Infelicano, Paul, em psicografia, pede que você confirme através de teste: Estudo liga preconceito a pessoas de baixo QI

por Rosangela Basso
 
Infelicano, Paul, em psicografia, pede que você confirme através de teste: Estudo liga preconceito a pessoas de baixo QI

Estudo liga preconceito a pessoas de baixo QI

Exame

Neonazistas nos EUA
Neonazistas nos EUA: pesquisa aponta que eles seriam menos inteligentes

São Paulo – Um estudo feito pela Universidade de Ontario, no Canadá, parece ser bastante provocador. A pesquisa chegou à conclusão de que pessoas menos inteligentes – sim, isso é um eufemismo – são mais conservadoras, preconceituosas e racistas.

O estudo revela que crianças com baixo QI estão mais dispostas a realizar atitudes preconceituosas quando se tornarem adultas. A pesquisa foi publicada na revista Psychological Science.  A descoberta aponta para um ciclo vicioso, em que esses adultos com pouca inteligência ‘orbitam’ em torno de ideologias socialmente conservadoras, resistentes à mudança e que, por sua vez, geram o preconceito.   As pessoas menos inteligentes seriam atraídas por ideologias conservadoras, segundo o estudo, porque oferecem ‘estrutura e ordem’, o que dá um  certo ‘conforto’ para entender um mundo cada vez mais complicado.  “Infelizmente, muitos desses recursos também podem contribuir para o preconceito”, disse Gordon Hodson, pesquisador chefe do estudo, ao site Live Science.   Ele salientou ainda que, apesar da conclusão, o resultado não significa que todos os liberais são ‘brilhantes’ e nem que todos os conservadores são ‘estúpidos’. A pesquisa é um estudo de médias de grandes grupos, disse Gordon Hodson.  
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3 horas atrás

Mais um??: Snoop Lion afirma que gays nunca serão aceitos no rap

por Rosangela Basso
 
Mais um??: Snoop Lion afirma que gays nunca serão aceitos no rap

 (Getty Images 

O rapper Snoop Lion, ex-Snoop Dogg, declarou em recente entrevista que em sua opinião a homossexualidade jamais será aceita no mundo do rap. Segundo ele, isso se deve à “masculinidade do estilo musical”. “É como um time de futebol. Você não pode entrar em um vestiário cheio de homens e de repente dizer: ‘Ei, cara, eu gosto de você’. Sabe, isso vai ser difícil”, afirmou para o site Huffington Post. 
Quando questionado sobre o rapper Frank Ocean, que se assumiu homossexual em 2012, Snoop demonstrou não levar a sério o trabalho do músico como rap. “Ele é um cantor. Isto é aceitável no mundo dos cantores, mas no rap eu não sei se isto será um dia aceito, porque o rap é muito masculino”. Snoop Lion também deixou claro que não tem nada contra os homossexuais. 
Vírgula

3 horas atrás

Letícia Sabatella: “O pastor Feliciano é uma benção de Deus”. Entenda

por Rosangela Basso
 
Letícia Sabatella: “O pastor Feliciano é uma benção de Deus”. Entenda

Glamurama

Letícia Sabatella: mal que vem para bem

Glamurama acaba de cruzar com Letícia Sabatella no Projac e, sabendo da veia politizada da atriz, puxou papo sobre o pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. “O Feliciano é uma benção de Deus. Ele é tão nazista, arcaico e egoísta que enfim estamos acordando para a homofobia e o preconceito. É um mal que vem pra bem. É tão absurdo e forte, como se quem não pensa como ele estivesse associado ao demônio, possuído. Aconteceram coisas que doeram na minha alma. E, para ser contra essa aberração, quem antes não queria chocar a bisavó está se assumindo. Graças a isso, a homofobia daqui a pouco vai acabar, como acabou a escravidão.”

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12 horas atrás

Após 20 anos, acusados pelo Massacre do Carandiru serão julgados

por Rosangela Basso
 
Após 20 anos, acusados pelo Massacre do Carandiru serão julgados

Brasil de Fato
 
Os primeiros 26, dos 79, réus acusados pela morte de 111 presos no massacre irão a julgamento nesta segunda (8); na foto, cena do filme “Carandiru”, de 2003  do Instituto Terra Trabalho e Cidadania Os primeiros 26, dos 79, réus acusados pela morte de 111 presos no “Massacre do Carandiru” irão a julgamento nesta segunda-feira, dia 08 de abril, no Fórum Criminal da Barra Funda, às 10 horas. A chacina promovida pelo Estado ocorreu no dia 2 de outubro de 1992 na Casa de Detenção de São Paulo e teve início após uma briga entre presos no Pavilhão 9. Após mais de 20 anos, ninguém foi condenado. Previsto para o dia 28 de janeiro, o novo prazo foi dado pela Justiça para que o Instituto de Criminalística de São Paulo pudesse dar um parecer sobre a perícia balística a partir das armas utilizadas pelos policiais na ocasião. Após todo esse tempo, muitas questões sobre o massacre ainda precisam ser levantadas. Como estão os familiares dos presos hoje em dia? O sistema prisional brasileiro continua matando? Quem treinou essa polícia que extermina as pessoas que se encontram sob a custódia do Estado? A Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA e a Comissão de Direitos Humanos recomendam à República Federativa do Brasil, dentre outras observações, que “seja realizada uma investigação completa, imparcial e efetiva a fim de identificar e processar as autoridades e funcionários responsáveis pelas violações dos direitos humanos. (…) Adotar as medidas necessárias para que as vítimas dessas violações e suas famílias recebam adequadas e oportunas indenizações. (…) E desenvolver políticas e estratégias destinadas a descongestionar a população das casas de detenção, (…) e oferecer treinamento especial para o pessoal carcerário e policial”.

12 horas atrás

Documentário: A História do Racismo

por Rosangela Basso
 
Documentário: A História do Racismo 

um dia atrás

Feliciano: “Deus matou John Lennon” e a gente canta, “Nenhum inferno abaixo de nós. Acima de nós apenas o céu”

por Rosangela Basso
 
Feliciano: “Deus matou John Lennon” e a gente canta, “Nenhum inferno abaixo de nós. Acima de nós apenas o céu”

Meu Deus!! Cada dia…

E para aliviar a alma e amar quem a gente quiser…

Imagine

Imagine que não há paraíso É fácil se você tentar Nenhum inferno abaixo de nós Acima de nós apenas o céu Imagine todas as pessoas Vivendo para o hoje 
Imagine não existir países Não é difícil de fazer Nada pelo que Matar ou morrer E nenhuma religião também Imagine todas as pessoas Vivendo a vida em paz 
Você pode dizer Que sou um sonhador Mas não sou o único Tenho a esperança de que um dia Você se juntará a nós E o mundo será como um só 
Imagine não existir posses Me pergunto se você consegue Sem necessidade de ganância ou fome Uma irmandade do Homem Imagine todas as pessoas Compartilhando todo o mundo 
Você pode dizer Que sou um sonhador Mas não sou o único Tenho a esperança de que um dia Você se juntará a nós E o mundo viverá como um só 

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7 de Abril de 2013 21:40

Capa da Veja: Por fora bela viola, por dentro pão bolorento

por Rosangela Basso
 
Capa da Veja: Por fora bela viola, por dentro pão bolorento

Malafaia elogiou!!!!
 

7 de Abril de 2013 21:15

Estou paralisada, chocada, assustada com esse vídeo: “VEJA SO O QUE EU FIZ PRA ESSA APRENDER A ME RESPEITAR…………………..”

por Rosangela Basso
 
Estou paralisada, chocada, assustada com esse vídeo: “VEJA SO O QUE EU FIZ PRA ESSA APRENDER A ME RESPEITAR…………………..”

Sem o que dizer, as imagens dizem por si só!

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7 de Abril de 2013 20:03

Horror: Homofobia, segurança de boate, desfigura André : “aqueles que acham isso uma injustiça, por favor, compartilhe”

por Rosangela Basso
 
Horror: Homofobia, segurança de boate, desfigura André : “aqueles que acham isso uma injustiça, por favor, compartilhe”

André Barbosa

 
Na madrugada de dia 06/04/2013 fui comemorar o aniversário do meu melhor amigo por volta das 01:30 da madrugada na famosa boate 2ME no dia que recebeu o TOP DJ Goodwil, foi a primeira vez que eu fui a casa, a pista estava lotada assim como os camarotes, porém aconteceu um fato que não posso me calar, pois como podem ver fui vítima de homofobia, estava tudo normal como deveria ser, todos dançando e se divertindo, em um momento da festa voltando do banheiro um menino me puxou se identificou, conversamos e nos beijamos, me despedi dele e voltei para meu grupo de amigos que estavam perto da porta de saída da casa, algum tempo passou, e novamente esse mesmo menino passou por mim e nos beijamos mais uma vez, um beijo normal, sem promiscuidade sem desrespeitar ninguém, o meu grupo de amigos acharam normal também, pois já sabiam da minha opção sexual, o beijo não durou cerca de 1 minuto e assim que terminamos fui abordado por um chefe da segurança da casa, com uma cotovelada no peito ele me disse “Não quero ver você beijando mais aqui dentro” No momento fiquei sem reação, perguntei o que estava fazendo de errado, foi ai que meus amigos se revoltaram e começaram a chamar o mesmo de homofóbico, como houve um tumulto logo um dos seguranças bem maior do que eu, pois tenho 1,67 e peso 54Kg me pegou pelo o pescoço me arrastando pra fora da casa, eu não me alterei em nenhum momento pois fiquei em choque por aquilo estar acontecendo só por eu ter beijado outro homem, não agredi o segurança fisicamente e muito menos verbalmente, na saída da casa o segurança alegou que eu havia agredido com um soco na boca para alguma responsável da entrada da 2ME mas isso não aconteceu de forma alguma, fiquei sem reação no momento achei tudo um absurdo. Mas então foi quando esse segurança e mais outro segurança me levaram para a porta da 2ME e começaram a me agredir me chamando de viadinho de merda e até me ameaçaram falando que iriam me matar e só pararam quando meus amigos chegaram na frente da 2ME.

Bom o que tenho mais pra dizer? Estou em choque com tudo que aconteceu, estou com o nariz quebrado, minha cabeça não para de doer e tomando remédios e tenho que me calar? Sei que estou me expondo muito, mas isso não podia ter acontecido de forma alguma, eles estão errados e eu vou procurar justiça e aqueles que estão no meu facebook e concordam com os atos dos seguranças por favor me exclua, já aqueles que acham isso uma injustiça por favor compartilhe…  — em 2ME.

Seguranças foram presos em flagrante

Foto: Na madrugada do dia 06/04/2013 a famosa boate 2ME do grupo Green Valley localizada em Balneário Camboriú  recebe  o TOP DJ Goodwil, e como sempre a casa lotou, assim como seus camarotes, porém aconteceu um fato que não podemos deixar de comentar, por volta das 03:00 da madrugada um menino de 22 anos e mais um menino de 19 anos se beijaram, próximo a saída da boate, em frente aos camarotes. Um dos dois estava com um grupo de amigos comemorando um aniversário de um deles, todos que estavam próximos relataram que não foi nada demais, foi um beijo normal como qualquer outro beijo, sem promiscuidade, só se beijaram por 1 minuto. Enfim, logo o chefe da segurança da casa abordou o menino de 22 anos com uma cotovelada no peito dizendo ao mesmo “Não quero ver você beijando novamente aqui dentro, você me ouviu?” O menino de 22 anos ficou em choque e em seguida seu grupo de amigos se indignou com a abordagem chamando o chefe de segurança de homofóbico com isso gerou um tumulto onde sem resistência alguma o menino de 22 anos foi levado para fora da casa noturna por um dos seguranças, na entrada da casa o segurança alegou para uma responsável que estava tirando aquele menino por ele ter agredido com um soco na boca, foi então que o menino se desesperou e começou a questionar aos gritos “Meu Deus, o que é isso, vocês estão loucos? Eu não levantei a mão pra vocês, eu só beijei um menino, vocês não podem fazer isso, Meu Deus isso está errado” 
Só que a confusão não parou por ai, o segurança levou de fato o menino para frente da casa noturna e juntamente com mais outro segurança começaram um ato de covardia, colocando a cabeça do menino para baixo começaram uma seqüência de joelhadas, socos e chutes, chamando o mesmo de viadinho de merda e que estava atrapalhando o trabalho deles, um dos seguranças chegaram a falar “tem que matar, a gente vai te matar seu viado” mesmo quando o menino já estava no chão com ferimentos e todo ensangüentado as agressões não pararam, pois ninguém que estava na frente da casa fez nada, pois não entendiam o que estava acontecendo, os amigos da vítima foram barrados na portaria e assim que saíram avistaram a vítima ainda sofrendo as agressões ao chão, só com os gritos do grupo de amigos os seguranças pararam, e qual foi a justificativa dos seguranças? Que ele estava beijando outro homem na casa. Um funcionário da 2ME informou que toda confusão aconteceu porque os clientes que estavam no camarote se sentiram ultrajados pela presença dos homossexuais e reclamaram com o chefe da segurança. O menino foi conduzido pelo o Samu para o hospital Ruth Cardoso com várias lesões e com o nariz quebrado. Já os seguranças foram presos em fragrante.

7 de Abril de 2013 19:49

Não esqueça que crianças bem educadas tem hora pra comer: Culinária Infantil para pais idiotas

por Rosangela Basso
 
Não esqueça que crianças bem educadas tem hora pra comer: Culinária Infantil para pais idiotas

Já as crianças mimadas crescem gritando que a empregada lhes dê tudo na mão

Culinária Infantil para pais idiotas: Receita de Gagau de farinha láctea

Correio da elite

Dado que muitos pais não têm competência técnica, ética, moral e outros quesitos necessários para cuidar de seus filhos e, por isso, estão terceirizando os cuidados da prole a domésticas, empregadas, babás, professores e avós, este blog resolveu dar uma ajudazinha para eles, pais. Na redes sociais encontramos milhares de testemunhos de pais despreparados. Não queremos que as crianças padeçam de fome por causa do desconhecimento paterno sobre como preparar pratos sofisticados como o que segue. Assim, os pais ainda aproveitam para desfrutar os raros momentos com seus filhinhos nesta vida tão corrida, que tem nos impedido de curtir situações de carinho e amor que só alcançamos no convívio com nossos entes queridos. Não se apavore e vá em frente. Imagine que você está se empenhando para cumprir as metas definidas pela empresa: 
Ingredientes ( você sabe o que é “ingrediente”, não? ): 500 ( é o que vem depois do 499 ) ml ( mililitros, uma medida de quantidade ) de leite (  aquilo que sai das fêmeas dos mamíferos; geralmente se usa leite de vaca. Sim, vaca, aquele bicho que faz “Muuuu!”; Veja a foto aqui ) quente ( contrário de “frio” ) 10 ( uma dezena, vem depois da unidade 9 ) colheres ( colher, amigo, isso que você pegou é um coador de café… não, cacete, isso aí é um garfo… alí, ó, do lado da faca, issooooo! ) de sopa ( esqueci de dizer, a colher é a de sopa; essa aí é de sobremesa, a de sopa é aquela ali ó…essa mesma! Como assim, “por quê elas têm esses nomes?” Sei lá, oras! ) de Farinha Láctea ( Isso, essa lata sobre a mesa, eu deixei aí prá facilitar para você. Abra a tampa e… CUIDADO, NÃO VAI SE CORTAR!! Isso, beleza! Viu como não foi difícil? ) 3 ( vem depois do 2 ) colheres de sopa ( essa você já aprendeu ) de açúcar ( aquele pó branco que… NÃO, CARAMBA, ESCONDE ISSO, QUE DÁ CADEIA! É aquilo que fica no açucareiro, será o Benedito que eu tenho que fazer tudo por aqui? Aquele pó doce, que é o contrário do “sal”. Ó lá, tá até escrito no recipiente… Não tá vendo que nesse tá escrito “sal”? O outro… isso, esse mesmo! Tá pegando o jeito!!! ) 
Modo de Fazer: Colocar tudo ( “tudo”, não, ô imbecil: as colheres de sopa e o açucareiro você deixa fora! ) no liquidificador ( eu deixei ele pronto ali na pia, pois sabia que você o confundiria com o aspirador de pó e…ESCONDE ESSE PÓ, EU JÁ DISSE! ) e bater até ficar cremoso ( “bater” os ingredientes no liquidificador e não, bater na filha chorona ou na babá insubmissa ) Servir em potinhos de sobremesa ( estão ali, ó; é só pegar e despejar o conteúdo que se encontra no copo do liquidificador, no interior e… EU DISSE “INTERIOR”!… isso, dentro dos potinhos… isso, beleza, acertou um!  Pelo menos já tem um pouquinho pra criança comer ) Quantidade4 porções

TÁ VENDO COMO FOI FÁCIL, PAPAI? VOCÊ É MOTIVO DE ORGULHO PARA NOSSA SOCIEDADE! PARABÉNS

7 de Abril de 2013 18:50

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil: “Um mês de CDHM paralisada e quem até agora foi a sociedade brasileira”

por Rosangela Basso
 
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil: “Um mês de CDHM paralisada e quem até agora foi a sociedade brasileira”

“Um mês de CDHM paralisada” 

Conic

Passado um mês da nomeação do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), a comissão está paralisada. E quem perdeu até agora foi a sociedade brasileira.

Uma comissão que se tornou uma referência importante para a articulação de agentes públicos e sociais, voltados para a defesa, promoção e educação em direitos humanos não consegue funcionar pelo simples fato de que seu atual presidente não tem legitimidade reconhecida de parte significativa da sociedade.

Mas ao invés de sair de cena, Feliciano parece ter gostado da exposição midiática que sua polêmica indicação proporcionou. E, nesse caminho, instaura uma situação pouco comum na CDHM, mandando prender manifestantes, ordenando reuniões de portas fechadas, ato rechaçado inclusive pela OAB-SP, em texto que afirma que a decisão “abre um precedente perigoso” e remete “a tempos obscuros e arbitrários de nossa história política, onde os direitos humanos somente podiam ser discutidos a portas fechadas”.

Uma CDHM presidida por alguém que pratica a censura de manifestantes, que buscou realizar reuniões a portas fechadas, constitui um ataque à própria natureza e essência desta comissão. Como CONIC, reafirmamos nosso repúdio a esta conjuntura que compromete a legitimidade da representação política da sociedade civil.

Veja AQUI a nota emitida pelo CONIC por conta da nomeação de Feliciano.

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7 de Abril de 2013 18:17

Vídeo mostra Jô Soares fragilizado e horrorizado com o que a Globo fez com ele após sua mudança para o SBT

por Rosangela Basso
 
“Vídeo  mostra Jô Soares fragilizado e horrorizado com o que a Globo fez com ele após sua mudança para o SBT”

Desabafo de Jô Soares contra a Globo.

Pena que ele esqueceu!

Leia no Direto da Redação

7 de Abril de 2013 18:09

O deputado que fala com o Espírito Santo

por Rosangela Basso
 
O deputado que fala com o Espírito Santo

Urariano Mota – Direto da Redação

 

Recife (PE) – O deputado ou pastor Marco Feliciano, todos sabem,  preside até agora, contra a grita geral do Brasil, a Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados. Resta saber como o deputado/pastor possui uma linha exclusiva, de ligação direta com o Espírito Santo. Em mais de uma oportunidade, ele aparece como o Ele maior, pois declara no púlpito, no microfone, diante da câmera ou da câmara, tanto faz, pois tudo é instrumento para a Sua voz, de feliz Feliciano: “pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio do Espírito Santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás“. É como se o deputado fosse o próprio Espírito Santo.  

 

Não vem ao caso aqui lembrar os pecados de corrupção e de abuso de mandato cometidos por Feliciano, quando não está em uma das pessoas da Santíssima Trindade. Ou quando Lhes dá as costas, porque a ligação esteve interrompida. No momento, o que mais desperta a piedade, em toda a gente impura da terra, é o desequilíbrio  do deputado Marco Feliciano. Em uma entrevista, o divino pastor caído em desgraça para a maioria confessou:

 

“Eu sou filho de uma mulher que, por causa da pobreza… minha mãe houve um tempo na vida dela em que ela tinha uma pequena clínica de aborto. Uma clínica clandestina. Eu cresci no meio disso. Eu vi mulheres perderem os seus bebês assim e eu fiquei traumatizado por isso. Eu vi fetos serem arrancados de dentro de mulheres”.

 

A isso, respondeu a mãe do pecador que é Deus, dois dias depois, em reportagem da Folha de São Paulo: que o filho jamais viu um aborto feito por ela. Que na época, quando ela recebia adolescentes para lhes fazer abortos, Feliciano era um recém-nascido. Pois dona Lúcia Maria Feliciano, a mãe do homem que fala com o Espírito Santo, era então uma doméstica de 20 anos, mãe solteira de um filho pequeno, o próprio bebê Marco Feliciano.

 

Observe o leitor que o nobre deputado das duas uma: ou é um Ser Superdotado de visões anteriores à sua primeira consciência, ou se encontra muito fora do lugar na presidência da Comissão de Direitos Humanos. Com mais propriedade, deveria estar em uma comissão de outros direitos: dos superfariseus, dos guardiões dos templos antes de Cristo, ou numa hipótese mais caridosa, na comissão de frente dos pacientes que vagam insones em um sanatório. Por reconhecimento a todos os seus direitos, que Ele merece a cada entrevista que comete.

 

Sem prejuízo dos crimes contra os direitos das pessoas, Marco Feliciano tem se mostrado um caso de enlouquecimento em público. Na melhor das hipóteses, ele deveria estar na presidência de um sanatório de exclusões, onde não entrassem os pecadores mais equilibrados. A saber: na presidência de um hospício onde fossem barrados os homossexuais, os negros, os ateus, os socialistas, os democratas, as feministas, os jornalistas, os trabalhadores, os intelectuais, enfim, toda a mancha escura que nos dá prazer e orgulho de viver na terra.      

 

Com o seu louco fundamentalismo, na sua modalidade mais terrível, da que tem visões saneadoras, ele é a antipropaganda dos evangélicos, dos cristãos, e, acima de tudo, do  Congresso Nacional. No tempo da Comissão da Verdade, da recuperação do Brasil para  uma democracia que encare a memória, o louco deputado Marco Feliciano é mais que ridículo, é trágico e perigoso. Pois ele possui todas as características dos fascistas, que se exibem puros, falsos puros, religiosos, na verdade fariseus, enquanto excluem os homens sujos – todos os homens que não sejam conforme o seu credo.

 

Consultando a wikipédia, conhecemos algumas pérolas de Marco Feliciano:

 

Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polemica (sic). Não sejam irresponsáveis twitters. A maldição que Noé lança sobre seu neto, canaã, respinga sobre continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas…

 


Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos…”  

 


Se um louco assim se diz repleto do Espírito Santo, penso que caberia processo de calúnia e difamação movido por todas as igrejas na terra. E nos céus,  quando por engano bater à porta de Deus, uma justa expulsão para o inferno ao lado.

 

7 de Abril de 2013 16:51

Foto de skinhead, publicada no Facebook, será investigada

por Rosangela Basso
 

Foto de skinhead, publicada no Facebook, será investigada 

Landercy Hemerson‏
Estado de Minas

A Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Cibernéticos (DEICC) vai apurar se uma foto divulgada nas redes sociais, postada por um jovem de 25 anos, faz apologia à intolerância. A agressão teria ocorrido no fim do mês passado, na Praça da Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ontem, o delegado Pedro Paulo Marques, chefe da DEICC, disse que será realizada uma análise das imagens e, se constatada situação de crime, o responsável pelo perfil no Facebook será chamado a depor e pode ser indiciado. Ele também publicou frases contra a atuação de órgãos públicos.

“Na segunda-feira, vamos iniciar as apurações. Não sei se existe algum procedimento de investigação sobre esse caso em alguma unidade policial, mas vamos analisar o material divulgado na internet. O que posso adiantar é que no tocante ao crime de racismo a competência da apuração é da Polícia Federal. Mas em se tratando das afirmações contra as autoridades, há indícios de crime de ofensa da honra, que cabe à Polícia Judiciária do estado investigar”, explicou.

O perfil do jovem foi retirado do Facebook na noite da sexta-feira, depois que a imagem em que ele aparece enforcando com uma corrente um morador de rua, que seria usuário de crack, começou a ser espalhada pela rede social. D.M., no perfil, se identifica como skinhead e fez comentário da imagem, sugerindo que o homem que aparece sendo agredido fazia uso de droga na praça, em local de circulação de crianças. A Polícia Militar diz que não há registros da tal agressão.  
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7 de Abril de 2013 12:08

Difícil não é explicar para minhas filhas por que 2 homens ou 2 mulheres se beijam, difícil é explicar porque dois seres humanos se matam

por Rosangela Basso
 
Difícil não é explicar para minhas filhas por que 2 homens ou 2 mulheres se beijam, difícil é explicar porque dois seres humanos se matam

Difícil não é explicar para minhas filhas por que dois homens ou duas mulheres se beijam… 

Difícil, quase impossível para mim é explicar por que dois seres humanos se matam, por que seres humanos estão jogados na rua passando fome, por que seres humanos acreditam que uma época como a ditadura, onde jovens que lutavam por liberdade foram mortos e torturados é para alguns uma época boa… 

Incoerente para mim é acharem que tenho que explicar para minhas filhas o amor, enquanto seres humanos torturam animais apenas para sua diversão, crianças são violentadas, jovens preferem se anestesiar com drogas pesadas arriscando suas próprias existências a se manterem despertos nesse mundo. 

É para mim, em pleno século XXI tão difícil explicar para minhas filhas como o mundo está assim ainda hoje e como querem tão ardentemente que se retorne um período denominado pelo homem Idade das Trevas… 

Mas explicar por que dois seres humanos se beijam e se amam? Isso nunca vai ser difícil para mim… 

Isso é evolução da raça humana, amar pelo interior do ser, e não por seu sexo, e não para reprodução…

Adriana Pasquinelli

7 de Abril de 2013 11:08

Eles não representam a totalidade dos evangélicos: Por favor, não chamem aquela bancada de evangélica

por Rosangela Basso
 
Eles não representam a totalidade dos evangélicos: Por favor, não chamem aquela bancada de evangélica

POR VITOR ANGELO – Blogay

Queria fazer um pedido para os amigos jornalistas e militantes: não chamem aqueles políticos reacionários do Congresso Nacional de bancada evangélica. É injusto com a totalidade dos evangélicos. Sim, generalizamos, é preciso em certos momentos por recursos da língua e do discurso, mas muito melhor seria chamar aquele punhado de deputados de fundamentalistas. Muitos evangélicos não são intolerantes, racistas ou homofóbicos.

O exemplo que mais me tocou foi o que me aconteceu na sexta-feira, 5.  A copeira do meu trabalho me chamou de lado e disse: “Eu gosto muito de você e sei que você gosta muito de mim. Não concordo com as palavras daquele homem (referia-se ao Marco Feliciano). Vocês (os gays) são muito gente boa e eu rezo todo dia para  que você seja feliz da forma que você quiser”. Cosma Herculana é nordestina,  retirante, semianalfabeta – se esforça todos os dias em exercícios de português ou palavras cruzadas para poder escrever as coisas de forma correta – e evangélica. Ela não merece estar no mesmo saco da bancada dos fundamentalistas.

O mesmo podemos falar de Ricardo Gondim , pastor e teólogo , que em entrevista para O Estado de São Paulo disse: “O Supremo foi de uma felicidade extrema quando olhou para a questão homossexual de forma isenta, livre de qualquer pressão, tanto da Igreja Católica como de grupos protestantes e evangélicos. Numa sociedade que se pretende laica, é assim que deve ser. O (historiador e sociólogo) Sérgio Buarque de Holanda já disse que o Estado não é um desdobramento maior da família ou de grupos de interesses. O Estado tem que se distinguir, tem que legislar à parte, porque não se trata de uma família grande. Se não for dessa maneira, o Brasil cai no patriarcalismo, fica sob o controle de oligarquias patriarcais, que irão legislar a partir de seus interesses, para que eles prevaleçam sobre todos”. Gondim não deve estar associado aquilo que chamamos de bancada evangélica.

Eu mesmo tenho amigos evangélicos e não acreditam em “cura gay” ou “africanos amaldiçoados por Noé”.  São defensores da liberdade individual e não entram em radicalismos em nome de uma suposta leitura da Bíblia. Então eu peço, aquela bancada não é evangélica, ela é fundamentalista acima de tudo.

Veja vídeo de Jussara Oliveira, evangélica, colocando alguns pontos nos is:

6 de Abril de 2013 19:51

Carta aberta aos líderes partidários: “Temos 6 filhos, o mais novo gay e a mais nova lésbica. Não precisam de cura”

por Rosangela Basso
 
Carta aberta aos líderes partidários: “Temos 6 filhos, o mais novo gay e a mais nova lésbica. Não precisam de cura”

Carta aberta aos líderes partidários da Câmara dos Deputados: FORA, FELICIANO!

O Ornitorrinco

Liderança do Governo: dep.arlindochinaglia@camara.leg.br
PMDB: lid.pmdb@camara.leg.br ou dep.eduardocunha@camara.leg.br
PSDB: dep.carlossampaio@camara.leg.br
PSD: dep.eduardosciarra@camara.leg.br
Bloco PR, PTdoB, PRP, PHS, PTC, PSL, PRTB: dep.anthonygarotinho@camara.leg.br
PP: dep.arthurlira@camara.leg.br
DEM: dep.ronaldocaiado@camara.leg.br
PSB: dep.betoalbuquerque@camara.leg.br
PDT: dep.andrefigueiredo@camara.leg.br
PTB: dep.jovairarantes@camara.leg.br
PSC: dep.andremoura@camara.leg.br
PCdoB: dep.manueladavila@camara.leg.br
PRB: dep.georgehilton@camara.leg.br
PSOL: dep.ivanvalente@camara.leg.br
PMN: dep.dr.carlosalberto@camara.leg.br
(enviado às 17:00 horas)


Senhor Deputado:

Esclarecemos, por importante, que escrevemos marco feliciano assim mesmo, com letras minúsculas e diminutas, para que fique muito claro o que pensamos a respeito deste pulha.

Eis que o Partido Social Cristão resolveu entregar a presidência da Comissão De Direitos Humanos e de Minorias para o lamentável e asqueroso deputado marco feliciano, racista, LGBTT-fóbico, misógino e demonizador das religiões de matriz africana, conforme se pode constatar em jornais e vídeos facilmente acessíveis e, mais ainda, este patife vem afirmando, de forma mentirosa e calhorda, que os protestos contra ele são de iniciativa apenas do movimento LGBTT, que proclama serem seus inimigos, vez que pretende destruir a família e a religião, e convoca seus seguidores para uma espécie de guerra santa contra o povo LGBTT e suas lideranças, o que nos parece namoro perigoso com o fascismo.

Ocorre que temos seis filhos, sendo o mais novo gay e a mais nova lésbica. Não há nada de errado com eles, pois não são doentes, não precisam de cura ou porcaria assemelhada e, ao fim e ao cabo, são iguais aos outros irmãos e as outras pessoas: estão estudando e trabalhando, querem amar e ser felizes, querem viver com dignidade e em paz. Nossa família não se nega e não se esconde porque andamos pelo mundo e pela vida de cabeça erguida: afinal, não temos do que nos envergonhar. 

Lembramo-nos que em 2011 este fanático religioso obtuso disse que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam [sic] ao ódio, ao crime, à rejeição“.

Temos o dever incontornável de amar incondicionalmente e de defender nossos filhos, todos eles, mas os dois que são LGBTT merecem proteção mais clara e decidida de nossa parte porque, queremos deixar isso muito bem assentado, pessoas da laia de marco feliciano e dos fundamentalistas religiosos – que só fazem vomitar ódio – colocam suas vidas em perigo.

O deputado e pastor marco feliciano é, com clareza solar, um dos mandantes intangíveis dos assassinatos de pessoas LGBTTs, matança que, de desde 1º de janeiro de 2012, atingiu 413 famílias brasileiras, só para citar os números mais recentes. Estas famílias LGBTTs atingidas pela dor infinita da perda de um dos seus, seriam formadas por pessoas abomináveis que ameaçam as chamadas “famílias normais”? Resta evidente que não. 

Nossos filhos estão em perigo e nossa família sob grave ameaça.

Assim sendo, na condição de cidadãos, pai e mãe, avós e militantes sociais e políticos, por considerar que marco feliciano na presidência da CDHM é um insulto contra o povo brasileiro, exijimos que este sujeito moralmente desqualificado e incitador de ódio, seja imediatamente apeado do cargo e que, mais ainda, a referida comissão tenha sua composição modificada para que seus integrantes sejam, de fato, homens e mulheres identificados com a luta permanente pelos Direitos Humanos!

VIVA A VIDA!
VIVA A DIVERSIDADE!
VIVA A LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS!
FORA FELICIANO!

Paulo Roberto Cequinel 
Sonia Fernandes do Nascimento

6 de Abril de 2013 18:48

Você acha bacana o fundamentalismo religioso? Vai vendo e rezando…

por Rosangela Basso
 
Você acha bacana o fundamentalismo religioso? Vai vendo e rezando…

Que tal você? Eu estou literalmente fora.

6 de Abril de 2013 18:38

Pequenas domésticas, a violação invisível

por Rosangela Basso
 


Pequenas domésticas, a violação invisível

Unisinos
Mais de 250 mil crianças e adolescentes realizam trabalhos domésticos no país, situação “aceita” pela sociedade e de difícil fiscalização. Quase 94% desse total são meninas.

A reportagem é de Igor Ojeda e publicada pela agência Repórter Brasil, 05-04-2013.

Todos os dias, quando Cristina* acordava, o mundo ainda estava escuro. Era rotina: inclusive aos sábados e domingos, a garota de 12 anos levantava às quatro e meia da madrugada. Não dava tempo de ficar rolando na cama. Tinha de se aprontar logo e ir ao restaurante da tia ajudar com a arrumação. Só três horas depois, por volta das sete e meia da manhã, é que tomava banho para ir à escola.

Na hora do almoço, voltava ao restaurante, onde ficava até as quatro e meia da tarde limpando, ajudando no caixa, fazendo entrega. Mas seu expediente não terminava aí. Retornava à casa da tia e levava mais duas horas limpando, lavando, passando. Depois, jantava, fazia a lição de casa e ia para a cama. No dia seguinte, às quatro e meia, o despertador tocava…

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em setembro de 2011 haviam pouco mais de 250 mil crianças e adolescentes exercendo trabalhos domésticos por todo o Brasil: 67 mil na faixa 10 a 14 anos, 190 mil na faixa de 15 a 17 anos. Apesar de as trabalhadoras desse setor terem alcançado uma vitória histórica recentemente, com a entrada em vigor, no dia 3, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante os mesmos direitos trabalhistas de outros segmentos, o trabalho infantil doméstico ainda carece de visibilidade: especialistas destacam que esse é um problema que, apesar de grave, permanece oculto.

O trabalho infantil doméstico é uma das atividades incluídas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP) criada pelo decreto 6.481, assinado em junho de 2008 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e baseado na Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Constam da relação 89 atividades, com suas descrições e consequências para a saúde de crianças e adolescentes que as desempenham. “Por ter sido incluído na Lista TIP, o trabalho doméstico não pode ser exercido por pessoas que não completaram 18 anos”, explica Isa Oliveira, secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

Mundo escuro

… com o mundo igual de escuro, Cristina acordava, e o martírio se repetia. Alguns meses antes, a pequena pernambucana morava com a mãe, o padrasto e a irmã de dois anos no bairro da Mangueira, no Recife – tinha mais quatro irmãos por parte de pai. Apenas estudava. A mãe, uma moça de seus trinta anos, era doméstica e sustentava as duas filhas com a ajuda do marido, que fazia coleta de sangue numa clínica na cidade.

Foi então que começou a ter problemas de coluna, o que a impediu de continuar trabalhando. Os gastos foram ficando cada vez mais apertados quando veio a “solução”: a irmã do pai de Cristina estava precisando de alguém para ajudá-la em casa e no restaurante. Mandou a filha com mala e tudo para o novo lar, não muito longe dali, também na Mangueira…

Isa Oliveira
 cita os dados do Censo 2010 para ilustrar a gravidade da situação. Em todo o Brasil, das estimadas 3,4 milhões de crianças e adolescentes trabalhando, 7,5% realizam serviços domésticos. A região Centro-Oeste é a de pior incidência em números proporcionais (9%), seguida das regiões Norte (8,5%), Nordeste (8%), Sudeste (7%) e Sul (6%). Ela chama a atenção, no entanto, para a evidente subnotificação de casos.

“Esses dados não expressam toda a dimensão do problema porque o Censo não coleta informações sobre os afazeres domésticos, ou seja, o trabalho infantil doméstico nas próprias casas das crianças. Há uma dificuldade em relação a esse registro, porque na maioria das vezes não é identificado como trabalho, e sim como ajuda. Como as pesquisas são por autodeclaração, muitas vezes o adulto informa que as crianças não trabalham, porque o conceito de trabalho está ligado à remuneração. Porém, no caso de trabalho infantil doméstico, isso não é determinante, não há essa relação direta”, esclarece a secretária-executiva do FNPETI.

Rotina

… Cristina ia caminhando da casa da tia até o restaurante, no Jardim São Paulo, e do restaurante para a casa da tia. Andava também até a escola. Aos sábados, como não precisava estudar, trabalhava o dia todo, até as nove e meia da noite. Aos domingos, cumpria expediente até o meio-dia. Eram poucas as horas livres. Aproveitava para visitar a mãe, mas no mesmo dia à noite tinha de voltar. Afinal, na segunda-feira, às quatro e meia da madrugada… era hora de pegar no batente.

Por todo esse serviço, a menina recebia R$ 20 mensais. Não reclamava. A mãe tampouco, pois pensava que a irmã do pai de sua filha comprava tudo que ela precisava, como roupas novas. Cristina dava metade do que recebia à mãe, e ficava com a outra metade. Quando precisava de mais dinheiro, pedia ao pai. Para completar, a tia e o marido a tratavam mal diariamente. “Me xingavam de vagabunda porque eu não fazia o trabalho direito. Diziam que como estavam pagando, era para eu fazer direito”, conta. A pequena não aguentava mais…

De acordo com a Pnad 2011, do total das crianças e adolescentes no trabalho infantil doméstico no Brasil, 93,8% são meninas. Chama a atenção também o fato de a grande maioria destas serem negras. Tal perfil, no entanto, não surpreende se levadas em conta as características do trabalho doméstico no país, independentemente da idade de quem o exerce. Na realidade, especialistas apontam que grande parte das domésticas adultas começou a trabalhar antes dos 18 anos. Paulo Lago, do Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec), de Recife, explica que a desigualdade social e a miséria são as primeiras causas dessa situação. “A mãe prefere entregar a filha para trabalhar numa casa de família a vê-la morrer de fome.”

Isa Oliveira destaca que tais motivações estão ligadas a outros fatores, como o pouco acesso das crianças à educação de qualidade, principalmente nos pequenos municípios da área rural, e, também, a baixa escolarização dos integrantes adultos das famílias, que não percebem a educação dos filhos como direito e oportunidade. Além disso, há uma forte naturalização do trabalho infantil doméstico no país. “Existe uma espécie de camuflagem da exploração nesses casos. No Nordeste e no Norte, é muito comum crianças serem levadas do interior para casas de famílias nas capitais. A exploração do trabalho fica oculta sob o manto da proteção: ‘a menina veio estudar, tem casa, comida’ etc. É difícil até que a própria família e as crianças compreendam a situação de exploração”, diz Isa.

Violência

… um dia, o marido da tia, um policial, levantou a sandália para Cristina. Mas ela tinha perdido o medo. “Ele ia me bater, mas comecei a xingá-lo, dei um chute nele e fui embora”, lembra. Foi para a casa do avô. A menina continuou indo ao restaurante, mas uma semana depois não apareceu mais. A irmã do seu pai, furiosa, jogou todas suas roupas na rua. Não importava: depois de quase um ano, Cristina estava livre.

Ou quase. No novo lar, continuou a fazer os serviços de casa, para ajudar a esposa do avô. Mas lá a situação era melhor. Era tratada muito bem e recebia R$ 100 por semana. Acordava mais tarde e ia direto para a escola. Mesmo assim, quando voltava na hora do almoço, trabalhava bastante, pois não era “dispensada” antes de lavar a louça do jantar…

A presidenta da Federação Durante o Seminário Internacional Infância e Comunicação, realizado entre 6 e 8 de março deste ano em Brasília (DF), Wanderlino Nogueira Neto, representante brasileiro do Comitê dos Direitos da Criança daONU, afirmou que em relação ao Nordeste é possível falar até em escravidão nos casos de trabalho doméstico infantil, por causa das condições absurdas a que as crianças são submetidas.

“No Nordeste, infelizmente ainda é comum escravidão no trabalho doméstico, inclusive com castigos físicos”, disse ele, que foi procurador-geral de Justiça da Bahia. “A situação afeta até mesmo familiares. Estamos falando de escravidão mesmo e entre as vítimas estão crianças, incluindo irmãos e irmãs mais novas. É uma situação em que espancamentos são comuns.”

A presidenta da Federação Nacional das Empregadas Domésticas (Fenatrad), a baiana Creuza Maria de Oliveira, sabe bem disso, já que sentiu na pele tais violações desde que começou a trabalhar como doméstica, quando tinha apenas dez anos. “Eu fui vítima de espancamento, de assédio moral, abuso sexual, ato libidinoso… a gente sabe que isso acontece, que no Nordeste as crianças e adolescentes domésticas comem o resto da comida da casa, para não jogar no lixo.”Creuza frisa que as consequências do trabalho infantil doméstico são gravíssimas. A começar pela saúde de quem tem menos de 18 anos, que realizam um tipo de trabalho incompatível com o que seus corpos ainda em desenvolvimento suportam e lidam diariamente com produtos químicos utilizados na limpeza das casas. “Além disso, há o abuso sexual e o assédio moral. A autoestima das meninas fica destruída. Elas crescem com complexo de inferioridade”, alerta. Isa Oliveira, do FNPETI, lembra que a fadiga causada pelo trabalho e jornada exaustivos comprometem não apenas a frequência escolar como também o desenvolvimento cognitivo das crianças.

Educação e saúde

… quando estava na casa da tia, Cristina sempre chegava com sono à escola. Invariavelmente perdia as duas primeiras aulas. No fim do ano, ficou de recuperação em três matérias. Mesmo que tenha trabalhado como doméstica por um período curto se comparado com a média, sua saúde não foi poupada. Por trabalhar muito em pé, seja na residência da irmã do pai ou no restaurante, hoje ela sente fortes dores no joelho. “Cheguei a ir ao médico e ele disse que eu preciso operar.”

Cerca de dois meses depois de ir para a casa do avô, uma vizinha entregou a sua mãe um folheto do projeto “Do trabalho infantil à participação”, do Cendhec, que reúne crianças e adolescentes entre 13 e 16 anos, moradores de comunidades de baixa renda do Recife e com histórico de trabalho infantil, para um processo de formação cujo objetivo é inseri-los nos espaços de formulação de políticas públicas relacionadas aos direitos de meninos e meninas. 

Paulo Lago, do Cendhec, ressalta um aspecto delicado do problema do trabalho infantil doméstico: muitas vezes, é a própria mãe que põe a filha mais velha para tomar conta dos filhos mais novos enquanto sai para trabalhar – isso quando não chamam afilhadas ou filhas de vizinhos. Por isso, ele defende que é papel do Estado não somente tirar as crianças das situações de trabalho infantil, mas também atuar pelo fortalecimento das famílias de baixa renda, como sua inserção em programas sociais e a construção de creches, para que os pais tenham onde deixar os filhos durante o dia. Creuza, da Fenatrad, destaca que, além das creches, é preciso pensar em escolas de tempo integral, onde crianças e adolescentes possam, além de estudar, realizar outras atividades, como esportes e cursos de línguas.

Outro grande obstáculo à luta contra o trabalho infantil doméstico, além da precariedade de políticas públicas preventivas, é a extrema dificuldade de fiscalização das situações de vulnerabilidade. “Esse tipo de violação acontece no interior do lar, que é inviolável segundo a Constituição. Por isso é importante que órgãos como Conselhos Tutelares, Ministério Público do Trabalho denunciem esses casos e busquem alternativas e maior divulgação do problema”, diz Isa Oliveira, do FNPETI, cuja campanha contra o trabalho infantil de junho deste ano terá como mote justamente o trabalho doméstico infantil.

Direitos

… No projeto do Cendhec desde junho do ano passado, para onde vai todas as quartas-feiras, Cristina aprendeu, na teoria, as consequências do trabalho infantil. Participou de formações, por exemplo, sobre direitos de crianças e adolescentes, atuação dos Conselhos Tutelares e violência doméstica e sexual. Também esteve em oficinas sobre comunicação, para poder exercitar uma visão críticas sobre os meios de informação.

Aos 14 anos, a menina vê sua vida melhorar. A mãe, após um tratamento bem-sucedido, parou de sentir dores na coluna e voltou a trabalhar – faz serviços gerais em uma creche. Cristina não precisa mais ajudá-la. Hoje, a única obrigação é ir à escola.

6 de Abril de 2013 16:52

“Suspeito que Marco Feliciano não seja um homem feliz. ‘Infeliciano’ não deve dormir em paz”

por Rosangela Basso
 
“Suspeito que Marco Feliciano não seja um homem feliz. ‘Infeliciano’ não deve dormir em paz”

A infelicidade de Feliciano

Cacá Diegues

Outro dia, meu neto de 7 anos me disse excitado que tinha um presente para mim. Era uma lata de Coca-Cola que havia encontrado com meu nome, Carlos, inscrito nela. Tive a sensação de que meu neto havia-me achado no meio da multidão e me propunha celebrar minha existência. 
Como quando nomeamos alguém estamos identificando sua singularidade, me dei conta de que um dos produtos mais universais do planeta, um dos signos fundadores da globalização, havia sacado a necessidade de reconhecer a existência do indivíduo e sua diferença. A humanidade não é uma massa anônima e informe, mas o encontro entre seus indivíduos, a única coisa concreta que existe. O resto (língua, sociedade, moeda, nação, estado, cultura, o que mais for) são abstrações necessárias que inventamos para poder melhor conviver com o outro. 
É claro que essa operação de marketing do produto que minha geração, em sua juventude irreverente e bem-humorada, chamava de “a água suja do imperialismo”, é apenas uma fantasia que não vai melhorar a vida de ninguém. Mas é significativo que a marca máxima de um modo de vida planetário reconheça a necessidade de lembrar nossa individualidade, nossa diferença, nossa singularidade. 
Somos indivíduos responsáveis pelos outros e essa responsabilidade começa pelo respeito ao que o outro é ou quer ser. A democracia é o único regime político em que esse comportamento se encontra em seu cerne. Sem ele, ela perde o sentido. Segundo Tocqueville, o grande pensador da democracia moderna na primeira metade do século 19, o regime democrático é uma ditadura da maioria, abrandada pelos direitos de manifestação das minorias. É tão simples e profundo quanto isso. 
Nosso Congresso Nacional está deixando que essas ideias indiscutíveis sejam negadas pela ação nefasta do deputado Marco Feliciano, à frente da Comissão de Direitos Humanos. E esse desastre não tem apenas o deputado como único culpado; grosso modo, a câmara inteira é responsável pelo grave erro. 
A democracia representativa fica comprometida quando os partidos dão prioridade a seus arranjos funcionais, em prejuízo da representação popular. Apesar de grosseiro, medieval e inaceitável, o deputado tem o direito de pensar como quiser, para agradar seus eleitores específicos. Mas não tem o de impor, por delegação de seus pares, as consequências segregadoras desse pensamento sectário à população inteira, que inclui os que são discriminados. 
Todos os partidos deixaram que isso acontecesse quando negociaram, segundo seus interesses táticos, a formação das diferentes comissões no Congresso. A culpa não é só do partido de Feliciano, o PSC, que o indicou; os outros também preferiram o conforto próprio, em detrimento da segurança social da população. Quando isso aconteceu, onde estavam o PT e seus “progressistas”? Por onde andavam os “democratas” do PSDB? Que faziam os “socialistas” do PSB? E os “liberais’ do DEM? O único congressista que vi se manifestar desde a primeira hora, com coragem e firmeza, sem se preocupar com as conveniências regimentais da Casa, foi o deputado Jean Willys. 
Suspeito que Marco Feliciano não seja um homem feliz. Ele deve viver atormentado pelos fantasmas do porre de Noé, do pecado de Cam, da maldição divina sobre a África e os negros. Feliciano não pode gastar relaxado o dízimo de seus fiéis, enquanto houver no mundo aborto, homossexuais, casamento gay e gente que não pensa como ele. “Infeliciano” não deve dormir em paz. 
Mas confesso que não admiro nem um pouco o modo de reação de alguns ativistas contra ele. Numa democracia, não se deve fazer política invadindo reuniões, subindo nas mesas, agredindo quem passa pela frente, impedindo o interlocutor de se manifestar. A democracia é também um processo civilizatório, como foi a justa manifestação recente na ABI, organizada por Jean Willys, com a presença de Caetano Veloso, Wagner Moura, Preta Gil e tanta gente que lotou aquele auditório para discutir o assunto. 
É evidente que hoje, no mundo inteiro, vivemos uma grave crise da democracia representativa. Talvez pelo crescimento da população em todos os países; talvez pela distância cada vez maior entre representantes e representados; talvez até mesmo pela crescente superação do poder do estado pela força natural da sociedade. Não sei encontrar solução para essa crise. Mas ela não pode ser a democracia direta que nos leve à aventura irresponsável do populismo, nem o voto distrital que torna clientelista o resultado de uma eleição, eliminando o debate ideológico que organiza o futuro. É preciso começar a discutir uma reforma política democrática que contemple todas essas novidades. 
Para certos crentes, nosso mundo real é sempre provisório, o paraíso se encontra muito mais à frente, bem adiante de nós. Depois é que é sempre bom e, para chegar lá, devemos suportar dor e sofrimento, a fim de nos tornarmos merecedores da graça no futuro e punirmos os que ousam desejar ser felizes por aqui mesmo. Mas temos o direito de exigir que nos deixem ser o que somos, que nos garantam, aqui e agora, nossa felicidade de cidadãos, nossa “felicidadania”. 
Cacá Diegues é cineasta 


OGlobo 

6 de Abril de 2013 15:29

Daniela Mercury fala sobre seu relacionamento homoafetivo: “É uma sensação de liberdade, uma sensação de dignidade”

por Rosangela Basso
 
Daniela Mercury fala sobre seu relacionamento homoafetivo: “É uma sensação de liberdade, uma sensação de dignidade”

Daniela Mercury conta que não esperava ter atrações por pessoas do mesmo sexo, mas que isso já ocorria há alguns anos. “Isso não aconteceu agora. Aconteceu há alguns anos atrás e foi uma surpresa para mim. Eu não paquerava mulheres nem tinha pensado que algum dia ia me sentir atraída por uma mulher”, conta.

“Vivi alguns relacionamentos com mulheres, mas rapidamente, e, quando isso se tornou algo importante a ponto de se tornar uma relação de esposa, eu achei que isso tinha que ser claro”, comenta.

Na família, as reações foram positivas, diz a artista. Ela lembra as palavras do pai, quando soube da notícia de relacionamento com Malu nas redes sociais. “Você, minha filha, sempre me surpreende. Tenho muito orgulho de você, você sempre me traz surpresas. Você sempre me faz abrir algum horizonte que eu não estava esperando aprender nessa vida”, conta.

Também os filhos aceitaram bem a mudança na vida da mãe. “Tudo sempre foi muito claro na minha vida e eles sabiam que eu tinha tido relações antes com outras mulheres”, conta.

6 de Abril de 2013 10:34

Vai vendo: Pastor recebe mensalmente R$ 2,5 mil para dar consultas espirituais em hospital

por Rosangela Basso
 
Vai vendo: Pastor recebe mensalmente R$ 2,5 mil para dar consultas espirituais em hospital 

Jornal de Jundiaí

CAIO ESTEVESCom o pastor haverá mais humanização, defende Miranda
Com o pastor haverá mais humanização, defende Miranda Após manter silêncio sobre a contratação de um pastor remunerado no Hospital São Vicente de Paulo, o secretário de Saúde, Cláudio Miranda, afirmou ontem que o profissional segue em seu cargo e terá, inclusive, uma sala para fazer seus atendimentos espirituais – com mesa e computador. O local, disse o secretario, não será grande e não comprometerá a parte física do São Vicente – que no mês passado inaugurou um Pronto Atendimento para ter mais espaço e, assim, abrir novos leitos. “Será em uma área administrativa.”

Como revelou o Jornal de Jundiaí Regional com exclusividade ontem, o pastor José Adilson Telles recebe mensalmente R$ 2,5 mil para dar consultas espirituais no hospital, cargo que desempenha desde 13 março. Ele é registrado como auxiliar administrativo. 
Atualmente, o São Vicente possui sua capela, de viés católico e, por isso, o secretário acha justo que o pastor também tenha um espaço para suas funções. Miranda explicou a contratação como uma forma de dar mais humanização ao serviço do hospital e encara o cargo como administrativo. Não existe hoje a função de pastor dentro de determinada empresa ou instituição. Ainda assim, o secretário disse que a contratação – com um profissional desempenhando uma função diferente do que consta na folha de pagamento – não é ilegal. 

Procurado pela reportagem anteontem, o pastor afirmou que foi indicado por Miranda. Sobre a declaração, o secretário disse não ser verdade e que a indicação foi do Conpas (Conselho de Pastores). 

O novo profissional do São Vicente deverá, também, fazer um curso de especialização em capelania e passar seus ensinamentos para outras pessoas, para que isso seja levado a outros hospitais e instituições. Ainda segundo o secretário, o assunto não foi abordado com Pedro Bigardi (PCdoB) e ele não sabia se o prefeito tinha conhecimento do caso. O pastor, além de trabalhar de segunda a sexta-feira, poderá estar presente também aos finais de semana no hospital. 

Católicos – Segundo o secretário de Saúde, o padre que trabalha hoje dentro do São Vicente também recebe um salário – de R$ 700 – e a ideia é equipará-lo ao do pastor. De acordo com o padre Jorge Demarchi, coordenador do Setor de Comunicação da Diocese de Jundiaí, entretanto, nunca houve uma remuneração por parte do Hospital São Vicente de Paulo para o padre que ali atua.  

“Não tenho conhecimento de que ele receba um salário do hospital. O que existe é uma ajuda de custo, paga pela Cúria Diocesana, para que o padre possa se manter”, afirma padre Jorge. Ele também confirmou o trabalho voluntário feito pela Pastoral da Saúde. A presença de uma outra religião além da católica e da evangélica não se justifica para Miranda, porque o serviço de capelania é apenas desenvolvido por estas duas religiões.
Pedido 

O vereador Rafael Antonucci (PSDB) enviou um ofício a Miranda, ontem, pedindo a anulação da contratação do pastor. Cópia do documento foi postada em uma rede social e gerou discussões entre seus usuários. 

Procurado, o vereador disse que seu foco não é a religião, que ele respeita, mas a remuneração do pastor. No ofício, ele se refere à contratação como “verdadeira atrocidade financeira”. Antonucci ainda cita o Artigo 19 da Carta Maior, “com o impedimento específico de quaisquer verbas que possam ser definidas como contribuições ou pagamentos a integrantes desta ou daquela religião”. 

O conselheiro de Saúde Osvaldo Cosmo afirmou que o Comus (Conselho Municipal de Saúde) – do qual Miranda é o presidente – não foi avisado sobre a contratação do pastor e considera a situação constrangedora para o hospital. Osvaldo  sabia da presença do pastor, mas não da remuneração e que ainda não conversou com o superintendente do São Vicente, Fued Maluf, sobre o caso. 

Miranda, ao ser questionado sobre o motivo de não ter avisado os outros membros do Comus a respeito da contratação de José Adilson, disse tratar-se da entrada de um novo profissional, como qualquer outro. 

Agostinho Moretti, presidente do Conselho de Saúde do São Vicente, também se colocou contra a remuneração do pastor. “Os conselheiros, por exemplo, fazem trabalhos aqui, mas são todos voluntários.” Nós próximos dias, os conselheiros do São Vicente deverão se reunir e o caso do pastor entrará em discussão. 
RAFAEL AMARAL