Fortes foram Pinochet, Geisel & Videla

por Gilmar Crestani
 

O “frágil” fica por conta do apoio institucional que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium ganham para introduzir adjetivos onde só há lugar para substantivos. Aliás, substantivos são intere$$es dos EUA. Mas o poste plantado por Chávez, pelo menos do ponto de vista dos eleitores venezuelanos, é melhor que o candidato dos EUA e dos Grupos Mafiomidiáticos.

Venezuela elegerá presidente frágil no 1º pleito sem Chávez

Escolhido comandará governo acossado por problemas políticos e econômicos

Maduro, mandatário interino, é favorito, mas terá de manter união de chavistas e lidar com exigências de eleitores

FLÁVIA MARREIROENVIADA ESPECIAL A CARACAS

Na primeira eleição sem Hugo Chávez, o protagonista absoluto da vida política da Venezuela nos últimos 14 anos, os eleitores vão às urnas no país hoje para escolher um novo presidente que comandará um governo acossado por fragilidades políticas e econômicas.

O mandatário interino Nicolás Maduro, 50, que Chávez apontou como herdeiro antes de morrer em março, é o favorito. Mas o cenário sem o esquerdista na cédula provoca incerteza.

Para analistas e institutos, um fator determinante para a votação de hoje será o nível de participação e a capacidade dos opositores e dos governistas, estes com mais recursos e militância organizada, para mobilizar e trasladar eleitores aos locais de votação –o voto na Venezuela é voluntário.

Segundo a pesquisa do prestigiado Datanálisis, citada pela agência Reuters, a diferença entre Maduro e seu oponente Henrique Capriles, 40, vem caindo, mas ainda é de 7,2 pontos percentuais, com alto número de indecisos.

“[Em 2012] enfrentamos um monstro, todo poder do Estado, mas enfrentamos um líder eleito pelo povo. Agora enfrentamos uma má cópia e seu desespero de permanecer no poder”, afirmou à Folha, por email ontem, um confiante Capriles.

Ele disse contar com os enviados da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) como “ponte de comunicação” entre as autoridades eleitorais e sua campanha.

Se os números atuais se confirmarem, Maduro vencer pode se mostrar mais fácil do que administrar até 2019 uma economia com distorções, manter unidas as várias facções do chavismo –militares incluídos– e cumprir suas promessas ao eleitorado.

“O povo na Venezuela já despertou. Vou votar em Maduro, mas, se ele sair dos trilhos, para fora!”, diz Milagros Chirinos, 36, funcionária de uma cafeteria estatal.

A mensagem de Milagros é comum no eleitorado chavista: votar para atender ao “último pedido” do presidente, mas advertir de que não é “cheque em branco”, indicativo de que tenderão a ser mais exigentes com o novo líder.

Em 14 anos, Chávez se colou às conquistas do governo, como a distribuição da renda petroleira, mas não aos principais problemas, como a violência. Era o superpresidente que culpava auxiliares publicamente pelas falhas –percepção que se arraigou e ameaça se voltar contra o sucessor.

“No último período de Chávez, já havia muitos assuntos que se resolviam pelo seu carisma. Esse carisma Maduro terá que substituir por política”, disse à Folha o sociólogo espanhol Juan Carlos Monedero, do Centro Internacional Miranda, ligado ao chavismo.

Para Monedero, porém, a necessidade de construir equilíbrios políticos não ameaça Maduro: “Aqui há um projeto de país, uma Constituição, uma nova cultura política”.

Numa sinalização de que sabe que a evocação de Chávez não é suficiente, Maduro fez uma série de promessas concretas, como a de que será o “presidente da segurança” e combaterá a corrupção.

O ex-chanceler tem dado ênfase à “liderança coletiva” do governo, com civis e militares, num reconhecimento de que o modo de governar terá de passar por ajustes.

Por fim, no caso da vitória de Capriles, os próximos meses serão ainda mais complexos, com sua acomodação no poder em meio a embates com a Assembleia, a Justiça e a estatal petroleira PDVSA –todas dominadas por chavistas.

Leia a entrevista de Capriles à Folha 
folha.com/no1262367

Filed under: Nicolás MaduroVenezuela Tagged: Grupos Mafiomidiaticos  

Papel jornal e tomates

por O TERROR DO NORDESTE
 

 

tomate Ana Maria Braga usou colar de tomates (que, aliás, lhe caiu muito bem…) Abril e Globo dão capa ao tomate. O Brasil está despencando. Os índices de crescimento, desenvolvimento e distribuição de renda são fabricados por Lula, Ahmadinejad, Fidel e Chaves para iludir o povo brasileiro. Ninguém consegue pagar a prestação. A bola da Copa será quadrada e o apito será assobio. Lula, Dirceu, Genoino e filhos são milionários. O mensalão de Roberto Jefferson é o maior escândalo da paróquia. Vem aí o apocalipse…     Imprimem o verde em papel jornal pra colher maduro. Se não der, voltam com Apagão, Gripe Suína, Dengue e factóides genéricos para apavorar.     Em uníssono, o oligopólio midiático faz campanha maciça pelo aumento dos juros e a volta da inflação. Usam e abusam da palavra “inflação” diariamente em suas capas. Esperam com isso, contaminar o comércio e outros setores da economia de pessimismo que leve ao pânico e ao aumento dos preços. Apostam que convertem sua especulação barata em fato. Como antigamente… Porque, diferentemente de quando calaram nas falências seguidas de FHC, falir o país – mesmo que seja apenas nas manchetes – é a ÚNICA maneira de desalojar o PT do Planalto. Logo mais vem pesquisa avaliando se suas manobras surtiram efeito…     A direita fascista quer levar o país de volta à década de 90 e retomar o rumo da subserviência vira-lata que Serra e FHC imprimiram ao seu governo. Os vampiros das multinacionais falidas pelo neoliberalismo exigem que se abra a porteira para voltarem à pilhar nossas riquezas naturais.     Para a casa Grande, a doméstica deve voltar a dormir na Senzala, que é o seu lugar, antes de começar a se achar a azeitona da empada.  Segundo Delfim Neto: “A empregada doméstica virou manicure ou foi trabalhar num call center. Agora, ela toma banho com sabonete Dove. A proposta desses ‘gênios’ é fazer com que ela volte a usar sabão de coco, (sem direito trabalhista)”. Quer dizer, que volte ao regime de 16 horas diárias de escravidão.      Nossa relação com a imprensa é assim: nunca os venceremos, mas nunca nos calarão. Eles morrem aos poucos, tragados pela nova era, onde a informação voa e o papel impresso é lento, caro e mentiroso. Analistas, entrevistadores e apresentadores embusteiros – que ainda vendem o peixe do patrão – mentem em merrecas de audiência. Jornalista encurralado em redações fétidas pensa em mudar patrão ou de profissão: o PiG não contrata nem faxineiro, só demite… Os falsários que vomitam o JN diariamente na mesa de jantar dos brasileiros, morrem de medo de perder o emprego. E com ele o padrão…     E nós, pela Internet, nos apropriamos da liberdade de expressão que a Constituição nos garante. Sem negociações! Hoje, a rede se impõe e projeta o futuro das comunicações, O UOL sustenta a Folha que o pariu nos tempos em que FHC afundava o país.     Não é uma questão ideológica apenas. É uma disputa de poder sem escrúpulos ou comprometimento com população alguma. O que está em jogo não é apenas o destino do Brasil, mas da América do Sul. As razões sempre as mesmas: somos vira-latas (o povo, não as elites, que não tem nacionalidade) e devemos servir ao Tio Sam, nossa vocação eterna. Como dizia Tia Carmela, querem viabilizar a todo custo o acordo CARACU entre Brasil e os EUA, onde os EUA entram com a CARA…     O Capitão do Mato está de olho no andar a carruagem, e o PiG lhe dá “cobertura”. Se não for ele a acabar com o PT, só Deus. O golpe caminha. Não basta prender Lula, Dirceu, Genoino e criminalizar toda a nação petista. Não basta desestabilizar o governo Dilma com alarmismo falso. O problema está na Copa do Mundo e nas Olimpíadas. Dois eventos que consolidariam a imagem do Brasil da era petista. Como apagar da história a presidenta Dilma na tribuna de honra na abertura da Copa? E novamente nas Olimpíadas? Eles não vão engolir Dilma, Lula e o PT cravados na história brasileira e mundial do século 21. Mas quem disse que são eles que a escrevem?     Fonte:O que será que me dá?

Padre é acusado de seduzir menino com doces e terços

por Paulo Lopes
 
Arcângelo foi preso preventivamente;fiéis não acreditam nas acusações A polícia do Amapá prendeu na tarde de quinta-feira preventivamente o padre Miguel Arcângelo Vanin (foto), 63, de Mazagão…

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“Maioridade penal aos seis. Afinal, nessa idade, eles já se vestem sozinhos”

por Luis Soares
 

Redução da maioridade penal? O Estado e a sociedade falham retumbantemente em garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente ou mesmo a Constituicão Federal sejam cumpridos

Leonardo Sakamoto, em seu blog

Um dos maiores acertos de nosso sistema legal é que, pelo menos em teoria, protegemos os mais jovens – que ainda não completaram um ciclo de desenvolvimento mínimo, seja físico ou intelectual, a fim de poderem compreender as consequências de seus atos. Completar 18 anos não é uma coisa mágica, não significa que as pessoas já estão formadas e prontas para tudo ao apagarem as 18 velinhas. Mas é uma convenção baseada em alguns fundamentos biológicos e sociais. E, o importante, é que as pessoas se preparam para essa convenção e a sociedade se organiza para essa convenção.

redução maioridade penal

Redução da maioridade penal está em discussão no Brasil.

Por necessidade individual e incapacidade coletiva de garantir que essa preparação ocorra de forma protegida, muita gente acaba empurrada para abraçar responsabilidades e emularem uma maturidade que elas não têm. Enfim, se tornam adultos sem ter base para isso.

Na prática, o Estado e a sociedade falham retumbantemente em garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente ou mesmo a Constituicão Federal sejam cumpridos. Entregamos muitos deles à sua própria sorte – sejam filhos de famílias pobres ou ricas. Porque encher o filho de brinquedos e fazer todas as suas vontades para compensar a ausência por conta de uma roda viva que vai nos tragando também é de uma infelicidade atroz.

O que fazer com um jovem que ceifa a vida de outro, afinal? Conheço a dor de perder alguém querido de forma estúpida pelas mãos de outro. O espírito de vingança, travestido de uma roupa bonita chamada Justiça, que foi incutido em mim pela sociedade desde pequeno, diz que essa pessoa tem que pagar. Para que aprenda e não faça novamente? Não. Para que sirva de exemplo aos demais? Não. Para retirá-lo do convívio social? Não. Para tentar diminuir a minha dor através da dor dele e da sua família? Não. Não há provas de que nada disso funcione, mas ele tem que pagar. Por que sempre foi assim, porque caso contrário o que fazer?

A Fundação Casa, do jeito que ela está, não reintegra, apenas destrói. A prisão, então, nem se fala. Também não acho que reduzir a maioridade penal para 16 anos vá resolver algo. Ele só vai aprender mais cedo a se profissionalizar no crime. E se jovens de 14 começarem a roubar e matar, podemos mudar a lei no futuro também. E daí se ousarem começar antes ainda, 12. E por que não dez, se fazem parte de quadrilhas? Aos oito já sabem empunhar uma arma. E, com seis, já se vestem sozinhos.

A resposta para isso não é fácil. Mas dói chegar à conclusão de que, se um jovem aperta um gatilho, fomos nós que levamos a arma até ele e a carregamos. Então, qual o quinhão de responsabilidade dele? E qual o nosso?

O certo é que ele irá levar isso a vida inteira – o que não é pouco – e nunca mais será o mesmo, para bem ou para mal. A sociedade está preparada para lidar com ele e outros jovens que cometem crimes, por conta própria ou influência de adultos?

Ou melhor, a sociedade quer realmente lidar com eles ou prefere jogá-los para baixo do tapete, escondendo os erros que, ao longo do tempo, ela mesma cometeu?

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17 horas atrás

“A religião na política fere o estado laico e não nos representa”

por Luis Soares
 

A religião na política acaba por estimular não apenas o preconceito (pela dificuldade de aceitar diferenças), como o ódio decorrente de sua demonstração pública – do que o crescimento da violência homofóbica é claro indício

Por Marcelo Semer, em seu blog

No afã de defender Marco Feliciano das críticas recebidas por amplos setores da sociedade, o blogueiro de Veja, Reinaldo Azevedo, disse que era puro preconceito o fato de ele ser constantemente chamado de pastor.

Infelizmente não é.

Pastor Marco Feliciano é o nome regimental do deputado, como está inscrito na Câmara e com o qual disputou as últimas eleições.

religião política

“Se as leis de um Estado devem valer ao conjunto de seus cidadãos, as religiosas só alcançam aqueles que se entregam a fé. A catequese imposta, mesmo que por vias indiretas, como a de impingir a todos a crença de apenas alguns, é própria de estados teológicos” (Foto: Reprodução)

Há vários casos de candidatos que acrescentam a sua profissão como forma de maior identificação com o eleitorado, como o Professor Luizinho ou ainda a Juíza Denise Frossard.

Marco Feliciano não está na mesma situação –sua evocação é um claro chamado para o ingresso da religião na política, que arrepia a quem quer que ainda guarde a esperança de manter intacta a noção de estado laico.

A religião pode até ser um veículo para a celebração do bem comum, mas seu espaço é nitidamente diverso.

Na democracia, o bem comum é uma construção coletiva e, por natureza, includente. Quanto mais pessoas fazem parte da decisão, mais ela se legitima.

A religião é, por si só, excludente, e seus dogmas sobre o bem e o mal não estão sob escrutínio popular.

Suas ‘verdades absolutas’ não fazem parte do ambiente de negociação, próprio da atividade política. Esta busca, ainda, se amoldar à vontade social e não apenas forjá-la, como regras rígidas de um credo.

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A definição da moral e a punição a quem dela se desvia, que pode ser até inerente ao religioso, quando consagrado à virtude, não tem espaço na vida republicana. Regrar os demais por uma concepção própria de vida não passa de um abuso de direito.

A religião na política acaba por estimular não apenas o preconceito (pela dificuldade de aceitar diferenças), como o ódio decorrente de sua demonstração pública – do que o crescimento da violência homofóbica é claro indício.

Se as leis de um Estado devem valer ao conjunto de seus cidadãos, as religiosas só alcançam aqueles que se entregam a fé. A catequese imposta, mesmo que por vias indiretas, como a de impingir a todos a crença de apenas alguns, é própria de estados teológicos.

Alimentado, todavia, por interesses partidários, dos mais variados matizes e ideologias, lobbies religiosos estão ganhando trânsito no governo e também na oposição, seduzidos uns e outros pelo volume de potenciais eleitores e pela enorme penetração nos meios de comunicação de massa.

O futuro nos espera, assim, em uma esquina sombria.

O caso Feliciano pode ser maior do que a questão religiosa, mas resumi-lo ao folclore de suas desastradas declarações, desprezando os riscos desta vinculação, seria uma tremenda imprudência.

É certo que o episódio vem desgastando os partidos, que relegaram a comissão de direitos humanos a um terceiro escalão.

Mas, ao mesmo tempo, também revelou uma sociedade mais madura, tolerante e engajada. Que reagiu às vezes com ira, às vezes com graça, mas quase uníssona em um daqueles momentos de defesa da liberdade que costumam deixar marcas.

No cálculo eleitoral, no entanto, analistas já preveem que o deputado deve ter mais votos no próximo pleito, e que todo esse desgaste, enfim, terá valido a pena para ele.

Pode ser até o mesmo cálculo que outros tantos famosos, como personagens do escândalo, colunistas do insulto ou humoristas da ofensa, costumam fazer quando investem pesado em uma grande polêmica.

Afinal de contas, já faz tempo que aquela regra cínica da política “falem mal, mas falem de mim”, foi transformada na máxima das celebridades em busca de atenção: “falo mal para que falem de mim”.

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Oração de entrega

por carol
 

Oração de entrega
Ricardo Gondim

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue tome a sua cruz e siga-me”.
Marcos 8.34.

 A tradição evangélica-pentecostal não valoriza orações escritas por crer que elas podem tornar a comunicação com Deus mecânica ou artificial. A Bíblia, todavia, contém várias preces e salmos que só sobreviveram ao tempo porque foram escritos.

Contradizendo a herança religiosa de onde venho, aprendi uma oração de entrega; prece que marcou um tempo de minha vida, e ainda hoje me acompanha. Com ela aprendi o significado de andar nas pisadas de Jesus. Quando a alma e o ego querem se ensoberbecer e a vontade, tornar-se rainha, releio essa breve oração.

Qualquer um, independente da tradição religiosa, pode repeti-la:

“Em tuas mãos, ó Deus, eu me abandono. Vira e revira esta argila como o barro nas mãos do oleiro. Dá-lhe forma e depois a esmigalha como se esmigalhou a vida de João, meu irmão. 

Manda, ordena. Que queres que eu faça? 

Elogiado e humilhado, perseguido, incompreendido, caluniado, consolado, sofredor, inútil para tudo, não me resta senão dizer a exemplo de tua mãe: ‘Faça-se em mim, segundo a tua palavra’.

Dá-me o amor por excelência, o amor da cruz, não o da cruz heróica que poderia nutrir o amor próprio; mas o da cruz vulgar que carrego com repugnância, daquela que se encontra cada dia na contradição, no esquecimento, no insucesso, nos falsos juízos, na frieza, nas recusas e nos desprezos dos outros, no mal-estar e nos defeitos do corpo, nas trevas da mente e na aridez, no silêncio do coração. Então somente tu saberás que te amo, embora eu mesmo nada saiba. Mas isto me basta

Soli Deo Gloria

Fux e Barbosa desconstroem o julgamento

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Do Conversa Afiada – Publicado em 13/04/2013 A inflexibilidade de Barbosa e o despudor do Fux expõem a parcialidade do julgamento do  PT 
 

Saiu no UOL:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2013/04/12/advogados-do-mensalao-entram-com-agravo-indignado-no-stf.htm

Em tom de indignação, nove advogados de condenados no julgamento do mensalão entraram com novo agravo no STF (Supremo Tribunal Federal) para que o presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, libere os votos por escrito com antecedência de modo a eles terem mais tempo para produzir os recursos contra a sentença.

“Deixemos de lado o que não é essencial, ao registrarmos as razões jurídicas de nosso inconformismo”, diz a petição assinada por Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Celso Vilardi, José Luís de Oliveira Lima, Alberto Zacharias Toron, Luiz Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Junior e Maíra Beauchamp Salomi.

No Estadão:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ministros-apelam-a-barbosa-para-que-analise-recursos-de-reus-do-mensalao,1020296,0.htm

Ministros apelam a Barbosa para que analise recursos de réus do mensalão

Corte avalia que postura do presidente do STF estimula discurso de cerceamento do direito de defesa
Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA – A resistência do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em levar a julgamento do plenário os recursos de réus do mensalão mobilizou ministros do tribunal. Mesmo aqueles que votaram pela condenação maciça dos réus consideram um erro do ministro deixar engavetados pedidos da defesa para que os prazos de recursos contra a condenação sejam estendidos.

Ao final da sessão de quinta-feira, 11, o Estado presenciou a conversa inicialmente entre o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, com o presidente da Corte. Depois, juntaram-se Dias Toffoli e Luiz Fux. Celso de Mello fazia uma ponderação – em tom de apelo – para que Joaquim Barbosa levasse os recursos movidos pelos advogados a plenário antes da publicação do acórdão do julgamento.

Saiu na Folha (*):

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1262098-ministro-luiz-fux-cancela-jantar-bancado-por-advogado.shtml

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu ontem ao advogado Sergio Bermudes que ele cancelasse o jantar que estava preparando para o magistrado.

O organizador da festa, marcada para o dia 26, queria reunir políticos e a cúpula do judiciário nacional e do Rio de Janeiro em seu apartamento de 800 metros quadrados, na zona sul do Rio. O evento celebraria os 60 anos de Fux.
“Estamos cancelando a pedido do ministro”, disse Bermudes na noite de ontem.
Segundo relato do advogado, Fux informou que sua mãe, Lucy, de 78 anos, teve uma crise de hipertensão com a repercussão negativa da celebração, o que teria preocupado o ministro.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/103501-monica-bergamo.shtml

MARATONA
E, além de celebrar seus 60 anos com 200 convidados na casa do advogado Sergio Bermudes, no Rio, no dia 26, o ministro Luiz Fux, do STF, já prepara nova empreitada.


Ele organiza festa algumas vezes maior do casamento da filha, Marianna, com Hercílio José Binato. Será no Copacabana Palace, em outubro.
 NAVALHA

  Navalha  
A intolerância do Presidente Joaquim Barbosa provocará duas  reações.

Expor, de vez, a parcialidade do julgamento do mensalão (o do PT).

E vai exigir uma reparação em tribunais fora do Brasil, como anunciou José Dirceu – clique aqui para ler “Fux disse que ia me absolver, depois de me assediar moralmente”.

Dirceu vai à Corte dos Direitos Humanos da OEA e a Corte Internacional, para provar que foi condenado sem provas, num julgamento de exceção.

Será a segunda vez, em pouco tempo, que Corte internacional desmoralizará a Suprema Corte brasileira.

Como se sabe, a mesma Corte dos Direitos Humano da OEA considerou que a anistia à Lei da Anistia, aprovada por maioria do Supremo, em relatoria inesquecível de Eros Grau, envergonha o continente  
Vamos ver, agora, como se sustenta, num fórum imparcial, longe da linha de tiro da Globo – como comprovou o professor Falcão, em antológica análise na revista da Globo, a Época – , a tese de que a Visanet é estatal.

Ou que o “domínio do fato” alemão se aplica ao Dirceu.

Ou que cabe ao réu provar que é inocente.

Vamos ver…

Nesse momento, o único jurista de saber incontestável a defender a inflexibilidade do Presidente Barbosa é o Ataulfo Merval de Paiva (**).

Uma revisão da pena do Dirceu será uma derrota pessoal do Ataulfo.

Já o Fux desmoralizou o julgamento do mensalão (o do PT) de forma irremediável.

Ele demonstrou não ter o conteúdo mínimo de recato para exercer QUALQUER função publica.

Muito menos, julgar o Dirceu.

Além de demonstrar um incomparável deslumbramento.

Quem vai pagar a festa do casamento da filha no Golden Room do Copa ?

Será o Dr Bermudes ?

Juiz do Supremo não ganha pra isso.

O amigo navegante há de se lembrar que o destemido Dr Piovesan entrou com um pedido de explicações sobre a isenção do Gilmar Dantas (***) , entre outros motivos, porque ele, Dantas, recebia na porta, ao lado do sorridente anfitrião, os convidados que foram ao Golden Room do Copa numa festança do escritório de Bermudes.

Clique aqui para ler “a peça do Dr Piovesan é também um BO “.

(Como se sabe, a peça do Dr Piovesan foi desconstruída pela ação do presidente do Senado José Sarney.)

A inflexibilidade de Barbosa ultrapassa o rigor de Lei.

Barbosa se considera a Lei.

Bem ao gosto da classe média a que se referiu o Janio de Freitas, quando lembrou que Barbosa parece dirigir a fúria – e a linguagem – ao clamor autoritário da classe média que quer reduzir a maioridade penal e instalar a pena de morte para pretos, pobres, p…, e petistas.

Fux é outro departamento.

É o do pudor, do recato.

Que não tem.

E não merece estar onde está.

O que os dois fazem para desconstruir o Supremo só se compara à anistia da Lei da Anistia.

Viva o Brasil !

Que consegue fazer uma Comissão da ½ Verdade que se esconde nos porões.

De medo.

Viva !

Paulo Henrique Amorim  

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.

(***) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

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“em dúvida, pau no réu !”
    .

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14 horas atrás

Terrorista, Veja produz seu segundo caso Boimate

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Doutorado em biologia de Eurípedes Alcântara

Em 1984, o jovem repórter Eurípedes Alcântara caiu numa pegadinha de primeiro de abril e acreditou numa reportagem de uma revista científica sobre o cruzamento genético entre o boi e o tomate; o caso “boimate”, levado às páginas de Veja, se consagrou como a maior “barriga” jornalística de todos os tempos, mas não impediu que Eurípedes se tornasse diretor de redação da revista da Abril; nesta semana, Veja diz que a presidente Dilma “pisou no tomate” e que o alimento virou piada nacional; tabelinha entre Abril e Globo é mais um momento baixo do jornalismo brasileiro, em sua campanha para disseminar terrorismo, pedir juros altos e combater o PT. 
Brasil 247 – Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista Veja, tem uma marca indelével no seu currículo. Em 1984, quando era apenas um jovem repórter que iniciava sua carreira na revista Veja, leu uma reportagem numa publicação científica sobre o cruzamento genético entre o boi e o tomate e produziu uma das pérolas da história do jornalismo no Brasil, sem se dar conta de que se tratava de uma piada de primeiro de abril. O caso Boimate, obra de Eurípedes, entrou para a história como a maior “barriga” da imprensa brasileira em todos os tempos (para saber mais, leia aqui). Neste fim de semana, no entanto, Eurípedes decidiu produziu seu segundo caso Boimate. Numa tabelinha com a revista Época, da Editora Globo, Veja produziu uma capa idêntica, dizendo que a presidente Dilma “pisou no tomate”. Na Carta ao Leitor, Eurípedes “Boimate” Alcântara afirma que a presidente Dilma “pode afundar o Brasil”. E o texto sobre inflação é uma das peças jornalísticas mais vis, distorcidas e mal intencionadas já produzidas pela imprensa brasileira. Sob o título “Sim, eu posso…” e a imagem de uma Dilma com um tomate tatuado no braço, Veja informa que o alimento se transformou no símbolo da apreensão dos brasileiros com a volta da inflação. Mas nem torcendo e espancando as estatísticas, Veja consegue deixar sua tese de pé. Num gráfico interno, com a evolução dos preços do tomate, percebe-se que o preço do quilo foi de R$ 4,37 a R$ 7,81 entre 15 e 28 de março, mas já caiu para R$ 4,43 em 11 de abril. Ou seja: o estouro da meta inflacionária em 0,09 ponto, que ocorreu em razão de uma entressafra, será revertido em abril. Para ancorar sua peça de propaganda política, Veja cita as piadinhas que surgiram “com toda a naturalidade do mundo”, como o famoso colar de tomates de Ana Maria Braga. E fala até que os fiscais da Alfândega brasileira em Foz do Iguaçu estavam tendo que lidar com um novo tipo de crime na fronteira com o Paraguai: o contrabando de tomates. Outro gráfico usado por Veja cita a inflação acumulada em doze meses, de 6,59%, e outros preços que subiram mais do que isso, como a mensalidade escolar (9%), o pet sho (12%), o óleo diesel (14%) e o tomate (122%) – repita-se, um alimento com preços já em queda livre. Ora, é elementar que, se a média ficou em 6,59%, há outros itens que subiram bem menos, ou até caíram, como, por exemplo, as tarifas de energia elétrica. Na reportagem, Veja mal disfarça seu lobby pelos juros altos. “Com a inflação não tem conversa. Ela só entende uma coisa: aumento dos juros, corte de gastos do governo e aperto no crédito – todas medidas impopulares”. No seu Boimate 2.0, Veja aproveita também a oportunidade para fazer um elogio rasgado em relação a Margaret Thatcher, que ” cortou os gastos e elevou os juros”. Prestes a ser enterrada, Margaret Thactcher ainda hoje é um das figuras públicas mais odiadas da Inglaterra e a polícia britânica discute como conter protestos em seu funeral. Sobre Veja, Eurípedes e seu segundo caso Boimate, nada a fazer a não ser atirar tomates na publicação. Que, aliás, já estão bem mais baratos. 
Share/Bookmark às 11:462 comentários Links para esta postagem Marcadores: Brasil 247Eurípedes AlcântaraMídia GolpistaVeja   Também do Blog O Esquerdopata.  

14 horas atrás

Revista Época radicaliza na defesa de juros altos e desemprego

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 Em sua capa desta semana, a revista semanal das Organizações Globo anuncia que o governo Dilma faz tudo errado no combate à inflação e diz que a presidente e o ministro Guido Mantega pisaram no tomate; auto-referente, a Globo usa declaração da global Ana Maria Braga, que disse usar uma joia ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para afirmar que a inflação hoje assusta os brasileiros; nunca é demais lembrar, no entanto, que, nos dois governos FHC, a inflação foi substancialmente maior do que a agora, sem disparar o mesmo alarme; será síndrome de abstinência de juros altos ou de ter amigos no poder? Brasil 247 – Nunca é demais relembrar os dados de inflação dos últimos governos. Na primeira gestão FHC (1995-1998), a taxa média foi de 9,7% ao ano. Na segunda (1999-2002), de 8,8%. Com Lula, os índices foram mais civilizados, sempre dentro da meta e, agora, com Dilma, a taxa média é de 6,2%. No entanto, nunca o alarma dos veículos de comunicação tradicionais soou tão alto como agora. Em sua capa desta semana, a revista Época, das Organizações Globo, afirma que a presidente Dilma Rousseff e seu ministro Guido Mantega pisaram no tomate – produto que simboliza a alta de preços recente. Anuncia ainda que o governo federal faz tudo errado no combate à inflação – como se, por exemplo, iniciativas recentes, como a desoneração das contas de luz não tivesse a menor importância. Auto-referente, a Globo usa uma declaração da apresentadora global Ana Maria Braga, a de que estava usando uma joia, ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para indicar que a população brasileira estaria apavorada com a inflação. Detalhe: quem será que pediu para Ana Maria Braga fazer sua piadinha ridícula?  Com a capa desta semana, Época, na verdade, apenas acentua sua cruzada contra o governo Dilma e, a um só tempo, alia interesses políticos da Globo a interesses econômicos seus e de apoiadores. Os dois objetivos principais são derrotar o PT nas próximas eleições e garantir o início de um ciclo de alta de juros. No fundo, trata-se de uma síndrome de abstinência de juros e também um sintoma da falta de amigos no poder. 
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14 horas atrás

BBC não sabe o que fazer com a música mais vendida da Inglaterra

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Ativistas anti-Thatcher levaram ‘A Bruxa Morreu’ ao número 1, e a BBC sofre pressão para não tocá-la na tradicional parada de domingo.
Alegria, alegria
Alegria, alegria

Liberdade de expressão é uma coisa realmente complicada: é mais fácil falar dela do que praticá-la. Um episódio mostra isso exatamente neste momento, no país que supostamente é o berço da liberdade de expressão. No meio de uma controvérsia que se espalhou toda a mídia britânica, está a venerada BBC. O que aconteceu: ativistas deflagraram uma campanha para comprar uma música anti-Thatcher para levá-la ao topo das paradas. A música é do Mágico de Oz, e se chama “Ding Dong The Witch is Dead!”. (Dim Dom A Bruxa Morreu!” Objetivo alcançado.      Neste momento em que escrevo, é a número 1 na Inglaterra.  E é aí que entra a BBC com seu excruciante dilema. Tradicionalmente, aos domingos, a principal rádio da BBC, a 1, toca as músicas mais vendidas, a conhecida parada de sucessos. A questão que se ergueu barulhentamente: a BBC deveria tocar o hino anti-Thatcher, a três dias de seu funeral? Os comentaristas conservadores da mídia saíram gritando que não. Que isso seria desrespeito com uma pessoa que sequer foi enterrada. Mas um momento: isso é censura, ou não? É o entendimento da chamada voz rouca das ruas. Numa enquete no Guardian, quase 90% das pessoas disseram que sim, a rádio tinha que tocar a canção. E a BBC, que fez? Encontrou uma solução que foi a seguinte: subiu no muro. Não vai censurar a música, ao contrário do clamor conservador. Mas tampouco vai tocá-la inteira: decidiu dar, na parada de domingo,  um fragmento de 4 ou 5 segundos. O que parece claro, passados alguns dias da morte de Thatcher, é que a elite política e jornalística inglesa não tinha a menor ideia de quanto a Dama de Ferro era detestada. É uma demonstração espetacular de miopia e de desconexão com as pessoas. A Inglaterra vive hoje não apenas uma crise econômica que não cede há anos, mas uma situação dramática de desigualdade que levou aos célebres riots – quebra-quebras — de Londres há pouco mais de um ano. Qual a origem da crise e da desigualdade? Thatcher, é claro. O real legado de um governante se vê depois que ele se foi. As desregulamentações, as privatizações e os cortes em gastos sociais de Thatcher, passados 30 anos, resultaram num país em que as pessoas têm um padrão de vida inferior ao que tiveram. Como imaginar que as pessoas ficariam tristes com sua morte? Paulo Nogueira
No DCM 
Postado por zcarlos ferreiraàs 16:00Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: BBCMargaret ThatcherMúsica   Do Blog COM TEXTO LIVRE

18 horas atrás

SUPREMO CERCEAMENTO – MINISTROS DO STF SE REBELAM DIANTE DO AUTORITARISMO DE JOAQUIM BARBOSA – SOIS REI ?

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 Já não era sem tempo. Os Ministros do STF se deram conta de que a posição intransigente, que beira à perseguição, que o Presidente Joaquim Barbosa vem adotando no que diz respeito à apreciar no PLENÁRIO do SUPREMO os recursos e petições dos advogados de DEFESA dos RÉUS da Ação Penal 470 é incompatível com o que se espera da MAIS ALTA CORTE da Justiça do Brasil. 
BARBOSA insiste em negar tudo, sem levar nada ao PLENÁRIO para que os demais MINISTROS, tão importantes quanto ele, com o mesmo peso de UM VOTO, possam se manifestar. BARBOSA DEIXA EVIDENTE O SEU DESPREZO PELAS OPINIÕES POSSIVELMENTE CONTRÁRIAS ÀS SUAS, e vem tentando impor sua vontade de que o absurdo prazo de apenas CINCO DIAS seja mantido para apresentação dos RECURSOS após a publicação do ACÓRDÃO. 
BARBOSA precisa ser alertado para o fato de que ele é apenas o PRESIDENTE TEMPORÁRIO DO STF e do CNJ, que não É REI, e nem os brasileiros são seus CAPACHOS. 
CERCEAR O AMPLO DIREITO DE DEFESA NÃO É FORMA DE SE FAZER JUSTIÇA. Matéria do Estadão 
Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo 
Ministros apelam a Barbosa para que analise recursos de réus do mensalão Corte avalia que postura do presidente do STF estimula discurso de cerceamento do direito de defesa 

BRASÍLIA – A resistência do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em levar a julgamento do plenário os recursos de réus do mensalão mobilizou ministros do tribunal. Mesmo aqueles que votaram pela condenação maciça dos réus consideram um erro do ministro deixar engavetados pedidos da defesa para que os prazos de recursos contra a condenação sejam estendidos. 
Ao final da sessão de quinta-feira, 11, oEstado presenciou a conversa inicialmente entre o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, com o presidente da Corte. Depois, juntaram-se Dias Toffoli e Luiz Fux. Celso de Mello fazia uma ponderação – em tom de apelo – para que Joaquim Barbosa levasse os recursos movidos pelos advogados a plenário antes da publicação do acórdão do julgamento. 
A conversa antecipava o que viria pela frente. Uma hora depois, um grupo de nove advogados, incluindo os ex-ministros da Justiça Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias, encaminhava ao STF a mais enfática petição protocolada até agora no processo. O pedido era o mesmo que fizera Celso de Mello ao presidente do tribunal: que o plenário analise os pedidos por mais prazo para a defesa antes da publicação do acórdão. 
Celso de Mello argumentara que a resposta ao pedido dos advogados por mais prazo é um tema sensível e diz respeito à garantia ao direito de defesa. Além disso, ele lembrou a Barbosa, o andamento do processo poderia ser prejudicado se os agravos não fossem julgados antes da publicação do acórdão. Afinal, o prazo para recursos estaria correndo com questões prévias pendentes de decisão do plenário. 
Nas palavras de Celso de Mello, o julgamento dessas questões prévias pelo plenário evitaria dúvidas sobre o procedimento do tribunal. E esvaziaria, como disse um integrante da Corte, qualquer discurso de que o tribunal perseguiu os réus por não ter julgado os recursos a tempo. 
Ainda na conversa, Celso de Mello alertou que a condução do processo do mensalão seguiu “tão bem” ao longo dos sete anos de tramitação. Não poderia, na reta final, sofrer percalços. 
Atraso. Se os recursos não forem julgados antes da publicação do acórdão, o processo poderá sofrer atrasos, na avaliação de alguns ministros. 
Com a publicação do acórdão do julgamento, o tribunal começa a contar o prazo de cinco dias para recurso contra a condenação. Se posteriormente os ministros decidirem ampliar esse tempo, como pedido pelos réus, será aberto novo prazo. 
Joaquim Barbosa inicialmente mostrou-se resistente, mas ouviu a ponderação dos colegas. Na saída da sessão, o ministro desconversou sobre a possibilidade de levar a julgamento do pleno os agravos movidos pelos réus. Disse apenas que até quarta-feira não há sessão. Então por isso não poderiam ser julgados. Mais informações » Postado por 007BONDeblogàs 11:20Um comentário:  Links para esta postagem Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: JUSTIÇAMensalão   Do 007BONDeblog
18 horas atrás

Veja e Época pisam no tomate: inflação ESTEVE em alta, mas ESTÁ em baixa

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
O gráfico abaixo fala por si, e comprova: a curva de inflação subiu de setembro de 2012 a janeiro de 2013. Depois disso, entrou em queda.
 Só haveria motivo para grandes preocupações se a curva continuasse subindo. Como já está em queda, significa que as medidas tomadas pelo governo estão funcionando e já produzem efeitos.

Tanto isso é verdade, que o próprio mercado financeiro é categórico ao prever que o índice de inflação IPCA chegará em dezembro fechando o ano em 5,7%, dentro da meta.

Veja e Época fazem lobby por juros altos para banqueiros e panfleta para oposição

Fala sério! Alguém acredita que o aumento da taxa Selic é que faz cair ou subir o preço do tomate?

 
A revista Veja e Época dão um chilique em “reporcagens” de capa (bem ao contento dos banqueiros e dos demotucanos que clamam por juros altos) porque o acumulado nos últimos 12 meses ultrapassou 0,09% a meta neste momento (por sinal um valor muito baixo, nada assustador). Mas é apenas o retrato de um momento em que o cálculo de 12 meses passados atingiu um pico, em consequência do que aconteceu entre setembro e janeiro. Esse pico já passou, mas continua entrando no cálculo do passado, dos últimos 12 meses.

A partir do segundo semestre deste ano, o índice mais baixo esperado para setembro de 2013, será uma parcela que substituirá o índice mais alto de setembro de 2012, reduzindo o cálculo acumulado em 12 meses. O mesmo se repetirá em outubro, novembro e dezembro. Daí o cálculo dos próprios operadores do mercado financeiro de que o ano fechará em 5,7%.

Além disso o IPCA de março foi 0,47%. O maior impacto dentro desse número foi 0,28% nos alimentos e bebidas, em consequência de quebras de safra, cujas perspectivas são de ser superadas nos próximos meses, com o agora famoso tomate (e outros alimentos) voltando a preços normais.

Se as referidas revistas fizessem um jornalismo honesto contariam essa história inteira, em vez de fazer capas sensacionalistas, alarmistas e panfletárias.

Onde Ana Maria Braga colocou a mandioca?

A apresentadora da TV Globo Ana Maria Braga apareceu com um colar de tomates pendurado no pescoço para ironizar o preço. Mas a farinha de mandioca teve alta maior do que o tomate. Onde a madame colocou a mandioca?
 
Por: Zé Augusto0 Comentários     Do Blog Os Amigos do Presidente Lula

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Maggie e eu, por Christopher Hitchens

por Cynara Menezes
 

(o escritor Christopher Hitchens. Foto: Art Streiber)

Este é o mais engraçado e surpreendente texto que já li sobre Margaret Thatcher. O escritor britânico Christopher Hitchens (1949-2011) conta como foi seu primeiro encontro com a dama-de-ferro em 1975. O causo está em suas memórias,Hitch-22, publicadas em português no Brasil pela Nova Fronteira. E, aqui, no site da Vanity Fair, em inglês.

Nesta época, Hitchens era um jovem jornalista de esquerda e tinha 26 anos. Thatcher tinha quase 50 e acabava de assumir a liderança do Partido Conservador. A partir de 1989, Hitchens daria uma guinada à direita e renegaria o passado trotskista. Antes de morrer de câncer, tinha ganhado uma forte reputação literária como ateísta, principalmente com a obra Deus Não É Grande, também publicada entre nós.

Muito divertido, leiam. E tem Christopher Hitchens contando em vídeo como foi, no final do post.

***

Maggie atrevida (“Naughty Maggie”)

Por Christopher Hitchens

As circunstâncias não poderiam ser mais propícias para mim: os “Tories” estavam tendo uma recepção na Câmara dos Lordes (…) e havia um rumor de que a nova líder do Partido Conservador estaria entre os presentes. Eu tinha escrito um longo artigo para o The New York Times Magazine dizendo que se o Partido Trabalhista não pudesse revolucionar a sociedade britânica, então a tarefa poderia muito bem cair para a direita. Tinha também escrito um texto curto para o New Statesman relatando a convenção do Partido Conservador e dizendo en passant que achei a sra. Thatcher surpreendentemente sexy. (Até hoje nunca recebi tantas cartas furiosas dizendo: “Como você pôde?”). Eu me sentia imune à sra. Thatcher em muitas outras maneiras, já que a desenvolta defensora do “livre mercado” parecia se chocar com a apaixonada aliada do regime colonial branco, autoritário e protecionista na Rodésia. E isso foi o que me deu a oportunidade de lutar corpo a corpo com ela tão cedo em sua carreira.

Na festa estava sir Peregrine Worsthorne, um cara sereno e engajado com quem eu tinha tido muitos debates na Rodésia, tanto no celebrado bar colonial do hotel Meikles quanto em outros locais menos elegantes. Eu inclusive o apresentei a sir Roy Welensky, o poderoso velho direitista branco, líder patronal e ex-primeiro-ministro, que havia rompido com o traiçoneiro grupo pró-apartheid ligado a Ian Smith. “Isto sempre pareceu perfeitamente simples para mim, sr. Verse-torn“, o velho buldogue grunhiu em seu inconfundível sotaque regional. “Se você não gosta de negros (pronuncia blick), então não venha viver na África (Ifrica).” Worsthorne concordou que lhe parecia justo, como poderia dizer que não, e então sentiu que me devia algo em troca. “Se importa de conhecer a nova líder?” Como eu poderia recusar? Em instantes, Margaret Thatcher e eu estávamos face-a-face.

Em instantes, também, eu tinha me virado para ela e estava lhe mostrando o traseiro. Creio que devo dar alguma espécie de explicação a isto. Tão logo nós apertamos as mãos, percebi que ela sabia meu nome e tinha talvez me conectado com a publicação semanal socialista que tinha recentemente chamado-a de sexy. Enquanto ela titubeava adoravelmente em um momento de confusão, me senti obrigado a buscar controvérsia e escolhi brigar com ela sobre um detalhe da política para o Zimbabue/Rodésia. Ela me superou. Eu estava certo em um determinado ponto e ela, errada. Mas sustentou seu equívoco com uma força tão adamantina que acabei concedendo e até fiz uma ligeira mesura para enfatizar meu reconhecimento. “Não”, ela disse. “Curve-se mais baixo”. Sorrindo amistosamente, curvei-me um pouco mais. “Não, não”, ela trinou. “Muito mais baixo!” A essa altura, o interesse de um pequeno grupo de presentes era crescente. De novo me curvei, desta vez muito mais consciente de que estava sendo observado. Ela deu a volta por trás de mim, preparou a artilharia e me golpeou no traseiro com o papel da ordem do dia no Parlamento que havia enrolado pelas costas em forma de cilindro. Retornei à vertical meio desajeitadamente. Enquanto ela se afastava, olhou por sobre os ombros e balançou quase imperceptivelmente a cadeira enquanto pronunciava as palavras “garoto atrevido!” (“naughty boy!”).

Tenho uma testemunha ocular. Na época, no entanto, eu mesmo não acreditava. Só de uma perspectiva posterior, olhando a maneira como ela massacrou e intimidou toda a antiga liderança masculina de seu partido e os substituiu por idiotas manipuláveis, é que posso apreciar o vislumbre premonitório que eu tinha permitido –o que alguém, em outro contexto, chamaria de “a palmada do governo forte” (“the smack of firm government”, definição de um ministro de Thatcher). Mesmo naquela época, quando saí da festa, sabia que tinha encontrado alguém bastante impressionante. E o pior do “thatcherismo”, como eu começava a descobrir gradualmente, era o roedor que vagarosamente se agitava em minhas vísceras: o difícil mas inarredável sentimento de que, em alguns assuntos essenciais, ela poderia estar certa.

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Venezuela prende mercenários da Colômbia e de El Salvador com armas e explosivos – é a CIA?

por Rilton Nunes
 
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O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou na última quinta-feira (11 de abril), paramilitares colombianos com armas e explosivos. A captura ocorre às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14).


Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia. Setores do governo temem que a oposição – se for derrotada mais uma vez – abandone o caminho institucional, partindo para a desestabilização armada – com apoio de fora do país. Seria algo parecido com o que já ocorreu na Líbia e acontece agora na Síria. Só que bem na fronteira com o Brasil. “Temos capturado vários militares colombianos com uniformes da Venezuela. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato chavista, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos e armas. Parte dos armamentos foi encontrada após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol (calibre 9 mm) – com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular para fuzis. Material de guerra “Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon. O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos. Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha. As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela. Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana: “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile. Mídia privada esconde O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte. Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia. Leonardo Severo No ComunicaSul é um coletivo de jornalistas brasileiros, especializado em coberturas especiais na América Latina; gera conteúdo exclusivo para a blogosfera, furando a hegemonia da velha mídia (no Brasil, por exemplo,jornais deram pouco ou nenhum destaque à prisão dos paramilitares estrangeiros na Venezuela). ***

Gobierno neutralizó planes desestabilizadores que afectarían elecciones presidenciales


El vicepresidente de la República, Jorge Arreaza, informó este viernes que el Gobierno Bolivariano logró neutralizar algunos planes desestabilizadores que factores de la derecha pretendían accionar durante las elecciones presidenciales del próximo domingo 14 de abril “Gracias a la activación de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana (FANB) y de los organismos de seguridad del Estado hemos desmontado un plan que trataría de afectar el proceso electoral o post electoral”, dijo el vicepresidente ejecutivo en rueda de prensa transmitida por Venezolana de Televisión. Entre esos planes “algunos ciudadanos salvadoreños quisieron, pero no pudieron, intervenir para desestabilizar la paz de la República en las últimas horas”. “También fuimos testigos de cómo un grupo de estudiantes irrumpió en las instalaciones de la Base Aérea Generalísimo Francisco de Miranda (La Carlota, Caracas), dirigiéndose hacia la Comandancia General de la Aviación”, precisó. Añadió que el grupo de estudiantes, que fue detenido, también trató de ingresar a la Comandancia de la Guardia Nacional Bolivariana en el Paraíso, al suroeste de la ciudad capital, pero no lo lograron. Entre otros elementos de dichos planes neutralizados, Arreaza indicó que fueron capturados dos ciudadanos, presuntamente de nacionalidad colombiana, con uniformes de tenientes de la FANB. El Vicepresidente ratificó en nombre del Gobierno Bolivariano el compromiso con la paz y la democracia. “Esperamos que todo el país participe activamente, decididamente, este 14 de abril”, expresó. No AVN 
SINTONIA FINA – @riltonsp – com Com Texto Livre 

12 horas atrás

O Poder e sua Maldição

por Esquerdopata
 
Mauro Santayana  
Desde que a história do poder começou a ser escrita, dela tem sido inseparável o registro da corrupção.  
Contra a corrupção do poder, Savonarola, sugeriu um governo de santos. Platão um governo de sábios austeros. Em uma de suas famosas cartas, algumas tidas como apócrifas, ele fala da perversão do poder pelo hedonismo em Siracusa – ele que fora mal sucedido conselheiro de dois de seus tiranos, Dione e Dionísio. Pôde entender Platão que uma coisa são as idéias, outras, os homens. 
            Savonarola é o modelo de todos os combatentes da corrupção na História. Coube-lhe opor-se ao mais corrupto e corruptor de todos os papas, Rodrigo Borgia, que ocupou o trono com o nome de Alexandre VI. O frade dominicano desafiou o papado e soube esquivar-se da astúcia do Pontífice, que lhe ofereceu tudo, até mesmo o chapéu cardinalício, com o propósito de  retirá-lo da Toscana, onde se sentia seguro. 
           O monge acabou sendo vencido pelas armas, preso, julgado e condenado à morte. Naquele episódio, e em outros, Mamon, o deus do papa, se sobrepôs ao Cristo de Savonarola. 
           Ainda agora se revela, pelo Wikileaks, que o Vaticano considerou natural a repressão no Chile de Pinochet, e exagerada a reação mundial, provocada pelas forças de esquerda, contra o golpe. 
            A morte de Mme. Thatcher convida a uma viagem pela geografia da corrupção por excelência.  Provavelmente não se conheça, em toda a História, processo mais extenso e mais profundo de corrupção da política pelo poder financeiro do que o eixo entre Washington, com Reagan, Londres, com a dama de ferro, e o Vaticano, com Wojtyla, no início dos 80. Convenhamos que os que os corromperam souberam fazê-lo.

            Na conspiração, que se selou em encontro na Biblioteca do Vaticano, Reagan e Wojtyla – em menos de uma hora – com a presença de Alexander Haig, acertaram os movimentos coordenados para destruir o sistema socialista, acabar com o estado de bem-estar social no resto do mundo e  globalizar o sistema econômico mundial. Nenhum dos três seria capaz de engenhar o plano, que – tudo indica – lhes foi entregue pelo Clube de Bilderbeg. 
            É conveniente registrar que não tiveram muitas dificuldades na União Soviética, cujos burocratas, seduzidos pelo “doce charme da burguesia”, sonhavam com a vida faustosa dos executivos norte-americanos e ingleses. 
            E dificuldades ainda menores nos países em desenvolvimento, alguns deles, como o Brasil, com recursos internos que lhes permitiam resistir à desnacionalização de sua economia. Como se sabe, ocorreu o contrário, com a embasbacada adesão dos dois Fernandos ao Consenso de Washington. 
         O resultado do processo está aí, com o desmoronamento da economia européia, o avanço da pobreza pelos países centrais, e a corrupção, alimentada pelo sistema neoliberal, grassando pelo planeta inteiro. 
         Os maiores bancos do mundo exercem diretamente o poder político em alguns países, como o Goldman Sachs o exerceu na Itália, com Mario Monti, e Papademus, na Grécia, até as eleições. Isso sem falar no Banco Central Europeu, sob o comando de Mario Draghi, também do mesmo banco. No passado, os Estados intervinham no sistema financeiro, para controlá-lo e proteger os cidadãos; hoje, os bancos intervêm nos Estados, com o propósito de garantir seus lucros, o parasitismo dos rentistas e as milionárias remunerações de seus “executivos”. 
         Para fazer frente ao descalabro da economia, causado pela ficção dos derivativos, os governos europeus cortam os gastos sociais e levam famílias inteiras à miséria e ao desespero. Idosos são expulsos de suas casas, por não terem como pagar as prestações ou os aluguéis, os hospitais públicos reduzem o número de leitos, as indústrias recorrem à falência, e os suicídios se sucedem. Há dias, sem dinheiro para honrar compromissos de pequena monta, um casal de meia-idade, que possuía seu negócio de fundo de quintal, se enforcou, em Civitanova, na Itália. O irmão da senhora, atingido pela tragédia, também se matou, afogando-se no Adriático. 
       Em Portugal – e ali sobram capitais privados ociosos, que adquirem, sôfregos, ativos brasileiros – o desespero atingiu limites extremos, e a União Européia, de joelhos diante dos banqueiros, exige de Lisboa maiores cortes no orçamento social. 
         No fim de um de seus mais belos romances, Terra Fria, o escritor português Ferreira de Castro dá à mulher a notícia da presença de um militante revolucionário na cidade: 
         “Ele disse que chegará o dia em que haverá pão para todos”.           E, com o pão, a dignidade – é a nossa esperança. 

13 horas atrás

Um Feliciano piorado na Assembléia mineira

por Esquerdopata
 
Sob suspeita: O tucano Carlos Mosconi, presidente da Comissão de Saúde do Parlamento estadual, é acusado de tráfico de órgãos

Por Leandro Fortes, Carta Capital

Enquanto o Congresso Nacional é submetido a um constrangimento diário desde a eleição do deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), pastor evangélico de discurso homofóbico e racista, para o comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, um caso semelhante na forma, mas muito mais grave no conteúdo, permanece escondido na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Em 1˚ de fevereiro, o tucano Carlos Mosconi asuumiu pela quarta vez consecutiva a presidência da Comissão de Saúde do Parlamento mineiro. Médico de formação, Mosconi é idealizador da MG Sul Transplantes, ONG que servia de central clandestina de receptação e distribuição de órgãos humanos em Poços de Caldas, no sul do estado. Segundo uma investigação da Polícia Federal, Mosconi chegou a encomendar um rim para o amigo de um prefeito da cidade mineira de Campanha. 
Em 19 de fevereiro, o juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1a Vara Criminal de Poços de Caldas, condenou quatro médicos envolvidos no esquema de compra e venda de órgãos humanos, a chamada “Máfia dos Transplantes”. João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone, todos da Irmandade Santa Casa, eram ligados à MG Sul Transplantes. Scafi era sócio de Mosconi em uma clínica da cidade. A ONG era responsável pela organização de uma lista de pacientes particulares que encomendavam e pagavam por órgãos retirados de pacientes ainda vivos. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. 
A máfia de médicos do Poços de Caldas foi descoberta em 2002 por causa do chamado “Caso Pavesi”, que chegou a ser investigado na Câmara dos Deputados pela CPI do Tráfico de Órgãos Humanos, em 2004. Em 19 de abril de 2000, Paulo Veronesi Pavesi, 10 anos de idade à época, caiu de um brinquedo no prédio onde morava e foi levado à Santa Casa. O menino foi atendido pelo médico Alvaro Ianhez, coordenador do setor de transplantes do hospital e, soube-se depois, chefe da central clandestina de tráfico de órgãos. Ianhez é amigo particular do deputado Mosconi, responsável por sua nomeação no hospital. 
A partir de uma denúncia do analista de sistemas Paulo Pavesi, pai do garoto, a PF abriu um inquérito e descobriu que a equipe de Ianhez havia decretado a morte encefálica de Paulo quendo ele estava sob efeito de substâncias depressivas do sistema nervoso central. Ou seja, teve os rins, o fígado e as córneas retirados quando provavelmente ainda estava vivo. Pavesi pai foi obrigado a pedir asilo na Itália, depois de ser ameaçado de morte por diversas vezes em Minas Gerais. Atualmente, mora em Londres, onde aguarda até hoje o julgamento do caso do filho. 
Outros oito casos semelhantes foram descobertos pela PF e pelo Ministério Público Federal durante as investigações. Um deles, o do trabalhador rural João Domingos de Carvalho, foi o que resultou nas condenações de fevereiro passado. Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho foi dado como morto quando estava sentado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados pelos médicos Fernandes e Scafi. “Era pura ganância, vontade de enriquecimento rápido, sem se preocupar com o sofrimento dos demais seres humanos”, escreveu o juiz Nasciso de Castro na sentença que condenou os médicos da Santa Casa a penas de 8 a 11 anos de prisão, em primeira instância. Todos continuarão em liberdade até o julgamento dos recursos. 
Pavesi não se amendrontou à toa. Em 24 de abril de 2002, Carlos Henrique Marcondes, administrador da Santa Casa, foi assassinado no dia exato de seu depoimento no Ministério Público sobre a atuação da máfia dos transplantes lotada no hospital. Ele tinha gravado todas as conversas com os médicos envolvidos no tráfico de órgãos e pretendia entregar as fitas às autoridades. Antes de falar, Marcondes foi encontrado morto no próprio carro com um tiro na boca. Segundo um delegado da Polícia Civil da cidade, o ex-PM Juarez Vinhas, tratou-se de suicídio. O caso foi sumariamente arquivado. O laudo pericial constatou, porém, que três tiros haviam sido disparados contra Marcondes, embora apenas um o tenha atingido. Mais ainda: a arma usada e colocada na mão da vítima desapareceu no fórum de Poços de Caldas, razão pela qual foi impossível periciá-la. Levado à Santa Casa, o corpo do administrador foi recebido por dois médicos do hospital. Um deles, João Alberto Brandão, foi condenado em fevereiro. O outro, Félix Gamarra, chegou a ser indiciado, mas acabou beneficiado pela lei de prescrição penal, por ter mais de 70 anos de idade. A dupla raspou e enfaixou a mão direita de Marcondes, supostamente usada para apertar o gatilho, de modo a invibializar o exame de digitais e presença de resíduos de pólvora. E o advogado da Santa Casa, o também ex-PM Sérgio Roberto Lopes, providenciou a lavagem do carro. 
O nome de Mosconi apareceu na trama em 2004, durante a CPI do Tráfico de Órgãos. Convocado pela comissão, o delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da Polícia Federal, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fronecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha, por 8 mil reais. A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais. 
Mosconi foi ouvido pelo juiz Narciso de Castro e confirmou conhecer Ianhez desde os anos 1970. O parlamentar disse “não se recordar” da existência de uma lista de receptores de órgãos da Santa Casa, da qual chegou a ser presidente do Conselho Curador por um período. Sobre a MG Sul Transplantes, que fundou e difundiu, afirmou apenas “ter ouvido falar” de sua existência. Declaração no mínimo estranha. O registro de criação da MG Sul Transplantes, em 1991, está publicado em um artigo no Jornal Brasileiro de Transplantes (volume 1, número 4), do qual os autores são o próprio Mosconi, além de Ianhez, Fernandes, Brandão, e Scafi, todos investigados ou réus de processos sobre a máfia de transplantes de Poços de Caldas. 

14 horas atrás

Especialistas preveem queda da inflação nos próximos meses

por Esquerdopata
 
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Apesar do forte aumento no início do ano, com o estouro do teto da meta (6,5%) no acumulado de 12 meses, a inflação oficial não deve fugir do controle. Segundo especialistas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve arrefecer nos próximos meses, até encerrar o ano em níveis similares aos do ano passado. 
Para os economistas, a possibilidade de o Banco Central (BC) reajustar os juros básicos da economia pela primeira vez em quase dois anos e as novas reduções de impostos anunciadas pelo governo contribuirão para conter os preços. No entanto, o fator decisivo que ajudará a segurar a inflação é o esgotamento das principais pressões sobre os índices. 
Segundo o economista chefe do banco Sulamérica Investimentos, Newton Rosa, os preços dos alimentos, que se refletiram no IPCA nos três primeiros meses do ano, tendem a cair depois dos níveis recorde de março. “A perspectiva de uma safra recorde nos próximos meses e a desoneração da cesta básica vão arrefecer a pressão dos alimentos sobre os preços”, diz Rosa. Ele também ressalta que os custos com educação, que também influenciaram a inflação no primeiro trimestre, já se estabilizaram. 
Para ele, a atuação do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que se reunirá na próxima semana para fixar os juros básicos da economia, também será decisiva para conter a inflação. “O Banco Central vai contribuir para segurar as expectativas. A alta dos juros é importante para cortar o canal que alimenta a inflação e facilitar a estabilização dos índices, não apenas em 2013, mas também no próximo ano”, explica. Ele acredita que, caso o Banco Central não reajuste a taxa Selic na próxima semana, tomará a decisão no fim de maio. 
Tanto o mercado quanto o governo acreditam que a inflação desacelerará nos próximos meses. No último boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, os analistas preveem que o IPCA encerrará o ano em 5,7%. No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março, o BC também projeta que a inflação vai desacelerar no segundo semestre. 
De acordo com o Relatório de Inflação, o IPCA deverá acelerar um pouco nos próximos meses,até atingir 6,7% no acumulado de 12 meses terminados em junho. O índice, então, deverá recuar para 6% no fim de setembro, até terminar o ano em 5,7%. Para 2014, a autoridade monetária projeta inflação oficial em torno de 5,3%. 
Ex-diretor do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas também acredita que a inflação desacelere no segundo semestre e chegue ao fim do ano abaixo do teto da meta. Ele não arrisca uma estimativa exata, mas diz que, mesmo fechando 2013 em menos de 6,5%, a inflação continua alta. Segundo Freitas, problemas estruturais da economia brasileira têm feito o IPCA ficar acima de 5% nos últimos anos. 
Para ele, a política econômica e o fato de o Brasil estar vivendo níveis mínimos de desemprego contribuem para que a inflação continue em níveis elevados. “O país está com condições de crescimento baixo porque o uso da capacidade instalada está elevado e a economia está em pleno emprego. Neste cenário, se o governo estimula a demanda, seja reduzindo impostos ou facilitando o crédito, a produção só pode crescer acompanhada de aumentos de preços.” 
Edição: Nádia Franco

15 horas atrás

Sob nova direção

por Esquerdopata
 
Thatcher chega ao inferno 
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Audiência Pública “Estado Laico e Respeito à Diversidade Sexual”

por noreply@blogger.com (Rosangela Novaes)
 
 
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Mauricio Dias: Fux, Toffoli, Gilmar Mendes, intérpretes perfeitos da omissão de Gurgel

por Conceição Lemes
 

por Mauricio Dias, em CartaCapital, na coluna Andante Mosso  

A seleção de Gurgel I

A revelação de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula, de que foi  assediado por Luiz Fux em busca de apoio para ser indicado para o STF, expõe mais uma vez a omissão calculada do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

O procurador não pode escolher o que faz e o que não faz, se a questão, como neste caso, for de interesse público.

A seleção de Gurgel II

Ele agiu assim após a revelação do encontro entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-presidente Lula.

Segundo Mendes, Lula procurava apoio para a votação na Ação Penal 470, chamada de “mensalão”. Despido de qualquer autoridade, o ex-presidente não cometeu nenhum crime. O ministro do STF, no entanto, não podia aceitar esse tipo de conversa.

Mas aceitou. Isso configura impedimento e suspeição.

A seleção de Gurgel III

A ponta desse novelo começa com o ministro Dias Toffoli, que deveria invocar a própria suspeição por ser “amigo íntimo” e ex-subordinado funcional de José Dirceu. Gurgel alegou que não queria tumultuar o processo.

A lei determina que o representante do Ministério Público é obrigado a questionar a suspeição dos juízes nesses casos.

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12 horas atrás

Leandro Fortes: Tucano Carlos Mosconi é acusado de tráfico de órgãos

por Conceição Lemes
 

Pela quarta vez consecutiva, Carlos Mosconi é presidente da Comissão de Saúde do Parlamento de Minas Gerais

por Leandro Fortes, em CartaCapital, sugestão de Julio Cesar Macedo Amorim

Enquanto o Congresso Nacional é submetido a um constrangimento diário desde a eleição do deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), pastor evangélico de discurso homofóbico e racista, para o comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, um caso semelhante na forma, mas muito mais grave no conteúdo, permanece escondido na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Em 1˚ de fevereiro, o tucano Carlos Mosconi assumiu pela quarta vez consecutiva a presidência da Comissão de Saúde do Parlamento mineiro.

Médico de formação, Mosconi é idealizador da MG Sul Transplantes, ONG que servia de central clandestina de receptação e distribuição de órgãos humanos em Poços de Caldas, no sul do estado. Segundo uma investigação da Polícia Federal, Mosconi chegou a encomendar um rim para o amigo de um prefeito da cidade mineira de Campanha.

Em 19 de fevereiro, o juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1a Vara Criminal de Poços de Caldas, condenou quatro médicos envolvidos no esquema de compra e venda de órgãos humanos, a chamada “Máfia dos Transplantes”.

João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone, todos da Irmandade Santa Casa, eram ligados à MG Sul Transplantes. Scafi era sócio de Mosconi em uma clínica da cidade. A ONG era responsável pela organização de uma lista de pacientes particulares que encomendavam e pagavam por órgãos retirados de pacientes ainda vivos. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital.

A máfia de médicos de Poços de Caldas foi descoberta em 2002 por causa do chamado “Caso Pavesi”, que chegou a ser investigado na Câmara dos Deputados pela CPI do Tráfico de Órgãos Humanos, em 2004. Em 19 de abril de 2000, Paulo Veronesi Pavesi, 10 anos de idade à época, caiu de um brinquedo no prédio onde morava e foi levado à Santa Casa. O menino foi atendido pelo médico Alvaro Ianhez, coordenador do setor de transplantes do hospital e, soube-se depois, chefe da central clandestina de tráfico de órgãos. Ianhez é amigo particular do deputado Mosconi, responsável por sua nomeação no hospital.

A partir de uma denúncia do analista de sistemas Paulo Pavesi, pai do garoto, a PF abriu um inquérito e descobriu que a equipe de Ianhez havia decretado a morte encefálica de Paulo quando ele estava sob efeito de substâncias depressivas do sistema nervoso central.

Ou seja, teve os rins, o fígado e as córneas retirados quando provavelmente ainda estava vivo. Pavesi pai foi obrigado a pedir asilo na Itália, depois de ser ameaçado de morte por diversas vezes em Minas Gerais. Atualmente, mora em Londres, onde aguarda até hoje o julgamento do caso do filho.

Outros oito casos semelhantes foram descobertos pela PF e pelo Ministério Público Federal durante as investigações.

Um deles, o do trabalhador rural João Domingos de Carvalho, foi o que resultou nas condenações de fevereiro passado. Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho foi dado como morto quando estava sentado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados pelos médicos Fernandes e Scafi.

“Era pura ganância, vontade de enriquecimento rápido, sem se preocupar com o sofrimento dos demais seres humanos”, escreveu o juiz Nasciso de Castro na sentença que condenou os médicos da Santa Casa a penas de 8 a 11 anos de prisão, em primeira instância. Todos continuarão em liberdade até o julgamento dos recursos.

Pavesi não se amendrontou à toa. Em 24 de abril de 2002, Carlos Henrique Marcondes, administrador da Santa Casa, foi assassinado no dia exato de seu depoimento no Ministério Público sobre a atuação da máfia dos transplantes lotada no hospital. Ele tinha gravado todas as conversas com os médicos envolvidos no tráfico de órgãos e pretendia entregar as fitas às autoridades.

Antes de falar, Marcondes foi encontrado morto no próprio carro com um tiro na boca. Segundo um delegado da Polícia Civil da cidade, o ex-PM Juarez Vinhas, tratou-se de suicídio. O caso foi sumariamente arquivado. O laudo pericial constatou, porém, que três tiros haviam sido disparados contra Marcondes, embora apenas um o tenha atingido.

Mais ainda: a arma usada e colocada na mão da vítima desapareceu no fórum de Poços de Caldas, razão pela qual foi impossível periciá-la. Levado à Santa Casa, o corpo do administrador foi recebido por dois médicos do hospital. Um deles, João Alberto Brandão, foi condenado em fevereiro. O outro, Félix Gamarra, chegou a ser indiciado, mas acabou beneficiado pela lei de prescrição penal, por ter mais de 70 anos de idade.

A dupla raspou e enfaixou a mão direita de Marcondes, supostamente usada para apertar o gatilho, de modo a invibializar o exame de digitais e presença de resíduos de pólvora. E o advogado da Santa Casa, o também ex-PM Sérgio Roberto Lopes, providenciou a lavagem do carro.

O nome de Mosconi apareceu na trama em 2004, durante a CPI do Tráfico de Órgãos. Convocado pela comissão, o delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da Polícia Federal, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fronecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha, por 8 mil reais. A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Mosconi foi ouvido pelo juiz Narciso de Castro e confirmou conhecer Ianhez desde os anos 1970. O parlamentar disse “não se recordar” da existência de uma lista de receptores de órgãos da Santa Casa, da qual chegou a ser presidente do Conselho Curador por um período.

Sobre a MG Sul Transplantes, que fundou e difundiu, afirmou apenas “ter ouvido falar” de sua existência. Declaração no mínimo estranha. O registro de criação da MG Sul Transplantes, em 1991, está publicado em um artigo no Jornal Brasileiro de Transplantes (volume 1, número 4), do qual os autores são o próprio Mosconi, além de Ianhez, Fernandes, Brandão, e Scafi, todos investigados ou réus de processos sobre a máfia de transplantes de Poços de Caldas.

Procurada por CartaCapital, a assessoria de imprensa de Carlos Mosconi ficou de marcar uma entrevista com o deputado. Até o fechamento desta edição, o parlamentar não atendeu ao pedido da revista.

Leia também:

Mauricio Dias: Fux, Toffoli, Gilmar Mendes, intérpretes perfeitos da omissão de Gurgel

Jorge Vianna: “Há uma campanha em curso para os juros subirem”

Requião vê “canalhice” de Globo e Veja na cobertura sobre os portos

Altamiro Borges: Um colar de tomates a serviço da alta dos juros

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12 horas atrás

Igor Felippe: A campanha da Folha contra a eleição de Maduro

por Conceição Lemes
 

Foto: Elza Fiúza/ABr

por Igor Felippe Santos, especial para o Viomundo

Folha de S. Paulo faz uma campanha aberta contra a eleição de Nicolás Maduro para a presidência da Venezuela.

O texto “Presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro colecionou deslizes ao tentar emular Chávez” (12/04) é uma demonstração de reportagem editorializada.

Reparem neste trecho:

“O mandatário interino, escolhido pelo antecessor como herdeiro, colecionou deslizes em horas a fio diante das câmeras e não raro constrangeu seguidores ao tentar emular o carismático Chávez com canto, dança e piadas”.

Mandatário é uma expressão que denota autoritarismo. Herdeiro na política remete a uma Monarquia. Deslizes em horas a fio e constrangimento correspondem a ações negativas.

Depois, a repórter diz: “Maduro é favorito segundo as pesquisas de opinião, mas analistas e institutos afirmam que os dias de campanha intensa prejudicaram os números do governista”.

Em seguida, um consultor de um desses institutos de pesquisa nega os prejuízos, ao afirmar que “Maduro cometeu alguns erros, mas não muda significativamente a correlação de forças”.

Mais interessante ainda é analisar as perguntas da colunista da Folha, Mônica Bergamo, a Maduro (“Maduro no volante”, “Ilustríssima”, 7/4).
Leiam com atenção as perguntas da jornalista da Folha.

1. Como será o chavismo sem Chávez, que era formulador, estrategista e porta-voz do governo?

2. Mas 44% dos venezuelanos, que votaram na oposição nas eleições presidenciais de 2012, não estão de acordo com esse projeto. E se, agora ou no médio prazo, vocês perderem uma eleição?

3. Vocês falam muito de unidade. Mas há vários grupos no chavismo. Não pode ocorrer um racha, como houve com o peronismo na Argentina?

4. Sem a figura incontrastável de Hugo Chávez, haverá alternância na liderança do chavismo?

5. Na Venezuela, canais privados de televisão fazem campanha para o candidato de oposição à Presidência, Henrique Capriles. E canais estatais fazem campanha para o senhor. Os canais públicos são de todos. Não deveriam ser neutros?

6. A Globovisión, emissora privada de oposição, está sendo vendida a um empresário amigo do governo. E assim é possível que quase todos os meios sejam favoráveis ao chavismo.

7. Eles dizem que fizeram de tudo para eleger a oposição a Chávez, o que os levou a uma situação precária.

8. O candidato Capriles diz que não tem acesso às rádios porque as que dão abertura à oposição são perseguidas. Não é importante que as vozes divergentes tenham espaço?

9. Não há um culto à personalidade de Chávez na Venezuela?

10. A chamada “união cívico-militar” é um dos pilares do chavismo. Em um continente como a América Latina, com histórico de golpes militares, não seria melhor que as Forças Armadas estivessem afastadas do processo político?

11. No Brasil é considerado uma grande conquista o fato de as Forças Armadas não interferirem mais na política interna. Por princípio, não seria melhor que na Venezuela elas também estivessem nos quartéis e a disputa política ocorresse somente entre civis?

12. E com forte participação política?

13. O governo do ex-presidente Lula diminuiu a pobreza mas nunca falou em mudar as estruturas capitalistas da sociedade brasileira, como pregava Hugo Chávez na Venezuela. O que o senhor acha de quando colocam o “lulismo” em contraponto ao “chavismo”?

14. Não tem a esquerda boa, com Lula, e a esquerda má?

15. Mas Lula, como eu disse, não fala em mudar o capitalismo.

16. O candidato Capriles diz que o modelo dele é Lula.

17. Ele elogia Lula por combater a pobreza sem mexer no setor privado.

18. No governo Chávez, a presença do Estado avançou. Mas o setor privado ainda representa 58% da economia. Se vitoriosos, vocês vão estatizar mais empresas, mais setores? Até onde vai o que chamam de “socialismo do século 21″?

19. Há lugar então para um setor privado forte?

20. Uma burguesia vinculada fortemente ao Estado?

21. Privado integralmente?

22. Então Cuba é inspiração para o chavismo, mas não o modelo a seguir…. E está se abrindo.

23. Acredita que é possível o socialismo pela via democrática, como Salvador Allende [ex-presidente do Chile que sofreu um golpe militar em 1973] tentou, sem sucesso?

24. Se a Venezuela continuará a ter um setor privado forte, como se chegará então ao socialismo?

25. Quando Chávez morreu, a presidente Dilma Rousseff fez elogios, mas disse que em muitas ocasiões o governo brasileiro não concordou com o da Venezuela.

26. O Banco do Sul, por exemplo, do qual fariam parte os países da América do Sul, não foi aprovado ainda no Congresso brasileiro. Está lento.

27. O Brasil também não integrou a TeleSur [emissora financiada por vários países latino-americanos], o projeto do gasoduto do sul [que ligaria Venezuela, Brasil e Argentina] não andou.

28. E a refinaria Abreu e Lima [parceria da Petrobras com a petroleira venezuelana PDVSA que até agora, por divergências em relação ao financiamento, conta com recursos apenas do Brasil], como está?

29. A economia é considerada uma má herança de Chávez. A inflação é alta. Há um certo nível de desabastecimento, de 20%. E uma dependência muito grande do petróleo. Haverá ajustes no governo? E a inflação? Haverá corte de gastos?

Quase todas as perguntas têm cascas de banana embutidas.

As perguntas tentam arrancar respostas que abram margem para mostrar a fragilidade e divisão das forças que sustentam a Revolução Bolivariana com a morte de Hugo Chávez, a possibilidade de um Golpe de Estado em caso de derrota do PSUV, a ilegitimidade da participação das Forças Armadas no processo, a falta de liberdade de expressão, os problemas na economia venezuelana, as ameaças ao setor privado, críticas ao governo de Cuba, as tensões e diferenças com o presidente Lula e com o Brasil…

De certo, o papel dos jornalistas é questionar os entrevistados. No entanto, entrevistar é mais do que enfrentar o interlocutor, mas discutir temas relevantes para os leitores.

Por exemplo, fazer perguntas sobre as propostas do candidato (o que será a Venezuela daqui pra frente?).

A entrevistadora poderia também fazer um balanço das realizações do governo ao qual Maduro serviu.

Mas não tem nada sobre esses assuntos.

Nada sobre a Venezuela ser o país com menos desigualdade na América Latina, de acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Nada sobre a Venezuela ser a 4ª maior economia da América Latina, superada somente por Brasil, México e Argentina.

Nada sobre a queda da inflação, que ainda é alta, mas caiu substancialmente em comparação aos governos Andrés Pérez e Rafael Caldeira.

Nada sobre a queda no índice de desemprego, que está abaixo de 10%.

Nada sobre o projeto Gran Misión Vivienda, que construiu 350 mil casas populares, metade das quais edificada em parceria com mutirões de comunidades organizadas.

Nada sobre a erradicação do analfabetismo, que a Venezuela ostenta desde 2006, de acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Nada sobre a Missão Bairro Adentro, que tem foco na atenção de saúde integral e preventiva, e a construção de mais de 7 mil clínicas populares, 600 Centros de Diagnóstico Integral e Salas de Reabilitação Integral e mais de 20 Centros de Alta Tecnologia.

Nada sobre a ampliação do número de médicos a cada 10 mil habitantes, que subiu de 18 para 58.

Nada sobre a queda da taxa de mortalidade infantil, que desabou de 25 para 13 óbitos por mil nascidos vivos, e a garantia de acesso a água potável a 96% da população.

Folha poderia ter feito uma única pergunta sobre esses temas. Mas não fez nenhuma. No entanto, se deram mal, porque Maduro não caiu em nenhuma das cascas de banana.

Folha queria dar uma manchete para prejudicar o candidato do PSUV. No entanto, ele derrotou a campanha do jornal dos Frias. E as pesquisas apontam que derrotará novamente no domingo.

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