Coincidências

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
As ideias de FHC ficam cada vez mais parecidas com aquelas da mídia de direita. Infelizmente para eles a maioria pensa diferente. Foto: Vanderlei Almeida/AFP

Marcos Coimbra, CartaCapital 
“A vida é cheia de coincidências. Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um de seus habituais artigos de discussão política. Foi daqueles nos quais assume o papel de farol das oposições. Seu conteúdo era, como se esperaria, fortemente crítico em relação ao governo. 
Por coincidência, no mesmo dia, os principais jornais estavam cheios de notícias negativas sobre a situação nacional. Depois de lê-los, qualquer um ficaria com a impressão de que o Brasil caminha em marcha acelerada para o buraco (se é que já não estaria dentro dele). 
Em outra coincidência, ficou pronta, naquele domingo, uma nova pesquisa nacional da Vox Populi. Feita em todo o País, sua amostra era suficiente para que os resultados sejam representativos dos sentimentos da opinião pública brasileira. 
O artigo de FHC e o tom do noticiário eram tão semelhantes que um desavisado poderia suspeitar. Os editores e o ex-presidente estariam combinados? Você diz isso e nós aquilo? Nós mostramos os “fatos” e você os interpreta?
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13 minutos atrás

Operação Máscara Negra será destaque no Fantástico de hoje

DE OLHO NO DISCURSO por Daniel Dantas Lemos
 
Por Carlos Alberto Barbosa
http://blogdobarbosa.jor.br/novo/?p=74406

A audiência do Fantástico neste domingo certamente vai ser grande no Rio Grande do Norte. É que a produção do programa esteve por aqui e hoje será levado ao ar, logo mais às 20h30, a Operação Máscara Negra que desarticulou no início da semana passada esquemas de contratação fraudulenta de shows musicais, estrutura de palco, som, trios elétricos e decoração para eventos realizados nos municípios de Macau e Guamaré entre os anos de 2008 a 2012.

Só no ano passado a prefeitura de Guamaré – que deverá ser destaque na reportagem – gastou mais de R$ 6 milhões em festividades, enquanto que a de Macau chegou à cifra de R$ 7 milhões entre 2008 e 2012. Esses gastos com contratações de bandas e serviços para festas compreendem mais de 90% do recebido em royalties no período e mais de 70% do recebido em FPM.

14 minutos atrás

Jesus condenou preconceito, diz Frei Betto contra Feliciano

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

“Sua conduta deveria, no mínimo coincidir com os valores pregados por Jesus, que jamais discriminou alguém”, lembra Frei Betto

Frei Betto“Jesus condenou o preconceito dos discípulos à mulher sírio-fenícia; atendeu solícito o apelo do centurião romano (um pagão!) interessado na cura de seu servo; deixou que uma mulher de má reputação lhe lavasse os pés com os próprios cabelos e ainda recriminou os que se escandalizaram ao presenciar a cena; e não emitiu uma única frase moralista à samaritana adepta da rotatividade conjugal, pois estava no sexto homem! Ao contrário, a ela Jesus se revelou como o Messias”.

Esse é parte do argumento do texto de Frei Betto, chamado “Infelicianidade”, publicado no jornal “Folha de S.Paulo”, nesta sexta-feira, 12, no qual critica o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O frade domiciano chama de ignorantes os que se ancoram na tradução literal da Bíblia e diz que Deus ama incondicionalmente a todos.

Frei Betto pergunta “Que deus é esse que amaldiçoa seus próprios filhos?” sobre a declaração racista de Feliciano de que negros são amaldiçoados. No texto, o frade lembra que “o deputado é um pastor evangélico. Sua conduta deveria, no mínimo, coincidir com os valores pregados por Jesus, que jamais discriminou alguém.”.

fonte: ParouTudo

26 minutos atrás

Bethânia insere ‘Explode coração’ ao gravar show ‘Carta de amor’ no Rio

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Quando grava um show ao vivo para edição de CD e/ou DVD, Maria Bethânia geralmente já fez diversas ajustes no roteiro original à medida em que o espetáculo foi se azeitando na estrada. Contudo, ao registrar Carta de amor para edição de DVD neste segundo fim de semana de abril de 2013, no Rio de Janeiro (RJ), a cantora seguiu com fidelidade quase total o roteiro apresentado em 18 de novembro de 2012 na estreia nacional  de Carta de amor na mesma casa carioca, Vivo Rio, em que o show está sendo perpetuado em gravação ao vivo viabilizada através de parceria da gravadora Biscoito Fino com o Canal Brasil. Anovidade, no segundo bis, foi o canto a capella de Explode coração (Gonzaguinha, 1978) – número herdado do show anterior da intérprete, Amor, festa, devoção (2009). O recorrente samba O que é o que é (Gonzaguinha, 1982) fechou o show. Eis o roteiro seguido por Maria Bethânia – em foto de Mauro Ferreira – na apresentação de Carta de amor em 13 de abril de 2013 na casa Vivo Rio: 
Ato I 1. Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1986) 2. Sangrando (Gonzaguinha, 1980) 3. Salmo (Raphael Rabello e Paulo César Pinheiro, 2002) 4. Dona do raio e do vento (Paulo César Pinheiro, 2006) 5. Cântico negro (José Régio, Vinicius de Moraes, Luiz Carlos Lacerda e Clarice Lispector) – texto
6. Não enche (Caetano Veloso, 1997)
7. Fogueira (Ângela RoRo, 1983)
8. Casablanca (Roque Ferreira, 2012)
9. Na primeira manhã (Alceu Valença, 1980)
10. Calúnia (Marino Pinto e Paulo Soledade, 1951)
11. Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, 1960)
12. Barulho (Roque Ferreira, 2007)
13. Fera ferida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1982)
14. Quem me leva os meus fantasmas (Pedro Abrunhosa, 2007)
Intervalo
15. Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972) – instrumental banda
16. Maria Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976) – Instrumental banda
Ato II
17. Festa (Gonzaguinha, 1968)
18. Dora (Dorival Caymmi, 1945)
19. Lua branca (Chiquinha Gonzaga, 1912)
20. Estado de poesia (Chico César, 2012)
21. Adeus Guacyra (Heckel Tavares e Joracy Camargo, 1933)
22. A nossa casa (Arnaldo Antunes, Alice Ruiz, Paulo Tatit, João Bandeira, Celeste
      Moreau Antunes, Edith Derdik e Sueli Galdino, 2004)
23. Marambaia (Henricão e Rubens Campos, 1944)
24. A casa é sua (Arnaldo Antunes e Ortinho, 2009)
25. Santo Amaro Ê Ê (domínio público) /
      Quixabeira (domínio público) /
      Reconvexo (Caetano Veloso, 1989) /
      Minha senhora (domínio público) /
      Viola meu bem (domínio público) /
      Reconvexo (Caetano Veloso, 1989)
26. Minha casa (Joubert de Carvalho, 1946)
27. Velho Francisco (Chico Buarque, 1987)
28. Carta de amor (Paulo César Pinheiro) – com texto de Maria Bethânia
29. Escândalo (Caetano Veloso, 1981)
30. Salmo (Raphael Rabello e Paulo César Pinheiro, 2002)
31. Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1986)
Bis:
32. Mensagem (Aldo Cabral e Cícero Nunes, 1945) /
      Cartas de Amor (Fernando Pessoa) – texto
Bis 2:
33. Explode coração (Gonzaguinha, 1978) 
33. O que é o que é (Gonzaguinha, 1982)
34 minutos atrás

Carmem volta ao Brasil em 1954

BOILERDO por Betho Flávio
 

carmemdez1954
Revista Manchete – Dezembro de 1954

Carmen Miranda disseram que eu voltei americanizada 

Do Almanaque Virtual

uma hora atrás

Rio de Janeiro State Government has already celebrated three same-sex civil union partnership collective cerimonies

FORA DO ARMARIO por Sergio Viula
 

Rio de Janeiro State Government celebrates the third collective ceremony of same-sex civil union partnerships

Written in English by Sergio Viula

    
According to the State Secretary, the event gathered about 100 couples and became the biggest same-sex civil union partnership in the world. Although, 10 states of Brazil do register same-sex marriage without the need of a civil union being registered first place, Rio de Janeiro hasn’t been able to overcome the resistance of some conservative state representatives yet. Since the first celebration of same-sex union partnerships promoted by the Secretary of Social Assistance and Human Rights, the State Government has helped make statistics, which also puts some pressure on the Legislative Assembly to guarantee the same rights to all the State citizens as other states have already done. See the Brazilian map of same-sex marriage.  

Civil union partnerships have been officially recognized by the Supreme Court, partly because of a request sent by Rio de Janeiro Governor, Mr. Sergio Cabral, who solicited what is called in the Brazilian legislation “a direct action of unconstitutionality”. The Supreme Court found unconstitutional not to allow same-sex people to legalize their civil unions and that became a recognized right of everyone’s on the same grounds, regardlessly of sexual orientation or gender.   

One ceremony before registered the union of 50 couples in July, 2012. This is the third ceremony and that number has almost doubled, rising up to accurate 92 couples. 

“This ceremony is important due to several factors. Firstly, the LGBT community is becoming aware of their rights and these events signal that place. Another reason is that it helps spread information about rights that have already been recognized. Lastly, this ceremony speaks to society so we can promote a culture of Peace, while it states that love is not to be classified”, explained the Superintendent Cláudio Nascimento

 The ceremony took place in the Justice Court of Rio de Janeiro (TJ-RJ). 
CHECK FOR THE PHOTOS HERE: http://www.rj.gov.br/web/seasdh/exibeconteudo?article-id=1366705 

************** 

With information from the official site of the State Secretary of Social Assistance and Human Rights: SEASDH    
The information is from December 10, 2012, released by the official site of the State Secretary of Social Assistance and Human Rights. The original text was written by Renata Sequeira. 

uma hora atrás

FHC diz que PSDB governa “do jeito certo, sem jeitinho”

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Do blog de Julia Dualibi, no Estadão.com.br

FHC fala em governar ‘sem jeitinho’; Alckmin faz contraponto a gestão Dilma

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aparece hoje à noite nas inserções a que o PSDB paulista tem direito no rádio e na televisão falando que o seu partido governa “do jeito certo, sem jeitinho”.  ”O jeito certo, não tem jeitinho. Tem trabalho. É jeito do Montoro, do Covas, do Serra e do Geraldo Alckmin, governador que planeja e tem coragem de enfrentar os problemas e faz da honestidade uma marca de seu governo. Está sempre pensando nas pessoas. Trata os idosos com carinho e o respeito que eles merecem. Esse é o jeito do PSDB”, afirmou o tucano.

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uma hora atrás

Ministério Público processa prefeito carioca por truculência

BOILERDO por Betho Flávio
 

Jornal do Brasil – Lucas Altino

 

O processo contra Eduardo Paes e Rodrigo Bethlem, denunciados por improbidade administrativa, que pode levar à perda de seus direitos políticos, já corre na 8ª Vara da Fazenda Pública no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Entretanto, a prefeitura afirma que não foi notificada e que a agenda do prefeito, assim como as operações de recolhimento de moradores de rua e usuários de crack, não sofrerá mudanças.

Apesar de a ação civil pública, ajuizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), na quarta-feira (10), relatar ocorrências de uso de armas de choque e truculência de agentes durante as operações, a prefeitura informa que o município nunca realizou uma internação compulsória, já que os moradores de rua permaneceriam nos abrigos por vontade própria.

EDUARDO PAES

Prefeitura informou que não foi notificada a respeito do processo

TAC descumprido 

A investigação é baseada em Inquéritos que ocorrem desde 2009, quando foi instaurado o chamado “Choque de Ordem”. Ficou constado, para o MP-RJ, que as práticas usadas nas internações não eram adequadas, e as condições do principal abrigo da cidade, “Rio Acolhedor”, eram precárias. 

Após inspeções, o MP-RJ concluiu que a prefeitura descumpriu diversos compromissos firmados em um termo de ajustamento de conduta (TAC). Segundo o processo, as remoções eram feitas sem a presença de um assistente social, com tratamento truculento e utilização de armas de choque. Além disso, os abrigos estavam superlotados, não ofereciam quantidade suficiente de refeições e careciam de atendimento médico adequado.

Segundo dados do “Rio Acolhedor”, localizado no bairro da Piedade, na zona Norte da cidade, de maio de 2010 a Setembro de 2012, quase 50% dos recolhimentos, mais de 26 mil, ocorreram na Zona Sul. A desativação do antigo abrigo da Praça da Bandeira, ao lado do Maracanã, e a construção de uma nova unidade em um local distante dos principais pontos turísticos da cidade também chamam a atenção do MP-RJ. Para o promotor Rogério Pacheco, autor da denúncia, isso se configura como uma “violenta estratégia de limpeza das ruas”. 

“Práticas de Guerra”

A ação também cita que os números de remoções vêm crescendo em larga escala, alertando ao fato de que os mesmos moradores de rua são, muitas vezes, internados em dezenas de ocasiões diferentes. A ação cita uma declaração do subprefeito da zona Sul, Bruno Ramos, dizendo que é preciso “vencer pelo cansaço, fazê-lo desistir”, ao comentar o modelo de internação utilizado, o que faz o promotor comparar as práticas utilizadas nas remoções com as ensinadas no Manual Básico da Escola Superior de Guerra.

Manifestações na internet

Nesta sexta-feira (12), manifestantes iniciaram um abaixo-assinado online, que já contava com mais de 1.800 assinaturas por volta das 19h, pedindo a cassação do mandato de Paes. Usuários do facebook também organizam uma manifestação para segunda-feira, a partir das 16h, em frente à sede da prefeitura, no Centro.

uma hora atrás

Secretário do PSC, do pastor Feliciano, é a favor do casamento gay e revela que partido tem homossexuais

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

O pastor-deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, começa a encontrar posições contrárias às suas dentro do comando do próprio partido.

Marco Feliciano (PSC-SP) 10Secretário nacional do Partido Social Cristão, membro da executiva e presidente do diretório em Minas – onde foi fundada a legenda – Antonio Oliboni revelou que é a favor do casamento gay e que o PSC tem homossexuais assumidos em seus quadros – no Rio, Bahia e Paraná. Diz ter “muitos amigos gays”, mas frisou que pessoalmente é contra a adoção de crianças por casais gays.  ”A criança tem que ter a presença das figuras paterna e materna”.

As palavras não só vão de encontro às ideias de Feliciano como têm o peso do comando do partido. Oliboni falou autorizado pelo presidente, Vítor Nósseis.  O secretário-nacional ainda emendou que, se fosse deputado, votaria a favor da união homoafetiva.

As declarações, no entanto, não indicam que o PSC vai pressionar Feliciano, há o respeito à ideologia pessoal do deputado. “O Marco Feliciano é um bom rapaz e sua atuação como pastor tem sido confundida com sua atuação como político”, comentou. Perguntado sobre o fato de Feliciano ter dito em pregações ser o negro “amaldiçoado”, Oliboni o defendeu com o argumento de que isto poderia ter sido “uma afirmação que ele fez num culto, talvez para explicar alguma mensagem específica a algum de seus fiéis naquele momento”.

A exemplo de outros partidos, o PSC grava filmes para inserções permitidas por lei na televisão em rede nacional. O partido não vai fugir à polêmica da presença do deputado Feliciano na Comissão de Direitos Humanos. Oliboni vai convidar Feliciano para reunião em BH para ajudá-lo na implementação “de uma agenda positiva”.

fonte: PARAÍBA.com.br

uma hora atrás

fabricar um corpo de mulher: cindy sherman

OBVIOUS por priscilla santos
 

Modelo e fotógrafa de si mesma. Cindy Sherman é fabricante de corpos. Explorando representações e possibilidades, ela flerta com clichês, confunde-os e leva a feminilidade ao limite se tornando em um dos trabalhos mais interessantes da arte contemporânea.

Ler o artigo completo
   

uma hora atrás

Capriles se diz candidato “pós-Chávez” e não “anti-Chávez”

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por EMILIAMMM

Do site Carta Maior

Parece não existir direita na Venezuela

Quem chegar de Marte à Venezuela poderá jurar que o embate eleitoral se faz entre duas forças de esquerda, com algumas nuances entre si. O opositor Henrique Capriles alega ser um candidato “pós-Chávez” e não “anti-Chávez”. Não defende Estado mínimo, venda de estatais ou demissão de funcionários públicos.

Gilberto Maringoni

Caracas – Quem se der ao trabalho de ler o programa de governo de Henrique Capriles, candidato opositor a presidente da Venezuela, fará uma constatação curiosa: não existe direita no país. Ninguém defende Estado mínimo, venda de estatais, demissão de funcionários públicos etc. etc. (Dilma no Brasil chegou a atacar alguns desses pontos, que atualmente formam as vigas mestras de sua gestão).

É um traço interessante dos tempos que correm. A direita avança em várias frentes – política, economia e costumes –, mas nenhuma corrente com alguma densidade eleitoral se assume como tal.

Vídeos:  

 

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uma hora atrás

James Franco receberá prêmio em festival gay de Miami

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Franco já interpretou papéis homossexuais e dirigiu filme inspirado em clássico thriller gay sadomasoquista

James Franco 02A edição 2013 do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Miami prestará uma homenagem ao ator James Franco, que é heterossexual, por suas contribuições aos direitos LGBT na frente e atrás das câmeras.

Franco já viveu os homossexuais Scott Smith, namorado do ativista Harvey Milk no oscarizado “Milk” (2008), e o poeta gay da geração beat Allen Ginsberg em “Uivo (2010).

Atrás das câmeras, o bonitão produziu e dirigiu “Interior. Leather Bar” que trata dos 40 minutos cortados do thriller “Parceiros da Noite” (1980) com cenas de sexo explícito e sadomasoquismo gay.

O longa polêmico de Franco será exibido no festival no dia 28. O festival acontece entre 26 de abril e 05 de maio.

fonte: Toda Forma de Amor

uma hora atrás

De quem é a mão que balança o berço da mídia?

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
Nunca antes, na história deste País, houve uma coincidência tão grande entre capas de revistas e manchetes de jornais; essa sintonia ocorre às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária e tem dois objetivos paralelos: arrancar juros maiores do governo e desgastar a presidente Dilma; quem seriam os articuladores? FHC? Roberto Setubal? 
Brasil 247 
Há quem acredite em coincidências. E na hipótese de que, ao longo desta semana, os editores das revistas Época e Veja tenham tido a mesma inspiração. A capa seria dedicada ao tema inflação e não haveria nada melhor para sinalizar a escolha do que o tomate. Nos dois casos, a mesma piadinha: a de que a presidente Dilma Rousseff teria “pisado no tomate”. 
Assim como nas revistas semanais, coincidências também ocorreriam nos principais jornais do País, que, num mesmo dia, seriam capazes de produzir manchetes idênticas, sobre o estouro da meta inflacionária e a necessidade de juros maiores. Aconteceu com Globo, Estado e Folha na semana passada.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
uma hora atrás

DE QUEM É A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO DA MÍDIA?

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Nunca antes, na história deste País, houve uma coincidência tão grande entre capas de revistas e manchetes de jornais; essa sintonia ocorre às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária e tem dois objetivos paralelos: arrancar juros maiores do governo e desgastar a presidente Dilma; quem seriam os articuladores? FHC? Roberto Setubal? 
14 DE ABRIL DE 2013 
247 – Há quem acredite em coincidências. E na hipótese de que, ao longo desta semana, os editores das revistas Época e Veja tenham tido a mesma inspiração. A capa seria dedicada ao tema inflação e não haveria nada melhor para sinalizar a escolha do que o tomate. Nos dois casos, a mesma piadinha: a de que a presidente Dilma Rousseff teria “pisado no tomate”. 
Assim como nas revistas semanais, coincidências também ocorreriam nos principais jornais do País, que, num mesmo dia, seriam capazes de produzir manchetes idênticas, sobre o estouro da meta inflacionária e a necessidade de juros maiores. Aconteceu com Globo, Estado e Folha na semana passada. 
No entanto, deve-se desconfiar de tamanha sintonia entre veículos de comunicação, que, não por acaso, ganharam o carimbo de PIG, Partido da Imprensa Golpista. Por que, afinal, escolhas tão idênticas e manchetes tão afins num mundo de múltiplos acontecimentos? Haveria alguma articulação? Um ponto de contato entre seus editores? Uma construção de consensos artificiais no processo de formação da opinião pública? Ou será que tudo acontece mesmo por acaso? 
Seja como for, a sintonia entre os meios de comunicação acontece num momento emblemático. Dentro de 48 horas, técnicos do Banco Central começam a discutir a política monetária e qual será a próxima taxa Selic, hoje fixada em 7,25%. Seja em Época, Veja, nos jornais, como no editorial do Globo deste domingo, ou na voz de lobistas do sistema financeiro, como Maílson da Nóbrega, Alexandre Schwartsman e Ilan Goldfajn, o que se pede, com todas as letras, é uma dose forte de juros, cujos efeitos serviriam muito mais para realimentar a especulação financeira do que para baixar o preço do tomate, que subiu em razão de secas e já está em queda acentuada. 
Diante de tudo isso, é de se perguntar: de quem é a mão que balança o berço da mídia? Será Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, que tem se mostrado como maior antagonista da política de juros baixos? Ou, quem sabe, Fernando Henrique Cardoso, que manteve sua interlocução privilegiada com os magnatas da mídia brasileira nos últimos anos? 
Neste fim de semana, tanto Veja como Época também tiveram a ideia de comparar Dilma a Margaret Thacther. Sobre a presidente brasileira, diz Veja que ela “esnoba o capital externo, demoniza o lucro e muda as regras do jogo toda hora” (alguém pensou em Roberto Setubal, que disse o mesmo ao Financial Times?) 
Há uma mão invisível no noticiário. Só falta descobrir a quem pertence. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98840/De-quem-%C3%A9-a-m%C3%A3o-que-balan%C3%A7a-o-ber%C3%A7o-da-m%C3%ADdia.htm

uma hora atrás

Afeganistão tem mais de 1 mi de viciados em drogas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Da BBC

Afeganistão se torna país com maior proporção de viciados em drogas

Atualizado em  13 de abril, 2013 – 07:02 (Brasília) 10:02 GMT

O Afeganistão produz 90% das drogas de ópio produzidas no mundo, mas até há pouco tempo o país não era um grande consumidor. Agora, porém, de uma população de 35 milhões, mais de 1 milhão de pessoas estão viciadas em drogas – proporcionalmente, a maior taxa do mundo.

Em pleno centro de Cabul, nas margens do rio que tem o mesmo nome da capital, viciados se reúnem para comprar e consumir heroína. É um local de desolação e degradação.

À luz do dia, cerca de 12 homens e adolescentes sentam em duplas, fumando e injetando drogas. Entre eles há profissionais como médicos, engenheiros, intérpretes.

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uma hora atrás

Tem tucana no governo Dilma

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
     Não entendi essa. Uma funcionária do governo aderindo à campanha de desgaste ao governo Dilma. Só pode  ser tucana essa maldita senhora. Enquanto Mantega se esforça para dizer que a inflação vai ficar sob controle,  que vai ficar um pouco cima da tal meta, vem essa servidora com essas ideias alarmistas.   Parcela expressiva da nova classe média emergente permanece vulnerável a choques econômicos que podem empurrá-la novamente para a pobreza.   No Brasil, a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), ligada à Presidência da República, tem tentado mensurar essa vulnerabilidade. Segundo a economista Diana Grosner, diretora da SAE, 22% da população brasileira pertence ao estrato mais baixo da classe média (dividida em três grupos), com renda familiar per capita mensal entre R$ 291 e R$ 441.   “Essas pessoas são as mais vulneráveis a uma volta à pobreza e representam um número alto”, diz.   Em estudo de 2009 sobre a expansão da classe média, o economista Martin Ravallion citou que 1 em cada 6 pessoas em países em desenvolvimento viviam com renda entre US$ 2 e US$ 3 por dia.   O autor considerou renda per capita de US$ 2/dia como limite entre a pobreza e a nova classe média em nações emergentes –valor em paridade do poder de compra de 2005, medida que elimina distorções de preço.   Para Grosner, a inflação mais elevada e o aumento do endividamento representam riscos importantes para a nova classe média brasileira. Outra ameaça, segundo a economista, é o avanço da produtividade em ritmo muito menor que o dos salários. Segundo ela, isso pode fazer com que as empresas decidam repassar os custos maiores para os preços –pressionando mais a inflação– ou demitir.   IMPORTÂNCIA   O risco de retrocesso no processo de expansão da classe média em países emergentes preocupa porque a continuação de sua ascensão é importante para a recuperação da economia global. “As boas perspectivas para a classe média da Ásia e de outros países como o Brasil são importantes por garantir demanda por bens e recursos mais forte que à de consumidores de países desenvolvidos”, afirma Robert Wood, economista da EIU (Economist Intelligence Unit). Dados da EIU mostram que o forte crescimento da fatia de famílias com renda anual superior a US$ 10 mil foi comum a vários países emergentes na última década.   CAUSAS DA EXPANSÃO Segundo o economista Otaviano Canuto, vice-presidente do Banco Mundial, a expansão do emprego e a valorização do trabalho são a principal causa comum para a expansão da classe média em países em desenvolvimento nos últimos anos. Grosner menciona que o aumento da renda do trabalho explica mais do que 60% do aumento da renda no país na última década. Especialistas também ressaltam o papel de políticas de transferência de renda para o aumento de uma nova classe consumidora no Brasil e na América Latina. Segundo Sonia Bueno, presidente-executiva da consultoria Kantar Worldpanel para a América Latina, 22% da população em 15 países da região disse receber algum benefício do governo: “Esse dinheiro acaba em boa parte sendo convertido em consumo”.
uma hora atrás

Estados Unidos: Preso fuzileiro naval que espancou gays

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Aos 21 anos, o ex-fuzileiro naval John Kelly O’Leary, foi preso na semana passada, no estado de Illinois, acusado de humilhar e espancar dois homens gays na frente a um bar em Long Beach, estado da Califórnia.

Segundo a investigação, o ex-fuzileiro foi para o bar Fox com outros amigos fuzileiros e, nas primeiras horas da madrugada do dia 3 de setembro de 2012 ele teria humilhado as vítimas gritando insultos homofóbicos.

Logo em seguida, ele começou a espancar um dos homens gritando ainda os insultos. A vítima sofreu uma convulsão e uma fratura no quadril ficando inconsciente. Outro homem amigo da vítima que foi separar a briga também acabou atingido por socos.

O ex-fuzileiro foi acusado de dois crimes, lesão corporal grave e agressão e pode pegar até oito anos de prisão.

fonte: Toda Forma de Amor

2 horas atrás

Copa libertadora

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Times latino-americanos tentam resgatar espírito democrático do futebol em Copa Amadora Alternativa

Na segunda edição do torneio, participantes homenagearam indígenas massacrados tanto nos tempos de colonização como nos dias atuais

Reprodução/Colectivo Hombre Nuevo 

O campeonato foi disputado por 18 equipes masculinas e 4 femininas 
Argentinos, brasileiros, chilenos, uruguaios e pessoas de variados países calçaram as chuteiras no mês de fevereiro em busca da conquista do título de campeão da América. A cena facilmente se ligaria ao início da Copa Libertadores. Mas, paralelamente à grande exposição e aos milionários patrocinadores que envolvem a principal competição de clubes do futebol profissional latino-americano, dezenas de equipes amadoras do continente se reuniram no balneário argentino de Gualeguaychú, província de Entre Ríos, para a segunda edição da Copa América Alternativa. 
A proposta do evento é criar um ambiente que possibilite o intercâmbio esportivo, cultural e político a partir do futebol entre times de diferentes localidades. Por mais que as equipes tenham disputado a taça com seriedade, houve um esforço coletivo para colocar os ideais de solidariedade à frente da competição dos campos. 
Imagens de Che Guevara e símbolos anarquistas e comunistas se juntavam a bandeiras de diversas lutas sociais estendidas entre as barracas dos participantes. As cerca de 300 pessoas que acamparam, entre os dias 14 e 17 de fevereiro, no Parque Unzué alternaram os jogos com atividades culturais, musicais e tarefas coletivas de manutenção do local, como a limpeza dos banheiros e vestiários. 
De movimentos sociais a grupos de amigos, o campeonato reuniu 18 equipes masculinas e 4 femininas, além de coletivos artísticos e outras pessoas que foram ao torneio apenas para participar da confraternização. Alguns times eram compostos por colegas de universidade, escola ou militância que jogavam futebol semanalmente, outros eram times de bairro que disputam regularmente torneios amadores de futebol, enquanto uma menor parte foi formada apenas para esta segunda edição da copa. 
Da Europa a Jesus Maria 
A ideia de organizar um campeonato de futebol nesses moldes surgiu de um contato, em 2011, entre o Autônomos Futebol Clube, de São Paulo, e os argentinos do Club Social Atlético y Deportivo Ernesto Che Guevara. Ambos os clubes nasceram em 2006, com propósitos e práticas iniciais diferentes, encontrando pontos de convergência na crítica ao futebol mercantilizado e na ideia de aproveitar o potencial do esporte mais popular do planeta como meio conscientização e transformação social. 
Inspirados por eventos semelhantes já tradicionais e frequentes na Europa (como a Copa do Mundo Alternativa e o Mondiali Antirazzisti), as equipes decidiram organizar a primeira edição do torneio em 2012 em Jesus Maria, uma cidade da província de Córdoba marcada pelos cultivos sojeiros de grandes proprietários de terras. Na ocasião, o Club Che Guevara, que promove a educação socialista por meio do futebol, recebeu dezenas de equipes e pessoas vindas de países da América Latina e Europa.

Longe da FIFA 
A Copa América Alternativa possui diferentes significados para os grupos participantes: enquanto alguns apontam o futebol como um instrumento de luta em busca de “um homem novo”, outros enfatizam a experiência libertária e igualitária que emerge desses encontros. Todos desejam, no entanto, recuperar o espírito democrático do futebol longe das grandes empresas e associações que o regem. 
“Consideramos que nossos garotos não são objetos e não possuem valor no mercado do futebol”, diz Monica, explicitando a ideia do clube em permanecer fora do futebol mercantilizado, dando a esses jovens a autonomia de decidir sua permanência ou transferência para outro clube sem o constrangimento de vínculos contratuais.

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Para poder chegar à edição de 2013 do torneio, o clube de Jesus Maria utilizou os laços comunitários criados em torno da equipe. Promoveu a venda das tradicionais empanadas e a realização de um bingo a fim de arrecadar a quantia necessária para percorrer os mais de 700 km que separam sua pequena cidade de Gualeguaychú. 
À parte toda a experiência proporcionada pelo torneio, que colocou os garotos de Jesus Maria em contato com outras equipes do continente, dentro de campo o Che Guevara superou o cansaço das longas horas na estrada e realizou uma bela campanha. Eliminou nas quartas-de-final o Autônomos FC, que além de ter sido o campeão da edição passada detinha também, até então, a melhor campanha. Adiante, parou nas semifinais, quando perdeu para os anfitriões da vez, o La Cuchimarra. 
Reprodução/Colectivo Hombre Nuevo 

Além do campeonato de futebol, evento também contou com diversas atrações, como festas e apresentações musicais 
O Club Social Deportivo y Cultural La Cuchimarra segue uma proposta que se assemelha ao Che Guevara. Formado em 2007, em um bairro popular chamado La Cuchilla, além participar de torneios amadores regionais, a equipe mantém um projeto social com jovens por meio do futebol. Junto com a CUBA-Mtr (Coordenação de Unidade Barrial, Movimento Teresa Rodríguez ), movimento social argentino que mantém uma seção no bairro, e o coletivo político-cultural Hombre Nuevo, o La Cuchimarra organizou a segunda edição do torneio. 
Carnaval e papeleiras 
Se fizermos um rápido esforço de memória, lembraremos que a pacata ‘Gualeguay’ teve seu nome mundialmente alçado quando a multinacional finlandesa Botnia se apresentou interessada em “investir e gerar empregos” no vizinho Uruguai e seu rio homônimo, que também corre pelo território argentino, tendo no Rio Gualeguaychú um de seus afluentes. 
Reprodução/Colectivo Hombre Nuevo 
Após enorme contenda diplomática entre os hermanos platinos, com direito a três anos de fechamento da ponte que liga os países, o projeto de produção de pasta de celulose nas margens do Rio Uruguai prosperou, o que não significa que o lado ora derrotado tenha desistido da reversão do processo. 
Por onde se andava na cidade, liam-se pichações e cartazes “Fuera, Botnia”, “la lucha no terminó”, dentre outras mensagens desafiantes. “A papeleira já opera há cerca de cinco anos e nossa luta contra ela é necessária, pois dependemos muito de nossa natureza, até pela questão turística da cidade, e se ela continuar a operar será questão de poucos anos para os nossos rios morrerem. O Rio Uruguai tem baixa profundidade e é muito pouco caudaloso, de modo que as espécies que o habitam não terão como escapar da poluição produzida”, conta Ariel Olivera, representante do La Cuchimarra. 
Além deste caso mais conhecido, é possível dizer que a cidade é um ignoto pedaço de Brasil em solo vizinho, sendo famosa entre os hermanos por seu animado carnaval, com desfiles e “sambódromo” nos moldes que conhecemos. E um adendo: os moradores locais gabam-se de possuir o “maior carnaval do mundo”, uma vez que as festividades percorrem todos os finais de semana que separam o carnaval da quaresma, isto é, são cerca de 40 dias permeados pela festa. 
Com isso, a cidade de cerca de 80 mil habitantes tem sua população até quintuplicada, sendo também brindada por todo o repertório dos sucessos populares brasileiros, tocados em diversos bares e locais de festas pelos artistas locais. 
As veias abertas da América Latina 
Se a primeira edição em Jesus Maria foi batizada pelo Club Che Guevara como Copa América Alternativa “Hombre Nuevo”, em alusão à necessidade que o revolucionário argentino enfatizava de transformação do indivíduo, a edição de 2013 tratou de colocar luz em uma parte silenciada e esquecida da história latino-americana. O torneio ganhou o nome de Copa América Alternativa “Chanás Timbúes”, homenageando um grupo indígena que viveu perto do Rio Uruguai e que foi completamente dizimado durante o processo de colonização. 
Na grande final do torneio, a equipe local enfrentou Los Imer, da cidade de Resistência, na província de Chaco, próxima à fronteira argentina com o Paraguai. A equipe de Resistência entra na categoria dos times formados de última hora, juntando militantes de movimentos sociais e comunitários que viajaram até Gualeguaychú para participar do torneio. 
A escolha do nome que batizou a equipe remete a mais um triste capítulo dos 500 anos de massacres aos povos indígenas, de todo o continente e também do Chaco, onde mais de 70% da população é de ascendência aborígene. No início de 2013, Imer Flores, um garoto de apenas 12 anos, membro da comunidade Qompi Naqona’a, da etnia Qom, foi brutalmente assassinado. Seu corpo foi encontrado às margens do rio Bermejito, área em que o crescimento da atividade turística ao longo dos últimos anos convive com a situação de profunda miséria em que se encontra hoje o povo originário Qom, a exemplo do que tem ocorrido com indígenas de diversas regiões brasileiras exploradas pelo agronegócio e suas monoculturas. 
Os jogadores de Resistência decidiram homenagear Imer Flores e manter viva, de alguma forma, uma longa história, marcada por episódios como o Massacre de Napalpi, em 1924, quando mais de 200 indígenas foram executados à bala pela polícia e por fazendeiros. 
Maior taça não vai para o campeão 
Dentro de campo, o maior entrosamento falou mais alto e o La Cuchimarra derrotou a equipe de Resistência na final pelo placar de 2 a 1. Na cerimônia de encerramento, ao lado da taça que coroava o campeão, foi apresentado outro troféu – maior e com mais cores. Feito pelo artista independente Martín Naef de Gchú, simbolizava o espírito daquela reunião de pessoas, coletivos e ideias. Formado por várias pequenas esculturas de homens com os braços erguidos, o troféu se transforma em um grande balão colorido ao ter reunidas todas as suas colunas. Cada equipe participante, independentemente do desempenho nos gramados, levou uma dessas partes para casa. 
Reprodução/Colectivo Hombre Nuevo 

Trófeu simboliza a união dos cerca de 300 presentes no evento 
Apesar do clima de satisfação pela realização de tal evento, talvez sem nenhum similar anterior pelo continente, fica a impressão de que o curto tempo de encontro pode e deve ser melhor aproveitado entre os grupos presentes, de modo a afirmar a copa como um evento mais que esportivo. 
“Acredito que tais encontros devem ser mais fluídos e promover maior contato com as organizações, compartilhando mais entre todos, para além do esportivo. Devemos avaliar bem o evento, por mais breve que tenha sido o tempo de convívio entre os que vieram. Mas temos de ter um momento para debater realidades de cada organização e transmitir as experiências de cada grupo e de seu contexto social”, afirmou Mônica, em um rápido balanço da segunda edição. 
Em 2014, enquanto o mundo futebolístico direcionará os olhos para o Brasil, na sombra de toda essa imensa movimentação, em alguma cidade do continente, essas equipes terão o desafio de remontar o multicolorido balão dos sonhos e continuar a escrever novas páginas na, até aqui, breve história do futebol alternativo latino-americano. Quem sabe com sua terceira edição em solo brasileiro.

Opera Mundi – Times latino-americanos tentam resgatar espírito democrático do futebol em Copa Amadora Alternativa

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2 horas atrás

Centrais sindicais vão às ruas contra alta dos juros

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 

 

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  Da CTB – As centrais sindicais sairão às ruas de todo o país para protestar contra a possível retomada da alta de juros. Os atos serão realizados no próximo dia 17 de abril, em frente à sede do Banco Central de várias cidades. Na mesma data, o BC irá se reunir para decidir se a Selic irá sofrer alguma mudança ou não.

  O principal ato, do qual irão participar os dirigentes da CTB nacional e de outras centrais, irá acontecer em São Paulo, na Avenida Paulista, às 10h, em frente à sede do BC na cidade.     Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, o Banco Central e o governo federal precisam se manter firmes neste momento, de modo a enfrentar toda a pressão que a mídia e o mercado financeiro têm feito para que a alta dos juros seja retomada.   “No dia 17 será um grande momento para a presidenta Dilma reafirmar aquilo que ela disse na África do Sul, há duas semanas, a respeito da inflação e do crescimento econômico do país. Essa possibilidade de retomada dos juros é inadmissível e deixaremos isso claro nas ruas”, afirmou.       Desenvolvimento      Wagner Gomes afirmou também algo que as centrais vêm apontando desde a realização da segunda Conclat, em 2010: o movimento sindical sempre estará pronto para defender o governo nas ruas sempre que o desenvolvimento do país estiver em jogo.     “Apoiamos a eleição de Dilma, mas temos independência em relação a seu governo. E é essa postura que nos deixa à vontade para fazer críticas duras e cobranças sempre que for preciso, assim como também nos colocarmos ao lado da presidenta caso seja necessário enfrentar a pressão que o governo sofre para aumentar os juros”, destacou. 

2 horas atrás

FIQUE SABENDO:SENHORES DO STF: ONDE ESTAVAM NA DITADURA? _+_ O BRASIL AINDA VIVE UMA DITADURA: A DA MENTIRA_+_ Venezuela prende mercenários da Colômbia e de El Salvador com armas e explosivos – é a CIA?

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Podem ficar com os passaportes, senhores juízes do STF, o que não podem tirar é a dignidade de quem lutou contra a ditadura enquanto os senhores gozavam das suas vidas nos seus trabalhos profissionais, no recôndito das suas famílias 

O STF faz o Brasil se sentir constrangido pelo seu Judiciário, pela não observância da Lei Penal e da Jurisprudência consolidada da Corte, pelo exibicionismodos juízes que o compõem. Um país em que ainda sobrevivem tantos vestígios da ditadura – o período mais brutal da sua história – deveria ter um STF cujos membros deveriam ter tido notável atuação na luta contra a ditadura, que tivesse tido a coragem de jogar sua vida na luta pela democracia. Mais:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2012/11/senhores-do-stf-onde-estavam-na-ditadura.html 
 
O BRASIL AINDA VIVE UMA DITADURA: A DA MENTIRA 
 

No dia que marca a passagem de 49 anos do golpe militar de 1964, Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, joga por terra um mito: o de que a tomada de poder pelos militares foi um mal necessário para evitar que se implantasse um regime comunista no País; ele afirma ainda que, com a Comissão da Verdade, o Brasil, governado por uma sobrevivente daquele período, tem uma dívida a saldar com seus filhos, revelando o que foi o terror… 
****** Por Eduardo Guimarães Comecei a ler jornal aos treze anos. Era 1973 e minha leitura favorita era o primeiro caderno do Estadão, o de política – começara a me interessar pelo assunto porque via a família discuti-lo de uma forma que me intrigava. Mesmo dentro de casa, familiares conversavam sussurrando. E interrompiam o assunto quando eu aparecia. Lendo o Estadão, percebia que faltavam informações. E quando fazia perguntas à família, não conseguia respostas satisfatórias – jovens da minha idade eram tratados como crianças, àquele tempo. Naquele ano, assisti a uma reportagem no programa Fantástico – que estreara na Globo no mesmo ano – que me faria entender que aquilo que lia no Estadão não traduzia a verdade do que se passava no Brasil. Lembro-me com clareza do título da reportagem: “Eleição, um show americano”. Mostrava, se bem me lembro, uma convenção partidária nos Estados Unidos – só não me lembro se era do partido democrata ou republicano. Não era ano eleitoral nos Estados Unidos, mas a matéria era sobre a forma como funcionava a democracia naquele país. Vejo, como se fosse ontem, as bandeirolas coloridas, um clima de euforia. Parecia uma festa. Tudo aquilo era para escolher um candidato a presidente do país que produzia os filmes, seriados e revistas em quadrinhos que tanto amava. Mas o que me intrigava era por que, no Brasil, aquilo não existia. Por que em meu país não elegíamos presidentes? O jornal não me contava. Perguntei à família, mas me enrolaram e não responderam. Nem minha mãe, que desde que me entendo por gente fazia questão de me doutrinar culturalmente por todos os meios, deu-me uma resposta. Sugeriu-me que parasse com a leitura de política porque, em nosso país, não era “bom” se interessar por aquele assunto. Ficara muito intrigado. Aliás, sentia uma certa revolta. Vira na televisão um país que, então, era tido como exemplo para o mundo fazendo da sua democracia uma festa. Mas, no meu país, aquilo tudo, que me parecia tão positivo, era proibido. Por que? Um ano mais tarde, na escola – estudava no Colégio São Luis, em São Paulo –, então no “ginásio”, travei amizade com um rapaz do “científico” (ensino médio) que me contou em detalhes o que passava no Brasil e que a família não me queria revelar. Daniel era quatro anos mais velho do que eu – tinha 18 anos. Ele fazia parte do que chamou de “partido” e disse que o Brasil estava sob uma ditadura, que militares nos governavam na marra e, assim, não podiam permitir que votássemos porque a maioria não os queria no poder e, assim, se o povo pudesse votar eles não continuariam governando. Naquele distante 1973, filho de uma família abastada – vivia com mãe e avós e meu avô era um alto executivo da Mercedes Benz –, descobri que o regime militar era nefasto, uma violência. Mas minha repulsa àquele período de trevas se consolidou de forma indelével em meu espírito quando meu amigo Daniel “sumiu”. Quando parou de ir à escola, após algumas semanas peguei minha bicicleta e fui à sua casa. Sua irmã me atendeu à porta. Tinha um semblante desolador. Fiquei assustado. Disse que Daniel “viajara” e me mandou embora. De volta à escola, seus colegas de classe, mais velhos do que eu, não quiseram me dar informações. Mais:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/04/o-brasil-ainda-vive-uma-ditadura-da.html 
 Venezuela prende mercenários da Colômbia e de El Salvador com armas e explosivos – é a CIA? 

 

O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou na última quinta-feira (11 de abril), paramilitares colombianos com armas e explosivos. A captura ocorre às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14). 
Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia. Setores do governo temem que a oposição – se for derrotada mais uma vez – abandone o caminho institucional, partindo para a desestabilização armada – com apoio de fora do país. Seria algo parecido com o que já ocorreu na Líbia e acontece agora na Síria. Só que bem na fronteira com o Brasil. “Temos capturado vários militares colombianos com uniformes da Venezuela. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato chavista, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos e armas. Parte dos armamentos foi encontrada após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol (calibre 9 mm) – com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular para fuzis. Material de guerra “Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon. O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos. Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha. As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela. Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana: “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile. Mídia privada esconde O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte. Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia. Leonardo Severo No ComunicaSul é um coletivo de jornalistas brasileiros, especializado em coberturas especiais na América Latina; gera conteúdo exclusivo para a blogosfera, furando a hegemonia da velha mídia (no Brasil, por exemplo,jornais deram pouco ou nenhum destaque à prisão dos paramilitares estrangeiros na Venezuela). Mais: http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/04/venezuela-prende-mercenarios-da.html

2 horas atrás

A bruxa morreu

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Música “anti-Thatcher” lidera ranking no Reino Unido e constrange BBC

Após morte da ex-premiê, faixa “a bruxa está morta” do filme O mágico de Oz lidera as paradas de sucesso; sob pressão, emissora inglesa decidiu tocar apenas 5 segundos


A atriz Margaret Hamilton como a bruxa malvada de Oz: 70 anos depois, sua música alcança o top 10 britânico

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A rede britânica BBC cedeu às pressões e decidiu não tocar a música Ding Dong! The Witch Is Dead nas tradicionais paradas de sucesso da emissora. Pelo menos não a música inteira: serão executados apenas 5 segundos da canção do filme O mágico de Oz, acompanhados de um vídeo explicativo — e inédito na história do programa dominical Radio 1 Chart Show.

Após a morte da ex-primeira-ministra, muitos ingleses anti-Margaret Thatcher iniciaram uma campanha de protesto para tentar colocar a canção no topo das paradas britânicas. A movimentação deu certo e fez o refrão “a bruxa está morta” pular para a 1ª posição das mais tocadas — no momento, é a 10ª mais pedida —, deixando a BBC sem saber o que fazer.

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Abaixo-assinado quer privatizar enterro de Thatcher

Tido como o responsável pela decisão final, o novo diretor-geral da emissora, Tony Hall, chegou a dizer que, pessoalmente, achava a campanha de “mau gosto”, mas que a independência editorial da BBC era “sagrada”.

Membros da alta cúpula do Partido Conservador, do qual Thatcher era representante, criticaram duramente a possibilidade da música ser executada pela BBC a três dias do funeral da ex-premiê. Na contramão, muitos chamaram de censura a decisão da emissora. Em enquetes realizadas pelo jornal The Guardian, mais de 80% dos leitores entenderam que a BBC não fez a escolha correta e preferiam que a música fosse tocada do início ao fim.

A decisão, sem precedentes, de incluir uma reportagem de notícias no programa vai tentar explicar aos espectadores por que uma faixa retirada de um filme de 1939 apareceu de repente nas paradas de sucesso. Além disso, o público-alvo do programa tem entre 16 e 24 anos de idade, poucos dos quais capaz de reconhecer facilmente o governo de Margaret Thatcher, que perdurou de 1979 a 1990.


“Dama de ferro”: aos 87 anos de idade, a ex-premiê Margaret Thatcher morreu após um AVC em Londres

Revista Samuel – Música “anti-Thatcher” lidera ranking no Reino Unido e constrange BBC

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2 horas atrás

De quem é a mão que balança o berço da mídia?

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 

 

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Nunca antes, na história deste País, houve uma coincidência tão grande entre capas de revistas e manchetes de jornais; essa sintonia ocorre às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária e tem dois objetivos paralelos: arrancar juros maiores do governo e desgastar a presidente Dilma; quem seriam os articuladores? FHC? Roberto Setubal?       A bem da verdade, além de FHC e Olavo Setúbal, Eduardo Campos também está articulando para desgastar Dilma.Semana passada, durante a inauguração de uma fábrica de gesso em Afogados da Ingazeira-PE, Eduardo Campos reclamou dos juros baixos. Segundo Campos, para baixar a  inflação o remédio é juro alto. 
  Há quem acredite em coincidências. E na hipótese de que, ao longo desta semana, os editores das revistas Época e Veja tenham tido a mesma inspiração. A capa seria dedicada ao tema inflação e não haveria nada melhor para sinalizar a escolha do que o tomate. Nos dois casos, a mesma piadinha: a de que a presidente Dilma Rousseff teria “pisado no tomate”.     Assim como nas revistas semanais, coincidências também ocorreriam nos principais jornais do País, que, num mesmo dia, seriam capazes de produzir manchetes idênticas, sobre o estouro da meta inflacionária e a necessidade de juros maiores. Aconteceu com Globo, Estado e Folha na semana passada.     No entanto, deve-se desconfiar de tamanha sintonia entre veículos de comunicação, que, não por acaso, ganharam o carimbo de PIG, Partido da Imprensa Golpista. Por que, afinal, escolhas tão idênticas e manchetes tão afins num mundo de múltiplos acontecimentos? Haveria alguma articulação? Um ponto de contato entre seus editores? Uma construção de consensos artificiais no processo de formação da opinião pública? Ou será que tudo acontece mesmo por acaso?     Seja como for, a sintonia entre os meios de comunicação acontece num momento emblemático. Dentro de 48 horas, técnicos do Banco Central começam a discutir a política monetária e qual será a próxima taxa Selic, hoje fixada em 7,25%. Seja em Época, Veja, nos jornais, como no editorial do Globo deste domingo, ou na voz de lobistas do sistema financeiro, como Maílson da Nóbrega, Alexandre Schwartsman e Ilan Goldfajn, o que se pede, com todas as letras, é uma dose forte de juros, cujos efeitos serviriam muito mais para realimentar a especulação financeira do que para baixar o preço do tomate, que subiu em razão de secas e já está em queda acentuada.     Diante de tudo isso, é de se perguntar: de quem é a mão que balança o berço da mídia? Será Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, que tem se mostrado como maior antagonista da política de juros baixos? Ou, quem sabe, Fernando Henrique Cardoso, que manteve sua interlocução privilegiada com os magnatas da mídia brasileira nos últimos anos?     Neste fim de semana, tanto Veja como Época também tiveram a ideia de comparar Dilma a Margaret Thacther. Sobre a presidente brasileira, diz Veja que ela “esnoba o capital externo, demoniza o lucro e muda as regras do jogo toda hora” (alguém pensou em Roberto Setubal, que disse o mesmo ao Financial Times?).     Há uma mão invisível no noticiário. Só falta descobrir a quem pertence.     Da redação, com informações o Brasil 247

2 horas atrás

A contribuição dos EUA para a demo cra CIA!

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Venezuela prende mercenários com armas e explosivos: eles vieram da Colômbia e de El Salvador – é a CIA?

publicada sexta-feira, 12/04/2013 às 16:03 e atualizada sexta-feira, 12/04/2013 às 16:42

“Na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai” (JoãoPedro Stédile)

por Leonardo Severo, do ComunicaSul*, direto de Caracas

O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou na última quinta-feira (11 de abril), paramilitares  colombianos com armas e explosivos. A captura ocorre às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14).

Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia.

Setores do governo temem que a oposição – se for derrotada mais uma vez – abandone o caminho institucional, partindo para a desestabilização armada – com apoio de fora do país. Seria algo parecido com o que já ocorreu na Líbia e acontece agora na Síria. Só que bem na fronteira com o Brasil.

“Temos capturado vários militares colombianos com uniformes da Venezuela. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato chavista, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos e armas.

Parte dos armamentos foi encontrada após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol (calibre 9 mm) –  com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular para fuzis.

MATERIAL DE GUERRA

“Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon.

O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos.

Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha.

As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela.

Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana: “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile.

MÍDIA PRIVADA ESCONDE

O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte.

Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia.

* O ComunicaSul é um coletivo de jornalistas brasileiros, especializado em coberturas especiais na América Latina; gera conteúdo exclusivo para a blogosfera, furando a hegemonia da velha mídia (no Brasil, por exemplo,jornais deram pouco ou nenhum destaque à prisão dos paramilitares estrangeiros na Venezuela).

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2 horas atrás

Mantega diz que inflação não necessita de “tiro de canhão”

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Do Estadão.com.br

‘Inflação não precisa de tiro de canhão’

Para Mantega, taxas de juros mudaram de patamar e alta de preços pode ser debelada com ‘tiro de metralhadora’ 

13 de abril de 2013 | 22h 30   Raquel Landim e João Villaverde, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Na iminência de uma retomada do ciclo de alta de juros, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ao Estado que a inflação não vai precisar ser debelada com um “tiro de canhão” como na história recente do País. “Pode ser de metralhadora, se necessário”, disse. Ele frisou que não estava opinando sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa na terça-feira, mas sobre uma mudança estrutural nos juros.

Mantega afirma que a inflação está sob controle e que “o que está na boca do povo é o tomate” e não uma alta generalizada de preços. Um dos principais defensores do câmbio desvalorizado, o ministro admite que o governo promoveu uma depreciação do real, que elevou em até 0,5 ponto porcentual o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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PIGão toma jeito. O povo não é burro e nem cego. O Estadinho não demora ir embora. (Aldo)

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

Requião vê “canalhice” de Globo e Veja na cobertura sobre os portos



No Viomundo
Do site do senador Roberto Requião

“Nada mais parecido com um saquarema que um luzia no poder”. A frase foi dita por Holanda Cavalcanti, para designar a ausência de diferenças de fundo e essência entre o Partido Conservador, os saquaremas, e o Partido Liberal, os luzias.
Esta constatação, feita no século XIX, ganha absoluta atualidade à medida que o governo avança suas propostas para a infraestrutura. Avança propostas na direção errada, sob inspiração errada e aconselhamento errado. Avança na privatização e desnacionalização da infraestrutura brasileira, na submissão do país aos interesses do grande capital.
O Estado brasileiro fez recentemente um balanço da privatização das ferrovias levada a cabo pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. E concluiu que a privatização foi um ribombante fracasso. Essa conclusão é do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União e do Ministério dos Transportes e do Senado Federal.
E quem formatou o fracassado modelo de privatização das nossas ferrovias no governo neoliberal de Fernando Henrique? O senhor Bernardo Figueiredo, conhecido agente duplo, cidadão público-privado, flex.
Foi por considerar Bernardo Figueiredo um dos responsáveis pela tragédia do nosso transporte ferroviário que o Senado rejeitou a sua recondução para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Como reagiu o governo à reprovação de Figueiredo? Reagiu da pior forma possível, alçando-o à presidência da recentemente criada EPL – Empresa de Planejamento e Logística, colocando em suas mãos 133 bilhões de reais para privatizar rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e tornar possível o absurdo projeto do trem-bala.
Como verdadeiro Percival Farcquar do século XXI, testa de ferro de interesses privados, daqui e de fora, Bernardo Figueiredo, assim que nomeado para a EPL, passa a viajar o mundo, reunindo-se com banqueiros internacionais.
Em conjunto com outros membros do governo, promove elegantes “road shows” nas principais capitais mundiais para “vender o Brasil”: ele, em Nova Iorque, e a até então discreta Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, em Londres.
Na verdade, Bernardo Figueiredo foi à banca internacional definir com os banqueiros o modelo da nova privatização da infraestrutura brasileira, esta que agora o governo leva adiante.
Mas, por ora, deixemos Figueiredo de lado, que outro assunto revela maior premência: a Medida Provisória em trâmite no Congresso Nacional, a MP 595, a famigerada MP dos Portos.
Como à época da campanha da mídia e dos neoliberais pela destruição da Rede Ferroviária Federal e privatização da malha ferroviária brasileira, os portos públicos sofrem hoje um bombardeio terrível. A Globo e a Veja lideram a tropa de choque.
Praguejam contra o “Custo Brasil” e pedem em uníssono a privatização dos portos. O governo atende e a Globo e a Veja elogiam o governo, pelo seu pragmatismo, sua adesão à racionalidade, à eficiência, à “redução do Custo Brasil”.
Nada mais se parece com um saquerema que um Luzia no poder!
O neoliberalismo de Fernando Henrique Cardoso não nos considerava um país, mas um mercado. Um mercado integrado a outros mercados do mundo. Sem cidadania, sem história, sem passado, sem futuro, um mercado em que somos considerados apenas consumidores. Essa visão fez com que os portos brasileiros ficassem naquele momento sob compromisso de privatização.
No Porto de Paranaguá, o governo Fernando Henrique e o governo Lerner estabeleceram um convênio de delegação que garantia que o porto seria privatizado em seis meses. Eu assumi o governo e paralisei o processo. Investi no porto, reorganizei sua administração, combati os interesses que o submetiam, resgatei seu caráter público.
Travei uma dura guerra em defesa do porto. O Porto é a entrada e a saída do país. Do Porto de Paranaguá depende a nossa economia, o desenvolvimento de setores da nossa indústria, de regiões do meu estado e do nosso país.
Pensei que com a eleição do meu amigo Lula e, depois, da presidente Dilma, estaríamos livres da burrice fundamentalista da submissão à cobiça e à internacionalização do Brasil.
Pensei também que não teria mais que sair a campo para lutar contra a destruição e privatização do Porto de Paranaguá.
Afinal, ouvi da própria presidente Dilma, quando Ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, que o Porto de Paranaguá era um exemplo de eficiência e racionalidade.
E era, mas não quando eu assumi o governo. O Porto de Paranaguá não tinha dinheiro em caixa, os pátios eram espaços de exploração infantil, o lenocínio tomava conta e o Porto não tinha receita.
Os grandes graneleiros dominavam o porto e a economia do Estado não respirava mais, não tinha como importar, nem exportar, porque o porto só se dedicava a exportar grãos das grandes empresas e das trades internacionais do agronegócio.
Mesmo os pequenos produtores tinham que vender para as grandes porque não tinham lugar no Porto para exportar.
Tive que estabelecer cotas, criei e recriei a exportação das multicargas (madeira, congelados, automóveis …), porque a alguns setores da economia que precisam exportar para crescer. Se o porto fecha, estrangula a economia.
E fui atacado duramente pela grande mídia. Mas resisti e reorganizei o porto de Paranaguá. Em 2003, recebemos o Porto com menos de 40 milhões reais em um fundo informal para custear dragagens e, no término do meu segundo governo, em 2010, deixamos o caixa com um saldo líquido de 450 milhões de reais, mesmo tendo realizado diversas obras de infraestrutura, a dragagem do canal de entrada do porto, a pavimentação em concreto das vias de acesso, a construção de novos terminais.
E acabei com as filas de caminhões. Fazia dez anos que a safra era colhida e imediatamente colocada em caminhões em direção ao porto, à espera de um negócio; e o caminhoneiro ficava na estrada, privado de tudo. Eu acabei com isso. Exigi agendamento. Só podia ir à estrada o caminhão que tivesse navio agendado. Acabou a fila.
À medida que as nossas iniciativas iam melhorando o porto público, passei a ser atacado duramente pela Rede Globo. A Globo colocou o Pedro Bial e a Miriam Leitão no ar para me atacar, por meio de imagens de arquivo e informações absolutamente mentirosas. Imagens de arquivo de filas de caminhões, que não existiam mais.
Era a mídia já então na cruzada pela desmoralização do porto público, para justificar a privatização e desnacionalização. A mesma Globo que, agora, elogia ministros do governo por sua “racionalidade e visão de futuro” quando defendem um novo marco regulatório que resultará na inviabilização dos portos públicos e na desnacionalização absoluta da nossa logística. Meu Deus!
Pois bem. Sejamos claros. Esta medida provisória é uma jabuticaba com recheio de nitroglicerina. O modelo proposto destoa do padrão mundial. O comércio marítimo, do qual o sistema portuário é parte, tem experiência mais de cinco mil anos. Em razão deste milenar percurso de amadurecimento, os portos mais importantes do mundo, nos países mais importantes do mundo são públicos. O padrão vigente no mundo é o de portos públicos operados pelo setor privado. Exatamente como é o modelo brasileiro atual
O modelo que o Brasil adotou com a Lei n. 8.630 de 1993, é o modelo Landlord Port ou porto proprietário da terra, em que o governo, por meio da Autoridade Portuária, administra a infraestrutura, responsabilizando-se pela gestão portuária (berços de atracação e desatracação de navios, píeres, dragagem no canal de acesso ao porto e mais). À iniciativa privada cabem os investimentos na superestrutura portuária (armazéns, prédios, guindastes, etc.
É o modelo predominante no mundo. Holanda, Bélgica, Alemanha, Espanha e USA, para citar apenas alguns países. Só há dois países de portos totalmente privatizados: os da Inglaterra, por obra e graça da Margaret Thatcher, e os da Nova Zelândia, e nenhum dos dois figuram em quaisquer estatísticas de eficiência portuária mundial. O Banco Mundial critica o modelo inglês pela dificuldade de se pensar e executar o planejamento estratégico do setor portuário e a intermodalidade no país.
O mundo sabe que os portos constituem ativos estratégicos que requerem planejamento de médio e longo prazo para funcionar com eficiência, para que toda a sociedade possa se beneficiar dos seus resultados.
Por que, então, os sábios funcionários do governo resolvem parir esta jabuticaba?
Tenho ouvido com atenção os argumentos para justificar a Medida Provisória e a mudança do modelo. E quanto mais ouço mais me convenço de sua improcedência.
Dizem que o novo modelo reduzirá o tal “Custo Brasil”, trará maior eficiência e racionalidade ao sistema portuário e competitividade aos produtos brasileiros no comércio exterior.
Não! Nada disso! Ocorrerá exatamente o contrário!
Primeiramente, esclareçamos: esta MP visa o comércio marítimo de contêineres. O comércio de granéis, no modelo atual, já pode perfeitamente ser movimentado em Terminais de Uso, os TUPs, por quem necessite verticalizar sua cadeia de produção, o que é feito por grandes empresas, como a Petrobrás, Vale, Cargill, Bunge e outras.
E quanto às terríveis filas no Porto de Santos, na época de colheita, todos sabemos que se deve à falta de armazenamento suficiente nas regiões produtoras e nos terminais graneleiros e à perversa matriz de transportes terrestres brasileira – na qual produtos de baixo valor agregado, como a soja e o milho, são transportados por caminhões, ao invés de trem. No caso de Santos, as filas persistem porque o porto não adotou ainda a exigência de agendamento de navio, para os caminhões que se dirigem ao porto, como nós fizemos em Paranaguá.
Ainda sobre os granéis, é evidente que sempre haverá alguma concentração de navios em época de safra. A sazonalidade da produção e do comércio torna irracional e improdutivo construir estruturas gigantescas que ficarão ociosas boa parte do ano.
Logo, o alarido da grande mídia sobre as filas não me comove, nem me engana, como não deve enganar os demais senadores da República. É de uma canalhice absoluta a relação que a Globo e a Veja estabelecem entre as filas de caminhões no Porto de Santos em época de safra e uma suposta falência do modelo brasileiro de portos públicos, para justificar a privatização absoluta dos nossos portos. Alhos com bugalhos. Só se engana quem quer.
As soluções para os problemas do escoamento da safra passam por aumento da armazenagem no interior e nos portos, mudança da matriz de transportes terrestres e gerenciamento inteligente e racional dos portos. Tudo isso é possível fazer no atual modelo portuário. Nada disso exige que o modelo seja destruído, como quer a MP.
Então, como vemos, é do comércio de contêineres que devemos nos ocupar na análise da MP 595. Aliás, o senador Eduardo Braga, relator da MP, reconhece que o foco é o comércio por contêineres.
E aí é que reside o aspecto crítico da MP para a economia nacional, porque o comércio por contêineres é o que afeta mais diretamente a produção industrial. Os prejuízos que o novo modelo trará, se adotado, reforçarão o perfil primário-exportador da economia brasileira.
No caso dos contêineres, o comércio internacional pelo mar é controlado por grandes armadores internacionais, os donos de frotas de navios, como a Maersk, Hamburg Sud, MSS, MAS, Grimaldi. Dez empresas dominam 70% da navegação de longo curso. São eles que estabelecem o porto que será utilizado para a importação ou exportação – sempre lembrando que estamos falando de comércio por contêineres, já que nos granéis a situação é diversa.
São os armadores, também, que fixam o preço da operação, estabelecendo a venda casada do frete marítimo com a movimentação no terminal. E, como são oligopólios, fixam o preço com base na lógica ditada pelo mercado e não com base em custos.
Do valor recebido do exportador ou pelo importador pela movimentação no terminal portuário, o armador paga ao operador apenas uma parcela, que varia entre 50% e 60%.
Logo, é conversa mole neoliberal a afirmação de que uma eventual redução do custo da operação nos terminais implique automaticamente em redução do chamado “Custo Brasil”, uma vez que a lógica econômica é de que o armador, por sua posição dominante, se aproprie deste ganho de produtividade e não o exportador/importador.
Ou seja, a medida provisória não reduzirá os custos de movimentação portuária para os exportadores e importadores brasileiros. Apenas aumentará o lucro dos armadores, que estão no topo da “cadeia alimentar” da logística de transporte marítimo mundial.
Com isso, cai por terra o principal argumento que sustenta a MP. A lógica da MP é a de que um proprietário de carga, um exportador, terá à sua disposição dezenas ou centenas de operadores portuários competindo ferozmente por sua carga, o que faria com que o preço pela operação fosse reduzido por esta competição de vida ou morte. Escolhido pelo exportador um operador portuário, o exportador ou operador escolheria então um armador, o qual encaminharia um navio ao porto escolhido pelo exportador. Raciocínio primário, grave equívoco.
Na realidade é a escala o determinante. Os navios atracam nos portos em que seja maior a quantidade de carga a ser movimentada, porque com isso, os armadores otimizam os seus ativos (navio, tempo, combustível, pessoal etc).
Posso dar um exemplo. No Paraná, em Curitiba, temos uma montadora de automóveis da Volvo. Quem conheça minimamente a geografia, imaginará que o porto utilizado pela Volvo para as operações de comércio, entre a matriz sueca e a unidade paranaense, seja o Porto de Paranaguá, distante 100 quilômetros da fábrica brasileira.
Mas não. A Volvo utiliza o porto do Rio de Janeiro. Por que? Escala! O volume de comércio com a fábrica paranaense não justifica que o navio se desloque até Paranaguá.
Ah! Os sábios formatadores desta incrível MP!
Aproveito este exemplo da Volvo para apontar outro grave erro, outra premissa falsa. O discurso dos que a formataram é que o novo modelo provocará um choque de oferta de movimentação portuária e de transporte marítimo, em decorrência da competição decorrente da abertura de dezenas ou centenas de terminais em portos privados, e que isso levará a uma queda de preços na operação.
Não é verdade. Esta afirmação pouco inteligente desconhece, fundamentalmente, que é a escala que faz com que os preços de operação portuária sejam menores. E não a competição entre centenas de terminais.
Seria interessante se os sábios que formataram a MP revelassem em que país, em que lugar do mundo, se dá esta realidade que a privatização dos portos teria o condão de magicamente criar no Brasil.
Este lugar, se existir, não é no Planeta Terra. Neste nosso planeta, a realidade é outra. Os 100 maiores portos do mundo têm de um a três operadores. Pela razão óbvia de que é a escala o determinante para a redução de custos da operação portuária e não uma cerebrina e inexistente competição entre centenas de operadores.
Sim, pode alguém me perguntar, então os portos públicos brasileiros são perfeitos?
Não. Os portos públicos, como tudo mais na infraestrutura brasileira, precisam ser melhorados. No caso dos contêineres é preciso melhorar os acessos terrestres aos portos, reduzir a elevada burocracia, inclusive aumentando o horário de funcionamento dos órgãos anuentes – Receita, Vigilância Sanitária – e aumentando a coordenação entre eles.
É preciso enfrentar o problema das tarifas portuárias elevadas que são cobradas pelos donos dos navios (armadores) ao importador/exportador, ampliar os berços de atracação e a dragagem para fazer face aos navios gigantes que começaram a vir para o Brasil.
Em 1993, quando foi editada a Lei 8.630, os navios que atracavam nos portos brasileiros transportavam 1,5 mil contêineres. Em 2011, entre 3 e 5 mil contêineres. Em 2012, começaram a chegar navios com 8 mil contêineres. O maior navio porta-contêineres do mundo pode transportar de 11 a 15 mil contêineres.
No caso do granel, é preciso enfrentar a insuficiência de silos nas áreas de produção e nos terminais de grãos, os elevados custos da logística terrestre, decorrente dos pedágios rodoviários, da inexistência de ferrovias e da leniência da ANTT na fiscalização das concessionárias ferroviárias privadas.
Mas, se não é verdade que os portos públicos sejam ilhas de excelência – e nem poderiam ser num país com deficiências graves na infraestrutura – é uma grande mistificação afirmar que seja o modelo de portos públicos o responsável por um “estrangulamento da economia”, como vociferam a Globo e a Veja e afirmam irresponsavelmente autoridades do governo federal.
Este alarmismo é uma cortina de fumaça para nos empurrar à privatização e à desnacionalização absoluta dos nossos portos.
O secretário de Portos da Presidência, José Leônidas Cristino, um dos membros da troika do governo, veio ao Congresso para tentar nos amedrontar, na esteira do alarido alarmista da grande mídia. Disse o secretário que sem a MP aprovada os portos terão que recusar cargas em alguns anos.
Tenho uma proposta de solução para o problema. Diante desta incrível confissão de incompetência e de incapacidade de planejamento e gestão de parte do Secretário de Portos, a presidente Dilma, para evitar o mal anunciado, deveria agir prontamente, demitindo o secretário e estabelecendo uma política de fortalecimento do sistema portuário nacional. E não mandar para o Congresso uma medida que destruirá os portos públicos, encarecerá as tarifas, debilitará a possibilidade de planejamento estratégico e enfraquecerá a soberania nacional.
Deveria trocar o secretário e proibir o novo secretário de segurar o crescimento dos portos públicos, ordenando que desengavetasse os projetos para a expansão dos terminais de contêineres e de grãos nos portos brasileiros. A mesma ordem deve ser dada aos engavetadores da ANTAQ, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários.
Chamo a atenção do Senado para três fatos inquestionáveis, ocorridos entre 2002 e 2011:
1º) a corrente de comércio exterior brasileiro cresceu de US$ 100 bilhões para US$ 480 bilhões;
2º) a movimentação de contêineres cresceu de 2 milhões para 5,3 milhões e;
3º) o Brasil teve crescimento, no comércio exterior, período 2009/2011, maior que a China e muito maior que os Estados Unidos e Alemanha. É bom lembrar que 95% do comércio exterior brasileiro se dão através dos portos.
Vejam, senhoras e senhores senadores, que o quadro real está longe daquele que a gritaria da grande mídia estabelece e reverbera o nosso pusilânime Leônidas que, diferente do Leônidas espartano, não se coloca em marcha para defender sua pátria.
Antes, apressa-se entregá-la à cobiça estrangeira.
A conclusão decorrente do diagnóstico equivocado a que a presidente Dilma está submetida pela indefectível troika privatista é que é preciso permitir a construção de terminais privados para prestar o serviço público de operação portuária.
Diante do diagnóstico equivocado e da conclusão equivocada, a MP 595 revoga a Lei 8.630/93, a chamada Lei dos Portos, e inventa um novo marco regulatório que não existe em parte alguma do Planeta. E, como sempre acontece quando se propõe algo que é ruim para o país e o povo, promete-se um mundo de bonança e riqueza, em que correm leite e mel. Para privatizar as ferrovias, Bernardo Figueiredo, à época funcionário do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, fez as mesmas promessas.
Resumindo, ao invés de fazer o que todo país soberano faz, que é fortalecer o porto público e suas estratégias de desenvolvimento, a MP enfraquecerá os portos públicos e entregará sua estratégia de desenvolvimento aos armadores internacionais e seus interesses comerciais.
Pois bem. Diz a troika privatista que a MP 595 não é uma medida privatizante. Diz que os portos públicos não serão privatizados.
Balela. Conversa mole.
Hoje, os portos são públicos e a operação é privada, selecionada mediante licitação. Estamos aqui diante de um processo de privatização que se confunde com a desnacionalização dos portos brasileiros. Desnacionalização! Esta é a palavra-chave para compreendermos a essência desta MP.
O negócio portuário constitui um monopólio natural: demanda investimentos de grande porte para ser eficiente, o que impõe uma barreira de entrada, limitando o número de participantes, e a necessidade de o Estado garantir tais investimentos.
O fato de ter como contrapartida o aproveitamento de economias de escala, em que os custos fixos se diluem à medida que aumenta a movimentação, e que, dentro de sua área de influência, os usuários do serviço não tenham outras opções, também denota sua feição monopolística.
Aqui reside também a importância do papel do Estado como agente regulador que garanta tarifas módicas e tratamento isonômico aos usuários, sejam estes grandes ou pequenos exportadores / importadores, como eu fiz em Paranaguá no meu governo. Quando assumi, o porto era dominado por grandes exportadores e a economia estava estrangulada.
Objetivamente, os nossos portos precisam ser equipados com dragagem, berços de atracação e equipamentos para receber os navios supercargueiros. Não se imagina, ingenuamente, que a dimensão da economia brasileira, especialmente no que se refira a cargas conteirenizadas, comporte tantos portos de grandes dimensões. Evidentemente não.
Por isso, sejamos claros: à medida que a política de fortalecimento dos portos públicos seja abandonada em favor da política de entrega dos portos ao livre jogo dos interesses dos oligopólios e monopólios, os megaportos privados vinculados aos grandes armadores tornarão irrelevantes os portos públicos, que minguarão, entrarão em crise, fortalecendo o discurso neoliberal da incompetência do Estado e da eficiência do mercado.
Logo, o que esta vergonhosa MP provocará – e não como efeito colateral imprevisto ou indesejado, mas como realização de um desiderato dos seus autores e beneficiários – é o enfraquecimento e a quebra dos portos públicos.
E como justificam os formatadores da MP sua opção pela privatização e desnacionalização dos portos, ao invés do fortalecimento da estrutura portuária pública para atração de investimentos privados?
Dizem que não há outra saída! E isso por duas razões: o Estado não tem como financiar os investimentos e o Estado é mais incompetente que a iniciativa privada.
Nada mais se parece a um Saquarema que um Luzia no poder! É incrível – e triste! – ouvir de petistas esta cantilena fundamentalista neoliberal!
Ora, o Estado tem uma capacidade de financiamento muito maior que qualquer empresa privada. Além disso, ao fim e ao cabo, é o Estado, via BNDES, que financia as privatizações, como vimos no caso das ferrovias, apenas para ficar num exemplo.
O BNDES não apenas financia como acaba participando da composição acionária das concessionárias, assim como os fundos de pensão das empresas estatais. Logo, o argumento da falta de recursos não se sustenta. É desonesto.
Por outro lado, este modelo privatista e desnacionalizante que se quer introduzir através da MP acabará por arrebentar a possibilidade de planejamento do Estado e imporá demandas incontroláveis por construção de infraestrutura de transporte terrestre (rodovias e ferrovias) para que as cargas cheguem e saiam dos portos privados. Logo, haverá um aumento brutal e uma dispersão de recursos públicos e não economia deles, como irresponsavelmente propagam os novos arautos da privatização.
O outro argumento é o da incompetência do Estado para realizar as obras de ampliação das instalações portuárias necessárias ao aumento da capacidade de movimentação dos portos. Não procede. As obras não serão feitas pelo Estado e sim por empresas privadas, contratadas mediante licitação.
Diante deste quadro de terríveis consequências para a independência, a soberania e o desenvolvimento do Brasil, uma pergunta se impõe: esta loucura em que consiste a MP é inevitável? O Brasil não tem mesmo outra saída, como querem nos convencer os Bernardos Figueiredos, Leônidas, Gleisi Hoffmann, Veja, Globo, et similes?
Confesso que minha inteligência não alcançou a explicação dada pela ministra Gleisi, quando veio ao Congresso para justificar a MP. Disse ela que o PAC permitiu investimentos públicos com participação privada, mas não permitiu parceria com o privado. A questão é, então, ideológica: é uma questão de honra implantar, a todo custo, as PPPs? As PPPs são, então, um estágio superior de relacionamento entre o público e o privado?
Nada mais se parece com um saquarema que um luzia no poder!
Senhores senadores, senhoras senadoras:
Quid prodest? A quem aproveita?
Os portos privados que surgirem no novo modelo estarão ligados a empresas multinacionais de navegação marítima, integrantes de grandes grupos internacionais, as quais dominarão a logística portuária, estabelecerão preços artificialmente baixos (dumping), transferindo os custos para os demais itens do preço da operação completa (frete etc) e, com isso, quebrarão os portos públicos que estejam na sua área de influência.
E então, quando já tiverem a logística portuária sob seu controle e os portos públicos quebrados, os oligopólios estabelecerão suas condições e seus preços ao país, aos produtores, exportadores e importadores brasileiros.
Isso acarretará elevação dos fretes, aumentando nosso déficit na balança comercial de fretes, que de US$ 1,6 bilhões em 2003 alcança agora US$ 8,7 bilhões. Claro que isso aponta para o mal que faz ao Brasil não possuir uma frota de navios brasileiros para o comércio internacional.
Para que ninguém me imagine possuído por um nacionalismo exagerado, menciono o “Ato de Navegação”, promulgado na Inglaterra, em 1651, pelo governo puritano de Oliver Cromwell, que estabelecia que todas as mercadorias importadas por qualquer país europeu fossem transportadas por navios ingleses ou de seus próprios países.
Posteriormente, em 1652, especificou-se que, pelo menos, três quartos da tripulação dos navios deveriam ser britânicos. Esta lei provou forte reação dos Países Baixos, que até então obtinham grandes lucros com o comércio marítimo inglês. Em consequência, os países mergulharam nas Guerras Anglo-Holandesas, que terminou com a vitória britânica, em 1654, marcando o início efetivo da hegemonia marítima britânica.
Mas, afinal, Quid prodest? A quem aproveita esta medida provisória?
Esta medida provisória foi lançada às pressas para impedir que o TCU julgasse o processo TC-015.916/2009-0. No dia, no momento mesmo do julgamento, a Casa Civil teria solicitado a retirada do processo de pauta, porque uma medida provisória estaria sendo publicada. E foi. Esta malfadada MP 595!
E em que consiste a decisão do TCU que a Casa Civil tentou evitar que fosse proferida? Quem e a que interesses buscou a Casa Civil proteger?
A decisão do TCU determinava à leniente ANTAQ que, em noventa dias, licitasse os terminais das empresas que mantinham ilegalmente portos privativos transportando cargas de terceiros em Cotegipe (Bahia), Portonave (Itajaí-SC), Itapoá (SC) e Emprabort (Santos-SP).
Segundo o TCU, as outorgas destas empresas eram ilegais, porque os terminais foram autorizados pela ANTAQ como privativos, mas operavam principalmente cargas de terceiros, caracterizando prestação de serviço público, o que exigiria prévia licitação. E a leniente ANTAQ nenhuma providência tomava.
Dos 114 terminais privativos em operação no país, sete são exclusivos e 107 mistos. Os terminais mistos transportam carga de terceiros, prestando ilegalmente serviço público, em afronta aberta à Lei dos Portos de 1993 e ao Decreto do Presidente Lula, que em 2008 tentou botar ordem na bagunça, condicionando a autorização de instalações privativas mistas quando a movimentação das cargas para terceiros tivesse caráter subsidiário, eventual e da mesma natureza da carga própria, para aproveitar algumas janelas no grosso da movimentação da carga própria. O relatório do TCU mostra que a Portonave (do grupo Triunfo), por exemplo, escoava 3% de cargas próprias e 97% de terceiros, em frente ao Porto de Itajaí.
Está, portanto, respondida a pergunta sobre os beneficiários da apressada medida provisória, cuja publicação visou impedir que o TCU julgasse ilegal o funcionamento de portos de uso privativo que prestavam serviço público e condenasse a leniência e conivência da ANTAQ.
E, assim, editada a MP acabou a ilegalidade e foi para o lixo o Decreto 6.620/2008 de Lula. Com isso, está liberada a temporada de caça aos portos públicos. Com a MP, Portonave pode quebrar Itajaí, Itapoá pode quebrar São Francisco, Pontal do Paraná pode quebrar Paranaguá, Embraport pode quebrar Santos e o porto do Açu, do mago Eike Batista (hoje sob gestão do banco BTG), pode quebrar os portos do Rio de Janeiro e de Vitória.
Observem, senhores senadores, que não estou falando que os novos portos privados competirão com os portos públicos. Digo que enfraquecerão e, no limite, quebrarão os portos públicos. Não há competição em setores da economia que se constituem, como é o caso, em monopólios naturais. Esta MP conduzirá a isso: quebradeira dos portos públicos e desnacionalização das portas de entrada e saída do país.
Senhores senadores, senhoras senadoras, “a pior cegueira é a que acomete os que têm por dever ser os olhos da República”, ensina-nos o Padre Antonio Vieira, no Sermão do Quinta-Feira da Quaresma, em Lisboa, no Ano da Graça de 1669.
Ensinamento atual!
Estamos diante de um escândalo de grandes proporções. Caso o Congresso Nacional não se esperte, caso não acorde para cumprir o seu dever de casa de representantes do povo e da Federação, esta legislatura passará a ser conhecida como a legislatura Joaquim Silvério dos Reis, devendo receber, merecidamente, o desprezo dos nossos concidadãos por este opróbrio.
Lamento que esta medida seja encaminhada pelo nosso governo. Mas isso não aprisiona a minha consciência. Estou aqui para servir ao Brasil. Sou contra esta medida. E espero que os meus colegas senadores também digam não à privatização e à desnacionalização dos nossos portos.
Grato pelo tempo, senhor Presidente.
Leia também:
Altamiro Borges: Um colar de tomates a serviço da alta dos juros

  http://www.viomundo.com.br/denuncias/requiao-e-a-mp-dos-portos-burra-entreguista-e-inedita.html

2 horas atrás

Lenine e Queiroga festejam 30 anos de ‘Baque solto’ com registro ao vivo

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Disco lançado há 30 anos que marcou a dupla estreia de Lenine e Lula Queiroga no mercado fonográfico, Baque solto (1983) vai ter suas três décadas festejadas com a gravação ao vivo, para edição em CD e DVD, da apresentação única do show intitulado Baque solto 30 anos – A comemoração. O show está agendado para o segundo semestre de 2013, no Recife (PE), no Estado natal dos dois cantores e compositores pernambucanos. O show vai reunir os músicos que gravaram o álbum, além de convidados. Músicas inéditas expandirão o repertório do disco.
2 horas atrás

PA – Águas de hidrelétrica vão engolir reserva indígena e município que é refúgio ecológico

RACISMO por racismoambiental
 

São João do Araguaia – PA. Foto: Google Maps – Combate Racismo Ambiental

Cleide Carvalho, Enviada especial de O Globo

SÃO JOÃO DO ARAGUAIA (PA) — O nome da hidrelétrica é Marabá, mas é São João do Araguaia, às margens do Tocantins, que teme desaparecer sob as águas. Nascido como povoado em 1779, o hoje município de 13 mil habitantes faz parte da lista dos 12 que serão afetados pela futura UHE Marabá — cinco no Pará, cinco no Tocantins e dois no Maranhão. O que a população sabe de mais concreto é que a Prefeitura começou a providenciar escrituras dos imóveis, já que a maioria não tem título definitivo, para facilitar o processo de indenização.

— A gente sabe muito pouco, porque quem vem aqui são apenas técnicos de empresas terceirizadas. Sempre tivemos dúvidas sobre a construção, por causa da questão ambiental. Mas, de cinco anos para cá, disseram que vão construir mesmo. São dezenas e dezenas de comunidades ribeirinhas e 18 ilhas naturais que devem desaparecer — diz Emiliano Soares de Souza, secretário de Administração da Prefeitura.

Com os estudos de viabilidade técnica, econômica e socioambiental em andamento, nada é certeza em relação à cidade. A única coisa certa é que a UHE Marabá está prevista no Plano Decenal de Expansão da Energia 2011-2020 (PDE) para entrar em operação em novembro de 2019, com investimento de R$ 4,2 bilhões a partir de 2014.

70% dos imóveis devem ser atingidos

A capacidade de 2.160 MW coloca a UHE de Marabá em terceiro lugar entre as grandes novas hidrelétricas a serem instaladas na Amazônia. Sua área de alagamento prevista é de 1.014 km². Ou seja, um reservatório bem maior do que o da UHE de São Luiz do Tapajós, a próxima a ser licitada, que deve gerar quase o triplo (6.133 MW) e alagar 722,25 km². A estimativa é que pelo menos 10 mil famílias (ou 40 mil pessoas) sejam afetadas, além da reserva indígena Mãe Maria, no Pará.

— A gente não sabe a proporção do alagamento. Tem uma ideia. Aqui no centro, na sede do município, são 1.100 a 1.200 imóveis e 70% devem ser atingidos — diz Souza.

O prédio da prefeitura de São João do Araguaia deve ser o primeiro a desaparecer sob as águas. A construção antiga, na pracinha central da cidade, é colada ao leito do Tocantins. A poucos quilômetros do centro de São João do Araguaia fica também o Bico do Papagaio, onde os rios Araguaia e Tocantins se encontram. O lugar, uma espécie de refúgio ecológico, é o marco da divisa entre Tocantins, Pará e Maranhão.

Maria Neri Gonçalves Silva, 78 anos, mãe de 16 filhos, dez que “vingaram”, diz que já foi visitada pelo “pessoal da Eletrobras”.

— Pegaram a documentação do terreno para cadastrar. Disseram que só vão indenizar casa de tijolo. Quem tem casa de madeira e barro vai receber só um agrado — diz ela. — Se vier a água, o jeito é sair. Senão, morre afogada.

O filho Messias relata que os técnicos disseram que voltariam para medir o lote, mas ainda não voltaram. Para ele, se a usina vier, eles terão de sair de qualquer forma, mesmo que a casa, a 400 metros do rio, fique fora das águas.

— A usina se chama Marabá, mas acaba mesmo é com São João. Mas eu acredito que Deus não vai fazer isso com a gente. São João Batista, Nossa Senhora de Nazaré. A gente tem que ter fé — diz Amujaci Oliveira dos Santos, 72 anos.

Na avaliação do secretário de Administração, a barragem só vai ser instalada no limite com Marabá para que os royalties do empreendimento sejam divididos.

— São João é que vai ser atingido, mas Marabá terá direito aos royalties e benefícios.

Aos 84 anos, Raimundo Bispo dos Santos, 50 anos de casado com Amujaci sem nunca ter arredado o pé de São João do Araguaia, conta que já fez de tudo por ali.

— Primeiro era o castanhal, depois tudo passou a ter dono e acabou. A gente era quase escravo. Depois, veio o diamante. A gente mergulhava de “folêgo”, escavava o fundo do rio para tirar as pedras e achava! Peguei muito diamante para o Osvaldo Mutran — relembra Santos, referindo-se ao ex-prefeito de Marabá e ex-deputado estadual, mais conhecido como Vavá Mutran.

Além de São João do Araguaia, comunidades ribeirinhas serão atingidas em São Pedro da Água Branca (MA), Vila Nova dos Martírios (MA) Ananas (TO), Araguatins (TO), Buriti do Tocantins (TO), Esperantina (TO), São Sebastião do Tocantins (TO), Bom Jesus do Tocantins (PA), Brejo Grande do Araguaia (PA) e Palestina do Pará (PA). Segundo o prefeito de Marabá, João Salame, o impacto nas comunidades do município será muito pequeno. A barragem deverá ficar a montante da ponte rodoferroviária de Marabá, uma espécie de cartão postal da cidade.

Enviada por Mayron Régis para Combate Racismo Ambiental.

2 horas atrás

Igreja da Sé planeja ações para elevar número de visitantes

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Contra marasmo, catedral da Sé arma chá da tarde e tenta atrair noivos

CHICO FELITTI
DE SÃO PAULO

De volta ao marco zero da fé paulistana. A catedral da Sé, que pontua o centro geográfico da cidade, quer voltar a ser um dos templos mais visitados de São Paulo. Com esse intuito, contratou uma empresa para atrair casamentos à sua nave, planeja um chá semanal nos moldes do “brunch” do mosteiro de São Bento e corre atrás de reformas que reabrirão ao público seus chamarizes, como o órgão.

“O plano é trazer mais visitantes para que a catedral seja cada vez mais conhecida e apreciada pelo público”, diz o cônego Walter Caldeira, 62, há três anos à frente da catedral Metropolitana de São Paulo (seu nome oficial), que começou a ser erguida há cem anos, mas só foi aberta em 1954.

Hoje, 2.000 pessoas vão à Sé diariamente, segundo estimativa do pároco. Se fossem reunidas de uma só vez, caberiam todas em pé dentro desta que é uma das maiores igrejas do mundo, com 5.700 m² de área total.

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2 horas atrás

Mulher detesta mulher sexualmente ousada

CENTRODOMUNDO por Fabio Hernandez
 

É a tese da boa escritora alemã Julia Franck. Julia Franck é uma escritora alemã. Boa. Nasceu na Alemanha Oriental em 70, e é uma autora premiada. Sua obra não é erótica, como a de Anais Nin, que acho que todo mundo deveria ler. Mas o sexo tem presença marcante nos romances de Julia. Li

O post Mulher detesta mulher sexualmente ousada apareceu primeiro em Diário do Centro do Mundo.

2 horas atrás

NAS URNAS, O FUTURO TAMBÉM DA AMÉRICA LATINA

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

 
No SINTONIA FINA –  Venezuela elege, neste domingo, não apenas o primeiro presidente depois da era Chávez, mas também o homem que irá administrar as maiores reservas de petróleo do mundo; vitória de Nicolas Maduro ou de Henrique Capriles será determinante para vários países da América Latina, como Cuba, Bolívia, Equador e mesmo o Brasil, cujas empresas exploraram oportunidades de negócios na Venezuela; pesquisas dão vantagem a Maduro, mas a folga é inferior a dez pontos. 
Neste domingo, 18.903.143 venezuelanos decidirão sobre o futuro de seu país e da própria América Latina. As últimas pesquisas eleitorais dão a Nicolas Maduro, herdeiro de Hugo Chávez, uma vantagem que oscila entre 7 e 9 pontos percentuais – o que sinaliza uma disputa mais apertada do que se previa. Henrique Capriles, que foi governador do estado de Miranda e lidera a oposição, promete acabar com a “diplomacia petroleira” da Venezuela. Como dispõe das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela ajuda vizinhos latino-americanos, como Cuba, Bolívia e Equador.  É por isso mesmo que a eleição deste domingo coloca em jogo não apenas o futuro da Venezuela, na era pós-Chávez, mas também de seus vizinhos. Com Chávez, as empresas brasileiras foram as que melhor aproveitaram as oportunidades de negócio na Venezuela. O processo chega à reta final repleto de tensões, com acusações de fraude eleitoral.  Leia abaixo o noticiário do Opera Mundi: Opositores cantam fraude antecipadamente para tumultuar eleição, diz partido de Maduro Chefe do comando de campanha de Maduro ressaltou que “a democracia venezuelana é a mais sólida do mundo” Jorge Rodriguez, chefe do comando Hugo Chávez, do candidato do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), Nicolás Maduro, afirmou que a oposição venezuelana está criando um ambiente de desestabilização antes da eleição presidencial, cantando fraude de antemão. A declaração foi feita neste sábado (13/04), logo após o candidato opositor, Henrique Capriles, questionar a transparência do CNE (Conselho Nacional Eleitoral). “Estão cantando fraude de antemão com o interesse de tumultuar o processo eleitoral”, disse Rodriguez durante coletiva de imprensa em Caracas. Ele lembrou que ao longo de 14 anos a Venezuela já realizou 18 processos eleitorais: “a democracia venezuelana é a mais sólida do mundo”. 
O chefe da campanha chavista questionou porque a oposição não colocou em dúvida a última eleição para governo de estado, realizada em 16 de dezembro. Na ocasião, Capriles foi reeleito governador de Miranda em disputa com o atual chanceler Elías Jaua. O resultado, apesar de apertado, foi aceito por ambos os candidatos. “Qualquer tentativa de agredir o processo eleitoral busca deixar vulnerável a voz do povo da Venezuela”, continuou Rodriguez. 
Capriles 
Capriles fez críticas neste sábado ao CNE e ao governo. “Esperamos que o que diga o CNE seja uma cópia fiel do que o povo disser. Isso é fundamental! Que amanhã o árbitro diga o que o povo disse. O CNE não pode ser um partido político”, afirmou o candidato da MUD. Ele colocou suspeita sobre o comportamento do governo venezuelano durante o processo eleitoral. “Esperamos que os senhores do governo permitam que o processo se desenvolva em paz. Amanhã será uma luta contra o poder”, disse. Questionamentos 
A oposição venezuelana vem questionando a segurança e isenção do processo eleitoral desde antes do início da campanha. Durante discurso para anunciar sua candidatura, em 10 de março, Capriles acusou o CNE de já ter “tudo pronto” para a eleição de 14 de abril, pois a data foi anunciada com rapidez, cinco dias após a morte de Hugo Chávez. Em 8 de março, após jurar como presidente interino, Maduro convocou o novo pleito. 
Poucos dias depois, o maior jornal opositor, El Nacional, publicou em editorial que o CNE é um “obstáculo permanente” para eleições livres e justas na Venezuela, e chegou a insinuar que o voto já não é uma forma de promover mudanças no país. Quem também fez comentários sobre o CNE foram os Estados Unidos. A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA para América Latina, Roberta Jackson, afirmou em março que julgava difícil que a Venezuela tivesse eleições “abertas, livres e transparentes”. 
Essa semana, Capriles se recusou a assinar um documento, disponibilizado pelo CNE a pedido da campanha do candidato Nicolás Maduro, no qual os candidatos se comprometiam a aceitar os resultados e reconhecer a competência do órgão eleitoral como árbitro do pleito. 
SINTONIA FINA – 

2 horas atrás

Ato no Rio, segunda 15, relembra o massacre de Carajás

BOILERDO por Betho Flávio
 

ATO NO RIO RELEMBRA O MASSACRE DE CARAJÁS N

ato abiDa Página do MST

 

Na próxima segunda-feira (15), o MST fará um ato no Rio de Janeiro para relembrar os 17 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, com o lema Ato Nacional por Reforma Agrária e Justiça no Campo.

A atividade acontece no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro da cidade, e contará com a presença de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST, do senador Lindberg Farias (PT), do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), do jornalista Mario Jakobskind, do jurista e professor da Faculdade de Direito Ibmec/RJ Rubens Casara e da historiadora Virgínia Fontes.

O ato irá reafirmar o compromisso de luta pela lembrança dos companheiros e companheiras que deram a vida na luta pela reforma agrária, dentro de um contexto em que a demora na desapropriação de terras tem gerado cada vez mais mortes no campo, vide o caso dos militantes Cícero Guedes e Regina dos Santos, ambos assassinados no Rio de Janeiro no começo desse ano.

Dia: 15 de abril

Local: Auditório da ABI – Rua Araújo Porto Alegre, 71

Hora: 18h

2 horas atrás

Ana Maria Braga colocou tomates no pescoço. E a mandioca?

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Eles querem a volta dos juros. É a tal de ciranda dos juros em substituição à guirlanda de tomates…

Veja e Época pisam no tomate: inflação ESTEVE em alta, mas ESTÁ em baixa

O gráfico abaixo fala por si, e comprova: a curva de inflação subiu de setembro de 2012 a janeiro de 2013. Depois disso, entrou em queda.

Só haveria motivo para grandes preocupações se a curva continuasse subindo. Como já está em queda, significa que as medidas tomadas pelo governo estão funcionando e já produzem efeitos. 
Tanto isso é verdade, que o próprio mercado financeiro é categórico ao prever que o índice de inflação IPCA chegará em dezembro fechando o ano em 5,7%, dentro da meta. 
Veja e Época fazem lobby por juros altos para banqueiros e panfleta para oposição 
Fala sério! Alguém acredita que o aumento da taxa Selic é que faz cair ou subir o preço do tomate?

A revista Veja e Época dão um chilique em “reporcagens” de capa (bem ao contento dos banqueiros e dos demotucanos que clamam por juros altos) porque o acumulado nos últimos 12 meses ultrapassou 0,09% a meta neste momento (por sinal um valor muito baixo, nada assustador). Mas é apenas o retrato de um momento em que o cálculo de 12 meses passados atingiu um pico, em consequência do que aconteceu entre setembro e janeiro. Esse pico já passou, mas continua entrando no cálculo do passado, dos últimos 12 meses. 
A partir do segundo semestre deste ano, o índice mais baixo esperado para setembro de 2013, será uma parcela que substituirá o índice mais alto de setembro de 2012, reduzindo o cálculo acumulado em 12 meses. O mesmo se repetirá em outubro, novembro e dezembro. Daí o cálculo dos próprios operadores do mercado financeiro de que o ano fechará em 5,7%. 
Além disso o IPCA de março foi 0,47%. O maior impacto dentro desse número foi 0,28% nos alimentos e bebidas, em consequência de quebras de safra, cujas perspectivas são de ser superadas nos próximos meses, com o agora famoso tomate (e outros alimentos) voltando a preços normais. 
Se as referidas revistas fizessem um jornalismo honesto contariam essa história inteira, em vez de fazer capas sensacionalistas, alarmistas e panfletárias. 
Onde Ana Maria Braga colocou a mandioca? 
A apresentadora da TV Globo Ana Maria Braga apareceu com um colar de tomates pendurado no pescoço para ironizar o preço. Mas a farinha de mandioca teve alta maior do que o tomate. Onde a madame colocou a mandioca?

Os Amigos do Presidente Lula

Filed under: Financiadores IdeológicosGolpismoTomate Tagged: BancosJuros  

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