Victor Jara por Joan Baez

por Betho Flávio
 

  Te Recuerdo Amanda de Victor Jara

 

Te recuerdo amanda
La calle mojada
Corriendo a la fabrica donde trabajaba manuel

La sonrisa ancha, la lluvia en el pelo,
No importaba nada
Ibas a encontrarte con el,
Con el, con el, con el, con el

Son cinco minutos
La vida es eterna,
En cinco minutos

Suena la sirena,
De vuelta al trabajo
Y tu caminando lo iluminas todo
Los cinco minutos
Te hacen florecer

Te recuerdo amanda
La calle mojada
Corriendo a la fabrica
Donde trabajaba manuel

La sonrisa ancha
La lluvia en el pelo
No importaba nada,
Ibas a encontrarte con el,
Con el, con el, con el, con el

Que partió a la sierra
Que nunca hizo daño,
Que partió a la sierra
Y en cinco minutos,
Quedó destrozado

Suenan las sirenas
De vuelta al trabajo
Muchos no volvieron
Tampoco manuel

Te recuerdo amanda,
La calle mojada
Corriendo a la fábrica,
Donde trabajaba manuel.

 

 

 

 

Víctor Jara – 28.09.1932 – 15.09.1973

Golpe de estado e assassinato

O golpe de estado do general Augusto Pinochet contra o presidente Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, surpreende Jara na universidade. É detido junto com outros alunos e professores, conduzido ao Estádio Chile (não confundir com Estádio Nacional de Chile), convertido em campo de concentração, e mantido lá durante vários dias. Há alguma controvérsia quanto às torturas que teria sofrido durante os dias de cárcere antes de seu assassinato a tiros, no dia 16 de setembro do mesmo ano. Havia um boato de que teria tido suas mãos cortadas como parte do “castigo” dos militares a seu trabalho de conscientização social aos setores mais desfavorecidos do povo chileno. Porém, na exumação do corpo de Jara, realizada em Junho de 2009, foi confirmado que na verdade teve suas mãos esmagadas por coronhadas dos soldados.

Jara era membro do Partido Comunista do Chile e, antes de ser preso e assassinado, integrava o Comitê Central das Juventudes Comunistas do Chile. Nos dias de cativeiro prévios à sua execução, Jarra escreveu um poema que pôde ser conservado.

Somos cinco mil

en esta pequeña parte de la ciudad

Somos cinco mil

¿Cuántos seremos en total

en las ciudades y en todo el país?

Sólo aquí, diez mil manos que siembran

y hacen andar las fábricas.

¡Cuánta humanidad

con hambre, frío, pánico, dolor,

presión moral, terror y locura!

Seis de los nuestros se perdieron

en el espacio de las estrellas.

Un muerto, un golpeado como jamás creí

se podría golpear a un ser humano.

Los otros cuatro quisieron quitarse todos los temores

uno saltando al vacío,

otro golpeándose la cabeza contra el muro,

pero todos con la mirada fija de la muerte.

¡Qué espanto causa el rostro del fascismo!

Llevan a cabo sus planes con precisión artera

sin importarles nada.

La sangre para ellos son medallas.

La matanza es acto de heroísmo.

¿Es éste el mundo que creaste, Dios mío?

¿Para esto tus siete días de asombro y de trabajo?

En estas cuatro murallas sólo existe un número

que no progresa,

que lentamente querrá más la muerte.

Pero de pronto me golpea la conciencia

y veo esta marea sin latido,

pero con el pulso de las máquinas

y los militares mostrando su rostro de matrona

lleno de dulzura.

¿Y México, Cuba y el mundo?

¡Que griten esta ignominia!

Somos diez mil manos menos

que no producen.

¿Cuántos somos en toda la Patria?

La sangre del compañero Presidente

golpea más fuerte que bombas y metrallas.

Así golpeará nuestro puño nuevamente.

¡Canto que mal me sales

cuando tengo que cantar espanto!

Espanto como el que vivo

como el que muero, espanto.

De verme entre tanto y tantos

momento del infinito

en que el silencio y el grito

son las metas de este canto.

Lo que veo nunca vi,

lo que he sentido y lo que siento

hará brotar el momento…

Seu corpo só foi encontrado por sua mulher dias depois, com a ajuda de um jovem comunista que trabalhava no necrotério.

2 horas atrás

A ditadura foi uma mãe para Globo

por Betho Flávio
 

Mauricio Dias (Carta Capital)

Falta um tema na variada agenda da Comissão Nacional da Verdade. Criada com a finalidade de apurar as violações dos direitos humanos ela não incluiu na pauta de trabalho a análise do papel da imprensa, como é feito com a Igreja, por exemplo, durante a ditadura, tramada e sustentada por civis e militares.

A imprensa foi arauto da trama golpista contra o presidente João Goulart. Sempre conservadores, os “barões da mídia” brasileira agem sempre na fronteira do reacionarismo. Apoiar golpes, por isso, não chega ser exatamente novidade. Alardeiam o principio do liberalismo sem, no entanto, comprometer-se com a democracia. Assim, promovem feitiços, como o de 1964, e tornam a própria imprensa vítima da feitiçaria.

Patrões e empregados são testemunhas importantes de uma história que precisa ser passada a limpo. É necessário ir além do que já se sabe. Isso só ocorrerá com o depoimento daqueles que viveram os episódios ou estiverem próximos deles.

A ditadura “exerceu o terror de Estado e provocou medo na sociedade civil. Não há indícios, porém, de que o medo fosse a razão do consentimento” que a imprensa deu aos generais, como anota a cientista política Anne-Marie Smith, no livro “Um acordo forçado”.

Ela põe o dedo na ferida ainda aberta – “E se outros jornais tivessem protestado quando o general Abreu proibiu qualquer publicidade do governo no Jornal do Brasil em 1978?” – e se aproxima da resposta: “Os obstáculos à solidariedade não foram criados, nem reforçados, nem explorados pelo regime. A falta de solidariedade foi uma desvantagem gerada pela própria imprensa”.

APOIO DO GLOBO

Império da mídia brasileira, o apoio do sistema O Globo à ditadura nunca foi negado, embora hoje seja disfarçado. Uma das razões para esse comportamento passado, que se encaixa na reflexão de Smith, encontra explicação no livro “Dossiê Geisel”, de Celso Castro e Maria Celina D’Araujo.

No governo Geisel, o ministro das Comunicações Euclides Quandt vetou novas concessões ao nascente sistema Globo por receio de que Roberto Marinho chegasse ao monopólio da opinião pública. Ele, então, foi ao ministro da Justiça, Armando Falcão e falou “do constante apoio” que deu ao governo.

“Disse também que o comportamento da Rede Globo deveria fazê-la merecedora de atenção e favores especiais do governo”, registra o livro.

Marinho apelou sem constrangimentos. Ameaçou vender a Rede Globo caso não tivesse apoio para continuar a crescer. O resto da história todo mundo sabe.

A mídia reage, hoje, ao projeto sobre a atualização das leis de comunicação com argumento falso e insensato que o objetivo é o de censurar. No entanto, em plena ditadura, adotou a inércia, o silêncio, diante dos atos concretos de restrição à liberdade de escrever. Não de escrever sobre tudo, mas, somente sobre certos assuntos como tortura e assassinato nos porões da ditadura. Essa é a diferença em relação à genérica denúncia de restrição à festejada liberdade de imprensa.

A censura, nesse contexto, cumpria outro papel. Excluía a responsabilidade direta dos donos da mídia e de muitos editores autoritários coniventes que sempre se desculparam ao apontar a censura governamental como a razão do silêncio.

A ditadura seria outra – talvez Ditabranda – contada a partir do que foi publicado na ocasião.

2 horas atrás

Em carta a Marx, Engels diz que as sagradas escrituras hebraicas são registros árabes

por Betho Flávio
 

Engels e Marx, definitivos!

Por Bourdoukan

Tudo começou há oito anos quando o saudoso Serjão ( Sérgio de Souza, fundador e diretor da Revista Caros Amigos), me telefona para dizer que tinha em mãos um texto de Engels a Marx que o deixara impressionado.

E que deixaria a mim muito mais ainda.

Na ocasião Sergio estava realizando a leitura final do livro Socialismo, uma utopia cristã ( 1.150 páginas – Editora Casa Amarela), do procurador da República Luiz Francisco F.de Souza( pequeno perfil do autor AQUI).

Cheguei à redação de Caros Amigos e confesso que fiquei fascinado com a revelação do texto, eu que pensava já ter lido tudo do grande amigo de Marx.

Perguntei então ao Sérgio se ele conseguiria o original da carta. Imediatamente remeteu fax ao procurador que respondeu, no mesmo dia, enviando uma cópia, ainda em meu poder.

E outro dia, consultando o livro, eis que surge novamente o fax. E como na era da Internet praticamente tudo é acessível, realizei uma consulta pelo Google.

Dito e feito, localizei a correspondência e a repasso a quem tiver interesse.

Segue abaixo, o trecho da correspondência, como foi publicada no livro à pagina 333, e mais abaixo, o endereço eletrônico, em inglês, para copiar.

De Engels a Marx: (…)

“Agora está completamente claro para mim que as chamadas sagradas escrituras hebraicas não passam de registro das antigas tradições religiosas e tribais árabes, modificadas pela precoce separação dos hebreus dos seus vizinhos, parentes de tribos, mas nômades”.

AQUI a íntegra da carta em inglês.

4 horas atrás

Wikileaks: Vaticano apoiou a ditadura de Augusto Pinochet

por Betho Flávio
 

Foto retirada do Google

O site Wikileaks divulgou nesta segunda-feira (8) documentos do departamento de Estado dos EUA que revelam o apoio do Vaticano para o golpe no Chile em 1973. De acordo com informações do jornal italiano La Republicca, a Igreja negou denúncias contra os militares, dizendo que as repressões reportadas no país sul-americano se tratavam de “propaganda comunista”.

Um dos documentos divulgados – datados na década de 1970 – mostram o então secretário de Estado do Vaticano, Giovanni Benelli, em diálogo com diplomatas norte-americanos expressando “grave preocupação do Papa Paulo VI (1963 – 1978) com a campanha de esquerda para distorcer completamente a realidade da situação política no Chile”.

As conversas entre a Igreja e EUA ocorreram cinco semanas depois de Augusto Pinochet tomar o poder por meio de um golpe de Estado, derrubando o regime socialista de Salvador Allende. Na ocasião, milhares de simpatizantes do regime de esquerda foram presos e mortos.

Na época, o Vaticano admitiu que houve sangue derramado nas ruas chilenas, porém, acenou que os bispos chilenos “estavam fazendo de tudo para corrigir a situação e as reportagens que falam de repressão brutal, pois elas são infundadas”, afirma o documento divulgado nesta segunda-feira (8).

O Vaticano também afirma que “a cobertura exagerada dos eventos ocorridos no Chile foram uma grande vitória da propaganda comunista”.

Com informações do Opera Mundi

4 horas atrás

Thatcher morreu como a mãe do 1% e a madrasta dos 99%

por Betho Flávio
 

Por Paulo Nogueira – de Londres

Margareth Tatcher iniciou o pior ciclo econômico já visto sobre os países de orientação capitalista

Margareth Thatcher iniciou o pior ciclo econômico já visto sobre os países de orientação capitalista e morreu com sérios problemas mentais

A maior vitória de Margareth Thatcher, morta nesta segunda-feira aos 87 anos depois de um derrame, foi não ter assistido à formidável falência do mundo que ela ajudou tão poderosamente a construir na década de 1980.

Fazia anos que Thatcher sofria de problemas mentais. Conforme relatou num livro sua filha Carol, ela chamava com frequência seu marido Denis, morto há muitos anos.

Ela não viu a desagregação do que se convencionou chamar de neoliberalismo – um sistema que acabou levando ao célebre mundo dos 99% versus 1%.

Thatcher de um lado do Atlântico e Ronald Reagan de outro comandaram com influência mundial – sentida no Brasil de Collor e mais ainda de FHC – modelos econômicos que acabaram privilegiando enormemente os super ricos e as grandes corporações.

A grande crise econômica do final da década passada mostrou o quanto era insustentável este modelo, a começar pelo fato de que os cofres públicos em tantos países se esvaziaram por conta de políticas que permitiram aos bilionários e às multinacionais encontrar formas legais – embora imorais – de reduzir a quase nada os impostos a pagar.

Thatcher viveu pela política, e começou a morrer quando foi traída por companheiros do Partido Conservador e derrubada depois de 11 anos de poder, em 1990.

A mulher que em 1979 se instalou no Número 10, como os ingleses chamam a casa do primeiro ministro, era uma força da natureza. Chegou declamando São Francisco de Assis, mas agiu como uma ninja no poder.

Derrotou os sindicalistas superpoderosos que frequentemente paravam o Reino Unido, deu uma surra fulminante nos militares argentinos que queriam tomar as Malvinas, ajudou a cravar os pregos no caixão da União Soviética e liderou um movimento global de privatização e desregulamentação com resultados que o tempo provou serem catastróficos.

Margaret Thatcher pareceu, em certos momentos, maior que o Reino Unido. Seu único rival em prestígio, entre os líderes globais, era Reagan. Mas, se Reagan parecia um ator de Hollywood fazendo o papel de presidente americano, Thatcher era 100% realidade, ele embalagem, ela conteúdo.

Thatcher agarrou-se desesperadamente ao poder quando já era uma primeira ministra morta em atividade. Desafiada na liderança dos conservadores em 1990, não conseguiu a os votos necessários para permanecer como líder, embora tenha vencido seu oponente. Foi uma vitória inútil, mas Thatcher não quis ver isso.

No Reino Unido, o poder fica na mão do líder do partido mais votado. Os companheiros de partido podem, em situações extremas, desafiar a liderança. Foi isso que tirou da Thatcher do poder. Seus liderados entre os conservadores já não suportavam sua brutalidade como chefe, e um deles a desafiou.

Thatcher, sem votos suficientes para permanecer a despeito de ter batido o desafiador, ainda relutou durante dias em deixar Downing Street. Queria ir para a segunda e decisiva votação. Era formalmente uma possibilidade, mas na verdade é uma atitude não aceita na política britânica, pelo desrespeito implícito à vontade coletiva do partido. Foi a rainha Elizabeth quem afinal convenceu Thatcher a renunciar.

Os problemas mentais ceifaram depois seu projeto de fazer fortuna com palestras e, muito pior para ela, a impediram de lutar no campo das idéias pela essência do thatcherismo: um Estado mínimo, com a menor regulamentação possível.

Em 2011, a convite do premiê conservador David Cameron, ela visitou pela última vez Downing Street, o lugar de onde ela exerceu influência mundial durante onze anos.

Andava com dificuldade e acenava confusamente, como se de alguma forma tivesse em sua mente destruída retornado aos dias em que foi conhecida como Dama de Ferro.

Morreu como a mãe do 1% e a madrasta dos 99%.

Paulo Nogueira é jornalista, baseado em Londres, fundador e diretor editorial do site de notícias e análiseDiário do Centro do Mundo.

5 horas atrás

BARBOSA X JUÍZES

por Betho Flávio
 

<br />O presidente do STF recebe em audiência os presidentes da AMB, Anamatra e da Ajufe.<br />Foto: Divulgação/STF

O presidente do STF recebe em audiência os presidentes da AMB, Anamatra e da Ajufe.DIVULGAÇÃO/STF

BRASÍLIA – Uma reunião de quase uma hora de duração selou o clima de guerra entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, e as associações de magistrados. Barbosa disse que a criação de novos Tribunais Regionais Federais (TRFs) foi aprovada de forma “sorrateira” com o apoio das associações e apostou que os tribunais serão construídos perto de praias. No encontro, Barbosa pediu para um dos representantes de juízes “abaixar o tom de voz” e só se manifestar quando ele autorizasse.

 

– Esses tribunais vão ser criados em resorts, em alguma grande praia! – disse, irônico.

Estavam presentes integrantes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e da Associação Nacional da Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). Barbosa reclamou que o Congresso Nacional aprovou os novos tribunais sem ouvir órgãos interessados.

– Mais uma vez, se toma uma decisão de peso no país sem ouvir o CNJ. Ou seja, à base de cochichos. Os senadores e deputados foram induzidos a erro. Porque ninguém colocou nada no papel – disse.

Um dos juízes chegou a dizer que a Ajufe foi ouvida no processo, mas o ministro não gostou do comentário.

– A Constituição não dá poderes à Ajufe. Isso não faz parte das exigências constitucionais. Não confunda a legitimidade que o senhor tem enquanto representante sindical com a legitimidade dos órgãos do Estado. Eu estou dizendo é que órgãos importantes do Estado não se pronunciaram sobre o projeto. Pelo que eu vejo, vocês participaram de forma sorrateira na aprovação – afirmou.

O vice-presidente da Ajufe, Ivanir César Ireno, protestou:

– Sorrateira não, ministro. Sorrateira não. Democrática e transparente.

Barbosa ficou irritado com a intervenção.

– O senhor abaixe a voz que o senhor está na presidência do Supremo Tribunal Federal. Só me dirija a palavra quando eu lhe pedir – declarou.

E continuou:

– Como é que quase duplica o número de tribunais federais no Brasil dessa maneira? Os senhores não representam o Conselho Nacional de Justiça. Os senhores não representam o Superior Tribunal de Justiça, representam seus interesses corporativos legítimos. Mais isso não supre a vontade dos órgãos estatais. Compreendam isso. Os senhores não representam a nação. Não representam os órgãos estatais. Os senhores são representantes de classe. Só isso.

O ministro também pediu que as associações não fossem à imprensa para reclamar de sua gestão, mas que encaminhassem um ofício a ele. Recentemente, o ministro disse que os juízes brasileiros tinham uma mentalidade em prol da impunidade. Também declarou que havia um conluio entre juízes e advogados. As associações divulgaram notas criticando Barbosa.

– Olha, quando vocês tiverem algo para acrescentar e aprimorar, antes de ir à imprensa, vocês dirijam um documento à minha assessoria e ao CNJ. Não vá á imprensa para criar clima desfavorável.

O presidente da AMB, Nelson Calandra, protestou:

– Pedimos essa audiência em dezembro.

– Eu estou recebendo agora. Sou muito ocupado, não tenho tempo para receber associações todo dia. Recebi esse senhor não tem quatro meses – rebateu Barbosa, apontando para o presidente da Ajufe, Nino Toldo.

Quando Toldo informou seu nome ao presidente do STF, ouviu dele:

– Não tenho a obrigação de saber o seu nome, lembro da sua fisionomia.

O único momento de concordância foi quando as associações pediram apoio na reforma dos códigos brasileiros. Calandra reclamou que as comissões do Congresso criadas para discutir os temas não contam com a presença de juízes. Barbosa legitimou o pleito.

– Sou inteiramente favorável a uma total remodelagem dessas nossas leis arcaicas. Me preocupo muito com o desequilíbrio que ocorre nessas comissões. São convidados especialistas, mas não há preocupação em convidar magistrados e o Ministério Público. O resultado são essas leis capengas, que tornam nosso sistema de justiça mais tendentes à impunidade – disse o ministro.

Barbosa aproveitou para criticar a promoção de juízes por merecimento. Para ele, o sistema beneficia apenas quem tem apadrinhamento político e obriga o juiz a andar “com o pires na mão” para conseguir um novo posto.

GLOBO ONLINE

 

5 horas atrás

TREZE ANOS DE CÁRCERE NÃO BASTAM?

por Betho Flávio
 

(Foto: da Internet)

Por Atilio A. Boron, cientista político e sociólogo argentino (reproduzido do jornal argentinoPágina/12, edição de 04/03/2013)

Produto de seu enfermiço ódio contra tudo o que signifique a Revolução Cubana, o governo dos Estados Unidos endureceu as condições de liberdade condicional sob as quais se encontra René González Sehwerert, um dos cinco agentes de Inteligência cubanos que se infiltrou nas organizações terroristas com base em Miami com o propósito de desbaratar seus desígnios criminosos, salvando deste modo centenas ou talvez milhares de vidas de cubanos e também de estrangeiros. René nasceu em Chicago, é filho de pais cubanos, emigrados durante os anos de Batista nos Estados Unidos, que regressaram ao país depois da queda da tirania do lacaio de Washington. No julgamento de “Os 5”, que é a maior prova da decomposição moral e jurídica da Justiça estadunidense, os lutadores anti-terroristas foram condenados a penas exorbitantes.

No caso de René, o primeiro a ser posto em liberdade, foram mais de 13 anos de prisão, tendo ele cumprido sua condenação até o último dia. A acusação que pesou sobre “Os 5”: “conspiração para cometer espionagem”, mas não de instalações ou de agências governamentais dos Estados Unidos (forças armadas, agências de Inteligência, etc), e sim dos grupos privados que amparados pelos três poderes da exemplar “democracia” do Norte se dedicam a tramar sangrentos atentados, desestabilizar governos e assassinar militantes sociais. Faziam isso ontem e continuam fazendo hoje.

Precisamente por combater contra esse flagelo teve que purgar longos anos de prisão, enquanto seus quatro companheiros ainda continuam no cárcere. Não obstante, uma vez que cumpriu sua injusta condenação, Joan Lenard, a juíza que cuida do caso, obrigou-o, por ser nativo dos Estados Unidos, a permanecer nesse país durante três anos mais, proibindo-o ainda, no cúmulo do ridículo, de “se aproximar ou visitar lugares específicos onde se sabe que estão ou frequentam indivíduos ou grupos terroristas”. Esses grupos não devem ser incomodados por alguém que vá se intrometer ou se inteirar de seus planos, o que demonstra a falácia da “luta contra o terrorismo” como Washington costuma proclamar. Como se isto fosse pouco, negaram sistematicamente o visto à sua esposa Olga Salanueva para visitá-lo.

O que motiva esta matéria é o fato de que desde setembro do ano passado o Departamento de Estado impediu que funcionários da Seção de Interesses de Cuba em Washington realizem visitas consulares ao prisioneiro, violando as obrigações emanadas da Convenção de Viena (1963) sobre Relações Consulares, que estabelece o direito dum detido a comunicar-se com os funcionários de sua embaixada e destes a fazer o mesmo e a visitá-lo.

Para os verdugos imperiais 13 longos anos de injusta prisão – que no sistema penitenciário dos EUA equivalem aos 15 anos de sua condenação – não são suficientes. Acrescentaram mais três e, ademais, restringiram a possibilidade de exercer o direito de comunicar-se não somente com seus seres queridos, mas também com os representantes de Cuba nos Estados Unidos, pondo desse modo sua vida em perigo. Assim o império trata aos que lutam contra o terrorismo. E diante de tudo isso, que diz o Prêmio Nobel da Paz que tem seu gabinete no Salão Oval da Casa Branca?

Tradução: Jadson Oliveira

Observação do Evidentemente: há um ótimo livro na praça sobre o caso de “os 5 heróis anti-terroristas cubanos”. O título é “Os últimos soldados da Guerra Fria”, de autoria do brasileiro Fernando Morais. Leitura agradável naquele estilo romanceado no qual o autor é mestre.

5 horas atrás

Coréia do Norte sugere que estrangeiros saiam do Sul

por Betho Flávio
 

KIM HONG-JI: A South Korean security guard keeps watch in front of a gateway at the South's CIQ (Customs, Immigration and Quarantine), just south of the demilitarised zone separating the two Koreas, in Paju, north of Seoul, April 8, 2013. The North, led by 30-year-old

Documento recomenda que “todas as organizações internacionais, empresas e turistas se preparem para adotar medidas de evacuação”: “a península coreana está no caminho de uma guerra termonuclear”, alertou o Comitê da Paz da Ásia-Pacífico da Coreia do Norte

247 com agências internacionais – Em mais um aviso ao vizinho do Sul, a Coreia do Norte recomendou nesta terça-feira (9) que estrangeiros se preparem para deixar o país em caso de guerra, segundo a agência estatal de notícias norte-coreana.

“Caso haja guerra, não queremos que estrangeiros que vivem na Coreia do Sul fiquem feridos”, informou comunicado transmitido pela agência de notícias “KCNA”. O documento recomenda que “todas as organizações internacionais, empresas e turistas se preparem para adotar medidas de evacuação”.

“A península coreana está no caminho de uma guerra termonuclear”, alertou o Comitê da Paz da Ásia-Pacífico da Coreia do Norte.

Ontem, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, apelou às autoridades da Coreia do Norte para que evitem fazer “novas provocações”. A reação dele ocorre após a advertência do governo da Coreia do Sul sobre a possibilidade de a Coreia do Norte promover o quarto teste nuclear. “Peço urgentemente que não tomem medidas que sejam novas provocações”, disse Ki-moon.

Ele lembrou que este é um “apelo urgente e honesto da comunidade internacional”. Acrescentou que “a República Popular Democrática da Coreia [Coreia do Norte] não pode continuar assim, não pode continuar a confrontar e a desafiar a autoridade do Conselho de Segurança da comunidade internacional”.

5 horas atrás

Britânicos vão comemorar a morte de Thatcher

por Betho Flávio
 

Britânicos vão comemorar a morte de Thatcher, a mulher mais odiada no reino decadente.

Margaret Thatcher tem mais seguidores aqui no Brasil do que no seu país natal

Críticos de Thatcher organizam festa para comemorar morte de ex-premiê em Londres.

Britânicos contrários às políticas da ex-primeira-ministra devem se reunir no próximo sábado na Trafalgar Square.

A morte da ex-primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher na manhã desta segunda-feira (08/04), vítima de um derrame aos 87 anos, foi lamentada por seus colegas de partido e pela oposição trabalhista. Mas ativistas demonstraram toda sua decepção com as políticas da “Dama de Ferro” ao marcar uma festa para Trafalgar Square, centro de Londres.

Militantes anti-thatcheristas do movimento “Luta de Classes” (Class War) estão promovendo o evento. “Se você quer celebrar a morte da mulher mais odiada do Reino Unido, veremos você lá”, diz o convite. A festa deve acontecer no sábado com venda de posters e adesivos. “Traga champanhe, fogos de artifício, roupas de festa e venham”, afirma.

“Seus sucessores espirituais, [Tony] Blair e [David]Cameron/George Osborne continuaram com a destruição miserável da sociedade, mas ela quem começou – matando a indústria, promovendo a ganância como única medida da existência humana e retirando barreiras necessárias ao setor financeiro”, continuou.

A ideia da festa coincide com uma iniciativa do governo britânico de dar ao funeral de Thatcher uma cerimônia semelhante à da morte da Rainha Elizabeth e da Princesa Diana. Articulistas da imprensa britânica afirmam que a iniciativa pode causar uma série de distúrbios na cidade.

O Reino Unido passa por um longo período de austeridade e cortes em benefícios sociais. Um petição online contra a cerimônia já conta com mais de 5 mil assinaturas.

‘Direitista machona’

Um dos mais ferrenhos oposicionistas de Thatcher, o ativista de direitos humanos britânico Peter Tatchell afirmou que “lamenta, como seria com a morte de qualquer pessoa”. “Mas ela não mostrou qualquer empatia com as vítimas de suas políticas duras e cruéis”, escreveu.

De acordo com ele, defensor da causa LGBT, “Thatcher foi uma mulher extraordinária, mas principalmente pelos motivos errados”. “Ela emasculou o governo local e as liberdades civis. Ela quebrou a barreira do sexismo na política. “Mas fez muito pouco para os direitos da mulher. Uma direitista machona”, continuou Tatchell.

Na foto acima, ao saber da notícia da morte de Thatcher, britânicos saíram às ruas com uma faixa onde se lê “A cadela morreu”.

Via Jornal Água Verde 

5 horas atrás

Nobel da economia aconselha Portugal a dizer “não” a mais austeridade

por Betho Flávio
 

 

Krugman escreveu no seu blogue no “New York Times” que a próxima fase da crise europeia vai centrar-se em Portugal.

O economista e prémio Nobel Paul Krugman voltou a criticar as medidas de austeridade na Europa, aconselhando Portugal a simplesmente dizer “Não”. Numa pequena nota escrita domingo no blogue que tem no “New York Times”, a que deu o título de “Just Say Nao“, o economista assinala a chegada “do dedo da instabilidade” a Portugal com “o Governo a propor, claro, a cura das questões com mais austeridade”.

Paul Krugman, que se tem manifestado contra as políticas de austeridade na Europa, diz que vai escrever mais sobre o assunto, a que chamou “a próxima fase da crise europeia”.

Passos Coelho garantiu no domingo que o Governo não vai aumentar os impostos como forma de compensar os quatro artigos do Orçamento chumbados pelo Tribunal Constitucional, mas vai cortar na segurança social, saúde, educação e nas empresas públicas.

Os juízes do Constitucional anunciaram na sexta-feira o chumbo a quatro artigos do Orçamento do Estado para 2013, referentes à suspensão do pagamento do subsídio de férias a funcionários públicos e pensionistas, aos contratos de docência de investigação e à criação de uma taxa sobre as prestações por doença e por desemprego.

17 horas atrás

Jornal Estadão está em coma profundo

por Betho Flávio
 

A agonia do Estadão

PAULO NOGUEIRA

A verdade é que muita árvore foi derrubada à toa pelo jornal dos Mesquitas.

Bye

Bye

Por Paulo Nogueira

O Estadão está virtualmente morto.

Está cumprindo todas as excruciantes etapas da agonia dos jornais (e das revistas) na era da internet: demissões, demissões, demissões. Menos páginas, borderôs menores.

E futuro nenhum.

Pode ser que, em breve, o Estadão circule duas ou três vezes por semana, como está acontecendo com tantos jornais no mundo.

A Folha, em outras circunstâncias, vibraria. Na gestão Frias, um dos dogmas na Barão de Limeira era que apenas um jornal sobreviveria em São Paulo.

Semimorto o Estado, ficaria a Folha, portanto.

Mas os problemas da Folha são exatamente os do Estado. Pela extrema má gestão dos Mesquitas, eles apenas estão levando mais cedo o Estadão ao cemitério.

Isso quer dizer que não vai sobrar nenhum.

Lamento, evidentemente, cada emprego perdido por jornalistas que tiveram o azar de estar na hora errada na redação errada sob a administração errada derivada da família proprietária errada. (Os demitidos, importante que eles se lembrem disso,  terão a oportunidade de respirar ares mais enriquecedores, sobretudo na mídia digital.)

Mas o jornal, em si, não deixará saudade.

Qual a contribuição do Estadão ao país?

O golpe de 1964, por exemplo. O Estadão, como o Globo, tem um currículo impecável quando se trata de abraçar causas ruins e misturar genuínos interesses privados com interesses públicos fajutos. No mundo perfeito, segundo o Estadão, os brasileiros serviriam basicamente de mordomos para os Mesquitas.

Ainda hoje, moribundo, gasta suas últimas reservas na defesa de um país em que o Estado (governo)  deve servir de babá para uma minoria que, no poder, fez do Brasil um dos campeões mundiais em desigualdade.

Que colunista se salva? Quem oferece uma visão alternativa? Quem quer um país melhor, menos injusto?

Dora Kramer? Pausa para risada.

Os editorialistas mentalmente decrépitos que davam conselhos à Casa Branca mas jamais conseguiram cuidar do próprio quintal? Nova pausa.

Articulistas como Jabor? Pausa mais longa, porque é gargalhada.

O Estadão pertence a um mundo em decomposição, e cujo passamento não deixa ninguém triste.

Combateu o mau combate. Perdeu, e se vai. Poderia ter ido antes. Muitas árvores teriam sido poupadas.

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