FESTIVAL LATINO AMERICANO DE INSTALAÇÃO DE SOFTWARE LIVRE

por Betho Flávio
 

 

Flisol-Rio de Janeiro – RJ

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Local e horário

Responsáveis

* Diogo Leal (diogo@diogoleal.com) (Coordenador Geral)

* Calcio Heavy Metal (calcionit@gmail.com)

* Carlos Eduardo Mattos da Cruz (cadunicomail@gmail.com)

Inscrição

O FLISOL do Rio de Janeiro não possui inscrição, basta aparecer no dia 27/04 no CEFET – Maracanã.

Caso venha fazer uma instalação GNU/Linux no seu computador, não se esqueça de fazer os backups de seus arquivos pessoais.

Programação Auditório 1

Horário

Palestra

Palestrante

09:00 às 09:50

O que é este tal de software livre?

Cadunico

09:50 às 10:00

Web2Canvas (Lightning Talk)

Dodilei

10:10 às 11:00

PHP do Início ao Profissional

André Pfeiffer

11:00 às 11:10

ScrumForMe (Lightning Talk)

Entedi4do

11:00 às 12:00

Monitoramento de Redes e Servidores com Zabbix

Alessandro Silva

12:00 às 13:00

O Joomla! é a solução web ideal pra você?

Ariadne Pinheiro

13:00 às 14:00

Almoço

Almoço

14:00 às 15:00

Cultura livre e modelos de negocio

Henrique Barone

15:00 às 16:00

Computação Gráfica com Blender3D

Vitor Balbio

15:00 às 16:00

KDE

KDE Brasil

17:00 às 18:00

Mozilla: Projetos para a Open Web

Rodrigo Padula

Programação Auditório 2

Horário

Palestra

Palestrante

10:00 às 11:00

Apresentando OpenStreetMap

Arlindo

11:00 às 11:10

Brincando com o Inkscape (Lightning Talk)

Cadunico

11:10 às 12:00

Copyfight

Adriano Belisário

12:00 às 13:00

Projeto VRlivre

Giany Abreu & Sergio Graças

13:00 às 14:00

Almoço

Almoço

14:00 às 15:00

Gestão de Projetos com Software Livre

Cléo Mattos

15:00 às 16:00

Controlando sua casa pela internet utilizando Arduino

Maurício Féo

16:00 às 17:00

Introduzindo o Ubuntu na sua casa e nos seus negócios

Aprígio Simões

    • A programação do FLISOL – Rio de Janeiro, esta em desenvolvimento

Install Fest

O Install Fest ocorrá no pátio do CEFET, próximo ao auditório.

Para faciltar o install fest é necessário fazer o backup de seus arquivos, limpe o Sistema Operacional comCCleaner ou outra aplicação semelhante.

Remova os GBs de arquivos de backups e atualizações do sistema operacional e programas e execute o defrag.

PATROCINADORES

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UBUNTU BR

Deseja apoiar o evento? Entre em contato

uma hora atrás

A Monsanto quer patentear nossa comida

por Betho Flávio
 

de Conceição Lemes

Patentes para quê?

Dr. Rosinha, especial para o Viomundo

Recebi, na semana passada, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, a visita de uma delegação de deputados e deputadas da Alemanha. Geralmente, esse tipo de encontro é morno. Fazem-se as saudações de praxe, fala-se de amenidades conjunturais e renovam-se os convites para futuras visitas. Ao contrário do que estabelece o protocolo, no entanto, nesse encontro houve um debate rápido, mas caloroso sobre patentes.

Como de praxe, fiz a saudação, dei as boas-vindas e introduzi um tema. Contei que há cerca de dois anos, quando estive na Alemanha a convite do governo alemão, me surpreendeu o fato de que na maioria das reuniões com autoridades o tema das patentes estivesse em pauta, principalmente a ampliação do acordo TRIPs. Europeus e norte-americanos desejavam, e ainda desejam, o que chamam de acordo TRIPs Plus.

O acordo TRIPs (do inglês Agreement on Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights, ou Acordo Relativo aos Aspectos do Direito da Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio) é um tratado internacional assinado em 1994 que estabelece os direitos de patentes. Ele é parte de um conjunto de tratados que encerrou a Rodada Uruguai e criou a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O acordo original garante o direito de patente por 20 anos. Com o TRIPs Plus, a indústria farmacêutica europeia e norte-americana quer ir além, estendendo esse prazo para 25 anos. Deseja também obter outras vantagens, tais como a patente de segundo uso (quando se descobre que determinado medicamento é eficaz no tratamento de mais de uma doença) e a patente de polimorfos (que se refere ao controle das diferentes formas de uma mesma substância química utilizada na fabricação de medicamentos).

A conversa transcorria amena até o momento em que me declarei contrário às patentes. Reagiram todos, alemães e brasileiros. Um só parlamentar alemão colocou-se na mesma posição que eu.

Mas esse texto não tem o objetivo de defender minha posição contrária às patentes de medicamentos especificamente, mas sim de chamar atenção para outro aspecto das patentes, também grave: a Monsanto e outras empresas de bioteconologia querem patentear nossa comida; vegetais e frutas que usamos como alimentos no dia-a-dia, como pepino, brócolis, melão, etc. Caso consigam, vão passar a cobrar royalties dos produtores pelo uso das sementes dessas culturas.

A Monsanto descobriu que há brechas nas leis europeias e, aproveitando-se disso, pede o patenteamento. Uma vez que a patente exista num país, as empresas passam, através de acordos comercias, a exigir que outros países as reconheçam e paguem por elas.

Há um discurso para enganar: as empresas de medicamentos e de biotecnologia afirmam que as patentes impulsionam as pesquisas e a inovação tecnológica. Para contestar esta premissa, lembro que em 1995 o Massachusetts Institute of Technology descobriu que dos 14 medicamentos que mais deram retorno do ponto de vista da indústria naquele último quarto do século passado, 11 tinham sua origem em trabalhos financiados pelo Estado.

Além desse dado, há outros estudos, entre os quais cito os de Michele Boldrin e David Levine, economistas do Fed (Banco Central dos EUA), que questionam o valor social das patentes. Eles afirmam que “não existe evidência empírica de que as patentes servem para aumentar a inovação ou a produtividade”.

Já Petra Moser, da Universidade Stanford, analisa a relação entre inovação e leis de patente e conclui que “no geral, o peso da evidência histórica (…) indica que políticas de patentes, que garantem fortes direitos de propriedade intelectual às primeiras gerações de inventores, podem desencorajar a inovação”.

De qualquer forma, há algo já identificado e inquestionável: as patentes criam monopólios e oligopólios.

Hoje já temos uma situação preocupante: a Monsanto possui patenteadas  na União Europeia 36% das variedades de tomates, 32% dos pimentões e 49% das variedades de couve-flor. Há que se dar um basta nisso.

Por séculos e séculos os agricultores escolheram, na maioria das vezes, dentro de sua própria colheita as sementes a serem plantadas para a próxima safra. Lembro-me perfeitamente disto: no interior do Paraná, meu pai, pequeno agricultor, tinha essa prática.

Não podemos negar e tampouco ignorar a tecnologia, mas também não podemos ficar reféns dos monopólios e oligopólios, principalmente de alimentos. A sociedade tem que reagir, para construir a nossa soberania alimentar.

Quanto ao debate com a delegação alemã, por conta do tempo escasso de ambas as partes, ficamos de retomá-lo em outra oportunidade.

Dr. Rosinha, médico pediatra, deputado federal (PT-PR), presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

2 horas atrás

Capriles foi instigado pela Casa Branca a não acatar o resultado das urnas

por Betho Flávio
 

 

Capriles não se conforma com a derrota e apela ao golpismo

 

ventriloco 2

Os venezuelanos elegeram Nicolás Maduro presidente com 50,75% dos votos. Derrotado com 48,97%, Capriles foi instigado pela Casa Branca a não acatar o resultado das urnas

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) – órgão equivalente ao nosso TSE – proclamou presidente eleito da Venezuela ao candidato chavista Nicolás Maduro, em cerimônia realizada na segunda-feira (15) em Caracas, com a presença de líderes políticos, ministros, comando das forças armadas, personalidades e corpo diplomático, enquanto uma multidão se concentrava nas imediações e festejava. Maduro venceu por 50,75% (7.563.747 votos) a 48,97% (7.298.491 votos) do oposicionista Henrique Capriles, uma diferença de 265.256 votos. Maduro venceu em 16 dos 24 estados, e irá prestar juramento na próxima sexta-feira (19).

  A participação foi de 79,17% do eleitorado, embora o voto seja opcional, e as eleições de domingo transcorreram na mais absoluta normalidade. O sistema eleitoral da Venezuela já foi considerado pelo ex-presidente dos EUA Jimmy Carter como “o melhor do mundo”, mas o derrotado, Capriles, se recusou a acatar o resultado das urnas, após ser incitado pela Casa Branca, que pediu a “recontagem dos votos”. Insuflados pelo perdedor, playboys incendiaram sedes do PSUV em dois estados, cercaram as emissoras de TV estatais na capital, queimaram veículos e assediaram parlamentares chavistas. Nove policiais ficaram feridos. Maduro convocou a população a defender a paz com mobilizações por todo o país na terça-feira, e “todos a Caracas na quarta-feira e na sexta-feira”, data do juramento. “Basta de abusos!”

BRASIL E CHINA

A vitória de Maduro foi saudada pelo Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Rússia, China, Equador, Bolívia e Irã, entre outros. Ao felicitar Maduro por telefone, a presidente Dilma Roussef destacou a “normalidade do pleito”. Em Belo Horizonte, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ingerência dos EUA, e pediu uma salva de palmas para Maduro. Os americanos “frequentemente se metem a discutir uma eleição (…). Por que não se preocupam com eles mesmos e nos deixam decidir nosso destino?”, questionou.

A missão da Unasul – União das Nações Sul-americanas – que observou as eleições na Venezuela saudou o “espírito cívico e democrático demonstrado pelo povo venezuelano no ato eleitoral” e pediu respeito aos resultados. “A Unasul declara – como sustentou desde sua instalação no país – que tais resultados devem ser respeitados por emanarem do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), única autoridade competente na questão segundo as disposições constitucionais e legais” da Venezuela. Qualquer questionamento deverá ser “canalizado e resolvido dentro do ordenamento jurídico vigente”.

Na noite de domingo, Maduro havia assinalado que a força da revolução em curso no país havia obtido um “triunfo justo, constitucional, legal e popular”. “Maioria é maioria e deve-se respeitar a democracia”. “Não se pode buscar emboscadas, inventos contra a soberania popular. Isso só tem um nome, golpismo. Quem pretender vulnerar a maioria da democracia pretende dar um golpe de Estado”, acrescentou. “Eu disse ontem e hoje, vocês me escutaram, se ganho com um voto, ganhei, se perco com um voto entrego imediatamente em respeito a esta Constituição; já o poder eleitoral disse qual é a vontade deste povo”.

Diante dos incêndios de sedes do PSUV e outros atos golpistas, Maduro advertiu; “Esta é a Venezuela que vocês querem? Esta é a Venezuela que você promoverá, candidato perdedor? Você é responsável por este incêndio, faço-te responsável por este incêndio (…) e se há feridos ou mortos você é o responsável”, afirmou, dirigindo-se a Capriles.

MAIORIA

Em termos absolutos, o resultado faz de Maduro o segundo presidente mais votado da história da Venezuela, só atrás do próprio Chávez. Capriles, que agora faz profissão de fé golpista pela diferença de votação ter sido estreita (1,78%), em dezembro, ao ser eleito governador, o foi por um diferencial ínfimo, de 30.000 votos. Em maio de 2012, a diferença de votos na França entre François Hollande e Nicolas Sarkozy foi de apenas 3,28% mas ninguém achou que podia por em questão o resultado.

“Não foi uma campanha eleitoral o que fizeram, foi uma guerra contra o povo. Iam apagar o país durante três dias. Não fosse por PDVAL e Mercal [redes estatais de distribuição de alimentos] o povo teria ficado desabastecido”, assinalou Maduro sobre o confronto eleitoral. “Querem matar a revolução e matando a revolução querem acabar com todas as conquistas e entregar esta pátria ao império norte-americano”, concluiu o presidente eleito.

                                                                  ANTONIO PIMENTA

3 horas atrás

Sete socialistas são mortos por grupos fascistas na Venezuela

por Betho Flávio
 

 

Caracas, 16 abr (EFE).- O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, também governante encarregado do país, responsabilizou nesta terça-feira o líder opositor Henrique Capriles pelas mortes ocorridas ontem em incidentes no país e disse que ele terá que responder por isso perante a Constituição e a lei.

“(Capriles) tem que responder perante a Constituição, perante a história e perante a lei, porque o senhor é responsável pelos mortos que hoje estamos velando”, disse Maduro durante um ato de governo.

Ao menos sete pessoas foram mortas e outras 61 ficaram feridas em confrontos entre chavistas e opositores após a apertada vitória de Maduro nas eleições de domingo.

– Disse que vão fazer uma marcha em Caracas. Não vou permitir. Pulso firme com os fascistas…senhor amarelo, você é responsável pelos mortos que estamos velando – acrescentou Maduro, se referindo a Capriles.

A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, disse ainda que 135 pessoas foram detidas por conta dos protestos em vários estados do país. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, também acusou Capriles de fomentar a violência e afirmou que pedirá ao congresso para investigar o caso.

“Fascismo puro, assaltaram e destruíram o CDI (Centros Médicos de Diagnóstico Integral), perseguindo médicos, queimaram casas, foi você que gerou tudo isso, Capriles, irresponsável”, escreveu Cabello em sua conta no Twitter. “Capriles, fascista, me encarregarei pessoalmente que você pague todos os danos que está fazendo ao nosso país e ao nosso povo”.

 

Foto: Archivo AVN

Caracas, 16 Abr. AVN.- Chavistas y seguidores del presidente electo Nicolás Maduro conforman el grupo de siete víctimas fallecidas durante la oleada de hechos perpetrados en todo el país luego de que el excandidato antichavista y gobernador de Miranda, Henrique Capriles, incitara a la violencia ayer lunes.

Después del llamado hecho por el gobernador de Miranda y excandidato a “descargar su arrechera” ante la frustración de haber perdido los comicios del pasado 14 de abril, la escalada violenta hecha por fuerzas de choque estuvo dirigida contra chavistas y el pueblo que respalda a la opción socialista, la cual generó siete fallecidos y 61 heridos, informó hoy el Ministerio Público.

Las víctimas son de Miranda (2), Zulia (3) y Sucre (1); además de la quema de ocho Centros de Diagnóstico Integral (CDI), tres casas del Partido Socialista Unido de Venezuela (Psuv) y tres sucursales de Mercal, donde fueron agredidos verbalmente y asediados quienes laboran en dichos espacios.

Entre las víctimas fueron asesinados, con arma de fuego, el líder y luchador social de Baruta, José Luis Ponce, quien fue abaleado junto a su esposa, Rosilis Reyes mientras grupos golpistas asediaron y quemaron el CDI de Piedra Azul, ubicado en el sector La Limonera de esta localidad.

Las víctimas “se encontraban en la entrada de la urbanización, gritando consignas a favor del triunfo del presidente Nicolás Maduro, cuando pasó una caravana opositora y se efectuaron disparos”, relató sobre este hecho el canciller Elías Jaua, durante un encuentro con el cuerpo diplomático realizado la mañana de hoy martes en la sede de la Cancillería.

Jaua resaltó que los ataques donde fallecieron estas personas responden al rechazo de la burguesía hacia las comunidades que recientemente llegarón a habitar este urbanismo de la Gran Misión VIvienda Venezuela, ubicado al este de Caracas “donde los sectores sociales pudientes creen que es un privilegio territorial de ellos ,exclusivamente, de vivir en esa zona”, criticó.

“Por eso se desató el odio contra esa comunidad, porque son pobres y viven en Baruta”, exclamó.

Asimismo, en Cumanacoa, municipio Montes del estado Sucre, fue asesinado a tiros el militante Ender Agreda, y resultaron heridos Moisés Idrogo y Álvaro Bastardo, también seguidores del proceso revolucionario, en un hecho violento acaecido la noche de este lunes por parte de la ultraderecha.

De las tres víctimas en Zulia una fue Luis García Polanco, de 24 años, quien se encontraba con un grupo de jóvenes revolucionarios frente a la sede del Consejo Nacional Electoral (CNE), donde fue abaleado por manifestar su rechazo al llamado violento hecho por Capriles.

En Táchira, el joven revolucionario Henry Manuel Rangel, de 32 años de edad recibió tres impactos de balas en la espalda tras discutir con grupos armados antichavistas.

Ayer lunes, el presidente de la República, Nicolás Maduro, responsabilizó de estas y otras acciones al candidato derrotado, Henrique Capriles, quien se niega a aceptar los resultados del CNE y promueve un golpe de Estado.

Este martes, la Fiscal General, Luisa Ortega Díaz, expresó que no descarta la posibilidad de que el llamado y las convocatorias a marchas y concentraciones con acento violento, tengan la intención de atentar contra la vida.

Aseguró que el Ministerio Público aplicará todo el peso de la ley y ejercerá las medidas necesarias en garantía plena de los derechos ciudadanos de todos los venezolanos.

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Tradução do Google

Caracas, 16 de Maio. AVN -. Chavistas e simpatizantes de Nicolas Maduro presidente eleito compõem o grupo de sete vítimas mortas durante a onda de atos cometidos no país após o ex-candidato e anti-Chávez governador de Miranda, Capriles Henrique, incitação à violência segunda-feira.

Depois do apelo feito pelo governador de Miranda e ex-candidato a “baixar o seu arrechera” para a frustração de ter perdido as eleições de 14 de abril a escalada de violência feita por forças de impacto era dirigido contra Chávez e as pessoas por trás do opção socialista, que gerou sete mortos e 61 feridos, disse o Procurador Geral.

As vítimas são Miranda (2), Zulia (3) e Sucre (1), além de queimar oito Centros de Diagnóstico Integral (CDI), três casas do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e três filiais da Mercal, onde foram atacados e perseguidos verbalmente aqueles que trabalham em tais espaços.

Entre as vítimas foram mortas com uma arma de fogo, o líder e ativista social de Baruta, José Luis Ponce, que foi baleado junto com sua esposa, enquanto os grupos golpistas Reyes Rosilis cercado e queimaram a Pedra Azul CDI, localizado no La Limonera da cidade.

As vítimas “foram na entrada do empreendimento, gritando palavras de ordem em favor do presidente Nicolas Maduro triunfo, quando ele passou por uma oposição caravana e foram disparados tiros”, disse o ministro das Relações Exteriores sobre este fato Elias Jaua, durante uma reunião com o corpo diplomático realizada na manhã terça-feira na sede do Ministério das Relações Exteriores.

Jaua ressaltou que os ataques que mataram essas pessoas respondem a rejeição da burguesia para as comunidades que recentemente vieram a habitar esta urbanismo da Grande Missão Moradia Venezuela, localizado a leste de Caracas “, onde ricos setores sociais acreditam que é um privilégio territorial los exclusivamente viver nessa área “, reclamou ele.

“Então, eles desencadearam o ódio contra essa comunidade, porque eles são pobres e vivem em Baruta”, exclamou.

Também em Cumanacoa município de Montes estado Sucre, foi morto a tiros Ender Agreda militante e feridos Álvaro Moisés Idrogo e Bastardo, também seguidores do processo revolucionário em um evento violento ocorreu na noite de segunda-feira pela extrema-direita .

Das três vítimas em Zulia uma era  Luis Garcia Polanco, 24 anos, que estava com um grupo de jovens revolucionários em frente à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que foi baleado por expressar sua oposição à chamada feita por Capriles violentos .

Em Táchira,  o jovem revolucionário Henry Manuel Rangel, de 32 anos, foi atingido por três balas nas costas após uma discussão com grupos armados antichavistas.

Na segunda-feira, o Presidente da República, Nicolas Maduro, culpou as ações destes e de outros por candidato derrotado Henrique Capriles, que se recusa a aceitar os resultados do CNE e promove um golpe.

Na terça-feira, o procurador-geral, Luisa Ortega Díaz, disse que  não descarta a possibilidade de que a chamada e as chamadas para marchas e toques de violência, com a intenção de assassinar.

Ele disse que a Procuradoria Geral aplicar todo o peso da lei e exercer as medidas necessárias para garantir os direitos de cidadania plena de todos os venezuelanos.

AVN 2013/04/16 13:17

4 horas atrás

Deputado ‘ex-gay’ admite que pode ter recaídas: “A carne é fraca”

por Betho Flávio
 

Apesar de suas convicções, o religioso ainda titubeia quando volta seus olhos para o mundo terreno. “O pastor é humano. Claro que eu tenho medo de recaída. Eu não posso ficar junto de um homem muito tempo porque a carne é fraca”, e o osso é duro, né pastor?

Deputado do PSB da Bahia, Pastor Sargento Isidório alega ser ‘ex-homossexual’, mas teme recaídas./ Foto: Divulgação

Em entrevista ao site Bahia Notícias, o deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PSB-BA), que tem gerado polêmicas pelas afirmações de ser um ‘ex-gay’, explicou o que considera ser ‘a cura pela fé’. Responsável pela Fundação Doutor Jesus, centro de reabilitação para dependentes químicos localizado em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, o parlamentar se diz “ex-homossexual, ex-drogado e ex-bandido”. Ele também afirma ter “quase certeza” de ter sido infectado pelo vírus HIV – embora não haja diagnóstico que comprove a assertiva– e curado “pela fé”.

Diante dos protestos que envolvem a permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, Isidório subiu à tribuna e defendeu o colega. Na entrevista ao Bahia Notícias, ele ratificou as posições de Feliciano e defendeu inclusive a afirmação do parlamentar de que “africanos são descendentes amaldiçoados de Noé”. “A viadagem da África, quando viu dois cabras bons, bonitos, musculosos, saiu atrás. (…) [Por isso], o Pastor Marco Feliciano falava que por causa do pecado lá naquela região onde a pele é mais negra aconteceu a maldição” (sic), interpretou. Ele diz que ficou insatisfeito com uma nota de repúdio lançada pelo PSB e credita o comunicado “aos viados e viadas lá de dentro”, além de discordar das posições da presidente estadual da legenda, a senadora Lídice da Mata. “Ela é de Oxum e eu sou de Jesus. Eu também já fui de Oxum quando era homossexual”, comparou. Ao salientar não temer ser expulso da sigla, afirmou que “se essas desgraças [partidos] prestassem, eram inteiros” (sic).

5 horas atrás

Colunista de O Globo propõe golpe na Venezuela

por Betho Flávio
 

Agenda golpista

 merval-e-imortais (1) Merval é o fardado

Colunista do Globo diz que Henrique Capriles é o vencedor moral da eleição venezuelana deste domingo e afirma que a vitória com apenas dois pontos de vantagem de Nicolás Maduro garante ao chavista apenas três anos de mandato; depois disso, ele sugere um referendo revogatório.

LEIA MAIS AQUI

7 horas atrás

Na Venezuela a mídia faz guerra psicológica a serviço dos EUA

por Betho Flávio
 

Venezuela com Maduro: Crianças jogam futebol, o vendedor de sapatos Guerman Varela e a estudante de Odontologia Débora Antequera felizes com a vitória. Fotos: Joka Madruga

por Leonardo Wexell Severo, de Caracas, no ComunicaSul

“Há uma guerra psicológica para a oposição apátrida, que serve aos interesses dos Estados Unidos. Eles escondem a comida para especular e falam em escassez de alimentos; eram os que entregavam o petróleo aos estrangeiros e agora falam em uso indevido dos recursos para as missões sociais. Nas urnas, elegendo Nicolás Maduro, o povo venezuelano reafirmou o caminho de Chávez pelos pobres e disse não aos bandidos e ladrões”.

A análise de German Varela sobre a vitória eleitoral de Nicolás Maduro para a presidência da República mais parece a de um sociólogo ou “politólogo”, como atualmente são chamados alguns analistas. Mas German, vendedor de sapatos na Feira Popular localizada próximo à estação Belas Artes do metrô, em Caracas, é um “filho da revolução bolivariana”. Um processo que, para ser vitorioso, apostou na formação política e ideológica de milhões de homens e mulheres.

Pelas ruas da capital venezuelana, em meio à estridente convocação do candidato oposicionista Henrique Capriles – com a sua parafernália midiática – para que a população não reconhecesse a derrota eleitoral, presenciamos nesta segunda-feira (15) de ressaca pós-eleitoral, a maior das naturalidades, com meninos jogando futebol, a simpatia dos habitantes e o trânsito caótico de sempre.

“OPOSIÇÃO SERVIL AO IMPERIALISMO”

Ao comparecer ao Conselho Nacional Eleitoral, onde foi declarado presidente eleito, Nicolás Maduro disse confiar na sabedoria popular ao não cair no jogo de uma “oposição servil ao imperialismo”.

Maduro avalia que o delírio golpista é próprio dos que são vítimas de uma “overdose de ódio e de vingança, dos que querem acabar com uma revolução que é símbolo de amor”.

Mas o ódio de Henrique Capriles à revolução bolivariana é proporcional à sua submissão aos EUA que, carente de petróleo, busca novamente tomar de assalto as maiores reservas provadas do “ouro negro” do mundo.

Assim como usou bombas contra o povo líbio e iraquiano, o império se utiliza do bombardeio midiático para se apropriar das imensas riquezas da Petróleos de Venezuela (PDVSA), colocada por Chávez em função dos interesses da nação. Os ativos da estatal alcançaram cerca de US$ 115,9 bilhões no final de 2012, com um incremento de 18% sobre 2011.

No total, os ativos mundiais da empresa somaram mais de US$ 218,42 bilhões, e cresceram cerca de US$ 36,27 bilhões em relação a 2011. Os rendimentos de 2012 foram de US$ 124,4 bilhões, o lucro bruto ficou em torno de US$ 28,8 bilhões e o lucro líquido atingiu US$ 4,2 bilhões. Projetando o futuro, os investimentos realizados pela PDVSA alcançaram mais de US$ 24,5 bilhões, com um aumento de 36% em relação a 2011.

É justamente esta injeção de recursos que vem possibilitando que o país trilhe o caminho do desenvolvimento ampliando conquistas e direitos. Conforme o coordenador Internacional da Central Bolivariana Socialista dos Trabalhadores da Cidade, do Campo e da Pesca da Venezuela (CBST), Jacobo Torres, em maio entrará em vigor a nova Lei Orgânica do Trabalho, que melhorará as condições de vida dos trabalhadores.

Entre outros avanços, o texto reduz a jornada para 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina a demissão sem justa causa, estabelece licenças de seis semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz.

PENSAR COM A PRÓPRIA CABEÇA

Ostentando um boné chavista do Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV), German acredita que a revolução estimulou as pessoas a pensarem com a própria cabeça e que chegou a hora de, mais do que caminhar com os próprios pés, “acelerar na construção de uma nova sociedade”.

Cursando o segundo ano de odontologia, Débora Antequera considera que o principal legado de Chávez foi a “grande atenção que deu aos mais pobres, particularmente com as missões sociais”, por meio de investimentos na saúde e na educação públicas. Caminhando sorridente pelas ruas de Caracas, Débora explica porque a cidade foi eleita “capital da alegria”: “temos confiança e esperança num futuro melhor”.

Com 78 anos “bem vividos”, Henry Avendaño León, aposentado que começou a trabalhar no dia 27 de julho de 1954, lembra que “um dia depois, nasceu Chávez”. “Desde que o presidente assumiu, nunca deixou de nos assistir e isso é muito importante, porque prometer é diferente de cumprir. Chávez sempre cumpriu. Eu fiquei de 1995 a 1998 lutando sem nada e foi só com o triunfo da revolução que comecei a receber minha aposentadoria”, declarou.

Vendedor de camisetas e militante do Partido Comunista da Venezuela (PCV), Luiz Alvares avalia que o resultado eleitoral “reafirma a democracia, a participação e o protagonismo dos venezuelanos neste processo de mudanças rumo ao socialismo”.

Para Alvares, a vantagem de cerca de 2% dos votos de Maduro sobre o direitista Henrique Capriles se deveu a “uma espécie de triunfalismo”, uma “confiança” que acabou desmobilizando parte da militância. Agora, defende, “é o momento de radicalizar mais o processo e investir no fortalecimento político-ideológico da nossa condução para aumentar o nível de consciência do nosso povo”.

Ao mesmo tempo em que alguns países desenvolvidos estão promovendo a redução dos direitos sociais e trabalhistas, em maio entrará em vigor na Venezuela a nova Lei Orgânica do Trabalho, buscando melhorar as condições de vida dos trabalhadores. Empresas e estabelecimentos comerciais tiveram um ano de prazo para adaptar-se à nova norma, que substituirá a legislação vigente desde 1936.

Entre outros avanços, o texto estabelece uma jornada de 40 horas semanais (a atual é de 44 horas), elimina-se a demissão sem justificativa, constitui-se um Fundo Nacional de Prestações, se estabelecem licenças de seis semanas prévias ao parto para as mulheres grávidas e outras 20 semanas depois de dar a luz

Comerciante, Doris Alvarez disse que votou para “seguir adiante um processo que defendeu e continuará ampliando o direito das mulheres”.

“RESPOSTA CONTUNDENTE AOS GOLPISTAS”

Estudante de comunicação social na Universidade Bolivariana, Reni Marrero, pegou seu megafone e convocou amigos e simpatizantes para ir às ruas “defender o resultado apurado pelo Conselho Nacional Eleitoral”. “Esse é um ato de civismo e uma resposta contundente aos que querem desacatar a decisão das urnas divulgada pelo CNE, num processo eleitoral reconhecido internacionalmente, inclusive pelo Centro Carter, de referência para o mundo”.

Coordenadora de Políticas Especiais da Universidade Bolivariana da Venezuela (UBV), Jaqueline Romero, contesta os “monopólios privados de comunicação, que repetem há 14 anos a mesma ladainha em defesa dos milionários e de seus bens”. “Estou mobilizada em favor de Maduro porque este processo é das grandes maiorias contra a oligarquia e precisamos defendê-lo até com nossas vidas, se preciso for. Este foi o legado que nos deixou Chávez”, frisou.

Professora do programa de Formação Social da UBV, Yajaira Machado lembra que a revolução bolivariana utilizou os recursos do petróleo para fomentar o crescimento econômico com justiça social. “Na saúde, tudo era privatizado. Os trabalhadores não tinham direitos, o salário era muito baixo e muitas pessoas não tinham sequer o que comer. Hoje estamos caminhando rumo ao futuro. Infelizmente, o candidato da oposição não reconhece esses avanços e usa a mídia privada para nos enfraquecer. Mas a revolução segue ainda mais fortalecida”, sublinhou Yajaira.

Para o articulista Clodovaldo Hernandéz, ao escolher Nicolás Maduro para sua sucessão o presidente recém-falecido acertou, “inclusive na hora terrível de ditar as instruções a seguir logo após sua morte”. “Até desde esse presumível nada que significa a morte, ele é capaz de construir algo. Chávez soube ver o povo aonde outros viam um espaço vazio”.

8 horas atrás

O estado é laico, mas o dinheiro não

por Betho Flávio
 

Fábrica de Felicianos – Essa política de irrigar com dinheiro público grupos religiosos e consequentemente entregando dependentes químicos nas mãos de “deus”, com certeza não é a melhor maneira de se tratar um viciado. A maioria destas entidades não teem a mínima estrutura para tratar dependentes,  que literalmente ficarão ao “deus dará”.

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Política de drogas: Planalto manda liberar verba para grupos religiosos — “Temos algumas preocupações, como acompanhar a execução dos contratos para corrigir rumos. Sabemos que o viés religioso predomina. Não sei se é bom ou ruim, mas é o que temos hoje — disse o secretário.”

 

<br />Mauro Costa, interino da Senad: verba liberada para entidades por ordem do Planalto<br />Foto: Agência O Globo / Ailton de Freitaseio

 

Mauro Costa, interino da Senad: verba liberada para entidades por ordem do PlanaltoAgência O Globo / Ailton de Freitas

BRASÍLIA — Em meio à polêmica sobre a votação do projeto de lei que prevê a internação compulsória de dependentes químicos e deve ser votado esta semana na Câmara, o Palácio do Planalto passou a pressionar a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) a liberar recursos para as comunidades terapêuticas, entidades de cunho religioso (ligadas a grupos católicos e evangélicos) que abrigam dependentes de drogas.

Enquanto isso, a Senad — vinculada ao Ministério da Justiça — enfrenta uma debandada de especialistas e, há uma semana, é comandada por um secretário interino. A secretária Paulina Duarte deixou a função. Outros dois subordinados também estão deixando seus cargos. A Senad tem em caixa R$ 130 milhões para tratamento de dependentes.

No exercício do cargo desde janeiro de 2011, Paulina não assinou um único convênio com comunidades terapêuticas. Projetos a serem financiados já foram selecionados em março deste ano. Além disso, a então secretária elaborou uma nota técnica com críticas ao projeto de lei que cria um financiamento específico para essas entidades de cunho religioso. A votação do projeto está prevista para hoje no plenário da Câmara.

Oficialmente, o governo sustenta que Paulina Duarte saiu da Senad para assumir um cargo na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington. A exoneração não foi feita a pedido e foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 9, retroativa ao dia 1º. A ministra da Casa Civil assinou o ato quatro dias depois de receber em seu gabinete 13 representantes de associações nacionais de comunidades terapêuticas. Na reunião, os líderes religiosos — vinculados a igrejas evangélicas e à Igreja Católica — pediram a Gleisi a imediata nomeação de Mauro Costa para o cargo. Ele virou secretário interino no mesmo ato que exonerou Paulina.

A saída da secretária não foi um ato isolado. Número dois da Senad, Cátia Betânia Chagas pediu para deixar o cargo de diretora de Planejamento e Avaliação de Políticas sobre Drogas, o que ocorreu dois dias depois. Ela reassumiu uma função técnica no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Na próxima sexta-feira, Vladimir de Andrade Stempliuk deixará a função de diretor de Projetos Estratégicos e Assuntos Internacionais para retornar ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O secretário interino sustenta que é apenas um executor no exercício do cargo e que cumprirá as ordens do Palácio do Planalto. Questionado sobre o viés religioso comum a praticamente todas as comunidades terapêuticas, Costa diz que a Senad tem conhecimento dessa realidade e que esse fator não é determinante para a liberação do dinheiro. As entidades precisam apresentar um projeto terapêutico.

— Temos algumas preocupações, como acompanhar a execução dos contratos para corrigir rumos. Sabemos que o viés religioso predomina. Não sei se é bom ou ruim, mas é o que temos hoje — disse o secretário.

Oito comunidades terapêuticas já foram selecionadas dentro do edital que prevê a liberação de R$ 130 milhões, publicado em novembro de 2012. Todas elas apresentaram “pendências formais”, segundo Costa. Como cinco forneceram os documentos exigidos, a contratação ocorrerá nos próximos dias, sem licitação. O repasse é de R$ 1 mil por mês para cada adulto internado e de R$ 1,5 mil para cada criança ou adolescente.

“Entidades sem estrutura são ajudadas”

As comunidades terapêuticas estão no cerne do projeto de lei nº 7.663/2010, previsto para entrar na pauta de votação de hoje no plenário da Câmara. A proposta é criar uma fonte de financiamento às entidades paralela ao SUS, o que é criticado por áreas técnicas do Ministério da Saúde e da Secretaria-Geral da Presidência da República. O projeto prevê ainda um cadastro nacional de usuários de drogas.

Com Globo Online

10 horas atrás

XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

por Betho Flávio
 

Do blog Solidários

Os organizadores da XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, que vai ocorrer entre os dias 13 e 15 de junho de 2013 em Foz do Iguaçu-Paraná, já colocaram no ar o site oficial do evento.

Havíamos informado aqui no Blog Solidários que a Convenção de Solidariedade a Cuba ocorreria nos dias 6,7 e 8 de junho. No entanto, parece que as datas foram adiadas.

Confira aqui chamada no facebook para a Convenção.

No site da XXI Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba o interessado em participar pode fazer sua inscrição, saber onde hospedar (com duas opões, incluindo uma hospedagem solidária) e ainda ter mais informações sobre o evento.

Lembrando que os principais temas a serem discutidos durante a Convenção serão: formas de solidariedade ao povo cubano; a campanha midiática internacional contra Cuba; a luta pela libertação dos cinco heróis presos nos EUA; a luta contra o bloqueio econômico e financeiro a Cuba; a organização das Brigadas Internacionais para Cuba e o fechamento da base militar de Guantánamo.

A XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba está sendo organizada pela Associação Cultural José Martí do Paraná, a seção paranaense do CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de solidariedade aos povos e Luta pela paz e a seção brasileira do ICAP – Instituto Cubano de Amizades com os Povos.

E a primeira vez que a Convenção é realizada no Paraná e também é a primeira vez fora de uma capital.

As duas últimas Convenções com Cuba foram realizadas em 2011 em São Paulo-SP e em 2012 em Salvador-BA com grande sucesso.

10 horas atrás

Presidente da CBF paga R$ 70 milhões por um imóvel de R$ 39 milhões

por Betho Flávio
 

Folha SP

LEANDRO COLON e  MARTÍN FERNANDEZ ENVIADOS ESPECIAIS AO RIO

SÉRGIO RANGEL DO RIO

O presidente da CBF, José Maria Marin, assinou um negócio superfaturado na compra da futura sede da entidade no Rio, apontam documentos obtidos pela Folha.

O prédio, com oito salas comerciais e 6.642,83 metros quadrados na Barra da Tijuca (bairro nobre na zona oeste da cidade), custou à confederação R$ 70 milhões.

Marin anunciou o negócio por esse valor em 27 de junho de 2012, mas só formalizou a compra em 31 de agosto.

Editoria de Arte/Folhapress

Neste intervalo, a empreiteira que ergueu o prédio negociou cinco das oito salas para intermediários por R$ 12 milhões. As mesmas salas foram repassadas para a CBF por R$ 43 milhões.

As outras três salas foram vendidas diretamente para a entidade por R$ 27 milhões.

Caso tivesse pagado o mesmo valor que os intermediários pelas cinco salas (R$ 12 milhões), a CBF teria desembolsado no máximo R$ 39 milhões pelo complexo todo. Ou seja, R$ 31 milhões a menos do que os R$ 70 milhões que efetivamente pagou.

Procuradas, a entidade e as empresas envolvidas negaram haver irregularidades.

O NEGÓCIO

A CBF pagou R$ 15,2 milhões por três das cinco salas que comprou de intermediários. A Aprazível Empreendimentos recebeu um cheque de R$ 12,2 milhões e outros R$ 3,05 milhões foram pagos, segundo os documentos obtidos pela Folha, “anteriormente”, sem mais detalhes.

Dois meses antes, em 28 de junho, a Aprazível havia recebido as três salas por R$ 8,5 milhões, da BT Empreendimentos, que ergueu o prédio.

Em 10 de julho, a D’Araújo Incorporação registrou a compra de uma sala e de garagens no prédio por R$ 2,5 milhões –mencionando acerto que havia ocorrido em dezembro de 2009.

A D’Araújo vendeu sua unidade à CBF, em 31 de agosto, por R$ 13,95 milhões (5,5 vezes superior ao que havia pago para a BT). Do total, R$ 11,1 milhões foram pagos em cheque e R$ 2,79 milhões em “moeda corrente já recebidos anteriormente”.

No mesmo 31 de agosto, Marin registrou a compra de uma outra sala (e garagens) por R$ 13,75 milhões, sendo 70% da Zayd Empreendimentos 2025 Ltda. e 30% da BT.

Deste valor, foram R$ 11 milhões em cheque. Os demais R$ 2,75 milhões em “moeda corrente”, “recebidos anteriormente”. Os papéis indicam que a valorização desta parte específica do prédio pode ter sido de até dez vezes.

Semanas antes, no dia 17 de julho, a Zayd 2025 registrou em cartório que seus 70% foram comprados por R$ 902 mil da BT, mencionando que este negócio fora acertado em junho de 2009.

Só essa empresa recebeu R$ 9,9 milhões da CBF. Outros R$ 3,8 milhões ficaram com a BT.

Há ainda outras três salas vendidas diretamente pela BT para a CBF. Por elas, Marin pagou R$ 27 milhões.

A futura sede está em reforma e, por isso, a CBF ainda desembolsa R$ 130 mil mensais de aluguel para ocupar um andar em um condomínio de luxo na Barra, que ocupa desde 2002.

Novo prédio da CBF, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, passa por obras; nova sede foi comprada por R$ 70 milhões

COFRES CHEIOS

Marin, 80, assumiu a presidência da CBF em março de 2012 após Ricardo Teixeira, alvo de suspeitas de corrupção, deixar o cargo.

Com isso, Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, amigo de Marin, tornou-se vice-presidente e primeiro na linha sucessória da entidade.

Enquanto Marin ficou com a presidência da CBF e do comitê organizador da Copa-2014, Del Nero herdou o assento de Teixeira no Comitê-Executivo da Fifa.

Marin e Del Nero assumiram a confederação com cofres cheios. Segundo o último balanço disponível, a entidade teve um lucro de R$ 73 milhões em 2011.

10 horas atrás

Venezuela: Maduro denuncia que está a caminho um golpe de estado

por Betho Flávio
 

Barricada erguida por partidários de Capriles: democratas?

por Rodrigo Vianna

Interessa aos partidários de Henrique Capriles criar um clima de confrontação. Para os chavistas, o melhor seria aguentar provocações, sem permitir que a situação desande para a confrontação nas ruas. É isso o que me explica, por telefone, um amigo que conhece muito bem a Venezuela e o chavismo.

Acontece que falta combinar com os russos! Nas últimas horas, chegam notícias preocupantes sobre a beligerância na Venezuela. Tanto é que o próprio presidente decidiu falar claramente: prepara-se um Golpe de Estado no país, como em 2002.

 

Alguns dados:

– na noite de segunda para terça, a turma de Capriles atacou carros e prédios do Governo de Barinas (Estado onde nasceu Hugo Chavez);

– cercou casas de autoridades, ateando fogo em algumas delas;

– atacou centros de saúde onde se concentram médicos cubanos;

– cercou a sede da VTV e da TeleSur – duas emissoras simpáticas ao chavismo;

– atacou integrantes da Guarda Nacional que faziam segurança no bairro nobre de Altamira (Caracas), dominado por antichavistas.

A impressão é de uma ação coordenada da direita.

Os chavistas, há pouco, decidiram ir para as ruas, defender a sede da TeleSur e outros pontos estratégicos sob ataque da direita venezuelana. A tensão é enorme, e no momento em que escrevo os ataques de parte a parte tornam-se ainda mais violentos também nas redes sociais – inclusive com ameaças de morte contra um apresentador de TV chavista.

Dias antes da eleição, o governo da Venezuela prendeu mercenários colombianos e salvadorenhos, que haviam entrado no país com armas e explosivos. As pistas indicam que os “rapazes” da CIA podem estar atuando na terra de Bolívar.

Capriles não reconhece o governo eleito de Nicolás Maduro. Com a votação obtida (49% dos votos), ele poderia perfeitamente comandar uma oposição institucional, elegendo mais parlamentares no próximo pleito, e preparando-se para derrotar Maduro mais à frente – no voto.

Mas o núcleo duro de Capriles parece ter escolhido o atalho do golpismo. Foi esse o caminho adotado em 2002 – quando derrubaram Chavez e colocaram no poder (por dois dias) Pedro Carmona – um líder empresarial que foi prontamente reconhecido como presidente pelo governo dos Estados Unidos (sem falar na imprensa brasileira, que comemorou o golpe).

O DNA golpista parece atuar de novo. A turma de Capriles passou anos falando em riscos para a liberdade de imprensa, sob Chavez. E agora, cerca emissoras de TV. Passou anos defendendo a “volta à normalidade democrática”, e agora  aposta na instabilidade.

Não é exagero imaginar que, mantido o clima de confrontação que se vê hoje, a Venezuela possa caminhar para Guerra Civil. Seria mais um país rico em petróleo a enfrentar a instabilidade fomentada por Washigton.

Os chavistas cometeram erros nos últimos anos. Há muito o que se criticar na administração que agora está sob o comando de Maduro. Mas do outro lado há o fantasma de uma direita que parece não ter aprendido nada com a história.

O Brasil precisa agir, rapidamente. Não podemos aceitar a desestabilização de um país membro da UNASUL e do Mercosul. Os Estados Unidos e a extrema-direita venezuelana (não falo da direita civilizada, democrática, que tem todo direito de se opor ao chavismo, pela via institucional) vão cometer um grave erro, se apostarem que a Venezuela vai cair feito o Paraguai ou Honduras.

Maduro falou claramente: prepara-se um golpe de Estado na Venezuela. Maduro não é Chavez. Mas a multidão chavista tem força para resistir. E as Forças Armadas, ao contrário de 2002, estão livres dos golpistas.

Os próximos dias serão decisivos. Se Capriles não fizer um chamado consistente para a calma e a ordem, as consequeências podem ser dramáticas não só para a Venezuela, mas para toda a América do Sul.

11 horas atrás

Globo quer golpe na Venezuela

por Betho Flávio
 

Globo apóia Capriles e o golpe (alguma surpresa?)

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Chororô da Globo vira clamor por golpe

 

por Alexandre Haubrich, no Jornalismo B 

Nesta segunda-feira o Jornal Nacional, da Globo, abriu mão de noticiar o fato político mais importante do domingo para fazer coro com a direita golpista venezuelana e com o Departamento de Estado dos EUA. A vitória de Nicolás Maduro na disputa pela presidência da Venezuela foi deixada em segundo plano para o principal telejornal da Rede Globo noticiar o desrespeito da oposição venezuelana e do governo estadunidense aos resultados eleitorais e dar espaço e legitimidade a esse discurso.

A relevância da primeira vitória da Revolução Bolivariana na Venezuela sem Chávez não foi levada em conta pelos critérios da Rede Globo. A partir de quais critérios, já que os jornalísticos foram abandonados, foi feita a opção por destacar a posição dos derrotados?

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A divisão temporal da matéria de Delis Ortiz, enviada a Caracas, demonstra o olhar escolhido, o olhar do grupo político antichavista coordenado por Henrique Capriles. O texto já começa deixando claro de que a matéria vai falar: “A praça onde a oposição costuma se reunir amanheceu tranquila”. Então a repórter fala sobre a pequena diferença percentual e segue reproduzindo o discurso derrotado pelo povo e pelas urnas: “a oposição denunciou fraude em várias seções eleitorais e exigiu uma nova apuração dos votos. Henrique Capriles disse que a Venezuela tinha um presidente ilegítimo”. Em seguida mostra instantes da referida fala de Capriles. O tempo total dessa primeira parte da matéria, toda ela falando sobre a oposição, é de 40 segundos.

Finalmente, depois de todo esse tempo de matéria, a repórter fala algo sobre o lado vitorioso: “enquanto a oposição reclamava a recontagem dos votos, o porta-voz do governo, o ministro das Comunicações Ernesto Villegas, convocava a militância chavista para o ato de proclamação de Nicolás Maduro como presidente eleito da Venezuela. E a concentração foi aqui, em frente ao Conselho Nacional Eleitoral”. Essa fala dura 19 segundos. Apenas um minuto e dez segundos depois de iniciada a matéria o nome de Maduro é citado pela primeira vez.

O momento seguinte da reportagem fala sobre as “reações internacionais”, o que para o Jornal Nacional quer dizer o Brasil, obviamente, e os Estados Unidos. Sendo que estes últimos, segundo a própria matéria, “disseram que a auditoria das eleições presidenciais venezuelanas seria importante e necessária”. O total desse trecho é de 25 segundos. Nada sobre o que falaram Evo Morales, Rafael Correa, Cristina Kirchner…

Depois de um minuto e 47 segundos, a repórter resolve enfim noticiar o fato: “E Maduro foi proclamado presidente eleito da Venezuela”. Segue uma frase do presidente. Esse trecho dura 13 segundos.

Por fim, “Apesar do anúncio do Conselho Eleitoral, manifestantes fizeram protestos contra o resultado, e houve confrontos com a polícia”. São dez segundos nesse trecho de encerramento.

Desconstruindo, então, a reportagem:

– 40 segundos para o que a oposição, derrotada, disse sobre o resultado;

– 19 segundos noticiando a convocação para a proclamação do presidente eleito;

– 25 segundos para o posicionamento de Estados Unidos e Brasil a respeito do processo eleitoral;

– 13 segundos para a proclamação e o que disse Maduro;

– 10 segundos para o protesto “contra o resultado”.

Além disso:

– apenas depois de um minuto e dez segundos de matéria o nome do vencedor é citado pela primeira vez;

– apenas depois de um minuto e 47 segundos de matéria a proclamação de Maduro como presidente eleito foi noticiada.

A notícia passada pelo Jornal Nacional não foi, portanto, sobre a eleição na Venezuela, seu resultado, e as motivações e implicações deste. A matéria foi sobre o que disse a oposição – nacional e internacional – ao não reconhecer o resultado das urnas. A inversão da notícia é clara, o abandono do grande fato é flagrante, e a tomada do discurso da oposição como olhar principal é flagrante.

11 horas atrás

Uma garrafa de cachaça para comemorar a noticia da morte de Lacerda

por Betho Flávio
 

O jornalista e professor Clóvis Pacheco Filho conta como reagiu, em 1977, à notícia da morte de Carlos Lacerda.

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Lacerda, o Corvo

O Diário noticiou o pitoresco caso de um mineiro escocês que guardou uma garrafa de uísque durante vinte anos para enxugá-la na morte de Margaret Thatcher.

Foi curioso, mas não inovador.

No Brasil, o jornalista e professor Clóvis Pacheco Filho, conhecido na tribo do Diário como Prof, celebrou de uma forma semelhante a morte de Carlos Lacerda, o Corvo, um obstinado conspirador da direita.

Lacerda tanto fez que derrubou João Goulart, em 1964, com o auxílio dos generais treinados nos Estados Unidos, da CIA e da mídia.

Lamentavelmente, para ele, o golpe não funcionou. Lacerda sonhava virar presidente, derrubado Jango, mas os militares tinham outros planos. Lacerda morreria do coração em 1977. O Prof não ficou exatamente triste, como se pode ver pelo relato abaixo:

Em 1964 eu fiquei mais para lá do que para cá, por motivos óbvios. Acabei comprando uma garrafa de pinga vagabunda e a tomei, em casa, e amarrei uma bela bebedeira. Quando acordei, estava na jaula. Preso, como subversivo, sendo “de menor”…

Meu tio Clovis, o mais querido de toda a família, socialista e advogado, conseguiu fazer com que eu fosse liberado. E com o seu bom senso, por todos reconhecido, falou para mim que nós, oposicionistas, tínhamos de manter a cabeça fria, para reagir ao golpe do modo mais lógico e eficiente possível, e não ir facilmente em cana, como eu fui, levado de maca…

Perguntou de quem eu tinha mais raiva. “Do Lacerda? Pois quando esse canalha morrer, vamos tomar uma cachaça de cabeça, na minha casa!”, disse o tio Clovis. O alambique artesanal era dele.

Desgraçadamente, meu tio morreu alguns meses antes do Lacerda ir ter seu encontro com Belzebu…

E muitos dos amigos daquela ocasião – os tempos de antes do golpe – se perderam, pelos mais variados motivos. Alguns, pela morte. Outros, migrando. Outros simplesmente desistiram e se apagaram. E não foram poucos os que optaram pela adesão ao sistema, e ficaram mais realistas que o rei.

Bem, recebi em 1977 a notícia da morte de Lacerda.

Um garrafão da tal pinga, do alambique situado na chácara do tio, estava em minha casa, já empoeirado. “Coberto pela pátina do tempo”, para usar um de nossos preciosismos.

Reuni a turma do jornal – os que valiam a pena -, na ocasião o Diário Popular, e foi uma belíssima cachaçada, com bastante cerveja depois, torresmo, mortadela, queijo provolone…

E depois, dormimos todos, meio chumbados, na chácara  do colega que cedeu o espaço para nós, espalhados no chão, na camas que existiam, nas redes… E sem medo da cana chegar, que já era o tempo do Geisel e as prisões não se faziam com tanta facilidade.

O Corvo, além disso, ainda era persona non grata do regime, para provocar indignações fardadas. Mas nós não nos sentíamos como quem chuta cachorro morto, de modo algum! Chutávamos é a memória do filho duma puta que tumultuou vinte anos da vida brasileira, eterno inimigo da democracia.

Lamentei a falta do tio Clovis e de alguns amigo já mortos, de outros ausentes da cidade, e comemorei a ausência de outros filhos duma puta que aderiram, também. E muitos desses, hoje, são membros de governos do PT, depois de estágios na Arena e no PDS, do Maluf, e até do PSDB!

 

Do Diário do Centro do Mundo

11 horas atrás

Em países como Paquistão e Afeganistão, o horror é diário.

por Betho Flávio
 

O cotidiano no Afeganistão,11 crianças mortas por bombardeios da OTAN há  duas semanas. BL

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Você vai ver milhões de vezes as imagens da lastimável tragédia da Maratona de Boston.

As emissoras de televisão vão passar as cenas durante muitos dias, e novos detalhes trarão dor, choque e raiva.

O que ocorreu é um horror. É uma desgraça. É um absurdo.

Cada vítima tem que ser lamentada e para sempre lembrada nos esforços pela paz mundial.

E que as famílias encontrem forças para seguir adiante.

Mas não se esqueça das pessoas que, longe dos holofotes, longe de todos nós, vivem esta situação pavorosa não ocasionalmente – mas todos os dias.

As mortes lá se acumulam o tempo todo: crianças, mulheres, velhos.

Em países como o Paquistão e o Afeganistão, a morte é precedida pela visão aterrorizante de aviões não tripulados  que sobrevoam cidades e aldeias quase que ininterruptamente antes de soltar bombas que matam 50 civis para cada terrorista.

Lamente, lamente muito, os acontecimentos de ontem em Boston.

Mas reserve um pouco de sua justa indignação para os mortos invisíveis que estão tão longe de você e das emissoras de televisão.

É  possível que, se não fosse tanta a brutalidade vivida cotidianamente naquelas terras tão devastadas, não tivéssemos agora que nos amargurar com as imagens de Boston que veremos tantas vezes nestes dias.

Por DCM

11 horas atrás

Direita quer dar golpe na Venezuela, vão se dar mal como em 2002

por Betho Flávio
 

Carlos Garcia Rawlins: Venezuela's acting President and presidential candidate Nicolas Maduro (R) holds a painting of late Venezuelan president Hugo Chavez during a campaign rally in the state of Vargas April 9, 2013. Venezuelans will hold presidential elections on April 14. Ma

“Eles vão convocar uma greve geral, vão tentar trancar vias principais, convocar marchas para haver feridos ou mortos. Eles querem incentivar o ódio nas pessoas e conseguiram em alguns setores da classe média. Vão ser derrotados da mesma forma que em 2002. Sigo propondo a paz e convoco o povo a lutar em paz”, afirmou presidente eleito da Venezuela em coletiva no Palácio de Miraflores

 

 

Opera Mundi – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta segunda-feira (15/04) que setores da oposição estão provocando atos de desestabilização pelo país e revelou que há mais ações planejadas. Além disso, Maduro convocou a população para “combater em paz”, com “mobilizações em todo o país”. Enquanto o presidente dava declarações no Palácio de Miraflores, panelaços e episódios de violência foram registrados em diferentes partes da Venezuela.

“Eles vão convocar uma greve geral, vão tentar trancar vias principais, convocar marchas para haver feridos ou mortos. Trabalharemos corretamente com a sabedoria que nos dá nossa experiência. Eles querem incentivar o ódio nas pessoas e conseguiram em alguns setores da classe média. Vão ser derrotados da mesma forma que em 2002”, disse, em referência ao fracassado golpe de Estado contra Hugo Chávez.

Em coletiva de imprensa no Palácio de Miraflores, a primeira como presidente eleito da Venezuela, Maduro falou que “porta-vozes da direita” estão rompendo as leis da democracia com esse tipo de ação. “Estão mostrando a cara. Quando Julio Borges [deputado do Primeiro Justiça] diz que ‘chegou o momento da morte da revolução’, é um golpe de Estado”, ressaltou.

“Peço a você, venezuelano, venezuelana, para que não tenha ódio. Se quer pensar de forma diferente, pense, mas vamos trabalhar pela educação dos seus filhos, nas escolas, universidades. À classe trabalhadora também faço um chamado: pela primeira vez na história dessa república há um presidente dos trabalhadores”, sublinhou.

Mobilização

Diversos atos de violência foram registrados nesta segunda-feira na Venezuela. Casas do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) nos Estados de Táchira, Barinas e Anzoátegui foram incendiadas e as sedes dos canais VTV e Telesur em Caracas foram cercadas por pessoas identificadas com camisetas de Capriles. “Sigo propondo a paz e convoco o povo a lutar em paz, a se mobilizar amanhã (terça) em todo o país pela paz, mobilizações em todo o país, e na quarta-feira”, disse Maduro.

O presidente classificou o pedido de recontagem de todos os votos como um “capricho” da oposição. “Os caprichos da burguesia, em que parte do mundo se faz uma auditoria de 100% (…), em qual país do mundo se faz com 54%, nenhum. Aqui, nós fazemos por lei”, frisou.

“Você convocou a violência às ruas e você é responsável frente ao país (…) se houver mortos ou feridos, você é responsável”, disse Maduro a Capriles. O opositor convocou seus eleitores a protestar na ruas em frente às filiais regionais do CNE e, na quarta, perante sua sede em Caracas, para pressionar o governo por uma auditoria.

Integração latino-americana

Sobre o tema da integração da América Latina e Caribe, Maduro disse que ese proceso será acelerado em seu governo, por meio das relações bilaterais, trocas comerciais e a união da região. “A união mais do que a integração, a união do continente e desempenharemos o modesto papel que a história nos impõe”, anunciou.

“Aqui estamos construindo uma hegemoniía alternativa, coletiva e diversa”, disse o presidente, fazendo menção aos mecanismos de integração da região, como Alba, Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos).

Ele lembrou a participação de Chávez nos processos de integração da América Latina. “Chávez falava de uma União de Nações e Repúblicas, que era o sonho do nosso libertador Simón Bolívar”, afirmou.

12 horas atrás

Império busca “culpado” pelas explosões em Boston

por Betho Flávio
 

Continuam a surgir elementos na imprensa Americana que apontam para a possibilidade de conhecimento prévio pela parte das autoridades Norte-Americanas, o que, a ser confirmado, apontaria para a possibilidade de este ser mais um ‘false flag attack’, ou seja, um ataque perpetuado pelo governo Americano mas culpado em agentes exteriores que os verdadeiros responsáveis querem vilificar e oprimir. Os casos mais famosos de ataques ‘false flag’ foram o grande incêndio de Roma, perpetrado por Nero e culpado nos Cristãos, levando à opressão dos Cristãos, o incêndio do Reichstag, perpetrado pelos Nazis e culpado nos Comunistas, levando à opressão dos mesmos, e mais recentemente, os ataques às torres gémeas e ao Pentágono no dia 11 de Setembro de 2001, perpetrado pelo governo dos EUA e culpado nos Muçulmanos, justificando a opressão deste grupo que continua até aos dias de hoje.

 

‘PATRIOTAS CONSTITUCIONALISTAS’ NORTE AMERICANOS VÃO PROVAVELMENTE SER CULPADOS PELO BOMBARDEAMENTO DE BOSTON

A rua ensanguentada depois do ataque bombista na maratona de Boston que marca o 'Dia dos Patriotas', 15 de Abril, 2013

A rua ensanguentada depois do ataque bombista na maratona de Boston que marca o ‘Dia dos Patriota’, 15 de Abril, 2013

O ataque terrorista na maratona de Boston, que até agora resultou em três mortes e centenas de feridos, de 15 de Abril de 2013, aconteceu num dia muito particular. Na terceira segunda-feira do mês de Abril, todos os anos, a maratona de Boston celebra o começo da guerra revolucionária dos Estados Unidos da América de 1775, e mais precisamente, as batalhas de Lexington e Concord. Este dia chama-se o ‘Dia do Patriota’,Patriot’s Daymarcando assim a génese dos Estados Unidos da América.

Esta não é a primeira vez que ataques terroristas acontecem nos Estados Unidos no ‘Dia do Patriota’. A primeira instância parecida foi o cerco a Waco, onde faleceram 80 pessoas. Dois anos depois, 168 pessoas faleceram no ataque a um edifício do governo federal, o arqui-inimigo dos ‘patriotas constitucionalistas’ Norte-Americanos, no bombardeamento de Oklahoma.

O bombardeamento na maratona de Boston vem numa altura em que o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, ainda não tem apoio suficiente para a legislação que iria banir vários tipos de armas de fogo. O direito a possuir e ostentar armas é consagrado na segunda emenda da constituição dos Estados Unidos da América, e os maiores defensores do direito à posse de armas são precisamente os constitucionalistas, muitas vezes associados correctamente ou incorrectamente à extrema-direita nacionalista. Estes ‘patriotas’ defendem o direito de ter armas de fogo de forma a se poderem proteger contra o Governo Federal, que muitas vezes vêm como sendo como um opressor usurpador desonesto. Muitos defendem a formação de, ou efectivamente já incorporam, milícias civis que se vêm como a ultima linha de defesa contra a tirania nos EUA.

O debate relativo à posse de armas é central e recorrente na vida social e política dos EUA.

Se este último ataque no ‘Dia do Patriota’ for culpado nos patriotas e nos defensores da constituição, o exponente mais famosos destes ideias sendo o Tea Party, Obama poderia angariar apoio suficiente para finalmente passar as suas leis de controle de posse de armas, ou até mudar a constituição.

Uma manifestação do movimento 'Tea Party'

Uma manifestação do movimento ‘Tea Party’

 

João Silva Jordão

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