Flagrante da prisão pela GCM de Americana-SP do suspeito de enforcar morador de rua e se exibir no Facebook

por mariafro
 

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Mapa da intolerância no Brasil: Região Sul, SP, DF e Minas Gerais com mais ‘neonazistas’ no país

Vídeo mostra prisão de neonazista investigado por agredir gays e negros em BH

Redação de Belo Horizonte de A a Z

15/04/2013

A Guarda Municipal de Americana, cidade do interior de São Paulo, divulgou um vídeo que mostra o exato momento da prisão do neonazista que causou polêmica em Belo Horizonte ao divulgar uma foto no Facebook na qual aparece agredindo um morador de rua negro na Savassi. Antônio Donato Baudson Peret, de 25 anos, foi detido na tarde de domingo (14) ao chegar na rodoviária do município onde mora sua namorada.

Na filmagem, o neonazista aparece sendo abordado logo após sair de um ônibus. Investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais foram até o interior de São Paulo para prender o jovem. Ele chegava de uma viagem à Capital paulista. Com Donato, foram encontradas duas facas, um facão e um soco inglês. A namorada dele também foi levada para a delegacia. Ela prestou depoimento e foi liberada.

Donato já está em Belo Horizonte e ficará detido durante pelo menos 30 dias. A prisão preventiva do jovem foi determinada pela Justiça durante o fim de semana. Ele será indiciado por apologia ao crime, com os agravantes de racismo e nazismo, e formação de quadrilha. Durante a última semana, a Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos começou a investigar atuação de grupo neonazista de BH nas redes sociais. Outras três pessoas foram presas na Capital mineira.

O grupo prega intolerância e ataca moradores de rua, usuários de drogas, homossexuais, punks, skatistas e negros. Donato já responde a dois processos por agredir gays em Belo Horizonte.

O caso ganhou destaque na mídia mineira após Donato compartilhar um texto que surgiu de uma apuração do Centro de Mídia Independente (CMI) e da coluna do historiador Matheus Machado, que escreve para o portal Bhaz. Na ocasião, o neonazista criticava o estudante de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Gabriel Spínola. Nos comentários em seu perfil, ele dizia que conhecia o jovem e insinuava que o trote na instituição de ensino teria desencadeado investigações contra o grupo do qual faz parte.


Foto: Reprodução/Facebook

No perfil de Antônio Donato, que foi deletado logo após a repercussão do caso, havia várias fotos de apologia ao nazismo, incluindo imagens de uma criança com acessórios que fazem referência ao regime.

7 horas atrás

Mapa da intolerância no Brasil: Região Sul, SP, DF e Minas Gerais com mais ‘neonazistas’ no país

por mariafro
 

Especial: estudo de pesquisadora que há 11 anos mapeia o movimento neonazista na internet aponta que, no Brasil, os grupos neonazistas são predominantes na região sul, mas crescem no Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais:

SÉRIE ESPECIAL SOBRE NEONAZISMO:
– Ministério Público avalia denúncia da agressão de neonazista em BH
– Vácuo jurídico e pouco investimento na PF são entraves no combate aos neonazistas
– Pais que incitam ódio e racismo aos filhos podem perder a guarda
– Comissão tem autonomia para investigar influência de organizações em trote da UFMG

Mapa da intolerância: região sul concentra maioria dos grupos neonazistas no Brasil

Por: Léo Rodrigues – Portal EBC

11/04/2013

O crescimento do número de simpatizantes neonazistas tem se tornado uma tendência internacional. É o que aponta um monitoramento da internet realizado pela antropóloga e pesquisadora da Unicamp, Adriana Dias. De 2002 a 2009, o número de sites que veiculam informações de interesse neonazistas subiu 170%, saltando de 7.600 para 20.502. No mesmo período, os comentários em fóruns sobre o tema cresceram 42.585%.

Nas redes sociais, os dados são igualmente alarmantes. Existem comunidades neonazistas, antissemitas e negacionistas em 91% das 250 redes sociais analisadas pela antropóloga. E nos últimos 9 anos, o número de blogs sobre o assunto cresceu mais de 550%.

Adriana Dias trabalha há 11 anos mapeando grupos neonazistas que atuam na internet e também no mundo não virtual. Devido ao conhecimento construído, a pesquisadora já prestou consultoria para a Polícia Federal e para serviços de inteligência de Portugal, Espanha e outros países.

– Veja as estatísticas do crescimento de sites com assuntos neonazistas:

Brasil

Segunda Adriana, os grupos neonazistas eram predominantes no sul do país, mas nos últimos anos têm crescido vertiginosamente no Distrito Federal, em Minas Gerais e em São Paulo. Ela vem mapeando o número de internautas que baixam arquivos de sites neonazistas e considera simpatizantes aqueles que já fizeram mais de 100 downloads. Por esse critério, seus dados de 2013 apontam que há aproximadamente 105 mil neonazistas na região Sul.

– Estados com maior número de internautas que baixaram mais de 100 arquivos de sites neonazistas (clique nos estados)

 

No caso de Minas Gerais, os movimentos parecem ter ganhado fôlego em 2009, como forma de responder ao assassinato de Bernardo Dayrell Pedroso. Fundador da revista digital “O Martelo”, ele era uma referência do movimento neonazista na cidade. Acabou morto em um evento no município de Quatro Barras (PR), por uma outra gangue de skinheads neonazistas que via em Bernardo uma barreira para sua ascenção.

Organização

Não é possível descrever um único percurso para ingresso no movimento neonazista. Mas há uma trajetória mais comum: “Geralmente, eles atendem ao proselitismo na juventude. O jovem em busca de uma causa acaba recebido pelo grupo, que o convencem de que o negro ou o judeu tomou seu espaço no mercado de trabalho, na universidade, etc”, explica Adriana Dias.

Os líderes dos grupos geralmente não participam das ações violentas. “São pessoas que já possuem uma condição financeira melhor e geralmente possuem curso superior. Eles conduzem o movimento e leem muito material antissemita. Possuem um alto grau de instrução e buscam se resguardar de eventuais ações judiciais”, descreve a pesquisadora.

 

9 horas atrás

Gerson Carneiro, ombdsman do PIG, explica o atraso de hoje nas redações

por mariafro
 

ATENÇÃO

Por motivo de adequação na manchete, editorial, e arte visual da primeira página, pedimos desculpas pelo atraso na entrega da edição de hoje.

Ass: Estadão, Folha de São Paulo e O Globo.

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