A hora da verdade: terça, 16, às 18:30, Joaquim Barbosa receberá no STF 18 senadores ruralistas para discutir, em síntese, a AGU 303

por racismoambiental
 

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

A fonte é o MidiamaxNews, jornal eletrônico de Mato Grosso do Sul. Essa informação é fundamental para entendermos a partir de qual mirante a notícia é olhada, escrita e postada. E o que ela nos diz é que esta tarde o Presidente do STF, Joaquim Barbosa, marcou um encontro muito especial para o início da noite de terça-feira, dia 16 de abril.

Com quem? Nada menos de 18 senadores ruralistas, de  Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O lobby do agronegócio e o pesadelo dos povos indígenas. Qual o tema? “Os embargos declaratórios que suspenderam o acordão publicado em 2010 depois da criação da Reserva Raposa Serra do Sol”. Traduzindo para português claro: a vergonhosa AGU 303.

Os ruralistas afirmam que o “resultado da reunião será histórico” e que vão encontrar “a luz no final do túnel”! Para o Ministro Joaquim Barbosa, será a hora da verdade! De sua atitude perante o lobby estarão dependendo, sem nenhum exagero, a maioria absoluta dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais do Brasil.

Quanto a nós, sociedade civil, movimentos sociais, entidades de apoio e povos tradicionais que apostamos na dignidade de Joaquim Barbosa, só nos resta torcer. E ver como o Presidente do Supremo se sai…

Abaixo, a notícia publicada no Midiamax:

“O Senador Ruben Figueiró recebeu na tarde desta sexta-feira (12/04) a confirmação de que o Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, atenderá em seu gabinete, às 18 horas e 30 min, um grupo de senadores para discutir a questão dos embargos declaratórios que suspenderam o acordão publicado em 2010 depois da criação da Reserva Raposa Serra do Sol, no estado de Roraima.

Essa decisão será fundamental, pois será a partir dela que se poderá nortear a resolução dos conflitos em torno das demarcações das terras indígenas em todo o País.

Participarão do encontro com o presidente do STF 18 senadores, representando as bancadas de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O senador Ruben Figueiró afirmou que o resultado dessa reunião será histórico, visto que será um passo importante para a resolução de conflitos que vem atravessando décadas sem perspectiva de solução. “Estou otimista, poderemos encontrar finalmente a luz no fim do túnel”, disse ele”.

2 horas atrás

Apoio aos indígenas de Guaíra e Terra Roxa – PR

por racismoambiental
 

A Associação dos Geógrafos Brasileiros, Seção Local de Marechal Cândido Rondon, PR, publicou um manifesto de apoio aos indígenas de Guaíra e Terra Roxa, no Paraná. Eis o manifesto

IHU On-Line – A Associação dos Geógrafos Brasileiros, Seção Local de Marechal Cândido Rondon, vêm se manifestar em relação à luta dos indígenas nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, no Estado do Paraná. Em visita realizada por uma comissão da AGB – Seção de M.C. Rondon, no dia 15 de março de 2013, foi verificada uma situação que demanda de medidas urgentes para a solução das dificuldades enfrentadas pelas 140 famílias indígenas da etnia Avá-Guaranique estão organizadas em 13 ocupações de áreas urbanas e rurais nos referidos municípios.

As famílias indígenas não têm a garantia de condições e direitos básicos mínimos como acesso à água potável, energia elétrica, escola, saúde etc. Existem situações, como no caso de duas ocupações urbanas em Guaíra, que as famílias se encontram em situação extremamente insalubres, pois estão instaladas próximas ao “lixão” e aterro sanitário. Em outras situações, escolas das comunidades são mantidas pelos próprios indígenas, pois o poder público estadual, principalmente, não aprova a instalação de “escola itinerante” para os indígenas porque considera que suas ações e ocupações são ilegais.

Embora estivessem presentes na região desde passado distante (os vários sítios arqueológicos são cabal evidência da sua presença na região), os indígenas são acusados pelos setores dominantes locais de serem paraguaios que estão invadindo terras no Brasil. Na realidade, estes indígenas foram expulsos de seu território no Paraná a partir da década de 1950 com a Frente de Expansão e muitos migraram para outras regiões, sobretudo para o Estado de Mato Grosso do Sul. Em vista da expansão do agronegócio, sobretudo de cana-de-açúcar, e a bárbara violência cometida contra os indígenas naquele Estado, muitos indígenas estão retornando para seu antigo território nos municípios de Guaíra e Terra Roxa. Portanto, o retorno dos indígenas é motivado pelo contexto de expansão do agronegócio e a violência nele implícita, bem como pela retomada das suas raízes territoriais e culturais, enfim retomada de sua organização social, política, econômica, etc.

Para garantir sua sobrevivência, além de medidas assistenciais, como o Programa Bolsa Família, por exemplo, as comunidades se organizam para produção de subsistência nas áreas ocupadas. Muitos indígenas também buscam trabalho na construção civil, propriedades agrícolas, frigoríficos, colheita de maçã em Santa Catarina, dentre outras. Mas, para dificultar a luta e ocupações, recentemente, empresários e alguns proprietários rurais mobilizam-se na região para a não contratação da mão-de-obra indígena.

Acrescenta-se que os indígenas são vítimas de um bárbaro e sórdido preconceito das elites locais e regionais que se reproduz em meio à população, sobretudo a partir de notícias veiculadas na imprensa. Aliás, geralmente os indígenas são apresentados como invasores de propriedades “produtivas” que visam tomar 100 mil hectares de “legítimos proprietários” e por isso ameaçam o desenvolvimento e o bem estar da sociedade local e regional. Também os segmentos que apoiam as lutas indígenas, inclusive a Funai local, são vistos pelos ruralistas locais organizados nos Sindicatos Rurais Patronais como inimigos do progresso e do desenvolvimento da região.

Mas, ao contrário do que é divulgado, os indígenas não estão reivindicando a demarcação de 100 mil hectares de terra na região Oeste do Paraná. Sua luta é pela demarcação de terras que sejam o suficiente para a garantia de sua existência e reprodução da cultura, modo de vida, tradições, religião, costumes, enfim, do seu território.

A demarcação de terra e o atendimento da reivindicação dos indígenas trará um conjunto de benefícios ambientais à região, pois sua relação como à natureza é harmônica, enquanto a agricultura convencional de negócio (agronegócio), que caracteriza o Oeste do Paraná é altamente dependente do uso de agrotóxicos e venenos nas lavouras, que contamina a água e o solo e destrói a vegetação, fauna, rios, etc. A demarcação dessa área de terras para os indígenas será oportunidade impar para a formação de um território livre de agrotóxico e venenos diversos. Assim, toda a sociedade, e não somente os indígenas, será beneficiada com essa demarcação.

Neste sentido, Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Local de Marechal Cândido Rondon, manifesta seu apoio à luta dos indígenas considerando legítimas suas reivindicações e convida a sociedade civil e entidades organizadas (associações, sindicatos, movimentos sociais, etc.) a se somar favoravelmente a essa luta. Também se manifesta repudiando veemente ao preconceito e agressividade de setores da sociedade local e regional, como alguns meios de comunicação, segmentos políticos, lideranças ruralistas e empresariais organizadas em entidades diversas, que atuam de variadas formas para deslegitimar a luta dos indígenas pelo direito ao seu território.

Marechal Cândido Rondon, 20 de março de 2013.

Entidades que assinam e apoiam o Manifesto:

  • Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Local de Marechal Cândido Rondon/PR
  • Associação dos Estudantes de São Pedro do Iguaçu – AESPI
  • Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Local de Curitiba
  • Associação dos Portadores de Lesões Por Esforços Repetitivos – AP-LER
  • Associação Regional em Defesa da Ecocidadania e da Cidade Sustentável – ARDECS
  • Centro Acadêmico de História UNIOESTE M. C. Rondon “Zumbi dos Palmares” – Gestão: “Quem vem com tudo não cansa”.
  • Centro Acadêmico de Geografia UNIOESTE M. C. Rondon “CAGeo Chico Mendes”
  • Centro de Direitos Humanos – CDH – Foz do Iguaçu
  • Coletivo de Estudos sobre Conflitos pelo Território e pela Terra – ENCONTTRA – UFPR
  • Laboratório de Geografia das Lutas no Campo e na Cidade – GEOLUTAS – UNIOESTE
  • Laboratório de Pesquisa Trabalho e Movimentos Sociais – LTMS – UNIOESTE
  • Partido Socialismo e Liberdade – Cascavel
  • Partido Socialismo e Liberdade – São Pedro do Iguaçu
  • Partido Socialismo e Liberdade – Toledo
  • Sindicato Docente da UNIOESTE – ADUNIOESTE/Seção Sindical do ANDES-SN
3 horas atrás

A Amazônia resiste, por Egon Heck

por racismoambiental
 

CIMI – Triste e infeliz a pátria que não sabe acolher seus filhos, acariciar sua rica natureza e biodiversidade, se deleitar em suas águas abundantes, ainda limpas em grade parte, conviver harmonicamente com os animais, se deliciar com suas frutas saborosas, com seu ar puro.

A Amazônia dos amazônidas continua seriamente ameaçada, violentamente agredida, absurdamente negada aos seus povos. A lógica da motosserra, das grandes madeireiras internacionais, das companhias mineradoras, das mega-hidrelétricas, que destoem e avançam sem dó nem piedade. A civilização do boi e da soja se alastra como ervas daninhas, tombando florestas, devorando corações e mentes. A mentira do progresso impera e ilude.

Comitê da Verdade e resistência do Amazonas

Fiquei muito feliz ao voltar a Manaus e Presidente Figueiredo e sentir o enfrentamento com os grandes interesses saqueadores das riquezas da região, na “articulação de convivência com a Amazônia”, na Coordenação dos Povos Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB, no Comitê da Verdade do Amazonas.

Abril Indígena, tempo de fazer avançar a luta pelos direitos dos povos primeiros dessa bela terra, das populações tradicionais, e de todos os aliados dos ricos sistemas de vida da Amazônia, ainda na paixão, mas de pé e resistente.

Waimiri Atroari – da heróica resistência à “prisão de ouro”

Uma das situações emblemáticas de violência e genocídio é sem dúvida a dos Kiña, Waimiri Atroari. Por esta razão, o massacre de mais de dois mil indígenas deste povo foi o primeiro documento densamente documentado, entregue à Comissão Nacional da Verdade. Isso já em outubro do ano passado, pelo Comitê Estadual. Infelizmente ainda não tiveram nenhuma resposta sobre os encaminhamentos e providências, especialmente no que diz respeito ao contato com os Waimiri Atroari, para que eles possam, com sua memória de luta e resistência, dar mais densidade e consistência comprovada do massacre que sofreram por ocasião da construção da BR-174, Manaus/Caracaraí/Boa Vista, de 1967 a 1977.

Já esgotados os prazos prometidos à coordenação da Comissão Nacional da Verdade, pelo indigenista da Eletrobrás e coordenador do Programa Waimiri-Atroari, o grupo entendeu que é o momento de cobrar respostas efetivas, particularmente com relação à visita à terra indígena e um efetivo diálogo com posicionamentos incisivos a favor dos direitos deste povo, particularmente com relação à liberdade de participação do movimento indígena e aliados, conforme defende Egydio Schwade. Manoel Moura, índio Tukano, classificou a situação da política indigenista empresarial com relação a esse povo de “prisão de ouro”.

Também foram tomados alguns encaminhamentos com relação ao debate sobre a questão dos militares na Amazônia e a política indigenista dos governos militares. Esses temas que tem sido uma espécie de tabu, precisam ser aprofundados para que não se repitam determinadas violências, autoritarismo e prepotência com relação aos povos e populações tradicionais da região. O Comitê Estadual da Verdade está sendo um importante instrumental neste sentido.

3 horas atrás

Abril Indígena fortalece a resistência à retirada de direitos históricos

por racismoambiental
 

CIMI

Brasília, 12 de abril – Com o objetivo de fortalecer a mobilização nacional em defesa dos territórios e direitos indígenas, mais de 600 representantes de vários povos indígenas de todas as regiões do Brasil participarão do Abril Indígena, que acontecerá entre os dias 15 e 19 deste mês, em Brasília. Este é um dos mais importantes eventos anuais dos movimentos indígenas e neste ano tem como um de seus principais propósitos explicitar para toda a sociedade brasileira que direitos indígenas fundamentais e historicamente conquistados estão sob grave ameaça, devido a várias proposições legislativas que tramitam atualmente no Congresso Nacional e propostas do poder Executivo.

A criação da Comissão Especial sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/00, de 2000, publicada nesta quinta-feira, 11, na Câmara dos Deputados, é certamente um dos mais evidentes exemplos dessas propostas de retrocesso às garantias e direitos constitucionais indígenas. Esta PEC inclui dentre as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, a titulação de terras quilombolas, a criação de unidades de conservação ambiental e a ratificação das demarcações de terras indígenas já homologadas.

“No nosso entendimento, uma potencial aprovação desta PEC significaria, em última instância, a inviabilização absoluta de toda e qualquer nova demarcação de Terra Indígena no Brasil. Além disso, ela possibilita a revisão de demarcações já finalizadas, o que é altamente perigoso para os povos indígenas, já que a terra é a garantia de vida para eles”, afirma Cleber Buzatto, Secretário Executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), uma das organizações que apóia o Abril Indígena.

Além das ameaças de retrocesso em relação às demarcações de terras indígenas, outras proposições que prejudicam os povos indígenas são: o Projeto de Lei (PL) 1610/96, que aprova a exploração de recursos minerais em terras indígenas sem respeitar os direitos constitucionais e desconsidera as propostas históricas do movimento indígena; e a PEC 237/13, que permite a posse de terras indígenas por produtores rurais. Já em relação às propostas do Poder Executivo, a publicação no último mês de março do Decreto 7.957/13, que criou o Gabinete Permanente de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente, também foi considerada uma afronta aos direitos e autonomia dos povos indígenas.

Na prática, este decreto significa a criação de um instrumento estatal para a repressão militarizada de toda e qualquer ação de comunidades tradicionais e povos indígenas que se posicionem contra empreendimentos que impactem seus territórios. Outros exemplos dessas propostas são: a Portaria Interministerial 419/11, que pretende agilizar os licenciamentos ambientais de empreendimentos de infra estrutura que atingem terras indígenas; e a Portaria 303/12, que estende as condicionantes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do caso Raposa Serra do Sol (Petição 3388) a todas as terras indígenas do país.

A conjuntura, desse modo, apresenta desafios de mobilização fundamentais para o enfrentamento ao retrocesso. Buzatto esclarece que “a expectativa é que a realização do Abril Indígena possa sensibilizar os congressistas a reverem este ato de criação da Comissão Especial e que a tramitação desta PEC não tenha prosseguimento”.

Ao impor um modelo de “desenvolvimento” baseado na produção, extração e exportação de commodities agrícolas e minerais e na implementação, a qualquer custo, de mega projetos de infraestrutura para viabilizar este modelo, o governo federal evidencia a opção de atender os interesses privados de uma minoria latifundiária e corporativa, historicamente privilegiada no Brasil, em vez do bem estar da maioria da população e dos povos que têm os seus modos de vida mais vinculados à natureza.

A programação do Abril Indígena prevê também que os participantes deste encontro (lideranças, caciques, guerreiros, integrantes das comunidades e professores e professoras dos diversos povos indígenas presentes) façam uma ampla análise de conjuntura, realizem encontros com lideranças de partidos, de bancadas e de Comissões da Câmara e do Senado, além de uma audiência pública no Ministério Público Federal sobre a demarcação de Terras Indígenas.

SERVIÇO:

O quê: Abril Indígena

Quando: 15 a 19 de abril

Onde: Centro de Formação Vicente Cañas e Esplanada dos Ministérios

3 horas atrás

Política: Indígenas da Amazônia sob a ameaça do genocídio

por racismoambiental
 

Jornalista Elaíze Farias (de pé) disse existirem mais de 600 pedidos para pesquisa minerária nas terras dos ianomamis (Fotos: Euzivaldo Queiroz )

Militarização da questão indígena e possível liberação das terras indígenas à exploração mineral são debatidas na Ufam

Marina Lima – Acritica

O projeto de lei federal nº1610/96, batizado de “PL da Mineração”, foi classificado, nesta quarta-feira (10), como ameaça real aos povos indígenas da Amazônia e “a mais nova versão do genocídio indígena” caso seja aprovado pelo Congresso Nacional. A advertência é de um grupo que reúne indigenistas, cientistas sociais e jornalistas participantes da mesa redonda “O golpe de 65 e as ações dos militares na Amazônia”, realizado no auditório rio Solimões, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL),da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), como atividade do Comitê do Direito à Verdade e à Memória no Amazonas, em parceria com o Departamento de História da Ufam.

O “PL da Mineração” tramita em Brasília desde 1996. Atualmente, aguarda parecer da comissão especial da Câmara dos Deputados. Se for aprovado, vai permitir que empresas explorem recursos minerais em terras indígenas hoje protegidas. Mapeamentos nessas áreas realizados desde os anos de 1970 revelam que nela estão concentradas as maiores reservas de minérios.

Segundo a jornalista Elaíze Farias, apenas nas terras dos ianomâmis, existem aproximadamente 650 pedidos para estudos minerários feitos por empresas do setor. “Eu fiz um levantamento para uma reportagem (publicada no jornal A CRÍTICA), o qual indica que aproximadamente 80% das terras ianomâmi são foco de pesquisas para exploração de minérios. Parece até que isso tudo é um exagero, mas não é. Essa é uma situação crítica que os povos indígenas estão passando. (…). Essas pesquisas fazem parte de um novo projeto desenvolvimentista da região na América Latina”, disse Farias.

O coordenador do Comitê estadual do Direito à Verdade e à Memória, o indigenista Egydio Schwade, o assessor da Comissão Nacional da Verdade e consultor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Egon Heck, o professor de História da Ufam, ex-vereador Aloysio Nogueira e o diretor do ICHL, o professor de Filosofia Nelson Noronha, representando a reitoria da universidade, também participaram das exposições.

O professor de História, Aloysio Nogueira, disse que alguns dos sobreviventes de 1964 no Amazonas convivem com o medo de falar e que o desafio é convencê-los a falar porque os registros desse período são os da oralidade.

3 horas atrás

Mapa Mundi da União Gay

por racismoambiental
 

iG São Paulo , Redação

O Uruguai passou a integrar nesta quarta-feira (10) o grupo de países em que os homossexuais têm os mesmos direitos que os heterossexuais na hora de casar. O país sul-americano é o 13º a aprovar o casamento igualitário nacionalmente . Na América Latina, só a Argentina também garante essa igualdade para toda a população.

Além dos nossos vizinhos Uruguai e Argentina, as nações África do Sul, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Groenlândia, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal e Suécia também têm casamento igualitário para todo o país. Em países como Estados Unidos, México e o próprio Brasil, a união legal entre pessoas do mesmo sexo só é permitida em alguns estados, sem uma lei federal que regulamente o casamento igualitário.

Aliás, olhando um mapa mundi que divide os países de acordo com a situação da lei federal que regula o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, é possível ver dois lados opostos da mesma questão. Num extremo estão os países onde os gays podem se casar à vontade, com os mesmos direitos garantidos aos casais heterossexuais – inclusive, em alguns casos, a adoção de crianças. No outro, estão as nações (elas são sete atualmente) onde homossexualidade é crime punível com a pena de morte.

Nos últimos anos, a regulamentação do casamento civil entre pessoas de mesmo sexo avançou bastante, apesar da forte oposição dos grupos conservadores ao redor do mundo. Desde 2001, quando a Holanda foi a pioneira em garantir esse direito aos gays, outros países como Canadá e Portugal regulamentaram a união homossexual.

Situação no Brasil

No Congresso Nacional, há uma proposta de emenda constitucional para alterar o art. 226 da Constituição Federal, que regulamenta o casamento civil. De autoria do deputado Jean Willis (PSOL-RJ), O projeto ainda se encontra na fase de recolhimento de assinaturas. A emenda quer fazer valer para os gays os mesmos direitos que a Constituição garante aos héteros.

Mesmo sem lei federal permitindo o casamento igualitário em todo país, o estados de Alagoas, Bahia, Brasília, Ceará, Distrito Federal, Espirito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, São Paulo e Sergipe já fazem casamentos gays em seus cartórios.

Conquistas parciais

A situação brasileira, com alguns lugares aceitando o casamento gay e outros não, se repete em outros países. No México, por exemplo, este tipo de união só é reconhecido oficialmente na capital, Cidade do México. Nos estados americanos de Massachusetts, Connecticut, Iowa, Maryland, Vermont, Washington e Nova York também dá para casar legalmente com um parceiro do mesmo sexo.

Mas alguns países devem garantir em breve esse direito para todos os seus estados.  França, Reino Unido e Colômbia têm grandes chances de seus governantes aprovarem o casamento civil igualitário ainda em 2013.

Pena de morte

Apesar dos avanços, muitos países ainda vivem na pré-história dos direitos gays. Na África e Ásia, mais de uma dezena de nações têm leis que proíbem as relações entre pessoas do mesmo sexo. A situação é extrema nos Emirados Árabes, no Sudão, na Nigéria, na Mauritânia, na Arábia Saudita, no Iêmen e no Irã. Nesses lugares, a relações homossexuais não são só proibidas por lei como podem levar à pena de morte.

Neste infográfico especial do iGay , você pode ver em que situação as relações homossexuais se encontram em cada país do globo. É só passar o cursor do mouse em cada um deles. Outra opção é clicar na parte de baixo do infográfico, e aparecerão no mapa em que situação os países se encontram.

Compartilhada por Andreia Fernandes.

4 horas atrás

Organizaciones indígenas de América Latina y el Caribe se reúnen con miras a Cumbre Mundial

por racismoambiental
 

Servindi – Desde el jueves la ciudad de Iximulew, en Guatemala, se ha convertido en la sede de la Reunión Preparatoria de América Latina y el Caribe para la Cumbre Mundial de los Pueblos Indígenas que se celebrará en setiembre de 2014.

Hasta esta parte del continente han llegado representantes de organizaciones como la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA) y la Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas (CAOI).

A los que también se suman la Red de Mujeres Indígenas sobre Biodiversidad de América Latina y el Caribe (RMIB-LAC), el Enlace Continental de Mujeres Indígenas región Sudamérica (ECMIA), el Consejo Indígena Mesoamericano (CIMA) y el Consejo Indígena de Centroamérica (CICA).

La reunión servirá para poner en discusión los temas que se tratarán en la Conferencia Mundial del 2014, así como el desarrollo de un plan estratégico y la formulación de posiciones comunes sobre la aplicación de la Declaración de la ONU sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.

Otros temas que se tratarán serán la percepción y conceptualización de los pueblos en relación a tierras y territorios indígenas y el contenido de la agenda de lo que se realizará luego del 2015 en el marco de los Objetivos de Desarrollo del Milenio.

En palabras de los asistentes el encuentro que culmina el sábado 13 de abril servirá para unificar las luchas que día a día realizan desde los diferentes espacios y niveles en defensa de sus derechos al reconocimiento y control de sus territorios, tierras y recursos; y sobre todo al ejercicio de su derecho a la libre determinación.

Cumbre Mundial

Como se sabe la Asamblea General de la ONU decidió, en su resolución A/RES/65/198 del 21 de diciembre de 2010, organizar una reunión plenaria de alto nivel de la Asamblea General en el 2014, que recibió el nombre de Conferencia Mundial de los Pueblos Indígenas.

El objetivo principal: intercambiar puntos de vista y las mejores prácticas sobre la realización de los derechos de los pueblos indígenas, incluido el cumplimiento de los objetivos de la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos del los Pueblos Indígenas.

A la fecha se han realizado foros regionales en el Ártico, Asia y África, donde se ha analizado y discutido los temas, propuestas y las recomendaciones que se presentarán en las reuniones preparatorias y en la misma Conferencia Mundial en 2014.

4 horas atrás

Argentina: Organizaciones indígenas en contra de reforma que afectaría propiedad de comunidades

por racismoambiental
 

Servindi – Organizaciones indígenas de todo el país reafirmaron ayer su rechazo al proyecto de ley de reforma del Código Civil y Comercial que afectará la propiedad de las comunidades y que pasa por alto el derecho de los pueblos a ser consultados.

La polémica iniciativa es cuestionada también por contradecir lo establecido en la Constitución Nacional, específicamente en el artículo 75 inciso 17 que reconoce la posesión y propiedad comunitarias de las tierras que tradicionalmente ocupan.

Las organizaciones indígenas dejaron sentada su posición hoy en una conferencia de prensa en Buenos Aires donde advirtieron que la reforma servirá para que se incrementen los desalojos, la criminalización de la protesta y la violencia en sus territorios.

Entre las organizaciones que convocaron la conferencia de prensa se contaron el Consejo Plurinacional Indígena, el Consejo Nacional de la Mujer Indígena (CONAMI) y la Comisión de Juristas Indígenas de la República Argentina (CJIRA).

Las organizaciones piden se suprima lo relacionado a la Propiedad Comunitaria Indígena y que se avance hacia una Ley Especial.

Resaltaron además que la reforma va en contra de acuerdos internacionales suscritos por la Argentina como el Convenio sobre Pueblos Indígenas npum. 169 de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) y la Declaración de las Naciones Unidas sobre los derechos de Pueblos Indígenas.

Tales instrumentos establecen el legítimo derecho de los pueblos indígenas a ser consultados sobre las medidas tanto legislativas como administrativas que pueden afectar sus intereses.

Ellos temen ahora que la Comisión Bicameral, a cargo de su redacción, haya anunciado que retomará su intención de lograr su aprobación en el Congreso durante el presente mes o a principios de mayo.

Otras organizaciones que formaron parte del pronunciamiento fueron la Coordinadora Kolla Qollamarka, de Salta: la Autoridad del pueblo Qom, de Formosa; la Autoridad del Consejo del Pueblo Mbya, de Misiones y la Coordinadora del Parlamento Mapuche, de Río Negro.

También la Confederación Mapuche de Neuquén, la Autoridad Política y Filosófica del Pueblo Warpe, de San Juan y la Mesa de Organizaciones y Comunidades Indígenas de la Capital y Provincia de Buenos Aires.

4 horas atrás

“Kaiowá: um povo que caminha” foi lançado hoje no Acre, com 35 mil exemplares. Mas pode ser baixado aqui

por racismoambiental
 

O COMIN (Conselho de Missão entre os Índios) lançou hoje, com tiragem de 35 mil exemplares, um livro sobre os Kaiowá, a quem foi dedicado o Abril Indígena do Acre. Organizado por Cledes Markus e dividido em duas parte – uma para adultos e outra para crianças e estudantes -, a obra também pode ser baixada clicando no seu título:  ”KAIOWÁ: Um povo que caminha“.

4 horas atrás

Os pingos nos iis: Eco-nomia

por racismoambiental
 

As palavras são ferramentas de primeira importância na construção do mundo no qual vivemos. Convém então pôr os pingos nos iis e usar adequadamente essas ferramentas

Stéphan Munduruku Kaiowá

A etimologia do termo “economia” é clara: do grego oikos, a casa, e nomos, administração, ou seja, a administração da casa. A administração é a gestão que defende os interesses do objeto administrado. A economia é então a gestão da casa defendendo seus interesses. Em outras palavras mais triviais, o processo que faz com que a casa funcione.

Mas, e a casa? A casa é o lugar no qual moramos, e por extensão, o lugar no qual vivemos. O sentido associado de “lar” indica não só a comunidade como também o lugar que nos permite preparar nossos alimentos (lareira), que nos sustenta, que nos faz viver.

Este sentido da casa como comunidade/sociedade e lugar de vida empurrou os limites da moradia, ao país, e, hoje, até o planeta.

Nossa economia global é a administração do planeta. A questão é saber se esta administração defende os interesses do planeta, no sentido de eco-sistema.

Não é difícil determinar os interesses do planeta: basicamente, poder continuar existindo junto com os seres vivendo nele. Simplesmente não ser destruído.

O desmatamento, a fome, a poluição, a miséria, o esgotamento dos recursos naturais,… são contrários aos interesses de nosso lar planetário por serem destrutores.

No entanto, são provocados pelo que chamamos “economia”. Vejo nisso um profundo paradoxo.

Voltemos ao dicionário para definir a palavra economia.

     economia : substantivo feminino

          1. Regra e moderação nos gastos.

          2. Habilidade em administrar os bens ou rendimentos.

          3. Conjunto de leis que presidem à produção e distribuição das riquezas.

          4. Proveito que resulta de gastar pouco.

          5. Harmonia entre as diferentes partes de um corpo organizado e seu funcionamento geral.

          6. Leis que regulam esse funcionamento.

– Nossa “economia” é moderada nos gastos?

– Nossa administração dos bens e rendimentos é habilidosa?

– Distribuímos as riquezas produzidas?

– Gastamos pouco?

– Há harmonia entre as diferentes partes da sociedade (o corpo organizado) e seu funcionamento?

– Nossas leis regulam esse funcionamento?

Opa! A resposta a todas as perguntas é… NÃO. Nossa “economia” não cumpre nenhuma de suas funções !

Quando usada no plural, a palavra “economia” tambem significa “reserva”, “pé de meia”, enfim, alguma coisa com a qual tentamos nos prevenir de eventuais períodos de “vaca magra”, o que supõe uma projeção no futuro.

Neste sentido, tampouco nosso sistema “econômico” garante nosso futuro, nem o de nossos filhos e netos. Ao contrário, ano passado, no dia 22 de agosto, já tínhamos gasto tudo o que a terra pode produzir num ano. Até o final do ano, vivemos a crédito. E esta dívida aumente a cada ano… Nossa “economia” cria dívidas em vez de economias.

Cheguei então a conclusão que o que chamamos com tanto orgulho de “economia”, o motor de nossa civilização, o que manda e pretende resolver tudo… não é uma economia. É uma anti-economia.

Temos uma ciência que estuda esta “casa” na qual vivemos: a ecologia (do grego oikos, a casa, e logia, ciência). A economia, para se sustentar, deveria respeitar as regras estudadas pela ecologia.

Todo organismo tem sua economia. Quando nos alimentamos, todas as partes de nosso corpo usam uma parte deste recurso para poder assegurar a sua função no organismo. Se uma parte está em desequilíbrio (por causa de uma doença, um ferimento…) suas necessidades mudam, e o conjunto todo tem que se adequar à situação para restabelecer o equilíbrio. A solidariedade é total e incondicional.

Da mesma forma, o planeta distribui seus recursos conforme as necessidades de seus componentes, e, por funcionar em circuito fechado (só a energia provém de fora), trata e recicla constantemente a matéria.

Para mim, a ecologia é a ciência da economia natural, e esta economia dinâmica é muito eficiente há muito tempo.

É surpreendente constatar que temos, bem de baixo de nosso nariz, um modelo funcional e sustentável de economia. Mas preferimos, com desmedido orgulho, inventar um sistema inviável e destrutor por não respeitar as leis da ecologia.

Considerando que os problemas vividos hoje pela humanidade (destruição ambiental, guerras, fome, acidentes nucleares, desemprego, crises financeiras…) são gerados principalmente pelos princípios de nossa “economia”, me atrevo a afirmar que vivemos na verdade uma crise ecológica, e não meramente econômica, pois as bases de nossa “economia” estão ecologicamente erradas.

A humanidade se excomungou de sua “casa” provocando uma série de desequilíbrios que se tornaram fatais.

Mas esta distorção do sentido da palavra “economia” traz benefícios para alguns que tentam nos convencer que ela é  uma “verdade” absoluta e inquestionável. Questionar o desperdício que leva à escassez dos recursos é considerado “fantasia”, falta de realismo, enfim, uma atitude antissocial, irresponsável e contrária ao “desenvolvimento”.

Ora, um desenvolvimento gerador de tantos problemas, eu não chamo de desenvolvimento !

(Esta palavra “desenvolvimento” mereceria também ser estudada para entendermos seu significado.)

Tais deslizes semânticos (são muitas as palavras nesse caso: democracia, sustentabilidade, justiça, felicidade…) são usados, e até provocados, para nada mais de que piratear nosso entendimento, nossa inteligência, nossa humanidade !

5 horas atrás

SEPPIR realiza Seminário Representação Política e Enfrentamento ao Racismo em Salvador, 19 de abril

por racismoambiental
 

A filósofa Marilena Chauí será a palestrante da primeira mesa do Seminário

SEPPIR – Para participar basta enviar nome, telefone e órgão ou entidade para o e-mail: eunice.moraes@seppir.gov.br. O evento será transmitido em tempo real pelo link http://www.aids.gov..br/mediacenter e terá como palestrantes a filósofa Marilena Chauí e a deputada federal Luiza Erundina. A ministra Luiza Bairros participa da abertura

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) realiza o Seminário Representação Política e Enfrentamento ao Racismo, no dia 19 de abril, de 9h às 18h, no Auditório Anfiteatro da Faculdade de Medicina da Bahia, na Praça XV de Novembro, Largo do Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador, Bahia.

O debate é parte da programação preparatória da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III CONAPIR), prevista para acontecer de 5 a 7 de novembro deste ano, em Brasília, tendo como tema Democracia e Desenvolvimento sem racismo: por um Brasil Afirmativo.

Participam da abertura o governador do estado, Jaques Wagner, a ministra da SEPPIR, Luiza Bairros, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargador Mário Alberto Hirs, o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto e a representante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Valdecir Nascimento.

Na programação do evento estão previstas duas mesas redondas para discutir o tema Representação Política e Enfrentamento ao Racismo. A primeira acontece às 10h e tem como palestrante Marilena Chauí, professora doutora do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP). Os debatedores são o deputado federal Luiz Alberto (BA) e a chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE-BA), Olívia Santana.


Às 14h30, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), aborda o assunto tendo como debatedores a deputada estadual, Conceição Vieira, de Sergipe, e o vereador de Salvador, Sílvio Humberto. A moderação dos trabalhos será feita pelo assessor especial da ministra Luiza Bairros, Edson Cardoso Lopes.

Para participar basta enviar nome, telefone e órgão ou entidade para o e-mail:  eunice.moraes@seppir.gov.br. O evento será transmitido em tempo real pelo link http://www.aids.gov..br/mediacenter.

SEMINÁRIOS TEMÁTICOS
O seminário da Bahia é o segundo de uma série de discussões que acontece em todo o Brasil, com o objetivo de promover a reflexão e o diálogo sobre a promoção da igualdade racial no país. O primeiro aconteceu em Brasília, com o tema Desenvolvimento, Inclusão e Enfrentamento ao Racismo.

A ação faz parte das comemorações de dez anos de criação da SEPPIR e dos eventos preparatórios para a realização da III Conferência Nacional da Igualdade Racial (Conapir), prevista para acontecer em novembro, em Brasília.

Agenda – Até maio, serão realizados mais quatro seminários.  No dia 26 é a vez de Recife-PE tratar sobre Trabalho e Desenvolvimento: Capacitação Técnica, Emprego e População Negra.  No dia 07 de maio, o evento acontece em São Paulo-SP, para discutir Desenvolvimento e Mulher Negra. No dia 17 de maio, o seminário acontece em Belém-PA, para tratar sobre Territórios Tradicionais Negros: Desenvolvimento e Enfrentamento ao Racismo. Com o tema Oportunidades para a Juventude Negra, Porto Alegre-RS, sedia o último seminário, no dia 24 de maio.

5 horas atrás

UFMG determina punição para trote racista e sexista até 19 de maio

por racismoambiental
 

Parecer deve ser publicado dois meses após instalação da Comissão de Sindicância criada para apurar agressões e estabelecer punições por conta do “trote” racista e sexista

SEPPIR – O parecer da Comissão de Sindicância criada para apurar agressões e estabelecer punições por conta do “trote” realizado com estudantes aprovados no curso de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) deve ser publicado até o dia 19 de maio. A vice-reitora Rocksane Norton explica que a sindicância criada por conta do episódio de racismo e violência contra a população negra tem de 30 a 60 dias para finalizar sua investigação. No último dia 8 de abril, o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) publicou moção de repúdio no Diário Oficial da União e solicitou providências à instituição.

Rocksane informou que o Regimento Interno da UFMG prevê a criação de uma Comissão de Sindicância para apurar agressões entre entes da comunidade acadêmica e também para estabelecer punições. “Repudiamos o trote por entendermos que é um ato de repressão e constrangimento contra as pessoas que entram na universidade, em especial trotes com este teor racista, sexista, isto nos causa muito espanto”, afirmou a vice-reitora.

Para o secretário executivo do CNPIR, Sérgio Pedro da Silva, a resposta da UFMG é fundamental para coibir agressões como a ocorrida em Minas Gerais em outras instituições de ensino superior. “A moção de repúdio foi uma deliberação dos conselheiros na última reunião do CNPIR, nos dias 19 e 20 de março. Aguardamos a resposta da universidade e esperamos que sua postura se coadune com a do Conselho, ou seja, na perspectiva de combater o racismo e sexismo evidenciados na agressão”, afirmou.

O CNPIR é um órgão colegiado, de caráter consultivo, vinculado à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR, e é formado por 44 conselheiros em sistema paritário (22 conselheiros representando órgãos públicos federais, 22 conselheiros representando a sociedade civil organizada). As reuniões acontecem bimestralmente, com a presença da ministra Luiza Bairros, que preside a entidade. Os membros do CNPIR são escolhidos democraticamente através de eleição realizada pela SEPPIR, com participação de um conjunto expressivo de entidades ligadas à temática.

5 horas atrás

MF e o Agronegócio

por racismoambiental
 

Desde que foi eleito para a Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o Pastor Feliciano têm sido alvo de críticas vindas de todos os lados da sociedade, em decorrência de suas ideias e opiniões. Confira artigo de Antônio Canuto, Secretário da Coordenação da CPT Nacional, sobre a atuação do deputado

CPT – O pastor Feliciano, desde que  eleito para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, tem aparecido diariamente em quase todos os veículos de comunicação. Nestes se reproduzem pérolas do seu pensamento. Ele,  em nome de Deus e da religião,  não aceita pensamentos, comportamentos e atitudes diversos ao que ele prega. Deus é que assim o quer, segundo ele. Toda diversidade, desde a religiosa, passando pela moral e  sexual, tem que ser combatida, pois está em confronto com o que Deus determinou. No Brasil e no mundo são inúmeros os felicianos.

O pastor Feliciano é ao mesmo tempo refém e promotor da monocultura que erige sua concepção religiosa, seus costumes, sua ideologia como os únicos verdadeiros. Todos  devem adotá-los,  todos a eles se submeter.

Mas, o que tem a ver isso com o agronegócio? Não sei se o pastor tem alguma atividade ligada ao agronegócio, nem se tem alguma relação com o campo. O que ele e o agronegócio têm em comum é a monocultura.

O agronegócio onde chega para se estabelecer, o primeiro que faz é destruir toda a biodiversidade existente. São varridas as mais diferentes espécies vegetais cujas riquezas  e propriedades ainda pouco ou nada se conhecem. São afugentadas ou exterminadas as espécies animais daquele habitat. Toda a explosão de variadas formas de vida é substituída por monótonas paisagens uniformes de plantações de um mesmo produto. Tudo em nome do  mercado, ao qual tudo deve estar subordinado e  que não aceita divergências.

Com a destruição da diversidade, destrói-se o equilíbrio natural existente. Este equilíbrio é substituído pelo uso cada vez maior dos mais variados venenos para o controle do que se convencionou chamar de “pragas”.

A grande praga, porém, é a monocultura. Toda monocultura é destruidora da diversidade, seja a agrícola, seja a cultural, religiosa e ou ideológica.

A monocultura agrícola, para dar lugar a vastas plantações de capim, soja, cana, eucalipto e outras tem que utilizar da violência das motosserras e dos tratores para destruir a vegetação presente. Por sua vez, a monocultura religiosa, cultural, ideológica só consegue se impor pela negação dos valores das culturas diferentes, pela proibição de suas manifestações, e até pela violência física contra os que teimam em mantê-las. A diversidade não é tolerada, e por isso suas expressões são proibidas, execradas, excomungadas.

A história registra até  destruição de  comunidades e povos inteiros em nome dessa “monocultura”. Todos os impérios, com raríssimas exceções, se estabeleceram com a destruição das culturas dos povos conquistados. O próprio cristianismo, “conquistou” o novo mundo com esta prática. Os povos indígenas de nossa América podem contar os horrores que sofreram por serem diferentes e assim quererem permanecer.

No mundo agrícola, a monocultura  só se garante com o uso intensivo de venenos e agrotóxicos. A monocultura religiosa, cultural, ideológica, da qual o pastor Feliciano hoje é um símbolo, só é possível com o uso de venenos os mais diversos que vão do  preconceito, passando pela intolerância, a discriminação, do etnocentrismo à segregação racial, do patriarcado à  homofobia.

Entre os defensores da monocultura há os que toleram ilhas de diversidade para poderem dizer que há  respeito e aceitação da diferença. Estas ilhas, porém, não passam de meros mostruários folclóricos.

5 horas atrás

Copa 2014 – No Ceará, visita surpresa de governador reacende protestos e críticas sobre propostas para remoção

por racismoambiental
 

Tatiana Félix – Adital

No final da tarde de ontem (10) o governador do Ceará, Cid Gomes, surpreendeu moradores da Comunidade Jangadeiro, no bairro Aldeota, com uma visita inesperada para falar sobre o projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ramal Parangaba-Mucuripe – e das remoções das famílias que serão afetadas pela obra, que faz parte do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para a Copa do Mundo de 2014, em Fortaleza.

Essa não é a primeira vez que o governador tenta, pessoalmente, convencer as famílias a aceitarem suas propostas. Em agosto de 2011, Cid Gomes também visitou a comunidade Aldaci Barbosa, no Bairro de Fátima. Nas duas ocasiões ele foi recebido com resistência e protestos.

Isso porque, as famílias não aceitam a proposta do governo do Estado de levá-las para o bairro José Walter ou Messejana, distantes do local (em alguns pontos 18km) onde ficam as comunidades ao longo da linha Parangaba-Mucuripe. “O aluguel social no valor de R$400 é muito baixo e os apartamentos oferecidos como troca no José Walter, nem começaram a ser construídos. As indenizações também são muito baixas”, explicou Roger Pires, integrante do Comitê Popular da Copa em Fortaleza, esclarecendo ainda que cada caso [de remoção e indenização] é específico, de acordo com a cartilha lançada recentemente pelo governo para explicar o projeto VLT.

Para ele, a visita surpresa do governador não foi uma forma “legítima” de entrar em contato com uma comunidade, já que não há garantias de que as promessas dele serão cumpridas. De acordo com Roger, as comunidades esperavam por uma reunião oficial ou uma assembleia com ata e documentos, mas “não há diálogo” e o acesso ao governo é difícil. “A ação deixa a gente ainda mais indignado e mais atento para a Copa, e o que a gente puder fazer para defender as famílias e os direitos humanos, a gente vai fazer”, enfatizou.

Francinete Gomes, integrante do Movimento de Luta em Defesa da Moradia (MLDM), disse que a atitude do governador reflete um “ato desesperado” pela proximidade dos eventos esportivos na cidade (Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014). “Não tem diálogo com o governo. O governador chega de surpresa e acha que a comunidade está disponível para falar na hora que ele quer”, criticou.

De acordo com Francinete, o projeto de construção do VLT afeta 21 comunidades de Fortaleza, ou cerca de 15 mil famílias que moram nessas comunidades localizadas às margens dos trilhos, número bem maior do que o estimado pelo governo de 5 mil famílias.

Segundo Roger, existem suspeitas de que houve “má-fé” na elaboração do projeto, já que a exemplo da Comunidade Lauro Vieira Chaves, na Vila União, “a desapropriação inicial era de 300 casas, depois de reuniões reduziu para 22 casas”. “Acreditamos que o projeto foi mal feito ou que aproveitaram a ocasião para fazer uma limpeza social [na cidade]”, disse.

5 horas atrás

Raposas cuidam do galinheiro em Congresso do Brasil, diz FT

por racismoambiental
 

Jornal diz que grupos de interesse ligados a deputados perpassam linhas partidárias

O jornal britânico Financial Times afirma que no Congresso brasileiro “a raposa está frequentemente cuidando do galinheiro”

Entre as supostas ”raposas” citadas pelo diário, estão o deputado e pastor evangélico Marcos Feliciano, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Congresso e que fez uma série de comentários considerados racistas e homofóbicos; o novo presidente da Comissão de Finanças e Tributação, João Magalhães, que responde a processo por corrupção no STF; os petistas José Genoino e João Paulo Cunha, condenados no processo do mensalão, que integram a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e Blairo Maggi, atual líder da Comissão do Senado para o Meio Ambiente e um dos maiores produtores mundiais de soja.

Segundo o jornal, o Congresso “é refém de diversos grupos de interesse que podem mudar suas alianças a qualquer momento”.

De acordo com o Financial Timesas comissões brasileiras, ainda que sem dispor de um poder remotamente comparável ao das comissões do Congresso americano, ”são simbólicas dos poderosos grupos de interesse que atuam na política brasileira, comuns a todos os partidos”.

É por esse motivo, acrescenta o jornal, “que os presidentes brasileiros normalmente tentam incluir o máximo possível de partidos em seus ministérios”.

Mas o diário comenta que ainda assim a presidente Dilma Rousseff não consegue assegurar “a lealdade do Congresso”.

O diário lista como derrotas da presidente no Congresso, a tentativa de aprovar um “Código Florestal mais simpático ao meio ambiente”, que acabou sendo frustrada pelo bloco ruralista, e a ”batalha que ela perdeu” pela distribuição igualitária de royalties do petróleo entre os Estados, com “os congressistas votando de acordo com seus interesses regionais”.

Compartilhada por Janete Melo.

5 horas atrás

Cimi repudia Criação de Comissão Especial Sobre PEC 215/00

por racismoambiental
 

Cimi manifesta profunda indignação e repudia com veemência o Ato do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), publicado neste dia 11 de abril de 2013, que criou a “Comissão Especial destinada a apreciar e proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 215-A, de 2000, do Sr. Almir Sá, que ‘acrescenta o inciso XVIII ao art. 49; modifica o § 4º e acrescenta o § 8º ambos no art. 231, da Constituição Federal’”. A PEC 215/00  inclui dentre as competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, a titulação de terras quilombolas, a criação de unidades de conservação ambiental e a ratificação das demarcações de terras indígenas já homologadas; estabelecendo que os critérios e procedimentos de demarcação serão regulamentados por lei.

O Ato do presidente da Câmara constitui-se num atentado à memória dos deputados Constituintes, ataca de forma vil e covarde os direitos que os povos indígenas conquistaram a custo de muito sangue e atende os interesses privados de uma minoria latifundiária historicamente privilegiada em nosso país.

O Cimi se solidariza com os povos indígenas do Brasil em mais este momento difícil em suas vidas e externa confiança na inquebrantável capacidade de resistência e superação que os povos tem demonstrado nestes cinco séculos de colonização do país.

Brasília, DF, 11 de abril de 2013

Conselho Indigenista Missionário

Enviada por Ruben Siqueira para Combate Racismo Ambiental.

5 horas atrás

Rio São Francisco poderá receber duas usinas nucleares

por racismoambiental
 

Blog Folha

Retomado o Programa Nuclear Brasileiro, duas novas usinas estão sendo planejadas para logo. No projeto preliminar, os locais escolhidos para a instalação continuam o Sudeste (Minas) e o Nordeste (Pernambuco). Os povos ribeirinhos do São Francisco poderão mesmo ter que viver com essa realidade.

Confira no jornal Folha do São Francisco desta semana, disponível, em flip, gratuitamente, no http://www.blogfolha.com, a opinião da população de Itacubura, cidade vizinha a Belém do Sâo Francisco, que é a mais bem avaliada por técnicos para a instalação, os detalhes do projetos e os riscos para a saúde.

Enviada por Ruben Siqueira para Combate Racismo Ambiental.

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