Jornalista inglês: ‘Estou de luto pelo dia em que Thatcher nasceu’

por redacao
 

Conversa Afiada reproduz sugestão do editor João Andrade:

Paulo,

O jornalista esportivo Tim Vickery fez duras críticas a Margaret Thatcher no programa ‘Redação Sportv’ de hoje.

Só para contextualizar, o Tim Vickery é um jornalista inglês, correspondente da BBC aqui na América do Sul, e comentarista do programa do Sportv às terças. Costumo dizer que o melhor jornalista esportivo do Brasil é inglês. Gosto muito dele e acho bastante coerente.

Voltando ao vídeo, ele foi perguntado se estava de luto pela morte de Thatcher e, sem pensar muito, disse estar de luto pelo nascimento dela. E, em 4 minutos de vídeo, discorre sobre o tema.

Vale a pena assisti-lo.

Tim Vickery sobre Margareth Thatcher: ‘Estou de luto pelo dia em que ela nasceu’

 

 

Clique na imagem para assistir ao vídeo

 

Caso o vídeo não abra no primeiro clique, atualize a página ou aperte o F5.

 

5 horas atrás

A agonia do Estadão

por redacao
 

Conversa Afiada reproduz post do Blog do Miro:

A agonia do Estadão


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O Estadão está virtualmente morto.

Está cumprindo todas as excruciantes etapas da agonia dos jornais (e das revistas) na era da internet: demissões, demissões, demissões. Menos páginas, borderôs menores.

E futuro nenhum.

Pode ser que, em breve, o Estadão circule duas ou três vezes por semana, como está acontecendo com tantos jornais no mundo.

A Folha, em outras circunstâncias, vibraria. Na gestão Frias, um dos dogmas na Barão de Limeira era que apenas um jornal sobreviveria em São Paulo.

Semimorto o Estado, ficaria a Folha, portanto.

Mas os problemas da Folha são exatamente os do Estado. Pela extrema má gestão dos Mesquitas, eles apenas estão levando mais cedo o Estadão ao cemitério.

Isso quer dizer que não vai sobrar nenhum.

Lamento, evidentemente, cada emprego perdido por jornalistas que tiveram o azar de estar na hora errada na redação errada sob a administração errada derivada da família proprietária errada. (Os demitidos, importante que eles se lembrem disso, terão a oportunidade de respirar ares mais enriquecedores, sobretudo na mídia digital.)

Mas o jornal, em si, não deixará saudade.

Qual a contribuição do Estadão ao país?

O golpe de 1964, por exemplo. O Estadão, como o Globo, tem um currículo impecável quando se trata de abraçar causas ruins e misturar genuínos interesses privados com interesses públicos fajutos. No mundo perfeito, segundo o Estadão, os brasileiros serviriam basicamente de mordomos para os Mesquitas.

Ainda hoje, moribundo, gasta suas últimas reservas na defesa de um país em que o Estado (governo) deve servir de babá para uma minoria que, no poder, fez do Brasil um dos campeões mundiais em desigualdade.

Que colunista se salva? Quem oferece uma visão alternativa? Quem quer um país melhor, menos injusto?

Dora Kramer? Pausa para risada.

Os editorialistas mentalmente decrépitos que davam conselhos à Casa Branca mas jamais conseguiram cuidar do próprio quintal? Nova pausa.

Articulistas como Jabor? Pausa mais longa, porque é gargalhada.

O Estadão pertence a um mundo em decomposição, e cujo passamento não deixa ninguém triste.

Combateu o mau combate. Perdeu, e se vai. Poderia ter ido antes. Muitas árvores teriam sido poupadas.

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