Vou ser arquiteto. A Casa Grande odeia o Lula !

por redacao
 

 

 

(Não deixe de ler no “Porra Cerra” porque a Casa Grande odeia o Chávez e o Lula)

O Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante Ademar:

Ademar do L. L. V. Nova

Enviado em 14/04/2013

Em 2017, eu receberei meu diploma de Arquitetura e Urbanismo pelo PROUNI, Graças a Deus e ao Lula!

Fiz o ENEM em 2011 e iniciei ano passado.

Obs: Consegui 4 bolsas INTEGRAIS!

1-Análise e Desenvolvimento de Sistemas;
2-Biologia, Bacharelado;
3-Química, Licenciatura (para o IFB criado pelo Lula);
4-Arquitetura e Urbanismo;
Este último, além de ser a minha área de interesse desde a infância, fica  perto da minha residência e do meu emprego:
15 minutos de bicicleta!
Certa vez um desgraçado representante mor da Casa Grande afirmou que
”preferia o cheiro dos cavalos ao de pobres”!

Pobre projetando edifícios, cidades, clinicando, criando robôs, anestesistas?
Nem pensar!

Lula inverteu tudo isso, e é imperdoável !

14 de Abril de 2013 11:21

Nomeação para o STF tem que ser no pau

por redacao
 

Vamos supor que a SECOM prefira habitar a caverna onde se esconde a Comissão da ½ Verdade.

É um espaço geográfico em Brasília onde a hipocrisia se encontra com o retrocesso.

Vamos supor que a SECOM se manifeste através de notas em colonas (*) dos jornais.

Já que a SECOM é incapaz de formular uma política de comunicação para um Governo que não se comunica.

E, por exemplo, dá ao cidadão inseguro a sensação de que o Governo Federal faz de conta que a insegurança pública não é com ele: é com o Alckmin.

Clique aqui para ler “Dilma não tem xerife: tem um Zé”.

A bem da verdade, SECOM é coisa de regime fascista.

Democracia tem porta-voz.

Com telefone, endereço, e-mail, e dois briefings por dia, on the records.

A SECOM do Governo Dilma engorda a Globo e o Globo com notinhas de colonas (*) .

Vamos supor que a SECOM tenha infiltrado a informação de que a Presidenta Dilma está uma fera com a entrevista do Dirceu: ele  revelou que o Fux tomou a iniciativa de lhe prometer a absolvição.

Fato que foi confirmado pelo deputado Vacarezza, que ouviu de Fux, diante de outras três testemunhas que ia “matar no peito” as acusações contra Dirceu.

O ansioso blogueiro obteve outra informação: que a Presidenta Dilma admira a coragem e coerência política do Dirceu que, como ela, tem lado.

Mas, a SECOM parece ter lado, sim.

O outro.

Se é que, de fato, a SECOM infiltra notinhas em colonas, como nos bons tempos do regime militar em que o Delfim e o Golbery se especializavam na “arte” de infiltrar notas anônimas.

De preferência sem aspas.

Se for verdade essa longínqua suposição, a SECOM acha que a entrevista do Dirceu foi uma desgraça.

Atrapalhou o processo de escolha do sucessor de Ayres Britto.

Sim, porque, se isso for verdade, a SECOM preferiria que a escolha de um ministro do Supremo fosse em silêncio, às 23h de uma sexta-feira, à luz de vela, na véspera de feriado prolongado, onde e quando se reúne a Comissão de ½ Verdade.

Na caverna de Platão.

Só ela, a SECOM, saberia distinguir as formas que aparecem do lado de fora.

Trata-se provavelmente de uma visão provinciana, em primeiro lugar.

De quem que pensa que o mundo começa no lago Norte e acaba no Piantella.

Depois, reflete o sentimento de que o debate sobre um futuro ministro do Supremo deva ser feito em sigilo absoluto.

Na Capela Sistina.

Uma visão monárquica, portanto.

Ao contrário.

O ansioso blogueiro é favor, por exemplo, da Cristina K, que vai  promover eleição popular para os membros do Conselho Nacional de Justiça.

Ou não estamos numa democracia, regime da soberania popular ?

O ansioso blogueiro acha que a escolha do Ministro do Supremo deveria ser no Maracanã, refeito.

Todos os candidatos no centro do campo, com telões e alto-falantes.

E portões abertos.

E a galera na arquibancada, com direito a vaia e tomate, muito tomate.

Como se fazia no Festival da Canção.

E, aí, diante da manifestação do povo, a Presidenta da República submetia seu escolhido ao Senado (eleito pelo povo).

E, durante, no mínimo, um mês, o Senado tinha que sabatinar o nome sugerido e todos os que o sugerido visitou.

Um dos debatedores “de honra” poderia ser o professor Falcão, que revelou “a Globo julgou o mensalão” e instalou um Supreminho nas páginas do Globo.

Por exemplo, no caso do Fux, levar pra lá o Delfim e perguntar ”o que o Fux lhe prometeu, professor ?”

(Clque aqui para votar na trepidante enquete “Quem tem a filha mais talentosa – o Fux ou o Cerra? “)

Além disso, o ansoso blogueiro concorda com o destemido Roberto Requião e acha que Ministro do Supremo tem que ter mandato.

Chega de monarquia absoluta, suprema !

A Presidenta Dilma Rousseff jamais consideraria que a entrevista de Dirceu pudesse conspurcar a escolha do sucessor de Ayres Britto, o inesquecível Big Ben de Propriá.

Ela sabe que uma das funções centrais de um Presidente da República é escolher o Ministro do Supremo.

Mais importante do que escolher o Ministro da Justiça que pode – e deve – ser trocado.

Porque, no regime monárquico brasileiro, o Ministro do Supremo é, na pratica, “imexível”.

A escolha de Ministro do Supremo deve ser mesmo no pau.

Como foi na republicana escolha de Gilmar Dantas (**), afinal aprovado com seis votos contra na Comissão – e na ausência de seu maior opositor (oh,  tempos, oh costumes !), então, o Senador Eduardo Suplicy.

(Quando o Suplicy vai defender o Dirceu do Fux ? Ou o Lula da PF do Zé ?)

Que bom que, hoje, o debate tenha vindo, mal ou bem, à luz do dia.

Foi possível saber que a Presidenta jamais indicaria o escolhido pelo Gilmar.

E que ela sabe que um notável constitucionalista-candidato foi notável advogado de imaculado banqueiro.

E que o PiG (***) decidiu que Heleno Torres, candidato de Lewandowski ,está condenado, porque o Gaudêncio Torquato cometeu uma descortesia e uma leviandade.

Leia aqui “Torres não disse que tenha sido escolhido”.

Mas, isso faz parte do jogo.

Se vem do Lewandowski, o PiG considera impróprio.

Bom é que o Gilmar provoca.

Aí, o PiG (***) acha formidável !

Como esse magistral artigo do professor Dalmo Dallari, a propósito da republicana nomeação de Gilmar Dantas (**), a mais sinistra herança de Fernando Henrique:  

Da Folha de S. Paulo – 08/05/2002

Degradação do Judiciário
DALMO DE ABREU DALLARI
Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.
Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética. 
Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.
Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.
Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.
É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.
A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha inadequada
É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.
Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.
Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.
Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.
E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.
A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.
A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.
Dalmo de Abreu Dallari, 70, advogado, é professor da Faculdade de Direito da USP. Foi secretário de Negócios do município de São Paulo (administração Luiza Erundina).

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

14 de Abril de 2013 11:00

Coimbra: FHC vai pra lá e o povo pra cá

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz excelente artigo de Marcos Coimbra na Carta Capital sobre a distância entre o que FHC e a Globo dizem e o que o povo pensa:

Coincidências

A vida é cheia de coincidências. Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um de seus habituais artigos de discussão política. Foi daqueles nos quais assume o papel de farol das oposições. Seu conteúdo era, como se esperaria, fortemente crítico em relação ao governo.

Por coincidência, no mesmo dia, os principais jornais estavam cheios de notícias negativas sobre a situação nacional. Depois de lê-los, qualquer um ficaria com a impressão de que o Brasil caminha em marcha acelerada para o buraco (se é que já não estaria dentro dele).

Em outra coincidência, ficou pronta, naquele domingo, uma nova pesquisa nacional da Vox Populi. Feita em todo o País, sua amostra era suficiente para que os resultados sejam representativos dos sentimentos da opinião pública brasileira.

O artigo de FHC e o tom do noticiário eram tão semelhantes que um desavisado poderia suspeitar. Os editores e o ex-presidente estariam combinados? Você diz isso e nós aquilo? Nós mostramos os “fatos” e você os interpreta?

Conhecendo os personagens, é pouco provável. Mas FHC e a mídia conservadora não precisam combinar (no sentido de pactuar) exatamente porque combinam (no sentido de possuir afinidades). Cada um à sua maneira, contam as mesmas histórias.

São tão parecidos que é difícil saber, hoje, quem influencia quem. Tendo há muito abandonado o vigor analítico de seus tempos de sociólogo, as ideias de FHC se parecem cada vez mais àquelas dos editorialistas e comentaristas da direita da mídia. E esses, por o admirarem com veneração, fazem o possível para imitar seu pensamento.

A cada dia, FHC fica mais Globo e Veja (até porque não conseguiria viver sem eles) e elas mais FHC. Todos imaginam um Brasil lastimável, onde tudo dá errado. São, no entanto, de um otimismo imenso. Paradoxalmente, acreditam que estamos à beira do abismo, mas acreditam em uma saída simples e rápida: derrotar o “lulopetismo” na próxima eleição.

Em contraste flagrante, não há qualquer coincidência entre o seu pensamento e o sentimento da vasta maioria do País. A pesquisa da Vox, como as outras recentemente divulgadas, do Ibope e do Datafolha, mostra quão pequena é a parcela da sociedade afinada com a oposição, seja nos partidos, nas instituições, na indústria de comunicação ou na opinião pública.

Os entrevistados se dizem satisfeitos com o País e esperançosos em relação ao futuro. Entendem que sua vida tem melhorado e vai melhorar ainda mais. Sabem que falta muito por fazer, mas confiam no caminho trilhado.

Aprovam o governo. A maioria considera “ótimo” ou “bom” o modo como Brasília lida com a economia, enfrenta a crise econômica internacional, trata as questões do emprego e da inflação, administra programas sociais, conduz a política habitacional, cuida da imagem externa do País.

Gostam da presidenta: mais de 80% dos entrevistados a definem como “ativa”, com “garra”, “decidida”, “conhecedora do Brasil”, “boa administradora”. Mesmo em itens em que os políticos tendem a se sair mal, ela obtém índices muito favoráveis. Mais de 70% afirmam ser ela “sincera”, “próxima do povo” e “de palavra”.

É tamanha a diferença entre as convicções oposicionistas e o sentimento popular que é como se vivêssemos em dois países. Em um, tudo vai mal e a mudança política seria imperiosa. No outro, as coisas seguem de maneira satisfatória e as perspectivas são positivas. Neste, a continuidade política é lógica.

Está errada a maioria dos brasileiros? Os únicos certos são os próceres oposicionistas, os articulistas de meia dúzia de jornais e a minoria da sociedade? Somente eles conheceriam a “verdade”? Todos os restantes seriam ignorantes e incapazes de conhecer suas vidas, donde inabilitados para dizer-se satisfeitos de forma racional?

Não é apenas autoritária a tese de que só alguns poucos privilegiados conhecem o Brasil e possuem a visão certa das coisas. É tola e inútil para a atuação política.

Pode ser agradável para uma liderança escrever um artigo para jornal e ler na mesma edição uma manchete a confirmar sua análise. Assim como pode ser prazeroso para um jornalista referendar, por meio de seu trabalho, as ideias do ídolo.

Nada disso adianta quando não coincide com o que o povo pensa e deseja. As oposições se acham superiores, mas estão apenas a léguas dos cidadãos. E são eles, os cidadãos, que elegem os governantes.

14 de Abril de 2013 10:28

Tarso Genro: a Globo não é o tomate

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz da Carta Maior artigo do governador Tarso Genro:


A  “Grande Mídia” é intolerante

Tarso Genro

Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no RS por ocasião do “Fórum da Liberdade”, que eu não participei e do “Fórum da Igualdade”, que eu participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo.  Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância  e a arrogância da  “Grande Mídia”,  para traficar os seus valores  -fundados no lucro e na anarquia do mercado- no sentido de os tornarem artificialmente universais.

Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também  entendo que  esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.

Tudo começou com a minha ausência no “Fórum da Liberdade”, onde eu participaria como autoridade da sessão inaugural e a minha presença no ‘Fórum da Igualdade”, para o qual eu fora convidado como conferencista de abertura, tendo como ouvintes sindicalistas, militantes de esquerda, parlamentares de partidos que formam no grupo de opinião que rejeita o projeto neoliberal e também dirigentes do movimentos sociais.

Este Fórum, com escassa repercussão midiática,  porque composto de grupos, entidades e pessoas com força econômica escassa,  para ter qualquer interferência promocional na grande mídia,  é diferente do  “Fórum da liberdade”. Este , como se sabe, é compostos por doutrinadores, empresários, executivos de empresas que defendem   -já de forma  um pouco monótona-   a redução dos gastos sociais (“improdutivos”), o “enxugamento do Estado” (nos salários e nas políticas sociais)  e a “redução da carga tributária”, não sem militar pelo  aumento dos investimentos públicos em infraestrutura, pelas renúncias fiscais e pelos financiamentos subsidiados para as grandes empresas.

É uma pauta legítima na sociedade que vivemos, é claro, mas que cumprida integralmente levaria o nosso país ao caos social, quem sabe a uma ruptura anárquica pela direita autoritária, já que a devastação das escassas políticas de coesão social mínima, que conseguimos implementar nos últimos anos, geraria uma revolta generalizada entre os pobres do país, que usufruem de direitos sociais muito limitados ainda hoje no nosso Brasil.   

A fala que proferi no “Fórum da Igualdade” despertou a ira no “Fórum da Liberdade” e também  uma divulgação viciada do conteúdo da minha palestra, interditando o debate que ali propus, através dos estereótipos de costume: “quer o controle da mídia”, “quer a censura a imprensa “, “quer vedar o direito de opinião”, etc. A  argumentação mais sólida que ofereceram foi o “exemplo tomate”.  Este exemplo, passará para a história da liberdade de imprensa no país, já que uma conhecida editorialista disse, mais ou menos o seguinte: “essa questão da mídia livre é que nem o tomate, que  está caro, ou seja, não se compra; se não gostou das matérias, muda de emissora ou  de jornal”.   Só que o tomate não é um a concessão pública, nem o acesso a ele está regulado pela Constituição Federal. Um detalhe insignificante que muda tudo. Vejamos o que eu disse no “Fórum da Igualdade.”

Tratei, fundamentalmente, de dois assuntos na minha palestra para os trabalhadores: primeiro, que as empresas de comunicação, em regra, não cumprem  a finalidade constitucional das concessões, pois a norma que as regula orienta que a  programação das emissoras  contemple conteúdos regionais, educativos, culturais,  e proteja os valores da família  -ou seja também tenha como sentido valorizar a comunidade familiar-  obviamente adequando-se à moralidade contemporânea.  Disse, ainda,  na minha fala,  que oitenta por cento dos programas sairiam do ar, se esta norma constitucional fosse cumprida.

Segundo, tratei da evolução da questão das liberdades, que percorreu a gênese da democracia. Primeiro como lutas pela “liberdade de pensamento”  (já que era vedado inclusive na intimidade, mesmo sem publicitar, desconfiar da validade da religião católica);   depois, como “luta pela liberdade de expressão”, já no Renascimento, quando alguns eruditos brilhantes começam a se libertar da dogmática religiosa absoluta e resolveram  expressar-se  em público como dissidentes “humanistas”  (os painéis de Michelangelo na Capela Sistina vêem um Deus Homem,  promovendo uma inversão figurativa  da Teologia: o Deus abstrato e longínquo  passa a ser concebido como um forte Homem concreto);    depois, abordei uma importante liberdade dos modernos, a “liberdade de imprensa”, que se consagra na Revolução Francesa, avassala a Europa ( liberdade de dizer em público e  imprimir o “dito”, que  subverte o monopólio da fala pelas elites) e torna-se um  valor democrático altamente respeitado.

Finalmente, abordei um quarto tema. A questão da “liberdade de fazer circular livremente as  opiniões”. Sustentei  que hoje existe uma absoluta desigualdade de meios,  para que as opiniões possam circular de maneira equânime, embora as redes na internet  tenham aberto novas fronteiras para a circulação da comunicação. Mas, atenção: as redes são acessíveis a todas as opiniões  (e é bom que o sejam), mas as TVs e Rádios das “Grandes Mídias” empresariais com tendência monopolista, não são acessíveis a todas as opiniões.

As opiniões, nas “Grandes Mídias”, inclusive  podem ser  (e frequentemente o são) filtradas, editadas, selecionados, distorcidas ou manipuladas, inclusive com o enquadramento dos jornalistas da própria empresa. Nem sempre, nem em todos os momentos,  nem em todas as empresas  de comunicação isso ocorre. Mas todas estão disponíveis para estes métodos, ao gosto dos seus proprietários.

Sustentei, portanto, que há um bloqueio radical da circulação da opinião, cuja divulgação é orientada pela empresa de comunicação,  a partir dos valores culturais, ideológicos e políticos  dos seus proprietários. Qual a sugestão que dei no Foro da Igualdade,  que me convidou para a fazer a abertura solene do seu evento? Censura? Expropriação de empresas? Não. Disse que o Estado deve promover políticas de financiamento e subsídios  (que as atuais instituições de comunicação empresariais inclusive já tem) e novos marcos regulatórios, para que possam surgir mil canais de comunicação, com  igualdade de qualidade tecnológica e profissional (com mais oportunidades de trabalho livre para os próprios jornalistas), através instituições de com unicação que não dependam   do mercado e dos grandes anunciantes.

Canais que possam  ter uma política de informação mais objetiva e aberta e um  debate político mais amplo do que a ladainha neoliberal. Canais que não adotem como mercadoria-notícia a escalada da cultura  da força e da violência, dentro da qual concorrem os principais meios de comunicação do país. Trata-se de dar novas oportunidades de escolha aos cidadãos, aos pais, às mães, aos consumidores, que somos todos nós, para que possamos ver e ouvir outras coisas, debater outras idéias, sem qualquer tipo de censura, seja  do Estado, seja dos proprietários das empresas e dos  seus anunciantes.

Isso certamente foi demais e a “circulação da opinião restrita”, que eu mencionara nos meus argumentos em favor  da “circulação da opinião mais livre”, foi comprovada pela voz massiva e monocórdia das respostas à palestra, que proferi aos trabalhadores. Revolveram a tese do “controle dos meios de comunicação pelo Estado”  -como se já não houvesse controle  do Estado, que é o poder concedente dos canais-  misturando este assunto com a minha ausência no Foro da Liberdade. O mesmo em que o Vice-Governador do Estado, em outro momento de abertura,  foi solenemente vaiado porque ousou dizer que o Governo Lula melhorou o Brasil.  

A  intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, também  neste episódio, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer,  para permitir  que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada, hoje  já mais sufocada pela força do poder econômico e da ganância. Estas questões não interessam ao “Foro da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte.

14 de Abril de 2013 09:00

Por que a Casa Grande odeia Chávez e Lula?

por redacao
 

 

 

Do site “Porra Cerra !”:

 

 

14 de Abril de 2013 08:30

PML e os jenios dos juros. Tudo por 0,09% !

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Moreira Leite – autor de “A outra história do mensalão”, que dá de 10 a 0 no livro do Ataulfo – no Blog do Miro:

A inflação e a batalha dos 0,09%

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

A turma que vive de rendas nem disfarça mais. Por uma diferença de 0,09% no índice de inflação, começou o que pode ser a batalha final para o Banco Central interromper uma política de juros baixos.

Claro que ninguém pode ter um ponto de vista fanático e achar que os juros nunca podem subir. Altas podem ser necessárias, em situações extremas.

Mas é preciso avaliar a situação real.

Um primeiro aviso aos navegantes: quanto vale 0,09% em alguma coisa?

Economistas sérios sabem que todo dado de 0,0 alguma coisa é, em si, irrelevante. Não é sinal de nada. O problema é a tendência.

Este é o verdadeiro aviso aos navegantes: a inflação tem uma tendência de queda. O índice de 6,59% de março é a soma de 12 meses. Mas, em março, a inflação foi menor que a de fevereiro. (Os números são 0,47% contra 0,60%, respectivamente). Outro dado. Os alimentos, responsáveis pelas altas recentes – sem eles, a inflação não passaria de 4,5% — estão em queda.

Leia o que diz a nota analítica do Bradesco, hoje, após os números do IBGE:

“O movimento de descompressão do grupo alimentação deve se manter nos próximos meses. Na mesma direção, os preços de vestuário recuaram de uma alta de 0,55% em fevereiro para 0,15% em março. No sentido contrário, houve elevação de 0,51% do grupo habitação, sucedendo a queda de 2,38% dos preços em fevereiro, por conta da dissipação do reajuste de energia elétrica. Os núcleos mostraram aceleração em 12 meses, ainda que, na margem, tenham desacelerado em relação ao mês anterior. O índice de difusão registrou recuo de 72,33% para 69,04% no último mês, devolvendo a alta observada em fevereiro. Os serviços vieram em linha com o esperado, registrando alta de 0,26% entre fevereiro e março, levando o crescimento acumulado em doze meses de 8,66% para 8,37%. Para o ano de 2013, continuamos com a expectativa de alta de 5,4% do IPCA.”

Ou seja. Para o Bradesco, o IPCA chegará abaixo da meta no fim do ano.

Mas a pressão continua. Por que?

Porque não há um debate técnico sobre o assunto, como seria tão agradável acreditar. Há uma disputa política por renda — que pode se transformar num drible contra o governo Dilma.

Derrotados em agosto de 2011, quando o Banco Central jogou os juros para baixo, nossos rentistas não se conformam. Possuem um exercito de analistas e consultores em militância permanente para a reabertura do cassino financeiro.

Nos últimos meses, o grande empresariado obteve mais do que imaginava. O governo desonerou a folha de pagamentos. Baixou a conta de luz para consumidores e empresas. Abriu concessões generosas a iniciativa privada na área de infraestrutura. O saldo é um crescimento econômico, sob novas bases, em torno de 3% e 4%. Não é muito mas pode ser um bom começo.

A questão central do processo é e sempre foi o juro baixo. O consumidor precisa dele para ir as compras. O empresário também conta com isso para novos investimentos. A certeza do dinheiro barato estimula o crescimento. A incerteza inspira a retirada, o medo.

Não é preciso um aumento grande. Basta um movimento na direção aguardada. O impacto negativo será imenso e prolongado.

Não se manipula com expectativas bilionárias impunemente, como num jogo de vídeo game.

O problema é que imenso capital improdutivo brasileiro, aquele que é tão poderoso que tem tantas faces invisíveis – muitas só são reconhecidas quando autoridades aceitam bons empregos ao deixar o governo – não sabe viver de outra forma. Desfalcado de uma imensa receita assegurada no mercado financeiro, prepara a revanche.

Está conseguindo colocar a inflação como ponto essencial da agenda. Quando isso acontece, o cidadão já sabe. A “defesa da moeda” é a senha cívica para menos empregos, menos crescimento, menos crédito e menos consumo.

Do ponto de vista político, é uma armadilha para Dilma, que dentro de um ano e meio enfrentará as urnas onde vai buscar a reeleição.

Do ponto de vista da sociedade brasileira, é um retrocesso a um modelo concentrador de renda.

Do ponto de vista econômico, é um erro trágico e bisonho, que tem um antecedente mortífero.

Em novembro de 2011, o BC brasileiro cedeu às pressões do rentismo e deu um salto para cima nos juros – jogando a economia, já em declínio em relação ao ano anterior, num mar de incertezas e desconfiança. Erro semelhante, no final de 2008, criou amarras desnecessárias no esforço para livrar o país da catástrofe que se iniciou em 2008. O país recuperou-se em 2010, mas pagou um sofrimento que poderia ter sido evitado.

Ao explicar o colapso europeu dos últimos anos, o Premio Nobel Paul Krugmann vai direto ao ponto. Lembra que o Velho Mundo paga a conta de um Banco Central que fechava os olhos para o crescimento e tinha uma visão obsessiva pela redução da inflação. O resultado foi transformar a Europa num grande cemitério de empregos e esperanças.

Não vamos nos enganar. O debate de 0,09% é político.

14 de Abril de 2013 08:20

Incra e o Judiciário paralisam a reforma agrária, acusa Valmir

por redacao
 

 

O Conversa Afiada reproduz informação enviada pelo deputado Valmir Assunção, PT-Bahia:

Dos 523 processos envolvendo a reforma agrária no Brasil, 234 estão parados na Justiça Federal. Na Bahia, que é o Estado que possui o maior contingente de trabalhadores rurais acampados – cerca de 25 mil famílias –  87 processos estão parados a espera de uma decisão da justiça federal. Desses processos, 39 são para imissão de posse da terra, em uma área de 40 mil hectares, o que por si só seriam suficientes para assentar pelo menos 2 mil famílias.

Para o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), fundador do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras) na Bahia, a responsabilidade das desapropriações de terras é do Governo Federal, mas cabe à Justiça Federal a tarefa de emitir os títulos de posse e, consequentemente, assentar as famílias acampadas. Valmir destaca que por conta dessa morosidade da justiça, mais de R$ 1 bilhão em recursos para desapropriações estão depositados em juízo, à espera de uma decisão na imissão de posse.

No início da semana, cerca de cinco mil trabalhadores ligados ao MST iniciaram uma marcha de 41 quilômetros entre as cidades de Camaçari e Salvador, protestando contra a lentidão da reforma agrária. Os sem terras chegaram á capital baiana na última quinta-feira e desde então ocupam as dependências do Incra e do DNOCS.  Até o momento não houve qualquer avanço nas reivindicações dos sem terras, que no início do mês tiveram um dos seus líderes, Fábio Santos Silva, assassinado com 15 tiros na cidade de Iguaí, município da Região Sudoeste do Estado, onde também há conflitos pela posse da terra.

– Nem o ministro da reforma agrária nem o presidente do Incra se dispuseram a vir à Bahia discutir com as mais de 25 mil famílias de trabalhadores acampados e 45 mil famílias de assentados as suas reivindicações. Pelo contrário, há uma decisão do presidente do Incra em despejar os sem terras que ocupam a sede do órgão. Diante disso fica evidente a morosidade do Incra. É preciso mudar essa situação”, afirmou.