terça-feira, 9 de abril de 2013

Pedro: Profeta da Esperança (Parte 2)

 
Pedro: Profeta da Esperança. Este documentário é um fiel retrato de Dom Pedro Casaldáliga: de poesia e de profecia. A poesia emergiu nele e naturalmente, inda bem jovem e foi amadurecendo em radicalidade, em beleza, em ternura e rosto latino-americano. A profecia irrompeu nele pela unção martirial, “in sanguine”, sobretudo no sangue de João Bosco Burnier e também na proximidade das mortes matadas de índios, quilombolas e camponeses. Em Pedro a poesia e a profecia são como a taça de cristal que não se mostra a si mesma, mas revela o vinho velho, o melhor, que aí foi guardado para a Hora da Esperança de Ressurreição, a Hora de Deus.

 
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Este documentário é um fiel retrato de Dom Pedro Casaldáliga: de poesia e de profecia. A poesia emergiu nele e naturalmente, inda bem jovem e foi amadurecendo em radicalidade, em beleza, em ternura e rosto latino-americano. A profecia irrompeu nele pela unção martirial, “in sanguine”, sobretudo no sangue de João Bosco Burnier e também na proximidade das mortes matadas de índios, quilombolas e camponeses. Em Pedro a poesia e a profecia são como a taça de cristal que não se mostra a si mesma, mas revela o vinho velho, o melhor, que aí foi guardado para a Hora da Esperança de Ressurreição, a Hora de Deus.

 
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Padre Ricardo Rezende

 

Padre Ricardo Rezende é hoje um dos nossos homenageados. Nascido em Carangola, interior de Minas Gerais, em 03 de abril de 1952, este homem, Padre, encontra-se desde 1978 sob ameaça de morte por ter feito, entre todas as escolhas possíveis, a de não ser nem pastor nem rebanho, mas sim irmão, companheiro, voz que clama junto a outras vozes para que cesse a injustiça e a violência covarde dos que pensam calar com a morte o brado desesperado contra a opressão cega.

À frente da coordenadoria regional da Comissão Pastoral da Terra Araguaia-Tocantins desde 1979 e membro da diretoria nacional da entidade entre 1987 e 1988, o Padre Ricardo tem conhecido as conseqüências da violência rural com cruel intimidade: muitos de seus amigos foram e têm sido brutalmente torturados, assassinados e presos na impunidade fundiária do interior brasileiro. Seu trabalho revela um espaço rural onde imagens bucólicas dão lugar a clamores de justiça abafados por tiros.

Padre Ricardo, em meio a mortes, sob a sombra sinistra que lhe paira sobre a existência, teima e alia-se à vida. Onde há quem ouça, quem leia, quem lhe permita a aproximação, ele se empenha em mostrar a face, em geral ativamente ignorada, da realidade de nossos campos, denunciando torturas, desaparecimentos e mortes, protestando contra a impunidade e reivindicando o reconhecimentos dos direitos do homem. Sua força vem de ser uma voz significando muitas vozes; vozes que se fazem ouvir através do seu amor pelo humano e pela vida. Diríamos que antes de sua opção preferencial pelos pobres, é evidente a sua opção preferencial pela justiça.

Fonte

 
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Tudo indica que a França vai aprovar o casamento igualitário. A mobilização está grande apesar da crise e vai haver uma grande manifestação em maio, no dia das mães e para lembrar maio de 68. 
Vamos ficar orando. 

 
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sábado, 6 de abril de 2013

Onde está o pronunciamento da CNBB sobre a PEC?

 
Segue abaixo um link sobre o que disse, diz, e pensa o Deputado Pastor Marcos Feliciano. Este Deputado Pastor foi indicado pela bancada evangélica e por seu partido o PSC, à Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Esta mesma bancada e este mesmo partido são os que se mobilizaram para a PEC que autoriza entidades religiosas a questionarem leis no Supremo. A referida bancada,o referido partido, e o referido Deputado Pastor Marcos Feliciano, ultimamente, nunca deixa de mencionar a CNBB como se tivesse apoio desta entidade. A verdade é que nunca foi assim, porque os interesses deles são outros. É lastimável que até o momento não se soube de nenhum pronunciamento da posição da CNBB sobre a referida PEC. Seria bom que isto acontecesse logo, para que os cristãos católicos, como eu, ficassem sabendo qual é a posição da Igreja sobre este assunto.

Rosilene Luiza

Contato

 
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domingo, 31 de março de 2013

Feliz Páscoa!

 

TUDO É TRANSBORDANTE DE LUZ

Sobre a cruz, o Verbo feito carne, assumindo nossa finitude, abre-a desde dentro sobre o infinito. 

Cristo, de fato, através da própria morte, através das nossas mortes, através de nossa condição de morte, não retorna sozinho ao seu Pai, que doravante se tornou nosso. “Eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12, 32). O crucificado tornou-se incandescente pelo fogo do Espírito. Ao seu contato, os laços da morte e do inferno se rompem. Uma mão violenta arranca Adão, a infinidade de “Adões”, cada um de nós, de sua solidão, inviolável como os muros que a circundam. Não existem mais muros, tudo está aberto; os dois “Adões”, o primeiro e o último, se abraçam na imensidade. Tudo experimenta a reviravolta: todo desespero que se interpunha entre Deus e Deus, entre Deus e Deus feito homem, e logo, entre Deus e o homem, toda esta separação se consuma na unidade do Pai e do Filho, no “retorno” glorioso do Filho ao Pai, retorno do cordeiro que se carregou de todo o pecado do mundo. O inferno e a morte afundam-se, como uma insignificante gota de ódio, no abismo do fogo da divindade. As portas dos infernos foram arrancadas de suas dobradiças, e a luz do Tabor passa através delas. “Tudo agora é transbordante de Luz, céus e terra, e os infernos juntos”, diz a liturgia bizantina. A vida, a luz, o Espírito jorram afinal, fluem de um Deus que não é mais estranho, estrangeiro, quase demasiado pleno e pesado, um Deus que nos esmagaria; nascem, ao invés, de um Deus crucificado, aniquilado , de um Deus esvaziado de amor, para que o outro seja e que encontre em Deus, o espaço da própria liberdade liberada. Mais abaixo de nossa vergonha, de nossa dúvida, das nossas desventuras, onde somente conseguimos balbuciar: “Creio, mas aumentai minha fé” (Mc 9, 24), não existe mais nada, mas o Crucificado-Glorificado que nos torna participantes de sua Glória.

É certo, o homem continua a ser crucificado, e Cristo o é com ele: mas doravante, exatamente no abissal de nossa angústia, “tudo está consumado”, o Deus encarnado ressuscita, nos ressuscita. Cristo se afundou a uma profundidade tal que, cada queda nossa, por pouca que seja a nossa fé, é uma queda nEle. Basta abandonar-se – ó pobreza, humildade, confiança de criança – a este Deus encarnado, abandonado, glorificado, basta descobrir, mais abaixo de nossas baixezas, este Deus crucificado destroça as portas de nosso inferno, para saber, de uma maneira tal que o coração exulta, que o Reino já está em nós e no meio de nós; paz, luz, alegria, não existe mais exterioridade, somente rostos. 

O rosto de Deus no homem, aquele rosto que a sagrada Síndone (Santo Sudário) desvela ao ocidente noturno de nossos dias, aquele rosto no limite da decomposição e da glória – “Tenho sede” (Jo 19, 30) – ; O rosto de Deus no homem nos consente de descobrir o rosto do homem em Deus e de serví-lo em cada homem. 

Um rio de fogo, a história autêntica, aquela da comunhão dos santos – que são os pecadores perdoados – arrasta séculos e mundos na direção da Cruz, tornada para sempre, das profundidades abissais dos infernos aos sumos vértices dos céus, a Árvore da Vida. 

O. Clément, I visionari, 11-12

Fonte

 
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sábado, 30 de março de 2013

Feliz Passagem!

 

Olá a todos,
Queremos compartilhar com vocês, amigos do grupo Diversidade Católica, a preciosidade que foi a nossa Missa da Ceia do Senhor e do Lava-pés. Todos sentimo-nos intimamente ligados àquela ceia em que o Cristo procedeu este ato de tamanha humildade.
Ver essa cena reproduzida pelo padre, ajoelhado, lavando nossos pés, foi muito emocionante. E a mensagem que ele passou-nos através da leitura do êxodo foi esta:
Assim como Deus passou através do Egito ferindo aquele povo opressor e libertando Israel, assim devemos pedir a Deus que passe no nosso meio, para libertar-nos do preconceito e da homofobia de um povo que nos oprime.
Acrescentamos: Assim como o sangue do cordeiro marcou a porta dos israelenses, devemos nós marcar nossa “porta”, nossa personalidade com esse sangue de Cristo, para que o mundo veja que não é Dele que vem o preconceito, pois nós também somos filhos.

Essa reflexão está nos acompanhando nesses dias de páscoa. Gostaríamos de desejar a todos vocês da nossa “Paróquia” do grupo Diversidade, uma linda Páscoa, uma deliciosa e chocolática Passagem!

Beijão a todos!

 
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Feliz Páscoa!

 

A história da Páscoa é uma história de triunfo contra a adversidade, de superação do ódio e do escárnio. Portanto, ela é preciosa para a população LGBT religiosa ou não. A recente decisão do Padre Edward Salmon diretor do colégio jesuíta de Rochester, Nova Iorque de permitir um casal gay de participar da cerimônia de formatura sinaliza uma possibilidade de renovação da Igreja Católica Apostólica Romana, especialmente porque o padre justificou sua decisão baseado no chamado à luz do Papa Francisco.
Padre Edward Salmon, diretor do colégio jesuíta McQuaid de Rochester se deparou com um dilema: dois adolescentes gays assumidos pediram permissão para participar da formatura do ensino fundamental como um casal e lançaram uma petição na Internet pedindo apoio. A petição aparentemente atraiu muita atenção e gerou muita discussão.
Logo depois da petição entrar na Internet, Padre Salmon enviou uma longa carta aos pais dos adolescentes dizendo, “Se nossos irmãos que pediram para comparecer ao Baile de Formatura do Ensino Fundamental querem faze-lo, são bem-vindos”.
Padre Salom justificou sua decisão se referindo ao Papa Francisco. Sua carta apropriada para a Páscoa tem mensagens de esperança, luz, amor, carinho e renovação.
Ele escreveu, “Nosso novo Santo Padre, Papa Francisco, em sua primeira homilia, emitiu palavras encorajadoras: ‘Hoje em meio a tanta escuridão precisamos ver a luz da esperança e sermos homens e mulheres que trazem esperança para todos. Proteger a criação e proteger todos os homens e mulheres, cuidar de todos com carinho e amor, é abrir um horizonte de esperança, é deixar entrar um raio de luz penetrar nuvens negras.”.
Padre Salmon continuou, “A escuridão e as nuvens negras apareceram aqui recentemente por falta de informação, medo, falta de compreensão e até mesmo ódio. Tudo porque dois dos nossos irmãos pediram para ir ao Baile de Formatura juntos. Em meio a tudo isso, junto ao Papa Francisco, eu convido e encorajo todos nós da família McQuaid a sermos homens e mulheres que trazem esperança uns para os outros. Eu convido e encorajo todos nós da família McQuaid a sermos homens e mulheres que cuidam uns dos outros com carinho e amor. Eu convido e encorajo todos nós da família McQuaid a abrir um horizonte de esperança, a deixar um raio de luz penetrar as nuvens negras.”.
Padre Salmon também citou a carta pastoral da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos de 1997 dirigidos aos pais de gays e lésbicas americanos, intitulada “Nossos filhos para sempre”, um documento que tem sido ignorado pela hierarquia da Igreja Católica desde o aumento da oposição ao casamento gay e aos direitos humanos da população LGBT.
“Eu e a Conferência dos Bispos dos Estados Unidos […] convocamos todos os Cristãos e cidadãos de boa vontade a enfrentar sua própria homofobia e combater as piadas e a discriminação que ofendem os homossexuais. Entendemos que ter uma orientação homossexual já traz ansiedade, dor e questões de autoestima, a sociedade não pode discriminar.”
Ele acrescentou, “os bispos foram claros – ‘Nada na Bíblia ou na Doutrina pode ser usado para justificar o preconceito ou a discriminação’ […] A Doutrina deixa claro que os direitos humanos fundamentais dos homossexuais devem ser defendidos e que todos nós devemos lutar para eliminar todas as formas de injustiça, opressão ou violência contra eles.”.
Ele esclarece que ao permitir que o casal gay participe da Festa de Formatura, ele não está “contradizendo a Doutrina da Igreja Católica Romana com relação à sexualidade humana; Eu não estou encorajando nem condenando a atividade homossexual da mesma forma que eu também não estou encorajando nem condenando a atividade heterossexual no baile.”.
Ele conclui, “Nós não devemos ter medo da bondade e do carinho.”.
Apesar da admirável carta do Padre Salmon não representar uma revisão da Doutrina Católica, o tom é completamente diferente do que é comumente utilizado pela hierarquia da Igreja.
Esperamos que o novo Papa continue inspirando uma renovação da missão da Igreja Católica de promover a compaixão e a justiça.

Claude J. Summers

Tradução e adaptação: Hugo Nogueira

Foto: Padre Edward Salmon

Fonte

 
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sexta-feira, 29 de março de 2013

Bergoglio: Derecho a la conversión

 

Sobre Bergoglio e a ditadura militar na Argentina, há um belo testemunho de um jesuíta que foi preso e torturado:

Bergoglio: Derecho a la conversión

José L. Caravias, S.J.

Estoy impresionado por la tozudez con que se insiste en refregar supuestas deficiencias ya lejanas del recién nombrado Papa Francisco. Jorge Bergoglio, como todo ser humano, tiene una historia personal, llena de aciertos, problemas, errores y dubitaciones. Tiene su carácter, su temperamento y la carga de su pasado. Pero como todos los mortales tiene el derecho de poder corregir rumbos y curar las heridas de sus batallas. 

Me encontré con él, repetidas veces, durante 1975. Fue mi superior provincial. Me escuchó y atendió siempre con cariño. Pero yo era un problema para él.
En mayo del 72, en Asunción del Paraguay, fui secuestrado por un comando policial y tirado sin papeles en la frontera argentina. La dictadura de Stroessner no escatimó calumnias con las que ensuciar mi compromiso con las Ligas Agrarias Cristianas, de las que era su asesor nacional.

Me quedé dos años al fondo del Chaco argentino, donde logré formar un sindicato de hacheros, cruelmente explotados por los obrajeros de la zona, que extraían madera de quebracho para la industria del tanino. El sindicato fue aprobado y funcionó, pero los obrajeros no me lo perdonaron… Las trampas mortales que nos tendieron fueron tan graves, que tuve que decidir marcharme a Buenos Aires. Allá empecé a incursionar en las Villas Miseria atendiendo a los paraguayos.

En medio de tremendas tensiones, a los pocos meses Bergoglio me comunicó que había conocido que la Triple A (Alianza Anticomunista Argentina) había decretado mi muerte, junto con otros, y que lo mejor sería que me fuera una temporada a España.
En esos días, en una visita de despedida a Resistencia, capital del Chaco, fui arrestado y pasé una noche terrorífica en un calabozo inmundo. Es terrible el golpe del cerrojo del calabozo y la incertidumbre de que no sabes si vas a amanecer… A media noche me hicieron un simulacro de fusilamiento.

Dos amigos sacerdotes habían sido asesinados en los meses anteriores: Mujica en las villas, y Mauricio Silva, sacerdote barrendero, con quien había compartido hermosas charlas y eucaristías. Una vez más sentía el cuchillo de las dictaduras en mi garganta. Pensé que ya estaba bien de hacerme el valiente, y decidí aceptar la invitación de Bergoglio de salir de aquella tan convulsionada Argentina. Más tarde me contaron cómo la policía hizo “operaciones rastrillo” borrando mis huellas en el Chaco. Pero lo que más me dolió fue que apresaron a amigos con muy crueles torturas buscando información sobre mí.

¿Qué pensaba Bergoglio de todo esto? Me animó a huir. Creo que se sintió aliviado cuando me marché. Seguramente no estaba del todo de acuerdo con mi accionar organizativo entre el pueblo. Quizás tantos informes policiales le hicieron dudar, pero conmigo fue noble y me ayudó a escapar de una muerte cierta. Y por ello le estaré siempre agradecido.

Algunos le acusan de que no fue suficientemente valiente en denunciar aquellas situaciones. Esto me desasosiega. Había que haber vivido aquellas terribles tensiones para poder hoy recriminar… Torturaban y mataban a la menor denuncia en contra.
Posiblemente Jorge Bergoglio, ser humano, cometió errores. A veces fue desacertado. Se dejó llevar por miedos y prejuicios. Pero eso lo hicimos todos. Los gases venenosos de las dictaduras nos enloquecieron a todos. No nos hinchen por haber respirado esos gases. Ahí vivíamos, y respirábamos como podíamos…

Lo importante es cómo curamos nuestros pulmones de aquellas heridas. Ciertamente para Jorge Bergoglio, como para muchos de nosotros, ha supuesto mucho esfuerzo de sanación. No es fácil olvidar y perdonar aquellos horrores. Pero para él, para mí, y para tantos otros, como Francisco Jalics por ejemplo, la fe en Jesús ha sido definitiva. Los que sufrimos aquello, y hoy día respiramos tranquilos, reconocemos que la fuerza del Resucitado nos he hecho renacer con nuevos bríos. 

Todos cambiamos con el tiempo. Maduramos. Jorge también. Sus actitudes no son las mismas de hace casi cuarenta años. Lo demuestran sus últimos años en Buenos Aires. Está más cerca del pueblo, tiene ideas más claras y denuncias más contundentes. Y sobre sus hombros ha caído ahora una carga mucho más pesada. ¿Por qué empeñarse en refregarle sus posibles errores del pasado? ¿No sería mucho más sensato apoyarlo en su austeridad y su servicio a los pobres? 

La extrema derecha ya empieza a denunciarlo como traidor, antipapa… Y quizás el alto capitalismo mundial esté orquestando las calumnias para desprestigiarlo, pues un Papa austero comprometido por los pobres es para ellos peligroso…

Algunos lamentan que el Papa no sea un gran revolucionario. Eso no es posible. Pero si consigue, como ha afirmado, que la Iglesia sea pobre al servicio de los pobres habrá dado pasos históricos significativos.

Una muestra de cambio. Hace unos diez meses en la Facultad de Teología de Buenos Aires reivindicó la memoria del sacerdote Rafael Tello, uno de los iniciadores de la Teología de la Liberación, que fue condenado y apartado por la Jerarquía de entonces. Dice Bergoglio: “La historia tiene sus ironías… Vengo a presentar un libro sobre el pensamiento de un hombre que fue separado de esta Facultad. Cosas de la historia. Esas reparaciones que Dios hace: que la jerarquía que en su momento creyó conveniente separarlo, hoy diga que su pensamiento es válido. Más aun, fue fundamento del trabajo evangelizador en Argentina. Quiero dar gracias a Dios por eso.” Vale la pena escuchar completo su discurso, de casi una hora. 

Apoyémoslo. Animémoslo. Él ha pedido la bendición del pueblo. Ayudémoslo a ser consecuente son su fe en Cristo, impulsado por San Ignacio e iluminado por San Francisco.

 
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quarta-feira, 20 de março de 2013

Boas notícias sobre o novo Papa Francisco

 

Mesmo não sendo oficial a informação, segundo o respeitado teólogo católico Leonardo Boff o novo Papa aceitou a adoção de uma criança por um casal homossexual na Argentina dizendo que “onde há amor, tem o nome de Deus aí”, aos 14:40 minutos do vídeo.

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terça-feira, 19 de março de 2013

São José

 

Queridos irmãos e irmãs
Peçamos hoje a Deus que o novo Papa, assim como o carpinteiro José, possa enxergar a Criança Divina presente em cada um de nós ( gays ou não) e que assuma a responsabilidade sagrada de acolhe-la e defende-la contra as forças dos Herodes modernos. 

Feliz dia de São José. 
Paz e Bem

 
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segunda-feira, 18 de março de 2013

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domingo, 17 de março de 2013

O Teu amor todo mundo invadirá

 

A sombra vai se abrindo, quando a noite cai, e vão fugindo tantas luzes de um dia, que jamais há de se acabar; de um dia, que há de começar sempre; porque sabemos que uma nova vida, aqui nascida, ninguém mais cancelará.
Se tu vais agora, anoitecerá, se tu vais embora, Senhor, o que será? Se tu vais agora, anoitecerá; mas se permaneces, a noite não virá.
Como o mar se espraia, infinitamente, o vento soprará e abrirá os caminhos escondidos. Tantos corações hão de ver uma nova luz clara, como uma chama que, onde passa, queima. O Teu amor todo mundo invadirá.
A humanidade luta, sofre e espera. É terra seca e no céu não há nuvens, Mas a vida não lhe faltará; E a esperança brilhará para sempre. Contigo unidos, oh! Fonte de água viva, Tua presença o deserto acabará.

 
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Te louvo, te louvo em verdade

 

Mesmo na tempestade, mesmo que se agite o mar:
Te louvo, te louvo em verdade
Mesmo longe dos meus, mesmo na solidão:
Te louvo, te louvo em verdade
Pois somente tenho a ti, tu és a minha herança,
Te louvo, te louvo em verdade.
Mesmo que me faltem palavras,
Mesmo que eu não saiba louvar:
Te louvo, te louvo em verdade.

 
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sábado, 16 de março de 2013

Novo papa

 

O novo papa foi uma enorme surpresa. Ele é muito bem preparado e tem uma história complexa. Foi superior provincial dos jesuítas da Argentina durante a ditadura militar. A sociedade estava muito dividida e polarizada, e a Companhia de Jesus também. Em sua gestão, até onde sabemos, ele optou pelo silêncio estratégico e por ações que evitassem um dano maior. As feridas e divisões continuaram depois do seu mandato.
Como arcebispo de Buenos Aires, foi muito querido pelo povo e pelo clero. Viveu uma vida bastante austera e próxima dos pobres. Há quem o considere o melhor arcebispo que a cidade já teve. Foi presidente da conferência dos bispos argentinos, liderando a ala moderada em face de conservadores radicais. No casamento gay, antes da apresentação do projeto de lei, ele defendia a união civil e queria um acordo com os políticos. Porém, a maioria dos bispos se opôs. Ele, voto vencido, vestiu a camisa dos intransigentes e partiu para a guerra santa demonizando o casamento gay. Isto só piorou as coisas para a Igreja, e a derrota foi ainda mais humilhante. É improvável que ele repita esta dose como papa. 
Tudo isto certamente o tornou mais experiente. Bergoglio é muito sagaz. Isto vai ajudá-lo a lidar com problemas administrativos e os conflitos do Vaticano. A escolha do nome Francisco aponta para a simplicidade evangélica e para a reforma da Igreja. A primeira aparição dele como papa foi comovente. Parece-nos que ele tem tudo para dar certo. O seu trato afetivo e os seus gestos de despojamento estão contagiando.

Rezemos e torçamos com fé, “que a fé não costuma faiá”, como bem diz o Gilberto Gil.

 
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Papa Francisco

 

O Papa afirmou que a adoção de crianças por casais homossexuais é uma “forma de preconceito com as crianças”, que sofreriam com isso.
Apesar de conservador, Bergoglio criticou padres que se recusaram a batizar filhos de mães solteiras e aceita a camisinha para evitar infecções.

Destak, 14 de março de 2013.

 

O papa e o pecado da omissão

 

Jorge Mario Bergoglio leva ao Vaticano um pecado imperdoável: foi no mínimo omisso durante o genocídio que a ditadura militar argentina praticou entre 1976 e 1983.
Nem é possível alegar que não era, então, uma figura destacada na hierarquia eclesiástica: foi provincial dos jesuítas entre 1973 e 1979. A parte mais selvagem da repressão se deu precisamente entre o golpe de 1976 e 1978, quando, a rigor, a esquerda armada já havia sido esmagada, junto com milhares de civis desarmados.
Há na Argentina quem acuse Bergoglio de ter sido pior do que omisso: o jornalista Horácio Verbitsky, autor de um punhado de livros sobre a ditadura, acusa o agora papa de ter sido cúmplice da repressão ao denunciar aos militares, como subversivos, sacerdotes que desempenhavam forte ação social.
Verbitsky diz possuir documentos obtidos na Chancelaria argentina que demonstram a veracidade de sua acusação.
Antes do conclave anterior (2005), um advogado da área de direitos humanos chegou a propor uma ação contra Bergoglio, acusando-o de ter sido cúmplice no sequestro de dois padres jesuítas em 1976.
Bergoglio sempre negou as acusações. Disse que, ao contrário, tentou proteger os jesuítas perseguidos.
O que não dá para negar é que Bergoglio passou em silêncio por um período negro da história argentina, em que o comportamento de sua igreja foi obsceno.
Não é, portanto, um cartão de visitas auspicioso para um papa condenado a enfrentar uma evidente crise de credibilidade, se não da igreja, pelo menos de sua cúpula.
A igreja argentina também perdeu credibilidade por sua pusilanimidade, para dizer o mínimo, durante a ditadura militar. Como correspondente da Folha em Buenos Aires de 1980 a 1983, fui testemunha ocular das intoleráveis omissões da hierarquia ante a violência do Estado.
Conto apenas um episódio menor para mostrar a covardia.
Um dado dia, as Madres de Plaza de Mayo pediram uma audiência aos bispos. Um grupo delas, todas senhoras de idade, rostos vincados pelo tempo e pela dor, foi até a sede da Conferência Episcopal Argentina para entregar uma petição, obviamente relacionada à violação dos direitos humanos.
Chovia, fazia frio, o vento era cortante. Pois os responsáveis pela igreja argentina não tiveram nem sequer a piedade de permitir que as senhoras esperassem no interior do imóvel. Ficaram mesmo ao relento, como a sociedade argentina ficou desprotegida pelos seus pastores durante toda a ditadura.
É dessa igreja que vem Bergoglio. Uma igreja que jamais pediu perdão por esse insuportável comportamento.
É possível que, tendo a Argentina da democracia passado a limpo o período do terror, a questão dos direitos humanos no passado seja deixada de lado ou vá para um pé de página no perfil do novo papa.
Entendo. Os homens passam a ser santos, ou quando morrem ou quando assumem o papado.
A ver se o papa Francisco corrigirá no Vaticano o pecado de omissão de Bergoglio.
Folha, 14,3,2013

 

sábado, 9 de março de 2013

Protesto

 
Ato de Repúdio à nomeação do Deputado Marco Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos

Estes protestos mostram que a sociedade não vai engolir calada a escalada fundamentalista imbecilizante que quer tomar conta da política. Certamente estes protestos trarão bons frutos.

Deus é grande, e nunca há de ser prisioneiro dos que usam o Seu nome para oprimir. 

Fotos da presença do Diversidade Católica no protesto. Além de Ruann e Pedro da organização, também compareceram Francisco, Fábio, Arnaldo, Rafael e Hugo.

 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Pelo menos 10 capitais fazem ato de repúdio a Marco Feliciano (PSC-SP) neste sábado

 

RIO — Estão previstas para este sábado manifestações espalhadas por pelo menos 10 capitas em repúdio à eleição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. A mobilização começou de maneira espontânea no Facebook e já ultrapassou as fronteiras do território nacional: as comunidades de brasileiros na Argentina, França, Inglaterra e Suécia também farão passeatas, que terminarão nas respectivas embaixadas do Brasil. Em muitas localidades, haverá manifestações conjuntas, que pedirão também a renúncia do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alvo de protestos durante todo o último mês até mesmo no exterior.

Já há protestos confirmados para Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador, além de cidades de médio porte, como Feira de Santana (BA), Juiz de Fora e Sete Lagoas (MG) e Pelotas (RS). As atividades acontecerão simultaneamente e têm início previsto para as 14h.
Conduzido ao cargo na última quinta-feira, o pastor Marco Feliciano é conhecido por suas posições conservadoras e declarações polêmicas com relação a negros, homossexuais e praticantes de religiões afro-brasileiras. Em 2011, foi acusado de racismo e intolerância religiosa ao dizer em seu Twitter que “os africanos descendem do ancestral amaldiçoado de Noé”, e que essa maldição explica “o paganismo, o ocultismo, misérias e doenças como o ebola” no continente. No início deste ano, disse no microblog que “a podridão dos sentimentos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição”, e foi denunciado ao STF pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por homofobia.

Xuxa se manifesta e chama deputado de ‘monstro’
O discurso do deputado não para de gerar reações. Nesta sexta-feira, a apresentadora Xuxa Meneghel também se manifestou em seu perfil no Facebook e disse “Todos os religiosos sabem que eu respeito todas as religiões, mas esse homem não é um religioso, é um monstro. Em nome de Deus, ele não pode ter esse poder”, e concluiu “essa pessoa não pode ser presidente da comissão de direitos humanos. Ele não pode ter esse espaço para usar, pisar e denegrir o ser humano”. Até o início da noite, a publicação já tinha sido curtida por mais de 580 mil usuários. Uma petição online no site Avaaz.org, iniciada há dois dias, pede que o deputado seja destituído da presidência da comissão e já reunia mais de 128 mil assinaturas.
Os representantes da edição carioca do movimento estão satisfeitos com a adesão. O estudante de história Ruann Moutinho [Membro do Diversidade Católica], de 24 anos, um dos organizadores do protesto, destaca o engajamento da sociedade civil na atividade, e não apenas das minorias atacadas pelo pastor Marco Feliciano.
— Temos sido apoiados por muitas pessoas que veem na declaração do pastor uma afronta aos Direitos Humanos, porque não é preciso ser membro de uma minoria para se sentir agredido com o que ele disse. O protesto tem repercutido bastante e recebemos muitas adesões, a solidariedade da população é grande — afirma.
No Rio de Janeiro, o ponto de encontro será a Cinelândia, no Centro. Em São Paulo, domicílio eleitoral do deputado do PSC, a atividade partirá da esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, na região central da cidade.

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Passeata sábado, 9 de março de 2013, às 14h na Cinelândia

 

Ruann e Pedro membros do Diversidade Católica estão organizando uma passeata amanhã, sábado, 9 de março de 2013, às 14h na Cinelândia, em repúdio à eleição do Deputado Federal Marcos Feliciano do Partido Social Cristão para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

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Segue o texto elaborado pelo Pedro:
Nós, brasileiros, manifestamos nosso profundo descontentamento com a indicação e eleição do Deputado Federal Marcos Feliciano do Partido Social Cristão para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Nossa manifestação se baseia no próprio texto do histórico da Comissão, publicado em seu site, onde se diz que “As violações de direitos humanos continuam a ser praticadas, muitas vezes, pelos próprios agentes do Estado. As declarações homofóbicas e racistas do citado deputado ferem a ética política necessária à reputação daquele que coordenaria um órgão zelador dos direitos humanos. Acima de qualquer valor religioso está o respeito a todo e qualquer ser humano, dentre os quais estão, ainda segundo o texto da Comissão: “indígenas, migrantes, homossexuais e afro-descendentes”.
Num país de democracia tão jovem, faz-se necessário gritar a plenos pulmões que a nossa cidadania não será cerceada diante de tamanha agressão. Unidos na luta por uma representatividade verdadeira na Comissão de Direitos Humanos e Minorias do Congresso Nacional, nos manifestamos durante este fim de semana, junto com outras cidades do país, contra todas as declarações desse deputado e contra todos os encarregados que o indicaram e elegeram para exercer tal função.
Assinado,
“Minorias” brasileiras.