Após acusar Fux, Zé Dirceu vai esperar reação

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

Do Blog do Kotscho – publicado em 10/04/13 às 16h15   

Ricardo Kotscho 

 

Depois de acusar de “assédio moral” o ministro Luiz Fux por ter pedido a sua ajuda na nomeação para o Supremo Tribunal Federal, em troca da promessa de absolvição no julgamento do mensalão, o ex-ministro José Dirceu resolveu esperar as reações às suas declarações antes de se manifestar novamente sobre o julgamento, que entra esta semana em sua fase final.

A decisão foi tomada após avaliação da entrevista feita com seus advogados. Na próxima semana, José Dirceu retomará pelo Norte e Nordeste suas viagens pelo país para apresentar os argumentos dos recursos que deverão ser apresentados ao STF nos próximos dias.

“Eu acho que ele já deveria ter se declarado impedido de participar deste julgamento”, disse Direceu na entrevista aos repórteres Fernando Rodrigues e Monica Bergamo, na “Folha” desta quarta-feira.

Em entrevista que concedeu ao mesmo jornal em dezembro do ano passado, Fux reconheceu que se eoncontrou com José Dirceu quando estava em campanha por uma vaga no STF, mas negou que tenha prometido absolvê-lo. O ministro havia dito também que não se lembrava de José Dirceu ser um dos réus do mensalão, argumento que o ex-ministro chamou de “tragicômico”.

“Confesso que naquele momento não me lembrei que José Dirceu era réu”, disse Fux na época. Mais tarde, segundo ele, ao ler o processo, Fux teria ficado “estarrecido”.
Na conversa entre os dois, Dirceu conta que afirmou ao ministro: “Eu não quero que o sr. me absolva. Eu quero que o ser vote nos autos. Não é porque não tem prova, não. Eu fiz contraprova porque sou inocente”.

Embora diga que está preparado para ser preso, o ex-ministro garantiu que vai continuar se defendendo na Justiça e promete recorrer até à Comissão Internacional de Direitos Humanos. “Não é que fui condenado sem provas. Não houve crime, sou inocente, me considero um condenado político. Foi um julgamento de exceção, político”.

Luiz Fux mandou um assessor dar o seguinte recado sobre a entrevista de José Dirceu: “Um ministro do Supremo não polemiza com réu”. O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que “estas declarações desgastam o Supremo. É tudo muito lamentável”. E o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) já anunciou que vai pedir o impeachment do ministro Luiz Fux. 

O caso do mensalão ainda parece longe de acabar.
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2 horas atrás

Joaquim Barbosa: salvador da pátria ou colecionador de lambanças?

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

Da Carta Maior –  10/04/2013

 

 

A mídia conservadora e a televisão, com amplo apoio popular, transformaram Joaquim Barbosa no “herói nacional” que lavou a alma do brasileiro condenando gente da Casa Grande. Mas ele, agora, está ficando cada vez mais isolado, mais esquecido institucionalmente. 
Luiz Flávio Gomes*     Do pó viemos e ao pó retornaremos. A finitude é da essência humana. Não existe exceção. A mídia conservadora e a televisão, com amplo apoio popular, transformaram Joaquim Barbosa no “herói nacional”, no salvador da pátria, que lavou a alma do brasileiro condenando gente da Casa Grande, gente que não tem nada a ver com a senzala. Ele mesmo, no entanto, diz coisa bem diferente: considera-se um anti-herói (declarou isso para a Folha de S. Paulo). 
Herói ou anti-herói? A população está cada vez mais dividida (sobretudo a que manifesta nas redes sociais). Para a presidência da República Joaquim Barbosa tem 9% dos votos, diz o Datafolha. Unanimidade, sobretudo nas personalidades públicas, nunca haverá! Por quê?

Porque “em todas as coisas existe um misto de atração-repulsa, amor-ódio, generosidade e egoísmo. Basta olhar um pouco mais de perto para constatar que os sentimentos mais elevados são permeados de seu contrário (…) na origem do processo de hominização existe uma contradição fundamental entre o comportamento do primata frugívoro, omnívoro, de um lado, e, do outro, o carniceiro terrestre (…) o apolíneo é antagônico ao dionisíaco (…) em cada coisa, em cada situação, existe seu contrário (…) até Deus, na tradição ocidental, tem seu contrário: Satã (…) Eros é o arquétipo da imperfeição, do equilíbrio conflituoso, de uma sede de alteridade que persegue tudo e todos” (Mafessoli: 2004, p. 63).

Em grande parte somos os responsáveis pela construção da nossa história de vida, que necessariamente tem que estar pautada pela ética (entendida como a arte de viver bem humanamente, como diz Savater). Joaquim Barbosa continua apoiado por muita gente, que anda irada (com razão) contra os desmandos no nosso país, com as falcatruas, com as malandragens feitas com o dinheiro ou os gastos públicos, com a discriminação dos pobres e miseráveis, com a impunidade dos ricos (sic) (a impunidade, na verdade, é geral, porque é irmã gêmea da seletividade). 

De qualquer modo, dentro do Poder Judiciário brasileiro talvez nunca tenha havido um juiz populista tão habilidoso em explorar a comoção nacional contra as injustiças, o sentimento de impotência da população diante da impunidade, sua ira, sua irresignação. Mas todo mundo tem seu lado anti-herói: tratamento descortês com os próprios colegas do STF, ataques pessoais graves contra eles, xingamentos gratuitos contra jornalistas, acusações genéricas contra os juízes e advogados, ofensas depreciativas aos juízes (que seriam tendenciosos em favor da impunidade) etc. 

Seguindo o mesmo caminho conflitivo e populista do ex-senador Demóstenes, Joaquim Barbosa está ficando cada vez mais isolado, mais esquecido institucionalmente. Aprovaram uma Emenda Constitucional no Congresso, criando mais Tribunais no país, sem que ele tivesse sido sequer comunicado do dia da votação (tanto que ele reclamou que tudo foi feito na “surdina”, que agiram “sorrateiramente”). Num estado institucional normal, jamais o Congresso deixaria de avisar e protagonizar o presidente do Poder Judiciário. 

Qual é o problema? Quem exerce o poder no isolamento (sobretudo dentro do seu próprio Tribunal), tem sempre um final muito triste. Joaquim Barbosa não está ouvindo os conselhos de Maquiavel. Adula o povo, com seus sedativos populistas, mas ao mesmo tempo faz lambanças com seu desequilíbrio emocional, denotando falta de sensatez, de prudência e de razoabilidade. Joaquim Barbosa não está percebendo que na hora do ”impeachment” (tal como o do Demóstenes) o povo (que o apoia incondicionalmente) não vota. E mesmo que votasse, sua aprovação é minoritária (9%). 

O brasileiro (diz Sérgio Buarque de Holanda) tem mesmo disposição para cumprir ordens e adora alguns tiranos ou tiranetes, mas é preciso saber mandar, com muita liderança e habilidade. Contra o autoritarismo terceiro-mundista, herdeiro dos absolutismos do tipo Luís XIV, até mesmo o mais humilde dos miseráveis da senzala sabe reagir. A cobrança virá, começando, claro, por todos os que foram ofendidos grosseira e injustamente por ele, que prontamente contarão com o apoio dos insatisfeitos da Casa Grande (banqueiros, políticos, donos da mídia etc.). O processo de fritura da criatura já começou! Isso é muito ruim para o já esgarçado funcionamento das instituições. Estamos cada vez mais distantes de fazer do Brasil uma grande nação. Que pena! 

*Luiz Flávio Gomes é jurista e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil 
(www. institutoavantebrasil.com.br). . Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Postado por celvioàs 17:520 comentários Links para esta postagem   Do Blog ContrapontoPIG

4 horas atrás

O que Carla Vilhena deve ter escrito na carta de despedida que foi proibida de ler?

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Eis a pergunta que não quer calar.

Ela
Ela

Carla Vilhena teria sido proibida de se despedir de sua audiência no Bom Dia São Paulo, o jornal que apresentava desde 2010. De acordo com o colunista de TV Daniel Castro, ela soube que seria substituída pela imprensa. Não pôde ler sua nota de adeus e, abalada, não conseguiu terminar sua participação no telejornal. Saiu do prédio, diz a coluna, amparada por funcionários. A emissora está reformulando as bancadas de seus programas jornalísticos. Carla será repórter do Fantástico. Isso já seria razão suficiente para deixar uma pessoa deprimida, mas a mesquinhez da ordem deve ter calado fundo na apresentadora. Agora, o que Carla pode ter escrito de tão grave? Teria ela uma bomba nas mãos? Uma denúncia contra Roberto Marinho? A verdade sobre a cobertura da Globo das eleições do Vaticano? A revelação de um pacto entre Marco Feliciano e Glória Perez para emburrecer o Brasil? A cura do câncer? Mais: se Fátima Bernardes se despediu do Jornal Nacional em grande estilo, por que não Carla Vilhena? Hã? Hã? Provavelmente, a carta, se existiu, está guardada em seu email. Enquanto ela não vem à tona (porque, uma hora, virá), uma equipe de investigadores renomados fez simulações de seu conteúdo. O Diário teve acesso a algumas versões:

 1. Caros telespectadores, Hoje estou me despedindo do Bom Dia São Paulo. Mas antes queria deixar uma mensagem importante: Roberto Marinho não morreu. Ele está, neste momento, em sua mansão no Cosme Velho, com sua tartaruga, jogando gamão e vendo tudo o que vocês fazem quando mudam de canal. Doutor Roberto, tamo junto. Beijo no coração!

 2. Amigos telespectadores, Cansei de acordar às 4 da manhã e dormir às 8 da noite. Tenho dois filhos pequenos e eles precisam da mãe deles. Eu sei que ninguém presta atenção no que digo a essa hora da manhã, por isso vou recitar o livro do Gênesis vestida de Mulher-Maravilha. Pode entrar, Cid. Beijo no coração!

 3. Amigos, Fiquei sabendo agora que fui transferida para o Fantástico. É uma honra apresentar um programa tão querido e tradicional ao lado de tanta gente talentosa. Antes de começar, estarei fazendo uma viagem de cinco anos e meio, durante a qual estarei captando imagens para uma grande reportagem que será transmitida em 739 domingos seguidos. Me sigam no Fêice. Estarei postando as fotos. Beijo no coração!

 4. Caros telespectadores, Mostrei minha carta de despedida à direção da TV Globo e eles amaram o que escrevi. Fizeram apenas alguns cortes – que eu, aliás, achei irretocáveis. Coisa mínima. Às vezes eu escrevo demais, né? Brigado, Boss! Escrever é cortar, já dizia Clarice Lispector. Bom, ficou assim: “Tchau, turma. Beijo no coração!”

 5. Amigos e amigas, Eu queria… dizer… obrigado… Estou saindo. Na verdade, o que aconteceu foi que… (Carla é interrompida. Ela se debruça sobre a bancada aos prantos. Entra a moça do tempo. Sérgio Chapelin a ampara, cantando baixinho em seu ouvido o tema do Esporte Espetacular. Ela se desembaraça dele, apanha um tótem de iluminação e começa a quebrar o estúdio. A segurança é convocada. Ela é contida. “Tamo junto, Carla, tamo junto… Sshhhh…”, diz o maquiador. Ela se acalma e caminha lentamente para longe das câmaras. Os cinco telespectadores acordados às 6 e meia da manhã continuam tomando o café com leite).

Kiko Nogueira
No Diário do Centro do Mundo 
Postado por zcarlos ferreiraàs 15:00Nenhum comentário:  Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: Rede GloboTelevisão   Do Blog COM TEXTO LIVRE

5 horas atrás

Thatcher era contra os “gastos desnecessários com dinheiro público”, mas seu funeral custará 8 milhões de libras aos cofres britânicos

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
O funeral da rainha das privatizações do Reino Unido custará 8 milhões de libras (pouco mais de R$ 24 milhões) aos cofres públicos britânicos. Já que ela mesma era uma fervorosa defensora da hegemonia dos privados, por que não utilizar a lógica thatcheriana de que o Estado não deve desperdiçar recursos em gastos desnecessários, e privatizar o funeral? Afinal, Tatcher deve estar se revirando no túmulo não é mesmo, já que era incapaz de gastar dinheiro público pra salvar vidas, imagina pra enterrar o que não tem mais vida?

 Funeral de Thatcher custará 8 milhões de libras aos cofres públicos britânicos Do Opera Mundi Jornais ingleses ressaltam que morte de ex-premiê voltou a dividir o país O funeral da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que morreu na segunda-feira (08/04), aos 87 anos, em decorrência de um AVC (Acidente vascular cerebral) terá um custo calculado em oito milhões de libras esterlinas (aproximadamente 24,2 milhões de reais), de acordo com o jornal britânico Daiy Mail. Todas as despesas serão pagas pelo Estado. Thatcher, também conhecida como “dama de ferro”, comandou o país entre 1979 e 1990 como a primeira mulher a chefiar o governo do Reino Unido, e se tornou um ícone do conservadorismo europeu. Segundo anúncio do governo britânico, o funeral terá honras militares, que, apesar de não serem oficialmente de Estado, será similar aos da rainha-mãe e da princesa Diana.
A cerimônia será realizada no dia 17 de abril (quarta-feira) na catedral de St.Paul, em Londres. Um dia antes, o caixão com o corpo da ex-primeira-ministra será levado para a capela de Westminster. No dia seguinte, o ataúde será transportado em um carro protegido por militares e, em St.Paul, será recebido por uma guarda de honra. Ao final da cerimônia haverá um enterro privado, reservado para convidados, personalidades políticas e ex-colaboradores. O evento terá muita pompa e se assemelhará ao da rainha mãe, realizado em 2002, sendo transmitido ao vivo pela televisão e com a presença de personalidades de todo o mundo – incluindo a rainha Elizabeth II. A última vez que a monarca compareceu para o enterro de um chefe de governo foi em 1965, após a morte de Winston Churchill (1940-1945 e 1951-1955). Agência Efe

 Jornal britânico The Evening Standard  noticiando morte de Thatcher é pichado com o recado: “Até que enfim”

 Familiares de Thatcher e representantes do Palácio de Buckingham fecharam hoje os detalhes de uma cerimônia solene que estará só um degrau abaixo de um funeral de Estado, reservado para os monarcas, mas que pode se estender a outras personalidades com a permissão da rainha e o voto propício do Parlamento. Em vida, Thatcher já havia rejeitado que se abrisse para ela uma exceção concedida a poucos heróis britânicos, como o almirante Nelson (vencedor na batalha de Trafalgar), o duque de Wellington, que derrotou a Napoleão em Waterloo, além de Churchill, que liderou o Reino Unido durante a II Guerra Mundial. Apesar de Thatcher, que era reconhecida por sua austeridade, não querer que a câmara dos Comuns debatesse o orçamento de um funeral de Estado, a cerimônia de despedida da ex-primeira-ministra não economizará e terá poucas diferenças em relação a um funeral de maior categoria. Os jornais britânicos afirmam que Thatcher voltou a dividir o país, já que muitas pessoas saíram às ruas para comemorar sua morte, em razão de discordarem de seu legado e governo, marcado por privatizações, desindustrialização e a supressão de direitos trabalhistas, além da ofensiva britânica na Guerra das Malvinas. Um aparato policial já está sendo preparado para evitar que manifestantes trabalhistas e de esquerda, membros de associações sindicais ou até mesmo ativistas irlandeses com ligações com o IRA (Exército Republicano Irlandês) tentem atrapalhar a cerimônia. Privatização O diretor de cinema britânico Ken Loach, um dos muitos críticos do legado Thatcher, é um dos muitos britânicos que apoiam a sugestão de que seu enterro fosse “privatizado”, ou sja, não tivesse custos públicos, afirmando que a própria ex-premiê teria preferido que fosse dessa maneira. “Lembram-se de que ela chamou (o líder da libertação sul-africana Nelson) Mandela de terrorista e tomou chá (com o ditador chileno Augusto) Pinochet? Por que nós temos de homenageá-la? Coloquem (o funeral) em uma concorrência e quem oferecer o menor orçamento ganha. É tudo o que ela gostaria que fosse”, disse. Loach também não poupou críticas à “dama de ferro”: “Thatcher foi a mais divisiva e destrutiva primeira-minstra em todos os tempos”, afirmou. “Desemprego em massa, fechamento de fábricas, comunidades destruídas: esse foi seu legado. Ela era uma lutadora e seu inimigo era a classe trabalhadora britânica (…) Suas vitórias foram ajudadas pela corrupção de líderes de sindicatos e do Partido Trabalhista. Foi por causa das políticas iniciadas por ela que nos encontramos nessa bagunça de hoje”. (*) com agências de notícias internacionais Leia também:
Abaixo-assinado pede privatização do enterro de Thatcher

Do Maria Frô.

7 horas atrás

Dirceu afirma que foi assediado moralmente por Luiz Fux

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
‘Fux disse que ia me absolver’

Ex-homem forte do PT condenado no mensalão diz ter sido ‘assediado’ quando ministro estava em campanha para STF

Fernando Rodrigues
Em São Paulo
Mônica Bergamo
Colunista da Folha

O ex-ministro José Dirceu, 67, afirmou ontem que foi “assediado moralmente” pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, e disse que ele prometeu absolvê-lo no julgamento do mensalão.
Em entrevista à Folha e ao UOL, ele diz que foi procurado pelo magistrado há cerca de dois anos, quando Fux ainda era ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e fazia campanha para ser indicado pela presidente Dilma Rousseff para integrar o STF.
O “assédio” teria durado seis meses, até Dirceu concordar em recebê-lo. Durante o encontro, o ex-ministro diz que, sem que perguntasse nada, Fux “tomou a iniciativa de dizer que ia me absolver“. Segundo Dirceu, “ele, de livre e espontânea vontade, se comprometeu com terceiros, por ter conhecimento do processo, por ter convicção“. Fux votou pela condenação de Dirceu. O petista afirmou que ele “já deveria ter se declarado impedido de participar desse julgamento”. Ex-homem forte do PT e do governo Lula, Dirceu foi condenado pelo STF a dez anos e dez meses de prisão. Seus advogados aguardam a publicação dos votos dos ministros, que deve ocorrer em breve, para apresentar recursos e tentar reverter a sentença. Em dezembro do ano passado, Fux admitiu à Folha que encontrara Dirceu quando estava em campanha para o STF, mas negou ter prometido sua absolvição. Ele disse que leu o processo depois e que ficou “estarrecido”. Dirceu diz que o argumento de Fux é “tragicômico” e “soa ridículo, no mínimo. A seguir, os principais trechos da entrevista do ex-ministro.
– Folha/UOL – Como foi seu encontro com Luiz Fux? José Dirceu – Eu não o conhecia, eu fui assediado moralmente por ele durante mais de seis meses para recebê-lo. Como foi esse assédio? Através de terceiros, que eu não vou nominar. Eu não queria [recebê-lo]. Quem são esses terceiros? São advogados, não são lobistas. Eu o recebi, e, sem eu perguntar nada… Porque ele [hoje] dizer para a sociedade brasileira que não sabia [na época do encontro] que eu era réu do processo do mensalão é tragicômico. Soa ridículo, no mínimo, né? Como o ministro do STJ [cargo ocupado na época por Fux] não sabe que eu sou réu no processo? E ele tomou a iniciativa de dizer que ia me absolver. Textualmente.Assim? Eu disse: “Eu não quero que o sr. me absolva. Eu quero que o sr. vote nos autos. Não é porque não tem prova, não. Eu fiz contraprova porque eu sou inocente”. Para fazer uma síntese do encontro, é isso. E o sr. acreditava que ele ia inocentá-lo? Isso pesou na nomeação dele [de Fux para o STF]? A presidente Dilma levou isso em consideração? Não acredito que tenha pesado, não acredito que tenha pesado. Na hora de discutir a nomeação dele… Eu não participei. Porque, evidente, eu como réu tinha que tomar todos os cuidados para evitar que minha situação se agravasse, como o resultado final mostrou. Como é que o sr. se sentiu quando o ministro Fux votou pela sua condenação?Depois dos 50 anos que eu tenho de experiência política, infelizmente eu já não consigo me surpreender. A única coisa que eu senti é a única coisa que me tira o sono. Nem a condenação me tira o sono porque tenho certeza que eu vou revertê-la. O que foi? O comportamento do ministro Luiz Fux. Porque é um comportamento que… Ele, de livre e espontânea vontade, se comprometeu com terceiros, por ter conhecimento do processo, por ter convicção, certo? Essa é que era a questão, que ele tinha convicção e conhecimento do processo. É um comportamento quase que inacreditável. O sr. acha que cabe alguma medida no caso? Eu acho que ele já deveria ter se declarado impedido de participar desse julgamento. A sua defesa vai apresentar recursos [para reverter a condenação]. O sr. tem esperança? Vai apresentar. Depois do transitado em julgado, vamos para a revisão criminal. E vou bater à porta da Comissão Internacional de Direitos Humanos. Não é que fui condenado sem provas. Não houve crime, sou inocente; me considero um condenado político. Foi um julgamento de exceção, político. Mas era um tribunal cuja maioria foi nomeada pelo ex-presidente Lula e por Dilma. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que caracterizou o julgamento como político é evidência pública. Um julgamento que foi deliberadamente marcado com as eleições [municipais de 2012]. A transmissão de um julgamento como esse pela TV é algo inacreditável. O sr. acha que os ministros ficaram com medo da TV? É evidente que houve pressão externa sobre o Supremo. Enquanto eu suspirar, vou lutar para provar a minha inocência. Porque eu nunca tive a presunção da inocência. Eu não consigo entender por que eu fui condenado. Porque eu era ministro? Chefe da Casa Civil? Líder do PT? Mas onde estão as provas? Os recursos tiveram origem em empréstimos que as empresas do Marcos Valério fizeram em um banco e que foram repassados para o PT. E eu estava na Casa Civil, não estava na direção do PT. Não respondia pelas finanças nem pelas decisões executivas do PT. Se o ex-presidente Lula não tem nada com isso, por que Marcos Valério é recebido por Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula e um de seus assessores mais próximos? Boa pergunta para ser dirigida ao Paulo Okamotto. Eu nunca tive nenhum contato com Marcos Valério. Nem antes nem depois. E o Lula não tem nenhuma preocupação. Conheço os fatos, ele não tem nada a ver com isso. Absolutamente. A não ser que se queira, agora, dar um golpe que não conseguiram dar antes. Quer dizer, transformar o Lula em réu na Justiça brasileira. A não ser que se vá fazer esse tipo de provocação ao PT e ao país, à nação brasileira. 
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7 horas atrás

Proibida de se despedir, apresentadora da Globo sai do ar chorando

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

TV Globo proibiu despedida de Carla Vilhena, que só soube de sua substituição através da imprensa (Foto: Divulgação)

Globo proíbe despedida, e apresentadora sai do ar chorando. Carla Vilhena só soube pela imprensa que seria substituída em telejornal da Tv Globo Pragmatismo Político Foram dramáticos os últimos minutos da jornalista Carla Vilhena como apresentadora do Bom Dia São Paulo e do bloco paulista do Bom Dia Brasil, na última sexta-feira. Carla soube pela imprensa, na véspera, que deixaria o telejornal, que apresentava desde meados de 2010. Na sexta, ela escreveu uma nota de despedida do público, mas foi proibida pela direção de jornalismo da Globo, enquanto apresentava o Bom Dia São Paulo, de ler o texto. Mais informações » Enviada por: Nogueira Junior 12:160 Comentários * Artigo / Crônica,Baixaria na TVGloboVelha Mídia   Do Blog BRASIL! BRASIL!

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