SEGUNDO DIRCEU, GLOBO TEME CONCORRÊNCIA

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Ex-ministro da Casa Civil criticam, em seu blog, editorial de ‘O Globo’ sobre a regulação da mídia; “Além de, como sempre, demonizar o PT e repetir a invenção de que a medida representaria censura, o jornal acrescenta que “há a regulação da mídia e a ‘regulação da mídia'”, assim, entre aspas”, escreveu José Dirceu; leia 
8 DE ABRIL DE 2013 
247 – “Acostumados a viver sob a sombra do Estado, que fez todos os investimentos na infraestrutura do país até as privatizações de Fernando Henrique Cardoso – às custas de isenções de impostos e privilégios na publicidade –, e instalados confortavelmente num regime de monopólio e dumping seja por meio da publicidade, da distribuição ou mesmo do acesso ao mercado, morrem de medo de um debate público sobre a regulação”, diz o ex-ministro José Dirceu em texto sobre o editorial publicado pelo jornal ‘O Globo’ neste domingo. 
Leia: 
O temor dos donos da mídia e a “regulação” defendida pelo Globo 
Merecem algumas observações o editorial de ontem (domingo) do Globo sobre a regulação da mídia. Além de, como sempre, demonizar o PT e repetir a invenção de que a medida representaria censura, o jornal acrescenta que “há a regulação da mídia e a ‘regulação da mídia'”, assim, entre aspas. 
Essa outra regulação, defendida pelo jornal, envolveria a atuação de sites controlados do exterior no jornalismo e entretenimento; a necessidade de produção local; e o papel das telefônicas no processo de fusão de mídia. 
Essa diferenciação proposta pelo Globo entre regulações já é um recuo, mas na linha da defesa da reserva de mercado. A pretexto de defender a cultura nacional, visa especialmente a impedir a concorrência com os grandes sites como o Google e as teles estrangeiras. 
Acostumados a viver sob a sombra do Estado, que fez todos os investimentos na infraestrutura do país até as privatizações de Fernando Henrique Cardoso – às custas de isenções de impostos e privilégios na publicidade –, e instalados confortavelmente num regime de monopólio e dumping seja por meio da publicidade, da distribuição ou mesmo do acesso ao mercado, morrem de medo de um debate público sobre a regulação. 
Assim, insistem na tese de que o tema é exclusivo do PT e visa a censurar e controlar o conteúdo do noticiário. Quando a verdade é que eles, os donos dos meios de comunicação, têm controle absoluto, como reis, sobre o conteúdo dos meios. 
Princípios constitucionais 
O editorial do Globo ainda diz que insistir no debate sobre a regulação da mídia é “inútil” porque contraria princípios constitucionais. 
Ora, propomos exatamente o respeito aos princípios constitucionais. Basta ver o que diz a Constituição sobre a regulação nos artigos 220, 221 e 222: 
1) “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição” (art. 220); 
2) “Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística” (art. 220, § 1º); e, 
3) “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística” (art. 220, § 2º). 
Logo, está descartada qualquer forma de obstrução ou censura ao “pensamento, criação e expressão” de ideias ou à livre circulação de informações jornalísticas. Em resumo, a regulação não poderia, em hipótese alguma, trazer riscos à atividade jornalística ou à democracia. 
Pelo contrário, uma legislação que trata da regulação ampliaria os princípios democráticos expressos na Constituição de 1988. Basta ver o que ela determina: 
1) “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio” (art. 220, § 5º); 
2) As leis federais para regulamentação do setor devem “estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão” (art. 220, § 3º, Inciso II); e, 
3) “A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação; III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei; IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família” (art. 221). 
Assim sendo, o que temem os donos da mídia? Que a sociedade tome consciência do monopólio que exercem e do uso político da concessão? Que tome consciência das oligarquias eletrônicas, do crescente uso para fins religiosos dos meios de comunicação, do real monopólio das organizações Globo? http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98347/Segundo-Dirceu-Globo-teme-concorr%C3%AAncia-Segundo-Dirceu-Globo-teme-concorr%C3%AAncia.htm

23 minutos atrás

BARBOSA VAI À COSTA RICA TENTAR IMPEDIR RECURSOS

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
:  Interessado em apressar o fim do julgamento da Ação Penal 470 e também em antecipar as prisões de réus condenados como José Dirceu, José Genoino, João Paulo Cunha e Delúbio Soares, o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, decidiu ir à San José, onde funciona a sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos; seu objetivo é evitar que os réus recorram à corte, pedindo o duplo grau de jurisdição; Barbosa, que chamou um repórter do Estado de S. Paulo de “palhaço”, também participa de evento sobre liberdade de expressão 
8 DE ABRIL DE 2013  
247 – O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, cuida de cada detalhe para que o julgamento da Ação Penal 470 termine conforme seu planejamento, ou seja, com as prisões de todos os condenados, o mais rapidamente possível. No mês de maio, ele irá à Costa Rica, sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos, para colocar pressão e evitar que o tribunal aceite recursos de réus condenados na Ação Penal 470. Os réus alegam que, no processo, não tiveram um direito básico, que é o duplo grau de jurisdição, ou seja, a possibilidade de recorrer das decisões. Barbosa, que qualificou o repórter Felipe Recondo, do Estadão, como “palhaço” e o acusou de “chafurdar no lixo”, também participa de um evento sobre liberdade de expressão na Costa Rica. 
Leia, abaixo, notas sobre o assunto publicadas na coluna de Vera Magalhães, na Folha:  
Sintonia fina 
Com a proximidade da fase de recursos do mensalão, Joaquim Barbosa viajará no começo de maio para evento sobre liberdade de expressão na Costa Rica e se reunirá com Diego García-Sayá, presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos. O presidente do STF espera que Sayá reitere o entendimento de que não cabe revisão do julgamento -cujo acórdão sai nesta semana- em instâncias internacionais, uma das estratégias de defesa de réus como José Dirceu. 
CEP errado Durante jantar em março, em Brasília, Sayá havia dito a Barbosa que, se recursos batessem na corte, seriam devolvidos. Ele justificou que o país é uma democracia e os réus tiveram amplo direito de defesa.http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/98261/Barbosa-vai-%C3%A0-Costa-Rica-tentar-impedir-recursos.htm
2 horas atrás

Um candidato da oposição vivendo num mundo de fantasia

por Blog Justiceira de Esquerda
 

 Por Zé Dirceu Em entrevista camarada na Folha de S.Paulo no fim de semana (domingo) – “camarada” porque o mesmo espaço e tipo de entrevista não foram dados, ainda, aos outros pré-candidatos presidenciáveis -, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) adota o discurso já disseminado de que a presidenta Dilma é “leniente” com a inflação e intervencionista, ao querer “até controlar o lucro de empresários”. “No governo do PSDB, existia tolerância zero com a inflação”, afirma. 
“Defendo que o Banco Central tenha total autonomia para fazer o que considerar necessário. Se avaliar que é preciso subir juros para conter a inflação que ele mesmo diz ser preocupante, então tem de subir os juros. O que não pode é haver interferência política, de viés eleitoral”, completa o senador. Ao mesmo tempo, ainda que evite falar diretamente o que faria, ele deixa claro que não tomaria medidas contra uma questão crucial, o desemprego. Fala apenas em aumento de competitividade e investimentos corretos. 
Sobre as contas de luz, ele diz: “Nós também defendemos a diminuição das tarifas. Propusemos uma redução até maior, mais 6%, com diminuição do PIS/Cofins nas contas de luz. O governo do PT, com um populismo enorme, fez disso uma moeda eleitoral. Dilma fez uma intervenção no setor e viu que foi equivocada. Hoje, todas as distribuidoras (de energia) estão pedindo financiamentos ao governo e vão receber dinheiro do Tesouro, o dinheiro da dona Maria, que tinha de ir para saúde, educação.” 
Isso é falsear a verdade 
É no mínimo escondê-la, escamoteá-la. Quem não se lembra que o senador Aécio liderou a resistência no Congresso à aprovação da Medida Provisória (MP) que a presidenta Dilma baixou reduzindo as contas de luz? E que foram os três principais Estados governados pelos tucanos, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, que boicotaram um aumento maior proposto pela presidenta e que as energéticas desses três Estados não aderiram à renovação das concessões? 
E já que o senador propôs diminuição do PIS/Cofins, tributos federais, por que em nenhum momento sugeriu que os Estados, Minas inclusive, reduzissem um imposto estadual, o ICMS, incidente sobre energia? Aécio Neves com espaço à vontade na mídia fala o que bem entende. 
Agora no fim de semana na Folha, a última dele é sobre inflação, desemprego e câmbio. Esquecendo, é óbvio, que os tucanos deixaram o país com alto desemprego e com o dobro de inflação da meta de hoje. E que usaram e abusaram do câmbio administrado e com a ilusão do câmbio fixo a um real por dólar (paridade), que nos custou juros de até 27,5% reais ao ano. 
Com juros altos, governos tucanos dobraram dívida interna 
Além de, em consequência, nos deixarem a herança da dívida interna que dobrou nos oitos anos de FHC (1995-2002), apesar do aumento da carga tributária em 100% que impuseram ao país e da venda do patrimônio público na privataria tucana. Como vocês podem constatar, o senador Aécio, candidato tucano já lançado e em campanha pela presidência da República no ano que vem, vive num mundo da fantasia. 
O câmbio, a exemplo do que faz atualmente o Brasil, é administrado em todo o mundo. Ao defender uma politica de omissão frente à moeda, o senador condena nossa indústria à destruição. Da mesma forma que, ao se opor a redução do preço da energia e ao papel dos bancos públicos, quer na verdade subir os juros e jogar a economia numa recessão, sonho dos rentistas e do capital financeiro. http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=17864&Itemid=2

3 horas atrás

REPORTAGEM DA RETRATO DO BRASIL DESMONTA O MENSALÃO

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Continuará Joaquim Barbosa afirmando que não deve satisfações a ninguém ? A edição especial da revista RETRATO DO BRASIL, do consagrado jornalista Raimundo Pereira, apresenta ao distinto público um minucioso trabalho jornalístico em que aborda a AP 470. 
O site BRASIL 247 e o BLOG DO SARAIVA noticiaram àquela que promete ser a mais esclarecedora reportagem produzida sobre o julgamento realizado no STF. 
Acesse as edições anteriores clicando aqui http://www.megacidadania.com.br/retratos-do-brasil/ 
Postagem do site BRASIL 247 
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98200/Nas-bancas-reportagem-que-desmonta-o-mensal%C3%A3o.htm 
Postagem do BLOG do SARAIVA 
http://saraiva13.blogspot.com.br/2013/04/nas-bancas-reportagem-que-desmonta-o.html 
COMPARTILHAR a verdade é o segredo de nossa FORÇA ! 
A novidade foi anunciada também na coluna de Elio Gaspari: 
NAS BANCAS 
Está chegando às bancas uma edição especial da revista “Retrato”. 
Sua capa diz tudo: 
“A construção do mensalão – Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson”. Coisa do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira. 
Numa reportagem anterior, Raimundo já havia demonstrado que os recursos da Visanet, a suposta fonte de dinheiro público do mensalão, foram gastos exatamente de acordo com o fim a que se destinavam: publicidade e propaganda.http://www.megacidadania.com.br/reportagem-da-retrato-do-brasil-desmonta-o-mensalao/
5 horas atrás

EXCLUSIVO: ‘RETRATO’ DESMONTA MENSALÃO

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Em primeiríssima mão, 247 divulga a reportagem de capa da próxima edição da revista Retrato do Brasil, de Raimundo Rodrigues Pereira; ele demonstra, com documentos, que os empréstimos bancários tomados pelo PT existiram (com os devidos registros) e que foi preciso um grande esforço retórico para transformar as “fragilidades e falhas” no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso “desvio de dinheiro público”; matéria afirma que Justiça no processo faz lembrar “tempos medievais” e que o chamado mensalão faz por merecer o apelido de mentirão; publicação estará nas bancas no próximo fim de semana; leia antes aqui 
8 DE ABRIL DE 2013 ÀS  
247 – O acórdão do julgamento do mensalão deve sair nesta semana, mas o mais controverso processo judicial dos últimos anos no Brasil segue com inúmeras questões a serem respondidas. No próximo fim de semana, chega às bancas das princiais capitais do País edição da revista Retrato do Brasil que esmiúça a “construção do mensalão”, e a que você tem acesso em primeira mão no 247. 
Leia, em primera mão, “A construção do mensalão”, da revista Retrato do Brasil 
Na reportagem de capa, a publicação promete mostrar que “o mensalão foi uma espécie de maldição aspergida pelo ex-deputado Roberto Jefferson sobre um esquema de financiamento eleitoral por meio do qual o partido do presidente Lula e de seu ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, distribuiu, entre 2003 e 2004, cerca de 56 milhões de reais para vários de seus filiados, para o marqueteiro de muitas de suas campanhas, Duda Mendonça, e para vários partidos da chamada base aliada”. 
Entre os questionamentos apresentados pela revista está o fato de que os empréstimos do Banco Rural ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e aos dirigentes da empresa SMP&B, que levaram ex-executivos do banco e da agência à condenação, “estavam perfeitamente contabilizados exatamente para confirmar sua existência e para cobrar do PT que os pagasse”, como destacam depoimentos dos ex-executivos do banco. “Eram empréstimos, efetivamente. Esperávamos que o PT os pagasse. Se era dinheiro para corrupção, porque fazer e depois entregar à polícia essa contabilidade minuciosa?”, questiona Ramon Hollerbach, ex-sócio da SMP&B, na reportagem. 
Destacando que a Justiça no processo faz lembrar “tempos medievais”, a publicação comandada por Raimundo Rodrigues Pereira detalha ainda o caso Visanet, que, no processo, teria provado a existência de dinheiro público no suposto esquema. “Um dos segredos da Visanet nos lugares em que opera é colocar a serviço da venda de seus cartões – e, portanto, do aumento de seu faturamento – bancos rivais entre si, cada um interessado em emitir mais cartões que o outro, disputando cada espaço do mercado”, explica o texto, que exemplifica: “se havia, como de fato houve nesse período, um congresso de magistrados em Salvador e o BB queria fazer uma promoção no local, isso não deveria estar escrito num plano a ser discutido dentro da Visanet, onde estava o Bradesco, por exemplo, com mais ações que o BB na empresa e igualmente ávido para vender cartões Visa aos juízes, pessoas de alto poder aquisitivo”. 
Visanet 
A estratégia empresarial explica, segundo a revista, porque “as relações entre Visanet, bancos e agências de publicidade tinham de ser mais frouxas, para que o negócio funcionasse melhor”. “Os negócios foram feitos assim e o truque funcionou, especialmente para o BB, que se tornou, nos anos da gestão Pizzolato, líder no faturamento de cartões de crédito entre os bancos associados à Visanet”, conta a Retrato do Brasil. “Os auditores foram procurar documentos onde esses documentos não estavam. Notas fiscais, faturas e recibos da agência DNA e de fornecedores que teriam feito para ela as ações de incentivo autorizadas pelo BB foram buscados no próprio BB, onde não estavam. Como quem procura acha, os auditores encontraram ‘fragilidades e falhas’: descobriram que, nos dois períodos até então (…), as ações com dinheiro do FIV [Fundo de Incentivos Visanet] alocado para o BB, com falta absoluta ou parcial de documentos nos arquivos do próprio BB, chegavam quase à metade dos recursos despendidos”, lembra o texto. 
“Ao procurarem os mesmos documentos na Visanet, os auditores os encontraram. Evidentemente, a grande mídia – cujos colunistas mais raivosos chamam os petistas de petralhas – divulgou apenas que os auditores tinham achado, nos arquivos do BB, ‘fragilidades e falhas’ que mostravam indícios de que os serviços da DNA para o BB poderiam não ter sido realizados. A transformação das ‘fragilidades e falhas’ no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso ‘desvio de dinheiro público’ não se deu por força de afirmações contidas nos frios relatórios da auditoria feita pelo banco nesse fundo. Essa metamorfose ocorreu após a denúncia do escândalo na Câmara dos Deputados, um local no qual o PT sofrera uma grande derrota no início de 2005, com a perda da presidência da Casa, cargo em que estava seu deputado João Paulo Cunha, um ex-metalúrgico, como o presidente Lula”, conta a revista. 
Leia mais em a “A construção do mensalão”, da revista Retrato do Brasil http://www.brasil247.com/pt/247/poder/98308/Exclusivo-‘Retrato’-desmonta-mensal%C3%A3o.htm
6 horas atrás

Campanha que defende o nome de Amaury Ribeiro Jr. foi lançada nesta segunda (8) por um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários. Objetivo é disputar cadeira de número 36, que está vaga desde que o jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo morreu, em 22 de março passado.

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Abaixo assinado: Autor de ‘A Privataria Tucana’ vai disputar Academia Brasileira de Letras com FHC

Campanha que defende o nome de Amaury Ribeiro Jr. foi lançada nesta segunda (8) por um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários. Objetivo é disputar cadeira de número 36, que está vaga desde que o jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo morreu, em 22 de março passado. 
Da Redação da Carta Maior São Paulo – Um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários progressistas lança nesta segunda-feira (8) uma campanha para defender o nome do jornalista Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras (ABL). 
Jornalista premiado, hoje funcionário da TV Record, Ribeiro Jr. é autor do best-seller “A privataria tucana”, livro-reportagem denuncia irregularidades na venda de empresas estatais durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). 
A candidatura de Ribeiro Jr. visa se contrapor à do próprio Fernando Henrique, que está inscrito para disputar a cadeira de número 36, que está vaga desde que o jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo morreu, em 22 de março passado. 
As inscrições de candidaturas na ABL podem ser feitas até 26 de abril. Depois deste prazo, a entidade marca em até 60 dias uma reunião para a eleição, em que o novo imortal deve ter a metade mais um dos votos dos atuais imortais para ser eleito para a cadeira. 
Leia, a seguir, o manifesto da candidatura de Amaury Ribeiro Jr. Para assinar, clique aqui
“A PRIVATARIA É IMORTAL – Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras 
Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64:  
“Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos” – o texto na capa de “O Globo” comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego. 
Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção. 
Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras. 
Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de “A Privataria Tucana” – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX.  
Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).  
Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.  
Amaury já trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “IstoÉ”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”. Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. “A Privataria Tucana” – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista. 
A Privataria é imortal – repetimos! 
O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.  
Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter. 
A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 

FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer. 

Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo. 

O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando. 

Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático). 

FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso… 

FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante… 

As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso. 
Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão – especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos. 
Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury. 
Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou “A Privataria Tucana”. 
Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal! === 
Se você apoia Amaury para a ABL, deixe abaixo seu nome, profissão e/ou entidade. Veja quem já aderiu à campanha “A Privataria é imortal”: 
Altamiro Borges Antonio Cantisani Filho Breno Altman Conceição Lemes Daniel Freitas Dermi Azevedo Diogo Moysés Elis Regina Brito Almeida Emiliano José Emir Sader Enio Squeff Ermínia Maricato Flavio Wolf AguiarGilberto Maringoni Inácio Neutzling Ivana Jinkins Joaquim Ernesto Palhares Joaquim Soriano João Brant José Arbex Jr. Julio Guilherme De Goes Valverde Katarina Peixoto Ladislau Dowbor Laurindo Leal Filho Lúcio Manfredo Lisboa Luiz Carlos Azenha Luiz Fernando Emediato Luiz Gonzaga Belluzzo Marcel Gomes Marcio Pochmann Marco Aurelio Weissheimer Marcos Dantas Paulo Henrique Amorim Paulo Salvador Raul Millet Filho Reginaldo Nasser José Reinaldo Carvalho Renato Rovai Rodrigo Vianna Samuel Pinheiro Guimarães Venício Lima Wagner Nabuco” 
Para assinar, clique aquihttp://mariolobato.blogspot.com.br/2013/04/abaixo-assinado-autor-de-privataria.html

6 horas atrás

MORRE MARGARET THATCHER, SÍMBOLO DE UMA ERA

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Primeira e única mulher a governar a Inglaterra, a “dama de ferro” foi o símbolo do neoliberalismo, que viveu seu apogeu nas décadas de 80 e 90; privatizações começaram com ela; porta-voz da família informou que Thatcher morreu “em paz”, aos 87 anos, após sofrer um derrame nesta manhã 
8 DE ABRIL DE 2013  
247 – Os neoliberais perderam sua musa. Nesta segunda-feira, morreu Margaret Thatcher, a primeira e única mulher a governar a Inglaterra, de 1979 a 1990. Durante esse período, ela privatizou várias empresas, como a British Telecom, a British Gas e a British Petroleum, que atuavam em antigos setores monopolizados pelo Estado. 
A ex-primeira-ministra da Grã-Bretanha morreu aos 87 anos após sofrer um derrame, conforme informou um porta-voz da família. “É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciaram que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz após um derrame nesta manhã, disse o lord Tim Bell. 
Ela liderou os conservadores a três vitórias eleitorais, governando por quase 12 anos, o maior período contínuo no governo para um premiê britânico desde o início do século 19. 
Suas reformas sacudiram a Inglaterra e, até hoje, provocam discussões acaloradas. Para os liberais, ela foi a mais importante primeira-ministra do século XX e restaurou a competitividade do país. Para os trabalhistas, apenas aprofundou um quadro de recessão, alto desemprego e baixo crescimento. 
Em 2011, ela foi vivida no cinema por Meryl Streep, que levou o Oscar de melhor atriz no filme ‘A Dama de Ferro’ no ano passado. A produção, um retrato íntimo da mulher que foi ouvida em meio a um ambiente político repleto de homens, também levou o prêmio de melhor maquiagem. 
Com Reuters http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/98274/Morre-Margaret-Thatcher-s%C3%ADmbolo-de-uma-era.htm 
8 horas atrás

“A privataria tucana” é imortal

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Por Altamiro Borges 
Diante do oficialização da candidatura de FHC para a cadeira número 36 da Academia Brasileira de Letras (ABL), um grupo de jornalistas e intelectuais lançou nesta segunda-feira (8) uma campanha em defesa do nome do premiado repórter Amaury Ribeiro Júnior, autor do livro “A privataria tucana”, que já vendeu mais de 150 mil exemplares. A ideia, inclusive, é a de promover um ato irreverente no Rio de Janeiro para agitar a campanha do jornalista, que desmascarou as maracutaias do triste reinado neoliberal de FHC.  
Reproduzo abaixo o manifesto da campanha, que está aberto a novas adesões: 
*****  
“A privataria tucana é imortal” – Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras 
Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64:  
“Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos” – o texto na capa de “O Globo” comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego. 
Incomodada com a morte prematura de “doutor” Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção. 
Esses antecedentes, “per si”, já nos deixariam à vontade para pleitear – agora – a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras. 
Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de “A Privataria Tucana” – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX.  
Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).  
Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.  
Amaury já trabalhou em “O Globo”, “Correio Braziliense”, “IstoÉ”, “Estado de Minas”, e hoje é produtor especial de reportagens na “TV Record”. Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. “A Privataria Tucana” – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista. 
A Privataria é imortal – repetimos! 
O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.  
Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias – o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter. 
A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 
FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: “Esqueçam o que eu escrevi”. A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer. 
Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras. Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo. 
O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando. 
Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil – a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que “doutor” Roberto preferia chamar de Movimento Democrático). 
FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso… 
FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante… 
As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores – homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido – que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso. 
Celso Lafer – ex-ministro de FHC – é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão – especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos. 
Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra – também imortalizado no livro de Amaury. 
Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou “A Privataria Tucana”. 
Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal! 
Joaquim Ernesto Palhares Paulo Henrique Amorim Luiz Carlos Azenha Rodrigo Vianna Altamiro Borges Paulo Salvador Wagner Nabuco Renato Rovai Ermínia Maricato Samuel Pinheiro Guimarães Luiz Gonzaga Belluzzo Emir Sader Ivana Jinkins Laurindo Leal Filho Venício Lima Joaquim Soriano Flavio Wolf Aguiar Gilberto Maringoni Breno Altman Emiliano José João Brant Ladislau Dowbor Marcos Dantas Marcio Pochmann Dermi Azevedo Elis Regina Brito Almeida José Arbex Jr. Raul Millet Filho Cláudio Cerri Enio Squeff Antonio Cantisani Filho Marco Aurélio Weissheimer Katarina Peixoto Julio Guilherme De Goes Valverde Lúcio Manfredo Lisboa Daniel Freitas Marcel Gomes Saul Leblon José Reinaldo Carvalho Luiz Fernando Emediato http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/04/a-privataria-tucana-e-imortal.html
8 horas atrás

FELICIANO DIZ QUE DEUS ‘MATOU’ JOHN LENNON E MAMONAS

por Blog Justiceira de Esquerda
 

Em vídeos que começam a repercutir na internet, o deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) justifica a morte de artistas que, segundo ele, teriam afrontado Deus, como o líder dos Beatles, John Lennon, e o grupo Mamonas Assassinas 
8 DE ABRIL DE 2013  
247 – Em meio a uma série de protestos contra a permanência do deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minoras da Câmara, que faz discursos homofóbicos e racistas, começa a circular na internet um vídeo antigo pelo qual, em um culto, o pastor da Assembleia de Deus justifica as mortes de artistas como John Lennon, líder dos Beatles, e o grupo Mamonas Assassinas, que segundo ele, teriam afrontado Deus. 
Para a morte de John Lennon, Feliciano destaca o fato de que o cantor e compositor inglês “bateu no peito” e disse um dia que “os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo”. Com isso, na opinião do deputado, Lennon estava afirmando que o grupo de rock era uma nova religião. “A minha Bíblia diz que Deus não recebe esse tipo de afronta e fica impune”. Passou algum tempo e o músico foi alvejado em seu apartamento, prossegue Feliciano, sobre a morte ocorrida em 1980. Segundo ele, os três tiros foram em nome do Pai, outro em nome do Filho e o terceiro em nome do Espírito Santo. 
Num outro vídeo, que parece ser do mesmo culto, o pastor e deputado falou sobre a morte dos Mamonas Assassinas, cujos integrantes morreram num acidente aéreo em 1996. O grupo, segundo ele, “tocou na santidade de Deus”, as crianças, que estariam falando palavrões por causa de suas músicas. O líder do grupo, lembrou Feliciano, era da Assembleia de Deus, mas “se vendeu ao diabo pelo vil dinheiro”. Segundo ele, o manchete do avião, que era pra ter virado de um lado, virou para o outro, puxado por “um anjo”. “E deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças”, disse. 
Assista abaixo ao vídeo em que ele fala sobre John Lennon… 

… e sobre a banda Mamonas Assassinas: 
  

9 horas atrás

Indiciamento de Lula e covardia petista

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
No Altamiro Borges Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania
Um “passarinho” muito bem informado me telefona para contar que o PT está preocupadíssimo com o recente indiciamento de Lula pela Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) em inquérito aberto para apurar denúncia que o ex-presidente sofreu de Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado pelo STF a 40 anos de prisão. 
Lula foi acusado por Valério de ter negociado em 2005 com o então presidente da Portugal Telecom o repasse de recursos para o PT em troca de benefícios à empresa, e a PRDF diz enxergar motivos para investigar essa denúncia. 
Sobre motivos, os de preocupação não faltam ao partido. Esse é o primeiro inquérito aberto com o objetivo único de investigar se Lula atuou no “mensalão”, apesar de a Ação Penal 470 (iniciada em 2007 pelo Supremo Tribunal Federal) tê-lo investigado antes de aceitar a denúncia da Procuradoria Geral da República. 
Tanto o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza – autor da denúncia do escândalo – quanto o STF, porém, à época entenderam que não havia elementos para indiciar Lula juntamente aos outros 38 acusados naquela ação penal. 
Lula, portanto, jamais foi indiciado como alvo específico. Assim, o significado do que acaba de ocorrer é muito maior do que se pensa, ainda que o alarde da mídia sobre o fato ainda esteja esperando a hora certa para ter início. 
A investigação que começa a tramitar na Procuradoria do Distrito Federal, segundo petistas graúdos – que só agora começam a se preocupar de verdade com a utilização do MPF e do Judiciário por seus adversários políticos –, tem todas as características da AP 470 e já é dado por aqueles “petistas graúdos” como certo que deverá ter o mesmo destino, se nada for feito enquanto é tempo. 
Em primeiro lugar, lembremo-nos de que o julgamento do “mensalão” subverteu toda ordem jurídica e as jurisprudências conhecidas, inovando em procedimentos e critérios, chegando ao ponto de dar tratamento diferente àquele inquérito do que foi dado a outros absolutamente iguais, como no caso do desmembramento do processo quanto aos réus que não tinham foro “privilegiado”, o que não foi feito com o inquérito do “mensalão tucano”. 
Dessa maneira, esqueçamo-nos de que Lula não tem mais foro privilegiado e de que, assim, não pode ser julgado pelo STF, tendo direito ao que aquela Corte negou a réus da AP 470 que tampouco deveriam ser julgados por ela: o duplo grau de jurisdição. 
Detenhamo-nos um pouco mais nesse princípio do Direito Processual. Segundo a doutrina prevista na Constituição Federal do Brasil em seu artigo 5º, inciso LV, o duplo grau de jurisdição é parte dos princípios do contraditório e da ampla defesa. 
O princípio em tela garante ao jurisdicionado sem “foro privilegiado” a reanálise de seu processo por instância superior. Em casos em que existe esse “privilégio”, a competência cabe à instância máxima do Judiciário, o STF, de forma que o duplo grau fica impossibilitado. 
Em contrapartida, o “foro privilegiado”, apesar de negar a reanalise da primeira decisão judicial a que o jurisdicionado for submetido, dá a ele o benefício de ser julgado por um órgão colegiado como o Supremo Tribunal Federal em vez de ser julgado monocraticamente por um único magistrado em cada uma das duas instâncias do duplo grau de jurisdição. 
Além disso, o réu sem “foro privilegiado” tem possibilidade de ser julgado três vezes e, na última, pelo mesmo colegiado que julga uma única vez quem tem esse “privilégio”, ou seja, pelo mesmo STF. 
A desvantagem do “foro privilegiado” para réus de ações penais é a de que o STF pode, a seu bel prazer, antecipar prazos e criar jurisprudências, como aconteceu no caso da AP 470, com sua teoria do “domínio do fato”, ou negar um desmembramento da ação que fora concedido a outra praticamente idêntica, só que envolvendo o PSDB e não o PT. 
Para réus de ações penais, portanto, o “foro privilegiado” não traz privilégios. Muito pelo contrário. 
A má notícia para Lula, para o PT e até para a presidente Dilma Rousseff – ainda que ela pareça não entender isso – é que o STF pode, sim, arrogar para si o julgamento do ex-presidente, caso a Procuradoria do Distrito Federal opte pela abertura de ação penal contra ele, pois aquela Corte pode entender que a característica da denúncia a enquadra no mesmo processo que condenou José Dirceu e companhia petista limitada. 
O Supremo Tribunal Federal começou o julgamento dos 38 réus do escândalo do “mensalão” no dia 2 de agosto de 2012. Já nos primeiros momentos de um processo visto por inúmeros e respeitados juristas como um julgamento de exceção pelas inovações que perpetrou, já era possível prever no que daria. 
Naquele primeiro momento, movimentos sociais e sindicatos ligados ao PT, tais como MST, CUT etc., prometeram mobilização, manifestações, ações que visassem mostrar aos que pretendiam promover uma farsa jurídica que a sociedade civil não a aceitaria. Porém, ficou só no gogó. 
O PT, por sua vez, soltou uma ou duas notinhas tímidas de protesto e nada mais. Lula se calou – e até hoje segue calado – e Dilma manteve uma distância daquela vergonha que, anotem aí, irá lhe cobrar um preço muito mais alto do que pode sequer imaginar. E que não se resumirá à muito maior dificuldade que terá em se reeleger caso seu principal cabo eleitoral, ano que vem, seja alvo de uma ação penal no Supremo. 
Lula, hoje, é o alvo mais apetitoso não só da direita midiática brasileira, mas da de toda a América Latina. Não é apenas o maior eleitor do Brasil. Com a morte de Hugo Chávez, vai assumindo o posto de líder máximo da esquerda na região. Levá-lo à desmoralização – e quem sabe até ao cárcere – é um dos sonhos mais acalentados por essa direita. 
Com a esquerda brasileira apeada do poder, um efeito dominó será desencadeado pela América Latina. Com a direita governando a maior potência regional haverá rompimento de acordos e até sufocamento de governos de esquerda em países como Argentina, Bolívia, Equador, Peru, Venezuela e outros. 
Para o Brasil, a volta da direita midiática ao poder será a maior desgraça de sua história. Essa retomada do poder visa interromper um processo que está eliminando a característica mais perversa deste país, a de pátria da desigualdade. 
Alguém acha que não gostam de Lula e do PT por serem feios, sujos e malvados? A direita midiática não gosta deles porque é formada por uma elite étnica e regional minúscula que durante o nosso meio milênio de história concentrou uma parte indecente da renda nacional, colocando o Brasil como o país virtualmente mais injusto do mundo até hoje. 
Ora, a maior obra dos governos Lula e Dilma não vem sendo a queda do desemprego ou o aumento da renda das famílias, ou tampouco a melhora na infraestrutura ou a solidificação da economia, mas, justamente, o exorcismo lento, gradual e contínuo do grande fantasma que assombra a América Latina: a concentração de renda. 
Será preciso explicar que, para redistribuir alguma coisa, só tirando de um para dar a outro? 
A elite minúscula que concentra uma parcela quase inacreditável da renda nacional está perdendo com os governos petistas, ainda que esteja enriquecendo junto com o país. Está perdendo percentualmente. 
Negros pobres não frequentam apenas os mesmos aeroportos e shoppings que a elite branca de ascendência europeia do Sul e do Sudeste. Agora começam a frequentar as mesmas universidades. Em alguns anos, por todo país surgirá uma geração de médicos negros – um fenômeno impensável até aqui, mas que irá ocorrer em pouco tempo devido ao Prouni e às cotas para negros nas universidades. 
Empregadas domésticas com FGTS e horas extras? Redução nos lucros da privataria elétrica e da banca vampira, com redução da conta de luz e queda nas taxas de juro ao consumidor? “Vade retro, justiça social!” É o que brada a vampiresca elite tupiniquim. 
A governança petista, caro leitor, está aplicando distribuição de renda na veia da nação. 
A elite brasileira logo ficará morena e este não será mais um país de poucos, como continua sendo até hoje meramente porque o processo redistributivo em curso ainda tem muito a caminhar para se tornar minimamente irreversível, se é que se pode usar esse termo. 
Vou, então, contar mais um segredinho enorme que aquele “passarinho” sabido me confidenciou: o PT e o próprio Lula já pensam em ele buscar o julgamento das urnas para se contrapor ao julgamento de exceção que preparam contra si. 
Trocando em miúdos: Lula pode sair candidato a governador ou a presidente, dependendo da gravidade e da velocidade do processo ora desencadeado contra si. 
Aliás, vale dizer que tal estratégia pretende ser, também, um elemento de dissuasão dos que pretendem dar ao ex-presidente o mesmo destino de José Dirceu. 
Na visão deste que escreve, é pouco, muito pouco. Quase nada. 
Eis que se o PT, os movimentos sociais, os sindicatos, o próprio Lula e a presidente Dilma continuarem achando que o processo de destruição do PT vai parar no seu maior líder, estão loucos. A direita judiciário-midiática não irá parar até que o último petista vire pó e os ideais do partido sejam apagados da face da Terra. 
O que fazer? A sugestão é, pura e simplesmente, a de que os citados no parágrafo anterior radicalizem de verdade. Como? Com o partido, os movimentos sociais e o próprio Lula indo às ruas. E com Dilma pondo a boca no trombone, como é seu direito constitucional. E não são só às ruas do Brasil, mas às do mundo. 
Acontecerá? Duvido. Todos esses, infelizmente, parecem possuídos por um dos piores demônios que assediam o homem: o medo. Altamiro Borges: Indiciamento de Lula e covardia petista 
 
9 horas atrás

GENOINO: “JULGAMENTO FOI ESPETÁCULO MIDIÁTICO”

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Disposto a lutar até o fim para provar sua inocência, deputado José Genoino (PT/SP) afirma que irá apresentar todos os recursos possíveis e não descarta recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos; “julgamento foi uma pré-campanha pela condenação”, disse ele; parlamentar comentou ainda a polêmica com o CQC: “Objetivo desse tipo de jornalismo não é a informação, mas a execração” 
8 DE ABRIL DE 2013  
247 – Determinado a “lutar até o fim” contra uma condenação que considera “injusta”, o deputado federal José Genoino (PT-SP) fez uma série de críticas à Ação Penal 470, o julgamento do ‘mensalão’, durante entrevista concedida ao jornalista Kennedy Alencar, que foi ao ar na noite deste domingo no programa É Notícia, da RedeTV!. Na avaliação do petista, o julgamento “foi um grande espetáculo impulsionado por setores da grande mídia sem dar espaço ao contraditório”. 
“Respeito e vou cumprir as decisões do Supremo, mas vou discutir até o fim. E a vida me mostra que a verdade, mais cedo ou mais tarde, prevalecerá”, disse o deputado. Genoino acrescentou que é uma “sensação dura estar condenado e ser inocente”, mas afirma que lutará contra essa injustiça, que “fez parte de uma construção que tem parte de fantasia, de fatos de campanha eleitoral e de outras pessoas que botam tudo na onda para criar o efeito manada”, num julgamento “profundamente influenciado por uma campanha”. 
Questionado sobre o fato de ter presidido um PT que manteve relações próximas com Marcos Valério, apontado como operador do ‘mensalão’, o deputado garantiu que apenas “fazia política” e insistiu que não teve reuniões nem fez visitas ao publicitário mineiro. “Como presidente do PT, eu cuidava das alianças políticas, das alianças eleitorais. Eu não aceito ser condenado como criminoso por uma prática que eu não pratiquei”, afirmou. 
O parlamentar lembrou que não “teve uma prova” de que um deputado recebeu dinheiro em troca de voto e mostrou uma tabela da Receita Federal referente à Visanet, apresentada pelo consagrado jornalista Raimundo Pereira na edição de novembro da Revista Retrato do Brasil, que mostra “que todo aquele dinheiro da Visanet foi pago por eventos que ocorreram, promoções que aconteceram, veiculação de propaganda que não têm nada a ver com o PT”, numa comprovação, segundo ele, de que não houve envolvimento de dinheiro público. 
José Genoino não acredita que o PT tenha se corrompido no poder, como sugeriu o entrevistador, mas admitiu que deveria ter priorizado uma reforma política já em 2003 para garantir o financiamento público, proibindo a ação de empresas privadas e fidelidade partidária. Ele reafirmou que “não é verdade” que tenha havido corrupção por parte do PT no poder: “Ninguém comprou voto, não tem nenhuma prova e não houve uso de dinheiro público, está aqui o documento da Receita Federal”. 
Afirmando ao jornalista que tem um “compromisso radical com a democracia”, o deputado do PT lembrou de episódios como sua prisão e a passagem pelo “pau-de-arara”, durante o período da ditadura militar, e o fato de não ter “título de doutor”, tudo em luta pela democracia. Apesar de se recusar a conversar sobre as formas de recurso que acionaria contra sua condenação, o parlamentar não disse que descarta recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos. “Pretendo lutar em qualquer situação para defender que não pratiquei crimes”, disse. 
Polêmica com o CQC 
Genoino disse ter “uma posição muito crítica em relação a esses programas de humor”, numa referência ao CQC, da TV Bandeirantes, que recentemente entrevistou o deputado por meio de um garoto, que se passou por um admirador. “Eu faço questão de nem citar esse programa porque o humor que ataca a pessoa, que faz execração pública e até usa uma pessoa para criar uma situação de constrangimento é um fenômeno de intransigência”. Ele disse que se recusa a dar entrevistas para não legitimar esse tipo de programa e agradeceu à blogosfera pelo apoio concedido a ele no episódio. Um conselheiro do Ministério Público chegou a entrar com duas ações contra a atitude do humorístico (leia aqui). 
Ele lembrou que quando se concede entrevista a um programa como o CQC, ela é “enfeitada”, “colorida”, recebe “adereços”, e que por isso “não compensa”. O petista disse que dá qualquer tipo de entrevista, seja dura ou não, mas desde que seja uma entrevista. “Eles têm o direito de estar lá, mas eu tenho o direito de não dar entrevista. Porque as perguntas são provocativas, as perguntas são de ataque, não têm o nível respeitoso de transmitir a informação”. Segundo ele, “esse tipo de jornalismo não é para levar a informação, é para levar a execração”. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98266/Genoino-%E2%80%9CJulgamento-foi-espet%C3%A1culo-midi%C3%A1tico%E2%80%9D.htm