O insustentável peso da perda

por Sérgio Tavares
 
"Terra de casas vazias", de André de Leones

“Terra de casas vazias”, de André de Leones

O tempo é o pior inimigo do luto. Com uma mobilidade pulverizada e sub-reptícia, ele ataca, com garras apontadas, o manto grosso, incapaz de aderir luz, que veste a casa e as pessoas marcadas pela perda. Não há o que fazer. Mesmo firmado um pacto com a tristeza, mesmo com o esforço de habitar a memória com o que se encadeou até a tragédia, aos poucos o retrato se apaga e a existência passa a ser um ultraje, um desperdício. O cruel é que o rarear das lembranças não acalma o insuportável da dor, e o seguir em frente é como excursionar por vazios provocados pelo impacto da ausência; as mortes daqueles que se foram e daqueles que restam. A motricidade dos dias insiste que erga e cabeça, vire a página, mas superar é um processo inútil quando o único desejo é ficar encerrado naquele minuto antes, o minuto antes do fim.

Teresa não quer seguir em frente. Passa o dia dopada, flanando em movimentos zumbióticos, até se aninhar num canto do quarto vazio do filho. Negligencia a própria saúde e o trabalho, não tem vontade sequer de olhar os folhetos de viagem que Arthur, seu marido, insiste que dê uma chance. Ele acha que vai ser bom, que a distância geográfica os encaminhará para um recomeço. Mas Teresa vê a possibilidade da viagem como a quebra da condição constituída pela morte do filho.

É com esse impasse que o escritor goiano André de Leones inicia o ótimo Terra de casas vazias, seu quinto e mais ambicioso livro – caso exista algo mais ambicioso do que escrever um livro sobre o fim do mundo. Dividido em arcos (ou segmentos dramáticos), o romance acompanha personagens assombrados pela instauração ou pela iminência da perda, que se encontram, entre indas e vindas temporais, em metrópoles que influem, tanto quanto os atores, de maneira decisiva na trama. Cada capítulo é introduzido pelo próprio autor, que estabelece, em mínimos apontamentos, o decorrer dos fatos seguintes, sugerindo que o leitor se deixe guiar por nortes preestabelecidos. E está aí uma das muitas habilidades de Leones: manter o que seria explícito, e necessário para muitos autores, entre camadas de sombras, sugerindo acontecimentos que transportam os limites do livro e se desenrolam nos entremeios da leitura.

Teresa e Arthur vivem em Brasília, assim como Brasília vive neles. Arthur é assessor de um senador às voltas com um escândalo político, inegavelmente o principal estigma que paira sobre a cidade. Mas quebrar o luto e se aventurar pelo mundo não seria também um gesto de corrupção? Teresa insiste que sim, e sua relutância diante das investidas do marido expõe Arthur como alguém se mantém fiel ao teatro unicamente por respeito à dor da esposa. Ele convive com pensamentos dissidentes, que se prenunciam no reencontro com a ex-mulher, Rita. Esse impróprio triângulo amoroso denota a capacidade de Leones de construir personagens críveis, longe de esteriótipos, que causam imediata empatia no leitor. Quando rememora o momento em que Teresa e Arthur se conhecem, na fila do cinema, por exemplo, ele troca magistralmente os traços emocionais de ambos os personagens afetados pela tragédia e, desse modo, entretece uma das cenas mais vibrantes do livro. Nesse momento, é como se pudesse ouvir, ao fundo, “Eduardo e Mônica”, do Legião Urbana, icônico grupo nascido no seio do Planalto Central, com sua melodia simples e letra cativante.

É comum constar, nas críticas aos escritos de Leones, uma influência robusta do cinema e da música. Aqui, pode se agregar à essa observação a literatura. No primeiro arco, há uma cintilante demão do verniz que cobre as estruturas narrativas de notáveis escritores britânicos surgidos na década de oitenta, como Ian McEwan e Julian Barnes, que é encorpada, sem nó ou dano na tessitura, na segunda parte, pelos tons opacos que emplastam o universo de James Ellroy. Ao entrar na história de Aureliano e Camila, Leones flerta com o gênero policial, valendo-se de um dos maiores impasses dos protagonistas dessas histórias: a capacidade de resolver o problema dos outros e não os próprios.

Aureliano é um policial civil que soluciona, diuturnamente, casos ligados a crimes horrendos na face miserável de Brasília, mas não consegue desvendar a doença que acomete Camila, sua esposa, nem o tempo que lhe resta. A morte é uma presença constante, mas, escorado na impassividade de Isaías, um velho policial, ele começa a questionar sua relação com a finitude diante de uma indiferença crescente à crueza cotidiana. Teme não mais se abalar com a perda, mesmo com o vazio que se impõe no leito de hospital onde rareia sua esposa.

Aqui também é onde se descortinam os elos que interligam os fragmentos da história. Aureliano é primo de Arthur, e engendrar os encontros, sejam físicos ou mencionados, a partir daí é como preencher as molduras de um álbum de família. Ao se arriscar nesse exercício de casualidades (ou implicações do destino), Leones acaba por irmanar seus enredos aos romances e roteiros do mexicano Guillermo Arriaga, autor de O búfalo da noite e Babel. No entanto, ao contrário do manejo para entrecruzar destinos moldados por causa e efeito, em Terras de casas vazias o que impele os personagens não são reparações, mas acontecimentos de um tempo já incinerado.

Casas vazias somos todos nós

A terceira parte regressa para a metade final dos anos 80, assim como parece se conectar à própria infância do autor. Os alicerces de Brasília são substituídos pelas fileiras de casas com aparência de desabitadas em Silvânia, interior de Goiás, e o foco da trama passa a ser o encontro entre Aureliano e Arthur, meninos ainda com menos de uma década de vida. Esse tempo de descobertas sofre uma ruptura, quando Aureliano é enviado a passar uns dias na casa do primo por conta da separação dos seus pais. O estranhamento para com a cidade, a casa emprestada e o próprio Arthur constitui essa, que é a melhor parte do livro, pontuada por momentos tocantes (a cena da mãe e do filho no ponto de ônibus é encantadora), referências da época e diálogos precisos, onde os silêncios dão a dimensão da intimidade do autor com tudo ao redor.

Leones está ali. Fica a impressão de que, ao retornar à cidade onde foi criado, ele conjura o espectro do menino que foi (talvez o do menino eletrocutado que leva o seu nome?), revivendo os jantares e as missas intermináveis, caminhando pelas ruas desertas pressionado pela inadequação, pela incapacidade de desembalar numa fuga sem volta. Esse é o momento onde sobressai uma parte da fundação do romance: o questionamento religioso. Diante do aniquilamento, os personagens controvertem a legitimidade de um deus que permite filhos morrerem tragicamente, crianças serem estupradas e assassinadas, que negligencia o ataque de um mal degenerativo. Preservar a fé, desse modo, é um exercício de autopreservação ou apenas contribui para a perpetuação da vacuidade da vida? Não seríamos todos casas vazias, afinal?

Silvânia também explicita o uso de uma descrição mais apurada da cidade para melhor sublinhar as características dos personagens. Com seu marasmo, faz com que, pouco a pouco, o cenário adquira a textura de uma pintura. Brasília é monocromática, silenciosa e desigual. Já São Paulo soa múltipla, dinâmica, e é onde vivem Luís Guilherme e Maria Fernanda, que recebem a visita de Isadora (também mãe de Aureliano). Isadora, uma mulher de 52 anos, traz uma notícia insólita e, até certo ponto, imantada por uma ironia cruel, um vislumbre de redenção em meio à ciranda de perdas. Ela também é mãe de Marcela, uma jovem escritora que conheceu Nathalie numa clínica de reabilitação de drogas e vão morar em Jerusalém. E aqui Leones usa de um artifício literário fascinante, encaminhando o livro para o fim.

Jerusalém é um bálsamo. Uma terra estrangeira, marcada por costumes, regras e a ocorrência da fé infiltrada no ensolarado do dia, cuja distância e atmosfera surgem como algo impensável, ficcional. Valendo-se dessa impressão envelopada do real, Leones cria uma ficção dentro da ficção na apresentação de um conto da personagem Marcela, uma narrativa que se diferencia de todo o resto e constrói um olhar desterrado sobre quem busca redenção no deslocamento, sobrepondo cidades e encontrando um encaixe perfeito entre Goiás e Israel. Nesse novo plano, há encontros e tentativas de reconciliações. Teresa e Arthur se reconhecem como amantes, deixam-se iluminar. E, mergulhados na infinitude do Mar Morto, enxergam a possibilidade de um caminho, ainda que, mesmo despido do luto, todos os caminhos reservem o insustentável peso da perda.

A dinâmica adotada no novo livro pode implicar numa retomada às estruturas que compõem obras como Hoje está um dia morto (2006) e Como desaparecer completamente (2010), mas há aqui uma forte associação com Dentes negros (2011), pela escolha de contar a história após o desmoronamento. No caso do romance anterior, passado após uma hecatombe, o mundo que todos conhecemos; em Terra de casas vazias, um mundo particular, cuja reconstrução cabe a duas pessoas. Por ser capaz de transitar com igual segurança em ambos os universos, Leones afasta de vez o insensato título de autor em ascensão e se estabelece como um dos mais sólidos nomes da literatura contemporânea brasileira.

::: Terra da casas vazias :::
::: André de Leones :::
::: Rocco2013320 páginas :::
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Postos de saúde iniciam na próxima semana vacinação contra gripe

por Betho Flávio
 

Paula Laboissière – Agência Brasil

Vacina contra a Gripe H1N1 (Ascom Prefeitura de Votuporanga / Creative Commons)

Brasília – Cerca de 65 mil postos de saúde em todo o país iniciam segunda-feira (15) a campanha de vacinação contra a gripe. A meta é imunizar 31,3 milhões de pessoas que integram os chamados grupos prioritários – as gestantes, os idosos com mais de 60 anos, as crianças entre 6 meses e 2 anos, os profissionais de saúde, índios, a população carcerária e os doentes crônicos.

Este ano, mulheres em período de puerpério (até 45 dias após o parto) também vão receber a dose. Outra novidade é que pacientes com doenças crônicas podem ser imunizados nos postos de saúde e não apenas nos centros de referência. Basta apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação.

A campanha segue até o dia 26 de abril. Serão distribuídas cerca de 43 milhões de doses que, este ano, protegem contra os seguintes subtipos de influenza: A (H1N1) ou gripe suína, A (H3N2) e B.

39 minutos atrás

Sobre ‘invasores’ do Jardim Botânico: Você já viu a versão da Globo. Leia agora a de uma historiadora

por Betho Flávio
 

BLOG DO MELLO

As Organizações Globo, que sempre estiveram, estão e estarão na contramão dos interesses populares, vem fazendo uma campanha contra o que chama de invasão de uma área do Jardim Botânico, cobrando a remoção dos “invasores” (como sempre defenderam a remoção e extinção das favelas e favelados).

Como é grande e oligopólico o poder das Organizações Globo (leia aqui O poder das Organizações Globo é um risco para a democracia no Brasil) a maioria das pessoa tem apenas a visão Global (de Globo) do que está acontecendo. Por isso, reproduzo aqui uma outra visão, que mostra que, talvez, invasores sejam os invadidos. Que tal?

Artigo de Laura Olivieri, Historiadora, doutora em Serviço Social, coordenadora técnica do Museu do Horto (www.museudohorto.org.br) e coordenadora de projeto do Museu da Pessoa (www.museudapessoa.net) [Fonte].

No dia 4 de abril de 2013, agentes da Polícia Federal e do Batalhão de choque da PM chegaram ao Horto Florestal do Rio de Janeiro, a mando de uma juíza federal da 23ª Vara Federal, Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, que sentenciou uma liminar a favor da reintegração de posse para o Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IPJBRJ) de uma casa que estaria em “área de risco” e “dentro do parque”. 

Essa injustiça aconteceu a despeito de a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) —legítima gestora das terras da União em conflito fundiário nesse caso— ter determinado na Advocacia Geral da União (AGU) a suspensão de todas as ações de reintegração de posse referentes à essa querela, justamente por entender que cabe a ela, SPU, legislar sobre a posse de terras que são propriedade da União e que as mesmas podem e devem, desde a constituição de 1988, assumir a responsabilidade social do Estado em benefício de trabalhadores residentes há mais de cinco anos no lugar.

No Horto, as famílias de moradores são posseiras históricas, visto que residem há décadas e, em alguns casos, há séculos na região. Igualmente posseiro histórico dessas terras é o Jardim Botânico, apesar do equívoco reafirmado constantemente pelo discurso hegemônico de atribuir a propriedade das terras do Estado a essa instituição. Portanto, a primeira construção que esse artigo busca desmobilizar é de que a comunidade do Horto estaria “dentro do Jardim Botânico”. Isso não é verdade e essa falácia precisa ser desconstruída, a partir do conhecimento histórico sobre a região do Horto e divulgada

O Horto Florestal do Rio de Janeiro existe oficialmente no mapa da cidade desde 1875. Antes, contudo, a região já era ocupada por senhores e trabalhadores escravos de um Engenho de açúcar fundado em 1578 por Mem de Sá, chamado Engenho D´El Rey —e que mudou de nome e de sede em 1695, passando a se chamar Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa. Já no século XVIII o Horto sediava uma Fazenda de café cuja casa Grande era pioneira no Brasil em seu estilo arquitetônico: O Solar da Imperatriz.

O Parque Jardim Botânico foi fundado por D. João VI em 1811 e trouxe a terceira onda populacional da região, composta por trabalhadores escravos daquela grande obra, a terceira oficialmente fundada no local pela Coroa.

O Horto sempre foi palco da história oficial de nossa cidade. Igualmente, foi lugar do quilombismo histórico nas matas da Freguesia da Gávea, tendo abrigado, perto de 1888, um importante reduto de quilombolas  [2] : o mocambo das Margaridas (SILVA, 2003, p. 74)  [3] , rota de fuga para os Quilombos da Sacopã (na atual Fonte da Saudade) e das Camélias (no atual Alto Leblon). Os moradores guardam essa memória e são resilientes em sua resistência histórica.

No dia quatro de abril houve cinco horas de negociações pacíficas, embora as forças federais e militares estivesses presentes nas trincheiras do conflito. Encontravam-se também alguns parlamentares e seus representantes bem como quadros da SPU, da OAB e da Comissão parlamentar de Direitos Humanos, os quais intermediavam as negociações de paz entre moradores, lideranças comunitárias e agentes federais encarregados da ordem de despejo.

Graças à adesão dos intermediários e à atuação da presidente da AMAHOR e do advogado que apoia esta associação de moradores foi possível a construção de um acordo em que os moradores se mudaram temporariamente para dois imóveis da União enquanto aguardam a autorização para retornarem ao Horto, seu lugar de origem e de identidade, quando da implementação da Regularização Fundiária proposta pela SPU, a legítima gestora das terras em conflito.

A SPU contratou uma pesquisa de mapeamento e diagnóstico da UFRJ que, em dezembro de 2010 concluiu sua análise e a encaminhou para avaliação das partes envolvidas na querela. A comunidade aprovou a proposta, ainda que nela houvesse algumas orientações de remanejamento de casas em que estivessem em locais de risco (risco aqui entendido como socioambiental, ou seja, para o meio ambiente e sobretudo para o próprio morador devido a condições adversas de moradia). O IPJBRJ a recusou alegando que precisava de espaço para expandir o seu arboreto, patrimônio público natural, e para o avanço das pesquisas botânicas. Causas nobres de fato, mas não mais importantes do que a vida humana e o direito humano fundamental à moradia de famílias tradicionalmente enraizadas no território.

A proposta de Regularização Fundiária apresentada pela SPU foi conduzida com ética administrativa, competência acadêmica e conhecimento técnico suficientemente notórios e com a legitimidade política da instituição gestora das terras da União e responsabilidade social.   O estudo ainda levou em consideração um levantamento realizado pelo ITERJ, em 2005 e se baseou nos critérios do direito à moradia e das obrigações sociais do Estado e suas propriedades, ambos referenciais importantes da constituição brasileira de 1988 e marcos teóricos do processo de democratização das instituições nacionais. Portanto, afirmar que a SPU teria conduzido com improbidade administrativa o processo acima exposto é um outro construto falacioso que esse texto busca desmentir.

Voltando à primeira desconstrução a que nos propusemos, é importante que se rememorem dados. Até os anos 1950 havia uma fronteira espessa e pantanosa entre o parque e a comunidade. No final dessa década, uma tempestade arrancou o bambuzal que fazia a divisa natural .

Nessa época, após o temporal, o Jardim Botânico permitiu que os trabalhadores do parque e moradores do Horto construíssem casas mais perto do trabalho e muitos residentes da região do entorno do Solar da Imperatriz e do chamado Hortão se mudaram para a localidade adjacente, batizada de Caxinguelê. Para atender esses moradores do Horto, foi erguida a Escola Municipal Julia Kubitschek, fundada pelo presidente Juscelino Kubitschek e que era um dos marcos da fronteira. Do outro lado, no sopé da colina por onde passa o Aqueduto histórico do Horto (construído por escravos no século XVIII para o abastecimento de água na região da Lagoa Rodrigo de Freitas  [4] ) havia um portão que delimitava os dois espaços, hoje conflitantes.

Mas foi somente nos anos 1990 que o Jardim Botânico se tornou Instituto de pesquisa e começou a expandir o seu arboreto, justamente em direção à comunidade. Se hoje algumas casas do Caxinguelê estão “dentro do parque” como se afirma no discurso hegemônico, elas assim estão porque foi o IPJBRJ que avançou e as incorporou dentro dos novos limites de seus portões. Portanto, é imperativo desmentir que os moradores do Horto são invasores…

Nessa mesma década, o IPJBRJ obteve a posse do Solar da Imperatriz para nele fundar a Escola Nacional de Botânica. Dali em diante foi fácil argumentar que a região situada entre o monumento e o arboreto era toda território do Instituto. Mas não é assim porque nessa linha reta que o IPJBRJ quer traçar (e vem traçando com abertura de estradas no Horto, à beira do rio) há centenas de casas, famílias e memórias que não podem ser suprimidas pela necessidade da pesquisa botânica e da expansão do que quer que seja. Não sem antes se considerar as vidas e os direitos humanos instalados ali, historicamente.

Por conhecer essa história a fundo, é meu dever, como historiadora, repassá-la adiante. A missão de transmiti-la é do Museu do Horto, projeto social de memória que eu construí com os moradores do Horto para reafirmar a sua identidade histórica no lugar desse conflito. A razão de interpretar é do leitor e a capacidade de aceitar ou não as verdades e as injustiças é da consciência de cada cidadão. 

Vale a pena assistir o vídeo em que Emília Maria de Souza, liderança comunitária do Horto, fala as verdades à imprensa no dia da reintegração de posse sobre os acontecimentos da manhã do dia 4 de abril. E elogia o 23 Batalhão da PMERJ.

 

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Trailer do documentário Horto: lugar de memórias

TRAILER

SINOPSE:

A idéia de realizar um documentário com os moradores mais antigos do Horto atende ao propósito de gerar material histórico da e para a comunidade, no momento histórico em que seus atores se mobilizam e se organizam na resistência às tentativas de remoção por parte do Instituto Jardim Botânico. Essa instituição, apoiada pela AMAJB e pela Rede Globo, busca difamar a comunidade tradicional do Horto, estigmatizando seus moradores de invasores.

No entanto, o documentário Horto, lugar de memórias possui como fio condutor de seu enredo a demonstração histórica de que, ao contrário do que o discurso hegemônico tenta difundir, não foi a comunidade que invadiu o parque, mas sim o Instituto Jardim Botânico que se expandiu territorialmente a tal ponto que englobou em seus limites a comunidade do Caxinguelê. O mesmo se deu no Solar da Imperatriz, hoje propriedade do IJB. Os moradores ali residentes já se encontravam na região quando o Instituto incorporou o imóvel público/ lugar de memória do Horto.

VIA A MUSEU DO HORTO

Quem prega desemprego está equivocado, diz Dilma

 
 
Roberto Stuckert Filho: Porto Alegre - RS 12/04/2013. Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de repactuação do programa Brasil sem Miséria com o RS Mais Igual e formatura do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Foto: Roberto Stuckert Filho/Durante cerimônia no Rio Grande do Sul, onde o governo repactuou o Programa Brasil sem Miséria com o RS Mais Igual, a presidente condenou analistas que defendem o desaquecimento do mercado de trabalho como forma de combater a inflação; principal exemplo é o ex-diretor do Banco Central Ilan Goldfajn; “Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos que reduzir o emprego. Essa gente está equivocada”, afirmou Dilma 
4 horas atrás

Hemobras ganha isenção de impostos para 7 itens

 
 
: Orçada em R$ 670 milhões, a Empresa Brasileira de Hemoderivados (Hemobrás) deixará de pagar 35 taxas sanitárias referentes a sete medicamentos, o que representará uma economia de R$ 556 mil ao empreendimento que está em fase de construção no município de Goiana, Zona da Mata Norte do Estado; tratam-se de registros, alterações e certificações dos remédios; a isenção das taxas foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) 
4 horas atrás

Rio vai vacinar 3,5 milhões contra a gripe

 
 
Valter Campanato/ABr : Brasília - Maria de Fátima Frazão, 65 anos (em pé), e a mãe, Maria Furtado Frazão, 84 anos, foram a um posto de saúde para receber a vacina contra a gripe, no primeiro dia da campanha nacional de imunização contra a doençaSecretaria de Estado de Saúde do Rio anunciou nesta quinta-feira (11) que pretende vacinar contra a gripe 80% da população dos grupos prioritários; campanha começa na segunda-feira 15 e vai até dia 26, em todos os estados do país 
4 horas atrás

Vice do PP: convite de Aécio “foi uma boa cantada”

 
 
: Escolhido vice-presidente na convenção do PP ontem em Brasília, o deputado baiano Mario Negromonte (ex-ministro das Cidades) não descartou a possibilidade de seu partido marchar com o senador tucano na corrida presidencial de 2014; como exemplo de afinidade, o progressista destacou a relação das duas legenda em Minas Gerais, no governo de Anastasia; “O PP tem o vice-governador de Minas (Alberto Pinto Coelho); o presidenciável, por sua vez, disse que não enxerga “um Brasil justo e solidário sem o PSDB e o PP juntos” 
5 horas atrás

Órgão investiga games “gratuitos” para crianças

 
 
: Investigação do Office of Fair Trading (OFT), da Grã-Bretanha, vai analisar se crianças e jovens estão sendo injustamente pressionados a comprarem conteúdo extra em jogos online supostamente gratuitos; uma criança de cinco anos conseguiu acumular cobranças de mais de 1.700 libras com o jogo Zombies contra Ninjas no mês passado, de acordo com a BBC 
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Quem prega desemprego está equivocado, diz Dilma

por Nogueira Junior
 
 
Durante cerimônia no Rio Grande do Sul, onde o governo repactuou o Programa Brasil sem Miséria com o RS Mais Igual, a presidente condenou analistas que defendem o desaquecimento do mercado de trabalho como forma de combater a inflação; principal exemplo é o ex-diretor do Banco Central Ilan Goldfajn; “Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos que reduzir o emprego. Essa gente está equivocada”, afirmou Dilma 
Brasil 247 / RS247 
A presidente Dilma Rousseff condenou nesta sexta-feira 12 a fórmula de muitos analistas, que pregam o desaquecimento do consumo e do mercado de trabalho como forma de reduzir a inflação. Segundo ela, “essa gente está equivocada”. A presidente participou nesta manhã de cerimônia de repactuação do Programa Brasil sem Miséria, do governo federal, com o RS Mais Igual, do governo do Rio Grande do Sul, além de formatura do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Porto Alegre. 
“Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos que reduzir o emprego. ‘Ah, tem de desempregar’. Tem muita gente falando isso, muita também não é, é pouca, mas faz barulho. Essa gente está equivocada”, declarou Dilma, em seu discurso, depois de comemorar a baixa taxa de desemprego do País. “O Brasil tem hoje uma das menores taxas de desemprego do mundo”, disse. Segundo o IBGE, o índice se manteve estável nos dois primeiros meses do ano, ao subir de 5,4% para 5,6% de janeiro para fevereiro. 
Um dos ferrenhos defensores desse modelo econômico é o economista-chefe do Itaú-Unibanco Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Talvez seja necessário, hoje, desaquecer por um tempo o consumo e o mercado de trabalho”, escreveu ele, num artigo publicado no início de março no jornal O Estado de S.Paulo. Outro defensor da fórmula é o economista Alexandre Schwartsman, que também prega com vigor a elevação dos juros pelo Banco Central.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
22 minutos atrás

Entenda a ditadura da Globo

por Nogueira Junior
 
 
Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania 
“Ouso dizer que se de repente a Globo simplesmente evaporasse da face da Terra, nem os outros braços do aparato político-ideológico-midiático que a organização multimídia da família Marinho lidera iriam chorar por seu sumiço; comemorariam com fogos de artifício 
A parcela da sociedade política e ideologicamente alinhada aos governos progressistas que há uma década vêm conseguindo manter o poder contra essa máquina midiática, vem cometendo um erro de avaliação sobre o que convencionou chamar de “grande mídia”. 
Hoje, no Brasil, há um só grupo de mídia que, nadando contra a corrente que arrasta outros grandes grupos, vem obtendo lucros estratosféricos, crescendo e se solidificando a cada ano: as Organizações Globo. 
É um fenômeno impressionante. De 2002 a 2012, a Globo perdeu 22% de sua audiência em rede nacional. Em 2002, no Painel Nacional de Televisão (PNT), a média diária da emissora, entre 7h à 0h, era de 22,2 pontos. De janeiro a agosto de 2012, a média diária foi de 17,4 pontos. Cada ponto equivale a 191 mil domicílios no país. 
Em uma década, porém, a participação da Globo nos investimentos publicitários em TV aberta se manteve em 70%. O faturamento bruto da TV aberta da Globo com anúncios passou de R$ 5,65 bilhões em 2002 para R$ 18 bilhões em 2011.” Matéria Completa, ::AQUI:: 
39 minutos atrás

Mapa da intolerância: região sul concentra maioria dos grupos neonazistas no Brasil

por Nogueira Junior
 
Léo Rodrigues, Portal EBC 
“O crescimento do número de simpatizantes neonazistas tem se tornado uma tendência internacional. É o que aponta um monitoramento da internet realizado pela antropóloga e pesquisadora da Unicamp, Adriana Dias. De 2002 a 2009, o número de sites que veiculam informações de interesse neonazistas subiu 170%, saltando de 7.600 para 20.502. No mesmo período, os comentários em fóruns sobre o tema cresceram 42.585%. 
Nas redes sociais, os dados são igualmente alarmantes. Existem comunidades neonazistas, antissemitas e negacionistas em 91% das 250 redes sociais analisadas pela antropóloga. E nos últimos 9 anos, o número de blogs sobre o assunto cresceu mais de 550%. 
Adriana Dias trabalha há 11 anos mapeando grupos neonazistas que atuam na internet e também no mundo não virtual. Devido ao conhecimento construído, a pesquisadora já prestou consultoria para a Polícia Federal e para serviços de inteligência de Portugal, Espanha e outros países. 
– Veja as estatísticas do crescimento de sites com assuntos neonazistas: 
 
Brasil 
Segunda Adriana, os grupos neonazistas eram predominantes no sul do país, mas nos últimos anos têm crescido vertiginosamente no Distrito Federal, em Minas Gerais e em São Paulo. Ela vem mapeando o número de internautas que baixam arquivos de sites neonazistas e considera simpatizantes aqueles que já fizeram mais de 100 downloads. Por esse critério, seus dados de 2013 apontam que há aproximadamente 105 mil neonazistas na região Sul.” Matéria Completa, ::AQUI::