PELA REVISÃO DO JULGAMENTO DO MENTIRÃO!!!

por Blog Justiceira de Esquerda
 
No SalaFehrio 
 
DIRCEU, CUNHA, GENOÍNO ET ALTRI SÃO AUTORES PRESUMÍVEIS DE SUPOSTOS DELITOS, COMPROVADOS POR TEORIAS INCERTAS E PROVAS DUVIDOSAS … http://salafehrio.blogspot.com.br/2013/04/pela-revisao-do-julgamento-do-mentirao.html
2 horas atrás

PEDE PARA SAIR, JOAQUIM

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 

 
Finalmente, os magistrados se levantam e decidem dar um basta ao desrespeito, à prepotência e às agressões de Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal. Numa nota assinada pelos presidentes das três associações nacionais de juízes, Nelson Calandra, da AMB, Nino Toldo, da Ajufe, e João Bosco de Barcelos Coura, da Anamatra, eles demonstraram indignação com a conduta de Joaquim Barbosa. “Como tudo na vida, as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes”, dizem os magistrados. Ontem, pela primeira vez na história, a Ordem dos Advogados do Brasil, também se posicionou contra um integrante do STF 
9 DE ABRIL DE 2013  
247 – Na tarde de ontem, Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, demonstrou que não reúne as mínimas condições de ser ministro de uma suprema corte e muito menos seu presidente. A tal ponto, que 247, em editorial, indagou “Quem terá coragem de deter o presidente do STF?” (leia mais aqui). 
Um dia depois, os presidentes das três associações nacionais de magistrados publicaram uma duríssima nota, em que reagem à prepotência, ao arbítrio e às agressões em série que vêm sendo cometidas por Joaquim Barbosa. “Como tudo na vida, as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes”, dizem os magistrados. 
Joaquim Barbosa deveria, urgentemente, pedir para deixar a casa que hoje desonra. 
Leia, abaixo, reportagem do Conjur sobre a reação dos juízes ao presidente do STF: 
Associações de juízes criticam postura de Barbosa 
Do Conjur – Após reunião tensa com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, nessa segunda-feira (8/4), três entidades de classe da magistratura emitiram uma nota de esclarecimento sobre a criação de novos tribunais regionais federais. Durante a audiência, o ministro criticou a aprovação no Congresso da PEC 544/2002, que prevê a instalação de mais quatro TRFs, e as próprias entidades. O texto é assinado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho. 
De acordo com a nota, o ministro Barbosa “agiu de forma desrespeitosa, premeditadamente agressiva, grosseira e inadequada para o cargo que ocupa”. As entidades também defendem a necessidade e a instalação dos novos TRFs, proposta que tramitou por mais de uma década no Congresso. Segundo as associações, os deputados e senadores tiveram total liberdade para decidir sobre a matéria, como estabelece a Constituição Federal. 
A nota ainda reitera que “as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes”. 
Em outra nota, publicada pela Ajufe, são listados números para justificar a necessidade dos quatro novos TRFs. De acordo com a associação, o Conselho Nacional de Justiça teve conhecimento, em diversas oportunidades, sobre o interesse de aumentar a quantidade de tribunais regionais federais e a PEC 544/2002. 
O texto também afirma que é incorreta a afirmação de que os novos TRFs custarão R$ 8 bilhões aos cofres públicos. “Segundo dados da Lei Orçamentária de 2013, todo o orçamento da Justiça Federal, incluindo 1º e 2º graus, é de R$ 7,8 bilhões”, diz. A viabilidade financeira da PEC 544/2002, de acordo com a nota, foi comprovada por estudos técnidos do Conselho da Justiça Federal. 
Leia a nota: 
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), entidades de classe de âmbito nacional da magistratura, considerando o ocorrido ontem (8) no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), vêm a público manifestar-se nos seguintes termos: 
1. O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, agiu de forma desrespeitosa, premeditadamente agressiva, grosseira e inadequada para o cargo que ocupa. 
2. Ao permitir, de forma inédita, que jornalistas acompanhassem a reunião com os dirigentes associativos, demonstrou a intenção de dirigir-se aos jornalistas, e não aos presidentes das associações, com quem pouco dialogou, pois os interrompia sempre que se manifestavam. 
3. Ao discutir com dirigentes associativos, Sua Excelência mostrou sua enorme dificuldade em conviver com quem pensa de modo diferente do seu, pois acredita que somente suas ideias sejam as corretas. 
4. O modo como tratou as Associações de Classe da Magistratura não encontra precedente na história do Supremo Tribunal Federal, instituição que merece o respeito da Magistratura. 
5. Esse respeito foi manifestado pela forma educada e firme com que os dirigentes associativos portaram-se durante a reunião, mas não receberam do ministro reciprocidade. 
6. A falta de respeito institucional não se limitou às Associações de Classe, mas também ao Congresso Nacional e à Advocacia, que foram atacados injustificadamente. 
7. Dizer que os senadores e deputados teriam sido induzidos a erro por terem aprovado a PEC 544, de 2002, que tramita há mais de dez anos na Câmara dos Deputados ofende não só a inteligência dos parlamentares, mas também a sua liberdade de decidir, segundo as regras democráticas da Constituição da República. 
8. É absolutamente lamentável quando aquele que ocupa o mais alto cargo do Poder Judiciário brasileiro manifeste-se com tal desprezo ao Poder Legislativo, aos Advogados e às Associações de Classe da Magistratura, que representam cerca de 20.000 magistrados de todo o país. 
9. Os ataques e as palavras desrespeitosas dirigidas às Associações de Classe, especialmente à Ajufe, não se coadunam com a democracia, pois ultrapassam a liberdade de expressão do pensamento. 
10. Como tudo na vida, as pessoas passam e as instituições permanecem. A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes. 
Brasília, 9 de abril de 2013. 
NELSON CALANDRA Presidente da AMB 
NINO OLIVEIRA TOLDO Presidente da Ajufe 
JOÃO BOSCO DE BARCELOS COURA Presidente em exercício da Anamatra 
Leia a nota sobre os TRFs: 
A Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe, entidade de classe de âmbito nacional da magistratura federal, a propósito das declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em reunião com entidades de classe da magistratura brasileira, aberta a jornalistas, na qual Sua Excelência afirmou que houve uma movimentação “sorrateira”, “de surdina” e “açodada” pela aprovação da PEC 544/2002, que cria quatro novos tribunais regionais federais, vem a público apresentar os seguintes esclarecimentos: 
1. Em primeiro lugar, em relação à PEC 544/2002, a Ajufe repudia a acusação de que houve atuação “sorrateira” em favor de sua aprovação. Ao longo de mais de uma década em defesa da PEC, a atuação da Associação sempre foi republicana, aberta e transparente, dialogando com todos os segmentos do Poder Judiciário, da sociedade civil organizada e da imprensa. 
2. A Ajufe e os juízes federais produziram estudos consolidados em notas técnicas e cartilhas; publicaram dezenas de artigos em jornais de grande circulação e participaram de diversos seminários, audiências e atos públicos, com o objetivo de demonstrar os fundamentos técnicos em favor da PEC. 
3. Em segundo lugar, soa estranho que se chame de açodada a aprovação de um projeto de emenda constitucional que tramita há 11 (onze) anos e 7 (sete) meses no Congresso Nacional, em procedimento público, que contou com amplos e aprofundados debates, seja nas comissões, seja nos plenários do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. 
4. Em terceiro lugar, é inverídico afirmar que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não teve conhecimento ou oportunidade de apreciar a PEC 544/2002. Em julgamento realizado na 98ª sessão ordinária, no dia 09/02/2010, nos autos do processo nº 0200511-29.2009.2.00.0000, acolhendo, por maioria, proposta do então Conselheiro Leomar Barros, o CNJ deliberou pela emissão de uma nota técnica em favor da criação dos novos tribunais federais. 
5. A expansão e a descentralização do 2º grau da Justiça Federal, com a criação de novos tribunais, é uma necessidade premente, uma vez que o número de juízes federais na 1ª Instância cresceu 668% (seiscentos e sessenta e oito por cento) entre 1987 e 2013, passando de 277 (duzentos e setenta e sete) para 2.129 (dois mil cento e vinte e nove), enquanto o número de integrantes do 2º grau, entre 1989 a 2012, cresceu somente 89% (oitenta e nove por cento), passando de 74 (setenta e quatro) desembargadores para 139 (cento e trinta e nove). 
6. Segundo dados do “Justiça em Números” do CNJ, edição 2012, a Justiça Federal é o menor dos ramos do Poder Judiciário nacional, com a mais elevada relação entre o número de magistrados de 1ª e 2ª graus. 
7. Ainda segundo o “Justiça em Números 2012”, os desembargadores da Justiça Federal estão submetidos a uma carga individual de trabalho excessiva, muito superior à dos seus colegas das Justiças do Trabalho e Estadual. 
8. A combinação de um reduzido número de tribunais e desembargadores com a elevada demanda processual faz do 2º grau da Justiça Federal o mais congestionado dos ramos do Poder Judiciário, como constatou o “Justiça em Números 2012”, conforme se vê do gráfico ao lado. 
9. É totalmente incorreta a afirmação de que os novos tribunais vão custar R$ 8 bilhões aos cofres públicos. Segundo dados da Lei Orçamentária de 2013, todo o orçamento da Justiça Federal, incluindo 1º e 2º graus, é de R$ 7,8 bilhões. O 1º grau, que não será ampliado, consome 78,6% desse orçamento, e o 2º grau, que será parcialmente ampliado, 21,4%. Como se vê, os custos serão bem inferiores aos erroneamente alardeados por Sua Excelência. 
10. Acerca dos custos, ainda é importante destacar que o Conselho da Justiça Federal (CJF), órgão responsável pela supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal, concluiu, a partir de estudos técnicos (Ofício nº 2012/01822), que a criação dos tribunais proposta por meio da PEC 544/2002 está em conformidade, do ponto de vista orçamentário e financeiro, com os limites da lei de responsabilidade fiscal. 
11. Por fim, insinuar que uma associação de classe iludiu o Congresso Nacional é desmerecer e diminuir a capacidade técnica e política do parlamento brasileiro, que possui quadros experientes que jamais se submeteriam a artimanhas dessa natureza. 
12. Os esclarecimentos acima resgatam a discussão técnica e republicana que orientou a aprovação da PEC 544/2012, demonstrando a total inconsistência das informações e adjetivações ofensivas veiculadas pelo ministro Joaquim Barbosa. 
Brasília, 9 de abril de 2013, 
NINO OLIVEIRA TOLDO Presidente da Ajufe http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98445/Pede-para-sair-Joaquim.htm

2 horas atrás

Lula precisa ir para a cadeia diz o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mas o mundo diz não.

por Blog Justiceira de Esquerda
 
No APOSENTADO INVOCADO Bono sugere a Lula um “Bolsa Família planetário”  
Durante encontro nesta tarde, em Londres, o líder da banda U2 propôs ao ex-presidente que juntassem os esforços do Instituto Lula e da ONG criada e dirigida por ele, ONE, para atuar contra a fome e a miséria no mundo; segundo o músico irlandês, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela se retirou da política, Lula converteu-se no grande interlocutor mundial dos pobres, “a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário” 
9 de Abril de 2013
O músico irlandês Bono Vox é claramente um admirador dos programas sociais brasileiros em combate à fome e a miséria. Num encontro na tarde desta terça-feira com o ex-presidente Lula, o líder da banda U2 chegou a sugerir que os dois reunissem seus esforços com o mesmo objetivo. Ele também tem suas experiências na área, com a criação de uma ONG que atua em países africanos. “Vamos fazer isso juntos”, disse ele ao petista. Não é a primeira vez que Bono fala do assunto com Lula. Em 2006, ele manifestou seu interesse no ex-presidente ao doar uma guitarra para o programa Fome Zero. Em 2011, pediu um encontro com o ex-presidente, com quem se reuniu em São Paulo e propôs, à época, que as experiências brasileiras fossem difundidas na África. O músico também manifestou interesse em trabalhar em conjunto com o Instituto Lula, que ainda não havia sido criado. Talvez agora tenha chegado o momento de as ações serem colocadas em prática. Os dois ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já confirmaram que estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014, em São Paulo. Leia abaixo a notícia sobre a reunião publicada no site do Instituto Lula: O que era para ser um reencontro de dois amigos acabou se transformando em uma produtiva reunião de trabalho. Na tarde desta terça-feira (9), em Londres, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o músico irlandês Bono, líder da banda U2, conversaram durante uma hora e falaram sobre o programa Bolsa Família, segurança alimentar, fome na África e, claro, futebol, paixão de ambos. A pedido do roqueiro e ativista social, Lula resumiu os programas de inclusão social realizados no Brasil durante seu governo e que permitiram que fossem retirados do estado de miséria absoluta mais de 30 milhões de pessoas. De lápis na mão, o ex-presidente fez para Bono um cálculo estarrecedor: “Some os 9,5 trilhões de dólares gastos para salvar bancos norte-americanos e europeus, depois da crise de 2008, mais os 1,7 trilhões de dólares despejados pelos EUA na guerra do Iraque, e você terá mais de US$ 11 trilhões. Isso significa que os recursos jogados na farra dos bancos e na invasão do Iraque seriam suficientes para montar um mega-programa Bolsa Família que atenderia a todos os pobres do mundo durante 150 anos”. Para Bono, depois que o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, com problemas de saúde, retirou-se da política, Lula converteu-se naturalmente no grande interlocutor mundial dos pobres: “Lula, você é o único interlocutor capaz de falar com capitalistas e socialistas, com dirigentes dos países ricos e com as lideranças do Terceiro Mundo”. O músico propôs somar os esforços do Instituto Lula e da organização não-governamental ONE, criada e dirigida por Bono para difundir e estimular, em países africanos, programas contra a fome e a miséria. Ele revelou também que, com o apoio de Bill Gates e do investidor George Soros, a ONE vem implantando na Tanzânia um projeto de produção de alimentos na savana inspirado no trabalho da brasileira Embrapa em Gana. Ao final do encontro, Bono fez um desafio ao ex-presidente do Brasil: “Você é hoje a única pessoa em condições de liderar uma cruzada internacional para transformar o Bolsa Família num programa planetário, que atenda a todos os pobres do mundo! Vamos, eu me junto a você e fazemos isso juntos!” Lula e Bono ficaram de se reencontrar em breve para trocar relatórios de suas respectivas atividades, e já bateram o martelo: os dois estarão juntos nas arquibancadas do novo estádio do Corinthians, na abertura da Copa do Mundo de 2014. APOSENTADO INVOCADO: Lula precisa ir para a cadeia diz o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mas o mundo diz não.
3 horas atrás

Presidenta DILMA. está na hora do Marco Regulatório!

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 

Assassinato de reputação: Erenice Guerra foi inocentada. Com a palavra a Folha e a Veja. No Obroguero by bloglimpinhoecheiroso  Altamiro Borges em seu blog Numa notinha de 2.158 toques, a Folha noticia hoje [6/4] que a ex-ministra Erenice Guerra foi inocentada no inquérito que apurou seu envolvimento num suposto esquema de tráfico da influência na Casa Civil.  
O caso foi arquivado pela Justiça Federal por absoluta falta de provas e a sentença do juiz Vallisney de Souza Oliveira teve o apoio do Ministério Público e a PF, que acompanharam o processo aberto há um ano e sete meses. Em síntese: tratou-se de mais um assassinato de reputação patrocinado pela mídia! 
A própria Folha confirma seu ato irresponsável e criminoso. “Erenice perdeu o cargo de ministra da Casa Civil em 2010, em meio à disputa presidencial.  
A queda ocorreu no dia em que a Folha revelou que ela recebeu um empresário e o orientou a contratar a consultoria de seu filho para conseguir um empréstimo no BNDES”. O tal “empresário” era Rubnei Quícoli, um notório vigarista que o jornal utilizou como fonte de suas acusações levianas para fabricar um mais um escândalo político.

As razões políticas do escândalo fabricado

O escândalo não teve apenas razões comerciais, não visou aumentar as vendas com base em matérias sensacionalistas. Ele teve conotação política. Visou interferir diretamente nas eleições presidenciais de 2010. Erenice era considerada o braço direito da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ocupou a pasta quando esta deixou o posto para disputar a sucessão. A mesma Folha se jacta, na maior caradura, que “o escândalo tirou votos de Dilma e acabou contribuindo para levar a eleição ao segundo turno”. Além da Folha, a revista Veja fez da denúncia leviana uma corrosiva peça de campanha eleitoral. Num gesto criminoso, ela obrou a capa terrorista com o título “Caraca, que dinheiro é esse”. A “reporcagem” dizia que pacotes de até R$200 mil teriam sido entregues no interior da Casa Civil, então comandada por Erenice Guerra. Tudo a partir de denúncias em off, de fontes anônimas. A revista não apresentou qualquer prova concreta e, na sequência, também se gabou da degola da ex-ministra. Um crime! 

Agora, Erenice foi inocentada pela Justiça. E como ficam os assassinos de reputações da Folha e da Veja?

Nota à imprensa da Procuradoria da República do DF sobre o arquivamento do caso Erenice Guerra A Procuradoria da República no Distrito Federal, por meio da procuradora da República Luciana Marcelino, responsável pelo inquérito que apurou as notícias de suposta corrupção e tráfico de influência na Casa Civil durante a gestão da ex-ministra Erenice Guerra, esclarece o seguinte: 1 – A promoção de arquivamento do inquérito baseou-se nos elementos colhidos durante a investigação, a qual não alcançou indícios suficientes de autoria e materialidade de crime por parte dos envolvidos. 2 – A compreensão do Ministério Público Federal não se contrapõe às conclusões do relatório da autoridade policial, já que a Polícia Federal tampouco indiciou qualquer dos investigados. 3 – A propósito, muito embora alguns dos fatos noticiados hajam sido demonstrados, a análise do inquérito policial, como não poderia deixar de ser, restringiu-se ao enfoque criminal, que não resultou no oferecimento de denúncia apenas porque não chegaram a ser apuradas provas mínimas de crime, sem prejuízo, em tese, de responsabilidade em outras esferas jurídicas, que não a persecução penal. 4 – O Poder Judiciário poderia ter rejeitado a promoção de arquivamento apresentado pelo MPF, como prevê o artigo 28 do Código do Processo Penal, quando, então, os autos seriam encaminhados à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF para nova análise. 5 – Com o objetivo de dar transparência a todos os argumentos que fundamentaram a promoção de arquivamento pelo Ministério Público Federal neste caso, foi requerido à Justiça Federal nesta segunda-feira, 30 de julho, o levantamento do sigilo da manifestação do MPF em sua íntegra. 6 – Foi informado aos meios de comunicação que entraram em contato com a Procuradoria da República no Distrito Federal que a procuradora da República titular do caso estava no gozo de férias regularmente deferidas, tendo retomado suas atividades na presente data.” Assessoria de Comunicação Procuradoria da República no Distrito Federal http://www.obroguero.com/2013/04/presidenta-dilma-esta-na-hora-do-marco.html

4 horas atrás

ALVO DO PT, BERNARDO FAZ SUA PRÓPRIA LEI DE MEIOS

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Criticado no Partido dos Trabalhadores por não abraçar a proposta de regulação dos meios de comunicação, o ministro Paulo Bernardo adota medidas que podem ser ainda mais letais para a mídia impressa; afinal, com internet rápida e smartphones baratos, quem precisa de jornais em papel?; segundo o ministro, que participou de audiência no Senado, “a desoneração vai ser muito rápida, porque valerá para o consumidor, lá na ponta”; governo zerou alíquotas de PIS e Cofins e economia dos aparelhos chegará a 30% em comparação com os importados 
9 DE ABRIL DE 2013  
247 – O ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, está na mira do PT. Tudo porque não seguiu a recomendação da Executiva Nacional do partido e engavetou um projeto de Lei de Meios preparado pelo ex-ministro Franklin Martins. No entanto, Bernardo tem lançado medidas que poderão ser mais letais para a mídia impressa do que uma Lei de Meios. Hoje, por exemplo, ele anunciou a eliminação de todos os impostos incidentes em smartphones até R$ 1,5 mil. Outra bandeira é a expansão da banda larga. Na visão de mundo de Bernardo, essa combinação de internet rápida e aparelhos mais baratos contribuirá mais para a democratização da informação do que uma Lei de Meios. 
Leia, abaixo, noticiário da Agência Brasil sobre a desoneração dos smartphones: 
Agência Brasil – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou, na manhã desta terça-feira, que a desoneração do governo a smartphones fabricados no Brasil terá efeito imediato ao consumidor. “Essa desoneração vai ser muito rápida, porque valerá para o consumidor, lá na ponta”, disse ele, durante audiência pública no Senado. 
Os aparelhos vão ficar até 30% mais baratos do que os importados, segundo o Ministério das Comunicações. O Decreto nº 7.981, publicado na edição desta terça-feira 9 do Diário Oficial da União, desonera esses equipamentos da cobrança de PIS/Pasep e Cofins, com uma renúncia de até R$ 500 milhões ao ano, de acordo com informações do ministério. 
De acordo com o decreto, terão direito à desoneração os celulares com internet em alta velocidade do tipo smartphone com valores até R$ 1.500. O decreto prevê que um ato do Ministério das Comunicações definirá as características técnicas que o celular deverá ter para ser considerado um smartphone com internet em alta velocidade e consequentemente ser desonerado. 
Segundo o ministério, entre as características técnicas necessárias do celular, que deverão constar do ato, estão o wi-fi, aplicativo de navegação e de correio eletrônico, sistema operacional que disponibilize kit de desenvolvimento por terceiros, tela igual ou superior a 18 centímetros quadrados e aplicativos desenvolvidos no país, inclusive por terceiros. Adicionalmente, o Ministério das Comunicações poderá em seu ato estabelecer valores inferiores ao previsto no decreto, a depender dos requisitos técnicos estabelecidos. 
O Ministério das Comunicações informou ainda que assinou termo de compromisso com a Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e com os fabricantes de celulares para que a redução de impostos decorrente da inclusão dos aparelhos na Lei do Bem seja integralmente repassada aos consumidores. A desoneração de PIS/Cofins é dada na etapa de venda ao consumidor. 
De acordo com o ministério, está prevista a formação do Comitê de Aplicativos Móveis, formado por representantes do governo, operadoras e fabricantes. O objetivo é estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de aplicativos no país e definir como podem ser usados nos smartphones beneficiados pela desoneração. 
Segundo o ministério, a linha básica é desenvolver aplicativos focados nas necessidades brasileiras e não apenas traduções de aplicativos de sucesso desenvolvidos em outros países. Outro benefício esperado com a desoneração é incentivar a disponibilidade de aparelhos com tecnologia de quarta geração (4G) no padrão brasileiro, resultado do leilão realizado em junho de 2012. Hoje existem apenas três modelos com 4G no mercado brasileiro. 
Hoje os smartphones representam aproximadamente 27% do total de celulares vendidos no Brasil e a expectativa é chegar a 50% do total em 2014, ou cerca de 30 milhões, de acordo com informações do ministério.http://www.brasil247.com/pt/247/economia/98416/Alvo-do-PT-Bernardo-faz-sua-pr%C3%B3pria-Lei-de-Meios.htm

5 horas atrás

O Brasil que a ditadura nos roubou

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Blog do Mario

Revolta. Tristeza. Náusea. É o mínimo que se pode dizer da sensação que causa no espectador o documentário  O Dia Que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares, em cartaz nos cinemas brasileiros. Revolta e tristeza por constatar que, com o golpe, nos roubaram um projeto de país, um futuro. Náusea por conhecer mais a fundo o papel que os Estados Unidos tiveram na derrubada de João Goulart, muito além da teoria da conspiração e da paranóia. Camilo é filho do jornalista Flávio Tavares, um dos presos trocados pelo embaixador norte-americano Charles Elbrick, sequestrado pelos guerrilheiros da ALN (Ação Libertadora Nacional) e MR-8 em 1969. Sua principal façanha como diretor foi a obtenção de documentos e áudios inéditos que comprovam a participação ativa dos EUA no golpe militar durante o governo John Kennedy e, depois de seu assassinato, com Lyndon Johnson no poder. Particularmente nauseante é a intervenção do embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, e seu cinismo ao reconhecer oficialmente o governo militar no dia seguinte ao golpe. Além de tramar, espionar e conspirar para derrubar o presidente de outro país, algo inadmissível para um “diplomata”, Gordon é o responsável pela crença, disseminada até hoje pelas carpideiras da ditadura, de que Jango pretendia transformar o Brasil em Cuba, em um país comunista. Uma mentira histórica tão absurda quanto chamar os guerrilheiros de “terroristas”, como insiste a direita fascista brasileira, incapaz de discernir terrorismo de Estado de reação cívica à ditadura. Propositalmente, para enganar jovens com pouca leitura e desinteressados em conhecer a verdade. A certa altura do documentário, o líder do PTB então, deputado Bocayuva Cunha, esclarece com todas as letras: “Revolução comunista só existe na cabeça e na estupidez de certa elite brasileira”. O que Jango queria era transformar o País, e tinha apoio popular para isso. Suas reformas de base incluíam a reforma bancária, fiscal, administrativa, educacional e agrária. Jango defendia ainda medidas nacionalistas, que desataram a ira dos EUA, histéricos por proteger os lucrativos negócios de suas empresas no Brasil. A intenção de realizar uma profunda reforma agrária, por sua vez, descontentou os grandes donos de terras. Os mesmos ruralistas que hoje em dia volta e meia se associam aos líderes evangélicos no Congresso em defesa de bandeiras arcaicas e anti-democráticas. Gentalha da pior espécie. O que seria do Brasil se Jango pudesse ter feito suas reformas de base? Se, já naquela época, a questão da terra tivesse sido resolvida, com o fim dos latifúndios? Se a educação tivesse dado um salto qualitativo? Seríamos a republiqueta de bananas em que o golpe nos transformou durante 21 anos, a mais longa ditadura militar da América Latina? Teríamos os problemas educacionais e de terra que ainda temos hoje? Nosso povo continuaria a ser manipulado por políticos, religiosos pilantras e pela mídia apenas por não ter estudado como deveria? Nosso ensino público teria sido sucateado para que gerações inteiras fossem impedidas de pensar? Na sessão em que estive, o filme de Camilo Tavares foi aplaudido ao final. Merece mesmo aplausos. E lágrimas. E raiva. E saudade do que não fomos. Vá e leve seus filhos. http://mariolobato.blogspot.com.br/2013/04/o-brasil-que-ditadura-nos-roubou.html

6 horas atrás

A imprensa, a inflação e uma comparação entre a era FHC e o governo do PT

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Zé Dirceu 
A Folha de S.Paulo caprichou hoje. Além de dedicar quase uma página inteira, com chamada de capa, para a importação de tomate da China, publicou abaixo desta uma reportagem na qual analistas já veem inflação acima de 6%. Mas a matéria diz o contrário disso. 
Comecemos pela reportagem do tomate. O texto associa a importação de tomates para molhos e ketchups à escassez desse item no mercado brasileiro. Foram US$ 13,8 milhões no primeiro bimestre, sendo 42% dos tomates vindos da China.   Mas notem que o analista consultado pelo jornal, João Paulo Deleo, pesquisador do Cepa (Centro de Estadudos Avançados em Economia Aplicada), diz que essas importações não têm a ver com a forte alta do tomate de mesa, vendido em feiras e supermercados. Porque o tomate para molhos e ketchup – cujo consumo cresce 16% ao ano – é de outro tipo, o rasteiro.   Esse tipo de tomate só começa a ser colhido em junho. E vejam o que a própria Folha constata: “Ao que tudo indica, a produção pode até crescer. Enquanto neste ano a área cultivada com tomate de mesa na safra de verão caiu 17%, houve pequeno aumento da área com tomate rasteiro, segundo Deleo, do Cepea”.   Preços 

Na matéria sobre projeção para a inflação, a Folha diz que analistas já estimam alta acima de 6% no ano. Mas o jornal admite que “a maioria dos cerca de cem analistas consultados semanalmente pelo BC, entretanto, tem estimativa menor. As projeções de inflação de 2013 registraram leve recuo na semana passada, de 5,71% para 5,70%”. O contrário do que diz o título, portanto. 

E a Folha ainda vai além: em artigo na mesma página, o consultor Sérgio Vale escreve uma catilinária pessimista: “Está ficando cada vez mais difícil crescer durantes este governo”. O artigo tem as velhas críticas de sempre, repetidas pelos tucanos e de quem tem saudade dos tempos em que era muito mais fácil ganhar dinheiro com juros altos e sem produzir nada. 
E assim caminha a nossa imprensa… 
ImageComparações 
Para refrescar a memória dos tucanos, Folha e companhia, vamos fazer novamente uma comparação entre a era FHC e o governo do PT no que se refere à inflação. Vejam abaixo alguns gráficos: 
Primeiro, um recorte da série histórica do IBGE com os dados da inflação oficial, o IPCA. De 1995 a 2002, foram os anos FHC. De lá para cá, o governo do PT:    Agora, uma tabela mostrando a herança inflacionária deixada por FHC e como ela foi trabalhada no início do governo Lula. A tabela mostra o IPCA, o acumulado do governo e a média do governo, nesta ordem. Estão expostos os três primeiros anos do governo Lula Para ver a tabela no endereço original, clique aqui 

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Leia também: Benjamin Steinbruch: patrulha da ortodoxia na ofensiva contra Dilma http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=17870&Itemid=2

6 horas atrás

A mentira é uma característica marcante da ‘elite’ e de sua porta-voz a imprensa brasileira. … ….a verdade está a um clique na internet…

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 
 
 

 No  Aposentadoinvocado

 

A mentira é uma característica marcante da ‘elite’ e de sua porta-voz a imprensa brasileira. Passamos centenas de anos vendo, lendo e ouvindo que os juros no Brasil eram altos e que impedia o progresso do país, o ex-vice-presidente José Alencar era ouvido todo santo dia pedindo a derrubada dos juros. Agora, pedem o aumento dos juros para derrubar a inflação que está em torno de 6% e que era acima de 12% quando os juros eram altos. Haja paciência!

Essa gente da ‘elite’ precisa entender que a verdade está a um clique na internet, o povo brasileiro a acessa diuturnamente e, pior, na própria revista Veja. Revista que aproveitou para falar mal do PT, sabedora de sua derrota nas eleições de 2002 e acabou quebrando a cara.

Inflação em 2002 ultrapassou a meta acertada com o FMI

 Agência Brasil – ABr)

Rio, 10/1/2003 (Agência Brasil – ABr) – A inflação no ano passado (12,53%) ultrapassou a meta acertada pelo Governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 11%. Em 2002, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou bem acima dos 7,67% registrados em 2001. Essa foi a maior taxa desde 1995, quando o índice chegou a 22,41%. A alta mensal mais expressiva, em 2002, ocorreu em novembro, quando o índice atingiu 3,02%, em razão do aumento dos preços dos alimentos (5,85%) e da gasolina (10,53%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa acumulada no ano refletiu, basicamente, o repasse da alta do dólar sobre os preços ao consumidor. Dentre os grupos, Alimentação e Bebidas, com 19,47%, foi o que apresentou a maior variação, seguido de Habitação (12,97%), Artigos de Residência (12,97%), Comunicação (11,27%), Saúde e Cuidados Pessoas (10,19%), Transportes (9,97%), Vestuário (8,81%), Educação (8,45%) e Despesas Pessoais (8,36%).  No ano passado, o maior índice regional, pesquisado pelo IBGE, foi registrado em Brasília (14,79%), seguindo-se Recife (14,26%), Fortaleza (14,21%), Belém (14,15%), Salvador (14,12%), Goiânia (13,56%), Porto Alegre (13,15%), Rio de Janeiro (12,89%), Curitiba (12,66%), Belo Horizonte (11,58%) e São Paulo (11,36%). Em dezembro, a inflação medida pelo IPCA foi de 2,10%, 0,92 ponto percentual abaixo dos 3,02% de novembro. Apesar dos aumentos ainda expressivos, os preços dos alimentos desaceleraram o ritmo de crescimento, devido à menor influência do dólar. A alta do mês foi de 3,91%, abaixo dos 5,85% de novembro. Produtos cujos insumos são cotados no mercado internacional tiveram significativa redução nas taxas. É o caso do açúcar refinado (de 49,60% para 8,43%) e cristal (de 33,55% para 2,50%), pão francês (de 7,23% para 1,32%) e farinha de trigo (de 15,17% para 2,06%). Também apresentaram redução, as variações de preços da gasolina (de 10,53% para 1,28%), álcool (de 26,35% para 2,96%) e óleo diesel (de 14,63% para 8,01%), além do gás de cozinha (de 12,43% para 6,77%). Já as principais pressões de alta vieram dos remédios (5,86%), item com maior contribuição no mês (0,22 ponto percentual) e cigarro (10,57%). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é calculado pelo IBGE e refere-se às famílias com rendimento entre um e 40 salários-mínimos, abrangendo nove regiões metropolitanas, além de Goiânia e de Brasília. Em dezembro, foram comparados preços coletados entre 27 de novembro e 26 de dezembro (referência) com preços vigentes no período de 29 de outubro a 26 de novembro (base). 

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Não foi por acaso que os brasileiros, num tempo não muito distante, escolheram como símbolo da inflação uma figura mitológica, o dragão. Esse é justamente um de seus truques mais tinhosos: fingir que não existe. Quando se percebe, a inflação já está instalada no país. O que parecia um animal de contos de fadas de repente está solto pelas ruas queimando dinheiro de verdade, destruindo riqueza e produzindo tensões e caos social. Pois o truque da invisibilidade inflacionária foi usado de novo no Brasil, quase uma década depois de o bicho ter suas garras arrancadas e de ter sido acorrentado no porão pelo Plano Real. A inflação mal foi assunto nos infindáveis programas de televisão da última campanha eleitoral para a Presidência da República. Ela apareceu descrita apenas como um perigo distante nos programas de governo dos candidatos derrotados e do vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva. Pois neste fim de ano os brasileiros descobrem assustados que a inflação voltou a ser sua maior preocupação. Os sinais de alerta são claros e facilmente percebidos por uma população que sofreu com a carestia como nenhuma outra nas últimas décadas. Os preços dos produtos nos supermercados, padarias, lojas e postos de gasolina de todo o país, medidos pelo chamado índice nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA), subiram como que impulsionados por um foguete. O IPCA de 2002, segundo avaliação de uma centena de instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central, pode chegar a 10%. “No fim do ano, o índice deve bater em 11%. A inflação de dois dígitos é um fato consumado”, diz Luiz Roberto Cunha, economista e membro do conselho consultivo do IBGE para o IPCA. Por outro índice, que mede compras e vendas no atacado, a inflação deste ano bateu em 20%. E há previsão de crescimento no ano que vem. 
Inflação anual de dois dígitos é algo que não se via no Brasil havia mais de seis anos. Esse é um marco que não pode passar sem que se acione um alerta vermelho diante dos olhos das autoridades. Como os gigantes, que também nascem pequenos, o dragão da inflação, especialmente o da espécie brasileira, sai do ovo cuspindo um foguinho brando e com uma carinha inocente. Logo, porém, ele se transforma num monstro incontrolável. Por essa razão, alertam todos os economistas ouvidos por VEJA, o ano de 2003 tem de ser dominado pela luta prioritária para deter o crescimento do animal inflacionário. “As pessoas não dizem abertamente, porque isso é constrangedor, mas o mercado está apostando numa disparada inflacionária em 2003. O desafio do novo governo é reverter o mais rapidamente essa expectativa”, diz Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central. 

L.C. Leite/AE
O movimento nos shopping centers aumenta com a proximidade do Natal: consumidores impressionados com os preços

Os especialistas lembram que os índices com impactos futuros mais significativos já estão apontando para a disparada inflacionária. O mais importante deles é o índice geral de preços do mercado (IGP-M). Esse índice mede principalmente os preços praticados nas transações no atacado entre empresas e fornecedores. Tem-se como certo que, quando o IGP-M fica muito inchado, ele acaba contaminando o IPCA, o índice que mede os preços nos supermercados. Isso significa que as empresas tendem a repassar seus custos para baixo, para as prateleiras, de modo que o consumidor arque com parte deles. Pois bem, no cálculo dos pessimistas, as projeções do IGP-M para o fim de 2003 chegam a assustadores 30%. Muitos economistas trabalham com a idéia de que atingirão os 25% no Natal do primeiro ano do governo Lula. No último Natal do governo Fernando Henrique Cardoso, o IGP-M não ficará abaixo de 20%, seu valor acumulado até a semana passada. 
“A inflação brasileira superou neste mês aquele patamar mágico e cobiçado em que seu valor, de tão baixo, nem entra no cálculo das transações”, diz Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda do governo Sarney, que conviveu com uma inflação de quase 2.000% ao ano. Mailson faz referência à famosa definição de inflação baixa feita por Alan Greenspan, presidente do Fed, o banco central americano. Segundo Greenspan, a inflação é tolerável até o ponto em que as pessoas não a percebem nem a levam em consideração na hora de fazer as compras ou fechar negócios. A partir daí, quando ela começa a ser lembrada, pode-se saber que entrou num patamar preocupante. Isso acaba de acontecer no Brasil. 

Paulo Pinto/AE
Os vilões da alta dos preços: os óleos de cozinha estão entre os itens que mais encareceram

Os dois dígitos do IPCA sinalizam perigo. Eles causam tanto temor quanto o primeiro gole de um alcoólatra depois de anos de abstinência. Em países como o Brasil, com memória inflacionária, esses sinais têm de ser levados muito a sério. As estatísticas mundiais mostram que os países que mais freqüentemente são castigados por surtos inflacionários são justamente aqueles que já sofreram com o problema da perda de valor da moeda no passado. Para quem já se esqueceu, nunca é demais lembrar que inflação significa tragédia e que, uma vez instalada, ela não recua facilmente. Depois de três décadas de esbórnia inflacionária, o Brasil tentou debelá-la com oito planos econômicos. A moeda nacional mudou de nome cinco vezes. Antes do Plano Real, todos os demais fracassaram, humilharam seus autores intelectuais e enterraram os presidentes do período no pântano da impopularidade. Por isso, a vitória do Real contra a inflação é tão valiosa. É preciosa porque foi um evento raríssimo na história da economia moderna. “A trágica história da inflação no Brasil nos lembra que não podemos arriscar nada nessa área”, diz Eustáquio Reis, diretor de estudos macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 
Inflação tem diversas definições teóricas. A mais explicativa delas é a de que a química do fenômeno ocorre no bolso dos cidadãos. O processo inflacionário é, em suma, a corrosão do poder de compra do dinheiro. Seu efeito imediato é a concentração da renda nas mãos dos ricos e nos cofres do governo. Esse processo chamado de “imposto inflacionário” funciona contra o interesse dos mais pobres da sociedade, que não têm mecanismos para se defender da corrosão monetária. A inflação acaba também com os ganhos de produtividade das empresas, ao obrigá-las a montar departamentos inteiros para monitorá-la e estudar saídas para escapar de seus efeitos. O foco das companhias sai da produção para a ciranda financeira. Ganha-se mais especulando com inflação alta que produzindo aço, fazendo roupas ou enlatando óleo. A especulação tem até uma justificativa moral. As empresas se entregam a ela para se proteger da imprevisibilidade da economia. Muitas perdem o interesse em ampliar seus negócios. Para citar apenas um exemplo, fica-se com o cancelamento de um investimento de 220 milhões de dólares no Brasil anunciado pela Shell em 1993. A empresa anglo-holandesa suspendeu a construção de três refinarias que criariam mais de 1.000 empregos diretos alegando falta de confiança no futuro do país. A inflação em 1993 era de 30% ao mês. 

A Alemanha na década de 20: hiperinflação e desespero

Quando se analisa o que os economistas chamam de “média móvel”, ou seja, o comportamento da inflação em doze meses, não necessariamente de janeiro a dezembro, a indicação clara é a de que para o próximo ano a economia já carrega uma taxa de inflação em torno de 10%. Isso significa que, mesmo que o próximo governo faça tudo certo no começo, a inflação provavelmente não cederá do patamar dos dois dígitos. “A situação atual indica que um erro crasso de condução da política econômica pode trazer a inflação desastrosa de volta”, diz Mailson da Nóbrega. Pelo que revela a história da inflação nas economias modernas, existe um ponto de aceleração que poderia ser denominado trampolim da inflação. Esse ponto se situa em torno dos 20% de inflação anual. “A experiência mostra que quando os índices se aproximam desse valor a pressão social pela indexação é quase invencível”, lembra Mailson. Guarde na memória esse termo: indexação. Indexação é a correção legal automática de todos os preços, inclusive os salários. Esse movimento oferece uma proteção aparente contra a inflação, pois logo se transforma em combustível para a subida de preços. Não é preciso dizer que nunca os salários conseguem subir na mesma velocidade que os preços. 
O cenário futuro depende fundamentalmente do que o próximo governo fizer. Pelo que vêm dizendo os novos dirigentes da economia e da política no governo petista, o combate à inflação será prioritário. “A melhor inflação é a menor inflação possível”, diz Aloizio Mercadante, senador eleito pelo PT de São Paulo. “Não vamos trabalhar com a idéia de que poderemos fazer frente a despesas usando recursos inflacionários”, afirmou o deputado federal José Dirceu, um dos íntimos colaboradores de Lula. “O padrão de inflação considerado desejável pelo novo governo é aquele que não dá margem à demanda por reindexação e que garante o cumprimento de todos os contratos pré-fixados anteriormente”, diz Antônio Palocci, o provável ministro da Fazenda do governo Lula. No discurso estão afiados e afinados. Isso é um ótimo sinal. Mas é sempre bom lembrar que o combate à inflação exige que o governo tome medidas fiscais austeras e, pelo menos no primeiro momento, impopulares. A tradução prática desse discurso é aumentar ainda mais os juros. 
Por mais assustador que pareça para o Brasil, o atual campeão mundial de juros altos, a receita mais segura para conter a inflação são mais juros. “Não existe outra receita provada para debelar surtos inflacionários”, diz Maílson. Interessante, notam os economistas, é o fato de que muitas vezes, para que a inflação permaneça domada, basta que o governo firme uma reputação de agir com rigor assim que o dragão venha a colocar a cabeça para fora do ovo. “Quando o mercado sabe que um banco central não tolera inflação, ele sempre espera índices inflacionários decrescentes. Essa expectativa de queda às vezes basta para quebrar a espinha dorsal da inflação”, diz Roberto Padovani, economista da Consultoria Tendências. 
Fora da receita clássica de bater duro com o aço dos juros bem no topo da cabeça do dragão, existem muitos descaminhos possíveis que podem fazer desembestar a inflação. O mais temido é a tentação inflacionária. A inflação pode ser muito tentadora para governos com dificuldades de fechar as contas públicas por três razões principais. A primeira delas é que as receitas federais, impostos e contribuições, estão indexadas aos índices inflacionários. Assim, se a previsão de receita de um ano era de 100 bilhões de reais, caso a inflação chegue a 10% ela passa automaticamente para 110 bilhões. Uma multiplicação indolor, sem que seja preciso cortar gastos nem contrariar interesses. A segunda razão é que uma parcela considerável das despesas pode ser paga só depois de seu valor ter sido corroído pela inflação. São as despesas de custeio, de investimento e principalmente a folha de pagamento do funcionalismo público, que responde por quase 30% dos gastos federais. A terceira razão é o impacto positivo sobre a dívida pública. Ela se deprecia fortemente porque os juros reais pagos pelo governo acabam sendo bem menores que os contratados. Juro real é calculado subtraindo dos juros nominais o valor da inflação. “Um governo em apuros pode ser tentado a aceitar um pouco de inflação. Isso traz alívio aparente”, afirma Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. “No Brasil, isso equivale a riscar um fósforo na cozinha para verificar se o gás está vazando.” 
Muita gente vem se perguntando como o Brasil chegou ao ponto de colocar a perder a grande conquista da estabilidade dos anos FHC. O economista José Julio Senna divide a escalada da inflação em etapas. Na primeira, os índices foram afetados principalmente pelo dólar beirando os 4 reais e pela subida da cotação dos produtos agrícolas no mercado internacional. Quando o açúcar ou a soja sobem na Bolsa de Chicago, o preço sobe no portão da fazenda ou da usina no Brasil. Na segunda etapa, entraram em cena as incertezas da campanha eleitoral, que, justificadamente ou não, criaram a expectativa de inflação futura alta. Em terceiro lugar, houve a contaminação da alta de preços de produtos cuja produção e venda nada têm a ver com custos em dólares ou preços internacionais. Uma quarta etapa seria, na opinião de outros economistas, o comportamento contido do Banco Central, que não sinalizou com a firmeza necessária sua decisão de conter a inflação dentro da meta de 6,5% acertada com o FMI. “O futuro governo tem de anunciar logo uma meta e procurar cumpri-la. Caso contrário, vai jogar as expectativas inflacionárias para o alto”, diz o economista Sérgio Werlang, diretor do Banco Itaú. 

Nas últimas semanas, os empresários da indústria e do comércio de vários ramos estão metidos numa guerra de nervos por causa da inflação alta. Os da indústria pedem prazos mais longos e menos reajustes a seus fornecedores de matéria-prima. Com o preço dos insumos nas alturas, produzir carros, alimentos ou roupas virou uma atividade de altíssimo custo. Na outra ponta, o varejo resiste em aceitar os aumentos, alegando que o consumidor não quer nem ouvir falar em mais reajustes. O melhor retrato disso é a recente briga entre os gigantes da indústria e as grandes redes de supermercados. O Grupo Pão de Açúcar, maior empregador direto do país, com 60.000 funcionários, iniciou uma polêmica com parte de seus 5.000 fornecedores ao anunciar que não estava disposto a repassar aumentos. Os executivos do grupo chegaram a ameaçar retirar das prateleiras algumas marcas que estariam apresentando altas consideradas abusivas. 
“Estamos comprimindo nossa margem de lucro. O problema é que o consumidor não aceita mais repasses”, disse Hugo Bethlem, diretor do grupo Pão de Açúcar. O óleo de soja, principal insumo para a fabricação de margarina, subiu 70% neste ano, mas a indústria só conseguiu repassar uma alta de 20% para o subproduto. “É claro que nós tivemos de absorver o resto do aumento”, declara José Estanislau do Amaral, diretor de assuntos corporativos da Unilever, a maior produtora de bens não-duráveis do país e principal fornecedora dos supermercados brasileiros. Na Unilever, 80% dos custos de produção sofreram com a desvalorização do real. No setor automobilístico, as discussões entre os departamentos de compras das montadoras e de seus fornecedores têm sido ferozes. Ao contrário de outros tempos, a alta dos preços não é provocada exclusivamente pelo aumento da demanda. No setor eletroeletrônico, a inflação veio acompanhada da diminuição das vendas, o pior cenário possível que, levado às últimas conseqüências, produz estagflação – a mistura intragável de preços altos e recessão. A situação a que se chegou não é cômoda mas pode ser revertida com a ação do novo governo. “Se o governo Lula souber dizer uma série de nãos, pode interromper o processo de escalada da inflação”, diz o cientista político Sérgio Abranches. Os brasileiros esperam que o novo presidente diga os nãos necessários e reverta o dragão da inflação a sua condição de mito. 

O caminho do céu…
 Estabilidade cambial – A projeção do mercado para dezembro de 2003 mostra o dólar valendo 3,60 reais, o mesmo patamar de hoje. 
 Queda nos preços dos alimentos – A safra recorde desse ano e o provável recuo das cotações internacionais dos produtos agrícolas vão ajudar. Os preços de soja, café, açúcar e milho subiram em média 60% e foram em grande parte responsáveis pela escalada da inflação em 2002. 
 Política econômica sólida – Se prevalecer a opinião de Antônio Palocci e José Dirceu, o PT vai combater a inflação logo nos primeiros dias de governo. Com manutenção de juros altos, se necessário, e controle de gastos.
 Supéravit comercial – O país deve fechar 2002 com superávit comercial de 12 bilhões de dólares, contra 2,6 bilhões em 2001. Para o ano que vem, espera-se superávit de 15 bilhões de dólares. 
 Cenário externo – A economia americana cresceu 4% no último trimestre e pode recuperar o vigor e o apetite para voltar a investir nos países emergentes.

…ou do inferno
 Política econômica incerta – O novo governo pode não conseguir fazer as reformas estruturais previdência, tributária e trabalhista. Isso traria desconfiança.
 Novos choques externos – A invasão americana ao Iraque pode levar a uma alta exagerada nos preços do petróleo. 
 Pressão cambial – O dólar pode não ceder e continuar pressionando os custos dos insumos dos produtos básicos.
 Pressão popular – Para contentar a população, o governo arrisca cair na armadilha de baixar artificialmente os juros.
 Intervencionismo – A história mostra que as tentativas de tabelar e controlar preços de cima para baixo só funcionam por algum tempo. Com medo de intervenções, indústria, comércio e prestadores de serviço reajustam seus preços preventivamente ou os retiram do mercado.
 Indexação – É a medida terminal. Preços e salários se metem numa corrida louca que se torna o mais poderoso combustível inflacionário.

TEMPOS DIFÍCEIS

Roberto Faustino/Ag. Folha
Rosa Gauditano
Marcos Rosa

Durante mais de três décadas, os brasileiros sofreram com a inflação e também com os planos criados para combatê-la: o congelamento de preços do Plano Cruzado causou desabastecimento. Em 1986 a inflação anual foi de 76%, mas no ano seguinte voltou com toda a força, atingindo 363%. As remarcações de preços eram quase diárias (acima, à esq.), o que provocava a perda do poder de compra dos salários. As empresas chegaram a ganhar mais com a especulação financeira do que produzindo. 
Com o Plano Real, o ritmo das remarcações diminuiu (acima, à dir.).

Com reportagem de Adriana Carvalho,
Denise Ramiro, Marcelo Carneiro e Roseli Loturco

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6 horas atrás

Parem de pisar no tomate!

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 No Altamiro Borges 
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania
De uns dias para cá, o tomate – bem como quem o planta – tornou-se o inimigo público número um. E os valentes da pátria levantaram-se para enfrentar o vilão escarlate. 
Definitivamente, pois, há que conhecer a nova ameaça. 
De origem latino-americana, primo das berinjelas, das pimentas e dos pimentões, rubro como convém à demonização, o tomate conquistou a humanidade há séculos e hoje é plantado e consumido nos quatro cantos da Terra. 
Quem poderia imaginar que um dia se tornaria o arauto da desgraça nacional… 
Aumentou uma vez e meia de preço, no Brasil. Estamos ou não estamos perdidos? 
O tomate é um perigo. Não se sabe, até hoje, se é fruta ou legume. Logo aparecerá algum radical de ultradireita acusando-o de ser gay. 
Esse perigo vermelho é o grande desafio à humanidade. Derrotado, implantar-se-á a paz mundial. 
Se o que escrevi até o parágrafo anterior lhe parece ridículo, saiba que em ridicularia não chega nem perto do noticiário 
Elevar o tomate à categoria de indicador econômico é deixar da cor dele qualquer um que tenha sido abençoado pela natureza com mais de dois neurônios. 
Mas, pensando bem, se os neoliberais criaram um índice “Big Mac”, por que o tomate não poderia se tornar mais um parâmetro do estado das economias? 
Ver o espetáculo circense que se tornou a alta sazonal de preço de um vegetal deve ter sido a verdadeira causa-mortis de Margareth Tatcher. Morreu de vergonha do ponto a que chegou a doutrina que vendeu ao mundo um dia. 
Contudo, se a fruta-legume de coloração sanguínea for o grande inimigo da pátria, estamos bem. 
Como por certo gastamos muito mais energia elétrica do que tomate, nosso problema é pequenininho. A redução de preço de uma compensou de monte a alta do outro. 
A carne também andou caindo. Ontem comprei um quilo de filé mignon por R$ 23,69. Chegou a custar quase R$ 50, mas preços sazonais sobem e caem. 
Aqui ou na Suíça. 
Mas preço baixo não levanta cruzadas de donos de restaurante ou donas-de-casa ou põe âncoras de telejornal de olhos vermelhos para falar de si. 
Tenho medo de explicar e ser xingado. Alguém pode achar que estou fazendo pouco de sua inteligência, mas não resisto a explicar que o nível de preço em que estão o tomate ou a carne decorre de um fenômeno chamado sazonalidade. 
Sazonalidade = produtos sujeitos a imprevistos maiores na produção que caem muito ou sobem muito de preço de acordo com a época do ano. 
Sim, claro, a inflação não está tão baixa. Mas tipificar a alta extraordinária – no sentido de fora dos padrões de altas de preço – do tomate como característica generalizada da economia não passa da mais legítima vigarice. 
Margareth Tatcher deve ter morrido de vergonha de como os seguidores de seus ideais se transformaram em verdadeiros picaretas. 
Pode-se não gostar de suas ideias, mas ela ao menos acreditava no que dizia. Ao contrário dos caluniadores do tomate. 
Aposto que, se tivesse proferido últimas palavras, Margareth teria dito aos barulhentos mascates do neoliberalismo de hoje em dia: “Parem de pisar no tomate, rapazes!” Altamiro Borges: Parem de pisar no tomate!
7 horas atrás

John Lennon, ao Pastor Marco Feliciano,

por Thietre
 
 Internautas usam uma imagem de John Lennon para protestar contra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. No Facebook, uma página do movimento ‘Feliciano não me Representa’ foi criada para rebater as mensagens racistas e homofóbicas do parlamentar. Confira as melhores imagens de protesto contra Feliciano
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