BARBOSA SERÁ O DESTAQUE DO 21 DE ABRIL MINEIRO -(…enquanto isso, o mensalão tucano ou mineiro segue sem julgamento no Supremo.)

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa vai ser o orador da 62ª solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), que já homenageou a presidente Dilma Rousseff e a ministra Cámen Lúcia; o evento ocorre no dia 21 de abril; mineiro de Paracatu, Barbosa aceitou convite do governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB); enquanto isso, o mensalão tucano ou mineiro segue sem julgamento no Supremo 
Minas 247 – Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa vai ser o destaque da 62ª solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto (MG). Como todo ano, o evento ocorre no dia 21 de abril e homenageia um mineiro — Barbosa é natural de Paracatu. Barbosa aceitou convite do governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), e será o orador da solenidade. 
Nos últimos anos, receberam a medalha da Inconfidência o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade (2012), a presidenta Dilma Rousseff (2011) e a ministra do Supremo Cármen Lúcia (2010), então presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A homenagem deste ano tem um detalhe curioso: até virar presidente do Supremo, Barbosa tratava da condução do processo sobre o mensalão tucano ou mineiro, que ainda não foi julgado pelo tribunal. O próprio Barbosa já comentou, aliás, que a imprensa “nunca deu bola para o mensalão mineiro”, numa comparação com a atenção dada ao mensalão do PT. 
A Medalha da Inconfidência foi criada em 1952 pelo então governador Juscelino Kubitschek para homenagear pessoas que prestaram relevantes serviços e contribuíram para a promoção de Minas e do Brasil. É a maior comenda concedida pelo Estado de Minas Gerais, sendo entregue anualmente. http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/98233/Barbosa-ser%C3%A1-o-destaque-do-21-de-abril-mineiro-Barbosa-ser%C3%A1-destaque-21-abril-mineiro.htm

5 horas atrás

O processo contra Lula e a força do simbolismo

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil. Mauro Santayana 
O Ministério Público do Distrito Federal – por iniciativa do Procurador Geral da República – decidiu promover investigação contra Lula, denunciado, por Marcos Valério, por ter intermediado suposta “ajuda” ao PT, junto à Portugal Telecom, no valor de 7 milhões de reais. 
O publicitário Marcos Valério perdeu tudo, até mesmo o senso da conveniência. É normal que se sinta injustiçado. A sentença que o condenou a 40 anos de prisão foi exagerada: os responsáveis pelo seqüestro, assassinato e esquartejamento de Eliza Salmúdio foram condenados à metade de sua pena. 
Assim se explica a denúncia que fez contra o ex-presidente, junto ao Procurador Geral da República, ainda durante o processo contra dirigentes do PT. 
O Ministério Público se valeu dessas circunstâncias, para solicitar as investigações da Polícia Federal – mas o aproveitamento político do episódio reclama reflexões mais atentas. 
Lula é mais do que um líder comum. Ele, com sua biografia de lutas, e sua personalidade dotada de carisma, passou a ser um símbolo da nação brasileira, queiramos ou não. Faz lembrar o excelente estudo de Giorg Plekhanov sobre o papel do indivíduo na História. São homens como Getúlio, Juscelino e Lula que percebem o rumo do processo, com sua ação movem os fatos e, com eles, adiantam o destino das nações e do mundo. 
Há outro ponto de identificação entre Lula e Plekhanov, que Lula provavelmente desconheça, como é quase certo de que desconheça até mesmo a existência desse pensador, um dos maiores filósofos russos. Como menchevique, e parceiro teórico dos socialistas alemães, Plekhanov defendia, como passo indispensável ao socialismo, uma revolução burguesa na Rússia, que libertasse os trabalhadores do campo e industrializasse o país. Sem passar por essa etapa, ele estava convencido, seria impossível uma revolução proletária no país.  
É mais ou menos o que fez Lula, em sua aliança circunstancial com o empresariado brasileiro. Graças a essa visão instintiva do processo histórico, Lula pôde realizar uma política, ainda que tímida, de distribuição de renda, com estímulo à economia. Mediante a retomada do desenvolvimento econômico, com a expansão do mercado interno, podemos prever a formação de uma classe operária numerosa e consciente, capaz de conduzir o processo de libertação. 
Não importa se o grande homem público brasileiro vê assim a sua ação política. O importante é que esse é, conforme alguns lúcidos marxistas, começando pelo próprio Marx, o único caminho a seguir. 
Como Getúlio e Juscelino, cada um deles em seu tempo, Lula é símbolo do povo brasileiro. Acusam-no hoje de ajudar os empresários brasileiros em seus negócios no Exterior. O grave seria se ele estivesse ajudando os empresários estrangeiros em seus negócios no Brasil. 
Lula não é uma figura sagrada, sem erros e sem pecados. É apenas um homem que soube aproveitar as circunstâncias e cavalgá-las, sempre atento à origem de classe e fiel às suas próprias idéias sobre o povo, o Brasil e o mundo. 
Mas deixou de ser apenas um cidadão como os outros: ao ocupar o seu momento histórico com obstinação e luta, passou a ser um emblema da nacionalidade. Qualquer agressão desatinada a esse símbolo desatará uma crise nacional de desfecho imprevisível.  Blog Sujo 
5 horas atrás

O queridinho Luciano Huck Via Jornalismo Wando _+_Haddad começa a cumprir promessas e enterra marcas de Kassab em 100 dias de gestão_+_João, Irineu e José, os filhos de Roberto Marinho

por Blog Justiceira de Esquerda
 
No novobloglimpinhoecheiroso 
Via Jornalismo Wando Luciano Huck, filantropo e apresentador de televisão, é conhecido por sua generosidade e empatia com o povo brasileiro. Um cara sem preconceitos e que gosta de estar onde o povo está. Percebam como sua alegria em meio ao povão é contagiante, gente:

 
Luciano_Huck12_Twitter 
Mas nem sempre foi assim, viu? Nos anos de 1990, segundo o jornalista Mylton Severiano, Luciano (então empresário playboy da noite paulistana) respondeu ao ser perguntado sobre a clientela de seu antigo bar nos Jardins:

 “Uma coisa eu digo: baiano aqui não entra.”

Mas isso ficou em um passado remoto. Luciano não só ama os nordestinos (até já namorou com uma), como escolheu Fernando de Noronha (PE) para diversificar seus negócios e impulsionar a economia local. Se antes era um playboy que barrava “baiano” na balada, hoje é esse bom samaritano que conserta carrosreforma barracos e vai abraçar o povo onde ele está. Uma história de redenção que precisava ser contada nas telas de cinema. Fica a dica para a Globo Filmes.PS.: Por ironia do destino, o Bar Cabral, cuja marca ainda pertence a Luciano, foi para o Tatuapé e hoje é uma casa de pagode e axé. http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/04/07/o-queridinho-luciano-huck/…………………………………………………….================…………………………………………………….. 

Haddad começa a cumprir promessas e enterra marcas de Kassab em 100 dias de gestão


Haddad04Artur Rodrigues e Rodrigo Burgarelli, via O Estado de S.Paulo
Prestes a completar 100 dias no poder da maior cidade do País, na quarta-feira, dia 10, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), adaptou promessas de campanha à realidade e apresentou um plano de metas mais enxuto que o da campanha. Ao mesmo tempo, já começou a tirar do papel algumas de suas principais propostas, deixando de lado as grandes bandeiras do antecessor Gilberto Kassab (PSD).
Entre os compromissos flexibilizados está o fim da taxa da inspeção veicular, aprovada na Câmara Municipal no mês passado e criticada por ser apenas parcial. Quem não passa no teste continua tendo de pagar. “Dá para dizer que estamos isentando uma inspeção de cada [contribuinte]. Imagine uma pessoa que precisa de dez inspeções para passar? É justo com aquele que regulou seu motor? Não é razoável”, justificou-se o prefeito.
Haddad garante que não se restringirá ao plano de metas, lista que não contemplou promessas feitas durante a campanha eleitoral, como os repasses de verba para o Metrô ou a construção de parques. Para ele, os primeiros meses já serviram para pavimentar o caminho para poder cumprir tudo que prometeu, em uma administração que é vista como vitrine pelo PT. “Se não fizer nos primeiros dias, depois sua atividade de criação e inovação fica muito mais difícil”, afirma.
Algumas mudanças profundas, porém, já estão tomando forma nos primeiros cem dias de governo. Grande parte delas está enterrando antigas marcas da gestão Kassab. Além da própria inspeção veicular, cujo modelo atual (com inspeções anuais pagas pelos proprietários e feitas pela Controlar) havia sido iniciado e defendido pelo ex-prefeito, vários outros projetos que caracterizam os seis anos de Kassab à frente da Prefeitura.
Um deles é o projeto Nova Luz. O plano deixado pronto pelo ex-prefeito previa a contratação de uma empresa que teria poder de desapropriar qualquer imóvel que julgasse necessário em um perímetro de 45 quarteirões. Em troca, ela faria obras de urbanização e incentivaria novos tipos de ocupação do espaço. O modelo de concessão foi julgado inviável pelo petista, apesar de ele não descartar um eventual uso de parte do projeto que custou R$14 milhões ao município. “Eu tenho de ser coerente com as ideias que eu defendi, sem me preocupar se isso agrada ou desagrada ex-prefeitos em geral, não é só o anterior”, disse Haddad.
Foco
O principal projeto social de Kassab, as tendas para moradores de rua, deve ser substituído por um programa do governo federal. Contrariando o estilo de xerife do antecessor, o prefeito também deslocou o foco da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e dos policiais militares da chamada Operação Delegada do combate à pirataria e comércio irregular para a segurança pública e afrouxou a legislação que pune donos de imóveis responsáveis pelas calçadas irregulares.
Além disso, todos os coronéis da Polícia Militar que administravam as 31 subprefeituras da cidade foram substituídos por técnicos civis.
Críticas
“O PT, desde o governo da Luíza Erundina, sempre pactuou com o que não era regular, seja na ocupação irregular de terras ou a questão dos camelôs. É algo que nos preocupa”, criticou o líder da oposição, Floriano Pesaro (PSDB).”O Haddad enxugou promessas de campanha no nível de sete para um e abandonou promessas sem colocar nada no lugar”, disparou.
Para o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD), do partido de Kassab, Haddad ainda aproveitará os projetos do governo anterior, mesmo que não admita isso. “Você pega um projeto bonito, bom, que tem uma cara do partido anterior e acaba fazendo algo parecido, mas com um outro nome.”
O ex-prefeito Gilberto Kassab não quis dar entrevista, mas afirmou, por meio de sua a assessoria de imprensa, que “tem orgulho de ter avançado em todas as áreas da administração municipal, o que inclui a criação de programas ambientais, sociais e de combate ao comércio ilegal e à pirataria”.  http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/04/07/haddad-comeca-a-cumprir-promessas-e-enterra-marcas-de-kassab-em-100-dias-de-gestao/…………………………………………………….================…………………………………………………….. 

João, Irineu e José, os filhos de Roberto Marinho: Os bilionários donos do BV


Roberto_Marinho11_Filhos 
Rodrigo Vianna em seu O Escrevinhador Chega de falar apenas em Roberto Marinho (morto há dez anos) e Ali Kamel (capataz dos patrões). A Globo tem três donos: João Roberto, Roberto Irineu e José Roberto. Eles mandam. Eles botam dinheiro no bolso. Eles interditam o debate.
É hora de espalhar a foto dos três e dizer ao povo brasileiro: eles ficaram bilionários, graças ao monopólio da informação – que concentra verbas e verbo. Precisamos colocar os três no centro do debate. Eles precisam rolar na lama da comunicação em que fazem o Brasil chafurdar.
Dilma acha importante reduzir juros. E está certíssima. Mas Dilma acha que não é hora de falar em “democratização da mídia”. E aí Dilma erra feio. Os monopólios da mídia, construídos ao arrepio do que diz a Constituição e na base de BV (bônus sobre volume), impedem um debate correto sobre redução dos juros. Parceiros dos bancos, os monopólios da mídia não querem juros baixo. Querem travar o Brasil. E constroem a fortuna bilionária de João, Irineu e José.
Na foto acima, eles aparecem (João, Irineu e José, da esquerda para a direita), com semblante de felicidade contida. Na época, o papai deles (ao centro da foto) ainda mandava. O patriarca fez a fortuna graças à parceria estabelecida com a ditadura militar. Roberto era apenas um milionário. Os filhos são bilionários, segundo a última lista da Forbes. Graças (também) ao BV. Graças ao monopólio.
Passamos anos na blogosfera dizendo que “ninguém sabe quem são os filhos de Roberto Marinho”. Está na hora de saber. Pra eles, é ótima essa situação. Discretos, poderosos, bilionários. Mas e para o Brasil?
Os três porquinhos da comunicação são os donos do BV. Os três mandam processar quem critica a Globo. Hora de botar a carinha dos três pra circular. Eles são inimigos da democracia.
Está na hora – também – de questionar no STF a legalidade do BV. Joaquim Barbosa usou o BV para construir a tese de “corrupção” no julgamento do “mensalão”. O BV serve pra condenar petistas. Mas o BV da Globo é intocável? Mais que isso: é ético que agências de publicidade recebam esse dinheiro – espécie de propina oficializada pelo mercado?
Se você não sabe direito o que é o tal BV, calma! Quase ninguém sabe. O BV é um segredo que constrói fortunas. E constrói o poder da Globo. Poder que trava a democracia, trava debate sobre juros, e permite que o capataz de João, José e Irineu use uma concessão pública para praticar um jornalismo de bolinhas de papel.
Leia abaixo a entrevista de um conhecido publicitário escocês que explica a PH Amorim, no Conversa Afiada, o que é o BV.
– É a bonificação sobre volume, essa propina que o Brasil legalizou, o BV.
– Explica isso ao nosso leigo navegante, mestre, por favor.
– Leigo navegante é assim. Quanto mais uma agência de publicidade programar a Globo, mais bônus, grana, ela tem. Você sabia que o BV da Globo é o maior item do faturamento das 40 maiores agências de publicidade do País?
– Que horror!, mestre. Que horror! Ou seja, independente da vontade do cliente, a agência vai lá e põe anúncio na Globo para ter bônus.
– Por aí, meu filho. Mas, o diabólico não é isso.
– É que a Globo transformou isso em lei.
– Mais diabólico, ainda.
– O que, mestre?
– É que a Globo antecipa o pagamento do BV.
– E daí, grande mestre?
– A agência recebe em janeiro por conta do que ela vai programar na Globo em dezembro.
– É que a Globo é generosa.
– Não, meu filho, é que a Globo prende a agência num cabresto. Obriga a agência a programar a Globo para cumprir a meta e receber o bônus inteiro. Entendeu?
– É a cenoura. Para obrigar a agência a correr atrás da verba, pelo dinheiro que  recebeu.
– Você é esperto, meu filho.
– Sim, mestre, mas isso a Globo conseguiu aprovar no Congresso.
– Mas o Supremo rasgou a lei…
– Sim, disso eu me lembro. Para encanar o Pizzolato e o Dirceu, o Supremo decidiu que o BV da Visanet era do Banco do Brasil e, não, das agências do Marcos Valeriodantas.
– Exatamente! E isso rasga a lei?
– É claro! O Supremo rasgou tudo para condenar o Dirceu. Por que não iria rasgar o BV?
– Porque o BV do Pizzolato não é o BV da Globo, mestre… É óbvio, desculpe.
– Sorry, meu filho. Você não alcançou a dimensão da questão.
– Qual a dimensão, caro mestre?
– Um dia, um tresloucado parlamentar, um procurador ou um blogueiro sujo…
– Você sabe aí na Escócia da existência de blogueiros sujos…
– Meu filho, quem não lê o Azenha?
– A Dilma por exemplo, ela não lê…
– Lê, meu filho. Lê e não conta… (Clique aqui para ler “Dilma perdeu boa oportunidade de defender o Azenha. Kamel celebra!”)
– Bom, vamos lá… Um dia, um blogueiro sujo… o que que é que tem?
– Um dia um blogueiro sujo entra na Justiça com uma ação de prevaricação, de improbidade contra a Secom por não recolher ao Banco do Brasil, à Petrobras, à Caixa e ao governo federal o BV que, hoje, fica com a Globo e as agências que nela programaram.
– E o Banco do Brasil, a Caixa, o governo federal, a Petrobras, esse pessoal programa mesmo é a Globo.
– Eles adoram a Globo! Ouvem o plim-plim e abanam o rabim…
– Mestre, o senhor já foi melhor do que isso.
– Desculpe, mauvais moment
– Bom, mestre, se o Globope não medir certo a audiência e se o BV do Banco do Brasil tiver de ser do Banco do Brasil… o governo federal, que é um grande anunciante, está jogando o dinheiro do contribuinte no lixo.
– No lixo, não, meu filho, na Globo! Não é exatamente a mesma coisa.
– É por isso que o senhor diz que o BV é mais importante do que a Ley de Medios.
– You got it, baby!
– Xiii, isso pode dar uma confusão…
– Confusão, não, meu filho. Pode dar cana… Olha o Pizzolato…
Pano rápido.
http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/04/07/joao-irineu-e-jose-os-filhos-de-roberto-marinho-os-bilionarios-donos-do-bv/ 

6 horas atrás

Assassinato de reputação: Erenice Guerra foi inocentada. Com a palavra a Folha e a Veja.

por Blog Justiceira de Esquerda
 
by bloglimpinhoecheiroso  

Erenice teve reputação assassinada pela mídia golpista. 
Altamiro Borges em seu blog 
Numa notinha de 2.158 toques, a Folha noticia hoje [6/4] que a ex-ministra Erenice Guerra foi inocentada no inquérito que apurou seu envolvimento num suposto esquema de tráfico da influência na Casa Civil. O caso foi arquivado pela Justiça Federal por absoluta falta de provas e a sentença do juiz Vallisney de Souza Oliveira teve o apoio do Ministério Público e a PF, que acompanharam o processo aberto há um ano e sete meses. Em síntese: tratou-se de mais um assassinato de reputação patrocinado pela mídia! 
A própria Folha confirma seu ato irresponsável e criminoso. “Erenice perdeu o cargo de ministra da Casa Civil em 2010, em meio à disputa presidencial. A queda ocorreu no dia em que a Folha revelou que ela recebeu um empresário e o orientou a contratar a consultoria de seu filho para conseguir um empréstimo no BNDES”. O tal “empresário” era Rubnei Quícoli, um notório vigarista que o jornal utilizou como fonte de suas acusações levianas para fabricar um mais um escândalo político. 
As razões políticas do escândalo fabricado 
O escândalo não teve apenas razões comerciais, não visou aumentar as vendas com base em matérias sensacionalistas. Ele teve conotação política. Visou interferir diretamente nas eleições presidenciais de 2010. Erenice era considerada o braço direito da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ocupou a pasta quando esta deixou o posto para disputar a sucessão. A mesma Folha se jacta, na maior caradura, que “o escândalo tirou votos de Dilma e acabou contribuindo para levar a eleição ao segundo turno”. 
Além da Folha, a revista Veja fez da denúncia leviana uma corrosiva peça de campanha eleitoral. Num gesto criminoso, ela obrou a capa terrorista com o título “Caraca, que dinheiro é esse”. A “reporcagem” dizia que pacotes de até R$200 mil teriam sido entregues no interior da Casa Civil, então comandada por Erenice Guerra. Tudo a partir de denúncias em off, de fontes anônimas. A revista não apresentou qualquer prova concreta e, na sequência, também se gabou da degola da ex-ministra. Um crime! 
Agora, Erenice foi inocentada pela Justiça. E como ficam os assassinos de reputações daFolha e da Veja? 
Nota à imprensa da Procuradoria da República do DF sobre o arquivamento do caso Erenice Guerra 
A Procuradoria da República no Distrito Federal, por meio da procuradora da República Luciana Marcelino, responsável pelo inquérito que apurou as notícias de suposta corrupção e tráfico de influência na Casa Civil durante a gestão da ex-ministra Erenice Guerra, esclarece o seguinte: 
1 – A promoção de arquivamento do inquérito baseou-se nos elementos colhidos durante a investigação, a qual não alcançou indícios suficientes de autoria e materialidade de crime por parte dos envolvidos. 
2 – A compreensão do Ministério Público Federal não se contrapõe às conclusões do relatório da autoridade policial, já que a Polícia Federal tampouco indiciou qualquer dos investigados. 
3 – A propósito, muito embora alguns dos fatos noticiados hajam sido demonstrados, a análise do inquérito policial, como não poderia deixar de ser, restringiu-se ao enfoque criminal, que não resultou no oferecimento de denúncia apenas porque não chegaram a ser apuradas provas mínimas de crime, sem prejuízo, em tese, de responsabilidade em outras esferas jurídicas, que não a persecução penal. 
4 – O Poder Judiciário poderia ter rejeitado a promoção de arquivamento apresentado pelo MPF, como prevê o artigo 28 do Código do Processo Penal, quando, então, os autos seriam encaminhados à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF para nova análise. 
5 – Com o objetivo de dar transparência a todos os argumentos que fundamentaram a promoção de arquivamento pelo Ministério Público Federal neste caso, foi requerido à Justiça Federal nesta segunda-feira, 30 de julho, o levantamento do sigilo da manifestação do MPF em sua íntegra. 
6 – Foi informado aos meios de comunicação que entraram em contato com a Procuradoria da República no Distrito Federal que a procuradora da República titular do caso estava no gozo de férias regularmente deferidas, tendo retomado suas atividades na presente data.” 
Assessoria de Comunicação 
Procuradoria da República no Distrito Federal http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/04/07/assassinato-de-reputacao-erenice-guerra-foi-inocentada-com-a-palavra-a-folha-e-a-veja/

6 horas atrás

Qual a contribuição do Estadão ao país?

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
A agonia do Estadão Paulo Nogueira 
O Estadão está virtualmente morto. 
Está cumprindo todas as excruciantes etapas da agonia dos jornais (e das revistas) na era da internet: demissões, demissões, demissões. Menos páginas, borderôs menores. 
E futuro nenhum. 
Pode ser que, em breve, o Estadão circule duas ou três vezes por semana, como está acontecendo com tantos jornais no mundo. 
A Folha, em outras circunstâncias, vibraria. Na gestão Frias, um dos dogmas na Barão de Limeira era que apenas um jornal sobreviveria em São Paulo. 
Semimorto o Estado, ficaria a Folha, portanto. 
Mas os problemas da Folha são exatamente os do Estado. Pela extrema má gestão dos Mesquitas, eles apenas estão levando mais cedo o Estadão ao cemitério. 
Lamento, evidentemente, cada emprego perdido por jornalistas que tiveram o azar de estar na hora errada na redação errada sob a administração errada derivada da família proprietária errada. (Os demitidos, importante que eles se lembrem disso, terão a oportunidade de respirar ares mais enriquecedores, sobretudo na mídia digital.) 
Mas o jornal, em si, não deixará saudade. 
Qual a contribuição do Estadão ao país? 
O golpe de 1964, por exemplo. O Estadão, como o Globo, tem um currículo impecável quando se trata de abraçar causas ruins e misturar genuínos interesses privados com interesses públicos fajutos. 
Ainda hoje, moribundo, gasta suas últimas reservas na defesa de um país em que o Estado (governo) deve servir de babá para uma minoria que, no poder, fez do Brasil um dos campeões mundiais em desigualdade. Que colunista se salva? Quem oferece uma visão alternativa? Quem quer um país melhor, menos injusto? 
Dora Kramer? Pausa para risada. 
Os editorialistas mentalmente decrépitos que davam conselhos à Casa Branca mas jamais conseguiram cuidar do próprio quintal? Nova pausa. 
Articulistas como Jabor? Pausa mais longa, porque é gargalhada. 
O Estadão pertence a um mundo em decomposição, e cujo passamento não deixa ninguém triste. 
Combateu o mau combate. Perdeu, e se vai. Poderia ter ido antes. Muitas árvores teriam sido poupadas. 
Blog Sujo
8 horas atrás

SETE DE ABRIL DE 2013: DIA DE LUTO PARA O JORNALISTA?

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

O domingo foi também o dia do jornalista, que, neste ano, chegou no momento em que a imprensa escrita enfrenta uma crise sem precedentes e, talvez, irreversível; em São Paulo, o Estado de S. Paulo, diminui seus cadernos e inicia o processo de demissão de 50 funcionários; em Belo Horizonte, o Estado de Minas coloca sua sede à venda; barões da imprensa, como Francisco Mesquita, João Roberto Marinho, Roberto Civita ou Otávio Frias, não reinventarão o setor; cabe aos jornalistas identificar oportunidades e buscar novos caminhos 

7 DE ABRIL DE 2013 ÀS 21:37 
247 – Com ou sem Lei de Meios, os impérios tradicionais de mídia desmoronarão. Aliás, o verbo não deveria ser mais conjugado no futuro, uma vez que a queda já começou a acontecer e deve se acelerar nos próximos meses e anos. Na última sexta-feira, o centenário Estado de S. Paulo anunciou uma reestruturação editorial que reduz seu conteúdo e seu número de cadernos, dando início também à demissão de 50 profissionais. Em Belo Horizonte, o tradicional Estado de Minas colocou à venda sua sede – assim como ocorre, nos Estados Unidos, com o Washington Post. 
É nesse ambiente de transição acelerada para um novo modelo de produção e distribuição da informação que, neste domingo, foi “comemorado” o Dia do Jornalista. Uma data que, para muitos, ocorre num momento de luto para a profissão. Em meio à crise, poucos têm sido capazes de enxergar novas oportunidades. 
Na entanto, a renovação profissional e a busca de novos espaços cabe aos próprios jornalistas. Os que ainda esperam que os barões da mídia tradicional, como Francisco Mesquita Neto, do Estadão, João Roberto Marinho, do Globo, Otávio Frias, da Folha, ou Roberto Civita, da Abril, apontem os caminhos ficarão a reboque de uma indústria que vive sua morte lenta e inevitável. 
Há, no mundo, e também no Brasil, diversos fatores que conspiram para uma crise ainda mais aguda da mídia impressa. Eis alguns pontos: 
1) Revolução industrial – Os veículos tradicionais são reféns de um modelo industrial inviável. Produção e distribuição da informação representam dois terços do custo de um jornal. E, para piorar, a informação chega velha à casa do leitor ou à banca de jornal. Na era digital, desaparecem os custos de impressão e distribuição – que, aliás, torna-se muito mais ampla. Jornais que se dizem nacionais vivem limitados ao raio de grandes capitais. Jornais digitais alcançam o mundo. 
2) Revolução cultural – Os veículos tradicionais também foram concebidos para a era da informação transmitida verticalmente, de cima para baixo, possibilitando a existência de “formadores de opinião”. Na internet, o modelo é horizontal, onde o leitor/comentarista é parte do processo de construção da informação. Nesta nova era, a palavra chave é compartilhamento – o que pressupõe abertura. E os jornais tradicionais erram ao tentar fechar e cobrar por seu conteúdo. 
3) Revolução política – Os jornais tradicionais foram também concebidos como uma espécie de poder aristocrático ou como pequenos canhões apontados para os palácios, capazes de, com o monopólio da influência, extrair grandes vantagens econômicas. Com a internet, no entanto, a ação política dos meios de comunicação pode ser, cada vez mais, questionada e desmascarada. E as novas vozes que surgem confrontam o monopólio midiático. 
4) Copyright versus copyleft – Especialmente no Brasil, avança a passos largos o conceito de comunicação pública, em que agências de governo, como a Agência Brasil, fornecem conteúdo gratuito, e em grande quantidade, para os veículos de comunicação, agindo sob os mais estritos princípios éticos e de qualidade. Ou seja: há conteúdo de sobra para a criação de novos veículos de comunicação. 
É nesse ambiente que os jornais estão morrendo e que a internet floresce. No governo Dilma, prevalece a posição de que a democratização da comunicação deve vir pela expansão da banda larga e pela redução do preço de equipamentos como tablets e smartphones. No PT, a Executiva Nacional defende a Lei de Meios para que se discutam questões como a propriedade privada e a proibição para que políticos detenham concessões de rádio e televisão. 
O debate é saudável, mas o fato é que a transformação provocada pela internet ultrapassa essa própria discussão. Por um lado, os monopólios midiáticos exibem musculatura, quando se mostram capazes de ditar os rumos até do Poder Judiciário no Brasil, como ocorreu na Ação Penal 470. Ocorre que essa ação foi concentrada em 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, suscetíveis a pressões. Quando se trata de influenciar a própria opinião pública, ampla e difusa, o poder de manipulação dos barões da mídia se torna minúsculo (mesmo com 18 minutos no Jornal Nacional) – e uma prova recente disso foi a eleição municipal em São Paulo. 
Dos patrões da imprensa, não virão mudanças capazes de clarear o cenário para os jornalistas. Aliás, eles só contratam jornalistas porque não são capazes de produzir informação por conta própria. São capazes, apenas, de comercializá-la. A boa notícia é que nunca houve tanto espaço para que os jornalistas se tornem donos do próprio destino e dos seus próprios veículos de comunicação. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98229/Sete-de-abril-de-2013-dia-de-luto-para-o-jornalista.htm

8 horas atrás

QUAL É O PAPEL DA MÍDIA NA FORMAÇÃO DE UMA BOLHA?

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Não houve revista semanal no Brasil que não tenha dedicado reportagem de capa ao empresário Eike Batista e quase todas foram laudatórias; numa delas, de Veja, ele foi saudado até como Eike Xiaoping, como se estivesse ensinando ao Brasil que “enriquecer é glorioso”; nos próximos dias, grandes bancos privados, o BNDES e o governo estarão tendo que lidar com a provável reestruturação das dívidas bilionárias do grupo EBX; quem acreditou na onda, hoje conta os prejuízos 
7 DE ABRIL DE 2013  
247 – Nunca houve, na história do Brasil, um empresário como Eike Batista. Vendedor de projetos, e não de empresas com resultados concretos, ele conseguiu a façanha de se tornar o oitavo homem mais rico do mundo (hoje não figura nem mais entre os 100 primeiros) prometendo quase o equivalente a terrenos na lua. Bancos de investimento empacotaram seus projetos e Eike foi uma das figuras mais midiáticas já vistas no mundo empresarial, em todos os tempos. Onde houvesse um holofote, lá estava ele. Se Madonna viesse ao Brasil pedir apoio a uma ONG, Eike apareceria com um cheque milionário para ganhar também seus 15 segundos adicionais de fama. 
Durante um bom tempo, Eike acreditou que conseguiria administrar expectativas do mercado financeiro no gogó – ou, quem sabe, pilotando sua conta no Twitter, onde, sempre, em tom otimista, vendia promessas jamais concretizadas a incautos seguidores. Ele, no entanto, não teria ido tão longe se não tivesse construído, também, uma poderosa aliança com jornalistas e meios de comunicação. Na imprensa, seus dois principais aliados nessa onda de fanfarronice foram Ancelmo Gois, do Globo, e Lauro Jardim, de Veja. Ancelmo sempre o chamava de “Eike sempre ele Batista”, como se o empresário fosse uma máquina de produção de ideias geniais. Lauro, por sua vez, antecipava em seu Radar Online os movimentos do grupo EBX, que sempre impactavam, também, o mercado financeiro e as cotações de seus papeis em bolsa. 
Sempre disponível a conceder entrevistas, o empresário foi capa de praticamente todas as revistas semanais, indo de Veja, onde era chamado de “Eike Xiaoping”, a Carta Capital, em que condenava a pouca disposição dos empresários ao risco. E da mesma maneira que transitava na mídia, Eike também circulava com desenvoltura no meio político. Não apenas no governo federal, que lhe abriu as portas do BNDES, mas nos governos de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amapá e Maranhão, onde seus projetos tinham algum impacto. 
O sonho de Eike, no entanto, chegou ao fim. Com uma dívida de mais de R$ 20 bilhões, concentrada sobretudo no BNDES, ele começará, nos próximos dias a reestruturar seus pagamentos. O aviso do “pré-calote” já foi dado na última sexta-feira, por meio de seu porta-voz extraoficial Lauro Jardim, que avisou que os bancões amargarão parte do prejuízo.  
Serão perdas significativas, mas, talvez, não tão grandes quanto a de investidores que acreditaram na imagem de empresário infalível construída por Eike e diversos veículos de comunicação. As ações da OGX, sua empresa de petróleo, já caíram 88% em um ano. Papéis do porto LLX, do estaleiro OSX e da mineradora MMX também viraram pó. E se “Eike sempre ele Batista” foi capaz de vender ilusões, isso só foi possível porque contou com o empurrão de uma imprensa amiga e, muitas vezes, acrítica. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98195/Qual-%C3%A9-o-papel-da-m%C3%ADdia-na-constru%C3%A7%C3%A3o-de-uma-bolha.htm
9 horas atrás

SEM CERIMÔNIA, VEJA AVISA QUE O ALVO AGORA É LULA

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

Revista diz que julgamento do ‘mensalão’ está próximo do fim, mas que, em vez de ponto final, o caso deve ganhar ponto e vírgula: “Oito anos depois da eclosão do escândalo, o ex-presidente Lula consta agora formalmente da lista dos investigados”; nesta sexta-feira, a Procuradoria da República no DF pediu abertura de inquérito sobre o ex-presidente baseado em depoimento de Marcos Valério ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel 
7 DE ABRIL DE 2013  
247 – O fim da Ação Penal 470 se aproxima, com a expectativa de que o acórdão do julgamento do mensalão seja publicado nesta semana. Mas a revista Veja indica que essa história segue para além da aguardada apresentação dos recursos e a prisão dos 25 condenados. Em vez de ponto final, diz a revista, o caso deve ganhar ponto e vírgula, graças ao pedido de abertura de inquérito sobre as denúncias feitas pelo empresário Marco Valério contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
“Oito anos depois da eclosão do escândalo, o ex-presidente Lula consta agora formalmente da lista dos investigados”, celebra reportagem de Veja. Nesta sexta-feira, a Procuradoria da República no DF pediu abertura de inquérito sobre o ex-presidente baseado em depoimento de Valério ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. A matéria lembra ainda que “Quando explodiu o escândalo, o ex-presidente Lula disse que não sabia da existência do mensalão e que se sentia traído pelos companheiros do partido envolvidos no esquema”. 
Se o foco agora é Lula, resta saber qual será o resultado da investigação, já que, como destacou o ex-ministro José Dirceu neste sábado, as denúncias de jamais foram aceitas pelo próprio Supremo como base para uma investigação contra o ex-presidente. Os procuradores pediram à Policia Federal a abertura de inquérito para investigar denúncia de que Lula e o então ministro da Fazenda Antonio Palocci se reuniram com Miguel Horta no Palácio do Planalto para combinar que uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, transferiria R$ 7 milhões para o PT. Entre os beneficiários, o publicitário Nizan Guanaes e a dupla Zezé di Camardo & Luciano. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98216/Sem-cerim%C3%B4nia-Veja-avisa-que-o-alvo-agora-%C3%A9-Lula-Sem-cerim%C3%B4nia-Veja-avisa-que-alvo-agora-Lula.htm

11 horas atrás

Após 100 dias, PSOL tem ajuda do DEM para governar Macapá

por Blog Justiceira de Esquerda
 
Sérgio Roxo (Email · Twitter) Publicado: 6/04/13 – 17h37 

Clésio Luís e o senador andolfe Rodrigues foram criticados por colegas de 
partido por apoio do DEM e PSDB 

ERICH MACIAS/FOLHAPRESS SÃO PAULO – Partido radical de esquerda, o PSOL conta com ajuda de políticos ligados ao PSDB e ao DEM em sua primeira gestão à frente de uma capital. Mas nos cem primeiros dias no comando da prefeitura de Macapá, no Amapá, Clésio Luís não conseguiu, segundo admitem até aliados, mudar a situação de caos administrativo pela qual passa a cidade de 415 mil habitantes. O titular da pasta de Administração, justamente responsável por reverter esse panorama, inclusive já foi trocado. 
O novo prefeito não chegou a nomear secretários filiados aos dois partidos, que o apoiaram no segundo turno da eleição. Apenas PCdoB, PPS, PV e os nanicos PCB e PRTB foram contemplados na formação do primeiro escalão, mas o ex-deputado estadual Jorge Amanajás, presidente do PSDB por cinco anos no Amapá e que no final do ano mudou para o PPS, indicou o secretário de Educação, Saul Peloso da Silva. 
— Ele não é filiado. É um técnico que eu conheço e indiquei ao prefeito — admite. 
O deputado federal Davi Alcolumbre (DEM), derrotado no primeiro turno da eleição para prefeito, ano passado, nega ter indicado secretários, mas admite que colabora com a pasta de Obras porque ocupou o posto na gestão passada. 
— Destinei R$ 10 milhões da minha cota de emendas para a secretaria de Obras. 
A ajuda tem causado desconforto dentro do PSOL. A ex-deputada federal Luciana Genro não se entusiasma com a gestão do colega de partido em Macapá. 
— Não tenho recebido muitas informações, o que não é bom porque indica que não estão sendo tomadas medidas de impacto em Macapá. 
Luciana critica as indicações políticas, mas diz que, pelo menos, foram evitadas nomeações de filiados aos partidos que apoiaram o PSOL no segundo turno, o que, na sua visão, seria “o pior dos mundos”. 
— A pressão interna evitou que fosse formado um governo de coalizão. 
No segundo turno da eleição, 35 membros da sigla — muitos deles integrantes da Executiva Nacional — divulgaram nota repudiando a adesão de políticos do DEM e do PSDB à candidatura de Clésio. O grupo também tentou levar o prefeito eleito ao conselho de ética por causa dos apoios, mas a Executiva Nacional rejeitou o pedido numa votação apertada. 
O presidente nacional do PSOL, o deputado Ivan Valente (SP), contemporiza o desconforto e defende a gestão do prefeito da legenda na capital do Amapá. 
— Não tem nada que está acontecendo na prefeitura de Macapá que contrarie a orientação do partido — diz Valente. 
Independentemente da ajuda de outros partidos, a população de Macapá sofre. Por exemplo, as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), paradas na cidade desde novembro, só voltaram a funcionar quase três meses depois de iniciado o mandato. 
— O governo está com dificuldade de engrenar. A população não consegue ver grandes mudanças. As ruas continuam muito esburacadas — diz o aliado Amanajás, que reconhece, porém, o empenho do novo prefeito para colocar as contas nos trilhos. 
Clésio culpa a gestão antecessor, Roberto Góes (PDT), seu adversário no segundo turno da eleição, pelo caos. Afirma que encontrou a prefeitura com salários atrasados. Ele reconhece que a população ainda não sentiu a diferença. 
— Não foi feita a maquiagem que os prefeitos comumente fazem quando entram. 
O ex-prefeito Góes foi procurado, mas não retornou a ligação. http://oglobo.globo.com/pais/apos-100-dias-psol-tem-ajuda-do-dem-para-governar-macapa-8047145

13 horas atrás

Lula, as ruas e a desconstrução de sua imagem

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre 
Volto a defender que o ex-presidente trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva vá para as ruas, em busca de quem lhe apoia e confia. Lula tem de se reportar à imensa classe trabalhadora brasileira e aos seus eleitores, se o “político” conservador e procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e juízes ideologicamente de direita, a exemplo dos senhores Joaquim Barbosa, Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes, entre outros, associarem-se novamente aos políticos tucanos derrotados três vezes nas urnas e aos barões da imprensa controladores da mídia oligarca, monopolista e historicamente golpista, que teimam em considerar o Brasil de duzentos milhões de habitantes e a sexta maior economia do mundo como o quintal de suas casas. 

Trabalhista no poder deixa realmente a direita desesperada e inconformada.

Nunca é tarde para avisar aos políticos e governantes trabalhistas que eles não podem e jamais devem remediar ou tergiversar sobre a conduta histórica da direita brasileira, uma das mais violentas e poderosas do mundo, que edificou uma ditadura sanguinária que em um tempo de 21 anos fez do Brasil um lugar de barbarismos, onde as leis se tornaram um borrão no papel e os direitos da pessoa humana eram considerados conforme a vontade do ditador de plantão e dos militares, juízes, políticos e policiais que o serviam como subordinados, com o financiamento e a cumplicidade, evidentemente, de grandes empresários. 
A direita sabe o que o líder popular, que após oito anos no poder saiu com 86% de aprovação, representa. Lula é a maior personalidade política que surgiu no Brasil após Juscelino Kubitschek e o estadista histórico Getúlio Vargas. Político de grandeza internacional, reconhecido como pop star quando vai às ruas ou às universidades brasileiras e do exterior, Lula tem de ser combatido, sua imagem tem de ser manchada e seus governos desqualificados, porque a desconstrução de sua pessoa política e do que ele representa como humanista são as únicas ferramentas que a direita herdeira da escravidão tem para usar como estratégia para conseguir uma vitória nas urnas. 
Lula e certos setores da esquerda sabem o que está a acontecer. E a direita quer o ex-mandatário, ainda muito popular, quieto, no seu canto, talvez dentro de casa, a assistir a imolação de seu caráter, a desconstrução de sua imagem e a destruição de seu legado político, econômico e social. Querem tratar o Lula como se ele nunca tivesse existido e retirado da pobreza, por exemplo, mais de 30 milhões de cidadãos brasileiros, recuperado a economia em praticamente todos os segmentos, ter pago a dívida externa, além de ter livrado o País e seu povo da crise da União Europeia e dos EUA. Lula construiu o Brasil do quase pleno emprego, o que está a ser continuado pela presidenta Dilma Rousseff, com a queda dos juros e a isenção de taxas e impostos para inúmeros produtos. 
A direita está desesperada. Ela é incompetente propositalmente, pois extremamente egoísta, moralmente violenta e socialmente sectária. Essa corrente política quer um Brasil para poucos, lugar onde cerca de 30 milhões de pessoas tenham acesso à educação, à saúde, à moradia e ao consumo. É a luta para manter a hegemonia de classe e dessa forma usufruir um País de VIPs. Um Brasil para os ricos, os muito ricos e uma classe média pequena, mas que mantenha seu poder de compra para abastecer os bolsos do empresariado tupiniquim, de cabeça colonizada e com um incomensurável complexo de vira-lata. 
Por isto e por causa disto, o combate sistemático e incessante contra os políticos das correntes trabalhista e socialista. Para manter tal combate, a direita partidária e empresarial conta com a substancial cooperação da poderosa mídia de mercado, a de negócios privados cujos donos são alienígenas no que se diz respeito aos interesses do Brasil e de seu povo trabalhador. Lula é o político mais poderoso do País, juntamente com a Dilma, mesmo sem mandato. Consequentemente, ao perceber e há muito tempo a posição de Lula na sociedade brasileira, os conservadores optaram pela estratégia de desconstruir a imagem do líder político trabalhista. 
A investigação sobre Lula pelo Ministério Público mais do que uma investigação é um movimento do xadrez político em que a direita se apoia para judicializar a política, além de apostar em uma conotação policialesca a cargo da imprensa alienígena, que vai se encarregar de disseminar a desconstrução de Lula. Por enquanto o sistema midiático privado está em silêncio, mas o ex-presidente é a pauta principal, que se encontra nos escaninhos das redações. 
O empresário Marcos Valério, publicitário que iniciou suas atividades no ninho tucano do ex-governador mineiro, Eduardo Azeredo (1995/1998), foi condenado a 40 anos de prisão. Azeredo não foi reeleito, mas deixou rastros de ilegalidades na trilha dos tucanos. Até hoje homens e mulheres do PSDB não foram investigados e o STF dorme em berço esplêndido, pois não se tem notícia de quando o “valerioduto” dos tucanos vai ser, enfim, julgado. Tem um ditado popular que o Judiciário deste País é destinado a punir e a prender os três grupos sociais que formam os três Ps (puta, pobre e preto). A verdade é que pelo andar carruagem os três Ps viraram quatro — puta, pobre, preto e petista. 
É uma desfaçatez a atuação do procurador-geral, Roberto Gurgel, aliado da imprensa de tradição golpista e da direita partidária no que é relativo à perseguição a Lula. Gurgel enviou papéis concernentes à acusação de Valério de que Lula teria sido beneficiado pelo dinheiro do “mensalão”, que teria custeado as despesas pessoais do presidente mais popular da história do Brasil, a superar, inclusive, o estadista Getúlio Vargas. 
Acontece que Marcos Valério tem boca, e quem tem boca fala o que quer, do modo que quiser, ainda mais quando se torna necessário e urgente salvar a própria pele. O procurador-geral Gurgel, muito cônscio e zeloso de suas responsabilidades, imediatamente enviou ao procurador da República em Minas Gerais, Leonardo Melo, as declarações de Valério publicadas pela imprensa que está aí e se tornou ferramenta e instrumento de oposição sistemática aos governantes trabalhistas. O procurador Melo descartou investigar a suposto envolvimento de Lula com o “mensalão”, e decidiu devolver os papéis para a PGR, em Brasília. 
Segundo a avaliação de Leonardo Melo, as declarações de Valério sobre Lula em nada acrescentam às apurações realizadas em Minas Gerais, bem como às ações que tramitam na Justiça Federal no estado mineiro. A verdade é que Valério quer diminuir sua pena e por causa disso negocia com a PGR do Gurgel uma saída menos dolorosa para seu caso. Envolver Lula beneficia a todos que o combatem fora das urnas. O PSDB e seus aliados de direita, a exemplo da imprensa de mercado, de Roberto Gurgel, da subprocuradora, Cláudio Sampaio, da subprocuradora Sandra Cureau, além de juízes nitidamente conservadores nas pessoas de Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Marco Aurélio de Mello e Luiz Fux, entre outros, que tem lado, ideologia e tomam partido, preferencialmente à direita. 
As acusações de Marcos Valério não são substanciais, bem como não existem provas no que é relativo ao ex-presidente Lula. São meramente palavras que visam a desconstrução e a desqualificação de um político de esquerda, que revolucionou a sociedade brasileira e elevou o Brasil a patamares nunca visto antes em termos internacionais. Uma revolução silenciosa, realizada em um governo vocacionado para a democracia, que nunca bateu em trabalhador, além de melhorar as condições de vida dos pobres e da classe média. É visível. Só não enxerga quem não quer ou, simplesmente, faz oposição aos trabalhistas, mesmo a ser beneficiado. É a questão da ideologia.
Os ataques levianos a Lula são um acinte, um deboche à inteligência alheia e uma provocação de fundo e interesse político, que poderá levar o político petista às ruas. Lula não tem mandato. Ele é ex-presidente, mas é atacado pela imprensa e pelos partidos de direita diuturnamente. Interessa ao establishment manter Lula na alça de mira, mesmo se não forem comprovadas as acusações contra o líder trabalhista. Desconstruí-lo é a estratégia, porque a direita sabe que o Lula nas ruas, mas praças e nos palanques eletrônicos da televisão, do rádio e da blogosfera progressista é no momento um político imbatível. A verdade é que não há provas contra o Lula, mas manter o caso em evidência é uma forma de combatê-lo. A direita fez exatamente essa ação quando Getúlio Vargas estava fora do poder, em sua estância em São Borja, no Rio Grande do Sul — o berço do trabalhismo brasileiro.
Lula não vai ficar dentro da sua casa, em São Bernardo (SP), de braços cruzados, a ver sua imolação e a desmoralização moral de sua pessoa. Não é do seu temperamento. Getúlio se matou por causa disso. João Goulart sofreu um golpe de estado e só voltou para o Brasil para ser sepultado. Lula vai às ruas se perceber que a direita partidária, midiática e judiciária enveredar por caminhos antidemocráticos, e, por conseguinte, golpistas. Lula conhece a nossa história e os maus propósitos de uma “elite” herdeira da escravidão. Lula não vai ser emparedado por uma imprensa alienígena e entreguista, sem qualquer compromisso com o Brasil e que fomenta todo tipo de bandidagem por intermédio de suas manchetes irresponsáveis e nitidamente oposicionistas. O lugar de Lula é nas rua, junto ao povo, que não vai tolerar golpes. As Caravanas da Cidadania são estratégicas e solução de apoio e proteção.
A direita está desesperada, principalmente a midiática tucana, que em quase 20 anos no poder em São Paulo se tornou o destino de R$ 2,4 bilhões, apenas nos últimos dez anos. Como se observa, o contribuinte paulista sustentou a imprensa corporativa, que deixou de fazer jornalismo e passou a atuar como assessoria de imprensa, verdadeira chapa branca. Por isto e por causa disto, os políticos, a exemplo de FHC — o Neoliberal —, José Serra, Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin têm tanta ascendência sobre a imprensa, bem como influenciam em suas pautas.
  O valor de R$ 2,4 bilhões não é qualquer troco. É um dinheiro de respeito e que é destinado a manter a máquina de propaganda tucana, além de servir também de “canhão” para desmoralizar e desqualificar os adversários dos tucanos tratados como inimigos, como ocorre, sem sombra de dúvida, há mais de dez anos com os presidentes trabalhistas, alvos de todo tipo de ataques e denúncias, muitas delas vazias. A imprensa comercial e privada depende do dinheiro do estado bandeirante, como os seres vivos necessitam de oxigênio para viver. Depois, na maior cara de pau, esse mesmo setor midiático fala em iniciativa privada, como se não fosse sustentado pelo dinheiro público. Durma-se com um barulho desse. A mídia hegemônica tem de ser desprivatizada e parar de tratar os leitores como idiotas.
  Voltemos ao Marcos Valério. O procurador mineiro devolveu os documentos para Brasília. Contudo, um inquérito foi aberto na Polícia Federal. Leonardo Melo solicitou o rastreamento dos pagamentos feito pelo Valério. A apuração desses fatos é anterior ao depoimento do empresário de origem tucana. O processo em princípio não envolve o ex-presidente Lula. Além disso, o PT pode pressionar Lula para ser candidato a presidente, se ficar claro que a direita e seus órgãos de ação, como o STF e a PGR, insistirem em judicializar o processo político e eleitoral. O petista ainda pode ser candidato ao governo de São Paulo e, consequentemente, se vencer as eleições, colocar um pá de cal no túmulo de PSDB e no rico dinheirão que a mídia golpista tem acesso a quase 20 anos. Enfim, Lula tem as ruas e a elas deverá ir se se sentir acuado ou desrespeitado em sua cidadania. Golpe nunca mais!
Na minha opinião, Lula deveria ser indicado para receber o Prêmio Nobel da Paz, razão pela qual, no decorrer de seus dois governos, ter incluído dezenas de milhões de pessoas no que é referente à cidadania, bem como seu trabalho de integração entre as nações que geograficamente ocupam o Sul do planeta. Seu trabalho na América Latina, na África e na Ásia é reconhecido pela comunidade internacional, mas, em contrapartida, é solenemente e cinicamente “esquecido” pela imprensa corporativa, que, se pudesse, o silenciava, como o fez com Leonel Brizola durante os 15 anos que ficou no exílio. 
O presidente dos EUA, Barack Obama, mal assumiu o poder e recebeu o Prêmio Nobel da Paz, para logo depois apoiar a invasão da Líbia e o assassinato de Muammar Kadhafi por parte da OTAN, além de ter soldados espalhados pelo mundo, a darem continuidade a uma diplomacia de porrete, que se baseia na intimidação e na violência bélica pura e simples. A premiação de Obama desmoralizou tal prêmio e deixou a academia sueca, que ridiculamente se comportou com subserviência, em maus lençóis, no que diz respeito à sua credibilidade. Se Lula ganhasse o Nobel, a direita escravagista, brega, provinciana e colonizada brasileira cortaria seus próprios pulsos, com navalha cega e enferrujada para doer mais. É isso aí. http://davissenafilho.blogspot.com.br/2013/04/lula-as-ruas-e-desconstrucao-de-sua.html

14 horas atrás

GLOBO SAI EM DEFESA DO MINISTRO PAULO BERNARDO

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 Jornal da família Marinho defende o ministro das Comunicações e diz que ele é atacado porque setores do PT estariam dispostos a “censurar conteúdos jornalísticos”; em capa recente da revista Carta Capital, Bernardo foi chamado de ministro do “plim-plim”; Globo defende sua própria “Lei de Meios”, com restrições a sites controlados do exterior no jornalismo e no entretenimento (leia-se Terra) 
7 DE ABRIL DE 2013  
247 – O jornal O Globo, da família Marinho, saiu em defesa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Em seu principal editorial, a publicação afirmou que o ministro só é atacado porque setores do PT gostariam de censurar conteúdos jornalísticos. Em reportagem recente, Bernardo foi apontado na capa da revista Carta Capital como o “ministro do plim-plim”, em referência à Globo. Em artigo no 247, Breno Altman, do Opera Mundi, também criticou o ministro por não seguir uma decisão do Partido dos Trabalhadores em favor da regulamentação dos meios de comunicação (leia mais aqui).  
Curiosamente, a Globo também sinalizou que tem interesse numa Lei de Meios. Um de seus focos é impedir que grupos controlados no exterior tenham produção de conteúdo e entretenimento voltado para o Brasil. A principal preocupação da Globo é o portal Terra, ligado à Telefônica, que já atuou em eventos como os Jogos Olímpicos de 2012. Especialmente diante da transformação que atingirá em cheio a televisão, com a convergência entre TV e internet. 
Há regulação da mídia e ‘regulação da mídia’ – EDITORIAL O GLOBO 
Facções do PT abrem guerra contra ministro porque desejam, sob o pretexto de rever as regras do setor de comunicação, censurar conteúdos jornalísticos 
Pouco mais de dez anos de poder ainda não conseguiram que conceitos indiscutíveis, lastreados na Constituição, transitassem sem dificuldades por todo o PT — como a maioria dos partidos brasileiros, também uma frente de grupos com divergências políticas e ideológicas. É tão verdade esta fragmentação partidária que o ministro da Comunicação, Paulo Bernardo, militante histórico do PT, tem sido alvo de duras críticas de facções abrigadas na legenda que jamais entenderão de qual “regulação da mídia” o país necessita. 
O ministro chega a ser hostilizado, em documentos, de “traidor”. O ponto visível da discórdia é a correta defesa feita por Paulo Bernardo da isenção tributária para provedores de internet banda larga, dentro do programa de ampliação da rede para cidades menores e famílias de renda mais baixa. Não deveria surpreender a constatação de que a carga tributária costuma ser um dos principais itens na formação de preços responsáveis por impedir o acesso a eles por grande parte da população. Nada mais acertado, portanto, como tem sido feito em muitos outros setores, que a desoneração de impostos. Ao criticar o companheiro de partido, por estar supostamente ajudando o “grande capital” — termo de toscas cartilhas de catequização política —, essas facções querem também atingi-lo por não dar andamento a uma proposta de “regulação da mídia” deixada de herança pelo governo Lula. 
Mas não só o ministro cumpre ordens da presidente Dilma, como também o conteúdo da proposta é inexequível, por ilegal. Explicou o próprio Paulo Bernardo: “(…) algumas pessoas veem a capa da revista, não gostam e querem que eu faça um marco regulatório. Isso não é possível porque a Constituição não prevê esse tipo de regulação para a mídia escrita”. Um parêntesis: nem para a eletrônica, mas esta é outra discussão. 
A “regulação” do desejo dessa militância visa a interferir no conteúdo jornalístico — censura, a palavra certa. Como tem ocorrido na Venezuela, no Equador, nos países ditos bolivarianos, este objetivo é alcançado pela rota dissimulada da desestabilização empresarial dos grupos de comunicação. A Argentina é outro exemplo. Em nome da necessidade de se estimular a concorrência no mercado de imprensa e entretenimento — como se ela já não existisse no país —, força-se a quebra de conglomerados de comunicação, para que eles passem a depender de verbas públicas, o fim de sua independência. 
Tudo é uma enorme perda de tempo. Enquanto isso, a regulação de que a mídia necessita fica em segundo plano. E há muita coisa a discutir: a atuação de sites controlados do exterior no jornalismo e entretenimento; a necessidade de produção local; o papel das telefônicas no processo de fusão de mídias, entre outros temas. 
É inútil e nada produtivo continuar a investir, não importa em nome de quê, contra princípios constitucionais consolidados. http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/98203/Globo-sai-em-defesa-do-ministro-Paulo-Bernardo.htm
19 horas atrás

NAS BANCAS, REPORTAGEM QUE DESMONTA O MENSALÃO

por Blog Justiceira de Esquerda
 
 

A próxima Retrato do Brasil, do consagrado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, trará na capa reportagem sob o título “A construção do mensalão – Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson” 
7 DE ABRIL DE 2013  
247 – Vem aí uma reportagem que promete desmontar a história construída no julgamento da Ação Penal 470 e rotulada como “mensalão”. Escrita por Raimundo Rodrigues Pereira, um dos maiores e mais minuciosos jornalistas brasileiros, ela estará na próxima capa da Retrato do Brasil. A novidade foi anunciada na coluna de Elio Gaspari: 
NAS BANCAS Está chegando às bancas uma edição especial da revista “Retrato”. Sua capa diz tudo: “A construção do mensalão -Como o Supremo Tribunal Federal, sob o comando do ministro Joaquim Barbosa, deu vida à invenção de Roberto Jefferson”. Coisa do respeitado jornalista Raimundo Rodrigues Pereira. Numa reportagem anterior, Raimundo já havia demonstrado que os recursos da Visanet, a suposta fonte de dinheiro público do mensalão, foram gastos exatamente de acordo com o fim a que se destinavam: publicidade e propaganda. http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98200/Nas-bancas-reportagem-que-desmonta-o-mensal%C3%A3o.htm