Requião ataca Tv Globo e defende blogueiros

por Luis Soares
 

Roberto Requião defende a blogosfera e ataca a Tv Globo. Senador expôs a necessidade de enfrentar o monopólio da informação no Brasil, sob controle de “meia-dúzia de famílias”

Rodrigo Vianna, em seu blog

Roberto Requião, já sabíamos todos, é homem de coragem. Governador do Paraná, enfrentou a mídia comercial, fortaleceu a TV Pública do Estado, enfrentou a ideologia da privatização a qualquer custo, governou contra a agenda liberal. Foi atacado, com reportagens mentirosas da Globo sobre o porto de Paranaguá. Ficou quieto? Não. Enfrentou a mídia convencional: a Globo e seus aliados locais. Enfrentou e ganhou, nas urnas.

Assista abaixo:

Agora, Requião vai à tribuna e compra a briga contra os monopólios da informação, esses mesmos que são tratados como “aliados” pelo ministro (petista) Paulo Bernardo, das (tele) Comunicações. Requião defendeu Azenha e outros blogueiros que estão sob ataque da velha mídia.

Dia desses, numa reunião de blogueiros, alguém brincava: “está na hora de trazer o Requião pro PT”. Eu diria o contrário: talvez seja preciso levar uma parte do PT para o lado do Requião. O mesmo lado onde já lutaram Brizola, Darcy e outros nacionalistas de esquerda. Homens que não abrem mão de um projeto de Nação.

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Roberto Requião defende a blogosfera e ataca a Tv Globo (Foto: Agência Senado)

E esse projeto não se efetivará sem enfrentar o monopólio da informação, controlada no Brasil por “meia dúzia de famílias” – como disse o senador na tribuna do Senado.

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uma hora atrás

Supremo constrangimento: Luiz Fux havia prometido absolver Dirceu

por Luis Soares
 

Luiz Fux é acusado de prometer absolver José Dirceu para conseguir vaga como ministro do STF. O atual ministro da suprema corte também teria pedido ajuda a João Paulo Cunha e Antonio Palocci

Por Walter Maierovitch

Tenho um amigo que, diante de certas manchetes, não cansa de avisar sobre a inexistência de “bala-perdida”.

Na Folha de hoje, José Dirceu sustenta ter o ministro Luiz Fux pedido-lhe apoio na obtenção de uma vaga no Suremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Fux teria dito que votaria pela absolvição de Dirceu.

Fux, por seu lado, não negou haver procurado Dirceu em busca de apoio. Mas frisou não ter prometido absolvição até porque nem lembrava a condição de Dirceu de réu no processo criminal apelidado de “mensalão”. Aliás, algo impossível de lembrar pois apenas sabiam as torcidas do Flamento e do Corinthians. E não houve nenhuma repercussão na mídia sobre o “mensalão” e de denúncia contra Dirceu.

Não vou entrar em juízos valorativos de relatos. Uma coisa só: Fux estava impedido de participar do julgamento.

Assim, temos, no ‘mensalão’, três ministros que estavam impedidos de participar do julgamento: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. Só que nenhuma das partes apresentou exceções para afastá-los. Os ministros, por outro lado, fingiram não haver obstáculo e, de ofício, não se deram por impedidos. E nem por motivo de foro íntimo.

luiz fux dirceu

No mês passado, Fux, conforme informou o jornalista Maurício Dias na sua prestigiosa coluna, foi acusado de pressionar a OAB para colocar o nome da sua jovem filha em lista e para concorrer a um cargo de desembargadora no Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro: só para lembrar, Fux foi desembargador no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Fora isso, Fux foi apontado como tendo incentivado (e aqui uso eufemismo) um seu assessor do Supremo Tribunal Federal a impugnar (e isso aconteceu) concurso de ingresso à magistratura em São Paulo. O assessor fora reprovado no supracitado concurso e nem atendia a exigência do edital.

Pano rápido. Sem tomar partido, existem fatos que nos levam à descrença.

CartaCapital

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5 horas atrás

Pela 1ª vez na história, um deputado que fala com o Espírito Santo

por Luis Soares
 

Se um louco assim se diz repleto do Espírito Santo, cabe processo de difamação movido por todas as igrejas na terra e sua expulsão para o inferno quando chegar a hora dele

Urariano Mota, Direto da Redação

O deputado ou pastor Marco Feliciano, todos sabem, preside até agora, contra a grita geral do Brasil, a Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados. Resta saber como o deputado/pastor possui uma linha exclusiva, de ligação direta com o Espírito Santo. Em mais de uma oportunidade, ele aparece como o Ele maior, pois declara no púlpito, no microfone, diante da câmera ou da câmara, tanto faz, pois tudo é instrumento para a Sua voz, de feliz Feliciano: “pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio do Espírito Santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás“. É como se o deputado fosse o próprio Espírito Santo.

Não vem ao caso aqui lembrar os pecados de corrupção e de abuso de mandato cometidos por Feliciano, quando não está em uma das pessoas da Santíssima Trindade. Ou quando Lhes dá as costas, porque a ligação esteve interrompida. No momento, o que mais desperta a piedade, em toda a gente impura da terra, é o desequilíbrio do deputado Marco Feliciano. Em uma entrevista, o divino pastor caído em desgraça para a maioria confessou:

marco feliciano espírito santo

O deputado que fala com o Espírito Santo (Reprodução)

Eu sou filho de uma mulher que, por causa da pobreza… minha mãe houve um tempo na vida dela em que ela tinha uma pequena clínica de aborto. Uma clínica clandestina. Eu cresci no meio disso. Eu vi mulheres perderem os seus bebês assim e eu fiquei traumatizado por isso. Eu vi fetos serem arrancados de dentro de mulheres”.

A isso, respondeu a mãe do pecador que é Deus, dois dias depois, em reportagem da Folha de São Paulo: que o filho jamais viu um aborto feito por ela. Que na época, quando ela recebia adolescentes para lhes fazer abortos, Feliciano era um recém-nascido. Pois dona Lúcia Maria Feliciano, a mãe do homem que fala com o Espírito Santo, era então uma doméstica de 20 anos, mãe solteira de um filho pequeno, o próprio bebê Marco Feliciano.

Observe o leitor que o nobre deputado das duas uma: ou é um Ser Superdotado de visões anteriores à sua primeira consciência, ou se encontra muito fora do lugar na presidência da Comissão de Direitos Humanos. Com mais propriedade, deveria estar em uma comissão de outros direitos: dos superfariseus, dos guardiões dos templos antes de Cristo, ou numa hipótese mais caridosa, na comissão de frente dos pacientes que vagam insones em um sanatório. Por reconhecimento a todos os seus direitos, que Ele merece a cada entrevista que comete.

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Sem prejuízo dos crimes contra os direitos das pessoas, Marco Feliciano tem se mostrado um caso de enlouquecimento em público. Na melhor das hipóteses, ele deveria estar na presidência de um sanatório de exclusões, onde não entrassem os pecadores mais equilibrados. A saber: na presidência de um hospício onde fossem barrados os homossexuais, os negros, os ateus, os socialistas, os democratas, as feministas, os jornalistas, os trabalhadores, os intelectuais, enfim, toda a mancha escura que nos dá prazer e orgulho de viver na terra.

Com o seu louco fundamentalismo, na sua modalidade mais terrível, da que tem visões saneadoras, ele é a antipropaganda dos evangélicos, dos cristãos, e, acima de tudo, do Congresso Nacional. No tempo da Comissão da Verdade, da recuperação do Brasil para uma democracia que encare a memória, o louco deputado Marco Feliciano é mais que ridículo, é trágico e perigoso. Pois ele possui todas as características dos fascistas, que se exibem puros, falsos puros, religiosos, na verdade fariseus, enquanto excluem os homens sujos – todos os homens que não sejam conforme o seu credo.

Consultando a internet, conhecemos algumas pérolas de Marco Feliciano:

Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polemica (sic). Não sejam irresponsáveis twitters. A maldição que Noé lança sobre seu neto, canaã, respinga sobre continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas…

Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos…

Se um louco assim se diz repleto do Espírito Santo, penso que caberia processo de calúnia e difamação movido por todas as igrejas na terra. E nos céus, quando por engano bater à porta de Deus, uma justa expulsão para o inferno ao lado.

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5 horas atrás

O que, finalmente, quer a Coreia do Norte?

por Luis Soares
 

Asiáticos e milenares que são os norte-coreanos dão mostras de ter ido além de Maquiavel, aproximando-se de Lênin acrescido de alguma sabedoria confuciana e espírito de rebeldia herdado pelos ensinamentos de Laotsé

Por Elias Jabbour*

Nem sempre imagens têm mais valor do que mil palavras. No caso em questão, as imagens e o retorcimento da retórica explanada pelo governo da Coreia do Norte são parte de um grande jogo de ridicularização de um regime cujo único objetivo é a autodefesa. Também existe uma ponta de luta pela sobrevivência. Sobrevivência que significa a própria sobrevida de uma nação milenar. E para mim isso basta.

Perguntemos a qualquer letrado, ou especialista. Você sabia que enquanto a Europa se ensanguentava em guerras religiosas, a Coreia já era uma nação com todos os traços que poderiam a classificar como um Estado Nacional precoce e anterior ao nascimento de Cristo?

Você sabia que houve uma guerra entre os lados norte e sul da península coreana entre os anos de 1950 e 1953? Você sabia que foi a primeira vez, desde a independência dos EUA (1776) que os norte-americanos assinaram um armistício, ou seja, foram derrotados pela primeira vez em quase 200 anos? Você sabia que desde 1776 os EUA nunca ficaram longe de uma guerra, fora dos seus domínios, por mais de dez anos? Você sabia que na Guerra da Coreia caiu, sobre o lado norte da península, o correspondente a dez bombas nucleares testadas em Hiroshima e Nagasaki? Você sabia que, desde 2001, estão apontadas, à capital da Coreia do Norte (Pionguiangue), cerca de 60 mísseis carregados de ogivas nucleares?

Mais perguntas: Você tem notícia acerca da invasão de um algum país por parte da Coreia do Norte? Você sabia que o país mais bloqueado, cercado e difamado no mundo é a Coreia do Norte? Será que essa difamação tem alguma relação com a derrota dos EUA na já referida guerra? Será que querem condenar a Coreia do Norte ao retorno à Idade da Pedra? Será que a Coreia do Norte há 60 anos não é o espinho na garganta dos EUA? Diante dos fatos e da história, você acha que os EUA fariam com a Coreia do Norte o mesmo que fizeram com o Iraque, o Afeganistão e outros? A Coreia do Norte tem ou não o direito de se defender? Você tem alguma dúvida sobre o destino de Kim Jong Un: seria recebido com festa num exílio na Europa ou teria o mesmo destino, com os mesmos requintes de crueldade, reservado a Muamar Kadafi?

Responder estas questões não é uma tarefa complicada. Um mínimo de honestidade já bastaria para saber o que está em jogo nesta guerra psicológica em curso na península coreana. De imediato sugiro qualquer julgamento moral sobre a natureza do regime norte-coreano, se é socialista ou não, se é democrático ou ditatorial, bonito ou feio, rude ou sofisticado. Tem gosto para tudo. Também não seria muito legal tomar a máxima do chanceler brasileiro (Antonio Patriota), segundo quem esperava uma “atitude mais ocidentalizada do líder norte-coreano”.

coreia do norte

Forças Armadas da Coreia do Norte desfilam na capital Pyongyang (Foto: Divulgação)

Talvez Antonio Patriota esteja levando a sério demais o conselho de Huntington sobre um Choque de Civilizações, quando na verdade tanto Huntington quanto Patriota não passam de vítimas de um verdadeiro “choque de ignorância”. Meu parêntese continua para externar algo mais de fundo. É chocante imaginar que o chefe de nossa chancelaria nunca tenha lido Edward Said (“Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente”), nem tampouco Barrington Moore Jr. (“As Origens Sociais da Ditadura e da Democracia – Senhores e Camponeses na Construção do Mundo Moderno”). De forma explicita em ambos os livros ficam claras as evidências, na Ásia, de práticas democráticas ao nível da aldeia que remontam ao menos 3.000 anos.

O que quer de fato a Coreia do Norte, partindo de um julgamento mais pautado pela história? É evidente que o regime busca sobrevida e para isso nega a lógica da rendição incondicional tão cara a outras experiências, entre elas as da URSS, Leste Europeu e recentemente da Líbia.

Uma nação que historicamente teve seu território sob a cobiça estrangeira, cercada de grandes potências por todos os lados, passando por uma sanguinária ocupação japonesa e que sabe do que são capazes os EUA, não pode se dar ao luxo de esperar o bonde da história passar. O bonde da história derrotou as experiências socialistas da URSS e Europa, levando quase a nocaute por asfixia o governo da Coreia do Norte na década de 1990. Os últimos 25 anos foram marcados por privações de todo tipo, levando inclusive a fome para o outro lado do rio Yalu. O bloqueio, a fome imposta de fora para dentro e as inúmeras ameaças militares e provocações (Coreia do Norte como parte do “Eixo do Mal”, segundo Bush) só fez restar ao governo nortecoreano a opção de se “armar até os dentes” diante do que ocorria em Belgrado sob as hostes das chamadas “intervenções humanitárias”.

Poucos regimes no mundo tem uma noção da política como uma ciência que leva em conta não somente a correlação de forças, mas também o chamado tempo e espaço. Asiáticos e milenares que são os coreanos dão mostras de ter ido além de Maquiavel, aproximando-se de Lênin acrescido de alguma sabedoria confuciana e espírito de rebeldia herdado pelos ensinamentos de Laotsé. Somente gente preparada poderia manter em pé um país cercado, humilhado e ameaçado desde seu nascedouro e com um cenário recrudescido nas últimas duas décadas.

O conceito de ditadura não serve de explicação. Mais pobre ainda é levar à sério certas conversas do tipo “governo que se mantém às custas da fome do povo e do não cumprimento dos direitos humanos”, quando na verdade a soberania nacional está acima de qualquer direito humano. Ou se acredita ser possível algum direito humano sob ameaça ou intervenção estrangeira? O único direito humano universal é o direito à vida. E o direito a vida naquela parte do planeta se confunde e se entrelaça com o direito de ser nação soberana. É simples, sem ser simplista: a Coreia do Norte não está de brincadeira, pois sabem com quem estão lidando e do que são capazes os EUA.

Os norte-coreanos querem ter o direito de ser o que eles decidiram ser desde a explosão das primeiras revoltas camponesas contra a ocupação japonesa, ainda na década de 1910 do século passado. Ao invés de buscarmos dar lições de democracia, civilidade e de governo para uma nação milenar, seria mais interessante entender como um país exposto àquelas condições pode alcançar um nível de desenvolvimento tecnológico capaz de projetar e lançar satélites artificiais, mísseis intercontinentais e mesmo bombas nucleares, algo que nem nossos amigos do Irã e seus imensos recursos petrolíferos conseguiram até hoje.

Acho que se decifrarmos a formação social que forjou um povo capaz de expulsar Gengis Khan de seus domínios, no auge do poderio militar do Império Mongol, chegaremos a explicações mais plausíveis e próximas da realidade.

Elias Jabbour é doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP. Autor de “China Hoje: Projeto Nacional, Desenvolvimento e Socialismo de Mercado” (Anita Garibaldi/ EDUEPB, 2006).

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5 horas atrás

Bono desafia Lula a fazer “Bolsa Família Planetário”

por Luis Soares
 

Bono desafia Lula: vamos fazer juntos um Bolsa Família planetário. Vocalista do U2 diz que Lula é a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional em prol da erradicação da pobreza no mundo

O que era para ser um reencontro de dois amigos acabou se transformando em uma produtiva reunião de trabalho. Na tarde desta terça-feira (9), em Londres, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o músico irlandês Bono, líder da banda U2, conversaram durante uma hora e falaram sobre o programa Bolsa Família, segurança alimentar, fome na África e, claro, futebol, paixão de ambos.

A pedido do roqueiro e ativista social, Lula resumiu os programas de inclusão social realizados no Brasil durante seu governo e que permitiram que fossem retirados do estado de miséria absoluta mais de 30 milhões de pessoas. De lápis na mão, o ex-presidente fez para Bono um cálculo estarrecedor:

bono lula bolsa família planetário

Ex-presidente Lula com Bono, líder da banda U2 (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

– Some os 9,5 trilhões de dólares gastos para salvar bancos norte-americanos e europeus, depois da crise de 2008, mais os 1,7 trilhões de dólares despejados pelos EUA na guerra do Iraque, e você terá mais de US$ 11 trilhões. Isso significa que os recursos jogados na farra dos bancos e na invasão do Iraque seriam suficientes para montar um mega-programa Bolsa Família que atenderia a todos os pobres do mundo durante 150 anos.

Para Bono, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, com problemas de saúde, retirou-se da politica, Lula converteu-se naturalmente no grande interlocutor mundial dos pobres:

– Lula, você é o único interlocutor capaz de falar com capitalistas e socialistas, com dirigentes dos países ricos e com as lideranças do Terceiro Mundo.

O músico propôs somar os esforços do Instituto Lula e da organização não-governamental ONE, criada e dirigida por Bono para difundir e estimular, em países africanos, programas contra a fome e a miséria. Ele revelou também que, com o apoio de Bill Gates e do investidor George Soros, a ONE vem implantando na Tanzânia um projeto de produção de alimentos na savana inspirado no trabalho da brasileira Embrapa em Gana.

Ao final do encontro, Bono fez um desafio ao ex-presidente do Brasil:

– Você é hoje a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário, que atenda a todos os pobres do mundo! Vamos, eu me junto a você e fazemos isso juntos!

Lula e Bono ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já bateram o martelo: os dois estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014.

com informações da Agência Brasil

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6 horas atrás

Skinheads repudiam imagem polêmica divulgada por neonazista

por Luis Soares
 

Repercussão de imagem postada por neonazista nas redes sociais revolta skinheads. Integrantes do movimento skinhead afirmam que Di Mauro não faz parte da causa. Jovem já foi preso por espancar gays e skatistas

“Ele não é skinhead, é apenas neonazista”, diz T.A, 26, sobre Antônio Donato Baudson Peret, o Donato di Mauro, que divulgou uma foto em suas redes sociais enforcando um morador de rua com uma corrente na praça da Savassi, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Após a repercussão da reportagem sobre o ocorrido, diversas declarações como esta começaram a aparecer.

T.A. ainda conta que um amigo dele também foi espancado por Di Mauro e outro homem, também neonazista assumido, e teve três dentes arrancados. Na ocasião, o amigo de T.A, que não será identificado, usava uma jaqueta com diversos adornos referentes ao anarquismo e ao movimento punk, do qual faz parte. “Estes caras propagam o ódio por aí, e ficam impunes. Os próprios skinheads abominam este tipo de comportamento”, conta T.A.

Porém, o que mais espanta T.A. é a impunidade e um possível acobertamento da polícia em relação a estes crimes, segundo ele. “Como que eu vou ficar tranquilo e ir almoçar domingo no Shopping com a minha família sabendo que estes criminosos estão à solta por aí?”, questiona.

skinhead morador rua

Na imagem responsável pela polêmica, Donato aparece enforcando um morador de rua (Reprodução)

Di Mauro também é suspeito de integrar um grupo de neonazistas que agrediram skatistas na avenida Paulista, em São Paulo, também em outubro do ano passado. Neste caso, os envolvidos foram liberados pela polícia por falta de provas.

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Assim como T.A, outro internauta, que será identificado como Batista se indignou com o fato e procurou a reportagem para dizer que Di Mauro, conhecido por “Tim”, não representa os skinheads. “O Tim já é um velho conhecido dos anti-fascistas de Belo Horizonte, mas não é skinhead. Eu sou skinhead há seis anos e gostaria de dizer que ele nem nenhum outro neonazista representa o movimento, que já dura há 45 anos”, explica.

skinhead di mauro

Uma das diversas imagens postadas por Donato Di Mauro em que ele faz o símbolo de exaltação nazista (Foto: Reprodução)

Procurado pela reportagem para falar sobre a repercussão do caso, Donato não se manifestou, mas postou a seguinte mensagem na rede social: “Não tenho NADA a dizer a vocês da mídia, aonde claro, sempre vão distorcer tudo. Não me procurem mais, não terão a entrevista para vender suas mentiras com seus jornaizinhos baratos cheios de sangue.”

Entenda as diferenças – Movimento Skinhead

O movimento skinhead teve início no Reino Unido na década de 60 e nasceu sob forte influência jamaicana. O movimento tinha motes musicais e comportamentais, mas nenhuma relação com política ou questões raciais. Isso até a década de 70, quando outros elementos foram sendo acrescidos à ideia original e foram se subdividindo em outros segmentos, entre eles, os skinheads neonazistas. Porém, o movimento original ainda tem um grande número de adeptos no mundo e também no Brasil, que fazem um apelo para que os dois segmentos culturais sejam devidamente separados também na cabeça das pessoas.

“Como que um movimento que começou também na Jamaica pode ter conotação racial? Skinheads e neonazistas são coisas completamente distintas entre si, a única semelhança é que, alguns neonazistas também usam as cabeças raspadas, assim como os skinheads, mas as ideologias são completamente diferente”, conta T.A.

Já o neonazismo, como o próprio nome dá a entender, é uma espécie de ressurgimento do nazismo na contemporaneidade, quando vários preconceitos raciais, sociais e de orientação sexual já foram e continuam a ser combatidos. Os seguidores deste movimento pregam a “superioridade da raça branca” e promovem a discriminação contra minorias e grupos específicos. Nele, as diferenças entre as “raças” são bem claras, mesmo no século XXI, onde o termo “raça” já foi cunhado como politicamente incorreto, já que a raça, no caso, seria a qual pertencem todos os seres humanos: a dos seres humanos.

Jornal O Tempo Edição: Pragmatismo Politico

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