Archive for 14 de abril de 2013


As críticas contra a Comissão da Verdade

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Após quase 1 ano, Comissão da Verdade é alvo de críticas

Membros do grupo temem frustração com resultado final das investigações

Segundo essas análises, desafio de reconstituir fatos de décadas atrás foi ampliado por erros conceituais e de gestão

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
MATHEUS LEITÃO
DE BRASÍLIA

A Comissão Nacional da Verdade aproxima-se da metade do seu prazo de funcionamento sem ter revelado nenhuma novidade relevante sobre a ditadura militar (1964-1985) e sob dúvidas se vai detalhar todas as violações aos direitos humanos no regime.

Ouvidos pela Folha sob condição de anonimato, integrantes da própria comissão, da cúpula do governo e de comitês da sociedade civil se dizem céticos.

Para eles, a comissão, que encerra os trabalhos em maio de 2014, talvez esclareça só alguns casos, sem resolver a principal incógnita: quem, e a mando de que oficial, foi responsável por cada uma das mortes, torturas e desaparecimentos –devido à Lei da Anistia, não pode haver punição a essas pessoas.

A reconstituição de fatos ocorridos há décadas foi dificultado por erros conceituais e de gestão, dizem os críticos.

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2 horas atrás

NAS URNAS, O FUTURO TAMBÉM DA AMÉRICA LATINA

SINTONIA FINA por Rilton Nunes
 
 
Venezuela elege, neste domingo, não apenas o primeiro presidente depois da era Chávez, mas também o homem que irá administrar as maiores reservas de petróleo do mundo; vitória de Nicolas Maduro ou de Henrique Capriles será determinante para vários países da América Latina, como Cuba, Bolívia, Equador e mesmo o Brasil, cujas empresas exploraram oportunidades de negócios na Venezuela; pesquisas dão vantagem a Maduro, mas a folga é inferior a dez pontos. 

Neste domingo, 18.903.143 venezuelanos decidirão sobre o futuro de seu país e da própria América Latina. As últimas pesquisas eleitorais dão a Nicolas Maduro, herdeiro de Hugo Chávez, uma vantagem que oscila entre 7 e 9 pontos percentuais – o que sinaliza uma disputa mais apertada do que se previa. Henrique Capriles, que foi governador do estado de Miranda e lidera a oposição, promete acabar com a “diplomacia petroleira” da Venezuela. Como dispõe das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela ajuda vizinhos latino-americanos, como Cuba, Bolívia e Equador.  É por isso mesmo que a eleição deste domingo coloca em jogo não apenas o futuro da Venezuela, na era pós-Chávez, mas também de seus vizinhos. Com Chávez, as empresas brasileiras foram as que melhor aproveitaram as oportunidades de negócio na Venezuela. O processo chega à reta final repleto de tensões, com acusações de fraude eleitoral.  Leia abaixo o noticiário do Opera Mundi: Opositores cantam fraude antecipadamente para tumultuar eleição, diz partido de Maduro Chefe do comando de campanha de Maduro ressaltou que “a democracia venezuelana é a mais sólida do mundo” Jorge Rodriguez, chefe do comando Hugo Chávez, do candidato do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), Nicolás Maduro, afirmou que a oposição venezuelana está criando um ambiente de desestabilização antes da eleição presidencial, cantando fraude de antemão. A declaração foi feita neste sábado (13/04), logo após o candidato opositor, Henrique Capriles, questionar a transparência do CNE (Conselho Nacional Eleitoral). “Estão cantando fraude de antemão com o interesse de tumultuar o processo eleitoral”, disse Rodriguez durante coletiva de imprensa em Caracas. Ele lembrou que ao longo de 14 anos a Venezuela já realizou 18 processos eleitorais: “a democracia venezuelana é a mais sólida do mundo”.

O chefe da campanha chavista questionou porque a oposição não colocou em dúvida a última eleição para governo de estado, realizada em 16 de dezembro. Na ocasião, Capriles foi reeleito governador de Miranda em disputa com o atual chanceler Elías Jaua. O resultado, apesar de apertado, foi aceito por ambos os candidatos. “Qualquer tentativa de agredir o processo eleitoral busca deixar vulnerável a voz do povo da Venezuela”, continuou Rodriguez.

Capriles

Capriles fez críticas neste sábado ao CNE e ao governo. “Esperamos que o que diga o CNE seja uma cópia fiel do que o povo disser. Isso é fundamental! Que amanhã o árbitro diga o que o povo disse. O CNE não pode ser um partido político”, afirmou o candidato da MUD. Ele colocou suspeita sobre o comportamento do governo venezuelano durante o processo eleitoral. “Esperamos que os senhores do governo permitam que o processo se desenvolva em paz. Amanhã será uma luta contra o poder”, disse. Questionamentos

A oposição venezuelana vem questionando a segurança e isenção do processo eleitoral desde antes do início da campanha. Durante discurso para anunciar sua candidatura, em 10 de março, Capriles acusou o CNE de já ter “tudo pronto” para a eleição de 14 de abril, pois a data foi anunciada com rapidez, cinco dias após a morte de Hugo Chávez. Em 8 de março, após jurar como presidente interino, Maduro convocou o novo pleito.

Poucos dias depois, o maior jornal opositor, El Nacional, publicou em editorial que o CNE é um “obstáculo permanente” para eleições livres e justas na Venezuela, e chegou a insinuar que o voto já não é uma forma de promover mudanças no país. Quem também fez comentários sobre o CNE foram os Estados Unidos. A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA para América Latina, Roberta Jackson, afirmou em março que julgava difícil que a Venezuela tivesse eleições “abertas, livres e transparentes”.

Essa semana, Capriles se recusou a assinar um documento, disponibilizado pelo CNE a pedido da campanha do candidato Nicolás Maduro, no qual os candidatos se comprometiam a aceitar os resultados e reconhecer a competência do órgão eleitoral como árbitro do pleito. 
SINTONIA FINA – @riltonsp – com 247 

2 horas atrás

Canto Della Terra – Andrea Bocelli & Sarah Brightman

MINHAS POESIAS por Poesias Preferidas
 
Milky-Way-Greg-Gibbs

(Fotografia de Greg Gibbs)

Si lo so
Amore che io e te
Forse stiamo insieme
Solo qualche istante
Zitti stiamo
Ad ascoltare
Il cielo
Alla finestra
Questo mondo che
Si sveglia e la notte è
Già così lontana
Già lontana

Guarda questa terra che
Che gira insieme a noi
Anche quando è buio
Guarda questa terra che
Che gira anche per noi
A dorci un po’di sole, sole, sole

My love che sei l’amore mio
Sento la tua voce e ascolto il mare
Sembra davvero il tuo respiro
L’amore che mi dai
Questo amore che
Sta lì nascosto
In mezzo alle sue onde
A tutte le sue onde
Come una barca che

Guarda questa terra che
Che gira insieme a noi
Anche quando è buio
Guarda questa terra che
Che gira anche per noi
A dorci un po’di sole, sole, sole
Sole, sole, sole

Guarda questa terra che
Che gira insieme a noi
A darci un po’di sole
Mighty sun
Mighty sun
Mighty sun

Composição de Francesco Sartori e Lucio Quarantotto
Interpretação de Andrea Bocelli e Sarah Brightman:

Tradução Canto da Terra: 
Sim eu sei
amor que eu e você
talvez estamos juntos
somente por alguns instantes
Estamos mudos
a escutar
o céu
pela janela,
este mundo que
desperta e a noite é
já tão distante,
já distante

Olhe esta terra que
que gira junto a nós
mesmo quando está escuro.
Olhe esta terra que
que gira também para nós
para nos dar um pouco de sol, sol, sol.

My love que és o meu amor
ouço a tua voz e escuto o mar,
parece mesmo o seu respiro,
o amor que você me dá
este amor que
está aí escondido
no meio das suas ondas
de todas as suas ondas
como um barco que

olhe esta terra que
que gira junto a nós
até quando está escuro.
Olhe esta terra que
que gira também para nós
para nos dar um pouco de sol.
Sol, Sol, Sol

Olhe esta terra que
que gira junto a nós
para nos dar um pouco de sol.
Mighty sun
Mighty sun
Mighty sun

@-;–

 

2 horas atrás

Venezuela: uma escolha fundamental para Argentina

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
Após a morte do comandante Hugo Chávez, a Revolução Bolivariana é testado nas eleições deste domingo, com a frente Nicolas Maduro. Em uma chave de eleição para a região, a Argentina segue de perto o pulso Bolivariana eleitoral. 
William Castillo (VTV): “Conseguimos a dor com a decisão de lutar” Martinez Mendoza (Embaixador): “Com a Argentina continuar geminadas como governo e como povo” Pedro Calzadilla (Min. Cultura Venezuela): “Nas eleições é o futuro da América Latina” Elias Jaua (Chanceler da Venezuela): “O que é para ser plantada ratificar Chávez no domingo” Carlos Aznarez (Abstract Latina): “O empate Argentina-Venezuela é estratégica” Juan Cruz Daffunchio (MTD Aníbal Verón): “A Venezuela tem sido um pilar na luta pela unidade latino-americana” Luis D’Elia (milhas): “As eleições começam continentalizarse” Juan Carlos de Junho (NE): “A continuação do projeto fortalece continental chavismo” “Toda a minha força e todo meu coração está aí com você” 
O chefe das Mães da Plaza de Mayo, enviou uma mensagem de eleições cara aa a ser realizada na Venezuela. “Grandes homens não morrem como Chávez e menos quando há pessoas como você, que continuam o legado dele”, disse ele.https://i0.wp.com/cadenaprovincial.com.ar/wp-content/uploads/Hebe-1-e1355432601526.jpg Mais: http://www.agenciapacourondo.com.ar/
2 horas atrás

Wikileaks denunciou até onde vai a liberdade de expressão made in USA

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A liberdade de expressão dos grupos mafiomidiáticos não ultrapassam um cabo do wikileaks… É por isso que os dois heróis (Bradley Manning & Julian Assange) continuam presos e viraram inimigos públicos dos EUA, esta fábrica de terroristas de estado.

Wikileaks: la tarea que los medios mexicanos no han hecho

Jacinto Rodríguez Munguía 14 ABR 2013 – 04:56 CET

Sin ánimo de descalificar la información dada a conocer esta semana por Wikileaks con respecto a México, al menos para quien esto escribe lo que hasta ahora se ha revelado en esta nueva temporada de cables diplomáticos es poco o nada con respecto a lo que desde hace años se puede consultar en los archivos mexicanos por ejemplo de la Secretaría de Gobernación (ministerio del Interior).

Si se quiere conocer los trasfondos del poder hay que asomarse a los expedientes de los dos principales aparatos de inteligencia y policía de aquel tiempo: la Dirección de Investigaciones Políticas y Sociales (DIPS) y la Dirección Federal de Seguridad (DFS). De las dos, la DFS sería la encargada del trabajo más fino y, por tanto, el más sucio. Dos de sus directores, Fernando Gutiérrez Barrios y Miguel Nazar Haro dejarían sembradas cientos de historias de miedo.

Los ejemplos sobran. Pero habré de referirme a un tema que ha sido atractivo venido desde Wikileaks y que demuestra, entre otras cosas, las diferencias de la cantidad y calidad de información que existe en México: la relación de la prensa y el poder en el México de esos años.

Dice uno de los cables (1976MEXICO06463_b) que casi al final de su gobierno, el presidente Luis Echeverría estuvo interesado en adquirir la llamada cadena de periódicos El Sol de México e incluso uno de los principales diarios, El Universal, así como canales televisión para mantener un alto grado de su poder y control con el siguiente sexenio, el de su sucesor José López Portillo.

Otros cables más dan cuenta de la “difícil” y ampliamente documentada relación entre Excélsior dirigido entonces por Julio Scherer y el presidente Luis Echeverría hacia el final del sexenio. Si bien es cierto que Julio Scherer fue presionado por el poder, pocos, muy pocos periodistas como él pueden presumir (sus libros lo prueban) que estuvieron tan cerca del ex presidente Luis Echeverría y de todos los hombres del poder político y económico de esa época.

El asunto es que a partir de los cables de Wikileaks hasta hora difundidos, y perdón si incomodo, prevalece la idea de que los medios y los periodistas de esa época solo eran víctimas de la presión y control del poder sobre ellos. Si nos asomamos un poco a lo que en los archivos mexicanos muestran, veremos que esa tesis no se sostiene.

Lo que refieren los cables de Wikileaks es precisamente la parte de la historia que a los mismos medios y a muchos periodistas les conviene mostrar. La de víctimas de una tiranía (la figura presidencial) que asfixiaba a la libertad de expresión. Nada más falso que eso. La historia de la relación de la prensa y el poder no fue solamente de victimarios y víctimas.

En La Otra Guerra Secreta (Los archivos prohibidos de la prensa y el poder Debate 2007), de mi autoría, se documenta a detalle lo que difícilmente aparecerá en los mismos archivos del gobierno estadounidense. Esa cercana y conveniente relación entre la prensa y el poder en esos años. Las reuniones privadas, los acuerdos con el ministro del interior, los de connivencia a los que se llegaron por un sólo objetivo: seguir siendo también un gran poder. El cuarto poder.

Es cierto, el poder presionaba, apretaba, pero las más de las veces no era necesario. Lo que se dio, y que sigue marcando la existencia de la prensa en México, fue una legitimidad en doble sentido: los medios legitimaban al poder y este a los medios. Ambos, medios y gobierno confiaban en que su poder sería eterno permanente y que además, nadie se atrevería a guardar las huellas de esa relación: pagos, acuerdos, pactos, favores, obsequios, el colaboracionismo de periodistas con el poder etcétera.

Por ejemplo, en un memorando de julio de 1969, la sociedad de editores había acordado por unanimidad, y así lo informaba al gobierno, un “pacto de honor” para que sus publicaciones no aceptaran difundir en ellas escritos que afectaran el “buen nombre de otros socios y que por su índole se refieran a asuntos de orden privado e interno de las empresas… el punto fue abordado con motivo de ciertas publicaciones pagadas que recientemente se han venido haciendo que afectan a nuestro socio Excélsior, puesto que aluden a cuestiones internas y de índoles privada que prevalece entre dicha editorial y otras personas”. El documento es más amplio.

Así como este, miles de documentos en los archivos mexicanos dan cuenta del nivel del silencio que asumieron los medios en esta época frente a muchos problemas nacionales. De la autocensura que asumían sin queja, del retiro sin protestar de programas de radio y televisión que incomodaran al poder. Algunas actitudes simplemente denigrantes. Información que va más allá de las sabrosas anécdotas con las que algunos de estos personajes de la prensa mexicana han querido contar la historia. Otros de plano han preferido callar.

Hace unos años dejaron de ser intocables por los medios de nuestro país el poder político, el Ejército mexicano y la virgen de Guadalupe, pero no ha ocurrido lo mismo con los propios medios de comunicación. Encargados de registrar y contar la historia, la mayoría de los medios han eludido una revisión crítica de sí mismos y por tanto de sus propias responsabilidades en ese periodo de la historia que ahora trae nuevamente a cuento Wikileaks.

Sigue siendo preferible la mitificación y el martirio. El papel de víctimas del poder absoluto. La nueva temporada de la serie Wikileaks, en lo que a medios y poder en México se refiere, ha venido a reforzar la fórmula que nunca falla de culpar de todo al poder político y evadir el pasado. Una coartada perfecta: el poder lo podía todo y lo hacía todo.

Es muy probable que en los siguientes días los cables de Wikileaks nos asombren con revelaciones que rebasen las que durante los últimos años han hecho periodistas como Kate Doyle (The National Security Archive) quien dedicó años de trabajo en los archivos mexicanos. Como por ejemplo, qué periodistas informaban o compartían información con la embajada estadounidense.

Wikileaks es sin duda el fenómeno más importante en cuanto a proceso de transparencia que globalmente vivimos. Pero en el caso de México, nos quedamos deslumbrados con esa información sin darle importancia a lo que, a diferencia de otros países, sí existe en México: nuestros propios archivos de esa época.

Ahí seguirán en el Archivo General de la Nación miles de historias por contarse, aunque seguro seguirá siendo más fácil esperar las próximas temporadas de Wikileaks.

La memoria es incómoda.

Jacinto Rodríguez Munguía es autor de La otra Guerra Secreta. Los Archivos Prohibidos de la Prensa y el Poder. (Debate 2007) Blog: http://latiraniainvisible.wordpress.com/ Una versión amplia de este texto se publicará en la próxima edición de la revista emeequis, de la que el autor es editor.

Wikileaks: la tarea que los medios mexicanos no han hecho | Opinión | EL PAÍS

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2 horas atrás

Zara e o segredo do sucesso, uma iniciativa na privada

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Una ONG argentina denuncia a Zara por “uso de trabajo esclavo”

La de moda compañía de moda desea que se investigue a fondo cualquier sospecha de irregularidad en la cadena de producción del país suramericano

Alejandro Rebossio Buenos Aires 13 ABR 2013 – 02:33 CET14

Inditex, la dueña de la marca Zara, ha sido denunciada este jueves en Argentina por segunda vez en dos semanas por presunto uso de trabajo esclavo. La Fundación Alameda, que por su combate contra la explotación laboral siempre ha contado con la protección del papa Francisco, y el secretario de Derechos Humanos de una de las facciones de la Confederación General del Trabajo (CGT), Julio Piumato, presentaron su querella después de que un costurero se infiltrara en un taller que presuntamente hacía ropa para Inditex. La peronista CGT está dividida en tres y Piumato pertenece a una de las dos líneas antikirchneristas.

La empresa española, por su parte, expresó en un comunicado que “desea que se investigue a fondo cualquier sospecha de irregularidad en la cadena de producción argentina”. Inditex, propiedad de Amancio Ortega, el tercer millonario más rico del mundo, dijo que los 60 proveedores que tiene en el país sudamericano “son auditados periódicamente y en los últimos años se han realizado más de 300 auditorías certificadas en sus procesos”. También afirmó que “siempre ha manifestado la tolerancia cero ante una situación que atente contra la dignidad del trabajo” y añadió que “no hay nadie más interesado que la compañía en erradicar cualquier situación irregular de talleres en la cadena de producción, sea ésta propia o tercerizada”.

El costurista infiltrado, que trabaja en la cooperativa textil que tiene esa organización para trabajadores rescatados de la esclavitud, grabó con una cámara oculta las condiciones de trabajo. A finales de marzo, Alameda había denunciado que otros dos talleres esclavistas elaboraban indumentaria de la marca Zara. Los tres establecimientos se encuentran en Buenos Aires.

 

Alameda informó de que el costurero recolectó etiquetas de las marcas y facturas que demostrarían que el taller denunciado este jueves trabajaba para una sociedad, Karina Kannan SL, que a su vez es proveedora oficial de Inditex. “Kannan en realidad solo oficia de intermediario entre Zara y los talleres clandestinos donde terceriza la producción”, denunció Alameda, que también acusó de explotación laboral a otros diez talleres. La fundación, que comparte con el exarzobispo porteño Jorge Bergoglio su inquietud por la persistencia de la esclavitud en el siglo XXI, advirtió que Inditex tiene responsabilidad penal por “las condiciones de trabajo y las violaciones de los derechos humanos” de los talleres contratados indirectamente. La querella se presentó el mismo día en que la Policía Metropolitana de Buenos Aires descubrió cinco establecimientos donde era esclavizadas 45 personas.

“En el taller filmado se constatan las condiciones de total clandestinidad en la que trabajan, sin habilitación, herméticamente cerrado y en pésimas condiciones de higiene y seguridad donde incluso deambulan niños pequeños entre las máquinas y con una instalación eléctrica precaria”, denunció la Fundación Alameda. “Los costureros trabajan allí en su mayoría con cama adentro en agotadoras jornadas que van desde las 8 de la mañana hasta las 8 de la noche como mínimo, pero que suelen extenderse varias horas más. La paga miserable de 4 pesos (0,58 euros) por prenda terminadas está muy por debajo del convenio colectivo vigente”, añade Alameda, que también señala que los empleadores no pagaban las contribuciones a la Seguridad Social de los trabajadores, y habían contratado a inmigrantes que carecían de la llamada residencia precaria, necesaria para emplearse.

“En el vídeo se puede observar que el proveedor oficial de Zara suele visitar el taller y es consciente perfectamente de las condiciones pésimas de trabajo del mismo, razón por la cual no puede aducir sorpresa”, relata la Fundación Alameda. “Tampoco Zara puede sorprenderse de la situación porque encargaba decenas de miles de prendas a un proveedor oficial que solo contaba con 40 personas. Era obvio que esos volúmenes de producción se obtenían tercerizando la producción”, añadió la organización.

Inditex ya había enfrentado denuncias similares en Brasil. En 2001 llegó a un acuerdo con el Ministerio de Trabajo de ese país en el que se comprometía a acabar con las “precarias” condiciones de trabajo de sus proveedores y a invertir 1,4 millones de euros en acciones sociales.

Una ONG argentina denuncia a Zara por “uso de trabajo esclavo” | Economía | EL PAÍS

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3 horas atrás

Claudia Cardinale, 75 anos

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Uma sex symbol que não precisou posar “nua em pelo”….

Claudia Cardinale cumple 75 sonrientes, naturales y elegantes años (FOTOS)

El HuffPost / EFE  |  Publicado: 14/04/2013 13:15 CEST  |  Actualizado: 14/04/2013 13:30 CEST

Claudia Cardinale Cumpleaos Fotos

“No he querido nunca frenar el paso del tiempo. . “No me he hecho un ‘lifting’ ni nada, pero sobre todo, he estado siempre activa. He hecho 130 películas y sigo trabajando”, decía el año pasado en una entrevista con EFE, con motivo de su participación en la película de Fernando Trueba El artista y la modelo. Así de natural y elegante, este lunes, 15 de abril, cumple 75 años Claudia Cardinale.

claudia cardinale fotos

Nacida en Túnez, con sangre siciliana y residencia parisina, Claudia Cardinale recordaba con orgullo hace unos meses, en San Sebastián, que directores como Martin Scorsese o Francis Ford Coppola le han reconocido que están muy influenciados por algunas de las películas que protagonizó, como Hasta que llegó su hora, de Sergio Leone.

La actriz siempre ha agracedido su suerte de haber llegado al cine “en un momento mágico”, convirtiéndose en una de las grandes divas -y mito erótico- del celuloide italiano, junto a Sophia Loren y Gina Lollobrigida. “Con Visconti rodé cuatro películas (Rocco y sus hermanos, El Gatopardo, Sandra, Confidencias)… También hice varias con Bolognini, con Sergio Leone y Richard Brooks; y con Pasquale Squitieri, mi pareja, que hizo grandes películas sobre la mafia… He rodado con muchos y buenos directores. Visconti y Fellini, en los años 60, supusieron mi apertura al mundo, hicieron que me conociera el mundo entero. El Gatopardo es un filme mítico para mí, con Visconti, Alain Delon, Burt Lancaster… Y 8 1/2, de Fellini, igual”, contaba en una entrevista con La Vanguardia.

En 1993 recibió en Venecia el León de Oro a toda una carrera y en 2002, el Oso de Oro honorífico de la Berlinale. “No echo de menos el Oscar, sólo sería una estatuilla más, mi casa está llena de premios”, dijo en una ocasión, según recuerda El Universal.

Del cine ha sacado también sus grandes amores. “Con Franco Cristaldi, que fue mi primer productor, y después conocí a Pasquale Squitieri, que es el amor de mi vida”, ha contado.

Así ha cambiado, sin recurrir a la cirugía, según subraya, a lo largo de los años: la belleza natural de la gran diva Claudia Cardinale:

Claudia Cardinale cumple 75 sonrientes, naturales y elegantes años (FOTOS)

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3 horas atrás

Três fins do mundo em apenas três meses

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

 
Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho 
“De vez em quando, ultimamente, fico até com receio de perder meu tempo escrevendo. O mundo já poderá ter acabado quando este texto chegar aos caros leitores. Quem vai ler?

Sem falar na sempre iminente guerra nuclear das Coreias, o fim do mundo está onipresente no noticiário nacional, como se houvessem estabelecido uma programação prévia para não deixar o brasileiro respirar sossegado dois dias seguidos.

Mal se termina de falar de uma crise e já aparece outra nas manchetes, sem que tenha dado tempo da anterior terminar.

O ano mal começou, e já tivemos de volta as notícias alarmistas sobre os iminentes riscos de apagão de energia em razão da falta de chuvas nos reservatórios, ao mesmo tempo em que as enchentes em outros pontos do país provocavam novas tragédias. Imagens de reservatórios com pouca água e morros despencando eram acompanhadas de análises dos “especialistas” de sempre para quem o país, com este governo, não tem nenhum futuro, seja por falta ou excesso de chuvas. Nós brasileiros nem tivemos tempo de comemorar o recorde da safra de grãos, e já começaram as séries de reportagens sobre o colapso na infraestrutura, com estradas intransitáveis e congestionamentos nos portos. E assim fomos seguindo o ano de 2013, de agonia em agonia, até que sobreveio a grande crise do preço do tomate, a maior de todas, porque esta pode explodir ao mesmo tempo a inflação e os juros, levando o País à ruína completa. Em apenas três meses, ficamos novamente à beira do abismo. Esses problemas todos existem, é claro, e alguns são bastante sérios, como já mostramos aqui no Balaio, tornando mais difícil a recuperação da economia. O clima de catastrofismo, porém, vai além da realidade dos fatos e tem como pano de fundo a sucessão presidencial de 2014, ativada pela antecipação da campanha e pela ausência de candidatos competitivos para enfrentar a candidata do governo. Inconformados com os altos índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff, que nas atuais pesquisas lhe garantem a reeleição já no primeiro turno, setores da sociedade que se sentiram prejudicados com a queda de juros e tarifas, especuladores e rentistas, e todos os donos da grande mídia, aquela gente que não se conforma com medidas que visam a beneficiar a população de baixa renda, resolveram investir em outros campos, já que o cenário eleitoral não lhes dá muitas esperanças de voltarem ao poder tão cedo. Alguma coisa está fora de ordem e de lugar quando assistimos à ‘judicialização’ da política e à politização do judiciário, e os grandes protagonistas da cena brasileira se tornam o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que agora têm uma opinião formada sobre tudo e dão seus pitacos definitivos sobre qualquer assunto, mesmo quando não são chamados. Eles se consideram os últimos catões da República, os únicos e os últimos honestos num país em que ninguém mais presta, só eles. Estão sempre de cara amarrada, não se permitem um sorriso. São as próprias expressões do fim do mundo. Gurgel já decidiu que a nova distribuição dos royalties do petróleo só deverá valer a partir de 2016;  Barbosa comenta a indicação do polêmico deputado pastor Marco Feliciano para uma comissão da Câmara, como se tivesse alguma coisa a ver  com isso,  e ambos se dedicam com afinco para colocar logo na cadeia os condenados da Ação Penal 470, recusando sumariamente qualquer recurso dos advogados de defesa. Citado pelo ex-ministro José Dirceu numa história no mínimo muito malcontada, no episódio da sua indicação para o STF, o ministro Luiz Fux manda um assessor  responder que não vai polemizar com réus condenados. Na mesma semana, o procurador-geral Gurgel determina ao Ministério Público e à Polícia Federal investigações sobre o ex-presidente Lula, a partir de declarações feitas por Marcos Valério, após o réu ser condenado a mais de 40 anos de prisão. Princípios e valores variam conforme os interesses de ocasião. E tudo parece muito natural para a nossa imprensa. No mesmo momento em que Barbosa denuncia o “conluio” entre advogados e magistrados, o escritório de Sergio Bermudes, um dos mais caros do país, anuncia o patrocínio de uma festa de arromba para mais de 300 pessoas em seu apartamento de 800 metros quadrados, no Rio de Janeiro, para comemorar o aniversário de 60 anos do mesmo ministro Luiz Fux, cuja filha Marianna, candidata a uma vaga no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, trabalha com o anfitrião. A pedido da mãe do homenageado, diante da repercussão negativa do badalado regabofe, a festa foi cancelada, segundo os jornais deste sábado. Menos mal. Mas não faltarão, certamente, outras festas do gênero, por mais que isso irrite ou agrade Barbosa, recentemente homenageado no Copacabana Palace pelos mesmos donos da mídia que publicam artigos de Marianna Fux e louvam seu pai, para congregar os comensais dos dois lados do balcão da Casa Grande, que podem perder as eleições e a vergonha, mas nunca perdem a pose nem o poder. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Este é o mundo deles, com ou sem perucas, e o resto que se dane, como costumam dizer, desde os tempos dos bailes da Ilha Fiscal.” 
Enviada por: Nogueira Junior 20:50 * Artigo / CrônicaMídia CorporativaVelha Mídia   Do Blog BRASIL! BRASIL! 

3 horas atrás

As causas da desindustrialização de Portugal e da Europa

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Adir Tavares

Do site Resistir.info

A desindustrialização de Portugal e da União Europeia

– Causas: o domínio dos grupos económicos e financeiros e a liberalização

Por Eugénio Rosa [*]   RESUMO DESTE ESTUDO 

A desindustrialização de Portugal e a destruição da agricultura e da pesca nacional é uma questão que preocupa naturalmente muitos portugueses porque um país sem as suas atividades produtivas por excelência – agricultura, pescas e indústria transformadora – não tem possibilidades de ser verdadeiramente independente. No entanto, é importante não confundir industrialização com aumento de produção pois este também pode ser alcançada com um melhor e mais intenso aproveitamento da capacidade produtiva já instalada até porque está subutilizada. 

Segundo dados do Banco Portugal, nos 20 anos anteriores ao 25 de Abril (1954/1974), a contribuição da Agricultura, Pescas e Indústria para o PIB, ou seja, para a riqueza criada anualmente, diminuiu de 55% para 40,6% do PIB, isto é em 14,4 pontos percentuais (-26,1%), enquanto nos 21 anos posteriores ao 25 de Abril (1974/1995), a diminuição foi de 40,6% para 27,4% do PIB, ou seja, em 13,2 pontos percentuais (-32,6%).E segundo dados do INE, entre 1995 e 2002, ou seja, depois de Portugal ter entrado para a União Europeia mas antes da Zona Euro, portanto em 7 anos, a contribuição da Agricultura, Pescas e Indústria para o PIB diminuiu de 21,4% para 17,3% do PIB, isto é em 4,1 pontos percentuais (-19%), enquanto no período 2002/2012, ou seja, em 10 anos de euro a contribuição da Agricultura, Pescas e Indústria para o PIB diminuiu de 17,3% para apenas 14,7% do PIB ou seja, em 2,6 pontos percentuais (-15%). Portanto, afirmar que a desindustrialização do país e a destruição da agricultura e pescas é apenas consequência da entrada do nosso pais na U.E. e na Zona Euro não tem qualquer sustentação na realidade e só torna mais difícil identificar as verdadeiras causas do problema e, também, mais difícil resolvê-lo No entanto, é certo que a entrada de Portugal na Zona Euro agravou ainda mais o problema na medida em que, por um lado, o país estava profundamente debilitado e com problemas estruturais graves (78% da população empregada tinha o 3º ciclo do ensino básico ou menos) tendo a destruição continuado e, por outro lado, tornou muito mais difícil inverter o processo já que o país perdeu instrumentos importantes de politica macroeconómica (a politica aduaneira, cambial, monetária, orçamental, de investimentos, etc.).

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3 horas atrás

Tucano mineiro é acusado de traficar órgãos

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
https://i2.wp.com/www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2013/04/aecio_mosconi.jpg  Na Carta Capital, Leandro Fortes expõe a impressionante história de médicos que, com a participação de outro médico, deputado estadual do PSDB mineiro, retiravam órgãos de pacientes ainda vivos. E os vendiam. 
https://i1.wp.com/www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2013/04/imagem-1.png https://i2.wp.com/www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2013/04/imagem-2.png No Conversa Afiada 
Postado por zcarlos ferreiraàs 21:00Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: Assembléia LegislativaCarta CapitalLeandro FortesMinas Gerais,PSDBSaúdeTucanos   Do Blog COM TEXTO LIVRE
3 horas atrás

Coincidências

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

Da Carta Capital – 14.04.2013 07:31 

 

Marcos Coimbra

A vida é cheia de coincidências. Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um de seus habituais artigos de discussão política. Foi daqueles nos quais assume o papel de farol das oposições. Seu conteúdo era, como se esperaria, fortemente crítico em relação ao governo.

Por coincidência, no mesmo dia, os principais jornais estavam cheios de notícias negativas sobre a situação nacional. Depois de lê-los, qualquer um ficaria com a impressão de que o Brasil caminha em marcha acelerada para o buraco (se é que já não estaria dentro dele).

Em outra coincidência, ficou pronta, naquele domingo, uma nova pesquisa nacional da Vox Populi. Feita em todo o País, sua amostra era suficiente para que os resultados sejam representativos dos sentimentos da opinião pública brasileira.
As ideias de FHC ficam cada vez mais parecidas com aquelas da mídia de direita. Infelizmente para eles a maioria pensa diferente. Foto: Vanderlei Almeida/AFP As ideias de FHC ficam cada vez mais parecidas com aquelas da mídia de direita. Infelizmente para eles a maioria pensa diferente. Foto: Vanderlei Almeida/AFP O artigo de FHC e o tom do noticiário eram tão semelhantes que um desavisado poderia suspeitar. Os editores e o ex-presidente estariam combinados? Você diz isso e nós aquilo? Nós mostramos os “fatos” e você os interpreta? 

Conhecendo os personagens, é pouco provável. Mas FHC e a mídia conservadora não precisam combinar (no sentido de pactuar) exatamente porque combinam (no sentido de possuir afinidades). Cada um à sua maneira, contam as mesmas histórias.

São tão parecidos que é difícil saber, hoje, quem influencia quem. Tendo há muito abandonado o vigor analítico de seus tempos de sociólogo, as ideias de FHC se parecem cada vez mais àquelas dos editorialistas e comentaristas da direita da mídia. E esses, por o admirarem com veneração, fazem o possível para imitar seu pensamento.

A cada dia, FHC fica mais Globo e Veja (até porque não conseguiria viver sem eles) e elas mais FHC. Todos imaginam um Brasil lastimável, onde tudo dá errado. São, no entanto, de um otimismo imenso. Paradoxalmente, acreditam que estamos à beira do abismo, mas acreditam em uma saída simples e rápida: derrotar o “lulopetismo” na próxima eleição.

Em contraste flagrante, não há qualquer coincidência entre o seu pensamento e o sentimento da vasta maioria do País. A pesquisa da Vox, como as outras recentemente divulgadas, do Ibope e do Datafolha, mostra quão pequena é a parcela da sociedade afinada com a oposição, seja nos partidos, nas instituições, na indústria de comunicação ou na opinião pública.

Os entrevistados se dizem satisfeitos com o País e esperançosos em relação ao futuro. Entendem que sua vida tem melhorado e vai melhorar ainda mais. Sabem que falta muito por fazer, mas confiam no caminho trilhado.

Aprovam o governo. A maioria considera “ótimo” ou “bom” o modo como Brasília lida com a economia, enfrenta a crise econômica internacional, trata as questões do emprego e da inflação, administra programas sociais, conduz a política habitacional, cuida da imagem externa do País.

Gostam da presidenta: mais de 80% dos entrevistados a definem como “ativa”, com “garra”, “decidida”, “conhecedora do Brasil”, “boa administradora”. Mesmo em itens em que os políticos tendem a se sair mal, ela obtém índices muito favoráveis. Mais de 70% afirmam ser ela “sincera”, “próxima do povo” e “de palavra”.

É tamanha a diferença entre as convicções oposicionistas e o sentimento popular que é como se vivêssemos em dois países. Em um, tudo vai mal e a mudança política seria imperiosa. No outro, as coisas seguem de maneira satisfatória e as perspectivas são positivas. Neste, a continuidade política é lógica.

Está errada a maioria dos brasileiros? Os únicos certos são os próceres oposicionistas, os articulistas de meia dúzia de jornais e a minoria da sociedade? Somente eles conheceriam a “verdade”? Todos os restantes seriam ignorantes e incapazes de conhecer suas vidas, donde inabilitados para dizer-se satisfeitos de forma racional?

Não é apenas autoritária a tese de que só alguns poucos privilegiados conhecem o Brasil e possuem a visão certa das coisas. É tola e inútil para a atuação política.

Pode ser agradável para uma liderança escrever um artigo para jornal e ler na mesma edição uma manchete a confirmar sua análise. Assim como pode ser prazeroso para um jornalista referendar, por meio de seu trabalho, as ideias do ídolo.

Nada disso adianta quando não coincide com o que o povo pensa e deseja. As oposições se acham superiores, mas estão apenas a léguas dos cidadãos. E são eles, os cidadãos, que elegem os governantes.
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3 horas atrás

A “grande mídia” é intolerante

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Não sou dos partidários de Tarso Genro. Acho, alías, que ele prestou um desserviço à democracia e a favor da RBS quanto derrubou Olívio Dutra e assim deu vitória ao Germano Rigotto. Com quinze anos de atraso, enfim reconhece que há grupos mafiomidiáticos.

A “grande mídia” é intolerante

abril 13, 2013

tarso-genro3Por Tarso Genro (*)

Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul por ocasião do “Fórum da Liberdade”, do qual não participei e do “Fórum da Igualdade”, do qual participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo. Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância e a arrogância da “Grande Mídia”, para traficar os seus valores – fundados no lucro e na anarquia do mercado – no sentido de os tornarem artificialmente universais.

Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também entendo que esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.

Tudo começou com a minha ausência no “Fórum da Liberdade”, onde eu participaria como autoridade da sessão inaugural e a minha presença no “Fórum da Igualdade”, para o qual eu fora convidado como conferencista de abertura, tendo como ouvintes sindicalistas, militantes de esquerda, parlamentares de partidos que formam o grupo de opinião que rejeita o projeto neoliberal e também dirigentes de movimentos sociais.

Este Fórum, com escassa repercussão midiática, porque composto de grupos, entidades e pessoas com força econômica escassa, para ter qualquer interferência promocional na grande mídia, é diferente do “Fórum da Liberdade”. Este, como se sabe, é compostos por doutrinadores, empresários, executivos de empresas que defendem – já de forma um pouco monótona – a redução dos gastos sociais (“improdutivos”), o “enxugamento do Estado” (nos salários e nas políticas sociais) e a “redução da carga tributária”, não sem militar pelo aumento dos investimentos públicos em infraestrutura, pelas renúncias fiscais e pelos financiamentos subsidiados para as grandes empresas.

É uma pauta legítima na sociedade que vivemos, é claro, mas que cumprida integralmente levaria o nosso país ao caos social, quem sabe a uma ruptura anárquica pela direita autoritária, já que a devastação das escassas políticas de coesão social mínima, que conseguimos implementar nos últimos anos, geraria uma revolta generalizada entre os pobres do país, que usufruem de direitos sociais muito limitados ainda hoje no nosso Brasil.

A fala que proferi no “Fórum da Igualdade” despertou a ira no “Fórum da Liberdade” e também uma divulgação viciada do conteúdo da minha palestra, interditando o debate que ali propus, através dos estereótipos de costume: “quer o controle da mídia”, “quer a censura a imprensa “, “quer vedar o direito de opinião”, etc. A argumentação mais sólida que ofereceram foi o “exemplo tomate”. Este exemplo, passará para a história da liberdade de imprensa no país, já que uma conhecida editorialista disse, mais ou menos o seguinte: “essa questão da mídia livre é que nem o tomate, que está caro, ou seja, não se compra; se não gostou das matérias, muda de emissora ou de jornal”. Só que o tomate não é uma concessão pública, nem o acesso a ele está regulado pela Constituição Federal. Um detalhe insignificante que muda tudo. Vejamos o que eu disse no “Fórum da Igualdade.”

Tratei, fundamentalmente, de dois assuntos na minha palestra para os trabalhadores: primeiro, que as empresas de comunicação, em regra, não cumprem a finalidade constitucional das concessões, pois a norma que as regula orienta que a programação das emissoras contemple conteúdos regionais, educativos, culturais, e proteja os valores da família – ou seja também tenha como sentido valorizar a comunidade familiar – obviamente adequando-se à moralidade contemporânea. Disse, ainda, na minha fala, que oitenta por cento dos programas sairiam do ar, se esta norma constitucional fosse cumprida.

Segundo, tratei da evolução da questão das liberdades, que percorreu a gênese da democracia. Primeiro como lutas pela “liberdade de pensamento” (já que era vedado inclusive na intimidade, mesmo sem publicizar, desconfiar da validade da religião católica); depois, como “luta pela liberdade de expressão”, já no Renascimento, quando alguns eruditos brilhantes começam a se libertar da dogmática religiosa absoluta e resolveram expressar-se em público como dissidentes “humanistas” (os painéis de Michelangelo na Capela Sistina vêem um Deus Homem, promovendo uma inversão figurativa da Teologia: o Deus abstrato e longínquo passa a ser concebido como um forte Homem concreto); depois, abordei uma importante liberdade dos modernos, a “liberdade de imprensa”, que se consagra na Revolução Francesa, avassala a Europa (liberdade de dizer em público e imprimir o “dito”, que subverte o monopólio da fala pelas elites) e torna-se um valor democrático altamente respeitado.

Finalmente, abordei um quarto tema. A questão da “liberdade de fazer circular livremente as opiniões”. Sustentei que hoje existe uma absoluta desigualdade de meios, para que as opiniões possam circular de maneira equânime, embora as redes na internet tenham aberto novas fronteiras para a circulação da comunicação. Mas, atenção: as redes são acessíveis a todas as opiniões (e é bom que o sejam), mas as TVs e Rádios das “Grandes Mídias” empresariais com tendência monopolista, não são acessíveis a todas as opiniões.

As opiniões, nas “Grandes Mídias”, inclusive podem ser (e frequentemente o são) filtradas, editadas, selecionados, distorcidas ou manipuladas, inclusive com o enquadramento dos jornalistas da própria empresa. Nem sempre, nem em todos os momentos, nem em todas as empresas de comunicação isso ocorre. Mas todas estão disponíveis para estes métodos, ao gosto dos seus proprietários.

Sustentei, portanto, que há um bloqueio radical da circulação da opinião, cuja divulgação é orientada pela empresa de comunicação, a partir dos valores culturais, ideológicos e políticos dos seus proprietários. Qual a sugestão que dei no Forum da Igualdade, que me convidou para a fazer a abertura solene do seu evento? Censura? Expropriação de empresas? Não. Disse que o Estado deve promover políticas de financiamento e subsídios (que as atuais instituições de comunicação empresariais inclusive já tem) e novos marcos regulatórios, para que possam surgir mil canais de comunicação, com igualdade de qualidade tecnológica e profissional (com mais oportunidades de trabalho livre para os próprios jornalistas), através instituições de comunicação que não dependam do mercado e dos grandes anunciantes.

Canais que possam ter uma política de informação mais objetiva e aberta e um debate político mais amplo do que a ladainha neoliberal. Canais que não adotem como mercadoria-notícia a escalada da cultura da força e da violência, dentro da qual concorrem os principais meios de comunicação do país. Trata-se de dar novas oportunidades de escolha aos cidadãos, aos pais, às mães, aos consumidores, que somos todos nós, para que possamos ver e ouvir outras coisas, debater outras idéias, sem qualquer tipo de censura, seja do Estado, seja dos proprietários das empresas e dos seus anunciantes.

Isso certamente foi demais e a “circulação da opinião restrita”, que eu mencionara nos meus argumentos em favor da “circulação da opinião mais livre”, foi comprovada pela voz massiva e monocórdia das respostas à palestra, que proferi aos trabalhadores. Revolveram a tese do “controle dos meios de comunicação pelo Estado” – como se já não houvesse controle do Estado, que é o poder concedente dos canais – misturando este assunto com a minha ausência no “Fórum da Liberdade”. O mesmo em que o Vice-Governador do Estado, em outro momento de abertura, foi solenemente vaiado porque ousou dizer que o Governo Lula melhorou o Brasil.

A intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, também neste episódio, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer, para permitir que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada, hoje já mais sufocada pela força do poder econômico e da ganância. Estas questões não interessam ao “Fórum da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte.

(*) Governador do Estado do Rio Grande do Sul

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3 horas atrás

Na Alemanha não tem esta de anistia e prescrição

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Só no Brasil a justiça acredita em anestia e prescrição de crimes praticados por ditadores. Nestas horas os vira-latas botam o rabo entre as pernas e os vira-bostas engolem o fruto de seu trabalho…

Alemania sigue la pista a los antiguos vigilantes nazis de Auschwitz

El centro que persigue los crímenes nazis lanza una investigación para castigar a 50 nonagenarios, guardas del campo de exterminio, como cómplices del Holocausto

Juan Gómez Berlín 14 ABR 2013 – 00:34 CET49

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Kurt Schrimm, responsable de la Oficina de Investigación de los Crímenes nazis, en el archivo de la institución. / THOMAS KIENZLE (AFP)

Comienza una de las últimas ofensivas legales para castigar a los cómplices impunes del Holocausto. Casi setenta años después de la capitulación incondicional de la Alemania nazi, la Central para el Esclarecimiento de los Crímenes Nacionalsocialistas, con sede en Ludwigsburg, ha anunciado esta semana que investiga a 50 antiguos guardias del campo de concentración y exterminio de Auschwitz para llevarlos ante la justicia. Se trata de nonagenarios, en buena parte antiguos miembros de alguna unidad de la organización paramilitar nazi SS, que vigilaron a los presos en Auschwitz. Allí murieron asesinadas alrededor de 1,3 millones de personas, la mayoría judías, durante la II Guerra Mundial. Además de estas cincuenta acusaciones relacionadas con Auschwitz, los investigadores de Ludwigsburg rastrean criminales de los campos de la muerte de Sobibor y Belzec. También tienen pistas de miembros de los llamados einsatzgrupen, los escuadrones paramilitares encargados de asesinar judíos, gitanos, partisanos, enfermos mentales y demás “indeseables” o “asociales” en la retaguardia de los vastos territorios ocupados por Alemania.

La persecución anunciada esta semana será posible gracias a la jurisprudencia del juicio al guardia de Sobibor John Demjanjuk, en 2011. Un tribunal de Múnich lo consideró culpable de complicidad en casi 30.000 asesinatos y lo sentenció a cinco años de cárcel. El juez consideró probado que Demjanjuk fue trawniki entre marzo y septiembre de 1943: uno de los prisioneros de guerra soviéticos que colaboraron con la SS como guardias voluntarios en sus campos de exterminio. Su trabajo se limitaba a sacar a los judíos recién llegados de los vagones de ganado o conducirlos poco después a las cámaras de gas. Sobibor, como Belzec y Treblinka, era poco más que un matadero donde los nazis asesinaron a entre 150.000 y 250.000 personas. El juez de Múnich vinculó el trabajo voluntario del ucraniano de nacimiento y antiguo ciudadano estadounidense Demjanjuk con todos los asesinatos perpetrados durante los meses que pasó en Sobibor.

 

Una reciente sentencia abre la vía para enjuiciar a los guardias

Según el fiscal Kurt Schrimm, la central de Ludwigsburg ha ampliado por eso su radio de acción contra los veteranos de la maquinaria nazi. “Hasta ahora”, reconoce, “los vigilantes del campo no habían interesado demasiado” a los fiscales. Pero la sentencia contra Demjanjuk pone una nueva herramienta legal en manos del ministerio público, puesto que ya no es necesario probar la implicación en delitos concretos.

Las pruebas de que los sospechosos fueron vigilantes en el campo de exterminio de Auschwitz-Birkenau, la gran fábrica del exterminio industrial construida por los alemanes en la Polonia ocupada, bastarían para presentar cargos por complicidad en aquellos asesinatos.

En la central de Ludwigsburg esperan enviar la documentación de estos cincuenta nuevos sospechosos a las Fiscalías competentes en cada caso. Éstas estudiarán de nuevo los informes y decidirán si presentan cargos concretos. El director del Centro Simon Wiesenthal en Israel, Efraim Zuroff, celebró el nuevo paso “aunque no salgan adelante todas las acusaciones”. Zuroff se dice “realista” y asegura que “bastaría con que se presenten cargos formales contra cinco o diez de ellos para que yo me pusiera a gritar aleluyas por el centro de Berlín”.

 

El fiscal: “No se trata de encarclear a nonagenarios, sino de ofrecer justicia”

El Código Penal alemán contemplaba hasta finales de los 60 un plazo de 20 años para la prescripción de los delitos de asesinato. Para evitar que los crímenes nazis quedaran definitivamente impunes con el vigésimo aniversario de la fundación de la República Federal en 1949, los legisladores anularon la prescripción de los delitos de genocidio tras una serie de señalados debates en el Parlamento (Bundestag) de Bonn. Diez años más tarde eliminaron la prescripción de cualquier delito de asesinato.

Schrimm ha explicado que “no se trata de poner ancianos nonagenarios entre rejas”, sino de “ofrecer justicia a las víctimas”. 50 años después del primero de los llamados Procesos de Auschwitz en Fráncfort, los fiscales impulsan esta nueva serie de pesquisas mientras buscan la colaboración con las autoridades de otros países, en particular los suramericanos. Muchos nazis huyeron a América para eludir a la Justicia tras la derrota de Alemania en la II Guerra Mundial. Según contó esta semana el fiscal al diario Süddeutsche Zeitung, “la colaboración con Brasil es prometedora”.

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3 horas atrás

O PODER E SUA MALDIÇÃO

SARAIVA por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 


 

Do Blog do Mauro Santayana – 13/04/2013

  Mauro Santayana     (JB) – Desde que a história do poder começou a ser escrita, dela tem sido inseparável o registro da corrupção. Contra a corrupção do poder, Savonarola, sugeriu um governo de santos. Platão um governo de sábios austeros. Em uma de suas famosas cartas, algumas tidas como apócrifas, ele fala da perversão do poder pelo hedonismo em Siracusa – ele que fora mal sucedido conselheiro de dois de seus tiranos, Dione e Dionísio. Pôde entender Platão que uma coisa são as idéias, outras, os homens.  .             Savonarola é o modelo de todos os combatentes da corrupção na História. Coube-lhe opor-se ao mais corrupto e corruptor de todos os papas, Rodrigo Borgia, que ocupou o trono com o nome de Alexandre VI. O frade dominicano desafiou o papado e soube esquivar-se da astúcia do Pontífice, que lhe ofereceu tudo, até mesmo o chapéu cardinalício, com o propósito de  retirá-lo da Toscana, onde se sentia seguro. .            O monge acabou sendo vencido pelas armas, preso, julgado e condenado à morte. Naquele episódio, e em outros, Mamon, o deus do papa, se sobrepôs ao Cristo de Savonarola.              Ainda agora se revela, pelo Wikileaks, que o  considerou natural a repressão no Chile de Pinochet, e exagerada a reação mundial, provocada pelas forças de esquerda, contra o golpe.  .             A morte de Mme. Thatcher convida a uma viagem pela geografia da corrupção por excelência. Provavelmente não se conheça, em toda a História, processo mais extenso e mais profundo de corrupção da política pelo poder financeiro do que o eixo entre Washington, com Reagan, Londres, com a dama de ferro, e o Vaticano, com Wojtyla, no início dos 80. Convenhamos que os que os corromperam souberam fazê-lo. .             Na conspiração, que se selou em encontro na Biblioteca do Vaticano, Reagan e Wojtyla – em menos de uma hora – com a presença de Alexander Haig, acertaram os movimentos coordenados para destruir o sistema socialista, acabar com o estado de bem-estar social no resto do mundo e  globalizar o sistema econômico mundial. Nenhum dos três seria capaz de engenhar o plano, que – tudo indica – lhes foi entregue pelo Clube de Bilderbeg. .             É conveniente registrar que não tiveram muitas dificuldades na União Soviética, cujos burocratas, seduzidos pelo “doce charme da burguesia”, sonhavam com a vida faustosa dos executivos norte-americanos e ingleses.  .             E dificuldades ainda menores nos países em desenvolvimento, alguns deles, como o Brasil, com recursos internos que lhes permitiam resistir à desnacionalização de sua economia. Como se sabe, ocorreu o contrário, com a embasbacada adesão dos dois Fernandos ao Consenso de Washington.  .          O resultado do processo está aí, com o desmoronamento da economia européia, o avanço da pobreza pelos países centrais, e a corrupção, alimentada pelo sistema neoliberal, grassando pelo planeta inteiro. .          Os maiores bancos do mundo exercem diretamente o poder político em alguns países, como o Goldman Sachs o exerceu na Itália, com Mario Monti, e Papademus, na Grécia, até as eleições. Isso sem falar no Banco Central Europeu, sob o comando de Mario Draghi, também do mesmo banco. No passado, os Estados intervinham no sistema financeiro, para controlá-lo e proteger os cidadãos; hoje, os bancos intervêm nos Estados, com o propósito de garantir seus lucros, o parasitismo dos rentistas e as milionárias remunerações de seus “executivos”. .          Para fazer frente ao descalabro da economia, causado pela ficção dos derivativos, os governos europeus cortam os gastos sociais e levam famílias inteiras à miséria e ao desespero. Idosos são expulsos de suas casas, por não terem como pagar as prestações ou os aluguéis, os hospitais públicos reduzem o número de leitos, as indústrias recorrem à falência, e os suicídios se sucedem. Há dias, sem dinheiro para honrar compromissos de pequena monta, um casal de meia-idade, que possuía seu negócio de fundo de quintal, se enforcou, em Civitanova, na Itália. O irmão da senhora, atingido pela tragédia, também se matou, afogando-se no Adriático. ,        Em Portugal – e ali sobram capitais privados ociosos, que adquirem, sôfregos, ativos brasileiros – o desespero atingiu limites extremos, e a União Européia, de joelhos diante dos banqueiros, exige de Lisboa maiores cortes no orçamento social. .          No fim de um de seus mais belos romances, Terra Fria, o escritor português Ferreira de Castro dá à mulher a notícia da presença de um militante revolucionário na cidade:          “Ele disse que chegará o dia em que haverá pão para todos”.           E, com o pão, a dignidade – é a nossa esperança.           

Mauro Santayana é um jornalista autodidata brasileiro. Prêmio Esso de Reportagem de 1971, fundou, na década do 1950, O Diário do Rio Doce, e trabalhou, no Brasil e no exterior, para jornais e publicações como Diário de Minas, Binômio, Última Hora, Manchete, Folha de S. Paulo, Correio Brasiliense, Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil onde mantêm uma coluna de comentários políticos.Cobriu, como correspondente, a invasão da Checoslováquia, em 1968, pelas forças do Pacto de Varsóvia, a Guerra Civil irlandesa e a Guerra do Saara Ocidental, e entrevistou homens e mulheres que marcaram a história do Século XX, como Willy Brandt, Garrincha, Dolores Ibarruri, Jorge Luis Borges, Lula e Juan Domingo Perón. Amigo e colaborador de Tancredo Neves, contribuiu para a articulação da sua eleição para a Presidência da República, que permitiu o redemocratização do Brasil. Foi secretário-executivo da Comissão de Estudos Constitucionais e Adido Cultural do Brasil em Roma. 

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3 horas atrás

Maradona é maior que Pelé

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Já o Pelé visitaria o Rei de Espanha e pediria para ser rei do Brasil…

Maradona visita los restos de Chávez y pide el voto para Maduro

El exfutbolista argentino llama a votar por el candidato oficialista en las elecciones del domingo

13 ABR 2013 – 23:48 CET6

Maduro abraza a Maradona ante los restos de Hugo Chávez. / REUTERS

El exfutbolista argentino Diego Maradona visitó hoy el cuartel de Caracas donde descansan los restos del presidente Hugo Chávez y llamó a votar este domingo por el candidato oficialista, Nicolás Maduro. Acompañado por Maduro, Maradona rindió honores a Chávez y asistió al cañonazo de salva que se dispara diariamente en el lugar a las 16.25 hora local, la hora a la que murió el mandatario el pasado 5 de marzo.

“Lo que me dejó Hugo fue una gran amistad, una sabiduría política increíble. Hugo Chávez ha cambiado la forma de pensar del latinoamericano, nosotros estábamos entregados a Estados Unidos y él nos metió en la cabeza que podíamos caminar solos”, dijo al canal de televisión estatal.

Maradona sostuvo que la muerte de Chávez significó para él “una pérdida enorme” y pidió disculpas por no haber podido asistir a sus funerales.

 

más información

Chávez y Maradona mantenían una relación cercana, al calor de su rechazo a Estados Unidos y a los que llamaron “políticas imperialistas”.

De visita en Caracas para apoyar al candidato oficialista, Maradona afirmó que Maduro representa la mejor opción para suceder a Chávez. “Con Maduro vamos a seguir en la misma línea de no dejarnos pisotear con nadie. La gente en las urnas el domingo tiene que reafirmar los conceptos de Chávez a través de Nicolás”, señaló.

Maduro recordó que Maradona “quería mucho a Chávez y Chávez también lo quiso mucho a él”. En el acto, realizado en el llamado Cuartel de la Montaña, en el oeste de Caracas, participaron también la hija menor de Chávez y su segunda exesposa, María Isabel Rodríguez.

El exfutbolista acompañó ayer a Maduro en su acto de cierre de campaña para las elecciones de este domingo, donde casi 19 millones de venezolanos están llamados a las urnas para elegir quién los gobernará en los próximos seis años.

Maradona visita los restos de Chávez y pide el voto para Maduro | Internacional | EL PAÍS

Filed under: MaradonaPelé Tagged: Política  

3 horas atrás

Brasil también vota en Venezuela

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Dos gigantes del petróleo llamados no sólo a entenderse sino a trabajar juntos por el futuro del continente

Juan Arias Río de Janeiro 13 ABR 2013 – 15:40 CET9

Henrique Capriles y Nicolás Maduro, en campaña. / AFP

Aunque pueda parecer una paradoja, tanto el candidato venezolano del gobierno, Nicolás Maduro, como el de la oposición, Henrique Capriles, han hecho público que se inspiran en el “modelo Brasil”, que ha sabido conjugar desarrollo económico y fuertes políticas sociales para acabar con la miseria. De ahí que los analistas políticos hayan afirmado que Brasil “también vota en Venezuela”.

Mientras el modelo político de Maduro es el expresidente Lula da Silva, el de Capriles es la mezcla de la política de Fernando Henrique Cardoso, al que define como “socialdemócrata”, y de Lula, sobretodo en el modelo que acuñó en su primer gobierno.

Lula ha grabado un vídeo para apoyar a Maduro en el que afirma que él es “la Venezuela que Chávez soñó”. En una entrevista al diario O Globo, Capriles asegura que no le ha molestado ese vídeo pues reconoce que entre Lula y Chávez existió una gran amistad personal, y además porque, dice “no soy seguidor de personas sino de modelos”. Y su modelo es el de Brasil, gobierne quien gobierne.

La diplomacia norteamericana y Obama en concreto, vieron siempre a Lula como un “moderador” de los arrobos místico socialistas de Chávez, una función que consideraban muy importante y que Lula supo desarrollar magistralmente.

A pesar de la cercanía con el chavismo de la izquierda del Partido de los Trabajadores (PT), que es el partido de Lula y de la presidenta Dilma Rousseff, ninguno de los dos se dejó influenciar por el chavismo puro. Lula mantuvo firme la economía neoliberal de Cardoso y la autonomía de los tres poderes. Y él y Dilma nunca se dejaron, por ejemplo, arrastrar por la parte más de izquierdas del partido que en estos años pedía un “control social” de los medios de comunicación. Dilma llegó a acuñar la célebre frase: “Prefiero el ruido de los periódicos al silencio de tumba de las dictaduras”.

Brasil sabe que sus relaciones con Venezuela son fundamentales tanto económica como políticamente. Con Maduro, dicen los expertos, Brasil continuará haciendo de moderador del chavismo más duro y podría ser un elemento importante para que Venezuela no se enzarce en guerras intenstinas, ahora, sin la fuerza del carisma de Chávez. Con Capriles, Brasil no tiene dudas de que Venezuela abrirría nuevos caminos de cooperación y que se reforzaría el Mercosur.

De ahí que si es cierto, simbólicamente, que también Brasil vota en Venezuela, igualmente lo es que Venezuela está votando quizás la apertura de una nueva era de colaboración más estrecha con Brasil, dos gigantes del petróleo llamados no sólo a entenderse sino a trabajar juntos por el futuro del continente. De ello podrá depender además una relación más estrecha de ambos países con la administración de la Casa Blanca.

Brasil también vota en Venezuela | Internacional | EL PAÍS

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4 horas atrás

Ruralistas tentam retirar poderes da Funai

 
: Esta semana a bancada ruralista na Câmara deve se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa. No encontro, os parlamentares vão pedir a conclusão do julgamento da Terra Indígena Raposa Serra do Sol 
4 horas atrás

EUA prometem defender Japão da Coreia do Norte

 
: O Japão está dentro da área de alcance dos mísseis norte-coreanos e por isso o país vem tomando precauções. No sábado, a Agência Nacional de Notícias da Coreia (KCNA) sinalizou que qualquer tentativa do Japão de abater os mísseis norte-coreanos resultaria em guerra 
4 horas atrás

A grande mídia é intolerante

 
Há um bloqueio radical da circulação da opinião, cuja divulgação é orientada pela empresa de comunicação, a partir dos valores culturais, ideológicos e políticos dos seus proprietários 
4 horas atrás

Estadão vê PIB fraco, mas pede “alta significativa dos juros” e “tranco na economia”

 
: Há sinais contraditórios no jornal da família; de um lado, o editorial aponta uma economia frágil, com baixo crescimento; de outro, o colunista Celso Ming cobra uma postura firme do Comitê de Política Monetária, comandado por Alexandre Tombini 
5 horas atrás

Dora: Dilma e Eduardo são “inimigos cordiais”

 
: Segundo a colunista do Estadão, Dilma atua com “mãos de ferro calçadas em luvas de veludo” na sua relação com o governador pernambucano 
5 horas atrás

Danuza prevê patrões de domésticas fora da lei

 
: Colunista da Folha, ela volta a comentar a PEC das Domésticas e diz que o governo está interferindo demais nas relações entre empregadores e empregados; ela também criticou a lei municipal do Rio que multa os moradores que atirarem lixo nas ruas 
8 horas atrás

CLOSE UP by Anish Adhikari

 
 

CLOSE UP by Anish Adhikari

 

Anish Adhikari: Photos · Blog 

     

8 horas atrás

demoiselle by Vadim Abrazhevich

 
 

demoiselle by Vadim Abrazhevich

 

Vadim Abrazhevich: Photos · Blog 

     

9 horas atrás

Street is colorful (part IV) by Jacek Gadomski

 
 

Street is colorful (part IV) by Jacek Gadomski

Photo captured during trip to Vietnam at Hội An (Minh An)

Jacek Gadomski: Photos · Blog

Coincidências

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
As ideias de FHC ficam cada vez mais parecidas com aquelas da mídia de direita. Infelizmente para eles a maioria pensa diferente. Foto: Vanderlei Almeida/AFP

Marcos Coimbra, CartaCapital 
“A vida é cheia de coincidências. Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um de seus habituais artigos de discussão política. Foi daqueles nos quais assume o papel de farol das oposições. Seu conteúdo era, como se esperaria, fortemente crítico em relação ao governo. 
Por coincidência, no mesmo dia, os principais jornais estavam cheios de notícias negativas sobre a situação nacional. Depois de lê-los, qualquer um ficaria com a impressão de que o Brasil caminha em marcha acelerada para o buraco (se é que já não estaria dentro dele). 
Em outra coincidência, ficou pronta, naquele domingo, uma nova pesquisa nacional da Vox Populi. Feita em todo o País, sua amostra era suficiente para que os resultados sejam representativos dos sentimentos da opinião pública brasileira. 
O artigo de FHC e o tom do noticiário eram tão semelhantes que um desavisado poderia suspeitar. Os editores e o ex-presidente estariam combinados? Você diz isso e nós aquilo? Nós mostramos os “fatos” e você os interpreta?
Mais informações » 

13 minutos atrás

Operação Máscara Negra será destaque no Fantástico de hoje

DE OLHO NO DISCURSO por Daniel Dantas Lemos
 
Por Carlos Alberto Barbosa
http://blogdobarbosa.jor.br/novo/?p=74406

A audiência do Fantástico neste domingo certamente vai ser grande no Rio Grande do Norte. É que a produção do programa esteve por aqui e hoje será levado ao ar, logo mais às 20h30, a Operação Máscara Negra que desarticulou no início da semana passada esquemas de contratação fraudulenta de shows musicais, estrutura de palco, som, trios elétricos e decoração para eventos realizados nos municípios de Macau e Guamaré entre os anos de 2008 a 2012.

Só no ano passado a prefeitura de Guamaré – que deverá ser destaque na reportagem – gastou mais de R$ 6 milhões em festividades, enquanto que a de Macau chegou à cifra de R$ 7 milhões entre 2008 e 2012. Esses gastos com contratações de bandas e serviços para festas compreendem mais de 90% do recebido em royalties no período e mais de 70% do recebido em FPM.

14 minutos atrás

Jesus condenou preconceito, diz Frei Betto contra Feliciano

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

“Sua conduta deveria, no mínimo coincidir com os valores pregados por Jesus, que jamais discriminou alguém”, lembra Frei Betto

Frei Betto“Jesus condenou o preconceito dos discípulos à mulher sírio-fenícia; atendeu solícito o apelo do centurião romano (um pagão!) interessado na cura de seu servo; deixou que uma mulher de má reputação lhe lavasse os pés com os próprios cabelos e ainda recriminou os que se escandalizaram ao presenciar a cena; e não emitiu uma única frase moralista à samaritana adepta da rotatividade conjugal, pois estava no sexto homem! Ao contrário, a ela Jesus se revelou como o Messias”.

Esse é parte do argumento do texto de Frei Betto, chamado “Infelicianidade”, publicado no jornal “Folha de S.Paulo”, nesta sexta-feira, 12, no qual critica o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O frade domiciano chama de ignorantes os que se ancoram na tradução literal da Bíblia e diz que Deus ama incondicionalmente a todos.

Frei Betto pergunta “Que deus é esse que amaldiçoa seus próprios filhos?” sobre a declaração racista de Feliciano de que negros são amaldiçoados. No texto, o frade lembra que “o deputado é um pastor evangélico. Sua conduta deveria, no mínimo, coincidir com os valores pregados por Jesus, que jamais discriminou alguém.”.

fonte: ParouTudo

26 minutos atrás

Bethânia insere ‘Explode coração’ ao gravar show ‘Carta de amor’ no Rio

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Quando grava um show ao vivo para edição de CD e/ou DVD, Maria Bethânia geralmente já fez diversas ajustes no roteiro original à medida em que o espetáculo foi se azeitando na estrada. Contudo, ao registrar Carta de amor para edição de DVD neste segundo fim de semana de abril de 2013, no Rio de Janeiro (RJ), a cantora seguiu com fidelidade quase total o roteiro apresentado em 18 de novembro de 2012 na estreia nacional  de Carta de amor na mesma casa carioca, Vivo Rio, em que o show está sendo perpetuado em gravação ao vivo viabilizada através de parceria da gravadora Biscoito Fino com o Canal Brasil. Anovidade, no segundo bis, foi o canto a capella de Explode coração (Gonzaguinha, 1978) – número herdado do show anterior da intérprete, Amor, festa, devoção (2009). O recorrente samba O que é o que é (Gonzaguinha, 1982) fechou o show. Eis o roteiro seguido por Maria Bethânia – em foto de Mauro Ferreira – na apresentação de Carta de amor em 13 de abril de 2013 na casa Vivo Rio: 
Ato I 1. Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1986) 2. Sangrando (Gonzaguinha, 1980) 3. Salmo (Raphael Rabello e Paulo César Pinheiro, 2002) 4. Dona do raio e do vento (Paulo César Pinheiro, 2006) 5. Cântico negro (José Régio, Vinicius de Moraes, Luiz Carlos Lacerda e Clarice Lispector) – texto
6. Não enche (Caetano Veloso, 1997)
7. Fogueira (Ângela RoRo, 1983)
8. Casablanca (Roque Ferreira, 2012)
9. Na primeira manhã (Alceu Valença, 1980)
10. Calúnia (Marino Pinto e Paulo Soledade, 1951)
11. Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, 1960)
12. Barulho (Roque Ferreira, 2007)
13. Fera ferida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1982)
14. Quem me leva os meus fantasmas (Pedro Abrunhosa, 2007)
Intervalo
15. Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972) – instrumental banda
16. Maria Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976) – Instrumental banda
Ato II
17. Festa (Gonzaguinha, 1968)
18. Dora (Dorival Caymmi, 1945)
19. Lua branca (Chiquinha Gonzaga, 1912)
20. Estado de poesia (Chico César, 2012)
21. Adeus Guacyra (Heckel Tavares e Joracy Camargo, 1933)
22. A nossa casa (Arnaldo Antunes, Alice Ruiz, Paulo Tatit, João Bandeira, Celeste
      Moreau Antunes, Edith Derdik e Sueli Galdino, 2004)
23. Marambaia (Henricão e Rubens Campos, 1944)
24. A casa é sua (Arnaldo Antunes e Ortinho, 2009)
25. Santo Amaro Ê Ê (domínio público) /
      Quixabeira (domínio público) /
      Reconvexo (Caetano Veloso, 1989) /
      Minha senhora (domínio público) /
      Viola meu bem (domínio público) /
      Reconvexo (Caetano Veloso, 1989)
26. Minha casa (Joubert de Carvalho, 1946)
27. Velho Francisco (Chico Buarque, 1987)
28. Carta de amor (Paulo César Pinheiro) – com texto de Maria Bethânia
29. Escândalo (Caetano Veloso, 1981)
30. Salmo (Raphael Rabello e Paulo César Pinheiro, 2002)
31. Canções e momentos (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1986)
Bis:
32. Mensagem (Aldo Cabral e Cícero Nunes, 1945) /
      Cartas de Amor (Fernando Pessoa) – texto
Bis 2:
33. Explode coração (Gonzaguinha, 1978) 
33. O que é o que é (Gonzaguinha, 1982)
34 minutos atrás

Carmem volta ao Brasil em 1954

BOILERDO por Betho Flávio
 

carmemdez1954
Revista Manchete – Dezembro de 1954

Carmen Miranda disseram que eu voltei americanizada 

Do Almanaque Virtual

uma hora atrás

Rio de Janeiro State Government has already celebrated three same-sex civil union partnership collective cerimonies

FORA DO ARMARIO por Sergio Viula
 

Rio de Janeiro State Government celebrates the third collective ceremony of same-sex civil union partnerships

Written in English by Sergio Viula

    
According to the State Secretary, the event gathered about 100 couples and became the biggest same-sex civil union partnership in the world. Although, 10 states of Brazil do register same-sex marriage without the need of a civil union being registered first place, Rio de Janeiro hasn’t been able to overcome the resistance of some conservative state representatives yet. Since the first celebration of same-sex union partnerships promoted by the Secretary of Social Assistance and Human Rights, the State Government has helped make statistics, which also puts some pressure on the Legislative Assembly to guarantee the same rights to all the State citizens as other states have already done. See the Brazilian map of same-sex marriage.  

Civil union partnerships have been officially recognized by the Supreme Court, partly because of a request sent by Rio de Janeiro Governor, Mr. Sergio Cabral, who solicited what is called in the Brazilian legislation “a direct action of unconstitutionality”. The Supreme Court found unconstitutional not to allow same-sex people to legalize their civil unions and that became a recognized right of everyone’s on the same grounds, regardlessly of sexual orientation or gender.   

One ceremony before registered the union of 50 couples in July, 2012. This is the third ceremony and that number has almost doubled, rising up to accurate 92 couples. 

“This ceremony is important due to several factors. Firstly, the LGBT community is becoming aware of their rights and these events signal that place. Another reason is that it helps spread information about rights that have already been recognized. Lastly, this ceremony speaks to society so we can promote a culture of Peace, while it states that love is not to be classified”, explained the Superintendent Cláudio Nascimento

 The ceremony took place in the Justice Court of Rio de Janeiro (TJ-RJ). 
CHECK FOR THE PHOTOS HERE: http://www.rj.gov.br/web/seasdh/exibeconteudo?article-id=1366705 

************** 

With information from the official site of the State Secretary of Social Assistance and Human Rights: SEASDH    
The information is from December 10, 2012, released by the official site of the State Secretary of Social Assistance and Human Rights. The original text was written by Renata Sequeira. 

uma hora atrás

FHC diz que PSDB governa “do jeito certo, sem jeitinho”

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Do blog de Julia Dualibi, no Estadão.com.br

FHC fala em governar ‘sem jeitinho’; Alckmin faz contraponto a gestão Dilma

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aparece hoje à noite nas inserções a que o PSDB paulista tem direito no rádio e na televisão falando que o seu partido governa “do jeito certo, sem jeitinho”.  ”O jeito certo, não tem jeitinho. Tem trabalho. É jeito do Montoro, do Covas, do Serra e do Geraldo Alckmin, governador que planeja e tem coragem de enfrentar os problemas e faz da honestidade uma marca de seu governo. Está sempre pensando nas pessoas. Trata os idosos com carinho e o respeito que eles merecem. Esse é o jeito do PSDB”, afirmou o tucano.

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uma hora atrás

Ministério Público processa prefeito carioca por truculência

BOILERDO por Betho Flávio
 

Jornal do Brasil – Lucas Altino

 

O processo contra Eduardo Paes e Rodrigo Bethlem, denunciados por improbidade administrativa, que pode levar à perda de seus direitos políticos, já corre na 8ª Vara da Fazenda Pública no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Entretanto, a prefeitura afirma que não foi notificada e que a agenda do prefeito, assim como as operações de recolhimento de moradores de rua e usuários de crack, não sofrerá mudanças.

Apesar de a ação civil pública, ajuizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), na quarta-feira (10), relatar ocorrências de uso de armas de choque e truculência de agentes durante as operações, a prefeitura informa que o município nunca realizou uma internação compulsória, já que os moradores de rua permaneceriam nos abrigos por vontade própria.

EDUARDO PAES

Prefeitura informou que não foi notificada a respeito do processo

TAC descumprido 

A investigação é baseada em Inquéritos que ocorrem desde 2009, quando foi instaurado o chamado “Choque de Ordem”. Ficou constado, para o MP-RJ, que as práticas usadas nas internações não eram adequadas, e as condições do principal abrigo da cidade, “Rio Acolhedor”, eram precárias. 

Após inspeções, o MP-RJ concluiu que a prefeitura descumpriu diversos compromissos firmados em um termo de ajustamento de conduta (TAC). Segundo o processo, as remoções eram feitas sem a presença de um assistente social, com tratamento truculento e utilização de armas de choque. Além disso, os abrigos estavam superlotados, não ofereciam quantidade suficiente de refeições e careciam de atendimento médico adequado.

Segundo dados do “Rio Acolhedor”, localizado no bairro da Piedade, na zona Norte da cidade, de maio de 2010 a Setembro de 2012, quase 50% dos recolhimentos, mais de 26 mil, ocorreram na Zona Sul. A desativação do antigo abrigo da Praça da Bandeira, ao lado do Maracanã, e a construção de uma nova unidade em um local distante dos principais pontos turísticos da cidade também chamam a atenção do MP-RJ. Para o promotor Rogério Pacheco, autor da denúncia, isso se configura como uma “violenta estratégia de limpeza das ruas”. 

“Práticas de Guerra”

A ação também cita que os números de remoções vêm crescendo em larga escala, alertando ao fato de que os mesmos moradores de rua são, muitas vezes, internados em dezenas de ocasiões diferentes. A ação cita uma declaração do subprefeito da zona Sul, Bruno Ramos, dizendo que é preciso “vencer pelo cansaço, fazê-lo desistir”, ao comentar o modelo de internação utilizado, o que faz o promotor comparar as práticas utilizadas nas remoções com as ensinadas no Manual Básico da Escola Superior de Guerra.

Manifestações na internet

Nesta sexta-feira (12), manifestantes iniciaram um abaixo-assinado online, que já contava com mais de 1.800 assinaturas por volta das 19h, pedindo a cassação do mandato de Paes. Usuários do facebook também organizam uma manifestação para segunda-feira, a partir das 16h, em frente à sede da prefeitura, no Centro.

uma hora atrás

Secretário do PSC, do pastor Feliciano, é a favor do casamento gay e revela que partido tem homossexuais

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

O pastor-deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, começa a encontrar posições contrárias às suas dentro do comando do próprio partido.

Marco Feliciano (PSC-SP) 10Secretário nacional do Partido Social Cristão, membro da executiva e presidente do diretório em Minas – onde foi fundada a legenda – Antonio Oliboni revelou que é a favor do casamento gay e que o PSC tem homossexuais assumidos em seus quadros – no Rio, Bahia e Paraná. Diz ter “muitos amigos gays”, mas frisou que pessoalmente é contra a adoção de crianças por casais gays.  ”A criança tem que ter a presença das figuras paterna e materna”.

As palavras não só vão de encontro às ideias de Feliciano como têm o peso do comando do partido. Oliboni falou autorizado pelo presidente, Vítor Nósseis.  O secretário-nacional ainda emendou que, se fosse deputado, votaria a favor da união homoafetiva.

As declarações, no entanto, não indicam que o PSC vai pressionar Feliciano, há o respeito à ideologia pessoal do deputado. “O Marco Feliciano é um bom rapaz e sua atuação como pastor tem sido confundida com sua atuação como político”, comentou. Perguntado sobre o fato de Feliciano ter dito em pregações ser o negro “amaldiçoado”, Oliboni o defendeu com o argumento de que isto poderia ter sido “uma afirmação que ele fez num culto, talvez para explicar alguma mensagem específica a algum de seus fiéis naquele momento”.

A exemplo de outros partidos, o PSC grava filmes para inserções permitidas por lei na televisão em rede nacional. O partido não vai fugir à polêmica da presença do deputado Feliciano na Comissão de Direitos Humanos. Oliboni vai convidar Feliciano para reunião em BH para ajudá-lo na implementação “de uma agenda positiva”.

fonte: PARAÍBA.com.br

uma hora atrás

fabricar um corpo de mulher: cindy sherman

OBVIOUS por priscilla santos
 

Modelo e fotógrafa de si mesma. Cindy Sherman é fabricante de corpos. Explorando representações e possibilidades, ela flerta com clichês, confunde-os e leva a feminilidade ao limite se tornando em um dos trabalhos mais interessantes da arte contemporânea.

Ler o artigo completo
   

uma hora atrás

Capriles se diz candidato “pós-Chávez” e não “anti-Chávez”

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por EMILIAMMM

Do site Carta Maior

Parece não existir direita na Venezuela

Quem chegar de Marte à Venezuela poderá jurar que o embate eleitoral se faz entre duas forças de esquerda, com algumas nuances entre si. O opositor Henrique Capriles alega ser um candidato “pós-Chávez” e não “anti-Chávez”. Não defende Estado mínimo, venda de estatais ou demissão de funcionários públicos.

Gilberto Maringoni

Caracas – Quem se der ao trabalho de ler o programa de governo de Henrique Capriles, candidato opositor a presidente da Venezuela, fará uma constatação curiosa: não existe direita no país. Ninguém defende Estado mínimo, venda de estatais, demissão de funcionários públicos etc. etc. (Dilma no Brasil chegou a atacar alguns desses pontos, que atualmente formam as vigas mestras de sua gestão).

É um traço interessante dos tempos que correm. A direita avança em várias frentes – política, economia e costumes –, mas nenhuma corrente com alguma densidade eleitoral se assume como tal.

Vídeos:  

 

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uma hora atrás

James Franco receberá prêmio em festival gay de Miami

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Franco já interpretou papéis homossexuais e dirigiu filme inspirado em clássico thriller gay sadomasoquista

James Franco 02A edição 2013 do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Miami prestará uma homenagem ao ator James Franco, que é heterossexual, por suas contribuições aos direitos LGBT na frente e atrás das câmeras.

Franco já viveu os homossexuais Scott Smith, namorado do ativista Harvey Milk no oscarizado “Milk” (2008), e o poeta gay da geração beat Allen Ginsberg em “Uivo (2010).

Atrás das câmeras, o bonitão produziu e dirigiu “Interior. Leather Bar” que trata dos 40 minutos cortados do thriller “Parceiros da Noite” (1980) com cenas de sexo explícito e sadomasoquismo gay.

O longa polêmico de Franco será exibido no festival no dia 28. O festival acontece entre 26 de abril e 05 de maio.

fonte: Toda Forma de Amor

uma hora atrás

De quem é a mão que balança o berço da mídia?

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
Nunca antes, na história deste País, houve uma coincidência tão grande entre capas de revistas e manchetes de jornais; essa sintonia ocorre às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária e tem dois objetivos paralelos: arrancar juros maiores do governo e desgastar a presidente Dilma; quem seriam os articuladores? FHC? Roberto Setubal? 
Brasil 247 
Há quem acredite em coincidências. E na hipótese de que, ao longo desta semana, os editores das revistas Época e Veja tenham tido a mesma inspiração. A capa seria dedicada ao tema inflação e não haveria nada melhor para sinalizar a escolha do que o tomate. Nos dois casos, a mesma piadinha: a de que a presidente Dilma Rousseff teria “pisado no tomate”. 
Assim como nas revistas semanais, coincidências também ocorreriam nos principais jornais do País, que, num mesmo dia, seriam capazes de produzir manchetes idênticas, sobre o estouro da meta inflacionária e a necessidade de juros maiores. Aconteceu com Globo, Estado e Folha na semana passada.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
uma hora atrás

DE QUEM É A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO DA MÍDIA?

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Nunca antes, na história deste País, houve uma coincidência tão grande entre capas de revistas e manchetes de jornais; essa sintonia ocorre às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária e tem dois objetivos paralelos: arrancar juros maiores do governo e desgastar a presidente Dilma; quem seriam os articuladores? FHC? Roberto Setubal? 
14 DE ABRIL DE 2013 
247 – Há quem acredite em coincidências. E na hipótese de que, ao longo desta semana, os editores das revistas Época e Veja tenham tido a mesma inspiração. A capa seria dedicada ao tema inflação e não haveria nada melhor para sinalizar a escolha do que o tomate. Nos dois casos, a mesma piadinha: a de que a presidente Dilma Rousseff teria “pisado no tomate”. 
Assim como nas revistas semanais, coincidências também ocorreriam nos principais jornais do País, que, num mesmo dia, seriam capazes de produzir manchetes idênticas, sobre o estouro da meta inflacionária e a necessidade de juros maiores. Aconteceu com Globo, Estado e Folha na semana passada. 
No entanto, deve-se desconfiar de tamanha sintonia entre veículos de comunicação, que, não por acaso, ganharam o carimbo de PIG, Partido da Imprensa Golpista. Por que, afinal, escolhas tão idênticas e manchetes tão afins num mundo de múltiplos acontecimentos? Haveria alguma articulação? Um ponto de contato entre seus editores? Uma construção de consensos artificiais no processo de formação da opinião pública? Ou será que tudo acontece mesmo por acaso? 
Seja como for, a sintonia entre os meios de comunicação acontece num momento emblemático. Dentro de 48 horas, técnicos do Banco Central começam a discutir a política monetária e qual será a próxima taxa Selic, hoje fixada em 7,25%. Seja em Época, Veja, nos jornais, como no editorial do Globo deste domingo, ou na voz de lobistas do sistema financeiro, como Maílson da Nóbrega, Alexandre Schwartsman e Ilan Goldfajn, o que se pede, com todas as letras, é uma dose forte de juros, cujos efeitos serviriam muito mais para realimentar a especulação financeira do que para baixar o preço do tomate, que subiu em razão de secas e já está em queda acentuada. 
Diante de tudo isso, é de se perguntar: de quem é a mão que balança o berço da mídia? Será Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, que tem se mostrado como maior antagonista da política de juros baixos? Ou, quem sabe, Fernando Henrique Cardoso, que manteve sua interlocução privilegiada com os magnatas da mídia brasileira nos últimos anos? 
Neste fim de semana, tanto Veja como Época também tiveram a ideia de comparar Dilma a Margaret Thacther. Sobre a presidente brasileira, diz Veja que ela “esnoba o capital externo, demoniza o lucro e muda as regras do jogo toda hora” (alguém pensou em Roberto Setubal, que disse o mesmo ao Financial Times?) 
Há uma mão invisível no noticiário. Só falta descobrir a quem pertence. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98840/De-quem-%C3%A9-a-m%C3%A3o-que-balan%C3%A7a-o-ber%C3%A7o-da-m%C3%ADdia.htm

uma hora atrás

Afeganistão tem mais de 1 mi de viciados em drogas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Da BBC

Afeganistão se torna país com maior proporção de viciados em drogas

Atualizado em  13 de abril, 2013 – 07:02 (Brasília) 10:02 GMT

O Afeganistão produz 90% das drogas de ópio produzidas no mundo, mas até há pouco tempo o país não era um grande consumidor. Agora, porém, de uma população de 35 milhões, mais de 1 milhão de pessoas estão viciadas em drogas – proporcionalmente, a maior taxa do mundo.

Em pleno centro de Cabul, nas margens do rio que tem o mesmo nome da capital, viciados se reúnem para comprar e consumir heroína. É um local de desolação e degradação.

À luz do dia, cerca de 12 homens e adolescentes sentam em duplas, fumando e injetando drogas. Entre eles há profissionais como médicos, engenheiros, intérpretes.

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uma hora atrás

Tem tucana no governo Dilma

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
     Não entendi essa. Uma funcionária do governo aderindo à campanha de desgaste ao governo Dilma. Só pode  ser tucana essa maldita senhora. Enquanto Mantega se esforça para dizer que a inflação vai ficar sob controle,  que vai ficar um pouco cima da tal meta, vem essa servidora com essas ideias alarmistas.   Parcela expressiva da nova classe média emergente permanece vulnerável a choques econômicos que podem empurrá-la novamente para a pobreza.   No Brasil, a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), ligada à Presidência da República, tem tentado mensurar essa vulnerabilidade. Segundo a economista Diana Grosner, diretora da SAE, 22% da população brasileira pertence ao estrato mais baixo da classe média (dividida em três grupos), com renda familiar per capita mensal entre R$ 291 e R$ 441.   “Essas pessoas são as mais vulneráveis a uma volta à pobreza e representam um número alto”, diz.   Em estudo de 2009 sobre a expansão da classe média, o economista Martin Ravallion citou que 1 em cada 6 pessoas em países em desenvolvimento viviam com renda entre US$ 2 e US$ 3 por dia.   O autor considerou renda per capita de US$ 2/dia como limite entre a pobreza e a nova classe média em nações emergentes –valor em paridade do poder de compra de 2005, medida que elimina distorções de preço.   Para Grosner, a inflação mais elevada e o aumento do endividamento representam riscos importantes para a nova classe média brasileira. Outra ameaça, segundo a economista, é o avanço da produtividade em ritmo muito menor que o dos salários. Segundo ela, isso pode fazer com que as empresas decidam repassar os custos maiores para os preços –pressionando mais a inflação– ou demitir.   IMPORTÂNCIA   O risco de retrocesso no processo de expansão da classe média em países emergentes preocupa porque a continuação de sua ascensão é importante para a recuperação da economia global. “As boas perspectivas para a classe média da Ásia e de outros países como o Brasil são importantes por garantir demanda por bens e recursos mais forte que à de consumidores de países desenvolvidos”, afirma Robert Wood, economista da EIU (Economist Intelligence Unit). Dados da EIU mostram que o forte crescimento da fatia de famílias com renda anual superior a US$ 10 mil foi comum a vários países emergentes na última década.   CAUSAS DA EXPANSÃO Segundo o economista Otaviano Canuto, vice-presidente do Banco Mundial, a expansão do emprego e a valorização do trabalho são a principal causa comum para a expansão da classe média em países em desenvolvimento nos últimos anos. Grosner menciona que o aumento da renda do trabalho explica mais do que 60% do aumento da renda no país na última década. Especialistas também ressaltam o papel de políticas de transferência de renda para o aumento de uma nova classe consumidora no Brasil e na América Latina. Segundo Sonia Bueno, presidente-executiva da consultoria Kantar Worldpanel para a América Latina, 22% da população em 15 países da região disse receber algum benefício do governo: “Esse dinheiro acaba em boa parte sendo convertido em consumo”.
uma hora atrás

Estados Unidos: Preso fuzileiro naval que espancou gays

MUNDO ALTERNATIVO por mark vynny
 

Aos 21 anos, o ex-fuzileiro naval John Kelly O’Leary, foi preso na semana passada, no estado de Illinois, acusado de humilhar e espancar dois homens gays na frente a um bar em Long Beach, estado da Califórnia.

Segundo a investigação, o ex-fuzileiro foi para o bar Fox com outros amigos fuzileiros e, nas primeiras horas da madrugada do dia 3 de setembro de 2012 ele teria humilhado as vítimas gritando insultos homofóbicos.

Logo em seguida, ele começou a espancar um dos homens gritando ainda os insultos. A vítima sofreu uma convulsão e uma fratura no quadril ficando inconsciente. Outro homem amigo da vítima que foi separar a briga também acabou atingido por socos.

O ex-fuzileiro foi acusado de dois crimes, lesão corporal grave e agressão e pode pegar até oito anos de prisão.

fonte: Toda Forma de Amor

2 horas atrás

Copa libertadora

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Times latino-americanos tentam resgatar espírito democrático do futebol em Copa Amadora Alternativa

Na segunda edição do torneio, participantes homenagearam indígenas massacrados tanto nos tempos de colonização como nos dias atuais

Reprodução/Colectivo Hombre Nuevo 

O campeonato foi disputado por 18 equipes masculinas e 4 femininas 
Argentinos, brasileiros, chilenos, uruguaios e pessoas de variados países calçaram as chuteiras no mês de fevereiro em busca da conquista do título de campeão da América. A cena facilmente se ligaria ao início da Copa Libertadores. Mas, paralelamente à grande exposição e aos milionários patrocinadores que envolvem a principal competição de clubes do futebol profissional latino-americano, dezenas de equipes amadoras do continente se reuniram no balneário argentino de Gualeguaychú, província de Entre Ríos, para a segunda edição da Copa América Alternativa. 
A proposta do evento é criar um ambiente que possibilite o intercâmbio esportivo, cultural e político a partir do futebol entre times de diferentes localidades. Por mais que as equipes tenham disputado a taça com seriedade, houve um esforço coletivo para colocar os ideais de solidariedade à frente da competição dos campos. 
Imagens de Che Guevara e símbolos anarquistas e comunistas se juntavam a bandeiras de diversas lutas sociais estendidas entre as barracas dos participantes. As cerca de 300 pessoas que acamparam, entre os dias 14 e 17 de fevereiro, no Parque Unzué alternaram os jogos com atividades culturais, musicais e tarefas coletivas de manutenção do local, como a limpeza dos banheiros e vestiários. 
De movimentos sociais a grupos de amigos, o campeonato reuniu 18 equipes masculinas e 4 femininas, além de coletivos artísticos e outras pessoas que foram ao torneio apenas para participar da confraternização. Alguns times eram compostos por colegas de universidade, escola ou militância que jogavam futebol semanalmente, outros eram times de bairro que disputam regularmente torneios amadores de futebol, enquanto uma menor parte foi formada apenas para esta segunda edição da copa. 
Da Europa a Jesus Maria 
A ideia de organizar um campeonato de futebol nesses moldes surgiu de um contato, em 2011, entre o Autônomos Futebol Clube, de São Paulo, e os argentinos do Club Social Atlético y Deportivo Ernesto Che Guevara. Ambos os clubes nasceram em 2006, com propósitos e práticas iniciais diferentes, encontrando pontos de convergência na crítica ao futebol mercantilizado e na ideia de aproveitar o potencial do esporte mais popular do planeta como meio conscientização e transformação social. 
Inspirados por eventos semelhantes já tradicionais e frequentes na Europa (como a Copa do Mundo Alternativa e o Mondiali Antirazzisti), as equipes decidiram organizar a primeira edição do torneio em 2012 em Jesus Maria, uma cidade da província de Córdoba marcada pelos cultivos sojeiros de grandes proprietários de terras. Na ocasião, o Club Che Guevara, que promove a educação socialista por meio do futebol, recebeu dezenas de equipes e pessoas vindas de países da América Latina e Europa.

Longe da FIFA 
A Copa América Alternativa possui diferentes significados para os grupos participantes: enquanto alguns apontam o futebol como um instrumento de luta em busca de “um homem novo”, outros enfatizam a experiência libertária e igualitária que emerge desses encontros. Todos desejam, no entanto, recuperar o espírito democrático do futebol longe das grandes empresas e associações que o regem. 
“Consideramos que nossos garotos não são objetos e não possuem valor no mercado do futebol”, diz Monica, explicitando a ideia do clube em permanecer fora do futebol mercantilizado, dando a esses jovens a autonomia de decidir sua permanência ou transferência para outro clube sem o constrangimento de vínculos contratuais.

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Para poder chegar à edição de 2013 do torneio, o clube de Jesus Maria utilizou os laços comunitários criados em torno da equipe. Promoveu a venda das tradicionais empanadas e a realização de um bingo a fim de arrecadar a quantia necessária para percorrer os mais de 700 km que separam sua pequena cidade de Gualeguaychú. 
À parte toda a experiência proporcionada pelo torneio, que colocou os garotos de Jesus Maria em contato com outras equipes do continente, dentro de campo o Che Guevara superou o cansaço das longas horas na estrada e realizou uma bela campanha. Eliminou nas quartas-de-final o Autônomos FC, que além de ter sido o campeão da edição passada detinha também, até então, a melhor campanha. Adiante, parou nas semifinais, quando perdeu para os anfitriões da vez, o La Cuchimarra. 
Reprodução/Colectivo Hombre Nuevo 

Além do campeonato de futebol, evento também contou com diversas atrações, como festas e apresentações musicais 
O Club Social Deportivo y Cultural La Cuchimarra segue uma proposta que se assemelha ao Che Guevara. Formado em 2007, em um bairro popular chamado La Cuchilla, além participar de torneios amadores regionais, a equipe mantém um projeto social com jovens por meio do futebol. Junto com a CUBA-Mtr (Coordenação de Unidade Barrial, Movimento Teresa Rodríguez ), movimento social argentino que mantém uma seção no bairro, e o coletivo político-cultural Hombre Nuevo, o La Cuchimarra organizou a segunda edição do torneio. 
Carnaval e papeleiras 
Se fizermos um rápido esforço de memória, lembraremos que a pacata ‘Gualeguay’ teve seu nome mundialmente alçado quando a multinacional finlandesa Botnia se apresentou interessada em “investir e gerar empregos” no vizinho Uruguai e seu rio homônimo, que também corre pelo território argentino, tendo no Rio Gualeguaychú um de seus afluentes. 
Reprodução/Colectivo Hombre Nuevo 
Após enorme contenda diplomática entre os hermanos platinos, com direito a três anos de fechamento da ponte que liga os países, o projeto de produção de pasta de celulose nas margens do Rio Uruguai prosperou, o que não significa que o lado ora derrotado tenha desistido da reversão do processo. 
Por onde se andava na cidade, liam-se pichações e cartazes “Fuera, Botnia”, “la lucha no terminó”, dentre outras mensagens desafiantes. “A papeleira já opera há cerca de cinco anos e nossa luta contra ela é necessária, pois dependemos muito de nossa natureza, até pela questão turística da cidade, e se ela continuar a operar será questão de poucos anos para os nossos rios morrerem. O Rio Uruguai tem baixa profundidade e é muito pouco caudaloso, de modo que as espécies que o habitam não terão como escapar da poluição produzida”, conta Ariel Olivera, representante do La Cuchimarra. 
Além deste caso mais conhecido, é possível dizer que a cidade é um ignoto pedaço de Brasil em solo vizinho, sendo famosa entre os hermanos por seu animado carnaval, com desfiles e “sambódromo” nos moldes que conhecemos. E um adendo: os moradores locais gabam-se de possuir o “maior carnaval do mundo”, uma vez que as festividades percorrem todos os finais de semana que separam o carnaval da quaresma, isto é, são cerca de 40 dias permeados pela festa. 
Com isso, a cidade de cerca de 80 mil habitantes tem sua população até quintuplicada, sendo também brindada por todo o repertório dos sucessos populares brasileiros, tocados em diversos bares e locais de festas pelos artistas locais. 
As veias abertas da América Latina 
Se a primeira edição em Jesus Maria foi batizada pelo Club Che Guevara como Copa América Alternativa “Hombre Nuevo”, em alusão à necessidade que o revolucionário argentino enfatizava de transformação do indivíduo, a edição de 2013 tratou de colocar luz em uma parte silenciada e esquecida da história latino-americana. O torneio ganhou o nome de Copa América Alternativa “Chanás Timbúes”, homenageando um grupo indígena que viveu perto do Rio Uruguai e que foi completamente dizimado durante o processo de colonização. 
Na grande final do torneio, a equipe local enfrentou Los Imer, da cidade de Resistência, na província de Chaco, próxima à fronteira argentina com o Paraguai. A equipe de Resistência entra na categoria dos times formados de última hora, juntando militantes de movimentos sociais e comunitários que viajaram até Gualeguaychú para participar do torneio. 
A escolha do nome que batizou a equipe remete a mais um triste capítulo dos 500 anos de massacres aos povos indígenas, de todo o continente e também do Chaco, onde mais de 70% da população é de ascendência aborígene. No início de 2013, Imer Flores, um garoto de apenas 12 anos, membro da comunidade Qompi Naqona’a, da etnia Qom, foi brutalmente assassinado. Seu corpo foi encontrado às margens do rio Bermejito, área em que o crescimento da atividade turística ao longo dos últimos anos convive com a situação de profunda miséria em que se encontra hoje o povo originário Qom, a exemplo do que tem ocorrido com indígenas de diversas regiões brasileiras exploradas pelo agronegócio e suas monoculturas. 
Os jogadores de Resistência decidiram homenagear Imer Flores e manter viva, de alguma forma, uma longa história, marcada por episódios como o Massacre de Napalpi, em 1924, quando mais de 200 indígenas foram executados à bala pela polícia e por fazendeiros. 
Maior taça não vai para o campeão 
Dentro de campo, o maior entrosamento falou mais alto e o La Cuchimarra derrotou a equipe de Resistência na final pelo placar de 2 a 1. Na cerimônia de encerramento, ao lado da taça que coroava o campeão, foi apresentado outro troféu – maior e com mais cores. Feito pelo artista independente Martín Naef de Gchú, simbolizava o espírito daquela reunião de pessoas, coletivos e ideias. Formado por várias pequenas esculturas de homens com os braços erguidos, o troféu se transforma em um grande balão colorido ao ter reunidas todas as suas colunas. Cada equipe participante, independentemente do desempenho nos gramados, levou uma dessas partes para casa. 
Reprodução/Colectivo Hombre Nuevo 

Trófeu simboliza a união dos cerca de 300 presentes no evento 
Apesar do clima de satisfação pela realização de tal evento, talvez sem nenhum similar anterior pelo continente, fica a impressão de que o curto tempo de encontro pode e deve ser melhor aproveitado entre os grupos presentes, de modo a afirmar a copa como um evento mais que esportivo. 
“Acredito que tais encontros devem ser mais fluídos e promover maior contato com as organizações, compartilhando mais entre todos, para além do esportivo. Devemos avaliar bem o evento, por mais breve que tenha sido o tempo de convívio entre os que vieram. Mas temos de ter um momento para debater realidades de cada organização e transmitir as experiências de cada grupo e de seu contexto social”, afirmou Mônica, em um rápido balanço da segunda edição. 
Em 2014, enquanto o mundo futebolístico direcionará os olhos para o Brasil, na sombra de toda essa imensa movimentação, em alguma cidade do continente, essas equipes terão o desafio de remontar o multicolorido balão dos sonhos e continuar a escrever novas páginas na, até aqui, breve história do futebol alternativo latino-americano. Quem sabe com sua terceira edição em solo brasileiro.

Opera Mundi – Times latino-americanos tentam resgatar espírito democrático do futebol em Copa Amadora Alternativa

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2 horas atrás

Centrais sindicais vão às ruas contra alta dos juros

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 

 

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  Da CTB – As centrais sindicais sairão às ruas de todo o país para protestar contra a possível retomada da alta de juros. Os atos serão realizados no próximo dia 17 de abril, em frente à sede do Banco Central de várias cidades. Na mesma data, o BC irá se reunir para decidir se a Selic irá sofrer alguma mudança ou não.

  O principal ato, do qual irão participar os dirigentes da CTB nacional e de outras centrais, irá acontecer em São Paulo, na Avenida Paulista, às 10h, em frente à sede do BC na cidade.     Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, o Banco Central e o governo federal precisam se manter firmes neste momento, de modo a enfrentar toda a pressão que a mídia e o mercado financeiro têm feito para que a alta dos juros seja retomada.   “No dia 17 será um grande momento para a presidenta Dilma reafirmar aquilo que ela disse na África do Sul, há duas semanas, a respeito da inflação e do crescimento econômico do país. Essa possibilidade de retomada dos juros é inadmissível e deixaremos isso claro nas ruas”, afirmou.       Desenvolvimento      Wagner Gomes afirmou também algo que as centrais vêm apontando desde a realização da segunda Conclat, em 2010: o movimento sindical sempre estará pronto para defender o governo nas ruas sempre que o desenvolvimento do país estiver em jogo.     “Apoiamos a eleição de Dilma, mas temos independência em relação a seu governo. E é essa postura que nos deixa à vontade para fazer críticas duras e cobranças sempre que for preciso, assim como também nos colocarmos ao lado da presidenta caso seja necessário enfrentar a pressão que o governo sofre para aumentar os juros”, destacou. 

2 horas atrás

FIQUE SABENDO:SENHORES DO STF: ONDE ESTAVAM NA DITADURA? _+_ O BRASIL AINDA VIVE UMA DITADURA: A DA MENTIRA_+_ Venezuela prende mercenários da Colômbia e de El Salvador com armas e explosivos – é a CIA?

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Podem ficar com os passaportes, senhores juízes do STF, o que não podem tirar é a dignidade de quem lutou contra a ditadura enquanto os senhores gozavam das suas vidas nos seus trabalhos profissionais, no recôndito das suas famílias 

O STF faz o Brasil se sentir constrangido pelo seu Judiciário, pela não observância da Lei Penal e da Jurisprudência consolidada da Corte, pelo exibicionismodos juízes que o compõem. Um país em que ainda sobrevivem tantos vestígios da ditadura – o período mais brutal da sua história – deveria ter um STF cujos membros deveriam ter tido notável atuação na luta contra a ditadura, que tivesse tido a coragem de jogar sua vida na luta pela democracia. Mais:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2012/11/senhores-do-stf-onde-estavam-na-ditadura.html 
 
O BRASIL AINDA VIVE UMA DITADURA: A DA MENTIRA 
 

No dia que marca a passagem de 49 anos do golpe militar de 1964, Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, joga por terra um mito: o de que a tomada de poder pelos militares foi um mal necessário para evitar que se implantasse um regime comunista no País; ele afirma ainda que, com a Comissão da Verdade, o Brasil, governado por uma sobrevivente daquele período, tem uma dívida a saldar com seus filhos, revelando o que foi o terror… 
****** Por Eduardo Guimarães Comecei a ler jornal aos treze anos. Era 1973 e minha leitura favorita era o primeiro caderno do Estadão, o de política – começara a me interessar pelo assunto porque via a família discuti-lo de uma forma que me intrigava. Mesmo dentro de casa, familiares conversavam sussurrando. E interrompiam o assunto quando eu aparecia. Lendo o Estadão, percebia que faltavam informações. E quando fazia perguntas à família, não conseguia respostas satisfatórias – jovens da minha idade eram tratados como crianças, àquele tempo. Naquele ano, assisti a uma reportagem no programa Fantástico – que estreara na Globo no mesmo ano – que me faria entender que aquilo que lia no Estadão não traduzia a verdade do que se passava no Brasil. Lembro-me com clareza do título da reportagem: “Eleição, um show americano”. Mostrava, se bem me lembro, uma convenção partidária nos Estados Unidos – só não me lembro se era do partido democrata ou republicano. Não era ano eleitoral nos Estados Unidos, mas a matéria era sobre a forma como funcionava a democracia naquele país. Vejo, como se fosse ontem, as bandeirolas coloridas, um clima de euforia. Parecia uma festa. Tudo aquilo era para escolher um candidato a presidente do país que produzia os filmes, seriados e revistas em quadrinhos que tanto amava. Mas o que me intrigava era por que, no Brasil, aquilo não existia. Por que em meu país não elegíamos presidentes? O jornal não me contava. Perguntei à família, mas me enrolaram e não responderam. Nem minha mãe, que desde que me entendo por gente fazia questão de me doutrinar culturalmente por todos os meios, deu-me uma resposta. Sugeriu-me que parasse com a leitura de política porque, em nosso país, não era “bom” se interessar por aquele assunto. Ficara muito intrigado. Aliás, sentia uma certa revolta. Vira na televisão um país que, então, era tido como exemplo para o mundo fazendo da sua democracia uma festa. Mas, no meu país, aquilo tudo, que me parecia tão positivo, era proibido. Por que? Um ano mais tarde, na escola – estudava no Colégio São Luis, em São Paulo –, então no “ginásio”, travei amizade com um rapaz do “científico” (ensino médio) que me contou em detalhes o que passava no Brasil e que a família não me queria revelar. Daniel era quatro anos mais velho do que eu – tinha 18 anos. Ele fazia parte do que chamou de “partido” e disse que o Brasil estava sob uma ditadura, que militares nos governavam na marra e, assim, não podiam permitir que votássemos porque a maioria não os queria no poder e, assim, se o povo pudesse votar eles não continuariam governando. Naquele distante 1973, filho de uma família abastada – vivia com mãe e avós e meu avô era um alto executivo da Mercedes Benz –, descobri que o regime militar era nefasto, uma violência. Mas minha repulsa àquele período de trevas se consolidou de forma indelével em meu espírito quando meu amigo Daniel “sumiu”. Quando parou de ir à escola, após algumas semanas peguei minha bicicleta e fui à sua casa. Sua irmã me atendeu à porta. Tinha um semblante desolador. Fiquei assustado. Disse que Daniel “viajara” e me mandou embora. De volta à escola, seus colegas de classe, mais velhos do que eu, não quiseram me dar informações. Mais:http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/04/o-brasil-ainda-vive-uma-ditadura-da.html 
 Venezuela prende mercenários da Colômbia e de El Salvador com armas e explosivos – é a CIA? 

 

O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou na última quinta-feira (11 de abril), paramilitares colombianos com armas e explosivos. A captura ocorre às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14). 
Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia. Setores do governo temem que a oposição – se for derrotada mais uma vez – abandone o caminho institucional, partindo para a desestabilização armada – com apoio de fora do país. Seria algo parecido com o que já ocorreu na Líbia e acontece agora na Síria. Só que bem na fronteira com o Brasil. “Temos capturado vários militares colombianos com uniformes da Venezuela. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato chavista, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos e armas. Parte dos armamentos foi encontrada após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol (calibre 9 mm) – com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular para fuzis. Material de guerra “Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon. O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos. Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha. As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela. Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana: “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile. Mídia privada esconde O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte. Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia. Leonardo Severo No ComunicaSul é um coletivo de jornalistas brasileiros, especializado em coberturas especiais na América Latina; gera conteúdo exclusivo para a blogosfera, furando a hegemonia da velha mídia (no Brasil, por exemplo,jornais deram pouco ou nenhum destaque à prisão dos paramilitares estrangeiros na Venezuela). Mais: http://asintoniafina.blogspot.com.br/2013/04/venezuela-prende-mercenarios-da.html

2 horas atrás

A bruxa morreu

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Música “anti-Thatcher” lidera ranking no Reino Unido e constrange BBC

Após morte da ex-premiê, faixa “a bruxa está morta” do filme O mágico de Oz lidera as paradas de sucesso; sob pressão, emissora inglesa decidiu tocar apenas 5 segundos


A atriz Margaret Hamilton como a bruxa malvada de Oz: 70 anos depois, sua música alcança o top 10 britânico

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A rede britânica BBC cedeu às pressões e decidiu não tocar a música Ding Dong! The Witch Is Dead nas tradicionais paradas de sucesso da emissora. Pelo menos não a música inteira: serão executados apenas 5 segundos da canção do filme O mágico de Oz, acompanhados de um vídeo explicativo — e inédito na história do programa dominical Radio 1 Chart Show.

Após a morte da ex-primeira-ministra, muitos ingleses anti-Margaret Thatcher iniciaram uma campanha de protesto para tentar colocar a canção no topo das paradas britânicas. A movimentação deu certo e fez o refrão “a bruxa está morta” pular para a 1ª posição das mais tocadas — no momento, é a 10ª mais pedida —, deixando a BBC sem saber o que fazer.

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Abaixo-assinado quer privatizar enterro de Thatcher

Tido como o responsável pela decisão final, o novo diretor-geral da emissora, Tony Hall, chegou a dizer que, pessoalmente, achava a campanha de “mau gosto”, mas que a independência editorial da BBC era “sagrada”.

Membros da alta cúpula do Partido Conservador, do qual Thatcher era representante, criticaram duramente a possibilidade da música ser executada pela BBC a três dias do funeral da ex-premiê. Na contramão, muitos chamaram de censura a decisão da emissora. Em enquetes realizadas pelo jornal The Guardian, mais de 80% dos leitores entenderam que a BBC não fez a escolha correta e preferiam que a música fosse tocada do início ao fim.

A decisão, sem precedentes, de incluir uma reportagem de notícias no programa vai tentar explicar aos espectadores por que uma faixa retirada de um filme de 1939 apareceu de repente nas paradas de sucesso. Além disso, o público-alvo do programa tem entre 16 e 24 anos de idade, poucos dos quais capaz de reconhecer facilmente o governo de Margaret Thatcher, que perdurou de 1979 a 1990.


“Dama de ferro”: aos 87 anos de idade, a ex-premiê Margaret Thatcher morreu após um AVC em Londres

Revista Samuel – Música “anti-Thatcher” lidera ranking no Reino Unido e constrange BBC

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2 horas atrás

De quem é a mão que balança o berço da mídia?

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 

 

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Nunca antes, na história deste País, houve uma coincidência tão grande entre capas de revistas e manchetes de jornais; essa sintonia ocorre às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária e tem dois objetivos paralelos: arrancar juros maiores do governo e desgastar a presidente Dilma; quem seriam os articuladores? FHC? Roberto Setubal?       A bem da verdade, além de FHC e Olavo Setúbal, Eduardo Campos também está articulando para desgastar Dilma.Semana passada, durante a inauguração de uma fábrica de gesso em Afogados da Ingazeira-PE, Eduardo Campos reclamou dos juros baixos. Segundo Campos, para baixar a  inflação o remédio é juro alto. 
  Há quem acredite em coincidências. E na hipótese de que, ao longo desta semana, os editores das revistas Época e Veja tenham tido a mesma inspiração. A capa seria dedicada ao tema inflação e não haveria nada melhor para sinalizar a escolha do que o tomate. Nos dois casos, a mesma piadinha: a de que a presidente Dilma Rousseff teria “pisado no tomate”.     Assim como nas revistas semanais, coincidências também ocorreriam nos principais jornais do País, que, num mesmo dia, seriam capazes de produzir manchetes idênticas, sobre o estouro da meta inflacionária e a necessidade de juros maiores. Aconteceu com Globo, Estado e Folha na semana passada.     No entanto, deve-se desconfiar de tamanha sintonia entre veículos de comunicação, que, não por acaso, ganharam o carimbo de PIG, Partido da Imprensa Golpista. Por que, afinal, escolhas tão idênticas e manchetes tão afins num mundo de múltiplos acontecimentos? Haveria alguma articulação? Um ponto de contato entre seus editores? Uma construção de consensos artificiais no processo de formação da opinião pública? Ou será que tudo acontece mesmo por acaso?     Seja como for, a sintonia entre os meios de comunicação acontece num momento emblemático. Dentro de 48 horas, técnicos do Banco Central começam a discutir a política monetária e qual será a próxima taxa Selic, hoje fixada em 7,25%. Seja em Época, Veja, nos jornais, como no editorial do Globo deste domingo, ou na voz de lobistas do sistema financeiro, como Maílson da Nóbrega, Alexandre Schwartsman e Ilan Goldfajn, o que se pede, com todas as letras, é uma dose forte de juros, cujos efeitos serviriam muito mais para realimentar a especulação financeira do que para baixar o preço do tomate, que subiu em razão de secas e já está em queda acentuada.     Diante de tudo isso, é de se perguntar: de quem é a mão que balança o berço da mídia? Será Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, que tem se mostrado como maior antagonista da política de juros baixos? Ou, quem sabe, Fernando Henrique Cardoso, que manteve sua interlocução privilegiada com os magnatas da mídia brasileira nos últimos anos?     Neste fim de semana, tanto Veja como Época também tiveram a ideia de comparar Dilma a Margaret Thacther. Sobre a presidente brasileira, diz Veja que ela “esnoba o capital externo, demoniza o lucro e muda as regras do jogo toda hora” (alguém pensou em Roberto Setubal, que disse o mesmo ao Financial Times?).     Há uma mão invisível no noticiário. Só falta descobrir a quem pertence.     Da redação, com informações o Brasil 247

2 horas atrás

A contribuição dos EUA para a demo cra CIA!

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

 

Venezuela prende mercenários com armas e explosivos: eles vieram da Colômbia e de El Salvador – é a CIA?

publicada sexta-feira, 12/04/2013 às 16:03 e atualizada sexta-feira, 12/04/2013 às 16:42

“Na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai” (JoãoPedro Stédile)

por Leonardo Severo, do ComunicaSul*, direto de Caracas

O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou na última quinta-feira (11 de abril), paramilitares  colombianos com armas e explosivos. A captura ocorre às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14).

Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia.

Setores do governo temem que a oposição – se for derrotada mais uma vez – abandone o caminho institucional, partindo para a desestabilização armada – com apoio de fora do país. Seria algo parecido com o que já ocorreu na Líbia e acontece agora na Síria. Só que bem na fronteira com o Brasil.

“Temos capturado vários militares colombianos com uniformes da Venezuela. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato chavista, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos e armas.

Parte dos armamentos foi encontrada após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol (calibre 9 mm) –  com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular para fuzis.

MATERIAL DE GUERRA

“Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon.

O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos.

Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha.

As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela.

Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana: “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile.

MÍDIA PRIVADA ESCONDE

O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte.

Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia.

* O ComunicaSul é um coletivo de jornalistas brasileiros, especializado em coberturas especiais na América Latina; gera conteúdo exclusivo para a blogosfera, furando a hegemonia da velha mídia (no Brasil, por exemplo,jornais deram pouco ou nenhum destaque à prisão dos paramilitares estrangeiros na Venezuela).

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2 horas atrás

Mantega diz que inflação não necessita de “tiro de canhão”

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Do Estadão.com.br

‘Inflação não precisa de tiro de canhão’

Para Mantega, taxas de juros mudaram de patamar e alta de preços pode ser debelada com ‘tiro de metralhadora’ 

13 de abril de 2013 | 22h 30   Raquel Landim e João Villaverde, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Na iminência de uma retomada do ciclo de alta de juros, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ao Estado que a inflação não vai precisar ser debelada com um “tiro de canhão” como na história recente do País. “Pode ser de metralhadora, se necessário”, disse. Ele frisou que não estava opinando sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa na terça-feira, mas sobre uma mudança estrutural nos juros.

Mantega afirma que a inflação está sob controle e que “o que está na boca do povo é o tomate” e não uma alta generalizada de preços. Um dos principais defensores do câmbio desvalorizado, o ministro admite que o governo promoveu uma depreciação do real, que elevou em até 0,5 ponto porcentual o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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2 horas atrás

PIGão toma jeito. O povo não é burro e nem cego. O Estadinho não demora ir embora. (Aldo)

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

Requião vê “canalhice” de Globo e Veja na cobertura sobre os portos



No Viomundo
Do site do senador Roberto Requião

“Nada mais parecido com um saquarema que um luzia no poder”. A frase foi dita por Holanda Cavalcanti, para designar a ausência de diferenças de fundo e essência entre o Partido Conservador, os saquaremas, e o Partido Liberal, os luzias.
Esta constatação, feita no século XIX, ganha absoluta atualidade à medida que o governo avança suas propostas para a infraestrutura. Avança propostas na direção errada, sob inspiração errada e aconselhamento errado. Avança na privatização e desnacionalização da infraestrutura brasileira, na submissão do país aos interesses do grande capital.
O Estado brasileiro fez recentemente um balanço da privatização das ferrovias levada a cabo pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. E concluiu que a privatização foi um ribombante fracasso. Essa conclusão é do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União e do Ministério dos Transportes e do Senado Federal.
E quem formatou o fracassado modelo de privatização das nossas ferrovias no governo neoliberal de Fernando Henrique? O senhor Bernardo Figueiredo, conhecido agente duplo, cidadão público-privado, flex.
Foi por considerar Bernardo Figueiredo um dos responsáveis pela tragédia do nosso transporte ferroviário que o Senado rejeitou a sua recondução para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Como reagiu o governo à reprovação de Figueiredo? Reagiu da pior forma possível, alçando-o à presidência da recentemente criada EPL – Empresa de Planejamento e Logística, colocando em suas mãos 133 bilhões de reais para privatizar rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e tornar possível o absurdo projeto do trem-bala.
Como verdadeiro Percival Farcquar do século XXI, testa de ferro de interesses privados, daqui e de fora, Bernardo Figueiredo, assim que nomeado para a EPL, passa a viajar o mundo, reunindo-se com banqueiros internacionais.
Em conjunto com outros membros do governo, promove elegantes “road shows” nas principais capitais mundiais para “vender o Brasil”: ele, em Nova Iorque, e a até então discreta Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, em Londres.
Na verdade, Bernardo Figueiredo foi à banca internacional definir com os banqueiros o modelo da nova privatização da infraestrutura brasileira, esta que agora o governo leva adiante.
Mas, por ora, deixemos Figueiredo de lado, que outro assunto revela maior premência: a Medida Provisória em trâmite no Congresso Nacional, a MP 595, a famigerada MP dos Portos.
Como à época da campanha da mídia e dos neoliberais pela destruição da Rede Ferroviária Federal e privatização da malha ferroviária brasileira, os portos públicos sofrem hoje um bombardeio terrível. A Globo e a Veja lideram a tropa de choque.
Praguejam contra o “Custo Brasil” e pedem em uníssono a privatização dos portos. O governo atende e a Globo e a Veja elogiam o governo, pelo seu pragmatismo, sua adesão à racionalidade, à eficiência, à “redução do Custo Brasil”.
Nada mais se parece com um saquerema que um Luzia no poder!
O neoliberalismo de Fernando Henrique Cardoso não nos considerava um país, mas um mercado. Um mercado integrado a outros mercados do mundo. Sem cidadania, sem história, sem passado, sem futuro, um mercado em que somos considerados apenas consumidores. Essa visão fez com que os portos brasileiros ficassem naquele momento sob compromisso de privatização.
No Porto de Paranaguá, o governo Fernando Henrique e o governo Lerner estabeleceram um convênio de delegação que garantia que o porto seria privatizado em seis meses. Eu assumi o governo e paralisei o processo. Investi no porto, reorganizei sua administração, combati os interesses que o submetiam, resgatei seu caráter público.
Travei uma dura guerra em defesa do porto. O Porto é a entrada e a saída do país. Do Porto de Paranaguá depende a nossa economia, o desenvolvimento de setores da nossa indústria, de regiões do meu estado e do nosso país.
Pensei que com a eleição do meu amigo Lula e, depois, da presidente Dilma, estaríamos livres da burrice fundamentalista da submissão à cobiça e à internacionalização do Brasil.
Pensei também que não teria mais que sair a campo para lutar contra a destruição e privatização do Porto de Paranaguá.
Afinal, ouvi da própria presidente Dilma, quando Ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, que o Porto de Paranaguá era um exemplo de eficiência e racionalidade.
E era, mas não quando eu assumi o governo. O Porto de Paranaguá não tinha dinheiro em caixa, os pátios eram espaços de exploração infantil, o lenocínio tomava conta e o Porto não tinha receita.
Os grandes graneleiros dominavam o porto e a economia do Estado não respirava mais, não tinha como importar, nem exportar, porque o porto só se dedicava a exportar grãos das grandes empresas e das trades internacionais do agronegócio.
Mesmo os pequenos produtores tinham que vender para as grandes porque não tinham lugar no Porto para exportar.
Tive que estabelecer cotas, criei e recriei a exportação das multicargas (madeira, congelados, automóveis …), porque a alguns setores da economia que precisam exportar para crescer. Se o porto fecha, estrangula a economia.
E fui atacado duramente pela grande mídia. Mas resisti e reorganizei o porto de Paranaguá. Em 2003, recebemos o Porto com menos de 40 milhões reais em um fundo informal para custear dragagens e, no término do meu segundo governo, em 2010, deixamos o caixa com um saldo líquido de 450 milhões de reais, mesmo tendo realizado diversas obras de infraestrutura, a dragagem do canal de entrada do porto, a pavimentação em concreto das vias de acesso, a construção de novos terminais.
E acabei com as filas de caminhões. Fazia dez anos que a safra era colhida e imediatamente colocada em caminhões em direção ao porto, à espera de um negócio; e o caminhoneiro ficava na estrada, privado de tudo. Eu acabei com isso. Exigi agendamento. Só podia ir à estrada o caminhão que tivesse navio agendado. Acabou a fila.
À medida que as nossas iniciativas iam melhorando o porto público, passei a ser atacado duramente pela Rede Globo. A Globo colocou o Pedro Bial e a Miriam Leitão no ar para me atacar, por meio de imagens de arquivo e informações absolutamente mentirosas. Imagens de arquivo de filas de caminhões, que não existiam mais.
Era a mídia já então na cruzada pela desmoralização do porto público, para justificar a privatização e desnacionalização. A mesma Globo que, agora, elogia ministros do governo por sua “racionalidade e visão de futuro” quando defendem um novo marco regulatório que resultará na inviabilização dos portos públicos e na desnacionalização absoluta da nossa logística. Meu Deus!
Pois bem. Sejamos claros. Esta medida provisória é uma jabuticaba com recheio de nitroglicerina. O modelo proposto destoa do padrão mundial. O comércio marítimo, do qual o sistema portuário é parte, tem experiência mais de cinco mil anos. Em razão deste milenar percurso de amadurecimento, os portos mais importantes do mundo, nos países mais importantes do mundo são públicos. O padrão vigente no mundo é o de portos públicos operados pelo setor privado. Exatamente como é o modelo brasileiro atual
O modelo que o Brasil adotou com a Lei n. 8.630 de 1993, é o modelo Landlord Port ou porto proprietário da terra, em que o governo, por meio da Autoridade Portuária, administra a infraestrutura, responsabilizando-se pela gestão portuária (berços de atracação e desatracação de navios, píeres, dragagem no canal de acesso ao porto e mais). À iniciativa privada cabem os investimentos na superestrutura portuária (armazéns, prédios, guindastes, etc.
É o modelo predominante no mundo. Holanda, Bélgica, Alemanha, Espanha e USA, para citar apenas alguns países. Só há dois países de portos totalmente privatizados: os da Inglaterra, por obra e graça da Margaret Thatcher, e os da Nova Zelândia, e nenhum dos dois figuram em quaisquer estatísticas de eficiência portuária mundial. O Banco Mundial critica o modelo inglês pela dificuldade de se pensar e executar o planejamento estratégico do setor portuário e a intermodalidade no país.
O mundo sabe que os portos constituem ativos estratégicos que requerem planejamento de médio e longo prazo para funcionar com eficiência, para que toda a sociedade possa se beneficiar dos seus resultados.
Por que, então, os sábios funcionários do governo resolvem parir esta jabuticaba?
Tenho ouvido com atenção os argumentos para justificar a Medida Provisória e a mudança do modelo. E quanto mais ouço mais me convenço de sua improcedência.
Dizem que o novo modelo reduzirá o tal “Custo Brasil”, trará maior eficiência e racionalidade ao sistema portuário e competitividade aos produtos brasileiros no comércio exterior.
Não! Nada disso! Ocorrerá exatamente o contrário!
Primeiramente, esclareçamos: esta MP visa o comércio marítimo de contêineres. O comércio de granéis, no modelo atual, já pode perfeitamente ser movimentado em Terminais de Uso, os TUPs, por quem necessite verticalizar sua cadeia de produção, o que é feito por grandes empresas, como a Petrobrás, Vale, Cargill, Bunge e outras.
E quanto às terríveis filas no Porto de Santos, na época de colheita, todos sabemos que se deve à falta de armazenamento suficiente nas regiões produtoras e nos terminais graneleiros e à perversa matriz de transportes terrestres brasileira – na qual produtos de baixo valor agregado, como a soja e o milho, são transportados por caminhões, ao invés de trem. No caso de Santos, as filas persistem porque o porto não adotou ainda a exigência de agendamento de navio, para os caminhões que se dirigem ao porto, como nós fizemos em Paranaguá.
Ainda sobre os granéis, é evidente que sempre haverá alguma concentração de navios em época de safra. A sazonalidade da produção e do comércio torna irracional e improdutivo construir estruturas gigantescas que ficarão ociosas boa parte do ano.
Logo, o alarido da grande mídia sobre as filas não me comove, nem me engana, como não deve enganar os demais senadores da República. É de uma canalhice absoluta a relação que a Globo e a Veja estabelecem entre as filas de caminhões no Porto de Santos em época de safra e uma suposta falência do modelo brasileiro de portos públicos, para justificar a privatização absoluta dos nossos portos. Alhos com bugalhos. Só se engana quem quer.
As soluções para os problemas do escoamento da safra passam por aumento da armazenagem no interior e nos portos, mudança da matriz de transportes terrestres e gerenciamento inteligente e racional dos portos. Tudo isso é possível fazer no atual modelo portuário. Nada disso exige que o modelo seja destruído, como quer a MP.
Então, como vemos, é do comércio de contêineres que devemos nos ocupar na análise da MP 595. Aliás, o senador Eduardo Braga, relator da MP, reconhece que o foco é o comércio por contêineres.
E aí é que reside o aspecto crítico da MP para a economia nacional, porque o comércio por contêineres é o que afeta mais diretamente a produção industrial. Os prejuízos que o novo modelo trará, se adotado, reforçarão o perfil primário-exportador da economia brasileira.
No caso dos contêineres, o comércio internacional pelo mar é controlado por grandes armadores internacionais, os donos de frotas de navios, como a Maersk, Hamburg Sud, MSS, MAS, Grimaldi. Dez empresas dominam 70% da navegação de longo curso. São eles que estabelecem o porto que será utilizado para a importação ou exportação – sempre lembrando que estamos falando de comércio por contêineres, já que nos granéis a situação é diversa.
São os armadores, também, que fixam o preço da operação, estabelecendo a venda casada do frete marítimo com a movimentação no terminal. E, como são oligopólios, fixam o preço com base na lógica ditada pelo mercado e não com base em custos.
Do valor recebido do exportador ou pelo importador pela movimentação no terminal portuário, o armador paga ao operador apenas uma parcela, que varia entre 50% e 60%.
Logo, é conversa mole neoliberal a afirmação de que uma eventual redução do custo da operação nos terminais implique automaticamente em redução do chamado “Custo Brasil”, uma vez que a lógica econômica é de que o armador, por sua posição dominante, se aproprie deste ganho de produtividade e não o exportador/importador.
Ou seja, a medida provisória não reduzirá os custos de movimentação portuária para os exportadores e importadores brasileiros. Apenas aumentará o lucro dos armadores, que estão no topo da “cadeia alimentar” da logística de transporte marítimo mundial.
Com isso, cai por terra o principal argumento que sustenta a MP. A lógica da MP é a de que um proprietário de carga, um exportador, terá à sua disposição dezenas ou centenas de operadores portuários competindo ferozmente por sua carga, o que faria com que o preço pela operação fosse reduzido por esta competição de vida ou morte. Escolhido pelo exportador um operador portuário, o exportador ou operador escolheria então um armador, o qual encaminharia um navio ao porto escolhido pelo exportador. Raciocínio primário, grave equívoco.
Na realidade é a escala o determinante. Os navios atracam nos portos em que seja maior a quantidade de carga a ser movimentada, porque com isso, os armadores otimizam os seus ativos (navio, tempo, combustível, pessoal etc).
Posso dar um exemplo. No Paraná, em Curitiba, temos uma montadora de automóveis da Volvo. Quem conheça minimamente a geografia, imaginará que o porto utilizado pela Volvo para as operações de comércio, entre a matriz sueca e a unidade paranaense, seja o Porto de Paranaguá, distante 100 quilômetros da fábrica brasileira.
Mas não. A Volvo utiliza o porto do Rio de Janeiro. Por que? Escala! O volume de comércio com a fábrica paranaense não justifica que o navio se desloque até Paranaguá.
Ah! Os sábios formatadores desta incrível MP!
Aproveito este exemplo da Volvo para apontar outro grave erro, outra premissa falsa. O discurso dos que a formataram é que o novo modelo provocará um choque de oferta de movimentação portuária e de transporte marítimo, em decorrência da competição decorrente da abertura de dezenas ou centenas de terminais em portos privados, e que isso levará a uma queda de preços na operação.
Não é verdade. Esta afirmação pouco inteligente desconhece, fundamentalmente, que é a escala que faz com que os preços de operação portuária sejam menores. E não a competição entre centenas de terminais.
Seria interessante se os sábios que formataram a MP revelassem em que país, em que lugar do mundo, se dá esta realidade que a privatização dos portos teria o condão de magicamente criar no Brasil.
Este lugar, se existir, não é no Planeta Terra. Neste nosso planeta, a realidade é outra. Os 100 maiores portos do mundo têm de um a três operadores. Pela razão óbvia de que é a escala o determinante para a redução de custos da operação portuária e não uma cerebrina e inexistente competição entre centenas de operadores.
Sim, pode alguém me perguntar, então os portos públicos brasileiros são perfeitos?
Não. Os portos públicos, como tudo mais na infraestrutura brasileira, precisam ser melhorados. No caso dos contêineres é preciso melhorar os acessos terrestres aos portos, reduzir a elevada burocracia, inclusive aumentando o horário de funcionamento dos órgãos anuentes – Receita, Vigilância Sanitária – e aumentando a coordenação entre eles.
É preciso enfrentar o problema das tarifas portuárias elevadas que são cobradas pelos donos dos navios (armadores) ao importador/exportador, ampliar os berços de atracação e a dragagem para fazer face aos navios gigantes que começaram a vir para o Brasil.
Em 1993, quando foi editada a Lei 8.630, os navios que atracavam nos portos brasileiros transportavam 1,5 mil contêineres. Em 2011, entre 3 e 5 mil contêineres. Em 2012, começaram a chegar navios com 8 mil contêineres. O maior navio porta-contêineres do mundo pode transportar de 11 a 15 mil contêineres.
No caso do granel, é preciso enfrentar a insuficiência de silos nas áreas de produção e nos terminais de grãos, os elevados custos da logística terrestre, decorrente dos pedágios rodoviários, da inexistência de ferrovias e da leniência da ANTT na fiscalização das concessionárias ferroviárias privadas.
Mas, se não é verdade que os portos públicos sejam ilhas de excelência – e nem poderiam ser num país com deficiências graves na infraestrutura – é uma grande mistificação afirmar que seja o modelo de portos públicos o responsável por um “estrangulamento da economia”, como vociferam a Globo e a Veja e afirmam irresponsavelmente autoridades do governo federal.
Este alarmismo é uma cortina de fumaça para nos empurrar à privatização e à desnacionalização absoluta dos nossos portos.
O secretário de Portos da Presidência, José Leônidas Cristino, um dos membros da troika do governo, veio ao Congresso para tentar nos amedrontar, na esteira do alarido alarmista da grande mídia. Disse o secretário que sem a MP aprovada os portos terão que recusar cargas em alguns anos.
Tenho uma proposta de solução para o problema. Diante desta incrível confissão de incompetência e de incapacidade de planejamento e gestão de parte do Secretário de Portos, a presidente Dilma, para evitar o mal anunciado, deveria agir prontamente, demitindo o secretário e estabelecendo uma política de fortalecimento do sistema portuário nacional. E não mandar para o Congresso uma medida que destruirá os portos públicos, encarecerá as tarifas, debilitará a possibilidade de planejamento estratégico e enfraquecerá a soberania nacional.
Deveria trocar o secretário e proibir o novo secretário de segurar o crescimento dos portos públicos, ordenando que desengavetasse os projetos para a expansão dos terminais de contêineres e de grãos nos portos brasileiros. A mesma ordem deve ser dada aos engavetadores da ANTAQ, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários.
Chamo a atenção do Senado para três fatos inquestionáveis, ocorridos entre 2002 e 2011:
1º) a corrente de comércio exterior brasileiro cresceu de US$ 100 bilhões para US$ 480 bilhões;
2º) a movimentação de contêineres cresceu de 2 milhões para 5,3 milhões e;
3º) o Brasil teve crescimento, no comércio exterior, período 2009/2011, maior que a China e muito maior que os Estados Unidos e Alemanha. É bom lembrar que 95% do comércio exterior brasileiro se dão através dos portos.
Vejam, senhoras e senhores senadores, que o quadro real está longe daquele que a gritaria da grande mídia estabelece e reverbera o nosso pusilânime Leônidas que, diferente do Leônidas espartano, não se coloca em marcha para defender sua pátria.
Antes, apressa-se entregá-la à cobiça estrangeira.
A conclusão decorrente do diagnóstico equivocado a que a presidente Dilma está submetida pela indefectível troika privatista é que é preciso permitir a construção de terminais privados para prestar o serviço público de operação portuária.
Diante do diagnóstico equivocado e da conclusão equivocada, a MP 595 revoga a Lei 8.630/93, a chamada Lei dos Portos, e inventa um novo marco regulatório que não existe em parte alguma do Planeta. E, como sempre acontece quando se propõe algo que é ruim para o país e o povo, promete-se um mundo de bonança e riqueza, em que correm leite e mel. Para privatizar as ferrovias, Bernardo Figueiredo, à época funcionário do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, fez as mesmas promessas.
Resumindo, ao invés de fazer o que todo país soberano faz, que é fortalecer o porto público e suas estratégias de desenvolvimento, a MP enfraquecerá os portos públicos e entregará sua estratégia de desenvolvimento aos armadores internacionais e seus interesses comerciais.
Pois bem. Diz a troika privatista que a MP 595 não é uma medida privatizante. Diz que os portos públicos não serão privatizados.
Balela. Conversa mole.
Hoje, os portos são públicos e a operação é privada, selecionada mediante licitação. Estamos aqui diante de um processo de privatização que se confunde com a desnacionalização dos portos brasileiros. Desnacionalização! Esta é a palavra-chave para compreendermos a essência desta MP.
O negócio portuário constitui um monopólio natural: demanda investimentos de grande porte para ser eficiente, o que impõe uma barreira de entrada, limitando o número de participantes, e a necessidade de o Estado garantir tais investimentos.
O fato de ter como contrapartida o aproveitamento de economias de escala, em que os custos fixos se diluem à medida que aumenta a movimentação, e que, dentro de sua área de influência, os usuários do serviço não tenham outras opções, também denota sua feição monopolística.
Aqui reside também a importância do papel do Estado como agente regulador que garanta tarifas módicas e tratamento isonômico aos usuários, sejam estes grandes ou pequenos exportadores / importadores, como eu fiz em Paranaguá no meu governo. Quando assumi, o porto era dominado por grandes exportadores e a economia estava estrangulada.
Objetivamente, os nossos portos precisam ser equipados com dragagem, berços de atracação e equipamentos para receber os navios supercargueiros. Não se imagina, ingenuamente, que a dimensão da economia brasileira, especialmente no que se refira a cargas conteirenizadas, comporte tantos portos de grandes dimensões. Evidentemente não.
Por isso, sejamos claros: à medida que a política de fortalecimento dos portos públicos seja abandonada em favor da política de entrega dos portos ao livre jogo dos interesses dos oligopólios e monopólios, os megaportos privados vinculados aos grandes armadores tornarão irrelevantes os portos públicos, que minguarão, entrarão em crise, fortalecendo o discurso neoliberal da incompetência do Estado e da eficiência do mercado.
Logo, o que esta vergonhosa MP provocará – e não como efeito colateral imprevisto ou indesejado, mas como realização de um desiderato dos seus autores e beneficiários – é o enfraquecimento e a quebra dos portos públicos.
E como justificam os formatadores da MP sua opção pela privatização e desnacionalização dos portos, ao invés do fortalecimento da estrutura portuária pública para atração de investimentos privados?
Dizem que não há outra saída! E isso por duas razões: o Estado não tem como financiar os investimentos e o Estado é mais incompetente que a iniciativa privada.
Nada mais se parece a um Saquarema que um Luzia no poder! É incrível – e triste! – ouvir de petistas esta cantilena fundamentalista neoliberal!
Ora, o Estado tem uma capacidade de financiamento muito maior que qualquer empresa privada. Além disso, ao fim e ao cabo, é o Estado, via BNDES, que financia as privatizações, como vimos no caso das ferrovias, apenas para ficar num exemplo.
O BNDES não apenas financia como acaba participando da composição acionária das concessionárias, assim como os fundos de pensão das empresas estatais. Logo, o argumento da falta de recursos não se sustenta. É desonesto.
Por outro lado, este modelo privatista e desnacionalizante que se quer introduzir através da MP acabará por arrebentar a possibilidade de planejamento do Estado e imporá demandas incontroláveis por construção de infraestrutura de transporte terrestre (rodovias e ferrovias) para que as cargas cheguem e saiam dos portos privados. Logo, haverá um aumento brutal e uma dispersão de recursos públicos e não economia deles, como irresponsavelmente propagam os novos arautos da privatização.
O outro argumento é o da incompetência do Estado para realizar as obras de ampliação das instalações portuárias necessárias ao aumento da capacidade de movimentação dos portos. Não procede. As obras não serão feitas pelo Estado e sim por empresas privadas, contratadas mediante licitação.
Diante deste quadro de terríveis consequências para a independência, a soberania e o desenvolvimento do Brasil, uma pergunta se impõe: esta loucura em que consiste a MP é inevitável? O Brasil não tem mesmo outra saída, como querem nos convencer os Bernardos Figueiredos, Leônidas, Gleisi Hoffmann, Veja, Globo, et similes?
Confesso que minha inteligência não alcançou a explicação dada pela ministra Gleisi, quando veio ao Congresso para justificar a MP. Disse ela que o PAC permitiu investimentos públicos com participação privada, mas não permitiu parceria com o privado. A questão é, então, ideológica: é uma questão de honra implantar, a todo custo, as PPPs? As PPPs são, então, um estágio superior de relacionamento entre o público e o privado?
Nada mais se parece com um saquarema que um luzia no poder!
Senhores senadores, senhoras senadoras:
Quid prodest? A quem aproveita?
Os portos privados que surgirem no novo modelo estarão ligados a empresas multinacionais de navegação marítima, integrantes de grandes grupos internacionais, as quais dominarão a logística portuária, estabelecerão preços artificialmente baixos (dumping), transferindo os custos para os demais itens do preço da operação completa (frete etc) e, com isso, quebrarão os portos públicos que estejam na sua área de influência.
E então, quando já tiverem a logística portuária sob seu controle e os portos públicos quebrados, os oligopólios estabelecerão suas condições e seus preços ao país, aos produtores, exportadores e importadores brasileiros.
Isso acarretará elevação dos fretes, aumentando nosso déficit na balança comercial de fretes, que de US$ 1,6 bilhões em 2003 alcança agora US$ 8,7 bilhões. Claro que isso aponta para o mal que faz ao Brasil não possuir uma frota de navios brasileiros para o comércio internacional.
Para que ninguém me imagine possuído por um nacionalismo exagerado, menciono o “Ato de Navegação”, promulgado na Inglaterra, em 1651, pelo governo puritano de Oliver Cromwell, que estabelecia que todas as mercadorias importadas por qualquer país europeu fossem transportadas por navios ingleses ou de seus próprios países.
Posteriormente, em 1652, especificou-se que, pelo menos, três quartos da tripulação dos navios deveriam ser britânicos. Esta lei provou forte reação dos Países Baixos, que até então obtinham grandes lucros com o comércio marítimo inglês. Em consequência, os países mergulharam nas Guerras Anglo-Holandesas, que terminou com a vitória britânica, em 1654, marcando o início efetivo da hegemonia marítima britânica.
Mas, afinal, Quid prodest? A quem aproveita esta medida provisória?
Esta medida provisória foi lançada às pressas para impedir que o TCU julgasse o processo TC-015.916/2009-0. No dia, no momento mesmo do julgamento, a Casa Civil teria solicitado a retirada do processo de pauta, porque uma medida provisória estaria sendo publicada. E foi. Esta malfadada MP 595!
E em que consiste a decisão do TCU que a Casa Civil tentou evitar que fosse proferida? Quem e a que interesses buscou a Casa Civil proteger?
A decisão do TCU determinava à leniente ANTAQ que, em noventa dias, licitasse os terminais das empresas que mantinham ilegalmente portos privativos transportando cargas de terceiros em Cotegipe (Bahia), Portonave (Itajaí-SC), Itapoá (SC) e Emprabort (Santos-SP).
Segundo o TCU, as outorgas destas empresas eram ilegais, porque os terminais foram autorizados pela ANTAQ como privativos, mas operavam principalmente cargas de terceiros, caracterizando prestação de serviço público, o que exigiria prévia licitação. E a leniente ANTAQ nenhuma providência tomava.
Dos 114 terminais privativos em operação no país, sete são exclusivos e 107 mistos. Os terminais mistos transportam carga de terceiros, prestando ilegalmente serviço público, em afronta aberta à Lei dos Portos de 1993 e ao Decreto do Presidente Lula, que em 2008 tentou botar ordem na bagunça, condicionando a autorização de instalações privativas mistas quando a movimentação das cargas para terceiros tivesse caráter subsidiário, eventual e da mesma natureza da carga própria, para aproveitar algumas janelas no grosso da movimentação da carga própria. O relatório do TCU mostra que a Portonave (do grupo Triunfo), por exemplo, escoava 3% de cargas próprias e 97% de terceiros, em frente ao Porto de Itajaí.
Está, portanto, respondida a pergunta sobre os beneficiários da apressada medida provisória, cuja publicação visou impedir que o TCU julgasse ilegal o funcionamento de portos de uso privativo que prestavam serviço público e condenasse a leniência e conivência da ANTAQ.
E, assim, editada a MP acabou a ilegalidade e foi para o lixo o Decreto 6.620/2008 de Lula. Com isso, está liberada a temporada de caça aos portos públicos. Com a MP, Portonave pode quebrar Itajaí, Itapoá pode quebrar São Francisco, Pontal do Paraná pode quebrar Paranaguá, Embraport pode quebrar Santos e o porto do Açu, do mago Eike Batista (hoje sob gestão do banco BTG), pode quebrar os portos do Rio de Janeiro e de Vitória.
Observem, senhores senadores, que não estou falando que os novos portos privados competirão com os portos públicos. Digo que enfraquecerão e, no limite, quebrarão os portos públicos. Não há competição em setores da economia que se constituem, como é o caso, em monopólios naturais. Esta MP conduzirá a isso: quebradeira dos portos públicos e desnacionalização das portas de entrada e saída do país.
Senhores senadores, senhoras senadoras, “a pior cegueira é a que acomete os que têm por dever ser os olhos da República”, ensina-nos o Padre Antonio Vieira, no Sermão do Quinta-Feira da Quaresma, em Lisboa, no Ano da Graça de 1669.
Ensinamento atual!
Estamos diante de um escândalo de grandes proporções. Caso o Congresso Nacional não se esperte, caso não acorde para cumprir o seu dever de casa de representantes do povo e da Federação, esta legislatura passará a ser conhecida como a legislatura Joaquim Silvério dos Reis, devendo receber, merecidamente, o desprezo dos nossos concidadãos por este opróbrio.
Lamento que esta medida seja encaminhada pelo nosso governo. Mas isso não aprisiona a minha consciência. Estou aqui para servir ao Brasil. Sou contra esta medida. E espero que os meus colegas senadores também digam não à privatização e à desnacionalização dos nossos portos.
Grato pelo tempo, senhor Presidente.
Leia também:
Altamiro Borges: Um colar de tomates a serviço da alta dos juros

  http://www.viomundo.com.br/denuncias/requiao-e-a-mp-dos-portos-burra-entreguista-e-inedita.html

2 horas atrás

Lenine e Queiroga festejam 30 anos de ‘Baque solto’ com registro ao vivo

NOTAS MUSICAIS por Mauro Ferreira
 
 Disco lançado há 30 anos que marcou a dupla estreia de Lenine e Lula Queiroga no mercado fonográfico, Baque solto (1983) vai ter suas três décadas festejadas com a gravação ao vivo, para edição em CD e DVD, da apresentação única do show intitulado Baque solto 30 anos – A comemoração. O show está agendado para o segundo semestre de 2013, no Recife (PE), no Estado natal dos dois cantores e compositores pernambucanos. O show vai reunir os músicos que gravaram o álbum, além de convidados. Músicas inéditas expandirão o repertório do disco.
2 horas atrás

PA – Águas de hidrelétrica vão engolir reserva indígena e município que é refúgio ecológico

RACISMO por racismoambiental
 

São João do Araguaia – PA. Foto: Google Maps – Combate Racismo Ambiental

Cleide Carvalho, Enviada especial de O Globo

SÃO JOÃO DO ARAGUAIA (PA) — O nome da hidrelétrica é Marabá, mas é São João do Araguaia, às margens do Tocantins, que teme desaparecer sob as águas. Nascido como povoado em 1779, o hoje município de 13 mil habitantes faz parte da lista dos 12 que serão afetados pela futura UHE Marabá — cinco no Pará, cinco no Tocantins e dois no Maranhão. O que a população sabe de mais concreto é que a Prefeitura começou a providenciar escrituras dos imóveis, já que a maioria não tem título definitivo, para facilitar o processo de indenização.

— A gente sabe muito pouco, porque quem vem aqui são apenas técnicos de empresas terceirizadas. Sempre tivemos dúvidas sobre a construção, por causa da questão ambiental. Mas, de cinco anos para cá, disseram que vão construir mesmo. São dezenas e dezenas de comunidades ribeirinhas e 18 ilhas naturais que devem desaparecer — diz Emiliano Soares de Souza, secretário de Administração da Prefeitura.

Com os estudos de viabilidade técnica, econômica e socioambiental em andamento, nada é certeza em relação à cidade. A única coisa certa é que a UHE Marabá está prevista no Plano Decenal de Expansão da Energia 2011-2020 (PDE) para entrar em operação em novembro de 2019, com investimento de R$ 4,2 bilhões a partir de 2014.

70% dos imóveis devem ser atingidos

A capacidade de 2.160 MW coloca a UHE de Marabá em terceiro lugar entre as grandes novas hidrelétricas a serem instaladas na Amazônia. Sua área de alagamento prevista é de 1.014 km². Ou seja, um reservatório bem maior do que o da UHE de São Luiz do Tapajós, a próxima a ser licitada, que deve gerar quase o triplo (6.133 MW) e alagar 722,25 km². A estimativa é que pelo menos 10 mil famílias (ou 40 mil pessoas) sejam afetadas, além da reserva indígena Mãe Maria, no Pará.

— A gente não sabe a proporção do alagamento. Tem uma ideia. Aqui no centro, na sede do município, são 1.100 a 1.200 imóveis e 70% devem ser atingidos — diz Souza.

O prédio da prefeitura de São João do Araguaia deve ser o primeiro a desaparecer sob as águas. A construção antiga, na pracinha central da cidade, é colada ao leito do Tocantins. A poucos quilômetros do centro de São João do Araguaia fica também o Bico do Papagaio, onde os rios Araguaia e Tocantins se encontram. O lugar, uma espécie de refúgio ecológico, é o marco da divisa entre Tocantins, Pará e Maranhão.

Maria Neri Gonçalves Silva, 78 anos, mãe de 16 filhos, dez que “vingaram”, diz que já foi visitada pelo “pessoal da Eletrobras”.

— Pegaram a documentação do terreno para cadastrar. Disseram que só vão indenizar casa de tijolo. Quem tem casa de madeira e barro vai receber só um agrado — diz ela. — Se vier a água, o jeito é sair. Senão, morre afogada.

O filho Messias relata que os técnicos disseram que voltariam para medir o lote, mas ainda não voltaram. Para ele, se a usina vier, eles terão de sair de qualquer forma, mesmo que a casa, a 400 metros do rio, fique fora das águas.

— A usina se chama Marabá, mas acaba mesmo é com São João. Mas eu acredito que Deus não vai fazer isso com a gente. São João Batista, Nossa Senhora de Nazaré. A gente tem que ter fé — diz Amujaci Oliveira dos Santos, 72 anos.

Na avaliação do secretário de Administração, a barragem só vai ser instalada no limite com Marabá para que os royalties do empreendimento sejam divididos.

— São João é que vai ser atingido, mas Marabá terá direito aos royalties e benefícios.

Aos 84 anos, Raimundo Bispo dos Santos, 50 anos de casado com Amujaci sem nunca ter arredado o pé de São João do Araguaia, conta que já fez de tudo por ali.

— Primeiro era o castanhal, depois tudo passou a ter dono e acabou. A gente era quase escravo. Depois, veio o diamante. A gente mergulhava de “folêgo”, escavava o fundo do rio para tirar as pedras e achava! Peguei muito diamante para o Osvaldo Mutran — relembra Santos, referindo-se ao ex-prefeito de Marabá e ex-deputado estadual, mais conhecido como Vavá Mutran.

Além de São João do Araguaia, comunidades ribeirinhas serão atingidas em São Pedro da Água Branca (MA), Vila Nova dos Martírios (MA) Ananas (TO), Araguatins (TO), Buriti do Tocantins (TO), Esperantina (TO), São Sebastião do Tocantins (TO), Bom Jesus do Tocantins (PA), Brejo Grande do Araguaia (PA) e Palestina do Pará (PA). Segundo o prefeito de Marabá, João Salame, o impacto nas comunidades do município será muito pequeno. A barragem deverá ficar a montante da ponte rodoferroviária de Marabá, uma espécie de cartão postal da cidade.

Enviada por Mayron Régis para Combate Racismo Ambiental.

2 horas atrás

Igreja da Sé planeja ações para elevar número de visitantes

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Da Folha

Contra marasmo, catedral da Sé arma chá da tarde e tenta atrair noivos

CHICO FELITTI
DE SÃO PAULO

De volta ao marco zero da fé paulistana. A catedral da Sé, que pontua o centro geográfico da cidade, quer voltar a ser um dos templos mais visitados de São Paulo. Com esse intuito, contratou uma empresa para atrair casamentos à sua nave, planeja um chá semanal nos moldes do “brunch” do mosteiro de São Bento e corre atrás de reformas que reabrirão ao público seus chamarizes, como o órgão.

“O plano é trazer mais visitantes para que a catedral seja cada vez mais conhecida e apreciada pelo público”, diz o cônego Walter Caldeira, 62, há três anos à frente da catedral Metropolitana de São Paulo (seu nome oficial), que começou a ser erguida há cem anos, mas só foi aberta em 1954.

Hoje, 2.000 pessoas vão à Sé diariamente, segundo estimativa do pároco. Se fossem reunidas de uma só vez, caberiam todas em pé dentro desta que é uma das maiores igrejas do mundo, com 5.700 m² de área total.

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2 horas atrás

Mulher detesta mulher sexualmente ousada

CENTRODOMUNDO por Fabio Hernandez
 

É a tese da boa escritora alemã Julia Franck. Julia Franck é uma escritora alemã. Boa. Nasceu na Alemanha Oriental em 70, e é uma autora premiada. Sua obra não é erótica, como a de Anais Nin, que acho que todo mundo deveria ler. Mas o sexo tem presença marcante nos romances de Julia. Li

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2 horas atrás

NAS URNAS, O FUTURO TAMBÉM DA AMÉRICA LATINA

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 

 
No SINTONIA FINA –  Venezuela elege, neste domingo, não apenas o primeiro presidente depois da era Chávez, mas também o homem que irá administrar as maiores reservas de petróleo do mundo; vitória de Nicolas Maduro ou de Henrique Capriles será determinante para vários países da América Latina, como Cuba, Bolívia, Equador e mesmo o Brasil, cujas empresas exploraram oportunidades de negócios na Venezuela; pesquisas dão vantagem a Maduro, mas a folga é inferior a dez pontos. 
Neste domingo, 18.903.143 venezuelanos decidirão sobre o futuro de seu país e da própria América Latina. As últimas pesquisas eleitorais dão a Nicolas Maduro, herdeiro de Hugo Chávez, uma vantagem que oscila entre 7 e 9 pontos percentuais – o que sinaliza uma disputa mais apertada do que se previa. Henrique Capriles, que foi governador do estado de Miranda e lidera a oposição, promete acabar com a “diplomacia petroleira” da Venezuela. Como dispõe das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela ajuda vizinhos latino-americanos, como Cuba, Bolívia e Equador.  É por isso mesmo que a eleição deste domingo coloca em jogo não apenas o futuro da Venezuela, na era pós-Chávez, mas também de seus vizinhos. Com Chávez, as empresas brasileiras foram as que melhor aproveitaram as oportunidades de negócio na Venezuela. O processo chega à reta final repleto de tensões, com acusações de fraude eleitoral.  Leia abaixo o noticiário do Opera Mundi: Opositores cantam fraude antecipadamente para tumultuar eleição, diz partido de Maduro Chefe do comando de campanha de Maduro ressaltou que “a democracia venezuelana é a mais sólida do mundo” Jorge Rodriguez, chefe do comando Hugo Chávez, do candidato do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), Nicolás Maduro, afirmou que a oposição venezuelana está criando um ambiente de desestabilização antes da eleição presidencial, cantando fraude de antemão. A declaração foi feita neste sábado (13/04), logo após o candidato opositor, Henrique Capriles, questionar a transparência do CNE (Conselho Nacional Eleitoral). “Estão cantando fraude de antemão com o interesse de tumultuar o processo eleitoral”, disse Rodriguez durante coletiva de imprensa em Caracas. Ele lembrou que ao longo de 14 anos a Venezuela já realizou 18 processos eleitorais: “a democracia venezuelana é a mais sólida do mundo”. 
O chefe da campanha chavista questionou porque a oposição não colocou em dúvida a última eleição para governo de estado, realizada em 16 de dezembro. Na ocasião, Capriles foi reeleito governador de Miranda em disputa com o atual chanceler Elías Jaua. O resultado, apesar de apertado, foi aceito por ambos os candidatos. “Qualquer tentativa de agredir o processo eleitoral busca deixar vulnerável a voz do povo da Venezuela”, continuou Rodriguez. 
Capriles 
Capriles fez críticas neste sábado ao CNE e ao governo. “Esperamos que o que diga o CNE seja uma cópia fiel do que o povo disser. Isso é fundamental! Que amanhã o árbitro diga o que o povo disse. O CNE não pode ser um partido político”, afirmou o candidato da MUD. Ele colocou suspeita sobre o comportamento do governo venezuelano durante o processo eleitoral. “Esperamos que os senhores do governo permitam que o processo se desenvolva em paz. Amanhã será uma luta contra o poder”, disse. Questionamentos 
A oposição venezuelana vem questionando a segurança e isenção do processo eleitoral desde antes do início da campanha. Durante discurso para anunciar sua candidatura, em 10 de março, Capriles acusou o CNE de já ter “tudo pronto” para a eleição de 14 de abril, pois a data foi anunciada com rapidez, cinco dias após a morte de Hugo Chávez. Em 8 de março, após jurar como presidente interino, Maduro convocou o novo pleito. 
Poucos dias depois, o maior jornal opositor, El Nacional, publicou em editorial que o CNE é um “obstáculo permanente” para eleições livres e justas na Venezuela, e chegou a insinuar que o voto já não é uma forma de promover mudanças no país. Quem também fez comentários sobre o CNE foram os Estados Unidos. A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA para América Latina, Roberta Jackson, afirmou em março que julgava difícil que a Venezuela tivesse eleições “abertas, livres e transparentes”. 
Essa semana, Capriles se recusou a assinar um documento, disponibilizado pelo CNE a pedido da campanha do candidato Nicolás Maduro, no qual os candidatos se comprometiam a aceitar os resultados e reconhecer a competência do órgão eleitoral como árbitro do pleito. 
SINTONIA FINA – 

2 horas atrás

Ato no Rio, segunda 15, relembra o massacre de Carajás

BOILERDO por Betho Flávio
 

ATO NO RIO RELEMBRA O MASSACRE DE CARAJÁS N

ato abiDa Página do MST

 

Na próxima segunda-feira (15), o MST fará um ato no Rio de Janeiro para relembrar os 17 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, com o lema Ato Nacional por Reforma Agrária e Justiça no Campo.

A atividade acontece no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro da cidade, e contará com a presença de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST, do senador Lindberg Farias (PT), do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), do jornalista Mario Jakobskind, do jurista e professor da Faculdade de Direito Ibmec/RJ Rubens Casara e da historiadora Virgínia Fontes.

O ato irá reafirmar o compromisso de luta pela lembrança dos companheiros e companheiras que deram a vida na luta pela reforma agrária, dentro de um contexto em que a demora na desapropriação de terras tem gerado cada vez mais mortes no campo, vide o caso dos militantes Cícero Guedes e Regina dos Santos, ambos assassinados no Rio de Janeiro no começo desse ano.

Dia: 15 de abril

Local: Auditório da ABI – Rua Araújo Porto Alegre, 71

Hora: 18h

2 horas atrás

Ana Maria Braga colocou tomates no pescoço. E a mandioca?

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

Eles querem a volta dos juros. É a tal de ciranda dos juros em substituição à guirlanda de tomates…

Veja e Época pisam no tomate: inflação ESTEVE em alta, mas ESTÁ em baixa

O gráfico abaixo fala por si, e comprova: a curva de inflação subiu de setembro de 2012 a janeiro de 2013. Depois disso, entrou em queda.

Só haveria motivo para grandes preocupações se a curva continuasse subindo. Como já está em queda, significa que as medidas tomadas pelo governo estão funcionando e já produzem efeitos. 
Tanto isso é verdade, que o próprio mercado financeiro é categórico ao prever que o índice de inflação IPCA chegará em dezembro fechando o ano em 5,7%, dentro da meta. 
Veja e Época fazem lobby por juros altos para banqueiros e panfleta para oposição 
Fala sério! Alguém acredita que o aumento da taxa Selic é que faz cair ou subir o preço do tomate?

A revista Veja e Época dão um chilique em “reporcagens” de capa (bem ao contento dos banqueiros e dos demotucanos que clamam por juros altos) porque o acumulado nos últimos 12 meses ultrapassou 0,09% a meta neste momento (por sinal um valor muito baixo, nada assustador). Mas é apenas o retrato de um momento em que o cálculo de 12 meses passados atingiu um pico, em consequência do que aconteceu entre setembro e janeiro. Esse pico já passou, mas continua entrando no cálculo do passado, dos últimos 12 meses. 
A partir do segundo semestre deste ano, o índice mais baixo esperado para setembro de 2013, será uma parcela que substituirá o índice mais alto de setembro de 2012, reduzindo o cálculo acumulado em 12 meses. O mesmo se repetirá em outubro, novembro e dezembro. Daí o cálculo dos próprios operadores do mercado financeiro de que o ano fechará em 5,7%. 
Além disso o IPCA de março foi 0,47%. O maior impacto dentro desse número foi 0,28% nos alimentos e bebidas, em consequência de quebras de safra, cujas perspectivas são de ser superadas nos próximos meses, com o agora famoso tomate (e outros alimentos) voltando a preços normais. 
Se as referidas revistas fizessem um jornalismo honesto contariam essa história inteira, em vez de fazer capas sensacionalistas, alarmistas e panfletárias. 
Onde Ana Maria Braga colocou a mandioca? 
A apresentadora da TV Globo Ana Maria Braga apareceu com um colar de tomates pendurado no pescoço para ironizar o preço. Mas a farinha de mandioca teve alta maior do que o tomate. Onde a madame colocou a mandioca?

Os Amigos do Presidente Lula

Filed under: Financiadores IdeológicosGolpismoTomate Tagged: BancosJuros  

Capriles para Papa

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A julgar pelos grupos mafiomidiáticos subsidiados pela CIA, Nicolás Maduros tem defeitos suficientes para ser deportado para Guantánamo e lá ficar perpetuamente. Em compensação, Henrique Capriles é um ser humano mais perfeito que o Papa Francisco. Os cavaleiros do apocalipse preeveem chuvas e trovoadas para Maduro, e céu de brigadeiros se for Capriles. Quem é o candidato dos EUA? Façam suas apostas!

EDITORIAIS EDITORIAIS@UOL.COM.BR

Decisão na Venezuela

Eleição presidencial no país vizinho deve manter o chavismo vivo, com Nicolás Maduro, sem afastar o risco de turbulências futuras

Ainda sob a comoção nacional pela morte de Hugo Chávez, a Venezuela faz hoje a sua segunda eleição presidencial em seis meses. O grande favorito é o chavista Nicolás Maduro, que terá de lidar, no curto prazo, com graves problemas econômicos.

O processo eleitoral foi um dos mais bizarros da história latino-americana. Vítima de um câncer revelado em 2011, Chávez ocultou detalhes de sua saúde e, gravemente enfermo, reelegeu-se em outubro para novo mandato de seis anos.

Dois meses depois, Chávez anunciou a retomada do tratamento em Cuba por tempo indeterminado e indicou seu sucessor político, o vice-presidente Maduro. Em meio a grave crise de desabastecimento de gêneros alimentícios, a Venezuela se viu paralisada pela incerteza sobre a saúde do caudilho.

Sua morte, no mês passado, deu início a uma campanha desequilibrada. O maior cabo eleitoral do governismo é o corpo insepulto de Chávez. Em tom mistificador, o que incluiu comparar o caudilho com Cristo, e com toda a máquina estatal trabalhando a seu favor, Maduro conseguiu deixar em segundo plano os sérios problemas do país –da violência urbana fora de controle às recorrentes falhas no fornecimento de energia.

Hesitante no autoproclamado papel de apóstolo, Maduro protagonizou momentos constrangedores: recuou do anúncio de embalsamar o corpo de Chávez por falta de planejamento e acusou os Estados Unidos de causar o câncer no comandante venezuelano.

A pantomina de nada servirá para resolver a inflação oficial, acumulada em 25,2% nos últimos 12 meses, a crônica e crescente falta de alimentos nos supermercados e a forte pressão para desvalorizar a taxa de câmbio irrealista.

Na raiz de tudo está a falta de dinheiro no Tesouro, resultado do gasto com nacionalizações sem critérios, dos programas sociais mal administrados e da corrupção enraizada. Nos últimos quatro anos, o desequilíbrio vinha sendo financiado por vultosos empréstimos chineses, que chegam a pelo menos US$ 36 bilhões.

Pequim, no entanto, está reticente em seguir emprestando dinheiro. E o mercado internacional não dá sinais de que possa vir um aumento vertiginoso no preço do petróleo (na prática o único produto da economia venezuelana) para sustentar a ciranda populista.

Mesmo acuado pela campanha agressiva, o oposicionista Henrique Capriles tem conseguido tirar algo da vantagem de Maduro nos últimos dias. Tudo indica que não será suficiente para uma virada, mas pode cacifá-lo como alternativa para o país no futuro –que será certamente turbulento.

Filed under: Henrique CaprilesNicolás MaduroVenezuela Tagged: EleiçõesGrupos Mafiomidiaticos  

2 horas atrás

Eike Batista é o único empresário brasileiro perseguido diuturnamente pela imprensa. Por quê?

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 
Elio Gaspari O capitalismo de compadrio entrou em cena As cotações de Eike Batista nada têm a ver com a imagem do Brasil, muito menos com risco sistêmico Quem comprou um lote de ações da OGX de Eike Batista quando ela foi lançada, em 2008, pagou R$ 1.200. Hoje ele vale R$ 150. Milhares de pessoas tomaram esse tombo, sem que houvesse uma crise na economia ou cataclismo. Pequenos e grandes investidores acreditaram num negócio e deram-se mal. Assim é o mercado. 
Diante das dificuldades do bilionário brasileiro, surgiram duas linhas de argumentação defendendo um socorro da Viúva. Quase todas vindas da privataria, outras, do comissariado. 
Numa, Eike Batista deve ser amparado para evitar que suas dificuldades comprometam a imagem do Brasil junto ao mercado de investidores internacionais. 
Ou então ele deve receber alguma proteção para evitar um risco sistêmico. 
O primeiro argumento é uma falsidade. Imagine-se um investidor americano, em seu escritório de Chicago, recebendo a informação de que o governo brasileiro amparou o empresário que em 2011 foi listado como o homem mais rico do país, com US$ 30 bilhões, e anunciou que pretendia ser o primeiro do mundo. Ele tem grandes empreendimentos, mantém uma Mercedes SLR McLaren atrás de uma vidraça de sua sala de estar e disputou num programa de televisão a lingerie que pertencera a sua mulher. Já veio a público defender o seu direito de emprestar um jatinho para autoridades federais, estaduais e municipais. Na última campanha do governador Sérgio Cabral pingou R$ 2 milhões. Noutra, do prefeito Eduardo Paes, botou R$ 500 mil. Ademais, ele tem patrimônio para oferecer ao mercado. O governo ampararia um empresário que em 2007 criticava a falta de “cultura de risco” de seus pares. 
O sinal que o investidor estrangeiro recebe é o do triunfo, no Brasil, do capitalismo de compadrio. Ele já viu o fim desse filme na Coreia em 1997, na Espanha em 2008 e na Grécia em 2010. 
O segundo argumento, mencionando um “risco sistêmico”, merece ser traduzido: trata-se de usar dinheiro da Viúva para blindar bancos oficiais e privados que emprestaram dinheiro ao grupo EBX, assumindo riscos maiores que os dos acionistas. Típico resgate do andar de cima. Coisa de pelo menos R$ 13 bilhões. Uns oito bilhões saíram do BNDES e da Caixa, que lidam com recursos públicos. Outros R$ 5 bilhões foram emprestados por banqueiros e fundos que tinham “cultura de risco”. 
Imagine-se a seguinte situação: Em 2008 Guido Coutinho comprou R$ 1,2 milhão de ações da OGX. Nesse mesmo ano, um grande banco emprestou R$ 120 milhões a uma empresa de Eike Batista. Mais tarde, sem relação com o investimento que fizera, Guido fez um empréstimo de R$ 1,2 milhão no mesmo banco que comprou o “risco Eike”. Hoje, o bom Guido está com R$ 150 mil na sua carteira de ações e, com seu trabalho, tudo paga o que deve ao banco. Ele sabe que nos próximos anos não recuperará o investimento que fez nas ações, mas o banco que emprestou a Eike quer o seu. Como metade do crédito saiu do BNDES, o capitalismo de compadrio poderá colocar Guido Coutinho no pior dos mundos: Perdeu nas ações, pagou o que devia e o dinheiro dos seus impostos, convertido em aportes do Tesouro, seria usado para refrescar os bancos que emprestaram a Eike. O mesmo acontecerá se, por meio de alguma gambiarra, a Viúva capitalizar as empresas X para fechar a conta com a banca privada. 
Fracassada a tentativa de transferir um estaleiro capixaba para a carteira do grupo X, surgiu uma manobra no mercado: a Petrobras pode entrar no empreendimento do porto de Açu. Metade dessa grande obra está pronta, recebeu R$ 4 bilhões de investimentos, emprega oito mil pessoas e tem muito para dar certo. A doutora Graça Foster informou que a empresa ainda não pensou nesse assunto. Se a Petrobras quiser entrar no Açu pode-se perguntar porque esse interesse só apareceu agora, já que o projeto existe desde 2007. 
Se a estatal se decidir por essa transação, fará bem se exibir uma transparência a que não está habituada, mostrando todos os números aos seus acionistas. O petrocomissariado pode provar que está diante de uma boa ocasião para fechar um grande negócio: basta contratar uma auditoria internacional para referendar sua opinião, mostrando custos e preços.
2 horas atrás

PT vai coletar assinaturas para proposta de reforma política

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro

Da CartaCapital

PT coletará assinaturas para projeto de reforma política

Piero Locatelli

12.04.2013 19:12

O PT vai coletar assinaturas em todo o país para um projeto de reforma política de iniciativa popular. A proposta inclui o financiamento público exclusivo de campanhas e o voto para parlamentares feitos em listas fechadas elaboradas pelos partidos. Além disso, o partido quer pressionar a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para tratar de mudanças no sistema político.

Eventos amplos de coleta de assinaturas serão feitos ao menos no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte.  Um encontro aberto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve acontecer na capital paulista na próxima terça-feira 16. O partido também pretende levar propagandas à televisão, mas ainda estuda como isso deve ser feito. O teor da campanha ainda não foi decidido, mas deve ser feito pelo marqueteiro João Santana.

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2 horas atrás

A “grande mídia” é intolerante

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Por Tarso Genro, no sítio Carta Maior:

Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul por ocasião do “Fórum da Liberdade”, do qual não participei e do “Fórum da Igualdade”, do qual participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo. Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância e a arrogância da “Grande Mídia”, para traficar os seus valores – fundados no lucro e na anarquia do mercado – no sentido de os tornarem artificialmente universais.
Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também entendo que esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.

Tudo começou com a minha ausência no “Fórum da Liberdade”, onde eu participaria como autoridade da sessão inaugural e a minha presença no “Fórum da Igualdade”, para o qual eu fora convidado como conferencista de abertura, tendo como ouvintes sindicalistas, militantes de esquerda, parlamentares de partidos que formam o grupo de opinião que rejeita o projeto neoliberal e também dirigentes de movimentos sociais.

Este Fórum, com escassa repercussão midiática, porque composto de grupos, entidades e pessoas com força econômica escassa, para ter qualquer interferência promocional na grande mídia, é diferente do “Fórum da Liberdade”. Este, como se sabe, é compostos por doutrinadores, empresários, executivos de empresas que defendem – já de forma um pouco monótona – a redução dos gastos sociais (“improdutivos”), o “enxugamento do Estado” (nos salários e nas políticas sociais) e a “redução da carga tributária”, não sem militar pelo aumento dos investimentos públicos em infraestrutura, pelas renúncias fiscais e pelos financiamentos subsidiados para as grandes empresas.

É uma pauta legítima na sociedade que vivemos, é claro, mas que cumprida integralmente levaria o nosso país ao caos social, quem sabe a uma ruptura anárquica pela direita autoritária, já que a devastação das escassas políticas de coesão social mínima, que conseguimos implementar nos últimos anos, geraria uma revolta generalizada entre os pobres do país, que usufruem de direitos sociais muito limitados ainda hoje no nosso Brasil. 

A fala que proferi no “Fórum da Igualdade” despertou a ira no “Fórum da Liberdade” e também uma divulgação viciada do conteúdo da minha palestra, interditando o debate que ali propus, através dos estereótipos de costume: “quer o controle da mídia”, “quer a censura a imprensa “, “quer vedar o direito de opinião”, etc. A argumentação mais sólida que ofereceram foi o “exemplo tomate”. Este exemplo, passará para a história da liberdade de imprensa no país, já que uma conhecida editorialista disse, mais ou menos o seguinte: “essa questão da mídia livre é que nem o tomate, que está caro, ou seja, não se compra; se não gostou das matérias, muda de emissora ou de jornal”. Só que o tomate não é uma concessão pública, nem o acesso a ele está regulado pela Constituição Federal. Um detalhe insignificante que muda tudo. Vejamos o que eu disse no “Fórum da Igualdade.”

Tratei, fundamentalmente, de dois assuntos na minha palestra para os trabalhadores: primeiro, que as empresas de comunicação, em regra, não cumprem a finalidade constitucional das concessões, pois a norma que as regula orienta que a programação das emissoras contemple conteúdos regionais, educativos, culturais, e proteja os valores da família – ou seja também tenha como sentido valorizar a comunidade familiar – obviamente adequando-se à moralidade contemporânea. Disse, ainda, na minha fala, que oitenta por cento dos programas sairiam do ar, se esta norma constitucional fosse cumprida.

Segundo, tratei da evolução da questão das liberdades, que percorreu a gênese da democracia. Primeiro como lutas pela “liberdade de pensamento” (já que era vedado inclusive na intimidade, mesmo sem publicizar, desconfiar da validade da religião católica); depois, como “luta pela liberdade de expressão”, já no Renascimento, quando alguns eruditos brilhantes começam a se libertar da dogmática religiosa absoluta e resolveram expressar-se em público como dissidentes “humanistas” (os painéis de Michelangelo na Capela Sistina vêem um Deus Homem, promovendo uma inversão figurativa da Teologia: o Deus abstrato e longínquo passa a ser concebido como um forte Homem concreto); depois, abordei uma importante liberdade dos modernos, a “liberdade de imprensa”, que se consagra na Revolução Francesa, avassala a Europa (liberdade de dizer em público e imprimir o “dito”, que subverte o monopólio da fala pelas elites) e torna-se um valor democrático altamente respeitado.

Finalmente, abordei um quarto tema. A questão da “liberdade de fazer circular livremente as opiniões”. Sustentei que hoje existe uma absoluta desigualdade de meios, para que as opiniões possam circular de maneira equânime, embora as redes na internet tenham aberto novas fronteiras para a circulação da comunicação. Mas, atenção: as redes são acessíveis a todas as opiniões (e é bom que o sejam), mas as TVs e Rádios das “Grandes Mídias” empresariais com tendência monopolista, não são acessíveis a todas as opiniões.

As opiniões, nas “Grandes Mídias”, inclusive podem ser (e frequentemente o são) filtradas, editadas, selecionados, distorcidas ou manipuladas, inclusive com o enquadramento dos jornalistas da própria empresa. Nem sempre, nem em todos os momentos, nem em todas as empresas de comunicação isso ocorre. Mas todas estão disponíveis para estes métodos, ao gosto dos seus proprietários.

Sustentei, portanto, que há um bloqueio radical da circulação da opinião, cuja divulgação é orientada pela empresa de comunicação, a partir dos valores culturais, ideológicos e políticos dos seus proprietários. Qual a sugestão que dei no Forum da Igualdade, que me convidou para a fazer a abertura solene do seu evento? Censura? Expropriação de empresas? Não. Disse que o Estado deve promover políticas de financiamento e subsídios (que as atuais instituições de comunicação empresariais inclusive já tem) e novos marcos regulatórios, para que possam surgir mil canais de comunicação, com igualdade de qualidade tecnológica e profissional (com mais oportunidades de trabalho livre para os próprios jornalistas), através instituições de comunicação que não dependam do mercado e dos grandes anunciantes.

Canais que possam ter uma política de informação mais objetiva e aberta e um debate político mais amplo do que a ladainha neoliberal. Canais que não adotem como mercadoria-notícia a escalada da cultura da força e da violência, dentro da qual concorrem os principais meios de comunicação do país. Trata-se de dar novas oportunidades de escolha aos cidadãos, aos pais, às mães, aos consumidores, que somos todos nós, para que possamos ver e ouvir outras coisas, debater outras idéias, sem qualquer tipo de censura, seja do Estado, seja dos proprietários das empresas e dos seus anunciantes.

Isso certamente foi demais e a “circulação da opinião restrita”, que eu mencionara nos meus argumentos em favor da “circulação da opinião mais livre”, foi comprovada pela voz massiva e monocórdia das respostas à palestra, que proferi aos trabalhadores. Revolveram a tese do “controle dos meios de comunicação pelo Estado” – como se já não houvesse controle do Estado, que é o poder concedente dos canais – misturando este assunto com a minha ausência no “Fórum da Liberdade”. O mesmo em que o Vice-Governador do Estado, em outro momento de abertura, foi solenemente vaiado porque ousou dizer que o Governo Lula melhorou o Brasil. 

A intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, também neste episódio, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer, para permitir que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada, hoje já mais sufocada pela força do poder econômico e da ganância. Estas questões não interessam ao “Fórum da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte.

* Tarso Genro é governador do Estado do Rio Grande do Sul

2 horas atrás

Colunista pede que Petrobras não ajude Eike Batista

BOILERDO por Betho Flávio
 

O empresário que em 2011 foi listado como o homem mais rico do país, com US$ 30 bilhões, e anunciou que pretendia ser o primeiro do mundo. Ele tem grandes empreendimentos, mantém uma Mercedes SLR McLaren atrás de uma vidraça de sua sala de estar e disputou num programa de televisão a lingerie que pertencera a sua mulher. Já veio a público defender o seu direito de emprestar um jatinho para autoridades federais, estaduais e municipais. Na última campanha do governador Sérgio Cabral pingou R$ 2 milhões. Noutra, do prefeito Eduardo Paes, botou R$ 500 mil.

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Colunista Elio Gaspari recomenda à presidente da Petrobras, Graça Foster, que não se envolva com os maus negócios do empresário Eike Batista; segundo o jornalista, negócios do grupo EBX não trazem risco sistêmico e qualquer tentativa de resgate, como o uso do Porto do Açu pela estatal, seria transformar o Brasil no paraíso do “capitalismo de compadrio”; Gaspari lembra ainda que Eike tem patrimônio, pois oferece jatinhos para políticos como Sergio Cabral e possui uma Mercedes SLR Mclaren na sua sala de estar

 

247 – O colunista Elio Gaspari, um dos mais influentes da imprensa brasileira, publicou artigo, neste domingo, em que aconselha a presidente da Petrobras, Graça Foster, a manter distância do empresário Eike Batista. Segundo ele, qualquer tentativa de resgate feita pela Petrobras, como o que se discute, por exemplo, no Porto do Açu, consagraria, no Brasil, o capitalismo de compadrio. Gaspari lembra ainda que Eike, que costumava criticar a falta da “cultura de risco” de seus pares, tem patrimônio para resolver seus problemas sozinho. Leia abaixo:

O capitalismo de compadrio entrou em cena

As cotações de Eike Batista nada têm a ver com a imagem do Brasil, muito menos com risco sistêmico

Quem comprou um lote de ações da OGX de Eike Batista quando ela foi lançada, em 2008, pagou R$ 1.200. Hoje ele vale R$ 150. Milhares de pessoas tomaram esse tombo, sem que houvesse uma crise na economia ou cataclismo. Pequenos e grandes investidores acreditaram num negócio e deram-se mal. Assim é o mercado.

Diante das dificuldades do bilionário brasileiro, surgiram duas linhas de argumentação defendendo um socorro da Viúva. Quase todas vindas da privataria, outras, do comissariado.

Numa, Eike Batista deve ser amparado para evitar que suas dificuldades comprometam a imagem do Brasil junto ao mercado de investidores internacionais.

Ou então ele deve receber alguma proteção para evitar um risco sistêmico.

O primeiro argumento é uma falsidade. Imagine-se um investidor americano, em seu escritório de Chicago, recebendo a informação de que o governo brasileiro amparou o empresário que em 2011 foi listado como o homem mais rico do país, com US$ 30 bilhões, e anunciou que pretendia ser o primeiro do mundo. Ele tem grandes empreendimentos, mantém uma Mercedes SLR McLaren atrás de uma vidraça de sua sala de estar e disputou num programa de televisão a lingerie que pertencera a sua mulher. Já veio a público defender o seu direito de emprestar um jatinho para autoridades federais, estaduais e municipais. Na última campanha do governador Sérgio Cabral pingou R$ 2 milhões. Noutra, do prefeito Eduardo Paes, botou R$ 500 mil. Ademais, ele tem patrimônio para oferecer ao mercado. O governo ampararia um empresário que em 2007 criticava a falta de “cultura de risco” de seus pares.

O sinal que o investidor estrangeiro recebe é o do triunfo, no Brasil, do capitalismo de compadrio. Ele já viu o fim desse filme na Coreia em 1997, na Espanha em 2008 e na Grécia em 2010.

O segundo argumento, mencionando um “risco sistêmico”, merece ser traduzido: trata-se de usar dinheiro da Viúva para blindar bancos oficiais e privados que emprestaram dinheiro ao grupo EBX, assumindo riscos maiores que os dos acionistas. Típico resgate do andar de cima. Coisa de pelo menos R$ 13 bilhões. Uns oito bilhões saíram do BNDES e da Caixa, que lidam com recursos públicos. Outros R$ 5 bilhões foram emprestados por banqueiros e fundos que tinham “cultura de risco”.

Imagine-se a seguinte situação: Em 2008 Guido Coutinho comprou R$ 1,2 milhão de ações da OGX. Nesse mesmo ano, um grande banco emprestou R$ 120 milhões a uma empresa de Eike Batista. Mais tarde, sem relação com o investimento que fizera, Guido fez um empréstimo de R$ 1,2 milhão no mesmo banco que comprou o “risco Eike”. Hoje, o bom Guido está com R$ 150 mil na sua carteira de ações e, com seu trabalho, tudo paga o que deve ao banco. Ele sabe que nos próximos anos não recuperará o investimento que fez nas ações, mas o banco que emprestou a Eike quer o seu. Como metade do crédito saiu do BNDES, o capitalismo de compadrio poderá colocar Guido Coutinho no pior dos mundos: Perdeu nas ações, pagou o que devia e o dinheiro dos seus impostos, convertido em aportes do Tesouro, seria usado para refrescar os bO ancos que emprestaram a Eike. O mesmo acontecerá se, por meio de alguma gambiarra, a Viúva capitalizar as empresas X para fechar a conta com a banca privada.

Fracassada a tentativa de transferir um estaleiro capixaba para a carteira do grupo X, surgiu uma manobra no mercado: a Petrobras pode entrar no empreendimento do porto de Açu. Metade dessa grande obra está pronta, recebeu R$ 4 bilhões de investimentos, emprega oito mil pessoas e tem muito para dar certo. A doutora Graça Foster informou que a empresa ainda não pensou nesse assunto. Se a Petrobras quiser entrar no Açu pode-se perguntar porque esse interesse só apareceu agora, já que o projeto existe desde 2007.

Se a estatal se decidir por essa transação, fará bem se exibir uma transparência a que não está habituada, mostrando todos os números aos seus acionistas. O petrocomissariado pode provar que está diante de uma boa ocasião para fechar um grande negócio: basta contratar uma auditoria internacional para referendar sua opinião, mostrando custos e preços.

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EX-PRESIDENTE DO BNDES, CARLOS LESSA, SUGERE QUE GOVERNO ESTATIZE EMPRESAS DO EIKE BATISTA

2 horas atrás

Quem mudou de perfil foi o povo brasileiro, que hoje vê as mudanças efetuadas por Lula e Dilma trazer o país do futuro para o presente

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Análise: Mudança no perfil da procura por curso superior é positiva

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO A falta de engenheiros em número suficiente para atender a demanda das empresas que atuam no Brasil tem sido um dos temas econômicos mais debatidos no país.
A carência na oferta de mão de obra de profissionais de engenharia é traduzida em números elevados. 
O Confea (Conselho de Engenharia e Agronomia) fala em déficit de 20 mil novos engenheiros por ano. 
Comparações entre os cerca de 45 mil engenheiros formados a cada ano no Brasil e os mais de 600 mil graduados em engenharia na China são citadas com frequência. 
A recente tendência de desaceleração do crescimento da economia do país não fará o assunto desaparecer da agenda, mesmo que leve a desaquecimento no mercado de trabalho. Pelo contrário. 
O diagnóstico de que, para atingir taxa mais elevada de expansão do que os 3% previstos para 2013, o Brasil precisa vencer inúmeros gargalos de infraestrutura é consensual entre especialistas. 
Para isso, serão necessários mais investimentos e profissionais capacitados para desenvolver projetos complexos que melhorem condições de estradas, portos, aeroportos. Tudo isso passa, necessariamente, por engenharia. 
Nesse contexto, o aumento no número de ingressantes nos cursos de graduação da área pode ser o começo de uma tendência positiva. 
Tem crescido tanto a procura de estudantes pelo curso quanto a oferta de vagas por parte das universidades. 
Isso é um indício de que os sinais de alerta emitidos pelo mercado de trabalho têm sido compreendidos. 
O problema ressaltado com frequência por quem estuda educação no país é que a velocidade dos avanços ocorre a passos lentos. 
Os indicadores de qualidade do ensino básico continuam ruins se comparado com países desenvolvidos. 
O pífio desempenho dos estudantes em testes nacionais e internacionais de proficiência é um exemplo. 
Um país que não consegue ensinar matemática para seus alunos pode aspirar formar engenheiros com alta qualificação? 

Editoria de Arte/Folhapress
2 horas atrás

Ministro indicado por Campos prefere Dilma

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

Ministro indicado por Campos prefere Dilma

DANIEL CARVALHO
DE SÃO PAULO
FÁBIO GUIBU
DO RECIFE 
No fim da semana, em rápida entrevista no interior da Bahia, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, defendeu a manutenção da aliança entre o PT e o PSB na corrida à Presidência. 
Ou seja, o ministro indicado pelo governador Eduardo Campos para representar o PSB no governo federal defende a reeleição da presidente Dilma Rousseff e o adiamento do projeto presidencial de seu padrinho político.
À Folha, na manhã de sexta, pouco antes de se encontrar com Campos no interior do Estado, ele repetiu: “Acho que deveríamos aprofundar mais o debate e explorar a possibilidade de manter essa aliança [PT e PSB] em relação às eleições do próximo ano”. 
Surpreendente para alguns, essa posição de Bezerra se expõe após sua aproximação com Dilma, de quem se tornou parceiro preferencial nas viagens pelo Brasil. 

  Roberto Stuckert Filho – 25.mar.2013/Divulgação/PR  
Governador Eduardo Campos, presidente Dilma Rousseff e ministro Fernando Bezerra em evento em Serra Talhada (PE)
Governador Eduardo Campos, presidente Dilma Rousseff e ministro Fernando Bezerra em evento em Serra Talhada (PE)

O prestígio do ministro aumentou desde que Campos começou a se movimentar como candidato a presidente, viajando pelo país em busca de aliados para seu projeto. 
De 14 cerimônias com a presença de Dilma, Bezerra participou de oito e, na maioria delas, discursou. Metade dos eventos foi no Nordeste, área de influência de Campos. 
Em todas as falas ele anunciou obras para a seca e defendeu o governo –ao contrário de Campos, que não perde oportunidade para fazer críticas pontuais ao Planalto. 
A presidente também demonstra afeição pelo ministro em temas extraoficiais –quis conhecer um dos filhos de Bezerra, que concluiu pós-graduação nos EUA. 
Dirigentes petistas em Pernambuco se dizem surpresos com o destaque que a presidente tem dado ao ministro. 
Políticos locais apostam que ele trocará o PSB pelo PT para se lançar candidato ao governo estadual com Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no palanque. 
O histórico de Bezerra dá margem a essa sugestão. Ele passou por quatro partidos (PDS, PFL, PMDB e PPS) em sua trajetória, além do PSB. 
RESSENTIMENTOS
Bezerra diz que, apesar de tantas trocas, sempre teve “um lado” e nega que esteja de mudança para o PT. 
“Rumores prosperam porque todos acham que o partido precisa ter um pensamento único. Isso não é realidade dentro do PSB”, afirmou. 
Bezerra nutre vários ressentimentos em relação a Campos. Em 2010, ele foi preterido na disputa por uma vaga do Estado no Senado. 
No ano passado, a pedido do governador, transferiu seu domicílio eleitoral ao Recife para pressionar o PT a definir seu candidato na capital, mas o governador acabou construindo a candidatura do atual prefeito, Geraldo Julio. 
Além disso, o governador não se empenhou como esperado na campanha derrotada do filho de Bezerra em Petrolina, a 770 km de Recife. 
O ministro já foi prefeito de sua cidade natal, Petrolina, deputado estadual e federal e secretário de Campos. 
Como ministro, comanda duas das maiores obras em execução pelo governo federal: a transposição do rio São Francisco e a construção da ferrovia Transnordestina. 
Mas Campos tende a optar nas eleições de 2014 por um político de perfil mais discreto, como Geraldo Julio, que não ameace sua hegemonia na política estadual.

2 horas atrás

O processo de “espanholização” do futebol no Brasil

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por jns

Do Zero Hora

Fernando Carvalho elogia Dunga e defende a venda de Damião

Ex-presidente do Inter entende que negociar um grande jogador por ano é a maneira de fazer frente aos maiores recursos de Corinthians e de Flamengo

Leandro Behs

Trecho da entrevista:

Corinthians

“É o grande favorito. Tem jogadores de qualidade e muito competitivos. Aliás, o Corinthians será o Barcelona da América do Sul, pela arrecadação que tem, pelo time que tem, pelo técnico que tem e pelo que arrecadará em um futuro próximo. Se o comando não mudar, será o Barcelona e será o favorito em todas as competições do Brasil e do no continente. Na realidade, isso já acontece agora. O Corinthians fatura o dobro de nós, Inter e Grêmio. São R$ 400 milhões ao ano. Quando inaugurar o estádio (Itaquerão), o quadro social vai aumentar. Hoje, está em quase 100 mil sócios. Com o estádio inaugurado, o Corinthians vai faturar R$ 600 milhões por ano. Será muito difícil ganhar deles em torneio de pontos corridos. E o Real Madrid será o Flamengo, caso consiga se organizar. O fim do Clube dos 13 levou a isso.”

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2 horas atrás

Força-tarefa define linhas de ação para regularizar situação de haitianos no Acre

RACISMO por racismoambiental
 

Alex Rodrigues, Repórter Agência Brasil

Brasília – A força-tarefa composta por representantes dos governos federal e do Acre definiu hoje (13) as três principais frentes de trabalho para regularizar a situação dos cerca de 1,4 mil haitianos que entraram no Brasil pela fronteira acriana e que se concentram nas cidades de Brasileia e de Epitaciolândia.

Segundo o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, o plano de ação integrado, definido hoje, prevê, além do já anunciado esforço para fornecer aos haitianos os documentos necessários à sua regularização e permanência no Brasil, ações de assistência social e de orientação.

“A equipe de regularização tem o propósito de dar vazão à documentação de todo esse contingente de haitianos, expedindo os protocolos de solicitação de refúgio, os CPFs e as carteiras de Trabalho. Essa tarefa de regularização já está em andamento e todos os órgãos envolvidos trabalharão em regime de plantão especial”, disse o secretário à Agência Brasil, se referindo a órgãos como Ministério do Trabalho, Polícia Federal, Receita Federal, Defensoria Pública da União, entre outros.

A segunda equipe, de assistência social, ainda neste sábado (13) começa a registrar todos os haitianos a fim de verificar as necessidades de atendimento humanitário. Por sua maior vulnerabilidade, as mulheres grávidas e as crianças receberão especial atenção. Já a Defensoria Pública da União vai esclarecer os imigrantes quanto aos seus direitos para evitar que eles venham a ser explorados.

A terceira frente de trabalho está a cargo da denominada “equipe de dispersão e direcionamento ao trabalho”. É ela que vai cuidar para que os haitianos, à medida que tiverem sua situação regularizada, consigam obter trabalho, inclusive em outros estados.

“Vamos procurar identificar os perfis profissionais do grupo para que os empresários brasileiros, que desejarem, possam empregar esta mão de obra”, detalhou Abrão, acrescentando que os empresários interessados podem procurar a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos do Acre a fim de “colaborar com este processo de ação humanitária”.

Abrão voltou a lembrar que, inicialmente, as medidas para acelerar a regularização vão beneficiar apenas os haitianos, com quem o Brasil tem “uma responsabilidade específica”. As pessoas de outras nacionalidades receberão tratamento jurídico normal, se sujeitando aos trâmites burocráticos habituais. Ainda segundo o secretário, há, no Acre, em situação irregular e em número significativo, embora muito menor que o de haitianos, dominicanos e senegaleses.

“Se houver necessidade humanitária, todas as pessoas vão receber atendimento assistencial, mas os procedimentos simplificados e especiais de regularização se destinam apenas aos haitianos e todos já estão cientes disso”, acrescentou o secretário, alegando que os pedidos de permanência no país apresentados pelos imigrantes que não forem haitianos vão ser analisados caso a caso. “Essas pessoas não vão ter sua situação regularizada por meio dos procedimentos simplificados, devendo seguir o fluxo ordinário. Esta, no entanto, é uma questão que já tem um tratamento naturalizado. Migrantes sem documentos tentando regularizar suas situações estão presentes em praticamente todas as unidades da Federação. A orientação, neste caso, será a mesma dos demais, que as pessoas que estejam no nosso país estejam regularizadas”.

Abrão ainda adiantou que, nos próximos dias, o governo federal deve anunciar medidas para estimular os haitianos que planejem vir para o Brasil em busca de melhores oportunidades o façam de forma legal.

“Além de regularizar a situação dos haitianos que já se encontram no Brasil e, portanto, já estão sob nossa responsabilidade, temos também o desafio de estimular a vinda regularizada de haitianos por meio da concessão de vistos aos que ainda se encontrem em seu país, desestimulando o ingresso irregular no Brasil”, adiantou o secretário.

“As futuras medidas para darmos um tratamento planejado a esse fluxo migratório já estão mapeadas e vão ser oportunamente anunciadas. Confirmar algumas das hipóteses em que estas iniciativas estão baseadas é um dos propósitos de nossa visita ao Acre”, concluiu Abrão.

Edição: Fernando Fraga

Enviada por José Carlos para Combate Racismo Ambiental.

2 horas atrás

A ‘herança maldita’ de mais de quinhentos anos de domínio da ‘elite’ brasileira é algo que necessita mais de quinhentos anos para ser debelada.

APOSENTADO INVOCADO por Helio Borba
 

No Brasil, 22% da população ainda se equilibra no limiar da pobreza

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO Parcela expressiva da nova classe média emergente permanece vulnerável a choques econômicos que podem empurrá-la novamente para a pobreza. 
No Brasil, a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), ligada à Presidência da República, tem tentado mensurar essa vulnerabilidade.
Segundo a economista Diana Grosner, diretora da SAE, 22% da população brasileira pertence ao estrato mais baixo da classe média (dividida em três grupos), com renda familiar per capita mensal entre R$ 291 e R$ 441. 
“Essas pessoas são as mais vulneráveis a uma volta à pobreza e representam um número alto”, diz. 
Em estudo de 2009 sobre a expansão da classe média, o economista Martin Ravallion citou que 1 em cada 6 pessoas em países em desenvolvimento viviam com renda entre US$ 2 e US$ 3 por dia. 
O autor considerou renda per capita de US$ 2/dia como limite entre a pobreza e a nova classe média em nações emergentes –valor em paridade do poder de compra de 2005, medida que elimina distorções de preço. 
Para Grosner, a inflação mais elevada e o aumento do endividamento representam riscos importantes para a nova classe média brasileira. 
Outra ameaça, segundo a economista, é o avanço da produtividade em ritmo muito menor que o dos salários. 
Segundo ela, isso pode fazer com que as empresas decidam repassar os custos maiores para os preços –pressionando mais a inflação– ou demitir. 
IMPORTÂNCIA
O risco de retrocesso no processo de expansão da classe média em países emergentes preocupa porque a continuação de sua ascensão é importante para a recuperação da economia global. 
“As boas perspectivas para a classe média da Ásia e de outros países como o Brasil são importantes por garantir demanda por bens e recursos mais forte que à de consumidores de países desenvolvidos”, afirma Robert Wood, economista da EIU (Economist Intelligence Unit). 
Dados da EIU mostram que o forte crescimento da fatia de famílias com renda anual superior a US$ 10 mil foi comum a vários países emergentes na última década. 
CAUSAS DA EXPANSÃO
Segundo o economista Otaviano Canuto, vice-presidente do Banco Mundial, a expansão do emprego e a valorização do trabalho são a principal causa comum para a expansão da classe média em países em desenvolvimento nos últimos anos. 
Grosner menciona que o aumento da renda do trabalho explica mais do que 60% do aumento da renda no país na última década. 
Especialistas também ressaltam o papel de políticas de transferência de renda para o aumento de uma nova classe consumidora no Brasil e na América Latina. 
Segundo Sonia Bueno, presidente-executiva da consultoria Kantar Worldpanel para a América Latina, 22% da população em 15 países da região disse receber algum benefício do governo: 
“Esse dinheiro acaba em boa parte sendo convertido em consumo”. 

+ Livraria

3 horas atrás

Servidores da 1ª instância do TJMG entram em greve

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por Fábio Marcello

Nassif sou da sua cidade natal, Poços de Caldas, e gostaríamos da sua ajuda para divulgar nosso movimento grevista que é assunto proibido na imprensa mineira! São mais de 150 comarcas em greve!!!, inclusive Poços de Caldas, Cabo Verde, Botelhos, Andradas, Pouso Alegre etc. Estamos há 20 dias em greve e ontem houve uma audiência pública na ALMG qual os servidores denunciaram as péssimas condiçoes de trabalho e os salários baixíssimos, entre os menores do país.

Do site do Serjusmig

10/4/2013 – AGE da 1ª Instância volta a deliberar pela continuidade da greve

Teremos novo momento deliberativo, na próxima semana. Até lá, continuaremos com as ações do movimento!

 

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3 horas atrás

closer: quando estar perto demais não é o bastante

OBVIOUS por Manú Sena
 

Um homem caminha por uma rua cheia de gente quando se depara com uma mulher de cabelos vermelhos vindo em sua direção.A mulher o vê e em seguida é atropelada por um carro.E toda esta história não teria acontecido se ambos não estivessem, sob o risco do real.

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3 horas atrás

Órgão de autorregulação da mídia será fechado na Inglaterra

LUIS NASSIF por luisnassif
 

 

Por Ana Barbosa

Do Observatório da Imprensa

Inglaterra fecha agência de autorregulação da imprensa

Por Sergio da Motta e Albuquerque em 13/03/2012 na edição 685

O órgão inglês de autorregulação da mídia impressa na Inglaterra – a Comissão de Reclamações sobre Imprensa [Press Complaints Commission (PCC)] – está com os dias contados. A PCC vai ser substituída por um órgão interino, até que seja redefinida a nova entidade de regulação dos jornais impressos, um desdobramento quase previsível do inquérito presidido pelo juiz Levenson, que vem levantando toda a sujeira por trás do escândalo das escutas do News of The World.

Alvo de críticas de analistas da mídia importantes como John Kampfner, ex-editor do Índice na Censura (Index on Censorship), o serviço foi acusado de não cumprir seu papel e, quando de sua intervenção, em 2009 – e ali já havia suspeitas de irregularidades – a comissão decidiu que não havia nada de errado. Capachos de Murdoch, pois o homem que quis controlar a mídia inglesa (ou pelo menos boa parte dela) foi favorecido pela impotência ou incompetência do limitado sistema de autorregulação da mídia impressa inglesa.

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3 horas atrás

Mesmo com economia patinando, o lobby por juros altos

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Autor:  Luis Nassif

Coluna Econômica

Os últimos indicadores econômicos mostraram o seguinte:

  1. Na sexta foi divulgado o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central). Trata-se de um indicador que tenta antecipar os resultados do PIB (Produto Interno Bruto). O de fevereiro registrou queda de 3,13%. Em doze meses, uma alta de apenas 0,87%.
  2. Um dia antes, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatou uma queda de 0,4% nas vendas de varejo, pior desempenho desde fevereiro de 2003. No acumulado do ano e em 12 meses, os indicadores são razoáveis. A explicação para a queda no varejo é que o aumento da inflação provocou uma retração no consumo.
  3. No caso dos supermercados, houve queda de 2,1% nas vendas de alimentos e bebidas, também em decorrência da alta de preços.

***

Tem-se, portanto, um quadro definido.

Em relação ao comportamento geral da economia, índices claudicantes de recuperação. Em relação ao varejo, queda de consumo decorrente do aumento de preços. Ou seja, a própria inflação criando seu anticorpo, seja através da redução da renda, seja através das manobras defensivas dos consumidores. Vários itens de pressão nos preços começam a ceder.

Entre os que acreditam nos poderes mágicos da Selic, há a crença de uma defasagem de 8 meses entre uma eventual elevação da taxa e seus efeitos.

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3 horas atrás

A questão da autorregulação da mídia

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por Ana Barbosa

Do Observatório da Imprensa

O passado é nosso futuro

Por Venício A. de Lima em 11/05/2010 na edição 589

Organizada em comemoração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio) e com o tema “Mídia e Democracia Representativa”, realizou-se na Câmara dos Deputados, na terça-feira (4/5), a 5ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa. O evento foi promovido em parceria com a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e contou com a presença de deputados, jornalistas e luminares do pensamento empresarial.

Em conferências como esta costumam ser defendidas pérolas como a noção “liberdade de expressão comercial”.

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3 horas atrás

Desfazendo as mentiras da imprensa vendida: “Demarcação inconclusa de terra indígena provoca invasão, conflito e morte no MS”

RACISMO por racismoambiental
 

PM reformado que possuía terreno dentro de terra indígena invade aldeia Guarani Kaiowá pela segunda vez, atira contra a comunidade, que se defende, e morre a caminho do hospital. Um indígena foi preso acusado de homicídio.

Ruy Sposati, de Campo Grande (MS), para o Cimi

Um cabo reformado da Polícia Militar (PM) invadiu à cavalo a aldeia Ita’y, na Terra Indígena Lagoa Rica/Panambi, município de Douradina, Mato Grosso do Sul, na última sexta-feira, 12. Armado com revólver e facão, Arnaldo Alves Ferreira efetuou seis disparos contra os Guarani Kaiowá, acertando o indígena João da Silva na orelha. O PM possuía um terreno dentro da área identificada como terra indígena, a cerca de 300 metros da aldeia.

Os indígenas já haviam registrado Boletim de Ocorrência denunciando Arnaldo às autoridades, em função de outra violência praticada por ele contra a comunidade dois dias antes.

Segundo relato dos indígenas, Arnaldo invadiu a aldeia montado em um cavalo e munido de revólver e facão, cerca de meio dia e meia da sexta-feira, 12. “Ele foi na casa de um idoso e disse pra ele: ‘você vai morrer’, na frente da filha e da esposa”, relata um indígena da aldeia que prefere não ser identificado. “Depois ele virou pra esposa e disse: ‘a senhora vai ficar viúva hoje’”.

Durante o ataque, integrantes da comunidade indígena conseguiram desarmar o militar reformado, defendendo-se dos disparos. Arnaldo foi mantido seguro pela comunidade, que informou a ocorrência à polícia local. O PM e o indígena ferido foram encaminhados ao Hospital da Vida, em Dourados. Arnaldo morreu ainda na ambulância; o Kaiowá ferido foi preso pela polícia, acusado de homicídio em flagrante.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA

“Faz muitos anos que nós temos problemas com ele. Ele não gosta da gente. Deixava o cavalo comer na nossa roça, soltava o gado na aldeia. Já matou a tiro um monte de cachorros nossos e até bateu em gente da comunidade”, relata um indígena de Ita’y.

Nas últimas semanas, Arnaldo havia resolvido cercar sua propriedade com cercas elétricas. “O problema é que a cerca fica bem na estrada que nós dois [indígenas e o PM] usamos e também no lugar onde as crianças esperam o ônibus escolar”, relata o Kaiowá. A comunidade pediu ao cabo reformado que deixasse de utilizar a cerca elétrica. A exigência não foi aceita, e os indígenas teriam então, por duas vezes, desativado a cerca.

Na madrugada de terça para quarta-feira, Arnaldo esteve na aldeia. “Ele veio por causa da cerca. Ele entrou na casa de um homem gritando e bateu nele com o cabo do facão”, explica. O indígena que sofreu violência registrou boletim de ocorrência e realizou exame de corpo de delito, cujo resultado deverá ficar pronto na segunda-feira, 15.

Os Kaiowá de Ita’y já temiam um ataque do policial. “Nós fizemos B.O. na polícia e avisamos Funai, MPF, Força Nacional que existia esse problema e estávamos com medo de acontecer algo. E aconteceu”, lamenta.

QUESTÃO DA TERRA

“A forma como a imprensa local está contando a história e como os ruralistas a estão utilizando é absolutamente manipulada e criminosa”, afirma o coordenador regional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Mato Grosso do Sul, Flávio Vicente Machado. “O policial não morreu ‘em sua propriedade’, ‘espancado’, ‘torturado’, ou ‘a flechadas’, conforme disseram os jornais locais e notas de entidades do agronegócio. Ele morreu invadindo novamente uma aldeia indígena, ameaçando a vida dos moradores e atirando contra eles”, conta.

Para Flávio, a responsabilidade da morte do PM é do governo federal. “Esta situação está diretamente ligada à morosidade do Estado em completar o processo de demarcação das terras Kaiowá e Guarani em Mato Grosso do Sul”, argumenta. “Os indígenas agiram em legítima defesa, uma vez que foram atacados de maneira covarde por um homem violento e preconceituoso.

“E isso foi e está registrado”, aponta Flávio. Além do B.O., notas técnicas do Ministério Público Federal também registram as denúncias feita pela comunidade indígena sobre as ameaças sofridas por parte PM. “Na ocasião tanto a polícia, quanto a promotoria de Dourados foram acionados para apurar a denúncias”, relembra.

O coordenador do Cimi crítica a manipulação dos fatos, que está sendo usada pelos ruralistas em favor de suas pautas políticas. “Os ruralistas estão usando do fato para responsabilizar o governo federal pelo caso, acusando-o de fomentar a violência ao demarcar as terras indígenas, e com isso tentando acelerar a aprovação de suas pautas, como é o caso da PEC 215 ou o julgamento dos embargos declaratórios envolvendo as dezenove condicionantes do caso de Raposa Serra do Sol. Ora, é justamente o contrário! A responsabilidade é sim do governo federal, mas justamente porque ele não está cumprindo com sua obrigação constitucional e demarcando, de uma vez por todas, as terras tradicionalmente ocupadas pelos Guarani e Kaiowá. E é inaceitável que, mais uma vez, queiram que os Guarani e Kaiowá paguem mais essa conta”, conclui.

Com a criação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND) na década de 40, os indígenas daquela área foram removidos de seus territórios tradicionalmente ocupados e colocados na Reserva Indígena de Dourados.

Em 2005, o movimento de reivindicação do território de Lagoa Rica se intensificou, levando ao início da identificação da área, em 2008, e também à retomada de dois Tekoha (territórios tradicionais): Guirakambi’y e Ita’y, onde ocorreu o ataque. Em dezembro de 2011, foi publicado pela Funai o relatório antropológico que identificou 12,1 mil hectares do território tradicional como Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica. A terra do PM reformado fica dentro da área identificada.

3 horas atrás

Isaias de Almeida

BOILERDO por Betho Flávio
 
 
4 horas atrás

Motossera de Ouro, KAbreu quer suspensão até de estudos de demarcação de terras indígenas pela Funai

RACISMO por racismoambiental
 

A motosserra de ouro seguiu Katia Abreu até Cancún em 2010. Foto: Ivan Castaneira/Greenpeace.

Senadora acredita que questão indígena se tornou o tema mais crítico para os produtores rurais após a aprovação do Código Florestal

Globo Rural

A presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD/TO), defendeu a suspensão urgente, por meio de decreto, dos estudos que estão sendo realizados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) para demarcação e ampliação de novas terras indígenas. A senadora fez a declaração ao comentar a convocação da ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, para prestar esclarecimentos sobre a demarcação de terras indígenas.

Kátia Abreu defende a suspensão dos estudos até que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome uma decisão sobre os embargos declaratórios propostos pela Procuradoria Geral da República em relação as 19 condicionantes estabelecidas pelo tribunal, para demarcação de terras indígenas, no julgamento do caso da reserva Raposa Serra do Sol, situada em Roraima. Ela lembra que a portaria da Advocacia-Geral da União (303/12), que estende para todo o país as 19 condicionantes definidas para demarcação da reserva, foi suspensa até a decisão final do STF. “Se não dá para publicar a portaria enquanto os embargos não sejam votados, a solução seria suspender os estudos até que a questão seja resolvida”, argumenta. 

 

A senadora prevê que a análise dos embargos deve ocorrer em três meses, no máximo. “Para que gastar dinheiro se o STF pode decidir que o modelo a ser seguido nas demarcações é estabelecido para a Raposa Serra do Sol”, questiona ela, que diz estar ansiosa pela nomeação do novo ministro ou ministra do STF que irá relatar os embargos, em substituição ao ex-ministro Ayres Brito.

Na opinião da presidente da CNA, a convocação da ministra Gleisi Hoffmann reflete a “angústia e desespero” dos parlamentares, “porque a questão indígena se tornou o tema mais crítico para os produtores rurais após a aprovação do Código Florestal. Está se tornando uma bola de neve, pois o problema que era localizado agora está se tornando nacional”, diz ela.

Kátia Abreu afirma que é testemunha do empenho de Gleisi Hoffmann junto à Funai e ao Ministério da Justiça para resolver a questão e justifica que a escolha dos parlamentares se deve ao fato de ser uma ministra importante. “É uma forma de dar satisfação às bases, pois a pressão é imensa, como se ninguém estivesse fazendo nada”, informa a senadora.

4 horas atrás

Casa noturna Studio SP irá fechar as portas

LUIS NASSIF por luisnassif
 

Por MiriamL

Da CartaCapital

Após 8 anos e 2500 shows, Studio SP fecha suas portas
 

Por Paloma Rodrigues
 
 Após 8 anos e cerca de 2500 shows, o Studio SP, famosa casa noturna paulistana localizada na região da rua Augusta, vai encerrar suas atividades. A casa, conhecida por lançar e apoiar novos artistas no cenário musical, fez o anúncio nesta quinta-feira 12. Em conversa à CartaCapital, um dos sócios do empreendimento, Alê Youssef, disse que novos projetos profissionais e pessoais os levaram à decisão de fechar o Studio, além das dificuldades que a gestão enfrentou para manter o espaço aberto, dentre eles a crescente especulação imobiliária da região.

Dentre os artistas que iniciaram suas carreiras no Studio SP estão Tulipa Ruiz, B. Negão, Mallu Magalhães e Céu. “Vivemos um ciclo muito bacana e estamos em um momento muito bom. É ótimo poder terminar com a casa em alta e de boa maneira”, diz ele.

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4 horas atrás

De quem é a mão que balança o berço da mídia?

 
: Nunca antes, na história deste País, houve uma coincidência tão grande entre capas de revistas e manchetes de jornais; essa sintonia ocorre às vésperas de uma reunião do Comitê de Política Monetária e tem dois objetivos paralelos: arrancar juros maiores do governo e desgastar a presidente Dilma; quem seriam os articuladores? FHC? Roberto Setubal? 
5 horas atrás

Filho de Alencar causa crise no PMDB mineiro

 
: Imposição de Lula, o nome de Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente, desagrada a cúpula do partido, que já tem candidato em Minas 
5 horas atrás

Globo pede decisão convincente do BC

 
: Jornal comandado por João Roberto Marinha expressa seu desejo, em editorial, de que o governo federal dê uma paulada na inflação com taxas de juros bem maiores do que a atual; “a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) esta semana é especialmente importante porque será uma ótima oportunidade para o Banco Central confirmar o compromisso de manter a inflação dentro da meta que foi estabelecida pelo governo, mirando o centro (4,5%)”, diz o texto 
5 horas atrás

Centrais sindicais vão às ruas contra alta dos juros

 
: As centrais sindicais sairão às ruas de todo o país para protestar contra a possível retomada da alta de juros. Os atos serão realizados no próximo dia 17 de abril, em frente à sede do Banco Central de várias cidades. Na mesma data, o BC irá se reunir para decidir se a Selic irá sofrer alguma mudança ou não 
5 horas atrás

Merval adere ao lobby dos juros altos

 
Folhapress_Divulgação_Folhapress: Image 280608Colunista do Globo afirma que se Dilma não tivesse antecipado a campanha eleitoral, hoje haveria pressões para que o ex-presidente Lula voltasse, em razão do quadro econômico; ele diz ainda que “o cenário atual é de tomar medidas impopulares, como a alta de juros que está se tornando inevitável, para reassumir o controle da economia” 
5 horas atrás

Torquato: diálogo no Judiciário nunca foi tão baixo

 
: Estilo do ministro Joaquim Barbosa, que “chicoteia a torto e a direito”, contribui para o mal-estar no Poder Judiciário, que nunca viveu uma crise tão aguda como agora, segundo o cientista político Gaudêncio Torquato 
5 horas atrás

Sunset by Mohammed Abdo

 
 

Sunset by Mohammed Abdo

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Mohammed Abdo: Photos · Blog 

     

6 horas atrás

Nos EUA, inflação se mantém dentro da meta

 
: O desemprego nos Estados Unidos situou-se em 7,6% no mês passado, contra 10% em 2009. A medida do Fed de inflação é de cerca de 1,3%, abaixo de sua meta de 2% 
6 horas atrás

De Gaspari a Graça Foster: deixe Eike quebrar

 
: Colunista Elio Gaspari recomenda à presidente da Petrobras, Graça Foster, que não se envolva com os maus negócios do empresário Eike Batista; segundo o jornalista, negócios do grupo EBX não trazem risco sistêmico e qualquer tentativa de resgate, como o uso do Porto do Açu pela estatal, seria transformar o Brasil no paraíso do “capitalismo de compadrio”; Gaspari lembra ainda que Eike tem patrimônio, pois oferece jatinhos para políticos como Sergio Cabral e possui uma Mercedes SLR Mclaren na sua sala de estar 
6 horas atrás

Alonso passeia e vence a primeira do ano

 
: Na China, o piloto espanhol da Ferrari conquistou, com folga, sua primeira vitória na temporada; Felipe Massa chegou em sexto 
7 horas atrás

Nas urnas, o futuro também da América Latina

 
: Venezuela elege, neste domingo, não apenas o primeiro presidente depois da era Chávez, mas também o homem que irá administrar as maiores reservas de petróleo do mundo; vitória de Nicolas Maduro ou de Henrique Capriles será determinante para vários países da América Latina, como Cuba, Bolívia, Equador e mesmo o Brasil, cujas empresas exploraram oportunidades de negócios na Venezuela; pesquisas dão vantagem a Maduro, mas a folga é inferior a dez pontos 
7 horas atrás

Dos recursos da montagem cinematográfica

SETAR’OS por noreply@blogger.com (André Setaro)
 
 
A chamada montagem ideológica ou intelectual é uma operação com um objetivo mais ou menos descritivo que consiste em aproximar planos a fim de comunicar um ponto de vista, um sentimento ou um conteúdo ideológico ao espectador. Eisenstein escreveu na justificativa de sua montagem de atrações: “uma vez reunidos, dois fragmentos de filme de qualquer tipo combinam-se inevitavelmente em um novo conceito, em uma nova qualidade, que nasce, justamente, de sua justaposição (…) A montagem é a arte de exprimir ou dar significado através da relação de dois planos justapostos, de tal forma que esta justaposição dê origem à ideia ou exprima algo que não exista em nenhum dos dois planos separadamente. O conjunto é superior à soma das partes”.

 

Amparado nestes ditos de Eisenstein, há de se ver que, no cinema, como em quase todos os ramos das ciências, quando se reúne elementos (no sentido amplo) para obter um resultado, este é freqüentemente diferente daquele que se esperava: é o fenômeno dito de emergência. Aprende-se, por exemplo, em biologia, que pai e mãe misturam seu patrimônio hereditário para criar uma terceira personagem não pela soma desses dois patrimônios, mas, ao contrário, pela combinação deles em um novo patrimônio inédito. Em química, sabe-se ser possível misturar dois elementos em quaisquer proporções, mas não é possível combiná-los verdadeiramente em um corpo novo se não tem proporções perfeitamente definidas (Lavoisier). Da mesma forma, na montagem de um filme, os planos só podem ser reunidos numa relação harmoniosa.

 

A montagem ideológica consiste em dar da realidade uma visão reconstruída intelectualmente. É preciso não somente olhar, mas examinar, não somente ver, mas conceber, não somente tomar conhecimento, mas compreender. A montagem é, então, um novo método, descoberto e cultivado pela sétima arte, para precisar e evidenciar todas as ligações, exteriores ou interiores, que existem na realidade dos acontecimentos diversos. 
A montagem pode, assim, criar ou evidenciar relações puramente intelectuais, conceituais, de valor simbólico: relações de tempo, de lugar, de causa, e de conseqüência. Pode fazer um paralelo entre operários fuzilados e animais degolados, como, por exemplo, em A Greve (1924), de Eisenstein. As ligações , sutis, podem não atingir o espectador. Eis, aqui, um exemplo da aproximação simbólica por paralelismo entre uma manifestação operária em São Petersburgo e uma delegação de trabalhadores que vai pedir ao seu patrão a assinatura de uma pauta de reivindicações (exemplo extraído do filme Montanhas de ouro, do soviético Serge Youtkévitch).

 

– os operários diante do patrão
– os manifestantes diante do oficial de polícia
– o patrão com a caneta na mão
– o oficial ergue a mão para dar ordem de atirar
– uma gota de tinta cai na folha de reivindicações
– o oficial abaixa a mão; salva de tiros; um manifestante tomba.

 

A experiência de Kulechov demonstra o papel criador da montagem: um primeiro plano de Ivan Mosjukine, voluntariamente inexpressivo, era relacionado a um prato de sopa fumegante, um revólver, um caixão de criança e uma cena erótica. Quando se projetava a seqüência diante de espectadores desprevenidos, o rosto de Mosjukine passava a exprimir a fome, o medo, a tristeza ou o desejo. Outras montagens célebres podem ser assimiladas ao efeito Kulechov: a montagem dos três leões de pedra – o primeiro adormecido, o segundo acordado, o terceiro erguido – que, justapostos, formam apenas um, rugindo e revoltado (em O Encouraçado Potemkin, 1925, de Eisenstein); ou ainda a da estátua do czar Alexandre III que, demolida, reconstitui-se, simbolizando assim a reviravolta da situação política (em Outubro).

 

O que Kulechov entendia por montagem se assemelha à concepção do pioneiro David Wark Griffith, argumentando que a base da arte do filme está na edição (ou montagem) e que um filme se constrói a partir de tiras individuais de celuloide. Pudovkin, outro teórico da escola soviética dos anos 20, pesquisou sobre o significado da combinação de duas tomadas diferentes dentro de um mesmo contexto narrativo. Por exemplo, em Tol’able David (1921), de Henry King, um vagabundo entra numa casa, vê um gato e, incontinente, atira nele uma pedra. Pudovkin lê esta cena da seguinte forma: vagabundo + gato = sádico. Para Eisenstein, Pudovkin não está lendo – ou compreendendo o significado – de maneira correta, porque, segundo o autor de A Greve a equação não é A + B, mas A x B, ou, melhor, não se trata de A + B = C, porém, a rigor, A x B = Y. Eisenstein considerava que as tomadas devem sempre conflitar, nunca, todavia, unir-se, justapor-se. Assim, para o criador da montagem de atrações, o realizador cinematográfico não deve combinar tomadas ou alterná-las, mas fazer com que as tomadas se choquem: A x B = Y, que é igual a raposa + homem de negócios = astúcia. Em Tol’able David, quando Henry King corta do vagabundo ao gato, tanto o primeiro como o segundo figuram proeminentemente na mesma cena. Em A Greve ( Strike ), quando Eisenstein justapõe o rosto de um homem e a imagem de uma raposa (que não é parte integrante da cena da mesma forma que o gato o é em Tol’able David, porque, para King, o gato é um personagem),esta é uma metáfora. 
Em Estamos construindo (Zuyderzee, 1930), de Jori Ivens, várias tomadas mostram a destruição de cereais (trigo incendiado ou jogado no mar) durante o débacle de 1929 da Bolsa de Valores de Nova York, a depressão que marcou o século XX. Enquanto apresenta os planos de destruição de cereais, o realizador alterna -os com o plano singelo de uma criança faminta. Neste caso, o cineasta, fotografando uma realidade, recorta uma determinada significação. Os planos fotografados por Jori Ivens podem ser retirados da realidade circundante, mas é a montagem quem lhes dá um sentido, uma significação. Os cineastas soviéticos, como Serguei Eisenstein e Pudovkin, procuravam maximizar o efeito do choque que a imagem é capaz de produzir a serviço de uma causa.

 

Considerada a expressão máxima da arte do filme, a montagem, entretanto, vem a ser questionada na sua supremacia como elemento determinante da linguagem cinematográfica com a introdução – em fins dos anos 30 – das objetivas com foco curto que permitiu melhorar as filmagens contínuas – a câmera circulando dentro do plano – com uma potenciação de todos os elementos da cena e com um tal rendimento da profundidade de campo (vide Cidadão Kane (1941), de Orson Welles, Os melhores anos de nossas vidas, 46, de William Wyler) que possibilitou tomadas contínuas a dispensar os excessivos fracionamentos da decupagem clássica. A tecnologia influi bastante na evolução da linguagem fílmica, dando, com o seu avanço, novas configurações que modificam o estatuto da narração – o próprio primeiro plano – o close up – tão exaltado por Bela Balazs como “um mergulho na alma humana” – com o advento das lentes mais aperfeiçoadas já se encontra, esteticamente, com sua expressão mais abrangente e menos restrita. Tem-se, como exemplo, as faces enrugadas e pavorosas de David Bowie em Fome de Viver/The Hunger, 1983, de Tony Scott, com Catherine Deneuve e Susan Sarandon.

12 de Abril de 2013 18:42

Gerald Thomas assume Comissão dos Direitos Humanos

 

BRASÍLIA – Após enfiar as mãos entre as pernas de uma Panicat, tentar abrir a braguilha de um comediante e exibir o pênis para os fotógrafos, sir Herald Thomas pleiteou uma vaga da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara. “Me, myself Thomas, amigo de Samuel, Samuel Beckett, bando de primitivos energúmenos, agora reúno os requisitos to lead this comission de quinta categoria”, discursou, enquanto fazia pirucóptero.

A “Grande Mídia” é intolerante

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
A intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, no episódio da minha participação no Fórum da Igualdade e minha ausência no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer, para permitir que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada. Estas questões não interessam ao “Fórum da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte. O artigo é de Tarso Genro. 
Tarso Genro, Carta Maior 
Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul por ocasião do “Fórum da Liberdade”, do qual não participei e do “Fórum da Igualdade”, do qual participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo. Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância e a arrogância da “Grande Mídia”, para traficar os seus valores – fundados no lucro e na anarquia do mercado – no sentido de os tornarem artificialmente universais.

Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também entendo que esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.
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19 minutos atrás

Papel jornal e tomates

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
tomate 
Do oqueseraquemeda Ana Maria Braga usou colar de tomates (que, aliás, lhe caiu muito bem…) Abril e Globo dão capa ao tomate. O Brasil está despencando. Os índices de crescimento, desenvolvimento e distribuição de renda são fabricados por Lula, Ahmadinejad, Fidel e Chaves para iludir o povo brasileiro. Ninguém consegue pagar a prestação. A bola da Copa será quadrada e o apito será assobio. Lula, Dirceu, Genoino e filhos são milionários. O mensalão de Roberto Jefferson é o maior escândalo da paróquia. Vem aí o apocalipse… 
Imprimem o verde em papel jornal pra colher maduro. Se não der, voltam com Apagão, Gripe Suína, Dengue e factóides genéricos para apavorar. 
Em uníssono, o oligopólio midiático faz campanha maciça pelo aumento dos juros e a volta da inflação. Usam e abusam da palavra “inflação” diariamente em suas capas. Esperam com isso, contaminar o comércio e outros setores da economia de pessimismo que leve ao pânico e ao aumento dos preços. Apostam que convertem sua especulação barata em fato. Como antigamente… Porque, diferentemente de quando calaram nas falências seguidas de FHC, falir o país – mesmo que seja apenas nas manchetes – é a ÚNICA maneira de desalojar o PT do Planalto. Logo mais vem pesquisa avaliando se suas manobras surtiram efeito… 
A direita fascista quer levar o país de volta à década de 90 e retomar o rumo da subserviência vira-lata que Serra e FHC imprimiram ao seu governo. Os vampiros das multinacionais falidas pelo neoliberalismo exigem que se abra a porteira para voltarem à pilhar nossas riquezas naturais. 
Para a casa Grande, a doméstica deve voltar a dormir na Senzala, que é o seu lugar, antes de começar a se achar a azeitona da empada. Segundo Delfim Neto: “A empregada doméstica virou manicure ou foi trabalhar num call center. Agora, ela toma banho com sabonete Dove. A proposta desses ‘gênios’ é fazer com que ela volte a usar sabão de coco, (sem direito trabalhista)”. Quer dizer, que volte ao regime de 16 horas diárias de escravidão. Leia mais…http://oqueseraquemeda.wordpress.com/ 
26 minutos atrás

Intervozes lança livro da banda larga

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Altamiro BorgesDo sítio do Coletivo Intervozes
A democratização do acesso à Internet em redes de alta velocidade é tema de novo livro lançado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A obra, intitulada Caminhos para a universalização da Internet banda larga: experiências internacionais e desafios brasileiros, é o resultado de um ano de pesquisa e traz um mapeamento das principais estratégias governamentais adotadas em diversos países com o objetivo de ampliar a inclusão digital e assegurar a conexão do cidadão a esta nova fronteira da comunicação. Em São Paulo, um debate sobre o tema será realizado em conjunto com o lançamento do livro no próximo dia 15, segunda-feira, às 19h. 
Como explica um dos organizadores do livro, prof. da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da Universidade Federal da Bahia (Poscom-UFBa), Sivaldo Pereira da Silva, o projeto nasceu com o intuito de compreender as opções adotadas em outros países a fim de contribuir com o debate deste tema no Brasil. “A criação de infraestrutura e mecanismos regulatórios eficientes e democráticos são premissas para o desenvolvimento e um determinante para a liberdade de expressão na era digital”, afirma Sivaldo. 
A publicação parte da premissa de que o acesso à Internet banda larga se tornou um imperativo social, cultural, econômico e um direito a ser reivindicado e garantido. Nesse sentido, o livro registra os caminhos pelos quais diversos países estão investindo tempo, planejamento e recursos, desenhando e executando suas estratégias de inserção na era digital. 
Além dos dez capítulos produzidos por oito pesquisadores, a obra também apresenta um conjunto de doze entrevistas realizadas com especialistas e gestores trazendo um cardápio de opiniões sobre o tema. O livro conta com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) através de seu programa de editais para publicações. 
Lançamento em SP 
Na capital paulista, um debate com integrantes da sociedade civil entrevistados no livro marcará o lançamento do livro. Veridiana Alimonti do Instituto de Defesa do Consumidor, Beatriz Tibiriça do Coletivo Digital, Fĺávia Lefèvre do Proteste, e João Moura da Telcomp participarão do evento. O evento será na segunda, 15/4, às 19h, na sede do Coletivo Digital, Rua Cônego Eugênio Leite, 1117, no bairro de Pinheiros. 
Sobre a Publicação 
O livro impresso, com 405 páginas, pode ser adquirido por R$ 30,00 em livrarias e também através do e-mail intervozes@intervozes.org.br . Além da versão tradicional, também está disponível gratuitamente nos formatos digitais EPUB e PDF. O projeto conta ainda com um website (www.caminhosdabandalarga.org.br ) que traz os resultados da pesquisa, dados complementares, vídeos, mapas e infográficos. 
Mais informações: Intervozes – (011) 3877.0824. Altamiro Borges: Intervozes lança livro da banda larga
29 minutos atrás

A turma de Eduardo Campos pira

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
       Na mesma pesquisa que apontou  o PT como o partido mais preferido dos recifenses, Eduardo Campos, que pensa ter o monopólio sobre o voto do povo pernambucano, ficou atrás de Dilma na preferência dos recifenses. Segundo o IPMN-Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Dilma, que nem por aqui aparece, tem 36% das intenções de voto, enquanto Eduardo Campos, que faz campanha maciça aqui neste Estado, que vive inaugurando até maquete de futebol de botão, tem 34% das intenções de voto. Se essa pesquisa tivesse sido realizada em todo o Estado de Pernambuco, a vantagem de Dilma sobre Dudu traição seria enorme, isto porque as grandes obras que transformaram Pernambuco na gestão de Lula ficam instaladas no interior do Estado.E o pernambucano sabe muito bem quem mais fez por este Estado.
39 minutos atrás

Gato enfrenta água durante enchente na Bielorússia

LUIS NASSIF por luisnassif
 
ROSE

Uma menina que funcionários do hospital dizem que está infectado com a nova estirpe da gripe H7N9 de aves

Gato enfrenta água profunda durante as enchentes de primavera, em Belarus.  Foto:  AFP/GETTY

http://www.telegraph.co.uk/news/picturegalleries/picturesoftheday/9992622/Pictures-of-the-day-13-April-2013.html

40 minutos atrás

O que é democracia: Uma ideia tantas vezes subvertida

CONSA por Hélio Consolaro
 
A ideia de um governo da maioria é frequentemente subvertida para se prestar aos mais variados interesses. Numa época em que é cada vez mais intenso o debate sobre os direitos das minorias, estas considerações da historiadora indiana Romila Thapar são bastante importantes



Romila Thapar

Por Romila Thapar – escreve este artigo por solicitação da Unesco

Em O Fim da História, o pensador norte-americano Francis Fukuyama dizia que, com o colapso do comunismo, a democracia e o capitalismo se firmaram como os grandes vitoriosos entre todos os sistemas e ideologias existentes. Mas democracia é um conceito esquivo, como se tem visto muito recentemente.

O Ato Patriótico, assinado pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001, por exemplo, ia contra uma série de direitos civis. Há dúvidas consideráveis a respeito de os atuais regimes da Venezuela e do Irã poderem ser considerados democracias. A historiadora indiana Romila Thapar, professora emérita da Universidade Jawaharlal Nehru, de Nova Delhi, analisa a seguir os vários aspectos que cercam a ideia de democracia. 

Democracia: dois lobos e um cordeiro escolhem o prato do jantar. Liberdade: Um cordeiro bem armado contesta a escolha dos lobos.
Nas cidades-estado gregas, os escravos eram a maioria

O ideal democrático nunca foi totalmente traduzido na prática. Muitas das chamadas sociedades democráticas do passado foram sequestradas e tornaram-se oligarquias em que a retórica democrática era usada para preservar a ficção de que o grupo dominante representava a maioria.

As cidades-estado gregas, por exemplo, são frequentemente citadas como as primeiras democracias, mas é convenientemente esquecido que, nelas, o número de cidadãos livres era superado pelo de escravos e estes não eram representados nem tinham qualquer direito. À luz da experiência histórica, como a democracia pode ser adaptada às circunstâncias atuais?

Nos tempos modernos, a democracia tem sido frequentemente associada ao Estado-nação. Mas talvez não devêssemos esquecer a experiência das unidades políticas e sociais menores que, no passado, foram governadas adotando programas semidemocráticos. 
 
Aqueles que buscaram dotar o Estado-nação de uma identidade, associando-o à classe média ou a um grupo regional, linguístico, étnico ou mesmo religioso, afirmaram estar fazendo isso em nome da democracia. Às vezes, tem-se argumentado, essas comunidades eram fictícias e sua identidade ostensiva camuflava aspirações ocultas.

Romila Thapar, historiadora indiana de renome mundial escreveu este artigo a pedido da Unesco

Ao equiparar-se a identidade do grupo ao nacionalismo, as causas democráticas e nacionais se uniram. Mas, nesses Estados-nações, o funcionamento da democracia era limitado pelo nacionalismo ao qual estavam ligados. Agora que o Estado-nação está sendo cada vez mais questionado, devemos também questionar a democracia – ou certos tipos de democracia?

Uma questão que poderia ser feita é se a democracia pressupõe o secularismo. Em muitas partes do mundo, a religião está sendo manipulada politicamente numa escala sem precedentes. Ao dizer isto, não estou contestando o direito de as pessoas praticarem sua fé, mas a maneira como vários políticos e fundamentalistas distorceram esse direito. Se questionar a função pública da religião leva necessariamente ao secularismo, então isso poderia incentivar a promoção de outra abordagem para a democracia, especialmente em sociedades nas quais várias religiões existem lado a lado. 

As minorias já sabem que não podem ser excluídas

A democracia implica representação e decisões baseadas nas opiniões da maioria. Mas o que constitui uma maioria? Se é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, isso abre caminho para fraudes eleitorais ou para a mobilização de apoio da massa por ideologias que parecem abraçar uma variedade de causas, mas que, na realidade, não são mais do que um mecanismo para atrair e controlar um grande número de pessoas.

Penso aqui sobre o tipo de populismo reacionário baseado em raça ou religião que repetidamente causou tensões e violência em muitas partes do mundo. Nos interesses de uma verdadeira democracia, valeria a pena considerar como tais movimentos podem ser impedidos de impor sua definição de governo da maioria, especialmente quando as comunidades religiosas são exploradas politicamente, como parte de uma agenda supranacional oculta.

O moderno Estado-nação também enfrenta o problema de acomodar as culturas minoritárias, as quais estão cada vez mais conscientes de que não podem ser excluídas da maioria democrática. Esse problema poderá se tornar especialmente agudo nos países industrializados, onde grupos nitidamente diferentes têm sido reunidos à força por meio de conexões coloniais passadas e necessidades econômicas presentes, e onde uma maioria numérica é, por vezes, reduzida à condição de uma minoria política. Nas ex-colônias, onde tais conflitos também são conhecidos, os grupos divergentes pelo menos compartilham normalmente alguma herança e história comuns. 

Se a maioria é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, o processo abre caminho para fraudes eleitorais. Segundo analistas políticos ocidentais, isso teria ocorrido nas últimas eleições iranianas, nas quais o candidato governista Mahmud Ahmadinejad foi reconduzido ao cargo.

A melhor maneira de entender a correlação entre cultura e democracia é examinar a maneira pela qual os indivíduos ou grupos escolhem sua identidade e percebem a diferença entre eles e os outros. Em parte, esse é o resultado da socialização precoce. Também pode nascer de tensões e conflitos, que aguçam a percepção das pessoas sobre sua identidade.

Por que, aliás, o Estado-nação deve insistir em uma única identidade? Afinal, as pessoas têm identidades múltiplas. A esterilidade de uma identidade única poderia ser substituída por uma multifacetada, envolvendo padrões sociais e culturais mais complexos. A democracia multifacetada também seria mais difícil de controlar politicamente.

A democracia representativa muitas vezes acaba com o poder removido e distante do cidadão. Agora que o cinema, a televisão e a publicidade entraram todos em ação, os supostos representantes do povo se veem dirigindo-se a audiências que não podem sequer ver.

A verdadeira representatividade deve ser baseada em alguma referência lastreada nos eleitores, que também devem manter o direito de cassar seus representantes, se assim o desejarem. Esses direitos aparentemente negativos podem fornecer um corretivo essencial para a tendência de os representantes se transformarem em personalidades influentes.

O mercado livre tem suas qualidades, mas pode também prestar-se a outros tipos de demandas ditatoriais, como a do consumismo.

O colapso de algumas economias socialistas levou os povos desses países a uma esperança desesperada de que o mercado livre iria protegê-los do ressurgimento de regimes totalitários. Mas a experiência de outros países mostra que o mercado não pode fazer isso. Infelizmente, ele pode prestar-se igualmente bem a outros tipos de demandas ditatoriais – do consumismo, da indústria de armamentos, das corporações multinacionais e de outros interesses.

Tais demandas, que corroem a igualdade de oportunidades e a justiça social, só podem ser combatidas por um sistema econômico justo e um sistema jurídico que seja acessível a todos os cidadãos e impeça a erosão dos direitos humanos e a anulação da dignidade humana.

No entanto, qualquer sistema pode ser prejudicado, maltratado ou anulado se aqueles que o controlam não puder em ser contestados. Instituições que supostamente agiriam como vigilantes muitas vezes acabam por favorecer os abusos que deveriam evitar.

A articulação da discordância e do protesto é imperativa para os sistemas democráticos. Mesmo nas sociedades democráticas, quando se ensinam às crianças seus direitos e deveres, raramente se dá atenção a seu direito de discordar. A conformidade é um prêmio, e a discordância é desaprovada ou ignorada. O sujeito submisso, em vez do indivíduo autônomo, é considerado o cidadão ideal.

Em defesa do caso do indivíduo autônomo, não estou defendendo uma sociedade anárquica. Indivíduos autônomos não se estabelecem para destruir a sociedade; eles estão preocupados em mudá-la por meio de maneiras criativas. Eles não necessariamente fazem parte da estrutura do poder em si, mas comentam sobre isso e, se for necessário, protestam contra ações específicas tomadas pelos detentores do poder. Enquanto se aceitar que há espaço para a autoridade moral, bem como a autoridade política e social na gestão da sociedade, essas pessoas sempre terão um lugar no processo democrático. 
Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

uma hora atrás

Argentino cria “clube de homens abandonados por uma mulher”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Do Uol

Argentina tem o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”

EFE
Julián Gonnella

13/04/2013
10h07

 

Buenos Aires, 13 abr (EFE).- Após ser dispensado por sua namorada, o músico argentino Roberto Lázaro criou o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”, que em menos de um ano reuniu mais de 1.700 homens que viveram uma experiência similar e com o qual procura romper estereótipos machistas.

“Fiquei abatido com o abandono de uma mulher após sete anos de namoro. Éramos quase um casal consumado, ela era quase minha esposa. Íamos ter filhos e todas essas coisas, mas você nunca pensa que essa pessoa irá embora”, relata Lázaro à Agência Efe.

O vocalista da banda pop Sinusoidal explica que sua relação se deteriorava porque havia reiteradas “injúrias sem sentido” e “silêncios profundos”, mas que seu fim ocorreu de forma repentina, quando, ao voltar para casa após uma discussão, viu suas coisas empacotadas.

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uma hora atrás

Um projeto drogado

SUJO por Esquerdopata
 
Populares manifestam apoio ao projeto

Janio de Freitas

Proposta quer os viciados em drogas registrados num cadastro; eles não teriam benefício algum com isso

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora. 
De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas. 
A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930. 
Está difícil, e não há esforço algum para facilitar, a compreensão ampla de que ninguém é viciado por querer, seja qual for o vício. No máximo, pode haver indiferença ou conformismo com o vício e suas consequências. Mas todo vício é um sofrimento, porque é dependência e toda dependência é opressiva. O traficante, sim, trafica porque quer, ainda que sob o impulso do próprio vício. Não tem cabimento, portanto, a emenda que o PSDB quer apresentar ao projeto, eliminando o proposto aumento da pena mínima para traficante, em associação com a retirada do cadastro de consumidores de drogas. 
A iniciativa de adiamento da votação foi do PSDB, para que a bancada revisse o projeto a pedido de Fernando Henrique, e do PC do B, sem que isso signifique apoio dos demais partidos às barbaridades propostas. Não há indicações de como estão as bancadas partidárias quanto aos itens do projeto. Até por isso, o adiamento por apenas uma semana é a continuada falta da discussão pública do projeto. E agora também das emendas, sejam quais forem, mencionadas pelo líder do PSDB, Carlos Sampaio, para atender a Fernando Henrique. 
O projeto tramita há mais de dois anos e, apesar disso, chegou à pauta de votação como uma monstruosidade incólume. Inclusive sem emendas saneadoras do PSDB e do PC do B. O necessário, portanto, é adiá-lo sem data de votação e tentar submetê-lo a algum debate nos meios de comunicação (comunicação?). 

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Brasileiro disputa título de melhor professor dos EUA

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro Do Correio Braziliense 
Professor brasileiro entra em lista dos quatro melhores educadores dos EUA

Alexandre Lopes, que trabalha com alunos especiais, mora nos EUA há 18 anos

Julia Chaib – Cidades

Publicação: 13/04/2013 06:02 Atualização: 13/04/2013 00:13

A vocação e o esforço levaram o brasileiro Alexandre Lopes, 44 anos, a integrar a lista dos quatro finalistas que disputam o título de melhor professor dos Estados Unidos. Daqui a pouco mais de uma semana, em 23 abril, ele estará na Casa Branca, sede do governo norte-americano, onde o prêmio será entregue pelo presidente Barack Obama. Natural de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lopes mora nos Estados Unidos há 18 anos e, há oito, dá aulas em escolas da Flórida, onde foi considerado o melhor educador de 2012.

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uma hora atrás

Preparando futuros ministros do STF

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A ponte móvel é um ramo da teoria do domínio do fato…

Pela 1ª vez, engenharia tem mais calouros do que direito

Em cinco anos, número de ingressantes na área mais do que dobrou

Dados do MEC mostram que em 2011 foram 227 mil calouros; mesmo assim ainda há deficit de profissionais

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Pela primeira vez na história do ensino superior brasileiro, o número de calouros em engenharia superou o de direito. A área agora só fica atrás de administração.

Os dados foram levantados pelo Ministério da Educação, a partir dos seus censos.

O aumento do interesse pela engenharia acontece num momento de deficit de profissionais na área, iniciado na década passada.

Em 2006, foram 95 mil ingressantes em engenharia (5% do total). Cinco anos depois, eram 227 mil (10%). Cresceram tanto o número de vagas públicas e privadas quanto o de candidatos.

Já a quantidade de calouros em direito recuou 4%.

A expansão do número de ingressantes em engenharia é um avanço, porém, ainda insuficiente para resolver a carência da área no país, afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Primeiro, não é garantido que os novos ingressantes na área se formem. Levantamentos mostram que, atualmente, menos da metade dos calouros de engenharia consegue terminar o curso.

Em número de estudantes concluintes, direito segue à frente das engenharias.

Além disso, o deficit de profissionais ainda é muito superior ao volume de universitários concluintes. Foram 45 mil em 2011, ante uma necessidade de ao menos 70 mil novos engenheiros ao ano, de acordo com cálculos oficiais.

“Há uma mudança importante no sistema”, disse à Folha o ministro da Educação.

“Nas décadas com hiperinflação e baixo crescimento havia muitos conflitos. A área de interesse era o direito. Agora, há crescimento da construção civil, de obras de infraestrutura, de desenvolvimento tecnológico”, disse.

“Sabemos, por outro lado, que precisamos de mais engenheiros”, completou.

Para Roberto Lobo, ex-reitor da USP e consultor na área de educação superior, “o momento é positivo, mas os ganhos podem se perder”.

Lobo diz que há o risco de a evasão na engenharia crescer, pois, com o aumento no número de alunos, a tendência é que mais estudantes com dificuldades na área de exatas entrem nas faculdades.

“As escolas terão de se preocupar ainda mais em dar reforços de conteúdos básicos.”

Mercadante aponta outra dificuldade nos cursos. “São muito teóricos. O aluno fica anos sem ver nada de engenharia, são só cálculos, física. Muitos desistem.”

A pasta organizará fóruns para influenciar as instituições a colocarem atividades práticas nos primeiros anos do curso e a aumentarem os estágios aos estudantes

Filed under: Engenharia Tagged: Direito  

uma hora atrás

jobriath: a fada madrinha do rock

OBVIOUS por margarete ms
 

Feito por uma máquina de publicidade sensacionalista, evitado pela comunidade gay e rejeitado por muitos críticos, Jobriath explodiu na cena Glam Rock na década de 70. O único problema é que o mundo não estava preparado para ele.

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uma hora atrás

A estigmatização dos drogados, por Janio de Freitas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Murdok

Da Folha

Um projeto drogado

Janio de Freitas

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora.

De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas.

A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930.

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uma hora atrás

Mídia e a Iniciativa popular

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Do sítio da campanha “Para expressar a liberdade”:

A campanha “Para Expressar a Liberdade” realizará sua plenária nacional no próximo dia 19 de abril, em São Paulo, para apresentar e aprovar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das Comunicações e organizar a pauta nacional de divulgação do documento. O evento acontecerá no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, das 9h30 às 18h.

A proposta inicial do projeto foi escrita pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha e já está em fase de análise pelas entidades ligadas ao movimento. Após a sua aprovação, a plenária debaterá as estratégias de divulgação junto à população e de obtenção das assinaturas para que o mesmo seja encaminhado ao Congresso Nacional.

“Vamos criar espaços para dialogar com a sociedade sobre a necessidade da democratização da comunicação e recolher 1,3 milhões de assinaturas para o que o direito à comunicação seja uma realidade no Brasil”, explica Rosane Bertotti, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entidade que organiza a campanha.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular, definido como ação prioritária da campanha para a renovação do Código Brasileiro de Telecomunicações, datado de 1962, dispõe sobre os serviços de comunicação social eletrônica, televisão e rádio, e propõe regras para a execução dos artigos nunca regulamentados do capítulo V da Constituição Federal Brasileira, que trata da Comunicação Social (art. 220 a 224). O foco principal do projeto é no enfretamento ao monopólio e oligopólio e nos mecanismos de promoção da igualdade e diversidade.

O documento base foi construído a partir dos resultados da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e das posições históricas dos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação no país. “A proposta busca dialogar com o cenário da convergência ao mesmo tempo e que dá conta do déficit democrático na regulação do setor de radiodifusão no Brasil”, disse João Brant, radialista integrante do Intervozes e do FNDC.

Divulgação
Estão previstas as datas de 26 de abril, aniversário da TV Globo, e primeiro de maio, dia do trabalhador, para a realização das primeiras atividades de promoção nacional do tema da democratização da comunicação e do início de coleta de assinaturas do projeto de lei. Estão envolvidos na campanha diversos setores da sociedade, de movimentos sociais, partidos, sindicatos e outros. O objetivo é envolver e conscientizar a sociedade brasileira sobre a busca por uma liberdade de expressão como direto de todos e explicar a necessidade da renovação do marco que regulamenta a Comunicação no país.

O evento
Plenária da Campanha Para Expressar a Liberdade

Dia 19 de abril, das 9h30 às 18h

Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo

Rua Genebra, 25

uma hora atrás

Representantes da OEA vão acompanhar eleições na Venezuela

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Da EBC

OEA enviará representantes para acompanhar eleições presidenciais venezuelanas

 

Da Agência Venezoelana de Notícias*13.04.2013 – 16h43 | Atualizado em 13.04.2013 – 17h20

Brasília – O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, confirmou a participação de dois representantes do órgão nas eleições presidenciais da Venezuela, que acontecem neste domingo (14). Ao todo, mais de 170 observadores internacionais acompanharão as eleições venezuelanas.

Segundo Insulza, Bill Richardson, que foi governador do estado americano Novo México, de 2003 a 2011, e o secretário de Relações Exteriores da OEA, Alfonso Quiñónez, acompanharão de perto a escolha do novo presidente venezuelano. Richardson, que também foi embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), vai liderar a equipe da OEA.

Também acompanharão o pleito o Centro Carter (organização não governamental norte-americana), a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e deputados de diferentes tendências políticas do Parlamento Europeu.

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2 horas atrás

Deputado critica movimento gay: “agenda política violenta”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Gunter Zibell – SP

Falácia pouca é bobagem.

Vejam após o link o discurso de Antônio Bulhões, do PRB-SP (PRB é governo, bom lembrar).

O que ele faz: diz que “modernosos” (movimentos gay) são “terroristas sociais”. Mas não é capaz de citar nenhum exemplo pra comprovar essa “hipótese”.  E que querer igualdade de direitos civis é “vitimismo”.

Sendo que na verdade, através de um recurso manjado, o “pega-ladrão”, quem se autovitimiza?

E ainda cita trechos de poemas de Niemöller e Eduardo Alves da Costa pra dar um verniz nisso!

Governismo? Tô fora. Não é possível, para mim, aprovar um governo que diz necessitar do apoio simultâneo de Feliciano (PSC), Bolsonaro (PP), Magno Malta (PR) e Antônio Bulhões (PRB). O discurso deles fere a dignidade humana, não há nenhuma crítica de outros parlamentares, de ministros, nada. E a Blogo, sempre tão disposta a criticar o Cel. Telhada, nunca se manifesta sobre isso.

Do site do PRB

Movimentos gays transformam comportamento sexual em agenda política violenta, destaca Bulhões

Deputado do PRB alerta perigo dos movimentos totalitários

Publicado por Redação PRB em 12/04/2013 às 8h17

Em discurso na Câmara dos Deputados, o deputado Antonio Bulhões (PRB/SP) alertou para o perigo dos movimentos totalitários gerarem atos terroristas no convívio social. O parlamentar lembrou que vivemos tempos perigosos em que os pontos de vistas dos “modernosos” trazem uma grande força moral por meio da propaganda do “vitimismo”.

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2 horas atrás

MARADONA VISITA TÚMULO DO PRESIDENTE CHÁVEZ

BOILERDO por Betho Flávio
 

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”

:

Do Opera Mundi

 

Marina Terra | Enviada especial a Caracas

“El 10”, como é conhecido mundialmente o ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona visitou nesta sexta-feira (12/04) o túmulo do presidente Hugo Chávez. Amigo íntimo do falecido líder venezuelano, Maradona foi ao Quartel da Montanha acompanhado pelo presidente interino Nicolás Maduro, que concorre à Presidência neste domingo (14/04).

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”, disse Maradona, em declarações ao canal estatal VTV.

MARADONA COM CHÁVEZ E FIDEL

Para o craque argentino, um dos melhores da história, a morte de Chávez foi “uma perda enorme” e pediu desculpa por não ter podido estar durante as cerimônia fúnebres, Na quinta-feira (11/04), Maradona subiu ao palanque de Maduro em Caracas para declarar seu apoio para as eleições de domingo. Usando uma camisa vermelha com o bordado “Cristina 2015”, em referência à presidente argentina, Maradona chutou bolas para a multidão que encheu sete avenidas da capital venezuelana.“Com Maduro vamos continuar na mesma linha de não nos deixar sermos pisados por ninguém. O povo nas urnas no domingo tem que reafirmar os conceitos de Chávez através de Nicolás”, declarou o jogador ontem. Maduro lembrou que Maradona “gostava muito de Chávez e Chávez também o queria muito bem”.

Pelo microblog Twitter, Maduro postou uma foto de dois livros autografados pelo escritor brasileiro Paulo Coelho. “Recebi uma bela mensagem de @paulocoelho junto com dois de seus livros autografados. Meu agradecimento e respeito”.

A “Grande Mídia” é intolerante

BRASIL , BRASIL por Nogueira Junior
 
 
A intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, no episódio da minha participação no Fórum da Igualdade e minha ausência no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer, para permitir que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada. Estas questões não interessam ao “Fórum da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte. O artigo é de Tarso Genro. 
Tarso Genro, Carta Maior 
Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul por ocasião do “Fórum da Liberdade”, do qual não participei e do “Fórum da Igualdade”, do qual participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo. Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância e a arrogância da “Grande Mídia”, para traficar os seus valores – fundados no lucro e na anarquia do mercado – no sentido de os tornarem artificialmente universais.

Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também entendo que esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.
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19 minutos atrás

Papel jornal e tomates

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
tomate 
Do oqueseraquemeda Ana Maria Braga usou colar de tomates (que, aliás, lhe caiu muito bem…) Abril e Globo dão capa ao tomate. O Brasil está despencando. Os índices de crescimento, desenvolvimento e distribuição de renda são fabricados por Lula, Ahmadinejad, Fidel e Chaves para iludir o povo brasileiro. Ninguém consegue pagar a prestação. A bola da Copa será quadrada e o apito será assobio. Lula, Dirceu, Genoino e filhos são milionários. O mensalão de Roberto Jefferson é o maior escândalo da paróquia. Vem aí o apocalipse… 
Imprimem o verde em papel jornal pra colher maduro. Se não der, voltam com Apagão, Gripe Suína, Dengue e factóides genéricos para apavorar. 
Em uníssono, o oligopólio midiático faz campanha maciça pelo aumento dos juros e a volta da inflação. Usam e abusam da palavra “inflação” diariamente em suas capas. Esperam com isso, contaminar o comércio e outros setores da economia de pessimismo que leve ao pânico e ao aumento dos preços. Apostam que convertem sua especulação barata em fato. Como antigamente… Porque, diferentemente de quando calaram nas falências seguidas de FHC, falir o país – mesmo que seja apenas nas manchetes – é a ÚNICA maneira de desalojar o PT do Planalto. Logo mais vem pesquisa avaliando se suas manobras surtiram efeito… 
A direita fascista quer levar o país de volta à década de 90 e retomar o rumo da subserviência vira-lata que Serra e FHC imprimiram ao seu governo. Os vampiros das multinacionais falidas pelo neoliberalismo exigem que se abra a porteira para voltarem à pilhar nossas riquezas naturais. 
Para a casa Grande, a doméstica deve voltar a dormir na Senzala, que é o seu lugar, antes de começar a se achar a azeitona da empada. Segundo Delfim Neto: “A empregada doméstica virou manicure ou foi trabalhar num call center. Agora, ela toma banho com sabonete Dove. A proposta desses ‘gênios’ é fazer com que ela volte a usar sabão de coco, (sem direito trabalhista)”. Quer dizer, que volte ao regime de 16 horas diárias de escravidão. Leia mais…http://oqueseraquemeda.wordpress.com/ 
26 minutos atrás

Intervozes lança livro da banda larga

JUSTICEIRA por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Altamiro BorgesDo sítio do Coletivo Intervozes
A democratização do acesso à Internet em redes de alta velocidade é tema de novo livro lançado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A obra, intitulada Caminhos para a universalização da Internet banda larga: experiências internacionais e desafios brasileiros, é o resultado de um ano de pesquisa e traz um mapeamento das principais estratégias governamentais adotadas em diversos países com o objetivo de ampliar a inclusão digital e assegurar a conexão do cidadão a esta nova fronteira da comunicação. Em São Paulo, um debate sobre o tema será realizado em conjunto com o lançamento do livro no próximo dia 15, segunda-feira, às 19h. 
Como explica um dos organizadores do livro, prof. da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea da Universidade Federal da Bahia (Poscom-UFBa), Sivaldo Pereira da Silva, o projeto nasceu com o intuito de compreender as opções adotadas em outros países a fim de contribuir com o debate deste tema no Brasil. “A criação de infraestrutura e mecanismos regulatórios eficientes e democráticos são premissas para o desenvolvimento e um determinante para a liberdade de expressão na era digital”, afirma Sivaldo. 
A publicação parte da premissa de que o acesso à Internet banda larga se tornou um imperativo social, cultural, econômico e um direito a ser reivindicado e garantido. Nesse sentido, o livro registra os caminhos pelos quais diversos países estão investindo tempo, planejamento e recursos, desenhando e executando suas estratégias de inserção na era digital. 
Além dos dez capítulos produzidos por oito pesquisadores, a obra também apresenta um conjunto de doze entrevistas realizadas com especialistas e gestores trazendo um cardápio de opiniões sobre o tema. O livro conta com apoio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) através de seu programa de editais para publicações. 
Lançamento em SP 
Na capital paulista, um debate com integrantes da sociedade civil entrevistados no livro marcará o lançamento do livro. Veridiana Alimonti do Instituto de Defesa do Consumidor, Beatriz Tibiriça do Coletivo Digital, Fĺávia Lefèvre do Proteste, e João Moura da Telcomp participarão do evento. O evento será na segunda, 15/4, às 19h, na sede do Coletivo Digital, Rua Cônego Eugênio Leite, 1117, no bairro de Pinheiros. 
Sobre a Publicação 
O livro impresso, com 405 páginas, pode ser adquirido por R$ 30,00 em livrarias e também através do e-mail intervozes@intervozes.org.br . Além da versão tradicional, também está disponível gratuitamente nos formatos digitais EPUB e PDF. O projeto conta ainda com um website (www.caminhosdabandalarga.org.br ) que traz os resultados da pesquisa, dados complementares, vídeos, mapas e infográficos. 
Mais informações: Intervozes – (011) 3877.0824. Altamiro Borges: Intervozes lança livro da banda larga
29 minutos atrás

A turma de Eduardo Campos pira

O TERROR DO NORDESTE por O TERROR DO NORDESTE
 
       Na mesma pesquisa que apontou  o PT como o partido mais preferido dos recifenses, Eduardo Campos, que pensa ter o monopólio sobre o voto do povo pernambucano, ficou atrás de Dilma na preferência dos recifenses. Segundo o IPMN-Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, Dilma, que nem por aqui aparece, tem 36% das intenções de voto, enquanto Eduardo Campos, que faz campanha maciça aqui neste Estado, que vive inaugurando até maquete de futebol de botão, tem 34% das intenções de voto. Se essa pesquisa tivesse sido realizada em todo o Estado de Pernambuco, a vantagem de Dilma sobre Dudu traição seria enorme, isto porque as grandes obras que transformaram Pernambuco na gestão de Lula ficam instaladas no interior do Estado.E o pernambucano sabe muito bem quem mais fez por este Estado.
39 minutos atrás

Gato enfrenta água durante enchente na Bielorússia

LUIS NASSIF por luisnassif
 
ROSE

Uma menina que funcionários do hospital dizem que está infectado com a nova estirpe da gripe H7N9 de aves

Gato enfrenta água profunda durante as enchentes de primavera, em Belarus.  Foto:  AFP/GETTY

http://www.telegraph.co.uk/news/picturegalleries/picturesoftheday/9992622/Pictures-of-the-day-13-April-2013.html

40 minutos atrás

O que é democracia: Uma ideia tantas vezes subvertida

CONSA por Hélio Consolaro
 
A ideia de um governo da maioria é frequentemente subvertida para se prestar aos mais variados interesses. Numa época em que é cada vez mais intenso o debate sobre os direitos das minorias, estas considerações da historiadora indiana Romila Thapar são bastante importantes



Romila Thapar

Por Romila Thapar – escreve este artigo por solicitação da Unesco

Em O Fim da História, o pensador norte-americano Francis Fukuyama dizia que, com o colapso do comunismo, a democracia e o capitalismo se firmaram como os grandes vitoriosos entre todos os sistemas e ideologias existentes. Mas democracia é um conceito esquivo, como se tem visto muito recentemente.

O Ato Patriótico, assinado pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001, por exemplo, ia contra uma série de direitos civis. Há dúvidas consideráveis a respeito de os atuais regimes da Venezuela e do Irã poderem ser considerados democracias. A historiadora indiana Romila Thapar, professora emérita da Universidade Jawaharlal Nehru, de Nova Delhi, analisa a seguir os vários aspectos que cercam a ideia de democracia. 

Democracia: dois lobos e um cordeiro escolhem o prato do jantar. Liberdade: Um cordeiro bem armado contesta a escolha dos lobos.
Nas cidades-estado gregas, os escravos eram a maioria

O ideal democrático nunca foi totalmente traduzido na prática. Muitas das chamadas sociedades democráticas do passado foram sequestradas e tornaram-se oligarquias em que a retórica democrática era usada para preservar a ficção de que o grupo dominante representava a maioria.

As cidades-estado gregas, por exemplo, são frequentemente citadas como as primeiras democracias, mas é convenientemente esquecido que, nelas, o número de cidadãos livres era superado pelo de escravos e estes não eram representados nem tinham qualquer direito. À luz da experiência histórica, como a democracia pode ser adaptada às circunstâncias atuais?

Nos tempos modernos, a democracia tem sido frequentemente associada ao Estado-nação. Mas talvez não devêssemos esquecer a experiência das unidades políticas e sociais menores que, no passado, foram governadas adotando programas semidemocráticos. 
 
Aqueles que buscaram dotar o Estado-nação de uma identidade, associando-o à classe média ou a um grupo regional, linguístico, étnico ou mesmo religioso, afirmaram estar fazendo isso em nome da democracia. Às vezes, tem-se argumentado, essas comunidades eram fictícias e sua identidade ostensiva camuflava aspirações ocultas.

Romila Thapar, historiadora indiana de renome mundial escreveu este artigo a pedido da Unesco

Ao equiparar-se a identidade do grupo ao nacionalismo, as causas democráticas e nacionais se uniram. Mas, nesses Estados-nações, o funcionamento da democracia era limitado pelo nacionalismo ao qual estavam ligados. Agora que o Estado-nação está sendo cada vez mais questionado, devemos também questionar a democracia – ou certos tipos de democracia?

Uma questão que poderia ser feita é se a democracia pressupõe o secularismo. Em muitas partes do mundo, a religião está sendo manipulada politicamente numa escala sem precedentes. Ao dizer isto, não estou contestando o direito de as pessoas praticarem sua fé, mas a maneira como vários políticos e fundamentalistas distorceram esse direito. Se questionar a função pública da religião leva necessariamente ao secularismo, então isso poderia incentivar a promoção de outra abordagem para a democracia, especialmente em sociedades nas quais várias religiões existem lado a lado. 

As minorias já sabem que não podem ser excluídas

A democracia implica representação e decisões baseadas nas opiniões da maioria. Mas o que constitui uma maioria? Se é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, isso abre caminho para fraudes eleitorais ou para a mobilização de apoio da massa por ideologias que parecem abraçar uma variedade de causas, mas que, na realidade, não são mais do que um mecanismo para atrair e controlar um grande número de pessoas.

Penso aqui sobre o tipo de populismo reacionário baseado em raça ou religião que repetidamente causou tensões e violência em muitas partes do mundo. Nos interesses de uma verdadeira democracia, valeria a pena considerar como tais movimentos podem ser impedidos de impor sua definição de governo da maioria, especialmente quando as comunidades religiosas são exploradas politicamente, como parte de uma agenda supranacional oculta.

O moderno Estado-nação também enfrenta o problema de acomodar as culturas minoritárias, as quais estão cada vez mais conscientes de que não podem ser excluídas da maioria democrática. Esse problema poderá se tornar especialmente agudo nos países industrializados, onde grupos nitidamente diferentes têm sido reunidos à força por meio de conexões coloniais passadas e necessidades econômicas presentes, e onde uma maioria numérica é, por vezes, reduzida à condição de uma minoria política. Nas ex-colônias, onde tais conflitos também são conhecidos, os grupos divergentes pelo menos compartilham normalmente alguma herança e história comuns. 

Se a maioria é simplesmente uma questão de número de votos nas eleições, o processo abre caminho para fraudes eleitorais. Segundo analistas políticos ocidentais, isso teria ocorrido nas últimas eleições iranianas, nas quais o candidato governista Mahmud Ahmadinejad foi reconduzido ao cargo.

A melhor maneira de entender a correlação entre cultura e democracia é examinar a maneira pela qual os indivíduos ou grupos escolhem sua identidade e percebem a diferença entre eles e os outros. Em parte, esse é o resultado da socialização precoce. Também pode nascer de tensões e conflitos, que aguçam a percepção das pessoas sobre sua identidade.

Por que, aliás, o Estado-nação deve insistir em uma única identidade? Afinal, as pessoas têm identidades múltiplas. A esterilidade de uma identidade única poderia ser substituída por uma multifacetada, envolvendo padrões sociais e culturais mais complexos. A democracia multifacetada também seria mais difícil de controlar politicamente.

A democracia representativa muitas vezes acaba com o poder removido e distante do cidadão. Agora que o cinema, a televisão e a publicidade entraram todos em ação, os supostos representantes do povo se veem dirigindo-se a audiências que não podem sequer ver.

A verdadeira representatividade deve ser baseada em alguma referência lastreada nos eleitores, que também devem manter o direito de cassar seus representantes, se assim o desejarem. Esses direitos aparentemente negativos podem fornecer um corretivo essencial para a tendência de os representantes se transformarem em personalidades influentes.

O mercado livre tem suas qualidades, mas pode também prestar-se a outros tipos de demandas ditatoriais, como a do consumismo.

O colapso de algumas economias socialistas levou os povos desses países a uma esperança desesperada de que o mercado livre iria protegê-los do ressurgimento de regimes totalitários. Mas a experiência de outros países mostra que o mercado não pode fazer isso. Infelizmente, ele pode prestar-se igualmente bem a outros tipos de demandas ditatoriais – do consumismo, da indústria de armamentos, das corporações multinacionais e de outros interesses.

Tais demandas, que corroem a igualdade de oportunidades e a justiça social, só podem ser combatidas por um sistema econômico justo e um sistema jurídico que seja acessível a todos os cidadãos e impeça a erosão dos direitos humanos e a anulação da dignidade humana.

No entanto, qualquer sistema pode ser prejudicado, maltratado ou anulado se aqueles que o controlam não puder em ser contestados. Instituições que supostamente agiriam como vigilantes muitas vezes acabam por favorecer os abusos que deveriam evitar.

A articulação da discordância e do protesto é imperativa para os sistemas democráticos. Mesmo nas sociedades democráticas, quando se ensinam às crianças seus direitos e deveres, raramente se dá atenção a seu direito de discordar. A conformidade é um prêmio, e a discordância é desaprovada ou ignorada. O sujeito submisso, em vez do indivíduo autônomo, é considerado o cidadão ideal.

Em defesa do caso do indivíduo autônomo, não estou defendendo uma sociedade anárquica. Indivíduos autônomos não se estabelecem para destruir a sociedade; eles estão preocupados em mudá-la por meio de maneiras criativas. Eles não necessariamente fazem parte da estrutura do poder em si, mas comentam sobre isso e, se for necessário, protestam contra ações específicas tomadas pelos detentores do poder. Enquanto se aceitar que há espaço para a autoridade moral, bem como a autoridade política e social na gestão da sociedade, essas pessoas sempre terão um lugar no processo democrático. 
Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

uma hora atrás

Argentino cria “clube de homens abandonados por uma mulher”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Do Uol

Argentina tem o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”

EFE
Julián Gonnella

13/04/2013
10h07

 

Buenos Aires, 13 abr (EFE).- Após ser dispensado por sua namorada, o músico argentino Roberto Lázaro criou o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”, que em menos de um ano reuniu mais de 1.700 homens que viveram uma experiência similar e com o qual procura romper estereótipos machistas.

“Fiquei abatido com o abandono de uma mulher após sete anos de namoro. Éramos quase um casal consumado, ela era quase minha esposa. Íamos ter filhos e todas essas coisas, mas você nunca pensa que essa pessoa irá embora”, relata Lázaro à Agência Efe.

O vocalista da banda pop Sinusoidal explica que sua relação se deteriorava porque havia reiteradas “injúrias sem sentido” e “silêncios profundos”, mas que seu fim ocorreu de forma repentina, quando, ao voltar para casa após uma discussão, viu suas coisas empacotadas.

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Um projeto drogado

SUJO por Esquerdopata
 
Populares manifestam apoio ao projeto

Janio de Freitas

Proposta quer os viciados em drogas registrados num cadastro; eles não teriam benefício algum com isso

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora. 
De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas. 
A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930. 
Está difícil, e não há esforço algum para facilitar, a compreensão ampla de que ninguém é viciado por querer, seja qual for o vício. No máximo, pode haver indiferença ou conformismo com o vício e suas consequências. Mas todo vício é um sofrimento, porque é dependência e toda dependência é opressiva. O traficante, sim, trafica porque quer, ainda que sob o impulso do próprio vício. Não tem cabimento, portanto, a emenda que o PSDB quer apresentar ao projeto, eliminando o proposto aumento da pena mínima para traficante, em associação com a retirada do cadastro de consumidores de drogas. 
A iniciativa de adiamento da votação foi do PSDB, para que a bancada revisse o projeto a pedido de Fernando Henrique, e do PC do B, sem que isso signifique apoio dos demais partidos às barbaridades propostas. Não há indicações de como estão as bancadas partidárias quanto aos itens do projeto. Até por isso, o adiamento por apenas uma semana é a continuada falta da discussão pública do projeto. E agora também das emendas, sejam quais forem, mencionadas pelo líder do PSDB, Carlos Sampaio, para atender a Fernando Henrique. 
O projeto tramita há mais de dois anos e, apesar disso, chegou à pauta de votação como uma monstruosidade incólume. Inclusive sem emendas saneadoras do PSDB e do PC do B. O necessário, portanto, é adiá-lo sem data de votação e tentar submetê-lo a algum debate nos meios de comunicação (comunicação?). 

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Brasileiro disputa título de melhor professor dos EUA

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Assis Ribeiro Do Correio Braziliense 
Professor brasileiro entra em lista dos quatro melhores educadores dos EUA

Alexandre Lopes, que trabalha com alunos especiais, mora nos EUA há 18 anos

Julia Chaib – Cidades

Publicação: 13/04/2013 06:02 Atualização: 13/04/2013 00:13

A vocação e o esforço levaram o brasileiro Alexandre Lopes, 44 anos, a integrar a lista dos quatro finalistas que disputam o título de melhor professor dos Estados Unidos. Daqui a pouco mais de uma semana, em 23 abril, ele estará na Casa Branca, sede do governo norte-americano, onde o prêmio será entregue pelo presidente Barack Obama. Natural de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lopes mora nos Estados Unidos há 18 anos e, há oito, dá aulas em escolas da Flórida, onde foi considerado o melhor educador de 2012.

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Preparando futuros ministros do STF

FICHA CORRIDA por Gilmar Crestani
 

A ponte móvel é um ramo da teoria do domínio do fato…

Pela 1ª vez, engenharia tem mais calouros do que direito

Em cinco anos, número de ingressantes na área mais do que dobrou

Dados do MEC mostram que em 2011 foram 227 mil calouros; mesmo assim ainda há deficit de profissionais

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Pela primeira vez na história do ensino superior brasileiro, o número de calouros em engenharia superou o de direito. A área agora só fica atrás de administração.

Os dados foram levantados pelo Ministério da Educação, a partir dos seus censos.

O aumento do interesse pela engenharia acontece num momento de deficit de profissionais na área, iniciado na década passada.

Em 2006, foram 95 mil ingressantes em engenharia (5% do total). Cinco anos depois, eram 227 mil (10%). Cresceram tanto o número de vagas públicas e privadas quanto o de candidatos.

Já a quantidade de calouros em direito recuou 4%.

A expansão do número de ingressantes em engenharia é um avanço, porém, ainda insuficiente para resolver a carência da área no país, afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Primeiro, não é garantido que os novos ingressantes na área se formem. Levantamentos mostram que, atualmente, menos da metade dos calouros de engenharia consegue terminar o curso.

Em número de estudantes concluintes, direito segue à frente das engenharias.

Além disso, o deficit de profissionais ainda é muito superior ao volume de universitários concluintes. Foram 45 mil em 2011, ante uma necessidade de ao menos 70 mil novos engenheiros ao ano, de acordo com cálculos oficiais.

“Há uma mudança importante no sistema”, disse à Folha o ministro da Educação.

“Nas décadas com hiperinflação e baixo crescimento havia muitos conflitos. A área de interesse era o direito. Agora, há crescimento da construção civil, de obras de infraestrutura, de desenvolvimento tecnológico”, disse.

“Sabemos, por outro lado, que precisamos de mais engenheiros”, completou.

Para Roberto Lobo, ex-reitor da USP e consultor na área de educação superior, “o momento é positivo, mas os ganhos podem se perder”.

Lobo diz que há o risco de a evasão na engenharia crescer, pois, com o aumento no número de alunos, a tendência é que mais estudantes com dificuldades na área de exatas entrem nas faculdades.

“As escolas terão de se preocupar ainda mais em dar reforços de conteúdos básicos.”

Mercadante aponta outra dificuldade nos cursos. “São muito teóricos. O aluno fica anos sem ver nada de engenharia, são só cálculos, física. Muitos desistem.”

A pasta organizará fóruns para influenciar as instituições a colocarem atividades práticas nos primeiros anos do curso e a aumentarem os estágios aos estudantes

Filed under: Engenharia Tagged: Direito  

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jobriath: a fada madrinha do rock

OBVIOUS por margarete ms
 

Feito por uma máquina de publicidade sensacionalista, evitado pela comunidade gay e rejeitado por muitos críticos, Jobriath explodiu na cena Glam Rock na década de 70. O único problema é que o mundo não estava preparado para ele.

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A estigmatização dos drogados, por Janio de Freitas

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Murdok

Da Folha

Um projeto drogado

Janio de Freitas

A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora.

De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas.

A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930.

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Mídia e a Iniciativa popular

ALTAMIRO BORGES por noreply@blogger.com (Miro)
 
Do sítio da campanha “Para expressar a liberdade”:

A campanha “Para Expressar a Liberdade” realizará sua plenária nacional no próximo dia 19 de abril, em São Paulo, para apresentar e aprovar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das Comunicações e organizar a pauta nacional de divulgação do documento. O evento acontecerá no Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, das 9h30 às 18h.

A proposta inicial do projeto foi escrita pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha e já está em fase de análise pelas entidades ligadas ao movimento. Após a sua aprovação, a plenária debaterá as estratégias de divulgação junto à população e de obtenção das assinaturas para que o mesmo seja encaminhado ao Congresso Nacional.

“Vamos criar espaços para dialogar com a sociedade sobre a necessidade da democratização da comunicação e recolher 1,3 milhões de assinaturas para o que o direito à comunicação seja uma realidade no Brasil”, explica Rosane Bertotti, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entidade que organiza a campanha.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular, definido como ação prioritária da campanha para a renovação do Código Brasileiro de Telecomunicações, datado de 1962, dispõe sobre os serviços de comunicação social eletrônica, televisão e rádio, e propõe regras para a execução dos artigos nunca regulamentados do capítulo V da Constituição Federal Brasileira, que trata da Comunicação Social (art. 220 a 224). O foco principal do projeto é no enfretamento ao monopólio e oligopólio e nos mecanismos de promoção da igualdade e diversidade.

O documento base foi construído a partir dos resultados da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e das posições históricas dos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação no país. “A proposta busca dialogar com o cenário da convergência ao mesmo tempo e que dá conta do déficit democrático na regulação do setor de radiodifusão no Brasil”, disse João Brant, radialista integrante do Intervozes e do FNDC.

Divulgação
Estão previstas as datas de 26 de abril, aniversário da TV Globo, e primeiro de maio, dia do trabalhador, para a realização das primeiras atividades de promoção nacional do tema da democratização da comunicação e do início de coleta de assinaturas do projeto de lei. Estão envolvidos na campanha diversos setores da sociedade, de movimentos sociais, partidos, sindicatos e outros. O objetivo é envolver e conscientizar a sociedade brasileira sobre a busca por uma liberdade de expressão como direto de todos e explicar a necessidade da renovação do marco que regulamenta a Comunicação no país.

O evento
Plenária da Campanha Para Expressar a Liberdade

Dia 19 de abril, das 9h30 às 18h

Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo

Rua Genebra, 25

uma hora atrás

Representantes da OEA vão acompanhar eleições na Venezuela

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Demarchi

Da EBC

OEA enviará representantes para acompanhar eleições presidenciais venezuelanas

 

Da Agência Venezoelana de Notícias*13.04.2013 – 16h43 | Atualizado em 13.04.2013 – 17h20

Brasília – O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, confirmou a participação de dois representantes do órgão nas eleições presidenciais da Venezuela, que acontecem neste domingo (14). Ao todo, mais de 170 observadores internacionais acompanharão as eleições venezuelanas.

Segundo Insulza, Bill Richardson, que foi governador do estado americano Novo México, de 2003 a 2011, e o secretário de Relações Exteriores da OEA, Alfonso Quiñónez, acompanharão de perto a escolha do novo presidente venezuelano. Richardson, que também foi embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), vai liderar a equipe da OEA.

Também acompanharão o pleito o Centro Carter (organização não governamental norte-americana), a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e deputados de diferentes tendências políticas do Parlamento Europeu.

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2 horas atrás

Deputado critica movimento gay: “agenda política violenta”

LUIS NASSIF por luisnassif
 
Gunter Zibell – SP

Falácia pouca é bobagem.

Vejam após o link o discurso de Antônio Bulhões, do PRB-SP (PRB é governo, bom lembrar).

O que ele faz: diz que “modernosos” (movimentos gay) são “terroristas sociais”. Mas não é capaz de citar nenhum exemplo pra comprovar essa “hipótese”.  E que querer igualdade de direitos civis é “vitimismo”.

Sendo que na verdade, através de um recurso manjado, o “pega-ladrão”, quem se autovitimiza?

E ainda cita trechos de poemas de Niemöller e Eduardo Alves da Costa pra dar um verniz nisso!

Governismo? Tô fora. Não é possível, para mim, aprovar um governo que diz necessitar do apoio simultâneo de Feliciano (PSC), Bolsonaro (PP), Magno Malta (PR) e Antônio Bulhões (PRB). O discurso deles fere a dignidade humana, não há nenhuma crítica de outros parlamentares, de ministros, nada. E a Blogo, sempre tão disposta a criticar o Cel. Telhada, nunca se manifesta sobre isso.

Do site do PRB

Movimentos gays transformam comportamento sexual em agenda política violenta, destaca Bulhões

Deputado do PRB alerta perigo dos movimentos totalitários

Publicado por Redação PRB em 12/04/2013 às 8h17

Em discurso na Câmara dos Deputados, o deputado Antonio Bulhões (PRB/SP) alertou para o perigo dos movimentos totalitários gerarem atos terroristas no convívio social. O parlamentar lembrou que vivemos tempos perigosos em que os pontos de vistas dos “modernosos” trazem uma grande força moral por meio da propaganda do “vitimismo”.

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2 horas atrás

MARADONA VISITA TÚMULO DO PRESIDENTE CHÁVEZ

BOILERDO por Betho Flávio
 

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”

:

Do Opera Mundi

 

Marina Terra | Enviada especial a Caracas

“El 10”, como é conhecido mundialmente o ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona visitou nesta sexta-feira (12/04) o túmulo do presidente Hugo Chávez. Amigo íntimo do falecido líder venezuelano, Maradona foi ao Quartel da Montanha acompanhado pelo presidente interino Nicolás Maduro, que concorre à Presidência neste domingo (14/04).

“O que me deixou Hugo [Chávez] foi uma grande amizade, uma sabedoria política incrível. Hugo Chávez mudou a forma de pensar do latino-americano. Estávamos entregues aos Estados Unidos e ele nos colocou na cabeça que podíamos caminhar sozinhos”, disse Maradona, em declarações ao canal estatal VTV.

MARADONA COM CHÁVEZ E FIDEL

Para o craque argentino, um dos melhores da história, a morte de Chávez foi “uma perda enorme” e pediu desculpa por não ter podido estar durante as cerimônia fúnebres, Na quinta-feira (11/04), Maradona subiu ao palanque de Maduro em Caracas para declarar seu apoio para as eleições de domingo. Usando uma camisa vermelha com o bordado “Cristina 2015”, em referência à presidente argentina, Maradona chutou bolas para a multidão que encheu sete avenidas da capital venezuelana.“Com Maduro vamos continuar na mesma linha de não nos deixar sermos pisados por ninguém. O povo nas urnas no domingo tem que reafirmar os conceitos de Chávez através de Nicolás”, declarou o jogador ontem. Maduro lembrou que Maradona “gostava muito de Chávez e Chávez também o queria muito bem”.

Pelo microblog Twitter, Maduro postou uma foto de dois livros autografados pelo escritor brasileiro Paulo Coelho. “Recebi uma bela mensagem de @paulocoelho junto com dois de seus livros autografados. Meu agradecimento e respeito”.

blastedheath: Conrad Felixmüller (German, 1897-1977), Portrait…

 
 

blastedheath:

Conrad Felixmüller (German, 1897-1977), Portrait of Max Liebermann, 1926. Woodcut, 50 x 39.5 cm.

2 horas atrás

nataliakoptseva: 1490-1516 Hieronymus Bosch The Last Judgement…

 
 

nataliakoptseva:

1490-1516 Hieronymus Bosch

The Last Judgement (detail)

 Central panel 163×127, 5 cm

Akademie der Künste Vienna Büdenden

2 horas atrás

Photographed by John Florea

 
 

Photographed by John Florea

2 horas atrás

nataliakoptseva: 1488 1490 Leonardo da Vinci Lady with an…

 
 

nataliakoptseva:

1488 1490 Leonardo da Vinci

Lady with an Ermine

detail

2 horas atrás

cosmosonic: Twiggy and Patrick MacNee  

 
 

cosmosonic:

Twiggy and Patrick MacNee  

6 horas atrás

Untitled by Zoltán Koi

 
 

Untitled by Zoltán Koi

 

Zoltán Koi: Photos · Blog 

     

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20 minutos atrás

No encerramento da campanha: chavista lotam sete avenidas de Caracas

por Betho Flávio
 
Do Evidentemente »

A Avenida Bolívar, onde foi armado o palanque. Maduro no destaque. Uma das consignas: “Os que querem pátria e os que querem futuro, venham com Nicolás Maduro” (Fotos de sítios da Internet)
É impossivel mostrar numa foto a enorme área tomada pela “maré vermelha”

De Salvador (Bahia) – Esses chavistas são uns exagerados. Sete avenidas. Lotar sete avenidas da área mais central de Caracas, no encerramento da campanha eleitoral. Eu estava lá no dia 4 de outubro do ano passado, uma quinta-feira como agora, no dia 11 de abril. No domingo seguinte, 7 de outubro, seria a segunda reeleição de Hugo Chávez. Agora, no domingo, 14 de abril, deve acontecer a eleição de Nicolás Maduro, “filho de Chávez”, indicado por Chávez como seu candidato, no caso – acontecido – de sua “falta absoluta”, de sua morte.

Sete avenidas, um exagero. Primeiro, a Avenida Bolívar. Vou lembrar as outras: México, Universidade, Beralt, das Forças Armadas, tem mais duas, não estou seguro dos nomes: Lecuna e Urdaneta (vou checar no Google: bingo, acertei). Tudo ali pela região mais ou menos próxima do centro, mas são vias compridas. Imagino que tenha sido mais ou menos igual, imagino, e vi e li pela Internet. No 4 de outubro, tentei checar, mas é uma área muito grande, um “mar de gente”, como diz a imprensa chavista, ou uma “maré vermelha”, a grande maioria de camiseta vermelha. Achei que duas das sete avenidas não estavam tão cheias, mas, pra ser honesto, havia as transversais e praças na circunvizinhança onde circulava muita gente. 

“Mar de gente” anti-chavista encheu também a Avenida Venezuela, na capital do estado de Lara, onde Henrique Capriles fez o encerramento de sua campanha

Realmente um exagero. Uma irmã minha que costuma ler meu blog comentou comigo: esse povo da Venezuela só anda nas ruas, já os brasileiros… pois é. Henrique Capriles Radonski, o candidato opositor, “da direita”, “da burguesia”, como dizem lá, contentou-se em encher uma só avenida, a Bolívar: o fez no domingo anterior ao 7 de outubro, 30 de setembro, e repetiu a dose agora, no último domingo, 7 de abril, marcando o encerramento de sua campanha eleitoral na capital. Como na eleição passada, Capriles fechou – também na quinta como Maduro, dia 11 – sua campanha (a campanha geral, vamos dizer assim pra diferenciar) no interior do país, desta vez em Barquisimeto, capital do estado de Lara, onde seus seguidores lotaram a Avenida Venezuela. (Lara é um dos três estados – dentre os 23 – governados pela oposição).

Um detalhe deste fecho de campanha é que se deu em 11 de abril, uma data notável na história recente do país: dia do golpe de Estado em 2002 que deixou Chávez fora do governo 48 horas. No dia 13 o povo nas ruas e militares fiéis a Chávez botaram ele de volta na cadeira presidencial. Lá virou um ditado popular: “todo 11 tem seu 13”, pra dizer “quem dá também recebe”, que dito correspondente seria no Brasil? Tem aquela coisa da ação e reação na Física, mas não estou sabendo… Nos dias 11 e 13 de abril de 2008 eu estava em Caracas, sexto aniversário do golpe e do contra-golpe, há um documentário excelente a respeito: “A revolução não será televisionada (ou não passará na TV)”.

Maradona: “É uma honra poder seguir o caminho traçado por Chávez”

A novidade desta vez foi a participação no comício de Diego Maradona. Chutou bolas de futebol pra imensa platéia com sua famosa canhota e lembrou quando participou, ao lado de Chávez, da célebre concentração popular em Mar del Plata (Argentina), em 2005, quando foi enterrado o sonho neo-colonialista do império estadunidense de implantar a Alca, Área de Livre Comércio das Américas. Famoso o grito do líder bolivariano: “Alca, alca, al carajo!” Outra do saudoso Chávez: “Mar del Plata é o túmulo da Alca”. Memorável vitória latino-americana, na qual se destacaram também o nosso Lula e o argentino Néstor Kirchner. 

Maradona (ao lado de Maduro) visitando o túmulo de Chávez no Quartel da Montanha

Maradona também participou da cerimônia que vem sendo feita diariamente no Quartel da Montanha 4F (é o 4 de fevereiro de 1992, data em que os venezuelanos comemoram a rebelião militar que tentou tomar o poder na força, sob o comando do então tenente-coronel Hugo Chávez). Aí está o corpo do ex-presidente. Todo dia, às 16:25 horas (horário em que se deu a morte em 5 de março), é disparado um tiro de canhão em louvor ao líder socialista. 

Algumas das declarações do famoso craque argentino:

“Hugo Chávez mudou a forma de pensar dos latino-americanos, porque praticamente estávamos entregues aos EUA, por toda a vida, e ele nos meteu na cabeça que podíamos caminhar sozinhos. E por isso é tão querido e respeitado e para mim é uma perda enorme, para todos os que o conhecíamos e o queremos”.

“Continuamos na luta… Fisicamente ele não está, mas com Nicolás Maduro vamos seguir na mesma linha, de não deixar ninguém nos pisar. E acima de tudo as pessoas, nas urnas, este domingo, têm que reafirmar as posições de Chávez através de Nicolás, e dizer que isso continua. É uma honra poder seguir o caminho traçado por Chávez”.

Este vídeo foi postado no sítio da Venezuelana de Televisão (VTV – emissora estatal) com uma matéria que tinha como título: “O povo de Bolívar, Maradona e centenas de passarinhos dão as boas-vindas ao filho de Chávez no apoteótico encerramento da campanha” (o uso de “passarinhos” é devido à polêmica na abertura da campanha, quando Maduro declarou que sentiu a presença do espírito de Chávez através de um passarinho).  

Preparando futuros ministros do STF

por Gilmar Crestani
 

A ponte móvel é um ramo da teoria do domínio do fato…

Pela 1ª vez, engenharia tem mais calouros do que direito

Em cinco anos, número de ingressantes na área mais do que dobrou

Dados do MEC mostram que em 2011 foram 227 mil calouros; mesmo assim ainda há deficit de profissionais

FÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

Pela primeira vez na história do ensino superior brasileiro, o número de calouros em engenharia superou o de direito. A área agora só fica atrás de administração.

Os dados foram levantados pelo Ministério da Educação, a partir dos seus censos.

O aumento do interesse pela engenharia acontece num momento de deficit de profissionais na área, iniciado na década passada.

Em 2006, foram 95 mil ingressantes em engenharia (5% do total). Cinco anos depois, eram 227 mil (10%). Cresceram tanto o número de vagas públicas e privadas quanto o de candidatos.

Já a quantidade de calouros em direito recuou 4%.

A expansão do número de ingressantes em engenharia é um avanço, porém, ainda insuficiente para resolver a carência da área no país, afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Primeiro, não é garantido que os novos ingressantes na área se formem. Levantamentos mostram que, atualmente, menos da metade dos calouros de engenharia consegue terminar o curso.

Em número de estudantes concluintes, direito segue à frente das engenharias.

Além disso, o deficit de profissionais ainda é muito superior ao volume de universitários concluintes. Foram 45 mil em 2011, ante uma necessidade de ao menos 70 mil novos engenheiros ao ano, de acordo com cálculos oficiais.

“Há uma mudança importante no sistema”, disse à Folha o ministro da Educação.

“Nas décadas com hiperinflação e baixo crescimento havia muitos conflitos. A área de interesse era o direito. Agora, há crescimento da construção civil, de obras de infraestrutura, de desenvolvimento tecnológico”, disse.

“Sabemos, por outro lado, que precisamos de mais engenheiros”, completou.

Para Roberto Lobo, ex-reitor da USP e consultor na área de educação superior, “o momento é positivo, mas os ganhos podem se perder”.

Lobo diz que há o risco de a evasão na engenharia crescer, pois, com o aumento no número de alunos, a tendência é que mais estudantes com dificuldades na área de exatas entrem nas faculdades.

“As escolas terão de se preocupar ainda mais em dar reforços de conteúdos básicos.”

Mercadante aponta outra dificuldade nos cursos. “São muito teóricos. O aluno fica anos sem ver nada de engenharia, são só cálculos, física. Muitos desistem.”

A pasta organizará fóruns para influenciar as instituições a colocarem atividades práticas nos primeiros anos do curso e a aumentarem os estágios aos estudantes

Filed under: Engenharia Tagged: Direito  

UNIVERSIDADE E IMBECILIZAÇÃO CULTURAL

por Alexfig
 
 
Por Alexandre Figueiredo

Há um bom tempo, o ensino superior do Brasil apresenta sérios problemas, e com a crise educacional dos dias de hoje, somada à mercantilização do ensino em geral, as universidades de hoje mais parecem cursos secundários, diante da formação cultural ainda precária que exerce sobre nossos estudantes.

Um episódio que caiu no esquecimento foi a farra de estudantes de uma Faculdade de Medicina em Londrina, Paraná, ocorrido em 13 de dezembro de 2008. Eles saíram de uma bebedeira em algum bar para entrar num hospital totalmente embriagados. O episódio gerou um escândalo na época e os estudantes, ao que parece, haviam sido punidos.

Recentemente, porém, uma outra farra ocorreu entre os universitários, só que sem causar o menor escândalo. Estudantes do curso de Estudos de Mídia e Cultura da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal Fluminense escolheram a funqueira Valesca Popozuda como patronesse para sua formatura, há poucos dias.

O episódio bastante tendencioso não só recebeu o apoio da classe acadêmica como fortaleceu a já dominante demagogia dos pretensos ativistas do “funk carioca”, que aproveitaram desse sensacionalismo acadêmico para fortalecerem seu poderio midiático e criar reserva de mercado em Niterói.

Afinal, a cidade é o local de origem do MC Federado & Os Lelekes, hoje empresariado pela Furacão 2000 e apadrinhado pela Rede Globo. A emissora, que promove o Viradão Cultural, já jogou o inexpressivo MC Leozinho – um one hit wonderque o mercado força a barra para continuar fazendo sucesso – para o palco niteroiense.

ESTUDOS DE MÍDIA QUE NADA ESTUDAM

Problemáticas sem problemas. Debates que não debatem. Reflexões críticas que não refletem criticamente. E estudos de mídia que nada estudam. São simulacros de discussões que não debatem, não questionam, só servem para reafirmar o estabelecido através de discursos intelectualoides e prolixos.

O “funk carioca”, com seus empresários riquíssimos, anda comprando a classe acadêmica a varejo e atacado. O ritmo que sempre se alimentou com jabaculê e que cresceu com o apoio das Organizações Globo sempre quer dar a falsa impressão de que não tem a ver com a grande mídia e tenta seduzir a opinião pública com seu falso ativismo.

Toda essa propaganda é feita de forma insistente, para fabricar um “consenso” em relação ao ritmo, camuflando sua mediocridade artística, e fazendo com que a imbecilização cultural triunfasse mais uma vez, através da cooptação da intelectualidade.

DEDO DO PSDB E DO INSTITUTO MILLENIUM

O vínculo do “funk carioca” com o direitismo midiático pode não ser assumido nem observado por mentes pouco atentas, mas nem de longe pode ser considerado implícito. A situação é explícita e comprovada pelas associações notadas a partir de militantes funqueiros.

Se o discurso “socializante” que favoreceu o “funk carioca” já havia sido produzido pelos jornalistas da Folha de São Paulo e das Organizações Globo e propagandeado por celebridades e artistas que trabalham ou divulgam seus trabalhos na Rede Globo, a associação do “funk carioca” à mídia demotucana se estende até mesmo pela ligação de dois ativistas, um antropólogo e um dirigente funqueiro.

Hermano Vianna é claramente ligado a Fernando Henrique Cardoso, uma das figuras-chave do PSDB e do qual é vinculado academicamente o ex-presidenciável José Serra. Como antropólogo, era ligado diretamente a Gilberto Velho, do grupo da falecida Ruth Cardoso, que havia sido esposa de FHC.

Já MC Leonardo, por sua vez, é apadrinhado pelo cineasta José Padilha, dos filmes Tropa de Elite 1 e 2, co-produzidos pela Globo Filmes e colaborador do Instituto Millenium, a instituição intelectual que dispensa apresentações.

O “funk carioca” também recebe o apoio de gente como Nelson Motta, o antigo jornalista e ativista cultural hoje ligado também ao Millenium e colunista do Jornal da Globo comandado por William Waack, Gilberto Dimenstein, da Folha de São Paulo e Luciano Huck, apresentador e empresário amigo de Aécio Neves e Eike Batista. Portanto, com essa turma toda, o “funk carioca” nada tem de discriminado nem injustiçado.

ERA ISSO QUE O NEOLIBERALISMO QUERIA

Quanto à imbecilização cultural atingindo as universidades – nem é preciso comentar, aqui, sobre o tal “sertanejo universitário” – , ela tornou-se a realização tardia do desejo de políticos neoliberais e investidores do grande capital, que haviam apelado para golpes militares como o do Brasil, em 1964, justamente para enfraquecer as manifestações sociais, sobretudo estudantis.

As farras universitárias e os conchavos que dirigentes de grêmios estudantis fazem com empresas de música brega-popularesca para realizar as chamadas “choppadas” são uma prova que os universitários de hoje têm muito pouco compromisso, para não dizer nenhum, com a necessidade de evolução cultural do nosso país.

Mesmo nas universidades públicas, há medidas que tentam diluir e domesticar o ativismo acadêmico, sobretudo pelo patrocínio da Fundação Ford e do especulador financeiro George Soros, um dos astros do Fórum Econômico Mundial. Essas pessoas depositam dinheiro para as instituições acadêmicas e sociais brasileiras como forma de minimizar os efeitos e a envergadura do ativismo social no país.

Com isso, cria-se uma classe acadêmica comprometida apenas em manter o estabelecido, seja na economia, na política e na cultura. A influência de âmbito nacional do pensamento neoliberal da turma uspiana, a partir de Fernando Henrique Cardoso, é sintomática.

No âmbito da cultura, isso significa que a cultura popular, aquela manifesta com base do convívio comunitários e da expressão de saberes, foi jogada para escanteio, enquanto a pseudo-cultura brega-popularesca é creditada, tendenciosamente e através de todo um arsenal discursivo acadêmico e jornalístico, como o “novo folclore brasileiro”.

Isso influi na imposição de um pensamento único, no qual a “cultura de massa” é a única via “segura” para a perpetuação da cultura popular. Argumento hipócrita, mas verossímil. E que serve mais para perpetuar o mercado associado e garantir o enriquecimento dos empresários e barões da mídia associados.

Já os universitários de hoje carecem, e muito, da veia crítica que marcou a classe nos anos 60. O antigo discurso libertário, a busca de culturas e políticas de qualidade e mais próximas do interesse público, acabou, e hoje o que se vê é apenas uma busca por um lugar no mercado de trabalho, em detrimento de uma formação substancial de conhecimentos e aprendizados.

Daí o consentimento com a imbecilização cultural do qual o “funk carioca” é um dos exemplos mais típicos. O “funk carioca” glamouriza a pobreza e a ignorância, e faz clara apologia à miséria, desmobilizando as classes populares. Se o “funk” é apoiado por um grupo de formandos acadêmicos que deveria lutar pela melhoria sócio-cultural e combater a imbecilização, então é sinal que a cultura do país está no fundo do poço.

Fortes foram Pinochet, Geisel & Videla

por Gilmar Crestani
 

O “frágil” fica por conta do apoio institucional que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium ganham para introduzir adjetivos onde só há lugar para substantivos. Aliás, substantivos são intere$$es dos EUA. Mas o poste plantado por Chávez, pelo menos do ponto de vista dos eleitores venezuelanos, é melhor que o candidato dos EUA e dos Grupos Mafiomidiáticos.

Venezuela elegerá presidente frágil no 1º pleito sem Chávez

Escolhido comandará governo acossado por problemas políticos e econômicos

Maduro, mandatário interino, é favorito, mas terá de manter união de chavistas e lidar com exigências de eleitores

FLÁVIA MARREIROENVIADA ESPECIAL A CARACAS

Na primeira eleição sem Hugo Chávez, o protagonista absoluto da vida política da Venezuela nos últimos 14 anos, os eleitores vão às urnas no país hoje para escolher um novo presidente que comandará um governo acossado por fragilidades políticas e econômicas.

O mandatário interino Nicolás Maduro, 50, que Chávez apontou como herdeiro antes de morrer em março, é o favorito. Mas o cenário sem o esquerdista na cédula provoca incerteza.

Para analistas e institutos, um fator determinante para a votação de hoje será o nível de participação e a capacidade dos opositores e dos governistas, estes com mais recursos e militância organizada, para mobilizar e trasladar eleitores aos locais de votação –o voto na Venezuela é voluntário.

Segundo a pesquisa do prestigiado Datanálisis, citada pela agência Reuters, a diferença entre Maduro e seu oponente Henrique Capriles, 40, vem caindo, mas ainda é de 7,2 pontos percentuais, com alto número de indecisos.

“[Em 2012] enfrentamos um monstro, todo poder do Estado, mas enfrentamos um líder eleito pelo povo. Agora enfrentamos uma má cópia e seu desespero de permanecer no poder”, afirmou à Folha, por email ontem, um confiante Capriles.

Ele disse contar com os enviados da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) como “ponte de comunicação” entre as autoridades eleitorais e sua campanha.

Se os números atuais se confirmarem, Maduro vencer pode se mostrar mais fácil do que administrar até 2019 uma economia com distorções, manter unidas as várias facções do chavismo –militares incluídos– e cumprir suas promessas ao eleitorado.

“O povo na Venezuela já despertou. Vou votar em Maduro, mas, se ele sair dos trilhos, para fora!”, diz Milagros Chirinos, 36, funcionária de uma cafeteria estatal.

A mensagem de Milagros é comum no eleitorado chavista: votar para atender ao “último pedido” do presidente, mas advertir de que não é “cheque em branco”, indicativo de que tenderão a ser mais exigentes com o novo líder.

Em 14 anos, Chávez se colou às conquistas do governo, como a distribuição da renda petroleira, mas não aos principais problemas, como a violência. Era o superpresidente que culpava auxiliares publicamente pelas falhas –percepção que se arraigou e ameaça se voltar contra o sucessor.

“No último período de Chávez, já havia muitos assuntos que se resolviam pelo seu carisma. Esse carisma Maduro terá que substituir por política”, disse à Folha o sociólogo espanhol Juan Carlos Monedero, do Centro Internacional Miranda, ligado ao chavismo.

Para Monedero, porém, a necessidade de construir equilíbrios políticos não ameaça Maduro: “Aqui há um projeto de país, uma Constituição, uma nova cultura política”.

Numa sinalização de que sabe que a evocação de Chávez não é suficiente, Maduro fez uma série de promessas concretas, como a de que será o “presidente da segurança” e combaterá a corrupção.

O ex-chanceler tem dado ênfase à “liderança coletiva” do governo, com civis e militares, num reconhecimento de que o modo de governar terá de passar por ajustes.

Por fim, no caso da vitória de Capriles, os próximos meses serão ainda mais complexos, com sua acomodação no poder em meio a embates com a Assembleia, a Justiça e a estatal petroleira PDVSA –todas dominadas por chavistas.

Leia a entrevista de Capriles à Folha 
folha.com/no1262367

Filed under: Nicolás MaduroVenezuela Tagged: Grupos Mafiomidiaticos  

Papel jornal e tomates

por O TERROR DO NORDESTE
 

 

tomate Ana Maria Braga usou colar de tomates (que, aliás, lhe caiu muito bem…) Abril e Globo dão capa ao tomate. O Brasil está despencando. Os índices de crescimento, desenvolvimento e distribuição de renda são fabricados por Lula, Ahmadinejad, Fidel e Chaves para iludir o povo brasileiro. Ninguém consegue pagar a prestação. A bola da Copa será quadrada e o apito será assobio. Lula, Dirceu, Genoino e filhos são milionários. O mensalão de Roberto Jefferson é o maior escândalo da paróquia. Vem aí o apocalipse…     Imprimem o verde em papel jornal pra colher maduro. Se não der, voltam com Apagão, Gripe Suína, Dengue e factóides genéricos para apavorar.     Em uníssono, o oligopólio midiático faz campanha maciça pelo aumento dos juros e a volta da inflação. Usam e abusam da palavra “inflação” diariamente em suas capas. Esperam com isso, contaminar o comércio e outros setores da economia de pessimismo que leve ao pânico e ao aumento dos preços. Apostam que convertem sua especulação barata em fato. Como antigamente… Porque, diferentemente de quando calaram nas falências seguidas de FHC, falir o país – mesmo que seja apenas nas manchetes – é a ÚNICA maneira de desalojar o PT do Planalto. Logo mais vem pesquisa avaliando se suas manobras surtiram efeito…     A direita fascista quer levar o país de volta à década de 90 e retomar o rumo da subserviência vira-lata que Serra e FHC imprimiram ao seu governo. Os vampiros das multinacionais falidas pelo neoliberalismo exigem que se abra a porteira para voltarem à pilhar nossas riquezas naturais.     Para a casa Grande, a doméstica deve voltar a dormir na Senzala, que é o seu lugar, antes de começar a se achar a azeitona da empada.  Segundo Delfim Neto: “A empregada doméstica virou manicure ou foi trabalhar num call center. Agora, ela toma banho com sabonete Dove. A proposta desses ‘gênios’ é fazer com que ela volte a usar sabão de coco, (sem direito trabalhista)”. Quer dizer, que volte ao regime de 16 horas diárias de escravidão.      Nossa relação com a imprensa é assim: nunca os venceremos, mas nunca nos calarão. Eles morrem aos poucos, tragados pela nova era, onde a informação voa e o papel impresso é lento, caro e mentiroso. Analistas, entrevistadores e apresentadores embusteiros – que ainda vendem o peixe do patrão – mentem em merrecas de audiência. Jornalista encurralado em redações fétidas pensa em mudar patrão ou de profissão: o PiG não contrata nem faxineiro, só demite… Os falsários que vomitam o JN diariamente na mesa de jantar dos brasileiros, morrem de medo de perder o emprego. E com ele o padrão…     E nós, pela Internet, nos apropriamos da liberdade de expressão que a Constituição nos garante. Sem negociações! Hoje, a rede se impõe e projeta o futuro das comunicações, O UOL sustenta a Folha que o pariu nos tempos em que FHC afundava o país.     Não é uma questão ideológica apenas. É uma disputa de poder sem escrúpulos ou comprometimento com população alguma. O que está em jogo não é apenas o destino do Brasil, mas da América do Sul. As razões sempre as mesmas: somos vira-latas (o povo, não as elites, que não tem nacionalidade) e devemos servir ao Tio Sam, nossa vocação eterna. Como dizia Tia Carmela, querem viabilizar a todo custo o acordo CARACU entre Brasil e os EUA, onde os EUA entram com a CARA…     O Capitão do Mato está de olho no andar a carruagem, e o PiG lhe dá “cobertura”. Se não for ele a acabar com o PT, só Deus. O golpe caminha. Não basta prender Lula, Dirceu, Genoino e criminalizar toda a nação petista. Não basta desestabilizar o governo Dilma com alarmismo falso. O problema está na Copa do Mundo e nas Olimpíadas. Dois eventos que consolidariam a imagem do Brasil da era petista. Como apagar da história a presidenta Dilma na tribuna de honra na abertura da Copa? E novamente nas Olimpíadas? Eles não vão engolir Dilma, Lula e o PT cravados na história brasileira e mundial do século 21. Mas quem disse que são eles que a escrevem?     Fonte:O que será que me dá?

Padre é acusado de seduzir menino com doces e terços

por Paulo Lopes
 
Arcângelo foi preso preventivamente;fiéis não acreditam nas acusações A polícia do Amapá prendeu na tarde de quinta-feira preventivamente o padre Miguel Arcângelo Vanin (foto), 63, de Mazagão…

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“Maioridade penal aos seis. Afinal, nessa idade, eles já se vestem sozinhos”

por Luis Soares
 

Redução da maioridade penal? O Estado e a sociedade falham retumbantemente em garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente ou mesmo a Constituicão Federal sejam cumpridos

Leonardo Sakamoto, em seu blog

Um dos maiores acertos de nosso sistema legal é que, pelo menos em teoria, protegemos os mais jovens – que ainda não completaram um ciclo de desenvolvimento mínimo, seja físico ou intelectual, a fim de poderem compreender as consequências de seus atos. Completar 18 anos não é uma coisa mágica, não significa que as pessoas já estão formadas e prontas para tudo ao apagarem as 18 velinhas. Mas é uma convenção baseada em alguns fundamentos biológicos e sociais. E, o importante, é que as pessoas se preparam para essa convenção e a sociedade se organiza para essa convenção.

redução maioridade penal

Redução da maioridade penal está em discussão no Brasil.

Por necessidade individual e incapacidade coletiva de garantir que essa preparação ocorra de forma protegida, muita gente acaba empurrada para abraçar responsabilidades e emularem uma maturidade que elas não têm. Enfim, se tornam adultos sem ter base para isso.

Na prática, o Estado e a sociedade falham retumbantemente em garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente ou mesmo a Constituicão Federal sejam cumpridos. Entregamos muitos deles à sua própria sorte – sejam filhos de famílias pobres ou ricas. Porque encher o filho de brinquedos e fazer todas as suas vontades para compensar a ausência por conta de uma roda viva que vai nos tragando também é de uma infelicidade atroz.

O que fazer com um jovem que ceifa a vida de outro, afinal? Conheço a dor de perder alguém querido de forma estúpida pelas mãos de outro. O espírito de vingança, travestido de uma roupa bonita chamada Justiça, que foi incutido em mim pela sociedade desde pequeno, diz que essa pessoa tem que pagar. Para que aprenda e não faça novamente? Não. Para que sirva de exemplo aos demais? Não. Para retirá-lo do convívio social? Não. Para tentar diminuir a minha dor através da dor dele e da sua família? Não. Não há provas de que nada disso funcione, mas ele tem que pagar. Por que sempre foi assim, porque caso contrário o que fazer?

A Fundação Casa, do jeito que ela está, não reintegra, apenas destrói. A prisão, então, nem se fala. Também não acho que reduzir a maioridade penal para 16 anos vá resolver algo. Ele só vai aprender mais cedo a se profissionalizar no crime. E se jovens de 14 começarem a roubar e matar, podemos mudar a lei no futuro também. E daí se ousarem começar antes ainda, 12. E por que não dez, se fazem parte de quadrilhas? Aos oito já sabem empunhar uma arma. E, com seis, já se vestem sozinhos.

A resposta para isso não é fácil. Mas dói chegar à conclusão de que, se um jovem aperta um gatilho, fomos nós que levamos a arma até ele e a carregamos. Então, qual o quinhão de responsabilidade dele? E qual o nosso?

O certo é que ele irá levar isso a vida inteira – o que não é pouco – e nunca mais será o mesmo, para bem ou para mal. A sociedade está preparada para lidar com ele e outros jovens que cometem crimes, por conta própria ou influência de adultos?

Ou melhor, a sociedade quer realmente lidar com eles ou prefere jogá-los para baixo do tapete, escondendo os erros que, ao longo do tempo, ela mesma cometeu?

O post “Maioridade penal aos seis. Afinal, nessa idade, eles já se vestem sozinhos” apareceu primeiro em Pragmatismo Político.

17 horas atrás

“A religião na política fere o estado laico e não nos representa”

por Luis Soares
 

A religião na política acaba por estimular não apenas o preconceito (pela dificuldade de aceitar diferenças), como o ódio decorrente de sua demonstração pública – do que o crescimento da violência homofóbica é claro indício

Por Marcelo Semer, em seu blog

No afã de defender Marco Feliciano das críticas recebidas por amplos setores da sociedade, o blogueiro de Veja, Reinaldo Azevedo, disse que era puro preconceito o fato de ele ser constantemente chamado de pastor.

Infelizmente não é.

Pastor Marco Feliciano é o nome regimental do deputado, como está inscrito na Câmara e com o qual disputou as últimas eleições.

religião política

“Se as leis de um Estado devem valer ao conjunto de seus cidadãos, as religiosas só alcançam aqueles que se entregam a fé. A catequese imposta, mesmo que por vias indiretas, como a de impingir a todos a crença de apenas alguns, é própria de estados teológicos” (Foto: Reprodução)

Há vários casos de candidatos que acrescentam a sua profissão como forma de maior identificação com o eleitorado, como o Professor Luizinho ou ainda a Juíza Denise Frossard.

Marco Feliciano não está na mesma situação –sua evocação é um claro chamado para o ingresso da religião na política, que arrepia a quem quer que ainda guarde a esperança de manter intacta a noção de estado laico.

A religião pode até ser um veículo para a celebração do bem comum, mas seu espaço é nitidamente diverso.

Na democracia, o bem comum é uma construção coletiva e, por natureza, includente. Quanto mais pessoas fazem parte da decisão, mais ela se legitima.

A religião é, por si só, excludente, e seus dogmas sobre o bem e o mal não estão sob escrutínio popular.

Suas ‘verdades absolutas’ não fazem parte do ambiente de negociação, próprio da atividade política. Esta busca, ainda, se amoldar à vontade social e não apenas forjá-la, como regras rígidas de um credo.

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A definição da moral e a punição a quem dela se desvia, que pode ser até inerente ao religioso, quando consagrado à virtude, não tem espaço na vida republicana. Regrar os demais por uma concepção própria de vida não passa de um abuso de direito.

A religião na política acaba por estimular não apenas o preconceito (pela dificuldade de aceitar diferenças), como o ódio decorrente de sua demonstração pública – do que o crescimento da violência homofóbica é claro indício.

Se as leis de um Estado devem valer ao conjunto de seus cidadãos, as religiosas só alcançam aqueles que se entregam a fé. A catequese imposta, mesmo que por vias indiretas, como a de impingir a todos a crença de apenas alguns, é própria de estados teológicos.

Alimentado, todavia, por interesses partidários, dos mais variados matizes e ideologias, lobbies religiosos estão ganhando trânsito no governo e também na oposição, seduzidos uns e outros pelo volume de potenciais eleitores e pela enorme penetração nos meios de comunicação de massa.

O futuro nos espera, assim, em uma esquina sombria.

O caso Feliciano pode ser maior do que a questão religiosa, mas resumi-lo ao folclore de suas desastradas declarações, desprezando os riscos desta vinculação, seria uma tremenda imprudência.

É certo que o episódio vem desgastando os partidos, que relegaram a comissão de direitos humanos a um terceiro escalão.

Mas, ao mesmo tempo, também revelou uma sociedade mais madura, tolerante e engajada. Que reagiu às vezes com ira, às vezes com graça, mas quase uníssona em um daqueles momentos de defesa da liberdade que costumam deixar marcas.

No cálculo eleitoral, no entanto, analistas já preveem que o deputado deve ter mais votos no próximo pleito, e que todo esse desgaste, enfim, terá valido a pena para ele.

Pode ser até o mesmo cálculo que outros tantos famosos, como personagens do escândalo, colunistas do insulto ou humoristas da ofensa, costumam fazer quando investem pesado em uma grande polêmica.

Afinal de contas, já faz tempo que aquela regra cínica da política “falem mal, mas falem de mim”, foi transformada na máxima das celebridades em busca de atenção: “falo mal para que falem de mim”.

O post “A religião na política fere o estado laico e não nos representa” apareceu primeiro em Pragmatismo Político.


Oração de entrega

por carol
 

Oração de entrega
Ricardo Gondim

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue tome a sua cruz e siga-me”.
Marcos 8.34.

 A tradição evangélica-pentecostal não valoriza orações escritas por crer que elas podem tornar a comunicação com Deus mecânica ou artificial. A Bíblia, todavia, contém várias preces e salmos que só sobreviveram ao tempo porque foram escritos.

Contradizendo a herança religiosa de onde venho, aprendi uma oração de entrega; prece que marcou um tempo de minha vida, e ainda hoje me acompanha. Com ela aprendi o significado de andar nas pisadas de Jesus. Quando a alma e o ego querem se ensoberbecer e a vontade, tornar-se rainha, releio essa breve oração.

Qualquer um, independente da tradição religiosa, pode repeti-la:

“Em tuas mãos, ó Deus, eu me abandono. Vira e revira esta argila como o barro nas mãos do oleiro. Dá-lhe forma e depois a esmigalha como se esmigalhou a vida de João, meu irmão. 

Manda, ordena. Que queres que eu faça? 

Elogiado e humilhado, perseguido, incompreendido, caluniado, consolado, sofredor, inútil para tudo, não me resta senão dizer a exemplo de tua mãe: ‘Faça-se em mim, segundo a tua palavra’.

Dá-me o amor por excelência, o amor da cruz, não o da cruz heróica que poderia nutrir o amor próprio; mas o da cruz vulgar que carrego com repugnância, daquela que se encontra cada dia na contradição, no esquecimento, no insucesso, nos falsos juízos, na frieza, nas recusas e nos desprezos dos outros, no mal-estar e nos defeitos do corpo, nas trevas da mente e na aridez, no silêncio do coração. Então somente tu saberás que te amo, embora eu mesmo nada saiba. Mas isto me basta

Soli Deo Gloria

Fux e Barbosa desconstroem o julgamento

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Do Conversa Afiada – Publicado em 13/04/2013 A inflexibilidade de Barbosa e o despudor do Fux expõem a parcialidade do julgamento do  PT 
 

Saiu no UOL:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2013/04/12/advogados-do-mensalao-entram-com-agravo-indignado-no-stf.htm

Em tom de indignação, nove advogados de condenados no julgamento do mensalão entraram com novo agravo no STF (Supremo Tribunal Federal) para que o presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, libere os votos por escrito com antecedência de modo a eles terem mais tempo para produzir os recursos contra a sentença.

“Deixemos de lado o que não é essencial, ao registrarmos as razões jurídicas de nosso inconformismo”, diz a petição assinada por Márcio Thomaz Bastos, José Carlos Dias, Arnaldo Malheiros, Celso Vilardi, José Luís de Oliveira Lima, Alberto Zacharias Toron, Luiz Fernando Pacheco, Maurício de Oliveira Campos Junior e Maíra Beauchamp Salomi.

No Estadão:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ministros-apelam-a-barbosa-para-que-analise-recursos-de-reus-do-mensalao,1020296,0.htm

Ministros apelam a Barbosa para que analise recursos de réus do mensalão

Corte avalia que postura do presidente do STF estimula discurso de cerceamento do direito de defesa
Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA – A resistência do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em levar a julgamento do plenário os recursos de réus do mensalão mobilizou ministros do tribunal. Mesmo aqueles que votaram pela condenação maciça dos réus consideram um erro do ministro deixar engavetados pedidos da defesa para que os prazos de recursos contra a condenação sejam estendidos.

Ao final da sessão de quinta-feira, 11, o Estado presenciou a conversa inicialmente entre o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, com o presidente da Corte. Depois, juntaram-se Dias Toffoli e Luiz Fux. Celso de Mello fazia uma ponderação – em tom de apelo – para que Joaquim Barbosa levasse os recursos movidos pelos advogados a plenário antes da publicação do acórdão do julgamento.

Saiu na Folha (*):

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1262098-ministro-luiz-fux-cancela-jantar-bancado-por-advogado.shtml

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu ontem ao advogado Sergio Bermudes que ele cancelasse o jantar que estava preparando para o magistrado.

O organizador da festa, marcada para o dia 26, queria reunir políticos e a cúpula do judiciário nacional e do Rio de Janeiro em seu apartamento de 800 metros quadrados, na zona sul do Rio. O evento celebraria os 60 anos de Fux.
“Estamos cancelando a pedido do ministro”, disse Bermudes na noite de ontem.
Segundo relato do advogado, Fux informou que sua mãe, Lucy, de 78 anos, teve uma crise de hipertensão com a repercussão negativa da celebração, o que teria preocupado o ministro.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/103501-monica-bergamo.shtml

MARATONA
E, além de celebrar seus 60 anos com 200 convidados na casa do advogado Sergio Bermudes, no Rio, no dia 26, o ministro Luiz Fux, do STF, já prepara nova empreitada.


Ele organiza festa algumas vezes maior do casamento da filha, Marianna, com Hercílio José Binato. Será no Copacabana Palace, em outubro.
 NAVALHA

  Navalha  
A intolerância do Presidente Joaquim Barbosa provocará duas  reações.

Expor, de vez, a parcialidade do julgamento do mensalão (o do PT).

E vai exigir uma reparação em tribunais fora do Brasil, como anunciou José Dirceu – clique aqui para ler “Fux disse que ia me absolver, depois de me assediar moralmente”.

Dirceu vai à Corte dos Direitos Humanos da OEA e a Corte Internacional, para provar que foi condenado sem provas, num julgamento de exceção.

Será a segunda vez, em pouco tempo, que Corte internacional desmoralizará a Suprema Corte brasileira.

Como se sabe, a mesma Corte dos Direitos Humano da OEA considerou que a anistia à Lei da Anistia, aprovada por maioria do Supremo, em relatoria inesquecível de Eros Grau, envergonha o continente  
Vamos ver, agora, como se sustenta, num fórum imparcial, longe da linha de tiro da Globo – como comprovou o professor Falcão, em antológica análise na revista da Globo, a Época – , a tese de que a Visanet é estatal.

Ou que o “domínio do fato” alemão se aplica ao Dirceu.

Ou que cabe ao réu provar que é inocente.

Vamos ver…

Nesse momento, o único jurista de saber incontestável a defender a inflexibilidade do Presidente Barbosa é o Ataulfo Merval de Paiva (**).

Uma revisão da pena do Dirceu será uma derrota pessoal do Ataulfo.

Já o Fux desmoralizou o julgamento do mensalão (o do PT) de forma irremediável.

Ele demonstrou não ter o conteúdo mínimo de recato para exercer QUALQUER função publica.

Muito menos, julgar o Dirceu.

Além de demonstrar um incomparável deslumbramento.

Quem vai pagar a festa do casamento da filha no Golden Room do Copa ?

Será o Dr Bermudes ?

Juiz do Supremo não ganha pra isso.

O amigo navegante há de se lembrar que o destemido Dr Piovesan entrou com um pedido de explicações sobre a isenção do Gilmar Dantas (***) , entre outros motivos, porque ele, Dantas, recebia na porta, ao lado do sorridente anfitrião, os convidados que foram ao Golden Room do Copa numa festança do escritório de Bermudes.

Clique aqui para ler “a peça do Dr Piovesan é também um BO “.

(Como se sabe, a peça do Dr Piovesan foi desconstruída pela ação do presidente do Senado José Sarney.)

A inflexibilidade de Barbosa ultrapassa o rigor de Lei.

Barbosa se considera a Lei.

Bem ao gosto da classe média a que se referiu o Janio de Freitas, quando lembrou que Barbosa parece dirigir a fúria – e a linguagem – ao clamor autoritário da classe média que quer reduzir a maioridade penal e instalar a pena de morte para pretos, pobres, p…, e petistas.

Fux é outro departamento.

É o do pudor, do recato.

Que não tem.

E não merece estar onde está.

O que os dois fazem para desconstruir o Supremo só se compara à anistia da Lei da Anistia.

Viva o Brasil !

Que consegue fazer uma Comissão da ½ Verdade que se esconde nos porões.

De medo.

Viva !

Paulo Henrique Amorim  

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.

(***) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

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14 horas atrás

Terrorista, Veja produz seu segundo caso Boimate

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Doutorado em biologia de Eurípedes Alcântara

Em 1984, o jovem repórter Eurípedes Alcântara caiu numa pegadinha de primeiro de abril e acreditou numa reportagem de uma revista científica sobre o cruzamento genético entre o boi e o tomate; o caso “boimate”, levado às páginas de Veja, se consagrou como a maior “barriga” jornalística de todos os tempos, mas não impediu que Eurípedes se tornasse diretor de redação da revista da Abril; nesta semana, Veja diz que a presidente Dilma “pisou no tomate” e que o alimento virou piada nacional; tabelinha entre Abril e Globo é mais um momento baixo do jornalismo brasileiro, em sua campanha para disseminar terrorismo, pedir juros altos e combater o PT. 
Brasil 247 – Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista Veja, tem uma marca indelével no seu currículo. Em 1984, quando era apenas um jovem repórter que iniciava sua carreira na revista Veja, leu uma reportagem numa publicação científica sobre o cruzamento genético entre o boi e o tomate e produziu uma das pérolas da história do jornalismo no Brasil, sem se dar conta de que se tratava de uma piada de primeiro de abril. O caso Boimate, obra de Eurípedes, entrou para a história como a maior “barriga” da imprensa brasileira em todos os tempos (para saber mais, leia aqui). Neste fim de semana, no entanto, Eurípedes decidiu produziu seu segundo caso Boimate. Numa tabelinha com a revista Época, da Editora Globo, Veja produziu uma capa idêntica, dizendo que a presidente Dilma “pisou no tomate”. Na Carta ao Leitor, Eurípedes “Boimate” Alcântara afirma que a presidente Dilma “pode afundar o Brasil”. E o texto sobre inflação é uma das peças jornalísticas mais vis, distorcidas e mal intencionadas já produzidas pela imprensa brasileira. Sob o título “Sim, eu posso…” e a imagem de uma Dilma com um tomate tatuado no braço, Veja informa que o alimento se transformou no símbolo da apreensão dos brasileiros com a volta da inflação. Mas nem torcendo e espancando as estatísticas, Veja consegue deixar sua tese de pé. Num gráfico interno, com a evolução dos preços do tomate, percebe-se que o preço do quilo foi de R$ 4,37 a R$ 7,81 entre 15 e 28 de março, mas já caiu para R$ 4,43 em 11 de abril. Ou seja: o estouro da meta inflacionária em 0,09 ponto, que ocorreu em razão de uma entressafra, será revertido em abril. Para ancorar sua peça de propaganda política, Veja cita as piadinhas que surgiram “com toda a naturalidade do mundo”, como o famoso colar de tomates de Ana Maria Braga. E fala até que os fiscais da Alfândega brasileira em Foz do Iguaçu estavam tendo que lidar com um novo tipo de crime na fronteira com o Paraguai: o contrabando de tomates. Outro gráfico usado por Veja cita a inflação acumulada em doze meses, de 6,59%, e outros preços que subiram mais do que isso, como a mensalidade escolar (9%), o pet sho (12%), o óleo diesel (14%) e o tomate (122%) – repita-se, um alimento com preços já em queda livre. Ora, é elementar que, se a média ficou em 6,59%, há outros itens que subiram bem menos, ou até caíram, como, por exemplo, as tarifas de energia elétrica. Na reportagem, Veja mal disfarça seu lobby pelos juros altos. “Com a inflação não tem conversa. Ela só entende uma coisa: aumento dos juros, corte de gastos do governo e aperto no crédito – todas medidas impopulares”. No seu Boimate 2.0, Veja aproveita também a oportunidade para fazer um elogio rasgado em relação a Margaret Thatcher, que ” cortou os gastos e elevou os juros”. Prestes a ser enterrada, Margaret Thactcher ainda hoje é um das figuras públicas mais odiadas da Inglaterra e a polícia britânica discute como conter protestos em seu funeral. Sobre Veja, Eurípedes e seu segundo caso Boimate, nada a fazer a não ser atirar tomates na publicação. Que, aliás, já estão bem mais baratos. 
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14 horas atrás

Revista Época radicaliza na defesa de juros altos e desemprego

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 Em sua capa desta semana, a revista semanal das Organizações Globo anuncia que o governo Dilma faz tudo errado no combate à inflação e diz que a presidente e o ministro Guido Mantega pisaram no tomate; auto-referente, a Globo usa declaração da global Ana Maria Braga, que disse usar uma joia ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para afirmar que a inflação hoje assusta os brasileiros; nunca é demais lembrar, no entanto, que, nos dois governos FHC, a inflação foi substancialmente maior do que a agora, sem disparar o mesmo alarme; será síndrome de abstinência de juros altos ou de ter amigos no poder? Brasil 247 – Nunca é demais relembrar os dados de inflação dos últimos governos. Na primeira gestão FHC (1995-1998), a taxa média foi de 9,7% ao ano. Na segunda (1999-2002), de 8,8%. Com Lula, os índices foram mais civilizados, sempre dentro da meta e, agora, com Dilma, a taxa média é de 6,2%. No entanto, nunca o alarma dos veículos de comunicação tradicionais soou tão alto como agora. Em sua capa desta semana, a revista Época, das Organizações Globo, afirma que a presidente Dilma Rousseff e seu ministro Guido Mantega pisaram no tomate – produto que simboliza a alta de preços recente. Anuncia ainda que o governo federal faz tudo errado no combate à inflação – como se, por exemplo, iniciativas recentes, como a desoneração das contas de luz não tivesse a menor importância. Auto-referente, a Globo usa uma declaração da apresentadora global Ana Maria Braga, a de que estava usando uma joia, ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para indicar que a população brasileira estaria apavorada com a inflação. Detalhe: quem será que pediu para Ana Maria Braga fazer sua piadinha ridícula?  Com a capa desta semana, Época, na verdade, apenas acentua sua cruzada contra o governo Dilma e, a um só tempo, alia interesses políticos da Globo a interesses econômicos seus e de apoiadores. Os dois objetivos principais são derrotar o PT nas próximas eleições e garantir o início de um ciclo de alta de juros. No fundo, trata-se de uma síndrome de abstinência de juros e também um sintoma da falta de amigos no poder. 
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14 horas atrás

BBC não sabe o que fazer com a música mais vendida da Inglaterra

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Ativistas anti-Thatcher levaram ‘A Bruxa Morreu’ ao número 1, e a BBC sofre pressão para não tocá-la na tradicional parada de domingo.
Alegria, alegria
Alegria, alegria

Liberdade de expressão é uma coisa realmente complicada: é mais fácil falar dela do que praticá-la. Um episódio mostra isso exatamente neste momento, no país que supostamente é o berço da liberdade de expressão. No meio de uma controvérsia que se espalhou toda a mídia britânica, está a venerada BBC. O que aconteceu: ativistas deflagraram uma campanha para comprar uma música anti-Thatcher para levá-la ao topo das paradas. A música é do Mágico de Oz, e se chama “Ding Dong The Witch is Dead!”. (Dim Dom A Bruxa Morreu!” Objetivo alcançado.      Neste momento em que escrevo, é a número 1 na Inglaterra.  E é aí que entra a BBC com seu excruciante dilema. Tradicionalmente, aos domingos, a principal rádio da BBC, a 1, toca as músicas mais vendidas, a conhecida parada de sucessos. A questão que se ergueu barulhentamente: a BBC deveria tocar o hino anti-Thatcher, a três dias de seu funeral? Os comentaristas conservadores da mídia saíram gritando que não. Que isso seria desrespeito com uma pessoa que sequer foi enterrada. Mas um momento: isso é censura, ou não? É o entendimento da chamada voz rouca das ruas. Numa enquete no Guardian, quase 90% das pessoas disseram que sim, a rádio tinha que tocar a canção. E a BBC, que fez? Encontrou uma solução que foi a seguinte: subiu no muro. Não vai censurar a música, ao contrário do clamor conservador. Mas tampouco vai tocá-la inteira: decidiu dar, na parada de domingo,  um fragmento de 4 ou 5 segundos. O que parece claro, passados alguns dias da morte de Thatcher, é que a elite política e jornalística inglesa não tinha a menor ideia de quanto a Dama de Ferro era detestada. É uma demonstração espetacular de miopia e de desconexão com as pessoas. A Inglaterra vive hoje não apenas uma crise econômica que não cede há anos, mas uma situação dramática de desigualdade que levou aos célebres riots – quebra-quebras — de Londres há pouco mais de um ano. Qual a origem da crise e da desigualdade? Thatcher, é claro. O real legado de um governante se vê depois que ele se foi. As desregulamentações, as privatizações e os cortes em gastos sociais de Thatcher, passados 30 anos, resultaram num país em que as pessoas têm um padrão de vida inferior ao que tiveram. Como imaginar que as pessoas ficariam tristes com sua morte? Paulo Nogueira
No DCM 
Postado por zcarlos ferreiraàs 16:00Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: BBCMargaret ThatcherMúsica   Do Blog COM TEXTO LIVRE

18 horas atrás

SUPREMO CERCEAMENTO – MINISTROS DO STF SE REBELAM DIANTE DO AUTORITARISMO DE JOAQUIM BARBOSA – SOIS REI ?

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
 Já não era sem tempo. Os Ministros do STF se deram conta de que a posição intransigente, que beira à perseguição, que o Presidente Joaquim Barbosa vem adotando no que diz respeito à apreciar no PLENÁRIO do SUPREMO os recursos e petições dos advogados de DEFESA dos RÉUS da Ação Penal 470 é incompatível com o que se espera da MAIS ALTA CORTE da Justiça do Brasil. 
BARBOSA insiste em negar tudo, sem levar nada ao PLENÁRIO para que os demais MINISTROS, tão importantes quanto ele, com o mesmo peso de UM VOTO, possam se manifestar. BARBOSA DEIXA EVIDENTE O SEU DESPREZO PELAS OPINIÕES POSSIVELMENTE CONTRÁRIAS ÀS SUAS, e vem tentando impor sua vontade de que o absurdo prazo de apenas CINCO DIAS seja mantido para apresentação dos RECURSOS após a publicação do ACÓRDÃO. 
BARBOSA precisa ser alertado para o fato de que ele é apenas o PRESIDENTE TEMPORÁRIO DO STF e do CNJ, que não É REI, e nem os brasileiros são seus CAPACHOS. 
CERCEAR O AMPLO DIREITO DE DEFESA NÃO É FORMA DE SE FAZER JUSTIÇA. Matéria do Estadão 
Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo 
Ministros apelam a Barbosa para que analise recursos de réus do mensalão Corte avalia que postura do presidente do STF estimula discurso de cerceamento do direito de defesa 

BRASÍLIA – A resistência do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em levar a julgamento do plenário os recursos de réus do mensalão mobilizou ministros do tribunal. Mesmo aqueles que votaram pela condenação maciça dos réus consideram um erro do ministro deixar engavetados pedidos da defesa para que os prazos de recursos contra a condenação sejam estendidos. 
Ao final da sessão de quinta-feira, 11, oEstado presenciou a conversa inicialmente entre o decano do tribunal, ministro Celso de Mello, com o presidente da Corte. Depois, juntaram-se Dias Toffoli e Luiz Fux. Celso de Mello fazia uma ponderação – em tom de apelo – para que Joaquim Barbosa levasse os recursos movidos pelos advogados a plenário antes da publicação do acórdão do julgamento. 
A conversa antecipava o que viria pela frente. Uma hora depois, um grupo de nove advogados, incluindo os ex-ministros da Justiça Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias, encaminhava ao STF a mais enfática petição protocolada até agora no processo. O pedido era o mesmo que fizera Celso de Mello ao presidente do tribunal: que o plenário analise os pedidos por mais prazo para a defesa antes da publicação do acórdão. 
Celso de Mello argumentara que a resposta ao pedido dos advogados por mais prazo é um tema sensível e diz respeito à garantia ao direito de defesa. Além disso, ele lembrou a Barbosa, o andamento do processo poderia ser prejudicado se os agravos não fossem julgados antes da publicação do acórdão. Afinal, o prazo para recursos estaria correndo com questões prévias pendentes de decisão do plenário. 
Nas palavras de Celso de Mello, o julgamento dessas questões prévias pelo plenário evitaria dúvidas sobre o procedimento do tribunal. E esvaziaria, como disse um integrante da Corte, qualquer discurso de que o tribunal perseguiu os réus por não ter julgado os recursos a tempo. 
Ainda na conversa, Celso de Mello alertou que a condução do processo do mensalão seguiu “tão bem” ao longo dos sete anos de tramitação. Não poderia, na reta final, sofrer percalços. 
Atraso. Se os recursos não forem julgados antes da publicação do acórdão, o processo poderá sofrer atrasos, na avaliação de alguns ministros. 
Com a publicação do acórdão do julgamento, o tribunal começa a contar o prazo de cinco dias para recurso contra a condenação. Se posteriormente os ministros decidirem ampliar esse tempo, como pedido pelos réus, será aberto novo prazo. 
Joaquim Barbosa inicialmente mostrou-se resistente, mas ouviu a ponderação dos colegas. Na saída da sessão, o ministro desconversou sobre a possibilidade de levar a julgamento do pleno os agravos movidos pelos réus. Disse apenas que até quarta-feira não há sessão. Então por isso não poderiam ser julgados. Mais informações » Postado por 007BONDeblogàs 11:20Um comentário:  Links para esta postagem Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: JUSTIÇAMensalão   Do 007BONDeblog
18 horas atrás

Veja e Época pisam no tomate: inflação ESTEVE em alta, mas ESTÁ em baixa

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
O gráfico abaixo fala por si, e comprova: a curva de inflação subiu de setembro de 2012 a janeiro de 2013. Depois disso, entrou em queda.
 Só haveria motivo para grandes preocupações se a curva continuasse subindo. Como já está em queda, significa que as medidas tomadas pelo governo estão funcionando e já produzem efeitos.

Tanto isso é verdade, que o próprio mercado financeiro é categórico ao prever que o índice de inflação IPCA chegará em dezembro fechando o ano em 5,7%, dentro da meta.

Veja e Época fazem lobby por juros altos para banqueiros e panfleta para oposição

Fala sério! Alguém acredita que o aumento da taxa Selic é que faz cair ou subir o preço do tomate?

 
A revista Veja e Época dão um chilique em “reporcagens” de capa (bem ao contento dos banqueiros e dos demotucanos que clamam por juros altos) porque o acumulado nos últimos 12 meses ultrapassou 0,09% a meta neste momento (por sinal um valor muito baixo, nada assustador). Mas é apenas o retrato de um momento em que o cálculo de 12 meses passados atingiu um pico, em consequência do que aconteceu entre setembro e janeiro. Esse pico já passou, mas continua entrando no cálculo do passado, dos últimos 12 meses.

A partir do segundo semestre deste ano, o índice mais baixo esperado para setembro de 2013, será uma parcela que substituirá o índice mais alto de setembro de 2012, reduzindo o cálculo acumulado em 12 meses. O mesmo se repetirá em outubro, novembro e dezembro. Daí o cálculo dos próprios operadores do mercado financeiro de que o ano fechará em 5,7%.

Além disso o IPCA de março foi 0,47%. O maior impacto dentro desse número foi 0,28% nos alimentos e bebidas, em consequência de quebras de safra, cujas perspectivas são de ser superadas nos próximos meses, com o agora famoso tomate (e outros alimentos) voltando a preços normais.

Se as referidas revistas fizessem um jornalismo honesto contariam essa história inteira, em vez de fazer capas sensacionalistas, alarmistas e panfletárias.

Onde Ana Maria Braga colocou a mandioca?

A apresentadora da TV Globo Ana Maria Braga apareceu com um colar de tomates pendurado no pescoço para ironizar o preço. Mas a farinha de mandioca teve alta maior do que o tomate. Onde a madame colocou a mandioca?
 
Por: Zé Augusto0 Comentários     Do Blog Os Amigos do Presidente Lula

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Maggie e eu, por Christopher Hitchens

por Cynara Menezes
 

(o escritor Christopher Hitchens. Foto: Art Streiber)

Este é o mais engraçado e surpreendente texto que já li sobre Margaret Thatcher. O escritor britânico Christopher Hitchens (1949-2011) conta como foi seu primeiro encontro com a dama-de-ferro em 1975. O causo está em suas memórias,Hitch-22, publicadas em português no Brasil pela Nova Fronteira. E, aqui, no site da Vanity Fair, em inglês.

Nesta época, Hitchens era um jovem jornalista de esquerda e tinha 26 anos. Thatcher tinha quase 50 e acabava de assumir a liderança do Partido Conservador. A partir de 1989, Hitchens daria uma guinada à direita e renegaria o passado trotskista. Antes de morrer de câncer, tinha ganhado uma forte reputação literária como ateísta, principalmente com a obra Deus Não É Grande, também publicada entre nós.

Muito divertido, leiam. E tem Christopher Hitchens contando em vídeo como foi, no final do post.

***

Maggie atrevida (“Naughty Maggie”)

Por Christopher Hitchens

As circunstâncias não poderiam ser mais propícias para mim: os “Tories” estavam tendo uma recepção na Câmara dos Lordes (…) e havia um rumor de que a nova líder do Partido Conservador estaria entre os presentes. Eu tinha escrito um longo artigo para o The New York Times Magazine dizendo que se o Partido Trabalhista não pudesse revolucionar a sociedade britânica, então a tarefa poderia muito bem cair para a direita. Tinha também escrito um texto curto para o New Statesman relatando a convenção do Partido Conservador e dizendo en passant que achei a sra. Thatcher surpreendentemente sexy. (Até hoje nunca recebi tantas cartas furiosas dizendo: “Como você pôde?”). Eu me sentia imune à sra. Thatcher em muitas outras maneiras, já que a desenvolta defensora do “livre mercado” parecia se chocar com a apaixonada aliada do regime colonial branco, autoritário e protecionista na Rodésia. E isso foi o que me deu a oportunidade de lutar corpo a corpo com ela tão cedo em sua carreira.

Na festa estava sir Peregrine Worsthorne, um cara sereno e engajado com quem eu tinha tido muitos debates na Rodésia, tanto no celebrado bar colonial do hotel Meikles quanto em outros locais menos elegantes. Eu inclusive o apresentei a sir Roy Welensky, o poderoso velho direitista branco, líder patronal e ex-primeiro-ministro, que havia rompido com o traiçoneiro grupo pró-apartheid ligado a Ian Smith. “Isto sempre pareceu perfeitamente simples para mim, sr. Verse-torn“, o velho buldogue grunhiu em seu inconfundível sotaque regional. “Se você não gosta de negros (pronuncia blick), então não venha viver na África (Ifrica).” Worsthorne concordou que lhe parecia justo, como poderia dizer que não, e então sentiu que me devia algo em troca. “Se importa de conhecer a nova líder?” Como eu poderia recusar? Em instantes, Margaret Thatcher e eu estávamos face-a-face.

Em instantes, também, eu tinha me virado para ela e estava lhe mostrando o traseiro. Creio que devo dar alguma espécie de explicação a isto. Tão logo nós apertamos as mãos, percebi que ela sabia meu nome e tinha talvez me conectado com a publicação semanal socialista que tinha recentemente chamado-a de sexy. Enquanto ela titubeava adoravelmente em um momento de confusão, me senti obrigado a buscar controvérsia e escolhi brigar com ela sobre um detalhe da política para o Zimbabue/Rodésia. Ela me superou. Eu estava certo em um determinado ponto e ela, errada. Mas sustentou seu equívoco com uma força tão adamantina que acabei concedendo e até fiz uma ligeira mesura para enfatizar meu reconhecimento. “Não”, ela disse. “Curve-se mais baixo”. Sorrindo amistosamente, curvei-me um pouco mais. “Não, não”, ela trinou. “Muito mais baixo!” A essa altura, o interesse de um pequeno grupo de presentes era crescente. De novo me curvei, desta vez muito mais consciente de que estava sendo observado. Ela deu a volta por trás de mim, preparou a artilharia e me golpeou no traseiro com o papel da ordem do dia no Parlamento que havia enrolado pelas costas em forma de cilindro. Retornei à vertical meio desajeitadamente. Enquanto ela se afastava, olhou por sobre os ombros e balançou quase imperceptivelmente a cadeira enquanto pronunciava as palavras “garoto atrevido!” (“naughty boy!”).

Tenho uma testemunha ocular. Na época, no entanto, eu mesmo não acreditava. Só de uma perspectiva posterior, olhando a maneira como ela massacrou e intimidou toda a antiga liderança masculina de seu partido e os substituiu por idiotas manipuláveis, é que posso apreciar o vislumbre premonitório que eu tinha permitido –o que alguém, em outro contexto, chamaria de “a palmada do governo forte” (“the smack of firm government”, definição de um ministro de Thatcher). Mesmo naquela época, quando saí da festa, sabia que tinha encontrado alguém bastante impressionante. E o pior do “thatcherismo”, como eu começava a descobrir gradualmente, era o roedor que vagarosamente se agitava em minhas vísceras: o difícil mas inarredável sentimento de que, em alguns assuntos essenciais, ela poderia estar certa.

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Venezuela prende mercenários da Colômbia e de El Salvador com armas e explosivos – é a CIA?

por Rilton Nunes
 
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O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou na última quinta-feira (11 de abril), paramilitares colombianos com armas e explosivos. A captura ocorre às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14).


Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia. Setores do governo temem que a oposição – se for derrotada mais uma vez – abandone o caminho institucional, partindo para a desestabilização armada – com apoio de fora do país. Seria algo parecido com o que já ocorreu na Líbia e acontece agora na Síria. Só que bem na fronteira com o Brasil. “Temos capturado vários militares colombianos com uniformes da Venezuela. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato chavista, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos e armas. Parte dos armamentos foi encontrada após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol (calibre 9 mm) – com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular para fuzis. Material de guerra “Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon. O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos. Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha. As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela. Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana: “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile. Mídia privada esconde O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte. Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia. Leonardo Severo No ComunicaSul é um coletivo de jornalistas brasileiros, especializado em coberturas especiais na América Latina; gera conteúdo exclusivo para a blogosfera, furando a hegemonia da velha mídia (no Brasil, por exemplo,jornais deram pouco ou nenhum destaque à prisão dos paramilitares estrangeiros na Venezuela). ***

Gobierno neutralizó planes desestabilizadores que afectarían elecciones presidenciales


El vicepresidente de la República, Jorge Arreaza, informó este viernes que el Gobierno Bolivariano logró neutralizar algunos planes desestabilizadores que factores de la derecha pretendían accionar durante las elecciones presidenciales del próximo domingo 14 de abril “Gracias a la activación de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana (FANB) y de los organismos de seguridad del Estado hemos desmontado un plan que trataría de afectar el proceso electoral o post electoral”, dijo el vicepresidente ejecutivo en rueda de prensa transmitida por Venezolana de Televisión. Entre esos planes “algunos ciudadanos salvadoreños quisieron, pero no pudieron, intervenir para desestabilizar la paz de la República en las últimas horas”. “También fuimos testigos de cómo un grupo de estudiantes irrumpió en las instalaciones de la Base Aérea Generalísimo Francisco de Miranda (La Carlota, Caracas), dirigiéndose hacia la Comandancia General de la Aviación”, precisó. Añadió que el grupo de estudiantes, que fue detenido, también trató de ingresar a la Comandancia de la Guardia Nacional Bolivariana en el Paraíso, al suroeste de la ciudad capital, pero no lo lograron. Entre otros elementos de dichos planes neutralizados, Arreaza indicó que fueron capturados dos ciudadanos, presuntamente de nacionalidad colombiana, con uniformes de tenientes de la FANB. El Vicepresidente ratificó en nombre del Gobierno Bolivariano el compromiso con la paz y la democracia. “Esperamos que todo el país participe activamente, decididamente, este 14 de abril”, expresó. No AVN 
SINTONIA FINA – @riltonsp – com Com Texto Livre 

12 horas atrás

O Poder e sua Maldição

por Esquerdopata
 
Mauro Santayana  
Desde que a história do poder começou a ser escrita, dela tem sido inseparável o registro da corrupção.  
Contra a corrupção do poder, Savonarola, sugeriu um governo de santos. Platão um governo de sábios austeros. Em uma de suas famosas cartas, algumas tidas como apócrifas, ele fala da perversão do poder pelo hedonismo em Siracusa – ele que fora mal sucedido conselheiro de dois de seus tiranos, Dione e Dionísio. Pôde entender Platão que uma coisa são as idéias, outras, os homens. 
            Savonarola é o modelo de todos os combatentes da corrupção na História. Coube-lhe opor-se ao mais corrupto e corruptor de todos os papas, Rodrigo Borgia, que ocupou o trono com o nome de Alexandre VI. O frade dominicano desafiou o papado e soube esquivar-se da astúcia do Pontífice, que lhe ofereceu tudo, até mesmo o chapéu cardinalício, com o propósito de  retirá-lo da Toscana, onde se sentia seguro. 
           O monge acabou sendo vencido pelas armas, preso, julgado e condenado à morte. Naquele episódio, e em outros, Mamon, o deus do papa, se sobrepôs ao Cristo de Savonarola. 
           Ainda agora se revela, pelo Wikileaks, que o Vaticano considerou natural a repressão no Chile de Pinochet, e exagerada a reação mundial, provocada pelas forças de esquerda, contra o golpe. 
            A morte de Mme. Thatcher convida a uma viagem pela geografia da corrupção por excelência.  Provavelmente não se conheça, em toda a História, processo mais extenso e mais profundo de corrupção da política pelo poder financeiro do que o eixo entre Washington, com Reagan, Londres, com a dama de ferro, e o Vaticano, com Wojtyla, no início dos 80. Convenhamos que os que os corromperam souberam fazê-lo.

            Na conspiração, que se selou em encontro na Biblioteca do Vaticano, Reagan e Wojtyla – em menos de uma hora – com a presença de Alexander Haig, acertaram os movimentos coordenados para destruir o sistema socialista, acabar com o estado de bem-estar social no resto do mundo e  globalizar o sistema econômico mundial. Nenhum dos três seria capaz de engenhar o plano, que – tudo indica – lhes foi entregue pelo Clube de Bilderbeg. 
            É conveniente registrar que não tiveram muitas dificuldades na União Soviética, cujos burocratas, seduzidos pelo “doce charme da burguesia”, sonhavam com a vida faustosa dos executivos norte-americanos e ingleses. 
            E dificuldades ainda menores nos países em desenvolvimento, alguns deles, como o Brasil, com recursos internos que lhes permitiam resistir à desnacionalização de sua economia. Como se sabe, ocorreu o contrário, com a embasbacada adesão dos dois Fernandos ao Consenso de Washington. 
         O resultado do processo está aí, com o desmoronamento da economia européia, o avanço da pobreza pelos países centrais, e a corrupção, alimentada pelo sistema neoliberal, grassando pelo planeta inteiro. 
         Os maiores bancos do mundo exercem diretamente o poder político em alguns países, como o Goldman Sachs o exerceu na Itália, com Mario Monti, e Papademus, na Grécia, até as eleições. Isso sem falar no Banco Central Europeu, sob o comando de Mario Draghi, também do mesmo banco. No passado, os Estados intervinham no sistema financeiro, para controlá-lo e proteger os cidadãos; hoje, os bancos intervêm nos Estados, com o propósito de garantir seus lucros, o parasitismo dos rentistas e as milionárias remunerações de seus “executivos”. 
         Para fazer frente ao descalabro da economia, causado pela ficção dos derivativos, os governos europeus cortam os gastos sociais e levam famílias inteiras à miséria e ao desespero. Idosos são expulsos de suas casas, por não terem como pagar as prestações ou os aluguéis, os hospitais públicos reduzem o número de leitos, as indústrias recorrem à falência, e os suicídios se sucedem. Há dias, sem dinheiro para honrar compromissos de pequena monta, um casal de meia-idade, que possuía seu negócio de fundo de quintal, se enforcou, em Civitanova, na Itália. O irmão da senhora, atingido pela tragédia, também se matou, afogando-se no Adriático. 
       Em Portugal – e ali sobram capitais privados ociosos, que adquirem, sôfregos, ativos brasileiros – o desespero atingiu limites extremos, e a União Européia, de joelhos diante dos banqueiros, exige de Lisboa maiores cortes no orçamento social. 
         No fim de um de seus mais belos romances, Terra Fria, o escritor português Ferreira de Castro dá à mulher a notícia da presença de um militante revolucionário na cidade: 
         “Ele disse que chegará o dia em que haverá pão para todos”.           E, com o pão, a dignidade – é a nossa esperança. 

13 horas atrás

Um Feliciano piorado na Assembléia mineira

por Esquerdopata
 
Sob suspeita: O tucano Carlos Mosconi, presidente da Comissão de Saúde do Parlamento estadual, é acusado de tráfico de órgãos

Por Leandro Fortes, Carta Capital

Enquanto o Congresso Nacional é submetido a um constrangimento diário desde a eleição do deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), pastor evangélico de discurso homofóbico e racista, para o comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, um caso semelhante na forma, mas muito mais grave no conteúdo, permanece escondido na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Em 1˚ de fevereiro, o tucano Carlos Mosconi asuumiu pela quarta vez consecutiva a presidência da Comissão de Saúde do Parlamento mineiro. Médico de formação, Mosconi é idealizador da MG Sul Transplantes, ONG que servia de central clandestina de receptação e distribuição de órgãos humanos em Poços de Caldas, no sul do estado. Segundo uma investigação da Polícia Federal, Mosconi chegou a encomendar um rim para o amigo de um prefeito da cidade mineira de Campanha. 
Em 19 de fevereiro, o juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1a Vara Criminal de Poços de Caldas, condenou quatro médicos envolvidos no esquema de compra e venda de órgãos humanos, a chamada “Máfia dos Transplantes”. João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone, todos da Irmandade Santa Casa, eram ligados à MG Sul Transplantes. Scafi era sócio de Mosconi em uma clínica da cidade. A ONG era responsável pela organização de uma lista de pacientes particulares que encomendavam e pagavam por órgãos retirados de pacientes ainda vivos. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital. 
A máfia de médicos do Poços de Caldas foi descoberta em 2002 por causa do chamado “Caso Pavesi”, que chegou a ser investigado na Câmara dos Deputados pela CPI do Tráfico de Órgãos Humanos, em 2004. Em 19 de abril de 2000, Paulo Veronesi Pavesi, 10 anos de idade à época, caiu de um brinquedo no prédio onde morava e foi levado à Santa Casa. O menino foi atendido pelo médico Alvaro Ianhez, coordenador do setor de transplantes do hospital e, soube-se depois, chefe da central clandestina de tráfico de órgãos. Ianhez é amigo particular do deputado Mosconi, responsável por sua nomeação no hospital. 
A partir de uma denúncia do analista de sistemas Paulo Pavesi, pai do garoto, a PF abriu um inquérito e descobriu que a equipe de Ianhez havia decretado a morte encefálica de Paulo quendo ele estava sob efeito de substâncias depressivas do sistema nervoso central. Ou seja, teve os rins, o fígado e as córneas retirados quando provavelmente ainda estava vivo. Pavesi pai foi obrigado a pedir asilo na Itália, depois de ser ameaçado de morte por diversas vezes em Minas Gerais. Atualmente, mora em Londres, onde aguarda até hoje o julgamento do caso do filho. 
Outros oito casos semelhantes foram descobertos pela PF e pelo Ministério Público Federal durante as investigações. Um deles, o do trabalhador rural João Domingos de Carvalho, foi o que resultou nas condenações de fevereiro passado. Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho foi dado como morto quando estava sentado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados pelos médicos Fernandes e Scafi. “Era pura ganância, vontade de enriquecimento rápido, sem se preocupar com o sofrimento dos demais seres humanos”, escreveu o juiz Nasciso de Castro na sentença que condenou os médicos da Santa Casa a penas de 8 a 11 anos de prisão, em primeira instância. Todos continuarão em liberdade até o julgamento dos recursos. 
Pavesi não se amendrontou à toa. Em 24 de abril de 2002, Carlos Henrique Marcondes, administrador da Santa Casa, foi assassinado no dia exato de seu depoimento no Ministério Público sobre a atuação da máfia dos transplantes lotada no hospital. Ele tinha gravado todas as conversas com os médicos envolvidos no tráfico de órgãos e pretendia entregar as fitas às autoridades. Antes de falar, Marcondes foi encontrado morto no próprio carro com um tiro na boca. Segundo um delegado da Polícia Civil da cidade, o ex-PM Juarez Vinhas, tratou-se de suicídio. O caso foi sumariamente arquivado. O laudo pericial constatou, porém, que três tiros haviam sido disparados contra Marcondes, embora apenas um o tenha atingido. Mais ainda: a arma usada e colocada na mão da vítima desapareceu no fórum de Poços de Caldas, razão pela qual foi impossível periciá-la. Levado à Santa Casa, o corpo do administrador foi recebido por dois médicos do hospital. Um deles, João Alberto Brandão, foi condenado em fevereiro. O outro, Félix Gamarra, chegou a ser indiciado, mas acabou beneficiado pela lei de prescrição penal, por ter mais de 70 anos de idade. A dupla raspou e enfaixou a mão direita de Marcondes, supostamente usada para apertar o gatilho, de modo a invibializar o exame de digitais e presença de resíduos de pólvora. E o advogado da Santa Casa, o também ex-PM Sérgio Roberto Lopes, providenciou a lavagem do carro. 
O nome de Mosconi apareceu na trama em 2004, durante a CPI do Tráfico de Órgãos. Convocado pela comissão, o delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da Polícia Federal, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fronecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha, por 8 mil reais. A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais. 
Mosconi foi ouvido pelo juiz Narciso de Castro e confirmou conhecer Ianhez desde os anos 1970. O parlamentar disse “não se recordar” da existência de uma lista de receptores de órgãos da Santa Casa, da qual chegou a ser presidente do Conselho Curador por um período. Sobre a MG Sul Transplantes, que fundou e difundiu, afirmou apenas “ter ouvido falar” de sua existência. Declaração no mínimo estranha. O registro de criação da MG Sul Transplantes, em 1991, está publicado em um artigo no Jornal Brasileiro de Transplantes (volume 1, número 4), do qual os autores são o próprio Mosconi, além de Ianhez, Fernandes, Brandão, e Scafi, todos investigados ou réus de processos sobre a máfia de transplantes de Poços de Caldas. 

14 horas atrás

Especialistas preveem queda da inflação nos próximos meses

por Esquerdopata
 
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Apesar do forte aumento no início do ano, com o estouro do teto da meta (6,5%) no acumulado de 12 meses, a inflação oficial não deve fugir do controle. Segundo especialistas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve arrefecer nos próximos meses, até encerrar o ano em níveis similares aos do ano passado. 
Para os economistas, a possibilidade de o Banco Central (BC) reajustar os juros básicos da economia pela primeira vez em quase dois anos e as novas reduções de impostos anunciadas pelo governo contribuirão para conter os preços. No entanto, o fator decisivo que ajudará a segurar a inflação é o esgotamento das principais pressões sobre os índices. 
Segundo o economista chefe do banco Sulamérica Investimentos, Newton Rosa, os preços dos alimentos, que se refletiram no IPCA nos três primeiros meses do ano, tendem a cair depois dos níveis recorde de março. “A perspectiva de uma safra recorde nos próximos meses e a desoneração da cesta básica vão arrefecer a pressão dos alimentos sobre os preços”, diz Rosa. Ele também ressalta que os custos com educação, que também influenciaram a inflação no primeiro trimestre, já se estabilizaram. 
Para ele, a atuação do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que se reunirá na próxima semana para fixar os juros básicos da economia, também será decisiva para conter a inflação. “O Banco Central vai contribuir para segurar as expectativas. A alta dos juros é importante para cortar o canal que alimenta a inflação e facilitar a estabilização dos índices, não apenas em 2013, mas também no próximo ano”, explica. Ele acredita que, caso o Banco Central não reajuste a taxa Selic na próxima semana, tomará a decisão no fim de maio. 
Tanto o mercado quanto o governo acreditam que a inflação desacelerará nos próximos meses. No último boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, os analistas preveem que o IPCA encerrará o ano em 5,7%. No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março, o BC também projeta que a inflação vai desacelerar no segundo semestre. 
De acordo com o Relatório de Inflação, o IPCA deverá acelerar um pouco nos próximos meses,até atingir 6,7% no acumulado de 12 meses terminados em junho. O índice, então, deverá recuar para 6% no fim de setembro, até terminar o ano em 5,7%. Para 2014, a autoridade monetária projeta inflação oficial em torno de 5,3%. 
Ex-diretor do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas também acredita que a inflação desacelere no segundo semestre e chegue ao fim do ano abaixo do teto da meta. Ele não arrisca uma estimativa exata, mas diz que, mesmo fechando 2013 em menos de 6,5%, a inflação continua alta. Segundo Freitas, problemas estruturais da economia brasileira têm feito o IPCA ficar acima de 5% nos últimos anos. 
Para ele, a política econômica e o fato de o Brasil estar vivendo níveis mínimos de desemprego contribuem para que a inflação continue em níveis elevados. “O país está com condições de crescimento baixo porque o uso da capacidade instalada está elevado e a economia está em pleno emprego. Neste cenário, se o governo estimula a demanda, seja reduzindo impostos ou facilitando o crédito, a produção só pode crescer acompanhada de aumentos de preços.” 
Edição: Nádia Franco

15 horas atrás

Sob nova direção

por Esquerdopata
 
Thatcher chega ao inferno 
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Audiência Pública “Estado Laico e Respeito à Diversidade Sexual”

por noreply@blogger.com (Rosangela Novaes)
 
 
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Mauricio Dias: Fux, Toffoli, Gilmar Mendes, intérpretes perfeitos da omissão de Gurgel

por Conceição Lemes
 

por Mauricio Dias, em CartaCapital, na coluna Andante Mosso  

A seleção de Gurgel I

A revelação de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula, de que foi  assediado por Luiz Fux em busca de apoio para ser indicado para o STF, expõe mais uma vez a omissão calculada do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

O procurador não pode escolher o que faz e o que não faz, se a questão, como neste caso, for de interesse público.

A seleção de Gurgel II

Ele agiu assim após a revelação do encontro entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-presidente Lula.

Segundo Mendes, Lula procurava apoio para a votação na Ação Penal 470, chamada de “mensalão”. Despido de qualquer autoridade, o ex-presidente não cometeu nenhum crime. O ministro do STF, no entanto, não podia aceitar esse tipo de conversa.

Mas aceitou. Isso configura impedimento e suspeição.

A seleção de Gurgel III

A ponta desse novelo começa com o ministro Dias Toffoli, que deveria invocar a própria suspeição por ser “amigo íntimo” e ex-subordinado funcional de José Dirceu. Gurgel alegou que não queria tumultuar o processo.

A lei determina que o representante do Ministério Público é obrigado a questionar a suspeição dos juízes nesses casos.

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12 horas atrás

Leandro Fortes: Tucano Carlos Mosconi é acusado de tráfico de órgãos

por Conceição Lemes
 

Pela quarta vez consecutiva, Carlos Mosconi é presidente da Comissão de Saúde do Parlamento de Minas Gerais

por Leandro Fortes, em CartaCapital, sugestão de Julio Cesar Macedo Amorim

Enquanto o Congresso Nacional é submetido a um constrangimento diário desde a eleição do deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), pastor evangélico de discurso homofóbico e racista, para o comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, um caso semelhante na forma, mas muito mais grave no conteúdo, permanece escondido na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Em 1˚ de fevereiro, o tucano Carlos Mosconi assumiu pela quarta vez consecutiva a presidência da Comissão de Saúde do Parlamento mineiro.

Médico de formação, Mosconi é idealizador da MG Sul Transplantes, ONG que servia de central clandestina de receptação e distribuição de órgãos humanos em Poços de Caldas, no sul do estado. Segundo uma investigação da Polícia Federal, Mosconi chegou a encomendar um rim para o amigo de um prefeito da cidade mineira de Campanha.

Em 19 de fevereiro, o juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1a Vara Criminal de Poços de Caldas, condenou quatro médicos envolvidos no esquema de compra e venda de órgãos humanos, a chamada “Máfia dos Transplantes”.

João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone, todos da Irmandade Santa Casa, eram ligados à MG Sul Transplantes. Scafi era sócio de Mosconi em uma clínica da cidade. A ONG era responsável pela organização de uma lista de pacientes particulares que encomendavam e pagavam por órgãos retirados de pacientes ainda vivos. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital.

A máfia de médicos de Poços de Caldas foi descoberta em 2002 por causa do chamado “Caso Pavesi”, que chegou a ser investigado na Câmara dos Deputados pela CPI do Tráfico de Órgãos Humanos, em 2004. Em 19 de abril de 2000, Paulo Veronesi Pavesi, 10 anos de idade à época, caiu de um brinquedo no prédio onde morava e foi levado à Santa Casa. O menino foi atendido pelo médico Alvaro Ianhez, coordenador do setor de transplantes do hospital e, soube-se depois, chefe da central clandestina de tráfico de órgãos. Ianhez é amigo particular do deputado Mosconi, responsável por sua nomeação no hospital.

A partir de uma denúncia do analista de sistemas Paulo Pavesi, pai do garoto, a PF abriu um inquérito e descobriu que a equipe de Ianhez havia decretado a morte encefálica de Paulo quando ele estava sob efeito de substâncias depressivas do sistema nervoso central.

Ou seja, teve os rins, o fígado e as córneas retirados quando provavelmente ainda estava vivo. Pavesi pai foi obrigado a pedir asilo na Itália, depois de ser ameaçado de morte por diversas vezes em Minas Gerais. Atualmente, mora em Londres, onde aguarda até hoje o julgamento do caso do filho.

Outros oito casos semelhantes foram descobertos pela PF e pelo Ministério Público Federal durante as investigações.

Um deles, o do trabalhador rural João Domingos de Carvalho, foi o que resultou nas condenações de fevereiro passado. Internado por sete dias na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho foi dado como morto quando estava sentado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados pelos médicos Fernandes e Scafi.

“Era pura ganância, vontade de enriquecimento rápido, sem se preocupar com o sofrimento dos demais seres humanos”, escreveu o juiz Nasciso de Castro na sentença que condenou os médicos da Santa Casa a penas de 8 a 11 anos de prisão, em primeira instância. Todos continuarão em liberdade até o julgamento dos recursos.

Pavesi não se amendrontou à toa. Em 24 de abril de 2002, Carlos Henrique Marcondes, administrador da Santa Casa, foi assassinado no dia exato de seu depoimento no Ministério Público sobre a atuação da máfia dos transplantes lotada no hospital. Ele tinha gravado todas as conversas com os médicos envolvidos no tráfico de órgãos e pretendia entregar as fitas às autoridades.

Antes de falar, Marcondes foi encontrado morto no próprio carro com um tiro na boca. Segundo um delegado da Polícia Civil da cidade, o ex-PM Juarez Vinhas, tratou-se de suicídio. O caso foi sumariamente arquivado. O laudo pericial constatou, porém, que três tiros haviam sido disparados contra Marcondes, embora apenas um o tenha atingido.

Mais ainda: a arma usada e colocada na mão da vítima desapareceu no fórum de Poços de Caldas, razão pela qual foi impossível periciá-la. Levado à Santa Casa, o corpo do administrador foi recebido por dois médicos do hospital. Um deles, João Alberto Brandão, foi condenado em fevereiro. O outro, Félix Gamarra, chegou a ser indiciado, mas acabou beneficiado pela lei de prescrição penal, por ter mais de 70 anos de idade.

A dupla raspou e enfaixou a mão direita de Marcondes, supostamente usada para apertar o gatilho, de modo a invibializar o exame de digitais e presença de resíduos de pólvora. E o advogado da Santa Casa, o também ex-PM Sérgio Roberto Lopes, providenciou a lavagem do carro.

O nome de Mosconi apareceu na trama em 2004, durante a CPI do Tráfico de Órgãos. Convocado pela comissão, o delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da Polícia Federal, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fronecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha, por 8 mil reais. A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Mosconi foi ouvido pelo juiz Narciso de Castro e confirmou conhecer Ianhez desde os anos 1970. O parlamentar disse “não se recordar” da existência de uma lista de receptores de órgãos da Santa Casa, da qual chegou a ser presidente do Conselho Curador por um período.

Sobre a MG Sul Transplantes, que fundou e difundiu, afirmou apenas “ter ouvido falar” de sua existência. Declaração no mínimo estranha. O registro de criação da MG Sul Transplantes, em 1991, está publicado em um artigo no Jornal Brasileiro de Transplantes (volume 1, número 4), do qual os autores são o próprio Mosconi, além de Ianhez, Fernandes, Brandão, e Scafi, todos investigados ou réus de processos sobre a máfia de transplantes de Poços de Caldas.

Procurada por CartaCapital, a assessoria de imprensa de Carlos Mosconi ficou de marcar uma entrevista com o deputado. Até o fechamento desta edição, o parlamentar não atendeu ao pedido da revista.

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Altamiro Borges: Um colar de tomates a serviço da alta dos juros

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12 horas atrás

Igor Felippe: A campanha da Folha contra a eleição de Maduro

por Conceição Lemes
 

Foto: Elza Fiúza/ABr

por Igor Felippe Santos, especial para o Viomundo

Folha de S. Paulo faz uma campanha aberta contra a eleição de Nicolás Maduro para a presidência da Venezuela.

O texto “Presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro colecionou deslizes ao tentar emular Chávez” (12/04) é uma demonstração de reportagem editorializada.

Reparem neste trecho:

“O mandatário interino, escolhido pelo antecessor como herdeiro, colecionou deslizes em horas a fio diante das câmeras e não raro constrangeu seguidores ao tentar emular o carismático Chávez com canto, dança e piadas”.

Mandatário é uma expressão que denota autoritarismo. Herdeiro na política remete a uma Monarquia. Deslizes em horas a fio e constrangimento correspondem a ações negativas.

Depois, a repórter diz: “Maduro é favorito segundo as pesquisas de opinião, mas analistas e institutos afirmam que os dias de campanha intensa prejudicaram os números do governista”.

Em seguida, um consultor de um desses institutos de pesquisa nega os prejuízos, ao afirmar que “Maduro cometeu alguns erros, mas não muda significativamente a correlação de forças”.

Mais interessante ainda é analisar as perguntas da colunista da Folha, Mônica Bergamo, a Maduro (“Maduro no volante”, “Ilustríssima”, 7/4).
Leiam com atenção as perguntas da jornalista da Folha.

1. Como será o chavismo sem Chávez, que era formulador, estrategista e porta-voz do governo?

2. Mas 44% dos venezuelanos, que votaram na oposição nas eleições presidenciais de 2012, não estão de acordo com esse projeto. E se, agora ou no médio prazo, vocês perderem uma eleição?

3. Vocês falam muito de unidade. Mas há vários grupos no chavismo. Não pode ocorrer um racha, como houve com o peronismo na Argentina?

4. Sem a figura incontrastável de Hugo Chávez, haverá alternância na liderança do chavismo?

5. Na Venezuela, canais privados de televisão fazem campanha para o candidato de oposição à Presidência, Henrique Capriles. E canais estatais fazem campanha para o senhor. Os canais públicos são de todos. Não deveriam ser neutros?

6. A Globovisión, emissora privada de oposição, está sendo vendida a um empresário amigo do governo. E assim é possível que quase todos os meios sejam favoráveis ao chavismo.

7. Eles dizem que fizeram de tudo para eleger a oposição a Chávez, o que os levou a uma situação precária.

8. O candidato Capriles diz que não tem acesso às rádios porque as que dão abertura à oposição são perseguidas. Não é importante que as vozes divergentes tenham espaço?

9. Não há um culto à personalidade de Chávez na Venezuela?

10. A chamada “união cívico-militar” é um dos pilares do chavismo. Em um continente como a América Latina, com histórico de golpes militares, não seria melhor que as Forças Armadas estivessem afastadas do processo político?

11. No Brasil é considerado uma grande conquista o fato de as Forças Armadas não interferirem mais na política interna. Por princípio, não seria melhor que na Venezuela elas também estivessem nos quartéis e a disputa política ocorresse somente entre civis?

12. E com forte participação política?

13. O governo do ex-presidente Lula diminuiu a pobreza mas nunca falou em mudar as estruturas capitalistas da sociedade brasileira, como pregava Hugo Chávez na Venezuela. O que o senhor acha de quando colocam o “lulismo” em contraponto ao “chavismo”?

14. Não tem a esquerda boa, com Lula, e a esquerda má?

15. Mas Lula, como eu disse, não fala em mudar o capitalismo.

16. O candidato Capriles diz que o modelo dele é Lula.

17. Ele elogia Lula por combater a pobreza sem mexer no setor privado.

18. No governo Chávez, a presença do Estado avançou. Mas o setor privado ainda representa 58% da economia. Se vitoriosos, vocês vão estatizar mais empresas, mais setores? Até onde vai o que chamam de “socialismo do século 21″?

19. Há lugar então para um setor privado forte?

20. Uma burguesia vinculada fortemente ao Estado?

21. Privado integralmente?

22. Então Cuba é inspiração para o chavismo, mas não o modelo a seguir…. E está se abrindo.

23. Acredita que é possível o socialismo pela via democrática, como Salvador Allende [ex-presidente do Chile que sofreu um golpe militar em 1973] tentou, sem sucesso?

24. Se a Venezuela continuará a ter um setor privado forte, como se chegará então ao socialismo?

25. Quando Chávez morreu, a presidente Dilma Rousseff fez elogios, mas disse que em muitas ocasiões o governo brasileiro não concordou com o da Venezuela.

26. O Banco do Sul, por exemplo, do qual fariam parte os países da América do Sul, não foi aprovado ainda no Congresso brasileiro. Está lento.

27. O Brasil também não integrou a TeleSur [emissora financiada por vários países latino-americanos], o projeto do gasoduto do sul [que ligaria Venezuela, Brasil e Argentina] não andou.

28. E a refinaria Abreu e Lima [parceria da Petrobras com a petroleira venezuelana PDVSA que até agora, por divergências em relação ao financiamento, conta com recursos apenas do Brasil], como está?

29. A economia é considerada uma má herança de Chávez. A inflação é alta. Há um certo nível de desabastecimento, de 20%. E uma dependência muito grande do petróleo. Haverá ajustes no governo? E a inflação? Haverá corte de gastos?

Quase todas as perguntas têm cascas de banana embutidas.

As perguntas tentam arrancar respostas que abram margem para mostrar a fragilidade e divisão das forças que sustentam a Revolução Bolivariana com a morte de Hugo Chávez, a possibilidade de um Golpe de Estado em caso de derrota do PSUV, a ilegitimidade da participação das Forças Armadas no processo, a falta de liberdade de expressão, os problemas na economia venezuelana, as ameaças ao setor privado, críticas ao governo de Cuba, as tensões e diferenças com o presidente Lula e com o Brasil…

De certo, o papel dos jornalistas é questionar os entrevistados. No entanto, entrevistar é mais do que enfrentar o interlocutor, mas discutir temas relevantes para os leitores.

Por exemplo, fazer perguntas sobre as propostas do candidato (o que será a Venezuela daqui pra frente?).

A entrevistadora poderia também fazer um balanço das realizações do governo ao qual Maduro serviu.

Mas não tem nada sobre esses assuntos.

Nada sobre a Venezuela ser o país com menos desigualdade na América Latina, de acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Nada sobre a Venezuela ser a 4ª maior economia da América Latina, superada somente por Brasil, México e Argentina.

Nada sobre a queda da inflação, que ainda é alta, mas caiu substancialmente em comparação aos governos Andrés Pérez e Rafael Caldeira.

Nada sobre a queda no índice de desemprego, que está abaixo de 10%.

Nada sobre o projeto Gran Misión Vivienda, que construiu 350 mil casas populares, metade das quais edificada em parceria com mutirões de comunidades organizadas.

Nada sobre a erradicação do analfabetismo, que a Venezuela ostenta desde 2006, de acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Nada sobre a Missão Bairro Adentro, que tem foco na atenção de saúde integral e preventiva, e a construção de mais de 7 mil clínicas populares, 600 Centros de Diagnóstico Integral e Salas de Reabilitação Integral e mais de 20 Centros de Alta Tecnologia.

Nada sobre a ampliação do número de médicos a cada 10 mil habitantes, que subiu de 18 para 58.

Nada sobre a queda da taxa de mortalidade infantil, que desabou de 25 para 13 óbitos por mil nascidos vivos, e a garantia de acesso a água potável a 96% da população.

Folha poderia ter feito uma única pergunta sobre esses temas. Mas não fez nenhuma. No entanto, se deram mal, porque Maduro não caiu em nenhuma das cascas de banana.

Folha queria dar uma manchete para prejudicar o candidato do PSUV. No entanto, ele derrotou a campanha do jornal dos Frias. E as pesquisas apontam que derrotará novamente no domingo.

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Direito à História: Daniel Viglietti canta “A desalambrar” em Managua, em 1983

por racismoambiental
 

Yo pregunto a los presentes/ Si no se han puesto a pensar/ Que la tierra es de nosotros/ Y no del que tenga mas.

Yo pregunto si en la tierra/ Nunca habrán pensado ustedes/ Que si las manos son nuestras/Es nuestro lo que nos den.

A desalambrar a desalambrar/Que la tierra es tuya, es mía y de aquel/ De Pedro y Maria, de Juan y Jose.

Si molesto con mi canto/ A alguien que no quiera oír / Le aseguro que es un gringo/ O dueño de este país.

A desalambrar a desalambrar/ Que la tierra es mia, tuya y de aquel/ De Pedro y Maria, de Juan y Jose.

42 minutos atrás

Daniel Viglietti: Cultura também se revolucionou na Venezuela

por racismoambiental
 

Renomado músico e compositor uruguaio está em Caracas cantando por Maduro e pela integração latino-americana. No Brasil, infelizmente, a lógica anti-integracionista e alienante dos grandes conglomerados de comunicação silenciam sua voz e seus dizeres, repletos de convicção no ser humano, na força da solidariedade e da unidade.

Leonardo Wexell Severo e Vanessa Silva – Comunica Sul/Carta Maior

Caracas – Autor de clássicos latino-americanos como “A desalambrar”, “Canción para mi América” e “El Chueco Maciel”, Daniel Viglietti dispensa comentários pela beleza e contundência de suas canções. Uruguaio de nascimento, mas filho da “nossa América” – como faz questão de dizer para contrapor-se àquela do Império –, tem sua reconhecida e premiada obra embalado corações, animando o amor e a luta presentes, com seu canto armado de futuro.

No Brasil, infelizmente, a lógica anti-integracionista e alienante dos grandes conglomerados de comunicação silenciam sua voz e seus dizeres, repletos de convicção no ser humano, na força da solidariedade e da unidade. Confiante na capacidade coletiva de romper barreiras e superar desafios, Viglietti está em Caracas, apoiando a eleição de Nicolás Maduro.

Entre os muitos êxitos da revolução bolivariana está o avanço da reforma agrária, o combate ao latifúndio, e a distribuição de terra e justiça. Aqui o governo não empanturra com dinheiro público o agronegócio – com seu monocultivo e seus agrotóxicos – nem dá sinal verde à especulação com alimentos nas bolsas de valores. A reforma agrária é justa e necessária, sublinha Viglieti. Afinal, “si las manos son nuestras/es nuestro lo que nos den”.

Abaixo, a entrevista com Daniel Viglietti.

ComunicaSul – Companheiro Daniel, tens em tuas canções a marca da integração e da solidariedade. Como sentes esta responsabilidade?
Daniel Viglietti – Sempre senti que tinha duas pátrias. Uma, a de nascimento, o Uruguai, e outra pátria a latino-americana que gosto de chamar de “nuestroamericana” (nossamericana). Inventei esta palavra a partir da expressão de José Martí [que contrapunha a Nossa América, à América deles, do império do Norte]. Percebi que as fronteiras são artificiais além da língua e da cultura, que têm seu peso em diferentes regiões, mas estas fronteiras, as aduanas, os escritórios de imigração são invenções feitas para nos dividir. Quando entro no Brasil, na Venezuela, em Cuba ou em tantos países progressistas, sinto que é irreal precisar de passaporte. A canção não tem que pedir vistos para entrar em lugar nenhum. A música entra naturalmente e, quando é necessário, se traduz, como fiz como algumas canções do meu amigo Chico Buarque. A circulação de música, da cultura, é totalmente livre. No entanto, me sinto cada vez mais “nuestroamericano”, embora meu nascimento, minha nacionalidade seja uruguaia.

ComunicaSul – Na Venezuela o governo Chávez tomou medidas como a Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão (Resorte), que ampliou os espaços para a música nacional e regional no conjunto dos meios de comunicação, o que fez aflorar uma variada gama de artistas. Como avalia esta medida? 

Daniel Viglietti – Há um processo de transformações, com tendência revolucionária na Venezuela que tem a ver com a luz que ilumina o invisível em muitos planos. Dos povos originários, das classes populares, das populações chamadas “marginais”, quando na verdade elas são fruto de sistemas que marginalizam as pessoas. O invisível da cultura é uma das luzes que este processo está identificando, dando voz a cantores, grupos, coletivos… Há um caso muito importante aqui na Venezuela da geração de Alí Primera, Cecília Todd, Lilia Vera, e fenômenos mais jovens, garantia da continuidade. Isso nos mostra como a cultura pode se renovar e de como é bom que a cultura – não necessariamente planfetária ou supra-oficialista, mas a criativa, que busque linguagens – fique iluminada por estes processos. Há aí um contraponto à concepção reacionária, baseada em valores que semeiam a escuridão.

ComunicaSul – Na sua compreensão, qual o papel da democratização da comunicação para que nos conheçamos melhor, enquanto países e povos, já que a grande mídia trabalha dia e noite contra a integração?

Daniel Viglietti – Creio que também este aspecto está ligado ao anterior: cultura e comunicação. Acho que uma proposta como a TeleSUR, que é um canal “nuestroamericano”,onde as pessoas podem se informar sobre o que passa no continente, deveria ser vista livremente em nossos países. Cito o caso de Montevidéu. Na capital uruguaia, para poder ver a TeleSUR tens que alugar um cabo argentino. São medidas que faltam ser tomadas. Esse é um exemplo claro do que é possível fazer em matéria de comunicação. Estou contente de trabalhar com a Rádio Nacional da Venezuela com o programa Tímpano, que também se faz no Uruguai, na Argentina, Quem sabe um dia teremos também no Brasil, com “legendas” [risos]. Estou contente de estar aqui com os sem-terra, porque sei o que significa em um país continente como o Brasil a luta por mais justiça, pela distribuição da terra, metaforicamente pela distribuição “da selva”. Me alegro desta coincidência. Venho do Uruguai onde se fez uma homenagem a Chávez em um povoado pequeno que se chama Bolívar e nosso presidente esteve presente. E homenageou também cantando a memória de Chávez. Eu estreei uma canção que coloquei o nome bolivariana. A cantei ontem na TeleSUR e cantarei hoje. Creio que será o maior ato do qual terei participado em minha vida e terei que tratar de cantá-la com um quatro. É um instrumento de grande riqueza, eu o uso modestamente, mas dá um colorido diferente para a canção. É uma honra estar aqui com todos que apoiam esta eleição, tão limpa que foi até elogiada pelo ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter. Frente ao cinismo, a desfaçatez e ao ódio destes que são capazes de coisas terríveis – e temos que estar atentos a isso –precisamos continuar unidos. Logo nos veremos em meio à alegria coletiva.

11 horas atrás

MS – Piada trágica de final de sábado: CNA lamenta “brutal assassinato” de PM aposentado; Polícia Civil diz que fazendeiro agrediu indígena a coronhadas, provocando reações; e KA aproveita para culpar Funai e pedir imediata suspensão das demarcações

por racismoambiental
 

AE – Agência Estado

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nota de pesar pelo “brutal assassinato, com características de execução” do policial militar aposentado e pequeno produtor rural Arnaldo Alves Ferreira, de 68 anos, que teria sido atacado por indígenas em Douradina (MS). O fato ocorreu no início da noite de sexta-feira (12), no sítio que fica na divisa com a aldeia indígena.

[No entanto,] Informações da Polícia Civil da região dão conta de que houve confusão na propriedade e que o produtor teria agredido um indígena a coronhadas, o que levou os outros membros da tribo a revidar com golpes de flechas e facão. O ex-PM foi levado para um hospital em Dourados, mas morreu antes de receber socorro médico.

Em nota, a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (PST-TO), denuncia que a situação de conflito no campo é fomentada “pela atuação incompetente e desastrosa da Fundação Nacional do Índio (Funai)”. Ela argumenta que há tempos a CNA vem “alertando governo e sociedade sobre as consequências imprevisíveis deste cenário de absoluta insegurança jurídica, que tem vitimado brasileiros índios e não índios”. 

A CNA apelou ao governo federal que determine a imediata suspensão dos processos de demarcação de terras indígenas em andamento. “É prudente e necessário que os órgãos de governo aguardem a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre os embargos declaratórios propostos pela Procuradoria Geral da República, em relação às 19 condicionantes estabelecidas pelo tribunal para demarcação de terras indígenas, no julgamento do caso Raposa Serra do Sol”, diz a nota. A senadora diz na nota que aguarda “manifestação das instituições de direitos humanos, com a presteza que lhes é peculiar em casos de morte de índios ou de trabalhadores sem terra”.

11 horas atrás

Sakamoto: Depois de muito tempo, este blog desce do pedestal e responde a um leitor

por racismoambiental
 

Leonardo Sakamoto

Detesto fazer o que chamo de “metapost”, com um texto que se refere ao próprio blog. Mesmo para um cara arrogante e vaidoso, soa meio pedante, sabe? Contudo, quando isso pode ser usado para uma boa causa, acho que vale a pena chafurdar um pouco no quintal de casa.

A graça deste blog – se é que ele tem alguma – está em duas partes complementares. Primeiro, os posts em si, sejam eles análises, notícias ou reportagens. Considero esse lado so boring, darling – como diria o patético Gerald Thomas. E há outro, esse mais vivo, dinâmico e divertido, formado pelo debate a partir dos pontos levantados pelo post por leitores que se levam a sério demais e outros que sabem rir de si mesmos. Em outras palavras, os comentaristas são a alma deste blog.

Por isso, amo vocês (nhom…) Mas, infelizmente, não tenho como responder aos leitores. No que pese a fundamental ajuda do UOL com o sistema de aprovação dos comentários, crio essa criança sozinho. Então, a menos que o dia passe a ter 36 horas, não tem jeito mesmo. Desculpe.

Nos últimos tempos, é fato, tenho recebido cada vez mais comentários revoltados contra a minha pessoa por conta de textos que remaram contra o senso comum e bateram de frente em alguns preconceitos entronizados ou questionaram saídas fáceis e zonas de conforto. Por isso resolvi a analisar um deles, que chegou neste sábado (13) e portanto está fresquinho.

Dividi em partes:

“vc não tem vergonha de ser quem vc é? vc é um cancer”

Para ser honesto, tenho. Sou péssimo goleiro, canto mal para diabo, um chefe chato pacas, as plantas aqui em casa não duram nada e não consigo voltar ao meu peso de dez anos atrás – nem com reza brava. Sem contar que sou um saudoso torcedor do time da rua Turiassu. Particularmente, não gosto de paralelos com essa doença – não é legal brincar com isso. Mas se você quis dizer que vou lentamente crescendo e deixando raízes, agradeço o elogio. Contudo, se me permite, sugiro outra metáfora: Quero ser a mosca que pousou na sua sopa.

“Pessoas como vc deveriam ser vítimas do que vcs pregam. Muito cômodo falar suas baboseiras que o pessoal que tem preguiça de pensar concorda (quase sem opção).”

A-do-ra-ri-a ser vítima do que defendo! Imagine que bom seria viver em uma sociedade que garantisse a efetividade dos direitos humanos? Lembrando que isso inclui o direito de ir à igreja e professar uma fé envolvendo quaisquer deuses, de se organizar em um partido ou uma associação, de votar e ser votado, de não ser molestado por ter uma cor de pele ou orientação sexual diferentes, de poder ir livremente de casa para o trabalho sem o risco de ser abordado e preso sem justificativa, de ter igual direito, sendo homem ou mulher, de ter uma opinião diferente e não ser incomodado por isso (desde que essa opinião não machuque os demais), de ser dona do seu próprio corpo, de ter um emprego decente, de não ser torturado gratuitamente, de ter acesso a um julgamento justo e não ser condenado sumariamente, de ter garantida uma infância e uma juventude dignas, de não levar uma mão boba de um diretor de teatro sob a justificativa de que queria causar um desconforto na sociedade…

É fácil escrever o que o senso comum deglute com facilidade e que está guardado em nossos instintos mais animais. Difícil mesmo é redigir algo com a certeza absoluta de que apenas uma minoria vai ler o texto até o final, embutindo uma provocação que gere uma reflexão ao final. Em um assunto polêmico, boa parte das pessoas passa o olho de forma transversal, capta algumas palavras como “direitos humanos”/ “traficantes”/ “Estado” / “maioridade penal” / “aborto” / “evangélico” / “casamento gay” / “Palmeiras, oito vezes campeão brasileiro!” e sem nenhuma intenção de expor idéias ou debater, pinça um capítulo de sua Cartilha Pessoal de Asneiras e posta como comentário. É a vitória da limitada experiência individual sobre a necessidade coletiva, da emoção do momento sobre a racionalização necessária para que não nos devoremos a cada instante.

“Incentive a reflexão, se vc for homem.”

Essa eu juro que não entendi. Mulheres não refletem também?

“E pare de se esconder atrás desse “formador de opinião” tão fajuto quanto a nossa realidade. Se fosse jornalista, passaria informação. Não alienaria quem já é alienado por natureza. Pense na responsabilidade de passar informação para quase 50k pessoas.”

Acho que você não conhece muito bem o ofício do jornalista… O que é “passar informação”? O que é alienar?

Vamos lá: primeiro, não existe observador independente e imparcial. Você vai influenciar uma realidade e ser influenciado por ela. E vai tomar partido, consciente ou inconscientemente. Se for honesto, deixará isso claro ao leitor. Sei que há colegas de profissão que discordam, que dizem que é necessário buscar uma pretensa imparcialidade. É necessário ouvir todos os lados para entender o assunto, mas a sua tradução já sofrerá influência de quem você é e onde você está – socialmente, profissionalmente, politicamente, culturalmente. Zerar essa influência só seria possível se nos despíssemos de toda a humanidade. Há quem tente ferozmente e ache bonito.

Tomar partido se reflete na escolha da pauta que você vai fazer, sob a ótica de quem. Concordo com Robert Fisk, o lendário correspondente para o Oriente Médio do jornal inglês Independent, que diz que em situações de confronto, de limite, deve-se tomar opção pelos mais fracos. Ou, mais especificamente, dos empobrecidos e marginalizados, no que se refere à realidade política, econômica, social, cultural e ambiental. Tomar partido não significa distorcer os fatos, pelo contrário, é trazer o que historicamente é jogado para baixo do tapete, agindo conscientemente no sentido de contrabalançar, junto à opinião pública, o peso dos lados envolvidos na questão. Distorcer é má fé, preguiça ou incompetência – coisa que muito jornalista que se diz imparcial faz aos montes, aplaudido por quem manda. Aqui ou lá fora.

Tem muito jornalista à venda. Mas sabe o que assustam muitos leitores (principalmente os comentaristas de blog na internet)? É que existam aqueles que não estão. Neste mundo que cisma em ser pós-moderno é difícil explicar que ainda há alguns nortes que valem a pena ser seguidos. Não grandes discursos de Verdade, pois isso não existe (mais). Mas noções éticas básicas que, construídas e compartilhadas, melhoram a nossa existência. Como já disse aqui antes, para quem acredita que a vida não é um grande “cada um por si e Deus por todos”, isso é extremamente desesperador.

Enfim, meu bom rapaz, toda a informação é grávida. E informação, ela mesma, é canal de alienação, sim.

“Eu vou te infernizar. Será minha contribuição.”

Eu acho ótimo! Pegue uma senha e vá em frente. Eu acho o inferno um lugar mais interessante que o céu. É quentinho ;-)

13 horas atrás

Histórias que assustam a ONU: sistema prisional brasileiro

por racismoambiental
 

Daniele foi para a cadeia acusada de colocar cocaína na mamadeira da filha. Apanhou na prisão e perdeu parte da audição e da visão. Inocentada, tenta receber uma pensão do Estado

No Brasil, 40% da população carcerária é de presos provisórios, e relatório inédito das Nações Unidas alerta o País para o excesso de detenções ilegais. Muitos desses detentos, inocentes, ficam com sequelas irreversíveis

Nathalia Ziemkiewicz – ISTOÉ Independente

Em 2003, o ajudante de pedreiro Heberson Oliveira foi acusado de entrar na casa de vizinhos na periferia de Manaus, arrastar uma criança para o quintal e estuprá-la enquanto os pais dormiam. Heberson dizia que, na noite do crime, estava em outro bairro da cidade. Ninguém acreditou. A vítima, uma menina de 9 anos, se viu pressionada a reconhecê-lo como algoz e dar um desfecho ao escândalo. Embora a descrição do suspeito divergisse das características físicas de Heberson, ele foi para a cadeia. Lá aguardou julgamento por quase três anos jurando inocência. A mãe chegou a ser hospitalizada ao receber a notícia. “Com a vida que a gente levava, não podia garantir que ele nunca roubaria”, diz Socorro Lima. “Mas não seria capaz de uma coisa dessas.” Dona de casa e pensionista, ela pegou empréstimos para bancar advogados. Atrás das grades, o rapaz sem antecedentes criminais assistiu a rebe­liões, entrou em depressão, foi abusado sexualmente e contraiu o vírus HIV.

E nada de audiência ou sentença. Até que a defensora pública Ilmair Siqueira assumiu o caso: ela alertou o promotor de que não havia provas ou testemunhas para acusar seu cliente. O juiz pediu desculpas pela injustiça e concedeu a liberdade. Mas Heberson nunca mais seria um homem livre. Tentou um emprego numa loja de materiais de construção e foi vítima do preconceito entre os próprios colegas, que temiam até beber água da mesma torneira. Sete anos após sua absolvição, o rapaz permanece desempregado. Hoje, perambula pelas ruas catando latinhas e consumindo pedras de oxi. “Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, diz Heberson aos 32 anos, explicando por que não toma o coquetel contra a Aids. “Todos os dias tento esquecer o que vivi”, diz ele, vítima de um sistema judiciário que também está doente e, segundo as Nações Unidas, desperta graves preocupações.

No final de março, peritos do Conselho de Direitos Humanos da ONU visitaram penitenciárias de cinco capitais brasileiras. O País chama a atenção pelo acelerado crescimento de sua população carcerária, que alcançou a quarta posição no ranking mundial. Há 550 mil detentos no Brasil, número cinco vezes maior que em 1990. O grupo investigou detenções arbitrárias – ilegais ou desnecessárias. No documento preliminar entregue às autoridades, os peritos destacaram o uso excessivo de privação de liberdade e a falta de assistência jurídica gratuita. Ao contrário do que se preconiza mundo afora, a regra tem sido punir antes para averiguar depois. Cerca de 40% do total são presos provisórios, que ainda não receberam sentença.

Heberson foi preso por engano, acusado de violentar uma criança. Passou dois anos detido e contraiu HIV na cadeia. Hoje, desempregado e viciado em drogas, só conta com o apoio da mãe

A prisão temporária não poderia ultrapassar 120 dias, prazo máximo para que o processo seja julgado. Mas a morosidade da Justiça é o grande entrave. O acusado de um furto, por exemplo, leva em média seis meses para ser ouvido pela primeira vez por um juiz. Nesse período, ele convive com assassinos e traficantes em ambientes degradantes. “É uma tortura institucionalizada: falta água para banho e descarga, acesso a medicamentos e itens de higiene, os presos fazem rodízio porque nem no chão há espaço para dormir”, afirma Bruno Shimizu, defensor público do Estado de São Paulo. Não à toa, a taxa de reincidência gira em torno de 80%. “Depois da barbárie na cadeia, o preso sai e desconta sua raiva na sociedade”, diz Marcos Fuchs, diretor da ONG Conectas. Apesar das taxas recordes de aprisionamento, os indicadores de criminalidade crescem. Entre 1990 e 2010, houve um aumento de 63% nos homicídios, segundo o Ministério da Saúde.

Nos delitos menores, a legislação recomenda medidas alternativas como o monitoramento eletrônico, prisão domiciliar, prestação de serviços à comunidade, etc. Elas desafogariam um sistema com déficit de 240 mil vagas. Os visitantes da ONU também perceberam que o princípio de proporcionalidade muitas vezes é ignorado. Em outras palavras, o ladrão de uma caixa de leite não pode ter sua liberdade condicionada a uma fiança de três salários mínimos. Ou continuará preso, sem condições de pagá-la. Além disso, não há defensores públicos para a demanda. Os Estados de Santa Catarina e Paraná, por exemplo, não têm nenhum. Há cidades com um defensor para 800 casos, o que torna impossível uma boa defesa. “Em um país onde a maioria dos presos é pobre, é extremamente preocupante que não haja assistência jurídica suficiente disponível para aqueles que precisam”, disse o perito Roberto Garretón. Procurado, o Ministério da Justiça não quis se pronunciar sobre o documento da ONU, que será apresentado oficialmente com recomendações ao governo brasileiro em 2014.

As vítimas dos erros da Justiça fazem fila por indenizações. Quem vence a disputa contra o Estado ainda corre o risco de morrer sem o dinheiro, na longa fila de pagamentos da dívida pública. Desde 2008, Daniele de Toledo Prado tenta receber uma pensão de três salários mínimos. Ela ficou 37 dias presa, acusada de matar a filha colocando cocaína na mamadeira. Daniele foi agredida por 12 colegas de cela que a reconheceram em uma reportagem na tevê. Entre murros e chutes, sob os gritos de “monstro”, ela desmaiou e só recebeu atendimento no dia seguinte. Perdeu visão e audição do lado direito. Aos 28 anos, Daniele conta que não consegue emprego por causa das defi­ciências, fruto do episódio.

O pó branco era, na verdade, remédio para controlar as crises convulsivas do bebê. Hoje ela está desempregada e vive com o filho de 10 anos na casa de parentes. “Para me prender sem provas foi rápido. Agora enfrento a lentidão para receber algo que sequer vai reparar a minha dor”, diz. Ao contrário dela, Heberson não pediu indenização porque perdeu a esperança na Justiça. Preso ao passado, ele acredita que tudo “foi uma provação de Deus” para testar sua fé. Deitado nas calçadas de Manaus, ele teme que as memórias o enlouqueçam de fato. “Toda vez que me tratam feito bicho, penso que não sabem o que já passei…”.

14 horas atrás

BA – Estudante de jornalismo da Universidade Federal da Bahia é encontrado morto no Largo do Campo Grande

por racismoambiental
 

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Itamar Ferreira Souza tinha 27 anos. Itamar Ferreira Souza estudava na Universidade Federal da Bahia e ia se formar em Jornalismo no final deste ano. Itamar Ferreira Souza acabara de voltar de uma viagem de intercâmbio aos Estados Unidos. Itamar Ferreira de Souza ligou para a família, por volta das 22 horas, e disse que ia sair com amigos para beber. Itamar Ferreira Souza foi assassinado esta madrugada. O corpo de Itamar Ferreira Souza foi encontrado na manhã de hoje, sábado, 13, na fonte do Largo do Campo Grande, em Salvador.

Por que esta notícia está aqui e por que está sendo dada desta forma? Porque essas informações foram tiradas aos pedaços da internet. A informação de que ele era estudante da UFBA, por exemplo, apareceu primeiro quando fui salvar esta foto; era como ele estava nela identificado, sem nome. O título da matéria falava dele de forma bem diferente, e a UFBA sequer aparecia em qualquer lugar do texto. Em menor ou maior grau, esse quase menino de rosto lindo foi tratado a partir de uma só particularidade. Uma particularidade alimentada pela homofobia.

A família de Itamar Ferreira de Souza merece respeito. E merece poder lembrá-lo por tudo o que ele foi, fez e conquistou antes de ser barbaramente assassinado, e não por um sensacionalismo canalha, determinado pelo preconceito, pela ignorância, pela incapacidade de lidar com “o outro”. Itamar Ferreira de Souza queria ser jornalista. Na maioria dos casos, o jornalismo não soube respeitá-lo. E a forma como alguns pseudo jornalistas o trataram talvez tenha sido tão brutal quanto a violência de seu assassino.

15 horas atrás

Com suas identidades protegidas, trabalhadores denunciam irregularidades da CCBM, antes de deixarem o canteiro de obras rumo ao MPF em Belém

por racismoambiental
 

Compartilhado por Sabrina, com o seguinte comentário: “Senhores, bem-vindos ao Desenvolvimento. Este vídeo mostra relatos sobre a série de violências praticadas pelo Consórcio Construtor de Belo Monte e pelas polícias contra os trabalhadores nos canteiros de obra. Os operários denunciam os baixos salários, os desvios de função, a repressão sofrida por parte da empresa, da ROTAM e da Força Nacional, e a falta de apoio do seu sindicato. Além da coerção sofrida diariamente, os trabalhadores apontam as condições sub-humanas a que estão submetidos e a negação de assistência por parte da empresa em casos de doença. A empresa busca garantir a todo custo dar continuidade às obras e para isso utiliza todo o aparelho de repressão do Estado, deflagrando uma situação de completa ditadura que impede as pessoas de exercerem seus direitos trabalhistas e penaliza com demissão e violência qualquer iniciativa de mobilização. E esta é apenas mais uma das inúmeras violências praticadas diariamente na maior obra de infraestrutura em andamento no Brasil”.

E nós ecoamos aqui a pergunta emocionada de um dos operários, quase no final: “onde está Antônio Lisboa Filho, vulgo Belém, pai de família, desaparecido às 5 horas da manhã do dia 10 de março”?

17 horas atrás

NEPPI viabiliza distribuição de Antologia Guarani nas escolas guarani

por racismoambiental
 

Por Camila Emboav, em NEPPI

O livro Ñande Ypykuera Ñe’engue, que significa “o que os nossos antepassados nos contaram” na língua Guarani, será distribuído nas escolas das aldeias Kaiowá e Guarani de Mato Grosso do Sul e Paraguai. Ñande Ypykuera Ñe’engue foi produzido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas da Universidade Católica Dom Bosco (NEPPI/UCDB) com financiamento da DKA Áustria. A obra é uma Antologia Guarani organizada pela pesquisadora austríaca Friedl Grunberg. A impressão para distribuição nas aldeias foi viabilizada pelo Ministério da Educação (MEC) através do edital da Comissão Nacional de Apoio à Produção de Material Didático Indígena (Capema).

O objetivo do livro é divulgar a literatura guarani, que existe desde o século 17. Segundo a pesquisador “especialmente no último século houve publicações científicas ou documentos de antropólogos, mesmo não publicados, que não estão à disposição dos próprios Guarani. Já que apresentam um altíssimo grau de alfabetização em guarani e em português, lhes falta material para leitura”.

A publicação busca ser um primeiro passo, tanto para preencher esta lacuna de material, como para animar uma afirmação potente da cultura guarani, de seus protagonistas e de sua maneira de ser. “Espera-se que no futuro próximo haverá mais publicações dos próprios Guarani, talvez alguns textos também traduzidos para o português”, afirma a organizadora. Para ler o livro, clique no título LivroGuarani_final_CORR.pdf.

17 horas atrás

Dona Ivone Lara: 92 anos de vida, música e alegria!

por racismoambiental
 



Música: sugestão de Vanessa Rodrigues.

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