Cantora do tango ‘Fumando espero’, atriz Sara Montiel sai de cena aos 85

por Mauro Ferreira
 
 Sara Montiel – nome artístico da atriz espanhola María Antonia Abad Fernández (10 de março de 1928 – 8 de abril de 2013) – talvez seja mais lembrada pelas futuras gerações como a intérprete de filmes produzidos na indústria cinematográfica do México e dos Estados Unidos. A primeira atriz espanhola a triunfar na meca de Hollywood. Contudo, Sarita Montiel – como era conhecida no Brasil a artista que saiu de cena em Madrid nesta segunda-feira, 8 de abril de 2013, aos 85 anos – foi também expressiva cantora, tendo iniciado sua carreira musical a partir do êxito de sua interpretação do tango Fumando espero (Juan Viladomat Masanas e Félix Garzo,1922) no filme El último cuplé (1957). Foi a partir dessa mítica interpretação, a propósito, que a atriz Sarita Montiel deu progressivamente lugar à cantora Sarita Montiel. Contratada pela Columbia Records, a artista gravou álbuns anuais entre 1957 e 1971, sempre priorizando os tangos e os boleros melodramáticos em seu vasto repertório. La violetera (José Padilla Sánchez, 1928) – música dos anos 20 revitalizada ao dar título a filme estrelado pela atriz em 1958 – fez grande sucesso na voz de Sarita Montiel, tanto em disco como no cinema.
7 horas atrás

Jornal afirma que Adele está em estúdio com James Ford e Kid Harpoon

por Mauro Ferreira
 
 Embora Adele tenha declarado recentemente que somente ia gravar seu terceiro álbum quando tivesse “algo a dizer”, o tabloide inglês The Sun afirma que a cantora e compositora britânica já teria entrado em estúdio para começar a gravar o sucessor de 21 (2011). A novidade maior é que Adele estaria trabalhando o disco na companhia do produtor inglês James Ford e do cantor e compositor Kid Harpoon. Ford pilotou álbuns de Arctic Monkeys e de Florence + the Machine. Já Kid Harpoon – nome artístico de Tom Hull é coautor de músicas compostas com Florence Welch e com Paul Epworth, produtor e compositor muito ligado a Adele e ao disco 21.
8 horas atrás

Aos 30 anos, Bon Jovi refaz receita ao voltar ao pop em ‘What about now’

por Mauro Ferreira
 
 Resenha de CD
Título: What about now
Artista: Bon Jovi
Gravadora: Island Records / Universal Music
Cotação: * * 1/2

Aos 30 anos de vida, o grupo norte-americano Bon Jovi já não precisa provar mais nada para ninguém. Muito menos para críticos musicais que menosprezam o rock de arena da banda liderada por Jon Bon Jovi. Em seu 12º álbum de estúdio, What about now, o grupo apenas requenta sua receita – como já haviam sinalizado os singles Because we can e What about now. Temas como That’s what the water made me são músicas típicas do Bon Jovi. A diferença é que, analisado em perspectiva dentro da obra fonográfica da banda, o CD What about now soa um pouco mais pop – na linha do álbum Have a nice day (2005) – sem a condensada energia roqueira do anterior The circle (2009) e sem o toque country de Lost highway (2007), embora seja perceptível certa influência country em What’s left of me, canção de crítica social dirigida à política econômica dos Estados Unidos. Produzido por John Shanks, What about now é álbum moldado para contentar o público da banda – gente que pouco ou nada vai se importar com o alto teor de glicose do disco. Da safra de baladas, I’m with you e a acústica Amen se impõem no repertório pelo apelo de suas melodias, seguidas de perto porThick as thieves. Já Army of one é quase constrangedora com sua letra típica de autoajuda. “Never give up”, repete o Bon Jovi no refrão da faixa de tom tão pueril quanto positivista. Enfim, What about now é disco que em nada vai alterar o status do Bon Jovi entre crítica e seu público. Aos 30 anos de carreira, o Bon Jovi já tem um som cristalizado, feito sob medida para arenas e fãs, e não pode ser atacado por se recusar a mexer num time vitorioso.

11 horas atrás

Nas lojas em maio, ‘Alta fidelidade’ conecta Simoninha a Krieger e Rennó

por Mauro Ferreira
 
 Wilson Simoninha volta ao mercado fonográfico cinco anos após lançar Melhor (S de Samba, 2008), CD que, de fato, se revelou o mais inspirado título de discografia iniciada em 2002 com a edição de Volume 2 (Trama) e prosseguida com o álbum Sambaland club (2002) e com DVD e CD ao vivo editados em 2005 na série MTV Apresenta. Em maio de 2013, o filho de Wilson Simonal (1938 – 2000) vai lançar seu quinto trabalho, Alta fidelidade,  o quarto disco de estúdio e de inéditas. Editado pela S de Samba com distribuição da gravadora Som Livre, Alta fidelidade apresenta no repertório – essencialmente autoral – parcerias inéditas do cantor e compositor carioca com Bernardo Vilhena, Carlos Rennó, Edu Krieger, João Marcelo Bôscoli, João Sabiá (Meninas do Leblon, música já divulgada na internet), Marcelo Lima e Mu Chebabi.
21 horas atrás

Sai de cena Andy Johns, engenheiro de som de álbuns de Stones e Led

por Mauro Ferreira
 
 O britânico Andy Johns (1º de janeiro de 1952 – 7 de abril de 2013) produziu mais de 40 álbuns entre 1969 e 1972. A relação destes mais de 40 discos inclui títulos das obras fonográficas de nomes como Jethro Tull, Joe Satriani, Television, Van Halen e Television, entre outros de menor visibilidade no universo pop. Mas foi na função de engenheiro de som na gravação de álbuns antológicos dos grupos Led Zeppelin e Rolling Stones – como Led Zeppelin II (1969), Led Zeppelin III (1970), Led Zeppelin IV (1971), Sticky fingers (1971), o duplo Exile on main st. (1972), Goats head soup (1973) e It’s only rock’n’roll (1974) – que Johns tem seu lugar garantido na história da música pop, em especial na do rock produzido no Reino Unido. O rico legado do técnico de gravação vem à tona no momento em que Andy Johns sai de cena neste domingo, 7 de abril, aos 61 anos – 43 deles de (excelentes) serviços prestados ao universo pop.
7 de Abril de 2013 21:17

Série Tons reedita três álbuns gravados por Luiz Melodia em três décadas

por Mauro Ferreira
 
 Dando continuidade à série de reedições intitulada Tons, a gravadora Universal Music põe nas lojas, neste mês de abril de 2013, o box Três tons de Luiz Melodia, que embala três álbuns gravados por Luiz Melodia em três décadas diferentes. Primeiro álbum do cantor e compositor carioca, lançado em 1973 no rastro da propagação de músicas de Melodia nas vozes das cantoras Gal Costa e Maria Bethânia, Pérola negra é a obra-prima da discografia do artista. Título de menor repercussão na obra do cantor, Felino é álbum de 1983. Já Pintando o sete foi lançado em 1991 no embalo da inclusão da regravação da balada Codinome beija-flor (Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Árias) – hit do primeiro disco solo de Cazuza (1958-1990) – na trilha sonora da novela O dono do mundo, apresentada pela TV Globo naquele ano de 1991.
7 de Abril de 2013 20:27

Grohl capta no filme ‘Sound City’ a alma que animava estúdio e músicos

por Mauro Ferreira
 
 Resenha de DVD
Título: Sound City
Artista: Dave Grohl
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * *

O documentário em que o estreante cineasta Dave Grohl conta a história do estúdio Sound City é primoroso por captar toda a alma que pode animar o equipamento de um estúdio de gravação, os músicos e técnicos que utilizam tal equipamento e a música ali capturada para a posteridade. No caso do filme Sound City, recém-lançado em DVD no Brasil pela Sony Music, o foco principal incide sobre uma mesa de gravação – intitulada Neve 8028 – que foi a própria alma do estúdio aberto em Los Angeles (Califórnia, EUA) em 1969 e fechado em 2011 por conta das dificuldade financeiras de manutenção de um estúdio de gravação numa era digital em que discos podem ser gravados em casa, com um computador. É a partir dessa mesa de gravação que Grohl reconstitui com certo (necessário) didatismo os passos mais fundamentais da trajetória desse estúdio de gravação analógica que viveu um período glorioso nos anos 70 – década em que ali foram formatados clássicos álbuns de rock como Rumours (1977), do grupo Fleetwood Mac – e que amargou dias menos felizes na era eletrônica da década de 80 até ressurgir das quase cinzas quando o Nirvana, o grupo que projetou Grohl, lapidou ali a pedra fundamental do grunge, seu segundo álbum Nevermind (1991). Na parte inicial do filme, entrevistas com músicos que gravaram seus discos no Sound City, com técnicos de gravação – como Rupert Neve, mentor da mesa em torno da qual roda o filme de Grohl – e com Tom Skeeter (proprietário do estúdio de 1969 a 1992) são a matéria-prima do roteiro. Na segunda metade, a narrativa  foca a gravação da trilha sonora do filme Sound City – lançada no CD Real to reel, editado pela Sony Music no Brasil simultaneamente com o DVD do documentário – na mesma lendária mesa, comprada por Grohl para seu estúdio particular, o 606. E é aí que Grohl e seus convidados – um time estelar que inclui até Paul McCartney – mostram que fazer música é um ato de criação movido pelo espírito humano. A tecnologia – no caso, a tal mesa Neve 8028 – é posta a serviço da alma humana. Sem adotar discurso panfletário contra o avanço das modernas técnicas digitais de gravação de discos, Dave Grohl mostra com seu cativante filme que, em essência, a criação e a gravação de música são atos resultantes de um estado de espírito, da paixão interior que move um compositor e/ou músico. E aí não importa se ele está em Sound City, no mais moderno estúdio de gravação ou até no seu estúdio caseiro.

7 de Abril de 2013 12:53

‘Flick of the finger’ dá boa pista do som do segundo álbum do Beady Eye

por Mauro Ferreira
 
 Já em rotação na internet,  Flick of the finger – primeira música do segundo álbum do grupo inglês Beady Eye a ser divulgada oficialmente – dá prévia do som do disco que a banda de Liam Gallagher vai lançar neste ano de 2013 com produção de Dave Sitek. “Se você usa drogas, você vai gostar de Flick of the fingerÉ uma música muito viciante”, disparou Liam a respeito deste rock majestoso turbinado com guitarras e metais incisivos. Lançada quase um mês após o Beady Eye ter tocado uma outra faixa (de título ignorado) em clube de Londres, Flick of the finger dá boa pista do som do sucessor do mediano CD Different gear, still speeding (2011).
7 de Abril de 2013 11:00

DVD ‘Let the music play’ reconta a história do grupo The Doobie Brothers

por Mauro Ferreira
 
 A descoberta de vídeos com imagens das quatro décadas de atividade do grupo The Doobie Brothers – encontrados pelo cantor e guitarrista Patrick Simmons, integrante da formação original da banda criada em 1970 na Califórnia (EUA) – foi o ponto de partida para a filmagem de documentário sobre o grupo. Produzido e dirigido por Barry Ehrmann, o filme Let the music play – The story of The Doobie Brothers reconstitui a trajetória da banda que fez grande sucesso em 1972 com Listen to the music (Tom Johnston), faixa de seu segundo álbum, Toulouse street (Warner, 1972). Lançado em DVD nos Estados Unidos em novembro de 2012, o documentário está sendo editado no Brasil neste primeiro semestre de 2013 via ST2, empresa que lança os títulos da Eagle no mercado nacional com distribuição da Microservice. A história dos  Brothers é contada através de entrevistas como os integrantes remanescentes do grupo, o empresário Bruce Cohn e o produtor Ted Templeman. As raras imagens de arquivo e o tom aparentemente sincero dos depoimentos valorizam o filme. Nos extras, que totalizam 43 minutos, o ótimo DVD exibe nove números extraídos de apresentações dos Doobie Brothers.