Exclusivo: ‘Retrato’ desmonta mensalão

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 
Do Brasil 247 -8 de Abril de 2013 às 15:29 :

Em primeiríssima mão, 247 divulga a reportagem de capa da próxima edição da revista Retrato do Brasil, de Raimundo Rodrigues Pereira, que chega às bancas no próximo fim de semana; ela demonstra que os empréstimos bancários tomados pelo PT existiram (com os devidos registros) e que foi preciso grande esforço retórico para transformar as “fragilidades e falhas” no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso “desvio de dinheiro público”; matéria afirma que Justiça no processo faz lembrar “tempos medievais” e que o chamado mensalão faz por merecer o apelido de mentirão; publicação estará nas bancas no próximo fim de semana; leia antes aqui 

247 – O acórdão do julgamento do mensalão deve sair nesta semana, mas o mais controverso processo judicial dos últimos anos no Brasil segue com inúmeras questões a serem respondidas. No próximo fim de semana, chega às bancas das principais capitais do País, a R$ 8,00, edição da revista Retrato do Brasil que esmiúça a “construção do mensalão”, e a que você tem acesso em primeira mão no 247.

Leia, em primera mão, “A construção do mensalão”, da revista Retrato do Brasil
Na reportagem de capa, a publicação promete mostrar que “o mensalão foi uma espécie de maldição aspergida pelo ex-deputado Roberto Jefferson sobre um esquema de financiamento eleitoral por meio do qual o partido do presidente Lula e de seu ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, distribuiu, entre 2003 e 2004, cerca de 56 milhões de reais para vários de seus filiados, para o marqueteiro de muitas de suas campanhas, Duda Mendonça, e para vários partidos da chamada base aliada”.

Entre os questionamentos apresentados pela revista está o fato de que os empréstimos do Banco Rural ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e aos dirigentes da empresa SMP&B, que levaram ex-executivos do banco e da agência à condenação, “estavam perfeitamente contabilizados exatamente para confirmar sua existência e para cobrar do PT que os pagasse”, como destacam depoimentos dos ex-executivos do banco. “Eram empréstimos, efetivamente. Esperávamos que o PT os pagasse. Se era dinheiro para corrupção, porque fazer e depois entregar à polícia essa contabilidade minuciosa?”, questiona Ramon Hollerbach, ex-sócio da SMP&B, na reportagem.

Destacando que a Justiça no processo faz lembrar “tempos medievais”, a publicação comandada por Raimundo Rodrigues Pereira detalha ainda o caso Visanet, que, no processo, teria provado a existência de dinheiro público no suposto esquema. “Um dos segredos da Visanet nos lugares em que opera é colocar a serviço da venda de seus cartões – e, portanto, do aumento de seu faturamento – bancos rivais entre si, cada um interessado em emitir mais cartões que o outro, disputando cada espaço do mercado”, explica o texto, que exemplifica: “se havia, como de fato houve nesse período, um congresso de magistrados em Salvador e o BB queria fazer uma promoção no local, isso não deveria estar escrito num plano a ser discutido dentro da Visanet, onde estava o Bradesco, por exemplo, com mais ações que o BB na empresa e igualmente ávido para vender cartões Visa aos juízes, pessoas de alto poder aquisitivo”.

Visanet
A estratégia empresarial explica, segundo a revista, porque “as relações entre Visanet, bancos e agências de publicidade tinham de ser mais frouxas, para que o negócio funcionasse melhor”. “Os negócios foram feitos assim e o truque funcionou, especialmente para o BB, que se tornou, nos anos da gestão Pizzolato, líder no faturamento de cartões de crédito entre os bancos associados à Visanet”, conta a Retrato do Brasil. “Os auditores foram procurar documentos onde esses documentos não estavam. Notas fiscais, faturas e recibos da agência DNA e de fornecedores que teriam feito para ela as ações de incentivo autorizadas pelo BB foram buscados no próprio BB, onde não estavam. Como quem procura acha, os auditores encontraram ‘fragilidades e falhas’: descobriram que, nos dois períodos até então (…), as ações com dinheiro do FIV [Fundo de Incentivos Visanet] alocado para o BB, com falta absoluta ou parcial de documentos nos arquivos do próprio BB, chegavam quase à metade dos recursos despendidos”, lembra o texto.

“Ao procurarem os mesmos documentos na Visanet, os auditores os encontraram. Evidentemente, a grande mídia – cujos colunistas mais raivosos chamam os petistas de petralhas – divulgou apenas que os auditores tinham achado, nos arquivos do BB, ‘fragilidades e falhas’ que mostravam indícios de que os serviços da DNA para o BB poderiam não ter sido realizados. A transformação das ‘fragilidades e falhas’ no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso ‘desvio de dinheiro público’ não se deu por força de afirmações contidas nos frios relatórios da auditoria feita pelo banco nesse fundo. Essa metamorfose ocorreu após a denúncia do escândalo na Câmara dos Deputados, um local no qual o PT sofrera uma grande derrota no início de 2005, com a perda da presidência da Casa, cargo em que estava seu deputado João Paulo Cunha, um ex-metalúrgico, como o presidente Lula”, conta a revista.

Leia mais em a “A construção do mensalão”, da revista Retrato do Brasil
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11 horas atrás

“Julgamento foi espetáculo midiático”

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Do Brasil 247 – 8 de Abril de 2013 às 11:19

 

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Disposto a lutar até o fim para provar sua inocência, deputado José Genoino (PT/SP) afirma que irá apresentar todos os recursos possíveis e não descarta recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos; “julgamento foi uma pré-campanha pela condenação”, disse, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar; parlamentar comentou ainda a polêmica com o CQC: “Objetivo desse tipo de jornalismo não é a informação, mas a execração” 
247 – Determinado a “lutar até o fim” contra uma condenação que considera “injusta”, o deputado federal José Genoino (PT-SP) fez uma série de críticas à Ação Penal 470, o julgamento do ‘mensalão’, durante entrevista concedida ao jornalista Kennedy Alencar, que foi ao ar na noite deste domingo no programa É Notícia, da RedeTV!. Na avaliação do petista, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a seis anos e 11 meses de prisão, o julgamento “foi um grande espetáculo impulsionado por setores da grande mídia sem dar espaço ao contraditório”.

“Respeito e vou cumprir as decisões do Supremo, mas vou discutir até o fim. E a vida me mostra que a verdade, mais cedo ou mais tarde, prevalecerá”, disse o deputado. Genoino acrescentou que é uma “sensação dura estar condenado e ser inocente”, mas afirma que lutará contra essa injustiça, que “fez parte de uma construção que tem parte de fantasia, de fatos de campanha eleitoral e de outras pessoas que botam tudo na onda para criar o efeito manada”, num julgamento “profundamente influenciado por uma campanha”.

Questionado sobre o fato de ter presidido um PT que manteve relações próximas com Marcos Valério, apontado como operador do ‘mensalão’, o deputado garantiu que apenas “fazia política” e insistiu que não teve reuniões nem fez visitas ao publicitário mineiro. “Como presidente do PT, eu cuidava das alianças políticas, das alianças eleitorais. Eu não aceito ser condenado como criminoso por uma prática que eu não pratiquei”, afirmou.

O parlamentar lembrou que não “teve uma prova” de que um deputado recebeu dinheiro em troca de voto e mostrou uma tabela da Receita Federal referente à Visanet, apresentada pelo consagrado jornalista Raimundo Pereira na edição de novembro da Revista Retrato do Brasil, que mostra “que todo aquele dinheiro da Visanet foi pago por eventos que ocorreram, promoções que aconteceram, veiculação de propaganda que não têm nada a ver com o PT”, numa comprovação, segundo ele, de que não houve envolvimento de dinheiro público.

José Genoino não acredita que o PT tenha se corrompido no poder, como sugeriu o entrevistador, mas admitiu que deveria ter priorizado uma reforma política já em 2003 para garantir o financiamento público, proibindo a ação de empresas privadas e fidelidade partidária. Ele reafirmou que “não é verdade” que tenha havido corrupção por parte do PT no poder: “Ninguém comprou voto, não tem nenhuma prova e não houve uso de dinheiro público, está aqui o documento da Receita Federal”.

Afirmando ao jornalista que tem um “compromisso radical com a democracia”, o deputado do PT lembrou de episódios como sua prisão e a passagem pelo “pau-de-arara”, durante o período da ditadura militar, e o fato de não ter “título de doutor”, tudo em luta pela democracia. Apesar de se recusar a conversar sobre as formas de recurso que acionaria contra sua condenação, o parlamentar não disse que descarta recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos. “Pretendo lutar em qualquer situação para defender que não pratiquei crimes”, disse.

Polêmica com o CQC
Genoino disse ter “uma posição muito crítica em relação a esses programas de humor”, numa referência ao CQC, da TV Bandeirantes, que recentemente entrevistou o deputado por meio de um garoto, que se passou por um admirador. “Eu faço questão de nem citar esse programa porque o humor que ataca a pessoa, que faz execração pública e até usa uma pessoa para criar uma situação de constrangimento é um fenômeno de intransigência”. 

Ele disse que se recusa a dar entrevistas para não legitimar esse tipo de programa e agradeceu à blogosfera pelo apoio concedido a ele no episódio. Um conselheiro do Ministério Público chegou a entrar com duas ações contra a atitude do humorístico (leia aqui).

Ele lembrou que quando se concede entrevista a um programa como o CQC, ela é “enfeitada”, “colorida”, recebe “adereços”, e que por isso “não compensa”. O petista disse que dá qualquer tipo de entrevista, seja dura ou não, mas desde que seja uma entrevista. “Eles têm o direito de estar lá, mas eu tenho o direito de não dar entrevista. Porque as perguntas são provocativas, as perguntas são de ataque, não têm o nível respeitoso de transmitir a informação”. Segundo ele, “esse tipo de jornalismo não é para levar a informação, é para levar a execração”.
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12 horas atrás

TATCHER – Uma herança maldita para o Brasil

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

Vitima de derrame, a dama de ferro, como era conhecida Margareth Tatcher, faleceu neste dia 08 em Londres. Seu legado político é bastante controverso. Amada e odiada, era uma liderança incontestável da direita européia e foi defensora ferrenha do neoliberalismo. Foi premiê do Reino Unido de 1979 a 1990 e sua obradeixou males que se espalharam pelo mundo com rapidez: privação social, opressão de sindicatos, confronto com opositores de forma dura e implacável, como no episódio da Guerra das Malvinas. Em resumo, governou de modo tão conservador que seu próprio partido, o Partido Conservador!, voltou-se contra ela e a retirou do poder. Sua forma de ver a economia era voltada exclusivamente ao protecionismo do capital. Gerou desemprego e queda da produção industrial na Inglaterra mas nunca desamparou os banqueiros. Seu processo político de privatizações e culto ao livre mercadofoi determinante para que alguns países, o Brasil inclusive, adotassem medidas conservadoras drásticas e danosas. Sobretudo no período de governo do PSDB, na figura de FHC, o Brasil experimentou o remédio mais amargo que Tatcher criou: a economia foi atirada no colo do mercado, empresas públicas tradicionais foram privatizadas depois de saneadas com dinheiro público, o desemprego aumentou na proporção do crescimento da dívida interna e externa, apesar da entrada de recursos da venda de Estatais, a taxa básica de juros crescente era mantida para atender os banqueiros e a população, ora, permanecia estagnada, pobre e sem perspectivas. Passadas duas décadas desde a queda de Tatcher, depois que parte do mundo ocidental abusou de venerar o livre mercado, vimos Nações de joelhos implorando recursos ao FMI e tendo que, em troca, adotar medidas ainda mais drásticas na área econômica, com corte de programas sociais e elevação da taxa de juros. Os resultados foram desastrosos principalmente para os países menos desenvolvidos da América Latina. Hoje, ao abandonar as teorias malucas do neoliberalismo, o Brasil e parte importante do mundo capitalista descobriu nova fórmula de crescimento: participação direta do Estado na economia com intervenções pontuais e injeção de capitais. É hilário ler, por exemplo, como certos veículos de comunicação resmungam sobre o déficit em conta corrente do governo, sobre aumento das despesas de custeio e de pessoal. Reclamam que o governo gasta muito …  Mas não vemos xororô da midia fundamentalista quando o governo dos EUA coloca, mensalmente, quase 90 bilhões de dólares na economia com o objetivo de incentivar o consumo e a geração de emprego; não vemos os “analistas” dizendo que é errado o Japão expandir sua base monetária em quase 1,5 trilhão de dólares para fazer frente ao baixo crescimento. Seria um escândalo a intervenção do governo do Brasil na economia na época FHC, ditado pelas regras de austeridade da Dama de Ferro. Ou foi um escândalo manter a pobreza e a miséria do jeito que estavam? Felizmente, isso mudou. E, por certo, as novas gerações de Primeiros Ministros do Reino Unido aprenderam que tudo o que Margareth Tatcher produziu foi aumentar ainda mais a diferença entre ricos e pobres. Lá e no resto do mundo neoliberal.  Ela morreu, e tomara que morra com ela a teoria da concentração de renda. *** Por JÚLIO PEGNAàs 1:29 PMNenhum comentário: Links para esta postagem   Do Blog SANDÁLIAS DO PIRATA

12 horas atrás

Britânicos comemoram nas ruas morte de Margaret Thatcher

por noreply@blogger.com (SARAIVA13)
 

 

 
 
 
 

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