18 horas atrás

Uma besta humana chamada de Donato Di Mauro

por Betho Flávio
 

 

Por Renato Rovai

Aos 25 anos, o sujeito tem um perfil no Facebook onde fica exibindo além de músculos, sua idiotice. E num ato maior de altivez da sua ignorância posta uma foto enforcando com uma corrente um morador de rua.

O nome dele é Donato Di Mauro. Fui no seu Facebook. E você pode ir também. Basta jogar o nome do sujeito na busca. Ou ir aqui (http://www.facebook.com/irridux.canio).

A foto é uma prova cabal da sua ação covarde e criminosa. Ele é um perigo social. Mas está solto. E dia desses vai matar alguém ou atropelar e jogar o braço num rio podre. E aí vamos nos dar conta de que este seu comportamento não pode ser considerado normal.

Não é possível que uma pessoa que é flagrada enforcando outra com uma corrente na rua e tenha uma página no Facebook louvando a violência não possa ser responsabilizada pelos seus atos.

E pior. Ainda banca de fortinho e sai ameaçando aqueles que ousam lhe questionar. Segue a resposta esperta do rapaz aos jornalistas que o procuraram:

“Não tenho NADA a dizer a vocês da mídia, aonde claro, sempre vão distorcer tudo.

Não me procurem mais, não terão a entrevista para vender suas mentiras com seus jornaizinhos baratos cheio de sangue.”

Aliás, Donato di Mauro é amigo daqueles jovens do trote na UFMG. Aqueles nazi-fascistas.

Não está longe o dia em que sub seres humanos vão sair desfilando com bolivianos e haitianos em jaulas pelas ruas.

Se você acha que estou exagerando, leia o perfil dele.

Polícia Federal, boa noite!

18 horas atrás

Lula e Mujica: “Os monopólios da mídia são a negação da democracia”

por Betho Flávio
 

Os dois participaram de debate com lideranças sindicais promovido pela CSA e pela FES em Montevidéu

Por Leonardo Wexell Severo e Isaías Dalle, de Montevidéu

“No mundo inteiro, os líderes políticos reclamam dos meios de comunicação. Eu já ouvi o Obama reclamando, a [Angela] Merkel, e dirigentes de vários países. Esse é um tema muito delicado e penso que nós não devemos ter monopólios de mídia no Brasil, onde poucas famílias mandam no setor. Isso é contra a democracia que, para mim, não é uma coisa menor. A democracia é a única razão de ser e a única maneira de um governo de esquerda implementar as mudanças necessárias.”

Democratização da comunicação seria desafio dos mais imediatos da América Latina para consolidar e avançar a democracia (Ricardo Stuckert)

A declaração acima foi feita pelo ex-presidente Lula na noite desta quinta-feira, na sede do Parlamento do Mercosul, em Montevidéu, no debate entre lideranças políticas e sindicais “Transformações em risco? Perspectivas e tensões do progressismo na América Latina”, realizado pela Confederação Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA), com o apoio da Fundação Friedrich Ebert (FES).

O presidente uruguaio, José “Pepe” Mujica, comparou o “despotismo” da ditadura militar com o comportamento dos grandes conglomerados de comunicação e defendeu “mecanismos de regulação” que garantam a diversidade de opiniões. Hoje, condenou, “a liberdade de imprensa tem de passar pelo olho da fechadura de um sistema empresarial muito estreito”. Na verdade, esclareceu, em vez de liberdade de imprensa o que há é liberdade de empresa, havendo uma manipulação “do peso conceitual aparente, através de posições políticas e filosóficas conservadoras”.

O tema da democratização dos meios de comunicação foi introduzido no debate pelo secretário geral da CSA, Victor Báez, o primeiro a responder à pergunta do mediador, o historiador Gerardo Caetano, sobre os desafios mais imediatos da América Latina para consolidar e avançar a democracia e o combate à desigualdade. “Nós do movimento sindical notamos que toda vez que a imprensa noticia algum tema de cunho social, a matéria vem cheia de preconceito e críticas ao processo de inclusão”, declarou Victor.

Combate à desigualdade

Ainda que apontando alguns dos inúmeros avanços obtidos do ponto de vista econômico e social na última década, o moderador lembrou que a região continua apresentando a terceira maior desigualdade de renda do planeta e questionou os debatedores sobre quais as medidas a serem adotadas frente à tamanha adversidade.

Lula respondeu que a primeira ação é o povo continuar elegendo governos democrático-populares, “pois não se consegue mudar em 10 anos toda uma herança de desmandos, mas é possível que um governo conservador retroceda do dia para a noite”. “Em vários dos nossos países da América Latina conseguimos reafirmar o Estado como um polo de desenvolvimento. Conseguimos acabar com a ideia que o Estado não servia, não prestava, e que o mercado, que só atua onde tem lucro, é quem tinha as soluções. Mas o que vimos na Europa é que o deus mercado faliu e quem teve de socorrer foi o pobre diabo do Estado”, advertiu.

O presidente uruguaio disse acreditar na capacidade essencialmente renovadora da democracia, que ventila o ambiente e traz elementos rejuvenescidos a cada tempo. “Esse exercício efetivo, real da democracia, fortalece a participação popular e supre os erros que, inevitavelmente, serão cometidos por quem governa”, acrescentou.

Ao comentar o combate à desigualdade, Victor Báez propôs: “Os países têm de criar impostos sobre os mais ricos. Só vai acabar com a desigualdade e pobreza quem diminuir a concentração de renda”. Mais adiante, o secretário geral da CSA também lembrou que os países da região que mais avançaram no combate à desigualdade são aqueles em que a maioria dos trabalhadores é protegida por acordos coletivos celebrados por organizações sindicais.

Integração

A necessidade de continuar e fortalecer o processo de integração, principalmente via o Mercosul, foi apontado como uma das formas de enfrentar as assimetrias e reduzir os impactos negativos da crise dos países capitalistas centrais. Os três debatedores concordaram que essa integração, no entanto, não deve se limitar às trocas comerciais, mas que deve priorizar igualmente a valorização do trabalho.

“Acho que daqui há 15 anos seremos o continente mais invejado do mundo, porque somos detentores de recursos de caráter estratégico, com abundância de água, por exemplo, com imensas potencialidades que agora começam a se tornar realidade”, comentou Mujica, ao fazer um prognóstico do futuro da região.

Victor Báez também afirmou sua crença num futuro promissor, desde que a esquerda e as forças progressistas promovam uma “centrifugação política”, em que a solidariedade volte a ser um valor essencial.

Encerrando a noite, Lula reiterou seu otimismo em relação ao Continente e às decisões coletivas que devem ser implementadas, sintetizando nossa perspectiva de futuro com uma metáfora: “Quem comeu carne pela primeira vez dificilmente vai se acostumar a comer sem carne. Não há nada que faça a América Latina retroceder. Que se cuide quem quiser ser governo, pois o povo aprendeu a conquistar as coisas”.

Revista Fórum 

18 horas atrás

Que país é este?

por Betho Flávio
 

 

Paulo Bernardo,  apressa-se a informar que um projeto de regulação ainda sairá. Foto: Yasuyoshi Chiba/ AFP e Istock Photo

Paulo Bernardo, apressa-se a informar que um projeto de regulação ainda sairá. Foto: Yasuyoshi Chiba/ AFP e Istock Photo

Por Mino Carta

Poderia, porém, acrescentar outras perguntas ao questionário. Por exemplo. Qual é o país que se recusa a valorizar a memória a bem de seu progresso? Qual é o país onde uma ditadura feroz é apresentada como ditabranda e onde uma comissão dita da verdade, chamada a reconstituir os crimes que se seguiram ao golpe civil-militar, hesita e negaceia?

Há áreas do mapa-múndionde certas questões foram resolvidas há tempo. Lembro-me que aos 22 anos saí do Brasil para trabalhar como jornalista na Itália, primeiro em Turim, depois em Roma, e, para minha surpresa, descobri uma lei em pleno vigor pela qual dono de jornal não podia ser diretor de redação. Mais: qualquer mudança da linha ideológica do diário justificaria o pedido de demissão do profissional que não concordasse com a guinada, com direito a indenização.

No governo Lula, o então ministro Franklin Martins bateu-se a favor de uma nova lei que regulamentasse a atuação da mídia, ao sabor, inclusive, dos avanços tecnológicos. Não chegou lá. Seu sucessor no governo Dilma, o ministro Paulo Bernardo, depois de brindar o Estadão com uma entrevista conciliatória, digamos assim, a prometer que tudo fica como está em relação à mídia, apressa-se a informar que um projeto de regulação ainda sairá (ça ira era o grito da Revolução Francesa de barrete frígio) até as eleições de 2014. Veremos o que veremos, como afirmava Danny Kaye, na sua inolvidável interpretação do Inspetor Geral.

A expressão marco regulatório tem certa imponência, mas o que seria conveniente, em última análise, à incipiente democracia brasileira? O fim do oligopólio, e nem se fale do monopólio. Se o pensamento é democrático, bastaria abrir uma porta escancarada. Enfim, impedir de vez a propriedade cruzada, que confere aos atuais barões midiáticos um poder de fogo exorbitante.

As leis a que me referi acima tinham sido estudadas, debatidas e aprovadas pelo Parlamento de uma Itália bem diferente da atual. De todo modo, neste ponto a questão revela suas dificuldades. Leis iguais àquelas teriam condições de ser aprovadas pelo nosso Congresso? Como dobrar os interesses dos inúmeros congressistas que dispõem em seus

rincões de concessões globais e outras, e são donos eles próprios de publicações variadas? E como contrariar as autoridades que gostam mesmo de aparecer no vídeo da Globo e nas páginas dos jornalões

a serviço da casa-grande?

CartaCapital não advoga aqui em causa própria, embora nos prejudiquem os critérios ditos técnicos pelos distribuidores da publicidade governista. Tampouco nos apresentamos como isolados, solitários praticantes do jornalismo honesto. Não deixamos, contudo, de observar que a The Economist teria vida difícil fosse ela brasileira. A semanal mais prestigiada do mundo distribui no Reino Unido pouco mais de 200 mil exemplares, menos do que semanais nativas, sem dizer de Veja, este insuperável exemplo de delírio e desatino. Os tais critérios técnicos puniriam inexoravelmente até a The Economist. Costumamos arrolar o País na categoria dos países democráticos, mas a afirmação soa ousada na terra da casa-grande e da senzala. A resistência desta dicotomia medieval, característica exclusiva, explica por enquanto por que a regulação da mídia e a recuperação das verdades dos chamados anos de chumbo não passam de propostas vagas, de tímidos propósitos.

18 horas atrás

Iaiá do Cais Dourado – Martinho Vila

por Betho Flávio
 

Do DVD > O Pequeno Burguês

19 horas atrás

Um pouco de Rubens Paiva

por Betho Flávio
 

MEMÓRIAS DE ABRIL – MARCELO RUBENS PAIVA E O SECRETÁRIO DE ALCKMIN

 

Por Mauro Santayana

(JB) –  Em longa conversa, em Salvador, há poucos meses, Waldir Pires e eu relembramos alguns companheiros de exílio, como Darcy Ribeiro e Leonel Brizola – além, é claro, da personalidade afável e sempre solidária de João Goulart. Retorno a esse encontro, agora, diante do comovido protesto de Marcelo Rubens Paiva contra a nomeação de um desembuçado defensor do regime militar para o círculo íntimo de poder do governo de São Paulo.

           Seu pai, Rubens Paiva, que conheci à distância, deixou-nos a memória de  homem singular, em  tempo muito mais rico de caráter e de coragem do que o de hoje. Filho de família próspera de Santos, o adolescente Rubens Paiva se destacou na esquerda do movimento estudantil, na Universidade Mackenzie de São Paulo, tradicionalmente conservadora. Foi ativo militante da campanha em defesa da Petrobrás. Formou-se em engenharia em 1954,  ano emblemático para o Brasil no acosso contra Vargas – que o levou ao suicídio como ato de combate.

           Aos 33 anos, em 1962, elegeu-se deputado federal pelo PTB e foi dos mais ativos parlamentares na CPI do IBAD, que investigou a corrupção de parlamentares e militares brasileiros com dinheiro americano.

                       Waldir lembrou um dos momentos mais fortes daqueles dias iniciais de abril de 1964, o de sua fuga, em companhia de Darcy Ribeiro, em pequeno avião de lona, conseguido por Rubens Paiva. Rubens era piloto e soube preparar o embarque clandestino de ambos, na madrugada, no aeroporto de Brasília. Eles pretendiam chegar ao Rio Grande do Sul, mas antes da decolagem souberam que deveriam dirigir-se ao Uruguai, para onde já  seguira o Presidente, uma vez que em ato de felonia e mentira, o presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade, declarara vaga a Presidência. Jango poderia ter resistido, mas preferiu não fazê-lo, a fim de evitar o sacrifício do povo.

         Depois de escalas forçadas no Mato Grosso e o uso de gasolina de automóvel, por falta de combustível apropriado, acabaram pousando em  balneário no  norte do Uruguai, onde Waldir pediu asilo a um sargento da Polícia Uruguaia, que, depois de consultar seus superiores, acolheu os dois com cerimoniosa continência. Waldir se lembra de que conversavam de forma oblíqua, durante o vôo, por que não sabiam quem era o piloto. Mas o piloto os reconheceu, o que não era difícil. “Mas até hoje, diz o grande homem público, não sei quem ele era”.

        Cassado na primeira leva, Rubens Paiva se exilaria na Iugoslávia e na França, antes de voltar ao Brasil, em ato temerário, e no Brasil permanecer, cuidando de seus negócios, durante os anos que se seguiram. E foi cuidando de seus negócios que o cassado Rubens Paiva foi preso em casa, em janeiro de 1971, levado para os aparelhos da Ditadura, e morto sob tortura.

           A anistia exime da punição os crimes cometidos pelos agentes do Estado, da mesma forma que manda esquecer os atos de resistência contra a violação do pacto democrático pelos golpistas – mas não pode apagar a História. É natural, humano e justo que Marcelo Rubens Paiva, filho e herdeiro da dignidade de Rubens, peça explicação ao governador pelo fato de nomear como secretário particular um advogado conhecido pela sua militância na extrema-direita, e dirigente de instituição que se denomina Endireita Brasil.

           Rubens Paiva morreu aos 41 anos. Se o golpe militar não houvesse interrompido o processo político republicano, ele estaria servindo ao Brasil, até hoje, com sua inteligência, seu patriotismo e sua coragem. Coragem que provavelmente tenha surpreendido e irritado seus algozes. Era-lhes impossível esquecer  sua altivez.

19 horas atrás

Mísseis da Coréia do Sul foram roubados da Rússia

por Betho Flávio
 

O ladrão se diz abandonado pelas autoridades de seu país.

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Esta conclusão segue do depoimento sensacional de um empresário sul-coreano publicado no jornal Chosun Ilbo.

Realizações da República da Coreia no domínio de engenharia de mísseis espaciais baseiam-se em grau considerável em tecnologias russas, inclusive as militares.

“Cumprindo a missão da inteligência de meu país, consegui exportar da Rússia, camuflando como ferro-velho, vários mísseis balísticos intercontinentais e cinco motores de propulsão para estes. Trouxe tudo isso para a Coreia do Sul e o entreguei ao pessoal da inteligência.

Fui condecorado, mas muito em breve as autoridades se esqueceram de mim. Agora não sei o que fazer. Na Rússia tive várias empresas, mais agora eles não me deixam entrar no país,” essas são as confissões sensacionais feitas à imprensa por um empresário sul-coreano que tinha trabalhado durante longo tempo na Federação da Rússia.

O jornal sul-coreano Chosun Ilbo que publicou esta história, assegurou que sua fidedignidade tinha sido corroborada por representantes do Serviço de Inteligência Nacional (중앙정보부, na sigla em coreano), os quais salientaram, porém, que os mísseis “não eram senão uma sucata”. Segundo as averiguações de jornalistas russos, os organismos russos encarregados de zelar pelo cumprimento da legalidade, também estão a par e confirmam toda essa história, assinalando que não tinha sido o primeiro caso de certos representantes sul-coreanos de “profissões civis” cumprirem “missões delicadas” dos serviços secretos da Coreia do Sul.

No que diz respeito ao empresário sul-coreano K., identificado pelo Chosun Ilbo só com a primeira letra de seu apelido, o individuo iniciou seus negócios na Rússia ainda em 1996. Sua empresa, domiciliada em Petropavlovsk-Kamchatsky, ocupava-se de exportação de ferro-velho para a Coreia do Sul. A princípio eram navios desusados, mas em 1997 o K. recebeu autorização do Ministério da Defesa da Rússia a reciclar mísseis balísticos intercontinentais russos localizados em Kamchatka e sujeitos à eliminação de acordo com o tratado com os EUA sobre redução de armas estratégicas ofensivas. Foi exatamente ai que se tramou a história de espionagem.

O projeto chegou ao conhecimento da inteligência sul-coreana, provocando interesse da mesma. Representantes da Agência de Planejamento da Segurança Nacional, como se denominava então a central de inteligência sul-coreana, reuniram-se com o K., solicitando que procurasse trazer um míssil que tivera estragos mínimos. Via de regra, os mísseis foram cortados em pequenos fragmentos na presença de um representante dos EUA. O K., segundo sua própria confidência, fez amizade com o comandante da base e alguns oficiais da contra-inteligência militar russa, os quais, em troca de 700 mil dólares, fizeram vista grossa às atividades do coreano empreendedor.

Afinal de contas, em 1998, o K. conseguiu retirar da base fragmentos de grande tamanho de mísseis e seus propulsores, transportou-o como sucata para a Coreia e retornou a sua pátria. Ali, segundo o próprio K., o informe sobre a operação bem sucedida foi elevado para o “cume do poder”, e em 13 de março de 1999 o empresário-espião recebeu das mãos do diretor da inteligência sul-coreana uma medalha por “mérito especial na defesa da segurança nacional” e o prêmio no valor de 10 mil dólares.

Por incumbência do serviço secreto, o K. repetiu operação similar em mais duas ocasiões, em dezembro do 2000 e em novembro de 2001, retirando da Rússia outros três motores de propulsão, fragmentos e algumas peças de mísseis.

“O que eu sei, o míssil foi montado, estudado e os conhecimentos obtidos com isso foram utilizados para fazer o satélite coreano,” comentou o K. A central de inteligência o pediu para extorquir da Rússia outros modelos de armas estratégicas, mas, receando por sua segurança, ele se recusou.

Após isso, o K. dedicou-se exclusivamente aos negócios legais de turismo, mas em 2007 a Rússia lhe negou a entrada no país. De acordo com seus amigos militares russos, por causa de suspeita de ser envolvido em atividades de espionagem.

Segundo o Chosun Ilbo, o K. simplesmente tornou-se bode expiatório, porquanto entre a Rússia e a Coreia do Sul na altura surgiu um outro escândalo de espionagem que nada tinha a ver com o K. Na Rússia ficaram ativos do K. no valor de 20 milhões de dólares, portanto, a denegação da entrada se converteu para ele em catástrofe. Em busca de ajuda, o K. dirigiu-se ao Serviço de Inteligência Nacional e o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, mas estes não lhe estenderam a mão.

Afinal, o K. decidiu recorrer à ajuda da imprensa e divulgou toda esta história.

Voz da Rússia

Via Naval Brasil 

21 horas atrás

VELHA MÍDIA E A SUA “LIBERDADE DE EXPRESSÃO”

por Betho Flávio
 

Por Alexandre Figueiredo

A perseguição do jornalista da Rede Globo, Ali Kamel, à blogosfera, através de um processo que atingiu cinco blogueiros, três deles ex-jornalistas da emissora, mostrou o quanto a grande mídia entra em contradição com seu discurso de “liberdade de expressão” ou “liberdade de imprensa”.

Quando abraçam causas estranhas como a sinistra Yoani Sanchez e a defesa do monopólio do jornal argentino O Clarín, “vítima” do projeto de regulação midiática da presidenta Cristina Kirchner, a grande mídia fala em defesa da “liberdade de expressão” e capricha, dentro de seus limites ideológicos, no discurso de defesa da cidadania e da democracia.

Mas quando o assunto é a blogosfera, a grande mídia aciona seus comentaristas políticos para despejar a mais abjeta verborragia contra os “irresponsáveis” que “desnorteiam” os padrões oficiais de informação noticiosa e de interpretação da realidade em nossa volta.

Daí Ali Kamel ficar irritadíssimo quando seus interesses são contrariados. E a gota d’água se deu quando o jornalista Luiz Carlos Azenha, da Rede Record, pressionado pelo dinheiro que é obrigado a depositar na conta de Kamel, anunciou que pretende dar fim às atividades de seu blogue Viomundo.

Kamel tenta justificar que os blogueiros “ultrapassaram os limites” do debate democrático, dando um pretexto para processá-los. Mas mesmo seus colegas não o veem com simpatia, e seu poderio é de tal forma notório que, recentemente, o apelido que ele havia recebido dos colegas é “Ratzinger”, em alusão ao passado pró-fascista do cardeal Joseph Ratzinger, que se aposentou do status de Papa Bento XVI.

Enquanto isso, a grande mídia permite que comentaristas como Merval Pereira e Reinaldo Azevedo exagerem no tom quando criticam a blogosfera e os movimentos sociais, só reconhecendo estes últimos quando eles atuam dentro dos limites aceitáveis pelo poder associado ao neoliberalismo.

Ou seja, para uma revista Veja sair dizendo que formar sindicatos de trabalhadores, direito garantido pela Constituição de 1988, é “organizar a desordem”, a grande mídia reivindica “liberdade de expressão”. Já criticar os abusos editoriais ou as posturas antissociais de Ali Kamel é considerado “difamação”, sujeiro a ser condenado a pagar uma grande indenização.

Os grupos empresariais no Brasil temem perder o poder que exerciam de forma absoluta há até dez anos atrás. A grande mídia tenta resistir como pode às transformações sociais em curso no nosso país, e só mesmo a união da sociedade e da blogosfera para enfrentar esses impérios com coragem e perseverança.

Uma boa iniciativa será uma manifestação que acontecerá amanhã, no Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, numa reunião às 17 horas, na sua sede na rua Rego Freitas, 454, 1º andar, República, Centro de São Paulo. Quem está na capital paulista tem uma boa oportunidade para protestar contra os monopólios da grande mídia.

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