A elevação dos juros entre a marcha da insensatez e o puro oportunismo

por Nogueira Junior
 
A causa principal da moderada inflação brasileira de hoje não é de origem monetária, ou seja, não é do tipo que se pode combater eficazmente com o único instrumento da elevação da taxa de juros. 
J. Carlos de Assis, Carta Maior 
Tome cuidado com quem, diante de um problema complexo, alega que só tem um jeito de acabar com ele. Em geral, é o jeito errado. Em sua obra monumental, “The Great Wave” (A Grande Onda), que trata da evolução dos preços no mundo ocidental desde a Idade Média aos nossos dias, o historiador econômico David Fischer identifica sete tipos de inflação segundo a suas causas, aos quais, na lista abaixo, acrescento dois tipos especificamente brasileiros. São eles:

1. Expansão exagerada da oferta monetária.
2. Aumentos excepcionais de demanda agregada.
3. Contração da oferta/quebras de safras.
4. Inflação de custos/espiral salários-preços.
5. Aumentos de preços administrados.
6. Bolhas especulativas.
7. Expectativas.

A essas eu acrescento:

8. Inflação inercial.
9. Inflação de origem cambial.

É evidente que, num processo inflacionário aberto, muitas dessas causas atuam em conjunto. Numa situação de inflação moderada, porém, é perfeitamente possível identificar suas causas principais. E a causa principal da inflação brasileira hoje, moderada como é – alguns centésimos de ponto percentual eventualmente acima da margem superior da meta – não é de origem monetária, ou seja, não é do tipo que se pode combater eficazmente com o único instrumento da elevação da taxa de juros para criar desemprego e conter a demanda. Mais informações » 

8 horas atrás

Charge do Bessinha

por Nogueira Junior
 
 
8 horas atrás

“Tropa já chegou invadindo e metralhando”, diz ex-diretor do Carandiru

por Nogueira Junior
 
 
Agência Brasil 
“Em seu depoimento na tarde de desta segunda-feira 15 no Júri Popular do Massacre do Carandiru, Moacir dos Santos, então diretor da Divisão de Segurança e Disciplina da Casa de Detenção do presídio e substituto imediato do então diretor, José Ismael Pedrosa, disse que os policiais “chegaram metralhando” para conter a rebelião no Pavilhão 9, que deu início à chacina. 
“A tropa de choque entrou invadindo, não respeitando nem o Ubiratan [coronel Ubiratan Guimarães, comandante da Polícia Militar na época em que ocorreu o Massacre do Carandiru]”, disse, em depoimento no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. “Ele [Ubiratan] não deu ordem para isso, mas depois ele viu que não tinha mais jeito”. Segundo o diretor, Ubiratan não chegou nem a ficar dois minutos no Carandiru, pois foi atingido por um aparelho de TV que foi arremessada do pavilhão e teve que ser socorrido. Mais informações » 
8 horas atrás

Ministra pedirá federalização de crimes contra moradores de rua em Goiânia

por Nogueira Junior
 
 
Bruno Bocchini, Agência Brasil   “A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que pedirá a federalização de todo processo de denúncia, investigação e julgamento dos crimes praticados contra a população em situação de rua na cidade de Goiânia. Hoje (15), foi registrada mais uma morte, elevando para 28 o número de assassinatos de pessoas que vivem nas ruas da capital de Goiás, em menos de oito meses.

“Vou registrar junto ao procurador-geral da República um pedido de federalização, porque não basta federalizarmos nesse caso [apenas] a investigação. Não se trata de a Polícia Federal entrar ali para dar apoio ao estado. Trata-se de verificarmos se em Goiânia e em Goiás nós temos no tecido do estado o envolvimento de pessoas com crime”, disse a ministra, após participar de reunião com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.
“Não basta pensarmos em federalizarmos a investigação, nós precisamos que o inquérito seja federal. Nós precisamos que a denúncia seja por parte do Ministério Público Federal e que o julgamento seja pelas autoridades federais”, acrescentou.
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9 horas atrás

Não acredito no demônio. Só na intolerância da bancada evangélica

por Nogueira Junior
 
Representantes da bancada evangélica fazem ‘oração’ durante expediente em uma das Comissões do Congresso Nacional (Foto: aBR)

“Índio nasce índio, não tem como mudar. Negro nasce negro, não tem como mudar. Mas quem nasce homossexual pode mudar. Até a palavra ‘homossexual’ deveria ser abolida do dicionário, já que se nasce homem ou mulher.” 
Leonardo Sakamoto,  Blog do Sakamoto 
As frases são de Marco Feliciano (PSC-SP), indicado pelo seu partido como novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, e foram proferidas, em novembro do ano passado, durante audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família. Ele participava de um debate sobre uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que, desde 1999, proíbe profissionais de oferecerem tratamentos para “curar” homossexuais. É claro, era contra a resolução. 
Vamos deixar de lado o preconceito contra indígenas e negros, publicizado em mais de uma ocasião pelo indicado a novo presidente da Comissão de Direitos Humanos, e nos focar onde ele é mais contundente. 
A todo o momento, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros sofrem preconceito silencioso ou escancarado e são vítimas de violência psicológica e física. Vira e mexe são assassinados a paus, pedras, facas ou à mão nua. 
Muitas vezes os executores não são encontrados ou nem são procurados. Mas parte dos mentores encontram-se muito bem instalada no mais imponente dos prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Por trás da imunidade parlamentar, escondem-se entrincheirados covardes defensores da discriminação, do preconceito e da intolerância. Deputados e senadores que bradam indignados mediante a tentativa de aprovação da lei que criminaliza a homofobia. Supostos representantes dos interesses do Sobrenatural na Terra que afirmam lutar pelo direito de expressarem suas crenças.” Artigo Completo, ::AQUI:: 

9 horas atrás

“O povo de Minas sabe por que sua vida melhorou”

por Nogueira Junior
 
 
Ex-presidente Lula discursou nesta segunda-feira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, reduto do senador presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG); o petista recebeu o título de Cidadão Honorário em cerimônia organizada à tarde: “Não é o caso de fazer aqui o inventário completo de tudo o que o governo federal fez, na última década, pelo desenvolvimento econômico e social deste Estado. O povo de Minas, mais do que ninguém, sabe como e porque a sua vida melhorou” 
Brasil 247 / Instituto Lula 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta segunda-feira (15), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, na cerimônia em que recebeu o título de Cidadão Honorário do estado. Em sua fala, transmitida ao vivo pela TV Assembleia, o ex-presidente destacou a longa história de lutas do estado mineiro. 
Lula lembrou as greves do final dos anos 70, quando estádios de futebol mineiros ficavam lotados com trabalhadores em busca de melhores condições. “São mais de 35 anos de lutas e conquistas”, lembrou o ex-presidente, afirmando que não existe nenhuma região de Minas que ele não conheça direta ou indiretamente. 
O ex-presidente ressaltou ainda a importância da região mais pobre do estado mineiro, o Vale do Jequitinhonha, tantas vezes menosprezado. Ele afirmou que os programas sociais implantados pelo governo federal foram muito importantes para dar maior dignidade ao povo do Brasil e de Minas Gerais: “Os cidadãos de Minas Gerais sabem como sua vida melhorou”. Matéria Completa, ::AQUI:: 
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