Tião Viana elogia atuação do Itamaraty

 
ELZA_FIUZA -ABr: O governador do Acre, Tião Viana, elogiou hoje (17) o esforço conjunto, de várias áreas do governo, na tentativa de buscar uma solução negociada sobre a entrada e permanência de imigrantes haitianos no Brasil;ele destacou que “já há melhoras” nas cidades de Brasileia e Epitaciolândia, no Acre, por onde ingressa a maioria dos imigrantes; o governador também ressaltou o empenho do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty 
6 horas atrás

Aluno sofre bullying por se recusar a rezar antes da aula

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Revista Fórum

Reação de aluno ateu a bullying acaba com pai-nosso na escola

O caso ocorreu no início de abril, mas é ilustrativo: após se recusar a rezar antes de aula, o estudante Ciel Vieira ouviu da professora que “jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida”

Por Paulo Lopes 

No início deste mês, o estudante Ciel Vieira, 17, de Miraí (MG), não se conformou com a atitude da professora de geografia Lila Jane de Paula de iniciar a aula com um pai-nosso. Então, ele se manteve em silêncio, o que levou a professora a dizer: “Jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida”.

Era um recado para ele. Na classe, todos sabem que ele é ateu. A escola se chama Santo  Antônio e é do ensino estadual de Minas. Miraí é uma cidade pequena. Tem cerca de 14 mil habitantes e fica a 300 km de Belo Horizonte.

Vídeos:   

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6 horas atrás

Obra de Edu tem grandeza reiterada no toque exuberante da Metropole

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Resenha de CD
Título: Edu Lobo & Metropole Orkest
Artista: Edu Lobo e Metropole Orkest
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * * 1/2

Lançado no Brasil pela gravadora Biscoito Fino neste mês de abril de 2013, o CD que registra o show feito por Edu Lobo com a Metropole Orkest – apresentado em 28 de maio de 2011 no Teatro Beurs Van Berlage, em Amsterdam, na Holanda – é mais um título retrospectivo da discografia do compositor carioca. Contudo, Edu Lobo & Metropole Orkest faz com que o cancioneiro de Edu soe renovado no toque exuberante da Metropole, orquestra holandesa já habituada a abordar obras de autores de música popular como Ivan Lins (com quem, aliás, também já gravou disco ao vivo). Mérito da orquestra em si – regida pelo maestro Jules Buckley – e mérito do pianista Gilson Peranzzetta, criador das orquestrações que se ajustam com maestria aos tons das músicas de Edu. Somente o arranjo de Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973) – em que a interação das cordas e metais cria tensões e provoca redemoinho que expandem pelo som o sentido dos versos de Pinheiro – já valeria o disco. Majestosa, a Metropole Orkest segue a pisada do baião de Dança do corrupião (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro 2010) e abrasa seus metais no ponto incandescente de Frevo diabo (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988). Já o samba Ave rara (Edu Lobo e Aldir Blanc, 1993) alça voo com passagens jazzísticas delineadas pelo toque do piano de Gilson Peranzzetta. Tema instrumental, Casa forte (Edu Lobo, 1969) tem – a propósito – sua arquitetura redesenhada com a liberdade do jazz. A mesma que pauta outra faixa instrumental, Zanzibar (Edu Lobo, 1970). Mesmo que o cantor fosse falso, o lirismo de Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1965) e de Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1967) – músicas em que sobressaem os saxes de Mauro Senise, convidado de quase todas as 14 faixas do disco – se faz ouvir em meio a suntuosidade orquestral dos arranjos de Edu Lobo & Metropole Orkest. Mas o cantor – mesmo sem ter voz – sabe traduzir a verdade contida em obras-primas como Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) e, como as orquestrações exuberantes de Gilson Peranzzetta se adequam bem a temas como A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983), Edu Lobo & Metropole Orkest acaba se impondo como um dos melhores discos da carreira de Edu Lobo, resultando em best of indicado para admiradores antigos de seu cancioneiro refinado (pelo frescor dos arranjos) e também para quem quer se iniciar na obra deste compositor situado na linha de frente da música do Brasil. Grande disco!!!

6 horas atrás

Companhia aérea começa a afastar a gentalha dos aeroportos

HARIOVALDO por Professor Hariovaldo
 

Exemplo a ser seguido por outras companhias. Uma solução eficiente

Alvíssaras! Era preciso que alguém tomasse uma atitude séria no sentido de restaurar a ordem aeroviária, restituindo aos homens de bem o direito exclusivo de transitar com todo conforto e comodidade pelos céus sem o incômodo de se ter que conviver que um tipo de gente que não deveria estar ali usufruindo da invenção dos irmãos Wright. Se esse desgoverno petista que aí está não tomava providências para que nossos aeroportos deixassem de parecer com as rodoviárias, uma companhia aérea teve a coragem e a dignidade de fazer isso por nós. Não é à toa que é uma companhia da terra de São Pinochet, que ao lado de São Josemaria Escrivá e de São João P2, forma o trio parada dura angelical que nos protege do bolchevismo atroz. Aleluia!

6 horas atrás

Conceição das Crioulas no Pé na Rua (vídeo)

RACISMO por racismoambiental
 

Série de quadros feitos em Conceição das Crioulas, Salgueiro/PE.

Enviada por Eduardo Guarani-Kaiowá Fernandes para Combate Racismo Ambiental

6 horas atrás

Sindicalistas e políticos debatem Jornada de Luta em defesa de AL

 
: Integrantes do movimento comentaram os dados sobre educação que aponta um retardo de 4 anos em Alagoas. Atos públicos estão sendo agendados para expor o descontentamento da sociedade civil com os índices de violência, estatísticas da educação e o caos na saúde pública. O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) afirmou que o governador Vilela (PSDB) virou as costas para a sociedade.   
6 horas atrás

Madrugada violenta na Venezuela

RACISMO por racismoambiental
 

Manifestantes da MUD

Elaine Tavares

O candidato derrotado nas eleições venezuelanas Henrique Capriles convocou seus aliados para se manifestarem,  o que gerou uma série de manifestações de violência e morte na noite de ontem. Vários espaços bolivarianos foram atacados, sedes de governo, carros oficiais, inclusive as casas de parentes de dirigentes governamentais. Também foram atacados os Centros de Diagnóstico Integral, onde atuam os médicos cubanos, com alguns deles sendo incendiados. Muitos dirigentes do PSUV foram agredidos, dois morreram. Algumas sedes do PSUV foram queimadas, tudo desencadeado pelo apelo do candidato derrotado e a mídia de tradição golpista.

Por outro lado, a MUD, apesar de vociferar nas redes de televisão que não aceita o resultado,  sequer solicitou formalmente ao CNE o pedido de auditoria dos votos. Segundo a jornalista Eva Golinder a auditoria dos 54% dos votos foi feita sob as vistas de todos os observadores, e isso é praxe. Para auditar os 46% restantes, é necessário que se formalize o pedido, coisa que a MUD ainda não fez. Por outro lado, incita à violência, prenunciando golpes.

Os moradores do bairro 23 de janeiro cercaram o Palácio Miraflores, protegendo o presidente.

A direita golpista não vai dar trégua.

6 horas atrás

A retomada da produção nacional de insulina

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Jose Mayo

Do G1

‘Dia histórico’, diz Padilha sobre a retomada da produção de insulina

Ministro anunciou volta da produção nacional em evento em MG. Padilha afirmou que insulina ‘made in Brasil’ vai permitir economia.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta terça-feira (16), ao anunciar a retomada de produção de insulina no país, que o dia é “histórico”. De acordo com o ministro, o Brasil vai ser o quarto país no mundo a produzir o medicamento, usado para o tratamento de diabetes. Ele afirmou que, a partir de 2014, os pacientes poderão encontrar nas farmácias caixas de insulina “made in Brasil”.

“Hoje é um dia histórico na retomada da produção nacional. Estamos mostrando a importância de um país continental como o Brasil ter sua própria produção de insulina, que vai ser importante para a saúde e para a economia. A retomada vai permitir que possamos reequilibrar preço e competir. Com a decisão, nosso país volta a fazer parte do seleto grupo de agora de 4 países em todo o mundo que produzem insulina”, afirmou o ministro em discurso em Minas Gerais, onde vai funcionar o laboratório de insulina nacional.

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6 horas atrás

Da CIA à Folha, sem filtros

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Violência pós-eleitoral mata 7 na Venezuela

Confrontos entre chavistas e apoiadores de Capriles deixaram ainda 63 feridos; Maduro proíbe marcha opositora

Presidente venezuelano também exigiu que emissoras definam de que lado estão nos embates com oposição

FLÁVIA MARREIROENVIADA ESPECIAL A CARACAS

Dois dias depois da vitória apertada de Nicolás Maduro na eleição presidencial da Venezuela, distúrbios entre governistas e opositores deixaram ao menos sete mortos, segundo o Ministério Público.

Os conflitos ocorreram após manifestações de partidários de Henrique Capriles, derrotado por pequena margem.

Em resposta, Maduro elevou o tom e ameaçou processar opositores que exigem a recontagem dos votos.

Em cadeia nacional de rádio e TV, ele prometeu radicalizar a “revolução” bolivariana iniciada por seu mentor, Hugo Chávez, e proibiu Capriles de liderar uma marcha prevista para hoje para levar seu pedido de recontagem dos votos à sede do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), no centro de Caracas.

“Podem marchar quanto queiram, mas não entram em Caracas [centro de Caracas, município Libertador, coincidente com o Distrito Federal]. Digo com a autoridade que me outorga a Constituição”, disse Maduro, que chamou Capriles de “fascista”.

O presidente eleito, que venceu com 50,75% dos votos contra 48,97% do opositor, fez uma ameaça às duas maiores emissoras de TV privadas da Venezuela, a Venevisión e a Televen.

“Faço um chamado à Venevisión e à Televen, a todos os meios de comunicação. Definam-se com quem estão. Com a pátria, com o povo ou vão voltar a estar com o fascismo”, disse.

Os dois canais apoiaram a tentativa de golpe de Estado contra Chávez em 2002, mas nos últimos anos moderaram sua linha editorial e reduziram o noticiário político. A Globovisión, que segue ferrenha crítica do governo e serve como porta-voz da oposição, está sendo vendida a um empresário tido como próximo do chavismo.

Horas depois, Capriles, governador de Miranda (que abarca parte da Grande Caracas), suspendeu a convocatória de manifestação para hoje alegando não querer provocar mais violência.

Anteontem, o opositor chamou seus apoiadores para um panelaço em Caracas e protestos pacíficos em sedes regionais do CNE, do qual participaram ontem milhares de apoiadores.

Em vários pontos da capital e do restante do país, no entanto, houve protestos nas ruas, alguns violentos.

Segundo a procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, ao menos sete pessoas morreram anteontem em distúrbios –duas em Caracas, três em Ojeda, uma em Cumaná e uma em San Cristóbal.

Segundo o Ministério do Interior, ao menos 63 pessoas ficaram feridas e há cerca de 170 detidas.

A procuradora-geral, alinhada ao governo, considerou abrir processo contra Capriles por incitação à violência. Maduro e o presidente da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, prometeram o mesmo.

“Seu tempo está acabando”, disse Maduro a Capriles. Afirmou que já que Capriles o chama de “ilegítimo” ele não enviaria mais recursos do governo nacional ao Estado de Miranda.

GRANDE CARACAS

Ontem foi mais um dia de tensão, com relatos de violência na Grande Caracas e em vários pontos do país.

Em Los Teques, na região metropolitana, funcionários de dois jornais relataram que suas sedes foram cercadas por supostos apoiadores do chavismo.

Por causa dos problemas e de ataques a funcionários, o metrô de Caracas suspendeu os serviços da frota de ônibus associada em parte da capital e região metropolitana.

O clima também foi de tensão em sessão da Assembleia Nacional, onde opositores reclamara de agressão.

Filed under: GolpismoVenezuela Tagged: Grupos Mafiomidiaticos  

6 horas atrás

Lección de Obama. A Aznar

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Por: José María Izquierdo

Es tarea ingrata tener que leer a nuestros coros y danzas cómo elogian la unidad ciudadana y política en Estados Unidos tras el atentado de Boston. Y lo es porque en España, tras el salvaje atentado del 11-M de 2004, pasaron cosas que es difícil, muy difícil olvidar para quienes las vivieron o las vivimos.  Lo peor fue ver cómo José María Aznar, entonces presidente del Gobierno, corrió al teléfono para mentir a los directores de periódicos -para que su vez mintieran a los ciludadanos- asegurando que tenía pruebas incontestables de la autoría de ETA de aquella masacre que se llevó por delante 192 vidas. Intentaba librarse así, además, de asumir cualquier responsabilidad por haber apoyado la guerra de Iraken caso de que se tratara de terrorismo islámico. Una maniobra sucia, cobarde y deshonesta. Que tuvo en nuestros cornetas a sus principales soportes. Y todavía hoy hay quien echa mano de Boston para insistir en la conspiración del 11-M.

Por lo demás, seguimos con el aborto. ¿Es una campaña para presionar al Gobierno, con oídos receptivos, bien es verdad, llevada a cabo con el beneplácito –y el apoyo- de la Iglesia y las muchas organizaciones ultracatólicas existentes en España? Pues claro. ¿Alguien lo duda?

 

Abc dedica su primer editorial a la cuestión catalana: “Artur Mas no engaña a nadie”. Lo mismo de siempre, vamos. El segundo se titula “Lección ejemplar de EE.UU. tras Boston”. Dice cosas como éstas: “Estados Unidos está reaccionando con la ejemplaridad que demostró en el 11-S. Ninguna declaración política de corte sectario ni partidista. Ninguna presión sobre la Casa Blanca para exhibir urgentemente culpables. Ninguna discordia en las calles. Su fortaleza no se basa sólo en sus ejércitos o en su economía. También reside en sus profundos sentimientos de patriotismo y de unidad frente a la adversidad”. Abc debe querer decir que Barack Obama no está haciendo lo que hizo José María Aznar aquel 11 de marzo de 2004, como ya hemos contado. Tampoco está haciendo el Gobierno de Estados Unidos lo que hizo Aznar: negar a la oposición cualquier posibilidad de mostrarse unidos frente al terror. Por su cuenta, Aznar convocó una manifestación para demostrar que solo él, su partido y su gobierno luchaban contra el terrorismo. Tiene razón Abc: es verdad que el gobierno de Estados Unidos no está intentando hacer política de baja estofa a costa de los muertos por el terror.

Manuel Martín Ferrand quiere, de nuevo, vendernos a Esperanza Aguirre como la gran dama de la política española. Lean: “Esperanza Aguirre, uno de los pocos notables de la política española que asistirá a tan significativo funeral, ha dicho de Thatcher que ‘ningún político de los últimos 60 años ha sido más fiel a sus principios’ como ella lo fue. Es toda una oración fúnebre que aumenta su valor aquí y ahora, en donde los políticos -los unos y los otros- funcionan según el soplo de las encuestas al modo con que lo hacen las veletas por el impulso cambiante del viento”. Pero el exceso, ya lo he dicho muchas veces, lleva al ridículo: “Es curioso que, como Esperanza Aguirre, la baronesa Thatcher también fuera ministra de Educación”. Exactamente como Mariano Rajoy. Incluso como Alfredo Pérez Rubalcaba. ¿Y?

Pretende Gabriel Albiac, nuestro corneta filósofo, llevar a nuestros corazones –porque espero que tan débil razonamiento no apunte a nuestros cerebros- que en realidad el terrorismo de ayer de Boston parte de un par de impulsos iniciales: de Ernesto Che Guevara, como ya propuso “en abril de 1967”, y del “jardín de Alá”, donde se dieron de bruces “los sueños más locos de la revolución”. Es posible que los autores de la matanza sean guevaristas -¿existe aún tal cosa?- o terroristas islámicos. Pero habrá que recordarle a Albiac -siempre con Spinoza y sin tiempo para leer los periódicos- que en 1995, Timothy McVeigh voló el edificio Federal Alfred P. Murrah en Oklahoma City: 168 muertos, entre ellos 19 niños menores de seis años, y cerca de 700 heridos. Ya recuerdan ustedes que McVeigh no era precisamente, ni guevarista ni islamista…

La Razón hace su editorial sobre la nueva ley del aborto, todavía en preparación, y las relaciones con la Santa Sede, en un totum revolutum que responde, es cierto, a la confusión creada por el propio Gobierno y la Iglesia. MientrasRajoy estaba con el Papa, el cardenal Rouco instaba en Madrid al Gobierno a que acabara ya con la ley del aborto. Ruiz Gallardón no tardó en atender al presidente de la Conferencia Episcopal y se apresuró a contar algunas de las variaciones que están estudiando sobre la ley anterior. No sé si Gallardón obedecía a Rouco, pero un poquito más de inteligencia no hubiera estado mal. Insistirá La Razón en lo que quiera, pero su defensa de esas nuevas normas no deja de ser un ejercicio de hipocresía vomitiva. Por decirlo suavemente. Porque si para ellos el aborto es un crimen, ¿qué justifica que se permitan 10.000 en lugar de 100.000? Esto es, ¿se trata de pasar de 100.000 asesinatos a 10.000 asesinatos? ¿Es eso?

Hablando de Boston, Inocencio Arias desliza, cual insidia ponzoñosa, esta frase: “Habrá un resurgimiento de la solidaridad nacional, escasa simpatía hacia brotes de dudosa democracia –que unos manifestantes, por comprensible que fuera su queja, cercaran al Congreso diciendo que no dejarían salir en tres días a los padres de la patria produciría una indignación colectiva…”. ¿Dejará alguna vez esta derecha de la que tanto disfrutamos de utilizar el terrorismo como denigrante arma política?

Alfonso Ussía trata uno de sus clásicos: Cristina Fernández, la presidenta argentina, “esa señora alicatada hasta el techo”, en una de las elegantes frases del señorito faltón. Recuerdo al Papa argentino: “Es posible, pero no probable, que Su Santidad regalara a la señora Fernández un catecismo con los Diez Mandamientos, y que de su puño y letra, le subrayara el Séptimo, que le prohíbe robar y apropiarse de los bienes ajenos, por muy Presidenta de la República Argentina que sea. Así pues, llame a los robados y reúnase con ellos. Argentina será la gran beneficiada, vistos los resultados de la gestión del choriceo peronista. Y se lo agradecerán los miles de trabajadores que antes dependían de una empresa seria y ahora están sometidos a la sinvergonzonería de unos políticos sin escrúpulos”.

El Mundo titula así su editorial: “El mal blindaje de la doctrina de los estigmas”. Tras superar el pasmo inicial -¿de qué irá tal cosa?- y si uno se decide a su lectura, se advierte rápidamente que se refiere al recurso presentado ayer por la infanta Cristina. La imputación, viene a decir, es ya en sí misma un acto de castigo. No le convence a El Mundo, que sigue apostando por la comparecencia de la infanta: “Habría que recordar a la defensa que una imputación no es una condena -ni siquiera una acusación- y que lo que ha hecho el juez Castro es llamarla a declarar para que aclare su papel en Nóos. Es lo mínimo que podía hacer antes de cerrar la instrucción. Y ello es así porque el juez no tenía la opción de citarla como testigo por un motivo fundamental: la Infanta disfruta de la prerrogativa de declarar por escrito si no hay imputación y, por ello, no se la puede repreguntar”. En consecuencia, acaba el editorial, “El juez ha aplicado correctamente, a nuestro juicio, el principio de igualdad ante la ley y podría perfectamente levantar esa imputación si el testimonio de la Infanta fuera convincente. Ahora, la Audiencia debe decidir y sólo cabe esperar que actúe conforme a Derecho, sin atender a ninguna circunstancia extrajudicial”.

No deja de sorprender que apenas asome Venezuela a la pluma de nuestros amigos. Un editorialillo de El Mundo: “Las protestas por las sospechas de fraude electoral en Venezuela, que se han saldado con varios muertos, han servido de excusa a Maduro para instigar un procedimiento penal contra Capriles. Su intención es encarcelarlo por golpista. Los tics que está mostrando el sucesor de Chávez son preocupantes. Si actúa así antes de jurar el cargo, cabe hacerse una idea de cómo se comportará cuando gobierne. Maduro también ha arremetido contra España de forma gárrula y amenazante. Esa actitud debería hacer reflexionar al Gobierno sobre la conveniencia de que el Príncipe Felipe acuda a su toma de posesión. Maduro será siempre un presidente en entredicho al haber impedido revisar un recuento de votos sobre el que hay denuncias de manipulación”.

Claro que siempre nos queda Libertad Digital. Carmelo Jordá: “Chávez nos podía gustar más o menos tirando a nada, pero compararlo con un pajarito era ofensivo. No digo yo que hubiese sido mejor para Maduro decir que el jefe se le había aparecido en forma de gorila, que habría sido demasiado obvio, pero ahí estaban el rinoceronte, el ocelote o el elefante en cacharrería. Con una simple visita al zoo lo habríamos apañado. Lo malo de cuando le das el poder a alguien como Maduro es que acaba cagándola, como los pajaritos  y si le das todo el poder en un país en el que el Estado lo controla prácticamente todo, lo normal es que lo deje al borde de una guerra civil, que es como está Venezuela ahora mismo. Y lo está no porque Capriles reclame a los suyos, que son la mayoría, que salgan a la calle, sino porque un incompetente (des)controlado desde La Habana ha hecho un pucherazo que más que puchero ha sido olla podrida”.

Elegancia, ante todo, elegancia.

LAS FACHADAS

Fachadas

En La Razón continúan con la ley del aborto: “Acreditar el riesgo para la madre evitaría hasta 100.000 abortos al años”. Una cifra, por cierto, absolutamente enloquecida. En España se contabilizaron 113.000 abortos en 2011. ¿Se evitarían con esa medida el 90%?  ¿Lo dice en serio La Razón? Sumarios: “La propuesta del Gobierno para probar de forma fehaciente el peligro físico y psicológico para la embarazada frenaría el ‘coladero legal”, y “El PSOE amenaza y redacta una propuesta formal para romper el acuerdo con la Santa Sede si el Gobierno cambia la ley”. Foto, también, para Isabel Pantoja. Y otra careta pequeña para el atentado de Boston. Abc dedica la foto de portada a ese espectáculo jurídico-lúdico, francamente bochornoso, de la Audiencia de Málaga: “Pantoja esquiva la cárcel”; “Condenada a dos años de cárcel por blanquear 1,14 millones de Julián Muñoz”. Titular informativo: “Oriol Pujol justifica el tráfico de influencias por patriotismo catalán”. Sumario: “El líder de Convergencia negó cualquier trato de favor en la trama de las ITV”. Que no sé, la verdad, si una cosa no es contradictoria con la otra: ¿lo negó o lo hizo por patriotismo? Y vuelta de tuerca a la ley del aborto, con un titular que espero que nunca llegue a cumplirse. Por aberrante: “El Gobierno fijará con qué malformaciones se permitirá abortar”. ¿Se dan cuenta del extravío del sentido común? ¿Decidirá Ruiz-Gallardón y no la madre? ¿Defienden tal desatino? El Mundo elige una vía distinta: “La Infanta alega que imputarla es ya ‘una condena provisional”. Otra careta: “Oriol Pujol dice que intervino en las ITV ‘por interés de país”. Y aún una tercera: “El FMI echa por tierra la previsión de crecimiento, paro y déficit del Gobierno”. La Gaceta, con un ataque de fe: “Es posible una política cristiana”. “Lehetséges a keresztény politika”, subraya con acierto a continuación. Texto: “Viktor Orban, presidente de Hungría, visita España. El mandatario magiar denuncia que los países europeos han apartado los valores cristianos de la vida pública”. ¿Les hablamos de Orban? Mejor lo dejamos…

EL AFAMADO MUSEO EL OJO IZQUIERDO 
(Documentos y testimonios de la vida en las cavernas)

“De cómo el atentado de Boston demuestra la farsa del 11-M”

Luis del Pino, Libertad Digital,  16 de Abril de 2013

Lección de Obama. A Aznar >> El ojo izquierdo >> Blogs Política EL PAÍS

 

Sobre el autor

JOSÉ MARÍA IZQUIERDO (Madrid, 1946) fue redactor 
jefe de Diario 16, subdirector de Informaciones y 
corresponsal de EFE en La Habana. En 1983 
se incorpora a EL PAÍS como jefe de Edición, 
donde fue redactor jefe y subdirector. En 1989 
se incorpora como director de los Servicios 
Informativos a Canal+. En 1995 vuelve a 
El País como director adjunto. 
Desde setiembre de 2005 hasta 
noviembre de 2009 fue director 
de los Informativos Cuatro y de CNN+.

Filed under: José Maria AznarLiberdade made in USA! Tagged: Guerras do Petróleo  

6 horas atrás

MST bloqueia rodovias em Pernambuco

 
: Techos da BR-101, nos municípios de Xéxeu e Gameleira (ambos na Zona da Mata Sul), e da BR 232, no município sertanejo de Pesqueira, estão bloqueados por conta das manifestações da Jornada Nacional de Lutas, promovida por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF-PE), já foram liberados trechos da BR-101, BR-104, BR-408 e BR-232 
6 horas atrás

Cem anos de interpretação

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

El párrafo más importante de Cien años de soledad

Javier Aranda Luna

El capítulo más difícil de Cien años de soledad fue para Gabriel García Márquez la subida al cielo en cuerpo y alma de Remedios Buendía. Por ese texto despiadadamente fantástico tuvo la desmoralizante impresión de estar metido en una aventura que lo mismo podría ser afortunada que catastrófica. No le preocupaban los hilos de sangre trepando las paredes, las mariposas ni el niño con cola de cerdo de la novela.

Era el año de 1967 cuando mandó copias a sus amigos y a los críticos más exigentes y francos que conocía para saber qué opinaban sobre la ascensión de Remedios Buendía. Confiaba en esta práctica, pues ya la había probado satisfactoriamente cuando uno de esos lectores le dijo a bocajarro, cuando apenas había cruzado unas palabras con él, que La hojarasca tenía un capítulo de más.

Después de pasar esa prueba definitiva, le puso punto final a los originales llenos de notas, anexos, textos escritos en el revés de las páginas que había escrito en la ciudad de México, la urbe que había decidido convertir en su residencia permanente después de una vida más o menos itinerante por su trabajo periodístico.

Cien años de soledad fue la primera novela que trató de escribir a los 17 años, según le confesó a su amigo Plinio Apuleyo Mendoza en una carta memorable. La pensaba llamar La casa. Y aunque abandonó el proyecto por parecerle demasiado grande, desde entonces no dejó de pensar en él.

En esa misma carta, fechada el 22 de julio de 1967, García Márquez escribe que tenía atragantada esa historia “donde las esteras vuelan, los muertos resucitan, los curas levitan tomando tazas de chocolate, las bobas suben al cielo en cuerpo y alma y los maricas se bañan en albercas de champaña, las muchachas aseguran a sus novios amarrándolos con un dogal de seda…”

En Gabo Cartas y recuerdos de Plinio Apuleyo Mendoza recientemente publicado por Ediciones B, García Márquez confirma una verdad intuida por algunos de sus lectores: que en el primer párrafo de Cien años de soledad se encontraba toda la novela: su tono, su estilo y la hebra que habría de tensar la novela hasta la última línea del último capítulo.

Ese primer párrafo da cuenta de que más que una lección de humanidad García Márquez quería escribir un larguísimo poema de vida cotidiana, la novela donde ocurriera todo. Fue escrito 20 años antes que el resto de la novela y no cambió desde entonces una coma.

Según el escritor colombiano, lo más difícil a la hora de escribir Cien años de soledad fue precisamente ese primer párrafo inicial donde presente y pasado se engarzan, donde la fantasía y lo vivido son una y la misma cosa.

La publicación de estas cartas también dan cuenta de sus temores por el fardo de la fama; nos muestran cómo escribió algunas de sus más significativos cuentos y novelas y dan cuenta de algunos de sus viajes a Cuba, Rusia, Italia, Alemania y Venezuela.

Pero quizá lo más importante de estas cartas y recuerdos sea que nos permiten ver el revés de ese gran lienzo de la narrativa de García Márquez. Cuando la memoria se convierte en otra de las formas de la imaginación las cartas son constancia de lo vivido.

Para quienes han querido reducir la importancia de García Márquez a sus convicciones políticas, el autor de El coronel no tiene quien le escriba tiene una frase escrita hace casi medio siglo que pone las cosas en su sitio: El deber revolucionario de un escritor es escribir bien. No más, tampoco menos.

El Gabo íntimo de las cartas y recuerdos publicadas por Plinio Apuleyo Mendoza sólo confirman con detalles poco conocidos el genio de uno de los grandes escritores hispanoamericanos de todos los tiempos. Allí se documenta su gusto por Brahms y por el trabajo periodístico, por el París que en los años cincuenta del siglo XX fue magneto de escritores y artistas, por el olor de la guayaba, las rosas amarillas y por la escritura como forma de vida.

La Jornada: El párrafo más importante de Cien años de soledad

Filed under: Gabriel García Márquez Tagged: Cem anos de solidão  

6 horas atrás

Prenda um careca e leve dois

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Justiça condena ex-governador do DF a cinco anos de prisão

DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda foi condenado nesta terça-feira (16) a 5 anos e 4 meses de detenção, em regime semiaberto, por dispensa indevida de licitação na contratação da empresa Mendes Júnior Trading Engenharia para reformar o ginásio Nilson Nelson, em 2008. 
Arruda também foi condenado a pagar multa de R$ 400 mil, equivalente a 4% do valor das obras. 

Wilson Dias – 11.fev.2010/Efe
Ex-governador José Roberto Arruda
Ex-governador José Roberto Arruda

A sentença é da 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal em consequência de ação penal ajuizada pelo Ministério Publico do Distrito Federal. 
Segundo a assessoria de imprensa do TJDF, Arruda poderá recorrer da sentença em liberdade. 
Na denúncia, os promotores afirmaram que o governo “não pode agir com o fim de ‘fabricar’ suposta emergência e com isso burlar a obrigatoriedade da licitação, tornando regra o que deveria ser a exceção”. 
A obra teria sido atrasada propositadamente, segundo os investigadores, para a contratação da empresa em regime de urgência. 
A reforma no ginásio era necessária porque Brasília era uma das sedes do Campeonato Mundial de Futsal de 2008, organizado pelo FIFA. 
Na sentença, o juiz Carlos Pires Soares Neto afirmou que o “acusado José Roberto Arruda dispunha de tempo suficiente para adequar-se às exigências da FIFA, que por sua vez, não é nenhuma entidade estatal a ponto de pressionar, nesse sentido, qualquer Estado soberano como alegaram os acusados para dispensarem a licitação em caráter emergencial”. 
O ex-secretário de Obras do DF Márcio Edvandro Rocha Machado também foi condenado a 4 anos e oito meses de detenção, em regime semiaberto, e pagamento de multa de 300 mil. 
Arruda e Machado não foram encontrados até a publicação desta reportagem.

6 horas atrás

Venezuela: 12 reflexões e uma conclusão

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Venezuela: 12 reflexiones y una conclusión

José Steinsleger

Primera. El articulista se rehúsa a calificar de terminal la crisis del capitalismo, tautológica expresión que tiende a olvidar que las crisis son el mejor negocio de los capitalistas. Pero el socialismo no necesariamente es la consecuencianatural. Cuando las papas queman, el capitalismo convoca a su hermano mayor: el fascismo.

Segunda. En su actual etapa de crisis, el capitalismo se encamina hacia nuevas formas de fascismo. Y una de tantas son los pactos que responden a falaces consensos democráticos: despolitización, alternanciatolerancia, y otras modalidades ideológicas del Partido Mediático Universal (PMU).

Tercera. El articulista se rehúsa también a creer que la llamada cuarta revolución industrial (microinformática, robótica, nanotecnología) y las que vienen en camino, están yendo más allá de las capacidades cognitivas de la especie humana. ¿Qué si las tablets son mágicas? Puede ser. Pero las personas que las diseñan no son mágicas sino reales.

Cuarta. El articulista sostiene que el PMU ha dado pasos de gigante, y al mismo tiempo resiente que la mayor parte de los teóricos del socialismo (con pluma de ganso o tuits) continúen expresándose con el lenguaje ideológico y político de la primera revolución industrial.

Quinta. El articulista piensa que si lo nombraran titular de todas las agencias del capitalismo global, en su primer día de trabajo convocaría a los mejores hackers del mundo para preguntarles: a ver, chicos… ¿tenemos o no un problema con el legado del populista que en Venezuela acaba de morir tras movilizar durante 14 años a los pueblos del continente, poniendo a su servicio las recursos petroleros más ingentes del planeta?

Sexta. El articulista recuerda que a mediados del decenio de 1980, la Casa Negra contrató a la firma Rendon Group para diseñar el arquetipo comunicacional (o matriz de opinión), que en Panamá e Irak liquidó política, física y moralmente al general Manuel Antonio Noriega y al presidente Saddam Hussein.

Séptima. Después del torpe y fallido golpe de 2002, el profesor Carlos Lanz Rodríguez denunció que el programa de desestabilización consistió en: 1) machacar con la pérdida de confianza de la base chavista; 2) promover y divulgar laimpopularidad creciente del presidente; 3) atacar su entorno familiar; 4) reiterar sistemáticamente sus vínculos con el narcotráfico y las FARC; 5) acentuar en su fracaso como gobernante; 6) acusarlo de profesar una ideología castrista, y 7) ser aliado de países terroristas.

Octava. Por vía insurgente o democrática, los pueblos latinoamericanos protagonizaron grandes transformaciones políticas y sociales. Pero las unas quedaron a mitad de camino (México 1940; Bolivia 1964; Nicaragua 1992), y las otras fueron derrotadas (Guatemala 1954/64; Argentina 1955/73; República Dominicana 1963; Brasil 1964; Uruguay y Chile 1973; Perú y Ecuador 1975; Panamá 1981/89; Granada 1983).

Novena. En 1999, el comandante Hugo Chávez retomó el rumbo perdido en 1830, cuando los aldeanos vanidosos, con el apoyo abierto y encubierto de Inglaterra y Estados Unidos, acabaron con la Gran Colombia bolivariana sumiendo al continente en siglo y medio de cuartelazos, golpes de muerte y mala muerte, y luchas fratricidas en las que el imperialismo pescó a río revuelto.

Décima. Sólo Cuba y su revolución (1959), y en particular la Segunda Declaración de La Habana (1962), marcaron los ejes de la verdad verdadera: “(…) Los pueblos de América se liberaron del coloniaje español a principios del siglo pasado, pero no se liberaron de la explotación (…) Hoy América Latina yace bajo un imperialismo más feroz, mucho más poderoso y más despiadado que el imperio colonial español”.

Undécima. La revolución bolivariana ha sido democrática, pacífista, generosa y exitosa a juzgar por su extraordinaria obra social. ¿Y ahora los medios y expertos de uno y otro lado quieren persuadirnos de que los pobres son ingratos, lúmpenes, oportunistas? ¿Que el justo medio sería el camino de los probos? ¿Que el escrutinio fue de infarto, y el monigote de Capriles estuvo a un tris de liquidar el chavismo, la Alba, la Celac, Petrocaribe, Unasur? ¡Háganmela buena!

Duodécima. La revolución bolivariana es un fenómeno inédito en la historia política de los pueblos latinoamericanos. Mas no por justa o realista, su observación podría ignorar sus yerros, o incurrir en el desatino de subestimar que sus enemigos también optaron por el camino inédito de subversión, desestabilización y mentiras a granel.

Conclusión. Al capitalismo neoliberal le urge la derrota política y moral de la revolución bolivariana y el legado patriótico de Chávez. Cosa que para nuestros pueblos sería infinitamente más demoledora que una invasión militar directa, o la importación de contratistas dispuestos a luchar por la libertad y la democracia. Como fuere, todas las opciones de Washington, jefe único de la oposición en Venezuela, están funcionando a pleno pulmón.

La Jornada: Venezuela: 12 reflexiones y una conclusión

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6 horas atrás

Há censura no Brasil, sim

 
Grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado, Editora Abril vivem acusando quem pede regulação da mídia, sobretudo o PT, de quererem “censura”. A crise na Venezuela, porém, mostra quem não apenas quer, mas pratica censura no Brasil 
6 horas atrás

EUA preparam golpe na Venezuela

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Evo Morales: prepara EU golpe de Estado en Venezuela; deplora petición de recontar votos

La OEA afirma que respeta la decisión de las autoridades electorales; Brasil exhorta a la moderación

Foto

Simpatizantes del presidente electo de Venezuela, Nicolás Maduro, le demuestran su apoyo, ayer, durante la inauguración del Hospital del Sur Cipriano Castro, en la ciudad der Maracay, estado de Aragua. La imagen fue cedida por el comando de campaña Hugo ChávezFoto Xinhua

Afp, Dpa, Pl y Notimex

Periódico La Jornada 
Miércoles 17 de abril de 2013, p. 39

La Paz, 16 de abril.

El presidente de Bolivia, Evo Morales, denunció este martes que Estados Unidos está preparando un golpe de Estado en Venezuela, al considerar que esto queda en evidencia por sus cuestionamientos a las elecciones del domingo en ese país y pedir que se realice una auditoría tras el ajustado resultado que dio la victoria a Nicolás Maduro.

Morales deploró las declaraciones del portavoz de la Casa Blanca, Jay Carney, quien planteó un recuento de los votos al hacerse eco de los reclamos del candidato perdedor Henrique Capriles ante lo apretado de la victoria del abanderado chavista.

Estoy convencido de que detrás de esas declaraciones, Estados Unidos está preparando un golpe de Estado en Venezuela, afirmó. Pero aseguró que todos vamos a defender al pueblo venezolano y al compañero Maduro frente a la provocación y agresión, ante una estrategia que busca “confrontar al pueblo para que luego vengan los cascos azules de la ONU (Organización de Naciones Unidas) o fuerzas de la OTAN (Organización del Tratado del Atlántico NOrte)”.

Aseveró que ante la intromisión abierta en la democracia venezolana ni este portavoz ni el gobierno de Estados Unidos tienen la autoridad moral para cuestionar los resultados electorales en ningún país.

El vicecanciller ecuatoriano, Marco Albuja, instó en Quito a la Unión de Naciones Sudamericanas (Unasur) a no tolerar un golpe de Estado en Venezuela. El presidente Rafael Correa aseveró: no tenemos por qué dudar de la victoria de Maduro.

Estados Unidos dijo no entender la premura con que fue proclamado oficialmente Maduro, al insistir en su reclamo de una auditoría prudente y necesaria, según el Departamento de Estado. Sostuvo que han tenido sus preocupaciones, igual que la Organización de Estados Americanos (OEA) y la Unión Europea.

El secretario general de la OEA, José Miguel Insulza, expresó su profunda preocupación por los condenables hechos de violencia en Venezuela. Luego de su apoyo el lunes al recuento de votos, Insulza dijo ahora que respeta las decisiones adoptadas por la autoridad electoral.

Brasil lamentó la violencia en Venezuela y llamó a la moderación en bien de la estabilidad.

La presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner confirmó que asistirá a la toma de posesión de Maduro como presidente de Venezuela y le pidió a Estados Unidos que reconozca la victoria del mandatario electo.

La Jornada: Evo Morales: prepara EU golpe de Estado en Venezuela; deplora petición de recontar votos

Filed under: CIAEvo MoralesIsto é EUA!Terrorismo de Estado Tagged: Golpe da CIA  

6 horas atrás

O golpe de Capriles

BOILERDO por Betho Flávio
 

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Mau perdedor

Capriles está confirmando a lendária má fama da direita venezuelana com suas palavras e ações irresponsáveis.

Na confusão que ele está armando por não aceitar a derrota nas urnas, venezuelanos estão morrendo.

Capriles chegou perto, mas perdeu. Seu adversário na recente disputa pelo governo do estado de Miranda não teve o mesmo comportamento destrutivo ao ser batido por apenas 45 000 votos.

Os Estados Unidos, sempre de olho no petróleo venezuelano do qual desfrutaram por tantos anos enquanto a população local era reduzida à pobreza extrema, se apressaram em incentivar Capriles.

Para sorte dos venezuelanos, hoje existe contraponto à pressão americana entre os vizinhos da Venezuela.

Lula, com acerto, disse que os americanos deviam parar de se meter na vida alheia. Obama mesmo, no voto popular, venceu Romney por uma diferença porcentual parecida com a obtida por Maduro.

E ninguém sugeriu que os americanos recontassem os votos.

A postura de donos do mundo causa mais e mais engulhos planetariamente. Na era da internet, correm o mundo as informações sobre as reais motivações americanas com sua predadora política externa.

Quem acredita nos campeões da liberdade acredita em tudo, para usar a grande expressão de Wellington.

Os americanos cometem mais um desatino ao se alinhar às encrencas de Capriles.

Capriles teve tudo para ganhar, esta é a verdade. Mas não ganhou. Os chavistas sem Chávez, para usar uma comparação futebolística, eram como o Barcelona sem Messi.

E ainda assim Capriles perdeu – em eleições chanceladas por Jimmy Carter e acompanhas por observadores internacionais de reputação irreprochável.

Recontagem de votos, como ele exige? Ora, quem garante que numa recontagem o poderoso grupo de interesses que ele representa não promova alguma fraude? E então seria a vez de Maduro exigir a recontagem da recontagem. A exigência de Capriles — além do mais covarde, porque é inimiginável que ele a fizesse perante Chávez — é uma insanidade. Levaria a Venezuela a contar votos em vez de trabalhar para resolver tantos problemas.

Sem o charme e o carisma de Chávez, sem a sua presença para orientá-lo, sem experiência em palanque, sem traquejo político, Maduro ganhou uma disputa que, a rigor, tinha tudo para perder.

Ganhou por causa da semente da justiça social legada por Chávez.

Agora, seu desafio, como legítimo presidente, é cuidar que essa semente não se perca.

Paulo Nogueira
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LEIA MAIS SOBRE A TENTATIVA DE GOLPE NA VENEZUELA, AQUI 

6 horas atrás

Mídia e EUA articulam novo golpe

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 Por Caio Teixeira

A mesma mídia corrupta, como chama Rafael Correa, que se diz defensora da “liberdade de imprensa”, se apressa em usar a liberdade que tem para semear a violencia e insuflar golpes de Estado.



Ontem, grupos ligados ao ex-candidato presidencial antichavista Henrique Capriles cercaram a sede do canal de televisão teleSUR e ameaçaram seus trabalhadores. Segundo a presidente do canal, Patricia Villegas: “Ameaçaram nosso pessoal, os trabalhadores do canal estão em seus locais de trabalho (…) ameaçaram de maneira permanente”.


No mesmo momento manifestantes pró Capriles, insuflados pelas redes de televisão privadas, lideradas pela Globovisión, também investiram contra o canal Estatal “Venezoelana de Televisión”, a VTV. “Não se sabe se são as mesmas pessoas, mas com certeza respondem ao mesmo movimento político que tem chamado a desestabilização”, afirmou Villegas. Mesmo assim, acrescentou, “toda a nossa equipe jornalística se mantém aqui funcionando, nossos repórteres se encontram nos arredores da cidade de Caracas”,.


Também foram atacadas as casas da presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, e dos pais do ex-ministro de Comunicação e Informação e membro do comando de campanha de Hugo Chavez, Andrés Izarra.


O correspondente da Telesur, William Parra, informou do noroeste de Caracas que um grande setor de seguidores de Hugo Chaves vieram proteger a casa do chefe da campanha, Jorge Rodrigues, cuja residência também foi atacada. “A única coisa que temos a dizer a esse candidato facista é que não se equivoque porque aqui há um povo bravo e guerreiro, esta pátria se respeita (…) que não se engane Caprilles”, disse uma seguidora do presidente Chávez às câmeras da teleSUR.


O roteiro é por demais conhecido. É o que os EUA costumam usar sempre para desestabilizar países que resistem ao seu domínio. Foi assim no Iraque onde até hoje não se encontrou armas químicas, foi assim na Líbia, para derrubar Kadafi, está sendo assim na Síria. Insuflam revoltas, fornecem terroristas mercenários e armas militares, criam uma insurreição e colocam um governo capacho e confiável. E tomam conta do Petróleo. Ou algum idiota acredita que eles estão preocupados com Democracia?


A liberdade de imprensa é tão grande na Venezuela que os canais privados fazem campanha aberta exclusiva e ilimitada para o candidato da direita. Só Capriles e seus comícios aparece nos canais privados, liderados pela Globovisión (coincidência de nome?), mesmo durante a campanha eleitoral. A luta é desigual. Apenas a televisão pública transmite informações sobre o governo e o candidato da situação e transmite seus comícios. Mas lá também existem as redes de comunicação públicas e comunitárias incentivadas pela Lei de Meios de Comunicação, como um direito da população. 


Estas redes, compostas de rádios, televisões e até jornais, fazem o contraponto com o discurso golpista. É claro que seu poder de fogo é infinitamente menor que as redes privadas, mas são um espaço de comunicação popular que, em momentos como este se tornam referência de informação diferenciada.


São esses veículos de comunicação popular e pública que estão sendo atacados como alvo preferencial por simpatizantes do candidato da direita e com total apoio dos meios de comunicação privados envolvidos mais uma vez até o pescoço com outra tentativa de golpe. Esta é a liberdade de imprensa que eles verdadeiramente defendem. Liberdade para eles e mordaça para para os adversários.
.

Todos os observadores internacionais garantem que o sistema eleitoral da Venezuela é um dos mais seguros do mundo. Assim afirma a UNASUL, a missão do Mercosul e até mesmo a Fundação Carter, para quem prefere opinião ianque. Estive na Venezuela em outubro passado com o ComunicaSul, cobrindo a eleição de Chávez e garanto que até a oposição confia no sistema eleitoral. Entrevistamos gente nas filas de votação, tanto em redutos chavistas como em regiões que apoiam majoritariamente o candidato de oposição e todos foram unânimes em confirmar a confiança no sistema eleitoral e no voto eletrônico. São tantas auditagens no sistema que fica impossível passar alguma fraude. As auditagens contam com representantes de todos os candidatos e seus peritos técnicos, com total acesso ao sistema. 


Até mesmo o representante da oposição no Conselho Nacional Eleitoral afirmou ontem perante as câmeras da Globovisión que o sistema não pode ser fraudado e deve ser respeitado. Foi tirado do ar na hora, é verdade, mas já tinha falado. Liberdade de Imprensa de golpistas é assim.


A Procuradora Geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, a chefe do Ministério Público, que lá é um dos Poderes de Estado, com o mesmo status do Judiciário, condenou as ações violentas de opositores, pois” estão atentando contra serviçõs públicos e pessoas”. Ela informou que o MP iniciou investigações e 135 pessoas já foram presas pelos atos de violência dos últimos dias e assegurou que a Procuradoria tomará as medidas necessárias para garantir a paz para os venezuelanos.


“Se o Ministério Público comprovar que desestabilizadores se articularam para atuar vamos enquadrá-los em “associação para a delinquência” prevista na lei contra a delinquência organizada e vamos solicitr a indisponibilização dos bens dessas pessoas e o congelamento de suas contas bancárias” afimou a procuradora.


A Venezuela é um país com sólidas instituições, fruto de uma Assembléia Constituinte eleita ainda sob as leis dos governos anteriores que hoje tentam um golpe mais uma vez. Sua carta é avançadíssima com instrumentos democráticos que políticos brasileiros morrem de medo de implantar aqui, como o plebiscito revogatório de mandatos. 


Todos os eleitos na Venezuela estão sujeitos à cassação de seus mandatos por plebiscito popular oficial bastando a assinatura de 20% dos eleitores daquela eleição. Vale desde vereador até presidente da República. Chávez já teve que se submeter a um desses e o fez democraticamente. Qualquer tentativa de convencer as pessoas que a Venezuela é uma republiqueta sem lei, além de crime de imprensa, é crime contra a verdade.


SINTONIA FINA – @riltonsp
6 horas atrás

Gilmar Mendes processa José de Abreu pela segunda vez

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Marcia

Do IG

Gilmar Mendes processa ator José de Abreu pela segunda vez  

Julianna Granjeia

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está processando o ator José de Abreu pela segunda vez. No dia 10 de outubro de 2012, o ator tuitou: “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato?”, referindo-se ao espião envolvido em diversos casos de grampo, como o do bicheiro Carlinhos Cachoeira, quando foi preso. Mendes alega que Abreu quer desmoralizá-lo.

No ano passado, o ator já havia recebido uma notificação judicial do ministro por tê-lo chamado de corrupto no Twitter. Na época, Abreu fez uma retratação formal e o caso foi encerrado. Desta vez, o ator afirmou que não vai se retratar.

“Foi uma piada, não tenho porque me retratar. Imagina se eu quis dizer que ele (Gilmar Mendes) tem que responder por tudo o que o Dadá fez? Só na cabeça dele, é fora de qualquer lógica imaginar que ele, ministro, é responsável pelo Dadá. Não é possível que ele não tenha coisa mais séria para fazer do que implicar com o que eu tuito”, disse o ator.

leia mais

6 horas atrás

Capriles detonou Boston

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Se os EUA não querem ser detonados em casa que parem de detonar bombas longe. Não é só o fato de que o próprio Obama ganhou por margem tão estrita quanto à de Maduro, mas Bush manipulou na Flórida, com fraude comprovada. Eles não têm moral sequer para atacarem Hitler! Nestas horas convém lembrar do documentário Inimigo do meu inimigo. Os EUA se aliaram à escória do nazismo para infiltrar agentes da CIA na América Latina. Dentre outros, o açouqueiro Klaus Barbie.

A irresponsabilidade de Capriles

Paulo Nogueira 17 de abril de 2013 0

Mau perdedor

Mau perdedor

Capriles está confirmando a lendária má fama da direita venezuelana com suas palavras e ações irresponsáveis.

Na confusão que ele está armando por não aceitar a derrota nas urnas, venezuelanos estão morrendo.

Capriles chegou perto, mas perdeu. Seu adversário na recente disputa pelo governo do estado de Miranda não teve o mesmo comportamento destrutivo ao ser batido por apenas 45 000 votos.

Os Estados Unidos, sempre de olho no petróleo venezuelano do qual desfrutaram por tantos anos enquanto a população local era reduzida à pobreza extrema, se apressaram em incentivar Capriles.

Para sorte dos venezuelanos, hoje existe contraponto à pressão americana entre os vizinhos da Venezuela.

Lula, com acerto, disse que os americanos deviam parar de se meter na vida alheia. Obama mesmo, no voto popular, venceu Romney por uma diferença porcentual parecida com a obtida por Maduro.

E ninguém sugeriu que os americanos recontassem os votos.

A postura de donos do mundo causa mais e mais engulhos planetariamente. Na era da internet, correm o mundo as informações sobre as reais motivações americanas com sua predadora política externa.

Quem acredita nos campeões da liberdade acredita em tudo, para usar a grande expressão de Wellington.

Os americanos cometem mais um desatino ao se alinhar às encrencas de Capriles.

Capriles teve tudo para ganhar, esta é a verdade. Mas não ganhou. Os chavistas sem Chávez, para usar uma comparação futebolística, eram como o Barcelona sem Messi.

E ainda assim Capriles perdeu – em eleições chanceladas por Jimmy Carter e acompanhas por observadores internacionais de reputação irreprochável.

Recontagem de votos, como ele exige? Ora, quem garante que numa recontagem o poderoso grupo de interesses que ele representa não promova alguma fraude? E então seria a vez de Maduro exigir a recontagem da recontagem. A exigência de Capriles — além do mais covarde, porque é inimiginável que ele a fizesse perante Chávez — é uma insanidade. Levaria a Venezuela a contar votos em vez de trabalhar para resolver tantos problemas.

Sem o charme e o carisma de Chávez, sem a sua presença para orientá-lo, sem experiência em palanque, sem traquejo político, Maduro ganhou uma disputa que, a rigor, tinha tudo para perder.

Ganhou por causa da semente da justiça social legada por Chávez.

Agora, seu desafio, como legítimo presidente, é cuidar que essa semente não se perca.

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Postado em » Política

Sobre o autor: Paulo NogueiraVeja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo A irresponsabilidade de Capriles – Diário do Centro do Mundo

Filed under: CIAHenrique CaprilesIsto é EUA!Nicolás MaduroTerrorismo de Estado Tagged: Inimigo de meu inimigo  

6 horas atrás

O risco ao direito de ampla defesa na AP 470

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Do blog do José Dirceu

Advogados alertam sobre risco ao direito de ampla defesa na AP 470

Divido aqui com vocês a petição que nove advogados, incluindo o que me representa, José Luis Oliveira Lima, encaminharam ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pedindo a liberação dos votos proferidos por escrito no processo da AP 470, antes da publicação do acórdão, de modo a conceder tempo adequado para produzir os recursos contra a sentença.

O documento é assinado por Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Celso Vilardi, José Luís de Oliveira Lima, Alberto Zacharias Toron, Luiz Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Junior e Maíra Beauchamp Salomi.

O presidente do STF negou recursos anteriores em que era pedida a liberação dos votos por escrito. A estimativa é de que o acórdão tenha mais de 10 mil páginas. Mas o prazo para a apresentação dos embargos contra a decisão é de apenas cinco dias.

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6 horas atrás

Seca: racionamento de água atinge 96 cidades

 
: Na ilha de Itaparica, onde a medida foi iniciada nesta terça-feira (16), o nível da Barragem de Tapera atingiu 800 mil m³ dos 5 milhões de m³, capacidade para fornecer água a 26 localidades e mais um distrito do município de Jaguaripe; “A medida extrema foi adotada porque as tradicionais chuvas de março e abril não caíram, deixando a barragem nesse estado terrível”, afirma o gerente do escritório da Embasa em Itaparica e Vera Cruz, Ariosvaldo Gama 
6 horas atrás

O funeral de uma desalmada

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

 

Margaret Thatcher simbolizou o egoísmo, a ganância e o descalabro social.

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Com Pinochet, irmão em ideias

MAURO SANTAYANA

“Ela foi uma mulher perversa”, disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador.

“Nós estamos gastando 10 milhões de libras na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje”.

Os protestos populares da noite do último sábado, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos 80, com Margaret Thatcher) foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto  mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que não se prestaram à Rainha Mãe, quando de sua morte, em 2002.

Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo – saxão.

No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair:  “Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados”.

Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro.

O consulado tirânico de Thatcher, com suas consequências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda.

Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde os seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de “Thatcher ladra de leite!” – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de “evitar sua desnutrição”.

O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.

A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta.

Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava matá-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder.

O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros.

A contra-revolução mundial de Mme. Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais.

Em todos os países do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Angela Merkel está aí, para defender as suas idéias.

Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas “reformas” de Thatcher: “The bitch is dead” – a cadela morreu. Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo.

Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam  os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem estar social, antes que seja muito tarde.

6 horas atrás

O funeral da musa de FHC

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Mauro Santayana 17 de abril de 2013 4

O funeral de uma ‘mulher perversa’

Margaret Thatcher simbolizou o egoísmo, a ganância e o descalabro social.

Com Pinochet, irmão em ideias

Com Pinochet, irmão em ideias

“Ela foi uma mulher perversa”, disse o eminente parlamentar George Galloway, o mais corajoso homem de esquerda da Grã Bretanha da atualidade, ao protestar contra a falácia da tentativa de glorificação de Margaret Thatcher pelo governo conservador.

“Nós estamos gastando 10 milhões de libras na canonização dessa mulher malvada, dessa mulher que arrasou a indústria britânica, da Escócia, no Norte, ao País de Gales, no Sul. A comparação com Churchill é rematado absurdo. Ele salvou a real existência de nosso país, enquanto Thatcher fez tudo o que pôde para acabar com 1/3 de nossa produção manufatureira e reduzir-nos ao que somos hoje”.

Os protestos populares da noite do último sábado, contra mais cortes no orçamento social britânico (que se iniciaram nos anos 80, com Margaret Thatcher) foram marcados pelas manifestações de júbilo pela morte da Dama de Ferro, que já se encontrava exilada de sua mente, acometida da doença de Alzheimer. Enquanto  mantinha plena consciência de seus atos, planejou seus funerais com toda a pompa desejada: honras militares e cerimônia religiosa na Catedral de São Paulo – homenagens que não se prestaram à Rainha Mãe, quando de sua morte, em 2002.

Os cartazes exibidos pelos trabalhadores nas ruas de Londres foram impiedosos na expressão de sua revolta contra a única mulher, até agora, a chefiar o poder executivo de um país anglo – saxão.

No mesmo tom de Galloway manifestou-se Lord Prescott, que foi vice-primeiro ministro de Tony Blair:  “Ela só defendeu os multimilionários, os banqueiros, os privilegiados. Nunca mostrou a menor compaixão pelos doentes, necessitados e desesperados”.

Prescott foi o primeiro a denunciar a pompa fúnebre, e sugeriu que apenas os multimilionários beneficiados por Thatcher contribuíssem para o enterro.

O consulado tirânico de Thatcher, com suas consequências abomináveis para os povos do mundo, deixa lições que não podem ser esquecidas. A primeira delas é a de que as massas, sem uma vanguarda política, e, assim, sem consciência social, são facilmente manobradas pelos líderes carismáticos da direita – ou de uma falsa esquerda.

Ela, como Hitler, nunca enganou. Desde os seus primeiros passos na política, mostrou logo a que vinha. Como funcionária do primeiro escalão do Ministério da Educação, no governo Heath, mandou cortar a ração diária de leite fornecida às crianças das escolas públicas, como medida de economia, com o argumento de que os pais podiam dar-lhes o leite em casa. Diante dos protestos – os trabalhistas vaiavam-na aos gritos de “Thatcher ladra de leite!” – ela decidiu que as cantinas escolares distribuiriam 1/3 de copo de leite a cada criança, a fim de “evitar sua desnutrição”.

O corolário de sua estranha teoria política se resume em poucas palavras: não há sociedade; há indivíduos. Cabe a cada indivíduo buscar o seu bem-estar, sem nada pedir ao Estado. Em suma: se o Estado não protege os fracos, ele só existe para garantir os fortes. Abole-se, desta forma, o princípio imemorial da solidariedade tribal, assumida pelo Estado, que garantiu a sobrevivência da espécie.

A segunda lição é a de que a mobilização política é sempre mais poderosa do que os atos de violência, quando há ainda espaço para essa conduta.

Em 1983, quando terminaria o seu mandato, com a renovação da Câmara dos Comuns, um fato inesperado serviu para que, ganhando o pleito para os conservadores, permanecesse no poder: a insensatez de Galtieri em invadir as Malvinas, sem dispor de poder militar para isso, nem do necessário suporte diplomático. E o atentado do IRA, no ano seguinte, que visava matá-la, em um hotel de Brighton, e que fez cinco vítimas, consolidou seu poder.

O atentado pode ser explicado pela brutalidade da repressão contra os militantes irlandeses, prisioneiros em Ulster. O líder Bobby Sands e vários outros iniciaram uma greve de fome que terminou com a sua morte e a de nove de seus companheiros.

A contra-revolução mundial de Mme. Thatcher contra os direitos do homem continua, na brutal insolência do neoliberalismo, sob o comando do Clube de Bilderberg e dos grandes bancos mundiais.

Em todos os países do mundo, principalmente na Europa, os pobres estão morrendo, por falta de empregos, de hospitais, de teto, de vontade de viver. Há endemia de suicídios, principalmente nos países meridionais. Thatcher morreu, mas Angela Merkel está aí, para defender as suas idéias.

Um cartaz impiedoso, exibido sábado à noite em Londres expressa o sentimento dos ofendidos e humilhados pelas “reformas” de Thatcher: “The bitch is dead” – a cadela morreu. Seus filhotes, no entanto, se multiplicam no mundo.

Se a Humanidade quiser sobreviver com a dignidade construída pela razão, e não se entregar a uma tirania universal, terá que reagir com a mobilização política dos cidadãos organizada em torno de iniciativas concretas que restabeleçam  os direitos previstos nas leis que pretendiam assegurar, em todo o mundo, o Estado de bem estar social, antes que seja muito tarde.

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O jornalista e escritor Mauro Santayana, 80 anos, ocupou cargos de destaque em jornais como Folha de S. Paulo e Última Hora. Amigo e conselheiro de Tancredo Neves, foi o responsável pela articulação política da campanha presidencial do então governador de Minas. Seus artigos podem ser encontrados no blog http://www.maurosantayana.com

Diário do Centro do Mundo O funeral de uma ‘mulher perversa’ – Diário do Centro do Mundo

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6 horas atrás

Conte isso a um vira-lata e ele entra em depressão

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Como o maior historiador americano via seu país

Diario do Centro do Mundo 16 de abril de 2013 2

Howard Zinn (1922-2010) jamais deixou de achar que o mundo pode e deve ser melhor.

A história americana tem figuras inspiradoras como Martin Luther Kink

A história americana tem figuras inspiradoras como Martin Luther Kink

Este texto é o primeiro capítulo do livro “A Power Governments Cannot Suppress” , do maior historiador americano, Howard Zinn. Zinn é autor do clássico “A People’s History of the United States: 1492 to present”, que o Diário recomenda vivamente a quem deseja conhecer os Estados Unidos com a devida profundidade.

O futuro dos EUA está ligado à compreensão do nosso passado. Por isso, escrever sobre a história, do meu ponto de vista, nunca é um ato neutro. Ao escrever, espero despertar a consciência da injustiça racial, do preconceito sexual, da desigualdade de classes e do orgulho nacional.

Também quero trazer para a luz do dia a resistência – de que nunca se fala – das pessoas contra o poder do sistema governante, a recusa dos indígenas a simplesmente desaparecerem, a rebelião dos negros no movimento contra a escravatura e o movimento mais recente contra a segregação racial, as greves feitas pela gente trabalhadora através de toda a história dos Estados Unidos da América, com a intenção de melhorar a sua vida.

Omitir esses atos de resistência é apoiar a visão oficial de que o poder se baseia unicamente nos que têm armas e possuem riqueza. Escrevo para ilustrar o poder criativo das pessoas que lutam por um mundo melhor. As pessoas, quando estão organizadas, têm um poder imenso, mais que qualquer governo. A nossa história está impregnada de histórias de gente que resiste, se pronuncia, se entrincheira, organiza, contacta, cria redes de resistência e muda o curso da história.

Não quero inventar vitórias dos movimentos populares. Mas pensar que a escrita da história deve simplesmente apontar a recapitulação dos fracassos que dominam o passado é converter os historiadores em colaboradores de um ciclo interminável de derrotas. Se a história há de ser criativa e antecipar um futuro possível sem negar o passado, creio que tem que sublinhar novas possibilidades de revelar esses episódios ocultos do passado quando, ainda que seja em breves lampejos, as pessoas mostraram a sua capacidade de resistir, de se unirem e, ocasionalmente, vencerem.

Suponho, ou talvez só espero, que o nosso futuro pode encontrar-se nos fugidios momentos de compaixão do passado, em vez dos seus sólidos séculos de guerra.

A história pode ajudar as nossas lutas. A história pode fazer-nos abandonar a ideia de que os interesses governamentais e os interesses do povo são os mesmos. A história pode contar-nos a frequência com que os governos nos mentiram, como ordenaram que setores inteiros da população fossem massacrados, como negam a existência dos pobres, como nos orientaram ao nosso momento atual – a “Guerra Prolongada”, a guerra sem fim.

Bush matou dezenas de milhares de pessoas e foi responsável por sofrimentos como o do veterano que aparece nesta foto com ele de 2007

Bush matou dezenas de milhares de pessoas em suas guerras e foi responsável por sofrimentos como o do veterano que aparece nesta foto com ele de 2007

É verdade, o nosso governo tem o poder de gastar a riqueza do país como quiser. Pode enviar tropas a qualquer parte do mundo. Em nome do nosso “interesse nacional”, o governo pode deslocar tropas para a fronteira EUA-México, fazer cercas de rede para muçulmanos de certos países, escutar em segredo as nossas conversas, abrir a nossa correspondência, examinar as nossas transações bancárias e intimidar-nos para que fiquemos calados.

O governo pode controlar a informação com a colaboração dos tímidos meios de comunicação. Apesar de tudo, este controle não é absoluto. No começo da Guerra do Vietnã, em 1965, dois terços dos norte-americanos apoiaram a guerra. Alguns anos depois, dois terços dos norte-americanos opuseram-se à guerra. Que aconteceu nesses três ou quatro anos? Uma osmose gradual de verdade filtrou-se pelos vãos do sistema de propaganda – a compreensão de que lhes tinham mentido e os tinham enganado.

É o que está a suceder agora, outra vez. É fácil sentir-se deslumbrado ou intimidado ao compreender que os que fabricam as guerras têm um enorme poder. Mas uma determinada perspectiva histórica pode servir, porque nos diz que em certos momentos da história os governos descobrem que todo o seu poder é fútil face ao poder de uma cidadania levada à ação.

Existe uma debilidade básica nos governos, por massivos que sejam os exércitos, por imensa que seja a sua riqueza, por muito que controlem a informação, porque o seu poder depende da obediência dos cidadãos, dos soldados dos funcionários públicos, dos jornalistas, dos escritores, dos professores e dos artistas. Quando os cidadãos começam a suspeitar que os enganaram e retiram o seu apoio, o governo perde a sua legitimidade e o seu poder.

Quando despertam uma manhã e vêem um milhão de pessoas encolerizadas nas ruas da capital, os dirigentes de um país começam a fazer as malas e a chamar um helicóptero. Não é fantasia, é história recente. É a história das Filipinas, da Indonésia, da Grécia, de Portugal e Espanha, da Rússia, Alemanha Oriental, Polónia, Hungria, Roménia. Pensemos na Argentina e na África do Sul e em outros lugares onde não parecia haver esperança de mudança e depois houve. Lembremos Somoza na Nicarágua escapulindo no seu avião privado, Ferdinando e Imelda Marcos recolhendo apressados as suas jóias e roupas, o Xá do Irã procurando desesperado um país que o aceitasse quando fugiu das multidões em Teerã, Duvalier no Haiti, que apenas conseguiu vestir as calças, antes de escapar à fúria do povo haitiano.

Não vimos George W Bush escapar de helicóptero. Mas podemos responsabilizá-lo por catapultar a nação para duas guerras, pela morte e mutilação de dezenas de milhares de seres humanos neste país, no Afeganistão e Iraque, e pelas suas violações da Constituição dos EUA e do direito internacional.

Um Congresso covarde o poupou do impeachment. O Congresso que se dispôs a destituir Nixon por forçar a entrada num edifício não removeu Bush por forçar a entrada num país. Esteve disposto a impugnar Clinton pelas suas travessuras sexuais, mas não puniu Bush por entregar a riqueza do país aos superricos.

Hoeard Zinn contou a história dos Estados Unidos por um ângulo quase sempre esquecido

Hoeard Zinn contou a história dos Estados Unidos por um ângulo quase sempre esquecido

O poder militar tem os seus limites – limites criados por seres humanos pelo seu sentido de justiça e a sua capacidade de resistir. Os EUA, com as suas 10.000 armas nucleares, não conseguiram vencer na Coreia ou no Vietnã, não puderam impedir a revolução em Cuba ou na Nicarágua. Tal como a União Soviética, com as suas armas nucleares e o imenso exército, foi obrigada a retirar-se do Afeganistão. E não pôde impedir o movimento do Solidariedade na Polônia.

Um país com poder militar pode destruir, mas não pode construir. Os seus cidadãos inquietam-se porque as suas necessidades básicas são sacrificadas à glória militar, enquanto os seus jovens são ignorados e enviados para a guerra. O desassossego cresce, cresce e a cidadania funde-se cada vez mais com a resistência, chegam a chegar demasiados para poderem ser enquadrados.

Chegará o dia em que se derrubará o inchado império. Em contrapartida, a consciência pública começa a mostrar um descontentamento, vago para começar, sem que haja conexão entre o descontentamento e as políticas do governo. E as pontas começam a ligar-se, a indignação a crescer, e as pessoas começam a pronunciar-se, a organizar-se, a atuar.

Em todo o país cresce a consciência da falta de professores, enfermeiras, cuidados médicos, habitação acessível, à medida que se verificam os cortes orçamentais em todos os Estados da União. Um professor escreveu recentemente uma carta ao Boston Globe: “Pode suceder que 600 professores de Boston sejam despedidos, como consequência do deficit orçamental?”  O autor, depois, compara os cortes com os milhares de milhões gastos em bombas para, como diz, “enviar crianças iraquianas inocentes para os hospitais de Bagdá”.

Quando se enevoa o pensamento com o enorme poder que os governos, as empresas multinacionais, os exércitos e a polícia têm para controlar as mentes, esmagar a discordância e destruir a rebelião, devemos recordar um fenômeno que sempre considerei interessante: os que possuem um enorme poder ficam surpreendentemente nervosos quando pensam na sua capacidade de conservar o poder. Reagem quase histericamente perante o que parecem ser sinais insignificantes e não ameaçadores da oposição.

Vemos como o governo norte-americano, blindado nas suas mil máscaras do poder, trabalha intensamente para meter na cadeia alguns pacifistas ou manter um escritor ou um artista fora do país. Recordamos a histérica reação de Nixon a um homem solitário que se manifestava em frente da Casa Branca: “Prendam-no”!

É possível que os donos da autoridade saibam alguma coisa que eu não sei? Talvez conheçam a sua extrema debilidade. Talvez compreendam que pequenos movimentos podem converter-se em grandes movimentos, que uma ideia que se apodera da população possa chegar a ser indestrutível. O povo pode ser induzido a apoiar a guerra, a oprimir outros, mas essa não é a sua inclinação natural. Há os que falam de “pecado original”. Kurt Vonnegut questiona isso e fala antes de “virtude original”.

Uma hora a sociedade americana não aguentou mais a Guerra do Vietnã

Uma hora a sociedade americana não aguentou mais a Guerra do Vietnã

Há milhões de pessoas neste país que se opõem à guerra. Quando se vê numa estatística que 40% dos norte-americanos apoiam a guerra, isso significa que 60% dos norte-americanos não a apoiam. Estou convicto que a quantidade de pessoas que se opõem à guerra continuará a aumentar e a quantidade de pessoas que a apoia continuará a diminuir. No caminho, artistas, músicos, escritores e trabalhadores da cultura emprestam um poder emocional e espiritual ao movimento pela paz e pela justiça. Com frequência, a rebelião começa como qualquer coisa cultural.

O desafio persiste. Do outro lado há forças imensuráveis: o dinheiro, o poder político, as empresas de mídia. Do nosso lado estão os povos do mundo e um poder maior que o do dinheiro e o das armas: a verdade. A verdade tem um poder próprio. A arte tem um poder próprio. A velha lição de que tudo o que fazemos importa é a importância da luta popular aqui, nos EUA, e em toda a parte. Um poema pode inspirar um movimento. Um panfleto pode desencadear uma revolução. A desobediência civil pode incitar muita gente e levá-la a pensar. Quando nos organizamos em conjunto, quando nos envolvemos, quando nos pomos de pé, e nos pronunciamos coletivamente podemos criar um poder que governo algum pode suprimir.

Vivemos num belo país. Mas aqueles que não respeitam a vida humana, a liberdade ou a justiça apoderaram-se dele. Agora depende de todos nós recuperá-lo.

Diário do Centro do Mundo Como o maior historiador americano via seu país – Diário do Centro do Mundo

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6 horas atrás

Inflação cai em 5 capitais. E agora, Tombini?

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Inflação cai em 5 capitais. E agora, Tombini?

:  Pressionado pelo “lobby do tomate” a elevar hoje as taxas de juros, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini terá que decidir com um elemento novo nas mãos: o IPC semanal caiu em Brasília, Porto Alegre, Recife, São Paulo e Rio; aos poucos, índices de preços começam a recuar
17 de Abril de 2013 às 08:39 247 – O Comitê de Política Monetária do Banco Central terá um elemento novo para decidir se sobe ou não as taxas de juros, numa decisão que será anunciada nesta quarta-feira. Em cinco capitais, o Índice de Preços ao Consumidor registrou quedas, o que torna mais complexa a decisão da equipe de Alexandre Tombini. Leia abaixo:
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de abril. A maior redução foi observada em Brasília: 0,2 ponto percentual, já que a taxa passou de 0,6% na primeira semana para 0,4% na segunda.
Também foram registradas quedas nas taxas de Porto Alegre (0,18 ponto percentual, ao passar de 1,01% para 0,83%), do Recife (0,1 ponto percentual, de 0,44% para 0,34%), de São Paulo (0,07 ponto percentual, de 0,52% para 0,45%) e do Rio de Janeiro (0,01 ponto percentual, de 0,85% para 0,84%).
As duas cidades que apresentaram alta no IPC-S foram Belo Horizonte (0,08 ponto percentual, ao passar de 0,63% para 0,71%) e Salvador (0,05 ponto percentual, de 0,85% para 0,9%). Na média nacional, o IPC-S caiu 0,06 ponto percentual e chegou a 0,65% na segunda semana de abril.

6 horas atrás

O que você faria no lugar de José Serra?

 
: Numa boa, lembre que, em 2010, você teve 44 milhões de votos para presidente da República; no ano passado, foram outros 2,7 milhões de votos para prefeito de São Paulo; ok, duas derrotas, mas seu cacife eleitoral é grande, certo?; porém, não se mostra suficiente nem para ganhar eleição no diretório municipal do PSDB paulistano, com o famoso serrista Andrea Matarazzo sendo passado para trás pelo desconhecido alckmista Milton Flávio; no campo nacional, o adversário interno Aécio Neves decola, enquanto não te sobra nenhum carguinho no comando nacional do partido que você mesmo fundou; seria hora de pegar o boné e ir para o PPS fazer escada para o governador Eduardo Campos do PSB? E, ao mesmo tempo, armar a própria candidatura ao governo paulista e saborear uma deliciosa vingança contra Geraldo Alckmin? 
6 horas atrás

Uma fufla no umbigo

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

O Verissimo escreveu uma crônica provando que o nome daquela sujeirinha que as crianças criam no umbigo se chama fufla… O comunista comedor de emprego público, Ferreira Gullar, tinha “um rubi no umbigo”… A Folha tem um espaço cativo na Coluna Painel para informar quem foram as personalidades que almoçaram na sede do jornal com os donos do pasquim.

A auto-regulamentação da mídia fracassou espetacularmente no Brasil.

Paulo Nogueira 16 de abril de 2013 33

Como descobriram os ingleses depois do escândalo dos tabloides, os fiscais também têm que ser fiscalizados.

Otávio Frias Filho no Instituto Millenium

Otávio Frias Filho no Instituto Millenium

Quais os limites do jornalismo e dos jornalistas?

Vejamos a Folha de S. Paulo, por exemplo. Ela procura se colocar, em editoriais e em publicidade, como uma espécie de fiscal sagrado dos governos. Tudo bem. Mas é preciso não perder de vista que ela não recebeu essa incumbência da sociedade.

Não foi votada. Não foi eleita.

Fora isso, existe fiscal que não é fiscalizado?

Jornalismo é, como todos os outros, um negócio. Em geral, quem investe em jornalismo não está atrás de dinheiro. Os lucros não costumam ser grandes. O que o jornalismo dá é prestígio, influência. Empresários interessados em recompensas mais palpáveis fazem suas apostas em outras áreas.

No começo da década de 2000, quando a internet já desaconselhava investimentos em papel no Reino Unido, um empresário russo comprou o jornal inglês The Evening Standard, em grave crise financeira, para ganhar respeitabilidade.

É um jogo antigo.

Na biografia semioficial de Octavio Frias de Oliveira, está publicado um episódio revelador. Nabantino, o antigo dono da Folha, estava desencantado porque se julgara traído pelos jornalistas que fizeram a greve de 1961. (Meu pai era um deles.) Decidiu vender o jornal. Um amigo comum de Nabantino e Frias sugeriu que ele comprasse. “Dinheiro você já tem da granja”, ele disse. “O jornal vai dar prestígio a você.”

Na biografia, a coleção de fotos de Frias ao lado de personalidades mostra que o objetivo foi completamente alcançado. Um granjeiro não estaria em nenhuma daquelas fotos.

Ao comprar a Folha, Frias comprou prestígio social — e adulação do mundo político

Sendo um negócio, o jornalismo não está acima do bem e do mal. É natural que prevaleçam, nele, as razões de empresa.  Essas razões podem coincidir com as razões nacionais – ou não. Observe o mais carismático – não necessariamente o melhor ou mais escrupuloso – empresário de jornalismo da história do Brasil, Roberto Marinho, da Globo.

Quem garante que o que era melhor para ele era o melhor para o país? Roberto Marinho era tão magnânimo a ponto de pôr os interesses nacionais à frente dos pessoais?

Como a sociedade não elegeu empresas jornalísticas, seus donos não têm que dar satisfação a ninguém sobre coisas como o uso dão ao dinheiro que retiram. Se decidem vender o negócio, nada os impede.

Essa é a parte boa de você não ter um vínculo ou uma delegação direta da sociedade. Não existem amarras burocráticas para seus movimentos. Mas você não pode ficar com a parte boa e dispensar a outra – a que não lhe garante tratamento privilegiado apenas por ser da imprensa.

No Reino Unido, este é um debate atualíssimo, depois que o tabloide News of the World, o NoW, de Rupert Murdoch, quebrou todas as barreiras da decência e da legalidade na busca de furos. O NoW invadia criminosamente caixas de mensagem de centenas de pessoas, a maior parte delas celebridades e políticos, para vender mais — e portanto ganhar dinheiro com isso.

Quando se soube das dimensões do escândalo, o governo britânico, sob pressão da opinião pública, montou um comitê independente para rediscutir a mídia — o que é aceitável e o que não é.

Os trabalhor foram comandados por Lorde Brian Leveson, um juiz de alto nível que sabatinou grandes personagens do universo da imprensa, sob câmaras de tevê, em busca de luzes. O premiê David Cameron, por exemplo, teve que explicar a Leveson a natureza de sua relação com o grupo Murdoch.

Murdoch, ele próprio, na idade provecta de 81 anos, foi interrogado duas vezes pelo comitê. Neste momento, a questão é se a auto-regulamentação do jornalismo deve ser mantida ou não. As empresas não gostam, naturalmente, da ideia de que a regulamentação seja tirada de seu controle.

O que muita gente se pergunta, no Reino Unido, é por que as pessoas deveriam confiar agora na auto-regulamentação depois de seu espetacular fracasso.

Em seu relatório de recomendações, Leveson defendeu a criação de um órgão regulador independente das empresas jornalísticas. É provável que seja este o desfecho no Reino Unido.

O Brasil terá que passar por uma discussão nos mesmos moldes, em nome do interesse público. Ninguém sabe com certeza dizer quais os limites do jornalismo no Brasil — nem, ao que parece, a própria Justiça, e muito menos as empresas jornalísticas.

A auto-regulamentação fracassou no Brasil. Um órgão regulador independente das companhias — e também, naturalmente, do governo e dos políticos — é tão necessário no Brasil quanto é na Inglaterra.

Na Dinamarca é assim. O Diário defende que se faça o mesmo no Brasil. O interesse público, este sim sagrado, deve prevalecer sobre o interesse das empresas jornalísticas. São interesses distintos. Coloquemos assim, para simplificar: nem tudo que é bom para a família Marinho é bom para o Brasil.

Numa democracia, para que a mídia exerça o vital papel de fiscal, ela tem que ser também fiscalizada.

Este é o ponto de partida para um debate urgente no país.

Sobre o autor: Paulo NogueiraVeja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo A auto-regulamentação da mídia fracassou espetacularmente no Brasil – Diário do Centro do Mundo

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6 horas atrás

Iran aponta problemas no reajuste do piso dos professores de Aracaju

 
: “Projeto mantém achatamento salarial na carreira, não vem acompanhado de uma tabela salarial que projete a repercussão do índice de reajuste nos variados níveis de formação e de tempo de serviço da carreira do magistério e autoriza o Poder Executivo a expedir normas, instruções e orientações necessárias à aplicação ou execução da Lei; ou seja, fica nas mãos do prefeito mexer na tabela salarial segundo seus entendimentos, retirando do Legislativo a prerrogativa que sempre teve de apreciar e votar as tabelas salariais dos servidores municipais”, afirma vereador 
6 horas atrás

Climb down by Prabu dennaga

 
 

Climb down by Prabu dennaga

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Prabu dennaga: Photos · Blog 

     

6 horas atrás

Produção de café pode ser afetada por mudanças climáticas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Adir Tavares

Da Deutsche Welle

Pesquisadores tentam salvar o café das mudanças climáticas 

O Brasil é o maior produtor de café do mundo, responsável por 25% da produção global. Mas isso pode mudar com as alterações no clima previstas por pesquisadores.

O café é a bebida preferida do mundo e a commodity mais requisitada depois do petróleo. Mas ele pode estar ameaçado pelas mudanças climáticas. Com um quarto da produção mundial, o Brasil é o maior produtor e exportador de café do planeta, e o consumo da bebida aumenta cada vez mais. Segundo o IBGE, a estimativa para o ano de 2013 no Brasil é de colher 47,8 milhões de sacas de 60kg de café, mais de 2 milhões de toneladas.

No entanto, pesquisadores afirmam que as alterações no clima podem influenciar na produção do grão. Especialmente o café do tipo arábica, sensível a altas temperaturas, pode ter a produção seriamente prejudicada. Para evitar problemas no futuro, pesquisadores fazem simulações e tentam achar uma maneira de manter o cultivo, mesmo em situações adversas.

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6 horas atrás

Impeachment: Fux beneficiou patrão da filha

CONVERSA AFIADA por redacao
 

Bermudes, Fux e Cabral: quem os une ? O imaculado banqueiro ?

Saiu no Estadão:

Luiz Fux se diz impedido, mas atua em casos de advogado que emprega a filha

Ministro do STF ignora declaração de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte
Eduardo Bresciani e Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do grupo, conforme levantamento feito pelo Estado em documentos oficiais da Corte. A filha de Fux, Marianna, é uma das advogadas do escritório.
Os processos pesquisados têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes. Em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator.

 

Navalha

 

Fux comemoraria os 60 anos com uma festança na casa de Bermudes.

Onde se hospeda, quando vai ao Rio, o ex-Supremo Presidente Supremo, Gilmar Dantas (*).

Fux prometeu a Dirceu que, se nomeado, iria absolvê-lo.

O que o Vacarezza confirmou.

O destemido advogado Piovesan já tinha ido ao Senado para questionar a relação deste notório advogado, o Dr Bermudes, com Gilmar Dantas.

A ação de Piovesan, na verdade, era um B.O.

Bermudes é o Catho da Classe A.

Emprega a filha de Fux, a mulher de Gilmar e o filho de Macabu, que, provisoriamente, suspendeu os efeitos carcerários da Operação Satiagraha.

(Quando o Presidente Barbosa vai legitimar a Satiagraha ?)

Bermudes foi um dos primeiros e mais dedicados advogados de Daniel Dantas.

A filha de Fux, como se sabe, é candidata ao cargo de Desembargadora no Rio, o que depende da assinatura do governador Sergio Cabral.

Cabral era um dos convidados para a festança dos 60 anos do Ministro (?) do Supremo.

Aliás, o ministro do Supremo realizará o casamento da filha no Golden Room do Copacabana Palace !

O último casamento celebrado com pompa e circunstância nos salões do Golden Rooom do Copa foi da família dos proprietários da Friboi, que, aparentemente, tem uma renda superior à de um ministro do Supremo.

O que a bancada do PT espera para encaminhar o impeachment de Fux no Senado ?

Hein, senador Suplicy ?

Vai esperar o Supremo encarcerar o Lula.

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

7 horas atrás

As relações entre Fux e o advogado Sergio Bermudes

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Do Estadão

Luiz Fux se diz impedido, mas atua em casos de advogado que emprega a filha

Ministro do STF ignora declaração de 1º de abril de 2011 na qual prometia não atuar em processos que tivessem o amigo Sergio Bermudes como parte

Eduardo Bresciani e Felipe Recondo

BRASÍLIA – Ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux relatou três casos e participou de julgamentos de pelo menos outros três de interesse do grupo, conforme levantamento feito pelo Estado em documentos oficiais da Corte. A filha de Fux, Marianna, é uma das advogadas do escritório.

Os processos pesquisados têm como advogado principal o próprio Sérgio Bermudes. Em dois desses julgamentos, na 2ª Turma do STF, Fux acompanhou o voto de colegas a favor dos interesses defendidos por Bermudes. Em outras duas ocasiões as decisões colegiadas foram contrárias aos interesses dos clientes do advogado. Ele comandou ainda a análise de três processos como relator.

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7 horas atrás

Na banguela

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A Gol apenas externou uma lógica muito comum na dita iniciativa privada. A Boate Kiss está aí para provar para onde esta lógica pode nos levar.

A Gol quer voar na banguela

Mauro Donato 16 de abril de 2013 12

A ideia de bonificar pilotos que pouparem combustível é um crime.

gol

A proposta da companhia aérea Gol de bonificar pilotos e comissários de bordo mediante economia de combustível deveria ser analisada, reanalisada e, preferencialmente, descartada. Por óbvio.

A empresa que nasceu com o espírito low-cost e amarga prejuízos praticamente ano sim, ano não, desde 2007 (mais de R$ 1,5 bi só no ano passado) e que ainda este ano passará a cobrar até pelo espaço das pernas, não sabe mais o que fazer para sair do vermelho.

A partir de junho, o saquinho de amendoim custará R$ 5,00; o kit sanduíche, batata e refrigerante será vendido por R$ 13,00; poltrona com espaço “civilizado” custará R$ 30,00 a mais na passagem. Grátis no voo, só água mineral e máscara de oxigênio. Vista da janela depende do clima.

O que poucos sabiam é que desde fevereiro deste ano a companhia aérea estabeleceu metas a serem batidas visando reduzir o custo mais representativo em sua atuação – o combustível – e promete recompensar financeiramente seus funcionários no atingimento do objetivo. Os pagamentos serão semestrais.

Ainda que os procedimentos técnicos não sejam de alto risco e tampouco novidade – algumas grandes companhias adotam as mesmas ações – atrelar as medidas a uma recompensa financeira é extremamente perigoso. Por óbvio.

E as justificativas da Gol para implementá-las não convencem.

A Gol utiliza como defesa o argumento de que as metas não são individuais, ou seja, não será na base do ganha mais quem gasta menos gasolina. Isso, no raciocínio da companhia, evitará que o piloto se arrisque. Bobagem, só funcionaria se as equipes fossem fixas. O comportamento mais prudente – e pouco rentável em termos de bônus coletivos – de algum piloto, viajará mais rapidamente que os aviões da Gol no diz-que-diz entre funcionários e sabotar o colega é a mais previsível das ações corporativas.

A empresa alega também possuir um sistema de acompanhamento dos pilotos com a finalidade de verificar se estão atuando dentro dos padrões de segurança. Quando ficam fora dos padrões, são convocados para treinamentos. Perfeito, mas só funciona para aqueles que desrespeitarem os padrões e ainda assim conseguirem aterrissar. Afinal, nem todos que infringem regras de segurança durante o voo voltam. Há uma definição precisa do que é ser um bom piloto que certa vez ouvi do comandante Rolim Amaro durante uma sessão de fotos: “Bom piloto é aquele que possui o mesmo número de decolagens e pousos”. Por óbvio.

Imaginar que ninguém colocaria em risco a própria vida por uns trocados a mais é desconhecer por completo a natureza humana repleta de ganâncias e a companhia se contradiz ao usar desse argumento. Não é pelo dinheiro que ela está incentivando as práticas?

Nenhuma das companhias que adotam estes métodos (United, American Airlines, Lufthansa, etc) o faz condicionado a algum tipo de premiação. Aquelas que em algum momento o fizeram, constataram um aumento de atitudes imprudentes e abortaram a ideia. Há mais a ser considerado: quando esses procedimentos visando economia são rotineiros, o treinamento constante é fundamental. E treinamento custa. Muito. Oras, se a companhia está querendo economizar, quem acredita que economizará numa ponta para gastar na outra? Não haveria vantagem, concorda?

Por que não economizar em publicidade? Ou em qualquer outra área menos vital? Se não há mais onde cortar, se a empresa já está nesse estágio, é porque não tem mais condições de operar.

Há um consenso entre passageiros. Tão logo o avião levanta voo, pensam: “Bom, agora é relaxar pois não há mais o que fazer”. Sem dúvida é raro sobreviver a uma queda. Mas enquanto se está no chão, é prudente escolher com quem se irá voar.

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Fotógrafo nascido em São Paulo. Foi uma das maiores revelações do futebol praiano nos idos dos anos 80, até sofrer uma entrada mais dura de um caiçara.

Diário do Centro do Mundo A Gol quer voar na banguela

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7 horas atrás

Volte, CPMF, pequena mas indiscriminada!

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Os impostores do impostômetro são contra impostos. E cobram do Estado até inseminação artificial. Olha o Gerdau, só reclama, mas não consegue produzir um parafuso sem incentivo ou subsídio público. Veja também o caso da CPMF. Um imposto pequeno que cobrava de todo mundo. Melhor, através dele foram pegos muitos sonegadores. E quem foi contra. O PSDB e os grupos mafiomidiáticos. Claro, também os mal informados e os mal intencionados. Traficante e lavador de dinheiro adorou. E a massa de manobra vibrou. Ignorância homérica!

O dono da Louis Vuitton decidiu continuar a ser francês

Paulo Nogueira 11 de abril de 2013 12

Bernard Arnault anuncia que desistiu de virar belga para fugir dos impostos na França.

Arnault

Some, rico imbecil!

A manchete de hoje do jornal francês Libération reverberou por toda a Europa, em setembro passado. O alvo foi o homem mais rico do país, Bernard Arnault, dono de um império que inclui marcas como a Louis Vuitton.

A raiva do Libération, e de milhões de franceses que o chamaram de parasita e outras coisas do gênero, derivou da informação de que Arnault estava pedindo cidadania belga no exato instante em que o presidente François Hollande fez o que tinha prometido fazer para reduzir a iniquidade social no país e melhorar as contas públicas: aumentar temporariamente os impostos de quem ganha acima de 1 milhāo de euros por ano.

Pois Arnault decidiu não sumir.

Ele anunciou esta semana que desistiu do refúgio belga. A repercussão negativa o fez suspeitar que a imagem de suas marcas pudesse ser prejudicada com seu gesto nada patriótico.

Entendo o Libération.

Você não constrói, ou reconstrói, um país com pessoas que colocam seus interesses pessoais acima de tudo. Ao contrário. Você descontrói. Os Estados Unidos são uma demonstração pungente disso. A florescente Escandinávia, onde o interesse público vem na frente do interesse privado, estaria em pedaços se seus empresários e milionários tivessem a têmpera de Bernard Arnault. Não. Lá se criou um consenso segundo o qual impostos elevados são a contribuição indispensável de corporações e ricos para a manutenção de uma sociedade avançadíssima.

Há, nos países economicamente mais encrencados do ocidente, uma enorme confusão no quesito taxação. Pouco antes das eleições francesas, o premiê britânico David Cameron disse, sorrindo, que estenderia um tapete vermelho aos empreendedores locais que desejassem escapar de Hollande.

Cameron mal pusera ponto final em sua frase quando seu governo anunciou a intenção de combater severamente a chamada evasão legalizada – e amoral – de impostos. Um comediante célebre foi exposto ao desprezo e escárnio da opinião pública quando se soube que ele usara um truque para pagar um imposto irrisório. O próprio Cameron o repreendeu.

É hora de trazer transparência à discussão de impostos também no Brasil. Não há nada mais importante, neste campo, do que construir um consenso como fez a Escandinávia.

Durante muitos anos, o assim chamado Custo Brasil – tão propagado pela mídia – não serviu senão para encobrir a inépcia administrativa de empresas protegidas durante décadas por reserva de mercado e depois expostas à competição. Quanto grandes empresas nacionais se adestraram na arte do planejamento fiscal pode ser avaliado pa informação recentemente veiculada pela seção Radar da Veja segundo a qual a Receita está cobrando na Justiça as Organizações Globo por uma dívida multibilionária.

Dilma não tem o direito de ser ingênua aí. Que ela se inspire nos escandinavos. A complacência fiscal — da qual se beneficiam os poderosos, porque os assalariados não têm o que fazer — é a receita da iniquidade social e da ruína econômica de um país.

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O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

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