TV Globo de cara nova!

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/

Por Altamiro Borges

Segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha, a TV Globo ganhará nova identidade visual a partir do dia 26 de abril, quando completará 48 anos de existência. “Hans Donner, que criou o logotipo da emissora há 39 anos e estava afastado da missão, retomou o projeto. E há um mês desenvolveu o novo símbolo, que, segundo ele, ‘será mais clean [limpo], ganhará vida e movimento’”. O próprio designer reconheceu que a marca ficou envelhecida, “castigada”, e que “está na hora de cuidar de meu filhote e adicionar vida”.

A nova cara da emissora, porém, não garante a retomada dos seus índices de audiência, que tem caído vertiginosamente nos últimos anos. Preocupada com sua contínua decadência, a TV Globo também tem promovido mudanças em várias áreas. Na semana passada, ela retirou da bancada do telejornal “Bom Dia SP” a apresentadora Carla Vilhena, o que causou constrangimento pela forma abrupta como a troca foi efetuada – segundo revelou o jornalista Marco Aurélio Mello, ex-editor da TV Globo, no blog DoLaDoDeLá.

A colunista Keila Jimenez, também da Folha, informa ainda que outras alterações estão em curso. Ela revela que “uma das novidades da programação da TV Globo em 2013, a contratação do ex-jogador Ronaldo como comentarista, fez a rede abrir concessões em suas normas internas. Se fosse um comentarista como outros do jornalismo esportivo do canal, Ronaldo não poderia protagonizar comerciais, pois a Globo não permite. O craque está atualmente no ar em seis campanhas publicitárias diferentes”.

Estas e outras mudanças visam aumentar as fortunas da famiglia Marinho. Os três herdeiros do império midiático passaram a figurar na última lista de bilionários do planeta da revista Forbes. Apesar da queda de audiência, a Rede Globo aumentou em 38% o seu lucro liquido no ano passado. Ele atingiu R$ 2,9 bilhões. Já o faturamento do grupo chegou a R$ 12,7 bilhões, um crescimento de 16% em relação ao ano anterior. A “nova cara” da emissora não visa melhorar a qualidade da programação, mas sim elevar seus altos lucros!

14 horas atrás

O rebelde desbocado

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://www.estadao.com.br Durante parte do século 20 o Uruguai desfrutou de uma imagem positiva que somente foi manchada nos tempos da ditadura e ressurgiu, um tanto desgastada, com o retorno da democracia depois de uma transição levada a cabo com perseverança e sem alarde. Foi a fase da reconquista e da volta paciente à normalidade; um […]
14 horas atrás

Lygia Fagundes Telles: “O século 22 será dos gays”

HOMORREALIDADE por Homorrealidade
 
   Publicado pelo ParouTudo   Prestes a completar 90 anos no próximo dia 19, Lygia Fagundes Telles, uma das maiores escritoras do Brasil, disse o que pensa sobre Daniela Mercury assumir sua homossexualidade.   “Sou super a favor de que o ser humano faça o que ele quiser, todo o mundo é livre, a vida é curta. E o século 22 vai ser o século dos gays, pode escrever isso aí”, afirmou Lygia ao jornal “O Globo”.   A autora do agraciado com o Prêmio Jabuti “As Meninas”, já tratou de lesbianidade em contos como “A Escolha” (1985) e no romance que virou duas vezes novela da Rede Globo, “Ciranda de Pedra” (1954).    
14 horas atrás

Três fins do mundo em apenas três meses

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
No Balaio do kotscho 
De vez em quando, ultimamente, fico até com receio de perder meu tempo escrevendo. O mundo já poderá ter acabado quando este texto chegar aos caros leitores. Quem vai ler? Sem falar na sempre iminente guerra nuclear das Coreias, o fim do mundo está onipresente no noticiário nacional, como se houvessem estabelecido uma programação prévia para não deixar o brasileiro respirar sossegado dois dias seguidos. PDF


Mal se termina de falar de uma crise e já aparece outra nas manchetes, sem que tenha dado tempo da anterior terminar. O ano mal começou, e já tivemos de volta as notícias alarmistas sobre os iminentes riscos de apagão de energia em razão da falta de chuvas nos reservatórios, ao mesmo tempo em que as enchentes em outros pontos do país provocavam novas tragédias. Imagens de reservatórios com pouca água e morros despencando eram acompanhadas de análises dos “especialistas” de sempre para quem o país, com este governo, não tem nenhum futuro, seja por falta ou excesso de chuvas. Nós brasileiros nem tivemos tempo de comemorar o recorde da safra de grãos, e já começaram as séries de reportagens sobre o colapso na infraestrutura, com estradas intransitáveis e congestionamentos nos portos. E assim fomos seguindo o ano de 2013, de agonia em agonia, até que sobreveio a grande crise do preço do tomate, a maior de todas, porque esta pode explodir ao mesmo tempo a inflação e os juros, levando o País à ruína completa. Em apenas três meses, ficamos novamente à beira do abismo. Esses problemas todos existem, é claro, e alguns são bastante sérios, como já mostramos aqui no Balaio, tornando mais difícil a recuperação da economia. O clima de catastrofismo, porém, vai além da realidade dos fatos e tem como pano de fundo a sucessão presidencial de 2014, ativada pela antecipação da campanha e pela ausência de candidatos competitivos para enfrentar a candidata do governo. Inconformados com os altos índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff, que nas atuais pesquisas lhe garantem a reeleição já no primeiro turno, setores da sociedade que se sentiram prejudicados com a queda de juros e tarifas, especuladores e rentistas, e todos os donos da grande mídia, aquela gente que não se conforma com medidas que visam a beneficiar a população de baixa renda, resolveram investir em outros campos, já que o cenário eleitoral não lhes dá muitas esperanças de voltarem ao poder tão cedo. Alguma coisa está fora de ordem e de lugar quando assistimos à ‘judicialização’ da política e à politização do judiciário, e os grandes protagonistas da cena brasileira se tornam o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que agora têm uma opinião formada sobre tudo e dão seus pitacos definitivos sobre qualquer assunto, mesmo quando não são chamados. Eles se consideram os últimos catões da República, os únicos e os últimos honestos num país em que ninguém mais presta, só eles. Estão sempre de cara amarrada, não se permitem um sorriso. São as próprias expressões do fim do mundo. Gurgel já decidiu que a nova distribuição dos royalties do petróleo só deverá valer a partir de 2016;  Barbosa comenta a indicação do polêmico deputado pastor Marco Feliciano para uma comissão da Câmara, como se tivesse alguma coisa a ver  com isso,  e ambos se dedicam com afinco para colocar logo na cadeia os condenados da Ação Penal 470, recusando sumariamente qualquer recurso dos advogados de defesa. Citado pelo ex-ministro José Dirceu numa história no mínimo muito malcontada, no episódio da sua indicação para o STF, o ministro Luiz Fux manda um assessor  responder que não vai polemizar com réus condenados. Na mesma semana, o procurador-geral Gurgel determina ao Ministério Público e à Polícia Federal investigações sobre o ex-presidente Lula, a partir de declarações feitas por Marcos Valério, após o réu ser condenado a mais de 40 anos de prisão. Princípios e valores variam conforme os interesses de ocasião. E tudo parece muito natural para a nossa imprensa. No mesmo momento em que Barbosa denuncia o “conluio” entre advogados e magistrados, o escritório de Sergio Bermudes, um dos mais caros do país, anuncia o patrocínio de uma festa de arromba para mais de 300 pessoas em seu apartamento de 800 metros quadrados, no Rio de Janeiro, para comemorar o aniversário de 60 anos do mesmo ministro Luiz Fux, cuja filha Marianna, candidata a uma vaga no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, trabalha com o anfitrião. A pedido da mãe do homenageado, diante da repercussão negativa do badalado regabofe, a festa foi cancelada, segundo os jornais deste sábado. Menos mal. Mas não faltarão, certamente, outras festas do gênero, por mais que isso irrite ou agrade Barbosa, recentemente homenageado no Copacabana Palace pelos mesmos donos da mídia que publicam artigos de Marianna Fux e louvam seu pai, para congregar os comensais dos dois lados do balcão da Casa Grande, que podem perder as eleições e a vergonha, mas nunca perdem a pose nem o poder. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Este é o mundo deles, com ou sem perucas, e o resto que se dane, como costumam dizer, desde os tempos dos bailes da Ilha Fiscal. 
SINTONIA FINA – @riltonsp 
14 horas atrás

Por que a “infância perdida” é menos importante que a vida de um jovem do Belém?

DE OLHO NO DISCURSO por Daniel Dantas Lemos
 
Por Gerson Carneiro
No Facebook

Há cerca de um mês o jornalista Luiz Carlos Azenha apresentou uma série de reportagens chamada “Infância Perdida”. Sobre pedofilia praticada por poderosos protegidos até pela Justiça. Dentre eles, membros do Poder Judiciário, e até do Conselho Tutelar, médicos e empresários. 

Não houve repercussão alguma na imprensa, nenhum autoridade, nenhum político, nenhuma igreja tomou conhecimento. Não houve apelo e nem mobilização no sentido de socorrer as crianças violentadas.

Mas um jovem de sobrenome Deppman, morador do bairro Belém, como tantos outros, foi assassinado na cidade de São Paulo, por um outro jovem de sobrenome que ignoro porque não encontrei divulgado, morador da favela Nelson Cruz. 

Daí pra frente é a repetição dos discursos radiciais que ecoam todas as vezes em que a vítima da criminalidade não é pobre e negra.

Tom Cavalcante pelo twitter pediu às autoridades do País que tomassem uma providência.

Geraldo Alckmin oportunamente saltou na tela propondo redução da maioridade penal. E rapidamente a imprensa encampou a proposta populista e irresponsável.

Minha indignação é contra o reducionismo e seletividade midiáticos sobre o tema. 

Quero lembrá-los que o Brasil não se resume ao bairro Belém em São Paulo. E a pedofilia denunciada na séria acima citada não é praticada por menores.
Há cerca de um mês o jornalista @[100002685859144:2048:Luiz Carlos Azenha] apresentou uma série de reportagens chamada "Infância Perdida". Sobre pedofilia praticada por poderosos protegidos até pela Justiça. Dentre eles, membros do Poder Judiciário, e até do Conselho Tutelar, médicos e empresários. 

Não houve repercussão alguma na imprensa, nenhum autoridade, nenhum político, nenhuma igreja tomou conhecimento. Não houve apelo e nem mobilização no sentido de socorrer as crianças violentadas.

Mas um jovem de sobrenome Deppman, morador do bairro Belém, como tantos outros, foi assassinado na cidade de São Paulo, por um outro jovem de sobrenome que ignoro porque não encontrei divulgado, morador da  favela Nelson Cruz. 

Daí pra frente é a repetição dos discursos radiciais que ecoam todas as vezes em que a vítima da criminalidade não é pobre e negra.

Tom Cavalcante pelo twitter pediu às autoridades do País que tomassem uma providência.

Geraldo Alckmin oportunamente saltou na tela propondo redução da maioridade penal. E rapidamente a imprensa encampou a proposta populista e irresponsável.

Minha indignação é contra o reducionismo e seletividade midiáticos sobre o tema. 

Quero lembrá-los que o Brasil não se resume ao bairro Belém em São Paulo. E a pedofilia denunciada na séria acima citada não é praticada por menores. 

14 horas atrás

Aposentadoria: você já começou a pensar nisso?

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://www.diariodepernambuco.com.br Você pensa na aposentadoria? Se planeja para ter renda suficiente quando deixar o batente? O estudo do banco HSBC – O futuro da aposentadoria – Uma nova realidade – feito em 15 países, revela que o brasileiro estima viver 23 anos após se aposentar, mas reconhece que só terá recursos para se sustentar por […]
14 horas atrás

Ivete: ‘Vivo em um ambiente que tem mais gente homossexual do que heterossexual’

HOMORREALIDADE por Homorrealidade
 
 
Publicado pela Quem 

Depois de soltar a voz no Axé Brasil, micareta em Belo Horizonte (MG), Ivete Sangalo conversou com fãs e imprensa em uma coletiva na noite de sábado (13), no estádio do Mineirão. 

“Este festival é em Minas e apóia o crescimento dos artistas da Bahia. Desde dos tempos de banda Eva, eu vim muito para cá. Me sinto madrinha do festival”, disse. 

Durante a coletiva de imprensa, Ivete foi questionada sobre as polêmicas declarações de Marco Feliciano sobre os gays e o fato da cantora Daniela Mercury ter assumido um relacionamento homossexual. “Avalio o momento como… um momento que a gente precisa ter. Pra mim, isso é tão orgânico. Vivo em um ambiente que tem mais gente homossexual do que pessoas heterosexuais.” 

“O jeito é ser feliz para ser feliz com os outros. Desde o início da minha carreira, quis ser eu mesma e não uma personagem. Se eu não fosse, estaria presa para manter isso. Então, seria uma condenação. Acho que é uma condenação as pessoas não poderem se assumir e fingirem ser héteros. Você tem que respeitar o próximo e as escolhas dele.” 

14 horas atrás

Fux precisa ter vergonha na cara

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 

Fux cancela festa de arromba paga por advogado

:
  O povo brasileiro espera que esse engomadinho ao menos tome vergonha na cara e tenha por suspeito para julgar a ação sobre os royalties de petróleo. Aliás, não é só FUX que precisa de vergonha na cara, Joaquim, Marcos Aurélio, Gilmar Mendes e Celso de Melo precisam também ter.Dói saber  que esse tipo de gente condenou inocentes.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, terá que comemorar seus 60 anos de forma mais comedida e discreta. O banquete para mais de 300 convidados, que seria pago pelo advogado Sergio Bermudes, que emprega sua filha Mariana, em seu escritório, foi cancelado diante da repercussão negativa. Ao 247, Bermudes afirmou que pagaria a festa do seu próprio bolso, mas disse que isso não afetaria também eventuais processos de seu interesse julgados por Fux. Bermudes condenou ainda as “leviandades” do ministro Joaquim Barbosa, que tem criticado o que chama de “conluio” entre advogados e juízes.
  Fux decidiu cancelar o evento depois que sua mãe, Lucy, teve uma crise de hipertensão ao ver seu filho e sua neta expostos no noticiário. Além disso, o jantar causou constrangimento no Supremo Tribunal Federal. Especialmente, porque seria também uma oportunidade para que Mariana, filha de Fux, fizesse campanha para se tornar desembargadora no Rio de Janeiro. Leia, abaixo, notícia anterior do 247 sobre o caso:

  Bermudes ao 247: “Pago do meu bolso festa de Fux”     Advogado carioca Sergio Bermudes, que oferecerá festa para centenas de convidados no aniversário de 60 anos de Luiz Fux, e também emprega em seu escritório sua filha Mariana, rechaça a insinuação de que tenha alguma relação privilegiada com o ministro do Supremo Tribunal Federal; sobre a afirmação de Joaquim Barbosa sobre “conluio” entre advogados e juízes, ele foi enfático: “é mais uma das leviandades do ministro Barbosa”; ele afirma que, apesar da festa, Fux terá “total isenção” para votar em causas do seu escritório no STF       247 – Recentemente, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, afirmou, numa reunião do Conselho Nacional de Justiça, que um dos grandes problemas do Judiciário é o “conluio” entre advogados e juízes. Segundo Barbosa, haveria relações promíscuas entre membros da comunidade forense, contaminando a lisura de decisões judiciais.     Hoje, em sua coluna na Folha de S. Paulo, a jornalista Mônica Bergamo, dá uma nota sobre algo que Barbosa chamaria de “conluio” se o personagem envolvido não fosse o ministro Luiz Fux, um dos seus principais aliados no julgamento da Ação Penal 470, do chamado mensalão. Segundo Mônica Bergamo, o advogado Sergio Bermudes, que emprega em seu escritório Mariana Fux, filha de Luiz Fux e candidata a uma vaga de desembargadora, oferecerá uma festa para mais de 200 convidados em sua residência no próximo dia 26, data do aniversário de 60 anos do ministro. Entre os convidados, estão o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.     Procurado pelo 247, Bermudes falou sobre a festa e suas relações com Fux. “Eu vou pagar a festa do meu bolso e a Receita Federal sabe que, depois de 42 anos de trabalho, tenho condições para isso”, disse ele. Bermudes diz ainda que não tem qualquer influência sobre decisões do ministro. “Ele é meu amigo há 40 anos, já foi meu aluno e tem total isenção para votar em qualquer causa do escritório que chegue ao STF”. Bermudes diz ainda que se algum cliente procurá-lo buscando influência será expulso da sala. “Eu considero isso um insulto”.     Bermudes diz ainda que a filha de Fux, Mariana, tem totais condições de se tornar desembargadora. “Parto do pressuposto de que todos os advogados do escritório têm cabedal jurídico para assumir posições importantes no Judiciário”.        Em seu escritório, Bermudes emprega também Guiomar Mendes, que é esposa do ministro Gilmar Mendes. Por isso mesmo, ele faz questão de rechaçar as insinuações de que mantenha “conluio” com integrantes do Poder Judiciário. “Essa é mais uma das leviandades do ministro Joaquim Barbosa”, diz ele. “Membros da comunidade forense se relacionam entre si. Juízes se relacionam com advogados e não com veterinários”.   O advogado afirma ainda que Fux só deverá se declarar impedido em causas de seu escritório, caso sua filha assine a petição ou se ele, Bermudes, for parte numa eventual ação. “Como somos amigos, ele ficaria impedido; mas isso não o impede de decidir em ações de clientes, seja contra, seja a favor”.     Tanto Fux como Barbosa foram procurados pela reportagem do 247 para que se expressassem sobre a relação com o escritório de Bermudes. Nenhum dos dois quis se pronunciar. Brasil 247 

14 horas atrás

Maracutaia no ninho tucano

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
Operação revela elo entre chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin e suspeito de chefiar fraudes

  
 
  Deflagrada na semana passada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público para apurar fraudes em licitações em 78 prefeituras do interior paulista, a Operação Fratelli revelou uma estreita ligação entre Edson Aparecido (PSDB), hoje chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), e Olívio Scamatti, dono de empreiteira preso na terça-feira sob suspeita de chefiar o esquema.

Assessor que trabalhou durante oito anos com Aparecido, Osvaldo Ferreira Filho, conhecido como Osvaldinho, também está entre as 13 pessoas da região de São José do Rio Preto, no noroeste do Estado, presas pela operação. O ex-auxiliar do número dois de Alckmin é apontado como o elo entre a Demop, empreiteira de Scamatti que está no centro do escândalo, e as prefeituras.

Segundo consta dos autos da operação, Osvaldinho também “manteria estreito contato com alta autoridade do governo do Estado, o que facilitaria a atuação do grupo apontado como criminoso para a liberação de recursos”.

O próprio Aparecido foi flagrado em conversas telefônicas com o empreiteiro. Elas ocorreram em 2010, quando exercia o mandato de deputado federal pelo PSDB. Em uma dessas conversas, o parlamentar tucano faz um alerta para o dono da Demop.

Segundo relatório dos investigadores, Aparecido fala de problemas em um asfaltamento mal feito na cidade de Auriflama, administrada na ocasião por um aliado do parlamentar, o prefeito José Jacinto Alves Filho, o Zé Prego. Aparecido pede ao empreiteiro que mande máquinas ao local para que o prefeito as fotografe e envie ao Ministério Público, a fim de mostrar que providências já estariam sendo tomadas.

Ainda segundo os investigadores, Aparecido conclui na conversa gravada: “Se abrir processo, a região inteira contamina” (sic).

A Demop atua em quase todas as cidades do noroeste paulista. Boa parte das licitações que renderam contratos com prefeituras para a empreiteira está sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público.

Doadora e assessor. 
 Aparecido não é alvo direito da investigação em curso. Ele apareceu nos grampos da operação porque mantinha contato telefônico com o dono da empreiteira e com o seu ex-auxiliar.

A Demop foi doadora da campanha em 2006 do agora chefe da Casa Civil do Estado. A empreiteira fez dois repasses ao tucano, um de R$ 42,4 mil, outro de R$ 49,2 mil, totalizando R$ 91,6 mil.

Osvaldinho foi assessor de Aparecido na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

O assessor chegou a representar o tucano quando este era deputado estadual, na primeira metade da década de 2000, em uma reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Batalha e na assinatura de um convênio da secretaria estadual de Habitação com a cidade de Votuporanga para a realização do asfaltamento de uma avenida local.

Segundo Aparecido, o antigo aliado se desligou de seu gabinete em 2010, “talvez um pouquinho antes, para tocar a vida”.

O chefe da Casa Civil de Alckmin admite contatos com o empreiteiro apontado como chefe do esquema de fraudes em licitações, mas afirma que ele “nunca solicitou nada que indicasse qualquer irregularidade”. Aparecido ressalta que as doações de campanha foram registradas e diz confiar na inocência do ex-assessor. “Ele (Osvaldinho) vai responder à altura”, afirmou o tucano 
Os investigadores afirmam que Osvaldinho, que hoje é dono de uma pequena empresa de logística, mantinha “contatos em prefeituras para tratar da montagem de licitações”. Ele definia, dizem os autos, as empresas que seriam convidadas para concorrer a contratos. Também apontava “convênios cujas verbas seriam empregadas em licitações fraudadas”. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo      

14 horas atrás

Governo desconhece tamanho da frota ou gasto com veículos oficiais

APOSENTADOS SOLTE O VERBO por ASOV – Aposentado! Solte o Verbo…
 
http://www.correiobraziliense.com.br/ O silêncio condescendente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) após o secretário executivo da pasta, Alessandro Teixeira, ter sido flagrado utilizando veículo oficial para ir malhar numa academia expõe a farra dos “carros pretos” na Esplanada. Levantamento realizado pelo Correio, excluindo três ministérios (Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores e Trabalho e […]
15 horas atrás

Tucanos de SP esbanjam em publicidade

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Altamiro Borges

Sem maior estardalhaço, o jornal Estadão divulgou na semana passada os gastos em publicidade dos governadores tucanos José Serra e Geraldo Alckmin. Segundo reportagem de Fernando Gallo, feita com base na Lei de Acesso à Informação, de 2003 a 2012 o governo paulista gastou R$ 2,44 bilhões com propaganda. Enquanto a administração direta desembolsou R$ 1,2 bilhão, as cinco principais empresas estatais de São Paulo gastaram R$ 1,24 bilhão – em valores atualizados pela inflação.

“Somados, os gastos com publicidade do governo paulista nesses dez anos somaram, portanto, R$ 2,44 bilhões. No período, o Estado foi governado por Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB. Com o valor gasto em propaganda, seria possível construir mais da metade da segunda fase da linha 5 do metrô, que vai ligar o Largo Treze à Chácara Klabin, ou custear o Instituto do Câncer por sete anos. O valor gasto com publicidade também equivale a 33 vezes o orçamento da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência”.

O Estadão ainda observa que o pico dos gastos ocorreu em 2009, quando Serra e Alckmin já se preparavam para enfrentar as eleições para a presidência e o governo estadual, respectivamente. Neste ano, estatais como Sabesp, Metrô, CPTM, CDHU e Dersa gastaram um total de R$ 340,6 milhões. “O valor é quase igual aos R$ 345,9 milhões que as cinco estatais gastaram em todos os seis anos anteriores, no período 2003-2008 – em 2008, por exemplo, elas despenderam R$ 110 milhões; em 2007, R$ 48 milhões”.

“Em 2009, quando o PSDB articulava a candidatura do então governador Serra a presidente, Metrô e CPTM fizeram fortes campanhas de marketing sobre a expansão de linhas e a compra de novos trens. A Dersa investiu na publicidade do Rodoanel e da Nova Marginal. A Sabesp criou campanhas sobre o projeto Tietê e o uso responsável da água”. O jornalão da famiglia Mesquita, que sempre dá apoio explícito aos tucanos, só não diz que parte desta propaganda foi falsa. Ele também não revela quem recebeu a grana de publicidade! Quanto será que o Estadão embolsou?

16 horas atrás

DE QUEM É A MÃO QUE COMANDA A MÍDIA?

BOILERDO por Betho Flávio
 

 

A MÃO ÚNICA QUE COMANDA A MÍDIA

mão

Nunca antes, na história deste País, houve uma coincidência tão grande entre capas de revistas e manchetes de jornais; essa sintonia ocorre às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária e tem dois objetivos paralelos: arrancar juros maiores do governo e desgastar a presidente Dilma; quem seriam os articuladores? FHC? Roberto Setubal?

 

247 – Há quem acredite em coincidências. E na hipótese de que, ao longo desta semana, os editores das revistas Época e Veja tenham tido a mesma inspiração. A capa seria dedicada ao tema inflação e não haveria nada melhor para sinalizar a escolha do que o tomate. Nos dois casos, a mesma piadinha: a de que a presidente Dilma Rousseff teria “pisado no tomate”.

Assim como nas revistas semanais, coincidências também ocorreriam nos principais jornais do País, que, num mesmo dia, seriam capazes de produzir manchetes idênticas, sobre o estouro da meta inflacionária e a necessidade de juros maiores. Aconteceu com Globo, Estado e Folha na semana passada.

No entanto, deve-se desconfiar de tâoamanha sintonia entre veículos de comunicação, que, não por acaso, ganharam o carimbo de PIG, Partido da Imprensa Golpista. Por que, afinal, escolhas tão idênticas e manchetes tão afins num mundo de múltiplos acontecimentos? Haveria alguma articulação? Um ponto de contato entre seus editores? Uma construção de consensos artificiais no processo de formação da opinião pública? Ou será que tudo acontece mesmo por acaso?

Seja como for, a sintonia entre os meios de comunicação acontece num momento emblemático. Dentro de 48 horas, técnicos do Banco Central começam a discutir a política monetária e qual será a próxima taxa Selic, hoje fixada em 7,25%. Seja em Época, Veja, nos jornais, como no editorial do Globo deste domingo, ou na voz de lobistas do sistema financeiro, como Maílson da Nóbrega, Alexandre Schwartsman e Ilan Goldfajn, o que se pede, com todas as letras, é uma dose forte de juros, cujos efeitos serviriam muito mais para realimentar a especulação financeira do que para baixar o preço do tomate, que subiu em razão de secas e já está em queda acentuada.

Diante de tudo isso, é de se perguntar: de quem é a mão que balança o berço da mídia? Será Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, que tem se mostrado como maior antagonista da política de juros baixos? Ou, quem sabe, Fernando Henrique Cardoso, que manteve sua interlocução privilegiada com os magnatas da mídia brasileira nos últimos anos?

Neste fim de semana, tanto Veja como Época também tiveram a ideia de comparar Dilma a Margaret Thacther. Sobre a presidente brasileira, diz Veja que ela “esnoba o capital externo, demoniza o lucro e muda as regras do jogo toda hora” (alguém pensou em Roberto Setubal, que disse o mesmo ao Financial Times?)

Há uma mão invisível no noticiário. Só falta descobrir a quem pertence.

16 horas atrás

FHC e o “jeitinho” do PSDB

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Altamiro Borges

Nas três últimas eleições presidenciais, o PSDB fez de tudo para esconder o rejeitado FHC. Ele sumiu dos palanques e quase foi rifado nos programas de rádio e tevê. O truque covarde não deu certo e, agora, o partido resolveu ressuscitar o ex-presidente. A nova propaganda estadual da legenda em São Paulo teve novamente como estrela o “guru” dos tucanos. Azar da sigla! Arrogante, FHC se jactou do seu triste reinado, disse que a marca do seu governo foi a honestidade e disparou: “[Com o PSDB] não tem jeitinho, tem trabalho”.

Já que ele voltou a tagarelar sobre honestidade, não custa lembrar as inúmeras maracutaias dos seus oitos anos de governo. Os casos citados ilustram bem qual é o “jeitinho” do PSDB, que a mídia demotucana insiste em blindar.

Denúncias abafadas: Já no início do seu primeiro mandato, em 19 de janeiro de 1995, FHC fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. Ele extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, criada por Itamar Franco e formada por representantes da sociedade civil, que visava combater o desvio de recursos públicos. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, ele criou a Controladoria-Geral da União, mas este órgão se notabilizou exatamente por abafar denúncias.

Caso Sivam. Também no início do seu primeiro mandato, surgiram denúncias de tráfico de influência e corrupção no contrato de execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam). O escândalo derrubou o brigadeiro Mauro Gandra e serviu para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Ele foi nomeado embaixador junto à FAO, em Roma, “um exílio dourado”. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia da estadunidense Raytheon, foi extinta por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.

Pasta Rosa. Em fevereiro de 1996, a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente os processos da pasta rosa. Era uma alusão à pasta com documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de políticos da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o procurador-geral, Geraldo Brindeiro, ficou conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”.

Compra de votos. A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denúncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Eles foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o e impedido a constituição de uma CPI.

Vale do Rio Doce. Apesar da mobilização da sociedade em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas estimavam seu preço em ao menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses nacionais. Ela detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, com navios, portos e ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa equivale hoje ao lucro trimestral da CVRD.

Privatização da Telebras. O jogo de cartas marcadas da privatização do sistema de telecomunicações envolveu diretamente o nome de FHC, citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades tucanas. As fitas mostraram que informações privilegiadas foram repassadas aos “queridinhos” de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas privadas pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos dois anos e meio anteriores à “venda”, o governo investiu na infra-estrutura do setor mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio. Uma verdadeira rapinagem contra o Brasil e que o governo FHC impediu que fosse investigada.

Ex-caixa de FHC. A privatização do sistema Telebrás foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa das campanhas de FHC e do senador José Serra e ex-diretor do Banco do Brasil, foi acusado de cobrar R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. Grampos do BNDES também flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do banco, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão. Além de “vender” o patrimônio público, o BNDES destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle das estatais privatizadas. Em uma das diversas operações, ele injetou 686,8 milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

Juiz Lalau. A escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo levou para o ralo R$ 169 milhões. O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só apareceram em 2000. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT, e para cassar o mandato do senador Luiz Estevão, dois dos principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo surgiram no emaranhado das denúncias. O pior é que FHC, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”.

Farra do Proer. O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para ele, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC.

Desvalorização do real. De forma eleitoreira, FHC segurou a paridade entre o real e o dólar apenas para assegurar a sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões de dólares das reservas do país. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou uma lista com o nome de 24 bancos que lucraram com a mudança e de outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas. Há indícios da existência de um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à turma de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1,6 bilhão de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado.

Sudam e Sudene. De 1994 a 1999, houve uma orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Ao invés de desbaratar a corrupção e pôr os culpados na cadeia, FHC extinguiu o órgão. Já na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos do Fundo de Investimentos do Nordeste foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC extinguiu a Sudene, em vez de colocar os culpados na cadeia.

16 horas atrás

Registro de ‘Carta de amor’ reitera vícios e virtudes de Bethânia em cena

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Resenha de show – Gravação de DVD
Título: Carta de amor
Artista: Maria Bethânia (em foto de Mauro Ferreira)
Local:  Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 13 de abril de 2013
Cotação: * * * 1/2

Por ter tido sua temporada interrompida ainda no início por conta da morte da mãe de Maria Bethânia, Claudionor Vianna Telles Velloso (16 de setembro 1907 – 25 de dezembro de 2012), a popular Dona Canô, o show Carta de amor está sendo registrado ao vivo, para edição de CD e/ou DVD,  com pouco tempo de estrada. Por isso mesmo, o show está sendo captado – em apresentações agendadas para 13 e 14 de abril de 2013 na mesma casa carioca, Vivo Rio, em que o espetáculo estreou em 18 de novembro de 2012 – com poucas modificações no roteiro orquestrado pelo maestro mineiro Wagner Tiso com devoção à  personalidade e ao universo de Bethânia. As únicas mudanças foram no segundo bis. Saíram …E o mundo não se acabou (Assis Valente, 1938) e Ela desatinou (Chico Buarque, 1968) – músicas que até tinham certo frescor na voz da cantora, embora ambas já tivessem sido interpretadas pela artista em shows dos anos 70 – para dar lugar às batidas Explode coração (Gonzaguinha, 1978) e O que é o que é (Gonzaguinha, 1982). Cantada a capella, em número de 1990 já refeito no show Amor, festa, devoção (2009), Explode coração gerou momento de ovação, fazendo com que a intérprete fosse entusiasticamente aplaudidas por súditos abduzidos pela força magnética da artista. Entronizada instantaneamente no posto de  uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, tão logo deu seu grito de guerra (Pega, mata, come!) no palco do espetáculo Opinião em fevereiro de 1965, Maria Bethânia já está acima do bem e do mal para fãs passionais que se alimentam de seu mel. Contudo, no primeiro dos dois dias de sua gravação ao vivo, Carta de amor reiterou os vícios e as virtudes do show e da cantora. Desta vez, o conceito que amalgama as músicas do roteiro é mais fluido, sobretudo no primeiro ato. Em Carta de amor, Bethânia por vezes apenas reescreve canções e momentos de sua longa trajetória sem toda a carga dramática de tempos idos. Os (profícuos) tempos atuais são mais serenos, mais sertanejos, mais leves. A propósito, a canção ruralista Estado de poesia, do compositor paraibano Chico César, se confirmou linda, inebriante. Dora (Dorival Caymmi, 1945) também continua majestosa na pisada percussiva do maracatu, marcada com vigor pelos músicos Marcelo Costa (percussão) e Pantico Rocha (bateria). No fim do primeiro ato, Quem me leva os meus fantasmas (Pedro Abrunhosa, 2007) – música inédita na voz de Bethânia – ainda evoca o espírito sagrado da cantora mais enigmática, mais intensa e mais dramática de outrora. A cantora que às vezes sai do tom e do ritmo sem perder a pose e o rebolado, ao qual recorreu no esfuziante medley de sambas-de-roda que agita o segundo ato. A cantora que se atrapalhou com a letra de Fogueira (Ângela Ro Ro, 1983), mas que, em contrapartida, já pareceu mais à vontade com os versos e a métrica de Não enche (Caetano Veloso, 1997) – até então o número mais problemático do show – na apresentação de 13 de abril de 2013. A cantora-divindade que se sabe senhora da cena e, por isso, se deu ao luxo de soltar um sonoro Eparrei! para Iansã ao fim de Dona do raio e do vento (Paulo César Pinheiro, 2006). Prejudicado e ao mesmo tempo favorecido pelos vícios e virtudes da intérprete, que repete ênfases e gestos teatrais recorrentes em seu sempre coerente percurso cênico, Carta de amor é bom show movido pela energia (con)sagrada de Maria Bethânia. Não vai figurar, no decorrer do tempo-rei, entre os shows mais emblemáticos ou inesquecíveis da Abelha Rainha, mas nem por isso deixa de ser um espetáculo sedutor e envolvente em sua fluidez conceitual.

16 horas atrás

Mídia já lamenta derrota na Venezuela

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
 Por Altamiro Borges

O resultado oficial das eleições na Venezuela só deve ser anunciado amanhã, mas a mídia colonizada já dá como certa a vitória de Nicolás Maduro. Desgostosa, ela prevê que o chavismo se manterá no poder, mas não perde a oportunidade para lhe desejar dias difíceis e conturbados. A precipitação só evidencia a péssima cobertura que os jornalões realizam sobre o processo político no país vizinho. A mídia insiste em dizer que está tudo errado, mas o povo venezuelano insiste em manter no governo os chavistas.

Segundo o editorial da Folha de hoje, “a eleição presidencial deve manter o chavismo vivo, com Nicolás Maduro, sem afastar o risco de turbulências futuras”. Para o jornalão da famiglia Frias, “o processo eleitoral foi um dos mais bizarros da história latino-americana” e país ruma para o caos econômico. Isto apesar dos vários institutos internacionais independentes afirmarem que a eleição venezuelana é uma das mais democráticas do planeta e que a nação é um exemplo mundial no combate à desigualdade social.

Na mesma batida, o editorial de ontem (13) do jornal O Globo, que mais parece uma sucursal rastaquera do Departamento de Estado dos EUA, prevê que “o drama venezuelano” prosseguirá com a vitória de Nicolás Maduro. A culpa, afirma, é do falecido Hugo Chávez, que ainda goza de enorme popularidade. “Maduro é o continuador do chavismo e o líder morto é seu maior trunfo eleitoral”, lamenta a famiglia Marinho. Para o jornal, o novo presidente “herdará um fardo pesado” devido ao populismo estatizante do líder bolivariano.

Já o Estadão, também em editorial ontem, afirma que “se as urnas deste domingo confirmarem as mais recentes pesquisas eleitorais na Venezuela, o herdeiro político de Hugo Chávez e presidente interino desde a morte do caudilho, em 5 de março último, obterá uma vitória com sabor de fracasso. Pelas sondagens, a diferença entre ele e o opositor Henrique Capriles não será ‘abismal’, como gostaria – e necessita -, mas inferior a 10 pontos percentuais”. Em síntese, a mídia colonizada já chora mais uma derrota na Venezuela.

16 horas atrás

Rucapitulando: Aquele do dia de princesa (décimo episódio do RuPauls Drag Race)

MUZA por noreply@blogger.com (Valmique)
 
 
“where my girls at? make your heels clap!”

 

Atenção: Este texto contém spoilers do décimo episódio de RuPaul’s Drag Race, quinta temporada. A série é exibida no Brasil por alguns canais de TV a cabo, mas é possível encontrar links para ver por streaming internet afora. Há ótimas fan-pages no Facebook sobre o programa com dicas ótimas de onde ver!

 

Anteriormente, em RuPaul’s Drag Race: as drags tinham que atuar em uma novela estilo Televisa. Um show de lágrimas falsas, risos e interpretações lá em cima. Jinkx ganhou pela segunda vez e, no lipsync, o choque de monstro foi entre Coco e Alyssa, que finalmente foi embora para casa.

 

Reta final, cinco participantes e minha previsão de Rulaskatox no top 3 ainda pode se realizar. Claro que, depois de um tempo, eu passei a encarar a Jinkx como uma possível candidata (entrando no lugar da Detox, creio eu). Mesmo eu sempre tendo uma “quedinha” por ela, e ter declarado que ela era minha candidata guilty pleasure da temporada, não conseguia imaginá-la no top 3. O histórico das comediantes não era bom e, convenhamos, ela cresceu demais do começo até agora. Prova disso foi a passarela da semana passada, com ela vindo de esqueleto e chocando todo mundo. Isso mostra confiança no potencial e, sem dúvida, é uma característica que a RuPaul ama em suas pupilas.

 

O programa dessa semana foi ok. Tinha lido em algum lugar que ele era sobre transformações e, depois do Snatch Game, essa é a prova clássica de RuPaul’s Drag Race. Acontece desde a primeira temporada e, em cada uma, um grupo diferente foi convidado para ser transformado pelas drags. Na primeira foram as mulheres meio masculinas (e foi daí que surgiu a ideia para o spin-off Drag U); na segunda os gays mais velhos transformados em drag-mothers; na terceira os esportistas em irmãs das drags; e, na quarta, pais em mães atraentes. É sempre uma prova divertida e que revela como as drags se vêem, porque os jurados sempre buscam por características em comum entre os participantes e as drags. Então não adianta cobrir o convidado dos pés a cabeça se a drag adora mostrar o corpo, ou carregar numa maquiagem enquanto a drag vai sempre mais “limpa”.

 

Para o mini-desafio da semana, as bonitas precisavam encarar um booty-camp, que nada mais é que um programa de treinamento pesado em alguma atividade física. Pode ser dança, luta ou exercícios físicos, como foi o caso das bonitas. Polichinelos, barras, abdominais… para no fim Alaska ser a vencedora. Um desafio bem mais ou menos mas que, pelo menos dessa vez, tinha relação com a prova da semana.

 

Para o grande desafio, as drags tinham que transformar veteranos gays do exército americano em irmãs-drag. Bem a cara do que rolou na terceira temporada. Alaska ficou com o direito de combinar os convidados com as drags e, como está todo mundo morrendo de medo da Jinkx, ela deixou para a drag dorminhoca o veterano mais velho. Sabotagens e drag queens caminham juntas desde os tempos mais antigos. Para a Roxxxy ela mandou um com barba e os braços bem peludos; para Detox um até bonitinho; para Coco um veterano meio desengonçado e para a própria ela escolheu o alto, loiro e magro. Muito esperta!

 

 
O programa se desenrolou com as drags tentando conhecer melhor os convidados. E sempre tem uma história triste, um caso engraçado, inusitado. O veterano que fez dupla com a Jinkx contou ao RuPaul que ele acredita ter matado a Judy Garland. Claro que era uma loucura mas a Rupaul ficou perplexa. O que fez par com a Detox sabia usar salto alto como ninguém. E, claro, sempre tem alguém ensinando aos “novatos” como esconder, digamos, certos volumes do corpo. O que provoca imediatamente olhares em choque e risos pelo ateliê.

 

 
Depois de dar uma olhada em como as drags estavam indo, RuPaul faz a linha maldita e anuncia que tem uma pequena adição ao desafio: as bonitas tinham que fazer um número bem patriótico com os veteranos. Ela sempre traz essas reviravoltas em números de mudança, ou seja, para quem já acompanha esse programa há algum tempo, isso não era surpresa.

 

Claro que os números foram tenebrosos, as drags totalmente perdidas e os veteranos mais ainda. Porque mesmo sendo gays, faltava a eles aquela mágica de elegância que só as drags possuem. A passarela foi ok, mas nenhuma delas me deixou impressionado. Jinkx e sua parceira fizeram um número meio Judy Garland – Liza Minelli, bem divertido e que impressionou os jurados pelo trabalho que Jinkx fez com o veterano mais velho. Roxxxy criou uma drag-clone dela mesma, servindo todas as curvas possíveis e imagináveis. Já Alaska montou looks que flertavam com a mulher-gato, uma coisa meio assaltante de banco dos seriados vintage, com cabelos bem Farrah Fawcett. Detox estava aleatória combinando vestidos vermelhos de listras brancas. E o veterano de Coco estava estranho com aquele vestido cheio de pontas e aquela maquiagem pavorosa!

 

 
 
 
No fim das contas, Roxxxy ganhou o desafio, e foi bem justo. O trabalho dela foi o mais detalhado e bem executado, com Jinkx chegando bem próximo. Já as duas piores foram Detox e Coco. Achei que Alaska poderia ter ido por ter colocado uns enchimentos horríveis no parceiro, mas por fim foi salva por RuPaul. Para o lipsync, usaram uma música da Michelle Visage (sim, ela canta!). Coco fez o bom trabalho de sempre mas, depois de quatro vezes dublando, os jurados já se cansaram e mandaram a bonita para casa.

 

Para o último episódio antes da grande final, tradicionalmente, as drags são colocadas para criar três looks dentro de um conceito. Se RuPaul manter a regra, podemos supor alguns cenários de acordo com as habilidades já mostradas pelas drags. Se for um desafio de costura, como na terceira temporada, que elas tinham que criar looks baseados em notas de dinheiro, Roxxxy tem uma vantagem por costurar bem. Se for alguma coisa mais criativa, como na quarta temporada, dos looks dos cachorros, talvez Jinkx ganhe uma dianteira com seu lado comediante. Alaska pode se dar bem se colocar tudo que sabe no desafio, mas depois do deslize nesse episódio é uma incógnita. Entretanto, somente ela e Jinkx ainda não dublaram nessa temporada. Já vimos que Detox e Roxxxy dão conta do recado, por isso o campo está em aberto para as duas. Faltam dois episódios para sabermos quem fica com esse título, e a corrida das bonitas nunca esteve tão em aberto. 

 

 Texto de Flavimar Dïniz. Ele está na internet desde 1999, quando sofria com conexões discadas e downloads a 3.4 kbps. Começou no mundo dos blogs em 2002 e não entende como não ficou rico com internet igual a tantos outros de sua geração. Adora música, cinema, literatura e jornalismo, sua formação profissional. Escreve sobre o ele achar que dê um texto de mais de 140 caracteres. 

17 horas atrás

Governo Federal e Governo do Rio realizarão Audiência Pública sobre o Sistema Nacional LGBT.

FORA DO ARMARIO por Sergio Viula
 

Governo Federal e Governo do Rio realizarão Audiência Pública sobre o Sistema Nacional LGBT.

  Fonte: Site Oficial do Rio sem Homofobia 

CONVITE 
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, através da Coordenação Geral de Promoção dos Direitos de LGBT, e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, através da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e do Programa Rio Sem Homofobia, convidam para a Audiência Pública sobre o Sistema Nacional de Enfrentamento à Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Promoção dos Direitos – Sistema Nacional LGBT, que será realizada no dia 25/04, às 14h30, no Auditório Adauto Belarmino, no Prédio da Central do Brasil. 
O objetivo dessa audiência é discutir e apresentar as propostas ao Governo Federal, para melhor auxiliar no processo de construção do sistema, tendo como pauta: 
1) Apresentação e discussão da proposta de criação do sistema; 
2) Recepção de sugestões do Estado do Rio para esse projeto nacional. 
A proposta do Sistema Nacional LGBT está em consulta pública até o dia 29 abril de 2013, em diversos estados. Entre os principais objetivos desse projeto estão: 
1) Integrar as ações dos governos federal, estadual e municipal de enfrentamento da homofobia no País, nos estados e municípios; 
2) Qualificar, ampliar e potencializar o atendimento da população LGBT, familiares e amigos, vítimas da discriminação e em busca de direitos; 
3) Identificar e potencializar as ações para LGBTs nas áreas de direitos humanos, assistência social, segurança pública e defesa de direitos; 
4) Apoiar ações que visem a construção do tripé da cidadania LGBT nos estados e munícipios, (Conselhos, Coordenadorias e Planos Estaduais e Municipais LGBT). 
Contamos com a participação de todas as pessoas, movimentos sociais, gestores e gestoras públicas, parlamentares e demais interessados na agenda em prol da construção de uma política de cidadania e garantia de direitos da população LGBT. 
Venha participar! Sua opinião é importante!

Serviço:

Dia 25 de abril de 2013 (quinta-feira), às 14h30min.
Local: Auditório Adauto Belarmino, Prédio da Central do Brasil, 7° andar – Centro.
Mais informações: 21-2334-9561 ou 2334-9562

Informações para imprensa

Márcia Vilella | Felipe Martins | Natália Vitória
ASCOM SuperDir | SEASDH
(21) 2284-2475 | 8158-9692 | 7965-4313

18 horas atrás

Enfim, Balaio agora entra na era da modernidade

RICARDO KOTSCHO por rkotscho
 

141219731 Enfim, Balaio agora entra na era da modernidade

O leitor pode até nem perceber, mas neste domingo, 14 de abril de 2013, o nosso Balaio está entrando, definitivamente,  na era da modernidade.

Depois de quase dez anos de bons serviços prestados por uma gambiarra eletrônica que montei junto com um técnico amigo, mais ou menos como fazem com os carros velhos em Cuba, juntando peças de diferentes veículos, tomei a importante decisão de comprar um computador novinho em folha de penúltima geração (nunca se pode dizer que é da última porque, enquanto a gente escreve, já apareceu uma nova…).

Trata-se de um computador Sony Vaio Tap 20 SVJ202, modelo 2012, com Windows 8, fabricado na China, é claro, adquirido com meus próprios recursos, em suaves três prestações sem juros. Não é chique? Funciona ao mesmo tempo como desktop, tablet ou laptop, pode ser comandado com o deslizar dos dedos, usando o mouse ou clicando no teclado. Claro que para a maioria de vocês nada disso é novidade, mas para mim tudo é uma descoberta fantástica que gostaria de partilhar com os amigos.

O bicho é tão moderno, e vem acompanhado de tantos manuais de instruções, que fui obrigado a contratar um instalador e orientador para poder fazer o bicho funcionar. Com toda certeza vou morrer antes de descobrir para que servem tantos ícones, aplicativos e programas, mas o fato é que nele posso redigir meus textos igualzinho fazia na minha primeira máquina de escrever na escola de datilografia do Largo de Pinheiros, no início dos anos 1960.

O campeão em rapidez de palavras escritas por minuto era meu velho e bom amigo Clóvis Rossi, com quem eu brincava dizendo que ele era o único jornalista capaz de escrever mais depressa do que pensava. Pois é o que sinto agora: as letras começam a correr na tela enquanto ainda penso no que quero dizer. É um tal de vai e volta até acertar o ritmo entre a velha forma de pensar e a nova maneira de escrever. Logo vai chegar o dia em que os computadores começarão a escrever sozinhos, bastando lhes dar o tema e algumas coordenadas de estilo.

Só espero que, quando isso acontecer, os redatores e mancheteiros do futuro tenham um pouco mais de bom humor e otimismo ao contar suas histórias, fazendo do ato de ler em qualquer plataforma algo mais prazeroso e menos medíocre do que é hoje, capaz de surpreender os leitores com algo realmente original, bem escrito e bem pensado, sem ter que recorrer a velhas bibliotecas digitalizadas.

Agora só falta trocar meu pré-histórico celular Nokia, o primeiro e único que comprei na vida, também já com alguns séculos de uso por variadas partes do mundo, até em Fernando de Noronha, sem nunca ter me deixado na mão. Já ganhei um novo de presente da minha mulher, mas custo a me desfazer do antigo, como aquele sujeito que se recusa a trocar o primeiro relógio que ganhou do pai que já morreu.

Do jeito em que as coisas vai indo, tudo cada vez mais rápido, não demora o dia em que o computador passará a escrever sozinho, bastando apenas dar o tema e algumas coordenadas do que você gostaria de dizer.

18 horas atrás

Se Maduro vencer, ou seu povo é louco ou a mídia mente

CIDADANIA por eduguim
 

 

Enquanto escrevo, algumas horas separam o mundo do resultado da campanha eleitoral-relâmpago a que a Venezuela foi empurrada pela morte de Hugo Chávez. Escrevo, pois, sobre o futuro, o que é uma temeridade.

Mas ouso arriscar.

Lendo o noticiário brasileiro sobre aquele país, tento esquecer de tudo o que sei sobre ele de forma a levar em conta tais notícias.

O fato é que, sem conhecer a realidade venezuelana, torna-se praticamente impossível acreditar que o candidato do chavismo, Nicolás Maduro, possa vencer.

A menos que os quase 29 milhões de venezuelanos sejam masoquistas ou completamente doidos, se me pautar pelo noticiário concluirei por uma vitória acachapante do principal entre os sete candidatos opositores: Henrique Capriles Radonski.

O noticiário sobre a Venezuela remete a um inferno. Inflação e violência estariam fora de controle, o povo estaria sendo castigado por desabastecimento de gêneros de primeira necessidade, imperaria censura à imprensa…

Ufa! Que país é esse do noticiário? Um país em ruínas, claro.

Ora, em tal situação seria impossível que ao menos metade mais um dessas quase três dezenas de milhões de venezuelanos mantenha um governo tão incompetente.

Convenhamos: isso que acabo de escrever não é uma opinião, é um fato inquestionável.

Com a morte de Chávez, torna-se temerário fazer previsões peremptórias sobre o resultado da eleição. Não se pode comparar Maduro a ele. E o noticiário diz que os venezuelanos estão sofrendo.

Entretanto, uma pista sobre o que deve acontecer neste domingo eleitoral na Venezuela pode ser encontrada no conjunto das pesquisas eleitorais sobre o país, que exponho ao escrutínio do leitor logo abaixo.

Vejamos:

Apesar de um instituto dar vantagem a Capriles (Datamática), todos os outros dão vitória a maduro. Contudo, não se pode levar em conta os números desse instituto argentino, pois fez a pesquisa por telefone.

Se pecarmos por apego à verdade factual, concluiremos que o noticiário da grande imprensa brasileira sobre maduro é tão confiável quanto a pesquisa do instituto argentino Datamática.

A grande imprensa brasileira, como se sabe, não disfarça uma troca escandalosa do jornalismo por torcida político-ideológica. Assim, o grande prejudicado é o público que tenta entender o que acontece naquele país.

Em absolutamente todas as eleições que vêm ocorrendo na Venezuela desde 1999, perto da eleição a mídia internacional alinhada ao noticiário made in USA sempre aponta uma reação da oposição de última hora, a qual nunca se confirma.

Desta vez não é diferente. Os Jornais Nacionais, nos últimos dias, pela enésima eleição venezuelana relatam que, “nos últimos dias, caiu a diferença” entre o candidato chavista e o da oposição.

O resultado da eleição venezuelana, que em algumas horas – a partir da publicação deste texto – se fará conhecer graças ao sistema de urnas eletrônicas que, a exemplo do Brasil, a Venezuela também usa, reforçará o descrédito do jornalismo made in USA.

Apesar de que esse tipo de jornalismo que impera na grande mídia brasileira previsivelmente tentará convencer as pessoas de que a maioria absoluta dos venezuelanos é composta por masoquistas alucinados, caso Maduro seja eleito ninguém que conheça a realidade latino-americana acreditará nisso.

Se existe hoje um povo que não brinca na hora de votar, esse povo é o latino-americano.

Esta parte do mundo já sofreu muito por escolhas eleitorais equivocadas e hoje vota com o bolso, com o estômago e com suas perspectivas de vida. Os venezuelanos, portanto, sabem muito bem por que votam.

Se Nicolás Maduro vencer a eleição hoje, você que acredita no que o noticiário made in USA diz sobre a Venezuela terá todas as razões lógicas para acreditar que tal noticiário é uma farsa, caso pense logicamente.

um dia atrás

Editorial: Decisão errática na Venezuela

HARIOVALDO por Professor Hariovaldo
 

Pedro Carmona, esse sim era um líder de verdade. Firme, corajoso e democrata

Hoje os apáticos eleitores venezuelanos irão às urnas indevidamente, por se tratar de uma ditadura comunista, escolher o futuro presidente do país destroçado pelos anos de bolchevismo evolulovariano, o que na prática não representa nada mais que um grosseiro erro para o cenário futuro do país, uma vez que infelizmente nem o candidato dos homens bons locais reúne qualidades suficientes para restaurar a democracia naquela nação sofrida. O ideal seria entregar novamente o poder para o representante da Obra, Pedro Carmona, tendo como vice o arcebispo de Caracas, Jorge Savino, para que juntos fechassem o congresso e destituíssem os juízes da suprema corte, e assim tivessem condições plenas de restaurarem o bom governo em Caracas.

Infelizmente isso não acontecerá, para desespero do povo venezuelano que seguirá sob o jugo marxista sofrendo as conseqüências do desemprego, da crise econômica e da desigualdade social. Capriles falhou ao querer se aproximar do modelo maldito de governo de Lula e por isso não ganhou o apoio total dos homens de bem de seu país e isso certamente depõe contra ele. Mas dos males o menor, ele ainda é a melhor opção venezuelana para o momento, embora não tenha chances pois todos sabemos que lá as eleições são fraudadas, conforme atesta um prestigioso instituto comandado por um ex-presidente americano. Isso posto, só no resta esperar que Maduro caía de podre e o poder volte para mãos dos bons, tanto lá como aqui.

14 de Abril de 2013 05:07

As opções do Rio para 2014

CAFEZINHO por Miguel do Rosário
 

O Rio vive uma situação inusitada para 2014. Todo mundo que lê sobre política sabe quem serão os candidatos para 2014. Mas ninguém REALMENTE sabe quem serão os candidatos.

Leia mais no blog Rio Política.

Leia também:

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