Direita tenta novo golpe na Venezuela

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Maduro fala em risco de Golpe
Venezuela: a direita ataca nas ruas 
por Rodrigo Vianna

Barricada erguida por partidários de Capriles: democratas?

Interessa aos partidários de Henrique Capriles criar um clima de confrontação. Para os chavistas, o melhor seria aguentar provocações, sem permitir que a situação desande para a confrontação nas ruas. É isso o que me explica, por telefone, um amigo que conhece muito bem a Venezuela e o chavismo.

Acontece que falta combinar com os russos! Nas últimas horas, chegam notícias preocupantes sobre a beligerância na Venezuela. Tanto é que o próprio presidente decidiu falar claramente: prepara-se um Golpe de Estado no país, como em 2002.
  

Alguns dados:

– na noite de segunda para terça, a turma de Capriles atacou carros e prédios do Governo de Barinas (Estado onde nasceu Hugo Chavez); – cercou casas de autoridades, ateando fogo em algumas delas; – atacou centros de saúde onde se concentram médicos cubanos; – cercou a sede da VTV e da TeleSur – duas emissoras simpáticas ao chavismo; – atacou integrantes da Guarda Nacional que faziam segurança no bairro nobre de Altamira (Caracas), dominado por antichavistas. A impressão é de uma ação coordenada da direita. Os chavistas, há pouco, decidiram ir para as ruas, defender a sede da TeleSur e outros pontos estratégicos sob ataque da direita venezuelana. A tensão é enorme, e no momento em que escrevo os ataques de parte a parte tornam-se ainda mais violentos também nas redes sociais – inclusive com ameaças de morte contra um apresentador de TV chavista. Dias antes da eleição, o governo da Venezuela prendeu mercenários colombianos e salvadorenhos, que haviam entrado no país com armas e explosivos. As pistas indicam que os “rapazes” da CIA podem estar atuando na terra de Bolívar. Capriles não reconhece o governo eleito de Nicolás Maduro. Com a votação obtida (49% dos votos), ele poderia perfeitamente comandar uma oposição institucional, elegendo mais parlamentares no próximo pleito, e preparando-se para derrotar Maduro mais à frente – no voto. Mas o núcleo duro de Capriles parece ter escolhido o atalho do golpismo. Foi esse o caminho adotado em 2002 – quando derrubaram Chavez e colocaram no poder (por dois dias) Pedro Carmona – um líder empresarial que foi prontamente reconhecido como presidente pelo governo dos Estados Unidos (sem falar na imprensa brasileira, que comemorou o golpe). O DNA golpista parece atuar de novo. A turma de Capriles passou anos falando em riscos para a liberdade de imprensa, sob Chavez. E agora, cerca emissoras de TV. Passou anos defendendo a “volta à normalidade democrática”, e agora  aposta na instabilidade. Não é exagero imaginar que, mantido o clima de confrontação que se vê hoje, a Venezuela possa caminhar para Guerra Civil. Seria mais um país rico em petróleo a enfrentar a instabilidade fomentada por Washigton. Os chavistas cometeram erros nos últimos anos. Há muito o que se criticar na administração que agora está sob o comando de Maduro. Mas do outro lado há o fantasma de uma direita que parece não ter aprendido nada com a história. O Brasil precisa agir, rapidamente. Não podemos aceitar a desestabilização de um país membro da UNASUL e do Mercosul. Os Estados Unidos e a extrema-direita venezuelana (não falo da direita civilizada, democrática, que tem todo direito de se opor ao chavismo, pela via institucional) vão cometer um grave erro, se apostarem que a Venezuela vai cair feito o Paraguai ou Honduras. Maduro falou claramente: prepara-se um golpe de Estado na Venezuela. Maduro não é Chavez. Mas a multidão chavista tem força para resistir. E as Forças Armadas, ao contrário de 2002, estão livres dos golpistas. Os próximos dias serão decisivos. Se Capriles não fizer um chamado consistente para a calma e a ordem, as consequeências podem ser dramáticas não só para a Venezuela, mas para toda a América do Sul. 
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10 horas atrás

A elevação dos juros entre a marcha da insensatez e o puro oportunismo

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

A causa principal da moderada inflação brasileira de hoje não é de origem monetária, ou seja, não é do tipo que se pode combater eficazmente com o único instrumento da elevação da taxa de juros. J. Carlos de Assis, Carta Maior Tome cuidado com quem, diante de um problema complexo, alega que só tem um jeito de acabar com ele. Em geral, é o jeito errado. Em sua obra monumental, “The Great Wave” (A Grande Onda), que trata da evolução dos preços no mundo ocidental desde a Idade Média aos nossos dias, o historiador econômico David Fischer identifica sete tipos de inflação segundo a suas causas, aos quais, na lista abaixo, acrescento dois tipos especificamente brasileiros. São eles:

1. Expansão exagerada da oferta monetária.
2. Aumentos excepcionais de demanda agregada.
3. Contração da oferta/quebras de safras.
4. Inflação de custos/espiral salários-preços.
5. Aumentos de preços administrados.
6. Bolhas especulativas.
7. Expectativas.

A essas eu acrescento:

8. Inflação inercial.
9. Inflação de origem cambial.

É evidente que, num processo inflacionário aberto, muitas dessas causas atuam em conjunto. Numa situação de inflação moderada, porém, é perfeitamente possível identificar suas causas principais. E a causa principal da inflação brasileira hoje, moderada como é – alguns centésimos de ponto percentual eventualmente acima da margem superior da meta – não é de origem monetária, ou seja, não é do tipo que se pode combater eficazmente com o único instrumento da elevação da taxa de juros para criar desemprego e conter a demanda. Mais informações » 
Enviada por: Nogueira Junior 21:570 Comentários * Artigo / CrônicaEconomia   Do Blog BRASIL! BRASIL! 

10 horas atrás

Lula critica EUA por apoio à recontagem de votos na Venezuela

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff nesta segunda (15), em seminário do PT em Belo Horizonte (Foto: Pedro Triginelli/G1)

 ‘Vira e mexe os americanos cismam em contestar uma eleição’, disse. Em seminário do PT, ex-presidente pediu salva de palmas para Maduro.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira (15) o apoio dos Estados Unidos à recontagem de votos na eleição presidencial da Venezuela. O resultado, que deu vitória apertada a Nicolás Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez (1954-2013), foi contestado pelo candidato adversário, Henrique Capriles. 
Nesta segunda, a Casa Branca disse que uma auditoria seria um passo “importante, prudente e necessário para assegurar que todos os venezuelanos tenham confiança nestes resultados”. 
Durante um seminário do PT em Belo Horizonte, ao lado da presidente Dilma Rousseff, Lula disse que “vira e mexe os americanos cismam em contestar uma eleição”. 
“É muito engraçado porque, com todo respeito que eu tenho pelos americanos e, certamente, a diplomacia não permite que no exercício do mandato a gente diga todas as coisas que quer, mas como ex-presidente a gente pode dizer porque vira e mexe os americanos cismam em contestar uma eleição. […] Por que eles [americanos] não se preocupam um pouco com eles e deixam que a gente decida o nossso destino?”, alfinetou. 
Antes, Lula pediu uma salva de palmas para Maduro, pedido prontamente atendido pelos políticos e militantes petistas que lotaram auditório na região central da capital mineira. 
A auditoria nas eleições venezuelanas foi pedida pela oposição, após a vitória apertada de Maduro sobre Capriles, que pediu que o Conselho Nacional Eleitoral não proclame o chavista presidente antes da recontagem de votos. 
EUA e Venezuela mantinham uma relação de rivalidade desde a subida de Chávez ao poder, em 1998, e Maduro, como presidente interino após o afastamento e a morte de Chávez, continuou com o discurso anti-americano, apesar dos laços comerciais entre os dois países. 
Portal G1 De Recife – PE. Diógenes Afonsoàs 05:340 comentários    Do Blog TERRA BRASILIS.

10 horas atrás

Venezuela: a direita ataca nas ruas

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Do Escrivinhador – publicada terça-feira, 16/04/2013 às 00:05 e atualizada terça-feira, 16/04/2013 às 00:40    Barricada erguida por partidários de Capriles: democratas? 
por Rodrigo Vianna

Interessa aos partidários de Henrique Capriles criar um clima de confrontação. Para os chavistas, o melhor seria aguentar provocações, sem permitir que a situação desande para a confrontação nas ruas. É isso o que me explica, por telefone, um amigo que conhece muito bem a Venezuela e o chavismo.

Acontece que falta combinar com os russos! Nas últimas horas, chegam notícias preocupantes sobre a beligerância na Venezuela. Tanto é que o próprio presidente decidiu falar claramente: prepara-se um Golpe de Estado no país, como em 2002.
Alguns dados:

– na noite de segunda para terça, a turma de Capriles atacou carros e prédios do Governo de Barinas (Estado onde nasceu Hugo Chavez);
– cercou casas de autoridades, ateando fogo em algumas delas;
– atacou centros de saúde onde se concentram médicos cubanos;
– cercou a sede da VTV e da TeleSur – duas emissoras simpáticas ao chavismo;

– atacou integrantes da Guarda Nacional que faziam segurança no bairro nobre de Altamira (Caracas), dominado por antichavistas.

A impressão é de uma ação coordenada da direita.

Os chavistas, há pouco, decidiram ir para as ruas, defender a sede da TeleSur e outros pontos estratégicos sob ataque da direita venezuelana. A tensão é enorme, e no momento em que escrevo os ataques de parte a parte tornam-se ainda mais violentos também nas redes sociais – inclusive com ameaças de morte contra um apresentador de TV chavista.

Dias antes da eleição, o governo da Venezuela prendeu mercenários colombianos e salvadorenhos, que haviam entrado no país com armas e explosivos. As pistas indicam que os “rapazes” da CIA podem estar atuando na terra de Bolívar.

Capriles não reconhece o governo eleito de Nicolás Maduro. Com a votação obtida (49% dos votos), ele poderia perfeitamente comandar uma oposição institucional, elegendo mais parlamentares no próximo pleito, e preparando-se para derrotar Maduro mais à frente – no voto.

Mas o núcleo duro de Capriles parece ter escolhido o atalho do golpismo. Foi esse o caminho adotado em 2002 – quando derrubaram Chavez e colocaram no poder (por dois dias) Pedro Carmona – um líder empresarial que foi prontamente reconhecido como presidente pelo governo dos Estados Unidos (sem falar na imprensa brasileira, que comemorou o golpe).

O DNA golpista parece atuar de novo. A turma de Capriles passou anos falando em riscos para a liberdade de imprensa, sob Chavez. E agora, cerca emissoras de TV. Passou anos defendendo a “volta à normalidade democrática”, e agora  aposta na instabilidade.

Não é exagero imaginar que, mantido o clima de confrontação que se vê hoje, a Venezuela possa caminhar para Guerra Civil. Seria mais um país rico em petróleo a enfrentar a instabilidade fomentada por Washigton.

Os chavistas cometeram erros nos últimos anos. Há muito o que se criticar na administração que agora está sob o comando de Maduro. Mas do outro lado há o fantasma de uma direita que parece não ter aprendido nada com a história.

O Brasil precisa agir, rapidamente. Não podemos aceitar a desestabilização de um país membro da UNASUL e do Mercosul. Os Estados Unidos e a extrema-direita venezuelana (não falo da direita civilizada, democrática, que tem todo direito de se opor ao chavismo, pela via institucional) vão cometer um grave erro, se apostarem que a Venezuela vai cair feito o Paraguai ou Honduras.

Maduro falou claramente: prepara-se um golpe de Estado na Venezuela. Maduro não é Chavez. Mas a multidão chavista tem força para resistir. E as Forças Armadas, ao contrário de 2002, estão livres dos golpistas. 

Os próximos dias serão decisivos. Se Capriles não fizer um chamado consistente para a calma e a ordem, as consequeências podem ser dramáticas não só para a Venezuela, mas para toda a América do Sul.

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10 horas atrás

Dilma critica ‘pessimistas especializados’

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

 

Enviado por luisnassif, ter, 16/04/2013 – 07:44 
Do Estadão

Dilma diz que inflação está sob controle e faz crítica a ‘pessimistas especializados’

Presidente vai a Minas, reduto de Aécio, e afirma que ‘aqueles que fizeram racionamento em 2001 torcem para o Brasil dar errado’

Fernando Gallo e Aline Reskalla

BELO HORIZONTE – Fustigada por críticas à condução da economia, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 15, que o Brasil tem “pessimistas especializados” em criar ambiente negativo. Em evento do PT em Minas Gerais, reduto eleitoral do senador Aécio Neves, pré-candidato tucano ao Planalto, disse que aqueles que “fizeram racionamento em 2001 torcem para o Brasil dar errado”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fiador da presidente e do governo, disse que Dilma “não deixará que o tomate” – expoente máximo da inflação – “venha a quebrar a força da economia”.

A presidente assegurou que “a inflação está sob controle” e repetiu que o governo “não faz concessão” sobre a questão. Ela sustentou que pretende manter o nível de emprego e o aumento de renda da população. “Não fazemos concessão à inflação e sempre combatemos e combateremos a inflação, principalmente pelo mal que causa para trabalhadores e empresários. Corrói as rendas. Não abriremos mão desse controle”, afirmou Dilma, durante seminário sobre os dez anos de governo do PT no País.

No partido há um temor de que o aumento de preços possa vir a se transformar num problema eleitoral para o projeto de reeleição da presidente. “Repito: não fazemos concessão à inflação, mas para nós estabilidade não se confunde com recessão e nem desemprego, não se confunde com perda de direito dos trabalhadores. A construção da estabilidade fica mais forte com investimento e ampliação do consumo. Esse modelo é um modelo vitorioso”, disse ela.

A expectativa no mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central eleve os juros na sua próxima reunião como forma de combater a alta dos preços. Aécio, em recente entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, sustentou que a presidente é “leniente” com a inflação.

Dilma afirmou que há “pessimistas especializados” em “criar ambiente para aqueles que se beneficiam da incerteza e enriquecem no desequilíbrio”. Embora sem citá-los, referiu-se aos tucanos, justificando seus argumentos com base no racionamento de energia que o Brasil viveu em 2001. “Esses pessimistas especializados fizeram um racionamento de energia em 2001 e 2002. Eles vêm querendo que a gente passe por isso. Aliás, vêm querendo desde 2005. Essa é uma visão errada que torce pro Brasil dar errado. Porque o Brasil não deu certo quando eles eram dirigentes, e agora deu certo e dará certo.” Para Dilma, trata-se de gente “mais triste, menos lutadora”. Ela assegurou que “embora estejam querendo transformar os alimentos no tomate”, o índice de inflação da comida “está em queda”.

Título. Lula recebeu em BH o título de cidadão mineiro da Assembleia Legislativa. No evento que precedeu o encontro do PT, o ex-presidente afirmou que “o povo de Minas sabe mais do que ninguém por que e como sua vida melhorou”. Disse que os investimentos do governo federal no Estado desde 2003 foram “excepcionais”. Segundo ele, “os investimentos produtivos, as obras de infraestrutura e os programas sociais que o governo federal realizou em Minas contribuíram e muito para tornar mais digna a vida dos mineiros”. Lula sustentou ainda que a presidente Dilma – que nasceu em Belo Horizonte – está fazendo “mais e muito melhor”. Dilma, que havia agendado presença, acabou não comparecendo à homenagem ao padrinho e antecessor.

Na maior parte do discurso, o petista fez um histórico de sua relação com Minas.

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