2 horas atrás

Vitória de Maduro: apoio de 90% de uma mídia manipuladora, sabotagens econômicas, abuso do poder econômico, boataria e outros expedientes desonestos não conseguiram eleger o candidato da direita venezuelana e do governo dos EUA

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 

Nicolás Maduro eleito presidente da Venezuela com vantagem de apenas 1,5% dos votos 
por Luiz Carlos Azenha 
O ex-chanceler da Venezuela e presidente-em-exercício, Nicolás Maduro, foi eleito neste domingo presidente da Venezuela, com 50,66% dos votos. 
O candidato oposicionista Henrique Capriles Radonski obteve 49,07%. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, Maduro teve 7.505.338 votos contra 7.270.403 votos de Capriles. A participação foi de 78,71%. 
Em 2012, Capriles obteve 44,55% dos votos ante 54,84% de Hugo Chávez, que teve seu quarto mandato interrompido em 5 de março de 2013 pela morte causada por um câncer. 
Foi a décima oitava eleição em 14 anos na Venezuela. Aconteceu onze anos depois de parte da mídia brasileira ter celebrado um golpe cívico-militar contra o presidente Hugo Chávez  retratado aqui
Horas antes do fechamento das urnas, um cracker invadiu as contas do twitter do candidato e presidente-em-exercício Nicolas Maduro e de outras personalidades e instituições ligadas ao chavismo, deixando mensagens como a que aparece abaixo. 
Oficialistas denunciaram que o cracker atuava a partir de Bogotá, na Colômbia. O Pensador da Aldeia

2 horas atrás

Nicolás Maduro é eleito com 50,66% dos votos _+_A vitória apertada e o trunfo de Maduro

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 No Altamiro Borges
Do sítio Opera Mundi 
Há exatamente 40 dias, Nicolás Maduro anunciava à Venezuela em cadeia nacional, em lágrimas: “às 16h25 de hoje, 5 de março, faleceu o comandante presidente Hugo Chávez Frías”. Semanas de luto se passaram enquanto o país se preparava para uma nova eleição. Neste domingo (14/04), após 10 dias de campanha eleitoral – a mais curta da história venezuelana – Maduro foi eleito presidente com 50,66% dos votos (7.505.338), contra 49,07% de Henrique Capriles (7.270.403). A participação foi de 78%. 

Essa foi a primeira eleição presidencial sem Chávez desde que o presidente foi eleito pela primeira vez, em 1998. Chávez passou por quatro eleições, sendo que na última derrotou o governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, também rival de Maduro no pleito deste domingo. Ele morreu após uma longa batalha contra um câncer na região pélvica. 

Após votar, Maduro esperou o resultado no Quartel da Montanha, no bairro de 23 de Janeiro, em Caracas. É lá que o corpo de Chávez repousa desde 15 de março, após ser velado na Academia Militar. Nos dias de homenagens, centenas de milhares de pessoas esperaram por até 30 horas na fila para dar seu adeus ao presidente. “Jamais me imaginaria aqui, mas estou aqui”, afirmou Maduro após votar em colégio do bairro de Catia. Durante a votação, o agora presidente eleito da Venezuela aparentava estar bastante emocionado. No momento de depositar seu voto na urna, levantou a mão para cima, como se dedicasse o gesto a Chávez. 
A partir de segunda-feira (15/04), Maduro, segundo suas palavras, “terá a tarefa de dar continuidade ao processo revolucionário liderado por Chávez há 14 anos”. De acordo com ele, durante coletiva de imprensa em Catia, os principais desafios são acabar com a violência e fortalecer os investimentos econômicos para desenvolver a indústria venezuelana. 
Maduro também pediu que “o ódio e a intolerância” acabem na Venezuela, em referência à oposição do país. “Aqui sempre houve diálogo. Inclusive após tirarem Chávez do poder em 2002. Mas não há pacto algum com a burguesia, mas sim com o trabalhador, com o camponês”, disse após votar, acompanhado da sua família e da de Chávez. 
Dia de votação 
Mais informação: Altamiro Borges: Nicolás Maduro é eleito com 50,66% dos votos 

 
A vitória apertada e o trunfo de Maduro 
Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador 
A vitória do chavismo foi apertada. Mas incontestável: Nicolás Maduro teve 50,66%, contra 49,07% de Capriles (isso faltando menos de 1% para totalizar). Diferença de mais de 200 mil votos. A Venezuela votou no candidato de Chavez. Na Democracia é assim: 50% mais um significam vitória. E ponto. 
Ano passado, nos EUA, Barack Obama ganhou a reeleição por dois pontos percentuais no voto popular. Foi uma eleição radicalizada. Do outro lado, havia eleitores republicanos que consideravam Obama uma espécie de “demônio socialista”, por conta do projeto de assistência pública de saúde. Os EUA viraram um país “dividido” e “ingovernável”? Não. Obama governa. E Mitt Romney sumiu, no fundo das xícaras do Tea Party. 
A diferença é que nos EUA não há embaixada americana para fomentar golpe e instabilidade… 
Isso quer dizer que a vida de Maduro será fácil? Não. A direita venezuelana mostrou força. A tendência dos chavistas, de tratar todo adversário como “fascista” e “oligarca”, não cola. Metade do país é fascista? Maduro terá que moderar o discurso… 
Chavez tirou o Estado (e o petróleo) das mãos da oligarquia, criou programas sociais, deu dignidade para os pobres. Isso tudo é fato. Vi de perto, em quatro viagens à Venezuela nos últimos cinco anos. Mas há problemas sérios de gestão. E isso ficou claro desde a primeira vez que visitei Caracas, em 2007. 
Desde aquela época, escrevi: a oposição, com 45% dos votos (era o que conseguia, na época), tem força para fazer a disputa democrática, em vez de apelar para o golpismo. 
E aí vamos ao segundo ponto. A derrota por margem estreita tira o argumento daqueles que – em Caracas, em Washington ou no Jardim Botânico carioca – afirmam: a Venezuela chavista é uma ditadura. Bobagem. A oposição tem força midiática, presença nas TVs e jornais, liberdade de organização. E há um esquema limpo para contagem de votos. 
O resultado, por margem estreita, é um chamado para a moderação. De lado a lado. A vitória apertada porde ser um trunfo de Maduro, na legitimação de seu governo. Só que os chavistas precisam agora dialogar com o centro, com aqueles que até apóiam as políticas sociais do governo – mas estão insatisfeitos com a gestão do dia-a-dia. Em Caracas, por exemplo, há problemas sérios nas áreas de segurança, coleta de lixo, transporte… 
Capriles deveria apostar no institucional, cobrando que o governo resolva os problemas concretos da população. Os tempos de subir no muro da Embaixada cubana e de fomentar golpes acabaram. Será que Capriles terá grandeza para assumir o novo papel? O problema é que parte da oposição quer golpe e confronto. E o outro problema são os gringos, acostumados com o jogo sujo. Nos últimos dias, surgiram indícios de que a CIA pode ter infiltrado mercenários armados na Venezuela. 
Maduro, por seu lado, terá que enfrentar uma burguesia e uma classe média furibundas (é esse o núcleo duro da oposição, com 30% a 40% dos votos) e, ao mesmo tempo, dialogar com aqueles 10% a 15% que votaram em Capriles mas não são “oligarcas” antipovo. 
Não basta mais invocar a figura de Chavez apenas. O presidente morto levou Maduro até o Palácio. Agora Maduro é quem precisa escrever sua história. 
Não podemos descartar que setores da oposição partam para campanhas abertas de desestabilização nos próximos dias. Mas será difícil justificar atos de violência quando – pelo voto – a oposição foi capaz de “quase” ganhar. 
Contraditoriamente, portanto, a aparente fragilidade de Maduro (“ganhou por apenas 2 pontos”) é também sua força estabilizadora. A Venezuela é uma democracia. E deve ser respeitada como tal. 
O Brasil terá um papel importante, rechaçando qualquer tentativa de ataque “por fora” da Democracia. 
Fiquemos atentos. E não esqueçamos: em Caracas, há embaixada dos Estados Unidos. Fonte de golpes e instabilidade na história da América Latina. 
Altamiro Borges: A vitória apertada e o trunfo de Maduro

2 horas atrás

Veja e Época pisam no tomate

por Blog Justiceira de Esquerda
 

Por Altamiro Borges  
A mídia nativa cada dia se parece mais com um partido político. Ela atua com direção centralizada, aciona os seus quadros (“calunistas”) e dá farta munição para sua militância (leitores direitistas). No caso da atual cruzada pela alta dos juros, sua ação é exemplar. No final de semana, as duas principais revistonas da oposição estamparam quase a mesma capa. “Dilma pisou no tomate” (Veja); “Governo pisou no tomate” (Época). Nos jornalões, o assunto também foi manchete durante a semana. Já nas tevês, a artilharia é ainda mais massiva. 
Mesmo com as recentes notícias sobre a queda do preço do tomate, as revistonas mantiveram o ataque ao novo perigo vermelho, que ameaça levar o país ao caos inflacionário. Neste sentido, como ironizou o sítio Brasil-247, elas podem repetir a famosa burrada do “boimate”. Eurípedes Alcântara, diretor de redação da Veja, ficou famoso em 1984 ao acreditar numa piada de primeiro de abril sobre o cruzamento genético entre o boi e o tomate. Ele produziu uma das maiores “barrigas” da mídia brasileira e virou motivo de chacota. 
Agora, a revista Veja volta a pisar no tomate, desta vez para atacar o governo Dilma. Na Carta ao Leitor, o mesmo Eurípides “boimate” Alcântara afirma que a presidenta “pode afundar o Brasil”. A receita é direta: “Com a inflação não tem conversa. Ela só entende uma coisa: aumento dos juros, corte de gastos e aperto no crédito – todas medidas impopulares”. Como recomenda o Brasil-247, “sobre Veja, Eurípedes e seu segundo Boimate, nada a fazer a não ser atirar tomates na publicação. Que, aliás, já estão bem mais baratos”. 
Já a Época, da bilionária famiglia Marinho, também sataniza o governo. Num jogo combinado, ela cita a “cansada” Ana Maria Braga. “’Estou usando uma joia’. Com essa frase, a apresentadora apresentou o colar de tomates de seu figurino no programa da quarta-feira. Foi apenas uma das muitas piadas que pipocaram ao longo da semana sobre o mais novo símbolo da inflação. Numa piada da internet, a atriz Claudia Raia, chefe de uma quadrilha de prostituição na novela das 9, diz que mudará de ramo e traficará tomates”. 
Como se observa, o ataque é virulento. Ele tem dois objetivos: o primeiro é político, o de desgastar o governo na véspera de uma nova campanha sucessória; o segundo é econômico, o de defender os lucros dos agiotas financeiros. A mídia rentista não vacila em brigar por seus próprios negócios. A questão principal no momento é saber se o governo Dilma vai recuar diante de tamanha pressão. Uma notinha na Folha de hoje (14) pode indicar que a presidenta ainda não se intimidou diante desta campanha terrorista: 
***** 
PAINEL 
VERA MAGALHÃES – painel@uol.com.br 
Ansiolítico eleitoral 
Apesar do recuo no consumo em supermercados e do estouro da meta da inflação, a previsão compartilhada por ala expressiva da equipe econômica do governo é a de que o índice de preços ceda em até um ponto percentual até setembro. A análise tem sido usada no Planalto para tranquilizar os que temem impacto da crise na campanha de Dilma Rousseff. Auxiliares da presidente entendem que os produtos sazonais, caso do tomate, representam 60% da alta dos últimos meses.
O otimismo é tamanho que governistas catalogam declarações dos presidenciáveis sobre economia. Falas sobre risco de “desemprego” e “inflação” serão usadas para acusar Aécio Neves e Eduardo Campos de “torcer contra o país”. 
***** 
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ocorre nesta semana. Nela será possível analisar qual o poder de interferência da mídia nos rumos econômicos do país. Quem pisará no tomate? As revistas Veja e Época com as suas manchetes terroristas? Ou o governo Dilma, aceitando a pressão terrorista dos rentistas? A conferir! Altamiro Borges: Veja e Época pisam no tomate

2 horas atrás

Revolução Bolivariana segue com Maduro

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Por Altamiro Borges Por Vanessa Silva, no sítio Vermelho 

No pleito presidencial deste domingo (14), Nicolás Maduro, o candidato da Revolução Bolivariana venceu o direitista Henrique Capriles por 50,6 6% a 49,07%. A diferença é de cerca de 200 mil votos. O comparecimento às urnas foi de 78,71%. Os dados foram divulgados apenas com 99,12% das urnas apuradas, quando o resultado é irreversível, pela presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibissay Lucena. “Com a morte de Hugo Chávez, acharam que era o fim da história. Temos um triunfo legal, Constitucional, popular. São mais de 200 mil votos de diferença. Se tivesse perdido por um voto estaria aqui para assumir minha responsabilidade e entregar o cargo. Mas estou aqui para assumir a vontade do povo”, disse Maduro em seu discurso de vitória. 
O presidente eleito pediu respeito, tolerância e disse que ele mesmo faz questão de que haja uma auditoria para que não sobre dúvidas sobre este processo eleitoral. O CNE anunciou que será realizada uma auditoria cidadã. Desta forma, a orientação é os comandos de campanha solicitem a auditoria de 100% dos comprovantes de votação. 
O órgão eleitoral também sugeriu que os acompanhantes internacionais estendam sua estadia no país para acompanhar este novo processo. 
Chávez invicto  
“Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão. Não voltarão”, bradaram as pessoas presentes no Balcão do Povo no Palácio de Miraflores, em referência à burguesia que dominou o país durante toda a Quarta República. 
“Chávez segue invicto. E seu filho será presidente da República e vai mostrar do que é capaz, vai construir uma pátria de amor, de paz, de prosperidade”, vaticinou Maduro. Altamiro Borges: Revolução Bolivariana segue com Maduro

7 horas atrás

Sempre,eles!!!

por Blog Justiceira de Esquerda
 

NETO TEM QUE TOMAR CUIDADO COM SUA EQUIPE

“Malandragem” da prefeitura adiou assinatura de cessão do metrô

Por: Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews) – 14 de Abril de 2013 
  Nenhum problema gerencial foi o motivo para que governo e prefeitura, depois de tudo acertado, emperrassem por mais um tempo a assinatura oficial de cessão do metrô de Salvador do poder municipal para o estadual. Segundo o colunista Levy Vasconcelos, de A tarde, o problema entre os dois foi político. Por parte da Prefeitura, houve uma espécie de “malandragem” que acabou colocando o fim do impasse um pouco mais à frente. Após meses de reuniões e negociações, enfim os dois lados chegaram a um denominador comum e tudo foi acertado. Entretanto, no momento da redação final do acordo, o governo mandou à prefeitura uma sugestão de redação e, no retorno da redação final, acordos que haviam sido feitos sumiram e outros que não haviam sido discutidos terminaram acrescentados.A gestão de Jaques Wagner não engoliu e travou a assinatura. De acordo com fontes internas, enfim a redação final será decidida e esta semana deverá tudo chegar a um fim. É possível também que o governo aproveite e ponha na rua a licitação do novo metrô já no início do mês que vem. 

Tucano mineiro é acusado de traficar órgãos

C:/Users/Thietre/AppData/Local/IM/Runtime/Message/{9A7DF381-3845-4F8D-9212-E5CFF3DB57C3}/Forward\aecio_mosconi1.jpg  Na Carta Capital, Leandro Fortes expõe a impressionante história de médicos que, com a participação de outro médico, deputado estadual do PSDB mineiro, retiravam órgãos de pacientes ainda vivos. E os vendiam. 
C:/Users/Thietre/AppData/Local/IM/Runtime/Message/{9A7DF381-3845-4F8D-9212-E5CFF3DB57C3}/Forward\imagem-12.png C:/Users/Thietre/AppData/Local/IM/Runtime/Message/{9A7DF381-3845-4F8D-9212-E5CFF3DB57C3}/Forward\imagem-23.png No Conversa AfiadaTHIETRE – RIO DE JANEIRO

8 horas atrás

FHC e o “jeitinho” do PSDB

por Blog Justiceira de Esquerda
 

Por Altamiro Borges 
Nas três últimas eleições presidenciais, o PSDB fez de tudo para esconder o rejeitado FHC. Ele sumiu dos palanques e quase foi rifado nos programas de rádio e tevê. O truque covarde não deu certo e, agora, o partido resolveu ressuscitar o ex-presidente. A nova propaganda estadual da legenda em São Paulo teve novamente como estrela o “guru” dos tucanos. Azar da sigla! Arrogante, FHC se jactou do seu triste reinado, disse que a marca do seu governo foi a honestidade e disparou: “[Com o PSDB] não tem jeitinho, tem trabalho”. 
Já que ele voltou a tagarelar sobre honestidade, não custa lembrar as inúmeras maracutaias dos seus oitos anos de governo. Os casos citados ilustram bem qual é o “jeitinho” do PSDB, que a mídia demotucana insiste em blindar. 
Denúncias abafadas: Já no início do seu primeiro mandato, em 19 de janeiro de 1995, FHC fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. Ele extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, criada por Itamar Franco e formada por representantes da sociedade civil, que visava combater o desvio de recursos públicos. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, ele criou a Controladoria-Geral da União, mas este órgão se notabilizou exatamente por abafar denúncias. 
Caso Sivam. Também no início do seu primeiro mandato, surgiram denúncias de tráfico de influência e corrupção no contrato de execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam). O escândalo derrubou o brigadeiro Mauro Gandra e serviu para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Ele foi nomeado embaixador junto à FAO, em Roma, “um exílio dourado”. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia da estadunidense Raytheon, foi extinta por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou. 
Pasta Rosa. Em fevereiro de 1996, a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente os processos da pasta rosa. Era uma alusão à pasta com documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de políticos da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o procurador-geral, Geraldo Brindeiro, ficou conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”. 
Compra de votos. A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denúncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Eles foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o e impedido a constituição de uma CPI. 
Vale do Rio Doce. Apesar da mobilização da sociedade em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas estimavam seu preço em ao menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses nacionais. Ela detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, com navios, portos e ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa equivale hoje ao lucro trimestral da CVRD. 
Privatização da Telebras. O jogo de cartas marcadas da privatização do sistema de telecomunicações envolveu diretamente o nome de FHC, citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades tucanas. As fitas mostraram que informações privilegiadas foram repassadas aos “queridinhos” de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas privadas pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos dois anos e meio anteriores à “venda”, o governo investiu na infra-estrutura do setor mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio. Uma verdadeira rapinagem contra o Brasil e que o governo FHC impediu que fosse investigada. 
Ex-caixa de FHC. A privatização do sistema Telebrás foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa das campanhas de FHC e do senador José Serra e ex-diretor do Banco do Brasil, foi acusado de cobrar R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. Grampos do BNDES também flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do banco, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão. Além de “vender” o patrimônio público, o BNDES destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle das estatais privatizadas. Em uma das diversas operações, ele injetou 686,8 milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa. 
Juiz Lalau. A escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo levou para o ralo R$ 169 milhões. O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só apareceram em 2000. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT, e para cassar o mandato do senador Luiz Estevão, dois dos principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo surgiram no emaranhado das denúncias. O pior é que FHC, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”. 
Farra do Proer. O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para ele, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC. 
Desvalorização do real. De forma eleitoreira, FHC segurou a paridade entre o real e o dólar apenas para assegurar a sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões de dólares das reservas do país. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou uma lista com o nome de 24 bancos que lucraram com a mudança e de outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas. Há indícios da existência de um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à turma de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1,6 bilhão de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado. 
Sudam e Sudene. De 1994 a 1999, houve uma orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Ao invés de desbaratar a corrupção e pôr os culpados na cadeia, FHC extinguiu o órgão. Já na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos do Fundo de Investimentos do Nordeste foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC extinguiu a Sudene, em vez de colocar os culpados na cadeia. Altamiro Borges: FHC e o “jeitinho” do PSDB 
 

8 horas atrás

O mentirão vai desmoronar

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Obroguero
SEM ENTENDER O BV NÃO SE ENTENDE O MENSALÃO A sociedade tem que saber o suficiente sobre a chamada Bonificação por Volume — uma arma criada por Roberto Marinho para concentrar na Globo a publicidade brasileira. 
E o BV vai entrando espetacularmente nos debates em torno do Mensalão.

Há fortes indícios de que os 74 milhões de reais que foram definidos na acusação aos réus como “dinheiro público” eram, na verdade, BV pagos por uma empresa privada (Visanet) por serviços prestados por uma agência (DNA).

Num artigo nesta semana, o colunista Janio de Freitas, da Folha, escreveu sobre isso. 
(…) perícia de especialistas do Banco do Brasil concluiu pela existência das comprovações necessárias de que os serviços foram prestados pela DNA. E de que foi adequado o pagamento dos R$ 73,850 milhões, feito com recursos da sociedade Visanet e não do BB, como constou. Perícia e documentos que os ministros vão encontrar em breve. 
Duas coisas emergem disso tudo.

Primeiro, que é vital dar mais prazo de defesa para os réus para que os dados novos possam ser debatidos de uma maneira civilizada.

Joaquim Barbosa deve isso – o prazo – não aos réus, mas à justiça e à sociedade.

Segundo, os brasileiros devem ser inteirados do que é BV, e isso já deveria ter acontecido faz muito tempo. (Aqui, você pode encontrar informações boas e imparciais sobre o BV.)

Como escreveu Janio de Freitas, os juízes talvez ignorem o que é BV, mas os donos das empresas de mídia não.

Boa parte da fortuna pessoal deles foi erguida em cima do BV.

BV são as iniciais de Bonificação por Volume. Essencialmente, quanto mais uma agência de publicidade anuncia num veículo, mais ela recebe como bônus.

Foi, como se poderia imaginar, uma invenção da Globo – mais uma, entre tantas contribuições nocivas à sociedade.

Roberto Marinho – que como mostram os documentos pessoais de Geisel no revelador livro Dossiê Geisel cobrava ‘favores especiais’ da ditadura em troca do apoio editorial que garantia na Globo – trouxe o BV, e logo foi seguido pela Abril e pelo mercado.

A sociedade não sabe, porque a mídia jamais publicou nada sobre isso, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) questiona o BV nos contratos públicos. Os técnicos do TCU entendem que o BV “tem o potencial de afetar a escolha das agências, consistindo em mecanismo que as estimula a concentrarem a publicidade em menor número de veículos”.

A invenção esperta, amoral e abjeta da Globo na década de 1960 levou exatamente a isso: uma brutal concentração de publicidade nela própria.

A Globo – e não está longe o dia em que este absurdo se colocará à sociedade com a devida clareza – tem 60% da receita publicitária do Brasil.

Isso conduziu, como se vê hoje, não apenas à riqueza desmesurada da família Marinho — mas a um monopólio de opinião que só foi rompido com a internet.

Os brasileiros sofreram, ao longo dos anos, uma brutal intoxicação das opiniões de Roberto Marinho, disfarçadas em intervenções pelo interesse público.

Graças ao BV, a receita publicitária da Globo em 2012 bateu um recorde positivo em todos os tempos ao mesmo tempo em que a audiência batia um recorde negativo.

Este contraste conta tudo.

Como em tantas coisas no Brasil, o BV floresceu na completa falta de transparência que a mídia ajudou a criar em assuntos de seu exclusivo interesse.

Não é apenas o BV. O dia em que forem devidamente publicadas as mamatas das empresas de jornalismo — o papel imune e, em pleno 2013, a reserva de mercado que coíbe a concorrência estrangeira – a sociedade vai entender por que as famílias da mídia acumularam tanto dinheiro e tanto poder.

É bem possível, como sugere Janio de Freitas, que diante de tão pouca informação sobre o BV, também os juízes do STF – incluído Joaquim Barbosa — não o conhecessem ao julgar o mensalão.
Por tudo isso é imperioso que, primeiro, seja dado o devido prazo para os recursos.

Depois, que se traga transparência a uma invenção de Roberto Marinho – o BV — que, lamentavelmente, sobreviveu a ele  
O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
http://www.obroguero.com/2013/04/o-mentirao-vai-desmoronar.html

9 horas atrás

OLHA NOBLAT AÍ GENTE !!…

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

POLÍTICA

Ministro Fux reforça a suspeita de que José Dirceu diz a verdade

Ricardo Noblat O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou dizer que não cabe a um juiz polemizar com uma pessoa que condenou. 
Fux foi um dos votos… favoráveis à condenação do ex-ministro José Dirceu, acusado de comandar a “sofisticada organização criminosa” que se valeu do mensalão para tentar se apoderar de parte do aparelho do Estado. 
 
Em entrevista à Folha de S. Paulo, Dirceu contou que ainda era o chefe da Casa Civil da presidência da República quando foi procurado por Fux. Ele lhe pediu apoio para ser nomeado ministro do STF. Prometeu votar por sua absolvição. É grave a acusação de Dirceu. Como ele não tem como prová-la, é sua palavra contra a palavra do ministro. Ou melhor: seria sua palavra contra a palavra do ministro caso Fux o tivesse desmentido. Em que medida a toga estaria conspurcada se Fux tivesse se limitado a ditar: “Não é verdade o que diz o ex-ministro”? Imagino que em medida alguma. Ao preferir o silêncio em tais circunstâncias, Fux só reforça a suspeita de que Dirceu disse a verdade.http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/04/11/ministro-fux-reforca-suspeita-de-que-jose-dirceu-diz-verdade-493010.asp 

10 horas atrás

NICOLÁS MADURO DEVE SER ELEITO COM 54% DOS VOTOS

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Boca de urna aponta vantagem de oito pontos para o candidato chavista em relação a Henrique Capriles; margem de erro é de 2,5 pontos e os resultados oficiais devem sair ainda nesta noite; foram entrevistadas 1,4 mil pessoas 14 DE ABRIL DE 2013  Do Opera Mundi – O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, tem oito pontos de vantagem sobre o candidato da oposição, Henrique Capriles, na eleição deste domingo (14/04), de acordo com boca de urna da consultoria ICS (International Counsulting Services). Segundo a sondagem, divulgada às 16h de Caracas (17h30 em Brasília), 54% declararam ter votado em Maduro, enquanto 46% em Capriles. 
A pesquisa, não oficial – a divulgação de boca de urnas é proibida na Venezuela –, ressalta que até as 15h, 68% dos eleitores já haviam votado. A diferença entre os candidatos pode crescer, sublinha o estudo, pois a maioria dos que ainda não votaram deve escolher o candidato chavista. A margem de erro é de 1,5 a 2,5%, para mais ou para menos. Foram entrevistadas 1,4 mil pessoas nos 23 Estados venezuelanos.  
O chefe do comando de campanha Hugo Chávez, Jorge Rodriguez, afirmou que 13,5 milhões de pessoas já foram votar e convocou chavistas a sair as ruas para exercer o voto. http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/98869/Nicol%C3%A1s-Maduro-deve-ser-eleito-com-54-dos-votos.htm
11 horas atrás

Misoginia: No Twitter, militante gay ataca Dilma e outras mulheres

por Blog Justiceira de Esquerda
 

No  novobloglimpinhoecheiroso

O tuiteiro @elcapeto espalha ódio na rede social e depois tranca sua página.  
Amadeu Leite Furtado
Quem acompanha as redes sociais já percebeu que, desde 2010, após a campanha suja do derrotado José Serra para presidente da República, os revoltadinhos e os meliantes, digo, militantes do ódio, saíram do armário para destilar seu preconceito, sua xenofobia, sua homofobia e, agora, sua misoginia.
Os casos mais clássicos são os da estudante universitária paulistaMayara Petruso, que foi condenada a 1 ano e meio de reclusão, devido as suas mensagens de incitação à violência contra nordestinos em sua página do Facebook em 2010; do pastor Silas Malafaia, que, apoiando Serra nas eleições de 2012 para prefeito, disse que o “kit gay” e os homossexuais são um perigo para a sociedade; e dos Revoltados on-line, reacionários que pregam a segregação e o neonazismo nas redes.
Porém, desde o ano passado, apareceu no Twitter o misógino Painho Mágico Cosme, vulgo @elcapeto. Trata-se do Chico, famoso militante gay do Rio de Janeiro, que vem sistematicamente atacando os apoiadores de Dilma Rousseff e as feministas, independente de serem defensoras da presidenta ou não. Sua misoginia fez várias vítimas no Twitter, além da presidenta. Só para citar algumas: @vleonel, @lolaescreva, @nadialapa, @Luisa_Stern e @cynaramenezes. Não bastasse isso, ele tentou beijar Zé de Abreu (hihihi!) à força num encontro no Rio de Janeiro.
Os ataques de @elcapeto não são pontuais e, sim, sistemáticos. E sempre com conotação machista com termos como “puta”, “cadela” etc. Após ser denunciado por alguns internautas, ele trancou sua página no Twitter, ou seja, apenas seus seguidores podem ver seus posts. Um tuiteiro, que tem estômago forte para segui-lo, criou o blog Militantes do Ódio no Tumblr para mostrar o que ele escreve.
Então… Essas barbaridades ficarão impunes?
ElCapeto06 *** Leia também: Ódio nas redes sociais: Tuiteiro diz que Emir Sader “merece surra de gato morto”http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/04/13/misoginia-no-twitter-militante-gay-ataca-dilma-e-outras-mulheres/

12 horas atrás

A imprensa brasileira quer nos convencer de que hoje temos mil problemas e que com o PSDB tudo ia bem… _+_ Quem mudou de perfil foi o povo brasileiro, que hoje vê as mudanças efetuadas por Lula e Dilma trazer o país do futuro para o presente

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

A imprensa brasileira quer nos convencer de que hoje temos mil problemas e que com o PSDB tudo ia bem. FHC não construiu uma simples ponte de madeira, esteve aos pés do FMI por oito anos e virou as costas para o povo brasileiro. 
Quem mudou de perfil foi o povo brasileiro, que hoje vê as mudanças efetuadas por Lula e Dilma trazer o país do futuro para o presente 

Análise: Mudança no perfil da procura por curso superior é positiva


ÉRICA FRAGA DE SÃO PAULO A falta de engenheiros em número suficiente para atender a demanda das empresas que atuam no Brasil tem sido um dos temas econômicos mais debatidos no país. A carência na oferta de mão de obra de profissionais de engenharia é traduzida em números elevados.  O Confea (Conselho de Engenharia e Agronomia) fala em déficit de 20 mil novos engenheiros por ano.  Comparações entre os cerca de 45 mil engenheiros formados a cada ano no Brasil e os mais de 600 mil graduados em engenharia na China são citadas com frequência.  A recente tendência de desaceleração do crescimento da economia do país não fará o assunto desaparecer da agenda, mesmo que leve a desaquecimento no mercado de trabalho. Pelo contrário.  O diagnóstico de que, para atingir taxa mais elevada de expansão do que os 3% previstos para 2013, o Brasil precisa vencer inúmeros gargalos de infraestrutura é consensual entre especialistas.  Para isso, serão necessários mais investimentos e profissionais capacitados para desenvolver projetos complexos que melhorem condições de estradas, portos, aeroportos. Tudo isso passa, necessariamente, por engenharia.  Nesse contexto, o aumento no número de ingressantes nos cursos de graduação da área pode ser o começo de uma tendência positiva.  Tem crescido tanto a procura de estudantes pelo curso quanto a oferta de vagas por parte das universidades.  Isso é um indício de que os sinais de alerta emitidos pelo mercado de trabalho têm sido compreendidos.  O problema ressaltado com frequência por quem estuda educação no país é que a velocidade dos avanços ocorre a passos lentos.  Os indicadores de qualidade do ensino básico continuam ruins se comparado com países desenvolvidos.  O pífio desempenho dos estudantes em testes nacionais e internacionais de proficiência é um exemplo.  Um país que não consegue ensinar matemática para seus alunos pode aspirar formar engenheiros com alta qualificação? 

Editoria de Arte/Folhapress

http://aposentadoinvocado1.blogspot.com.br/

13 horas atrás

PELO TWITTER, EIKE BATISTA AMEAÇA PROCESSAR VEJA

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Um ano atrás, o empresário brasileiro era retratado pela publicação como “Eike Xiaoping”, símbolo do Brasil que não se envergonhava de enriquecer; agora que a fortuna encolheu, o caso de amor pode parar nos tribunais; indignado com reportagem deste fim de semana, Eike promete recorrer à justiça contra “mentira de Veja”; na revista, ele conta apenas com o apoio do colunista Lauro Jardim, que continua a soprar suas velas 
14 DE ABRIL DE 2013  
247 – Eike Batista e a revista Veja já viveram dias melhores. Um ano atrás, ele estava na capa da revista, retratado como “Eike Xiaoping”, com direito até a editorial do diretor de Redação, Eurípedes Alcântara. Eike era o símbolo do Brasil empreendedor, que não se envergonhava da própria riqueza. Agora, o caso de amor pode parar nos tribunais. 
O motivo é uma reportagem deste fim de semana, assinada pela jornalista Malu Gaspar. Nela, a publicação retrata a queda na fortuna de Eike, de R$ 98,1 bilhões para R$ 15,8 bilhões e aponta riscos para a sobrevivência do grupo EBX, altamente endividado e com ativos de qualidade duvidosa. Segundo Veja, o maior credor seria o BNDES, com uma exposição de R$ 10 bilhões, seguido pelo Itaú, com R$ 5,5 bilhões. 
De acordo com o texto, o resgate de Eike passa diretamente pelo governo federal, com a boia que está sendo lançada pela Petrobras, comandada por Graça Foster, que estuda ser cliente do Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Veja conclui o texto dizendo que “Eike sairá desta muito menor do que já foi”. 
E foi isso que fez com o bilionário demonstrasse sua indignação pelo Twitter. Num dos tweets, ele afirma: “Mentira da Veja de hoje! Exposição de risco de 10Bi de Reais com o BNDES. Número real= 109 milhões de Reais de exposição com o grupo EBX!”. Ele afirma ainda ter mandado os números para a publicação e diz que exigirá retratação no mesmo espaço e tamanho. Eike contesta ainda informação publicada na semana anterior, dando conta que seu porto no Rio corria o risco de afundar, por ter sido mal construído. (Detalhe: o porto construído no Amapá afundou). 
Em Veja, Eike ao menos pode contar com a solidariedade de seu fiel escudeiro Lauro Jardim. O titular da coluna Radar informa que Eike está prestes a vender participação de um bloco de petróleo para a empresa da Malásia Petronas, em mais uma tentativa de soprar as velas de um barco à deriva. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98882/Pelo-Twitter-Eike-Batista-amea%C3%A7a-processar-Veja.htm
13 horas atrás

Fique por dentro: 60 minutos com José Dirceu

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Do blogdacidadania. Cheguei pontualmente às 17:30 hs. da última terça-feira (9.4) ao prédio na Vila Mariana – bairro de classe média de São Paulo – em que reside o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a fim de entrevistá-lo. Todavia, tive que esperar porque ele estava reunido com assessores. Enquanto espero no saguão do prédio, reflito que a imagem que vem sendo pintada do “poderoso chefão” através dos anos não combina com o lugar em que reside, muito distante do luxo em que acreditam que possa viver alguém que teria encabeçado “o maior escândalo de corrupção da história”. Após uns 30 minutos de espera, quatro assessores saem do elevador e ganham o saguão enquanto o porteiro me avisa de que minha subida ao apartamento do ex-ministro está liberada. Encontro Dirceu de jeans e camisa social azul-clara.  Ele fala ao telefone. Enquanto me aproximo, aponta o degrau entre o hall de entrada e a sala de estar do apartamento, sinalizando para que tenha cuidado – o piso claro torna o degrau quase imperceptível. O Dirceu que me recebe não parece um homem que está prestes a ir para a cadeia. Ao telefone, discute um problema social envolvendo índios, mas não lhe faço perguntas. Seu ar descontraído é o que me desperta a curiosidade. Nos próximos sessenta minutos, temos uma conversa informal que, sob autorização dele, transformo na entrevista abaixo. * BLOG DA CIDADANIA – Como está o seu estado de espírito diante das possibilidades de ser condenado a cumprir pena? JOSÉ DIRCEU – Estou indignado e revoltado não apenas pela injustiça cometida contra meus direitos e garantias constitucionais, mas principalmente pelo gravíssimo precedente aberto pela maioria do STF ao me condenar sem provas, com base numa interpretação equivocada da teoria do domínio funcional dos fatos, mudando décadas de jurisprudência sobre a exigência de ato de oficio. Um julgamento transmitido pela TV, com uma propaganda opressiva, marcada para coincidir com as eleições municipais e com as vésperas do primeiro e do segundo turno. Há ainda o agravante do julgamento ser antecipado para que um ministro às vésperas da aposentadoria pudesse participar. Algo nunca visto na suprema corte. BLOG DA CIDADANIA – Em caso de condenação definitiva, qual é o tempo que você efetivamente terá que cumprir em regime fechado? JOSÉ DIRCEU – Nos termos atuais, sem o julgamento dos recursos a que tenho direito, seriam 1 ano e dez mês de regime fechado e mais 1 ano e dez meses de regime semi aberto. Fui condenado a 10 anos 10 meses de prisão. A pena por formação de quadrilha é de  2 anos e 11 meses, praticamente a pena máxima, que é 3 anos. Por corrução ativa são mais 7 anos e 10 meses, mais uma vez praticamente a pena máxima, que era de 8 anos pela legislação anterior. BLOG DA CIDADANIA – Se tivesse que escolher entre o período que passou na clandestinidade e um período que poderá passar na prisão, o que preferiria? JOSÉ DIRCEU – Evidentemente a clandestinidade, onde apesar de tudo fui feliz, trabalhei, estudei, conheci o Brasil, casei, constitui família, nasceu meu filho Zeca, criei as condições para voltar a atuação política, o que já aconteceu no final de 1977. Apesar do isolamento e do afastamento de minha família por 10 anos nunca perdi a esperança e nunca deixei de lutar. A questão não é o tempo que vou passar na prisão, mas sim a condenação injusta e a ignomínia e infâmia de me condenarem por corrupção e formação de quadrilha sendo inocente e não há qualquer prova contra mim. Minha indignação é contra a operação política para me transformar num corrupto e quadrilheiro e apresentar à sociedade meu caso como um exemplo de que agora se faz justiça no Brasil com os poderosos indo para a cadeia. É uma farsa, já que sou inocente, não há crime e nem provas de que eu teria cometido qualquer ato ilícito nas minhas funções de ministro e deputado.BLOG DA CIDADANIA – Após sua condenação, houve especulações sobre a sua segurança numa eventual prisão devido à sua extrema notoriedade. Você tem alguma preocupação nesse sentido? JOSÉ DIRCEU – Prisão é prisão como todos sabemos, mas cada um sabe se cuidar e se defender, mas é evidente que a responsabilidade é de quem me condena sem provas, sem crime e com evidências claras de uma condenação política e um juízo de exceção. BLOG DA CIDADANIA – Dizem que, se você fosse condenado, iria para o que chamam de “prisão de Caras”, ou seja, para o sistema prisional de Tremembé (SP). Uma prisão como essa lhe oferece maior segurança? JOSÉ DIRCEU – Não se pode dizer hoje que estou condenado, já que ainda temos os recursos, temos o bom direito ao nosso lado e há fatos novos como as provas que os recursos da VISANET nem são públicos e nem foram desviados, o que na prática anula o julgamento numa revisão criminal depois de transitado em julgado. BLOG DA CIDADANIA – Quais as chances que você vê em reverter sua condenação no julgamento dos recursos? Ou, ao menos, em reverter alguma das condenações de forma a que não tenha que ir ao regime fechado? JOSÉ DIRCEU – Do ponto do vista do direito temos chance real de reverter a condenação por formação de quadrilha e reduzir as penas já que nem a jurisprudência do STF e nem os códigos foram observados nas penas absurdas que foram dadas. Depois do trânsito em julgado temos o direito à revisão criminal e a recorrer à CIDH da OEA e ao TPI de San Jose, Costa Rica. BLOG DA CIDADANIA – Você considera adequado o prazo de cinco dias para sua defesa apresentar recursos após a publicação do acórdão do julgamento? JOSÉ DIRCEU – Claro que não. Por isso mesmo meu advogado e os de outros réus entraram com pedidos mais do que razoáveis de um prazo maior. Não é a primeira vez nesse julgamento que nosso direito de defesa é desprezado como uma chicana e assim violado não apenas o direito de defesa mas o devido processo legal. BLOG DA CIDADANIA – A que você atribui a pressa que se vê para concluir o processo? Só como parâmetro, o julgamento das cotas raciais pelo STF já tem um ano e até hoje não foi publicado o acórdão. JOSÉ DIRCEU – As razoes são políticas, o que na prática deveria levar à anulação de todo juízo. BLOG DA CIDADANIA – Qual sua visão sobre a abertura de investigação sobre o presidente Lula pela PF a pedido da Procuradoria de Brasília? Há algum elemento que, na sua visão, justifique esse processo? JOSÉ DIRCEU – Indevida e ilegal, mais uma abuso de autoridade do MP, mais uma violência exclusivamente por razões políticas. Esse mesmo MP não abriu nenhuma investigação contra o ex-senador Demóstenes Torres mesmo tendo conhecimento dos autos de um inquérito da Policia Federal, chamada operação Las Vegas, que na prática ficou arquivado, engavetado, numa cena explícita de prevaricação até que novos fatos e atos criminosos obrigaram o MP a tomar providências legais contra o então senador, procurador e principal porta voz do MP no Congresso Nacional. BLOG DA CIDADANIA – O presidente, em caso de abertura de uma ação penal, pode enfrentar um tipo de julgamento como o que você enfrentou, com uso da teoria do “domínio do fato”, ou a AP 470 foi uma exceção que não se repetirá? JOSÉ DIRCEU – Espero que seja arquivada a investigação e que não tenhamos que analisar essa possibilidade, por absoluta falta de elementos para qualquer nova investigação e porque o próprio STF já recusou mais de uma vez incluir o presidente na AP 470. BLOG DA CIDADANIA – Como você vê a distribuição de verbas públicas para publicidade do governo federal entre os grandes meios de comunicação? Há um equilíbrio entre as mídias alternativas e as tradicionais? E entre a própria grande mídia, a distribuição lhe parece justa? JOSÉ DIRCEU – Não é justa, não há equilíbrio. Além disso é preciso respeitar a constituição e estimular a pequena e micro mídia – assim como se faz com a pequena e micro empresa -, o pluralismo e evitar o monopólio. Deve-se garantir a diversidade e a produção e defesa da cultura nacional. BLOG DA CIDADANIA – Como você vê a acusação da grande mídia ao PT de que o partido quereria censurá-la para que não divulgue escândalos contra si? JOSÉ DIRCEU – Na entrevista que dei a Folha-UOL [e que será publicada amanhã] respondi a essa questão. Por que o PT quereria censurar a imprensa? Mesmo que quisesse, não teria força. Outra coisa é regular mídia. O que não é possível é um veículo deter 70%, 80% de toda a publicidade do país. Como as organizações Globo, por exemplo.  * PS: neste sábado viajo a Curitiba para participar de uma mesa de debate em um encontro de blogueiros local. O Blog só voltará a ser atualizado no domingo. http://www.blogdacidadania.com.br/2013/04/60-minutos-com-jose-dirceu/
13 horas atrás

Fernando Morais lança biografia de Lula em setembro e já pensa em obra sobre José Dirceu

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 
Sem título definido, a obra que resgata momentos marcantes da história do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser lançada em setembro pela Companhia das Letras, revelou o autor, o jornalista Fernando Morais, ao Brasil Econômico nessa quinta-feira, 11. 
O recorte biográfico retrata acontecimentos e casos vividos por Lula do início dos anos 1980 até o fim do seu segundo mandato na Presidência da República, em 2010. O autor ressalta que a obra deve ficar pronta em agosto e chegará as livrarias no mês seguinte. Ele garante que não quer que a obra seja lançada em época de corrida presidencial. “Nem eu, nem a editora e nem o Lula queremos lançar o livro em ano eleitoral”. 
Para fazer algumas entrevistas, Morais tem acompanhado o político em viagens internacionais, como para Reino Unido, Moçambique, Angola e Índia. “A gente aproveita as longas viagens no avião, que costuma ser fretado, para gravar sem interrupções”. 
Autor de biografias, como Chatô, O Rei do Brasil e Olga – que resgatam as histórias do magnata da comunicação Assis Chateubriand da comunista Olga Benário Prestes, respectivamente – Morais afirma que pretende escrever um livro resgatando a trajetória de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, condenado pouco mais de dez anos de prisão pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).Morais_Reproduo_Gazeta_do_Povo

Fernando Morais diz que não quer e que não é desejo do ex-presidente lançar biografia em ano eleitoral
(Imagem: Reproduçã/Gazeta do Povo)
 http://midiacrucis.wordpress.com/2013/04/12/fernando-morais-lanca-biografia-de-lula-em-setembro-e-ja-pensa-em-obra-sobre-jose-dirceu/

14 horas atrás

Vejam e entendam!!!

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 

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