Acervo Digital disponibiliza obra COMPLETA de Paulo Freire

por literatortura
 

Paulo Freire. Foto: Divulgação/Internet

 

Paulo Freire foi um dos principais nomes – se não o principal – ligado à educação brasileira, de toda a história desse país. Um homem que causou bastante discussão e trouxe ideias libertárias para a área. A importância de Freire não é muito relembrada fora da Acadêmia, mas, verdade seja dita: ainda há muito o que se estudar e, principalmente, aplicar o tratado pelo educador.

O Centro de Referência Paulo Freire, dedicado a preservar e divulgar a memória e o legado do educador, disponibiliza vídeos das aulas, conferências, palestras e entrevistas que ele deu em vida. A proposta tem como objetivo aumentar o acesso de pessoas interessadas na vida, obra e legado de Paulo Freire. Para os interessados em aprofundar os ensinamentos freirianos, o Centro de Referência também disponibiliza artigos e livros que podem ser baixados gratuitamente.

Educação como liberdade

Internacionalmente respeitado, os livros do educador foram traduzidos em mais de 20 línguas. No Brasil, tornou-se um clássico, obrigatório para qualquer estudante de pedagogia ou pesquisador em educação. Detentor de pelo menos 40 títulos honoris causa (concedidos por universidades a pessoas consideradas notáveis), Freire recebeu prêmios como Educação para a Paz (Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (Organização dos Estados Americanos, 1992).

“Defendo a educação desocultadora de verdades. Educando e educadores funcionando como sujeitos para desvendar o mundo”, dizia Freire. A educação como prática da liberdade, defendida por ele, enxerga o educando como sujeito da história, tendo o diálogo e a troca como traço essencial no desenvolvimento da consciência crítica. [retirado de portal.aprendiz]

Encontrei um problema bem chato no portal. Não consegui assistir os vídeos online. Por mais que tenha a opção “Visualizar em Qualidade”, ao clicar no vídeo, ele é baixado e não iniciado para assistirmos. Isso é um problema, logicamente, visto que a palestra que busquei tinha 400 mb’s. Mas, as outras opções estão perfeitas, principalmente os livros, que prometem ser uma ótima fonte de pesquisa para estudiosos da área e curiosos.

Para acessar o acervo!

*****

Gostou deste post? O Literatortura lançou uma revista com temática exclusivamente cultural, para que nossos leitores possam aproveitar de um conteúdo ainda mais aprofundado e qualificado! Não perca! Clique na imagem e assine!

_______________________________________________________________________________________________________

Gustavo Magnani, estudante de Letras da UFPR, proprietário do literatortura. Está revisando o primeiro livro, mas sente dificuldades hercúleas para escrever uma bio. [e, como pode-se notar, adora metalinguagem]

 

_______________________________________________________________________________________________________

 

6 horas atrás

Os 5 Poemas Mais Marcantes da Minha Infância | #ahoradopoema

por literatortura
 

 

Por Talles Azigon,

“Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.”

 

Era uma vez…

 Não, não, esse não é um post sobre conto de fadas, é sobre poesia mesmo. Um dia, fazendo a análise de um estudo sobre a leitura no Brasil, fiquei surpreendido com um dado interessante: a poesia estava entre os gêneros preferidos pelos pequenos, depois questionei-me o porquê do espanto, eu, como contador de história, vejo na prática a comprovação desse estudo ao unir histórias, poemas e músicas. A poesia é lúdica, sonora e por isso sempre foi amada por todas as idades, principalmente por mim.

Uma literatura especial para os pequenos só começou a ser pensada nos idos do século XVIII, na Europa, quando o conceito de criança estava sendo estabelecido e já existia uma preocupação pedagógica com novos métodos de ensino e conteúdos diferenciados para essa faixa etária; no Brasil, a literatura infantil ganha maior destaque e uma identidade nacional com, o hoje controverso Monteiro Lobato, ao publicar Narizinho arrebitado, em 1921, porém, antes dele um poeta já riscava versos especiais para a criança: Olavo Bilac.

Nessa minha seleção de 5 poemas que marcaram a minha infância, estão 2 poemas inesquecíveis de Cecília Meireles, que estão no trabalho Ou isto ou aquilo(1964,), livro que Cecília escreveu especialmente para as crianças; um poema de Olavo Bilac, um poema de Paulo Mendes Campos; e um de Martins D’Álvarez, Poeta cearense,  que não deve ser muito conhecido no Brasil, mas que marcou a infância de muito “pivete” cearense.

 

 

 

Ou Isto ou Aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles

———————————————

O Menino Azul

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

Cecília Meireles

 

 

 

—————————————–

A Preguiça

A preguiça ficou doente

Com preguiça de comer.

Preguiça não quis remédio

Com preguiça de beber.

 

Preguiça não sai de casa

Preguiça de Levantar!

Preguiça não se espreguiça

Preguiça de esticar.

 

Preguiça tem tal preguiça

De sarar e de viver,

Que preguiça só não morre

Com preguiça de morrer.

Martins D’ Álvarez

 

——————————————————-

A Boneca

Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: “É minha!”
—  “É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.

Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca …

Olavo Bilac

 

 

———————————————————————

Convite

Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.

Como a água do rio
que é água sempre nova.

Como cada dia
que é sempre um novo dia.

Vamos brincar de poesia?

 

José Paulo Paes

 

E você, quais os poemas que marcaram sua infância?

 

*****

Gostou deste post? O Literatortura lançou uma revista com temática exclusivamente cultural, para que nossos leitores possam aproveitar de um conteúdo ainda mais aprofundado e qualificado! Não perca! Clique na imagem e assine!

_______________________________________________________________________________________________________

 Talles Azigon ainda não enviou sua biografia, pois o editor do site é um tapado que esqueceu de solicitar. 

_____________________________________________________________________________________________________