5 horas atrás

Estátua de Margaret Thatcher é derrubada

por Esquerdopata
 
 
Inspirado pela leitura de O Cafezinho 
6 horas atrás

Alckmin é vaiado por internação compulsória

por Esquerdopata
 
 Por Guilherme Soares Dias | De Campinas
Valor Econômico

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem a construção de um Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod) em Campinas e enfrentou protesto de profissionais ligados à área da saúde, contrários ao modelo que prevê, entre outros atendimentos, a internação compulsória de usuários de drogas. 
Empunhando cartazes com frases como “não ao manicômio” e “retrocesso não”, os manifestastes vaiaram praticamente todo o discurso do governador feito em um galpão, onde contratos entre o governo do Estado e a Prefeitura de Campinas foram assinados. 
Durante o discurso, Alckmin foi chamado de “fascista” e “mentiroso”, enquanto pronunciava pausadamente e sem alterar a voz seu discurso em que afirmava que a unidade do Cratod que já existe em São Paulo não realizou nenhuma internação compulsória no período em que está funcionando: “Em 70 dias, foram 519 internação, nenhuma compulsória. Além delas, tiveram 3 mil abrigamentos.” 
“Não podemos nos omitir. Por omissão, o Brasil é o maior consumidor de crack e o segundo maior de cocaína. Nessa unidade, 90% é ambulatório e outra parte menor é a internação”, disse. Com o protesto, Alckmin saiu do galpão, que deve abrigar uma nova unidade especializada para a saúde, e concedeu entrevista na área dos fundos do terreno, onde os manifestantes não tinham acesso. 
O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), dirigiu-se aos manifestantes, reprovando o ato e classificou a manifestação como filosofia de “correntes partidárias contrárias”: “[Governador] Campinas apoia você. Precisamos de mais ações contra o crack e ter internação voluntária e involuntária a pedida da família ou justiça.” 
De acordo com Paulo Mariante, membro do Conselho Municipal de Saúde de Campinas, “a nossa preocupação é que pessoas sejam encaminhadas para unidades contra a vontade. Isso deve ser exceção e não uma política. Esse anúncio não é bom”. 

19 horas atrás

Vasta e profunda análise da primeira pesquisa sobre o governo Haddad

por Esquerdopata
 
Como é de conhecimento até do mundo mineral, pesquisas de opinião pública, principalmente quando feitas por adversários/correligionários do pesquisado, não são coisas para se levar muito a sério. Precisa-se de uma série de pesquisas, de preferência feitas por institutos diferentes, durante um largo período de tempo para se apurar realmente a opinião popular. Uma pesquisa solitária sobre os 100 primeiros dias de um governo significa pouco, quase nada. Dito isso, analisemos os números como se fossem retrato fiel da realidade. 
Fosse Serra o prefeito e tivesse os mesmos números, a manchete da Folha não seria sobre os “31%”, incluiria os 42% de regular e diria “Serra tem aprovação de 73% após 100 dias”. Não é muito sério incluir quem acha o governo regular entre os que aprovam e muito menos entre os que desaprovam. Quem aprova costuma dizer que o governo é bom, quem desaprova diz que é ruim. Os muito politizados, no bom e no mau sentido,  costumam usar o “ótimo” e “péssimo”. Eu não diria nunca que o governo Dilma é ótimo, por exemplo. 
Os 31% de bom e ótimo correspondem claramente aos 28,97% que votaram em Haddad no primeiro turno, sinal que não há decepção entre seus eleitores de primeira hora. Já os 14% de ruim e péssimo passam muito longe dos 45,5% que votaram em Serra, sinal de que houve boa aceitação do desempenho do prefeito entre os que preferiam qualquer coisa, até Serra, que o PT na prefeitura. 
Os 42% de “regular” se dividem entre os que achavam que seria ótimo, mas não estão gostando muito; os que achavam que seria um desastre, mas estão achando aceitável e os que acham que é cedo para aprovar ou rejeitar, mas avaliam que o prefeito tem qualidades. Fosse essa uma de várias pesquisas realizadas em três anos e meio de governo e Haddad seria reeleito sem dificuldade. 
O viés ideológico costumar diminuir com o passar do tempo e uma análise mais racional dos resultados do governo prevalece sobre a ideologia e também sobre a imagem, geralmente paga, divulgada pela mídia. O caráter pragmático de Haddad deverá ajudá-lo nesse aspecto. Sua busca de parcerias com o governo estadual e seu não alinhamento incondicional com o governo federal deverão render mais frutos no futuro. Bom começo e boas perspectivas.

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