Capriles para Papa

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A julgar pelos grupos mafiomidiáticos subsidiados pela CIA, Nicolás Maduros tem defeitos suficientes para ser deportado para Guantánamo e lá ficar perpetuamente. Em compensação, Henrique Capriles é um ser humano mais perfeito que o Papa Francisco. Os cavaleiros do apocalipse preeveem chuvas e trovoadas para Maduro, e céu de brigadeiros se for Capriles. Quem é o candidato dos EUA? Façam suas apostas!

EDITORIAIS EDITORIAIS@UOL.COM.BR

Decisão na Venezuela

Eleição presidencial no país vizinho deve manter o chavismo vivo, com Nicolás Maduro, sem afastar o risco de turbulências futuras

Ainda sob a comoção nacional pela morte de Hugo Chávez, a Venezuela faz hoje a sua segunda eleição presidencial em seis meses. O grande favorito é o chavista Nicolás Maduro, que terá de lidar, no curto prazo, com graves problemas econômicos.

O processo eleitoral foi um dos mais bizarros da história latino-americana. Vítima de um câncer revelado em 2011, Chávez ocultou detalhes de sua saúde e, gravemente enfermo, reelegeu-se em outubro para novo mandato de seis anos.

Dois meses depois, Chávez anunciou a retomada do tratamento em Cuba por tempo indeterminado e indicou seu sucessor político, o vice-presidente Maduro. Em meio a grave crise de desabastecimento de gêneros alimentícios, a Venezuela se viu paralisada pela incerteza sobre a saúde do caudilho.

Sua morte, no mês passado, deu início a uma campanha desequilibrada. O maior cabo eleitoral do governismo é o corpo insepulto de Chávez. Em tom mistificador, o que incluiu comparar o caudilho com Cristo, e com toda a máquina estatal trabalhando a seu favor, Maduro conseguiu deixar em segundo plano os sérios problemas do país –da violência urbana fora de controle às recorrentes falhas no fornecimento de energia.

Hesitante no autoproclamado papel de apóstolo, Maduro protagonizou momentos constrangedores: recuou do anúncio de embalsamar o corpo de Chávez por falta de planejamento e acusou os Estados Unidos de causar o câncer no comandante venezuelano.

A pantomina de nada servirá para resolver a inflação oficial, acumulada em 25,2% nos últimos 12 meses, a crônica e crescente falta de alimentos nos supermercados e a forte pressão para desvalorizar a taxa de câmbio irrealista.

Na raiz de tudo está a falta de dinheiro no Tesouro, resultado do gasto com nacionalizações sem critérios, dos programas sociais mal administrados e da corrupção enraizada. Nos últimos quatro anos, o desequilíbrio vinha sendo financiado por vultosos empréstimos chineses, que chegam a pelo menos US$ 36 bilhões.

Pequim, no entanto, está reticente em seguir emprestando dinheiro. E o mercado internacional não dá sinais de que possa vir um aumento vertiginoso no preço do petróleo (na prática o único produto da economia venezuelana) para sustentar a ciranda populista.

Mesmo acuado pela campanha agressiva, o oposicionista Henrique Capriles tem conseguido tirar algo da vantagem de Maduro nos últimos dias. Tudo indica que não será suficiente para uma virada, mas pode cacifá-lo como alternativa para o país no futuro –que será certamente turbulento.

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2 horas atrás

Eike Batista é o único empresário brasileiro perseguido diuturnamente pela imprensa. Por quê?

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Elio Gaspari O capitalismo de compadrio entrou em cena As cotações de Eike Batista nada têm a ver com a imagem do Brasil, muito menos com risco sistêmico Quem comprou um lote de ações da OGX de Eike Batista quando ela foi lançada, em 2008, pagou R$ 1.200. Hoje ele vale R$ 150. Milhares de pessoas tomaram esse tombo, sem que houvesse uma crise na economia ou cataclismo. Pequenos e grandes investidores acreditaram num negócio e deram-se mal. Assim é o mercado. 
Diante das dificuldades do bilionário brasileiro, surgiram duas linhas de argumentação defendendo um socorro da Viúva. Quase todas vindas da privataria, outras, do comissariado. 
Numa, Eike Batista deve ser amparado para evitar que suas dificuldades comprometam a imagem do Brasil junto ao mercado de investidores internacionais. 
Ou então ele deve receber alguma proteção para evitar um risco sistêmico. 
O primeiro argumento é uma falsidade. Imagine-se um investidor americano, em seu escritório de Chicago, recebendo a informação de que o governo brasileiro amparou o empresário que em 2011 foi listado como o homem mais rico do país, com US$ 30 bilhões, e anunciou que pretendia ser o primeiro do mundo. Ele tem grandes empreendimentos, mantém uma Mercedes SLR McLaren atrás de uma vidraça de sua sala de estar e disputou num programa de televisão a lingerie que pertencera a sua mulher. Já veio a público defender o seu direito de emprestar um jatinho para autoridades federais, estaduais e municipais. Na última campanha do governador Sérgio Cabral pingou R$ 2 milhões. Noutra, do prefeito Eduardo Paes, botou R$ 500 mil. Ademais, ele tem patrimônio para oferecer ao mercado. O governo ampararia um empresário que em 2007 criticava a falta de “cultura de risco” de seus pares. 
O sinal que o investidor estrangeiro recebe é o do triunfo, no Brasil, do capitalismo de compadrio. Ele já viu o fim desse filme na Coreia em 1997, na Espanha em 2008 e na Grécia em 2010. 
O segundo argumento, mencionando um “risco sistêmico”, merece ser traduzido: trata-se de usar dinheiro da Viúva para blindar bancos oficiais e privados que emprestaram dinheiro ao grupo EBX, assumindo riscos maiores que os dos acionistas. Típico resgate do andar de cima. Coisa de pelo menos R$ 13 bilhões. Uns oito bilhões saíram do BNDES e da Caixa, que lidam com recursos públicos. Outros R$ 5 bilhões foram emprestados por banqueiros e fundos que tinham “cultura de risco”. 
Imagine-se a seguinte situação: Em 2008 Guido Coutinho comprou R$ 1,2 milhão de ações da OGX. Nesse mesmo ano, um grande banco emprestou R$ 120 milhões a uma empresa de Eike Batista. Mais tarde, sem relação com o investimento que fizera, Guido fez um empréstimo de R$ 1,2 milhão no mesmo banco que comprou o “risco Eike”. Hoje, o bom Guido está com R$ 150 mil na sua carteira de ações e, com seu trabalho, tudo paga o que deve ao banco. Ele sabe que nos próximos anos não recuperará o investimento que fez nas ações, mas o banco que emprestou a Eike quer o seu. Como metade do crédito saiu do BNDES, o capitalismo de compadrio poderá colocar Guido Coutinho no pior dos mundos: Perdeu nas ações, pagou o que devia e o dinheiro dos seus impostos, convertido em aportes do Tesouro, seria usado para refrescar os bancos que emprestaram a Eike. O mesmo acontecerá se, por meio de alguma gambiarra, a Viúva capitalizar as empresas X para fechar a conta com a banca privada. 
Fracassada a tentativa de transferir um estaleiro capixaba para a carteira do grupo X, surgiu uma manobra no mercado: a Petrobras pode entrar no empreendimento do porto de Açu. Metade dessa grande obra está pronta, recebeu R$ 4 bilhões de investimentos, emprega oito mil pessoas e tem muito para dar certo. A doutora Graça Foster informou que a empresa ainda não pensou nesse assunto. Se a Petrobras quiser entrar no Açu pode-se perguntar porque esse interesse só apareceu agora, já que o projeto existe desde 2007. 
Se a estatal se decidir por essa transação, fará bem se exibir uma transparência a que não está habituada, mostrando todos os números aos seus acionistas. O petrocomissariado pode provar que está diante de uma boa ocasião para fechar um grande negócio: basta contratar uma auditoria internacional para referendar sua opinião, mostrando custos e preços.
2 horas atrás

PT vai coletar assinaturas para proposta de reforma política

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Da CartaCapital

PT coletará assinaturas para projeto de reforma política

Piero Locatelli

12.04.2013 19:12

O PT vai coletar assinaturas em todo o país para um projeto de reforma política de iniciativa popular. A proposta inclui o financiamento público exclusivo de campanhas e o voto para parlamentares feitos em listas fechadas elaboradas pelos partidos. Além disso, o partido quer pressionar a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para tratar de mudanças no sistema político.

Eventos amplos de coleta de assinaturas serão feitos ao menos no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte.  Um encontro aberto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve acontecer na capital paulista na próxima terça-feira 16. O partido também pretende levar propagandas à televisão, mas ainda estuda como isso deve ser feito. O teor da campanha ainda não foi decidido, mas deve ser feito pelo marqueteiro João Santana.

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2 horas atrás

A “grande mídia” é intolerante

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Tarso Genro, no sítio Carta Maior:

Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul por ocasião do “Fórum da Liberdade”, do qual não participei e do “Fórum da Igualdade”, do qual participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo. Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância e a arrogância da “Grande Mídia”, para traficar os seus valores – fundados no lucro e na anarquia do mercado – no sentido de os tornarem artificialmente universais.
Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também entendo que esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.

Tudo começou com a minha ausência no “Fórum da Liberdade”, onde eu participaria como autoridade da sessão inaugural e a minha presença no “Fórum da Igualdade”, para o qual eu fora convidado como conferencista de abertura, tendo como ouvintes sindicalistas, militantes de esquerda, parlamentares de partidos que formam o grupo de opinião que rejeita o projeto neoliberal e também dirigentes de movimentos sociais.

Este Fórum, com escassa repercussão midiática, porque composto de grupos, entidades e pessoas com força econômica escassa, para ter qualquer interferência promocional na grande mídia, é diferente do “Fórum da Liberdade”. Este, como se sabe, é compostos por doutrinadores, empresários, executivos de empresas que defendem – já de forma um pouco monótona – a redução dos gastos sociais (“improdutivos”), o “enxugamento do Estado” (nos salários e nas políticas sociais) e a “redução da carga tributária”, não sem militar pelo aumento dos investimentos públicos em infraestrutura, pelas renúncias fiscais e pelos financiamentos subsidiados para as grandes empresas.

É uma pauta legítima na sociedade que vivemos, é claro, mas que cumprida integralmente levaria o nosso país ao caos social, quem sabe a uma ruptura anárquica pela direita autoritária, já que a devastação das escassas políticas de coesão social mínima, que conseguimos implementar nos últimos anos, geraria uma revolta generalizada entre os pobres do país, que usufruem de direitos sociais muito limitados ainda hoje no nosso Brasil. 

A fala que proferi no “Fórum da Igualdade” despertou a ira no “Fórum da Liberdade” e também uma divulgação viciada do conteúdo da minha palestra, interditando o debate que ali propus, através dos estereótipos de costume: “quer o controle da mídia”, “quer a censura a imprensa “, “quer vedar o direito de opinião”, etc. A argumentação mais sólida que ofereceram foi o “exemplo tomate”. Este exemplo, passará para a história da liberdade de imprensa no país, já que uma conhecida editorialista disse, mais ou menos o seguinte: “essa questão da mídia livre é que nem o tomate, que está caro, ou seja, não se compra; se não gostou das matérias, muda de emissora ou de jornal”. Só que o tomate não é uma concessão pública, nem o acesso a ele está regulado pela Constituição Federal. Um detalhe insignificante que muda tudo. Vejamos o que eu disse no “Fórum da Igualdade.”

Tratei, fundamentalmente, de dois assuntos na minha palestra para os trabalhadores: primeiro, que as empresas de comunicação, em regra, não cumprem a finalidade constitucional das concessões, pois a norma que as regula orienta que a programação das emissoras contemple conteúdos regionais, educativos, culturais, e proteja os valores da família – ou seja também tenha como sentido valorizar a comunidade familiar – obviamente adequando-se à moralidade contemporânea. Disse, ainda, na minha fala, que oitenta por cento dos programas sairiam do ar, se esta norma constitucional fosse cumprida.

Segundo, tratei da evolução da questão das liberdades, que percorreu a gênese da democracia. Primeiro como lutas pela “liberdade de pensamento” (já que era vedado inclusive na intimidade, mesmo sem publicizar, desconfiar da validade da religião católica); depois, como “luta pela liberdade de expressão”, já no Renascimento, quando alguns eruditos brilhantes começam a se libertar da dogmática religiosa absoluta e resolveram expressar-se em público como dissidentes “humanistas” (os painéis de Michelangelo na Capela Sistina vêem um Deus Homem, promovendo uma inversão figurativa da Teologia: o Deus abstrato e longínquo passa a ser concebido como um forte Homem concreto); depois, abordei uma importante liberdade dos modernos, a “liberdade de imprensa”, que se consagra na Revolução Francesa, avassala a Europa (liberdade de dizer em público e imprimir o “dito”, que subverte o monopólio da fala pelas elites) e torna-se um valor democrático altamente respeitado.

Finalmente, abordei um quarto tema. A questão da “liberdade de fazer circular livremente as opiniões”. Sustentei que hoje existe uma absoluta desigualdade de meios, para que as opiniões possam circular de maneira equânime, embora as redes na internet tenham aberto novas fronteiras para a circulação da comunicação. Mas, atenção: as redes são acessíveis a todas as opiniões (e é bom que o sejam), mas as TVs e Rádios das “Grandes Mídias” empresariais com tendência monopolista, não são acessíveis a todas as opiniões.

As opiniões, nas “Grandes Mídias”, inclusive podem ser (e frequentemente o são) filtradas, editadas, selecionados, distorcidas ou manipuladas, inclusive com o enquadramento dos jornalistas da própria empresa. Nem sempre, nem em todos os momentos, nem em todas as empresas de comunicação isso ocorre. Mas todas estão disponíveis para estes métodos, ao gosto dos seus proprietários.

Sustentei, portanto, que há um bloqueio radical da circulação da opinião, cuja divulgação é orientada pela empresa de comunicação, a partir dos valores culturais, ideológicos e políticos dos seus proprietários. Qual a sugestão que dei no Forum da Igualdade, que me convidou para a fazer a abertura solene do seu evento? Censura? Expropriação de empresas? Não. Disse que o Estado deve promover políticas de financiamento e subsídios (que as atuais instituições de comunicação empresariais inclusive já tem) e novos marcos regulatórios, para que possam surgir mil canais de comunicação, com igualdade de qualidade tecnológica e profissional (com mais oportunidades de trabalho livre para os próprios jornalistas), através instituições de comunicação que não dependam do mercado e dos grandes anunciantes.

Canais que possam ter uma política de informação mais objetiva e aberta e um debate político mais amplo do que a ladainha neoliberal. Canais que não adotem como mercadoria-notícia a escalada da cultura da força e da violência, dentro da qual concorrem os principais meios de comunicação do país. Trata-se de dar novas oportunidades de escolha aos cidadãos, aos pais, às mães, aos consumidores, que somos todos nós, para que possamos ver e ouvir outras coisas, debater outras idéias, sem qualquer tipo de censura, seja do Estado, seja dos proprietários das empresas e dos seus anunciantes.

Isso certamente foi demais e a “circulação da opinião restrita”, que eu mencionara nos meus argumentos em favor da “circulação da opinião mais livre”, foi comprovada pela voz massiva e monocórdia das respostas à palestra, que proferi aos trabalhadores. Revolveram a tese do “controle dos meios de comunicação pelo Estado” – como se já não houvesse controle do Estado, que é o poder concedente dos canais – misturando este assunto com a minha ausência no “Fórum da Liberdade”. O mesmo em que o Vice-Governador do Estado, em outro momento de abertura, foi solenemente vaiado porque ousou dizer que o Governo Lula melhorou o Brasil. 

A intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, também neste episódio, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer, para permitir que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada, hoje já mais sufocada pela força do poder econômico e da ganância. Estas questões não interessam ao “Fórum da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte.

* Tarso Genro é governador do Estado do Rio Grande do Sul

2 horas atrás

Colunista pede que Petrobras não ajude Eike Batista

BOILERDO por Betho Flávio
 

O empresário que em 2011 foi listado como o homem mais rico do país, com US$ 30 bilhões, e anunciou que pretendia ser o primeiro do mundo. Ele tem grandes empreendimentos, mantém uma Mercedes SLR McLaren atrás de uma vidraça de sua sala de estar e disputou num programa de televisão a lingerie que pertencera a sua mulher. Já veio a público defender o seu direito de emprestar um jatinho para autoridades federais, estaduais e municipais. Na última campanha do governador Sérgio Cabral pingou R$ 2 milhões. Noutra, do prefeito Eduardo Paes, botou R$ 500 mil.

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Colunista Elio Gaspari recomenda à presidente da Petrobras, Graça Foster, que não se envolva com os maus negócios do empresário Eike Batista; segundo o jornalista, negócios do grupo EBX não trazem risco sistêmico e qualquer tentativa de resgate, como o uso do Porto do Açu pela estatal, seria transformar o Brasil no paraíso do “capitalismo de compadrio”; Gaspari lembra ainda que Eike tem patrimônio, pois oferece jatinhos para políticos como Sergio Cabral e possui uma Mercedes SLR Mclaren na sua sala de estar

 

247 – O colunista Elio Gaspari, um dos mais influentes da imprensa brasileira, publicou artigo, neste domingo, em que aconselha a presidente da Petrobras, Graça Foster, a manter distância do empresário Eike Batista. Segundo ele, qualquer tentativa de resgate feita pela Petrobras, como o que se discute, por exemplo, no Porto do Açu, consagraria, no Brasil, o capitalismo de compadrio. Gaspari lembra ainda que Eike, que costumava criticar a falta da “cultura de risco” de seus pares, tem patrimônio para resolver seus problemas sozinho. Leia abaixo:

O capitalismo de compadrio entrou em cena

As cotações de Eike Batista nada têm a ver com a imagem do Brasil, muito menos com risco sistêmico

Quem comprou um lote de ações da OGX de Eike Batista quando ela foi lançada, em 2008, pagou R$ 1.200. Hoje ele vale R$ 150. Milhares de pessoas tomaram esse tombo, sem que houvesse uma crise na economia ou cataclismo. Pequenos e grandes investidores acreditaram num negócio e deram-se mal. Assim é o mercado.

Diante das dificuldades do bilionário brasileiro, surgiram duas linhas de argumentação defendendo um socorro da Viúva. Quase todas vindas da privataria, outras, do comissariado.

Numa, Eike Batista deve ser amparado para evitar que suas dificuldades comprometam a imagem do Brasil junto ao mercado de investidores internacionais.

Ou então ele deve receber alguma proteção para evitar um risco sistêmico.

O primeiro argumento é uma falsidade. Imagine-se um investidor americano, em seu escritório de Chicago, recebendo a informação de que o governo brasileiro amparou o empresário que em 2011 foi listado como o homem mais rico do país, com US$ 30 bilhões, e anunciou que pretendia ser o primeiro do mundo. Ele tem grandes empreendimentos, mantém uma Mercedes SLR McLaren atrás de uma vidraça de sua sala de estar e disputou num programa de televisão a lingerie que pertencera a sua mulher. Já veio a público defender o seu direito de emprestar um jatinho para autoridades federais, estaduais e municipais. Na última campanha do governador Sérgio Cabral pingou R$ 2 milhões. Noutra, do prefeito Eduardo Paes, botou R$ 500 mil. Ademais, ele tem patrimônio para oferecer ao mercado. O governo ampararia um empresário que em 2007 criticava a falta de “cultura de risco” de seus pares.

O sinal que o investidor estrangeiro recebe é o do triunfo, no Brasil, do capitalismo de compadrio. Ele já viu o fim desse filme na Coreia em 1997, na Espanha em 2008 e na Grécia em 2010.

O segundo argumento, mencionando um “risco sistêmico”, merece ser traduzido: trata-se de usar dinheiro da Viúva para blindar bancos oficiais e privados que emprestaram dinheiro ao grupo EBX, assumindo riscos maiores que os dos acionistas. Típico resgate do andar de cima. Coisa de pelo menos R$ 13 bilhões. Uns oito bilhões saíram do BNDES e da Caixa, que lidam com recursos públicos. Outros R$ 5 bilhões foram emprestados por banqueiros e fundos que tinham “cultura de risco”.

Imagine-se a seguinte situação: Em 2008 Guido Coutinho comprou R$ 1,2 milhão de ações da OGX. Nesse mesmo ano, um grande banco emprestou R$ 120 milhões a uma empresa de Eike Batista. Mais tarde, sem relação com o investimento que fizera, Guido fez um empréstimo de R$ 1,2 milhão no mesmo banco que comprou o “risco Eike”. Hoje, o bom Guido está com R$ 150 mil na sua carteira de ações e, com seu trabalho, tudo paga o que deve ao banco. Ele sabe que nos próximos anos não recuperará o investimento que fez nas ações, mas o banco que emprestou a Eike quer o seu. Como metade do crédito saiu do BNDES, o capitalismo de compadrio poderá colocar Guido Coutinho no pior dos mundos: Perdeu nas ações, pagou o que devia e o dinheiro dos seus impostos, convertido em aportes do Tesouro, seria usado para refrescar os bO ancos que emprestaram a Eike. O mesmo acontecerá se, por meio de alguma gambiarra, a Viúva capitalizar as empresas X para fechar a conta com a banca privada.

Fracassada a tentativa de transferir um estaleiro capixaba para a carteira do grupo X, surgiu uma manobra no mercado: a Petrobras pode entrar no empreendimento do porto de Açu. Metade dessa grande obra está pronta, recebeu R$ 4 bilhões de investimentos, emprega oito mil pessoas e tem muito para dar certo. A doutora Graça Foster informou que a empresa ainda não pensou nesse assunto. Se a Petrobras quiser entrar no Açu pode-se perguntar porque esse interesse só apareceu agora, já que o projeto existe desde 2007.

Se a estatal se decidir por essa transação, fará bem se exibir uma transparência a que não está habituada, mostrando todos os números aos seus acionistas. O petrocomissariado pode provar que está diante de uma boa ocasião para fechar um grande negócio: basta contratar uma auditoria internacional para referendar sua opinião, mostrando custos e preços.

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EX-PRESIDENTE DO BNDES, CARLOS LESSA, SUGERE QUE GOVERNO ESTATIZE EMPRESAS DO EIKE BATISTA

2 horas atrás

Quem mudou de perfil foi o povo brasileiro, que hoje vê as mudanças efetuadas por Lula e Dilma trazer o país do futuro para o presente

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Análise: Mudança no perfil da procura por curso superior é positiva

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO A falta de engenheiros em número suficiente para atender a demanda das empresas que atuam no Brasil tem sido um dos temas econômicos mais debatidos no país.
A carência na oferta de mão de obra de profissionais de engenharia é traduzida em números elevados. 
O Confea (Conselho de Engenharia e Agronomia) fala em déficit de 20 mil novos engenheiros por ano. 
Comparações entre os cerca de 45 mil engenheiros formados a cada ano no Brasil e os mais de 600 mil graduados em engenharia na China são citadas com frequência. 
A recente tendência de desaceleração do crescimento da economia do país não fará o assunto desaparecer da agenda, mesmo que leve a desaquecimento no mercado de trabalho. Pelo contrário. 
O diagnóstico de que, para atingir taxa mais elevada de expansão do que os 3% previstos para 2013, o Brasil precisa vencer inúmeros gargalos de infraestrutura é consensual entre especialistas. 
Para isso, serão necessários mais investimentos e profissionais capacitados para desenvolver projetos complexos que melhorem condições de estradas, portos, aeroportos. Tudo isso passa, necessariamente, por engenharia. 
Nesse contexto, o aumento no número de ingressantes nos cursos de graduação da área pode ser o começo de uma tendência positiva. 
Tem crescido tanto a procura de estudantes pelo curso quanto a oferta de vagas por parte das universidades. 
Isso é um indício de que os sinais de alerta emitidos pelo mercado de trabalho têm sido compreendidos. 
O problema ressaltado com frequência por quem estuda educação no país é que a velocidade dos avanços ocorre a passos lentos. 
Os indicadores de qualidade do ensino básico continuam ruins se comparado com países desenvolvidos. 
O pífio desempenho dos estudantes em testes nacionais e internacionais de proficiência é um exemplo. 
Um país que não consegue ensinar matemática para seus alunos pode aspirar formar engenheiros com alta qualificação? 

Editoria de Arte/Folhapress
2 horas atrás

Ministro indicado por Campos prefere Dilma

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Ministro indicado por Campos prefere Dilma

DANIEL CARVALHO
DE SÃO PAULO
FÁBIO GUIBU
DO RECIFE 
No fim da semana, em rápida entrevista no interior da Bahia, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, defendeu a manutenção da aliança entre o PT e o PSB na corrida à Presidência. 
Ou seja, o ministro indicado pelo governador Eduardo Campos para representar o PSB no governo federal defende a reeleição da presidente Dilma Rousseff e o adiamento do projeto presidencial de seu padrinho político.
À Folha, na manhã de sexta, pouco antes de se encontrar com Campos no interior do Estado, ele repetiu: “Acho que deveríamos aprofundar mais o debate e explorar a possibilidade de manter essa aliança [PT e PSB] em relação às eleições do próximo ano”. 
Surpreendente para alguns, essa posição de Bezerra se expõe após sua aproximação com Dilma, de quem se tornou parceiro preferencial nas viagens pelo Brasil. 

  Roberto Stuckert Filho – 25.mar.2013/Divulgação/PR  
Governador Eduardo Campos, presidente Dilma Rousseff e ministro Fernando Bezerra em evento em Serra Talhada (PE)
Governador Eduardo Campos, presidente Dilma Rousseff e ministro Fernando Bezerra em evento em Serra Talhada (PE)

O prestígio do ministro aumentou desde que Campos começou a se movimentar como candidato a presidente, viajando pelo país em busca de aliados para seu projeto. 
De 14 cerimônias com a presença de Dilma, Bezerra participou de oito e, na maioria delas, discursou. Metade dos eventos foi no Nordeste, área de influência de Campos. 
Em todas as falas ele anunciou obras para a seca e defendeu o governo –ao contrário de Campos, que não perde oportunidade para fazer críticas pontuais ao Planalto. 
A presidente também demonstra afeição pelo ministro em temas extraoficiais –quis conhecer um dos filhos de Bezerra, que concluiu pós-graduação nos EUA. 
Dirigentes petistas em Pernambuco se dizem surpresos com o destaque que a presidente tem dado ao ministro. 
Políticos locais apostam que ele trocará o PSB pelo PT para se lançar candidato ao governo estadual com Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no palanque. 
O histórico de Bezerra dá margem a essa sugestão. Ele passou por quatro partidos (PDS, PFL, PMDB e PPS) em sua trajetória, além do PSB. 
RESSENTIMENTOS
Bezerra diz que, apesar de tantas trocas, sempre teve “um lado” e nega que esteja de mudança para o PT. 
“Rumores prosperam porque todos acham que o partido precisa ter um pensamento único. Isso não é realidade dentro do PSB”, afirmou. 
Bezerra nutre vários ressentimentos em relação a Campos. Em 2010, ele foi preterido na disputa por uma vaga do Estado no Senado. 
No ano passado, a pedido do governador, transferiu seu domicílio eleitoral ao Recife para pressionar o PT a definir seu candidato na capital, mas o governador acabou construindo a candidatura do atual prefeito, Geraldo Julio. 
Além disso, o governador não se empenhou como esperado na campanha derrotada do filho de Bezerra em Petrolina, a 770 km de Recife. 
O ministro já foi prefeito de sua cidade natal, Petrolina, deputado estadual e federal e secretário de Campos. 
Como ministro, comanda duas das maiores obras em execução pelo governo federal: a transposição do rio São Francisco e a construção da ferrovia Transnordestina. 
Mas Campos tende a optar nas eleições de 2014 por um político de perfil mais discreto, como Geraldo Julio, que não ameace sua hegemonia na política estadual.

2 horas atrás

O processo de “espanholização” do futebol no Brasil

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por jns

Do Zero Hora

Fernando Carvalho elogia Dunga e defende a venda de Damião

Ex-presidente do Inter entende que negociar um grande jogador por ano é a maneira de fazer frente aos maiores recursos de Corinthians e de Flamengo

Leandro Behs

Trecho da entrevista:

Corinthians

“É o grande favorito. Tem jogadores de qualidade e muito competitivos. Aliás, o Corinthians será o Barcelona da América do Sul, pela arrecadação que tem, pelo time que tem, pelo técnico que tem e pelo que arrecadará em um futuro próximo. Se o comando não mudar, será o Barcelona e será o favorito em todas as competições do Brasil e do no continente. Na realidade, isso já acontece agora. O Corinthians fatura o dobro de nós, Inter e Grêmio. São R$ 400 milhões ao ano. Quando inaugurar o estádio (Itaquerão), o quadro social vai aumentar. Hoje, está em quase 100 mil sócios. Com o estádio inaugurado, o Corinthians vai faturar R$ 600 milhões por ano. Será muito difícil ganhar deles em torneio de pontos corridos. E o Real Madrid será o Flamengo, caso consiga se organizar. O fim do Clube dos 13 levou a isso.”

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2 horas atrás

Força-tarefa define linhas de ação para regularizar situação de haitianos no Acre

RACISMO por racismoambiental
 

Alex Rodrigues, Repórter Agência Brasil

Brasília – A força-tarefa composta por representantes dos governos federal e do Acre definiu hoje (13) as três principais frentes de trabalho para regularizar a situação dos cerca de 1,4 mil haitianos que entraram no Brasil pela fronteira acriana e que se concentram nas cidades de Brasileia e de Epitaciolândia.

Segundo o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, o plano de ação integrado, definido hoje, prevê, além do já anunciado esforço para fornecer aos haitianos os documentos necessários à sua regularização e permanência no Brasil, ações de assistência social e de orientação.

“A equipe de regularização tem o propósito de dar vazão à documentação de todo esse contingente de haitianos, expedindo os protocolos de solicitação de refúgio, os CPFs e as carteiras de Trabalho. Essa tarefa de regularização já está em andamento e todos os órgãos envolvidos trabalharão em regime de plantão especial”, disse o secretário à Agência Brasil, se referindo a órgãos como Ministério do Trabalho, Polícia Federal, Receita Federal, Defensoria Pública da União, entre outros.

A segunda equipe, de assistência social, ainda neste sábado (13) começa a registrar todos os haitianos a fim de verificar as necessidades de atendimento humanitário. Por sua maior vulnerabilidade, as mulheres grávidas e as crianças receberão especial atenção. Já a Defensoria Pública da União vai esclarecer os imigrantes quanto aos seus direitos para evitar que eles venham a ser explorados.

A terceira frente de trabalho está a cargo da denominada “equipe de dispersão e direcionamento ao trabalho”. É ela que vai cuidar para que os haitianos, à medida que tiverem sua situação regularizada, consigam obter trabalho, inclusive em outros estados.

“Vamos procurar identificar os perfis profissionais do grupo para que os empresários brasileiros, que desejarem, possam empregar esta mão de obra”, detalhou Abrão, acrescentando que os empresários interessados podem procurar a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos do Acre a fim de “colaborar com este processo de ação humanitária”.

Abrão voltou a lembrar que, inicialmente, as medidas para acelerar a regularização vão beneficiar apenas os haitianos, com quem o Brasil tem “uma responsabilidade específica”. As pessoas de outras nacionalidades receberão tratamento jurídico normal, se sujeitando aos trâmites burocráticos habituais. Ainda segundo o secretário, há, no Acre, em situação irregular e em número significativo, embora muito menor que o de haitianos, dominicanos e senegaleses.

“Se houver necessidade humanitária, todas as pessoas vão receber atendimento assistencial, mas os procedimentos simplificados e especiais de regularização se destinam apenas aos haitianos e todos já estão cientes disso”, acrescentou o secretário, alegando que os pedidos de permanência no país apresentados pelos imigrantes que não forem haitianos vão ser analisados caso a caso. “Essas pessoas não vão ter sua situação regularizada por meio dos procedimentos simplificados, devendo seguir o fluxo ordinário. Esta, no entanto, é uma questão que já tem um tratamento naturalizado. Migrantes sem documentos tentando regularizar suas situações estão presentes em praticamente todas as unidades da Federação. A orientação, neste caso, será a mesma dos demais, que as pessoas que estejam no nosso país estejam regularizadas”.

Abrão ainda adiantou que, nos próximos dias, o governo federal deve anunciar medidas para estimular os haitianos que planejem vir para o Brasil em busca de melhores oportunidades o façam de forma legal.

“Além de regularizar a situação dos haitianos que já se encontram no Brasil e, portanto, já estão sob nossa responsabilidade, temos também o desafio de estimular a vinda regularizada de haitianos por meio da concessão de vistos aos que ainda se encontrem em seu país, desestimulando o ingresso irregular no Brasil”, adiantou o secretário.

“As futuras medidas para darmos um tratamento planejado a esse fluxo migratório já estão mapeadas e vão ser oportunamente anunciadas. Confirmar algumas das hipóteses em que estas iniciativas estão baseadas é um dos propósitos de nossa visita ao Acre”, concluiu Abrão.

Edição: Fernando Fraga

Enviada por José Carlos para Combate Racismo Ambiental.

2 horas atrás

A ‘herança maldita’ de mais de quinhentos anos de domínio da ‘elite’ brasileira é algo que necessita mais de quinhentos anos para ser debelada.

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

No Brasil, 22% da população ainda se equilibra no limiar da pobreza

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO Parcela expressiva da nova classe média emergente permanece vulnerável a choques econômicos que podem empurrá-la novamente para a pobreza. 
No Brasil, a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), ligada à Presidência da República, tem tentado mensurar essa vulnerabilidade.
Segundo a economista Diana Grosner, diretora da SAE, 22% da população brasileira pertence ao estrato mais baixo da classe média (dividida em três grupos), com renda familiar per capita mensal entre R$ 291 e R$ 441. 
“Essas pessoas são as mais vulneráveis a uma volta à pobreza e representam um número alto”, diz. 
Em estudo de 2009 sobre a expansão da classe média, o economista Martin Ravallion citou que 1 em cada 6 pessoas em países em desenvolvimento viviam com renda entre US$ 2 e US$ 3 por dia. 
O autor considerou renda per capita de US$ 2/dia como limite entre a pobreza e a nova classe média em nações emergentes –valor em paridade do poder de compra de 2005, medida que elimina distorções de preço. 
Para Grosner, a inflação mais elevada e o aumento do endividamento representam riscos importantes para a nova classe média brasileira. 
Outra ameaça, segundo a economista, é o avanço da produtividade em ritmo muito menor que o dos salários. 
Segundo ela, isso pode fazer com que as empresas decidam repassar os custos maiores para os preços –pressionando mais a inflação– ou demitir. 
IMPORTÂNCIA
O risco de retrocesso no processo de expansão da classe média em países emergentes preocupa porque a continuação de sua ascensão é importante para a recuperação da economia global. 
“As boas perspectivas para a classe média da Ásia e de outros países como o Brasil são importantes por garantir demanda por bens e recursos mais forte que à de consumidores de países desenvolvidos”, afirma Robert Wood, economista da EIU (Economist Intelligence Unit). 
Dados da EIU mostram que o forte crescimento da fatia de famílias com renda anual superior a US$ 10 mil foi comum a vários países emergentes na última década. 
CAUSAS DA EXPANSÃO
Segundo o economista Otaviano Canuto, vice-presidente do Banco Mundial, a expansão do emprego e a valorização do trabalho são a principal causa comum para a expansão da classe média em países em desenvolvimento nos últimos anos. 
Grosner menciona que o aumento da renda do trabalho explica mais do que 60% do aumento da renda no país na última década. 
Especialistas também ressaltam o papel de políticas de transferência de renda para o aumento de uma nova classe consumidora no Brasil e na América Latina. 
Segundo Sonia Bueno, presidente-executiva da consultoria Kantar Worldpanel para a América Latina, 22% da população em 15 países da região disse receber algum benefício do governo: 
“Esse dinheiro acaba em boa parte sendo convertido em consumo”. 

+ Livraria

3 horas atrás

Servidores da 1ª instância do TJMG entram em greve

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por Fábio Marcello

Nassif sou da sua cidade natal, Poços de Caldas, e gostaríamos da sua ajuda para divulgar nosso movimento grevista que é assunto proibido na imprensa mineira! São mais de 150 comarcas em greve!!!, inclusive Poços de Caldas, Cabo Verde, Botelhos, Andradas, Pouso Alegre etc. Estamos há 20 dias em greve e ontem houve uma audiência pública na ALMG qual os servidores denunciaram as péssimas condiçoes de trabalho e os salários baixíssimos, entre os menores do país.

Do site do Serjusmig

10/4/2013 – AGE da 1ª Instância volta a deliberar pela continuidade da greve

Teremos novo momento deliberativo, na próxima semana. Até lá, continuaremos com as ações do movimento!

 

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3 horas atrás

closer: quando estar perto demais não é o bastante

OBVIOUS por Manú Sena
 

Um homem caminha por uma rua cheia de gente quando se depara com uma mulher de cabelos vermelhos vindo em sua direção.A mulher o vê e em seguida é atropelada por um carro.E toda esta história não teria acontecido se ambos não estivessem, sob o risco do real.

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3 horas atrás

Órgão de autorregulação da mídia será fechado na Inglaterra

LUIS NASSIF por luisnassif
 

 

Por Ana Barbosa

Do Observatório da Imprensa

Inglaterra fecha agência de autorregulação da imprensa

Por Sergio da Motta e Albuquerque em 13/03/2012 na edição 685

O órgão inglês de autorregulação da mídia impressa na Inglaterra – a Comissão de Reclamações sobre Imprensa [Press Complaints Commission (PCC)] – está com os dias contados. A PCC vai ser substituída por um órgão interino, até que seja redefinida a nova entidade de regulação dos jornais impressos, um desdobramento quase previsível do inquérito presidido pelo juiz Levenson, que vem levantando toda a sujeira por trás do escândalo das escutas do News of The World.

Alvo de críticas de analistas da mídia importantes como John Kampfner, ex-editor do Índice na Censura (Index on Censorship), o serviço foi acusado de não cumprir seu papel e, quando de sua intervenção, em 2009 – e ali já havia suspeitas de irregularidades – a comissão decidiu que não havia nada de errado. Capachos de Murdoch, pois o homem que quis controlar a mídia inglesa (ou pelo menos boa parte dela) foi favorecido pela impotência ou incompetência do limitado sistema de autorregulação da mídia impressa inglesa.

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3 horas atrás

Mesmo com economia patinando, o lobby por juros altos

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Autor:  Luis Nassif

Coluna Econômica

Os últimos indicadores econômicos mostraram o seguinte:

  1. Na sexta foi divulgado o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central). Trata-se de um indicador que tenta antecipar os resultados do PIB (Produto Interno Bruto). O de fevereiro registrou queda de 3,13%. Em doze meses, uma alta de apenas 0,87%.
  2. Um dia antes, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatou uma queda de 0,4% nas vendas de varejo, pior desempenho desde fevereiro de 2003. No acumulado do ano e em 12 meses, os indicadores são razoáveis. A explicação para a queda no varejo é que o aumento da inflação provocou uma retração no consumo.
  3. No caso dos supermercados, houve queda de 2,1% nas vendas de alimentos e bebidas, também em decorrência da alta de preços.

***

Tem-se, portanto, um quadro definido.

Em relação ao comportamento geral da economia, índices claudicantes de recuperação. Em relação ao varejo, queda de consumo decorrente do aumento de preços. Ou seja, a própria inflação criando seu anticorpo, seja através da redução da renda, seja através das manobras defensivas dos consumidores. Vários itens de pressão nos preços começam a ceder.

Entre os que acreditam nos poderes mágicos da Selic, há a crença de uma defasagem de 8 meses entre uma eventual elevação da taxa e seus efeitos.

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3 horas atrás

A questão da autorregulação da mídia

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por Ana Barbosa

Do Observatório da Imprensa

O passado é nosso futuro

Por Venício A. de Lima em 11/05/2010 na edição 589

Organizada em comemoração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio) e com o tema “Mídia e Democracia Representativa”, realizou-se na Câmara dos Deputados, na terça-feira (4/5), a 5ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa. O evento foi promovido em parceria com a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e contou com a presença de deputados, jornalistas e luminares do pensamento empresarial.

Em conferências como esta costumam ser defendidas pérolas como a noção “liberdade de expressão comercial”.

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3 horas atrás

Desfazendo as mentiras da imprensa vendida: “Demarcação inconclusa de terra indígena provoca invasão, conflito e morte no MS”

RACISMO por racismoambiental
 

PM reformado que possuía terreno dentro de terra indígena invade aldeia Guarani Kaiowá pela segunda vez, atira contra a comunidade, que se defende, e morre a caminho do hospital. Um indígena foi preso acusado de homicídio.

Ruy Sposati, de Campo Grande (MS), para o Cimi

Um cabo reformado da Polícia Militar (PM) invadiu à cavalo a aldeia Ita’y, na Terra Indígena Lagoa Rica/Panambi, município de Douradina, Mato Grosso do Sul, na última sexta-feira, 12. Armado com revólver e facão, Arnaldo Alves Ferreira efetuou seis disparos contra os Guarani Kaiowá, acertando o indígena João da Silva na orelha. O PM possuía um terreno dentro da área identificada como terra indígena, a cerca de 300 metros da aldeia.

Os indígenas já haviam registrado Boletim de Ocorrência denunciando Arnaldo às autoridades, em função de outra violência praticada por ele contra a comunidade dois dias antes.

Segundo relato dos indígenas, Arnaldo invadiu a aldeia montado em um cavalo e munido de revólver e facão, cerca de meio dia e meia da sexta-feira, 12. “Ele foi na casa de um idoso e disse pra ele: ‘você vai morrer’, na frente da filha e da esposa”, relata um indígena da aldeia que prefere não ser identificado. “Depois ele virou pra esposa e disse: ‘a senhora vai ficar viúva hoje’”.

Durante o ataque, integrantes da comunidade indígena conseguiram desarmar o militar reformado, defendendo-se dos disparos. Arnaldo foi mantido seguro pela comunidade, que informou a ocorrência à polícia local. O PM e o indígena ferido foram encaminhados ao Hospital da Vida, em Dourados. Arnaldo morreu ainda na ambulância; o Kaiowá ferido foi preso pela polícia, acusado de homicídio em flagrante.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA

“Faz muitos anos que nós temos problemas com ele. Ele não gosta da gente. Deixava o cavalo comer na nossa roça, soltava o gado na aldeia. Já matou a tiro um monte de cachorros nossos e até bateu em gente da comunidade”, relata um indígena de Ita’y.

Nas últimas semanas, Arnaldo havia resolvido cercar sua propriedade com cercas elétricas. “O problema é que a cerca fica bem na estrada que nós dois [indígenas e o PM] usamos e também no lugar onde as crianças esperam o ônibus escolar”, relata o Kaiowá. A comunidade pediu ao cabo reformado que deixasse de utilizar a cerca elétrica. A exigência não foi aceita, e os indígenas teriam então, por duas vezes, desativado a cerca.

Na madrugada de terça para quarta-feira, Arnaldo esteve na aldeia. “Ele veio por causa da cerca. Ele entrou na casa de um homem gritando e bateu nele com o cabo do facão”, explica. O indígena que sofreu violência registrou boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito, cujo resultado deverá ficar pronto na segunda-feira, 15.

Os Kaiowá de Ita’y já temiam um ataque do policial. “Nós fizemos B.O. na polícia e avisamos Funai, MPF, Força Nacional que existia esse problema e estávamos com medo de acontecer algo. E aconteceu”, lamenta.

QUESTÃO DA TERRA

“A forma como a imprensa local está contando a história e como os ruralistas a estão utilizando é absolutamente manipulada e criminosa”, afirma o coordenador regional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Mato Grosso do Sul, Flávio Vicente Machado. “O policial não morreu ‘em sua propriedade’, ‘espancado’, ‘torturado’, ou ‘a flechadas’, conforme disseram os jornais locais e notas de entidades do agronegócio. Ele morreu invadindo novamente uma aldeia indígena, ameaçando a vida dos moradores e atirando contra eles”, conta.

Para Flávio, a responsabilidade da morte do PM é do governo federal. “Esta situação está diretamente ligada à morosidade do Estado em completar o processo de demarcação das terras Kaiowá e Guarani em Mato Grosso do Sul”, argumenta. “Os indígenas agiram em legítima defesa, uma vez que foram atacados de maneira covarde por um homem violento e preconceituoso.

“E isso foi e está registrado”, aponta Flávio. Além do B.O., notas técnicas do Ministério Público Federal também registram as denúncias feita pela comunidade indígena sobre as ameaças sofridas por parte PM. “Na ocasião tanto a polícia, quanto a promotoria de Dourados foram acionados para apurar a denúncias”, relembra.

O coordenador do Cimi crítica a manipulação dos fatos, que está sendo usada pelos ruralistas em favor de suas pautas políticas. “Os ruralistas estão usando do fato para responsabilizar o governo federal pelo caso, acusando-o de fomentar a violência ao demarcar as terras indígenas, e com isso tentando acelerar a aprovação de suas pautas, como é o caso da PEC 215 ou o julgamento dos embargos declaratórios envolvendo as dezenove condicionantes do caso de Raposa Serra do Sol. Ora, é justamente o contrário! A responsabilidade é sim do governo federal, mas justamente porque ele não está cumprindo com sua obrigação constitucional e demarcando, de uma vez por todas, as terras tradicionalmente ocupadas pelos Guarani e Kaiowá. E é inaceitável que, mais uma vez, queiram que os Guarani e Kaiowá paguem mais essa conta”, conclui.

Com a criação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND) na década de 40, os indígenas daquela área foram removidos de seus territórios tradicionalmente ocupados e colocados na Reserva Indígena de Dourados.

Em 2005, o movimento de reivindicação do território de Lagoa Rica se intensificou, levando ao início da identificação da área, em 2008, e também à retomada de dois Tekoha (territórios tradicionais): Guirakambi’y e Ita’y, onde ocorreu o ataque. Em dezembro de 2011, foi publicado pela Funai o relatório antropológico que identificou 12,1 mil hectares do território tradicional como Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica. A terra do PM reformado fica dentro da área identificada.

3 horas atrás

Isaias de Almeida

BOILERDO por Betho Flávio
 
 
4 horas atrás

Motossera de Ouro, KAbreu quer suspensão até de estudos de demarcação de terras indígenas pela Funai

RACISMO por racismoambiental
 

A motosserra de ouro seguiu Katia Abreu até Cancún em 2010. Foto: Ivan Castaneira/Greenpeace.

Senadora acredita que questão indígena se tornou o tema mais crítico para os produtores rurais após a aprovação do Código Florestal

Globo Rural

A presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD/TO), defendeu a suspensão urgente, por meio de decreto, dos estudos que estão sendo realizados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) para demarcação e ampliação de novas terras indígenas. A senadora fez a declaração ao comentar a convocação da ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, para prestar esclarecimentos sobre a demarcação de terras indígenas.

Kátia Abreu defende a suspensão dos estudos até que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome uma decisão sobre os embargos declaratórios propostos pela Procuradoria Geral da República em relação as 19 condicionantes estabelecidas pelo tribunal, para demarcação de terras indígenas, no julgamento do caso da reserva Raposa Serra do Sol, situada em Roraima. Ela lembra que a portaria da Advocacia-Geral da União (303/12), que estende para todo o país as 19 condicionantes definidas para demarcação da reserva, foi suspensa até a decisão final do STF. “Se não dá para publicar a portaria enquanto os embargos não sejam votados, a solução seria suspender os estudos até que a questão seja resolvida”, argumenta. 

 

A senadora prevê que a análise dos embargos deve ocorrer em três meses, no máximo. “Para que gastar dinheiro se o STF pode decidir que o modelo a ser seguido nas demarcações é estabelecido para a Raposa Serra do Sol”, questiona ela, que diz estar ansiosa pela nomeação do novo ministro ou ministra do STF que irá relatar os embargos, em substituição ao ex-ministro Ayres Brito.

Na opinião da presidente da CNA, a convocação da ministra Gleisi Hoffmann reflete a “angústia e desespero” dos parlamentares, “porque a questão indígena se tornou o tema mais crítico para os produtores rurais após a aprovação do Código Florestal. Está se tornando uma bola de neve, pois o problema que era localizado agora está se tornando nacional”, diz ela.

Kátia Abreu afirma que é testemunha do empenho de Gleisi Hoffmann junto à Funai e ao Ministério da Justiça para resolver a questão e justifica que a escolha dos parlamentares se deve ao fato de ser uma ministra importante. “É uma forma de dar satisfação às bases, pois a pressão é imensa, como se ninguém estivesse fazendo nada”, informa a senadora.

4 horas atrás

Casa noturna Studio SP irá fechar as portas

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por MiriamL

Da CartaCapital

Após 8 anos e 2500 shows, Studio SP fecha suas portas
 

Por Paloma Rodrigues
 
 Após 8 anos e cerca de 2500 shows, o Studio SP, famosa casa noturna paulistana localizada na região da rua Augusta, vai encerrar suas atividades. A casa, conhecida por lançar e apoiar novos artistas no cenário musical, fez o anúncio nesta quinta-feira 12. Em conversa à CartaCapital, um dos sócios do empreendimento, Alê Youssef, disse que novos projetos profissionais e pessoais os levaram à decisão de fechar o Studio, além das dificuldades que a gestão enfrentou para manter o espaço aberto, dentre eles a crescente especulação imobiliária da região.

Dentre os artistas que iniciaram suas carreiras no Studio SP estão Tulipa Ruiz, B. Negão, Mallu Magalhães e Céu. “Vivemos um ciclo muito bacana e estamos em um momento muito bom. É ótimo poder terminar com a casa em alta e de boa maneira”, diz ele.

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4 horas atrás

De quem é a mão que balança o berço da mídia?

 
: Nunca antes, na história deste País, houve uma coincidência tão grande entre capas de revistas e manchetes de jornais; essa sintonia ocorre às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária e tem dois objetivos paralelos: arrancar juros maiores do governo e desgastar a presidente Dilma; quem seriam os articuladores? FHC? Roberto Setubal? 
5 horas atrás

Filho de Alencar causa crise no PMDB mineiro

 
: Imposição de Lula, o nome de Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente, desagrada a cúpula do partido, que já tem candidato em Minas 
5 horas atrás

Globo pede decisão convincente do BC

 
: Jornal comandado por João Roberto Marinha expressa seu desejo, em editorial, de que o governo federal dê uma paulada na inflação com taxas de juros bem maiores do que a atual; “a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) esta semana é especialmente importante porque será uma ótima oportunidade para o Banco Central confirmar o compromisso de manter a inflação dentro da meta que foi estabelecida pelo governo, mirando o centro (4,5%)”, diz o texto 
5 horas atrás

Centrais sindicais vão às ruas contra alta dos juros

 
: As centrais sindicais sairão às ruas de todo o país para protestar contra a possível retomada da alta de juros. Os atos serão realizados no próximo dia 17 de abril, em frente à sede do Banco Central de várias cidades. Na mesma data, o BC irá se reunir para decidir se a Selic irá sofrer alguma mudança ou não 
5 horas atrás

Merval adere ao lobby dos juros altos

 
Folhapress_Divulgação_Folhapress: Image 280608Colunista do Globo afirma que se Dilma não tivesse antecipado a campanha eleitoral, hoje haveria pressões para que o ex-presidente Lula voltasse, em razão do quadro econômico; ele diz ainda que “o cenário atual é de tomar medidas impopulares, como a alta de juros que está se tornando inevitável, para reassumir o controle da economia” 
5 horas atrás

Torquato: diálogo no Judiciário nunca foi tão baixo

 
: Estilo do ministro Joaquim Barbosa, que “chicoteia a torto e a direito”, contribui para o mal-estar no Poder Judiciário, que nunca viveu uma crise tão aguda como agora, segundo o cientista político Gaudêncio Torquato 
5 horas atrás

Sunset by Mohammed Abdo

 
 

Sunset by Mohammed Abdo

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Mohammed Abdo: Photos · Blog 

     

6 horas atrás

Nos EUA, inflação se mantém dentro da meta

 
: O desemprego nos Estados Unidos situou-se em 7,6% no mês passado, contra 10% em 2009. A medida do Fed de inflação é de cerca de 1,3%, abaixo de sua meta de 2% 
6 horas atrás

De Gaspari a Graça Foster: deixe Eike quebrar

 
: Colunista Elio Gaspari recomenda à presidente da Petrobras, Graça Foster, que não se envolva com os maus negócios do empresário Eike Batista; segundo o jornalista, negócios do grupo EBX não trazem risco sistêmico e qualquer tentativa de resgate, como o uso do Porto do Açu pela estatal, seria transformar o Brasil no paraíso do “capitalismo de compadrio”; Gaspari lembra ainda que Eike tem patrimônio, pois oferece jatinhos para políticos como Sergio Cabral e possui uma Mercedes SLR Mclaren na sua sala de estar 
6 horas atrás

Alonso passeia e vence a primeira do ano

 
: Na China, o piloto espanhol da Ferrari conquistou, com folga, sua primeira vitória na temporada; Felipe Massa chegou em sexto 
7 horas atrás

Nas urnas, o futuro também da América Latina

 
: Venezuela elege, neste domingo, não apenas o primeiro presidente depois da era Chávez, mas também o homem que irá administrar as maiores reservas de petróleo do mundo; vitória de Nicolas Maduro ou de Henrique Capriles será determinante para vários países da América Latina, como Cuba, Bolívia, Equador e mesmo o Brasil, cujas empresas exploraram oportunidades de negócios na Venezuela; pesquisas dão vantagem a Maduro, mas a folga é inferior a dez pontos 
7 horas atrás

Dos recursos da montagem cinematográfica

SETAR’OS por noreply@blogger.com (André Setaro)
 
 
A chamada montagem ideológica ou intelectual é uma operação com um objetivo mais ou menos descritivo que consiste em aproximar planos a fim de comunicar um ponto de vista, um sentimento ou um conteúdo ideológico ao espectador. Eisenstein escreveu na justificativa de sua montagem de atrações: “uma vez reunidos, dois fragmentos de filme de qualquer tipo combinam-se inevitavelmente em um novo conceito, em uma nova qualidade, que nasce, justamente, de sua justaposição (…) A montagem é a arte de exprimir ou dar significado através da relação de dois planos justapostos, de tal forma que esta justaposição dê origem à ideia ou exprima algo que não exista em nenhum dos dois planos separadamente. O conjunto é superior à soma das partes”.

 

Amparado nestes ditos de Eisenstein, há de se ver que, no cinema, como em quase todos os ramos das ciências, quando se reúne elementos (no sentido amplo) para obter um resultado, este é freqüentemente diferente daquele que se esperava: é o fenômeno dito de emergência. Aprende-se, por exemplo, em biologia, que pai e mãe misturam seu patrimônio hereditário para criar uma terceira personagem não pela soma desses dois patrimônios, mas, ao contrário, pela combinação deles em um novo patrimônio inédito. Em química, sabe-se ser possível misturar dois elementos em quaisquer proporções, mas não é possível combiná-los verdadeiramente em um corpo novo se não tem proporções perfeitamente definidas (Lavoisier). Da mesma forma, na montagem de um filme, os planos só podem ser reunidos numa relação harmoniosa.

 

A montagem ideológica consiste em dar da realidade uma visão reconstruída intelectualmente. É preciso não somente olhar, mas examinar, não somente ver, mas conceber, não somente tomar conhecimento, mas compreender. A montagem é, então, um novo método, descoberto e cultivado pela sétima arte, para precisar e evidenciar todas as ligações, exteriores ou interiores, que existem na realidade dos acontecimentos diversos. 
A montagem pode, assim, criar ou evidenciar relações puramente intelectuais, conceituais, de valor simbólico: relações de tempo, de lugar, de causa, e de conseqüência. Pode fazer um paralelo entre operários fuzilados e animais degolados, como, por exemplo, em A Greve (1924), de Eisenstein. As ligações , sutis, podem não atingir o espectador. Eis, aqui, um exemplo da aproximação simbólica por paralelismo entre uma manifestação operária em São Petersburgo e uma delegação de trabalhadores que vai pedir ao seu patrão a assinatura de uma pauta de reivindicações (exemplo extraído do filme Montanhas de ouro, do soviético Serge Youtkévitch).

 

– os operários diante do patrão
– os manifestantes diante do oficial de polícia
– o patrão com a caneta na mão
– o oficial ergue a mão para dar ordem de atirar
– uma gota de tinta cai na folha de reivindicações
– o oficial abaixa a mão; salva de tiros; um manifestante tomba.

 

A experiência de Kulechov demonstra o papel criador da montagem: um primeiro plano de Ivan Mosjukine, voluntariamente inexpressivo, era relacionado a um prato de sopa fumegante, um revólver, um caixão de criança e uma cena erótica. Quando se projetava a seqüência diante de espectadores desprevenidos, o rosto de Mosjukine passava a exprimir a fome, o medo, a tristeza ou o desejo. Outras montagens célebres podem ser assimiladas ao efeito Kulechov: a montagem dos três leões de pedra – o primeiro adormecido, o segundo acordado, o terceiro erguido – que, justapostos, formam apenas um, rugindo e revoltado (em O Encouraçado Potemkin, 1925, de Eisenstein); ou ainda a da estátua do czar Alexandre III que, demolida, reconstitui-se, simbolizando assim a reviravolta da situação política (em Outubro).

 

O que Kulechov entendia por montagem se assemelha à concepção do pioneiro David Wark Griffith, argumentando que a base da arte do filme está na edição (ou montagem) e que um filme se constrói a partir de tiras individuais de celuloide. Pudovkin, outro teórico da escola soviética dos anos 20, pesquisou sobre o significado da combinação de duas tomadas diferentes dentro de um mesmo contexto narrativo. Por exemplo, em Tol’able David (1921), de Henry King, um vagabundo entra numa casa, vê um gato e, incontinente, atira nele uma pedra. Pudovkin lê esta cena da seguinte forma: vagabundo + gato = sádico. Para Eisenstein, Pudovkin não está lendo – ou compreendendo o significado – de maneira correta, porque, segundo o autor de A Greve a equação não é A + B, mas A x B, ou, melhor, não se trata de A + B = C, porém, a rigor, A x B = Y. Eisenstein considerava que as tomadas devem sempre conflitar, nunca, todavia, unir-se, justapor-se. Assim, para o criador da montagem de atrações, o realizador cinematográfico não deve combinar tomadas ou alterná-las, mas fazer com que as tomadas se choquem: A x B = Y, que é igual a raposa + homem de negócios = astúcia. Em Tol’able David, quando Henry King corta do vagabundo ao gato, tanto o primeiro como o segundo figuram proeminentemente na mesma cena. Em A Greve ( Strike ), quando Eisenstein justapõe o rosto de um homem e a imagem de uma raposa (que não é parte integrante da cena da mesma forma que o gato o é em Tol’able David, porque, para King, o gato é um personagem),esta é uma metáfora. 
Em Estamos construindo (Zuyderzee, 1930), de Jori Ivens, várias tomadas mostram a destruição de cereais (trigo incendiado ou jogado no mar) durante o débacle de 1929 da Bolsa de Valores de Nova York, a depressão que marcou o século XX. Enquanto apresenta os planos de destruição de cereais, o realizador alterna -os com o plano singelo de uma criança faminta. Neste caso, o cineasta, fotografando uma realidade, recorta uma determinada significação. Os planos fotografados por Jori Ivens podem ser retirados da realidade circundante, mas é a montagem quem lhes dá um sentido, uma significação. Os cineastas soviéticos, como Serguei Eisenstein e Pudovkin, procuravam maximizar o efeito do choque que a imagem é capaz de produzir a serviço de uma causa.

 

Considerada a expressão máxima da arte do filme, a montagem, entretanto, vem a ser questionada na sua supremacia como elemento determinante da linguagem cinematográfica com a introdução – em fins dos anos 30 – das objetivas com foco curto que permitiu melhorar as filmagens contínuas – a câmera circulando dentro do plano – com uma potenciação de todos os elementos da cena e com um tal rendimento da profundidade de campo (vide Cidadão Kane (1941), de Orson Welles, Os melhores anos de nossas vidas, 46, de William Wyler) que possibilitou tomadas contínuas a dispensar os excessivos fracionamentos da decupagem clássica. A tecnologia influi bastante na evolução da linguagem fílmica, dando, com o seu avanço, novas configurações que modificam o estatuto da narração – o próprio primeiro plano – o close up – tão exaltado por Bela Balazs como “um mergulho na alma humana” – com o advento das lentes mais aperfeiçoadas já se encontra, esteticamente, com sua expressão mais abrangente e menos restrita. Tem-se, como exemplo, as faces enrugadas e pavorosas de David Bowie em Fome de Viver/The Hunger, 1983, de Tony Scott, com Catherine Deneuve e Susan Sarandon.

12 de Abril de 2013 18:42

Gerald Thomas assume Comissão dos Direitos Humanos

 

BRASÍLIA – Após enfiar as mãos entre as pernas de uma Panicat, tentar abrir a braguilha de um comediante e exibir o pênis para os fotógrafos, sir Herald Thomas pleiteou uma vaga da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara. “Me, myself Thomas, amigo de Samuel, Samuel Beckett, bando de primitivos energúmenos, agora reúno os requisitos to lead this comission de quinta categoria”, discursou, enquanto fazia pirucóptero.
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