Maduro: “Lula é nosso pai”

por O TERROR DO NORDESTE
 

 

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  A jornalista Mônica Bergamo, da Folha, entrevistou Nicolás Maduro, que lidera as pesquisas na Venezuela. A ela, Maduro falou sobre as próximas eleições, a morte de Hugo Chávez e a influência que o ex-presidente Lula exercerá na América Latina. Confira alguns trechos:     Chavismo sem Chávez     O presidente Chávez fundou um movimento revolucionário e de massas na Venezuela. Deu a ele uma ideologia e uma Constituição. Nosso processo revolucionário está constitucionalizado. Ele nos dotou de um corpo de doutrinas e de princípios. Nos deixou um testamento político, o programa da pátria, com objetivos de curto, médio e longo prazos. E promoveu um nível de participação e de protagonismo das amplas maiorias como nunca se viu na história da Venezuela. Estamos preparados para seguir fazendo a revolução. Ele formou um povo. Nos formou para um projeto.     Democracia na Venezuela     Nós aceitamos todas as eleições que perdemos. A Venezuela tem governadores e prefeitos de oposição. Tem deputados, 40% do Parlamento. Se algum dia ganharem, coisa que eu duvido que se passe no século 21, bem, ganhariam e assumiriam a Presidência. E teriam que ver o que fazer com o país. A Venezuela tem um povo consciente e bases sólidas de país independente em vias do socialismo.     Disputa na mídia entre canais públicos e privados     Os canais públicos, em uma revolução como a que estamos vivendo na Venezuela, têm que formar o povo, educar o povo, prepará-lo para essa revolução. Têm que sair defendendo a verdade frente a uma ditadura midiática que promoveu um golpe de Estado [em 2002, as emissoras privadas apoiaram a tentativa frustrada de depor Chávez]. Foi o primeiro golpe de Estado dado por canais de televisão. É preciso buscar uma leitura mais próxima do que se passa na Venezuela. Os canais públicos têm sido o contrapeso necessário e são o sustentáculo para estabilizar a sociedade. Se tivessem desaparecido nos últimos seis anos, haveria uma guerra civil. Os canais privados nos teriam levado a uma guerra de todos contra todos.     Venda da Globovisión, que faz oposição ao chavismo     A Globovisión simplesmente jogou para derrubar o governo e fracassou. E o fracasso político e de comunicação os levou a um fracasso econômico. Estão quebrados, dizem eles. E simplesmente estão separados da sociedade. Sabem que vamos governar este país por muitos anos, a revolução continua. E eu creio que estão cansados já. Se cansaram, se renderam.     Culto à personalidade de Chávez     Não houve em vida e agora o que há é amor. Culto ao amor, ao agradecimento do povo a um líder que já é chamado na América de Cristo Redentor dos Pobres. Um homem que transcendeu as nossas fronteiras.     Exemplo de Lula     Tentou-se por muito tempo [dizer isso]. Em 2007, havia toda essa campanha brutal contra o presidente Chávez. E Lula propôs, para que eles não brigassem… ele dizia assim: [imitando Lula] “‘Chávess’, vamos fazer uma coisa. Vamos nos reunir a cada três meses para acabar com a intriga”. E assim se fez. Foram mais de 14 reuniões a partir daí. Agora, sim, o que posso te dizer: Lula para nós também é um pai. Porque Lula é fundador das correntes de esquerda de novo tipo que surgiram nos anos 80 adiante. Nós nos inspiramos na ética de Lula, na energia dele, em sua liderança trabalhadora.     Política na América Latina     Se há algo a dizer de Lula, Néstor Kirchner, Cristina [Kirchner] e outros líderes é que são, na essência, antineoliberais. Libertaram nossos países do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. E essa direita que trata de se colocar disfarçada de Lula é, em sua essência, privatizadora, dependente da forma neoliberal e do FMI. Não têm nada que ver com o legado nem com o patrimônio político e cultural dos valores que Lula representa.     Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, fruto de parceria entre Petrobras e PDVSA     Não tenho os detalhes atualizados, mas sei que marcha agora melhor. E que vai ter um final feliz. 

16 horas atrás

Tarso defende regulamentação da mídia

por O TERROR DO NORDESTE
 

 

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Marco Aurélio Weissheimer

  Sul, Tarso Genro (PT), defende que é hora de intensificar, por meio da luta política e do debate junto à opinião pública, a agenda da chamada regulamentação da mídia. Para Tarso, esse é uma questão chave para o avanço da democracia no Brasil e uma promessa ainda não cumprida da Constituição de 88. Em entrevista à Carta Maior, o governador gaúcho critica a ausência de diversidade de opinião no atual sistema midiático brasileiro e o processo de ideologização das notícias. Ele cita como exemplo o comportamento editorial do jornal Zero Hora, no Rio Grande do Sul:     “As matérias de Zero Hora criticam as decisões que estamos tomando, baseadas no nosso programa de Governo, a partir da ótica do Governo Britto e Yeda, sem dizer que estão defendendo um programa de governo oposto ao nosso, já que foram e são grandes entusiastas das privatizações e das demissões de servidores públicos de forma irresponsável, as chamadas “demissões voluntárias”.     O debate sobre o tema da regulamentação da mídia e do setor da comunicação como um todo enfrenta pesada resistência e oposição no Brasil. Na sua opinião, qual o lugar que essa agenda ocupa – se é que ocupa – hoje no debate político nacional?     Tarso Genro: A questão da chamada “regulamentação da mídia” – que na verdade não trata nem do direito de propriedade das empresas de comunicação e muito menos da interferência do Estado nas redações ou editorias – é uma questão-chave do avanço democrático do país, das promessas do iluminismo democrático inscritas na Constituição de 88 e mesmo da continuidade da presença dos pobres, índios, negros, excluídos em geral, discriminados de gênero e condição sexual, trabalhadores assalariados e setores médios que adotam ideologias libertárias, na cena pública de natureza política.     Mas essa promessa permanece não cumprida. O que é preciso fazer, na sua avaliação, para que ela se torne realidade?     Tarso Genro: É preciso “forçar a barra”, através da luta política, para que ela reflita no Congresso a exigência de uma sistema legal, regulatório e indutivo, para a formação de empresas de comunicação, cooperativadas ou não, estatais e privadas, que possam sobreviver e ter qualidade, independentemente do financiamento dos grandes grupos de poder financeiro e econômico, que tentam controlar a formação da opinião de forma totalitária.   
Como fazem isso? Ideologizando as notícias e selecionando os fatos que informam o público consumidor de notícias, a partir da sua visão de Estado, da sua visão de desenvolvimento, da sua visão das funções públicas do Estado, gerando uma espécie de “naturalização” do neoliberalismo e mascarando as premissas dos seus argumentos.     Cito alguns exemplos: reforma do Estado significa reduzir o serviço público e demonizar empresas estatais, como estão fazendo atualmente com a Petrobras; redução dos gastos públicos significa diminuir as despesas de proteção social; o “custo Brasil”, para eles, é originário, não da supremacia da política rentista, característica do projeto neoliberal, mas principalmente das despesas com direitos trabalhistas e impostos; parcerias público-privadas são vistas apenas como “oportunidades de negócios”, para empresas privadas e não como uma relação contratual, que combine o interesse público com o interesse privado; a corrupção é sempre culpa do Estado e dos seus servidores, omitindo que ela tem outro polo, o polo mais ativo, o privado, que disputa obras e serviços, corrompe funcionários e manipula licitações, nas suas concorrências predatórias.   Essa relação entre a política e a mídia costuma ser carregada de tensões e conflitos. Como político e gestor público, como procura lidar com esse tipo de situação?     Tarso Genro: Tive algumas experiências diretas interessantes com este tipo de manipulação: quando iniciei a implementação das cotas para negros e afrodescendentes no país, através do Prouni – ali eu era ministro da Educação – a grande mídia atacava a proposta, apoiada por acadêmicos de direita e da chamada extrema-esquerda, porque as cotas iriam baixar a qualidade da Universidade, já que os negros e afrodescendentes eram originários da escola pública e não tinham uma formação compatível para cursar as Universidades da elite, que são as universidades privadas. Puro preconceito, como se vê, tornado notícia isenta. Hipnose fascista, como argumentava Thomas Mann, na época do nazismo.     Outra experiência bem significativa foi quando, como Ministro da Justiça, deferi –baseado em jurisprudência do Supremo, nas leis e na Constituição, o refúgio para Cesare Battisti. Battisti não era, para a grande mídia, um cidadão italiano buscando refúgio, mas um “terrorista. O pedido de refúgio era divulgado, então, como pedido do “terrorista Césare Battisti”, para induzir o consumidor da notícia a ser contra o refúgio, pois ninguém de sã consciência quer abrigar terroristas em seu território. A grande mídia repassava sem nenhum pudor, para os leitores e espectadores, portanto, a tese do corrupto Berlusconi e dos fascistas italianos, de que Battisti era um simples bandido. Pura manipulação da informação para obter resultados favoráveis às suas opiniões e posições políticas pré-concebidas. Quase conseguiram.     Os exemplos aqui no Rio Grande do Sul também são fartos. Atualmente temos “fronts” onde esta disputa se desdobra. Temos o direito de dizer que é um jornalismo comprometido com uma visão do passado, este, da Zero Hora, que desqualifica constantemente o nosso governo, com distorções em notícias, cujos fatos são selecionados para dar uma impressão de neutralidade.     Com qual visão de passado, exatamente?     Tarso Genro: Ora, a situação financeira estrutural do Estado é ruim há muito tempo e nós nos elegemos com o compromisso de investir, melhorar o salário do servidores – que estavam arrochados duramente- e recuperar as funções pública do Estado. As matérias de Zero Hora criticam as decisões que estamos tomando, baseadas no nosso programa de Governo, a partir da ótica do Governo Britto e Yeda, sem dizer que estão defendendo um programa de governo oposto ao nosso, já que foram e são grandes entusiastas das privatizações e das demissões de servidores públicos de forma irresponsável, as chamadas “demissões voluntárias”.     O governo Britto fracionou e vendeu a CEEE por preços irrisórios, deixando as dívidas trabalhistas e das aposentadorias dos servidores com o Estado. Negociou as dívidas com a União, comprometendo-se a pagar juros exorbitantes e promoveu, assim, um estoque de dívida impagável. A governadora Yeda vendeu ações do Banrisul para pagar despesas correntes, não para – por exemplo – pagar contrapartidas para drenar mais recursos para investimentos, e fez o chamado (falso) “déficit zero”, arrochando salários e promovendo uma redução brutal nas políticas sociais e nos investimentos públicos, além de não captar recursos da União Federal, já que seu governo estava permanentemente atravessado por disputas internas. Ou seja, este jornal – e alguns editoriais de rádio e TV da mesma cadeia – estão já fazendo campanha eleitoral, para tentar restaurar, no Estado, as políticas destes dois governos, pois à medida que escondem as responsabilidades pela situação do Estado e exigem de nós, soluções imediatas, que sabem ser impossíveis e que não foram propostas no nosso Programa de Governo, estão saudosos destas políticas de privatização do Estado, que não deram em nada em lugar nenhum, a não ser atraso e crises sociais.     Um exemplo que chega ser hilário desta paixão saudosista é a forma com que eles tratam a questão dos pedágios no Estado e a parceria público-privada, para a construção da RS 10. Quanto ao primeiro assunto (pedágios), jamais avaliam os superlucros e os preços cobrados pelos pedágios, nem avaliam os investimentos feitos pelas concessionárias, para medi-los com estes preços e lucros. Quanto ao segundo assunto (parceria para a construção da RS 10) nos pressionam (ou pensam que nos pressionam), através de editoriais e notícias mal disfarçadas – mas são recados neoliberais – que devemos ser rápidos, acolhendo a proposta que vinha sendo negociada pela Governadora Yeda, sem pensar um minuto nos custos para o Estado e, inclusive, nas garantias que o Estado deve oferecer, nas suas precárias condições financeiras, herdadas dos governos Britto e Yeda, cujas promessas eles tinham grande simpatia.     Este tipo de crítica dirigida diretamente a uma empresa de comunicação costuma ser associado a um tipo de censura ou ameaça à liberdade de expressão. Como vê esse tipo de objeção?     Tarso Genro: Tem o direito de fazer tudo isso, é óbvio, mas se tivéssemos fortes órgãos de imprensa, TVs e rádios, que fizessem circular de forma equivalente as informações do governo e a opinião dos usuários, obviamente toda a sociedade ficaria bem mais esclarecida e livre, para formar a sua opinião. Para informar, como se sabe, os governos que não adotam o receituário neoliberal, precisam pagar e pagar bem, com as suas peças publicitárias, pois as matérias em regra não são nem isentas nem equilibradas e passam, naturalmente, a ideologia dominante na empresa jornalística, às vezes até editando o trabalho feito pelo repórter, ou encaminhando para ele as “conclusões” isentas que a matéria deve conter.     Considerando a natureza conflitiva dessa relação, é possível, na sua opinião, manter essa postura crítica e, ao mesmo tempo, não fechar os canais de diálogo?     Tarso Genro: Temos diálogo com eles e vamos continuar tendo, até porque não confundimos a nossa função pública com as disputas político-partidárias, que estão na base destes conflitos. Frequentemente temos que usar, porém, os meios alternativos à grande mídia, as redes, os “blogs”, as rádios independentes para divulgar as nossas posições, principalmente em épocas pré-eleitorais, quando a isenção se torna ainda menor e eles passam a preparar os seus candidatos para as próximas eleições. É o que está ocorrendo agora de forma acentuada, em temas de alta relevância para o Estado, como as finanças públicas, as parcerias e as políticas sociais do nosso governo.Carta Maior 

17 horas atrás

Sofismas neoliberais

por O TERROR DO NORDESTE
 

 

 

Sem medo de cometer injustiças, mas sempre no exercício livre da opinião, afirmo que Luís Fernando Veríssimo é o maior e melhor dos cronistas em atividade na mídia nacional, não apenas pelo sabor que imprime ao seu texto, mas também pela visão do mundo que revela, como alguém permanentemente atento à realidade e às suas estranhas – e muitas vezes perversas – contradições.

Estava aqui relendo uma crônica que ele escreveu em 24.03.2000 – lá se vão 13 anos – , intitulada “Silogismo”. Veríssimo tratava, então, de um posicionamento do governo tucano de FHC, que assegurava não poder dar aos trabalhadores um salário-mínimo que corrigisse as perdas de então, porque isso “comprometeria o programa de estabilização do Governo, quebraria a Previdência, inviabilizaria o país”. Era o mantra neoliberal daquela época, que rotulava de irresponsáveis e demagogos quem pensava o contrário.

 

Veríssimo argumentava, então, com o que denominou “um silogismo bárbaro”: se o salário-mínimo concedido não dava para boa parte da população viver dignamente e se não havia como mudar o panorama (na visão do Governo), uma parcela ponderável do povo estaria condenada “a uma subvida perpétua”, por força de uma política que, subserviente a interesses financeiros internacionais, fundamentava-se na miséria…

Essas e outras visões do pessoal tucano acabaram por desmascarar os milagres que então se apregoavam. Um deles: um “plano real” que era apresentado como produto genuinamente nacional – com direito a heróis e tudo mais – quando, na realidade, era uma necessidade/imposição do mercado globalizado, tanto que, em um passe de mágica, todas as economias de alguma relevância no planeta tiveram então a inflação estabilizada…

Os governos que se seguiram – fruto da saudável decisão popular nas urnas que, quando convém, os demotucanos esquecem – não chegaram a inverter , infelizmente, essa postura de subserviência a um mercado infame em que especuladores, empreiteiros e banqueiros ainda dão as cartas. Conseguiram, no entanto, medidas pontuais que, aqui e ali, estão atuando no sentido de diminuir a perversidade do sistema entre nós, com políticas públicas que apontam para a preocupação com os menos favorecidos. Estão aí as diversas “bolsas” que a direita tanto abomina (“Como podem gastar o meu dinheiro com esse bando de desocupados?”); está aí o sistema de cotas que provoca a ira pouco santa das elites (“Isso está estimulando o preconceito racial !”); estão aí, agora, os direitos concedidos às empregadas domésticas secularmente exploradas (“Mas isso vai provocar muitas demissões e um descontrole no âmbito familiar!”).

 

Não é preciso ser petista, lulista ou qualquer outro ista para perceber a diferença que existe entre o Brasil de hoje e o de então. E, invariavelmente, quando se tenta estabelecer esse paralelo, surge aquela pergunta orquestrada, para fugir do assunto: “Mas… e o mensalão?”.

A pergunta traz embutida, de modo subliminar, a tentativa de fazer vingar uma tese esquisita, beirando a paranoia : a de que o pessoal que se preocupa com as necessidades populares é essencialmente corrupto… A pergunta desconhece a história desse país, desde as Capitanias hereditárias, desconhece as folclóricas frases do “Roubo mais faço” de próceres paulistas, desconhece a corrupção no regime militar das obras faraônicas, desconhece (ou finge desconhecer) a Privataria tucana, o mensalão mineiro (também tucano); desconhece/esquece a nunca apurada, mas sempre denunciada, compra de votos para reeleição de um Presidente da República (o que equivaleu a quatro anos de poder e de manutenção de interesse econômicos que é fácil adivinhar…).

   

O perverso silogismo de Veríssimo volta a atacar, agora, sob nova roupagem, mas com os mesmos atores, diante de posturas e medidas governamentais. Se a Presidenta menciona que o mais importante para o país é a preservação e o incremento das conquistas sociais, as cassandras de plantão apontam para o “nervosismo do mercado”, que, “preocupado”, vê nessas palavras o perigo da “volta da inflação”… Uma chantagem, um estelionato ideológico, que a mídia comprometida repete à exaustão…

 

No momento em que o país atinge o menor nível de desemprego desde que ele é medido, esse dado, ao invés de ser tratado com o louvor que realmente merece, é sutilmente apresentado como “preocupante”, porque inibe a produtividade, vira custo para a indústria em função da valorização do empregado, “freia o PIB”, “trava o crescimento”. Ou seja, o pessoal neoliberal, coerente na sua perversidade, não muda mesmo. Para eles, o bom seria ter sempre à mão uma boa “reserva de mão de obra”, que alguns economistas de plantão a serviço dos exploradores chamam de “estoque”, reduzindo homens a coisas…

 

Felizmente, do lado de cá , o Veríssimo e sua visão do mundo também não mudam. E, como ele, pensam muitos dos cidadãos que, famosos ou desconhecidos, constituem o povo brasileiro. Se estivesse entre os vivos, Gonzaguinha responderia a esse pessoal que anseia pelo desemprego com os versos da sua composição “Um homem também chora”: “Um homem se humilha / Se castram seu sonho / Seu sonho é sua vida / E vida é trabalho / E sem o seu trabalho / Um homem não tem honra / E sem a sua honra / Se morre, se mata / Não dá pra ser feliz / Não dá pra ser feliz.

  Rodolpho Motta LimaAdvogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ , com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil. Direto da Redação    

17 horas atrás

Lula, as ruas e a desconstrução de sua imagem

por O TERROR DO NORDESTE
 

 

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre 

Trabalhista no poder deixa realmente a direita desesperada e inconformada.

Volto a defender que o ex-presidente trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva vá para as ruas, em busca de quem lhe apoia e confia. Lula tem de se reportar à imensa classe trabalhadora brasileira e aos seus eleitores, se o “político” conservador e procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e juízes ideologicamente de direita, a exemplo dos senhores Joaquim Barbosa, Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes, entre outros, associarem-se novamente aos políticos tucanos derrotados três vezes nas urnas e aos barões da imprensa controladores da mídia oligarca, monopolista e historicamente golpista, que teimam em considerar o Brasil de duzentos milhões de habitantes e a sexta maior economia do mundo como o quintal de suas casas. 
Nunca é tarde para avisar aos políticos e governantes trabalhistas que eles não podem e jamais devem remediar ou tergiversar sobre a conduta histórica da direita brasileira, uma das mais violentas e poderosas do mundo, que edificou uma ditadura sanguinária que em um tempo de 21 anos fez do Brasil um lugar de barbarismos, onde as leis se tornaram um borrão no papel e os direitos da pessoa humana eram considerados conforme a vontade do ditador de plantão e dos militares, juízes, políticos e policiais de plantão, com o financiamento e a cumplicidade, evidentemente, de grandes empresários. 
A direita sabe o que o líder popular, que após oito anos no poder saiu com 86% de aprovação, representa. Lula é a maior personalidade política que surgiu no Brasil após Juscelino Kubitschek e o estadista histórico Getúlio Vargas. Político de grandeza internacional, reconhecido como pop star quando vai às ruas ou às universidades brasileiras e do exterior, Lula tem de ser combatido, sua imagem tem de ser manchada e seus governos desqualificados, porque a desconstrução de sua pessoa política e do que ele representa como humanista são as únicas ferramentas que a direita herdeira da escravidão tem para usar como estratégia para conseguir uma vitória nas urnas. 
Lula e certos setores da esquerda sabem o que está a acontecer. E a direita quer o ex-mandatário, ainda muito popular, quieto, no seu canto, talvez dentro de casa, a assistir a imolação de seu caráter, a desconstrução de sua imagem e a destruição de seu legado político, econômico e social. Querem tratar o Lula como se ele nunca tivesse existido e retirado da pobreza, por exemplo, mais de 30 milhões de cidadãos brasileiros, recuperado a economia em praticamente todos os segmentos, ter pago a dívida externa, além de ter livrado o País e seu povo da crise da União Europeia e dos EUA. Lula construiu o Brasil do quase pleno emprego, o que está a ser continuado pela presidenta Dilma Rousseff, com a queda dos juros e a isenção de taxas e impostos para inúmeros produtos. 
A direita está desesperada. Ela é incompetente propositalmente, pois extremamente egoísta, moralmente violenta e sectária. Essa corrente política quer um Brasil para poucos, lugar onde cerca de 30 milhões de pessoas tenham acesso à educação, à saúde, à moradia e ao consumo. É a luta para manter a hegemonia de classe e dessa forma usufruir um País de VIPs. Um Brasil para os ricos, os muito ricos e uma classe média pequena, mas que mantenha seu poder de compra para abastecer os bolsos do empresariado tupiniquim, de cabeça colonizada e com um incomensurável complexo de vira-lata. 
Por isto e por causa disto, o combate sistemático e incessante contra os políticos das correntes trabalhista e socialista. Para manter tal combate, a direita partidária e empresarial conta com a substancial cooperação da poderosa mídia de mercado, a de negócios privados cujos donos são alienígenas no que se diz respeito aos interesses do Brasil e de seu povo trabalhador. Lula é o político mais poderoso do País, juntamente com a Dilma, mesmo sem mandato. Consequentemente, ao perceber e há muito tempo a posição de Lula na sociedade brasileira, os conservadores optaram pela estratégia de desconstruir a imagem do líder político trabalhista. 
A investigação sobre Lula pelo Ministério Público mais do que uma investigação é um movimento do xadrez político em que a direita se apoia para judicializar a política, além de apostar em uma conotação policialesca a cargo da imprensa alienígena, que se vai se encarregar de disseminar a desconstrução de Lula. Por enquanto o sistema midiático privado está em silêncio, mas o ex-presidente é a pauta principal, que se encontra nos escaninhos das redações. 
O empresário Marcos Valério, publicitário que iniciou suas atividades no ninho tucano do ex-governador mineiro, Eduardo Azeredo (1995/1998), foi condenado a 40 anos de prisão. Azeredo não foi reeleito, mas deixou rastros de ilegalidades na trilha dos tucanos. Até hoje homens e mulheres do PSDB não foram investigados e o STF dorme em berço esplêndido, pois não se tem notícia de quando o “valerioduto” dos tucanos vai ser, enfim, julgado. Tem um ditado popular que o Judiciário deste País é destinado a punir e a prender os três grupos sociais que formam os três Ps (puta, pobre e preto). A verdade é que pelo andar carruagem os três Ps viraram quatro — puta, pobre, preto e petista. 
É uma desfaçatez a atuação do procurador-geral, Roberto Gurgel, aliado da imprensa de tradição golpista e da direita partidária no que diz respeito à perseguição a Lula. Gurgel enviou papéis concernentes à acusação de Valério de que Lula teria sido beneficiado do dinheiro do “mensalão”, que teriam custeado as despesas pessoais do presidente mais popular da história do Brasil, a superar, inclusive, o estadista Getúlio Vargas. 
Acontece que Marcos Valério tem boca, e quem tem boca fala o que quer, do modo que quiser, ainda mais quando se torna necessário e urgente salvar a própria pele. O procurador-geral Gurgel, muito cônscio e zeloso de suas responsabilidades, imediatamente enviou ao procurador da República em Minas Gerais, Leonardo Melo, as declarações de Valério publicadas pela imprensa que está aí e se tornou ferramenta e instrumento de oposição sistemática aos governantes trabalhistas. O procurador Melo descartou investigar a suposto envolvimento de Lula com o “mensalão”, e decidiu devolver os papéis para a PGR, em Brasília. 
Segundo a avaliação de Leonardo Melo, as declarações de Valério sobre Lula em nada acrescentam às apuração realizadas em Minas Gerais, bem como às ações que tramitam na Justiça Federal no estado mineiro. A verdade é que Valério quer diminuir sua pena e por causa disso negocia com a PGR do Gurgel uma saída menos dolorosa para seu caso. Envolver Lula beneficia a todos que o combatem fora das urnas. O PSDB e seus aliados de direita, a exemplo da imprensa de mercado, de Roberto Gurgel, da subprocuradora, Cláudio Sampaio, da subprocuradora Sandra Cureau, além de juízes nitidamente conservadores nas pessoas de Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello e Luiz Fux, entre outros, que tem lado, ideologia e tomam partido, preferencialmente à direita. 
As acusações de Marcos Valério não são substanciais, bem como não existem provas no que é relativo ao ex-presidente Lula. São meramente palavras que visam a desconstrução e a desqualificação de um político de esquerda, que revolucionou a sociedade brasileira e elevou ao Brasil a patamares nunca visto antes em termos internacionais. Uma revolução silenciosa, realizada em um governo vocacionado para a democracia, que nunca bateu em trabalhador, além de melhorar as condições de vida dos pobres e da classe média. É visível. Só não enxerga quem não quer ou, simplesmente, faz oposição aos trabalhistas, mesmo a ser beneficiado. É a questão da ideologia. 
Os ataques levianos a Lula são um acinte, um deboche à inteligência alheia e uma provocação de fundo e interesse político, que poderá levar o político petista às ruas. Lula não tem mandato. Ele é ex-presidente, mas é atacado pela imprensa e pelos partidos de direita diuturnamente. Interessa ao establishment manter Lula na alça de mira, mesmo se não forem comprovadas as acusações contra o líder trabalhista. Desconstruí-lo é a estratégia, porque a direita sabe que o Lula nas ruas, mas praças e nos palanques eletrônicos da televisão, do rádio e da blogosfera progressista é no momento um político imbatível. A verdade é que não há provas contra o Lula, mas manter o caso em evidência é uma forma de combatê-lo. A direita fez exatamente essa ação quando Getúlio Vargas estava fora do poder, em sua estância em São Borja, no Rio Grande do Sul — o berço do trabalhismo brasileiro. 
Lula não vai ficar dentro da sua casa, em São Bernardo (SP), de braços cruzados, a ver sua imolação e a desmoralização moral de sua pessoa. Não é do seu temperamento. Getúlio se matou por causa disso. João Goulart sofreu um golpe de estado e só voltou para o Brasil para ser sepultado. Lula vai às ruas se perceber que a direita partidária, midiática e judiciária enveredarem por caminhos antidemocráticos, e, por conseguinte, golpistas. Lula conhece a nossa história e os maus propósitos de uma “elite” herdeira da escravidão. Lula não vai ser emparedado por uma imprensa alienígena e entreguista, sem qualquer compromisso com o Brasil e que fomenta todo tipo de bandidagem por intermédio de suas manchetes irresponsáveis e nitidamente oposicionistas. O lugar de Lula é nas rua, junto ao povo, que não vai tolerar golpes. As Caravanas da Cidadania são estratégicas e solução de apoio e proteção. 
A direita está desesperada, principalmente a midiática tucana, que em quase 20 anos no poder em São Paulo se tornou o destino de R$ 2,4 bilhões, apenas nos últimos dez anos. Como se observa, o contribuinte paulista sustentou a imprensa corporativa, que deixou de fazer jornalismo e passou a atuar como assessoria de imprensa, verdadeira chapa branca. Por isto e por causa disto, os políticos, a exemplo de FHC — o Neoliberal —, José Serra, Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin têm tanta ascendência sobre a imprensa, bem como influenciam em suas pautas.   O valor de R$ 2,4 bilhões não é qualquer troco. É um dinheiro de respeito e que é destinado a manter a máquina de propaganda tucana, além de servir também de “canhão” para desmoralizar e desqualificar os adversários dos tucanos tratados como inimigos, como ocorre, se m sombra de dúvida, há mais de dez anos com os presidentes trabalhistas, alvos de todo tipo de ataques e denúncias, muitas delas vazias. A imprensa comercial e privada depende do dinheiro do estado bandeirante, como os seres vivos necessitam de oxigênio para viver. Depois, na maior cara de pau, esse mesmo setor midiático fala em iniciativa privada, como se não fosse sustentado pelo dinheiro público. Durma-se com um barulho desse. A mídia hegemônica tem de ser desprivatizada e parar de tratar os leitores como idiotas.   Voltemos ao Marcos Valério. O procurador mineiro devolveu os documentos para Brasília. Contudo, um inquérito foi aberto na Polícia Federal. Leonardo Melo solicitou o rastreamento dos pagamentos feito pelo Valério. A apuração desses fatos é anterior ao depoimento do empresário de origem tucana. O processo, em princípio não envolve o ex-presidente Lula. Além disso, o PT pode pressionar Lula para ser candidato a presidente, se ficar claro que a direita e seus órgãos de ação, como o STF e a PGR, insistirem em judicializar o processo político e eleitoral. O petista ainda pode ser candidato ao governo de São Paulo e, consequentemente, se vencer as eleições, colocar um pá de cal no túmulo de PSDB e no rico dinheirão que a mídia golpista tem acesso a quase 20 anos. Enfim, Lula tem as ruas e a elas deverá ir se se sentir acuado ou desrespeitado em sua cidadania. Golpe nunca mais! 
Na minha opinião, Lula deveria ser indicado para receber o Prêmio Nobel da Paz, razão pela qual, no decorrer de seus dois governos, ter incluído dezenas de milhões de pessoas no que diz respeito à cidadania, bem como seu trabalho de integração entre as nações que geograficamente ocupam o Sul do planeta. Seu trabalho na América Latina, na África e na Ásia é reconhecido pela comunidade internacional, mas, em contrapartida, é solenemente e cinicamente “esquecido” pela imprensa corporativa, que, se pudesse, o silenciava, como o fez com Leonel Brizola durante os 15 anos que ficou no exílio. 
O presidente dos EUA, Barack Obama, mal assumiu o poder e recebeu o Prêmio Nobel da Paz, para logo depois apoiar a invasão da Líbia e o assassinato de Muammar Kadhafi por parte da OTAN, além de ter soldados espalhados pelo mundo, a darem continuidade a uma diplomacia de porrete, que se baseia na intimidação e na violência bélica pura e simples. A premiação de Obama desmoralizou tal prêmio e deixou a academia sueca, que ridiculamente se comportou com subserviência, em maus lençóis, no que diz respeito à sua credibilidade. Se Lula ganhasse o Nobel, a direita escravagista, brega, provinciana e colonizada brasileira cortaria seus próprios pulsos, com navalha cega e enferrujada para doer mais. É isso aí. 

18 horas atrás

Saudades de Vera

por O TERROR DO NORDESTE
 
       Comentava aqui neste blog uma leitora de nome Vera, não sei de onde é, não tenho seu e-mail, nem seus telefones. Os comentários de Vera eram contundentes quando se referiam ao governo FHC. Várias expressões usadas por Vera eu uso nos minhas singelas postagens, tais como PRIVATEIRO, MACONHEIRO, CORRUPTO, FAGAGÁC. Eis que, de repente, sem nenhuma razão plausível, Vera deixa de comentar no meu blog. Talvez até leia esta merda de blog, mas não comenta, com a ausência de seus comentários, não obstante outros comentaristas valorosos aqui comentarem, fico sem motivação, sem vontade de postar.Volta, Vera, sinto saudades de seus contundentes, bem fundamentados comentários. O Terror do Nordeste pede encarecidamente que você volte a comentar, junto com os demais amigos e amigas.
19 horas atrás

A última de FHC, o corno manso

por O TERROR DO NORDESTE
 
     Esse FHC, privateiro corrupto, maconheiro declarado, chifrudo de uma viga não tem jeito, não.     A última de FHC foi atacar o bem-sucedido programa Ciência sem Fronteiras, criado pelo governo Lula.     Segundo FHC, o corno manso privateiro, “o governo, por exemplo, percebeu que o futuro depende do conhecimento e que existe um quase apagão de gente qualificada para o País encarar o futuro com maior otimismo. Logo, havia que propor a “grande solução”: em vez de termos minguados 8.500 bolsistas no exterior, passaríamos logo a 100 mil em quatro anos! Resultado: uma profusão de bolsas, um menoscabo da capacidade universitária já instalada e o envio ao exterior de muitos que nem sequer conhecem bem a língua do país onde vão estudar”.       FHC com esse pensamento canhestro, mesquinho, pedante reforça, por artigo, a imagem de quanto foi ruim, nos seus desastrosos oito anos de governo, para comunidade universitária do Brasil.     De fato, uma das primeiras ações de FHC, como  ministro do Itamar Franco, foi cortar todas as bolsas de mestrado  e doutorado no exterior. Milhares de estudantes ficaram sem bolsas, depois de ter passado um ou dois anos estudando no exterior.     FHC diz , ainda, que o mencionado programa representa um “menoscabo da capacidade universitária”. Mas o que FHC fez para valorizar a capacidade universitária do País? Demitiu os professores mais experientes, aposentou compulsoriamente vários deles, promoveu um brutal achatamento salarial, diminuiu investimento nas universidades e suspendeu concursos públicos nas universidades públicas por um período 10 anos. 

E ainda vem esse filho da puta falar mal de um programa vitorioso, aprovado pelos alunos que dele participam. 
  Para FHC, governo bom foi o do período militar, que o mandou, juntamente com seus comparsas, para estudar fora do Brasil.   
  Para FHC, só pode estudar fora do Brasil alunos ligados ao tucanato, como Verônica Serra, que recebeu uma bolsa de estudos em Harvard concedida por Jorge Paulo Lemann, seu novo sócio na sorveteria Dilleto, cujo valor é de mercado é  de R$ 100 milhões.     Esse FHC é ou não é um cara-de-pau, um mau-caráter?     Mas FHC tem lá seus motivos para criticar o programa Ciência sem Fronteiras. Vá ver que grande parte dos alunos escolhidos para fazer o curso não faz parte da elite cheirosa, que os tucanos gostam tanto.  

19 horas atrás

Mensalão: a bem da verdade

por O TERROR DO NORDESTE
 

Vem aí reportagem que desmonta o mensalão

:       Vem aí uma reportagem que promete desmontar a história construída no julgamento da Ação Penal 470 e rotulada como “mensalão”. Escrita por Raimundo Rodrigues Pereira, um dos maiores e mais minuciosos jornalistas brasileiros, ela estará na próxima capa da Retrato do Brasil. A novidade foi anunciada na coluna de Elio Gaspari:       NAS BANCAS     Está chegando às bancas uma edição especial da revista “Retrato”. Sua capa diz tudo:   “A construção do mensalão -Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson”. Coisa do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira.     Numa reportagem anterior, Raimundo já havia demonstrado que os recursos da Visanet, a suposta fonte de dinheiro público do mensalão, foram gastos exatamente de acordo com o fim a que se destinavam: publicidade e propaganda e que não eram recursos públicos, como decidiu seu Quina Barbosa.     Da redação, com informações do Brasil 247 

6 de Abril de 2013 19:37

Roberto Freire adora falar mal do PT

por O TERROR DO NORDESTE
 
       “O loteamento de cargos levado a cabo pelo governo do PT nas estatais, notadamente na Petrobras, e a má condução da política econômica por Dilma e sua equipe são responsáveis pelos resultados desastrosos das empresas brasileira“. Sabe quem disse isso? Não, não vou Jorge Gerdau tampouco Eike Batista. Quem disse isso foi Roberto Freire, o ex-comunista-delator de companheiros. Para você vê, um sujeito que, morando aqui no Recife, recebia polpudas granas de um empresa da Administração de São Paulo  criticando o PT por lotear cargos públicos. É muita cara-de-pau desse moleque de recado de Serra. Vai à merda, Freire e leva teus comparsas junto.O Povo brasileiro, principalmente os pernambucanos, não precisa de seus pitacos. A bem da verdade, Freire nunca se conformou com o PT no poder. Freire morre de inveja de Lula, um nordestino que mudou a face do Brasil.
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