Nassif: Fux é o maior problema do Judiciário

por redacao
 

Conversa Afiada reproduz texto do Nassif sobre o Fux, aquele que tem uma filha tão talentosa quanto o Cerra – vote na trepidante enquete

Sobre o vácuo institucional criado pelo fim da Lei de Imprensa, leia a “decisão histórica do Ministro Celso de Mello sobre a liberdade de expressão“, na aba ‘Não me calarão !“.

http://www.advivo.com.br/node/1336433

 

O maior problema da Justiça brasileira chama-se Luiz Fux

 

Com seus modos destrambelhados, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa tornou-se especialista em desmoralizar grandes bandeiras que levanta.

Esqueçam-se os modos para se analisar um dos temas que levantou: a promiscuidade entre Ministros do STF e grandes escritórios de advocacia.

O caso Sérgio Bermudes é exemplar. Seu escritório patrocina grandes ações contra o poder público e, ao mesmo tempo, emprega a filha de Luiz Fux, a esposa de Gilmar Mendes e o filho do desembargador Adilson Macabu, que trancou a Satiagraha. Agora, está oferecendo um mega regabofe para o mundo jurídico comemorar os 60 anos de idade de seu amigão, o próprio Fux.

Vamos a Fux e seu ultimo feito: a derrubada da PEC 62/2009 que instituiu regime especial para pagamentos de precatórios emitidos até aquela data.

Sabe-se que parte expressiva dos precatórios está em mãos de escritórios de advocacia, que adquiriram com enormes descontos de clientes que necessitavam de caixa e não tinham esperança de receber o pagamento  em vida.

Com o voto decisivo da Fux, o STF votou pela procedência parcial das  Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4357 e 4425 contra a PEC, ajuizadas, respectivamente, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

A Emenda havia significado um enorme avanço para o tema.

Sabia-se ser impossível o pagamento imediato do passivo acumulado. Concordou-se então com o parcelamento por 15 anos e com garantias inéditas para os credores. Houve a vinculação de parte da Receita de cada ente para pagamento da dívida; e o instrumental jurídico contra futuros calotes: a possibilidade de sequestro da receita.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça), interpretando a Constituição, entendeu que a PEC definia um comprometimento da receita com precatórios que assegurava que, ao final de 15 anos, todos os precatórios seriam liquidados.

Mais que isso: com a previsibilidade instituída pela PEC, alguns governantes – como o prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin – já tinham acenado com a possibilidade de aumentar o percentual de receita vinculada para pagamento.

O Supremo liquidou com tudo.

O padrão Fux de atuação

Fux comportou-se com a mesma leviandade com que atendeu a seu padrinho político, governador Sérgio Cabral, na questão dos royalties.

Na ocasião, para impedir que o Congresso derrubasse o veto da presidência da República à Lei, sem passar pela análise de mérito, Fux decidiu que o Congresso deveria analisar todos os vetos pela ordem cronológica. Paralisou os trabalhos legislativos. Questionado, alegou não ter tomado conhecimento, antecipadamente, das consequências de seu ato. Ora, não se trata de um juizado de pequenas causas, mas da mais alta corte do país.

Agora, repete a irresponsabilidade.

De um lado, reinstituiu uma das maiores jogadas dos precatórios – a correção da dívida por índices extremamente elevados, a propósito de dar isonomia com as correções que o Estado cobra dos seus devedores.

Por outro, paralisou o pagamento geral. Os diversos entes federados deixaram de pagar por impossibilidade de quitar à vista e pelo fim da ameaça de sequestro das receitas. Voltou-se à estaca zero.

Alertado pela OAB, Fux voltou atrás e decidiu suspender a medida para precatórios que vêm sendo pagos, mantendo-a para os novos. Um nonsense completo: a PEC questionada legislava apenas sobre os antigos.

O próprio Marco Aurélio de Mello, que tem um histórico de reação contra abusos do Estado, votou a favor da manutenção da PEC, com um voto que poderia modular eventuais abusos sem comprometer os avanços que ela consolidava. Ocorriam abusos com os leilões, que colocavam na frente os precatórios de quem oferecesse o maior desconto.

Agora, volta-se à estaca zero em relação aos precatórios.

Um STF que não estuda seus casos

Da mesma maneira que no caso da Lei da Imprensa, o STF vota sem analisar consequências. Nos dois casos, Marco Aurélio de Mello alertou para os desdobramentos, para o vácuo jurídico que seria criado. 

Mas o lobby foi maior que o bom senso.

Seja qual for sua motivação, é evidente que, à luz do seu histórico nos episódios de indicação para Ministro, do seu contato estreito com grandes escritórios, Fux tornou-se um personagem sob suspeição.

O melhor favor que poderia receber seria o PT entrar com uma ação contra ele, a propósito do mensalão. Seria fornecer a blindagem de que ele necessita.

Fux não é problema do PT: é problema do sistema jurídico brasileiro.

 

(Clique aqui para ler “Barbosa e Fux desconstroem o julgamento do mensalao”.) PHA.

 

20 horas atrás

Violência: Dilma não tem xerife. Tem um Zé

por redacao
 

Um rapaz reincidente de 17 anos matou um universitário que chegou a oferecer o celular ao criminoso.

Isso aconteceu em frente ao prédio em que a vítima morava.

O assassino completa 18 anos neste sábado e tinha passado três vezes pela Febem.

Um assaltante levou uma surra após tentar roubar pedestre no bairro dos Jardins.

O assalto deu errado e quinze pessoas o agrediram.

Segundo uma testemunha, se a policia não tivesse chegado, ele teria sido morto a pancadas.

Tudo isso se passou na cidade de São Paulo, esta semana.

Os petistas podem considerar que a violência desenfreada em São Paulo – há 17 anos sob o comando inepto dos tucanos – é o ponto mais fraco de Geraldo Alckmin, na eleição para governador em 2014.

Só tem um problema.

É a Casa Grande empunhar a arma da Violência, da Insegurança contra a Dilma em 2014.

O Cerra ainda não descobriu esse filão, talvez com medo de dar um tiro no próprio pé – afinal, ele co-governa São Paulo há 17 anos.

Mas, nada impede que o porta-voz seja outro.

O Aécio, o tucanuardo, aquele do “não podemos perder 2013 !”.

Sem falar na Bláblárina, que pedirá um referendo para discutir a maioridade penal e outro para avaliar o consumo de quentão nas festas de São João.

É outra jenia !

A Violência vai cair no colo da eleição de 2014.

E Dilma não tem quem a defenda.

Ela foi a Santa Maria, com a tragédia da boite Kiss.

Deu o bolo no tucanuardo para ir à missa dos mortos nos desabamentos da região serrana do Rio.

São gestos simbólicos, e, portanto, políticos.

E cadê o Ministro da Segurança, o Ministro da Justiça ?

O Ministro da Luta contra o Crime ?

Cadê a republicana Policia Federal, que não investiga a Privataria Tucana, mas está, diligente, atrás das pistas valiosas do Marcos Valeriodantas contra o Lula ?

Cadê a autoridade federal ?

Alguém tem que dar a cara pra bater.

Para falar e difundir a politica federal de Segurança.

Ir ao enterro do jovem universitário Vitor Hugo.

Cobrar o Governador Geraldo Alckmin.

Dar conta das providências que os governos federal e estadual já tomaram para conter a violência.

Deu certo ?

Onde erramos ?

A sociedade tem que ter uma explicação.

Não adianta fazer como o Farol de Alexandria, que se escondia atrás dos Estados – responsáveis diretos pela Segurança Publica.

O cidadão não quer saber se a responsabilidade é municipal, estadual ou federal.

A mãe do Victor Hugo não está interessada nisso.

Acontece que o Ministério da Justiça não tem cara.

Tem bastidor.

É irrelevante.

Agora, por exemplo, caiu na mesma esparrela do Alckmin:  discutir a maioridade penal.

(Sobre o assunto, leia o artigo de Pierpaolo Bottini – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/103538-uma-resposta-adequada.shtml – na Folha (*)

O Ministro da Justiça parece não querer sujar as mãos no Crime.

Prefere tocar piano nas festas de advogados que possam conduzi-lo ao Egrégio Tribunal Federal.

O Governo Dilma tem um enorme déficit de Segurança.

Se ela sair às ruas e perguntar a qualquer cidadão “o que eu já fiz para zelar por sua Segurança ?”, vai descobrir que …

É bom até nem reproduzir a hipotética resposta.

O Governo Dilma não se comunica.

Só fala em photo-ops, devidamente coreografadas.

Não tem SECOM, não tem porta-voz – e não tem Ministro da Justiça.

“A Lei e a Ordem” é desde tempos imemoriais palavra de ordem dos políticos conservadores para encantar a classe media.

O Presidente Joaquim Barbosa já descobriu isso.

A Presidenta Dilma descobrirá breve.

Enquanto mantiver o Zé – assim, carinhosamente, o tratam os amigos do imaculado banqueiro – Cardozo como o rosto do Governo na luta contra o Crime.

Enquanto não tiver rosto.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

20 horas atrás

Tucano mineiro é acusado de traficar órgãos

por redacao
 

Em carta, Mosconi pede um rim para um amigo: valor, R$ 8 mil

Conversa Afiada reproduz e-mail de amigo navegante cuja “mãe morreu depois de receber um fígado transplantado. Rejeição. Mas esperou anos por um deles, na fila. A reportagem do Leandro mexeu comigo.” 

Na Carta Capital, Leandro Fortes expõe a impressionante história de médicos que, com a participação de outro médico, deputado estadual do PSDB mineiro, retiravam órgãos de pacientes ainda vivos. E os vendiam.

 

 

20 horas atrás

Mino presta comovida homenagem a Margaret Trash

por redacao
 

Conversa Afiada reproduz editorial do Mino nesta edição da Carta Capital: 

http://www.cartacapital.com.br/economia/o-inelutavel-mercado/

 

O inelutável mercado

 

Pergunto aos meus reflexivos botões o que vem a ser o mercado. Ou seria o caso de dizer MERCADO? Segue-se este diálogo.

“Trata-se, ao que tudo indica, de uma entidade sobrenatural, incontrastável na sua onipotência”, proclamam os inquiridos com certa ênfase.

“Deus, portanto, não é mesmo?”, apresso-me a anotar.

“Deixemos Deus no lugar que lhe compete, de alguma forma o MERCADO assemelha-se mais aos fados gregos…”

Interrompo. “Donde, agente do destino…”

“Não, não, algo maior e mais exato, de alguma forma o MERCADO é o próprio destino.”

“Quer dizer, o que determina é definitivo e irretorquível. É porque é, digo, filosoficamente…”

“Eis aí, é na condição indiscutível de manifestação do real, não nos atiraríamos a discutir o fato de que a Terra gira em torno do Sol.”

Pareceu-me entender a razão da diferença entre MERCADO e Deus. O Altíssimo, embora nem sempre usado para os melhores fins, é o primeiro motor da religião, na qual se entrelaçam fé e emoção. Já me referi inúmeras vezes à religião do deus mercado, e agora me arrependo, e a quem me leu peço perdão. Não se exige fé para acreditar no MERCADO. Ele existe, na qualidade de suprema verdade factual, igual à vida e à morte.

O inelutável suscita algum espanto, como as ideias de eternidade e do infinito propostas a quem é irremediavelmente condicionado por tempo e espaço. Entendo, porém, que os botões riem. Ouço distintamente o marulhar de sua peculiar risada, de cachorro maldoso, mostra os dentes, mas vem do fundo da garganta, e como se o som passasse sobre lixa. Estou perplexo, o comportamento dos botões contradiz agora tudo o que foi dito antes.

Encaro-os atônito. No tom de quem chama à ordem o desavisado, esclarecem: “Ora, ora, o que dissemos é como o mundo encara o mercado, o mundo cada vez mais crédulo, intelectualmente indigente, negado à frequentação do espírito crítico. Donde, pronto a engolir o que interessa às oligarquias financeiras criadas pelo neoliberalismo, enquanto prejudicam gravemente o resto da humanidade”.

A sociedade, à qual Margaret Thatcher negava existência em benefício do indivíduo, assiste impávida, ao menos por enquanto, ao esforço dos países do ex-Primeiro Mundo para combater a crise ao favorecer quem a provocou. De sorte que as coisas pioram. Na Europa, de 2008 a 2012, 10 milhões de empregos foram perdidos. Um milhão e pouco só na Itália no ano passado, e ali, no mesmo período, 5 mil empresas morreram. Oitenta multinacionais, e entre elas o narcotráfico, comandam a economia global e impõem sua vontade aos governos nacionais.

O mundo, ah, o mundo dá sinais inequívocos de senectude, em meio a delírios que incluem as ameaças atômicas do ditador norte-coreano. Incluem também situações aparentemente mais comezinhas e menos arriscadas. Refiro-me, a escolher uma entre tantas, à reação da mídia mundial ao falecimento de Margaret Thatcher. Salvo algumas exceções, fala-se de uma Mary Poppins revolucionária capaz de devolver o Reino Unido às glórias pregressas. E haja glória. A Dama de Ferro, que se presumia destinada a uma vida doméstica, ao se instalar no número 10 de Downing Street tornou-se fundadora do neoliberalismo, entrave aparentemente ineludível dos dias de hoje. Antes de Ronald Reagan, ela merece a primazia.

Não há questionamento possível, sofremos, em primeiro lugar, por causa dela se o simples mercado transmudou-se no MERCADO. Como a grei de Panurge, o mundo foi atrás da senhora Thatcher. Alguns, os beneficiários da operação, de caso pensado, para tomar o bonde da história que transitava na esquina. Outros, sem se darem conta do desastre. Outros ainda porque não entendiam coisa alguma.

P.S.: Em entrevista à rede CNT, o ministro Paulo Bernardo dá seu revide à capa de CartaCapital de duas semanas atrás, que o via como protetor do plim-plim e do trim-trim. O canal é insignificante e o ministro tem lida difícil com o vernáculo. Mesmo assim, percebe-se a sua tese: fingimos ser o que não somos. Pregamos a moral que não praticamos. Sem pestanejar, vendemos a alma. Pois o ministro deveria saber, por intermináveis razões, que Mefistófeles, conosco, perderia seu tempo.

 

Em tempo: Conversa Afiada estende a comovida homenagem do Mino a dois notáveis colonistas (*) do PiG (**): o dos multiplos chapéus e a Urubóloga. Que não contiveram sinceras lágrimas ao tratar da passagem de Margaret desta para melhor. Snif, Snif …

Em tempo2: na América Latina, os líderes do neolibelismo (***) foram Salinas (escondido no México), Menem (na porta da cadeia argentina), Sanchez de Losada, que fugiu da Bolivia para Miamia aos gritos de “ladrão ! ladrão !”,  e Fujimori (na cadeia peruana). O Farol de Alexandria prepara-se para sentar na plataforma-36 da academia das letras. Viva o Brasil ! – PHA

Em tempo3: assine aqui o manifesto em defesa da candidatura de Amaury Ribeiro Junior à Academia, com a justificativa: “A Privataria é Imortal !”.

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

20 horas atrás

Fux e Barbosa desconstroem o julgamento

por redacao
 

Saiu no UOL:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2013/04/12/advogados-do-mensalao-entram-com-agravo-indignado-no-stf.htm

Em tom de indignação, nove advogados de condenados no julgamento do mensalão entraram com novo agravo no STF (Supremo Tribunal Federal) para que o presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, libere os votos por escrito com antecedência de modo a eles terem mais tempo para produzir os recursos contra a sentença.

“Deixemos de lado o que não é essencial, ao registrarmos as razões jurídicas de nosso inconformismo”, diz a petição assinada por Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Celso Vilardi, José Luís de Oliveira Lima, Alberto Zacharias Toron, Luiz Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Junior e Maíra Beauchamp Salomi.

No Estadão:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ministros-apelam-a-barbosa-para-que-analise-recursos-de-reus-do-mensalao,1020296,0.htm

Ministros apelam a Barbosa para que analise recursos de réus do mensalão
Corte avalia que postura do presidente do STF estimula discurso de cerceamento do direito de defesa
Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA – A resistência do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em levar a julgamento do plenário os recursos de réus do mensalão mobilizou ministros do tribunal. Mesmo aqueles que votaram pela condenação maciça dos réus consideram um erro do ministro deixar engavetados pedidos da defesa para que os prazos de recursos contra a condenação sejam estendidos.

Ao final da sessão de quinta-feira, 11, o Estado presenciou a conversa inicialmente entre o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, com o presidente da Corte. Depois, juntaram-se Dias Toffoli e Luiz Fux. Celso de Mello fazia uma ponderação – em tom de apelo – para que Joaquim Barbosa levasse os recursos movidos pelos advogados a plenário antes da publicação do acórdão do julgamento.

Saiu na Folha (*):

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1262098-ministro-luiz-fux-cancela-jantar-bancado-por-advogado.shtml

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu ontem ao advogado Sergio Bermudes que ele cancelasse o jantar que estava preparando para o magistrado.
O organizador da festa, marcada para o dia 26, queria reunir políticos e a cúpula do judiciário nacional e do Rio de Janeiro em seu apartamento de 800 metros quadrados, na zona sul do Rio. O evento celebraria os 60 anos de Fux.
“Estamos cancelando a pedido do ministro”, disse Bermudes na noite de ontem.
Segundo relato do advogado, Fux informou que sua mãe, Lucy, de 78 anos, teve uma crise de hipertensão com a repercussão negativa da celebração, o que teria preocupado o ministro.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/103501-monica-bergamo.shtml

MARATONA
E, além de celebrar seus 60 anos com 200 convidados na casa do advogado Sergio Bermudes, no Rio, no dia 26, o ministro Luiz Fux, do STF, já prepara nova empreitada.
Ele organiza festa algumas vezes maior do casamento da filha, Marianna, com Hercílio José Binato. Será no Copacabana Palace, em outubro.

 

Navalha

A intolerância do Presidente Joaquim Barbosa provocará duas  reações.

Expor, de vez, a parcialidade do julgamento do mensalão (o do PT).

E vai exigir uma reparação em tribunais fora do Brasil, como anunciou José Dirceu – clique aqui para ler “Fux disse que ia me absolver, depois de me assediar moralmente”.

Dirceu vai à Corte dos Direitos Humanos da OEA e a Corte Internacional, para provar que foi condenado sem provas, num julgamento de exceção.

Será a segunda vez, em pouco tempo, que Corte internacional desmoralizará a Suprema Corte brasileira.

Como se sabe, a mesma Corte dos Direitos Humano da OEA considerou que a anistia à Lei da Anistia, aprovada por maioria do Supremo, em relatoria inesquecível de Eros Grau, envergonha o continente .

Vamos ver, agora, como se sustenta, num fórum imparcial, longe da linha de tiro da Globo – como comprovou o professor Falcão, em antológica análise na revista da Globo, a Época – , a tese de que a Visanet é estatal.

Ou que o “domínio do fato” alemão se aplica ao Dirceu.

Ou que cabe ao réu provar que é inocente.

Vamos ver…

Nesse momento, o único jurista de saber incontestável a defender a inflexibilidade do Presidente Barbosa é o Ataulfo Merval de Paiva (**).

Uma revisão da pena do Dirceu será uma derrota pessoal do Ataulfo.

Já o Fux desmoralizou o julgamento do mensalão (o do PT) de forma irremediável.

Ele demonstrou não ter o conteúdo mínimo de recato para exercer QUALQUER função publica.

Muito menos, julgar o Dirceu.

Além de demonstrar um incomparável deslumbramento.

Quem vai pagar a festa do casamento da filha no Golden Room do Copa ?

Será o Dr Bermudes ?

Juiz do Supremo não ganha pra isso.

O amigo navegante há de se lembrar que o destemido Dr Piovesan entrou com um pedido de explicações sobre a isenção do Gilmar Dantas (***) , entre outros motivos, porque ele, Dantas, recebia na porta, ao lado do sorridente anfitrião, os convidados que foram ao Golden Room do Copa numa festança do escritório de Bermudes.

Clique aqui para ler “a peça do Dr Piovesan é também um BO “.

(Como se sabe, a peça do Dr Piovesan foi desconstruída pela ação do presidente do Senado José Sarney.)

A inflexibilidade de Barbosa ultrapassa o rigor de Lei.

Barbosa se considera a Lei.

Bem ao gosto da classe média a que se referiu o Janio de Freitas, quando lembrou que Barbosa parece dirigir a fúria – e a linguagem – ao clamor autoritário da classe média que quer reduzir a maioridade penal e instalar a pena de morte para pretos, pobres, p…, e petistas.

Fux é outro departamento.

É o do pudor, do recato.

Que não tem.

E não merece estar onde está.

O que os dois fazem para desconstruir o Supremo só se compara à anistia da Lei da Anistia.

Viva o Brasil !

Que consegue fazer uma Comissão da ½ Verdade que se esconde nos porões.

De medo.

Viva !

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.

(***) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

12 de Abril de 2013 18:55

Cerra racha o PSDB. E diz que vai unir oposição

por redacao
 


Saiu no IG:

Serra diz estar disposto a trabalhar por união das diversas oposições

Um dia depois de o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) discursar como candidato a presidente, o ex-governador paulista José Serra (PSDB) também se colocou a disposição das forças de oposição ao PT.
Serra falou há pouco na conferência do PPS, realizada na Câmara dos Deputados, com um tom carregado de críticas ao PT e às gestões de Lula e da presidente Dilma Rousseff.
O tucano, que nos bastidores vem resistindo em aderir ao nome de Aécio como nome do PSDB à presidência em 2014, falou em deixar de lado o lado emocional para agir de forma racional.
Perguntado se apoiaria a candidatura do mineiro, Serra evitou polemizar. “Se ele fosse o candidato do PSDB, claro que eu apoiaria”, disse.
Serra disse que a oposição precisa evitar o tom derrotista e encerrou seu discurso dizendo que as circunstâncias em 2014 serão diferentes daquelas existentes em 2010, o que poderia favorecer o campo opositor.
O tucano destacou que é preciso “saber unir” as diversas correntes de opositoras e se apresentou para jogar. “É em função dessa causa, que me coloco”, afirmou.

 

 

 

Navalha

 

Cerra não aparentou sentir dor na coluna.

A desculpa que deu para não assistir à inesquecível palestra de Aécio Never, nesta quinta-feira.

Segundo a rádio que troca a notícia, a CBN, Cerra espinafrou a Dilma e disse que, ao fim do Governo dela, o Brasil vai estar pior que ao fim do regime militar.

Para quem foi o Grande Planejador do Governo FHC – clique aqui para ler a tabela que compara os Governos Lulilma com o de FHC – a observação é, como diria o Dirceu, tragicômica.

Clique aqui para ver que o Dirceu já também percebeu: Cerra é candidato a qualquer custo.

(Sem trocadilho.)

A grande notícia é que Cerra deu a entender que ele é quem vai unir a oposição.

Segundo a rádio que troca a notícia, para ele não adianta ser “novo” se não tiver ideias.

Como o Aécio e o tucanuardo são “novos” e não tem ideias, claro que será candidato.

Isso é ótimo, porque o Cerra tem esse hábito: ele perde.

A outra grande notícia é que ele continua com a mania de dar ênfase com o dedo anular.

E quando ele enfia aquele dedo anular na cara do espectador, é certo: dali não sai nada.

Ou melhor: sai tragédia.

Por exemplo, segundo a CBN, ele é a favor da redução da maioridade penal.

Como só tolera o aborto no Chile.

O FHC, candidato à plataforma-36 da academia das letras – porque, se fosse dos números, ele e o Cerra não tinham chance – diz que está cansado de ver o PSDB desunido.

Este ansioso blog também.

Prefere o PSDB unido: sob a iluminada liderança do Cerra.

Ele, que tem mais grana e PiG (*) que o Aécio e o tucanuardo.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

12 de Abril de 2013 17:00

Dilma quer dobrar a renda per capita

por redacao
 

 

(Foto: Felipe Truda/G1)

 

Saiu no blog do Planalto:

 

Dilma: “O nosso objetivo é dobrar a renda per capita da população”

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (12), em Porto Alegre, durante cerimônia de entrega de retroescavadeiras, motoniveladoras e ônibus escolares a prefeitos do Rio Grande do Sul que o governo tem como objetivo dobrar a renda per capita da população. A presidenta disse ainda que o caminho para o Brasil se tornar um país de classe média é investir em educação.

“Daqui a alguns anos nós comemoraremos os 200 anos da nossa independência. E nesse dia nós vamos ter que olhar para trás e ver o que fizemos para construir a nossa soberania, o nosso desenvolvimento e o bem-estar do nosso povo. E aí, se vocês perguntarem para mim: qual é o nosso objetivo? O nosso objetivo é dobrar a nossa renda per capita. É esse o objetivo desse país. Ele se mede, fundamentalmente, pela renda per capita da nossa população. É essa a medida e o metro que nós devemos usar”, disse.

Leia também:

 

Em Porto Alegre, Dilma anuncia o investimento de R$ 2,46 bilhões em obras viárias

Durante entrega, nesta sexta-feira (12), em Porto Alegre, de máquinas retroescavadeiras e motoniveladoras a municípios gaúchos, a presidenta Dilma Rousseff anunciou R$ 2,46 bilhões em investimentos para melhorar o tráfego e o escoamento da produção na região metropolitana da capital gaúcha.

“Eu sou presidenta de todos os brasileiros. Em todos os lugares que eu vou tenho o cuidado de ver as obras necessárias em curto, médio e longo prazo. Precisamos de muitos empreendimentos na área de infraestrutura. O Brasil hoje tem capacidade de pensar o que quer ser daqui a 10 anos”, afirmou Dilma.

A primeira das três obras anunciadas é o trecho de 32 quilômetros da BR-448, entre Estância Velha e Sapucaia do Sul, com um custo estimado de R$ 530 milhões, e que vai ampliar o acesso à região metropolitana de Porto Alegre e à região de Caxias. Outro trecho é o que liga a capital a Novo Hamburgo pela BR-116.

Com um custo estimado de R$ 330 milhões, a obra terá medidas complementares para desafogar o trânsito na região metropolitana, que incluem passagens de nível, alargamento de viadutos, entre outras. A terceira obra anunciada é a ligação entre Santa Maria e Santo Ângelo pela BR-392, com uma extensão de 235 quilômetros, a um custo de R$ 1,6 bilhão.

Equipamentos
A entrega de 120 máquinas nesta sexta-feira – 80 retroescavadeiras e 40 motoniveladoras – totalizou um investimento de R$ 28 milhões e deve beneficiar cerca de 600 mil pessoas. Já os 25 ônibus disponibilizados pelo Ministério da Educação para 15 municípios terão custo de cerca de R$ 3,5 milhões cada.

“É a capacitação dos municípios para tomar providências. É uma iniciativa do governo de melhorar as condições de transporte das nossas safras. Ele se conjuga com um grande esforço que o governo federal vem fazendo. O Brasil teve um período que parou de investir na escala necessária”, defendeu.

12 de Abril de 2013 15:08

Fux e o joguinho dos quatro erros

por redacao
 

 

Saiu na Folha (*):

Fux determina retomada de pagamentos declarados inconstitucionais


O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (12) que os Tribunais de Justiça retomem o pagamento dos precatórios parcelados, prática considerada inconstitucional pelo plenário da própria Corte há menos de um mês. 

“Até que a Suprema Corte se pronuncie sobre o preciso alcance de sua decisão, não se justifica que os Tribunais Locais retrocedam na proteção dos direitos já reconhecidos em juízo”, diz Fux. “Determino que os Tribunais de Justiça de todos os Estados e do Distrito Federal deem imediata continuidade aos pagamentos de precatórios na forma como já vinham realizando até a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal”, finalizou. 

Não é a primeira vez que Fux precisa tomar medidas para corrigir efeitos de decisões. No julgamento da medida provisória que criou o Instituto Chico Mendes, por exemplo, ele proferiu um voto que, na prática, poderia derrubar todas as MPs aprovadas no Congresso. 

Seu voto determinava que elas deviam passar por uma comissão especial antes de seguirem a plenário, o que não tem o costume de ser observado. Um dia depois, ao constatar o problema, afirmou que a decisão valia somente a partir daquela data. 

Em outra ocasião, no julgamento da Lei da Ficha Limpa, em um primeiro momento, derrubou a validade para aqueles que renunciavam ao cargo no Congresso para evitar a abertura de processo do Conselho de Ética, medida que beneficiava políticos como Joaquim Roriz (PSC-DF) e Jader Barbalho (PMDB-PA). Um dia depois, voltou atrás. 

No final do ano passado, o ministro também determinou que o Congresso Nacional votasse todos os mais de 3.000 vetos presidenciais antes de analisar aqueles feitos pela presidente Dilma Rousseff na Lei dos Royalties, adiando a votação sobre o caso para este ano. 

A medida gerou confusão e acabou sendo derrubada pelos colegas meses depois.

 

Navalha

Este é o ministro da “verdade é uma quimera”.

Quem tem que provar a inocência é o Dirceu.

O Ministro que botou o turbante da Carmen Miranda na teoria do domínio do fato – clique aqui para ver a explicação dele para condenar do Dirceu.

Quem entender ganha uma guitarra.

E aqui para ver o trecho da entrevista do Dirceu em que diz ter sido assediado moralmente por Fux, que prometeu absolvê-lo.

aqui para ver que Fux procurou o Vaccarezza, o João Paulo Cunha e dois empresários para dizer “mato no peito”.

aqui para ver que o processo de impeachment dele já deu a partida, em “Dilma admira a coragem de Dirceu”.

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

12 de Abril de 2013 14:25

Nenhum Juiz defendeu Fux. E Celso defendeu Dirceu

por redacao
 

 

Amigo navegante pernambucano, que não perder 2013, como tucanuardo, envia essa preciosa informação de um jornal de lá:

Procurado para comentar o assunto, o ministro do STF Marco Aurélio Mello lamentou a declaração de Dirceu pelo fato de, segundo ele, atingir os magistrados de forma geral. “É ruim para toda a magistratura. É o que eu digo sempre: algo que alcance – precedente ou não – um integrante da magistratura coloca em xeque o Judiciário.” Os ministros do Supremo Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski preferiram não comentar as acusações feitas por Dirceu. Já o decano do STF, Celso de Mello, disse no começo da tarde de ontem que não havia lido a reportagem, mas defendeu o direito de manifestação de todos. “Qualquer pessoa tem o direito de se manifestar, independentemente da veracidade do conteúdo da sua fala.”

 

Navalha

O que significa que nenhum Ministro do Supremo saiu à rua para defender Fux, depois que Dirceu e Vaccarezza informaram que ele procurou os dois para anunciar que ia absolver Dirceu, “matar no peito”

Clique aqui para ler “Fux é o Feliciano do Supremo !”

E, tão importante.

O Ministro Celso De Mello defendeu o direito de Dirceu se defender.

Quem quer que o Dirceu se agabeire é o PiG (*).

Celso de Mello e a presidenta, aliás: clique aqui para ler “Dilma admira a coragem de Dirceu”.

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

12 de Abril de 2013 14:00

Fux é o Feliciano do Supremo ! Rua !

por redacao
 

 

Conversa Afiada reproduz do Blog do Miro artigo de Paulo Nogueira:

A diferença entre Dirceu e Fux

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Chega-se à verdade por vários caminhos, e nem sempre eles são os mais bonitos.

Mas isso não tira a importância deles. Uma paisagem feia pode levar a um belo destino.

É o caso das revelações de José Dirceu sobre seu encontro com o ministro Luiz Fux. Elas permitiram aos brasileiros saber como funcionam as coisas na hora de escolher alguém para o Supremo, e este conhecimento será a base das pressões que levarão a mudanças.

Você pode dizer, e não sem razão: se ele topou o encontro é porque gostaria de saber como Fux se comportaria no julgamento de extraordinária relevância de que ele, Dirceu, seria réu.

Você diz isso, ou poderia dizer, embora provavelmente fizesse o mesmo nas circunstâncias em que estava Dirceu.

Dentro do lamentável e nada transparente sistema de indicação para o Supremo que vigora no Brasil, não existe impedimento legal nenhum para isso.

E o risco de passar alguns anos na cadeia – sobretudo se você se julga inocente, e sabe que a mídia vai fazer de tudo para enjaulá-lo – pode levar você a fazer o que Dirceu fez.

A atitude de Dirceu em receber Fux – a não ser que sejamos maciçamente hipócritas ou antipetistas radicais – é moralmente defensável.

Chama-se autodefesa.

A de Fux não. Ela é moralmente indefensável. É fruto de uma ambição desumana, de uma vaidade sem limites e de uma ética frouxa, vacilante, tíbia que não se pode aceitar num juiz do Supremo.

Fux tem que ser expurgado do STF. Enquanto ele permanecer lá, os brasileiros, com razão, estenderão ao todo os defeitos da parte.

Feita a limpeza urgente, a sociedade tem que cobrar uma alteração imediata nos métodos de nomeação no Supremo.

Transparência, transparência e ainda transparência.

Isso já deveria estar no debate público quando se soube que a principal razão pela qual Lula indicou Joaquim Barbosa foi o fato de ele ser negro.

(Sem contar a forma como JB abordou Frei Betto para se insinuar entre os candidatos à vaga que Lula – ou para afirmar os negros ou por demagogia, cada qual fique com sua escolha – reservara não ao talento mas à cor da pele.)

Mas o urgente agora é tratar de Fux.

Ele não pode continuar onde está. Não é apenas o pastor Feliciano que está absurdamente agarrado a uma posição para a qual é uma extravagância intolerável.

Fux se tornou o Feliciano do Supremo.

12 de Abril de 2013 13:00

O Fux vai pedir pra sair ? Não ! Sim ! Vote !

por redacao
 

 

Sugestão do genial Bessinha:

O Fux vai pedir pra sair ?

Não
Ele faz qualquer papel.

Sim
O que ele fez foi um papelão.

Clique aqui e vote !

 

12 de Abril de 2013 12:00

Dirceu: Fux me assediou moralmente !

por redacao
 

Por sugestão do Esmael, blogueiro perseguido pelos iluminados tucanos do Paraná, o Conversa Afiada reproduz trecho da entrevista em que José Dirceu relata a promessa de Fux: “vou te absolver”.

O que confirma depoimento de Candido Vaccarezza, a quem o Fux também procurou para dizer que ia “matar no peito”.

(Note bem, amigo navegante, que os “entrevistadores” (melhor seria “verdugos”) da Folha (*) estão mais aflitos em condenar o Dirceu que o próprio Fux. Deviam achar que iam pegar o Dirceu na escada do cadafalso e o enforcado foi outro …)

(Um dos entrevistadores foi tosquiar o Maduro na Venezuela e acabou tosquiado.)

 

 
 

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

12 de Abril de 2013 11:00

Dilma defende Dirceu. A vida quer coragem !

por redacao
 

Saiu na Folha (*) fantástica “reportagem” de Cátia Seabra – ela é implacável ! – e Natuza Nery:

Fala de petista causa incômodo no Planalto

Trata-se de uma reportagem desprovida de aspas, uma das especialidades da casa, que, nesta quinta-feira, atribuiu à Dilma o que ela não disse sobre os juros.

Veja só, amigo navegante, a qualidade do jornalismo contemporâneo, no PiG (**) tupiniquim, colonial:

A acusação do ex-ministro José Dirceu de que Luiz Fux prometeu votar contra o mensalão para obter apoio à sua indicação ao STF incomodou assessores próximos à presidente Dilma Rousseff. 

A avaliação de integrantes (sic) do Palácio do Planalto é a de que as declarações do petista, feitas à Folha, expuseram a presidente ao dar margem a interpretações de que ela cedeu a pressões de seu partido na nomeação à corte. 

(…)

Até no PT se questionava a conveniência das declarações para a estratégia de defesa de Dirceu, pois poderia provocar a solidariedade dos demais ministros ao colega.

 

Navalha

Por coincidência, este ansioso blogueiro ouviu as mesmas fontes da Catia Seabra.

E de novo preferiram o anonimato.

Para não constrangê-la.

São pessoas educadas.

O ansioso blogueiro recolheu, ali, informações levemente diferentes.

Por exemplo.

A Dilma acha fabuloso que o Dirceu se defenda.

Com a mesma coragem e desenvoltura com que ela enfrentou os militares torturadores, hoje absolvidos pelo Egrégio Supremo Tribunal, depois de histórica relatoria de Eros Grau.

Que Dirceu se defenda com a mesma coragem com que ela enfrentou um sobrevivente do regime militar, o Agripino Maia, no Senado.

É o que faz a Dilma admirar o Dirceu: a coragem.

“A vida quer é coragem”, é o título da biografia dela, excelente, aliás, do Ricardo Amaral.

E a convicção.

Dirceu está do mesmo lado, há muito tempo.

Não é como o Fernando Henrique, candidato à cadeira plataforma-36 da Academia das Letras (porque dos números…).

FHC começou marxista, foi um herói neoliberal, e vai terminar tomando chá com o pessoal do fumacê.

FHC foi de todos os lados.

O que a Folha pensa que a Dilma queria que o Dirceu fizesse ?

Que ele apanhasse calado ?

Se encolhesse, humilhado ?

Que renegasse o passado ?

Que gabeirasse ?

Que pedisse desculpas à Casa Grande dos novos ricos, como os Frias ?

Que não denunciasse um Ministro do Supremo que não tem autoridade moral para apitar futebol de praia no Posto 6?

Que não expusesse à luz do sol que o julgamento dele e dos petistas foi um julgamento de exceção ?

Não, as fontes do Conversa Afiada dizem que a Presidenta está inconformada com o desempenho dos ministro que executaram sumariamente o Dirceu.

E, mais do que isso, ela está envergonhada da desastrosa decisão de nomear o Fux.

Deixar-se levar pelo currículo, pelo suposto “saber jurídico”.

E aprendeu de uma vez por todas: vai ser tão republicana quanto o Fernando Henrique, que levou ao Supremo republicanos como o Nelson Johnbim, o Gilmar Dantas (***) e a Ellen Gracie.

Republicaníssimos.

Dantíssimos !

Privatíssimos !

Dilma tem lado.

O lado do Dirceu.

Ela deve a eleição mais ao Dirceu do que deve ao Celso Furtado, que tanto admira.

Ela sabe disso.

Porque, se o PT ficasse no nicho fundamentalista que se armou no Colégio Sion, a Dilma era até hoje redatora de clipping de economia na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

E quem tirou o PT do gueto foi o Dirceu, sob as ordens do Nunca Dantes – outro que defenderá o Dirceu até a morte !

As fontes do ansioso blogueiro – que imploram para não ser identificadas – informam que o Partido dá irrestrito apoio a esta decisão: “setor jurídico do PT pedirá à Procuradoria Geral da Republica (Gurgel vai embora em julho – PHA) que investigue conduta e Fux”.

Esta notícia, na página A9 do Valor, informa também que é intenção do Partido pedir o impeachment de Fux.

Aliás, foi a destemida entrevista do Dirceu, comprovada pelo depoimento do Vaccarezza, que acabou por alinhar o PT em torno da decisão de ir atrás do Fux.

O que desmente de forma cabal a “reportagem” da Katia.

Mas, sabe como é, amigo navegante…

Na beira do precipício, ao contemplar a inexorável queda do Estadão, o pessoal da Folha deve estar nervoso.

Os Frias já se cuidaram.

O UOL sustenta a Folha e o UOL passou a ser uma empresa de TI, para desespero da IBM.

Querem que a Folha se lixe – mas, antes, ela vai limar os trabalhistas e os que quiserem remexer as pedras do regime da tortura – ao qual deram irrestrita colaboração.

O problema agora é os jornalistas cuidarem de si.

A Globo não tem espaço pra todo mundo.

E, como diz o Mino Carta, no Brasil, jornalista é pior do que patrão.

 

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

12 de Abril de 2013 10:00

Santayana e a eleição na Venezuela. O legado de Chávez

por redacao
 

Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana, do JB online:

Decisão em Caracas

Mauro Santayana

Interessa-nos, sim, e muito, o resultado das eleições venezuelanas do próximo domingo. Sendo assim, convêm-nos examinar o quadro sem as lunetas da paixão ideológica. Se o opositor Capriles, por essa ou aquela razão, desmentir o favoritismo de Maduro, e ganhar o pleito, não terá como inverter o curso histórico do país.

Ainda que, nesse caso, seja possível uma guinada à direita, ela não ocorreria logo. A menos que se desse depois de sangrenta guerra civil. A Hitória, antiga e contemporânea, nos ensina que, havendo imperialismo, guerras civis surgem por todo lado. Uma guerra civil, no entanto, pode levar anos e desorganizar a economia. E pode, até mesmo, favorecer o lado aparentemente mais fraco.

O mais importante legado de Chávez não está em sua política distributiva, mas, sim, no que ela representou na alma do povo venezuelano. Os venezuelanos pobres são a imensa maioria do povo. Eles assumiram a consciência da dignidade como um bem coletivo, e não parecem dispostos a renunciar a esse sentimento.

O militar, sendo mestiço, soube falar com a emoção ameríndia. Ele disse aos indígenas, e aos mestiços como ele, que a Venezuela é um bem comum de seu povo, e não colônia estrangeira. Seu discurso sempre foi autêntico. 

Seu opositor, Henrique Capriles Radonski, continua a ser visto como multimilionário,  venezuelano de primeira geração, de origem européia – distante da visão universal do povo.

Em  tática eleitoral conhecida, tenta agora linguagem menos agressiva, na tentativa de angariar votos entre aqueles chavistas que preferiam outro candidato em lugar de Maduro.

O sucessor de Chávez tem cometido erros primários, ao tentar, sem o mesmo carisma, a sintaxe emotiva do ex-presidente. Isso  pode inspirar a cunha oposicionista e beneficia-la, mas de forma marginal. 

Ao Brasil, como país, não interessa mudar a sua postura diante de Caracas, mesmo no caso em que a oposição vença. As nossas relações comerciais devem ser mantidas. Temos  imenso saldo na balança comercial e os nossos empresários que, em natural pragmatismo, não participavam do coro dos meios de comunicação contra o chefe de Estado da Venezuela, não querem perder os bons negócios que se iniciaram ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, e se ampliaram na administração de Lula e Dilma. 

Se não nos interessa mudar a postura nas relações com a Venezuela, no caso  de eventual vitória da direita, com Capriles, é natural que essa hipótese nos preocupe, tendo em vista os nossos interesses continentais.

Derrotada a esquerda, o governo de Caracas se alinhará aos Estados Unidos, e buscará, ali, as importações de que necessita, deslocando-nos do importante mercado.

Além disso, as organizações  regionais de que participamos, como o Mercosul e a Unasul, serão erodidas, pela ação direta de Washington.

Capriles, o candidato oposicionista, como se sabe, não é judeu ortodoxo. Converteu-se ao catolicismo e foi  ativo militante do ramo venezuelano da nossa famigerada TFP, em seus anos mais jovens. Há notícias de que pertence também à Opus dei.

Todas essas razões convocam a nossa atenção para o pleito de domingo.

12 de Abril de 2013 09:00

Miro quer privatizar enterro da Thatcher

por redacao
 

 

Falta alguém nessa foto ! E também vai usar fardão …

 

Saiu no Blog do Miro, incansável defensor dos neolibelestas (*) !

“Privatizemos o funeral de Thatcher” 


Por Ben Arnold, no Information Clearing House, no blog Escrevinhador:

O importante diretor de cinema Ken Loach, disse, sem meias palavras, o que sente sobre a ex-primeira-ministra que morreu de infarto:

“Margaret Thatcher foi a mais daninha, a mais destrutiva entre todos os primeiros-ministros dos tempos modernos”.

“Desemprego em massa, fábricas fechadas, comunidades destruídas – eis seu legado. Foi uma lutadora: seu inimigo, a classe trabalhadora britânica.”

“Suas vitórias contaram com a ajuda de líderes corruptos do Partido Trabalhista (Labour Party) e de vários sindicatos. Por causa de políticas que ela criou e iniciou, estamos hoje na merda em que estamos.”

“Outros primeiros-ministros seguiram seus passos. O principal deles foi Tony Blair. Ela tocava o realejo e Blair, o macaco, dançava.”

“Lembrem: ela chamou Mandela de ‘terrorista’ e tomou chá com Pinochet, torturador e assassino.”

O enterro da Baronesa Thatcher acontecerá na St Paul’s Cathedral. Custará cerca de £8 milhões de libras, dinheiro público.

“Morreu? Pois privatizemos o funeral dela: façam uma concorrência. O menor preço leva. Foi o que ela mais fez e mandou fazer.”

* Tradução: Vila Vudu.

Em tempo: o FHC foi convidado ? E a Urubóloga ? Afinal, ela é a melhor teórica que o neolibelismo (*) brasileiro foi capaz de produzir … – PHA

(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.