A “Grande Mídia” é intolerante

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
A intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, no episódio da minha participação no Fórum da Igualdade e minha ausência no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer, para permitir que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada. Estas questões não interessam ao “Fórum da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte. O artigo é de Tarso Genro. 
Tarso Genro, Carta Maior 
Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul por ocasião do “Fórum da Liberdade”, do qual não participei e do “Fórum da Igualdade”, do qual participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo. Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância e a arrogância da “Grande Mídia”, para traficar os seus valores – fundados no lucro e na anarquia do mercado – no sentido de os tornarem artificialmente universais.

Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também entendo que esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.
Mais informações » 

19 minutos atrás

Papel jornal e tomates

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
tomate 
Do oqueseraquemeda Ana Maria Braga usou colar de tomates (que, aliás, lhe caiu muito bem…) Abril e Globo dão capa ao tomate. O Brasil está despencando. Os índices de crescimento, desenvolvimento e distribuição de renda são fabricados por Lula, Ahmadinejad, Fidel e Chaves para iludir o povo brasileiro. Ninguém consegue pagar a prestação. A bola da Copa será quadrada e o apito será assobio. Lula, Dirceu, Genoino e filhos são milionários. O mensalão de Roberto Jefferson é o maior escândalo da paróquia. Vem aí o apocalipse… 
Imprimem o verde em papel jornal pra colher maduro. Se não der, voltam com Apagão, Gripe Suína, Dengue e factóides genéricos para apavorar. 
Em uníssono, o oligopólio midiático faz campanha maciça pelo aumento dos juros e a volta da inflação. Usam e abusam da palavra “inflação” diariamente em suas capas. Esperam com isso, contaminar o comércio e outros setores da economia de pessimismo que leve ao pânico e ao aumento dos preços. Apostam que convertem sua especulação barata em fato. Como antigamente… Porque, diferentemente de quando calaram nas falências seguidas de FHC, falir o país – mesmo que seja apenas nas manchetes – é a ÚNICA maneira de desalojar o PT do Planalto. Logo mais vem pesquisa avaliando se suas manobras surtiram efeito… 
A direita fascista quer levar o país de volta à década de 90 e retomar o rumo da subserviência vira-lata que Serra e FHC imprimiram ao seu governo. Os vampiros das multinacionais falidas pelo neoliberalismo exigem que se abra a porteira para voltarem à pilhar nossas riquezas naturais. 
Para a casa Grande, a doméstica deve voltar a dormir na Senzala, que é o seu lugar, antes de começar a se achar a azeitona da empada. Segundo Delfim Neto: “A empregada doméstica virou manicure ou foi trabalhar num call center. Agora, ela toma banho com sabonete Dove. A proposta desses ‘gênios’ é fazer com que ela volte a usar sabão de coco, (sem direito trabalhista)”. Quer dizer, que volte ao regime de 16 horas diárias de escravidão. Leia mais…http://oqueseraquemeda.wordpress.com/ 
26 minutos atrás

Intervozes lança livro da banda larga

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Altamiro BorgesDo sítio do Coletivo Intervozes
A democratização do acesso à Internet em redes de alta velocidade é tema de novo livro lançado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A obra, intitulada Caminhos para a universalização da Internet banda larga: experiências internacionais e desafios brasileiros, é o resultado de um ano de pesquisa e traz um mapeamento das principais estratégias governamentais adotadas em diversos países com o objetivo de ampliar a inclusão digital e assegurar a conexão do cidadão a esta nova fronteira da comunicação. Em São Paulo, um debate sobre o tema será realizado em conjunto com o lançamento do livro no próximo dia 15, segunda-feira, às 19h. 
Como explica um dos organizadores do livro, prof. da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da Universidade Federal da Bahia (Poscom-UFBa), Sivaldo Pereira da Silva, o projeto nasceu com o intuito de compreender as opções adotadas em outros países a fim de contribuir com o debate deste tema no Brasil. “A criação de infraestrutura e mecanismos regulatórios eficientes e democráticos são premissas para o desenvolvimento e um determinante para a liberdade de expressão na era digital”, afirma Sivaldo. 
A publicação parte da premissa de que o acesso à Internet banda larga se tornou um imperativo social, cultural, econômico e um direito a ser reivindicado e garantido. Nesse sentido, o livro registra os caminhos pelos quais diversos países estão investindo tempo, planejamento e recursos, desenhando e executando suas estratégias de inserção na era digital. 
Além dos dez capítulos produzidos por oito pesquisadores, a obra também apresenta um conjunto de doze entrevistas realizadas com especialistas e gestores trazendo um cardápio de opiniões sobre o tema. O livro conta com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) através de seu programa de editais para publicações. 
Lançamento em SP 
Na capital paulista, um debate com integrantes da sociedade civil entrevistados no livro marcará o lançamento do livro. Veridiana Alimonti do Instituto de Defesa do Consumidor, Beatriz Tibiriça do Coletivo Digital, Fĺávia Lefèvre do Proteste, e João Moura da Telcomp participarão do evento. O evento será na segunda, 15/4, às 19h, na sede do Coletivo Digital, Rua Cônego Eugênio Leite, 1117, no bairro de Pinheiros. 
Sobre a Publicação 
O livro impresso, com 405 páginas, pode ser adquirido por R$ 30,00 em livrarias e também através do e-mail intervozes@intervozes.org.br . Além da versão tradicional, também está disponível gratuitamente nos formatos digitais EPUB e PDF. O projeto conta ainda com um website (www.caminhosdabandalarga.org.br ) que traz os resultados da pesquisa, dados complementares, vídeos, mapas e infográficos. 
Mais informações: Intervozes – (011) 3877.0824. Altamiro Borges: Intervozes lança livro da banda larga
29 minutos atrás

A turma de Eduardo Campos pira

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
       Na mesma pesquisa que apontou  o PT como o partido mais preferido dos recifenses, Eduardo Campos, que pensa ter o monopólio sobre o voto do povo pernambucano, ficou atrás de Dilma na preferência dos recifenses. Segundo o IPMN-Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Dilma, que nem por aqui aparece, tem 36% das intenções de voto, enquanto Eduardo Campos, que faz campanha maciça aqui neste Estado, que vive inaugurando até maquete de futebol de botão, tem 34% das intenções de voto. Se essa pesquisa tivesse sido realizada em todo o Estado de Pernambuco, a vantagem de Dilma sobre Dudu traição seria enorme, isto porque as grandes obras que transformaram Pernambuco na gestão de Lula ficam instaladas no interior do Estado.E o pernambucano sabe muito bem quem mais fez por este Estado.
39 minutos atrás

Gato enfrenta água durante enchente na Bielorússia

LUIS NASSIF por luisnassif
 
ROSE

Uma menina que funcionários do hospital dizem que está infectado com a nova estirpe da gripe H7N9 de aves

Gato enfrenta água profunda durante as enchentes de primavera, em Belarus.  Foto:  AFP/GETTY

http://www.telegraph.co.uk/news/picturegalleries/picturesoftheday/9992622/Pictures-of-the-day-13-April-2013.html

40 minutos atrás

O que é democracia: Uma ideia tantas vezes subvertida

CONSA por Hélio Consolaro
 
A ideia de um governo da maioria é frequentemente subvertida para se prestar aos mais variados interesses. Numa época em que é cada vez mais intenso o debate sobre os direitos das minorias, estas considerações da historiadora indiana Romila Thapar são bastante importantes



Romila Thapar

Por Romila Thapar – escreve este artigo por solicitação da Unesco

Em O Fim da História, o pensador norte-americano Francis Fukuyama dizia que, com o colapso do comunismo, a democracia e o capitalismo se firmaram como os grandes vitoriosos entre todos os sistemas e ideologias existentes. Mas democracia é um conceito esquivo, como se tem visto muito recentemente.

O Ato Patriótico, assinado pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001, por exemplo, ia contra uma série de direitos civis. Há dúvidas consideráveis a respeito de os atuais regimes da Venezuela e do Irã poderem ser considerados democracias. A historiadora indiana Romila Thapar, professora emérita da Universidade Jawaharlal Nehru, de Nova Delhi, analisa a seguir os vários aspectos que cercam a ideia de democracia. 

Democracia: dois lobos e um cordeiro escolhem o prato do jantar. Liberdade: Um cordeiro bem armado contesta a escolha dos lobos.
Nas cidades-estado gregas, os escravos eram a maioria

O ideal democrático nunca foi totalmente traduzido na prática. Muitas das chamadas sociedades democráticas do passado foram sequestradas e tornaram-se oligarquias em que a retórica democrática era usada para preservar a ficção de que o grupo dominante representava a maioria.

As cidades-estado gregas, por exemplo, são frequentemente citadas como as primeiras democracias, mas é convenientemente esquecido que, nelas, o número de cidadãos livres era superado pelo de escravos e estes não eram representados nem tinham qualquer direito. À luz da experiência histórica, como a democracia pode ser adaptada às circunstâncias atuais?

Nos tempos modernos, a democracia tem sido frequentemente associada ao Estado-nação. Mas talvez não devêssemos esquecer a experiência das unidades políticas e sociais menores que, no passado, foram governadas adotando programas semidemocráticos. 
 
Aqueles que buscaram dotar o Estado-nação de uma identidade, associando-o à classe média ou a um grupo regional, linguístico, étnico ou mesmo religioso, afirmaram estar fazendo isso em nome da democracia. Às vezes, tem-se argumentado, essas comunidades eram fictícias e sua identidade ostensiva camuflava aspirações ocultas.

Romila Thapar, historiadora indiana de renome mundial escreveu este artigo a pedido da Unesco

Ao equiparar-se a identidade do grupo ao nacionalismo, as causas democráticas e nacionais se uniram. Mas, nesses Estados-nações, o funcionamento da democracia era limitado pelo nacionalismo ao qual estavam ligados. Agora que o Estado-nação está sendo cada vez mais questionado, devemos também questionar a democracia – ou certos tipos de democracia?

Uma questão que poderia ser feita é se a democracia pressupõe o secularismo. Em muitas partes do mundo, a religião está sendo manipulada politicamente numa escala sem precedentes. Ao dizer isto, não estou contestando o direito de as pessoas praticarem sua fé, mas a maneira como vários políticos e fundamentalistas distorceram esse direito. Se questionar a função pública da religião leva necessariamente ao secularismo, então isso poderia incentivar a promoção de outra abordagem para a democracia, especialmente em sociedades nas quais várias religiões existem lado a lado. 

As minorias já sabem que não podem ser excluídas

A democracia implica representação e decisões baseadas nas opiniões da maioria. Mas o que constitui uma maioria? Se é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, isso abre caminho para fraudes eleitorais ou para a mobilização de apoio da massa por ideologias que parecem abraçar uma variedade de causas, mas que, na realidade, não são mais do que um mecanismo para atrair e controlar um grande número de pessoas.

Penso aqui sobre o tipo de populismo reacionário baseado em raça ou religião que repetidamente causou tensões e violência em muitas partes do mundo. Nos interesses de uma verdadeira democracia, valeria a pena considerar como tais movimentos podem ser impedidos de impor sua definição de governo da maioria, especialmente quando as comunidades religiosas são exploradas politicamente, como parte de uma agenda supranacional oculta.

O moderno Estado-nação também enfrenta o problema de acomodar as culturas minoritárias, as quais estão cada vez mais conscientes de que não podem ser excluídas da maioria democrática. Esse problema poderá se tornar especialmente agudo nos países industrializados, onde grupos nitidamente diferentes têm sido reunidos à força por meio de conexões coloniais passadas e necessidades econômicas presentes, e onde uma maioria numérica é, por vezes, reduzida à condição de uma minoria política. Nas ex-colônias, onde tais conflitos também são conhecidos, os grupos divergentes pelo menos compartilham normalmente alguma herança e história comuns. 

Se a maioria é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, o processo abre caminho para fraudes eleitorais. Segundo analistas políticos ocidentais, isso teria ocorrido nas últimas eleições iranianas, nas quais o candidato governista Mahmud Ahmadinejad foi reconduzido ao cargo.

A melhor maneira de entender a correlação entre cultura e democracia é examinar a maneira pela qual os indivíduos ou grupos escolhem sua identidade e percebem a diferença entre eles e os outros. Em parte, esse é o resultado da socialização precoce. Também pode nascer de tensões e conflitos, que aguçam a percepção das pessoas sobre sua identidade.

Por que, aliás, o Estado-nação deve insistir em uma única identidade? Afinal, as pessoas têm identidades múltiplas. A esterilidade de uma identidade única poderia ser substituída por uma multifacetada, envolvendo padrões sociais e culturais mais complexos. A democracia multifacetada também seria mais difícil de controlar politicamente.

A democracia representativa muitas vezes acaba com o poder removido e distante do cidadão. Agora que o cinema, a televisão e a publicidade entraram todos em ação, os supostos representantes do povo se veem dirigindo-se a audiências que não podem sequer ver.

A verdadeira representatividade deve ser baseada em alguma referência lastreada nos eleitores, que também devem manter o direito de cassar seus representantes, se assim o desejarem. Esses direitos aparentemente negativos podem fornecer um corretivo essencial para a tendência de os representantes se transformarem em personalidades influentes.

O mercado livre tem suas qualidades, mas pode também prestar-se a outros tipos de demandas ditatoriais, como a do consumismo.

O colapso de algumas economias socialistas levou os povos desses países a uma esperança desesperada de que o mercado livre iria protegê-los do ressurgimento de regimes totalitários. Mas a experiência de outros países mostra que o mercado não pode fazer isso. Infelizmente, ele pode prestar-se igualmente bem a outros tipos de demandas ditatoriais – do consumismo, da indústria de armamentos, das corporações multinacionais e de outros interesses.

Tais demandas, que corroem a igualdade de oportunidades e a justiça social, só podem ser combatidas por um sistema econômico justo e um sistema jurídico que seja acessível a todos os cidadãos e impeça a erosão dos direitos humanos e a anulação da dignidade humana.

No entanto, qualquer sistema pode ser prejudicado, maltratado ou anulado se aqueles que o controlam não puder em ser contestados. Instituições que supostamente agiriam como vigilantes muitas vezes acabam por favorecer os abusos que deveriam evitar.

A articulação da discordância e do protesto é imperativa para os sistemas democráticos. Mesmo nas sociedades democráticas, quando se ensinam às crianças seus direitos e deveres, raramente se dá atenção a seu direito de discordar. A conformidade é um prêmio, e a discordância é desaprovada ou ignorada. O sujeito submisso, em vez do indivíduo autônomo, é considerado o cidadão ideal.

Em defesa do caso do indivíduo autônomo, não estou defendendo uma sociedade anárquica. Indivíduos autônomos não se estabelecem para destruir a sociedade; eles estão preocupados em mudá-la por meio de maneiras criativas. Eles não necessariamente fazem parte da estrutura do poder em si, mas comentam sobre isso e, se for necessário, protestam contra ações específicas tomadas pelos detentores do poder. Enquanto se aceitar que há espaço para a autoridade moral, bem como a autoridade política e social na gestão da sociedade, essas pessoas sempre terão um lugar no processo democrático. 
Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

uma hora atrás

Argentino cria “clube de homens abandonados por uma mulher”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Do Uol

Argentina tem o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”

EFE
Julián Gonnella

13/04/2013
10h07

 

Buenos Aires, 13 abr (EFE).- Após ser dispensado por sua namorada, o músico argentino Roberto Lázaro criou o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”, que em menos de um ano reuniu mais de 1.700 homens que viveram uma experiência similar e com o qual procura romper estereótipos machistas.

“Fiquei abatido com o abandono de uma mulher após sete anos de namoro. Éramos quase um casal consumado, ela era quase minha esposa. Íamos ter filhos e todas essas coisas, mas você nunca pensa que essa pessoa irá embora”, relata Lázaro à Agência Efe.

O vocalista da banda pop Sinusoidal explica que sua relação se deteriorava porque havia reiteradas “injúrias sem sentido” e “silêncios profundos”, mas que seu fim ocorreu de forma repentina, quando, ao voltar para casa após uma discussão, viu suas coisas empacotadas.

leia mais

uma hora atrás

Um projeto drogado

SUJO por Esquerdopata
 
Populares manifestam apoio ao projeto

Janio de Freitas

Proposta quer os viciados em drogas registrados num cadastro; eles não teriam benefício algum com isso

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora. 
De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas. 
A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930. 
Está difícil, e não há esforço algum para facilitar, a compreensão ampla de que ninguém é viciado por querer, seja qual for o vício. No máximo, pode haver indiferença ou conformismo com o vício e suas consequências. Mas todo vício é um sofrimento, porque é dependência e toda dependência é opressiva. O traficante, sim, trafica porque quer, ainda que sob o impulso do próprio vício. Não tem cabimento, portanto, a emenda que o PSDB quer apresentar ao projeto, eliminando o proposto aumento da pena mínima para traficante, em associação com a retirada do cadastro de consumidores de drogas. 
A iniciativa de adiamento da votação foi do PSDB, para que a bancada revisse o projeto a pedido de Fernando Henrique, e do PC do B, sem que isso signifique apoio dos demais partidos às barbaridades propostas. Não há indicações de como estão as bancadas partidárias quanto aos itens do projeto. Até por isso, o adiamento por apenas uma semana é a continuada falta da discussão pública do projeto. E agora também das emendas, sejam quais forem, mencionadas pelo líder do PSDB, Carlos Sampaio, para atender a Fernando Henrique. 
O projeto tramita há mais de dois anos e, apesar disso, chegou à pauta de votação como uma monstruosidade incólume. Inclusive sem emendas saneadoras do PSDB e do PC do B. O necessário, portanto, é adiá-lo sem data de votação e tentar submetê-lo a algum debate nos meios de comunicação (comunicação?). 

uma hora atrás

Brasileiro disputa título de melhor professor dos EUA

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro Do Correio Braziliense 
Professor brasileiro entra em lista dos quatro melhores educadores dos EUA

Alexandre Lopes, que trabalha com alunos especiais, mora nos EUA há 18 anos

Julia Chaib – Cidades

Publicação: 13/04/2013 06:02 Atualização: 13/04/2013 00:13

A vocação e o esforço levaram o brasileiro Alexandre Lopes, 44 anos, a integrar a lista dos quatro finalistas que disputam o título de melhor professor dos Estados Unidos. Daqui a pouco mais de uma semana, em 23 abril, ele estará na Casa Branca, sede do governo norte-americano, onde o prêmio será entregue pelo presidente Barack Obama. Natural de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lopes mora nos Estados Unidos há 18 anos e, há oito, dá aulas em escolas da Flórida, onde foi considerado o melhor educador de 2012.

leia mais

uma hora atrás

Preparando futuros ministros do STF

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A ponte móvel é um ramo da teoria do domínio do fato…

Pela 1ª vez, engenharia tem mais calouros do que direito

Em cinco anos, número de ingressantes na área mais do que dobrou

Dados do MEC mostram que em 2011 foram 227 mil calouros; mesmo assim ainda há deficit de profissionais

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Pela primeira vez na história do ensino superior brasileiro, o número de calouros em engenharia superou o de direito. A área agora só fica atrás de administração.

Os dados foram levantados pelo Ministério da Educação, a partir dos seus censos.

O aumento do interesse pela engenharia acontece num momento de deficit de profissionais na área, iniciado na década passada.

Em 2006, foram 95 mil ingressantes em engenharia (5% do total). Cinco anos depois, eram 227 mil (10%). Cresceram tanto o número de vagas públicas e privadas quanto o de candidatos.

Já a quantidade de calouros em direito recuou 4%.

A expansão do número de ingressantes em engenharia é um avanço, porém, ainda insuficiente para resolver a carência da área no país, afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Primeiro, não é garantido que os novos ingressantes na área se formem. Levantamentos mostram que, atualmente, menos da metade dos calouros de engenharia consegue terminar o curso.

Em número de estudantes concluintes, direito segue à frente das engenharias.

Além disso, o deficit de profissionais ainda é muito superior ao volume de universitários concluintes. Foram 45 mil em 2011, ante uma necessidade de ao menos 70 mil novos engenheiros ao ano, de acordo com cálculos oficiais.

“Há uma mudança importante no sistema”, disse à Folha o ministro da Educação.

“Nas décadas com hiperinflação e baixo crescimento havia muitos conflitos. A área de interesse era o direito. Agora, há crescimento da construção civil, de obras de infraestrutura, de desenvolvimento tecnológico”, disse.

“Sabemos, por outro lado, que precisamos de mais engenheiros”, completou.

Para Roberto Lobo, ex-reitor da USP e consultor na área de educação superior, “o momento é positivo, mas os ganhos podem se perder”.

Lobo diz que há o risco de a evasão na engenharia crescer, pois, com o aumento no número de alunos, a tendência é que mais estudantes com dificuldades na área de exatas entrem nas faculdades.

“As escolas terão de se preocupar ainda mais em dar reforços de conteúdos básicos.”

Mercadante aponta outra dificuldade nos cursos. “São muito teóricos. O aluno fica anos sem ver nada de engenharia, são só cálculos, física. Muitos desistem.”

A pasta organizará fóruns para influenciar as instituições a colocarem atividades práticas nos primeiros anos do curso e a aumentarem os estágios aos estudantes

Filed under: Engenharia Tagged: Direito  

uma hora atrás

jobriath: a fada madrinha do rock

OBVIOUS por margarete ms
 

Feito por uma máquina de publicidade sensacionalista, evitado pela comunidade gay e rejeitado por muitos críticos, Jobriath explodiu na cena Glam Rock na década de 70. O único problema é que o mundo não estava preparado para ele.

Ler o artigo completo
   

uma hora atrás

A estigmatização dos drogados, por Janio de Freitas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Murdok

Da Folha

Um projeto drogado

Janio de Freitas

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora.

De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas.

A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930.

leia mais

uma hora atrás

Mídia e a Iniciativa popular

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Do sítio da campanha “Para expressar a liberdade”:

A campanha “Para Expressar a Liberdade” realizará sua plenária nacional no próximo dia 19 de abril, em São Paulo, para apresentar e aprovar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das Comunicações e organizar a pauta nacional de divulgação do documento. O evento acontecerá no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, das 9h30 às 18h.

A proposta inicial do projeto foi escrita pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha e já está em fase de análise pelas entidades ligadas ao movimento. Após a sua aprovação, a plenária debaterá as estratégias de divulgação junto à população e de obtenção das assinaturas para que o mesmo seja encaminhado ao Congresso Nacional.

“Vamos criar espaços para dialogar com a sociedade sobre a necessidade da democratização da comunicação e recolher 1,3 milhões de assinaturas para o que o direito à comunicação seja uma realidade no Brasil”, explica Rosane Bertotti, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entidade que organiza a campanha.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular, definido como ação prioritária da campanha para a renovação do Código Brasileiro de Telecomunicações, datado de 1962, dispõe sobre os serviços de comunicação social eletrônica, televisão e rádio, e propõe regras para a execução dos artigos nunca regulamentados do capítulo V da Constituição Federal Brasileira, que trata da Comunicação Social (art. 220 a 224). O foco principal do projeto é no enfretamento ao monopólio e oligopólio e nos mecanismos de promoção da igualdade e diversidade.

O documento base foi construído a partir dos resultados da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e das posições históricas dos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação no país. “A proposta busca dialogar com o cenário da convergência ao mesmo tempo e que dá conta do déficit democrático na regulação do setor de radiodifusão no Brasil”, disse João Brant, radialista integrante do Intervozes e do FNDC.

Divulgação
Estão previstas as datas de 26 de abril, aniversário da TV Globo, e primeiro de maio, dia do trabalhador, para a realização das primeiras atividades de promoção nacional do tema da democratização da comunicação e do início de coleta de assinaturas do projeto de lei. Estão envolvidos na campanha diversos setores da sociedade, de movimentos sociais, partidos, sindicatos e outros. O objetivo é envolver e conscientizar a sociedade brasileira sobre a busca por uma liberdade de expressão como direto de todos e explicar a necessidade da renovação do marco que regulamenta a Comunicação no país.

O evento
Plenária da Campanha Para Expressar a Liberdade

Dia 19 de abril, das 9h30 às 18h

Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo

Rua Genebra, 25

uma hora atrás

Representantes da OEA vão acompanhar eleições na Venezuela

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Da EBC

OEA enviará representantes para acompanhar eleições presidenciais venezuelanas

 

Da Agência Venezoelana de Notícias*13.04.2013 – 16h43 | Atualizado em 13.04.2013 – 17h20

Brasília – O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, confirmou a participação de dois representantes do órgão nas eleições presidenciais da Venezuela, que acontecem neste domingo (14). Ao todo, mais de 170 observadores internacionais acompanharão as eleições venezuelanas.

Segundo Insulza, Bill Richardson, que foi governador do estado americano Novo México, de 2003 a 2011, e o secretário de Relações Exteriores da OEA, Alfonso Quiñónez, acompanharão de perto a escolha do novo presidente venezuelano. Richardson, que também foi embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), vai liderar a equipe da OEA.

Também acompanharão o pleito o Centro Carter (organização não governamental norte-americana), a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e deputados de diferentes tendências políticas do Parlamento Europeu.

leia mais

2 horas atrás

Deputado critica movimento gay: “agenda política violenta”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Gunter Zibell – SP

Falácia pouca é bobagem.

Vejam após o link o discurso de Antônio Bulhões, do PRB-SP (PRB é governo, bom lembrar).

O que ele faz: diz que “modernosos” (movimentos gay) são “terroristas sociais”. Mas não é capaz de citar nenhum exemplo pra comprovar essa “hipótese”.  E que querer igualdade de direitos civis é “vitimismo”.

Sendo que na verdade, através de um recurso manjado, o “pega-ladrão”, quem se autovitimiza?

E ainda cita trechos de poemas de Niemöller e Eduardo Alves da Costa pra dar um verniz nisso!

Governismo? Tô fora. Não é possível, para mim, aprovar um governo que diz necessitar do apoio simultâneo de Feliciano (PSC), Bolsonaro (PP), Magno Malta (PR) e Antônio Bulhões (PRB). O discurso deles fere a dignidade humana, não há nenhuma crítica de outros parlamentares, de ministros, nada. E a Blogo, sempre tão disposta a criticar o Cel. Telhada, nunca se manifesta sobre isso.

Do site do PRB

Movimentos gays transformam comportamento sexual em agenda política violenta, destaca Bulhões

Deputado do PRB alerta perigo dos movimentos totalitários

Publicado por Redação PRB em 12/04/2013 às 8h17

Em discurso na Câmara dos Deputados, o deputado Antonio Bulhões (PRB/SP) alertou para o perigo dos movimentos totalitários gerarem atos terroristas no convívio social. O parlamentar lembrou que vivemos tempos perigosos em que os pontos de vistas dos “modernosos” trazem uma grande força moral por meio da propaganda do “vitimismo”.

leia mais

2 horas atrás

MARADONA VISITA TÚMULO DO PRESIDENTE CHÁVEZ

BOILERDO por Betho Flávio
 

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”

:

Do Opera Mundi

 

Marina Terra | Enviada especial a Caracas

“El 10”, como é conhecido mundialmente o ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona visitou nesta sexta-feira (12/04) o túmulo do presidente Hugo Chávez. Amigo íntimo do falecido líder venezuelano, Maradona foi ao Quartel da Montanha acompanhado pelo presidente interino Nicolás Maduro, que concorre à Presidência neste domingo (14/04).

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”, disse Maradona, em declarações ao canal estatal VTV.

MARADONA COM CHÁVEZ E FIDEL

Para o craque argentino, um dos melhores da história, a morte de Chávez foi “uma perda enorme” e pediu desculpa por não ter podido estar durante as cerimônia fúnebres, Na quinta-feira (11/04), Maradona subiu ao palanque de Maduro em Caracas para declarar seu apoio para as eleições de domingo. Usando uma camisa vermelha com o bordado “Cristina 2015”, em referência à presidente argentina, Maradona chutou bolas para a multidão que encheu sete avenidas da capital venezuelana.“Com Maduro vamos continuar na mesma linha de não nos deixar sermos pisados por ninguém. O povo nas urnas no domingo tem que reafirmar os conceitos de Chávez através de Nicolás”, declarou o jogador ontem. Maduro lembrou que Maradona “gostava muito de Chávez e Chávez também o queria muito bem”.

Pelo microblog Twitter, Maduro postou uma foto de dois livros autografados pelo escritor brasileiro Paulo Coelho. “Recebi uma bela mensagem de @paulocoelho junto com dois de seus livros autografados. Meu agradecimento e respeito”.