individuals often remain in northern breeding areas during winter. The species migrates in small flocks and may follow river valleys; banding data that might indicate the magnitude of migratory movements and migration routes are nonexistent.

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8 horas atrás

A judicialização da mídia

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Raí

Foi preciso que um blogueiro de pêso, e repórter reconhecido nacionalmente, como o Luiz Carlos Azenha, fosse punido pela Justiça, numa luta desigual entre ele e o “manda-chuva” da Globo, o Ali Kamel, para que os blogueiros progressistas saissem de seus casulos, e viessem às ruas, pedindo um tratamento igual, da parte da justiça, que ao que parece, “trabalha” para o PIG.

Processos de blogueiros contra os barões da grande mídia, arrastam-se e mofam, nas gavetas dos juízes deste país, porem perseguições destas grandes beneficiárias dos recursos públicos separados para a publicidade, contra qualquer blogueiro que mostre estas operações, são julgados e atendidos, imediatamente, e de acôrdo com o que querem os barões da mídia.

É de conhecimento público, as dezenas de processos que a Rede Globo moveu contra o Rodrigo Viana, e outras dezenas de processos, pelos quais ainda responde na justiça, o PHA, o Eduardo Guimarães, alem do eterno processo da Veja, contra o Nassif. 

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8 horas atrás

Matarazzo perde eleição para presidir o PSDB de São Paulo

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Serrista perde eleição para presidir PSDB de SP

Antes favorito, Matarazzo foi derrotado por articulação liderada por secretários de Alckmin

DE SÃO PAULO

Após votação tumultuada, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) retirou sua candidatura à presidência do PSDB de São Paulo acusando três secretários de Estado tucanos de terem usado a máquina do governo Geraldo Alckmin para influenciar o resultado da disputa e derrotá-lo.

Aliados de Matarazzo disseram temer uma debandada da sigla na capital, a exemplo do que houve em 2011, quando seis vereadores trocaram o PSDB pelo PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab.

O possível abrigo dos descontentes, agora, seria o partido que resultará da fusão do PPS com o PMN. Matarazzo é aliado e amigo do ex-governador José Serra, que foi convidado e estuda migrar para a nova sigla.

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8 horas atrás

Venezuela estuda apresentar queixa contra oposição em organismos internacionais

BOILERDO por Betho Flávio
 

 Venezuela frustra golpe contra Maduro: veja aqui

Da Telam 

Bogotá – O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, disse hoje (16) que o governo está avaliando o desenrolar dos acontecimentos desta terça-feira para preparar a queixa que pretende apresentar à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à Organização das Nações Unidas (ONU) em razão da violência, segundo ele, praticada pela oposição contra políticos da situação.

O governo venezuelano acusa Henrique Capriles, principal líder oposicionista do país, de incitar os eventos que provocaram a morte de sete civis identificados com o chavismo e ferimentos em cerca de 60 pessoas.

Segundo o chanceler, a queixa que o governo da Venezuela pretende apresentar aos organismos internacionais se baseia na observação de que os oposicionistas atuam com intolerância política e social e cometem atos de xenofobia contra os médicos cubanos residentes no país.

Embora a Venezuela tenha tornado pública a decisão de que abandonaria a Comissão Interamericana de Justiça da OEA, com o argumento de que o organismo é um ente que serve aos Estados Unidos contra os intereses da Venezuela, o chanceler disse que a denúncia, se for feita, se justificará por se tratar de uma instituição multilateral.

8 horas atrás

Terceiro caso de morte por gripe H1N1 é confirmado em São Paulo

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

Bruno Bocchini

Repórter da Agência Brasil

 

São Paulo – A prefeitura de São José do Rio Preto, no interior paulista, confirmou hoje (16) a morte de um homem de 54 anos em decorrência de gripe influenza A (H1N1) – gripe suína. A vítima, que estava internada na Santa Casa de Misericórdia da cidade desde o último dia 8, não tinha outras doenças pré existentes. É o terceiro caso de morte em decorrência da gripe no estado de São Paulo em 2013.

 

foram registradas mortes também na capital paulista e em Catanduva. No estado, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado hoje (16), existem 36 pessoas com gripe em estado grave (Síndrome Respiratória Aguda Grave): 18 delas com influenza A e 18 com influenza sazonal. Em 2009, período em que houve a pandemia da doença, o estado de São Paulo registrou aproximadamente 12 mil casos de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave e aproximadamente 600 mortes.

 

Em vigor desde ontem (15), a campanha de vacinação no estado pretende imunizar contra a gripe cerca de 7 milhões de paulistas. A quantidade equivale a 80% dos 8,7 milhões de pessoas alvo da campanha: idosos com 60 anos de idade ou mais, gestantes, crianças de 6 meses até 2 anos, indígenas, pacientes diagnosticados com doenças crônicas, profissionais de saúde, mulheres puérperas (deram à luz em até 45 dias), e presidiários.

 

Além de imunizar a população contra a influenza A, a campanha também irá proteger a população contra outros dois tipos de gripe: a influenza A (H3N2) e influenza B.

 

Edição: Aécio Amado

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. É necessário apenas dar crédito à Agência Brasil 

8 horas atrás

Construção de torres faz vila em SP afundar

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por MiriamL

Do Estadão

Vila no Brooklin afunda após obras em São Paulo

Cercada por cinco torres construídas a menos de 50 metros de distância, uma vila dos anos 1960 no Brooklin, na zona sul de São Paulo, afundou. São 17 casas com rachaduras nas paredes, trincas nos muros e moradores desesperados.

Eles culpam a Brookfield, responsável por erguer dois prédios de 26 andares cada e dois andares de garagens no subsolo, ao lado dos imóveis danificados. A empresa nega.

Moradores contam que, com o afundamento, o esgoto das casas retorna pelos ralos quase todos os dias. Portas fecham sozinhas e é visível o desnível entre o piso da sala e o chão do quintal em algumas casas. O asfalto da rua está repleto de crateras.

Perícia feita por uma empresa de engenharia, contratada pelos donos das casas danificadas, aponta que o condomínio vizinho Brooklin Park, da Brookfield, inaugurado em agosto de 2010, rebaixou o lençol freático e, por isso, causou o solapamento da vila da Rua Doutor Armando Poci, uma travessa da movimentada Rua Arizona, ao lado da Marginal do Pinheiros.

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8 horas atrás

Stylish by Sreekumar Mahadevan Pillai

 
 

Stylish by Sreekumar Mahadevan Pillai

My daughter,…… I am suffering from a bad bout of ” photographer’s block” , so reprocessing old photos to upload. Color version of this picture was posted earlier-500px.com/photo/26030869 Eventhough I like the color version , the B/w is not too bad either (IMHO). Thanks for the visit.

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8 horas atrás

Delfim Netto e o preço do tomate

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Abstrações

ANTONIO DELFIM NETTO

Em cada mercado particular, no de tomate, por exemplo, os preços variam em função das características da demanda e da oferta.

Do lado da demanda, ela é condicionada por hábitos culturalmente determina- dos (as donas de casa têm dificuldade de substituí-los nas receitas que aprenderam com suas avós).

Dizemos, então, que ela é inelástica em relação aos preços. Em outras palavras: é preciso um exorbitante aumento dos preços para demovê-las de usar tomate.

Do lado da oferta, ela é fixa no curto prazo (depende da área plantada há 90 dias em resposta aos estímulos recebidos dos preços no momento do plantio).

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8 horas atrás

OS DISCURSOS IDEOLÓGICOS DO NEOLIBERALISMO CULTURAL

MINGAU DE AÇO por Alexfig
 
 
Por Alexandre Figueiredo

A grande mídia não difunde seus valores ideológicos apenas na sua agenda política. A cultura tornou-se, como se vê em vários textos deste blogue, o último refúgio das manobras das classes dominantes, já que o jornalismo político anda sendo muito visado pela opinião pública nos últimos anos.

As classes dominantes quiseram oprimir as classes populares pela economia. Não conseguiram, ante a revolta popular que se refletiu na mudança de postura das instituições e leis correspondentes. Depois tentaram oprimir pela política. Não conseguiram, ante a gravidade da violação dos direitos humanos. Agora tentam fazê-lo pela cultura, através da mediocrização e imbecilização.

E houve uma intelectualidade, no Brasil, que ainda exerce posições hegemônicas no debate cultural brasileiro, que, herdeira de posições neoliberais, já começa a deixar de exercer influência no pensamento de esquerda, se contentando em expressar suas visões da “cultura das periferias” na grande mídia.

Mas até pouco tempo atrás eles conseguiram dominar até mesmo os círculos esquerdistas, enquanto estes não tinham uma postura definida quanto à cultura que o Brasil realmente precisa desenvolver. E aí, visões que encaixariam perfeitamente até nos salões do Instituto Millenium eram gratuitamente veiculadas pela revista Fórum, pela Caros Amigos e pelo jornal Brasil de Fato, e, antes ainda, até pela Carta Capital.

Não deu certo. E mesmo quando essa intelectualidade anunciava a “morte do mercado” e o “fim da mídia”, ela na verdade anunciava a sua ressurreição, na medida em que pregava valores puramente mercadológicos, claramente associados a ritmos como “funk”, axé-music, “sertanejo” e “forró eletrônico” (com o tecnobrega de carona). É o “negócio da música”, estúpido!

Só que esse discurso, que toma como base maior o pretexto da “diversidade cultural”, que não passa de uma mera desculpa para inserir fenômenos comerciais de valor artístico e cultural duvidosos no “primeiro time” da MPB, não conseguiu esconder seu DNA originário das pregações de Fernando Henrique Cardoso, José Serra e seguidores.

INTELECTUALIDADE PRÓ-BREGA FALA “NEOLIBELÊS”

Afinal, a “diversidade cultural” é uma alegação que encontra paralelo nos argumentos de “livre iniciativa”, “democracia” e “liberdade de expressão” defendidos, respectivamente, pelo discurso da economia, política e mídia neoliberais. No âmbito da vulgaridade feminina, a alegação de “liberdade do corpo” segue o mesmo sentido.

Isso prova, por A mais B, que intelectuais tipo Paulo César Araújo, Hermano Vianna, Pedro Alexandre Sanches, Ronaldo Lemos, Eugênio Arantes Raggi e Milton Moura, entre tantos outros, falam neolibelês, camuflado numa postura tão falsamente esquerdista que mais parece ter vindo da coluna do Agamenon Mendes Pedreira, o fictício jornalista criado pelo Casseta & Planeta.

A “liberdade” associada a todas essas alegações – “diversidade cultural”, “liberdade do corpo”, “livre iniciativa”, “democracia” e “liberdade de expressão” – só serve para os detentores do poderio político, econômico e midiático, juntamente com seus (não-assumidos) seguidores intelectuais, justificarem o estabelecido na sociedade, por mais nocivo que este seja às classes populares.

Não há um benefício real numa “diversidade” que aniquila a verdadeira diversidade cultural, que proíbe as classes populares de produzir uma cultura relevante, vibrante e progressista mas a deixa refém de uma ideologia do “mau gosto”, do “pitoresco”, do sensacionalista, do piegas e de tudo que é brega e cafona.

Ver que o povo pobre está proibido de exercer a herança cultural de seus antepassados – proibição defendida sutilmente pelo MC Leonardo, o ‘”ativista” funqueiro protegido de um cineasta ligado ao Instituto Millenium – , o rico patrimônio cultural popular hoje “privatizado” por especialistas, é muito triste.

Além disso, que diversidade cultural é essa em que uma Ivete Sangalo grita como se fosse cantora dos Aviões do Forró, Alexandre Pires e Daniel soam essencialmente iguais, Michel Teló, na música “Humilde Residência”, mais parece Thiaguinho, e onde se criam genéricos no “funk carioca”, jogando uma MC Anitta no lugar de uma MC Perlla que “descobriu” Jesus?

A própria intelectualidade dá o mesmo tom de dramalhão para Waldick Soriano e Tati Quebra-Barraco, em que pese a inicial resistência em reconhecer o “funk carioca” como um derivativo da música brega, que comprovadamente herdou muitas referências ligadas ao brega, sejam elas sociológicas ou mesmo musicais, com ecos de Odair José no “funk melody” e referências a Gretchen e à “boquinha da garrafa” nas “popozudas”.

Portanto, isso não é diversidade cultural. Até porque todo o brega-popularesco é empurrado de forma praticamente uniforme para o consumo das classes populares, com base na glamourização da pobreza e da ignorância promovida por esses intelectuais badalados e dotados de muita visibilidade na mesma grande mídia cujo vínculo eles ainda têm muita vergonha em assumir, embora recorram bastante a ele.

8 horas atrás

A questão da refeição ‘diferenciada’ para o empregado

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Walter Decker

A última bobagem levantada sobre a nova lei dos empregados domésticos. Haja mesquinhez… !

Do Uol

Patrão não é obrigado a dar a mesma comida para doméstico, diz advogado

Lucas Rodrigues

Oferecer uma refeição diferenciada para os empregados domésticos do que a apreciada pelo resto da família usualmente não é passível de danos morais. É o que afirma Lívio Enescu, advogado trabalhista e conselheiro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo.

“Estamos discutindo uma situação comportamental, não prevista no sistema legal”, afirma. “Se você muda o feijão, coloca um arroz diferente e uma carne de segunda, isso não dá vazão a uma indenização”.

Contudo, Enescu acredita que a questão encontra parâmetros nos direitos humanos. “Vamos supor que numa demanda trabalhista a reclamante ingresse em juízo alegando que recebeu comida de animais. A dignidade da pessoa humana é um direito constitucional. Então, quando existe alguma coisa absurda, fora do padrão comportamental, é possível recorrer por danos morais”.

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8 horas atrás

Segundo STF, bancada ruralista pediu ao Presidente Joaquim Barbosa excepcionalidade no julgamento dos embargos, na esperança de validar a inconstitucional AGU 303

RACISMO por racismoambiental
 

Como diz a matéria, aliás, as regras do STF estabelecem que os embargos pendentes de Raposa Serra do Sol devem ser relatados pelo Ministro que substituirá Ayres Britto. Mas os ruralistas pressionam para que a questão entre logo em pauta, na esperança que de o Supremo decida de forma a validar a excrescência chamada AGU 303. Não há qualquer menção à reação de Joaquim Barbosa. (Tania Pacheco)

Notícias STF

Um grupo composto por senadores e deputados federais foi recebido nesta terça-feira (16) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, tendo em pauta o tema da demarcação de terras indígenas, apreciado pelo Supremo na Petição (Pet) 3388, o caso Raposa Serra do Sol.

Julgado pelo plenário do STF em março de 2009, o processo tem embargos de declaração pendentes de julgamento, o que, para os parlamentares, estaria criando um cenário de instabilidade. Como o relator do caso, ministro Ayres Britto, foi aposentado compulsoriamente no fim do ano passado, a relatoria da PET 3388 deverá passar para o novo ministro do Tribunal, a ser nomeado pela presidenta da República, Dilma Rousseff. De acordo com o senador Sérgio Souza (PMDB-PR), na audiência os parlamentares solicitaram uma saída regimental para o andamento do processo.

“O não julgamento dos embargos tem trazido uma corrida de várias etnias, inclusive de não índios, ocupando regiões produtivas do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, e vários outros estados”, afirmou o senador Sérgio Souza. Segundo ele, uma vez julgados o embargos, haveria um termo definitivo, e as regras válidas seriam aquelas inscritas na Constituição Federal.

Para o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), há a necessidade de se concluir a análise de embargos da PET 3388 como forma de se dar efetividade à Portaria 303/2012 da Advocacia Geral da União, a qual cria o marco regulatório para a implementação de salvaguardas às terras indígenas, em conformidade com a decisão do STF.

8 horas atrás

A irresponsabilidade de Capriles

CENTRODOMUNDO por Paulo Nogueira
 

Capriles está confirmando a lendária má fama da direita venezuelana com suas palavras e ações irresponsáveis. Na confusão que ele está armando por não aceitar a derrota nas urnas, venezuelanos estão morrendo. Capriles chegou perto, mas perdeu. Seu adversário na recente disputa pelo governo do estado de Miranda não teve o mesmo comportamento destrutivo ao

O post A irresponsabilidade de Capriles apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

8 horas atrás

The Street by Francesco Alamia

 
 

The Street by Francesco Alamia

There are no paths travelers. But there are even more travelers who do not have their own paths. Gustave Flaubert, Letters to Louise Colet, 1846/55

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9 horas atrás

** by Stas Pushkarev

 
 

** by Stas Pushkarev

 

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9 horas atrás

Sakura Sunset by yume .

 
 

Sakura Sunset by yume .

 

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9 horas atrás

Wellington Silva, o biógrafo de Joaquim Barbosa

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Autor:  Luis Nassif

Assessor de imprensa do Ministro Joaquim Barbosa, seu biógrafo oficial, Wellington Geraldo Silva foi indicado para presidente do Conselho Deliberativo do Funpresp-Jud – o fundo de previdência dos servidores do Judiciário.

Wellington foi diretor de comunicação da Previ. Nessa condição, esteve na linha de frente das disputas do fundo com o Banco Opportunity, de Daniel Dantas. Depois, assumiu um cargo relevante na Brasil Telecom. Depois, na Oi.

Enquanto na Previ, a então diretoria teve  papel central para preservar os interesses do fundo contra as jogadas do banqueiro. 

Desde as primeiras escaramuças, entendi a seriedade da gestão e apoiei sua luta, pagando um preço elevado. Por ir contra os interesses de Dantas, fui alvejado pela revista Veja – em duas edições, cada qual contendo um suplemento de  8 páginas de publicidade de empresas de telefonia regional controladas pelo banqueiro.

Welllington acompanhou tudo.

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9 horas atrás

Ready for adventure?! by Zoran Milutinovic

 
 

Ready for adventure?! by Zoran Milutinovic

– (Flesh with white soft umbrella and polarized filter). – Female kitten, 5 weeks old, beautiful little tabby. – All news, info, updates, links, more photos you can find on my Facebook Fan Page and if you want to support me just hit “LIKE” – My National Geographic wallpapers: (free download) Transportation Catch me if you can– Cheers and have a beautiful day

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9 horas atrás

Bluetonium Chamber by Joe @Avalanzia

 
 

Bluetonium Chamber by Joe @Avalanzia

Hello again to all sophisticated lovers of photography and a happy Wednesday. Weather conditions were bad at the 10th of April, so I decided to shoot some more indoor stuff. I hope you will forgive me. I bought a subway ticket for two days and traveled through the city, watching for interesting spots. (haven’t done it for ages!!). And I could’t believe my eyes when I walked out the train to see this station. This on is situated far in the north of the city (district Hasenbergl), no tourist will ever see. Can tell you by experience, the surface is a crap place, one of the not so expensive places for urban living in Munich. Usually I am waiting till nobody is in the picture, but those two drunken guys where sitting there for half an hour and subway was closing doors, so I pulled the trigger. CLICK. I just faded out the yellow, orange and green color to get a perfect contrast to the royal blue walls and pillars. Good fight, good light to everybody

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10 horas atrás

Warsaw by Viktor Korostynski

 
 

Warsaw by Viktor Korostynski

 

Viktor Korostynski: Photos · Blog 

     

10 horas atrás

Bali Colors and Lights by Helminadia Ranford

 
 

Bali Colors and Lights by Helminadia Ranford

seminyak Beach Bali-Indonesia

Helminadia Ranford: Photos · Blog 

     

Vivi pra ver: Índios colocam deputados para correr na Câmara Legislativa Federal

por Rosangela Basso
 
Vivi pra ver: Índios colocam deputados para correr na Câmara Legislativa Federal

Que tudo! 

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20 horas atrás

Jovens héteros postam foto, no Facebook, de mãos dadas para dizer Homofobia Não

por Rosangela Basso
 
Jovens héteros postam foto, no Facebook, de mãos dadas para dizer  Homofobia Não 

Olha que lindo! Jovens de cabeça aberta, antenados e sem homofobia fazem protesto com carinho para dizer NÃO AO PRECONCEITO. Foto recebeu mais de 10 mil curtidas em 6 horas, no Facebook. Parabéns!!!!!!

“galera, vou esclarecer o que ta acontecendo.. tava eu os mlk da minha sala, comentando como a sociedade é besta , em falar que gays não são gente e tals, não gostarem,não aceitarem eles na sociedade, EU NÃO SOU gay ,tenho namorada, O MARCOS NÃO É GAY, ELE TEM NAMORADA, agnt resolveu andar de mãos dadas pra tipo dizer.. NÃO AO PRECONCEITO, ai um amigo nosso tiro uma foto ,e resolvi postar com aquele texto, nem sabia que ia ter isso tudo de curtidas e comentários, mais obrigado por vocês serem pessoas dignas, e que sabem que a felicidade é a base de tudo,muito OBRIGADO mesmo, desculpa qualquer coisa ;*” Nelson Junior

 
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20 horas atrás

Alckmin faz propostas para menores infratores e não dá tratamento psiquiátricos aos que já estão nesta situação

por Rosangela Basso
 
Alckmin faz propostas para menores infratores e não dá tratamento psiquiátricos aos que já estão nesta situação

A hipocrisia é triste, porém sempre aparece.

Prisão perpétua à brasileira

29.Abr.11

IstoÉ

Mesmo sem condenação, seis jovens não têm data para sair de uma espécie de cadeia onde deveriam receber tratamento psiquiátrico. Saiba como vivem esses ex-internos da Febem que estão encarcerados em São Paulo

Solange Azevedo

img.jpg
CÁRCERE
Champinha (abaixo) está internado na unidade (acima), que é ligada à Secretaria da Saúde, há 4 anos
 img1.jpg Apesar do nome sugestivo, a Unidade Experimental de Saúde (UES) não é um hospital. O atendimento psiquiátrico ali é precário. Secundário, até. Embora ostente muros de sete metros de altura, seja vigiada por câmeras e agentes penitenciários, tecnicamente, ela não pode ser chamada de prisão. Afinal, os seis rapazes que vivem no local não estão cumprindo pena nem têm data definida para sair. Também não se trata de um centro de ressocialização porque não há atividades pedagógicas e laborais que ajudem a prepará-los para retomar a rotina do lado de fora. Nas últimas semanas, a reportagem de ISTOÉ entrevistou profissionais do direito e da saúde mental, além de integrantes do governo paulista, para desvendar os mistérios que cercam a criação e a manutenção da UES. Por que ela existe? Como funciona? “A Secretaria da Saúde não permite a entrada de mais nenhum interno na Unidade. Ela está fechada”, garante Arthur Pinto Filho, promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo. “Precisamos encontrar soluções para os seis jovens que estão lá.” A UES nasceu vinculada à Fundação Casa (antiga Febem). Foi concebida para abrigar infratores diagnosticados com transtorno de personalidade. A ideia era oferecer atendimento especializado enquanto eles cumprissem medida socioeducativa. A Unidade, porém, nunca serviu ao propósito inicial e se tornou o que é a partir de um embate entre o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o governo do Estado sobre o que fazer com Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha. Junto com quatro adultos, ele sequestrou e matou Liana Friedenbach e Felipe Caffé, em 2003. Felipe, 19 anos, tombou com um tiro. Liana, 16, acabou estuprada durante quatro dias e assassinada a facadas. A crueldade contra os adolescentes, estudantes do tradicional Colégio São Luís, motivou debates acerca da saúde mental dos criminosos e de propostas para a redução da maioridade penal. Como Champinha tinha 16 anos, estava sujeito à punição prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – três anos de internação. img6.jpg
CRIME
Felipe e Liana acabaram assassinados pelo grupo
de Champinha. A adolescente também foi estuprada
 Às vésperas da medida socioeducativa de Champinha terminar, a Justiça paulista tomou duas decisões baseadas num laudo que afirmava que ele sofria de transtorno de personalidade e que a probabilidade de reincidência criminal era alta: primeiro o enquadrou numa medida chamada “protetiva”, o que permitiria que permanecesse mais tempo na Fundação, depois o interditou civilmente e determinou sua internação psiquiátrica – em regime de contenção. “Além do transtorno de personalidade antissocial, Champinha tem retardo mental. Age por impulso. Não tem freios”, afirma o psiquiatra forense Paulo Sergio Calvo, que o atendeu durante três anos na Fundação. “Embora esse tipo de transtorno não tenha cura, se Champinha tiver excelente respaldo familiar e social e acompanhamento terapêutico rígido, seu potencial ofensivo pode diminuir. Infelizmente, casos como o dele são subdiagnosticados e os jovens saem da Fundação sem nenhum tratamento.” As manobras jurídicas usadas para reter Champinha e os outros cinco jovens, embora desconhecidas do público, não eram inéditas em São Paulo. Antes deles, diversos infratores foram interditados e ficaram encarcerados além do que prega o ECA. A diferença é que saíam da Fundação ao completar 21 anos. Champinha tem 24 e está preso há sete anos e meio. Agora não por ter tirado a vida de Liana e Felipe, mas para tratamento psiquiátrico – e é exatamente neste ponto que a legalidade da UES está sendo questionada. Para alguns juristas, a Unidade não estaria às margens da lei se sua prioridade fosse a saúde dos internos. “O local está sendo utilizado apenas para contenção”, constatou a juíza Mônica Paukoski, do Departamento de Execuções da Infância e da Juventude, numa visita à UES, em maio de 2008.img5.jpg
“Ficam com essa conversa mole de tratamento
de saúde (…). Isso é prisão perpétua”

Luís Fernando Vidal, presidente da Associação Juízes para a Democracia De lá para cá, a Unidade foi fiscalizada pelo menos mais duas vezes e nada mudou. Em fevereiro, representantes do MP, do Conselho Regional de Medicina e do Conselho Regional de Psicologia (CRP) a inspecionaram. “A estrutura física é boa”, conta o promotor Pinto Filho. “Mas o equilíbrio é precário. Ainda se tenta estabelecer procedimentos de tratamento. Falta um trabalho individualizado.” Carla Biancha Angelucci, presidente do CRP, é mais enfática. “Os jovens não têm acesso aos prontuários médicos, não há projetos terapêuticos definidos, portanto, também não há perspectivas de melhora e de ressocialização”, relata. “Não digo que aqueles rapazes têm de ser soltos imediatamente porque não sou inconsequente, mas eles não podem ficar lá eternamente.” Depois de sair da alçada da Fundação, a UES foi transferida para a pasta da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Mas nem os profissionais da SES são favoráveis à internação prolongada porque está na contramão do que a psiquiatria moderna defende. ISTOÉ teve acesso a correspondências do período em que a UES estava sendo criada e essa discordância fica evidente. “Torna-se imperioso enfatizar que a longa permanência de pacientes psiquiátricos em hospitais cronifica sua patologia, tornando-os incapazes de retornar à sociedade, ou seja, esses pacientes se quedam institucionalizados; deslocados do contexto social acabam perdendo a sua cidadania o que é, infelizmente, facilmente comprovado na história da psiquiatria mundial”, escreveu o médico Nilson Paschoa, então secretário-adjunto da Saúde, para a juíza Mônica. Integrantes do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Hospital das Clínicas, antigos responsáveis pelo atendimento na UES, comunicaram à SES recentemente que tratamento em regime de contenção não surte efeito. A Secretaria repassou essa informação para o Ministério da Justiça.  img4.jpg
“Infelizmente, casos como o de Champinha são
sub-diagnosticados na Fundação Casa”

Paulo Sergio Calvo, psiquiatra forense do Instituto
de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo
 A UES fica na zona norte da capital paulista e tem capacidade para 40 pessoas. A estrutura é parecida com a de uma vila. Há cinco casas – com dois quartos cada, equipadas com camas, geladeira, sofá, tevê – horta, quadra de esportes e uma sala com computadores onde estão instalados joguinhos violentos, daqueles de atirar e matar. A casa que Champinha divide com dois internos – também acusados de crimes sexuais – é protegida por uma cerca alta porque os outros não os aceitam no mesmo espaço. Esses jovens, que obrigaram Champinha e seus colegas a ficarem confinados dentro do confinamento, vieram do interior. São todos homicidas. O cotidiano da UES é regulado pelos horários das refeições. Quem quiser tomar café da manhã, por exemplo, precisa estar de pé antes das 7h para receber a quentinha. “A Unidade não oferece nenhuma atividade”, afirma Fabiana Botelho Zapata, defensora de três internos. “Durante muito tempo, juízes determinavam a internação no local por não saber como funcionava.” “Cabe ao Estado dar tratamento médico a essas pessoas, para a proteção delas próprias e da sociedade. Mas se os indivíduos ficam confinados e sem atendimento adequado, é óbvio que a Unidade é irregular”, avalia Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (SP). “A legislação precisa ser aperfeiçoada. É necessário criar medida de segurança para menores. Caso contrário, eles podem ficar num limbo jurídico, num espaço sem regras.” “Medida de segurança” é aplicada a doentes mentais que praticaram crimes quando adultos e, por causa disso, não podem ser responsabilizados. Esses indivíduos vão para hospitais de custódia e são liberados quando recebem um laudo médico atestando que a enfermidade está controlada. Isso pode demorar apenas um ano ou décadas. “A Justiça não fixou periodicidade para que Roberto (Champinha) seja reavaliado. Há quase dois anos e meio ele não tem acompanhamento. Aquilo é uma prisão disfarçada de hospital”, diz o advogado Daniel Adolpho Daltin Assis.img3.jpg
“Aquilo é uma prisão disfarçada de hospital.
Está caracterizado o Estado de exceção”

Daniel Adolpho Daltin Assis, advogado de Champinha Embora decisões judiciais respaldem a permanência desses jovens na UES, o Estado terá de provar o que está sendo feito para tratá-los e mostrar quais são as perspectivas de cada um. Nos corredores da Secretaria da Saúde, o que se diz é que a UES só existe porque a Justiça abriu suas portas à força quando determinou a contenção de Champinha e é questão de tempo os tribunais superiores a declararem ilegal. Os advogados de Champinha e dos outros internos prometem denunciar o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos. “Com um remedinho aqui, uma terapiazinha acolá, ficam com essa conversa mole de tratamento de saúde”, afirma o juiz Luís Fernando Vidal, presidente da Associação Juízes para a Democracia e coordenador da Comissão de Infância e Juventude do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais. “Essa unidade é cópia de um manicômio, mas com uma agravante: os jovens cumpriram medida socioeducativa e estão presos sem ter sido condenados por outros crimes. Isso é prisão perpétua.” O grande nó dessa questão é que o clamor social para que Champinha continue preso é forte. Se o assassinato de Liana e Felipe não tivesse repercutido, provavelmente, a UES não existiria e ele já estaria solto – assim como centenas de outros infratores considerados de alta periculosidade que precisariam de tratamento. “A culpa é da legislação, que é ruim”, acredita o psiquiatra forense Guido Palomba. “Quem nasce psicopata, vai morrer psicopata. Isso não tem cura. Não tem remédio. Do ponto de vista médico, está correto que esses indivíduos fiquem longe da sociedade. O problema é que não há previsão legal para isso. Mais cedo ou mais tarde, eles terão de ser soltos”. img2.jpg
“Se os indivíduos ficam confinados e sem
atendimento adequado, a Unidade é irregular”

Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (SP) grafico.jpg

20 horas atrás

Cultura de estupro: até nas salas de aula?

por Rosangela Basso
 
Cultura de estupro: até nas salas de aula?

Ontem fui pego de surpresa ao saber que minha prima de 16 anos, sempre muito tranquila e calma, havia sido suspensa da escola. O motivo: numa discussão em sala de aula sobre o estupro ocorrido contra uma turista dentro de uma van no Rio de Janeiro, ela se posicionou contrária ao professor que, após fazer piadas do tipo “Ela foi peso pesado! Aguentou três brutamontes!”, argumentou que a investigação para ser justa deveria considerar a roupa que a vítima vestia para ver se ela não “estava pedindo”. Minha prima disse que aquele era um comentário machista idiota. E foi convidada a sair de sala. O infeliz comentário do professor em sala de aula já seria preocupante pelo simples fato dele ser formador de conhecimento para centenas de jovens mentes em aprendizado. No entanto, o que mais preocupa é saber que a visão dele não é isolada, mas faz parte de uma forma ainda muito enraizada em nossa sociedade de modo geral: sugerir que a vítima é parcialmente ou totalmente culpada pelo estupro. O perigo desse pensamento machista é o seu efeito de revitimização, ou seja, encorajar a culparem a vítima e responsabilizá-la pelo estupro, ao invés de culparem o estuprador pelo seu ato criminoso. O ponto é: a vítima nunca é culpada pelo estupro, em hipótese alguma. Embora não tenha sido esse o pensamento predominante no caso do estupro da estrangeira dentro da van, há outras formas igualmente perversas ao lidar com o episódio atreladas à maneira de se pensar a cidade e a segurança pública. O primeiro diz respeito ao modo que alguns meios de comunicação repercutiram o caso, manchetes como “Estupro: imagem do Rio afetada” e “Ataque a turistas americanos dentro de van é revés em bom momento vivido pela cidade”. O estupro de uma mulher não é meramente um “revés” para a cidade, mas um ato de violência brutal e inadmissível que afeta antes de qualquer coisa a vida da mulher violentada. A preocupação central não deveria ser com a repercussão e impacto negativos sobre a imagem e turismo da cidade, mas sim com a segurança de todas as mulheres ao garantir seu direito de ir e vir dentro do espaço público, antes de tudo. Fica evidente a lógica predominante de se pensar o Rio de Janeiro enquanto cidade-mercadoria , num estágio tão extremo que até o estupro de uma mulher é visto apenas como um problema que prejudica a imagem do “produto” (o Rio de Janeiro) e sua “venda” (a atração de turistas). Declarações oficiais do governo afirmaram recentemente que o estupro da jovem americana numa van foi uma “atrocidade”, mas que a violência contra a mulher não é uma prática comum no Brasil nem no Rio. De fato, constatar que o estupro é uma atrocidade é o mínimo de sensatez esperado, contudo, afirmar que as práticas violentas contra as mulheres brasileiras e cariocas são incomuns é perigosamente ilusório. A verdade é que é muito mais comum do que gostaríamos de admitir. De acordo com o Instituto de Segurança Pública, apenas em 2012 foram registrados mais de 6 mil casos de estupro apenas no Rio de Janeiro, isso representa uma média de 16 estupros por dia. Embora o índice represente também uma vitória do crescimento do número de pessoas que passam a confiar cada vez mais na denúncia desse tipo de crime, ainda assim, seis mil mulheres violentadas dentro do Rio de Janeiro será sempre uma derrota social. Para o poder público e parte da mídia, o problema foi o estupro ter ocorrido com uma turista num dos cartões postais da cidade, Copacabana, o que denigre a imagem da cidade internacionalmente. O perigo de não se reconhecer a violência estrutural contra a mulher é tornar invisíveis os estupros diários cometidos contra a parcela mais exposta da população carioca: mulheres, moradoras de áreas periféricas e de baixa renda. De alguma forma, as violências vivenciadas todos os dias contra essas mulheres não merecem a mesma atenção? Não querer reconhecer a dura realidade da cultura de estupro em que o Rio está imerso em prol de salvaguardar a “boa imagem da cidade-produto”, é perpetuar a própria violência contra as mulheres ao negligenciar que as violações ocorrem e que deveriam, portanto, serem combatidas efetivamente. Negar a violência contra a mulher não faz com que ela deixe de existir, apenas permite que ela se reproduza em silêncios, lágrimas e traumas calados sem a espetacularização da mídia. Há muito que ser feito ainda. Um bom primeiro passo é reconhecer e convidar duas alunas muito mais perigosas e problemáticas para fora da sala de aula carioca do que a minha prima: a cultura do estupro e a lógica da cidade-mercadoria do Rio de Janeiro. Convidar não. Expulsar. Matheus Bizarria

um dia atrás

Catador depõe, e skinhead pode pegar 24 anos de prisão

por Rosangela Basso
 
Catador depõe, e skinhead pode pegar 24 anos de prisão 

Quaquaraquaquá quem riu? Quaquaraquaquá, Fui eu!

Com depoimento da vítima, suspeitos serão investigados por crime de tortura

BERNARDO MIRANDA Ricardo Vasconcelos Jornal OTEMPO 
FOTO: PAULA HUVEN  Em BH. Acompanhado de policiais, Antônio Donato chegou ontem após ser preso no interior de SP A Polícia Civil ouviu o catador de material reciclável Luiz Célio Damásio, 42, que foi agredido pelo skinhead Antônio Donato Baudson Peret, 25, na praça da Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Donato foi preso anteontem pela Polícia Civil, em Americana (SP). Outros dois neonazistas foram detidos em Belo Horizonte, também no último domingo: Marcus Vinícius Garcia Cunha, 26, e João Matheus Vetter de Moura, 20. Donato chegou, ontem, a Belo Horizonte e será apresentado pela polícia na manhã de hoje.

Segundo o catador, o crime ocorreu no dia 5 de abril, quando ele estava com seu carrinho, na rua Pernambuco com Cristovão Colombo, na Savassi. Damásio explicou que Donato começou a insultá-lo dizendo que ele estava usando drogas. Em seguida, o skinhead, que estava acompanhado de Marcus Cunha, o encurralou, e, para se defender, o próprio catador tirou uma corrente do carrinho. Donato, então, tomou o objeto dele e o usou para enforcá-lo.

Damásio contou que estava prestes a desmaiar quando uma terceira pessoa – que ele disse não lembrar quem – interviu, e Donato o soltou. Ele disse que durante a agressão, Marcos Cunha fez a foto que foi divulgada por Antonio Donato no Facebook, o que provocou o início da investigação policial. Ao lado da imagem, Donato justificou a agressão dizendo que Luiz estaria fumando crack. O catador de material reciclável disse que não usa drogas.

Com a identificação da vítima da agressão, Donato também será investigado pelo crime de lesão corporal e tortura. Essas investigações ficarão a cargo da 1ª Delegacia-Sul. Já na Delegacia de Crimes Cibernéticos, Donato e os outros dois skinheads presos ainda são investigados pelos delitos de incitação ao crime, apologia ao nazismo e ao racismo e formação de quadrilha.

Donato e Cunha ainda são suspeitos de corrupção de menor, por divulgarem fotos com material nazista ao lado de um garoto de 5 anos, que é filho de Cunha.

Somando as penas máximas dos crimes pelos quais Donato é investigado, ele pode ser condenado a 24 anos e seis meses de prisão. No caso de Marcus Cunha, a pena máxima pode chegar a 15 anos e seis meses, e a de Vetter, a 11 anos e seis meses de prisão.

16 de Abril de 2013 12:31

Intolerância acorrentada

por Rosangela Basso
 
Intolerância acorrentada

Prisão de skinheads acusados de racismo e formação de quadrilha expõe rede de suspeitos de crimes de ódio relacionados à ideologia neonazista. Vítimas relatam as agressões em BH  
Mateus Parreiras e Pedro Ferreira
Estado de Minas: 16/04/2013 

Antônio Donato, que tem várias passagens policiais, foi preso ao desembarcar em Americana (SP) (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)  
Antônio Donato, que tem várias passagens policiais, foi preso ao desembarcar em Americana (SP)

As prisões em São Paulo e em Belo Horizonte, por racismo e formação de quadrilha, de três integrantes de uma gangue de skinheads que agia na capital mineira chamaram a atenção para uma situação ainda mais preocupante. Antes rivais, radicais paulistas e mineiros estão se aliando e podem intensificar suas ações. De acordo com a chefe da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo, Margarete Barreto, a mudança se deu quando o grupo ao qual é ligado Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos – detido no último domingo, em Americana (SP) –, assassinou um líder dos cabeças raspadas mineiros, o estudante de direito Bernardo Dayrell Pedroso, de 24, e sua namorada, de 21, em 2009, no Paraná, nas comemorações do aniversário de 120 anos do nascimento de Adolf Hitler. 

Além de Donato – que causou revolta ao posar numa foto veiculada na internet estrangulando um homem negro, identificado como morador de rua, com uma corrente – foram presos, também no domingo, em Belo Horizonte, Marcus Vinícius Garcia Cunha, de 26, e João Matheus Vetter de Moura, de 20, que pertencem ao mesmo grupo skinhead na capital mineira. Uma quarta pessoa teve seu apartamento vasculhado pela polícia. Quatro suspeitos ainda são investigados.

 

A prisão de Donato em Americana foi feita pela Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos (DEICC), de BH, e pela Guarda Municipal do município paulista. Donato foi detido no momento em que o ônibus de viagem em que estava chegou da capital, São Paulo, à rodoviária da cidade do interior paulista. O suspeito não reagiu à prisão, mas com ele foram encontradas um faca de cozinha, uma faca tática, um facão tipo machete e um soco inglês. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que vai apresentar os suspeitos hoje.

 

Apesar de estar sendo investigado por racismo e formação de quadrilha, Donato parece ser ainda mais perigoso do que essas acusações indicam. Só em Minas, segundo o Estado de Minas apurou junto à                        Polícia Militar, o rapaz se envolveu em pelo menos dez ocorrências, entre embriaguez ao volante, agressão, lesão corporal e ameaça. No estado, ele responde ainda a três processos por agredir homossexuais. Em São Paulo, são duas ocorrências por lesão corporal.

Um dos parceiros contumazes de Donato em São Paulo, segundo a Delegacia de Crimes Raciais, é Artur Ruda Gomes Fonseca, de 20. Os dois chegaram a ser presos no estado, em 2011, depois de terem agredido um grupo de 11 skatistas na Avenida Paulista, nos Jardins.

Clima de alívio na Região da Savassi

A prisão dos três rapazes que se identificam como skinheads, no domingo, sob a acusação de racismo e formação de quadrilha, trouxe alívio para as vítimas das agressões cometidas e para comerciantes da Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ferido a golpes de soco inglês no rosto quando tinha apenas 16 anos, o estudante A.A.M.C., hoje com 18, comemora a prisão de seu agressor, Antônio Donato Peret. “Sinto-me aliviado ao saber que não tem um cidadão como esse circulando mais pelas ruas da cidade. Tenho pena dele, pela cabeça que ele tem. ”

O estudante não consegue esquecer os momentos de terror que viveu ao ser atacado por Antônio Donato e outros três homens na Avenida Getúlio Vargas com Rua Tomé de Souza, na Savassi. “Fiquei completamente sem entender. Eram umas 21h e eu tinha saído de um shopping para encontrar amigos na Savassi. Alguém bateu no meu ombro e quando virei começaram a me agredir. Fiquei em choque”, conta. Para ele, Antônio Donato não tem condições de viver em sociedade.

A mãe do jovem, que é enfermeira, ficou impressionada com a violência do ataque. “Meu filho sofreu um ferimento na boca e levou oito pontos.” Ela espera que os suspeitos continuem presos. “São extremamente violentos, deram vários socos no estômago do meu filho e o chutaram.” O dono de um bar da Tomé de Souza chamou a polícia e os agressores foram presos.
Ex-colegas de trabalho de outro dos presos no domingo, Marcus Cunha, ficaram surpresos com a notícia de que ele estaria envolvido em um grupo neonazista. Marcos já trabalhou como coordenador de atendimento em um dos restaurantes mais tradicionais de Belo Horizonte, na Pampulha. “Estou perplexo com o que fiquei sabendo dele. Ele nunca deixou transparecer nada sobre esse seu comportamento no ambiente de trabalho”, disse o gerente operacional da casa, Ronaldo Costa.

Ronaldo conta que Marcus Cunha passou por avaliação psicológica antes de ser contratado, e que comandava uma equipe de 20 garçons e que o relacionamento entre eles era bom. “Ele pediu demissão por ter recebido uma oferta de trabalho melhor”, disse o gerente operacional.

Cansados de acompanhar a violência praticada por Antônio Donato e seu grupo contra gays, negros, moradores de rua e hippies, comerciantes da Savassi comemoraram a prisão de três dos acusados dos crimes. “Com eles presos, a Savassi vai ficar mais segura e tranquila. Antônio Donato sempre estava no meio da confusão”, disse o dono de um bar.

 

A mãe do jovem, que é enfermeira, ficou impressionada com a violência do ataque. “Meu filho sofreu um ferimento na boca e levou oito pontos.” Ela espera que os suspeitos continuem presos. “São extremamente violentos, deram vários socos no estômago do meu filho e o chutaram.” O dono de um bar da Tomé de Souza chamou a polícia e os agressores foram presos.
Ex-colegas de trabalho de outro dos presos no domingo, Marcus Cunha, ficaram surpresos com a notícia de que ele estaria envolvido em um grupo neonazista. Marcos já trabalhou como coordenador de atendimento em um dos restaurantes mais tradicionais de Belo Horizonte, na Pampulha. “Estou perplexo com o que fiquei sabendo dele. Ele nunca deixou transparecer nada sobre esse seu comportamento no ambiente de trabalho”, disse o gerente operacional da casa, Ronaldo Costa.

Ronaldo conta que Marcus Cunha passou por avaliação psicológica antes de ser contratado, e que comandava uma equipe de 20 garçons e que o relacionamento entre eles era bom. “Ele pediu demissão por ter recebido uma oferta de trabalho melhor”, disse o gerente operacional.

Cansados de acompanhar a violência praticada por Antônio Donato e seu grupo contra gays, negros, moradores de rua e hippies, comerciantes da Savassi comemoraram a prisão de três dos acusados dos crimes. “Com eles presos, a Savassi vai ficar mais segura e tranquila. Antônio Donato sempre estava no meio da confusão”, disse o dono de um bar.

 

16 de Abril de 2013 11:58

Cultura e religião não podem justificar preconceito contra gays, diz secretário-geral da ONU

por Rosangela Basso
 
Perfeito: Cultura e religião não podem justificar preconceito contra gays, diz secretário-geral da ONU

Portal EBC

 O secretário-geral das Nações Unidas fez uma promessa aos LGBTs: “estou com vocês. Vou denunciar os ataques contra vocês” (UN News Centre/CC) O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, denunciu nesta segunda-feira (15) o preconceito e discriminação contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (LGBT). O representante máximo do organismo internacional alertou que religião, cultura e tradições não “devem nunca ser uma justificativa para excluir deles os direitos básicos”. 
“Os governos têm como dever legal proteger a todos”, disse Ban em uma mensagem gravada e exibida em vídeo na Conferência dos Direitos Humanos, Orientação Sexuai e Identidade de Gênero, que acontece em Oslo (Noruega). Na oportunidade, Ban rechaçou qualquer tipo de agressão, prisão e assassinato dos LGBTs. “”Alguns evocam cultura, tradição e religião para justificar seus pensamentos”, apontou. 
O secretário-geral criticou o fato de  tais argumentos [cultura, religião e tradição] também serem usados para justificar a escravidão, o casamento de crianças, a mutilação genital feminina. “Eu respeito a cultura, a tradição e a religião – mas elas não podem ser usadas para a negação dos direitos básicos”, aduziu. 
“Este é um dos maiores desafios dos nossos tempos”, disse Ban ao contar que vários países ainda teimam em reconhecer a  “injustiça da violência homofóbica e da discriminação”. 
Na mensagem, Ban foi ainda mais enfático na luta pelos direitos LGBTs. “A minha promessa para as lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros da família humana é esse: Eu estou com vocês. Eu prometo que enquanto secretário-geral vou denunciar os ataques contra vocês. Vou pressionar os líderes com o objetivo de termos progressos nessa área”, finalizou. 
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16 de Abril de 2013 11:14

Assinatura da homofobia: Não bastava matá-lo. Era preciso humilhá-lo após a morte e condenar sua sexualidade mesmo morto

por Rosangela Basso
 
Assinatura da homofobia: Não bastava matá-lo. Era preciso humilhá-lo após a morte e condenar sua sexualidade mesmo morto

Me doeu até a alma, até quando, até quando? 

Um lugar para beijar

Malu Fontes – Correio

Diante da morte do estudante de Produção Cultural da Faculdade de Comunicação da Ufba Itamar Ferreira, em virtude das circunstâncias em que o corpo e a roupa foram encontrados, não há como não pensar em uma morte dupla, medieval e com a assinatura nítida do preconceito, seja ela deixada por ladrões comuns que queriam roubar gadjets e deixar pistas falsas após golpeá-lo, ou por um homofóbico típico capaz de tudo. O que quer que tenha acontecido para matar Itamar, o que houve naquela cena do crime representa uma morte dupla, marcada pela assinatura da homofobia, encenada ou patológica. 
 
Todos os dias ladrões matam pessoas, movidos pelo desejo de levar seus objetos. Já homofóbicos matam exclusivamente homossexuais e o fazem movidos pelo ódio sexual, embora haja quem pregue que toda morte causada por homofobia não passa de latrocínio comum. A assinatura perversa deixada na morte dupla de Itamar é traduzida na forma como ele foi largado dentro de uma fonte de praça pública, já morto ou deixado inconsciente para afogar-se após uma agressão na cabeça, mas com um detalhe extra para marcá-lo e matá-lo de novo, dessa vez moralmente: a bermuda abaixada até os joelhos. 
 
Assim como assassinar uma pessoa com vários tiros no rosto significa, no código do crime, ajuste de contas, vingança por traição, jogar um homem morto numa praça com as calças arreadas é uma assinatura a serviço dos argumentos de quem vive alimentando o preconceito contra gays. Quantos não irão repetir coisas do tipo: ‘estão vendo? A homossexualidade é coisa do diabo e Deus pune’. Não são de frases assim que são feitas as declarações de Felicianos e Malafaias? A forma como a roupa de Itamar foi deixada não lhe dá, perante os preconceituosos para quem os gays procuram a morte por desafiar as leis da natureza sexual ou de Deus, o direito de ser vítima. E quem o matou, por mais tosco que seja, queria justamente isso. Não bastava matá-lo e levar suas coisas. Era preciso deixá-lo humilhado após a morte, condenar sua sexualidade mesmo morto, matá-lo moralmente perante o mundo Feliciano. 
 
Independentemente do contexto que levou Itamar à morte, ele é, foi, vítima. E se ele tiver provocado ou aceitado uma paquera em relação a quem o matou? Ora, em que isso o torna moralmente culpado? Quanto a isso, vale citar um filme fundamental para entender o preconceito contra os gays. Em 2009, a jornalista Neide Duarte, da Rede Globo, lançou um documentário que, em tempos de tanta gente que não se constrange em ofender homossexuais, é uma aula. O documentário chama-se Um Lugar para Beijar, pode ser visto no Youtube e mostra como o preconceito, inclusive o familiar, empurra os gays, principalmente os mais pobres, para as zonas de risco da vida: as áreas escuras da cidade, os botecos copos-sujos, onde nada no entorno soa familiar e seguro, pois é somente nesses espaços de perigo e nas madrugadas desertas que encontram alguma privacidade. Afinal, quem aqui é macho o suficiente para saber o que é poder beijar outro homem à luz do dia numa área nobre?  Do xingamento a uma tacada de golfe na cabeça, a imprensa mostra todo dia que tudo é possível. Sobra o gueto, o escuro e a madrugada ameaçadora.

* Malu Fontes é jornalista e professora de Jornalismo da Ufba.

16 de Abril de 2013 10:37

Horror: Policiais gritavam: “Deus cria, a Rota mata”, diz sobrevivente do Carandiru

por Rosangela Basso
 
Horror: Policiais gritavam: “Deus cria, a Rota mata”, diz sobrevivente do Carandiru

Primeira etapa do julgamento do Carandiru começou nesta segunda-feira no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste) Foto: Fernando Borges / Terra
Primeira etapa do julgamento do Carandiru começou nesta segunda-feira no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste)Foto: Fernando Borges / Terra

No primeiro dia de julgamento de 26 policiais envolvidos no caso que ficou conhecido como massacre do Carandiru, o ex-detento Marco Antonio de Moura afirmou à Justiça que tem fresco na memória o que ocorreu no dia 2 de outubro de 1992 na Casa de Detenção de São Paulo. Na ocasião, 111 presos foram mortos após uma briga entre criminosos e a invasão da Polícia Militar ao pavilhão 9, local em que estavam mais de 2 mil presos naquela tarde. “Passaram 21 anos. Para mim foi como se fosse ontem”, disse ele, que levou um tiro no pé na ocasião. De acordo com o sobrevivente, os policiais já entraram no presídio atirando contra os presos. “Quando deixamos o pavilhão, para ir para o pátio, eles gritavam: ‘Deus cria, a Rota mata. Viva o choque'”. Moura estava no segundo pavimento do pavilhão 9, onde o processo relata que 15 detentos morreram. Por conta dessas mortes, 26 policiais são julgados no Fórum da Barra Funda a partir desta segunda-feira. O júri popular deve se estender pelo menos até o início da próxima semana – seis homens e uma mulher compõem o conselho de sentença, que decidirá o destino dos réus. O ex-detento afirma que não se tratava de uma rebelião e que a intervenção da polícia era desnecessária. “Não era rebelião. Era um acerto de contas entre bandidos”, afirmou. O sobrevivente afirma que, ao perceber que a Polícia Militar iria invadir o local, previu o pior. “Nós vamos apanhar demais. É deles fazer corredor polonês e bater em você.”, contou. Ele nega que os detentos tenham tentado enfrentar os policiais. “Não tem como enfrentar policial armado até o dente. Quem tinha faca entregou. Ao perceber os disparos nas galerias do presídio, ele disse que a situação era mais séria do que ele pensava. “Foram muitos tiros, não era comum”. Moura, que foi preso por roubo (simulando estar armado) e respondeu por uma tentativa de homicídio (que foi arquivada por falta de provas), conta como levou o tiro no pé. “Havia umas 30 pessoas dentro da minha cela. Na correria, começou a entrar um monte de gente. Em um determinado momento, o policial pôs a cara no guichê (espécie de janelinha na porta da cela) e foi muito disparo”, disse ele. Entre as rajadas de metralhadoras em seu andar, ele disse que o que mais ouvia eram gritos de “pelo amor de Deus”. Perguntado pelo juiz se reconheceria algum policial que participou da operação, ele foi direto. “Não tenho vontade de olhar para a cara de nenhum deles. Só lembro que tinha um de olho azul”. O detento disse ainda se recordar que tiros foram disparados por policiais que estavam sobre um helicóptero, que sobrevoava o pavilhão. “Eu dei sorte. Eu ia subir no telhado. Mas se tivesse subido, teria morrido”. Preso inicialmente em 1988, ele deixou o sistema carcerário em 1994 e, segundo ele, desde então trabalha com “carteira assinada” e não teve mais nenhum problema com a Justiça. É casado e tem três filhos. Moura foi a segunda testemunha de acusação a depor no primeiro julgamento dos policiais acusados de homicídio – os demais júris ocorrerão ainda em 2013, já que o caso foi desmembrado devido ao grande número de réus. Ao todo, 23 testemunhas foram convocadas para depor pela defesa e pelo Ministério Público. 20 anos do massacre do Carandiru Em 2 de outubro de 1992 uma briga entre presos da Casa de Detenção de São Paulo – o Carandiru – deu início a um tumulto no Pavilhão 9, que culminou com a invasão da Polícia Militar e a morte de 111 detentos. Conheça os detalhes do episódio, que ficou conhecido como “massacre do Carandiru”. Julgamento
Passados 20 anos do episódio que terminou com 111 presos mortos no Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo, em outubro de 1992, 26 policiais militares serão julgados pelo caso que ficou conhecido como Massacre do Carandiru. Pelo menos 79 PMs acusados de envolvimento nas mortes aguardam julgamento. O único que recebeu a sentença foi o coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, que coordenava a operação no dia do massacre, mas teve sua pena de 632 anos de prisão anulada em 2006, sete meses antes de ser assassinado. Em 2 de outubro de 1992, uma briga entre presos da Casa de Detenção de São Paulo – o Carandiru – deu início a um tumulto no Pavilhão 9, que culminou com a invasão da Polícia Militar e a morte de 111 detentos. Entre as versões para o início da briga está a disputa por um varal ou pelo controle de drogas no presídio por dois grupos rivais. Ex-funcionários da Casa de Detenção afirmam que a situação ficou incontrolável e por isso a presença da PM se tornou imprescindível. A defesa afirma que os policiais militares foram hostilizados e que os presos estavam armados. Já os detentos garantem que atiraram todas as armas brancas pela janela das celas assim que perceberam a invasão. Do total de mortos, 102 presos foram baleados e outros nove morreram em decorrência de ferimentos provocados por armas brancas. De acordo com o relatório da Polícia Militar, 22 policiais ficaram feridos. Nenhum deles a bala. 
 Terra 

16 de Abril de 2013 10:28

O apresentador, a opinião e o crime

por Rosangela Basso
 
O apresentador, a opinião e o crime

Por Gleison Luiz Zambon – Observatório da Imprensa

A polêmica eleição do pastor e deputado Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias ganhou um novo tempero nos últimos dias. O jornalista Alexandre Garcia saiu em defesa do polêmico deputado, invocando o direito constitucional à livre expressão. Em vídeo que vem sendo amplamente divulgado nas redes sociais, o ex-âncora da Rede Globo disse, entre outras opiniões controversas, a seguinte frase: “Se ele é acusado por opinião, supõe-se que aqui no Brasil exista crime de opinião, e não existe. Ele não pode ser acusado de opinião se a opinião é livre e protegida pela Constituição.” Desculpem-me os defensores de tal pensamento, mas discordo dele. Para começar, um sujeito que foi porta-voz do governo na ditadura militar não tem lá muita moral para falar em liberdade de expressão ou temas afins. E talvez ele não saiba, ou não queira dizer, que a mesma Constituição que garante a liberdade de expressão prevê limitações a tal direito e punição a quem se exceder. Se fosse como ele alega, não existiriam, entre outros, os crimes de injúria, calúnia e difamação previstos no Código Penal, e os de racismo e preconceito previstos na Lei nº 7.716/89 e na própria Constituição (Art. 5º, XLII). Assim, entendo que o direito constitucional à livre expressão não pode ser invocado para justificar a prática do racismo e as manifestações de preconceito, pois a própria Constituição prevê limitações a tal direito. Simples assim: seu direito termina onde começa o direito do outro; ou se preferir, o direito de ser respeitado implica no dever de respeitar. E é por esta razão que, por mais que eu tenha vontade, não posso manifestar tudo o que penso sobre Marco Feliciano, Alexandre Garcia ou quem compartilha destas opiniões. E não é por ser jornalista da poderosa Rede Globo que ele é dono da verdade. Pelo contrário, neste caso acho que ele meteu os pés pelas mãos, como muitos jornalistas fazem. Aliás, acho que existe uma “distância infinita” (utilizando a mesma expressão utilizado pelo jornalista) entre uma pessoa meramente expressar sua opinião e dizer que “negros descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé”. Isso, sim, é crime. Expressão de opinião é o que fazemos aqui, expondo nossos pontos de vista sem ofender ou cometer algum crime. Invocar o direito constitucional à livre expressão para cometer crime de racismo, para mim, é o mesmo que invocar o direito à livre iniciativa e ao exercício do trabalho para cultivar maconha ou refinar cocaína… *** *** Gleison Luiz Zambon é oficial de Justiça, Piracicaba, SP

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16 de Abril de 2013 10:18

Vídeo da prisão de neonazista investigado por agredir gays e negros em BH

por Rosangela Basso
 
Vídeo da prisão de neonazista investigado por agredir gays e negros em BH

Antônio Donato postou, nas redes sociais, várias fotos de apologia ao nazismo, incluindo imagens de uma criança com acessórios que fazem referência ao regime.

Informações do BHaz
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16 de Abril de 2013 09:51

Excrescência da política brasileira

por Rosangela Basso
 
Excrescência da política brasileira

Mário Augusto Jakobskind – Direto da Redação
 

O caso do pastor Marco Feliciano, que se arrasta há um mês, não se restringe apenas ao parlamentar, muito menos à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Trata-se de uma ofensiva conservadora, especialmente fundamentalista religiosa, que representa um retrocesso para o país.

 

Feliciano, segundo a Folha de S. Paulo, agora em defesa protocolada no Supremo Tribunal Federal, confirmou suas anteriores declaraçõe racistas afirmando que “paira sobre os africanos uma maldição divina”.

 

Remover Feliciano do cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias é uma necessidade, sem dúvida, mas não basta. Ele representa uma excrescência da política brasileira e é preciso frear a ousadia de seus pares que formam a Frente Parlamentar Evangélica.

 

Se isso não for feito o quanto antes, o Parlamento brasileiro acabará até aprovando projeto do Deputado João Campos, do PSDB, que, pasmem, na prática levará ao fim do estado laico.

 

O correligionário de Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso, entre outros, elaborou proposta incluindo as entidades religiosas de âmbito nacional entre aquelas que podem propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Se aprovado em plenário, já foi na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, o projeto irá para votação no Senado. Se este retrocesso não for abortado, as entidades religiosas poderão questionar decisões judiciais já adotadas pelos Ministros do STF, desde a autorização para o uso de células troncos até a união estável para casais do mesmo sexo.

 

Podem imaginar como um retrocesso dessa natureza em pleno século XXI repercutiria no exterior? Enquanto os Parlamentos da Argentina e Uruguai aprovam a união estável, no Brasil uma Frente Parlamentar Evangélica se mobiliza até para acabar com a laicidade do Estado.

 

Como se não bastasse a desmoralização da Comissão de Direitos Humanos sob a presidência de Feliciano, integra também o espaço agora dominado pelos fundamentalistas uma outra excrescência da política brasileira, o Deputado Jair Bolsonaro, que além de defensor veemente do golpe de 64, em várias ocasiões chegou a justificar a tortura.

 

Mas a ocupação da Comissão pelos fundamentalistas se deve basicamente a partidos como o PMDB, PT, PSDB, PC do B e outros, que se desinteressaram pelo tema deixando que o Partido Social Cristão (PSC) indicasse Feliciano.

 

Além de declarações racistas e homofóbicas, bem como proceder de forma autoritária e policialesca como presidente da Comissão ao proibir a entrada do povo em sessões, para não falar das acusações de estelionato que responde no STF, Feliciano tem passado dos limites com menções sobre “satanás” e outras contra parlamentares que não rezam por sua cartilha fundamentalista.

 

Tem até vídeo em que este senhor farsante afirma que as mortes de John Lenon e do grupo Mamonas Assassinas foram uma ação de deus. Pode uma coisa destas presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados?

 

Neste contexto, que não se restringe ao PSC, soma-se a recente declaração do Senador do PSDB, Aécio Neves considerando o golpe de 1964 como “revolução de 64”. O político mineiro se traiu, porque geralmente os que se utilizam da referida linguagem sempre apoiaram a quebra da ordem constitucional que representou a derrubada do Presidente João Goulart.

 

Para completar a ofensiva conservadora, que passa também pela Opus Dei, o Governador de São Paulo tem como assessor particular um tal de Ricardo Salles, defensor veemente do golpe de 64 e fundador do grupo intitulado Endireita Brasil.

 

Salles representa a velha direita, acoplada a nova direita que ao longo dos últimos anos tem feito de tudo para doar o que ainda resta sob controle do Estado brasileiro. Nesta ofensiva se inserem os leilões de petróleo, já marcados para maio próximo, e que tiveram início no governo entreguista de FHC.

 

Por estas e muitas outras, se não houver uma maciça mobilização dos movimentos sociais, o Brasil será palco em breve de um retrocesso que remonta aos piores momentos de sua história no século passado.

 

Seria uma espécie de repetição como farsa, agora caminhando para 50 anos, do golpe civil militar de 64.

“O PSB não deve nada a Dilma”

 
 
: Para o governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, disse, durante almoço realizado nesta terça-feira (16), com senadores do PR, PTB, PSC e PPL, que nem o PT e nem a presidente Dilma Rousseff (PT) podem fazer cobranças relativas à fidelidade por parte do PSB. “O PSB não deve nada a Dilma. Na verdade, ela é nossa credora. Abrimos mão de uma candidatura competitiva em 2010 (com o ex-ministro Ciro Gomes) para ajudá-la a se eleger presidente da República” 
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Conheça os alimentos que reforçam o sistema imunológico

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