Campanha contra homofobia iniciada por torcidas em BH ganha novas adesões pelo país

por Homorrealidade
 
   Publicado pelo UOL Esportes Por Bernardo Lacerda   O movimento das torcidas de futebol do Brasil, via redes sociais, contra a homofobia, que teve o Atlético-MG como pioneiro, continua ganhando adesões de torcedores de outros clubes e segue unindo rivais históricos. Depois de adeptos do Cruzeiro, Palmeiras e Corinthians também criarem páginas no facebook, foi a vez da dupla Grêmio e Internacional e do Bahia se juntarem à campanha, que começa a se tornar nacional.   Assim como os outros times do futebol brasileiro, a dupla GreNal entrou na luta contra a homofobia. Torcedores dos dois times criaram páginas chamadas “Queerlorado” e “Grêmio Queer no Facebook”. Parte da torcida do Bahia, por sua vez, adotou a medida e também divulgou a página.   “Gremistas também estão pelo respeito à diversidade no futebol! Vamos usar este espaço para debater o respeito às diferenças por um futebol sem homofobia, machismo, racismo e sexismo”, escreveu o administrador da página “Grêmio Queer”.   “Essa página foi idealizada por torcedores/as do EC BAHIA no intuito de dizer BASTA ao machismo, homofobia sexismo e racismo no futebol brasileiro. Nosso amor pelo EC BAHIA e por futebol não combina com nenhuma forma de preconceito e violência”, disse o dono da página do Bahia, que não se identificou.       A página da dupla de times do Sul do Brasil tem recebido apoio. Ao todo, são mais de 700 curtidas de torcedores do Internacional e também do Grêmio. Porém, como aconteceu com os outros movimentos, as críticas também foram grandes por meio do Facebook.   “Neste exato momento estou inclinado a deixar todas estas postagens absurdas que temos recebido, de torcedores do NOSSO TIME”, escreveu o idealizador da página “Queerlorado”, referindo-se aos xingamentos à iniciativa.   A primeira página no facebook a criar o movimento de luta contra a homofobia e que foi seguida por torcidas de Palmeiras, Corinthians, Internacional, Grêmio, Bahia e Cruzeiro, foi a “Galoqueer” feita pela torcida do Atlético. Idealizadora e dona da página, que prefere não se identificar, pretende levar o movimento para dentro dos estádios, durante os jogos.       O nome escolhido, “Galo Queer”, página criada na terça-feira da semana passada, faz referência ao termo inglês que significa algo estranho, fora do comum ou padrões. Mas é utilizado erroneamente no Brasil para se referir a homossexuais. Na última quinta-feira, inspirados na ideia atleticana, cruzeirenses também criaram uma página semelhante, chamada “Cruzeiro/Anti-homofobia”.  
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